{"id":72145,"date":"2016-07-27T16:32:28","date_gmt":"2016-07-27T16:32:28","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=72145"},"modified":"2022-06-03T17:24:21","modified_gmt":"2022-06-03T19:24:21","slug":"gurgel-xef","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/tecnologia-e-transportes\/automoveis\/gurgel-xef","title":{"rendered":"Gurgel XEF"},"content":{"rendered":"<p>Em 1981, foi desenvolvido o modelo\u00a0<strong>XEF<\/strong>, com apenas tr\u00eas bancos dianteiros, uma solu\u00e7\u00e3o inusitada na \u00e9poca.<\/p>\n<p>O carro era um modelo urbano, com dimens\u00f5es reduzidas para os passageiros e para a bagagem.<\/p>\n<p>O<strong>\u00a0modelo Gurgel Xef<\/strong>\u00a0pertence \u00e0 classe microcar\/carro citadino. Representa o segmento de mercado &#8220;A (mini carros)&#8221;. O carro foi oferecido com formas de carroceria sedan de 2 portas entre os anos de 1983 e 1986.<\/p>\n<p>Os carros foram equipados com motores de 1584 cc (97 cui) de deslocamento, fornecendo 35 &#8211; 48 kW (48 &#8211; 65 PS, 47 &#8211; 64 hp) de pot\u00eancia.<\/p>\n<p>O vision\u00e1rio\u00a0<strong>Jo\u00e3o do Amaral Gurgel<\/strong>\u00a0sempre sonhou produzir um autom\u00f3vel compacto e \u00e1gil, apropriado para tr\u00e2nsito pesado dos grandes centros urbanos.<\/p>\n<p>Segundo ele, nos tempos da universidade chegou a desenhar um ve\u00edculo com motor de dois cilindros.<\/p>\n<p>Assim, ap\u00f3s ter alcan\u00e7ado popularidade como fabricante de utilit\u00e1rios, que basicamente utilizavam a mec\u00e2nica do Fusca,\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m aproveitou a mesma mec\u00e2nica para seu primeiro projeto de carro urbano.<\/p>\n<p><strong>A novidade foi apresentada no Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel de S\u00e3o Paulo, realizado em 1981, como prot\u00f3tipo sendo batizado de GTA:<\/strong>\u00a0Gr\u00e3 Turismo Articulado e que chamou a aten\u00e7\u00e3o principalmente pelas dimens\u00f5es reduzidas, com 3,12 m de comprimento e apenas 1,80 m de dist\u00e2ncia entre eixos.<\/p>\n<p><strong>Outra curiosidade:<\/strong>\u00a0o interior acomodava apenas tr\u00eas ocupantes sentados lado a lado.<\/p>\n<p>O desenho tinha detalhes com clara inspira\u00e7\u00e3o nos modelos Mercedes-Benz da \u00e9poca. Segundo consta, era uma indica\u00e7\u00e3o que\u00a0<strong>Gurgel\u00a0<\/strong>buscava um consumidor espec\u00edfico, que entendesse sua proposta de carro urbano.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o havia basicamente espa\u00e7o para bagagem, j\u00e1 que o reduzido espa\u00e7o na frente do carro era tomado pelo tanque de combust\u00edvel de 55 litros e pelo estepe.<\/p>\n<p><strong>DE GTA A XEF<\/strong><\/p>\n<p>Dois anos ap\u00f3s esta apresenta\u00e7\u00e3o, a\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>\u00a0mostrou um novo prot\u00f3tipo j\u00e1 rebatizado de\u00a0<strong>Xef<\/strong>. Segundo consta, esta denomina\u00e7\u00e3o foi dada casualmente por Maria Cristina, filha de Jo\u00e3o Gurgel, quando ela chegou certo dia em casa dirigindo o prot\u00f3tipo.<\/p>\n<p><strong>Ao ser indagada de quem era o estranho ve\u00edculo:\u00a0<\/strong>\u201c\u00c9 do Chefe!\u201d, teria respondido a mo\u00e7a indicando que se tratava do novo carro projetado pelo pai.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao\u00a0<strong>GTA<\/strong>, o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0apresentava diversas mudan\u00e7as est\u00e9ticas. A principal era nas portas, nas quais foi adotado o quebra-vento original do Fiar 147, enquanto na lateral traseira foi instalada uma janela em forma de escotilha.<\/p>\n<p><b>Outro detalhe bastante curioso era o para-brisa\u00a0e o vigia traseiro com o mesmo formato, isto \u00e9:<\/b>\u00a0tratava-se do para-brisa original do Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Assim, pe\u00e7a podia ser intercambi\u00e1vel, como destacava o fabricante em sua propaganda:\u00a0<\/strong>\u201cO \u00fanico carro nacional com para-brisa de reserva\u201d.<\/p>\n<p>Na proposta inicial, devido ao restrito espa\u00e7o para a bagagem, uma pequena carreta poderia ser acoplada \u00e0 traseira do modelo como uma esp\u00e9cie de porta-malas remov\u00edvel. Mas ao apresentar o prot\u00f3tipo do\u00a0<strong>Xef<\/strong>,\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>\u00a0confirmou a retirada da proposta do reboque. Segundo ele, de acordo com pesquisas de mercado realizadas, os prov\u00e1veis compradores julgaram desnecess\u00e1rio este componente.<\/p>\n<p><strong>ESTILO MERCEDES<\/strong><\/p>\n<p>As linhas do pequeno carro procuraram imitar alguns detalhes de estilo dos autom\u00f3veis Mercedes-Benz que, na \u00e9poca, eram o sonho de consumo no mercado brasileiro, quando as importa\u00e7\u00f5es eram limitadas aos corpos de embaixadas estrangeiras. Isto pode ser notado principalmente no recorte dos p\u00e1ra-lamas e na dianteira destacando os far\u00f3is retangulares, de Voyage, com lentes dos piscas na extremidade. Este conjunto se completa com uma falsa grade pintada em preto fosco, outra imita\u00e7\u00e3o dos modelos da f\u00e1brica alem\u00e3.<\/p>\n<p>Um G estilizado aplicado sobre o cap\u00f4 dianteiro tamb\u00e9m procura aludir \u00e0 marca da estrela de tr\u00eas pontas.<\/p>\n<p><strong>De perfil, o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o formato da carroceria:\u00a0<\/strong>nitidamente um tr\u00eas volumes, algo pouco comum em ve\u00edculos desse porte. As portas, bem dimensionadas, facilitam a entrada e, internamente, os detalhes no acabamento surpreendem quem est\u00e1 habituado com o acabamento espartano dos utilit\u00e1rios Gurgel. As rodas tamb\u00e9m tem desenho descaradamente inspirado nas dos carros da Mercedes, enquanto a denomina\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0vem aplicada no p\u00e1ra-lama dianteiro. Na traseira, as lanternas caneladas, originais do Bras\u00edlia, tamb\u00e9m seguem a tend\u00eancia de estilo ditada pelos modelos alem\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>ESPA\u00c7O REDUZIDO<\/strong><\/p>\n<p><strong>O interior s\u00f3 comporta tr\u00eas pessoas sentadas lado a lado devido a boa largura do carro<\/strong>: 1,70 metro, sendo que o banco do motorista \u00e9 separado dos passageiros.<\/p>\n<p>Estes j\u00e1 vinha com apoios de cabe\u00e7a e podiam ser revestidos tanto em tecido como couro. Atr\u00e1s dos encostos, que podem ser rebatidos, uma bolsa el\u00e1stica tem a fun\u00e7\u00e3o de prender a bagagem no reduzido espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>O painel completo disp\u00f5e de cinco instrumentos:\u00a0<\/strong>veloc\u00edmetro, conta-giros, press\u00e3o do \u00f3leo, vacu\u00f4metro e n\u00edvel de combust\u00edvel, enquanto o volante tem duas hastes. Todo o interior era acarpetado e o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m j\u00e1 sa\u00eda de f\u00e1brica com r\u00e1dio toca-fitas e vidros el\u00e9tricos. A Gurgel chegou a estudar oferecer um sistema de ar-condicionado, mas isto nunca chegou a fazer parte do pacote de op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Embora o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0utilize mec\u00e2nica b\u00e1sica VW a ar de 1,6 litro, seu chassi foi desenvolvido pela pr\u00f3pria\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>.<\/p>\n<p>Trata-se de uma estrutura tubular de a\u00e7o incorporada pela carroceria de pl\u00e1stico refor\u00e7ado com fibra-de-vidro. J\u00e1 a suspens\u00e3o \u00e9 a tradicional do Fusca, com bra\u00e7os arrastados superpostas, l\u00e2minas de tor\u00e7\u00e3o e barra estabilizadora na dianteira, enquanto na traseira o sistema \u00e9 o de semi-eixo oscilante com uma l\u00e2mina tensora longitudinal de cada lado ligada \u00e0 barra de tor\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de cinta limitadora de curso de distens\u00e3o.<\/p>\n<p>O motor VW 1,6 a ar tinha op\u00e7\u00e3o de carburador simples na vers\u00e3o a gasolina ou dupla-carbura\u00e7\u00e3o na vers\u00e3o a \u00e1lcool, com pot\u00eancias de 48 cv e 56 cv, e torque de 10 mkgf ou 11,3 mkgf, respectivamente.<\/p>\n<p>O c\u00e2mbio VW de quatro velocidades, mais r\u00e9, utilizava as mesmas rela\u00e7\u00f5es de marcha e de diferencial do VW 1300. Nos testes realizados na \u00e9poca pelas publica\u00e7\u00f5es especializadas o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0chegou a atingir velocidade m\u00e1xima de 138 km\/h e foi de 0 a 100 km\/h em 19,6 segundos.<\/p>\n<p><strong>LAN\u00c7AMENTO COMERCIAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-162569 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Gurgel8-1-300x166.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Gurgel8-1-300x166.jpg 300w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Gurgel8-1.jpg 509w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Gurgel XEF<\/strong><\/p>\n<p>O modelo definitivo entrou em linha de produ\u00e7\u00e3o no come\u00e7o de 1984, com mais algumas mudan\u00e7as est\u00e9ticas. Um ressalto na lateral traseira foi abolido e a janela em formato de escotilha passou a ser oval, deixando a linha mais equilibrada. A tampa do motor tamb\u00e9m teve seu desenho alterado e as sa\u00eddas de ar passaram para tr\u00e1s da placa. Seguindo o desenho das lanternas traseiras, foram adicionadas aletas para refrigera\u00e7\u00e3o do motor. Os p\u00e1ra-choques ganharam duas garras e, no interior, o painel de instrumentos foi modificado com os mostradores fixados horizontalmente e o conta-giros no mesmo tamanho do veloc\u00edmetro. Os bancos tiveram os apoios de cabe\u00e7a separados dos assentos. O emblema \u201cG\u201d, no cap\u00f4, migrou para a coluna traseira.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0foi produzido at\u00e9 meados de 1986. Nesse per\u00edodo, a Gurgel tamb\u00e9m alterou a grade dianteira, que foi integrada ao cap\u00f4 e os p\u00e1ra-choques perderam as garras, mas ganharam uma prote\u00e7\u00e3o emborrachada. Internamente, o fabricante passou a oferecer a op\u00e7\u00e3o de banco inteiri\u00e7o, enquanto o freio de m\u00e3o foi transferido para baixo do painel. Na ocasi\u00e3o foi apresentada uma vers\u00e3o prot\u00f3tipo de picape, batizada de Itaipu E-250, mas que acabou n\u00e3o entrando em produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os n\u00fameros de unidades produzidas do\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o muito precisos. Com base em estimativas pode-se calcular que pouco mais de 120 unidades deixaram a linha de montagem na f\u00e1brica de Rio Claro, SP.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" title=\"Gurgel XEF\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/gurgel49.jpg\" alt=\"Gurgel XEF\" \/><strong><br \/>\nGurgel XEF <\/strong><\/p>\n<p>Repare neste carro. Se voc\u00ea n\u00e3o consegue distinguir que modelo \u00e9 esse, fique tranquilo, foi um carro raro at\u00e9 mesmo em 1984, quando foi lan\u00e7ado.<\/p>\n<p>O modelo\u00a0<strong>XEF<\/strong>\u00a0foi mais um do portf\u00f3lio Gurgel, um vision\u00e1rio que queria construir uma montadora 100% nacional.<\/p>\n<p>O carro \u00e9 um sed\u00e3 compacto com estilo inspirado nos Mercedes Benz da \u00e9poca e tinha v\u00e1rias pe\u00e7as dos Volkswagen, inclusive a mec\u00e2nica a ar 1600.<\/p>\n<p>Era constru\u00eddo com estrutura tubular de a\u00e7o incorporada pela carroceria com pl\u00e1stico refor\u00e7ado com fibra de vidro.<\/p>\n<p>O interior do\u00a0<strong>XEF<\/strong>\u00a0era bastante luxuoso, perto dos outros modelos Gurgel, e tinha apenas um banco, capaz de levar at\u00e9 tr\u00eas passageiros.<\/p>\n<p><strong>Gurgel XEF &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Gurgel XEF\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/gurgel50.jpg\" alt=\"Gurgel XEF\" \/><strong>Gurgel XEF<\/strong><\/p>\n<p>No XXI Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel de 1981 foi apresentado o primeiro prot\u00f3tipo, batizado de\u00a0<strong>XEF<\/strong>\u00a0ou GTA (Gran Turismo Articulado). Al\u00e9m da dimens\u00e3o reduzida, chamava aten\u00e7\u00e3o uma pequena carreta que podia ser engatada ao ve\u00edculo, como um porta-malas remov\u00edvel. Com 3,12 metros de comprimento, o carro n\u00e3o possu\u00eda compartimento para bagagem.<\/p>\n<p>A dianteira era tomada por estepe e tanque de pl\u00e1stico para 55 litros de combust\u00edvel. O interior levava at\u00e9 tr\u00eas passageiros. O motor era o Volkswagen 1600, refrigerado a ar, com um ou dois carburadores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dois anos, surgiram mudan\u00e7as est\u00e9ticas. Os vidros triangulares nas portas foram substituidos por quebra-ventos. A lateral ganhou um vidro em forma de escotilha. A grade ficou mais ressaltada. O s\u00edmbolo \u201cG\u201d ficava sobre o cap\u00f4, lembrando a estrela dos Mercedes-Benz, assim como as rodas, que guardavam semelhan\u00e7a com as dos modelos da empresa alem\u00e3. O reboque foi preterido.<\/p>\n<p>De acordo com pesquisas realizadas no Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel pelo pr\u00f3prio\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>, os clientes rejeitaram esse item porque ocuparia desnecessariamente espa\u00e7o nas garagens.<\/p>\n<p>O modelo 1984 recebeu mais altera\u00e7\u00f5es visuais, perdendo o ressalto na linha da cintura traseira. O vidro lateral de tr\u00e1s ficou oval. Duas garras foram adicionadas aos p\u00e1ra-choques.<\/p>\n<p>A placa traseira foi desocada para baixo e invadiu parte do p\u00e1ra-choque, o que fez perder as duas saidas de ar situadas ao lado.<\/p>\n<p>No interior, os instrumentos foram reagrupados. Nos prot\u00f3tipos, o veloc\u00edmetro maior ficava ao centro, ladeado por quatro mostradores, dispostos em linha reta.<\/p>\n<p>O conta-giros ficou do tamanho do veloc\u00edmetro. Os bancos receberam apoio individual de cabe\u00e7a. O volante passou a ser em V invertido.<\/p>\n<p>A carroceria de fibra de vidro era montada sobre um chassi de tubos de a\u00e7o. A suspens\u00e3o dianteira vinha da Brasilia, com barras de tor\u00e7\u00e3o, e a traseira era produzida pela\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>\u00a0com uma cinta limitadora de curso.<\/p>\n<p>Teste publicado por QUATRO RODAS em dezembro de 1983 salientava o fato de o carro parecer um kart, t\u00e3o junto ao ch\u00e3o ficava o motorista. O ve\u00edculo alcan\u00e7ou a velocidade de 138 km\/h e fez de 0 a 100 km\/h em 19,64 s. Conforme a reportagem, resultado coerente com a proposta do autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>A unidade que ilustra esta reportagem pertence ao analista de produ\u00e7\u00e3o Felipe Bonventi e faz parte da primeira s\u00e9rie (1984). Bonventi afirma que o seu \u00e9 de n\u00famero 65, restaurado recentemente. \u201cMeus irm\u00e3os e eu aprendemos a dirigir num\u00a0<strong>XEF<\/strong>\u201c, diz ele.<\/p>\n<p>O modelo foi fabricado at\u00e9 o in\u00edcio de 1986. A grade havia sido incorporada ao cap\u00f4 e as garras nos p\u00e1ra-choques tinham sido retiradas. Os dados sobre o\u00a0<strong>XEF<\/strong>\u00a0s\u00e3o imprecisos, mas calcula-se que cerca de 120 unidades deixaram a linha de produ\u00e7\u00e3o. O nome\u00a0<strong>XEF<\/strong>\u00a0foi dado de maneira involunt\u00e1ria pela filha de<strong>\u00a0Jo\u00e3o Gurgel<\/strong>, Maria Cristina.<\/p>\n<p><strong>Ao ouvir perguntarem que carro era aquele, ela respondeu:\u00a0<\/strong>\u201c\u00c9 do chefe\u201d.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>XEF<\/strong>\u00a0foi o laborat\u00f3rio para fabrica\u00e7\u00e3o de carros de passeio e treinamento de funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Depois dele, Jo\u00e3o Gurgel iniciou a caminhada em dire\u00e7\u00e3o a realiza\u00e7\u00e3o de um antigo sonho<\/strong>: a constru\u00e7\u00e3o de um autom\u00f3vel barato, simples e acess\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Gurgel XEF &#8211; Carro<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Gurgel XEF\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/gurgel47.jpg\" alt=\"Gurgel XEF\" \/><br \/>\n<strong>Gurgel XEF<\/strong><\/p>\n<p><strong>Baixinho invocado:<\/strong>\u00a0a hist\u00f3ria do Gurgel\u00a0<strong>Xef<\/strong>.<\/p>\n<p>Hoje contaremos a hist\u00f3ria do primeiro carrinho urbano idealizado, fabricado e posto \u00e0 venda pela\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>, ind\u00fastria automobil\u00edstica com capital 100% brasileiro, \u00e0 \u00e9poca sediada na cidade e Rio Claro, interior do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Desde sua \u00e9poca de estudante de engenharia,<strong>\u00a0Jo\u00e3o Augusto Conrado do Amaral Gurgel<\/strong>\u00a0acalentava a id\u00e9ia de desenvolver um carro de pequenas dimens\u00f5es, com tecnologia nacional, voltado ao p\u00fablico de baixa renda. Em meados dos anos 60, j\u00e1 formado, e com vasta experi\u00eancia profissional adquirida no setor de engenharia da General Motors e da Ford, era s\u00f3cio-propriet\u00e1rio da Moplast, fabricante de luminosos, em S\u00e3o Paulo, capital. Na Moplast,\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>\u00a0iniciou suas experi\u00eancias com a linha de m\u00edni-carros Gurgel J\u00fanior voltada ao p\u00fablico infantil.<\/p>\n<p>Em 1964, Gurgel deixou a Moplast, mas deu continuidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>\u00a0J\u00fanior, bem como de karts, al\u00e9m de criar a Macan, uma concession\u00e1ria Volkswagen.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m prosseguiu com seus estudos sobre carros populares, dos quais resultaram alguns prot\u00f3tipos de urbaninos, como o JAG e o Basti\u00e3o (1966).<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Gurgel<\/strong>\u00a0come\u00e7ou a despontar no cen\u00e1rio automobil\u00edstico nacional a partir de um pequeno modelo com cara de beach buggy, equipado com mec\u00e2nica Volkswagen, que exposto no estande da multinacional alem\u00e3 no Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel de 1966. O\u00a0<strong>Gurgel<\/strong>\u00a01200, com carroceria em pl\u00e1stico refor\u00e7ado com fibra de vidro sobre uma plataforma de Fusca, fez tanto sucesso que na ocasi\u00e3o foram encomendadas 200 unidades. Mesmo assim, seus s\u00f3cios na Macan n\u00e3o estavam dispostos a investir na constru\u00e7\u00e3o seriada de autom\u00f3veis. Gurgel deixou a concession\u00e1ria e, mais tarde, fundou sua pr\u00f3pria empresa, a Gurgel Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio de Ve\u00edculos Ltda, em 1969.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, Gurgel assumiu a produ\u00e7\u00e3o do Gurgel 1200, agora chamado Ipanema, \u00e0 raz\u00e3o de 4 unidades mensais. Gurgel observou que seu Ipanema era muito utilizado em fazendas e locais de dif\u00edcil acesso, em substitui\u00e7\u00e3o aos tradicionais Jeeps. Como a plataforma do Fusca n\u00e3o oferecia a resist\u00eancia necess\u00e1ria ao trabalho pesado, Gurgel desenvolveu o Plasteel, que consiste de uma estrutura tubular de se\u00e7\u00e3o quadrada recheada e envolvida por camadas de pl\u00e1stico refor\u00e7ado com fibra de vidro. A estrutura Plasteel garantia aos ve\u00edculos uma robustez excepcional, al\u00e9m de ser leve e incorros\u00edvel.<\/p>\n<p>Assim, a robustez da mec\u00e2nica Volkswagen unida \u00e0s vantagens da estrutura em Plasteel deu \u00e0 Gurgel a fama de construtor de utilit\u00e1rios para todo terreno, nicho de mercado ao qual a empresa passou a dedicar-se exclusivamente a partir do modelo Xavante XT, o primeiro de uma s\u00e9rie de ve\u00edculos robustos e valentes que fariam a fama da Gurgel em todo o mundo.<\/p>\n<p>Com a expans\u00e3o dos neg\u00f3cios, em 1975 a Gurgel mudou-se de suas acanhadas instala\u00e7\u00f5es no bairro da Sa\u00fade em S\u00e3o Paulo para uma nova f\u00e1brica em Rio Claro, no interior do Estado.<\/p>\n<p>Gurgel tamb\u00e9m realizou experi\u00eancias com carros el\u00e9tricos, como o Itaipu, de dois lugares, mostrado no Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel de 1974, e os utilit\u00e1rios E-400 produzidos e vendidos a \u00f3rg\u00e3os governamentais no in\u00edcio dos anos 80.<\/p>\n<p>Mas o sonho de construir um pequeno ve\u00edculo de passageiros persistiu. No Sal\u00e3o de 1978 mostrou o GTA (Gran Turismo Articulado), com capacidade para 3 passageiros e porta-malas desacopl\u00e1vel, na verdade uma pequena carreta fechada atrelada ao ve\u00edculo pelo sistema de 5\u00aa roda. Apesar de sua versatilidade, o GTA n\u00e3o passou do est\u00e1gio de prot\u00f3tipo.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 80, logo ap\u00f3s a segunda crise do petr\u00f3leo e durante uma grande recess\u00e3o que se abateu no pa\u00eds, teve in\u00edcio o desenvolvimento de um novo carro urbano.<\/p>\n<p>Baseado em estudos que apontavam que a maioria dos ve\u00edculos particulares circulando na cidade de S\u00e3o Paulo transportava uma m\u00e9dia de 1,2 passageiros, Gurgel concebeu um pequeno sed\u00e3 de 2 portas, com perfil 3 volumes, e capacidade para 3 passageiros. Lan\u00e7ou m\u00e3o da mec\u00e2nica Volkswagen, ou seja, motor traseiro refrigerado a ar e c\u00e2mbio de 4 marchas, conjunto com o qual j\u00e1 estava acostumado a trabalhar desde os seus primeiros modelos de s\u00e9rie. A estrutura monobloco da carroceria, como de se esperar, era feita pelo sistema Plasteel.<\/p>\n<p>No Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel de 1981, foi apresentado o novo prot\u00f3tipo. Segundo conta a hist\u00f3ria, a filha de Jo\u00e3o Gurgel, Maria Cristina, chegou \u00e0 sua resid\u00eancia dirigindo esse prot\u00f3tipo.<\/p>\n<p><strong>Ao perguntarem de quem era o carro ela teria respondido:\u00a0<\/strong>\u00c9 do Chefe!, mostrando que se tratava de um carro projetado por seu pai.<\/p>\n<p>Assim, o novo urbanino de Gurgel recebeu o nome de\u00a0<strong>Xef<\/strong>.<\/p>\n<p>Mecanicamente, o prot\u00f3tipo do\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0fazia uso do motor de 1584 cm3 da Brasilia da Volkswagen, com dupla carbura\u00e7\u00e3o e pot\u00eancia de 54 cv. Tamb\u00e9m da Brasilia vinham o sistema de freios (dianteiros a disco, traseiros a tambor) e as lanternas traseiras. A dianteira trazia conjunto \u00f3ptico dianteiro (far\u00f3is e piscas) do Voyage, ladeando uma falsa grade dianteira em pl\u00e1stico preto. Rodas de liga leve cal\u00e7avam pneus radiais.<\/p>\n<p>O interior do\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0alojava uma \u00fanica fileira de bancos, sendo um para o motorista e um mais largo para dois passageiros. O espa\u00e7o para bagagem era limitado a um pequeno compartimento dianteiro, compartilhado com o estepe e o tanque de combust\u00edvel de 40 litros, e algum espa\u00e7o atr\u00e1s dos bancos.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0tinha 312 cm de comprimento, e sua dist\u00e2ncia entre-eixos limitava-se a apenas 180 cm.<\/p>\n<p>O carrinho n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de ser o mais barato do mercado. Com recursos financeiros e capacidade de produ\u00e7\u00e3o limitados, qualidades inerentes das pequenas empresas de ve\u00edculos especiais, o pequeno ve\u00edculo estava longe de poder se oferecer como um carro popular. Gurgel concebeu seu\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0como um pequeno modelo de luxo, \u00e1gil e econ\u00f4mico, e ao mesmo tempo confort\u00e1vel e bem equipado, com estilo diferenciado que chamava a aten\u00e7\u00e3o. Enfim, o ve\u00edculo ideal para os pequenos trajetos urbanos. Prestava-se tamb\u00e9m a viagens, desde que com pouca bagagem (Gurgel teria projetado um pequeno reboque a ser utilizado nessas ocasi\u00f5es, mas n\u00e3o chegou a ofert\u00e1-lo aos consumidores).<\/p>\n<p>Em 1983, Gurgel apresentou um segundo prot\u00f3tipo do\u00a0<strong>Xef<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Embora mantendo a mesma mec\u00e2nica e dimens\u00f5es, o novo Xef apresentou muitas altera\u00e7\u00f5es de estrutura e estilo:<\/strong>\u00a0as portas ficaram maiores e houve menor avan\u00e7o do p\u00e1ra-brisas (eliminando as janelinhas triangulares fixas junto \u00e0s colunas A), o cap\u00f4 tornou-se mais longo, o vigia traseiro (intercambi\u00e1vel com o p\u00e1ra-brisa, ambos da Brasilia) ficou mais inclinado, a coluna B ganhou uma pequena janela redonda, com apar\u00eancia de escotilha. O tanque de combust\u00edvel passou a comportar 55 litros. O painel de instrumentos, redesenhado, inclu\u00eda conta-giros, man\u00f4metro de \u00f3leo, vacu\u00f4metro e rel\u00f3gio de horas. A suspens\u00e3o dianteira era t\u00edpica Volkswagen, independente com barras de tor\u00e7\u00e3o, amortecedores telesc\u00f3picos e barra establizadora; a suspens\u00e3o traseira era de projeto da pr\u00f3pria Gurgel, sendo independente por molas helicoidais, barras tensoras longitudinais e amortecedores telesc\u00f3picos. A caixa de 4 marchas e o diferencial tinham as rela\u00e7\u00f5es do Fusca 1300. A esta altura, Gurgel j\u00e1 finalizava o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0para produ\u00e7\u00e3o e venda, estimando um volume de 100 unidades mensais.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 4 anos de projeto e testes, a vers\u00e3o final do\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0foi apresentada na Feira do Carro a \u00c1lcool realizada no Anhembi em novembro de 1983. Foi apresentado com o slogan Um grande carro na medida certa!?<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao prot\u00f3tipo anterior, a carroceria ganhou mais algumas altera\u00e7\u00f5es, tais como a elimina\u00e7\u00e3o do kick up na linha de cintura, novos para-choques com garras de borracha, grades de ventila\u00e7\u00e3o do motor ocultas numa continua\u00e7\u00e3o das lanternas traseiras e atr\u00e1s da placa de licen\u00e7a, novas janelas laterais traseiras em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s escotilhas, cap\u00f4, alojamento dos far\u00f3is, contorno das janelas e colunas das portas redesenhados, e quebra ventos do Fiat 147. No geral, o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0agora apresentava um estilo mais elegante, sugerindo certa inspira\u00e7\u00e3o nos cobi\u00e7ados modelos da Mercedes-Benz da \u00e9poca.<\/p>\n<p>O tanque de combust\u00edvel, em pl\u00e1stico especial, tinha agora capacidade de 48 litros. O\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0era ofertados nas vers\u00f5es \u00e0 gasolina (carbura\u00e7\u00e3o simples, 48 cv, ou carbura\u00e7\u00e3o dupla, 53 cv), ou a \u00e1lcool (carbura\u00e7\u00e3o dupla, 56 cv), ambos de 1584 cm3 refrigerados a ar e fornecidos pela Volkswagen. Foram mantidos os pneus radiais montados em rodas de liga leve.<\/p>\n<p>O interior tinha acabamento s\u00f3brio, com piso forrado em carpete e bancos em tecido. Al\u00e9m do painel completo do segundo prot\u00f3tipo, a vers\u00e3o final contava ainda com vidros el\u00e9tricos e r\u00e1dio AM\/FM com toca-fitas est\u00e9reo, encostos dos bancos reclin\u00e1veis e com apoios de cabe\u00e7a ajust\u00e1veis, desemba\u00e7ador do vigia traseiro, hod\u00f4metro parcial e pintura met\u00e1lica. Dada a sua durabilidade estrutural, o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0recebeu garantia de 5 anos ou 100 mil Km contra corros\u00e3o. Outros defeitos, inclusive mec\u00e2nicos, eram cobertos por uma garantia de 1 ano ou 30 mil Km.<\/p>\n<p>Nos testes das revistas o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0foi bastante apreciado por seu bom desempenho em circuitos urbanos, agilidade, manobrabilidade, robustez e visibilidade. Mas nem tudo era perfeito. O\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0tinha problemas de ergonomia, instabilidade em manobras bruscas e aus\u00eancia de sistema de ventila\u00e7\u00e3o interna (previu-se a op\u00e7\u00e3o de ar condicionado, mas nunca foi efetivamente oferecido).<\/p>\n<p>Faltavam tamb\u00e9m alguns mimos indispens\u00e1veis a um carro dito de luxo, tais como retrovisor externo do lado direito, espelho de cortesia no p\u00e1ra-sol, e melhor isolamento ac\u00fastico. Some-se a isso o pre\u00e7o alto demais.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0era mais caro que modelos m\u00e9dios de luxo oferecidos pelas grandes montadoras. Apesar de suas qualidades, o pre\u00e7o tornou as estimativas de venda de at\u00e9 100 unidades mensais por demasiado otimistas.<\/p>\n<p>As vendas ficaram bem aqu\u00e9m do esperado.<\/p>\n<p><strong>Mesmo assim, o modelo 85 do Xef trouxe algumas novidades:\u00a0<\/strong>nova grade incorporada ao cap\u00f4, para-choques pintados na cor da carroceria com borrach\u00e3o central, op\u00e7\u00e3o de banco inteiri\u00e7o, com a alavanca do freio de m\u00e3o instalado embaixo do painel, novas molas e reposicionamento do amortecedor na suspens\u00e3o traseira.<\/p>\n<p>Mas o mercado n\u00e3o reagiu. O\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0foi descontinuado em meados de 1986, com um volume total estimado em apenas 120 unidades produzidas em 3 anos. O p\u00fablico-alvo n\u00e3o se deixou convencer pelas qualidades do\u00a0<strong>Xef<\/strong>, e muito menos perdoar seus defeitos. E a Gurgel deixou o\u00a0<strong>Xef<\/strong>\u00a0de lado, dando prioridade a seu projeto CENA \u2013 Carro Econ\u00f4mico Nacional, que viria transformar-se nos BR-800, Moto Machine e Superm\u00edni, estes sim definitivamente os modelos populares que Jo\u00e3o Gurgel sempre almejou, mas que acabaram por se tornar o golpe final em sua empresa.<\/p>\n<p><strong>Ficha T\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Gurgel XEF\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/gurgel51.jpg\" alt=\"Gurgel XEF\" \/><br \/>\n<strong>Gurgel XEF<\/strong><\/p>\n<p><strong>GURGEL XEF 1984<\/strong><b><br \/>\nAnos de fabrica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>1984 a 1986<b><br \/>\nMotor:\u00a0<\/b>traseiro, 4 cilindros contrapostos, refrigerado a ar, 2 carburadores, gasolina<b><br \/>\nCilindrada:\u00a0<\/b>1584 cm3<b><br \/>\nDi\u00e2metro x curso:\u00a0<\/b>85,5 x 69 mm<b><br \/>\nPot\u00eancia:\u00a0<\/b>56 cv 4.400 rpm<b><br \/>\nTorque:\u00a0<\/b>11,3 mkgf a 2600 rpm<b><br \/>\nC\u00e2mbio:\u00a0<\/b>manual, de 4 marchas, tra\u00e7\u00e3o traseira<b><br \/>\nCarroceria:\u00a0<\/b>tubos de a\u00e7o revestidos com fibra de vidro, 2 portas, 3 lugares<b><br \/>\nSuspens\u00f5es:\u00a0<\/b><strong>Dianteira:<\/strong>\u00a0independente, com barras de tor\u00e7\u00e3o em feixes, barra estabilizadora e amortecedores hidr\u00e1ulicos telesc\u00f3picos.\u00a0<strong>Traseira:<\/strong>\u00a0independente com molas helicoidais, bra\u00e7os tensoros longitudinais e amortecedores hidr\u00e1ulicos telesc\u00f3picos<b><br \/>\nFreios:\u00a0<\/b>disco nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras<b><br \/>\nDire\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>mec\u00e2nica, setor e rosca sem-fim<b><br \/>\nRodas e pneus:\u00a0<\/b>liga leve, aro 13; 175\/70 SR<b><br \/>\nDimens\u00f5es:\u00a0<\/b>comprimento, 312 cm; largura, 172 cm; altura, 130 cm; entre eixos, 180 cm<b><br \/>\nTanque de combust\u00edvel:\u00a0<\/b>55 litros<b><br \/>\nPeso:\u00a0<\/b>800 kg<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.automobile-catalog.com\/www.gurgel800.com.br\/www.reumatismocarclub.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gurgel XEF, Carro, Urbano, Hist\u00f3ria, Modelo, Vers\u00e3o, Ve\u00edculos, Motor, Interior, Espa\u00e7o, Mercado, Fotos, Gurgel XEF<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[327],"tags":[],"class_list":["post-72145","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-automoveis"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Gurgel XEF, Carro, Brasil, Hist\u00f3ria, Ve\u00edculo Gurgel XEF<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Gurgel XEF, Carro, Brasil, Hist\u00f3ria, 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