{"id":71070,"date":"2016-07-26T16:54:47","date_gmt":"2016-07-26T16:54:47","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=71070"},"modified":"2022-05-04T17:54:20","modified_gmt":"2022-05-04T19:54:20","slug":"historia-do-automovel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/tecnologia-e-transportes\/automoveis\/historia-do-automovel","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diferentes autom\u00f3veis e fabricantes foram de muita import\u00e2ncia para a\u00a0<strong>hist\u00f3ria do autom\u00f3vel<\/strong>, tanto no Brasil como no exterior.<\/p>\n<p>Este canal tem o prop\u00f3sito de mostrar a trajet\u00f3ria de v\u00e1rios autom\u00f3veis que ficaram marcados na sua \u00e9poca<\/p>\n<p>O in\u00edcio da\u00a0<strong>hist\u00f3ria do autom\u00f3vel<\/strong>\u00a0pode ser dividido em um certo n\u00famero de eras, com base nos meios de propuls\u00e3o prevalentes. Per\u00edodos posteriores foram definidos por tend\u00eancias nas prefer\u00eancias de estilo, tamanho e utilidade exteriores.<\/p>\n<p>Em 1769 o primeiro autom\u00f3vel movido a vapor capaz de transporte humano foi constru\u00eddo por Nicolas-Joseph Cugnot.<\/p>\n<p>Em 1807, Fran\u00e7ois Isaac de Rivaz projetado o primeiro carro movido por um motor de combust\u00e3o interna alimentado por hidrog\u00eanio.<\/p>\n<p>Em 1864 Siegfried Marcus construiu o primeiro movido a gasolina motor de combust\u00e3o, que ele colocou em um carrinho de m\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de quatro carros progressivamente sofisticados com motor de combust\u00e3o em um per\u00edodo de 10 a 15 anos que influenciou carros mais atrasados. Marcus criou o ciclo de dois motores de combust\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1876 nasce o autom\u00f3vel moderno com Benz Patent-Motorwagen, pelo inventor alem\u00e3o Karl Benz.<\/p>\n<p><strong>O Surgimento do Autom\u00f3vel<\/strong><\/p>\n<p>Assim como a humanidade deixou o aspecto simiesco, o\u00a0<strong>carro\u00a0<\/strong>foi perdendo sua semelhan\u00e7a com as\u00a0<strong>carruagens.\u00a0<\/strong>No s\u00e9culo XIX, surgem as primeiras<strong>\u00a0carruagens\u00a0<\/strong>sem cavalos, movidas a vapor e t\u00e3o barulhentas e lentas que desanimariam qualquer um! Mas, os inventores s\u00e3o \u201cpessoas\u201d que pertencem a uma categoria diferente dos outros simples mortais, s\u00e3o persistentes a ponto de serem taxados de \u201clun\u00e1ticos\u201d, \u201cdoidos\u201d e outros adjetivos menos public\u00e1veis.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a essa persist\u00eancia a partir de 1830, foram aperfei\u00e7oados ve\u00edculos el\u00e9tricos alimentados por baterias, mais \u201cr\u00e1pidos e \u201csilenciosos\u201d, mas que tinham o inconveniente de n\u00e3o poder percorrer longas dist\u00e2ncias porque logicamente dependiam de carga das baterias.<\/p>\n<p>Em 1860 \u00c9tienne Lenoir, constr\u00f3i o primeiro motor de combust\u00e3o interna, ou seja, que queima combust\u00edvel dentro de um cilindro, ali\u00e1s o mesmo princ\u00edpio utilizado nos motores at\u00e9 hoje! Entre 1860 e 1870, diversas experi\u00eancias isoladas em toda a Europa, deram enorme contribui\u00e7\u00e3o para o aparecimento de algo muito semelhante ao\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>que conhecemos atualmente.<\/p>\n<p>Dentre estas experi\u00eancias citamos a constru\u00e7\u00e3o de um pequeno\u00a0<strong>carro\u00a0<\/strong>movido por um motor a 4 tempos, constru\u00eddo por Siegfried Markus, em Viena, em 1874.<\/p>\n<p>Os motores a vapor, que queimavam o combust\u00edvel fora dos cilindros, abriram caminho para os motores de combust\u00e3o interna, que queimavam no interior dos cilindros uma mistura de ar e g\u00e1s de ilumina\u00e7\u00e3o. O ciclo de 4 tempos foi utilizado com \u00eaxito pela primeira vez em 1876, num motor constru\u00eddo pelo engenheiro alem\u00e3o Conde\u00a0<strong>Nikolaus Otto<\/strong>. Neste motor o combust\u00edvel era comprimido antes de ser inflamado, o que resultava num consider\u00e1vel aumento de rendimento do motor. Ao surgir a gasolina como combust\u00edvel, substituindo o g\u00e1s, o motor passou a ter uma alimenta\u00e7\u00e3o de carburante independente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor21.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"285\" height=\"154\" \/><br \/>\n<strong>Em 1936, um inventor parisiense j\u00e1 imaginara uma capota convers\u00edvel r\u00edgida &#8211; Peugeot 601 C Eclipse<\/strong><\/p>\n<p>Como vimos, j\u00e1 haviam diversas experi\u00eancias bem sucedidas para o aprimoramento do <strong>autom\u00f3vel<\/strong>, faltava apenas reunir tudo isso num \u00fanico ve\u00edculo. <strong>Gottlieb Daimler <\/strong>e <strong>Carl Benz<\/strong>, cada um ao seu modo, foram os primeiros a utilizar o novo combust\u00edvel. <strong>Daimler<\/strong>, nasceu na Alemanha, em 1834, trabalhara com &#8220;<strong>Otto<\/strong>&#8220;, de quem se separou, em <strong>1872<\/strong>, para abrir sua pr\u00f3pria oficina, perto de Stuttgart, onde passou a contar com a colabora\u00e7\u00e3o de <strong>Wilhelm Maybach<\/strong>, outro t\u00e9cnico tamb\u00e9m formado nas oficinas do <strong>Conde Otto<\/strong>.<\/p>\n<p>Neste mesmo ano surgiu o primeiro motor <strong>Daimler-Maybach<\/strong>, comparando com o motor do Conde <strong>Otto<\/strong>, que funcionava a 200 R.P.M. (rota\u00e7\u00f5es por minuto), o <strong>Daimler-Maybach <\/strong>era de alta velocidade e alcan\u00e7ava 900 R.P.M. Este motor posteriormente foi utilizado numa<strong>carruagem <\/strong>em que foram retirados os varais.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor22.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"284\" height=\"153\" \/><br \/>\n<strong>Na d\u00e9cada de 50 a Ford utiliza este mesmo tipo de capota<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carl Benz<\/strong>, compatriota de <strong>Daimler <\/strong>e dez anos mais novo que este, sonhava com um ve\u00edculo autopropulsionado. Em <strong>1855<\/strong>, criou um motor de 4 tempos e instalou na parte de tr\u00e1s de um triciclo.<\/p>\n<p><strong>Era mais pesado e mais lento que o de Daimler, mas duas caracter\u00edsticas desse ve\u00edculo persistem ainda hoje:<\/strong> a v\u00e1lvula curta de haste e prato e o sistema de refrigera\u00e7\u00e3o a \u00e1gua (a \u00e1gua n\u00e3o circulava, ficava armazenada num compartimento) que tinha que ser constantemente abastecido para manter se cheio e compensar as perdas por ebuli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Benz<\/strong>, era um homem de neg\u00f3cios e em <strong>1887<\/strong>, iniciou a venda de um ve\u00edculo de tr\u00eas rodas, colocando pioneiramente a disposi\u00e7\u00e3o da sociedade, um <strong>autom\u00f3vel<\/strong>, ve\u00edculo que iria mais tarde modificar todos os conceitos de locomo\u00e7\u00e3o do ser humano. Nesse tempo Daimler, inventou o motor que seria utilizado mesmo depois do inicio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><strong>Edouard Sarazin<\/strong><\/p>\n<p><strong>Edouard Sarazin <\/strong>era especialista em &#8220;Patentes&#8221; e ao tomar conhecimento do motor <strong>Daimler<\/strong>, conseguiu registrar a patente do mesmo na <strong>Fran\u00e7a<\/strong>, e levou ao conhecimento dos franceses &#8220;<strong>\u00c9mile Levassor <\/strong>e <strong>Ren\u00e9 Panhard<\/strong>&#8220;, nas oficinas de <strong>Panhard <\/strong>e <strong>Levassor<\/strong>, o <strong>autom\u00f3vel <\/strong>ganhou inova\u00e7\u00f5es que deram realmente a forma dos autom\u00f3veis que hoje conhecemos.<\/p>\n<p><strong>As inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas de Levassor &amp; Panhard:<\/strong> <strong>Motor <\/strong>montado na frente do <strong>autom\u00f3vel <\/strong>com prote\u00e7\u00e3o contra lama e poeira. Substitui\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o por correias de <strong>embreagem <\/strong>e <strong>caixa de mudan\u00e7as<\/strong>.<\/p>\n<p>Estabeleceu o sistema &#8220;<strong>motor dianteiro<\/strong>&#8221; &#8211; <strong>tra\u00e7\u00e3o <\/strong>nas rodas <strong>traseiras<\/strong>. Os primeiros a conceber um <strong>autom\u00f3vel <\/strong>como pe\u00e7a &#8220;\u00fanica&#8221; e n\u00e3o adapta\u00e7\u00e3o de um triciclo ou carruagem. Utiliza\u00e7\u00e3o do <strong>radiador tubular <\/strong>(um conjunto de tubos com palhetas de refrigera\u00e7\u00e3o) na frente do <strong>autom\u00f3vel<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor23.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"282\" height=\"165\" \/><br \/>\n<strong>Chevrolet Corette, o primeiro ve\u00edculo de fibra em s\u00e9rie, produzido a partir de 1953<\/strong><\/p>\n<p>Quando <strong>Levassor <\/strong>morreu em <strong>1897<\/strong>, o <strong>autom\u00f3vel <\/strong>j\u00e1 adquiria sua pr\u00f3pria identidade, pois os motores passaram da tradicional montagem em &#8220;V&#8221;, para a <strong>disposi\u00e7\u00e3o em linha<\/strong>. Agora qualquer construtor poderia aumentar a pot\u00eancia do motor, bastando apenas acrescentar mais cilindros ao mesmo.<\/p>\n<h4>O Primeiro Autom\u00f3vel Americano<\/h4>\n<p>O primeiro <strong>carro <\/strong>como vimos nasceu na <strong>Alemanha<\/strong>, foi aperfei\u00e7oado na <strong>Fran\u00e7a<\/strong>, mas j\u00e1 era fabricado nos <strong>Estados Unidos<\/strong>. O primeiro carro americano, o <strong>Duryea <\/strong>surgiu em <strong>1893<\/strong>! E \u00e9 nos Estados Unidos que ter\u00edamos o segundo grande passo para a populariza\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o definitiva do <strong>autom\u00f3vel<\/strong>, gra\u00e7as ao pioneirismo de <strong>Henry Ford.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Henry Ford<\/strong><\/p>\n<p>Nasceu nos Estados Unidos em <strong>1863<\/strong>, desde cedo interessou-se por mec\u00e2nica, em 1896 fabricou seu primeiro <strong>autom\u00f3vel<\/strong>, cinco anos depois bateu o recorde mundial de velocidade com seu modelo 999. Em 1903, funda sua empresa, a <strong>Ford Motors Company<\/strong>, j\u00e1 defendendo a id\u00e9ia de que produzindo grande quantidade de <strong>autom\u00f3veis <\/strong>de baixo pre\u00e7o e pouco luxo, obteria maior lucro. Assim, lan\u00e7ou o <strong>modelo &#8220;T&#8221;<\/strong>, r\u00fastico e barato, que logo conseguiu um grande n\u00famero de vendas, alcan\u00e7ando a marca de 16 milh\u00f5es de unidades vendidas nos 25 anos em que foi produzido, transformando <strong>Henry Ford <\/strong>no propriet\u00e1rio de um dos maiores <strong>imp\u00e9rios<\/strong>industriais e <strong>econ\u00f4micos <\/strong>de sua \u00e9poca. O seu conceito inovador, de <strong>produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos em s\u00e9rie<\/strong>, logo se estendeu para outros segmentos industriais, fazendo surgir as <strong>linhas de montagem<\/strong>, e toda uma revolu\u00e7\u00e3o nos m\u00e9todos e conceitos de fabrica\u00e7\u00e3o da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Segundo dados biogr\u00e1ficos, Ford era uma pessoa extremamente dominadora e contradit\u00f3ria, veja alguns exemplos:<\/strong> Pagava aos seus funcion\u00e1rios os maiores sal\u00e1rios da \u00e9poca, ao mesmo tempo lutava contra a sindicaliza\u00e7\u00e3o dos mesmos. Era um pacifista, mas<strong>montou a maior f\u00e1brica de armamentos do mundo <\/strong>durante a guerra.<\/p>\n<p>Financiou tanto a constru\u00e7\u00e3o de um moderno Hospital, como a publica\u00e7\u00e3o de um jornal especializado em artigos anti-semitas. Com todas as id\u00e9ias progressistas, levou sua empresa a uma grande crise financeira, pois relutava em substituir o &#8220;velho <strong>modelo T<\/strong>&#8221; j\u00e1 bastante ultrapassado (s\u00f3 em 1927, reaparelhou a f\u00e1brica e lan\u00e7ou o modelo &#8220;A&#8221;). <strong>Faleceu em 1947<\/strong>, aos <strong>83 anos <\/strong>de idade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor24.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"284\" height=\"184\" \/><br \/>\n<strong>O modelo &#8220;T&#8221; alcan\u00e7ou 16 milh\u00f5es de unidades vendidas &#8211; Primeiro carro da ford<\/strong><\/p>\n<h4>O Autom\u00f3vel no Brasil<\/h4>\n<p>Em <strong>1893<\/strong>, na cidade de <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, que na \u00e9poca contava com 200.000 habitantes, em plena <strong>Rua Direita<\/strong>, o povo p\u00e1ra para ver, entre assustado e encantado, um <strong>carro aberto com rodas de borracha<\/strong>. Era um\u00a0<strong>autom\u00f3vel a vapor <\/strong>com caldeira, fornalha e chamin\u00e9, levando dois passageiros. O dono do desengon\u00e7ado ve\u00edculo era <strong>Henrique Santos Dumont<\/strong>, <strong>irm\u00e3o do &#8220;Pai da Avia\u00e7\u00e3o&#8221; <\/strong>com um<strong>Daimler <\/strong>ingl\u00eas(patente alem\u00e3). Tamb\u00e9m no Rio de Janeiro em <strong>1897 <\/strong>o autom\u00f3vel j\u00e1 causava furor. Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio famoso homem das letras brasileiras, vivia a se gabar de seu maravilhoso <strong>autom\u00f3vel movido <\/strong>a <strong>vapor <\/strong>passeando pelas ruas esburacadas do Rio, causando imensa inveja no compatriota <strong>Olavo Bilac<\/strong>. Certa feita, <strong>Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio <\/strong>resolveu ensinar o amigo a dirigir seu carro, e <strong>Olavo Bilac <\/strong>conseguiu arremess\u00e1-lo de encontro a uma \u00e1rvore na Estrada Velha da Tijuca. <strong>Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio <\/strong>ficou muito chateado, mas <strong>Bilac<\/strong>, com uma gargalhada comemorava o fato de ter sido protagonista do primeiro acidente automobil\u00edstico no pa\u00eds!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor25.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"284\" height=\"129\" \/><br \/>\n<strong>Chevrolet Corvar, modelo Monza, d\u00e9cada de 60.<br \/>\nFoi o primeiro carro de s\u00e9rie a utilizar turbo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 1900, Fernando Guerra Duval, desfilava pelas ruas de Petr\u00f3polis com o primeiro carro de motor a explos\u00e3o do pa\u00eds: <\/strong>um<strong>Decauville <\/strong>de 6 cavalos, movido a &#8221; <strong>benzina<\/strong>&#8220;. Assim nascia a <strong>hist\u00f3ria do autom\u00f3vel no Brasil<\/strong>, com muito humor para variar. Mas o certo \u00e9 que em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, em <strong>1900<\/strong>, o ent\u00e3o prefeito Ant\u00f4nio Prado instituiu leis regulamentando o uso do <strong>autom\u00f3vel <\/strong>na cidade, j\u00e1 instituindo uma <strong>taxa<\/strong>\u00a0para esse ve\u00edculo, assim como era feito com os <strong>t\u00edlburis <\/strong>e outros meios de transportes. <strong>Henrique Santos Dumont<\/strong>, o pioneiro solicitou ao prefeito, isen\u00e7\u00e3o do pagamento da rec\u00e9m institu\u00edda taxa alegando o mau estado das ruas.<\/p>\n<p>Houve muito bate boca entre os dois e a <strong>Prefeitura <\/strong>cassa a sua licen\u00e7a, e tamb\u00e9m a cobi\u00e7ada placa &#8220;P-1&#8221;, que acabou parando no carro de <strong>Francisco Matarazzo<\/strong>. Em 1903, t\u00ednhamos em S\u00e3o Paulo 6 autom\u00f3veis circulando pela cidade, e a prefeitura tornou obrigat\u00f3ria a inspe\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, para fornecer uma placa de identifica\u00e7\u00e3o, que seria obrigatoriamente afixada na parte traseira do &#8220;<strong>carro<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p><strong>Veja que nosso prefeito pensava longe, at\u00e9 a velocidade para o ve\u00edculo j\u00e1 dispunha de regulamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> &#8230;&#8221;Nos lugares estreitos ou onde haja acumula\u00e7\u00e3o de pessoas, a velocidade ser\u00e1 de um homem a passo.<\/p>\n<p>Em nenhum caso a velocidade poder\u00e1 ultrapassar a 30 Km por hora&#8221; Em <strong>1904<\/strong>, criou-se o <strong>exame para motoristas, <\/strong>sendo a primeira carta de habilita\u00e7\u00e3o em <strong>S\u00e3o Paulo <\/strong>entregue a <strong>Menotti Falchi<\/strong>, dono da F\u00e1brica de Chocolates Falchi. Em 1904, S\u00e3o Paulo j\u00e1 tinha 83 ve\u00edculos.<\/p>\n<p><strong>No in\u00edcio, os autom\u00f3veis eram privil\u00e9gio de uma pequena elite, e causava um inconveniente que acabou gerando uma nova profiss\u00e3o<\/strong>: o &#8220;<strong>chauffer<\/strong>&#8220;, palavra importada assim como os primeiros motoristas particulares, era um emprego muito bem remunerado e garantia um excelente tratamento aos seus ocupantes, na maioria estrangeiros.<\/p>\n<p>A <strong>primeira corrida automobil\u00edstica <\/strong>ocorrida <strong>no Brasil<\/strong>, foi em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, no dia<strong>26 de julho de 1908<\/strong>, no Parque Ant\u00e1rtica uma multid\u00e3o que pagou 2.000 r\u00e9is pela oportunidade, esperavam ansiosos pelo vencedor do &#8220;<strong>Circuito de Itapecirica<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p>Rep\u00f3rteres nacionais e estrangeiros cobriam o evento, que tamb\u00e9m era o primeiro de toda Am\u00e9rica do Sul. O grande <strong>vencedor <\/strong>foi o paulista <strong>Sylvio Penteado<\/strong>, com seu <strong>Fiat de 40 cavalos<\/strong>, com uma m\u00e9dia de 50 Km por hora, ele cumpriu o trajeto de 70 km em 1 hora 30 min. e 5 segundos. Neste mesmo ano o conde franc\u00eas <strong>Lesdain<\/strong>, realiza a pioneira <strong>travessia Rio-S\u00e3o Paulo <\/strong>(Se hoje voc\u00ea reclama da Dutra, imagine&#8230;) 700 Km. de estradas tortuosas, que ele venceu em 33 dias num carro Brasier de 16 cavalos.<\/p>\n<p><strong>Antonio Prado J\u00fanior<\/strong>, no mesmo ano organiza uma <strong>caravana <\/strong>de &#8220;<strong>bandeirantes sobre rodas de borracha<\/strong>&#8220;, com destino a Santos(S.P) pelo perigoso e abandonado Caminho do Mar, a aventura durou 36 horas. Em <strong>1908 <\/strong>foi criado o <strong>Autom\u00f3vel Clube de S\u00e3o Paulo<\/strong>, para estimular o automobilismo na cidade, na mesma \u00e9poca no Rio de Janeiro \u00e9 criado o Autom\u00f3vel Club do Brasil.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor26.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"286\" height=\"146\" \/><br \/>\n<strong>Chrysler Turbina 1963, foi lan\u00e7ado pela Chrysler com propulsor por turbina a g\u00e1s, s\u00f3 foram fabricados 50 unidades, mas n\u00e3o vingou<\/strong><\/p>\n<p>Come\u00e7ava uma hist\u00f3ria de <strong>paix\u00e3o <\/strong>do <strong>povo brasileiro <\/strong>pelos <strong>autom\u00f3veis<\/strong>, uma paix\u00e3o que se iguala ao &#8220;time do cora\u00e7\u00e3o&#8221;, a &#8220;religi\u00e3o&#8221;, ao &#8220;amor&#8221;. O <strong>carro <\/strong>para o <strong>brasileiro <\/strong>\u00e9 muito mais que um meio de transporte, \u00e9 uma parte da vida de cada um. A <strong>paix\u00e3o <\/strong>pelos<strong>autom\u00f3veis <\/strong>logo trouxe a vontade de se fabricar os autom\u00f3veis aqui mesmo, e em <strong>1907 <\/strong>uma empresa que se dedicava a fabrica\u00e7\u00e3o e reparos em carruagens de tra\u00e7\u00e3o animal, <strong>Luiz Grassi &amp; Irm\u00e3o<\/strong>, montou e colocou em funcionamento em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, um <strong>Fiat<\/strong>. Coisas de pioneiros&#8230; Com US$ 25 mil (equivalente a 111 Contos de R\u00e9is) desembarcava no Brasil a <strong>Ford Motors<\/strong>, instalando-se primeiramente num armaz\u00e9m alugado na Rua Flor\u00eancio de Abreu em S\u00e3o Paulo, com 12 funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O primeiro projeto era a montagem do famoso <strong>modelo T<\/strong>, aqui carinhosamente apelidado de &#8220;<strong>Ford Bigode<\/strong>&#8220;, e j\u00e1 no ano seguinte eram montados os primeiros caminh\u00f5es, obrigando a empresa a procurar um local maior, muda-se ent\u00e3o para a <strong>Pra\u00e7a da Rep\u00fablica<\/strong>, num local onde mais tarde funcionaria o Cine Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Em <strong>1922<\/strong>, transfere-se para o Bom Retiro, ficando at\u00e9 <strong>1953<\/strong>, quando instalou-se no <strong>Ipiranga<\/strong>. Atualmente sua unidade principal, localiza-se no Bairro do Tabo\u00e3o em <strong>S\u00e3o Bernardo do Campo <\/strong>(cidade considerada a<strong>Detroit brasileira<\/strong>). Em <strong>1925<\/strong>, chega a <strong>General Motors<\/strong>, instalando-se primeiramente num armaz\u00e9m arrendado na Avenida Presidente Wilson, no bairro do Ipiranga <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>. Veio com um capital social de 2 Mil Contos de R\u00e9is, logo de inicio tinha capacidade para montar 25 carros por dia, com grande sucesso as vendas ao t\u00e9rmino desse mesmo ano, a empresa contabilizava 5.597 ve\u00edculos vendidos, obrigando a f\u00e1brica a aumentar a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria para 40 ve\u00edculos. Em <strong>1930 <\/strong>a G.M muda para um terreno de 45.000 metros quadrados em <strong>S\u00e3o Caetano do Sul <\/strong>&#8211; S\u00e3o Paulo, onde permanece at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor27.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"279\" height=\"119\" \/><br \/>\n<strong>Any Car 1970, este ve\u00edculo foi originalmente chamado de &#8220;ForChevAmChryJVagen&#8221;, pois foram utilizados 22 partes de ve\u00edculos<\/strong><\/p>\n<p>O presidente\u00a0<strong>Get\u00falio Vargas<\/strong>, \u00e1 partir de um documento da\u00a0<strong>Subcomiss\u00e3o de Jipes, Tratores, Caminh\u00f5es e Autom\u00f3veis<\/strong>, estabelece que os ve\u00edculos s\u00f3 poderiam entrar no Brasil totalmente desmontados, e sem componentes que j\u00e1 fossem fabricados por aqui. Este foi o primeiro grande impulso para a \u201cNacionaliza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de uma Ind\u00fastria Automobil\u00edstica no Brasil\u201d. A\u00ed chegamos ao Governo de\u00a0<strong>Juscelino Kubitscheck<\/strong>, com a promessa de realizar \u201c<strong>50 anos em 5<\/strong>\u201c, delega ao Almirante Lucio Martins Meira (nomeado Ministro da Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas) a miss\u00e3o de comandar o \u201c<strong>Grupo Executivo da Ind\u00fastria Automobil\u00edstica<\/strong>\u201c(<strong>GEIA<\/strong>), que estabelece metas e regras para a definitiva \u201cinstala\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria automobil\u00edstica no Brasil.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do\u00a0<strong>GEIA\u00a0<\/strong>eram oferecidos\u00a0<strong>est\u00edmulos fiscais e cambiais\u00a0<\/strong>\u00e0s empresas interessadas, que deveriam se comprometer com a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos aqui fabricados.<\/p>\n<p>Os caminh\u00f5es deveriam ter 90% de seu peso total, em componentes nacionais, e os autom\u00f3veis 95%. Em pouco tempo estas metas foram cumpridas e at\u00e9 superadas. Primeiro caminh\u00e3o\u00a0<strong>Ford\u00a0<\/strong>dentro do Plano de Nacionaliza\u00e7\u00e3o. Com\u00a0<strong>Collor\u00a0<\/strong>na presid\u00eancia,\u00a0<strong>caem\u00a0<\/strong>as\u00a0<strong>barreiras alfandeg\u00e1rias\u00a0<\/strong>e o Brasil \u00e9 literalmente tomado pelos\u00a0<strong>importados<\/strong>, j\u00e1 que nosso ex-presidente achava os nossos carros nacionais verdadeiras \u201c<strong>carro\u00e7as<\/strong>\u201c, essa quebra de barreiras, fez com que a ind\u00fastria brasileira acordasse de um sono let\u00e1rgico de anos de protecionismo e renova suas linhas, oferecendo lan\u00e7amentos quase simult\u00e2neos de seus produtos mundiais.<\/p>\n<p><strong>Cronologia<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1894\u00a0<\/strong>\u2013 Vacheron lan\u00e7a o autom\u00f3vel com volante<br \/>\n<strong>1895\u00a0<\/strong>\u2013 Panhard fabrica o primeiro autom\u00f3vel fechado. Os irm\u00e3os Andr\u00e9 e Edouard Michelin lan\u00e7am os primeiros pneus para autom\u00f3veis.<br \/>\n<strong>1898\u00a0<\/strong>\u2013 Daimler constr\u00f3i o primeiro motor de 4 cilindros em linha.<br \/>\n<strong>1899\u00a0<\/strong>\u2013 Daimler introduz a mudan\u00e7a de velocidade em \u201cH\u201d e o acelerador de p\u00e9. Renault na Fran\u00e7a, \u00e9 primeiro a utilizar o eixo de transmiss\u00e3o ligado ao eixo traseiro por meio de cardans. Os autom\u00f3veis de Dietrich-Bol\u00e9e vem com parabrisas como acess\u00f3rios extras.<br \/>\n<strong>1901\u00a0<\/strong>\u2013 Daimler lan\u00e7a na Alemanha o Mercedes.<br \/>\n<strong>1902\u00a0<\/strong>\u2013 Spyker lan\u00e7a na Holanda um autom\u00f3vel com tra\u00e7\u00e3o nas 4 rodas e motor 6 cilindros em linha. Frederick Lanchester inventa o freio a disco.<br \/>\n<strong>1903\u00a0<\/strong>\u2013 Mors, apresenta um autom\u00f3vel com amortecedores. Ader na Fran\u00e7a fabrica o primeiro \u201cV8\u201d.<br \/>\n<strong>1905\u00a0<\/strong>\u2013 Surge nos Estados Unidos o primeiro sistema de aquecimento que funcionam com o escapamento do motor.<br \/>\n<strong>1906\u00a0<\/strong>\u2013 A Rolls-Royce lan\u00e7a o Silver Ghost. Nos Estados Unidos surgem os p\u00e1ra-choques.<br \/>\n<strong>1908\u00a0<\/strong>\u2013 A Ford lan\u00e7a o modelo \u201cT\u201d. A Delco nos Estados Unidos, fabricam a primeira bobina e o distribuidor.<br \/>\n<strong>1912\u00a0<\/strong>\u2013 A Peugeot fabrica o primeiro motor com \u00e1rvore de comando de v\u00e1lvulas, duplos no cabe\u00e7ote.<br \/>\n<strong>1915\u00a0<\/strong>\u2013 Aparecem nos Estados Unidos os \u201climpadores de p\u00e1ra-brisas.<br \/>\n<strong>1916\u00a0<\/strong>\u2013 Aparecem nos EUA as luzes de freio acionadas pelo pedal.<br \/>\n<strong>1917\u00a0<\/strong>\u2013 O modelo American Premier inova com um veloc\u00edmetro.<br \/>\n<strong>1921\u00a0<\/strong>\u2013 Surge nos EUA a mudan\u00e7a de luzes autom\u00e1tica.<br \/>\n<strong>1923\u00a0<\/strong>\u2013 A Dodge, fabrica a primeira carroceria fechada totalmente em a\u00e7o. A Fiat, na It\u00e1lia, monta uma coluna de dire\u00e7\u00e3o ajust\u00e1vel.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Ind\u00fastria automobil\u00edstica<\/h4>\n<p>Foi em novembro de\u00a0<strong>1891\u00a0<\/strong>que o primeiro carro motorizado chegou em solo brasileiro. A bordo do navio Portugal, que aportou na cidade de Santos, um \u00fanico exemplar de um\u00a0<strong>Peugeot<\/strong>, comprado por 1.200 francos.<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio era um rapaz de dezoito anos chamado\u00a0<strong>Alberto Santos Dumont\u00a0<\/strong>\u2013 o futuro Pai da Avia\u00e7\u00e3o -, que acabava de retornar da Fran\u00e7a com a fam\u00edlia. Dumont j\u00e1 demonstrava que era um homem de vis\u00e3o. O\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>se transformaria na maior mola propulsora da economia mundial.<\/p>\n<p>Se em\u00a0<strong>1891\u00a0<\/strong>existia somente um\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>no Brasil, em\u00a0<strong>1904<\/strong>,\u00a0<strong>84\u00a0<\/strong>carros j\u00e1 eram registrados na Inspetoria de Ve\u00edculos.<\/p>\n<p><strong>Faziam fila na \u00e9poca figuras ilustres da sociedade paulista:\u00a0<\/strong>Antonio Prado J\u00fanior, Ermelindo Matarazzo, Ramos de Azevedo, Jos\u00e9 Martinelli e muitos outros. De olho nesse mercado, a empresa\u00a0<strong>Ford\u00a0<\/strong>decide em\u00a0<strong>1919\u00a0<\/strong>trazer a empresa ao Brasil.<\/p>\n<p><strong>O pr\u00f3prio Henry Ford sentencia:<\/strong>\u00a0\u201cO\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>est\u00e1 destinado a fazer do Brasil uma grande na\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A primeira linha de montagem e o escrit\u00f3rio da empresa foram montados na rua Flor\u00eancio de Abreu, centro da cidade de S\u00e3o Paulo. Em\u00a0<strong>1925<\/strong>, foi a vez da\u00a0<strong>General Motors do Brazil\u00a0<\/strong>abrir sua f\u00e1brica no bairro paulistano do Ipiranga. Meses depois j\u00e1 circulava o primeiro Chevrolet. Dois anos depois, a companhia inicia a constru\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de S\u00e3o Caetano do Sul.<\/p>\n<p>Nessas alturas, o som das\u00a0<strong>buzinas\u00a0<\/strong>e o barulho peculiar dos\u00a0<strong>motores\u00a0<\/strong>j\u00e1 fazem parte do cotidiano do paulista. Estradas s\u00e3o constru\u00eddas em todo o Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>O reflexo dessas iniciativas no aumento da frota de ve\u00edculos \u00e9 surpreendente:<\/strong>\u00a0entre\u00a0<strong>1920<\/strong>e\u00a0<strong>1939<\/strong>, s\u00f3 no Estado de S\u00e3o Paulo, o n\u00famero de carros de passeio salta de\u00a0<strong>5.596\u00a0<\/strong>para\u00a0<strong>43.657\u00a0<\/strong>e o de caminh\u00f5es vai de\u00a0<strong>222\u00a0<\/strong>para<strong>25.858<\/strong>. Entra o ano de\u00a0<strong>1940<\/strong>, tem in\u00edcio \u00a0<strong>Segunda Guerra Mundial<\/strong>. As importa\u00e7\u00f5es s\u00e3o prejudicadas e a frota de ve\u00edculos no Brasil vai ficando ultrapassada.<\/p>\n<p>As f\u00e1bricas s\u00f3 montavam seus autom\u00f3veis aqui e n\u00e3o produziam suas pe\u00e7as. Era preciso desenvolver o parque automotivo brasileiro. O ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica,\u00a0<strong>Get\u00falio Vargas<\/strong>, pro\u00edbe a importa\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos montados e cria obst\u00e1culos \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Foi\u00a0<strong>Juscelino Kubitschek<\/strong>, presidente empossado em 31 de janeiro de\u00a0<strong>1956<\/strong>, que deu o impulso necess\u00e1rio \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o definitiva da ind\u00fastria automotiva, ao criar o\u00a0<strong>Geia\u00a0<\/strong>\u2013\u00a0<strong>Grupo Executivo da Ind\u00fastria Automobil\u00edstica<\/strong>. Em 28\/9\/1956, foi inaugurada, em S\u00e3o Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a primeira f\u00e1brica de caminh\u00f5es com motor nacional da\u00a0<strong>Mercedes-Benz<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Juscelino Kubitscheck\u00a0<\/strong>compareceu \u00e0 cerim\u00f4nia. O Brasil chega ao final de\u00a0<strong>1960<\/strong>, com uma popula\u00e7\u00e3o de 65.755.000 habitantes e um total de 321.150 ve\u00edculos produzidos desde o in\u00edcio da implanta\u00e7\u00e3o do parque industrial automotivo. Mais de 90% das ind\u00fastrias de autope\u00e7as foram instaladas na Grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>E foi no Estado de S\u00e3o Paulo que ficou instalado o\u00a0<strong>maior parque industrial da Am\u00e9rica Latina<\/strong>, dando um importante impulso para o r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico paulista. A revolu\u00e7\u00e3o automotiva da d\u00e9cada de\u00a0<strong>1950\u00a0<\/strong>trouxe ao Estado paulista tecnologia de ponta, empregos, desenvolvimento industrial e uma nova rela\u00e7\u00e3o de capital-trabalho, com o crescimento e fortalecimento dos sindicatos de classes. Hoje, o Estado produz mais de um milh\u00e3o de ve\u00edculos por ano.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel &#8211; Inven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do avi\u00e3o \u2013 que tem a paternidade assegurada no Brasil, Europa e Estados Unidos \u2013 ningu\u00e9m inventou o\u00a0<strong>autom\u00f3vel<\/strong>. Nem mesmo o\u00a0<strong>Henry Ford<\/strong>, como muita gente estava pensando.<\/p>\n<p>Por volta de\u00a0<strong>1880<\/strong>, quando os bisav\u00f3s do carro apareceram, os inventores estavam ocupados com coisas muito mais importantes.<\/p>\n<p>Provavelmente com a inven\u00e7\u00e3o do alicate, do microfone ou da caneta tinteiro. Mas o carro tinha pressa de ser inventado. A primeira corrida de autom\u00f3veis da hist\u00f3ria, a\u00a0<strong>Paris-Bord\u00e9us<\/strong>, ia ser disputada em\u00a0<strong>1895<\/strong>.<\/p>\n<p>Se o carro n\u00e3o fosse inventado a tempo, a prova acabava sendo vencida por uma briga. O que, convenhamos, teria p\u00e9ssima repercuss\u00e3o na futura imagem do\u00a0<strong>autom\u00f3vel<\/strong><\/p>\n<p>O jeito foi o carro se arranjar sozinho, incorporando inventos que n\u00e3o foram feitos pensando nele. Como o motor a g\u00e1s de Lenoir (<strong>1860<\/strong>), o carro a vapor do austr\u00edaco Siegfried Markus (<strong>1874<\/strong>) e o motor de quatro tempos do conde alem\u00e3o Nikolaus Otto (<strong>1876<\/strong>).<\/p>\n<p>Estava o carro nesse compasso, quando em julho de\u00a0<strong>1886\u00a0<\/strong>um certo\u00a0<strong>Carl Benz\u00a0<\/strong>apareceu nas ruas da tranq\u00fcila Mannhein, na Alemanha, com uma novidade absolutamente imprest\u00e1vel para a \u00e9poca.<\/p>\n<p>Um triciclo a motor que fazia apenas 13 quil\u00f4metros por hora, enquanto um cavalo modelo 80 corria quatro vezes mais.<\/p>\n<p><strong>Monstrinhos Pr\u00e1ticos e Seguros<\/strong><\/p>\n<p>O motor de\u00a0<strong>Benz<\/strong>, com 1.140 cc, 3 HP e 250 kg de peso, impulsionava um triciclo com rodas de bicicleta. S\u00f3 que n\u00e3o foi esse exatamente o primeiro antepassado dos motores de autom\u00f3vel que conhecemos hoje.<\/p>\n<p>Meses antes, em novembro de\u00a0<strong>1885<\/strong>, outro alem\u00e3o j\u00e1 estava nas ruas com um estranho ancestral de carro.<\/p>\n<p>Tratava-se do engenheiro\u00a0<strong>Gottieb Daimler<\/strong>, que trabalhara com o conde\u00a0<strong>Otto\u00a0<\/strong>e inventara uma bicicleta de madeira motorizada, que chamava de \u201cmontaria\u201d.<\/p>\n<p>Montado nela, o esperto Gottlieb cobrira os 3 mil metros de uma estrada alem\u00e3, \u00e0 velocidade de 6 km por hora. As rea\u00e7\u00f5es, tanto ao ve\u00edculo do\u00a0<strong>Benz\u00a0<\/strong>quanto \u00e0 bicicleta de\u00a0<strong>Daimler<\/strong>, n\u00e3o foram precisamente as que os inventores esperavam. Enquanto o povo chamava de \u201cmonstrinho\u201d a montaria de\u00a0<strong>Daimler\u00a0<\/strong>(que era \u201ccapaz de sacudir at\u00e9 a medula e os ossos \u2026\u201d), as autoridades de Mannheim proibiam\u00a0<strong>Carl Benz\u00a0<\/strong>de sair \u00e0s ruas com seu triciclo. E, para garantir o cumprimento da ordem, chegavam a botar um guarda de prontid\u00e3o na frente da casa do inventor.<\/p>\n<p>O \u201c<strong>carro<\/strong>\u201d de\u00a0<strong>Benz\u00a0<\/strong>era apenas um motor a explos\u00e3o que movimentava um triciclo de dois lugares. Quem transformou esse neg\u00f3cio em uma m\u00e1quina mais ou menos \u00fatil foram os franceses\u00a0<strong>Ren\u00e9 Panhard\u00a0<\/strong>e<strong>\u00a0\u00c9mile Levassor<\/strong>.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>1891<\/strong>, eles puseram o motor na frente e criaram a transmiss\u00e3o por correntes, a embreagem e a caixa de mudan\u00e7as iniciando o esquema mec\u00e2nico que seria seguido pelos menos nas setes d\u00e9cadas posteriores.<\/p>\n<p>Mas antes disso, o autom\u00f3vel j\u00e1 era artigo de com\u00e9rcio. A oficina de\u00a0<strong>Carl Benz<\/strong>, que lan\u00e7ara um carro de quatro rodas meses depois do triciclo, j\u00e1 produzia para a venda e chegava a publicar o primeiro an\u00fancio onde o carro era apresentado como \u201cpr\u00e1tico, seguro e o verdadeiro substituto do cavalo e do cocheiro \u2026\u201d<\/p>\n<p><strong>A Velocidade e as Leis de Tr\u00e2nsito<\/strong><\/p>\n<p>O carro propriamente dito, todavia, s\u00f3 iria aparecer mais tarde, quando\u00a0<strong>Vacheron\u00a0<\/strong>inventou o volante, os\u00a0<strong>Michelin\u00a0<\/strong>introduziram os pneus,\u00a0<strong>Panhard\u00a0<\/strong>fabricou a primeira carroceria fechada e\u00a0<strong>Dietrich-Boll\u00e9e\u00a0<\/strong>teve a id\u00e9ia do p\u00e1ra-brisa. Da\u00ed para a carta de motorista, o sinal vermelho e fatalmente os guardas de tr\u00e2nsito foi um pulo.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>1899<\/strong>, o autom\u00f3vel trocou as m\u00e3os pelos p\u00e9s, quando\u00a0<strong>Gottlieb Daimler\u00a0<\/strong>inventou o pedal do acelerador. Era de madeira e, como o sapato ainda n\u00e3o estava na moda, apareceram as express\u00f5es \u201csenta a bota\u201d e \u201cp\u00e9 na t\u00e1bua\u201d. Com a velocidade governada pelo p\u00e9, os assustados cidad\u00e3os do\u00a0<strong>s\u00e9culo XIX\u00a0<\/strong>n\u00e3o tardaram em descobrir uma verdade assustadora. Que o\u00a0<strong>carro\u00a0<\/strong>podia rodar t\u00e3o r\u00e1pido quanto o trem a vapor.<\/p>\n<p>E o que era pior, sem trilhos. A\u00ed come\u00e7aram as leis. Na Inglaterra, a velocidade m\u00e1xima permitida era de 6 km por hora. Os ingleses s\u00f3 usavam o\u00a0<strong>carro\u00a0<\/strong>para visitar o vizinho do lado.<\/p>\n<p>No m\u00e1ximo para ir ao pub da esquina.<\/p>\n<p>N\u00e3o satisfeitas, as autoridades inglesas aprovaram ainda a \u201c<strong>Lei da Bandeira Vermelha<\/strong>\u201c, que obrigava todo motorista a mandar um ajudante sessenta p\u00e9s a frente do carro, alertando os pedestres com um pano vermelho. Mas parece que essa legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o existia para proteger o cidad\u00e3o a p\u00e9. O objetivo verdadeiro era a integridade dos\u00a0<strong>autom\u00f3veis<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Tanto que as leis dr\u00e1sticas ca\u00edram depois de1906, quando os americanos inventaram o mais importante componente do autom\u00f3vel at\u00e9 ent\u00e3o<\/strong>: o p\u00e1ra-choque.<\/p>\n<p><strong>Ford Bigode, Segunda Revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Por falar em americanos, n\u00e3o se pode esquecer o papel que eles tiveram na moderniza\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>autom\u00f3vel<\/strong>. Foram os americanos que criaram a linha de montagem, o carro com telefone e o motor de arranque \u2013 que dispensou a manivela e tornou o volante acess\u00edveis \u00e0s mulheres. Nenhum povo compreendeu t\u00e3o cedo o papel que o carro teria para a humanidade. E a rea\u00e7\u00e3o que a humanidade teria para o carro.<\/p>\n<p><strong>A maior prova disso \u00e9 que em 1904, a Cadillac j\u00e1 lan\u00e7ava o acess\u00f3rio que seria o mais vendido no Brasil oito d\u00e9cadas depois:\u00a0<\/strong>o sistema anti-roubo.<\/p>\n<p>A linha de montagem apareceu com\u00a0<strong>Ford<\/strong>. Diz a lenda que o pequeno\u00a0<strong>Henry\u00a0<\/strong>passeava de carro\u00e7a com o pai, quando viu um trator a vapor trabalhando no campo.<\/p>\n<p>Tinha treze anos e se apaixonou imediatamente pelos ve\u00edculos que se moviam sozinhos. Anos mais tarde, largou o campo e foi para Detroit dedicar-se \u00e0s pesquisas.<\/p>\n<p><strong>Acabou criando tr\u00eas mitos para a Am\u00e9rica:<\/strong>\u00a0Detroit, o \u201c<strong>Ford Bigode<\/strong>\u201d e ele pr\u00f3prio,\u00a0<strong>Henry<\/strong>.<\/p>\n<p>O sonho de\u00a0<strong>Henry Ford\u00a0<\/strong>era de lan\u00e7ar um\u00a0<strong>carro popular<\/strong>. Um modelo resistente, por\u00e9m simples e f\u00e1cil de construir, que estivesse ao alcance do bolso do homem comum. A hist\u00f3ria come\u00e7ou com um fracasso (seu primeiro carro, feito em\u00a0<strong>1896<\/strong>, terminou o passeio por Detroit com um prosaico defeito de velas), mas o sucesso n\u00e3o demorou. Quando ciou a linha de montagem, em 1908,\u00a0<strong>Ford\u00a0<\/strong>tinha feito a primeira revolu\u00e7\u00e3o no automobilismo desde o triciclo de\u00a0<strong>Benz<\/strong>.<\/p>\n<p>Com alinha de produ\u00e7\u00e3o que criara,\u00a0<strong>Ford\u00a0<\/strong>reduziu para 1 hora e meia as 14 horas que demorava a montagem de um chassi. Seu processo industrial \u2013 que inclu\u00eda novas t\u00e9cnicas como a fundi\u00e7\u00e3o dos blocos do cilindro em uma s\u00f3 pe\u00e7a \u2013 estabeleceu o padr\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de carros em larga escala. O carro\u00a0<strong>Ford\u00a0<\/strong>que inaugurou esse tempo foi o\u00a0<strong>Modelo T<\/strong>, o ultrapopular \u201c<strong>Ford Bigode<\/strong>\u201c, que foi fabricado durante 19 anos, totalizando mais de 15 milh\u00f5es de unidades.<\/p>\n<p><strong>Um Perigoso Brinquedo que Enlouquecia<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 aparecer o\u00a0<strong>Ford Bigode<\/strong>, o\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>era uma esp\u00e9cie de hobby, como s\u00e3o a ultraleve e a asa-delta no c\u00e2mbio de hoje.<\/p>\n<p>S\u00f3 com a produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9ria \u00e9 que ele passou a operar a tremenda cirurgia com que mudou a face do mundo. Antes disso, por\u00e9m, ele pr\u00f3prio teve de se transformar.<\/p>\n<p>De geringon\u00e7a inc\u00f4moda e duvidosa foi virando um meio de transporte seguro e confi\u00e1vel.<\/p>\n<p>At\u00e9 a virada do s\u00e9culo, o\u00a0<strong>carro\u00a0<\/strong>era considerado uma\u00a0<strong>praga<\/strong>, principalmente por quem andava a p\u00e9 ou a cavalo. As leis eram severas para os\u00a0<strong>chauffeurs\u00a0<\/strong>pioneiros at\u00e9 mesmo na Fran\u00e7a, onde havia um clima mais liberal para o\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>\u2013 como de resto para todas as outras coisas. Tinha uma lei francesa que punia o\u00a0<strong>motorista\u00a0<\/strong>\u2013 e n\u00e3o o cavaleiro ou o cocheiro \u2013 se um cavalo se assustasse com um carro e provocasse um acidente. Na Pensilv\u00e2nia, Estados Unidos, tentaram aprovar uma lei que obrigava o motorista a soltar foquetes de ilumina\u00e7\u00e3o a cada milha da estrada, para avisar os cavaleiros e cocheiros de sua amea\u00e7adora aproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os carros faziam barulho e espalhavam fuma\u00e7a fedorenta. Ainda n\u00e3o se conhecida o silencioso e o\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>na verdade n\u00e3o passava de um \u201cpoleiro em cima de um monte de ferragens\u201d.<\/p>\n<p>E esse neg\u00f3cio andava r\u00e1pido. A descarga era livre e as rodas eram aquelas de carruagem, com 1 metro de di\u00e2metro. O conjunto motor, suspens\u00e3o e transmiss\u00f5es tinha enormes folgas mec\u00e2nicas e tudo isso chacoalhava com estrondo, soltando fuma\u00e7a pelas ruas estreitas e mal cal\u00e7adas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m o que metia mais medo era a velocidade. Em\u00a0<strong>1906<\/strong>, o americano\u00a0<strong>Stanley Steammeer\u00a0<\/strong>fez 195 km por hora com um\u00a0<strong>carro a vapor<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas o que assombrava mesmo o grande p\u00fablico eram os trinta numa ruela de Londres. No Congresso de Higiene de Blackpool, Inglaterra, um certo\u00a0<strong>Sir James Brown\u00a0<\/strong>subiu \u00e0 c\u00e1tedra e sustentou que o\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>enlouquecia. Para o m\u00e9dico ingl\u00eas, as vibra\u00e7\u00f5es das grandes velocidades embaralhavam a mat\u00e9ria cerebral. Com as conseq\u00fc\u00eancias que se podem adivinhar.<\/p>\n<p><strong>Com os Pneus, Come\u00e7a a Era do Conforto<\/strong><\/p>\n<p>Foi com o\u00a0<strong>pneu\u00a0<\/strong>que o carro come\u00e7ou a livrar-se do jeit\u00e3o de\u00a0<strong>carruagem a motor.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Edouard Michelin\u00a0<\/strong>introduziu a melhoria na corrida\u00a0<strong>Paris-Bord\u00e9us<\/strong>, em\u00a0<strong>1895<\/strong>, mas o\u00a0<strong>pneum\u00e1tico\u00a0<\/strong>era uma inven\u00e7\u00e3o de sete anos antes. Acredite se quiser, mas um escoc\u00eas que tamb\u00e9m virou marca,\u00a0<strong>John Dunlop<\/strong>, criou o pneu em\u00a0<strong>1888\u00a0<\/strong>s\u00f3 para diminuir a trepida\u00e7\u00e3o da bicicleta do filho \u2013 e deixou a coisa de lado.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>1899<\/strong>,\u00a0<strong>Renault\u00a0<\/strong>apareceu com o eixo de transmiss\u00e3o de energia do motor para as rodas traseiras. De in\u00edcio, os fabricantes custaram a levar f\u00e9 na id\u00e9ia do franc\u00eas. Achavam a corrente mais segura. Mas a\u00a0<strong>transmiss\u00e3o\u00a0<\/strong>acabou vingando e os carros se tornaram menos barulhentos.<\/p>\n<p>Como todo hobby, o\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>era antes um objeto de prazer do que uma utilidade confi\u00e1vel. Rodava mais em corridas, gincanas e ralis do que nas ruas. Foi essa caracter\u00edstica que acelerou seu aperfei\u00e7oamento e, at\u00e9 hoje, o carro continua devendo muito \u00e0s experi\u00eancias em competi\u00e7\u00f5es. Em\u00a0<strong>1901<\/strong>, o diplomata\u00a0<strong>Emil Jellinek\u00a0<\/strong>encomendou \u00e0\u00a0<strong>Daimler\u00a0<\/strong>um carro cheio de macetes para correr em Pau, na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>motor\u00a0<\/strong>ficava na\u00a0<strong>frente\u00a0<\/strong>(enquanto os carros da \u00e9poca tinham os motores centrais) e era coberto por um cap\u00f4. As rodas traseiras tinham quase o mesmo di\u00e2metro das dianteiras. Al\u00e9m das exig\u00eancias t\u00e9cnicas,\u00a0<strong>Jellinek\u00a0<\/strong>pediu \u00e0 f\u00e1brica que mudasse o nome<strong>Daimler<\/strong>. Ele temia que os franceses, lembrando ainda a guerra franco-prussiana, hostilizassem um carro t\u00e3o evidentemente alem\u00e3o. E prop\u00f4s o nome espanhol de sua filha,\u00a0<strong>Mercedes<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Ironia do destino.\u00a0<\/strong>Nesses 85 anos, o\u00a0<strong>Mercedes\u00a0<\/strong>fez tanto sucesso que virou um sin\u00f4nimos de Alemanha, pelo menos quando o assunto \u00e9 autom\u00f3vel.\u00a0<strong>Jellinek\u00a0<\/strong>n\u00e3o ganhou a corrida de Pau, mas seu carro recebeu todos os pr\u00eamios da Exposi\u00e7\u00e3o de Nice, em<strong>1901<\/strong>. O\u00a0<strong>Mercedes\u00a0<\/strong>foi o primeiro carro do mundo a separar o motor dos passageiros e a ter um cap\u00f4. E isso fez tanta onda, que todos os outros fabricantes imitaram o modelo. At\u00e9 quem continuava produzindo carros com motores centrais aderiu. S\u00f3 que os cap\u00f4s, instalados na frente dos ve\u00edculos, n\u00e3o cobriam nada.<\/p>\n<p><strong>A sofistica\u00e7\u00e3o vem com os americanos<\/strong><\/p>\n<p>O in\u00edcio do s\u00e9culo vinte marca a entrada dos americanos na luta pelo aperfei\u00e7oamento do\u00a0<strong>autom\u00f3vel\u00a0<\/strong>e, com ela, acaba a fase dos pioneiros. Come\u00e7am a aparecer os resultados do trabalho em equipe.<\/p>\n<p>As melhorias j\u00e1 n\u00e3o partem de um g\u00eanio criador, mas s\u00e3o associadas ao nome de uma companhia.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>1901<\/strong>, o\u00a0<strong>Oldsmobile\u00a0<\/strong>introduz o\u00a0<strong>veloc\u00edmetro\u00a0<\/strong>e, em\u00a0<strong>1908<\/strong>, a\u00a0<strong>Ford\u00a0<\/strong>desloca o volante do<strong>Modelo T\u00a0<\/strong>do centro para a esquerda. A partir de\u00a0<strong>1911<\/strong>, a\u00a0<strong>Cadillac\u00a0<\/strong>come\u00e7a a produzir os modelos mais aperfei\u00e7oados do mundo. Lan\u00e7a o\u00a0<strong>motor de arranque,\u00a0<\/strong>o\u00a0<strong>espelho retrovisor\u00a0<\/strong>e os\u00a0<strong>far\u00f3is el\u00e9tricos com luzes alta e baixa<\/strong>. O carro passa a iluminar as estradas, deixando assinalar apenas sua presen\u00e7a com simples lanterna a g\u00e1s.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>1915<\/strong>, a\u00a0<strong>Oldsmobile\u00a0<\/strong>aposenta o\u00a0<strong>limpador de p\u00e1ra-brisa manual<\/strong>, lan\u00e7ando o modelo acionado a v\u00e1cuo.\u00a0<strong>O freio pedal\u00a0<\/strong>\u00e9 criado em<strong>1916\u00a0<\/strong>e \u00e9 logo seguido pelas\u00a0<strong>luzes de freio<\/strong>. Desde\u00a0<strong>1911<\/strong>, j\u00e1 rodam pela Am\u00e9rica carros equipados com\u00a0<strong>telefone\u00a0<\/strong>e, em\u00a0<strong>1917<\/strong>, \u00e9 lan\u00e7ado o primeiro modelo com\u00a0<strong>aquecimento interno<\/strong>.<\/p>\n<p>Nos anos de guerra na Europa, o carro americano \u00e9 uma utilidade cada vez mais confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>As estradas, antes esvaziadas pela concorr\u00eancias do trem, ficaram abandonadas durante anos e n\u00e3o est\u00e3o a altura dos novos e mais velozes ve\u00edculos que se multiplicam sobre elas. Em\u00a0<strong>1909<\/strong>, os americanos come\u00e7am a usar concreto nas velhas trilhas das carruagens. Com todo esse conforto, o carro vai ficando popular nos Estados Unidos. E vai come\u00e7ando a modificar a face das cidades \u2013 principalmente de\u00a0<strong>Detroit<\/strong>, que j\u00e1 era a sua capital.<\/p>\n<p>E a\u00ed, enquanto estoura a guerra na Europa, outra come\u00e7a silenciosamente na Am\u00e9rica. Em\u00a0<strong>1914<\/strong>, o\u00a0<strong>sem\u00e1foro\u00a0<\/strong>faz a sua estr\u00e9ia, em uma esquina de Detroit.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel &#8211; ONDE TUDO COME\u00c7OU\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 hist\u00f3ria, temos de obedecer a uma cronologia. E se existe uma cronologia na\u00a0<strong>Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel<\/strong>, esta deve ter in\u00edcio em\u00a0<strong>1700\u00a0<\/strong>quando<strong>\u00a0Nicholas Cugnot\u00a0<\/strong>convenceu o Rei de Fran\u00e7a a financiar seu projeto de um ve\u00edculo pesando quase 10 toneladas, para arrastar pe\u00e7as da artilharia de ent\u00e3o.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo se locomovia a 10 Km. por hora mas Nicholas, na sua viagem inaugural, descobriu que n\u00e3o pensara sobre como parar seu \u201cmonstrengo\u201d. Assim ocorreu o\u00a0<strong>primeiro acidente automobil\u00edstico\u00a0<\/strong>que se tem not\u00edcia j\u00e1 que o pesado\u00a0<strong>Cugnot\u00a0<\/strong>derrubou um muro. Por esse motivo, Nicholas foi afastado da corte e morreu na mis\u00e9ria por\u00e9m, sua inven\u00e7\u00e3o estava atrelada \u00e0 vida da Fran\u00e7a e do resto do mundo! ET.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo de Cugnot era movido por uma caldeira a vapor e est\u00e1 preservado at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Daquele primeiro \u201crascunho\u201d, muitos outros projetos se seguiram mas, em sua maioria, sem maiores express\u00f5es. Vento, pedais, vapor, tudo podia servir para desenvolver as m\u00e1quinas de ent\u00e3o mas o tempo ia passando e nada de mais concreto surgia. J\u00e1 estamos no ano de 1883, na Alemanha.<\/p>\n<p><strong>Gottlieb Daimler<\/strong>, filho de padeiros, est\u00e1 desenvolvendo seu motor a explos\u00e3o, de altas rota\u00e7\u00f5es. Quase que simultaneamente, s\u00f3 que milhas de dist\u00e2ncia, em Mannheim,\u00a0<strong>Carl Benz\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m trabalhava em algo muito parecido. Ambos tinham em comum o amor por m\u00e1quinas e pequenas oficinas dom\u00e9sticas. Pois foi gra\u00e7as a estes dois alem\u00e3es que em 1.886, o mundo mudaria para sempre.<\/p>\n<p>Daimler fundara sua empresa em um sub\u00farbio de Stuttgart (a\u00a0<strong>Daimler Motoren Geselschaft<\/strong>) onde contava com um verdadeiro g\u00eanio a quem a hist\u00f3ria foi injusta \u2013\u00a0<strong>Wilhelm Maybach<\/strong>, seu engenheiro chefe. Carl, tamb\u00e9m em 1886, deixara sua inven\u00e7\u00e3o dentro do pequeno galp\u00e3o de sua casa antes de dormir.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor28.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"307\" height=\"186\" \/><br \/>\n<strong>O primeiro motor Daimler de 1883<\/strong><\/p>\n<p>Era Natal e sua esposa, Clara, n\u00e3o pensou duas vezes para querer experimentar aquele estranho <strong>carro<\/strong>. Com seus dois filhos, deu in\u00edcio a uma viagem de pouco mais de vinte quil\u00f4metros at\u00e9 a casa de sua m\u00e3e. Vez por outra necessitava parar em uma farm\u00e1cia para comprar \u00e1lcool e fazer sua <strong>carruagem <\/strong>funcionar. Ap\u00f3s quase 06 horas, finalmente pode comemorar o Natal com sua fam\u00edlia menos, \u00e9 claro, com seu assustado marido que deu por sua falta logo ao acordar. Mas ela provara que o triciclo feito de madeira e com um pequeno motor de um cilindro funcionava !<\/p>\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio do <strong>s\u00e9culo XX<\/strong>, <strong>Daimler <\/strong>e <strong>Benz <\/strong>eram concorrentes cada qual com seu pr\u00f3prio produto. O s\u00edmbolo escolhido por <strong>Carl <\/strong>era uma coroa de louros, marca da vit\u00f3ria. J\u00e1 o de <strong>Daimler <\/strong>era uma estrela de tr\u00eas pontas uma vez que ele pretendia produzir motores para terra, ar e mar.<\/p>\n<p>Os dois nunca trabalharam juntos j\u00e1 que <strong>Daimler <\/strong>faleceria anos antes da fus\u00e3o (que garantiria a sobreviv\u00eancia das duas empresas) ocorrida em <strong>1926<\/strong>. Tamb\u00e9m n\u00e3o veria o nome que a filha de um de seus representantes, <strong>Emile Jellineck<\/strong>, emprestaria a seu produto &#8211;<strong>Mercedes<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor29.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"298\" height=\"186\" \/><br \/>\n<strong>O primeiro motor Benz de 1886<\/strong><\/p>\n<p>Quando a fus\u00e3o ocorreu, os s\u00edmbolos de ambas as empresas &#8211; estrela de tr\u00eas pontas e coroa de louros &#8211; seriam unidos para sempre. Nas f\u00e1bricas de <strong>Daimler <\/strong>e de <strong>Benz<\/strong>, passaram nomes que se tornariam \u00edcones da ind\u00fastria de autom\u00f3veis.<\/p>\n<p><strong>Alguns deles: <\/strong>Whilhelm Maybach, <strong>August Horch <\/strong>e <strong>Ferdinand Porsche. <\/strong>Para quem n\u00e3o sabe, <strong>Horch <\/strong>fundaria a <strong>AUTO UNION <\/strong>que depois se transformaria na <strong>AUDI<\/strong>. <strong>Ferdinand Porsche<\/strong> seria colaborador do nazismo ao projetar o motor do &#8220;<strong>carro do povo<\/strong>&#8221; &#8211; o <strong>VOLKSWAGEN<\/strong>. A marca <strong>PORSCHE <\/strong>surgiria pelas m\u00e3os de seu filho, <strong>Ferry Porsche<\/strong>. J\u00e1 <strong>Maybach <\/strong>se uniria a um conde da \u00e9poca para projetar motores de dirig\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hhistor30.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel\" width=\"330\" height=\"103\" \/><br \/>\n<strong>Daimler + Benz = Mercedes-Benz<\/strong><\/p>\n<p>Pensou em Zeppelin? Acertou! <strong>Carl Benz <\/strong>morreu em <strong>1929<\/strong>, tr\u00eas anos ap\u00f3s a fus\u00e3o de sua empresa com a <strong>Daimler <\/strong>e vinte e nove anos ap\u00f3s surgir, tamb\u00e9m na <strong>Daimler<\/strong>, o primeiro carro que levaria um nome que mudaria n\u00e3o s\u00f3 o rumo da hist\u00f3ria como tamb\u00e9m estaria associado \u00e0 sua pr\u00f3pria marca &#8211; <strong>MERCEDES BENZ.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.colegiosaofrancisco.com.br\/www.v8ecia.com.br\/www.arraialdocabo.fot.br\/www.geocities.com\/autoracing.cidadeinternet.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Autom\u00f3vel, Carros, Modelos, Surgimento, Brasil, Mundo, Pneu, Ve\u00edculos, Brasileiro, Origem, Evolu\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria do 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