{"id":67879,"date":"2016-07-20T12:57:34","date_gmt":"2016-07-20T12:57:34","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=67879"},"modified":"2016-07-20T12:59:34","modified_gmt":"2016-07-20T12:59:34","slug":"suspensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/tecnologia-e-transportes\/automoveis\/mecanica\/suspensao","title":{"rendered":"Suspens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4>Suspens\u00e3o &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<p>A <strong>suspens\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 o sistema de <strong>molas<\/strong>, amortecederoes e bra\u00e7os utilizados para reduzir o impacto da irregularidade da pista aos ocupantes do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>A <strong>suspens\u00e3o<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela estabilidade do ve\u00edculo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-01.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><br \/>\n<strong>01 <\/strong>Junta Homocin\u00e9tica Fixa<strong><br \/>\n02<\/strong> Coifa<strong><br \/>\n03<\/strong> Junta Homocin\u00e9tica Deslizante<strong><br \/>\n04 <\/strong>Batente<strong><br \/>\n05<\/strong> Amortecedor<strong><br \/>\n06 <\/strong>Piv\u00f4<strong><br \/>\n07<\/strong> Terminal de Dire\u00e7\u00e3o<strong><br \/>\n08<\/strong> Tirante<strong><br \/>\n09 <\/strong>Bucha da <strong>suspens\u00e3o<br \/>\n10<\/strong> Terminal Axial<strong><br \/>\n11 <\/strong>Eixo Interconector<strong><br \/>\n12 <\/strong>Tirante da Barra Estabilizadora<strong><br \/>\n13 <\/strong>Coxim Superior do Amortecedor<strong><br \/>\n14 <\/strong>Mola Helicoidal<\/p>\n<p>A <strong>suspens\u00e3o<\/strong> \u00e9 o sistema que tem a fun\u00e7\u00e3o de absorver as vibra\u00e7\u00f5es e choques das rodas, proporcionando conforto aos ocupantes do ve\u00edculo e garantindo o contato das rodas com o solo.<\/p>\n<p><strong>Mais importante:<\/strong> \u00e9 elemento vital para assegurar os n\u00edveis pretendidos de estabilidade do ve\u00edculo, nas freadas, em curvas e em situa\u00e7\u00f5es onde o melhor comportamento do ve\u00edculo \u00e9 solicitado de forma cr\u00edtica. Ela \u00e9 vital para a seguran\u00e7a ativa do ve\u00edculo, ajudando a n\u00e3o comprometer a integridade f\u00edsica do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Formada por uma s\u00e9rie de componentes (<strong>amortecedores<\/strong>, <strong>molas<\/strong>, bandejas, bra\u00e7os, piv\u00f4s, buchas, barra estabilizadora e bieletas), a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> sofre desgaste natural com o uso, podendo prejudicar o desempenho do ve\u00edculo, que fica mais vulner\u00e1vel ao fazer curvas, ao trafegar em solos irregulares e outras situa\u00e7\u00f5es comuns em estradas e ruas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 fundamental que o motorista fique atento aos sinais que indicam a necessidade de substitui\u00e7\u00e3o desses importantes componentes. Formas de dirigir mais agressivas podem provocar um desgaste maior e prematuro da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>. \u00c9 diferente passar por buracos e crateras de uma maneira cuidadosa em baixa velocidade do que frear bruscamente ou simplesmente ignorar esses obst\u00e1culos sem reduzir a velocidade.<\/p>\n<p>Imagine esse h\u00e1bito sendo repetido todos os dias. N\u00e3o h\u00e1 <strong>suspens\u00e3o<\/strong> que ag\u00fcente o tranco. A n\u00e3o ser no caso dos ve\u00edculos produzidos para enfrentar solos acidentados, como os 4X4. Sendo assim, o melhor a fazer \u00e9 maneirar quando n\u00e3o der para desviar desses inconvenientes inimigos permanentes dos autom\u00f3veis.<\/p>\n<p><strong>Para ajudar a identificar os problemas e sintomas que podem ocorrer na suspens\u00e3o, veja algumas dicas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Amortecedores<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Problema: <\/strong>amortecedores gastos deixam de exercer a sua fun\u00e7\u00e3o e ficam sem a\u00e7\u00e3o, o que leva ao desgaste prematuro dos componentes da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<strong><br \/>\nSintoma: <\/strong>Ve\u00edculo sem estabilidade e barulho na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Molas<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Problema: <\/strong>quando est\u00e3o gastas ficam sem a\u00e7\u00e3o e provocam o desgaste prematuro dos componentes da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<strong><br \/>\nSintoma:<\/strong> ve\u00edculo sem estabilidade e barulho na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Bandejas e bra\u00e7os<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Problema: <\/strong>danificadas e buchas gastas.<strong><br \/>\nSintoma: <\/strong>barulho na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> e dirigibilidade comprometida.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Piv\u00f4s e buchas<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Problema:<\/strong> folga ou gastos.<strong><br \/>\nSintoma:<\/strong> Barulho na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Barra estabilizadora e bieletas<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Problema:<\/strong> folga ou gastos.<strong><br \/>\nSintoma:<\/strong> ve\u00edculo sem estabilidade e barulho na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Antes de mais nada, n\u00e3o ignore os sinais (acima mencionados) que o seu ve\u00edculo estiver emitindo para voc\u00ea.<br \/>\nSiga rigorosamente a quilometragem especificada pelo fabricante para a manuten\u00e7\u00e3o preventiva, alinhamento e balanceamento dos pneus.<br \/>\nN\u00e3o modifique a originalidade da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> (diminuir o comprimento das <strong>molas<\/strong>, alterar di\u00e2metro de rodas\/pneus, etc). Lembre-se que o fabricante investiu muito tempo, conhecimento e dinheiro para produzir o seu ve\u00edculo e garantir sua seguran\u00e7a e desempenho. Altera\u00e7\u00f5es na sua estrutura, principalmente nos itens que afetam diretamente a seguran\u00e7a, s\u00e3o muito arriscadas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ou seja, o sistema de <strong>suspens\u00e3o<\/strong> \u00e9 considerado parte integrante da seguran\u00e7a veicular ativa dos ve\u00edculos e respons\u00e1vel por suavizar as trepida\u00e7\u00f5es do conjunto pneu\/roda com o solo, garantindo a dirigibilidade e estabilidade do ve\u00edculo. Portanto, cuide bem para manter o seu ve\u00edculo sempre seguro.<\/p>\n<h4>Suspens\u00e3o &#8211; Sistema<\/h4>\n<p>O sistema de <strong>suspens\u00e3o<\/strong> tem uma fun\u00e7\u00e3o important\u00edssima no <strong>autom\u00f3vel<\/strong>. \u00c9 ela que absorve por meio dos seus componentes todas as irregularidades do solo e n\u00e3o permite que trancos e solavancos cheguem at\u00e9 os usu\u00e1rios. Tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela estabilidade do <strong>autom\u00f3vel<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Os principais componentes do sistema de suspens\u00e3o s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Molas<\/strong>; <strong><br \/>\nAmortecedores<\/strong>;<br \/>\nBarras estabilizadoras;<br \/>\nPinos esf\u00e9ricos (piv\u00f4s);<br \/>\nBandejas de <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Sem as <strong>molas<\/strong> e os <strong>amortecedores<\/strong> que permitem a movimenta\u00e7\u00e3o controlado do sistema, o desconforto seria muito grande, principalmente em pisos irregulares.<\/p>\n<p>Isso sem falar na vida \u00fatil do ve\u00edculo, que diminuiria muito com os fortes impactos sofridos.<\/p>\n<p>Com os impactos transferidos para o ve\u00edculo, h\u00e1 sofrimentos tanto do usu\u00e1rio como para o <strong>autom\u00f3vel<\/strong>.<\/p>\n<p>No <strong>autom\u00f3vel<\/strong> podem vir a causar trincas na sua estrutura, que praticamente comprometeria todo o ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Outro problema seria aqueles inc\u00f4modos ru\u00eddos do painel do <strong>autom\u00f3vel<\/strong>, que com a vibra\u00e7\u00e3o e os impactos sofridos, aumentariam em muito. E todos n\u00f3s sabemos como \u00e9 chato esse barulho.<\/p>\n<p>Para quem j\u00e1 andou num carrinho feito com rolamentos na juventude sabe muito bem o que \u00e9 um ve\u00edculo sem <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Molas<\/strong> e <strong>Amortecedores<\/strong> trabalham em conjunto. A mola absorve os impactos sofridos pelas rodas e os <strong>amortecedores<\/strong> seguram a sua distens\u00e3o brusca, evitando oscila\u00e7\u00f5es no ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Nos ve\u00edculos leves, a maioria das suspens\u00f5es utilizam a mola helicoidal, que \u00e9 formada por uma barra de a\u00e7o enrolado em forma de espiral. Existem tamb\u00e9m outros <strong>tipos<\/strong> de <strong>molas<\/strong>, como as barras de tor\u00e7\u00e3o (utilizado nos ve\u00edculos VW como o Fusca, a Bras\u00edlia, etc) e as semi-el\u00edpticas (utilizadas em ve\u00edculos de carga).<\/p>\n<p>A mola helicoidal pode trabalhar tanto na dianteira como na traseira do ve\u00edculo. Seu posicionamento na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> depende da sua constru\u00e7\u00e3o e estrutura.<\/p>\n<p>Entre os <strong>tipos<\/strong> de suspens\u00f5es mais utilizadas no Brasil est\u00e3o as do tipo Mc Phearson e as de duplo tri\u00e2ngulos, ambos suspens\u00f5es independentes.<\/p>\n<p><strong>Mais o que vem a ser uma suspens\u00e3o independente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Suspens\u00e3o<\/strong> independente \u00e9 aquela que cada um dos lados est\u00e3o ligados \u00e0s rodas de forma independente, ou seja, se uma roda passar por um desnivelamento, somente ela ser\u00e1 deslocada, n\u00e3o modificando o posicionamento da roda oposta.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-04.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 uma <strong>suspens\u00e3o<\/strong> r\u00edgida, tamb\u00e9m chamado de ponte ou eixo r\u00edgido, as rodas est\u00e3o ligadas diretamente por meio de um eixo. Se uma das rodas se deslocar devido a um desnivelamento, a roda oposta tamb\u00e9m ir\u00e1 se deslocar.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 dissemos, a forma como a mola e o amortecedor ser\u00e3o montados na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, depende diretamente do tipo empregado.<\/p>\n<p><strong>O que ocorreria com o ve\u00edculo se n\u00e3o houvessem os amortecedores? <\/strong><\/p>\n<p>Sabemos que toda a\u00e7\u00e3o tem uma rea\u00e7\u00e3o. As <strong>molas<\/strong> quando comprimidas pela a\u00e7\u00e3o das <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, tende a voltar para sua posi\u00e7\u00e3o normal. Assim, quanto maior for o impacto sofrido, maior e mais violenta ser\u00e1 a sua compress\u00e3o. A distens\u00e3o da mola ocorre na mesma intensidade, fazendo com que o ve\u00edculo fique oscilando. Isso \u00e9 totalmente prejudicial \u00e0 estabilidade do <strong>autom\u00f3vel<\/strong>.<\/p>\n<p>A energia absorvida pelas <strong>molas<\/strong> \u00e9 liberada por meio de oscila\u00e7\u00f5es, o que tamb\u00e9m gera desconforto, al\u00e9m de comprometer a seguran\u00e7a, j\u00e1 que durante as oscila\u00e7\u00f5es, h\u00e1 perda de ader\u00eancia das rodas com o solo, o que torna perigoso a condu\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, principalmente nas curvas.<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que entra a fun\u00e7\u00e3o dos <strong>amortecedores<\/strong>. Eles limitam as oscila\u00e7\u00f5es, frenando a abertura e fechamento da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, tornado a dirigibilidade muito mais segura e est\u00e1vel, afinal de contas, pular \u00e9 para canguru.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-05.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>Os <strong>amortecedores<\/strong> podem ser de tr\u00eas <strong>tipos<\/strong>, o convencional, o pressurizado e o eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p>O amortecedor convencional ou amortecedor hidr\u00e1ulico \u00e9 constitu\u00eddo por um conjunto de pist\u00e3o e v\u00e1lvulas, fixado a uma haste que se move dentro de um tubo com \u00f3leo espec\u00edfico para altas temperaturas e press\u00f5es. As v\u00e1lvulas regulam a passagem do \u00f3leo, controlando a velocidade da haste.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-06.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-07.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>O controle de fluxo de \u00f3leo durante a abertura e o fechamento da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> \u00e9 o que caracteriza a dupla a\u00e7\u00e3o dos <strong>amortecedores<\/strong>.<\/p>\n<p>Um amortecedor hidr\u00e1ulico funciona muito bem, mas em condi\u00e7\u00f5es severas, a velocidade de acionamento dos pist\u00f5es se eleva tanto que o \u00f3leo n\u00e3o consegue acompanh\u00e1-lo, ocasionando um &#8220;vazio&#8221; e bolhas de ar logo abaixo do pist\u00e3o.<\/p>\n<p>Estes fen\u00f4menos s\u00e3o chamados de cavita\u00e7\u00e3o (vazio) e espuma\u00e7\u00e3o (bolhas de ar), e provocam pequenas falhas no amortecimento. Quando a temperatura volta ao normal, o amortecedor tamb\u00e9m volta a operar normalmente. Em condi\u00e7\u00f5es de uso normal, a cavita\u00e7\u00e3o e a espuma\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontecem.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o surgiu com os <strong>amortecedores<\/strong> pressurizados, quando a NAKATA\u00ae lan\u00e7ou o HG (primeiro amortecedor pressurizado do Brasil).<\/p>\n<p>A inje\u00e7\u00e3o de g\u00e1s nitrog\u00eanio, em conjunto com uma v\u00e1lvula de fluxo do g\u00e1s, cria uma c\u00e2mara pressurizada fazendo com que o \u00f3leo seja pressionado para dentro do tubo de press\u00e3o com maior velocidade, evitando assim, a cavita\u00e7\u00e3o e a espuma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-08.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>O trabalho cont\u00ednuo do amortecedor provoca o seu desgaste como em qualquer outra pe\u00e7a. Sendo assim, quando a vida \u00fatil do amortecedor terminar, troque-os.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar, embora a vida \u00fatil de um amortecedor seja bastante longa, fa\u00e7a uma revis\u00e3o a cada 40.000 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Sinais de vazamento e excesso de oscila\u00e7\u00f5es no ve\u00edculo indicam que os <strong>amortecedores<\/strong> j\u00e1 est\u00e3o vencidos. Lembre-se, \u00e9 a sua seguran\u00e7a que est\u00e1 em jogo, al\u00e9m do conforto \u00e9 claro.<\/p>\n<p>O desgaste de um amortecedor \u00e9 normal com o passar do tempo, pois o constante atrito das pe\u00e7as em movimento, acabam desgastando e criando folga entre as partes m\u00f3veis que comp\u00f5em o amortecedor.<\/p>\n<p>Quando for fazer uma troca de <strong>amortecedores<\/strong>, utilize sempre novos. Jamais coloque um amortecedor &#8220;recondicionado&#8221; no seu ve\u00edculo ou do seu cliente.<\/p>\n<p>Recondicionar um amortecedor \u00e9 uma tarefa praticamente imposs\u00edvel, pois, seria necess\u00e1rio trocar todos os componentes internos do amortecedor, o que o tornaria t\u00e3o caro quanto um novo. Tamb\u00e9m n\u00e3o existem pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o para isso.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como eles recondicionam os <strong>amortecedores<\/strong>?<\/p>\n<p>Na verdade, eles n\u00e3o recondicionam e sim, furam o cilindro do amortecedor e introduzem um \u00f3leo &#8220;mais grosso&#8221;, normalmente \u00f3leo de motor ou de c\u00e2mbio. Isso far\u00e1 voc\u00ea pensar que o amortecedor tem efici\u00eancia, mas assim que for solicitado, ele deixar\u00e1 de funcionar.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um ato criminoso, pois, al\u00e9m de enganar o consumidor, ainda coloca a vida dele em jogo. Existem casos em que nem o \u00f3leo \u00e9 trocado, apenas pintam a parte externa do amortecedor e os colocam em caixas.<\/p>\n<p><strong>Amortecedores<\/strong> comprados em &#8220;desmanches&#8221; tamb\u00e9m n\u00e3o devem ser utilizados, pois, como saber a proced\u00eancia do mesmo e as suas condi\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-09.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p><strong>Amortecedor, o famoso &#8220;costa-larga&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>Quando acontece qualquer tipo de problema na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> do ve\u00edculo, \u00e9 normal ouvirmos a express\u00e3o &#8220;<strong>amortecedores<\/strong> com problema&#8221;. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade, pois, como dissemos anteriormente, a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> \u00e9 composta por v\u00e1rios componentes. Assim, um ru\u00eddo vindo da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> n\u00e3o indica que o amortecedor esteja com problemas.<\/p>\n<p><strong>Molas<\/strong> cansadas ou quebradas, buchas, rolamentos de rodas, batentes ou coxins danificados, falta de alinhamento de dire\u00e7\u00e3o ou do balanceamento das rodas podem causar problemas. At\u00e9 a calibra\u00e7\u00e3o dos pneus tem que ser levadas em conta.<\/p>\n<p>Uma forma rotineira de verificar problemas com o amortecedor \u00e9 balan\u00e7ar o <strong>carro <\/strong>com as m\u00e3os.<\/p>\n<p>Se o ve\u00edculo oscilar uma vez e meia, o amortecedor est\u00e1 em boas condi\u00e7\u00f5es de uso. Caso continue oscilando por muito tempo antes de parar, pode indicar um problema com as <strong>molas<\/strong> ou que o amortecedor n\u00e3o est\u00e1 mais controlando o seu trabalho.<\/p>\n<p>Se na hora de substituir o amortecedor ele apresentar defeitos que n\u00e3o seja o seu desgaste natural, a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> deve ser checada de forma geral, pois, algum componente poder\u00e1 estar afetando os <strong>amortecedores<\/strong>. A simples troca poder\u00e1 danificar os novos <strong>amortecedores<\/strong>.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea substitui os <strong>amortecedores<\/strong> e fez uma revis\u00e3o completa na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> e mesmo assim o ve\u00edculo apresente vibra\u00e7\u00f5es ou falta de estabilidade, verifique a alinhamento e o balanceamento das rodas.<\/p>\n<p>Para garantir uma maior vida \u00fatil dos <strong>amortecedores<\/strong>, certifique-se que os seus acess\u00f3rios como as coifas de prote\u00e7\u00e3o da haste, os batentes e os coxins estejam em ordem.<\/p>\n<p>Carga acima do limite especificado pelo manual do fabricante ou impactos muito fortes na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> podem danificar n\u00e3o s\u00f3 amortecedor mas todos os componentes da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong> N\u00e3o utilize graxa ou qualquer \u00f3leo de origem mineral para lubrificar partes da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> onde trabalham borrachas.<\/p>\n<p>Os pinos esf\u00e9ricos ou piv\u00f4s da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> s\u00e3o pinos articulados que prendem o cubo da roda \u00e0 <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Os piv\u00f4s de <strong>suspens\u00e3o<\/strong> fazem a liga\u00e7\u00e3o entre as partes suspensas (chassi, carroceria) e as partes n\u00e3o suspensas (telesc\u00f3pico, manga de eixo, cubo de roda). Eles recebem grandes cargas e esfor\u00e7os durante a acelera\u00e7\u00e3o, frenagem e curvas, e, em alguns casos, tamb\u00e9m suportam o peso do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso muita aten\u00e7\u00e3o quanto ao desgaste dos piv\u00f4s.<\/p>\n<p>Os piv\u00f4s possuem uma coifa de prote\u00e7\u00e3o que impedem que poeiras ou qualquer tipo de material estranho penetre no alojamento da esfera de articula\u00e7\u00e3o. Isso evita o desgaste prematuro do componente e a sua quebra.<\/p>\n<p>Se a coifa estiver rasgada, o piv\u00f4 deve ser substitu\u00eddo imediatamente.<\/p>\n<p>A quebra de um piv\u00f4 consiste no desligamento do cubo de roda \u00e0 <strong>suspens\u00e3o<\/strong>. Com o ve\u00edculo em movimento, poder\u00e1 causar s\u00e9rios acidentes. Normalmente, com a quebra do piv\u00f4 a roda cai.<\/p>\n<p>O bra\u00e7o de <strong>suspens\u00e3o<\/strong> ou a bandeja permite a articula\u00e7\u00e3o das rodas na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-010.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>A figura acima mostra o bra\u00e7o de <strong>suspens\u00e3o<\/strong>. Veja que o piv\u00f4 \u00e9 preso no bra\u00e7o e na coluna da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Em ve\u00edculos que utilizam bandejas na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, o seu papel \u00e9 id\u00eantico aos bra\u00e7os, s\u00f3 o seu formato \u00e9 que muda, pois, normalmente tem aspecto triangular. As bandejas ou os bra\u00e7os de <strong>suspens\u00e3o<\/strong> articulam-se em juntas de metal-borracha chamadas de silent-block, tamb\u00e9m conhecidas como buchas de bandeja. As mesmas devem ser substitu\u00eddas quando apresentarem desgaste, pois, al\u00e9m de provocar folgas na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, ainda provocam ru\u00eddos indesej\u00e1veis.<\/p>\n<p>As barras estabilizadoras evitam a inclina\u00e7\u00e3o da carroceria em demasia durante as curvas a fim de n\u00e3o se perder estabilidade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-011.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>O estabilizador constitui-se de uma barra de a\u00e7o curvada em forma de &#8220;U&#8221; e \u00e9 instalada transversalmente no ve\u00edculo em suspens\u00f5es independentes.<\/p>\n<p>\u00c9 presa na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> por meio de mancais de borracha como pode ser visto na figura ao lado.<\/p>\n<p>Com o tempo, \u00e9 normal que estas buchas se danifiquem. Caso isso ocorra, as mesmas devem ser substitu\u00eddas por novas junto com suas bra\u00e7adeiras.<\/p>\n<p>Para completar nosso assunto, ainda existem os componentes do sistema de dire\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m est\u00e3o montados na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> do ve\u00edculo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-012.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>Qualquer pe\u00e7a em condi\u00e7\u00f5es irregulares devem ser substitu\u00eddas.<\/p>\n<h4>Suspens\u00e3o &#8211; Manuten\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-02.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><strong><br \/>\nSuspens\u00e3o de Carro<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>suspens\u00e3o<\/strong> do <strong>carro <\/strong>geralmente \u00e9 percebida quando n\u00e3o est\u00e1 funcionando bem. Isto porque a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> visa absorver impactos, causados por ondula\u00e7\u00f5es e buracos na pista. Ela \u00e9 formada por <strong>molas<\/strong>, <strong>amortecedores<\/strong> e outros componente, e tamb\u00e9m merecem cuidado especial.<\/p>\n<p>Em geral, os itens da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> podem ser verificados durante as revis\u00f5es do seu carro, ou quando o ve\u00edculo bater em um buraco ou meio fio.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea perceber que seu <strong>carro <\/strong>apresenta ru\u00eddos estranhos, balan\u00e7a muito ou apresenta desgastes nos pneus de forma irregular, tamb\u00e9m \u00e9 a hora de fazer uma revis\u00e3o na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Para evitar desgastes desnecess\u00e1rios na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, dirija de forma compat\u00edvel com a qualidade da pista, evitando passar em velocidade alta em buracos, lombadas e outros desn\u00edveis. E tamb\u00e9m evite ultrapassar os limites de lota\u00e7\u00e3o e carga de seu carro.<\/p>\n<h4><strong>Molas<\/strong> de <strong>suspens\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-03.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><br \/>\nMolas<\/strong> de <strong>suspens\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As <strong>molas<\/strong> t\u00eam um papel de extrema import\u00e2ncia na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> de uma <strong>autom\u00f3vel<\/strong>. S\u00e3o elas que fazem a liga\u00e7\u00e3o da parte estrutural do ve\u00edculo (chassis) \u00e0 carroceria e absorvem todos os impactos sofridos pelas rodas do ve\u00edculo.<\/p>\n<p><strong>Existem diversos tipos de molas empregadas na suspens\u00e3o dos autom\u00f3veis, como por exemplo: <\/strong>As <strong>molas<\/strong> helicoidais, as <strong>molas<\/strong> em barra de tor\u00e7\u00e3o, as l\u00e2minas semi el\u00edpticas ou feixe de l\u00e2minas. Iremos falar sobre as <strong>molas<\/strong> helicoidais, que s\u00e3o as mais utilizadas nos autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Uma mola \u00e9 um objeto el\u00e1stico flex\u00edvel usado para armazenar a energia mec\u00e2nica.<\/p>\n<p>A mola helicoidal ou de bobina, como \u00e9 mostrado na figura ao lado, embora n\u00e3o pare\u00e7a, \u00e9 uma mola de tor\u00e7\u00e3o, uma vez que sua l\u00e2mina cil\u00edndrica sofre uma tor\u00e7\u00e3o quando \u00e9 comprimida ou estendida.<\/p>\n<p>Sem as <strong>molas<\/strong>, os impactos sofridos pelas rodas seriam transmitidos diretamente ao habit\u00e1culo do ve\u00edculo. Isso poderia comprometer n\u00e3o s\u00f3 os demais componentes como tamb\u00e9m a seguran\u00e7a e o conforto dos passageiros.<\/p>\n<p>Na verdade, as <strong>molas<\/strong> j\u00e1 est\u00e3o trabalhando mesmo que o ve\u00edculo esteja parado. A partir do momento que ela mant\u00e9m a carroceria suspensa, j\u00e1 est\u00e1 trabalhando.<\/p>\n<p>Logicamente que a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> do ve\u00edculo n\u00e3o depende somente das <strong>molas<\/strong> e sim de um conjunto de pe\u00e7as. Iremos abordar esse assunto em outra mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>As <strong>molas<\/strong> helicoidais s\u00e3o bastante flex\u00edveis, garantindo um bom n\u00edvel de conforto para os ocupantes do <strong>autom\u00f3vel<\/strong>. Atrav\u00e9s do seu dimensionamento e tratamento t\u00e9rmico, podemos obter <strong>molas<\/strong> mais r\u00edgidas, dando uma caracter\u00edstica mais esportiva ao ve\u00edculo.<\/p>\n<h4>Suspens\u00e3o &#8211; Componentes<\/h4>\n<p>Embora a maioria de seus componentes esteja invis\u00edvel de fora do ve\u00edculo, a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> \u00e9 um elemento essencial da mec\u00e2nica para seu conforto de rodagem e estabilidade. Muitos, por\u00e9m, desconhecem seu funcionamento ou t\u00eam conceitos errados sobre a fun\u00e7\u00e3o de cada componente.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o mais \u00f3bvia da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> \u00e9 evitar que as irregularidades do piso sejam transmitidas para o ve\u00edculo, numa primeira fase, e para os ocupantes numa segunda, provid\u00eancia tomada antes mesmo de o <strong>autom\u00f3vel<\/strong> existir.<\/p>\n<p><strong>Mas h\u00e1 outra tarefa n\u00e3o menos importante<\/strong>: conservar as rodas em posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel nas curvas e em contato com o solo diante de toda esp\u00e9cie de oscila\u00e7\u00e3o causada por irregularidade, por menor que seja.<\/p>\n<p>S\u00e3o essas duas finalidades que justificam todo o desenvolvimento ocorrido na <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, desde que o homem come\u00e7ou a substituir os cavalos por motores e os ve\u00edculos passaram a andar bem mas r\u00e1pido. A <strong>suspens\u00e3o<\/strong> tem esse nome porque, nas carruagens a cavalo mais luxuosas, a carroceria ficava literalmente suspensa entre os eixos. Era a maneira de conseguir o m\u00e1ximo conforto. N\u00e3o ficava portanto sobre os eixos, como nas carro\u00e7as de carga e nos autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Toda <strong>suspens\u00e3o<\/strong> possui elementos de liga\u00e7\u00e3o e elementos el\u00e1sticos, nesse caso as <strong>molas<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Elas funcionam no princ\u00edpio de deforma\u00e7\u00e3o el\u00e1stica dos materiais, isto \u00e9:<\/strong> quando submetidas a uma for\u00e7a se deformam e, cessada a for\u00e7a, retornam ao tamanho inicial. Nisso diferem da deforma\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica, em que o material n\u00e3o volta \u00e0s dimens\u00f5es originais.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Suspens\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/suspensao-013.jpg\" alt=\"Suspens\u00e3o\" \/><strong><br \/>\nSuspens\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Existe uma variedade enorme de sistemas que re\u00fanem os elementos de liga\u00e7\u00e3o. Estes elementos t\u00eam a finalidade de ligar cada uma das rodas a um ponto da estrutura comumente chamado de chassi, mesmo que ele fa\u00e7a corpo \u00fanico com a carroceria. Chassi \u00e9 um dado virtual, portanto, e assim ser\u00e1 chamado nesse texto, ainda que um exemplo citado de carro, ou a maioria deles, tenha carroceria monobloco.<\/p>\n<p><strong>As molas<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 dois <strong>tipos<\/strong> b\u00e1sicos de <strong>molas<\/strong>, a mec\u00e2nica e a pneum\u00e1tica (a ar).<\/p>\n<p><strong>Entre as molas mec\u00e2nicas, tr\u00eas s\u00e3o usadas em autom\u00f3veis<\/strong>: a de flex\u00e3o, em que uma l\u00e2mina ou mais juntas se flexionam; a de tor\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o descrita pelo pr\u00f3prio nome; e a helicoidal, que pode ser considerada uma mola de tor\u00e7\u00e3o enrolada. O que caracteriza a tor\u00e7\u00e3o \u00e9 uma se\u00e7\u00e3o infinitamente pequena se torcer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outra, e isso ocorre tanto na barra ou l\u00e2mina de tor\u00e7\u00e3o quando na mola helicoidal.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 outro tipo de mola mec\u00e2nica, cujo nome muitos erroneamente atribuem aos autom\u00f3veis<\/strong>: a mola espiral. Utilizada nos rel\u00f3gios e nos mecanismos de corda de brinquedos, seu princ\u00edpio de funcionamento \u00e9 a flex\u00e3o, n\u00e3o a tor\u00e7\u00e3o. A confus\u00e3o se deve \u00e0 apar\u00eancia da mola helicoidal, que se assemelha \u00e0 da espiral.<\/p>\n<p>A mola pneum\u00e1tica, por sua vez, aproveita a compressibilidade do ar em um inv\u00f3lucro flex\u00edvel, mas encarece o produto, uma vez que requer uma bomba de ar para manter a press\u00e3o. Sua grande vantagem \u00e9 permitir, sem dificuldade construtiva, variar a altura da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> ao gosto do motorista ou \u00e0 conveni\u00eancia do momento.<\/p>\n<p>Outro exemplo de mola pneum\u00e1tica s\u00e3o as <strong>molas<\/strong> de v\u00e1lvulas dos motores de F\u00f3rmula 1, mais eficientes que as mec\u00e2nicas (tipo helicoidal) por n\u00e3o entrarem em alta freq\u00fc\u00eancia oscilat\u00f3ria que limite sua opera\u00e7\u00e3o. Sem elas seriam imposs\u00edveis as rota\u00e7\u00f5es de hoje, que ultrapassam 18.000 RPM.<\/p>\n<p>A mola mais eficiente em armazenagem de energia por peso \u00e9 a de tor\u00e7\u00e3o, mas sua montagem no ve\u00edculo precisa ser robusta e isso acaba elevando o peso.<\/p>\n<p>Depois vem a mola helicoidal, cuja instala\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais simples e, por isso mesmo, domina o cen\u00e1rio mundial. Finalmente a mola de flex\u00e3o em geral um feixe de l\u00e2minas , a menos eficiente das tr\u00eas, embora possa ser usada como elemento de liga\u00e7\u00e3o e assim economizar peso. Era o caso do DKW-Vemag, cujo elemento de liga\u00e7\u00e3o superior era a pr\u00f3pria mola, e dos Fiats 500\/600, em que fazia as vezes de elemento de liga\u00e7\u00e3o inferior.<\/p>\n<p><strong>Existe um tipo de mola de flex\u00e3o que consiste de l\u00e2mina \u00fanica<\/strong>: a mola parab\u00f3lica, como as utilizadas na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> traseira dos picapes Corsa, Strada e Courier e do utilit\u00e1rio esporte Blazer desde o modelo 2000.<\/p>\n<p>Sua desvantagem em rela\u00e7\u00e3o ao tipo feixe \u00e9 n\u00e3o haver histerese, o evento f\u00edsico de uma l\u00e2mina atritar-se contra a vizinha. Embora facilite, at\u00e9 certo ponto, o trabalho do amortecedor de conter as oscila\u00e7\u00f5es, a histerese tende a produzir ru\u00eddo, o que a mola parab\u00f3lica evita.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a mola de borracha. Em princ\u00edpio \u00e9 um \u00f3timo elemento el\u00e1stico, devido \u00e0 elevada histerese, mas sua aplica\u00e7\u00e3o em autom\u00f3veis \u00e9 um tanto dif\u00edcil, al\u00e9m da baixa durabilidade comparada \u00e0 da mola de a\u00e7o. Quem usou mola de borracha foi o famoso Morris Mini Minor ingl\u00eas, assim como seu clone Austin Seven.<\/p>\n<p>Depois \u00e9 que passaram ao tipo hidropneum\u00e1tico, que consistia em bolsas pneum\u00e1ticas em meio hidr\u00e1ulico.<\/p>\n<p><strong>Os amortecedores<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez compreendidas as <strong>molas<\/strong>, passemos ao amortecedor, que existe para que haja controle dos movimentos da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>. N\u00e3o serve para &#8220;absorver choques&#8221;, como sugere o nome em ingl\u00eas (nos Estados Unidos somente) shock absorber, embora ajude a evitar que uma <strong>suspens\u00e3o<\/strong> chegue ao fim de curso, nos impactos de at\u00e9 m\u00e9dia intensidade da roda contra um buraco ou obst\u00e1culo. Na Fran\u00e7a chama-se amortisseur, e na Inglaterra, damper, este o equivalente a amortecedor.<\/p>\n<p>Seu princ\u00edpio de funcionamento \u00e9 a dificuldade que um l\u00edquido tem para passar por orif\u00edcios de pequeno di\u00e2metro.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 como uma seringa de inje\u00e7\u00e3o com e sem agulha<\/strong>: sem ela o \u00eambolo expulsa l\u00edquido mais facilmente do que com ela. Como o l\u00edquido (neste caso, \u00f3leo) agita-se muito durante o trabalho do amortecedor, mant\u00ea-lo pressurizado com um g\u00e1s inerte como o nitrog\u00eanio ajuda a evitar que se formem bolhas de ar, fen\u00f4meno chamado de cavita\u00e7\u00e3o, que afeta sua efici\u00eancia. S\u00e3o os <strong>amortecedores<\/strong> a g\u00e1s, que continuam hidr\u00e1ulicos, s\u00f3 que s\u00e3o pressurizados. O primeiro deste tipo foi o DeCarbon, em 1953.<\/p>\n<p>Vale explicar ainda a fun\u00e7\u00e3o da barra estabilizadora, ou estabilizador.<\/p>\n<p><strong>Preso aos dois lados da suspens\u00e3o (seja dianteira ou traseira), controla a rolagem e tem um efeito colateral positivo<\/strong>: permite <strong>molas<\/strong> mais macias, para ganho em conforto ao transpor irregularidades em linha reta (salvo se estas atingirem as rodas de apenas um lado, quando a rigidez do estabilizador ser\u00e1 percebida).<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que modelos do segmento inferior, como Chevrolet Celta e Peugeot 206 com motor 1,0-litro, que n\u00e3o usam estabilizador para redu\u00e7\u00e3o de custos, t\u00eam rodar mais r\u00edgido que o de modelos com suspens\u00f5es similares equipados com a barra, como o Corsa antigo e o 206 1,4 ou 1,6. Quando a Ford adotou estabilizador dianteiro no Fiesta, em 1995 na Europa (1996 no Brasil), p\u00f4de utilizar <strong>molas<\/strong> cerca de 20% mais macias.<\/p>\n<p><strong>Eixo R\u00edgido<\/strong><\/p>\n<p>O tipo mais simples e antigo de <strong>suspens\u00e3o<\/strong> \u00e9 um eixo ligando as rodas e fixado ao chassi, com interposi\u00e7\u00e3o de uma mola transversal ou duas longitudinais.<\/p>\n<p><strong>Sua simplicidade tem vantagens<\/strong>: baixo custo, robustez, aus\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o (nunca requer alinhamento de c\u00e2mber) e, quando aplicado \u00e0 traseira, a propriedade de manter as rodas sempre verticais em curvas.<\/p>\n<p><strong>No entanto, \u00e9 f\u00e1cil perceber seu maior inconveniente<\/strong>: a total depend\u00eancia entre as rodas do mesmo eixo faz com que toda oscila\u00e7\u00e3o sofrida por um lado chegue ao outro, o que perturba o comportamento.<\/p>\n<p>No caso da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> dianteira, o eixo r\u00edgido contribui para o temido shimmy, uma oscila\u00e7\u00e3o de m\u00e9dia intensidade das rodas que \u00e9 transmitida ao volante. Esse tipo de eixo tamb\u00e9m resulta em grande peso n\u00e3o-suspenso, o oposto do que se busca para o conforto de rodagem e a estabilidade. Numa ondula\u00e7\u00e3o de<br \/>\nasfalto, por exemplo, as rodas tendem a perder contato com o solo, situa\u00e7\u00e3o que pode constituir risco.<\/p>\n<p>O eixo r\u00edgido recebe nomes distintos em ingl\u00eas conforme seja o eixo de tra\u00e7\u00e3o (live axle, eixo vivo) ou n\u00e3o (dead axle, eixo morto), mas em portugu\u00eas se consagrou uma \u00fanica express\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A diferencia\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, se justifica<\/strong>: o fato de n\u00e3o haver um pesado diferencial facilita muito obter um bom compromisso entre conforto e estabilidade. Por exemplo, as picapes Courier e Strada, com eixo traseiro r\u00edgido (Saveiro e Montana usam eixo de tor\u00e7\u00e3o). Os autom\u00f3veis tiveram por muitas d\u00e9cadas eixos dianteiro e traseiro r\u00edgidos, mas a evolu\u00e7\u00e3o h\u00e1 cerca de meio s\u00e9culo os tornou raros na <strong>suspens\u00e3o<\/strong> dianteira. Permaneceram em alguns poucos utilit\u00e1rios, como as gera\u00e7\u00f5es antigas do Jeep Cherokee (de 1983), Grand Cherokee (de 1998) e o Land Rover Defender.<\/p>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o nacional, utilizaram esse conceito na traseira autom\u00f3veis de tra\u00e7\u00e3o atr\u00e1s, como Opala, Chevette, Dodges (1800\/Polara e tamb\u00e9m os de oito cilindros), Galaxie\/Landau, e tamb\u00e9m na traseira de ve\u00edculos com tra\u00e7\u00e3o \u00e0 frente, a exemplo do Corcel I\/II e, bem antes, o DKW-Vemag. Hoje, al\u00e9m das picapes leves citadas, equipa os m\u00e9dios (S10, Frontier, L200, os argentinos Hilux e Ranger), o pesado F-250, os utilit\u00e1rios esporte XTerra e Blazer e furg\u00f5es como Dobl\u00f2 e Fiorino.<\/p>\n<p><strong>De Dion<\/strong><\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, foi criada e patenteada pelo conde franc\u00eas Albert De Dion em 1893 e utilizada no carro que produziu em 1899. \u00c9 um eixo r\u00edgido motriz, mas com o diferencial fixado ao chassi e n\u00e3o ao eixo, solu\u00e7\u00e3o bem superior ao eixo tradicional pela quest\u00e3o de massa n\u00e3o-suspensa e mais ainda em rela\u00e7\u00e3o ao semi-eixo oscilante. O movimento do diferencial chega \u00e0s rodas por semi-\u00e1rvores.<\/p>\n<p>Foi usada em competi\u00e7\u00e3o nos carros Auto Union de grande-pr\u00eamio (a antecessora da F\u00f3rmula 1) de 1938, no lugar do semi-eixo oscilante usado desde 1934, o que melhorou em muito o desempenho nas curvas. Nos anos 1950, foi a solu\u00e7\u00e3o preferida em carros de corrida, como Ferrari. Sed\u00e3s esportivos not\u00e1veis a seu tempo, como o Alfa Romeo Alfetta dos anos 70, tinham transeixo na traseira e <strong>suspens\u00e3o<\/strong> De Dion. Em 2002, a Smart apresentou os carros esporte Roadster e Roadster-Coup\u00e9 de motor traseiro transversal com esse tipo de <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, um raro emprego hoje em dia.<\/p>\n<p><strong>McPherson<\/strong><\/p>\n<p>Desenvolvida e depois patenteada por Earle Steele McPherson em 1946, a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> McPherson (l\u00ea-se &#8220;mecf\u00earson&#8221;) surgiu em 1949 na dianteira do Ford Vedette franc\u00eas, de tra\u00e7\u00e3o traseira; o Simca Chambord a trouxe ao Brasil.<\/p>\n<p><strong>Seu uso mais freq\u00fcente hoje \u00e9 com tra\u00e7\u00e3o dianteira, embora bons exemplos de ve\u00edculos de tra\u00e7\u00e3o traseira continuem a us\u00e1-la<\/strong>: Porsche Boxster, 911 e os BMWs.<\/p>\n<p>Trata-se de um sistema simples e eficiente de <strong>suspens\u00e3o<\/strong> independente. Sua disposi\u00e7\u00e3o t\u00edpica consiste em uma coluna telesc\u00f3pica com mola helicoidal e amortecedor conc\u00eantricos (isto \u00e9, a mola est\u00e1 &#8220;enrolada&#8221; em torno do amortecedor), fixa na parte superior por um mancal, e um bra\u00e7o transversal na parte inferior. Mas pode haver <strong>suspens\u00e3o<\/strong> McPherson tamb\u00e9m com feixe transversal de <strong>molas<\/strong> semi-el\u00edticas, como na traseira do Uno, e com barra de tor\u00e7\u00e3o, como na dianteira do Porsche 911 at\u00e9 1993 (quando passou a mola helicoidal). O que importa para a defini\u00e7\u00e3o \u00e9 a geometria da <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o o meio el\u00e1stico.<\/p>\n<p>Por falar em geometria, a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> McPherson original previa controle longitudinal da roda por meio do estabilizador, como era no Simca. Desse modo, o estabilizador era parte integral da <strong>suspens\u00e3o<\/strong> e n\u00e3o apenas um dispositivo para controle de rolagem (inclina\u00e7\u00e3o da carroceria em curvas). O <strong>carro <\/strong>n\u00e3o andaria sem ele.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou a ser usada nos Fiats 127\/147, j\u00e1 de tra\u00e7\u00e3o dianteira, a McPherson manteve o princ\u00edpio original, s\u00f3 que o estabilizador n\u00e3o era mais suficiente para o controle longitudinal. Come\u00e7ou ent\u00e3o, na linha Uno 1991, a ser usado um tensor longitudinal dedicado a essa fun\u00e7\u00e3o, podendo at\u00e9 ser dispensado o estabilizador. Do tensor, a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> McPherson evoluiu para o bra\u00e7o transversal em forma de &#8220;A&#8221; e, mais tarde, para o bra\u00e7o em &#8220;L&#8221;, ambos assegurando a localiza\u00e7\u00e3o correta e precisa da roda.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da vantagem inerente \u00e0 independ\u00eancia entre as rodas, a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> McPherson \u00e9 de simples constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocupa menos espa\u00e7o que, por exemplo, a de bra\u00e7os sobrepostos (leia adiante) e contribui para reduzir o peso do ve\u00edculo. Na traseira foi vista pela primeira vez no Lotus Elite, em 1957, mais uma manobra de g\u00eanio de Colin Chapman, o engenheiro fundador da marca inglesa. Como na \u00e9poca ainda valia a patente (que s\u00f3 caducaria em 1976), Colin deu-lhe o nome de Chapman Strut (coluna Chapman), mesmo porque a <strong>suspens\u00e3o<\/strong> McPherson fora idealizada para a<br \/>\naplica\u00e7\u00e3o na dianteira.<\/p>\n<p>Depois disso, seu uso atr\u00e1s passou a ser comum, como no Escort at\u00e9 1992 (mais o Hobby at\u00e9 1995) e os Fiat Tempra, 147 e Uno os dois primeiros com mola helicoidal, os outros dois com semi-el\u00edtica. Como seus sucessores a trocaram por outros conceitos, o Mille \u00e9 hoje nosso \u00fanico <strong>carro <\/strong>com esse esquema na traseira, que \u00e9 tamb\u00e9m a disposi\u00e7\u00e3o adotada pelo Porsche Boxster.<\/p>\n<p><strong>Eixo de Tor\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A id\u00e9ia nasceu com o Citro\u00ebn 7\/11 (o Traction Avant) de 1934. Al\u00e9m de o meio el\u00e1stico ser uma barra de tor\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio eixo primeiro tubular e logo depois de se\u00e7\u00e3o cruciforme podia se torcer e, com isso, proporcionar alguma independ\u00eancia entre as rodas traseiras. O efeito era parecido, mas o custo era bem mais baixo do que em uma <strong>suspens\u00e3o<\/strong> independente na acep\u00e7\u00e3o da palavra.<\/p>\n<p>O resultado final foi muito bom. No per\u00edodo que se seguiu \u00e0 Segunda Guerra Mundial, a solu\u00e7\u00e3o voltaria a ser adotada no DKW F102 e seu clone, o Audi, em 1965. O eixo de tor\u00e7\u00e3o logo se espalhou pelos carros de tra\u00e7\u00e3o dianteira do grupo Volkswagen e hoje est\u00e1 presente em muitos carros pequenos e m\u00e9dios mundo afora.<\/p>\n<p>Entre os autom\u00f3veis nacionais atuais, o eixo de tor\u00e7\u00e3o equipa todos os Chevrolet (exceto o Vectra anterior, at\u00e9 2005) e Volkswagen; os Ford, exceto EcoSport 4WD (e o Focus, que \u00e9 argentino); e ainda Fiat Palio, Siena, Idea e Stilo; Renault Clio e M\u00e9gane, Toyota Corolla e Fielder, Honda Fit e Citro\u00ebn C3. Lan\u00e7ado aqui em 1974 com o Passat, o eixo de tor\u00e7\u00e3o costuma ter a forma de um &#8220;H&#8221;, visto de cima, em que os tra\u00e7os verticais da letra correspondem aos bra\u00e7os (fixados \u00e0 estrutura do ve\u00edculo, na parte dianteira, e \u00e0s rodas na parte traseira), e o tra\u00e7o horizontal, ao eixo em si.<\/p>\n<p>Sobre os bra\u00e7os est\u00e3o montados as <strong>molas<\/strong> helicoidais e os <strong>amortecedores<\/strong> (conc\u00eantricos ou n\u00e3o), sendo poss\u00edvel tamb\u00e9m usar barras de tor\u00e7\u00e3o, como no Citro\u00ebn 7\/11 citado.<\/p>\n<p>Quando uma roda sofre um impacto, o eixo se torce e parte do impacto \u00e9 absorvida, reduzindo sua transmiss\u00e3o \u00e0 roda oposta. Por isso h\u00e1 quem o defina como semi-independente ou interdependente, uma defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito precisa.<\/p>\n<p>Esse conceito de <strong>suspens\u00e3o<\/strong>, aplic\u00e1vel apenas \u00e0 traseira e em carros de tra\u00e7\u00e3o dianteira (n\u00e3o h\u00e1 como transmitir tra\u00e7\u00e3o com ele, por isso a Ford buscou outro sistema no EcoSport 4WD), tem baixo custo de produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o requer alinhamento por toda a vida \u00fatil. Sua maior limita\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de levar as rodas a acompanhar em parte a rolagem em curvas, gerando cambagem positiva na roda externa, o que pode levar \u00e0 sa\u00edda de traseira.<\/p>\n<p>Em princ\u00edpio, a possibilidade de se torcer torna esse eixo um grande estabilizador, dispensando esta barra em muitos casos. Todavia, o fabricante pode adicion\u00e1-lo caso deseje maior resist\u00eancia \u00e0 rolagem, como em algumas vers\u00f5es do Corsa. O estabilizador pode vir acoplado ao eixo de tor\u00e7\u00e3o ou contido em seu interior.<\/p>\n<h4>Sistema de Suspens\u00e3o de Ve\u00edculo &#8211; Anima\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><iframe width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hO9OToV9TV0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Fonte: www.ruv.com.br\/www.webmecauto.com.br\/www.marvicfibrasil.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Suspens\u00e3o, Sistema, Molas, Carro, O que \u00e9, Tipo, Ve\u00edculo, Autom\u00f3vel, Mec\u00e2nica, Amortecedor, Componente, Manuten\u00e7\u00e3o, Suspens\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[328],"tags":[],"class_list":["post-67879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mecanica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This 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