{"id":66511,"date":"2016-07-19T13:51:08","date_gmt":"2016-07-19T13:51:08","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=66511"},"modified":"2016-07-19T14:41:55","modified_gmt":"2016-07-19T14:41:55","slug":"trens-maglev","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/trens-maglev","title":{"rendered":"Trens Maglev"},"content":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea esteve em um aeroporto recentemente, na certa notou que a viagem      a\u00e9rea se torna mais e mais congestionada. Apesar dos atrasos frequentes, os      avi\u00f5es ainda propiciam a maneira mais r\u00e1pida de viajar centenas ou milhares      de quil\u00f4metros. A viagem a\u00e9rea revolucionou a ind\u00fastria de transporte no \u00faltimo      s\u00e9culo, permitindo que pessoas percorram grandes dist\u00e2ncias em uma quest\u00e3o      de horas em vez de dias ou semanas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-12.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><\/p>\n<h2>Os trens maglev podem viajar em velocidades de at\u00e9 500 km\/h<\/h2>\n<p>As \u00fanicas alternativas ao inv\u00e9s de avi\u00f5es hoje s\u00e3o: andar a p\u00e9, carro, \u00f4nibus,      barco e trem convencional. Estes meios s\u00e3o muito lentos para a sociedade apressada      de hoje. Entretanto, h\u00e1 uma forma que pode revolucionar o transporte do s\u00e9culo      XXI da mesma maneira que os avi\u00f5es fizeram no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Alguns pa\u00edses est\u00e3o usando o poderoso eletro\u00edm\u00e3 para desenvolver trens de      alta velocidade, chamados trens maglev. O maglev \u00e9 pequeno para possibilitar      a levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, o que significa que esses trens v\u00e3o flutuar sobre um      trilho usando os princ\u00edpios b\u00e1sicos dos \u00edm\u00e3s para substituir as antigas rodas      de a\u00e7o e trens de trilhos. Neste artigo, voc\u00ea vai saber como funcionam a propuls\u00e3o      eletromagn\u00e9tica e os 3 tipos espec\u00edficos de trens maglev e onde voc\u00ea pode      andar em um desses trens.<\/p>\n<h2>Suspens\u00e3o eletromagn\u00e9tica (SEM)<\/h2>\n<p>Se j\u00e1 brincou com \u00edm\u00e3s, sabe que polos opostos se atraem e polos iguais se      repelem. Este \u00e9 o princ\u00edpio b\u00e1sico por tr\u00e1s da propuls\u00e3o eletromagn\u00e9tica.      Os eletro\u00edm\u00e3s s\u00e3o similares a outros \u00edm\u00e3s em que atraem objetos de metal,      mas a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o do \u00edm\u00e3 \u00e9 tempor\u00e1ria. Leia Como funcionam os eletro\u00edm\u00e3s      e descubra como voc\u00ea poder\u00e1 criar facilmente um pequeno eletro\u00edm\u00e3 conectando      as pontes de um fio de cobre \u00e0s pontas negativas e positivas de uma bateria      AA, C ou D-cell. Isto cria um pequeno campo magn\u00e9tico. Se voc\u00ea desconectar      alguma ponta do fio da bateria, o campo magn\u00e9tico ir\u00e1 embora.<\/p>\n<p>O campo magn\u00e9tico criado neste experimento fio-bateria \u00e9 a id\u00e9ia simples      por tr\u00e1s de um sistema de trilho de trem maglev.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 3 componentes para este sistema:<\/strong><\/p>\n<p>uma grande fonte de energia el\u00e9trica;<br \/>\n     cabos de metal formando um trilho guia ou trilho;<br \/>\n     grandes \u00edm\u00e3s orientados ligados \u00e0 parte inferior do trem.<\/p>\n<p>A grande diferen\u00e7a entre um trem maglev e um trem convencional \u00e9 que os trens      maglev n\u00e3o t\u00eam um motor, pelo menos n\u00e3o o tipo de motor usado para puxar os      vag\u00f5es de trem t\u00edpico em trilhos de a\u00e7o. O motor para os trens maglev \u00e9 quase      impercept\u00edvel. Em vez de usar combust\u00edvel f\u00f3ssil, o campo magn\u00e9tico criado      pela bobina eletrificada nas paredes do trilho guia e o trilho se juntam para      impulsionar o trem.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-1.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><\/p>\n<p>A grande diferen\u00e7a entre um trem maglev e um trem convencional \u00e9 que os trens      maglev n\u00e3o t\u00eam um motor, pelo menos n\u00e3o o tipo de motor usado para puxar os      vag\u00f5es de trem t\u00edpico em trilhos de a\u00e7o. O motor para os trens maglev \u00e9 quase      impercept\u00edvel. Em vez de usar combust\u00edvel f\u00f3ssil, o campo magn\u00e9tico criado      pela bobina eletrificada nas paredes do trilho guia e o trilho se juntam para      impulsionar o trem.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-2.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><br \/>\n<strong>Acima \u00e9 uma imagem do trilho guia na linha de teste do trem maglev      Yamanashi no Jap\u00e3o. Veja abaixo uma ilustra\u00e7\u00e3o que mostra como o trilho guia      funciona.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-3.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><\/p>\n<p>A bobina magn\u00e9tica ao longo dos trilhos, chamada de trilho guia, repele os      grandes \u00edm\u00e3s sob o trem, permitindo que este levite entre 1 a 10 cm sobre      o trilho guia. Uma vez que o trem esteja levitando, a energia \u00e9 suprida pelas      bobinas dentro das paredes do trilho para criar um sistema \u00fanico de campos      magn\u00e9ticos que puxam e empurram o trem pelo trilho guia. A corrente el\u00e9trica      fornecida \u00e0s bobinas nas paredes do trilho guia \u00e9 constantemente alternada      para mudar a polaridade da bobina magnetizada. Esta mudan\u00e7a na polaridade      leva o campo magn\u00e9tico na parte frontal do trem a puxar o ve\u00edculo para frente,      enquanto o campo magn\u00e9tico atr\u00e1s do trem adiciona mais um empurr\u00e3o para frente.<\/p>\n<p>Os trens maglev flutuam em uma almofada de ar, eliminando a fric\u00e7\u00e3o. Esta      falta de fric\u00e7\u00e3o juntamente com os projetos aerodin\u00e2micos permitem que esses      trens alcancem velocidades de transporte terrestre surpreendentes de mais      de 500 km\/h ou 2 vezes t\u00e3o r\u00e1pido quanto o trem mais r\u00e1pido de transporte      da Amtrak. Em compara\u00e7\u00e3o, um avi\u00e3o comercial Boeing-777 usado para v\u00f4os a      longa dist\u00e2ncia pode atingir a uma velocidade m\u00e1xima de 905 km\/h. Os desenvolvedores      dizem que os trens maglev v\u00e3o finalmente ligar as cidades que est\u00e3o separadas      em at\u00e9 1.609 km. A 500 km\/h, voc\u00ea podia viajar de Paris a Roma em pouco mais      de 2 horas.<\/p>\n<p>Atualmente, a Alemanha e o Jap\u00e3o est\u00e3o desenvolvendo a tecnologia de trem      maglev e est\u00e3o testando prot\u00f3tipos de seus trens. (A empresa alem\u00e3 &#8220;Transrapid      International&#8221; tamb\u00e9m tem um trem em uso comercial, mais sobre isso na      pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.) Embora sejam baseados em conceitos semelhantes, os trens alem\u00e3es      e japoneses t\u00eam diferen\u00e7as. Na Alemanha, os engenheiros desenvolveram um sistema      de suspens\u00e3o eletrodin\u00e2mica (SEM), chamado Transrapid. Neste sistema, a base      do trem envolve um trilho guia de a\u00e7o. Os eletro\u00edm\u00e3s colocados sob o trem      est\u00e3o polarizados em dire\u00e7\u00e3o ao trilho guia, que levita o trem em torno de      1 cm sobre os trilhos guia e mant\u00eam o trem levitando mesmo quando n\u00e3o est\u00e1      em movimento. Outros \u00edm\u00e3s guias embutidos no corpo do trem o mant\u00eam est\u00e1vel      durante a viagem. A Alemanha demonstrou que o trem maglev Transrapid pode      atingir 480 km\/h com pessoas a bordo.<\/p>\n<h2>Suspens\u00e3o de eletrodin\u00e2mica (SED)<\/h2>\n<p>Os engenheiros japoneses est\u00e3o desenvolvendo uma vers\u00e3o concorrente dos trens      maglev que usam um sistema de suspens\u00e3o eletrodin\u00e2mica (SED), que \u00e9 baseado      na for\u00e7a de repuls\u00e3o dos \u00edm\u00e3s. A principal diferen\u00e7a entre os trens maglev      japoneses e os alem\u00e3es \u00e9 que os trens japoneses usam eletro\u00edm\u00e3s com super-resfriadores      e super-condutores. Este tipo de eletro\u00edm\u00e3 pode conduzir eletricidade mesmo      se ap\u00f3s o suprimento de energia for cortado. No sistema SEM, que usa eletro\u00edm\u00e3s      padr\u00e3o, as bobinas somente conduzem a eletricidade quando um suprimento de      energia est\u00e1 presente. Ao esfriar as bobinas, o sistema do Jap\u00e3o economiza      energia. Entretanto, o sistema criog\u00eanico que costuma esfriar as bobinas pode      ser caro.<\/p>\n<p>Outra diferen\u00e7a entre os sistemas \u00e9 que os trens japoneses levitam mais ou      menos 10 cm sobre os trilhos. Uma dificuldade no uso do sistema SED \u00e9 que      os trens maglev devem rodar sobre pneus de borracha at\u00e9 que ele alcance a      velocidade de 100 km\/h. Os engenheiros japoneses dizem que as rodas s\u00e3o uma      vantagem se uma falha de energia causasse a queda do sistema. O trem Transrapid      alem\u00e3o est\u00e1 equipado com um suprimento de energia de emerg\u00eancia. Tamb\u00e9m os      passageiros com marca-passo deveriam ser protegidos contra os campos magn\u00e9ticos      gerado pelos eletro\u00edm\u00e3s super-condutores.<\/p>\n<p>O Inductrack \u00e9 um dos tipos mais novos de SED que usa \u00edm\u00e3s permanentes em      temperatura para produzir campos magn\u00e9ticos em vez de eletro\u00edm\u00e3s energizados      ou \u00edm\u00e3s super-condutores resfriados. O Inductrack usa uma fonte de energia      para acelerar o trem somente at\u00e9 o in\u00edcio da levita\u00e7\u00e3o. Se a for\u00e7a falhar,      o trem pode descer gradativamente e parar sobre suas rodas auxiliares.<\/p>\n<p>O trilho \u00e9, em geral, um arranjo de curto circuitos el\u00e9tricos contendo fios      isolados. Em um projeto, esses circuitos s\u00e3o alinhados como degraus em uma      escada. Conforme o trem se move, um campo magn\u00e9tico o repele, fazendo o trem      levitar.<\/p>\n<p>H\u00e1 2 projetos do Inductrack: Inductrack I e Inductrack II. O inductrack I      \u00e9 projetado para altas velocidades, enquanto o segundo \u00e9 apropriado para baixas      velocidades. Os trens Inductrack podem levitar mais alto com maior estabilidade.      Contanto que se mova alguns quil\u00f4metros por hora, esse trem vai levitar em      torno de 2,54 cm sobre o trilho. Uma grande falha sobre o trilho que significa      que o trem n\u00e3o requereria sistemas complexos de sensores para manter a estabilidade.<\/p>\n<p>Os \u00edm\u00e3s permanentes n\u00e3o foram usados antes porque os cientistas achavam que      eles n\u00e3o criariam for\u00e7a gravitacional suficiente. O projeto Inductrack suplanta      este problema ao organizar os \u00edm\u00e3s em um arranjo Halbach. Os \u00edm\u00e3s s\u00e3o configurados      para que a intensidade do campo magn\u00e9tico se concentre acima do arranjo, e      n\u00e3o abaixo. Eles s\u00e3o feitos de um material mais novo compreendendo uma liga      de baron, a\u00e7o e neod\u00edmo, que gera um campo magn\u00e9tico mais forte. O projeto      Inductrack II incorpora 2 arranjos Halbach para gerar um campo magn\u00e9tico mais      forte em velocidade mais baixa.<\/p>\n<p>Dr. Richard Post no Laborat\u00f3rio Nacional Livermore (em ingl\u00eas) na Calif\u00f3rnia      desenvolveu este conceito em resposta a preocupa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e custo.      Os testes do prot\u00f3tipo chamou a aten\u00e7\u00e3o da NASA, que premiou com um contrato      o Dr. Post e sua equipe com um contrato para explorar a possibilidade de usar      o sistema Inductrack no lan\u00e7amento de sat\u00e9lites em \u00f3rbita.<\/p>\n<h2>A tecnologia maglev em uso<\/h2>\n<p>Enquanto o transporte maglev foi proposto h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, o primeiro      trem comercial maglev constru\u00eddo teve sua inaugura\u00e7\u00e3o em Xangai, China, em      2002.<\/p>\n<p>Usando o trem desenvolvido pela companhia alem\u00e3 Transrapid International.      Esta linha fez sua primeira viagem comercial aberta ao p\u00fablico um ano mais      tarde, em dezembro de 2003. Atualmente, a linha Xangai Transrapid liga a esta\u00e7\u00e3o      Longyan Road, no centro da cidade, ao aeroporto Pudong. Viajando a uma velocidade      m\u00e9dia de 430 km\/h, os 30 km de jornada levam menos que 10 minutos no trem      maglev em compara\u00e7\u00e3o a uma hora de corrida de t\u00e1xi. A China est\u00e1 construindo      uma extens\u00e3o da linha de Xangai de 160 km at\u00e9 Hangzhou. A constru\u00e7\u00e3o foi iniciada      no final de 2006 e deve estar pronta na Expo de Xangai, em 2010. Esta linha      ser\u00e1 a primeira linha de Maglev ligando duas cidades.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-4.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><br \/>\n     Um trem Transrapid em Emsland, instala\u00e7\u00e3o de teste na Alemanha<\/strong><\/p>\n<p>Muitos outros pa\u00edses t\u00eam planos para construir seus pr\u00f3prios trens, mas a      linha do aeroporto de Xangai permanece a \u00fanica linha de maglev comercial.      As cidades norte-americana de Los Angeles e Pittsburgh t\u00eam planos de implantar      uma linha maglev, mas a verba para a constru\u00e7\u00e3o do sistema de transporte maglev      tem sido vetada. A administra\u00e7\u00e3o da Universidade Old Dominion, na Virg\u00ednia,      tinha esperan\u00e7as de ter um super meio de transporte para que os alunos chegassem      e sa\u00edssem do campus no final de 2002, mas o trem permaneceu im\u00f3vel enquanto      as pesquisas continuam. A American Maglev Company construiu um prot\u00f3tipo com      tecnologia similar na Georgia e planejava termin\u00e1-lo at\u00e9 o final de 2006.<\/p>\n<p>Fonte: ciencia.hsw.uol.com.br<\/p>\n<h6>Trens Maglev<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Abreviatura de \u0093levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica\u0094 em ingl\u00eas, MAGLEV \u00e9 uma nova      tecnologia de transporte de massa, que emprega a gera\u00e7\u00e3o de campos magnetismos      para levitar, direcionar e propulsionar trens de alta velocidade, agregando      seguran\u00e7a, baixo impacto ambiental e custos m\u00ednimos de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O conceito de trens por levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica MAGLEV, foi introduzido no s\u00e9culo      passado por dois americanos, Robert Goddard e por Emile Bachelet. Pelos meados      de 1930, Hermann Kemper da Alemanha desenvolvia o conceito e demonstrava o      uso de campos magn\u00e9ticos aplicados aos transportes ferrovi\u00e1rio e a\u00e9reo.<\/p>\n<p>Em 1968, os americanos James R. Powell e Gordon T. Danby do Laborat\u00f3rio Nacional      de Brookhaven patentearam a levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica com o uso de bobinas supercondutoras      para produzir campo magn\u00e9tico que levitasse os trens.<\/p>\n<p>Em 1987 o franc\u00eas Georg Bednorz e o alem\u00e3o K.A.Muller produziram uma cer\u00e2mica      supercondutora de eletricidade, misturando b\u00e1rio, lant\u00e2nio, cobre e oxig\u00eanio.      A supercondutividade, fen\u00f4meno apresentado por certas subst\u00e2ncias como metais      e cer\u00e2micas especiais, caracteriza-se pela dr\u00e1stica diminui\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia      el\u00e9trica em temperaturas muito baixas. Com isso, a corrente flui pelo material      sem perder energia. Ao comprovarem a import\u00e2ncia pr\u00e1tica do fen\u00f4meno, os cientistas      abriram campo para diversas aplica\u00e7\u00f5es, incluindo a utiliza\u00e7\u00e3o em monotrilhos,      projetados para serem o transporte de massa do s\u00e9culo XXI. Entre esses projetos      est\u00e1 o MAGLEV.<\/p>\n<p>Com a tecnologia atual, est\u00e1 se tornando cada vez mais vi\u00e1vel a constru\u00e7\u00e3o      dos trens MAGLEVs para o funcionamento em transporte p\u00fablico das grandes metr\u00f3poles,      proporcionando um meio de transporte r\u00e1pido, confort\u00e1vel e seguro, compar\u00e1vel,      a pequenas dist\u00e2ncias, ao transporte a\u00e9reo.<\/p>\n<p>Na Alemanha e no Jap\u00e3o, testes dos MAGLEVS apontaram para velocidades de      at\u00e9 550 km\/h. Estas altas velocidades s\u00e3o poss\u00edveis porque n\u00e3o existe contato      entre a guideway 1 e o ve\u00edculo enquanto este se encontra em movimento, sendo      o ar a principal fonte de resist\u00eancia, problema que pode ser resolvido por      ajustes aerodin\u00e2micos. Ao contr\u00e1rio dos trens convencionais, os MAGLEVs n\u00e3o      transportam unidades de propuls\u00e3o, que se situam na guideway. Com isso, elimina      a necessidade de rodas, freios, motores e dispositivos para captar, converter      e transmitir a energia el\u00e9trica. Consequentemente, os MAGLEVs s\u00e3o mais leves,      silenciosos e menos sujeitos ao desgaste que os trens tradicionais.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, v\u00e1rios prot\u00f3tipos foram constru\u00eddos, com id\u00e9ias diferentes, mas      utilizando o mesmo princ\u00edpio, o da levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>Existem tr\u00eas principais m\u00e9todos de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica de trens:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Levita\u00e7\u00e3o por Repuls\u00e3o Magn\u00e9tica\u00a0<\/strong>\u0096 ElectroDynamic      Levitation (EDL).\u00a0<br \/>\n<strong>Levita\u00e7\u00e3o por atra\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica\u00a0<\/strong>\u0096 ElectroMagnetic      Levitation (EML).\u00a0<br \/>\n<strong>Levita\u00e7\u00e3o por indu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica\u00a0<\/strong>\u0096 Inductrack.<\/p>\n<p>Cada um destas formas ser\u00e1 apresentada \u00e0 seguir<\/p>\n<h2>LEVITA\u00c7\u00c3O POR REPULS\u00c3O MAGN\u00c9TICA<\/h2>\n<p>Tecnologia adotada nos trens japonenes, a levita\u00e7\u00e3o por repuls\u00e3o magn\u00e9tica      consiste na utiliza\u00e7\u00e3o de bobinas supercondutoras localizadas no interior      do trem. Como a bobina supercondutora possui uma resist\u00eancia m\u00ednima, \u00e9 capaz      de gerar um forte campo magn\u00e9tico, induzindo nas bobinas encontradas nos trilhos      uma corrente el\u00e9trica, que por sua vez gera um campo magn\u00e9tico induzido e      contr\u00e1rio ao que foi aplicado nessa bobina, o que possibilita a levita\u00e7\u00e3o      do trem pela for\u00e7a de repuls\u00e3o magn\u00e9tica, entre o trilho e a bobina supercondutora.      As bobinas localizadas nos trilhos agem passivamente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-5.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><br \/>\n     Princ\u00edpio da Levita\u00e7\u00e3o por Repuls\u00e3o Magn\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>O princ\u00edpio de funcionamento do trem MAGLEV por repuls\u00e3o magn\u00e9tica, ser\u00e1      explicado de acordo com o prot\u00f3tipo do trem japon\u00eas.<\/p>\n<h2>PRINC\u00cdPIO DA LEVITA\u00c7\u00c3O MAGN\u00c9TICA<\/h2>\n<p>As bobinas de levita\u00e7\u00e3o com uma configura\u00e7\u00e3o em \u00938\u0094 s\u00e3o instaladas      na lateral dos corredores do guideway. Quando os \u00edm\u00e3s supercondutores passam      com uma velocidade alta, uma corrente el\u00e9trica \u00e9 induzida dentro da bobina      criando um campo magn\u00e9tico, fazendo com que ocorra a levita\u00e7\u00e3o do trem.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-6.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><br \/>\n     Princ\u00edpio da Levita\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<h2>PRINC\u00cdPIO DA PROPULS\u00c3O<\/h2>\n<p>As for\u00e7as de repuls\u00e3o e de atra\u00e7\u00e3o induzidas entre os \u00edm\u00e3s supercondutores      s\u00e3o usadas para propulsionar o ve\u00edculo.<\/p>\n<p>As bobinas de propuls\u00e3o localizadas nas laterais do corredor s\u00e3o alimentadas      por uma corrente trif\u00e1sica de uma subesta\u00e7\u00e3o, criando um deslocamento do campo      magn\u00e9tico no corredor. Os \u00edm\u00e3s supercondutores s\u00e3o atra\u00eddos e empurrados por      esses campos magn\u00e9ticos em movimento, propulsionando o ve\u00edculo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-7.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><br \/>\n     Princ\u00edpio da Propuls\u00e3o<\/strong><\/p>\n<h2>LEVITA\u00c7\u00c3O POR ATRA\u00c7\u00c3O MAGN\u00c9TICA<\/h2>\n<p>Surgido na d\u00e9cada de 70, os trens MAGLEVs alem\u00e3es denominados Transrapid,      adotaram o sistema de atra\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica para a levita\u00e7\u00e3o dos trens. \u00c9 usada      a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o entre os eletro\u00edm\u00e3s, controlados individualmente e eletronicamente,      localizados no ve\u00edculo e as barras ferromagn\u00e9ticas localizadas abaixo das      guias dos trilhos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-8.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><br \/>\n<strong>Princ\u00edpio da Levita\u00e7\u00e3o por Atra\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>O princ\u00edpio de funcionamento do trem MAGLEV por atra\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, ser\u00e1 explicado      de acordo com o prot\u00f3tipo do trem alem\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-9.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><br \/>\n     Modelo do trem alem\u00e3o denominado Transrapid<\/strong><\/p>\n<h2>PRINC\u00cdPIO DA LEVITA\u00c7\u00c3O MAGN\u00c9TICA<\/h2>\n<p>No ve\u00edculo existe um suporte onde se localizam os eletro\u00edm\u00e3s, encurvado para      baixo dos trilhos e exercendo nas barras ferromagn\u00e9ticas uma for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o      pelos eletro\u00edm\u00e3s que dar\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o, levitando o ve\u00edculo.<\/p>\n<h2>PRINC\u00cdPIO DA ORIENTA\u00c7\u00c3O LATERAL<\/h2>\n<p>O ve\u00edculo possui um conjunto de eletro\u00edm\u00e3s e guias laterais, que controlam      o movimento transversal, deixando-o sempre centrado no trilho. O suporte,      assim como os guias laterais, existem em ambos os lados do ve\u00edculo e por todo      o seu comprimento. Entre o suporte e os trilhos, a dist\u00e2ncia \u00e9 de 10 mm, controlados      eletronicamente e, entre o trilho e a parte inferior do ve\u00edculo de 150 mm,      o que possibilita passar por cima de pequenos objetos ou camadas de neve.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-10.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/>\u00a0<br \/>\n<strong>Princ\u00edpio da Orienta\u00e7\u00e3o Lateral<\/strong><\/p>\n<h2>PRINC\u00cdPIO DA PROPULS\u00c3O<\/h2>\n<p>O sistema de propuls\u00e3o usado \u00e9 o motor linear que \u00e9 colocado ao longo de      todo o ve\u00edculo. Este pode tanto ser usado como sistema de propuls\u00e3o ou como      sistema de freios do ve\u00edculo.O motor linear nada mais \u00e9 do que o motor el\u00e9trico,      consistindo de rotor (localizado nos trilhos) e o estator (localizado no ve\u00edculo).<\/p>\n<p>Fonte: tansportes.ime.eb.br<\/p>\n<h6>Trens Maglev<\/h6>\n<p>Embora com linhas de funcionamento semelhantes, sempre ligadas ao eletromagnetismo,      existem tr\u00eas tipos de comboios de levita\u00e7\u00e3o que se podem distinguir pelo seu      modo de funcionamento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/trens-11.jpg\" alt=\"Trens Maglev\" title=\"Trens Maglev\" \/><\/p>\n<h2>Levita\u00e7\u00e3o por indu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica (Indutrack ou repuls\u00e3o magn\u00e9tica)<\/h2>\n<p>Esta t\u00e9cnica requer o movimento de um campo magn\u00e9tico nas proximidades de      um material condutor, onde correntes el\u00e9tricas ser\u00e3o induzidas. Estas correntes      geram outro campo magn\u00e9tico que opor-se-\u00e1 \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do campo criado pelo      material magn\u00e9tico. A intera\u00e7\u00e3o entre ambos os campos produzir\u00e1 uma for\u00e7a      de repuls\u00e3o, que ser\u00e1 a respons\u00e1vel pela levita\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p>A proposta japonesa de comboio de levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica (RTRI &#8211; Railway Technical      Research Institute) baseia-se nesse princ\u00edpio. Um comboio com caracter\u00edsticas      convencionais (rodas e trilhos) viaja ao longo de corredores onde est\u00e3o instalados      bobinas condutoras. Ap\u00f3s atingir uma determinada velocidade, cerca de 120      km\/h, o comboio come\u00e7a a levitar. Em Abril de 1997, foi inaugurada uma linha      experimental de 18,4 km, na qual maglev atingiu o recorde de velocidade terrestre      : 581 hm\/h (em 2003).<\/p>\n<h2>Vantagens<\/h2>\n<p>Sistema simples comparado com levita\u00e7\u00e3o por atra\u00e7\u00e3o e repuls\u00e3o magn\u00e9tica;<br \/>\n     Sistema muito mais econ\u00f4mico do que os anteriores;<\/p>\n<h2>Desvantagens<\/h2>\n<p>Utiliza\u00e7\u00e3o da levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica apenas em movimento acima da velocidade      limite, sendo que nesse intervalo, \u00e9 necess\u00e1rio a utiliza\u00e7\u00e3o de rodas para      o movimento inicial e como o freio<\/p>\n<h2>Levita\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica (ou por atra\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica)<\/h2>\n<p>Este tipo de levita\u00e7\u00e3o explora a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o que existe entre um eletro-\u00edman      e um material ferromagn\u00e9tico. A estabiliza\u00e7\u00e3o do comboio s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s      de uma disponibilidade energ\u00e9tica e regulador devidamente sintonizados. O      propulsor do comboio \u00e9 um motor el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Esta tecnologia \u00e9 proposta pela empresa alem\u00e3 Transrapid, que atualmente      encontra-se implementada em Xangai (China), numa conex\u00e3o de 30 km entre o      aeroporto internacional de Pudong e o centro da cidade. J\u00e1 foram atingidas      velocidades de at\u00e9 480 km\/h.<\/p>\n<h2>Vantagens<\/h2>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 emiss\u00e3o de poluentes em toda a sua trajet\u00f3ria;<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 emiss\u00e3o sonora dos rolamentos nem da propuls\u00e3o, por ser uma tecnologia      baseada na levita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existe contato mec\u00e2nico.<\/p>\n<p>Motor linear s\u00edncrono, possibilitando altas pot\u00eancias na acelera\u00e7\u00e3o e desacelera\u00e7\u00e3o,      e possibilitando na subida de alto grau de inclina\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>Viagens confort\u00e1veis e seguras com velocidade de 200 a 350km\/h regionais,      e acima de 500km\/h para viagens a longa dist\u00e2ncia;<\/p>\n<p>Baixa utiliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o na constru\u00e7\u00e3o de trilhos elevados. Por exemplo,      nas \u00e1reas agr\u00edcolas os trilhos podem passar acima das planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Desvantagens<\/h2>\n<p>Maior instabilidade por ser baseado na levita\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de for\u00e7as de atra\u00e7\u00e3o      magn\u00e9tica;<\/p>\n<p>Instabilidade podem ocorrer devido a ventos fortes laterais;<\/p>\n<p>Cada vag\u00e3o deve possuir sensores e circuitos com feedback que controlam a      dist\u00e2ncia dos trilhos aos suportes;<\/p>\n<p>Perdas de energia no controle dos circuitos ou dos eletro\u00edm\u00e3s, podem causar      a perda da levita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Levita\u00e7\u00e3o eletrodin\u00e2mica (ou magn\u00e9tica supercondutora ou por repuls\u00e3o magn\u00e9tica)<\/h2>\n<p>Este m\u00e9todo baseia-se na propriedade diamagn\u00e9tica dos supercondutores para      exclus\u00e3o do campo magn\u00e9tico do interior dos supercondutores. Para proporcionar      a levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica do comboio v\u00e3o existir bobinas supercondutoras no comboio      e na pista. No trilho existem dois tipos diferentes de bobinas: as bobinas      de levita\u00e7\u00e3o (permitem levitar e manter o comboio no trilho) e as bobinas      de propuls\u00e3o (permitem o movimento do comboio). Estas bobinas cumprem as suas      fun\u00e7\u00f5es quando por elas passa uma corrente el\u00e9trica. O propulsor do aparelho      s\u00e3o bobinas de propuls\u00e3o.<\/p>\n<p>De entre os supercondutores, destacam-se o do tipo II, no qual a exclus\u00e3o      do campo magn\u00e9tico \u00e9 parcial, diminuindo a for\u00e7a de levita\u00e7\u00e3o, mas permitindo      a estabilidade do comboio. Nesse sentido, dispensam-se sistemas de controle      sofisticados ou rodas. Esta propriedade, que representa a grande novidade      em rela\u00e7\u00e3o as dois tipos de levita\u00e7\u00e3o apresentados anteriormente, s\u00f3 p\u00f4de      ser explorado no fim do s\u00e9culo XX, com a descoberta de novos materiais magn\u00e9ticos      (como Nd2Fe14B [NdFeB], e de pastilhas supercondutoras de alta temperatura      cr\u00edtica, como o YBa2Cu3OX [YBCO]). Quando foram descobertos estes materiais,      j\u00e1 n\u00e3o era poss\u00edvel reformular os projetos alem\u00e3o e japon\u00eas, dado que estes      j\u00e1 estavam em fases muito avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>Os novos supercondutores de alta temperatura cr\u00edtica podem ser arrefecidos      com nitrog\u00e9nio l\u00edquido (azoto l\u00edquido, com uma temperatura de ebuli\u00e7\u00e3o de      -196\u00baC) enquanto os supercondutores convencionais necessitam de hidrog\u00e9nio      l\u00edquido (com um ponto de ebuli\u00e7\u00e3o de -269\u00baC), o que permite um menor disp\u00eandio      econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>Dado que \u00e9 uma tecnologia recente, ainda n\u00e3o existe uma linha de teste em      escala real. Contudo, existem em diversos pa\u00edses (como no Brasil e nos Estados      Unidos) linhas de modelo reduzido. No prot\u00f3tipo brasileiro criado, com um      formato oval de extens\u00e3o de 30metros, o maglev \u00e9 accionado por um motor linear      s\u00edncrono de armadura longa, alimentado com um inversor de frequ\u00eancia. Pondera-se,      no mesmo pa\u00eds, a cria\u00e7\u00e3o de um modelo em escala real aplicado aos transportes      p\u00fablicos, com uma velocidade inferior aos 70 km\/h.<\/p>\n<h2>Vantagens<\/h2>\n<p>Efici\u00eancia na energia: pela utiliza\u00e7\u00e3o da levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica e da propuls\u00e3o      el\u00e9trica;<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o do sistema maglev n\u00e3o depende da utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis derivados      de petr\u00f3leo, apenas da energia el\u00e9trica, que podem ser gerados por outros      meios;<\/p>\n<p>Efici\u00eancia mec\u00e2nica: resultados da redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do atrito e perdas de      energia por aquecimento na opera\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo;<\/p>\n<p>Velocidades altas: em torno de 500km\/h ou acima, devido a opera\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo      sem nenhum contato f\u00edsico com os trilhos;<\/p>\n<p>Desgastes e manuten\u00e7\u00f5es m\u00ednimas requeridas pelo sistema: devido a distribui\u00e7\u00e3o      das for\u00e7as de levita\u00e7\u00e3o e de propuls\u00e3o por todo o ve\u00edculo, causando uma m\u00ednima      tens\u00e3o de contato. O motor linear n\u00e3o requer contato para acelerar ou desacelerar      o ve\u00edculo.<\/p>\n<h2>Desvantagens<\/h2>\n<p>A maior desvantagem \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas de resfrigera\u00e7\u00e3o para \u00edmanes      supercondutores, SCM (superconducting magnets), usadas para levitar o trem.      A maioria dos trens maglev utilizam um SCM feito de NbTi. O SCM desenvolve      uma temperatura extremamente alta durante a sua opera\u00e7\u00e3o, sendo necess\u00e1rio      o seu arrefecimento a uma temperatura de aproximadamente 4 Kelvin, para manter      as suas propriedades supercondutoras. Normalmente utiliza-se o h\u00e9lio l\u00edquido      para o seu arrefecimento, o que torna o custo de funcionamento muito elevado.<\/p>\n<p>Fonte: sites.google.com<\/p>\n<h6>Trens Maglev<\/h6>\n<p>Os avan\u00e7os nas pesquisas do eletromagnetismo t\u00eam sido de fundamental import\u00e2ncia      na evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica das \u00faltimas d\u00e9cadas, um exemplo disso \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o      do transporte ferrovi\u00e1rio. Alguns pa\u00edses est\u00e3o usando o poderoso eletro\u00edm\u00e3      para desenvolver trens de alta velocidade, chamados trens maglev (abreviatura      de &#8220;levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica&#8221;, em ingl\u00eas), que utilizam a levita\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica      para flutuar sobre suas vias. Eles fazem parte de um sistema mais complexo      que conta basicamente com uma potente fonte el\u00e9trica, bobinas dispostas ao      logo de uma linha guia e grandes im\u00e3s localizados embaixo do trem. Ao serem      percorridas por corrente el\u00e9trica, as bobinas enfileiradas ao logo da pista,      chamada de linha guia, criam campos magn\u00e9ticos que repelem os grandes im\u00e3s      situados embaixo do trem, permitindo que flutue entre 1 cm e 10 cm sobre os      trilhos.<\/p>\n<p>Com a levita\u00e7\u00e3o do trem, outras bobinas, situadas dentro das paredes da linha      guia, s\u00e3o percorridas por correntes el\u00e9tricas que, adequadamente invertidas,      mudam a polaridade de magnetiza\u00e7\u00e3o das bobinas. Estas agem nos grandes im\u00e3s,      impulsionado o trem, que se desloca em um \u0093colch\u00e3o\u0094 de ar, eliminando      os atritos de rolamento e escorregamento, que possuem os trens convencionais.      A aus\u00eancia de atritos e o perfil aerodin\u00e2mico do comboio permitem que este      atinja velocidades que chegam aos 650 km\/h em fases experimentais.<\/p>\n<p>Os inovadores sistemas de guias e de propuls\u00e3o eliminam a necessidade de      rodas, freios e dispositivos para captar, converter e transmitir a energia      el\u00e9trica. Consequentemente, os maglevs s\u00e3o mais leves, silenciosos e menos      sujeitos ao desgaste que os trens tradicionais. A grande diferen\u00e7a entre um      trem maglev e um trem convencional \u00e9 que os trens maglev n\u00e3o t\u00eam um motor,      pelo menos n\u00e3o o tipo de motor usado para puxar os vag\u00f5es de trem t\u00edpico em      trilhos de a\u00e7o.<\/p>\n<p>O motor para os trens maglev \u00e9 quase impercept\u00edvel. Em vez de usar combust\u00edvel      f\u00f3ssil, o campo magn\u00e9tico criado pela bobina eletrificada nas paredes do trilho      guia e o trilho se juntam para impulsionar o trem. <\/p>\n<p>A por\u00e7\u00e3o inferior do trem envolve a deslizadeira, e os sistemas que controlam      os \u00edm\u00e3s asseguram que o ve\u00edculo permane\u00e7a pr\u00f3ximo dela, mas sem a tocar. Rolos      de fios enrolados sob a deslizadeira geram um campo magn\u00e9tico que se move      ao longo da mesma. As for\u00e7as de atra\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica entre este campo e os eletro\u00edm\u00e3s      do ve\u00edculo fazem levitar o trem e o arrastam por todo o campo magn\u00e9tico.<\/p>\n<p>Fonte: wallinside.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trens Maglev, Magnetismo, O que s\u00e3o, Suspens\u00e3o Eletromagn\u00e9tica, Componentes, Sistema, Funcionamento, Velocidade, Caracter\u00edsticas, Trens Maglev<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[320],"tags":[],"class_list":["post-66511","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fisica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Trens Maglev, Magnetismo, O que s\u00e3o Trens Maglev<\/title>\n<meta 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