{"id":66495,"date":"2016-07-19T13:51:52","date_gmt":"2016-07-19T13:51:52","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=66495"},"modified":"2016-07-19T14:34:17","modified_gmt":"2016-07-19T14:34:17","slug":"relampago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago","title":{"rendered":"Rel\u00e2mpago"},"content":{"rendered":"<p> Desde a mais remota antiguidade os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> t\u00eam fascinado      e atemorizado o homem de tal modo que a sua ocorr\u00eancia era atribu\u00edda \u00e0 ira      dos deuses. Assim, oferendas e sacrif\u00edcios de animais e at\u00e9 de seres humanos,      passaram a ser realizados na tentativa de amenizar a f\u00faria divina. E observando-se      que ap\u00f3s um breve tempo, a tempestade se dissipava, o m\u00e9todo usado parecia      funcionar. Mas na realidade o que se pode notar, \u00e9 que a grande maioria das      tempestades tem curta dura\u00e7\u00e3o, de algumas dezenas de minutos apenas. Quando      ela parece continuar por um tempo maior, na realidade s\u00e3o outras c\u00e9lulas de      tempestade que v\u00e3o surgindo e se deslocando de acordo com as condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas      reinantes. <\/p>\n<p>Da mitologia grega, \u0093Zeus\u0094 era o poderoso deus das tempestades.      Da mesma forma, os antigos romanos, tinham o seu deus \u0093Jove\u0094 (J\u00fapiter)      que originou o \u0093Gioved\u00ed\u0094 em italiano e que corresponde \u00e0 \u0093quinta-feira\u0094      . A mesma correspond\u00eancia se encontra em castelhano, \u0093Jueves\u0094 e      em franc\u00eas, \u0093Jeudi\u0094, e em outras l\u00ednguas europ\u00e9ias. <\/p>\n<p>Os romanos tinham tamanho pavor das tempestades e observando que os loureiros,      jamais haviam sido atingidos por <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>, faziam grinaldas      com folhas de louro e as depositavam sobre a cabe\u00e7a at\u00e9 que a tempestade passasse.      Por esta raz\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ver as imagens dos imperadores coroados com folhas      de louro. <\/p>\n<p>Os antigos escandinavos tiveram o seu deus \u0093Thor\u0094 que ainda hoje      conserva sua influencia na l\u00edngua inglesa, o \u0093Thursday\u0094, correspondendo      ao \u0093Dia de Thor\u0094. <\/p>\n<p>A l\u00edngua portuguesa n\u00e3o conservou os nomes pag\u00e3os para os dias da semana,      como em outros idiomas, mas adotou as \u0093feiras\u0094, que tem origem nas      \u0093feriae\u0094, por tradi\u00e7\u00e3o do cristianismo que reservava a semana da      P\u00e1scoa para atos de louvor ao Senhor. <\/p>\n<p>Em \u00e9poca mais recente, algumas localidades generalizaram o uso do repicar      dos sinos das igrejas para afastar as tempestades, o que parecia funcionar      tamb\u00e9m, tendo em vista a breve dura\u00e7\u00e3o dos temporais. No entanto, tal pr\u00e1tica      se revelou bastante perigosa, pois sendo os campan\u00e1rios os pontos mais elevados      da regi\u00e3o, muitos sineiros foram atingidos por descargas el\u00e9tricas no desempenho      das suas fun\u00e7\u00f5es. Na Alemanha, num per\u00edodo de 33 anos, 368 campan\u00e1rios forma      destru\u00eddos e 103 sineiros perderam a vida, tendo sido posteriormente, proibida      tal pr\u00e1tica. <\/p>\n<p><strong>Rel\u00e2mpago vem do Latim: <\/strong>re+lampare = clar\u00e3o, claridade,      luz intensa. <\/p>\n<p><strong>Em Meteorologia o termo: <\/strong>TROVOADA = REL\u00c2MPAGO + TROV\u00c3O.    <\/p>\n<p>Sempre que um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 visto ou um trov\u00e3o \u00e9 ouvido, diz-se      que est\u00e1 ocorrendo uma tempestade. Uma gama muito ampla de fen\u00f4menos acompanha      essa tempestade, sendo o rel\u00e2mpago, uma violenta descarga el\u00e9trica. <\/p>\n<p><strong>S\u00e3o sin\u00f4nimos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Raio<br \/>\n       Fa\u00edsca<br \/>\n       Corisco<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Tais descargas podem ocorrer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Dentro da pr\u00f3pria nuvem <br \/>\n       Da nuvem para o solo<br \/>\n       Do solo para a nuvem<br \/>\n       De nuvem para nuvem<br \/>\n       Da nuvem para o ar claro.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na natureza tudo \u00e9 formado por cargas el\u00e9tricas. A nuvem que inicia a tempestade      denomina-se CUMULONIMBUS, que durante o seu desenvolvimento, cargas el\u00e9tricas      se separam e muitas se acumulam na base da nuvem. Estas cargas por sua vez,      atraem cargas de sinal contr\u00e1rio na superf\u00edcie oposta, e ao atingirem uma      determinada concentra\u00e7\u00e3o, se atraem, neutralizando-se de forma violenta, originando      o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>.<\/p>\n<p>Enquanto a nuvem estiver em atividade, mais cargas surgem, gerando novos      rel\u00e2mpagos. <\/p>\n<p>Uma \u00fanica nuvem pode fabricar mais de 1500 <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>. <\/p>\n<p>O <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> ent\u00e3o, \u00e9 uma descarga el\u00e9trica com milhares      de volts, portanto extremamente perigosa. Um \u00fanico rel\u00e2mpago enquanto dura      pode ter a capacidade de acender 600 mil l\u00e2mpadas de 60 w, em m\u00e9dia. <\/p>\n<p>Sua dura\u00e7\u00e3o em geral, n\u00e3o passa de alguns d\u00e9cimos de segundo, mas j\u00e1 foi      observada uma enorme fa\u00edsca que durou 20 segundos! <\/p>\n<p>O trov\u00e3o apesar de ruidoso, \u00e9 inofensivo. Resulta da r\u00e1pida expans\u00e3o do ar      violentamente aquecido em volta do <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>, cuja temperatura      chega a atingir 30.000 \u00baC. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>, o total de segundos decorridos at\u00e9 ouvir      o trov\u00e3o, permite estimar a dist\u00e2ncia da tempestade at\u00e9 o observador, multiplicando      os segundos decorridos por 300 (m\/s) que \u00e9 a velocidade m\u00e9dia do som (trov\u00e3o)      ao ar livre. <\/p>\n<p><strong>Exemplo: <\/strong>Total de segundos decorridos entre o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>      e o trov\u00e3o = 10s. <\/p>\n<p><strong>Portanto:<\/strong> 10 (s) x 300 (m\/s) = 3000 metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp22.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"288\" height=\"207\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><strong><br \/>\n     Rel\u00e2mpago<\/strong><\/p>\n<p>Vamos agora ver como poderemos nos precaver e quais s\u00e3o as situa\u00e7\u00f5es de risco,      antes veremos um pouco de sua classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Tipos mais comuns de <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong><\/h4>\n<p>Difuso (clar\u00e3o dentro da nuvem ou muito distante), \u00danico, Ramificado <\/p>\n<h4>Formas mais raras<\/h4>\n<p>Ros\u00e1rio ou perolado (como se fosse um colar de p\u00e9rolas), Folheado ou chapeado,      Esf\u00e9rico, globular ou bola (esferas brilhantes suspensas no ar, com di\u00e2metros      de 5 a 40 cm, de curta dura\u00e7\u00e3o e explosivas) <\/p>\n<h4>Situa\u00e7\u00f5es de risco durante as tempestades<\/h4>\n<p>As cargas el\u00e9tricas t\u00eam a propriedade de se aglomerarem nas pontas dos objetos,      ent\u00e3o mastros, chamin\u00e9s, \u00e1rvores como pinheiros e eucaliptos, alto dos pr\u00e9dios,      morros, picos de eleva\u00e7\u00f5es naturais, s\u00e3o potencialmente favor\u00e1veis \u00e0s descargas      el\u00e9tricas. <\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o \u00e9 que se empregam os p\u00e1ra-raios, na tentativa de proteger      o local de poss\u00edveis descargas, sendo colocado como o ponto mais alto da regi\u00e3o      a ser protegida. <\/p>\n<p>O p\u00e1ra-raios atua numa \u00e1rea que forma um cone de prote\u00e7\u00e3o, sendo ele o v\u00e9rtice      desse cone. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma tempestade \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma vistoria no p\u00e1ra-raios, pois pode      aparecer alguma avaria que deve ser eliminada. <\/p>\n<p>A proximidade da \u00e1gua tamb\u00e9m \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 ocorr\u00eancia de raios, visto que      a pr\u00f3pria \u00e1gua conduz eletricidade. Ent\u00e3o banhos de mar, lagos, rios ou mesmo      de piscina, s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es de alto risco. <\/p>\n<p><strong>De um modo geral, devem ser evitadas as situa\u00e7\u00f5es de risco durante      as tempestades el\u00e9tricas como: <\/strong><\/p>\n<p>Observar tempestades com janelas ou portas abertas, Abrigar-se pr\u00f3ximo ou      sob qualquer tipo de \u00e1rvore, Tomar banho de mar ou piscina, Permanecer na      praia, principalmente de p\u00e9 (a pessoa seria o ponto mais alto), Estar de p\u00e9      numa \u00e1rea descampada, Jogar bola num campo aberto, Encostar-se em traves,      m\u00e1quinas de ferro, grades e cercas met\u00e1licas ao ar livre, Tentar abrigar-se      da chuva sob quiosques, marquises ou barracas, expondo-se ao ar livre ao redor,      Utilizar ou estar pr\u00f3ximo a aparelhos eletro-eletr\u00f4nicos mesmo desligados,      por\u00e9m conectados \u00e0 rede el\u00e9trica, Banho com chuveiro el\u00e9trico, Uso do ferro      de passar, Falar ao telefone com fio, Segurar qualquer objeto met\u00e1lico.<\/p>\n<h4>Prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio<\/h4>\n<p>Sempre que poss\u00edvel, desligar a chave geral da resid\u00eancia, Na eventual dificuldade      ou impossibilidade, ao menos desconectar todos os aparelhos ligados \u00e0 rede      el\u00e9trica, No caso da TV \u00e9 necess\u00e1rio desconectar tamb\u00e9m o cabo da antena <\/p>\n<h4>Locais seguros<\/h4>\n<p>Dentro de qualquer ambiente com portas e janelas fechadas, Dentro de ve\u00edculos      mesmo met\u00e1licos com as as janelas quase fechadas (autom\u00f3veis, embarca\u00e7\u00f5es,      navios, avi\u00f5es)<\/p>\n<h4>Crendices err\u00f4neas<\/h4>\n<p>O <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> n\u00e3o cai duas vezes no mesmo lugar (os p\u00e1ra-raios      por si s\u00f3 provam o contr\u00e1rio), Espelhos atraem os raios (s\u00f3 se tiver moldura      met\u00e1lica) <\/p>\n<p>Coment\u00e1rios finais, estat\u00edsticas dos EEUU mostram que ao longo das d\u00e9cadas,      os raios s\u00e3o os fen\u00f4menos naturais que mais provocam mortes, comparados a      fen\u00f4menos como tornados, enchentes e vendavais. <\/p>\n<p><strong>Entretanto, apesar de parecer contradit\u00f3rio, os rel\u00e2mpagos s\u00e3o essenciais      \u00e0 vida pois:<\/strong><\/p>\n<p>Mant\u00e9m o equil\u00edbrio das cargas el\u00e9tricas do planeta, Renovam o ar \u0093limpando\u0094      a atmosfera de grande quantidade de particulados em suspens\u00e3o, Combinam quimicamente      o Oxig\u00eanio e Nitrog\u00eanio, que juntamente com a chuva, formam um excelente adubo      natural, poupando milhares de d\u00f3lares anuais em fertilizantes para atividades      agricolas, Regi\u00f5es pobres de tempestades el\u00e9tricas s\u00e3o pobres em agricultura.<\/p>\n<p>Estat\u00edsticas mostram que na atmosfera, ocorrem aproximadamente 100 descargas      el\u00e9tricas por segundo, 1800 tempestades em cada instante e em m\u00e9dia, 44.000      por dia.<\/p>\n<p>Fonte:  profednilson.wordpress.com<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> matam mais pessoas no Brasil do que qualquer      outro evento meteorol\u00f3gico. <\/p>\n<p>Segundo o ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica do INPE &#8211; Instituto Nacional      de Pesquisas Espaciais), em m\u00e9dia, 150 pessoas morrem por ano. Mas, para al\u00edvio      de todos, apenas 20 ou 30 % das pessoas atingidas por rel\u00e2mpagos morrem. Estatisticamente,      s\u00f3 as v\u00edtimas que sofrem parada card\u00edaca imediata v\u00eam a falecer (a n\u00e3o ser      que recebam tratamento adequado &#8211; Ressucita\u00e7\u00e3o Cardio-Pulmonar (RCP) &#8211; o que      n\u00e3o \u00e9 sempre poss\u00edvel). O restante sofre uma s\u00e9rie de ferimentos, alguns s\u00e9rios,      mas sobrevivem.<\/p>\n<p>Amantes de atividades ao ar livre est\u00e3o sempre expostos a este risco. Isto      porque est\u00e3o sempre em locais onde os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> geralmente      caem, como cume de montanhas, e vivem carregando equipamentos met\u00e1licos.<\/p>\n<h4>DIN\u00c2MICA DOS REL\u00c2MPAGOS<\/h4>\n<p>Um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 uma corrente el\u00e9trica muito intensa que ocorre      na atmosfera com t\u00edpica dura\u00e7\u00e3o de meio segundo e trajet\u00f3ria com comprimento      variando de 5 a 10 quil\u00f4metros. Ele \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do r\u00e1pido movimento de      el\u00e9trons de um lugar para outro.<\/p>\n<p>Os el\u00e9trons movem-se t\u00e3o r\u00e1pido que fazem o ar ao seu redor iluminar-se,      resultando em um clar\u00e3o, e aquecer-se, resultando em um som &#8211; o trov\u00e3o.<\/p>\n<p>Um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 tipicamente associado a nuvens cumulonimbus      ou de tempestade, embora possa ocorrer em associa\u00e7\u00e3o com vulc\u00f5es ativos, tempestades      de neve ou, mesmo, tempestades de poeira. Dentro das tempestades, diferentes      part\u00edculas de gelo tornam-se carregadas atrav\u00e9s de colis\u00f5es. Acredita-se que      as part\u00edculas pequenas tendem a adquirir carga positiva, enquanto que as maiores      adquirem predominantemente carga negativa. Estas part\u00edculas tendem, ent\u00e3o,      a se separar sobre a influ\u00eancia de correntes de ar ascendentes e descendentes      e da gravidade, de tal modo que a parte superior da nuvem adquire uma carga      positiva e a parte inferior uma carga negativa. A separa\u00e7\u00e3o de carga produz      ent\u00e3o um enorme campo el\u00e9trico tanto dentro da nuvem como entre a nuvem e      o solo. <\/p>\n<p>Quando este campo, eventualmente, quebra a resist\u00eancia el\u00e9trica do ar, um      rel\u00e2mpago tem in\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>Em termos gerais, existem dois tipos de rel\u00e2mpagos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Rrel\u00e2mpagos na nuvem <br \/>\n       Rel\u00e2mpagos no solo<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Rel\u00e2mpagos na nuvem originam-se dentro das nuvens cumulonimbus, normalmente      na regi\u00e3o onde got\u00edculas de \u00e1gua transformam-se em gelo, e propagam-se dentro      mesma (rel\u00e2mpagos intranuvem) ou fora dela, rumo a outra nuvem (rel\u00e2mpagos      nuvem-nuvem) ou numa dire\u00e7\u00e3o qualquer no ar (descargas para o ar). <\/p>\n<p><strong>Rel\u00e2mpagos<\/strong> no solo, por sua vez, podem originar-se na nuvem      ou em outras regi\u00f5es dentro da nuvem cumulonimbus (rel\u00e2mpagos nuvem-solo)      ou no solo, abaixo ou perto da tempestade (rel\u00e2mpagos solo-nuvem). Mais de      99 % dos rel\u00e2mpagos no solo s\u00e3o rel\u00e2mpagos nuvem-solo. Rel\u00e2mpagos solo-nuvem      s\u00e3o relativamente raros e, geralmente, ocorrem do topo de montanhas ou estruturas      altas. <\/p>\n<h4>ATINGIMENTO POR REL\u00c2MPAGOS<\/h4>\n<p><strong>Existem v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es em que um rel\u00e2mpago pode atingir uma pessoas:      <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Atingimento Direto: <\/strong>\u00c9 quando o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>        atinge o objeto ou pessoa diretamente, atravessando o objeto at\u00e9 chegar        ao solo. Os rel\u00e2mpagos procuram o caminho mais curto e de menor resist\u00eancia        at\u00e9 chegar ao solo. Uma pessoa no cume de uma montanha durante uma tempestade,        se torna um caminho perfeito para rel\u00e2mpago chegar ao ch\u00e3o.<strong><br \/>\n       Descargas Laterais: <\/strong>Neste caso, o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> atinge        algo que n\u00e3o uma pessoa (uma \u00e1rvore ou pedra) mas &#8220;pula&#8221; pelo        ar, formando um arco, e atinge algu\u00e9m cujo corpo ofere\u00e7a uma resist\u00eancia        menor \u00e0 carga el\u00e9trica do que o objeto atingido inicialmente. Descargas        laterais tamb\u00e9m podem ocorrer de pessoa para pessoa.<strong><br \/>\n       Contato: <\/strong>\u00c9 quando a descarga el\u00e9trica atinge algu\u00e9m que estava        em contato com algo que foi atingido por um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>,        seja diretamente ou por descargas laterais.<strong><br \/>\n       Flashover: <\/strong>Este tipo de evento se d\u00e1 quando o raio passa por fora        do corpo em vez de atravess\u00e1-lo. Roupas molhadas de chuva ou suor contribuem        para que este efeito ocorra. Quando ele acontece, a umidade nas roupas e        cal\u00e7ados evapora rapidamente, expulsando estes objetos de forma abrupta        do corpo, quase como uma explos\u00e3o, causando queimaduras na pele.<strong><br \/>\n       Corrente no Solo: <\/strong>A carga el\u00e9trica \u00e9 conduzida pelo solo, ap\u00f3s        atingir um objeto qualquer. Se alguma pessoa estiver pr\u00f3xima ao objeto atingido        pelo raio, ela pode se ferir como resultado do fluxo de eletricidade passando        pela terra.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>TIPOS DE FERIMETOS<\/h4>\n<p>Os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> podem causar ferimentos m\u00faltiplos, de tipos      diferentes, indo desde parada card\u00edaca at\u00e9 queimaduras s\u00e9rias e fraturas.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m \u00e9 atingido por um raio, a primeira coisa a se fazer \u00e9 verificar      o ABC da Vida (Vias A\u00e9reas, Respira\u00e7\u00e3o e Circula\u00e7\u00e3o). Caso necess\u00e1rio, proceder      a RCP.<\/p>\n<p><strong>Parada Card\u00edaca:<\/strong> A corrente el\u00e9trica muitas vezes interrompe      o ritmo natural dos batimentos card\u00edacos. Se o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 sadio, normalmente      ele volta a bater sozinho. Por\u00e9m, ele pode n\u00e3o voltar caso tenha sofrido alguma      les\u00e3o, ou voltar e parar de novo, caso o cora\u00e7\u00e3o tenha sofrido uma priva\u00e7\u00e3o      prolongada de oxig\u00eanio, como no caso de uma parada respirat\u00f3ria. Neste caso,      a RCP deve ser iniciada imediatamente.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que muitos acreditam, uma pessoa que foi atingida por um      <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> n\u00e3o permanece com carga el\u00e9trica. Portanto, nunca      espere para iniciar a RCP.<\/p>\n<p><strong>Parada Respirat\u00f3ria<\/strong>: A \u00e1rea do c\u00e9rebro que controla a respira\u00e7\u00e3o      e os m\u00fasculos utilizados podem ser paralisados pela corrente el\u00e9trica. Esta      interrup\u00e7\u00e3o na respira\u00e7\u00e3o pode ser prolongada, levando a v\u00edtima a ter uma      segunda parada card\u00edaca, quando o cora\u00e7\u00e3o retorna os batimentos depois de      uma primeira parada. Em caso de parada respirat\u00f3ria, ventila\u00e7\u00e3o artificial      deve ser iniciada imediatamente.<\/p>\n<p><strong>Problemas Neurol\u00f3gicos:<\/strong> De um modo geral, a v\u00edtima entra      em um estado de inconsci\u00eancia. Algumas pessoas ir\u00e3o sofrer uma paralisia tempor\u00e1ria,      principalmente nas extremidades inferiores. A descarga el\u00e9trica tamb\u00e9m pode      resultar em perda de mem\u00f3ria.<\/p>\n<h4>Queimaduras<\/h4>\n<p>S\u00e3o raros os casos de queimaduras profundas de pele e m\u00fasculos, mas queimaduras      superficiais s\u00e3o comuns. A maioria das queimaduras s\u00e3o de primeiro ou segundo      grau, mas podem ocorrer queimaduras de terceiro grau.<\/p>\n<p>Queimadura de primeiro grau \u00e9 aquela que deixa a primeira camada da pele      vermelha e d\u00f3i ao ser tocada. Um exemplo s\u00e3o as queimaduras solares. As dores      passam em 3 ou 4 dias e a pele come\u00e7a a descascar. Medicamentos t\u00f3picos para      al\u00edvio da dor podem ser usados, como nos casos de queimaduras pelo sol.<\/p>\n<p>Queimaduras de segundo grau danificam tanto a primeira camada quanto a camada      intermedi\u00e1ria da pele. Estas queimaduras doem muito quando tocadas. A pele      fica vermelha, \u00famida, com bolhas, e fica esbranqui\u00e7ada quando aplicada press\u00e3o.      As bolhas podem levar at\u00e9 24 horas para se formarem e as feridas podem levar      de 5 a 25 dias para ficarem completamente curadas, se n\u00e3o houver infec\u00e7\u00e3o.      O local queimado deve ser limpo com \u00e1gua, se poss\u00edvel, \u00e1gua esterilizada,      resfriado apenas com \u00e1gua (aten\u00e7\u00e3o: nunca use gelo) e coberto com bandagem      ou atadura \u00famida. N\u00e3o aplique nenhum tipo de pomada ou creme, nem pasta de      dente, manteiga ou outros ensinamentos populares. Leve a v\u00edtima at\u00e9 um m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Queimaduras de terceiro grau s\u00e3o extremamente s\u00e9rias. Elas destroem todas      as camadas da pele, chegando a queimar m\u00fasculos e outros tecidos sob a pele.      A pele queimada fica ressecada e com apar\u00eancia de couro, com colora\u00e7\u00e3o acinzentada.      Por\u00e9m, a pele fica insens\u00edvel, pois a maioria dos nervos e vasos sang\u00fc\u00edneos      do local foram destru\u00eddos. O que geralmente acontece s\u00e3o queimaduras de primeiro      e\/ou segundo grau ao redor da queimadura de terceiro grau. O tratamento inicial      \u00e9 o mesmo das queimaduras de primeiro e segundo grau, por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio      que a v\u00edtima seja levada imediatamente ao hospital.<\/p>\n<p>Um outro problema resultante das queimaduras \u00e9 a desidrata\u00e7\u00e3o. Se a v\u00edtima      estiver consciente, ministre l\u00edquidos.<\/p>\n<h4>Outros Ferimentos<\/h4>\n<p>Quando os m\u00fasculos s\u00e3o atingidos pela descarga el\u00e9trica, s\u00e3o for\u00e7ados a contra\u00e7\u00f5es      violentas, causando fraturas, danos \u00e0 coluna cervical e deslocamento. O impacto      de um raio pode ser forte o suficiente para jogar uma pessoa alguns metros      a frente. <\/p>\n<h4>MEDIDAS DE SEGURAN\u00c7A<\/h4>\n<p>Existem v\u00e1rias maneiras de se evitar problemas com <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>.      A primeira delas \u00e9 saber a previs\u00e3o do tempo. Se existir a possibilidade de      chuvas fortes e tempestade, fique atento \u00e0 forma\u00e7\u00e3o ou chegada de nuvens pretas      ou n\u00e3o saia de casa.<\/p>\n<p>Caso voc\u00ea n\u00e3o d\u00ea aten\u00e7\u00e3o \u00e0 previs\u00e3o do tempo e saia de casa assim mesmo,      cuidado. No meio de uma tempestade com <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>, procure      um local com muitas \u00e1rvores baixas ou blocos de pedras. Para reduzir as chances      de ser atingido em um local com \u00e1rvores e pedras grandes, fique longe de qualquer      objeto com mais de 5 vezes o seu tamanho, mantendo uma dist\u00e2ncia de pelo menos      uma vez e meia o tamanho do objeto.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que muitos acreditam, n\u00e3o se abrigue debaixo da \u00e1rvore ou      pedra mais pr\u00f3xima. O <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> pode atingi-lo de forma indireta,      como visto anteriormente.<\/p>\n<p>Afaste qualquer objeto que possa conduzir eletricidade. Se voc\u00ea estiver com      um grupo, espalhe as pessoas ao m\u00e1ximo, para evitar descargas laterais e correntes      vindas pelo solo.<\/p>\n<p>Se poss\u00edvel, entre em uma caverna profunda. Fique longe da entrada e n\u00e3o      encoste nas paredes.<\/p>\n<p>O local mais seguro para ficar \u00e9 dentro do carro (com as janelas fechadas).      O metal do carro ir\u00e1 dispersar a corrente el\u00e9trica, fazendo com que a mesma      passe ao redor do ve\u00edculo. N\u00e3o toque em nenhuma parte met\u00e1lica do carro.<\/p>\n<p>Por fim, esteja sempre atento. N\u00e3o espere a tempestade come\u00e7ar. V\u00e1 embora      antes!<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp24.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"294\" height=\"216\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><strong><br \/>\n     Rel\u00e2mpago<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.adventurezone.com.br<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp23.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"286\" height=\"214\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><strong><br \/>\n     Rel\u00e2mpago<\/strong><\/p>\n<h4>O Perigo est\u00e1 no ar<\/h4>\n<p><strong>O tema prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos pode ser dividido em duas partes<\/strong>:      sistemas de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos e regras de prote\u00e7\u00e3o pessoal. <\/p>\n<p>Um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> tem como objetivo      blindar uma estrutura, seus ocupantes e seus conte\u00fados, dos efeitos t\u00e9rmicos,      mec\u00e2nicos e el\u00e9tricos associados com os rel\u00e2mpagos. O sistema atua de modo      que a descarga atmosf\u00e9rica possa entrar ou sair do solo sem passar atrav\u00e9s      das partes condutoras da estrutura ou atrav\u00e9s de seus ocupantes danificando-os      ou causando acidentes. Um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos n\u00e3o impede      que o rel\u00e2mpago atinja a estrutura; ele promove um meio para controlar e impedir      danos atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de um caminho de baixa resist\u00eancia el\u00e9trica para      a corrente el\u00e9trica fluir para o solo. A id\u00e9ia de proteger pr\u00e9dios e outras      estruturas dos efeitos diretos dos rel\u00e2mpagos atrav\u00e9s do uso de condutores      foi pela primeira vez sugerida cerca de dois s\u00e9culos atras por Benjamin Franklin.<\/p>\n<p><strong>Os principais componentes de um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos      s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<h4>Terminais A\u00e9reos<\/h4>\n<p>Conhecidos como p\u00e1ra-raios, eles s\u00e3o hastes condutoras r\u00edgidas montadas em      uma base com o objetivo de capturar o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>. Eles devem      ser instaladas nos pontos mais altos da estrutura. Algumas vezes, estas hastes      s\u00e3o interligadas atrav\u00e9s de condutores horizontais. <\/p>\n<h4>Condutores de Descida<\/h4>\n<p>Cabos que conectam os terminais a\u00e9reos aos terminais de aterramento. <\/p>\n<h4>Terminais de Aterramento<\/h4>\n<p>Condutores que servem para conectar os condutores de descida ao solo. Eles      s\u00e3o tipicamente condutores de cobre ou revestidos com cobre enterrados no      solo.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de aterramento \u00e9 bastante dependente sobre as caracter\u00edsticas do      solo. <\/p>\n<h4>Condutores de Liga\u00e7\u00e3o Equipotencial<\/h4>\n<p>S\u00e3o condutores que visam igualar o potencial entra os diferentes condutores      de modo a impedir descargas laterais. Descargas laterais, tamb\u00e9m conhecidas      como correntes de sobretens\u00e3o, s\u00e3o causadas por diferen\u00e7as de potencial entre      a corrente percorrendo o condutor e objetos pr\u00f3ximos. Elas s\u00e3o o resultado      da resist\u00eancia finita dos condutores a passagem de corrente el\u00e9trica e a indu\u00e7\u00e3o      magn\u00e9tica. <\/p>\n<p>A zona de prote\u00e7\u00e3o de um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      formado por um terminal a\u00e9reo \u00e9 a regi\u00e3o adjacente, a qual \u00e9 substancialmente      imune a incid\u00eancia direta de rel\u00e2mpagos. Como uma regra simples, esta regi\u00e3o      pode ser considerada como representada por um cone ao redor do terminal a\u00e9reo      tendo um raio no solo equivalente a altura do terminal a\u00e9reo em rela\u00e7\u00e3o ao      solo. Aplica\u00e7\u00e3o desta &#8220;teoria do cone de prote\u00e7\u00e3o&#8221;, entretanto,      tem muitas exce\u00e7\u00f5es e deve ser considerada somente como uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o.      Em particular, tem-se mostrado que o raio do cone de prote\u00e7\u00e3o no solo depende      sobre o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o esperado, bem como sobre a altura da estrutura.      Para estruturas com alturas superiores a 20 m, esta teoria n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel.      Nestes casos, aplica-se a teoria conhecida como &#8220;teoria da esfera rolante&#8221;.      Esta teoria \u00e9 baseada no conceito de dist\u00e2ncia de atra\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a dist\u00e2ncia      entre a ponta do l\u00edder escalonado e o ponto de queda do rel\u00e2mpago no solo      no instante da quebra de rigidez diel\u00e9trica do ar pr\u00f3ximo ao solo. A zona      de prote\u00e7\u00e3o calculada por esta teoria \u00e9 em geral menor que aquela obtida pela      &#8220;teoria do cone de prote\u00e7\u00e3o&#8221;. Para estruturas com alturas superiores      a 60 m, outro tipo de sistema de prote\u00e7\u00e3o que utiliza condutores horizontais      conectando os terminais a\u00e9reos de modo a formar uma gaiola \u00e9 recomendado pelas      Normas Brasileiras de Prote\u00e7\u00e3o ABNT NBR-5419.<\/p>\n<p>Um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> pode tamb\u00e9m incluir      componentes para prevenir danos causados por efeitos indiretos dos rel\u00e2mpagos,      tais como supressores de surtos. A atividade de rel\u00e2mpagos pr\u00f3ximos a um local,      incluindo rel\u00e2mpagos dentro das nuvens e entre nuvens, pode causar surtos      de tens\u00e3o, conhecidos como sobretens\u00f5es ou transientes, que podem afetar linhas      de tens\u00e3o, cabos telef\u00f4nicos ou de dados, e instrumenta\u00e7\u00e3o em geral. Os surtos      de tens\u00e3o s\u00e3o aumentos moment\u00e2neos na tens\u00e3o normal de um sistema, causados      p\u00ealos efeitos eletromagn\u00e9ticos associados aos rel\u00e2mpagos. Os supressores de      surtos podem ser adicionados a um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos para      proteger os equipamentos eletr\u00f4nicos contra sobretens\u00f5es. Existem diversos      tipos de supressores, entre eles centelhadores \u00e0 ar, centelhadores \u00e0 gas,      varistores e diodos zener. Em v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio o uso combinado      de mais de um tipo de supressor, formando um circuito de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>V\u00e1rios resultados recentes da pesquisa sobre rel\u00e2mpagos n\u00e3o tem sido      incorporados as atuais normas de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A multiplicidade dos rel\u00e2mpagos \u00e9 ao menos o dobro dos valores normalmente        considerados nas atuais normas de prote\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Em cerca da metade dos rel\u00e2mpagos nuvem-solo, a termina\u00e7\u00e3o no solo \u00e9 diferente        para diferentes descargas de retorno.<br \/>\n       Em ao menos um ter\u00e7o dos rel\u00e2mpagos nuvem-solo, a intensidade de corrente        de ao menos uma descarga de retorno subsequente \u00e9 maior do que a da primeira        descarga de retorno.<br \/>\n       As correntes de pico, polaridades e intervalos entre descargas de retorno        s\u00e3o diferentes em diferentes locais geogr\u00e1ficos. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Estes resultados podem ter importantes implica\u00e7\u00f5es sobre os atuais conceitos      de prote\u00e7\u00e3o contra <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> e devem ser incorporados as      futuras normas de prote\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos podem ser perigosos. Quando rel\u00e2mpagos est\u00e3o caindo pr\u00f3ximo, voc\u00ea      esta sujeito a ser atingido diretamente por eles. A chance de uma pessoa ser      atingida por um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 algo em torno de 1 para 1 milh\u00e3o.      Entretanto, a maioria das mortes e ferimentos n\u00e3o s\u00e3o devido a incid\u00eancia      direta e sim a efeitos indiretos associados a incid\u00eancias pr\u00f3ximas ou efeitos      secund\u00e1rios dos rel\u00e2mpagos. Os efeitos indiretos incluem tens\u00f5es induzidas,      sobretens\u00f5es, tens\u00f5es de toque e de passo. Tens\u00f5es induzidas s\u00e3o produzidas      em pontos no solo pr\u00f3ximos ao local da queda do rel\u00e2mpago quando o l\u00edder escalonado      aproxima-se do solo. A tens\u00e3o induzida sobre uma pessoa pode causar a ocorr\u00eancia      de uma descarga para cima a partir da cabe\u00e7a da pessoa, o que pode algumas      vezes resultar em sua morte. Sobretens\u00f5es s\u00e3o causadas p\u00f4r diferen\u00e7as de tens\u00e3o      entre o objeto percorrido pela corrente da descarga e objetos pr\u00f3ximos, resultando      em descargas laterais. Tais descargas laterais s\u00e3o comum de ocorrer a partir      de arvores pr\u00f3ximas ou de uma pessoa que \u00e9 atingida diretamente por uma descarga.      Tens\u00f5es de toque e de passo referem-se a diferen\u00e7as de tens\u00f5es induzidas por      descargas pr\u00f3ximas ao longo da dire\u00e7\u00e3o vertical e ao longo do solo ou de superf\u00edcies      horizontais, respectivamente. Estas tens\u00f5es est\u00e3o normalmente presentes entre      diferentes pontos de um condutor ou pontos de diferentes condutores na vizinhan\u00e7a      do local de queda de uma descarga. Os efeitos secund\u00e1rios est\u00e3o normalmente      associados com inc\u00eandios ou queda de linhas de energia induzidos por descargas.<\/p>\n<p>A corrente do <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> pode causar s\u00e9rias queimaduras e      outros danos ao cora\u00e7\u00e3o, pulm\u00f5es, sistema nervoso central e outras partes      do corpo, atrav\u00e9s de aquecimento e uma variedade de rea\u00e7\u00f5es eletroqu\u00edmicas.      A extens\u00e3o dos danos depende sobre a intensidade da corrente, as partes do      corpo afetadas, as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas da v\u00edtima, e as condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas      do incidente. Cerca de 20 a 30 % das v\u00edtimas de rel\u00e2mpagos morrem, a maioria      delas por parada card\u00edaca e respirat\u00f3ria, e cerca de 70 % dos sobreviventes      sofrem por um longo tempo de s\u00e9rias seq\u00fcelas psicol\u00f3gicas e org\u00e2nicas. As      seq\u00fcelas mais comuns s\u00e3o diminui\u00e7\u00e3o ou perda de mem\u00f3ria, diminui\u00e7\u00e3o da capacidade      de concentra\u00e7\u00e3o e dist\u00farbios do sono. No Brasil \u00e9 estimado que cerca de 100      pessoas morrem por ano atingidas por rel\u00e2mpagos.<\/p>\n<p>De modo a evitar os acidentes descritos acima, as regras de prote\u00e7\u00e3o pessoal      listadas abaixo devem ser seguidas. <\/p>\n<p>Se poss\u00edvel, n\u00e3o saia para a rua ou n\u00e3o permane\u00e7a na rua durante tempestades,      a n\u00e3o ser que seja absolutamente necess\u00e1rio. <\/p>\n<p><strong>Nestes casos, procure abrigo nos seguintes lugares: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Carros n\u00e3o convers\u00edveis, \u00f4nibus ou outros ve\u00edculos met\u00e1licos n\u00e3o convers\u00edveis.<br \/>\n       Em moradias ou pr\u00e9dios que possuem prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos.<br \/>\n       Em abrigos subterr\u00e2neos, tais como metros ou t\u00faneis.<br \/>\n       Em grandes constru\u00e7\u00f5es com estruturas met\u00e1licas.<br \/>\n       Em barcos ou navios met\u00e1licos fechados.<br \/>\n       Em desfiladeiros ou vales. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Se estiver dentro de casa, evite:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Usar telefone, a n\u00e3o ser que seja sem fio.<br \/>\n       Ficar pr\u00f3ximo de tomadas e canos, janelas e portas met\u00e1licas.<br \/>\n       Tocar em qualquer equipamento el\u00e9trico ligado a rede el\u00e9trica. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Se estiver na rua, evite:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Segurar objetos met\u00e1licos longos, tais como varas de pesca, trip\u00e9s e tacos        de golfe.<br \/>\n       Empinar pipas e aeromodelos com fio.<br \/>\n       Andar \u00e0 cavalo.<br \/>\n       Nadar.<br \/>\n       Ficar em grupos. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Se poss\u00edvel, evite os seguintes lugares que possam oferecer pouca      ou nenhuma prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Pequenas constru\u00e7\u00f5es n\u00e3o protegidas, tais como celeiros, tendas ou barracos.<br \/>\n       Ve\u00edculos sem capota, tais como tratores, motocicletas ou bicicletas.<br \/>\n       Estacionar pr\u00f3ximo a arvores ou linhas de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Se poss\u00edvel, evite tamb\u00e9m certos locais que s\u00e3o extremamente perigosos      durante uma tempestade, tais como:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Topos de morros ou cordilheiras.<br \/>\n       Topos de pr\u00e9dios.<br \/>\n       \u00c1reas abertas, campos de futebol ou golfe.<br \/>\n       Estacionamentos abertos e quadras de t\u00eanis.<br \/>\n       Proximidade de cercas de arame, varais met\u00e1licos, linhas a\u00e9reas e trilhos.<br \/>\n       Proximidade de \u00e1rvores isoladas.<br \/>\n       Estruturas altas, tais como torres, linhas telef\u00f4nicas e linhas de energia        el\u00e9trica. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Se voc\u00ea estiver em um local sem um abrigo pr\u00f3ximo e sentir seus p\u00ealos arrepiados      ou sua pele co\u00e7ar, indicando que um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> esta prestes      a cair, ajoelhe-se e curve-se para a frente, colocando suas m\u00e3os nos joelhos      e sua cabe\u00e7a entre eles. N\u00e3o deite-se no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte:  www.atualissimaonline.hpg.ig.com.br<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<h4>Prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp25.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"337\" height=\"228\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><\/p>\n<p>Os pa\u00edses tropicais por todo o mundo s\u00e3o muito mais atingidos por rel\u00e2mpagos      que os pa\u00edses mais frios. As \u00e1reas de planaltos expostos altos com poucas      \u00e1rvores parecem ser mais atingidas por rel\u00e2mpagos que outras \u00e1reas. Quando      as pessoas vivem em cabanas com telhados de palha, os riscos s\u00e3o maiores.    <\/p>\n<p>Zimb\u00e1bue possui o recorde do maior n\u00famero de pessoas mortas por serem atingidas      por um \u00fanico rel\u00e2mpago, com 21 pessoas mortas em uma cabana perto de Mutare      em 1975. <\/p>\n<p>O rel\u00e2mpago \u00e9 chamado de \u0091Ato de Deus\u0092, pois ningu\u00e9m pode prever      onde ele cair\u00e1. No entanto, as causas dos rel\u00e2mpagos possuem uma explica\u00e7\u00e3o      cient\u00edfica simples. Se um rel\u00e2mpago atinge uma pessoa, ele pode fazer com      que seu cora\u00e7\u00e3o e, \u00e0s vezes, seus pulm\u00f5es parem. Os cora\u00e7\u00f5es podem recome\u00e7ar      sem ajuda m\u00e9dica, mas se os pulm\u00f5es tamb\u00e9m pararem, pode ser necess\u00e1rio fazer      massagem card\u00edaca e respira\u00e7\u00e3o boca-a-boca urgentemente para ressuscitar a      pessoa e prevenir a morte.<\/p>\n<p>Em muitos pa\u00edses, as pessoas acreditam que os rel\u00e2mpagos est\u00e3o associados      \u00e0 bruxaria. Isto significa que muitas pessoas t\u00eam medo de ajudar algu\u00e9m que      tenha sido atingido por um rel\u00e2mpago, no caso de serem afetadas. Mais vidas      poderiam ser salvas, se fosse ensinado \u00e0s pessoas que os rel\u00e2mpagos s\u00e3o um      processo natural e n\u00e3o h\u00e1 nenhum risco em ajudar algu\u00e9m que tenha sido atingido.      Fazer massagem card\u00edaca e respira\u00e7\u00e3o boca-a-boca imediatamente pode salvar      algumas vidas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp26.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"279\" height=\"219\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><strong><br \/>\n     Rel\u00e2mpago<\/strong><\/p>\n<p>Em espa\u00e7os abertos grandes, qualquer coisa que esteja de p\u00e9, principalmente      se for feita de metal, tem maior probabilidade de ser atingida pelos rel\u00e2mpagos      \u0096 \u00e1rvores isoladas, estacas, postes de cercas e at\u00e9 mesmo uma pessoa.      Se voc\u00ea se encontrar em uma \u00e1rea exposta, afaste-se de qualquer extens\u00e3o de      \u00e1gua exposta e procure uma vala para ficar dentro, deitado! O lugar mais seguro      para se abrigar \u00e9 embaixo de um grupo grande de \u00e1rvores (escolha uma \u00e1rvore      mais baixa) ou em um ve\u00edculo fechado (onde os pneus de borracha oferecem prote\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Se os rel\u00e2mpagos atingirem casas bem constru\u00eddas, com encanamentos\/ canaliza\u00e7\u00f5es      para \u00e1gua e eletricidade, a energia el\u00e9trica passar\u00e1 pelos canos e fios de      metal, ficando longe das pessoas dentro da casa. No entanto, em pr\u00e9dios com      telhados de palha, os rel\u00e2mpagos passam pelas pessoas dentro das casas. Os      pesquisadores observaram que as cabanas com cozinhas de telhado de palha tinham      muito mais probabilidade de serem atingidas pelos rel\u00e2mpagos por causa das      panelas de metal. Evite abrigar-se nas cozinhas!<\/p>\n<p>Todos os pr\u00e9dios, principalmente os com telhados de palha, podem ser protegidos      com um \u0091p\u00e1ra-raios\u0092. Este \u00e9 constitu\u00eddo por um poste de madeira      muito alto, de pelo menos seis metros de altura, colocado de p\u00e9 a pelo menos      1,5 metros de dist\u00e2ncia de um pr\u00e9dio. Amarre um arame de a\u00e7o galvanizado ao      longo do poste, passando das pontas tanto no topo como no solo. Enterre o      poste a pelo menos 1,5 metros de profundidade e empilhe pedras na base para      proteger os animais e as crian\u00e7as contra choques durante os rel\u00e2mpagos. Se      o solo for rochoso, ou se houver algo constru\u00eddo em cima dele, os p\u00e1ra-raios      tamb\u00e9m podem ser fixados a \u00e1rvores. Quando houver muitas casas pr\u00f3ximas umas      das outras, o mesmo p\u00e1ra-raios pode proteger v\u00e1rias delas. Fixe postes mais      baixos ao lado das casas (n\u00e3o enterrados no solo) e una-os com um arame ao      p\u00e1ra-raios principal. Certifique-se de que os postes sejam mais altos do que      o topo dos telhados das casas. Se um rel\u00e2mpago cair na \u00e1rea, ele atingir\u00e1      o arame de metal no p\u00e1ra-raios e passar\u00e1 para a terra sem causar danos \u00e0s      pessoas e aos lares.<\/p>\n<p><strong>Ronald Watts<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  tilz.tearfund.org<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp27.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"340\" height=\"230\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><strong><br \/>\n     Rel\u00e2mpago<\/strong><\/p>\n<p>Os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> consistem de uma descarga el\u00e9trica transiente      de elevada corrente el\u00e9trica atrav\u00e9s da atmosfera. Essa descarga \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia      das cargas el\u00e9tricas acumuladas, em geral, nas nuvens Cumulonimbus e ocorre      quando o campo el\u00e9trico excede localmente o isolamento diel\u00e9trico do ar. <\/p>\n<p>Os rel\u00e2mpagos s\u00e3o classificados, na sua forma de ocorr\u00eancia, como rel\u00e2mpagos      nuvem-solo, solo-nuvem, entre-nuvens, intranuvens, horizontais (ao projetarem-se      e terminarem como que no espa\u00e7o vazio lateral \u00e0 nuvem), e para a estratosfera.    <\/p>\n<p>Embora n\u00e3o sejam os mais abundantes, os rel\u00e2mpagos nuvem-solo eram anteriormente      os que mereciam maior aten\u00e7\u00e3o nas pesquisas, devido aos preju\u00edzos materiais      que causavam ou pelos riscos \u00e0 vida que infligiam. No entanto, devido aos      avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que tornaram, por exemplo, as aeronaves mais suscet\u00edveis      \u00e0 influ\u00eancia el\u00e9trica ou eletromagn\u00e9tica, todas as suas formas de manifesta\u00e7\u00e3o      come\u00e7am a receber igual aten\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>As outras formas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o bem conhecidas quanto os nuvem-solo. Esses \u00faltimos,      embora com muitos aspectos desconhecidos, em geral s\u00e3o formados de uma \u00fanica      descarga el\u00e9trica; por\u00e9m um rel\u00e2mpago dessa categoria pode apresentar-se constitu\u00eddo      de m\u00faltiplas descargas consecutivas, que geram efeitos delet\u00e9rios recorrentes.<\/p>\n<p>Fonte:  www.dge.inpe.br<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp30.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"296\" height=\"295\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><strong><br \/>\n     Rel\u00e2mpago<\/strong><\/p>\n<p>As principais conseq\u00fc\u00eancias das descargas el\u00e9tricas atmosf\u00e9ricas (raios)      s\u00e3o a luz (<strong>rel\u00e2mpago<\/strong>) e o som (trov\u00e3o). <\/p>\n<p>Os rel\u00e2mpagos s\u00e3o produzidos basicamente pela radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica emitida      por el\u00e9trons que, ap\u00f3s serem excitados pela energia el\u00e9trica, retornam a seus      estados fundamentais. Isto ocorre principalmente na Descarga de Retorno e      por esta raz\u00e3o, no caso da descarga nuvem-solo, a gera\u00e7\u00e3o da luz \u00e9 feita de      baixo para cima. A luz do rel\u00e2mpago \u00e9 bastante intensa devido \u00e0 grande quantidade      de mol\u00e9culas excitadas. <\/p>\n<p>Pode-se observar que as ramifica\u00e7\u00f5es do canal s\u00e3o menos brilhantes pela menor      quantidade de cargas presentes nessa regi\u00e3o. A gera\u00e7\u00e3o de luz dura cerca de      um d\u00e9cimo de segundo. Portanto, os f\u00f3tons produzidos no in\u00edcio da trajet\u00f3ria,      apesar de chegarem primeiro na retina do observador, conseguem mant\u00ea-la sensibilizada      at\u00e9 a chegada dos f\u00f3tons provenientes do final da trajet\u00f3ria. <\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 comum se pensar que o canal se iluminou todo de uma vez ou ainda      que o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> caiu, vindo de cima para baixo, talvez por      colocarmos a nuvem como nossa refer\u00eancia. Geralmente a luz do rel\u00e2mpago \u00e9      de cor branca, mas pode variar, dependendo das propriedades atmosf\u00e9ricas entre      o rel\u00e2mpago e o observador.<\/p>\n<p>Fonte:  www.ufpa.br<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp29.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"308\" height=\"232\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><strong><br \/>\n     Rel\u00e2mpago<\/strong><\/p>\n<h4>Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 uma corrente el\u00e9trica muito intensa que ocorre      na atmosfera com t\u00edpica dura\u00e7\u00e3o de meio segundo e t\u00edpica trajet\u00f3ria com comprimento      de 5-10 quil\u00f4metros. Ele \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do r\u00e1pido movimento de el\u00e9trons de      um lugar para outro. Os el\u00e9trons se movem t\u00e3o r\u00e1pido que fazem o ar ao seu      redor iluminar-se, resultando em um clar\u00e3o, e aquecer-se, resultando em um      som (trov\u00e3o). Apesar de estarem normalmente associados a tempestades, tamb\u00e9m      podem ocorrer em tempestades de neve, tempestades de areia, durante erup\u00e7\u00f5es      vulc\u00e2nicas, ou mesmo em outros tipos de nuvens, embora nestes outros casos      costumam ter extens\u00f5es e intensidade bem menores.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Desde o s\u00e9culo XVIII, a partir dos experimentos pioneiros do cientista americano      Benjamin Franklin (1706-1790), sabe-se que os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      s\u00e3o descargas el\u00e9tricas que ocorrem devido ao ac\u00famulo de cargas el\u00e9tricas      em regi\u00f5es localizadas na atmosfera, na maioria das vezes dentro de tempestades.      A descarga inicia quando o campo el\u00e9trico produzido por estas cargas excede      a rigidez diel\u00e9trica ou capacidade isolante do ar em um dado local na atmosfera.      Franklin demonstrou a natureza el\u00e9trica do rel\u00e2mpago atrav\u00e9s de seu famoso      experimento com uma pipa, realizado em 1752. O experimento consistiu em empinar      uma pipa, presa a um fio condutor, em uma regi\u00e3o pr\u00f3xima a uma nuvem de tempestade.      A carga induzida na pipa deslocava-se ao longo do fio provocando uma pequena      descarga entre um condutor preso a sua extremidade e a sua m\u00e3o. V\u00e1rias pessoas      morreram nos anos seguintes tentando reproduzir a sua experi\u00eancia. O experimento      de Franklin pode ser considerado como o marco do in\u00edcio da pesquisa cient\u00edfica      sobre os rel\u00e2mpagos. <\/p>\n<p>No s\u00e9culo seguinte \u00e0 descoberta de Franklin, poucas descobertas foram realizadas.      Foi somente em 1889 que H.H. Hoffert identificou descargas individuais, conhecidas      como descargas de retorno, em um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> pr\u00f3ximo ao solo      usando uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica primitiva. Em 1897, F. Pockels estimou pela      primeira vez a intensidade m\u00e1xima da corrente de um rel\u00e2mpago pr\u00f3ximo ao solo,      atrav\u00e9s da medida do campo magn\u00e9tico residual produzido por rel\u00e2mpagos em      rochas bas\u00e1lticas. <\/p>\n<p>A partir destas descobertas, um estudo sistem\u00e1tico dos <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      teve in\u00edcio atrav\u00e9s da fotografia e de outras t\u00e9cnicas tais como espectroscopia,      medidas de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, e mais recentemente atrav\u00e9s de medidas      diretas de corrente el\u00e9trica no solo e medidas \u00f3ticas no espa\u00e7o. <\/p>\n<h4>Tipos<\/h4>\n<p><strong>Em termos gerais, existem dois tipos de rel\u00e2mpagos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Rel\u00e2mpagos na nuvem <br \/>\n       Rel\u00e2mpagos no solo<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Rel\u00e2mpagos<\/strong> na nuvem originam-se dentro das nuvens cumulonimbus      e propagam-se dentro da nuvem (rel\u00e2mpagos intranuvem) e fora da nuvem, rumo      a outra nuvem (rel\u00e2mpagos nuvem-nuvem) ou numa dire\u00e7\u00e3o qualquer no ar (descargas      para o ar). Rel\u00e2mpagos no solo, por sua vez, podem se originar na mesma ou      em outras regi\u00f5es dentro da nuvem Cumulonimbus (rel\u00e2mpagos nuvem-solo) ou      no solo, abaixo ou perto da tempestade (rel\u00e2mpagos solo-nuvem). Mais de 99%      dos rel\u00e2mpagos no solo s\u00e3o rel\u00e2mpagos nuvem-solo. Em raras ocasi\u00f5es, os rel\u00e2mpagos      nuvem-solo apresentam um canal alargado ou com m\u00faltiplas interrup\u00e7\u00f5es, sendo      conhecidos nestes casos como rel\u00e2mpago de faixa ou rel\u00e2mpago em contas. Rel\u00e2mpagos      solo-nuvem s\u00e3o relativamente raros e, geralmente, ocorrem no topo de montanhas      ou estruturas altas. Os rel\u00e2mpagos no solo podem tamb\u00e9m ser classificados      em termos do sinal da carga l\u00edquida transportada da nuvem para o solo, como      rel\u00e2mpagos negativos ou rel\u00e2mpagos positivos. Cerca de 90% dos rel\u00e2mpagos      nuvem-solo e dos rel\u00e2mpagos solo-nuvem que ocorrem em nosso planeta s\u00e3o negativos.      Esta percentagem, entretanto, pode mudar substancialmente em determinadas      tempestades. <\/p>\n<p>Cerca de 70% do total de <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> s\u00e3o rel\u00e2mpagos na nuvem.      Embora eles sejam a maioria dos rel\u00e2mpagos, s\u00e3o menos conhecidos que os rel\u00e2mpagos      no solo, em parte porque eles s\u00e3o menos perigosos e porque s\u00e3o escondidos      pela nuvem. Rel\u00e2mpagos intra-nuvem s\u00e3o normalmente vis\u00edveis apenas como um      clar\u00e3o no c\u00e9u. Em geral, o canal inicia-se na regi\u00e3o inferior de cargas negativas      com diversas ramifica\u00e7\u00f5es horizontais, propagando-se ent\u00e3o para cima em dire\u00e7\u00e3o      \u00e0 regi\u00e3o de cargas positivas, onde novamente ramifica-se horizontalmente,      embora em alguns casos possa se iniciar na parte superior da nuvem e se propagar      para baixo, sendo denominados rel\u00e2mpagos intra-nuvem invertidos. Em alguns      casos, o canal pode sair da nuvem para em seguida retornar para dentro dela.      Nestes casos, eles podem ser confundidos com rel\u00e2mpagos entre nuvens e descargas      para o ar. Rel\u00e2mpagos intra-nuvem costumam ser os primeiros a ocorrer em uma      tempestade, precedendo os rel\u00e2mpagos nuvem-solo por v\u00e1rias dezenas de minutos,      dependendo do tipo de tempestade. Rel\u00e2mpagos intra-nuvem costumam tamb\u00e9m apresentar      um aumento de atividade durante per\u00edodos que antecedem tornados, diferentemente      dos rel\u00e2mpagos nuvem-solo que podem apresentar alta ou baixa atividade nestes      per\u00edodos. Por sua vez, o percentual de rel\u00e2mpagos intra-nuvem de uma tempestade      pode ser altamente vari\u00e1vel, com valores desde 30% at\u00e9 100%. <\/p>\n<p>Uma forma rara de <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>, n\u00e3o inclu\u00edda nas categorias      acima, s\u00e3o os rel\u00e2mpagos esf\u00e9ricos. Um rel\u00e2mpago esf\u00e9rico \u00e9 uma esfera luminosa      que geralmente ocorre perto das tempestades, mas n\u00e3o necessariamente simultaneamente      a um rel\u00e2mpago normal. Elas s\u00e3o, em geral, vermelhas, amarelas, azuis, laranjas      ou brancas, t\u00eam um di\u00e2metro de 10 a 40 cent\u00edmetros, aparecem pr\u00f3ximos ao solo      ou na atmosfera, e mant\u00e9m um brilho relativamente constante durante sua vida.    <\/p>\n<p>Eles podem se mover r\u00e1pido ou lentamente, ou ficar parados, podem ser silenciosos      ou produzir estalos, duram de segundos a minutos (m\u00e9dia de 4 segundos) e desaparecem      lenta ou subitamente em sil\u00eancio ou produzindo um ru\u00eddo. Embora eles tenham      sido observados por mais de um s\u00e9culo, n\u00e3o s\u00e3o bem conhecidos e permanecem      um mist\u00e9rio. <\/p>\n<p>Outra forma rara de <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> s\u00e3o os rel\u00e2mpagos bipolares.      Eles s\u00e3o caracterizados por apresentarem corrente de ambas as polaridades.      Evid\u00eancias sugerem que na maioria dos casos eles iniciam com uma descarga      de retorno negativa. Em geral, estes rel\u00e2mpagos s\u00e3o bastante raros e pouco      conhecidos. Acredita-se que estes rel\u00e2mpagos possam ser uma forma rara (cerca      de 5%) de rel\u00e2mpagos solo-nuvem. Medidas feitas no inverno no Jap\u00e3o t\u00eam registrado      algumas tempestades com um percentual de quase 20% de rel\u00e2mpagos bipolares.      As causas destes altos valores ainda n\u00e3o s\u00e3o conhecidas. <\/p>\n<h4>Origem<\/h4>\n<p>Os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> se originam da quebra de rigidez diel\u00e9trica      ou da capacidade isolante do ar. A quebra de rigidez do ar ocorre quando o      campo el\u00e9trico \u00e9 suficiente para ionizar os \u00e1tomos do ar e acelerar os el\u00e9trons      a ponto de produzir uma descarga. Medidas em laborat\u00f3rio estimam que para      que a quebra de rigidez do ar ocorra dentro da nuvem, campos el\u00e9tricos devem      ser da ordem de 1 milh\u00e3o de V\/m. Medidas recentes t\u00eam mostrado que o campo      el\u00e9trico dentro das nuvens de tempestade atinge valores m\u00e1ximos entre 100      e 400 kV\/m. Estes valores s\u00e3o inferiores \u00e0quele para a quebra de rigidez do      ar na altura da nuvem, e em princ\u00edpio, n\u00e3o seriam suficientes para que ocorra      a quebra de rigidez diel\u00e9trica do ar nestes n\u00edveis, a n\u00e3o ser que outros processos      estejam atuando. <\/p>\n<p>Dois processos t\u00eam sido propostos para explicar a inicia\u00e7\u00e3o dos <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      a partir dos valores de campo el\u00e9trico medidos. Um deles considera que as      got\u00edculas de \u00e1gua se polarizam pelo campo el\u00e9trico ambiente atuando de modo      a reduzir o campo necess\u00e1rio para a quebra de rigidez. Tal processo, contudo,      aparentemente n\u00e3o \u00e9 capaz de reduzir o campo para quebra de rigidez aos valores      observados. O segundo processo considera que os el\u00e9trons secund\u00e1rios produzidos      pela radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica na atmosfera atuam de modo a iniciar as descargas ao      serem acelerados por estes campos, ao inv\u00e9s dos el\u00e9trons de baixa energia      dos \u00e1tomos do ar, num processo denominado quebra de rigidez por avalanche.      Ambos os processos n\u00e3o explicam completamente o surgimento dos rel\u00e2mpagos.      Depois de iniciada a descarga, os el\u00e9trons na regi\u00e3o de cargas negativas s\u00e3o      atra\u00eddos por cargas positivas que come\u00e7am a se mover atrav\u00e9s do ar rumo a      estas cargas criando um canal condutor. O processo de quebra de rigidez \u00e9      normalmente localizado perto da regi\u00e3o de cargas negativas da nuvem. <\/p>\n<h4>Modelagem da Corrente El\u00e9trica<\/h4>\n<p>A corrente da descarga de retorno de <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> nuvem-solo      tem sido modelada com o intuito de calcular as caracter\u00edsticas termodin\u00e2micas      do canal do rel\u00e2mpago tais como temperatura e press\u00e3o ou a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      gerada a diferentes dist\u00e2ncias do canal. Os resultados dos modelos podem ser      comparados com observa\u00e7\u00f5es da radia\u00e7\u00e3o para validar os modelos. Uma vez validado,      o modelo pode ser utilizado no c\u00e1lculo dos efeitos da corrente sobre objetos      ou para a obten\u00e7\u00e3o do pico de corrente de uma descarga de retorno a partir      da observa\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o. Quatro tipos de modelos t\u00eam sido desenvolvidos      baseados na termodin\u00e2mica dos gases, nas equa\u00e7\u00f5es de Maxwell, em circuitos      el\u00e9tricos e em aproxima\u00e7\u00f5es emp\u00edricas, conhecidos como modelos de engenharia.      Devido \u00e0 complexidade dos processos envolvidos, os modelos de engenharia s\u00e3o      os mais utilizados, empregando como par\u00e2metros a corrente na base do canal,      a velocidade da descarga de retorno e, em alguns casos, o perfil de luminosidade      do canal com a altura. <\/p>\n<h4>Radia\u00e7\u00e3o Eletromagn\u00e9tica &#8211; Luz e Sferics<\/h4>\n<p>Durante o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> s\u00e3o produzidos campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos      com varia\u00e7\u00f5es temporais desde nanossegundos at\u00e9 milissegundos. Estes campos      s\u00e3o genericamente chamados de sferics. A forma de onda dos sferics \u00e9 similar      a forma de onda da corrente, com um pico quase no mesmo instante do pico de      corrente e um segundo pico invertido associado com o campo refletido na base      da ionosfera. Em dist\u00e2ncias maiores que 10 km do rel\u00e2mpago, o pico dos campos      tende a diminuir inversamente com a dist\u00e2ncia, na aus\u00eancia de efeitos de propaga\u00e7\u00e3o      significativos. Para dist\u00e2ncias maiores que cerca de 50-100 km, o pico dos      campos \u00e9 significativamente atenuado devido a propaga\u00e7\u00e3o sobre a superf\u00edcie      n\u00e3o perfeitamente condutora da terra. <\/p>\n<p>No instante do pico dos campos, a m\u00e9dia da pot\u00eancia eletromagn\u00e9tica total      irradiada \u00e9 cerca de dez vezes maior do que aquela no espectro \u00f3tico. No dom\u00ednio      de freq\u00fc\u00eancia, os campos t\u00eam uma m\u00e1xima intensidade ao redor de 5-10 kHz para      <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> no solo e ao redor de 100-200 kHz para rel\u00e2mpagos      nas nuvens. <\/p>\n<p>Esta diferen\u00e7a \u00e9 devida a diferente geometria do canal nos dois casos. Por\u00e9m,      em geral o pico da radia\u00e7\u00e3o produzida por rel\u00e2mpagos intra-nuvem \u00e9 menos intenso      do que aquele associado aos rel\u00e2mpagos nuvem-solo. <\/p>\n<p><strong>Rel\u00e2mpagos<\/strong> intra-nuvem, assim como os rel\u00e2mpagos entre nuvens      e descargas para o ar s\u00e3o menos conhecidos que os rel\u00e2mpagos nuvem-solo e      solo-nuvem, e indistingu\u00edveis entre si atrav\u00e9s de medidas de radia\u00e7\u00e3o no solo.<\/p>\n<h4>Energia Total<\/h4>\n<p>Diferentemente do que se acredita, a energia dos <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      n\u00e3o \u00e9 muito grande.<\/p>\n<p>Considerando que um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> nuvem-solo transporta uma      carga el\u00e9trica m\u00e9dia de 10 C, e que a tens\u00e3o ao longo do canal \u00e9 em torno      de 100 milh\u00f5es de volts, ent\u00e3o a energia el\u00e9trica total do rel\u00e2mpago \u00e9 de      109 J, ou seja, cerca de 300 kwh. A maior parte da energia do rel\u00e2mpago (mais      de 90%) \u00e9 gasta na expans\u00e3o do ar nos primeiros metros ao redor do canal,      sendo o restante convertida em energia t\u00e9rmica (cerca de 1%), energia ac\u00fastica      (cerca de 1%) e energia eletromagn\u00e9tica (cerca de 0,01% sobre a forma de sferics      e cerca de 1% na forma de luz). Portanto, cerca de 1% da energia total do      rel\u00e2mpago pode ser aproveitada no solo. Se considerarmos, por exemplo, uma      torre com uma altura em torno de 100m instalada em um local apropriado para      captar os rel\u00e2mpagos, ela provavelmente seria atingida por algo em torno de      10 a 20 rel\u00e2mpagos por ano. Em suma, isto representaria algo em torno 50 kwh      por ano, o que seria suficiente para o consumo de apenas uma \u00fanica resid\u00eancia.      Portanto, podemos concluir que, do ponto de vista da utiliza\u00e7\u00e3o como uma fonte      de energia, os rel\u00e2mpagos nuvem-solo s\u00e3o invi\u00e1veis.<\/p>\n<h4>Ondas Ac\u00fasticas <\/h4>\n<p><strong>Rel\u00e2mpagos<\/strong> quando ocorrem aquecem violentamente o ar ao      seu redor. O ar atinge temperaturas m\u00e1ximas de cerca de 20 mil a 30 mil graus      Celsius em cerca de 10 microssegundos, correspondendo a densidades de el\u00e9trons      de 1020 el\u00e9trons por metro c\u00fabico. Quando o ar \u00e9 aquecido ele se expande,      e esta expans\u00e3o gera em uma dist\u00e2ncia de poucas centenas de metros uma onda      de choque supers\u00f4nica e, em dist\u00e2ncias maiores uma onda sonora intensa que      se afasta do canal em todas as dire\u00e7\u00f5es. Estas ondas s\u00e3o os trov\u00f5es que ouvimos.      Trov\u00f5es produzidos por rel\u00e2mpagos no solo tem, tipicamente, um m\u00e1ximo de intensidade      em torno de 50-100 Hz, enquanto que aqueles produzidos por rel\u00e2mpagos nas      nuvens t\u00eam um m\u00e1ximo de intensidade em torno de 20-30 Hz. Pr\u00f3ximo do rel\u00e2mpago,      o som assemelha-se a intenso estalo e pode causar danos ao ouvido humano.      Distante do rel\u00e2mpago, o som assemelha-se a um estrondo grave relativamente      fraco. <\/p>\n<p>A dura\u00e7\u00e3o do trov\u00e3o \u00e9 uma medida da diferen\u00e7a entre as dist\u00e2ncias do ponto      mais pr\u00f3ximo e do ponto mais distante do canal ao observador. A dura\u00e7\u00e3o t\u00edpica      de um trov\u00e3o \u00e9 de 5 a 20 segundos. A maioria dos trov\u00f5es tem estrondos e estalos      porque o canal \u00e9 torto, fazendo com que ondas de som cheguem ao observador      em diferentes instantes e dire\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Trov\u00f5es produzidos por <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> no solo em geral podem      ser escutados at\u00e9 dist\u00e2ncias de 20 km. Trov\u00f5es produzidos por rel\u00e2mpagos nas      nuvens s\u00e3o similares \u00e0queles produzidos por rel\u00e2mpagos no solo, por\u00e9m s\u00e3o      mais fracos. Parte da energia ac\u00fastica do trov\u00e3o est\u00e1 concentrada em freq\u00fc\u00eancias      abaixo daquelas que o ouvido humano pode escutar, em geral, umas poucas dezenas      de Hz. Esta parte \u00e9 chamada de trov\u00e3o infra-s\u00f4nico e acredita-se estar associada      com mudan\u00e7as na energia eletrost\u00e1tica dentro da nuvem ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de      um rel\u00e2mpago. <\/p>\n<p>O trov\u00e3o pode ser usado para calcular qual \u00e0 dist\u00e2ncia de um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>.      Quando voc\u00ea enxergar o clar\u00e3o, comece a contar os segundos at\u00e9 escutar o trov\u00e3o.    <\/p>\n<p>Divida o n\u00famero de segundos por tr\u00eas (3) e voc\u00ea ter\u00e1 a dist\u00e2ncia aproximada      do rel\u00e2mpago em quil\u00f4metros. O erro m\u00e9dio associado com este m\u00e9todo \u00e9 de 20%.      Finalmente, se voc\u00ea enxergar o clar\u00e3o e n\u00e3o escutar o trov\u00e3o, o rel\u00e2mpago      provavelmente est\u00e1 a mais de 20 quil\u00f4metros de voc\u00ea. <\/p>\n<h4>Ocorr\u00eancia na Terra<\/h4>\n<p>Cerca de 100 <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> ocorrem no mundo a cada segundo,      o que equivale a cerca de 5 a 10 milh\u00f5es por dia ou cerca de 1 a 3 bilh\u00f5es      por ano. Apesar do fato de que a maior parte da superf\u00edcie de nosso planeta      estar coberta por \u00e1gua, menos de 10% do total de rel\u00e2mpagos ocorrem nos oceanos,      devido a dificuldade destes responderem \u00e0s varia\u00e7\u00f5es de temperatura ao longo      do dia, o relevo menos acidentado e a menor concentra\u00e7\u00e3o de aeross\u00f3is comparado      \u00e0 superf\u00edcie dos continentes. Rel\u00e2mpagos ocorrem predominantemente no ver\u00e3o,      devido ao maior aquecimento solar, embora ocorram em qualquer per\u00edodo do ano.      Em m\u00e9dias latitudes, rel\u00e2mpagos j\u00e1 foram registrados em dias com temperaturas      t\u00e3o baixas quanto -10\u00b0 C. A distribui\u00e7\u00e3o global de rel\u00e2mpagos, em rela\u00e7\u00e3o      ao n\u00famero de rel\u00e2mpagos nuvem-solo por quil\u00f4metro quadrado (densidade de rel\u00e2mpagos)      por ano, foi pela primeira vez estimada com base em observa\u00e7\u00f5es feitas ao      longo das d\u00e9cadas de 40 e 50, do n\u00famero de dias de tempestade que ocorrem      por ano em um dado local, tamb\u00e9m conhecido como \u00edndice cer\u00e1unico. <\/p>\n<p>Dias de tempestade s\u00e3o definidos como aqueles em que um observador, num dado      local, registra a ocorr\u00eancia de trov\u00e3o. A partir das observa\u00e7\u00f5es do n\u00famero      de dias de tempestade por ano, a densidade anual de <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      nuvem-solo pode ser estimada de forma aproximada atrav\u00e9s de uma f\u00f3rmula emp\u00edrica      obtida por estudos realizados em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.      Recentemente, a distribui\u00e7\u00e3o global de rel\u00e2mpagos tem sido obtida atrav\u00e9s      de observa\u00e7\u00f5es feitas com sensores \u00f3pticos a bordo de sat\u00e9lites. A densidade      de rel\u00e2mpagos por ano obtida a partir de observa\u00e7\u00f5es feitas por sat\u00e9lite ap\u00f3s      1995 \u00e9, contudo, restritas a latitudes inferiores a 35\u00b0, devido \u00e0 \u00f3rbita do      sat\u00e9lite, e tendem a representar a densidade total de rel\u00e2mpagos, visto que      o sensor a bordo do sat\u00e9lite n\u00e3o \u00e9 capaz de discriminar os diferentes tipos      de rel\u00e2mpagos. Assim como para o \u00edndice cer\u00e1unico, a densidade de rel\u00e2mpagos      nuvem-solo pode ser estimada a partir das observa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite. <\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite confirmam que a maioria dos <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      ocorre sobre os continentes e em regi\u00f5es tropicais. De um modo geral, sabe-se      que as principais regi\u00f5es de ocorr\u00eancia de rel\u00e2mpagos s\u00e3o a regi\u00e3o central      da \u00c1frica, o sul da \u00c1sia e a regi\u00e3o sul dos Estados Unidos no hemisf\u00e9rio norte,      e o Brasil (exceto pela regi\u00e3o nordeste), a regi\u00e3o norte da Argentina, o sul      da \u00c1frica, a ilha de Madagascar, a Indon\u00e9sia e a regi\u00e3o norte da Austr\u00e1lia      no hemisf\u00e9rio sul. Em alguns pontos destas regi\u00f5es, como Uganda e a ilha de      Java, a densidade de rel\u00e2mpagos por ano atinge valores pr\u00f3ximos \u00e0queles registrados      no famoso edif\u00edcio &#8220;Empire State&#8221; em Nova York, que com seus 410      metros de altura \u00e9 atingido em m\u00e9dia por cerca de 20 rel\u00e2mpagos por ano, a      maioria rel\u00e2mpagos solo-nuvem. <\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos s\u00e3o raros em regi\u00f5es de altas latitudes geogr\u00e1ficas (latitudes      maiores que 60\u00b0), devido ao ar ser muito frio, e em regi\u00f5es des\u00e9rticas, onde      n\u00e3o h\u00e1 umidade suficiente para a forma\u00e7\u00e3o das nuvens de tempestade. <\/p>\n<p>O Brasil, devido a sua grande extens\u00e3o territorial e ao fato de estar pr\u00f3ximo      do equador geogr\u00e1fico, \u00e9 um dos pa\u00edses de maior ocorr\u00eancia de <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>      no mundo. Estima-se, com base em dados de sat\u00e9lite, que cerca de 50 milh\u00f5es      de rel\u00e2mpagos nuvem-solo atinjam o solo brasileiro por ano, ou seja, cerca      de dois rel\u00e2mpagos por segundo. Isto equivale a uma m\u00e9dia de quase 7 rel\u00e2mpagos      por quil\u00f4metro quadrado por ano. As pesquisas sobre rel\u00e2mpagos em nosso pa\u00eds      t\u00eam-se intensificado nos \u00faltimos anos. Atualmente, cerca de um ter\u00e7o da superf\u00edcie      de nosso pa\u00eds est\u00e1 coberta por sistemas de detec\u00e7\u00e3o de rel\u00e2mpagos, inclusive      parte da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, onde medidas nunca tinham sido feitas. <\/p>\n<p>Por outro lado, a atividade humana est\u00e1 afetando significativamente os <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong>.<\/p>\n<p>Estudos recentes t\u00eam mostrado que a ocorr\u00eancia de rel\u00e2mpagos tem aumentado      significativamente sobre grandes \u00e1reas urbanas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas vizinhas.      Acredita-se que este efeito esteja relacionado ao maior grau de polui\u00e7\u00e3o sobre      estas regi\u00f5es e ao fen\u00f4meno conhecido como &#8220;ilha de calor&#8221;, aquecimento      provocado pela altera\u00e7\u00e3o do tipo de solo e a presen\u00e7a de pr\u00e9dios. <\/p>\n<p>Fonte:  www.inpe.br<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<p>Um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 uma corrente el\u00e9trica muito intensa que ocorre      na atmosfera. Ele \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do movimento de el\u00e9trons de um lugar para      outro. Os el\u00e9trons se movem t\u00e3o rapidamente que fazem o ar ao seu redor se      iluminar, resultando em um clar\u00e3o, e se aquecer, provocando o som do trov\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o rel\u00e2mpago tem      normalmente &#8220;dura\u00e7\u00e3o de meio segundo e trajet\u00f3ria com comprimento de      5 km a 10 km.&#8221; <\/p>\n<p><strong>Em termos gerais, existem dois tipos de rel\u00e2mpagos:<\/strong> rel\u00e2mpagos      na nuvem (cerca de 70% do total) e rel\u00e2mpagos no solo, que podem ser do tipo      nuvem-solo ou solo-nuvem. Mais de 99 % dos rel\u00e2mpagos no solo s\u00e3o rel\u00e2mpagos      nuvem-solo.<\/p>\n<p>De acordo com o Inpe, a afirma\u00e7\u00e3o de que espelhos atraem raios n\u00e3o passa      de um mito. O instituto tamb\u00e9m afirma que um rel\u00e2mpago pode cair mais de uma      vez no mesmo lugar. <\/p>\n<p><strong>Outra curiosidade: <\/strong>em m\u00e9dia, avi\u00f5es comerciais s\u00e3o atingidos      por rel\u00e2mpagos uma vez por ano, em geral, durante procedimento de aterrissagem      ou decolagem, em alturas inferiores a cerca de 5 km. &#8220;Como conseq\u00fc\u00eancia,      a fuselagem do avi\u00e3o sofre avarias superficiais&#8221;, informou o Inpe.<\/p>\n<p>Esta pergunta foi enviada pelos internautas Cleiton Alves, Paulo Bortoluzzi,      Fernando de Castro, Claudemir Lima, Glauco Santos Alves, Bruno Proc\u00f3pio e      Paula Barbosa Alves. Clique aqui e envie j\u00e1 a sua.<\/p>\n<p>Fonte:  noticias.terra.com.br<\/p>\n<h6>Rel\u00e2mpago<\/h6>\n<p>Um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 uma corrente el\u00e9trica muito intensa que ocorre      na atmosfera com t\u00edpica dura\u00e7\u00e3o de meio segundo e t\u00edpica trajet\u00f3ria com comprimento      de 5-10 quil\u00f4metros. Ele \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do r\u00e1pido movimento de el\u00e9trons de      um lugar para outro. Os el\u00e9trons movem-se t\u00e3o r\u00e1pido que eles fazem o ar ao      seu redor iluminar-se, resultando em um clar\u00e3o, e aquecer-se, resultando em      um som (trov\u00e3o). Um rel\u00e2mpago \u00e9 tipicamente associado a nuvens cumulonimbus      ou de tempestade, embora possa ocorrer em associa\u00e7\u00e3o com vulc\u00f5es ativos, tempestades      de neve ou, mesmo, tempestades de poeira. Dentro das tempestades, diferentes      part\u00edculas de gelo tornam-se carregadas atrav\u00e9s de colis\u00f5es. Acredita-se que      as part\u00edculas pequenas tendem a adquirir carga positiva, enquanto que as maiores      adquirem predominantemente cargas negativas. Estas part\u00edculas tendem, ent\u00e3o,      a se separar sobre a influ\u00eancia de correntes de ar ascendentes e descendentes      e da gravidade, de tal modo que a parte superior da nuvem adquira uma carga      l\u00edquida positiva e a parte inferior uma carga l\u00edquida negativa.<\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o de carga produz ent\u00e3o um enorme campo el\u00e9trico tanto dentro da      nuvem como entre a nuvem e o solo. Quando este campo, eventualmente, quebra      a resist\u00eancia el\u00e9trica do ar, um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> tem in\u00edcio. <\/p>\n<p><strong>Em termos gerais, existem dois tipos de rel\u00e2mpagos: <\/strong>rel\u00e2mpagos      na nuvem e rel\u00e2mpagos no solo. <\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos na nuvem originam-se dentro das nuvens cumulonimbus, normalmente      na regi\u00e3o onde got\u00edculas de \u00e1gua transformam-se em gelo, e propagam-se dentro      da nuvem (rel\u00e2mpagos intranuvem) ou fora da nuvem, rumo a outra nuvem (rel\u00e2mpagos      nuvem-nuvem) ou numa dire\u00e7\u00e3o qualquer no ar (descargas para o ar). Rel\u00e2mpagos      no solo, por sua vez, podem originar-se na mesma ou em outras regi\u00f5es dentro      da nuvem cumulonimbus (rel\u00e2mpagos nuvem-solo) ou no solo, abaixo ou perto      da tempestade (rel\u00e2mpagos solo-nuvem). Mais de 99 % dos rel\u00e2mpagos no solo      s\u00e3o rel\u00e2mpagos nuvem-solo. Rel\u00e2mpagos solo-nuvem s\u00e3o relativamente raros e,      geralmente, ocorrem do topo de montanhas ou estruturas altas, ou ainda podem      ser gerados por foguetes lan\u00e7ados em dire\u00e7\u00e3o as tempestades. Rel\u00e2mpagos no      solo podem tamb\u00e9m ser classificados em termos do sinal da carga do l\u00edder,      negativa ou positiva, que inicia a descarga. Cerca de 90 % dos rel\u00e2mpagos      nuvem-solo que ocorrem em nosso planeta s\u00e3o negativos. Esta percentagem, entretanto,      pode mudar substancialmente em determinadas tempestades. Cerca de 70 % do      total de rel\u00e2mpagos s\u00e3o rel\u00e2mpagos na nuvem. Embora eles sejam a maioria dos      rel\u00e2mpagos, eles s\u00e3o menos conhecidos que os rel\u00e2mpagos no solo, em parte      porque eles s\u00e3o menos perigosos, em parte porque eles s\u00e3o escondidos pela      nuvem. Uma forma rara de rel\u00e2mpagos, n\u00e3o inclu\u00edda nas categorias acima, s\u00e3o      os rel\u00e2mpagos de bola. Um rel\u00e2mpago de bola \u00e9 o nome dado a uma esfera luminosa      que geralmente ocorre perto das tempestades, mas n\u00e3o necessariamente simultaneamente      a um rel\u00e2mpago normal. Elas s\u00e3o, em geral, vermelhas, amarelas, azuis, laranjas      ou brancas, tem um di\u00e2metro de 10 a 40 cent\u00edmetros, aparecem pr\u00f3ximo ao solo      ou na atmosfera, e mant\u00eam um brilho relativamente constante durante sua vida.      Elas podem mover-se r\u00e1pida ou lentamente, ou ficar paradas, podem ser silenciosas      ou produzir estalos, duram de segundos a minutos (m\u00e9dia de 4 segundos) e desaparecem      lenta ou subitamente em sil\u00eancio ou produzindo um ru\u00eddo. Embora elas tenham      sido observadas por mais de um s\u00e9culo, n\u00e3o s\u00e3o bem conhecidas e permanecem      um mist\u00e9rio. <\/p>\n<p>Um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> pode ser constitu\u00eddo por uma ou v\u00e1rias descargas,      chamadas descargas de retorno. No primeiro caso, ele \u00e9 chamado de rel\u00e2mpago      simples e, no segundo, de rel\u00e2mpago m\u00faltiplo. Cada descarga de retorno dura      algumas centenas de microssegundos e, em rel\u00e2mpagos m\u00faltiplos, o intervalo      de tempo entre descargas de retorno consecutivas \u00e9 tipicamente 40 milissegundos.      Quando o intervalo de separa\u00e7\u00e3o entre as descargas de retorno \u00e9 pr\u00f3ximo de      100 milissegundos, o rel\u00e2mpago \u00e9 visto piscar no c\u00e9u, porque o olho humano      consegue identific\u00e0-las individualmente. As figuras a seguir ilustram os v\u00e1rios      processos contidos em um rel\u00e2mpago nuvem-solo negativo (com indica\u00e7\u00e3o dos      t\u00edpicos intervalos de tempo), acompanhadas por uma detalhada descri\u00e7\u00e3o destes      processos.<\/p>\n<p> Outros tipos de rel\u00e2mpagos no solo t\u00eam etapas similares, com pequenas diferen\u00e7as,      principalmente no que se refere ao processo inicial. Rel\u00e2mpagos na nuvem,      entretanto, apresentam um desenvolvimento diferente e que ainda n\u00e3o \u00e9 muito      bem conhecido. Quase nada se sabe sobre o desenvolvimento de rel\u00e2mpagos raros,      como rel\u00e2mpagos de bola ou rel\u00e2mpagos relacionados a vulc\u00f5es, tempestades      de neve ou poeira. <\/p>\n<p>Um <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> nuvem-solo negativo inicia-se atrav\u00e9s da quebra      de rigidez do ar dentro da nuvem cumulonimbus. Ela \u00e9 causada por um intenso      campo el\u00e9trico de cerca de 100-400 kV\/m entre duas regi\u00f5es de cargas opostas,      em geral, na parte inferior da nuvem, valor este que excede o campo local      para a quebra de rigidez. Os el\u00e9trons na regi\u00e3o de cargas negativas s\u00e3o t\u00e3o      fortemente atra\u00eddos pelas cargas positivas que come\u00e7am a se mover atrav\u00e9s      do ar rumo a estas cargas criando um canal condutor. O processo de quebra      de rigidez tem uma dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 100 milissegundos e \u00e9, normalmente, localizado      perto da regi\u00e3o de cargas negativas da nuvem. Este processo estabelece as      condi\u00e7\u00f5es para que as cargas negativas sejam levadas rumo ao solo pelo l\u00edder      escalonado. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp31.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"120\" height=\"253\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><br \/>\n     Ap\u00f3s a quebra de rigidez dentro da nuvem de tempestade, um l\u00edder escalonado      de carga negativa invis\u00edvel propaga-se a partir da nuvem (tempo = 0).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp32.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"115\" height=\"256\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><br \/>\n     Uma descarga vis\u00edvel sai do solo para cima (tempo = 20 milissegundos).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp33.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"122\" height=\"252\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><br \/>\n     O l\u00edder escalonado e a descarga para cima se encontram; uma descarga de retorno      inicia (tempo = 20,1 milissegundos).<\/strong><\/p>\n<p>Sobre a influ\u00eancia do campo el\u00e9trico estabelecido entre a nuvem e o solo,      as cargas negativas (el\u00e9trons) ent\u00e3o movem-se em etapas de dezenas de metros      de comprimento chamadas etapas do l\u00edder. Cada etapa tem uma dura\u00e7\u00e3o t\u00edpica      de 1 microsegundo, com uma pausa entre elas de 50 microssegundos. Ap\u00f3s alguns      milissegundos, o l\u00edder escalonado surge da base da nuvem, movendo-se em dire\u00e7\u00e3o      ao solo. Ao longo do movimento, algumas cargas seguem novos caminhos devido      a influ\u00eancia de cargas na atmosfera ao redor do canal, formando as ramifica\u00e7\u00f5es.      As cargas no canal movem-se rumo ao solo em etapas com uma velocidade m\u00e9dia      de cerca de 100 km\/s e produzindo uma fraca luminosidade em uma regi\u00e3o com      um di\u00e2metro entre 1 e 10 m ao longo do qual a carga \u00e9 depositada. A maioria      da luminosidade \u00e9 produzida durante as etapas de 1 microsegundo, praticamente      n\u00e3o havendo luminosidade durante as pausas. A medida que as cargas do l\u00edder      propagam-se ao longo do canal rumo ao solo, varia\u00e7\u00f5es de campo el\u00e9trico e      magn\u00e9tico s\u00e3o tamb\u00e9m produzidas. Ao todo, um l\u00edder escalonado transporta 10      ou mais coulombs de carga e alcan\u00e7a um ponto perto do solo em dezenas de milissegundos,      dependendo da tortuosidade de seu caminho. A corrente m\u00e9dia do l\u00edder escalonado      \u00e9 cerca de 1 kA e \u00e9 transportada em um n\u00facleo central do canal com alguns      cent\u00edmetros de di\u00e2metro. <\/p>\n<p>Quando o canal do l\u00edder escalonado aproxima-se do solo, a carga el\u00e9trica      contida no canal produz um campo el\u00e9trico intenso entre a extremidade do l\u00edder      e o solo, correspondente a um potencial el\u00e9trico de cerca de 100 milh\u00f5es de      volts. Este campo causa a quebra de rigidez do ar pr\u00f3ximo ao solo fazendo      com que uma ou mais descargas positivas ascendentes, denominadas l\u00edderes ou      descargas conectantes, saiam do solo, em geral, dos objetos mais altos. A      dist\u00e2ncia entre o objeto a ser atingido e a extremidade do l\u00edder no instante      em que o l\u00edder conectante sai do solo \u00e9 chamada dist\u00e2ncia de atra\u00e7\u00e3o. A dist\u00e2ncia      de atra\u00e7\u00e3o tende a aumentar com o aumento do pico de corrente da descarga      de retorno. O ponto de jun\u00e7\u00e3o entre o l\u00edder escalonado e o l\u00edder conectante      \u00e9 normalmente considerado estar no meio da dist\u00e2ncia de atra\u00e7\u00e3o. Quando um      dos l\u00edderes conectantes encontra o l\u00edder negativo descendente, em geral entre      10 a 100 metros do solo, o canal do <strong>rel\u00e2mpago<\/strong> \u00e9 formado.      Ent\u00e3o, as cargas armazenadas no canal come\u00e7am a mover-se em dire\u00e7\u00e3o ao solo      e uma onda propaga-se como um clar\u00e3o vis\u00edvel para cima ao longo do canal com      uma velocidade de cerca de 100.000 km\/s, um ter\u00e7o da velocidade da luz, iluminando      o canal e todas as outras ramifica\u00e7\u00f5es. A velocidade da onda diminui com a      altura. Esta descarga \u00e9 denominada de descarga de retorno, dura algumas poucas      centenas de microssegundos e produz a maioria da luz que vemos. A luz da descarga      de retorno origina-se de emiss\u00f5es cont\u00ednuas e discretas de \u00e1tomos, mol\u00e9culas      e ions ap\u00f3s serem excitados e ionizados pela onda e move-se para cima devido      ao fato de que os primeiros el\u00e9trons a mover-se para baixo em dire\u00e7\u00e3o ao solo      s\u00e3o aqueles mais pr\u00f3ximos ao solo. A medida que el\u00e9trons mais acima no canal      movem-se, as partes superiores do canal tornam-se vis\u00edveis. Devido ao movimento      para cima da luz ao longo do canal ocorrer muito r\u00e1pido para poder ser visto,      o canal como um todo parece iluminar-se ao mesmo tempo. Os ramos do canal      que n\u00e3o conectam-se ao solo, normalmente, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o brilhantes quanto aquela      parte do canal abaixo do ponto de jun\u00e7\u00e3o com a ramifica\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 devido      ao fato de que menos el\u00e9trons passam atrav\u00e9s deles do que atrav\u00e9s do canal.      A luz da descarga de retorno \u00e9 geralmente branca. Entretanto, da mesma maneira      que o p\u00f4r do sol pode ter v\u00e1rias cores, rel\u00e2mpagos distantes podem tamb\u00e9m      apresentar outras cores, tais como amarelo, roxo, laranja ou mesmo verde,      dependendo das propriedades da atmosfera entre o rel\u00e2mpago e o observador.      As cargas depositadas no canal, bem como aquelas ao redor e no topo do canal,      movem-se para baixo ao longo do centro do canal em uma regi\u00e3o com uns poucos      cent\u00edmetros de di\u00e2metro, produzindo no solo um pico de corrente m\u00e9dio de cerca      de 30-40 kA, com varia\u00e7\u00f5es desde poucos at\u00e9 centenas de kA. Medidas de corrente      em torres equipadas tem registrado valores m\u00e1ximos de 400 kA. Em geral, a      corrente atinge seu pico em alguns microssegundos, e decai a metade desde      valor em cerca de 50 microssegundos. A carga negativa m\u00e9dia transferida ao      solo \u00e9 de cerca de 10 coulombs, com valores m\u00e1ximos em torno de 200 coulombs.      No processo, campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos com varia\u00e7\u00f5es temporais desde nanossegundos      at\u00e9 milissegundos s\u00e3o produzidos. Estes campos s\u00e3o genericamente chamados      de sferics. A forma de onda dos sferics \u00e9 similar a forma de onda da corrente,      com um pico quase no mesmo instante do pico de corrente e um segundo pico      invertido associado com o campo refletido na base da ionosfera. Em dist\u00e2ncias      maiores que 10 km do rel\u00e2mpago, o pico dos campos tende a diminuir inversamente      com a dist\u00e2ncia, na aus\u00eancia de efeitos de propaga\u00e7\u00e3o significativos. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp34.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"121\" height=\"248\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><br \/>\n     A luz intensa da descarga de retorno move-se para cima, iluminando o canal      do rel\u00e2mpago (tempo = 20,2 milissegundos).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp35.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"122\" height=\"250\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><br \/>\n     Um l\u00edder cont\u00ednuo propaga-se a partir da nuvem atrav\u00e9s do canal (tempo = 60      milissegundos).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp36.jpg\" alt=\"Rel\u00e2mpagos\" width=\"121\" height=\"251\" title=\"Rel\u00e2mpagos\" \/><br \/>\n     Uma segunda descarga de retorno vis\u00edvel (descarga de retorno subsequente)      move-se para cima (tempo = 62 milissegundos). Outras seq\u00fc\u00eancias de l\u00edder\/descarga      de retorno subsequente podem ocorrer.<\/strong>\n<\/p>\n<p>Para dist\u00e2ncias maiores que cerca de 50-100 km, o pico dos campos \u00e9 significativamente      atenuado devido \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o sobre a superf\u00edcie n\u00e3o perfeitamente condutora      da terra. No instante do pico dos campos, a m\u00e9dia da pot\u00eancia eletromagn\u00e9tica      total irradiada \u00e9 cerca de dez vezes maior do que aquela no espectro \u00f3tico.      Em geral, o pico dos campos produzido por <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> nas      nuvens \u00e9 menos intenso do que aquele produzido por rel\u00e2mpagos no solo. No      dom\u00ednio de freq\u00fc\u00eancia, os campos tem uma m\u00e1xima intensidade ao redor de 5-10      kHz para rel\u00e2mpagos no solo e ao redor de 100-200 kHz para rel\u00e2mpagos nas      nuvens. A descarga de retorno tamb\u00e9m aquece violentamente o ar ao seu redor.      O ar atinge temperaturas m\u00e1ximas de cerca de 20.000 a 30.000 graus Celsius      em cerca de 10 microssegundos, correspondendo a densidades de el\u00e9trons de      1020 el\u00e9trons por metro c\u00fabico. Quando o ar \u00e9 aquecido, ele se expande, e      esta expans\u00e3o gera, em uma dist\u00e2ncia de poucas centenas de metros, uma onda      de choque supers\u00f4nica e, em dist\u00e2ncias maiores, uma onda sonora intensa que      se afasta do canal em todas as dire\u00e7\u00f5es. Estas ondas s\u00e3o os trov\u00f5es que ouvimos.      Trov\u00f5es produzidos por rel\u00e2mpagos no solo tem, tipicamente, um m\u00e1ximo de intensidade      em torno de 50-100 Hz, enquanto que aqueles produzidos por rel\u00e2mpagos nas      nuvens tem um m\u00e1ximo em torno de 20-30 Hz. Pr\u00f3ximo do rel\u00e2mpago, o som ser\u00e1      um intenso estalo e pode causar danos ao ouvido humano. Distante do rel\u00e2mpago,      o som ser\u00e1 um estrondo relativamente fraco. A dura\u00e7\u00e3o do trov\u00e3o \u00e9 uma medida      da diferen\u00e7a entre as dist\u00e2ncias do ponto mais pr\u00f3ximo e do ponto mais distante      do canal ao observador. Dura\u00e7\u00f5es t\u00edpicas s\u00e3o 5-20 segundos. A maioria dos      trov\u00f5es tem estrondos e estalos porque o canal \u00e9 torto, fazendo com que ondas      de som cheguem ao observador em diferentes instantes e de diferentes dire\u00e7\u00f5es.      Estalos tamb\u00e9m podem ser produzidos por ramifica\u00e7\u00f5es. Quanto maior o n\u00famero      de ramifica\u00e7\u00f5es, maior \u00e9 o n\u00famero de estalos no trov\u00e3o. Se o rel\u00e2mpago ocorrer      a uma dist\u00e2ncia ao redor de 100 metros do observador ou menos, ele escutar\u00e1      um intenso estalo semelhante ao estalo de um chicote (algumas vezes precedido      por um estalido, semelhante a um estalido de dedos) o qual \u00e9 associado a onda      de choque que precede a onda sonora. Trov\u00f5es produzidos por rel\u00e2mpagos no      solo em geral podem ser escutados at\u00e9 dist\u00e2ncias de 20 km. Trov\u00f5es produzidos      por rel\u00e2mpagos nas nuvens s\u00e3o similares aqueles produzidos por rel\u00e2mpagos      no solo por\u00e9m, em geral, s\u00e3o mais fracos. Durante per\u00edodos de fortes chuvas      e ventos, esta dist\u00e2ncia ser\u00e1 menor enquanto que, em noites calmas, trov\u00f5es      podem ser escutados a dist\u00e2ncias maiores. Parte da energia ac\u00fastica do trov\u00e3o      esta concentrada em freq\u00fc\u00eancias abaixo daquelas que o ouvido humano pode escutar,      em geral umas poucas dezenas de Hz. Esta parte \u00e9 chamada trov\u00e3o infras\u00f4nico      e acredita-se estar associada com mudan\u00e7as na energia eletrost\u00e1tica dentro      da nuvem ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de um rel\u00e2mpago. O trov\u00e3o pode ser usado para calcular      qual a dist\u00e2ncia de um rel\u00e2mpago. Quando voc\u00ea enxergar o clar\u00e3o, comece a      contar os segundos at\u00e9 escutar o trov\u00e3o. Divida o n\u00famero de segundos por tr\u00eas      (3) e voc\u00ea ter\u00e1 a dist\u00e2ncia aproximada do rel\u00e2mpago em quil\u00f4metros. O erro      m\u00e9dio associado com este m\u00e9todo \u00e9 de 20 %. Em parte, a origem deste erro \u00e9      devida ao fato de que a maioria dos rel\u00e2mpagos tem longas ramifica\u00e7\u00f5es. Assim,      um rel\u00e2mpago a tr\u00eas quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia pode produzir um trov\u00e3o ap\u00f3s      tr\u00eas segundos, indicando que uma ramifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 somente a um quil\u00f4metro      de dist\u00e2ncia. Se voc\u00ea enxergar o clar\u00e3o e n\u00e3o escutar o trov\u00e3o, o rel\u00e2mpago      provavelmente esta a mais de 20 quil\u00f4metros de voc\u00ea. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s a corrente da descarga de retorno percorrer o canal, o <strong>rel\u00e2mpago<\/strong>      pode terminar. Entretanto, na maioria dos casos, ap\u00f3s uma pausa m\u00e9dia de 30-60      milissegundos, mais cargas s\u00e3o depositadas no topo do canal por descargas      dentro da nuvem, denominadas processos K e J. O processo J \u00e9 respons\u00e1vel por      uma lenta varia\u00e7\u00e3o do campo el\u00e9trico no solo com dura\u00e7\u00e3o de cerca de dezenas      de milissegundos, enquanto que o processo K produz varia\u00e7\u00f5es de campo do tipo      pulsos (chamadas varia\u00e7\u00f5es K) em intervalos de poucos milissegundos, com pulsos      individuais com dura\u00e7\u00e3o de dezenas a centenas de microssegundos e picos de      campo el\u00e9trico cerca de dez vezes menor do que aqueles produzidos por descargas      de retorno. Estes processos s\u00e3o indicativos de transporte de carga dentro      da nuvem. Desde que existe um caminho j\u00e1 ionizado de ar produzido pelo l\u00edder      escalonado, outro l\u00edder pode propagar-se em dire\u00e7\u00e3o ao solo pelo canal. <\/p>\n<p>Este l\u00edder normalmente n\u00e3o \u00e9 escalonado, mas cont\u00ednuo e \u00e9 chamado l\u00edder cont\u00ednuo.      Ele aproxima-se do solo em poucos milissegundos, propagando-se com velocidades      de cerca de 3000 km\/s. Ele n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel e, normalmente, n\u00e3o possui ramifica\u00e7\u00f5es.      O l\u00edder cont\u00ednuo deposita uns poucos coulombs de carga ao longo do canal em      conseq\u00fc\u00eancia de uma corrente de cerca de 1 kA. Quando o l\u00edder cont\u00ednuo aproxima-se      do solo, tem-se novamente uma descarga de retorno, denominada descarga de      retorno subsequente, que normalmente n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o brilhante quanto a primeira      descarga de retorno, nem t\u00e3o pouco, ramificada. O pico de corrente de descargas      de retorno subsequentes \u00e9 normalmente, mas nem sempre, menor do que aquele      da primeira descarga de retorno. A corrente de descargas de retorno subsequentes      tamb\u00e9m levam menos tempo para alcan\u00e7ar seu pico (cerca de 1 microsegundo)      e para decair a metade deste valor (cerca de 20 microssegundos) do que as      primeiras descargas de retorno. Em conseq\u00fc\u00eancia, os campos induzidos s\u00e3o tamb\u00e9m      usualmente menores em amplitude e tem uma menor dura\u00e7\u00e3o do que os campos associados      as primeiras descargas de retorno. Algumas vezes, quando o tempo ap\u00f3s uma      descarga de retorno \u00e9 maior do que 100 milissegundos, parte do canal pode      ser dissipado e um novo l\u00edder que inicie seu trajeto como um l\u00edder cont\u00ednuo      pode, ap\u00f3s algum tempo, mudar para l\u00edder escalonado. Nestes casos, o l\u00edder      \u00e9 chamado l\u00edder cont\u00ednuo-escalonado e alcan\u00e7a o solo em um diferente ponto      com rela\u00e7\u00e3o ao l\u00edder anterior. A descarga de retorno subsequente segue ent\u00e3o      um caminho diferente na atmosfera com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira descarga de retorno      e o rel\u00e2mpago apresenta um canal bifurcado. <\/p>\n<p>Cerca de um quarto dos rel\u00e2mpagos para o solo mostram este efeito. Este processo      l\u00edder\/descarga de retorno subsequente pode se repetir v\u00e1rias vezes, fazendo      com que o rel\u00e2mpago pisque no c\u00e9u a cada nova descarga de retorno. Todas as      descargas de retorno que seguem ao menos parcialmente o mesmo canal constituem      um mesmo rel\u00e2mpago nuvem-solo. Ent\u00e3o, um rel\u00e2mpago pode ser formado por uma      a at\u00e9 dezenas de descargas de retorno. O n\u00famero m\u00e9dio de descargas de retorno      em um rel\u00e2mpago nuvem-solo negativo \u00e9 cerca de 3 a 5 e o n\u00famero m\u00e1ximo j\u00e1      registrado \u00e9 42. Freq\u00fcentemente, uma corrente da ordem de 100 A percorre o      canal por v\u00e1rios millisegundos ou mesmo dezenas ou at\u00e9 centenas de milissegundos      ap\u00f3s a primeira descarga de retorno ou alguma descarga de retorno subsequente.      Esta corrente \u00e9 chamada de corrente cont\u00ednua e tipicamente transporta 10 coulombs      de carga para o solo. Correntes cont\u00ednuas produzem lentas e intensas varia\u00e7\u00f5es      de campo em medidas de campo el\u00e9trico pr\u00f3ximas de rel\u00e2mpagos e uma cont\u00ednua      n\u00e3o vis\u00edvel luminosidade do canal. Algumas vezes, durante a ocorr\u00eancia de      corrente cont\u00ednua, a luminosidade do canal aumenta durante cerca de 1 milisegundo      seguindo um moment\u00e2neo aumento de corrente, um processo denominado de componente      M. O termo varia\u00e7\u00e3o M \u00e9 usado para denotar a varia\u00e7\u00e3o de campo el\u00e9trico que      acompanha a ocorr\u00eancia da componente M. <\/p>\n<p><strong>Rel\u00e2mpagos<\/strong> no solo podem tamb\u00e9m ser iniciados por lideres      positivos descendentes, isto \u00e9, l\u00edderes positivamente carregados. Na realidade,      l\u00edderes positivos descendentes correspondem a movimentos ascendentes de cargas      negativas (el\u00e9trons). A descarga de retorno resultante efetivamente transporta      cargas positivas da nuvem para o solo. Neste caso, o rel\u00e2mpago \u00e9 chamado de      rel\u00e2mpago positivo. Em geral, n\u00e3o existem descargas de retorno subsequentes      em rel\u00e2mpagos positivos, isto \u00e9, eles s\u00e3o rel\u00e2mpagos simples. O pico de corrente      m\u00e9dio das descargas de retorno de rel\u00e2mpagos positivos, bem como a carga m\u00e9dia      depositada no solo, entretanto, s\u00e3o normalmente maiores do que os correspondentes      valores para descargas de retorno de rel\u00e2mpagos negativos, de modo que eles      geralmente causam maiores danos do que os rel\u00e2mpagos negativos. Uma grande      parte dos inc\u00eandios em florestas e danos \u00e0s linhas de energia el\u00e9trica causados      por rel\u00e2mpagos s\u00e3o devidos a rel\u00e2mpagos positivos. <\/p>\n<p>Acredita-se que os <strong>rel\u00e2mpagos <\/strong>tem um largo efeito sobre      o meio ambiente. Eles provavelmente estavam presentes durante o surgimento      da vida na Terra, e podem mesmo ter participado na gera\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas as      quais deram origem a vida. Rel\u00e2mpagos provocam inc\u00eandios participando, com      isto, na composi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio das \u00e1rvores e plantas. Rel\u00e2mpagos modificam      as caracter\u00edsticas da atmosfera ao redor das regi\u00f5es onde ocorrem. Eles quebram      as mol\u00e9culas do ar, as quais ao se recombinarem produzem novos elementos.      Estes novos elementos mudam o equil\u00edbrio qu\u00edmico da atmosfera, afetando a      concentra\u00e7\u00e3o de importantes elementos com o oz\u00f4nio, bem como misturam-se com      a chuva e se precipitam como fertilizantes naturais. Rel\u00e2mpagos exercem um      papel em manter o campo el\u00e9trico de tempo bom na atmosfera, o qual \u00e9 uma conseq\u00fc\u00eancia      da carga negativa l\u00edquida existente na Terra e da carga positiva l\u00edquida na      atmosfera. <\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos produzem fen\u00f4menos transientes na atmosfera superior, conhecidos      como sprites, jatos azuis e elves. Estes fen\u00f4menos s\u00e3o fracas luzes quase      invis\u00edveis ao olho humano que ocorrem na mesosfera, troposfera e na baixa      ionosfera, respectivamente. Observa\u00e7\u00f5es de sprites e jatos azuis tem sido      feitas com c\u00e2maras de alta sensibilidade e, mais recentemente, por telesc\u00f3pios      no alto de montanhas, apontados na dire\u00e7\u00e3o de tempestades centenas de quil\u00f4metros      distantes. Rel\u00e2mpagos tamb\u00e9m exercem um papel significativo na manuten\u00e7\u00e3o      do equil\u00edbrio entre ondas e part\u00edculas na ionosfera e magnetosfera, atuando      como uma fonte de ondas. <\/p>\n<p>Durante as duas \u00faltimas d\u00e9cadas, <strong>rel\u00e2mpagos<\/strong> nuvem-solo tem      sido detectados e mapeados em tempo real em largas regi\u00f5es por v\u00e1rios sistema      de detec\u00e7\u00e3o de rel\u00e2mpagos. Alguns pa\u00edses, como os Estados Unidos, o Jap\u00e3o      e o Canad\u00e1, est\u00e3o inteiramente cobertos por tais sistemas. Sobre os Estados      Unidos, uma m\u00e9dia de 20-30 milh\u00f5es de rel\u00e2mpagos nuvem-solo tem sido detectados      todo ano, desde 1989, ano em que tais sistemas come\u00e7aram a cobrir integralmente      todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses como o Brasil, est\u00e3o parcialmente cobertos. Estimativas aproximadas      indicam que cerca de 100 milh\u00f5es de rel\u00e2mpagos nuvem-solo ocorrem no Brasil      todo ano. Rel\u00e2mpagos tem sido gerados por pequenos foguetes conectados a longos      fios de cobre lan\u00e7ados na dire\u00e7\u00e3o das tempestades. Quando o foguete \u00e9 lan\u00e7ado,      o fio preso a ele \u00e9 desenrolado criando um caminho condutor por onde o rel\u00e2mpago,      ap\u00f3s iniciado, se propaga. Esta t\u00e9cnica tem permitido a medida de campos el\u00e9tricos      e magn\u00e9ticos bem pr\u00f3ximos ao canal do rel\u00e2mpago. Rel\u00e2mpagos t\u00eam sido detectados      tamb\u00e9m do espa\u00e7o, durante as duas \u00faltimas d\u00e9cadas, atrav\u00e9s de sensores \u00f3ticos      a bordo de sat\u00e9lites e naves espaciais. Os sat\u00e9lites n\u00e3o conseguem distinguir      entre rel\u00e2mpagos no solo e nas nuvens. Eles tem mostrado que cerca de 50-100      rel\u00e2mpagos ocorrem a cada segundo em nosso planeta, a maior parte na regi\u00e3o      tropical (cerca de 70 %). Finalmente, naves espaciais tem mostrado que a Terra      n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico planeta onde rel\u00e2mpagos ocorrem. Rel\u00e2mpagos tem tamb\u00e9m sido      detectados em V\u00eanus, J\u00fapiter e Saturno e, provavelmente, ocorrem em Urano      e Netuno. <\/p>\n<p>Fonte:  www.fisica.ufc.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4menos, Risco, Prote\u00e7\u00e3o, Nuvem, Energia, Solo, Terra, Hist\u00f3ria, Origem, Rel\u00e2mpago<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[320],"tags":[],"class_list":["post-66495","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fisica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o Rel\u00e2mpago<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4menos, Risco, Prote\u00e7\u00e3o, Nuvem, Energia, Solo, Terra, Hist\u00f3ria, Origem, Rel\u00e2mpago\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o Rel\u00e2mpago\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4menos, Risco, Prote\u00e7\u00e3o, Nuvem, Energia, Solo, Terra, Hist\u00f3ria, Origem, Rel\u00e2mpago\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-07-19T13:51:52+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-07-19T14:34:17+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp22.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"68 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"headline\":\"Rel\u00e2mpago\",\"datePublished\":\"2016-07-19T13:51:52+00:00\",\"dateModified\":\"2016-07-19T14:34:17+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago\"},\"wordCount\":13642,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/relamp22.jpg\",\"articleSection\":[\"F\u00edsica\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago\",\"name\":\"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o Rel\u00e2mpago\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/relamp22.jpg\",\"datePublished\":\"2016-07-19T13:51:52+00:00\",\"dateModified\":\"2016-07-19T14:34:17+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"description\":\"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4menos, Risco, Prote\u00e7\u00e3o, Nuvem, Energia, Solo, Terra, Hist\u00f3ria, Origem, Rel\u00e2mpago\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/relamp22.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/relamp22.jpg\",\"width\":288,\"height\":207},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\\\/relampago#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Ci\u00eancias da Natureza\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/ciencias-da-natureza\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"F\u00edsica\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/ciencias-da-natureza\\\/fisica\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Rel\u00e2mpago\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\",\"name\":\"admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o Rel\u00e2mpago","description":"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4menos, Risco, Prote\u00e7\u00e3o, Nuvem, Energia, Solo, Terra, Hist\u00f3ria, Origem, Rel\u00e2mpago","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o Rel\u00e2mpago","og_description":"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4menos, Risco, Prote\u00e7\u00e3o, Nuvem, Energia, Solo, Terra, Hist\u00f3ria, Origem, Rel\u00e2mpago","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2016-07-19T13:51:52+00:00","article_modified_time":"2016-07-19T14:34:17+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp22.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"68 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"headline":"Rel\u00e2mpago","datePublished":"2016-07-19T13:51:52+00:00","dateModified":"2016-07-19T14:34:17+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago"},"wordCount":13642,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp22.jpg","articleSection":["F\u00edsica"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago","name":"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o Rel\u00e2mpago","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp22.jpg","datePublished":"2016-07-19T13:51:52+00:00","dateModified":"2016-07-19T14:34:17+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"description":"Rel\u00e2mpago, Tipos, Brasil, Tempestades, Classifica\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4menos, Risco, Prote\u00e7\u00e3o, Nuvem, Energia, Solo, Terra, Hist\u00f3ria, Origem, Rel\u00e2mpago","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp22.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/relamp22.jpg","width":288,"height":207},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/relampago#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Ci\u00eancias da Natureza","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/ciencias-da-natureza"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"F\u00edsica","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/ciencias-da-natureza\/fisica"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Rel\u00e2mpago"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859","name":"admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66495\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}