{"id":66488,"date":"2016-07-19T13:52:07","date_gmt":"2016-07-19T13:52:07","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=66488"},"modified":"2016-07-19T14:26:21","modified_gmt":"2016-07-19T14:26:21","slug":"raios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/raios","title":{"rendered":"Raios"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/raios21.jpg\" alt=\"Raios\" width=\"382\" height=\"243\" title=\"Raios\" \/><br \/>\n     Raios<\/strong><\/p>\n<h4>As descargas atmosf\u00e9ricas<\/h4>\n<p>Os\u00a0<strong>raios<\/strong>\u00a0sempre amedrontaram e,      ao mesmo tempo, fascinaram os homens, da\u00ed a necessidade de tentar compreend\u00ea-los.      As primeiras explica\u00e7\u00f5es para o fen\u00f4meno partiam de concep\u00e7\u00f5es mitol\u00f3gicas,      como a do deus n\u00f3rdico Tor. Acreditava-se que Tor cruzava os c\u00e9us numa carruagem      puxada por dois bodes, e quando agitava, furioso, o seu martelo, produziam-se      raios e trov\u00f5es.<\/p>\n<p>A palavra &#8220;trov\u00e3o&#8221; \u0096 Thor-don em noruegu\u00eas \u0096 significa      originalmente &#8220;o rugido de Tor&#8221;. J\u00e1 na mitologia greco-romana, o      deus dos raios e trov\u00f5es \u00e9 Zeus. Em v\u00e1rias est\u00e1tuas, ele \u00e9 representado brandindo      o raio com que trovejava.<\/p>\n<p>Ainda hoje, apesar de todos os avan\u00e7os da ci\u00eancia, em v\u00e1rios aspectos, o      conhecimento sobre as descargas atmosf\u00e9ricas \u00e9 limitado&#8221;. Atualmente,      dominamos t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de prote\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos efeitos dos raios,      mas sabemos pouco sobre diversos aspectos f\u00edsicos envolvidos no fen\u00f4meno,      como \u00e9 o caso das descargas que partem da nuvem para a estratosfera, por exemplo.<\/p>\n<p>Na forma\u00e7\u00e3o do raio \u00e9 estabelecido um canal condutor entre nuvem e solo,      que ocasiona o fluxo de corrente intensa. Isso gera o aquecimento do canal,      causando efeito luminoso intenso, o rel\u00e2mpago, e deslocamento do ar com forte      efeito sonoro, o trov\u00e3o. Como a velocidade da luz (300 milh\u00f5es de m\/s) \u00e9 muito      maior que a do som (300 m\/s), percebemos o rel\u00e2mpago segundos antes do trov\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem quatro variedades b\u00e1sicas de descargas atmosf\u00e9ricas, classificadas      de acordo com os elementos conectados.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o elas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1 \u0096 intranuvem\u00a0<\/strong>(quando a corrente de        descarga ocorre dentro da pr\u00f3pria nuvem)<strong><br \/>\n       2\u00a0<\/strong>\u0096<strong>\u00a0entre nuvens\u00a0<\/strong>(quando        a corrente de descarga ocorre de uma nuvem para outra)<strong><br \/>\n       3\u00a0<\/strong>\u0096\u00a0<strong>nuvem-estratosfera<\/strong>\u00a0(quando        a corrente de descarga ocorre da nuvem para a estratosfera)<strong><br \/>\n       4\u00a0<\/strong>\u0096\u00a0<strong>nuvem-solo<\/strong>\u00a0(quando        a corrente de descarga ocorre entre nuvem e solo. Representa 20% do total        das descargas atmosf\u00e9ricas)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Nesse \u00faltimo caso, existem ainda duas outras varia\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0quanto      \u00e0 polaridade (negativa ou positiva) e quanto \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o do canal      (ascendente ou descendente).<\/p>\n<p>As descargas atmosf\u00e9ricas positivas s\u00e3o pouco freq\u00fcentes, mas s\u00e3o tamb\u00e9m      mais intensas, mais demoradas e seus efeitos muito mais devastadores. Na descarga      descendente, o canal, na maior parte do percurso, segue em dire\u00e7\u00e3o ao solo,      e na ascendente, sobe em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 nuvem. Por isso, n\u00e3o \u00e9 correta a id\u00e9ia      de que o raio \u0091cai\u0092. Na verdade, o canal se propaga tanto de baixo      para cima quanto de cima para baixo. Aproximadamente 90% das descargas s\u00e3o      negativas e descendentes. (da nuvem para o solo)<\/p>\n<p>(Raio, rel\u00e2mpago e trovoada = O raio \u00e9 uma gigantesca fa\u00edsca el\u00e9trica, dissipada      rapidamente sobre a Terra, causando efeitos danosos. Rel\u00e2mpago \u00e9 o ru\u00eddo (estrondo)      produzido pelo deslocamento do ar devido ao s\u00fabito aquecimento causado pela      descarga do raio. Fonte: Descargas Atmosf\u00e9ricas, autor Geraldo Kindermann,      1992.)<\/p>\n<h4>Pr\u00e1ticas de preven\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Os antigos romanos, observando a freq\u00fc\u00eancia e condi\u00e7\u00f5es de incid\u00eancia dos      raios, j\u00e1 utilizavam pr\u00e1ticas de preven\u00e7\u00e3o eficientes. Em dias de tempestade,      os guerreiros evitavam manter as lan\u00e7as apontadas para o c\u00e9u durante as marchas.      Eles estavam certos. Os raios s\u00e3o sempre atra\u00eddos pelo ponto de destaque,      ou seja, o mais alto, que, muitas vezes, pode ser uma pessoa, da\u00ed a import\u00e2ncia      em saber as normas de preven\u00e7\u00e3o (ver quadro).<\/p>\n<p>In\u00fameras crendices sobre os raios foram difundidas ao longo da hist\u00f3ria.      Muita gente acredita, por exemplo, que dois raios nunca atingem o mesmo lugar.      N\u00e3o \u00e9 verdade. &#8220;Nesse caso, o para-raio n\u00e3o serviria para nada&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar de todos os esfor\u00e7os, n\u00e3o se consegue evitar que um raio caia sobre      determinado pr\u00e9dio. No entanto, todos os cuidados s\u00e3o no sentido de disciplin\u00e1-lo      na sua queda, obrigando-o a seguir um caminho pr\u00e9-determinado para a terra,      ou seja, o para-raio e seus componentes. ..<\/p>\n<p><strong>A a\u00e7\u00e3o e efeito dos raios causam diversos preju\u00edzos, destaca-se aqui      alguns:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Inc\u00eandio em florestas, campos e pr\u00e9dios; destrui\u00e7\u00e3o de estruturas e \u00e1rvores<br \/>\n       Colapso na rede de energia el\u00e9trica; interfer\u00eancia na r\u00e1dio transmiss\u00e3o<br \/>\n       Acidentes na avia\u00e7\u00e3o; acidentes nas embarca\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas<br \/>\n       Acidentes nas torres de po\u00e7os de petr\u00f3leo; acidentes nas plataformas mar\u00edtimas        de petr\u00f3leo<br \/>\n       Mortes em seres humanos e animais; etc&#8230;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: br.geocities.com<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>Tipos de Raios<\/h4>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu dizer que os raios podem subir para as nuvens em vez de descer      para a Terra? Existem diversos tipos de raios provocando rel\u00e2mpagos e trov\u00f5es      das mais variadas formas.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o dos rel\u00e2mpagos est\u00e1 baseada no modo como acontecem os raios.      Veja tamb\u00e9m o que os cientistas t\u00eam descoberto sobre os rel\u00e2mpagos de bola,      um tipo raro de rel\u00e2mpago, considerado por muito tempo como pura imagina\u00e7\u00e3o,      mas que agora \u00e9 motivo de s\u00e9rias pesquisas.<\/p>\n<h4>Os raios em nuvens<\/h4>\n<p>Os raios em nuvens s\u00e3o assim chamados por iniciarem dentro de uma nuvem.      Eles s\u00e3o menos perigosos para n\u00f3s. Apenas os pilotos de aeronaves recebem      treinamento especial caso enfrentem uma nuvem de tempestade durante o v\u00f4o      e sejam atingidos por essa descarga el\u00e9trica. Nesse caso, o avi\u00e3o est\u00e1 protegido      com p\u00e1ra-raios.<\/p>\n<p>Os rel\u00e2mpagos que esses raios geram podem ser vistos por n\u00f3s e fazem cerca      de 70% do total que atingem nosso planeta. O fato de estarem escondidos pelas      nuvens impossibilita que se saiba detalhes sobre sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Suas descargas podem ocorrer de tr\u00eas maneiras<\/strong>: no interior      das nuvens (chamados de descargas intra-nuvem), entre duas ou mais nuvens      (as descargas nuvem-nuvem) e para fora da nuvem, sem atingir o solo (denominadas      de descargas para o ar)<\/p>\n<h4>Os raios entre nuvens e solo<\/h4>\n<p>Este tipo de raio inicia na superf\u00edcie de uma nuvem ou no ch\u00e3o, abaixo ou      pr\u00f3ximo de uma nuvem de tempestade. Sua denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de acordo com      o sentido de movimento da carga que o origina. Dessa maneira, os raios entre      nuvens e solo podem ser do tipo nuvem-solo ou solo-nuvem. Eles tamb\u00e9m se classificam      quanto ao sinal da carga l\u00edder que inicia uma descarga, podendo ser negativos      ou positivos. A maioria das descargas nuvem-solo s\u00e3o negativas. Esses raios      s\u00e3o os que realmente preocupam os homens.<\/p>\n<p>Estimativas indicam que cerca de 100 milh\u00f5es de raios nuvem-solo ocorrem      no Brasil todo ano e a maior parte deles acontece na Amaz\u00f4nia, talvez pelo      fator clim\u00e1tico da regi\u00e3o. Nas cidades, j\u00e1 se comprovou que a polui\u00e7\u00e3o aumenta      a quantidade de descargas el\u00e9tricas na atmosfera. A forma\u00e7\u00e3o de raios entre      nuvens e solo \u00e9 bem conhecida. Os nuvem-solo correspondem a quase 99% dessas      descargas, enquanto que os solo-nuvem s\u00e3o raros, ocorrendo geralmente no topo      de montanhas ou em estruturas altas (como torres e edif\u00edcios). Um solo-nuvem      pode at\u00e9 ser &#8220;criado&#8221; por foguetes lan\u00e7ados na dire\u00e7\u00e3o da nuvem      de chuva. Isso, ali\u00e1s, tem permitido o estudo dos rel\u00e2mpagos e melhorado as      t\u00e9cnicas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Os misteriosos rel\u00e2mpagos de bola<\/h4>\n<p>Existe ainda outra forma de rel\u00e2mpagos que n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda na classifica\u00e7\u00e3o      tradicional. S\u00e3o os rel\u00e2mpagos de bola, tamb\u00e9m conhecidos como rel\u00e2mpagos      globulares, bolas de fogo ou rel\u00e2mpagos raros. No interior do Brasil, eles      s\u00e3o chamados de m\u00e3e do ouro e segundo a lenda, seu aparecimento indicaria      a exist\u00eancia desse metal no subsolo daquela regi\u00e3o. Ainda se sabe muito pouco      a respeito dos rel\u00e2mpagos de bola.<\/p>\n<p>Eles t\u00eam tempo de dura\u00e7\u00e3o de aproximadamente 4 segundos (em m\u00e9dia), forma      quase sempre esf\u00e9rica (de di\u00e2metros entre 10 e 40 cm) e cores que variam entre      branco, amarelo e azul. T\u00eam brilho semelhante ao de uma l\u00e2mpada fluorescente,      emitem um som sibilante (som muito agudo, como um forte assobio) e desprendem      um odor forte (geralmente de enxofre), terminando numa explos\u00e3o ou desaparecendo      repentinamente. Dizem que ele \u00e9 capaz de atravessar as paredes e janelas das      casas e a fuselagem dos avi\u00f5es. Esses rel\u00e2mpagos muitas vezes s\u00e3o confundidos      com \u00d3VNIs ou fantasmas e at\u00e9 meados do s\u00e9culo passado eram considerados ilus\u00e3o      de \u00f3ptica ou uma interpreta\u00e7\u00e3o errada de outros fen\u00f4menos naturais.<\/p>\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o de artigos de alguns famosos cientistas em revistas conceituadas,      relatando suas observa\u00e7\u00f5es sobre as bolas de fogo, a comunidade cient\u00edfica      teve que rever seus conceitos. Surgiram v\u00e1rias teorias para explicar a sua      origem. A mais recente foi divulgada em 2000, na revista brit\u00e2nica Nature.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Canterbury, Nova Zel\u00e2ndia, afirmam que o      intenso calor gerado pela penetra\u00e7\u00e3o de um rel\u00e2mpago comum no solo produz      pequenas part\u00edculas de Sil\u00edcio e outros compostos.<\/p>\n<p>Essas part\u00edculas, denominadas de nanoparticulas, se unem formando uma rede      de filamentos e armazenam certa energia qu\u00edmica. Ao cessar a descarga el\u00e9trica,      esses filamentos se vaporizam e adquirem a forma de uma esfera. \u00c0 medida que      se oxidam lentamente no ar, essas part\u00edculas perdem a energia armazenada e      emitem luz e calor. Tudo isso em alguns poucos milisegundos. Como a esfera      se forma apenas no fim desse processo, ou seja, da vaporiza\u00e7\u00e3o \u00e0 oxida\u00e7\u00e3o,      o observador tem a impress\u00e3o que ela se materializou no ar. Esta nova teoria      tamb\u00e9m explicaria como o rel\u00e2mpago de bola \u00e9 capaz de atravessar as portas      e janelas das resid\u00eancias sem causar danos.<\/p>\n<p>A rede de filamentos, sendo flex\u00edvel e movendo-se com o ar, poderia passar      pelas fendas existentes nas portas e janelas, se reorganizando do outro lado.      Mas, outra particularidade deles \u00e9 o poder de atravessar objetos maci\u00e7os,      como paredes ou fuselagem de avi\u00f5es, o que ela n\u00e3o consegue explicar corretamente.      Ainda assim, os estudos prosseguem. O pr\u00f3ximo passo dever\u00e1 ser o de criar      um rel\u00e2mpago de bola em laborat\u00f3rio, tarefa que os pesquisadores j\u00e1 est\u00e3o      tentando realizar.<\/p>\n<h4>COMO SE PROTEGER DOS RAIOS<\/h4>\n<h4>Prote\u00e7\u00e3o contra descargas el\u00e9tricas atmosf\u00e9ricas<\/h4>\n<p>Contra as perigosas descargas atmosf\u00e9ricas foram desenvolvidos muitos aparelhos,      sendo o p\u00e1ra-raio o mais conhecido. Para aqueles que n\u00e3o sabem o que fazer      durante uma tempestade, as normas de seguran\u00e7a nos ajudam a n\u00e3o insistir em      velhos costumes, como atender a telefones ou usar guarda-chuvas com pontas.<\/p>\n<h4>Benjamin Franklin e o p\u00e1ra-raio<\/h4>\n<p>Os primeiros estudos experimentais sobre a eletricidade atmosf\u00e9rica foram      realizados no s\u00e9culo XIII pelo livreiro e impressor americano Benjamin Franklin.<\/p>\n<p><strong>Ele partiu da seguinte hip\u00f3tese<\/strong>: a descarga que saltava      de um capacitor, conhecido na \u00e9poca com o nome de garrafa de Leyden, incluindo      fa\u00edsca e ru\u00eddo, equivaleria, em menor escala, \u00e0 descarga atmosf\u00e9rica, rel\u00e2mpago      e trov\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Para verificar se essa hip\u00f3tese era verdadeira, ele prop\u00f4s um experimento<\/strong>:      colocar uma haste met\u00e1lica abaixo de uma nuvem de tempestade e aproximar dela      um corpo aterrado, que esteja em contato com o solo para descarregar a eletricidade      que vai ser passada pela haste.<\/p>\n<p>Em maio de 1752, o cientista franc\u00eas Thomas-Fran\u00e7ois D&#8217;Alibard (1703-1799)      realizou o experimento proposto por Franklin. Levantou uma barra de ferro      pontiaguda na dire\u00e7\u00e3o de nuvens de tempestade e aproximou desta um fio aterrado,      verificando que fa\u00edscas saltavam do mastro para o fio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de provada a hip\u00f3tese de Franklin, se estabeleceu assim o princ\u00edpio      do funcionamento dos p\u00e1ra-raios.<\/p>\n<h4>Os sistemas de prote\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A inven\u00e7\u00e3o dos p\u00e1ra-raios permitiu maior seguran\u00e7a contra as descargas atmosf\u00e9ricas.      Ele faz parte do que hoje se chama de sistema de prote\u00e7\u00e3o. Esses sistemas      foram feitos para proteger constru\u00e7\u00f5es e seus ocupantes dos efeitos da eletricidade      dos rel\u00e2mpagos.<\/p>\n<p>Ele cria um caminho, com um material de baixa resist\u00eancia el\u00e9trica, para      que a descarga entre ou saia pelo solo com um risco m\u00ednimo \u00e0s pessoas presentes      no local.<\/p>\n<p><strong>Um sistema \u00e9 dividido em tr\u00eas componentes:<\/strong>\u00a0o      terminal a\u00e9reo, os condutores de descida e o terminal de aterramento.<\/p>\n<p>O terminal a\u00e9reo \u00e9 uma haste met\u00e1lica r\u00edgida e pontiaguda , montada numa      base ou trip\u00e9, no ponto mais alto da estrutura, que dever\u00e1 capturar a descarga.<\/p>\n<p>\u00c9 comumente conhecido pelo nome de p\u00e1ra-raio.<\/p>\n<p><strong>Existem dois modelos b\u00e1sicos de p\u00e1ra-raios:<\/strong>\u00a0o      captador do tipo &#8220;Franklin&#8221; e a gaiola de Faraday. O captador &#8220;Franklin&#8221;      \u00e9 constitu\u00eddo por uma haste met\u00e1lica, sendo mais barato, mas pouco seguro,      pois funciona de acordo com probabilidades.<\/p>\n<p>O segundo consiste em um sistema de v\u00e1rios receptores colocados de modo a      envolver o topo da estrutura, como uma gaiola.<\/p>\n<p>Esse sistema proporciona maior prote\u00e7\u00e3o. A haste dos p\u00e1ra-raios deve ser      pontiaguda pois desse modo t\u00eam maior poder de ac\u00famulo de cargas.<\/p>\n<p>Em ambos, seus materiais devem ser r\u00edgidos para suportar o impacto da descarga,      al\u00e9m de ter um elevado ponto de fus\u00e3o, n\u00e3o derretendo com o calor gerado pela      descarga. E por \u00faltimo, o material da haste deve ser bom condutor.<\/p>\n<p>Os condutores de descida s\u00e3o cabos met\u00e1licos que unem o terminal a\u00e9reo ao      terminal de aterramento. Nos edif\u00edcios, eles s\u00e3o dispostos em paredes sem      janelas, por quest\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Os terminais de aterramento s\u00e3o hastes, geralmente de cobre, enterradas no      ch\u00e3o, a um n\u00edvel que depender\u00e1 do tipo de solo e do tipo de constru\u00e7\u00e3o que      se deseja proteger.<\/p>\n<p>Os minerais que comp\u00f5em o solo determinam melhores resultados no escoamento      da descarga. Outros p\u00e1ra-raios, chamados de captores radioativos utilizam      um elemento radioativo, o Am\u00e9rico, para atrair raios.<\/p>\n<p>Tais aparelhos tem fabrica\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o proibida, por n\u00e3o garantirem uma      prote\u00e7\u00e3o eficiente. Existem componentes n\u00e3o convencionais dos sistemas de      prote\u00e7\u00e3o que desativam momentaneamente um aparelho, um instrumento ou transmissor      el\u00e9trico nas proximidades do local de queda do rel\u00e2mpago. A voltagem desses      intrumentos pode aumentar e esse aumento \u00e9 denominado surto de tens\u00e3o ou sobretens\u00e3o.<\/p>\n<p>Os supressores de surto ou p\u00e1ra-raios eletr\u00f4nicos s\u00e3o componentes adicionados      aos sistemas convencionais proteger contra as sobretens\u00f5es. Centelhadores,      varistores, diodos zener, s\u00e3o exemplos comuns de supressores<\/p>\n<h4>Riscos e benef\u00edcios<\/h4>\n<p>Os rel\u00e2mpagos podem atingir as pessoas diretamente. Esse acidente deve-se      ao efeito direto do rel\u00e2mpago. Mesmo que as chances sejam pequenas (cerca      de 1 para 1 milh\u00e3o), \u00e9 necess\u00e1rio que haja cuidados contra esses acidentes.      A maioria das mortes e trag\u00e9dias ocorrem pelos efeitos indiretos, que acontecem      nas proximidades do local de queda de um rel\u00e2mpago.<\/p>\n<p>Os efeitos fisiol\u00f3gicos da corrente el\u00e9trica associados aos rel\u00e2mpagos dependem      muito da \u00e1rea do corpo atingida e de outras condi\u00e7\u00f5es no momento do acidente.<\/p>\n<p>Comumente, a corrente ocasiona s\u00e9rias queimaduras, danos ao cora\u00e7\u00e3o, aos      pulm\u00f5es, ao sistema nervoso central, paradas card\u00edacas, respirat\u00f3rias e seq\u00fcelas      psicol\u00f3gicas, como diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de racioc\u00ednio e dist\u00farbios do      sono.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia de mortes de pessoas atingidas, seja direta ou indiretamente, por      ano no Brasil \u00e9 de 100 pessoas. N\u00e3o h\u00e1 nenhum m\u00e9todo conhecido que evite a      ocorr\u00eancia de um rel\u00e2mpago. Mesmo constru\u00e7\u00f5es devidamente protegidas j\u00e1 sofrer\u00e3o      esse ataque, enquanto outras desprotegidas, \u00e0s vezes ao lado dessas, nada      sofreram. Podemos perguntar para qu\u00ea o uso dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o se eles      realmente n\u00e3o protegem. Na verdade, o sistema tenta &#8220;atrair a aten\u00e7\u00e3o&#8221;      da descarga e n\u00e3o impedir que ela aconte\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Vale a regra:\u00a0<\/strong>ruim com eles, pior sem eles.<\/p>\n<h4>Regras de prote\u00e7\u00e3o pessoal<\/h4>\n<p>As regras de prote\u00e7\u00e3o pessoal s\u00e3o um conjunto de medidas, baseadas em conceitos      da F\u00edsica, com o mesmo objetivo dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o. Nesta se\u00e7\u00e3o, citaremos      as mais importantes.<\/p>\n<p>Durante uma tempestade, se recomenda n\u00e3o sair de casa e n\u00e3o permanecer nas      ruas. Em casa, as chances de ocorrer acidentes diminuem, devido a pr\u00e9dios,      \u00e1rvores e outras resid\u00eancias com prote\u00e7\u00e3o, atrativos em potencial para as      descargas. Em casa, n\u00e3o se deve usar o telefone, com exce\u00e7\u00e3o do tipo &#8220;sem      fio&#8221;, nem se aproximar de objetos met\u00e1licos (janelas, grades ou tomadas).      Os eletrodom\u00e9sticos devem ser desligados da rede el\u00e9trica. Essas diretrizes      evitam os efeitos indiretos das descargas, pois a boa condutividade dos materiais      presentes nesses objetos podem provocar acidentes.<\/p>\n<p>Se realmente for necess\u00e1rio permanecer nas ruas, deve-se evitar segurar objetos      met\u00e1licos longos, como trip\u00e9s, varas de pesca ou guarda-chuvas. N\u00e3o se deve      empinar papagaio ou avi\u00f5ezinhos com fio. Franklin, por pura sorte, escapou      da morte em seu experimento com a pipa. Andar a cavalo tamb\u00e9m \u00e9 uma atividade      de risco.<\/p>\n<p>O cavaleiro comporta-se como uma ponta e poder\u00e1 atrair o raio. N\u00e3o se deve      nadar. Rel\u00e3mpagos ocorrem nessas superf\u00edcies, aso contr\u00e1rio do que se pensa.<\/p>\n<p><strong>Alguns locais podem servir de esconderijos numa tempestade:<\/strong>\u00a0\u00f4nibus,      ve\u00edculos fechados met\u00e1licos, pr\u00e9dios e moradias com prote\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00f5es      com estrutura met\u00e1lica, barcos e navios met\u00e1licos fechados, abrigos subterr\u00e2neos,      como t\u00faneis e metr\u00f4s, vales, desfiladeiros ou depress\u00f5es no solo. Nunca se      deve ficar no interior de celeiros, barracos e tendas, que facilmente incendeiam      ou se destr\u00f3em pela for\u00e7a da descarga, tampouco pr\u00f3ximo a linhas de energia      el\u00e9trica ou \u00e1rvores isoladas.<\/p>\n<p><strong>As \u00faltmas regras relacionam-se aos locais onde \u00e9 extremamente perigoso      permanecer:<\/strong>\u00a0topos de morros, cordilheiras, pr\u00e9dios, \u00e1reas      abertas (como campos de futebol), estacionamentos abertos, quadras de t\u00eanis,      cercados de arame, varais de metal, linhas a\u00e9reas, trilhos, torres, linhas      telef\u00f4nicas e linhas de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o for poss\u00edvel realizar nenhum dos procedimentos acima citados,      ainda h\u00e1 uma maneira de escapar de um acidente. Momentos antes de ocorrer      a descarga, pessoas que estejam nessas proximidades sentem seu p\u00ealos arrepiados      ou a pele co\u00e7ando, ind\u00edcios da atividade el\u00e9trica. N\u00e3o se deve entrar em p\u00e2nico.<\/p>\n<p><strong>Pode-se ficar na seguinte posi\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0ajoelhado,      curvado para frente, com as m\u00e3os colocadas nos joelhos e a cabe\u00e7a entre eles.      Imita-se, desse modo, uma esfera e n\u00e3o uma ponta, como na posi\u00e7\u00e3o de p\u00e9. Jamais      se deve deitar no ch\u00e3o, pois a descarga atingir\u00e1 diretamente essa superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Fonte: www.ufpa.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<h4>Raios, Rel\u00e2mpagos e Trovoadas<\/h4>\n<p>Um raio ou rel\u00e2mpago \u00e9 uma descarga el\u00e9trica que se produz entre nuvens de      chuva ou entre uma destas nuvens e a terra . A descarga \u00e9 vis\u00edvel com trajet\u00f3rias      sinuosas e de ramifica\u00e7\u00f5es irregulares \u00e1s vezes com muitos quil\u00f3metros de      dist\u00e2ncia, fen\u00f3meno conhecido como rel\u00e2mpago . Ocorre tamb\u00e9m uma onda sonora      chamada trov\u00e3o .<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos termos raio ou rel\u00e2mpago varia conforme a regi\u00e3o. Em algumas,      chamam-se rel\u00e2mpagos aqueles que ocorrem entre nuvens, e raios entre nuvens      e o solo.<\/p>\n<h4>Ocorr\u00eancia<\/h4>\n<p>Os raios s\u00e3o produzidos pelas diferen\u00e7as de potencial nas atmosferas da Terra      e de outros planetas . Um exemplo de sua ocorr\u00eancia em outros planetas \u00e9 em      J\u00fapiter cujas tempestades s\u00e3o detectadas da terra atrav\u00e9s de receptores de      r\u00e1dio de alta sensibilidade e de radiotelesc\u00f3pios tal sua magnitude.<\/p>\n<p><strong>Existem tr\u00eas tipos de raios, tamb\u00e9m menos comumente chamados descargas      i\u00f4nicas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Da nuvem para o solo.\u00a0<br \/>\n       Do solo para a nuvem.\u00a0<br \/>\n       Entre nuvens.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Afirmam que as descargas entre nuvens e solo representam 20% do total.<\/p>\n<p>A descarga ocorre no momento em que as cargas el\u00e9tricas (Quantidade de \u00edons      , c\u00e1tions ou \u00e2nions ) atingem energia suficiente para superar a resist\u00eancia      el\u00e9trica do ar , de forma explosiva, luminosa e violenta.<\/p>\n<p><strong>O processo ainda n\u00e3o se encontra totalmente esclarecido, havendo      controv\u00e9rsias sobre seu mecanismo de forma\u00e7\u00e3o, mas sabe-se que, na maioria      dos casos, a descarga ocorre a partir de duas fases:<\/strong><\/p>\n<p>Na primeira libertam-se da nuvem v\u00e1rias descargas menores a partir do ar      ionizado, criando assim, uma corrente i\u00f4nica tanto maior quanto mais se aproxima      do solo, favorecendo assim o trajeto do raio em forma\u00e7\u00e3o (Este pode ser ascendente      ou descendente, pois, depende da natureza dos \u00edons que formam a nuvem i\u00f4nica      ).<\/p>\n<p>Quando a carga i\u00f4nica se aproxima do solo, ocorre no sentido inverso ao longo      daquele trajeto uma corrente ani\u00f4nica, ou cati\u00f4nica, dependendo da carga.      \u00c9 esta segunda descarga que vemos e ouvimos, e que ir\u00e1 contribuir para equilibrar      as cargas i\u00f4nicas da nuvem e do solo .<\/p>\n<p>Em geral, as descargas verticais normalmente predominam na frente de uma      tempestade, tomando-se por base o sentido de seu deslocamento.<\/p>\n<p>Os raios horizontais se formam na parte de tr\u00e1s, tamb\u00e9m levando-se em conta      o sentido de deslocamento das massas de ar. Estas est\u00e3o sempre presentes em      qualquer trovoada , e aquecem localmente o ar at\u00e9 temperaturas muito elevadas.<\/p>\n<p>O aquecimento do ar causa a expans\u00e3o explosiva dos gases atmosf\u00e9ricos ao      longo da descarga el\u00e9trica , resultando numa violenta onda de choque (ou de      press\u00e3o), composta de compress\u00e3o e rarefa\u00e7\u00e3o, que interpretados como &#8220;trov\u00e3o&#8221;      .<\/p>\n<p>Uma tempestade (Em algumas regi\u00f5es, d\u00e1-se a nomenclatura &#8220;trovoada&#8221;      ) t\u00edpica produz tr\u00eas ou quatro descargas por minuto, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>O raio tem um di\u00e2metro de 2 a 5 cm e \u00e9 capaz de aquecer o ar at\u00e9 39 000 \u00baC      em alguns milisegundos. Apenas 1% da energia do raio \u00e9 convertida em ru\u00eddo      ( trov\u00e3o ) sendo o resto libertado sob a forma de luz.<\/p>\n<h4>Forma\u00e7\u00e3o das descargas<\/h4>\n<p>Conforme descrito anteriormente, quando a atmosfera est\u00e1 est\u00e1vel, o campo      el\u00e9trico local, dependendo das condi\u00e7\u00f5es de ioniza\u00e7\u00e3o, \u00e9 caracterizado por      uma carga negativa na superf\u00edcie e uma carga positiva na alta atmosfera. No      caso dos cumulonimbus , as cargas i\u00f4nicas ocorrem quando internamente surgem      regi\u00f5es separadas com cargas el\u00e9tricas opostas.<\/p>\n<p>As part\u00edculas de carga positiva mais leves s\u00e3o elevadas para o topo pelas      correntes de ar ascendentes e as de carga negativa, descem para a base da      nuvem.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es com cargas el\u00e9tricas opostas aparecem, por exemplo, quando part\u00edculas      de gelo (como granizos ) caem sobre uma regi\u00e3o em que h\u00e1 gotas l\u00edquidas superarrefecidas      e cristais de gelo. As gotas congelam quando colidem com cristais de gelo      e libertam calor latente que faz a superf\u00edcie das part\u00edculas de gelo se manter      mais quente do que os cristais de gelo \u00e0 sua volta. Assim ocorre uma transfer\u00eancia      de \u00edons positivos das part\u00edculas de gelo quentes para os cristais de gelo.<\/p>\n<p>Estas ficam negativadas e os cristais de gelo positivados . Estes, estando      mais leves e com carga positiva, s\u00e3o elevados para o topo pelas correntes      de ar ascendentes e as part\u00edculas de gelo (como granizos ), mais pesadas,      e com carga negativa, caem para a base da nuvem.<\/p>\n<p>As cargas opostas se atraem, assim, uma carga positiva \u00e9 induzida no solo      . O campo el\u00e9trico resultante vai crescendo at\u00e9 que atinge um valor cr\u00edtico      a partir do qual o raio se forma.<\/p>\n<p><strong>No cimo dos objetos altos observa-se, por vezes, o Fogo de Santelmo:<\/strong>\u00a0um      brilho devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de carga positiva.<\/p>\n<p>Na descarga, uma primeira vaga de el\u00e9trons \u00e9 lan\u00e7ada para a base da nuvem      e depois em dire\u00e7\u00e3o ao solo colidindo com mol\u00e9culas de ar que ionizam, formando      um canal condutor que facilita o trajeto de outros el\u00e9trons. A vaga de el\u00e9trons      percorre 50 a 100 metros, p\u00e1ra uns 50 microsegundos, voltando depois a percorrer      novamente uns outros 50 metros, por exemplo.<\/p>\n<p>A forma bifurcada do caminho da corrente de el\u00e9trons resulta do fato de haver      pequenas varia\u00e7\u00f5es na resist\u00eancia do ar.<\/p>\n<h4>Trov\u00e3o<\/h4>\n<p>Durante a descarga, o canal condutor vai crescendo at\u00e9 que se aproxima do      solo e se come\u00e7a a levantar deste uma corrente de carga positiva que vem ao      seu encontro. Quando se d\u00e1 o encontro, um grande n\u00famero de eletrons fluem      para o solo e uma maior e j\u00e1 perfeitamente vis\u00edvel descarga de retorno , brilhante      e intensa, com 2 a 5 cent\u00edmetros de di\u00e2metro, ascende para a nuvem (em cerca      de 10 milisegundos) seguindo o mesmo trajeto ionizado.<\/p>\n<p>Frequentemente as descargas repetem-se no mesmo canal ionizado em intervalos      t\u00edpicos de dezena a centena de milissegundos. Tipicamente, o fulgor (flash)      de um raio dura cerca de um segundo mas contem pelo menos tr\u00eas ou quatro descargas      descendentes seguidas de descargas de retorno de que os nossos olhos s\u00f3 se      podem vagamente aperceber. Durante este processo, ocorre um violento deslocamento      de ar que gera uma onda de choque s\u00f4nica, chamada trov\u00e3o .<\/p>\n<h4>Hist\u00f3rico<\/h4>\n<p>Alguns afirmam que foram os raios que, ao causar inc\u00eandios tiraram os primatas      das \u00e1rvores e mais tarde mostraram aos primeiros humanos a import\u00e2ncia do      fogo .<\/p>\n<p>Desde a mais remota antiguidade os raios encantam a humanidade com seu aspecto      amea\u00e7ador e ao mesmo tempo intrigante, que acabou por ser utilizado nos mitos      e lendas como elemento de demonstra\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de deuses poderosos como      o grego Zeus por exemplo.<\/p>\n<p>Benjamin Franklin comprovou a hip\u00f3tese da origem el\u00e9trica dos raios concebendo      os p\u00e1ra-raios com a finalidade de proteger as edifica\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o dos raios.<\/p>\n<p>Foi no s\u00e9culo XVIII praticamente o in\u00edcio do estudo sistem\u00e1tico da eletricidade.      Naquela \u00e9poca n\u00e3o se conhecia uma teoria que explicasse o fen\u00f4meno das tempestades      e os raios que nelas se manifestavam.<\/p>\n<h4><strong>Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>O Brasil \u00e9 o pa\u00eds no qual mais se registra o acontecimento de raios em todo      o mundo. Por ano, cerca de 100 milh\u00f5es de raios atingem o territ\u00f3rio brasileiro.      Uma explica\u00e7\u00e3o para essa grande quantidade de raios deve-se ao tamanho do      territ\u00f3rio, condi\u00e7\u00f5es de umidade , condutividade e a aus\u00eancia de grandes eleva\u00e7\u00f5es      no seu relevo.<\/p>\n<h4><strong>Cuidados em caso de tempestades com alto \u00edndice de descargas<\/strong><\/h4>\n<p>De uma maneira geral as descargas fazem-se pelo caminho mais curto entre      o ponto de carga el\u00e9trica negativa na base da nuvem e o ponto de carga positiva      no solo. Assim, os pontos mais altos e de melhor condutividade s\u00e3o os mais      afetados pelos raios.<\/p>\n<p><strong>Se estiver fora de casa:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Evite ser o ponto mais alto da sua zona;<br \/>\n       Evite campos abertos<br \/>\n       N\u00e3o se aproxime dos pontos mais altos<br \/>\n       Afaste-se de bons condutores de eletricidade:\u00a0postes, antenas,        etc<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Se estiver em casa (a melhor escolha):<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Evite zonas de corrente de ar<br \/>\n       Afaste-se de bons condutores de eletricidade<strong>:<\/strong>\u00a0canaliza\u00e7\u00f5es,        telefone, etc<br \/>\n       N\u00e3o tome banho (Lembre-se que apesar da \u00e1gua ser um p\u00e9ssimo condutor de        energia ela pode conduzir caso a descarga el\u00e9trica seja muito forte)\u00a0<br \/>\n       N\u00e3o use eletrodom\u00e9sticos<br \/>\n       Desligue o telefone (se a trovoada for intensa desligue a energia no quadro        geral)<br \/>\n       Proteja-se no centro de uma divis\u00e3o no centro da casa. Os raios atingem        frequentemente as chamin\u00e9s<br \/>\n       Se vive numa zona onde as tempestades s\u00e3o frequentes contrate a instala\u00e7\u00e3o        de um p\u00e1ra-raios por um t\u00e9cnico especializado.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: www.professorcarlosalberto.com.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<p>Raios s\u00e3o descargas el\u00e9tricas de alta intensidade que ocorrem na atmosfera.      A maior parte delas ocorre dentro das nuvens e \u00e9 vista por n\u00f3s apenas como      clar\u00f5es.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, uma parte delas sai das nuvens e dirige-se para o solo, sendo denominados      de raios. Os raios s\u00e3 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o pelo seu poder de causar, muitas      vezes, preju\u00edzos e mortes.<\/p>\n<h4>Como se proteger dos Raios?<\/h4>\n<p>Os\u00a0<strong>raios<\/strong>\u00a0s\u00e3o perigosos, por isso      \u00e9 importante evitar algumas situa\u00e7\u00f5es de risco. Em geral, os raios atingem      um s\u00f3 ponto no solo, mas algumas vezes se ramificam e podem atingir v\u00e1rios      locais. Quando algu\u00e9m \u00e9 atingido diretamente por um raio, pode sofrer uma      parada card\u00edaca e respirat\u00f3ria. Mesmo nesses casos, a pessoa tem chances de      sobreviv\u00eancia. Para tanto, ela deve receber atendimento imediato, com massagem      card\u00edaca e respira\u00e7\u00e3o artificial boca \u00e0 boca.<\/p>\n<p>Dados obtidos nos Estados Unidos mostram que um entre 50 indiv\u00edduos que s\u00e3o      atingidos por raios e sofrem parada card\u00edaca e respirat\u00f3ria sobrevive.<\/p>\n<p>Uma em cada seis pessoas atingidas diretamente por um raio morre. As pessoas      tamb\u00e9m podem ser atingidas atrav\u00e9s de correntes el\u00e9tricas que se propagam      pelo solo a partir do ponto que o raio atingiu. Entre as que conseguem sobreviver,      muitas apresentam para o resto de suas vidas problemas de sa\u00fade em geral.<\/p>\n<p><strong>Diante dessa realidade, \u00e9 muito importante saber se proteger. Mas      como isso pode ser feito?<\/strong><\/p>\n<p>Os raios, geralmente, caem nos pontos mais altos de um determinado lugar.      Por essa raz\u00e3o torna-se importante evitar segurar objetos como varas e empinar      pipas, n\u00e3o ficar em p\u00e9 em lugares descampados e planos, e n\u00e3o permanecer em      locais altos, como, por exemplo, o topo das montanhas, em momentos de tempestades.      Para se prevenir tamb\u00e9m da a\u00e7\u00e3o dos raios atrav\u00e9s das correntes el\u00e9tricas      que circulam pelo solo, deve-se evitar ficar dentro d\u0092\u00e0gua e tamb\u00e9m pr\u00f3ximo      de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Outros riscos s\u00e3o as descargas menores que se formam a partir do raio. Para      garantir a seguran\u00e7a, n\u00e3o se deve ficar pr\u00f3ximo de cercas ou de cabos de liga\u00e7\u00e3o      do p\u00e1ra-raio com o solo.<\/p>\n<p><strong>Mas qual \u00e9 a a\u00e7\u00e3o correta diante de uma tempestade s\u00fabita?<\/strong><\/p>\n<p>O ideal \u00e9 ficar dentro de casa. Quando isso n\u00e3o for poss\u00edvel, procure um      abrigo ou tente permanecer no carro. No entanto, se o local for descampado,      o correto \u00e9 ficar agachado, de prefer\u00eancia cal\u00e7ando botas com sola de borracha.<\/p>\n<p>Fonte: 200.169.63.95<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<h4>DICAS DE SEGURAN\u00c7A &#8211; RAIOS E TEMPESTADES<\/h4>\n<p><strong>SAIBA COMO PROCEDER !<\/strong><\/p>\n<h4><strong>O que s\u00e3o?<\/strong><\/h4>\n<p>Tempestades s\u00e3o caracterizadas por raios e trov\u00f5es. S\u00e3o produzidas por uma      ou mais nuvens cumulunimbus tamb\u00e9m conhecidas como nuvens de tempestade.<\/p>\n<p>Uma t\u00edpica nuvem de tempestades tem um di\u00e2metro de 10 a 20 km.<\/p>\n<p>Cerca de 2000 tempestades est\u00e3o sempre ocorrendo, o que significa que 16      milh\u00f5es ocorrem anualmente em nosso planeta.<\/p>\n<p>A freq\u00fc\u00eancia de tempestades em um dado local depende de v\u00e1rios fatores, entre      eles a topografia, a latitude, a proximidade de massas de \u00e1gua e a continentalidade.<\/p>\n<p>Os raios podem ser perigosos. Quando est\u00e3o caindo por perto, voc\u00ea est\u00e1 sujeito      a ser atingido diretamente por eles. A chance de uma pessoa ser atingida por      um raio \u00e9 algo em torno de 1 para 1milh\u00e3o. A maioria das mortes e ferimentos      n\u00e3o acontecem devido a incid\u00eancia direta de um raio. Na verdade, s\u00e3o efeitos      indiretos associados \u00e0 proximidade do raio ou por efeitos secund\u00e1rios.<\/p>\n<h4>Danos<\/h4>\n<p>A corrente do raio pode causar s\u00e9rias queimaduras e outros danos ao cora\u00e7\u00e3o,      pulm\u00f5es, sistema nervoso central e outras partes do corpo, atrav\u00e9s do aquecimento      e uma variedade de rea\u00e7\u00f5es eletroqu\u00edmicas.<\/p>\n<p>A extens\u00e3o do dano depende da intensidade da corrente, das partes do corpo      afetadas, das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas da v\u00edtima e das condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do incidente.<\/p>\n<p>Cerca de 20 a 30% das v\u00edtimas de raios morrem, a maioria delas por parada      card\u00edaca e respirat\u00f3ria, e cerca de 70% dos sobreviventes sofrem devido \u00e0s      s\u00e9rias seq\u00fcelas psicol\u00f3gicas e org\u00e2nicas, por um longo tempo. As seq\u00fcelas      mais comuns s\u00e3o diminui\u00e7\u00e3o ou perda de mem\u00f3ria, diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de      concentra\u00e7\u00e3o e dist\u00farbio do sono.<\/p>\n<p>No Brasil, estima-se que aproximadamente 100 pessoas morrem por ano atingidas      pelos raios.<\/p>\n<h4>Perguntas freq\u00fcentes<\/h4>\n<h4><strong>1- Se eu estiver na rua o que devo fazer para n\u00e3o ser atingindo      por um raio?<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Evite lugares que ofere\u00e7am pouca ou nenhuma prote\u00e7\u00e3o contra raios      tais como:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Pequenas constru\u00e7\u00f5es n\u00e3o protegidas como celeiros, tendas ou barracos ou        ve\u00edculos sem capota como tratores, motocicletas ou bicicletas<br \/>\n       Evite estacionar pr\u00f3ximo a \u00e1rvores ou linhas de energia el\u00e9trica<br \/>\n       Evite estruturas altas tais como torres, de linhas telef\u00f4nicas e de energia        el\u00e9trica<br \/>\n       Alguns lugares s\u00e3o extremamente perigosos durante uma tempestade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Por isso:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>N\u00c3O<\/strong>\u00a0permane\u00e7a em \u00e1reas abertas como campos        de futebol, quadras de t\u00eanis e estacionamentos<strong><br \/>\n       N\u00c3O<\/strong>\u00a0fique no alto de morros ou no topo de pr\u00e9dios<strong><br \/>\n       N\u00c3O\u00a0<\/strong>se aproxime de cercas de arame, varais met\u00e1licos,        linhas a\u00e9reas e trilhos<strong><br \/>\n       NUNCA\u00a0<\/strong>se abrigue debaixo de \u00e1rvores isoladas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>2- E seu eu estiver dentro de casa? Existe algum risco?<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>N\u00e3o<\/strong>\u00a0use telefone (o sem fio pode ser usado)<strong><br \/>\n       N\u00e3o<\/strong>\u00a0fique pr\u00f3ximo a tomadas, canos, janelas e portas        met\u00e1licas<strong><br \/>\n       N\u00e3o<\/strong>\u00a0toque em equipamentos el\u00e9tricos que estejam ligados        \u00e0 rede el\u00e9trica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: www.bombeiros.go.gov.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<p>Um<strong>\u00a0raio<\/strong>, rel\u00e2mpago ou corisco \u00e9 talvez a mais      violenta manifesta\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p><strong>Numa fra\u00e7\u00e3o de segundo, um raio pode produzir uma carga de energia      cujos par\u00e2metros chegam a atingir valores t\u00e3o altos quanto:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>125 milh\u00f5es de volts<br \/>\n       200 mil amp\u00e8res<br \/>\n       25 mil graus Celsius<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Embora nem sempre sejam alcan\u00e7ados tais valores, mesmo um raio menos potente      ainda tem energia suficiente para matar, ferir, incendiar, quebrar estruturas,      derrubar \u00e1rvores e abrir buracos ou valas no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao redor da Terra caem cerca de 100 raios por segundo. No Brasil, nas regi\u00f5es      Sudeste e Sul, a incid\u00eancia \u00e9 de 25 milh\u00f5es de raios anualmente, sendo a maior      quantidade, no per\u00edodo de dezembro a mar\u00e7o, que corresponde \u00e0 \u00e9poca das chuvas      de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o haja estat\u00edsticas dispon\u00edveis para o Brasil, centenas de pessoas      a cada ano s\u00e3o atingidas por raios. Muitas morrem, outras sofrem traumatismos      e queimaduras. A maioria das v\u00edtimas s\u00e3o atingidas ao ar livre, embaixo de      \u00e1rvores ou na \u00e1gua. No Brasil, h\u00e1 in\u00fameros relatos de v\u00edtimas de raios, atingidas      enquanto jogavam futebol ou estavam na praia durante uma tempestade de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Num destes casos (janeiro de 1994) dez pessoas foram feridas por um raio      enquanto se abrigavam sob duas barracas de praia em Ipanema. Todas sofreram      queimaduras de primeiro grau e foram jogadas para longe; uma barraca foi despeda\u00e7ada      e sua dona ficou com as roupas rasgadas. As v\u00edtimas tiveram que ser carregadas      para o Hospital Miguel Couto, onde se recuperaram e foram liberadas.<\/p>\n<p>O que aconteceu, provavelmente, foi que os mastros das barracas agiram como      p\u00e1ra-raios e n\u00e3o havendo aterramento, a explos\u00e3o de energia espalhou-se ao      redor, atingindo as v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Outro caso que merece aten\u00e7\u00e3o aconteceu durante um treino do Palmeiras (setembro      de 1983), no Parque Ant\u00e1rtica. Chovia muito e, de repente, um raio caiu no      meio de um grupo de jogadores. Um deles desmaiou, outros tr\u00eas foram derrubados      no ch\u00e3o e o t\u00e9cnico da equipe foi atirado a alguns metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Eventualmente todos se recuperaram.<\/p>\n<p>Caso mais triste sucedeu em janeiro de 1997 com dois adolescentes, que rezavam      no alto do Morro de Gericin\u00f3 (Realengo) durante uma tempestade. O lugar, descampado,      \u00e9 conhecido como Pedra do Avi\u00e3o. Um raio atingiu os rapazes; um deles foi      jogado para cima e rolou pedra abaixo, escapando vivo, com ligeiras escoria\u00e7\u00f5es.      O outro, no entanto, teve suas roupas e sua B\u00edblia reduzidos a frangalhos      e morreu, provavelmente de parada card\u00edaca, j\u00e1 que n\u00e3o havia queimaduras ou      traumatismos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de v\u00edtimas, os raios destroem bens materiais correspondentes a preju\u00edzos      de muitos milh\u00f5es de reais todos os anos com inc\u00eandios florestais ou em lavouras;      inc\u00eandios ou destrui\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios ou pontes; danos graves em ve\u00edculos; interrup\u00e7\u00f5es      da energia el\u00e9trica pela destrui\u00e7\u00e3o de torres e linhas de abastecimento, etc.<\/p>\n<h4>AS LENDAS<\/h4>\n<p><strong>A sabedoria popular, nem sempre t\u00e3o s\u00e1bia, criou uma s\u00e9rie de no\u00e7\u00f5es      falsas que podem levar \u00e0 trag\u00e9dia:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Lenda:<\/strong>\u00a0Se n\u00e3o est\u00e1 chovendo n\u00e3o caem raios.<strong><br \/>\n       Verdade:<\/strong>\u00a0Os raios podem chegar ao solo a at\u00e9 15 km        de dist\u00e2ncia do local da chuva.<\/p>\n<p><strong>Lenda:<\/strong>\u00a0Sapatos com sola de borracha ou os        pneus do autom\u00f3vel evitam que uma pessoa seja atingida por um raio.<strong><br \/>\n       Verdade:<\/strong>\u00a0Solas de borracha ou pneus n\u00e3o protegem contra        os raios. No entanto, a carroceria met\u00e1lica do carro d\u00e1 uma boa prote\u00e7\u00e3o        a quem est\u00e1 em seu interior; sem tocar em partes met\u00e1licas. Mesmo que um        raio atinja o carro \u00e9 sempre mais seguro dentro do que fora dele.<\/p>\n<p><strong>Lenda:<\/strong>\u00a0As pessoas ficam carregadas de eletricidade        quando s\u00e3o atingidas por um raio e n\u00e3o devem ser tocadas.<strong><br \/>\n       Verdade:\u00a0<\/strong>As v\u00edtimas de raios n\u00e3o &#8220;d\u00e3o choque&#8221;        e precisam de urgente socorro m\u00e9dico, especialmente reanima\u00e7\u00e3o cardio-respirat\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Lenda:<\/strong>\u00a0Um raio nunca cai duas vezes no mesmo        lugar.<strong><br \/>\n       Verdade:<\/strong>\u00a0N\u00e3o importa qual seja o local ele pode ser        atingido repetidas vezes, durante uma tempestade. Isto acontece at\u00e9 com        pessoas. O guarda florestal norte-americano Roy Sullivan foi atingido sete        vezes durante sua vida. Sofreu pequenas queimaduras, contus\u00f5es, tombos e        roupas rasgadas. Hoje, aposentado, Roy mora numa casa reboque com um p\u00e1ra-raios        em cada quina.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www0.rio.rj.gov.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<h4>Que s\u00e3o os Rel\u00e2mpagos ?<\/h4>\n<p><strong>Rel\u00e2mpagos<\/strong>\u00a0s\u00e3o descargas el\u00e9tricas de alta intensidade      que ocorrem na atmosfera. A maior parte delas ocorre dentro das nuvens e \u00e9      vista por n\u00f3s apenas como clar\u00f5es. Por\u00e9m, uma parte delas sai das nuvens e      dirige-se para o solo, atingindo-o. A estas descargas damos o nome de raios.<\/p>\n<p>S\u00e3o os raios que preocupam tanto os homens, devido ao seu poder de causar,      muitas vezes, preju\u00edzos e mortes.<\/p>\n<h4>Quais os principais preju\u00edzos causados pelos raios?<\/h4>\n<p>O Brasil \u00e9 atingido, todo ano, por cerca de 100 milh\u00f5es de raios. Em nosso      pa\u00eds os raios possuem uma intensidade m\u00e9dia de 40.000 Amp\u00e9res, isto \u00e9, cerca      de 10.000 vezes maior que a intensidade da corrente que circula nos aparelhos      el\u00e9tricos em nossas resid\u00eancias. Devido a isto, os raios, quando atingem um      objeto, geralmente causam grandes danos. Exemplos disso s\u00e3o as queimas de      aparelhos eletr\u00f4nicos, como computadores, ou mesmo a interrup\u00e7\u00e3o de energia      el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Embora seja dif\u00edcil determinar o total dos preju\u00edzos causados pelos raios      \u00e0 sociedade, acredita-se que, s\u00f3 no estado de S\u00e3o Paulo, eles sejam da ordem      de centenas de milh\u00f5es de reais a cada ano. Os raios tamb\u00e9m podem atingir      as pessoas, causando s\u00e9rios ferimentos ou at\u00e9 mesmo a morte.<\/p>\n<p>No Brasil cerca de 200 pessoas morrem, por ano, atingidas por raios.<\/p>\n<h4>Para que servem os P\u00e1ra-raios?<\/h4>\n<p>Os p\u00e1ra-raios s\u00e3o hastes met\u00e1licas ligadas por cabos condutores ao solo,      colocadas nos telhados das resid\u00eancias de modo a criar um caminho por onde      o raio possa passar em dire\u00e7\u00e3o ao solo, sem causar danos.<\/p>\n<p>No solo ele se dissipa. Embora os p\u00e1ra-raios n\u00e3o protejam totalmente uma      resid\u00eancia, o seu uso, nos \u00faltimos dois s\u00e9culos, tem diminu\u00eddo consider\u00e1velmente      os acidentes provocados por raios.<\/p>\n<p>P\u00e1ra-raios tamb\u00e9m s\u00e3o usados em barcos, torres de televis\u00e3o e r\u00e1dio e torres      de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<h4>Como se proteger dos Raios?<\/h4>\n<p>Os raios s\u00e3o perigosos. Por isso \u00e9 importante evitar algumas situa\u00e7\u00f5es de      risco. Em geral, os raios atingem um s\u00f3 ponto no solo, mas algumas vezes eles      se ramificam e podem atingir v\u00e1rios locais.<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m \u00e9 atingido diretamente por um raio, pode sofrer uma parada      card\u00edaca e respirat\u00f3ria. Mesmo nesses casos, a pessoa tem chances de sobreviv\u00eancia.      Para tanto, ela deve receber atendimento imediato, com massagem card\u00edaca e      respira\u00e7\u00e3o artificial boca a boca. Dados obtidos nos Estados Unidos mostram      que um entre 50 indiv\u00edduos que sofrem de parada card\u00edaca e respirat\u00f3ria, devido      a raios, sobrevive.<\/p>\n<p>As pessoas tamb\u00e9m podem ser atingidas atrav\u00e9s de correntes el\u00e9tricas que      se propagam pelo solo a partir do ponto que o raio atingiu. Uma em cada seis      pessoas atingidas diretamente por um raio morre. Entre as que conseguem sobreviver,      muitas apresentam, para o resto de suas vidas, problemas de sa\u00fade em geral.<\/p>\n<p>Diante dessa realidade, \u00e9 muito importante saber se proteger. Mas como isso      pode ser feito? Os raios caem nos pontos mais altos de um determinado lugar.      Da\u00ed ser importante evitar segurar objetos como varas e empinar pipas, n\u00e3o      ficar em p\u00e9 em lugares descampados e planos e n\u00e3o permanecer em locais altos,      como, por exemplo, o topo das montanhas.<\/p>\n<p>Para se prevenir da a\u00e7\u00e3o dos raios atrav\u00e9s das correntes el\u00e9tricas que circulam      pelo solo, deve-se evitar ficar dentro d\u0092\u00e0gua e tamb\u00e9m pr\u00f3ximo de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Outros riscos s\u00e3o as descargas menores que se formam a partir do raio. Para      garantir a seguran\u00e7a, n\u00e3o se deve ficar pr\u00f3ximo de cercas ou de cabos de liga\u00e7\u00e3o      do p\u00e1ra-raio com o solo.<\/p>\n<p>Mas qual \u00e9 a a\u00e7\u00e3o correta diante de uma tempestade s\u00fabita? O ideal \u00e9 ficar      dentro de casa. Quando isso n\u00e3o for poss\u00edvel, procurar um abrigo ou tentar      permanecer no carro. No entanto, se o local for descampado, o correto \u00e9 ficar      agachado, de prefer\u00eancia cal\u00e7ando botas com sola de borracha.<\/p>\n<h4>Brasil e EUA estudam rel\u00e2mpagos e El Ni\u00f1o<\/h4>\n<p>Inpe, Nasa e universidades se juntam para desvendar liga\u00e7\u00f5es entre o n\u00famero      de raios e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas bruscas nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP) &#8211; Uma parceria in\u00e9dita entre o Brasil e os Estados      Unidos levar\u00e1 cientistas dos dois pa\u00edses a estudarem a influ\u00eancia dos fen\u00f4menos      El Ni\u00f1o e aquecimento global na densidade de raios que caem sobre o continente      americano. Esta \u00e9 a primeira vez que a comunidade cient\u00edfica une esfor\u00e7os      para desvendar quais as rela\u00e7\u00f5es entre as tempestades e essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>As atividades conjuntas v\u00e3o envolver o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais      (Inpe), a Administra\u00e7\u00e3o Nacional de Aeron\u00e1utica e Espa\u00e7o (Nasa) e as universidades      de Washington e do Texas. O diretor do Instituto de Coopera\u00e7\u00e3o e Meteorologia      Aplicada da Universidade Norte \u0096 Americana do Texas, Richard Orville,      considera esse tipo de estudo essencial para obter uma melhor an\u00e1lise da a\u00e7\u00e3o      destes fen\u00f4menos na altera\u00e7\u00e3o do clima da terra.<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00f5es iniciais mostraram que um pequeno aumento na temperatura gera      um grande acr\u00e9scimo de rel\u00e2mpagos. &#8220;Se isto se confirmar, os raios ser\u00e3o      uma ferramenta fundamental nos estudos dos efeitos do El Ni\u00f1o e do aquecimento      global&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos mant\u00eam em funcionamento a maior rede de detec\u00e7\u00e3o de rel\u00e2mpagos      das Am\u00e9ricas, mas precisava de dados da Am\u00e9rica do Sul para aprimorar sua      pesquisas. O conv\u00eanio poder\u00e1 refor\u00e7ar algumas conclus\u00f5es surpreendentes. Uma      delas vem da Texas University. Richard Orville, considerado uma das maiores      autoridades mundiais em ci\u00eancia atmosf\u00e9rica, diz ter constatado o crescimento      no n\u00famero de raios em seu pa\u00eds nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<h4>Consenso<\/h4>\n<p>Apesar dos diversos estudos feitos sobre a interfer\u00eancia do aquecimento do      planeta e das \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico na costa do Peru, apenas h\u00e1 dois anos      houve um consenso na comunidade cient\u00edfica sobre a influ\u00eancia do El Ni\u00f1o no      aumento das descargas el\u00e9tricas. Mesmo assim, ainda existem pontos de diverg\u00eancia      entre os estudiosos do assunto.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia na mobiliza\u00e7\u00e3o dos institutos cient\u00edficos deve-se, tamb\u00e9m, aos      poucos dados conclusivos sobre essa interfer\u00eancias. Somente agora, os Estados      Unidos dever\u00e3o calcular o aumento de raios na presen\u00e7a destas anomalias que      desestabilizam o clima do planeta. As pesquisas neste setor est\u00e3o atrasadas      em rela\u00e7\u00e3o as outras quest\u00f5es clim\u00e1ticas. As informa\u00e7\u00f5es sobre os efeitos      do aquecimento global nas descargas el\u00e9tricas, por exemplo, s\u00e3o insuficientes      para qualquer conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a em avan\u00e7ar neste assunto, est\u00e1 no aperfei\u00e7oamento dos equipamentos      de detec\u00e7\u00e3o e rastreamento dos rel\u00e2mpagos. O Brasil come\u00e7a, agora, a formar      a sua rede de monitoramento, numa iniciativa das centrais Energ\u00e9ticas de Minas      Gerais (Cemig) e do Inpe. Mas a cobertura dever\u00e1 ficar restrita ao Sudoeste      do pa\u00eds e a uma pequena parte do Sul.<\/p>\n<h4>Descargas<\/h4>\n<p>O coordenador das pesquisas do Inpe referentes a descargas atmosf\u00e9ricas,      Osmar Pinto J\u00fanior, apresentou esta semana, no 5\u00ba Congresso Internacional      da Sociedade Brasileira de Geof\u00edsica, realizado em S\u00e3o Paulo, um dado alarmante.      No Sudoeste do Brasil, em abril de 1992, quando o El Ni\u00f1o estava em atividade,      foram registrados 200 mil raios. Por\u00e9m, dois anos mais tarde, j\u00e1 sem a presen\u00e7a      do fen\u00f4meno, esse n\u00famero caiu para 50 mil. &#8220;Temos necessidade real de      saber quais s\u00e3o as liga\u00e7\u00f5es entre esses dois assuntos&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>No territ\u00f3rio dos Estados Unidos caem por ano cerca de 35 milh\u00f5es de raios.      No Brasil esse \u00edndice pode ser tr\u00eas vezes maior, beirando a casa dos 100 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a fica ainda mais acentuada se comparado o volume de raios positivos      \u0096 mais raros e perigosos. Cerca de 9% das descargas americanas s\u00e3o desta      popularidade, enquanto no Brasil esse percentual sobe para 29%.<\/p>\n<p>Os raios das tempestades amaz\u00f4nicas tamb\u00e9m ser\u00e3o alvo de estudos envolvendo      o Brasil e Estados Unidos. Duas grandes campanhas de coleta de dados na regi\u00e3o      est\u00e3o programadas para o ver\u00e3o de 1999. O Inpe, a Universidade de S\u00e3o Paulo      e a Nasa ir\u00e3o instalar um sistema de rastreamento de raios em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>O equipamento, com quatro sensores de leitura de solo, ficar\u00e1 por tr\u00eas anos      fazendo registros.<\/p>\n<p>Fonte: www.raios.com.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/raios22.jpg\" alt=\"Raios\" width=\"317\" height=\"234\" title=\"Raios\" \/><br \/>\n     Raios<\/strong><\/p>\n<h4>O QUE S\u00c3O RAIOS?<\/h4>\n<p>A descarga atmosf\u00e9rica, popularmente conhecida como raio, fa\u00edsca ou corisco,      \u00e9 um fen\u00f4meno natural que ocorre em todas as regi\u00f5es da terra. Na regi\u00e3o tropical      do planeta, onde est\u00e1 localizado o Brasil, os raios ocorrem geralmente junto      com as chuvas.<\/p>\n<p>O raio \u00e9 um tipo de eletricidade natural e quando ocorre uma descarga atmosf\u00e9rica      temos um fen\u00f4meno de rara beleza, apesar dos perigos e acidentes que o mesmo      pode provocar.<\/p>\n<p><strong>O raio \u00e9 identificado por duas caracter\u00edsticas principais:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O<strong>\u00a0trov\u00e3o<\/strong>, que \u00e9 o som provocado pela expans\u00e3o        do ar aquecido pelo raio.<br \/>\n       O\u00a0<strong>rel\u00e2mpago,<\/strong>\u00a0que \u00e9 a intensa luminosidade        que aparece no caminho por onde o raio passou..<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os raios ocorrem porque as nuvens se carregam eletricamente. \u00c9 como se tiv\u00e9ssemos      uma grande bateria com um p\u00f3lo ligado na nuvem e outro p\u00f3lo ligado na terra.<\/p>\n<p>A &#8220;voltagem&#8221; desta bateria fica aplicada entre a nuvem e a terra.      Se ligarmos um fio entre a nuvem e a terra daremos um curto-circuito na bateria      e passar\u00e1 uma grande corrente el\u00e9trica pelo fio. O raio \u00e9 este fio que liga      a nuvem terra. Em condi\u00e7\u00f5es normais, o ar \u00e9 um bom isolante de eletricidade.      Quando temos uma nuvem carregada, o ar entre a nuvem e a terra come\u00e7a a conduzir      eletricidade porque a &#8220;voltagem&#8221; exitstente entre a nuvem e a terra      \u00e9 muito alta: v\u00e1rios milh\u00f5es de volts (a &#8220;voltagem&#8221; das tomadas      \u00e9 de 110 ou 220 volts).<\/p>\n<p>O raio provoca o curto-circuito da nuvem para a terra e pelo caminho formado      pelo raio passa uma corrente el\u00e9trica de milhares de amp\u00e9res. Um raio fraco      tem corrente de cerca de 2.000 A, um raio m\u00e9dio de 30.000 A e os raios mais      fortes tem correntes de mais de 100.000 A (um chuveiro tem corrente de 30      A).<\/p>\n<p>Apesar das correntes dos raios serem muito elevadas, elas circulam durante      um tempo muito curto (geralmente o raio dura menos de um segundo).<\/p>\n<p>Os raios podem sair da nuvem para a terra, da terra para a nuvem ou ent\u00e3o      sair da nuvem e da terra e se encontrar no meio do caminho.<\/p>\n<p>No mundo todo ocorrem cerca de 360.000 raios por hora (100 raios por segundo).      O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses do mundo onde caem mais raios. No estado de Minas      Gerais, onde foram feitas medi\u00e7\u00f5es precisas do n\u00famero de raios que caem na      terra, temos perto de 8 raios por quil\u00f4metro quadrado por ano.<\/p>\n<p>Muitos raios ocorrem dentro das nuvens. Geralmente este tipo de raio n\u00e3o      oferece perigo para quem est\u00e1 na terra, no entanto ele cria perigo para os      avi\u00f5es.<\/p>\n<p>Os raios caem nos pontos mais altos porque eles sempres procuram achar o      menos caminho entre a nuvem e a terra. \u00c1rvores altas, torres, antenas de televis\u00e3o,      torres de igreja e edif\u00edcios s\u00e3o pontos preferidos pelas descargas atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n<h4>S\u00c3O PERIGOSOS?<\/h4>\n<p>Sim. Os raios trazem uma s\u00e9rie de riscos para as pessoas, animais, equipamentos      e instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo antes de um raio cair j\u00e1 existe perigo. Antes de cair um raio, as nuvens      est\u00e3o &#8220;carregadas de eletricidade&#8221; e, se por baixo da nuvem tivermos,      por exemplo, uma cerca muito comprida, os fios da cerca tamb\u00e9m ficar\u00e3o &#8220;carregados      com eletricidade&#8221;. Se uma pessoa ou animal tocar na cerca ir\u00e1 tomar um      choque el\u00e9trico, que em alguns casos poder\u00e1 ser fatal.<\/p>\n<p>O choque el\u00e9trico ocorre quando uma corrente el\u00e9trica circula pelo corpo      de uma pessoa ou animal.<\/p>\n<p><strong>Dependendo da intensidade da corrente e do tempo em que a mesma circula      pelo corpo, poder\u00e3o ocorrer consequ\u00eancias diversas:<\/strong>\u00a0formigamento,      dor, contra\u00e7\u00f5es violentas, queimaduras e morte. Se um raio cair diretamente      sobre uma pessoa ou animal, dificilmente haver\u00e1 salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos as pessoas n\u00e3o s\u00e3o atingidas diretamente. Quando um      raio atinge uma cerca ou uma edifica\u00e7\u00e3o provoca uma circula\u00e7\u00e3o de corrente      pelas partes met\u00e1licas da instala\u00e7\u00e3o atingida.<\/p>\n<p>No caso da cerca, os arames conduzir\u00e3o parte da corrente do raio e ficar\u00e3o      eletrificados. No caso de uma casa, os canos met\u00e1licos de \u00e1gua, os fios da      instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e as ferragens das lajes e colunas ir\u00e3o conduzir parte      da corrente do raio e ficar\u00e3o tamb\u00e9m &#8220;carregados de eletricidade&#8221;.      Uma pessoa ou animal que esteja em contato ou at\u00e9 mesmo perto destas partes      met\u00e1licas poder\u00e1 tomar um choque violento.<\/p>\n<p>Mesmo no caso de um raio cair sobre uma estrutura que n\u00e3o tenha matais, como      por exemplo uma \u00e1rvore, uma pessoa perto desta \u00e1rvore poder\u00e1 tomar um choque.      Os valores das voltagens e correntes envolvidas no raio s\u00e3o t\u00e3o grandes que      ele faz a \u00e1rvore se comportar como um condutor de eletricidade.<\/p>\n<p>Os equipamentos el\u00e9tricos e telef\u00f4nicos sofrem muito com os raios. Estes      equipamentos s\u00e3o projetados para trabalhar com uma &#8220;voltagem&#8221; especificada.      Quando um raio cai perto ou sobre as redes telef\u00f4nicas, redes el\u00e9tricas e      antenas, ele provoca o aparecimento de &#8220;voltagens&#8221; elevadas nos      equipamentos, muito acima do valor para o qual eles foram projetados e geralmente      ocorre sua queima.<\/p>\n<p>Os raios podem provocar danos mec\u00e2nicos, como por exemplo derrubar \u00e1rvores      ou at\u00e9 mesmo arrancar tijolos e telhas de uma casa.<\/p>\n<p>Um dos grandes perigos que os raios criam s\u00e3o os inc\u00eancios. Muitos inc\u00eandios      em florestas s\u00e3o provocados por raios. No caso de silos e dep\u00f3sitos de material      inflam\u00e1vel, a queda de uma raio pode provocar consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas.<\/p>\n<h4>\u00c9 perigoso tomar banho em chuveiros el\u00e9tricos durante as tempestades?<\/h4>\n<p>Sim. O chuveiro el\u00e9trico est\u00e1 ligado \u00e0 rede el\u00e9trica que alimenta a resid\u00eancia      e se um raio cair pr\u00f3ximo ou sobre a mesma poderemos ter o aparecimento de      &#8220;voltagens&#8221; perigosas na fia\u00e7\u00e3o e a pessoa que est\u00e1 tomando banho      pode tomar um choque el\u00e9trico.<\/p>\n<h4>N\u00e3o devemos operar aparelhos el\u00e9tricos e telef\u00f4nicos durante as tempestades?<\/h4>\n<p>N\u00e3o, pelo mesmo motivo apresentado no caso de tomar banho. Os aparelhos el\u00e9tricos      e telef\u00f4nicos est\u00e3o ligados a fios, que podem ter suas &#8220;voltagens&#8221;      elevadas quando h\u00e1 queda de um raio sobre ou perto das redes telef\u00f4nicas e      el\u00e9tricas, ou mesmo no caso de um raio que caia sobre a casa.<\/p>\n<h4>\u00c9 poss\u00edvel se proteger contra os raios?<\/h4>\n<p>Sim. A ado\u00e7\u00e3o de medidas de seguran\u00e7a pessoal minimiza bastante os perigos      provocados pelos raios. A maior parte dos acidentes ocorre com pessoas que      est\u00e3o em locais descampados. Raramente temos acidentes com pessoas dentro      de edifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Durante as tempestades com raios:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Evite ficar em locais descampados e descobertos;<br \/>\n       As casas, edif\u00edcios, galp\u00f5es, carros, \u00f4nibus e trens s\u00e3o locais seguros;<br \/>\n       Dentro de uma edifica\u00e7\u00e3o, procure ficar afastado (no m\u00ednimo um metro) de        paredes, janelas, aparelhos el\u00e9tricos e telef\u00f4nicos;<br \/>\n       Evite tomar banho em chuveiro el\u00e9trico e operar aparelhos el\u00e9tricos e telef\u00f4nicos;<br \/>\n       Ficar em baixo de uma \u00e1rvore alta e isolada \u00e9 muito perigoso, no entanto        procura abrigo dentro de uma mata fechada \u00e9 seguro;<br \/>\n       Se estiver em local descampado, n\u00e3o carregue objetos longos, tais como guarda-chuva,        vara de pescar, enxada, ancinho, etc;<br \/>\n       N\u00e3o entre dentro de rios, lagoas e mar;<br \/>\n       N\u00e3o opere trator ou qualquer m\u00e1quina agr\u00edcola que n\u00e3o tenha cabine met\u00e1lica        fechada;<br \/>\n       Evite ficar perto de cercas e estruturas elevadas (torre, caixa d&#8217;\u00e1gua suspensa,        \u00e1rvore alta, etc.);<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>\u00c9 poss\u00edvel proteger equipamentos el\u00e9tricos e telef\u00f4nicos contra raios?<\/h4>\n<p>Sim. Existem protetores especiais que devem ser instalados nas tomadas e      nos telefones. Em dias de tempestade \u00e9 aconselh\u00e1vel desligar os equipamentos      das tomadas.<\/p>\n<h4>\u00c9 poss\u00edvel proteger casas e edifica\u00e7\u00f5es contra raios?<\/h4>\n<p>Sim. A norma brasileira NBR 5419 &#8211; Prote\u00e7\u00e3o de estruturas contra descargas      atmosf\u00e9ricas &#8211; Jun\/93, estabelece os crit\u00e9rios e procedimentos para a instala\u00e7\u00e3o      de p\u00e1ra-raios em casas e edifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4>Existem os raio e o corisco?<\/h4>\n<p>Raio e corisco s\u00e3o nomes popularmente utilizados para designar as descargas      atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n<h4>O que \u00e9 &#8220;raio-bola&#8221;?<\/h4>\n<p>\u00c9 um tipo de raio muito raro. Ele tem o formato de uma bola de fogo, que      fica flutuando no ar e algumas vezes ele explode, podendo provocar queimaduras      em animais e pessoas pr\u00f3ximas.<\/p>\n<h4>Caem mais raios em locais rochosos?<\/h4>\n<p>N\u00e3o existe evid\u00eancia cient\u00edfica de que o tipo de terreno influencie no n\u00famero      de raios que caem. O que sabemos \u00e9 que em locais elevados caem mais raios      de que em locais mais baixos.<\/p>\n<h4>Redes el\u00e9tricas que cortam fazendas aumentam os riscos com raios?<\/h4>\n<p>Um raio que cai sobre uma rede el\u00e9trica, provavelmente cairia no mesmo local      do terreno, mesmo se n\u00e3o n\u00e3o existisse a rede el\u00e9trica. Como a rede el\u00e9trica      se destaca, ou seja, ela acostuma ser um ponto elevado sobre o terreno, raios      que iriam cair no solo ou sobre \u00e1rvores acabam caindo sobre a rede.<\/p>\n<p>O perigo que a rede el\u00e9trica traz \u00e9 devido ao fato dela estar ligada \u00e0 instala\u00e7\u00e3o      el\u00e9trica de casas e edifica\u00e7\u00f5es. Um raio que cai na rede el\u00e9trica ou nas suas      proximidades acaba provocando o aparecimento de &#8220;voltagens&#8221; perigosas      na fia\u00e7\u00e3o das edifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4>Quando um rebanho inteiro morre devido a um raio pr\u00f3ximo a uma cerca, \u00e9      devido ao pr\u00f3prio agrupamento dos animais ou \u00e0 proximidade do rebanho da cerca?      O que atrai mais, o agrupamento de animais ou a cerca?<\/h4>\n<p>O que atrai o raio \u00e9 a altura relativa do objeto ou animal em rela\u00e7\u00e3o ao      solo.<\/p>\n<p>O raio sempre cai na estrutura mais alta. Em muitos casos os animais s\u00e3o      mais altos que a cerca e neste caso eles s\u00e3o pontos preferenciais para a queda      de raios.<\/p>\n<p>Como a altura dos animais e da pr\u00f3pria cerca n\u00e3o \u00e9 grande, eles n\u00e3o atraem      muitos raios. As \u00e1rvores isoladas, em geral, atraem mais raios que cercas      e animais.<\/p>\n<p>Mesmo no caso de uma cerca devidamente protegida (aterrada e seccionada),      se um raio cair sobre ela e se junto dela estiver um rebanho, provavelmente      o resultado ser\u00e1 catastr\u00f3fico. O raio que cai diretamente na cerca energiza      apenas um trecho dela, ou seja, o seccionamento e aterramento evitam a energiza\u00e7\u00e3o      de toda a cerca. Apenas os animais junto ao trecho de cerca energizado correm      grandes riscos.<\/p>\n<p>Fonte: www.para-raio.com.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<h4>RAIOS &#8211; ENERGIA APROVEIT\u00c1VEL<\/h4>\n<p>N\u00e3o existe ainda uma tecnologia capaz de armazenar a energia dos raios para      aproveit\u00e1-la depois. Mesmo que existisse, talvez n\u00e3o valesse a pena.<\/p>\n<p>A energia que um raio transfere da nuvem para a terra tem em torno de 500      quilowatts. Se voc\u00ea olhar a conta de luz da sua casa, ver\u00e1 que isso \u00e9 pouco      mais do que se consome em um m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez, no futuro, seja poss\u00edvel lan\u00e7ar m\u00e3o de uma torre para captar      raios e alimentar um s\u00edtio ou uma fazenda&#8221;, diz o meteorologista Osmar      Pinto J\u00fanior, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em S\u00e3o      Jos\u00e9 dos Campos, S\u00e3o Paulo. &#8220;Isso poder\u00e1 ser feito principalmente em      regi\u00f5es com alta incid\u00eancia de rel\u00e2mpagos, ou seja, mais de cinco fa\u00edscas      por quil\u00f4metro quadrado por ano&#8221;, afirma Osmar.<\/p>\n<p>Ainda assim, ser\u00e1 necess\u00e1rio estudar bem se o custo da montagem do equipamento      compensa o benef\u00edcio. Mesmo se fosse poss\u00edvel capturar todos os rel\u00e2mpagos      que caem em uma cidade como S\u00e3o Paulo (de 5 000 a 10 000 por ano) \u0097 por      meio de milhares de torres ou p\u00e1ra-raios \u0097, a energia capturada seria      suficiente para alimentar no m\u00e1ximo 600 resid\u00eancias. Ou seja, n\u00e3o valeria      a pena.<\/p>\n<h4>CARRO, ABRIGO SEGURO CONTRA RAIOS?<\/h4>\n<p>Sim! &#8220;Quando um carro \u00e9 atingido por um raio, as cargas el\u00e9tricas se      espalham por sua superf\u00edcie met\u00e1lica externa sem amea\u00e7ar quem est\u00e1 dentro&#8221;,      diz o f\u00edsico Adilson Gandu, da Universidade de S\u00e3o Paulo. Quando os pneus      est\u00e3o molhados pela chuva, essas cargas passam por eles e se descarregam no      solo.<\/p>\n<p>Mesmo com os pneus secos, elas se transformam em fagulhas e s\u00e3o absorvidas      pelo ch\u00e3o. Agora, quem for pego por uma tempestade em local aberto, sem um      carro para se proteger, deve ficar agachado. Em p\u00e9, funcionar\u00e1 como p\u00e1ra-raios.      Os p\u00e9s tamb\u00e9m t\u00eam que ficar unidos. Ao atingir o solo, o raio se espalha de      forma conc\u00eantrica.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que se afasta do centro, seu potencial el\u00e9trico diminui. Com as      pernas afastadas, o potencial em um dos p\u00e9s ser\u00e1 maior que em outro e essa      diferen\u00e7a permitiria a passagem de corrente el\u00e9trica pelo corpo.<\/p>\n<h4>PROTE\u00c7\u00c3O TOTAL<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/raios23.jpg\" alt=\"Raios\" width=\"372\" height=\"213\" title=\"Raios\" \/><br \/>\n     A lataria do carro forma uma coura\u00e7a contra cargas el\u00e9tricas<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1 &#8211;\u00a0<\/strong>Em vez de penetrar no autom\u00f3vel, a eletricidade        do raio se espalha por toda sua superf\u00edcie externa.<strong><br \/>\n       2 &#8211;<\/strong>\u00a0Atrav\u00e9s dos pneus, a eletricidade \u00e9 descarregada        para o solo<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: super.abril.uol.com.br<\/p>\n<h6>Raio<\/h6>\n<h4>DESCOBERTA DO RAIO<\/h4>\n<p>Foi somente ap\u00f3s a descoberta da eletricidade no in\u00edcio do s\u00e9culo 18, que      a natureza el\u00e9trica da atmosfera da Terra come\u00e7ou a ser desvendada.<\/p>\n<p>Em 1708, William Wall, ao ver uma fa\u00edsca sair de um peda\u00e7o de \u00e2mbar carregado      eletricamente, observou que ela era parecida com um rel\u00e2mpago. Na metade do      s\u00e9culo, ap\u00f3s a descoberta das primeiras propriedades el\u00e9tricas da mat\u00e9ria,      tornou-se evidente que os rel\u00e2mpagos deveriam ser uma forma de eletricidade,      associada de alguma maneira com as tempestades.<\/p>\n<p>Benjamin Franklin foi o primeiro a projetar um experimento para tentar provar      a natureza el\u00e9trica do rel\u00e2mpago. Em julho de 1750, Franklin prop\u00f4s que a      eletricidade poderia ser drenada de uma nuvem por uma mastro met\u00e1lico. Se      o mastro fosse isolado do solo, e um observador aproximasse do mesmo um fio      aterrado, uma fa\u00edsca saltaria do mastro para o fio quando uma nuvem eletrificada      estivesse perto.<\/p>\n<p>Se isto ocorresse, estaria provado que as nuvens s\u00e3o eletricamente carregadas      e, consequentemente, que os rel\u00e2mpagos tamb\u00e9m s\u00e3o um fen\u00f4meno el\u00e9trico. Em      maio de 1752, Thomas-Fran\u00e7ois D\u0092Alibard demonstrou que a sugest\u00e3o de      Franklin estava certa e que os rel\u00e2mpagos, portanto, eram um fen\u00f4meno el\u00e9trico.      Em junho de 1752, Franklin realizou outro experimento com o mesmo prop\u00f3sito,      seu famoso experimento com uma pipa. Ao inv\u00e9s de utilizar um mastro met\u00e1lico,      ele usou uma pipa, desde que ela poderia alcan\u00e7ar maiores altitudes e poderia      ser usada em qualquer lugar. Novamente, fa\u00edscas saltaram de uma chave colocada      na extremidade do fio preso a pipa em dire\u00e7\u00e3o a sua m\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em 1752, L. G. Lemonnier repetiu o experimento de Franklin com o mastro      met\u00e1lico, mas ao inv\u00e9s de aproximar um fio aterrado , colocou um pouco de      poeira para ver se ela seria atra\u00edda. Ele descobriu que mesmo quando n\u00e3o haviam      nuvens, situa\u00e7\u00e3o conhecida como condi\u00e7\u00e3o de tempo bom, uma fraca eletrifica\u00e7\u00e3o      existia na atmosfera. Ele tamb\u00e9m encontrou evid\u00eancias de que tal eletrifica\u00e7\u00e3o      variava da noite para o dia. Em 1775, G. Beccaria confirmou a exist\u00eancia da      varia\u00e7\u00e3o diurna da eletrifica\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de tempo bom e determinou que      a polaridade da carga el\u00e9trica na atmosfera nestas condi\u00e7\u00f5es era positiva      e que ela mudava para negativa quando haviam tempestades pr\u00f3ximas, em concord\u00e2ncia      com as observa\u00e7\u00f5es de Franklin.<\/p>\n<p>Em 1779, H.B. Saussure mediu pela primeira vez a carga induzida em um condutor      imerso na atmosfera. Seu instrumento, um precursor do eletr\u00f4metro, consistia      em observar a separa\u00e7\u00e3o entre duas pequenas esferas suspensas lado a lado      por fios finos. Al\u00e9m de confirmar os resultados de Beccaria, Saussure descobriu      uma varia\u00e7\u00e3o anual da eletrifica\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de tempo bom, bem como uma      varia\u00e7\u00e3o com a altitude. Ele acreditava que elas poderiam ser explicadas assumindo      que o ar continha uma carga positiva.<\/p>\n<p>Em 1785, C.A. Coulomb descobriu que o ar \u00e9 condutor, observando que um objeto      condutor isolado exposto ao ar gradualmente perdia sua carga. Sua descoberta,      entretanto, n\u00e3o foi compreendida na \u00e9poca, visto que os gases eram ent\u00e3o considerados      como isolantes, e ficou completamente esquecida. Em 1804, P. Erman, de modo      a explicar as observa\u00e7\u00f5es de Saussure, sugeriu pela primeira vez que a Terra      devia ser carregada negativamente. Em 1842, J. Peltier confirmou esta id\u00e9ia      e sugeriu que a carga no ar deveria ser origin\u00e1ria da Terra, a qual por sua      vez teria tornado-se carregada durante sua forma\u00e7\u00e3o. Em 1860, W. Thomson (tamb\u00e9m      conhecido por Lord Kelvin) defendeu a id\u00e9ia de que cargas positivas deveriam      existir na atmosfera para explicar sua eletrifica\u00e7\u00e3o em tempo bom. Ele foi      tamb\u00e9m o primeiro a reconhecer a eletrifica\u00e7\u00e3o da atmosfera como uma manifesta\u00e7\u00e3o      de um campo el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Em 1885, J. Elster e H. F. Geitel propuseram a primeira teoria para explicar      a estrutura el\u00e9trica das tempestades. Em 1887, W. Linss chegou aos mesmos      resultados obtidos por Coulomb cerca de 100 anos antes e, ent\u00e3o, estimou que      a Terra perderia quase toda a sua carga para a atmosfera condutora em menos      de uma hora, a menos que a fonte de cargas fosse reestabelecida. Este fato      deu origem ao que se tornou conhecido como problema fundamental da eletricidade      atmosf\u00e9rica, isto \u00e9, como a carga negativa da Terra \u00e9 mantida.<\/p>\n<p>As primeiras id\u00e9ias para resolver este problema somente surgiram no s\u00e9culo      seguinte. Em 1889, H.H. Hoffert identificou descargas de retorno individuais      em um rel\u00e2mpago no solo usando uma c\u00e2mara fotogr\u00e1fica primitiva. Em 1897,      F. Pockels estimou pela primeira vez a intensidade m\u00e1xima da corrente de um      rel\u00e2mpago no solo, atrav\u00e9s da medida do campo magn\u00e9tico residual produzido      por rel\u00e2mpagos em rochas bas\u00e1lticas. Finalmente em 1899, J. Elster e H.F.      Geitel descobriram que a radioatividade esta presente na atmosfera, estabelecendo      com isto uma explica\u00e7\u00e3o para a presen\u00e7a de \u00edons na atmosfera. As pr\u00f3ximas      descobertas a respeito da eletrifica\u00e7\u00e3o da atmosfera s\u00f3 surgiram ap\u00f3s o desenvolvimento      de instrumentos fotogr\u00e1ficos e el\u00e9tricos no s\u00e9culo 20. As leis f\u00edsicas b\u00e1sicas      para explicar tais descobertas s\u00e3o descritas por um conjunto de equa\u00e7\u00f5es conhecidas      por equa\u00e7\u00f5es de Maxwell, enunciadas por J.C. Maxwell em 1865.<\/p>\n<p>A atmosfera da Terra pode ser dividida em diferentes regi\u00f5es, com base em      diferentes par\u00e2metros.<\/p>\n<p><strong>Em termos de seu perfil de temperatura, a atmosfera \u00e9 dividida a      partir da superf\u00edcie da Terra nas seguintes regi\u00f5es:<\/strong>\u00a0troposfera,      estratosfera, mesosfera e termosfera. O limite entre a troposfera e a estratosfera,      onde a temperatura para de diminuir e come\u00e7a a aumentar com a altura \u00e9 chamado      de tropopausa.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de temperatura m\u00e1xima em torno de 50 km (cerca de 270 K) \u00e9 chamado      estratopausa, e separa a estratosfera da mesosfera.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de temperatura m\u00ednima em torno de 80 km (cerca de 180 K) \u00e9 chamado      de mesopausa e separa a mesosfera da termosfera.<\/p>\n<p>O perfil de temperatura \u00e9 vari\u00e1vel com o tempo e o local, ocasionalmente      apresentando na troposfera finas camadas dentro das quais a temperatura aumenta      com a altura, conhecidas como invers\u00f5es. A altura da tropopausa tamb\u00e9m depende      do tempo e do local, em particular da latitude geogr\u00e1fica. Abaixo de cerca      de 20 graus de latitude ela est\u00e1 normalmente localizada em torno de 15-18      km, enquanto que, perto dos p\u00f3los, ela pode estar em alturas t\u00e3o baixas quanto      8 km.<\/p>\n<p><strong>Do ponto de vista dos \u00edons e da condutividade, a atmosfera pode ser      dividida em:<\/strong>\u00a0atmosfera inferior, correspondente a troposfera,      m\u00e9dia atmosfera, correspondente a estratosfera e mesosfera, e atmosfera superior,      acima de 80 km, correspondente a termosfera.<\/p>\n<p>A atmosfera inferior e a m\u00e9dia atmosfera s\u00e3o fracamente condutoras devido      presen\u00e7a de pequenas concentra\u00e7\u00f5es de \u00edons. Nestas regi\u00f5es, os \u00edons s\u00e3o criados      pela ioniza\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas neutras do ar, geralmente mol\u00e9culas de nitrog\u00eanio      e oxig\u00eanio, por raios c\u00f3smicos prim\u00e1rios e secund\u00e1rios, e por part\u00edculas e      radia\u00e7\u00e3o produzida pelo decaimento radioativo de subst\u00e2ncias no solo, como      ur\u00e2nio e t\u00f3rio, e no ar, como g\u00e1s rad\u00f4nio. Como resultado da ioniza\u00e7\u00e3o das      mol\u00e9culas, el\u00e9trons livres e \u00edons positivos s\u00e3o criados.<\/p>\n<p>Os el\u00e9trons s\u00e3o ent\u00e3o rapidamente ligados a outras mol\u00e9culas neutras produzindo      \u00edons negativos. A produ\u00e7\u00e3o de \u00edons por raios c\u00f3smicos varia com a altitude      e a latitude.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de \u00edons devido ao decaimento de subst\u00e2ncias radioativas depende      das caracter\u00edsticas do solo. Em particular, nos oceanos ela \u00e9 v\u00e1rias ordens      de magnitude menor do que nos continentes. Em geral, a raz\u00e3o m\u00e9dia de ioniza\u00e7\u00e3o      (produ\u00e7\u00e3o de pares de \u00edons) sobre os continentes devida a subst\u00e2ncias radioativas      \u00e9 predominante sobre aquela devida a raios c\u00f3smicos abaixo de 1 km. Acima      de 1 km, a raz\u00e3o de ioniza\u00e7\u00e3o \u00e9 dominada por raios c\u00f3smicos. A raz\u00e3o de ioniza\u00e7\u00e3o      \u00e9 tamb\u00e9m dependente das condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e da atividade geomagn\u00e9tica      e solar. Ocasionalmente, a ioniza\u00e7\u00e3o criada por part\u00edculas energ\u00e9ticas durante      per\u00edodos de alta atividade geomagn\u00e9tica e solar pode dominar sobre a ioniza\u00e7\u00e3o      produzida por raios c\u00f3smicos acima de 20 km. Tamb\u00e9m o ciclo solar de 11 anos      produz uma varia\u00e7\u00e3o na raz\u00e3o de ioniza\u00e7\u00e3o na atmosfera. Esta varia\u00e7\u00e3o torna-se      mais pronunciada com o aumento da altura e com o aumento da latitude geomagn\u00e9tica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os \u00edons serem formados, eles reagem com as mol\u00e9culas neutras e prendem-se      a mol\u00e9culas de \u00e1gua do vapor d\u0092\u00e1gua sempre existente na atmosfera, formando      aglomerados de \u00edons. Estes aglomerados s\u00e3o relativamente est\u00e1veis, e constituem      a maioria dos \u00edons de tamanho molecular, tamb\u00e9m chamados de pequenos \u00edons.      Exemplos de tais \u00edons s\u00e3o h2O+(h2O) e O2-(h2O)n. Quando pequenos \u00edons agregam-se      a part\u00edculas de aeross\u00f3is, eles formam grandes \u00edons. Em geral, grandes \u00edons      est\u00e3o presentes na atmosfera em menores concentra\u00e7\u00f5es do que os pequenos \u00edons,      exceto em regi\u00f5es com altos n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o, onde eles podem ser mais numerosos.<\/p>\n<p>Durante condi\u00e7\u00f5es estacion\u00e1rias, a concentra\u00e7\u00e3o de pequenos \u00edons em um dado      instante e local \u00e9 o resultado do balan\u00e7o entre a produ\u00e7\u00e3o (raz\u00e3o de ioniza\u00e7\u00e3o)      e a destrui\u00e7\u00e3o de \u00edons. Pequenos \u00edons s\u00e3o destru\u00eddos pela recombina\u00e7\u00e3o entre      eles, e pela combina\u00e7\u00e3o com grandes \u00edons e part\u00edculas de aeross\u00f3is. A concentra\u00e7\u00e3o      total m\u00e9dia de pequenos \u00edons sobre os continentes e sobre os oceanos \u00e9 aproximadamente      a mesma e da ordem de 1000 cm-3, muito embora a raz\u00e3o de ioniza\u00e7\u00e3o sobre o      oceano seja menor devido \u00e0 aus\u00eancia de elementos radioativos.<\/p>\n<p>Este fato, entretanto, \u00e9 compensado pela menor raz\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o devido      baixa concentra\u00e7\u00e3o de aeross\u00f3is. Existem mais \u00edons pequenos positivos do que      negativos, e a diferen\u00e7a \u00e9 respons\u00e1vel pela exist\u00eancia de uma carga l\u00edquida      positiva na atmosfera.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia desta carga l\u00edquida pr\u00f3xima a superf\u00edcie da Terra implica que      um processo adicional de \u00edons deva existir, desde que o processo de ioniza\u00e7\u00e3o      produz iguais concentra\u00e7\u00f5es de \u00edons negativos e positivos. Um destes processos      \u00e9 chamado descarga pontual ou corona e est\u00e1 associado com largos campos el\u00e9tricos      que ocorrem pr\u00f3ximos as tempestades. \u00c0 medida que o campo el\u00e9trico aumenta,      o campo ao redor de objetos pontiagudos alcan\u00e7a valores suficientes para a      quebra de rigidez do ar, produzindo pequenas descargas na atmosfera. Como      conseq\u00fc\u00eancia, um largo n\u00famero de \u00edons de uma polaridade s\u00e3o injetados na atmosfera.      ons de uma s\u00f3 polaridade podem tamb\u00e9m ser formados na atmosfera pr\u00f3ximos a      quedas d\u0092\u00e1gua (\u00edons negativos) e por ondas nos oceanos (\u00edons positivos).<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da superf\u00edcie da Terra influencia a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons, aeross\u00f3is      e part\u00edculas radioativas atrav\u00e9s da distribui\u00e7\u00e3o de ventos, temperatura e      vapor d\u0092\u00e1gua. Tal influ\u00eancia \u00e9 dominada pela turbul\u00eancia. A camada na      qual esta influ\u00eancia \u00e9 significativa \u00e9 chamada camada planet\u00e1ria ou camada      limite. A profundidade desta camada \u00e9 altamente vari\u00e1vel, indo de dezenas      de metros at\u00e9 3 km acima do solo. \u00c9 v\u00e1lido notar que a maioria das medidas      el\u00e9tricas na atmosfera s\u00e3o feitas dentro desta camada.<\/p>\n<p>Diferentemente da atmosfera inferior e da m\u00e9dia atmosfera, na atmosfera superior      existem al\u00e9m dos \u00edons negativos e positivos uma consider\u00e1vel quantidade de      el\u00e9trons livres produzidos pela absor\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o solar por \u00e1tomos e mol\u00e9culas.<\/p>\n<p>Este processo \u00e9 chamado de fotoioniza\u00e7\u00e3o. Os el\u00e9trons podem ent\u00e3o se unir      a mol\u00e9culas neutras criando \u00edons negativos. Os el\u00e9trons e \u00edons criados por      este processo tornam a atmosfera um razo\u00e1vel condutor, formando uma regi\u00e3o      chamada ionosfera. Embora seja poss\u00edvel ter regi\u00f5es da ionosfera com excesso      de cargas negativas ou positivas, tal excesso \u00e9 muito pequeno comparado \u00e0s      cargas totais de modo que a ionosfera pode ser considerada neutra. Em geral,      a densidade num\u00e9rica de \u00edons negativos na ionosfera \u00e9 negligenci\u00e1vel e a ioniza\u00e7\u00e3o      pode ser descrita em termos da densidade de el\u00e9trons.<\/p>\n<p>A densidade de el\u00e9trons na ionosfera varia consideravelmente com a hora do      dia, altitude, latitude, atividade solar e outros efeitos locais. A maior      varia\u00e7\u00e3o da densidade de el\u00e9trons ocorre ao longo do dia, em fun\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o      da radia\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, a fotoioniza\u00e7\u00e3o \u00e9 devida a radia\u00e7\u00e3o solar espalhada por \u00e1tomos de      hidrog\u00eanio das camadas mais externas da atmosfera e \u00e9 muito menor do que de      dia.<\/p>\n<p>Iniciando-se na parte superior da ionosfera e estendendo-se para cima est\u00e1      localizada a magnetosfera, regi\u00e3o onde a din\u00e2mica das part\u00edculas \u00e9 governada      pelo campo magn\u00e9tico da Terra. Os \u00edons, pr\u00f3tons e el\u00e9trons nesta regi\u00e3o s\u00e3o      origin\u00e1rios da ionosfera e do vento solar, um fluxo de part\u00edculas carregadas      provenientes do sol que atinge a atmosfera da Terra na magnetopausa, o limite      superior da magnetosfera. Na parte interna da magnetosfera, part\u00edculas carregadas      s\u00e3o aprisionadas pelo campo magn\u00e9tico formando cintur\u00f5es de radia\u00e7\u00e3o ao redor      da Terra.<\/p>\n<p>Na atmosfera inferior e m\u00e9dia atmosfera, \u00edons negativos e positivos movem-se      em resposta aos campos el\u00e9tricos. Durante seu movimento, eles colidem com      part\u00edculas neutras, as quais atuam de modo a impedir o movimento. A facilidade      dos \u00edons de moverem-se atrav\u00e9s das part\u00edculas neutras \u00e9 descrita por um fator      denominado mobilidade, o qual depende da massa e da carga dos \u00edons, da densidade      de part\u00edculas neutras e da temperatura.<\/p>\n<p>A capacidade da atmosfera de conduzir uma corrente el\u00e9trica \u00e9 expressa em      termos de sua condutividade. A condutividade na atmosfera inferior e m\u00e9dia      atmosfera \u00e9 isotr\u00f3pica, sendo dada pelo produto da densidade de \u00edons, a carga      dos \u00edons e a mobilidade. Somente os \u00edons pequenos contribuem para a condutividade,      desde que a mobilidade dos \u00edons grandes \u00e9 v\u00e1rias ordens de grandeza menor.<\/p>\n<p>Na atmosfera inferior as condutividades de \u00edons negativos e positivos n\u00e3o      s\u00e3o exatamente iguais. A condutividade na atmosfera inferior e m\u00e9dia atmosfera      aumenta com a altitude. Esta varia\u00e7\u00e3o \u00e9 principalmente devida ao aumento da      mobilidade com a altitude, em conseq\u00fc\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o da densidade da atmosfera.      A condutividade tamb\u00e9m varia com a latitude, devido \u00e0 varia\u00e7\u00e3o da intensidade      de raios c\u00f3smicos, e tende a ser maior em altas latitudes. Perto da superf\u00edcie      da Terra, a condutividade apresenta varia\u00e7\u00f5es em associa\u00e7\u00e3o com a presen\u00e7a      de neblina ou polui\u00e7\u00e3o. Na atmosfera superior, a condutividade \u00e9 anisotr\u00f3pica      devido ao fato da mobilidade de \u00edons e el\u00e9trons depender da dire\u00e7\u00e3o do campo      magn\u00e9tico. Em 100 km de altitude, a condutividade do ar \u00e9 11 ordens de magnitude      superior \u00e0quela perto do solo e aproximadamente igual \u00e0 condutividade do solo.<\/p>\n<p>A condutividade da atmosfera da origem a uma propriedade denominada tempo      de relaxa\u00e7\u00e3o, que representa o tempo para a atmosfera blindar a carga de um      objeto imerso nela por um fator de 0.37. O tempo de relaxa\u00e7\u00e3o, em condi\u00e7\u00e3o      de tempo bom, \u00e9 dado pela permitividade do ar dividida pela condutividade.      Ap\u00f3s cerca de 5 vezes o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o, toda a carga do objeto ser\u00e1 blindada.      Perto do solo, o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o \u00e9 cerca de 10 minutos. \u00c0 medida que a      condutividade aumenta com a altitude na atmosfera, o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o diminui.      Em 10 km, o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o \u00e9 cerca de 1 minuto.<\/p>\n<p>O campo el\u00e9trico de tempo bom \u00e9 uma conseq\u00fc\u00eancia da exist\u00eancia de uma carga      na superf\u00edcie da Terra e da condutividade. Em fun\u00e7\u00e3o desta carga ser negativa,      o campo el\u00e9trico \u00e9 voltado para baixo. Nos continentes, o campo el\u00e9trico m\u00e9dio      \u00e9 cerca de 120 V\/m. Este valor corresponde a uma carga superficial de &#8211; 1,2      x 10-9 C\/m2. Integrada sobre a superf\u00edcie da Terra, este valor resulta em      uma carga total de 600 kC. Uma carga positiva igual existe na atmosfera. \u00c9      valido notar que este campo \u00e9 impercept\u00edvel em nossa vida. Isto \u00e9 devido ao      fato de virtualmente todas as coisas, inclusive nosso corpo, serem condutoras      comparadas ao ar.<\/p>\n<p>Assumindo um aumento exponencial da condutividade com a altitude, pode ser      mostrado que o campo el\u00e9trico diminui exponencialmente com a altitude. Em      uma altitude de 30 km, o campo el\u00e9trico \u00e9 t\u00e3o baixo quanto 300 mV\/m. Integrando      o campo el\u00e9trico da superf\u00edcie da Terra at\u00e9 a ionosfera resulta em uma diferen\u00e7a      de potencial de cerca de 200 kV.<\/p>\n<p>Perto do solo o campo el\u00e9trico apresenta largas varia\u00e7\u00f5es causadas por movimentos      turbulentos de cargas em associa\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Outro mecanismo para separar cargas perto da superf\u00edcie \u00e9 denominado efeito      eletrodo. Devido \u00e0 carga negativa da Terra, \u00edons negativos na atmosfera movem-se      para cima. Por n\u00e3o serem substitu\u00eddos na mesma propor\u00e7\u00e3o por \u00edons negativos      gerados por fontes radioativas, forma-se uma regi\u00e3o de cargas positivas perto      do solo. Em uma atmosfera sem aeross\u00f3is, esta regi\u00e3o tem uma espessura de      somente uns poucos metros, na qual o campo el\u00e9trico diminui por um fator de      2. A presen\u00e7a de aeross\u00f3is faz com que esta regi\u00e3o seja maior. Sobre a \u00e1gua,      esta camada tamb\u00e9m \u00e9 maior, devido \u00e0 aus\u00eancia de \u00edons de fontes radioativas.<\/p>\n<p>O campo el\u00e9trico de tempo bom apresenta varia\u00e7\u00f5es diurnas e sazonais. A t\u00edpica      varia\u00e7\u00e3o diurna do campo em fun\u00e7\u00e3o da hora universal foi pela primeira vez      identificada pelas medidas realizadas pelo navio Carnegie na d\u00e9cada de 20.      A famosa curva de Carnegie \u00e9 um resultado de valores m\u00e9dios hor\u00e1rios do campo      el\u00e9trico tomados ao longo de muitos dias. A curva de Carnegie \u00e9 muito dif\u00edcil      de ser reproduzida em esta\u00e7\u00f5es continentais devido a processos locais tais      como correntes de convec\u00e7\u00e3o e varia\u00e7\u00f5es nas concentra\u00e7\u00f5es de aeross\u00f3is.<\/p>\n<p>Em geral, flutua\u00e7\u00f5es nas densidades de cargas associadas com estes processos      dentro da camada planet\u00e1ria tem um efeito sobre o campo el\u00e9trico compar\u00e1vel      quele da curva de Carnegie. Se as varia\u00e7\u00f5es locais em esta\u00e7\u00f5es continentais      s\u00e3o removidas atrav\u00e9s de m\u00e9dias, o campo el\u00e9trico mostra uma depend\u00eancia com      a hora universal similar \u00e0quela da curva de Carnegie. O campo el\u00e9trico de      tempo bom tamb\u00e9m mostra uma varia\u00e7\u00e3o sazonal.<\/p>\n<p>Muito embora a varia\u00e7\u00e3o siga o padr\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o com a hora universal, existem      pequenas varia\u00e7\u00f5es no hor\u00e1rio onde o campo \u00e9 m\u00e1ximo, indicando mudan\u00e7as na      longitude de m\u00e1xima atividade de tempestades. O campo el\u00e9trico m\u00e9dio tamb\u00e9m      apresenta varia\u00e7\u00f5es sazonais com valores m\u00e1ximos na primavera e no ver\u00e3o no      hemisf\u00e9rio norte, indicando que existem mais tempestades nestas esta\u00e7\u00f5es no      hemisf\u00e9rio norte do que nestas mesmas esta\u00e7\u00f5es no hemisf\u00e9rio sul. Isto, por      sua vez, \u00e9 resultado do fato de existir mais terra no hemisf\u00e9rio norte.<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 exist\u00eancia de um campo el\u00e9trico vertical orientado para baixo      e \u00e0 presen\u00e7a de \u00edons negativos e positivos, uma densidade de corrente orientada      para baixo, denominada de densidade decorrente de Maxwell, est\u00e1 constantemente      fluindo na atmosfera nas regi\u00f5es de tempo bom. Acima da camada planet\u00e1ria,      a densidade de corrente \u00e9 basicamente uma densidade de corrente de condu\u00e7\u00e3o.      Ela \u00e9 aproximadamente constante com a altitude e da ordem de 2 x 10-12 A\/m2.<\/p>\n<p>Na camada planet\u00e1ria, entretanto, a densidade de corrente apresenta varia\u00e7\u00f5es      em associa\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, as quais produzem transporte      de cargas que podem ser representados por uma densidade corrente de convec\u00e7\u00e3o.      Medidas de densidade de corrente na atmosfera tamb\u00e9m incluem a contribui\u00e7\u00e3o      da densidade de corrente de deslocamento, associada com varia\u00e7\u00f5es temporais      do campo el\u00e9trico. A densidade de corrente de condu\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de tempo      bom apresenta tamb\u00e9m a mesma varia\u00e7\u00e3o diurna que o campo el\u00e9trico.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o do campo el\u00e9trico de tempo bom com a altura deve ser necessariamente      acompanhada pela presen\u00e7a de cargas na atmosfera. Se n\u00e3o existem fontes de      carga na atmosfera, esta varia\u00e7\u00e3o \u00e9 um efeito direto da varia\u00e7\u00e3o da condutividade      com a altura. Se a condutividade fosse uniforme, cargas n\u00e3o se acumulariam      na atmosfera e o campo el\u00e9trico seria uniforme. Quase toda carga na atmosfera      est\u00e1 abaixo de 30 km. Integrando a densidade de carga na atmosfera da superf\u00edcie      at\u00e9 a ionosfera (ou, em termos pr\u00e1ticos 30 km), uma carga total de cerca de      600 kC \u00e9 obtida. A carga na superf\u00edcie da Terra \u00e9 tamb\u00e9m de 600 kC de modo      a compensar esta carga na atmosfera.<\/p>\n<p>Na atmosfera, em condi\u00e7\u00f5es de tempo, bom uma densidade de corrente constante      est\u00e1 sempre presente. Em conseq\u00fc\u00eancia, se n\u00e3o existisse uma fonte cont\u00ednua      de carga, ap\u00f3s um certo tempo toda carga na atmosfera fluiria para a superf\u00edcie      da Terra cancelando sua carga, de modo que n\u00e3o existiria um campo el\u00e9trico      na atmosfera. Este tempo foi calculado como sendo muito menor do que uma hora.      Portanto, a exist\u00eancia de um campo el\u00e9trico em condi\u00e7\u00f5es de tempo bom, ou      em outras palavras, de uma densidade de corrente constante, implica que uma      fonte de cargas cont\u00ednua deve existir.<\/p>\n<p>A origem da densidade de corrente na atmosfera, a qual est\u00e1 sempre presente      e pode ser observada em qualquer lugar, foi conhecida no in\u00edcio da s\u00e9culo      20 como o problema fundamental da eletricidade atmosf\u00e9rica. A primeira tentativa      para resolver este problema foi sugerida por C.T.R. Wilson em 1920. Wilson      estabeleceu a hip\u00f3tese, conhecida como teoria do capacitor esf\u00e9rico, de que      a superf\u00edcie da Terra e uma superf\u00edcie equipotencial em alguma altitude deveriam      se comportar como placas de um capacitor esf\u00e9rico.<\/p>\n<p>A camada equipotencial foi primeiramente chamada de eletrosfera e foi suposta      estar localizada entre 40 e 60 km. Mais tarde, ela foi considerada ser coincidente      com a ionosfera. Este capacitor esf\u00e9rico \u00e9 carregado at\u00e9 uma diferen\u00e7a de      potencial de 200 kV. As cargas entre as placas estariam se movendo rumo ao      solo, constituindo uma corrente de fuga. Esta corrente pode ser calculada      multiplicando a densidade de corrente em condi\u00e7\u00f5es de tempo bom pela \u00e1rea      da superf\u00edcie da Terra. Isto resulta em uma corrente total de descarga do      capacitor de cerca de 1000 A. De modo a manter o capacitor esf\u00e9rico carregado,      a atividade de tempestades em todo o mundo foi suposta atuar como um gerador      de corrente, separando cargas e causando o transporte de cargas positivas      da Terra para a ionosfera na mesma raz\u00e3o de 1000 A.<\/p>\n<p>Considerando que existem algo em torno de 1000 tempestades sempre ocorrendo,      cada tempestade geraria algo em torno de 1 A. Se esta teoria estiver correta,      deve existir uma rela\u00e7\u00e3o entre a atividade global de tempestades (a intensidade      do gerador) e o campo el\u00e9trico em condi\u00e7\u00f5es de tempo bom. A similaridade entre      a varia\u00e7\u00e3o diurna da atividade global de tempestades e a curva de Carnegie,      com valores m\u00e1ximos e m\u00ednimos aproximadamente nas mesmas horas universais,      foi usada para atribuir a varia\u00e7\u00e3o diurna do campo el\u00e9trico \u00e0 atividade global      de tempestades, sendo o mais forte argumento em favor da teoria do capacitor      esf\u00e9rico.<\/p>\n<p>As amplitudes de ambas varia\u00e7\u00f5es diurnas, entretanto, s\u00e3o diferentes. A amplitude      da varia\u00e7\u00e3o da atividade de tempestades \u00e9 cerca de duas vezes maior que a      varia\u00e7\u00e3o diurna do campo el\u00e9trico. Esta diferen\u00e7a em amplitudes \u00e9 provavelmente      devida \u00e0 variabilidade das tempestades.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o diurna da atividade de tempestades tem sido verificada tamb\u00e9m      atrav\u00e9s de medidas da radia\u00e7\u00e3o produzida pelos rel\u00e2mpagos, conhecida como      atmosf\u00e9rics ou sf\u00e9rics.<\/p>\n<p>A teoria do capacitor esf\u00e9rico pode tamb\u00e9m ser vista como um grande circuito      el\u00e9trico incluindo a superf\u00edcie da Terra, a ionosfera e a atmosfera junto      com as tempestades. Este circuito \u00e9 geralmente conhecido como circuito el\u00e9trico      atmosf\u00e9rico global. A teoria \u00e9 do tipo quase est\u00e1tica, onde o campo el\u00e9trico      atmosf\u00e9rico deve ser considerado como um campo estacion\u00e1rio (e n\u00e3o est\u00e1tico),      resultante do equil\u00edbrio entre o processo de gera\u00e7\u00e3o de cargas pelas tempestades      e o processo de aniquila\u00e7\u00e3o de cargas nas regi\u00f5es em condi\u00e7\u00f5es de tempo bom.      Ela pode ser aplicada \u00e0s varia\u00e7\u00f5es com per\u00edodos maiores do que 10 minutos,      o qual corresponde ao maior tempo de relaxa\u00e7\u00e3o do circuito e que ocorre perto      do solo.<\/p>\n<p>A teoria do capacitor esf\u00e9rico para o circuito el\u00e9trico atmosf\u00e9rico global,      entretanto, tem v\u00e1rias limita\u00e7\u00f5es. Embora a condutividade da ionosfera seja      bastante alta, ela aumenta sistematicamente com a altitude, de modo que n\u00e3o      existe uma camada equipotencial. Uma vers\u00e3o eletrost\u00e1tica mais completa do      circuito el\u00e9trico atmosf\u00e9rico global tem sido proposta sem considerar a exist\u00eancia      de uma camada equipotencial superior. Tal fato torna poss\u00edvel a influ\u00eancia      dos campos el\u00e9tricos ionosf\u00e9ricos e magnetosf\u00e9ricos sobre a atmosfera inferior,      principalmente perto das regi\u00f5es polares. Varia\u00e7\u00f5es temporais no circuito      global s\u00e3o, entretanto, predominantemente associadas com varia\u00e7\u00f5es das tempestades,      principalmente longe das regi\u00f5es polares.<\/p>\n<p>Tais varia\u00e7\u00f5es podem estar relacionadas a varia\u00e7\u00f5es no n\u00famero total de tempestades      ou varia\u00e7\u00f5es em suas caracter\u00edsticas. Varia\u00e7\u00f5es temporais no circuito global      podem tamb\u00e9m estar associadas a varia\u00e7\u00f5es no vento solar, atrav\u00e9s de sua modula\u00e7\u00e3o      da intensidade da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. Varia\u00e7\u00f5es no fluxo de raios c\u00f3smicos alcan\u00e7ando      a atmosfera podem causar uma consider\u00e1vel mudan\u00e7a na resistividade el\u00e9trica      da atmosfera acima das tempestades, produzindo sens\u00edveis varia\u00e7\u00f5es no circuito.      O circuito global tamb\u00e9m apresenta varia\u00e7\u00f5es anuais e semi-anuais, em resposta      s assimetrias nas \u00e1reas com continentes e oceanos e as varia\u00e7\u00f5es semi-anuais      da temperatura do ar nos tr\u00f3picos, que apresentam m\u00e1ximos valores nos equin\u00f3cios      quando o sol esta centrado sobre o equador.<\/p>\n<p>Perto das tempestades, outras fontes de corrente podem existir, tais como      descargas pontuais, precipita\u00e7\u00e3o e rel\u00e2mpagos. Devido \u00e0 complexidade em se      modelar as tempestades, a import\u00e2ncia relativa de tais correntes, como geradoras      para o circuito global, permanece em estudo. Recente investiga\u00e7\u00f5es, entretanto,      t\u00eam indicado que descargas pontuais e n\u00e3o os rel\u00e2mpagos podem ser o principal      processo respons\u00e1vel pela carga negativa superficial da Terra.<\/p>\n<p>Finalmente, \u00e9 poss\u00edvel que outros geradores n\u00e3o associados com as tempestades      possam ter um papel significante no circuito global. Outras nuvens eletrificadas,      al\u00e9m das de tempestade, s\u00e3o um poss\u00edvel candidato. Entretanto, devido \u00e0 falta      de um conhecimento mais preciso da estrutura el\u00e9trica destas nuvens, sua import\u00e2ncia      permanece indefinida.<\/p>\n<p>As primeiras fotografias de rel\u00e2mpagos foram obtidas durante a d\u00e9cada de      1880. Elas revelaram um alargamento do canal quando fortes ventos estavam      presentes e permitiram visualizar individualmente as descargas de retorno,      quando a c\u00e2mara era movida mantendo-se o obturador aberto. Ap\u00f3s mais de um      s\u00e9culo, fotografar rel\u00e2mpagos ainda pode ser muito excitante, principalmente      devido a seu caracter n\u00e3o reproduz\u00edvel. Fotografar rel\u00e2mpagos requer paci\u00eancia      e alguma experi\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem garantias que voc\u00ea consiga uma boa foto em pouco tempo, e mesmo      ap\u00f3s ter conseguido, que consiga outras freq\u00fcentemente.<\/p>\n<p>Contudo, se voc\u00ea for persistente, voc\u00ea ter\u00e1 sucesso. Entretanto, esta atividade      pode ser extremamente perigosa se adequadas regras de prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o forem seguidas      (ver regras de prote\u00e7\u00e3o pessoal na pagina Prote\u00e7\u00e3o Contra Rel\u00e2mpagos).<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o abaixo \u00e9 o resultado da experi\u00eancia e n\u00e3o do conhecimento formal      no assunto. Todas as fotos foram tiradas em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, S\u00e3o Paulo      nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>De modo a tirar fotos de rel\u00e2mpagos, voc\u00ea precisa ter uma c\u00e2mara com controle      do tempo de exposi\u00e7\u00e3o e um trip\u00e9. Se o obturador \u00e9 aberto eletronicamente,      carregue consigo pilhas extras. O uso freq\u00fcente de longos tempos de exposi\u00e7\u00e3o      rapidamente consome as pilhas. O melhor filme para ser usado \u00e9 ASA 100 ou      menor.<\/p>\n<p>Quanto menor a velocidade do filme, maior o tempo de exposi\u00e7\u00e3o que pode ser      usado. Todas as fotos nesta homepage foram tiradas com filme ASA 100. O uso      deste filme tem as vantagens de ser mais econ\u00f4mico e mais f\u00e1cil de ser encontrado.      N\u00e3o esque\u00e7a de sempre ter filmes extras. Nada \u00e9 mais frustrante que n\u00e3o ter      filmes durante uma tempestade.<\/p>\n<p>Com respeito aos ajustes da c\u00e2mara, sempre use o foco no infinito. Use de      prefer\u00eancia comprimentos focais entre 35 e 80 mm. Comprimentos focais de 200      ou mesmo 300 mm permitem tirar fotos de rel\u00e2mpagos distantes, porem em geral      a qualidade da imagem n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o boa. Para fotos noturnas, use abertura f\/11      ou menor.<\/p>\n<p>Quanto menor este numero, maior \u00e9 a abertura. Para fotos diurnas, use valores      pr\u00f3ximos a f\/22. Para controlar o tempo de exposi\u00e7\u00e3o, voc\u00ea pode usar um cabo      ao inv\u00e9s de tocar diretamente na c\u00e2mara, de modo a minimizar movimentos da      c\u00e2mara, embora n\u00e3o seja essencial.<\/p>\n<p>Em adi\u00e7\u00e3o a estes detalhes t\u00e9cnicos, voc\u00ea precisa adquirir uma certa pr\u00e1tica      que s\u00f3 \u00e9 conseguida com a experi\u00eancia. Entretanto, alguns conselhos podem      ser \u00fateis para atingir-se esta experi\u00eancia mais rapidamente.<\/p>\n<p>Escolha um bom local. Isto pode ser bastante dif\u00edcil. Tente encontrar locais      livres de linhas de energia el\u00e9trica, postes ou outros objetos que possam      obstruir a vis\u00e3o do c\u00e9u. Se for noite, evite que outras luzes tais como far\u00f3is      de carro ou luzes da rua possam aparecer na foto. Evite tamb\u00e9m que a c\u00e2mara      aponte numa dire\u00e7\u00e3o tal que a chuva, trazida pelo vento, possa incidir sobre      a lente da c\u00e2mara. As gotas de chuva ir\u00e3o aparecer na foto, alem de poderem      entrar na c\u00e2mara e danifica-la. O ideal \u00e9 ficar o mais longe poss\u00edvel da chuva.<\/p>\n<p>Observe o c\u00e9u por uns instantes antes de tentar tirar fotos e procure regi\u00f5es      com grande freq\u00fc\u00eancia de rel\u00e2mpagos. Tente visualizar a maior regi\u00e3o do c\u00e9u      poss\u00edvel, mas sempre inclua um pouco do solo. As melhores fotos sempre incluem      um pouco do solo. Outra vantagem e que, no caso de um raio atingir o solo      pr\u00f3ximo de voc\u00ea, o local da queda ira aparecer na foto.<\/p>\n<p>Durante o dia, as \u00fanicas tempestades que podem dar boas fotos s\u00e3o aquelas      pr\u00f3ximas a voc\u00ea e com grande freq\u00fc\u00eancia de raios. Fotos durante o dia somente      ficar\u00e3o boas se o rel\u00e2mpago estiver a menos que cerca de 5 quil\u00f4metros. Tempos      de exposi\u00e7\u00e3o em geral devem ser menor que 3 segundos. Conseguir fotos de rel\u00e2mpagos      durante o dia \u00e9 em geral muito dif\u00edcil e pode resultar numa grande quantidade      de filme perdida. Entretanto, uma boa foto de rel\u00e2mpago durante o dia pode      ser compensadora.<\/p>\n<p>A noite, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio esperar que os rel\u00e2mpagos estejam muito pr\u00f3ximos      para se obter boas fotos. Boas fotos podem ser obtidas de rel\u00e2mpagos distantes      10 ou mesmo 20 quil\u00f4metros. Entretanto, quando os rel\u00e2mpagos estiverem pr\u00f3ximos,      em geral as fotos ser\u00e3o mais espetaculares. Fotografar rel\u00e2mpagos a noite      \u00e9 mais f\u00e1cil do que de dia. Voc\u00ea pode deixar o obturador aberto por um longo      tempo (v\u00e1rios minutos, ou mesmo, em alguns casos, varias dezenas de minutos),      de modo que um, dois, tr\u00eas ou mais rel\u00e2mpagos podem aparecer na mesma foto.      Se durante a exposi\u00e7\u00e3o, ocorrer um rel\u00e2mpago com bastantes ramifica\u00e7\u00f5es, pare      a exposi\u00e7\u00e3o. Em geral as ramifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o menos brilhantes, e caso outro rel\u00e2mpago      ocorra elas tendem a ficarem menos vis\u00edveis. Caso o rel\u00e2mpago seja simples,      as chances de aparecerem v\u00e1rios ramifica\u00e7\u00f5es \u00e9 maior. Avance o filme para      a pr\u00f3xima foto se ocorrer um clar\u00e3o no c\u00e9u devido a um rel\u00e2mpago dentro da      nuvem.<\/p>\n<p>A maioria das tempestades, entretanto, ocorre no final da tarde durante o      crep\u00fasculo, e durante este per\u00edodo voc\u00ea pode deixar o obturador aberto somente      por uns poucos segundos, caso contrario a luz do crep\u00fasculo ira causar sobrexposicao      do filme e o rel\u00e2mpago n\u00e3o aparecera nitidamente na foto.<\/p>\n<p>Finalmente, fotografar rel\u00e2mpagos pode ser um tarefa bastante dispendiosa,      devido a quantidade de filme usada. Para minimizar este custo, voc\u00ea pode ao      revelar as fotos pedir para fazer copias somente daquelas em que o rel\u00e2mpago      aparece. Caso contrario, voc\u00ea ter\u00e1 que pagar por todas as outras fotos, que      ir\u00e3o apenas mostrar a mesma cena sem rel\u00e2mpagos. Entretanto, n\u00e3o esque\u00e7a de      checar todos os negativos. Algumas vezes a loja que revela as fotos pode se      enganar.<\/p>\n<h4>O QUE S\u00c3O?<\/h4>\n<p>A descarga atmosf\u00e9rica, popularmente conhecida como raio, fa\u00edsca ou corisco,      \u00e9 um fen\u00f4meno natural que ocorre em todas as regi\u00f5es da terra. Na regi\u00e3o tropical      do planeta, onde est\u00e1 localizado o Brasil, os raios ocorrem geralmente junto      com as chuvas.O raio \u00e9 um tipo de eletricidade natural e quando ocorre uma      descarga atmosf\u00e9rica temos um fen\u00f4meno de rara beleza, apesar dos perigos      e acidentes que o mesmo pode provocar.<\/p>\n<p><strong>O raio \u00e9 identificado por duas caracter\u00edsticas principais:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O\u00a0<strong>trov\u00e3o<\/strong>, que \u00e9 o som provocado pela expans\u00e3o        do ar aquecido pelo raio.<br \/>\n       O\u00a0<strong>rel\u00e2mpago<\/strong>, que \u00e9 a intensa luminosidade que        aparece no caminho por onde o raio passou..<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os raios ocorrem porque as nuvens se carregam eletricamente. \u00c9 como se tiv\u00e9ssemos      uma grande bateria com um p\u00f3lo ligado na nuvem e outro p\u00f3lo ligado na terra.A      &#8220;voltagem&#8221; desta bateria fica aplicada entre a nuvem e a terra.      Se ligarmos um fio entre a nuvem e a terra daremos um curto-circuito na bateria      e passar\u00e1 uma grande corrente el\u00e9trica pelo fio.<\/p>\n<p>O raio \u00e9 este fio que liga a nuvem terra. Em condi\u00e7\u00f5es normais, o ar \u00e9 um      bom isolante de eletricidade.<\/p>\n<p><strong>Quando temos uma nuvem carregada, o ar entre a nuvem e a terra come\u00e7a      a conduzir eletricidade porque a &#8220;voltagem&#8221; exitstente entre a nuvem      e a terra \u00e9 muito alta:<\/strong>\u00a0v\u00e1rios milh\u00f5es de volts (a &#8220;voltagem&#8221;      das tomadas \u00e9 de 110 ou 220 volts).<\/p>\n<p>O raio provoca o curto-circuito da nuvem para a terra e pelo caminho formado      pelo raio passa uma corrente el\u00e9trica de milhares de amp\u00e9res.<\/p>\n<p>Um raio fraco tem corrente de cerca de 2.000 A, um raio m\u00e9dio de 30.000 A      e os raios mais fortes tem correntes de mais de 100.000 A (um chuveiro tem      corrente de 30 A).Apesar das correntes dos raios serem muito elevadas, elas      circulam durante um tempo muito curto (geralmente o raio dura menos de um      segundo).<\/p>\n<p>Os raios podem sair da nuvem para a terra, da terra para a nuvem ou ent\u00e3o      sair da nuvem e da terra e se encontrar no meio do caminho.No mundo todo ocorrem      cerca de 360.000 raios por hora (100 raios por segundo). O Brasil \u00e9 um dos      pa\u00edses do mundo onde caem mais raios.<\/p>\n<p>No estado de Minas Gerais, onde foram feitas medi\u00e7\u00f5es precisas do n\u00famero      de raios que caem na terra, temos perto de 8 raios por quil\u00f4metro quadrado      por ano.Muitos raios ocorrem dentro das nuvens. Geralmente este tipo de raio      n\u00e3o oferece perigo para quem est\u00e1 na terra, no entanto ele cria perigo para      os avi\u00f5es.Os raios caem nos pontos mais altos porque eles sempres procuram      achar o menos caminho entre a nuvem e a terra. \u00c1rvores altas, torres, antenas      de televis\u00e3o, torres de igreja e edif\u00edcios s\u00e3o pontos preferidos pelas descargas      atmosf\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Um rel\u00e2mpago \u00e9 uma corrente el\u00e9trica muito intensa que ocorre na atmosfera      com t\u00edpica dura\u00e7\u00e3o de meio segundo e t\u00edpica trajet\u00f3ria com comprimento de      5-10 quil\u00f4metros. Ele \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do r\u00e1pido movimento de el\u00e9trons de um      lugar para outro. Os el\u00e9trons movem-se t\u00e3o r\u00e1pido que eles fazem o ar ao seu      redor iluminar-se, resultando em um clar\u00e3o, e aquecer-se, resultando em um      som (trov\u00e3o).<\/p>\n<p>Um rel\u00e2mpago \u00e9 tipicamente associado a nuvens cumulonimbus ou de tempestade,      embora possa ocorrer em associa\u00e7\u00e3o com vulc\u00f5es ativos, tempestades de neve      ou, mesmo, tempestades de poeira. Dentro das tempestades, diferentes part\u00edculas      de gelo tornam-se carregadas atrav\u00e9s de colis\u00f5es. Acredita-se que as part\u00edculas      pequenas tendem a adquirir carga positiva, enquanto que as maiores adquirem      predominantemente cargas negativas. Estas part\u00edculas tendem, ent\u00e3o, a se separar      sobre a influ\u00eancia de correntes de ar ascendentes e descendentes e da gravidade,      de tal modo que a parte superior da nuvem adquira uma carga l\u00edquida positiva      e a parte inferior uma carga l\u00edquida negativa.<\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o de carga produz ent\u00e3o um enorme campo el\u00e9trico tanto dentro da      nuvem como entre a nuvem e o solo. Quando este campo, eventualmente, quebra      a resist\u00eancia el\u00e9trica do ar, um rel\u00e2mpago tem in\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>Em termos gerais, existem dois tipos de rel\u00e2mpagos:\u00a0<\/strong>rel\u00e2mpagos      na nuvem e rel\u00e2mpagos no solo.<\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos na nuvem originam-se dentro das nuvens cumulonimbus, normalmente      na regi\u00e3o onde got\u00edculas de \u00e1gua transformam-se em gelo, e propagam-se dentro      da nuvem (rel\u00e2mpagos intranuvem) ou fora da nuvem, rumo a outra nuvem (rel\u00e2mpagos      nuvem-nuvem) ou numa dire\u00e7\u00e3o qualquer no ar (descargas para o ar).<\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos no solo, por sua vez, podem originar-se na mesma ou em outras      regi\u00f5es dentro da nuvem cumulonimbus (rel\u00e2mpagos nuvem-solo) ou no solo, abaixo      ou perto da tempestade (rel\u00e2mpagos solo-nuvem). Mais de 99 % dos rel\u00e2mpagos      no solo s\u00e3o rel\u00e2mpagos nuvem-solo. Rel\u00e2mpagos solo-nuvem s\u00e3o relativamente      raros e, geralmente, ocorrem do topo de montanhas ou estruturas altas, ou      ainda podem ser gerados por foguetes lan\u00e7ados em dire\u00e7\u00e3o as tempestades.<\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos no solo podem tamb\u00e9m ser classificados em termos do sinal da carga      do l\u00edder, negativa ou positiva, que inicia a descarga. Cerca de 90 % dos rel\u00e2mpagos      nuvem-solo que ocorrem em nosso planeta s\u00e3o negativos. Esta percentagem, entretanto,      pode mudar substancialmente em determinadas tempestades.<\/p>\n<p>Cerca de 70 % do total de rel\u00e2mpagos s\u00e3o rel\u00e2mpagos na nuvem. Embora eles      sejam a maioria dos rel\u00e2mpagos, eles s\u00e3o menos conhecidos que os rel\u00e2mpagos      no solo, em parte porque eles s\u00e3o menos perigosos, em parte porque eles s\u00e3o      escondidos pela nuvem. Uma forma rara de rel\u00e2mpagos, n\u00e3o inclu\u00edda nas categorias      acima, s\u00e3o os rel\u00e2mpagos de bola. Um rel\u00e2mpago de bola \u00e9 o nome dado a uma      esfera luminosa que geralmente ocorre perto das tempestades, mas n\u00e3o necessariamente      simultaneamente a um rel\u00e2mpago normal.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o, em geral, vermelhas, amarelas, azuis, laranjas ou brancas, tem      um di\u00e2metro de 10 a 40 cent\u00edmetros, aparecem pr\u00f3ximo ao solo ou na atmosfera,      e mant\u00eam um brilho relativamente constante durante sua vida. Elas podem mover-se      r\u00e1pida ou lentamente, ou ficar paradas, podem ser silenciosas ou produzir      estalos, duram de segundos a minutos (m\u00e9dia de 4 segundos) e desaparecem lenta      ou subitamente em sil\u00eancio ou produzindo um ru\u00eddo. Embora elas tenham sido      observadas por mais de um s\u00e9culo, n\u00e3o s\u00e3o bem conhecidas e permanecem um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Um rel\u00e2mpago pode ser constitu\u00eddo por uma ou v\u00e1rias descargas, chamadas descargas      de retorno. No primeiro caso, ele \u00e9 chamado de rel\u00e2mpago simples e, no segundo,      de rel\u00e2mpago m\u00faltiplo. Cada descarga de retorno dura algumas centenas de microssegundos      e, em rel\u00e2mpagos m\u00faltiplos, o intervalo de tempo entre descargas de retorno      consecutivas \u00e9 tipicamente 40 milissegundos. Quando o intervalo de separa\u00e7\u00e3o      entre as descargas de retorno \u00e9 pr\u00f3ximo de 100 milissegundos, o rel\u00e2mpago      \u00e9 visto piscar no c\u00e9u, porque o olho humano consegue identific\u00e0-las individualmente.<\/p>\n<p>As figuras a seguir ilustram os v\u00e1rios processos contidos em um rel\u00e2mpago      nuvem-solo negativo (com indica\u00e7\u00e3o dos t\u00edpicos intervalos de tempo), acompanhadas      por uma detalhada descri\u00e7\u00e3o destes processos. Outros tipos de rel\u00e2mpagos no      solo t\u00eam etapas similares, com pequenas diferen\u00e7as, principalmente no que      se refere ao processo inicial. Rel\u00e2mpagos na nuvem, entretanto, apresentam      um desenvolvimento diferente e que ainda n\u00e3o \u00e9 muito bem conhecido. Quase      nada se sabe sobre o desenvolvimento de rel\u00e2mpagos raros, como rel\u00e2mpagos      de bola ou rel\u00e2mpagos relacionados a vulc\u00f5es, tempestades de neve ou poeira.<\/p>\n<p>Um rel\u00e2mpago nuvem-solo negativo inicia-se atrav\u00e9s da quebra de rigidez do      ar dentro da nuvem cumulonimbus. Ela \u00e9 causada por um intenso campo el\u00e9trico      de cerca de 100-400 kV\/m entre duas regi\u00f5es de cargas opostas, em geral, na      parte inferior da nuvem, valor este que excede o campo local para a quebra      de rigidez. Os el\u00e9trons na regi\u00e3o de cargas negativas s\u00e3o t\u00e3o fortemente atra\u00eddos      pelas cargas positivas que come\u00e7am a se mover atrav\u00e9s do ar rumo a estas cargas      criando um canal condutor. O processo de quebra de rigidez tem uma dura\u00e7\u00e3o      m\u00e9dia de 100 milissegundos e \u00e9, normalmente, localizado perto da regi\u00e3o de      cargas negativas da nuvem. Este processo estabelece as condi\u00e7\u00f5es para que      as cargas negativas sejam levadas rumo ao solo pelo l\u00edder escalonado.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/raios24.jpg\" alt=\"Raios\" width=\"124\" height=\"256\" title=\"Raios\" \/><br \/>\n<strong>Ap\u00f3s a quebra de rigidez dentro da nuvem de tempestade, um l\u00edder escalonado      de carga negativa invis\u00edvel propaga-se a partir da nuvem (tempo = 0).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/raios25.jpg\" alt=\"Raios\" width=\"117\" height=\"251\" title=\"Raios\" \/><br \/>\n<strong>Uma descarga vis\u00edvel sai do solo para cima (tempo = 20 milissegundos).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/raios26.jpg\" alt=\"Raios\" width=\"116\" height=\"252\" title=\"Raios\" \/><br \/>\n<strong>O l\u00edder escalonado e a descarga para cima se encontram; uma descarga      de retorno inicia (tempo = 20,1 milissegundos).<\/strong><\/p>\n<p>Sobre a influ\u00eancia do campo el\u00e9trico estabelecido entre a nuvem e o solo,      as cargas negativas (el\u00e9trons) ent\u00e3o movem-se em etapas de dezenas de metros      de comprimento chamadas etapas do l\u00edder.<\/p>\n<p>Cada etapa tem uma dura\u00e7\u00e3o t\u00edpica de 1 microsegundo, com uma pausa entre      elas de 50 microssegundos. Ap\u00f3s alguns milissegundos, o l\u00edder escalonado surge      da base da nuvem, movendo-se em dire\u00e7\u00e3o ao solo. Ao longo do movimento, algumas      cargas seguem novos caminhos devido a influ\u00eancia de cargas na atmosfera ao      redor do canal, formando as ramifica\u00e7\u00f5es. As cargas no canal movem-se rumo      ao solo em etapas com uma velocidade m\u00e9dia de cerca de 100 km\/s e produzindo      uma fraca luminosidade em uma regi\u00e3o com um di\u00e2metro entre 1 e 10 m ao longo      do qual a carga \u00e9 depositada.<\/p>\n<p>A maioria da luminosidade \u00e9 produzida durante as etapas de 1 microsegundo,      praticamente n\u00e3o havendo luminosidade durante as pausas. A medida que as cargas      do l\u00edder propagam-se ao longo do canal rumo ao solo, varia\u00e7\u00f5es de campo el\u00e9trico      e magn\u00e9tico s\u00e3o tamb\u00e9m produzidas. Ao todo, um l\u00edder escalonado transporta      10 ou mais coulombs de carga e alcan\u00e7a um ponto perto do solo em dezenas de      milissegundos, dependendo da tortuosidade de seu caminho. A corrente m\u00e9dia      do l\u00edder escalonado \u00e9 cerca de 1 kA e \u00e9 transportada em um n\u00facleo central      do canal com alguns cent\u00edmetros de di\u00e2metro.<\/p>\n<p>Quando o canal do l\u00edder escalonado aproxima-se do solo, a carga el\u00e9trica      contida no canal produz um campo el\u00e9trico intenso entre a extremidade do l\u00edder      e o solo, correspondente a um potencial el\u00e9trico de cerca de 100 milh\u00f5es de      volts. Este campo causa a quebra de rigidez do ar pr\u00f3ximo ao solo fazendo      com que uma ou mais descargas positivas ascendentes, denominadas l\u00edderes ou      descargas conectantes, saiam do solo, em geral, dos objetos mais altos.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia entre o objeto a ser atingido e a extremidade do l\u00edder no instante      em que o l\u00edder conectante sai do solo \u00e9 chamada dist\u00e2ncia de atra\u00e7\u00e3o. A dist\u00e2ncia      de atra\u00e7\u00e3o tende a aumentar com o aumento do pico de corrente da descarga      de retorno. O ponto de jun\u00e7\u00e3o entre o l\u00edder escalonado e o l\u00edder conectante      \u00e9 normalmente considerado estar no meio da dist\u00e2ncia de atra\u00e7\u00e3o. Quando um      dos l\u00edderes conectantes encontra o l\u00edder negativo descendente, em geral entre      10 a 100 metros do solo, o canal do rel\u00e2mpago \u00e9 formado. Ent\u00e3o, as cargas      armazenadas no canal come\u00e7am a mover-se em dire\u00e7\u00e3o ao solo e uma onda propaga-se      como um clar\u00e3o vis\u00edvel para cima ao longo do canal com uma velocidade de cerca      de 100.000 km\/s, um ter\u00e7o da velocidade da luz, iluminando o canal e todas      as outras ramifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A velocidade da onda diminui com a altura. Esta descarga \u00e9 denominada de      descarga de retorno, dura algumas poucas centenas de microssegundos e produz      a maioria da luz que vemos. A luz da descarga de retorno origina-se de emiss\u00f5es      cont\u00ednuas e discretas de \u00e1tomos, mol\u00e9culas e ions ap\u00f3s serem excitados e ionizados      pela onda e move-se para cima devido ao fato de que os primeiros el\u00e9trons      a mover-se para baixo em dire\u00e7\u00e3o ao solo s\u00e3o aqueles mais pr\u00f3ximos ao solo.      A medida que el\u00e9trons mais acima no canal movem-se, as partes superiores do      canal tornam-se vis\u00edveis.<\/p>\n<p>Devido ao movimento para cima da luz ao longo do canal ocorrer muito r\u00e1pido      para poder ser visto, o canal como um todo parece iluminar-se ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Os ramos do canal que n\u00e3o conectam-se ao solo, normalmente, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o brilhantes      quanto aquela parte do canal abaixo do ponto de jun\u00e7\u00e3o com a ramifica\u00e7\u00e3o.      Isto \u00e9 devido ao fato de que menos el\u00e9trons passam atrav\u00e9s deles do que atrav\u00e9s      do canal. A luz da descarga de retorno \u00e9 geralmente branca.<\/p>\n<p>Entretanto, da mesma maneira que o p\u00f4r do sol pode ter v\u00e1rias cores, rel\u00e2mpagos      distantes podem tamb\u00e9m apresentar outras cores, tais como amarelo, roxo, laranja      ou mesmo verde, dependendo das propriedades da atmosfera entre o rel\u00e2mpago      e o observador.<\/p>\n<p>As cargas depositadas no canal, bem como aquelas ao redor e no topo do canal,      movem-se para baixo ao longo do centro do canal em uma regi\u00e3o com uns poucos      cent\u00edmetros de di\u00e2metro, produzindo no solo um pico de corrente m\u00e9dio de cerca      de 30-40 kA, com varia\u00e7\u00f5es desde poucos at\u00e9 centenas de kA.<\/p>\n<p>Medidas de corrente em torres equipadas tem registrado valores m\u00e1ximos de      400 kA. Em geral, a corrente atinge seu pico em alguns microssegundos, e decai      a metade desde valor em cerca de 50 microssegundos. A carga negativa m\u00e9dia      transferida ao solo \u00e9 de cerca de 10 coulombs, com valores m\u00e1ximos em torno      de 200 coulombs. No processo, campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos com varia\u00e7\u00f5es      temporais desde nanossegundos at\u00e9 milissegundos s\u00e3o produzidos.<\/p>\n<p>Estes campos s\u00e3o genericamente chamados de sferics. A forma de onda dos sferics      \u00e9 similar a forma de onda da corrente, com um pico quase no mesmo instante      do pico de corrente e um segundo pico invertido associado com o campo refletido      na base da ionosfera. Em dist\u00e2ncias maiores que 10 km do rel\u00e2mpago, o pico      dos campos tende a diminuir inversamente com a dist\u00e2ncia, na aus\u00eancia de efeitos      de propaga\u00e7\u00e3o significativos.<\/p>\n<p>A luz intensa da descarga de retorno move-se para cima, iluminando o canal      do rel\u00e2mpago (tempo = 20,2 milissegundos).<\/p>\n<p>Um l\u00edder cont\u00ednuo propaga-se a partir da nuvem atrav\u00e9s do canal (tempo =      60 milissegundos).<\/p>\n<p>Uma segunda descarga de retorno vis\u00edvel (descarga de retorno subsequente)      move-se para cima (tempo = 62 milissegundos). Outras seq\u00fc\u00eancias de l\u00edder\/descarga      de retorno subsequente podem ocorrer.<\/p>\n<p>Para dist\u00e2ncias maiores que cerca de 50-100 km, o pico dos campos \u00e9 significativamente      atenuado devido \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o sobre a superf\u00edcie n\u00e3o perfeitamente condutora      da terra. No instante do pico dos campos, a m\u00e9dia da pot\u00eancia eletromagn\u00e9tica      total irradiada \u00e9 cerca de dez vezes maior do que aquela no espectro \u00f3tico.      Em geral, o pico dos campos produzido por rel\u00e2mpagos nas nuvens \u00e9 menos intenso      do que aquele produzido por rel\u00e2mpagos no solo. No dom\u00ednio de freq\u00fc\u00eancia,      os campos tem uma m\u00e1xima intensidade ao redor de 5-10 kHz para rel\u00e2mpagos      no solo e ao redor de 100-200 kHz para rel\u00e2mpagos nas nuvens.<\/p>\n<p>A descarga de retorno tamb\u00e9m aquece violentamente o ar ao seu redor. O ar      atinge temperaturas m\u00e1ximas de cerca de 20.000 a 30.000 graus Celsius em cerca      de 10 microssegundos, correspondendo a densidades de el\u00e9trons de 1020 el\u00e9trons      por metro c\u00fabico. Quando o ar \u00e9 aquecido, ele se expande, e esta expans\u00e3o      gera, em uma dist\u00e2ncia de poucas centenas de metros, uma onda de choque supers\u00f4nica      e, em dist\u00e2ncias maiores, uma onda sonora intensa que se afasta do canal em      todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Estas ondas s\u00e3o os trov\u00f5es que ouvimos. Trov\u00f5es produzidos por rel\u00e2mpagos      no solo tem, tipicamente, um m\u00e1ximo de intensidade em torno de 50-100 Hz,      enquanto que aqueles produzidos por rel\u00e2mpagos nas nuvens tem um m\u00e1ximo em      torno de 20-30 Hz. Pr\u00f3ximo do rel\u00e2mpago, o som ser\u00e1 um intenso estalo e pode      causar danos ao ouvido humano. Distante do rel\u00e2mpago, o som ser\u00e1 um estrondo      relativamente fraco. A dura\u00e7\u00e3o do trov\u00e3o \u00e9 uma medida da diferen\u00e7a entre as      dist\u00e2ncias do ponto mais pr\u00f3ximo e do ponto mais distante do canal ao observador.<\/p>\n<p>Dura\u00e7\u00f5es t\u00edpicas s\u00e3o 5-20 segundos. A maioria dos trov\u00f5es tem estrondos e      estalos porque o canal \u00e9 torto, fazendo com que ondas de som cheguem ao observador      em diferentes instantes e de diferentes dire\u00e7\u00f5es. Estalos tamb\u00e9m podem ser      produzidos por ramifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quanto maior o n\u00famero de ramifica\u00e7\u00f5es, maior \u00e9 o n\u00famero de estalos no trov\u00e3o.      Se o rel\u00e2mpago ocorrer a uma dist\u00e2ncia ao redor de 100 metros do observador      ou menos, ele escutar\u00e1 um intenso estalo semelhante ao estalo de um chicote      (algumas vezes precedido por um estalido, semelhante a um estalido de dedos)      o qual \u00e9 associado a onda de choque que precede a onda sonora. Trov\u00f5es produzidos      por rel\u00e2mpagos no solo em geral podem ser escutados at\u00e9 dist\u00e2ncias de 20 km.      Trov\u00f5es produzidos por rel\u00e2mpagos nas nuvens s\u00e3o similares aqueles produzidos      por rel\u00e2mpagos no solo por\u00e9m, em geral, s\u00e3o mais fracos.<\/p>\n<p>Durante per\u00edodos de fortes chuvas e ventos, esta dist\u00e2ncia ser\u00e1 menor enquanto      que, em noites calmas, trov\u00f5es podem ser escutados a dist\u00e2ncias maiores. Parte      da energia ac\u00fastica do trov\u00e3o esta concentrada em freq\u00fc\u00eancias abaixo daquelas      que o ouvido humano pode escutar, em geral umas poucas dezenas de Hz. Esta      parte \u00e9 chamada trov\u00e3o infras\u00f4nico e acredita-se estar associada com mudan\u00e7as      na energia eletrost\u00e1tica dentro da nuvem ap\u00f3s a ocorr\u00eancia de um rel\u00e2mpago.      O trov\u00e3o pode ser usado para calcular qual a dist\u00e2ncia de um rel\u00e2mpago.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea enxergar o clar\u00e3o, comece a contar os segundos at\u00e9 escutar o      trov\u00e3o. Divida o n\u00famero de segundos por tr\u00eas (3) e voc\u00ea ter\u00e1 a dist\u00e2ncia aproximada      do rel\u00e2mpago em quil\u00f4metros. O erro m\u00e9dio associado com este m\u00e9todo \u00e9 de 20      %. Em parte, a origem deste erro \u00e9 devida ao fato de que a maioria dos rel\u00e2mpagos      tem longas ramifica\u00e7\u00f5es. Assim, um rel\u00e2mpago a tr\u00eas quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia      pode produzir um trov\u00e3o ap\u00f3s tr\u00eas segundos, indicando que uma ramifica\u00e7\u00e3o      est\u00e1 somente a um quil\u00f4metro de dist\u00e2ncia. Se voc\u00ea enxergar o clar\u00e3o e n\u00e3o      escutar o trov\u00e3o, o rel\u00e2mpago provavelmente esta a mais de 20 quil\u00f4metros      de voc\u00ea.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a corrente da descarga de retorno percorrer o canal, o rel\u00e2mpago pode      terminar. Entretanto, na maioria dos casos, ap\u00f3s uma pausa m\u00e9dia de 30-60      milissegundos, mais cargas s\u00e3o depositadas no topo do canal por descargas      dentro da nuvem, denominadas processos K e J. O processo J \u00e9 respons\u00e1vel por      uma lenta varia\u00e7\u00e3o do campo el\u00e9trico no solo com dura\u00e7\u00e3o de cerca de dezenas      de milissegundos, enquanto que o processo K produz varia\u00e7\u00f5es de campo do tipo      pulsos (chamadas varia\u00e7\u00f5es K) em intervalos de poucos milissegundos, com pulsos      individuais com dura\u00e7\u00e3o de dezenas a centenas de microssegundos e picos de      campo el\u00e9trico cerca de dez vezes menor do que aqueles produzidos por descargas      de retorno. Estes processos s\u00e3o indicativos de transporte de carga dentro      da nuvem.<\/p>\n<p>Desde que existe um caminho j\u00e1 ionizado de ar produzido pelo l\u00edder escalonado,      outro l\u00edder pode propagar-se em dire\u00e7\u00e3o ao solo pelo canal. Este l\u00edder normalmente      n\u00e3o \u00e9 escalonado, mas cont\u00ednuo e \u00e9 chamado l\u00edder cont\u00ednuo. Ele aproxima-se      do solo em poucos milissegundos, propagando-se com velocidades de cerca de      3000 km\/s. Ele n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel e, normalmente, n\u00e3o possui ramifica\u00e7\u00f5es. O l\u00edder      cont\u00ednuo deposita uns poucos coulombs de carga ao longo do canal em conseq\u00fc\u00eancia      de uma corrente de cerca de 1 kA.<\/p>\n<p>Quando o l\u00edder cont\u00ednuo aproxima-se do solo, tem-se novamente uma descarga      de retorno, denominada descarga de retorno subsequente, que normalmente n\u00e3o      \u00e9 t\u00e3o brilhante quanto a primeira descarga de retorno, nem t\u00e3o pouco, ramificada.      O pico de corrente de descargas de retorno subsequentes \u00e9 normalmente, mas      nem sempre, menor do que aquele da primeira descarga de retorno. A corrente      de descargas de retorno subsequentes tamb\u00e9m levam menos tempo para alcan\u00e7ar      seu pico (cerca de 1 microsegundo) e para decair a metade deste valor (cerca      de 20 microssegundos) do que as primeiras descargas de retorno. Em conseq\u00fc\u00eancia,      os campos induzidos s\u00e3o tamb\u00e9m usualmente menores em amplitude e tem uma menor      dura\u00e7\u00e3o do que os campos associados as primeiras descargas de retorno.<\/p>\n<p>Algumas vezes, quando o tempo ap\u00f3s uma descarga de retorno \u00e9 maior do que      100 milissegundos, parte do canal pode ser dissipado e um novo l\u00edder que inicie      seu trajeto como um l\u00edder cont\u00ednuo pode, ap\u00f3s algum tempo, mudar para l\u00edder      escalonado. Nestes casos, o l\u00edder \u00e9 chamado l\u00edder cont\u00ednuo-escalonado e alcan\u00e7a      o solo em um diferente ponto com rela\u00e7\u00e3o ao l\u00edder anterior. A descarga de      retorno subsequente segue ent\u00e3o um caminho diferente na atmosfera com rela\u00e7\u00e3o      primeira descarga de retorno e o rel\u00e2mpago apresenta um canal bifurcado. Cerca      de um quarto dos rel\u00e2mpagos para o solo mostram este efeito.<\/p>\n<p>Este processo l\u00edder\/descarga de retorno subsequente pode se repetir v\u00e1rias      vezes, fazendo com que o rel\u00e2mpago pisque no c\u00e9u a cada nova descarga de retorno.<\/p>\n<p>Todas as descargas de retorno que seguem ao menos parcialmente o mesmo canal      constituem um mesmo rel\u00e2mpago nuvem-solo. Ent\u00e3o, um rel\u00e2mpago pode ser formado      por uma a at\u00e9 dezenas de descargas de retorno.<\/p>\n<p>O n\u00famero m\u00e9dio de descargas de retorno em um rel\u00e2mpago nuvem-solo negativo      \u00e9 cerca de 3 a 5 e o n\u00famero m\u00e1ximo j\u00e1 registrado \u00e9 42. Freq\u00fcentemente, uma      corrente da ordem de 100 A percorre o canal por v\u00e1rios millisegundos ou mesmo      dezenas ou at\u00e9 centenas de milissegundos ap\u00f3s a primeira descarga de retorno      ou alguma descarga de retorno subsequente. Esta corrente \u00e9 chamada de corrente      cont\u00ednua e tipicamente transporta 10 coulombs de carga para o solo. Correntes      cont\u00ednuas produzem lentas e intensas varia\u00e7\u00f5es de campo em medidas de campo      el\u00e9trico pr\u00f3ximas de rel\u00e2mpagos e uma cont\u00ednua n\u00e3o vis\u00edvel luminosidade do      canal. Algumas vezes, durante a ocorr\u00eancia de corrente cont\u00ednua, a luminosidade      do canal aumenta durante cerca de 1 milisegundo seguindo um moment\u00e2neo aumento      de corrente, um processo denominado de componente M.<\/p>\n<p>O termo varia\u00e7\u00e3o M \u00e9 usado para denotar a varia\u00e7\u00e3o de campo el\u00e9trico que      acompanha a ocorr\u00eancia da componente M.<\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos no solo podem tamb\u00e9m ser iniciados por lideres positivos descendentes,      isto \u00e9, l\u00edderes positivamente carregados. Na realidade, l\u00edderes positivos      descendentes correspondem a movimentos ascendentes de cargas negativas (el\u00e9trons).      A descarga de retorno resultante efetivamente transporta cargas positivas      da nuvem para o solo.<\/p>\n<p>Neste caso, o rel\u00e2mpago \u00e9 chamado de rel\u00e2mpago positivo. Em geral, n\u00e3o existem      descargas de retorno subsequentes em rel\u00e2mpagos positivos, isto \u00e9, eles s\u00e3o      rel\u00e2mpagos simples. O pico de corrente m\u00e9dio das descargas de retorno de rel\u00e2mpagos      positivos, bem como a carga m\u00e9dia depositada no solo, entretanto, s\u00e3o normalmente      maiores do que os correspondentes valores para descargas de retorno de rel\u00e2mpagos      negativos, de modo que eles geralmente causam maiores danos do que os rel\u00e2mpagos      negativos. Uma grande parte dos inc\u00eandios em florestas e danos \u00e0s linhas de      energia el\u00e9trica causados por rel\u00e2mpagos s\u00e3o devidos a rel\u00e2mpagos positivos.<\/p>\n<p>Acredita-se que os rel\u00e2mpagos tem um largo efeito sobre o meio ambiente.      Eles provavelmente estavam presentes durante o surgimento da vida na Terra,      e podem mesmo ter participado na gera\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas as quais deram origem      a vida.<\/p>\n<p>Rel\u00e2mpagos provocam inc\u00eandios participando, com isto, na composi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio      das \u00e1rvores e plantas. Rel\u00e2mpagos modificam as caracter\u00edsticas da atmosfera      ao redor das regi\u00f5es onde ocorrem. Eles quebram as mol\u00e9culas do ar, as quais      ao se recombinarem produzem novos elementos.<\/p>\n<p>Estes novos elementos mudam o equil\u00edbrio qu\u00edmico da atmosfera, afetando a      concentra\u00e7\u00e3o de importantes elementos com o oz\u00f4nio, bem como misturam-se com      a chuva e se precipitam como fertilizantes naturais. Rel\u00e2mpagos exercem um      papel em manter o campo el\u00e9trico de tempo bom na atmosfera, o qual \u00e9 uma conseq\u00fc\u00eancia      da carga negativa l\u00edquida existente na Terra e da carga positiva l\u00edquida na      atmosfera. Rel\u00e2mpagos produzem fen\u00f4menos transientes na atmosfera superior,      conhecidos como sprites, jatos azuis e elves. Estes fen\u00f4menos s\u00e3o fracas luzes      quase invis\u00edveis ao olho humano que ocorrem na mesosfera, troposfera e na      baixa ionosfera, respectivamente.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es de sprites e jatos azuis tem sido feitas com c\u00e2maras de alta      sensibilidade e, mais recentemente, por telesc\u00f3pios no alto de montanhas,      apontados na dire\u00e7\u00e3o de tempestades centenas de quil\u00f4metros distantes. Rel\u00e2mpagos      tamb\u00e9m exercem um papel significativo na manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio entre ondas      e part\u00edculas na ionosfera e magnetosfera, atuando como uma fonte de ondas.<\/p>\n<p>Durante as duas \u00faltimas d\u00e9cadas, rel\u00e2mpagos nuvem-solo tem sido detectados      e mapeados em tempo real em largas regi\u00f5es por v\u00e1rios sistema de detec\u00e7\u00e3o      de rel\u00e2mpagos. Alguns pa\u00edses, como os Estados Unidos, o Jap\u00e3o e o Canad\u00e1,      est\u00e3o inteiramente cobertos por tais sistemas. Sobre os Estados Unidos, uma      m\u00e9dia de 20-30 milh\u00f5es de rel\u00e2mpagos nuvem-solo tem sido detectados todo ano,      desde 1989, ano em que tais sistemas come\u00e7aram a cobrir integralmente todo      o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses como o Brasil, est\u00e3o parcialmente cobertos.<\/p>\n<p>Estimativas aproximadas indicam que cerca de 100 milh\u00f5es de rel\u00e2mpagos nuvem-solo      ocorrem no Brasil todo ano. Rel\u00e2mpagos tem sido gerados por pequenos foguetes      conectados a longos fios de cobre lan\u00e7ados na dire\u00e7\u00e3o das tempestades. Quando      o foguete \u00e9 lan\u00e7ado, o fio preso a ele \u00e9 desenrolado criando um caminho condutor      por onde o rel\u00e2mpago, ap\u00f3s iniciado, se propaga. Esta t\u00e9cnica tem permitido      a medida de campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos bem pr\u00f3ximos ao canal do rel\u00e2mpago.      Rel\u00e2mpagos t\u00eam sido detectados tamb\u00e9m do espa\u00e7o, durante as duas \u00faltimas d\u00e9cadas,      atrav\u00e9s de sensores \u00f3ticos a bordo de sat\u00e9lites e naves espaciais. Os sat\u00e9lites      n\u00e3o conseguem distinguir entre rel\u00e2mpagos no solo e nas nuvens.<\/p>\n<p>Eles tem mostrado que cerca de 50-100 rel\u00e2mpagos ocorrem a cada segundo em      nosso planeta, a maior parte na regi\u00e3o tropical (cerca de 70 %). Finalmente,      naves espaciais tem mostrado que a Terra n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico planeta onde rel\u00e2mpagos      ocorrem. Rel\u00e2mpagos tem tamb\u00e9m sido detectados em V\u00eanus, J\u00fapiter e Saturno      e, provavelmente, ocorrem em Urano e Netuno.<\/p>\n<h4>SISTEMAS DE SEGURAN\u00c7A<\/h4>\n<p><strong>O tema prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos pode ser dividido em duas partes:<\/strong>\u00a0sistemas      de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos e regras de prote\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos tem como objetivo blindar uma estrutura,      seus ocupantes e seus conte\u00fados, dos efeitos t\u00e9rmicos, mec\u00e2nicos e el\u00e9tricos      associados com os rel\u00e2mpagos. O sistema atua de modo que a descarga atmosf\u00e9rica      possa entrar ou sair do solo sem passar atrav\u00e9s das partes condutoras da estrutura      ou atrav\u00e9s de seus ocupantes danificando-os ou causando acidentes. Um sistema      de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos n\u00e3o impede que o rel\u00e2mpago atinja a estrutura;      ele promove um meio para controlar e impedir danos atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de um      caminho de baixa resist\u00eancia el\u00e9trica para a corrente el\u00e9trica fluir para      o solo.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de proteger pr\u00e9dios e outras estruturas dos efeitos diretos dos rel\u00e2mpagos      atrav\u00e9s do uso de condutores foi pela primeira vez sugerida cerca de dois      s\u00e9culos atras por Benjamin Franklin.<\/p>\n<p><strong>Os principais componentes de um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos      s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Terminais A\u00e9reos<\/strong><\/p>\n<p>Conhecidos como p\u00e1ra-raios, eles s\u00e3o hastes condutoras r\u00edgidas montadas em      uma base com o objetivo de capturar o rel\u00e2mpago. Eles devem ser instaladas      nos pontos mais altos da estrutura. Algumas vezes, estas hastes s\u00e3o interligadas      atrav\u00e9s de condutores horizontais.<\/p>\n<p>Condutores de Descida &#8211; Cabos que conectam os terminais a\u00e9reos aos terminais      de aterramento.<\/p>\n<p><strong>Terminais de Aterramento<\/strong><\/p>\n<p>Condutores que servem para conectar os condutores de descida ao solo. Eles      s\u00e3o tipicamente condutores de cobre ou revestidos com cobre enterrados no      solo. O n\u00edvel de aterramento \u00e9 bastante dependente sobre as caracter\u00edsticas      do solo.<\/p>\n<p><strong>Condutores de Liga\u00e7\u00e3o Equipotencial<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o condutores que visam igualar o potencial entra os diferentes condutores      de modo a impedir descargas laterais. Descargas laterais, tamb\u00e9m conhecidas      como correntes de sobretens\u00e3o, s\u00e3o causadas por diferen\u00e7as de potencial entre      a corrente percorrendo o condutor e objetos pr\u00f3ximos. Elas s\u00e3o o resultado      da resist\u00eancia finita dos condutores a passagem de corrente el\u00e9trica e a indu\u00e7\u00e3o      magn\u00e9tica.<\/p>\n<p>A zona de prote\u00e7\u00e3o de um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos formado por      um terminal a\u00e9reo \u00e9 a regi\u00e3o adjacente, a qual \u00e9 substancialmente imune a      incid\u00eancia direta de rel\u00e2mpagos. Como uma regra simples, esta regi\u00e3o pode      ser considerada como representada por um cone ao redor do terminal a\u00e9reo tendo      um raio no solo equivalente a altura do terminal a\u00e9reo em rela\u00e7\u00e3o ao solo.      Aplica\u00e7\u00e3o desta &#8220;teoria do cone de prote\u00e7\u00e3o&#8221;, entretanto, tem muitas      exce\u00e7\u00f5es e deve ser considerada somente como uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o. Em      particular, tem-se mostrado que o raio do cone de prote\u00e7\u00e3o no solo depende      sobre o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o esperado, bem como sobre a altura da estrutura.      Para estruturas com alturas superiores a 20 m, esta teoria n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel.      Nestes casos, aplica-se a teoria conhecida como &#8220;teoria da esfera rolante&#8221;.<\/p>\n<p>Esta teoria \u00e9 baseada no conceito de dist\u00e2ncia de atra\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a dist\u00e2ncia      entre a ponta do l\u00edder escalonado e o ponto de queda do rel\u00e2mpago no solo      no instante da quebra de rigidez diel\u00e9trica do ar pr\u00f3ximo ao solo. A zona      de prote\u00e7\u00e3o calculada por esta teoria \u00e9 em geral menor que aquela obtida pela      &#8220;teoria do cone de prote\u00e7\u00e3o&#8221;. Para estruturas com alturas superiores      a 60 m, outro tipo de sistema de prote\u00e7\u00e3o que utiliza condutores horizontais      conectando os terminais a\u00e9reos de modo a formar uma gaiola \u00e9 recomendado pelas      Normas Brasileiras de Prote\u00e7\u00e3o ABNT NBR-5419.<\/p>\n<p>Um sistema de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos pode tamb\u00e9m incluir componentes      para prevenir danos causados por efeitos indiretos dos rel\u00e2mpagos, tais como      supressores de surtos.<\/p>\n<p>A atividade de rel\u00e2mpagos pr\u00f3ximos a um local, incluindo rel\u00e2mpagos dentro      das nuvens e entre nuvens, pode causar surtos de tens\u00e3o, conhecidos como sobretens\u00f5es      ou transientes, que podem afetar linhas de tens\u00e3o, cabos telef\u00f4nicos ou de      dados, e instrumenta\u00e7\u00e3o em geral. Os surtos de tens\u00e3o s\u00e3o aumentos moment\u00e2neos      na tens\u00e3o normal de um sistema, causados p\u00ealos efeitos eletromagn\u00e9ticos associados      aos rel\u00e2mpagos. Os supressores de surtos podem ser adicionados a um sistema      de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos para proteger os equipamentos eletr\u00f4nicos contra      sobretens\u00f5es. Existem diversos tipos de supressores, entre eles centelhadores      ar, centelhadores \u00e0 gas, varistores e diodos zener. Em v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es \u00e9      necess\u00e1rio o uso combinado de mais de um tipo de supressor, formando um circuito      de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>V\u00e1rios resultados recentes da pesquisa sobre rel\u00e2mpagos n\u00e3o tem sido      incorporados as atuais normas de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A multiplicidade dos rel\u00e2mpagos \u00e9 ao menos o dobro dos valores normalmente        considerados nas atuais normas de prote\u00e7\u00e3o;\u00a0<br \/>\n       Em cerca da metade dos rel\u00e2mpagos nuvem-solo, a termina\u00e7\u00e3o no solo \u00e9 diferente        para diferentes descargas de retorno;\u00a0<br \/>\n       Em ao menos um ter\u00e7o dos rel\u00e2mpagos nuvem-solo, a intensidade de corrente        de ao menos uma descarga de retorno subsequente \u00e9 maior do que a da primeira        descarga de retorno;\u00a0<br \/>\n       As correntes de pico, polaridades e intervalos entre descargas de retorno        s\u00e3o diferentes em diferentes locais geogr\u00e1ficos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Estes resultados podem ter importantes implica\u00e7\u00f5es sobre os atuais conceitos      de prote\u00e7\u00e3o contra rel\u00e2mpagos e devem ser incorporados as futuras normas de      prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: earaios.vilabol.uol.com.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<h3>Anatomia de um Raio<\/h3>\n<p>Na linguagem popular, rel\u00e2mpago \u00e9 o clar\u00e3o intenso e raio \u00e9 a descarga el\u00e9trica      que causa o clar\u00e3o. Adotaremos essa terminologia para descrever como \u00e9 um      raio. A maioria dos raios ocorre dentro da pr\u00f3pria nuvem ou de uma nuvem para      outra. Mas, vamos nos limitar a descrever um raio entre uma nuvem e o solo.      E, j\u00e1 avisamos que esse, tamb\u00e9m, \u00e9 um assunto de pesquisa em progresso, portanto,      inacabado.<\/p>\n<p>No final da p\u00e1gina anterior t\u00ednhamos uma nuvem enorme com cargas separadas,      negativas na base e positivas no topo. A presen\u00e7a dessas cargas negativas      na base da nuvem induz uma carga positiva no solo, resultando em diferen\u00e7as      de potencial de milh\u00f5es de volts entre a nuvem e a terra. Uma voltagem t\u00e3o      alta pode romper a capacidade de isolamento do ar (chamada de &#8220;rigidez      diel\u00e9trica&#8221;) fazendo com que el\u00e9trons, cargas negativas, comecem a se      mover da nuvem para a terra. A figura abaixo mostra uma seq\u00fc\u00eancia do que acontece      nesse momento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/anatomia-de-um-raio.gif\" alt=\"Anatomia de um raio\" width=\"350\" height=\"200\" title=\"Anatomia de um raio\" \/><\/em><\/p>\n<p>Os el\u00e9trons se movem na dire\u00e7\u00e3o do solo em uma sucess\u00e3o de passos, cada um      com cerca de 50 metros. Esse percurso em zig-zag \u00e9 chamado de &#8220;l\u00edder      escalonado&#8221;. &#8220;L\u00edder&#8221; porque abre caminho para outros el\u00e9trons      e &#8220;escalonado&#8221; porque \u00e9 uma seq\u00fc\u00eancia de degraus. A velocidade de      deslocamento desses el\u00e9trons \u00e9 muito alta, da ordem de 100 km\/s. Alguns trechos      podem se separar do trajeto principal, formando ramifica\u00e7\u00f5es. Todo esse processo      \u00e9 extremamente r\u00e1pido e praticamente invis\u00edvel, pois a luminosidade do l\u00edder      \u00e9 baixa.<\/p>\n<p>Quando a ponta do l\u00edder chega a uns 20 metros do solo, uma descarga, chamada      &#8220;descarga de conex\u00e3o&#8221;, inicia-se de algum local pontudo no solo      e fecha o circuito, formando um &#8220;fio condutor&#8221; que liga a terra      \u00e0 nuvem. As cargas negativas presentes no l\u00edder movem-se, ent\u00e3o, em grande      velocidade para o solo. As mais pr\u00f3ximas do solo d\u00e3o in\u00edcio \u00e0 descarga e o      processo todo se propaga \u00e0s partes superiores com uma velocidade incr\u00edvel.      Um belo e apavorante risco luminoso corre do ch\u00e3o para a nuvem, mas, o processo      \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido que vemos todo o raio de uma vez. Observe que os el\u00e9trons movem-se      de cima para baixo no canal aberto pelo l\u00edder enquanto a regi\u00e3o de alta corrente      e luminosidade sobe pelo canal. O ar em redor do canal luminoso \u00e9 subitamente      aquecido e se expande com viol\u00eancia. O som dessa expans\u00e3o \u00e9 o que chamamos      de trov\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois dessa descarga inicial, outras descargas secund\u00e1rias costumam ocorrer,      aproveitando o mesmo caminho aberto pelo l\u00edder. S\u00e3o de menor intensidade e      ocorrem depois de um tempo t\u00e3o curto que parecem ser um \u00fanico raio. S\u00f3 com      c\u00e2meras de alta velocidade \u00e9 poss\u00edvel distinguir as v\u00e1rias descargas.<\/p>\n<p>Fonte:  www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Raios<\/h6>\n<h2>Fatos e mitos sobre raios e tempestades<\/h2>\n<h4>Raios nunca caem duas vezes no mesmo lugar.<\/h4>\n<p>Grande mentira. Pelo contr\u00e1rio, raios adoram cair v\u00e1rias vezes no mesmo local.      Aquele horr\u00edvel mastro de bandeira que existe em Bras\u00edlia, no meio da Pra\u00e7a      dos 3 Poderes, j\u00e1 foi atingido por raios in\u00fameras vezes. Infelizmente, resistiu.      Como vimos antes, a &#8220;descarga de conex\u00e3o&#8221; costuma se iniciar em      algo pontudo que se destaca da planura ao redor, como um pr\u00e9dio, uma \u00e1rvore      ou um peladeiro de campo de v\u00e1rzea. Na Idade M\u00e9dia era costume tocar o sino      das igrejas durante as tempestades, para afastar os maus esp\u00edritos. Muito      monge sineiro morreu por causa desse costume. Se voc\u00ea for surpreendido por      uma tempestade no meio do campo aberto, nunca procure abrigo sob uma \u00e1rvore      isolada. Melhor deitar no ch\u00e3o e curtir um banho de chuva e lama.<\/p>\n<h4>\u00c9 perigoso falar no telefone durante uma tempestade.<\/h4>\n<p>A verdade \u00e9 que muito pouca gente morre dentro de casa, atingida por raios.      Mas, uns poucos azarados morreram porque estavam no telefone quando um raio      atingiu suas casas e propagou-se pela fia\u00e7\u00e3o. Portanto, se a tempestade l\u00e1      fora estiver mesmo braba, use o celular. Seguro morreu de velho.<\/p>\n<h4>Contando os segundos entre o rel\u00e2mpago e o trov\u00e3o d\u00e1 para saber a dist\u00e2ncia      do raio.<\/h4>\n<p>D\u00e1, mais ou menos. A velocidade do som no ar \u00e9 cerca de 330 metros por segundo.      Portanto, conte os segundos desde o instante do rel\u00e2mpago at\u00e9 ouvir o trov\u00e3o,      divida por 3 e ter\u00e1 a dist\u00e2ncia aproximada at\u00e9 o canal do raio, em quil\u00f4metros.<\/p>\n<h4>Depois da trovoada, sempre vem uma forte chuva.<\/h4>\n<p>\u00c9 verdade, embora possam haver chuvas fortes sem trovoadas. Um modelo do      f\u00edsico atmosf\u00e9rico Bernard Vonnegut, irm\u00e3o do famoso autor americano Kurt      Vonnegut, sugere que grandes gotas de \u00e1gua se formam em torno do canal de      descarga el\u00e9trica dentro da nuvem. Esse modelo \u00e9 plaus\u00edvel mas ningu\u00e9m ainda      conseguiu comprov\u00e1-lo experimentalmente, em raz\u00e3o das \u00f3bvias dificuldades      de test\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Fonte:  www.fisica.ufc.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raios, Brasil, Tipos, Nuvens, O que s\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Prote\u00e7\u00e3o, Solo, Descargas, Fotos, Rel\u00e2mpago, Trov\u00e3o, Trovoadas, Classifica\u00e7\u00e3o, Raios<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[320],"tags":[],"class_list":["post-66488","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fisica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Raios, Brasil, Tipos, Nuvens, O que s\u00e3o Raios<\/title>\n<meta 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