{"id":66477,"date":"2016-07-19T13:51:42","date_gmt":"2016-07-19T13:51:42","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=66477"},"modified":"2017-08-11T08:15:45","modified_gmt":"2017-08-11T10:15:45","slug":"ressonancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/ressonancia","title":{"rendered":"Resson\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>AC\u00daSTICA<\/h4>\n<h2>Produ\u00e7\u00e3o do Som<\/h2>\n<p>Fixemos uma l\u00e2mina de a\u00e7o muito fina para que ela possa oscilar conforme indica a figura.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson5.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"350\" height=\"169\" \/><\/p>\n<p>Quando deslocamos a l\u00e2mina, sua extremidade livre come\u00e7a a oscilar para a direita e para a esquerda.<\/p>\n<p>Se a l\u00e2mina vibrar com rapidez, produzir\u00e1 um som sibilante, mostrando que os sons s\u00e3o produzidos pela mat\u00e9ria em vibra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a l\u00e2mina oscila para a direita, ela realiza trabalho nas mol\u00e9culas do ar, comprimindo-as, transferindo a elas energia na dire\u00e7\u00e3o da compress\u00e3o. Ao mesmo tempo, as mol\u00e9culas do ar, situadas \u00e0 esquerda, se expandem e se tornam rarefeitas, o que retira energia delas.<\/p>\n<p>Quando a l\u00e2mina se move no sentido inverso, ela transfere energia para as mol\u00e9culas do ar situadas \u00e0 esquerda, enquanto as da direita perdem energia.<\/p>\n<p>O efeito combinado de compress\u00e3o e rarefa\u00e7\u00e3o simult\u00e2neo transfere energia das mol\u00e9culas do ar da esquerda para a direita, ou da direita para a esquerda na dire\u00e7\u00e3o do movimento da l\u00e2mina, produzindo ondas longitudinais, nas quais as mol\u00e9culas do ar se movimentam para frente e para tr\u00e1s, recebendo energia das mol\u00e9culas mais pr\u00f3ximas da fonte e transmitindo-a para as mol\u00e9culas mais afastadas dela, at\u00e9 chegarem ao ouvido.<\/p>\n<p>No ouvido, as ondas atingem uma membrana chamada t\u00edmpano. O t\u00edmpano passa a vibrar com a mesma frequ\u00eancia das ondas, transmitindo ao c\u00e9rebro, por impulsos el\u00e9tricos, a sensa\u00e7\u00e3o denominada som.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson6.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"409\" height=\"202\" \/><\/p>\n<p>As ondas sonoras s\u00e3o ondas longitudinais, isto \u00e9, s\u00e3o produzidas por uma sequ\u00eancia de pulsos longitudinais.<\/p>\n<p>As ondas sonoras podem se propagar com diversas frequ\u00eancias, por\u00e9m o ouvido humano \u00e9 sensibilizado somente quando elas chegam a ele com frequ\u00eancia entre 20 Hz e 20 000 Hz, aproximadamente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson7.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"460\" height=\"123\" \/><\/p>\n<p>Quando a frequ\u00eancia \u00e9 maior que 20 000 Hz, as ondas s\u00e3o ditas ultra-s\u00f4nicas, e menor que 20 Hz, infra-s\u00f4nicas.<\/p>\n<p>As ondas infra-s\u00f4nicas e ultra-s\u00f4nicas n\u00e3o s\u00e3o aud\u00edveis pelo ouvido humano. As ondas infra-s\u00f4nicas s\u00e3o produzidas, por exemplo, por um abalo s\u00edsmico. Os ultra-sons podem ser ouvidos por certos animais como morcego e o c\u00e3o.<\/p>\n<p>As ondas sonoras aud\u00edveis s\u00e3o produzidas por:<\/p>\n<blockquote><p><strong>&#8211; vibra\u00e7\u00e3o de cordas<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; vibra\u00e7\u00e3o de colunas de ar<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; vibra\u00e7\u00e3o de discos e membranas<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O som musical, que provoca sensa\u00e7\u00f5es agrad\u00e1veis, \u00e9 produzido por vibra\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas. O ru\u00eddo, que provoca sensa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis, \u00e9 produzido por vibra\u00e7\u00f5es aperi\u00f3dicas.<\/p>\n<p>A maioria dos sons chega ao ouvido transmitida pelo ar, que age como meio de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas pequenas altitudes, os sons s\u00e3o bem aud\u00edveis, o que n\u00e3o ocorre em altitudes maiores, onde o ar \u00e9 menos denso.<\/p>\n<p>O ar denso \u00e9 melhor transmissor do som que o ar rarefeito, pois as mol\u00e9culas gasosas est\u00e3o mais pr\u00f3ximas e transmitem a energia cin\u00e9tica da onda de umas para outras com maior facilidade.<\/p>\n<p>Os sons n\u00e3o se transmitem no v\u00e1cuo, porque exigem um meio material para sua propaga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De uma maneira geral, os s\u00f3lidos transmitem o som melhor que os l\u00edquidos, e estes, melhor do que os gases.<\/p>\n<p>Observe a tabela que apresenta a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o do som a 25\u00b0C.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson1.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"535\" height=\"143\" \/><\/p>\n<p><strong>Qualidades do Som<\/strong><\/p>\n<p>Se a energia emitida pela fonte \u00e9 grande, isto \u00e9, se o som \u00e9 muito forte, temos uma sensa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel no ouvido, pois a quantidade de energia transmitida exerce sobre o t\u00edmpano uma press\u00e3o muito forte.<\/p>\n<p>Quanto maior a vibra\u00e7\u00e3o da fonte, maior a energia sonora, logo<\/p>\n<blockquote><p><strong>Quanto maior a amplitude da onda, maior a intensidade do som.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Em homenagem ao cientista Graham Bell que\u00a0nasceu em Edimburgo, na Esc\u00f3cia(1847-1922), estudou o som e inventou o telefone, a intensidade sonora \u00e9 medida em bel (B) ou decib\u00e9is (dB).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson8.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"188\" height=\"185\" \/><br \/>\n<strong>Graham Bell<\/strong><\/p>\n<p>Os sons muito intensos s\u00e3o desagrad\u00e1veis ao ouvido humano. Sons com intensidades acima de 130 dB provocam uma sensa\u00e7\u00e3o dolorosa e sons acima de 160 dB podem romper o t\u00edmpano e causar surdez.<\/p>\n<p>De acordo com a frequ\u00eancia, um som pode ser classificado em agudo ou grave. Essa qualidade \u00e9 chamada altura do som.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Sons graves ou baixos t\u00eam frequ\u00eancia menor.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Sons agudos ou altos t\u00eam frequ\u00eancia maior.<\/strong><\/p>\n<p>A voz do homem tem frequ\u00eancia que varia entre 100 Hz e 200 Hz e a da mulher, entre 200 Hz e 400 Hz. Portanto, a voz do homem costuma ser grave, ou grossa, enquanto a da mulher ser aguda, ou fina.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea Sabia?<\/strong><\/p>\n<p>O som n\u00e3o pode se propagar no v\u00e1cuo. Por essa raz\u00e3o, a onda sonora \u00e9 chamada onda material ou onda mec\u00e2nica. S\u00e3o tamb\u00e9m ondas mec\u00e2nicas as ondas numa corda, na \u00e1gua e numa mola.<\/p>\n<p>Essas ondas precisam de um meio material (s\u00f3lido, l\u00edquido ou g\u00e1s) para se propagar.<\/p>\n<p>Por outro lado, a luz, as ondas de r\u00e1dio etc., podem se propagar em meios materiais e tamb\u00e9m no v\u00e1cuo. Essas ondas s\u00e3o denominadas ondas eletromagn\u00e9ticas.<\/p>\n<p>As ondas eletromagn\u00e9ticas s\u00e3o geradas por oscila\u00e7\u00f5es de cargas el\u00e9tricas e se propagam no v\u00e1cuo com uma velocidade aproximada de 300 000 km\/s.<\/p>\n<p>Os tipos principais de ondas eletromagn\u00e9ticas s\u00e3o, em ordem decrescente de frequ\u00eancia: raios gama, raios X, luz ultravioleta, luz vis\u00edvel, raios infravermelhos, ondas curtas de r\u00e1dio e ondas largas de r\u00e1dio.<\/p>\n<p>O conjunto dessas ondas forma o espectro eletromagn\u00e9tico.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson9.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"450\" height=\"199\" \/><\/p>\n<p><strong>Veja algumas aplica\u00e7\u00f5es destes raios:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Raios gama: <\/strong>s\u00e3o emitidos por materiais radioativos e usados no tratamento de c\u00e2ncer e de muitas doen\u00e7as de pele.<\/p>\n<p><strong>Raios X: <\/strong>ajudam os m\u00e9dicos a tratar e a diagnosticar doen\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Raios ultraviolenta: <\/strong>s\u00e3o usados como desinfetantes.<\/p>\n<p><strong>Raios infravermelhos:<\/strong> s\u00e3o emitidos por corpos aquecidos e usados para secar pinturas.<\/p>\n<p><strong>Ondas de r\u00e1dio:<\/strong> s\u00e3o usadas pelas emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Fen\u00f4menos Sonoros<\/strong><\/p>\n<p>Sendo o som uma onda, ele apresenta as seguintes propriedades caracter\u00edsticas: reflex\u00e3o, refra\u00e7\u00e3o, difra\u00e7\u00e3o, interfer\u00eancia e resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>1\u00aa. Propriedade: Reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quando ondas sonoras AB, A\u0092B\u0092, A\u0094B\u0094 provenientes de um ponto P encontram um obst\u00e1culo plano, r\u00edgido, MN, produz-se reflex\u00e3o das ondas sobre o obst\u00e1culo.<\/p>\n<p>Na volta, produz-se uma s\u00e9rie de ondas refletidas CD, C\u0092D\u0092, que se propagam em sentido inverso ao das ondas incidentes e se comportam como se emanassem de uma fonte P\u0092, sim\u00e9trica da fonte P em rela\u00e7\u00e3o ao ponto refletor.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o do som pode ocasionar os fen\u00f4menos eco e reverbera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson10.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"316\" height=\"193\" \/><\/p>\n<p><strong>Eco<\/strong><\/p>\n<p>Os obst\u00e1culos que refletem o som podem apresentar superf\u00edcies muito \u00e1speras. Assim, o som pode ser refletido por um muro, uma montanha etc.<\/p>\n<p>O som refletido chama-se eco, quando se distingue do som direto.<\/p>\n<p>Para uma pessoa ouvir o eco de um som por ela produzido, deve ficar situada a, no m\u00ednimo, 17 m do obst\u00e1culo refletor, pois o ouvido humano s\u00f3 pode distinguir dois sons com intervalo de 0,1 s. O som, que tem velocidade de 340 m\/s, percorre 34 m nesse tempo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson11.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"200\" height=\"268\" \/><\/p>\n<p>O sonar \u00e9 um aparelho capaz de emitir ondas sonoras na \u00e1gua e captar seus ecos, permitindo, assim, a localiza\u00e7\u00e3o de objetos sob a \u00e1gua.<\/p>\n<h2>Reverbera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Em grandes salas fechadas ocorre o encontro do som com as paredes. Esse encontro produz reflex\u00f5es m\u00faltiplas que, al\u00e9m de refor\u00e7ar o som, prolongam-no durante algum tempo depois de cessada a emiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 esse prolongamento que constitui a reverbera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A reverbera\u00e7\u00e3o ocorre quando o som refletido atinge o observador no instante em que o som direito est\u00e1 se extinguindo, ocasionando o prolongamento da sensa\u00e7\u00e3o auditiva.<\/p>\n<p><strong>2a. Propriedade: Refra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Consiste em a onda sonora passar de um meio para o outro, mudando sua velocidade de propaga\u00e7\u00e3o e comprimento de onda, mas mantendo constante a frequ\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>3a. Propriedade: Difra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Fen\u00f4meno em que uma onda sonora pode transpor obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>Quando se coloca um obst\u00e1culo entre uma fonte sonora e o ouvido, por exemplo, o som \u00e9 enfraquecido, por\u00e9m n\u00e3o extinto. Logo, as ondas sonoras n\u00e3o se propagam somente em linha reta, mas sofrem desvios nas extremidades dos obst\u00e1culos que encontram.<\/p>\n<p><strong>4a. Propriedade: Interfer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Consiste em um recebimento de dois ou mais sons de fontes diferentes.<\/p>\n<p>Neste caso, teremos uma regi\u00e3o do espa\u00e7o na qual, em certos pontos, ouviremos um som forte, e em outros, um som fraco ou aus\u00eancia de som.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Som forte= \u00e0 interfer\u00eancia construtiva<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Som fraco= \u00e0 interfer\u00eancia destrutiva<\/strong><\/p>\n<p><strong>5\u00aa Propriedade: Resson\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>Quando um corpo come\u00e7a a vibrar por influ\u00eancia de outro, na mesma frequ\u00eancia deste, ocorre um fen\u00f4meno chamado resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Como exemplo, podemos citar o vidro de uma janela que se quebra ao entrar em resson\u00e2ncia com as ondas sonoras produzidas por um avi\u00e3o a jato<\/p>\n<h2>Aplica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>7- Num treino, um atirador dispara sua arma diante de um anteparo refletor e ouve o eco do tiro ap\u00f3s 6 s. Sabendo que o som se propaga no ar com velocidade de 340 m\/s, calcule a dist\u00e2ncia do ca\u00e7ador ao anteparo.<\/p>\n<p><strong>Resolu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson12.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"428\" height=\"176\" \/><\/p>\n<p>Durante o movimento, o som percorre uma dist\u00e2ncia igual a 2x (ida e volta), em movimento uniforme; logo:<\/p>\n<p><strong>Resposta:<\/strong> 1 020 m.<\/p>\n<p><strong>Efeito Doppler<\/strong><\/p>\n<p>Quando uma pessoa se aproxima de uma fonte sonora fixa, a frequ\u00eancia do som do ouvido \u00e9 maior do que aquela de quando a pessoa se afasta da fonte.<\/p>\n<p>O mesmo resultado seria obtido se a fonte se aproximasse ou se afastasse de uma pessoa parada.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode observar esse fen\u00f4meno ouvido o apito de uma locomotiva em movimento. O apito \u00e9 mais grave (frequ\u00eancia menor) quando est\u00e1 se afastando, ap\u00f3s ter passado por voc\u00ea.<\/p>\n<p>Observe que, quando h\u00e1 aproxima\u00e7\u00e3o entre o observador e a fonte, o observador recebe maior n\u00famero de ondas por unidade de tempo e, quando h\u00e1 afastamento, recebe um menor n\u00famero de ondas:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson13.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"448\" height=\"201\" \/><\/p>\n<p>Essa varia\u00e7\u00e3o aparente da frequ\u00eancia de onda \u00e9 chamada efeito Doppler, em homenagem ao f\u00edsico e matem\u00e1tico austr\u00edaco Christian Johann Doppler (1803-1853), que ficou c\u00e9lebre por esse principio.<\/p>\n<p>Denominando f\u0092 a frequ\u00eancia recebida pelo observador e f a frequ\u00eancia emitida pela fonte, temos:<\/p>\n<blockquote><p>Aproxima\u00e7\u00e3o: f\u0092 &gt; f<\/p>\n<p>Afastamento: f\u0092 &lt; f<\/p><\/blockquote>\n<p>Essas grandezas s\u00e3o relacionadas pela express\u00e3o:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson14.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"136\" height=\"71\" \/><\/p>\n<p><strong>Onde:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>v = velocidade da onda<\/p>\n<p>vF = velocidade da fonte<\/p>\n<p>vo = velocidade do observador<\/p>\n<p>f = frequ\u00eancia real emitida pela fonte<\/p>\n<p>f\u0092 = frequ\u00eancia aparente recebida pelo observador.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os sinais mais (+) ou menos (-) que precedem o vo ou vF s\u00e3o utilizados de acordo com a conven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson15.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"450\" height=\"166\" \/><\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria ser\u00e1 positiva de O para F. Portanto:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson16.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"356\" height=\"194\" \/><\/p>\n<h4>Aplica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>8- Um autom\u00f3vel, movendo-se a 20 m\/s, passa pr\u00f3ximo a uma pessoa parada junto ao meio-fio. A buzina do carro est\u00e1 emitindo uma nota de frequ\u00eancia 2,0 kHz. O ar est\u00e1 parado e a velocidade do som em rela\u00e7\u00e3o a ele \u00e9 340m\/s.<\/p>\n<p>Que frequ\u00eancia o observador ouvir\u00e1:<\/p>\n<blockquote><p>a) quando o carro estiver se aproximando?<\/p>\n<p>b) quando o carro estiver se afastando?<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Resolu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>a) Quando o carro estiver se aproximando do observador, teremos:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson17.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"451\" height=\"458\" \/><\/p>\n<p>b) Quando o carro estiver se afastando do observador, teremos:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson18.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"454\" height=\"408\" \/><\/p>\n<p>Fonte: www.f\u00edsica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Eco doopler<\/h2>\n<p>O estudo ultrassonogr\u00e1fico do cora\u00e7\u00e3o permite visualizar o fluxo sangu\u00edneo dentro do cora\u00e7\u00e3o, avaliando o funcionamento da v\u00e1lvula, a contratilidade do m\u00fasculo card\u00edaco e sua efici\u00eancia como bomba<\/p>\n<h3>Eco Doppler Transesof\u00e1gico<\/h3>\n<p>Est\u00e1 indicado em casos que, por limita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, o exame transtor\u00e1cico n\u00e3o esclareceu o diagn\u00f3stico ou n\u00e3o p\u00f4de definir detalhes anat\u00f4micos e funcionais relevantes do cora\u00e7\u00e3o. Permite imagem com maior nitidez devido a sua proximidade com o cora\u00e7\u00e3o. Ex.: em comunica\u00e7\u00e3o interatrial, endocardite, embolias.<\/p>\n<h2>Efeito Doppler<\/h2>\n<p>Christian Johan Doppler, f\u00edsico austr\u00edaco, certa vez, na Esta\u00e7\u00e3o de Viena observou que o apito da locomotiva mudava de tom conforme aproximava ou afastava do observador. Explicou o fen\u00f4meno pelo aumento da concentra\u00e7\u00e3o de ondas sonoras que, pela aproxima\u00e7\u00e3o da fonte, chegavam aos ouvidos do espectador, enquanto, se rarefaziam pelo seu afastamento. O som tornava-se agudo na primeira situa\u00e7\u00e3o e grave na segunda.<\/p>\n<p>Um s\u00e9culo mais tarde a tecnologia, na busca de m\u00e9todos n\u00e3o invasivos resgatou a id\u00e9ia e a introduziu na pr\u00e1tica. Como homenagem \u00e0quele not\u00e1vel pensador seu nome tornou-se sin\u00f4nimo dessa propriedade f\u00edsica.<\/p>\n<p>Sotomura, em 1954, ressaltou a utilidade do efeito Doppler, para estudar o fluxo sangu\u00edneo atrav\u00e9s dos vasos sangu\u00edneos ou dentro do cora\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, efeito Doppler \u00e9 a diferen\u00e7a de frequ\u00eancia emitida por um fonte e refletida por um objeto em movimento (no caso, o sangue). Quando um feixe de ultrassom incide num objeto fixo, a frequ\u00eancia da onda emitida \u00e9 igual \u00e0 da onda refletida. Quando o objeto se desloca na dire\u00e7\u00e3o do transdutor, o comprimento de onda diminui e a frequ\u00eancia \u00e9 maior e quando o objeto se afasta do transdutor, o comprimento de onda aumenta e a frequ\u00eancia \u00e9 menor. Assim, a dire\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo \u00e9 facilmente determinada.<\/p>\n<p>A velocidade do fluxo (alvo) em movimento \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia Doppler, da velocidade do som no meio que est\u00e1 sendo examinado, da frequ\u00eancia transmitida e do \u00e2ngulo entre o feixe ultra-s\u00f4nico e a trajet\u00f3ria do alvo em movimento. Como a velocidade do som em um meio \u00e9 conhecida e praticamente constante e a frequ\u00eancia transmitida tamb\u00e9m \u00e9 conhecida, ent\u00e3o a velocidade \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia Doppler e obtida quando o feixe de ultrassom est\u00e1 paralelo ao alvo em movimento. Esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 exatamente oposta \u00e0quela necess\u00e1ria para se obter a melhor imagem com eco mono ou bi.<\/p>\n<h2>Doppler Cont\u00ednuo<\/h2>\n<p>No Doppler cont\u00ednuo o feixe ultra-s\u00f4nico \u00e9 constante, portanto, todos os alvos em movimento dentro do feixe produzem sinais Doppler e n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de se conhecer onde est\u00e3o localizados os alvos individuais e nem determinar se h\u00e1 mais de um alvo em movimento.<\/p>\n<p>A melhor imagem \u00e9 obtida com transdutores de baixa frequ\u00eancia. Como a velocidade tamb\u00e9m \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia transmitida, \u00e9 muito dif\u00edcil registrar velocidade baixa com transdutor de baixa frequ\u00eancia. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta \u00e0quela utilizada para obten\u00e7\u00e3o da imagem eco uni ou bi.<\/p>\n<p>Com o Doppler cont\u00ednuo consegue-se determinar velocidades altas e dire\u00e7\u00e3o do fluxo, mas n\u00e3o sua localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: www.doutorbusca.com.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>O Efeito Doppler e a expans\u00e3o do Universo<\/h2>\n<p>O astrof\u00edsico americano Edwin Hubble, em 1929, descobriu que as gal\u00e1xias distantes est\u00e3o, quase sem exce\u00e7\u00e3o, se afastando muito rapidamente de n\u00f3s. O espectro da luz dessas gal\u00e1xias chega at\u00e9 nossos telesc\u00f3pios e espectr\u00f4metros apresentando um desvio para o vermelho.<\/p>\n<p>Hubble explicou esse interessante fen\u00f4meno utilizando o efeito Doppler. Se a velocidade com que a gal\u00e1xia se afasta for realmente grande, a luz que ela envia e chega at\u00e9 n\u00f3s ter\u00e1 um desvio para frequ\u00eancias mais baixas, do mesmo modo que o som de uma buzina se afastando fica mais grave.<\/p>\n<p>Na verdade, embora algumas pessoas n\u00e3o condordem, n\u00e3o h\u00e1 nada de especialmente repulsivo na Terra para que as gal\u00e1xias fujam de n\u00f3s. O que h\u00e1, segundo Hubble e a grande maioria dos cosmologistas atuais, \u00e9 que o Universo est\u00e1 se expandindo.<\/p>\n<p>Essa expans\u00e3o implica em que, em algum tempo distante, o Universo devia ser muito menor do que \u00e9 agora, praticamente um ponto, com uma densidade pr\u00f3xima de infinita. Por alguma raz\u00e3o, nesse tempo, ocorreu uma gigantesca explos\u00e3o, o Big Bang, e a partir da\u00ed o Universo vem se expandindo cada vez mais.<br \/>\nEssa teoria do Big Bang tem in\u00fameras implica\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>At\u00e9 alguns anos atr\u00e1s, era considerada por muitos como mera especula\u00e7\u00e3o. Hoje, por\u00e9m, j\u00e1 s\u00e3o conhecidas v\u00e1rias comprova\u00e7\u00f5es experimentais que concordam com ela. Uma das mais festejadas foi a descoberta, em 1965, por Arno Penzias e Robert Wilson, da chamada radia\u00e7\u00e3o de fundo, que ocupa todo o espa\u00e7o e \u00e9 exatamente o que os modelos e os c\u00e1lculos dos cosmologistas previam como decorrente do Big Bang.<\/p>\n<p>Hubble foi homenageado quando teve seu nome usado para o telesc\u00f3pio espacial que hoje est\u00e1 em \u00f3rbita. As observa\u00e7\u00f5es desse telesc\u00f3pio confirmam a hip\u00f3tese do Universo em expans\u00e3o.<br \/>\nO velho Doppler estava correto, afinal de contas.<\/p>\n<p>Fonte: www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>O Efeito Doppler<\/h2>\n<p>Esse efeito, explicado pelo austr\u00edaco Christian Doppler em 1843, tem aplica\u00e7\u00f5es importantes. Foi por meio dele que aprendemos que o Universo vem se expandindo desde que surgiu no big bang. Mais domesticamente, os meteorologistas usam o efeito Doppler para acompanhar os movimentos atmosf\u00e9ricos e fazer previs\u00f5es de clima. E os guardas de tr\u00e2nsito para multar a gente por excesso de velocidade.<\/p>\n<p>Para dar uma id\u00e9ia do que \u00e9 esse efeito descreveremos uma experi\u00eancia semelhante \u00e0 que foi realizada originalmente pelo pr\u00f3prio Doppler.<\/p>\n<p>Suponha que um carro est\u00e1 parado a uns 200 metros de voc\u00ea e o motorista toca a buzina continuamente. Digamos que o som da buzina tem uma tonalidade \u00fanica, correspondente \u00e0 nota RE, com frequ\u00eancia f = 288 ciclos por segundo. Esta \u00e9 uma simplifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 claro, pois as buzinas normais s\u00e3o mais agudas e quase nunca s\u00e3o de uma nota s\u00f3. Nesse nosso caso, portanto, voc\u00ea ouve um som constante (e irritante) com a tonalidade de RE.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson19.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"288\" height=\"100\" \/><\/p>\n<p><strong>Mas, que acontece se o carro n\u00e3o estiver parado e se aproximar de voc\u00ea com uma velocidade v de uns 120 km\/h? Voc\u00ea ouvir\u00e1 a buzina com uma tonalidade mais aguda, correspondente \u00e0 nota MI, que tem uma frequ\u00eancia f &#8216; de 320 ciclos por segundo.<\/strong><\/p>\n<p>Se o carro estiver se afastando de voc\u00ea com a mesma velocidade, voc\u00ea ouvir\u00e1 um som mais grave, correspondente \u00e0 nota DO, que tem frequ\u00eancia f &#8216; igual a 256 ciclos\/segundo.<\/p>\n<p>Um resultado semelhante seria obtido se a fonte do som estivesse parada e voc\u00ea estivesse se aproximando ou se afastando dela com boa velocidade.<\/p>\n<p>Fonte: www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Explica\u00e7\u00e3o com um pouco de matem\u00e1tica<\/h2>\n<p>O efeito Doppler se aplica a qualquer tipo de onda, mas, vamos tratar especificamente de ondas de som.<br \/>\nA fonte sonora F emite um som com frequ\u00eancia f que se propaga com velocidade v. Essa velocidade do som no ar \u00e9 de 330 metros por segundo. Se o som tiver a tonalidade de um REM\u00c9DIO (sem trocadilho), a frequ\u00eancia ser\u00e1 f = 288 ciclos por segundo.<\/p>\n<p>Essa ser\u00e1 tamb\u00e9m a frequ\u00eancia ouvida por um observador que esteja parado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fonte sonora. Esse observador receber\u00e1, em cada segundo, 288 ciclos de onda, cada um de comprimento L. Portanto, a onda se desloca de uma dist\u00e2ncia f x L, em cada segundo. Ora, esse deslocamento da onda, em cada segundo, \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, a velocidade da onda. Isto \u00e9: v = f x L.<\/p>\n<p>Se seu computador e seu browser t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de reproduzir sons clique duas vezes o bot\u00e3o acima para ouvir o som de uma fonte que se aproxima e depois se afasta de um observador. A frequ\u00eancia do som quando a fonte est\u00e1 parada \u00e9 de 1000 ciclos por segundo. No in\u00edcio, quando a fonte est\u00e1 se aproximando, a frequ\u00eancia \u00e9 maior que 1000 c\/s. Ao passar pelo observador ela volta a ser de 1000 c\/s mas, logo a seguir, ao se afastar do observador a frequ\u00eancia cai para um valor menor que 1000 ciclos por segundo.<\/p>\n<p>Mas, digamos que o observador se aproxima da fonte de som com uma velocidade v0. Nesse caso, al\u00e9m dos f ciclos que ele recebia por segundo quando estava parado, receber\u00e1 mais alguns ciclos extra devido ao seu movimento de aproxima\u00e7\u00e3o. Com sua velocidade ele se aproxima de v0 metros da fonte, em cada segundo. Nesses v0 metros est\u00e3o contidos v0\/L ciclos. Logo, a frequ\u00eancia que ele recebe (isto \u00e9, o n\u00famero de ciclos por segundo que atingem seu ouvido) ser\u00e1 f MAIS v0\/L.<\/p>\n<p><strong>Chamando essa frequ\u00eancia recebida de f &#8216; temos:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson20.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"304\" height=\"69\" \/><\/p>\n<p>f &#8216; = f + v0\/L<\/p>\n<p><strong>Mas, como vimos que v = f x L, temos L = v\/f. Logo:<\/strong><\/p>\n<p>f &#8216; = f + v0.f \/ L = f ( 1 + v0\/v)<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong><\/p>\n<p>Se a nota emitida for um RE com f = 288 ciclos por segundo e a velocidade do ouvinte for de 33 metros por segundo, a frequ\u00eancia ouvida ser\u00e1 de:<\/p>\n<p class=\"imagem\">f &#8216; = 288 (1 + 33\/330) = 316,8 ciclos por segundo<\/p>\n<p>Essa frequ\u00eancia \u00e9 pr\u00f3xima da nota MI (que tem frequ\u00eancia de 320 ciclos por segundo). Quer dizer, o som ouvido n\u00e3o ser\u00e1 um RE mas um MI um pouco desafinado.<\/p>\n<p>Se, em vez de se aproximar, o ouvinte se afastar com velocidade v0, a f\u00f3rmula que obtivemos acima deve ser modificada, trocando o sinal de v0. Isto \u00e9, se o ouvinte se afasta:<\/p>\n<p class=\"imagem\">f &#8216; = f ( 1 -v0\/v )<\/p>\n<p>Usando os n\u00fameros dados acima voc\u00ea pode verificar que a frequ\u00eancia ouvida por um observador que se afasta com velocidade de 33 metros por segundo (que \u00e9 equivalente a uns 120 km\/h) ser\u00e1 de cerca de 260 ciclos por segundo. Isso corresponde, aproximadamente, ao som de uma nota DO.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Explica\u00e7\u00e3o (quase) sem matem\u00e1tica<\/h2>\n<p>Eis aqui uma historinha que ajuda a entender a origem do efeito Doppler.<\/p>\n<p>Suponha que todo dia sai um \u00f4nibus de Bel\u00e9m com destino a Porto Alegre. Na mesma hora, todo dia, tamb\u00e9m sai um \u00f4nibus de Porto Alegre para Bel\u00e9m. Digamos que a viagem entre as duas cidades dure 10 dias. Voc\u00ea \u00e9 passageiro de um dos \u00f4nibus que saem de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Perguntamos:<\/strong><\/p>\n<p>Durante os 10 dias de viagem, com quantos \u00f4nibus vindo de Porto Alegre voc\u00ea cruzar\u00e1?<\/p>\n<p>Com 10, dir\u00e1 um apressadinho. Errado. Voc\u00ea cruzar\u00e1 com os 10 \u00f4nibus que j\u00e1 est\u00e3o viajando e com mais 10 que sair\u00e3o de Porto Alegre durante os 10 dias de sua viagem.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, nos 10 dias de sua viagem voc\u00ea cruzar\u00e1 com 20 \u00f4nibus vindo de Porto Alegre.<\/p>\n<p>Digamos que voc\u00ea se interesse pelas not\u00edcias de Porto Alegre e cada \u00f4nibus que sai de l\u00e1 traga o jornal do dia (o DI\u00c1RIO de Porto Alegre). Como voc\u00ea cruza com 2 \u00f4nibus em cada dia, voc\u00ea poder\u00e1 ler 2 di\u00e1rios por dia! Quer dizer, a frequ\u00eancia com que voc\u00ea l\u00ea os jornais \u00e9 2 vezes maior que a frequ\u00eancia com que eles foram produzidos em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Agora compare esse surpreendente resultado com o que foi dito acima sobre o tom das buzinas e veja como eles s\u00e3o semelhantes. A frequ\u00eancia percebida por um ouvinte que se aproxima da fonte sonora \u00e9 MAIOR que a frequ\u00eancia percebida se o ouvinte estivesse parado.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o em que essas frequ\u00eancias diferem depende da velocidade relativa entre a fonte sonora e o ouvinte. Para saber quanto vale essa propor\u00e7\u00e3o, s\u00f3 apelando para a matem\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Experi\u00eancias<\/h2>\n<p>S\u00f3 o simples gesto de sintonizar uma emissora de r\u00e1dio ou TV j\u00e1 \u00e9 uma experi\u00eancia de resson\u00e2ncia. A seguir, sugerimos alguns experimentos bem simples para demonstrar a resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson21.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"216\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p><strong>Arame dan\u00e7ante na borda de uma ta\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">Ponha duas ta\u00e7as com um pouco de \u00e1gua perto uma da outra. Entorte um peda\u00e7o de arame e coloque-o sobre a borda de uma das ta\u00e7as. Umede\u00e7a a ponta de seu dedo e esfregue-o com suavidade pela borda da outra ta\u00e7a. Se tudo der certo, voc\u00ea ouvir\u00e1 um som grave e melodioso enquanto o arame come\u00e7a a vibrar em resson\u00e2ncia com o som que voc\u00ea gerou.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson22.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"110\" height=\"176\" \/><\/p>\n<p><strong>Resson\u00e2ncia em canos de PVC<\/strong><\/p>\n<p>Use um cano de PVC com cerca de tr\u00eas metros de comprimento e 1\/2 polegada de di\u00e2metro. Segure o cano pelo meio e estenda o bra\u00e7o com o cano na horizontal, perpendicular a seu bra\u00e7o. Balance o cano com baixa frequ\u00eancia, mais ou menos 1 Hertz. O tubo balan\u00e7a acompanhando o movimento de sua m\u00e3o, com pequena amplitude. Depois, balance o bra\u00e7o com a maior frequ\u00eancia que puder.<\/p>\n<p>A amplitude da vibra\u00e7\u00e0o do cano ainda \u00e9 pequena. Por fim, procure uma frequ\u00eancia intermedi\u00e1ria na qual ocorra a resson\u00e2ncia. Voc\u00ea notar\u00e1 que o pr\u00f3prio cano fornce uma rea\u00e7\u00e3o que orienta a busca da frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia. Quando essa frequ\u00eancia for atingida,a amplitude da oscila\u00e7\u00e3o das pontas do cano pode chegar a mais de um metro e o cano pode at\u00e9 se romper.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea for fazer essa experi\u00eancia tenha cuidado para n\u00e3o n\u00e3o atingir algum espectador quando as oscila\u00e7\u00f5es ficarem violentas.<\/p>\n<p>Uma varia\u00e7\u00e3o interessante dessa experi\u00eancia consiste em simplesmente andar com o cano seguro pelo bra\u00e7o estendido, sem balan\u00e7ar a m\u00e3o. Com a velocidade certa do andar \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m atingir a resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Essa experi\u00eancia foi sugerida por John Jewett, Jr., na revista The Physics Teacher, Volume 31, de 1993.<\/p>\n<p>Fonte: www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>O que s\u00e3o frequ\u00eancias naturais<\/h2>\n<p>Como vimos, cada corda do viol\u00e3o tem um modo com frequ\u00eancia pr\u00f3pria de vibra\u00e7\u00e3o, o MODO FUNDAMENTAL. O som que ela emite tem a frequ\u00eancia do modo fundamental e um pouco dos modos harm\u00f4nicos, com menor intensidade.<\/p>\n<p>Pois bem, qualquer objeto material tamb\u00e9m tem uma ou mais frequ\u00eancias nas quais ele &#8220;gosta&#8221; de vibrar.<\/p>\n<p>Se for um objeto simples, como um p\u00eandulo ou uma corda de viol\u00e3o, essa frequ\u00eancia \u00e9 bem definida e s\u00f3 h\u00e1 um modo fundamental. Outros objetos mais complicados, como um tambor, uma mesa, um pr\u00e9dio ou at\u00e9 nossos corpos, podem vibrar em muitos modos, com muitas frequ\u00eancias diferentes. Se voc\u00ea &#8220;tocar&#8221; uma mesa, dando-lhe um forte chute, ouvir\u00e1 um som que \u00e9 o resultado do conjunto de modos de vibra\u00e7\u00e3o naturais da mesa. (Ouvir\u00e1 tamb\u00e9m outro som: o palavr\u00e3o que voc\u00ea dir\u00e1 com a dor no p\u00e9 &#8211; mas esse n\u00e3o vamos analisar aqui).<\/p>\n<p>Chamamos de FREQU\u00caNCIAS NATURAIS de um objeto as frequ\u00eancias com que esse objeto &#8220;gosta&#8221; de vibrar, quando excitado de alguma forma &#8211; levando um chute ou sendo dedilhado.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong><\/p>\n<p>Quando uma a\u00e7\u00e3o externa age sobre o objeto ele s\u00f3 vibra nessas frequ\u00eancias naturais ou seus harm\u00f4nicos. N\u00e3o adianta bater ou chutar com muita for\u00e7a: se uma frequ\u00eancia de vibra\u00e7\u00e3o n\u00e3o for uma frequ\u00eancia natural do objeto ele nunca vibrar\u00e1 nessa frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Os modos de vibra\u00e7\u00e3o de um objeto qualquer podem ser complicados. Ainda existem n\u00f3s e antin\u00f3s que n\u00e3o s\u00e3o pontos, como na corda, mas linhas, c\u00edrculos ou curvas mais elaboradas. Veja, na anima\u00e7\u00e3o ao lado, um caso ainda considerado simples: a superf\u00edcie de um tambor, com oscila\u00e7\u00f5es super-exageradas para facilitar sua vis\u00e3o. O modo de vibra\u00e7\u00e3o dessa figura pode ser considerado o modo fundamental, pois s\u00f3 tem um antin\u00f3 no centro e um c\u00edrculo de n\u00f3s, na borda. Curiosamente, esse modo praticamente n\u00e3o aparece nos tambores reais pois sua dura\u00e7\u00e3o \u00e9 muito curta.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson23.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"138\" height=\"95\" \/><strong><br \/>\nModo fundamental da superf\u00edcie de um tambor.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 esse outro modo de vibra\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie do tambor, com uma linha de n\u00f3s ao longo de um di\u00e2metro tem grande contribui\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o do som do tambor. O estudo de modos normais de vibra\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos, mol\u00e9culas, cristais, instrumentos musicais, etc, \u00e9 um ramo muito importante (e gostoso) da pesquisa. Se voc\u00ea quiser ser f\u00edsico vai topar com esse tipo de estudo in\u00fameras vezes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson24.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"140\" height=\"96\" \/><strong><br \/>\nUm dos harm\u00f4nicos da superf\u00edcie do tambor. Observe a linha de n\u00f3s ao longo de um di\u00e2metro.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">Antes de chegarmos ao nosso objetivo, a resson\u00e2ncia, ainda vamos examinar mais detalhadamente como s\u00e3o as vibra\u00e7\u00f5es de um objeto. Tenha ent\u00e3o a bondade de clicar no t\u00edtulo imediatamente abaixo.<\/p>\n<p>Fonte: www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Afinal, o que \u00e9 o som?<\/h2>\n<p>O som \u00e9 um dos fen\u00f4menos da natureza mais intimamente ligado \u00e0s pessoas, assim como a vis\u00e3o, o tato etc.<\/p>\n<p>Recebemos o som desde nossos primeiros instantes de vida e nossa percep\u00e7\u00e3o se expande e se aperfei\u00e7oa cada vez mais com o tempo de experi\u00eancia. Talvez por isso \u00e9 dif\u00edcil encontrar-se algu\u00e9m que n\u00e3o goste de ouvir os sons, sejam os da pr\u00f3pria natureza, sejam aqueles produzidos pelo homem.<\/p>\n<p>Mas o que \u00e9 o som? Como ele se produz? Como ele chega at\u00e9 n\u00f3s?<\/p>\n<p>Com certeza voc\u00ea, durante uma aula enfadonha do prim\u00e1rio, pegou uma banda de &#8220;gilete&#8221; e fez com ela um &#8220;instrumento&#8221; musical, prendendo rigidamente uma metade na carteira e fazendo vibrar a outra metade. Sa\u00eda aquele &#8220;sonzinho&#8221;, tipo &#8220;tuim&#8221;,&#8221;tuim&#8221;&#8230; Pois \u00e9.<\/p>\n<p>Aquela altura voc\u00ea estava manipulando um gerador de som. Dos mais primitivos, \u00e9 verdade, mas o suficiente para explicar a origem do som.<\/p>\n<p>Ao vibrar a parte solta da &#8220;gilete&#8221; (ou qualquer outro objeto r\u00edgido mas male\u00e1vel com o comprimento muitas vezes superior \u00e0s outras demais medidas) obt\u00e9m-se um movimento do tipo vai e vem (vibrat\u00f3rio, ondulat\u00f3rio, na verdade), onde uma haste flex\u00edvel descreve um arco de c\u00edrculo de ida e outro de volta, v\u00e1rias vezes durante um certo intervalo de tempo. Quando a haste atinge determinada velocidade, dependendo da for\u00e7a que voc\u00ea aplicou, as pessoas come\u00e7am a ouvir uma esp\u00e9cie de zumbido.<\/p>\n<p>Esse zumbido varia at\u00e9 um tom mais alto (mais agudo) quando voc\u00ea diminui o comprimento da parte solta haste, fazendo com que fique cada vez menor que a outra presa. Isso acontece por que essa parte, agora menor, descreve o tal arco mais vezes no mesmo tempo.<\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea eu ou\u00e7o o som?<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea ouve o som produzido pela haste porque ao se deslocar no meio (o ar) qualquer corpo pode ser sede de um movimento vibrat\u00f3rio. Na ida, ele empurra uma camada de ar para a frente, comprimindo-a e aumentando sua densidade e temperatura. Na volta, obviamente, ocorre o contr\u00e1rio, o que causa a diminui\u00e7\u00e3o dessas duas grandezas.<\/p>\n<p>Como no movimento de ida a press\u00e3o nessa camada de ar \u00e9 maior que nos arredores, suas mol\u00e9culas tendem a empurrar as mol\u00e9culas das camadas vizinhas, que v\u00e3o transmitindo sua influ\u00eancia \u00e0s diversas camadas adjacentes e subsequente.<\/p>\n<p>Quando o corpo se desloca para a frente, logo atr\u00e1s dele cria-se uma zona rarefeita ou de depress\u00e3o, que acompanha de perto e com a mesma velocidade a zona comprimida. A sucess\u00e3o dessas zonas comprimidas e rarefeitas do ar forma o que chamamos movimento ondulat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Esse movimento \u00e9 o que voc\u00ea percebe, gra\u00e7as \u00e0 uma fina e sens\u00edvel membrana interna do seu ouvido. O t\u00edmpano, o respons\u00e1vel maior pela sua audi\u00e7\u00e3o (guardando-se os limites desses ensinamentos sobre ac\u00fastica arquitet\u00f4nica).<\/p>\n<p>Curiosidade: essas \u00e1reas de diferentes n\u00edveis de press\u00e3o do ar se resumem na base do estudo para calcular caixas ac\u00fasticas, com base nas vibra\u00e7\u00f5es do cone do altofalante de graves.<\/p>\n<p><strong>O ouvido humano, uma obra de arte!<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o fosse isso a\u00ed no subt\u00edtulo, voc\u00ea at\u00e9 poderia &#8220;sentir&#8221; o som mas nunca ouv\u00ed-lo e diferenciar a m\u00fasica de um ru\u00eddo.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o vamos entrar em detalhes sobre o ouvido humano, porque n\u00e3o estamos capacitados para aulas de anatomia, principalmente de \u00e1reas espec\u00edficas do corpo. N\u00e3o \u00e9 nosso prop\u00f3sito, vamos repetir isso v\u00e1rias vezes. Mas voc\u00ea deve saber pelo menos o b\u00e1sico. Isso lhe trar\u00e1 maiores facilidades quando quiser entender melhor diversas \u00e1reas do estudo do som e suas peculiariedades.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00eddo pelo ouvido externo, ouvido m\u00e9dio e ouvido interno. Se voc\u00ea j\u00e1 andou bisbilhotando uma caixa ac\u00fastica (aquela do seu &#8220;aparelho de som&#8221; que voc\u00ea emprestou ao primo e voltou rouca), fa\u00e7a de conta que sua caixa ac\u00fastica agora n\u00e3o mais emite som, mas sim recebe, como o seu ouvido.<\/p>\n<p>O ouvido externo \u00e9 o pavilh\u00e3o (a orelha, o ap\u00eandice cartilaginoso que o Mike Tyson aprecia degustar) junto com o conduto auditivo externo. Grosseiramente, o ouvido externo seria como se fossem o altofalante e o duto (aquele tubo sem nada dentro que existe em muitas caixas).<\/p>\n<p>O ouvido m\u00e9dio \u00e9 como se fosse o cone ( aquele de papel) do altofalante mais a sua liga\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica com a bobina. A parte mais externa do ouvido m\u00e9dio \u00e9 delimitada por uma membrana chamada t\u00edmpano (como o cone de papel). Ligando essa membrana ao ouvido interno existe a cadeia de oss\u00edculos constitu\u00edda pelo martelo, pela bigorna e pelo estribo, que t\u00eam nomes t\u00e3o engra\u00e7ados que ningu\u00e9m mais os esquece pela vida afora. Esse conjunto compare com o eletro-\u00edm\u00e3, ou bobina, que fica por tr\u00e1s do altofalante).<\/p>\n<p>O ouvido interno \u00e9 chamado de labirinto pela sua forma geom\u00e9trica. Localiza-se dentro do osso temporal (aquele da lateral do seu cr\u00e2nio), logo em seguida ao ouvido m\u00e9dio. Admita-o como os fios do eletro-\u00edm\u00e3. Nele localiza-se o \u00f3rg\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o propriamente dito: o caracol.<\/p>\n<p>Esse canal \u00e9 espiralado e d\u00e1 2 3\/4 voltas em torno de um maci\u00e7o \u00f3sseo, perfurado de modo a dar passagem para os \u00faltimos ramais do nervo auditivo.<\/p>\n<p>Chegamos, finalmente, ao seu amplificador de som.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se a compara\u00e7\u00e3o meio exdr\u00faxula da caixa de som com seu aparelho auditivo serviu para alguma coisa. Se serviu ou n\u00e3o, esque\u00e7a essa &#8220;teoria&#8221;. Voc\u00ea vai ter que aprender na pr\u00e1tica mesmo. Que nem eu aprendi, no princ\u00edpo. Nossa filosofia aqui \u00e9 essa mesmo. Mas antes de esquecer isso a\u00ed em cima, saiba que seu ouvido \u00e9 mais parecido, na pr\u00e1tica e na teoria, com um microfone, pois eles &#8220;ouvem&#8221; o som.<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o transdutores receptivos (transdutor = dispositivo que transforma um tipo energia em outro tipo). Em compensa\u00e7\u00e3o saiba, tamb\u00e9m, que \u00e9 totalmente poss\u00edvel transformar uma caixa ac\u00fastica, ou mais propriamente um altofalante, em um microfone. A\u00ed voc\u00ea vai entender por que admitimos a caixa ac\u00fastica &#8220;ouvindo&#8221; algumas linhas atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Tudo isso, na verdade, \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s do cone e bobina principalmente, isto \u00e9, um elemento vibrante e um transmissor do movimento resultante da vibra\u00e7\u00e3o. O microfone (dependendo de sua constru\u00e7\u00e3o) tamb\u00e9m tem um elemento vibrante.<\/p>\n<p>Em resumo, as ondas sonoras, captadas pelo pavilh\u00e3o, entram pelo conduto auditivo externo e chocam-se com o t\u00edmpano, que por ser aperi\u00f3dico, isto \u00e9 pode vibrar ao receber todas as audiofrequ\u00eancias, reproduz fielmente as vibra\u00e7\u00f5es do som estimulador<\/p>\n<p>Fonte: www.audioacustica.hpg.ig.com.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>ONDULAT\u00d3RIA<\/h2>\n<h3>QUADRO SIN\u00d3TICO DOS FEN\u00d4MENOS ONDULAT\u00d3RIOS<\/h3>\n<p>De acordo com o exposto anteriormente, conclu\u00edmos que as ondas desenpenham um papel fundamental em nossas vidas, sendo portanto indispens\u00e1vel o conhecimento de suas leis b\u00e1sicas. Como a mec\u00e2nica ondulat\u00f3ria apareceu justamente para investigar e aprimorar o conhecimento humano nesta importante sub-\u00e1rea da f\u00edsica, obtemos a seguinte defini\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<h2>MEC\u00c2NICA ONDULAT\u00d3RIA:<\/h2>\n<p>Pode ser definida como a parte da f\u00edsica que estuda as ondas de um modo geral, preocupando-se com suas formas de produ\u00e7\u00e3o, propaga\u00e7\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de suas propriedades.<\/p>\n<p>Pelo fato das ondas possu\u00edrem diversas propriedades interessantes, torna-se necess\u00e1rio a subdivis\u00e3o de nosso curso em diversos subt\u00f3picos acoplados entre si, abrangendo desde a classifica\u00e7\u00e3o das ondas at\u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o mais detalhada dos fen\u00f4menos ondulat\u00f3rios, os quais s\u00e3o mencionados na tabela em sequ\u00eancia:<\/p>\n<h2>REFLEX\u00c3O:<\/h2>\n<p>A reflex\u00e3o de uma onda ocorre ap\u00f3s incidir num meio de caracter\u00edsticas diferentes e retornar a se propagar no meio inicial. Qualquer que seja o tipo da onda considerada, o sentido de seu movimento \u00e9 invertido por\u00e9m o m\u00f3dulo de sua velocidade n\u00e3o se altera. Isto decorre do fato de que a onda continua a se propagar no mesmo meio.<\/p>\n<p>EX.: O princ\u00edpio do funcionamento do espelho \u00e9 t\u00e3o somente uma reflex\u00e3o das ondas luminosas nele incidente. Deste modo, vemos nossa pr\u00f3pria imagem no espelho quando raios de luz que saem de nossos corpos (o qual por si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 uma reflex\u00e3o), atingem a superf\u00edcie do espelho e chega at\u00e9 os nossos olhos.<\/p>\n<h2>REFRA\u00c7\u00c3O:<\/h2>\n<p>Denomina-se refra\u00e7\u00e3o a passagem de uma onda de um meio para outro de caracter\u00edsticas diferentes (densidade, textura, etc). Qualquer que seja o tipo de onda considerada, verifica-se que o sentido e velocidade de propaga\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o mais os mesmos de antes da refra\u00e7\u00e3o. Isto acontece pois o meio apresenta propriedades distintas da do meio antigo.<\/p>\n<p>EX.: A refra\u00e7\u00e3o ocorre por exemplo quando colocamos uma colher dentro de um copo d&#8217;\u00e1gua e verificamos que a colher parece sofrer uma &#8220;quebra&#8221; da parte que est\u00e1 dentro da \u00e1gua para com a parte que est\u00e1 fora da \u00e1gua. Isto ocorre devido ao fato da dire\u00e7\u00e3o original de propaga\u00e7\u00e3o da luz ter sido desviado devido \u00e0 mudan\u00e7a do meio.<\/p>\n<h2>POLARIZA\u00c7\u00c3O:<\/h2>\n<p>A Polariza\u00e7\u00e3o, \u00e9 um fen\u00f4meno que acontece somente com as ondas transversais. Consiste na sele\u00e7\u00e3o de um plano de vibra\u00e7\u00e3o frente aos outros por um objeto, ou seja, se incidir ondas com todos os planos de vibra\u00e7\u00e3o num certo objeto, este acaba deixando passar apenas aquelas perturba\u00e7\u00f5es que ocorrem num determinado plano.<\/p>\n<p>EX.: Uma aplica\u00e7\u00e3o da polariza\u00e7\u00e3o \u00e9 a fotografia de superf\u00edcies altamente refletoras como \u00e9 o caso de vitrines de lojas, sem que nelas apare\u00e7a o reflexo da imagem do fot\u00f3grafo. Para isto, utiliza-se um polarizador, que funciona como um filtro, n\u00e3o deixando passar os raios que saem do fot\u00f3grafo chegarem at\u00e9 o interior da m\u00e1quina fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<h2>DISPERS\u00c3O:<\/h2>\n<p>A Dispers\u00e3o, \u00e9 um fen\u00f4meno que acontece quando uma onda, resultante da superposi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias outras entra num meio onde a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o seja diferente para cada uma de suas componentes. Consequentemente a forma da fun\u00e7\u00e3o de onda inicial muda, sendo que sua forma \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o do tempo.<\/p>\n<p>EX.: A luz branca \u00e9 formada por sete cores (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, azul escuro e violeta), que constitui seu espectro. Quando esta luz incide sobre um prisma de vidro, ela acaba sofrendo uma dispers\u00e3o pois a velocidade da luz \u00e9 diferente para cada cor e a luz branca acaba sofrendo uma decomposi\u00e7\u00e3o nesta passagem. O violeta \u00e9 o que sofre maior diminui\u00e7\u00e3o em sua velocidade ao passo que o vermelho \u00e9 a cor que sofre a menor diminui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>DIFRA\u00c7\u00c3O:<\/h2>\n<p>\u00c9 o encurvamento sofrido por uma onda quando esta encontra obst\u00e1culos \u00e0 sua propaga\u00e7\u00e3o. Esta propriedade das ondas foi de fundamental import\u00e2ncia para provar que os raios de uma onda n\u00e3o s\u00e3o retil\u00edneos.<\/p>\n<p>EX.: \u00c9 poss\u00edvel escutar um som emitido atr\u00e1s de uma parede, mesmo que esta tenha uma grande espessura de tal forma que o som n\u00e3o consigua de modo algum atravess\u00e1-la. Isto nos indica que o som deve, de alguma forma, contornar o muro. Isto \u00e9 o que se chama de difra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>INTERFER\u00caNCIA:<\/h2>\n<p>Interfer\u00eancia representa a superposi\u00e7\u00e3o de duas ou mais ondas num mesmo ponto. Esta superposi\u00e7\u00e3o pode ter um car\u00e1ter de aniquila\u00e7\u00e3o, quando as fases n\u00e3o s\u00e3o as mesmas (interfer\u00eancia destrutiva) ou pode ter um car\u00e1ter de refor\u00e7o quando as fases combinam (interfer\u00eancia construtiva).<\/p>\n<p>EX.: Quando escutamos m\u00fasica em nosso lar, percebemos que certos locais no recinto \u00e9 melhor para se ouvir a m\u00fasica do que outros. Isto \u00e9 por causa que nestes pontos as ondas que saem dos dois alto-falantes sofrem interfer\u00eancia construtiva. Ao contr\u00e1rio, o locais onde o som est\u00e1 ruim de ouvir \u00e9 causado pela interfer\u00eancia destrutiva das ondas.<\/p>\n<p>Fonte: www.cdcc.sc.usp.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Ponte que caiu<\/h2>\n<p>Conta a lenda que um regimento de Napole\u00e3o entrou marchando em uma ponte e a frequ\u00eancia do compasso da marcha, por azar, coincidiu com a frequ\u00eancia natural de vibra\u00e7\u00e3o da ponte.<\/p>\n<p>Deu-se a resson\u00e2ncia, a ponte passou a oscilar com grande amplitude e desabou. A partir desse desastre os soldados passaram a quebrar o passo sempre que atravessam alguma ponte.<\/p>\n<p>Esse caso pode ser s\u00f3 lenda, mas, uma ponte nos Estados Unidos desabou quando entrou em resson\u00e2ncia com o vento. A ponte sobre o Estreito de Tacoma, logo ap\u00f3s ser liberada ao tr\u00e1fego, come\u00e7ou a balan\u00e7ar sempre que o vento soprava um pouco mais forte.<\/p>\n<p>No dia 7 de Novembro de 1940 aconteceu a resson\u00e2ncia. Inicialmente, a ponte come\u00e7ou a vibrar em modos longitudinais, isto \u00e9, ao longo de seu comprimento. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem. Mas, logo apareceram os chamados &#8220;modos torsionais&#8221;, nos quais a ponte balan\u00e7ava para os lados, se torcendo toda. Na resson\u00e2ncia, a amplitude desses modos torsionais aumentou de tal forma que a ponte desabou.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson28.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"197\" height=\"144\" \/><br \/>\n<strong>Ponte de Tacoma vibrando no modo longitudinal.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson29.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"196\" height=\"150\" \/><br \/>\n<strong>Ponte de Tacoma vibrando no modo torsional.<\/strong><\/p>\n<p>Um est\u00e1dio de futebol deve ser constru\u00eddo levando em conta a &#8220;vibra\u00e7\u00e3o&#8221; das torcidas. Se todo mundo come\u00e7ar a pular e bater os p\u00e9s pode surgir uma resson\u00e2ncia com as estruturas das arquibancadas e acontecer uma trag\u00e9dia. Quando voc\u00ea for ao est\u00e1dio lembre disso. Se notar que a estrutura est\u00e1 balan\u00e7ando anormalmente mande a turma toda parar de vibrar imediatamente. A galera, sabendo que voc\u00ea \u00e9 um entendido em mat\u00e9ria de resson\u00e2ncia, logo atender\u00e1 seu aviso. Se n\u00e3o, d\u00ea o fora de mansinho.<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<p>Para manter o sistema massa-mola vibrando voc\u00ea precisa injetar energia balan\u00e7ando a m\u00e3o. Se n\u00e3o fizer isso, o sistema amortece e p\u00e1ra. E ent\u00e3o voc\u00ea nota uma coisa curiosa. Balan\u00e7ando a m\u00e3o devagar, com baixa frequ\u00eancia, a amplitude do sistema se mant\u00e9m mas \u00e9 sempre pequena.<\/p>\n<p>Na figura , fo \u00e9 a frequ\u00eancia natural do sistema, isto \u00e9, a frequ\u00eancia com a qual ele &#8220;gosta&#8221; de vibrar. A frequ\u00eancia do movimento de sua m\u00e3o \u00e9 f, que \u00e9 menor que fo. O gr\u00e1fico mostra que a amplitude, nesse caso, \u00e9 pequena.<\/p>\n<p>Aumentando gradualmente a frequ\u00eancia do balan\u00e7ado da m\u00e3o voc\u00ea nota que a amplitude do movimento da massa vai aumentando rapidamente. Observe que a amplitude do movimento de sua m\u00e3o \u00e9 sempre a mesma, quem vai aumentando \u00e9 apenas a frequ\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson25.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"179\" height=\"208\" \/><\/p>\n<p>Com um pouco de pr\u00e1tica voc\u00ea logo descobre uma frequ\u00eancia certa f do movimento de sua m\u00e3o para a qual a amplitude do movimento da massa \u00e9 m\u00e1xima. Essa frequ\u00eancia \u00e9 exatamente a frequ\u00eancia natural do sistema, isto \u00e9, f = fo. Se a frequ\u00eancia f do movimento da m\u00e3o for menor ou maior que fo, a amplitude do movimento da massa diminui.<\/p>\n<p>Pronto: voc\u00ea atingiu a resson\u00e2ncia! Em melhores termos, o movimento de sua m\u00e3o e o movimento do sistema massa-mola entraram em resson\u00e2ncia. Ou, ainda de outra forma, o sistema est\u00e1 vibrando com a frequ\u00eancia de resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Na resson\u00e2ncia a transfer\u00eancia de energia de sua m\u00e3o para o sistema massa-mola \u00e9 a mais eficiente poss\u00edvel. A amplitude de vibra\u00e7\u00e3o da massa s\u00f3 \u00e9 limitada pelos atritos de amortecimento, que sempre est\u00e3o presentes. Se eles n\u00e3o forem suficientemente fortes a vibra\u00e7\u00e3o pode ficar t\u00e3o intensa que a mola chega at\u00e9 a quebrar.<\/p>\n<p>Fonte: www.seara.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Exemplos comuns de resson\u00e2ncia<\/h2>\n<p>Uma crian\u00e7a em um balan\u00e7o nunca ouviu falar em resson\u00e2ncia mas sabe como us\u00e1-la. Num instantinho ela descobre qual \u00e9 o momento certo de dobrar o corpo para aumentar a amplitude do movimento.<br \/>\nNo exemplo do sistema massa-mola, balan\u00e7ar devagar ou depressa demais causa pequenas amplitudes de oscila\u00e7\u00e3o. Balan\u00e7ando na frequ\u00eancia certa, que \u00e9 a frequ\u00eancia natural do sistema, chega-se \u00e0 resson\u00e2ncia e obt\u00e9m-se grandes amplitudes de oscila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson27.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"96\" height=\"258\" \/><\/p>\n<p>O corpo de um instrumento musical, um viol\u00e3o, por exemplo, \u00e9 uma caixa de resson\u00e2ncia. As vibra\u00e7\u00f5es da corda entram em resson\u00e2ncia com a estrutura da caixa de madeira que &#8220;amplifica&#8221; o som e acrescenta v\u00e1rios harm\u00f4nicos, dando o timbre caracter\u00edstico do instrumento. Sem o corpo, o som da corda seria fraco e insosso. Em uma guitarra a resson\u00e2ncia \u00e9 substitu\u00edda, parcialmente, por efeitos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Cada onda de r\u00e1dio e TV que viaja pelo espa\u00e7o tem uma frequ\u00eancia caracter\u00edstica de vibra\u00e7\u00e3o. E a onda de cada emissora tem uma frequ\u00eancia pr\u00f3pria, diferente da frequ\u00eancia das demais emissoras. Os r\u00e1dios antigos tinham um bot\u00e3o &#8211; o dial &#8211; para &#8220;sintonizar&#8221; as emissoras.<\/p>\n<p>Hoje, com tudo virando digital, os bot\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o de girar &#8211; s\u00e3o de apertar. Sintonizar uma emissora significa fazer seu receptor de r\u00e1dio ou TV entrar em resson\u00e2ncia com a onda da emissora.<\/p>\n<p>Girando, ou apertando, o bot\u00e3o voc\u00ea modifica, de algum modo, a frequ\u00eancia natural de vibra\u00e7\u00e3o do circuito eletr\u00f4nico de seu receptor.<\/p>\n<p>Essa vibra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mec\u00e2nica, como nas molas, mas uma r\u00e1pida varia\u00e7\u00e3o nas correntes el\u00e9tricas que percorrem o circuito. Na resson\u00e2ncia, o receptor &#8220;capta&#8221; energia da onda de r\u00e1dio ou TV com efici\u00eancia m\u00e1xima e o sinal da emissora \u00e9 reproduzido pelo receptor. As ondas das outras emissoras, com frequ\u00eancias diferentes, n\u00e3o est\u00e3o em resson\u00e2ncia com o receptor e passam batidas, sem interagir com ele.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, a resson\u00e2ncia pode ter consequ\u00eancias desagrad\u00e1veis. Dizem que algumas pessoas sentem enj\u00f4o ao viajar de carro por causa da resson\u00e2ncia entre as vibra\u00e7\u00f5es de baixa frequ\u00eancia do carro e seus \u00f3rg\u00e3os digestivos, est\u00f4mago e intestinos. Se isso for verdade, o rem\u00e9dio para essas pessoas \u00e9 encher a barriga de \u00e1gua ou comida. Isso far\u00e1 mudar a frequ\u00eancia natural desses \u00f3rg\u00e3os internos e quebrar\u00e1 a resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h3>Som<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson30.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"227\" height=\"139\" \/><\/p>\n<p>As ondas sonoras s\u00e3o ondas mec\u00e2nicas e portanto n\u00e3o se propagam no v\u00e1cuo. S\u00e3o aud\u00edveis pelo homem quando sua frequ\u00eancia se situa entre 20 Hz e 20.000 Hz.<\/p>\n<h3>Fontes de som<\/h3>\n<p>Em geral, as fontes de som s\u00e3o os corpos em vibra\u00e7\u00e3o, como o cone de um alto-falante, as cordas vocais, etc.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson31.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"226\" height=\"165\" \/><\/p>\n<h3>A velocidade do som<\/h3>\n<p>Nos l\u00edquidos e nos s\u00f3lidos, onde as mol\u00e9culas est\u00e3o mais pr\u00f3ximas umas das outras, a velocidade do som \u00e9 bem maior do que em um g\u00e1s.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson38.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"177\" height=\"30\" \/><\/p>\n<p><strong>Qualidades de um som:<\/strong><\/p>\n<h3>Intensidade<\/h3>\n<p>\u00cb a qualidade que nos permite distinguir os sons fortes dos fracos.<\/p>\n<h3>Timbre<\/h3>\n<p>\u00c9 a qualidade que nos faz distinguir as vozes de duas pessoas, mesmo quando emitindo sons de mesma frequ\u00eancia. Tamb\u00e9m permite diferenciar os sons de dois instrumentos musicais, mesmo quando eles emitem a mesma nota.<\/p>\n<h3>Altura<\/h3>\n<p>\u00c9 a qualidade do som que nos permite distinguir os sons graves dos agudos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson32.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"306\" height=\"234\" \/><\/p>\n<h3>Eco<\/h3>\n<p>Quando uma onda sonora encontra um obst\u00e1culo \u00e0 sua frente, ela pode retornar \u00e0 sua fonte por reflex\u00e3o.<br \/>\nO eco ocorre se a dist\u00e2ncia entre a origem do som e o obst\u00e1culo for, no m\u00ednimo, de 17 m. Nossos ouvidos t\u00eam a capacidade de distinguir sons emitidos num intervalo de tempo de, no m\u00ednimo, 0,1 s.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson33.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"200\" height=\"155\" \/><\/p>\n<h3>Sonar<\/h3>\n<p>\u00c9 um equipamento colocado em navios que envia ondas sonoras em dire\u00e7\u00e3o ao fundo do mar e recebe, posteriormente, a reflex\u00e3o, podendo-se calcular a profundidade.<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong>geocities.yahoo.com.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Transmiss\u00e3o do som pelo ar e outros meios<\/h2>\n<p>Quando damos um grito, batemos palmas ou fazemos qualquer outro som, as vibra\u00e7\u00f5es que produzimos se espalham pelo ar para todos os lados, como as ondas que se formam em um lago, quando jogamos uma pedra na \u00e1gua. O som se espalha pelo ar sob a forma de ondas sonoras.<\/p>\n<p>No caso das ondas da \u00e1gua, quando uma pedra cai na \u00e1gua, ela movimenta a \u00e1gua contra a qual ela colide. O movimento dessa \u00e1gua perturba as regi\u00f5es pr\u00f3ximas, depois essas perturbam as regi\u00f5es seguintes, e assim o movimento da onda vai passando de um ponto para o pr\u00f3ximo ponto.<\/p>\n<p>No caso de ondas no ar, acontece uma coisa parecida. Quando um objeto vibra, ele faz o ar pr\u00f3ximo a ele vibrar. A agita\u00e7\u00e3o desse ar pr\u00f3ximo ao objeto produz uma agita\u00e7\u00e3o do ar vizinho, e este por sua vez agita a camada seguinte, e assim por diante.<\/p>\n<p>As ondas sonoras s\u00e3o invis\u00edveis e muito r\u00e1pidas, mas n\u00e3o s\u00e3o instant\u00e2neas. O som demora um certo tempo para ir de um lugar at\u00e9 outro.<\/p>\n<p>Quando vemos um raio, n\u00e3o ouvimos o seu trov\u00e3o no mesmo instante, mas algum tempo depois, porque o som demora algum tempo para vir do lugar onde o raio ocorreu at\u00e9 onde estamos.<\/p>\n<p>O som tem uma velocidade de cerca de 330 a 360 metros por segundo no ar (depende da temperatura e da umidade do ar).<\/p>\n<p>Isso significa que, se observarmos o clar\u00e3o de um raio e dois segundos depois ouvirmos o seu trov\u00e3o, essa raio ocorreu a uns 700 metros de dist\u00e2ncia. Uma grande explos\u00e3o poderia ser ouvida, depois de um minuto, a uma dist\u00e2ncia de 20 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Em uma hora, o som seria capaz de percorrer uma dist\u00e2ncia de 1.200 a 1.300 quil\u00f4metros (na verdade, ele vai ficando cada vez mais fraco, por isso n\u00e3o atinge uma dist\u00e2ncia t\u00e3o grande).<\/p>\n<p>Os avi\u00f5es supers\u00f4nicos s\u00e3o aqueles que atingem velocidades maiores do que a do som, e que, portanto, voam a velocidades de mais de 1.200 ou 1.300 km\/h. Os grandes avi\u00f5es \u0093normais\u0094 de passageiros (subs\u00f4nicos) atingem velocidades de aproximadamente 900 km\/h.<\/p>\n<p>Os sons v\u00e3o se tornando cada vez mais fracos quando nos afastamos do objeto que est\u00e1 produzindo o som, porque as ondas sonoras se espalham para todos os lados, e assim a energia das ondas sonoras vai se espalhando e diminuindo de intensidade.<\/p>\n<p>No entanto, existe um modo de fazer com que o som n\u00e3o se espalhe: fazendo com que ele caminhe dentro de um tubo.<\/p>\n<p>Se tivermos um longo tubo de pl\u00e1stico, de borracha ou de metal, com alguns cent\u00edmetros de di\u00e2metro, e falarmos em uma de suas aberturas, as ondas sonoras que entrarem no tubo ir\u00e3o passando por ele sem se espalharem, e mantendo praticamente a mesma intensidade.<\/p>\n<p>Uma pessoa que esteja na outra ponta do tubo, a uma dist\u00e2ncia de 100 metros, por exemplo, ir\u00e1 ouvir perfeitamente o que voc\u00ea diz, sem que voc\u00ea precise gritar.<\/p>\n<p>As ondas sonoras podem passar n\u00e3o apenas pelo ar, mas tamb\u00e9m por outras subst\u00e2ncias, como a \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o conseguimos falar debaixo d\u0092\u00e1gua, mas se estivermos dentro de uma piscina poderemos ouvir o som de um sino tocado dentro d\u0092\u00e1gua, por exemplo.<\/p>\n<p>A velocidade do som na \u00e1gua \u00e9 maior do que no ar: cerca de 1.500 metros por segundo. Dentro de uma piscina temos dificuldade em ouvir o que uma pessoa diz fora da \u00e1gua, porque o som tem dificuldade em passar do ar para a \u00e1gua, e n\u00e3o porque o som n\u00e3o possa ser transmitido dentro da \u00e1gua.<\/p>\n<p>As ondas sonoras tamb\u00e9m passam por s\u00f3lidos. Quando um caminh\u00e3o pesado passa pela rua perto de nossa casa, muitas vezes sentimos o ch\u00e3o vibrar, porque as vibra\u00e7\u00f5es que o caminh\u00e3o produz na rua se espalham pelo ch\u00e3o e nos atingem.<\/p>\n<p>Quando um vizinho faz uma festa barulhenta, ouvimos a m\u00fasica e os gritos das pessoas mesmo se todas as janelas e portas estiverem fechadas, porque as vibra\u00e7\u00f5es do ar fazem as paredes, portas e janelas vibrarem, e isso faz com que o som passe para dentro da casa.<\/p>\n<p>O som tem dificuldade de passar por coisas como tecidos grossos, colch\u00f5es, travesseiros, acolchoados.<\/p>\n<p>Esses materiais destroem as vibra\u00e7\u00f5es. Passa com facilidade, no entanto, por placas met\u00e1licas, que vibram com facilidade.<\/p>\n<p>Assim como no caso do ar, quando o som passa por l\u00edquidos e s\u00f3lidos, ele vai se espalhando por todos os lados e se torna cada vez mais fraco. No entanto, se ele n\u00e3o puder se espalhar, pode chegar a grandes dist\u00e2ncias sem enfraquecer muito.<\/p>\n<p><strong>Por exemplo:<\/strong><\/p>\n<p>Colocando-se o ouvido encostado ao trilho de uma linha ferrovi\u00e1ria, pode-se ouvir o som de um trem que esteja a v\u00e1rios quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Isso \u00e9 poss\u00edvel porque as vibra\u00e7\u00f5es do trilho met\u00e1lico n\u00e3o se espalham para todos os lados \u0096 elas s\u00f3 podem caminhar ao longo do pr\u00f3prio trilho.<\/p>\n<p>Um telefone de barbante utiliza basicamente esse mesmo princ\u00edpio. Suponha duas latas, abertas de um lado, com furos na parte de baixo, por onde s\u00e3o presas as extremidades de um barbante longo.<\/p>\n<p>Quando uma pessoa fala com a boca pr\u00f3xima a uma das latas, sua voz produz vibra\u00e7\u00f5es no fundo da lata. Isso faz com que o barbante tamb\u00e9m vibre, criando ondas que se movem ao longo do barbante.<\/p>\n<p>Na outra ponta, o barbante est\u00e1 preso \u00e0 segunda lata. Quando as vibra\u00e7\u00f5es do barbante atingem o fundo da segunda lata, ele vibra, faz o ar dentro da lata vibrar tamb\u00e9m, e essa vibra\u00e7\u00e3o atinge o ouvido da segunda pessoa, que ouve a voz da primeira.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel conversar utilizando telefones de barbante, sem gritar, a grandes dist\u00e2ncias (mais de 100 metros) porque as ondas sonoras se movem ao longo do barbante, sem se espalhar para todos os lados.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel utilizar esse tipo de telefone para dist\u00e2ncias de v\u00e1rios quil\u00f4metros porque o pr\u00f3prio barbante vai absorvendo uma parte da energia do som, que vai enfraquecendo. Utilizando-se um arame met\u00e1lico fino, em vez de barbante, \u00e9 poss\u00edvel conversar a centenas de metros.<\/p>\n<p><strong>Como ensinar:<\/strong> Como as ondas sonoras s\u00e3o invis\u00edveis, \u00e9 importante mostrar ondas vis\u00edveis (na \u00e1gua, em molas, em cordas) e anima\u00e7\u00f5es que mostrem as vibra\u00e7\u00f5es sonoras no ar.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel montar tubos sonoros longos, em que as pessoas possam conversar, e outros que voltam ao ponto de partida, de tal modo que a pessoa possa ouvir um tipo de eco de sua voz (com 50 metros de comprimento, por exemplo). Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel utilizar telefones de barbante e fazer outros experimentos descritos no texto.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson34.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"401\" height=\"92\" \/><\/p>\n<p>Fonte: www.museudotelefone.org.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Um engano de Christian Doppler<\/h2>\n<p>O austr\u00edaco Christian Doppler foi o primeiro a explicar o efeito que tem seu nome e tamb\u00e9m o primeiro a aplic\u00e1-lo erradamente.<\/p>\n<p>Ele previu que um som tem sua tonalidade aumentada se a fonte sonora se aproxima do ouvinte. Esse efeito foi verificado experimentalmente pelo holand\u00eas Buys-Ballot, dois anos depois da publica\u00e7\u00e3o do artigo de Doppler.<\/p>\n<p>Mas, Doppler cometeu um engano em seu artigo que tinha como t\u00edtulo Sobre a Luz Colorida das Estrelas Duplas. Pelo t\u00edtulo voc\u00ea j\u00e1 pode ver que Doppler pensava que a cor das estrelas era devida ao deslocamento delas em rela\u00e7\u00e3o ao observador.<\/p>\n<h2>Por exemplo:<\/h2>\n<p>Uma estrela que se afastasse de n\u00f3s deveria ser avermelhada pois a luz emitida por ela seria deslocada para menores frequ\u00eancias (lado vermelho do espectro vis\u00edvel).<\/p>\n<p>Na verdade, isto n\u00e3o se d\u00e1 por dois motivos. Primeiro, o espectro da luz de uma estrela, isto \u00e9, a faixa de frequ\u00eancias da luz que ela emite, se estende muito al\u00e9m da faixa vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Logo, mesmo que esse espectro fosse deslocado, a luz ultravioleta emitida pela estrela seria deslocada para a faixa vis\u00edvel, ocupando o lugar da faixa azul que se deslocou na dire\u00e7\u00e3o de menores frequ\u00eancias. No fim, a luz vis\u00edvel emitida continuaria tendo componentes de todas as cores e seria ainda branca.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, para haver um deslocamento apreci\u00e1vel no espectro a velocidade relativa da estrela deveria ser muito grande, pr\u00f3xima da velocidade da luz. As estrelas a que Doppler se referiu em seu artigo n\u00e3o possuem, nem perto, velocidades t\u00e3o grandes.<\/p>\n<p>Assim mesmo, Doppler estava correto em supor que h\u00e1 um deslocamento do espectro. Hoje se sabe que gal\u00e1xias distantes est\u00e3o se afastando com tremendas velocidades e, por causa do efeito Doppler, o espectro da luz que elas enviam e chega at\u00e9 n\u00f3s \u00e9 deslocado para frequ\u00eancias mais baixas.<\/p>\n<p>\u00c9 o que se chama deslocamento para o vermelho. Quem primeiro observou isso foi o astrof\u00edsico americano Edwin Hubble em 1929. Surgiu dai a id\u00e9ia de que o universo est\u00e1 se expandindo.<\/p>\n<p>Fonte: www.fisica.ufc.br<\/p>\n<h6>Resson\u00e2ncia<\/h6>\n<h2>Vibra\u00e7\u00f5es simples, amortecidas e for\u00e7adas<\/h2>\n<p>Eis uma experi\u00eancia f\u00e1cil de fazer se voc\u00ea disp\u00f5e de uma mola e um pequeno peso. Se n\u00e3o, \u00e9 uma experi\u00eancia f\u00e1cil de imaginar. Segure uma extremidade da mola com a m\u00e3o e na outra ponta pendure um peso, ou &#8220;massa&#8221;. Esse arranjo simples ser\u00e1 chamado de &#8220;sistema massa-mola&#8221;, daqui por diante. Puxando a massa para baixo, o sistema come\u00e7a a vibrar.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson35.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"42\" height=\"156\" \/><\/p>\n<p>A frequ\u00eancia da vibra\u00e7\u00e0o, isto \u00e9, quantas vezes por segundo a massa sobe e desce, depende das propriedades f\u00edsicas do sistema. Uma mola &#8220;dura&#8221;, que nem a mola do amortecedor de um carro, vibra com mais rapidez que uma mola &#8220;macia&#8221;, como algumas que encontramos nos eletro-dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Para uma mesma mola, a frequ\u00eancia tamb\u00e9m aumenta se aumentarmos o peso da massa pendurada. Para um dado sistema massa-mola a vibra\u00e7\u00e3o se d\u00e1 na frequ\u00eancia natural do sistema..<\/p>\n<p>Uma vibra\u00e7\u00e3o simples como a que vimos acima n\u00e3o dura eternamente. Se voc\u00ea mantiver a m\u00e3o parada a dist\u00e2ncia percorrida pela massa em cada ciclo vai ficando cada vez menor, at\u00e9 que ela p\u00e1ra.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, a amplitude do movimento vai dimuindo at\u00e9 se extinguir. Mas, aten\u00e7\u00e3o para um fato importante: a amplitude diminui mas a frequ\u00eancia da vibra\u00e7\u00e3o n\u00e3o muda! Esse fato j\u00e1 tinha sido observado por Galileu e sempre foi utilizado pelos fabricantes de rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>A amplitude diminui porque a vibra\u00e7\u00e3o sofre a a\u00e7\u00e3o dos atritos que v\u00e3o lhe sugando a energia de movimento. Dizemos que a vibra\u00e7\u00e3o \u00e9 AMORTECIDA. O amortecedor de carro tem seu nome exatamente porque amortece as vibra\u00e7\u00f5es das rodas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson36.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"60\" height=\"235\" \/><\/p>\n<p>Como fazer para evitar que a vibra\u00e7\u00e3o da mola amorte\u00e7a e pare? Simples, basta ajud\u00e1-la com pequenos movimentos da m\u00e3o, para cima e para baixo. Nesse caso, dizemos que a vibra\u00e7\u00e3o \u00e9 FOR\u00c7ADA pelo movimento de sua m\u00e3o. Dessa forma, a energia que o sistema perde para os atritos \u00e9 compensada pela energia fornecida por sua m\u00e3o e a vibra\u00e7\u00e3o continua indefinidamente, ou at\u00e9 voc\u00ea cansar.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Resson\u00e2ncia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/resson37.jpg\" alt=\"Resson\u00e2ncia\" width=\"82\" height=\"220\" \/><\/p>\n<p>Fazendo essas experi\u00eancias simples voc\u00ea logo nota que existe um jeitinho certo de balan\u00e7ar a m\u00e3o para que o sistema massa-mola vibre com grande amplitude.<\/p>\n<p>Fonte: www.fisica.ufc.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resson\u00e2ncia, Produ\u00e7\u00e3o, Onda, Magn\u00e9tica, O que \u00e9, Mec\u00e2nica, Velocidade, Graves, Agudos, Raios X, UV, Infravermelho, Caracter\u00edsticas, 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