{"id":65418,"date":"2016-07-18T19:08:23","date_gmt":"2016-07-18T19:08:23","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=65418"},"modified":"2016-07-19T12:54:10","modified_gmt":"2016-07-19T12:54:10","slug":"neutrino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/neutrino","title":{"rendered":"Neutrino"},"content":{"rendered":"<h4>Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Part\u00edcula elementar da mat\u00e9ria, fantasma ou camale\u00e3o,      o neutrino pode estar um milh\u00e3o de vezes mais presente no universo      do que cada um dos constituintes dos \u00e1tomos, mas continua a ser incrivelmente      dif\u00edcil de detectar.<\/p>\n<p>O <strong>neutrino<\/strong>, que desde os anos 1960 intriga os f\u00edsicos,      \u00e9 desprovido de carga el\u00e9ctrica, o que lhe permite atravessar      paredes. A cada segundo, 66 mil milh\u00f5es das suas part\u00edculas      fantasmag\u00f3ricas atravessam o equivalente a uma unha humana. No entanto,      um neutrino emitido pelo Sol tem apenas uma hip\u00f3tese em cem milh\u00f5es      de chegar \u00e0 Terra. <\/p>\n<p>Emitidos pelas estrelas e pela atmosfera, os neutrinos podem ser criados      pela radioactividade dita beta, como a das centrais nucleares. Assim que um      prot\u00e3o se transforma num neutr\u00e3o (electricamente neutro) ou      um neutr\u00e3o se transforma num prot\u00e3o, esta muta\u00e7\u00e3o      sucede acompanhada pela emiss\u00e3o de um electr\u00e3o negativo ou positivo      e de um neutrino (ou de um anti-neutrino).<\/p>\n<p> O comportamento destas part\u00edculas impercept\u00edveis interessa      muito aos cientistas, uma vez que permite explicar por que \u00e9 que o      mundo \u00e9 maioritariamente constitu\u00eddo por mat\u00e9ria e n\u00e3o      por anti-mat\u00e9ria, uma vez que as duas deveriam existir em quantidade      equivalente depois do &#8216;Big Bang&#8217;.<\/p>\n<p> A observa\u00e7\u00e3o das &#8220;oscila\u00e7\u00f5es&#8221; de neutr\u00f5es,      que por vezes se transformam com outras formas, \u00e9 tamb\u00e9m um      elemento fundamental para a F\u00edsica. Isto porque, para oscilarem, estas      part\u00edculas devem ter uma massa, o que foi cientificamente estabelecido      em 1998, depois de 30 anos de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> &#8220;A exist\u00eancia de um modelo que possa explicar por que \u00e9      que o neutrino \u00e9 t\u00e3o pequeno, sem se desvanecer, ter\u00e1      profundas implica\u00e7\u00f5es na compreens\u00e3o do nosso universo,      de como ele era, como evoluiu e como eventualmente morrer\u00e1&#8221;, afirmou      Antonio Freditado, f\u00edsico do Instituto Italiano de F\u00edsica Nuclear.<\/p>\n<p> O Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (CNRS,      na sigla em franc\u00eas), em Fran\u00e7a, anunciou quinta-feira que os      neutrinos foram medidos a uma velocidade que ultrapassa ligeiramente a velocidade      da luz, considerada at\u00e9 agora como um &#8220;limite intranspon\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p> Caso seja confirmado por outras experi\u00eancias, este &#8220;resultado      surpreendente&#8221; e &#8220;totalmente inesperado&#8221; face \u00e0s teorias      formuladas por Albert Einstein, poder\u00e1 abrir &#8220;perspectivas te\u00f3ricas      completamente novas&#8221;, sublinha o CNRS.<\/p>\n<p> As medi\u00e7\u00f5es efectuadas pelos especialistas desta investiga\u00e7\u00e3o,      a que se chamou Opera, conclu\u00edram que um feixe de neutrinos percorreu      os 730 quil\u00f3metros que separam as instala\u00e7\u00f5es do Centro      Europeu de Investiga\u00e7\u00e3o Nuclear (CERN), em Genebra, do laborat\u00f3rio      subterr\u00e2neo de Gran Sasso, no centro de It\u00e1lia, a 300.006 quil\u00f3metros      por segundo, ou seja, uma velocidade superior em seis quil\u00f3metros por      segundo \u00e0 velocidade da luz.<\/p>\n<p>Fonte: www.dn.pt<\/p>\n<h6>Neutrino<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>N\u00e3o \u00e9 nada, quase nada. Como diria F.Reines, \u00e9 \u0093\u0085 a quantidade mais min\u00fascula      da realidade imaginada pelo ser humano\u0094. Apesar disso (ou por causa disso),      esta part\u00edcula nunca cessou de questionar f\u00edsicos e de dar dores de cabe\u00e7a      a quem o quer detectar.<\/p>\n<h2>Dentro do modelo padr\u00e3o <\/h2>\n<p>Depois de muitos trabalhos, erros ou sucessos, os f\u00edsicos de part\u00edculas obtiveram      finalmente um modelo que se satisfaz completamente, por enquanto, usando para      descrever as part\u00edculas da mat\u00e9ria e a maneira que interagem. <\/p>\n<p>Este modelo, chamado \u0093modelo padr\u00e3o\u0094, reduziu consideravelmente o n\u00famero      \u0093de elementos elementares\u0094 de que a mat\u00e9ria \u00e9 composta; aqueles elementos      parecem t\u00e3o bonitos que, perto de 400 DC, o fil\u00f3sofo grego Dem\u00f3crates chamava      \u0093\u00e1tomos\u0094. <\/p>\n<p>De acordo com o modelo padr\u00e3o, 12 part\u00edculas s\u00e3o a base da mat\u00e9ria: 6 quarks      e 6 l\u00e9ptons (uma palavra que vem dos gregos da palavra leptos que significa      a luz, min\u00fascula).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/neutrino.jpg\" alt=\"Neutrino\" width=\"570\" height=\"204\" title=\"Neutrino\" \/><\/p>\n<p>A parte do neutrino, todas as part\u00edculas, l\u00e9ptons e quarks,      foram postas na evid\u00eancia experimental, os agradecimentos aos aceleradores      de part\u00edculas e os detectores ou as c\u00e2maras de bolha. Sua exist\u00eancia      tem um fundamento experimental muito est\u00e1vel. <\/p>\n<p>A cada l\u00e9pton carregado (el\u00e9tron, m\u00faon, tau) \u00e9      associado um l\u00e9pton ou um neutrino neutro (para o el\u00e9tron, para      o m\u00faon, para o tau). A mesma madida para os quarks que s\u00e3o agrupados      por pares.<\/p>\n<p> Dentro do modelo padr\u00e3o, o neutrino tem uma massa zero, uma carga      zero e uma rota\u00e7\u00e3o 1\/2. Pode ser de 3 tipos diferentes ou fam\u00edlias      que apresentaram-se parte superiores. Tudo isto \u00e9 como um diret\u00f3rio      requisitado perfeitamente. De fato, muitas perguntas importantes a respeito      dos neutrinos n\u00e3o est\u00e3o resolvidas ainda.<\/p>\n<h2> O neutrino n\u00e3o-segur\u00e1vel<\/h2>\n<p>Os neutrinos, sob os tr\u00eas aspectos, mantiveram desde 1956 (ano de sua      primeira evid\u00eancia experimental) muitos mist\u00e9rios. N\u00f3s      sabemos 4 intera\u00e7\u00f5es fundamentais entre as part\u00edculas:      a intera\u00e7\u00e3o forte, a intera\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica,      a intera\u00e7\u00e3o fraca e a intera\u00e7\u00e3o gravitacional.<\/p>\n<p> Os neutrinos s\u00e3o concernidos somente com a intera\u00e7\u00e3o      fraca e esta permite-lhes passar atrav\u00e9s da Terra sem nenhum desvio.      Interagem somente uma vez em um bilh\u00e3o no instrumento enorme constru\u00eddo      para detect\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>A tr\u00eas perguntas de 1956 est\u00e3o abertas ainda:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p> \u00c9 sua massa zero?<br \/>\n       Tem uma rota\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica?<br \/>\n       \u00c9 id\u00eantica a sua anti-part\u00edcula?<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>O neutrino incr\u00edvel<\/h2>\n<p>Al\u00e9m disso, o neutrino parece ter uma propriedade not\u00e1vel:      sua rota\u00e7\u00e3o \u00e9 orientada sempre no sentido oposto a sua      velocidade (se diz ser heliocentrada \u00e0 esquerda). O anti-neutrino \u00e9      sempre heliocentrado \u00e0 direita (rota\u00e7\u00e3o no mesmo sentido      que a velocidade).<\/p>\n<p> Esta hip\u00f3tese foi imaginada em 1956 por Lee de T.D. e por C.N. Yang      e confirmada no ano seguinte por Ambler, Hayward, Hoppes, Hudson e Wu, observando      uma assimetria dos el\u00e9trons que v\u00eam da deteriora\u00e7\u00e3o      beta de Cobalto 60. (Phys. Rev. 105, 1413 (1957)).<\/p>\n<p> Se maioria for direito (neutrino id\u00eantico ao anti-neutrino) ou se      o neutrino for macivo, ent\u00e3o o neutrino n\u00e3o respeitar\u00e1      sempre a seguinte regra observada: um neutrino \u00e9 sempre esquerdo e      um anti-neutrino \u00e9 sempre direito.<\/p>\n<p> Com astonishment, n\u00f3s encontramos tamb\u00e9m esta assimetria no      mundo macrosc\u00f3pico da vida, onde quase todos os amino\u00e1cidos      s\u00e3o do chirality esquerdo, quando o DNA usar somente a\u00e7\u00facares      direitos do chirality.<\/p>\n<p> Os fen\u00f4menos biol\u00f3gicos e as intera\u00e7\u00f5es fracas      s\u00e3o, na primeira vista, os \u00fanicos processos f\u00edsicos que      diferem de sua imagem do espelho.<\/p>\n<h4> <strong>O neutrino oscilando:<\/strong><\/h4>\n<p> Os quarks que comp\u00f5em a mat\u00e9ria n\u00e3o s\u00e3o independentes      se, um \u201cquantum que mistura\u201d, existe entre eles. Da mesma maneira,      os neutrinos, e, se fossem macivos, poderiam ser misturados por mec\u00e2nicos      do quantum: um neutrino que viaja no espa\u00e7o seria ent\u00e3o uma      mistura, e esta oscila\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlias de neutrinos      poderia ajudar explicar o d\u00e9ficit observado no fluxo solar do neutrino      e poderia ser etiquetado como um bom fato experimental de que os neutrinos      s\u00e3o massivos. <\/p>\n<p>Muitas experi\u00eancias perto das plantas nucleares ou em aceleradores      de part\u00edculas tentaram explorar desta maneira desde mais de 20 anos.      Mas desde 1996, mais e mais \u00edndices \u00e0 favor da oscila\u00e7\u00e3o      dos neutrinos aparecem.<\/p>\n<p class=\"imagem\">\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/neutrino-2.jpg\" alt=\"Neutrino\" width=\"275\" height=\"198\" title=\"Neutrino\" \/><\/p>\n<p>Alcan\u00e7ar \u00e0 massa do neutrino detectando suas oscila\u00e7\u00f5es      eventuais n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Esta medida indireta      depende de dois par\u00e2metros principais: o \u00e2ngulo misturando do      quantum entre os tipos interessados de neutrinos e a diferen\u00e7a de suas      massas quadr\u00e1ticas.<\/p>\n<p> O resultado de uma experi\u00eancia que procura a oscila\u00e7\u00e3o      dos neutrinos \u00e9 apresentado frequentemente em um lote de onde seja      mostrado como fun\u00e7\u00e3o. Uma rela\u00e7\u00e3o simples d\u00e1      a probabilidade de uma oscila\u00e7\u00e3o entre dois tipos de neutrinos      (por exemplo) onde L \u00e9 o comprimento (nos medidores) necessitado para      um ciclo da oscila\u00e7\u00e3o e \u00e9 a energia (em MeV) dos neutrinos.    <\/p>\n<p>Assim, um neutrino de massa 0.001 eV\/c2, vindo do sol (tem uma energia de      aproximadamente 1MeV) e oscilando com um neutrino da massa 0.1 eV\/c2 transformar-se-\u00e1      ap\u00f3s um curso em 400 medidores e ser-se-\u00e1 outra vez a 800 medidores.<\/p>\n<h4>AS FONTES DOS NEUTRINOS<\/h4>\n<h2>(cinco fontes e tr\u00eas rios)<\/h2>\n<p>Os neutrinos no universo v\u00eam das intera\u00e7\u00f5es fracas (quando      n\u00facleos at\u00f4micos se deterioram em radia\u00e7\u00e3o beta).      Podem ser provenientes de tr\u00eas rios: os neutrinos do espa\u00e7o,      os neutrinos da terra, os neutrinos da atividade da humana. Mas h\u00e1      muitos tipos de origens dos neutrinos, que podem ser arbitrariamente classificadas      em cinco fontes:<\/p>\n<h4>Neutrinos solares<\/h4>\n<p> V\u00eam junto com o processo da fus\u00e3o termonuclear dentro das estrelas      (nosso sol ou alguma outra estrela no universo). <\/p>\n<p><strong>Sua energia \u00e9 completamente fraca (algum MeV). V\u00eam das      rea\u00e7\u00f5es nucleares diferentes cuja rea\u00e7\u00e3o principal      (85% dos neutrinos solares v\u00eam deles) \u00e9:<\/strong><\/p>\n<p> p \u00e9 um pr\u00f3ton, que \u00e9 um n\u00facleo do deut\u00e9rio,      um p\u00f3sitron e o \u00faltimo \u00e9 um neutrino. <\/p>\n<p> Dependendo da rea\u00e7\u00e3o nuclear concernida, o neutrino tem diferentes      tipos de energia.<\/p>\n<h4> Neutrinos da atividade da humanidade<\/h4>\n<p> Estes s\u00e3o neutrinos de energia elevada produzidos pelos aceleradores      de part\u00edculas e neutrinos de baixa energia que saem de reatores nucleares.      No primeiro caso, a energia pode alcan\u00e7ar aproximadamente 100 GeV,      s\u00e3o produzidas para estudar a estrutura dos n\u00facleos (os pr\u00f3tons      e os n\u00eautrons que comp\u00f5em os n\u00facleos at\u00f4micos) e      para estudar a for\u00e7a fraca. <\/p>\n<p>No segundo caso, est\u00e3o aqui embora n\u00f3s n\u00e3o os pe\u00e7amos.      S\u00e3o um produto abundante feito pelas rea\u00e7\u00f5es nucleares      dentro dos n\u00facleos nos reatores (uma planta nuclear padr\u00e3o irradia      aproximadamente 51020 neutrinos por segundo) e sua energia \u00e9 em torno      de 4MeV. <\/p>\n<p>Foram os primeiros a ser detectados e os primeiros a ser usados para estabelecer      alguns limites sobre a oscila\u00e7\u00e3o dos neutrinos.<\/p>\n<h4>Neutrinos da Terra<\/h4>\n<p> Nosso velho planeta manteve desde seu nascimento muitos n\u00facleos at\u00f4micos      radioativos. \u00c9 o que n\u00f3s chamamos \u201cradioatividade natural\u201d.      Esta radioatividade \u00e9 muito importante e pouco se conhece sobre ela,      mas sua principal contribui\u00e7\u00e3o pode ser a de manter em fus\u00e3o      a mat\u00e9ria sob a crosta da terra. <\/p>\n<p>O poder que vem desta radioatividade natural \u00e9 estimado aproximadamente      20.000 GW (aproximadamente 20.000 plantas nucleares!) e os neutrinos que v\u00eam      desta radioatividade s\u00e3o numerosos: aproximadamente 6 milh\u00f5es      por segundo por cm2. <\/p>\n<p>Mas estes neutrinos, a respeito de sua quantidade, freq\u00fcentemente s\u00e3o      afogados nos oceanos de neutrinos que v\u00eam das plantas nucleares.<\/p>\n<h4>Neutrinos dos raios c\u00f3smicos<\/h4>\n<p> Quando um raio c\u00f3smico (pr\u00f3ton que vem de algum lugar do espa\u00e7o)      penetra na atmosfera, interage com um n\u00facleo at\u00f4mico virando      um \u201cchuveiro\u201d de part\u00edculas. Sob o mesmo princ\u00edpio      ocorre a produ\u00e7\u00e3o de neutrinos no CERN, onde alguns neutrinos      que s\u00e3o criados: s\u00e3o chamados de \u201cneutrinos atmosf\u00e9ricos\u201d.    <\/p>\n<p>Algumas experi\u00eancias como Kamiokande e super-Kamiomande no Jap\u00e3o      tentaram ver as oscila\u00e7\u00f5es dos neutrinos dentro daqueles chuveiros      de part\u00edculas. Os resultados em 1998 parecem positivos.<\/p>\n<h4>Neutrinos do Big-Bang<\/h4>\n<p>O modelo \u201cpadr\u00e3o\u201d do Big-Bang prediz, assim como para      os f\u00f3tons, um fundo c\u00f3smico dos neutrinos. Aqueles neutrinos,      ningu\u00e9m nunca viu. S\u00e3o ainda muito numerosos: aproximadamente      330 neutrinos por cm3. Mas sua energia \u00e9, teoricamente, muito pequena      (aproximadamente 0.0004 eV).<\/p>\n<p> Alguns outros neutrinos podiam vir dos fen\u00f4menos catacl\u00edsmicos      como explos\u00f5es de convalescen\u00e7a das supernovas ou das estrelas      de n\u00eautron. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 somente especula\u00e7\u00e3o, existem dados desde      que em 1987 as supernovas explodiram na nuvem de Magalh\u00e3es, distante      150.000 anos-luz da nossa terra e seus neutrinos foram detectados!!!<\/p>\n<p>Fonte: www.ced.ufsc.br<\/p>\n<h6>Neutrino<\/h6>\n<p>A luz solar demora cerca de oito minutos a atingir o planeta Terra, depois      de percorrer cerca de 150 milh\u00f5es de quil\u00f3metros a uma velocidade      de aproximadamente 299 792 458 metros por segundo. <\/p>\n<p>(Diga-se, neste andamento, que a dist\u00e2ncia Terra \u2013 Sol varia      ao longo do ano, devido \u00e0 traject\u00f3ria el\u00edptica da Terra:      \u00c9 m\u00ednima no peri\u00e9lio, que ocorre no princ\u00edpio      de Janeiro (141 milh\u00f5es de km) e m\u00e1xima no af\u00e9lio (152,1      milh\u00f5es de km) por volta de 4 de Julho (Dia de Coimbra).<\/p>\n<p>Albert Einstein considerou aquele valor como invariante e mostrou que ele      era o limite superior inultrapass\u00e1vel para a velocidade de todas e      quaisquer part\u00edculas e objectos no v\u00e1cuo. <\/p>\n<p>A sua teoria da relatividade restrita, que entre outras se expressa na mais      famosa equa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX &#8211; E = m c^2 (E para energia,      m para massa, c a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o      electromagn\u00e9tica no v\u00e1cuo) -, parte precisamente da invari\u00e2ncia      da velocidade da luz e tem como consequ\u00eancia a exist\u00eancia de um      limite superior para a velocidade: o m naquela equa\u00e7\u00e3o vai crescendo      \u00e0 medida que a velocidade aumenta de modo a impedir que uma part\u00edcula      com massa alcance a velocidade da luz.<\/p>\n<p>O f\u00edsico portugu\u00eas Jo\u00e3o Magueijo tem vindo, h\u00e1      mais de uma d\u00e9cada, a investigar a hip\u00f3tese de o valor de c      variar ao longo da evolu\u00e7\u00e3o do nosso Universo, \u201cdesafiando\u201d      assim a teoria da relatividade de Einstein. Divulgou essa hip\u00f3tese      ao grande p\u00fablico no livro \u201cMais r\u00e1pido do que a luz\u201d,      publicado em Portugal pela Gradiva, em 2003.<\/p>\n<p>O novo livro de Magueijo, com o t\u00edtulo de \u201cO Grande Inquisidor\u201d,      tamb\u00e9m editado pela Gradiva, conta a vida de Ettore Majorana, um f\u00edsico      italiano que ter\u00e1 sido o primeiro a propor a exist\u00eancia do neutr\u00e3o,      part\u00edcula sem carga presente no n\u00facleo dos \u00e1tomos. <\/p>\n<p>Majorana, que desapareceu misteriosamente, ter\u00e1 tamb\u00e9m trabalhado,      \u201cprecocemente\u201d, na previs\u00e3o da exist\u00eancia da part\u00edcula      conhecida por \u201cneutrino\u201d, a qual tem sido not\u00edcia nos \u00faltimos      dias devido \u00e0 descoberta, pelo menos aparente, de que pode assumir      velocidades superiores \u00e0s da luz (ver, por exemplo, aqui, aqui e aqui)!<\/p>\n<h4>Mas o que \u00e9 um neutrino?<\/h4>\n<p>Quando um neutr\u00e3o \u00e9 isolado de alguma forma de um n\u00facleo      at\u00f3mico, os cientistas verificam que, em cerca de vinte minutos, ele      \u201cdesaparece\u201d aparecendo um prot\u00e3o e um electr\u00e3o.      Os primeiros investigadores a observar esta transforma\u00e7\u00e3o ficaram      intrigados porque, ao calcular (utilizando a equa\u00e7\u00e3o de Einstein      acima indicada) as energias envolvidas nessa transforma\u00e7\u00e3o,      estas n\u00e3o batiam certo: a soma das energias correspondentes ao prot\u00e3o      e ao electr\u00e3o resultante era inferior \u00e0 energia do neutr\u00e3o      inicial!<\/p>\n<p>A experi\u00eancia parecia colocar em causa o princ\u00edpio da conserva\u00e7\u00e3o      da energia, de certo modo semelhante ao princ\u00edpio enunciado por Lavoisier      da conserva\u00e7\u00e3o da massa. No processo de transforma\u00e7\u00e3o      de um neutr\u00e3o num prot\u00e3o e num electr\u00e3o perdia-se, de      alguma forma, energia. <\/p>\n<p>Num esfor\u00e7o te\u00f3rico para \u201cconservar\u201do princ\u00edpio      de conserva\u00e7\u00e3o da energia (nada se cria, nada se perde, tudo      se transforma!), Wolfgang Ernst Pauli (pr\u00e9mio Nobel da F\u00edsica      em 1945) prop\u00f4s, como hip\u00f3tese, a exist\u00eancia de uma outra      part\u00edcula, indetect\u00e1vel pela tecnologia da \u00e9poca, que      n\u00e3o teria carga el\u00e9ctrica, mas que era respons\u00e1vel pela      parte em falta no balan\u00e7o energ\u00e9tico! Essa hipot\u00e9tica      part\u00edcula sem carga foi baptizada de \u201cneutrino\u201d. <\/p>\n<p>Os neutrinos viriam a ser detectados experimentalmente em 1956 na proximidade      de reactores nucleares. E a confirma\u00e7\u00e3o da sua exist\u00eancia      permitiu manter \u201cinc\u00f3lume\u201d o princ\u00edpio da conserva\u00e7\u00e3o      da energia.<\/p>\n<p>Os neutrinos, part\u00edculas muito dif\u00edceis de detectar por interagirem      muito pouco com \u00e1tomos ou com as part\u00edculas que os constituem,      t\u00eam vindo a ser alvo de grande interesse por parte dos f\u00edsicos      e dos astrof\u00edsicos, quer para indagar a natureza \u00edntima da mat\u00e9ria,      quer para revelar a natureza do Universo long\u00ednquo. <\/p>\n<p>Sendo resultado de reac\u00e7\u00f5es nos n\u00facleos at\u00f3micos,      a detec\u00e7\u00e3o de neutrinos provenientes do \u201cnosso\u201d      Sol foi mais uma confirma\u00e7\u00e3o da origem nuclear da energia das      estrelas. Para al\u00e9m disso, a sua detec\u00e7\u00e3o na explos\u00e3o      da Supernova SN 1987A, em 1987, deu alento \u00e0 astrof\u00edsica dos      neutrinos como uma enriquecedora ferramenta para estudar o Universo.<\/p>\n<p>Recebemos do centro do Sol um intenso fluxo de neutrinos (cerca de 65 mil      milh\u00f5es por segundo). Como estas part\u00edculas atravessam o nosso      planeta praticamente sem interagirem com ele, podemos dizer, tal como escreveu      Hubert Reeves, que o \u201cSol neutr\u00ednico nunca se deita\u201d e,      contrariamente \u00e0 luz solar, somos banhados por fluxos solares de neutrinos      numa alvorada permanente. <\/p>\n<p>Os neutrinos est\u00e3o sempre a dizer-nos bom dia! Ali\u00e1s, os neutrinos      t\u00eam estado presentes nos novos dias da ci\u00eancia, da nossa compreens\u00e3o      da natureza das coisas (De Rerum Natura) de que somos feitos e que nos rodeiam&#8230;<\/p>\n<p>Fonte: De Rerum Mundi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neutrino, Modelo Padr\u00e3o, Incr\u00edvel, O que \u00e9, N\u00e3o-segur\u00e1vel, Fontes, Solares, Raios c\u00f3smicos, Big-Bang, Como Funciona, Conceito, Neutrino<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[320],"tags":[],"class_list":["post-65418","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fisica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Neutrino, Modelo Padr\u00e3o, Incr\u00edvel, O que \u00e9 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