{"id":65399,"date":"2016-07-18T19:07:16","date_gmt":"2016-07-18T19:07:16","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=65399"},"modified":"2016-07-19T12:34:28","modified_gmt":"2016-07-19T12:34:28","slug":"leis-da-fisica-e-da-eletricidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/leis-da-fisica-e-da-eletricidade","title":{"rendered":"Leis da F\u00edsica e da Eletricidade"},"content":{"rendered":"<h4>CARGA EL\u00c9TRICA <\/h4>\n<p> Um corpo tem carga negativa se nele h\u00e1 um excesso de el\u00e9trons      e positiva se h\u00e1 falta de el\u00e9trons em rela\u00e7\u00e3o      ao n\u00famero de pr\u00f3tons. <\/p>\n<p>A quantidade de carga el\u00e9trica de um corpo \u00e9 determinada pela      diferen\u00e7a entre o n\u00famero de pr\u00f3tons e o n\u00famero      de el\u00e9trons que um corpo cont\u00e9m. O s\u00edmbolo da carga el\u00e9trica      de um corpo \u00e9 Q, expresso pela unidade coulomb (C). A carga de um coulomb      negativo significa que o corpo cont\u00e9m uma carga de 6,25 x 1018 mais      el\u00e9trons do que pr\u00f3tons.<\/p>\n<h4>CHOQUE EL\u00c9TRICO <\/h4>\n<p> \u00c9 a passagem de corrente el\u00e9trica pelo corpo humano originando      efeitos fisiol\u00f3gicos graves ou at\u00e9 mesmo a morte do indiv\u00edduo.      A condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para se levar um choque \u00e9 estar      sob uma diferen\u00e7a de potencial (D.D.P), capaz de fazer com que circule      uma corrente tal que provoque efeitos no organismo. <br \/>\n     Efeitos fisiol\u00f3gicos da corrente el\u00e9trica<\/p>\n<h4>TETANIZA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>\u00c9 a paralisia muscular provocada pela circula\u00e7\u00e3o de      corrente atrav\u00e9s dos nervos que controlam os m\u00fasculos. A corrente      supera os impulsos el\u00e9tricos que s\u00e3o enviados pela mente e os      anula, podendo bloquear um membro ou o corpo inteiro, e de nada vale nestes      caso a consci\u00eancia do indiv\u00edduo e a sua vontade de interromper      o contato.<\/p>\n<h2>PARADA RESPIRAT\u00d3RIA<\/h2>\n<p>Quando est\u00e3o envolvidos na tetaniza\u00e7\u00e3o os m\u00fasculos      dos pulm\u00f5es, isto \u00e9 , os m\u00fasculos peitorais s\u00e3o      bloqueados e p\u00e1ra a fun\u00e7\u00e3o vital da respira\u00e7\u00e3o.      Isto trata-se de uma grave emerg\u00eancia , pois todos n\u00f3s sabemos      que o humano n\u00e3o ag\u00fcenta muito mais que 2 minutos sem respirar.<\/p>\n<h2>QUEIMADURAS<\/h2>\n<p>A corrente el\u00e9trica circulando pelo corpo humano \u00e9 acompanhada      pelo desenvolvimento de calor produzido pelo Efeito Joule, podendo produzir      queimaduras em todos os graus , dependendo da intensidade de corrente que      circular pelo corpo do indiv\u00edduo. Nos pontos de contato direto a situa\u00e7\u00e3o      \u00e9 ainda mais cr\u00edtica, pois as queimaduras produzidas pela corrente      s\u00e3o profundas e de cura mais dif\u00edcil, podendo causar a morte      por insufici\u00eancia renal.<\/p>\n<h2>FIBRILA\u00c7\u00c3O VENTRICULADA<\/h2>\n<p>A corrente atingindo o cora\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 perturbar o seu      funcionamento, os impulsos peri\u00f3dicos que em condi\u00e7\u00f5es      normais regulam as contra\u00e7\u00f5es (s\u00edstole) e as expans\u00f5es(di\u00e1stole)      s\u00e3o alterados e o cora\u00e7\u00e3o vibra desordenadamente(perde      o passo). A fibrila\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno irrevers\u00edvel      que se mant\u00e9m mesmo depois do descontato do indiv\u00edduo com a      corrente, s\u00f3 podendo ser anulada mediante o emprego de um equipamento      conhecido &#8221;desfibrilador&#8221;.<\/p>\n<h2> CORRENTE EL\u00c9TRICA <\/h2>\n<p>Corrente (I) \u00e9 simplesmente o fluxo de el\u00e9trons. Essa corrente      \u00e9 produzida pelo deslocamento de el\u00e9trons atrav\u00e9s de      uma d.d.p em um condutor. A unidade fundamental de corrente \u00e9 o amp\u00e8re      (A). 1 A \u00e9 o deslocamento de 1 C atrav\u00e9s de um ponto qualquer      de um condutor durante 1 s. <br \/>\n     I=Q\/t<\/p>\n<p>O fluxo real de el\u00e9trons \u00e9 do potencial negativo para o positivo.      No entanto, \u00e9 conven\u00e7\u00e3o representar a corrente como indo      do positivo para o negativo.<\/p>\n<h5>Para medir a corrente el\u00e9trica nos temos os seguintes instrumentos:<\/h5>\n<p>Amper\u00edmetro: medidas em amp\u00e8re; <br \/>\n     Microamper\u00edmetro: medidasem microamp\u00e8re; <br \/>\n     Miliamper\u00edmetro: medidas em miliamp\u00e8re; <br \/>\n     Kiloamper\u00edmetro: medidas em kiloamp\u00e8re.<\/p>\n<h2> Efeitos da Corrente El\u00e9trica<\/h2>\n<p>Calor : o calor nada mais \u00e9 do que a energia t\u00e9rmica em tr\u00e2nsito,      ou seja, a transfer\u00eancia dessa energia de um corpo para outro, quando      h\u00e1 diferen\u00e7a de temperatura, este aquecimento \u00e9 \u00fatil      em chuveiros, aquecedores, l\u00e2mpadas incandescentes, fus\u00edveis,      e totalmente in\u00fatil em motores el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Efeito Joule : \u00e9 o fen\u00f4meno de transforma\u00e7\u00e3o de      energia el\u00e9trica em energia t\u00e9rmica(calor). Podemos calcular      esta quantidade de calor com a f\u00f3rmula:<\/p>\n<h2>Q= 0,24 x R x I\u00b2 x t<\/h2>\n<h5>onde:<\/h5>\n<blockquote>\n<p>Q = quantidade de calor em calorias;<\/p>\n<p>0,24 = constante [equivalente t\u00e9rmico de calor( 1J=0,24 Cal)];<\/p>\n<p>R = Resist\u00eancia em ohms;<\/p>\n<p>I\u00b2 = Corrente el\u00e9trica ao quadrado, em amp\u00e8res;<\/p>\n<p>t = Tempo em segundos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4> ELETR\u00d3LISE <\/h4>\n<p> A Eletr\u00f3lise \u00e9 a decomposi\u00e7\u00e3o (ou altera\u00e7\u00e3o      de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica) que uma corrente el\u00e9trica      provoca ao percorrer um eletr\u00f3lito. O fen\u00f4meno passa-se na superf\u00edcie      dos condutores met\u00e1licos (el\u00e9trodos) atrav\u00e9s dos quais      a corrente entra e sai da solu\u00e7\u00e3o eletrol\u00edtica. O el\u00e9trodo      que conduz a corrente para a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00e2nodo;      o outro, atrav\u00e9s do qual a corrente abandona o eletr\u00f3lito, \u00e9      o c\u00e1todo. O primeiro tem um potencial el\u00e9trico mais elevado      (o positivo) que o segundo (o negativo). O conjunto dos el\u00e9trodos e      do recipiente destinado \u00e0 eletr\u00f3lise \u00e9 a cuba eletrol\u00edtica.<\/p>\n<p>A eletr\u00f3lise mais f\u00e1cil de observar \u00e9 a da \u00e1gua      acidulada ou salificada, na qual a corrente provoca intenso desprendimento      gasoso nos dois el\u00e9trodos. No \u00e2nodo h\u00e1 evola\u00e7\u00e3o      de oxig\u00eanio e no c\u00e1todo, de hidrog\u00eanio. Com outros eletr\u00f3litos,      podem ser observadas deposi\u00e7\u00f5es met\u00e1licas, desprendimentos      de gases, solubiliza\u00e7\u00f5es, precipita\u00e7\u00f5es, oxida\u00e7\u00f5es,      redu\u00e7\u00f5es, etc.<\/p>\n<p>Para investigar o fen\u00f4meno, s\u00e3o importantes duas ordens de considera\u00e7\u00f5es:      as relativas \u00e0 massa das subst\u00e2ncias eletrolisadas e as pertinentes      \u00e0 natureza das rea\u00e7\u00f5es nos el\u00e9trodos.<\/p>\n<p>Leis de Faraday: As duas leis fundamentais relativas \u00e0 massa de subst\u00e2ncia      eletrolisada foram enunciadas por Faraday em 1834. <\/p>\n<h5>Exprimem-se da seguinte forma:<\/h5>\n<p>A quantidade de decomposi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 proporcional      \u00e0 quantidade de eletricidade que circula na cuba eletrol\u00edtica.      As quantidades de diferentes subst\u00e2ncias eletrolisadas por uma mesma      quantidade de eletricidade s\u00e3o proporcionais aos equivalentes-grama      das subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p> Englobando as duas leis numa s\u00f3 express\u00e3o, tem-se: m=Eq(Q\/F),      em que, Eq \u00e9 o equivalente-grama da subst\u00e2ncia e F a carga el\u00e9trica      que eletrolisa um equivalente-grama (denomina-se faraday [s\u00edmbolo F]      e vale, de acordo com as mais recentes medi\u00e7\u00f5es, 96.487,0C).      O quociente Eq\/F \u00e9 o equivalente-eletroqu\u00edmico: massa da subst\u00e2ncia      eletrolisada por um coulomb de carga el\u00e9trica<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o da eletr\u00f3lise \u00e9 relativamente simples.      Suponha-se \u00e1gua acidulada por HCl.Tal solu\u00e7\u00e3o cont\u00e9m      \u00edons hidrog\u00eanio (H+ (aq)), hidroxila (OH- (aq)) e cloreto (Cl-      (aq)). Ao aplicar-se um campo el\u00e9trico \u00e0 solu\u00e7\u00e3o,      mediante dois el\u00e9trodos met\u00e1licos imersos na \u00e1gua (para      evitar complica\u00e7\u00f5es, el\u00e9trodos de platina), os \u00edons      hidrog\u00eanio migram para o c\u00e1todo e os \u00edons hidroxila e      cloreto para o \u00e2nodo. No c\u00e1todo, os \u00edons hidrog\u00eanio      recebem um el\u00e9tron e reduzem-se, passando \u00e0 forma at\u00f4mica;      os \u00e1tomos combinam-se e formam uma mol\u00e9cula de hidrog\u00eanio      gasoso, enquanto o c\u00e1todo fica com falta de el\u00e9trons:<\/p>\n<p>2H+ (aq) + 2e- = 2H;H+H -&gt; H2(g)-<\/p>\n<h5> No \u00e2nodo, as hidroxilas oxidam-se, cedendo el\u00e9trons e formando      oxig\u00eanio, segundo a rea\u00e7\u00e3o:<\/h5>\n<p> OH-(aq) + OH-(aq) = H2O + \u00bdO2(g) + 2e-<\/p>\n<p> O excesso de el\u00e9trons que aparece na platina do \u00e2nodo circula      pelo condutor met\u00e1lico que liga os dois el\u00e9trodos e vai compensar      os el\u00e9trons faltantes na platina do c\u00e1todo. Fecha-se assim o      circuito.<\/p>\n<p>Em quaisquer circunst\u00e2ncias, a eletr\u00f3lise faz-se \u00e0 custa      de uma redu\u00e7\u00e3o cat\u00f3dica, e de uma oxida\u00e7\u00e3o      an\u00f3dica. Ela procede, pois, com a descarga (neutraliza\u00e7\u00e3o),      um a um, dos c\u00e1tions e dos an\u00edons; \u00e9 uma verdadeira contagem      dos \u00edons que chegam a cada um dos el\u00e9trodos. Gra\u00e7as a      esse mecanismo, \u00e9 facil estabelecer a rela\u00e7\u00e3o entre o      faraday e o n\u00famero de Avogrado; F=Nav .e, onde e \u00e9 o modulo      da carga de um el\u00e9tron.<\/p>\n<p>Nem sempre a eletr\u00f3lise altera apenas uma subst\u00e2ncia: \u00e9      poss\u00edvel haver a simultaneidade de v\u00e1rias rea\u00e7\u00f5es      num mesmo el\u00e9trodo. Nessas circunst\u00e2ncias, ainda s\u00e3o v\u00e1lidas      as leis de Faraday, mas \u00e9 necess\u00e1rio levar em conta a totalidade      dos equivalentes-grama eletrolisados para estabelecer a proporcionalidade      com a carga el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Muitas vezes h\u00e1 interesse em efetuar uma \u00fanica e determinada      rea\u00e7\u00e3o (a deposi\u00e7\u00e3o eletrol\u00edtica de um      metal, por exemplo), em detrimento de outras (desprendimento gasoso, por exemplo).      \u00c9 necess\u00e1rio, ent\u00e3o, controlar as condi\u00e7\u00f5es      da eletr\u00f3lise para favorecer a rea\u00e7\u00e3o desejada e inibir      a indesej\u00e1vel. Mede-se o \u00eaxito da opera\u00e7\u00e3o pela      efici\u00eancia de corrente: \u00e1 a raz\u00e3o (usualmente expressa      em partes por cem) entre a quantidade da subst\u00e2ncia desejada que foi      eletrolisada, e a quantidade que o seria, pela mesma corrente, se n\u00e3o      existissem rea\u00e7\u00f5es paralelas. Em muitas aplica\u00e7\u00f5es      pr\u00e1ticas a efici\u00eancia de corrente \u00e9 baixa, da ordem de      10 %; em outras \u00e9 mais elevada.<\/p>\n<p>Quando a efici\u00eancia de corrente \u00e9 100%, a massa de subst\u00e2ncia      eletrolisada \u00e9 proporcional \u00e0 carga que circula na cuba eletrol\u00edtica;      mediante a medi\u00e7\u00e3o daquela, pode-se inferir o valor desta. Os      aparelhos em que se efetua essa medi\u00e7\u00e3o denominam-se coul\u00f4metros      ou volt\u00e2metros. Entre outros, usam-se o coul\u00f4detro de g\u00e1s      (em que se eletrolisa a \u00e1gua entre eletrodos de platina), o de cobre      (em que se deposita esse metal, a partir de uma solu\u00e7\u00e3o de sulfato      de cobre, sobre eletrodo de cobre), o de prata (em que se reduz o metal a      partir de uma solu\u00e7\u00e3o de nitrato de prata).<\/p>\n<h2> NO\u00c7\u00d5ES DE ELETROMAGNETISMO <\/h2>\n<p>\u00c9 o estudo dos campos magn\u00e9ticos e suas intera\u00e7\u00f5es      com as correntes el\u00e9tricas. <\/p>\n<h2> Campos magn\u00e9ticos<\/h2>\n<p>Os el\u00e9trons giram em torno do n\u00facleo dos \u00e1tomos, mas      tamb\u00e9m em torno de s\u00ed mesmos (transla\u00e7\u00e3o), isto      \u00e9 semelhante ao que ocorre com os planetas e o sol. H\u00e1 diversas      camadas de el\u00e9trons, e em cada uma, os el\u00e9trons se distribuem      em orbitais, regi\u00f5es onde executam a rota\u00e7\u00e3o, distribu\u00eddos      aos pares.<\/p>\n<p>Ao rodarem em torno de s\u00ed, os el\u00e9trons da camada mais externa      produzem um campo magn\u00e9tico m\u00ednimo, mas dentro do orbital, o      outro el\u00e9tron do par gira tamb\u00e9m, em sentido oposto, cancelando      este campo, na maioria dos materiais.<\/p>\n<p>Por\u00e9m nos materiais imantados (ferromagn\u00e9ticos) h\u00e1 regi\u00f5es,      chamadas dom\u00ednios, onde alguns dos pares de el\u00e9trons giram no      mesmo sentido, e um campo magn\u00e9tico resultante da soma de todos os      pares e dom\u00ednios \u00e9 exercido em volta do material: s\u00e3o      os im\u00e3s.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 de fato um campo magn\u00e9tico?<\/h2>\n<p>A palavra campo significa, na F\u00edsica, uma tend\u00eancia de influenciar      corpos ou part\u00edculas no espa\u00e7o que rodeia uma fonte.<\/p>\n<p>Ex.: O campo gravitacional, pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie de      um planeta, que atrai corpos, produzindo uma for\u00e7a proporcional \u00e0      massa destes, o peso.<\/p>\n<p>Assim, o campo magn\u00e9tico \u00e9 a tend\u00eancia de atrair part\u00edculas      carregadas, el\u00e9trons e pr\u00f3tons, e corpos met\u00e1licos magnetiz\u00e1veis      (materiais ferromagn\u00e9ticos, como o ferro, o cobalto, o n\u00edquel      e ligas como o alnico).<\/p>\n<p>O campo pode ser produzido p\u00f4r im\u00e3s e eletroim\u00e3s, que      aproveitam o efeito magn\u00e9tico da corrente el\u00e9trica. <\/p>\n<h2>Correntes e eletromagnetismo<\/h2>\n<p>A corrente el\u00e9trica num condutor produz campo magn\u00e9tico em      torno dele, com intensidade proporcional \u00e0 corrente e inversamente      \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<h2>B = 4p10-7 I \/ r<\/h2>\n<p>Nesta equa\u00e7\u00e3o, v\u00e1lida para um condutor muito longo,      I \u00e9 a corrente, r a dist\u00e2ncia ao centro do condutor e B \u00e9      a densidade de fluxo, ou indu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, que representa      o campo magn\u00e9tico. \u00c9 medida em Tesla, T.<\/p>\n<p>Se enrolarmos um condutor, formando um indutor ou bobina, em torno de uma      forma, o campo magn\u00e9tico no interior deste ser\u00e1 a soma dos produzidos      em cada espira, e tanto maior quanto mais espiras e mais juntas estiverem<\/p>\n<h2>B = 4p10-7NI \/ L<\/h2>\n<p> L \u00e9 o comprimento do enrolamento, e N o n\u00famero de espiras,      v\u00e1lida para n\u00facleo de ar.<\/p>\n<h2>Permeabilidade<\/h2>\n<p>Os materiais se comportam de v\u00e1rias maneiras, sob campos magn\u00e9ticos.    <\/p>\n<p>Os diamagn\u00e9ticos, como o alum\u00ednio e o cobre, os repelem, afastando      as linhas de campo. <\/p>\n<p>Os paramagn\u00e9ticos se comportam quase como o ar. <\/p>\n<p>Os ferromagn\u00e9ticos concentram o campo, atuando como condutores magn\u00e9ticos.    <\/p>\n<p>A permeabilidade \u00e9 a propriedade dos materiais de permitir a passagem      do fluxo magn\u00e9tico, que \u00e9 a quantidade de campo que atravessa      o material. <br \/>\n     f = BA<\/p>\n<p>A \u00e9 a \u00e1rea transversal ao campo do material, em m2 . O fluxo      \u00e9 medido em Webers, Wb.<\/p>\n<p>Os materiais mais perme\u00e1veis s\u00e3o os ferromagn\u00e9ticos.      Eles tem permeabilidades centenas a v\u00e1rios milhares de vezes a do ar,      e s\u00e3o usados como n\u00facleos de indutores, transformadores, motores      e geradores el\u00e9tricos, sempre concentrando o fluxo, possibilitando      grandes campos (e indut\u00e2ncias).<\/p>\n<p>Os diamagn\u00e9ticos s\u00e3o usados como blindagem magn\u00e9tica      (ou \u00e0s ondas eletromagn\u00e9ticas), pela permeabilidade menor que      a do ar, mo.<\/p>\n<p> mo = 4p10-7 Tm\/A<\/p>\n<h2>Indut\u00e2ncia<\/h2>\n<p>Vimos que os indutores produzem campo magn\u00e9tico ao conduzirem correntes.      A indut\u00e2ncia \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o fluxo magn\u00e9tico      e a corrente que o produz. \u00c9 medida em Henry, H.<\/p>\n<h2>L = f \/ I<\/h2>\n<p>Uma propriedade importante da indut\u00e2ncia, e da qual deriva o nome,      \u00e9 o fato do campo resultante da corrente induzir uma tens\u00e3o      no indutor que se op\u00f5e \u00e0 corrente, esta \u00e9 chamada a Lei      de Faraday.<\/p>\n<h2>E = N df \/ dt<\/h2>\n<p>N \u00e9 o n\u00famero de espiras do indutor, e df \/ dt \u00e9 a velocidade      de varia\u00e7\u00e3o do fluxo, que no caso de CA \u00e9 proporcional      \u00e0 freq\u00fc\u00eancia. E \u00e9 a tens\u00e3o induzida, em V.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar como isto se relaciona ao conceito de reat\u00e2ncia      indutiva, a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 passagem de corrente pelo indutor.<\/p>\n<h2>XL = 2 pfL<\/h2>\n<p>L \u00e9 a indut\u00e2ncia, e f a freq\u00fc\u00eancia da corrente, em      Hz.<\/p>\n<p>A corrente alternada produz no indutor um campo, induzindo uma tens\u00e3o      proporcional \u00e0 freq\u00fc\u00eancia, que se op\u00f5e \u00e0 corrente,      reduzindo-a, esta \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o da reat\u00e2ncia.<\/p>\n<p>As bobinas nos circuitos el\u00e9tricos s\u00e3o chamadas indutores.      Quando usadas para produzir campos magn\u00e9ticos, chamam-se eletroim\u00e3s      ou solen\u00f3ides. J\u00e1 dentro de m\u00e1quinas el\u00e9tricas      (motores e geradores), fala-se em enrolamentos.<\/p>\n<h2>Campos e for\u00e7as<\/h2>\n<p>Um campo magn\u00e9tico produz uma for\u00e7a sobre cargas el\u00e9tricas      em movimento, que tende a faz\u00ea-las girar. Quando estas cargas deslocam-se      em um condutor, este sofre a a\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a perpendicular      ao plano que cont\u00e9m o condutor e o campo.<\/p>\n<h2>F = B I L senq<\/h2>\n<p>F \u00e9 a for\u00e7a em Newtons, L o comprimento do condutor, em m,      e q o \u00e2ngulo entre o condutor e as linhas do campo.<\/p>\n<p> \u00c9 esta for\u00e7a que permite a constru\u00e7\u00e3o dos motores      el\u00e9tricos. Nestes o \u00e2ngulo \u00e9 de 90o, para m\u00e1ximo      rendimento, B \u00e9 produzido pelos enrolamentos, e h\u00e1 N espiras      (nos casos em que o rotor, parte rotativa central, \u00e9 bobinado), somando-se      as for\u00e7as produzidas em cada uma. O n\u00facleo \u00e9 de material      ferromagn\u00e9tico, para que o campo seja mais intenso, e envolve o rotor,      com m\u00ednima folga, o entreferro, formando um circuito magn\u00e9tico.<\/p>\n<p>O processo \u00e9 revers\u00edvel: uma for\u00e7a aplicada a um condutor,      movendo-o de modo a &#8220;cortar&#8221; as linhas de um campo magn\u00e9tico      (perpendicularmente), induz uma tens\u00e3o neste, conforme a Lei de Faraday,      proporcional \u00e0 velocidade e ao comprimento do condutor, e ao campo,      \u00e9 o princ\u00edpio do gerador el\u00e9trico e do microfone din\u00e2mico.<\/p>\n<h2>E = B L v<\/h2>\n<p>E \u00e9 a tens\u00e3o em V, L o comprimento, em m, e v a velocidade      do condutor, em m\/s.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desta for\u00e7a, h\u00e1 a de atra\u00e7\u00e3o exercida      p\u00f4r um campo num material ferromagn\u00e9tico, que age orientando      os dom\u00ednios (e os &#8220;spins&#8221;), podendo imant\u00e1-los (conforme      a intensidade e a dura\u00e7\u00e3o). Esta \u00e9 usada nos eletroim\u00e3s,      nos rel\u00e9s e contatores (rel\u00e9s de pot\u00eancia usados em pain\u00e9is      de comando de motores), etc.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m usada na fabrica\u00e7\u00e3o de im\u00e3s,      usados entre outras aplica\u00e7\u00f5es nos auto-falantes, microfones      e pequenos motores C.C. (campo), como aqueles usados em toca &#8211; discos e gravadores.<\/p>\n<h2>LEIS DE KIRCHHOFF <\/h2>\n<h2>1\u00aa Lei<\/h2>\n<p>A corrente que chega a uma jun\u00e7\u00e3o(n\u00f3) \u00e9 igual      \u00e0 soma das correntes que saem deste n\u00f3. Isto pode ser representado      pela f\u00f3rmula:<\/p>\n<p>It = I1 + I2 + I3 + I4&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>No circuito s\u00e9rie a corrente que passa pelos condutor ser\u00e1      sempre a mesma em qualquer ponto, j\u00e1 em paralelo a corrente se divide      entre os consumidores.<\/p>\n<h2> 2\u00aa Lei<\/h2>\n<p>No circuito s\u00e9rie, a soma das tens\u00f5es nos consumidores \u00e9      igual a tens\u00e3o da fonte, isto \u00e9, a tens\u00e3o da fonte se      divide entre todos os consumidores.<\/p>\n<p> Et = E1 + E2 + E3 + E4 &#8230;..<\/p>\n<p> No circuito paralelo a tens\u00e3o \u00e9 a mesma da fonte para todos      os consumidores.<\/p>\n<p>Em um circuito misto, para calcularmos a tens\u00e3o total do mesmo \u00e9      necess\u00e1rio que somemos as tens\u00f5es dos consumidores que est\u00e3o      em s\u00e9rie e para se saber a tens\u00e3o de consumidores que est\u00e3o      em paralelo \u00e9 s\u00f3 ver com qual consumidor que est\u00e1 paralelo      e por dedu\u00e7\u00e3o, sabemos que a tens\u00e3o ser\u00e1 a mesma.<\/p>\n<h2>LEI DE OHM <\/h2>\n<p> Um circuito el\u00e9trico consta de, na pr\u00e1tica, pelo menos quatro      partes: fonte de f.e.m (for\u00e7a eletromotriz), condutores, carga e instrumentos      de controle .<\/p>\n<p>\n     A lei de OHM diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre corrente, tens\u00e3o      e resist\u00eancia: <br \/>\n     I=V\/R<\/p>\n<h5>Onde: <\/h5>\n<p>I \u00e9 a corrente em amp\u00e8res <\/p>\n<p> V \u00e9 a tens\u00e3o em volts <\/p>\n<p> R \u00e9 a resist\u00eancia em ohms <\/p>\n<p> Conceito sobre o enunciado da lei de Ohm<\/p>\n<p>A corrente, em um circuito, \u00e9 diretamente proporcional a voltagem      aplicada e inversamente proporcional a resist\u00eancia, isto \u00e9, quanto      maior a tens\u00e3o aplicada maior a corrente.<\/p>\n<h2> PERIGO DO CHOQUE EM RELA\u00c7\u00c3O \u00c0 REDE EL\u00c9TRICA    <\/h2>\n<p> A corrente \u00e9 regida pela 1\u00aa Lei de Ohm ( I=E\/R ), bem como o      trajeto da corrente depende de diversos fatores de natureza f\u00edsica      e biol\u00f3gica. <\/p>\n<p>Quando maior a tens\u00e3o, maior a corrente que circula pelo corpo, a      resist\u00eancia do corpo humano varia continuamente dentro d caminho percorrido      pela corrente ( m\u00e3o- p\u00e9, m\u00e3o- m\u00e3o, m\u00e3o-      t\u00f3rax ), mas quanto maior a resist\u00eancia, menor ser\u00e1 a      corrente e menor ser\u00e3o os efeitos do choque. <\/p>\n<p>Percep\u00e7\u00e3o do Choque de Acordo com a Intensidade da Corrente<\/p>\n<h2>VALORES PARA PESSOAS COM PESO ACIMA DE 50 Kg<\/h2>\n<p>0,1 \u00e0 0,5 mA: leve percep\u00e7\u00e3o e habitualmente nenhum      efeito, al\u00e9m de uma min\u00fascula fisgada.<\/p>\n<p>0,5 \u00e0 10 mA: ligeira paralisa\u00e7\u00e3o nos m\u00fasculos      do bra\u00e7o, in\u00edcio de tetaniza\u00e7\u00e3o, sem perigo.<\/p>\n<p>10 \u00e0 30 mA: sensa\u00e7\u00e3o dolorosa, contra\u00e7\u00f5es      violentas e perturba\u00e7\u00e3o circulat\u00f3ria.<\/p>\n<p>30 \u00e0 500Ma: paralisia estendida entre os m\u00fasculos do t\u00f3rax      com sensa\u00e7\u00e3o de falta de ar e tontura, com possibilidades de      fibrila\u00e7\u00e3o ventricular.<\/p>\n<p>Acima de 500mA: traumas card\u00edacos persistentes, e em 98% dos casos      \u00e9 mortal, salvo ocorra interna\u00e7\u00e3o imediata com aux\u00edlio      de pessoas especializadas e com equipamentos adequados.<\/p>\n<h2> POT\u00caNCIA <\/h2>\n<p>\u00c9 o trabalho realizado pelos el\u00e9trons na unidade de tempo.    <\/p>\n<p>A unidade fundamental da pot\u00eancia \u00e9 o WATT, temos 1 watt quando      a quantidade de 0,0625\u00b7 10\u00b2\u00ba el\u00e9trons, sob uma tens\u00e3o      de 1 volt , realizar um trabalho no tempo de 1 segundo. <\/p>\n<p> O m\u00faltiplo do watt \u00e9 o Quilowatt (KW) , sendo que um KW eq\u00fcivale      a 1000 watts.<\/p>\n<p>O instrumento de medida de pot\u00eancia \u00e9 o watt\u00edmetro.<\/p>\n<h5>Existem ainda duas outras unidades de pot\u00eancia: <\/h5>\n<p> CAVALO \u2013 VAPOR (cv.) , onde 1 cv = 736W <\/p>\n<p>HORSE POWER (H.P.), onde 1HP = 746W <\/p>\n<p>Obs.: HP E cv como n\u00f3s acabamos de ver s\u00e3o unidade diferentes,      onde 1 HP = 1,0135 cv aproximadamente.<\/p>\n<p>P = E x I<\/p>\n<h5> Onde :<\/h5>\n<p>P= pot\u00eancia;<\/p>\n<p>E= tens\u00e3o;<\/p>\n<p>I = Corrente el\u00e9trica<\/p>\n<h2>RESIST\u00caNCIA EL\u00c9TRICA <\/h2>\n<p> Resist\u00eancia \u00e9 a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 passagem de      corrente el\u00e9trica. \u00c9 medida em ohms (W). Quanto maior a resist\u00eancia,      menor \u00e9 a corrente que passa. <\/p>\n<p> Esta pode ser maior ou menor dependendo do material do qual \u00e9 feito      o condutor. <\/p>\n<h5> *Para medir a resist\u00eancia existem os seguintes instrumentos:<\/h5>\n<p>Ohm\u00edmetro: para medidas em Ohm;<\/p>\n<p>Microhm\u00edmetro: para medidas em Microhm;<\/p>\n<p>Miliohm\u00edmetro: para medidas em Miliohm;<\/p>\n<p>Kilohm\u00edmetro: para medidas em Kilohm;<\/p>\n<p>Meg\u00f4hmetro: para medidas em megaohm.<\/p>\n<h2> RESISTIVIDADE E CONDUNT\u00c2NCIA <\/h2>\n<h5>Os valores de resist\u00eancia e condut\u00e2ncia variam de acordo com      4 fatores: <\/h5>\n<p>Natureza do material: cada material tem um tipo de constitui\u00e7\u00e3o      at\u00f4mica diferente, os materiais condutores possuem grande n\u00famero      de el\u00e9trons e por n\u00e3o sofrerem grande atra\u00e7\u00e3o      do n\u00facleo do \u00e1tomo, podem ter esses el\u00e9trons facilmente      retirados de suas \u00f3rbitas, os isolantes tem seus el\u00e9trons presos      aos \u00e1tomos por uma for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o muito maior      do que os condutores, j\u00e1 os materiais resistores s\u00e3o aqueles      que tem for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o maior que nos condutores e menor      que nos isolantes. <\/p>\n<p>Comprimento do condutor: quanto maior o comprimento do material, maior ser\u00e1      a sua resist\u00eancia, isso quando comparamos tamanhos de materiais de mesma      natureza. <\/p>\n<p>Sec\u00e7\u00e3o transversal: aumentando a sec\u00e7\u00e3o transversal      de um condutor, estar\u00e1 se diminuindo a resist\u00eancia, quando comparamos      materiais de mesma natureza e tamanho. <\/p>\n<p>Temperatura dos materiais: ao aumentar a temperatura estaremos aumentando      a resist\u00eancia do material <br \/>\n     Resistividade nada mais \u00e9 de que a resist\u00eancia especifica de      cada material. <\/p>\n<p> Resist\u00eancia espec\u00edfica \u00e9 a resist\u00eancia oferecida      por um material com 1 metro de comprimento , 1 mm\u00b2 de sec\u00e7\u00e3o      transversal e estando a 20\u00baC de temperatura.<\/p>\n<h5> Podemos calcular a Resistividade e a condut\u00e2ncia dos materiais pelas      seguintes f\u00f3rmulas:<\/h5>\n<h2>Resistividade<\/h2>\n<p>R= r x l onde R = resist\u00eancia<\/p>\n<p>S r = resistividade<\/p>\n<p>l = comprimento do material em m.<\/p>\n<p>S = sec\u00e7\u00e3o transversal<\/p>\n<h2>Condut\u00e2ncia <\/h2>\n<p>G = 1_ onde G = Condut\u00e2ncia<\/p>\n<p>R 1 = constante<\/p>\n<p>R = resist\u00eancia<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/lei-da-fisica-e-eletricidade.jpg\" alt=\"\" width=\"366\" height=\"243\" border=\"0\" title=\"\" \/><\/p>\n<h2>TENS\u00c3O <\/h2>\n<p>Quando existem dois materiais, um com carga positiva(falta de el\u00e9trons)e      outro com carga negativa(excesso de el\u00e9trons), dizemos que existe entre      eles uma diferen\u00e7a de potencial(D.D.P) ou tens\u00e3o el\u00e9trica.    <\/p>\n<p>Geralmente os \u00e1tomos procuram ter o mesmo n\u00famero de el\u00e9trons      e pr\u00f3tons e neste materias vai existir uma for\u00e7a atuando para      que esses \u00e1tomos se equilibrem. Esta for\u00e7a \u00e9 que vai      produzir luz, calor, movimento, etc&#8230;<\/p>\n<p>Resumindo, tens\u00e3o \u00e9 a for\u00e7a que produz os efeitos el\u00e9tricos.<\/p>\n<h2> unidade fundamental: VOLT(V)<\/h2>\n<h5>Para medir a tens\u00e3o el\u00e9trica temos os seguintes instrumentos:<\/h5>\n<p>Volt\u00edmetro: mede a tens\u00e3o em volts; <br \/>\n     Microvolt\u00edmetro: mede a tens\u00e3o em microvolts; <br \/>\n     Milivolt\u00edmetro: mede a tens\u00e3o em milivolts; <br \/>\n     Kilovolt\u00edmetro: mede tens\u00e3o em kilovolts.<\/p>\n<h2>TRANSFORMADORES <\/h2>\n<p> O campo magn\u00e9tico pode induzir uma tens\u00e3o noutro indutor,      se este for enrolado sobre uma mesma forma ou n\u00facleo. Pela Lei de Faraday,      a tens\u00e3o induzida ser\u00e1 proporcional \u00e0 velocidade de varia\u00e7\u00e3o      do fluxo, e ao n\u00famero de espiras deste indutor. <\/p>\n<p> E2 = N2 df\/dt<\/p>\n<p>Aplicando aos dois enrolamentos, a lei permite deduzir a rela\u00e7\u00e3o      b\u00e1sica do transformador.<\/p>\n<p>E1\/E2 = N1\/N2<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de correntes \u00e9 oposta \u00e0 de tens\u00f5es.<\/p>\n<p>I1\/I2 = N2\/N1<\/p>\n<p>O \u00edndice um se refere ao indutor ao qual se aplica tens\u00e3o,      o prim\u00e1rio, e dois, \u00e0quele que sofre indu\u00e7\u00e3o,      o secund\u00e1rio.<\/p>\n<p>O transformador \u00e9 um conversor de energia el\u00e9trica, de alta      efici\u00eancia (podendo ultrapassar 99%), que altera tens\u00f5es e correntes,      e isola circuitos.<\/p>\n<h2>Perdas<\/h2>\n<p>Al\u00e9m das perdas no cobre dos enrolamentos (devidas \u00e0 resist\u00eancia),      os transformadores e bobinas apresentam perdas magn\u00e9ticas no n\u00facleo.<\/p>\n<p>Histerese: Os materiais ferromagn\u00e9ticos s\u00e3o pass\u00edveis      de magnetiza\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do realinhamento dos dom\u00ednios,      o que ocorre ao se aplicar um campo (como o gerado por um indutor ou o prim\u00e1rio      do transformador). Este processo consome energia, e ao se aplicar um campo      vari\u00e1vel, o material tenta acompanhar este, sofrendo sucessivas imanta\u00e7\u00f5es      num sentido e noutro, se aquecendo. Ao se interromper o campo, o material      geralmente mant\u00e9m uma magnetiza\u00e7\u00e3o, chamada campo remanente.<\/p>\n<p>Perdas por correntes parasitas ou de Foucault: S\u00e3o devidas \u00e0      condutividade do n\u00facleo, que forma, no caminho fechado do n\u00facleo,      uma espira em curto, que consome energia do campo. Para minimiz\u00e1-las,      usam-se materiais de baixa condutividade, como a ferrite e chapas de a\u00e7o-sil\u00edcio,      isoladas uma das outras por verniz. Em v\u00e1rios casos, onde n\u00e3o      se requer grandes indut\u00e2ncias, o n\u00facleo cont\u00e9m um entreferro,      uma separa\u00e7\u00e3o ou abertura no caminho do n\u00facleo, que elimina      esta perda.<\/p>\n<h2>Tipos de transformadores<\/h2>\n<h2>Transformador de alimenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00c9 usado em fontes, convertendo a tens\u00e3o da rede na necess\u00e1ria      aos circuitos eletr\u00f4nicos. Seu n\u00facleo \u00e9 feito com chapas      de a\u00e7o-sil\u00edcio, que tem baixas perdas, em baixas freq\u00fc\u00eancias,      por isto \u00e9 muito eficiente. \u00c0s vezes possuem blindagens, inv\u00f3lucros      met\u00e1licos. <\/p>\n<h2>Transformador de \u00e1udio<\/h2>\n<p>Usado em aparelhos de som a v\u00e1lvula e certas configura\u00e7\u00f5es      a transistor, no acoplamento entre etapas amplificadoras e sa\u00edda ao      alto-falante. Geralmente \u00e9 semelhante ao t. de alimenta\u00e7\u00e3o      em forma e no n\u00facleo de a\u00e7o-sil\u00edcio, embora tamb\u00e9m      se use a ferrite. Sua resposta de freq\u00fc\u00eancia dentro da faixa de      \u00e1udio, 20 a 20000 Hz, n\u00e3o \u00e9 perfeitamente plana, mesmo      usando materiais de alta qualidade no n\u00facleo, o que limita seu uso.    <\/p>\n<h2>Transformador de distribui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Encontrado nos postes e entradas de for\u00e7a em alta tens\u00e3o (industriais),      s\u00e3o de alta pot\u00eancia e projetados para ter alta efici\u00eancia      (da ordem de 99%), de modo a minimizar o desperd\u00edcio de energia e o      calor gerado. Possui refrigera\u00e7\u00e3o a \u00f3leo, que circula      pelo n\u00facleo dentro de uma carapa\u00e7a met\u00e1lica com grande      \u00e1rea de contato com o ar exterior. Seu n\u00facleo tamb\u00e9m      \u00e9 com chapas de a\u00e7o-sil\u00edcio, e pode ser monof\u00e1sico      ou trif\u00e1sico (tr\u00eas pares de enrolamentos). <\/p>\n<h2>Transformadores de potencial<\/h2>\n<p>Encontra-se nas cabinas de entrada de energia, fornecendo a tens\u00e3o      secund\u00e1ria de 220V, em geral, para alimentar os dispositivos de controle      da cabine &#8211; rel\u00e9s de m\u00ednima e m\u00e1xima tens\u00e3o (que      desarmam o disjuntor fora destes limites), ilumina\u00e7\u00e3o e medi\u00e7\u00e3o.      A tens\u00e3o de prim\u00e1rio \u00e9 alta, 13.8Kv ou maior. O n\u00facleo      \u00e9 de chapas de a\u00e7o-s\u00edlicio, envolvido por blindagem met\u00e1lica,      com terminais de alta tens\u00e3o afastados por cones salientes, adaptados      a liga\u00e7\u00e3o \u00e0s cabines. Podem ser mono ou trif\u00e1sicos.    <\/p>\n<h2>Transformador de corrente<\/h2>\n<p>Usado na medi\u00e7\u00e3o de corrente, em cabines e pain\u00e9is de      controle de m\u00e1quinas e motores. Consiste num an\u00e9l circular ou      quadrado, com n\u00facleo de chapas de a\u00e7o-s\u00edlicio e enrolamento      com poucas espiras, que se instala passando o cabo dentro do furo, este atua      como o prim\u00e1rio. A corrente \u00e9 medida por um amper\u00edmetro      ligado ao secund\u00e1rio (terminais do TC). \u00c9 especificado pela      rela\u00e7\u00e3o de transforma\u00e7\u00e3o de corrente, com a do      medidor sendo padronizada em 5A, variando apenas a escala de leitura e o n\u00famero      de espiras do TC. <\/p>\n<h2>Transformador de RF<\/h2>\n<p>Empregam-se em circuitos de r\u00e1dio-frequ\u00eancia (RF, acima de 30kHz),      no acoplamento entre etapas dos circuitos de r\u00e1dio e TV. Sua pot\u00eancia      em geral \u00e9 baixa, e os enrolamentos t\u00eam poucas espiras. O n\u00facleo      \u00e9 de ferrite, material sint\u00e9tico composto de \u00f3xido de      ferro, n\u00edquel, zinco, cobalto e magn\u00e9sio em p\u00f3, aglutinados      por um plastificante. Esta se caracteriza por ter alta permeabilidade, que      se mant\u00e9m em altas freq\u00fc\u00eancias (o que n\u00e3o acontece      com chapas de a\u00e7o-s\u00edlicio). Costumam ter blindagem de alum\u00ednio,      para dispersar interfer\u00eancias, inclusive de outras partes do circuito.    <\/p>\n<h2>Transformadores de pulso<\/h2>\n<p>S\u00e3o usados no acoplamento, isolando o circuito de controle, de baixa      tens\u00e3o e pot\u00eancia, dos tiristores, chaves semicondutoras, al\u00e9m      de isolarem um tiristor de outro (v\u00e1rios secund\u00e1rios). T\u00eam      n\u00facleo de ferrite e inv\u00f3lucro pl\u00e1stico, em geral.<\/p>\n<h2>Autotransformadores<\/h2>\n<p>Se aplicarmos uma tens\u00e3o a uma parte de um enrolamento (uma deriva\u00e7\u00e3o),      o campo induzir\u00e1 uma tens\u00e3o maior nos extremos do enrolamento.      Este \u00e9 o princ\u00edpio do autotransformador.<\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica importante dele \u00e9 o menor tamanho, para      certa pot\u00eancia, que um transformador. Isto n\u00e3o se deve apenas      ao uso de uma s\u00f3 bobina, mas ao fato da corrente de sa\u00edda ser      parte fornecida pelo lado alimentada, parte induzida pelo campo, o que reduz      este, permitindo um n\u00facleo menor, mais leve e mais barato. A desvantagem      \u00e9 n\u00e3o ter isola\u00e7\u00e3o entre entrada e sa\u00edda,      limitando as aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00e3o muito usados em chaves de partida compensadoras, para motores      (circuitos que alimentam motores com tens\u00e3o reduzida fornecida pelo      autotransformador, por alguns segundos, reduzindo o pico de corrente durante      a acelera\u00e7\u00e3o) e em estabilizadores de tens\u00e3o (autotransformador      com v\u00e1rias deriva\u00e7\u00f5es &#8211; taps &#8211; , acima e abaixo do ponto      de entrada, o circuito de controle seleciona uma delas como sa\u00edda,      elevando ou reduzindo a tens\u00e3o, conforme a entrada).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/lei-da-fisica-e-da-eletricidade.gif\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"142\" border=\"0\" title=\"\" \/><\/p>\n<p>Fonte: br.geocities.com 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