{"id":64875,"date":"2016-07-18T17:27:28","date_gmt":"2016-07-18T17:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=64875"},"modified":"2016-07-18T17:51:06","modified_gmt":"2016-07-18T17:51:06","slug":"holografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/holografia","title":{"rendered":"Holografia"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hologr11.jpg\" alt=\"Holografia\" width=\"490\" height=\"328\" title=\"Holografia\" \/><strong><br \/>\n     Holografia <\/strong><\/p>\n<p><strong>Holografia<\/strong> \u00e9 uma t\u00e9cnica fotogr\u00e1fica que registra a luz      difusa de um objeto, e depois apresenta-lo de uma forma que parece tridimensional.    <\/p>\n<p>Os <strong>hologramas<\/strong> s\u00e3o imagens fotogr\u00e1ficas tridimensionais e      parecem ter profundidade.<\/p>\n<p><strong>Hologramas<\/strong> funcionam atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de uma imagem composta      de duas imagens de duas dimens\u00f5es, sobreposto do mesmo objeto visto a partir      de diferentes pontos de refer\u00eancia. <\/p>\n<p><strong>Holografia<\/strong> requer o uso de luz de um \u00fanico e exato comprimento      de onda, de modo que devem ser utilizados por lasers. Em hologramas de reflex\u00e3o,      o tipo de holografia que podem ser vistas \u00e0 luz normal, s\u00e3o dois feixes de      laser e uma chapa fotogr\u00e1fica que s\u00e3o usados para capturar uma imagem de um      objeto.<\/p>\n<p>Ambos os feixes de laser usados em uma holografia passam por espalhadores      de feixe, que espalhou a luz do laser para fora como uma lanterna. A coer\u00eancia      do feixe est\u00e1 perdido, mas continua a ser um comprimento de onda exata. Um      raio ilumina o objeto de lado. A outra viga, conhecida como um feixe de refer\u00eancia,      se desloca atrav\u00e9s de uma chapa fotogr\u00e1fica e atinge o objetivo de frente,      semelhante \u00e0 maneira pela qual uma c\u00e2mara convencional toma uma imagem de      2-D. A luz refletida a partir do feixe de refer\u00eancia deixa uma imagem, ou      holograma, na placa fotogr\u00e1fica, mas o mesmo acontece com a luz refletida      pelo objeto do feixe de lado. <\/p>\n<p>O resultado \u00e9 uma placa fotogr\u00e1fica que regista duas imagens simultaneamente,      a cria\u00e7\u00e3o de um holograma.<\/p>\n<p>Ao visualizar qualquer objeto, os olhos humanos e cada um recebe uma imagem      distinta, a partir de pontos de refer\u00eancia ligeiramente compensado. O c\u00e9rebro      combina-os em uma imagem tridimensional. O holograma produz o mesmo efeito      artificialmente.<\/p>\n<p>Quando desenvolvido, o holograma \u00e9 impresso em um conjunto de placas ultra-finas      de prata curvas, que s\u00e3o feitas de difra\u00e7\u00e3o da luz. <\/p>\n<p>Difra\u00e7\u00e3o \u00e9 o que um prisma faz &#8211; ela se divide multi-comprimento de onda      de luz branca em cada comprimento de onda espec\u00edfico. Quando a luz branca      atinge as placas de prata, as reflex\u00f5es difratam em cada cor espec\u00edfica, criando      duas imagens compostas de cores que refletem aproximadamente o que o objeto      original parecia. O resultado \u00e9 uma imagem tridimensional, um holograma. O      holograma \u00e9 constitu\u00eddo por o padr\u00e3o de interfer\u00eancia entre as duas imagens      originais.<\/p>\n<p>Fonte:  www.wisegeek.com<\/p>\n<h6>Holografia <\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Em 1947, o f\u00edsico Denis Gabor desenvolveu uma t\u00e9cnica com o objetivo de melhorar      a resolu\u00e7\u00e3o de imagens geradas por microscopia eletr\u00f4nica. A teoria da sua      id\u00e9ia foi desenvolvida numa \u00e9poca que n\u00e3o possuia os meios materiais para      sua execu\u00e7\u00e3o ideal, pois ela necessitava de uma fonte de luz coerente e monocrom\u00e1tica      que ainda n\u00e3o existia.<\/p>\n<p>Sua id\u00e9ia era registrar uma imagem, ainda que imperfeita, contendo toda a      informa\u00e7\u00e3o luminosa do objeto observado, e reconstru\u00ed-la por meios \u00f3ticos.      Para tanto, era necess\u00e1rio utilizar a fase das ondas luminosas, que na fotografia      tradicional \u00e9 completamente perdida, pois ela s\u00f3 grava a amplitude das mesmas.      Entretanto, se fosse adicionada uma refer\u00eancia luminosa padr\u00e3o \u00e0 montagem,      a coisa mudava completamente de figura, pois haveria um ponto de compara\u00e7\u00e3o      para se reconstruir a frente de ondas original.<\/p>\n<p>A montagem<strong> hologr\u00e1fica<\/strong> tradicional, consiste de uma fonte      de luz coerente e monocrom\u00e1tica (hoje utilizamos o laser), que \u00e9 dividido      em dois percursos. Um deles ilumina diretamente o objeto a ser holografado,      enquanto o outro ilumina o filme hologr\u00e1fico, servindo de refer\u00eancia. No plano      do filme, ocorrem interfer\u00eancias destrutivas e construtivas entre o feixe      de refer\u00eancia e o feixe refletido pelo objeto, que s\u00e3o registradas na forma      de franjas microsc\u00f3picas claras e escuras. Estas franjas cont\u00e9m a totalidade      da informa\u00e7\u00e3o da frente de ondas luminosas refletida pelo objeto, inclusive      sua fase. Quando o filme hologr\u00e1fico revelado \u00e9 iluminado pelo mesmo \u00e2ngulo      em que foi atingido pelo feixe de refer\u00eancia no momento da exposi\u00e7\u00e3o, e com      o mesmo tipo de fonte de luz, o feixe objeto \u00e9 reconstru\u00eddo mostrando toda      a tridimensionalidade do objeto original, vis\u00edvel daquele ponto de vista.<\/p>\n<p>O trabalho de Gabor n\u00e3o serviu para os prop\u00f3sitos originais de melhorar a      microscopia eletr\u00f4nica, pois v\u00e1rios aperfei\u00e7oamentos t\u00e9cnicos posteriores      conseguiram o resultado que ele almejava, sem entretanto utilizar sua id\u00e9ia      original. Apesar disso Gabor conseguiu realizar seu primeiro holograma, ainda      tosco e ineficiente, com uma luz filtrada de uma l\u00e2mpada a arco de merc\u00fario.      Posteriormente, na d\u00e9cada de 60 surgiu o laser, que veio a resolver todos      os problemas iniciais com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 monocromaticidade e coer\u00eancia de fase      da fonte luminosa, permitindo uma verdadeira explos\u00e3o de pesquisas na \u00e1rea.      Em reconhecimento ao desenvolvimento original da id\u00e9ia, Gabor recebeu o Pr\u00eamio      Nobel 23 anos ap\u00f3s sua descoberta.<\/p>\n<p>A <strong>holografia<\/strong> veio a se revelar como uma t\u00e9cnica extraordinariamente      eficiente para o registro fiel de objetos tridimensionais. O filme hologr\u00e1fico,      por sua vez, \u00e9 um meio f\u00e1cil de ser copiado e barato de se transportar quando      se deseja utiliz\u00e1-lo em demonstra\u00e7\u00f5es e exposi\u00e7\u00f5es, permitindo uma maior democratiza\u00e7\u00e3o      cultural ao se realizarem verdadeiros museus hologr\u00e1ficos volantes. [Mark]<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 diversas outras aplica\u00e7\u00f5es industriais da holografia, tais como:<\/strong>      elementos \u00f3ticos hologr\u00e1ficos (redes de difra\u00e7\u00e3o, filtros, etc.), mem\u00f3rias      hologr\u00e1ficas com alt\u00edssima capacidade, sistemas hologr\u00e1ficos de varredura      (scanning), testes n\u00e3o destrutivos, estudos de fotoelasticidade, processamento      \u00f3tico de informa\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise de deforma\u00e7\u00f5es por interferometria hologr\u00e1fica,      etc.<\/p>\n<h4>AS T\u00c9CNICAS HOLOGR\u00c1FICAS<\/h4>\n<p><strong>Para a execu\u00e7\u00e3o de um holograma de um objeto tridimensional em qualquer      uma das t\u00e9cnicas que ser\u00e3o descritas a seguir, s\u00e3o necess\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Um laser de, no m\u00ednimo, 5 mW (quanto maior a pot\u00eancia, menor o tempo requerido        para a exposi\u00e7\u00e3o, minimizando o risco de ocorrerem instabilidades mec\u00e2nicas        durante a exposi\u00e7\u00e3o); <\/p>\n<p>Uma bancada \u00f3tica absolutamente est\u00e1vel e \u00e0 prova de vibra\u00e7\u00f5es (se a montagem        \u00f3tica vibrar o equivalente a um comprimento de onda da luz utilizada (633        nm para o laser vermelho de HeNe), o holograma n\u00e3o \u00e9 formado); <\/p>\n<p>Um ambiente escuro ou iluminado por luz de seguran\u00e7a (complementar \u00e0 cor        do laser) de baixa pot\u00eancia (15 W); <br \/>\n       elementos \u00f3ticos diversos (espelhos, filtros espaciais, divisores de feixe,        lentes, suportes, etc.); <\/p>\n<p>Filmes especiais (os filmes hologr\u00e1ficos da s\u00e9rie Agfa 8E75HD, mais utilizados        at\u00e9 sa\u00edrem de fabrica\u00e7\u00e3o em 1997, possu\u00edam uma resolu\u00e7\u00e3o de 5000 linhas        por mil\u00edmetro). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De posse deste equipamento podemos dispor de uma s\u00e9rie de montagens \u00f3ticas      diferentes, para a obten\u00e7\u00e3o de resultados hologr\u00e1ficos tamb\u00e9m diferentes.      As montagens principais s\u00e3o apresentadas a seguir.<\/p>\n<h4>O HOLOGRAMA DE TRANSMISS\u00c3O COM FEIXE SIMPLES<\/h4>\n<p>O <strong>holograma <\/strong>de transmiss\u00e3o com feixe simples foi a primeira      montagem funcional para a execu\u00e7\u00e3o de um holograma. Ele foi desenvolvido por      Emmett Leith e Juris Upatnieks na Universidade de Michigan entre 1962 e 1964      [Holo79]. O objeto a ser holografado \u00e9 colocado a uma pequena dist\u00e2ncia do      filme e o conjunto \u00e9 iluminado com um laser pelo mesmo lado do objeto. A luz      refletida pelo objeto interfere com a por\u00e7\u00e3o da mesma que atinge diretamente      o filme, criando o padr\u00e3o de interfer\u00eancia que armazena a informa\u00e7\u00e3o espacial      do objeto. Este tipo de holograma pode ser comparado a uma lente extremamente      complexa, pois quando iluminado novamente com o feixe de refer\u00eancia, difrata      a luz com suas franjas microsc\u00f3picas de modo a focalizar a imagem do objeto      no espa\u00e7o, reproduzindo a maneira como a luz prov\u00e9m do objeto real.<\/p>\n<p>O holograma de transmiss\u00e3o deste tipo \u00e9 vis\u00edvel apenas atrav\u00e9s da sua ilumina\u00e7\u00e3o      com a mesma fonte de luz que o originou, e do mesmo \u00e2ngulo original em que      se encontrava no momento da exposi\u00e7\u00e3o. Este holograma tem limita\u00e7\u00f5es s\u00e9rias      de visualiza\u00e7\u00e3o (\u00e9 necess\u00e1rio um laser para a sua reconstru\u00e7\u00e3o), al\u00e9m daquelas      relacionadas com o volume do objeto, pois o laser comum possui um comprimento      de coer\u00eancia de apenas alguns cent\u00edmetros, o que limita o volume do objeto      a ser holografado com esta t\u00e9cnica. Por este \u00faltimo motivo, apenas as partes      do objeto mais pr\u00f3ximas ao filme s\u00e3o melhor registradas. Tamb\u00e9m por este motivo,      o comprimento do feixe de refer\u00eancia deve ser o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do feixe      objeto, para que se mantenha a coer\u00eancia de fase entre os dois. A ilumina\u00e7\u00e3o      do objeto tamb\u00e9m \u00e9 comprometida pela dificuldade de distribui\u00e7\u00e3o da luz sobre      o mesmo de uma forma homog\u00eanea. Entretanto este holograma pode ser copiado      por contato, permitindo sua reprodu\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 a montagem recomendada      para o iniciante, pela simplicidade e baixo custo da montagem.<\/p>\n<h4>O HOLOGRAMA DE REFLEX\u00c3O COM FEIXE SIMPLES<\/h4>\n<p>Os hologramas de transmiss\u00e3o possuem a melhor paralaxe, profundidade e resolu\u00e7\u00e3o      quando bem executados, entretanto possuem o inconveniente de n\u00e3o serem vis\u00edveis      com luz branca, apenas com luz laser. Um dos hologramas que conseguem satisfazer      esta exig\u00eancia \u00e9 o holograma de reflex\u00e3o (holograma de \u00e2ngulo de Braggs) com      feixe simples, tamb\u00e9m chamado de holograma Denisyuk, em homenagem ao cientista      sovi\u00e9tico Y. N. Denisyuk, que desenvolveu a sua t\u00e9cnica em 1961 [Fred87].      Este holograma tem a vantagem de ter a sua imagem reconstru\u00edda com luz branca      incoerente, permitindo a sua visualiza\u00e7\u00e3o com uma l\u00e2mpada incandescente comum.      Da mesma forma como fizemos uma analogia entre uma lente extremamente sofisticada      e o holograma de transmiss\u00e3o, podemos imaginar o holograma de reflex\u00e3o como      um espelho inimaginavelmente complexo, que seria capaz de posicionar precisamente      a luz refletida por cada ponto da sua superf\u00edcie. Sua visualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita      com o observador e a fonte de luz localizados no mesmo lado do filme.<\/p>\n<p>A montagem \u00e9 feita colocando-se o objeto a ser holografado o mais pr\u00f3ximo      poss\u00edvel ao plano do filme, e iluminando-o pelo lado oposto com um \u00fanico feixe      de laser. Quando o feixe atinge o filme, seu padr\u00e3o serve como refer\u00eancia      para a luz que ser\u00e1 refletida pelo objeto ao atravessar o filme transparente,      possibilitando a interfer\u00eancia entre os dois, que armazenar\u00e1 toda a informa\u00e7\u00e3o      necess\u00e1ria para sua reconstru\u00e7\u00e3o. Neste tipo de holograma, apenas a parte      do objeto mais pr\u00f3xima ao filme ser\u00e1 bem registrada, A impossibilidade de      se fazer c\u00f3pias deste tipo de holograma tamb\u00e9m \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o s\u00e9ria. Adicionalmente,      n\u00e3o temos flexibilidade para variar a ilumina\u00e7\u00e3o do objeto, pois a mesma ser\u00e1      sempre alinhada com o \u00e2ngulo do feixe de refer\u00eancia. Quando necessitamos iluminar      um objeto mais complexo, um feixe \u00fanico de luz \u00e9 insuficiente para conseguirmos      resultados adequados. Al\u00e9m disso, n\u00e3o podemos controlar a raz\u00e3o entre as intensidades      do feixe de refer\u00eancia e o feixe do objeto, fator importante para a obten\u00e7\u00e3o      de hologramas eficientes.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 tamb\u00e9m uma das montagens mais acess\u00edveis ao iniciante, pela sua simplicidade      e o n\u00famero reduzido de componentes \u00f3ticos utilizados. Sua visualiza\u00e7\u00e3o com      luz branca tamb\u00e9m \u00e9 um apelo positivo desta t\u00e9cnica. Entretanto, suas limita\u00e7\u00f5es      permitem o seu uso profissional apenas em casos espec\u00edficos.<\/p>\n<h4>O HOLOGRAMA DE TRANSMISS\u00c3O COM FEIXE DUPLO<\/h4>\n<p><strong>As montagens consideradas profissionais utilizam pelo menos dois      feixes para a constru\u00e7\u00e3o do holograma: <\/strong>um isolado para servir de      refer\u00eancia e um ou mais para iluminar apenas o objeto. Esta disposi\u00e7\u00e3o permite      a ilumina\u00e7\u00e3o de objetos mais complexos, al\u00e9m de permitir o controle das intensidades      do feixe de refer\u00eancia e do feixe objeto, atrav\u00e9s de filtros atenuadores,      otimizando sua efici\u00eancia. A montagem hologr\u00e1fica profissional b\u00e1sica, \u00e9 a      do holograma de transmiss\u00e3o com duplo feixe. Ela utiliza um divisor de feixe      para se conseguir duas fontes de luz a partir de uma. Este procedimento \u00e9      necess\u00e1rio, pois se utiliz\u00e1ssemos efetivamente dois lasers, eles estariam      certamente fora de fase um em rela\u00e7\u00e3o ao outro, al\u00e9m de encarecer e complicar      o projeto. Ap\u00f3s ser dividido, o feixe de refer\u00eancia \u00e9 direcionado ao filme,      e o feixe objeto \u00e9 utilizado para se iluminar o objeto a ser holografado.      Ambos chegam ao filme pelo mesmo lado.<\/p>\n<p>Esta montagem j\u00e1 permite uma melhor escolha com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maneira de se iluminar      o objeto, pois o feixe objeto pode vir de qualquer dire\u00e7\u00e3o (desde que n\u00e3o      atinja diretamente a placa) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo. A luz do laser \u00e9 dividida      em duas partes, sendo uma o feixe de refer\u00eancia. O outro feixe, se for desejado,      pode ser novamente dividido para atingir o objeto de ambos os lados, permitindo      uma melhor ilumina\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o objeto pode ser posicionado mais afastado      em rela\u00e7\u00e3o ao filme, flexibilizando os resultados obtidos. O holograma constru\u00eddo      desta maneira pode tamb\u00e9m servir como master para c\u00f3pias posteriores vis\u00edveis      em luz branca.<\/p>\n<p>Um holograma possui propriedades extremamente interessantes. Ao contr\u00e1rio      da fotografia, onde cada ponto do objeto fotografado tem uma correspond\u00eancia      biun\u00edvoca com um ponto na superf\u00edcie do filme (onde s\u00e3o registradas as varia\u00e7\u00f5es      de intensidade luminosa), em um holograma cada ponto do objeto holografado      espalha luz (coerente e monocrom\u00e1tica) sobre toda a superf\u00edcie do filme. Quando      adicionamos a esta frente de ondas um segundo feixe de luz laser para servir      de refer\u00eancia, um conjunto de franjas de interfer\u00eancia \u00e9 formado. Este padr\u00e3o      \u00e9 t\u00e3o espec\u00edfico, que s\u00f3 poderia ser causado pela luz refletida por aquele      ponto particular. Desta forma, cada ponto espec\u00edfico do objeto holografado      cria seu pr\u00f3prio padr\u00e3o de interfer\u00eancia, que vai sendo adicionado ao padr\u00e3o      total gravado na superf\u00edcie do filme. Como consequ\u00eancia, o que \u00e9 gravado no      filme hologr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 a imagem do objeto, mas apenas um padr\u00e3o de interfer\u00eancia      entre ondas luminosas. Entretanto este padr\u00e3o possui a capacidade de reconstruir      a complexa frente de ondas que foi refletida pelo objeto, se for iluminado      por um feixe de luz semelhante ao que serviu de refer\u00eancia. Pelo fato de cada      ponto do objeto iluminar toda a superf\u00edcie do filme hologr\u00e1fico, cada ponto      do mesmo possui informa\u00e7\u00e3o sobre a totalidade da cena. Se cortarmos um holograma      em peda\u00e7os, cada um deles preservar\u00e1 informa\u00e7\u00e3o sobre a imagem inteira, apesar      de que quanto menores forem os peda\u00e7os, menos n\u00edtida ser\u00e1 a imagem formada.      Um holograma aparentemente se comporta como se fosse uma janela para uma dimens\u00e3o      superior.<\/p>\n<h4>HOLOGRAFIA E ARTE<\/h4>\n<p>Devido a estas caracter\u00edsticas especiais, a holografia se apresenta como      uma op\u00e7\u00e3o expressiva extremamente interessante para o artista, e com um apelo      sensorial inigual\u00e1vel. Observar um holograma \u00e9 subverter toda a educa\u00e7\u00e3o visual      a que estamos acostumados, que nos diz que um plano n\u00e3o pode conter um volume.<\/p>\n<p><strong>A holografia se comporta como uma escultura de luz:<\/strong> inef\u00e1vel,      imaterial, et\u00e9rea, mas absolutamente real para a nossa vis\u00e3o. Suas desvantagens      se encontram principalmente no custo e na complexidade da sua utiliza\u00e7\u00e3o.      O maior n\u00famero de hologramas feitos atualmente se concentra na \u00e1rea do marketing,      bijuterias e objetos de consumo de massa de gosto duvidoso. Apesar disso,      a cada ano surgem mais artistas interessados em fazer desse meio a sua t\u00e9cnica      principal de express\u00e3o, proporcionando um aumento gradual da massa cr\u00edtica      necess\u00e1ria para o amadurecimento desta linguagem. A possibilidade da cria\u00e7\u00e3o      de um espa\u00e7o volum\u00e9trico luminoso atr\u00e1s de um plano descortina amplas possibilidades      conceituais e expressivas que ser\u00e3o com certeza utilizadas cada vez mais pelos      experimentadores de plant\u00e3o. \u00c9 sabido que a mat\u00e9ria prima de uma obra de arte      n\u00e3o \u00e9 o papel, a tinta ou o metal, mas o conte\u00fado da alma daquele que cria.    <\/p>\n<p>Assim, como qualquer outra t\u00e9cnica art\u00edstica, a holografia depende de bons      criadores com recursos e disponibilidade para enfrentar seus desafios.<\/p>\n<p>Fonte:  www.geocities.com<\/p>\n<h6>Holografia <\/h6>\n<p><strong>Holografia,<\/strong> palavra de origem grega, possuindo como significados      (holo=todo + grama=mensagem, informa\u00e7\u00e3o). Nos dias atuais, a holografia se      refere a a fotografias em tr\u00eas dimens\u00f5es espaciais, que cont\u00e9m toda informa\u00e7\u00e3o      em cada parte da sua superf\u00edcie. <\/p>\n<p>O <strong>holograma<\/strong> \u00e9 confeccionado sob um pel\u00edcula de filme fotogr\u00e1fico      sens\u00edvel onde ocorre a interfer\u00eancia de 2 feixes de laser coerentes (O laser      \u00e9 a abrevia\u00e7\u00e3o de &#8220;Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation&#8221;),      sendo sua respectiva tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas como &#8220;Amplifica\u00e7\u00e3o de      Luz por Emiss\u00e3o Estimulada de Radia\u00e7\u00e3o&#8221;. <\/p>\n<p>A luz de um laser se apresenta altamente monocrom\u00e1tica (possui um comprimento      de onda muito bem definido) al\u00e9m de ser coerente, ou seja, mant\u00e9m a fase das      ondas eletromagn\u00e9ticas que o comp\u00f5em). <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hologr5.jpg\" alt=\"Holografia\" width=\"275\" height=\"207\" title=\"Holografia\" \/><strong><br \/>\n     Holografia <\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hologr6.jpg\" alt=\"Holografia\" width=\"518\" height=\"369\" title=\"Holografia\" \/><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"> \u00a0<\/p>\n<h4>TRAJET\u00d3RIA DO LASER <\/h4>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o a respeito da profundidade do objeto fica guardada sobre o filme      atrav\u00e9s das franjas de interfer\u00eancia provenientes das diferen\u00e7as de caminho      entre a luz refletida pelo objeto e pelo espelho. Por meio do padr\u00e3o de franjas      de interfer\u00eancia formada, a luz do laser ao incidir sobre o holograma se difrata,      tendo como resultado a produ\u00e7\u00e3o de uma imagem virtual e tridimensional do      objeto em quest\u00e3o. Convergindo a luz difratada, consegue-se uma imagem real      na frente do holograma e vis\u00edvel quando a colocamos sob um anteparo. Devido      ao fato desta imagem ter profundidade, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel focalizar partes pr\u00f3ximas      e afastadas da imagem numa mesma regi\u00e3o do anteparo. Em qualquer peda\u00e7o do      holograma foi recebido e registrado a luz proveniente de todo o objeto. Deste      modo, qualquer parte do holograma reproduz o objeto por inteiro.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hologr7.jpg\" alt=\"Holografia\" width=\"460\" height=\"316\" title=\"Holografia\" \/><\/p>\n<h4>VISUALIZA\u00c7\u00c3O DA HOLOGRAFIA <\/h4>\n<p>Atrav\u00e9s deste esquema, podemos definir a holografia como uma sofisticada      grade de difra\u00e7\u00e3o. Deste modo, a holografia difere da fotografia convencional      pois na holografia registra-se apenas a informa\u00e7\u00e3o referente \u00e0 amplitude de      onda, n\u00e3o sendo guardada a fase. Por outro lado, a fotografia comum registra      a amplitude e a fase das ondas que incidem na pel\u00edcula fotogr\u00e1fica. <\/p>\n<p>Dentre as in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es da holografia, destacam-se as anima\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas,      que produzem efeitos visuais muito impressionantes.<\/p>\n<p>Fonte:  www.cdcc.sc.usp.br<\/p>\n<h6>Holografia <\/h6>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 reparou que os cart\u00f5es de cr\u00e9dito possuem um pequeno quadrinho que      muda de cor conforme o movimento? Esse quadrinho, na verdade, chama-se <strong>holograma.<\/strong>    <\/p>\n<p>Ele parece tridimensional e suas cores mudam conforme o \u00e2ngulo que voc\u00ea olha.      A imagem \u00e9, de fato, um padr\u00e3o de onda de luz que se reflete na superf\u00edcie      do cart\u00e3o. Nesse caso, o holograma \u00e9 usado para dificultar a falsifica\u00e7\u00e3o      dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito. <\/p>\n<p><strong>Holografia<\/strong> significa grava\u00e7\u00e3o ou registro do todo. A figura      holografada parece presa, congelada, como se fosse um objeto inteiro.<\/p>\n<p><strong>A palavra &#8216;holografia&#8217; vem do grego:<\/strong> &#8220;holo&#8221; quer      dizer &#8216;todo&#8217; e &#8220;grafia&#8221;, &#8216;escrita&#8217;. A holografia \u00e9 uma t\u00e9cnica que      vem sendo desenvolvida h\u00e1 um longo tempo. <\/p>\n<p>\u00c9 uma forma de se guardar uma imagem, assim como a fotografia ou o cinema.      S\u00f3 que a holografia guarda uma imagem inteira. <\/p>\n<p><strong>\u00c9 a imagem em tr\u00eas dimens\u00f5es, que \u00e9 parecida com a vis\u00e3o humana sobre      as coisas que existem no mundo:<\/strong> com altura, comprimento e largura.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3rico <\/h4>\n<p>Quem disse primeiro que era poss\u00edvel registrar uma imagem em tr\u00eas dimens\u00f5es      foi o ingl\u00eas Dennis Gabor, em 1948. Na \u00e9poca, Gabor n\u00e3o conseguiu provar essa      teoria, mas recebeu o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica por causa dela, em 1971.<\/p>\n<p>As holografias s\u00f3 passaram a existir depois de 1960, com a descoberta do      raio laser pelo cientista norte-americano Theodore Maiman. O raio laser \u00e9      tamb\u00e9m usado na medicina e em outras atividades, como na ind\u00fastria.<\/p>\n<p><strong>Para saber mais&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por volta de 1940, o f\u00edsico Denis Gabor teve uma id\u00e9ia que nos conduziria      para um enorme avan\u00e7o na tecnologia das imagens:<\/strong> a holografia. Gabor      estava desenvolvendo um projeto cujo intuito era melhorar a qualidade da amplifica\u00e7\u00e3o      do microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico. Em 1948, ele sugeriu usar um tipo de imagem chamado      holograma. Seria registrada em filme mediante um par de feixes coerentes de      el\u00e9trons e depois reconstru\u00edda a partir de luz vis\u00edvel, a qual, devido ao      seu grande comprimento de onda (em compara\u00e7\u00e3o ao el\u00e9tron), produziria uma      imagem muito aumentada e tridimensional.<\/p>\n<p>Gabor efetuou demonstra\u00e7\u00f5es de holografias planas usando fonte de luz comum      (as que existiam no momento), embora sabendo que n\u00e3o eram as ideais. O que      ele precisava era de uma fonte de luz verdadeiramente coerente, algo que n\u00e3o      existiria at\u00e9 que os primeiros lasers fossem desenvolvidos, na d\u00e9cada de 60.<\/p>\n<p>A inven\u00e7\u00e3o da holografia por Gabor foi, a partir de ent\u00e3o, usada nas ci\u00eancias,      na ind\u00fastria e nas belas-artes. Gabor recebeu o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica em      1971. <\/p>\n<p>Sua aplica\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, para a qual havia sido inventada \u0096 microsc\u00f3pio      eletr\u00f4nico hologr\u00e1fico \u0096 tornou-se ent\u00e3o uma realidade.<\/p>\n<p>Um holograma \u00e9 uma t\u00e9cnica fotogr\u00e1fica de grava\u00e7\u00e3o (e posterior reprodu\u00e7\u00e3o)      usando um padr\u00e3o de interfer\u00eancia entre o feixe de onda de luz refletida pelo      objeto e um outro feixe de onda luminosa usada como refer\u00eancia. A imagem hologr\u00e1fica      \u00e9 reconstitu\u00edda iluminando o filme com um feixe de luz (o mesmo usado como      refer\u00eancia), criando assim o feixe de onda que foi refletida pelo objeto.<\/p>\n<p>Para o espectador, parece uma imagem tridimensional n\u00edtida e convincente.      (Desde que a luz de laser usada em holografia seja monocrom\u00e1tica, um t\u00edpico      holograma apresenta uma s\u00f3 cor e \u00e9 indistingu\u00edvel do objeto real.)<\/p>\n<p>A <strong>holografia<\/strong> \u00e9 usada na ind\u00fastria para inspecionar a ocorr\u00eancia      de defeitos nas pe\u00e7as produzidas, assim como na microscopia convencional.      Continua em estudo seu uso em sistemas de mem\u00f3rias hologr\u00e1ficas para computadores,      filmes hologr\u00e1ficos e televis\u00e3o tridimensional. Nascida h\u00e1 apenas cerca de      30 anos, a holografia encontrar\u00e1 muitas aplica\u00e7\u00f5es no futuro.<\/p>\n<p>Fonte:  www.objetivo.br<\/p>\n<h6>Holografia <\/h6>\n<p>O processo que \u00e9 conhecido como <strong>holografia<\/strong> tanto enquanto      fotografia ou quanto filme \u00e9 chamado de holograma. Os termos holograma e holgrafia      foram criados por Dennis Gabor (o pai da holografia) em 1947. A palavra holograma      \u00e9 derivada do grego, &#8220;holos&#8221; significa todo ou completo e &#8220;grama&#8221;,      mensagem. <\/p>\n<p>A teoria da <strong>holografia<\/strong> foi desenvolvida por Dennis Gabor,      um f\u00edsico h\u00fangaro, em 1947. Originalmente, a teoria dele pretendia aumentar      o poder de amplia\u00e7\u00e3o de microsc\u00f3pios eletr\u00f4nicos. Ele provou sua teoria n\u00e3o      com um feixe de el\u00e9trons, mas sim com um feixe de luz. O resultado foi o primeiro      holograma feito. Os primeiros hologramas eram leg\u00edveis, mas continham muitas      imperfei\u00e7\u00f5es porque Dennis Gabor n\u00e3o tinha a fonte de luz correta para fazer      hologramas bem definidos como os de hoje, nem usava um &#8220;feixe de refer\u00eancia      off axis&#8221;. A fonte de luz necess\u00e1ria era o laser que foi utilizado pela      primeira vez em 1960.<\/p>\n<h4>Laser e luz<\/h4>\n<p>Na holografia, a luz, que hora \u00e9 considerada part\u00edcula (f\u00f3tons e quanta),      hora considerada onda, \u00e9 tida como onda.<\/p>\n<p>A luz laser \u00e9 enormemente diferente de todas as outras fontes de luz, articiais      ou n\u00e3o, de uma maneira que leva a algumas caracter\u00edsticas a serem consideradas.      A luz laser pode ser uma luz coherent. O que, idealmente, significa que a      luz que \u00e9 emitida pelo laser tem o mesmo comprimento de onda sempre e est\u00e1      em phase (o que quer dizer que a velocidade com que a luz \u00e9 emitida \u00e9 constante).      Apesar de 100% de coherence ser rara, existem certos tipos de laser que tem      coherence suficiente para fazer excelentes off axis hologramas.<\/p>\n<p>A luz emitida por um laser \u00e9 exatamente toda do mesmo tipo, sendo a sua freq\u00fc\u00eancia      invari\u00e1vel. O laser \u00e9 um amplificador de luz, com caracter\u00edsticas muito especiais.      O laser foi desenhado e conclu\u00eddo depois que duas teorias muito \u00fateis surgiram.      Uma \u00e9 a teoria at\u00f4mica de Neils Bohr e a outra \u00e9 a Teoria Qu\u00e2ntica. <\/p>\n<p>Niels Bohr, um f\u00edsico dinamarqu\u00eas, prop\u00f4s em 1913 um modelo da rela\u00e7\u00e3o entre      o el\u00e9tron e o n\u00facleo de um \u00e1tomo de hidrog\u00eanio, ele utilizou a teoria qu\u00e2ntica      (ent\u00e3o recente), propondo que o el\u00e9tron circulando o n\u00facleo pode assumir pequenos      n\u00edveis de energia. (O n\u00edvel mais baixo que o el\u00e9tron pode assumir chama-se      ground state.) Entretanto, se o \u00e1tomo for exposto a uma fonte externa de energia      o el\u00e9tron pode ser aumentado para um n\u00edvel maior de energia, ou para um estado      em que o c\u00edrculo tra\u00e7ado \u00e9 maior que a circunfer\u00eancia em volta do n\u00facleo (\u00e9      importante frisar que neste estado (excited state) o el\u00e9tron n\u00e3o pode ir a      qualquer lugar, mas tem que assumir certos n\u00edveis). Al\u00e9m disso, existem outros      tipos diferentes de n\u00edveis de n\u00edveis de energia, mas esses n\u00e3o s\u00e3o importantes      para o funcionamento do laser. <\/p>\n<p>Energia \u00e9 radiada em pacotes distintos, e esses pacotes interagem somente      com um suporte muito espec\u00edfico. O laser depende de caracter\u00edsticas de emiss\u00e3o      muito especiais de cetos \u00e1tomos cujos el\u00e9trons atingiram o excited state.      Quando o el\u00e9tron retorna para o seu n\u00edvel mais baixo de energia (como todos      os el\u00e9trons acabam fazendo), ele emite sussecivamente um pacote de energia      eletromagn\u00e9tica ou raiotiva que equivale precisamente a diferen\u00e7a de energia      entre os dois n\u00edveis, ground state e excited state. Um pacote que n\u00e3o seria      absorvido por outro \u00e1tomo no ground state, estimularia um \u00e1tomo que j\u00e1 est\u00e1      no excited state a emitir seu pr\u00f3prio f\u00f3ton. Para manter a emiss\u00e3o de f\u00f3tons      estimulada (o que vai produzir a luz laser), tem que se iniciar e manter a      invers\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O laser de h\u00e9io e neon provavelmente \u00e9 hoje o laser mais comum em uso (pelo      seu custo relativamente baixo). O tubo do laser propriamente dito cont\u00e9m aproximandamente      10% de h\u00e9lio e 90% de neon. O neon \u00e9 o agente ativo do processo laser, enquanto      o h\u00e9lio age como um catalisador j\u00e1 que ele facilita a energia agir sobre o      neon. O h\u00e9lio tem um n\u00edvel de energia de vida longa que coincide bem com um      dos n\u00edveis de energia que o neon precisa obter para a a\u00e7\u00e3o laser come\u00e7ar.      \u00c9 muito mais f\u00e1cil levar o h\u00e9lio ao excited state e deix\u00e1-lo transferir os      pacotes de energia corretos para o neon quando eles est\u00e3o dentro do tubo (que      est\u00e1 na press\u00e3o correta para assegurar sua proximidade). Apesar do neon ser      o ingrediente ativo do laser, o h\u00e9lio facilita o processo.<\/p>\n<p>Os f\u00f3tons s\u00e3o emitidos dos \u00e1tomos dentro do tubo em todas as dire\u00e7\u00f5es. Entretanto,      um pequena porcentagem, perto de 2%, come\u00e7a a viajar na horizontal com o tubo.      Eles naturalmente estimulam os \u00e1tomos que j\u00e1 est\u00e3o excited no caminho a emitir      seus f\u00f3tons na mesma dire\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o significaria nada se n\u00e3o se colocassem      espelhos nas duas extremidades do tubo para induzir a luz a come\u00e7ar a se mover      para frente e para tr\u00e1s dentro da linha horizontal do tubo. <\/p>\n<p>Eventualmente isso induz um grande n\u00famero de f\u00f3tons a viajar na mesma dire\u00e7\u00e3o      e um dos espelhos que \u00e9 somente parcialmente reflectivo deixa a luz sair.<\/p>\n<h4>Diferen\u00e7a entre a holografia e a fotografia<\/h4>\n<h4>O que \u00e9 a holografia?<\/h4>\n<p>Uma fotografia \u00e9 basicamente a grava\u00e7\u00e3o de diferentes intensidades da luz      refletidas pelo objeto atrav\u00e9s da objetiva. A luz \u00e9 incoherent, e al\u00e9m disso,      existem muitos comprimenotos de onda diferentes refletindo do objeto e mesmo      a luz de mesmo comprimento de onda n\u00e3o est\u00e1 em phase. <\/p>\n<p>Qualquer objeto a ser fotografado pode ser considerado como a soma de bilh\u00f5es      de pontos no objeto que est\u00e3o refletindo mais ou menos luz. O que \u00e9 gravado      \u00e9 a diferen\u00e7a de intensidade da luz nos diversos pontos que formam um desenho      que ser\u00e1 reconhecido como o objeto.<\/p>\n<p>O sol o a luz comum produzem luz de diferentes comprimentos de onda. O laser      emite uma luz de comprimento de onda coherent. Se simplesmente ilumin\u00e1ssemos      nosso objeto com uma luz laser e tir\u00e1ssemos uma fotografia, n\u00f3s ainda gravar\u00edamos      as diferentes intensidades da luz no objeto, n\u00e3o ter\u00edamos capturado nenhuma      informa\u00e7\u00e3o sobre a phase das ondas da luz depois de atingirem o objeto.<\/p>\n<p>Para capturar essa informa\u00e7\u00e3o, precisa-se de uma refer\u00eancia, para gravar      a diferen\u00e7a da phase das ondas da luz e a informa\u00e7\u00e3o que mostra as dimens\u00f5es      e profundidade, para a holgrafia. Essa refer\u00eancia \u00e9 chamada de feixe de refer\u00eancia      (reference beam) e \u00e9 provido pela luz laser propriamente dita.<\/p>\n<p>A luz de refer\u00eancia e emitida no que chamamos de onda plana, com a ajuda      de um separador de feixes (beam splitter) s\u00e3o formados dois feixes. O feixe      de refer\u00eancia atinge o filme diretamente. Ele pode ser separado por lente      e atingir o filme atrav\u00e9s de um espelho, mas para todos os prop\u00f3sitos pr\u00e1ticos      isso n\u00e3o afeta as ondas luminosas. <\/p>\n<p>O outro feixe que \u00e9 chamado feixe do objeto (object beam) \u00e9 geralmente tamb\u00e9m      por lentes e guiado por um espelho, mas \u00e9 direcionado para o objeto sendo      holgrafado.<\/p>\n<p>At\u00e9 o instante em que o feixe do objeto atinge o objeto ele \u00e9 tamb\u00e9m uma      onda plana. Assim que ele o atinge, o feixe muda de acordo com as caracter\u00edsticas      f\u00edsica e dimens\u00f5es do objeto. Ent\u00e3o a luz que atinge o plano do filme (na      figura Holography plate) depois de ser refletida pelo objeto agora difere      em intensidade e phase do feixe de refer\u00eancia. O que come\u00e7ou como uma onda      plana \u00e9 agora uma onda complexa que consisnte na soma dos infinitos pontos      do objeto refeltindo a luz.<\/p>\n<p>Os dois feixes est\u00e3o interferindo um no outro quando eles se atravessam.      A crista de uma onda plana encontra a crista de uma outra ou um vale. Quando      uma crista encontra outra crista se d\u00e1 uma interfer\u00eancia construtiva e quando      uma crista encontra um vale h\u00e1 uma interfer\u00eancia destrutiva. Uma interfer\u00eancia      construtiva (onde a energia presente \u00e9 maior) afeta mais o filme do que uma      destrutiva, o ac\u00famulo de infinitos pontos gravados no filme formam uma figura      est\u00e1tica ou graduada atrav\u00e9s do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>A forma que a emuls\u00e3o assume \u00e9 a grava\u00e7\u00e3o das ondas conforme elas interferiram      na emuls\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 de maneira alguma uma grava\u00e7\u00e3o ponto a ponto da imagem do      objeto, mas da interfer\u00eancia entre a luz coherent que atingiu o objeto e a      que n\u00e3o atingiu. Todos os infinitos pontos que refletiram a luz que interferiu      com o feixe de refer\u00eancia no filme s\u00e3o perfeitamente em foco nas suas respectivas      posi\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o tridimensional.<\/p>\n<p>Na maioria dos caos o objeto ser\u00e1 reconstru\u00eddo no seu tamanho original, salvo      o tamanho do suporte, e na mesma dist\u00e2ncia do filme de quando o holograma      foi feito. <\/p>\n<h4>Principais tipos de hologramas<\/h4>\n<p><strong>Transmission Holograms<\/strong>: S\u00e3o vistos com a luz laser. S\u00e3o      feitos com ambos os feixes se aproximando do filme pelo mesmo lado.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Reflection (White Light) Holograms:<\/strong> Visto com uma luz        branca de uma fonte correta, tais como uma luz spot, luz de flash, o sol.        S\u00e3o feitos com os dois feixes se aproximando do filme holgr\u00e1fico por lados        opostos. <strong><br \/>\n       Multiple channel holograms<\/strong>: Duas ou mais imagens s\u00e3o vis\u00edveis de        diferentes \u00e2ngulos. <strong>Existem tipos diferentes de multiple channel        holograms:<\/strong> Simples com 2, 3 ou + imagens cada uma vista de um \u00e2ngulo        diferente.<strong><br \/>\n       Multiplex: <\/strong>um grande n\u00famero de figuras &#8220;achatadas&#8221; do        objeto que combinadas em uma formam a imagem 3D do objeto &#8211; um holograma        composto.<strong><br \/>\n       Rainbow Holograms:<\/strong> A mesma imagem aparece em cores diferentes quando        vista de \u00e2ngulos diferentes.<strong><br \/>\n       Real Image Holograms (H-2&#8217;s):<\/strong> S\u00e3o hologramas feitos a partir de        uma transmiss\u00e3o original (H-1). A imagem se projeta drasticamente na frente        do suporte em rela\u00e7\u00e3o ou observador. A maior parte dos hologramas nos museus        de holografia s\u00e3o desse tipo. O procedimento para faz\u00ea-los \u00e9 muito elaborado        e requer o controle preciso dos \u00e2ngulos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Usos da holografia<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Arte Hologr\u00e1fica: <\/strong>Museus de Holografia, selos postais,        propaganda, joalheiria, etc. <strong><br \/>\n       Seguran\u00e7a contra falsifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> Cart\u00f5es de cr\u00e9dito, tickets, ingressos,        etc.<strong><br \/>\n       Holographic Interferometry:<\/strong> Uma t\u00e9cnica muito precisa para medir        as mudan\u00e7as de dimens\u00e3o de um objeto. \u00datil em an\u00e1lises industriais, controle        de qualidade, etc. ll, etc. <strong><br \/>\n       Pattern Recognition:<\/strong> Usa aparelhos eletro-opticos com computadores        para interpretar o que \u00e9 &#8220;visto&#8221; por uma m\u00e1quina. Aplica\u00e7\u00e3o militar        de lasers e aparelhos \u00f3pticos hologr\u00e1ficos. <strong><br \/>\n       Aplica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas: <\/strong>Combina CAT scans com uma imagem tridimensional,        uma multiplex. Holografia de ultrasom (ultrasound holography), etc. <strong><br \/>\n       Outros:<\/strong> Aramazenamenti hologr\u00e1fico de mem\u00f3ria no computador, radar        hologr\u00e1fico, etc.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  omnis.if.ufrj.br<\/p>\n<h6>Holografia <\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hologr8.jpg\" alt=\"Holografia\" width=\"267\" height=\"234\" title=\"Holografia\" \/><\/p>\n<p>Os <strong>hologramas<\/strong> s\u00e3o imagens em tr\u00eas dimens\u00f5es, como os coloridos      emblemas de seguran\u00e7a nos cart\u00f5es de cr\u00e9dito e nas embalagens de CD. Tal como      a fotografia, a holografia \u00e9 uma t\u00e9cnica para registrar em filme a informa\u00e7\u00e3o      relativa a um objeto ou cena. Entretanto, os mecanismos b\u00e1sicos utilizados,      bem como a natureza das imagens produzidas, diferem bastante de uma para outra.      A fotografia comum produz uma representa\u00e7\u00e3o bidimensional do objeto, na qual      a profundidade da cena termina no plano de impress\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>A holografia, ao contr\u00e1rio, capta a informa\u00e7\u00e3o em tr\u00eas dimens\u00f5es:<\/strong>      inclui a profundidade.<\/p>\n<p>Para compreender a diferen\u00e7a entre a fotografia comum e este processo, \u00e9      importante considerar primeiramente a natureza da luz. A luz vis\u00edvel \u00e9 um      tipo de radia\u00e7\u00e3o e, como tal, atravessa o espa\u00e7o na forma de ondas eletromagn\u00e9ticas.      A dist\u00e2ncia entre as sucessivas cristas dessas ondas \u00e9 denominada comprimento      de onda, e o n\u00famero de cristas por segundo que passam por um ponto chama-se      freq\u00fc\u00eancia. Como a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o da luz \u00e9 constante, freq\u00fc\u00eancias      mais altas eq\u00fcivalem a comprimentos de onda mais curtos.<\/p>\n<p>As fontes de luz usadas nas fotografias convencionais (a luz do sol e a ilumina\u00e7\u00e3o      artificial, por exemplo) emitem radia\u00e7\u00e3o com uma ampla gama de freq\u00fc\u00eancias,      visto que a luz branca abrange as freq\u00fc\u00eancias do ultravioleta at\u00e9 o infravermelho.      Para se registrar a informa\u00e7\u00e3o acerca da profundidade da cena \u00e9 necess\u00e1rio      que a fonte de luz seja monocrom\u00e1tica (tenha freq\u00fc\u00eancia \u00fanica) e coerente,      isto \u00e9, que as cristas de todas as ondas caminhem juntas (em fase). Por isso,      embora a holografia tenha sido idealizada em 1947, a demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica      de seus efeitos s\u00f3 se tornou poss\u00edvel a partir da d\u00e9cada de 60, com o desenvolvimento      da tecnologia do laser, que emite raios luminosos coerentes e monocrom\u00e1ticos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hologr9.jpg\" alt=\"Holografia\" width=\"411\" height=\"370\" title=\"Holografia\" \/><\/p>\n<p>Quando duas ondas chegam a um determinado ponto em fase, isto \u00e9, quando as      cristas de ambas coincidem, suas energias atuam em conjunto, refor\u00e7ando a      intensidade ou amplitude da luz. Este processo \u00e9 chamado interfer\u00eancia construtiva.    <\/p>\n<p><strong>Por outro lado, se a crista de uma onda coincide com a posi\u00e7\u00e3o m\u00ednima      &#8211; ou ventre do ciclo &#8211; de outra, ou seja, se as cristas de ambas chegam fora      de fase, obt\u00e9m-se uma redu\u00e7\u00e3o de intensidade<\/strong>: ocorre uma interfer\u00eancia      destrutiva.<\/p>\n<p>Como o raio laser \u00e9 monocrom\u00e1tico e coerente, os detalhes relativos \u00e0 profundidade      de uma cena iluminada por um feixe deste tipo est\u00e3o contidos nos relacionamentos      das fases das ondas que chegam \u00e0 chapa de registro hologr\u00e1fico. Uma onda vinda      de uma parte mais distante da cena chega &#8220;retardada&#8221; com rela\u00e7\u00e3o      \u00e0s ondas provenientes dos pontos mais pr\u00f3ximos. \u00c9 o registro desta informa\u00e7\u00e3o      que permite a reconstru\u00e7\u00e3o \u00f3ptica do objeto em tr\u00eas dimens\u00f5es. Para registrar      esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um feixe de refer\u00eancia, com o qual se possam      comparar os relacionamentos f\u00e1sicos do feixe luminoso refletido pelo objeto.    <\/p>\n<p><strong>Para tanto separa-se o feixe de laser em dois:<\/strong> um dirigido      para a cena, a partir do qual se forma o feixe refletido (feixe objeto); o      outro (feixe de refer\u00eancia) \u00e9 apontado diretamente para a placa de registro.      No ponto em que os dois se encontram, a chapa, ocorre o fen\u00f4meno da interfer\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/hologr10.jpg\" alt=\"Holografia\" width=\"368\" height=\"407\" title=\"Holografia\" \/><\/p>\n<p>O holograma \u00e9 usualmente revelado numa chapa transparente. Para reconstruir      a imagem da cena original, esta transpar\u00eancia precisa ser iluminada com um      feixe de luz coerente, semelhante ao utilizado como feixe de refer\u00eancia no      registro. \u00c0 medida que passa atrav\u00e9s da chapa transparente do holograma, o      feixe de laser de reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 modulado (modificado), de acordo com a amplitude      e fase, assemelhando-se desta forma ao feixe objeto original. Forma-se ent\u00e3o      uma imagem virtual do objeto que, para o observador, parece estar situada      atr\u00e1s do holograma. Existe tamb\u00e9m uma imagem real, formada do mesmo lado em      que se coloca o observador, e que n\u00e3o pode ser vista por tratar-se de uma      imagem focalizada. Contudo, ela poder\u00e1 ser observada se uma tela for colocada      na \u00e1rea focal.<\/p>\n<p>Como a cor depende da freq\u00fc\u00eancia da luz, qualquer holograma produzido com      um \u00fanico laser dar\u00e1 na reconstru\u00e7\u00e3o imagens de uma \u00fanica cor. Entretanto,      com a utiliza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas raios laser de freq\u00fc\u00eancias diferentes (correspondentes      \u00e0s tr\u00eas cores prim\u00e1rias &#8211; vermelho, verde e azul), \u00e9 poss\u00edvel registrar e      reconstruir uma cena com todas as cores.<\/p>\n<h4>Aplica\u00e7\u00e3o da holografia<\/h4>\n<p>A <strong>holografia <\/strong>\u00e9 muito usada na pesquisa cient\u00edfica e nos      testes. Os selos hologr\u00e1ficos s\u00e3o uma medida de seguran\u00e7a, porque \u00e9 muito      dif\u00edcil falsific\u00e1-los. Outras aplica\u00e7\u00f5es testes de avia\u00e7\u00e3o, que projetam instrumentos      no campo de vis\u00e3o do piloto, e leitores de barra, em lojas. <\/p>\n<p>A holografia tamb\u00e9m foi desenvolvida como forma de arte. Os hologramas s\u00e3o      encontrados em galerias e museus de todo o mundo. Sua produ\u00e7\u00e3o em grande quantidade      \u00e9 de baixo custo, o que os viabiliza como itens promocionais ou de presentes.<\/p>\n<p>O emprego do Raio Laser permite a reconstru\u00e7\u00e3o tridimensional da imagem de      qualquer objeto ou cena real<\/p>\n<p>Inventado pelo f\u00edsico h\u00fangaro Dennis Gabor em 1948, tal como a fotografia,      a holografia \u00e9 uma t\u00e9cnica para registrar em filme a informa\u00e7\u00e3o relativa a      um objeto ou cena. Entretanto, os mecanismos b\u00e1sicos utilizados, bem como      a natureza das imagens produzidas, diferem bastante de uma para outra. A fotografia      comum produz uma representa\u00e7\u00e3o bidimensional do objeto, na qual a profundidade      da cena termina no plano da impress\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>A holografia, ao contr\u00e1rio, capta a informa\u00e7\u00e3o em tr\u00eas dimens\u00f5es:      <\/strong>inclui a profundidade. <\/p>\n<p>Pode-se obter um pseudo-efeito tridimensional com fotografias convencionais,      observando-se simultaneamente num estereosc\u00f3pio duas fotografias do objeto.    <\/p>\n<p>Com esta t\u00e9cnica, por\u00e9m, apresenta-se apenas um \u00e2ngulo particular dele, ao      passo que, na holografia, a cena reconstru\u00edda pode ser observada de v\u00e1rios      \u00e2ngulos. <\/p>\n<p>Movendo a cabe\u00e7a de um lado para outro, o observador poder\u00e1 presenciar os      efeitos de paralaxe \u0096 movimento relativo de dois objetos na cena registrada      \u0096 causados pela mudan\u00e7a de seu \u00e2ngulo de vis\u00e3o. <\/p>\n<p>Para compreender a diferen\u00e7a entre a fotografia comum e este processo, \u00e9      importante considerar primeiramente a natureza da luz. A luz vis\u00edvel \u00e9 um      tipo de radia\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica e, como tal, atravessa o espa\u00e7o na forma de ondas      eletromagn\u00e9ticas, a uma velocidade de 300.000 km\/s. A dist\u00e2ncia entre as sucessivas      cristas dessas ondas \u00e9 denominada comprimento de onda, e o n\u00famero de cristas      por segundo que passam por um ponto chama-se freq\u00fc\u00eancia. Como a velocidade      de propaga\u00e7\u00e3o da luz \u00e9 constante, freq\u00fc\u00eancias mais altas equivalem a comprimentos      de ondas mais curtos. <\/p>\n<p>As fontes de luz usadas nas fotografias convencionais (a luz do Sole a ilumina\u00e7\u00e3o      artificial, por exemplo) emitem radia\u00e7\u00e3o com uma ampla gama de freq\u00fc\u00eancias,      visto que a luz branca abrange as freq\u00fc\u00eancias do ultravioleta at\u00e9 o infravermelho.      Assim, como a natureza da luz branca \u00e9 desordenada, torna-se praticamente      imposs\u00edvel registrar a informa\u00e7\u00e3o acerca da profundidade da cena. Para obter      esse registro \u00e9 necess\u00e1rio que a fonte de luz seja monocrom\u00e1tica (tenha frequ\u00eancia      \u00fanica) e coerente, isto \u00e9, que as cristas de todas as ondas caminhem juntas      (em fase). Por isso, embora a holografia tenha sido idealizada em 1947, a      demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de seus efeitos s\u00f3 se tornou poss\u00edvel a partir da d\u00e9cada      de 60, com a inven\u00e7\u00e3o de um tipo muito particular de fonte de luz \u0096 o      laser, que emite raios luminosos coerentes e monocrom\u00e1ticos. <\/p>\n<p>Quando duas ondas chegam a um determinado ponto em fase, isto \u00e9, quando as      cristas de ambas coincidem, suas energias atuam em conjunto, refor\u00e7ando a      intensidade ou amplitude da luz. <\/p>\n<p>Este processo \u00e9 chamado interfer\u00eancia construtiva. <\/p>\n<p><strong>Por outro lado, se a crista de uma onda coincide com a posi\u00e7\u00e3o m\u00ednima      \u0096 ou ventre do ciclo \u0096 de outra, ou seja, se as cristas de ambas      chegam fora de fase, obt\u00e9m-se uma redu\u00e7\u00e3o de intensidade<\/strong>: ocorre      uma interfer\u00eancia destrutiva. <\/p>\n<p>Como o raio laser \u00e9 monocrom\u00e1tico e coerente (altamente ordenado, portanto),      os detalhes relativos \u00e0 profundidade de uma cena iluminada por um feixe deste      tipo est\u00e3o contidos nos relacionamentos das fases das ondas que chegam \u00e0 chapa      de registro hologr\u00e1fico. Uma onda vinda de uma parte mais distante da cena      chega \u0093retardada\u0094 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ondas provenientes dos pontos mais      pr\u00f3ximos. \u00c9 o registro desta informa\u00e7\u00e3o que permite a reconstru\u00e7\u00e3o \u00f3ptica      do objeto em tr\u00eas dimens\u00f5es. Para registrar esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um      feixe de refer\u00eancia, com o qual se possam comparar os relacionamentos f\u00e1sicos      do feixe luminoso refletido pelo objeto.<\/p>\n<p><strong>Para tanto separa-se o feixe de laser em dois:<\/strong> um \u00e9 dirigido      para a cena, a partir de qual se forma o feixe refletido (feixe objeto); o      outro (feixe de refer\u00eancia) \u00e9 apontado diretamente para a placa de registro.      No ponto em que os dois encontram a chapa, ocorre o fen\u00f4meno da interfer\u00eancia.    <\/p>\n<p>Embora as ondas em colis\u00e3o variem com o tempo, as amplitudes registradas      na chapa hologr\u00e1fica n\u00e3o se modificam com ele. <\/p>\n<p><strong>Ou seja:<\/strong> estabelecem-se padr\u00f5es de ondas estacion\u00e1rias e      apenas estas s\u00e3o registradas no filme sens\u00edvel \u00e0 luz. Al\u00e9m disso, estes padr\u00f5es      registrados cont\u00eam informa\u00e7\u00f5es sobre a amplitude e a fase do feixe objeto,      enquanto a fotografia convencional registra apenas as amplitudes da luz que      chega at\u00e9 o filme. <\/p>\n<p>O filme hologr\u00e1fico revelado, ou holograma, em nada se assemelha \u00e0 cena registrada.      Se o objeto holografado for uma superf\u00edcie plana, o padr\u00e3o de interfer\u00eancia      resultante mostra v\u00e1rias faixas luminosas e escuras; quando se trata de um      \u00fanico ponto, ou objeto, o padr\u00e3o consiste numa s\u00e9rie de an\u00e9is conc\u00eantricos.      Na pr\u00e1tica, o holograma de um objeto ou cena apresenta uma configura\u00e7\u00e3o complexa      de c\u00edrculos superpostos, relativos aos diversos ponto do objeto. <\/p>\n<p>O holograma \u00e9 usualmente revelado numa chapa transparente. Para reconstruir      a imagem da cena original, esta transpar\u00eancia precisa ser iluminada com um      feixe de luz coerente, semelhante ao utilizado como feixe de refer\u00eancia no      registro. \u00c0 medida que passa atrav\u00e9s da chapa transparente do holograma, o      feixe de laser de reconstru\u00e7\u00e3o \u00e9 modulado (modificado), de acordo com a amplitude      e fase, assemelhando-se desta forma ao feixe do objeto que, para o observador,      e que n\u00e3o pode ser vista, por tratar-se de uma imagem focalizada. Contudo,      ela poder\u00e1 ser observada se uma tela for colocada na \u00e1rea focal. Movimentando-se      a tela para frente e para tr\u00e1s podem-se obter diferentes partes da imagem      real em foco. <\/p>\n<p>Como a cor depende da freq\u00fc\u00eancia da luz, qualquer holograma produzido com      um \u00fanico laser dar\u00e1 uma reconstru\u00e7\u00e3o monocrom\u00e1tica do objeto. Entretanto,      com a utiliza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas raios laser de freq\u00fc\u00eancias diferentes (correspondentes      \u00e0s tr\u00eas cores prim\u00e1rias \u0096 vermelho, verde e azul-violeta), \u00e9 poss\u00edvel      registrar e reconstruir uma cena com todas as cores. <\/p>\n<p>Por suas caracter\u00edsticas, os hologramas podem ter importantes aplica\u00e7\u00f5es      tecnol\u00f3gicas. Com a utiliza\u00e7\u00e3o de holografia \u00e9 poss\u00edvel, por exemplo, armazenar      grande quantidade de dados numa \u00fanica chapa. Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio que      a dire\u00e7\u00e3o do raio relativo \u00e0 chapa seja modificada entre as exposi\u00e7\u00f5es, de      forma que os padr\u00f5es de interfer\u00eancia superpostos n\u00e3o se confundam. As reconstru\u00e7\u00f5es      s\u00e3o feitas iluminando-se a chapa revelada com um raio reconstrutor na dire\u00e7\u00e3o      apropriada. Assim, quando um holograma contendo diversos padr\u00f5es for girado      na trajet\u00f3ria de um raio fixo, o observador poder\u00e1 ver as diversas reconstru\u00e7\u00f5es      em seq\u00fc\u00eancia. <\/p>\n<p>A holografia pode tamb\u00e9m mostrar as pequenas diferen\u00e7as existentes entre      as dimens\u00f5es de um objeto matriz e sua c\u00f3pia. O raio objeto refletido da c\u00f3pia      \u00e9 dirigido para o holograma da matriz. Ent\u00e3o, a imagem virtual do objeto apresentar\u00e1      franjas luminosas (padr\u00f5es de interfer\u00eancia) sempre que houver diferen\u00e7as      entre a matriz e a c\u00f3pia. Cada franja proveniente de um determinado ponto      de refer\u00eancia indica uma diferen\u00e7a da ordem do meio do comprimento de onda      entre o objeto de teste e a matriz. O uso de uma fonte de luz t\u00edpica de laser      permite detectar diferen\u00e7as da ordem de 0,0003 mm. Em vista disso, a holografia      tem grandes perspectivas de aplica\u00e7\u00e3o no controle do desgaste de materiais,      pois permite medir com alto grau de seguran\u00e7a as diferen\u00e7as entre uma pe\u00e7a      quando nova e depois de submetida a teste de desgaste. <\/p>\n<p>Tratando-se de uma descoberta recente, novas aplica\u00e7\u00f5es da holografia continuam      se desenvolvendo. H\u00e1 perspectivas, por exemplo, de seu uso na obten\u00e7\u00e3o de      imagens verdadeiramente tridimensionais no campo da televis\u00e3o e do cinema.    <\/p>\n<p>A <strong>holografia<\/strong> \u00e9 usada na pesquisa cient\u00edfica (localiza deforma\u00e7\u00f5es      em objetos s\u00f3lidos), na ind\u00fastria (identifica objetos para evitar falsifica\u00e7\u00f5es)      e nas artes pl\u00e1sticas. <\/p>\n<p>Ainda novidade como forma de express\u00e3o art\u00edstica, j\u00e1 destacou alguns artistas      pl\u00e1sticos, como a inglesa Margaret Benyon, os norte-americanos Harriet Casdin      e Rudie Berkhout, os brasileiros Haroldo e Augusto de Campos e a japonesa      Setsuko Ishii. <\/p>\n<p>Fonte:  www.herbario.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Holografia , Hologramas, T\u00e9cnica, Hist\u00f3ria, Fotogr\u00e1ficas, Usos, Objetivo, Origem, Objeto, Aplica\u00e7\u00e3o, Luz, Processo, Tipos, Holografia 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