{"id":64857,"date":"2016-07-18T17:28:07","date_gmt":"2016-07-18T17:28:07","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=64857"},"modified":"2016-07-18T17:46:59","modified_gmt":"2016-07-18T17:46:59","slug":"fisica-moderna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/fisica-moderna","title":{"rendered":"F\u00edsica Moderna"},"content":{"rendered":"<h2>Ondas      Eletromagn\u00e9ticas<\/h2>\n<p>As      equa\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de Maxwell, que governam o campo eletromagn\u00e9tico, aplicadas      a uma regi\u00e3o do espa\u00e7o onde n\u00e3o existem cargas livres nem correntes el\u00e9tricas,      admitem uma solu\u00e7\u00e3o ondulat\u00f3ria, com o campo el\u00e9trico E e o campo magn\u00e9tico      B variando harmonicamente, um perpendicular ao outro e ambos, perpendiculares      \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o, definida pelo vetor c, que representa a velocidade      da onda (Fig.1). O m\u00f3dulo da velocidade de propaga\u00e7\u00e3o das ondas eletromagn\u00e9ticas      no v\u00e1cuo \u00e9 tomado, por defini\u00e7\u00e3o, como sendo exatamente:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern1.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"230\" height=\"190\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>c      = 299.792.458 m\/s<\/p>\n<p>Se      a dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o da onda \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o do eixo x, os m\u00f3dulos dos campos      el\u00e9trico e magn\u00e9tico podem ser escritos:<\/p>\n<p>E      = E0&gt;\u00a0cos      [ k ( x &#8211; ct ) ]<\/p>\n<p>e<\/p>\n<p>B      = B0&gt;\u00a0cos      [ k ( x &#8211; ct ) ]<\/p>\n<p>onde      k = 2<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0\/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0\u00e9      o n\u00famero de onda e\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, o comprimento de onda. As      equa\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de Maxwell descrevem, portanto, a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      como uma onda transversal. A Fig.1 representa uma onda plano-polarizada, isto      \u00e9, todos os vetores E em todos os pontos do espa\u00e7o pelos quais passa a onda      s\u00e3o paralelos e est\u00e3o no mesmo plano.<\/p>\n<p>O      mesmo vale para os vetores B, que est\u00e3o num plano perpendicular. Como os planos      de vibra\u00e7\u00e3o dos campos el\u00e9trico e magn\u00e9tico s\u00e3o sempre perpendiculares, para      caracterizar uma onda eletromagn\u00e9tica qualquer \u00e9 usual especificar a dire\u00e7\u00e3o      do plano do campo el\u00e9trico e a dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o da onda. Assim, define-se      o plano de polariza\u00e7\u00e3o de uma onda eletromagn\u00e9tica como o plano ao longo do      qual oscila o campo el\u00e9trico. A luz proveniente de uma l\u00e2mpada incandescente,      por exemplo, \u00e9 n\u00e3o polarizada j\u00e1 que consiste de um grande n\u00famero de ondas,      cada uma vibrando segundo uma dire\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria.<\/p>\n<h2>Polariza\u00e7\u00e3o      por Reflex\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern2.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"256\" height=\"221\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>O      fen\u00f4meno de polariza\u00e7\u00e3o de uma onda eletromagn\u00e9tica confirma n\u00e3o apenas o      seu car\u00e1ter de onda mas, ainda, o seu car\u00e1ter de onda transversal.<\/p>\n<p>Seja      um raio de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica n\u00e3o polarizada, proveniente de uma fonte      qualquer, incidindo sobre a superf\u00edcie de separa\u00e7\u00e3o entre dois meios (Fig.2).      O vetor campo el\u00e9trico em qualquer ponto pode ser decomposto em duas componentes      perpendiculares entre si, representadas por p e s, a primeira no plano de      incid\u00eancia (plano dos raios incidente e refletido e da normal) e a segunda,      perpendicular a esse plano. Para o vidro comum, assim como para outros materiais      diel\u00e9tricos, existe um \u00e2ngulo de incid\u00eancia, chamado \u00e2ngulo de polariza\u00e7\u00e3o      ou \u00e2ngulo de Brewster, para o qual a componente\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0n\u00e3o      se reflete. Isso acontece quando i* + r* = 90\u00ba, ou seja, quando os raios refletido      e refratado s\u00e3o ortogonais. Em outras palavras, quando a dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o      do raio refletido \u00e9 id\u00eantica \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da componente\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0do      raio refratado. Essa componente n\u00e3o pode aparecer no raio refletido porque,      se assim fosse, ela teria car\u00e1ter longitudinal, o que n\u00e3o pode ser para a      radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. O raio refletido, contendo apenas a componente\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo24.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"8\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, perpendicular ao plano da      p\u00e1gina, \u00e9 plano-polarizado.<\/p>\n<p>Se      o \u00e2ngulo de incid\u00eancia i \u00e9 tal que os raios refletido e refratado s\u00e3o ortogonais,      isto \u00e9, se i* + r* = 90o, ent\u00e3o, usando a lei de Snell:<\/p>\n<p>n      = sen i \/ sen r<\/p>\n<p>e      as rela\u00e7\u00f5es trigonom\u00e9tricas sen ( 90\u00ba &#8211;\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0)      = cos\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0e      sen\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0\/      cos\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      tg\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, o \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia      de que \u00e9 constitu\u00eddo o meio 2 fica:<\/p>\n<p>n      = tg i<\/p>\n<p>Esse      resultado \u00e9 a express\u00e3o matem\u00e1tica da lei de Brewster, que afirma que o \u00e2ngulo      de incid\u00eancia para polariza\u00e7\u00e3o completa \u00e9 aquele cuja tangente \u00e9 igual ao      \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o do material refletor. O raio refletido \u00e9, portanto, plano-polarizado      no plano perpendicular ao plano de incid\u00eancia. Quando o \u00e2ngulo de incid\u00eancia      coincide com o \u00e2ngulo de polariza\u00e7\u00e3o, a componente p \u00e9 inteiramente refratada      enquanto a componente s o \u00e9 apenas parcialmente. O raio refratado \u00e9, portanto,      parcialmente polarizado.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern3.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"294\" height=\"176\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>A      polariza\u00e7\u00e3o do raio refletido pode ser testada fazendo esse raio incidir numa      segunda superf\u00edcie refletora (Fig.3), com o plano de incid\u00eancia dessa reflex\u00e3o      (plano V) fazendo um \u00e2ngulo de 90o com o plano de incid\u00eancia da primeira reflex\u00e3o      (plano H). Assim, o raio em quest\u00e3o incide na segunda superf\u00edcie refletora      de modo que, se ele fosse refletido (dire\u00e7\u00e3o O\u0092A), teria componentes      apenas na dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o do novo raio refletido. A radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica,      assim, seria constitu\u00edda exclusivamente de componente longitudinal. A completa      aus\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica nessa dire\u00e7\u00e3o claramente estabelece a      completa impossibilidade de reflex\u00e3o de qualquer componente longitudinal que      pudesse haver na radia\u00e7\u00e3o. Assim, esse experimento estabelece que a radia\u00e7\u00e3o      eletromagn\u00e9tica \u00e9 uma onda transversal. Alternativamente, a an\u00e1lise do raio      refletido pela primeira superf\u00edcie refletora por meio de um polarizador, por      exemplo, pode confirmar a sua polariza\u00e7\u00e3o e, assim, confirmar, simultaneamente,      o car\u00e1ter transversal das ondas eletromagn\u00e9ticas.<\/p>\n<p>A      polariza\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser explicada considerando-se a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      como sendo uma onda transversal. Caso a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica fosse constitu\u00edda      por part\u00edculas, sempre existiria uma imagem da fonte ap\u00f3s a segunda reflex\u00e3o,      ou seja, sempre existiriam part\u00edculas percorrendo a trajet\u00f3ria completa B\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo21.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"15\" height=\"9\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0O\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo21.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"15\" height=\"9\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0O\u0092\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo21.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"15\" height=\"9\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0A.<\/p>\n<h2>Experimento      Simples com o Efeito Fotoel\u00e9trico<\/h2>\n<p>O      efeito fotoel\u00e9trico \u00e9 o arrancamento de el\u00e9trons de um corpo, geralmente met\u00e1lico,      por efeito da incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. As caracter\u00edsticas do      efeito fotoel\u00e9trico n\u00e3o podem ser explicadas considerando-se a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      como sendo uma onda, em flagrante contradi\u00e7\u00e3o com a explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno      de polariza\u00e7\u00e3o, por exemplo. Todas as caracter\u00edsticas do efeito fotoel\u00e9trico      podem ser explicadas considerando-se a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica como um conjunto      de part\u00edculas (chamadas f\u00f3tons). A no\u00e7\u00e3o de for\u00e7a el\u00e9trica tem origem em experimentos      simples. Por exemplo, se, num dia seco, um bast\u00e3o de pl\u00e1stico \u00e9 esfregado      com pelo de animal e depois aproximado de alguns pedacinhos de papel, estes      ser\u00e3o atra\u00eddos. Como resultado da fric\u00e7\u00e3o, o bast\u00e3o fica eletrizado com carga      el\u00e9trica negativa. A presen\u00e7a de carga el\u00e9trica em excesso no bast\u00e3o (e em      qualquer outro corpo) pode ser detectada por meio de um eletrosc\u00f3pio. Um eletrosc\u00f3pio      pode ser constru\u00eddo com uma garrafa de vidro, uma rolha e uma haste met\u00e1lica,      onde uma pequena l\u00e2mina, tamb\u00e9m met\u00e1lica, est\u00e1 articulada (Fig.4(a)). Se o      bast\u00e3o est\u00e1 carregado, encostando-o \u00e0 haste, a pequena l\u00e2mina passa a formar      um \u00e2ngulo com ela (Fig.4(b)), assinalando a presen\u00e7a de carga no eletrosc\u00f3pio.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern4.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"240\" height=\"225\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>O      sinal da carga em excesso no eletrosc\u00f3pio (e no bast\u00e3o) pode ser determinado      pelo efeito fotoel\u00e9trico. Se incide radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica de freq\u00fc\u00eancia      apropriada sobre a haste do eletrosc\u00f3pio e o \u00e2ngulo formado pela pequena l\u00e2mina      diminui, assinalando uma diminui\u00e7\u00e3o da carga em excesso no eletrosc\u00f3pio devido      \u00e0 emiss\u00e3o de el\u00e9trons causada pelo efeito fotoel\u00e9trico, a carga \u00e9 negativa.<\/p>\n<h2>Caracter\u00edsticas      do Efeito Fotoel\u00e9trico<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern5.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"203\" height=\"683\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>No dispositivo experimental que permite estudar as      caracter\u00edsticas do efeito fotoel\u00e9trico (Fig.5), entre as placas met\u00e1licas      A e B existe uma diferen\u00e7a de potencial vari\u00e1vel V igual a VA&gt;\u00a0&#8211;      VB. Sem a incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, n\u00e3o existe corrente      el\u00e9trica no circuito. Com a incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica na placa      B, mantida num potencial menor que a placa A, existe uma corrente el\u00e9trica      que pode ser medida pelo galvan\u00f4metro. Mesmo que a placa B seja mantida num      potencial maior que a placa A, ainda assim pode aparecer corrente el\u00e9trica      no circuito. A corrente aparece por causa da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, que      arranca el\u00e9trons da superf\u00edcie da placa B.<\/strong><\/p>\n<p>Com      a incid\u00eancia de radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas de mesma freq\u00fc\u00eancia, mas com intensidades      diferentes, obt\u00e9m-se um comportamento linear da corrente (i) em fun\u00e7\u00e3o da      intensidade (I) da radia\u00e7\u00e3o (Fig.6). Isso significa que o n\u00famero de el\u00e9trons      arrancados \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      incidente.<\/p>\n<p>Com      a incid\u00eancia de radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas de mesma freq\u00fc\u00eancia, mas com intensidades      diferentes, obt\u00e9m-se o comportamento mostrado na Fig.7 para a corrente (i)      em fun\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a de potencial (V) entre as placas. Isso significa que,      para uma dada intensidade da radia\u00e7\u00e3o incidente, existe corrente se V \u00e9 positiva,      ou seja, VA&gt; VB, e tamb\u00e9m, existe corrente mesmo      que V seja negativa, isto \u00e9, VA&lt; VB, at\u00e9 certo valor      &#8211; V0, ou seja, at\u00e9 que VA&gt;\u00a0&#8211;      VB&gt;\u00a0=      &#8211; V0&gt;\u00a0ou      VA&gt;\u00a0+      V0&gt;\u00a0=      VB. A diferen\u00e7a de potencial V0 a partir da qual se interrompe      a corrente se chama potencial de corte. Com essa diferen\u00e7a de potencial, os      el\u00e9trons arrancados da placa B que t\u00eam a m\u00e1xima energia cin\u00e9tica s\u00e3o desacelerados      no seu movimento em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 placa A e ficam em repouso moment\u00e2neo a apenas      uma dist\u00e2ncia infinitesimal dessa placa. E como o trabalho realizado pelo      campo el\u00e9trico que existe entre as placas sobre cada el\u00e9tron que se desloca      da placa B at\u00e9 a placa A \u00e9 igual ao produto da carga do el\u00e9tron pela diferen\u00e7a      de potencial entre as placas, o teorema trabalho-energia cin\u00e9tica, expresso      matematicamente por W =\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>K, permite escrever:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8211; eV0&gt;\u00a0= 0 &#8211; KKMAX<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>ou      seja, o potencial de corte V0 est\u00e1 associado \u00e0 energia cin\u00e9tica m\u00e1xima dos      el\u00e9trons arrancados pelo efeito fotoel\u00e9trico (fotoel\u00e9trons) pela rela\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p>eV0&gt;\u00a0= KKMAX<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Tomando      radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas de diferentes freq\u00fc\u00eancias obt\u00e9m-se o comportamento      mostrado na Fig.8 para o potencial de corte (V0) em fun\u00e7\u00e3o da freq\u00fc\u00eancia      da radia\u00e7\u00e3o (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>), independentemente da intensidade      da radia\u00e7\u00e3o. Isso significa que a energia dos fotoel\u00e9trons \u00e9 independente      da intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica incidente e depende, isso sim,      da freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      freq\u00fc\u00eancia m\u00ednima\u00a0(<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0) da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      para que exista o efeito fotoel\u00e9trico \u00e9 chamada limiar vermelho do efeito      fotoel\u00e9trico e depende da subst\u00e2ncia de que \u00e9 feita a placa sobre a qual incide      a radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Finalmente,      tomando radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas de diferentes freq\u00fc\u00eancias e intensidades,      nenhum retardo \u00e9 observado entre o instante em que a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      atinge a superf\u00edcie da placa B e o instante em que os el\u00e9trons s\u00e3o arrancados.<\/p>\n<p>Em      resumo, as caracter\u00edsticas do efeito fotoel\u00e9trico s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<p>O      n\u00famero de el\u00e9trons arrancados \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 intensidade da      radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica incidente (Fig.6).<\/p>\n<p>O      potencial de corte \u00e9 o mesmo qualquer que seja a intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      incidente (Fig.7).<\/p>\n<p>A      energia dos el\u00e9trons arrancados depende da freq\u00fc\u00eancia e n\u00e3o da intensidade      da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica incidente (Fig.8).<\/p>\n<p>N\u00e3o      existe retardo entre o instante em que a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica atinge a      superf\u00edcie da placa e o instante em que aparecem os el\u00e9trons arrancados.<\/p>\n<h2>Explica\u00e7\u00e3o      Cl\u00e1ssica do Efeito Fotoel\u00e9trico<\/h2>\n<p>A      primeira caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico, ou seja, o fato de que o n\u00famero      de el\u00e9trons arrancados \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 intensidade da radia\u00e7\u00e3o      eletromagn\u00e9tica incidente, pode ser explicado pela teoria eletromagn\u00e9tica      cl\u00e1ssica de Maxwell. A intensidade (I) de uma onda qualquer \u00e9 definida como      a quantidade de energia que passa, por unidade de tempo, atrav\u00e9s de uma superf\u00edcie      de \u00e1rea unit\u00e1ria perpendicular \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o da onda. Assim, como      a energia absorvida pela placa por unidade de tempo aumenta com o aumento      da intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica incidente, aumenta tamb\u00e9m, por      unidade de tempo, o n\u00famero de el\u00e9trons que absorvem energia suficiente para      escapar da placa. E como a corrente el\u00e9trica \u00e9 a quantidade de carga que atravessa      uma superf\u00edcie de \u00e1rea unit\u00e1ria na unidade de tempo, com o aumento da intensidade      da radia\u00e7\u00e3o aumenta a corrente no circuito.<\/p>\n<p>A      segunda caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico, ou seja, o fato de que o potencial      de corte tem o mesmo valor, independentemente da intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      incidente, n\u00e3o pode ser explicado pela teoria eletromagn\u00e9tica cl\u00e1ssica. Como      o potencial de corte V0&gt;\u00a0est\u00e1      associado \u00e0 energia cin\u00e9tica m\u00e1xima dos el\u00e9trons arrancados pelo efeito fotoel\u00e9trico      pela rela\u00e7\u00e3o KMAX&gt;\u00a0=      eV0, a energia cin\u00e9tica m\u00e1xima dos fotoel\u00e9trons n\u00e3o pode depender      da intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. Mas, \u00e9 justamente o contr\u00e1rio      o que diz a teoria cl\u00e1ssica, j\u00e1 que, segundo ela, quanto maior a intensidade      da radia\u00e7\u00e3o, maior deveria ser a energia absorvida pelos el\u00e9trons e, ent\u00e3o,      maior sua energia cin\u00e9tica m\u00e1xima depois de serem arrancados.<\/p>\n<p>Note-se,      de passagem, que o outro resultado mostrado na Fig.7, ou seja, o fato de que,      para um dado V, a corrente \u00e9 maior quando a intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      \u00e9 mais intensa, j\u00e1 foi discutido acima e pode ser explicado pela teoria cl\u00e1ssica.<\/p>\n<p>Um      s\u00f3lido met\u00e1lico \u00e9 formado a partir de \u00e1tomos com alguns el\u00e9trons fracamente      ligados nas camadas mais externas, el\u00e9trons esses que passam a se mover por      todo o s\u00f3lido quando de sua forma\u00e7\u00e3o. Assim, um s\u00f3lido met\u00e1lico \u00e9 constitu\u00eddo      por uma rede ordenada de \u00edons positivos que s\u00e3o mantidos juntos por uma esp\u00e9cie      de g\u00e1s de el\u00e9trons livres. A terceira caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico,      ou seja, o fato de que a energia dos el\u00e9trons arrancados depende da freq\u00fc\u00eancia      e n\u00e3o da intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica incidente, tamb\u00e9m n\u00e3o pode      ser explicada pela teoria eletromagn\u00e9tica cl\u00e1ssica de Maxwell, quer esses      el\u00e9trons arrancados pertencessem ao g\u00e1s de el\u00e9trons livres da placa met\u00e1lica,      quer pertencessem aos \u00edons da rede ordenada subjacente.<\/p>\n<p>Se      a dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o da onda eletromagn\u00e9tica \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o do eixo x, o m\u00f3dulo      do campo el\u00e9trico pode ser escrito, como j\u00e1 discutido :<\/p>\n<blockquote>\n<p>E = E0&gt;\u00a0cos [ k ( x &#8211; ct ) ]<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Levando      em conta que k = 2<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0\/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0e\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>n = c, onde n \u00e9 a freq\u00fc\u00eancia      da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, e tomando apenas a depend\u00eancia temporal do campo      el\u00e9trico, vem:<\/p>\n<blockquote>\n<p>E = E0&gt;\u00a0cos ( 2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0t )<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Agora,      se os el\u00e9trons de um metal podem ser considerados como se movendo livremente,      sua energia cin\u00e9tica (para uma dada intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica)      deveria diminuir ao se aumentar a freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.      De fato, se um el\u00e9tron livre fica sob o efeito do campo el\u00e9trico de uma onda      eletromagn\u00e9tica, a equa\u00e7\u00e3o que descreve o seu movimento, dada pela segunda      lei de Newton, \u00e9:<\/p>\n<blockquote>\n<p>ma = eE = eE0&gt;\u00a0cos ( 2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0t )<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>de      modo que a sua velocidade e sua energia cin\u00e9tica ficam, respectivamente:<\/p>\n<blockquote>\n<p>v = [ eE0&gt;\u00a0\/ 2m<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0] sen ( 2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0t )<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>e:<\/p>\n<blockquote>\n<p>K = \u00bd mv2&gt;\u00a0= [ e2E02&gt;\u00a0\/        8m<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>2&gt;\u00a0] sen2&gt;\u00a0(        2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0t )<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Nesta      express\u00e3o, o fator multiplicativo [e2E02&gt;\u00a0\/      8m<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>2&gt;\u00a0]      tem o quadrado da freq\u00fc\u00eancia no denominador. Portanto, segundo a teoria eletromagn\u00e9tica      cl\u00e1ssica de Maxwell, a energia cin\u00e9tica dos el\u00e9trons livres n\u00e3o aumenta com      o aumento da freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, mas, pelo contr\u00e1rio,      diminui.<\/p>\n<p>Por      outro lado, esse resultado poderia estar mostrando, realmente, que o efeito      fotoel\u00e9trico n\u00e3o envolve os el\u00e9trons livres, ou seja, esse resultado poderia      estar mostrando que o efeito fotoel\u00e9trico envolve os el\u00e9trons ligados aos      \u00edons da rede cristalina da placa sobre a qual incide a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.      Para mostrar que esse tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o caso, considere-se que os el\u00e9trons ligados      podem oscilar harmonicamente. Assim, as for\u00e7as que ligam esses el\u00e9trons ao      resto do material crescem linearmente com suas dist\u00e2ncias de separa\u00e7\u00e3o aos      respectivos pontos de equil\u00edbrio no resto do material. Ent\u00e3o, sob o efeito      do campo el\u00e9trico da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica incidente, que varia harmonicamente      com o tempo, esses el\u00e9trons devem oscilar com uma amplitude que \u00e9 tanto maior      quanto mais pr\u00f3xima estiver a freq\u00fc\u00eancia com que o campo varia harmonicamente      da freq\u00fc\u00eancia natural de oscila\u00e7\u00e3o dos el\u00e9trons ligados. E seria de se esperar      um comportamento ressonante do potencial de corte em fun\u00e7\u00e3o da freq\u00fc\u00eancia      da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica incidente (Fig.9). Dessa forma, a teoria cl\u00e1ssica      n\u00e3o pode explicar a depend\u00eancia de V0 com n nem considerando que o efeito      fotoel\u00e9trico ocorre com os el\u00e9trons livres da placa nem considerando que ocorre      com os el\u00e9trons ligados.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern6.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"166\" height=\"104\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>A      quarta caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico, ou seja, o fato de que n\u00e3o existe      retardo entre o instante em que a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica atinge a superf\u00edcie      da placa e o instante em que aparecem os el\u00e9trons arrancados, independentemente      da freq\u00fc\u00eancia e da intensidade da radia\u00e7\u00e3o, \u00e9 outra caracter\u00edstica que a teoria      cl\u00e1ssica n\u00e3o explica.<\/p>\n<p>Com      efeito, segundo essa teoria, quando uma onda eletromagn\u00e9tica atravessa uma      regi\u00e3o da placa onde se encontra um el\u00e9tron, este deveria oscilar com uma      dada freq\u00fc\u00eancia, movido pela for\u00e7a de intera\u00e7\u00e3o com o campo el\u00e9trico vari\u00e1vel      da onda. Com o passar do tempo, e por efeito da transfer\u00eancia de energia da      onda para o el\u00e9tron, a amplitude das oscila\u00e7\u00f5es do el\u00e9tron deveria crescer      mais e mais at\u00e9 o ponto em que ele se desligaria do material e seria ejetado.      Para radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas pouco intensas, ou seja, com pequena densidade      de energia, o c\u00e1lculo cl\u00e1ssico do tempo que deveria durar tal processo de      arrancamento pode dar como resultado minutos ou horas.<\/p>\n<h4>Explica\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica do Efeito Fotoel\u00e9trico<\/h4>\n<p>Todas      as caracter\u00edsticas do efeito fotoel\u00e9trico podem ser explicadas considerando-se      a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica n\u00e3o como uma onda, mas como um conjunto de part\u00edculas,      chamadas f\u00f3tons, cada qual com uma energia dada por:<\/p>\n<blockquote>\n<p>E = h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>onde\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0\u00e9      a freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica e h, uma constante universal, conhecida      como constante de Planck:<\/p>\n<blockquote>\n<p>h = 6,6261 x 10\u00a0-34&gt;\u00a0Js = 4,1357 x 10\u00a0-15&gt;\u00a0eVs<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Eventualmente      se usa a constante\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo26.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0(leia-se      ag\u00e1 cortado), dada por:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0= h\/2<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0= 1,0546 x 10\u00a0-34&gt;\u00a0Js        = 6,5822 x 10\u00a0-16&gt;\u00a0eVs<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando      a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica de freq\u00fc\u00eancia n atinge a placa em quest\u00e3o, os f\u00f3tons      associados \u00e0 radia\u00e7\u00e3o interagem com os el\u00e9trons da placa. Cada el\u00e9tron que      absorve um f\u00f3ton ganha uma energia hn e se for arrancado, a m\u00e1xima energia      cin\u00e9tica que ele pode ter, pelo princ\u00edpio de conserva\u00e7\u00e3o da energia, \u00e9 dada      por:<\/p>\n<blockquote>\n<p>K\u00a0MAX\u00a0= h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0&#8211;\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo3.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>onde\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo3.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, chamada fun\u00e7\u00e3o trabalho e      caracter\u00edstica da subst\u00e2ncia que constitui a placa, representa a energia necess\u00e1ria      para arrancar um el\u00e9tron da superf\u00edcie da placa.<\/p>\n<p>A      primeira caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico, ou seja, o fato de que o n\u00famero      de el\u00e9trons arrancados \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 intensidade da radia\u00e7\u00e3o      eletromagn\u00e9tica incidente na placa, para uma dada freq\u00fc\u00eancia (Fig.6), pode      ser explicada facilmente pela teoria qu\u00e2ntica. Como j\u00e1 foi dito, a intensidade      (I) de uma onda qualquer \u00e9 definida como a quantidade de energia que passa,      por unidade de tempo, atrav\u00e9s de uma superf\u00edcie de \u00e1rea unit\u00e1ria perpendicular      \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o da onda. Ent\u00e3o, a intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      de freq\u00fc\u00eancia n deve ser dada por:<\/p>\n<blockquote>\n<p>I = N h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>onde      N representa o n\u00famero de f\u00f3tons que cruzam por unidade de tempo uma superf\u00edcie      de \u00e1rea unit\u00e1ria perpendicular \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o. Um aumento      na intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica implica um aumento no n\u00famero de      f\u00f3tons e da\u00ed, um aumento no n\u00famero de intera\u00e7\u00f5es desses f\u00f3tons com os el\u00e9trons      da placa e, portanto, um aumento no n\u00famero de el\u00e9trons arrancados.<\/p>\n<p>A      segunda caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico, ou seja, o fato de que o potencial      de corte tem o mesmo valor, independentemente da intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      incidente (Fig.7), pode ser explicada pela teoria qu\u00e2ntica considerando-se      que a corrente fotoel\u00e9trica se interrompe quando o potencial de corte \u00e9 tal      que eV0\u00a0= KMAX. Ent\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p>eV0\u00a0= h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0&#8211;\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo3.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Dessa      express\u00e3o se conclui que, para uma dada subst\u00e2ncia na placa (<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo3.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0dada)      e uma dada freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o incidente, o potencial de corte n\u00e3o depende      da intensidade da radia\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, do n\u00famero de f\u00f3tons que incidem na placa      por unidade de tempo e por unidade de \u00e1rea.<\/p>\n<p>Por      outro lado, quanto mais profundamente no interior da placa se encontra o el\u00e9tron      que vai ser arrancado, menor ser\u00e1 a sua energia cin\u00e9tica ao sair dela j\u00e1 que      a energia de cada f\u00f3ton absorvido fica repartida entre o el\u00e9tron arrancado      e os outros el\u00e9trons e \u00e1tomos que constituem a placa considerada. Assim, para      uma dada diferen\u00e7a de potencial V negativa entre as placas (ou seja, VA&lt;      VB), apenas os el\u00e9trons que s\u00e3o arrancados da placa B com uma energia cin\u00e9tica      maior que eV chegam \u00e0 placa A e contam para a corrente el\u00e9trica do circuito.      Ent\u00e3o, com a diminui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a de potencial entre as placas, isto \u00e9,      para V cada vez mais negativa, menos el\u00e9trons alcan\u00e7am a placa A e menor \u00e9      a corrente el\u00e9trica no circuito.<\/p>\n<p>A      terceira caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico, ou seja, o fato de que a energia      dos el\u00e9trons arrancados depende da freq\u00fc\u00eancia e n\u00e3o da intensidade da radia\u00e7\u00e3o      eletromagn\u00e9tica incidente, pode ser explicada pela teoria qu\u00e2ntica exatamente      pela afirma\u00e7\u00e3o de que a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica deve ser considerada como      um conjunto de part\u00edculas (os f\u00f3tons), cada qual com uma energia dada por      E = hn, onde n \u00e9 a freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.<\/p>\n<p>Para      radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas com dada freq\u00fc\u00eancia, a m\u00e1xima energia cin\u00e9tica      que cada el\u00e9tron arrancado pode ter corresponde \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que o el\u00e9tron      \u00e9 arrancado da superf\u00edcie da placa, de modo que toda a energia do f\u00f3ton \u00e9      absorvida por ele. Para uma dada subst\u00e2ncia, o valor m\u00ednimo n0 para a freq\u00fc\u00eancia      da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica que produz o efeito fotoel\u00e9trico \u00e9 dada por h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0\u00a0=\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo3.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, correspondendo \u00e0 situa\u00e7\u00e3o      em que o el\u00e9tron \u00e9 arrancado da superf\u00edcie da placa e sua energia cin\u00e9tica      seja nula. Da\u00ed:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0\u00a0=\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo3.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0\/ h<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Essa      freq\u00fc\u00eancia \u00e9 chamada limiar vermelho do efeito fotoel\u00e9trico. Como nos metais      f vale no m\u00ednimo cerca de 2 eV, ou seja, cerca de 3,2 x 10-19&gt;\u00a0J,      o efeito fotoel\u00e9trico nos metais s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas      de freq\u00fc\u00eancias maiores que a freq\u00fc\u00eancia:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0( 3,2 x 10-19&gt;\u00a0J        ) \/ ( 6,6 x 10-34&gt;\u00a0Js )\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a04,8 x 1014&gt;\u00a0Hz<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>ou      cujos comprimentos de onda sejam menores que o comprimento de onda:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0= c \/ n\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0( 3,0 x 108&gt;\u00a0m\/s        ) \/ ( 4,8 x 1014&gt;\u00a0Hz )\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a06,2 x 10-7&gt;\u00a0m<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Essa      freq\u00fc\u00eancia e esse comprimento de onda correspondem \u00e0 radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      da parte vis\u00edvel do espectro, mais precisamente, \u00e0quela radia\u00e7\u00e3o que, ao olho      humano, parece alaranjada.<\/p>\n<p>A      quarta caracter\u00edstica do efeito fotoel\u00e9trico, ou seja, o fato de que n\u00e3o existe      retardo entre o instante em que a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica atinge a superf\u00edcie      da placa e o instante em que aparecem os el\u00e9trons arrancados, independentemente      da freq\u00fc\u00eancia e da intensidade da radia\u00e7\u00e3o, pode ser explicada pela teoria      qu\u00e2ntica. O conceito de part\u00edcula est\u00e1 associado \u00e0 transfer\u00eancia instant\u00e2nea      de energia de um ente f\u00edsico a outro, numa colis\u00e3o. Assim, considerando os      f\u00f3tons como part\u00edculas, a teoria qu\u00e2ntica garante que existe uma transfer\u00eancia      de energia instant\u00e2nea aos el\u00e9trons, que tamb\u00e9m s\u00e3o considerados como part\u00edculas.<\/p>\n<p>A      teoria qu\u00e2ntica da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica explica muito bem as caracter\u00edsticas      do efeito fotoel\u00e9trico. A radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, que se propaga no espa\u00e7o      como uma onda, no efeito fotoel\u00e9trico manifesta propriedades inerentes a part\u00edculas.      Com igual clareza, as propriedades corpusculares (qu\u00e2nticas) da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      se manifestam no efeito Compton.<\/p>\n<h4>Efeito Compton<\/h4>\n<p>O      efeito Compton \u00e9 a varia\u00e7\u00e3o do comprimento de onda da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      dispersada por el\u00e9trons livres.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern7.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"312\" height=\"159\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>No      dispositivo experimental que permite estudar as caracter\u00edsticas do efeito      Compton (Fig.10), raios x gerados em um tubo de raios cat\u00f3dicos passam por      um filtro que separa, do conjunto de radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas produzidas,      a radia\u00e7\u00e3o com um determinado comprimento de onda, que \u00e9 dispersada por uma      certa amostra. Um detetor apropriado analisa a radia\u00e7\u00e3o espalhada pela amostra      em fun\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo a. Normalmente, o funcionamento do detetor se baseia no      fen\u00f4meno de difra\u00e7\u00e3o de Bragg pelos \u00e1tomos de um s\u00f3lido cristalino. A difra\u00e7\u00e3o      de Bragg acontece para radia\u00e7\u00f5es com comprimentos de onda menores ou da ordem      de 10-10&gt;\u00a0m,      que \u00e9 a ordem de grandeza da dist\u00e2ncia de separa\u00e7\u00e3o entre os \u00e1tomos do s\u00f3lido      cristalino. No espectro eletromagn\u00e9tico, os raios x t\u00eam comprimento de onda      dessa ordem de grandeza e justamente por isso eles s\u00e3o usados nos experimentos      de espalhamento Compton.<\/p>\n<p>Estudando-se      a dispers\u00e3o dos raios x pela amostra observa-se que a radia\u00e7\u00e3o espalhada consiste      de radia\u00e7\u00e3o com o comprimento de onda original e de radia\u00e7\u00e3o com comprimento      de onda maior que o original, que a diferen\u00e7a entre esses dois comprimentos      de onda \u00e9 tanto maior quanto maior \u00e9 o \u00e2ngulo de espalhamento a e que tal      diferen\u00e7a \u00e9 independente da subst\u00e2ncia que constitui a amostra.<\/p>\n<h4>Explica\u00e7\u00e3o Cl\u00e1ssica do Efeito Compton<\/h4>\n<p>Segundo      a teoria eletromagn\u00e9tica cl\u00e1ssica de Maxwell, a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica \u00e9      uma onda transversal, com um campo el\u00e9trico E e um campo magn\u00e9tico B variando      harmonicamente, um perpendicular ao outro e ambos, perpendiculares \u00e0 dire\u00e7\u00e3o      de propaga\u00e7\u00e3o. A componente de campo el\u00e9trico da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica,      oscilando com a freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o, ao interagir com os el\u00e9trons livres      da amostra, deveria faze-los oscilar com a mesma freq\u00fc\u00eancia. Como qualquer      part\u00edcula carregada em movimento acelerado emite radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica,      estes el\u00e9trons oscilantes deveriam emitir radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com a freq\u00fc\u00eancia      do seu movimento, ou seja, com a mesma freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o incidente original      e isso independentemente do \u00e2ngulo de dispers\u00e3o. Portanto, a teoria cl\u00e1ssica      n\u00e3o pode explicar as caracter\u00edsticas do efeito Compton.<\/p>\n<h4>Explica\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica do Efeito Compton<\/h4>\n<p>As      caracter\u00edsticas do efeito Compton podem ser explicadas considerando-se a radia\u00e7\u00e3o      eletromagn\u00e9tica como um conjunto de part\u00edculas (os f\u00f3tons), cada qual com      uma energia E = hn, onde n \u00e9 a freq\u00fc\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica e h,      a constante de Planck. Assim, no efeito Compton, a intera\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      com cada el\u00e9tron livre da amostra se d\u00e1 atrav\u00e9s de um processo elementar de      colis\u00e3o entre um f\u00f3ton e um desses el\u00e9trons. Na colis\u00e3o, o el\u00e9tron absorve      parte da energia do f\u00f3ton e este, por conseguinte, passa a ter uma freq\u00fc\u00eancia      menor e, portanto, um comprimento de onda maior.<br \/>\n     Pela teoria da relatividade especial de Einstein, a energia E, o m\u00f3dulo da      quantidade de movimento p e a massa de repouso m de uma part\u00edcula, isto \u00e9,      a massa da part\u00edcula medida no referencial onde ela est\u00e1 em repouso, est\u00e3o      relacionadas pela express\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p>E2&gt;\u00a0= p2c2&gt;\u00a0+        m2c4<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para      um f\u00f3ton, tomado como uma part\u00edcula com massa de repouso nula, vem:<\/p>\n<blockquote>\n<p>E = pc<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Observe-se,      de passagem, que esta express\u00e3o \u00e9 id\u00eantica \u00e0quela prevista pela teoria eletromagn\u00e9tica      cl\u00e1ssica de Maxwell para uma onda eletromagn\u00e9tica onde E e p representam,      respectivamente, a energia e o m\u00f3dulo da quantidade de movimento associadas      \u00e0 onda em quest\u00e3o. Aqui, c representa o m\u00f3dulo da velocidade de propaga\u00e7\u00e3o      da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica no v\u00e1cuo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern8.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"285\" height=\"160\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Seja,      ent\u00e3o, o processo elementar de colis\u00e3o de um f\u00f3ton com um el\u00e9tron, processo      este observado no referencial em que o el\u00e9tron est\u00e1 inicialmente em repouso.      Nesse referencial, seja p1&gt;\u00a0a      quantidade de movimento do f\u00f3ton (incidente) antes da colis\u00e3o, p2,      a quantidade de movimento do f\u00f3ton (espalhado) depois da colis\u00e3o e pe,      a quantidade de movimento do el\u00e9tron depois da colis\u00e3o (Fig.11). Pelo princ\u00edpio      de conserva\u00e7\u00e3o da quantidade de movimento:<\/p>\n<blockquote>\n<p>p2&gt;\u00a0+ pe&gt;\u00a0= p1<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Passando      o termo p2&gt;\u00a0para      o lado direito da igualdade e tomando o quadrado do resultado vem:<\/p>\n<blockquote>\n<p>pe&gt;\u00a02= p1&gt;\u00a02&gt;\u00a0+        p1&gt;\u00a02&gt;\u00a0&#8211; 2p1&gt;\u00a0p2\u00a0cos\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo16.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"10\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Pelo      princ\u00edpio de conserva\u00e7\u00e3o da energia:<\/p>\n<blockquote>\n<p>p1c + mc2&gt;\u00a0= p2c + [ pe2c2&gt;\u00a0+        m2c4&gt;\u00a0]1\/2<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Passando      o termo p2c para o lado esquerdo da igualdade e tomando o quadrado do resultado,      vem:<\/p>\n<blockquote>\n<p>p12c2&gt;\u00a0+ m2c4&gt;\u00a0+        p22c2&gt;\u00a0+ 2p1mc3&gt;\u00a0&#8211;        2p1p2c2&gt;\u00a0&#8211; 2mp2c3&gt;\u00a0=        pe2c2&gt;\u00a0+ m2c4<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>ou:<\/p>\n<blockquote>\n<p>p12&gt;\u00a0+ p22&gt;\u00a0+        2p1mc &#8211; 2p1p2&gt;\u00a0&#8211; 2mp2c        = pe2<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Agora,      substituindo o termo pe2&gt;\u00a0que      aparece nesta \u00faltima express\u00e3o pelo seu valor dado na express\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o      da quantidade de movimento, vem:<\/p>\n<blockquote>\n<p>p12&gt;\u00a0+ p22&gt;\u00a0+        2p1mc &#8211; 2p1p2&gt;\u00a0&#8211; 2mp2c        = p12&gt;\u00a0+ p22&gt;\u00a0&#8211;        2p1p2&gt;\u00a0cos\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo16.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"10\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>ou:<\/p>\n<blockquote>\n<p>p1mc &#8211; p1p2&gt;\u00a0&#8211; mp2c        = &#8211; p1p2&gt;\u00a0cos\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo16.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"10\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Passando      o termo -p1p2&gt;\u00a0para      o lado direito da igualdade e dividindo o resultado por mcp1p2, tem-se:<\/p>\n<blockquote>\n<p>1 \/ p2&gt;\u00a0&#8211; 1 \/ p1&gt;\u00a0= (1 \/        mc) [ 1 &#8211; cos\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo16.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"10\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0]<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Finalmente,      levando em conta que, para o f\u00f3ton, E = pc, E = hn e ln = c, vem:<\/p>\n<blockquote>\n<p>l2 &#8211; l1 = ( h \/ mc ) [ 1 &#8211; cos a ]<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Esta      express\u00e3o d\u00e1 a diferen\u00e7a entre os comprimentos de onda dos f\u00f3tons incidente      e espalhado ou, o que d\u00e1 no mesmo, a diferen\u00e7a entre os comprimentos de onda      das radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas incidente e espalhada, em fun\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo      de espalhamento. Observe-se que a diferen\u00e7a entre os comprimentos de onda      n\u00e3o depende do comprimento de onda da radia\u00e7\u00e3o incidente. A grandeza h \/ mc      \u00e9 chamada comprimento de onda Compton do el\u00e9tron. Com os valores h = 6,63      x 10-34&gt;\u00a0Js,      m = 9,11 x 10-31&gt;\u00a0kg      e c = 3,00 x 108&gt;\u00a0m\/s,      tem-se:<\/p>\n<blockquote>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>C&gt;\u00a0= h \/ mc = 2,43 x 10-12&gt;\u00a0m<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Com      os valores das constantes f\u00edsicas dadas acima e levando em conta que:<\/p>\n<blockquote>\n<p>1 J = 6,24 x 1018&gt;\u00a0eV<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>pode-se      calcular a energia de um f\u00f3ton com um comprimento de onda\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0~      10-10&gt;\u00a0m,      resultando:<\/p>\n<blockquote>\n<p>E = hn = hc \/ l = 1,24 x 104&gt;\u00a0eV<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Esta      energia \u00e9 muito maior do que a energia de liga\u00e7\u00e3o dos el\u00e9trons de val\u00eancia      nos \u00e1tomos que constituem a amostra dispersora, que \u00e9 de alguns el\u00e9trons-volt.      Portanto, pode-se afirmar que, nas condi\u00e7\u00f5es do experimento com raios x, o      efeito Compton \u00e9 a varia\u00e7\u00e3o do comprimento de onda da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      dispersada por el\u00e9trons livres. \u00c9 por isso, tamb\u00e9m, que a diferen\u00e7a\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>2&gt;\u00a0&#8211;\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>1&gt;\u00a0n\u00e3o      depende de nenhuma caracter\u00edstica da subst\u00e2ncia que comp\u00f5e a amostra dispersora.<\/p>\n<h3>Experimento      de Thomson<\/h3>\n<p>Um      tubo de raios cat\u00f3dicos \u00e9 um tubo de vidro ou quartzo fechado, contendo, no      seu interior, um g\u00e1s a baixa press\u00e3o, e com eletrodos em suas extremidades.      Com uma diferen\u00e7a de potencial de v\u00e1rios milhares de volts entre o eletrodo      positivo (\u00e2nodo) e o eletrodo negativo (c\u00e1todo) acontece uma descarga el\u00e9trica      atrav\u00e9s do g\u00e1s.<\/p>\n<p>O      experimento de Thomson, realizado com um tubo de raios cat\u00f3dicos (Fig.12),      permite medir a raz\u00e3o carga\/massa do el\u00e9tron. Do filamento C, mantido a alta      temperatura pela corrente gerada pela diferen\u00e7a de potencial V1,      s\u00e3o emitidos el\u00e9trons (emiss\u00e3o termoi\u00f4nica). Esses el\u00e9trons s\u00e3o acelerados      desde o filamento C at\u00e9 a placa colimadora A pela diferen\u00e7a de potencial V2.      Passando pela placa colimadora, os el\u00e9trons entram numa regi\u00e3o de campo el\u00e9trico      E e campo magn\u00e9tico B, perpendiculares entre si e \u00e0 trajet\u00f3ria inicial dos      el\u00e9trons, e da\u00ed v\u00e3o ao anteparo fluorescente S, onde produzem pontos luminosos      vis\u00edveis. Para que os el\u00e9trons n\u00e3o sejam desviados dessa trajet\u00f3ria por colis\u00f5es      com as mol\u00e9culas de ar no interior da ampola, este \u00e9 mantido em alto v\u00e1cuo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern9.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"295\" height=\"176\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>O      campo el\u00e9trico E tende a desviar os el\u00e9trons, cuja carga \u00e9 negativa, para      cima, com uma for\u00e7a de m\u00f3dulo eE, e o campo magn\u00e9tico B tende a desviar os      el\u00e9trons para baixo, com uma for\u00e7a de m\u00f3dulo evB, onde e \u00e9 o m\u00f3dulo da carga      dos el\u00e9trons e v, o m\u00f3dulo da sua velocidade. Para uma dada velocidade dos      el\u00e9trons, os valores de E e B podem ser ajustados de modo que:<\/p>\n<blockquote>\n<p>eE = evB<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>ou      seja, com a for\u00e7a el\u00e9trica sobre os el\u00e9trons equilibrando a for\u00e7a magn\u00e9tica.      Com isso, os el\u00e9trons se deslocam em linha reta com velocidade horizontal      de m\u00f3dulo v, desde a sua fonte C at\u00e9 o anteparo S, onde produzem um ponto      luminoso. Assim, o m\u00f3dulo da velocidade horizontal dos el\u00e9trons pode ser calculado      a partir dos valores conhecidos de E e B:<\/p>\n<p>v      = E \/ B<\/p>\n<p>Thomson      observou, originalmente, a posi\u00e7\u00e3o do ponto luminoso no anteparo fluorescente      com E e B nulos. Ent\u00e3o, com um campo el\u00e9trico E uniforme, fixo e n\u00e3o nulo,      observou a nova posi\u00e7\u00e3o do ponto luminoso no anteparo e mediu a deflex\u00e3o d3      resultante. Finalmente, ajustou a intensidade do campo magn\u00e9tico B para que      o ponto luminoso voltasse a sua posi\u00e7\u00e3o original, com o que pode determinar      o m\u00f3dulo da velocidade horizontal.<\/p>\n<p>Como      a for\u00e7a peso dos el\u00e9trons pode ser desprezada, na regi\u00e3o do campo el\u00e9trico      E uniforme, fixo e n\u00e3o nulo, que origina a deflex\u00e3o d3, sobre os el\u00e9trons      atua apenas a for\u00e7a el\u00e9trica, que \u00e9 vertical, est\u00e1 dirigida de baixo para      cima e tem m\u00f3dulo eE constante (porque E \u00e9 uniforme), ou seja, o movimento      dos el\u00e9trons nessa regi\u00e3o \u00e9 um movimento bidimensional, composto de um MRU      horizontal e um MRUV vertical. A tangente trigonom\u00e9trica do angulo q de deflex\u00e3o      pode ser calculada por:<\/p>\n<blockquote>\n<p>tg\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0= d3&gt;\u00a0\/ d2&gt;\u00a0=        vY&gt;\u00a0\/ v<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>onde      vY&gt;\u00a0representa      o m\u00f3dulo da componente vertical da velocidade dos el\u00e9trons, componente essa      que eles adquirem ao passar pela regi\u00e3o de campo E. Como o movimento horizontal      dos el\u00e9trons \u00e9 um MRU, o tempo que eles levam para percorrer a dist\u00e2ncia d1\u00e9      t = d1&gt;\u00a0\/      v. Como o movimento vertical dos el\u00e9trons \u00e9 um MRUV, com acelera\u00e7\u00e3o de m\u00f3dulo      constante a = eE \/ m, onde m representa a massa, durante o tempo t esses el\u00e9trons      adquirem uma velocidade vertical de m\u00f3dulo:<\/p>\n<blockquote>\n<p>vY&gt;\u00a0= at = ( eE \/ m )( d1&gt;\u00a0\/        v) = eEd1&gt;\u00a0\/ mv<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ent\u00e3o,      com essa express\u00e3o de vy na equa\u00e7\u00e3o anterior, temos:<\/p>\n<blockquote>\n<p>e \/ m = d3v2&gt;\u00a0\/ d1d2E<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Assim,      com os valores ajustados de E e B, determina-se v. Medindo-se d1,      d2&gt;\u00a0e      d3&gt;\u00a0e      usando os valores de E e v, determina-se a raz\u00e3o carga\/massa do el\u00e9tron.<\/p>\n<p>O      desvio do ponto luminoso no anteparo fluorescente quando o campo el\u00e9trico      passa de E = 0 para E\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo27.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a00      s\u00f3 pode ser explicado se os raios cat\u00f3dicos t\u00eam carga el\u00e9trica (negativa).      E como a carga el\u00e9trica s\u00f3 pode ser atribu\u00edda a part\u00edculas, a experi\u00eancia      de Thomson mostra que os el\u00e9trons s\u00e3o part\u00edculas.<\/p>\n<h3>Difra\u00e7\u00e3o      de Bragg<\/h3>\n<p>Numa      rede cristalina, os \u00e1tomos (ou mol\u00e9culas) est\u00e3o regularmente espa\u00e7ados a dist\u00e2ncias      da ordem de 10-10 m (Fig.13(a)). Esses \u00e1tomos (ou mol\u00e9culas) podem servir      de centros espalhadores para raios x e raios g, que s\u00e3o radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas      com comprimentos de onda da mesma ordem de grandeza dessas dist\u00e2ncias. Quando      um cristal \u00e9 atravessado por raios x ou raios\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo14.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"13\" height=\"17\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, os raios espalhados t\u00eam um      padr\u00e3o de intensidade que depende da interfer\u00eancia das ondas espalhadas em      cada \u00e1tomo do cristal e de um fator caracter\u00edstico dos \u00e1tomos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern10.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"303\" height=\"164\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Num      cristal formado por v\u00e1rios tipos de \u00e1tomos, cada tipo contribui de modo diferente      para o espalhamento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern11.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"306\" height=\"137\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Seja      um cristal c\u00fabico formado por \u00e1tomos de um tipo apenas e com um \u00e1tomo em cada      v\u00e9rtice da estrutura cristalina (Fig.13(b), onde est\u00e3o representados tr\u00eas      planos paralelos). Os \u00e1tomos da estrutura cristalina definem uma s\u00e9rie de      conjuntos de planos paralelos igualmente espa\u00e7ados. Na Fig.13(b) est\u00e1 representado,      al\u00e9m dos conjuntos de planos paralelos (em preto) que definem a estrutura      c\u00fabica, um outro conjunto de planos paralelos (em rosa) dentre os muitos outros      poss\u00edveis. Seja uma onda plana, de comprimento de onda l, incidente sobre      um conjunto de planos paralelos separados de uma dist\u00e2ncia d (Fig.14).<\/p>\n<p>Na      figura est\u00e3o representados os raios incidentes R1 e R2, associados \u00e0 onda      plana em quest\u00e3o, os planos AA\u0092 e BB\u0092, pertencentes ao conjunto      de planos considerados, e o \u00e2ngulo\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0entre      cada raio da onda plana considerada e cada plano do conjunto considerado.      As ondas espalhadas interferem construtivamente produzindo um m\u00e1ximo de intensidade      na dire\u00e7\u00e3o dos raios difratados R1\u0092 e R2\u0092 se a sua diferen\u00e7a de      percurso for igual a um n\u00famero inteiro de comprimentos de onda:<\/p>\n<blockquote>\n<p>2d sen\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0= n\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>onde      n = 1, 2, 3, &#8230; Esta \u00e9 a express\u00e3o matem\u00e1tica da lei de Bragg. Observe-se,      de passagem, que os valores de n est\u00e3o limitados pela condi\u00e7\u00e3o sen\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0&lt;1.<\/p>\n<p>Embora      o argumento tenha sido levado a cabo com os planos AA\u0092 e BB\u0092, todos      os outros planos do conjunto de planos paralelos considerado tamb\u00e9m contribuem,      dando lugar a um m\u00e1ximo muito intenso.<br \/>\n     Para radia\u00e7\u00f5es com um dado comprimento de onda e para um dado conjunto de      planos paralelos, isto \u00e9, para uma dada dist\u00e2ncia d, a varia\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0(Fig.15)      produz dire\u00e7\u00f5es alternadas de m\u00e1ximos e m\u00ednimos de intensidade para a radia\u00e7\u00e3o      espalhada, correspondentes \u00e0 interfer\u00eancia construtiva e \u00e1 interfer\u00eancia destrutiva      respectivamente.<\/p>\n<h3>Experimento      de Davisson e Germer<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern12.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"234\" height=\"178\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>No      experimento de C. Davisson e L. Germer (Fig.16), do filamento A, mantido a      alta temperatura pela corrente gerada pela diferen\u00e7a de potencial V1,      \u00e9 emitido um feixe de el\u00e9trons (emiss\u00e3o termoi\u00f4nica). O feixe de el\u00e9trons      \u00e9 acelerado desde o filamento A at\u00e9 a placa colimadora B pela diferen\u00e7a de      potencial V2. Passando pela placa colimadora, o feixe incide sobre      um cristal e \u00e9 dispersado. Um detetor permite medir a intensidade do feixe      de el\u00e9trons dispersados em fun\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo3.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, para valores diferentes do      potencial acelerador V2, ou seja, para diferentes energias dos      el\u00e9trons incidentes no cristal.<\/p>\n<p>A      Fig.17(a) representa um diagrama polar da distribui\u00e7\u00e3o da intensidade de um      feixe de el\u00e9trons com energia de 60 eV, dispersado por um cristal de n\u00edquel.      Pela figura se pode observar que a intensidade do feixe de el\u00e9trons dispersados      tem um m\u00e1ximo para 2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      50\u00ba ou\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>= 25\u00ba.<\/p>\n<p>A      Fig.17(b) mostra os resultados de experimentos nos quais a intensidade foi      medida para um dado \u00e2ngulo q, mas com valores diferentes do potencial acelerador,      ou seja, para feixes com diferentes energias. No eixo das abcissas se coloca      a raiz quadrada do potencial acelerador para que os m\u00e1ximos e m\u00ednimos de intensidade      fiquem mais ou menos a uma mesma dist\u00e2ncia uns dos outros. Os resultados apresentados      nas duas figuras s\u00e3o t\u00edpicos da distribui\u00e7\u00e3o de intensidades da dispers\u00e3o      de ondas. M\u00e1ximos e m\u00ednimos de difra\u00e7\u00e3o iguais a esses aparecem nos experimentos      de difra\u00e7\u00e3o de Bragg, onde raios x e raios g s\u00e3o espalhados pelos \u00e1tomos que      constituem um cristal.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern13.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"314\" height=\"129\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>No      experimento de Davisson e Germer, os el\u00e9trons difratados s\u00e3o observados usando-se      a mesma geometria dos experimentos de difra\u00e7\u00e3o de Bragg com raios x e verifica-se      que a corrente de el\u00e9trons registrada pelo detetor \u00e9 m\u00e1xima toda vez que \u00e9      satisfeita a condi\u00e7\u00e3o de Bragg obtida, originalmente, para os raios x. Portanto,      a experi\u00eancia de Davisson e Germer mostra, para os el\u00e9trons, um comportamento      t\u00edpico das ondas.<\/p>\n<h3>Rela\u00e7\u00f5es      de de Broglie<\/h3>\n<p>Para      os f\u00f3tons, a freq\u00fc\u00eancia\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0e      a energia E est\u00e3o relacionadas pela express\u00e3o\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      E \/ h, e o comprimento de onda\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0e      a quantidade de movimento p, pela express\u00e3o\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      h \/ p. Esta segunda express\u00e3o vem da primeira porque, para os f\u00f3tons, valem,      tamb\u00e9m, as rela\u00e7\u00f5es E = pc e\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0n      = c. J\u00e1 que os el\u00e9trons, assim como os f\u00f3tons, t\u00eam comportamento de onda e      de part\u00edcula, \u00e9 de se esperar que os el\u00e9trons, quando se comportam como ondas,      tenham freq\u00fc\u00eancias e comprimentos de onda dados pelas mesmas express\u00f5es:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0= E \/ h<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>e<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0= h \/ p<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Estas      rela\u00e7\u00f5es, quando aplicadas aos el\u00e9trons, se chamam rela\u00e7\u00f5es de de Broglie.      Na verdade, aplicam-se a quaisquer corpos, quer sejam microsc\u00f3picos, quer      sejam macrosc\u00f3picos. Mas, para corpos macrosc\u00f3picos, o comprimento de onda      de de Broglie est\u00e1 al\u00e9m de qualquer possibilidade de observa\u00e7\u00e3o ou medida.      Por exemplo, para um corpo de massa 1 kg que se move com uma velocidade de      m\u00f3dulo 1 m\/s, tem-se:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      6,63 x 10-34&gt;\u00a0Js      \/ [( 1 kg )( 1 m\/s )] = 6,63 x 10-34&gt;\u00a0m<\/p>\n<p>N\u00e3o      \u00e9 poss\u00edvel observar o comportamento ondulat\u00f3rio de tal corpo, por exemplo,      por interfer\u00eancia ou difra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o existe qualquer abertura ou obst\u00e1culo      dessa ordem de grandeza. Os n\u00facleos at\u00f4micos, que s\u00e3o os menores obst\u00e1culos      que poderiam ser usados, t\u00eam di\u00e2metros da ordem de 10-15&gt;\u00a0m.<\/p>\n<h3>Dualidade      Onda-Part\u00edcula<\/h3>\n<p>Na      f\u00edsica cl\u00e1ssica, certos fen\u00f4menos s\u00e3o descritos em termos de um modelo ondulat\u00f3rio      e outros, em termos de um modelo corpuscular. Por exemplo, o fen\u00f4meno de propaga\u00e7\u00e3o      do som em um g\u00e1s \u00e9 entendido em termos de um modelo ondulat\u00f3rio enquanto que      o fen\u00f4meno de press\u00e3o do g\u00e1s sobre qualquer superf\u00edcie \u00e9 entendido em termos      de um modelo corpuscular (teoria cin\u00e9tica). Na f\u00edsica qu\u00e2ntica, os dois modelos      s\u00e3o necess\u00e1rios para descrever qualquer ente f\u00edsico (part\u00edcula), embora n\u00e3o      nas mesmas circunst\u00e2ncias. Por exemplo, no caso da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica,      o fen\u00f4meno de polariza\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser entendido em termos de um modelo ondulat\u00f3rio      enquanto que o efeito fotoel\u00e9trico e o efeito Compton s\u00f3 podem ser entendidos      em termos de um modelo corpuscular, e no caso dos el\u00e9trons, os resultados      do experimento de Davisson e Germer s\u00f3 podem ser entendidos em termos de um      modelo ondulat\u00f3rio enquanto que os resultados do experimento de Thomson s\u00f3      podem ser entendidos em termos de um modelo corpuscular.<\/p>\n<p>Os      objetos s\u00e3o compostos de subst\u00e2ncias que se apresentam aos sentidos humanos      numa grande variedade de formas, texturas, cores, etc., e parecem ter uma      estrutura cont\u00ednua. Na realidade, as subst\u00e2ncias s\u00e3o compostas de unidades      distintas, agrupadas de muitas maneiras diferentes. As unidades b\u00e1sicas das      subst\u00e2ncias s\u00e3o chamadas, convencionalmente, de part\u00edculas, o que n\u00e3o implica      que n\u00e3o tenham nenhum tipo de estrutura interna. Por outro lado, como os objetos      se apresentam aos sentidos humanos com tamanhos, formas e localiza\u00e7\u00f5es definidos,      existe a tend\u00eancia de extrapolar tais propriedades inclusive \u00e0s part\u00edculas      fundamentais (pr\u00f3tons, n\u00eautrons, el\u00e9trons, etc.). As experi\u00eancias de f\u00edsica      moderna n\u00e3o fundamentam essa extrapola\u00e7\u00e3o. Atualmente, o termo part\u00edcula \u00e9      aplicado a entes f\u00edsicos que t\u00eam propriedades como massa, carga el\u00e9trica,      etc., que na f\u00edsica cl\u00e1ssica s\u00e3o usualmente atribu\u00eddas ao que ali se chama      de part\u00edcula, e propriedades como comprimento de onda e freq\u00fc\u00eancia, que na      f\u00edsica cl\u00e1ssica s\u00e3o usualmente atribu\u00eddas ao que ali se chama de onda.<\/p>\n<p>Existem      quatro intera\u00e7\u00f5es fundamentais, a gravitacional, a eletromagn\u00e9tica, a nuclear      fraca e a nuclear forte, e a cada uma delas est\u00e1 associada uma certa propriedade      chamada fonte: a massa \u00e9 a fonte da intera\u00e7\u00e3o gravitacional, a carga el\u00e9trica      \u00e9 a fonte da intera\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, a carga de cor, caracter\u00edstica dos      quarks, \u00e9 a fonte da intera\u00e7\u00e3o nuclear forte, e a carga fraca \u00e9 a fonte da      intera\u00e7\u00e3o fraca. As leis fundamentais das intera\u00e7\u00f5es s\u00e3o formuladas em termos      de fontes pontuais e as for\u00e7as entre dois ou mais corpos sempre podem ser      reduzidas a resultantes de for\u00e7as entre pares de fontes e \u00e9 por isso que,      quando uma part\u00edcula \u00e9 detectada por algum tipo de intera\u00e7\u00e3o, atua no sentido      de ser localizada e deve, nesta circunst\u00e2ncia, ser descrita em termos de um      modelo corpuscular.<\/p>\n<p>Por      outro lado, quando se desloca no espa\u00e7o, uma part\u00edcula pode experimentar interfer\u00eancia      e se difratar ao passar atrav\u00e9s de fendas estreitas e, nestas circunst\u00e2ncias,      deve ser descrita em termos de um modelo ondulat\u00f3rio.<\/p>\n<h3>Princ\u00edpio      da Complementariedade<\/h3>\n<p>Segundo      o princ\u00edpio da complementariedade, o modelo ondulat\u00f3rio e o modelo corpuscular      s\u00e3o complementares: se uma medida prova o car\u00e1ter ondulat\u00f3rio de uma part\u00edcula,      a mesma medida n\u00e3o pode provar seu car\u00e1ter corpuscular, e vice-versa. A escolha      do modelo a usar, se o modelo corpuscular ou o modelo ondulat\u00f3rio, \u00e9 determinada      pelo car\u00e1ter da medida ou pelo tipo de experimento. Al\u00e9m disso, a compreens\u00e3o      da variedade de fen\u00f4menos onde toma parte uma dada part\u00edcula est\u00e1 incompleta      a menos que se leve em conta tanto o seu car\u00e1ter ondulat\u00f3rio quanto o seu      car\u00e1ter corpuscular.<\/p>\n<p>A      liga\u00e7\u00e3o entre os modelos ondulat\u00f3rio e corpuscular \u00e9 realizada por meio de      uma interpreta\u00e7\u00e3o probabil\u00edstica da dualidade onda-part\u00edcula. A intensidade      I de uma onda \u00e9 definida como a energia que flui por unidade de tempo atrav\u00e9s      de uma superf\u00edcie de \u00e1rea unit\u00e1ria perpendicular \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o.      Para uma onda eletromagn\u00e9tica, por exemplo, se propagando na dire\u00e7\u00e3o do eixo      x, com os m\u00f3dulos dos campos el\u00e9trico e magn\u00e9tico dados por:<\/p>\n<blockquote>\n<p>E = E0&gt;\u00a0cos [ k ( x &#8211; ct ) ]<\/p>\n<p>e<\/p>\n<p>B = B0&gt;\u00a0cos [ k ( x &#8211; ct ) ]<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>as      densidades de energia associadas a esses campos s\u00e3o, respectivamente:<\/p>\n<blockquote>\n<p>eE = \u00bd e<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0E2<\/p>\n<p>e<\/p>\n<p>eB = \u00bd\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo5.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0-1&gt;\u00a0B2<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>e      como as amplitudes E0&gt;\u00a0e      B0&gt;\u00a0est\u00e3o      relacionadas por E0&gt;\u00a0=      cB0&gt;\u00a0e      o m\u00f3dulo da velocidade de propaga\u00e7\u00e3o \u00e9 dado por c = [\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo5.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0]1\/2,      segue-se que eB&gt;\u00a0=      eE. Ent\u00e3o, a densidade de energia total da onda eletromagn\u00e9tica      pode ser escrita e =\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0E2&gt;\u00a0e      a sua intensidade fica:<\/p>\n<blockquote>\n<p>I = ce = c\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0E2<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Assim,      no modelo ondulat\u00f3rio, a intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica \u00e9 proporcional      ao quadrado da amplitude E da onda. Aqui, bem entendido, E representa o vetor      campo el\u00e9trico instant\u00e2neo, dado pela solu\u00e7\u00e3o de uma equa\u00e7\u00e3o de onda obtida      das equa\u00e7\u00f5es de Maxwell para o eletromagnetismo cl\u00e1ssico.<br \/>\n     No modelo corpuscular, a intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica \u00e9 escrita:<\/p>\n<blockquote>\n<p>I = N h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>onde      N representa o n\u00famero de f\u00f3tons (com energia hn) que cruzam por unidade de      tempo uma superf\u00edcie de \u00e1rea unit\u00e1ria perpendicular \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      liga\u00e7\u00e3o entre o modelo ondulat\u00f3rio e o modelo corpuscular se d\u00e1 pela interpreta\u00e7\u00e3o      de E2&gt;\u00a0como      uma medida do n\u00famero de f\u00f3tons por unidade de volume ou, em termos de um \u00fanico      f\u00f3ton, como a probabilidade, por unidade de volume, de encontrar o f\u00f3ton numa      dada regi\u00e3o do espa\u00e7o num certo instante de tempo.<\/p>\n<p>Isto      que se discutiu para os f\u00f3tons e a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica vale tamb\u00e9m para      as outras part\u00edculas como el\u00e9trons, pr\u00f3tons, etc.<\/p>\n<p>O      princ\u00edpio da complementariedade estabelece que os fen\u00f4menos at\u00f4micos n\u00e3o podem      ser descritos com a completude exigida pela din\u00e2mica cl\u00e1ssica: alguns elementos      que se complementam para constituir uma descri\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica completa s\u00e3o, realmente,      mutuamente exclusivos, e esses elementos complementares s\u00e3o todos necess\u00e1rios      para a descri\u00e7\u00e3o de todos os aspectos do fen\u00f4meno em quest\u00e3o.<br \/>\n     Do ponto de vista do experimento, o princ\u00edpio da complementariedade assegura      que o aparato f\u00edsico dispon\u00edvel para o sujeito humano experimentador tem propriedades      tais que medidas mais precisas do que o que estabelece o princ\u00edpio de incerteza      de Heisenberg n\u00e3o podem ser feitas. E isso n\u00e3o pode ser imputado a defici\u00eancias      do sujeito humano experimentador nem a defici\u00eancias do seu aparato f\u00edsico      de medida. \u00c9, antes, uma lei da Natureza.<\/p>\n<h4>Princ\u00edpio de Incerteza de Heisenberg<\/h4>\n<p>Na      f\u00edsica cl\u00e1ssica est\u00e1 impl\u00edcita a id\u00e9ia de que qualquer grandeza de movimento      de uma part\u00edcula pode ser medida e descrita de modo exato. Por exemplo, pode-se      medir simultaneamente a posi\u00e7\u00e3o e a velocidade de uma part\u00edcula sem perturbar      o seu movimento.<\/p>\n<p>De      acordo com a f\u00edsica qu\u00e2ntica, o ato de medir interfere na part\u00edcula e modifica      o seu movimento. Para discutir esta afirma\u00e7\u00e3o, considere-se, como exemplo,      a tarefa experimental de fotografar um el\u00e9tron em \u00f3rbita num \u00e1tomo de hidrog\u00eanio.      Da \u00f3tica sabe-se que, devido ao fen\u00f4meno de difra\u00e7\u00e3o, dois pontos separados      por uma dist\u00e2ncia D podem ser resolvidos, ou seja, observados como distintos,      se esta observa\u00e7\u00e3o for levada a cabo com radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica de comprimento      de onda l menor ou da ordem da dist\u00e2ncia D. Como o raio da \u00f3rbita do el\u00e9tron      no \u00e1tomo de hidrog\u00eanio \u00e9 da ordem de um angstr\u00f6m (10-10m), para      fotograf\u00e1-lo \u00e9 necess\u00e1rio, portanto, radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com comprimento      de onda\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0&gt;&gt;\u00a010-10&gt;\u00a0m.<\/p>\n<p>Tomando      c = 3,00 x 108&gt;\u00a0m\/s      e h = 4,14 x 10-15&gt;\u00a0eVs      e levando em conta as express\u00f5es\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0=      c \/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0e      E = h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, segue-se que a radia\u00e7\u00e3o      eletromagn\u00e9tica em quest\u00e3o deve ter uma energia:<\/p>\n<p>E\u00a0&gt;&gt;\u00a01,24      x 104&gt;\u00a0eV<\/p>\n<p>A      energia de liga\u00e7\u00e3o do el\u00e9tron no \u00e1tomo de hidrog\u00eanio \u00e9 da ordem de 10 eV.      Bombardear esse el\u00e9tron com radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica de energia da ordem de      104&gt;\u00a0eV      para medir sua posi\u00e7\u00e3o, portanto, perturba completamente sua velocidade. Quanto      maior a precis\u00e3o com que se quer determinar a posi\u00e7\u00e3o do el\u00e9tron, menor deve      ser o comprimento de onda da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica a ser empregada e maior      a sua energia, de modo que ser\u00e1 maior a perturba\u00e7\u00e3o na velocidade do el\u00e9tron.      Portanto, maior ser\u00e1 a incerteza na velocidade medida para esse el\u00e9tron. Este      fato constitui um exemplo particular de aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio de incerteza      de Heisenberg.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern14.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"218\" height=\"227\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Como      segundo exemplo, considere-se a tarefa de determinar a coordenada x dos el\u00e9trons      que se movem ao longo do eixo y (Fig.18), observando se eles passam ou n\u00e3o      atrav\u00e9s de uma fenda de largura b. A incerteza\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>x na medida de tal coordenada      \u00e9 dada pela largura da fenda:<\/p>\n<blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>x\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0b<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os      el\u00e9trons, ao passar pela fenda, comportam-se como uma onda e, portanto, produzem      o padr\u00e3o de m\u00e1ximos e m\u00ednimos associado \u00e0 difra\u00e7\u00e3o. O movimento dos el\u00e9trons      \u00e9, portanto, perturbado ao passar pela fenda, de modo que esta introduz uma      incerteza\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>pX&gt;\u00a0na      componente x da quantidade de movimento dos el\u00e9trons. Esta componente \u00e9 determinada      pelo \u00e2ngulo\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, correspondente ao m\u00e1ximo      central do padr\u00e3o de difra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que \u00e9 mais prov\u00e1vel que a trajet\u00f3ria dos      el\u00e9trons esteja contida no \u00e2ngulo 2<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>. Usando a express\u00e3o sen\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0=\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0\/      b, da teoria eletromagn\u00e9tica cl\u00e1ssica, e a rela\u00e7\u00e3o de de Broglie p = h \/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, vem:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>pX&gt;\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0pX&gt;\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0p      sen\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo4.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"6\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0=      ( h \/<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0)(<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0\/      b )\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0h      \/\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>x<\/p>\n<p>ou<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>pX&gt;\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>x\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>&gt;\u00a0h<\/p>\n<p>Essa      express\u00e3o mostra que o produto das incertezas\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>x e\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>pX\u00e9 da ordem      de grandeza da constante de Planck. E diminuindo-se uma das incertezas, a      outra cresce na mesma propor\u00e7\u00e3o. Assim, por exemplo, um estreitamento da fenda      (diminui\u00e7\u00e3o de b) para diminuir a incerteza na medida da coordenada x dos      el\u00e9trons, acarreta um alargamento do m\u00e1ximo central do padr\u00e3o de difra\u00e7\u00e3o,      ou seja, um aumento na incerteza da componente x da quantidade de movimento      desses el\u00e9trons. Este fato constitui outro exemplo particular de aplica\u00e7\u00e3o      do princ\u00edpio de incerteza de Heisenberg. Pela mec\u00e2nica cl\u00e1ssica, a perturba\u00e7\u00e3o      introduzida num sistema qualquer para medir a posi\u00e7\u00e3o e a quantidade de movimento      de cada part\u00edcula que o constitui pode ser t\u00e3o pequena quanto se queira e,      a partir da\u00ed, pode-se determinar exatamente o movimento subseq\u00fcente das part\u00edculas.<\/p>\n<p>Pela      mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, \u00e9 imposs\u00edvel tal descri\u00e7\u00e3o exata no caso de sistemas microsc\u00f3picos,      que envolvem pequenas dist\u00e2ncias e pequenas quantidades de movimento, j\u00e1 que,      pelo princ\u00edpio de incerteza, n\u00e3o se pode determinar simultaneamente, e com      precis\u00e3o arbitr\u00e1ria, a posi\u00e7\u00e3o e a quantidade de movimento de cada part\u00edcula      que constitui tais sistemas. Assim, o conceito de \u00f3rbita, por exemplo, n\u00e3o      pode ser mantido numa descri\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica do \u00e1tomo, e o que se pode calcular      \u00e9 apenas a probabilidade de encontrar um ou outro el\u00e9tron numa dada regi\u00e3o      do espa\u00e7o nas vizinhan\u00e7as de um n\u00facleo at\u00f4mico. Tais distribui\u00e7\u00f5es de probabilidade      constituem o que se chama de orbitais at\u00f4micos.<\/p>\n<h3>Modelo      At\u00f4mico de Thomson<\/h3>\n<p>No      final do s\u00e9culo XIX, o el\u00e9tron j\u00e1 estava estabelecido como part\u00edcula fundamental      principalmente depois que, em 1897, J. J. Thomson determinou a sua raz\u00e3o carga\/massa.      E sabia-se que el\u00e9trons eram liberados por emiss\u00e3o termoi\u00f4nica (de um metal      a alta temperatura), no efeito fotoel\u00e9trico e no decaimento b de certos elementos      radioativos. Evidentemente que os el\u00e9trons podiam ser considerados como constituintes      b\u00e1sicos dos \u00e1tomos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern15.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"94\" height=\"127\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>No      modelo de J. J. Thomson, proposto em 1904, o \u00e1tomo era considerado como um      tipo de fluido com uma distribui\u00e7\u00e3o esf\u00e9rica cont\u00ednua de carga positiva onde      se incrustavam um certo n\u00famero de el\u00e9trons, com carga negativa, o suficiente      para neutralizar a carga positiva (Fig.19). O modelo tinha como hip\u00f3tese a      exist\u00eancia de configura\u00e7\u00f5es est\u00e1veis para os el\u00e9trons ao redor das quais estes      oscilariam. Contudo, segundo a teoria eletromagn\u00e9tica cl\u00e1ssica, n\u00e3o pode existir      qualquer configura\u00e7\u00e3o est\u00e1vel num sistema de part\u00edculas carregadas se a \u00fanica      intera\u00e7\u00e3o entre elas \u00e9 de car\u00e1ter eletromagn\u00e9tico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      disso, como qualquer part\u00edcula com carga el\u00e9trica em movimento acelerado emite      radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, o modelo tinha como outra hip\u00f3tese que os modos      normais das oscila\u00e7\u00f5es dos el\u00e9trons deveriam ter as mesmas freq\u00fc\u00eancias que      aquelas que se observavam associadas \u00e0s raias dos espectros at\u00f4micos. Mas      n\u00e3o foi encontrada qualquer configura\u00e7\u00e3o para os el\u00e9trons de qualquer \u00e1tomo      cujos modos normais tivessem qualquer uma das freq\u00fc\u00eancias esperadas. De qualquer      modo, o modelo de Thomson foi abandonado principalmente devido aos resultados      do experimento de Rutherford.<\/p>\n<h3>Experimento      de Rutherford<\/h3>\n<p>Na      \u00e9poca em que J. J. Thomson prop\u00f4s seu modelo, H. Geiger e E. Marsden estudavam      o espalhamento de feixes bem colimados de part\u00edculas a, que j\u00e1 se sabia serem      n\u00facleos de \u00e1tomos de h\u00e9lio (He++), por finas folhas de ouro, pelo      que hoje se conhece como o experimento de Rutherford (Fig.20). Uma fonte radioativa      emite part\u00edculas a que s\u00e3o colimadas, formando um feixe paralelo e estreito,      que incide sobre uma folha met\u00e1lica muito pouco espessa.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern16.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"271\" height=\"165\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Para      que fosse poss\u00edvel construir tal folha, a maleabilidade do metal deveria ser      grande e, por isso, era usado normalmente o ouro. A folha \u00e9 t\u00e3o fina que as      part\u00edculas a atravessam completamente com apenas uma pequena diminui\u00e7\u00e3o no      m\u00f3dulo da velocidade. Ao atravessar a folha, entretanto, cada part\u00edcula a      sofre muitos desvios devido a sua intera\u00e7\u00e3o eletrost\u00e1tica com as cargas positivas      e negativas dos \u00e1tomos da folha. As part\u00edculas espalhadas eram detectadas      por um microsc\u00f3pio com uma tela de sulfeto de zinco (ZnS). A tela de sulfeto      de zinco cintila no local onde incide uma part\u00edcula\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo16.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"10\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern17.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"279\" height=\"174\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>O      microsc\u00f3pio permite identificar a cintila\u00e7\u00e3o de cada part\u00edcula\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo16.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"10\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0individualmente.      Os resultados experimentais de Geiger e Marsden mostraram que o n\u00famero de      part\u00edculas a que eram desviadas com \u00e2ngulos de 90o ou maiores (Fig.21(a))      era muito maior que o esperado pelo modelo de Thomson (Fig.21(b)).<\/p>\n<p>Em      1911, E. Rutherford mostrou que os dados de Geiger e Marsden eram consistentes      com um modelo at\u00f4mico em que a carga positiva do \u00e1tomo se concentrava em uma      pequena regi\u00e3o que, al\u00e9m disso, continha praticamente toda a massa do \u00e1tomo      (Fig.21(a)). Os el\u00e9trons, por esse modelo nuclear, giravam ao redor dessa      pequena regi\u00e3o (chamada n\u00facleo) como os planetas ao redor do Sol, s\u00f3 que governados      pela intera\u00e7\u00e3o eletrost\u00e1tica e n\u00e3o gravitacional. E pelas leis de Newton.      Assim, tomando um referencial fixo no n\u00facleo, para o el\u00e9tron em uma \u00f3rbita      circular est\u00e1vel, a for\u00e7a centr\u00edpeta deve ser a for\u00e7a eletrost\u00e1tica:<\/p>\n<p>mv2&gt;\u00a0\/      R = ( 1 \/ 4<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0)[      ( Ze ) e \/ R2&gt;\u00a0]<\/p>\n<p>ou:<\/p>\n<p>v2&gt;\u00a0=      Ze2&gt;\u00a0\/      4<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0mR<\/p>\n<p>Qualquer      \u00f3rbita para a qual essa equa\u00e7\u00e3o fosse satisfeita seria uma \u00f3rbita est\u00e1vel.      Esse modelo encontrava, contudo, um s\u00e9rio obst\u00e1culo para ser aceito. Segundo      a teoria eletromagn\u00e9tica cl\u00e1ssica de Maxwell, uma part\u00edcula carregada em movimento      acelerado deveria emitir radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica e, atrav\u00e9s dela, perder      energia. Como resultado dessa perda de energia, um el\u00e9tron em \u00f3rbita ao redor      de um n\u00facleo perderia gradativamente sua energia e sua \u00f3rbita n\u00e3o poderia      ser est\u00e1vel e sim, uma espiral que terminaria no n\u00facleo. Al\u00e9m disso, durante      seu movimento espiralado, que duraria no m\u00e1ximo 10-6 s, a velocidade angular      do el\u00e9tron cresceria continuamente e, com ela, cresceria, tamb\u00e9m, a freq\u00fc\u00eancia      da radia\u00e7\u00e3o emitida.<\/p>\n<h3>Modelo      de Bohr<\/h3>\n<p>O      modelo at\u00f4mico de N. Bohr foi uma tentativa de aplicar as id\u00e9ias de quantiza\u00e7\u00e3o      de Planck e Einstein ao modelo nuclear de Rutherford. Para tanto, Bohr fez      as seguintes hip\u00f3teses:<\/p>\n<p>I.      Os el\u00e9trons podem ocupar apenas certas \u00f3rbitas especiais ao redor do n\u00facleo,      chamadas \u00f3rbitas estacion\u00e1rias.<\/p>\n<p>II.      O equil\u00edbrio din\u00e2mico do \u00e1tomo nos estados estacion\u00e1rios (isto \u00e9, quando os      el\u00e9trons ocupam \u00f3rbitas estacion\u00e1rias) \u00e9 governado pelas leis de Newton.<\/p>\n<p>III.      O \u00e1tomo pode passar de um estado estacion\u00e1rio a outro por emiss\u00e3o ou absor\u00e7\u00e3o      de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com freq\u00fc\u00eancia dada por:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>E \/ h<\/p>\n<p>onde\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>E \u00e9 a diferen\u00e7a de energia entre      os estados estacion\u00e1rios e h, a constante de Planck.<\/p>\n<p>A      primeira suposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem qualquer justificativa a n\u00e3o ser o sucesso do modelo      e aparece para evitar o dilema da emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o pelo el\u00e9tron no seu      movimento acelerado ao redor do n\u00facleo. A segunda suposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o apresenta      qualquer problema de aceita\u00e7\u00e3o e estipula, apesar das outras caracter\u00edsticas      estranhas do modelo, um comportamento cl\u00e1ssico usual (newtoniano) para o el\u00e9tron      nas \u00f3rbitas estacion\u00e1rias. A terceira suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais estranha \u00e0 f\u00edsica      cl\u00e1ssica porque n\u00e3o especifica o mecanismo de passagem do el\u00e9tron de uma \u00f3rbita      estacion\u00e1ria para outra.<br \/>\n     De acordo com o modelo de Bohr, o \u00e1tomo de hidrog\u00eanio consiste de um n\u00facleo      relativamente pesado (o pr\u00f3ton), com uma carga positiva e, e um el\u00e9tron, de      carga -e, numa \u00f3rbita circular ao redor do n\u00facleo. A equa\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio      (com o referencial fixo no n\u00facleo) continua sendo:<\/p>\n<p>v2&gt;\u00a0=      Ze2&gt;\u00a0\/      4<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0mR<\/p>\n<p>com      Z = 1. Tudo isso j\u00e1 estava contido no modelo de Rutherford. Contudo, Bohr      introduziu a seguinte restri\u00e7\u00e3o, como novidade:<\/p>\n<p>I&#8217;.      As \u00f3rbitas estacion\u00e1rias s\u00e3o aquelas para as quais o momento angular do el\u00e9tron      ao redor do n\u00facleo tem valores m\u00faltiplos inteiros de\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo26.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>( = h \/ 2p ):<\/p>\n<p>L      = ( h \/ 2<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0)      n ( n = 1, 2, 3, &#8230; )<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern18.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"296\" height=\"193\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Apoiados      na segunda suposi\u00e7\u00e3o podemos escrever, para o momento angular de uma part\u00edcula      de massa m numa \u00f3rbita circular de raio R ao redor do n\u00facleo, L = mvR, e a      restri\u00e7\u00e3o acima fica mvRn&gt;\u00a0=      n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo26.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>, onde Rn\u00a0\u00e9      o raio da \u00f3rbita correspondente ao (n\u00famero qu\u00e2ntico) inteiro n. Da\u00ed:<\/p>\n<p>v2&gt;\u00a0=      ( h \/ 2<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>mRn&gt;\u00a0)2&gt;\u00a0n2<\/p>\n<p>Comparando      essa rela\u00e7\u00e3o com aquela do modelo de Rutherford com Z = 1, temos:<\/p>\n<p>Rn&gt;\u00a0=      [\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0h2 \/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>me2&gt;\u00a0]      n2&gt;\u00a0(      n = 1, 2, 3, &#8230; )<\/p>\n<p>Segundo      o modelo de Bohr, as \u00fanicas \u00f3rbitas poss\u00edveis para o el\u00e9tron que gira ao redor      do n\u00facleo (o pr\u00f3ton) no \u00e1tomo de hidrog\u00eanio s\u00e3o aquelas com raios dados por      essa express\u00e3o (Fig.22). Cada inteiro n (chamado n\u00famero qu\u00e2ntico) identifica      uma particular \u00f3rbita (ou estado estacion\u00e1rio) do \u00e1tomo de hidrog\u00eanio. A \u00f3rbita      mais pr\u00f3xima do n\u00facleo corresponde a n = 1 e o seu raio \u00e9 conhecido como raio      de Bohr. Com os valores\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0=      8,85 x 10-12&gt;\u00a0F\/m,      h = 6,63 x 10-34&gt;\u00a0Js,      e = 1,60 x 10-19&gt;\u00a0C      e m = 9,11 x 10-31&gt;\u00a0kg,      vem:<\/p>\n<p>a0&gt;\u00a0=      R1&gt;\u00a0=      [\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0h2&gt;\u00a0\/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>me2&gt;\u00a0]\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a05,31      x 10-11 m\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a00,53\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo28.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"13\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Assim,      pode-se escrever:<\/p>\n<p>Rn&gt;\u00a0=      ao&gt;\u00a0n2\u00a0(      n = 1, 2, 3, &#8230; )<\/p>\n<p>Por      outro lado, como a energia cin\u00e9tica K e a energia potencial U, esta com a      conven\u00e7\u00e3o U = 0 para uma dist\u00e2ncia de separa\u00e7\u00e3o entre as part\u00edculas carregadas      infinita ( Rn<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo18.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"14\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo18.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"14\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0),      s\u00e3o dadas por:<\/p>\n<p>K      = \u00bd mv2&gt;\u00a0=      e2&gt;\u00a0\/      8<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0Rn<\/p>\n<p>e<\/p>\n<p>U      = &#8211; e2&gt;\u00a0\/      4<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0Rn<\/p>\n<p>a      energia total do \u00e1tomo de hidrog\u00eanio, num referencial fixo no n\u00facleo, fica:<\/p>\n<p>En&gt;\u00a0=      &#8211; e2&gt;\u00a0\/      8<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0Rn<\/p>\n<p>ou,      levando em conta a express\u00e3o de Rn:<\/p>\n<p>En&gt;\u00a0=      &#8211; [e2&gt;\u00a0\/      8<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0a0&gt;\u00a0]      \/ n2<\/p>\n<p>Agora,      levando em conta a rela\u00e7\u00e3o 1 J = 6,24 x 1018&gt;\u00a0eV      e os valores num\u00e9ricos dados acima para as constantes, vem:<\/p>\n<p>E1&gt;\u00a0=      [e2&gt;\u00a0\/      8<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0a0&gt;\u00a0]\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo22.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"7\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a013,54      eV<\/p>\n<p>e      se pode escrever:<\/p>\n<p>En&gt;\u00a0=      &#8211; E1&gt;\u00a0\/      n2&gt;\u00a0(      n = 1, 2, 3, &#8230; )<\/p>\n<h3>Diagrama      de N\u00edveis de Energia<\/h3>\n<p>No      modelo at\u00f4mico de Bohr, sempre que um \u00e1tomo de hidrog\u00eanio passa de um estado      estacion\u00e1rio para outro, ele emite ou absorve radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica (ou      um f\u00f3ton) com freq\u00fc\u00eancia:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>DE \/ h<\/p>\n<p>onde\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"11\" height=\"12\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>E representa o m\u00f3dulo da diferen\u00e7a      EF &#8211; EI entre a energia do \u00e1tomo no estado final EF&gt;\u00a0e      a energia do \u00e1tomo no estado inicial EI. Se EI&gt; EF,      um f\u00f3ton com energia h<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo25.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"5\" height=\"7\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0\u00e9      emitido pelo \u00e1tomo e se EI&lt; EF, um f\u00f3ton com a mesma      energia \u00e9 absorvido.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern19.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"249\" height=\"421\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><br \/>\n<strong>O diagrama de n\u00edveis de energia \u00e9 uma ajuda importante para a compreens\u00e3o      dos processos de emiss\u00e3o e de absor\u00e7\u00e3o de energia pelo \u00e1tomo. Para o \u00e1tomo      de hidrog\u00eanio, o diagrama de n\u00edveis de energia \u00e9 mostrado na Fig.23.<\/strong><\/p>\n<p>A      dimens\u00e3o vertical \u00e9 usada para representar o valor da energia do estado estacion\u00e1rio.      A cada estado estacion\u00e1rio se associa uma linha horizontal.<\/p>\n<p>A      separa\u00e7\u00e3o entre duas linhas horizontais \u00e9 proporcional a sua diferen\u00e7a de      energia. A energia potencial eletrost\u00e1tica do \u00e1tomo foi tomada como nula a      uma separa\u00e7\u00e3o infinita entre o el\u00e9tron e o pr\u00f3ton, de modo que os estados      estacion\u00e1rios em que esse el\u00e9tron e esse pr\u00f3ton est\u00e3o ligados com uma separa\u00e7\u00e3o      finita, constituindo um \u00e1tomo de hidrog\u00eanio, t\u00eam energias negativas.<\/p>\n<p>Como      todos os estados estacion\u00e1rios do \u00e1tomo de hidrog\u00eanio t\u00eam energias negativas,      a linha superior do diagrama de n\u00edveis de energia representa o estado de energia      zero ( n =\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo18.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"14\" height=\"11\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0),      correspondente ao pr\u00f3ton e o el\u00e9tron separados de uma dist\u00e2ncia infinita,      ou seja, correspondente ao \u00e1tomo ionizado.<\/p>\n<p>A      linha inferior representa o estado de menor energia, isto \u00e9, o estado no qual      o el\u00e9tron ocupa a primeira \u00f3rbita de Bohr ( n = 1, E1&gt;\u00a0=      &#8211; 13,54 eV ). Esse estado \u00e9 chamado estado fundamental do \u00e1tomo de hidrog\u00eanio.      Os estados estacion\u00e1rios correspondentes \u00e0s energias E2, E3,      E4&gt;\u00a0e      E5&gt;\u00a0tamb\u00e9m      est\u00e3o representados. Os outros (infinitos) estados estacion\u00e1rios, cujas energias      s\u00e3o maiores que E5&gt;\u00a0e      menores que zero, n\u00e3o s\u00e3o mostrados.<\/p>\n<p>Devido      \u00e0 forma desse diagrama, em que os estados estacion\u00e1rios s\u00e3o representados      por linhas horizontais desenhadas em diferentes alturas conforme suas energias,      isto \u00e9, em diferentes n\u00edveis horizontais, a express\u00e3o n\u00edvel de energia se      tornou sin\u00f4nima da express\u00e3o energia de estado estacion\u00e1rio e, tamb\u00e9m, da      express\u00e3o \u00f3rbita estacion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como      n\u00edveis com n maiores t\u00eam maior energia, a transi\u00e7\u00e3o de um estado de n maior      para um estado de n menor vem acompanhada da emiss\u00e3o de um f\u00f3ton, enquanto      que a transi\u00e7\u00e3o de um estado de n menor para um estado de n maior vem acompanhada      da absor\u00e7\u00e3o de um f\u00f3ton. \u00c9 uma pr\u00e1tica comum indicar as transi\u00e7\u00f5es at\u00f4micas      com flechas (verticais) no diagrama de n\u00edveis, do n\u00edvel inicial ao final.<\/p>\n<h3>Espectros      At\u00f4micos<\/h3>\n<p>Um      experimento t\u00edpico para o registro do espectro at\u00f4mico de emiss\u00e3o est\u00e1 esquematizado      na Fig.24. A fonte de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica consiste de uma ampola com      um g\u00e1s monoat\u00f4mico rarefeito atrav\u00e9s do qual se produz uma descarga el\u00e9trica.      Os \u00e1tomos do g\u00e1s que participam da descarga absorvem energia em colis\u00f5es m\u00fatuas      e com os el\u00e9trons que constituem a corrente el\u00e9trica e passam a um estado      excitado. Esses \u00e1tomos voltam ao seu estado original emitindo radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.      Esta radia\u00e7\u00e3o \u00e9 colimada por uma fenda, atravessa um prisma onde as radia\u00e7\u00f5es      monocrom\u00e1ticas s\u00e3o separadas para serem registradas numa chapa fotogr\u00e1fica.      O registro fotogr\u00e1fico consiste de um conjunto discreto de raias, cada qual      correspondendo \u00e0 imagem da fenda colimadora para uma particular radia\u00e7\u00e3o monocrom\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern20.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"358\" height=\"156\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>O      conjunto de raias ou o conjunto das radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas monocrom\u00e1ticas      emitidas e suas correspondentes intensidades s\u00e3o caracter\u00edsticas do tipo de      \u00e1tomo que constitui o g\u00e1s rarefeito atrav\u00e9s do qual se d\u00e1 a descarga el\u00e9trica      e \u00e9 o que se chama de espectro de emiss\u00e3o desse tipo de \u00e1tomo.<\/p>\n<p>Se      o arranjo experimental representado na Fig.23 for modificado colocando-se      como fonte de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica uma fonte de espectro cont\u00ednuo, como      um s\u00f3lido incandescente, e, entre essa fonte e o prisma, uma ampola com o      g\u00e1s monoat\u00f4mico a ser estudado, a chapa fotogr\u00e1fica registra um conjunto discreto      de raias escuras. Esse conjunto de raias escuras ou o conjunto das radia\u00e7\u00f5es      monocrom\u00e1ticas que est\u00e3o faltando no espectro cont\u00ednuo original porque foram      absorvidas pelo g\u00e1s monoat\u00f4mico \u00e9 o que se chama de espectro de absor\u00e7\u00e3o do      tipo de \u00e1tomo que constitui tal g\u00e1s.<\/p>\n<h3>S\u00e9ries      Espectrosc\u00f3picas<\/h3>\n<p>Cada      tipo de \u00e1tomo tem um espectro que lhe \u00e9 caracter\u00edstico e quanto mais complexo      o \u00e1tomo, mais complicado \u00e9 o seu espectro. Os comprimentos de onda correspondentes      \u00e0s radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas monocrom\u00e1ticas associadas \u00e0s raias do espectro      do hidrog\u00eanio, por exemplo, podem ser calculados pela f\u00f3rmula:<\/p>\n<p>1      \/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      RH [ 1 \/ n12 &#8211; 1 \/ n22 ]<\/p>\n<p>onde      n1 e n2 s\u00e3o n\u00fameros inteiros positivos com n2&gt;\u00a0&gt;      n1&gt;\u00a0e      RH, a constante de Rydberg para o hidrog\u00eanio:<\/p>\n<p>RH&gt;\u00a0=      1,097 x 107&gt;\u00a0m-1<\/p>\n<p>Se      n1&gt;\u00a0=      1 e n2&gt;\u00a0=      2, 3, 4, &#8230; as correspondentes raias constituem a s\u00e9rie de Lyman e as correspondentes      radia\u00e7\u00f5es se situam na parte do violeta do espectro eletromagn\u00e9tico. Se n1&gt;\u00a0=      2 e n2&gt;\u00a0=      3, 4, 5, &#8230; as correspondentes raias constituem a s\u00e9rie de Balmer e as correspondentes      radia\u00e7\u00f5es se situam na parte do vis\u00edvel e do ultravioleta pr\u00f3ximo do espectro      eletromagn\u00e9tico. Etc.<\/p>\n<p>Os      comprimentos de onda correspondentes \u00e0s radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas monocrom\u00e1ticas      associadas \u00e0s raias do espectro de qualquer outro tipo de \u00e1tomo podem ser      calculados pela mesma f\u00f3rmula, desde que se tome o valor da constante de Rydberg      apropriado ao tipo de \u00e1tomo em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>O      modelo at\u00f4mico de Bohr explica a f\u00f3rmula acima. Segundo esse modelo, quando      o el\u00e9tron do \u00e1tomo de hidrog\u00eanio passa do estado estacion\u00e1rio caracterizado      pelo n\u00famero qu\u00e2ntico n2&gt;\u00a0para      o estado estacion\u00e1rio caracterizado pelo n\u00famero qu\u00e2ntico n1, com      n2&gt; n1, existe a emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      cuja freq\u00fc\u00eancia \u00e9 dada por:<\/p>\n<p>n      = ( En2&gt;\u00a0&#8211;      En1&gt;\u00a0)      \/ h<\/p>\n<p>Como\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>n = c e, pelo modelo de Bohr:<\/p>\n<p>En      = &#8211; e2 \/ 8<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0Rn<\/p>\n<p>e<\/p>\n<p>Rn&gt;\u00a0=      [\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0h2&gt;\u00a0\/\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna1.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"8\" height=\"10\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>me2&gt;\u00a0]      n2<\/p>\n<p>vem:<\/p>\n<p>1      \/<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/fisica-moderna2.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"12\" height=\"15\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>\u00a0=      n \/ c = ( En2&gt;\u00a0&#8211;      En1&gt;\u00a0)      \/ hc = ( me4&gt;\u00a0\/      8<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>02h3c      ) [ 1 \/ n12&gt;\u00a0&#8211;      1 \/ n22&gt;\u00a0]<\/p>\n<p>A      constante de Rydberg para o hidrog\u00eanio, portanto, \u00e9 dada pela express\u00e3o:<\/p>\n<p>RH&gt;\u00a0=      ( me4&gt;\u00a0\/      8<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>02h3c      )<\/p>\n<p>Com      os valores m = 9,11 x 10-31&gt;\u00a0kg,      e = 1,60 x 10-19&gt;\u00a0C,\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/simbolo11.gif\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"9\" height=\"14\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/>0&gt;\u00a0=      8,85 x10-12&gt;\u00a0F\/m,      h = 6,63 x 10 Js e c = 3,00 x 108&gt;\u00a0m\/s,      segue-se que:<\/p>\n<p>RH&gt;\u00a0=      1,09 x 107&gt;\u00a0m-1<\/p>\n<p>confirmando      o valor dado acima (at\u00e9 a segunda casa decimal).<\/p>\n<h3>S\u00f3lidos      Cristalinos<\/h3>\n<p>As      subst\u00e2ncias se apresentam, normalmente, nos estados s\u00f3lido, l\u00edquido ou gasoso.      Para uma subst\u00e2ncia no estado gasoso, a dist\u00e2ncia m\u00e9dia de separa\u00e7\u00e3o entre      as part\u00edculas (mol\u00e9culas ou \u00e1tomos) \u00e9 grande comparada aos seus di\u00e2metros,      de modo que a intera\u00e7\u00e3o entre elas pode ser ignorada. Contudo, a temperaturas      e press\u00f5es usuais, muitas subst\u00e2ncias est\u00e3o nos estados l\u00edquido e s\u00f3lido e      a intera\u00e7\u00e3o entre as correspondentes part\u00edculas n\u00e3o pode mais ser ignorada.      Nestes casos, a dist\u00e2ncia de separa\u00e7\u00e3o entre as part\u00edculas \u00e9 da ordem de grandeza      dos seus di\u00e2metros e a intensidade das for\u00e7as que as mant\u00eam juntas \u00e9 da ordem      de grandeza da intensidade das for\u00e7as que ligam os \u00e1tomos para formar mol\u00e9culas.      Nos s\u00f3lidos, os \u00e1tomos (ou mol\u00e9culas) podem ou n\u00e3o existir como entidades      isoladas mas, de qualquer modo, suas propriedades s\u00e3o modificadas pelos \u00e1tomos      (ou mol\u00e9culas) das proximidades. Por exemplo, os n\u00edveis de energia dos el\u00e9trons      mais exteriores de um \u00e1tomo (ou de uma mol\u00e9cula) s\u00e3o distorcidos pelos \u00e1tomos      (ou mol\u00e9culas) da vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Nos      s\u00f3lidos cristalinos, os \u00e1tomos (ou mol\u00e9culas) ocupam posi\u00e7\u00f5es regularmente      distribu\u00eddas no espa\u00e7o, constituindo uma rede regular chamada rede cristalina.      A configura\u00e7\u00e3o regular pode alcan\u00e7ar dist\u00e2ncias muito grandes. Nos s\u00f3lidos      n\u00e3o cristalinos (amorfos), como o concreto, o asfalto, o vidro, a cera e o      pl\u00e1stico, a configura\u00e7\u00e3o regular prevalece apenas nas vizinhan\u00e7as dos \u00e1tomos      ou mol\u00e9culas individuais e, sobre dist\u00e2ncias maiores, prevalece a desordem.<\/p>\n<p>Uma      base para classificar os s\u00f3lidos cristalinos \u00e9 a natureza das for\u00e7as que mant\u00e9m      unidos os \u00e1tomos (ou mol\u00e9culas) no ordenamento da rede cristalina. A energia      de coes\u00e3o dos \u00e1tomos (ou mol\u00e9culas) num cristal depende das for\u00e7as de liga\u00e7\u00e3o      dominantes entre esses \u00e1tomos (ou mol\u00e9culas). O mesmo esquema de classifica\u00e7\u00e3o      que \u00e9 apropriado \u00e0s liga\u00e7\u00f5es moleculares \u00e9 tamb\u00e9m \u00fatil para os s\u00f3lidos. Entretanto,      uma nova categoria \u00e9 necess\u00e1ria, a liga\u00e7\u00e3o met\u00e1lica. Esse mecanismo, efetivo      para a liga\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos em metais como o s\u00f3dio, o cobre, a prata e outros,      nas fases s\u00f3lida e l\u00edquida, n\u00e3o produz complexos moleculares na fase gasosa.      Os s\u00f3lidos cristalinos podem ser i\u00f4nicos, covalentes, moleculares ou met\u00e1licos.<\/p>\n<p>Nos      s\u00f3lidos i\u00f4nicos, a rede est\u00e1 formada por \u00edons alternadamente positivos e negativos,      resultantes da transfer\u00eancia de um el\u00e9tron (ou mais) de um tipo de \u00e1tomo para      o outro. A estabilidade da rede cristalina \u00e9 mantida pela atra\u00e7\u00e3o eletrost\u00e1tica      entre os \u00edons presentes, tais como os \u00edons Na\u00a0+&gt;\u00a0e      Cl\u00a0-&gt;\u00a0na      mol\u00e9cula NaCl (cloreto de s\u00f3dio, o sal de cozinha comum (Fig.25)) e os \u00edons      Li\u00a0+&gt;\u00a0e      F\u00a0-&gt;\u00a0na      mol\u00e9cula LiF (fluoreto de l\u00edtio). Como esses s\u00f3lidos n\u00e3o t\u00eam el\u00e9trons livres,      a sua condutividade el\u00e9trica \u00e9 muito baixa (s\u00e3o isolantes). Mas, se uma quantidade      apropriada de energia \u00e9 fornecida a um s\u00f3lido i\u00f4nico de modo que ele se transforme      num l\u00edquido, ele se torna um bom condutor de eletricidade. Os s\u00f3lidos i\u00f4nicos      s\u00e3o geralmente duros, fr\u00e1geis e t\u00eam um elevado ponto de fus\u00e3o devido \u00e0s for\u00e7as      eletrost\u00e1ticas relativamente intensas entre os \u00edons. Alguns cristais i\u00f4nicos      absorvem radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com comprimentos de onda na regi\u00e3o dos maiores      comprimentos de onda do infravermelho, j\u00e1 que a energia necess\u00e1ria para produzir      vibra\u00e7\u00f5es na rede cristalina \u00e9 menor que cerca de 1 eV. A energia para produzir      tais vibra\u00e7\u00f5es \u00e9, em geral, mais baixa para os cristais i\u00f4nicos do que para      os covalentes, em virtude da energia de liga\u00e7\u00e3o ser relativamente mais baixa.<\/p>\n<p>Nos      s\u00f3lidos covalentes n\u00e3o existe transfer\u00eancia de carga entre os \u00e1tomos para      formar \u00edons, como no caso dos cristais i\u00f4nicos, mas um compartilhamento de      pares de el\u00e9trons de val\u00eancia entre os \u00e1tomos. A estrutura cristalina de um      s\u00f3lido covalente fica definida pela direcionalidade da liga\u00e7\u00e3o covalente.      Por exemplo, os \u00e1tomos tetravalentes do carbono, germ\u00e2nio e sil\u00edcio formam      liga\u00e7\u00f5es covalentes nas combina\u00e7\u00f5es moleculares. Cada um desses \u00e1tomos tem      quatro el\u00e9trons na camada eletr\u00f4nica mais externa, ou seja, tem quatro el\u00e9trons      de val\u00eancia, cujos orbitais s\u00e3o orbitais h\u00edbridos s-p3. No s\u00f3lido cristalino      correspondente, cada \u00e1tomo forma liga\u00e7\u00f5es covalentes com os quatro \u00e1tomos      mais pr\u00f3ximos, ficando no centro de um tetraedro regular, com quatro \u00e1tomos      semelhantes nos v\u00e9rtices (Fig.26). Assim, quatro liga\u00e7\u00f5es covalentes id\u00eanticas      podem ser formadas, com cada \u00e1tomo contribuindo com um el\u00e9tron a cada uma      dessas liga\u00e7\u00f5es. Nesse tipo de estrutura, organizada por liga\u00e7\u00f5es covalentes,      cada el\u00e9tron est\u00e1 fortemente ligado, de modo que n\u00e3o existem el\u00e9trons livres      para participar de qualquer processo de condu\u00e7\u00e3o e os s\u00f3lidos covalentes t\u00eam      uma condutividade el\u00e9trica muito baixa (s\u00e3o isolantes). Al\u00e9m disso, s\u00e3o extremamente      duros e dif\u00edceis de deformar. Por outro lado, s\u00e3o necess\u00e1rias energias relativamente      altas, da ordem de alguns el\u00e9tron-volts, para produzir vibra\u00e7\u00f5es na rede cristalina,      e como as energias dos f\u00f3tons associados \u00e0 regi\u00e3o do vis\u00edvel no espectro eletromagn\u00e9tico      est\u00e3o entre 1,8 e 3,1 eV, muitos s\u00f3lidos covalentes s\u00e3o incolores (transparentes).<\/p>\n<p>Nos      s\u00f3lidos moleculares constitu\u00eddos por mol\u00e9culas apolares, os el\u00e9trons se encontram      emparelhados e n\u00e3o podem formar liga\u00e7\u00f5es covalentes. As mol\u00e9culas conservam      a sua individualidade mas est\u00e3o ligadas pelas for\u00e7as de Van der Waals, as      mesmas que existem entre as mol\u00e9culas de um g\u00e1s ou de um l\u00edquido. As for\u00e7as      de Van der Waals s\u00e3o bastante fracas e s\u00e3o derivadas da intera\u00e7\u00e3o entre dipolos      el\u00e9tricos. Pelo movimento dos el\u00e9trons ao redor dos n\u00facleos numa mol\u00e9cula      apolar pode acontecer que, por um breve instante, a distribui\u00e7\u00e3o de carga      seja tal que parte da mol\u00e9cula fique positiva e parte negativa. Enquanto est\u00e1      polarizada, esta mol\u00e9cula induz em outra mol\u00e9cula de sua vizinhan\u00e7a uma distribui\u00e7\u00e3o      de carga semelhante e as duas se atraem. No instante seguinte, as mol\u00e9culas      voltam \u00e0s configura\u00e7\u00f5es originais e n\u00e3o mais se atraem. Isto se repete aleatoriamente      com todos os pares de mol\u00e9culas do s\u00f3lido. Os gases nobres, gases comuns como      o oxig\u00eanio e o hidrog\u00eanio e muitos compostos org\u00e2nicos formam s\u00f3lidos moleculares      desse tipo. Em alguns s\u00f3lidos moleculares as mol\u00e9culas s\u00e3o polares, como no      caso do gelo, por exemplo. As mol\u00e9culas de \u00e1gua s\u00e3o polares porque, em cada      uma delas, o \u00e1tomo de oxig\u00eanio atrai mais para perto de si os el\u00e9trons que      constituem as liga\u00e7\u00f5es covalentes com os \u00e1tomos de hidrog\u00eanio. Ent\u00e3o, a parte      de uma mol\u00e9cula correspondente ao \u00e1tomo de oxig\u00eanio \u00e9 negativa e as partes      correspondentes aos \u00e1tomos de hidrog\u00eanio, positivas. A liga\u00e7\u00e3o entre as mol\u00e9culas,      chamada liga\u00e7\u00e3o hidrog\u00eanica, se d\u00e1 pela atra\u00e7\u00e3o eletrost\u00e1tica entre a parte      negativa de uma mol\u00e9cula e a positiva de outra. Os s\u00f3lidos moleculares t\u00eam      uma condutividade el\u00e9trica muito baixa (s\u00e3o isolantes).<\/p>\n<p>Um      s\u00f3lido met\u00e1lico \u00e9 formado a partir de \u00e1tomos com alguns el\u00e9trons fracamente      ligados nas camadas mais externas, el\u00e9trons esses que passam a se mover por      todo o s\u00f3lido quando de sua forma\u00e7\u00e3o. Assim, um s\u00f3lido met\u00e1lico \u00e9 constitu\u00eddo      por uma rede ordenada de \u00edons positivos que s\u00e3o mantidos juntos por uma esp\u00e9cie      de g\u00e1s de el\u00e9trons livres. A mobilidade dos el\u00e9trons de val\u00eancia que constituem      esse g\u00e1s de el\u00e9trons livres \u00e9 que torna os metais bons condutores de eletricidade.<\/p>\n<h3>Bandas      de Energia<\/h3>\n<p>Um      \u00e1tomo qualquer pode ser pensado como constitu\u00eddo pelos el\u00e9trons mais externos      (de val\u00eancia) ligados mais ou menos fracamente ao \u00edon positivo correspondente      ao \u00e1tomo considerado sem esses el\u00e9trons. Quando um grande n\u00famero de \u00e1tomos      se agrupam para formar um s\u00f3lido macrosc\u00f3pico, os el\u00e9trons de val\u00eancia, perturbados      pelos \u00e1tomos vizinhos, se tornam mais ou menos livres para se mover pelo s\u00f3lido      inteiro. Se os n\u00edveis de energia s\u00e3o bem espa\u00e7ados num \u00e1tomo isolado, no s\u00f3lido,      esses n\u00edveis passam a formar bandas de energia, isto \u00e9, conjuntos de um n\u00famero      muito grande de n\u00edveis de energia muito pouco espa\u00e7ados.<\/p>\n<p>E      se o princ\u00edpio de exclus\u00e3o de Pauli limita o n\u00famero de el\u00e9trons que podem      ocupar certo n\u00edvel de energia num \u00e1tomo isolado, da mesma forma ele limita      o n\u00famero de el\u00e9trons que podem ocupar cada banda de energia no s\u00f3lido macrosc\u00f3pico.      Entre uma banda e outra n\u00e3o existem n\u00edveis de energia poss\u00edveis de serem preenchidos      pelos el\u00e9trons e se diz que a\u00ed existe uma banda proibida.<\/p>\n<p>Como      os n\u00edveis at\u00f4micos s e p podem conter, respectivamente, 2 e 6 el\u00e9trons, num      s\u00f3lido macrosc\u00f3pico constitu\u00eddo de N \u00e1tomos, as correspondentes bandas de      energia s e p podem conter, respectivamente, at\u00e9 2N e 6N el\u00e9trons. O \u00e1tomo      de s\u00f3dio, por exemplo, tem a configura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica 1s2&gt;\u00a02s2&gt;\u00a02p6&gt;\u00a03s1,      de modo que as bandas 1s, 2s e 2p est\u00e3o completas, ou seja, existem, respectivamente,      2N, 2N e 6N el\u00e9trons ocupando todos os seus n\u00edveis de energia.<\/p>\n<p>De      acordo com o princ\u00edpio de exclus\u00e3o de Pauli, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que outros el\u00e9trons      ocupem qualquer estado dessas bandas. A banda mais elevada, a 3s, est\u00e1 apenas      com metade de seus n\u00edveis de energia preenchidos. Como os el\u00e9trons que preenchem      esses n\u00edveis, e que formam a liga\u00e7\u00e3o met\u00e1lica, s\u00e3o os correspondentes el\u00e9trons      de val\u00eancia nos \u00e1tomos isolados, esta banda \u00e9 chamada banda de val\u00eancia. Na      verdade, a situa\u00e7\u00e3o do s\u00f3dio \u00e9 um pouco mais complicada porque a banda superior      3p, completamente vazia, se superp\u00f5e \u00e0 banda 3s (Fig.27). Se a temperatura      do s\u00f3lido \u00e9 T = 0 K, os N el\u00e9trons da banda 3s ocupam os seus n\u00edveis mais      baixos.<\/p>\n<p>Se      T 0 K, existem n\u00edveis superiores ocupados por el\u00e9trons excitados por fra\u00e7\u00f5es      da energia interna do s\u00f3lido macrosc\u00f3pico e n\u00edveis inferiores, de onde provieram      tais el\u00e9trons, desocupados. Quanto maior a temperatura, mais n\u00edveis superiores      estar\u00e3o ocupados e mais n\u00edveis inferiores, desocupados. Se o s\u00f3lido em quest\u00e3o      \u00e9 colocado numa regi\u00e3o de campo el\u00e9trico, mesmo que relativamente pouco intenso,      os el\u00e9trons desta banda podem ser acelerados e, portanto, absorver energia      e ocupar n\u00edveis de energia vazios mais altos. Estes el\u00e9trons s\u00e3o, portanto,      el\u00e9trons de condu\u00e7\u00e3o, ou seja, el\u00e9trons que constituem a corrente el\u00e9trica.      Esta banda \u00e9, ent\u00e3o, tamb\u00e9m chamada banda de condu\u00e7\u00e3o e o s\u00f3lido \u00e9 condutor      de eletricidade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern21.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"210\" height=\"243\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>O      cloreto de s\u00f3dio (NaCl) \u00e9 um isolante para campos el\u00e9tricos n\u00e3o muito intensos.      O n\u00famero at\u00f4mico do cloro \u00e9 17 e sua configura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica \u00e9 1s2 2s2 2p6      3s2 3p5. O \u00e1tomo de s\u00f3dio tem a configura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica 1s2 2s2 2p6 3s1. O      s\u00f3lido macrosc\u00f3pico de NaCl \u00e9 formado pelos \u00edons Na+ e Cl- . Quando se formam      tais \u00edons, a energia do n\u00edvel 3s do s\u00f3dio fica mais alta porque o \u00e1tomo tem      que absorver energia para liberar o el\u00e9tron 3s1 e a energia do n\u00edvel 3p do      cloro fica mais baixa porque o \u00e1tomo libera energia ao absorver tal el\u00e9tron.<\/p>\n<p>Se      a temperatura do s\u00f3lido macrosc\u00f3pico constitu\u00eddo de N mol\u00e9culas de NaCl \u00e9      T = 0 K, ele tem uma banda 3p cujos 6N n\u00edveis de energia est\u00e3o completamente      preenchidos pelos 5N el\u00e9trons do cloro e N el\u00e9trons do s\u00f3dio e uma banda superior      3s cujos n\u00edveis de energia est\u00e3o completamente vazios, e se a temperatura      do s\u00f3lido em quest\u00e3o \u00e9 a temperatura ambiente, como kT 0,026 eV para T = 300      K, pode existir um n\u00famero muito pequeno de el\u00e9trons excitados da banda 3p      para a banda 3s por fra\u00e7\u00f5es da energia interna do s\u00f3lido. Ent\u00e3o, como a lacuna      de energia (banda proibida) entre as duas bandas \u00e9 de cerca de 10 eV, e como      um campo el\u00e9trico n\u00e3o muito intenso aplicado a uma amostra de NaCl n\u00e3o \u00e9 suficiente      para excitar el\u00e9trons da banda 3p para a banda 3s, apenas os muito poucos      el\u00e9trons que j\u00e1 est\u00e3o na banda 3s podem ser acelerados por efeito desse campo      e esses n\u00e3o chegam a constituir uma corrente el\u00e9trica. Assim, o NaCl \u00e9 um      isolante \u00e0 temperatura ambiente.<\/p>\n<h3>Semicondutores      Intr\u00ednsecos<\/h3>\n<p>Semicondutores      s\u00e3o subst\u00e2ncias cuja condutividade el\u00e9trica, ao contr\u00e1rio do que ocorre com      os condutores normais, aumenta com a temperatura. Assim, s\u00e3o condutores nas      temperaturas usuais e isolantes nas baixas temperaturas. Al\u00e9m do germ\u00e2nio,      do sil\u00edcio e de alguns outros elementos, s\u00e3o semicondutores uma grande quantidade      de subst\u00e2ncias entre as quais se destacam os compostos bin\u00e1rios constitu\u00eddos      por \u00e1tomos de grupos diferentes da tabela peri\u00f3dica como, por exemplo, GaAs,      AlSb e InSb.<\/p>\n<p>Semicondutores      intr\u00ednsecos s\u00e3o subst\u00e2ncias puras, sem qualquer tipo de impureza, e que, a      T = 0 K, t\u00eam uma banda proibida de largura menor que 3 eV entre a banda de      val\u00eancia, com todos os n\u00edveis ocupados, e a banda de condu\u00e7\u00e3o, com todos os      n\u00edveis desocupados. Nessa temperatura, comportam-se como isolantes. O sil\u00edcio      e o germ\u00e2nio, por exemplo, s\u00e3o semicondutores intr\u00ednsecos com uma banda proibida      de 1,1 eV e 0,7 eV, respectivamente. Para T 0 K, existem n\u00edveis de energia      na banda de condu\u00e7\u00e3o ocupados por el\u00e9trons excitados por fra\u00e7\u00f5es da energia      interna e n\u00edveis de energia na banda de val\u00eancia, de onde provieram esses      el\u00e9trons, desocupados. Quanto maior a temperatura, mais n\u00edveis na banda de      condu\u00e7\u00e3o est\u00e3o ocupados e mais n\u00edveis na banda de val\u00eancia est\u00e3o desocupados.      Na presen\u00e7a de um campo el\u00e9trico, a corrente el\u00e9trica resultante tem uma contribui\u00e7\u00e3o      devida aos el\u00e9trons da banda de condu\u00e7\u00e3o e outra, devida aos el\u00e9trons da banda      de val\u00eancia. Para cada el\u00e9tron na banda de condu\u00e7\u00e3o existe um n\u00edvel de energia      vazio (uma lacuna) na banda de val\u00eancia, de modo que, sob o efeito do campo      el\u00e9trico, os el\u00e9trons dessa banda podem ser excitados para n\u00edveis de energia      vazios dela mesma, deixando os n\u00edveis de energia originais vazios. Esta contribui\u00e7\u00e3o      para a corrente el\u00e9trica pode ser descrita como o movimento das lacunas no      sentido do campo el\u00e9trico (e no sentido contr\u00e1rio ao dos el\u00e9trons). As lacunas      atuam, assim, como se tivessem carga el\u00e9trica positiva. Como a largura da      banda proibida \u00e9 pequena nos semicondutores, o aumento da condutividade devido      ao aumento da temperatura \u00e9 muito maior do que nos isolantes usuais.<\/p>\n<h3>Semicondutores      Extr\u00ednsecos<\/h3>\n<p>A      condutividade de um material semicondutor pode ser aumentada por diversas      ordens de grandeza pela adi\u00e7\u00e3o de quantidades muito pequenas de certas subst\u00e2ncias      chamadas impurezas. Esse procedimento \u00e9 chamado dopagem e os semicondutores      resultantes s\u00e3o chamados de semicondutores extr\u00ednsecos. E conforme o tipo      de dopagem, esses semicondutores podem ser do tipo n e do tipo p.<\/p>\n<p>Um      \u00e1tomo de sil\u00edcio tem a configura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p2, e um \u00e1tomo      de germ\u00e2nio tem a configura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p2,      ou seja, ambos t\u00eam quatro el\u00e9trons de val\u00eancia. Num s\u00f3lido macrosc\u00f3pico puro,      cada \u00e1tomo fica ligado a outros quatro por liga\u00e7\u00f5es covalentes. Um \u00e1tomo de      ars\u00eanio, cuja configura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica \u00e9 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p3,      tem cinco el\u00e9trons de val\u00eancia. Se uma amostra de sil\u00edcio (ou de germ\u00e2nio)      \u00e9 dopada com um pequeno teor de ars\u00eanio, de maneira que alguns \u00e1tomos de ars\u00eanio      substituem alguns \u00e1tomos de sil\u00edcio (ou de germ\u00e2nio) na rede cristalina, quatro      el\u00e9trons de val\u00eancia de cada \u00e1tomo de ars\u00eanio participam de liga\u00e7\u00f5es covalentes      com os quatro \u00e1tomos de sil\u00edcio (ou de germ\u00e2nio) vizinhos enquanto que o quinto      el\u00e9tron de val\u00eancia fica apenas levemente ligado ao seu \u00e1tomo original e ocupa,      assim, algum n\u00edvel de energia um pouco abaixo da banda de condu\u00e7\u00e3o do s\u00f3lido      (Fig.28(a)). Estes n\u00edveis de energia s\u00e3o chamados n\u00edveis doadores, j\u00e1 que      os el\u00e9trons que os ocupam podem ser facilmente excitados para n\u00edveis da banda      de condu\u00e7\u00e3o por fra\u00e7\u00f5es da energia interna do s\u00f3lido. O semicondutor extr\u00ednseco      em quest\u00e3o \u00e9 chamado semicondutor tipo n (n de negativo, por causa do sinal      dos portadores de corrente el\u00e9trica). Al\u00e9m do ars\u00eanio, podem atuar como impurezas      doadoras outros \u00e1tomos de elementos do grupo V da tabela peri\u00f3dica, que t\u00eam      cinco el\u00e9trons de val\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern22.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"299\" height=\"176\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Um      \u00e1tomo de g\u00e1lio, cuja configura\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica \u00e9 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2      4p1, tem tr\u00eas el\u00e9trons de val\u00eancia. Se uma amostra de sil\u00edcio (ou de germ\u00e2nio)      \u00e9 dopada com um pequeno teor de g\u00e1lio, os tr\u00eas el\u00e9trons de val\u00eancia de cada      \u00e1tomo de g\u00e1lio participam de liga\u00e7\u00f5es covalentes com tr\u00eas dos quatro \u00e1tomos      de sil\u00edcio (ou de germ\u00e2nio) vizinhos. Correspondentemente ao quarto el\u00e9tron      de val\u00eancia de cada \u00e1tomo de sil\u00edcio (ou de germ\u00e2nio) existem n\u00edveis de energia      um pouco acima da banda de val\u00eancia (Fig.28(b)). Como os \u00e1tomos de sil\u00edcio      (ou de germ\u00e2nio) nessa situa\u00e7\u00e3o aceitam el\u00e9trons da banda de val\u00eancia excitados      por fra\u00e7\u00f5es da energia interna do s\u00f3lido para completar a quarta liga\u00e7\u00e3o covalente,      de modo que existem lacunas nessa banda, esses n\u00edveis s\u00e3o chamados n\u00edveis      aceitadores, e o semicondutor extr\u00ednseco em quest\u00e3o \u00e9 chamado semicondutor      tipo p (p de positivo, por causa sinal dos portadores de corrente el\u00e9trica).      Al\u00e9m do g\u00e1lio, podem ser impurezas receptoras outros \u00e1tomos de elementos do      grupo III da tabela peri\u00f3dica, que t\u00eam tr\u00eas el\u00e9trons de val\u00eancia.<\/p>\n<h3>Luminesc\u00eancia      e Fosforesc\u00eancia<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern23.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"308\" height=\"144\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>De      um modo geral, quando os el\u00e9trons de um s\u00f3lido s\u00e3o excitados por absor\u00e7\u00e3o      de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica ou por outro processo qualquer, eles n\u00e3o permanecem      por muito tempo nos respectivos n\u00edveis mais altos, decaindo por v\u00e1rios processos      competitivos. Se o processo de decaimento mais prov\u00e1vel envolve a emiss\u00e3o      de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica na regi\u00e3o vis\u00edvel do espectro, dizemos que existe      luminesc\u00eancia. Nos s\u00f3lidos, a luminesc\u00eancia est\u00e1 ligada \u00e0s impurezas e aos      defeitos da estrutura cristalina. Quando um el\u00e9tron da banda de val\u00eancia \u00e9      transferido para a banda de condu\u00e7\u00e3o, deixa naquela uma lacuna, ou seja, um      n\u00edvel incompleto (Fig.29(a)). Se a estrutura cristalina do s\u00f3lido em quest\u00e3o      n\u00e3o cont\u00e9m defeitos nem impurezas, o el\u00e9tron volta \u00e0 banda de val\u00eancia com      a emiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com uma energia muito alta para ficar      na regi\u00e3o vis\u00edvel do espectro. Se a rede contiver algumas impurezas que originem      n\u00edveis de energia entre as bandas de val\u00eancia e de condu\u00e7\u00e3o, um el\u00e9tron de      um n\u00edvel de energia de impureza inferior pode preencher a lacuna na banda      de val\u00eancia e um el\u00e9tron da banda de condu\u00e7\u00e3o pode preencher um dos n\u00edveis      de energia de impureza superiores (Fig.29(b)), com a emiss\u00e3o, nos dois casos,      de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com energia muito baixa para ficar na regi\u00e3o vis\u00edvel      do espectro. Um el\u00e9tron pode passar de um n\u00edvel de energia de impureza superior      para um n\u00edvel de energia de impureza inferior que esteja vazio, com a emiss\u00e3o      de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica com energia que a situe na regi\u00e3o vis\u00edvel do espectro,      e isso \u00e9 o que constitui a luminesc\u00eancia (Fig.29(c)).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modern24.jpg\" alt=\"F\u00edsica Moderna\" width=\"223\" height=\"194\" title=\"F\u00edsica Moderna\" \/><\/p>\n<p>Em      certos casos, em vez de passar pelo processo ilustrado na Fig.29(b), o el\u00e9tron      da banda de condu\u00e7\u00e3o pode passar para um n\u00edvel de energia chamado armadilha      (Fig.30), do qual ele n\u00e3o pode passar ao n\u00edvel de energia de impureza mais      baixo por uma transi\u00e7\u00e3o radioativa sem violar um ou outro princ\u00edpio de conserva\u00e7\u00e3o.      O el\u00e9tron se encontra, ent\u00e3o, num estado metaest\u00e1vel, e permanece nesse estado      por um tempo que pode ser de muitos segundos (muito grande para a escala at\u00f4mica),      at\u00e9 que algum processo o fa\u00e7a regressar \u00e0 banda de condu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ele pode      passar pelas etapas descritas acima. O processo como um todo se chama fosforesc\u00eancia      porque o s\u00f3lido permanece brilhando muitos segundos ap\u00f3s o t\u00e9rmino da excita\u00e7\u00e3o.      Um exemplo de subst\u00e2ncia onde ocorre fosforesc\u00eancia \u00e9 o sulfato de zinco.      Subst\u00e2ncias fosforescentes s\u00e3o usados em tubos de televis\u00e3o e em detetores      de part\u00edculas elementares.<\/p>\n<p>Fonte:       www.ufsm.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00edsica Moderna, Conceito, O que \u00e9, Efeito Fotoel\u00e9trico, Heisenberg, Princ\u00edpio da Incerteza, Caractert\u00edsticas, F\u00edsica Moderna<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[320],"tags":[],"class_list":["post-64857","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fisica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>F\u00edsica Moderna, Conceito, O que \u00e9 F\u00edsica Moderna<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"F\u00edsica Moderna, Conceito, O que 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