{"id":64521,"date":"2016-07-18T13:52:46","date_gmt":"2016-07-18T13:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=64521"},"modified":"2016-07-18T14:12:05","modified_gmt":"2016-07-18T14:12:05","slug":"funcionamento-dos-motores-combustao-interna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/fisica\/funcionamento-dos-motores-combustao-interna","title":{"rendered":"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna"},"content":{"rendered":"<p>O potencial de energia do petr\u00f3leo \u00e9 muito elevado. A energia nele concentrada      pode liberar-se instantaneamente como na p\u00f3lvora, produzindo uma explos\u00e3o,      com grande efeito mec\u00e2nico.<\/p>\n<p>Para que isso aconte\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio que ele seja queimado em uma mistura      apropriada com certa porcentagem de oxig\u00eanio.<\/p>\n<p>Idealizou-se, ent\u00e3o, um sistema carburador, isto \u00e9 um sistema para pulverizar      o combust\u00edvel l\u00edquido, ou melhor, transform\u00e1-lo em uma mistura de got\u00edculas      com o ar, a qual \u00e9 introduzida diretamente num cilindro, onde ser\u00e1 comprimida      e receber\u00e1 uma fa\u00edsca el\u00e9trica, que produz a combust\u00e3o explosiva.<\/p>\n<p>A explos\u00e3o impele o \u00eambolo ou o pist\u00e3o, o qual no fim de seu curso, abre      a v\u00e1lvula de escape, eliminando os gases e retorna \u00e0 situa\u00e7\u00e3o inicial para      a admiss\u00e3o de nova carga de ar e combust\u00edvel.<\/p>\n<p>A gasolina \u00e9 uma mistura de compostos formados essencialmente de \u00e1tomos de      carbono (C) e hidrog\u00eanio (H). O composto principal \u00e9 o isooctano, cuja estrutura      \u00e9 representada pela estrutura ao lado.<\/p>\n<p>Fonte: www.eciencia.usp.br<\/p>\n<h6>Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>As m\u00e1quinas t\u00e9rmicas s\u00e3o aquelas m\u00e1quinas que transformam a energia qu\u00edmica      dos hidrocarbonetos em energia t\u00e9rmica. Mas os motores de combust\u00e3o interna,      de um modo espec\u00edfico, transformam a energia t\u00e9rmica em energia mec\u00e2nica.<\/p>\n<p>Eles podem ser classificados segundo seus ciclos de opera\u00e7\u00e3o: ciclo Otto,      para os que utilizam \u00e1lcool e gasolina; e ciclo Diesel para motores movidos      a \u00f3leo diesel. Os carros movidos a G\u00e1s Natural Veicular (GNV) podem operar      nos dois ciclos, entretanto s\u00e3o mais usuais para os motores Otto.<\/p>\n<p>Os Motores de combust\u00e3o interna podem se dividir, tamb\u00e9m, em motores de dois      tempos e motores de quatro tempos. Os motores dois tempos ca\u00edram em desuso      por serem mais poluentes.<\/p>\n<h4>3.2 &#8211; Componentes de um motor de combust\u00e3o interna<\/h4>\n<p>Para entender como o motor funciona \u00e9 preciso conhecer suas partes integrantes.      Os cap\u00edtulos anteriores deram subs\u00eddio a este t\u00f3pico, uma vez que muitos elementos      dos motores transformam movimentos de transla\u00e7\u00e3o em movimentos de rota\u00e7\u00e3o,      ou movimentos de rota\u00e7\u00e3o em movimentos de transla\u00e7\u00e3o (movimentos alternados).<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore6.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore7.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><\/p>\n<p>A figura abaixo mostra um esquema mais simplificado dos acionamentos de um      motor de combust\u00e3o interna.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore8.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><br \/>\n<strong>Figura 02 \u0096 acionamentos dos pist\u00f5es e das v\u00e1lvulas<\/strong><\/p>\n<p>O princ\u00edpio de funcionamento dos motores \u00e9 o mesmo, embora haja varia\u00e7\u00f5es      quanto \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es de seus acionamentos, ou seja, muitos motores v\u00eam com      a \u00e1rvore de comando de v\u00e1lvulas atuando diretamente sobre elas, ao inv\u00e9s de      usar balancins e hastes (como na figura acima); outros motores mais modernos      n\u00e3o possuem carburador, mas um sistema de inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de combust\u00edvel;      etc.<\/p>\n<h4>3.3 &#8211; Motor Quatro Tempos<\/h4>\n<p>Os motores de quatro tempos funcionam segundo o esquema mostrado pelas figuras      abaixo:<\/p>\n<p align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore9.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" width=\"461\" height=\"629\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><br \/>\n<strong>Figura 03 \u0096 esquema de um motor quatro tempos<\/strong><\/p>\n<p><b>1\u00ba Tempo \u0096 Admiss\u00e3o <\/b><\/p>\n<p>Durante o 1\u00ba tempo, ou seja, a admiss\u00e3o, a v\u00e1lvula de admiss\u00e3o se abre, e      a mistura ar-combust\u00edvel entra na c\u00e2mara de combust\u00e3o enquanto ela se expande,      indo do ponto morto superior (PMS) ao ponto morto inferior (PMI). A \u00e1rvore      de manivela gira 180\u00ba.<\/p>\n<p><b>Nota<\/b>: No PMS, a c\u00e2mara de combust\u00e3o, formada pelo pist\u00e3o e sua camisa,      possui o menor volume. No PMI ela possui o seu maior volume. Portanto, a taxa      de compress\u00e3o de um motor \u00e9 a raz\u00e3o entre os volumes no PMI e no PMS. Para      um motor a gasolina ela \u00e9 em torno de 10:1 e para os motores a \u00e1lcool ela      \u00e9 de 14:1. Em outras palavras, o \u00e1lcool sofre uma compress\u00e3o maior que a gasolina,      durante o momento da compress\u00e3o. O \u00f3leo diesel sofre uma compress\u00e3o ainda      maior, 20:1.<\/p>\n<p><b>2\u00ba Tempo \u0096 Compress\u00e3o  <\/b><\/p>\n<p>Neste instante a v\u00e1lvula de admiss\u00e3o se fecha, vedando a c\u00e2mara de combust\u00e3o,      e o \u00eambolo desloca-se do PMI para o PMS, comprimindo a mistura ar-combust\u00edvel.      A press\u00e3o de compress\u00e3o varia de 60      a 80 kgf\/cm\u00b2 e a temperatura aumenta.<\/p>\n<p><b>3\u00ba Tempo \u0096 Trabalho (expans\u00e3o) <\/b><\/p>\n<p>Neste instante, a vela solta uma centelha inflamando a mistura, produzindo      uma onda de calor muito forte, aumentando a press\u00e3o e fazendo retornar o cilindro      para o PMI: \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho. As duas v\u00e1lvulas est\u00e3o fechadas.<\/p>\n<p><b>4\u00ba Tempo \u0096 Escapamento <\/b><\/p>\n<p>Neste instante, a v\u00e1lvula de escapamento se abre, enquanto o \u00eambolo vai do      PMI para o PMS, expulsando os gases da combust\u00e3o. Com isto completa-se um      ciclo.<\/p>\n<h5>3.4 &#8211; Ciclo Otto te\u00f3rico<\/h5>\n<p>O ciclo Otto compreende duas transforma\u00e7\u00f5es adiab\u00e1ticas e duas isot\u00e9rmicas,      como mostra o diagrama abaixo:<\/p>\n<p align=\"center\"><b> <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore10.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" width=\"146\" height=\"140\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><\/b><br \/>\n<strong>Figura 04 \u0096 Dagrama ciclo Otto<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A-B \u0096 compress\u00e3o adiab\u00e1tica (sem troca de calor)<\/p>\n<p>B-C \u0096 igni\u00e7\u00e3o (isot\u00e9rmica)<\/p>\n<p>C-D \u0096 expans\u00e3o (adiab\u00e1tica): realizando trabalho<\/p>\n<p>D-A \u0096 expans\u00e3o (abertura da v\u00e1lvula de escapamento- isot\u00e9rmica)<\/p>\n<p>A linha horizontal da esquerda para a direita \u00e9 admiss\u00e3o, caso contr\u00e1rio,      escapamento dos gases.<\/p>\n<p><b>3.5 &#8211; Ciclo Diesel <\/b><\/p>\n<p>O chamado motor de ciclo Diesel foi criado por um alem\u00e3o com esse sobrenome,      Jean. Rudolf Diesel, que conseguiu patentear seu projeto em 22 de fevereiro      de 1893, mas a apresenta\u00e7\u00e3o oficial do motor s\u00f3 ocorreu em 1898. Desenvolvia      apenas 10 cv de pot\u00eancia e logo passou a ser fabricado em toda a Alemanha.      Suas primeiras aplica\u00e7\u00f5es foram em f\u00e1bricas geradoras de energia.<\/p>\n<p>Os motores do ciclo Diesel de 4 tempos s\u00e3o utilizados em menor escala no      automobilismo, do que os de ciclo Otto. O ciclo Diesel tem maior emprego nos      motores de grandes\u00a0 pot\u00eancias e dimens\u00f5es como: embarca\u00e7\u00f5es      mar\u00edtimas, locomotivas, caminh\u00f5es, geradores, etc.<\/p>\n<p>Quanto ao regime de funcionamento eles podem ser classificados como: <\/p>\n<p><b>Diesel Lento<\/b> &#8211; trabalham a uma rota\u00e7\u00e3o de 400 a 800 RPM. Estes motores      por possu\u00edrem grandes dimens\u00f5es s\u00e3o empregados onde a rela\u00e7\u00e3o peso pot\u00eancia,      n\u00e3o \u00e9 importante, como nas embarca\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas, motores estacion\u00e1rios, etc.      O combust\u00edvel utilizado \u00e9 o do tipo A.P.F.. <\/p>\n<p><b>Diesel normal<\/b> &#8211; S\u00e3o os motores cujas rota\u00e7\u00f5es de trabalho variam de      800 a 2000 RPM. <\/p>\n<p><b>Diesel veloz<\/b> &#8211; Motores de rota\u00e7\u00f5es maiores que 2000 RPM. Este tipo      de motor vem sendo ultimamente muito utilizado nos autom\u00f3veis de passeio.    <\/p>\n<p class=\"MsoBlockText\">Os motores do ciclo diesel, s\u00e3o alimentados por meio      de inje\u00e7\u00f5es diretas que podem ser por por inje\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, utilizando bombas      mec\u00e2nicas para injetar o combust\u00edvel na c\u00e2mara de combust\u00e3o. Estas bombas      podem ser unit\u00e1rias por motor ou m\u00faltiplas, onde cada cilindro ou conjunto      de cilindros possui uma bomba independente. A inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica torna mais      eficiente o controle da inje\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel, cuja quantidade depende da      rota\u00e7\u00e3o e do torque em cada instante de funcionamento do motor.<\/p>\n<p class=\"MsoBlockText\">Pela elevada taxa de compress\u00e3o e pelas caracter\u00edsticas      do combust\u00edvel, o motor a diesel obt\u00e9m rendimento muito elevado, o que se      reflete no seu baixo consumo. Entretanto, a alta taxa de compress\u00e3o exige      que seus componentes sejam mais refor\u00e7ados &#8211; da\u00ed seu maior peso e menor pot\u00eancia      que um motor do ciclo Otto de tamanho equivalente. O n\u00edvel de ru\u00eddo e vibra\u00e7\u00f5es      tamb\u00e9m \u00e9 mais elevado, embora este inconveniente venha se reduzindo bastante      nos projetos mais modernos.<\/p>\n<p class=\"MsoBlockText\">Os motores a diesel representam grande economia, pois      consomem menos (percorrem mais quil\u00f4metros com um litro) e o combust\u00edvel \u00e9      sensivelmente mais barato que o \u00e1lcool ou a gasolina. Tamb\u00e9m s\u00e3o mais dur\u00e1veis      e t\u00eam manuten\u00e7\u00e3o simplificada.<\/p>\n<p class=\"MsoBlockText\"><b>3.5.1 &#8211; Fases dos motores do ciclo Diesel de 4 tempos       <\/b><\/p>\n<p>As fases dos motores do ciclo Diesel, como princ\u00edpio de funcionamento, s\u00e3o      semelhantes ao do ciclo Otto. Os tempos ou fases s\u00e3o:<\/p>\n<p><b>1\u00ba Tempo : Aspira\u00e7\u00e3o<\/b> <\/p>\n<p>Na fase de aspira\u00e7\u00e3o o pist\u00e3o desloca do ponto morto superior, PMS, ao ponto\u00a0      morto inferior, PMI, aspirando o ar (e n\u00e3o a mistura ar-combust\u00edvel)      atrav\u00e9s da v\u00e1lvula de aspira\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><b>2 \u00ba Tempo: Compress\u00e3o  <\/b><\/p>\n<p>Nesta fase o pist\u00e3o desloca do PMI ao PMS. No in\u00edcio do deslocamento a v\u00e1lvula      de aspira\u00e7\u00e3o se fecha e o pist\u00e3o come\u00e7a a comprimir o ar na c\u00e2mara de combust\u00e3o.      O ar quando sujeito a esta compress\u00e3o sofre um aumento de temperatura que      ser\u00e1 tanto maior quanto for a percentagem comprimida (taxa de compress\u00e3o).    <\/p>\n<p><b>3\u00ba Tempo: Combust\u00e3o (expans\u00e3o)  <\/b><\/p>\n<p>Um pouco antes de o pist\u00e3o atingir o PMS, o ar comprimido atinge uma press\u00e3o      de 65 a 130 kgf\/cm2;      e uma temperatura de 600      a 800\u00baC. Por meio do injetor, o combust\u00edvel \u00e9 fortemente comprimido e pulverizado      para o interior da c\u00e2mara. Este combust\u00edvel ao encontrar o ar, que se encontra      na press\u00e3o e temperatura supra-citados incendeia-se espontaneamente, empurrando      energeticamente o pist\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao PMI. <\/p>\n<p><b>4\u00ba Tempo : Descarga  <\/b><\/p>\n<p>Um pouco antes do pist\u00e3o atingir o PMI, de onde iniciar\u00e1 o quarto tempo,      a v\u00e1lvula de descarga se abre, permitindo a sa\u00edda de uma parte dos gases de      combust\u00e3o que se encontram em alta press\u00e3o. Ao deslocar para o PMS expulsa      o resto dos gases.<\/p>\n<p>A figura abaixo representa os quatro tempos de um motor do ciclo Diesel.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore11.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" width=\"607\" height=\"250\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><br \/>\n<strong>Figura 05 \u0096 Tempos do ciclo Diesel<\/strong><\/p>\n<p>Para melhor ilustrar essa diferen\u00e7a, a tabela abaixo faz um paralelo do funcionamento      dos motores nos quatro tempos de funcionamento:<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td width=\"126\">\n<p align=\"center\"><b>\u00a0Ciclos de funcionamento<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"220\">\n<p align=\"center\">\u00a0<b>Ciclo Otto<br \/>\n               (gasolina ou \u00e1lcool)<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"234\">\n<p align=\"center\"><b>Ciclo Diesel<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"126\" valign=\"top\">\u00a01 &#8211; admiss\u00e3o <\/td>\n<td width=\"220\" valign=\"top\">aspira\u00e7\u00e3o da mistura ar-combust\u00edvel <\/td>\n<td width=\"234\" valign=\"top\">aspira\u00e7\u00e3o e enchimento dos cilindros              apenas com ar <\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"126\" valign=\"top\">2 &#8211; compress\u00e3o <\/td>\n<td width=\"220\" valign=\"top\">compress\u00e3o da mistura numa taxa em              torno de 9:1 (gasolina) ou 14:1 (\u00e1lcool) <\/td>\n<td width=\"234\" valign=\"top\">compress\u00e3o do ar puro, numa taxa              acima de 20:1 <\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"126\" valign=\"top\">3 &#8211; combust\u00e3o <\/td>\n<td width=\"220\" valign=\"top\">igni\u00e7\u00e3o por centelha da vela e explos\u00e3o              da mistura <\/td>\n<td width=\"234\" valign=\"top\">inje\u00e7\u00e3o de \u00f3leo diesel; auto-inflama\u00e7\u00e3o              pelo calor da compress\u00e3o; combust\u00e3o \u00e0 medida que \u00e9 injetado <\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"126\" valign=\"top\">4 &#8211; escapamento <\/td>\n<td width=\"220\" valign=\"top\">sa\u00edda dos gases queimados <\/td>\n<td width=\"234\" valign=\"top\">sa\u00edda dos gases queimados <\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><b>3.5.2 &#8211; Ciclo Te\u00f3rico Diesel<\/b> <\/p>\n<p>O ciclo Diesel \u00e9 composto de duas transforma\u00e7\u00f5es adiab\u00e1ticas alternadas,      uma isob\u00e1rica e outra isot\u00e9rmica, como mosta o diagrama abaixo.<\/p>\n<p align=\"center\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore12.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" width=\"167\" height=\"176\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><br \/>\n<strong>Figura 05 \u0096 Dagrama ciclo Diesel<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>E-F:<\/strong> compress\u00e3o adiab\u00e1tica do ar (inje\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e auto-igni\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>F-G:<\/strong> expans\u00e3o isob\u00e1rica: in\u00edcio da combust\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>G-H:<\/strong> expans\u00e3o adiab\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>H-E:<\/strong> escapamento \u0096 isot\u00e9rmica (abertura da v\u00e1lvula        de escapamento).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A linha horizontal da esquerda para a direita \u00e9 admiss\u00e3o, caso contr\u00e1rio,      escapamento dos gases.<\/p>\n<p>No ciclo diesel, a combust\u00e3o \u00e9 mais lenta do que no motor a gasolina e o      trabalho motor \u00e9 realizado em duas etapas: na transforma\u00e7\u00e3o <i>FG <\/i>(isob\u00e1rica)      e na transforma\u00e7\u00e3o <i>GH <\/i>(adiab\u00e1tica). Para o ciclo Diesel, a taxa de      compress\u00e3o varia de 15 a 20.<\/p>\n<p>O trabalho \u00fatil realizado pelo sistema \u00e9 igual \u00e0 diferen\u00e7a entre o trabalho      fornecido pelo sistema e o trabalho absorvido. \u00c9 a diferen\u00e7a entre a \u00e1rea      sob o gr\u00e1fico da linha FGH e a \u00e1rea sob o gr\u00e1fico da linha EF.\u00a0      Ou seja \u00e9 \u00e1rea corresponde a linha poligonal EFGH.<\/p>\n<p>O rendimento t\u00e9rmico de um ciclo Diesel \u00e9 dado por <\/p>\n<p align=\"center\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore13.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" width=\"358\" height=\"106\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Onde:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>r = v1 \/ v2 <\/p>\n<p>f = v3 \/ v2, onde v3 corresponde a abscissa do ponto        G, na figura 05. <\/p>\n<p>K = Cp \/ Cv <\/p>\n<p>Os calores espec\u00edficos s\u00e3o \u00e0 press\u00e3o constante Cp e ao volume constante        Cv <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>3.5.3 &#8211; Diferen\u00e7as entre ciclo Real e Te\u00f3rico  <\/b><\/p>\n<p>Os principais fatores respons\u00e1veis pela diferen\u00e7a entre o ciclo real e o      te\u00f3rico s\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>a)<\/strong> Perdas por bombeamento: No ciclo te\u00f3rico a aspira\u00e7\u00e3o        e descarga s\u00e3o feitas \u00e0 press\u00e3o constante, enquanto que no\u00a0 ciclo real        isto n\u00e3o acontece. <\/p>\n<p><strong>b)<\/strong> Perdas pela combust\u00e3o n\u00e3o instant\u00e2nea: No ciclo te\u00f3rico        o calor \u00e9 introduzido instantaneamente e a press\u00e3o constante enquanto que        no real isto n\u00e3o ocorre.<\/p>\n<p><strong>c)<\/strong> Perdas pela dissocia\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel: No ciclo te\u00f3rico        n\u00e3o existe dissocia\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel, enquanto que no real ele se dissocia        em elementos tais como CO2, H2, O ,CO e outros compostos,        absorvendo calor. <\/p>\n<p><strong>d)<\/strong> Perdas devido \u00e0 abertura antecipada da v\u00e1lvula de descarga:        Na teoria a abertura da v\u00e1lvula de descarga \u00e9 considerada instant\u00e2nea, enquanto        que no real ela se abre antes do pist\u00e3o atingir\u00a0 PMI.      <\/p>\n<p><strong>e)<\/strong> Perdas de calor: Na teoria, as perdas de calor s\u00e3o        nulas enquanto que no real elas s\u00e3o sens\u00edveis, devido \u00e0 necessidade de refrigera\u00e7\u00e3o        dos cilindros. <\/p>\n<p><strong>f)<\/strong> Perdas devido \u00e0 varia\u00e7\u00e3o dos calores espec\u00edficos do        fluido: Os calores espec\u00edficos, a press\u00e3o constante Cp e o volume constante        Cv de um g\u00e1s real aumentam com a Temperatura mas a sua diferen\u00e7a \u00e9 sempre        constante, isto \u00e9 Cp-Cv=R. Por\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o K=Cp\/Cv diminui com o aumento        da temperatura. Portanto o valor da press\u00e3o e temperatura m\u00e1xima obtida        no ciclo \u00e9 inferior \u00e0 obtida quando os calores espec\u00edficos s\u00e3o constantes        com a varia\u00e7\u00e3o da temperatura. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"center\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/motore14.jpg\" alt=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" width=\"365\" height=\"432\" title=\"Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p>A &#8211; Inje\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>B &#8211; Perdas devido ao retardo da combust\u00e3o <\/p>\n<p>C &#8211;\u00a0\u00a0Perdas devido\u00a0 a dissocia\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel <\/p>\n<p>D &#8211;\u00a0\u00a0Perdas devido \u00e0 combust\u00e3o n\u00e3o instant\u00e2nea <\/p>\n<p>E &#8211;\u00a0Perdas devido \u00e0 troca de calor com o meio ambiente <\/p>\n<p>F &#8211; Abertura da v\u00e1lvula de descarga <\/p>\n<p>G &#8211; Perdas devido \u00e0 abertura antecipada da v\u00e1lvula de descarga <\/p>\n<p>H\u00a0 &#8211; Perdas por bombeamento <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><b>3.6 &#8211; Motor de partida <\/b><\/p>\n<p>Deve-se lembrar que para se iniciarem os ciclos de combust\u00e3o, os motores      precisam de uma energia auxiliar para come\u00e7arem a girar os eixos que acionam      os pist\u00f5es e as v\u00e1lvulas de admiss\u00e3o e escapamento. Isto se consegue atrav\u00e9s      de um motor el\u00e9trico de corrente cont\u00ednua, de alta amperagem, de alta pot\u00eancia      em rela\u00e7\u00e3o ao seu tamanho: \u00e9 o motor de partida que usa a energia acumulada      na bateria.<\/p>\n<h4>Conjunto Moto-Gerador<\/h4>\n<p>O objetivo deste cap\u00edtulo foi mostrar os ciclos operacionais mais comuns,      utilizados pela ind\u00fastria, na transforma\u00e7\u00e3o de energia. O motor de combust\u00e3o      interna ao transformar a energia qu\u00edmica dos hidrocarbonetos em energia mec\u00e2nica      entrega ao restante do sistema rota\u00e7\u00e3o e torque. Da\u00ed para frente esta energia      \u00e9 convertida em outras formas. De um modo mais espec\u00edfico, os geradores, acoplados      a motores diesel, transformam aquela energia mec\u00e2nica em energia el\u00e9trica      para posterior utiliza\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 muito comum onde a energia el\u00e9trica n\u00e3o      est\u00e1 presente, como acontece na \u00e1rea de petr\u00f3leo, durante a perfura\u00e7\u00e3o de      po\u00e7os on-shore e off-shore; durante a opera\u00e7\u00e3o das plataformas de produ\u00e7\u00e3o      off-shore; em sistemas de emerg\u00eancia (em hospitais, por exemplo) durante os      momentos em que h\u00e1 falta energia el\u00e9trica, seja por que raz\u00e3o for.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que toda vez em que ocorre uma transforma\u00e7\u00e3o de energia,      sempre h\u00e1 perdas. Portanto, quanto menor for essa quantidade de transforma\u00e7\u00f5es      entre a fonte produtora e a fonte consumidora, mais energia ter-se-\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o      da fonte consumidora.<\/p>\n<p>Fonte:  ftp.cefetes.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna, Energia, Queima, Oxig\u00eanio, Rea\u00e7\u00e3o Qu\u00edmica, Caracter\u00edsticas, Funcionamento dos Motores a Combust\u00e3o Interna<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[320],"tags":[],"class_list":["post-64521","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fisica"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Funcionamento dos Motores a 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