{"id":63543,"date":"2016-07-14T17:32:27","date_gmt":"2016-07-14T17:32:27","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=63543"},"modified":"2016-07-14T17:36:37","modified_gmt":"2016-07-14T17:36:37","slug":"basquetebol-em-cadeira-de-rodas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/esportes\/basquetebol-em-cadeira-de-rodas","title":{"rendered":"Basquetebol em Cadeira de Rodas"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/basque1.jpg\" alt=\"Basquetebol em Cadeira de Rodas\" title=\"Basquetebol em Cadeira de Rodas\" \/><strong><br \/>\n     Basquetebol em Cadeira de Rodas<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Hist\u00f3rias do Basquetebol em Cadeira de Rodas no Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC),      a modalidade \u00e9 a pioneira no desporto Paraol\u00edmpico no Brasil. <\/p>\n<p>Em 1951, S\u00e9rgio Del Grande sofreu um acidente durante uma partida de Futebol,      e ficou parapl\u00e9gico. Os m\u00e9dicos recomendaram a ele que viajasse para buscar      tratamento nos Estados Unidos. Naquele pa\u00eds, S\u00e9rgio percebeu o quanto era      dado valor para a pr\u00e1tica esportiva associada ao processo de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 50, Del Grande voltou para o Brasil, trazendo consigo      uma cadeira de rodas especial para a pr\u00e1tica do Basquetebol. Ele fundou o      Clube dos Parapl\u00e9gicos de S\u00e3o Paulo e procurou incentivar outras pessoas com      defici\u00eancia a praticar a modalidade, atrav\u00e9s de exibi\u00e7\u00f5es. Como sua cadeira      havia sido fabricada nos Estados Unidos e n\u00e3o existia modelo parecido no Brasil,      um fabricante procurou S\u00e9rgio para desenvolver aquele material aqui, utilizando      de sua cadeira de rodas como prot\u00f3tipo. Em troca, Del Grande solicitou que      o fabricante desse a ele 10 cadeiras de rodas, para que a primeira equipe      fosse formada. E foi o que aconteceu.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o Basquete em Cadeira de Rodas no Brasil passou a evoluir cada      vez mais. Em 1959, a equipe do Clube dos Parapl\u00e9gicos de S\u00e3o Paulo viajou      para a Argentina para disputar duas partidas contra a sele\u00e7\u00e3o daquele pa\u00eds.      Venceram os dois jogos, um realizado em Buenos Aires e outro em Mar Del Plata.      De l\u00e1 pra c\u00e1, o Basquetebol em Cadeira de Rodas no Brasil se fortalece cada      vez mais, tornando-se uma das maiores pot\u00eancias no mundo.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico do esporte para pessoas portadoras de defici\u00eancia f\u00edsica<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros registros de esporte para pessoas portadoras de defici\u00eancia      foram encontrados em 1918 na Alemanha, nos quais consta que um grupo de soldados      alem\u00e3es que se tornaram portadores de defici\u00eancia f\u00edsica ap\u00f3s a guerra, se      reuniam para praticar tiro e arco e flecha. Em 1932 na Inglaterra formou-se      uma associa\u00e7\u00e3o de jogadores de Golfe com um s\u00f3 bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Segundo CASTRO (2005) a classifica\u00e7\u00e3o esportiva \u00e9 um sistema que guia a programa\u00e7\u00e3o      esportiva e d\u00e1 oportunidades iguais na competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 40, o neurologista alem\u00e3o Sir Ludwig Guttmann come\u00e7ou a trabalhar      com arco e flecha no Hospital de Reabilita\u00e7\u00e3o de Stoke Mandeville, em Aylesbury,      Inglaterra. Paralelo aos XIV Jogos Ol\u00edmpicos, Sir Guttmann realizou os I Jogos      Desportivos de Stoke Mandeville, com a participa\u00e7\u00e3o de 14 homens e 2 mulheres      da For\u00e7as Armadas Brit\u00e2nicas em uma \u00fanica modalidade, Arco e Flecha.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos anos 80, nos X Jogos Paraol\u00edmpicos em Aylesbury, Inglaterra e Nova      Iorque, EUA, foi \u00e0 melhor participa\u00e7\u00e3o do Brasil em todas as Paraolimp\u00edadas,      foram conquistadas 6 medalhas de ouro, 12 de prata e 3 de bronze, batendo      2 recordes Paraol\u00edmpicos e 3 mundiais. Nas paraolimp\u00edadas de Sidney, Atenas      e Pequim, infelizmente a equipe de basquetebol sobre rodas n\u00e3o conseguiram      a classifica\u00e7\u00e3o para a final dos jogos, tanto no feminino e no masculino.<\/p>\n<h4><strong>A Inicia\u00e7\u00e3o do Basquetebol Sobre Rodas<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Inicia\u00e7\u00e3o do Basquete em cadeira de rodas no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O basquetebol em cadeira de rodas chegou ao Brasil no final dos anos 50,      atrav\u00e9s dos atletas S\u00e9rgio Serafim Del Grande e Robson de Almeida Sampaio.    <\/p>\n<p>Estiveram, no Rio de Janeiro, grandes idealizadores e verdadeiros obstinados      neste esporte, como Jos\u00e9 Gomes Blanco (SADEF) e Aldo Micollis (Clubes do Otimismo,      ANDEF, Parapl\u00e9gicos).<\/p>\n<p><strong>O Brasil tem tamb\u00e9m seus Atletas-Destaque<\/strong>: Adriana, que      hoje joga nos Estados Unidos e Roberto Carlos, que atuou na It\u00e1lia, sendo      que ambos foram jogadores da sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Basquetebol em Cadeira      de Rodas.<\/p>\n<p>Segundo COSTA e GORGATTI (2005) as pessoas com les\u00e3o que buscam uma atividade      f\u00edsica, os objetivos principais devem ser a manuten\u00e7\u00e3o da boa sa\u00fade e a melhora      da aptid\u00e3o f\u00edsica e tamb\u00e9m ajudam a conscientiz\u00e1-los que n\u00e3o s\u00e3o doentes,      e sim pessoas com varias possibilidades de sucesso e de supera\u00e7\u00e3o. Mais para      participar de um programa de atividades f\u00edsicas \u00e9 obrigat\u00f3rio que a pessoa      se submeta a uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e funcional.<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil conta com mais de 60 equipes masculina de basquetebol      em cadeira de rodas, 6 (seis) equipes femininas, sendo que a institui\u00e7\u00e3o denominada      ADD (Associa\u00e7\u00e3o Desportiva para Deficientes), dirigida pelo Professor Steven      Dubner, que no momento \u00e9 uma das pessoas mais importantes e entusiastas com      o progresso deste esporte em nosso Pa\u00eds, sendo inclusive, respons\u00e1vel pela      forma\u00e7\u00e3o da primeira equipe de Basquetebol em cadeira de rodas para crian\u00e7as      no Brasil, com a (ADD \/ Magic Hands); foi T\u00e9cnico da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira Masculina.<\/p>\n<p>O Basquetebol em cadeira de rodas \u00e9 um dos principais esportes para as pessoas      portadoras de defici\u00eancia f\u00edsica. Infelizmente, no Torneio Pr\u00e9-Ol\u00edmpico realizado      na cidade do M\u00e9xico, em 1999, o Brasil perdeu a sua chance de classificar-se      para as Paraolimp\u00edadas de Sydney, tanto no Masculino como no feminino, tendo      perdido, ambas classifica\u00e7\u00f5es para a equipe do M\u00e9xico. Nas duas categorias      o Brasil classificou-se em 4\u00ba Lugar. Anteriormente, em 1996, em Atlanta (EUA),      o Brasil participou das Paraolimp\u00edadas na categoria feminino, ficando classificado      em 8\u00ba lugar.<\/p>\n<p><strong>Inicia\u00e7\u00e3o ao Basquetebol em Cadeira de Rodas<\/strong><\/p>\n<p>O basquetebol \u00e9 uma modalidade com grande destaque social e um dos esportes      mais praticados no mundo inteiro. <\/p>\n<p><strong>Muitas s\u00e3o suas qualidades<\/strong>: dinamismo; coopera\u00e7\u00e3o; estrat\u00e9gia;      alegria e motiva\u00e7\u00e3o; desenvolvimento de capacidades e habilidades motoras;      desenvolvimento dos aspectos cognitivos, afetivos e sociais; possibilidade      de pratica em ambientes abertos e fechados; oferecimento atividades competitivas      e recreacionais, podendo ser jogado por pessoas de quase todas as idades e      de ambos os sexos.<\/p>\n<p>Segundo COSTA e GORGATTI (2005) ao iniciar uma atividade f\u00edsica, em cadeira      de rodas, o individuo pode ter dificuldade de se adaptar ao equipamento. As      cadeiras utilizadas para a pr\u00e1tica de esporte s\u00e3o diferentes daqueles usadas      no dia-a-dia.<\/p>\n<p>O basquetebol moderno \u00e9 uma modalidade que necessita muito da uni\u00e3o das intelig\u00eancias      m\u00faltiplas e das atividades motoras, por\u00e9m v\u00e1rias s\u00e3o as teorias de seu processo      de ensino aprendizagem.<\/p>\n<p><strong>Na evolu\u00e7\u00e3o dos estudos voltados \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o e \u00e0 aprendizagem esportiva      na proposta de uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica abrangente, h\u00e1 o destaque para quatro      pontos fundamentais<\/strong>: diversidade, inclus\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e autonomia.<\/p>\n<p>Destacamos, neste momento, a import\u00e2ncia do aluno em compreender o seu gesto      motor, refletir a respeito da sua organiza\u00e7\u00e3o motora, a\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 pr\u00e1tica      do basquete. <\/p>\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o aos gestos, Coutinho (2003) sugere que:<\/strong><\/p>\n<p>Durante a execu\u00e7\u00e3o do movimento, o aluno recebe informa\u00e7\u00f5es, principalmente      cinest\u00e9sicas, sobre como o movimento est\u00e1 sendo executado e, ap\u00f3s, recebe      informa\u00e7\u00f5es visuais sobre o resultado do movimento, ou seja, se o movimento      executado alcan\u00e7ou ou n\u00e3o o objetivo desejado. Denominam-se estas informa\u00e7\u00f5es      feedback. (2005, p.29).<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que os cadeirantes em sua grande maioria utilizam-se      do equipamento somente para atividades de uso di\u00e1rio e, provavelmente, nas      aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e no basquetebol sobre rodas; mais especificamente,      ele ter\u00e1 de aliar este controle ao manuseio do objeto \u0093bola\u0094 o que      aumentar\u00e1 a necessidade de ajustes constantes.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que, antes de se aventurar em um novo exerc\u00edcio, o aluno entenda      os movimentos necess\u00e1rios \u00e0 tarefa, saiba suas potencialidades, coloque em      pr\u00e1tica todas as vari\u00e1veis motoras (psicol\u00f3gicas, corporais, verbais, l\u00f3gicas,      espaciais) que possam auxili\u00e1-lo no sucesso da tarefa.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do professor neste momento \u00e9 muito importante, pois, sabendo      das individualidades ou potencialidades de seus alunos, ele poder\u00e1 auxili\u00e1-los,      uma vez que no processo de aprendizagem o aluno consegue detectar os erros      ou as dificuldades. Mas, por muitas vezes, sente dificuldade em corrigi-los      sozinho, precisando de um aux\u00edlio ou de demonstra\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como estamos num processo de inicia\u00e7\u00e3o ao esporte, \u00e9 importante que o professor      tenha oportunidade de conhecer a cadeira, suas possibilidades de deslocamentos,      como o seu corpo se organiza na cadeira. Pe\u00e7a ao aluno esta oportunidade,      assim voc\u00ea poder\u00e1 ter uma no\u00e7\u00e3o mais clara das atividades que poder\u00e1 propor      vivenciar na pr\u00e1tica com o uso da cadeira de rodas e permita tamb\u00e9m que outros      cadeirantes o fa\u00e7am.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 forma de aprender, n\u00e3o existe uma \u00fanica maneira de proceder \u00e0 tarefa.      Por\u00e9m, temos que ficar sempre atentos a mudan\u00e7as. Existe uma grande possibilidade      de voc\u00ea estar neste momento aprendendo muitas coisas ao mesmo tempo com seu      aluno sobre a cadeira de rodas e sobre o jogo.<\/p>\n<p>Segundo Souza (1994) a respeito das contra\u0096indica\u00e7\u00f5es, restri\u00e7\u00f5es, para      ent\u00e3o iniciarmos a pr\u00e1tica propriamente dita.<\/p>\n<p><strong>Inaptid\u00e3o \u00e9 considerada como inapto \u00e0s aulas, os cadeirantes que:<\/strong>      Apresentarem doen\u00e7as infectocontagiosas, dist\u00farbios renais, infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias,      \u00falceras de dec\u00fabito (escaras) etc.; estiverem em per\u00edodo de convalescen\u00e7a,      ap\u00f3s doen\u00e7as, cirurgias, fraturas ou contus\u00f5es graves; apresentarem dor e\/ou      febre.<\/p>\n<p><strong>As contra-indica\u00e7\u00f5es:<\/strong> casos de dores intensas; irrita\u00e7\u00f5es      d\u00e9rmicas; prec\u00e1rio estado geral ou de fun\u00e7\u00f5es vitais; feridas abertas ou altera\u00e7\u00f5es      intensas da temperatura corporal.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong>: ap\u00f3s uma queda de cadeira de rodas com suspeita      de fraturas ou les\u00f5es profundas, encaminhar a um m\u00e9dico e s\u00f3 permitir o retorno      \u00e0s atividades f\u00edsicas ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o haver\u00e1 inaptid\u00e3o tempor\u00e1ria;      em dias muito quentes, evitar que alunos lesados medulares fiquem com os p\u00e9s      descal\u00e7os ou outra parte qualquer do corpo em contato direto com materiais      que se aque\u00e7am facilmente (metais e piso). O contato prolongado, mesmo com      materiais menos quentes, pode provocar queimaduras. Nos deslocamentos em cadeira      de rodas (em corridas, basquete etc.), prender as pernas do aluno com faixa      (corda) el\u00e1stica, ou adotar assento anat\u00f4mico mais adequado, de maneira que      os joelhos se posicionem mais alto que os quadris, de tal forma que os p\u00e9s      n\u00e3o caiam de seu apoio; portadores de paraplegia e tetraplegia apresentam      dist\u00farbios de regulamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, n\u00e3o devendo ser expostos por muito tempo      ao sol e calor intenso. Ter cuidado com locais muito abafados.<\/p>\n<p>Preventivamente poder\u00e1 ser levado para um local mais fresco e hidrat\u00e1-lo;      no aperfei\u00e7oamento em t\u00e9cnicas de manejo de cadeira, existe a possibilidade      de se fazer bolhas de \u00e1gua ou calos nas m\u00e3os; caso seja necess\u00e1rio, proteja-as,      na semana inicial, com esparadrapos.<\/p>\n<p>Segundo Costa (1996), na metodologia do processo de inicia\u00e7\u00e3o da modalidade,      \u00e9 relevante considerarmos que as crian\u00e7as com defici\u00eancia, como todas as outras      crian\u00e7as, necessitam do maior n\u00famero de experi\u00eancias poss\u00edveis, com e sem      materiais, para ampliar desta maneira o seu acervo motor e cognitivo. <\/p>\n<p><strong>Uma proposta para uma metodologia segura<\/strong>: do conhecido para      o desconhecido; do f\u00e1cil para o dif\u00edcil; do simples para o complexo; do leve      para o pesado; do lento para o mais r\u00e1pido; do concreto para o abstrato.<\/p>\n<p><strong>A explica\u00e7\u00e3o dos exerc\u00edcios deve ser precisa e compreens\u00edvel, feita      verbalmente e por demonstra\u00e7\u00e3o, utilizando-se de aulas recreativas, l\u00fadicas,      prazerosas, fazendo o aluno tomar gosto e confian\u00e7a nas aulas<\/strong>: respeite      o tempo de aprendizagem de cada um, pois as pessoas s\u00e3o diferentes; elogie      todo o processo e corrija, sempre destacando um ponto positivo; ofere\u00e7a atividades      e exerc\u00edcios que venham ao encontro das necessidades do maior n\u00famero poss\u00edvel      de pessoas, mesmo as mais limitadas.<\/p>\n<p>O professor deve estar ciente de que, no processo de inicia\u00e7\u00e3o ao BCR, ele      poder\u00e1 encontrar alunos animados e preparados para participarem das aulas      de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, como tamb\u00e9m poder\u00e1 encontrar alunos inseguros.<\/p>\n<p>Segundo Freitas (1997) destaca que a motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 um elemento muito importante,      do qual o professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica dever\u00e1 ter conhecimento nesta etapa      da inicia\u00e7\u00e3o. No entanto, o portador de defici\u00eancia n\u00e3o tem a sua personalidade      tamb\u00e9m deficiente, por\u00e9m sabe-se que a personalidade dessa pessoa poder\u00e1 sofrer      com a conseq\u00fc\u00eancia social da defici\u00eancia, podendo at\u00e9 chegar a ser uma personalidade      problem\u00e1tica. Mas se a pessoa com defici\u00eancia consegue ter sucessos e superar      pequenos desafios ao longo de sua vida, sua personalidade tamb\u00e9m vai crescer      mais forte.<\/p>\n<p>Seguindo este princ\u00edpio na inicia\u00e7\u00e3o esportiva, devemos propiciar atividades      com experi\u00eancias de sucesso. A autora ainda sugere que o ensino do basquetebol      sobre rodas seja dividido em n\u00edveis de aprendizagem de acordo com as possibilidades      que o professor detectar no cadeirante, iniciando com um repert\u00f3rio bem simples.      Prop\u00f5e-se que atividades l\u00fadicas sejam inseridas juntamente com pequenos jogos,      para que possa propiciar o sucesso, mesmo que insignificantes para a metodologia      convencional, pois poder\u00e1 proporcionar aumento da auto-estima, seguran\u00e7a e,      assim, voc\u00ea poder\u00e1 gradativamente ir diversificando suas propostas.<\/p>\n<p><strong>Conforme Freitas (1997) que a inicia\u00e7\u00e3o no basquetebol sobre rodas      dever\u00e1 ser estabelecida por cinco etapas de aprendizagem<\/strong>: conhecimento      da clientela, tipos de defici\u00eancia e seq\u00fcelas; conhecimento do basquetebol      convencional e o basquetebol sobre rodas; n\u00e3o podemos introduzir o basquetebol      sobre rodas sem termos conhecimento b\u00e1sico do basquetebol convencional e isto      poder\u00e1 ser dado de diferentes formas na escola, por meio de palestras, aulas      expositivas etc; conhecimento da cadeira de rodas; classifica\u00e7\u00e3o funcional      no \u00e2mbito escolar \u00e9 indispens\u00e1vel para que o professor possa realizar alguns      testes motores de fun\u00e7\u00f5es musculares para saber quais os m\u00fasculos que ele      consegue movimentar e at\u00e9 onde consegue executar movimento.<\/p>\n<p>Movimentos de equil\u00edbrio com o tronco \u00e0 frente, o professor poder\u00e1 lan\u00e7ar      m\u00e3o de alguns artif\u00edcios, que possam ajud\u00e1-lo no processo de inicia\u00e7\u00e3o, para      orientar o seu aluno no desenvolvimento das atividades, observando assim se      o aluno est\u00e1 bem sentado. A orienta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser no sentido de colocar uma      almofada, faixas abdominais ou no p\u00e9 para ajustar melhor o corpo \u00e0 cadeira.      Fixar o quadril no assento da cadeira ou na base do encosto, propiciando um      ajuste melhor do aluno \u00e0 cadeira, facilitar\u00e1 a condu\u00e7\u00e3o do equipamento.<\/p>\n<p>\u00c9 importante saber se, o cadeirante \u00e9 usu\u00e1rio de pr\u00f3teses ou \u00f3rteses, se      ser\u00e1 adequado realizar as aulas com ou sem estes aparelhos. O uso dos acess\u00f3rios      sugeridos anteriormente, como faixas, \u00e9 para que o aluno possa sentir-se mais      seguro e est\u00e1vel na cadeira de rodas, podendo melhorar suas habilidades e      capacidades motoras na cadeira.<\/p>\n<p>Fundamentos do basquetebol e adapta\u00e7\u00f5es ao basquetebol sobre rodas. No processo      ensino-aprendizagem, \u00e9 essencial conhecer os fundamentos que englobam os gestos      b\u00e1sicos da modalidade basquetebol e sua correta execu\u00e7\u00e3o. Deve-se considerar      que o processo pedag\u00f3gico do basquetebol sobre rodas dever\u00e1 ser similar ao      basquetebol convencional.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o apresentados, os fundamentos t\u00e9cnicos da modalidade; no entanto, \u00e9      relevante comentar, neste momento, o fundamento \u0093dom\u00ednio de corpo e da      cadeira de rodas\u0094 no que se refere \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o no basquetebol sobre rodas.      Este fato justifica-se quando observarmos que uma das adapta\u00e7\u00f5es ou diferen\u00e7as      mais significativas entre o basquetebol sobre rodas e o basquetebol convencional      \u00e9 a necessidade de uso do equipamento que \u00e9 no caso a cadeira de rodas.<\/p>\n<p>Para tal, faz-se necess\u00e1rio na inicia\u00e7\u00e3o dessa modalidade que o aluno aprenda      as t\u00e9cnicas de dom\u00ednio de corpo e utiliza\u00e7\u00e3o da cadeira de rodas, para que      na seq\u00fc\u00eancia do aprendizado do manejo da cadeira ele possa desenvolver, com      mais seguran\u00e7a dentro do processo de aprendizagem, as habilidades e os fundamentos      propriamente ditos e exigidos no basquetebol.<\/p>\n<p><strong>De acordo com Freitas (1997), para que o cadeirante possa ter um      bom desempenho no manejo de cadeira de rodas, faz-se necess\u00e1rio o aprendizado      de algumas t\u00e9cnicas<\/strong>: que dever\u00e1 ser entendido como aro de impuls\u00e3o.    <\/p>\n<p><strong>\u00c9 um aro fixado \u00e0 roda da cadeira que, pelo toque, define a intensidade      do deslocamento, dire\u00e7\u00e3o e frenagem da cadeira<\/strong>:<strong> t\u00e9cnica de      prote\u00e7\u00e3o para queda; propuls\u00e3o da cadeira de rodas (propuls\u00e3o da cadeira para      frente e propuls\u00e3o da cadeira para tr\u00e1s); frenagem da cadeira de rodas; mudan\u00e7a      de dire\u00e7\u00e3o; largadas e partidas; empinar a cadeira; t\u00e9cnica de prote\u00e7\u00e3o para      queda:<\/strong><\/p>\n<p>Durante o jogo ou atividades f\u00edsicas em movimento, muitos podem ser os momentos      em que os alunos cadeirantes passem por situa\u00e7\u00f5es de desequil\u00edbrios ou tombos      de suas cadeiras de rodas. No entanto, torna-se fundamental que o aluno aprenda      algumas t\u00e9cnicas para se proteger da queda de uma cadeira de rodas.<\/p>\n<p>Segundo Freitas (1997) sugere que o cadeirante comece parado, desequilibrando      &#8211; se para tr\u00e1s com um dos bra\u00e7os estendidos por tr\u00e1s do encosto da cadeira      o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel desta, enquanto o outro bra\u00e7o sustenta a cadeira de      rodas, evitando que ela deslize para frente, segurando o aro de propuls\u00e3o      ou o aro e o pneu ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Se por acaso, o cadeirante necessite voltar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o sentada, ele poder\u00e1      faz\u00ea-lo agindo num movimento conjunto do empurr\u00e3o do bra\u00e7o contra o solo e      o pux\u00e3o do aro propulsor para tr\u00e1s, jogando o seu corpo para cima e para frente.      As rodas frontais da cadeira perderam o contato com o solo, e o cadeirante      ter\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que estar\u00e1 caindo de costas e tem de proteger a cabe\u00e7a      e o corpo, mas, lembre-se, ele estar\u00e1 iniciando este processo parado o que      torna o movimento lento e seguro. Caso o aluno n\u00e3o tenha for\u00e7a suficiente      para desequilibrar sua cadeira para tr\u00e1s, o professor poder\u00e1 auxili\u00e1-lo segurando      na parte alta do encosto e traz\u00ea-lo em dire\u00e7\u00e3o ao seu encontro e para baixo      empinando ligeiramente a cadeira. No dom\u00ednio gradativo da t\u00e9cnica, diminui-se      a espessura do colch\u00e3o at\u00e9 a sua retirada por completo.<\/p>\n<p><strong>Erros mais comuns na execu\u00e7\u00e3o da atividade<\/strong>: bra\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o      muito afastado do encosto; na queda flex\u00e3o do bra\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o, fato que      limita a for\u00e7a para sustentar o corpo; n\u00e3o segurar com o outro bra\u00e7o o aro      propulsor da cadeira, evitando que ela se deslize para frente; no ato da queda      extens\u00e3o completa dos dois bra\u00e7os.<\/p>\n<p>Propuls\u00e3o da cadeira de rodas (deslocamento da cadeira) para o cadeirante      desenvolver qualquer exerc\u00edcio na aula, \u00e9 fundamental que ele saiba empurrar      a sua cadeira de rodas de diferentes maneiras com autonomia, seguran\u00e7a e dom\u00ednio,      para que os seus gestos possam ter harmonia e economia de energia. O toque      da cadeira de rodas para frente e para tr\u00e1s, pois s\u00e3o movimentos fundamentais      que poder\u00e3o ser utilizados em qualquer atividade solicitada numa aula de educa\u00e7\u00e3o      f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>Deslocamento da cadeira para frente: <\/strong>Pode ser utilizada      a pegada ou toque somente no aro de propuls\u00e3o ou em conjunto, entre o aro      de propuls\u00e3o e os pneus. A locomo\u00e7\u00e3o da cadeira de rodas ocorre a partir do      movimento que dever\u00e1 ser iniciado na altura da linha do quadril, ou seja,      na parte superior do aro da cadeira de rodas.<\/p>\n<p>O cadeirante inicia o toque com as m\u00e3os simultaneamente e, paralelamente,      promove uma propuls\u00e3o para frente e para baixo, em movimentos cont\u00ednuos, at\u00e9      a extens\u00e3o total dos bra\u00e7os. O t\u00e9rmino desse movimento se d\u00e1 com a palma das      m\u00e3os do cadeirante voltadas para baixo, havendo descontra\u00e7\u00e3o total dos bra\u00e7os.      Segundo Freitas (1997), o cadeirante dever\u00e1 manter o seu corpo ligeiramente      inclinado \u00e0 frente, com o seu tronco parado durante a propuls\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>FIG. 1 \u0096 Propuls\u00e3o para frente e para baixo.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/basque2.jpg\" alt=\"Basquetebol em Cadeira de Rodas\" title=\"Basquetebol em Cadeira de Rodas\" \/><\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es importantes:<\/strong><\/p>\n<p>A velocidade da cadeira ser\u00e1 de acordo com a velocidade imprimida no movimento.<\/p>\n<p>Tetrapl\u00e9gicos n\u00e3o conseguir\u00e3o fazer a preens\u00e3o completa dos dedos no aro      de propuls\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da les\u00e3o neurol\u00f3gica; apenas ser\u00e1 realizado o contato      das m\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>Erros mais comuns na pratica do basquete sobre rodas:<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o aproveitar o deslize da cadeira ap\u00f3s a propuls\u00e3o, provocando, dessa maneira,      uma pequena frenagem todas as vezes que nela tocar;<\/p>\n<p>N\u00e3o executar o toque com as m\u00e3os paralelas e simult\u00e2neas, imprimindo na maioria      das vezes, maior for\u00e7a de um lado do que de outro, provocando dessa maneira      uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o da cadeira;<\/p>\n<p>Iniciar ou terminar o toque na cadeira em altura recomendada, provocando      assim um n\u00famero exagerado de toques e, conseq\u00fcentemente, maior gasto de energia;<\/p>\n<p>Segundo Freitas, 1997, movimentar o tronco durante o toque;<\/p>\n<p><strong>Deslocamento da cadeira para tr\u00e1s<\/strong>: No aprendizado desta      t\u00e9cnica, dever\u00e3o seguir-se os mesmos princ\u00edpios utilizados no deslocamento      para frente, observando que os movimentos devem ser realizados no sentido      contr\u00e1rio. O toque deve iniciar na frente da linha do quadril do atleta, com      extens\u00e3o total dos bra\u00e7os, percorrendo o aro de propuls\u00e3o at\u00e9 a altura da      linha do quadril. Durante esse movimento, o tronco do atleta deve ser ligeiramente      inclinado para frente e parado, facilitando assim o movimento completo conforme      figura abaixo.<\/p>\n<p><strong>FIG. 2 \u0096 Propuls\u00e3o at\u00e9 a linha do quadril.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/basque31.jpg\" alt=\"Basquetebol em Cadeira de Rodas\" title=\"Basquetebol em Cadeira de Rodas\" \/><\/p>\n<p>Temos que ficar atento quando os cadeirantes ficam com os bra\u00e7os estendidos,      totalmente \u00e0 frente, no aro de impuls\u00e3o e o corpo ligeiramente inclinado no      mesmo sentido; no segundo momento, \u00e9 realizado um movimento puxando os bra\u00e7os      simetricamente para tr\u00e1s at\u00e9 a altura da cintura em conjunto com a eleva\u00e7\u00e3o      do tronco.<\/p>\n<p>Segundo M\u00e1rcia e Roberto (2005) uma pessoa com les\u00e3o precisa desenvolver      n\u00edveis razo\u00e1veis de for\u00e7a nos membros superiores, para que possa erguer-se      da cadeira durante alguns segundos e, dessa forma evitar a press\u00e3o excessiva      que provoca as escaras de dec\u00fabito.<\/p>\n<p>A frenagem deve ser suave deixando o aro de impuls\u00e3o deslizar entre as m\u00e3os      que estar\u00e3o colocadas \u00e0 frente do corpo, pois uma parada brusca com as m\u00e3os      na altura da cintura (ao lado corpo) poder\u00e1 causar o empinamento da cadeira      de rodas com uma queda do aluno para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>A frenagem da cadeira pode ser realizada com ambas ou com uma das m\u00e3os, dependendo      da situa\u00e7\u00e3o em que s\u00e3o solicitadas. Segundo Freitas (1997) que alerta, para      provocar a parada da cadeira de rodas, o cadeirante deve inclinar, quando      poss\u00edvel, o tronco para tr\u00e1s, pressionando com as m\u00e3os simult\u00e2neas, de forma      firme e gradativa, o aro de propuls\u00e3o \u00e0 frente da linha do quadril.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o cadeirante pode ver-se for\u00e7ado a parar bruscamente; ent\u00e3o, dever\u00e1      parar de maneira normal, observando, no entanto, a maneira de segurar o aro      de propuls\u00e3o e o pneu ao mesmo tempo, para que a cadeira n\u00e3o deslize ou derrape      em pisos muito lisos.<\/p>\n<p>Segundo Souza, 1994, a frenagem dever\u00e1 ocorrer de forma gradativa; a press\u00e3o      nos aros propulsores dever\u00e1 ser crescente, sendo mais fraca no seu in\u00edcio      e acentuando-se \u00e0 medida que a cadeira reduza a sua velocidade.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o para o cadeirante aprender a dominar a cadeira de      rodas, \u00e9 fundamental que ele consiga realizar mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o, pois esses      movimentos permitir\u00e3o que, tanto nas aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica quanto nos jogos      l\u00fadicos\/competi\u00e7\u00e3o, ele possa desenvolver movimentos de finta. No basquetebol      sobre rodas, a mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o pode ser observada em giros de 90\u00ba, 180\u00ba      e 360\u00ba para direita e\/ou esquerda.<\/p>\n<p>O cadeirante dever\u00e1 pressionar, de forma crescente, o aro de propuls\u00e3o do      lado para o qual deseja realizar o giro, inclinando ligeiramente o tronco      para tr\u00e1s e para o lado do giro. Nos giros de 180\u00ba e 360\u00ba, al\u00e9m da press\u00e3o      no aro, pode tamb\u00e9m ser necess\u00e1ria uma puxada r\u00e1pida do aro para tr\u00e1s, obrigando      a cadeira a girar mais rapidamente sobre o seu eixo como destaca Freitas (1997).<\/p>\n<p>O cadeirante dever\u00e1 ter o conhecimento da representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de 90\u00ba,      180\u00ba e 360\u00ba.<\/p>\n<p>Para idades iniciais, as refer\u00eancias poder\u00e3o ser apresentadas \u00e0s crian\u00e7as      em forma de figuras de linguagem, ou utilizando os c\u00edrculos e meios c\u00edrculos      pintados na quadra.<\/p>\n<p>As largadas e partidas \u00e9 muito utilizada no basquetebol sobre rodas em arranques      bastante r\u00e1pidos, curtos ou longos, que propiciem um bom posicionamento do      atleta no ataque, defesa e contra-ataque. Vale mencionar que, para o cadeirante      apresentar dom\u00ednio neste fundamento, ele deve postar o quadril o m\u00e1ximo poss\u00edvel      para tr\u00e1s, inclinar a parte superior do tronco para frente e tocar vigorosamente      o aro de propuls\u00e3o para frente. Segundo Freitas, 1997, o cadeirante dever\u00e1      tomar cuidado, pois, tocando a cadeira com for\u00e7a e velocidade para frente,      ela poder\u00e1 se inclinar para tr\u00e1s, provocando a queda do cadeirante.<\/p>\n<p>Ao empinar a cadeira consideramos o ato de empinar a cadeira de rodas um      fundamento importante para o equil\u00edbrio e coordena\u00e7\u00e3o do aluno no processo      de aprendizagem do dom\u00ednio da cadeira. \u00c9 importante salientarmos que esta      a\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de n\u00e3o ser um movimento usual, n\u00e3o \u00e9 permitida durante o jogo de      basquetebol sobre rodas.<\/p>\n<p>Este fundamento \u00e9 sugerido para os cadeirantes que j\u00e1 possuam um bom dom\u00ednio      de tronco e poder\u00e1 tamb\u00e9m ser utilizado nas aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica como      uma atividade l\u00fadica, em que o aluno poder\u00e1 desenvolver v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es que      permitam que a cadeira de rodas seja empinada para frente, para a lateral      e giros.<\/p>\n<p>Nas atividades iniciais do fundamento \u0093empinar a cadeira\u0094, \u00e9 fundamental      que algu\u00e9m possa estar atr\u00e1s do encosto da cadeira de rodas, oferecendo a      prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria ao cadeirante, permitindo que ele possa executar a tarefa      com a m\u00e1xima seguran\u00e7a, evitando uma queda repentina.<\/p>\n<p>\u00c9 importante entendermos que o cadeirante poder\u00e1 e dever\u00e1 participar dos      exerc\u00edcios de inicia\u00e7\u00e3o ao basquete convencional executando todos os exerc\u00edcios      propostos \u00e0 modalidade, respeitando as devidas adapta\u00e7\u00f5es e caracter\u00edsticas      do basquetebol sobre rodas. Ressalte-se a import\u00e2ncia do dom\u00ednio da cadeira      de rodas neste momento da aprendizagem, pois ela \u00e9 fundamental para um aperfei\u00e7oamento      n\u00e3o s\u00f3 do jogo, mas tamb\u00e9m do dom\u00ednio de habilidades gerais do aluno.<\/p>\n<p><strong>Segundo Costa (1996) e Souza (1994), no processo de inicia\u00e7\u00e3o, sugeri      algumas atividades com e sem bola com base<\/strong>: sentado no ch\u00e3o, ou na      cadeira de rodas, passarem a bola e dizer o nome; idem ao anterior e dizer      o nome a quem a bola ser\u00e1 endere\u00e7ada; jogar a bola para cima e pegar; rolar      a bola no ch\u00e3o e tentar peg\u00e1-la; rolar a bola em um banco sozinho e depois      em dupla; boliche de bola; duas equipes, bola por debaixo da corda; bola ao      cesto, preso na cintura ou na cadeira de rodas; dois a dois, de frente um      para o outro, rolam jogam ou quicam a bola, parado e\/ou em movimento, com      uma ou duas bolas; todos os cadeirantes participam; um dos participantes \u00e9      escolhido como pegador. A um sinal, ele tentar\u00e1 pegar os demais. Quem for      tocado por ele, na cadeira ou no corpo, virar\u00e1 est\u00e1tua; os cadeirantes dever\u00e3o      posicionar-se numa mesma linha e correr\u00e3o em linha reta ap\u00f3s serem chamados      individualmente. Eles se deslocar\u00e3o num sentido de ida e volta.<\/p>\n<p>Devem-se chamar os participantes numa din\u00e2mica de intervalos; a\u00e7\u00e3o que dificultar\u00e1      identificar quem \u00e9 o mais r\u00e1pido ou mais lento (respeitando ritmos); os cadeirantes      ser\u00e3o divididos em dois grupos mais ou menos homog\u00eaneos. No meio do espa\u00e7o      escolhido, ser\u00e1 colocado, por exemplo, um banco sueco e cada equipe ter\u00e3o      um n\u00famero igual de bolas. Se poss\u00edvel, haver\u00e1 pelo menos uma bola (que poder\u00e1      ser de meia) para cada jogador.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia do jogo \u00e9 que, ao sinal, cada equipe jogar\u00e1 as bolas de seu lado      para o lado do advers\u00e1rio. Ao final do tempo determinado pelo professor (um      minuto, por exemplo), ganhar\u00e1 a equipe que tiver menos bolas no seu campo.      Ao sinal de fim do tempo combinado, nenhuma equipe poder\u00e1 jogar a bola no      campo advers\u00e1rio.<\/p>\n<h4><strong>A cadeira de Rodas<\/strong><\/h4>\n<p>Algumas vezes, a cadeira de rodas \u00e9 feita sob medida, levando em considera\u00e7\u00e3o      a limita\u00e7\u00e3o f\u00edsica e a caracter\u00edstica do jogador quanto ao jogo de basquete.    <\/p>\n<p><strong>Os atletas que iniciam a pr\u00e1tica do basquetebol em cadeira de rodas      devem passar pelos seguintes processos<\/strong>: Preenchimento de uma ficha      individual do atleta. <\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o como m\u00e9dica, psic\u00f3logos, nutricionistas, fisioterapeutas, preparadores      f\u00edsicos e classificadores funcionais e outros profissionais afins. Trinta      minutos antes do in\u00edcio de cada partida, o \u00c1rbitro realiza uma avalia\u00e7\u00e3o e      medi\u00e7\u00e3o da cadeira de rodas (seating).<\/p>\n<p>Tecnicamente, para fins de possibilitar um melhor desempenho desportivo-funcional,      \u00e9 feita uma avalia\u00e7\u00e3o, por parte dos profissionais, com o atleta sentado na      nova cadeira, onde s\u00e3o acrescentadas faixas de fixa\u00e7\u00e3o (straps), para lhes      dar maior seguran\u00e7a. \u00c9 explicado detalhadamente o desenvolvimento do manejo      da cadeira; a pegada, propuls\u00e3o e a freiada (para frente e para traz), giros,      inclina\u00e7\u00e3o (tilt), etc.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 de vital import\u00e2ncia a orienta\u00e7\u00e3o no desenvolvimento dos fundamentos      t\u00e9cnicos do basquetebol<\/strong>: diversas varia\u00e7\u00f5es de dribles, passes, recep\u00e7\u00e3o,      arremessos, bloqueios, rebotes, corta-luz e falso corta-luz, e muitos outros.      Desenvolvimento dos fundamentos t\u00e1ticos do basquetebol, ofensiva e defensivamente;      transi\u00e7\u00e3o, quadrado, jogadas defensivas e ofensivas, read and react, jogadas      em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Todos os itens acima s\u00e3o desenvolvidos conforme      o planejamento e as avalia\u00e7\u00f5es realizadas pela equipe multidisciplinar.<\/p>\n<p>A cadeira deve ter medidas como pr\u00e9-requisito, como forma de garantir a seguran\u00e7a      e igualdade na competi\u00e7\u00e3o. A cadeira dever\u00e1 ter 3 ou 4 rodas; duas rodas grandes      localizadas na parte traseira da cadeira e uma e\/ou duas rodas pequenas na      parte da frente. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, passou a se utilizar uma pequena rodinha,      chamada de anti-tip, colocada na parte traseira e mantida a 20 cm do solo.      O objetivo \u00e9 que o contato com o ch\u00e3o possa dar uma maior seguran\u00e7a ao jogador.      Os pneus traseiros devem ter um di\u00e2metro m\u00e1ximo de 71 cm, e a roda dever\u00e1      possuir um aro para impuls\u00e3o.<\/p>\n<p>A altura m\u00e1xima do assento n\u00e3o pode ultrapassar 53 cm do solo e o descanso      para os p\u00e9s n\u00e3o deve passar de 11 cm do solo, com as rodas dianteiras em posi\u00e7\u00e3o      alinhada para movimento para frente. A parte de baixo do descanso para os      p\u00e9s dever\u00e1 ser desenhada de tal maneira que n\u00e3o danifique a superf\u00edcie da      quadra. O jogador deve usar uma almofada de material flex\u00edvel sobre o assento      da cadeira. A almofada dever\u00e1 ser da mesma largura e comprimento do assento      da cadeira e n\u00e3o pode exceder 10 cm de espessura, exceto para os jogadores      das classes 3.5, 4.0 e 4.5, onde a espessura m\u00e1xima permitida \u00e9 de 5 cm.<\/p>\n<h4><strong>As regras<\/strong><\/h4>\n<p>As regras do Basquetebol em Cadeira de Rodas s\u00e3o as mesmas do Basquetebol      convencional. No entanto, pelo fato dos atletas obrigatoriamente jogarem sentados      na cadeira de rodas, algumas modifica\u00e7\u00f5es foram feitas. O jogador s\u00f3 poder\u00e1      impulsionar as rodas duas vezes antes de driblar, passar, ou arremessar a      bola. Se o jogador impulsionar as rodas tr\u00eas vezes, incluindo movimentos de      piv\u00f4, ser\u00e1 considerada viola\u00e7\u00e3o de percurso. A tabela \u00e9 localizada na mesma      altura do jogo para os jogadores profissionais adultos situada a 3,05 metros      do ch\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Falta t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p>Uma falta t\u00e9cnica ser\u00e1 cobrada sempre que um jogador demonstrar deliberadamente      conduta anti-desportiva; quando um jogador elevar-se do assento da cadeira      ou quando remover os p\u00e9s do descanso de p\u00e9 ou usar outra parte do corpo que      n\u00e3o as m\u00e3os, para obter vantagens, tais como frear ou manobrar a cadeira.      A cobran\u00e7a para a falta t\u00e9cnica \u00e9 de 1 (um) arremesso livre concedido ao advers\u00e1rio,      mais a posse de bola do lado oposto \u00e0 mesa. O capit\u00e3o do time cobrador da      falta designar\u00e1 o jogador que executar\u00e1 os arremessos.<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00e3o funcional<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 usado um sistema de classifica\u00e7\u00e3o para jogadores em cadeira de rodas que      d\u00e1 a cada um uma classifica\u00e7\u00e3o de acordo com a observa\u00e7\u00e3o de seus movimentos      e habilidades durante sua apresenta\u00e7\u00e3o em uma partida de basquete, tais como,      movimenta\u00e7\u00e3o de cadeira, driblando, passando, recebendo, arremessando e pegando      um rebote. Estas classifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o 1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0 e 4,5.      Cada jogador recebe uma pontua\u00e7\u00e3o no valor igual \u00e0 sua classifica\u00e7\u00e3o. Os valores      dos pontos dos cinco jogadores ser\u00e3o somados para formarem o total de pontos      do time. Para campeonatos internacionais, competi\u00e7\u00f5es paraol\u00edmpicas, campeonatos      regionais e qualifica\u00e7\u00e3o para estes eventos, os valores de pontos total do      time n\u00e3o podem exceder de 14 pontos. O time que inicia o jogo dever\u00e1 manter      seu n\u00famero de pontos mesmo com as substitui\u00e7\u00f5es subseq\u00fcentes de jogadores,      ou seja, 14 pontos no total.<\/p>\n<p><strong>Quando e quem inventou o basquete em cadeira de rodas?<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>hist\u00f3ria do basquete em cadeira de rodas<\/strong> confunde-se com      a hist\u00f3ria dos demais esportes para deficientes. <\/p>\n<p>Apesar h\u00e1 muito tempo os deficientes utilizarem v\u00e1rias pr\u00e1ticas esportivas      em forma de lazer, o primeiro registro oficial de esporte paraol\u00edmpico data      de 1932, quando foi criado na Inglaterra uma associa\u00e7\u00e3o de jogadores de golfe      com um s\u00f3 bra\u00e7o.<\/p>\n<p>O principal marco hist\u00f3rico do esporte paraol\u00edmpico se d\u00e1 durante a Segunda      Guerra Mundial quando, em 1944, em Aylesbury, na Inglaterra, o neurologista      Ludwig Guttmann, que escapara da persegui\u00e7\u00e3o aos judeus na Alemanha nazista      criou, a pedido do governo brit\u00e2nico, o Centro Nacional de Lesionados Medulares      do Hospital de Stoke Mandeville, especializado no tratamento a soldados do      ex\u00e9rcito ingl\u00eas feridos na Segunda Guerra Mundial, onde trabalhava-se com      atividades de Arco e Flecha.<\/p>\n<p>Em 1948, Guttman cria os I Jogos Desportivos de Stoke Mandeville , com a      participa\u00e7\u00e3o de 14 homens e 2 mulheres da For\u00e7as Armadas Brit\u00e2nicas em uma      \u00fanica modalidade, Arco e Flecha. Em 1952, Sir Guttmann realizou o II Jogos      Desportivos de Stoke Mandeville com a participa\u00e7\u00e3o de 130 atletas entre ingleses      e holandeses.<\/p>\n<p>Paralelo a esse acontecimentos, surgiu nos EUA o Paralyzed Veterans of America      (Veteranos Paralisados da Am\u00e9rica), que come\u00e7aram a desenvolver atividades      esportivas. <\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que surge o primeiro registro de um jogo de basquete em cadeira de rodas,      na divis\u00e3o da PVA em New England, EUA, mas a mais popular foi a divis\u00e3o da      PVA na Calif\u00f3rnia, EUA, indo depois para Boston, Memphis , Richmond, New York,      Canad\u00e1 e Inglaterra. A equipe mais popular nos EUA era a equipe da regi\u00e3o      Oeste, a Birmingham Flying Wheels, que tamb\u00e9m era uma divis\u00e3o da PVA.<\/p>\n<p>O primeiro campeonato oficial ocorreu em 1948, foi o I Campeonato Nacional      da PVA nos EUA de basquetebol em cadeira de rodas, se sagrando campe\u00e3 a equipe      Flying Wheels da Calif\u00f3rnia. A populariza\u00e7\u00e3o do esporte levou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da      primeira equipe que n\u00e3o era formada por militares, a Kansas City Wheelchairs      Bulldozers.<\/p>\n<p>A primeira paraolimp\u00edada aconteceu em 1960, em Roma, quando o m\u00e9dico italiano      Antonio Maglio, diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, cidade      italiana, sugeriu que os Jogos Internacionais de Stoke Mandeville fossem disputados      naquele ano na capital da It\u00e1lia, na seq\u00fc\u00eancia e nas mesmas instala\u00e7\u00f5es da      XVI Olimp\u00edada.<\/p>\n<p>A Olimp\u00edada dos Portadores de Defici\u00eancia \u0096 na verdade, os Jogos Paraol\u00edmpicos      \u0096 contou com 400 atletas em cadeira de rodas, representando 23 pa\u00edses.      As autoridades italianas deram todo apoio \u00e0 competi\u00e7\u00e3o que teve calorosa acolhida      do Papa Jo\u00e3o XXIII.<\/p>\n<h4>Origem<\/h4>\n<p>As Primeiras modalidades de esporte adaptado tiveram origem na Inglaterra      e nos EUA. Na Inglaterra, por iniciativa do m\u00e9dico Ludwig Guttmann, indiv\u00edduos      com les\u00e3o medular ou amputa\u00e7\u00f5es de membros inferiores come\u00e7aram a praticar      esporte jogos em um hospital em Stoke Mandeville. Nos EUA por iniciativa da      PVA( Paralyzed Veterans of Am\u00e9rica), veteranos acidentados principalmente      durante a segunda guerra mundial, surgiram as primeiras equipes de basquetebol      em cadeiras de rodas, atletismo e nata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Basquetebol em Cadeira de Rodas foi a primeira modalidade a ser praticada      no Brasil com necessidades especiais. O pioneiro nesta modalidade foi S\u00e9rgio      Del Grande. Em 1951, ele sofreu um acidente durante uma partida de Futebol,      e ficou parapl\u00e9gico. Os m\u00e9dicos recomendaram a ele que viajasse para buscar      tratamento nos Estados Unidos. Naquele pa\u00eds, S\u00e9rgio percebeu o quanto era      dado valor para a pr\u00e1tica esportiva associada ao processo de reabilita\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 50, Del Grande voltou para o Brasil, trazendo consigo      uma cadeira de rodas especial para a pr\u00e1tica do Basquetebol. Ele fundou o      Clube dos Parapl\u00e9gicos de S\u00e3o Paulo e procurou incentivar outras pessoas com      defici\u00eancia a praticar a modalidade, atrav\u00e9s de exibi\u00e7\u00f5es. Como sua cadeira      havia sido fabricada nos Estados Unidos e n\u00e3o existia modelo parecido no Brasil,      um fabricante procurou S\u00e9rgio para desenvolver aquele material aqui, utilizando      de sua cadeira de rodas como prot\u00f3tipo. Em troca, Del Grande solicitou que      o fabricante desse a ele 10 cadeiras de rodas, para que a primeira equipe      fosse formada. E foi o que aconteceu. <\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o Basquete em Cadeira de Rodas no Brasil passou a evoluir cada      vez mais. Em 1959, a equipe do Clube dos Parapl\u00e9gicos de S\u00e3o Paulo viajou      para a Argentina para disputar duas partidas contra a sele\u00e7\u00e3o daquele pa\u00eds.      Venceram os dois jogos, um realizado em Buenos Aires e outro em Mar Del Plata.      De l\u00e1 pra c\u00e1, o Basquetebol em Cadeira de Rodas no Brasil se fortalece cada      vez mais, tornando-se uma das maiores pot\u00eancias no mundo, tornando se um aliado      a inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso esclarecer que existem in\u00fameros portadores de necessidades especiais      que sofrem pelo descaso da sociedade, mas que se encontram aptos para realizarem      qualquer atividade f\u00edsica, a inclus\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o dos deficientes f\u00edsicos      \u00e9 necess\u00e1ria uma forma \u00e9 atrav\u00e9s do desporto basquetebol. <\/p>\n<h4>Regras do Basquetebol em Cadeira de Rodas<\/h4>\n<p><strong>EM CADEIRA DE RODAS<\/strong><\/p>\n<p>As regras do basquete em cadeira de rodas s\u00e3o muito semelhantes \u00e0s do jogo      de basquete tradicional. S\u00e3o feitas apenas algumas modifica\u00e7\u00f5es que levam      em considera\u00e7\u00e3o a cadeira de rodas, a mec\u00e2nica da sua locomo\u00e7\u00e3o e a necessidade      de se jogar sentado.<\/p>\n<p><strong>REGRAS GERAIS<\/strong><\/p>\n<p>Como no basquete tradicional s\u00e3o cinco jogadores em cada uma das equipes,      com dois per\u00edodos de 20 minutos, usando 30 segundos de posse de bola. No caso      de empate no fim do segundo per\u00edodo, uma prorroga\u00e7\u00e3o de 5 minutos ser\u00e1 usada      para o desempate.<\/p>\n<p><strong>A QUADRA<\/strong><\/p>\n<p>A quadra de jogo deve ter as dimens\u00f5es de 28 m x 15 m, medidas estas que      s\u00e3o requeridas para competi\u00e7\u00f5es da IWBF. A quadra deve ser delimitada por      linhas, sendo que as linhas de lance livre e de tr\u00eas pontos s\u00e3o de acordo      com as regras da FIBA. A altura da cesta \u00e9 a mesma do basquete tradicional      (3,05m).<\/p>\n<p><strong>A CADEIRA DE RODAS<\/strong><\/p>\n<p>A cadeira deve se adequar a certos padr\u00f5es para garantir seguran\u00e7a e competitividade.<\/p>\n<p>A cadeira pode ter 3 ou 4 rodas, sendo duas rodas grandes na parte traseira      e uma ou duas na parte frontal. Os pneus traseiros devem ter o di\u00e2metro m\u00e1ximo      de 66 cm e deve haver um suporte para as m\u00e3os em cada roda traseira. A altura      m\u00e1xima do assento n\u00e3o pode exceder 53cm do ch\u00e3o e o apoio para os p\u00e9s n\u00e3o      poder\u00e1 ter mais que 11cm a partir do ch\u00e3o, quando as rodas dianteiras estiverem      direcionadas para frente. A parte de baixo dos apoios devem ser apropriados      para evitar danos \u00e0 superf\u00edcie da quadra.<\/p>\n<p>O jogador poder\u00e1 usar uma almofada de material flex\u00edvel no assento da cadeira.      Ela dever\u00e1 ter as mesmas dimens\u00f5es do assento e n\u00e3o poder\u00e1 ter mais de 10cm      de espessura, exceto para jogadores de classe 3.5, 4.0 e 4.5, onde a espessura      dever\u00e1 ser de no m\u00e1ximo 5 cm.<\/p>\n<p>Os jogadores podem usar faixas e suportes que o fixem na cadeira ou faixas      para prender as pernas juntas. Aparelhos ortop\u00e9dicos e prot\u00e9ticos podem ser      usados. O cart\u00e3o de classifica\u00e7\u00e3o dos jogadores deve informar o uso de pr\u00f3teses      e afins e indicar todas as adapta\u00e7\u00f5es na posi\u00e7\u00e3o do jogador na cadeira.<\/p>\n<p>Pneus pretos, aparelhos de dire\u00e7\u00e3o e freios s\u00e3o proibidos. Os \u00e1rbitros devem      checar as cadeiras dos jogadores no in\u00edcio do jogo, para que conferir se estas      cadeiras est\u00e3o de acordo com as normas estabelecidas.<\/p>\n<p><strong>SISTEMA DE CLASSIFICA\u00c7\u00c3O DE JOGADORES<\/strong><\/p>\n<p>O basquete em cadeira de rodas \u00e9 um jogo para pessoas com defici\u00eancias permanentes      nos membros inferiores. <\/p>\n<p><strong>O sistema classifica os jogadores baseado na observa\u00e7\u00e3o de seus movimentos      durante uma performance de habilidades de basquete como<\/strong>: empurrar      a cadeira, driblar, passar, receber, arremessar e pegar rebotes. <\/p>\n<p><strong>As classes s\u00e3o: <\/strong>1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0 e 4.5.      A cada jogador \u00e9 atribu\u00eddo um valor em pontos igual \u00e0 sua classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pontos dos cinco jogadores s\u00e3o somados para formar um time que alcance      um determinado total de pontos. Para os Campeonatos Mundiais da IWBF, competi\u00e7\u00f5es      para-ol\u00edmpicas, campeonatos locais e torneios classificat\u00f3rios para esses      eventos o time n\u00e3o pode exceder a 14 pontos.<\/p>\n<p>Cada jogador possui um cart\u00e3o de classifica\u00e7\u00e3o que deve ser usado durante      o jogo. O cart\u00e3o mostra a classifica\u00e7\u00e3o do jogador, indicando tamb\u00e9m quaisquer      modifica\u00e7\u00f5es no seu assento e o uso de faixas ou aparelhos prot\u00e9ticos e ortop\u00e9dicos.<\/p>\n<h4>BOLA AO ALTO<\/h4>\n<p>Cada per\u00edodo come\u00e7a com a decis\u00e3o da posse de bola (Bola ao Alto). O jogador      n\u00e3o pode se levantar da cadeira (falta t\u00e9cnica). Portanto, os jogadores com      o acento mais alto s\u00e3o beneficiados.<\/p>\n<p>No caso de uma \u0093bola presa\u0094, onde o jogador tem as duas m\u00e3os na      bola durante a partida, cada equipe tem a posse de bola em lateral alternadamente.      A dire\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima posse em decorr\u00eancia de uma \u0093bola presa\u0094 \u00e9      indicada por uma seta na mesa de controle.<\/p>\n<p><strong>VIOLA\u00c7\u00d5ES ESPEC\u00cdFICAS PARA O BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS<\/strong><\/p>\n<p>Viola\u00e7\u00f5es s\u00e3o infra\u00e7\u00f5es \u00e0s regras, onde a equipe que a comete perde a posse      de bola para a outra time, atrav\u00e9s da cobran\u00e7a de lateral no ponto mais pr\u00f3ximo      ao local da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1. Viola\u00e7\u00f5es fora da quadra<\/strong><\/p>\n<p>Um jogador est\u00e1 fora da quadra quando alguma parte de sua cadeira est\u00e1 em      contato com a linha lim\u00edtrofe ou fora dos limites da quadra. Se um jogador      jogar a bola em um oponente para que ela saia da quadra propositadamente o      oponente ficar\u00e1 com a posse de bola.<\/p>\n<p><strong>2. Regra de Progress\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O jogador pode empurrar a cadeira por no m\u00e1ximo duas vezes antes de driblar,      passar ou lan\u00e7ar a bola. Tr\u00eas empurr\u00f5es em movimento, incluindo um piv\u00f4, constituem      uma viola\u00e7\u00e3o de progress\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>3. Regra dos 3 Segundos<\/strong><\/p>\n<p>Um jogador n\u00e3o pode permanecer por mais de tr\u00eas segundos na \u00e1rea restritiva      do oponente. Essa restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica enquanto a bola est\u00e1 no ar durante      um lance para a cesta, durante um rebote ou uma bola morta. Jogadores que      permanecerem na \u00e1rea restrita por mais de tr\u00eas segundos cometem uma viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>4. Regra dos 5 e 10 segundos<\/strong><\/p>\n<p>Um jogador marcado de perto que est\u00e1 segurando a bola deve passar, lan\u00e7ar      ou driblar em 5 segundos.<\/p>\n<p>Uma equipe deve trazer a bola da sua \u00e1rea de defesa para a \u00e1rea de ataque      em 10 segundos. Demorar mais que isso nesses eventos resulta em uma viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>5. Faltas<\/strong><\/p>\n<p>Faltas s\u00e3o infra\u00e7\u00f5es \u00e0s regras envolvendo contato f\u00edsico com o oponente e\/ou      comportamento anti-desportivo. A falta \u00e9 marcada contra o ofensor e a penalidade      pode ser a perda da posse de bola, lance livre ou s\u00e9ries de tr\u00eas lances, dependendo      da natureza das faltas. <\/p>\n<p>O jogador que cometer 5 faltas durante a partida, ap\u00f3s o terminando esse      estoque de faltas o jogador deve se retirar do jogo.<\/p>\n<p><strong>6. Falta Pessoal<\/strong><\/p>\n<p>O basquete em cadeira de rodas \u00e9 um esporte sem contato. Uma falta pessoal      \u00e9 aplicada ao jogador quando ele bloqueia, segura, puxa ou impede o progresso      do oponente com seu corpo ou com a cadeira. Rudez desnecess\u00e1ria tamb\u00e9m \u00e9 punida      como falta pessoal.<\/p>\n<p>Para todas essas faltas, a cadeira \u00e9 considerada como parte do jogador, e      o contato n\u00e3o acidental entre cadeiras tamb\u00e9m constitui falta.<\/p>\n<p><strong>7. Falta T\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p>A falta t\u00e9cnica \u00e9 aplicada quando um jogador demostra conduta anti-desportiva,      quando se levanta do acento da cadeira ou retira seus p\u00e9s do apoio ou usa      alguma parte de seus membros inferiores para obter vantagem desleal ou direcionar      sua cadeira. <\/p>\n<p>Quando uma falta t\u00e9cnica \u00e9 marcada, o oponente tem direito a dois lances      livres. O arremessador \u00e9 designado pelo capit\u00e3o da equipe.<\/p>\n<h4>V\u00eddeos<\/h4>\n<p><strong>Basquetebol em Cadeira de Rodas &#8211; Parte 1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Basquetebol em Cadeira de Rodas &#8211; Parte 2<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.informacao.srv.br\/FEDERA\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL DE      BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS (IWBF)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basquetebol em Cadeira de Rodas, Esporte, Brasil, Modalidade, Jogadores, Deficiente, Regra, Quadra, Hist\u00f3ria, Basquetebol em Cadeira de Rodas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[305],"tags":[],"class_list":["post-63543","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-esportes"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - 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