{"id":63542,"date":"2016-07-14T17:32:28","date_gmt":"2016-07-14T17:32:28","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=63542"},"modified":"2016-07-14T17:36:23","modified_gmt":"2016-07-14T17:36:23","slug":"atletismo-paraolimpico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/esportes\/atletismo-paraolimpico","title":{"rendered":"Atletismo Paraol\u00edmpico"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti23.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"491\" height=\"306\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><strong><br \/>\n     Atletismo Paraol\u00edmpico<\/strong><\/p>\n<p>A pr\u00e1tica dos para esportes ganhou for\u00e7a ap\u00f3s as experi\u00eancias traumatizantes      da Segunda Guerra Mundial, que deixou muitos amputados ou paralisados. Praticar      esportes se mostrou uma \u00fatil forma de inclus\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o. Mas para isso,      era preciso permitir que as pessoas competissem de maneira justa, com pessoas      com as mesmas capacidades f\u00edsicas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti27.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"345\" height=\"234\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p>As primeiras tentativas de classifica\u00e7\u00e3o foram desenvolvidas sobre esse contexto,      na Inglaterra, por m\u00e9dicos e especialistas da \u00e1rea de reabilita\u00e7\u00e3o, ainda      no in\u00edcio dos esportes adaptados, na d\u00e9cada de 40. No Brasil, a primeira tentativa      de classifica\u00e7\u00e3o foi em 1984, no campeonato de Basquete de Rodas da ABRADECAR.      Na d\u00e9cada de 90, com a introdu\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o funcional no basquete,      o atletismo tamb\u00e9m adotou um sistema de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Categorias e classes<\/h4>\n<p><strong>Atualmente o Comit\u00ea Paraol\u00edmpico Internacional (IPC) reconhece cinco      categorias de defici\u00eancia para a participa\u00e7\u00e3o em competi\u00e7\u00f5es: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Paralisados cerebrais<br \/>\n       Deficientes visuais<br \/>\n       Atletas em cadeira de rodas<br \/>\n       Amputados<br \/>\n       \u0093les autres\u0094 (restri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, que n\u00e3o se encaixam em outras        categorias)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Existem ainda as classes, que diferenciam os atletas de acordo com a intensidade      com que s\u00e3o afetados pela defici\u00eancia, distinguindo por exemplo um atleta      totalmente cego, de outro que possui ainda alguma capacidade visual.<\/p>\n<p><strong>Para competir, o para atleta passa por uma avalia\u00e7\u00e3o medica, por      uma equipe de classifica\u00e7\u00e3o composta por tr\u00eas profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade:<\/strong>      m\u00e9dico, fisioterapeuta e um professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. <\/p>\n<p><strong>A classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada em tr\u00eas est\u00e1gios<\/strong>: m\u00e9dico, funcional      e t\u00e9cnico, ao final das quais o atleta ser\u00e1 encaminhado para a classe mais      adequada \u00e1 suas capacidades. Se durante sua vida esportiva ele conseguir progressos      f\u00edsicos ou houver mudan\u00e7as no sistema de classifica\u00e7\u00e3o ele poder\u00e1 ser deslocado      de classe. <\/p>\n<p>Como os esportes tamb\u00e9m s\u00e3o diferentes, e com caracter\u00edsticas e exig\u00eancias      diferentes tamb\u00e9m, cada esporte possui seu pr\u00f3prio sistema de classifica\u00e7\u00e3o.      Assim, se um atleta compete em mais de um esporte, ele ter\u00e1 uma classifica\u00e7\u00e3o      para cada um.<\/p>\n<p><strong>No Atletismo<\/strong><\/p>\n<p>Para os esportes ligados ao atletismo, classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em fun\u00e7\u00e3o da      capacidade do atleta de realizar movimentos, as potencialidades dos res\u00edduos      musculares, de sequelas de algum tipo de defici\u00eancia e dos m\u00fasculos que n\u00e3o      foram lesados.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita atrav\u00e9s de testes de for\u00e7a muscular, de coordena\u00e7\u00e3o (realizado<br \/>\n     geralmente para atletas com paralisia cerebral e desordens neuromotoras) e      teste funcional (demonstra\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do esporte realizado pelo atleta). Os      classificadores analisam o desempenho do atleta considerando os resultados      obtidos nos testes.<\/p>\n<p><strong>As Classes<\/strong><\/p>\n<p>Quanto menor o n\u00famero, maior o grau de comprometimento. A classifica\u00e7\u00e3o \u00e9      a mesma para ambos os sexos, respeitadas as diferen\u00e7as fisiol\u00f3gicas, nos lan\u00e7amentos      de dardo e disco, por exemplo, os pesos dos implementos utilizados variam      de acordo coma classe de cada atleta.<\/p>\n<p>O atletismo utiliza duas classifica\u00e7\u00f5es, uma para provas de arremesso, com      peso, disco, dardo, a classe \u0093F\u0094; e outra para as provas de pista,      \u0093T\u0094 do ingl\u00eas \u0093track\u0094, com n\u00fameros indicando o tipo e      o grau da defici\u00eancia. Por exemplo de 11 a 13 para deficientes visuais.<\/p>\n<table width=\"409\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\" class=\"tabelas centro\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td><strong>Prova<\/strong><\/td>\n<td><strong>Rendimento          M\u00e9dio em torno de:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/strong><\/td>\n<td><strong>Rendimento          Bom abaixo de:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>60 metros<br \/>\n         10\/12 anos<\/td>\n<td>11.2s 10.8s<br \/>\n         10.9s 10.6s<\/td>\n<td>9.0s 8.5s<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Prova<\/td>\n<td><strong>Rendimento          m\u00e9dio em torno de:<\/strong><br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<td><strong>Rendimento          bom acima de:<\/strong><br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Salto em dist\u00e2ncia<br \/>\n         10\/12 anos<\/td>\n<td>2.67m 3.04          m<br \/>\n         2.84m 3.12 m<\/td>\n<td>3.20m 3.80m<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td class=\"topo\">Prova<\/td>\n<td><strong>Rendimento          m\u00e9dio em torno de<\/strong>:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<td><strong>Rendimento          Bom acima de<\/strong>:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Salto em altura<br \/>\n         10\/12anos<\/td>\n<td>0.80m 0.88          m<br \/>\n         0.84m 0.92 m<\/td>\n<td>1.05m 1.15m<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Prova<\/td>\n<td><strong>Rendimento          m\u00e9dio em torno de<\/strong>:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<td><strong>Rendimento          bom acima de<\/strong>:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Lan\u00e7amento          de pelota<br \/>\n         10\/12 anos<\/td>\n<td>19m 31m<br \/>\n         22m 34m<\/td>\n<td>30m 50m<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Prova<\/td>\n<td><strong>Rendimento          m\u00e9dio em torno de<\/strong>:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<td><strong>Rendimento          bom acima de<\/strong>:<br \/>\n         Fem. Masc.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Arremesso          do peso<br \/>\n         10\/12 anos<\/td>\n<td>4.50m 5.50m<br \/>\n         5.00m 6.00m<br \/>\n         (Peso de 3 kg)<\/td>\n<td>6.00m 7.50m<br \/>\n         (3 kg) (4kg)<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>A id\u00e9ia de criar uma organiza\u00e7\u00e3o que pudesse coordenar o esporte para cegos      no Brasil surgiu em 1980, quando se realizaram os Jogos das APAEs no Sul do      pa\u00eds. Mas foi em 1981, no Campeonato Nacional de Desportos para Deficientes      F\u00edsicos, em Curitiba \u0096 PR, que o projeto amadureceu. Nos anos de 1982      e 83 diversos campeonatos de futebol para cegos foram disputados, acelerando      assim a funda\u00e7\u00e3o da CBDC. Em 19 de janeiro de 1984, em uma sess\u00e3o do Conselho      Nacional de Desportos (CND), ocorreu a Assembl\u00e9ia definitiva para efetiva\u00e7\u00e3o      da entidade.<\/p>\n<p><strong>As institui\u00e7\u00f5es consideradas pioneiras do movimento, que participaram      dessa reuni\u00e3o, foram as seguintes:<\/strong> Centro Desportivo de Deficientes      do Estado do Rio de Janeiro (Cedeverj, RJ); Servi\u00e7os de Assist\u00eancia S\u00e3o Jos\u00e9      Oper\u00e1rio (Sasjo, RJ); Associa\u00e7\u00e3o dos Deficientes do Paran\u00e1 (Adevipar, PR);      Uni\u00e3o de Cegos Dom Pedro II (Unicep, ES); Sociedade Luis Braile (SELB, ES),      e Associa\u00e7\u00e3o Catarinense para a Integra\u00e7\u00e3o do Cego (Acic, SC).<\/p>\n<p>Nos dias atuais, passou a ter a designa\u00e7\u00e3o de Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de      Desportos para Cegos (CBDC), ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o em Assembl\u00e9ia Geral Extraordin\u00e1ria      realizada na cidade de Campinas\/SP em 15 de dezembro de 2005. Tendo como diretriz      principal fomentar e desenvolver o desporto de cegos e deficientes visuais      no Brasil, representando-o nacional e internacionalmente.<\/p>\n<p>A CBDC \u00e9 uma Sociedade Civil sem fins lucrativos, que congrega entidades      de\/para cegos, atletas cegos e portadores de defici\u00eancia visual e t\u00e9cnicos      esportivos, constituindo-se em uma entidade de administra\u00e7\u00e3o nacional do desporto.      Reconhecida pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira como uma entidade de car\u00e1ter confederativo,      \u00e9 a \u00fanica organiza\u00e7\u00e3o nacional afiliada \u00e0 International Blind Sports Federation      (IBSA), o que a qualifica como respons\u00e1vel pela representa\u00e7\u00e3o do Brasil nos      eventos por ela organizados.<\/p>\n<p><strong>Atualmente, s\u00e3o de responsabilidade da CBDC a gest\u00e3o e o desenvolvimento      de seis modalidades esportivas<\/strong>: atletismo, futsal, goalbaIl, jud\u00f4,      nata\u00e7\u00e3o e xadrez. <\/p>\n<p>Este trabalho \u00e9 desempenhado em diversas frentes como participa\u00e7\u00e3o e conquista      de campeonatos internacionais; promo\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio nacional de competi\u00e7\u00f5es;      treinamento e reciclagem de profissionais; efetiva\u00e7\u00e3o de parcerias com o poder      p\u00fablico, iniciativa privada, institui\u00e7\u00f5es de ensino e outras organiza\u00e7\u00f5es      da sociedade civil e um trabalho intenso na m\u00eddia.<\/p>\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es possibilitam a inclus\u00e3o social de v\u00e1rias pessoas ao difundir      a pr\u00e1tica esportiva pelos cegos em diferentes partes do Brasil, viabilizando      assim a inser\u00e7\u00e3o destes atletas no calend\u00e1rio internacional.<\/p>\n<p><strong>Objetivos principais:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Desenvolver o desporto de rendimento,<br \/>\n       Divulgar o desporto praticado por atletas cegos e deficientes visuais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O ATLETISMO<\/strong><\/p>\n<p>O atletismo \u00e9 hoje o esporte mais praticado nos mais de 70 pa\u00edses filiados      \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Desportos para Cegos (IBSA). Al\u00e9m dos Jogos Paraol\u00edmpicos,      fazem parte de seu calend\u00e1rio maratonas, jogos mundiais e campeonatos mundiais      para jovens. Um dos grandes fatores de difus\u00e3o da modalidade \u00e9 o f\u00e1cil acesso      e a naturalidade dos movimentos, j\u00e1 que correr, saltar, lan\u00e7ar e arremessar      s\u00e3o atividades inerentes \u00e0 sobreviv\u00eancia do homem.<\/p>\n<p>O atletismo para deficientes visuais \u00e9 constitu\u00eddo basicamente por todas      as provas que comp\u00f5em as regras oficiais da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Atletismo      (IAAF), com exce\u00e7\u00e3o de salto com vara, lan\u00e7amento do martelo, corridas com      barreira e obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>As provas s\u00e3o divididas por grau de defici\u00eancia visual (B1, B2 e B3) e as      regras s\u00e3o adaptadas para os atletas B1 e B2. Para esses, \u00e9 permitido o uso      de sinais sonoros e de um guia, que corre junto com o competidor para orient\u00e1-lo.      Eles s\u00e3o unidos por uma corda presa \u00e0s m\u00e3os, e o atleta deve estar sempre      \u00e0 frente. As modalidades para os competidores B3 seguem as mesmas regras do      atletismo regular.<\/p>\n<p><strong>ATLETISMO NO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p>A ABDC, atual CBDC, realiza competi\u00e7\u00f5es nacionais de atletismo desde a sua      institucionaliza\u00e7\u00e3o em 1984 e concentra um grande n\u00famero de atletas praticantes      no pa\u00eds. Hoje a modalidade \u00e9 destaque tanto nacional, quanto internacional.      Os excelentes resultados em eventos realizados fora do Pa\u00eds e em competi\u00e7\u00f5es      nacionais credenciam o atletismo como o esporte de maior ascens\u00e3o no cen\u00e1rio      paraol\u00edmpico brasileiro. Nos Jogos de Atenas, por exemplo, os atletas deficientes      visuais conquistaram 12 das 16 medalhas da modalidade. Foram duas de ouro,      seis de prata e quatro de bronze.<\/p>\n<p>A velocista brasileira Anelise Hermany &#8211; B2 foi a primeira medalhista Paraol\u00edmpica      entre os deficientes visuais. \u00c1dria Santos \u00e9 a maior medalhista cega da hist\u00f3ria      paraol\u00edmpica brasileira.<\/p>\n<p><strong>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O &#8211; ELEGIBILIDADE PARA PARTICIPA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>A delimita\u00e7\u00e3o do grupamento de deficientes visuais se d\u00e1 por duas      escalas<\/strong>: acuidade visual, aquilo que se enxerga a determinada dist\u00e2ncia;      e campo visual, a amplitude da \u00e1rea alcan\u00e7ada pela vis\u00e3o, sendo o campo visual      normal de 180 graus.<\/p>\n<p>Caracteriza-se como cego aquele que possui uma acuidade visual de at\u00e9 6\/60      ou campo visual at\u00e9 10 graus e, como portador de vis\u00e3o residual (ambliope),      aquele que possui acuidade visual de 6\/60 ou um campo visual entre 10 e 20      graus.<\/p>\n<p>Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que necessita de instru\u00e7\u00e3o      em braile (sistema de escrita por pontos em relevo) e, como portador de vis\u00e3o      reduzida, aquele que l\u00ea tipos impressos ampliados ou com o aux\u00edlio de potentes      recursos \u00f3ticos (lupa).<\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o do grupamento de portadores de defici\u00eancia visual apresenta-se,      pois, como etapa fundamental para a a\u00e7\u00e3o educativa (aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica),      visto que orientar\u00e1 a adequa\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados, objetivos e procedimentos metodol\u00f3gicos,      favorecendo as adapta\u00e7\u00f5es que se fizerem necess\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>SISTEMA DE CLASSIFICA\u00c7\u00c3O ESPORTIVA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ser\u00e1 eleg\u00edvel para participar de uma competi\u00e7\u00e3o para pessoas portadoras      de defici\u00eancia visual quem se enquadre no seguinte sistema de classifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Nas competi\u00e7\u00f5es de atletismo, os atletas portadores de defici\u00eancias visuais        utilizam o sistema de classifica\u00e7\u00e3o da IBSA.<br \/>\n       A IBSA possui uma classifica\u00e7\u00e3o \u00fanica para todas as modalidades esportivas.        Essa classifica\u00e7\u00e3o adota par\u00e2metros de acuidade visual, escalas oftalmol\u00f3gicas        que indicam a capacidade da vis\u00e3o em termos da dist\u00e2ncia (acuidade) e de        sua \u00e1rea funcional (campo visual).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Os atletas deficientes visuais s\u00e3o divididos nas seguintes classes:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>B1 &#8211; <\/strong>Desde a aus\u00eancia total de percep\u00e7\u00e3o de luz em ambos        os olhos at\u00e9 percep\u00e7\u00e3o luminosa sem a capacidade de reconhecimento da forma        de uma m\u00e3o, a qualquer dist\u00e2ncia.<strong><br \/>\n       B2 &#8211;<\/strong> Desde a capacidade de reconhecer a forma de uma m\u00e3o at\u00e9 a        acuidade de 2\/60 e\/ou um campo visual inferior a cinco graus.<strong><br \/>\n       B3 &#8211;<\/strong> Desde uma acuidade visual superior 2\/60 at\u00e9 uma acuidade visual        6\/60 e\/ou campo visual superior a cinco graus e inferior a 20 graus.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Ou<\/strong><\/p>\n<table width=\"400\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\" height=\"45\"><strong>B1 \u0096 Cego<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Com ou sem percep\u00e7\u00e3o luminosa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>B2 \u0096 Baixa Vis\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">AV = &lt;2\/60 ou CV = &lt; 5\u00ba<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>B3 \u0096 Baixa Vis\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">AV = entre 2\/60 e 6\/60 ou CV = entre 5\u00ba e 20 \u00ba<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>Nas provas de atletismo regidas pelo International Paralympic Commitee (IPC),      os atletas portadores de defici\u00eancia visual das classes B1, B2, B3 recebem      respectivamente, nas provas de pista, a classifica\u00e7\u00e3o de T10, T11, T12 e,      nas provas de campo, F10, F11, F12.<\/p>\n<p>Os atletas das classes B1 e B2, nas competi\u00e7\u00f5es, possuem assist\u00eancia de um      atleta-guia, que corre ao lado do atleta cego, ligado a uma corda no pulso      ou na m\u00e3o; ou correndo ao lado, passando-lhes instru\u00e7\u00f5es. E nas provas de      saltos e lan\u00e7amentos s\u00e3o permitidas a utiliza\u00e7\u00e3o de sinais ac\u00fasticos e orienta\u00e7\u00f5es      verbais do guia.<\/p>\n<p><strong>SISTEMA DE CLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Quadro dos sistemas de classifica\u00e7\u00e3o utilizados pela IBSA e do IPC.<\/p>\n<table width=\"400\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td height=\"45\"><strong>IBSA \u0096 INTERNATIONAL BLIND SPORTS ASSOCIATION              <\/strong><\/td>\n<td><strong>IPC \u0096 INTERNATIONAL PARALYMPIC COMMITTEE<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>B1 &#8211; Cego<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">T-11 (Provas de pista)<br \/>\n             F-11 (Provas de campo)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>B2 &#8211; Baixa Vis\u00e3<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">T-12 (Provas de pista)<br \/>\n             T-12 (Provas de pista)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>B3 &#8211; Baixa Vis\u00e3<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">T-13 (Provas de pista)<br \/>\n             F-13 (Provas de campo)<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<h4>COMPETI\u00c7\u00d5ES<\/h4>\n<p><strong>Tipos de competi\u00e7\u00f5es ou provas oferecidas<\/strong><\/p>\n<p>O atletismo \u00e9 o esporte mais difundido na IBSA. \u00c9 praticado em mais de 70      pa\u00edses. As competi\u00e7\u00f5es s\u00e3o organizadas de acordo com o sistema de classifica\u00e7\u00e3o      da IBSA, usando as tr\u00eas categorias &#8211; B1, B2 e B3. Trata-se de uma modalidade      oficial constitu\u00edda basicamente de quase todas as provas que comp\u00f5em as regras      oficiais da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Atletismo Amador (IAAF); sofrendo algum      grau de modifica\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o com base no n\u00edvel da defici\u00eancia visual, com      o objetivo de estabelecer assim o equil\u00edbrio nas competi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p><strong>As seguintes provas n\u00e3o s\u00e3o oferecidas nas competi\u00e7\u00f5es de atletismo      da IBSA<\/strong>: salto com vara, corridas com barreiras, corridas com obst\u00e1culos      e lan\u00e7amento do martelo. Em algumas destas, j\u00e1 foram feitas tentativas em      provas com o car\u00e1ter de exibi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o completamente observadas as regras do      IAAF no caso de atletas B3.<\/p>\n<p><strong>ATLETISMO NO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos para Cegos, filiada \u00e0 IBSA, em sua      modalidade de atletismo, concentra um grande n\u00famero de atletas praticantes      no Brasil e possui participa\u00e7\u00e3o ativa como representante brasileira em competi\u00e7\u00f5es      internacionais.<\/p>\n<p><strong>As seguintes provas fazem parte do calend\u00e1rio da CBDC, categoria      adulta:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Provas individuais: <\/strong>100m rasos; 200m rasos; 400m rasos;        800m rasos; 1.500m rasos; 5.000m rasos; 10.000m rasos (somente masculino);        salto em dist\u00e2ncia; salto triplo (somente masculino); salto em altura (somente        masculino); arremesso de peso; arremesso de disco; lan\u00e7amento de dardo e        pentatlo.<strong><br \/>\n       Provas de Revezamento: <\/strong>4 x 100m masculino e feminino, 4 x 400m        masculino e feminino.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m dessas provas, disputadas na categoria adulta, a CBDC tamb\u00e9m promove      competi\u00e7\u00f5es na categoria escolar.<\/p>\n<h4>Provas<\/h4>\n<p><strong>REGRAS DA CBDC (ADAPTADAS)<\/strong><\/p>\n<p>Competi\u00e7\u00f5es no Brasil<\/p>\n<p><strong>CATEGORIAS<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Infantil:<\/strong> incluir\u00e1 qualquer atleta com idade inferior        a 14 anos, completos at\u00e9 o dia 31 de dezembro, no ano da competi\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Juvenil: <\/strong>incluir\u00e1 qualquer atleta com mais de 14 anos e menos de        17 anos, completos at\u00e9 o dia 31 de dezembro, no ano da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>CLASSES<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Cegos.<br \/>\n       Baixa Vis\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>PROVAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Infantil (Masc. e Fem.).<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Corridas<\/strong>: 50m rasos e 500m rasos.<br \/>\n       Salto em dist\u00e2ncia (Salto livre).<br \/>\n       Lan\u00e7amento de pelota (bola de beisebol).<br \/>\n       Arremesso do peso (3 kg).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>J<strong>uvenil (Masc. e Fem.).<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Corridas de 100m rasos e de 1.000m rasos.<br \/>\n       Salto em dist\u00e2ncia (salto livre).<br \/>\n       Lan\u00e7amento de pelota (bola de beisebol).<br \/>\n       Arremesso do peso (4kg).<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>INICIA\u00c7\u00c3O AO ESPORTE<\/h4>\n<p><strong>Princ\u00edpios de inicia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>EDUCA\u00c7\u00c3O F\u00cdSICA PARA DEFICIENTES VISUAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Defici\u00eancia Visual<\/strong><\/p>\n<p>Segundo CONDE (1995, p.10), \u0093O portador de defici\u00eancia visual \u00e9 uma      pessoa normal, que n\u00e3o enxerga ou possui vis\u00e3o reduzida, ou seja, nenhuma      outra defasagem lhe \u00e9 naturalmente inerente\u0094.<\/p>\n<p>Para ele, a pessoa cega \u00e9 uma pessoa normal desde que n\u00e3o possua nenhuma      outra defici\u00eancia cong\u00eanita ou adquirida. Contudo, em fun\u00e7\u00e3o da diminui\u00e7\u00e3o      de suas possibilidades de experimenta\u00e7\u00e3o, da subestimula\u00e7\u00e3o, de um relacionamento      familiar e\/ou social inadequado e de interven\u00e7\u00f5es educacionais n\u00e3o apropriadas,      poder\u00e1 apresentar defasagens no desenvolvimento social, afetivo, cognitivo      e psicomotor, quando comparados a indiv\u00edduos de vis\u00e3o normal da mesma faixa      et\u00e1ria.<\/p>\n<p>A pessoa com defici\u00eancia visual apresenta locomo\u00e7\u00e3o insegura, pouco controle      e pouca consci\u00eancia corporal, problemas posturais e inseguran\u00e7a (Seaman &amp;      De Pauw, 1982) o que pode gerar comprometimento do equil\u00edbrio (est\u00e1tico),      coordena\u00e7\u00e3o, agilidade, controle corporal e postura (Adams et al., 1985).      O esporte pode ser uma ferramenta para minimizar estes problemas..<\/p>\n<p>O desenvolvimento afetivo e social da crian\u00e7a vai depender principalmente      das primeiras percep\u00e7\u00f5es que ela possui do ambiente, do sucesso ou insucesso      de sua aprendizagem, da riqueza ou car\u00eancia de sua viv\u00eancia, da forma como      ela \u00e9 aceita ou rejeitada pelos adultos ou grupos iguais, condicionando a      esses fatores seu ajustamento pessoal, social e sua integra\u00e7\u00e3o ao mundo (SILVA,      1988, p.132)<\/p>\n<p>Como acrescenta SILVA (1988), para que uma pessoa cega consiga levar adiante      o seu treinamento, \u00e9 preciso que tenha uma motiva\u00e7\u00e3o, um objetivo a ser alcan\u00e7ado,      e que esteja bem psicologicamente. A partir disso, a crian\u00e7a cega capta o      mundo em que vive pela experimenta\u00e7\u00e3o corporal, utilizando o movimento como      base para a apreens\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es; neste aspecto, sua autoconfian\u00e7a, autoestima,      a diminui\u00e7\u00e3o de ansiedades, est\u00e3o diretamente ligadas \u00e0s possibilidades de      movimentar-se e locomover-se no ambiente.<\/p>\n<p><strong>DID\u00c1TICA DA EDUCA\u00c7\u00c3O F\u00cdSICA PARA DEFICIENTES VISUAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com o intuito de facilitar o entendimento da concep\u00e7\u00e3o do atletismo      para pessoas portadoras de defici\u00eancia visual dentro da educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica nas      escolas, relacionaremos alguns procedimentos b\u00e1sicos utilizados no processo      de inicia\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1) <\/strong>a educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica propicia um desenvolvimento global        e harm\u00f4nico, oferecendo condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para a sua normaliza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o        social. Por meio de exerc\u00edcios f\u00edsicos, o indiv\u00edduo cego ou de vis\u00e3o subnormal        ir\u00e1 fortalecer sua autoconfian\u00e7a, desenvolvendo-se f\u00edsica, ps\u00edquica e mentalmente;<strong><br \/>\n       2) <\/strong>a pr\u00e1tica regular da atividade f\u00edsica favorece boas condi\u00e7\u00f5es        de sa\u00fade, um bom f\u00edsico, uma boa postura, tornam naturais os movimentos        do corpo, facilitando assim sua orienta\u00e7\u00e3o, sua locomo\u00e7\u00e3o e sua mobilidade;<strong><br \/>\n       3) <\/strong>a crian\u00e7a portadora de defici\u00eancia visual tem benef\u00edcios no        desenvolvimento de sua percep\u00e7\u00e3o corporal com a pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A a\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio f\u00edsico proporciona autoconfian\u00e7a e determina um estado      emocional mais est\u00e1vel e melhoria no seu desenvolvimento psicomotor, aprimorando      o desenvolvimento do sistema respirat\u00f3rio. Assim promove-se a integra\u00e7\u00e3o de      crian\u00e7as portadoras de defici\u00eancia visual.<\/p>\n<p><strong>ATLETISMO PARA PESSOAS COM DEFICI\u00caNCIA VISUAL<\/strong><\/p>\n<p>O atletismo contribui para o desenvolvimento org\u00e2nico e funcional da crian\u00e7a      por meio de seu aparelho respirat\u00f3rio e circulat\u00f3rio, melhorando, entre outras      coisas, a resist\u00eancia \u00e0 fadiga. As situa\u00e7\u00f5es de m\u00faltiplos saltos, lan\u00e7amentos      e corridas permitem \u00e0s crian\u00e7as uma melhora geral de sua motricidade, um aprendizado      de diferentes percep\u00e7\u00f5es e reconhecimento das sensa\u00e7\u00f5es do movimento e do      gesto.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a inicia-se no atletismo jogando. Com crian\u00e7a de 5 a 7 anos, n\u00e3o      se trabalha o atletismo, realiza-se com ela atividades de jogos de corridas,      saltos e lan\u00e7amentos, melhorando suas capacidades psicomotoras. Por isso,      deve-se multiplicar situa\u00e7\u00f5es e graus de dificuldades nos jogos.<\/p>\n<p>As sess\u00f5es ser\u00e3o gerais e diversificadas (corridas e saltos, corridas e lan\u00e7amentos,      corrida-salto e lan\u00e7amento), favorecendo a movimenta\u00e7\u00e3o e solicitando a adapta\u00e7\u00e3o      das crian\u00e7as em variados esquemas.<\/p>\n<p><strong>As capacidades f\u00edsicas e t\u00e9cnicas ter\u00e3o uma consider\u00e1vel melhora      quando trabalhadas no programa de treinamento a orienta\u00e7\u00e3o espacial e forma\u00e7\u00e3o      corporal<\/strong>: para o cego pela instrumentaliza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es passadas      pelo t\u00e9cnico de maneira individualizada, utilizando todos os tipos de informa\u00e7\u00f5es;      para o atleta de baixa vis\u00e3o, as informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o visuais e outros tipos      de informa\u00e7\u00f5es orientadas pelo t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Como em qualquer tipo de treinamento, a aprendizagem da pessoa com defici\u00eancia      visual no atletismo deve respeitar a individualidade biol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>ATIVIDADES DE ATLETISMO COM ALUNOS DEFICIENTES VISUAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>CORRIDAS<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro passo para uma aula de corrida \u00e9 o reconhecimento do espa\u00e7o, tanto      para o aluno cego como para o de baixa vis\u00e3o, conhecendo as dimens\u00f5es (largura      e comprimento), encontrando os obst\u00e1culos e reconhecendo refer\u00eancias para      orienta\u00e7\u00e3o espacial (canaliza\u00e7\u00e3o do vento e\/ou dire\u00e7\u00e3o, sons, cheiros ou luz      em determinados pontos),recebendo todas as orienta\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es quanto      ao local a ser utilizado, explorando o ambiente e criando um mapa mental de      onde ser\u00e1 feita a atividade. Toda vez que tiver alguma altera\u00e7\u00e3o do meio,      o aluno dever\u00e1 saber desta mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Os educativos de corrida podem ser feitos tamb\u00e9m com o colega-guia.<\/p>\n<p>O professor, juntamente com os alunos, pode desenvolver v\u00e1rios tipos de acompanhamentos      de como dever\u00e1 guiar o aluno cego ou de baixa vis\u00e3o. Pode-se guiar com acess\u00f3rios,      tendo uma corda entre as m\u00e3os de no m\u00e1ximo 50cm; sem acess\u00f3rios, pode acompanh\u00e1-lo      de m\u00e3os dadas, segurando a camisa do corredor cego e ou apenas correr ao seu      lado com orienta\u00e7\u00f5es verbais gerais quanto ao ritmo, \u00e0 dire\u00e7\u00e3o e outros.<\/p>\n<p>Para que isto aconte\u00e7a, deve existir uma boa coordena\u00e7\u00e3o entre guia e atleta,      para que haja uma boa performance. <\/p>\n<p>Muitos exerc\u00edcios para desenvolver uma boa coordena\u00e7\u00e3o devem ser feitos juntos.    <\/p>\n<p><strong>Alguns exemplos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Atleta e guia, estando em uma posi\u00e7\u00e3o parada, realizam o balan\u00e7o dos bra\u00e7os        (posi\u00e7\u00e3o de corrida); simultaneamente iniciar de m\u00e3os dadas, depois com        uma corda como j\u00e1 foi descrito.<br \/>\n       Atleta e guia realizam uma corrida estacion\u00e1ria para desenvolver os movimentos        simult\u00e2neos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o: <\/strong>o professor deve sempre orientar o aluno-guia      antes que ele ajude o colega, orientandoo para n\u00e3o puxar ou empurrar o atleta      cego, devendo sempre estar ao lado ou um pouco mais atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Nos educativos de corrida e coordena\u00e7\u00e3o geral, o professor deve ficar aproximadamente      a uma dist\u00e2ncia de 20\/30 metros longe do aluno e dar orienta\u00e7\u00f5es sonoras para      que ele venha em sua dire\u00e7\u00e3o, seguindo a voz ou palmas, fazendo o exerc\u00edcio      que foi pedido.<\/p>\n<p>Quando estiver em uma quadra de esportes, o professor deve ficar no meio      desta e o aluno na parte central; na pista de atletismo, o aluno deve ficar      entre as raias de n 0 3 e n 0 4 e o professor nas mesmas raias na dist\u00e2ncia      de 20\/30 metros.<\/p>\n<p><strong>Exemplos de atividades:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Iniciar com os movimentos (balan\u00e7o) dos bra\u00e7os em um \u00e2ngulo de 90 graus,        estando o aluno em uma posi\u00e7\u00e3o parada com um p\u00e9 ligeiramente em frente.<br \/>\n       O aluno, na posi\u00e7\u00e3o parada, deve elevar apenas o joelho de uma das pernas        em um \u00e2ngulo de 90 graus e repetir na outra perna<br \/>\n       O mesmo exerc\u00edcio anterior, deve elevar alternadamente os joelhos sem sair        do lugar como se estivesse marchando sem movimentos dos bra\u00e7os.<br \/>\n       O mesmo exerc\u00edcio acima com os movimentos dos bra\u00e7os.<br \/>\n       Corrida estacion\u00e1ria contra uma parede.<br \/>\n       Corrida lateral.<br \/>\n       Corrida para frente e para tr\u00e1s.<br \/>\n       Corrida puxando um companheiro, com uma corda ou um el\u00e1stico.<br \/>\n       Subida e descida em um plinto baixo ou escada, com tempo a ser estipulado        pelo professor e ritmo de acordo com o desenvolvimento do aluno.<br \/>\n       Corrida estacion\u00e1ria na cama el\u00e1stica, sozinho ou com um colega segurando        suas m\u00e3os.<br \/>\n       Usar uma corda, ao longo de uma linha reta de 20 metros, presa a um poste        em cada extremidade, que ir\u00e1 possibilitar a orienta\u00e7\u00e3o e a dire\u00e7\u00e3o da corrida        do aluno cego.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As atividades desenvolvidas podem ser todas encontrados nos livros de atletismo,      mas devem sofrer as adapta\u00e7\u00f5es que sejam necess\u00e1rias para sua realiza\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>Estas dever\u00e3o ser t\u00e1teis ou sonoras, quando usadas pelas pessoas cegas, e      visuais com adapta\u00e7\u00f5es de cores em alto contraste, al\u00e9m de est\u00edmulos sonoros      e t\u00e1teis, para pessoas com baixa vis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnicas b\u00e1sicas de corridas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Coloca\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s.<br \/>\n       Movimentos das pernas.<br \/>\n       Coloca\u00e7\u00e3o das pernas.<br \/>\n       Coloca\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a e do tronco.<br \/>\n       Ritmo da corrida.<br \/>\n       Respira\u00e7\u00e3o durante a corrida.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Exerc\u00edcios b\u00e1sicos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Passo do gigante: <\/strong>caminhar com passadas largas.<br \/>\n       Caminhar nas pontas dos p\u00e9s.<br \/>\n       Andar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<br \/>\n       Caminhar com eleva\u00e7\u00e3o dos joelhos.<br \/>\n       Saltos em deslocamento alternados dos p\u00e9s.<br \/>\n       Correr de frente e de costas.<br \/>\n       Correr em c\u00edrculo.<br \/>\n       Correr em oito.<br \/>\n       Correr para os lados, cruzando os p\u00e9s pela frente e por tr\u00e1s.<br \/>\n       Correr em forma de S.<br \/>\n       Correr com eleva\u00e7\u00e3o dos joelhos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Velocidade:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conceito:<\/strong> <strong>\u00c9 a capacidade de o homem se deslocar      rapidamente de um ponto ao outro. As capacidades f\u00edsicas b\u00e1sicas que devem      ser priorizadas para as provas de velocidade:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Velocidade.<br \/>\n       For\u00e7a.<br \/>\n       Resist\u00eancia anaer\u00f3bica.<br \/>\n       Agilidade.<br \/>\n       Descontra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Erros no trabalho da corrida de velocidade:<\/strong><\/p>\n<table width=\"400\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td><strong>CAUSAS<\/strong><\/td>\n<td><strong>EFEITO<\/strong><\/td>\n<td><strong>CORRE\u00c7\u00c3O<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>P\u00e9 todo no ch\u00e3o.<br \/>\n<\/strong><\/td>\n<td>Aumenta o atrito com o solo.<\/td>\n<td>Andar na ponta dos p\u00e9s.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Faz o apoio anterior atr\u00e1s da linha vertical do joelho<\/strong><\/td>\n<td>O aproveitamento da impuls\u00e3o \u00e9 reduzido pelo n\u00e3o posicionamento              articular.<\/td>\n<td>Coordena\u00e7\u00e3o de corrida com o apoio dos p\u00e9s um pouco a frente dos              joelhos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Pouca extens\u00e3o da perna de apoio.<\/strong><\/td>\n<td>Correr sentado.<\/td>\n<td>Realizar duplos saltos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Correr com os p\u00e9s para fora ou para dentro.<\/strong><\/td>\n<td>Perda de aplica\u00e7\u00e3o de for\u00e7a<br \/>\n             e o aproveitamento da<br \/>\n             rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ideal.<\/td>\n<td>Saltitos para fortalecimento local. Corre\u00e7\u00e3o em cima de uma linha              reta.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Correr com a cabe\u00e7a para tr\u00e1s.<\/strong><\/td>\n<td>Falta de for\u00e7a muscular anterior.<\/td>\n<td>Exerc\u00edcios de muscula\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti30.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"208\" height=\"132\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><strong><br \/>\n     Posi\u00e7\u00e3o do p\u00e9 do velocista<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti31.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"213\" height=\"136\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><strong><br \/>\n     Posi\u00e7\u00e3o do p\u00e9 do meio-fundista e fundista<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corridas de meio-fundo e fundo<\/strong><\/p>\n<p><strong>As capacidades f\u00edsicas b\u00e1sicas que devem ser priorizadas para as      provas de meio-fundo e fundo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Resist\u00eancia aer\u00f3bica e resist\u00eancia anaer\u00f3bica.<br \/>\n       For\u00e7a.<br \/>\n       Velocidade.<br \/>\n       Descontra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>SALTOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>SALTO EM DIST\u00c2NCIA<\/strong><\/p>\n<p>A fase de corrida nos saltos deve passar pelo mesmo processo pedag\u00f3gico das      corridas e arremessos (orienta\u00e7\u00e3o espacial e din\u00e2mica de deslocamento). O      problema fica complexo no treinamento para a chamada (passo que antecede o      salto), enquanto na fase a\u00e9rea do salto o problema \u00e9 minimizado, pois a quest\u00e3o      da orienta\u00e7\u00e3o espacial n\u00e3o influi mais, j\u00e1 que n\u00e3o se pode mudar o sentido      do deslocamento.<\/p>\n<p>A chamada \u00e9 um elemento de precis\u00e3o que depende de refinamento t\u00e9cnico gerado      pela repeti\u00e7\u00e3o exaustiva. A dist\u00e2ncia para a chamada deve ser treinada e estabelecida      nos treinos. Apesar de a \u00e1rea de impuls\u00e3o no salto em dist\u00e2ncia e no triplo,      para o B1 e B2, ser de 1m x 1,22m, o aluno precisa ter o referencial espacial      muito bem estabelecido, j\u00e1 que o atleta tem de correr na dire\u00e7\u00e3o certa e ainda      acertar a dist\u00e2ncia da t\u00e1bua. Independente da ajuda de um chamador, esta a\u00e7\u00e3o      \u00e9 de muita complexidade em sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o salto em dist\u00e2ncia, o chamador dever\u00e1 posicionar-se ao lado da \u00e1rea      de impuls\u00e3o e bater palmas para indicar a dire\u00e7\u00e3o da corrida. Quando o atleta      se aproximar, ele dever\u00e1 dar sinal que faltam um ou dois passos para o salto.      Pode-se usar um outro chamador atr\u00e1s da caixa de areia dando as coordenadas      de dire\u00e7\u00e3o e o que fica ao lado da \u00e1rea de impuls\u00e3o s\u00f3 indicar\u00e1 o momento      do salto. Esta t\u00e9cnica com dois chamadores \u00e9 muito \u00fatil no salto triplo, em      que o atleta durante os tr\u00eas saltos tende a perder um pouco do senso de dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>As capacidades f\u00edsicas b\u00e1sicas que devem ser priorizadas para as      provas de saltos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Velocidade e for\u00e7a.<br \/>\n       Agilidade.<br \/>\n       Resist\u00eancia anaer\u00f3bica.<br \/>\n       Descontra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A did\u00e1tica do salto em dist\u00e2ncia para deficientes visuais:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O aluno deve receber orienta\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es quanto ao local a ser utilizado,        explorando o ambiente e criando um mapa mental de onde ser\u00e1 feita a atividade.<br \/>\n       O salto com orienta\u00e7\u00e3o sonora. Utiliza-se um ou dois guias para esta fun\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Orientar o aluno quanto ao alinhamento e \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da corrida para o salto;        em seguida, o t\u00e9cnico que est\u00e1 na \u00e1rea de impuls\u00e3o orienta o aluno na corrida        e na impuls\u00e3o, pelo uso da voz ou palmas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Regras b\u00e1sicas<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Corredor de saltos.<br \/>\n       T\u00e1bua de impuls\u00e3o e\/ou \u00e1rea de impuls\u00e3o.<br \/>\n       \u00c1rea de queda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Fases do salto<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Corrida de balan\u00e7o ou aproxima\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Chamada ou impulso.<br \/>\n       Suspens\u00e3o ou v\u00f4o (Extens\u00e3o. Passada no ar. Tesoura. Arco.).<br \/>\n       Queda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti32.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"225\" height=\"166\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnica inicial<\/strong><\/p>\n<p>Aprendizado da corrida com chamada e n\u00fameros de passadas, educativos de saltos      e exerc\u00edcios de aprendizagem da figura do salto<\/p>\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Salto parado com ambas as pernas<\/strong>: o aluno fica na borda      da caixa de salto em dist\u00e2ncia com as pernas separadas lateralmente, realiza      uma pequena flex\u00e3o de pernas e salta para frente caindo na caixa de areia      com pequena flex\u00e3o de pernas.<\/p>\n<p>Salto parado com impuls\u00e3o na perna esquerda e queda na caixa de areia com      ambas as pernas. Salto com uma passada com impuls\u00e3o na perna esquerda. O professor      pode acompanhar o aluno dando orienta\u00e7\u00e3o verbal ou tamb\u00e9m acompanh\u00e1-lo de      m\u00e3os dadas.<\/p>\n<p>O mesmo salto acima com duas passadas at\u00e9 cinco passadas caminhando. Quando      o aluno estiver com confian\u00e7a e bom direcionamento, pode fazer as passadas      correndo com intensidade m\u00e9dia at\u00e9 conseguir correr bem direcionado em sua      corrida m\u00e1xima.<\/p>\n<p>Trabalho com ritmo de passadas, exemplo corrida crescente. O atleta, no gramado      ou na pista de atletismo, corre uma dist\u00e2ncia pr\u00e9-determinada pelo t\u00e9cnico      e simula a entrada do salto.<\/p>\n<p>Fica a crit\u00e9rio do atleta e do professor a melhor maneira de realizar o salto      com n\u00famero fixo de passadas ou com o professor (t\u00e9cnico) fazendo a chamada      na \u00e1rea de impuls\u00e3o, avisando o momento em que ele deve realizar o salto<\/p>\n<p><strong>Exemplos de atividades para o final do salto<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O aluno, no final do salto, transporta o corpo para frente com a queda        do corpo sobre os calcanhares.<br \/>\n       O aluno fica em cima de um plinto e salta para um colch\u00e3o procurando cair        na posi\u00e7\u00e3o sentado (final do salto).<br \/>\n       O aluno, com uma passada, d\u00e1 impulso em cima de um plinto baixo e salta        para um colch\u00e3o (como no exemplo acima).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>SALTO TRIPLO<\/strong><\/p>\n<p><strong>O salto triplo para deficientes visuais segue o mesmo princ\u00edpio do      salto em dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o aos guias, mas o ideal s\u00e3o dois<\/strong>: um      deve fica na \u00e1rea de impuls\u00e3o e outro para orienta\u00e7\u00e3o da seq\u00fc\u00eancia dos saltos<\/p>\n<p><strong>Fases do salto triplo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Corrida de acelera\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Hop.<br \/>\n       Step.<br \/>\n       Jump.<br \/>\n       Queda<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Corrida de acelera\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A dist\u00e2ncia da corrida de acelera\u00e7\u00e3o varia entre 10 passadas, para iniciantes,        e 20 passadas para atletas de alto n\u00edvel.<br \/>\n       Deve-se aumentar a velocidade progressivamente at\u00e9 a impuls\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Hop:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O p\u00e9 de impulso deve ser r\u00e1pido (realizar sempre movimento de tra\u00e7\u00e3o n\u00e3o        de pist\u00e3o)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Step:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Durante o step, o atleta mant\u00e9m uma posi\u00e7\u00e3o semelhante a do final de impulso,        preparando para o jump, extens\u00e3o da perna livre para a frente, para baixo        e para tr\u00e1s. Manter o tronco na posi\u00e7\u00e3o vertical.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Jump:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Pode ser efetuado com a t\u00e9cnica do salto em dist\u00e2ncia (qualquer das t\u00e9cnicas        do salto em dist\u00e2ncia)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Metodologia:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Trabalhar somente a primeira parte do salto, caindo na areia (com 1, 2,        3, 4, 5 passadas).<br \/>\n       Trabalhar somente o segundo salto, caindo na areia (com 1, 2, 3, 4, 5 passadas).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Educativos da parte final do salto triplo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>P\u00e9s juntos, saltar para a caixa de areia.<br \/>\n       Com uma passada, saltar projetando o joelho da perna livre para frente e        cair com os p\u00e9s juntos (obs.: com 2, 3, 4, 5 passadas).<br \/>\n       Trabalhar os dois \u00faltimos saltos (obs.: manter o joelho livre na frente        e no salto final rodar os bra\u00e7os).<br \/>\n       Aprendizado da corrida com chamada e n\u00fameros de passadas.<br \/>\n       Educativos de saltos.<br \/>\n       Exerc\u00edcios de aprendizagem da figura do salto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A t\u00e9cnica do salto triplo para deficientes visuais:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Exerc\u00edcio de salto duplo com a mesma perna.<br \/>\n       Exerc\u00edcios de saltos alternados.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>SALTO EM ALTURA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Metodologia do salto tesoura e fosbory:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Passar o obst\u00e1culo em forma de tesoura (obs.: em todos os exerc\u00edcios, trabalhar        os dois lados, utilizando ora a perna esquerda, ora a perna direita).<br \/>\n       Passar o obst\u00e1culo igual salto tesoura.<br \/>\n       Correndo, subir no colch\u00e3o (obs.: com cego, subir no colch\u00e3o com 1, 2, 3,        4, 5 passadas).<br \/>\n       Transpor sarrafo com corrida de curva em estilo tesoura.<br \/>\n       Correr em linha reta com eleva\u00e7\u00e3o dos joelhos.<br \/>\n       Correr em curva, fazendo um c\u00edrculo.<br \/>\n       Correr em curva no p\u00e9 de impulso, elevar a perna livre e o bra\u00e7o para o        alto.<br \/>\n       Correr em curva e, na chamada, elevar a perna livre e direcion\u00e1-la para        o centro.<br \/>\n       Correr em curva e direcionar o olhar na entrada do salto sobre o ombro para        a parte de dentro do colch\u00e3o.<br \/>\n       Rolamento para tr\u00e1s no colch\u00e3o.<br \/>\n       Rolamento para tr\u00e1s com plinto para o colch\u00e3o.<br \/>\n       Saltar para tr\u00e1s com os dois p\u00e9s juntos tendo o el\u00e1stico como o sarrafo.<br \/>\n       Saltar lateralmente com os dois p\u00e9s juntos tendo o el\u00e1stico como o sarrafo.<br \/>\n       Saltar lateralmente com o p\u00e9 de impuls\u00e3o tendo o el\u00e1stico como o sarrafo.<br \/>\n       Saltar lateralmente com uma passada tendo o el\u00e1stico como o sarrafo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Metodologia do salto rolo ventral:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Transpor um plinto como se estivesse subindo em um cavalo, em seguida simular        a posi\u00e7\u00e3o do salto.<br \/>\n       Saltar parado lateralmente com o p\u00e9 de impuls\u00e3o tendo o el\u00e1stico como o        sarrafo.<br \/>\n       Saltar lateralmente com uma passada tendo o el\u00e1stico como o sarrafo, aumentando        gradativamente o n\u00famero de passadas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A did\u00e1tica do salto triplo para deficientes visuais:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Aprendizado da corrida com chamada e n\u00famero de passadas.<br \/>\n       Educativos de saltos.<br \/>\n       Exerc\u00edcios de aprendizagem da figura do salto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ARREMESSOS E LAN\u00c7AMENTOS<\/strong><\/p>\n<p>O reconhecimento espacial do ambiente tem a fun\u00e7\u00e3o de conhecer a \u00e1rea de      arremesso e lan\u00e7amentos, pois \u00e9 fundamental para o deficiente visual.<\/p>\n<p>Enfocar exerc\u00edcios de equil\u00edbrio , j\u00e1 que nosso principal mecanismo de equil\u00edbrio      \u00e9 a vis\u00e3o. Sem ela, no caso da cegueira, o sistema vestibular e a propriocep\u00e7\u00e3o      devem ser estimulados para suprirem a aus\u00eancia da vis\u00e3o. Os arremessos e os      lan\u00e7amentos s\u00e3o constantes processos de perda e retomada de equil\u00edbrio, tanto      est\u00e1tico quanto din\u00e2mico.<\/p>\n<p>Os lan\u00e7amentos ser\u00e3o direcionados pelas informa\u00e7\u00f5es verbais. Para isso, pode-se      combinar diferentes informa\u00e7\u00f5es em um mesmo exerc\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>Em um exerc\u00edcio de arremesso de peso, o chamador ir\u00e1 atuar da seguinte      maneira<\/strong>: posicionar o atleta no setor de arremesso, orient\u00e1-lo espacialmente      (com informa\u00e7\u00f5es t\u00e1teis e sonoras), coloc\u00e1-lo pr\u00f3ximo dos implementos e, ap\u00f3s,      colocar-se na frente do atleta batendo palmas ou transmitindo informa\u00e7\u00e3o sonora      para indicar a dire\u00e7\u00e3o do arremesso. Assim, no caso de um giro, o atleta saber\u00e1      qual a dire\u00e7\u00e3o correta.<\/p>\n<h4>Regras b\u00e1sicas <\/h4>\n<p>O tempo para o lan\u00e7amento ou o arremesso \u00e9 iniciado ap\u00f3s a orienta\u00e7\u00e3o espacial      do atleta. Atleta e guia s\u00e3o um s\u00f3 de forma que qualquer um dos dois pode      invalidar uma tentativa de arremesso, o guia pode orientar espacialmente o      atleta a todo momento..<\/p>\n<p><strong>As capacidades f\u00edsicas b\u00e1sicas que devem ser priorizadas para as      provas de lan\u00e7amento e arremesso:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>For\u00e7a.<br \/>\n       Velocidade.<br \/>\n       Agilidade.<br \/>\n       Resist\u00eancia anaer\u00f3bica.<br \/>\n       Descontra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ARREMESSO DO PESO<\/strong><\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnicas b\u00e1sicas para lan\u00e7amentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Posi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os.<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s.<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o do tronco.<br \/>\n       Balanceios de bra\u00e7os e pernas.<br \/>\n       Lan\u00e7amentos de frente, costas , lateral.<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o de arremesso.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti33.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"319\" height=\"213\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti34.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"186\" height=\"217\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><strong><br \/>\n     Objetivo: empurrar o mais longe poss\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fases:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Posi\u00e7\u00e3o inicial.<br \/>\n       Deslocamento.<br \/>\n       Arremesso.<br \/>\n       Revers\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>T\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Lateral.<br \/>\n       O\u0092Brien.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Metodologia:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Arremessar o peso ou medicine ball com ambas as m\u00e3os para frente.<br \/>\n       Arremessar o peso ou medicine ball com ambas as m\u00e3os para o alto.<br \/>\n       Arremessar o peso ou medicine ball para o ch\u00e3o.<br \/>\n       Arremessar o peso ou medicine ball para o alto.<br \/>\n       Arremessar o peso ou medicine ball para o ch\u00e3o.<br \/>\n       Arremessar o peso ou medicine ball lateralmente.<br \/>\n       Com medicine ball, passe de peito, finalizando com a quebra do pulso.<br \/>\n       Com os p\u00e9s lado a lado, pressionando a bola com a m\u00e3o esquerda contra a        direita, fazer uma rota\u00e7\u00e3o de tronco e arremessar a bola.<br \/>\n       Idem acima, levando a perna direita para tr\u00e1s (obs.: dois lados).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>T\u00e9cnica (O\u0092Brien)<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Na ponta do p\u00e9, deslocar-se para tr\u00e1s.<br \/>\n       Na ponta do p\u00e9, deslocar-se para tr\u00e1s, virando para dentro no final (agrupando)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Posi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Tempo 1<\/strong>. <strong>Posi\u00e7\u00e3o inicial do arremesso<\/strong>:        estica a perna esquerda para tr\u00e1s, vem para a frente sem<br \/>\n       passar da linha do joelho.<strong><br \/>\n       Tempo 2.<\/strong> Extens\u00e3o da pena esquerda para tr\u00e1s e ficar no calcanhar        da perna direita (obs.: sempre direcionar o olhar para a frente e n\u00e3o mexer        os ombros).<strong><br \/>\n       Tempo 3.<\/strong> Exerc\u00edcio acima, virando para dentro o p\u00e9 direito.<strong><br \/>\n       Tempo 4.<\/strong> Id\u00eantico ao anterior, estendendo toda a perna direita        transferindo para a perna esquerda.<strong><br \/>\n       Tempo 5. <\/strong>Mudan\u00e7a da perna direita para a perna esquerda (revers\u00e3o).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>T\u00e9cnica lateral:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Atleta fica na posi\u00e7\u00e3o lateral ao local onde ser\u00e1 direcionado o arremesso;        realiza um deslocamento lateral e finaliza arremessando o peso.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Principais erros do arremesso do peso:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>T\u00eanis alto.<br \/>\n       Desequil\u00edbrio inicial.<br \/>\n       Deslocamento errado da perna de chute.<br \/>\n       Queda com as pernas estendidas.<br \/>\n       Queda lateral.<br \/>\n       Falta de extens\u00e3o das pernas no final do arremesso<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>LAN\u00c7AMENTO DO DISCO<\/strong><\/p>\n<p>O aluno criar\u00e1 um quadro mental do esquema corporal para a melhoria dos movimentos      da figura t\u00e9cnica do lan\u00e7amento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti35.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"274\" height=\"188\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnicas b\u00e1sicas para o lan\u00e7amento:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Posi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os.<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s.<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o do tronco.<br \/>\n       Balanceios de bra\u00e7os e pernas.<br \/>\n       Lan\u00e7amentos de frente, costas, lateral<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Seq\u00fc\u00eancia dos lan\u00e7amentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Balan\u00e7o &#8211; Giro &#8211; Lan\u00e7amento.<br \/>\n<strong>Seq\u00fc\u00eancia final do lan\u00e7amento<\/strong>: p\u00e9s &#8211; joelhos &#8211; quadril        &#8211; bra\u00e7os.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti36.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"570\" height=\"348\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p><strong>Metodologia:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Familiarizar-se com disco.<br \/>\n       Trabalhar o disco no solo.<br \/>\n       Trabalhar o disco para o alto.<br \/>\n       Lan\u00e7amento para frente.<br \/>\n       Lan\u00e7amento para frente com impulso das pernas.<br \/>\n       Lan\u00e7amento lateral.<br \/>\n       Lan\u00e7amento na posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Metodologia para realizar o lan\u00e7amento com giro:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Girar com apoio de uma das pernas ora pela direita ora pela esquerda.<br \/>\n       Girar com o p\u00e9 fora do c\u00edrculo, afastado do corpo e, no centro do c\u00edrculo,        encurta<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Capacidades Motoras:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>For\u00e7a.<br \/>\n       Resist\u00eancia.<br \/>\n       Velocidade.<br \/>\n       Flexibilidade.<br \/>\n       Coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>LAN\u00c7AMENTO DO DARDO<\/strong><\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnicas b\u00e1sicas para o lan\u00e7amento:<\/strong><\/p>\n<p>Orientar a posi\u00e7\u00e3o do dardo em rela\u00e7\u00e3o ao seu esquema corporal, n\u00e3o esquecendo      de, juntamente com o aluno, fazer um reconhecimento da \u00e1rea de lan\u00e7amentos,      orientando sobre o corredor de lan\u00e7amentos e a linha final do lan\u00e7amento do      dardo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Posi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s.<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o do tronco.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti28.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"393\" height=\"120\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p><strong>Parte final do lan\u00e7amento do dardo<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti29.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"359\" height=\"157\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p><strong>Principais erros no lan\u00e7amento do dardo:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Cruzada alta.<br \/>\n       Tronco flexionado \u00e0 frente.<br \/>\n       Flex\u00e3o do bra\u00e7o.<br \/>\n       Ombro \u00e0 frente (deve estar lateralmente).<br \/>\n       Lan\u00e7ar antes de a perna esquerda tocar o solo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Metodologia:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Lan\u00e7amento com material improvisado.<br \/>\n       Familiariza\u00e7\u00e3o com o implemento.<br \/>\n       Transporte do implemento.<br \/>\n       Posi\u00e7\u00e3o inicial do lan\u00e7amento.<br \/>\n       Lan\u00e7amento lateral. Lan\u00e7amento de frente.<br \/>\n       Lan\u00e7amento com ambas as m\u00e3os.<br \/>\n       Lan\u00e7amento com uma cruzada (com 2, 3, 4, 5 cruzadas).<br \/>\n       Lan\u00e7amento com uma passada (2, 3, 4, 5 passadas).<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Jogos Paral\u00edmpicos<\/h4>\n<p>Velocidade, for\u00e7a, resist\u00eancia, supera\u00e7\u00e3o. Esses s\u00e3o alguns dos ingredientes      que fazem do atletismo o esporte que mais atrai p\u00fablico nos Jogos Paral\u00edmpicos.      As provas s\u00e3o disputadas por homens e mulheres de todos os grupos de defici\u00eancia      &#8211; sejam elas f\u00edsicas, sensoriais ou mentais, sendo estas como demonstra\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti24.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"442\" height=\"296\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p>Os atletas s\u00e3o separados de acordo com sua habilidade funcional,      de forma a haver equil\u00edbrio na competi\u00e7\u00e3o, e contam com recursos como cadeiras      de rodas, pr\u00f3teses ou at\u00e9 mesmo outro atleta atuando como guia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti25.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"436\" height=\"295\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p>O atletismo faz parte do Programa desde os primeiros Jogos Paral\u00edmpicos,      em 1960. As provas s\u00e3o divididas em corridas (de curta, m\u00e9dia e longa dist\u00e2ncias      e revezamento), saltos (altura, dist\u00e2ncia e triplo), lan\u00e7amentos (dardo e      disco) e arremessos (peso), pentatlo e maratona.<\/p>\n<p>Participam atletas com defici\u00eancia f\u00edsica e visual, em provas masculinas      e femininas, que t\u00eam especificidades de acordo com a defici\u00eancia dos competidores      e se dividem em corridas, saltos, lan\u00e7amentos e arremessos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/atleti26.jpg\" alt=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" width=\"399\" height=\"292\" title=\"Atletismo Paraol\u00edmpico\" \/><\/p>\n<p>Desde os Jogos de Roma, em 1960, o atletismo faz parte oficialmente do esporte      paraol\u00edmpico. As primeiras medalhas do Brasil em Paraolimp\u00edadas na modalidade      vieram em 1984, em Nova Iorque e em Stoke Mandeville, Inglaterra. <\/p>\n<p><strong>Nos Estados Unidos foram conquistadas seis medalhas<\/strong>: uma      de ouro, tr\u00eas de prata e duas de bronze. Na cidade inglesa, o Brasil obteve      cinco medalhas de ouro, nove de prata e uma de bronze. Em Seul (1988), mais      tr\u00eas de ouro, oito de prata e quatro de bronze. Na Paraolimp\u00edada de Barcelona,      em 1992, os competidores trouxeram tr\u00eas medalhas de ouro e uma de bronze.      Em Atlanta (1996), o Brasil conquistou cinco medalhas de prata e seis de bronze.      Em Sydney (2000) foram quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze. <\/p>\n<p><strong>Mas foi em Atenas, em 2004, que o atletismo brasileiro mostrou sua      for\u00e7a<\/strong>: 16 medalhas no total, sendo cinco de ouro. Em Pequim (2008),      foram 14 medalhas, sendo quatro de ouro, tr\u00eas de prata e sete de bronze, com      destaque para Lucas Prado que conquistou tr\u00eas medalhas de ouro. Nos Jogos      Parapan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) o Brasil terminou em primeiro      lugar geral, com 25 medalhas de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, totalizando      73 medalhas na modalidade.<\/p>\n<p>O atletismo paraol\u00edmpico \u00e9 a modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil,      com destaque para \u00c1dria Santos, a maior medalhista do Brasil na competi\u00e7\u00e3o      conquistando ao todo 13 medalhas em 6 Paraolimp\u00edadas. Logo aos 14 anos, ela      esteve em Seul 1988 e conquistou 2 pratas. Em Barcelona 1992, a brasileira      ganhou sua primeira medalha de ouro. Em Atlanta 1996 conquistou 3 pratas,      mas foi em Sydney 2000, que \u00c1dria teve a sua melhor participa\u00e7\u00e3o, com dois      ouros e uma prata. Atenas 2004 lhe rendeu 1 medalha de ouro e 2 de prata,      e na sequ\u00eancia em Pequim 2008, 1 de bronze.<\/p>\n<p>Atletas com defici\u00eancia f\u00edsica e visual, de ambos os sexos, podem praticar      a modalidade. As provas s\u00e3o de acordo com a defici\u00eancia dos competidores,      divididas entre corridas, saltos, lan\u00e7amentos e arremessos. Nas provas de      pista (corridas), dependendo do grau de defici\u00eancia visual do atleta, ele      pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre ao seu lado ligado por      uma cordinha. Ele tem a fun\u00e7\u00e3o de direcionar o atleta, mas n\u00e3o deve pux\u00e1-lo,      sob pena de desclassifica\u00e7\u00e3o. As competi\u00e7\u00f5es seguem as regras da Federa\u00e7\u00e3o      Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas adapta\u00e7\u00f5es para o uso de pr\u00f3teses,      cadeira de rodas ou guia, mas sem oferecer vantagem em rela\u00e7\u00e3o aos seus advers\u00e1rios.      No Brasil, a modalidade \u00e9 administrada pelo Comit\u00ea Paraol\u00edmpico Brasileiro.<\/p>\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Para provas de campo \u0096 arremesso, lan\u00e7amentos e saltos<\/strong><\/p>\n<p><strong>F \u0096 Field (campo)<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>F11 a F13 \u0096<\/strong> deficientes visuais<br \/>\n<strong>F20 \u0096<\/strong> deficientes mentais<br \/>\n<strong>F31 a F38 <\/strong>\u0096 paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes        e 35 a 38 \u0096 ambulantes)<br \/>\n<strong>F40 \u0096 <\/strong>an\u00f5es<br \/>\n<strong>F41 a F46<\/strong> \u0096 amputados e Les autres<br \/>\n<strong>F51 a F58 <\/strong>\u0096 Competem em cadeiras (seq\u00fcelas de Polimielite,        les\u00f5es medulares e amputa\u00e7\u00f5es)<br \/>\n<strong>Para provas de pista \u0096<\/strong> corridas de velocidade e fundo<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>T \u0096 track (pista)<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>T11 a T13 <\/strong>\u0096 deficientes visuais<br \/>\n<strong>T20<\/strong> \u0096 deficientes mentais<br \/>\n<strong>T31 a T38 <\/strong>\u0096 paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes        e 35 a 38 \u0096 ambulantes)<br \/>\n<strong>T41 a T46 <\/strong>\u0096 amputados e les autres<br \/>\n<strong>T51 a T54 <\/strong>\u0096 Competem em cadeiras (seq\u00fcelas de Polimielite,        les\u00f5es medulares e amputa\u00e7\u00f5es)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>OBS: <\/strong>A classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma para ambos os sexos. Entretanto,      os pesos dos implementos utilizados no arremesso de peso e nos lan\u00e7amentos      de dardo e disco variam de acordo com a classe de cada atleta.<\/p>\n<h4>Regras do Atletismo Paraol\u00edmpico<\/h4>\n<p><strong>ADAPTA\u00c7\u00d5ES DAS REGRAS<\/strong><\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es das regras visam a possibilitar a pr\u00e1tica do atletismo pelas      pessoas portadoras de defici\u00eancia visual.<\/p>\n<p>As principais diferen\u00e7as entre as regras da IAAF e IBSA e suas adapta\u00e7\u00f5es      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras do atletismo.<\/p>\n<p>A principal diferen\u00e7a entre estes dois tipos de atletismo \u00e9 que a IBSA apresenta      um sistema de classifica\u00e7\u00e3o de seus participantes (Classes B1, B2, B3), segundo      os dados do sistema de classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Classe B1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corridas<\/strong><\/p>\n<p>Os atletas precisam utilizar \u00f3culos escuros, vendas ou tamponamento em todas      as provas. A corrida \u00e9 realizada juntamente com um atleta-guia.<\/p>\n<p><strong>Saltos<\/strong><\/p>\n<p>A prova do salto em dist\u00e2ncia e salto triplo tem como principal diferen\u00e7a      a utiliza\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de impuls\u00e3o que mede 1,22m x 1m, sendo que a dist\u00e2ncia      do salto ser\u00e1 aferida a partir do ponto de impuls\u00e3o na \u00e1rea de impuls\u00e3o, ou      caso esta ocorra antes desta \u00e1rea, ser\u00e1 feita a medida na t\u00e1bua convencional.      Nas provas de salto em dist\u00e2ncia e triplo, o atleta B1 pode utilizar-se de      dois guias, sendo um respons\u00e1vel pelo seu posicionamento na pista de acelera\u00e7\u00e3o      e outro para lhe dar a orienta\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o. Esta configura\u00e7\u00e3o do posicionamento      dos guias na \u00e1rea de salto n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria. No entanto, os guias n\u00e3o podem      se posicionar dentro da zona de aterrissagem, nem deixar marcas na areia entre      o ponto de queda do atleta e a t\u00e1bua de impuls\u00e3o. O atleta poder\u00e1 ter assist\u00eancia      auditiva ou t\u00e1til de seus guias, pois nesta prova o atleta poder\u00e1 ter dois      guias para sua orienta\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o da \u00e1rea do salto em dist\u00e2ncia classe B1 e B2<\/strong><\/p>\n<p>A \u00e1rea em branco \u00e9 a \u00e1rea de impuls\u00e3o que mede 1,22m de largura por 1m de      comprimento.<\/p>\n<p>Na prova do salto em altura, \u00e9 permitido que o atleta toque o sarrafo antes      de saltar.<\/p>\n<p><strong>Lan\u00e7amentos<\/strong><\/p>\n<p>O atleta pode receber orienta\u00e7\u00f5es sonoras, t\u00e1teis do guia. Nas provas de      lan\u00e7amento, o guia posiciona o atleta e sai da \u00e1rea de arremesso, esperando      em um ponto em que esteja seguro, podendo ainda dar orienta\u00e7\u00e3o sonora ao atleta      em um local seguro. O guia retorna para conduzir o atleta ap\u00f3s o levantamento      da bandeira de sinaliza\u00e7\u00e3o do \u00e1rbitro, no entanto dever\u00e1 retirar o atleta      pela \u00e1rea de tr\u00e1s da zona de lan\u00e7amento. Caso isto n\u00e3o ocorra, ser\u00e1 apontada      infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Classe B2<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corridas<\/strong><\/p>\n<p>Os atletas precisam utilizar \u00f3culos opacos, vendas ou tamponamento em todas      as provas. A corrida \u00e9 realizada juntamente com um atleta-guia.<\/p>\n<p><strong>Saltos<\/strong><\/p>\n<p>A prova de salto em dist\u00e2ncia e salto triplo, assim como na classe B1, t\u00eam      como principal diferen\u00e7a a utiliza\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de impuls\u00e3o que mede 1,22m      x 1m, sendo que a dist\u00e2ncia do salto ser\u00e1 aferida a partir do ponto de impuls\u00e3o      na \u00e1rea de impuls\u00e3o, ou caso esta ocorra antes desta delimita\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 feita      a medida na t\u00e1bua convencional. O atleta poder\u00e1 ter assist\u00eancia auditiva ou      t\u00e1til de seu guia. Atleta B2 s\u00f3 pode utilizar-se de um guia.<\/p>\n<p>Nestas provas, o guia \u00e9 respons\u00e1vel pelo posicionamento e orienta\u00e7\u00e3o de sua      dire\u00e7\u00e3o para o salto. O guia pode estar ao lado da t\u00e1bua de impuls\u00e3o ou no      final da caixa de salto, mas n\u00e3o dentro dela.<\/p>\n<p>O atleta B2 pode dispor destes recursos mais a utiliza\u00e7\u00e3o de marca\u00e7\u00f5es com      cores e bandeiras nas \u00e1reas de salto<\/p>\n<p><strong>Salto em altura<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 permitido que o atleta toque o sarrafo antes de saltar.<\/p>\n<p><strong>Lan\u00e7amentos<\/strong><\/p>\n<p>O atleta pode receber orienta\u00e7\u00f5es sonoras, t\u00e1teis do guia. Nas provas de      lan\u00e7amento, o guia posiciona o atleta e sai da \u00e1rea de arremesso, esperando      em um ponto em que esteja seguro, podendo ainda dar orienta\u00e7\u00e3o sonora ao atleta      em um local seguro. O guia retorna para conduzir o atleta ap\u00f3s o levantamento      da bandeira de sinaliza\u00e7\u00e3o do \u00e1rbitro, no entanto dever\u00e1 retirar o atleta      pela \u00e1rea de tr\u00e1s da zona de lan\u00e7amento. Caso isto n\u00e3o ocorra, ser\u00e1 apontada      infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Classe B3<\/strong><\/p>\n<p>O atleta B3 compete sob as mesmas regras do desporto convencional em todas      as situa\u00e7\u00f5es. As regras s\u00e3o da IAAF.<\/p>\n<h4>REGRAS E FUN\u00c7\u00d5ES<\/h4>\n<p>O guia nas corridas \u00e9 o olho do atleta, sendo-lhe permitida a comunica\u00e7\u00e3o      verbal e f\u00edsica com o atleta. Dentro das t\u00e9cnicas para conduzir o atleta,      ser\u00e1 permitida a utiliza\u00e7\u00e3o de cordas guias, a condu\u00e7\u00e3o pelo bra\u00e7o ou pelo      uniforme do atleta. No entanto, n\u00e3o \u00e9 permitido ao guia puxar, empurrar ou      propelir o atleta na busca de uma vantagem sobre os outros competidores. O      guia deve estar sempre ao lado ou atr\u00e1s do atleta, n\u00e3o ficando mais de 50cm      longe dele. Na linha de chegada, o guia deve posicionar-se atr\u00e1s da linha      do atleta para n\u00e3o atrapalhar a arbitragem. A troca de guias pode ocorrer      nas provas com dist\u00e2ncia acima de 400m. A troca dever\u00e1 ser notificada \u00e0 arbitragem      antes da largada da prova e a substitui\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 no local designado pela      arbitragem. Ser\u00e1 permitida apenas uma substitui\u00e7\u00e3o. Exce\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita na      maratona, onde podem ocorrer tr\u00eas trocas de guias nos quil\u00f4metros 10, 20 e      30.O guia n\u00e3o \u00e9 um competidor, ele \u00e9 parte de uma equipe na competi\u00e7\u00e3o. A      qualquer infra\u00e7\u00e3o das regras pelo guia, a dupla ser\u00e1 punida.<\/p>\n<p>A passagem no revezamento ocorre pelo toque entre atletas, guias, atletas      e guias. N\u00e3o existe zona de acelera\u00e7\u00e3o neste tipo de prova. O guia, nesse      caso, tem de permanecer na mesma linha ou atr\u00e1s do atleta, mesmo na passagem.      O bast\u00e3o como elemento simbolizador da passagem, estar\u00e1 sendo adotado em um      futuro pr\u00f3ximo. O papel do guia nesse evento \u00e9 fundamental para que as passagens      sejam eficientes.<\/p>\n<p><strong>GUIA:<\/strong> O ATLETA<\/p>\n<p>Ser guia requer um elevado n\u00edvel de profissionalismo, mesmo quando trabalha      como volunt\u00e1rio. Como guia, deve n\u00e3o s\u00f3 ter condutas pessoais e profissionais      de qualidade, mas tamb\u00e9m viver de acordo com elas. A rela\u00e7\u00e3o entre guia e      atleta n\u00e3o se resume apenas \u00e0 sua prepara\u00e7\u00e3o para os acontecimentos na competi\u00e7\u00e3o.      \u00c9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de formar atitudes e ser educador no sentido mais amplo      da palavra. Por meio do seu trabalho e do modo como o realiza, ele projeta      uma imagem para o treino dos atletas, para os t\u00e9cnicos e ainda para aqueles      que est\u00e3o envolvidos no treino.<\/p>\n<p>Os guias, devido ao trabalho que desempenham na prepara\u00e7\u00e3o dos atletas, representam      um papel importante na performance final do seu atleta. Sua conduta, apar\u00eancia      pessoal, sua personalidade, seus conhecimentos t\u00e9cnicos, devem corresponder      \u00e0s necessidades dos atletas. Isto sempre ir\u00e1 refletir na confian\u00e7a que o atleta      deposita em seu guia. Ele deve plena observ\u00e2ncia aos deveres do compromisso      assumido. Precisa estar ou manterse sempre dispon\u00edvel dentro e fora dos locais      de competi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deve esquecer nunca da responsabilidade quanto \u00e0 pontualidade      e quantidade de tempo disponibilizado para as tarefas combinadas.<\/p>\n<p><strong>Algumas regras b\u00e1sicas do guia e de sua fun\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Assim que o corredor cego cruzar a linha de chegada, o guia deve estar        necessariamente atr\u00e1s dele.<br \/>\n       O m\u00e9todo de condu\u00e7\u00e3o \u00e9 de escolha do atleta. Este pode optar por ser guiado        com um cord\u00e3o, ou ainda correr livre. Al\u00e9m disso, o corredor pode receber        orienta\u00e7\u00f5es verbais do guia. Bicicletas ou outros meios mec\u00e2nicos de transporte        n\u00e3o podem ser utilizados por guias.<br \/>\n       Em nenhum momento, o guia pode arrastar o atleta ou impeli-lo com um empurr\u00e3o.        Qualquer infra\u00e7\u00e3o nesse sentido conduzir\u00e1 \u00e0 desclassifica\u00e7\u00e3o do atleta.<br \/>\n       Utilizando-se ou n\u00e3o de uma corda, como m\u00e9todo de condu\u00e7\u00e3o, atleta e guia        n\u00e3o dever\u00e3o estar separados por mais de 0,5m de dist\u00e2ncia, em nenhum momento        da prova.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>NOTA:<\/strong> Quando situa\u00e7\u00f5es acidentais ou extraordin\u00e1rias induzirem      \u00e0 viola\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o acima ser\u00e1 de inteira responsabilidade do oficial t\u00e9cnico      da IBSA decidir a favor ou contra a desclassifica\u00e7\u00e3o do atleta. Os princ\u00edpios      utilizados para tomar tal decis\u00e3o incluir\u00e3o considera\u00e7\u00e3o sobre algum perigo      passado ou desvantagem sofrida por outro competidor na mesma prova.<\/p>\n<p>Para as corridas de pista em m\u00e9dias e longas dist\u00e2ncias (acima de 400m),      ser\u00e3o permitidos dois guias. Permite-se apenas uma troca de guia para cada      corredor.<\/p>\n<p>A troca (substitui\u00e7\u00e3o) deve ocorrer sem prejudicar os demais corredores e      deve ser realizada apenas na reta de largada. Os corredores-guias devem vestir      colete de cor laranja, para que sejam claramente diferenciados dos competidores.      O t\u00e9cnico, em fun\u00e7\u00e3o das regras aqui descritas e pela experi\u00eancia, procura      tra\u00e7ar o que se chama de ideal do perfil t\u00e9cnico do guia. Este atleta em primeiro      lugar deve estar consciente de suas fun\u00e7\u00f5es como guia, j\u00e1 que passar\u00e1 a ser      os olhos dos atletas e o respons\u00e1vel direto pela performance do atleta no      momento da competi\u00e7\u00e3o. Para que isto aconte\u00e7a, \u00e9 necess\u00e1rio que ele transmita      calma e seguran\u00e7a para o atleta e o dom\u00ednio da situa\u00e7\u00e3o e das regras. Deve      estar integrado no movimento do paradesporto. A atividade do guia inicia j\u00e1      nos treinamentos e n\u00e3o apenas na competi\u00e7\u00e3o. Ele deve estar presente no dia-a-dia      dos atletas e possuir conhecimentos das t\u00e9cnicas do esporte.<\/p>\n<p>Fonte:  www.informacao.srv.br\/turismoadaptado.wordpress.com\/www.rio2016.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atletismo Paraol\u00edmpico, Esporte, Categorias, Regras, Deficientes, Classes, Modalidades, Competi\u00e7\u00e3o, Atletas, Brasil, Jogos, Hist\u00f3ria, Atletismo Paraol\u00edmpico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[305],"tags":[],"class_list":["post-63542","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-esportes"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Atletismo Paraol\u00edmpico, Esporte, Categorias, Regras Atletismo 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