{"id":63459,"date":"2016-07-14T14:42:35","date_gmt":"2016-07-14T14:42:35","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=63459"},"modified":"2016-07-14T14:45:17","modified_gmt":"2016-07-14T14:45:17","slug":"modalidades-de-pesca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/esportes\/modalidades-de-pesca","title":{"rendered":"Modalidades de Pesca"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>ca\u00e7a-submarina<\/strong>, ao contr\u00e1rio de outros esportes que sempre      disp\u00f5e de um terreno de jogo com caracter\u00edsticas inalter\u00e1veis, \u00e9 uma atividade      que se desenrola em um meio muito inconstante, sob condi\u00e7\u00f5es muito vari\u00e1veis      e \u00e0s vezes imprevis\u00edveis.<\/p>\n<p>Isto faz com que n\u00e3o se possa planejar de uma forma exclusiva a pr\u00e1tica desse      esporte.<\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o do ano, a corrente, a visibilidade, a temperatura e muitos outros      fatores incidem das mais variadas maneiras no ambiente f\u00edsico no qual o mergulhador      ir\u00e1 se encontrar.<\/p>\n<p>Para cada situa\u00e7\u00e3o concreta poder\u00edamos estabelecer um tipo de ca\u00e7a, mas dada      a complexidade de fatores que podem provocar e de quanto provocam tantas e      t\u00e3o variadas situa\u00e7\u00f5es ambientais, o bom mergulhador dever\u00e1 ser extremamente      vers\u00e1til e possuir uma boa dose de capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a estas diferentes      situa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o obstante e apesar do que foi dito anteriormente, vamos esclarecer      duas modalidades de ca\u00e7a que apresentam caracter\u00edsticas bem definidas e que      permitem um tratamento especial.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o elas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a a pouca profundidade: <\/strong><\/p>\n<p>Como \u00e9 l\u00f3gico, esta modalidade de pesca \u00e9 a que praticamos quando iniciamos      neste esporte, mas nem por isso \u00e9 uma modalidade exclusiva dos aprendizes,      porque em muitas ocasi\u00f5es os grandes especialistas tamb\u00e9m recorrem a ela.<\/p>\n<p>Tem-se realizado grandes ca\u00e7adas e tem-se ganho importantes competi\u00e7\u00f5es ca\u00e7ando      a pouca profundidade, porque h\u00e1 fatores que aconselham a ca\u00e7ar a pouca profundidade.    <\/p>\n<p><strong>Estes fatores s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>No inverno e por regra geral, em todas as regi\u00f5es de \u00e1gua fria pratica-se      esta modalidade de ca\u00e7a, porque uma roupa muito grossa necessita de muito      peso, tornando-se desaconselh\u00e1vel descer a grandes profundidades e em determinadas      \u00e9pocas do ano, os peixes se encontram em maior quantidade a pequenas profundidades.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Lugar:<\/strong> H\u00e1 zonas do litoral em que \u00e9 mais conveniente praticar        este tipo de ca\u00e7a, \u00e9 in\u00fatil ca\u00e7ar a partir de uma certa profundidade. Al\u00e9m        disso, existem esp\u00e9cies de peixe que t\u00eam o seu habitat a pouca profundidade.<strong><br \/>\n       Visibilidade:<\/strong> Quando a \u00e1gua est\u00e1 turva, \u00e9 prefer\u00edvel ca\u00e7ar a pouca        profundidade e conseguir ver o fundo que ca\u00e7ar a grandes profundidades e        n\u00e3o distinguir nada.<strong><br \/>\n       Corrente: <\/strong>Quando houver forte corrente, pois nos cansamos com mais        facilidade, tornando-se perigoso descer \u00e0 grandes profundidades.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Alguns conselhos pr\u00e1ticos: <\/strong><\/p>\n<p>Geralmente o peixe, no raso, \u00e9 desconfiado e arisco. Se sente menos seguro      que o que se encontra no fundo, e sabe se esconder muito bem. Por isso o mergulhador      deve ser muito meticuloso e procurar com muita paci\u00eancia em todos os lugares      onde o peixe pode ter-se escondido.<\/p>\n<p>Nunca tente ca\u00e7ar a uma profundidade maior que aquela em que se sente bem.      A profundidade \u00e9 uma meta que deve ser conseguida gradualmente, de forma natural,      caso contr\u00e1rio corremos um grande risco.<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a a muita profundidade: <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma <strong>modalidade <\/strong>exclusiva de ca\u00e7adores experimentados.      N\u00e3o existe um limite determinado entre a ca\u00e7a a pouca e a grande profundidade.      Isso varia de mergulhador para mergulhador, dependendo da sua experi\u00eancia.      Cada um deve estabelecer a sua fronteira, deixando de lado quantidades em      metros.<\/p>\n<p>Podemos definir a ca\u00e7a a grande profundidade, quando as condi\u00e7\u00f5es em que      se desenvolvem nos obrigam a usar todas as nossas faculdades f\u00edsicas e ps\u00edquicas.    <\/p>\n<p>Por isso s\u00f3 se deve ser feita com total controle.<\/p>\n<p>Os fatores que influem neste tipo de ca\u00e7a, n\u00e3o s\u00e3o somente os metros, mas      a temperatura, visibilidade e corrente, ou seja, quando descemos a uma determinada      profundidade normalmente n\u00e3o teremos nenhum problema, mas com \u00e1gua turva,      fria e com corrente teremos que realizar um esfor\u00e7o f\u00edsico maior, nos obrigando      a ter o m\u00e1ximo de prud\u00eancia. Um mergulho a vinte metros numa \u00e1rea abrigada      e calma \u00e9 muito mais f\u00e1cil que em alto mar com o mar revolto.<\/p>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es Ambientais: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Temperatura da \u00e1gua: <\/strong>ideal no ver\u00e3o, com \u00e1gua mais quente.<strong><br \/>\n       Visibilidade:<\/strong> \u00e1gua clara, caso contr\u00e1rio perde-se muito tempo procurando        bons pontos para ca\u00e7a.<strong><br \/>\n       Corrente:<\/strong> Aumenta com a sua intensidade. Devemos fazer um grande        esfor\u00e7o para subir e descer.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es F\u00edsicas e Ps\u00edquicas: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Estar em perfeito estado de sa\u00fade;<br \/>\n       Estar bem treinado, nunca realizar os primeiros mergulhos muito fundo, para        que o nosso organismo se adapte pouco \u00e0 pouco \u00e0 profundidade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Se ap\u00f3s observarmos todas estas regras, sentirmos algum sintoma estranho      em nosso organismo, que nos alerte de algum poss\u00edvel perigo, devemos abandonar      imediatamente estas \u00e1guas e buscar outras menos profundas.<\/p>\n<p>Antes de iniciar o mergulho, devemos estar fisicamente descansados e psicologicamente      relaxados. A fadiga e a tens\u00e3o emocional podem nos trair.<\/p>\n<p>Uma vez no fundo n\u00e3o se deve esquecer da dist\u00e2ncia para a superf\u00edcie, este      \u00e9 o momento mais cr\u00edtico, pois nosso organismo est\u00e1 com menos ar e for\u00e7as.<\/p>\n<p>Nunca suba com peso excessivo. Tudo que se puder subir com uma corda desde      a superf\u00edcie n\u00e3o suba com seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o. Em caso de emerg\u00eancia, abandone      o cinto de lastro. <\/p>\n<p><strong>O mais importante de todos os conselhos<\/strong>: ca\u00e7ar vigiado por      um companheiro que chegue a mesma profundidade. Esta regra evita muitas mortes.      Cace com um amigo.<\/p>\n<p><strong>Nosso Organismo <\/strong><\/p>\n<p>Evidentemente o homem \u00e9 um intruso no fundo do mar. <\/p>\n<p>Sua fisiologia, apesar de sua extraordin\u00e1ria capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, se      encontra em meio estranho. <\/p>\n<p>Esta observa\u00e7\u00e3o deve estar sempre presente e o mergulhador em um excesso      de confian\u00e7a em si mesmo, nunca deve superestimar sua capacidade e esta \u00e9      uma maneira perigosa de enganar a si mesmo. <\/p>\n<p>\u00c9 importante ter em conta que somos seres terrestres e, por tanto, nossas      incurs\u00f5es submarinas requerem uma grande dose de prud\u00eancia e uma prepara\u00e7\u00e3o      fisiol\u00f3gica e psicol\u00f3gica especial. <\/p>\n<h4>No\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas de Ca\u00e7a Submarina<\/h4>\n<p>Indubitavelmente, a ca\u00e7a submarina j\u00e1 alcan\u00e7ou a maturidade. Varias vezes      campe\u00e3o em varias modalidades, e seu dom\u00ednio pela Am\u00e9rica do Sul j\u00e1 \u00e9 notado.    <\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de uma atividade esportiva onde o Brasil \u00e9 nome respeitado.      J\u00e1 com um n\u00famero consider\u00e1vel de t\u00edtulos. Tamb\u00e9m temos uma pequena, mas s\u00f3lida      industria, que nos supre de equipamentos necess\u00e1rios, a pratica deste esporte,      tamb\u00e9m dispomos igualmente de vasta e bela costa atl\u00e2ntica para explorar.    <\/p>\n<p>Aos que nunca tiveram contato com o mar com o intuito de praticar ca\u00e7a sub,      ou n\u00e3o deve fazemos fazer uma advert\u00eancia. A simples leitura deste pequeno      curso n\u00e3o habilita ningu\u00e9m a determinadas proezas nem imuniza contra perigo.    <\/p>\n<p><strong>O Mar deve Ser Respeitado<\/strong><\/p>\n<p>Na pratica de qualquer esporte a forma f\u00edsica tem de ser aprimorada na ca\u00e7a      submarina, o preparo f\u00edsico nunca ser\u00e1 suficientemente bom se o conhecimento      n\u00e3o estiver no mesmo plano. Um e outro se completam, tanto na superf\u00edcie como      nas profundezas do mar. Descubra as profundezas do mar, com m\u00e1scara e p\u00e9-de-pato      e refugie-se nele, com certeza de que ter\u00e1 momento inesquec\u00edveis junto a natureza.      Mas poupe as esp\u00e9cies e preserve o fundo do mar que, talvez seja, o seu \u00faltimo      refugio. <\/p>\n<p><strong>O Ambiente <\/strong><\/p>\n<p>Se voc\u00ea deseja tornar-se adepto das atividades submarinas, deve antes de      mais nada ser advertido de que o mar \u00e9 um ambiente hostil, um ambiente no      qual o homem se arrisca a ser atacado. Pelos Tubar\u00f5es ?.N\u00e3o, disso falaremos      mais tarde, atacado pelo frio, pelo vento, pelas mar\u00e9s, pelas ondas , pelas      correntes. O que significa que n\u00e3o \u00e9 sem aprendizado que passaremos da terra      firme \u00e0 \u00e1guas profundas. <\/p>\n<p><strong>Ser\u00e1 preciso que voc\u00ea conhe\u00e7a o ambiente marinho, que seja treinado      para enfrenta-l\u00f3, que ven\u00e7a v\u00e1rias etapas preparat\u00f3rias<\/strong>: Ter\u00e1 tamb\u00e9m      de aprender as disciplinas da apn\u00e9ia (estado de suspens\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o embaixo      d&#8217;\u00e1gua, as t\u00e9cnicas de ca\u00e7a, as caracter\u00edsticas de cada esp\u00e9cie da fauna marinha      que ira encontrar, as regras de seguran\u00e7a e, al\u00e9m da ca\u00e7a, \u00e0s quais ter\u00e1 acesso      com boa experi\u00eancia. <\/p>\n<p><strong>PRIMEIRO \u00c9 PRECISO CONHECER A APN\u00c9IA<\/strong><\/p>\n<p><strong>O Bater de Pernas <\/strong><\/p>\n<p>Meio de propuls\u00e3o e de evolu\u00e7\u00e3o, na superf\u00edcie ou em mergulho, o bater de      pernas deve ser impec\u00e1vel. Qualquer erro acarreta num desperd\u00edcio de energia      e uma acelera\u00e7\u00e3o card\u00edaca que reduz o tempo de f\u00f4lego. O elemento motor de      bater as pernas \u00e9 a coxa, que, sozinha, trabalha com for\u00e7a, e sua pot\u00eancia      \u00e9 suavemente transmitida \u00e0s nadadeiras, elemento de propulsor, por interm\u00e9dio      das articula\u00e7\u00f5es do joelho, tornozelos e do p\u00e9. <\/p>\n<p><strong>Golpe de Rim <\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modali1.jpg\" alt=\"Modalidades de Pesca\" width=\"169\" height=\"251\" title=\"Modalidades de Pesca\" \/><\/p>\n<p>A partida do mergulhador embaixo d&#8217;\u00e1gua se inicia por um movimento, de inspirar,      prender a respira\u00e7\u00e3o, dobre-se ao meio, em \u00e2ngulo reto, abaixe bem a cabe\u00e7a,      jogue as pernas para cima na vertical, e deixe afundar suavemente, n\u00e3o comece      a bater as pernas cedo demais, bata as pernas lentamente e compense quando      necess\u00e1rio, durante a descida.<\/p>\n<p><strong>Compensar <\/strong><\/p>\n<p>Embaixo d&#8217;\u00e1gua , a press\u00e3o aumenta de uma atmosfera a cada dez metros( 1kg      por cent\u00edmetro quadrado). O mergulhador sente desde que des\u00e7a v\u00e1rios metros      embaixo d&#8217;\u00e1gua, uma leve dor no ouvido, causada pela press\u00e3o da d&#8217;\u00e1gua agindo      sobre o t\u00edmpano. Ele deve ent\u00e3o fazer passar o ar do ouvido m\u00e9dio, para equilibrar      a press\u00e3o exterior. <\/p>\n<p><strong>Como se faz a compensa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Apertando o nariz e expirando o ar com for\u00e7a.<\/p>\n<h4>EQUIPAMENTO DE CA\u00c7A<\/h4>\n<p>Certo n\u00famero de acess\u00f3rios juntam-se as nadadeiras, mascara e o respirador.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modali2.jpg\" alt=\"Modalidades de Pesca\" width=\"245\" height=\"171\" title=\"Modalidades de Pesca\" \/><\/p>\n<p><strong>A Roupa <\/strong><\/p>\n<p>A Roupa de neoprene constitui um elemento imprescind\u00edvel ao equipamento de      um bom ca\u00e7ador submarino. Entre suas fun\u00e7\u00f5es, podemos destacar as seguintes.    <\/p>\n<p>Nos protege das mudan\u00e7as de temperatura e do frio; Nos protege de arranh\u00f5es;      Psicologicamente nos da seguran\u00e7a, convertendo-se em nossa segunda pele. \u00c9      muito importante que a roupa esteja bem ajustada ao corpo do mergulhador mas      n\u00e3o muito apertado. Uma roupa que aperta \u00e9 muito inc\u00f4modo produzindo fadiga      e sensa\u00e7\u00e3o de asfixia. Pelo outro lado, uma roupa muito folgada deixa correr      \u00e1gua pelo seu interior e n\u00e3o cumpre sua fun\u00e7\u00e3o de nos proteger do frio. <\/p>\n<p><strong>A roupa est\u00e1 composta de varias pe\u00e7as: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Jaqueta:<\/strong> \u00e9 aconselh\u00e1vel que seja sem z\u00edper e que tenha        capuz; <strong><br \/>\n       Botas:<\/strong> devem ser colocadas p\u00f4r baixo das cal\u00e7as; <strong><br \/>\n       Luvas: <\/strong>permitem maior seguran\u00e7a ao se tocar as coisas. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Cinto de Lastro <\/strong><\/p>\n<p>O cinto de lastro t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o compensar a flutuabilidade da roupa, n\u00e3o      de ajudar-nos a descer mais fundo e mais r\u00e1pido. Isso significa que nunca      por mais peso do que o necess\u00e1rio, \u00e0 n\u00e3o ser que se esteja praticando ca\u00e7a      de espera e a muito pouca profundidade. Deve-se levar em conta que todo o      peso a mais que utilizamos para mergulhar tamb\u00e9m o teremos para subir e isso      pode ser perigoso em determinados mergulhos. <\/p>\n<p><strong>A Faca <\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modali3.jpg\" alt=\"Modalidades de Pesca\" width=\"208\" height=\"245\" title=\"Modalidades de Pesca\" \/><\/p>\n<p>A faca s\u00f3 deve ser utilizada como arma em \u00faltimo caso, geralmente sua fun\u00e7\u00e3o      \u00e9 a de uma ferramenta. Em qualquer momento podemos nos ver presos a uma corda,      em uma rede abandonada no fundo, etc. Nesses casos, a faca pode nos salvar      a vida. Ela deve estar sempre bem afiada, para poder cortar uma corda, com      o m\u00ednimo de esfor\u00e7o. O lugar ideal para se prender a faca \u00e9 a parte interna      da perna.<\/p>\n<p><strong>Lanterna <\/strong><\/p>\n<p>A lanterna \u00e9 um elemento muito \u00fatil quando h\u00e1 de se ca\u00e7ar em uma \u00e1rea rochosa,      onde os peixes t\u00eam muitos recursos para fugir do cerco do mergulhador. <\/p>\n<p><strong>B\u00f3ia <\/strong><\/p>\n<p>A b\u00f3ia \u00e9 um requisito exigido pelas normas legais que regulamentam a atividade      desportiva da ca\u00e7a submarina, n\u00e3o s\u00f3 em competi\u00e7\u00f5es como em qualquer ocasi\u00e3o.      O car\u00e1ter imperativo do uso da b\u00f3ia v\u00ea-se justificando pelo fato de que se      constitui num elemento de seguran\u00e7a de primeira ordem. A b\u00f3ia indica \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es      a presen\u00e7a de mergulhadores em suas proximidades, por isso nunca se deve aventurar-se      num mergulho sem levar a b\u00f3ia regulamentar na superf\u00edcie. <\/p>\n<p><strong>Armas <\/strong><\/p>\n<p><strong>Arbalete &#8211; <\/strong>arma simples, pratica, potente, com el\u00e1sticos      simples ou duplos.Perfeita para o iniciante ou mesmo para o veterano na ca\u00e7a      submarina. <\/p>\n<p><strong>Ar Comprimido &#8211;<\/strong> Em grande progresso, potente, facilmente      manej\u00e1vel, robusta, boa para todo tipo de ca\u00e7a. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modali4.jpg\" alt=\"Modalidades de Pesca\" width=\"263\" height=\"341\" title=\"Modalidades de Pesca\" \/><strong><br \/>\n     Armas de Mergulho<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na Ca\u00e7ada <\/strong><\/p>\n<p><strong>Regras:<\/strong> Ordem acima de tudo <\/p>\n<p><strong>A bordo, seja qual for o barco, um mandamento absoluto<\/strong>:      ordem, arrume sua bolsa e seu equipamento com cuidado, para ter tudo a m\u00e3o,      sem incomodar os companheiros. <\/p>\n<p>Nunca tenha armas carregadas a bordo. Voc\u00ea n\u00e3o prender\u00e1 os el\u00e1sticos da sua      arbalete nem carregar\u00e1 uma arma de ar comprimido, a n\u00e3o ser quando j\u00e1 estiver      na \u00e1gua. <\/p>\n<p>O correto seria hasterar a bandeira de mergulho Nos cursos de arrais(habilita\u00e7\u00e3o      para navegar) n\u00e3o ensinam o que \u00e9 uma bandeira de mergulho, portanto n\u00e3o confie      nas embarca\u00e7\u00f5es, elas ir\u00e3o se afastar de sua b\u00f3ia, talv\u00e9z, s\u00f3 pelo medo do      cabo prender na sua h\u00e9lice. Ela assinala aos que passeiam pr\u00f3ximo a presen\u00e7a      de mergulhadores, pouco vis\u00edveis no mar, sobretudo se h\u00e1 ondas. <\/p>\n<p>Uma escada para volta a bordo ser\u00e1 prevista para qualquer barco, grande ou      pequeno. <\/p>\n<p>Entrada n&#8217;\u00e1gua sempre com calma. In\u00fatil saltar espetacularmente da borda      do barco. Voc\u00ea deve entrar calmamente na \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Antes, molhe o rosto e a nuca com \u00e1gua do mar, para &#8220;pegar a      temperatura&#8221;<\/strong>: se se usa uma roupa isot\u00e9rmica, n\u00e3o hesite em      deixar escorrer um pouco d&#8217;\u00e1gua entre o corpo e a roupa para atenuar o choque      do frio. <\/p>\n<p>Subida a Bordo desarme o seu fus\u00edl, \u00e9 perigoso, mas frequente, encontrar-se      a bordo, depois da ca\u00e7a, uma arma carregada, da qual o choque ou as trepida\u00e7\u00f5es      devidas ao motor podem disparar o arp\u00e3o. Peste aten\u00e7\u00e3o. Ao se desequipar,      n\u00e3o espalhe o material por todo lado. Reuna-o num s\u00f3 lugar. Examine se a ponteira      do arp\u00e3o est\u00e1 bem aparafusada. <\/p>\n<h4>T\u00e9cnicas de Ca\u00e7a e Tiro <\/h4>\n<p>Falamos aqui de ca\u00e7as porque \u00e9 preciso distinguir v\u00e1rios g\u00eaneros, segundo      as capacidades f\u00edsicas de cada ca\u00e7ador(melhor ou pior) e em fun\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a      procurada(diferente conforme as \u00e1guas, a profundidade, as esta\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Sobre o assunto, saiba que a teoria, necess\u00e1ria, n\u00e3o funciona sem a pr\u00e1tica      constante, que \u00e9 o \u00fanico caminho para progredir, da inicia\u00e7\u00e3o ao dom\u00ednio do      esporte. <\/p>\n<p>Essa pr\u00e1tica instrutiva n\u00e3o se adquire seriamente a n\u00e3o ser quando o iniciante      ca\u00e7a em companhia de camaradas experientes, donde a utilidade dos clubes.<\/p>\n<p>Se cada aquisi\u00e7\u00e3o t\u00e9orica lhe \u00e9 \u00fatil, mais ainda o s\u00e3o as sa\u00eddas com colegas      tarimbados, dos quais voc\u00ea segue no mar a prepara\u00e7\u00e3o, as evolu\u00e7\u00f5es, a a\u00e7\u00e3o,      que lhe ensinar\u00e3o ast\u00facias e procedimentos. <\/p>\n<p><strong>Em ordem de dificuldades crescentes, a ca\u00e7a \u00e9 feita:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Na margem <br \/>\n       De vista ou mar aberto <br \/>\n       Na toca <br \/>\n       De espera<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na margem quer dizer, seguindo a costa bem de perto, visitando fissuras,      escoramentos, cavidades, grupo de algas. <\/p>\n<p><strong>Encontros poss\u00edveis<\/strong>: Mor\u00e9ia, congro (sobretudo no Atlantico),      polvo, lagosta(sobretudo nas vertentes batidas pelas ondas. <\/p>\n<p>De vista ou mar aberto, passa-se naturalmente para este est\u00e1gio quando, afastando-se      da margem, se t\u00eam, para baixo, profundidades de 4 a 10 metros. Na medida em      que aumenta a profundidade o campo de vis\u00e3o em superf\u00edcie ir\u00e1 aumentando.      N\u00e3o se trata mais, ent\u00e3o, de observar na vertical em dire\u00e7\u00e3o ao fundo ou num      curto raio, e sim de exercer uma vigil\u00e2ncia global do espa\u00e7o submarino, em      torno de voc\u00ea, da superf\u00edcie aos fundos, e t\u00e3o longe quanto poss\u00edvel, adiante.    <\/p>\n<p>Pampos passeiam \u00e0s vezes logo sob a superf\u00edcie, badejos isolados v\u00eam comer      nas pedras. Fique em sil\u00eancio, respirando e batendo os p\u00e9s. <\/p>\n<p>Toca, a mais cansativa, pois \u00e9 preciso mergulhar continuamente, evoluir no      fundo e imobilizar-se, para que o olho se acostume com a obscuridade dos buracos.      O peixe do buraco, o senhor das cavernas, \u00e9 a Garoupa, chegou a hora de utilizar      todos os seus recursos f\u00edsicos, todo o seu conhecimento. Sem precipita\u00e7\u00e3o.      A conquista de uma garoupa \u00e9 um trabalho que requer grande f\u00f4lego, \u00e9 o caso      de diz\u00ea-lo. Mergulhe na vertical para permanecer fora do campo de vis\u00e3o, enquanto      voc\u00ea marca a entrada do buraco. <\/p>\n<p>De espera, os franceses s\u00e3o os especialistas nesta modalidade. Esse tipo      de ca\u00e7a, demanda treinamento rigoroso. Trata-se, em resumo, de se imobilizar      no fundo, para esperar a\u00ed a passagem ou a vinda do peixe escolhido. Donde      o uso obrigat\u00f3rio de um cinto de chumbo mais pesado(imobilidade) e de uma      roupa de neoprene(frio). A tocaia \u00e9 utilizada em fundos n\u00e3o muito grandes,      rochosos, num buraco, entre pedras, em destro\u00e7os, nas embocaduras de rios.    <\/p>\n<p><strong>Tiros: <\/strong>Exercite-se sobre uma prancheta, afundada por pedras.    <\/p>\n<p>N\u00e3o se treina tiros num alvo. Para apreciar o alcance da sua arma, a pot\u00eancia      comparada de um ou dois el\u00e1sticos. Entretanto, o tiro permanece um ato reflexo,      instintivo, que chegar\u00e1 a ser eficaz por for\u00e7a das tentativas. Posi\u00e7\u00e3o de      tiro, bra\u00e7o estendido, ligeiramente dobrado.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modali5.jpg\" alt=\"Modalidades de Pesca\" width=\"303\" height=\"283\" title=\"Modalidades de Pesca\" \/><strong><br \/>\n     Ca\u00e7a Submarina<\/strong><\/p>\n<h4 class=\"fonte\">Tipos de Ca\u00e7a<\/h4>\n<p><strong>Ca\u00e7a em Toca <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Ao se aproximar da toca, feche um pouco os olhos para se acostumar com        a escurid\u00e3o. Olhe bem o interior da toca e em cima. Balan\u00e7ar lentamente        a cabe\u00e7a pode ajudar a enxergar um peixe mimetizado.<br \/>\n       N\u00e3o deixe que nada provoque barulho, como por exemplo, a espingarda, a lanterna        ou as nadadeiras encostarem na pedra.<br \/>\n       Quando estamos explorando uma toca, \u00e9 comum o peixe sair por outro buraco        e ficar pr\u00f3ximo ao ca\u00e7ador, observando o que est\u00e1 se passando na &#8220;sua        casa&#8221;. Assim, antes de subir, olhe ao redor da pedra. Tente n\u00e3o entrar        pelo meio da caverna pois o peixe pode ver o seu corpo inteiro e se assustar        com o tamanho. A melhor op\u00e7\u00e3o \u00e9 entrar pelos lados.<br \/>\n       Fa\u00e7a uma espera na areia, em frente a toca, para atrair os peixes, antes        de explor\u00e1-la.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Devem ser tomados alguns cuidados para este tipo de ca\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a ao Buraco <\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se possa pensar inicialmente, a ca\u00e7a nos buracos requer      grande t\u00e9cnica. Cada buraco \u00e9 uma nova situa\u00e7\u00e3o e h\u00e1 que improvisar em in\u00fameros      casos. Para um tipo de ca\u00e7a t\u00e3o diverso, \u00e9 dif\u00edcil estabelecer regras, mesmo      para ca\u00e7adores mais experientes, cada um usa a sua t\u00e9cnica, podendo muitas      delas ser contestadas entre si. N\u00e3o existem portanto padr\u00f5es definidos para      capturar este ou aquele peixe dentro de concavidades. <\/p>\n<p><strong>Entre as diversas capturas que se podem realizar dentro de buracos,      podemos distinguir dois tipos de peixes diferentes<\/strong>: aqueles que ocasionalmente      est\u00e3o em tocas e os que permanecem escondidos nelas.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos peixes residentes ou semi-residentes em determinados fundos e buracos.    <\/p>\n<p><strong>Dentro de um vasto leque que podem ser capturados na ca\u00e7a submarina      e dentro de tocas, encontram-se<\/strong>: os sargos, os robalos, os meros,      os safios, as mor\u00e9ias, as abr\u00f3teas e os bode\u00f5es. Al\u00e9m destes e com menos frequ\u00eancia,      podem ainda ser encontradas as douradas e as tainhas. <\/p>\n<p><strong>A ca\u00e7a feita em buracos compreende dois m\u00e9todos base<\/strong>: o      primeiro n\u00e3o \u00e9 mais do que inspecionar sistematicamente todos os buracos existentes      no fundo, a fim de encontrar aqueles que est\u00e3o habitados por peixes. Esta      t\u00e9cnica \u00e9 mais usual quando n\u00e3o h\u00e1 movimento no fundo de outros pequenos peixes,      aqueles que d\u00e3o ind\u00edcios da presen\u00e7a de outros de maior porte.<\/p>\n<p>O segundo m\u00e9todo, muito instintivo, visa a visualiza\u00e7\u00e3o direta da presa ou      do buraco bom, isto feito da superf\u00edcie ou planando sobre o fundo. <\/p>\n<p><strong>A efic\u00e1cia de cada um deles \u00e9 notavelmente influenciada por uma s\u00e9rie      de fatores:<\/strong> tipo de fundo, profundidade, visibilidade, presen\u00e7a de      outro ca\u00e7ador, estado do mar, etc. A descoberta de um determinado buraco,      muitas vezes est\u00e1 associado ao movimento de pequenos peixes no fundo, junto      \u00e0 entrada da toca. No caso de sargos, robalos, douradas e tainhas, s\u00e3o exemplares      mais pequenos e curiosos que entram e saem do seu local de abrigo. Este movimento      que em alguns casos \u00e9 um aut\u00eantico frenesi, \u00e9 o melhor indicador de presen\u00e7a      de boas tocas e de \u00f3timos exemplares. Com o tempo e depois de bem observados      estes locais, os fundos, as entradas dos buracos, etc. Podem dar informa\u00e7\u00f5es      preciosas para as situa\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o existe movimenta\u00e7\u00e3o no fundo de qualquer      esp\u00e9cie. Mas que, no entanto, podem estar em buracos. Caso depare com um cardume      de peixes a entrar e sair de um determinado buraco, pode estar perante a uma      situa\u00e7\u00e3o tipo e que normalmente tem um procedimento met\u00f3dico para resultar      em pleno. Para rentabilizar o melhor poss\u00edvel a sua descoberta, nada melhor      que iniciar a sua ca\u00e7ada aos peixes que nadam c\u00e1 fora, fazendo pequenas esperas      perto da entrada do buraco, ou na descida para o fundo. Al\u00e9m de n\u00e3o criar      confus\u00e3o dentro do esconderijo, os peixes que v\u00eaem o que se passa c\u00e1 fora      transmitem um certo receio aos que est\u00e3o dentro das tocas. Evite, portanto,      entrar diretamente para o buraco, quando existem ainda peixes de bom porte      nas redondezas da toca. Ap\u00f3s a captura de alguns exemplares fora do seu esconderijo,      a\u00ed sim pode ir dar uma espreitadela ao que se passa l\u00e1 dentro do buraco.<\/p>\n<p>H\u00e1 ca\u00e7adores que s\u00f3 espreitam para dentro das concavidades pelos locais onde      saem e entram peixes. \u00c9 por essas mesmas portas que se deve disparar. Uma      t\u00e9cnica muito usada, para tentar ag\u00fcentar o mais poss\u00edvel um cardume de sargos      dentro de uma toca, \u00e9 colocar espingardas nas diversas portas do buraco. O      peixe ao ver tais objetos mant\u00e9m-se entocado. Claro que esta t\u00e9cnica nem sempre      resulta, h\u00e1 dias e dias. Em muitos casos, ap\u00f3s o primeiro disparo o peixe      foge.<\/p>\n<p>Outra t\u00e9cnica usada \u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o de uma rede especial \u00e1 porta do buraco.      Esta rede n\u00e3o \u00e9 mais do que um arp\u00e3o de uma arma baby a servir de lastro e      algumas b\u00f3ias de pesca a fazerem a sua sustenta\u00e7\u00e3o. Este princ\u00edpio base pode      ser mais trabalhado por cada ca\u00e7ador. Outro comportamento que o ca\u00e7ador dever\u00e1      ter, perante um buraco recheado de peixe, \u00e9 usar o menos poss\u00edvel a lanterna,      mas disso j\u00e1 falarei mais \u00e0 frente. Como nem todos os dias se v\u00eaem os pequenos      peixes \u00e0 entrada dos buracos para darem as indica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, h\u00e1 muitas      situa\u00e7\u00f5es em que a ca\u00e7a \u00e9 realizada de uma maneira muito criteriosa. Isto      \u00e9, as tocas a observar devem ser selecionadas, pela sua configura\u00e7\u00e3o, pela      sua altura pelo tipo de fundo que os buracos t\u00eam, areia ou cascalho, etc.<\/p>\n<p>Em muitos outros casos as capturas realizadas nas concavidades devem-se ao      fato de se observar a entrada do peixe para dentro dos seus esconderijos.      Nestas situa\u00e7\u00f5es o sil\u00eancio \u00e9 decisivo, uma aproxima\u00e7\u00e3o barulhenta, um toque      do arp\u00e3o a entrada do buraco, um tubo r\u00edgido a raspar pelo teto, etc. pode      facilmente assustar o peixe. Se estiver perante um buraco que apresente diversas      entradas poder\u00e1 realizar um ou dois mergulhos para ver qual o melhor local      para disparar. <\/p>\n<p>Qual a entrada que lhe permite melhor \u00e2ngulo de tiro e de vis\u00e3o, assim como      a que lhe facilita a sua entrada. Caso tenha grandes dificuldades em colocar      a espingarda para dentro do buraco, podendo nesta situa\u00e7\u00e3o provocar algum      barulho, o melhor de fato \u00e9 escolher a outra entrada. Se a \u00e1gua \u00e9 limpa, n\u00e3o      h\u00e1 corrente e o mar est\u00e1 calmo, a ca\u00e7a ao buraco n\u00e3o levanta grandes problemas.      O pior \u00e9 quando a \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 a melhor, a corrente tem for\u00e7a e o mar est\u00e1 agitado.<\/p>\n<p> Nestes casos, n\u00e3o \u00e9 nada dif\u00edcil perder uma toca com peixe l\u00e1 dentro. Para      evitar estas situa\u00e7\u00f5es pouco agrad\u00e1veis, pode recorrer a diversas t\u00e9cnicas,      todas com o mesmo fim, n\u00e3o perder o buraco de vista. A mais f\u00e1cil e usual      \u00e9 andar com a b\u00f3ia presa \u00e0 cintura e a qualquer momento soltar a poita para      o fundo, marcando a zona desejada.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 ter uma pequena b\u00f3ia de corti\u00e7a com uma chumbada e fio      de nylon no cinto, de maneira a ser solto assim que for necess\u00e1rio. Por \u00faltimo      pode usar um carreto no bra\u00e7o e deixar a espingarda no fundo a marcar a entrada      da toca. As espingardas a utilizar neste tipo de ca\u00e7a podem ser muito diversificadas.    <\/p>\n<p>As mais utilizadas em Portugal s\u00e3o as juniores (75 cm), as babys (55 cm)      e\/ou as standards (90 cm ). Isto n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o se possa utilizar      armas de luxo (100 cm ) ou, ainda maiores, em casos muito particulares. Como      normalmente os tiros s\u00e3o curtos e as entradas dos buracos dif\u00edceis de passar      armas grandes, o mais usual \u00e9 ca\u00e7ar com juniores ou babys. Apesar de estas      espingardas serem pequenas para tiros potentes, para um safio, ou um mero      de grande porte. Para isso basta trocar os el\u00e1sticos pelos mais adequados      a estas situa\u00e7\u00f5es, os de maior dureza ou os de di\u00e2metro de 20mm. Como os tiros      n\u00e3o s\u00e3o muitos longos a precis\u00e3o do arp\u00e3o pode ser substitu\u00edda em favor da      pot\u00eancia ou for\u00e7a que este pode levar. Outro fator importante para os que      os tiros em buracos resultem em pleno prende-se com as barbelas usadas e a      sua coloca\u00e7\u00e3o no arp\u00e3o.<\/p>\n<p>Como muitos peixes que o ca\u00e7ador pretende capturar dentro dos buracos, est\u00e3o      mesmo encostados \u00e1 pedra, um tiro efetuado na perpendicular \u00e0 rocha pode resultar      num peixe perdido. Isto, porque o arp\u00e3o n\u00e3o teve espa\u00e7o suficiente para atravessar      o exemplar de maneira a abrir a barbela. Em muitos casos, o arp\u00e3o sai com      uma for\u00e7a tal, produzindo um impacto t\u00e3o violento, que pode voltar para tr\u00e1s      sem que o peixe seja capturado. Para evitar estas situa\u00e7\u00f5es pouco agrad\u00e1veis,      o ideal \u00e9 disparar um pouco de lado, a 45\u00ba da pedra ou mais, permitindo que      o arp\u00e3o possa ter espa\u00e7o de atua\u00e7\u00e3o. Se pratica muito a ca\u00e7a aos buracos o      ideal \u00e9 preparar uma arma s\u00f3 para esse fim. Uma barbela curta, para que o      arp\u00e3o possa ter o seu ponto de atua\u00e7\u00e3o mais perto da ponta e que esta mesma      barbela seja colocada bem perto da extremidade. Estes dois pequenos pormenores      podem saldar-se em mais algumas capturas que eram antes quase imposs\u00edveis      de realizar. Outro pormenor que deve ser alterado na arma de origem \u00e9 o fio.      Este dever\u00e1 ser alterado para o fio de nylon monofilamento, ou para um fio      bem mais grosso de nylon entrela\u00e7ado. \u00c9 que os tiros em buracos t\u00eam alguns      problemas bem espec\u00edficos, um deles \u00e9 o arp\u00e3o ficar preso. Nestes casos, os      fios devem ser resistentes para ag\u00fcentarem as tra\u00e7\u00f5es a que s\u00e3o sujeitos quando      se pretendem recuperar as hastes. Outros dos problemas dos tiros em tocas      prendem-se com a pot\u00eancia da arma e a dist\u00e2ncia a que se vai disparar. <\/p>\n<p><strong>O resultado final poder\u00e1 ser<\/strong>: arp\u00f5es tortos e a ponta numa      bola. Qualquer destas das situa\u00e7\u00f5es pode p\u00f4r em causa os seus pr\u00f3ximos disparos      tanto em precis\u00e3o como em penetra\u00e7\u00e3o. Um arp\u00e3o pouco afiado e disparado a      alguma dist\u00e2ncia, pode ser o suficiente para deixar um bom robalo na mesma,      sem que este lhe tenha causado qualquer interfer\u00eancia, al\u00e9m de ser um \u00f3timo      causador de resvalos nos tiros dados de cima, de frente, ou ainda por tr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a ao Buraco<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/modali6.jpg\" alt=\"Modalidades de Pesca\" width=\"283\" height=\"192\" title=\"Modalidades de Pesca\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Ca\u00e7a ao buraco \u00e9 a mais rica, variada, e uma das mais produtivas. Para o      mergulhador e observador \u00e9 a mais rendosa e talvez de f\u00e1cil execu\u00e7\u00e3o. Pratica-se      a todas as profundidades, desde menos de um metro de \u00e1gua, at\u00e9 uma dada profundidade      \u00fatil que varia com as capacidades do mergulhador em apneia. Sobretudo entender      que a ca\u00e7a ao buraco \u00e9 a primeira a ser limitada pela profundidade, tornando-se      extremamente perigosa.<\/p>\n<p><strong>Numa perspectiva buraqueira, h\u00e1 quatro tipos de peixes:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Os que nunca entocam; poucos, como linguado e afins, barracudas, serras,        salmonete e pouco mais por esses mares afora.<br \/>\n       Os que vivem entocados, saindo eventualmente para ca\u00e7ar, e mesmo neste caso        nem sempre, como as moreias e safio, abr\u00f3tea, faneca e muitos peixes pequenos        mas sem interesse de ca\u00e7a e que s\u00e3o f\u00e1ceis de encontrar ao observador menos        experiente.<br \/>\n<strong>Os que vivendo em \u00e1gua livre, podem procurar abrigo debaixo de pedras,        furnas, etc, fazem-no para descansar e s\u00e3o quase todos: <\/strong>pargos,        salemas, saimas, douradas, tainhas, robalos, badejo, anchova, l\u00edrios, enxarr\u00e9us        e at\u00e9 as corvinas, raias e ca\u00e7\u00f5es!<br \/>\n<strong>Os que vivem perto do fundo e passam grandes per\u00edodos entocados,        n\u00e3o s\u00f3 em descanso, mas sobretudo para se esconderem ou emboscarem: <\/strong>Mero,        bodi\u00f5es, sargo alcorraz e ro\u00e7ada, rascasso.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na ca\u00e7a ao buraco a primeira coisa a fazer \u00e9 n\u00e3o ignorar nenhuma pedra, nenhuma      reentr\u00e2ncia. Com o tempo se adivinham as pedras mais prop\u00edcias, mas surgem      buracos onde menos parece e s\u00e3o muitas vezes caixa de surpresas, sobretudo      se o fundo \u00e9 pobre ou muito ca\u00e7ado, pois o peixe tamb\u00e9m sabe e sente onde      est\u00e1 mais vulner\u00e1vel, escondendo-se \u00e0s vezes em s\u00edtios onde n\u00e3o parece caber      e at\u00e9 n\u00e3o oferecer prote\u00e7\u00e3o, mas discretos.<\/p>\n<p><strong>Basicamente temos cinco tipos de fundo com buracos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O Laj\u00e3o, pedra normalmente chata e lisa, aberta por baixo em grandes fendas,        sal\u00f5es ou prateleiras, quase sempre em fundo arenoso.<br \/>\n       O Laredo, pedra muito partida e amontoada, geralmente em volta de acidentes        como pe\u00f5es, pontas e fal\u00e9sias. No labirinto que constituem h\u00e1 todo o tipo        de buracos e espa\u00e7os t\u00e3o do agrado de muitos peixes.<br \/>\n       Os Matac\u00f5es, grandes pedras, normalmente isoladas no fundo e que podem ou        n\u00e3o ro\u00e7ar a superf\u00edcie. Neles se abrem t\u00faneis, falhas e buracos diversos.<br \/>\n       As Furnas, aut\u00eanticas grutas e cavernas, a descoberto ou submersas, que        se abrem nas grandes massas, rochosas, como fal\u00e9sias ou pedras ilhadas.<br \/>\n       As Fendas, s\u00e3o falhas verticais ou longitudinais, raramente obl\u00edquas, estreitas,        onde mal cabemos, que se abrem profundamente nas paredes rochosas das grandes        massas. Existe um outro tipo de fendas que se abrem paralelas ao fundo e        na vertical; n\u00e3o sendo as mais vulgares s\u00e3o normalmente interessantes como        ref\u00fagio tempor\u00e1rio de muitos peixes, sobretudo sargos, quando se sentem        amea\u00e7ados.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>H\u00e1 ainda a considerar, fora destes buracos t\u00edpicos, aqueles acidentes como      as que s\u00e3o espa\u00e7os abertos sob uma pedra, aut\u00eantico teto suportado por duas      pedras, que oferecem abrigo ou posto de ca\u00e7a a muitos peixes como saimas,      pargos e at\u00e9 meros. Tamb\u00e9m os destro\u00e7os ou barcos afundados, mais ou menos      partidos em pe\u00e7as como chapas, caldeiras, etc. S\u00e3o buracos e excelente ref\u00fagio      para quase todos os peixes.<\/p>\n<p>Os buracos s\u00e3o regularmente ocupados pelo peixe, portanto devem ser marcados      e visitados sistematicamente, aprenderemos com a pr\u00e1tica que h\u00e1 buracos de      mero, robalos, sargos, safio, etc e os que s\u00e3o mistos; como h\u00e1 os de abrigo,      repouso e ca\u00e7a. Conv\u00e9m marc\u00e1-los e identificar os ocupantes que podem at\u00e9      variar com a \u00e9poca do ano, mar\u00e9 e hora do dia, isto ser\u00e3o mem\u00f3rias de ca\u00e7ador!      Os buracos descobrem-se da superf\u00edcie ou fazendo meios mergulhos a estudar      o fundo. Outro modo \u00e9 observando o peixe que se movimenta e vai denunci\u00e1-los,      ao vermos que desapareceram debaixo de alguma pedra, ou pelo o seu entrar      e sair. Com alguma pr\u00e1tica e poder de observa\u00e7\u00e3o, acabaremos por desenvolver      um sentido da pedra que intuitivamente nos conduzir\u00e1. A primeira coisa a fazer      \u00e9, se o peixe est\u00e1 calmo e voga ao redor do buraco, fazer mergulhos em volta      e cosendo-nos com o fundo ou atr\u00e1s das pedras, esperar que passem ao nosso      alcance ou mesmo venham observar, o peixe \u00e9 curioso. O segundo passo, esgotado      este recurso, \u00e9 pormo-nos frente ao buraco, e afastados, esperar que o peixe      assome \u00e0 porta; outra forma \u00e9 colocarmo-nos ao lado ou por cima da abertura      e esperar que algum se mostre, ou arpoar os que tentem fugir, convidando-os      a permanecer entocados. Em ambos os casos n\u00e3o fazer ru\u00eddos que perturbem o      peixe dentro do buraco, cuidado com a poita por exemplo, como se deve imobilizar      imediatamente o peixe arpoado, cujas vibra\u00e7\u00f5es v\u00e3o alarmar os outros. Ca\u00e7ar      em volta do buraco, o peixe que voga, vai obrig\u00e1-lo muitas vezes a entocar,      como h\u00e1 quem aposte em fazer ru\u00eddo \u00e0 superf\u00edcie, por exemplo descrevendo c\u00edrculos      com o barco, o que todavia me deixa d\u00favidas e n\u00e3o me parece \u00e9tico. Observar      o comportamento do peixe, entrando e saindo calmo do buraco, e se a cor \u00e9      viva e brilhante ou sem nenhum sinal de avivamento ou mudan\u00e7as, sinal este,      de confian\u00e7a. Vamos ent\u00e3o, depois de tudo, ca\u00e7ar dentro do buraco.<\/p>\n<p>Abordar o buraco de lado ou por cima, ficando de fora, e nunca de frente.      Enfiar apenas a cabe\u00e7a e a ponta da arma que acompanha esta, pronta a um tiro      instintivo, meter o resto da arma depois de conhecermos o interior do buraco.      Se a introdu\u00e7\u00e3o da arma \u00e9 dif\u00edcil e ruidosa, podemos deix\u00e1-la posicionada,      desde que tenhamos o buraco bem marcado, quer \u00e0 vista (punho da arma muitas      vezes \u00e9 branco), ou com a b\u00f3ia ou uma pequena r\u00edgida de emerg\u00eancia que usamos      no cinto. N\u00e3o usar ainda a lanterna. Pode, por exemplo, para se melhorar a      habitua\u00e7\u00e3o ao escuro, fechar um ou ambos os olhos durante a descida. O peixe      pode estar \u00e0 vista ou n\u00e3o, se estiver escondido pode trair-se pelo ru\u00eddo &#8211;      barbatanas que rufam, bater na pedra &#8211; pelo brilho, ou por levantar poalho      (poeira muito fina que cobre muitas vezes o fundo). Se o peixe estiver amontoado,      atirar aos das pontas e nunca ao molho. Se estiver algum perto de outra sa\u00edda,      atirar a esse preferencialmente. Se nadar no meio do buraco e houver fendas      interiores, atirar primeiro ao que est\u00e1 fora e s\u00f3 depois ao das fendas. Observar      se o peixe muda a cor para tons ba\u00e7os e escuros sinal de que est\u00e1 \u00e1 defesa      e tende a esconder-se no mais escuro e rec\u00f4ndito da toca. S\u00f3 no fim de deve      usar a lanterna e entrar no buraco para melhor o inspeccionar. Os que tiverem      permanecido ou at\u00e9 os que n\u00e3o vimos, est\u00e3o agora nos cantos mais escuros,      estreitos e escondidos. Se vemos um amontoado de peixe e a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 prop\u00edcia,      podemos tentar a sorte e fazer um tiro que arpoe v\u00e1rios, deixando-os sobreporem-se      ou atirando \u00e0 sorte, chamam-se duplas, triplas e por a\u00ed fora. <\/p>\n<p><strong>H\u00e1 diversas t\u00e1cticas:<\/strong> se o peixe joga \u00e0s escondidas e h\u00e1      diversos esconderijos interiores, bater por fora ou iluminar uma zona e ir      do outro lado tentar a sorte, esperando assim toc\u00e1-los a nosso gosto; meter      um p\u00e9 numa abertura e atirar por outra; colocar diversas armas ou objetos      a impedir a sa\u00edda e atirar \u00e0 vez em cada abertura, enfim, nesta guerra vale      tudo! <\/p>\n<p>H\u00e1 quem recomende vivamente o n\u00e3o esvaziar de um bom buraco deixando alguns      peixes para que atraiam outros e se possa repetir a ca\u00e7ada. Todavia lembro      que o peixe tem de fato mem\u00f3ria e comportamento adquirido, sendo cada vez      mais dif\u00edcil mant\u00ea-lo entocado, sobretudo nos locais mais ca\u00e7ados, por ele      acaba por fugir depois de arpoado e at\u00e9 por vezes antes de tal, apenas ao      assomarmos o buraco. Assim, pergunto se n\u00e3o ser\u00e1 melhor esvaziar a toca para      que n\u00e3o havendo sobreviventes n\u00e3o haja aquisi\u00e7\u00e3o de comportamento defensivo?<\/p>\n<p>Parece-me radical, e tamb\u00e9m nada ben\u00e9fico, pelo que sugiro que se mate o      peixe entocado, deixando ficar o que se refugie nas fendas e locais e locais      mais rec\u00f4nditos, criando-lhe uma ilus\u00e3o de seguran\u00e7a que n\u00e3o o fa\u00e7a perder      o sentido de se esconder em buracos e deste modo mantenha o comportamento      e n\u00f3s a possibilidade de continuar a ca\u00e7ar ao buraco. A posi\u00e7\u00e3o de tiro nesta      ca\u00e7a pode n\u00e3o ser a vulgar, ocorre frequentemente que o buraco \u00e9 curto e tamb\u00e9m      pela necessidade de enfiar a arma aos poucos, \u00e1 medida que assomamos a cabe\u00e7a,      tenhamos que recuar muito o bra\u00e7o. Por isso \u00e9 costume virar o punho ao contr\u00e1rio      e apoiando os dedos na parte contr\u00e1ria deste, enfiar o polegar no espa\u00e7o do      gatilho, atirando assim, o que pede apenas alguma pr\u00e1tica. Ali\u00e1s na ca\u00e7a ao      buraco usam-se todas as posi\u00e7\u00f5es de tiro, variando dedos e m\u00e3os de acordo      com a necessidade e capacidade de improvisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As armas devem Ter em conta o tipo de buracos, se s\u00e3o compridos e de f\u00e1cil      acesso (90 a 110 cm), se s\u00e3o curtos ou de dif\u00edcil acesso (50 a 75 cm). Pessoalmente      prefiro ca\u00e7ar com as armas ditas j\u00fanior de 75 cm, com arp\u00e3o de 110 ou 115      cm e el\u00e1sticos de latex virgem para os buracos compridos, permitindo tiros      longos, progressivos e certeiros; ou a mesma arma com arp\u00e3o de 90 a 110 cm      e el\u00e1sticos tipo dinamite (vermelhos ou pretos, rijos), prevendo tiros curtos      e portanto necessitando de maior velocidade inicial. <\/p>\n<p><strong>No primeiro caso o nylon de pesca monofilamento por permitir velocidade,      no segundo prefiro o cl\u00e1ssico tran\u00e7ado e bem forte por:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A menor velocidade desde, num tiro curto, \u00e9 irrelevante.<br \/>\n       Permite melhor ponto de apoio para se puxar com as m\u00e3os.<br \/>\n       Melhor de cortar, com a faca, se necess\u00e1rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando os tiros s\u00e3o quase encostados, para ser mais f\u00e1cil e r\u00e1pido sacar      o peixe, evitando que este fuja, enrole tudo, espante os outros e nos fa\u00e7a      perder tempo, deve encurtar-se o fio, puxando-o todo e dando um n\u00f3 junto ao      buraco da cabe\u00e7a da arma, ficando s\u00f3 um comprimento. Isto com fio do de pesca      \u00e9 complicado!<\/p>\n<p>Para grandes pe\u00e7as, entocadas ou em destro\u00e7os, pode usar-se mesmo, cabo de      a\u00e7o inoxid\u00e1vel, muito male\u00e1vel e resistente. N\u00e3o esquecer que os contratempos      maiores s\u00e3o exatamente o partir do fio por fric\u00e7\u00e3o, o peixe enrolar o fio      dentro do buraco e, sobretudo ficar o arp\u00e3o preso l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>Se lhe chegamos, ou podemos enfiar nele a arma, para com jeito e for\u00e7a, rodar      e puxar&#8230; apesar de ser uma barbaridade para a arma&#8230; mas pode estar em      local inacess\u00edvel e termos de o abandonar, se n\u00e3o tivermos um saca-arp\u00f5es,      pe\u00e7a que recomendo vivamente como a um gancho-saca-peixes ou bicheiro (graveto      nos a\u00e7ores), que pode poupar muitos esfor\u00e7os e arp\u00f5es tortos nesta ca\u00e7a.<\/p>\n<p>Depois h\u00e1 que ter em conta que se praticamente todos os peixes entocam, diverso      \u00e9 o seu comportamento, mas isso s\u00e3o contas de outro ros\u00e1rio, e ficar\u00e1 para      outra ocasi\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a nas Algas<\/strong><\/p>\n<p>Tentaremos aqui revelar um pouco desse mundo e das regras deste jogo t\u00e3o      apaixonante que \u00e1 a ca\u00e7a na alga. Referimo-nos \u00e0 vulgar lamin\u00e1ria, Saccorhiza      polyschides, que \u00e9 uma alga castanha, comum no atl\u00e2ntico. Vive na zona limite      da mar\u00e9 alta, podendo ficara seco na vazante, e encontra-se at\u00e9 24 metros.      Fixa-se na pedra por um disco e da\u00ed parte um talo, longo, que se abre e divide      depois em longas tiras de um palmo de largura, que podem ir at\u00e9 mais de 2      metros de comprimento, assemelhando-se uma m\u00e3o de longos dedos, \u00famida, escorregadia      e male\u00e1vel.<\/p>\n<p>Forma campos densos e por vezes extensos, chegando a plantar-se em seixos,      cobrindo assim zonas de pedra ou de areia. Forma-se em zonas de corrente ou      calma, disso dependendo da sua densidade e comprimento, sendo menos densas      e mais curtas nas zonas de maior hidrodinamismo. Como \u00e9 fot\u00f3fita e sens\u00edvel      \u00e0 limpidez da \u00e1gua. Surge na Primavera, cresce, forma-se para l\u00e1 do Ver\u00e3o,      e normalmente desaparece com as \u00e1guas de Setembro; em zonas abrigadas da costa      pode encontrar-se em quase todos os meses, sendo, embora, uma planta anual.    <\/p>\n<p><strong>Do ponto de vista de ca\u00e7a, as que nos interessam particularmente,      s\u00e3o as de fim de Primavera-Ver\u00e3o, quando est\u00e3o pujantes e vi\u00e7osas, bem fixas      \u00e0 pedra, designadamente<\/strong>: lajes corridas e com falhas horizontais,      ou basalto escuro com falhas verticais, normalmente formando manchas, frente      a praias largas e arenosas. Sem desprezar as manchas de alga nas zonas pedregosas,      \u00e9 sobretudo para ali que os peixes s\u00e3o atra\u00eddos e onde poderemos encontrar      quantidade e qualidade. <\/p>\n<p><strong>A alga fornece-lhes nesta \u00e9poca, abrigo para o descanso<\/strong>:      sentem-se tranq\u00fcilos nestes esconderijos sem precisarem de buracos escuros      e, gozam as del\u00edcias do Sol em recato. <\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m a\u00ed, se encontram mexilh\u00f5es e um petisco muito apreciado:<\/strong>      o caranguejo pilado, por vezes aos milhares, cobrindo os p\u00e9s da lamin\u00e1ria;      em busca de ref\u00fagio &#8230; acabam por atrair robalos e douradas. Ainda nesta      \u00e9poca, as \u00e1guas est\u00e3o mais quentes e calmas, portanto mais limpas, o que \u00e9      t\u00e3o interessante para os peixes que buscam repouso e abrigo, como para n\u00f3s!<\/p>\n<p>Estas zonas s\u00e3o facilmente identific\u00e1veis no per\u00edodo em que \u00e1 alga, por ficarem      vest\u00edgios, sobretudo, discos e p\u00e9s de alga fixos a depress\u00f5es do fundo. <\/p>\n<p>Normalmente s\u00e3o fracos de peixe na \u00e9poca nua, mas conv\u00e9m tomar nota e visit\u00e1-las      na \u00e9poca boa. Pelo que tenho observado, parece que o peixe procura aqui, fundamentalmente,      abrigo e comida, o que \u00e9 importante para determinar o seu comportamento e      a forma de os localizar. A mar\u00e9 parece-me irrelevante, salvo se, deixar a      alga a descoberto&#8230; direi que a melhor alga \u00e9 a que, est\u00e1 sempre abaixo do      n\u00edvel m\u00ednimo da mar\u00e9-baixa, ficando nos 2-3 metros, por vezes, na rebenta\u00e7\u00e3o      se o peixe anda a comer, ou em zona mais calma fora da rebenta\u00e7\u00e3o, se repousa.      J\u00e1 a limpidez parece-me importante, pois o peixe com \u00e1gua limpa segura-se      bem na alga, enquanto se a \u00e1gua estiver suja sente-se protegido e tende mais      a sair para fora. Esta \u00e9, sem d\u00favida, uma ca\u00e7a de Ver\u00e3o, dias quentes, Sol,      mar parado e \u00e1gua lusa. Sair da praia a preparar-se para uma ca\u00e7a pregui\u00e7osa      e lenta, para percorrer o fundo, sem pressa, ao correr do tempo.. <\/p>\n<p>Encontram-se na alga os mais diversos peixes, s\u00e3o atra\u00eddos pelas mais diversas      raz\u00f5es e at\u00e9 uns pelos outros. Os robalos s\u00e3o incontestavelmente os grandes      freq\u00fcentadores, quer para descansar e apanhar sol, amolecidos pelas \u00e1guas      paradas e quentes, quer para ca\u00e7ar em emboscada. Seguem-se os sargos, tamb\u00e9m      ao apelo da pregui\u00e7a dos dias grandes de calmaria, e a\u00ed se sentem abrigados.      A as douradas s\u00e3o outro freq\u00fcentador comum, dos tr\u00eas principais \u00e9 o \u00fanico      que entoca, \u00e9 menos freq\u00fcente, robalos e sargos fazerem-no nos campos de lamin\u00e1rias.      Os badejos nadam por cima ou nos carreiros de massa de alga, tal como as tainhas      que raramente penetram no seu interior, j\u00e1 as salemas evoluem junto aos p\u00e9s,      assim como os bode\u00f5es que parecem estar no seu quintal. Corvinas n\u00e3o s\u00e3o de      admirar, esp\u00e9cimes isolados s\u00e3o muitas vezes encontrados, pousados na areia,      nalgum carreiro, em total imobilidade. Os pargos s\u00e3o outro encontro de esperar,      normalmente sob uma frondosa alga, camuflados com ela, com cuja cor se confundem,      s\u00e3o muito dif\u00edceis de ver e normalmente damos por eles, quando se afastam      lentamente, depois de arpoado um sargo ali mesmo ao lado ! As salemas, ou      sargo-veado, s\u00e3o outro encontro habitual e quase certo, sobretudo na costa      sudoeste, tamb\u00e9m parados, no meio da massa de alga, por vezes em pequenos      cardumes de dois indiv\u00edduos grandes e quatro ou cinco pequenos e m\u00e9dios. Os      ca\u00e7\u00f5es, nos meses de Junho e Julho, volteiam nestas massas pelos carreiros      de pedra ou areia, enquanto raias e rat\u00f5es se enterram encostados a elas,      do lado de fora. Podemos tamb\u00e9m contar com linguados e pregados , nos espa\u00e7os      de areia por entre as pedras e massa de alga, por vexes debaixo de uma fita      de lamin\u00e1ria, assim como pequenos cardumes de salmonetes !<\/p>\n<p>\u00c9 um mundo de dura\u00e7\u00e3o limitada, que neste per\u00edodo se nos revela, com as suas      regras que conv\u00e9m saber. Como j\u00e1 disse antes o peixe vem aos campos de lamin\u00e1rias      basicamente para repousar, sentindo-se protegido, numa \u00e9poca em que tende      a estar amolecido e menos ativo devido ao estado do mar, calmo e mais quente.      Outros ali ca\u00e7am, como parece ser o caso do robalo, dourada e pargo. Se notarmos      que h\u00e1 pilado nos p\u00e9s da alga, ou evolu\u00edrem pequenos cardumes de sardinha      a rasar o topo da massa de alga; de notar ainda, a presen\u00e7a de bancos de mexilh\u00f5es      que atraem tamb\u00e9m polvos. Salemas e tainhas buscam alimenta\u00e7\u00e3o nas algas e      micro-organismos que se fixam nas grandes lamin\u00e1rias, bode\u00f5es e sargos alimentam-se      de crust\u00e1ceos, moluscos e vermes, bem como os salmonetes e linguados. H\u00e1 uma      transfer\u00eancia para estes locais que o ca\u00e7ador acompanha, devendo observar      atentamente todas as indica\u00e7\u00f5es que lhe digam qual a postura do peixe, quais      os esp\u00e9cimes, onde os encontrar e como atuar.<\/p>\n<p><strong>Fundamentalmente \u00e9:<\/strong> se a profundidade for pouca, nunca passar      com o barco por cima do campo de ca\u00e7a, conv\u00e9m poitar por fora e aproximarmos      a nado. Se a massa de alga \u00e9 muito densa e fechada, ser\u00e1 de menor interesse.      Pode-se nadar e rasar o fundo, por debaixo da alga se houver espa\u00e7o, ou, escondido      nela s\u00f3 com a cabe\u00e7a e a espingarda de fora e tentar atrair algum peixe maior      que ande \u00e0 ca\u00e7a, fora do campo da lamin\u00e1ria. Este racioc\u00ednio \u00e9 valido, para      o caso de se ver peixe mi\u00fado nadando a rasar a lamin\u00e1ria e por fora desta.      Se a alga \u00e9 de densidade desej\u00e1vel, isto \u00e9, aquela que permite ver para dentro      dela e evoluir pelo seu interior, ent\u00e3o temos que estudar bem o caso e adotar      a estrat\u00e9gia mais correta. Se se trata de manchas de alga a cobrir afloramentos      de rocha, disseminadas pelo areal, em maior ou menor extens\u00e3o, a melhor t\u00e1ctica      \u00e9 rodear cada mancha, sem entrar nela, por cima, come\u00e7ando por fora e descrevendo      c\u00edrculos ou cruzando-a conforme a sua import\u00e2ncia. O primeiro objetivo ser\u00e1,      localizar poss\u00edveis peixes grandes (robalos, alguma corvina ou pargo) que      como j\u00e1 referi, estar\u00e3o logo, na fronteira alga-areia (linguados e pargos),      ou nos carreiros, abertos na massa de alga, pelos desn\u00edveis do fundo ou pela      exist\u00eancia de l\u00ednguas de areia que cruzam e intercalam a pedra. Nada-se sem      ru\u00eddo, lenta e compassivamente, deslizando, perscrutando o interior e ignorando      os sargos, estes manter-se-\u00e3o por ali e s\u00e3o de menor import\u00e2ncia. <\/p>\n<p><strong>O passo seguinte \u00e9, escolher de cima, os pontos prop\u00edcios como, vales,      carreiros ou clareiras e, escondendo-nos na alga ou acidente no fundo, fazer      &#8220;agachon&#8221;, virados para a zona limpa, apontando para o centro da      mancha: <\/strong>a\u00ed aguardar o poss\u00edvel aparecimento de um robalo. Esgotadas      estas duas t\u00e1cticas, vamos ent\u00e3o procurar os sargos!<\/p>\n<p>O melhor \u00e9 come\u00e7ar por cima, sem os perseguir quando est\u00e3o ainda na alga,      deixando-os sentir-se seguros; quando deixarem de ag\u00fcentar a nossa aproxima\u00e7\u00e3o,      vamos ent\u00e3o entrar na alga e evoluir por entre ela, efetuando, ora uma aproxima\u00e7\u00e3o,      escondidos com os acidentes do fundo e as pr\u00f3prias algas, ora esperas. <\/p>\n<p>Como devem ter presente o &#8220;agachon&#8221; faz-se para os peixes que andam      a alimentar-se, isto \u00e9, em atividade, enquanto que a aproxima\u00e7\u00e3o, seja por      fora ou por dentro da alga, \u00e9 para o peixe est\u00e1tico. Se n\u00e3o adivinharmos movimento,      nem detectarmos nenhum tipo de alimenta\u00e7\u00e3o, praticamos esta \u00faltima, se, pelo      contr\u00e1rio h\u00e1 movimento, pequenos peixes, mexilh\u00e3o, pilado e, estamos por exemplo,      em zona de ressaca ou corrente, ent\u00e3o o &#8220;agachon&#8221;, entremeado de      pequenas desloca\u00e7\u00f5es pelo fundo, para posicionamento e localiza\u00e7\u00e3o, imp\u00f5e-se      de imediato. Quando estamos em presen\u00e7a de um maci\u00e7o de algas muito extenso      e ininterrupto, vulgarmente cobrindo rocha, e aqui sim, com a ocorr\u00eancia de      falhas e buracos, deveremos optar uma t\u00e1ctica polivalente , que nos permita      averiguar o que andar\u00e1 o peixe a fazer. Conv\u00e9m notar, que as horas se Sol      alto, os robalos parecem goz\u00e1-lo, nadando logo por baixo da camada de algas,      em movimentos lentos como que em passeio. <\/p>\n<p><strong>Os sargos estar\u00e3o est\u00e1ticos em pequenos cardumes, tamb\u00e9m aflorando      o topo do campo de lamin\u00e1rias: <\/strong>poderemos localiz\u00e1-los sobrenadando      o campo.<\/p>\n<p> De igual modo ao cair de noite, vir\u00e3o em busca de guarita , ficam mansos      e est\u00e1ticos, exigem golpe de vista atento e experiente, ou sorte, quando algum      ligeiro do mar e alga os descobrem na sua imobilidade. Fora destas duas ocasi\u00f5es,      o ideal \u00e9 cruzar o campo de ca\u00e7a, buscando por cima o peixe parado, se a visibilidade      o permite. Se percebermos que est\u00e1 em movimento, vamos entrar na alga a tentar      atra\u00ed-lo com &#8220;agachons&#8221; nos s\u00edtios prop\u00edcios e alternar com a evolu\u00e7\u00e3o      pelo meio da alga e fundo, tentando a aproxima\u00e7\u00e3o sempre que a densidade e      visibilidade o permitam. Na alga densa, o peixe est\u00e1 menos em movimento, tendendo      a deslocar-se por ela se perseguido ou inseguro. Obviamente que a desloca\u00e7\u00e3o      do ca\u00e7ador se faz na zona mais aberta da alga que \u00e9 junto ao p\u00e9, ou, no caso      do talo ser curto ou se a densidade for maior, pelos vales e carreiros j\u00e1      descritos. Julgo que as horas da manh\u00e3 at\u00e9 ao meio-dia, s\u00e3o as melhores para      encontrar pargos e corvinas. Localizada alguma toca ou falha, podendo perceber,      ou n\u00e3o, se est\u00e1 ocupada, conv\u00e9m marcar bem o local. Devemos dar uma volta      em redor, para ca\u00e7ar o peixe que ande por fora, e, tentar entocar algum, para      depois irmos ent\u00e3o ca\u00e7\u00e1-lo a\u00ed. Normalmente, os buracos estar\u00e3o vazios, denso      s\u00f3 ocupados depois de ca\u00e7armos, exceto, no caso das douradas que, todavia      tamb\u00e9m se encontram abrigadas da alga, e dos pargos que gostam especialmente      de falhas verticais. As salemas, tirando partido das riscas verticais e da      cor que as mimetizam perfeitamente n4este meio, gostam do mais cerrado, mas      est\u00e3o muitas vezes \u00e0 sombra de uma solapa ou pedra especada entre duas, sempre      com amplitude, como quem est\u00e1 debaixo da ponte. Se camufladas na densid\u00e3o      s\u00e3o mesmo dif\u00edceis de ver.<\/p>\n<p><strong>Resta dar alguns conselhos sobre o equipamento a usar:<\/strong> <strong>as      armas devem ser preparadas para tiros curtos, que requerem for\u00e7a imediata      e velocidade inicial: <\/strong>aconselho os el\u00e1sticos rijos, tipo dinamite      ou os megaton. O tamanho mais conveniente ser\u00e1 o das &#8220;j\u00fanior&#8221; ou      &#8220;standard&#8221;, com tubo de 70 a 90 cm, e arp\u00e3o n\u00e3o superior a 1,20      m, para melhorar maneabilidade. Para os tiros dados por cima, ou para os sargos,      uso muito o pentadente. Geralmente pode usar-se o tridente, sendo o arp\u00e3o      taitiano tamb\u00e9m eficaz, com a vantagem de segurar melhor a tal corvina !<\/p>\n<p>A faca deve colocar-se no interior da perna para n\u00e3o empe\u00e7ar na alga. Como      o uso de b\u00f3ia \u00e9 problem\u00e1tico, aconselho para as afli\u00e7\u00f5es, uma pequena b\u00f3ia      feita com flutuadores de esferovite, redondos, ou com duas pequenas b\u00f3ias      de rede ou aparelho, unidas com araldite e uma caneta ou tubo pl\u00e1stico, r\u00edgido,      de pequeno di\u00e2metro e uns 10 cm de comprido, onde enrolaremos uns metros de      fio fino, de pesca, e uma chumbada de 100 ou 150 gr. Entala-se no casaco ou      cinto se necess\u00e1rio solta-se e desenrola-se de imediato, sozinha, temos assim      a localiza\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia!<\/p>\n<p>O tubo respirador deve ser anat\u00f4mico, dos que envolvem a cabe\u00e7a e se fixam      \u00e0 m\u00e1scara na nuca. A lanterna deve ser colocada atravessada na rabeira do      fato, pela frente, estando segura e \u00e0 m\u00e3o, sem empe\u00e7ar a nossa progress\u00e3o      discreta pelo meio da alga. A m\u00e1scara inteira, denominada na g\u00edria de &#8220;aqu\u00e1rio&#8221;,      de grande visibilidade e dada a pouca profundidade em que se efetua esta ca\u00e7a,      \u00e9 a mais adequada. Se o fato se confundir com a alga, melhor. Aconselho camuflados,      verde amarelo, ou caqui.<\/p>\n<p>As barbatanas muito longas, r\u00edgidas e de cores vivas s\u00e3o de evitar por dificultarem      os movimentos e espantarem o peixe.<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a na Praia<\/strong><\/p>\n<p>De entre as muitas formas que h\u00e1 de ca\u00e7ar, complementando as memor\u00e1veis jornadas,      por mares dos A\u00e7ores ou Mo\u00e7ambique, n\u00e3o deixarei, muito justamente, de lembrar      as nossas ca\u00e7adas que se aparentemente menos ambiciosas, n\u00e3o deixar\u00e3o por      outras raz\u00f5es de ser tamb\u00e9m memor\u00e1veis. A modesta sa\u00edda da praia, pode constituir      uma solu\u00e7\u00e3o \u00f3tima e at\u00e9 revelar-se magn\u00edfica&#8230;Tentarei aqui dar algumas pistas.<\/p>\n<p><strong>Uma expedi\u00e7\u00e3o destas come\u00e7a de forma bem simples, com um mapa que      nos informe e localize as praias:<\/strong> quanto mais afastadas e desertas      melhor. Em qualquer mapa \u00e9 poss\u00edvel ver se h\u00e1 pe\u00f5es, pontas, se a costa \u00e9      rochosa e obter outras informa\u00e7\u00f5es. Depois uma jornada no Portugal-fora-de-estrada,      vamos no local procurar o que nos interessa, estudando a costa, pontos de      interesse e acessos.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 sabemos a costa d\u00e1-nos uma id\u00e9ia dos fundos e estes, uma previs\u00e3o      do peixe que podemos encontrar. Fal\u00e9sias com grandes blocos e amontoados de      pedra partida, com reentr\u00e2ncias, pontas e escolhos, t\u00e3o comuns na nossa costa      s\u00e3o o terreno de ca\u00e7a ideal, onde muitas vezes se localizam pequenas praias,      aten\u00e7\u00e3o \u00e0 mar\u00e9! Praias extensas de areal nu, s\u00e3o suspeitas. Se houver fal\u00e9sia      ou dunas podemos identificar a exist\u00eancia de manchas de pedra ou algas, sendo      estas arrojadas \u00e0 praia. <\/p>\n<p><strong>Se n\u00e3o houver ind\u00edcios ou meios de os verificar, o simples exame      da zona de rebenta\u00e7\u00e3o nos dar\u00e1 informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> Conchas de mexilh\u00e3o \u00e9      bom; am\u00eaijoas; berbig\u00e3o; cadelinhas e outros bivalves do tipo; \u00e9 mau. Ouri\u00e7os      e laminarias, s\u00e3o ind\u00edcio seguro de pedra. As vinagreiras com reservas, sozinhas,      nada, juntas a outros, bom. Molhos de possid\u00f3nios e zoostera, algas curtas      e verdes, s\u00e3o mau ind\u00edcio. Quero com isto dizer, mau ind\u00edcio de inexist\u00eancia      de pedra ou est\u00e1 a ser muito rasa e dispersa, mas, h\u00e1 que contar com raias,      ca\u00e7\u00f5es e at\u00e9 corvinas, nas \u00e9pocas pr\u00f3prias de in\u00edcio e fim de Ver\u00e3o, respectivamente;      chocos; linguados e outros peixes chatos; polvos; os pr\u00f3prios bivalves que      tanto atraem estes; santolas na areia e mesmo robalos.<\/p>\n<p><strong>Caso haja, na pr\u00f3pria praia, aflora\u00e7\u00f5es de rochas, importantes com      falhas e outros acidentes, vamos encontr\u00e1-las na \u00e1gua como na praia e a\u00ed achar      os peixes de areia e de rocha:<\/strong> sargos, robalos e todo o nosso plantel      habitual. Se as aflora\u00e7\u00f5es forem como folhas na vertical, de pedra escura      e dura, partindo-se em finas placas, o fundo ser\u00e1 mais fraco. Se forem como      que grandes mesas de pedra mais mole e amarelada, haver\u00e1 fortes probabilidades      de as irmos encontrar sob a \u00e1gua, aquilo a que chamamos &#8220;laj\u00f5es&#8221;,      que s\u00e3o estas rochas, semeadas na areia de forma solta ou em forma\u00e7\u00f5es, mas      a \u00e1gua cavou-lhe por baixo, enormes fendas e sal\u00f5es que s\u00e3o o para\u00edso para      os peixes como sargos, robalos, safios, douradas, etc. Identificado o local      e os pontos de interesse, conv\u00e9m estudar os pontos de entrada e sa\u00edda, depois      com mais ou menos escaladas e penar por areias, vamos \u00e0 a\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>\u00c9 uma t\u00e9cnica de ca\u00e7a que deve ser entendida como de busca, pois sendo a      desloca\u00e7\u00e3o feita \u00e0 barbatana, temos por um lado menos terreno para bater mas      por outro lado, todo o interesse em faz\u00ea-lo met\u00f3dica e exaustivamente, espreitando      todos os buraquinhos, fazendo &#8220;agachons&#8221; em todo o relevo, n\u00e3o deixando      de explorar todas as hip\u00f3teses; como a ca\u00e7a \u00e9 uma atividade de insist\u00eancia,      em que esta torna a mestra, teremos os frutos de acordo com toda a prepara\u00e7\u00e3o      e empenho.<\/p>\n<p>Depois de identificadas as dificuldades, como corrente e rebenta\u00e7\u00e3o que marcar\u00e3o      o sentido de desloca\u00e7\u00e3o e regresso, ca\u00e7aremos em ziguezague, cruzando todo      o campo de ca\u00e7a. O equipamento n\u00e3o deve ser descurado, pois ele depender\u00e1      em boa parte o sucesso. <\/p>\n<p><strong>Temos de o limitar por raz\u00f5es de esfor\u00e7o mas deveremos prever algumas      situa\u00e7\u00f5es: <\/strong>a b\u00f3ia \u00e9 indispens\u00e1vel para sinaliza\u00e7\u00e3o e agora como ponto      de apoio e transporte de material e presas. Um saco de rede para marisco &#8211;      lavagantes, navalheiras, santolas e bivalves s\u00e3o de esperar. Duas armas s\u00e3o      de aconselhar, uma &#8220;j\u00fanior&#8221; para buracos e alga e conforme a previs\u00e3o,      uma &#8220;luxo&#8221; para \u00e1gua livre mas que pode ainda servir para grandes      laj\u00f5es, ou uma &#8220;standard&#8221; menos especializada mas que d\u00e1 para tudo.      As duas armas n\u00e3o s\u00f3 permitem uma ca\u00e7a especializada como ainda dobrar um      grande safio ou se substituem por alguma avaria ou perda de arp\u00e3o. Prefiro      a combina\u00e7\u00e3o &#8220;luxo-j\u00fanior&#8221;, mas se vemos que o fundo \u00e9 predominantemente      constitu\u00eddo por pedra partida e a ca\u00e7a no buraco de prever, a &#8220;standard&#8221;      ser\u00e1 de preferir \u00e0 de &#8220;luxo&#8221;. Na b\u00f3ia colocar ainda um enfi\u00e3o para      comodidade \u00f3bvia, e por via das d\u00favidas uma lanterna.<\/p>\n<p>O restante equipamento ser\u00e1 o normal, mas mesmo que a \u00e1gua esteja fria n\u00e3o      aconselho nesta ca\u00e7a fato muito espesso nem colete, que obriga a mais lastro,      o que se torna pesado e cansativo e ainda porque vamos nadar bastante o que      provoca calor e \u00e9 desconfort\u00e1vel. Nestas jornadas a presen\u00e7a de um companheiro      \u00e9 particularmente interessante e podem os dois usar uma s\u00f3 b\u00f3ia, transportando      tudo e puxada \u00e0 vez.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m neste caso combinar bem a estrat\u00e9gia e o caminho a seguir, sem esquecer      que quem leva a b\u00f3ia marca o ritmo e o caminho. <\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a \u00e0 \u00cdndio<\/strong><\/p>\n<p>Outra t\u00e9cnica de ca\u00e7a, misturando \u00e0s j\u00e1 antes descritas, e muito utilizada,      \u00e9 a chamada &#8220;\u00e0 \u00edndio&#8221;, pressupondo uma analogia com as t\u00e9cnicas      terrestres de ca\u00e7a de aproxima\u00e7\u00e3o muito praticadas por ca\u00e7adores usando, como      o ca\u00e7ador submarino, as suas capacidades e armas menos sofisticadas.<\/p>\n<p><strong>Esta t\u00e9cnica acaba por ser muit\u00edssimo complexa e exigir do ca\u00e7ador,      bons conhecimentos dos locais, fundo em geral e h\u00e1bitos e comportamentos dos      peixes, assim como bons dotes f\u00edsicos e sobretudo apn\u00e9ia:<\/strong> trata-se      de evoluir pelo fundo, colado a ele, como que rastejando, sem alertar o peixe.      Esta t\u00e9cnica \u00e9 uma das minhas favoritas, quase que diria, que \u00e9 como ca\u00e7ar      de salto, executa-se com quase todo o tipo de condi\u00e7\u00f5es e profundidade, desde      que, conhecedores do fundo e h\u00e1bitos do peixe, possamos prever onde este est\u00e1..      O tipo de fundo ideal, independentemente da profundidade \u00e9 o que seja acidentado,      com vales, pedras amontoadas e todo o tipo de obst\u00e1culos que nos possam ajudar      a progredir escondendo-nos ou pelo menos disfar\u00e7ando-nos. O ca\u00e7ador mergulha      antes do local onde adivinhe ou tenha visto o peixe, que se abrigue, repouse      ou alimente, e desliza rente ao fundo nessa dire\u00e7\u00e3o, de forma lenta e silenciosa      para n\u00e3o alertar as suas presas, disfar\u00e7ando com a lentid\u00e3o e ritmo as suas      reais inten\u00e7\u00f5es. \u00c9 muito costume nem sequer nadar, deixando as barbatanas      im\u00f3veis e estendidas para tr\u00e1s, impulsionamo-nos com a m\u00e3o livre, mantendo      o bra\u00e7o armado estendido mas rente ao fundo e disfar\u00e7ando o tal efeito de      espadarte de que j\u00e1 falei. Esta progress\u00e3o faz-se sempre cosido com o fundo,      escolhendo os obst\u00e1culos naturais, como sejam, depress\u00f5es, vales, lombas,      pedras, algas, que nos escondam. <\/p>\n<p>Fazem-se pequenas paragens e curtas esperas, passa-se por debaixo de pedras      furadas, sempre atento ao avisar de um peixe que surpreendemos em descanso,      outro atra\u00eddo pelo movimento que sentiu, outros ainda, distra\u00eddos a mariscar.      Como se entende adivinham-se apn\u00e9ias muito longas.<\/p>\n<p>Em zonas conhecidas \u00e9 f\u00e1cil referenciarmos o peixe, em zonas novas teremos      de Ter a sensibilidade para adivinhar, atrav\u00e9s do conhecimento de fundo e      h\u00e1bitos do peixe, a sua presen\u00e7a e as queren\u00e7as. Na mar\u00e9 cheia e onde haja      rebenta\u00e7\u00e3o espraiada em ba\u00edas, escolhos e outros acidentes sobretudo com pedra      e comida, \u00e9 uma t\u00e9cnica excelente para surpreender os mariscadores, douradas      e sargos, como os ca\u00e7adores robalos e anchovas ou as salemas e tainhas pastando      o limo. <\/p>\n<p>Na mar\u00e9 vazia iremos para fora, voltear o fundo, contornado pe\u00f5es e vales,      surpreendendo e atraindo bode\u00f5es, robalos, sargos e badejos. Podemos facilmente      combinar esta t\u00e9cnica com a cal\u00e7a ao buraco ou \u00e0 espera, sendo uma excelente      forma de conhecer e investigar o fundo, ajudando a localizar os bons postos      ou buracos.<\/p>\n<p>Se a \u00e1gua estiver suja \u00e9 mesmo a t\u00e9cnica mais aconselh\u00e1vel e na minha opini\u00e3o      a mais rendosa, entremeando-a com esperas. O peixe pode ser detectado \u00e0 vista      e aproximado pelo fundo, de forma muito subtil se este for prop\u00edcio, com mais      certeza do que da superf\u00edcie e em queda vertical. Tamb\u00e9m podemos aproximarmo-nos      desta forma, de um local para o emboscar na sua passagem, o que, para os pargos,      por exemplo, \u00e9 muito eficaz. Ainda desde modo podemos fazer da sua toca os      bode\u00f5es e outros peixes territoriais como meros e garoupas, ou atrair a aten\u00e7\u00e3o      dos ca\u00e7adores robalos, anchovas, corvinas&#8230;<\/p>\n<p>Nesta t\u00e9cnica o material n\u00e3o precisa de grande especializa\u00e7\u00e3o, todavia aconselho      um lastro que nos mantenha no fundo, luvas, uma m\u00e1scara dessas tipo &#8220;aqu\u00e1rio&#8221;      de incompar\u00e1vel panor\u00e2mica e uma arma &#8220;standard&#8221; ou &#8220;luxo&#8221;      consoante a limpidez da \u00e1gua seja maior ou menor aberta. No primeiro caso      o tridente ou pentadente s\u00e3o de preferir. <\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a \u00e0 Espera<\/strong><\/p>\n<p>Se a ca\u00e7a no buraco \u00e9 uma forma imediata de ca\u00e7ar, em que os progressos ser\u00e3o      r\u00e1pidos, a ca\u00e7a \u00e0 espera, pelo contr\u00e1rio, leva mais tempo a aperfei\u00e7oar at\u00e9      porque, exige mais conhecimentos do fundo e dos peixes. Trata-se de esperar      que o peixe nos passe a tiro, atraindo-o emboscando-o, o que desde j\u00e1, deixa      entrever da dificuldade da empresa!<\/p>\n<p><strong>Todos vimos j\u00e1 que o peixe freq\u00fcenta certos locais ou passa por determinados      s\u00edtios:<\/strong> quando mergulhamos eles desaparecem e deixam-nos, ca\u00e7ador      ou observador, no fundo, a olhar para um deserto depois, viramo-nos para subir      e vemos que esteve um peixe ou mesmo um cardume atr\u00e1s de uma pedra, nas nossas      costas, a observar-nos! Se os atra\u00edmos sem querer, porque n\u00e3o faz\u00ea-lo intencionalmente?<\/p>\n<p><strong>A primeira grande premissa \u00e9 o perfeito dom\u00ednio do gesto, ou seja,      uma irrepreens\u00edvel t\u00e9cnica de mergulho que nos permita movimentar como peixe      na \u00e1gua, dominando o equipamento e a n\u00f3s pr\u00f3prios naquilo que designamos por      aquaticidade e que \u00e9 s\u00f3 poss\u00edvel a mergulhadores treinados e experientes<\/strong>:      sobriedade de movimentos e ru\u00eddos ao m\u00ednimo, o peixe deve ser atra\u00eddo pelo      invulgar do nosso volume e forma, n\u00e3o espantado por um comportamento que al\u00e9m      de invulgar ser\u00e1 alarmante. Lembremos que o peixe tem padr\u00f5es de comportamento      t\u00e3o mais r\u00edgidos quanto mais simples ele \u00e9, o que quer dizer que ser\u00e3o sempre      os mesmos e que conv\u00e9m observar e reter. <\/p>\n<p><strong>Para isto concorre ainda, um equipamento discreto na cor que, como      j\u00e1 disse, \u00e9 um fator de aviso importante:<\/strong> fato e demais componentes      de cor discreta e tanto quanto poss\u00edvel mim\u00e9tica ajudando o ca\u00e7ador a ser      menos vis\u00edvel, o que estimula a curiosidade do peixe.<\/p>\n<p>O segundo ponto \u00e9 o local e a sua escolha. Consoante o tipo de peixe e de      fundo assim vamos agir, \u00e9 necess\u00e1rio observar o que \u00e9 que o peixe anda a fazer,      se voga, se se alimenta e neste caso se ca\u00e7a ou marisca. Logo daqui se depreende      a dificuldade desta t\u00e9cnica que abriga a um bom conhecimento do local ou,      pelo menos, dos movimentos do peixe com a mar\u00e9 e h\u00e1bitos alimentares ou defesas.      O peixe que voga, na \u00e9poca da reprodu\u00e7\u00e3o, anda alheio e \u00e9 de simples aproxima\u00e7\u00e3o      mas, menos de atrair. Se voga entre mar\u00e9s esperando a hora de comer ou em      busca de ref\u00fagio pode ser atra\u00eddo explorando-lhe a curiosidade ou cortando-lhe      o caminho, uma vez descoberta a sua queren\u00e7a que \u00e9 o caminho que habitualmente      torna em busca de ref\u00fagio ou no seu deambular, uma r\u00e1pida observa\u00e7\u00e3o do sentido      em que se desloca, para onde foge e de onde vem, imp\u00f5e-se. Depois, \u00e9 eleger      um ponto de espera discreto e escondido, virado no tal sentido a aguardar!      Inclusive, h\u00e1 que considerar as situa\u00e7\u00f5es em que o peixe n\u00e3o se v\u00ea mas &#8220;anda      por ali&#8221; e, o ca\u00e7ador sente-o. Sensa\u00e7\u00e3o esta que n\u00e3o sou capaz de a explicar      e, se calhar, ningu\u00e9m o consegue, salvo a reconhecer das condi\u00e7\u00f5es ideais      de comida, abrigo e fundo, em geral, favor\u00e1veis que o ca\u00e7ador, inconscientemente,      reconhece. Quando se alimenta, e sabemos que o faz preferencialmente na mar\u00e9      cheia, depende se marisca, isto \u00e9 se se alimenta de organismos nas rochas      \/ fundo ou se ca\u00e7a de emboscada ou ativamente. Aqui, o conhecimento intr\u00ednseco      de cada esp\u00e9cie e local, \u00e9 preponderante e apan\u00e1gio de ca\u00e7adores com experi\u00eancia.<\/p>\n<p>O peixe mariscador \u00e9 o mais dif\u00edcil de atrair. O ideal, ser\u00e1 perceber qual      o sentido da sua desloca\u00e7\u00e3o e escondermo-nos perto dos locais onde est\u00e1 a      comida, esperando-o a\u00ed ou na aproxima\u00e7\u00e3o da comedoria. O peixe ser\u00e1 mais atra\u00eddo      pela nossa presen\u00e7a, vindo ele investigar um sempre poss\u00edvel competidor ou      fonte de alimento. Se \u00e9 ca\u00e7ador ativo como o robalo ser\u00e1 a presa cl\u00e1ssica      desta t\u00e9cnica, se \u00e9 ca\u00e7ador de emboscada, como o mero ser\u00e1 mais dif\u00edcil mas      ainda vulner\u00e1vel, pois estes s\u00e3o por norma muito mais territoriais. <\/p>\n<p><strong>Uma boa espera, tanto mais proveitosa quanto experi\u00eancia e dom\u00ednio      da t\u00e9cnica, como material adequado, come\u00e7a pela escolha do local:<\/strong>      Pode fazer-se a espera deitado na areia, simplesmente, mas os locais mais      produtivos s\u00e3o os fundos rochosos, acidentados, e que permitam, simultaneamente,      ao peixe evoluir escondido, portanto mais confiante, e ao ca\u00e7ador emboscar-se      sendo este sentido por aquele mas n\u00e3o visionado e portanto suscitando curiosidade.    <\/p>\n<p><strong>A espera faz-se em termos gerais: <\/strong>sabendo que peixe esperamos,      usando alguma t\u00e9cnica ou cuidado especial, ou generalizando se for o contr\u00e1rio,      sabendo se o peixe voga, est\u00e1 abrigado ou se se alimenta, o peixe voga se      o mar est\u00e1 agitado ou em \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o, ou alimenta-se em cardume e      plena \u00e1gua.<\/p>\n<p>Ainda entre mar\u00e9s sobretudo na vazante, quando o peixe de \u00e1gua livre ganha      o largo e o da pedra tende a entocar. Estar\u00e1 em estado de se abrigar se, a      mar\u00e9 for baixa, e, aten\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de grandes ou &#8220;superpredadores&#8221;,      falo de robalos, anchovas, carang\u00eddeos, meros, corvinas, tubar\u00f5es e at\u00e9 roazes,      que fazem tamb\u00e9m entocar peixe. A profundidade influi no comportamento do      peixe. Devemos virar as costas \u00e0 corrente, o peixe tende a nadar contra ela,      que lhe tr\u00e1s alimento e foge a favor o que o ajuda a escapar, portanto devemos      t\u00ea-la &#8220;na cara&#8221;.<\/p>\n<p>Se houver uma massa rochosa importante ou algum acidente no fundo, colocamo-nos      virados para fora deste. Se houver reentr\u00e2ncias, falhas ou pedras isoladas,      ser\u00e3o \u00f3timos pontos para nos emboscarmos, inclusive debaixo das pedras. Tanto      os altos como os baixos fundos s\u00e3o eleg\u00edveis, aqueles atingem-se mergulhando      na vertical, escolhendo-os da superf\u00edcie e atrav\u00e9s de meios mergulhos de verifica\u00e7\u00e3o;      estes mergulhando antes e deslocando-nos pelo fundo at\u00e9 eles, pois de outra      forma o poss\u00edvel espadanar e agita\u00e7\u00e3o do &#8220;pato&#8221; ser\u00e1 um fator de      perturba\u00e7\u00e3o.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>As esquinas ou virar de pontas ou pedras submersas s\u00e3o outros excelentes      pontos de espera:<\/strong> aqui especificamente se far\u00e3o esperas, com o corpo      meio erguido, virados para o azul, esperando o aproximar do peixe que por      ali vogue, ou nos emboscaremos atr\u00e1s da esquina, surpreendendo os peixes que      n\u00e3o nos v\u00eaem. No posto de espera a imobilidade deve ser absoluta, bem como      o sil\u00eancio, tudo come\u00e7a \u00e0 superf\u00edcie; aproxima\u00e7\u00e3o deve ser feita na maior      descri\u00e7\u00e3o, a nata\u00e7\u00e3o silenciosa, o pato perfeito. Nesta altura a \u00e1gua que      entra no tubo e borbulha pode ser evitada, tirando o tubo da boca, ou mais      f\u00e1cil e pr\u00e1tico, apenas abrindo-a sem largar o tubo, que se enche de \u00e1gua      sem ru\u00eddo nem bolhas.<\/p>\n<p>Podemos optar por nos dirigirmos para o posto mergulhando na vertical ou      melhor, mergulhando uns metros antes e nadando pelo fundo, sempre discretos.      O bra\u00e7o flexionado, n\u00e3o agressivamente esticado com a arma em riste. <\/p>\n<p><strong>Ali\u00e1s, a arma e o seu empunhar s\u00e3o muito importantes: <\/strong>a      espingarda nesta t\u00e9cnica deve ser entendida como fundamental, sobretudo porque      o peixe dela desconfia. \u00c9 agressiva e denunciadora, como tal deve ser disfar\u00e7ada.    <\/p>\n<p><strong>Primeiro encost\u00e1-la ao corpo a n\u00e3o a separar deste, evitando ser      como o rosto de um espadarte, depois encost\u00e1-la ao relevo como se fosse parte      do fundo ou um seu acidente, \u00e9 essencial imobilidade absoluta:<\/strong> os      peixes decoram os acidentes &#8220;arbalete&#8221; tem de estar im\u00f3vel. Posso      arriscar a informa\u00e7\u00e3o de que se o peixe exige imobilidade na aproxima\u00e7\u00e3o,      ao entrar, tolera um pequeno movimento, a ajustar a pontaria, quando se afasta.      Ali\u00e1s o tiro \u00e9 fundamental na ca\u00e7a \u00e0 espera, ao contr\u00e1rio do geral em que      se faz de instinto, este \u00e9 quase sempre apontando, pedindo calma e pontaria.      Como se faz? Pois, tra\u00e7ando uma linha imagin\u00e1ria ponta-do-arp\u00e3o-peixe. Se      percebermos que apontamos o dedo de uma forma absolutamente natural, e, que      a espingarda \u00e9 o prolongamento sete, os tiros ser\u00e3o \u00f3bvios. Ali\u00e1s o tiro aqui      \u00e9 sempre apontado, pois o peixe deixa escolher e para que n\u00e3o se espantem      os outros conv\u00e9m segur\u00e1-lo bem, sen\u00e3o, mat\u00e1-lo logo. O tiro mortal \u00e9 na cabe\u00e7a,      atr\u00e1s do olho ou por cima da barbatana peitoral, na linha que acompanha a      &#8220;espinha&#8221;. Se pudermos esconder a m\u00e1scara e olhos, melhor, h\u00e1 quem      diga que os nos traem ou que o espelhar do vidro da m\u00e1scara espanta o peixe,      o certo \u00e9 que algo h\u00e1 que por vezes dificulta a aproxima\u00e7\u00e3o, na falta de vidro      anti-reflexo, a m\u00e3o a tapar a m\u00e1scara \u00e9 cl\u00e1ssico. As barbatanas leves e que      se levantam ou agitam com a for\u00e7a do mar s\u00e3o outro empecilho, pelo que \u00e9 vantajoso      usar pesos nos tornozelos nesta ca\u00e7a espec\u00edfica.<\/p>\n<p>O lastro deve ser, no geral, superior ao usual, pois esta ca\u00e7a exigindo imobilidade      \u00e9 praticada normalmente a profundidades m\u00e9dias ou baixas e em zonas de movimento      de \u00e1gua, conv\u00e9m estar pesado, e ainda, porque o fato deve ser mais espesso      ou usar-se um colete. Sendo uma ca\u00e7a de espera em que a imobilidade \u00e9 fundamental,      o frio \u00e9 de esperar e que, para al\u00e9m do desconforto, diminui a apn\u00e9ia, que      em termos f\u00edsicos \u00e9 quesito fundamental que \u00e9 de prever. Esta t\u00e9cnica pede      prolongadas perman\u00eancias no fundo, im\u00f3vel, \u00e0 espera que o peixe passe a tiro!    <\/p>\n<p><strong>A ca\u00e7a de espera pode realizar-se com maior proveito em condi\u00e7\u00f5es      de visibilidade fraca, pois o peixe tem de aproximar-se para ver; se a \u00e1gua      estiver mais limpa, entra menos pois pode-nos estudar a maior dist\u00e2ncia, o      que quer dizer:<\/strong> quanto mais limpa a \u00e1gua, mais e melhor, teremos      de nos esconder. A finalizar, ainda, uma palavra para a arma, que deve ser      preparada para tiros compridos e certeiros. Preferindo eu as de luxo ou super-luxo,      com el\u00e1sticos macios e progressivos, que provocam, menos desvios na pontaria      e transmitem ao arp\u00e3o maior energia de modo a ir mais longe. Este deve ser      longo e leve, para tirar partido dos el\u00e1sticos, em que a velocidade inicial      \u00e9 melhor e o comprimento influi na precis\u00e3o na raz\u00e3o direta, al\u00e9m de diminuir      a dist\u00e2ncia ao peixe. <\/p>\n<p>Se em local mais agitado, uma standard serve, sempre com a condi\u00e7\u00e3o de ter      el\u00e1sticos progressivos e arp\u00e3o longo. <\/p>\n<p><strong>O arp\u00e3o de 6mm deve ter a seguinte correspond\u00eancia ao tubo: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Arma Super Luxo &#8211;<\/strong> (Arp\u00e3o 6,5 mm por causa do varejar)        &#8211; Tubo 1,20 m e arp\u00e3o 1,70 m<strong><br \/>\n       Arma Luxo &#8211;<\/strong> Tubo 1,0 m e arp\u00e3o 1,50 m<strong><br \/>\n       Arma Standard &#8211;<\/strong> Tubo 0,90 m e arp\u00e3o 1,40 m ou 1,30 m <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O carreto, \u00e9 nesta circunst\u00e2ncia de grande valia, ca\u00e7ando fundo ou a peixe      de maior porte, enquanto que um fio ou mangueira atr\u00e1s de n\u00f3s \u00e9 francamente      de evitar. <\/p>\n<p><strong>Para mim os grandes peixes de ca\u00e7a de espera ou &#8220;agachon&#8221;      s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>O Robalo &#8211; <\/strong>Ca\u00e7ador de \u00e1gua livre, a atrair com uma espera        franca na espuma e \u00e1gua agitada, mesmo com meio metro de \u00e1gua, onde maior        for o reboli\u00e7o.<strong><br \/>\n       A Dourada &#8211;<\/strong> Nos bancos de mexilh\u00e3o e outras comidas, em fal\u00e9sias        e, em geral, vogando entre pedra e mar aberto.<strong><br \/>\n       O Pargo &#8211; <\/strong>Ca\u00e7ando perto de terra, um eterno desafio, normalmente        fundo em grandes laj\u00f5es ou calhaus, a pedir um mimetismo e imobilidade absolutos.<strong><br \/>\n       O L\u00edrio &#8211;<\/strong> Vogando ou ca\u00e7ando, de formas nobre e como tal previs\u00edvel,        atra\u00eddo pela sua nobreza , a indagar da nossa presen\u00e7a. Entra bem se nos        destacarmos um pouco da pedra, soerguendo meio corpo.<strong><br \/>\n       Anchova &#8211;<\/strong> Voraz ca\u00e7ador, dif\u00edcil, mas presa f\u00e1cil da sua agressividade,        sobretudo se nos escondermos totalmente e com algum cardume de peixe mi\u00fado        \u00e0 volta.<strong><br \/>\n       O Enxar\u00e9u &#8211;<\/strong> que entra a um &#8220;agachon&#8221; perfeito de imobilidade.<strong><br \/>\n       As Salemas e Badejos &#8211;<\/strong> Numa perspectiva mais modesta s\u00e3o-no ainda        como os sargos sobretudo se em cardume, quando se alimentam junto ao fundo        ou na sua passagem.<strong><br \/>\n       As tainhas &#8211;<\/strong> Quando andam &#8220;amajoadas&#8221; isto \u00e9, em cardume,        s\u00e3o particularmente atra\u00eddas e, afinal, todo e qualquer peixe, pois se at\u00e9        um tubar\u00e3o capturamos ao &#8220;agachon&#8221;! <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Afinal, a ca\u00e7a \u00e9 exatamente isto:<\/strong> emboscar e esperar a presa!      Existe algo de novo aqui, debaixo do sol?<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a \u00e0 Boleia <\/strong><\/p>\n<p>No meio da ca\u00e7a submarina Rolando Oliveira \u00e9 conhecido como inventor, adaptador      e fabricante de novos utens\u00edlios para otimizar a pr\u00e1tica da modalidade. Desta      vez fomos como usa e como adaptou uma &#8220;scooter&#8221; de superf\u00edcie para      a ca\u00e7a submarina.<\/p>\n<p>Durante a viagem at\u00e9 ao local de ensaio, inevitavelmente fui &#8220;disparando&#8221;      in\u00fameras perguntas ao ca\u00e7ador setubalense sobre este ve\u00edculo aqu\u00e1tico. Quais      as capacidades desta m\u00e1quina, as suas limita\u00e7\u00f5es e as performances mais fant\u00e1sticas.    <\/p>\n<p><strong>Em primeiro lugar, e para compreender melhor at\u00e9 onde pode ir com      esta alternativa, apresento as caracter\u00edsticas desta &#8220;scooter&#8221; aqu\u00e1tica:      <\/strong>peso &#8211; cerca de 4 kg, dep\u00f3sito de combust\u00edvel &#8211; 2 litros, autonomia      &#8211; 2,5\/3 horas, pot\u00eancia &#8211; 2 cv, alimenta\u00e7\u00e3o &#8211; mistura (super + \u00f3leo), velocidade      &#8211; 2-3 n\u00f3s. Se j\u00e1 memorizou as capacidades desta m\u00e1quina, poder\u00e1 rapidamente      compreender que este ve\u00edculo se transporta por cima das pedras sem grandes      dificuldades, ou ao longo de uma praia. Com este aparelho pode ir ao longo      da costa, sem nadar, quer isto dizer, sem se cansar, observando o fundo e      ca\u00e7ando ao mesmo tempo. Se o local apresentar alguma corrente, com este sistema      esse problema, que o poderia limitar nas suas desloca\u00e7\u00f5es, deixou de ser uma      preocupa\u00e7\u00e3o. Segundo Rolando Oliveira, quando se ca\u00e7a em zonas de corrente,      o ideal \u00e9 viajar sempre contra a for\u00e7a da \u00e1gua, caso a &#8220;scooter&#8221;      falhe, tem sempre a possibilidade de voltar para tr\u00e1s com a ajuda da corrente.      Esta &#8220;mota&#8221; de \u00e1gua que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o silenciosa como se poderia pensar      \u00e0 primeira vista, tem ainda, a vantagem de servir de \u00f3timo utens\u00edlio para      entocar sargos. Salvaguardando que s\u00f3 em casos muito concretos e apenas quando      se sabe o que se est\u00e1 a fazer, esta situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 acontecer.<\/p>\n<p>&#8220;Em zonas de baixa profundidade em que \u00e9 imposs\u00edvel, ou dif\u00edcil ir com      barco, e se algum cardume de sargos andar por perto e com predisposi\u00e7\u00e3o para      entocar, a &#8220;scooter&#8221; poder\u00e1 ser extremamente \u00fatil&#8221;, continua      &#8220;como esta m\u00e1quina \u00e9 barulhenta, em vez de andarmos n\u00f3s a fazer barulho,      a gesticular e a dar tiros para entocar o peixe, podemos, da superf\u00edcie, controlar      a situa\u00e7\u00e3o fazendo alguns c\u00edrculos em volta da zona pretendida&#8221;. Na parte      dianteira foi colocado um carreto, al\u00e9m de v\u00e1rias dezenas de metros, possui      numa das extremidades um pequeno ancorete. Na parte posterior da &#8220;scooter&#8221;      foi colocado um cabo com um destorcedor que ir\u00e1 servir de liga\u00e7\u00e3o a uma b\u00f3ia.      O cabo tem cerca de 2 metros e termina com uma b\u00f3ia tipo defensa. Na extremidade      e atrav\u00e9s de um mosquet\u00e3o, \u00e9 colocado um enfi\u00e3o porta peixe. Esta b\u00f3ia, al\u00e9m      de servir como mais um ponto de sinaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 um \u00f3timo apoio para fazer reboques.      &#8220;Nos A\u00e7ores j\u00e1 vieram mais dois ca\u00e7adores a reboque eu m enfi\u00e3o com cerca      de 70 quilos de peixe&#8221; conta-nos Rolando Oliveira, mais uma vez, ficando      demonstradas as capacidades do seu aparelho. &#8220;Quando vou para os A\u00e7ores      levo a &#8220;scooter&#8221; sempre comigo. Alugo um carro e todos os dias entro      em locais diferentes. Vou contra a corrente e venho a favor da mesma. Como      as \u00e1guas s\u00e3o limpas este ve\u00edculo n\u00e3o podia ser melhor&#8221;. Para evitar a      entrada de \u00e1gua na zona de alimenta\u00e7\u00e3o do ar, Rolando Oliveira adaptou ainda      um tubo, tipo traqu\u00e9ia, na extremidade do &#8220;snorkel&#8221;. Este tubo de      respira\u00e7\u00e3o pode servir ainda como local de apoio \u00e0s bandeiras de sinaliza\u00e7\u00e3o      de mergulhador.<\/p>\n<p>Num dia de ca\u00e7a normal este meios de transporte serve perfeitamente para      dois ca\u00e7adores. Se por qualquer motivo, intencional, ou n\u00e3o, largar a &#8220;scooter&#8221;,      mesmo que esta se encontre a trabalhar, passa automaticamente para a sua velocidade      mais baixa e come\u00e7a a descrever um circulo com um di\u00e2metro de 20 metros aproximadamente.      Isto acontece devido \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de posicionamento da h\u00e9lice. Mesmo para      quem tem barco, esta m\u00e1quina pode revelar-se bastante \u00fatil. &#8220;Por vezes,      vou \u00e0s santolas para a as zonas de areia e alguma corrente. At\u00e9 \u00e0 \u00e1rea pretendida      vou de barco, depois salto para a \u00e1gua e reboco o semi-r\u00edgido com a &#8220;scooter&#8221;,      ao mesmo tempo vou vislumbrando as santolas no fundo&#8221;. Outros ca\u00e7adores      rebocam pranchas, algumas de fabrico pr\u00f3prio, outras comercializadas em diversas      lojas do nosso pa\u00eds. Al\u00e9m de facilitar um dia de &#8220;ca\u00e7a a partir da pedra&#8221;      esta &#8220;scooter&#8221; j\u00e1 foi utilizada em competi\u00e7\u00f5es internacionais. <\/p>\n<p>No mundial de Palma de Maiorca as equipas de Fran\u00e7a e It\u00e1lia serviram-se      de &#8220;motas&#8221; como esta para realizarem os seus trabalhos de prospec\u00e7\u00e3o      em fundos de baixa profundidade. Aten\u00e7\u00e3o que esta &#8220;scooter&#8221; \u00e9 de      superf\u00edcie, existem outras m\u00e1quinas que fazem trabalho semelhante mas que      t\u00eam, no entanto, as suas desvantagens, como por exemplo, autonomia muito mais      reduzida. Por outro lado, t\u00eam duas caracter\u00edsticas muito boas, como sejam      o poder de submergir at\u00e9 profundidades consider\u00e1veis e serem silenciosas.      No mercado nacional existem diversas marcas de &#8220;scooters&#8221; submarinas.    <\/p>\n<p><strong>Folha Morta <\/strong><\/p>\n<p>Muitas vezes, no meio da descida, o ca\u00e7ador visualiza o peixe no fundo do      mar. A partir deste momento ele deve come\u00e7ar a bater os p\u00e9s de forma mais      lenta poss\u00edvel, com o m\u00ednimo de barulho e movimentos.<\/p>\n<p>Quando chegar abaixo da barreira dos 10 metros e a flutuabilidade negativa      come\u00e7ar e empurr\u00e1-lo para o fundo, ele para totalmente os movimentos (economizando      energia e n\u00e3o espantando o peixe) e deixa seu corpo &#8220;cair&#8221; em dire\u00e7\u00e3o      ao peixe, como se fosse uma &#8220;folha morta&#8221;. <\/p>\n<h4>Ca\u00e7as Esportivas<\/h4>\n<p><strong>Estes s\u00e3o considerados os mais esportivos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Badejo: <\/strong>Os Badejos formam uma fam\u00edlia &#8211; SERRAN\u00cdDEOS &#8211;        muito bem situada na ca\u00e7a submarina, apresentando v\u00e1rias esp\u00e9cies, cada        uma com pequenas diferen\u00e7as, de carne saborosa, o badejo \u00e9 encontrado em        fundos de pedra e areia e pode estar a meia \u00e1gua ou bastante profundos.<strong><br \/>\n       Bijupir\u00e1:<\/strong> Bijupir\u00e1 t\u00eam o h\u00e1bito de ficar por baixo das simp\u00e1ticas        jamantas. Cujo nome cient\u00edfico \u00e9 Rachycentron canadus. Pode medir cerca        de dois metros e seu peso ultrapassa 40 Kg. Arpoar um bijupir\u00e1 e dif\u00edcil        para o iniciante e, se o tiro n\u00e3o for bem colocado, o material corre s\u00e9rio        risco.<strong><br \/>\n       Caranha:<\/strong> Com dentes poderosos, e atinge porte consider\u00e1vel, com        um corpo bem estruturado. \u00c9 facilmente encontrada e d\u00e1 bastante trabalho,        arpoada. O tiro deve ser na cabe\u00e7a. A caranha t\u00eam cor avermelhada, mas na        mesma fam\u00edlia h\u00e1 escuras. O seu nome cient\u00edfico \u00e9 Lutjanus griseus.<strong><br \/>\n       Cioba:<\/strong> Tem a carne apreciad\u00edssima. O corpo tem um tom vermelho,        com tom mais forte nos indiv\u00edduos mais jovens. O dorso \u00e9 mais escuro. Possui        manchas azuladas que refletem quando nada, tornando-o muito bonito. <strong><br \/>\n       Enchova:<\/strong> Enchova \u00e9 peixe que gosta de comer junto \u00e0 arrebenta\u00e7\u00e3o,        nas pedras; da\u00ed seu apelido de marisqueira. \u00c9 encontrada em toda a costa        brasileira e, quando n\u00e3o morre com o impacto do arp\u00e3o, pode morder a m\u00e3o        do ca\u00e7ador. Alguns autores a consider\u00e3o predadoras. <strong><br \/>\n       Sargo de Dente: <\/strong>Seu corpo \u00e9 coberto de grandes escamas prateadas        e suas nadadeiras t\u00eam as bordas escuras. Vivem em cardumes ao redor de tocas        de pedra. O sargo de dente possui uma denti\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica, formada de        dentes pequenos e arredondados, parecidos at\u00e9 com a denti\u00e7\u00e3o humana. <strong><br \/>\n       Garoupa: <\/strong>O corpo \u00e9 curto e forte e a cabe\u00e7a \u00e9 quase que desproporcional        de t\u00e3o grande. Com seus op\u00e9rculos e espinhos, crava-se de tal maneira dentro        da toca que a briga para desentocar \u00e9 das mais trabalhosas. <strong><br \/>\n       Robalo: <\/strong>Apreciad\u00edssimo pela qualidade da carne. Excelente nadador,        sua captura requer sil\u00eancio. Qualquer movimento brusco e ele desaparece.        Seu corpo \u00e9 prateado nos flancos e verde-oliva no dorso. Possui duas nadadeiras        dorsais, a primeira com grande espinho, a cabe\u00e7a triangular. \u00c9 uma esp\u00e9cie        de gradua\u00e7\u00e3o do pescador.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.portalsubmarino.com.br<\/p>\n<h6>Modalidades de Pesca<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>No\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas de Ca\u00e7a Submarina<\/h4>\n<p><strong>Ca\u00e7a submarina <\/strong>\u00e9 um antigo m\u00e9todo de pesca que tem sido      utilizado em todo o mundo por mil\u00eanios. <\/p>\n<p>Civiliza\u00e7\u00f5es antigas tinham o costume de ca\u00e7ar peixes de rios e c\u00f3rregos,      usando paus afiados.<\/p>\n<p>Hoje a ca\u00e7a submarina moderna faz uso de espingardas com g\u00e1s comprimido para      atacar o peixe. <\/p>\n<p>T\u00e9cnicas e equipamento especializados t\u00eam sido desenvolvidos para v\u00e1rios      tipos de ambientes aqu\u00e1ticos e tipos de peixes.<\/p>\n<p>A ca\u00e7a submarina pode ser feita usando t\u00e9cnicas de mergulho livre. O uso      de espingardas \u00e9 proibido em alguns pa\u00edses. <\/p>\n<p>A <strong>ca\u00e7a submarina<\/strong> \u00e9 altamente seletiva e normalmente n\u00e3o      se usa isca.<\/p>\n<p>A <strong>Pesca submarina<\/strong> \u00e9 um antigo m\u00e9todo de pesca e pode ser      realizada com uma simples lan\u00e7a. <\/p>\n<p>A <strong>pesca submarina<\/strong> tradicional \u00e9 restrita a \u00e1guas rasas.<\/p>\n<p>O uso do arp\u00e3o permite a pesca em \u00e1guas profundas. <\/p>\n<p>Com a pr\u00e1tica, os mergulhadores s\u00e3o capazes de prender a respira\u00e7\u00e3o por at\u00e9      quatro minutos e \u00e0s vezes mais, claro, um mergulhador com equipamento de respira\u00e7\u00e3o      subaqu\u00e1tica pode mergulhar por per\u00edodos muito mais longos.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma lista de equipamentos usados na ca\u00e7a submarina. <\/p>\n<p>Nem todos s\u00e3o necess\u00e1rios, pois a ca\u00e7a submarina \u00e9 muitas vezes praticado      com equipamento m\u00ednimo.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Arp\u00e3o: <\/strong>Constitu\u00eddo por uma haste longa com o ponto em        uma extremidade. <strong>Eles tamb\u00e9m podem ser em diversos materiais como<\/strong>:        alum\u00ednio, tit\u00e2nio met\u00e1lico, fibra de vidro ou fibra de carbono. Muitas vezes        eles s\u00e3o aparafusados a partir de pequenos peda\u00e7os ou capazes de serem dobrados        para baixo facilitando o transporte.<strong><br \/>\n       Estilingues havaianos: <\/strong>Consistem em um el\u00e1stico ligado a um tubo,        atrav\u00e9s do qual uma lan\u00e7a \u00e9 lan\u00e7ada.<strong><br \/>\n       Roupa de mergulho:<\/strong> Roupas projetadas especificamente para ca\u00e7a        submarina s\u00e3o muitas vezes duas pe\u00e7as com cores para a camuflagem. Padr\u00f5es        de camuflagem incluem, azul para mar aberto, verde ou marrom para a ca\u00e7a        em recife. Geralmente elas t\u00eam uma almofada no peito para ajudar no carregamento        de espingardas. \u00c0s vezes, eles t\u00eam refor\u00e7o nos cotovelos e joelhos.<strong><br \/>\n       Colete de peso:<\/strong> Estes s\u00e3o usados para compensar a flutuabilidade        e ajudar o mergulhador descer \u00e0 profundidade desejada. <strong><br \/>\n       Faca: <\/strong>A faca \u00e9 utilizada como medida de precau\u00e7\u00e3o no caso de o        mergulhador se enroscar em linhas, por exemplo.<strong><br \/>\n       Boia: <\/strong>A boia \u00e9 muito importante pois \u00e9 usada como um dispositivo        de seguran\u00e7a para alertar o piloto de barco que h\u00e1 mergulhador na \u00e1rea.        <strong><br \/>\n       Luvas:<\/strong> Luvas s\u00e3o valiosas para acessar \u00e1reas mais perigosas, como        aquelas entre corais, que de outra forma n\u00e3o poderia ser alcan\u00e7ado sem o        uso das m\u00e3os. <strong><br \/>\n       M\u00e1scara de mergulho:<\/strong> O uso da m\u00e1scara de mergulho \u00e9 importante        para equalizar a press\u00e3o nos ouvidos evitando problemas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  en.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modalidades de Pesca, Ca\u00e7a Submarina, Esporte, Equipamento, T\u00e9cnicas, M\u00e9todo, Conselhos, Mar, Tipos, Caracter\u00edsticas, Modalidades de Pesca<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[305],"tags":[],"class_list":["post-63459","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-esportes"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Modalidades de Pesca, Ca\u00e7a Submarina Modalidades de Pesca<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Modalidades de Pesca, 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