{"id":62486,"date":"2016-07-13T17:35:28","date_gmt":"2016-07-13T17:35:28","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=62486"},"modified":"2016-07-13T18:12:21","modified_gmt":"2016-07-13T18:12:21","slug":"rapel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/esportes\/rapel","title":{"rendered":"Rapel"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/rrapel-15.jpg\" alt=\"Rapel\" title=\"Rapel\" \/><strong><br \/>\n     Rapel na Cachoeira<\/strong><\/p>\n<h4><strong>O que \u00e9<\/strong><\/h4>\n<p>O <strong>rapel<\/strong> consiste no uso de uma s\u00e9rie de procedimentos e      equipamentos visando uma perda gradativa de energia potencial, de maneira      controlada, na passagem vertical de um ser humano entre dois n\u00edveis de altitude.    <\/p>\n<p><strong>Em outras palavras: <\/strong>S\u00e3o t\u00e9cnicas de descida vertical em      corda. <\/p>\n<p>Derivado do alpinismo, o rapel t\u00eam origem na Fran\u00e7a, inicialmente criado      para a busca de pessoas perdidas nos Alpes. Hoje, apresenta iversas sub-divis\u00f5es      e adapta\u00e7\u00f5es \u00e0 geografia dos pa\u00edses onde vai sendo introduzida e se tornando      popular.<\/p>\n<p>O Brasil, por suas caracter\u00edsticas tropicais e grande riqueza fluvial, se      presta muito bem \u00e0 explora\u00e7\u00e3o consciente e pr\u00e1tica do esporte; Esta \u00e9 uma      mania que vem conquistando mais adeptos a cada dia. <\/p>\n<p>Existem mesmo aqueles que, n\u00e3o estando ao alcance de uma bela cachoeira,      se prestam a procurar um tipo de rapel urbano, utilizando inclusive como t\u00e9cnicas      de salvamento e resgate.<\/p>\n<p>O <strong>rapel<\/strong> \u00e9 uma t\u00e9cnica de descida derivada do alpinismo,      usada na explora\u00e7\u00e3o de grutas e cavernas e em resgates. No entanto, cada vez      mais vem sendo praticado como esporte radical, seja em paredes especialmente      desenvolvidas para o esporte, na modalidade chamada indoor, seja em cachoeiras,      grutas e pared\u00f5es.<\/p>\n<h4>Tipos de <strong>Rapel<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Rapel de contato ou positivo:<\/strong> Este tipo de rapel \u00e9 muito        utilizado e pode ser feito de frente ou de costa. O rapelista tem que estar        em contato direto com a estrutura.<strong><br \/>\n       Rapel Inclinado:<\/strong> \u00c9 o tipo de rapel mais simples de ser executado,        como o pr\u00f3prio nome diz, ele \u00e9 feito em uma parede ou pedra com menos de        90\u00ba de inclina\u00e7\u00e3o. Ele serve de base para os outros tipos, e \u00e9 nele que        n\u00f3s nos familiaremos e sentiremos seguran\u00e7a no equipamento. <strong><br \/>\n       Rapel Vertical:<\/strong> \u00c9 o tipo de rapel mais simples de ser executado.        Como diz o pr\u00f3prio nome, ele \u00e9 feito em uma parede ou pedra com 90\u00ba de inclina\u00e7\u00e3o,        utilizando equipamentos e t\u00e9cnicas verticais.<strong><br \/>\n       Rapel de Frente Inclinada:<\/strong> Nas mesmas condi\u00e7\u00f5es que o inclinado,        sendo agora de frente para a descida (tipo o filme Soldado Universal), al\u00e9m        de dar mais &#8220;medo&#8221; deve-se tomar cuidado na hora do freio quanto        a posi\u00e7\u00e3o do corpo e a elasticidade da corda, pois estamos em uma posi\u00e7\u00e3o        em que a for\u00e7a da gravidade atua mais do que no inclinado. <strong><br \/>\n       Aranha: <\/strong>Requer um bom preparo f\u00edsico, em p\u00e9 e de frente para a        descida \u00e9 feito um giro de 90\u00b0 sobre o eixo dos p\u00e9s e atingindo a posi\u00e7\u00e3o        com equipamento preso pelas costas, come\u00e7a a descida correndo na estrutura.        <strong><br \/>\n<\/strong><b>Rapel de Cachoeira &#8211; Cascading (Canyoing): <\/b>Descida        com t\u00e9cnicas verticais pelo leito de cachoeiras. Refrescante atividade que        revela muitas belezas e fortes emo\u00e7\u00f5es aos exploradores. Podemos        encontrar aqui diversos tipos de descida (quanto a posi\u00e7\u00e3o de descida e        meio). Mas o principal aqui \u00e9 alertar quanto ao fato de estamos descendo        em pedras escorregadias que ao menor descuido nos far\u00e1 perder o equil\u00edbrio        e trar\u00e1 conseq\u00fc\u00eancias imprevis\u00edveis. Tamb\u00e9m devemos considerar a for\u00e7a da        queda d&#8217;\u00e1gua. N\u00e3o \u00e9 qualquer cachoeira que n\u00f3s podemos enfrentar, devemos        ter prud\u00eancia na hora de a escolhermos, pois se entrarmos embaixo de uma        &#8220;tromba d&#8217;\u00e1gua&#8221; teremos conseq\u00fc\u00eancias desastrosas, como n\u00e3o conseguir        frear por exemplo. <strong><br \/>\n       Rapel Negativo:<\/strong> Esse tipo de Rapel \u00e9 feito em &#8220;livre&#8221;,        ou seja, sem o contato dos membros inferiores com qualquer tipo de &#8220;objeto&#8221;        (pedra, parede, etc). A velocidade da descida \u00e9 controlada pela m\u00e3o posicionada        na parte traseira do quadril. <strong><br \/>\n       Rapel Guiado:<\/strong> Semelhante ao o Rapel Negativo consiste em descida        sem o contato direto com o &#8220;objeto\u0094 utilizando equipamentos de        montanhismo orientados por um cabo de a\u00e7o, que aumenta a seguran\u00e7a, mesmo        que o praticante n\u00e3o domine totalmente as t\u00e9cnicas de Rapel em Cachoeira.<strong><br \/>\n       Rapel Intercalado:<\/strong> Rapel este que teremos que fazer &#8220;escalas&#8221;,        ou seja, desceremos com a corda dobrada e a prenderemos em um outro ponto        de fixa\u00e7\u00e3o (pelo menos tr\u00eas metros antes do final da primeira corda, a qual,        estamos descendo) e ent\u00e3o a descida dever\u00e1 seguir uma seq\u00fc\u00eancia que \u00e9 normalmente        estabelecida antes de ser iniciada. Como norma de seguran\u00e7a, deve-se amarar        as pontas da corda com um n\u00f3 de pescador e colocar ali um mosquet\u00e3o, procedimento        este que em caso de perdermos o controle da descida, ficaremos presos no        final da corda, evitando uma queda que seria fatal. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/rrapel-16.jpg\" alt=\"Rapel\" title=\"Rapel\" \/><\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/rrapel-17.jpg\" alt=\"Rapel\" title=\"Rapel\" \/><br \/>\n       Rapel<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>T\u00e9cnica<\/h4>\n<p>O <strong>Rapel <\/strong>\u00e9 uma t\u00e9cnica de descida, na qual o montanhista      desliza de forma controlada, por cordas ou cabos, vencendo obst\u00e1culos tais      como, cachoeiras (cascading, canyoning), pr\u00e9dios, pared\u00f5es, abismos, penhascos,      pontes, declives, etc&#8230;, e tudo mais o que voc\u00ea puder imaginar&#8230; <\/p>\n<p>Antes o <strong>Rapel <\/strong>era usado para desvendar os segredos das cavernas,      por equipes de resgates e por alpinistas para descerem as montanhas depois      de uma escalada. <\/p>\n<p>Hoje em dia \u00e9 praticado tamb\u00e9m como esporte radical, mesmo por quem n\u00e3o sabe      escalar, uma vez que ele permite v\u00e1rias &#8220;manobras&#8221; durante a descida&#8230;    <\/p>\n<p>O <strong>Rapel <\/strong>\u00e9 feito por meio de equipamentos seguros (mosquet\u00f5es,      freios que normalmente tem a forma de um 8, cadeirinha, luvas e etc&#8230; ).    <\/p>\n<p>Para se manter preso \u00e0 corda, usa-se a cadeirinha (baldrier) , presa ao freio      por um mosquet\u00e3o que \u00e9 uma pe\u00e7a oval com um sistema de abertura e na maioria      das vezes com uma trava, e permite que escaladores, espele\u00f3logos ou mesmo      os trekkers que gostam de aventuras mais radicais, des\u00e7am pelas cordas, com      a alternativa de parada no meio da descida, para fotografias ou mesmo contempla\u00e7\u00e3o      da paisagem; cumprindo-se as norma s de seguran\u00e7a sempre \u00e0 risca, o <strong>Rapel<\/strong>      n\u00e3o oferece riscos, essas normas dizem respeito tanto ao equipamento quanto      a seus atos durante a pr\u00e1tica desse esporte&#8230; <\/p>\n<p>O equipamento deve estar sempre em boas condi\u00e7\u00f5es, devem ser de boa marca      e proced\u00eancia e devem passar sempre por uma manuten\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A seguran\u00e7a deve estar acima de tudo, inclusive na escolha dos equipamentos,      portanto \u00e9 melhor comprar um bom equipamento do que comprar um outro mais      barato mas que n\u00e3o se sabe a resist\u00eancia, proced\u00eancia e principalmente a qualidade&#8230;      J\u00e1 seus atos devem ser os mais cuidadosos poss\u00edveis, afinal a vida que estar\u00e1      em risco (se voc\u00ea deixar) ser\u00e1 a sua, por isso, sempre que for praticar o      RAPEL ou qualquer outro esporte radical, fa\u00e7a-o sempre equipado e nunca fa\u00e7a      nada sozinho, pois se acontecer algo com voc\u00ea, n\u00e3o ter\u00e1 como pedir ajuda&#8230;    <\/p>\n<p>O rapel tem alguns estilos bem diferentes de ser praticados. D\u00ea uma olhada      abaixo e saiba um pouco mais sobre cada um deles.<\/p>\n<p><strong>CUIDADO!<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>Rapel<\/strong> \u00e9 um esporte f\u00e1cil, mas se voc\u00ea quiser pratic\u00e1-lo,      \u00e9 essencial que voc\u00ea fa\u00e7a um curso ou que pelo menos a pessoa que vai lhe      ensinar tenha feito tal curso, ou seja, procure instru\u00e7\u00e3o de uma pessoa qualificada      para garantir a seguran\u00e7a durante a pr\u00e1tica do esporte.<\/p>\n<p>Qualquer adepto dos esportes-aventura, precisam usar a t\u00e9cnica do rapel para      satisfazer a sua sede de emo\u00e7\u00e3o; descer de uma montanha ap\u00f3s uma escalada,      se aventurar cachoeira abaixo ou adentrar nos mist\u00e9rios de uma caverna. Para      alguns, o rapel \u00e9 um esporte em si.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica do rapel \u00e9 bem conhecida e n\u00e3o apresenta grandes segredos. O freio      oito continua sendo um dos instrumentos mais comum, pois \u00e9 barato e seu uso      simples. <\/p>\n<h4>Equipamentos do <strong>Rapel<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Corda:<\/strong> Deve ser est\u00e1tica. Existem modelos apropriados        para o rapel em cachoeira que n\u00e3o absorvem \u00e1gua. S\u00e3o as chamadas com Sistema        DRY. O tamanho da corda vai variar do local onde vai ser praticado. A espessura        deve ser maior que 8 mil\u00edmetros. Os pre\u00e7os variam de acordo com a marca.<strong><br \/>\n       Bouldrier: <\/strong>Tamb\u00e9m chamada de cadeirinha pelos mais \u00edntimos. \u00c9 um        conjunto de fitas que fica na cintura e nas pernas, ligando o &#8220;rapeleiro&#8221;        a corda atrav\u00e9s do freio. Existem modelos totalmente ajust\u00e1veis, nas pernas        e na cintura. <strong>As boas marcas s\u00e3o: <\/strong>Petzl, Simond, Beal,        Trango, Ferrino, etc.<strong><br \/>\n       Freio Oito ou ATC:<\/strong> \u00c9 o aparelho de atrito que controla a velocidade        de descida. <strong>Conforme a atividade (canyoning, espeleologia ou escalada),        pode ser de tr\u00eas modelos: <\/strong>oito, reco ou ATC. <strong>Marcas aconselhadas<\/strong>:        Petzl, Simond, Camp.<strong><br \/>\n       Mosquet\u00e3o:<\/strong> Argola de fecho r\u00e1pido usada para clipar o freio \u00e0 cadeirinha.        Existem de v\u00e1rios modelos e formas.<strong> Prefira as marcas com trava        ou rosca. Boas marcas<\/strong>: Petzl, Simond, Camp, Kong.<strong><br \/>\n       Capacete:<\/strong> <strong>\u00c9 sensato o uso do capacete. Use cores chamativas,        como<\/strong>: vermelho, branco, amarelo&#8230; <strong>As marcas mais conhecidas        s\u00e3o<\/strong>: Petzl, Camp, Montana, Ferrino, etc&#8230;<strong><br \/>\n       Roupas: <\/strong>Use o que quiser. Dependendo da temperatura da \u00e1gua \u00e9 aconselh\u00e1vel        o uso de roupa de neoprene, pois o frio da \u00e1gua pode causar caimbras. <strong>Indica\u00e7\u00f5es:        <\/strong>as roupas leves e que secam r\u00e1pido da marca BY e SOLO s\u00e3o bastante        indicadas. E quanto as roupas de neoprene voc\u00ea pode encontrar em casas de        material de mergulho excelentes marcas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ATEN\u00c7\u00c3O: <\/strong>D\u00ea prefer\u00eancia aos equipamentos que tenham os s\u00ealos      do UIAA e CE, e que tenham a sua capacidade de peso suportada gravada no pr\u00f3prio      aparelho. Estes dois s\u00ealos garantem que todos s\u00e3o testados e aprovados. <\/p>\n<h4>Tipos de Corda<\/h4>\n<p><strong>1. Corda Est\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Pela defini\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica americana, uma corda est\u00e1tica deve ter o coeficiente      el\u00e1stico passivo (carga de 90 kg) de menos de 2% e apresentar um baixo coeficiente      de deforma\u00e7\u00e3o at\u00e9 muito pr\u00f3ximo da carga de ruptura. A especifica\u00e7\u00e3o de carga      obviamente varia de acordo com o di\u00e2metro do material em quest\u00e3o. Para se      ter um par\u00e2metro comparativo, uma corda de escalada com 11 mm de di\u00e2metro      possui a elonga\u00e7\u00e3o passiva da ordem de 7,5% e a deforma\u00e7\u00e3o m\u00e1xima pr\u00f3xima      da carga da ruptura supera 30%. <\/p>\n<p>Note-se que o par\u00e2metro el\u00e1stico n\u00e3o consegue por si s\u00f3 definir a corda est\u00e1tica      e mesmo aquelas que s\u00e3o virtualmente est\u00e1ticas podem n\u00e3o possuir a aprova\u00e7\u00e3o      de um \u00f3rg\u00e3o oficial, por exemplo a NFPA (National Fire Protection Association      &#8211; EEUU). <\/p>\n<p>No Brasil a maioria das pessoas chamam as cordas n\u00e3o din\u00e2micas de est\u00e1ticas.      N\u00f3s defendemos a tese de que apenas as cordas com caracter\u00edsticas definidas      tecnicamente como est\u00e1ticas devem assim ser chamadas. As que n\u00e3o se enquadram      nessa categoria devem ser chamadas de cordas de baixa elasticidade, principalmente      para evitar confus\u00f5es e o mau uso.<\/p>\n<p>Cordas est\u00e1ticas s\u00e3o especialmente \u00fateis em situa\u00e7\u00f5es em que a elasticidade      (efeito i\u00f4-i\u00f4) \u00e9 perigosa e s\u00e3o recomendadas para todas as situa\u00e7\u00f5es em que      o risco de impacto n\u00e3o existe.<\/p>\n<p><strong>Exemplos de uso:<\/strong> Espeleologia (uso gen\u00e9rico), rapel, resgate,      opera\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas e seguran\u00e7a industrial.<\/p>\n<p><strong>2. Corda de Impacto<\/strong><\/p>\n<p>Em certas situa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a industrial e mesmo em resgate, existem opera\u00e7\u00f5es      com possibilidade do sistema sofrer impacto. Na \u00e1rea industrial \u00e9 comum o      emprego de corda est\u00e1tica em conjunto com lanyards (amortecedor passivo de      choque) em opera\u00e7\u00f5es que podem envolver carga de choque.<\/p>\n<p>Os amortecedores de choque n\u00e3o s\u00e3o recomend\u00e1veis para sistemas tradicionais      de resgate como i\u00e7agem e tirolesas mas podem ser \u00fateis para alguns sistemas      espec\u00edficos para minimizar o choque &#8211; tanto no pessoal quanto na ancoragem.<\/p>\n<p>A corda de impacto difere da est\u00e1tica por possuir o coeficiente el\u00e1stico      mais progressivo podendo sofrer elonga\u00e7\u00e3o superior a 20% pr\u00f3ximo \u00e0 carga de      ruptura. <\/p>\n<p>A PMI est\u00e1 na fase final do desenvolvimento da Corda de Impacto (um projeto      100% novo) que dever\u00e1 estar no mercado no segundo semestre de 97. <\/p>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o: <\/strong>A corda de impacto \u00e9 corda de impacto. Ela n\u00e3o      \u00e9 din\u00e2mica e muito menos est\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Exemplos de Uso: <\/strong>Resgate, opera\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas e seguran\u00e7a      industrial quando existe a possibilidade de impacto.<\/p>\n<p><strong>FLEXIBILIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 buscando uma corda de f\u00e1cil manuseio, talvez fique tentado a      comprar a corda mais macia que encontrar no mercado. <\/p>\n<p><strong>Mas antes de mais nada, voc\u00ea deve considerar os pontos do projeto      que envolvem a fabrica\u00e7\u00e3o de uma corda mais flex\u00edvel:<\/strong> <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>A-<\/strong> Menos material na capa ou na alma, <strong><br \/>\n       B-<\/strong> Menos fibras na capa, <strong><br \/>\n       C- <\/strong>Capa mais solta sobre a alma, <strong><br \/>\n       D-<\/strong> Malha mais aberta no tran\u00e7ado da capa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O emprego de qualquer um destes pontos (ou a combina\u00e7\u00e3o deles) aumenta a      flexibilidade de uma corda. Mas dependendo do processo escolhido pelo fabricante,      acaba tamb\u00e9m diminuindo a resist\u00eancia \u00e0 abras\u00e3o, corte, derretimento e ao      pr\u00f3prio uso. Tamb\u00e9m pode diminuir a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 alma, que em termos de estrutura      \u00e9 a parte fundamental da corda.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que voc\u00ea deve ter uma corda que combine manuseabilidade e resist\u00eancia.      Mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que a manuseabilidade \u00e9 um par\u00e2metro relativo. Um usu\u00e1rio      bem treinado e com t\u00e9cnica correta consegue trabalhar bem mesmo em cordas      consideravelmente mais duras do que a m\u00e9dia. Este \u00e9 um dos pontos que diferenciam      um usu\u00e1rio profissional.<\/p>\n<p><strong>COR<\/strong><\/p>\n<p>Para muitas pessoas a cor de uma corda \u00e9 mera quest\u00e3o de gosto pessoal. Mas      as cores podem tamb\u00e9m ter fun\u00e7\u00f5es importantes. Por exemplo, uma corda laranja      possui melhor visibilidade em ambientes pouco iluminados e tamb\u00e9m aparecem      bem em ambientes de fundo claro (cordas brancas ou amarelas possuem boa visibilidade      mas n\u00e3o com fundo claro). Por outro lado, unidades t\u00e1ticas devem utilizar      cordas escuras ou camufladas de acordo com o ambiente, exatamente com o intuito      de fazer a corda desaparecer no ambiente.<\/p>\n<p>Cordas com capa colorida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alma branca possibilitam a f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o      de danos localizados. Os times de resgate que utilizam mais de uma corda empregam      em geral materiais de diferentes cores para f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o durante as      opera\u00e7\u00f5es. Cordas com cores diferentes facilitam a comunica\u00e7\u00e3o e evitam confus\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>CUIDADOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Produtos qu\u00edmicos:<\/strong> <strong>Existem dois grupos de produtos      relativamente comuns (principalmente em ambientes industriais) que n\u00e3o devem      entrar em contato com cordas<\/strong>: \u00e1cidos e hidrocarbonetos (derivados      de petr\u00f3leo). <\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios relatos de acidentes por rompimento de corda devido ao enfraquecimento      do material causados por esses grupos de produtos. E \u00e9 ao mesmo tempo interessante      e assustador saber que uma parcela consider\u00e1vel dessas contamina\u00e7\u00f5es ocorreram      dentro dos carros. A \u00e1gua (\u00e1cido) das baterias tem sido um dos vil\u00f5es da hist\u00f3ria      juntamente com res\u00edduos de \u00f3leo, querosene, gasolina e diesel. <\/p>\n<p>Os hidrocarbonetos ainda s\u00e3o detect\u00e1veis em maior ou menor grau devido ao      cheiro e cor. Mas os \u00e1cidos s\u00e3o extremamente perigosos sendo que muitas vezes      a corda se mant\u00e9m em perfeito estado visual, mesmo quando consideravelmente      degradada.<\/p>\n<p><strong>2. Pr\u00e9-Tensionamento:<\/strong> Mesmo as cordas tecnicamente est\u00e1ticas      possuem uma pequena elasticidade. Dependendo do tipo de opera\u00e7\u00e3o ou comprimento      da corda, essa caracter\u00edstica pode n\u00e3o ser bem vinda.<\/p>\n<p>Assim sendo \u00e9 uma pr\u00e1tica relativamente comum pegar uma corda nova e tensionar      com carga de 200 a 300 kg antes do uso. Isso faz com que ela sofra uma esticadinha      de car\u00e1ter definitivo, tornando-a um pouco mais est\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>VIDA \u00daTIL<\/strong><\/p>\n<p>A vida \u00fatil de uma corda n\u00e3o pode ser definida pelo tempo de uso. Ela depende      de v\u00e1rios fatores como grau de cuidado e manuten\u00e7\u00e3o, freq\u00fc\u00eancia do uso, tipo      de equipamentos que foram utilizados em conjunto, velocidade de descida em      rapel, tipo e intensidade da carga, abras\u00e3o f\u00edsica, degrada\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, exposi\u00e7\u00e3o      a raios ultravioleta, tipo de clima etc.<\/p>\n<h4>A Import\u00e2ncia dos N\u00f3s na Escalada<\/h4>\n<p>Escaladores depositam uma confian\u00e7a extrema em cordas e fitas; consequentemente,      confiam as pr\u00f3prias vidas aos n\u00f3s. Vistos como uma &#8220;ci\u00eancia&#8221; incompreens\u00edvel      por alguns, os n\u00f3s representam a mais refinada forma de resolver algumas situa\u00e7\u00f5es      na rocha, atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios tipos existentes. Trabalham tamb\u00e9m      com a liga\u00e7\u00e3o do escalador ao &#8220;mundo seguro&#8221;, unindo seu corpo aos      sistemas de seguran\u00e7a. <\/p>\n<p>Enfim, o conhecimento profundo dos n\u00f3s aqui apresentados pode separar o sucesso      do fracasso numa escalada. O treinamento na confec\u00e7\u00e3o deve ser constante,      atrav\u00e9s de um cordelete ou um peda\u00e7o de fita. Fa\u00e7a e desfa\u00e7a os n\u00f3s dezenas      de vezes, com uma ou duas m\u00e3os, at\u00e9 que consiga mont\u00e1-los de olhos fechados.      E, mais importante, utilize-os abundantemente nas suas escaladas. Quanto mais      pr\u00e1tica, melhor! Afinal, \u00e9 para isso que voc\u00ea est\u00e1 aprendendo a faze-los.<\/p>\n<p><strong>A dupla inspe\u00e7\u00e3o visual<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00f3s conectam escaladores \u00e0s cordas e \u00e0s ancoragens, unem cordas e fitas,      possibilitam resgates. Um n\u00f3 bem acabado deve ser perfeitamente &#8220;assentado&#8221;,      sem voltas soltas. Deve tamb\u00e9m estar ajustado e apertado, para evitar que      se desfa\u00e7a com a movimenta\u00e7\u00e3o natural da corda. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do n\u00f3, uma dupla inspe\u00e7\u00e3o visual \u00e9 indispens\u00e1vel, e pode      evitar acidentes fatais. Caso alguma coisa pare\u00e7a errado com o n\u00f3, n\u00e3o tente      consertar. Desfa\u00e7a tudo e comece novamente, e crie o h\u00e1bito de sempre inspecionar      os n\u00f3s do seu parceiro.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia dos n\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Naturalmente, uma corda ou fita s\u00e3o mais fortes quando tensionadas diretamente,      sem curvas ou dobras, em linha reta. As voltas e dobras de um n\u00f3s reduzem      a resist\u00eancia de carga da corda ou fita. Quanto mais abruptas forem as curvas,      menor ser\u00e1 a resist\u00eancia. Por este motivo, alguns n\u00f3s s\u00e3o mais fortes que      outros.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, a redu\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o catastr\u00f3fica assim,      com exce\u00e7\u00e3o do N\u00f3 Quadrado, que reduz 55% a resist\u00eancia da corda. Fitas com      mais de 15 mm, tubulares ou &#8220;flat&#8221;, devem preferencialmente ser      costuradas. N\u00e3o utilize uma fite emendada com n\u00f3 para segurar altas taxas      de carga. Tenha sempre um conjunto de fitas costuradas, em v\u00e1rias medidas.    <\/p>\n<h4>Regras <\/h4>\n<p>Como n\u00e3o trata-se de um esporte e sim uma t\u00e9cnica e\/ou atividade de aventura,      ou seja, n\u00e3o \u00e9 institucionalizado, n\u00e3o tem regras definidas nem competi\u00e7\u00f5es      especificas, sua pratica se restringe a estudos, prazer, resgates e trabalhos      em alturas e outros. <\/p>\n<p>Fonte:  www.rapel.net\/www.arteradical.com<\/p>\n<h6>Rapel<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Palavra Francesa que significa trazer, recuperar, voltar. <\/p>\n<p>Hoje, com passar dos anos podemos afirmar que se trata de uma t\u00e9cnica aplicada      em descida vertical em corda por grupos de opera\u00e7\u00f5es e for\u00e7as especiais do      mundo inteiro, incluindo a escalada em rocha e geleira. <\/p>\n<p><strong>As t\u00e9cnicas s\u00e3o aplicadas em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es e terrenos como: <\/strong>retorno      de uma escalada, resgate, interven\u00e7\u00f5es de for\u00e7as especiais, espeleologia,      cachoeiras, pr\u00e9dios, pontes e outros tipos de descidas. <\/p>\n<p>A descida vertical em corda consiste em uma s\u00e9rie de procedimentos e condutas.      \u00c9 preciso estar preparado psicologicamente e fisicamente pois o rapel proporciona      uma perda de energia potencial gravitacional de maneira controlada, na passagem      de um corpo na vertical (entre dois n\u00edveis de altura). Em outras palavras,      poder\u00edamos dizer que seria uma descida vertical em corda, onde a a\u00e7\u00e3o da gravidade      \u00e9 superada e controlada pela t\u00e9cnica e pelo prazer. <\/p>\n<p><strong>N\u00e3o poder\u00edamos deixar de relatar o surgimento da escalada e da t\u00e9cnica      vertical em corda conhecida como rapel onde verdadeiramente se deu:<\/strong>      nos Alpes, depois da conquista do Mont Blanc, em 1786, por Jacques Balmat      e pelo Doutor Paccard. <\/p>\n<p>Em seguida deu-se in\u00edcio a t\u00e9cnica vertical em corda em 1879 por Jean Charlet-Stranton      e seus companheiros Prosper Payot e Frederic Folliguet. Mas existem outras      vers\u00f5es e segredos para o surgimento desta arte que encanta a todos atrav\u00e9s      da magia da emo\u00e7\u00e3o e adrenalina. <\/p>\n<h4>Equipamentos<\/h4>\n<p>Os Equipamentos utilizados na t\u00e9cnica vertical em corda s\u00e3o homologados e      certificados por normas internacionais.<\/p>\n<p>Recomendamos que s\u00f3 utilize materiais reconhecidos por essas normas, pois      at\u00e9 o momento n\u00f3s n\u00e3o temos nenhuma certifica\u00e7\u00e3o que garanta que estes materiais      s\u00e3o espec\u00edficos para determinados trabalhos em altura, como o rapel, a escalada      e trabalhos industriais. <\/p>\n<p>Fazemos parte de uma comiss\u00e3o de estudos na certifica\u00e7\u00e3o de cordas para trabalho      espec\u00edfico nas alturas junto \u00e0 ABNT( Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas).    <\/p>\n<p><strong>Mosquet\u00f5es:<\/strong> S\u00e3o elos de duro alum\u00ednio ou a\u00e7o, com fecho      de mola, usado no encaixe de outros equipamentos (cordas, al\u00e7as de fita, oito,      baudrier, etc). Pe\u00e7a important\u00edssima e pr\u00e1tica para sistemas de seguran\u00e7a,      descidas e ancoragens. <\/p>\n<p><strong>Cordas ou Cabos:<\/strong> As cordas mais utilizadas em montanhismo,      rapel e canyoning s\u00e3o fabricadas com fibras sint\u00e9ticas, como nylon e perlon,      devido a alta resist\u00eancia e elasticidade. A maioria das cordas usadas s\u00e3o      estrangeiras, com o selo oficial da UIAA &#8211; Union Internacionale d`Associations      d`Alpinisme, que \u00e9 uma entidade mundial que realiza rigorosos testes de seguran\u00e7a      em equipamentos de escalada. Ao adquirir este equipamento, procure orienta\u00e7\u00e3o      de pessoas especializadas e competentes. Evite cordas nacionais, pela baixa      qualidade e aus\u00eancia de testes que garantem a seguran\u00e7a. <\/p>\n<p><strong>Cadeirinha ou Baudrier:<\/strong> Trata-se de uma &#8220;cadeira&#8221;      de fitas de nylon que distribui a tens\u00e3o causada pelo peso do corpo na cintura      (regi\u00e3o lombar da coluna) e virilha (regi\u00e3o proximal da coxa). Existem v\u00e1rios      modelos, mas as diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o significativas, como controle de ajuste      nas coxas, tamanhos, etc. <\/p>\n<p><strong>Aparelhos Descensores:<\/strong> Oitos, podem ser de v\u00e1rios modelos      diferentes, \u00e9 um aparelho fabricado em duro alum\u00ednio ou a\u00e7o, que pode ser      usado em sistemas de seguran\u00e7a e em descidas pela corda <\/p>\n<p><strong>Capacete: <\/strong>Uso optativo, embora seja certo que o mesmo contribui      na preven\u00e7\u00e3o de acidentes s\u00e9rios, protegendo o escalador de objetos cadentes      ou numa queda. Muito semelhante ao capacete de ciclismo, leve, ajustados \u00e0      cabe\u00e7a e forrados com espuma.<\/p>\n<h4>N\u00f3s da Corda do Rapel<\/h4>\n<p>Existe uma grande variedade de n\u00f3s e la\u00e7os. A maioria \u00e9 de grande utilidade      para determinados fins, enquanto outros s\u00e3o apenas decorativos. Seria interessante      e divertido conhecer todos por\u00e9m, na pr\u00e1tica, \u00e9 mais importante conhecer a      fundo os n\u00f3s verdadeiramente \u00fateis para o seu fim particular, conhecer sua      aplica\u00e7\u00e3o correta e saber faz\u00ea-los sob circunst\u00e2ncias adversas. <\/p>\n<p>Isto \u00e9 uma verdade principalmente no montanhismo onde a sua vida depende      de n\u00f3s bem feitos.<\/p>\n<p>Esta se\u00e7\u00e3o apresenta os n\u00f3s mais utilizados no montanhismo e tamb\u00e9m mostra      esquematicamente a execu\u00e7\u00e3o de cada n\u00f3.<\/p>\n<p>\u00c9 muito pouco prov\u00e1vel que apenas com uma leitura desta se\u00e7\u00e3o se consiga      aprender a executar bem estes n\u00f3s. O aprendizado s\u00f3 vem com a pr\u00e1tica e por      isso \u00e9 importante treinar a execu\u00e7\u00e3o de cada um dos n\u00f3s apresentados com uma      corda ou cordelete e assim adquirir alguma experi\u00eancia que com certeza evitar\u00e1      contratempos na hora da escalada. <\/p>\n<p><strong>Oito Duplo<\/strong><\/p>\n<p>O oito duplo \u00e9 um dos principais n\u00f3s utilizados em escaladas.<\/p>\n<p>Feito pelo meio da corda, ele serve principalmente para rebocar material,      encordar um participante ou fixar a corda em um mosquet\u00e3o. <\/p>\n<p>Esta forma pode ser utilizada no lugar da azelha simples, apresentando a      grande vantagem de ser mais f\u00e1cil de se desfazer ap\u00f3s ser submetido a uma      carga elevada ou quando molhado.<\/p>\n<p>Feito pela ponta da corda, o seu principal uso \u00e9 o de encordamento do guia      ou do \u00faltimo participante da cordada. Esta forma tamb\u00e9m pode ser usada para      fixar a ponta da corda diretamente em um grampo ou \u00e1rvore. Para fazer este      n\u00f3 \u00e9 necess\u00e1rio fazer antes o oito simples e ent\u00e3o acompanh\u00e1-lo com a ponta      da corda no seu sentido inverso.<\/p>\n<p>Feito desta forma, o oito duplo tamb\u00e9m serve para emendar duas cordas em      um rapel mais longo, mas \u00e9 prefer\u00edvel usar o pescador duplo que \u00e9 um n\u00f3 menos      volumoso e tem menos chance de se enganchar durante o recolhimento da corda.<\/p>\n<p>Em todos estes casos \u00e9 sempre bom deixar uma folga de pelo menos um palmo      e meio de ponta de corda, arrematado com um n\u00f3 de frade.<\/p>\n<p><strong>Prusik<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 um n\u00f3 auto-blocante, ou seja, sob tens\u00e3o ele trava e quando frouxo      ele corre &#8220;facilmente&#8221;. Em resgates, ascens\u00f5es por uma corda fixa      ou mesmo em cabo de a\u00e7o, o prusik \u00e9 muito utilizado e quase sempre essencial.    <\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m pode ser utilizado para evitar que a corda des\u00e7a quando voc\u00ea estiver      rebocando uma carga pesada (ou mesmo um acidentado) enquanto voc\u00ea descansa.<\/p>\n<p>Muitos acidentes ou quase acidentes j\u00e1 aconteceram porque os participantes      n\u00e3o conheciam o prusik ou n\u00e3o tinham as cordinhas para o caso de uma necessidade.      Por isso, \u00e9 imprescind\u00edvel que cada participante tenha duas ou tr\u00eas cordinhas      e saiba us\u00e1-las.<\/p>\n<p>A cordinha utilizada para este n\u00f3 deve ter aproximadamente a metade do di\u00e2metro      da corda principal, tendo suas pontas emendadas com um pescador duplo ou um      n\u00f3 duplo. Quanto mais se aproximem os di\u00e2metros, menos eficiente o prusik      ser\u00e1.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 normalmente feito com duas voltas, como mostra a figura, mas no caso      de escorregar, pode ser utilizado com tr\u00eas ou mais voltas. <\/p>\n<p>\u00c9 importante verificar que o n\u00f3 de emenda da cordinha n\u00e3o atrapalhe o prusik      nem fique na extremidade inferior onde o mosquet\u00e3o ser\u00e1 preso.<\/p>\n<p>Existem outros n\u00f3s que podem ser utilizados para o mesmo fim como por exemplo      o n\u00f3 de Machard e varia\u00e7\u00f5es com a utiliza\u00e7\u00e3o de um mosquet\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pescador Duplo<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3 utilizado para emendar duas pontas de uma mesma corda, como um cordelete      para prusik ou de duas cordas diferentes, como em um rapel mais longo, por      exemplo.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um n\u00f3 seguro e exige menos esfor\u00e7o para ser desfeito do que o n\u00f3 duplo      (mais usado para fitas).<\/p>\n<p>Para cordas de rapel, \u00e9 importante deixar uma folga de pelo menos um palmo      e meio nas pontas para maior seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Volta do Fiel<\/strong><\/p>\n<p>Chamado simplesmente de fiel este n\u00f3 \u00e9 a forma mais r\u00e1pida de se fixar a      corda, podendo ser reajustado ou desfeito com facilidade.<\/p>\n<p>A volta do fiel \u00e9 um n\u00f3 muito f\u00e1cil de se fazer e muito \u00fatil em uma escalada,      como por exemplo quando se deseja fixar a corda do participante sem soltar      a seguran\u00e7a ou quando desejamos fazer uma solteira de comprimento vari\u00e1vel,      podendo mudar o seu comprimento sem soltar a seguran\u00e7a. Com um pouco de pr\u00e1tica,      pode-se faz\u00ea-lo rapidamente com uma m\u00e3o s\u00f3. Normalmente o fazemos pelo meio      e utilizamos um mosquet\u00e3o, mas \u00e9 tamb\u00e9m muito importante e \u00fatil saber faz\u00ea-lo      pela ponta.<\/p>\n<p>Feito pelo meio da corda ele serve para fixar a corda em um mosquet\u00e3o ou      p\u00e9-de-galinha.<\/p>\n<p>Feito pela ponta e com um bom arremate de seguran\u00e7a, ele serve para fixar      a corda em uma \u00e1rvore, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>Azelha<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00f3 azelha \u00e9 um n\u00f3 forte e confi\u00e1vel. \u00c9 muito utilizado durante a escalada      para fixar a corda ou para rebocar material.<\/p>\n<p>Seu grande inconveniente, no entanto, \u00e9 ser dif\u00edcil de desfazer ap\u00f3s ser      submetido a grande tens\u00e3o e\/ou numa corda molhada. O n\u00f3 oito duplo ameniza      esse inconveniente e \u00e9 portanto prefer\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Falca\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser usado diretamente na escalada, este n\u00f3 \u00e9 muito \u00fatil e deve      ser aprendido pelos alunos do CBM. Ele serve para arrematar a corda ap\u00f3s ser      enrolada, facilitando o seu transporte e manuseio quando n\u00e3o utilizada.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s enrolar a corda, deixe uma volta mais curta para o ajuste final e reserve      uma bra\u00e7ada de corda para executar o n\u00f3 como mostra a figura.<\/p>\n<p>Termine o n\u00f3 passando a ponta da corda pela al\u00e7a e ajustando-o com firmeza,      para evitar que o n\u00f3 se desfa\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>N\u00f3 de Fita ou N\u00f3 Duplo<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00f3 de fita \u00e9 um n\u00f3 usado para emendar as pontas de uma fita, criando-se      um anel de fita que pode ser usado como costura ou como fita solteira.<\/p>\n<p>Faz-se um n\u00f3 simples em uma das pontas da fita e depois, com a outra ponta,      segue-se esse n\u00f3 pelo caminho inverso. O n\u00f3 de fita deve ser ajustado para      que as fitas fiquem todo o tempo paralelas e com folgas de pelo menos tr\u00eas      dedos em cada ponta.<\/p>\n<p>Para uma solteira pode-se usar uma fita de 260 cm a 300 cm, que ap\u00f3s dobrada      e emendada deve ficar com cerca de 110 cm a 130 cm. Para costuras m\u00e9dias,      usa-se uma fita de uns 160 cm, que ap\u00f3s dobrada e emendada ficar\u00e1 com 60 cm,      podedo ser levada a tiracolo.<\/p>\n<p>Se o n\u00f3 for aplicado em uma corda ou cordelete, em vez de em uma fita, o      n\u00f3 muda de nome e passa a se chamar n\u00f3 duplo. Deve-se ter muito cuidado com      o n\u00f3 duplo neste caso, pois ele possui uma forma correta e outra errada! A      forma errada \u00e9 insegura e pode se desfazer com o uso.<\/p>\n<p>A menos que voc\u00ea tenha muita familiaridade com o jeito certo e o errado do      n\u00f3 duplo, para emendar as pontas de uma corda ou cordelete prefira sempre      o pescador duplo ou o oito duplo, ambos confi\u00e1veis e facilmente identific\u00e1veis.<\/p>\n<p>Fonte:  www.rapelradical.com.br\/sites.google.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rapel, Tipo, Brasil, T\u00e9cnica, Equipamentos, Estilo, N\u00f3s, Corda, Escalada, Caracter\u00edsticas, Hist\u00f3ria, O que \u00e9, Rapel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[305],"tags":[],"class_list":["post-62486","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-esportes"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin 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