{"id":61317,"date":"2016-07-12T13:23:11","date_gmt":"2016-07-12T13:23:11","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=61317"},"modified":"2016-07-12T13:33:42","modified_gmt":"2016-07-12T13:33:42","slug":"dia-do-engenheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro","title":{"rendered":"Dia do Engenheiro"},"content":{"rendered":"<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<p>No seu dia-a-dia, os engenheiros usam e abusam de id\u00e9ias, sempre aplicando      m\u00e9todos e t\u00e9cnicas economicamente vi\u00e1veis, com aux\u00edlio da matem\u00e1tica e das      ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Buscam aliar as melhores condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a ao menor custo, sendo requisitados      em todas as \u00e1reas, seja no campo, na cidade ou at\u00e9 no espa\u00e7o sideral.<\/p>\n<p>Muitos produtos e servi\u00e7os que revolucionaram nossas vidas sa\u00edram de suas      mentes engenhosas, como autom\u00f3veis, eletrodom\u00e9sticos, foguetes, computadores      e controle da polui\u00e7\u00e3o do ar, por exemplo.<\/p>\n<h4><strong>A Regulamenta\u00e7\u00e3o da Profiss\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A profiss\u00e3o foi primeiramente regulamentada no Brasil atrav\u00e9s do decreto      no 23.569, de 11 de dezembro de 1933, sendo fiscalizada pelos Conselhos Regionais      de Engenharia e Arquitetura (CREA), subordinados ao Conselho Federal de Engenharia      e Arquitetura (CONFEA).<\/p>\n<p>Mais tarde, em 1966, o decreto foi revogado pela Lei no 5.194\/66 de 24 de      dezembro, que hoje representa a legisla\u00e7\u00e3o vigente da regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>A lei estabelece as condi\u00e7\u00f5es e regras para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, determinando      direitos e deveres aos profissionais. Al\u00e9m de impor condi\u00e7\u00f5es no sentido de      garantir prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade, levando os profissionais a desempenharem suas      fun\u00e7\u00f5es com qualidade, responsabilidade e compet\u00eancia.<\/p>\n<h4><strong>A Data<\/strong><\/h4>\n<p>A data para homenagear os engenheiros foi escolhida por ter sido neste dia,      11 de dezembro, a promulga\u00e7\u00e3o do decreto federal no 23.569 que regulava o      exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de engenheiro, arquiteto e agrimensor.<\/p>\n<p>O CONFEA foi criado na mesma data e atrav\u00e9s do mesmo decreto, que foi considerado      um marco na hist\u00f3ria da regulamenta\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica no Brasil.<\/p>\n<p>Na sua concep\u00e7\u00e3o atual, o CONFEA fiscaliza tamb\u00e9m outras profiss\u00f5es como      Arquitetura, Geografia, Geologia e Meteorologia.<\/p>\n<h4><strong>O Curso<\/strong><\/h4>\n<p>O curso superior em Engenharia tem dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de cinco anos e disciplinas      b\u00e1sicas da \u00e1rea de Matem\u00e1tica, Qu\u00edmica, F\u00edsica e C\u00e1lculo. Al\u00e9m de mat\u00e9rias      espec\u00edficas dependendo da engenharia escolhida.<\/p>\n<p>Mais de 200 universidades no Brasil oferecem cursos de engenharia.<\/p>\n<p>Fonte:  www.ibge.gov.br<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<p>Hoje foi escolhido para celebrar o <strong>engenheiro<\/strong> pois foi nessa      data, em 1933, que a profiss\u00e3o foi regulamentada no Brasil, atrav\u00e9s do decreto      no. 23.569.<\/p>\n<p>Em 1966, esse decreto foi revogado e entrou em vigor a lei no. 5.194\/66 ,      que agora regulamente a profiss\u00e3o. \u00c9 essa lei que estabelece as condi\u00e7\u00f5es      e regras para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, os direitos e deveres, al\u00e9m de garantir      prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade em rela\u00e7\u00e3o a maus profissionais e servi\u00e7os. <\/p>\n<p>O profissional deve ser registrado nos Conselhos Regionais de Engenharia      e Arquitetura \u0096 CREA \u0096 que \u00e9 subordinado ao Conselho Federal de      Engenharia e Arquitetura \u0096 CONFEA. Estes s\u00e3o \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela      fiscaliza\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio da engenharia.<\/p>\n<p>A engenharia sempre foi uma dos cursos acad\u00eamicos bastante requisitados.      Hoje, existem v\u00e1rias especialidades de engenharia. <\/p>\n<p>Mais de 20 especialidades s\u00e3o reconhecidas pelos conselhos de engenharia.    <\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a agora um pouco sobre cada uma:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Engenheiro civil: <\/strong>Estuda, projeta, desenvolve e fiscaliza        todo o tipo de constru\u00e7\u00e3o civil, como pontes, elevados, edif\u00edcios, t\u00faneis,        viadutos, fortifica\u00e7\u00f5es, rodovias, ferrovias, est\u00e1dios, redes de esgoto,        entre outros.<strong><br \/>\n       Engenheiro eletricista: <\/strong>Atua na \u00e1rea de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e        distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Al\u00e9m de monitorar qualquer tipo de sistema        de energia el\u00e9trica.<strong><br \/>\n       Engenheiro agr\u00edcola: <\/strong>Desenvolve sistemas de distribui\u00e7\u00e3o de produtos        agr\u00edcolas, al\u00e9m de equipamentos agr\u00edcolas.<strong><br \/>\n       Engenheiro aeron\u00e1utico: <\/strong>Trabalha na produ\u00e7\u00e3o de aeronaves e estruturas        aeron\u00e1uticas como m\u00edsseis, avi\u00f5es e c\u00e1psulas espaciais.<strong><br \/>\n       Engenheiro cart\u00f3grafo: <\/strong>Executa trabalho de mapeamento de uma regi\u00e3o,        que inclui estudo do terreno e detalhamento do relevo da superf\u00edcie.<strong><br \/>\n       Engenheiro de computa\u00e7\u00e3o: <\/strong>Desenvolve produtos, servi\u00e7os, programas        e novas tecnologias na \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica.<strong><br \/>\n       Engenheiro qu\u00edmico: <\/strong>Desenvolve produtos qu\u00edmicos como fertilizantes,        medicamentos e produtos de limpeza.<strong><br \/>\n       Engenheiro metal\u00fargico: <\/strong>Atua na extra\u00e7\u00e3o de minerais e no seu processo        de purifica\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Engenheiro naval: <\/strong>Constr\u00f3i embarca\u00e7\u00f5es e plataformas.<strong><br \/>\n       Engenheiro de produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>Participa da elabora\u00e7\u00e3o do processo produtivo        de uma empresa.<strong><br \/>\n       Engenheiro de petr\u00f3leo: <\/strong>Atua na extra\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo        e do seu g\u00e1s.<strong><br \/>\n       Engenheiro de alimentos: <\/strong>Participa do processo de produ\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o        e armazenamento de alimentos.<strong><br \/>\n       Engenheiro de minas: <\/strong>Extrai e prepara recursos minerais para serem        utilizados na ind\u00fastria.<strong><br \/>\n       Engenheiro de pesca: <\/strong>Atua no desenvolvimento das ind\u00fastrias e atividades        relacionadas \u00e0 pesca, sem degradar o meio ambiente.<strong><br \/>\n       Engenheiro de materiais: <\/strong>Desenvolve e testa novos materiais e compostos        para a ind\u00fastria.<strong><br \/>\n       Engenheiro de agrimensura: <\/strong>Mede e calcula \u00e1reas, al\u00e9m de registrar        relevos e outras caracter\u00edsticas de terrenos.<strong><br \/>\n       Engenheiro mec\u00e2nico: <\/strong>Projeta e desenvolve qualquer tipo de equipamento        &#8211; ferramentas, motores, m\u00e1quinas e demais sistemas mec\u00e2nicos &#8211; que produzem,        transmitem ou usam energia.<strong><br \/>\n       Engenheiro ambiental: <\/strong>Respons\u00e1vel por avaliar a dimens\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es        ben\u00e9ficas ou prejudiciais ao meio ambiente causadas pelas atividades humanas.<strong><br \/>\n       Engenheiro de telecomunica\u00e7\u00f5es: <\/strong>Opera projetos que possibilitam        a propaga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sob a forma de sinais el\u00e9tricos.<strong><br \/>\n       Engenheiro t\u00eaxtil: <\/strong>Supervisiona e fiscaliza ind\u00fastrias t\u00eaxteis        e de confec\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Engenheiro sanitarista: <\/strong>Elabora projetos de saneamento b\u00e1sico,        al\u00e9m de fiscalizar e fazer a manuten\u00e7\u00e3o das obras.<strong><br \/>\n       Engenheiro industrial: <\/strong>Controla o funcionamento t\u00e9cnico de uma        ind\u00fastria, visando ao melhor aproveitamento das m\u00e1quinas.<strong><br \/>\n       Engenheiro mecatr\u00f4nico: <\/strong>S\u00e3o conhecidos como engenheiros de controle        e automa\u00e7\u00e3o. Criam e cuidam da manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas rob\u00f3ticas.<strong>Engenheiro        nuclear: <\/strong>Desenvolve novos usos para usinas nucleares, al\u00e9m de projetar        aparelhos, instala\u00e7\u00f5es e itens de seguran\u00e7a.<strong><br \/>\n       Engenheiro florestal: <\/strong>Protege e administra recursos florestais,        aplicando conhecimentos de biologia e ecologia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  UFGNet<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4><strong>MOTIVA\u00c7\u00c3O PARA ENGENHARIA<\/strong><\/h4>\n<p>Nos \u00faltimos anos, os cursos de <strong>engenharia<\/strong> no Brasil e em      v\u00e1rias partes do mundo est\u00e3o sendo menos procurados. Especialidades em ci\u00eancias      sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas atraem mais aos estudantes. Atrav\u00e9s de tr\u00eas      pequenos textos, o autor procurar apresentar, incentivar e orientar os jovens      na dif\u00edcil escolha profissional. Objetiva-se apresentar elementos provocantes      para reflex\u00e3o e discuss\u00e3o, pontos ess\u00eancias em qualquer transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>O QUE \u00c9 ENGENHARIA?<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Um profundo conhecedor da qu\u00edmica do c\u00e9rebro e do comportamento do      homem e da sociedade alertou-me que &#8220;amor e t\u00e9cnica est\u00e3o em eixos ontol\u00f3gicos      diferentes, em linhas diferentes de tend\u00eancias humanas:<\/strong> \u00e9tica e est\u00e9tica,      respectivamente&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, para estabelecer coordenadas em um plano, valemo-nos usualmente de eixos      ortogonais. <\/p>\n<p><strong>O texto que se segue tra\u00e7a um perfil da engenharia tendo como refer\u00eancia      os eixos ortogonais:<\/strong> amor e t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>Como tenho dificuldade para responder a esta pergunta:<\/strong> O      que \u00e9 engenharia? Vou tentar contornar esta dificuldade falando das obras      da engenharia. Acredito que por a\u00ed ser\u00e1 poss\u00edvel chegar a uma concep\u00e7\u00e3o do      que \u00e9 a engenharia. <\/p>\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o: <\/strong>Obras da engenharia s\u00e3o o conjunto das coisas      vis\u00edveis menos o conjunto das coisas da natureza. <\/p>\n<p><strong>Usando nota\u00e7\u00e3o de Teoria dos Conjuntos:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>{OBRAS DA ENGENHARIA} = {COISAS VIS\u00cdVEIS} \u0096 {COISAS      DA NATUREZA}<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mas, como nos ensina Saint Exupery:<\/strong> \u0093O essencial \u00e9      invis\u00edvel aos olhos.\u0094 <\/p>\n<p>Assim, conclu\u00edmos que a Engenharia n\u00e3o \u00e9 essencial. Essencial, fundamental,      afinal, \u00e9 o amor, e a engenharia se torna uma atividade \u00e1rida, fria, desconexa      de tudo que \u00e9 importante nesta vida. O problema \u00e9 que o amor, por sua vez,      tamb\u00e9m \u00e9 algo dif\u00edcil de se definir. <\/p>\n<p><strong>Os gregos tinham tr\u00eas palavras para amor:<\/strong> \u0093eros\u0094,      \u0093filos\u0094e \u0093\u00e1gape\u0094. N\u00f3s em portugu\u00eas, ingl\u00eas, alem\u00e3o, espanhol,      franc\u00eas e, acredito, em todos os idiomas de uso contempor\u00e2neo, tratamos por      uma s\u00f3, que pobreza!!!<\/p>\n<p><strong>Na verdade, o amor tem que ser externalizado por a\u00e7\u00f5es vis\u00edveis para      ser compreendido:<\/strong><\/p>\n<p>A dedica\u00e7\u00e3o de uma m\u00e3e, a abnega\u00e7\u00e3o de um pai, o companheirismo de um colega      de turma s\u00e3o exemplos de amor filos. O sensual encantamento por uma mulher      ou por um homem s\u00e3o exemplos de amor eros, a forma mais simples e que normalmente      se atribui \u00e0 nossa palavra \u0093amor\u0094. O amor \u00e1gape \u00e9 o que retrata      o amor sublime de um religioso ou dos seres humanos em situa\u00e7\u00f5es extremas.      Em qualquer caso, \u00e9 necess\u00e1rio um ato que externe este sentimento.<\/p>\n<p>Justamente neste ponto \u00e9 que reencontramos a engenharia como a forma mais      efetiva dos homens mostrarem que amam. Afinal, a escravid\u00e3o terminou pois      existiam recursos tecnol\u00f3gicos que mostraram que o trabalho escravo poderia      ser dispensado. As epidemias, fome, frio e outras preocupa\u00e7\u00f5es do ser humano      podem ser superadas com os recursos que a engenharia oferece. A dist\u00e2ncia      entre as pessoas e muitos outros exemplos podem ser colocados. <\/p>\n<p><strong>Bela esta profiss\u00e3o que me permite concretizar o sentimento mais      nobre da humanidade:<\/strong> o amor!!!<\/p>\n<h4><strong>EXISTE VOCA\u00c7\u00c3O PARA ESPECIALIDADES DA ENGENHARIA?<\/strong><\/h4>\n<p>Tive muita d\u00favida na minha escolha por engenharia eletrot\u00e9cnica. Estava perdido      demais ao terminar o segundo ano do curso b\u00e1sico. Acredito que hoje em dia,      com mais op\u00e7\u00f5es profissionais e com a escolha da especialidade j\u00e1 no vestibular,      como ocorre na UFRJ, a dificuldade de alguns jovens seja ainda maior. <\/p>\n<p>Conhe\u00e7o v\u00e1rios que desistiram do curso que faziam e tentaram recome\u00e7ar por      outro caminho. <\/p>\n<p>Evidentemente, existem voca\u00e7\u00f5es e afinidades diferentes entre as pessoas.      Ainda bem, sen\u00e3o o mundo seria muito mon\u00f3tono!!! Acredito que o estudante      de engenharia deve basicamente ter habilidades para o m\u00e9todo cient\u00edfico. Se      a op\u00e7\u00e3o for engenharia mec\u00e2nica, el\u00e9trica, naval ou qualquer outra que seja,      a diferen\u00e7a \u00e9 m\u00ednima e o que deve influenciar \u00e9 a qualidade do curso, as facilidades      oferecidas pela faculdade, o mercado de trabalho. <\/p>\n<p>O engenheiro precisa, sim, ter uma boa base em matem\u00e1tica, f\u00edsica, qu\u00edmica,      ingl\u00eas, e, principalmente, abertura para dialogar com colegas de outras especialidade,      incluindo a\u00ed f\u00edsicos, soci\u00f3logos, pol\u00edticos, economistas e etc. Claro que      as coisas n\u00e3o s\u00e3o exatamente deste modo simplista que estou colocando, mas      tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o um bicho de sete cabe\u00e7as como alguns tentam apresentar. Por      exemplo, dizendo que \u00e9 mais cr\u00edtico escolher uma profiss\u00e3o do que uma esposo      ou esposa, pois estes \u00faltimos pode-se trocar com mais facilidade. Acho que      est\u00e1 se complicando muito na escolha da profiss\u00e3o e simplificando na escolha      do parceiro!!!<\/p>\n<h4><strong>QUE CONDI\u00c7\u00d5ES FAVORECEM O DESENVOLVIMENTO TECNOL\u00d3GICO?<\/strong><\/h4>\n<p>Entendo tecnologia como um processo cultural. Os m\u00e9todos usados por grupos      europeus, asi\u00e1ticos ou americanos, antes do mundo globalizado, eram bem distintos,      consequ\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es naturais de cada comunidade. Estabeleceu-se uma      cultura em cada regi\u00e3o, fruto do viver, pensar e transformar a realidade que      cercava os diferentes povos. <\/p>\n<p>Acredito, sinceramente, que a nossa grande chance como engenheiros est\u00e1 em      reconhecer os problemas pr\u00f3ximos e procurar implementar solu\u00e7\u00f5es inovadoras      para eles. A\u00ed est\u00e1 o nosso nicho. Existem exemplos que mostram isto claramente.      A expans\u00e3o de Portugal atrav\u00e9s de navega\u00e7\u00f5es pelo Atl\u00e2ntico certamente est\u00e1      relacionada ao fato de o oceano ser a \u00fanica sa\u00edda para eles. O pr\u00f3prio fato      do homem ser b\u00edpede est\u00e1 ligado a necessidade de uso dos membros dianteiros      para se defender de animais mais fortes. No Brasil, existem exemplos bem sucedidos      de empresas que se dedicaram a resolver problemas tipicamente brasileiros,      como os relacionados com \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, \u00e1lcool e energia el\u00e9trica.    <\/p>\n<p>Este tipo de tecnologia eu gosto de chamar de \u0093tecnologia de samba\u0094,      uma vez que o samba faz parte da necessidade do brasileiro. Somos capazes      de organizar um teatro ao ar livre que atrai pessoas do mundo inteiro e at\u00e9      export\u00e1-lo. Considero, portanto, uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o sucesso de      um empreendimento tecnol\u00f3gico que ele toque fortemente a vida das pessoas      pr\u00f3ximas. Precisamos, por\u00e9m, estar atentos que estas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o suficientes      para o sucesso. Pelas condi\u00e7\u00f5es suficientes, temos que lutar atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es      pol\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o ou \u0085<\/strong><\/p>\n<p><strong>Colocando os p\u00e9s no ch\u00e3o com a cabe\u00e7a ainda nas nuvens:<\/strong><\/p>\n<p>Quando me formei em 1976, emprego para engenheiro n\u00e3o era problema. Nos dias      de hoje est\u00e1 mais dif\u00edcil, mas tem melhorado gradualmente. O fato \u00e9 que se      emprego est\u00e1 dif\u00edcil, trabalho \u00e9 o que n\u00e3o falta. Evidentemente, precisa-se      de criatividade para oferecer e vender os necess\u00e1rios servi\u00e7os de engenharia      neste Pa\u00eds carente. Agora, mais do que nunca, o estudante deve estar preocupado      realmente em aprender. As notas e o CR s\u00e3o importantes, por\u00e9m o entendimento      dos processos e m\u00e9todos de solu\u00e7\u00e3o de problemas deve ser o foco principal.      Para ter sucesso neste empreendimento, a motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. <\/p>\n<p>Em algumas ocasi\u00f5es, para motivar meus alunos, recai na amea\u00e7a da prova e      da reprova\u00e7\u00e3o como elemento para despertar o interesse pela mat\u00e9ria. Outro      motivador \u00e9 lembrar do bom emprego e do bom sal\u00e1rio. Considero tudo isto v\u00e1lido,      mas, nestes textos, procurei apresentar outros aspectos que acredito ajudem      a estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o com preocupa\u00e7\u00f5es bem interiores e, portanto, muito      motivantes. <\/p>\n<p>Como professor e pai estou introduzindo estas e outras coloca\u00e7\u00f5es similares      nas entrelinhas das minhas aulas e conversas. Ainda n\u00e3o tenho um resultado      mensur\u00e1vel, acredito at\u00e9 que isto ser\u00e1 imposs\u00edvel. Resolvi ent\u00e3o escrever      e divulgar para despertar o debate e ouvir outras opini\u00f5es. Agora, \u00e9 com voc\u00ea,      leitor.<\/p>\n<p><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n<p>A Alquindar Pedroso, Arlindo de Souza Penteado, Erenilton Marinho Maseiro,      Jorge Luiz do Nascimento e Jos\u00e9 Caruso Madalena pelas sugest\u00f5es construtivas.<\/p>\n<p><strong>Dedicat\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Aos estudantes de Engenharia.<\/p>\n<p><strong>Richard M. Stephan<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>[1] Antoine Saint Exupery, &#8220;O Pequeno      Pr\u00edncipe&#8221;, Agir, 2000.<br \/>\n     [2] Erick Fromm, \u0093Revolu\u00e7\u00e3o da Esperan\u00e7a\u0094, Guanabara, 1991.<br \/>\n     [3] Jos\u00e9 Caruso Madalena, &#8220;Eu e o Tempo&#8221;, Imago Editora, 1983.<br \/>\n     [4] Paulo Freire, \u0093Pedagogia da Esperan\u00e7a \u0094, Paz e Terra, 1992.<br \/>\n     [5] Rafael Cifuentes, \u0093Alegria de Viver\u0094, Quadrante 1997.<br \/>\n     [6] Roberto Nicolsky, \u0093O Novo Paradigma do Desenvolvimento\u0094, Folha      de S\u00e3o Paulo,pg.3, 9\/5\/2000.<\/p>\n<p>Fonte:  www.dee.ufrj.br<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4>O ENSINO DA ENGENHARIA<\/h4>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o Profissional a n\u00edvel superior no Brasil, conforme Dem\u00e9trio (1989),      iniciou-se com D. Jo\u00e3o VI, para atender \u00e0s necessidades imediatas decorrentes      da transfer\u00eancia da Corte Portuguesa, composta de aproximadamente 15 mil pessoas,      que no dia 29 de novembro de 1807 deixava Portugal e chegava ao Brasil em      janeiro de 1808.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao empenho do Conde de Linhares, foi criada por D. Jo\u00e3o VI, atrav\u00e9s      da Carta R\u00e9gia, de 4 de dezembro de 1810, a Academia Real Militar do Rio de      Janeiro, destinada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de especialistas militares em fortifica\u00e7\u00f5es.    <\/p>\n<p>Anos mais tarde, passou a denominar-se Escola Central (1858), que al\u00e9m de      formar engenheiros militares e civis, tinha em vista tamb\u00e9m o ensino de matem\u00e1tica      e ci\u00eancias naturais.<\/p>\n<p>Em 1874, com a transfer\u00eancia da prepara\u00e7\u00e3o de militares para a Escola Militar      da Praia Vermelha, a Escola Central, passou a constituir a Escola Polit\u00e9cnica      do Rio de Janeiro, inteiramente civil que, posteriormente, transformou-se      na Escola Nacional da Universidade do Brasil, atualmente Escola de Engenharia      da Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Destinadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de engenheiros, foram criadas, ainda no s\u00e9culo passado,      depois da Academia Real Militar, a Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto      (1875), a Escola Polit\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo (1894) e o Mackenzie College (1897),      hoje Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie.<\/p>\n<p>Fonte:  www.unitau.br<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4>11 tipos de engenharia para fazer carreira<\/h4>\n<p><strong>Confira algumas op\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de engenharia para construir uma carreira      de sucesso e com muitas oportunidades.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro19.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><strong><br \/>\n     Engenharia<\/strong><\/p>\n<p>Escolher o curso universit\u00e1rio, para muitos jovens, \u00e9 uma tarefa \u00e1rdua, principalmente      com tantas hoje op\u00e7\u00f5es hoje em dia. T\u00e3o cedo, os jovens se v\u00eaem obrigados      a definir qual carreira seguir para o resto da vida, e para isso, levam em      considera\u00e7\u00e3o oportunidades de mercado, sal\u00e1rios e boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho.      \u00c9 verdade que o campo de engenharia mostra-se bastante promissor no Brasil      em tempos de crescimento industrial e econ\u00f4mico. Por isso, selecionamos 11      tipos de engenharia para fazer carreira, considerando as \u00e1reas de engenharia      em ascens\u00e3o e que mais est\u00e3o contratando na atualidade.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, a <strong>Engenharia Agr\u00edcola<\/strong> \u00e9 um campo de estudos      que se esfor\u00e7a para aplicar a ci\u00eancia da engenharia na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e      da agricultura. Para alguns, a engenharia agr\u00edcola \u00e9 a mais ampla do que todas      as outras formas de engenharia, uma vez que combina elementos de mec\u00e2nica,      civil, engenharia qu\u00edmica e pesquisas de biologia animais e vegetal. A Engenharia      Civil envolve a aplica\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios de engenharia para constru\u00e7\u00e3o civil      e design. Em algumas partes do mundo, os termos \u0093engenheiro civil\u0094      e \u0093engenheiro arquitet\u00f4nico\u0094 s\u00e3o usados indistintamente. \u00c9 uma disciplina      que lida principalmente com a concep\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de pontes,      estradas, canais, edif\u00edcios e todos os tipos de constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A <strong>Engenharia Biom\u00e9dica<\/strong> procura aplicar os princ\u00edpios de      engenharia e tecnologia para o campo da medicina. Originalmente considerada      uma especializa\u00e7\u00e3o interdisciplinar, a engenharia biom\u00e9dica cresceu e se tornou      uma disciplina respeitada. A engenharia de tecidos, al\u00e9m de considerada uma      especializa\u00e7\u00e3o da biotecnologia, \u00e9 um exemplo de engenharia biom\u00e9dica.<\/p>\n<p>J\u00e1 a <strong>Engenharia de Computa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia      da computa\u00e7\u00e3o e engenharia eletr\u00f4nica, com desenvolvimento de design, software,      hardware, al\u00e9m de desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es para a integra\u00e7\u00e3o dos dois.      Por outro lado, a Engenharia El\u00e9trica \u00e9 o estudo e a aplica\u00e7\u00e3o do eletromagnetismo,      eletr\u00f4nica e eletricidade. \u00c9 uma disciplina de base ampla, que abrange a concep\u00e7\u00e3o      e a implementa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios dispositivos eletr\u00f4nicos, sistemas el\u00e9tricos,      como os circuitos, geradores, motores e transformadores.<\/p>\n<p><strong>Engenharia Ambiental<\/strong> refere-se \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios      cient\u00edficos para a melhoria ambiental. De um modo geral, esta disciplina tenta      fornecer sistemas que propiciem o ar puro, \u00e1gua e terra para habita\u00e7\u00e3o segura.      Al\u00e9m disso, esta disciplina visa encontrar maneiras de reverter os danos ambientais      causados pela polui\u00e7\u00e3o e outros agentes agressores ao meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>Engenharia Industrial<\/strong> \u00e9 uma disciplina preocupada com o      desenvolvimento e a melhoria cont\u00ednua dos sistemas integrados. Em sistemas      de manufatura, o foco \u00e9 direcionado em encontrar maneiras de eliminar o desperd\u00edcio      (tempo, dinheiro, materiais, energia, etc). Cabe lembrar que a engenharia      industrial n\u00e3o \u00e9 necessariamente limitada \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pode ser      relacionada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. Com enfoque exclusivamente n o design e na manuten\u00e7\u00e3o      de diferentes processos de fabrica\u00e7\u00e3o, ferramentas, equipamentos e m\u00e1quinas,      a Engenharia de Manufatura \u00e9 regida princ\u00edpios de manufatura enxuta nas ind\u00fastrias,      com o objetivo de produzir mais com o menor custo.<\/p>\n<p><strong>Engenharia de Materiais<\/strong> se preocupa com as propriedades      da mat\u00e9ria e sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 tecnologia. Isto geralmente se refere      ao estudo da estrutura de materiais a n\u00edvel molecular, e inclui elementos      de f\u00edsica aplicada e qu\u00edmica. A nanotecnologia \u00e9 um exemplo deste tipo de      engenharia, um campo em franca expans\u00e3o e que demanda pesquisas e estudos      intensos.<\/p>\n<p>Considerada uma das mais antigas disciplinas, a <strong>Engenharia Mec\u00e2nica<\/strong>      destina-se a estudar aspectos como design, produ\u00e7\u00e3o e uso de ferramentas e      m\u00e1quinas. \u00c9 principalmente preocupado com a gera\u00e7\u00e3o e a aplica\u00e7\u00e3o de for\u00e7a      mec\u00e2nica. A Engenharia Nuclear \u00e9 uma disciplina essencialmente preocupada      em encontrar aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da energia nuclear. Isto inclui o desenvolvimento      e manuten\u00e7\u00e3o de reatores nucleares, usinas de energia e armas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses cursos, ainda poder\u00edamos falar da Engenharia Naval, Engenharia      de Produ\u00e7\u00e3o, Qu\u00edmica, Eletr\u00f4nica, de nanotecnologia, Engenharia de Pesca,      Florestal, de Alimentos, Engenharia Cartogr\u00e1fica e muitos outros cursos de      engenharia oferecidos pelas diversas universidades p\u00fablicas e privadas brasileiras.    <\/p>\n<p><strong>Renata Branco<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.manutencaoesuprimenrtos.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<p>A palavra <strong>engenharia<\/strong> \u00e9 oriunda do latim (ingeniu que significa      faculdade inventiva, talento). <\/p>\n<p>A <strong>engenharia<\/strong> \u00e9 a ci\u00eancia agregada ao esfor\u00e7o para empreender      resultados t\u00e1citos ou n\u00e3o. Em geral estes resultados s\u00e3o provenientes de trabalhos      com focos em \u00e1reas espec\u00edficas em que se possui um amplo conhecimento, sem      nunca se esquecer da preserva\u00e7\u00e3o ambiental, calculando poss\u00edveis impactos      e planejando solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro20.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><strong><br \/>\n     Engenharia<\/strong><\/p>\n<p>Para se obter melhores resultados na engenharia \u00e9 imprescind\u00edvel a elabora\u00e7\u00e3o      de um planejamento consistente.<\/p>\n<h4><strong>Origem<\/strong><\/h4>\n<p>A origem da engenharia vem desde os prim\u00f3rdios da humanidade, em que o homem      necessitava de artefatos para aux\u00edlio no seu cotidiano, com isso ele produzira      itens como pedras pontiagudas onde era poss\u00edvel facilitar o preparo da ca\u00e7a      para sua alimenta\u00e7\u00e3o. A partir de ent\u00e3o a seq\u00fc\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de novos itens      e t\u00e9cnicas para otimizar suas tarefas fez com que a engenharia se tornasse      essencial para sobreviv\u00eancia e evolu\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<h4><strong>Mercado de Trabalho<\/strong><\/h4>\n<p>O cen\u00e1rio econ\u00f4mico possui impacto direto no mercado de trabalho da engenharia,      e vem demonstrando altos e baixos ao longo do tempo, a lei da oferta e procura      acompanha essa onda ditada pela economia.<\/p>\n<p>Portanto para o profissional que deseja se destacar e obter reconhecimento      do mercado, \u00e9 necess\u00e1rio se reciclar a todo o momento fazendo cursos de atualiza\u00e7\u00e3o,      aprendendo novos idiomas, estando atendo aos acontecimentos entre outros fatores.<\/p>\n<h4><strong>Perspectiva<\/strong><\/h4>\n<p>Sempre existir\u00e3o crises e fatores que atrasam o desenvolvimento, mesmo assim      podemos esperar evolu\u00e7\u00f5es para a engenharia, pois sua atua\u00e7\u00e3o est\u00e1 em constante      desenvolvimento incentivada pela necessidade de melhores recursos para o indiv\u00edduo      ou mesmo o ambiente. Portanto a engenharia sempre foi e sempre ser\u00e1 uma excelente      escolha para quem gosta de pensar, inovar, planejar, desenvolver, etc. Nunca      deixe de acreditar!<\/p>\n<p>Fonte:  www.artigonal.com<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4>Hist\u00f3ria da Engenharia<\/h4>\n<h4><strong>S\u00edntese Hist\u00f3rica <\/strong><\/h4>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da humanidade se processa de forma cont\u00ednua, mas quando a humanidade      est\u00e1 diante de grandes crises ou quando existe uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores prop\u00edcios,      a evolu\u00e7\u00e3o t\u00eam dado alguns saltos.<\/p>\n<p>Um elemento constante da evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade do ser humano dar formas      a objetos naturais e a empreg\u00e1-los para determinados fins.<\/p>\n<p>Estima-se que as mais antigas ferramentas foram fabricas h\u00e1 cerca de 1.750.000      anos pelos moradores da Tanz\u00e2nia.<\/p>\n<p><strong>As t\u00e9cnicas primitivas tiveram origem na descoberta da:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Alavanca<br \/>\n       No dom\u00ednio do fogo<br \/>\n       No polimento das pedras<br \/>\n       No cozimento dos alimentos<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Por volta de 4.000 a.c. temos uma revolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, provocando mudan\u00e7as      culturais, basicamente pela introdu\u00e7\u00e3o da agricultura, da domestica\u00e7\u00e3o do      animais, da modelagem cer\u00e2mica e da fabrica\u00e7\u00e3o do vinho e da cerveja.<\/p>\n<p>(Nesta fase acredita-se que certas ferramentas j\u00e1 eram produzidas em f\u00e1bricas      rudimentares e distribu\u00eddas em algumas regi\u00f5es, como a Gr\u00e3-Bretanha)<\/p>\n<p><strong>Com esta nova organiza\u00e7\u00e3o social, o homem come\u00e7ou a dedicar-se a      novas descobertas e a realizar grandes obras, tais como:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Pir\u00e2mides de Giz\u00e9 em 2.600 a.c.<br \/>\n       Eol\u00edpila por H\u00e9ron de Alexandria em 130 a.c.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ap\u00f3s as idades da pedra lascada e da pedra polida, o homem come\u00e7a a utilizar      os primeiros metais, cobre e estanho, utilizados principalmente na fabrica\u00e7\u00e3o      de instrumentos de ca\u00e7a e defesa.<\/p>\n<p>Este per\u00edodo fica conhecido como Idade dos Metais (Idade do Bronze e Idade      do Ferro).<\/p>\n<p>Por volta do ano 2.000 a.c., mais ou menos junto com a inven\u00e7\u00e3o do alfabeto      para a escrita e a numera\u00e7\u00e3o, o homem passa a utilizar o processo de fundi\u00e7\u00e3o      dos metais.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca, os Etruscos (pen\u00ednsula italiana), j\u00e1 fundiam o ferro com alguma      perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ainda nesta \u00e9poca temos o desenvolvimento da:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Arquitetura<br \/>\n       A inven\u00e7\u00e3o da roda<br \/>\n       A constru\u00e7\u00e3o das primeiras m\u00e1quinas simples<br \/>\n       Isto promove a transforma\u00e7\u00e3o das antigas sociedades rurais patriarcais em        cidades governadas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Alguns fatos marcantes desta \u00e9poca:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Utiliza\u00e7\u00e3o pelos eg\u00edpcios do papiro para a escrita<br \/>\n       A canaliza\u00e7\u00e3o do rio Nilo para irriga\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Desenvolvimento das t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o de navios pelos povos do mediterr\u00e2neo        e da Escandin\u00e1via<br \/>\n       Sistema subterr\u00e2neo de fornecimento de \u00e1gua em Jerusal\u00e9m<br \/>\n       Publica\u00e7\u00e3o do primeiro manual de matem\u00e1tica na China<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao longo dos s\u00e9culos, novas descobertas foram feitas e os conhecimentos foram      se avolumando, sempre com base emp\u00edrica.<\/p>\n<p>Praticamente por toda a fase inicial da evolu\u00e7\u00e3o da humanidade, as descobertas      t\u00e9cnicas eram tidas como presentes dos deuses ou privil\u00e9gio de alguns, sendo      apenas transmitidas aos escolhidos por eles.<\/p>\n<p>Um marco importante para a quebra deste paradigma e para a dissemina\u00e7\u00e3o da      ci\u00eancia e da t\u00e9cnica foi estabelecido em 1450 por Johannes Glensfleisch Gutenberg.<\/p>\n<h4><strong>Tipos m\u00f3veis para composi\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>Nova din\u00e2mica no progresso intelectual, maior rapidez na dissemina\u00e7\u00e3o dos        conhecimentos. <br \/>\n       Especialista na resolu\u00e7\u00e3o de problemas <br \/>\n       Desenvolvimento gradual e natural dos homens que se ocupavam em construir        dispositivos, estruturas, processos e instrumentos com base nas experi\u00eancias        passadas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>Surgimento da Engenharia Moderna<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>Com r\u00e1pida expans\u00e3o dos conhecimentos cient\u00edficos e com a sua aplica\u00e7\u00e3o        aos problemas pr\u00e1ticos, come\u00e7a a surgir o engenheiro.<br \/>\n       A engenharia se estrutura, principalmente com o desenvolvimento da matem\u00e1tica        e da explica\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos f\u00edsicos, at\u00e9 chegar no s\u00e9culo XVlll a um conjunto        sistem\u00e1tico e ordenado de doutrinas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Este ponto \u00e9 o marco divis\u00f3rio entre a Engenharia do Passado e a Engenharia      Moderna<\/p>\n<h4><strong>Engenharia do Passado <\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>Se caracteriza pelos grandes esfor\u00e7os do homem no sentido de criar e aperfei\u00e7oar        dispositivos que aproveitassem os recursos naturais.<br \/>\n       Foram os primeiros engenheiros respons\u00e1veis pelo aparecimento de armamentos,        fortifica\u00e7\u00f5es, estradas, pontes, canais e etc.<br \/>\n       Caracter\u00edstica b\u00e1sica \u00e9 o empirismo, trabalhavam com base na pr\u00e1tica transmitida        pelos que os antecediam, na sua pr\u00f3pria experi\u00eancia e no seu esp\u00edrito criador.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>Engenharia do Moderna <\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>Se caracteriza pela aplica\u00e7\u00e3o generalizada dos conhecimentos cient\u00edficos        \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de problemas.<br \/>\n       Ela pode dedicar-se, basicamente, a problemas da mesma esp\u00e9cie que a engenharia        do passado, por\u00e9m com a caracter\u00edstica distinta e marcante que \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o        da ci\u00eancia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Alguns exemplos, desta aplica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Estrutura da mat\u00e9ria<br \/>\n       Fen\u00f4menos eletromagn\u00e9ticos<br \/>\n       Composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos materiais<br \/>\n       Leis da mec\u00e2nica<br \/>\n       Transfer\u00eancia de energia<br \/>\n       Modelagens matem\u00e1ticas dos fen\u00f4menos f\u00edsicos<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>Marcos Hist\u00f3ricos Importantes <\/strong><\/h4>\n<p>A tecnologia, tal como hoje \u00e9 entendida, s\u00f3 apareceu h\u00e1 cerca de 400 anos,      mas tomou corpo apenas com a revolu\u00e7\u00e3o industrial, quando se notou que tudo      o que era constru\u00eddo pelos homens poderia s\u00ea-lo usando os princ\u00edpios b\u00e1sicos      da ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Em 1510, Leonardo da Vinci(1452 \u0096 1519) projeta uma roda d\u0092\u00e1gua      horizontal, cujo princ\u00edpio foi utilizado na constru\u00e7\u00e3o da turbina el\u00e9trica,      reunindo o saber te\u00f3rico ao pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Galileu Galilei(1564 \u0096 1642) foi o real iniciador da mentalidade cient\u00edfica,      iniciando a substitui\u00e7\u00e3o de longas argumenta\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas da dial\u00e9tica formal      pela observa\u00e7\u00e3o dos fatos em si mesmos.<\/p>\n<p>Em 1638, Galileu publica um trabalho aonde deduz o valor da resist\u00eancia \u00e0      flex\u00e3o de uma viga engastada numa extremidade e suportando um peso na sua      extremidade livre.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XVlll, Coulomb calculou a resist\u00eancia \u00e0 flex\u00e3o de vigas      horizontais em balan\u00e7o, e tamb\u00e9m elaborou um m\u00e9todo de calculo de empuxos      de terra sobre muros de arrimo, com validade at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<p><strong>As primeiras Escolas de Engenharia<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1747 \u0096 <\/strong>criada na Fran\u00e7a a primeira escola de engenharia        do mundo, \u00c9cole des Ponts et Chauss\u00e9es.<strong><br \/>\n       1774 \u0096<\/strong> funda\u00e7\u00e3o da \u00c9cole Polytechnique em Paris, que tinha        como finalidade ensinar as aplica\u00e7\u00f5es da matem\u00e1tica aos problemas da engenharia.<strong><br \/>\n       1778 \u0096 <\/strong>implanta\u00e7\u00e3o da \u00c9cole des Mines.<strong><br \/>\n       1794 \u0096 <\/strong>Conservatoire des Arts et M\u00e9tiers.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Estas escolas, exceto a \u00c9cole Polytechnique, eram voltadas para o ensino      pr\u00e1tico, estabelecendo assim uma divis\u00e3o na engenharia entre os engenheiros      pr\u00e1ticos e os te\u00f3ricos. <\/p>\n<p><strong>O pr\u00f3ximo passo foi o desenvolvimento das escolas t\u00e9cnicas superiores      nos pa\u00edses de l\u00edngua alem\u00e3:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>1806 \u0096<\/strong> Praga.<strong><br \/>\n       1815 \u0096<\/strong> Viena.<strong><br \/>\n       1825 \u0096<\/strong> Karlsruhe.<strong><br \/>\n       1827 \u0096<\/strong> Munique, e a escola que teve a maior import\u00e2ncia no        aparecimento da engenharia moderna, a escola de Zurique em 1854. Nos Estados        Unidos, a primeira escola foi a Academia Militar de West Point em 1794,        incendiada dois anos depois e somente reabrindo em 1802.<strong><br \/>\n       1824 \u0096<\/strong> Reasselaer Polytechnic Institute.<strong><br \/>\n       1865 \u0096<\/strong> MIT \u0096 Massachusestts Institute os Technology.<strong><br \/>\n       1905 \u0096<\/strong> Carnegie Institute of Technology.<strong><br \/>\n       1919 \u0096 <\/strong>California Institute of Technology. <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>A Engenharia no Brasil<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>In\u00edcio com a constru\u00e7\u00e3o das primeiras casas dos colonizadores e em seguida        as obras de defesa, como muros e fortes.<br \/>\n       Entre 1648-1650 foi contratado o holand\u00eas Miguel Timermans para ensinar        sua arte e sua ci\u00eancia.<strong><br \/>\n       1810 \u0096<\/strong> funda\u00e7\u00e3o da Academia Real Militar, primeira escola        de engenharia do Brasil.<strong><br \/>\n       1823 \u0096 <\/strong>um decreto permite a matr\u00edcula de alunos civis. <strong><br \/>\n       1874 \u0096<\/strong> cria\u00e7\u00e3o da Escola Polit\u00e9cnica do Rio de Janeiro.<strong><br \/>\n       1876 \u0096 <\/strong>cria\u00e7\u00e3o da Escola de Minas de Ouro Preto.<strong><br \/>\n       1893 \u0096<\/strong> Polit\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo.<strong><br \/>\n       1896 \u0096<\/strong> Polit\u00e9cnica do Mackenzie College.<strong><br \/>\n       1896 \u0096<\/strong> Escola de Engenharia do Recife.<strong><br \/>\n       1897 \u0096<\/strong> Polit\u00e9cnica da Bahia e a Escola de Engenharia de Porto        Alegre. <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>Origens da Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o <\/strong><\/h4>\n<p><strong>Revolu\u00e7\u00e3o Industrial \u0096 S\u00e9c. XVlll<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o de sistemas produtivos mecanizados e o grande crescimento      populacional, alterando drasticamente o sistema de produ\u00e7\u00e3o, a saber:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 Produ\u00e7\u00e3o <br \/>\n       \u00c9 Lucros <br \/>\n       \u00c9 Custos <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>Origens da Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o <\/strong><\/h4>\n<p>Grande salto tecnol\u00f3gico, tanto nos transportes como nas m\u00e1quinas, gerando      uma revolu\u00e7\u00e3o e uma evolu\u00e7\u00e3o nos sistemas produtivos, criando uma massa enorme      de desempregados, diminui\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os das mercadorias, melhor acabamento      dos produtos e o aumento no ritmo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a revolu\u00e7\u00e3o industrial, come\u00e7am a surgir as primeiras grandes f\u00e1bricas,      com condi\u00e7\u00f5es de trabalho prec\u00e1rias. <\/p>\n<blockquote>\n<p>Falta de higieniza\u00e7\u00e3o, ilumina\u00e7\u00e3o e ventila\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       18 horas de trabalho por dia.<br \/>\n       Sujeitos a castigos f\u00edsicos.<br \/>\n       Sal\u00e1rios muito baixos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Na busca por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e benef\u00edcios, os trabalhadores      de toda a europa se organizam e iniciam dois diferentes movimentos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ludismo<br \/>\n       Cartismo <\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O desenvolvimento industrial dos s\u00e9culos XVll, XlX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX,      proporciona um grande avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, propiciando o aparecimento da Engenharia      de Produ\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, inserida em um ambiente de crescimento econ\u00f4mico      e industrial.<\/p>\n<p>Surgem as primeiras corpora\u00e7\u00f5es com a expans\u00e3o da rede ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Frederick W. Taylor (1856 \u0096 1915) publica no in\u00edcio do s\u00e9c. XX Princ\u00edpios      da Administra\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica. <\/p>\n<p>Henry Ford(1813 \u0096 1947) cria o conceito das linhas de montagem, revolucionando      o processo produtivo.<\/p>\n<p>Paralelamente a Taylor e Ford, s\u00e3o desenvolvidos estudos sobre a organiza\u00e7\u00e3o      industrial e novas t\u00e9cnicas cont\u00e1beis e administrativas s\u00e3o testadas.<\/p>\n<p>Com isso, surge a necessidade de qualifica\u00e7\u00e3o de novos profissionais envolvidos      nos processos produtivos, tendo origem os primeiros cursos de administra\u00e7\u00e3o      e engenharia industrial.<\/p>\n<p>Na metade do s\u00e9culo XX, com o advento da pesquisa operacional, a engenharia      industrial recebe uma grande influ\u00eancia, com o emprego do m\u00e9todo cient\u00edfico      na modelagem e otimiza\u00e7\u00e3o de problemas, principalmente log\u00edsticos(2\u00aa Guerra      Mundial).<\/p>\n<p>Com a introdu\u00e7\u00e3o gradual da inform\u00e1tica nas universidades e empresas, forma-se      o n\u00facleo base da Engenharia Industrial.<\/p>\n<p><strong>Na d\u00e9cada de 90, s\u00e3o verificadas duas novas tend\u00eancias para a engenharia      de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o dos diferentes elos de uma cadeia produtiva, ligando clientes,        fornecedores e a manufatura, filosofia denominada Supply Chain Management.<br \/>\n       A transposi\u00e7\u00e3o dos conceitos de manufatura para empresas do setor de servi\u00e7os.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No Brasil, o forte processo de industrializa\u00e7\u00e3o e a instala\u00e7\u00e3o das primeiras      industrias automobil\u00edsticas na regi\u00e3o do ABC paulistano, propiciou o in\u00edcio      do curso de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o em 1959 pela Escola Polit\u00e9cnica da USP.<\/p>\n<p><strong>\u00c1reas de atua\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>O profissional de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 se dedicar a projetos e ger\u00eancia      de sistemas que envolvam pessoas, materiais, equipamentos e meio ambiente,      conquistando gradativamente seu espa\u00e7o de trabalho em fun\u00e7\u00e3o da sua forma\u00e7\u00e3o      mais abrangente e gen\u00e9rica, que somados aos conhecimentos tecnol\u00f3gicos b\u00e1sicos      da engenharia, constituem um diferencial altamente competitivo.<\/p>\n<h4><strong>Gest\u00e3o da Produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<p>Qualidade<br \/>\n       Gest\u00e3o Econ\u00f4mica<br \/>\n       Ergonomia e seguran\u00e7a do trabalho<br \/>\n       Engenharia do Produto<br \/>\n       Pesquisa Operacional<br \/>\n       Estrat\u00e9gia e Organiza\u00e7\u00f5es<br \/>\n       Gest\u00e3o da Tecnologia<br \/>\n       Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o<br \/>\n       Gest\u00e3o Ambiental<br \/>\n       Ensino<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Administra\u00e7\u00e3o de Empresas<\/strong><\/p>\n<p>A Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o \u00e9 o ramo da engenharia que lida com a concep\u00e7\u00e3o,      projeto e gerenciamento de sistemas produtivos de bens e servi\u00e7os, caracterizados      pela integra\u00e7\u00e3o entre homens, materiais, equipamentos e o meio ambiente, para      o incremento da produtividade da qualidade.<\/p>\n<p>Fonte:  www.umtoquedemotivacao.com<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4>Conhe\u00e7a os tipos de Engenharia que existem<\/h4>\n<p>Gosta da \u00e1rea de exatas? C\u00e1lculos e ci\u00eancia s\u00e3o suas paix\u00f5es? Ent\u00e3o com certeza      Engenharia seria uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o para voc\u00ea!<\/p>\n<p>Cada gradua\u00e7\u00e3o tem caracter\u00edsticas e perfis pr\u00f3prios. Listamos todas as engenharias      para voc\u00ea acabar com suas d\u00favidas e escolher a \u00e1rea que mais lhe interessa.    <\/p>\n<h4><strong>Engenharia Aeron\u00e1utica<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia que se ocupa do projeto e da manuten\u00e7\u00e3o de aeronaves      e do gerenciamento de atividades aeroespaciais. O engenheiro aeron\u00e1utico envolve-se      no projeto e na constru\u00e7\u00e3o de todos os tipos de aeronave, como avi\u00f5es, helic\u00f3pteros,      foguetes e sat\u00e9lites. Esse profissional \u00e9 fundamental para a seguran\u00e7a de      qualquer voo. \u00c9 ele o respons\u00e1vel pelo processo de manuten\u00e7\u00e3o, pela realiza\u00e7\u00e3o      de reparos e pelas inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas da estrutura e dos equipamentos, como      asas, motores e fuselagem. Cuida tamb\u00e9m dos sensores e instrumentos de controle.      Al\u00e9m de fabricar avi\u00f5es, pode gerenciar obras e servi\u00e7os ligados \u00e0 infraestrutura      aeron\u00e1utica, como a constru\u00e7\u00e3o de aeroportos, o planejamento de linhas e o      gerenciamento de tr\u00e1fego a\u00e9reo.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Como outros profissionais do setor, o engenheiro aeron\u00e1utico encontra um      momento favor\u00e1vel no mercado de trabalho. &#8220;As companhias a\u00e9reas voltaram      a dar empregos, as vendas tamb\u00e9m aumentaram e fabricantes, como a Embraer,      est\u00e3o contratando mais profissionais&#8221;, afirma Fl\u00e1vio Luiz da Silva Bussamra,      coordenador do curso do ITA. Os bachar\u00e9is s\u00e3o contratados para trabalhar na      ind\u00fastria aeron\u00e1utica, no projeto e na manuten\u00e7\u00e3o de aeronaves e tamb\u00e9m nos      \u00f3rg\u00e3os de controle de tr\u00e1fego a\u00e9reo. Escrit\u00f3rios de consultoria tamb\u00e9m demandam      esse profissional, assim como a Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB), a Ag\u00eancia      Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (Anac) e o Minist\u00e9rio da Aeron\u00e1utica. Nesse \u00faltimo      caso, por\u00e9m, os cargos s\u00e3o restritos as militares. Al\u00e9m da boa gradua\u00e7\u00e3o,      o mercado tamb\u00e9m exige profissionais que dominem o ingl\u00eas e \u00e9 desej\u00e1vel uma      p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. &#8220;Essa j\u00e1 \u00e9 uma exig\u00eancia de muitas empresas. Algumas s\u00f3      contratam com o mestrado profissional&#8221;, afirma o professor do ITA. S\u00e3o      Jos\u00e9 dos Campos (SP), sede da Embraer e de um conglomerado de empresas do      setor, \u00e9 o polo empregador. A capital paulista, pela grande frota de helic\u00f3pteros,      tamb\u00e9m \u00e9 um bom mercado para esse bacharel.<\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>O vestibular para Engenharia Aeron\u00e1utica \u00e9 um dos mais concorridos do pa\u00eds.      Os dois anos de forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica trazem bastante conte\u00fado das disciplinas f\u00edsica,      qu\u00edmica, matem\u00e1tica e computa\u00e7\u00e3o. A partir do terceiro ano, come\u00e7am as mat\u00e9rias      tecnol\u00f3gicas, como eletr\u00f4nica e din\u00e2mica de sistemas de controle, al\u00e9m das      espec\u00edficas. Em aerodin\u00e2mica, o aluno estuda din\u00e2mica de gases e fluidos.      Em estruturas e materiais, ele passa a conhecer resist\u00eancia de materiais,      c\u00e1lculo e din\u00e2mica estrutural. E, em mec\u00e2nica de voo, aprende din\u00e2mica do      voo, desempenho e estabilidade e controle. Em algumas escolas, o aluno pode      optar por uma \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o, no terceiro ano. No fim do curso \u00e9 obrigat\u00f3rio      apresentar um trabalho de conclus\u00e3o. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes: <\/strong>Eng. Aeroespacial; Eng. Aeron. e Espa\u00e7o. <strong><br \/>\n       O que voc\u00ea pode fazerCoordena\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fego a\u00e9reo: <\/strong>Orientar o deslocamento        de aeronaves, auxiliando nas opera\u00e7\u00f5es de decolagem e pouso nos aeroportos        e aumentando a seguran\u00e7a dos voos.<strong><br \/>\n       Engenharia Espacial: <\/strong>Projetar sat\u00e9lites e foguetes, defi- nindo        os dados t\u00e9cnicos necess\u00e1rios a sua constru\u00e7\u00e3o, a seu lan\u00e7amento e a sua        opera\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Manuten\u00e7\u00e3o: <\/strong>Coordenar a realiza\u00e7\u00e3o de reparos, manuten\u00e7\u00e3o preventiva        e inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas das estruturas, dos sistemas e equipamentos de aeronaves.<strong><br \/>\n       Projeto: <\/strong>Desenhar a estrutura e os componentes de aeronaves, definindo        os materiais e os processos empregados na produ\u00e7\u00e3o e realizando ensaios        e testes antes da fabrica\u00e7\u00e3o em escala industrial.<strong><br \/>\n       Sistemas: <\/strong>Projetar, construir, testar e instalar motores, instrumentos        de controle e sensores em aeronaves. Definir as especifica\u00e7\u00f5es dos mecanismos        que controlam o trem de pouso, a alimenta\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel e a pressuriza\u00e7\u00e3o        da cabine, entre outros.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Ambiental e Sanit\u00e1ria<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a engenharia voltada para o desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel, que      respeita os limites dos recursos naturais, e para o projeto, a constru\u00e7\u00e3o,      a amplia\u00e7\u00e3o e a opera\u00e7\u00e3o de sistemas de \u00e1gua e esgoto. O engenheiro que atua      nessa \u00e1rea desenvolve e aplica tecnologias para proteger o ambiente dos danos      causados pelas atividades humanas. Sua principal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 preservar a qualidade      da \u00e1gua, do ar e do solo. Para isso planeja, coordena e administra redes de      distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto e supervisiona a coleta      e o descarte do lixo. Tamb\u00e9m avalia o impacto de grandes obras sobre o meio      ambiente, para prevenir a polui\u00e7\u00e3o de mananciais, rios e represas. Esse profissional      \u00e9 respons\u00e1vel pela preven\u00e7\u00e3o contra a polui\u00e7\u00e3o causada por ind\u00fastrias. Em      ag\u00eancias de meio ambiente e em polos industriais, controla, previne e trata      a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Pode, ainda, monitorar o ambiente marinho e costeiro,      atuando na preven\u00e7\u00e3o e no controle de eros\u00f5es em praias.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O mercado est\u00e1 bastante aquecido para o engenheiro ambiental. &#8220;Se antes      o concurso p\u00fablico era a \u00fanica ou a melhor solu\u00e7\u00e3o para a carreira do egresso,      hoje o setor privado oferece excelentes oportunidades&#8221;, explica Eduardo      Mario Mendiondo, coordenador do curso de Engenharia Ambiental da USP, em S\u00e3o      Carlos (SP). O governo federal come\u00e7a a investir em obras de saneamento no      pa\u00eds, e as empresas que executam os trabalhos t\u00eam grande demanda pelo engenheiro      ambiental. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, usinas termoel\u00e9tricas, ind\u00fastrias de base (qu\u00edmica e petroqu\u00edmica,      de minera\u00e7\u00e3o, siderurgia e de papel e celulose) e grandes obras de infraestrutura      (rodovias e ferrovias) buscam cada vez mais o profissional para o controle      de polui\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o de projetos. O mercado de cr\u00e9dito de carbono, mecanismo      institu\u00eddo com a finalidade de reduzir os n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o global, pode      vir a ampliar as possibilidades para o graduado. O especialista em tratamento      de efluentes industriais pode ter boa chance de coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No setor p\u00fablico, as vagas est\u00e3o em prefeituras, \u00f3rg\u00e3os do meio ambiente,      como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas \u00e1reas de tratamento de esgoto      e conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. A Empresa Brasileira de Pesquisa      Agropecu\u00e1ria (Embrapa) tem aberto vagas na \u00e1rea de estudos clim\u00e1ticos. <\/p>\n<p>No setor privado, o profissional pode trabalhar em departamentos de planejamento      e gest\u00e3o ambiental de grandes ind\u00fastrias, como as da \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o de      petr\u00f3leo. <\/p>\n<p>O engenheiro ambiental tem oportunidades em empresas de consultoria e auditoria      ambiental que atendem \u00e0 demanda de servi\u00e7os por parte de construtoras, em      geral. O graduado \u00e9 solicitado ainda para trabalhos em equipes multidisciplinares,      em que faz estudos de impacto ambiental. As oportunidades s\u00e3o maiores no Sul      e Sudeste, em \u00e1reas de concentra\u00e7\u00e3o industrial ou agr\u00edcola. Na Regi\u00e3o Norte,      esse engenheiro \u00e9 procurado para trabalhar no segmento de minera\u00e7\u00e3o e na gest\u00e3o      de recursos naturais que envolve a instala\u00e7\u00e3o de sistemas de tratamento de      efluentes e a busca da certifica\u00e7\u00e3o ISO 14.000, relativa aos cuidados com      o meio ambiente. <\/p>\n<p>Nordeste e Centro-Oeste t\u00eam menos ofertas, mas tamb\u00e9m carecem de m\u00e3o de obra      especializada, o que aumenta as chances de contrata\u00e7\u00e3o. &#8220;Hoje, essa diferen\u00e7a      de demanda da m\u00e3o de obra localizada tem menos impacto, pois, como muitos      servi\u00e7os s\u00e3o contratados via concorr\u00eancia, seja para o setor p\u00fablico, seja      para o setor privado, temos visto empresas instaladas em uma regi\u00e3o pegando      obras em outras&#8221;, diz o coordenador Eduardo Mario Mendiondo. <\/p>\n<p>Como o mercado est\u00e1 bastante aquecido, poucos profissionais t\u00eam voltado \u00e0s      universidades para fazer mestrado e doutorado. Portanto, h\u00e1 vagas tamb\u00e9m para      quem quiser investir na carreira acad\u00eamica e dar aulas em universidades. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>O curr\u00edculo \u00e9 multidisciplinar e engloba mat\u00e9rias das \u00e1reas de exatas, biol\u00f3gicas      e sociais aplicadas. Assim, as aulas de matem\u00e1tica, f\u00edsica, qu\u00edmica e estat\u00edstica      alternam-se com as de ecologia, geologia, hidrologia, topografia e hidr\u00e1ulica.    <\/p>\n<p>A partir do terceiro ano, o aluno aprofunda o estudo de conte\u00fados profissionalizantes,      que incluem o tratamento de res\u00edduos, o c\u00e1lculo de emiss\u00f5es na atmosfera,      hidr\u00e1ulica ambiental e recursos h\u00eddricos, a avalia\u00e7\u00e3o de impactos ambientais,      entre outros. A realiza\u00e7\u00e3o de est\u00e1gio \u00e9 obrigat\u00f3ria, assim como a apresenta\u00e7\u00e3o      de um projeto de conclus\u00e3o de curso, que \u00e9 desenvolvido nos tr\u00eas \u00faltimos per\u00edodos      da gradua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes: <\/strong>Eng. Amb.; Eng. Amb. e Energ\u00e9tica; Eng. Amb. e Energias        Renov\u00e1veis; Eng. de Rec. H\u00eddricos e do Meio Amb.; Eng. Sanit\u00e1ria Amb.; Eng.        Sanit\u00e1ria e Amb. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Bioprocessos e biotecnologia: <\/strong>Avaliar os efeitos de um        processo ou produto sobre o meio ambiente. Criar mecanismos para diminuir        ou suprimir os impactos ambientais na produ\u00e7\u00e3o industrial.<strong><br \/>\n       Controle de polui\u00e7\u00e3o: <\/strong>Reduzir o impacto de atividades industriais,        urbanas e rurais sobre o meio ambiente. Monitorar a qualidade da \u00e1gua e        fiscalizar a emiss\u00e3o de gases que prejudicam a qualidade do ar.<strong><br \/>\n       Planejamento e gest\u00e3o ambiental: <\/strong>Elaborar relat\u00f3rios de impacto        ambiental e planos para o uso de recursos naturais. Assessorar empresas,        \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e ONGs. Estudar meios de reutiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, para        otimizar a produ\u00e7\u00e3o e reduzir gastos.<strong><br \/>\n       Recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas: <\/strong>Desenvolver e executar projetos de recupera\u00e7\u00e3o        de \u00e1reas polu\u00eddas ou degradadas.<strong><br \/>\n       Recursos h\u00eddricos: <\/strong>Racionalizar a explora\u00e7\u00e3o de rios e reservat\u00f3rios,        controlando a qualidade e a quantidade de \u00e1gua consumida.<strong><br \/>\n       Saneamento: <\/strong>Projetar, construir e operar sistemas de abastecimento        de \u00e1gua e de coleta, transporte e tratamento de esgoto, lixo dom\u00e9stico e        res\u00edduos industriais. Montar sistemas de drenagem para prevenir enchentes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Cartogr\u00e1fica e de Agrimensura<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia que capta e analisa dados geogr\u00e1ficos para a elabora\u00e7\u00e3o      de mapas. Com base em pesquisas de campo e c\u00e1lculos, esse engenheiro planeja,      orienta, dirige e supervisiona o levantamento, a an\u00e1lise e a interpreta\u00e7\u00e3o      de aspectos geogr\u00e1ficos e f\u00edsicos de uma regi\u00e3o para produzir mapas e cartas      impressas ou digitais. Ele utiliza dados de diversos sistemas, incluindo os      orbitais e a\u00e9reos, e os sensores a bordo de embarca\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas ou fluviais.    <\/p>\n<p>Na \u00e1rea de agrimensura, prepara \u00e1reas para obras urbanas, de infraestrutura      hidr\u00e1ulica, sanit\u00e1ria, el\u00e9trica ou de transportes. Por meio de levantamentos      em solo ou por interm\u00e9dio de fotografias a\u00e9reas, sat\u00e9lites e aparelhos de      sistema de posicionamento global (GPS), esse profissional mede as dimens\u00f5es      de terrenos e pesquisa as caracter\u00edsticas do solo e do relevo de uma \u00e1rea.      Seu trabalho serve de base para que engenheiros civis tenham as condi\u00e7\u00f5es      necess\u00e1rias para a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios, estradas, barragens ou redes de      \u00e1gua e esgoto ou de energia el\u00e9trica. <\/p>\n<p>Apto a orientar projetos de loteamento e a definir o tra\u00e7ado de cidades,      costuma prestar consultoria para prefeituras, ind\u00fastrias e grandes construtoras.      Ele atua tamb\u00e9m na cria\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o de arquivos de informa\u00e7\u00f5es      geogr\u00e1ficas e topogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>As prefeituras municipais, principalmente de cidades do interior, costumam      requisitar bastante esse profissional. Ele \u00e9 solicitado para atividades como      fazer o cadastro t\u00e9cnico rural e urbano do munic\u00edpio e tamb\u00e9m para atualizar      sistemas cadastrais para a cobran\u00e7a do Imposto Predial e Territorial Urbano      (IPTU). As grandes obras, como constru\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de rodovias e explora\u00e7\u00e3o      de minas, tamb\u00e9m comp\u00f5em um mercado interessante para o profissional.<\/p>\n<p>&#8220;Esse engenheiro \u00e9 contratado para atuar em projetos, no sensoriamento      remoto, em geoprocessamento e topografia, enfim, para fazer todo o planejamento      territorial&#8221;, afirma Fernando Alves Pinto, coordenador do curso da UFV.      O Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) \u00e9 um tradicional      empregador do bacharel. <\/p>\n<p>A demanda existe em todo o pa\u00eds, mas \u00e9 preciso se dispor a trabalhar em locais      que nem sempre oferecem infraestrutura adequada. &#8220;Conviver com condi\u00e7\u00f5es      adversas \u00e9 uma realidade, e o formado tem de estar preparado para isso&#8221;,      alerta o professor Fernando Alves Pinto. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s disciplinas b\u00e1sicas das engenharias, como matem\u00e1tica, f\u00edsica e desenho,      somam-se mat\u00e9rias de forma\u00e7\u00e3o profissional e espec\u00edficas, relacionadas com      a coleta, o processamento, a an\u00e1lise e a representa\u00e7\u00e3o de dados espaciais.      O aluno tamb\u00e9m aprofunda conhecimentos referentes \u00e0 geod\u00e9sia, \u00e0 topografia,      \u00e0 fotogrametria, ao geoprocessamento, sensoriamento remoto e cartografia.      Parte da carga hor\u00e1ria do curso \u00e9 dedicada a pr\u00e1ticas de laborat\u00f3rio e \u00e0 pesquisa      de campo. Os alunos tamb\u00e9m s\u00e3o ensinados a empregar as tecnologias de ponta      que ser\u00e3o \u00fateis no dom\u00ednio de t\u00e9cnicas como o sensoriamento remoto e a fotogrametria      digital. <\/p>\n<p>Em algumas institui\u00e7\u00f5es, \u00e9 comum que os estudantes participem de projetos      de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade. Nesses casos, eles atuam fornecendo      apoio de campo em levantamentos topogr\u00e1ficos e na regulariza\u00e7\u00e3o de terras      rurais. Para se diplomar \u00e9 preciso fazer est\u00e1gio supervisionado e apresentar      um trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes: <\/strong>Eng. de Agrim.; Eng. de Agrim. e Cartografia. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00f5es e per\u00edcias:<\/strong> Avaliar propriedades para fins        de penhora, hipoteca e solu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios que envolvam demarca\u00e7\u00e3o territorial.<strong><br \/>\n       Batimetria: <\/strong>Elaborar mapas de \u00e1reas submersas com dados obtidos        por meio de sonares.<strong><br \/>\n       Cadastro t\u00e9cnico: <\/strong>Levantar dados em cidades para fins de cobran\u00e7a        de tributos. Planejar redes de saneamento b\u00e1sico, de eletrifica\u00e7\u00e3o e de        telefonia.<strong><br \/>\n       Constru\u00e7\u00e3o civil: <\/strong>Fazer o levantamento planialtim\u00e9trico e cadastral        para a elabora\u00e7\u00e3o de projetos de obras de porte, como viadutos, pontes e        estradas.<strong><br \/>\n       Estudo do meio ambiente: <\/strong>Mensurar territ\u00f3rio e recursos naturais,        em ambiente terrestre ou marinho.<strong><br \/>\n       Georreferenciamento: <\/strong>Mapear caracter\u00edsticas de grandes \u00e1reas, interpretando        imagens de sat\u00e9lites e fotos a\u00e9reas.<strong><br \/>\n       Levantamento aerofotogram\u00e9trico: <\/strong>Fazer o reconhecimento topogr\u00e1fico        e geogr\u00e1fico de uma \u00e1rea por meio de an\u00e1lises de fotografias a\u00e9reas.<strong><br \/>\n       Levantamento topogr\u00e1fico e geod\u00e9sico: <\/strong>Dar apoio de campo para levantamentos        aerofotogram\u00e9tricos e projetos de engenharia, fazendo observa\u00e7\u00f5es para determinar        a posi\u00e7\u00e3o dos pontos de interesse.<strong><br \/>\n       Obras el\u00e9tricas: <\/strong>Planejar linhas de transmiss\u00e3o de energia, demarcar        torres em esta\u00e7\u00f5es e subesta\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e estabelecer o assentamento        de turbinas geradoras.<strong><br \/>\n       Posicionamento global por sat\u00e9lite (GPS): <\/strong>Determinar as coordenadas        de acidentes geogr\u00e1ficos que ser\u00e3o usadas em planos diretores urbanos ou        para a localiza\u00e7\u00e3o e a identifica\u00e7\u00e3o de locais ou objetos.<strong><br \/>\n       Representa\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica: <\/strong>Elaborar cartas e mapas nas \u00e1reas terrestre,        n\u00e1utica e aeron\u00e1utica.<strong><br \/>\n       Saneamento: <\/strong>Projetar, executar e supervisionar loca\u00e7\u00e3o de adutoras,        aterros, redes e sistemas de \u00e1gua e esgoto.<strong><br \/>\n       Sistema de informa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas (SIG): <\/strong>Montar bancos de dados        sobre \u00e1reas urbanas e rurais, processando e selecionando informa\u00e7\u00f5es coletadas.<strong><br \/>\n       Topografi a industrial: <\/strong>Promover o alinhamento e o nivelamento        de m\u00e1quinas e equipamentos em ind\u00fastrias e usinas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia da Computa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o conjunto de conhecimentos usados no desenvolvimento de computadores e      seus perif\u00e9ricos. O engenheiro da computa\u00e7\u00e3o projeta e constr\u00f3i computadores,      perif\u00e9ricos e sistemas que integram hardware e software. Produz novas m\u00e1quinas      e equipamentos computacionais para ser utilizados em diversos setores, de      acordo com as necessidades do mercado. Desenvolve produtos para servi\u00e7os de      telecomunica\u00e7\u00f5es, como os que fazem a interliga\u00e7\u00e3o entre redes de telefonia.<\/p>\n<p> Pode, ainda, planejar e implementar redes de computadores e seus componentes,      como roteadores e cabeamentos.<\/p>\n<p><strong>D\u00favida do Vestibulando<\/strong><\/p>\n<h4><strong>QUAL \u00c9 A DIFEREN\u00c7A ENTRE CI\u00caNCIA DA COMPUTA\u00c7\u00c3O, ENGENHARIA DA COMPUTA\u00c7\u00c3O      E SISTEMAS DE INFORMA\u00c7\u00c3O?<\/strong><\/h4>\n<p>Para planejar e construir computadores, criar sistemas que integram hardware      e software e produzir m\u00e1quinas e equipamentos computacionais, o curso de Engenharia      da Computa\u00e7\u00e3o \u00e9 o ideal. J\u00e1 Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o prepara o profissional para      desenvolver softwares em qualquer \u00e1rea do conhecimento. Ele analisa as necessidades      dos usu\u00e1rios, desenvolve programas e aplicativos e gerencia equipes . <\/p>\n<p>O curso de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o forma o especialista em organiza\u00e7\u00e3o, armazenamento      e recupera\u00e7\u00e3o de dados. Sua atividade \u00e9 criar e instalar programas para facilitar      consultas.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Os formados nessa \u00e1rea n\u00e3o costumam ter dificuldade para entrar no mercado      de trabalho. Com a expans\u00e3o do parque industrial brasileiro, muitas m\u00e1quinas      automatizadas e operadas por sistemas computacionais passaram a ser usadas,      o que fez aumentar a demanda por esse profissional. O bacharel \u00e9 requisitado      para desenvolver softwares que auxiliam o andamento das ind\u00fastrias e para      a opera\u00e7\u00e3o de equipamentos embarcados automotivos e de aeronaves. Nesse caso,      ele pode atuar diretamente na ind\u00fastria ou trabalhar em empresas prestadoras      de servi\u00e7os. &#8220;O setor de agricultura de precis\u00e3o tamb\u00e9m procura por esse      profissional. Ele faz mapeamento de grandes \u00e1reas de agricultura e pecu\u00e1ria      para definir, por exemplo, o uso de defensivos a serem usados em cada \u00e1rea      e estabelecer a log\u00edstica do plantio&#8221;, afirma o professor Orides Morandin      J\u00fanior, coordenador do curso da UFSCar. Diante desse panorama, a expectativa      \u00e9 que haja vagas em todo o pa\u00eds. Para o aluno se recolocar, por\u00e9m, a maioria      das empresas exige o ingl\u00eas fluente e, em alguns casos, boa aptid\u00e3o num terceiro      idioma. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>O curr\u00edculo traz as mat\u00e9rias b\u00e1sicas de engenharia e outras espec\u00edficas,      como eletr\u00f4nica, linguagens de programa\u00e7\u00e3o, circuitos el\u00e9tricos, circuitos      l\u00f3gicos, redes de computadores e banco de dados. No \u00faltimo ano, o aluno faz      um est\u00e1gio supervisionado e tem a oportunidade de cursar disciplinas eletivas      que orientam sua forma\u00e7\u00e3o para uma \u00e1rea espec\u00edfica da profiss\u00e3o, como a cria\u00e7\u00e3o      de softwares. No projeto de conclus\u00e3o de curso, ele desenvolve hardwares ou      aplicativos para um sistema de computa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. da Comput. (autom. e contr.); Eng. da Comput.        (\u00eanf. em eng. de software); Eng. da Comput. (eng. de software e tecnol.        da inf.); Eng. da Comput. (telem\u00e1tica \u00eanf. em redes e telecom.); Eng. de        Comput.; Eng. de Comput. (\u00eanf. em software); Eng. de Sist. Dig.; Eng. de        Software; Eng. El\u00e9tr. (sist. de comput.). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Automa\u00e7\u00e3o industrial e rob\u00f3tica<\/strong>: Projetar rob\u00f4s, sistemas        digitais e computadorizados para f\u00e1bricas.<strong><br \/>\n       Desenvolvimento de softwares e aplicativos: <\/strong>Criar programas de        computadores segundo as necessidades do cliente. Projetar e desenvolver        novos sistemas operacionais e linguagens espec\u00edficas, buscando inova\u00e7\u00f5es        tecnol\u00f3gicas.<strong><br \/>\n       Fabrica\u00e7\u00e3o de hardware: <\/strong>Projetar e construir computadores e perif\u00e9ricos.<strong><br \/>\n       Marketing e vendas: <\/strong>Planejar e coordenar a\u00e7\u00f5es para a comercializa\u00e7\u00e3o        de equipamentos de inform\u00e1tica.<strong><br \/>\n       Suporte: <\/strong>Gerenciar redes de computadores em grandes empresas e        dar assist\u00eancia a elas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Alimentos<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o as t\u00e9cnicas e os conhecimentos usados na fabrica\u00e7\u00e3o, na conserva\u00e7\u00e3o,      no armazenamento e no transporte de alimentos industrializados. Esse profissional      atua em escala industrial, cuidando de todas as etapas de preparo e conserva\u00e7\u00e3o      de alimentos de origem animal e vegetal. Seleciona a mat\u00e9ria-prima, como leite,      carnes, peixes, legumes e frutas, e define a melhor forma de armazenagem,      acondicionamento e preserva\u00e7\u00e3o dos produtos, projetando embalagens. <\/p>\n<p>Desenvolve e testa formula\u00e7\u00f5es, com a finalidade de determinar o valor nutricional      de alimentos industrializados, seu sabor, sua cor e sua consist\u00eancia. <\/p>\n<p>Desenvolve tecnologias limpas e processos para aproveitamento de res\u00edduos.      A ind\u00fastria aliment\u00edcia \u00e9, sem d\u00favida, o principal campo de atua\u00e7\u00e3o desse      engenheiro. Mas ele pode trabalhar, ainda, em ind\u00fastrias fornecedoras de equipamentos,      embalagens e aditivos.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O mercado para o engenheiro de alimentos se mant\u00e9m est\u00e1vel. A ind\u00fastria aliment\u00edcia      e a agroind\u00fastria s\u00e3o tradicionais empregadores desse profissional. Ele \u00e9      contratado para atuar diretamente na f\u00e1brica, na linha de produ\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o      de pessoas, tamb\u00e9m no controle e na gest\u00e3o de qualidade, no apoio a processos      e na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. <\/p>\n<p>&#8220;A ind\u00fastria de embalagens e equipamentos absorve esse profissional      tanto para atuar no desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o como na venda t\u00e9cnica, j\u00e1 que      se trata de produtos bem espec\u00edficos&#8221;, afirma Roger Darros Barbosa, coordenador      do curso da Unesp, de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto. Outro mercado em expans\u00e3o \u00e9 o      de insumos para a ind\u00fastria aliment\u00edcia. <\/p>\n<p>Nesse caso, o bacharel acompanha desde a escolha da mat\u00e9ria-prima at\u00e9 os      ingredientes que ser\u00e3o usados na fabrica\u00e7\u00e3o de alimentos, como aditivos e      aromas. <\/p>\n<p>Unilever, Kraft Foods, Danone, Nestl\u00e9, Cargill, Bunge, Brasil Foods (uni\u00e3o      da Sadia com a Perdig\u00e3o) e Cutrale s\u00e3o potenciais empregadores. As ind\u00fastrias      do setor, devido \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o de uso de solo e incentivos fiscais, est\u00e3o espalhadas      pelo pa\u00eds. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Os dois primeiros anos s\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica com aulas de matem\u00e1tica, qu\u00edmica,      bioqu\u00edmica, f\u00edsico-qu\u00edmica e termodin\u00e2mica. Depois, o curr\u00edculo enfatiza as      disciplinas mais t\u00e9cnicas ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios tipos      de alimento. Os conte\u00fados das \u00e1reas de economia e administra\u00e7\u00e3o d\u00e3o fundamento      para o futuro profissional atuar em gerenciamento industrial. A realiza\u00e7\u00e3o      de est\u00e1gio e a apresenta\u00e7\u00e3o de trabalho de conclus\u00e3o de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rias.    <\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Automa\u00e7\u00e3o de processos<br \/>\n       Planejar e implantar linhas automatizadas de produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Controle de qualidade<br \/>\n       Organizar m\u00e9todos e sistemas de controle de qualidade das mat\u00e9rias-primas        e do produto processado nas ind\u00fastrias aliment\u00edcias.<br \/>\n       Pesquisa e desenvolvimento<br \/>\n       Criar e aperfei\u00e7oar produtos, de acordo com as necessidades do mercado.        Pesquisar e elaborar tecnologias de produ\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>Estudar processos de conserva\u00e7\u00e3o e de embalagem, coordenar        an\u00e1lises laboratoriais e fazer a sele\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos fabris.<strong><br \/>\n       Projetos agroindustriais: <\/strong>Avaliar a viabilidade econ\u00f4mica de novas        ind\u00fastrias, estudando as oportunidades de mercado, os custos, as instala\u00e7\u00f5es        e os equipamentos.<strong><br \/>\n       Transporte: <\/strong>Cuidar do acondicionamento e transporte de produtos        aliment\u00edcios.<strong><br \/>\n       Tratamento de res\u00edduos: <\/strong>Defi nir m\u00e9todos de descarte, reciclagem        e poss\u00edvel reaproveitamento de res\u00edduos da ind\u00fastria aliment\u00edcia, protegendo        o meio ambiente.<strong><br \/>\n       Vendas t\u00e9cnicas: <\/strong>Comercializar mat\u00e9rias-primas, aditivos e equipamentos        para ind\u00fastrias aliment\u00edcias e tamb\u00e9m produtos de toda a cadeia produtiva        de alimentos para o consumo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Controle e Automa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia que desenvolve e executa projetos de automa\u00e7\u00e3o industrial.      O engenheiro de controle e automa\u00e7\u00e3o projeta e opera equipamentos utilizados      nos processos automatizados de ind\u00fastrias em geral, al\u00e9m de fazer sua manuten\u00e7\u00e3o.      Ocupa-se do gerenciamento de projetos de automa\u00e7\u00e3o industrial e comercial.      \u00c9 o respons\u00e1vel pela programa\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas e pela adapta\u00e7\u00e3o de softwares      aos processos industriais. Em empresas que j\u00e1 est\u00e3o automatizadas, redimensiona,      opera e mant\u00e9m os sistemas e equipamentos j\u00e1 instalados.<\/p>\n<p><strong>D\u00favida do Vestibulando<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONTROLE E AUTOMA\u00c7\u00c3O OU MECATR\u00d4NICA?<\/strong><\/p>\n<p><strong>As duas engenharias partem, originariamente, de tr\u00eas \u00e1reas principais:<\/strong>      mec\u00e2nica, el\u00e9trica e computa\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a fundamental entre elas est\u00e1 na      \u00eanfase colocada em cada uma dessas tr\u00eas \u00e1reas. Enquanto a Engenharia Mecatr\u00f4nica      parte de uma base majoritariamente mec\u00e2nica, a Engenharia de Controle e Automa\u00e7\u00e3o      parte de uma base el\u00e9trica, com bastante \u00eanfase em controle e automa\u00e7\u00e3o. Antes      de optar por um curso, preste aten\u00e7\u00e3o nessa quest\u00e3o e confira a grade curricular      e a \u00eanfase dada.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Toda ind\u00fastria, atualmente, tem alguma forma de automa\u00e7\u00e3o, de um sistema      simples aos mais elaborados. Isso facilita para esse engenheiro encontrar      vagas. Al\u00e9m disso, o atual momento econ\u00f4mico do pa\u00eds impulsionou os investimentos,      e as ind\u00fastrias est\u00e3o trabalhando a todo o vapor, demandando mais profissionais.      Esse bacharel pode atuar em diversos setores, desde o petroqu\u00edmico, passando      por tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 de alimentos. Ele \u00e9 contratado pelas empresas      para atuar no projeto e desenvolvimento de novos sistemas que visem a aumentar      a produtividade de uma ind\u00fastria e a qualidade dos produtos. Tamb\u00e9m pode gerenciar      projetos de automa\u00e7\u00e3o, fazer adapta\u00e7\u00e3o de softwares e banco de dados. O melhor      caminho para entrar nas grandes ind\u00fastrias \u00e9 o est\u00e1gio. &#8220;As companhias      procuram os alunos para formar os profissionais. Assim, eles se adaptam a      trabalhar dentro daquele ambiente, conhecem detalhes do funcionamento da empresa,      os m\u00e9todos espec\u00edficos utilizados, e depois s\u00e3o contratados&#8221;, afirma      Eduardo Lobo Lustosa Cabral, coordenador do curso da Mau\u00e1. A maior quantidade      de empregos ainda est\u00e1 no eixo Rio-S\u00e3o Paulo. Nas ind\u00fastrias que migraram      para cidades do Nordeste tamb\u00e9m h\u00e1 possibilidade de vagas. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Como em todas as engenharias, nos dois primeiros anos o forte s\u00e3o as aulas      de matem\u00e1tica, f\u00edsica, qu\u00edmica e muita inform\u00e1tica. Nesse curso, o aluno tamb\u00e9m      estuda no in\u00edcio l\u00f3gica digital, efeitos sociais da automa\u00e7\u00e3o e sistemas processadores      e perif\u00e9ricos. A partir do terceiro ano, misturam-se as disciplinas de engenharia      mec\u00e2nica, eletr\u00f4nica e computa\u00e7\u00e3o. Em mec\u00e2nica, voc\u00ea estuda termodin\u00e2mica,      elementos de m\u00e1quinas e processos qu\u00edmicos, metal\u00fargicos e automotivos, entre      outros. Em eletr\u00f4nica est\u00e3o mat\u00e9rias como eletr\u00f4nica anal\u00f3gica e digital e      na \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o, aulas de estrutura de dados e sistemas de informa\u00e7\u00e3o.      Tamb\u00e9m h\u00e1 disciplinas integrativas, entre elas projetos de m\u00e1quinas e integra\u00e7\u00e3o      da manufatura por computador. Nas atividades em laborat\u00f3rio, o aluno aprende      a desenvolver, a projetar, a analisar e a controlar m\u00e1quinas operadas eletronicamente.      O est\u00e1gio \u00e9 obrigat\u00f3rio, assim como o trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<p>D<strong>ura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <strong><br \/>\n     Outros nomes:<\/strong> Eng. de Autom.; Eng. de Autom. e Contr.; Eng. de Autom.      e Contr. &#8211; Mecatr.; Eng. de Autom. Ind.; Eng. de Contr. e Autom. (mecatr.);      Eng. de Contr. e Autom. de Processo; Eng. de Contr. e Autom. Ind.; Eng. de      Contr. e Autom. Mecatr.; Eng. de Controle e Automa\u00e7\u00e3o (mecatr\u00f4n.); Eng. Eletr\u00f4n.      (\u00eanf. em autom. e contr.); Eng. Ind. de Contr. e Autom.; Eng. Mec\u00e2n. (contr.      e autom.); Eng. Mec\u00e2n. (\u00eanf. em mecatr.); Eng. Mec\u00e2n. Mecatr\u00f4n.; Eng. Mecatr.    <\/p>\n<p align=\"left\"><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Automa\u00e7\u00e3o comercial e dom\u00f3tica:<\/strong> Projetar sistemas automatizados        de controle de equipamentos em edif\u00edcios comerciais e em resid\u00eancias, como        elevadores, ilumina\u00e7\u00e3o, aparelhos de ar condicionado e eletrodom\u00e9sticos.<strong><br \/>\n       Automa\u00e7\u00e3o industrial: <\/strong>Desenvolver e implantar projetos de automa\u00e7\u00e3o        em ind\u00fastrias. Manipular rob\u00f4s industriais.<strong><br \/>\n       Bioprocessos: <\/strong>Projetar, construir e operar equipamentos empregados        nas ind\u00fastrias de biotecnologia.<strong><br \/>\n       Inform\u00e1tica: <\/strong>Projetar sistemas de informa\u00e7\u00e3o e bancos de dados.        Programar equipamentos automatizados.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Agr\u00edcola<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o as t\u00e9cnicas e os conhecimentos empregados no gerenciamento de processos      agropecu\u00e1rios. O engenheiro agr\u00edcola projeta, implanta e administra t\u00e9cnicas      e equipamentos necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Planeja m\u00e9todos de armazenagem      e constr\u00f3i silos, armaz\u00e9ns e estufas. Leva ao campo solu\u00e7\u00f5es inovadoras e      eficazes para melhorar a produ\u00e7\u00e3o, sem se descuidar do desenvolvimento sustentado      da agricultura. Prop\u00f5e a ado\u00e7\u00e3o de medidas que impe\u00e7am a eros\u00e3o e o esgotamento      do solo e a polui\u00e7\u00e3o de mananciais. <\/p>\n<p>Constr\u00f3i a\u00e7udes, barragens, sistemas de irriga\u00e7\u00e3o e de drenagem. Trabalha      no projeto de m\u00e1quinas e equipamentos agr\u00edcolas e se ocupa da mecaniza\u00e7\u00e3o      agr\u00edcola e da eletrifica\u00e7\u00e3o rural. H\u00e1 boas oportunidades nos setores agropecu\u00e1rio      e agroindustrial, para trabalhar em pesquisa, gera\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de      sistemas de produ\u00e7\u00e3o e seus componentes tecnol\u00f3gicos. Atua em todas as etapas      do agroneg\u00f3cio, do planejamento da produ\u00e7\u00e3o \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n<p><strong>D\u00favida do Vestibulando<\/strong><\/p>\n<p><strong>QUAL \u00c9 A DIFEREN\u00c7A ENTRE ENGENHARIA AGR\u00cdCOLA E AGRONOMIA? <\/strong><\/p>\n<p>Esses cursos preparam profissionais para diferentes tarefas em um mesmo campo      de atua\u00e7\u00e3o. Enquanto o engenheiro agr\u00edcola ter\u00e1 forma\u00e7\u00e3o com base em matem\u00e1tica      e f\u00edsica, o agr\u00f4nomo se aprofunda em mat\u00e9rias das \u00e1reas de biologia e qu\u00edmica.      A Engenharia Agr\u00edcola \u00e9 voltada para a parte mec\u00e2nica da agricultura, como      planejamento, construc\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas. J\u00e1 o curso de Agronomia      se volta para todas as etapas da atividade agropecu\u00e1ria &#8211; do plantio e da      cria\u00e7\u00e3o de rebanhos \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil j\u00e1 \u00e9 um dos grandes produtores de alimentos. &#8220;O pa\u00eds tem a      especificidade de dominar tecnologia aplicada \u00e0 agronomia tropical, produzindo      muito mais alimentos em \u00e1reas menores. Por isso, o engenheiro agr\u00edcola encontra      oportunidade em toda a cadeia produtiva, pois ele domina o uso da tecnologia&#8221;,      explica Edson de Oliveira Vieira, coordenador do curso da UFMG. O mercado      est\u00e1 bastante aquecido para trabalhar com preparo do solo e irriga\u00e7\u00e3o no norte      de Minas Gerais e no Nordeste. <\/p>\n<p>O egresso tamb\u00e9m pode encontrar vagas em fabricantes de m\u00e1quinas e equipamentos      agr\u00edcolas para trabalhar no desenvolvimento de novos produtos, na venda e      na assist\u00eancia t\u00e9cnica. Outro mercado que continua em alta \u00e9 o de p\u00f3s-colheita.      Os produtores de soja, caf\u00e9, a\u00e7\u00facar, tabaco e frutas buscam esses especialistas      com o objetivo de reduzir as perdas. Com a necessidade do uso racional da      \u00e1gua, h\u00e1 oferta de empregos no setor de irriga\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Nordeste. Cresce      a procura por esse profissional no ramo sucroalcooleiro &#8211; mas a oferta de      vagas acompanha a varia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da cana &#8211; e no de biodiesel. <\/p>\n<p>Na \u00e1rea ambiental, aumenta a demanda para a avalia\u00e7\u00e3o de impactos ambientais,      tratamento e disposi\u00e7\u00e3o de efluentes oriundos da atividade agr\u00edcola. Na pecu\u00e1ria      de exporta\u00e7\u00e3o, os mais solicitados s\u00e3o os especialistas em planejamento agropecu\u00e1rio      e certifica\u00e7\u00e3o de rastreabilidade do produto &#8211; toda carne exportada precisa      receber o Selo de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF). O graduado \u00e9 respons\u00e1vel por atualizar      informa\u00e7\u00f5es como identifica\u00e7\u00e3o do animal, data de vacinas e estoque do rebanho,      nos sistemas de gerenciamento. <\/p>\n<p>As vagas para o engenheiro agr\u00edcola est\u00e3o concentradas na iniciativa privada      e s\u00e3o mais numerosas nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Sul e Sudeste, nas \u00e1reas irrigadas      do Nordeste, como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), e no norte de Minas Gerais.      Em cooperativas agroindustriais, as melhores chances est\u00e3o no Paran\u00e1. <\/p>\n<p><strong>Curso<\/strong><\/p>\n<p>Nos dois primeiros anos, voc\u00ea recebe s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em ci\u00eancias exatas      (c\u00e1lculo, f\u00edsica e qu\u00edmica), do solo (geologia e pedologia, que \u00e9 o estudo      dos solos) e da computa\u00e7\u00e3o (programa\u00e7\u00e3o e uso de softwares da \u00e1rea da engenharia      como Autocad e Matlab). A partir do terceiro ano, o curso passa a abordar      aspectos tecnol\u00f3gicos que dar\u00e3o suporte ao desenvolvimento de projetos e sistemas      de produ\u00e7\u00e3o, tais como t\u00e9cnicas de planejamento e administra\u00e7\u00e3o, sistemas      de produ\u00e7\u00e3o animal e vegetal, p\u00f3s-colheita, irriga\u00e7\u00e3o e drenagem, m\u00e1quinas      e mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, automa\u00e7\u00e3o e controle.<\/p>\n<p>O curr\u00edculo possui tamb\u00e9m forte caracter\u00edstica ambiental, principalmente      no que tange ao uso adequado dos recursos h\u00eddricos e do solo, atuando na conserva\u00e7\u00e3o      da qualidade da \u00e1gua e do solo, bem como no manejo e tratamento de res\u00edduos      l\u00edquidos e s\u00f3lidos causados pelos processos agr\u00edcolas. O est\u00e1gio supervisionado      e o trabalho de conclus\u00e3o de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>Fique de olho:<\/strong> A UFF, no campus de Volta Redonda (RJ), oferece      o curso de Engenharia de Agroneg\u00f3cio; a Furg, em Santo Ant\u00f4nio da Patrulha      (RS), tem o curso de Engenharia Agroindustrial com \u00eanfase em agroqu\u00edmica e      ind\u00fastrias aliment\u00edcias. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. Agr\u00edcola e Amb.; Eng. Agroind. Agroqu\u00edmica;        Eng. Agroind. Ind. Aliment\u00edcias; Eng. de Agroneg. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o rural:<\/strong> Projetar e construir estufas, silos,        est\u00e1bulos e outros alojamentos para animais, mantendo as condi\u00e7\u00f5es ideais        de climatiza\u00e7\u00e3o dos ambientes.<strong><br \/>\n       Eletrifica\u00e7\u00e3o rural: <\/strong>Instalar em propriedades rurais fontes de        energia hidr\u00e1ulica, el\u00e9trica, solar ou geradas por biog\u00e1s.<strong><br \/>\n       Engenharia de \u00e1guas e solos: <\/strong>Construir a\u00e7udes, barragens e sistemas        de irriga\u00e7\u00e3o e drenagem. Combater a eros\u00e3o e pesquisar t\u00e9cnicas de conserva\u00e7\u00e3o        do ambiente.<strong><br \/>\n       Extens\u00e3o rural e difus\u00e3o de tecnologia: <\/strong>Orientar produtores rurais        sobre tecnologias e conhecimentos de produ\u00e7\u00e3o segundo a capacidade produtiva        da propriedade.<strong><br \/>\n       Mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola: <\/strong>Projetar e construir equipamentos mec\u00e2nicos,        bem como otimizar sistemas mecanizados para todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o        agropecu\u00e1ria. Prestar assist\u00eancia t\u00e9cnica aos agricultores.<strong><br \/>\n       Planejamento agropecu\u00e1rio: <\/strong>Organizar e gerenciar neg\u00f3cios agropecu\u00e1rios.        Fazer previs\u00e3o de safras e propor m\u00e9todos para gest\u00e3o dos recursos naturais.<strong><br \/>\n       Tecnologia p\u00f3s-colheita: <\/strong>Determinar a embalagem, o armazenamento,        o transporte e o beneficiamento das safras.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Minas<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 o ramo da engenharia que se ocupa da pesquisa, da prospec\u00e7\u00e3o, da extra\u00e7\u00e3o      e do aproveitamento de recursos minerais. O engenheiro de minas atua na \u00e1rea      de tecnologia mineral, desde a prospec\u00e7\u00e3o (busca de dep\u00f3sitos minerais), a      lavra (extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio) at\u00e9 o beneficiamento (processamento, separa\u00e7\u00e3o      e concentra\u00e7\u00e3o do material extra\u00eddo) para adequ\u00e1lo \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es produtivas.      Al\u00e9m de localizar jazidas, ele analisa o tamanho das reservas e a qualidade      do min\u00e9rio no local. Estuda as possibilidades t\u00e9cnicas e econ\u00f4micas da explora\u00e7\u00e3o      do dep\u00f3sito mineral. <\/p>\n<p>Caso esta seja vi\u00e1vel, elabora e executa o projeto de extra\u00e7\u00e3o, escolhendo      os equipamentos adequados e determinando os recursos humanos e materiais necess\u00e1rios      ao trabalho. Em geral, o engenheiro de minas atua em companhias mineradoras,      mas pode trabalhar tamb\u00e9m em pedreiras, construtoras de estradas e empresas      de demoli\u00e7\u00e3o. Lida com tecnologias de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e com reciclagem de produtos      industriais ou com a prospec\u00e7\u00e3o de jazidas. A legisla\u00e7\u00e3o ambiental exige que      esse profissional tenha como objetivo minimizar o impacto da extra\u00e7\u00e3o sobre      o meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>D\u00favida do Vestibulando<\/strong><\/p>\n<p><strong>QUAL \u00c9 A DIFEREN\u00c7A ENTRE ENGENHARIA DE MINAS E GEOLOGIA?<\/strong><\/p>\n<p>O ge\u00f3logo estuda a origem, a forma\u00e7\u00e3o, a estrutura e a composi\u00e7\u00e3o da crosta      terrestre. J\u00e1 o engenheiro de minas se ocupa da pesquisa, prospec\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o      e aproveitamento dos recursos minerais.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Em 2008, uma crise fez o Brasil perder a lideran\u00e7a mundial na produ\u00e7\u00e3o de      min\u00e9rio de ferro. Mas esse \u00e9 um quadro que tende a se reverter em 2010. S\u00f3      a Companhia Vale do Rio Doce, ou simplemente Vale, aumentou a sua produ\u00e7\u00e3o      em mais de 30%. A demanda pelo min\u00e9rio de ferro vem do mercado nacional e      do exterior. A China, por exemplo, \u00e9 um dos maiores compradores do min\u00e9rio      brasileiro. A descoberta do pr\u00e9-sal tamb\u00e9m aquece esse mercado, j\u00e1 que o engenheiro      de minas atua na explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo. <\/p>\n<p>Esse movimentado mercado \u00e9 favor\u00e1vel para o bacharel. &#8220;Os alunos j\u00e1      est\u00e3o saindo da faculdade contratados por grandes mineradoras. Eles v\u00e3o trabalhar      diretamente na opera\u00e7\u00e3o das minas, fazendo lavra e explora\u00e7\u00e3o dos min\u00e9rios&#8221;,      afirma Hernani Mota de Lima, coordenador do curso da Ufop. Outros setores      que tamb\u00e9m necessitam desse profissional s\u00e3o as empresas de softwares espec\u00edficos      para a explora\u00e7\u00e3o de minas e as de comercializa\u00e7\u00e3o de equipamentos de minera\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>No primeiro caso, o engenheiro \u00e9 contratado para dar treinamentos e para      operar o software em projetos. J\u00e1 no segundo, o profissional \u00e9 requisitado      para vender os equipamentos. Vale, Amanco, CSN, Anglo Gold s\u00e3o alguns empregadores      desse especialista. O estado de Minas Gerais concentra a maior quantidade      de vagas. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Nos primeiros anos, o aluno cursa as disciplinas b\u00e1sicas de engenharia. Nos      anos finais, aprofunda-se o estudo das rochas e seu beneficiamento, com disciplinas      de f\u00edsica, qu\u00edmica, mineralogia, topografia, geologia e reciclagem de rejeitos      e res\u00edduos. Tamb\u00e9m s\u00e3o realizadas visitas a empresas de minera\u00e7\u00e3o. Durante      todo o curso, \u00e9 intensa a atividade em laborat\u00f3rios de ensaios e em projetos      de engenharia. O est\u00e1gio supervisionado \u00e9 obrigat\u00f3rio, assim como a apresenta\u00e7\u00e3o      de um trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outro nome: <\/strong>Eng. de Minas e Meio Amb. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Abertura de vias subterr\u00e2neas:<\/strong> Definir a melhor t\u00e9cnica        para extra\u00e7\u00e3o de minerais, inclusive de \u00e1gua subterr\u00e2nea.<strong><br \/>\n       Beneficiamento e processamento: <\/strong>Definir os processos f\u00edsico-qu\u00edmicos        adequados \u00e0 separa\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias que comp\u00f5em o min\u00e9rio. Na ind\u00fastria,        acompanhar o processo de tratamento de minerais. Pesquisar e desenvolver        m\u00e9todos de reciclagem de min\u00e9rios e t\u00e9cnicas que diminuam o impacto da atividade        extrativa sobre o ambiente.<strong><br \/>\n       Lavra: <\/strong>Planejar e supervisionar a explora\u00e7\u00e3o de minas subterr\u00e2neas        ou a c\u00e9u aberto. Definir os m\u00e9todos de remo\u00e7\u00e3o, transporte e estocagem do        material extra\u00eddo.<strong><br \/>\n       Mec\u00e2nica da rocha: <\/strong>Estudar o comportamento mec\u00e2nico das rochas        e sua influ\u00eancia na defini\u00e7\u00e3o da estrutura de obras como galerias e t\u00faneis.<strong><br \/>\n       Prospec\u00e7\u00e3o: <\/strong>Trabalhar em atividades de localiza\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos        minerais com o uso, inclusive, de imagens colhidas por sat\u00e9lites.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Petr\u00f3leo<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o conjunto de t\u00e9cnicas usadas para a descoberta de po\u00e7os e jazidas e para      a explora\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural. O bacharel      em Engenharia de Petr\u00f3leo, ou engenheiro de petr\u00f3leo, tem como campo de atividade      petroleiros, refinarias, plataformas mar\u00edtimas e petroqu\u00edmicas. Com seus conhecimentos      em engenharia, geof\u00edsica, minera\u00e7\u00e3o e geologia, ele trabalha na descoberta      de jazidas de petr\u00f3leo e tamb\u00e9m em po\u00e7os de g\u00e1s natural. \u00c9 da responsabilidade      desse profissional desenvolver projetos que visem \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o      desses bens sem preju\u00edzo ao meio ambiente nem desperd\u00edcio de material. Al\u00e9m      disso, cuida do transporte do petr\u00f3leo e seus derivados, desde o local da      explora\u00e7\u00e3o at\u00e9 a chegada na refinaria. Esse especialista tamb\u00e9m pode atuar      em consultorias ambientais e no setor de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, fazendo      pesquisas de pre\u00e7os de mat\u00e9rias-primas ou captando compradores. \u00c9 requisito      da profiss\u00e3o conhecer a legisla\u00e7\u00e3o internacional que regula as atividades      ligadas ao petr\u00f3leo e seus derivados e, como a maior parte das empresas do      setor \u00e9 estrangeira, \u00e9 necess\u00e1rio ter flu\u00eancia em ingl\u00eas.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O mercado do pr\u00e9-sal est\u00e1 impulsionando a corrida para formar 250 mil novos      profissionais at\u00e9 2016 &#8211; entre eles, o engenheiro de petr\u00f3leo. &#8220;As operadoras,      como Petrobras e Shell, est\u00e3o ativas por causa da economia brasileira e do      bom relacionamento do pa\u00eds com o mercado internacional. Como explora\u00e7\u00e3o e      produ\u00e7\u00e3o t\u00eam custos elevados, essas caracter\u00edsticas nacionais diminuem os      riscos. No Oriente M\u00e9dio, por exemplo, existem a instabilidade pol\u00edtica e      a possibilidade de conflitos&#8221;, afirma Rog\u00e9rio Fernandes de Lacerda, coordenador      do curso da UFF. Al\u00e9m de atuar na explora\u00e7\u00e3o, o profissional \u00e9 contratado      para trabalhar em perfura\u00e7\u00e3o, transporte, instala\u00e7\u00e3o de sistemas submarinos,      de gasodutos e no desenvolvimento de projetos. A Exxon, multinacional com      concess\u00e3o para a explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo em territ\u00f3rio nacional, \u00e9 uma das      principais empregadoras, juntamente com Petrobras, Shell, AGX e empresas prestadoras      de servi\u00e7os. O Rio de Janeiro concentra 80% da produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo nacional      e costuma apresentar mais oportunidades de emprego. Mas a Regi\u00e3o Nordeste      j\u00e1 conta com o Polo Petroqu\u00edmico de Cama\u00e7ari (BA), com a refinaria da Petrobras      de Pernambuco, que deve come\u00e7ar a funcionar em 2011, outra refinaria no Maranh\u00e3o,      cuja entrada em opera\u00e7\u00e3o est\u00e1 programada para come\u00e7ar em 2013, e a do Rio      Grande do Norte, que deve come\u00e7ar a operar no segundo semestre de 2010. Al\u00e9m      disso, sempre em raz\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, est\u00e1 prevista a constru\u00e7\u00e3o      de uma refinaria da Petrobras no Cear\u00e1. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>As aulas s\u00e3o recheadas de c\u00e1lculos, principalmente nos dois primeiros anos.      Estudam-se f\u00edsica, qu\u00edmica, geologia, geometria, \u00e1lgebra, l\u00f3gica, estat\u00edstica,      mec\u00e2nica e fen\u00f4menos de transporte. A partir do terceiro ano, entram mat\u00e9rias      mais espec\u00edficas, como fontes alternativas de energia, t\u00e9cnicas de explora\u00e7\u00e3o      e refino do petr\u00f3leo, prospec\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, mat\u00e9rias na ind\u00fastria do petr\u00f3leo,      engenharia de reservat\u00f3rio, m\u00e9todos de eleva\u00e7\u00e3o, ci\u00eancias dos materiais, entre      outras. Na grade curricular tamb\u00e9m h\u00e1 disciplinas ligadas \u00e0 gest\u00e3o do neg\u00f3cio,      como marketing, empreendedorismo, gest\u00e3o ambiental e direito internacional.      Est\u00e1gio e trabalho de conclus\u00e3o de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rios para se formar na      gradua\u00e7\u00e3o. Na UFBA, o curso \u00e9 uma habilita\u00e7\u00e3o de Engenharia de Minas. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>quatro anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. de G\u00e1s e Petr.; Eng. de Petr. e G\u00e1s; Eng. Mec\u00e2n.        (petr. e g\u00e1s). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Comercializa\u00e7\u00e3o:<\/strong> Atuar na venda do petr\u00f3leo aos compradores        nacionais e internacionais e fazer pesquisa de pre\u00e7os de mat\u00e9rias-primas.<strong><br \/>\n       Consultoria: <\/strong>Prestar servi\u00e7os para empresas do setor para avaliar        os riscos ambientais na explora\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do produto.<strong><br \/>\n       Desenvolvimento de equipamentos: <\/strong>Projetar e acompanhar a produ\u00e7\u00e3o        de novos equipamentos utilizados nas plataformas mar\u00edtimas, nas petroqu\u00edmicas        e em refinarias. Pode atuar tamb\u00e9m na venda desses equipamentos.<strong><br \/>\n       Explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e derivados: <\/strong>Decidir como ser\u00e1 feita a perfura\u00e7\u00e3o        dos locais para que o material seja retirado sem preju\u00edzo ambiental nem        financeiro.<strong>Procura de reservat\u00f3rios: <\/strong>Tra\u00e7ar planos para        a descoberta de jazidas de petr\u00f3leo ou po\u00e7os de g\u00e1s natural, levando em        considera\u00e7\u00e3o c\u00e1lculos e caracter\u00edsticas f\u00edsicas de determinados espa\u00e7os.        Analisar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o dos novos reservat\u00f3rios.<strong><br \/>\n       Transporte e distribui\u00e7\u00e3o: <\/strong>Desenvolver e implantar projetos para        o transporte de petr\u00f3leo e derivados e g\u00e1s natural desde os locais de explora\u00e7\u00e3o        at\u00e9 a chegada nas refinarias e petroqu\u00edmicas. Cuidar da distribui\u00e7\u00e3o do        produto final at\u00e9 os postos e as ind\u00fastrias.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Seguran\u00e7a do Trabalho<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia respons\u00e1vel por prevenir riscos \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida do      trabalhador. O engenheiro de seguran\u00e7a do trabalho tem a fun\u00e7\u00e3o de assegurar      que o trabalhador n\u00e3o corra riscos de acidentes em sua atividade profissional,      sejam eles danos f\u00edsicos, sejam danos psicol\u00f3gicos. Esse profissional administra      e fiscaliza a seguran\u00e7a no meio industrial, organiza programas de preven\u00e7\u00e3o      de acidentes, elabora planos de preven\u00e7\u00e3o de riscos ambientais, faz inspe\u00e7\u00f5es      e emite laudos t\u00e9cnicos. <\/p>\n<p>Assessora empresas em assuntos relativos \u00e0 seguran\u00e7a e higiene do trabalho,      examinando instala\u00e7\u00f5es e os materiais e processos de fabrica\u00e7\u00e3o utilizados      pelo trabalhador. Orienta a Comiss\u00e3o Interna de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes (Cipa)      das companhias e d\u00e1 instru\u00e7\u00f5es aos funcion\u00e1rios sobre o uso de equipamentos      de prote\u00e7\u00e3o individual. Pode, ainda, ministrar palestras e treinamentos e      implementar programas de meio ambiente e ecologia.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Apesar de ser uma gradua\u00e7\u00e3o nova, j\u00e1 existe um mercado para esse profissional,      porque o Minist\u00e9rio do Trabalho imp\u00f5e normas a serem seguidas pelas empresas      para garantir o bemestar e seguran\u00e7a de seus funcion\u00e1rios&#8221;, afirma Luciano      Jos\u00e9 Vieira Franco, coordenador do curso da Unipac, de Conselheiro Lafaiete      (MG). Os bachar\u00e9is encontram emprego em empresas de m\u00e9dio e grande portes,      que mant\u00eam uma equipe para cuidar dos assuntos relacionados \u00e0 seguran\u00e7a, atuando      ao lado do t\u00e9cnico de seguran\u00e7a, do m\u00e9dico laboral, do enfermeiro e auxiliares.    <\/p>\n<p>Esse engenheiro deve ficar atento \u00e0s atividades di\u00e1rias dos funcion\u00e1rios,      prover orienta\u00e7\u00e3o aos gestores e diretores quanto \u00e0s normas previstas na legisla\u00e7\u00e3o      trabalhista e fornecer apoio aos funcion\u00e1rios rec\u00e9m-contratados. &#8220;Outra      boa op\u00e7\u00e3o para o engenheiro de seguran\u00e7a do trabalho \u00e9 atuar como aut\u00f4nomo,      prestando consultoria para as empresas&#8221;, diz o professor Vieira Franco.      Em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds existe demanda, mas o Sudeste, por reunir empresas      de grande porte, concentra o maior n\u00famero de vagas. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>O curr\u00edculo apresenta um leque variado de disciplinas. O aluno estuda muita      f\u00edsica, qu\u00edmica e matem\u00e1tica &#8211; mat\u00e9rias relacionadas \u00e0 engenharia e \u00e0 arquitetura,      que d\u00e3o conhecimento para os projetos de seguran\u00e7a e diagn\u00f3sticos de riscos      no trabalho. A grade abrange ainda filosofia, cidadania, antropologia e psicologia,fundamentais      para que o estudante entenda os aspectos culturais e sociais relacionados      \u00e0 profiss\u00e3o. Al\u00e9m disso, h\u00e1 disciplinas mais espec\u00edficas, como ergonomia (estudo      da rela\u00e7\u00e3o entre homem, meio e ferramenta de trabalho, a fim de proporcionar      o m\u00e1ximo de conforto, seguran\u00e7a e produtividade), higiene do trabalho (ru\u00eddo,      vibra\u00e7\u00e3o, temperatura), primeiros socorros, toxicologia e uso correto de m\u00e1quinas,      equipamentos e ferramentas. Antes de se formar, o aluno deve passar ainda      por um est\u00e1gio e apresentar um trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>quatro anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. de Sa\u00fade e Seg.; Eng. de Seg. no Trab. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Programas de preven\u00e7\u00e3o:<\/strong> Avaliar e preparar diagn\u00f3sticos        de riscos, al\u00e9m de fazer planos para a seguran\u00e7a de empresas privadas e        institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<strong><br \/>\n       Tecnologia: <\/strong>Criar equipamentos e m\u00e1quinas que respeitem as condi\u00e7\u00f5es        de seguran\u00e7a do trabalhador e diminuam os custos das empresas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia El\u00e9trica<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a engenharia que lida com gera\u00e7\u00e3o, a transmiss\u00e3o, o transporte e a distribui\u00e7\u00e3o      da energia el\u00e9trica. O engenheiro eletricista planeja, supervisiona e executa      projetos nas \u00e1reas de eletrot\u00e9cnica, relacionadas \u00e0 pot\u00eancia da energia. Ele      est\u00e1 habilitado a construir e a aplicar sistemas de automa\u00e7\u00e3o e controle em      linhas de produ\u00e7\u00e3o industrial, no desenvolvimento de componentes eletroeletr\u00f4nicos,      na opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos em hospitais e cl\u00ednicas e em projetos      de instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas em ind\u00fastrias, com\u00e9rcios e resid\u00eancias. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das concession\u00e1rias de energia, o graduado encontra emprego em empresas      de telecomunica\u00e7\u00f5es (desde f\u00e1bricas de celulares at\u00e9 operadoras de sistemas      de comunica\u00e7\u00e3o), ind\u00fastrias de equipamentos, automa\u00e7\u00e3o, f\u00e1bricas de motores      e geradores, consultorias ou em empresas prestadoras de servi\u00e7os em computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A engenharia como um todo est\u00e1 crescendo muito no pa\u00eds, e isso inclui      a el\u00e9trica. H\u00e1 cerca de dez anos que n\u00e3o temos problemas com empregabilidade,      e isso acontece porque a Engenharia El\u00e9trica lida com dois aspectos essenciais      para a sociedade, que s\u00e3o a energia e a informa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Jos\u00e9 Antenor      Pomilio, coordenador do curso da Unicamp. A \u00e1rea de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o      vive um momento importante de renova\u00e7\u00e3o dos profissionais que ocuparam os      cargos nos anos 1970, quando o setor teve um crescimento muito grande. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as \u00e1reas de pesquisa e desenvolvimento em empresas de energia,      computa\u00e7\u00e3o e telecomunica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m contratam o profissional. Setores alternativos,      como o mercado financeiro, procuram por esse engenheiro. Concession\u00e1rias de      energia, construtoras, empresas de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o empregadoras      do bacharel. Existe oferta de vagas em todo o pa\u00eds. Apesar disso, as regi\u00f5es      Sul e Sudeste possuem polos industriais bem desenvolvidos e concentram as      melhores oportunidades. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Prepare-se para enfrentar muito c\u00e1lculo. O curr\u00edculo come\u00e7a com disciplinas      b\u00e1sicas, como matem\u00e1tica, f\u00edsica e inform\u00e1tica. As contas acompanham o aluno      tamb\u00e9m nas aulas de economia e administra\u00e7\u00e3o. A parte mais interessante fica      por conta das aulas pr\u00e1ticas e dos experimentos em laborat\u00f3rio, que costumam      aparecer desde o in\u00edcio da gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o profissionalizante tem in\u00edcio no terceiro ano, com aulas de projetos      de sistemas el\u00e9tricos, materiais el\u00e9tricos, sistemas digitais e eletromagnetismo,      entre outras. No \u00faltimo, al\u00e9m das disciplinas, os alunos se dedicam ao trabalho      de conclus\u00e3o do curso. O est\u00e1gio \u00e9 obrigat\u00f3rio e, geralmente, feito a partir      do quarto ano. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. El\u00e9tr. (autom. ind.); Eng. El\u00e9tr. (autom.);        Eng. El\u00e9tr. (comput.); Eng. El\u00e9tr. (eletr\u00f4n.); Eng. El\u00e9tr. (eletrot.); Eng.        El\u00e9tr. (\u00eanf. em comput.); Eng. El\u00e9tr. (\u00eanf. em sist. de energia); Eng. El\u00e9tr.        (sist. de energia e autom.); Eng. El\u00e9tr. (telecom. e eletr\u00f4n.); Eng. El\u00e9tr.        (telecom.); Eng. El\u00e9tr. (telecom., eletr\u00f4n. e sist. de pot\u00eancia); Eng. El\u00e9tr.        (telecom., sist. de pot\u00eancia e eletr\u00f4n.); Eng. El\u00e9tr. (telem\u00e1tica); Eng.        El\u00e9tr. e das Energias; Eng. El\u00e9tr. e Eletr\u00f4n.; Eng. El\u00e9tr. Eletrot.; Eng.        El\u00e9tr. Ind.; Eng. Eletrot.; Eng. Ind. El\u00e9tr. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Automa\u00e7\u00e3o:<\/strong> Projetar equipamentos eletr\u00f4nicos destinados        \u00e0 automa\u00e7\u00e3o de linhas de produ\u00e7\u00e3o industrial.<strong><br \/>\n       Eletr\u00f4nica: <\/strong>Desenvolver circuitos eletr\u00f4nicos para aquisi\u00e7\u00e3o de        dados (por exemplo, \u00e1udio, temperatura, umidade, press\u00e3o), transmiss\u00e3o de        dados por radiofrequ\u00eancia, entre outros.<strong><br \/>\n       Eletrot\u00e9cnica (pot\u00eancia e energia): <\/strong>Planejar e operar sistemas        el\u00e9tricos, desde a gera\u00e7\u00e3o at\u00e9 a transmiss\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o de energia.        Projetar e construir usinas, esta\u00e7\u00f5es, subesta\u00e7\u00f5es, redes de gera\u00e7\u00e3o de        energia e tamb\u00e9m m\u00e1quinas el\u00e9tricas. Ampliar as redes de alta tens\u00e3o e dar        manuten\u00e7\u00e3o a elas.<strong><br \/>\n       Engenharia biom\u00e9dica: <\/strong>Especifi car e gerenciar a utiliza\u00e7\u00e3o de        equipamentos m\u00e9dico-assistenciais em hospitais, cl\u00ednicas e laborat\u00f3rios.        Projetar, construir equipamentos e fazer a manuten\u00e7\u00e3o deles.<strong><br \/>\n       Hardware e programa\u00e7\u00e3o: <\/strong>Desenhar componentes e desenvolver sistemas.<strong><br \/>\n       Instrumenta\u00e7\u00e3o: <\/strong>Projetar e desenvolver equipamentos para a realiza\u00e7\u00e3o        de medidas, registro de dados e atuadores.<strong><br \/>\n       Microeletr\u00f4nica: <\/strong>Projetar, fabricar e testar circuitos integrados        (chips) para sistemas de computa\u00e7\u00e3o, telecomunica\u00e7\u00f5es e de entretenimento,        entre outros.<strong><br \/>\n       Telecomunica\u00e7\u00f5es: <\/strong>Desenvolver servi\u00e7os de expans\u00e3o de telefonia        e de transmiss\u00e3o de dados por imagem e som. Projetar e construir equipamentos        para telefonia e comunica\u00e7\u00e3o em geral e de processamento digital de sinais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Florestal<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia voltado para o estudo e o uso sustent\u00e1vel de recursos      florestais. O engenheiro florestal avalia o potencial de ecossistemas florestais      e planeja seu aproveitamento de modo a preservar a flora e a fauna locais.      Ele pesquisa e seleciona sementes e mudas, identifica e classifica esp\u00e9cies      vegetais e procura melhorar suas caracter\u00edsticas, analisando as condi\u00e7\u00f5es      necess\u00e1rias a sua adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente. Elabora e acompanha projetos de preserva\u00e7\u00e3o      de parques e de reservas naturais e cuida de fazendas de reflorestamento.      Recupera \u00e1reas degradadas, cuida da arboriza\u00e7\u00e3o urbana e avalia o impacto      ambiental de atividades humanas em uma \u00e1rea. Esse engenheiro tamb\u00e9m efetua      vistoriais, per\u00edcias e avalia\u00e7\u00f5es, emitindo laudos e pareceres. Em sua atua\u00e7\u00e3o,      visa a seguran\u00e7a e os impactos socioambientais<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O novo C\u00f3digo Florestal brasileiro foi aprovado em julho de 2010 em meio      a bastante pol\u00eamica. Isso mostra a import\u00e2ncia crescente das discuss\u00f5es em      rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e ao manejo florestal. Devem aumentar as oportunidades      para o engenheiro florestal, que pode dar assist\u00eancia e desenvolver projetos      para adaptar as propriedades rurais \u00e0 nova legisla\u00e7\u00e3o. \u00d3rg\u00e3os como Minist\u00e9rio      do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais      Renov\u00e1veis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade      (ICMBio) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais realizam      concursos frequentes para a contrata\u00e7\u00e3o desse profissional.<\/p>\n<p>Empresas privadas que prestam servi\u00e7os para o governo tamb\u00e9m necessitam dessa      m\u00e3o de obra especializada. Quem atua nas \u00e1reas de ecologia aplicada e de manejo      florestal vem sendo solicitado nos \u00faltimos anos por empresas de reflorestamento      e por produtores rurais que fazem o plantio de florestas para fins comerciais.      &#8220;Cresce muito o n\u00famero de propriet\u00e1rios de terra que antes s\u00f3 investiam      nos setores agr\u00edcola e pecu\u00e1rio e hoje destinam parte das terras ao plantio      de eucalipto, contratando esse engenheiro para viabilizar o projeto&#8221;,      explica Soraya Alvarenga Botelho, coordenadora do curso da Ufla, em Minas      Gerais. Os postos de trabalho est\u00e3o concentrados, sobretudo, nos estados do      Sul e do Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que possui extensas \u00e1reas      de reflorestamento, abrindo boas oportunidades para esse engenheiro. <\/p>\n<p>Cresce tamb\u00e9m a procura na Regi\u00e3o Norte, que tem o desafio de se desenvolver      de maneira sustent\u00e1vel. Nas ind\u00fastrias de base florestal, em especial nas      de papel e celulose, de m\u00f3veis, de compensado e de carv\u00e3o, aumenta a procura      pelo especialista em tecnologia de produtos florestais. Outros nichos que      v\u00eam se expandindo s\u00e3o o com\u00e9rcio de produtos florestais, a gest\u00e3o de viveiros      florestais e a coleta, o estoque e a transforma\u00e7\u00e3o do lixo urbano e industrial.      Prefeituras de todo o pa\u00eds buscam esse graduado para cuidar da arboriza\u00e7\u00e3o      urbana. O profissional pode atuar ainda de maneira empreendedora, como assessor      t\u00e9cnico de ONGs ou abrindo empresa de produ\u00e7\u00e3o de mudas e vendas de sementes.    <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>As ci\u00eancias agr\u00e1rias e biol\u00f3gicas est\u00e3o presentes em todo o curr\u00edculo, com      destaque para as disciplinas que envolvem bot\u00e2nica, tecnologia da madeira,      fisiologia vegetal, biologia celular e silvicultura. Mas o forte do curso      s\u00e3o as t\u00e9cnicas e os m\u00e9todos de uso racional das matas que n\u00e3o comprometam      o ecossistema. Nessa \u00e1rea, as disciplinas te\u00f3ricas &#8211; como conserva\u00e7\u00e3o de recursos      naturais renov\u00e1veis &#8211; alternam-se com pr\u00e1ticas de manejo florestal, ecologia      aplicada em campo, atividades em laborat\u00f3rios e viveiros. O est\u00e1gio \u00e9 obrigat\u00f3rio,      bem como um trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos.<strong><br \/>\n       Outro nome:<\/strong> Eng. de Florestas Tropicais. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ecologia aplicada:<\/strong> Estudar e administrar parques e reservas        florestais e gerenciar processos de explora\u00e7\u00e3o que preservem os recursos        naturais. Recuperar \u00e1reas degradadas.<strong><br \/>\n       Educa\u00e7\u00e3o: <\/strong>Realizar atividades em educa\u00e7\u00e3o ambiental e ecoturismo.<strong><br \/>\n       Fiscaliza\u00e7\u00e3o: <\/strong>Supervisionar empresas que utilizem produtos de origem        florestal como termoel\u00e9tricas a carv\u00e3o, ind\u00fastrias que utilizem lenha e        sider\u00fargicas.<strong><br \/>\n       Manejo florestal: <\/strong>Elaborar, promover e supervisionar projetos de        reflorestamento das esp\u00e9cies arb\u00f3reas para aumentar sua produtividade. Pesquisar        sementes e o melhoramento gen\u00e9tico da vegeta\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Tecnologia de produtos florestais: <\/strong>Pesquisar e desenvolver tecnologias        para o aproveitamento, a extra\u00e7\u00e3o e a industrializa\u00e7\u00e3o de madeiras e de        outros produtos da floresta, como \u00f3leos essenciais e resinas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Industrial<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a \u00e1rea que cuida dos recursos necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial. Esse profissional      \u00e9 o t\u00edpico engenheiro de ch\u00e3o de f\u00e1brica, que acompanha de perto a implanta\u00e7\u00e3o      e a manuten\u00e7\u00e3o da infraestrutura industrial, como redes de \u00e1gua e de g\u00e1s,      pontes e esteiras rolantes. Ele organiza e administra as instala\u00e7\u00f5es industriais,      desde a chegada da mat\u00e9ria-prima \u00e0 f\u00e1brica at\u00e9 o controle de qualidade do      produto final, seguindo o cronograma estabelecido. Esse \u00e9 o especialista encarregado      de fazer a liga\u00e7\u00e3o entre o engenheiro respons\u00e1vel pelo projeto de m\u00e1quinas      e o engenheiro de produ\u00e7\u00e3o, que cuida da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho. O profissional      de engenharia industrial analisa custos, gerencia a m\u00e3o de obra e administra      o uso de equipamentos e mat\u00e9rias-primas. Ele pode se dedicar a diversos ramos      das engenharias, como mec\u00e2nica, madeireira ou qu\u00edmica.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Em raz\u00e3o de ser um profissional generalista, o engenheiro industrial pode      trabalhar nos setores petrol\u00edfero, cosm\u00e9tico, farmac\u00eautico, de tecnologia      e de autope\u00e7as, entre outros. As empresas costumam requisitar o engenheiro      industrial para trabalhar na \u00e1rea de projetos e nas novas linhas de produ\u00e7\u00e3o.      Tamb\u00e9m existe boa possibilidade de demanda nos setores de telecomunica\u00e7\u00f5es      e de gera\u00e7\u00e3o de energia. A constru\u00e7\u00e3o de uma base da Petrobras em Itaja\u00ed,      no estado de Santa Catarina, aumenta a expectativa de emprego naquele mercado.      A previs\u00e3o \u00e9 de que at\u00e9 2017 a empresa esteja funcionando plenamente. &#8220;Toda      a constru\u00e7\u00e3o e os reparos dos equipamentos de prospec\u00e7\u00e3o da nova base ser\u00e3o      feitos na cidade de Itaja\u00ed, abrindo possibilidades fant\u00e1sticas de trabalho.      E, com a vinda da Petrobras, outras empresas do setor tamb\u00e9m devem se instalar      por aqui nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, afirma Roberto Barddal, coordenador do curso      da Univali. Nas regi\u00f5es Sudeste e Nordeste, a maior procura por esse profissional      vem da ind\u00fastria automobil\u00edstica. J\u00e1 a Regi\u00e3o Centro-Oeste conta com ind\u00fastrias      especializadas em m\u00e1quinas para agricultura, com oportunidades para profissionais      especializados nesse setor. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p><strong>Preste aten\u00e7\u00e3o antes mesmo de se inscrever no vestibular, pois o      curso de Engenharia Industrial oferece as seguintes habilita\u00e7\u00f5es:<\/strong>      mec\u00e2nica, madeireira e qu\u00edmica.<\/p>\n<p> As disciplinas do ciclo b\u00e1sico (\u00e1lgebra, f\u00edsica, qu\u00edmica, c\u00e1lculo e inform\u00e1tica)      concentram-se nos dois primeiros anos e s\u00e3o quase as mesmas em todas as habilita\u00e7\u00f5es.      O curso d\u00e1 boa base na \u00e1rea gerencial, com mat\u00e9rias como economia, administra\u00e7\u00e3o,      empreendedorismo e psicologia aplicada ao trabalho. As disciplinas profissionalizantes,      ministradas a partir do terceiro ano, variam dependendo da habilita\u00e7\u00e3o escolhida.      Cerca de metade da carga hor\u00e1ria se d\u00e1 em laborat\u00f3rio. O est\u00e1gio e um trabalho      de conclus\u00e3o de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rios para tirar o diploma. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. Ind. Madeireira; Eng. Ind. Mec\u00e2n.; Eng. Ind.        Mec\u00e2n. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Controle de qualidade: <\/strong>Supervisionar o processo de produ\u00e7\u00e3o        para garantir a qualidade do produto.<strong><br \/>\n       M\u00e1quinas e equipamentos: <\/strong>Projetar e supervisionar a constru\u00e7\u00e3o        de f\u00e1bricas. Instalar m\u00e1quinas e equipamentos necess\u00e1rios \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o        de ind\u00fastrias.<strong><br \/>\n       Processos industriais: <\/strong>Gerenciar as diversas etapas doprocesso        de fabrica\u00e7\u00e3o, controlando o funcionamento das m\u00e1quinas, os turnos de trabalho        e a qualidade e o fluxo das mat\u00e9rias-primas.<strong><br \/>\n       Planejamento e controle da produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>Garantir a rentabilidade do        processo produtivo, defi nindo os recursos que ser\u00e3o usados na fabrica\u00e7\u00e3o,        como m\u00e1quinas, m\u00e3o de obra, processos e softwares espec\u00edficos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Metal\u00fargica<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o conjunto de conhecimentos empregados na transforma\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios em      metais e ligas met\u00e1licas e em suas aplica\u00e7\u00f5es industriais. Com profundo conhecimento      dos metais e de suas propriedades, esse engenheiro \u00e9 respons\u00e1vel pelo beneficiamento      de min\u00e9rios e por sua transforma\u00e7\u00e3o em metais e ligas met\u00e1licas. Ele atua      em todo o processo, desde extra\u00e7\u00e3o, refino e conforma\u00e7\u00e3o at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de      produtos com estrutura e propriedades ajustadas \u00e0s diferentes finalidades.      Esse profissional desenvolve e adapta esses metais para os mais diversos usos      industriais, desde a confec\u00e7\u00e3o de chapas e vigas para a constru\u00e7\u00e3o civil at\u00e9      a produ\u00e7\u00e3o de latas de refrigerante, implantes ortop\u00e9dicos e trens de pouso      de avi\u00f5es. Ele tamb\u00e9m combina metais com outros materiais, como vidro, pl\u00e1stico      ou cer\u00e2mica, criando compostos com novas propriedades. Presente em quase todos      os segmentos industriais, esse profissional \u00e9 indispens\u00e1vel nas ind\u00fastrias      de base e no setor metal\u00fargico.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 boas expectativas para esse mercado. De acordo com os dados do \u00faltimo      Congresso Brasileiro do A\u00e7o, realizado em maio, a previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para      2010 \u00e9 de 33,2 milh\u00f5es de toneladas de a\u00e7o, quantidade 25% maior que a do      ano passado. De olho nisso, as empresas voltaram a contratar. &#8220;E, com      a explora\u00e7\u00e3o na camada de pr\u00e9-sal, cresce a necessidade de novos a\u00e7os para      serem usados na tubula\u00e7\u00e3o que retira a mat\u00e9ria-prima do subterr\u00e2neo. Isso      movimenta a ind\u00fastria e o mercado de trabalho&#8221;, afirma Geralda Duraes      de Godoy, coordenadora do curso da UFMG. Empresas como Usiminas, A\u00e7ominas,      Vallourec &amp; Mannesmann e ArcelorMittal s\u00e3o tradicionais empregadoras desse      profissional. De acordo com Geralda Godoy, o setor sider\u00fargico \u00e9 o que mais      absorve os bachar\u00e9is. Eles trabalham com a extra\u00e7\u00e3o de alum\u00ednio, cobre, ouro      e a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o e outros metais. Tamb\u00e9m s\u00e3o contratados para atuar na      transforma\u00e7\u00e3o desses metais para uso industrial, como a produ\u00e7\u00e3o de chapas      met\u00e1licas. Minas Gerais \u00e9 o estado que mais emprega esses engenheiros, seguido      de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo, Rio Grande do Sul e Paran\u00e1.      E o perfil desse mercado profissional vem mudando. Hoje h\u00e1 muitas mulheres      disputando espa\u00e7o num campo antes totalmente masculino. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Os dois primeiros anos s\u00e3o dedicados \u00e0s disciplinas b\u00e1sicas comuns a todas      as engenharias. A partir do terceiro ano, dominam as mat\u00e9rias espec\u00edficas,      entre elas processos de transforma\u00e7\u00e3o, metalurgia extrativa e f\u00edsica. O aluno      cumpre boa parte da carga hor\u00e1ria em laborat\u00f3rio. Tamb\u00e9m se dedica ao estudo      das vari\u00e1veis dos processos de produ\u00e7\u00e3o de metais e ligas e \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o      das propriedades desses materiais. No fim do curso s\u00e3o exigidos um est\u00e1gio      e um trabalho de conclus\u00e3o. Algumas escolas oferecem forma\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0      do curso de Engenharia de Materiais com habilita\u00e7\u00e3o em metais. <\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <strong><br \/>\n     Outros nomes: <\/strong>Eng. de Prod. em Mat. e Metal.; Eng. Metal. e de Mat.    <\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Metais ferrosos: <\/strong>Desenvolver ligas met\u00e1licas que contenham        ferro. Acompanhar as diversas fases de fabrica\u00e7\u00e3o em usinas sider\u00fargicas,        do planejamento ao controle de qualidade da produ\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Metais n\u00e3o ferrosos: <\/strong>Produzir ligas met\u00e1licas que n\u00e3o contenham        ferro, como alum\u00ednio e cobre. Definir t\u00e9cnicas e m\u00e9todos para trabalhar        com cada metal.<strong><br \/>\n       Tratamento de metais: <\/strong>Controlar o processo de transforma\u00e7\u00e3o de        metais ferrosos e n\u00e3o ferrosos. Estudar a composi\u00e7\u00e3o e as propriedades dos        metais e definir o melhor tipo de tratamento e beneficiamento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Mecatr\u00f4nica<\/h4>\n<p><strong>Tecnol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>Esse tecn\u00f3logo projeta e instala m\u00e1quinas operatrizes convencionais ou autom\u00e1ticas      que integram linhas de produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de gerenciar sua opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o.      Pesquisa, desenvolve e implanta softwares para operar equipamentos e, em parceria      com o engenheiro de produ\u00e7\u00e3o, escolhe materiais e tecnologias a ser empregados      na usinagem. Outra \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o encontra-se nas empresas do ramo metalmec\u00e2nico,      como metal\u00fargicas e f\u00e1bricas de autope\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O tecn\u00f3logo encontra um bom campo de trabalho, principalmente no setor industrial,      mas o mercado \u00e9 concorrido. Existe boa procura pelo setor automotivo, em companhias      como Volkswagen e Ford, e tamb\u00e9m por empresas metal\u00fargicas, como a Bardella,      nas f\u00e1bricas de eletroeletr\u00f4nicos, como a Philips, e nas de autope\u00e7as, como      a Cofap e a Magneti Marelli. A maior demanda \u00e9 pelo profissional que trabalhe      com planejamento e gest\u00e3o de projetos, mas tamb\u00e9m h\u00e1 oportunidades nos setores      de instala\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o de equipamentos de mecatr\u00f4nica,      como m\u00e1quinasferramentas e rob\u00f4s industriais. <\/p>\n<p>&#8220;Historicamente, as regi\u00f5es Sul e Sudeste, principalmente o interior      de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, s\u00e3o os mercados mais aquecidos      para esse tecn\u00f3logo. Mas, recentemente, tem aumentado a procura em Mato Grosso,      Mato Grosso do Sul, na Bahia e no Cear\u00e1, estados que est\u00e3o passando por um      processo de industrializa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o professor Irapuan Santos, coordenador      do curso de Tecnologia em Fabrica\u00e7\u00e3o Mec\u00e2nica da UTFPR. Manaus, por causa      do expressivo parque industrial da Zona Franca, tamb\u00e9m oferece oportunidades.      Segundo o professor, as empresas d\u00e3o prefer\u00eancia a tecn\u00f3logos que tenham no      curr\u00edculo cursos que comprovem o dom\u00ednio de ferramentas de desenho em computador,      como o CAD, e que saibam falar ingl\u00eas. O dom\u00ednio do alem\u00e3o e do espanhol tamb\u00e9m      \u00e9 um diferencial importante. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o desse tecn\u00f3logo passou por uma mudan\u00e7a para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o      dos equipamentos, cada vez mais complexos. As m\u00e1quinas-ferramentas, por exemplo,      incorporam a eletr\u00f4nica e a inform\u00e1tica. Assim, as especializa\u00e7\u00f5es variam      de institui\u00e7\u00e3o para institui\u00e7\u00e3o, mas os cursos da \u00e1rea t\u00eam uma plataforma      curricular comum. Entre as mat\u00e9rias estudadas, est\u00e3o termodin\u00e2mica, din\u00e2mica      dos fluidos, tecnologia de dispositivos e processos de produ\u00e7\u00e3o. Em laborat\u00f3rio,      aprendem-se t\u00e9cnicas de tratamento t\u00e9rmico de materiais, constru\u00e7\u00f5es motoras      e sistemas hidr\u00e1ulicos e pneum\u00e1ticos. Essas disciplinas s\u00e3o complementadas      ao longo do curso com o conhecimento de rob\u00f3tica, manufatura automatizada,      \u00f3ptica, microprocessadores e metrologia. Nem todas as institui\u00e7\u00f5es de ensino      obrigam os alunos a fazer o est\u00e1gio. Mas para levar o diploma \u00e9 preciso fazer      um trabalho de conclus\u00e3o de curso.<\/p>\n<p><strong>Fique de olho:<\/strong> Algumas escolas oferecem forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica,      como projetos e processos de produ\u00e7\u00e3o. Outras, como a Furg, focam numa \u00e1rea      determinada, como refrigera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>tr\u00eas anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Fabric. Mec\u00e2n.; Manut. Mec\u00e2n.; Mec\u00e2n. (processos        de prod.); Mec\u00e2n. (proj.); Mec\u00e2n. de Precis\u00e3o; Proj. Mec\u00e2n.; Refrigera\u00e7\u00e3o        e Climatiza\u00e7\u00e3o; Sist. Automotivos; Soldagem. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Gest\u00e3o de manufatura: <\/strong>Dirigir os processos de usinagem,        garantindo o bom funcionamento das m\u00e1quinas e o padr\u00e3o de qualidade dos        produtos produzidos em linha.<strong><br \/>\n       Manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos: <\/strong>Consertar equipamentos,        dispositivos controladores e processadores e acompanhar seu funcionamento.<strong><br \/>\n       Mec\u00e2nica de precis\u00e3o: <\/strong>Desenvolver atividades voltadas para a produ\u00e7\u00e3o        de equipamentos controlados por sensores el\u00e9tricos e \u00f3pticos ou por microcontroladores        autom\u00e1ticos.<strong><br \/>\n       Mecatr\u00f4nica: <\/strong>Programar e integrar eletronicamente m\u00e1quinas-ferramentas.        Automatizar os processos de produ\u00e7\u00e3o. Construir rob\u00f4s industriais com capacidade        de reprograma\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<strong><br \/>\n       Processos: <\/strong>Montar tornos mec\u00e2nicos, motores de combust\u00e3o e caldeiras        e acompanhar seu desempenho. Usar ferramentas eletr\u00f4nicas de automatiza\u00e7\u00e3o        de m\u00e1quinas e processos.<strong><br \/>\n       Projetos: <\/strong>Criar equipamentos, instala\u00e7\u00f5es e dispositivos mec\u00e2nicos        industriais, com a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de simula\u00e7\u00e3o que permitam a        concep\u00e7\u00e3o de objetos virtuais em 3D.<strong><br \/>\n       Soldagem: <\/strong>Coordenar os servi\u00e7os de liga\u00e7\u00e3o e solda de pe\u00e7as e estruturas        met\u00e1licas utilizadas na engenharia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Naval<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a \u00e1rea da engenharia que cuida do projeto, da constru\u00e7\u00e3o e da manuten\u00e7\u00e3o      de embarca\u00e7\u00f5es e seus equipamentos. O engenheiro naval projeta a estrutura,      os motores e os demais componentes de navios. Para isso, considera o uso a      ser dado \u00e0 embarca\u00e7\u00e3o, a quantidade de carga ou de passageiros a ser transportada,      a dist\u00e2ncia a ser percorrida e o local de opera\u00e7\u00e3o, se em rios, lagos, mares      ou oceanos. Na constru\u00e7\u00e3o, supervisiona os t\u00e9cnicos e os oper\u00e1rios, verifica      a qualidade da mat\u00e9ria-prima e os m\u00e9todos de trabalho e acompanha toda a fabrica\u00e7\u00e3o.      Pode tamb\u00e9m gerenciar o transporte mar\u00edtimo e fluvial, controlando o tr\u00e1fego      de embarca\u00e7\u00f5es e os servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o. Outras \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o para      esse profissional s\u00e3o lazer e esportes n\u00e1uticos, a cria\u00e7\u00e3o de animais marinhos      e a explora\u00e7\u00e3o de recursos minerais do oceano, sobretudo o petr\u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da extens\u00e3o de seu litoral e da quantidade de rios, o Brasil n\u00e3o tem      tradi\u00e7\u00e3o em ind\u00fastria naval. Mas o mercado est\u00e1 bem aquecido e tende a se      manter assim nos pr\u00f3ximos anos. &#8220;Um exemplo disso \u00e9 a retomada da constru\u00e7\u00e3o      de navios para atender, em particular, \u00e0s necessidades de renova\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o      da frota de navios da Transpetro, empresa encarregada do transporte de petr\u00f3leo      e de seus derivados. Al\u00e9m disso, a constru\u00e7\u00e3o de plataformas para a explora\u00e7\u00e3o      e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em \u00e1guas profundas e de um conjunto de embarca\u00e7\u00f5es      para dar suporte log\u00edstico a essas atividades movimenta o mercado para o bacharel&#8221;,      afirma Marco Brinati, coordenador do curso da USP. Esse profissional \u00e9 requisitado      para trabalhar no desenvolvimento de projetos e sua implanta\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o      e opera\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, desde barcos de passeio at\u00e9 grandes navios de carga,      e tamb\u00e9m de plataformas de prospec\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s no oceano. O Rio de      Janeiro destaca-se no setor de constru\u00e7\u00e3o naval, mas outros estados, como      Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, v\u00eam ganhando novos estaleiros      e demandando m\u00e3o de obra especializada. No setor de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no      oceano e transporte mar\u00edtimo, os empregos est\u00e3o no Rio de Janeiro (pela presen\u00e7a      da Transpetro) e S\u00e3o Paulo (por possuir o principal porto do pa\u00eds). <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Esse curso possui dois anos de forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica com muita f\u00edsica, matem\u00e1tica,      computa\u00e7\u00e3o e qu\u00edmica. Em seguida, come\u00e7am as mat\u00e9rias espec\u00edficas das engenharias      (mec\u00e2nica de fluidos, termodin\u00e2mica e ci\u00eancia e resist\u00eancia dos materiais)      e da forma\u00e7\u00e3o profissionalizante (hidrodin\u00e2mica, estruturas navais, projeto      de navio e plataformas mar\u00edtimas, constru\u00e7\u00e3o naval e transporte aquavi\u00e1rio).      Em aulas pr\u00e1ticas de laborat\u00f3rio, o aluno constr\u00f3i e testa modelos e maquetes      estruturais, n\u00e3o s\u00f3 de embarca\u00e7\u00f5es tradicionais como tamb\u00e9m de submarinos      e rob\u00f4s subaqu\u00e1ticos. O est\u00e1gio e o projeto de conclus\u00e3o de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rios.    <\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o naval: <\/strong>Projetar e coordenar a constru\u00e7\u00e3o de        embarca\u00e7\u00f5es, como navios, barcos e lanchas. Gerenciar servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o,        reparos e conserva\u00e7\u00e3o de cascos, motores e m\u00e1quinas.<strong><br \/>\n       Gerenciamento de transporte: <\/strong>Planejar todas as etapas do com\u00e9rcio        fluvial ou mar\u00edtimo, desde o embarque e o transporte de carga at\u00e9 o desembarque        e o armazenamento.<strong><br \/>\n       Pesquisa e desenvolvimento: <\/strong>Criar novas tecnologias e adapt\u00e1-las        a submarinos, plataformas flutuantes e rob\u00f4s para explora\u00e7\u00e3o submarina.<strong><br \/>\n       Projeto de sistemas oce\u00e2nicos: <\/strong>Planejar e construir plataformas        mar\u00edtimas e tubula\u00e7\u00f5es para o transporte de petr\u00f3leo.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia T\u00eaxtil<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o as t\u00e9cnicas e os conhecimentos utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o e no tratamento      de fibras, fios e tecidos e na confec\u00e7\u00e3o de roupas. O engenheiro t\u00eaxtil projeta      as instala\u00e7\u00f5es, os equipamentos e as linhas de produ\u00e7\u00e3o de tecelagens e ind\u00fastrias      de confec\u00e7\u00e3o de roupas. Controla custos, processos industriais, como estamparia,      tingimento, corte e costura, bem como a qualidade da mat\u00e9ria-prima e do produto      final. Coordena o trabalho de oper\u00e1rios e t\u00e9cnicos para concretizar os projetos      de estilistas e designers. Com conhecimentos de marketing, pode tamb\u00e9m assessorar      e orientar clientes.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>A ind\u00fastria t\u00eaxtil brasileira vem se recuperando da crise de 2009. A Associa\u00e7\u00e3o      Brasileira de Ind\u00fastria T\u00eaxtil (Abit) espera, para 2010, crescimento de 4%      no setor t\u00eaxtil, e a gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho tamb\u00e9m para engenheiros      t\u00eaxteis. &#8220;A maior demanda \u00e9 na \u00e1rea de pesquisa e desenvolvimento de      novos produtos, como fios e tecidos, mas a \u00e1rea de controle de qualidade tamb\u00e9m      tem procurado muitos profissionais&#8221;, afirma Camila Borelli, coordenadora      do curso do Centro Universit\u00e1rio da FEI. Al\u00e9m desse mercado, o bacharel pode      dedicar-se \u00e0 \u00e1rea de vendas ou atuar como aut\u00f4nomo, prestando consultoria      para a ind\u00fastria, ou como representante comercial de uma confec\u00e7\u00e3o ou at\u00e9      mesmo de uma ind\u00fastria. Rhodia, Tavex (que incorporou a Santista T\u00eaxtil),      Hering, Marisol e tecelagens como Santa Const\u00e2ncia s\u00e3o alguns dos tradicionais      empregadores. Em geral, as melhores oportunidades de trabalho est\u00e3o nas regi\u00f5es      Sul e Sudeste, com destaque para o estado de S\u00e3o Paulo, pelo grande n\u00famero      de ind\u00fastrias t\u00eaxteis na capital e no interior, e Santa Catarina, onde existe      um importante polo de malharias, fia\u00e7\u00f5es e tecelagens. No Cear\u00e1, local de      v\u00e1rias ind\u00fastrias de fia\u00e7\u00e3o, o mercado tamb\u00e9m \u00e9 promissor. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro ano \u00e9 de mat\u00e9rias b\u00e1sicas das engenharias. Depois voc\u00ea estuda      a composi\u00e7\u00e3o de fios e tecidos, os processos e as m\u00e1quinas empregadas em fia\u00e7\u00e3o,      tecelagem, malharia e confec\u00e7\u00e3o. As disciplinas espec\u00edficas incluem fibras      t\u00eaxteis, texturiza\u00e7\u00e3o, tecelagem, malharia, beneficiamento, controle de qualidade      e desenvolvimento do produto, al\u00e9m de projetos e instala\u00e7\u00f5es industriais t\u00eaxteis.      H\u00e1 tamb\u00e9m mat\u00e9rias ligadas ao gerenciamento de neg\u00f3cios e outras voltadas      para o controle da produ\u00e7\u00e3o, como controle estat\u00edstico de qualidade. O est\u00e1gio      e o trabalho de conclus\u00e3o de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rios. <\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Pesquisa e desenvolvimento: <\/strong>Criar fibras e fios sint\u00e9ticos        para substituir o algod\u00e3o ou para compor novos tecidos. Desenvolver produtos,        como fios e tecidos, para a ind\u00fastria. Elaborar padronagens e cartela de        cores.<strong><br \/>\n       Processos industriais: <\/strong>Acompanhar as etapas de produ\u00e7\u00e3o e implantar        novas tecnologias e processos de tinturaria. Projetar f\u00e1bricas, equipamentos        e dar manuten\u00e7\u00e3o a m\u00e1quinas de fia\u00e7\u00e3o, tecelagem, malharia, confec\u00e7\u00e3o e        beneficiamento de fibras, fios e tecidos.<strong><br \/>\n       Projetos: <\/strong>Planejar, instalar e ampliar f\u00e1bricas t\u00eaxteis. Criar        m\u00e1quinas e equipamentos utilizados nessas ind\u00fastrias.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4><strong>Engenharia Ac\u00fastica<\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 o conjunto de conhecimentos usado para desenvolver novos sistemas eletro      ac\u00fasticos e para determinar a intensidade de ru\u00eddos e vibra\u00e7\u00f5es. O engenheiro      ac\u00fastico desenvolve t\u00e9cnicas e equipamentos para controlar o ru\u00eddo ambiental      visando ao bem-estar das pessoas. Tamb\u00e9m produz softwares e equipamentos eletr\u00f4nicos,      como medidores de n\u00edvel sonoro e audi\u00f4metros. \u00c9 um profissional que atua em      diversas \u00e1reas. Pode trabalhar na ac\u00fastica subaqu\u00e1tica, desenvolvendo e fazendo      a manuten\u00e7\u00e3o de sonares de submarinos ou avaliando as vibra\u00e7\u00f5es de ondas s\u00edsmicas.    <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tem compet\u00eancia para atuar no controle da emiss\u00e3o de ru\u00eddos e vibra\u00e7\u00f5es      provenientes de equipamentos, m\u00e1quinas e at\u00e9 eletrodom\u00e9sticos,seja numa empresa,      seja num local de descanso ou lazer. \u00c9 ele quem faz a fiscaliza\u00e7\u00e3o, vistoria      e per\u00edcia e emite os laudos e pareceres t\u00e9cnicos a respeito do local visitado.    <\/p>\n<p>Outra possibilidade de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 na \u00e1rea ac\u00fastica musical, como respons\u00e1vel      pela an\u00e1lise vibro ac\u00fastica de instrumentos e pela sonoriza\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos,      e no controle de ru\u00eddos em salas em que o sil\u00eancio seja primordial, como est\u00fadios      de grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o existe esse bacharel no mercado. A previs\u00e3o \u00e9 que a primeira turma      se forme em 2014 na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Os \u00f3rg\u00e3os      p\u00fablicos, como prefeituras municipais, costumam absorver esse perfil de profissional      para atuar na fiscaliza\u00e7\u00e3o e propor a\u00e7\u00f5es de controle da polui\u00e7\u00e3o sonora.      H\u00e1 tamb\u00e9m um mercado aberto na ind\u00fastria automobil\u00edstica, na aeroespacial      e em fabricantes de equipamentos eletr\u00f4nicos. Esse profissional tamb\u00e9m encontra      boa demanda trabalhando como aut\u00f4nomo na elabora\u00e7\u00e3o de pareceres t\u00e9cnicos,      laudos e estudos de viabilidade t\u00e9cnico-econ\u00f4mico.\u00a0<\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>A grade curricular mescla mat\u00e9rias da \u00e1rea de exatas com as da engenharia.      Portanto, prepare-se para uma avalanche de c\u00e1lculos. At\u00e9 o quinto semestre,      o aluno aprende geometria descritiva, f\u00edsica, qu\u00edmica, c\u00e1lculo, estat\u00edstica,      \u00e1lgebra linear e equa\u00e7\u00f5es diferenciais. Ao mesmo tempo, tem aulas de m\u00fasica      para engenharia ac\u00fastica, ci\u00eancias dos materiais, ru\u00eddos e vibra\u00e7\u00f5es, termodin\u00e2mica      e circuitos el\u00e9tricos. Os \u00faltimos semestres s\u00e3o bem direcionados \u00e0 profiss\u00e3o,      quando o aluno estuda eletroac\u00fastica, sonoriza\u00e7\u00e3o, controle de vibra\u00e7\u00f5es,      engenharia de seguran\u00e7a, t\u00e9cnica de grava\u00e7\u00e3o entre outros. \u00c9 preciso apresentar      um trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ac\u00fastica musical:<\/strong> Projetar e executar an\u00e1lise vibroac\u00fastica        de instrumentos e equipamentos musicais e fazer a sonoriza\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos.<strong><br \/>\n       Ac\u00fastica de salas:<\/strong> Qualificar audit\u00f3rios, teatros, igrejas e salas        multiuso, al\u00e9m de ambientes residenciais quanto a emiss\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o de        ru\u00eddos.<strong><br \/>\n       \u00c1udio profissional:<\/strong> Projetar e executar corre\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas de        ambientes internos e externos; operar som em est\u00fadios, emissoras de r\u00e1dio        ou de televis\u00e3o e eventos privados.<strong><br \/>\n       Consultoria:<\/strong> Prestar servi\u00e7os para empresas avaliando a viabilidade        socioecon\u00f4mica de projetos e tamb\u00e9m assessorando obras de adequa\u00e7\u00e3o ac\u00fastica.<strong><br \/>\n       Controle de ru\u00eddo:<\/strong> Planejar programas de controle de ru\u00eddo urbano        e industrial; avaliar ru\u00eddo a\u00e9reo<strong><br \/>\n       Desenvolvimento de equipamentos:<\/strong> Projetar equipamentos e dispositivos        para isolamento e absor\u00e7\u00e3o ac\u00fastica<strong><br \/>\n       Eletroac\u00fastica:<\/strong> Desenvolver equipamentos, como microfones e alto-falantes.<strong><br \/>\n       Vibra\u00e7\u00f5es:<\/strong> Projetar e executar sistemas de controle de vibra\u00e7\u00f5es        em estruturas de edifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Biom\u00e9dica<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a \u00e1rea da engenharia que cuida da concep\u00e7\u00e3o de equipamentos m\u00e9dicos, biom\u00e9dicos      e odontol\u00f3gicos, voltados para diagn\u00f3stico ou tratamento terap\u00eautico. O engenheiro      biom\u00e9dico projeta a estrutura, desenvolve e monta os equipamentos e faz a      sua manuten\u00e7\u00e3o corretiva e preventiva. <\/p>\n<p>Pode ainda calibrar e aferir os equipamentos m\u00e9dicos e eletrom\u00e9dicos. Como      tem conhecimentos na \u00e1rea de inform\u00e1tica e eletr\u00f4nica, cria softwares e equipamentos      eletr\u00f4nicos que otimizam o uso das m\u00e1quinas pelos m\u00e9dicos, enfermeiros e dentistas.      Tamb\u00e9m pode gerenciar a \u00e1rea de compras de equipamentos m\u00e9dicos e planejar      seu uso. Realiza ainda pesquisas cient\u00edficas para a descoberta de materiais      e instrumentos biom\u00e9dicos. <\/p>\n<p>Esse bacharel atua em hospitais, cl\u00ednicas m\u00e9dicas, centros de sa\u00fade, laborat\u00f3rios      farmac\u00eauticos e de an\u00e1lises cl\u00ednicas, servi\u00e7os especializados em manuten\u00e7\u00e3o      hospitalar e centros de pesquisa.<\/p>\n<p><strong>D\u00favida do Vestibulando<\/strong><\/p>\n<p><strong>QUAL \u00c9 A DIFEREN\u00c7A ENTRE ENGENHARIA BIOM\u00c9DICA E INFORM\u00c1TICA BIOM\u00c9DICA?<\/strong><\/p>\n<p>Os dois profissionais t\u00eam como principal objetivo aperfei\u00e7oar os processos      na \u00e1rea m\u00e9dica. O engenheiro biom\u00e9dico \u00e9 apto para desenvolver novos equipamentos,      avaliar a qualidade da tecnologia aplicada \u00e0 sa\u00fade, entre outras fun\u00e7\u00f5es.      J\u00e1 o bacharel em Inform\u00e1tica Biom\u00e9dica \u00e9 especialista no desenvolvimento de      softwares e hardwares aplicados \u00e0 \u00e1rea m\u00e9dica, tanto para potencializar o      uso dos equipamentos como para auxiliar os profissionais da medicina no diagn\u00f3stico      de pacientes.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o positivas as expectativas para o engenheiro biom\u00e9dico, que ainda \u00e9 um      profissional novo no mercado de trabalho brasileiro &#8211; a primeira turma no      pa\u00eds se formou em 2005. &#8220;Est\u00e1 em discuss\u00e3o no Congresso Nacional uma      lei que obriga todos os hospitais a contratar pelo menos um engenheiro biom\u00e9dico.    <\/p>\n<p>Muitos hospitais j\u00e1 est\u00e3o se preparando para essa obrigatoriedade, aumentando      a demanda por esse especialista&#8221;, afirma Airton Martin, professor do      curso da Univap, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP). O profissional pode encontrar      campo de trabalho no Hospital Albert Einstein, um dos mais conceituados de      S\u00e3o Paulo, e na Associa\u00e7\u00e3o Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).    <\/p>\n<p>Nos hospitais e cl\u00ednicas, ele \u00e9 contratado para atuar na manuten\u00e7\u00e3o preventiva      e corretiva dos equipamentos m\u00e9dicos. J\u00e1 no setor industrial, a principal      fun\u00e7\u00e3o desse engenheiro \u00e9 desenvolver novos produtos na \u00e1rea m\u00e9dica. Outro      poss\u00edvel campo de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 o acad\u00eamico, para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas. S\u00e3o      Paulo, Minas Gerais e Pernambuco s\u00e3o os estados brasileiros que mais t\u00eam aberto      postos de trabalho para esse bacharel. Registra-se a possibilidade de oportunidades      em estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia.    <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>O curso tem como carater\u00edstica a interdisciplinaridade fazendo interface      entre engenharia e sa\u00fade. A grade curricular compreende mat\u00e9rias de ci\u00eancias      exatas, ci\u00eancias m\u00e9dicas e biol\u00f3gicas. Em ci\u00eancias exatas, estudam-se matem\u00e1tica,      f\u00edsica, eletr\u00f4nica, inform\u00e1tica e tecnologia da computa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 na \u00e1rea de      sa\u00fade e ci\u00eancias biol\u00f3gicas, constam na grade curricular disciplinas de anatomia,      fisiologia, biof\u00edsica, bioqu\u00edmica, biomec\u00e2nica e telemedicina. O aluno tamb\u00e9m      passa a estudar engenharia de software, circuitos el\u00e9tricos, convers\u00e3o de      energia e termodin\u00e2mica. O est\u00e1gio sempre \u00e9 obrigat\u00f3rio, e as universidades      exigem um trabalho de conclus\u00e3o apresentado no \u00faltimo ano da gradua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Inform\u00e1tica: <\/strong>Desenvolver bancos de dados e softwares para        diagn\u00f3stico de doen\u00e7as e realiza\u00e7\u00e3o de terapias.<strong><br \/>\n       Sistemas cl\u00ednicos: <\/strong>Avaliar e especificar equipamentos que devem        ser adquiridos pelos centros de sa\u00fade e odontol\u00f3gicos.<strong><br \/>\n       Equipamentos: <\/strong>Projetar, desenvolver, gerenciar e manter equipamentos        odonto-m\u00e9dico-hospitalares, incluindo pr\u00f3teses e outros instrumentos de        aux\u00edlio \u00e0 locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Civil<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras como casas,      edif\u00edcios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos. O engenheiro      civil projeta, gerencia e acompanha todas as etapas de uma constru\u00e7\u00e3o ou reforma.      Sua atua\u00e7\u00e3o inclui a an\u00e1lise das caracter\u00edsticas do solo, o estudo da insola\u00e7\u00e3o      e da ventila\u00e7\u00e3o do local e a defini\u00e7\u00e3o dos tipos de funda\u00e7\u00e3o. Com base nesses      dados, o profissional desenvolve o projeto, especificando as redes de instala\u00e7\u00f5es      el\u00e9tricas, hidr\u00e1ulicas e de saneamento do edif\u00edcio e definindo o material      que ser\u00e1 usado. No canteiro de obras, chefia as equipes de trabalho, supervisionando      prazos, custos, padr\u00f5es de qualidade e de seguran\u00e7a. Cabe a ele garantir a      estabilidade e a seguran\u00e7a da edifica\u00e7\u00e3o, calculando os efeitos dos ventos      e das mudan\u00e7as de temperatura na resist\u00eancia dos materiais. Ele tamb\u00e9m pode      dedicar-se \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de recursos prediais, gerenciando a infraestrutura      e a ocupa\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O mercado para o engenheiro est\u00e1 aquecido em todo o pa\u00eds, e a expectativa      \u00e9 melhorar ainda mais nos pr\u00f3ximos anos. O bom momento atual \u00e9 reflexo do      crescimento da economia e de projetos do governo federal como o Programa de      Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida, que aumentou a      oferta de im\u00f3veis, o que beneficia o bacharel. <\/p>\n<p><strong>Para os pr\u00f3ximos anos, a demanda pelo profissional deve aumentar,      j\u00e1 que dois grandes eventos ser\u00e3o sediados no pa\u00eds:<\/strong> a Copa do Mundo,      em 2014, e os Jogos Ol\u00edmpicos, em 2016. &#8220;Ser\u00e3o grandes constru\u00e7\u00f5es, como      portos, canais, barragens, que levam de quatro a cinco anos para ficar prontas.      O mercado s\u00f3 tende a melhorar ainda mais&#8221;, afirma Jos\u00e9 Gabriel Maluf      Soler, coordenador do curso da PUC Minas. De acordo com ele, a constru\u00e7\u00e3o      civil \u00e9 o setor que mais absorve esse bacharel. O aquecimento do mercado imobili\u00e1rio      nos \u00faltimos anos segue influenciando a grande procura por esse engenheiro.    <\/p>\n<p>Escrit\u00f3rios de arquitetura tamb\u00e9m costumam contratar o profissional para      atuar no planejamento de projetos. Entre os setores apontados como promissores,      est\u00e3o o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, que dever\u00e3o receber investimentos em obras de grande      porte, como gasodutos, refinarias, plataformas, navios e estaleiros. Outras      \u00e1reas com boa perspectiva s\u00e3o energia e saneamento b\u00e1sico. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Disciplinas como matem\u00e1tica, f\u00edsica, estat\u00edstica, desenho e l\u00f3gica s\u00e3o o      forte do curr\u00edculo. Portanto, prepare-se para exercitar suas habilidades em      c\u00e1lculo e desenho. H\u00e1 atividades em laborat\u00f3rio e mat\u00e9rias das \u00e1reas de administra\u00e7\u00e3o      e economia que ensinam t\u00e9cnicas e m\u00e9todos de gerenciamento de projetos e equipes.    <\/p>\n<p><strong>Nos tr\u00eas anos finais, voc\u00ea cursa disciplinas mais ligadas \u00e0s \u00e1reas      de especializa\u00e7\u00e3o escolhidas:<\/strong> estruturas, constru\u00e7\u00e3o civil, hidr\u00e1ulica      e saneamento, transportes ou geotecnia. Para obter o diploma, o est\u00e1gio \u00e9      obrigat\u00f3rio, assim como um trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<p><strong>Fique de olho:<\/strong> H\u00e1 institui\u00e7\u00f5es que oferecem forma\u00e7\u00e3o direcionada      a uma \u00e1rea espec\u00edfica, como estruturas, transportes e meio ambiente. A Furg      possui o curso de Engenharia Civil Costeira e Portu\u00e1ria. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: cinco anos. <br \/>\n       Outros nomes: <\/strong>Eng. Civil (amb.); Eng. Civil (\u00eanf. em estrut. met\u00e1licas);        Eng. Civil (\u00eanf. em meio amb.); Eng. Civil (\u00eanf. em sist. construtivos);        Eng. Civil (estrut. met\u00e1licas); Eng. Civil (transp. e log.); Eng. Civil        de Infraestrutura; Eng. Civil e Amb.; Eng. de Prod. Civil; Eng. em Constr.        Civil. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o urbana: <\/strong>Projetar, construir e reformar pr\u00e9dios        e grandes instala\u00e7\u00f5es, como est\u00e1dios esportivos, shopping centers e aeroportos.<strong><br \/>\n       Estruturas e funda\u00e7\u00f5es: <\/strong>Projetar e edifi car funda\u00e7\u00f5es e estruturas        de madeira, a\u00e7o ou concreto, que d\u00e3o apoio \u00e0s constru\u00e7\u00f5es, calculando o        material necess\u00e1rio e as dimens\u00f5es da obra.<strong><br \/>\n       Ger\u00eancia de recursos prediais: <\/strong>Manter em ordem a infraestrutura        de pr\u00e9dios e estabelecer padr\u00f5es de qualidade, ocupa\u00e7\u00e3o e uso do espa\u00e7o.<strong><br \/>\n       Hidr\u00e1ulica e recursos h\u00eddricos: <\/strong>Projetar, gerenciar e executar        obras de barragens, canais, reservat\u00f3rios, sistemas de irriga\u00e7\u00e3o, drenagem        ou obras costeiras.<strong><br \/>\n       Saneamento: <\/strong>Fazer o projeto e construir obras de saneamento b\u00e1sico,        como redes de capta\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e esta\u00e7\u00f5es de tratamento de        \u00e1gua e esgotos.<strong><br \/>\n       Transportes: <\/strong>Projetar e construir obras de infraestrutura, como        rodovias, ferrovias, viadutos, portos, metr\u00f4s e viadutos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Pesca e Aquicultura<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o setor da engenharia voltado para o cultivo, a captura e a industrializa\u00e7\u00e3o      de organismos aqu\u00e1ticos. O engenheiro de pesca estuda e aplica m\u00e9todos e tecnologias      para localizar, capturar, beneficiar e conservar peixes, crust\u00e1ceos e frutos      do mar. Suas atividades b\u00e1sicas s\u00e3o o planejamento e o gerenciamento das atividades      pesqueiras voltadas para a industrializa\u00e7\u00e3o e para a comercializa\u00e7\u00e3o do pescado.      Em aquicultura, atua na cria\u00e7\u00e3o e na reprodu\u00e7\u00e3o de peixes, crust\u00e1ceos e moluscos      em cativeiro. Dimensiona e implanta fazendas aqu\u00e1ticas em lagos, rios, barragens      e no oceano. Pesquisa o beneficiamento e a conserva\u00e7\u00e3o dos animais e acompanha      sua industrializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o no mercado consumidor. Instala e mant\u00e9m      motores e equipamentos mecanizados usados em opera\u00e7\u00f5es de pesca, beneficiamento      e processamento.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o boas as perspectivas para o engenheiro de pesca e aquicultura no Brasil.      O pa\u00eds tem uma extensa costa e um grande potencial para o cultivo, para a      explora\u00e7\u00e3o e a captura de peixes, mas a m\u00e3o de obra especializada ainda \u00e9      escassa. As empresas de produ\u00e7\u00e3o de pescado espalhadas por todo o pa\u00eds costumam      abrir vagas com frequ\u00eancia. Os frigor\u00edficos integram a cadeia voltada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o      e oferecem mais oportunidades a quem tem especializa\u00e7\u00e3o em tecnologia de pescado.      Na Regi\u00e3o Centro- Oeste, novos frigor\u00edficos t\u00eam sido abertos, e isso incentiva      a piscicultura, em especial do pintado. No Pantanal, essa \u00e9 uma atividade      que deve crescer, como forma de evitar a pesca, que tem provocado a degrada\u00e7\u00e3o      das esp\u00e9cies. <\/p>\n<p>No Nordeste, aumenta a procura por profissionais para beneficiamento, processamento      e transforma\u00e7\u00e3o em produtos do camar\u00e3o. Na Bahia e no Cear\u00e1, h\u00e1 vagas nos      projetos de maricultura (a aquicultura de \u00e1guas marinhas, que inclui, al\u00e9m      dos camar\u00f5es, a cria\u00e7\u00e3o de mexilh\u00f5es, peixes, ostras etc.). No Nordeste, de      forma geral, \u00e9 alta a demanda por engenheiro de pesca para embarcar e acompanhar      o processo de captura de peixes, como atum e beijupir\u00e1, e camar\u00f5es. O servi\u00e7o      pode ser bem pago porque o profissional recebe comiss\u00e3o pela produ\u00e7\u00e3o. O Rio      Grande do Norte e o Rio de Janeiro ganharam novos terminais pesqueiros. No      Sul, aumenta a produ\u00e7\u00e3o de trutas e moluscos, que incluem mexilh\u00f5es, ostras      e vieiras, levando \u00e0 abertura de novas vagas. No Centro-Oeste, especialmente      em Bras\u00edlia, h\u00e1 chances na consultoria para empreendimentos em aquicultura.    <\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es Norte, Sudeste e Sul cresce a cria\u00e7\u00e3o de peixes de \u00e1gua doce,      em especial pintado, til\u00e1pia, pacu e dourado. &#8220;O momento na Regi\u00e3o Norte      \u00e9 muito favor\u00e1vel para esses profissionais. N\u00e3o damos conta de preencher as      vagas que os novos projetos de aquicultura geram&#8221;, diz Carlos Eduardo      Rangel, coordenador do curso de Engenharia de Pesca da UFPA. Em todo o Brasil,      os engenheiros de pesca e aquicultura t\u00eam sido chamados por institui\u00e7\u00f5es como      o Ibama e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o e Biodiversidade)      para realizar projetos de conserva\u00e7\u00e3o ambiental. E, com o crescimento desses      cursos nos institutos federais &#8211; antigos Cefets -, aumenta a demanda por professores.    <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>As disciplinas das \u00e1reas das ci\u00eancias exatas e biol\u00f3gicas, como c\u00e1lculo,      estat\u00edstica, ecologia e zoologia, fazem parte do curr\u00edculo no primeiro ano.      O estudante tem, ainda, aulas de biologia pesqueira, bioqu\u00edmica, meteorologia      e tecnologia de pesca, aquicultura, economia e administra\u00e7\u00e3o pesqueira. As      aulas pr\u00e1ticas, em laborat\u00f3rio e a bordo de barcos, ocupam boa parte da carga      hor\u00e1ria. Nelas, o aluno aprende t\u00e9cnicas de navega\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos de processamento      do pescado e cultivo de peixes, moluscos e crust\u00e1ceos. Para se formar \u00e9 preciso      fazer est\u00e1gio e apresentar uma monografia. <\/p>\n<p><strong>Fique de olho:<\/strong> Na maior parte das institui\u00e7\u00f5es, o curso      \u00e9 de Engenharia de Pesca. Na UFSC e na UFFS-PR, a gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 em Engenharia      de Aquicultura. Na UFRN e na UFMG \u00e9 Aquicultura e Aquacultura, respectivamente.    <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia:<\/strong> cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Aquacultura; Aquicultura; Eng. de Aquicultura; Eng.        de Pesca. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Administra\u00e7\u00e3o e economia pesqueira: <\/strong>Planejar, implantar        e gerenciar empresas pesqueiras.<strong><br \/>\n       Aquicultura: <\/strong>Projetar fazendas e viveiros e desenvolver t\u00e9cnicas        para a cria\u00e7\u00e3o de organismos marinhos e de \u00e1gua doce. Estudar a viabilidade        econ\u00f4mica, t\u00e9cnica e jur\u00eddica de empreendimentos de aquicultura e dar consultoria        em fazendas aqu\u00e1ticas.<strong><br \/>\n       Ecologia aqu\u00e1tica: <\/strong>Estudar ecossistemas aqu\u00e1ticos de modo a garantir        a explora\u00e7\u00e3o dos recursos sem danos ao meio ambiente.<strong><br \/>\n       Extens\u00e3o pesqueira: <\/strong>Orientar comunidades de pescadores para aumentar        a produtividade e o desenvolvimento econ\u00f4mico e social da regi\u00e3o.<strong><br \/>\n       Investiga\u00e7\u00e3o, planejamento e tecnologia pesqueira: <\/strong>Pesquisar o        potencial pesqueiro de uma regi\u00e3o e elaborar programas para seu desenvolvimento.        Criar t\u00e9cnicas de localiza\u00e7\u00e3o e captura de animais aqu\u00e1ticos.<strong><br \/>\n       Produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>Desenvolver t\u00e9cnicas de cria\u00e7\u00e3o de peixes (piscicultura),        mariscos (maricultura), camar\u00f5es (carcinicultura) e plantas aqu\u00e1ticas.<strong><br \/>\n       Tecnologia do pescado: <\/strong>Fazer o controle sanit\u00e1rio e inspecionar        a conserva\u00e7\u00e3o, o beneficiamento e a industrializa\u00e7\u00e3o do pescado, agregando        valores e desenvolvendo novos produtos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Energia<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia que planeja, analisa e desenvolve sistemas de gera\u00e7\u00e3o,      transporte, transmiss\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de energia. O engenheiro      de energia lida com todas as formas de energia que comp\u00f5em a matriz energ\u00e9tica      brasileira &#8211; seja ela renov\u00e1vel, como h\u00eddrica, solar, e\u00f3lica ou de biomassa,      seja n\u00e3o renov\u00e1vel, obtida de petr\u00f3leo, carv\u00e3o, g\u00e1s natural ou material radioativo,      como o ur\u00e2nio (usado em usinas nucleares). Na \u00e1rea p\u00fablica, pesquisa e tra\u00e7a      estrat\u00e9gias para o setor energ\u00e9tico. Avalia as necessidades de uma regi\u00e3o      ou setor e desenvolve projetos econ\u00f4mica e socialmente vi\u00e1veis, sempre buscando      solu\u00e7\u00f5es seguras e sustent\u00e1veis, que n\u00e3o agridam o meio ambiente. Al\u00e9m disso,      ele coordena programas de conten\u00e7\u00e3o e uso racional da energia. Seu campo fundamental      de trabalho inclui empresas de projetos de engenharia, como Promon e Setal,      ag\u00eancias reguladoras, como Aneel, e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O pa\u00eds poder\u00e1 passar por uma crise energ\u00e9tica e ambiental nos pr\u00f3ximos anos,      segundo o Plano Brasil 2022, elaborado pelo governo federal com metas e a\u00e7\u00f5es      estrat\u00e9gicas para promover o desenvolvimento. Uma das maneiras previstas para      evitar o colapso ser\u00e1 investir em fontes de energia hidrel\u00e9trica e nuclear,      al\u00e9m das energias alternativas, para diminuir a emiss\u00e3o de carbono com a queima      de petr\u00f3leo e derivados. Rico em diversas fontes energ\u00e9ticas, o Brasil tem      potencial de crescimento em pesquisa e desenvolvimento na \u00e1rea de energia.    <\/p>\n<p>Por isso, o mercado tem crescido para o engenheiro de energia tanto no setor      p\u00fablico como no privado. &#8220;Por ser um profissional preparado para atuar      n\u00e3o s\u00f3 com a quest\u00e3o energ\u00e9tica em si, mas relacionando-a \u00e0 ambiental e \u00e0s      necessidades de crescimento do pa\u00eds, ele n\u00e3o tem dificuldades em se colocar      no mercado de trabalho&#8221;, explica Ot\u00e1vio de Avelar Esteves, coordenador      do curso da PUC Minas. &#8220;Multinacionais como a Vale j\u00e1 abrem vagas para      esse profissional, a fim de coordenar projetos em efici\u00eancia energ\u00e9tica&#8221;,      complementa. Ind\u00fastrias, empresas de maneira geral e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos buscam      solu\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas de melhor custo-benef\u00edcio de acordo com seu tipo de produ\u00e7\u00e3o,      e esse engenheiro \u00e9 solicitado para fazer a an\u00e1lise e determinar qual tipo      de fonte energ\u00e9tica \u00e9 a mais eficiente. <\/p>\n<p>Os maiores empregadores s\u00e3o as concession\u00e1rias de energia el\u00e9trica, al\u00e9m      da Petrobras, Eletrobr\u00e1s, usinas de etanol e biodiesel e companhias de transporte      de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural. As melhores oportunidades est\u00e3o nos estados      de forte perfil industrial, como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.      Os investimentos em usinas de etanol e biodiesel tamb\u00e9m criam boas chances      de trabalho no interior de S\u00e3o Paulo e nas regi\u00f5es Nordeste e Centro-Oeste,      locais onde h\u00e1 intensa produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>As disciplinas b\u00e1sicas s\u00e3o matem\u00e1tica, f\u00edsica, inform\u00e1tica e economia. Na      parte espec\u00edfica, o curso aborda \u00e1reas como eletricidade, combust\u00edveis, potenciais      hidr\u00e1ulicos, energia solar, t\u00e9rmica, nuclear e e\u00f3lica. Esses temas est\u00e3o concentrados      em mat\u00e9rias que definem como gerar, distribuir e monitorar energia, levando      em conta aspectos ambientais, sociais e econ\u00f4micos. Os alunos estudam tamb\u00e9m      a legisla\u00e7\u00e3o e as normas que regulam o setor. Est\u00e1gio e trabalho de conclus\u00e3o      de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rios. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. Bioenerg\u00e9tica; Eng. de Energias e Meio Amb.        (eng. amb.); Eng. de Energias e Meio Amb. (eng. de energias renov\u00e1veis);        Eng. de Energias e Meio Amb. (eng. de petr.); Eng. de Energias Renov\u00e1veis;        Eng. de Energias Renov\u00e1veis e de Amb. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico: <\/strong>Avaliar, selecionar e implantar o melhor        tipo de energia &#8211; entre renov\u00e1veis e n\u00e3o renov\u00e1veis &#8211; e as melhores condi\u00e7\u00f5es        de uso.<strong><br \/>\n       Planejamento energ\u00e9tico: <\/strong>Planejar e coordenar o processo de implanta\u00e7\u00e3o        de usinas e analisar os impactos ambientais, sociais e econ\u00f4micos relacionados        ao local de instala\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Desenvolvimento de tecnologia: <\/strong>Criar ou melhorar equipamentos para        gera\u00e7\u00e3o, uso final do consumidor e para transforma\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Materiais<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia voltado para a pesquisa de materiais e de novos usos      industriais para os materiais j\u00e1 existentes. O bacharel atua na gest\u00e3o, supervis\u00e3o      e orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de projetos e processos de produ\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o e      uso de materiais. Esse profissional pesquisa e cria materiais, como resinas,      pl\u00e1sticos, cer\u00e2micas e ligas met\u00e1licas. Aperfei\u00e7oa suas propriedades e estabelece      novas combina\u00e7\u00f5es, que resultam em produtos in\u00e9ditos. Ele tamb\u00e9m estuda alternativas      de aplica\u00e7\u00e3o de materiais j\u00e1 conhecidos em diversos tipos de produto. Esse      engenheiro se responsabiliza por todo o processo, da sele\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima      e defini\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do material. Podem ser boas      as perspectivas de trabalho em ind\u00fastrias petroqu\u00edmicas, sider\u00fargicas e automobil\u00edsticas      e no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem de pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>As ind\u00fastrias petroqu\u00edmica e sider\u00fargica s\u00e3o as que mais empregam esse profissional,      que, pelo aquecimento da economia nacional, vem encontrando boas oportunidades      de trabalho. A Vale \u00e9 um tradicional empregador. Al\u00e9m disso, a instala\u00e7\u00e3o      da Companhia Sider\u00fargica do Atl\u00e2ntico (CSA) no pa\u00eds abre expectativas de emprego      para os que j\u00e1 possuem experi\u00eancia e tamb\u00e9m para os rec\u00e9m-formados. &#8220;O      engenheiro \u00e9 procurado para trabalhar no projeto, desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o      de novos materiais, tamb\u00e9m para controlar os processos de fabrica\u00e7\u00e3o e atuar      na transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima mineral&#8221;, afirma Cl\u00e1udio Geraldo Sch\u00f6n,      coordenador do curso da USP. <\/p>\n<p>A \u00e1rea de metais \u00e9 a que mais recebe investimentos no pa\u00eds e tem a maior      demanda por profissionais. A ind\u00fastria de pol\u00edmeros tamb\u00e9m acena com boa expectativa      devido ao aumento da produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera e \u00e0 possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de      novos produtos. No Sul, predomina a ind\u00fastria cer\u00e2mica, com as \u00e1reas de pisos,      revestimentos e porcelanas. Cecrisa, Eliane, Portinari s\u00e3o tradicionais empregadores      nesse ramo. A preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente tamb\u00e9m incentiva as ind\u00fastrias      a contratar o profissional para o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem      e reaproveitamento de res\u00edduos, com as quais ele cria produtos que possam      ser recolocados no mercado. <\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, pelo tamanho do parque industrial, concentra boa parte das vagas.      No Rio, a presen\u00e7a da CSA aumenta as oportunidades. Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o conhecida      como Vale do A\u00e7o, no leste do estado de Minas Gerais, pode demandar muitos      profissionais. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p><strong>Depois da forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, no terceiro ano \u00e9 preciso optar por uma      das tr\u00eas especializa\u00e7\u00f5es:<\/strong> metais, cer\u00e2micas ou pol\u00edmeros. A partir      da\u00ed, o curr\u00edculo d\u00e1 \u00eanfase \u00e0s disciplinas relacionadas com a escolha que tiver      sido feita. Boa parte da carga hor\u00e1ria \u00e9 passada em laborat\u00f3rio, onde o aluno      se familiariza com as propriedades e as aplica\u00e7\u00f5es desses materiais. Nas aulas      pr\u00e1ticas, ele pesquisa e desenvolve novas ligas met\u00e1licas, compostos cer\u00e2micos      e pol\u00edmeros, como borrachas, resinas, pl\u00e1sticos, acr\u00edlicos e materiais supercondutores.      Algumas escolas oferecem habilita\u00e7\u00e3o em uma \u00e1rea espec\u00edfica, como cer\u00e2mica,      materiais met\u00e1licos e pol\u00edmeros. O est\u00e1gio \u00e9 obrigat\u00f3rio, assim como a apresenta\u00e7\u00e3o      de um trabalho de conclus\u00e3o de curso. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes: <\/strong>Eng. (eng. de mat.); Eng. Cer\u00e2mica; Eng. de Mat.        (\u00eanf. em metais e pol\u00edmeros); Eng. de Mat. e Manufatura; Eng. de Pl\u00e1st.;        Eng. Mec\u00e2n. (mat.). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Cer\u00e2mica: <\/strong>Criar materiais cer\u00e2micos e estudar novas utiliza\u00e7\u00f5es        para os j\u00e1 existentes. Acompanhar e controlar a qualidade da produ\u00e7\u00e3o das        pe\u00e7as em ind\u00fastrias de materiais refrat\u00e1rios e revestimentos cer\u00e2micos.<strong><br \/>\n       Metais: <\/strong>Desenvolver ligas met\u00e1licas e gerenciar sua produ\u00e7\u00e3o, para        garantir a qualidade do material.<strong><br \/>\n       Pol\u00edmeros: <\/strong>Criar compostos de borracha, resinas, pl\u00e1sticos e acr\u00edlicos        para ser empregados nos mais diversos tipos de ind\u00fastria.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o ramo da engenharia que gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais      para aumentar a produtividade de uma empresa. O engenheiro de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 pe\u00e7a      fundamental em ind\u00fastrias e empresas de quase todos os setores. Ele une conhecimentos      de administra\u00e7\u00e3o, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfei\u00e7oar      t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o e ordenar as atividades financeiras, log\u00edsticas e comerciais      de uma organiza\u00e7\u00e3o. Define a melhor forma de integrar m\u00e3o de obra, equipamentos      e mat\u00e9ria-prima a fim de avan\u00e7ar na qualidade e aumentar a produtividade.      Por atuar como elo entre o setor t\u00e9cnico e o administrativo, seu campo de      trabalho ultrapassa os limites da ind\u00fastria. O especialista em economia empresarial,      por exemplo, costuma ser contratado por bancos para montar carteiras de investimentos.      Esse profissional \u00e9 requisitado, tamb\u00e9m, por empresas prestadoras de servi\u00e7os      para gerenciar a sele\u00e7\u00e3o de pessoal, definir fun\u00e7\u00f5es e planejar escalas de      trabalho.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A economia aquecida, a tend\u00eancia de crescimento para os pr\u00f3ximos anos      e o perfil do engenheiro de produ\u00e7\u00e3o que se encaixa em diversos setores mant\u00eam      as chances de emprego muito boas. Nossos alunos est\u00e3o todos empregados&#8221;,      afirma Alexandre Augusto Massote, coordenador do curso do Centro Universit\u00e1rio      da FEI. Esse profissional \u00e9 solicitado para atuar na gest\u00e3o de diversos processos      produtivos, como uma lanchonete, uma empresa de transporte, um hospital, onde      faz toda a coordena\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. &#8220;A \u00e1rea de log\u00edstica tamb\u00e9m est\u00e1      crescendo e demandando muitos engenheiros de produ\u00e7\u00e3o para instalar e gerenciar      as opera\u00e7\u00f5es&#8221;, completa Massote. Bancos, financeiras e administradoras      de cart\u00e3o de cr\u00e9dito procuram o formado para atuar na gest\u00e3o de carteiras      e an\u00e1lise de investimentos. Em hospitais, ele cria estrat\u00e9gias para agilizar      os processos de atendimento aos pacientes e melhorar o funcionamento da empresa.      A maioria das vagas concentra-se no Sudeste, mais precisamente em S\u00e3o Paulo,      e no Sul. A instala\u00e7\u00e3o de grande n\u00famero de ind\u00fastrias no Cear\u00e1 e na Para\u00edba      tem atra\u00eddo muitos profissionais. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>No come\u00e7o, o curso enfoca as disciplinas b\u00e1sicas de engenharia, com bastante      c\u00e1lculo, como matem\u00e1tica, f\u00edsica, qu\u00edmica e inform\u00e1tica. Depois entram as      mat\u00e9rias espec\u00edficas de produ\u00e7\u00e3o, como gest\u00e3o de investimentos, organiza\u00e7\u00e3o      do trabalho e economia e estrat\u00e9gia de empresas. Nos \u00faltimos anos, acrescentam-se      as de sociais aplicadas, como administra\u00e7\u00e3o e economia, e, na etapa final,      o aluno come\u00e7a o estudo espec\u00edfico da habilita\u00e7\u00e3o escolhida. Para se diplomar      \u00e9 preciso fazer est\u00e1gio e apresentar uma monografia.<\/p>\n<p><strong>Fique de olho: <\/strong>V\u00e1rias escolas oferecem o curso voltado para      alguma habilita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, como mec\u00e2nica, civil e agroindustrial. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. (eng. da prod. agroind.); Eng. da Prod.; Eng.        da Prod. Agroind.; Eng. de Prod. (agroind.); Eng. de Prod. (civil); Eng.        de Prod. (el\u00e9tr.); Eng. de Prod. (\u00eanf. em agroind.); Eng. de Prod. (gest\u00e3o        amb.); Eng. de Prod. (instala\u00e7\u00f5es no mar); Eng. de Prod. (mec\u00e2n.); Eng.        de Prod. (qualid. qu\u00edm.); Eng. de Prod. Agroind.; Eng. de Prod. Automotiva;        Eng. de Prod. Civil; Eng. de Prod. e Qualid.; Eng. de Prod. Mec\u00e2n.; Eng.        de Prod. Metal.; Eng. de Prod. Qu\u00edm.; Eng. em Processos de Prod. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Desenvolvimento organizacional: <\/strong>Analisar e definir a estrutura        da empresa, de acordo com o mercado.<strong><br \/>\n       Economia empresarial: <\/strong>Gerenciar a vida fi nanceira de uma empresa,        definir a aplica\u00e7\u00e3o de recursos, lidar com custos, prazos, juros e previs\u00e3o        de vendas.<strong><br \/>\n       Engenharia do trabalho: <\/strong>Administrar a m\u00e3o de obra, para a produ\u00e7\u00e3o        de bens ou a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Avaliar custos, prazos e instala\u00e7\u00f5es        para possibilitar a execu\u00e7\u00e3o do trabalho.<strong><br \/>\n       Planejamento e controle: <\/strong>Implantar e administrar processos de produ\u00e7\u00e3o,        da sele\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas \u00e0 sa\u00edda do produto. Estabelecer padr\u00f5es de        qualidade e fi scalizar seu cumprimento. Gerenciar opera\u00e7\u00f5es log\u00edsticas,        como armazenagem e distribui\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Produ\u00e7\u00e3o agroindustrial: Atuar nos v\u00e1rios setores da agroind\u00fastria:<\/strong>        produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, processamento industrial, comercializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o        de produtos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia de Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o segmento da engenharia que se ocupa do projeto, da opera\u00e7\u00e3o e da manuten\u00e7\u00e3o      de equipamentos e sistemas de telecomunica\u00e7\u00f5es. Esse engenheiro desenvolve      e implanta redes de telecomunica\u00e7\u00f5es. Com s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea el\u00e9trica      e eletr\u00f4nica, ele cria, planeja e constr\u00f3i aparelhos e equipamentos utilizados      nas telecomunica\u00e7\u00f5es e d\u00e1 manuten\u00e7\u00e3o aos sistemas e redes implantados. Cuida      de cabeamentos a\u00e9reos e subterr\u00e2neos, sat\u00e9lites artificiais, centrais de transmiss\u00e3o,      capta\u00e7\u00e3o, codifica\u00e7\u00e3o e retransmiss\u00e3o dos sinais que interligam o planeta.      De seu trabalho depende toda a rede mundial de telefonia, transmiss\u00e3o de dados,      redes de computadores, r\u00e1dio e televis\u00e3o. Esse profissional atua em empresas      concession\u00e1rias de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, de telefonia fixa e m\u00f3vel,      de cabeamento estruturado e fibra \u00f3ptica e de infraestrutura para sistemas      de telecomunica\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m encontra trabalho na ind\u00fastria eletroeletr\u00f4nica,      nos \u00f3rg\u00e3os reguladores das atividades de telecomunica\u00e7\u00e3o e nas empresas e      laborat\u00f3rios de pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Os graduados n\u00e3o costumam ter dificuldade para arranjar trabalho, e nos pr\u00f3ximos      anos esse quadro n\u00e3o deve mudar. &#8220;Teremos a Copa do Mundo e as Olimp\u00edadas      acontecendo em cidades brasileiras, o que vai exigir uma infraestrutura de      telecomunica\u00e7\u00f5es muito mais abrangente do que temos hoje. Al\u00e9m disso, novos      aplicativos ter\u00e3o de ser desenvolvidos para agregar essa tecnologia&#8221;,      afirma Carlos Roberto dos Santos, coordenador do curso do Inatel. Empresas      de telefonia, como Vivo e Oi, al\u00e9m de fornecedores de produtos e servi\u00e7os,      como Cisco, Ericsson, Nokia e Siemens, s\u00e3o alguns dos empregadores desse profissional.      Ele \u00e9 contratado para atuar na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos,      no suporte pr\u00e9 e p\u00f3s-venda. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 atuar na venda. &#8220;Esse \u00e9 um      com\u00e9rcio muito espec\u00edfico, que exige um profissional que entenda n\u00e3o s\u00f3 de      equipamentos, mas tamb\u00e9m da demanda da empresa para saber qual \u00e9 a melhor      solu\u00e7\u00e3o a ser apresentada&#8221;, diz o professor Santos. A Regi\u00e3o Sudeste      concentra as melhores oportunidades de trabalho. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>As disciplinas b\u00e1sicas incluem matem\u00e1tica, f\u00edsica, inform\u00e1tica, desenho e      qu\u00edmica. Na parte espec\u00edfica do curr\u00edculo, voc\u00ea ter\u00e1 aulas de princ\u00edpios de      comunica\u00e7\u00e3o, eletr\u00f4nica, eletromagnetismo, processamento de sinais, comunica\u00e7\u00f5es      \u00f3pticas, fundamentos de telefonia, sistemas operacionais, t\u00e9cnicas digitais,      redes de computadores de alta velocidade, televis\u00e3o (anal\u00f3gica e digital)      e comunica\u00e7\u00e3o via sat\u00e9lite. O est\u00e1gio \u00e9 obrigat\u00f3rio, assim como a apresenta\u00e7\u00e3o      de um trabalho de conclus\u00e3o de curso. Em algumas escolas, esse curso \u00e9 oferecido      como habilita\u00e7\u00e3o de Engenharia El\u00e9trica. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes: <\/strong>Eng. de Comun.; Eng. El\u00e9tr. (eletr\u00f4n. e telecom.);        Eng. El\u00e9tr. (telecom. e comput.); Eng. El\u00e9tr. (telecom.). <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Infraestrutura: <\/strong>Criar, projetar, construir, implantar,        operar e gerenciar sistemas e redes de telecomunica\u00e7\u00f5es, inclusive comunica\u00e7\u00f5es        de dados, como internet.<strong><br \/>\n       Internet m\u00f3vel: <\/strong>Desenvolver sistemas de transmiss\u00e3o de dados via        aparelhos sem fi o que d\u00e3o acesso \u00e0 internet.<strong><br \/>\n       Projeto: <\/strong>Planejar sistemas de transmiss\u00e3o de dados digitais por        meio de cabos \u00f3pticos e sat\u00e9lites.<strong><br \/>\n       Servi\u00e7os: <\/strong>Gerenciar a implanta\u00e7\u00e3o, a tarifa\u00e7\u00e3o, a configura\u00e7\u00e3o,        a opera\u00e7\u00e3o e o gerenciamento de redes de telecomunica\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, h\u00e1        a possibilidade de estudar e desenvolver novas tecnologias.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia F\u00edsica<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a aplica\u00e7\u00e3o de conhecimentos da F\u00edsica na pesquisa e no desenvolvimento      de materiais e tecnologias. \u00c9 uma profiss\u00e3o muito nova no Brasil. A primeira      turma formou-se em 2004. Com profundo conhecimento de F\u00edsica, esse profissional      faz a ponte entre as v\u00e1rias \u00e1reas da ci\u00eancia e as tecnologias modernas, como      os supercondutores. O engenheiro f\u00edsico pode criar, desenvolver e aplicar      dispositivos que utilizam raios laser em equipamentos m\u00e9dicos e biom\u00e9dicos.      Nos setores das ind\u00fastrias qu\u00edmica e petroqu\u00edmica, esse profissional projeta      e testa novos equipamentos. Pode atuar, ainda, nas \u00e1reas de eletr\u00f4nica, \u00f3tica      linear e n\u00e3o linear, novos materiais, energia e meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Por enquanto, somente a UFSCar, em S\u00e3o Paulo, possui turmas formadas &#8211; esse      \u00e9 um profissional que ainda \u00e9 recente no Brasil. No entanto, outros dois cursos      j\u00e1 foram abertos. &#8220;A procura pelo curso \u00e9 grande, e n\u00f3s temos a expectativa      de que as empresas solicitem muito esse profissional. Vivemos numa \u00e9poca em      que muitas das coisas que vamos usar diariamente daqui a cinco anos nem sequer      foram desenvolvidas. <\/p>\n<p>E a ind\u00fastria precisa de um profissional de engenharia preparado para fazer      essa ponte entre a ci\u00eancia b\u00e1sica e a tecnologia aplicada&#8221;, afirma Cristiano      Krug, coordenador do curso da UFRGS. Como a \u00e1rea ainda \u00e9 nova no pa\u00eds, as      universidades organizam o Simp\u00f3sio Brasileiro de Engenharia F\u00edsica, a fim      de levar mais informa\u00e7\u00f5es para os alunos e para as empresas. Por ter uma forma\u00e7\u00e3o      generalista, o bacharel se encaixa em diversos setores, principalmente nos      de meio ambiente, energia, tecnologia, finan\u00e7as, medicina, log\u00edstica e transporte.    <\/p>\n<p>Petrobras, Agilent (que trabalha com instrumenta\u00e7\u00e3o), Alcoa, Motorola e Siemens      s\u00e3o algumas empresas que costumam abrir vagas para esse profissional. As regi\u00f5es      Sul e Sudeste s\u00e3o consideradas as mais promissoras por causa da grande concentra\u00e7\u00e3o      de empresas e ind\u00fastrias. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Esse curso oferece uma forma\u00e7\u00e3o abrangente e tem disciplinas de v\u00e1rias \u00e1reas      do conhecimento. Das ci\u00eancias humanas, por exemplo, o aluno estuda filosofia      da ci\u00eancia e sociologia do trabalho. Ele tamb\u00e9m recebe s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o em      ci\u00eancia b\u00e1sica por meio do estudo de matem\u00e1tica, f\u00edsica e qu\u00edmica. O curr\u00edculo      de boa parte dos cursos d\u00e1 ao estudante a possibilidade de concentrar sua      forma\u00e7\u00e3o em setores espec\u00edficos, como materiais, eletr\u00f4nica e mec\u00e2nica, conforme      seu interesse. O est\u00e1gio profissional \u00e9 obrigat\u00f3rio e deve ser cumprido no      pen\u00faltimo semestre do curso, em per\u00edodo integral. Exige-se ainda uma monografia      de conclus\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Ac\u00fastica: <\/strong>Monitorar a emiss\u00e3o sonora e propor solu\u00e7\u00f5es        para melhoria do conforto ac\u00fastico de plantas industriais e resid\u00eancias.<strong><br \/>\n       Econof\u00edsica: <\/strong>Desenvolver modelos matem\u00e1ticos para modelagem de        mercado fi nanceiro e an\u00e1lise de risco.<strong><br \/>\n       Energia: <\/strong>Produzir equipamentos, componentes e tecnologias de capta\u00e7\u00e3o        e transmiss\u00e3o de energia solar, el\u00e9trica e nuclear.<strong><br \/>\n       Meio ambiente: <\/strong>Desenvolver dispositivos e t\u00e9cnicas para monitoramento        e controle das condi\u00e7\u00f5es ambientais.<strong><br \/>\n       Novos materiais: <\/strong>Criar e utilizar novos materiais para sensores        e atuadores (magn\u00e9ticos, el\u00e9tricos e \u00f3ticos) e para sistemas microeletr\u00f4nicos.<strong><br \/>\n       \u00d3tica linear e n\u00e3o linear: <\/strong>Desenvolver e aplicar dispositivos \u00f3ticos        para uso nas telecomunica\u00e7\u00f5es, em pesquisas e na medicina.<strong><br \/>\n       Supercondutores: <\/strong>Criar e projetar materiais e dispositivos a partir        de cer\u00e2micas supercondutoras para aplica\u00e7\u00f5es industriais e biom\u00e9dicas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia H\u00eddrica<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o setor da engenharia que cuida da explora\u00e7\u00e3o, do uso e da gest\u00e3o da \u00e1gua.      Planejar e orientar a utiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas de bacias hidrogr\u00e1ficas, prevenindo      os impactos negativos que elas possam sofrer em consequ\u00eancia de atividades      industriais, agr\u00edcolas e urbanas, \u00e9 a principal fun\u00e7\u00e3o do engenheiro h\u00eddrico.      Ele cuida da capta\u00e7\u00e3o, do transporte, do emprego e do tratamento da \u00e1gua para      atender a popula\u00e7\u00e3o e reduzir eventuais danos ambientais. Calcula a demanda      e a disponibilidade h\u00eddrica nas bacias e auxilia na implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas      de uso e controle de qualidade da \u00e1gua, bem como da manuten\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o      de mananciais. Tamb\u00e9m cabe a ele elaborar redes de \u00e1gua e esgoto, de irriga\u00e7\u00e3o      e drenagem. No setor de energia, atua na opera\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios e no planejamento      dos recursos h\u00eddricos. Ao lado dos engenheiros sanitarista e ambiental, trabalha      com a recupera\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o desses recursos. Com engenheiros civis, projeta      canais, portos e barragens.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Anualmente, a vaz\u00e3o dos rios brasileiros d\u00e1 conta de um volume igual a 12%      dos recursos h\u00eddricos do mundo todo. Por isso, o bacharel em Engenharia H\u00eddrica      encontra o mercado em alta e sem previs\u00e3o de esgotamento. \u00d3rg\u00e3os p\u00fablicos,      como a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) e a Companhia de Desenvolvimento dos      Vales do S\u00e3o Francisco e do Parna\u00edba (Codevasf), costumam oferecer vagas ao      profissional para que atue em grandes obras, como a da transposi\u00e7\u00e3o do rio      S\u00e3o Francisco, e em outras \u00e1reas, entre elas a de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo,      que requer profissionais com conhecimento de hidr\u00e1ulica para explora\u00e7\u00e3o do      \u00f3leo em alto-mar. &#8220;Com o pr\u00e9-sal, deve haver ainda maior demanda pelo      engenheiro h\u00eddrico. <\/p>\n<p>Como os cursos pelo pa\u00eds ainda s\u00e3o poucos e a empregabilidade \u00e9 alt\u00edssima,      a contrata\u00e7\u00e3o dos rec\u00e9m-formados costuma ser imediata&#8221;, diz Alexandre      Augusto Moreira Santos, coordenador do curso da Unifei, em Minas Gerais. No      Brasil, 75% da energia el\u00e9trica \u00e9 gerada por usinas hidrel\u00e9tricas, que precisam      do engenheiro h\u00eddrico para funcionar. Ele tamb\u00e9m trabalha em planos diretores      de revitaliza\u00e7\u00e3o de bacias hidrogr\u00e1ficas. Al\u00e9m disso, a demanda continua aquecida      em ind\u00fastrias que utilizam muita \u00e1gua em seu processo produtivo &#8211; como as      de latic\u00ednios e de alimenta\u00e7\u00e3o -, pois elas precisam de sistemas eficientes      para uso e reaproveitamento desse recurso natural. <\/p>\n<p>V\u00e1rias empresas, como a Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN), contratam esse      engenheiro para gest\u00e3o da \u00e1gua, em projetos de re\u00faso industrial, racionaliza\u00e7\u00e3o      e aproveitamento de \u00e1gua de chuva. Ainda no setor privado, aumentam as chances      de coloca\u00e7\u00e3o em consultorias ambientais e em empresas de engenharia que realizam      constru\u00e7\u00e3o de barragens e reformas de usinas hidrel\u00e9tricas, entre outras obras.      H\u00e1 vagas em todo o Brasil, mas elas se concentram no Sul e Sudeste, onde se      localiza a maioria das empresas. <\/p>\n<p>No interior do pa\u00eds, o profissional pode atuar como consultor, montando sua      empresa para orientar e prestar servi\u00e7os para propriet\u00e1rios rurais, que s\u00e3o      obrigados a cadastrar minas e recursos h\u00eddricos em suas terras, e realizando      projetos de irriga\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>O in\u00edcio tem matem\u00e1tica, f\u00edsica, c\u00e1lculo e qu\u00edmica, al\u00e9m de mat\u00e9rias introdut\u00f3rias,      que fornecem um panorama geral do curso. A partir do segundo ano, come\u00e7am      as disciplinas espec\u00edficas, com as quais o estudante conhece as principais      formas de ocorr\u00eancia e uso das fontes h\u00eddricas, assim como detalhes sobre      gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. O aluno tem aulas de microbiologia, ecologia,      hidrologia, economia de recursos naturais e irriga\u00e7\u00e3o e drenagem, entre outras.      H\u00e1 tamb\u00e9m conte\u00fados de cunho social, como \u00e9tica profissional e legisla\u00e7\u00e3o      ambiental. Aulas em laborat\u00f3rio e atividades de campo, como visitas t\u00e9cnicas      a usinas hidrel\u00e9tricas, s\u00e3o promovidas durante todo o curso. O est\u00e1gio e um      trabalho de conclus\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rios. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Estudos ambientais: <\/strong>Elaborar projetos, programas e a\u00e7\u00f5es        de prote\u00e7\u00e3o ambiental, avaliando o impacto de obras de grande porte na natureza,        como usinas hidrel\u00e9tricas, estradas e reservat\u00f3rios.<strong><br \/>\n       Gest\u00e3o de bacias: <\/strong>Planejar a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua de bacias hidrogr\u00e1ficas,        para evitar a polui\u00e7\u00e3o e o desperd\u00edcio de recursos naturais.<strong><br \/>\n       Opera\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios: <\/strong>Administrar o uso das \u00e1guas de represas,        aliando a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica com atividades de irriga\u00e7\u00e3o, transporte        e lazer.<strong><br \/>\n       Projetos: <\/strong>Projetar sistemas e redes de irriga\u00e7\u00e3o, drenagem, bombeamento        de \u00e1gua e obras como canais e portos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Mec\u00e2nica<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a \u00e1rea da engenharia que cuida do desenvolvimento, do projeto, da constru\u00e7\u00e3o      e da manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos. O engenheiro mec\u00e2nico desenvolve,      projeta e supervisiona a produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, equipamentos, ve\u00edculos, sistemas      de aquecimento e de refrigera\u00e7\u00e3o e ferramentas espec\u00edficas da ind\u00fastria mec\u00e2nica.      Calcula a quantidade necess\u00e1ria de mat\u00e9ria-prima, providencia moldes das pe\u00e7as      que ser\u00e3o fabricadas, cria prot\u00f3tipos e testa os produtos obtidos. Organiza      sistemas de armazenagem, supervisiona processos e define normas e procedimentos      de seguran\u00e7a para a produ\u00e7\u00e3o. Controla a qualidade, acompanhando e analisando      testes de resist\u00eancia, calibrando e conferindo medidas. Costuma trabalhar      com engenheiros eletricistas, de materiais, de produ\u00e7\u00e3o e de automa\u00e7\u00e3o e controle,      na montagem e automa\u00e7\u00e3o de sistemas, na manuten\u00e7\u00e3o de aeronaves e na ind\u00fastria      de eletroeletr\u00f4nicos. Pode dedicar-se \u00e0 venda de m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O mercado de trabalho de engenharia est\u00e1 t\u00e3o aquecido no Brasil que o Instituto      de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) antecipa uma escassez de m\u00e3o de obra      nos pr\u00f3ximos anos, prevendo, inclusive, a busca por profissionais no exterior.      &#8220;Existe uma demanda reprimida, e os engenheiros ganharam novo status      no mercado de trabalho&#8221;, afirma Franco Giuseppe Dedini, coordenador do      curso da Unicamp. Para esses engenheiros, a demanda \u00e9 maior em desenvolvimento      de projeto, em que eles fazem an\u00e1lises num\u00e9ricas, criam solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas,      novos produtos e otimiza\u00e7\u00f5es de sistemas. Todo o setor industrial necessita      desse tipo de profissional. &#8220;O setor automotivo e o aeron\u00e1utico seguem      como excelentes empregadores, mas a ind\u00fastria de eletrodom\u00e9sticos acena com      boas oportunidades para os pr\u00f3ximos anos&#8221;, diz o coordenador. A regi\u00e3o      do ABC Paulista e cidades do interior como Campinas concentram muitas ind\u00fastrias,      por isso, demandam muitos profissionais. Mas outras cidades como Porto Alegre      (RS) e Cama\u00e7ari (BA) tamb\u00e9m apresentam oportunidades. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das disciplinas b\u00e1sicas de engenharia, entre elas f\u00edsica e matem\u00e1tica,      o aluno assiste a aulas de termodin\u00e2mica, mec\u00e2nica dos fluidos, transmiss\u00e3o      de calor, resist\u00eancia de materiais, processos de transforma\u00e7\u00e3o, vibra\u00e7\u00f5es      e sistemas mec\u00e2nicos. H\u00e1 muita atividade em laborat\u00f3rio, como desenvolvimento      de ensaios e de prot\u00f3tipos e estudo de combust\u00edveis alternativos e de tecnologia      de ponta. Prepare-se para desenvolver sua habilidade em desenho, indispens\u00e1vel      para o projeto de m\u00e1quinas. O est\u00e1gio supervisionado e o trabalho de conclus\u00e3o      de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rios. <\/p>\n<p><strong>Fique de olho:<\/strong> Muitas escolas direcionam a forma\u00e7\u00e3o para      uma especialidade, como aeron\u00e1utica (ITA) e armamentos (IME). A UnB, campus      Gama, oferece o curso de Engenharia Automotiva, voltado para a produ\u00e7\u00e3o de      ve\u00edculos, e a Unicamp, campus de Limeira, tem Engenharia de Manufatura, focado      em t\u00e9cnicas, processos e metodologias de fabrica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. Automotiva; Eng. de Manufatura; Eng. de Prod.        Mec\u00e2n.; Eng. Ind. Mec\u00e2n.; Eng. Mec\u00e2n. (autom. e sist.); Eng. Mec\u00e2n. (contr.        e autom.); Eng. Mec\u00e2n. (\u00eanf. em mecatr.); Eng. Mec\u00e2n. (mecatr.); Eng. Mec\u00e2n.        e Ci\u00ean. dos Mat.; Eng. Mec\u00e2n. Ind. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>M\u00e1quinas e equipamentos: <\/strong>Projetar e coordenar a fabrica\u00e7\u00e3o        de moldes para ferramentas, m\u00e1quinas e dispositivos para testes de resist\u00eancia        mec\u00e2nica.<strong><br \/>\n       Pesquisa e desenvolvimento: <\/strong>Fazer prot\u00f3tipos de m\u00e1quinas e realizar        testes de produtos, para determinar modifi ca\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<strong><br \/>\n       Processos: <\/strong>Pesquisar e desenvolver produtos e gerenciar as diversas        etapas de sua fabrica\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Projeto: <\/strong>Planejar e instalar linhas de produ\u00e7\u00e3o e fazer adapta\u00e7\u00f5es        nas j\u00e1 existentes.<strong><br \/>\n       Vendas t\u00e9cnicas: <\/strong>Acompanhar a comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e dar        suporte t\u00e9cnico aos clientes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Engenharia Qu\u00edmica<\/h4>\n<p><strong>Bacharelado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a \u00e1rea da engenharia voltada para o desenvolvimento de processos industriais      que empregam transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsico-qu\u00edmicas. O engenheiro qu\u00edmico cria t\u00e9cnicas      de extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, bem como de sua utiliza\u00e7\u00e3o ou transforma\u00e7\u00e3o      em produtos qu\u00edmicos e petroqu\u00edmicos, como tintas, pl\u00e1sticos, t\u00eaxteis, papel      e celulose. Desenvolve produtos e equipamentos, al\u00e9m de pesquisar tecnologias      mais eficientes. Projeta e dirige a constru\u00e7\u00e3o e a montagem de f\u00e1bricas, usinas      e esta\u00e7\u00f5es de tratamento de rejeitos industriais. Pesquisa e implanta processos      industriais n\u00e3o poluentes, de acordo a normatiza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>O mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O uso crescente de biocombust\u00edveis e a instala\u00e7\u00e3o de usinas sucroalcooleiras      no pa\u00eds s\u00e3o alguns dos fatores que aquecem esse mercado. De acordo com o Minist\u00e9rio      da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento, o Brasil j\u00e1 \u00e9 l\u00edder mundial na produ\u00e7\u00e3o      de etanol e pioneiro no estudo do biocombust\u00edvel. A demanda \u00e9 tanta que se      prev\u00ea falta de profissionais. &#8220;Diante disso, as empresas est\u00e3o buscando      os alunos para ret\u00ea-los como estagi\u00e1rios, treinando-os, para depois serem      efetivados e trabalharem diretamente na \u00e1rea de projetos&#8221;, afirma Suely      Pereira Freitas, coordenadora do curso da UFRJ. O engenheiro qu\u00edmico tamb\u00e9m      \u00e9 solicitado para atuar na \u00e1rea ambiental. &#8220;A maior procura \u00e9 na \u00e1rea      de preven\u00e7\u00e3o e tratamento de res\u00edduos, para que n\u00e3o sobrecarreguem o meio      ambiente&#8221;, afirma a professora. <\/p>\n<p>O profissional pode atuar no setor petroqu\u00edmico, sendo o respons\u00e1vel por      todo o processamento que ocorre depois que o petr\u00f3leo \u00e9 extra\u00eddo do po\u00e7o,      da separa\u00e7\u00e3o entre g\u00e1s, \u00f3leo, areia e \u00e1gua at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis      e derivados. Companhias de engenharia, como a Engevix, refinarias, como a      Petrobras, al\u00e9m de empresas da \u00e1rea de papel e celulose, farmac\u00eauticas, aliment\u00edcias,      de aditivos qu\u00edmicos, t\u00eam demanda por esse engenheiro. Os polos industriais      do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo, incluindo a cidade de Campinas e regi\u00e3o,      s\u00e3o os principais empregadores. <\/p>\n<p><strong>O curso<\/strong><\/p>\n<p>F\u00edsica, qu\u00edmica e matem\u00e1tica est\u00e3o presentes no curr\u00edculo durante todo o      curso. Com os recentes avan\u00e7os da biotecnologia, os conhecimentos de biologia      v\u00eam sendo incorporados ao curr\u00edculo. A partir do terceiro ano, essas disciplinas      passam a ser aplicadas a processos f\u00edsico-qu\u00edmicos, nos quais o aluno aprende      a identificar as rea\u00e7\u00f5es, a analisar e a purificar compostos qu\u00edmicos e a      projetar equipamentos relacionados com as diversas transforma\u00e7\u00f5es que ocorrem      na ind\u00fastria qu\u00edmica. As aulas em laborat\u00f3rio, inclusive no de inform\u00e1tica,      ocupam parte significativa da carga hor\u00e1ria e s\u00e3o fundamentais para o estudante      se familiarizar com os equipamentos industriais e se preparar para enfrentar      problemas reais de uma f\u00e1brica. A realiza\u00e7\u00e3o de est\u00e1gio e a apresenta\u00e7\u00e3o de      trabalho de conclus\u00e3o de curso s\u00e3o obrigat\u00f3rias. <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: <\/strong>cinco anos. <strong><br \/>\n       Outros nomes:<\/strong> Eng. de Prod. Qu\u00edm.; Eng. Qu\u00edm. (\u00eanf. na fabric.        de celulose e papel); Eng. Qu\u00edm. e Ci\u00ean. Amb. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode fazer:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Desenvolvimento: <\/strong>Criar produtos na ind\u00fastria qu\u00edmica,        petroqu\u00edmica e de alimentos e analisar sua viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica.        Aperfei\u00e7oar o processo de fabrica\u00e7\u00e3o ou beneficiamento de produtos, introduzindo        novas tecnologias e adaptando as que est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o.<strong><br \/>\n       Meio ambiente: <\/strong>Definir normas e m\u00e9todos de preserva\u00e7\u00e3o ambiental.        Reciclar e tratar res\u00edduos industriais. Desenvolver tecnologias limpas.<strong><br \/>\n       Processo industrial: <\/strong>Planejar e supervisionar opera\u00e7\u00f5es industriais,        administrando as equipes e as diversas etapas de produ\u00e7\u00e3o. Estudar e implantar        m\u00e9todos para aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a seguran\u00e7a        no trabalho.<strong><br \/>\n       Projetos: <\/strong>Projetar f\u00e1bricas, determinar processos de produ\u00e7\u00e3o,        instala\u00e7\u00f5es e equipamentos, procedimentos de seguran\u00e7a e a log\u00edstica de        estocagem e movimenta\u00e7\u00e3o de materiais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  guiadoestudanteabril.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4><strong>JURAMENTO<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\">\u0093Prometo que, no cumprimento do meu dever de Engenheiro      n\u00e3o me deixarei cegar pelo brilho excessivo da tecnologia, de forma a n\u00e3o      me esquecer de que trabalho para o bem do Homem e n\u00e3o da m\u00e1quina. Respeitarei      a natureza, evitando projetar ou construir equipamentos que destruam o equil\u00edbrio      ecol\u00f3gico ou poluam, al\u00e9m de colocar todo o meu conhecimento cient\u00edfico a      servi\u00e7o do conforto e desenvolvimento da humanidade. Assim sendo, estarei      em paz Comigo e com Deus.\u0094 <\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro21.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><\/p>\n<h4><strong>DIA DO ENGENHEIRO<\/strong><\/h4>\n<p>Onze de Dezembro \u00e9 o dia do Engenheiro, data do Decreto n\u00ba 23.569 que regulamenta      o exerc\u00edcio das profiss\u00f5es do engenheiro. <\/p>\n<h4><strong>S\u00cdMBOLO<\/strong><\/h4>\n<p><strong>A Minerva tornou-se um s\u00edmbolo que identifica os polit\u00e9cnicos, com      suas ins\u00edgnias:<\/strong> a lan\u00e7a, o capacete e a \u00e9gide. \u00c9 protetora e companheira,      deusa guerreira, mas, ao mesmo tempo, deusa da sabedoria e da reflex\u00e3o. <\/p>\n<p>Ela n\u00e3o vence seus inimigos pela for\u00e7a bruta, mas pelos ardis que inventa,      pela ast\u00facia e pela intelig\u00eancia de seus estratagemas. <\/p>\n<p>Deusa guerreira, da sabedoria, das atividades pr\u00e1ticas, mas tamb\u00e9m do trabalho      artesanal de fia\u00e7\u00e3o, do esp\u00edrito criativo e da vida especulativa, ela re\u00fane      aspectos fundamentais \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do polit\u00e9cnico.<\/p>\n<p><strong>A Minerva sintetiza duas dimens\u00f5es do trabalho do engenheiro:<\/strong>      a cria\u00e7\u00e3o, por um lado, e a execu\u00e7\u00e3o, por outro.<\/p>\n<p><strong>Cor do Curso:<\/strong> Azul <\/p>\n<p><strong>Pedra do Curso:<\/strong> Safira Azul <\/p>\n<p>Fonte:  sandrocan.wordpress.com<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4><strong>Trabalho e forma\u00e7\u00e3o do engenheiro<\/strong><\/h4>\n<p>Discute a atua\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o do engenheiro a partir das mudan\u00e7as ocorridas      no cen\u00e1rio sociopol\u00edtico-econ\u00f4mico. Discute a forma\u00e7\u00e3o do engenheiro recuperando      alguns t\u00f3picos da hist\u00f3ria do ensino de Engenharia no Brasil e faz uma incurs\u00e3o      no estudo do curr\u00edculo dos cursos de Engenharia.Apresenta tamb\u00e9m resultados      de pesquisa em f\u00e1bricas montadoras quanto \u00e0 atua\u00e7\u00e3o e novas exig\u00eancias qualificacionais      do engenheiro.<\/p>\n<p>Este artigo tem como objetivo discutir o novo perfil do engenheiro, no interior      das organiza\u00e7\u00f5es, a partir das mudan\u00e7as ocorridas no cen\u00e1rio sociopol\u00edtico-econ\u00f4mico,      principalmente na d\u00e9cada de 90, e que impactuaram profundamente as rela\u00e7\u00f5es      de trabalho e o ensino de Engenharia nas universidades.<\/p>\n<p>A qualifica\u00e7\u00e3o do trabalhador tem sido objeto de estudo da Sociologia do      Trabalho, uma vez que este, num ambiente de r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es, se v\u00ea      diante do desafio de atualizar-se permanentemente. Soci\u00f3logos, educadores      e profissionais de recursos humanos das empresas procuram entender quais s\u00e3o      os par\u00e2metros e as \u00e2ncoras dos processos de mudan\u00e7as que afetam o emprego,      a qualifica\u00e7\u00e3o para o trabalho e a educa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as ocorridas na organiza\u00e7\u00e3o do trabalho passaram a utilizar, em      maior escala, o componente intelectual do trabalhador, em detrimento do componente      f\u00edsico-manual. Dessa forma, articula-se uma nova base t\u00e9cnica com a l\u00f3gica      sist\u00eamica de organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e formas participativas de atua\u00e7\u00e3o. O      engenheiro, nesse contexto, ocupa posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, assumindo responsabilidades      de gerenciamento de pessoas e processos que lhe exigem conhecimentos humanos      e sociais somados \u00e0queles de cunho puramente t\u00e9cnicos. Os cursos universit\u00e1rios,      outrora baseados numa l\u00f3gica instrumental e tecnicista, v\u00eam discutindo a urg\u00eancia      de um novo modelo que possibilite uma forma\u00e7\u00e3o mais ampliada do engenheiro,      envolvendo quest\u00f5es que incluem as dimens\u00f5es humana e social, econ\u00f4mica e      pol\u00edtica. Discute-se, ainda, a necessidade da educa\u00e7\u00e3o continuada, entendendo-se      a qualifica\u00e7\u00e3o profissional num movimento din\u00e2mico e em permanente evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><strong>Hist\u00f3rico do ensino de Engenharia nas escolas<\/strong><\/h4>\n<p>A primeira escola de Engenharia foi, segundo Carvalho (1995), a \u00c9cole des      Ponts et Chauss\u00e9es, criada na Fran\u00e7a em 1775.<\/p>\n<p><strong>Nessa fase inicial, a forma\u00e7\u00e3o de engenheiros esteve voltada para      a \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o civil:<\/strong> pontes e estradas. A segunda escola,      tamb\u00e9m na Fran\u00e7a, dedicava-se aos estudos dos minerais. Vinte anos mais tarde,      em 1798, foi criada a famosa \u00c9cole Polytechnique. Nos outros pa\u00edses da Europa      e nos Estados Unidos, as escolas de Engenharia chegaram no s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>No Brasil, as primeiras escolas de Engenharia datam do come\u00e7o do s\u00e9culo 19,      pois a pr\u00e1tica profissional do engenheiro realizava-se no \u00e2mbito da sociedade      pol\u00edtica. Tanto a forma\u00e7\u00e3o quanto o trabalho estavam estritamente ligados      \u00e0 arte militar, uma vez que sua tecnologia interessava apenas como meio de      seguran\u00e7a e repress\u00e3o. A Academia Militar no Rio de Janeiro, instalada por      D. Jo\u00e3o VI, formava oficiais engenheiros ao lado de oficiais de artilharia      (Kawamura,1981). <\/p>\n<p>Segundo Crivellari (2000), a rela\u00e7\u00e3o educativa dos pa\u00edses est\u00e1 estreitamente      ligada ao tipo predominante de regime de produ\u00e7\u00e3o. Durante a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial,      a incorpora\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios cient\u00edficos aos meios t\u00e9cnicos de produ\u00e7\u00e3o passou      a exigir mais esfor\u00e7os educacionais no sentido de melhor capacitar a m\u00e3o-de-obra.      A amplia\u00e7\u00e3o do uso do trabalho t\u00e9cnico expandiu o processo de forma\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica      de engenheiros, iniciado na Fran\u00e7a no s\u00e9culo anterior.<\/p>\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo 20, a expans\u00e3o das ind\u00fastrias favoreceu uma nova pol\u00edtica de      forma\u00e7\u00e3o de engenheiros. Com a gradual racionaliza\u00e7\u00e3o das tarefas introduzida      pela Administra\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, constata-se a diversidade de especializa\u00e7\u00f5es      na profiss\u00e3o, colocando em cheque o aspecto de um conhecimento mais generalista.Ainda      segundo Crivellari, a id\u00e9ia de uma ci\u00eancia aplicada aos problemas concretos,      tendo em vista sua solu\u00e7\u00e3o, aprofunda-se e intensifica-se a partir da d\u00e9cada      de 30. <\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a progressiva vai resultar na maior divis\u00e3o do trabalho do engenheiro      e no crescente surgimento das novas especialidades, rompendo com a vis\u00e3o m\u00edtica      do engenheiro-expert universal. <\/p>\n<p>No contexto do p\u00f3s-guerra, a planifica\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o profissional      ganharam uma ades\u00e3o cada vez mais forte, seguindo as premissas da teoria do      capital humano de que a institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria viabilizaria o acesso aos      empregos. J\u00e1 nos anos 80, a crise do fordismo e a era p\u00f3s-fordista implicaram      forte desregulamenta\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, acompanhando o movimento      de flexibilidade dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o. Os estudos apontam que tais mudan\u00e7as      afetaram a base constitutiva de forma\u00e7\u00e3o profissional em geral e, em particular,      a dos engenheiros.<\/p>\n<h4><strong>O curr\u00edculo nas escolas<\/strong><\/h4>\n<p>O positivismo foi o movimento filos\u00f3fico que mais influenciou a elite brasileira      no final do s\u00e9culo 19, repercutindo na etapa inicial de implanta\u00e7\u00e3o do ensino      de Engenharia no Brasil. O cartesianismo, a partir do s\u00e9culo 17, marcou a      funda\u00e7\u00e3o da filosofia moderna, que buscou a unifica\u00e7\u00e3o do saber estabelecendo      as bases de uma nova ci\u00eancia e estruturando um m\u00e9todo que permitiria conhecer      a verdade mediante a utiliza\u00e7\u00e3o da linguagem matem\u00e1tica para a descri\u00e7\u00e3o da      natureza, cujos fundamentos haviam sido elaborados inicialmente por Galileu.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia, tendo por base o modelo de conhecimento cartesiano e positivista,      n\u00e3o tem como objetivo refletir sobre o seu significado. Limita-se a calcular,      prever, classificar e inventariar dados emp\u00edricos. Na teoria tradicional,      os conceitos s\u00e3o estruturados independentemente da hist\u00f3ria e dos processos      sociais. O sujeito assume uma posi\u00e7\u00e3o passiva diante dos fatos e acontecimentos.<\/p>\n<p>O modelo de conhecimento baseado na teoria cr\u00edtica discute a ci\u00eancia integrada      a um contexto social no qual esta se encontra. A proposta desta teoria \u00e9 que      a ci\u00eancia fa\u00e7a uma reflex\u00e3o sobre si mesma, pois os progressos que a tecnologia      apresenta em uma determinada sociedade n\u00e3o se separam da forma como o conhecimento      foi constitu\u00eddo. O ensino de Engenharia pode, desta forma, ser constru\u00eddo      dentro de uma nova base questionadora e atualizada.<\/p>\n<p>Segundo Cunha (2000), em uma escola de Engenharia, as mat\u00e9rias tecnol\u00f3gicas      e aquelas das \u00e1reas humanas e sociais constituem um saber que se encontra      no campo da racionalidade t\u00e9cnico-instrumental, na medida em que produzem      os instrumentos e as t\u00e9cnicas fornecendo os meios que atendam aos fins da      organiza\u00e7\u00e3o e do sistema produtivo. O campo do saber emancipat\u00f3rio encontra      seu espa\u00e7o, especialmente, nas \u00e1reas humanas e sociais e na filosofia quando      estas contribuem na reflex\u00e3o sobre o campo da ci\u00eancia e da tecnologia. As      \u00e1reas humanas e sociais desempenham uma media\u00e7\u00e3o entre o conhecimento elaborado      no \u00e2mbito da \u00e1rea tecnol\u00f3gica e a sua aplica\u00e7\u00e3o no mundo social do trabalho.      O curr\u00edculo de Engenharia comporta, dessa forma, os dois modelos de racionalidade.<\/p>\n<p>A partir de pesquisa realizada no curso de Engenharia Industrial El\u00e9trica      do Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais (Cefet\/MG), no ano      de 1998, o autor citado constatou que a orienta\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e curricular      dos cursos de Engenharia Industrial tiveram por base a raz\u00e3o instrumental.      A \u00eanfase do curso \u00e9 voltada para atender ao desenvolvimento e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial,      direcionando estrategicamente suas atividades para promover a adapta\u00e7\u00e3o do      estudante ao sistema produtivo. Entretanto, a partir do processo de reformula\u00e7\u00e3o      curricular implantado em 1990, tornou-se expl\u00edcita a atua\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos engenheiros      como um dos elementos que direcionariam a sua forma\u00e7\u00e3o. A investiga\u00e7\u00e3o junto      aos professores das disciplinas administrativas\/gerenciais e das disciplinas      human\u00edsticas demonstrou coexistirem, ainda hoje, os dois modelos.<\/p>\n<p>Cunha conclui que os dois campos o do saber t\u00e9cnico-instrumental e o do emancipat\u00f3rio,      devem compor uma trajet\u00f3ria \u00fanica e cooperativa no desenvolvimento do curr\u00edculo      do curso de Engenharia, sendo de responsabilidade do professor utilizar o      seu grau de liberdade em sala de aula para atuar de forma transformadora.    <\/p>\n<p>O professor, ao trabalhar o conhecimen to, assume um posicionamento diante      dos elementos com os quais lida, uma vez que sua a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser neutra.<\/p>\n<p>Este posicionamento pode estar claramente definido ou n\u00e3o para o sujeito      que o conduz e envolve aspectos pol\u00edticos, ideol\u00f3gicos e \u00e9ticos (Cunha, 2000,      p. 306). <\/p>\n<h4><strong>A atua\u00e7\u00e3o dos engenheiros nas f\u00e1bricas <\/strong><\/h4>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do engenheiro no trabalho tem sido desenvolvida consonante \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es      tecnol\u00f3gicas. No Brasil, no final do s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do s\u00e9culo 20, ao engenheiro      portador de um saber essencialmente te\u00f3rico e generalista, de acordo com a      ideologia capitalista, era atribu\u00edda a responsabilidade da dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica      da implanta\u00e7\u00e3o do setor industrial no Pa\u00eds, com a fun\u00e7\u00e3o de organizar e gerenciar      os processos de trabalho de acordo com padr\u00f5es tecnol\u00f3gicos importados. <\/p>\n<p>\u00c0quela \u00e9poca aconteceu a passagem da primeira para a segunda revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica,      do campo para a cidade, da agricultura para a industrializa\u00e7\u00e3o. O engenheiro,      como profissional da tecnologia, participou ativamente dessa transi\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o      do setor industrial brasileiro. As escolas de Engenharia ministravam cursos      essencialmente te\u00f3ricos, nos quais a Matem\u00e1tica e a F\u00edsica eram a base conceitual,      constituindo curso da \u00e1rea exclusiva das ci\u00eancias exatas.<\/p>\n<p>Como a cria\u00e7\u00e3o de tecnologia era realizada em pa\u00edses da Europa e nos Estados      Unidos, as escolas de Engenharia ministravam cursos para conhecimento e difus\u00e3o      de t\u00e9cnicas e utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos, e tratavam os saberes te\u00f3ricos na      organiza\u00e7\u00e3o do racioc\u00ednio matem\u00e1tico.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro18.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><strong><br \/>\n     Engenharia<\/strong><\/p>\n<p>Desta forma, os egressos das escolas de <strong>Engenharia<\/strong> eram      incentivados, para uma melhor inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, a completar      seus estudos no exterior ou qualificar-se no Brasil com profissionais altamente      especialistas, de reconhecida compet\u00eancia t\u00e9cnica pr\u00e1tica adquirida em servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Assim, o trabalho do engenheiro na forma de organiza\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o fordistataylorista,      que prevaleceu, com forte \u00eanfase, especialmente, at\u00e9 a d\u00e9cada de 80, tinha      uma bipolariza\u00e7\u00e3o funcional. A forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o altamente t\u00e9cnicas      e pragm\u00e1ticas do engenheiro, no processo produtivo, revelavam uma pr\u00e1tica      ideol\u00f3gica para manter as rela\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas do trabalho capitalista, para      a reprodu\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o do capital. Se, no per\u00edodo agroexportador, a atua\u00e7\u00e3o      do engenheiro n\u00e3o foi essencial para manter a burguesia no interior da sociedade,      a partir do final da 2\u00aa Guerra Mundial, apesar do modelo tecnol\u00f3gico de depend\u00eancia,      o engenheiro exerceu forte papel nas fun\u00e7\u00f5es gerenciais de dire\u00e7\u00e3o no setor      industrial em implanta\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A difus\u00e3o do taylorismo, forma de divis\u00e3o do trabalho por excel\u00eancia, trouxe      tamb\u00e9m para o engenheiro uma defini\u00e7\u00e3o parcelar. A sua atua\u00e7\u00e3o era, no setor      produtivo, junto ao &#8220;ch\u00e3o da f\u00e1brica&#8221;, como supervisor operacional      na f\u00e1brica ou, no escrit\u00f3rio de projetos ou na ger\u00eancia, como dirigente, para      decis\u00e3o da tecnologia a ser implementada. <\/p>\n<p><strong>Nitidamente, era configurada uma dupla atua\u00e7\u00e3o:<\/strong> uma como      mediador entre o processo de trabalho e a dire\u00e7\u00e3o das empresas, cuja compet\u00eancia      era de tomada de decis\u00e3o da tecnologia a ser implementada com base na bipolariza\u00e7\u00e3o      da divis\u00e3o internacional do trabalho, no qual se reserva, aos pa\u00edses desenvolvidos,      a cria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e, aos pa\u00edses perif\u00e9ricos, a utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia      importada; a outra atua\u00e7\u00e3o dava-se de forma altamente operacional, isenta      de qualquer forma de participa\u00e7\u00e3o decis\u00f3ria, cuja compet\u00eancia era apenas da      gest\u00e3o do fazer e do operar a tecnologia.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o do engenheiro eram altamente t\u00e9cnicas, realizadas      no interior das organiza\u00e7\u00f5es, de uma forma parcelar com as peculiaridades      tayloristasfordistas. A terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial, no Brasil dos anos      90, \u00e9 caracterizada pelo salto do desenvolvimento da microeletr\u00f4nica e da      ind\u00fastria da inform\u00e1tica, pelos substanciais avan\u00e7os na qu\u00edmica fina e na      biotecnologia. A nova ordem mundial, traduzida pela internacionaliza\u00e7\u00e3o do      capital, ou globaliza\u00e7\u00e3o, constituiu-se um processo de integra\u00e7\u00e3o mundializada,      onde foi conjugada a a\u00e7\u00e3o de grandes grupos entre si e no interior de cada      um deles, ultrapassando as fronteiras dos pa\u00edses. Nesse contexto, desenvolveu-se      o desmembramento da cadeia produtiva, a terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades consideradas      pelas empresas como n\u00e3o-estrat\u00e9gicas e uma nova rela\u00e7\u00e3o entre as diversas      unidades produtivas.<\/p>\n<p>Segundo Bruno (Bruno, Laudares, 2000), com a complexifica\u00e7\u00e3o crescente do      processo de trabalho, tornou-se cada vez mais freq\u00fcente a explora\u00e7\u00e3o do trabalho      altamente especializado e estrat\u00e9gico para as empresas. E \u00e9 nesse contexto      que se insere o trabalho do engenheiro. <\/p>\n<p><strong>O n\u00facleo de suas atividades passou a definir-se a partir da articula\u00e7\u00e3o      de tr\u00eas dimens\u00f5es distintas:<\/strong> t\u00e9cnicas, econ\u00f4micas e socioadministrativas.<\/p>\n<p>O setor automobil\u00edstico nos pa\u00edses das matrizes das montadoras, nas d\u00e9cadas      de 70 e 80, passou por intensas e radicais mudan\u00e7as na moderniza\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o      tecnol\u00f3gicas, com novas demandas para atua\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o do trabalhador,      como demonstra pesquisa de Alain Touraine na Renault da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>No Brasil, a reestrutura\u00e7\u00e3o desse setor e sua amplia\u00e7\u00e3o com a chegada de      novas montadoras ocorreu, na d\u00e9cada de 90, onde Bruno realizou pesquisa, como      Laudares e Crivellari entre outros pesquisadores. Foram investigados engenheiros      de f\u00e1brica que desempenhavam atividades diretamente relacionadas com a produ\u00e7\u00e3o,      n\u00e3o participando da gest\u00e3o da unidade produtiva. <\/p>\n<p><strong>As mudan\u00e7as no conte\u00fado das atividades dos engenheiros e a conseq\u00fcente      amplitude de suas atribui\u00e7\u00f5es s\u00e3o bastante enfatizadas por Bruno (2000, p.      143):<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 recentemente, o engenheiro exercia atividades predominantemente t\u00e9cnicas,      sendo respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o de pareceres t\u00e9cnicos, c\u00e1lculos de projetos,      desenho de pe\u00e7as e componentes, pela log\u00edstica de processo. Atualmente, com      as mudan\u00e7as na organiza\u00e7\u00e3o da empresa que eliminaram muitos n\u00edveis hier\u00e1rquicos      intermedi\u00e1rios e com o aumento da terceiriza\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de trabalhadores,      inclusive engenheiros, suas atribui\u00e7\u00f5es foram ampliadas e tornaram-se mais      diversificadas, incluindo conhecimentos administrativos, de marketing, de      t\u00e9cnicas gerenciais participativas, de lideran\u00e7a e de estrutura de custos.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de engenharia de f\u00e1brica e manuten\u00e7\u00e3o, as atividades dos engenheiros      envolvem aspectos ligados \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e negocia\u00e7\u00e3o com os sindicatos,      pois, muitas vezes, s\u00e3o eles que prestam assessoria nestas quest\u00f5es para as      empresas subcontratadas. Al\u00e9m disso, conhecimentos relativos \u00e0 \u00e1rea de rela\u00e7\u00f5es      comerciais e seguran\u00e7a do trabalho, \u00e0 inform\u00e1tica e aos programas de qualidade      tornaram-se fundamentais.<\/p>\n<p>Esse profissional est\u00e1, portanto, desempenhando uma gama diversificada de      a\u00e7\u00f5es, incluindo a coordena\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias atividades terceirizadas e a avalia\u00e7\u00e3o      de trabalhos t\u00e9cnicos em geral, realizados por especialistas de outras empresas.      Assim, deve trabalhar para aumentar a produtividade n\u00e3o apenas das atividades      realizadas por ele pr\u00f3prio, mas, tamb\u00e9m, daquelas realizadas por outros.<\/p>\n<h4><strong>As novas exig\u00eancias qualificacionais<\/strong><\/h4>\n<p>O projeto pol\u00edtico-pedag\u00f3gico das escolas de Engenharia pode ser entendido      e avaliado, na perspectiva hist\u00f3rica, em tr\u00eas grandes momentos, que s\u00e3o o      positivista-quantitativo, o surgimento do paradigma estruturalista e a fase      p\u00f3s-estruturalista. No primeiro momento, o positivista-quantitativo, segundo      Santos (1996), as manifesta\u00e7\u00f5es sociais mantinham uma aspira\u00e7\u00e3o de racionalidade      radical da exist\u00eancia inscrita no projeto da modernidade. <\/p>\n<p>Nesse ambiente, o engenheiro tinha uma forma\u00e7\u00e3o essencialmente racional,      enciclop\u00e9dica, centrada no cognitivo-instrumental, cujo foco era de centralidade      a privilegiar, essencialmente, a radicalidade t\u00e9cnico-cient\u00edfica. J\u00e1 na d\u00e9cada      de 70, com o aparecimento do paradigma estruturalista, as quest\u00f5es socioecon\u00f4micas      come\u00e7am a fazer parte da preocupa\u00e7\u00e3o dos dirigentes educacionais, e a educa\u00e7\u00e3o      em Engenharia passa por mudan\u00e7as que come\u00e7am a privilegiar n\u00e3o s\u00f3 mais a forma\u00e7\u00e3o      essencialmente tecnicista, mas as quest\u00f5es originadas e trabalhadas da Sociologia      e Psicologia do Trabalho, da Administra\u00e7\u00e3o, da Economia e da Pol\u00edtica, as      quais adentraram as escolas de Engenharia e come\u00e7aram a ser debatidas nos      colegiados de cursos. <\/p>\n<p>\u00c9 uma fase na qual a t\u00e9cnica come\u00e7a a ser revestida da contextualiza\u00e7\u00e3o do      social, do econ\u00f4mico, do pol\u00edtico. O curso come\u00e7ava a possuir caracter\u00edsticas      das ci\u00eancias sociais.O capital j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas industrial, mas financeiro      e comercial; surge a economia de escala, e a tecnologia, n\u00e3o mais de base      eletromec\u00e2nica, transforma-se com velocidade vertiginosa, com nova base t\u00e9cnica      da eletr\u00f4nica e da inform\u00e1tica. H\u00e1 como uma emerg\u00eancia das pr\u00e1ticas de classes      e da tradu\u00e7\u00e3o destas em pol\u00edticas de classe. Segundo Santos (1996), h\u00e1 nesse      momento uma rematerializa\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, uma import\u00e2ncia inicial do      setor de servi\u00e7os e do fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o social e da negocia\u00e7\u00e3o      coletiva.<\/p>\n<p>Na fase p\u00f3s-estruturalista o capitalismo apresenta-se desorganizado (Offe,      1994), na medida em que v\u00e1rias formas de organiza\u00e7\u00e3o entram em colapso, diferenciando-se      daquelas que vigoram nos per\u00edodos anteriores, seja no interior do processo      de trabalho, onde o taylorismo-fordismo d\u00e1 lugar \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o flex\u00edvel, seja      no pol\u00edtico-econ\u00f4mico, no qual emerge um novo sistema internacional do mercado      financeiro e econ\u00f4mico das rela\u00e7\u00f5es capitalistas, com a cria\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica      global e da empresasmultinacionais.<\/p>\n<p>Os mecanismos corporativos de regula\u00e7\u00e3o dos conflitos entre capital e trabalho,      advindos do per\u00edodo anterior pelo fortalecimento do Estado como regulador      das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, enfraquecem. A globaliza\u00e7\u00e3o da economia traz a      abertura dos mercados, com a sua transforma\u00e7\u00e3o, sua expans\u00e3o intensiva e a      crescente diferencia\u00e7\u00e3o dos produtos de consumo. A divulga\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o      e a cria\u00e7\u00e3o do conhecimento junto a uma nova base t\u00e9cnica configuram um novo      per\u00edodo do capitalismo, exacerbando a divis\u00e3o internacional do trabalho, com      cont\u00ednuas crises da economia nos pa\u00edses perif\u00e9ricos. O estado nacional perde      sua for\u00e7a e a capacidade de regular a esfera da produ\u00e7\u00e3o, com a privatiza\u00e7\u00e3o      e a desregula\u00e7\u00e3o da<\/p>\n<p>economia, e da reprodu\u00e7\u00e3o social, com a retra\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais. Novas      rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o desenvolvidas. Neste dom\u00ednio da passagem da modernidade      para a p\u00f3s-modernidade, onde a racionalidade t\u00e9cnica cede lugar a novas formas      de flexibilidade para uma aproxima\u00e7\u00e3o entre objetividade e subjetividade,      o trabalho do engenheiro exige dele compet\u00eancias diferenciadas do per\u00edodo      industrial anterior.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o, com uso intensivo da microeletr\u00f4nica e da inform\u00e1tica, demanda      exig\u00eancias qualificacionais no trabalho, provocando intera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dentro      e fora das empresas, com a instala\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e a terceiriza\u00e7\u00e3o.      \u00c9 o engenheiro o profissional de liga\u00e7\u00e3o entre a matriz e suas filiais e as      empresas fornecedoras. A forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica do engenheiro certamente n\u00e3o mais      se faz, com exclusividade, pelas ci\u00eancias exatas e sua qualifica\u00e7\u00e3o\/requalifica\u00e7\u00e3o      em servi\u00e7o requer novos saberes, com rela\u00e7\u00f5es sociais originadas da posi\u00e7\u00e3o      flex\u00edvel em face das demandas da abertura dos processos de trabalho.<\/p>\n<p>Desta forma, a mudan\u00e7a no conte\u00fado das atividades dos engenheiros e nas suas      atribui\u00e7\u00f5es tem como conseq\u00fc\u00eancia necessidades qualificacionais espec\u00edficas.    <\/p>\n<p>Conhecimentos na \u00e1rea de inform\u00e1tica e de administra\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez mais      necess\u00e1rios, assim como o saber vinculado \u00e0 gest\u00e3o de custos, de tempo e de      recursos humanos. Somam-se a esses conhecimentos os aspectos comportamentais      e atitudinais, especialmente capacidade de comunica\u00e7\u00e3o, de adaptar-se a situa\u00e7\u00f5es      novas que envolvem responsabilidades crescentes, capacidade de cr\u00edtica e de      autocr\u00edtica, de suportar trabalho sob tens\u00e3o, capacidade de negocia\u00e7\u00e3o, de      convencimento e de racioc\u00ednio anal\u00edtico. Tais habilidades tornam-se necess\u00e1rias      para integrar uma multiplicidade de aspectos decorrentes de outras \u00e1reas de      atua\u00e7\u00e3o que n\u00e3o a meramente t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>Bruno (2000) alerta, entretanto, que, embora se observe que a dimens\u00e3o      t\u00e9cnica j\u00e1 n\u00e3o seja a preponderante no conjunto de elementos em que se define      a qualifica\u00e7\u00e3o dos engenheiros, ela continua sendo a dimens\u00e3o a partir da      qual se inter-relacionam as demais:<\/strong> a econ\u00f4mica e a socioadministrativa.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 Laudares (2000, p. 161) enfatiza a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica do engenheiro      como pr\u00e9-requisito \u00e0 sua qualifica\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Ao problematizarmos a qualifica\u00e7\u00e3o profissional do engenheiro a partir de      sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, admitimos, inicialmente, como um pr\u00e9-requisito \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o      do saber acumulado na Universidade, mas de forma cr\u00edtica, dedutiva, com o      desenvolvimento da capacidade de transfer\u00eancia \u0096 a gera\u00e7\u00e3o do novo a      partir do antigo.<\/p>\n<p>O mesmo autor afirma ainda que a passagem pela escola \u00e9 um dos itens que      credencia o engenheiro para o exerc\u00edcio de sua fun\u00e7\u00e3o, para um desempenho      t\u00e9cnico efetivo. Por\u00e9m, o alicerce da cultura t\u00e9cnica adquirida enriquece-se      ao ser contemplado por abordagens da Economia, da Sociologia, da Administra\u00e7\u00e3o,      de modo que as quest\u00f5es possam ser tratadas com um enfoque sist\u00eamico. \u00c9 preciso      ainda considerar a dimens\u00e3o qualificacional do trabalho, devendo a escola      garantir a introdu\u00e7\u00e3o desta dimens\u00e3o mediante o m\u00e9todo da educa\u00e7\u00e3o pela pesquisa,      do conhecimento como algo inacabado, mut\u00e1vel, com possibilidade de reconstru\u00e7\u00e3o      e, sobretudo, de transfer\u00eancia.<\/p>\n<h4><strong>A escola como parceira na qualifica\u00e7\u00e3o\/requalifica\u00e7\u00e3o profissional<\/strong><\/h4>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o de ensino superior tem sua miss\u00e3o assentada no trip\u00e9 ensino,      pesquisa e extens\u00e3o. Destas tr\u00eas finalidades, a extens\u00e3o \u00e9 a mais dif\u00edcil      de ser estruturada, por ser uma a\u00e7\u00e3o informal, contratual e de administra\u00e7\u00e3o      compartilhada entre a escola e outra institui\u00e7\u00e3o. As atividades de extens\u00e3o      podem ser de car\u00e1ter cultural, social, de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e de apoio      \u00e0s a\u00e7\u00f5es da forma\u00e7\u00e3o profissional. Assim, a escola estabelece uma parceria      com o setor produtivo para prestar consultoria t\u00e9cnica, para desenvolvimento      de projetos ou para treinamento e educa\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>A pesquisa tecnol\u00f3gica fomenta os programas de extens\u00e3o, e ambos provocam      a demanda de qualifica\u00e7\u00e3o profissional. Laudares (2000) desenvolveu um trabalho      de pesquisa na Fiat Autom\u00f3veis S\/A, da qual originou sua tese de doutoramento.      Em sua investiga\u00e7\u00e3o, a hip\u00f3tese norteadora da pesquisa tratava da necessidade      de uma forma\u00e7\u00e3o do engenheiro mais ampliada, fugindo do reducionismo de abrang\u00eancia      estritamente t\u00e9cnica \u0096 a forma\u00e7\u00e3o profissional inserida num contexto      de cont\u00ednua e permanente atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Segundo o autor, s\u00e3o tr\u00eas os momentos constituintes de um sistema      integrado para o processo de qualifica\u00e7\u00e3o\/requalifica\u00e7\u00e3o do engenheiro:<\/strong>      a gradua\u00e7\u00e3o, entendida como primeiro requisito da qualifica\u00e7\u00e3o profissional,      a pr\u00e1tica do trabalho e os programas de educa\u00e7\u00e3o continuada.No caso do engenheiro,      a escola oferece, na gradua\u00e7\u00e3o, apenas uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>Assim, a quest\u00e3o \u00e9 como a educa\u00e7\u00e3o continuada ir\u00e1 complementar e concretizar      essa tarefa, com a estrutura\u00e7\u00e3o de um processo n\u00e3o limitado e que garanta      a continuidade dos programas qualificacionais introduzidos pela escola. A      cont\u00ednua expans\u00e3o do sistema educativo exige estrat\u00e9gias, atingindo o sistema      produtivo e avan\u00e7ando na pr\u00e1tica do trabalho, que tamb\u00e9m tem uma dimens\u00e3o      qualificacional (Ibid, p. 165).<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O conjunto de atividades desenvolvidas pelo engenheiro no interior das organiza\u00e7\u00f5es      mudou substancialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele do sistema de produ\u00e7\u00e3o taylorista-fordista.      O novo paradigma tecnol\u00f3gico de produ\u00e7\u00e3o, caracterizado pelo modelo flex\u00edvel,      trouxe novos desafios no processo de qualifica\u00e7\u00e3o do trabalhador em geral.<\/p>\n<p>Quanto aos engenheiros, por ocuparem posi\u00e7\u00e3o de destaque nas f\u00e1bricas, sendo      considerado um agente multiplicador e difusor de novos processos de trabalho,      torna-se necess\u00e1ria a sua inser\u00e7\u00e3o em programas de educa\u00e7\u00e3o continuada, de      conte\u00fado administrativo\/gerencial e human\u00edstico, que complementem sua forma\u00e7\u00e3o      t\u00e9cnica e possibilitem tamb\u00e9m uma melhor elabora\u00e7\u00e3o dos conhecimentos adquiridos      pela pr\u00e1tica do trabalho. O engenheiro, ao liderar o planejamento da produ\u00e7\u00e3o      e o setor industrial, exerce uma atividade intelectual que exige mem\u00f3ria hist\u00f3rica      e contextualizada em rela\u00e7\u00e3o a problemas j\u00e1 vividos e resolvidos em situa\u00e7\u00f5es      anteriores. Al\u00e9m disso, exerce a capacidade de interven\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise cr\u00edtica      de quest\u00f5es, desenvolvendo a compet\u00eancia da transfer\u00eancia e aplicabilidade      do conhecimento.<\/p>\n<p>Finalmente, a trajet\u00f3ria de constru\u00e7\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o profissional do engenheiro      passa pela forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e pela a\u00e7\u00e3o no trabalho e se consolida pelos      programas de educa\u00e7\u00e3o continuada. A requalifica\u00e7\u00e3o se faz pelos novos processos      da organiza\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do trabalho, que trazem nos seus par\u00e2metros conceptivos      e operacionais exig\u00eancias de compet\u00eancias que privilegiam, al\u00e9m do dom\u00ednio      t\u00e9cnico, habilidades e conhecimentos da administra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, habilidades      comportamentais do trabalho cooperado e da intera\u00e7\u00e3o originada pela descentraliza\u00e7\u00e3o      produtiva, presentes nos atuais modelos de gest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>BRUNO, L\u00facia Barreto. Pesquisa da profiss\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o\/requalifica\u00e7\u00e3o      de engenheiros em empresas montadoras de autom\u00f3veis. In: BRUNO, L\u00facia Barreto;      LAUDARES, Jo\u00e3o Bosco (Org.). Trabalho e forma\u00e7\u00e3o do engenheiro. Belo Horizonte:      Fumarc, 2000. cap. 2, p. 143-147.<br \/>\n     BRUNO, L\u00facia Barreto; LAUDARES, Jo\u00e3o Bosco (Org.). Trabalho e forma\u00e7\u00e3o do      engenheiro. Belo Horizonte: Fumarc, 2000.<br \/>\n     CARVALHO, E. M. O ensino da engenharia cient\u00edfica no mundo: uma cria\u00e7\u00e3o do      s\u00e9culo XVIII. REM: Revista da Escola de Minas, Ouro Preto, v. 48, n. 3, p.      220-226, jul.\/set. 1995.<br \/>\n     CRIVELLARI, Helena. Rela\u00e7\u00e3o educativa e forma\u00e7\u00e3o de engenheiros em Minas Gerais.      In: <br \/>\n     BRUNO, L\u00facia Barreto; LAUDARES, Jo\u00e3o Bosco (Org.). Trabalho e forma\u00e7\u00e3o do      engenheiro. Belo Horizonte: Fumarc, 2000.<br \/>\n     CUNHA, Fl\u00e1vio Macedo. O sindicalismo e a forma\u00e7\u00e3o de engenheiros. In: BRUNO,      L\u00facia Barreto; LAUDARES, Jo\u00e3o Bosco (Org.). Trabalho e forma\u00e7\u00e3o do engenheiro.      Belo Horizonte: Fumarc, 2000. cap. 3.<br \/>\n     FERRETI, Celso Jo\u00e3o et al. (Org.). Novas tecnologias, trabalho e educa\u00e7\u00e3o:      um trabalho multidisciplinar. Petr\u00f3polis: Vozes, 1994.<br \/>\n     KAWAMURA, Lili. Engenheiro: trabalho e ideologia. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica,1981.<br \/>\n     LAUDARES, Jo\u00e3o Bosco. A qualifica\u00e7\u00e3o\/requalifica\u00e7\u00e3o do engenheiro na f\u00e1brica      globalizada: a necessidade de novos processos de trabalho. In: BRUNO, L\u00facia      Barreto; LAUDARES, Jo\u00e3o Bosco (Org.). Trabalho e forma\u00e7\u00e3o do engenheiro. Belo      Horizonte: Fumarc, 2000.<br \/>\n     OFFE, Claus. Capitalismo desorganizado. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1994.<br \/>\n     ROUP\u00c9, Fran\u00e7oise; TANGUY, Lucie (Org.). Saberes e compet\u00eancias: o uso de tais      no\u00e7\u00f5es na escola e na empresa. Campinas: Papirus, 1997.<br \/>\n     SANTOS, Boaventura de Souza. Pela m\u00e3o de Alice: o social e o pol\u00edtico na p\u00f3s-modernidade.      S\u00e3o Paulo: Cortez, 1996.<\/p>\n<p>Fonte:  www.inep.gov.br<\/p>\n<h6>Dia do Engenheiro<\/h6>\n<h4>11 de Dezembro<\/h4>\n<h4>A RESPONSABILIDADE SOCIAL NA FORMA\u00c7\u00c3O DE ENGENHEIROS<\/h4>\n<p>Abertura de crateras que engolem ruas, casas e pessoas, para dar passagem      ao metr\u00f4. Polui\u00e7\u00e3o de rios, cujas \u00e1guas abastecem cidades e permitem a sobreviv\u00eancia      de popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas. Degelo de calotas polares devido \u00e0 emiss\u00e3o de gases      na atmosfera que p\u00f5e em risco a vida neste planeta. <\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o que aflora \u00e9: <\/strong>at\u00e9 onde se estende a responsabilidade      do engenheiro em tais cat\u00e1strofes? O s\u00e9culo passado e o in\u00edcio deste foi e      \u00e9 marcado, notadamente, pela forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dos profissionais de engenharia,      cujo objeto de aplica\u00e7\u00e3o de seu trabalho \u00e9 a de atender as necessidades da      organiza\u00e7\u00e3o a qual est\u00e1 vinculado, a despeito das conseq\u00fc\u00eancias para o restante      dos stakholders, principalmente a sociedade civil e o meio ambiente. <\/p>\n<p>Face \u00e0s possibilidades inteiramente novas da tecnologia, uma nova \u00e9tica torna-se      necess\u00e1ria e que diz respeito ao futuro do pr\u00f3prio planeta. Torna-se necess\u00e1rio      o conhecimento dos efeitos de uma determinada atividade que n\u00e3o podem ser      percebidos a uma primeira vista \u0096 dos efeitos distantes que as gera\u00e7\u00f5es      atuais jogam sobre os ombros das gera\u00e7\u00f5es futuras, de tal modo que se deve      preservar o presente para que haja o futuro. Neste, \u00e9 imprescind\u00edvel a forma\u00e7\u00e3o      do engenheiro socialmente respons\u00e1vel. <\/p>\n<p>Para tanto e na inten\u00e7\u00e3o de contextualizar a expectativa da sociedade em      rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o desses profissionais, urge resgatar princ\u00edpios que norteiam      a Responsabilidade Social para que sirvam de norte a uma b\u00fassola quase desgovernada      que se arvora \u00e0 nossa frente.<\/p>\n<h4><strong>Engenheiro e engenharia<\/strong><\/h4>\n<p>O engenheiro \u00e9 o profissional que procura aplicar conhecimentos emp\u00edricos,      t\u00e9cnicos e cient\u00edficos \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o de mecanismos, estruturas,      produtos e processos que se utilizam para converter recursos naturais e n\u00e3o-naturais      em formas adequadas \u00e0s necessidades do ser humano e do meio que o cerca. Um      profissional apto para trabalhar com transforma\u00e7\u00f5es e indispens\u00e1vel ao dias      atuais, pois se vive em uma \u00e9poca de t\u00e9cnicas e mudan\u00e7as multiplicadas que      atuam diretamente na percep\u00e7\u00e3o humana, cujo reflexo se d\u00e1 diretamente no ambiente      que o abriga como a outrem. Desse modo, o engenheiro deve apresentar um perfil      oriundo de uma forma\u00e7\u00e3o generalista, humanista, cr\u00edtica e reflexiva, e ser      capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atua\u00e7\u00e3o      cr\u00edtica e criativa na identifica\u00e7\u00e3o e resolu\u00e7\u00e3o de problemas, considerando      seus aspectos pol\u00edticos, sociais, ambientais e culturais, com vis\u00e3o \u00e9tica      e human\u00edstica, em atendimento \u00e0s demandas da sociedade. <\/p>\n<p><strong>Para tanto, a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o brasileira (resolu\u00e7\u00e3o 11\/2002, da      C\u00e2mara de Educa\u00e7\u00e3o Superior), estabelece as seguintes compet\u00eancias e habilidades      gerais para o engenheiro: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Aplicar conhecimentos matem\u00e1ticos, cient\u00edficos, tecnol\u00f3gicos e instrumentais        em engenharia;<br \/>\n       Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;<br \/>\n       Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;<br \/>\n       Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e servi\u00e7os de engenharia;<br \/>\n       Identificar, formular e resolver problemas de engenharia;<br \/>\n       Desenvolver e\/ou utilizar novas ferramentas e t\u00e9cnicas;<br \/>\n       Supervisionar a opera\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o de sistemas;<br \/>\n       Avaliar criticamente a opera\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o de sistemas;<br \/>\n       Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gr\u00e1fica;<br \/>\n       Atuar em equipes multidisciplinares;<br \/>\n       Compreender e aplicar a \u00e9tica e responsabilidade profissional;<br \/>\n       Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;<br \/>\n       Avaliar a viabilidade econ\u00f4mica de projetos de engenharia;<br \/>\n       Assumir a postura de permanente busca de atualiza\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Como pode ser observado, o engenheiro dever\u00e1 ter forma\u00e7\u00e3o que o capacite      a projetar, conceber, identificar, analisar, interpretar, desenvolver, dirigir,      supervisionar, gerenciar e executar as mais diversas atividades dentro da      sua especialidade, primordialmente aquelas que exijam um s\u00f3lido embasamento      cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico aliado a conhecimentos essenciais em \u00e1reas do saber      relacionados direta ou indiretamente \u00e0s fun\u00e7\u00f5es da engenharia com responsabilidade      social, \u00e9tica e respeito para com o outro e o meio em toda a sua magnitude.<\/p>\n<h4><strong>Habilidades necess\u00e1rias para o engenheiro<\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 virtualmente imposs\u00edvel a um mesmo engenheiro ser igualmente capaz de projetar      pontes, aparelhos de televis\u00e3o, motores a jato, redes el\u00e9tricas, fermentadores      etc. <\/p>\n<p><strong>Por isso, no campo de engenharia, distinguem-se v\u00e1rios ramos, tais      como:<\/strong> aeron\u00e1utica, aeroespacial, agr\u00edcola, agron\u00f4mica, ambiental,      cartogr\u00e1fica, civil, da computa\u00e7\u00e3o, de alimentos, de materiais, de minas,      de pesca, de petr\u00f3leo, de produ\u00e7\u00e3o, el\u00e9trica, eletr\u00f4nica, f\u00edsica, mec\u00e2nica,      mecatr\u00f4nica, metal\u00fargica, naval, qu\u00edmica, sanit\u00e1ria e t\u00eaxtil. <\/p>\n<p>Seja qual for a sua o ramo da engenharia, a sua responsabilidade est\u00e1 pautada      na recupera\u00e7\u00e3o da \u00c9tica, assumindo-a como inerente ao ser humano, a qual nasce      e tem raz\u00e3o de exist\u00eancia com o surgimento do outro. Em sendo assim \u00e9 essencial      para qualquer profissional o desenvolvimento da vis\u00e3o sist\u00eamica do mundo,      ou seja reconhecer que, como agente de transforma\u00e7\u00e3o social, ele faz parte      do todo. Pois, como nos ensina Morin (2001), a compreens\u00e3o m\u00fatua entre os      seres humanos, quer pr\u00f3ximos, quer estranhos, \u00e9 daqui para frente vital para      que as rela\u00e7\u00f5es humanas saiam de seu estado b\u00e1rbaro de incompreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste aspecto, \u00e9 fundamental desenvolver compet\u00eancias cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica      com gest\u00e3o \u00e9tica, procurando harmoniz\u00e1-las em fun\u00e7\u00e3o de suas habilidades t\u00e9cnica,      humana e conceitual. Habilidade t\u00e9cnica est\u00e1 associada \u00e0 compreens\u00e3o e profici\u00eancia      em determinado tipo de atividade, principalmente naquela em que estejam envolvidos      m\u00e9todos, processos e procedimentos. Como exemplo, pode-se tomar a forma\u00e7\u00e3o      do engenheiro, a qual \u0096 em sua grande maioria \u0096 \u00e9 voltada, ainda,      para a c\u00e1lculos, simula\u00e7\u00f5es e projetos, caracterizando-o com um indiv\u00edduo,      acima de tudo, objetivo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a habilidade humana pode ser entendida como a capacidade de o indiv\u00edduo      interagir com outros, para formar um semelhante que respeite o seu semelhante      e a natureza (Silber e Stelnicki,1987). Este indiv\u00edduo \u00e9 consciente de suas      pr\u00f3prias atitudes, opini\u00f5es e convic\u00e7\u00f5es acerca dos outros. Ao perceber a      exist\u00eancia de outras atitudes, opini\u00f5es e convic\u00e7\u00f5es diferentes da sua, o      indiv\u00edduo \u00e9 h\u00e1bil para compreend\u00ea-las (Ma\u00f1as, 1999). <\/p>\n<p>Ao tomar consci\u00eancia da necessidade de conciliar sua habilidade t\u00e9cnica (a      de executar sua atividade espec\u00edfica) com a habilidade humana (a de desenvolver      o relacionamento humano pr\u00f3- ativo), esse profissional desenvolver\u00e1 a habilidade      conceitual, que est\u00e1 diretamente associada \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de todas      as atitudes e interesses da organiza\u00e7\u00e3o a qual pertence ou presta servi\u00e7o.      Em outras palavras, n\u00e3o basta ser bom t\u00e9cnico, se n\u00e3o for capaz de entender      de forma abrangente o sentido da atividade que est\u00e1 exercendo, por meio dessas      tr\u00eas habilidades interconectadas, como ilustra a Figura 1.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro22.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><strong><br \/>\n     Figura 1. Habilidades desejadas para o engenheiro<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Prahalad (2000), 80% das oportunidades nas grandes empresas      s\u00e3o engavetadas por que as pessoas n\u00e3o compartilham a mesma vis\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o.      Assim, a forma\u00e7\u00e3o do engenheiro dever\u00e1 estar voltada para o profissional que      pensa, planeja e executa atividades, empreendimentos, transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas      que dar\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 sua empresa, como tamb\u00e9m \u00e0 sociedade para melhorar a qualidade      de vida. Neste sentido, \u00e9 importante salientar a import\u00e2ncia do resgate da      \u00c9tica, por exemplo, para &#8211; no m\u00ednimo &#8211; preservar a vida. <\/p>\n<p>Cantanhede (1994) menciona que o profissional de tecnologia, e por extens\u00e3o      o engenheiro, precisa ter uma compreens\u00e3o exata do que seja modernidade, para      concorrer eticamente com tais mudan\u00e7as, provendo-as e, dentro do poss\u00edvel,      prevendo-as. \u00c9 o crescente acervo de conhecimento dinamicamente traduzido      em tecnologia que define, como processo de transforma\u00e7\u00e3o do mundo, a moderniza\u00e7\u00e3o.      O novo paradigma da tecnologia, em especial da engenharia, prop\u00f5e um modelo      em cont\u00ednua transforma\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Entretanto, o poder da tecnologia \u00e9 de tal ordem que muitas vezes sufoca      ou suplanta a criatividade, que sempre foi e precisa ser a grande respons\u00e1vel      pelas conquistas. <\/p>\n<p><strong>Neste caso, a engenharia deve desenvolver compet\u00eancias t\u00e9cnica e      cient\u00edfica, tais como:<\/strong> forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nas ci\u00eancias de engenharia      bastante s\u00f3lida para atuar no mercado futuro; vis\u00e3o anal\u00edtica e esp\u00edrito cr\u00edtico;      capacidade para an\u00e1lise de processos; utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas computacionais      (Souza, 1994), e dispor de habilita\u00e7\u00f5es em mensura\u00e7\u00e3o, simula\u00e7\u00e3o, experimenta\u00e7\u00e3o,      representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, decis\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m dessas compet\u00eancias, existem aquelas destinadas \u00e0s sociais,      e que est\u00e3o associadas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es humanas como:<\/strong> lideran\u00e7a, solidariedade,      capacidade de trabalho em equipe disposi\u00e7\u00e3o ao multiculturalismo e uma \u00e9tica      alicer\u00e7ada em uma forma\u00e7\u00e3o moral e cultural. <\/p>\n<p>Todos, no atual momento hist\u00f3rico, devem trazer a sua contribui\u00e7\u00e3o de criatividade      para a organiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se consegue maximizar essa contribui\u00e7\u00e3o se n\u00e3o tiver      um programa de voluntariado muito forte na \u00e1rea de qualifica\u00e7\u00e3o (Grubisich,      1997). <\/p>\n<p><strong>Clemente N\u00f3brega, em consulta \u00e0 revista Voc\u00ea s.a, menciona:<\/strong>      \u0093No futuro, a toler\u00e2ncia com funcion\u00e1rios anti\u00e9ticos ser\u00e1 zero, porque      a tend\u00eancia \u00e9 que a \u00e9tica seja cada vez mais valorizada\u0094. <\/p>\n<p><strong>O mercado de futuro vai dar muito valor \u00e0s pessoas que tenham as      melhores condi\u00e7\u00f5es sob o ponto de vista humano:<\/strong> generosidade, compaix\u00e3o,      paci\u00eancia, solidariedade, bom-humor, cortesia, honestidade, car\u00e1ter, vontade      de ajudar, confiabilidade. O ponto essencial \u00e9 quanto mais investir no indiv\u00edduo      como ser humano, maiores ser\u00e3o as oportunidades de sucesso num ambiente de      trabalho em que a capacidade de se relacionar bem ser\u00e1 uma prioridade (Bernardi,      2000). <\/p>\n<p>O futuro, como bem apontado por Longo (1992), n\u00e3o deve ser apenas competente      tecnicamente, mas ter uma consci\u00eancia cr\u00edtica capaz de atuar na transforma\u00e7\u00e3o      social.<\/p>\n<p>Em pesquisa realizada pela Revista Veja (Weinberg, 2003), encontra-se que      o recrutador, na hora da contrata\u00e7\u00e3o de um profissional, quer saber se este      apresenta criatividade, esp\u00edrito de lideran\u00e7a, iniciativa, capacidade de trabalhar      em grupo, equil\u00edbrio para lidar com a adversidade, inclina\u00e7\u00e3o para desafiar      regras, integridade pessoal e empreendedorismo. Essas coloca\u00e7\u00f5es deixam claro      que as empresas buscam profissionais mais bem formados, com n\u00edvel de adequa\u00e7\u00e3o      de informa\u00e7\u00e3o e que sejam din\u00e2micos, independentes, empreendedores, criativos      e que tenham iniciativa.<\/p>\n<p>Como pode ser notado, o presente da tecnologia envolve muito al\u00e9m da habilidade      t\u00e9cnica. Aflora, neste caso, a necessidade de o profissional de engenharia      estar inserido no contexto social em que atua e quer transformar. Este profissional,      socialmente respons\u00e1vel, est\u00e1 envolvido com a integra\u00e7\u00e3o do ser humano com      a sociedade; est\u00e1 atento \u00e0 integra\u00e7\u00e3o da tecnologia com mundo e \u00e0s conseq\u00fc\u00eancias      dos servi\u00e7os no comportamento do ser humano e daquilo que o cerca.<\/p>\n<p>O desafio que surge, ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o dos limites delimitados pelas habilidades      desejadas \u00e0 engenharia calcada na vis\u00e3o socialmente respons\u00e1vel, \u00e9 o de procurar      aspectos que o preencham em termos de atitudes por meio da busca a qual Melo      Neto e Froes (2001) denominam de Nova \u00c9tica Social, esta promovida pelo associativismo,      pela \u00eanfase \u00e0 solidariedade, prevalecendo o debate civilizat\u00f3rio, priorizando      os problemas sociais, adotando comportamentos \u00e9ticos, gerando participa\u00e7\u00e3o,      enobrecendo e revigorando o trabalho, exaltando o car\u00e1ter das pessoas, reduzindo      as desigualdades. <\/p>\n<p>Tais princ\u00edpios s\u00e3o essenciais aos respeito ao valor do ser humano, \u00e0 liberdade      de pensamento e de opini\u00e3o e ao desenvolvimento de uma consci\u00eancia voltada      para a preserva\u00e7\u00e3o da vida, visando \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa,      pautada no desenvolvimento sustent\u00e1vel e na cultura da paz. Para a engenheiro      socialmente respons\u00e1vel, tais elementos podem ter o l\u00f3cus na organiza\u00e7\u00e3o socialmente      respons\u00e1vel por meio da introdu\u00e7\u00e3o, por exemplo, da cidadania empresarial,      do desenvolvimento sustent\u00e1vel, responsabilidade socioambiental e dos impactos      dos produtos produzidos em conseq\u00fc\u00eancia, por exemplo, das atividades do engenheiro.      Tais conceitos, por sua vez, podem ser compartilhados com as Institui\u00e7\u00f5es      de Ensino durante a forma\u00e7\u00e3o desses profissionais por elementos relacionados      \u00e0 Responsabilidade Social desde exemplos de aplica\u00e7\u00e3o em disciplinas b\u00e1sicas      at\u00e9 a inser\u00e7\u00e3o de Balan\u00e7o Social nos projetos de engenharia.<\/p>\n<h4><strong>A busca da nova engenharia<\/strong><\/h4>\n<p>A lanterna de Emped\u00f3cles, hoje a laser, busca o Ser \u00c9tico. A \u00c9tica e a N\u00e3o-\u00c9tica      fazem parte da natureza humana, pois o ser humano, no seu alvorecer, ao lascar      uma pedra, criando dessa maneira a tecnologia, esta entendida como a transforma\u00e7\u00e3o      racional de algo e alguma coisa pr\u00e1tica (seja qual for), al\u00e9m de desenvolver      um instrumento de manuten\u00e7\u00e3o da vida, possibilita a cria\u00e7\u00e3o de um artefato      para a sua pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o. A \u00c9tica \u00e9 a irm\u00e3-g\u00eamea da N\u00e3o-\u00c9tica, e com      tal dicotomia o esp\u00edrito humano \u00e9 forjado entre o preservar e o destruir.      A engenharia n\u00e3o foge a regra.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o acaba sendo o registro da habilidade criativa do      ser humano, possibilitando um espa\u00e7o essencial \u00e0 engenharia na evolu\u00e7\u00e3o do      ser humano. Devido \u00e0s suas necessidades \u00e9 que surgiram as inven\u00e7\u00f5es, descobertas      de produtos e processos que revolucionaram e continuam revolucionando o mundo,      sem se preocupar muito com as conseq\u00fc\u00eancias que tais revolu\u00e7\u00f5es possam trazer      para a manuten\u00e7\u00e3o da vida neste planeta. <\/p>\n<p>Como se v\u00ea, o Benjamim Franklin tinha certa raz\u00e3o quando disse que \u0093o      homem \u00e9 um animal que fabrica instrumentos\u0094. <\/p>\n<p><strong>Aqui, poder\u00edamos escrever a partir de Franklin:<\/strong> o ser humano      \u00e9 um animal que fabrica instrumentos para transformar uma mat\u00e9ria-prima em      um determinado produto para certa finalidade, independentemente da quest\u00e3o      \u00e9tica. Note que isto, de algum modo, lembra em muito a atividade b\u00e1sica de      uma ind\u00fastria, a qual poderia ser representada pela Figura 2.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro23.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2: Processo b\u00e1sico de transforma\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A Figura 2 ilustra, de maneira bastante simplificada, o que \u00e9 singular      nas diversas fases da ind\u00fastria, quais sejam:<\/strong> do artesanato, da manufatura      e a industrial (ou mecanizada). A fase do artesanato est\u00e1 associada aos prim\u00f3rdios      da civiliza\u00e7\u00e3o, em que se produzia em pequena escala para atender pequenas      popula\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Nessa fase o agente que transformava a mat\u00e9ria-prima era o artes\u00e3o.<\/p>\n<p>Este desempenhava todas as fun\u00e7\u00f5es em um processo produtivo. J\u00e1 na fase da      manufatura, come\u00e7a a haver alguma complexidade no modo de produ\u00e7\u00e3o (observando-a      como transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima), ampliando-a e diversificando-a, procurando      atingir escalas e popula\u00e7\u00f5es maiores do que \u00e0s da fase anterior. A manufatura      caracterizava-se por reunir trabalhadores em um determinado local e na especializa\u00e7\u00e3o      do trabalho, ou seja cada trabalhador realizava uma atividade espec\u00edfica.    <\/p>\n<p>Na fase industrial entendendo-a de modo mais abrangente do que o esquematizado      na Figura 2, as m\u00e1quinas acabam substituindo o trabalho pesado do ser humano      e as pr\u00f3prias ferramentas. H\u00e1, nesta \u00faltima fase, a passagem do sistema dom\u00e9stico      para o de f\u00e1brica, a ponto de a m\u00e1quina substituir o ser humano em boa parte      do processo de transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima ao produto.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o homem-m\u00e1quina na terceira fase, conforme posta no par\u00e1grafo anterior,      \u00e9 intensificada at\u00e9 o limite em que o ser humano deixa de usar as m\u00e3os, como      agentes de transforma\u00e7\u00e3o (manufatura), para operar, dirigir, manobrar aparelhos      com certo grau de complexidade (maquinofatura).<\/p>\n<p>A passagem da manufatura para a maquinofatura, associada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie,      em larga escala, e destinada a um p\u00fablico desconhecido, caracteriza o movimento      classicamente conhecido como Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, desenvolvendo-se de tal      sorte a alterar as condi\u00e7\u00f5es anteriores, proporcionaram um crescimento produtivo      jamais visto na hist\u00f3ria da humanidade, afetando consideravelmente diversos      setores de produ\u00e7\u00e3o permitindo, entre outros, a passagem da sociedade rural      para a sociedade industrial; a mecaniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e da agricultura;      o desenvolvimento do sistema fabril; o desenvolvimento dos transportes e comunica\u00e7\u00f5es;      a expans\u00e3o do capitalismo com o conseq\u00fcente distanciamento entre ricos e pobres.    <\/p>\n<p>Apesar de esses setores terem sido incrementados na segunda metade do s\u00e9culo      XVIII, o uso generalizado dos inventos deles decorrentes ocorre no s\u00e9culo      XIX, caracterizando a primeira fase da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (~ 1760 ~ 1850).<\/p>\n<p>O aperfei\u00e7oamento de inven\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas da primeira fase; o uso de      novas fontes de energia e novos materiais em substitui\u00e7\u00e3o ao carv\u00e3o e ferro,      respectivamente; a substitui\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina a vapor; a evolu\u00e7\u00e3o nos transportes,      como as inven\u00e7\u00f5es do autom\u00f3vel e avi\u00e3o acabam tomando conta do setor produtivo      (e outros) a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX at\u00e9 o cl\u00edmax da produ\u00e7\u00e3o      em massa ser substitu\u00edda pela possibilidade da destrui\u00e7\u00e3o em massa com o advento      da bomba at\u00f4mica j\u00e1 no s\u00e9culo XX, caracterizando o que muitos denominam da      segunda fase da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (~1850 ~1945).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser um marco divis\u00f3rio no setor produtivo, o advento da industrializa\u00e7\u00e3o      em massa afetou, principalmente no Ocidente, as rela\u00e7\u00f5es de trabalho, alterando      comportamentos por meio do distanciamento das pessoas. O que era regido pelo      contato entre mentor e pupilo, come\u00e7ou a s\u00ea-lo intermediado pela m\u00e1quina,      gerando a dist\u00e2ncia da habilidade humana, para ampliar e dar lugar \u00e0 habilidade      t\u00e9cnica, ou seja a valoriza\u00e7\u00e3o de qualquer conhecimento que aprimore e valorize      a produ\u00e7\u00e3o, deixando o ser humano como elemento da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Com o surgimento da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, a habilidade t\u00e9cnica foi se tornando,      passo a passo, ais importante do que a humana a ponto de p\u00f4r em risco a pr\u00f3pria      esp\u00e9cie com o surgimento da Era At\u00f4mica. Foram criados celeumas, guerras frias      e muros de Berlim. Contudo, quando o mundo viu-se livre desses muros notou,      amargamente, que tecnologia estava distanciada, paradoxalmente, da pr\u00f3pria      habilidade t\u00e9cnica, pois o conhecimento de ponta estava nos laborat\u00f3rios,      e a aplica\u00e7\u00e3o deste, na expectativa da melhor oportunidade econ\u00f4mica. <\/p>\n<p>Com o final da guerra fria, o mundo n\u00e3o ficou dividido pela ideologia, mas      pela capacidade de gerar e absorver tecnologia (Portugal, 2000). A forma\u00e7\u00e3o      do engenheiro calcada t\u00e3o-somente na habilidade t\u00e9cnica, dando as costas para      as conseq\u00fc\u00eancias mal\u00e9ficas da produ\u00e7\u00e3o em larga escala, principalmente ao      meio ambiente, hoje, mais do nunca, precisa ser revista com o olhar s\u00f3cio-respons\u00e1vel.<\/p>\n<h4><strong>A responsabilidade necess\u00e1ria<\/strong><\/h4>\n<p>O futuro \u00e9 agora. 2001 que se apresentou, apesar de n\u00e3o ser aquele idealizado      por Stanley Kubric, esteve a\u00ed. O nosso planeta, uma nave espacial, n\u00e3o est\u00e1      sendo controlada por um rob\u00f4 sentimental, apesar de a comunica\u00e7\u00e3o, hoje em      dia, ser devido \u00e0 rede que a todos hipnotizam.<\/p>\n<p>Percebe-se que a economia mundial e a situa\u00e7\u00e3o de empregabilidade, em um      futuro em curto prazo, depender\u00e3o do alto n\u00edvel da habilidade e criatividade      associada \u00e0 tecnologia para realizar novas id\u00e9ias (Massberg, 1997). Por outro      lado, os t\u00e9cnicos, os engenheiros s\u00e3o chamados para responder a demanda de      mercado por meio da cria\u00e7\u00e3o de novos produtos, processos com altos valores      agregados. Os produtos, por si, devem ser analisados criticamente a respeito      de sua funcionabilidade, aceitabilidade ambiental ao longo de sua vida, incluindo      a reciclagem e a deposi\u00e7\u00e3o de rejeitos. Os profissionais de engenharia devem      ser preparados para desenvolverem produtos e\/ou processos eficientes e inovativos.<\/p>\n<p>Os especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes na vis\u00e3o de que, para identificar as empresas      que estar\u00e3o presentes e atuantes no mercado nos pr\u00f3ximos anos, com certeza,      precisa-se olhar quais delas s\u00e3o criativas e ousadas por sua capacidade de      transformar id\u00e9ias em solu\u00e7\u00f5es, resolver problemas, apresentar resultados,      construir, inovar. Os profissionais criativos ser\u00e3o disputados mais do que      nunca pelo mercado, pois eles far\u00e3o a diferen\u00e7a em um cen\u00e1rio onde ser\u00e1 preciso      compet\u00eancia, coragem e, acima de tudo, grandes id\u00e9ias. As organiza\u00e7\u00f5es precisam      investir no ser humano, seu capital real, treinando-o e potencializando o      seu talento (Soares, 1997).<\/p>\n<p>Aqui \u00e9 importante resgatar o pensamento de Tarali (1995), do qual se extrai      que a criatividade e qualidade n\u00e3o bastam no mundo de hoje. \u00c9 preciso ir al\u00e9m,      \u00e9 preciso inovar e isto n\u00e3o apenas naqueles setores mais sofisticados. Torna-se      necess\u00e1rio inovar nos produtos do dia-a-dia, que se encontram nas g\u00f4ndolas      do supermercado, nos balc\u00f5es das farm\u00e1cias. <\/p>\n<p>Do melhoramento de sementes \u00e0s vacinas, dos tecidos ao a\u00e7o e aos pl\u00e1sticos      especiais, h\u00e1 um leque amplo de ind\u00fastrias que precisam crescer e aprimorar.      Inova\u00e7\u00e3o significa, antes de tudo, capacita\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica. Contudo,      Tarali acabou esquecendo de mencionar o pre\u00e7o disso tudo, principalmente o      socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p>No contexto que se apresenta o clarear deste mil\u00eanio, torna-se, portanto,      urgente despertar a responsabilidade da engenharia para o real progresso tecnol\u00f3gico      sem hipocrisia e demagogia, salientando de que se trata de uma evolu\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria,      oposta ao apego ao antigo e a qualidade estanque das coisas. Esse interesse      aparece quando se chega a compreender que a produtividade deve ser melhorada      continuamente, sendo necess\u00e1rias novas solu\u00e7\u00f5es para que isso aconte\u00e7a. \u00c9      preciso empenhar-se para descobrir tais solu\u00e7\u00f5es, adaptando-as com discernimento      e, chegado o momento, adot\u00e1-las, melhor\u00e1-las para, finalmente, super\u00e1-las.    <\/p>\n<p>Um ensino moderno de tecnologia, incluindo o de engenharia, tem de reduzir      os obst\u00e1culos que travam o progresso, abandonando a rotina, desprendendo-se      da ignor\u00e2ncia, al\u00e9m de fomentar a curiosidade por tudo o que \u00e9 novo, infundir      o sentido da diversidade de solu\u00e7\u00f5es, treinar as intelig\u00eancias para a criatividade,      estimular a imagina\u00e7\u00e3o, educar o esp\u00edrito cr\u00edtico (Canongo e Ducel, 1973),      sem, contudo, negligenciar a habilidade humana de interagir positivamente      e proativamente com o meio que o cerca, baseada &#8211; sobretudo &#8211; na \u00e9tica. <\/p>\n<p>A engenharia socialmente respons\u00e1vel cultiva a curiosidade na medida em que      indaga novas solu\u00e7\u00f5es a partir de uma id\u00e9ia original que \u00e9 freq\u00fcentemente      o ponto de partida de uma nova orienta\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de um novo      produto, de uma nova inven\u00e7\u00e3o, da produ\u00e7\u00e3o industrial, nas etapas de concep\u00e7\u00e3o,      fabrica\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do mercado. Ser curioso significa ser \u00e1vido por informa\u00e7\u00f5es      confi\u00e1veis. A responsabilidade est\u00e1 no cont\u00ednuo aprender a aprender, problematizando      e contextualizando o conhecimento.<\/p>\n<h4><strong>A \u00e9tica t\u00e9cnica<\/strong><\/h4>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 fronteiras, entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande,      para o ser humano. Contudo, segundo Hume, a humanidade \u00e9 mais ou menos a mesma      em todas as \u00e9pocas e lugares. Entretanto, o mundo atual tendeu para uma supervaloriza\u00e7\u00e3o      do dinheiro, para uma superestima ao poder e para a incerteza sobre as condutas,      dilapidando princ\u00edpios morais, diante dessas maiores evid\u00eancias de conveni\u00eancia      e ego\u00edsmo acentuado, mas nada disto altera a ess\u00eancia da virtude nem a doutrina      \u00e9tica em seus axiomas (Robbins, 1996). <\/p>\n<p>A emerg\u00eancia de uma exig\u00eancia \u00e9tica nas organiza\u00e7\u00f5es faz precisamente com      que as responsabilidades pol\u00edtica, c\u00edvica, ecol\u00f3gica e ps\u00edquica sejam cada      vez mais asseguradas, n\u00e3o porque o dinamismo da organiza\u00e7\u00e3o exige, mas porque      \u00e9 imposs\u00edvel, a quem quer que seja, ignor\u00e1- las, sob o risco de ver triunfar      unicamente o cinismo perverso (Enriquez, 1997).<\/p>\n<p>Sob este aspecto, \u00e9 importante resgatar o ensinamento de Leisinger e Schmitt      (2001) em que mencionam que n\u00e3o existe apenas a aus\u00eancia de moral nas empresas,      sob a forma de Ass\u00e9dio Moral, persegui\u00e7\u00e3o inescrupulosa, busca do conforto      e conserva\u00e7\u00e3o do poder, corrup\u00e7\u00e3o e nepotismo, mas tamb\u00e9m mediocridade de      intelig\u00eancia, insuficiente disciplina e deficientes habilidades t\u00e9cnicas.      H\u00e1, como apontado por Arruda et al. (1996), uma mentalidade bastante difundida      no mundo empresarial, por exemplo, de que a ci\u00eancia e a t\u00e9cnica seriam totalmente      estranhas \u00e0s verdades \u00faltimas referentes ao homem e \u00e0 sua vida, servindo apenas      de instrumentos de qualifica\u00e7\u00e3o profissional. E este \u00e9 um paradigma a ser      mudado, pois a ci\u00eancia e a tecnologia da engenharia enquanto habilidades t\u00e9cnicas      est\u00e3o no contexto da habilidade conceitual, que \u00e9 de suma import\u00e2ncia para      as organiza\u00e7\u00f5es, quais sejam elas. Ignorar isto \u00e9 viver no passado, obstru\u00eddo      pela cegueira da ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A \u00e9tica t\u00e9cnica no presente deve aceitar a \u00e9tica n\u00e3o-t\u00e9cnica, ou seja os      n\u00e3o-t\u00e9cnicos precisam ser ouvidos no momento da defini\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o de      uma ind\u00fastria, por exemplo. A \u00e9tica do conhecimento, segundo Calame (1995),      deve somar-se a uma \u00e9tica de sobreviv\u00eancia e do desenvolvimento, que hierarquize      as pesquisas a empreender em fun\u00e7\u00e3o dos objetivos ainda maiores da humanidade      e forne\u00e7a um c\u00f3digo de comportamento de governos, e uma \u00e9tica da tradi\u00e7\u00e3o      que nos obrigue a interrogarmos sobre os riscos de uma pesquisa, por exemplo,      perturbe a sociedade. Seria necess\u00e1rio criar din\u00e2micas conjuntas de pesquisa      e de a\u00e7\u00e3o, que associassem pesquisadores e n\u00e3o-pesquisadores em torno de objetivos      concretos.<\/p>\n<p>Ao questionar a conseq\u00fc\u00eancia de uma tecnologia, aflora o impacto \u00e9tico cujo      pressuposto b\u00e1sico est\u00e1 no &#8220;Direito de Saber\u0094, o qual rompe a divisa      mal\u00e9fica entre o conhecimento e a ignor\u00e2ncia, esta entendida pela falta de      informa\u00e7\u00e3o. Saliente-se que usar do conhecimento para fazer algo desconhecido      \u00e9 anti\u00e9tico, pois fere valores b\u00e1sicos da conduta humana, principalmente os      da honestidade, da responsabilidade e da confian\u00e7a.<\/p>\n<h4><strong>Responsabilidade social empresarial<\/strong><\/h4>\n<p>A recente preocupa\u00e7\u00e3o pela \u00c9tica, e de um modo mais focalizado pela \u00c9tica      nas Empresas, pode ser considerada uma imposi\u00e7\u00e3o decorrente da ru\u00edna dos sistemas      de valores criados e cultivados pelo modernismo, desaparecendo a confian\u00e7a      cega na t\u00e9cnica e no progresso sem limites (Migliaccio Filho, 1994). Para      construir um novo ser humano, a empresa deve se tornar cidad\u00e3, ou seja, conduzir      a\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am a inscri\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos no interior do corpo social.      A empresa tamb\u00e9m est\u00e1 obrigada \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o ou \u00e0 solidariedade para com as      pessoas, isto \u00e9, al\u00e9m do seu pr\u00f3prio interesse, ela deve tamb\u00e9m buscar o bem      comum (Leisinger e Schmitt, 2001).<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos emp\u00edricos mostram que as empresas que ap\u00f3iam suas estrat\u00e9gias      de neg\u00f3cios em fundamentos \u00e9ticos s\u00f3lidos possuem mais potencial de lucros      que as unicamente voltadas a alcan\u00e7ar esses lucros (Arruda, 1989). Um estudo      feito com as 500 maiores empresas de capital aberto dos EUA, mencionado por      Ferrel et al. (2001), mostrou que aquelas que assumem compromisso com conduta      \u00e9tica ou enfatizam o cumprimento do seu c\u00f3digo de \u00e9tica t\u00eam melhor desempenho      financeiro. Esses resultados fornecem prova robusta de que o interesse das      empresas por conduta \u00e9tica est\u00e1 se tornando parte do seu planejamento estrat\u00e9gico      para obter rentabilidade m\u00e1xima. <\/p>\n<p>A cidadania \u00e9tica est\u00e1 positivamente ligada ao retorno de investimentos,      ao retorno dos ativos e ao crescimento de vendas. Muitos acionistas querem      investir em companhias que tenham fortes programas \u00e9ticos, sejam socialmente      interessadas e tenham uma s\u00f3lida reputa\u00e7\u00e3o. Como bem posto por Arruda (1989),      a \u00c9tica significa a sobreviv\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es, na qual o engenheiro pode      atuar de modo transformador aliando t\u00e9cnica \u00e0 vis\u00e3o humanista. Para tanto      \u00e9 poss\u00edvel lan\u00e7ar m\u00e3o de princ\u00edpios relativos \u00e0 Responsabilidade Social e,      devido \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do engenheiro estar ligada tamb\u00e9m \u00e0s empresas, exercendo      cargos de lideran\u00e7a, \u00e9 fundamental o conhecimento da Responsabilidade Social      Empresarial.<\/p>\n<p>Neste aspecto, pode-se escrever que a pedra fundamental para o estudo do      assunto de Responsabilidade Social, de acordo com Oliveira (2002), foi o lan\u00e7amento      do livro Responsabilities of businessman, em 1953, de Howard Bowen. Bowen      (1957) define Responsabilidade Social como as obriga\u00e7\u00f5es dos homens de neg\u00f3cio      de adotar orienta\u00e7\u00f5es, tomar decis\u00f5es e seguir linhas de a\u00e7\u00e3o que sejam compat\u00edveis      com os fins e valores de nossa sociedade. <\/p>\n<p>Contudo, houve per\u00edodo na conceitua\u00e7\u00e3o de Responsabilidade Social em que      estudiosos, como Milton Friedman, defendiam que cabiam ao governo, igrejas,      sindicatos os suprimentos das necessidades comunit\u00e1rias por meio de a\u00e7\u00f5es      sociais organizadas, e n\u00e3o \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es, as quais precisavam satisfazer      seus acionistas (Louren\u00e7o e Sch\u00f6rder, 2003); ou seja \u0093o neg\u00f3cio do neg\u00f3cio      \u00e9 o neg\u00f3cio\u0094. Contrariamente a autores como Friedman e mais perto da      conceitua\u00e7\u00e3o de Bowen, Melo Neto e Froes (1999) defendem que a Responsabilidade      Social de uma empresa consiste na sua decis\u00e3o de participar mais diretamente      nas a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias na regi\u00e3o em que est\u00e1 presente e minorar poss\u00edveis      danos ambientais decorrentes de sua atividade. <\/p>\n<p>Por outro lado, segundo (Miranda, 2002), a Responsabilidade Social \u00e9 um modelo      de gest\u00e3o que vai muito al\u00e9m da lei e da simples filantropia, mesmo porque      \u0096 como encontrado em Toldo (2002) \u0096 h\u00e1 empresas que realizam a\u00e7\u00f5es      informais consideradas como necess\u00e1rias por seu dirigente, sem distinguir      filantropia de responsabilidade social. <\/p>\n<p>Uma empresa n\u00e3o pode considerar-se socialmente respons\u00e1vel somente por cumprir      benef\u00edcios legais, como a distribui\u00e7\u00e3o de vale-transporte, creche para filhos      dos funcion\u00e1rios etc. (Miranda, 2002). A empresa socialmente respons\u00e1vel deve      ir al\u00e9m desses limites impostos pela legisla\u00e7\u00e3o. Essa postura tamb\u00e9m \u00e9 sustentada      por F\u00e9lix (2003) quando menciona que ser socialmente respons\u00e1vel n\u00e3o significa      respeitar e cumprir devidamente as obriga\u00e7\u00f5es legais, mas, sim, o fato de      as empresas, por meio de seus trabalhadores e de todos os seus interlocutores,      irem al\u00e9m das suas obriga\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao capital humano, ao meio ambiente      e \u00e0 comunidade por perceberem que o bem-estar deles reflete no seu bem-estar.      Bueno et. al (2002) consideram que a Responsabilidade Social \u00e9 um valor a      ser incorporado pela cultura da empresa, na qual a \u00e9tica \u00e9 a base da rela\u00e7\u00e3o      com todos os seus p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Por meio desse r\u00e1pido apanhado sobre Responsabilidade Social Empresarial      (RSE), os seguintes aspectos s\u00e3o observados:<\/strong> econ\u00f4mico, legal, \u00e9tico      e filantr\u00f3pico. <\/p>\n<p>Essas caracter\u00edsticas estruturam o modelo de Carroll (1979), para o qual      a responsabilidade social dos neg\u00f3cios engloba as expectativas econ\u00f4micas,      legais, \u00e9ticas e discricion\u00e1rias que a sociedade tem da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Carroll (1979) representou o seu modelo para RSE na pir\u00e2mide da responsabilidade      social corporativa (Figura 1).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro24.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><br \/>\n<strong>Figura 3. Pir\u00e2mide da RSE de Carroll. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Na estrutura ilustrada na Figura 3, a RSE \u00e9 vista sob diversos padr\u00f5es      de responsabilidades:<\/strong> econ\u00f4mica, legal, \u00e9tica e filantr\u00f3pica, as      quais surgem da expectativa da sociedade, da base para o topo da pir\u00e2mide,      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Tais responsabilidades s\u00e3o assim descritas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Responsabilidade econ\u00f4mica.<\/strong> A sociedade espera que os        neg\u00f3cios realizem lucros. Os neg\u00f3cios t\u00eam uma responsabilidade de natureza        econ\u00f4mica, pois, primeiramente, a institui\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios \u00e9 a unidade econ\u00f4mica        b\u00e1sica da nossa sociedade, e como tal tem a responsabilidade de produzir        bens e servi\u00e7os que a sociedade deseja e vend\u00ea-los com lucro.<strong><br \/>\n       Responsabilidade legal.<\/strong> A sociedade espera que os neg\u00f3cios obede\u00e7am        \u00e0s Leis, para ter acesso a produtos que tenham padr\u00f5es de seguran\u00e7a e obede\u00e7am        a regulamenta\u00e7\u00f5es ambientais estabelecidas pelo governo. Lembrando que Leis        adv\u00eam de processos de pol\u00edticas p\u00fablicas e formam o ambiente legal e institucional        no qual os neg\u00f3cios operam.<strong><br \/>\n       Responsabilidade \u00e9tica<\/strong>. A sociedade espera que as tomadas de decis\u00f5es        por parte das empresas sejam resultados de an\u00e1lise e reflex\u00e3o \u00e9tica, exigindo        que as tomadas de decis\u00f5es sejam feitas considerando-se os efeitos das a\u00e7\u00f5es,        honrando o direito dos outros, cumprindo deveres e evitando prejudicar o        outro. Esta responsabilidade tamb\u00e9m inclui a procura da justi\u00e7a e equil\u00edbrio        nos interesses dos stakeholders.<strong><br \/>\n       Responsabilidade filantr\u00f3pica.<\/strong> A sociedade espera que a empresa        contribua com recursos para a comunidade, visando a melhoria da qualidade        de vida. A filantropia empresarial consiste nas a\u00e7\u00f5es discricion\u00e1rias tomadas        pela administra\u00e7\u00e3o das empresas em resposta \u00e0s expectativas sociais, e representa        os pap\u00e9is volunt\u00e1rios que os neg\u00f3cios assumem onde a sociedade n\u00e3o prov\u00ea        uma expectativa clara e precisa como nos outros componentes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Carroll (1979) destaca que as dimens\u00f5es apresentadas na Figura 1 n\u00e3o implicam      uma seq\u00fc\u00eancia ou est\u00e1gios de desenvolvimento da RSE. Contudo, podemos vislumbrar      na sua proposta a possibilidade de as empresas atenderem as necessidades dos      stakeholders, principalmente \u00e0s dos atores que dependem dos resultados produtivos      e das a\u00e7\u00f5es sociais das organiza\u00e7\u00f5es. Para tais atores, \u00e9 fundamental o produto      de qualidade, produzido com seguran\u00e7a sem que haja degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente,      com respeito aos colaboradores (l\u00ea-se empregados), dentro de comportamento      \u00e9tico e seguindo a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do lucro, apesar de fundamental para a empresa, fica em plano secund\u00e1rio      nas expectativas do p\u00fablico em geral, mesmo porque o alcance da responsabilidade      social, de acordo com Dias e Duarte (citados por Oliveira, 2002), n\u00e3o se limita      aos interesses dos acionistas; ultrapassa os \u00e2mbitos legais, envolvendo obriga\u00e7\u00f5es      morais ditadas pela \u00e9tica, adequando as empresas \u00e0s demandas sociais mais      atuantes e exigentes.<\/p>\n<h4><strong>O engenheiro socialmente respons\u00e1vel<\/strong><\/h4>\n<p>O engenheiro \u00e9 part\u00edcipe da organiza\u00e7\u00e3o e diretamente respons\u00e1vel por diversos      n\u00edveis de Responsabilidade. N\u00e3o se pode mais v\u00ea-lo como um projetista ou um      gerente de produ\u00e7\u00e3o. Este profissional deve estar plenamente c\u00f4nscio de suas      a\u00e7\u00f5es pessoais e profissionais. Torna-se evidente, portanto, que a forma\u00e7\u00e3o      do engenheiro n\u00e3o deve ser pautada t\u00e3o-somente na t\u00e9cnica. Este profissional      deve desenvolver habilidades como aquelas ilustradas na Figura 1. O futuro      engenheiro, al\u00e9m de estar em sintonia e concord\u00e2ncia com as cren\u00e7as, valores,      miss\u00e3o e vis\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o a qual pertence, tamb\u00e9m deve estar atento que      as conseq\u00fc\u00eancias de sua a\u00e7\u00e3o profissional afeta a todos os stakeholders. <\/p>\n<p><strong>Desse modo, a sociedade acaba por esperar as seguintes caracter\u00edsticas      do engenheiro:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A consci\u00eancia de que a\u00e7\u00f5es pessoais, t\u00e9cnicas e gerenciais afetam a vida        das pessoas e do meio que as cerca (direta e indiretamente). <br \/>\n       Desenvolvimento e aprimoramento de valores morais, pois somente a determina\u00e7\u00e3o        das pessoas de agir com \u00e9tica pode garantir o comportamento \u00e9tico de uma        organiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       Conhecimento da Lei (trabalhista, ambiental) e de normas reguladoras (Responsible        Care\u00ae, IS0s 9000 e 14000, SA8000).<br \/>\n       Envolvimento pr\u00f3-ativo na comunidade, usando ou n\u00e3o, as suas habilidades        t\u00e9cnicas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Desta maneira, pode-se propor um modelo, conforme ilustra a Figura 4, no      qual se resume a expectativa da sociedade em rela\u00e7\u00e3o ao engenheiro, tendo      como base as habilidades necess\u00e1rias para o seu desempenho profissional (Figura      1) em conson\u00e2ncia com a Responsabilidade Social inerente \u00e0 sua profiss\u00e3o,      inspirado no modelo de Carrol, representado na Figura 3.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro26.jpg\" alt=\"Dia do Engenheiro\" title=\"Dia do Engenheiro\" \/><br \/>\n     Figura 4. O engenheiro socialmente respons\u00e1vel\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A partir da Figura 4, pode-se tra\u00e7ar as seguintes expectativas da      sociedade para com o engenheiro socialmente mente respons\u00e1vel: <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Responsabilidade econ\u00f4mica.<\/strong> A sociedade espera que o profissional        receba o que \u00e9 justo. Responsabilidade t\u00e9cnica. A sociedade espera que o        profissional seja capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias,        estimulando a sua atua\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e criativa na identifica\u00e7\u00e3o e resolu\u00e7\u00e3o        de problemas, considerando seus aspectos pol\u00edticos, sociais, ambientais        e culturais, com vis\u00e3o \u00e9tica e human\u00edstica, em atendimento \u00e0s demandas da        sociedade.<strong><br \/>\n       Responsabilidade legal.<\/strong> A sociedade espera que as atividades desse        profissional produzam servi\u00e7os (processos e\/ou produtos) que tenham padr\u00f5es        de seguran\u00e7a e obede\u00e7am as leis trabalhistas, ambientais estabelecidas pelo        governo.<strong><br \/>\n       Responsabilidade \u00e9tica.<\/strong> A sociedade espera que as tomadas de decis\u00f5es        por parte desse profissional seja resultados da an\u00e1lise e reflex\u00e3o \u00e9tica,        exigindo que as tomadas de decis\u00f5es sejam feitas considerando-se os efeitos        das a\u00e7\u00f5es, honrando o direito dos outros, cumprindo deveres e evitando prejudicar        o outro interno e externo \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, fundamentado no respeito aos valores        morais.<strong><br \/>\n       Responsabilidade social.<\/strong> A sociedade espera que esse profissional,        enquanto dotado de decis\u00e3o estrat\u00e9gica na empresa, fa\u00e7a-a contribuir com        recursos para a comunidade, visando a melhoria da qualidade de vida. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A partir do instante em que o engenheiro esteja ciente de sua responsabilidade      social, as suas a\u00e7\u00f5es tornam-se pr\u00f3-ativas dentro da sua organiza\u00e7\u00e3o, principalmente      quando esse profissional se v\u00ea em cargos de decis\u00f5es Em sendo assim, a pr\u00f3pria      empresa absorve as habilidades de seus gestores. Verifica-se, ao se perceber      a Figura 4, a necessidade b\u00e1sica de contextualizar a necessidade da humaniza\u00e7\u00e3o      do engenheiro, assim como da pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o, compreendendo a import\u00e2ncia      das naturezas t\u00e9cnica e econ\u00f4mica nos processos produtivos e, principalmente,      de tomada de decis\u00e3o. <\/p>\n<p>Nesse sentido, a RS, em particular a empresarial, \u00e9 vista como uma oportunidade      de gest\u00e3o que possibilita mudan\u00e7as construtiva e pr\u00f3-ativa na cultura das      empresas, bem como da pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o do engenheiro. \u00c9 importante ressaltar      que a responsabilidade \u00e9tica da engenharia nasce da reflex\u00e3o sobre \u00e9tica em      si, vendo-a como o certo e o errado, podendo-se considerar anti\u00e9tico tudo      aquilo que pode causar algum tipo de mal ou dano \u00e0s pessoas e ao meio que      as cerca, tirando-as do lugar c\u00f4modo de centro do mundo, para dele fazerem      parte, bem como lhe imputando a responsabilidade de preservarem a vida, em      toda a sua extens\u00e3o, seja dentro de uma organiza\u00e7\u00e3o seja fora dela.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caso Her\u00e1clito estivesse vivo, ele estaria sentado em uma pedra,      co\u00e7ando a barba e se perguntando:<\/strong> U\u00e9! Cad\u00ea o rio? <\/p>\n<p><strong>Bill Gates apareceria e responderia:<\/strong> Voc\u00ea n\u00e3o o v\u00ea? Ele      \u00e9 virtual. <\/p>\n<p>Nesse sentido toda mudan\u00e7a social, em diversos graus de complexidade, vem      sendo acompanhada efetivamente por mudan\u00e7as e\/ou avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, influenciando-se      mutuamente. Como conseq\u00fc\u00eancia, surgem diversas habilidades, dentre as quais      est\u00e3o a habilidade t\u00e9cnica e a habilidade humana.<\/p>\n<p>A engenharia vem oferecendo um grande avan\u00e7o tecnol\u00f3gico \u00e0 sociedade, sendo      dif\u00edcil visualizar a vida moderna sem tal evolu\u00e7\u00e3o. Contudo, como apontado      por Eco (2003), o problema \u00e9 que a acelera\u00e7\u00e3o dos processos inovadores cada      vez mais deixar\u00e1 na mis\u00e9ria categorias inteiras e a inova\u00e7\u00e3o resultar\u00e1 sempre      e somente em desemprego. Cabe, portanto, \u00e0 engenharia ficar atenta \u0096      tamb\u00e9m \u0096 as quest\u00f5es as quais at\u00e9 um passado recente, n\u00e3o lhes dizia      respeito. Neste caso, a engenharia socialmente respons\u00e1vel n\u00e3o est\u00e1 centrada      t\u00e3o-somente na compreens\u00e3o e no dom\u00ednio da sua habilidade t\u00e9cnica, mas amplia-se      nas m\u00e3os do novo engenheiro para ser inerente ao sistema, compreendendo-o      como inter-rela\u00e7\u00f5es entre as diversas \u00e1reas do conhecimento, ajudando a integr\u00e1-las      para o bem comum.<\/p>\n<p>Em sendo assim, a Responsabilidade Social pode ser pensada como um caminho      de gest\u00e3o a ser avaliado com serenidade e seriedade, pois as organiza\u00e7\u00f5es      s\u00e3o feitas por pessoas em que os resultados de suas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o refletem t\u00e3o-somente      nelas pr\u00f3prias. Em sendo assim, tanto as organiza\u00e7\u00f5es quanto as pessoas diretamente      relacionadas a elas e detentoras de decis\u00f5es que p\u00f5e em risco a vida neste      planeta, devem ser socialmente respons\u00e1veis. Entre tais profissionais, os      engenheiros podem exercer pap\u00e9is cruciais. <\/p>\n<p>Apesar de os c\u00f3digos de \u00e9tica apontarem na dire\u00e7\u00e3o certa, n\u00e3o se pode deixar      enganar e nem tapar o sol com a peneira, mesmo por que h\u00e1 muito discurso e      pouca pr\u00e1tica. Um exemplo cl\u00e1ssico foi e \u00e9 Protocolo do Kyoto, o qual pretende      regulamentar a emiss\u00e3o na atmosfera, apesar de o efeito estufa j\u00e1 estar previsto      havia quase 100 anos. Os EUA n\u00e3o se mostraram dispostos, at\u00e9 ent\u00e3o, em cumprir      o compromisso de Kyoto, que os obrigaria a reduzir suas emiss\u00f5es atuais em      uns 20% (os 7% que aceitaram no Jap\u00e3o, mais o aumento a partir de 1990). <\/p>\n<p>Isso significaria emitir menos 280 milh\u00f5es de toneladas de carbono por ano.      A um custo de US$ 100 anuais por tonelada a reduzir, a conta anual chegaria      quase a US$ 30 bilh\u00f5es &#8211; sem falar em problemas de competitividade com altera\u00e7\u00f5es      nos custos de produ\u00e7\u00e3o. Esse mesmo pa\u00eds promulgou, em decorr\u00eancia do aumento      de res\u00edduos t\u00f3xicos no ar e na \u00e1gua, v\u00e1rias leis, como a Clean Air Act (1970)      que estabelece a qualidade do ar; Federal Water Pollution Control Act (1972),      elaborada para prevenir, reduzir ou eliminar a polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas; Toxic Substances      Control Act (1976), que exige a realiza\u00e7\u00e3o de testes e restringe o uso de      certas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, para proteger a sa\u00fade humana e o meio ambiente.<\/p>\n<p>Ou seja adota uma \u00e9tica caseira a ponto de ser uma \u0093\u00e9tica hip\u00f3crita\u0094,      desrespeitando \u00e0 da conviv\u00eancia global em favor dos pr\u00f3prios valores econ\u00f4micos.    <\/p>\n<p>Este \u00e9 s\u00f3 um exemplo de impacto \u00e9tico que transcende a quest\u00e3o puramente      t\u00e9cnica e econ\u00f4mica que s\u00e3o, sem d\u00favidas, importantes, mas n\u00e3o definitivas,      pois se deve &#8211; principalmente &#8211; considerar o pilar \u00e9tico da conserva\u00e7\u00e3o da      vida. Neste sentido pode-se afirmar que a \u00e9tica na engenharia n\u00e3o \u00e9 restrita      \u00e0 t\u00e9cnica. N\u00e3o basta simplesmente desenvolver produtos e\/ou processos que      minimizem a polui\u00e7\u00e3o do meio ambiente, por exemplo. N\u00e3o basta ser t\u00e9cnico,      tem de ser humano para entender as suas necessidades b\u00e1sicas de sobreviv\u00eancia.    <\/p>\n<p>Aqui, \u00e9 poss\u00edvel tomar a reflex\u00e3o de Lima (1999) que diz que \u00e9 preciso ser      \u00e9tico porque a coletividade busca a melhoria cont\u00ednua, que s\u00f3 \u00e9 obtida mediante      um comportamento sadio e construtivo. \u00c9 preciso ser \u00e9tico para refletir no      pr\u00f3ximo uma conduta normal e sadia, que busque sempre elevar os valores humanos.      Ser \u00e9tico significa ter consci\u00eancia dos procedimentos permitidos e refutados      pela sociedade, dando exemplo de conduta positiva.<\/p>\n<p>Pelo apresentado neste trabalho, n\u00e3o basta, pois, desenvolver t\u00e9cnica para      resolver problemas t\u00e9cnicos, ainda que afetem o ser humano, para atender apenas      o lucro parasit\u00e1rio de algumas organiza\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso ter a \u00e9tica t\u00e9cnica      para fomentar a reflex\u00e3o humanista e preservando-se dos dilemas e, neste caso,      confiando em um princ\u00edpio de justi\u00e7a. Neste caso, pode-se salientar que a      diferen\u00e7a entre t\u00e9cnica e \u00e9tica t\u00e9cnica \u00e9 que a primeira se esgota em si mesma,      n\u00e3o justificando qualquer efeito \u00e9tico. J\u00e1 a \u00e9tica t\u00e9cnica visa o bem e o      bom sem prescindir, por sua vez, da t\u00e9cnica, pois sem isso n\u00e3o teria fun\u00e7\u00e3o      humana. Em suma, a \u00e9tica t\u00e9cnica tem consci\u00eancia do \u00eaxito t\u00e9cnico-cient\u00edfico,      incluindo o econ\u00f4mico. A diferen\u00e7a entre uma e outra est\u00e1 no alcance do pensar      e do agir de cada uma.<\/p>\n<p>Leisinger e Schmitt (2001) nos chamam muito a aten\u00e7\u00e3o quando mencionam que,      como \u00e9 a vida econ\u00f4mica que confere a nossas sociedades a sua marca e a sua      estrutura, as organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam uma imensa responsabilidade cultural \u00e9tica,      cujo elemento essencial se encontra em uma sociedade mais humana &#8211; uma consci\u00eancia      de que os valores \u00e9ticos s\u00e3o mais elevados. <\/p>\n<p>Uma vez que s\u00f3 uma sociedade que busca os objetivos \u00e9ticos pode participar      em plena medida do progresso material e controlar seus perigos, as empresas      possuem imensa responsabilidade de preservar a moral da sociedade por meio      do seu pr\u00f3prio exemplo. Tanto para a sociedade, como tamb\u00e9m para as pr\u00f3prias      empresas, sua contribui\u00e7\u00e3o para a paz e a justi\u00e7a social \u00e9 importante, porque      isto acarreta a fidelidade contratual e a honradez. <\/p>\n<p>O mil\u00eanio que se inicia, principalmente depois de 11 de setembro de 2001,      nos mostra a necessidade da compreens\u00e3o do que \u00e9 ser humano. O imp\u00e9rio do      fanatismo, qualquer que seja ele, n\u00e3o pode continuar sobrepondo \u00e0 \u00c9tica. Conforme      nos alerta Enriquez (1997), os seres humanos e sociais n\u00e3o s\u00e3o somente respons\u00e1veis      frente \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras pelo peso de suas a\u00e7\u00f5es presentes, mas tamb\u00e9m pela      maneira como eles tratam o passado, como eles registram a hist\u00f3ria, a aceitam      e a deformam.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o adianta estar sensibilizado e mesmo conhecer fundamentos de \u00c9tica,      aumentando pressuposta erudi\u00e7\u00e3o. O desafio, em si, \u00e9 exerc\u00ea-la como parte      integrante e decis\u00f3ria da t\u00e9cnica, pois foram necess\u00e1rios 20 mil anos para      a humanidade absorver a Revolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola, 250 anos para absorver a Revolu\u00e7\u00e3o      Industrial. Atualmente, a humanidade absorve na mesma gera\u00e7\u00e3o os resultados      de qualquer Revolu\u00e7\u00e3o em curso&#8230; e ainda repousa nos bra\u00e7os de Hume sempre      \u00e0 espera que o rio da Hist\u00f3ria de Her\u00e1clito n\u00e3o se repita.<\/p>\n<p><strong>Marco Aur\u00e9lio Cremasco<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>Arruda, M.C.C. (1989). A \u00e9tica nos neg\u00f3cios. Revista de Administra\u00e7\u00e3o      de Empresas. S\u00e3o Paulo, v.29, n. 3, p. 73..<br \/>\n     Arruda, M.C.C.; Uono, A.; Allegrini, J. (1996), Os padr\u00f5es \u00e9ticos da propaganda      na Am\u00e9rica Latina. Revista de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas, v. 36, n. 1, p. 21.<br \/>\n     Bernardi, M.A. (2000), Voc\u00ea ter\u00e1 lugar no futuro? In: Voc\u00ea s.a. n.26, Ano      3.<br \/>\n     Bowen, H.R. (1997). Responsabilidades sociais dos homens de neg\u00f3cio. Rio de      Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira.<br \/>\n     Bueno, E.L., Serpa, P.T., Sena, R.B., Oliveira, R.J.B., Soeiros, S. (2002).      A responsabilidade social e o papel da comunica\u00e7\u00e3o. Responsabilidade Social      das Empresas. S\u00e3o Paulo: Editora Funda\u00e7\u00e3oPeir\u00f3polis, .273.<br \/>\n     Calame, P. (1995), Defesa de uma redistribui\u00e7\u00e3o dos saberes. Ci\u00eancia e tecnologia      hoje. Trad. R. L.Ferreira. S\u00e3o Paulo: Editora Ensaio.<br \/>\n     Canonge, F.; Ducel, R. (1073), La educacion tecnica. Trad. L\u00eda Saltz. Buenos      Aires: Editorial Paidos.<br \/>\n     Cantanhede, O(1994), O engenheiro criativo. Anais do XXII Congresso Brasileiro      de Ensino de Engenharia, Porto Alegre, p. 671.<br \/>\n     Carroll, A.B. (1979). A three-dimensional conceptual model of corporate performance.      Academy of Menagement Review, 4, 497.<br \/>\n     Enriquez, E.(1997). Os desafios \u00e9ticos nas organiza\u00e7\u00f5es modernas. Revista      de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas. S\u00e3o Paulo, 37, 2, 6.<br \/>\n     F\u00e9lix, L.F.F. (2002) O ciclo virtuoso do desenvolvimento respons\u00e1vel. Responsabilidade      Social das Empresas. V.2, S\u00e3o Paulo: Editora Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis, p.13.<br \/>\n     Ferrell, O.C.; Fraedrich, J.; Ferrel, L. (2001). \u00c9tica Empresarial. 4a. Ed.      Trad. R. Jungmann. Rio de Janeiro: Reichmann &amp; Affonso Editores.<br \/>\n     Grubisich, J.C. (1997), Uma voz no fim do t\u00fanel. Revista Brasileira de Engenharia      Qu\u00edmica, v.17,n.13, p. 10.<br \/>\n     Leisinger, K.M.; Schmitt, H. (2001) \u00c9tica empresarial. Trad. C. A Pereira.      Petr\u00f3polis: Editora Vozes.<br \/>\n     Lima, A. O R. (1999), \u00c9tica global. S\u00e3o Paulo: Iglu Editora.<br \/>\n     Longo, H.I. (1992), Por uma educa\u00e7\u00e3o transformadora para o ensino de engenharia.      Anais do XX Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia, Rio de Janeiro,      p. 39.<br \/>\n     Louren\u00e7o, A.G., Schr\u00f6der, D.S.(2002). Vale investir em responsabilidade social      empresarial? Stakeholders, ganhos e perdas. Responsabilidade Social das Empresas.      V.2, S\u00e3o Paulo: Editora Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis, 2002, p.77.<br \/>\n     Ma\u00f1as, A. V. (1999), Gest\u00e3o de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. 2a Edi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo:      Editora \u00c9rica.<br \/>\n     Migliaccio Filho, R. (1994), Reflex\u00f5es sobre o Homem e o Trabalho. Revista      de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas. S\u00e3o Paulo, v. 34, n. 2, p. 18-32.<br \/>\n     Miranda, G.P.C. (2002). Responsabilidade social coorporativa e Marketing social:      reflex\u00e3o para um novo tempo. Responsabilidade Social das Empresas. S\u00e3o Paulo:      Editora Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis, p.229.<br \/>\n     Morin, E. (2001), Os sete saberes necess\u00e1rios \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o do Futuro. 3\u00aa Ed.      Trad. Silva, C. E. F. e Sawaya, J. S\u00e3o Paulo: Editora Cortez.<br \/>\n     Neto, F.P., Froes S,C. (1999). Responsabilidade social &amp; Cidadania Empresarial      \u0096 A administra\u00e7\u00e3o do terceiro setor. Rio de Janeiro: Qualitymark.<br \/>\n     Oliveira, F.R.M.(2002). Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e a comunica\u00e7\u00e3o na empresa cidad\u00e3.      Responsabilidade Social das Empresas. S\u00e3o Paulo: Editora Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis.<br \/>\n     Portugal, A. D. (2000), Para crescer, a agricultura precisar ser competitiva.      In: Encarte Especial: Pensando S\u00e3o Paulo: Universidades e Institutos de Pesquisa,      Fapesp Pesquisa, n.56.<br \/>\n     Prahalad, C.K. (2000), Assuma o risco. Voc\u00ea s.a., n.26, Ano 3.<br \/>\n     Robbins, S.P. (1996), Organizational Behavior, 7th Ed., Englewood Cliffs:      Prentice Hall. <br \/>\n     Silber, K.H.; Stelnicki (1987), Writing Training Materials. Training and Development      Handbook. 3th Edition. Ed. R.L. Craig. New York: McGraw-Hill Book Co.<br \/>\n     Soares, E.L. (1997), Criar: o talento que faz a diferen\u00e7a. Qu\u00edmica, v.17,n.13,      p. 33.<br \/>\n     Tarali, C. (1995), Universidade-Ind\u00fastria: parceria na inova\u00e7\u00e3o. Revista USP:      Dossi\u00ea Universidade &#8211; Empresa ,n.25, p.43.<br \/>\n     Toldo, M. (2002). Responsabilidade social empresarial. Responsabilidade Social      das Empresas.S\u00e3o Paulo: Editora Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis, p.71.<br \/>\n     Weinberg, M. (2003), O perfil do jovem talento. Veja. 4 de junho de 2003.<br \/>\n     Revista Brasileira de Engenharia<\/p>\n<p>Fonte:  www.ethos.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria, 11 de Dezembro, Tipo, \u00c1rea, Curso, Profissional, Profiss\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Dia do Engenheiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-61317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria Dia do Engenheiro<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria, 11 de Dezembro, Tipo, \u00c1rea, Curso, Profissional, Profiss\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Dia do Engenheiro\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria Dia do Engenheiro\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria, 11 de Dezembro, Tipo, \u00c1rea, Curso, Profissional, Profiss\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Dia do Engenheiro\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-07-12T13:23:11+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-07-12T13:33:42+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro19.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"196 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"headline\":\"Dia do Engenheiro\",\"datePublished\":\"2016-07-12T13:23:11+00:00\",\"dateModified\":\"2016-07-12T13:33:42+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro\"},\"wordCount\":39127,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/dia-do-engenheiro19.jpg\",\"articleSection\":[\"Calend\u00e1rio Comemorativo\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro\",\"name\":\"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria Dia do Engenheiro\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/dia-do-engenheiro19.jpg\",\"datePublished\":\"2016-07-12T13:23:11+00:00\",\"dateModified\":\"2016-07-12T13:33:42+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"description\":\"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria, 11 de Dezembro, Tipo, \u00c1rea, Curso, Profissional, Profiss\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Dia do Engenheiro\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/dia-do-engenheiro19.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/07\\\/dia-do-engenheiro19.jpg\",\"width\":243,\"height\":241},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-do-engenheiro#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Sociedade e Cultura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/sociedade-e-cultura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Calend\u00e1rio Comemorativo\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Dia do Engenheiro\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\",\"name\":\"admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria Dia do Engenheiro","description":"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria, 11 de Dezembro, Tipo, \u00c1rea, Curso, Profissional, Profiss\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Dia do Engenheiro","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria Dia do Engenheiro","og_description":"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria, 11 de Dezembro, Tipo, \u00c1rea, Curso, Profissional, Profiss\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Dia do Engenheiro","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2016-07-12T13:23:11+00:00","article_modified_time":"2016-07-12T13:33:42+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro19.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"196 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"headline":"Dia do Engenheiro","datePublished":"2016-07-12T13:23:11+00:00","dateModified":"2016-07-12T13:33:42+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro"},"wordCount":39127,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro19.jpg","articleSection":["Calend\u00e1rio Comemorativo"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro","name":"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria Dia do Engenheiro","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro19.jpg","datePublished":"2016-07-12T13:23:11+00:00","dateModified":"2016-07-12T13:33:42+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"description":"Dia do Engenheiro, Engenharia, Hist\u00f3ria, 11 de Dezembro, Tipo, \u00c1rea, Curso, Profissional, Profiss\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Dia do Engenheiro","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro19.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-engenheiro19.jpg","width":243,"height":241},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-engenheiro#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Sociedade e Cultura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/sociedade-e-cultura"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Calend\u00e1rio Comemorativo","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Dia do Engenheiro"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859","name":"admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61317\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}