{"id":60711,"date":"2016-07-11T15:10:56","date_gmt":"2016-07-11T15:10:56","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=60711"},"modified":"2016-07-11T17:31:20","modified_gmt":"2016-07-11T17:31:20","slug":"dia-do-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-medico","title":{"rendered":"Dia do M\u00e9dico"},"content":{"rendered":"<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<h4><strong>M\u00e9dico: uma profiss\u00e3o que salva vidas<\/strong><\/h4>\n<p><strong>O que faz<\/strong><\/p>\n<p>Busca tratar e curar as doen\u00e7as das pessoas enfermas, indicando tratamentos      a base de rem\u00e9dios, procedimentos cir\u00fargicos ou mudan\u00e7a de h\u00e1bitos alimentares.    <\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas profissionais importantes (aptid\u00f5es)<\/strong><\/p>\n<p>Dedica\u00e7\u00e3o m\u00e1xima \u00e0 profiss\u00e3o, gostar de estudar e conhecer as novidades da      \u00e1rea, saber se relacionar com as pessoas de forma humana, capacidade de an\u00e1lise      de situa\u00e7\u00f5es (saber diagnosticar).<\/p>\n<p><strong>Mercado de Trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Hospitais P\u00fablicos e Particulares, Clinicas m\u00e9dicas, consult\u00f3rios particulares,      grandes empresas (m\u00e9dico do trabalho), clubes esportivos entre outros.<\/p>\n<p><strong>Especializa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o em Bacharel em Medicina, podendo atuar como Cl\u00ednico Geral,      o m\u00e9dico poder\u00e1 entrar em cursos de especializa\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Medicina do trabalho, patologia cl\u00ednica, ginecologia, geriatria, gen\u00e9tica,      cardiologia, urologia, neurocirurgia, psiquiatria, pediatria, medicina sanit\u00e1ria,      angiologia, dermatologia, etc.<\/p>\n<p>Fonte:  geocities.com<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p>Neste 18 de outubro, comemora-se o <strong>Dia do M\u00e9dico<\/strong>, em refer\u00eancia      ao dia consagrado pela Igreja Cat\u00f3lica a S\u00e3o Lucas, padroeiro da medicina.    <\/p>\n<p>O santo, que foi um dos quatro evangelistas, escreveu o \u00933\u00ba Evangelho\u0094      e o Ato dos Ap\u00f3stolos\u0094 do Novo Testamento da B\u00edblia Sagrada. <\/p>\n<p>Era m\u00e9dico, pintor, m\u00fasico e historiador. S\u00e3o Lucas nasceu na Anti\u00f3qua (atual      Turquia), no in\u00edcio do s\u00e9culo I<\/p>\n<p>. Bondoso, abnegado, peregrinou por muitos lugares curando as pessoas e desafiando      institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. <\/p>\n<p>N\u00e3o conheceu Jesus, mas escreveu o Evangelho, transmitindo suas palavras.      Morreu aos 80 anos e seus restos mortais est\u00e3o na Bas\u00edlica de Santa Justina,      em P\u00e1dua, na It\u00e1lia. <\/p>\n<p>S\u00e3o Lucas \u00e9 o santo dos m\u00e9dicos. Seu nome, como patrono da classe, foi lan\u00e7ado      por Eurico Branco Ribeiro, cirurgi\u00e3o paulista e estudioso da vida do santo.    <\/p>\n<p align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do38.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"266\" height=\"334\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><\/p>\n<p>Sua escolha deveu-se \u00e0s a\u00e7\u00f5es que, naquela \u00e9poca, aliviaram o sofrimento      de muitos doentes. Desse modo, adotou-se o dia do santo m\u00e9dico para homenagear      todos aqueles que, com a mesma tenacidade e dedica\u00e7\u00e3o que S\u00e3o Lucas teve um      dia, salvam vidas, curam doen\u00e7as e atenuam os males da sa\u00fade. <\/p>\n<p>Fonte:  www.amb.org.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p>O dia 18 de outubro foi escolhido como &#8220;dia dos m\u00e9dicos&#8221; por ser      o dia consagrado pela Igreja a S\u00e3o Lucas. Como se sabe, Lucas foi um dos quatro      evangelistas do Novo Testamento. Seu evangelho \u00e9 o terceiro em ordem cronol\u00f3gica;      os dois que o precederam foram escritos pelos ap\u00f3stolos Mateus e Marcos.<\/p>\n<p>Lucas n\u00e3o conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa \u00e9 baseada      em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Al\u00e9m      do evangelho, \u00e9 autor do &#8220;Ato dos Ap\u00f3stolos&#8221;, que complementa o      evangelho.<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, S\u00e3o. Lucas era m\u00e9dico, al\u00e9m de pintor, m\u00fasico e historiador,      e teria estudado medicina em Anti\u00f3quia. Possuindo maior cultura que os outros      evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos      outros evangelistas, o que revela seu perfeito dom\u00ednio do idioma grego. <\/p>\n<p>S\u00e3o Lucas n\u00e3o era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que n\u00e3o      professava a religi\u00e3o judaica. N\u00e3o h\u00e1 dados precisos sobre a vida de S. Lucas.    <\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o era natural de Anti\u00f3quia, cidade situada em territ\u00f3rio      hoje pertencente \u00e0 S\u00edria e que, na \u00e9poca, era um dos mais importantes centros      da civiliza\u00e7\u00e3o hel\u00eanica na \u00c1sia Menor. Viveu no s\u00e9culo I d.C., desconhecendo-se      a data do seu nascimento, assim como de sua morte.<\/p>\n<p>H\u00e1 incerteza, igualmente, sobre as circunst\u00e2ncias de sua morte; segundo alguns      teria sido martirizado, v\u00edtima da persegui\u00e7\u00e3o dos romanos ao cristianismo;      segundo outros morreu de morte natural em idade avan\u00e7ada. Tampouco se sabe      ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais. Na vers\u00e3o      mais prov\u00e1vel e aceita pela Igreja Cat\u00f3lica, seus despojos encontram-se em      P\u00e1dua, na It\u00e1lia, onde h\u00e1 um jazigo com o seu nome, que \u00e9 visitado pelos peregrinos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 provas documentais, por\u00e9m h\u00e1 provas indiretas de sua condi\u00e7\u00e3o de m\u00e9dico.      A principal delas nos foi legada por S\u00e3o Paulo, na ep\u00edstola aos colossenses,      quando se refere a &#8220;Lucas, o amado m\u00e9dico&#8221;. Foi grande amigo de      S\u00e3o Paulo e, juntos, difundiram os ensinamentos de Jesus entre os gentios.<\/p>\n<p>Outra prova indireta da sua condi\u00e7\u00e3o de m\u00e9dico consiste na terminologia empregada      por Lucas em seus escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam      sua familiaridade com a linguagem m\u00e9dica de seu tempo. Este fato tem sido      objeto de estudos cr\u00edticos comparativos entre os textos evang\u00e9licos de Mateus,      Marcos e Lucas, e \u00e9 apontado como relevante na comprova\u00e7\u00e3o de que Lucas era      realmente m\u00e9dico. Dentre estes estudos, gostar\u00edamos de citar o de Dircks,      que cont\u00e9m um gloss\u00e1rio das palavras de interesse m\u00e9dico encontradas no Novo      Testamento.<\/p>\n<p>A vida de S\u00e3o Lucas, como evangelista e como m\u00e9dico, foi tema de um romance      hist\u00f3rico muito difundido, intitulado &#8220;M\u00e9dico de homens e de almas&#8221;,      de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de fic\u00e7\u00e3o,      a mesma muito tem contribu\u00eddo para a consagra\u00e7\u00e3o da personalidade e da obra      de Sao Lucas.<\/p>\n<p>A escolha de S\u00e3o Lucas como patrono dos m\u00e9dicos nos pa\u00edses que professam      o cristianismo \u00e9 bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, renomado professor de      cirurgia e fundador do Sanat\u00f3rio S. Lucas, em S\u00e3o Paulo, \u00e9 autor de uma obra      fundamental sobre S\u00e3o Lucas, em quatro volumes, totalizando 685 p\u00e1ginas, fruto      de investiga\u00e7\u00f5es pessoais e rica fonte de informa\u00e7\u00f5es sobre o patrono dos      m\u00e9dicos. Nesta obra, intitulada &#8220;M\u00e9dico, pintor e santo&#8221;, o autor      refere que, j\u00e1 em 1463, a Universidade de P\u00e1dua iniciava o ano letivo em 18      de outubro, em homenagem a S\u00e3o Lucas, proclamado patrono do &#8220;Col\u00e9gio      dos fil\u00f3sofos e dos m\u00e9dicos&#8221;.<\/p>\n<p>A escolha de S\u00e3o. Lucas como patrono dos m\u00e9dicos e do dia 18 de outubro como      &#8220;dia dos m\u00e9dicos&#8221;, \u00e9 comum a muitos pa\u00edses, dentre os quais Portugal,      Fran\u00e7a, Espanha, It\u00e1lia, B\u00e9lgica, Pol\u00f4nia, Inglaterra, Argentina, Canad\u00e1 e      Estados Unidos. No Brasil acha-se definitivamente consagrado o dia 18 de outubro      como &#8220;dia dos m\u00e9dicos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Joffre M. de Rezende<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>1. RIBEIRO, E.B. &#8211; M\u00e9dico, pintor e santo. S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo Editora,      1970.<br \/>\n     2. STERPELLONE, L. &#8211; Os santos e a medicina (trad.) S\u00e3o Paulo, Paulus, 1998,      p. 13-20.<br \/>\n     3. FREY, E.F. &#8211; Saints in medical history. Clio Med. 14:35-70, 1979.<br \/>\n     4. DIRCKS, J.H. &#8211; Scientific and medical terms and references in the writings      of St. Luke. Am. J. Dermatopathol. 5:491-499, 1983.<br \/>\n     5. CALDWELL, T. &#8211; M\u00e9dico de homens e de almas.(trad.). 31. ed. Rio de Janeiro,      Ed. Record, 2002.<\/p>\n<p>Fonte:  www.portaldafamilia.org.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do39.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"233\" height=\"337\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><\/p>\n<p><strong>Neste 18 de outubro comemora-se o dia de um profissional fundamental      para a exist\u00eancia humana:<\/strong> o m\u00e9dico. \u00c9 para ele que recorremos quando      algo amea\u00e7a nossa sa\u00fade e qualidade de vida. Voc\u00ea pode encontr\u00e1-los em sofisticados      consult\u00f3rios, equipados com aparelhos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, ou cansados e amarrotados      nas salas de pronto-socorros e alas de hospitais p\u00fablicos, virando madrugadas      para dar conta de atender doentes e feridos. O sal\u00e1rio \u00e9 sempre motivo de      queixas, pois geralmente n\u00e3o \u00e9 digno da import\u00e2ncia do trabalho.<\/p>\n<p>O <strong>Dia do M\u00e9dico<\/strong> \u00e9 comemorado tamb\u00e9m em outros pa\u00edses e a      data foi escolhida por ser o dia consagrado a Lucas, o &#8221; amado m\u00e9dico&#8221;,      segundo o ap\u00f3stolo Paulo. Lucas, al\u00e9m de pintor, m\u00fasico e historiador, teria      estudado medicina em Anti\u00f3quia e tornou-se patrono dos m\u00e9dicos por volta do      s\u00e9culo XV.<\/p>\n<p>Medicina, derivada do latim ars medicina, significa a arte da cura. \u00c9 preciso      gostar do ser humano, ter voca\u00e7\u00e3o e estar sempre disposto a lutar contra a      morte. <\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se tornar um m\u00e9dico. Primeiro, \u00e9 preciso cursar em per\u00edodo      integral, durante seis anos, uma faculdade de medicina (cujos vestibulares      s\u00e3o muito concorridos). Se a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o for p\u00fablica, o investimento \u00e9      alt\u00edssimo, acima de R$ 2 mil mensais somente de mensalidade. Ap\u00f3s formar-se,      o m\u00e9dico pode fazer especializa\u00e7\u00e3o, mas para isso \u00e9 preciso ser aprovado em      concurso para um programa de resid\u00eancia m\u00e9dica, por dois ou mais anos.<\/p>\n<h4><strong>A arte de salvar vidas <\/strong><\/h4>\n<p>Felizmente, vivemos em um tempo de grande progresso da medicina. A cada dia      novas drogas s\u00e3o produzidas para curar, controlar e at\u00e9 mesmo de evitar in\u00fameras      doen\u00e7as, al\u00e9m dos aparelhos eletr\u00f4nicos sofisticados que garantem diagn\u00f3sticos      cada vez mais apurados.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o no \u00faltimo s\u00e9culo foi fant\u00e1stica, mas desde a antiguidade o homem      j\u00e1 tentava desvendar os segredos do corpo humano. Os mumificadores do antigo      Egito, por exemplo, ao abrirem os corpos dos fara\u00f3s para retirar as entranhas,      conseguiam muitas informa\u00e7\u00f5es sobre a anatomia humana. Sabe-se que os gregos      foram os pioneiros no estudo dos sintomas das doen\u00e7as. At\u00e9 hoje o mestre Hip\u00f3crates      \u00e9 considerado o Pai da Medicina.<\/p>\n<p>Durante a Idade M\u00e9dia houve um retrocesso, quando as pesquisas cientif\u00edcas      foram condenadas pela Igreja Cat\u00f3lica. Era comum que o m\u00e9dico procurasse curar      praticamente todas as doen\u00e7as com o recurso da sangria. utilizando sanguessugas.      A medicina, deu um salto no per\u00edodo do Renascimento Cultural (s\u00e9culos XV e      XVI ), quando, \u00e1vidos em descobrir o funcionamento do corpo humano, m\u00e9dicos      buscaram explicar as doen\u00e7as atrav\u00e9s de estudos cient\u00edficos e testes de laborat\u00f3rio.      A descoberta do sistema circulat\u00f3rio do sangue por William Harvey no s\u00e9culo      XVII permitiu aos homens compreenderem melhor a anatomia e a fisiologia.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX todo o conhecimento ficou mais apurado ap\u00f3s a inven\u00e7\u00e3o do microsc\u00f3pio      acrom\u00e1tico, que permitiu a Louis Pasteur descobrir que as bact\u00e9rias s\u00e3o as      respons\u00e1veis pela causa de grande parte das doen\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Em 1928 coube a Alexander Fleming, descobridor da penicilina, abrir      uma nova era:<\/strong> a dos antibi\u00f3ticos, que possibilitou a cura de doen\u00e7as      at\u00e9 ent\u00e3o consideradas mortais. Desde ent\u00e3o, a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais parou.<\/p>\n<p>Fonte:  www.jornaldaorla.com.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p>Comemora-se o <strong>Dia do M\u00e9dico<\/strong> no dia 18 de outubro em homenagem      a S\u00e3o Lucas, padroeiro desses profissionais.<\/p>\n<p>O santo nasceu em Antioquia (cidade localizada no sudeste da Turquia), numa      fam\u00edlia pag\u00e3 e converteu-se ao cristianismo. <\/p>\n<p>Era m\u00e9dico e curou muitas pessoas nos locais por onde passou. Morreu aos      80 anos e seus restos mortais est\u00e3o na Bas\u00edlica de Santa Justina, em P\u00e1dua,      na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Fonte:  www.hportugues.com.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p align=\"center\"><strong>&#8220;Queres ser m\u00e9dico, meu filho? Esta \u00e9 a aspira\u00e7\u00e3o      de uma alma generosa, de um esp\u00edrito \u00e1vido de ci\u00eancia. Tens pensado bem no      que h\u00e1 de ser a tua vida?&#8221;<\/strong> <strong>Escul\u00e1pio<\/strong><\/p>\n<p>As comemora\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo Dia do M\u00e9dico, 18 de outubro, s\u00e3o um reconhecimento      a estes trabalhadores da sa\u00fade, que obt\u00eam sua recompensa, quando v\u00eaem uma      vida ser salva.<\/p>\n<p>S\u00e3o an\u00f4nimos sem rosto, que muitas vezes voc\u00ea encontra nas madrugadas, amarrotados,      cansados, sem um sal\u00e1rio digno e que cuidam de voc\u00ea, curam suas feridas, tratam      da sua alma. Mas quem s\u00e3o estes seres abnegados que est\u00e3o a postos, oferecendo      uma m\u00e3o amiga e trabalhando com dedica\u00e7\u00e3o e responsabilidade? Est\u00e3o espalhados      pelo mundo, e , como disse Epicteto: Deus escolhe seus servos ao nascerem,      ou talvez antes mesmo do nascimento&#8221;.<\/p>\n<p>Que estas historias que inclu\u00edmos aqui sejam uma mostra singular do trabalho      e voca\u00e7\u00e3o destes trabalhadores e seu enorme aporte ao progresso deste mundo.      Eles s\u00e3o nossos her\u00f3is de todos os dias. Vamos conhecer um pouco do trabalho      destes anjos sem asas.<\/p>\n<p><strong>Plant\u00e3o m\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 passa das 2 da manh\u00e3 e o que impressiona \u00e9 que, apesar de tudo que j\u00e1      aconteceu, de todos os pacientes que foram para a UTI, para cirurgia ou para      casa, o pronto-socorro continua completamente lotado e todos a postos. &#8220;O      cansa\u00e7o fica para mais tarde&#8221;, diz um enfermeiro puncionando uma veia.<\/p>\n<p>Pacientes v\u00e3o chegando aos montes, parece que houve alguma cat\u00e1strofe, &#8220;mas      \u00e9 assim o nosso dia a dia, isso aqui n\u00e3o para e nunca fecha as portas&#8221;,      diz a pediatra de plant\u00e3o, tentando olhar a garganta de um pequeno que se      debate ferozmente.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, \u00e9 preciso parar alguns minutos. Uma senhora espera not\u00edcias do      filho que est\u00e1 na UTI. O m\u00e9dico ter\u00e1 que dizer que desta vez, perdeu a batalha.      &#8220;A morte \u00e9 nossa grande inimiga, e quando a gente perde esta luta, acaba      sendo muito dif\u00edcil para a gente tamb\u00e9m&#8221;, comenta o m\u00e9dico, com a voz      embargada.<\/p>\n<p>A vida de um paciente n\u00e3o depende s\u00f3 dos m\u00e9dicos. Antes de chegar ao hospital,      a batalha contra a morte come\u00e7a no transporte do paciente.<\/p>\n<p>O transporte dos pacientes pela cidade \u00e9 complicado e dif\u00edcil, nem sempre      facilitado pelos outros motoristas. Correndo contra o tempo, a equipe entrega      o paciente no Hospital, j\u00e1 com os primeiros atendimentos prestados, e tudo      entra em uma tempor\u00e1ria calmaria.<\/p>\n<p>J\u00e1 passa das 6 horas, o cansa\u00e7o invade a sala, mas estes anjos, que atravessaram      a noite, continuam firmes, empenhados em ver mais uma vida ser salva .<\/p>\n<p><strong>M\u00e9dicos do interior<\/strong><\/p>\n<p>Quem n\u00e3o conhece alguma historia que envolva estes her\u00f3is infatig\u00e1veis, que      cuidam desde uma unha encravada at\u00e9 um parto complicado? \u00c9 uma tarefa dif\u00edcil,      que conta com poucos candidatos, que, no entanto s\u00e3o os mais dedicados e envolvidos,      24 horas no ar.<\/p>\n<p>Mais do que tratar das doen\u00e7as, a tarefa inicial ao chegar \u00e0 regi\u00e3o \u00e9 ajudar      a popula\u00e7\u00e3o a enfrentar e solucionar seus problemas b\u00e1sicos de sa\u00fade, higiene      e de alimenta\u00e7\u00e3o. As popula\u00e7\u00f5es das pequenas cidades nunca se esquecer\u00e3o dos      primeiros m\u00e9dicos e do seu entusiasmo que nunca terminava, sempre ajudando      a todos e tamb\u00e9m ajudados pelos que se interessavam.<\/p>\n<p>Sua vida pessoal vai aos poucos se misturando com sua profiss\u00e3o. No final,      a cidade se torna parte de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Doutores&#8221; que ajudam Doutores<\/strong><\/p>\n<p>Intitulam-se &#8220;Doutores da alegria&#8221;, n\u00e3o t\u00eam forma\u00e7\u00e3o em sa\u00fade,      no entanto fazem t\u00e3o bem \u00e0 alma dos pacientes, quanto os que cuidam do nosso      corpo. Eles &#8220;pelejam&#8221; e conseguem aliviar um pouco a dor de quem      os v\u00ea, a dor dos pequenos doentes e a dor de seus pais, que sofrem junto.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que se v\u00ea este grupo, t\u00e3o vivo e contagiante, Os Doutores da Alegria.      S\u00e3o v\u00e1rios &#8220;Doutores&#8221; de nomes estranhos e existem v\u00e1rias equipes      &#8220;trabalhando&#8221; por todo o Brasil. Tudo come\u00e7ou h\u00e1 uns 20 anos atr\u00e1s,      resultado da severidade com que se tratava os pacientes dentro de um hospital,      com pouca abertura para outras ci\u00eancias, que n\u00e3o fossem t\u00e3o s\u00e9rias quanto      a medicina.<\/p>\n<p>Os relatos deste &#8220;m\u00e9dicos&#8221; s\u00e3o muitas vezes emocionantes e ajudam      tamb\u00e9m na realiza\u00e7\u00e3o do trabalho dos profissionais com seus pacientes, facilitando      seu relacionamento e aliviando um pouco da dor e do sofrimento, principalmente      quando j\u00e1 se esgotou o que podia ser oferecido.<\/p>\n<p><strong>Assim s\u00e3o os m\u00e9dicos: <\/strong>figuras que se doam e dedicam at\u00e9      suas horas vagas aos outros. Que estes exemplos de dedica\u00e7\u00e3o e amor renovem      ainda mais o reconhecimento que deve ser dado a essas almas generosas. <\/p>\n<p>Fonte:  boasaude.uol.com.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<h4>O S\u00cdMBOLO DA MEDICINA: TRADI\u00c7\u00c3O E HERESIA<\/h4>\n<p>O valor de um s\u00edmbolo n\u00e3o est\u00e1 em seu desenho, mas no que ele representa.<\/p>\n<p><strong>Dois s\u00edmbolos t\u00eam sido usados ultimamente em conex\u00e3o com a medicina:<\/strong>      o s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio, representado por um bast\u00e3o tosco com uma serpente em      volta e o s\u00edmbolo de Hermes, chamado caduceu, que consiste em um bast\u00e3o mais      bem trabalhado, com duas serpentes dispostas em espirais ascendentes, sim\u00e9tricas      e opostas, e com duas asas na sua extremidade superior.<\/p>\n<p>Ambos os s\u00edmbolos t\u00eam sua origem na mitologia grega; o de Ascl\u00e9pio, deus      da medicina, \u00e9 o s\u00edmbolo da tradi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica; o de Hermes, deus do com\u00e9rcio,      dos viajantes e das estradas, foi introduzido tardiamente na simbologia m\u00e9dica      (fig.1). <\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do40.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"117\" height=\"330\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><strong><br \/>\n     Figura 1 &#8211; S\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio <\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do41.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"129\" height=\"283\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><br \/>\n     Figura 1 &#8211; S\u00edmbolo de Hermes<\/strong> <\/p>\n<p>Na mitologia grega, Ascl\u00e9pio \u00e9 filho de Apolo e da ninfa Coronis. Foi criado      pelo centauro Quiron, que lhe ensinou o uso de plantas medicinais. Tornou-se      um m\u00e9dico famoso e, segundo a lenda, al\u00e9m de curar os doentes que o procuravam,      passou a ressuscitar os que ele j\u00e1 encontrava mortos, ultrapassando os limites      da medicina. Foi por isso fulminado com um raio por Zeus. Ap\u00f3s a sua morte,      foi cultuado como deus da medicina, tanto na Gr\u00e9cia, como no Imp\u00e9rio Romano.    <\/p>\n<p>Em v\u00e1rias esculturas procedentes de templos de Ascl\u00e9pio greco-romanos, o      deus da medicina \u00e9 sempre representado segurando um bast\u00e3o com uma serpente      em volta, o qual se tornou o s\u00edmbolo da medicina. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nosso objetivo discutir o significado do bast\u00e3o e da serpente em qualquer      dos s\u00edmbolos e sim analisar as raz\u00f5es pelas quais o caduceu de Hermes tem      sido usado como um segundo s\u00edmbolo da medicina. <\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do42.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"159\" height=\"375\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><strong><br \/>\n     Ascl\u00e9pio, deus da medicina com o bast\u00e3o e a serpente<\/strong><\/p>\n<p>Hermes, na mitologia grega, \u00e9 considerado um deus desonesto e trapaceiro,      astuto e mentiroso, deidade do lucro e protetor dos ladr\u00f5es. Seu primeiro      ato, logo ap\u00f3s o seu nascimento, foi roubar parte do gado de seu irm\u00e3o Apolo,      negando a autoria do furto. Foi preciso a interven\u00e7\u00e3o de Zeus, que o obrigou      a confessar o roubo. Para se reconciliar com Apolo, Hermes presenteou-o com      a lira, que havia inventado, esticando sobre o casco de uma tartaruga, cordas      fabricadas com tripas de boi. Inventou a seguir a flauta que tamb\u00e9m deu de      presente a Apolo. Apolo, em retribui\u00e7\u00e3o, deu-lhe o caduceu.<\/p>\n<p>Caduceus, em latim, \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o do grego kherykeion, bast\u00e3o dos arautos,      que servia de salvo-conduto, conferindo imunidade ao seu portador quando em      miss\u00e3o de paz. O primitivo caduceu n\u00e3o tinha asas na extremidade superior,      as quais foram acrescentadas posteriormente..<\/p>\n<p>Hermes tinha a capacidade de deslocar-se com a velocidade do pensamento e      por isso tornou-se o mensageiro dos deuses do Olimpo e o deus dos viajantes      e das estradas. Como o com\u00e9rcio na antig\u00fcidade era do tipo ambulante e se      fazia especialmente atrav\u00e9s dos viajantes, Hermes foi consagrado como o deus      do com\u00e9rcio. Outra tarefa a ele atribu\u00edda foi a de transportar os mortos \u00e0      sua morada subterr\u00e2nea (Hades).<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do43.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"250\" height=\"290\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><br \/>\n     Hermes com o caduceu &#8211; Pintura Cl\u00e1ssica de Ti\u00e9polo (1696 &#8211; 1770)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com a conquista da Gr\u00e9cia pelos romanos, estes assimilaram os deuses      da mitologia grega, trocando-lhes os nomes:<\/strong> Ascl\u00e9pio passou a chamar-se      Escul\u00e1pio e Hermes, Merc\u00fario.<\/p>\n<p>Segundo os fil\u00f3logos, a denomina\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario dada a Hermes pelos romanos      prov\u00e9m de merx, mercadoria, neg\u00f3cio.O metal hydr\u00e1rgyros dos gregos passou      a chamar-se merc\u00fario por sua mobilidade, que o torna escorregadio e de dif\u00edcil      preens\u00e3o.O planeta Merc\u00fario, por sua vez, deve seu nome ao fato de ser o mais      veloz do sistema planet\u00e1rio.<\/p>\n<p>O caduceu \u00e9, de longa data, o s\u00edmbolo do com\u00e9rcio e dos viajantes, sendo      por isso utilizado em emblemas de associa\u00e7\u00f5es comerciais, escolas de com\u00e9rcio,      escrit\u00f3rios de contabilidade e esta\u00e7\u00f5es de estradas de ferro.<\/p>\n<p>Surge, ent\u00e3o, a quest\u00e3o principal do tema que estamos abordando. Por que      o s\u00edmbolo do deus do com\u00e9rcio passou a ser usado tamb\u00e9m como s\u00edmbolo da medicina?<\/p>\n<p>Mais de um fato hist\u00f3rico concorreu para que tal ocorresse.<\/p>\n<p><strong>1. <\/strong>No interc\u00e2mbio da civiliza\u00e7\u00e3o grega com a eg\u00edpcia, o      deus Thoth da mitologia eg\u00edpcia foi assimilado a Hermes e, desse sincretismo,      resultou a denomina\u00e7\u00e3o de Hermes eg\u00edpcio ou Hermes Trismegistos (tr\u00eas vezes      grande), dada ao deus Thoth, considerado o deus do conhecimento, da palavra      e da magia.No pante\u00e3o eg\u00edpcio, o deus da medicina correspondente a Ascl\u00e9pio      \u00e9 Imhotep e n\u00e3o Thot.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Entre o s\u00e9culo III a.C. e o s\u00e9culo III d.C. desenvolveu-se      uma literatura esot\u00e9rica chamada herm\u00e9tica, em alus\u00e3o a HermesTrismegistos.      Esta literatura versa sobre ci\u00eancias ocultas, astrologia e alquimia, e n\u00e3o      tem qualquer rela\u00e7\u00e3o com o Hermes tradicional da mitologia grega. O sincretismo      entre Hermes da mitologia grega com Hermes Trismegistus resultou no emprego      do caduceu como s\u00edmbolo deste \u00faltimo, tendo sido adotado como s\u00edmbolo da alquimia.      Segundo Schouten, da alquimia o caduceu teria passado para a farm\u00e1cia e desta      para a medicina.<\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Um terceiro fato a que se atribui a confus\u00e3o entre o      bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio e o caduceu de Hermes se deve \u00e0 iniciativa de um editor      su\u00ed\u00e7o de grande prest\u00edgio, Johan Froebe, no s\u00e9culo XVI, ter adotado para a      sua editora um logotipo semelhante ao caduceu de Hermes e o ter utilizado      no frontesp\u00edcio de obras cl\u00e1ssicas de medicina, como as de Hip\u00f3crates e Aetius      de Amida. Outros editores na Inglaterra e, posteriormente, nos Estados Unidos,      utilizaram emblemas similares, contribuindo para a difus\u00e3o do caduceu.<\/p>\n<p>Admite-se que a inten\u00e7\u00e3o dos editores tenha sido a de usar um s\u00edmbolo identificado      com a transmiss\u00e3o de mensagens, j\u00e1 que Hermes era o mensageiro do Olimpo.      Com a inven\u00e7\u00e3o da imprensa por Gutenberg, a informa\u00e7\u00e3o passou a ser transmitida      por meio da palavra impressa, e eles, os editores, seriam os mensageiros dos      autores. Outra hip\u00f3tese \u00e9 de que o caduceu tenha sido usado equivocadamente      como s\u00edmbolo de Hermes Trimegistos, o Hermes eg\u00edpcio ou Thot, deus da palavra      e do conhecimento, a quem tamb\u00e9m se atribu\u00eda a inven\u00e7\u00e3o da escrita. Em antigas      prensas utilizadas para impress\u00e3o tipogr\u00e1fica encontra-se o caduceu de Hermes      como figura decorativa..<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Outro fato que certamente colaborou para estabelecer      a confus\u00e3o entre os dois s\u00edmbolos \u00e9 o de se conferir o mesmo nome de caduceu      ao bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio, criando-se uma nomenclatura bin\u00e1ria de caduceu comercial      e caduceu m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Este erro vem desde o s\u00e9culo XIX e persiste at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Em 1901, o ex\u00e9rcito franc\u00eas fundou um jornal de cirurgia e de medicina chamado      Le caduc\u00e9e, no qual est\u00e3o estampadas duas figuras estilizadas do s\u00edmbolo de      Ascl\u00e9pio, com uma \u00fanica serpente.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a palavra caduceu tem sido usada para nomear tanto o s\u00edmbolo      de Hermes, como o bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> O fato que mais contribuiu para a difus\u00e3o do caduceu      de Hermes como s\u00edmbolo da medicina foi a sua ado\u00e7\u00e3o pelo Ex\u00e9rcito norte-americano      como ins\u00edgnia do seu departamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>As justificativas e argumentos para essa ado\u00e7\u00e3o s\u00e3o falhas, inconsistentes,      e denotam, no m\u00ednimo, desconhecimento da iconografia mitol\u00f3gica por parte      dos que detinham o poder para promover a mudan\u00e7a. As informa\u00e7\u00f5es que se seguem      sobre este epis\u00f3dio foram colhidas em grande parte no livro de Walter Friedlander,      The golden wand of medicine.<\/p>\n<p>O caduceu fora usado, entre 1851 e 1887, como emblema no uniforme de trabalho      do pessoal de apoio nos hospitais militares dos Estados Unidos para indicar      a condi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o combatente. Em 1887 este emblema foi substitu\u00eddo por uma      cruz vermelha id\u00eantica a da Cruz Vermelha Internacional fundada na Su\u00ed\u00e7a em      1864.<\/p>\n<p>Os oficiais m\u00e9dicos usavam nas dragonas as letras M.S. (Medical Staff). Em      1872, as letras M.S. foram substitu\u00eddas por M.D. (Medical Department).<\/p>\n<p>O Departamento M\u00e9dico, contudo, possu\u00eda o seu pr\u00f3prio braz\u00e3o de armas com      o bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio, desde 1818.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1902, os oficiais m\u00e9dicos passaram a usar um emblema inspirado      na cruz dos cavaleiros de S\u00e3o Jo\u00e3o, ou cruz de Malta, cujo simbolismo em her\u00e1ldica      \u00e9 o de prote\u00e7\u00e3o, altru\u00edsmo e honorabilidade.<\/p>\n<p>Em 20 de mar\u00e7o de 1902, o capit\u00e3o Frederick P. Reynolds, Comandante da Companhia      de Instru\u00e7\u00e3o do Hospital Geral em Washington prop\u00f4s substituir a cruz de Malta      pelo caduceu.<\/p>\n<p><strong>O general G. Sternberg, chefe do Departamento M\u00e9dico, deu o seguinte      despacho: <\/strong>&#8220;A atual ins\u00edgnia foi adotada ap\u00f3s cuidadoso estudo      e \u00e9 atualmente reconhecida como pr\u00f3pria desta corpora\u00e7\u00e3o. A altera\u00e7\u00e3o proposta,      portanto, n\u00e3o \u00e9 aprovada&#8221;.<\/p>\n<p>Em 14 de junho do mesmo ano, o capit\u00e3o Reynolds endere\u00e7ou nova carta ao Chefe      do Departamento, refazendo sua proposta com novos argumentos. Em certo trecho      de sua carta diz o seguinte: &#8220;Desejo particularmente chamar a aten\u00e7\u00e3o      para a conveni\u00eancia de mudar a ins\u00edgnia da cruz para o caduceu e de adotar      o marrom como a cor da corpora\u00e7\u00e3o, em lugar do verde agora em uso. O caduceu      foi durante anos a ins\u00edgnia de nossa corpora\u00e7\u00e3o e est\u00e1 inalienavelmente associado      \u00e0s coisas m\u00e9dicas. Est\u00e1 sendo usado por v\u00e1rias pot\u00eancias estrangeiras, especialmente      a Inglaterra. Como figura, deve-se reconhecer que o caduceu \u00e9 muito mais gracioso      e significativo do que o atual emblema&#8221; (cruz de Malta). &#8220;O verde      n\u00e3o tem lugar na medicina&#8221;.<\/p>\n<p>Nesse \u00ednterim, houve mudan\u00e7a na Chefia do Departamento M\u00e9dico e esta segunda      carta foi recebida pelo General William Henry Forwood, quem, n\u00e3o somente aprovou      a proposta como providenciou a confec\u00e7\u00e3o da nova ins\u00edgnia. O desenho elaborado      tem sete curvaturas das serpentes, o que tamb\u00e9m revela desconhecimento do      caduceu tradicional, que cont\u00e9m, no m\u00e1ximo, cinco espirais.(fig. 2).<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do44.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"272\" height=\"225\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><strong><br \/>\n     Fig. 2. Ins\u00edgnia do Army Medical Department &#8211; U.S.A.<\/strong><\/p>\n<p>Os argumentos usados pelo Cap. Reynolds revelam sua confus\u00e3o entre os dois      s\u00edmbolos. O caduceu jamais fora a ins\u00edgnia da corpora\u00e7\u00e3o, mas do pessoal de      apoio (steward) dos hospitais. O bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio e n\u00e3o o caduceu \u00e9 que      est\u00e1 historicamente associado \u00e0 medicina. Tanto na Inglaterra, como na Fran\u00e7a      e na Alemanha, os servi\u00e7os m\u00e9dicos das for\u00e7as armadas utilizavam o bast\u00e3o      de Ascl\u00e9pio em seus emblemas e n\u00e3o o caduceu de Hermes.<\/p>\n<p>Finalmente, a cor verde tem sido usada em conex\u00e3o com a medicina; tanto assim      que no Brasil o anel de m\u00e9dico tem, incrustada, uma pedra verde &#8211; esmeralda      ou imita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O argumento de ordem subjetiva de que a figura do caduceu \u00e9 mais est\u00e9tica      do que a cruz de Malta ou o bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio \u00e9 irrelevante, porquanto n\u00e3o      diz respeito ao significado de tais s\u00edmbolos.<\/p>\n<p>Deste modo, o caduceu foi implantado e se mant\u00e9m at\u00e9 hoje como ins\u00edgnia do      Corpo M\u00e9dico do Ex\u00e9rcito norte-americano, o que muito contribuiu, sobretudo      ap\u00f3s a Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), para a sua difus\u00e3o, dentro      e fora dos Estados Unidos, como s\u00edmbolo da medicina.<\/p>\n<p>A Marinha norte-americana adotou igualmente o caduceu como emblema de seu      corpo m\u00e9dico, ao contr\u00e1rio da For\u00e7a A\u00e9rea, que mant\u00e9m em seu emblema o bast\u00e3o      de Ascl\u00e9pio.<\/p>\n<p>Os Servi\u00e7os de Sa\u00fade P\u00fablica dos Estados Unidos, por sua vez, adotaram um      antigo emblema do Servi\u00e7o M\u00e9dico da Marinha, no qual o caduceu se cruza com      uma \u00e2ncora e cujo simbolismo anterior era o do com\u00e9rcio mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>O primeiro coment\u00e1rio desfavor\u00e1vel \u00e0 decis\u00e3o do U.S. Medical Department apareceu      sob a forma de editorial em final de julho de 1902 na publica\u00e7\u00e3o Medical News.      Desde ent\u00e3o, de tempos em tempos, surgem artigos na imprensa m\u00e9dica, ora justificando,      ora condenando o uso do caduceu como s\u00edmbolo da medicina.<\/p>\n<p><strong>Em 1917, o Tenente-coronel McCulloch, bibliotec\u00e1rio do Departamento      M\u00e9dico, fez o seguinte coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<p>&#8221; I think that in this country we pay too little attention to the historical      and humanistic side of things. The caduceus or wand of Mercury now used on      the collar of the uniforme blouse of medical corps has really no medical bearing      wathever&#8221;. (Eu penso que, neste Pa\u00eds, n\u00f3s prestamos muito pouca aten\u00e7\u00e3o      ao lado hist\u00f3rico e human\u00edstico das coisas. O caduceu de Merc\u00fario agora em      uso na gola da blusa do uniforme do Corpo M\u00e9dico n\u00e3o tem qualquer significado      m\u00e9dico) <\/p>\n<p>Fielding Garrison, not\u00e1vel historiador da medicina nos Estados Unidos e tamb\u00e9m      Tenente-Coronel do Corpo M\u00e9dico no per\u00edodo de 1917 a 1935, procurou defender      a posteriori a ado\u00e7\u00e3o do caduceu pelo Departamento M\u00e9dico a que servia. Inicialmente,      alegou que se tratava de um s\u00edmbolo administrativo para caracterizar os militares      n\u00e3o combatentes, reconhecendo que o s\u00edmbolo aut\u00eantico da medicina era o bast\u00e3o      de Ascl\u00e9pio. Posteriormente, procurou justificar o uso do caduceu como s\u00edmbolo      m\u00e9dico com base nos achados arqueol\u00f3gicos da civiliza\u00e7\u00e3o mesopot\u00e2mica.<\/p>\n<p>Nas escava\u00e7\u00f5es realizadas em Lagash fora encontrado um vaso talhado em pedra      sab\u00e3o, de cor verde, dedicado pelo governador Gudea ao deus Niginshzida, ligado      \u00e0 medicina. Neste vaso h\u00e1 duas serpentes dispostas de maneira semelhante a      do caduceu de Hermes. Garrison refere-se \u00e0 figura como caduceu babil\u00f4nico,      que teria precedido o caduceu da civiliza\u00e7\u00e3o grega.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que toda a nossa cultura baseia-se na civiliza\u00e7\u00e3o grega. Todos      os aspectos conceituais, t\u00e9cnicos e \u00e9ticos da profiss\u00e3o m\u00e9dica, tiveram seu      ber\u00e7o na Gr\u00e9cia com a escola hipocr\u00e1tica. Foi na Gr\u00e9cia que a medicina deixou      de ser m\u00e1gico-sacerdotal para apoiar-se na observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e no racioc\u00ednio      l\u00f3gico. O s\u00edmbolo m\u00edtico de Ascl\u00e9pio, o bast\u00e3o com uma \u00fanica serpente, representa      a medicina grega em suas origens e nenhum outro s\u00edmbolo, muito menos o caduceu      de Hermes, dever\u00e1 substitu\u00ed-lo.<\/p>\n<p><strong>Em 1932, S. L.Tyson escreveu um artigo na revista Scientific Monthly,      no qual dizia:<\/strong> &#8220;The erroneous symbol of medical profession in      reality is the emblem of the god of thieves&#8221; (o err\u00f4neo s\u00edmbolo da profiss\u00e3o      m\u00e9dica, \u00e9, na realidade, o do deus dos ladr\u00f5es). Em resposta, Garrison voltou      a afirmar que o caduceu fora adotado no Departamento M\u00e9dico do ex\u00e9rcito como      s\u00edmbolo dos n\u00e3o combatentes e considerou a quest\u00e3o como &#8220;uma f\u00fatil controv\u00e9rsia&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Em material informativo recente de divulga\u00e7\u00e3o pela Internet, do Army      Medical Department, encontra-se a seguinte explica\u00e7\u00e3o para a ado\u00e7\u00e3o do caduceu      de Hermes como s\u00edmbolo da medicina:<\/strong> &#8220;Rooted in mythology, the      caduceus has historically been the emblem of physicians symbolizing knowledge,      wisdom, promptness, and skill.&#8221; (Com suas ra\u00edzes na mitologia, o caduceu      tem sido historicamente o emblema dos m\u00e9dicos, simbolizando conhecimento,      sabedoria, presteza e habilidade).<\/p>\n<p>Parece evidente a confus\u00e3o entre Hermes da mitologia grega tradicional com      Hermes Trismegistos, o deus Thot da mitologia eg\u00edpcia.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Americana manteve o s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio em seu emblema,      assim como a maioria das sociedades m\u00e9dicas regionais norte-americanas de      car\u00e1ter cient\u00edfico ou profissional. De 25 associa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas estaduais que      utilizam a serpente em seus respectivos emblemas, 23 usam o bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio.    <\/p>\n<p>S\u00e3o elas as dos Estados de Alabama, Calif\u00f3rnia, Fl\u00f3rida, Ge\u00f3rgia, Idaho,      Illinois, Kansas, Kentucky, Massachussets, Michigan, Mississipi, Missouri,      Nebraska, New Hampshire, New Mexico, New York, North Dakota, Oklahoma, Oregon,      Pennsylvania, Utah, Wisconsin e Wyoming. O caduceu \u00e9 usado pelas associa\u00e7\u00f5es      dos Estados de Maine e West Virginia.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, fundada em 1948, como n\u00e3o poderia deixar      de ser, adotou o s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio. A Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Mundial, reunida      em Havana em 1956, adotou um modelo padronizado do s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio para      uso dos m\u00e9dicos civis (fig.3). <\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do45.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"226\" height=\"222\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><strong><br \/>\n     Fig. 3. Emblema adotado pela Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Mundial para uso dos m\u00e9dicos      civis; a serpente tem duas curvaturas <br \/>\n     \u00e0 esquerda e uma \u00e0 direita<\/strong><\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas de car\u00e1ter profissional e de \u00e2mbito nacional de v\u00e1rios      pa\u00edses, que possuem emblema com serpente, adotam, em sua grande maioria, o      s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio, a come\u00e7ar pela Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Americana, j\u00e1 citada.      Entre as associa\u00e7\u00f5es que assim procedem citaremos as do Brasil, Canad\u00e1, Costa      Rica, Inglaterra, Fran\u00e7a, Alemanha, Su\u00e9cia, Dinamarca, It\u00e1lia, Portugal, \u00c1frica      do Sul, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, pa\u00edses do sudeste asi\u00e1tico, China e Taiwan..<\/p>\n<p>Sociedades de hist\u00f3ria da medicina, sociedades cient\u00edficas de especialidades      m\u00e9dicas, faculdades de medicina, revistas m\u00e9dicas e at\u00e9 empresas de seguro-sa\u00fade      como a alian\u00e7a Blue Cross-Blue Shield utilizam o s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que todo s\u00edmbolo pode ser estilizado, por\u00e9m n\u00e3o pode ser substitu\u00eddo      por outro. <\/p>\n<p><strong>Como estiliza\u00e7\u00f5es originais do s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio podemos citar      os seguintes exemplos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina e o da Academia Brasileira de Medicina        Militar, em que o bast\u00e3o toma a configura\u00e7\u00e3o de uma espada;<\/p>\n<p>O da Escola Paulista de Medicina, em que o bast\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio tronco de        uma \u00e1rvore;<\/p>\n<p>O da Sociedade Espanhola de Medicina do Trabalho, em que o bast\u00e3o assume        a forma de uma chave inglesa como instrumento de trabalho;<\/p>\n<p>O da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica, em que o bast\u00e3o \u00e9 uma tocha,        simbolizando a luz do saber;<\/p>\n<p>O da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, em que a serpente assume        o formato de um n\u00f3 cir\u00fargico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Algumas poucas organiza\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas de \u00e2mbito nacional utilizam o caduceu      de Hermes em seus emblemas, ou em sua forma original, ou modificado, tais      como as da Korea, Hong Kong e Ilha de Malta.<\/p>\n<p>O caduceu de Hermes, estilizado, foi tamb\u00e9m adotado pelo Servi\u00e7o M\u00e9dico da      Royal Air Force, da Inglaterra, divergindo do Servi\u00e7o M\u00e9dico do Ex\u00e9rcito,      que mant\u00e9m seu cl\u00e1ssico emblema com o s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio desde 1898, tendo      comemorado o seu centen\u00e1rio em 1998.<\/p>\n<p><strong>Variantes do caduceu t\u00eam sido igualmente utilizados, resultantes      de duas altera\u00e7\u00f5es introduzidas no modelo original:<\/strong> a primeira delas      consiste em eliminar uma das serpentes, mantendo as asas, tal como nos emblemas      da American Gastroenterological Association e da Facolt\u00e0 di Medicina e Chirurgia      de Floren\u00e7a; a segunda, conservando as duas serpentes e eliminando as asas,      como nos emblemas da Societ\u00e0 Italiana di Medicina Interna e da empresa de      seguro-sa\u00fade Golden Cross.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, onde \u00e9 mais difundido o caduceu de Hermes como pretenso      s\u00edmbolo da medicina, o mesmo \u00e9 usado em algumas poucas Universidades e sociedades      m\u00e9dicas, sendo mais comum o seu emprego em hospitais e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas      e privadas ligadas \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Segundo um levantamento realizado at\u00e9 1980, o caduceu \u00e9 usado principalmente      pelas empresas que gerenciam planos de sa\u00fade naquele pa\u00eds, chegando a 76%      de quantas utilizam a serpente em seus emblemas.<\/p>\n<p>No dizer de Geelhoed, o caduceu tornou-se um s\u00edmbolo evocativo da situa\u00e7\u00e3o      atual da medicina, em que os aspectos econ\u00f4micos e comerciais da sa\u00fade se      sobrep\u00f5em aos aspectos humanos, o que \u00e9 inaceit\u00e1vel. Para aqueles que desejarem      preservar os ideais da tradi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica s\u00f3 h\u00e1 um s\u00edmbolo verdadeiro, que \u00e9      o de Ascl\u00e9pio.<\/p>\n<p>Como sugeriu Tyson, o s\u00edmbolo de Hermes poderia ser usado, no m\u00e1ximo, em      carros funer\u00e1rios, j\u00e1 que uma das atribui\u00e7\u00f5es de Hermes era a de conduzir      os mortos \u00e0 sua morada subterr\u00e2nea.Fora disso, o caduceu de Hermes, como s\u00edmbolo      m\u00e9dico, \u00e9 uma heresia.<\/p>\n<p>As cr\u00edticas desfavor\u00e1veis ao seu uso como s\u00edmbolo da medicina persistem at\u00e9      o presente, como demonstram os seguintes coment\u00e1rios que transcrevemos a seguir,      veiculados, respectivamente, em 1988, 1996 e 1999.<\/p>\n<p>&#8220;The caduceus is a usurper &#8211; a latecomer to medical symbolism and a      pretender of suspect lgitimacy&#8221;(o caduceu \u00e9 um usurpador, um retardat\u00e1rio      no simbolismo m\u00e9dico e um pretendente de duvidosa legitimidade).<\/p>\n<p>&#8216;&#8221;The association of physicians with thievery through the adoption of      Hermes caduceus as a medical symbol is undoubtedly undesirable and only those      cynics who accuse physicians of an excessive interest in making money may      find it apropriated&#8221; (A associa\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos com o furto pela ado\u00e7\u00e3o      do caduceu de Hermes como s\u00edmbolo da medicina \u00e9, sem d\u00favida, indesej\u00e1vel e      somente os c\u00ednicos que acusam os m\u00e9dicos de interesse excessivo em ganhar      dinheiro podem ach\u00e1-lo apropriado) <\/p>\n<p>&#8220;The caduceus has nothing to do with health, healing or medicl arts&#8221;.      &#8220;The United States Army resolute in error as armies tend to be, adopted      the Caduceus as the insignia of the medical arm. The power of the military&#8217;s      influence displaced the Aesculapian staff from the mythic place&#8221;. (O      Caduceu nada tem a ver com a sa\u00fade, o tratamento das doen\u00e7as ou as artes m\u00e9dicas.      O ex\u00e9rcito norte-americano, resoluto no erro como todos os ex\u00e9rcitos costumam      ser, adotaram o caduceu como ins\u00edgnia do seu Departamento M\u00e9dico. O poder      da influ\u00eancia militar deslocou o bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio de seu lugar m\u00edtico) (Collins,      S.G., 18\/03\/1999).<\/p>\n<p>No Brasil, prevalece no meio m\u00e9dico o s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio. A Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica      Brasileira, assim como as sociedades estaduais a ela filiadas que possuem      emblema com a serpente, utilizam o s\u00edmbolo correto do deus da medicina.<\/p>\n<p><strong>Assistimos, por\u00e9m, a dissemina\u00e7\u00e3o do caduceu de Hermes entre n\u00f3s,      atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o:<\/strong> televis\u00e3o, jornais, impressos,      an\u00fancios, adesivos, desenhos em objetos e utens\u00edlios destinados a m\u00e9dicos      e estudantes de medicina. Conforme ressaltou o Prof. Alcino L\u00e1zaro da Silva,      &#8220;a m\u00eddia brasileira, por engano, por fal\u00e1cia, por m\u00e1-interpreta\u00e7\u00e3o, por      m\u00e1-informa\u00e7\u00e3o ou por m\u00e1-f\u00e9 passou a usar o s\u00edmbolo do com\u00e9rcio como ilustra\u00e7\u00e3o      quando se refere a not\u00edcias m\u00e9dicas&#8221;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os softwares destinados a hospitais e consult\u00f3rios m\u00e9dicos, importados      dos Estados Unidos, ou neles inspirados, muito t\u00eam contribu\u00eddo para a propaga\u00e7\u00e3o      do caduceu, ao utiliz\u00e1-lo como identificador de sua destina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lamentavelmente, o caduceu como s\u00edmbolo da medicina j\u00e1 pode ser encontrado      em nosso Pa\u00eds em revistas e sociedades m\u00e9dicas de funda\u00e7\u00e3o mais recente, em      sites da Internet dedicados \u00e0 medicina, e at\u00e9 mesmo em impressos de algumas      universidades.<\/p>\n<p><strong>Cremos ser necess\u00e1ria uma campanha de esclarecimento, sobretudo nas      Faculdades de Medicina, junto aos estudantes do curso de gradua\u00e7\u00e3o, no sentido      alert\u00e1-los sobre o \u00fanico e verdadeiro s\u00edmbolo da medicina:<\/strong> o bast\u00e3o      de Ascl\u00e9pio com uma s\u00f3 serpente. O caduceu de Hermes, s\u00edmbolo do com\u00e9rcio,      deve ser visto como um s\u00edmbolo impr\u00f3prio aos nobres ideais da medicina. <\/p>\n<p><strong>Joffre M. de Rezende <\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>1. CASTIGLIONI, A. Histoire de la m\u00e9decine (trad.) Paris, Payot, 1931.<br \/>\n     2. MAJOR RA. A History of medicine. Springfield, Charles C. Thomas, 1954.<br \/>\n     3. KER\u00c9NYI C. Asklepios. Archetypal image of the physician\u0092s existence.      London, Thames and Hudson, 1960<br \/>\n     4. EDELSTEIN EJ, EDELSTEIN L. Asclepius. Collection and interpretation of      testimonies. Baltimore, The Johns Hopkins Univ. Press, 1993.<br \/>\n     5. FONS JW Jr. The serpent as a medical emblem. Marquette Med. Rev. 26:13-15,      1960.<br \/>\n     6. LAWRENCE C. The healing serpent. The snake in medical iconography. Ulster      Med. J. 47:134-140, 1978.<br \/>\n     7. WILLIAMS NW. Serpents, staffs, and the emblems of medicine. JAMA 281:475-6,      1999.<br \/>\n     8. BRAND\u00c3O JS. Mitologia grega, vol. 2, 2.ed. Petr\u00f3polis, Ed. Vozes, 1988.<br \/>\n     9. CHEVALIER J, GHEERBRANT, A. Dicion\u00e1rio de s\u00edmbolos, 2.ed. (trad.). Rio      de Janeiro, Jos\u00e9 Olympio Ed., 1989.<br \/>\n     10. ENCYCLOPAEDIA BRITTANNICA. Chicago, 1961<br \/>\n     11. HAMILTON E. A mitologia, 3.ed. (trad.). Publ. D. Quixote, Lisboa, 1983.<br \/>\n     12. HAUBRICH WS. Medical Meanings. A glossary of word origins. Philadelphia,      Am. Col. Phys., 1997<br \/>\n     13. FRIEDLANDER WJ. The golden wand of medicine. Westport, Greenwood Press,      1992<br \/>\n     14 METZER WS. The caduceus and the Aesculapian staff: ancient eastern origins,      evolution and western parallels. Southern Med. J. 82:743-748, 1989.<br \/>\n     15. MU\u00f1OZ P. Origins of caduceus. Maryland State Med. J. Oct. 1981, p.35-40.<br \/>\n     16. ERNOUT, A. &amp; MEILLET, A.: Dictionnaire \u00e9tymologique de la langue latine.      Histoire des mots, 4.ed. Paris, Ed. Klincksieck, 1979.<br \/>\n     17. FOWDEN, G. The Egyptian Hermes. New Jersey, Princeton University Press,      1993.<br \/>\n     18. SCHOUTEN J. The rod and serpent of Asklepios. Symbol of medicine. Amsterdam,      Elsevier Publ. Co., 1967.<br \/>\n     19. McCULLOCH, CC. Jr. \u0096 The coat of arms of the medical corps. Military      Surg. 41:137-148, 1917.<br \/>\n     20. GARRISON FH. The babylonian caduceus. Mil. Surg. 44:633-636, 1919.<br \/>\n     21. TYSON, SL. The caduceus. Sc. Monthly 34:492-498, 1932.<br \/>\n     22. INTERNET. Diversos sites de busca em Asclepius, caduceus, symbol, medical      associations e outros.<br \/>\n     23. GEELHOED GW. The caduceus as a medical emblem. Heritage or heresy? Southern      Med. J. 81:1155-1161, 1988.<br \/>\n     24. NICHOLS, D. \u0096 Iatros, vol. 10, n. 10, 1996<br \/>\n     25. COLLINS, SG.- Comments on the book The golden wand of medicine, march      18, 1999 (22)<br \/>\n     26. L\u00c1ZARO DA SILVA, A. \u0096 S\u00edmbolo da medicina. Bol. Inf. C..C.. 43-45,      abril\/junho 1999.<\/p>\n<p><strong>Nota:<\/strong> De todas as fontes bibliogr\u00e1ficas citadas, merece      destaque especial o livro de Walter J. Friedlander \u0096 The golden wand      of medicine \u0096 cuja leitura recomendamos a todos os interessados no assunto.    <\/p>\n<p>Fonte:  www.sobravime.org.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<h4>O ATO M\u00c9DICO ATRAV\u00c9S DA HIST\u00d3RIA<\/h4>\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o e conceito do ato m\u00e9dico <\/strong><\/p>\n<p>O ato m\u00e9dico deve ser definido como todo procedimento da compet\u00eancia e responsabilidade      exclusivas do m\u00e9dico no exerc\u00edcio de sua profiss\u00e3o, em benef\u00edcio do ser humano      individualmente ou da sociedade como um todo, visando \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade,      a preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as, a identifica\u00e7\u00e3o dos estados m\u00f3rbidos, o tratamento      e a reabilita\u00e7\u00e3o do enfermo. <\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o principal do m\u00e9dico, em toda a hist\u00f3ria da humanidade, tem sido      a de cuidar e tratar dos enfermos, quando melhor se caracteriza o ato m\u00e9dico.      Nesta fun\u00e7\u00e3o o ato m\u00e9dico consiste basicamente na formula\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico      e na institui\u00e7\u00e3o do tratamento mais indicado para o paciente. <\/p>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico deve fundamentar-se na hist\u00f3ria cl\u00ednica passada      e presente do paciente, ou seja, na anamnese, no exame f\u00edsico do paciente,      na evolu\u00e7\u00e3o do quadro cl\u00ednico e na interpreta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos exames complementares      porventura necess\u00e1rios, sejam estes exames de laborat\u00f3rio, registros gr\u00e1ficos      ou m\u00e9todos de imagem. Firmado o diagn\u00f3stico sindr\u00f4mico e, se poss\u00edvel, etiol\u00f3gico,      o ato m\u00e9dico seguinte, o de maior responsabilidade, consiste na tomada de      decis\u00e3o quanto \u00e0 melhor conduta terap\u00eautica a ser seguida, que poder\u00e1 ser      de ordem cl\u00ednica, cir\u00fargica, ou mesmo psiqui\u00e1trica. <\/p>\n<p>Em muitas ocasi\u00f5es, o paciente poder\u00e1 necessitar do concurso de um especialista,      ou ser hospitalizado, ou submetido a uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica ou a procedimentos      invasivos que encerram algum risco calculado. <\/p>\n<p>Nos casos de tratamento cl\u00ednico a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 da compet\u00eancia e responsabilidade      exclusivas do m\u00e9dico, muito embora a sua execu\u00e7\u00e3o possa ser efetuada por outro      profissional da \u00e1rea de sa\u00fade. <\/p>\n<p>Em qualquer caso, o paciente deve receber a orienta\u00e7\u00e3o e os esclarecimentos      necess\u00e1rios sobre a sua doen\u00e7a, respeitando-se a sua autonomia em decidir      se aceita ou n\u00e3o as medidas propostas, tanto na fase de elabora\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico,      quanto do tratamento. <\/p>\n<p>Finalmente, o ato m\u00e9dico mais enaltecedor \u00e9 o do profissional que reconhece      as suas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es ou dos equipamentos de que disp\u00f5e para a condu\u00e7\u00e3o      do caso e encaminha o paciente a um servi\u00e7o mais bem aparelhado em recursos      humanos e t\u00e9cnicos, que possam proporcionar-lhe o que de melhor a medicina      possa oferecer-lhe. <\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do46.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"331\" height=\"319\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><strong><br \/>\n     O ato m\u00e9dico no s\u00e9culo II a.C.<\/strong><\/p>\n<p>O ato m\u00e9dico, tal como foi conceituado, n\u00e3o deve confundir-se com os procedimentos      de outros profissionais que atuam na \u00e1rea de sa\u00fade, sejam de n\u00edvel m\u00e9dio ou      superior. O m\u00e9dico se distingue dos demais profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade      por sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de maior amplitude e abrang\u00eancia, que o capacita      a ter uma vis\u00e3o global do organismo humano em sua totalidade, desde a sua      estrutura anat\u00f4mica ao funcionamento dos diferentes \u00f3rg\u00e3os; a conhecer a natureza      dos agentes patog\u00eanicos; a ter a percep\u00e7\u00e3o de sinais e sintomas que possam      indicar altera\u00e7\u00f5es da sa\u00fade e conduzir ao diagn\u00f3stico de uma doen\u00e7a ou de      uma les\u00e3o inaparente. <\/p>\n<p>Imposs\u00edvel alcan\u00e7ar esta vis\u00e3o sem a aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos fundamentais      de anatomia normal e patol\u00f3gica, fisiologia, fisiopatologia, farmacologia,      semiologia, cl\u00ednica m\u00e9dica e cir\u00fargica, doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias,      ginecologia e obstetr\u00edcia, pediatria, epidemiologia, medicina preventiva e      social, medicina legal e psiquiatria. <\/p>\n<p>N\u00e3o importa o n\u00famero e a classifica\u00e7\u00e3o das disciplinas que comp\u00f5em a grade      curricular do curso m\u00e9dico nas diferentes faculdades; o essencial \u00e9 que durante      o curso de gradua\u00e7\u00e3o o m\u00e9dico tenha adquirido o lastro de conhecimentos necess\u00e1rios      ao exerc\u00edcio da medicina, qualquer que seja a especialidade que escolher.      O especialista, sem esta base comum em sua forma\u00e7\u00e3o deixa de ser um m\u00e9dico      e passa a ser um t\u00e9cnico. A par disso, espera-se que tenha assimilado durante      o curso o comportamento \u00e9tico e a no\u00e7\u00e3o de responsabilidade inerentes \u00e0 profiss\u00e3o      m\u00e9dica e que esteja consciente da necessidade de manter-se permanentemente      atualizado, j\u00e1 que a medicina n\u00e3o cessa de progredir e de oferecer novos recursos      diagn\u00f3sticos e terap\u00eauticos. <\/p>\n<p>O desenvolvimento da medicina levou \u00e0 sua fragmenta\u00e7\u00e3o em diferentes especialidades.      Esta \u00e9 uma conting\u00eancia hist\u00f3rica com a qual temos de conviver e saber tirar      proveito em favor dos pacientes. Todavia, qualquer que seja a especialidade      escolhida ou as habilidades que tenha de adquirir para as tarefas que lhe      cabe executar, o m\u00e9dico especialista dever\u00e1 considerar-se integrante de uma      equipe em busca de um diagn\u00f3stico ou da melhor conduta terap\u00eautica a ser institu\u00edda,      compartilhando dos deveres e das responsabilidades de toda a equipe. <\/p>\n<p>Esbo\u00e7a-se atualmente em v\u00e1rios pa\u00edses a pol\u00edtica de incentivo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o      do m\u00e9dico geral ou cl\u00ednico geral no mesmo patamar de valoriza\u00e7\u00e3o do especialista,      ou seja em n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Neste sentido, o m\u00e9dico geral seria a primeira      inst\u00e2ncia a quem deveria recorrer o enfermo, que seria encaminhado, sempre      que necess\u00e1rio, ao especialista mais indicado. <\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da enfermeira ou de outro profissional da \u00e1rea de sa\u00fade na      execu\u00e7\u00e3o do ato m\u00e9dico n\u00e3o exime o m\u00e9dico da sua inteira e total responsabilidade      por qualquer dano causado ao paciente. <\/p>\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do ato m\u00e9dico <\/strong><\/p>\n<p>Nos tempos primitivos, em que a medicina tinha o car\u00e1ter m\u00e1gico-sacerdotal,      e as doen\u00e7as eram atribu\u00eddas a causas sobrenaturais, o ato m\u00e9dico consistia      de magias, ritos e encantamentos de toda ordem, associados a pr\u00e1ticas emp\u00edricas      tradicionais. <\/p>\n<p>Somente no s\u00e9culo V a.C., com o surgimento da medicina hipocr\u00e1tica na Gr\u00e9cia,      foi a mesma separada da religi\u00e3o, das cren\u00e7as irracionais e do apelo ao sobrenatural.      Desde ent\u00e3o, por caminhos tortuosos, com avan\u00e7os e recuos, chegou \u00e0 Idade      M\u00e9dia, quando tiveram in\u00edcio os cursos m\u00e9dicos oficiais. At\u00e9 ent\u00e3o, o ensino      da arte m\u00e9dica era informal e se fazia de mestre a aluno atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es,      como consta do juramento de Hip\u00f3crates. <\/p>\n<p>Conforme ressaltou Bullough, em seu livro The development of medicine as      a profession, a medicina s\u00f3 foi institucionalizada a partir da Idade M\u00e9dia,      ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o da escola de Salerno e das primeiras universidades europ\u00e9ias.      Dentre elas teve atua\u00e7\u00e3o destacada a de P\u00e1dua, onde se formaram e ensinaram      grandes personagens que revolucionaram a medicina, como Vesalius, Morgagni,      Harvey e outros. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na medicina \u00e1rabe do oriente, que se encontrava em seu apogeu em plena      Idade M\u00e9dia, houve preocupa\u00e7\u00e3o com a institucionaliza\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o da      profiss\u00e3o m\u00e9dica e, no ano 931 d.C., as autoridades governamentais promoveram      em Bagd\u00e1 o primeiro exame p\u00fablico para credenciamento dos m\u00e9dicos em exerc\u00edcio.      Diz a hist\u00f3ria que compareceram a este exame 860 candidatos.<\/p>\n<p>Embora na antig\u00fcidade cl\u00e1ssica, alguns procedimentos cir\u00fargicos fossem executados      por m\u00e9dicos, a cirurgia permaneceu relegada a segundo plano por muitos s\u00e9culos,      entregues a profissionais sem forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, os chamados cirurgi\u00f5es-barbeiros.      A Universidade de Paris chegou ao ponto de proibir aos m\u00e9dicos, sob juramento,      a pr\u00e1tica da cirurgia. <\/p>\n<p>Somente no s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s a descoberta da anestesia geral, a introdu\u00e7\u00e3o      da antissepsia por Lister e a descoberta dos microorganismos patog\u00eanicos respons\u00e1veis      pela infec\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria, a cirurgia foi reintegrada \u00e0 medicina e adquiriu      o status de uma de suas mais importantes especialidades. <\/p>\n<p>A separa\u00e7\u00e3o legal entre a medicina e a farm\u00e1cia como profiss\u00f5es independentes      se processou gradualmente a partir da Idade M\u00e9dia e com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias      em cada pa\u00eds. Em nenhum caso, entretanto, se permitiu atribu\u00edu legalmente      ao farmac\u00eautico a prescri\u00e7\u00e3o de medicamentos, considerada um ato privativo      do m\u00e9dico.<\/p>\n<p>A odontologia, por sua vez, remonta \u00e0 antig\u00fcidade e sua vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 medicina      \u00e9 menos evidente do que no caso da farm\u00e1cia. A extra\u00e7\u00e3o de dentes n\u00e3o constitu\u00eda      uma atividade pr\u00f3pria dos m\u00e9dicos e sim dos cirurgi\u00f5es-barbeiros. <\/p>\n<p>A moderna odontologia teve o seu ber\u00e7o na Fran\u00e7a, no s\u00e9culo XVIII, com o      m\u00e9dico Pierre Fauchard, cognominado &#8220;pai da moderna odontologia&#8221;,      quem inovou as t\u00e9cnicas e o instrumental usado pelos dentistas. Viveu de 1678      a 1761, tendo escrito um tratado sobre patologia oral, intitulado Le chirurgien      dentiste, que serviu de guia para o desenvolvimento da especialidade no continente      europeu.<\/p>\n<p>As primeiras escolas de odontologia, independentes de cursos ministrados      em escolas m\u00e9dicas, foram fundadas no s\u00e9culo XIX nos Estados Unidos e na Fran\u00e7a,      o que conferiu \u00e0 odontologia a condi\u00e7\u00e3o de profiss\u00e3o aut\u00f4noma de que goza      atualmente. Em alguns pa\u00edses, no entanto, como em Portugal e na It\u00e1lia a odontologia      ainda \u00e9 considerada uma especialidade m\u00e9dica e o odont\u00f3logo deve ser m\u00e9dico      antes de se dedicar \u00e0 odontologia. <\/p>\n<p>O profissional que mais de perto sempre colaborou com a profiss\u00e3o m\u00e9dica      na realiza\u00e7\u00e3o do ato m\u00e9dico \u00e9 o enfermeiro. \u00c9 comum nos referirmos \u00e0 enfermeira      em lugar de enfermeiro, tendo em vista o predom\u00ednio do sexo feminino na profiss\u00e3o.      Sua condi\u00e7\u00e3o de profiss\u00e3o de n\u00edvel superior \u00e9 relativamente recente e teve      origem na Inglaterra a partir da funda\u00e7\u00e3o da primeira escola de enfermagem      por Florence Nightingale, em 1860, ap\u00f3s a guerra da Crim\u00e9ia. <\/p>\n<blockquote>\n<p>1. V.L. Bullough, The development of medicine as a profession, 1966, pp.        49-72 <br \/>\n       2. R. H. Major., A history of medicine, 1954, p. 232 <br \/>\n       3. D. L. Cowen; W. W. Elfond, Pharmacy. An ilustrated history, pp. 52-74.        <br \/>\n       4. RING, M. E., Hist\u00f3ria Ilustrada da Odontologia, 1998, pp. 160-173 <br \/>\n       5. MOLINA, T. M., Historia de la Enfermeria, 1973, pp. 58-64. <\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A profiss\u00e3o de enfermagem tem adquirido crescente prest\u00edgio por sua atua\u00e7\u00e3o      cada vez mais ampla em todos os setores de sa\u00fade onde atua, em especial nos      estabelecimentos hospitalares. A profiss\u00e3o de enfermagem conta hoje com o      concurso de profissionais de n\u00edvel m\u00e9dio, t\u00e9cnico e auxiliar de enfermagem,      podendo dedicar-se a tarefas de maior complexidade e responsabilidade. <\/p>\n<p>As demais profiss\u00f5es da \u00e1rea de sa\u00fade t\u00eam, todas, uma interface com a medicina,      gozando de maior ou menor autonomia de a\u00e7\u00e3o em sua \u00e1rea de trabalho, na depend\u00eancia      da legisla\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o vigentes em cada na\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>O ato m\u00e9dico no Brasil <\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, a presen\u00e7a atuante do m\u00e9dico s\u00f3 se tornou realidade no s\u00e9culo      XIX. Lycurgo Santos Filho, em sua Hist\u00f3ria Geral da Medicina Brasileira, d\u00e1-nos      um retrato fiel do que foi a medicina no per\u00edodo colonial. <\/p>\n<p>Pouqu\u00edssimos eram os m\u00e9dicos que aqui aportavam. Eram chamados f\u00edsicos e      tidos, em sua maioria, como crist\u00e3os-novos, ou seja, judeus rec\u00e9m-convertidos      ao catolicismo para fugir \u00e0 Inquisi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><strong>Em maior n\u00famero vieram os cirurgi\u00f5es, dos quais havia tr\u00eas categorias:<\/strong>      os &#8220;cirurgi\u00f5es-barbeiros&#8221;, os &#8220;cirurgi\u00f5es aprovados&#8221; e      os &#8220;cirurgi\u00f5es diplomados&#8221;. <\/p>\n<p>Predominavam os &#8220;cirurgi\u00f5es-barbeiros&#8221;, que praticamente monopolizavam      a pr\u00e1tica da medicina nos s\u00e9culos XVI e XVII. Logo os nativos, quase sempre      mesti\u00e7os ou mulatos, aprenderam o of\u00edcio e se tornaram tamb\u00e9m &#8220;cirurgi\u00f5es-barbeiros&#8221;.      Sem nenhum preparo, iniciavam-se como aprendizes e ap\u00f3s alguma pr\u00e1tica eram      examinados e recebiam a carta que os habilitava ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.      Praticavam tratamento de fraturas e luxa\u00e7\u00f5es, curavam feridas, faziam sangria,      aplicavam ventosas e sanguessugas e extra\u00edam dentes. <\/p>\n<p>Tiveram papel relevante no atendimento m\u00e9dico \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, tanto ind\u00edgena      como de escravos e colonizadores, os jesu\u00edtas e os botic\u00e1rios. Como n\u00e3o havia      ainda cursos de farm\u00e1cia, os botic\u00e1rios aprendiam o of\u00edcio nas pr\u00f3prias boticas,      prestavam exame perante o f\u00edsico-mor e recebiam carta de habilita\u00e7\u00e3o. Para      a manipula\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios, baseavam-se em cole\u00e7\u00f5es manuscritas de receitas      e, a partir do final do s\u00e9culo XVIII, na Farmacop\u00e9ia Geral de Portugal, impressa      em 1794. Na aus\u00eancia de m\u00e9dico, o botic\u00e1rio prescrevia ele mesmo a medica\u00e7\u00e3o,      tal como ainda hoje ocorre com o farmac\u00eautico nas pequenas localidades do      interior. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das categorias j\u00e1 mencionadas, havia ainda o &#8220;barbeiro&#8221;, o      mais humilde dos profissionais. Al\u00e9m do corte de cabelo e barba, fazia sangria,      aplicava ventosas, sanguessugas e clisteres, lancetava abscessos e fazia curativos.      Era muito procurado pela faixa mais pobre da popula\u00e7\u00e3o. Os partos ficavam      entregues \u00e0s &#8220;comadres&#8221; (parteiras sem nenhum preparo) e por toda      parte enxameavam os curandeiros e charlat\u00e3es de toda ordem.6 <\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7ou a se modificar com a vinda de D. Jo\u00e3o VI para o      Brasil, quando foram criadas, em 1808, as duas escolas m\u00e9dico-cir\u00fargicas,      uma na Bahia e outra no Rio de Janeiro. Na realidade, somente a partir de      1832, quando as duas escolas foram transformadas em Faculdades de Medicina,      come\u00e7aram a se formar m\u00e9dicos brasileiros, os quais, aos poucos foram assumindo      o exerc\u00edcio da medicina em concorr\u00eancia com os &#8220;cirurgi\u00f5es-barbeiros&#8221;      e os curandeiros. <\/p>\n<p>As fam\u00edlias mais abastadas mandavam seus filhos estudar na Europa e muitos      m\u00e9dicos brasileiros formaram-se em Coimbra, Slamanca, Montpelier e Edinburgh.    <\/p>\n<p>O n\u00famero de m\u00e9dicos no Brasil s\u00f3 aumentou no s\u00e9culo XX, com a cria\u00e7\u00e3o de      novas escolas m\u00e9dicas. <\/p>\n<p><strong>Em 1900 havia no Pa\u00eds apenas tr\u00eas faculdades de medicina:<\/strong>      a do Rio de Janeiro, a de Salvador, e a de Porto Alegre, esta \u00faltima fundada      em 1898. Em 1950 j\u00e1 eram 15, que diplomavam cerca de 2.000 m\u00e9dicos por ano.    <\/p>\n<p>A enfermagem era tradicionalmente exercida pelas Irm\u00e3s de Caridade nas Santas      Casas de Miseric\u00f3rdia existentes nas principais cidades e, nos hospitais particulares,      por atendentes treinadas em servi\u00e7o. O curso superior da moderna enfermagem      s\u00f3 teve in\u00edcio em 1921 por iniciativa de Carlos Chagas, quando Diretor do      Departamento Nacional de Sa\u00fade, com a funda\u00e7\u00e3o da Escola Ana Neri, que serviu      de modelo para as demais. <\/p>\n<p>A classe m\u00e9dica, at\u00e9 os anos 50, sempre se conduziu como profiss\u00e3o liberal,      sem tomar consci\u00eancia da necessidade de se organizar como categoria profissional      na defesa de seus mais leg\u00edtimos interesses e da pr\u00f3pria profiss\u00e3o. <\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, fundada em 1951, tomou iniciativa nesse sentido      quando organizou o seu I Congresso na cidade de Ribeir\u00e3o Preto, em 1956, sob      a lideran\u00e7a do Prof. Hilton Rocha e Jairo Ramos. Houve inicialmente a tentativa      de se fundar a Ordem dos M\u00e9dicos, \u00e0 semelhan\u00e7a da Ordem dos Advogados, mas      a id\u00e9ia n\u00e3o vingou e foi substitu\u00edda pela dos Conselhos de Medicina, Federal      e Regionais, criados no governo do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira      pela lei 3.268, de 30 de setembro de 1957. <\/p>\n<p>Somente a partir do funcionamento dos Conselhos, a classe m\u00e9dica passou a      contar com um f\u00f3rum adequado para discuss\u00e3o das quest\u00f5es \u00e9ticas da medicina.    <\/p>\n<p><strong>A interface da medicina com as demais profiss\u00f5es da \u00e1rea de sa\u00fade.      <\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>O desenvolvimento da medicina, aliado ao crescimento da popula\u00e7\u00e3o e \u00e0 maior        demanda por servi\u00e7os p\u00fablicos e privados de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade fez com que        surgissem v\u00e1rias outras profiss\u00f5es na \u00e1rea de sa\u00fade, al\u00e9m da medicina, farm\u00e1cia,        odontologia e enfermagem. <\/p>\n<p>O n\u00famero, as denomina\u00e7\u00f5es e as atribui\u00e7\u00f5es de cada uma dessas profiss\u00f5es        variam com a legisla\u00e7\u00e3o de cada pa\u00eds. No Brasil, conforme levantamento realizado        por Girard e col.,7 s\u00e3o reconhecidas atualmente 14 categorias de profissionais        de n\u00edvel superior e 43 de n\u00edvel m\u00e9dio na \u00e1rea de sa\u00fade. De n\u00edvel superior        s\u00e3o os m\u00e9dicos, farmac\u00eauticos, odont\u00f3logos, enfermeiros, m\u00e9dicos veterin\u00e1rios,        bi\u00f3logos, biom\u00e9dicos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais,        fonoaudi\u00f3logos, profissionais em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, psic\u00f3logos e assistentes        sociais. <\/p>\n<p><strong>L. Santos Filho, Hist\u00f3ria geral da medicina brasileira, 1991, pp.52-67        <\/strong><\/p>\n<p><strong>S. N. Girard; H. Fernandes JR,; C. L. Carvalho, &#8220;A regulamenta\u00e7\u00e3o        das profiss\u00f5es de sa\u00fade no Brasil&#8221;. Internet, dispon\u00edvel em http:\/\/www.ccs.uel.br\/espacoparasaude\/v2n1\/RPSB.htm        <\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Das 43 profiss\u00f5es de n\u00edvel m\u00e9dio que atuam na \u00e1rea de sa\u00fade, somente oito      t\u00eam legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. <\/p>\n<p><strong>S\u00e3o elas: <\/strong>t\u00e9cnico em enfermagem, auxiliar de enfermagem,      visitador sanit\u00e1rio, t\u00e9cnico em radiologia, t\u00e9cnico em \u00f3ptica, t\u00e9cnico em      laborat\u00f3rio de pr\u00f3tese dent\u00e1ria, massoterapeuta e t\u00e9cnico em seguran\u00e7a do      trabalho. As demais foram reconhecidas atrav\u00e9s de pareceres, resolu\u00e7\u00f5es e      portarias. <\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 de seu n\u00famero aumentar no futuro, tanto as profiss\u00f5es de n\u00edvel      superior como as de n\u00edvel m\u00e9dio, em decorr\u00eancia da subdivis\u00e3o do trabalho      a setores cada vez mais restritos, tal como est\u00e1 acontecendo com as especialidades      m\u00e9dicas. <\/p>\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o legal das profiss\u00f5es de n\u00edvel superior de cria\u00e7\u00e3o mais recente      deixam a desejar no tocante aos direitos, atribui\u00e7\u00f5es, deveres e limita\u00e7\u00f5es      dos profissionais nas suas respectivas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Na realidade, transferem      ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de cada uma delas a compet\u00eancia      de promover sua auto-regulamenta\u00e7\u00e3o em seus C\u00f3digos de \u00c9tica e resolu\u00e7\u00f5es      normativas da pr\u00f3pria corpora\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Com esta sistem\u00e1tica era de prever-se a ocorr\u00eancia, como j\u00e1 tem ocorrido,      de pontos de atrito por superposi\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es, meios e modos de atuar. Sendo      profiss\u00f5es aut\u00f4nomas de n\u00edvel superior, devem ser consideradas no mesmo n\u00edvel      da profiss\u00e3o m\u00e9dica e n\u00e3o subordinadas a esta, por\u00e9m com a compet\u00eancia de      cada uma delas regulamentada em em lei. A defini\u00e7\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es exclusivas      do m\u00e9dico est\u00e1 sendo objeto de um projeto de lei em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso      Nacional. <\/p>\n<p>Em nosso entendimento, todas as profiss\u00f5es que atuam na \u00e1rea de sa\u00fade s\u00e3o      dignas, \u00fateis e necess\u00e1rias e n\u00e3o surgiram por acaso; s\u00e3o fruto do atual est\u00e1dio      da civiliza\u00e7\u00e3o e muito podem contribuir para o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o, tanto      na preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, como no tratamento e recupera\u00e7\u00e3o dos enfermos. Devemos      todos trabalhar em harmonia visando ao bem comum. <\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>BULLOUGH, V.L., The development of medicine as a profession.      Basel, S.Karger, 1966 <br \/>\n     MAJOR, R.H., A history of medicine. Oxford, Blackwell Scientific Publications,      1954. <br \/>\n     COWEN, D. L.; HELFOND, W. W., Pharmacy. An ilustrated history, New York, N.      Abrams Inc., 1988. <br \/>\n     RING, M. E., Hist\u00f3ria Ilustrada da Odontologia (trad.), S\u00e3o Paulo, Ed. Manole      Ltda., 1998 <br \/>\n     MOLINA, T. M., Historia de la Enfermeria, 2a. ed., Buenos Aires, Intermedica      Ed., 1973. <br \/>\n     SANTOS FILHO, L. \u0096 Hist\u00f3ria geral da medicina brasileira. S\u00e3o Paulo,      Hucitec\/Edusp, 1991 <br \/>\n     GIRARDI, S.N., FERNANDES JR., H., CARVALHO, C.L. \u0096 A regulamenta\u00e7\u00e3o das      profiss\u00f5es de sa\u00fade no Brasil. Internet, dispon\u00edvel em <br \/>\n     http:\/\/www.ccs.uel.br\/espacoparasaude\/v2n1\/RPSB.htm<\/p>\n<p>Fonte:  usuarios.cultura.com.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<h4>Santo Doutor<\/h4>\n<blockquote>\n<p>J\u00e1 cedo desperta <br \/>\n       Para sua rotina <br \/>\n       \u00c9 formado em medicina <br \/>\n       \u00c9 um oper\u00e1rio da vida <br \/>\n       \u00c9 um her\u00f3i um lutador <br \/>\n       Est\u00e1 sempre a disposi\u00e7\u00e3o <br \/>\n       No consult\u00f3rio no <br \/>\n       Hospital ou na cl\u00ednica <br \/>\n       No exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, <br \/>\n       N\u00e3o tem hora nem dia <br \/>\n       N\u00e3o tem chuva, n\u00e3o tem sol <br \/>\n       Quase nunca reclama <br \/>\n       Pois faz aquilo que ama <br \/>\n       Com muito amor e dedica\u00e7\u00e3o <br \/>\n       Depois da luta do dia <br \/>\n       Vai pra casa com humor e alegria <br \/>\n       Pois \u00e9 tamb\u00e9m um bom marido <br \/>\n       \u00c9 um amigo e um paiz\u00e3o. <br \/>\n       Ele \u00e9 um doutor minha gente <br \/>\n       Ele \u00e9 humano e decente <br \/>\n       O nosso grande AMIG\u00c3O.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Para voc\u00ea que \u00e9 medico<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o t\u00eam hora, <br \/>\n       voc\u00ea que implora melhor condi\u00e7\u00e3o, <br \/>\n       seu trabalho incans\u00e1vel <br \/>\n       ameniza as dores, <br \/>\n       as doen\u00e7as s\u00e3o tantas <br \/>\n       sua luta \u00e9 constante! <\/p>\n<p>Sempre pe\u00e7o aqui onde moro <br \/>\n       seus sangues doarem, <br \/>\n       n\u00e3o sejamos injustos <br \/>\n       depois de mortos nossos \u00f3rg\u00e3os n\u00e3o t\u00eam sentidos <br \/>\n       vamos ter consci\u00eancia ajudando vidas <br \/>\n       viverem com seus \u00f3rg\u00e3os doados, <br \/>\n       colaboro no que posso, <br \/>\n       fa\u00e7o esse apelo! <\/p>\n<p>Que suas m\u00e3os sejam aben\u00e7oadas <br \/>\n       voc\u00ea que foi escolhido por Deus <br \/>\n       seus m\u00e9ritos s\u00e3o muitos <br \/>\n       tens m\u00e3os de fada <br \/>\n       cura a humanidade, <br \/>\n       tira do sofrimento no momento mais cr\u00edtico! <\/p>\n<p>Parab\u00e9ns pelo dia <br \/>\n       n\u00e3o poderia deixar <br \/>\n       de expor essa mensagem <br \/>\n       voc\u00ea que luta e batalha <br \/>\n       para termos sa\u00fade! <\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Feliz dia do m\u00e9dico<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Quando nascemos, recebemos<br \/>\n       diferentes miss\u00f5es.<\/p>\n<p>A sua miss\u00e3o \u00e9 de salvar vidas!<\/p>\n<p>Pelo talento de suas m\u00e3os, <br \/>\n       transforma todo homem<br \/>\n       em bonan\u00e7a.<\/p>\n<p>Sua alma n\u00e3o se cont\u00e9m diante<br \/>\n       do desespero de uma crian\u00e7a<br \/>\n       ou de um idoso.<\/p>\n<p>Por isso, voc\u00ea vai operando<br \/>\n       milagres, trazendo esperan\u00e7a<br \/>\n       a cora\u00e7\u00f5es desesperan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Falar de seu of\u00edcio de m\u00e9dico<br \/>\n       n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Existem muitas dificuldades<br \/>\n       e seu trabalho \u00e9 incans\u00e1vel.<\/p>\n<p>Sabemos que voc\u00ea o faz por<br \/>\n       amor ao ser humano,<br \/>\n       altru\u00edsta sempre.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tempos, nem momentos<br \/>\n       para fazer o bem, por isso, <br \/>\n       devemos a voc\u00ea nossa sa\u00fade.<\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o escolhe dia para<br \/>\n       exercer a sua profiss\u00e3o.<br \/>\n       Para voc\u00ea, todo dia \u00e9 dia<br \/>\n       de salvar vidas.<\/p>\n<p>Por isso, seremos sempre<br \/>\n       gratos e rendemos nossas<br \/>\n       homenagens.<\/p>\n<p>Nosso sincero agradecimento<br \/>\n       de quem sabe que, sem voc\u00ea,<br \/>\n       nossa vida n\u00e3o seria t\u00e3o feliz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Ora\u00e7\u00e3o do M\u00e9dico<\/h4>\n<blockquote>\n<p>\u00d3 Mestre, <\/p>\n<p>Eu te agrade\u00e7o porque me entregaste a miss\u00e3o de exercer a medicina, restituir        a alegria de viver \u00e0s pessoas que me s\u00e3o confiadas a qualquer hora, momento        e lugar.<\/p>\n<p>Ofere\u00e7o-te a minha voca\u00e7\u00e3o de servir a sociedade como instrumento de tua        provid\u00eancia <\/p>\n<p>Grandes s\u00e3o os avan\u00e7os da ci\u00eancia, mas tamb\u00e9m s\u00e3o in\u00fameros os desafios        \u00e0 limita\u00e7\u00e3o humana que exige de mim seriedade, equil\u00edbrio, sabedoria e fidelidade        ao juramento que fiz.<\/p>\n<p>\u00d3 Deus da vida! Ilumina-me e fa\u00e7a de mim um mensageiro de miseric\u00f3rdia        e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Que no final de cada jornada eu possa celebrar o renascer da vida, fruto        do trabalho e entregar-te \u00e0s situa\u00e7\u00f5es da minha limita\u00e7\u00e3o quando n\u00e3o tiver        \u00eaxito.<\/p>\n<p>Senhor, que vieste trazer vida e vida em abund\u00e2ncia, tornar-me um instrumento        de tua miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Am\u00e9m.<\/p>\n<p>Obrigado, Senhor!<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Juramento M\u00e9dico<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Prometo que ao exercer a<br \/>\n       arte de curar,<\/p>\n<p>Mostrar-me-ei sempre fiel aos<br \/>\n       preceitos da honestidade,<\/p>\n<p>Da caridade e da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Penetrando no interior <br \/>\n       dos lares,<\/p>\n<p>Meus olhos ser\u00e3o cegos,<\/p>\n<p>Minha l\u00edngua calar\u00e1 aos<br \/>\n       segredos que me forem<br \/>\n       revelados,<\/p>\n<p>Os quais terei como<br \/>\n       preceito de honra.<\/p>\n<p>Nunca me servirei da<br \/>\n       profiss\u00e3o para corromper<br \/>\n       os costumes,<\/p>\n<p>Ou favorecer o crime.<\/p>\n<p>Se eu cumprir esse<br \/>\n       juramento com fidelidade,<\/p>\n<p>Goze eu, para sempre, a <br \/>\n       minha vida e a minha arte,<\/p>\n<p>De boa reputa\u00e7\u00e3o entre os<br \/>\n       homens.<\/p>\n<p>Se os infringir ou deles me<br \/>\n       afastar, suceda-me o<br \/>\n       contr\u00e1rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte:  www.armazemdesonhos.com.br<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p>O m\u00e9dico \u00e9 um dos mais importantes profissionais presentes em nossa sociedade.      Sua fun\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. Este profissional      utiliza o saber espec\u00edfico, t\u00e9cnicas e abordagens que lhe permitem promover      a sa\u00fade e o bem-estar f\u00edsico, mental e social dos indiv\u00edduos. <\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do47.jpg\" alt=\"Dia do M\u00e9dico\" width=\"343\" height=\"223\" title=\"Dia do M\u00e9dico\" \/><\/p>\n<p>O dia 18 de outubro \u00e9 considerado o dia do m\u00e9dico em muitos pa\u00edses, como      Brasil, Portugal, Fran\u00e7a, Espanha, It\u00e1lia, B\u00e9lgica, Pol\u00f4nia, Inglaterra, Argentina,      Canad\u00e1 e Estados Unidos. Esta data foi escolhida por ser o dia consagrado      a Lucas, o &#8220;amado m\u00e9dico&#8221;, segundo o ap\u00f3stolo Paulo. <\/p>\n<p>Lucas teria estudado medicina em Antioquia, al\u00e9m de ser pintor, m\u00fasico e      historiador; um dos mais intelectuais disc\u00edpulos de Cristo. A tradi\u00e7\u00e3o de      ter Lucas como o patrono dos m\u00e9dicos se iniciou por volta do s\u00e9culo XV. <\/p>\n<p>Fonte:  milassinaturas.net<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p>O m\u00e9dico \u00e9 aquela pessoa que trata de n\u00f3s quando estamos doentes. T\u00eam conhecimentos      sobre todo o tipo de doen\u00e7as e tratam-nas quase todas. <\/p>\n<p>Todos os m\u00e9dicos aprendem a mesma coisa no in\u00edcio, para aprenderem a descobrir      de onde v\u00eam as nossas dores e qual \u00e9 a causa dos nossos problemas. <\/p>\n<p>S\u00e3o chamados muitas vezes de urg\u00eancia e trabalham noite e dia para curar      as pessoas. Depois receitam um tratamento pr\u00f3prio, que pode n\u00e3o ser o mesmo      para todos os doentes. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, se tivermos alguma doen\u00e7a mais complicada \u00e9 preciso ir a um m\u00e9dico      especialista.<\/p>\n<p>Ou seja, um m\u00e9dico que aprendeu mais sobre certas doen\u00e7as ou partes do nosso      corpo. <\/p>\n<p>\u00c9 que o nosso corpo \u00e9 muito complicado e \u00e9 preciso que existam m\u00e9dicos a      dedicarem-se s\u00f3 a uma coisa. <\/p>\n<p>O trabalho quando \u00e9 dividido corre muito melhor, n\u00e3o \u00e9? <\/p>\n<p>Fonte:  www.junior.te.pt<\/p>\n<h6>Dia do M\u00e9dico<\/h6>\n<h4>18 de Outubro<\/h4>\n<p><strong>RESOLU\u00c7\u00c3O CFM n\u00ba 1.246\/88<\/strong><\/p>\n<p><strong>Revogada pela Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 1.931\/2009<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribui\u00e7\u00f5es que lhe confere      a Lei n\u00ba 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto n\u00ba 44.045,      de 19 de julho de 1958, e<br \/>\n     CONSIDERANDO as propostas formuladas ao longo dos anos de 1986 e 1987 pelos      Conselhos Regionais de Medicina, pelos m\u00e9dicos e por institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas      e universit\u00e1rias para a elabora\u00e7\u00e3o de um novo C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica.<br \/>\n     CONSIDERANDO as decis\u00f5es da I Confer\u00eancia Nacional de \u00c9tica M\u00e9dica que elaborou,      com participa\u00e7\u00e3o de Delegados M\u00e9dicos de todo o Brasil, um novo C\u00f3digo de      \u00c9tica M\u00e9dica.<br \/>\n     CONSIDERANDO o decidido na sess\u00e3o plen\u00e1ria de 08 de janeiro de 1988; <\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\"><strong>RESOLVE: <\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">Art. 1\u00ba &#8211; Aprovar o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica, anexo a esta Resolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n     Art. 2\u00ba &#8211; O Conselho Federal de Medicina, sempre que necess\u00e1rio, expedir\u00e1      Resolu\u00e7\u00f5es que complementem este C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica e facilitem sua aplica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n     Art. 3\u00ba &#8211; O presente C\u00f3digo entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o e revoga      o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica (DOU-11.01.65) o C\u00f3digo Brasileiro de Deontologia      M\u00e9dica (RESOLU\u00c7\u00c3O CFM N\u00ba 1.154, de 13.04.84) e demais disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio.    <\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">Rio de Janeiro, 08 de janeiro de 1988. <\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">FRANCISCO \u00c1LVARO BARBOSA COSTA<br \/>\n     Presidente <\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">ANA MARIA CANTALICE LIPKE<br \/>\n     Secret\u00e1ria-Geral <\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">C\u00d3DIGO DE \u00c9TICA M\u00c9DICA <\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">PRE\u00c2MBULO <\/p>\n<p style=\"margin-top:5.0pt;margin-right:62.25pt;margin-bottom:5.0pt;margin-left:&#10;72.0pt\">I &#8211; O presente C\u00f3digo cont\u00e9m as normas \u00e9ticas que devem ser seguidas pelos      m\u00e9dicos no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, independentemente da fun\u00e7\u00e3o ou cargo que      ocupem.<br \/>\n     II &#8211; As organiza\u00e7\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos est\u00e3o sujeitas \u00e0s normas      deste C\u00f3digo.<br \/>\n     III &#8211; Para o exerc\u00edcio da Medicina, imp\u00f5e-se a inscri\u00e7\u00e3o no Conselho Regional      do respectivo Estado, Territ\u00f3rio ou Distrito Federal.<br \/>\n     IV &#8211; A fim de garantir o acatamento e cabal execu\u00e7\u00e3o deste C\u00f3digo,cabe ao      m\u00e9dico comunicar do Conselho Regional de Medicina, com discri\u00e7\u00e3o e fundamento,      fatos de que tenha conhecimento e que caracterizem poss\u00edvel infring\u00eancia do      presente C\u00f3digo e das Normas que regulam o exerc\u00edcio da Medicina.<br \/>\n     V &#8211; A fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento das normas estabelecidas neste C\u00f3digo \u00e9      atribui\u00e7\u00e3o dos Conselhos de Medicina, das Comiss\u00f5es de \u00c9tica, das autoridades      da \u00e1rea de sa\u00fade e dos m\u00e9dicos em geral.<br \/>\n     VI &#8211; Os infratores do presente C\u00f3digo sujeitar-se-\u00e3o \u00e0s penas disciplinares      previstas em lei. <\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo I &#8211; Princ\u00edpios Fundamentais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 1\u00b0 &#8211; A Medicina \u00e9 uma profiss\u00e3o a servi\u00e7o da sa\u00fade do ser humano e da      coletividade e deve ser exercida sem discrimina\u00e7\u00e3o de qualquer natureza.<\/p>\n<p>Art. 2\u00b0 &#8211; O alvo de toda a aten\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico \u00e9 a sa\u00fade do ser humano, em      benef\u00edcio da qual dever\u00e1 agir com o m\u00e1ximo de zelo e o melhor de sua capacidade      profissional.<\/p>\n<p>Art. 3\u00b0 &#8211; A fim de que possa exercer a Medicina com honra e dignidade, o      m\u00e9dico deve ser boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e ser remunerado de forma justa.<\/p>\n<p>Art. 4\u00b0 &#8211; Ao m\u00e9dico cabe zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho \u00e9tico      da Medicina e pelo pret\u00edgio e bom conceito da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 5\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar      o melhor do progresso cient\u00edfico em benef\u00edcio do paciente.<\/p>\n<p>Art. 6\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve guardar absoluto respeito pela vida humana, atuando      sempre em benef\u00edcio do paciente. Jamais utilizar\u00e1 seus conhecimentos para      gerar sofrimento f\u00edsico ou moral, para o exterm\u00ednio do ser humano, ou para      permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade.<\/p>\n<p>Art. 7\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve exercer a profiss\u00e3o com ampla autonomia, n\u00e3o sendo      obrigado a prestar servi\u00e7os profissionais a quem ele n\u00e3o deseje, salvo na      aus\u00eancia de outro m\u00e9dico, em casos de urg\u00eancia, ou quando sua negativa possa      trazer danos irrevers\u00edveis ao paciente.<\/p>\n<p>Art. 8\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico n\u00e3o pode, em qualquer circunst\u00e2ncia, ou sob qualquer pretexto,      renunciar \u00e0 sua liberdade profissional, devendo evitar que quaisquer restri\u00e7\u00f5es      ou imposi\u00e7\u00f5es possam prejudicar a efic\u00e1cia e corre\u00e7\u00e3o de seu trabalho.<\/p>\n<p>Art. 9\u00b0 &#8211; A Medicina n\u00e3o pode , em qualquer circunst\u00e2ncia, ou de qualquer      forma, ser exercida como com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Art. 10\u00b0 &#8211; O trabalho do m\u00e9dico n\u00e3o pode ser explorado por terceiros com      objetivos de lucro, finalidade pol\u00edtica ou religiosa.<\/p>\n<p>Art. 11\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve manter sigilo quanto \u00e0s informa\u00e7\u00f5es confidenciais      de que tiver conhecimento no desempenho de suas fun\u00e7\u00f5es. O Mesmo se aplica      ao trabalho em empresas, exceto nos casos em que seu sil\u00eancio prejudique ou      ponha em risco a sa\u00fade do trabalhador ou da comunidade.<\/p>\n<p>Art. 12\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve buscar a melhor adequa\u00e7\u00e3o do trabalho ao ser humano      e a elimina\u00e7\u00e3o ou controle dos riscos inerentes ao trabalho.<\/p>\n<p>Art. 13\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve denunciar \u00e0s autoridades competentes quaisquer formas      de polui\u00e7\u00e3o ou deteriora\u00e7\u00e3o do meio ambiente, prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Art. 14\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve empenhar-se para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade      e os padr\u00f5es dos servi\u00e7os m\u00e9dicos e assumir sua parcela de responsabilidade      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o referente      \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Art. 15\u00b0 &#8211; Deve o m\u00e9dico ser solid\u00e1rio com os movimentos de defesa da dignidade      profissional, seja por remunera\u00e7\u00e3o condigna, seja por condi\u00e7\u00f5es de trabalho      compat\u00edveis com o exerc\u00edcio \u00e9tico-profissional da Medicina e seu aprimoramento      t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>Art. 16\u00b0 &#8211; Nenhuma disposi\u00e7\u00e3o estatut\u00e1ria ou regimental de hospital, ou institui\u00e7\u00e3o      p\u00fablica, ou privada poder\u00e1 limitar a escolha, por parte do m\u00e9dico, dos meios      a serem postos em pr\u00e1tica para o estabelecimento do diagn\u00f3stico e para a execu\u00e7\u00e3o      do tratamento, salvo quando em benef\u00edcio do paciente.<\/p>\n<p>Art. 17\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico investido em fun\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o tem o dever de assegurar      as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para o desempenho \u00e9tico-profissional da Medicina.<\/p>\n<p>Art. 18\u00b0 &#8211; As rela\u00e7\u00f5es do m\u00e9dico com os demais profissionais em exerc\u00edcio      na \u00e1rea de sa\u00fade devem basear-se no respeito m\u00fatuo, na liberdade e independ\u00eancia      profissional de cada um, buscando sempre o interesse e o bem-estar do paciente.<\/p>\n<p>Art. 19\u00b0 &#8211; O m\u00e9dico deve ter, para com os colegas, respeito, considera\u00e7\u00e3o      e solidariedade, sem, todavia, eximir-se de denunciar atos que contrariem      os postulados \u00e9ticos \u00e0 Comiss\u00e3o de \u00c9tica da institui\u00e7\u00e3o em que exerce seu      trabalho profissional e, se necess\u00e1rio, ao Conselho Regional de Medicina.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo II &#8211; Direitos do M\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 direito do m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 20 &#8211; Exercer a Medicina sem ser discriminado por quest\u00f5es de religi\u00e3o,      ra\u00e7a, sexo, nacionalidade, cor op\u00e7\u00e3o sexual, idade, condi\u00e7\u00e3o social, opini\u00e3o      pol\u00edtica, ou de qualquer outra natureza.<\/p>\n<p>Art. 21 &#8211; Indicar o procedimento adequado ao paciente, observadas as pr\u00e1ticas      reconhecidamente aceitas e respeitando as normas legais vigentes no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Art. 22 &#8211; Apontar falhas nos regulamentos e normas das institui\u00e7\u00f5es em que      trabalhe, quando as julgar indignas do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o ou prejudiciais      ao paciente, devendo dirigir-se, nesses casos, aos \u00f3rg\u00e3os competentes e, obrigatoriamente,      \u00e0 Comiss\u00e3o de \u00c9tica e ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 23 &#8211; Recusar-se a exercer sua profiss\u00e3o em institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada      onde as condi\u00e7\u00f5es de trabalho n\u00e3o sejam dignas ou possam prejudicar o paciente.<\/p>\n<p>Art. 24 &#8211; Suspender suas atividades, individual ou coletivamente, quando      a institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada para a qual trabalhe n\u00e3o oferecer condi\u00e7\u00f5es      m\u00ednimas para o exerc\u00edcio profissional ou n\u00e3o o remunerar condignamente, ressalvadas      as situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia e emerg\u00eancia, devendo comunicar imediatamente sua      decis\u00e3o ao Conselho Regional de Medicina.<\/p>\n<p>Art. 25 &#8211; Internar e assistir seus pacientes em hospitais privados com ou      sem car\u00e1ter filantr\u00f3pico, ainda que n\u00e3o fa\u00e7a parte do seu corpo cl\u00ednico, respeitadas      as normas t\u00e9cnicas da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 26 &#8211; Requerer desagravo p\u00fablico ao Conselho Regional de Medicina quando      atingido no exerc\u00edcio de sua profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 27 &#8211; Dedicar ao paciente, quando trabalhar com rela\u00e7\u00e3o de emprego, o      tempo que sua experi\u00eancia e capacidade profissional recomendarem para o desempenho      de sua atividade, evitando que o ac\u00famulo de encargos ou de consultas prejudique      o paciente.<\/p>\n<p>Art. 28 &#8211; Recusar a realiza\u00e7\u00e3o de atos m\u00e9dicos que, embora permitidos por      lei, sejam contr\u00e1rios aos ditames de sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo III &#8211; Responsabilidade Profissional<\/strong><\/p>\n<p>Art. 29 &#8211; Praticar atos profissionais danosos ao paciente, que possam ser      caracterizados como imper\u00edcia, imprud\u00eancia ou neglig\u00eancia.<\/p>\n<p>Art. 30 &#8211; Delegar \u00e0 outros profissionais atos ou atribui\u00e7\u00f5es exclusivos da      profiss\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Art. 31 &#8211; Deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento m\u00e9dico que      indicou ou do qual participou, mesmo quando v\u00e1rios m\u00e9dicos tenham assistido      o paciente.<\/p>\n<p>Art. 32 &#8211; Isentar-se de responsabilidade de qualquer ato profissional que      tenha praticado ou indicado, ainda que este tenha sido solicitado ou consentido      pelo paciente ou seu respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Art. 33 &#8211; Assumir responsabilidade por ato m\u00e9dico que n\u00e3o praticou ou do      qual n\u00e3o participou efetivamente.<\/p>\n<p>Art. 34 &#8211; Atribuir seus insucessos a terceiros e a circunst\u00e2ncias ocasionais,      exceto nos casos em que isso possa ser devidamente comprovado.<\/p>\n<p>Art. 35 &#8211; Deixar de atender em setores de urg\u00eancia e emerg\u00eancia, quando for      de sua obriga\u00e7\u00e3o faz\u00ea-lo, colocando em risco a vida de pacientes, mesmo respaldado      por decis\u00e3o majorit\u00e1ria da categoria.<\/p>\n<p>Art. 36 &#8211; Afastar-se de suas atividades profissionais, mesmo temporariamente,      sem deixar outro m\u00e9dico encarregado do atendimento de seus pacientes em estado      grave.<\/p>\n<p>Art. 37 &#8211; Deixar de comparecer a plant\u00e3o em hor\u00e1rio preestabelecido ou abandon\u00e1-lo      sem a presen\u00e7a de substituto, salvo por motivo de for\u00e7a maior.<\/p>\n<p>Art. 38 &#8211; Acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Medicina, ou com      profissionais ou institui\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas que pratiquem atos il\u00edcitos.<\/p>\n<p>Art. 39 &#8211; Receitar ou atestar de forma secreta ou ileg\u00edvel, assim como assinar      em branco folhas de receitu\u00e1rios, laudos, atestados ou quaisquer outros documentos      m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Art. 40 &#8211; Deixar de esclarecer o trabalhador sobre condi\u00e7\u00f5es de trabalho      que ponham em risco sua sa\u00fade, devendo comunicar o fato aos respons\u00e1veis,      \u00e0s autoridades e ao Conselho Regional de Medicina.<\/p>\n<p>Art. 41 &#8211; Deixar de esclarecer o paciente sobre as determinantes sociais,      ambientais ou profissionais de sua doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Art. 42 &#8211; Praticar ou indicar atos m\u00e9dicos desnecess\u00e1rios ou proibidos pela      legisla\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Art. 43 &#8211; Descumprir legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nos casos de transplantes de \u00f3rg\u00e3os      ou tecidos, esteriliza\u00e7\u00e3o, fecunda\u00e7\u00e3o artificial e abortamento.<\/p>\n<p>Art. 44 &#8211; Deixar de colaborar com as autoridades sanit\u00e1rias ou infringir      a legisla\u00e7\u00e3o pertinente.<\/p>\n<p>Art. 45 &#8211; Deixar de cumprir, sem justificativa, as normas emanadas dos Conselhos      Federal e Regionais de Medicina e de atender \u00e0s suas requisi\u00e7\u00f5es administrativas,      intima\u00e7\u00f5es ou notifica\u00e7\u00f5es, no prazo determinado.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo IV &#8211; Direitos Humanos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 46 &#8211; Efetuar qualquer procedimento m\u00e9dico sem o esclarecimento e consentimento      pr\u00e9vios do paciente ou de seu respons\u00e1vel legal, salvo iminente perigo de      vida.<\/p>\n<p>Art. 47 &#8211; Discriminar o ser humano de qualquer forma ou sob qualquer pretexto.<\/p>\n<p>Art. 48 &#8211; Exercer sua autoridade de maneira a limitar o direito do paciente      de decidir livremente sobre a sua pessoa ou seu bem-estar.<\/p>\n<p>Art. 49 &#8211; Participar da pr\u00e1tica de tortura ou de outras formas de procedimento      degradantes, desumanas ou cru\u00e9is, ser conivente com tais pr\u00e1ticas ou n\u00e3o as      denunciar quando delas tiver conhecimento.<\/p>\n<p>Art. 50 &#8211; Fornecer meios, instrumentos, subst\u00e2ncias ou conhecimentos que      facilitem a pr\u00e1tica de tortura ou outras formas de procedimentos degradantes,      desumanas ou cru\u00e9is, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa.<\/p>\n<p>Art. 51 &#8211; Alimentar compulsoriamente qualquer pessoa em greve de fome que      for considerada capaz, f\u00edsica e mentalmente, de fazer ju\u00edzo perfeito das poss\u00edveis      conseq\u00fc\u00eancias de sua atitude. Em tais casos, deve o m\u00e9dico faz\u00ea-la ciente      das prov\u00e1veis complica\u00e7\u00f5es do jejum prolongado e, na hip\u00f3tese de perigo de      vida iminente, trat\u00e1-la.<\/p>\n<p>Art. 52 &#8211; Usar qualquer processo que possa alterar a personalidade ou a consci\u00eancia      da pessoa, com a finalidade de diminuir sua resist\u00eancia f\u00edsica ou mental em      investiga\u00e7\u00e3o policial ou de qualquer outra natureza.<\/p>\n<p>Art. 53 &#8211; Desrespeitar o interesse e a integridade de paciente, ao exercer      a profiss\u00e3o em qualquer institui\u00e7\u00e3o na qual o mesmo esteja recolhido independentemente      da pr\u00f3pria vontade.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00danico: Ocorrendo quaisquer atos lesivos \u00e0 personalidade e \u00e0 sa\u00fade      f\u00edsica ou ps\u00edquica dos pacientes a ele confiados, o m\u00e9dico est\u00e1 obrigado a      denunciar o fato \u00e0 autoridade competente e ao Conselho Regional de Medicina.<\/p>\n<p>Art. 54 &#8211; Fornecer meio, instrumento, subst\u00e2ncia, conhecimentos ou participar,      de qualquer maneira, na execu\u00e7\u00e3o de pena de morte.<\/p>\n<p>Art. 55 &#8211; Usar da profiss\u00e3o para corromper os costumes, cometer ou favorecer      crime.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo V &#8211; Rela\u00e7\u00e3o com Pacientes e Familiares<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 56 &#8211; Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre      a execu\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas diagn\u00f3sticas ou terap\u00eauticas, salvo em caso de iminente      perigo de vida.<\/p>\n<p>Art. 57 &#8211; Deixar de utilizar todos os meios dispon\u00edveis de diagn\u00f3stico e      tratamento a seu alcance em favor do paciente.<\/p>\n<p>Art. 58 &#8211; Deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais      em caso de urg\u00eancia, quando n\u00e3o haja outro m\u00e9dico ou servi\u00e7o m\u00e9dico em condi\u00e7\u00f5es      de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Art. 59 &#8211; Deixar de informar ao paciente o diagn\u00f3stico, o progn\u00f3stico, os      riscos e objetivos do tratamento, salvo quando a comunica\u00e7\u00e3o direta ao mesmo      possa provocar-lhe dano, devendo, nesse caso, a comunica\u00e7\u00e3o ser feita ao seu      respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Art. 60 &#8211; Exagerar a gravidade do diagn\u00f3stico ou progn\u00f3stico, ou complicar      a terap\u00eautica, ou exceder-se no n\u00famero de visitas, consultas ou quaisquer      outros procedimentos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Art. 61 &#8211; Abandonar paciente sob seus cuidados.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00b0 &#8211; Ocorrendo fatos que, a seu crit\u00e9rio, prejudiquem o bom relacionamento      com o paciente ou o pleno desempenho profissional, o m\u00e9dico tem o direito      de renunciar ao atendimento, desde que comunique previamente ao paciente ou      seu respons\u00e1vel legal, assegurando-se da continuidade dos cuidados e fornecendo      todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao m\u00e9dico que lhe suceder.<\/p>\n<p>\u00a7 2\u00b0 &#8211; Salvo por justa causa, comunicada ao paciente ou ao a seus familiares,      o m\u00e9dico n\u00e3o pode abandonar o paciente por ser este portador de mol\u00e9stia cr\u00f4nica      ou incur\u00e1vel, mas deve continuar a assisti-lo ainda que apenas para mitigar      o sofrimento f\u00edsico ou ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Art. 62 &#8211; Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto      do paciente, salvo em casos de urg\u00eancia e impossibilidade comprovada de realiz\u00e1-lo,      devendo, nesse caso, faz\u00ea-lo imediatamente cessado o impedimento.<\/p>\n<p>Art. 63 &#8211; Desrespeitar o pudor de qualquer pessoa sob seus cuidados profissionais.<\/p>\n<p>Art. 64 &#8211; Opor-se \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de confer\u00eancia m\u00e9dica solicitada pelo paciente      ou seu respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Art. 65 &#8211; Aproveitar-se de situa\u00e7\u00f5es decorrentes da rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico\/paciente      para obter vantagem f\u00edsica, emocional, financeira ou pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Art. 66 &#8211; Utilizar, em qualquer caso, meios destinados a abreviar a vida      do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Art. 67 &#8211; Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre      o m\u00e9todo contraceptivo ou conceptivo, devendo o m\u00e9dico sempre esclarecer sobre      a indica\u00e7\u00e3o, a seguran\u00e7a, a reversibilidade e o risco de cada m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Art. 68 &#8211; Praticar fecunda\u00e7\u00e3o artificial sem que os participantes estejam      de inteiro acordo e devidamente esclarecidos sobre o procedimento.<\/p>\n<p>Art. 69 &#8211; Deixar de elaborar prontu\u00e1rio m\u00e9dico para cada paciente.<\/p>\n<p>Art. 70 &#8211; Negar ao paciente acesso a seu prontu\u00e1rio m\u00e9dico, ficha cl\u00ednica      ou similar, bem como deixar de dar explica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 sua compreens\u00e3o,      salvo quando ocasionar riscos para o paciente ou para terceiros.<\/p>\n<p>Art. 71 &#8211; Deixar de fornecer laudo m\u00e9dico ao paciente, quando do encaminhamento      ou transfer\u00eancia para fins de continuidade do tratamento, ou na alta, se solicitado.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo VI &#8211; Doa\u00e7\u00e3o e Transplante de \u00d3rg\u00e3os e Tecidos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 72 &#8211; Participar do processo de diagn\u00f3stico da morte ou da decis\u00e3o de      suspens\u00e3o dos meios artificiais de prolongamento da vida de poss\u00edvel doador,      quando pertencente \u00e0 equipe de transplante.<\/p>\n<p>Art. 73 &#8211; Deixar, em caso de transplante, de explicar ao doador ou seu respons\u00e1vel      legal, e ao receptor, ou seu respons\u00e1vel legal, em termos compreens\u00edveis,      os riscos de exames, cirurgias ou outros procedimentos.<\/p>\n<p>Art. 74 &#8211; Retirar \u00f3rg\u00e3o de doador vivo, quando iterdito ou incapaz, mesmo      com autoriza\u00e7\u00e3o de seu respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Art. 75 &#8211; Participar direta ou indiretamente da comercializa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os      ou tecidos humanos.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo VII &#8211; Rela\u00e7\u00f5es Entre M\u00e9dicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 76 &#8211; Servir-se de sua posi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica para impedir, por motivo econ\u00f4mico,      pol\u00edtico, ideol\u00f3gico ou qualquer outro, que m\u00e9dico utilize as instala\u00e7\u00f5es      e demais recursos da institui\u00e7\u00e3o sob sua dire\u00e7\u00e3o, particularmente quando se      trate da \u00fanica existente no local.<\/p>\n<p>Art. 77 &#8211; Assumir emprego, cargo ou fun\u00e7\u00e3o, sucedendo a m\u00e9dico demitido ou      afastado em repres\u00e1lia a atitude de defesa de movimentos leg\u00edtimos da categoria      ou da aplica\u00e7\u00e3o deste C\u00f3digo.<\/p>\n<p>Art. 78 &#8211; Posicionar-se contrariamente a movimentos leg\u00edtimos da categoria      m\u00e9dica, com a finalidade de obter vantagens.<\/p>\n<p>Art. 79 &#8211; Acobertar erro ou conduta anti\u00e9tica de m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Art. 80 &#8211; Praticar concorr\u00eancia desleal com outro m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Art. 81 &#8211; Alterar prescri\u00e7\u00e3o ou tratamento de paciente, determinado por outro      m\u00e9dico, mesmo quando investido em fun\u00e7\u00e3o de chefia ou de auditoria, salvo      em situa\u00e7\u00e3o de indiscut\u00edvel conveni\u00eancia para o paciente, devendo comunicar      imediatamente o fato ao m\u00e9dico respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Art. 82 &#8211; Deixar de encaminhar de volta ao m\u00e9dico assistente o paciente que      lhe foi enviado para procedimento especializado, devendo, na ocasi\u00e3o, fornecer-lhe      as devidas informa\u00e7\u00f5es sobre o ocorrido no per\u00edodo em que se responsabilizou      pelo paciente.<\/p>\n<p>Art. 83 &#8211; Deixar de fornecer a outro m\u00e9dico informa\u00e7\u00f5es sobre o quadro cl\u00ednico      do paciente, desde que autorizado por este ou seu respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Art. 84 &#8211; Deixar de informar ao substituto o quadro cl\u00ednico dos pacientes      sob sua responsabilidade, ao ser substitu\u00eddo no final do turno de trabalho.<\/p>\n<p>Art. 85 &#8211; Utilizar-se de sua posi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica para impedir que seus subordinados      atuem dentro dos princ\u00edpios \u00e9ticos.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo VIII &#8211; Remunera\u00e7\u00e3o Profissional<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 86 &#8211; Receber remunera\u00e7\u00e3o pela presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os profissionais a      pre\u00e7os vis ou extorsivos, inclusive de conv\u00eanios.<\/p>\n<p>Art. 87 &#8211; Remunerar ou receber comiss\u00e3o ou vantagens por paciente encaminhado      ou recebido, ou por servi\u00e7os n\u00e3o efetivamente prestados.<\/p>\n<p>Art. 88 &#8211; Permitir a inclus\u00e3o de nomes de profissionais que n\u00e3o participaram      do ato m\u00e9dico, para efeito de cobran\u00e7a de honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Art. 89 &#8211; Deixar de se conduzir com modera\u00e7\u00e3o na fixa\u00e7\u00e3o de seus honor\u00e1rios,      devendo considerar as limita\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas do paciente, as circunst\u00e2ncias      do atendimento e a pr\u00e1tica local.<\/p>\n<p>Art. 90 &#8211; Deixar de ajustar previamente com o paciente o custo prov\u00e1vel dos      procedimentos propostos, quando solicitado.<\/p>\n<p>Art. 91 &#8211; Firmar qualquer contrato de assist\u00eancia m\u00e9dica que subordine os      honor\u00e1rios ao resultado do tratamento ou \u00e0 cura do paciente.<\/p>\n<p>Art. 92 &#8211; Explorar o trabalho m\u00e9dico como propriet\u00e1rio, s\u00f3cio ou dirigente      de empresas ou institui\u00e7\u00f5es prestadoras de servi\u00e7os m\u00e9dicos, bem como auferir      lucro sobre o trabalho de outro m\u00e9dico, isoladamente ou em equipe.<\/p>\n<p>Art. 93 &#8211; Agenciar, aliciar ou desviar, por qualquer meio, para cl\u00ednica particular      ou institui\u00e7\u00f5es de qualquer natureza, paciente que tenha atendido em virtude      de sua fun\u00e7\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Art. 94 &#8211; Utilizar-se de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para execu\u00e7\u00e3o de procedimentos      m\u00e9dicos em pacientes de sua cl\u00ednica privada, como forma de obter vantagens      pessoais.<\/p>\n<p>Art. 95 &#8211; Cobrar honor\u00e1rios de paciente assistido em institui\u00e7\u00e3o que se destina      \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos; ou receber remunera\u00e7\u00e3o de paciente como      complemento de sal\u00e1rio ou de honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Art. 96 &#8211; Reduzir, quando em fun\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o ou chefia, a remunera\u00e7\u00e3o devida      ao m\u00e9dico, utilizando-se de descontos a t\u00edtulo de taxa de administra\u00e7\u00e3o ou      quaisquer outros artif\u00edcios.<\/p>\n<p>Art. 97 &#8211; Reter, a qualquer pretexto, remunera\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e outros profissionais.<\/p>\n<p>Art. 98 &#8211; Exercer a profiss\u00e3o com intera\u00e7\u00e3o ou depend\u00eancia de farm\u00e1cia, laborat\u00f3rio      farmac\u00eautico, \u00f3tica ou qualquer organiza\u00e7\u00e3o destinada \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o      ou comercializa\u00e7\u00e3o de produto de prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de qualquer natureza, exceto      quando se tratar de exerc\u00edcio da Medicina do Trabalho.<\/p>\n<p>Art. 99 &#8211; Exercer simultaneamente a Medicina e a Farm\u00e1cia, bem como obter      vantagem pela comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos, \u00f3rteses ou pr\u00f3teses, cuja compra      decorra da influ\u00eancia direta em virtude da sua atividade profissional.<\/p>\n<p>Art. 100 &#8211; Deixar de apresentar, separadamente, seus honor\u00e1rios quando no      atendimento ao paciente participarem outros profissionais.<\/p>\n<p>Art. 101 &#8211; Oferecer seus servi\u00e7os profissionais como pr\u00eamio em concurso de      qualquer natureza.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo IX &#8211; Segredo M\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 102 &#8211; Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exerc\u00edcio      de sua profiss\u00e3o, salvo por justa causa, dever legal ou autoriza\u00e7\u00e3o expressa      do paciente.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico: Permanece essa proibi\u00e7\u00e3o: a) Mesmo que o fato seja de conhecimento      p\u00fablico ou que o paciente tenha falecido. b) Quando do depoimento como testemunha.      Nesta hip\u00f3tese, o m\u00e9dico comparecer\u00e1 perante a autoridade e declarar\u00e1 seu      impedimento.<\/p>\n<p>Art. 103 &#8211; Revelar segredo profissional referente a paciente menor de idade,      inclusive a seus pais ou respons\u00e1veis legais, desde que o menor tenha capacidade      de avaliar seu problema e de conduzir-se por seus pr\u00f3prios meios para solucion\u00e1-lo,      salvo quando a n\u00e3o revela\u00e7\u00e3o possa acarretar danos ao paciente.<\/p>\n<p>Art. 104 &#8211; Fazer refer\u00eancia a casos cl\u00ednicos identific\u00e1veis, exibir pacientes      ou seus retratos em an\u00fancios profissionais ou na divulga\u00e7\u00e3o de assuntos m\u00e9dicos      em programas de r\u00e1dio, televis\u00e3o ou cinema, e em artigos, entrevistas ou reportagens      em jornais, revistas ou outras publica\u00e7\u00f5es leigas.<\/p>\n<p>Art. 105 &#8211; Revelar informa\u00e7\u00f5es confidenciais obtidas quando do exame m\u00e9dico      de trabalhadores, inclusive por exig\u00eancia dos dirigentes de empresas ou institui\u00e7\u00f5es,      salvo se o sil\u00eancio puser em risco a sa\u00fade dos empregados ou da comunidade.<\/p>\n<p>Art. 106 &#8211; Prestar a empresas seguradoras qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre as circunst\u00e2ncias      da morte de paciente seu, al\u00e9m daquelas contidas no pr\u00f3prio atestado de \u00f3bito,      salvo por expressa autoriza\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel legal ou sucessor.<\/p>\n<p>Art. 107 &#8211; Deixar de orientar seus auxiliares e de zelar para que respeitem      o segredo profissional a que est\u00e3o obrigados por lei.<\/p>\n<p>Art. 108 &#8211; Facilitar manuseio e conhecimento dos prontu\u00e1rios, papeletas e      demais folhas de observa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas sujeitas ao segredo profissional, por      pessoas n\u00e3o obrigadas ao mesmo compromisso.<\/p>\n<p>Art. 109 &#8211; Deixar de guardar o segredo profissional na cobran\u00e7a de honor\u00e1rios      por meio judicial ou extrajudicial.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo X &#8211; Atestado e Boletim M\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 110 &#8211; Fornecer atestado sem ter praticado o ato profissional que o justifique,      ou que n\u00e3o corresponda \u00e0 verdade.<\/p>\n<p>Art. 111 &#8211; Utilizar-se do ato de atestar como forma de angariar clientela.<\/p>\n<p>Art. 112 &#8211; Deixar de atestar atos executados no exerc\u00edcio profissional, quando      solicitado pelo paciente ou seu respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico: O atestado m\u00e9dico \u00e9 parte integrante do ato ou tratamento      m\u00e9dico, sendo o seu fornecimento direito inquestion\u00e1vel do paciente, n\u00e3o importando      em qualquer majora\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Art. 113 &#8211; Utilizar-se de formul\u00e1rios de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para atestar      fatos verificados em cl\u00ednica privada.<\/p>\n<p>Art. 114 &#8211; Atestar \u00f3bito quando n\u00e3o o tenha verificado pessoalmente, ou quando      n\u00e3o tenha prestado assist\u00eancia ao paciente, salvo, no \u00faltimo caso, se o fizer      como plantonista, m\u00e9dico substituto, ou em caso de necropsia e verifica\u00e7\u00e3o      m\u00e9dico-legal.<\/p>\n<p>Art. 115 &#8211; Deixar de atestar \u00f3bito de paciente ao qual vinha prestando assist\u00eancia,      exceto quando houver ind\u00edcios de morte violenta.<\/p>\n<p>Art. 116 &#8211; Expedir boletim m\u00e9dico falso ou tendencioso.<\/p>\n<p>Art. 117 &#8211; Elaborar ou divulgar boletim m\u00e9dico que revele o diagn\u00f3stico,      progn\u00f3stico ou terap\u00eautica, sem a expressa autoriza\u00e7\u00e3o do paciente ou de seu      respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo XI &#8211; Per\u00edcia M\u00e9dica<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 118 &#8211; Deixar de atuar com absoluta isen\u00e7\u00e3o quando designado para servir      como perito ou auditor, assim como ultrapassar os limites das suas atribui\u00e7\u00f5es      e compet\u00eancia.<\/p>\n<p>Art. 119 &#8211; Assinar laudos periciais ou de verifica\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-legal, quando      n\u00e3o o tenha realizado, ou participado pessoalmente do exame.<\/p>\n<p>Art. 120 &#8211; Ser perito de paciente seu, de pessoa de sua fam\u00edlia ou de qualquer      pessoa com a qual tenha rela\u00e7\u00f5es capazes de influir em seu trabalho.<\/p>\n<p>Art. 121 &#8211; Intervir, quando em fun\u00e7\u00e3o de auditor ou perito, nos atos profissionais      de outro m\u00e9dico, ou fazer qualquer aprecia\u00e7\u00e3o em presen\u00e7a do examinado, reservando      suas observa\u00e7\u00f5es para o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo XII &#8211; Pesquisa M\u00e9dica<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/p>\n<p>Art. 122 &#8211; Participar de qualquer tipo de experi\u00eancia no ser humano com fins      b\u00e9licos, pol\u00edticos, raciais ou eug\u00eanicos.<\/p>\n<p>Art. 123 &#8211; Realizar pesquisa em ser humano, sem que este tenha dado consentimento      por escrito, ap\u00f3s devidamente esclarecido sobre a natureza e conseq\u00fc\u00eancias      da pesquisa.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico: Caso o paciente n\u00e3o tenha condi\u00e7\u00f5es de dar seu livre consentimento,      a pesquisa somente poder\u00e1 ser realizada, em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio, ap\u00f3s expressa      autoriza\u00e7\u00e3o de seu respons\u00e1vel legal.<\/p>\n<p>Art. 124 &#8211; Usar experimentalmente qualquer tipo de terap\u00eautica, ainda n\u00e3o      liberada para uso no Pa\u00eds, sem a devida autoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3o competentes      e sem consentimento do paciente ou de seu respons\u00e1vel legal, devidamente informados      da situa\u00e7\u00e3o e das poss\u00edveis conseq\u00fc\u00eancias.<\/p>\n<p>Art. 125 &#8211; Promover pesquisa m\u00e9dica na comunidade sem o conhecimento dessa      coletividade e sem que o objetivo seja a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica, respeitadas      as caracter\u00edsticas locais.<\/p>\n<p>Art. 126 &#8211; Obter vantagens pessoais, ter qualquer interesse comercial ou      renunciar \u00e0 sua independ\u00eancia profissional em rela\u00e7\u00e3o a financiadores de pesquisa      m\u00e9dica da qual participe.<\/p>\n<p>Art. 127 &#8211; Realizar pesquisa m\u00e9dica em ser humano sem submeter o protocolo      \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o e ao comportamento de comiss\u00e3o isenta de qualquer depend\u00eancia      em rela\u00e7\u00e3o ao pesquisador.<\/p>\n<p>Art. 128 &#8211; Realizar pesquisa m\u00e9dica em volunt\u00e1rios, sadios ou n\u00e3o, que tenham      direta ou indiretamente depend\u00eancia ou subordina\u00e7\u00e3o relativamente ao pesquisador.<\/p>\n<p>Art. 129 &#8211; Executar ou participar de pesquisa m\u00e9dica em que haja necessidade      de suspender ou deixar de usar terap\u00eautica consagrada e, com isso, prejudicar      o paciente.<\/p>\n<p>Art. 130 &#8211; Realizar experi\u00eancias com novos tratamentos cl\u00ednicos ou cir\u00fargicos      em paciente com afec\u00e7\u00e3o incur\u00e1vel ou terminal sem que haja esperan\u00e7a razo\u00e1vel      de utilidade para o mesmo, n\u00e3o lhe impondo sofrimentos adicionais.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo XIII &#8211; Publicidade e Trabalhos Cient\u00edficos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 vedado ao m\u00e9dico:<\/strong><\/p>\n<p>Art. 131 &#8211; Permitir que sua participa\u00e7\u00e3o na divulga\u00e7\u00e3o de assuntos m\u00e9dicos,      em qualquer ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o de massa, deixe de ter car\u00e1ter exclusivamente      de esclarecimento e educa\u00e7\u00e3o da coletividade.<\/p>\n<p>Art. 132 &#8211; Divulgar informa\u00e7\u00e3o sobre o assunto m\u00e9dico de forma sensacionalista,      promocional, ou de conte\u00fado inver\u00eddico.<\/p>\n<p>Art. 133 &#8211; Divulgar, fora do meio cient\u00edfico, processo de tratamento ou descoberta      cujo valor ainda n\u00e3o esteja expressamente reconhecido por \u00f3rg\u00e3o competente.<\/p>\n<p>Art. 134 &#8211; Dar consulta, diagn\u00f3stico ou prescri\u00e7\u00e3o por interm\u00e9dio de qualquer      ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o de massa.<\/p>\n<p>Art. 135 &#8211; Anunciar t\u00edtulos cient\u00edficos que n\u00e3o possa comprovar ou especialidade      para a qual n\u00e3o esteja qualificado.<\/p>\n<p>Art. 136 &#8211; Participar de an\u00fancios de empresas comerciais de qualquer natureza,      valendo-se de sua profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 137 &#8211; Publicar em seu nome trabalho cient\u00edfico do qual n\u00e3o tenha participado:      atribuir-se autoria exclusiva de trabalho realizado por seus subordinados      ou outros profissionais, mesmo quando executados sob sua orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Art. 138 &#8211; Utilizar-se, sem refer\u00eancia ao autor ou sem a sua autoriza\u00e7\u00e3o      expressa, de dados, informa\u00e7\u00f5es ou opini\u00f5es ainda n\u00e3o publicados.<\/p>\n<p>Art. 139 &#8211; Apresentar como originais quaisquer id\u00e9ias, descobertas ou ilustra\u00e7\u00f5es      que na realidade n\u00e3o o sejam.<\/p>\n<p>Art. 140 &#8211; Falsear dados estat\u00edsticos ou deturpar sua interpreta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Cap\u00edtulo XIV &#8211; Disposi\u00e7\u00f5es Gerais<\/strong><\/p>\n<p>Art. 141 &#8211; O m\u00e9dico portador de doen\u00e7a incapacitante para o exerc\u00edcio da      Medicina, apurada pelo Conselho Regional de Medicina em procedimento administrativo      com per\u00edcia m\u00e9dica, ter\u00e1 seu registro suspenso enquanto perdurar sua incapacidade.<\/p>\n<p>Art. 142 &#8211; O m\u00e9dico est\u00e1 obrigado a acatar e respeitar os Ac\u00f3rd\u00e3os e Resolu\u00e7\u00f5es      dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina.<\/p>\n<p>Art. 143 &#8211; O Conselho Federal de Medicina, ouvidos os Conselhos Regionais      de Medicina e a categoria m\u00e9dica, promover\u00e1 a revis\u00e3o e a atualiza\u00e7\u00e3o do presente      C\u00f3digo, quando necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Art. 144 &#8211; As omiss\u00f5es deste C\u00f3digo ser\u00e3o sanadas pelo Conselho Federal de      Medicina.<\/p>\n<p>Art. 145 &#8211; O presente C\u00f3digo entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o e revoga      o C\u00f3digo de \u00c9tica (&#8220;DOU&#8221;, de 11\/01\/65), o C\u00f3digo Brasileiro de Deontologia      M\u00e9dica (Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00b0 1.154 de 13\/04\/84) e demais disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte:  www.crmpi.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do M\u00e9dico, Profissional, Hist\u00f3ria, Data, 18 de Outubro, S\u00edmbolo, Brasil, Medicina, Origem, Import\u00e2ncia, Curso, O que \u00e9, Dia do 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