{"id":60304,"date":"2016-07-11T12:55:42","date_gmt":"2016-07-11T12:55:42","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=60304"},"modified":"2016-07-11T13:13:01","modified_gmt":"2016-07-11T13:13:01","slug":"dia-nacional-do-transportador-rodoviario-de-carga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-nacional-do-transportador-rodoviario-de-carga","title":{"rendered":"Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga"},"content":{"rendered":"<h4>17      de Setembro<\/h4>\n<p>A      preocupa\u00e7\u00e3o da Mundial Transportes, vai muito al\u00e9m de oferecer servi\u00e7os de      transportes, temos tamb\u00e9m o dever de orientar nossos visitantes para que ao      contratar servi\u00e7os de transportes fa\u00e7a amparada em leis. Confira abaixo os      principais t\u00f3picos sobre transportes.<\/p>\n<p><strong>Transportes      no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O      Brasil \u00e9 um dos maiores paises do mundo em extens\u00e3o territorial, neste passo,      possui uma das maiores malhas rodovi\u00e1rias do planeta. Em solo p\u00e1trio, praticamente      todo o transporte de mercadorias \u00e9 realizado por rodovia. Neste sentido, para      suportar tamanha demanda, nosso pa\u00eds, possui atualmente cerca de milhares      de caminh\u00f5es. Neste aspecto ainda, torna-se de f\u00e1cil dedu\u00e7\u00e3o que o trafego      de ve\u00edculo pesados em nossas rodovias atingem patamares estratosf\u00e9ricos. Como      o presente artigo trata do transporte rodovi\u00e1rio de cargas e sua respectiva      responsabilidade civil torna-se de cautela que se centre o transporte rodovi\u00e1rio      de cargas. Nestes moldes, passamos a definir e analisar esta modalidade de      transporte.<\/p>\n<p><strong>Transportes      Rodovi\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Transporte      Rodovi\u00e1rio \u00e9 aquele que se realiza em estradas de rodagem, com utiliza\u00e7\u00e3o      de ve\u00edculos como caminh\u00f5es e carretas. O transporte rodovi\u00e1rio pode ser em      territ\u00f3rio nacional ou internacional, inclusive utilizando estradas de v\u00e1rios      paises na mesma viagem.<\/p>\n<p><strong>Transporte      Modal<\/strong><\/p>\n<p>Cremos      que entre todos os modais de transporte, o rodovi\u00e1rio, seja o mais adequado      para o transporte de mercadorias, quer seja internacionalmente na exporta\u00e7\u00e3o      ou na importa\u00e7\u00e3o, quer seja no transporte nacional, bem como, nos deslocamentos      de curtas e m\u00e9dias dist\u00e2ncias. O transporte rodovi\u00e1rio \u00e9 bastante recomendado      para o transporte de mercadorias de alto valor agregado ou perec\u00edvel. Este      modal perde em muito sua competitividade para produtos agr\u00edcolas a granel,      visto que seu valor \u00e9 muito baixo, onde acaba encarecendo o seu custo final.      No modal rodovi\u00e1rio o espa\u00e7o no ve\u00edculo pode ser fretado em sua totalidade      (carga completa) ou apenas fra\u00e7\u00f5es de sua totalidade (carga fracionada). O      fracionamento do espa\u00e7o de carga do ve\u00edculo possibilita a diversifica\u00e7\u00e3o de      embarcadores num mesmo embarque, diluindo desta forma, o custo entre os clientes      na fra\u00e7\u00e3o de sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Transporte      Brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>No      caso de pa\u00edses com dimens\u00f5es continentais como o Brasil o transporte rodovi\u00e1rio      apresenta-se como um dos mais flex\u00edveis e \u00e1geis no acesso \u00e0s cargas, pois,      possibilita interagir diferentes regi\u00f5es, mesmo as mais remotas, assim como      os lugares mais ermos dos pa\u00edses. Cabe mencionar que esta praticidade torna-se      mais vis\u00edvel no caso de n\u00e3o haver outros modais a disposi\u00e7\u00e3o nestes pontos.      Outra qualidade de grande valia desta modalidade \u00e9 a simplicidade de seu funcionamento      e a rapidez de sua disponibilidade quando exigida pelo embarcador.<\/p>\n<p><strong>Em      breve relato passamos, pois, a enumerar as qualidades que fazem do transporte      rodovi\u00e1rio um dos mais utilizados no Brasil:<\/strong><\/p>\n<p>Agilidade      e rapidez na entrega da mercadoria em curtos espa\u00e7os a percorrer;<\/p>\n<p>A      unidade de carga chega at\u00e9 a mercadoria, enquanto nos outros modais a mercadoria      deve ir ao encontro da unidade de carga;<\/p>\n<p>Vendas      que possibilita a entrega na porta do comprador;<\/p>\n<p>Exig\u00eancia      de embalagens a um custo bem menor;<\/p>\n<p>A      mercadoria pode ser entregue diretamente ao cliente sem que este tenha que      ir busc\u00e1-la;<\/p>\n<p>Uma      movimenta\u00e7\u00e3o menor da mercadoria, reduzindo assim, os riscos de avarias.<\/p>\n<p>As      qualidades acima enumeradas s\u00e3o apenas algumas das vantagens que este modal      apresenta em rela\u00e7\u00e3o aos demais, basta uma perfunct\u00f3ria an\u00e1lise e certamente      poderemos encontrar mais.<\/p>\n<p><strong>Diversidade      em Log\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Tipos      de Ve\u00edculos e suas Capacidades de Transporte. A variabilidade de mercadorias      e sua necessidade de transporte, fez com que as unidades de transporte rodovi\u00e1rio      tamb\u00e9m variassem. Neste passo, mostram-se in\u00fameros os tipos de ve\u00edculos utilizados      no deslocamento de mercadorias.<\/p>\n<p>Os      ve\u00edculos denominados de caminh\u00f5es podem ter de dois eixos at\u00e9 tr\u00eas, j\u00e1 as      carretas, podem ter de tr\u00eas eixos at\u00e9 um n\u00famero bem maior dependendo do peso      da carga que for transportada.<\/p>\n<p>Em      resumo os ve\u00edculos (unidades de carga) podem ser caminh\u00f5es, carretas, chassis      de transporte de containers, bi-trens, treminh\u00f5es e cegonheiros.<\/p>\n<p><strong>Caminh\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o      ve\u00edculos fixos, monoblocos, s\u00e3o constitu\u00eddos em uma \u00fanica parte que traz a      cabine junto com o motor e a unidade de carga (carroceria). Pode variar o      tamanho e a capacidade de tra\u00e7\u00e3o, chegando a transportar at\u00e9 23 toneladas.<\/p>\n<p><strong>Carretas<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o      ve\u00edculos articulados, onde possuem unidades de tra\u00e7\u00e3o e de carga separadas.      A parte encarregada da tra\u00e7\u00e3o denomina-se cavalo mec\u00e2nico e a de carga semi-reboque.      Os semi-reboques podem ser fechados (ba\u00fas ou siders), abertos (carga seca),      cegonheiros (cargas de ve\u00edculos), taques (cargas liquidas) e plataformas (carregar      maquin\u00e1rios).<\/p>\n<p>Os      semi-reboques s\u00e3o acoplados ao cavalo mec\u00e2nico por um eixo que se denomina      quinta roda. Os conjuntos (cavalos e semi-reboques) de 05 eixos podem carregar      at\u00e9 30 toneladas de mercadorias e este \u00e9 o modelo mais utilizado. A capacidade      de tra\u00e7\u00e3o aumenta na medida que se aumenta o n\u00famero de eixos no conjunto.<\/p>\n<p><strong>Chassis<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o      as carretas de plataforma, antes citadas, apropriadas ao carregamento de containers      de 20 ou 40 p\u00e9s.<\/p>\n<p>Este      tipo de veiculo pode possuir acoplado um guincho hidr\u00e1ulico que possibilita      movimentar os containers por meios pr\u00f3prios.<\/p>\n<p><strong>Bi-trens<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      s\u00e3o ve\u00edculos articulados s\u00f3 que especiais, sendo composto de dois semi-reboques.      Podem carregar at\u00e9 40 toneladas de mercadorias.<\/p>\n<p><strong>Treminh\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Assim      como as carretas, os bi-trens s\u00e3o ve\u00edculos articulados e especiais, sendo      composto de um semi-reboque e um reboque. Podem carregar at\u00e9 50 toneladas      de mercadorias. No caso de ve\u00edculo dotado de chassis para o carregamento de      containers poder\u00e1 carregar de forma simult\u00e2nea dois de 20 p\u00e9s de forma mais      segura. \u00c9 uma \u00f3tima alternativa para carregar containers para ova, j\u00e1 que      podem ser estacionados de forma independente.<\/p>\n<p><strong>Fretes      no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>     A leis brasileiras para transportes de cargas requer normas que garante os      direitos dos clientes e das empresas de transportes. Confira algumas normas      que a Mundial Transportes segue rigidamente para melhor atender voce cliente.<\/p>\n<p><strong>Frete<\/strong><\/p>\n<p>No      modal rodovi\u00e1rio n\u00e3o existem acordos de fretes, sendo praticada a livre concorr\u00eancia,      o que em ultima an\u00e1lise, proporciona a cada empresa praticar seu pre\u00e7o e assim      possibilitar uma margem maior de negocia\u00e7\u00e3o com o cliente.<\/p>\n<p><strong>Basicamente      os elementos formadores do pre\u00e7o do frete rodovi\u00e1rio s\u00e3o os seguintes:<\/strong><\/p>\n<p><strong>frete      padr\u00e3o:\u00a0<\/strong>calculado      sobre o peso da mercadoria (toneladas) ou sobre a \u00e1rea ocupada na unidade      de carga (metragem c\u00fabica) levando em considera\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia a ser percorrida      (quilometragem);<\/p>\n<p><strong>taxa      ad valorem:\u00a0<\/strong>calculada      em fun\u00e7\u00e3o do valor da mercadoria;<\/p>\n<p><strong>taxa      de expediente:<\/strong>\u00a0pode      ser cobrada para emiss\u00e3o de documentos tais como o conhecimento de embarque,      praticamente n\u00e3o usual.<\/p>\n<p><strong>Quanto      aos seus pagamentos os fretes poder\u00e3o ter as seguintes modalidades:<\/strong><\/p>\n<p><strong>frete      pr\u00e9-pago (freight prepaid):\u00a0<\/strong>nesta      modalidade o frete \u00e9 pago na origem do embarque, nos casos de com\u00e9rcio exterior      o valor \u00e9 pago pelo exportador, nos casos de transporte nacional, o valor      \u00e9 pago pelo remetente;<\/p>\n<p><strong>frete      a pagar (freight collect):<\/strong>\u00a0esta      modalidade contraria a do frete pr\u00e9-pago, onde o valor devido a t\u00edtulo de      frete deve ser pago no destino, pelo importador no transporte internacional      e pelo destinat\u00e1rio no nacional.<\/p>\n<p><strong>Documentos      Emitidos pelo Transportador<\/strong><\/p>\n<p>Ao      contratar uma empresa de transporte o embarcador\/remetente estar\u00e1 celebrando      um contrato de transporte com o transportador, deste modo, para que este neg\u00f3cio      seja formalizado mister \u00e9 que se emita um documento com for\u00e7a probat\u00f3ria.<\/p>\n<p>O      conhecimento de embarque \u00e9 o documento que formaliza o neg\u00f3cio e deve ser      emitido pela transportadora. O conhecimento pode ser de \u00e2mbito nacional ou      internacional, onde, evidentemente, existem diferen\u00e7as entre este e aquele.<\/p>\n<p><strong>Conhecimento      de Embarque<\/strong><\/p>\n<p>O      conhecimento de embarque traz em seu seio as informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s mercadorias      transportadas, remetente, destinat\u00e1rio e valor do frete contratado.<\/p>\n<p>O      conhecimento de embarque em \u00e2mbito internacional \u00e9 emitido geralmente em tr\u00eas      vias originais, com um n\u00famero variado de c\u00f3pias, conforme a necessidade do      importador e exportador. O documento corresponde ao t\u00edtulo de propriedade      da mercadoria e pode ser consignado ao importador, sendo, neste caso, inegoci\u00e1vel.      Pode tamb\u00e9m ser consignado ao portador, sendo, neste caso, negoci\u00e1vel.<\/p>\n<p>J\u00e1      no \u00e2mbito nacional a sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma e o n\u00famero de c\u00f3pias varia conforme      a legisla\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>MIC\/DTA<\/strong><\/p>\n<p>O      MIC\/DTA na realidade \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o de dois documentos utilizados em \u00e2mbito de      transporte internacional. O MIC \u0096 Manifesto Internacional de Carga, no      mesmo norte dos demais modais, relaciona e individualiza a mercadoria que      est\u00e1 sendo transportada.<\/p>\n<p>A      DTA \u0096 Declara\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito Aduaneiro, \u00e9 o documento que lastreia a      transfer\u00eancia dos tr\u00e2mites aduaneiros de desembara\u00e7o da mercadoria de uma      zona aduaneira prim\u00e1ria para uma secund\u00e1ria. A fun\u00e7\u00e3o desta sistem\u00e1tica \u00e9      descentralizar as atividades aduaneiras de fiscaliza\u00e7\u00e3o e acelerar a libera\u00e7\u00e3o      de mercadorias e ve\u00edculos.<\/p>\n<p>O      MIC\/DTA surge como uni\u00e3o deste dois documentos e foi criado pelos pa\u00edses signat\u00e1rios      do acordo do MERCOSUL e posteriormente foi ratificado pelos outros pa\u00edses      que comp\u00f5e o ATIT.<\/p>\n<p>O      MIC\/DTA tornou-se documento obrigat\u00f3rio no transporte entre os pa\u00edses signat\u00e1rios      e passou a ser exigido no despacho aduaneiro.<\/p>\n<p><strong>Autoriza\u00e7\u00e3o      para trafego internacional<\/strong><\/p>\n<p>Para      que a empresa de transporte rodovi\u00e1rio possa atuar no transporte internacional      de mercadorias, faz-se necess\u00e1rio obter junto as autoridades do pa\u00eds onde      possuir sua matriz uma autoriza\u00e7\u00e3o denominada de documento de idoneidade.<\/p>\n<p>No      Brasil a licen\u00e7a de \u00e9 obtida atrav\u00e9s do Departamento de Transportes Rodovi\u00e1rios,      \u00f3rg\u00e3o da Secretaria de Transportes Terrestres do Minist\u00e9rio dos Transportes.      No requerimento dirigido ao DTR o requerente deve relacionar sua frota com      os respectivos certificados de propriedades, entre outros documentos.<\/p>\n<p>A      validade do certificado \u00e9 por prazo indeterminado e n\u00e3o pass\u00edvel de transfer\u00eancia      a terceiros.<\/p>\n<p>A      licen\u00e7a (documento de idoneidade) deve ser obtida para cada pa\u00eds que se deseja      operar, assim sendo, deve-se ser confeccionado um pedido para cada pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Permiss\u00e3o      complementar<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m      do documento de idoneidade a empresa de transporte dever\u00e1 requer a cada pa\u00eds      que estiver autorizar a trafegar uma autoriza\u00e7\u00e3o complementar, conhecida como      licen\u00e7a complementar, que deve ser requerida at\u00e9 120 dias da licen\u00e7a origin\u00e1ria.      Ap\u00f3s a emiss\u00e3o da licen\u00e7a complementar esta deve ser encaminhada ao DTR em      at\u00e9 30 dias de sua emiss\u00e3o sob pena de cancelamento da origin\u00e1ria.<\/p>\n<p>A      empresa de transporte rodovi\u00e1rio s\u00f3 estar\u00e1 autorizada a trafegar em territ\u00f3rio      internacional ap\u00f3s a obten\u00e7\u00e3o de ambas as licen\u00e7as. O cancelamento de quaisquer      das licen\u00e7as cancela automaticamente a outra.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade      Civil do Transportador<\/strong><\/p>\n<p>Uma      vez definido o transporte rodovi\u00e1rio e passada algumas de suas peculiaridades      \u00e9 hora de adentrarmos a responsabilidade civil do transportador rodovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Vale      lembrar, de imediato, que a contrata\u00e7\u00e3o de unidade de transporte (caminh\u00e3o)      para a realiza\u00e7\u00e3o de um deslocamento de mercadoria, presume um neg\u00f3cio jur\u00eddico      permeado de obriga\u00e7\u00f5es e deveres rec\u00edprocos entre contratante e contratado.<\/p>\n<p><strong>Analise      do contrato de transporte<\/strong><\/p>\n<p>Define-se      contrato de transporte aquele pelo qual algu\u00e9m se obriga a receber, coisas      ou animais, e leva-los ao seu lugar de destino, com seguran\u00e7a e presteza,      mediante o pagamento de um pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Diz      nosso C\u00f3digo Civil p\u00e1trio em seu artigo 730: &#8220;Pelo contrato de transporte      algu\u00e9m se obriga, mediante retribui\u00e7\u00e3o, a transportar, de um lugar para outro,      pessoas ou coisas.&#8221;<\/p>\n<p>A      defini\u00e7\u00e3o, acima, aliada a de nosso estatuto civil s\u00e3o as janelas envidra\u00e7as      que fazem transparecer a simplicidade do contrato, que tanto para um expert      quanto para um leigo no assunto \u00e9 de f\u00e1cil assimila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ultrapassada      a defini\u00e7\u00e3o do contrato de transporte vale verificar a sua amplitude em rela\u00e7\u00e3o      \u00e0 responsabilidade civil.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade      Civil<\/strong><\/p>\n<p>Embora      o contorno da responsabilidade civil seja um \u00e9pico na \u00e1rea jur\u00eddica vale trazer      o tema, litteris:<\/p>\n<p>Princ\u00edpio      geral de direito, informador de toda a teoria da responsabilidade, encontradi\u00e7o      no ordenamento jur\u00eddico de todos os povos civilizados e sem o qual a vida      social \u00e9 inconceb\u00edvel, \u00e9 aquele que imp\u00f5e, a quem causa dano a outrem, o dever      de o reparar.<\/p>\n<p><strong>Reza      o C\u00f3digo Civil brasileiro em seu artigo 927, verbis:<\/strong><\/p>\n<p>Art.      927. Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem,      fica obrigado a repar\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo      \u00fanico. Haver\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano, independente de culpa, nos casos      espec\u00edficos em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor      do dano implicar, por sua natureza, riscos para os direitos de outrem.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade      Contratual e Extracontratual.<\/strong><\/p>\n<p>O      transportador no exerc\u00edcio de sua atividade fim (presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o) esta      sujeito a responsabilidade contratual e extracontratual. Corol\u00e1rio l\u00f3gico      \u00e9 que a responsabilidade contratual \u00e9 aquela que se refere ao contrato formal      celebrado entre as partes intervenientes na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, por ex.      avaria na mercadoria, atraso na entrega, por culpa do transportador. (vide      item Responsabilidade do Transportador). J\u00e1 a responsabilidade extracontratual      engloba aquelas situa\u00e7\u00f5es que atraem a responsabilidade do transportador para      casos alheios ao contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, por ex. acidentes de tr\u00e2nsito      com vitimas fatais e\/ou acidentes de tr\u00e2nsito com vitimas lesionadas corporalmente.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidades      do Transportador em Raz\u00e3o do Contrato.<\/strong><\/p>\n<p>Embora      a responsabilidade civil do transportador seja bastante extensa e, na maioria      das vezes alcance uma gama de circunst\u00e2ncia muito grande, vale trazer a bala      algumas das mais cotidianas:<\/p>\n<p>Receber,      transportar e entregar a mercadoria no tempo e lugar convencionados;<\/p>\n<p>Emitir      o conhecimento de transporte (Nacional ou Internacional);<\/p>\n<p>Seguir      o itiner\u00e1rio que for ajustado, se as partes o determinaram. N\u00e3o obedecendo,      responder\u00e1 o transportador pelos riscos, inclusive os que caberiam ao remetente;<\/p>\n<p>Aceitar      varia\u00e7\u00e3o de consigna\u00e7\u00e3o, ou seja, altera\u00e7\u00e3o de destinat\u00e1rio, inclusive de      via de encaminhamento e do destino.<\/p>\n<p>Permitir      a quem de direito, o desembarque em tr\u00e2nsito da mercadoria mediante a apresenta\u00e7\u00e3o      do conhecimento, salvo se se tratar de mercadorias sujeitas a transporte com      regulamenta\u00e7\u00e3o especial, ou se se tratar de endossat\u00e1rio em penhor.\u00a0<br \/>\n     No caso de perdas, furtos ou avarias nas mercadorias transportadas, o transportador      ser\u00e1 responsabilizado desde o momento em que recebeu as mercadorias at\u00e9 a      sua efetiva entrega. Curial direcionar os holofotes sobre o fato de que cabe      ao transportador demonstrar a ocorr\u00eancia de for\u00e7a maior ou vicio intr\u00ednseco,      caso queira eximir-se da responsabilidade em destaque.<\/p>\n<p>As      perdas ou avarias das mercadorias podem ser ocasionadas por defeito na embalagem      do produto. Entretanto, se o transportador n\u00e3o ressaltou a circunst\u00e2ncia no      momento em que recebeu as mercadorias para transporte, a responsabilidade      de indenizar o preju\u00edzo \u00e9 totalmente sua.<\/p>\n<p>No      que tange ao par\u00e2metro de pre\u00e7o utilizado para liquida\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo, deve-se      ser observado o pre\u00e7o constante no conhecimento de embarque do produto. N\u00e3o      havendo o pre\u00e7o no conhecimento, aplica-se o pre\u00e7o de mercado do produto.      Neste patamar, outro aspecto importante e que n\u00e3o podemos nos olvidar \u00e9 que      caso a mercadoria tenha apenas o seu valor diminu\u00eddo pela avaria ou dano,      o apuramento do preju\u00edzo deve levar em considera\u00e7\u00e3o a diminui\u00e7\u00e3o de seu valor.<\/p>\n<p>Como      uma das fortes caracter\u00edsticas do modal rodovi\u00e1rio \u00e9 agilidade e a rapidez      no deslocamento das mercadorias \u00e9 normal que seja realizado um contrato de      transporte com prazo de entrega das mercadorias em seu destino. Pois, neste      \u00ednterim, n\u00e3o s\u00e3o raros os casos de inadimpl\u00eancia de hor\u00e1rio de entrega. Da\u00ed,      dessume-se, que a responsabilidade pelo atraso na entrega deve ser suportado      pelo transportador. N\u00e3o havendo conven\u00e7\u00e3o a cerca do prazo, reputar-se-\u00e1 aquele      necess\u00e1rio a dura\u00e7\u00e3o da viagem, obviamente acrescido o tempo de embarque e      desembarque da mercadoria.<\/p>\n<p>Outra      situa\u00e7\u00e3o bastante comum \u00e9 o descumprimento de formalidades fiscais no curso      da viagem ocasionados pelo transportador. Outra vez, surgindo danos por tal      raz\u00e3o, tais como atraso na entrega, perecimento da mercadoria, multas, etc.      a responsabilidade deve recair nos bra\u00e7os do transportador.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade      do Transportador<\/strong><\/p>\n<p>O      prazo inicial da responsabilidade do transportador come\u00e7a a fruir desde o      recebimento da mercadoria para transporte e cessa com a efetiva entrega ao      destinat\u00e1rio.<\/p>\n<p>Faz-se      valoroso mencionar que o ponto inicial da responsabilidade do transportador      sobre a carga \u00e9 o exato momento que a recebe e passa o conhecimento de carga      ao remetente. Da\u00ed em diante a responsabilidade s\u00f3 terminar\u00e1 com a efetiva      entrega no destinat\u00e1rio, oportunidade que ser\u00e1 passado recibo da mercadoria      mediante comprovante de entrega da mercadoria.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidade      Extracontratual.<\/strong><\/p>\n<p>Por      conhecermos o transporte rodovi\u00e1rio de cargas, acreditamos ser medida imperiosa      darmos um corte incisivo neste t\u00f3pico da responsabilidade extracontratual      do transportador, a fim de aprofundarmos a vis\u00e3o panor\u00e2mica da tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>De      pronto vale mencionar que nosso C\u00f3digo Civil regula a responsabilidade extracontratual      nos arts. 186, 188, 927, 928 e 954.<\/p>\n<p>Pois      bem, para Maria Helena DINIZ (3), a responsabilidade extracontratual, delitual      ou aquiliana decorre de viola\u00e7\u00e3o legal, isto \u00e9, de les\u00e3o a um direito subjetivo      ou da pr\u00e1tica de um ato il\u00edcito, sem que haja nenhum liame contratual entre      o lesado e o lesante.<\/p>\n<p>Para      atrair a responsabilidade do lesante (repara\u00e7\u00e3o do dano sofrido), em regra,      funda-se na culpa, isto \u00e9, o lesado dever\u00e1 demonstrar cristalinamente que      o lesante agiu com imprud\u00eancia, imper\u00edcia ou neglig\u00eancia. Todavia, o art.      927, par\u00e1grafo \u00fanico do CC, determina que poder\u00e1 existir a responsabilidade      sem culpa, a chamada responsabilidade objetiva que ganha pilares na id\u00e9ia      do risco. Em contra partida, aquela alicer\u00e7ada na culpa \u00e9 a responsabilidade      subjetiva.<\/p>\n<p>Devemos      observar que em rela\u00e7\u00e3o ao agente (aquele que pratica o ato) a responsabilidade      poder\u00e1 ser direta ou simples quando praticada pela pr\u00f3pria pessoa imputada,      que dever\u00e1 responder por seus atos, ou, indireta ou complexa, se depreender      de ato de terceiro, com o qual o agente tem la\u00e7o legal de responsabilidade      de fato animal e de coisa inanimada sob sua guarda.<\/p>\n<p>No      caso em estudo, nos interessa de perto a responsabilidade indireta ou complexa,      que \u00e9 aquela onde na responsabilidade por fato alheio algu\u00e9m responder\u00e1, indiretamente,      por danos e preju\u00edzos causados pela pr\u00e1tica de um ato il\u00edcito por outro individuo,      em raz\u00e3o de se encontrar ligado a ela por determina\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p><strong>Diz      o artigo 932 do C\u00f3digo Civil, litteris:<\/strong><\/p>\n<p>Art.      932. S\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil:<\/p>\n<p>III      \u0096 o empregador ou comitente, por seus empregados, servi\u00e7ais ou prepostos,      no exercicio do trabalho que lhes competir, ou em raz\u00e3o dele.<\/p>\n<p>Fonte:       www.expressomundial.com.br<\/p>\n<h6>Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>17      de Setembro<\/h4>\n<p>A      Resolu\u00e7\u00e3o 437\/04, da ANTT (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres) instituiu      oficialmente o Registro Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Cargas. Segundo      o documento, o registro \u00e9 de porte obrigat\u00f3rio dos transportadores em seus      ve\u00edculos e deve ser requerido por empresas prestadoras de servi\u00e7os de transporte,      cooperativas de transporte de cargas e caminhoneiros (aut\u00f4nomos).<\/p>\n<p>A      profiss\u00e3o de transportador tem uma rotina estafante. A excessiva carga de      trabalho, al\u00e9m de trazer exaust\u00e3o para os transportadores de cargas, representa      um perigo para a seguran\u00e7a nas estradas. N\u00e3o \u00e9 raro ouvirmos sobre acidentes      causados por motoristas que dormiram ao volante, devido ao ritmo alucinante      das viagens exigidas pelas empresas.<\/p>\n<p>\u00c9      imposs\u00edvel n\u00e3o reconhecer a import\u00e2ncia desses profissionais; s\u00e3o eles que      garantem o bom andamento da economia, fazendo com que as mercadorias cheguem      a tempo aos locais de destino. Por isso mesmo a profiss\u00e3o exige muita responsabilidade;      a habilita\u00e7\u00e3o para ve\u00edculo comum n\u00e3o vale para os motoristas de ve\u00edculos pesados      de carga (habilita\u00e7\u00e3o do tipo B). \u00c9 necess\u00e1ria, no m\u00ednimo, habilita\u00e7\u00e3o tipo      C.<\/p>\n<p>Fonte:       Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte de Cargas<\/p>\n<h6>Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga<\/h6>\n<h4>17      de Setembro<\/h4>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nenhuma      atividade de trabalho est\u00e1 livre de riscos de acidentes, mas algumas s\u00e3o mais      fact\u00edveis pelo fato de os trabalhadores permanecerem constantemente expostos      a algum tipo de amea\u00e7a. Cada atividade apresenta determinadas caracter\u00edsticas      que aumentam a probabilidade de doen\u00e7a ou morte. Santos Jr. &amp; Mendes 1      alegam que as condi\u00e7\u00f5es de vida \u0096 que englobam a origem, assist\u00eancia      m\u00e9dica, grau de instru\u00e7\u00e3o, moradia, alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 e de trabalho s\u00e3o fatores      determinantes nas diversas situa\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores e logo podem      influenciar a sa\u00fade de forma negativa.<\/p>\n<p>Pesquisas      mostram que as atividades ligadas ao setor de transporte rodovi\u00e1rio s\u00e3o de      elevado risco \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental do trabalhador. Waldvogel 2, ao analisar      as mortes por acidentes de trabalho no Estado de S\u00e3o Paulo, Brasil, constatou      que dentre as mortes provenientes de acidentes de trabalho em via p\u00fablica,      aproximadamente 30,2% correspondiam \u00e0 categoria de condutores de autom\u00f3veis,      \u00f4nibus e caminh\u00f5es, cabendo a esta profiss\u00e3o a maior participa\u00e7\u00e3o relativa      nos casos fatais. A significativa participa\u00e7\u00e3o deste setor nas mortes, doen\u00e7as,      acidentes do trabalho e de trajeto, tendo em vista sua import\u00e2ncia ao fornecer      o direito de ir e vir da sociedade, aponta para urgentes compromissos na cria\u00e7\u00e3o      de condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sa\u00fade para este profissional.<\/p>\n<p>Este      texto tem como objetivo realizar um estudo comparativo das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade      dos profissionais no setor de transporte rodovi\u00e1rio de cargas e de passageiros,      vis-\u00e0-vis aos demais setores da economia nos estados brasileiros. Baseando-se      nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) de 1998,      utilizou-se a t\u00e9cnica estat\u00edstica de regress\u00e3o log\u00edstica multivariada para      estimar as chances de um trabalhador no setor de transporte ficar doente ou      se auto-avaliar doente, segundo suas caracter\u00edsticas s\u00f3cio-demogr\u00e1ficas. Com      base em estudos interdisciplinares nos ramos da epidemiologia, psicologia,      ergonomia e outras que investigam as rela\u00e7\u00f5es entre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho      e os riscos \u00e0 sa\u00fade do profissional no setor de transporte rodovi\u00e1rio, foram      selecionadas algumas vari\u00e1veis de sa\u00fade relacionadas com esse tipo de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>As      condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sa\u00fade no setor de transporte rodovi\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p>A      literatura m\u00e9dica fornece uma extensa lista de agravos \u00e0 sa\u00fade que s\u00e3o decorrentes      da atividade de trabalho no setor de transporte rodovi\u00e1rio. In\u00fameros estudos      investigam as rela\u00e7\u00f5es de causalidade entre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a incid\u00eancia      de doen\u00e7as cr\u00f4nicas. A maior parte destes ressalta que os riscos de acidentes      e doen\u00e7as s\u00e3o oriundos do ambiente de trabalho, ou seja, dos pr\u00f3prios ve\u00edculos      de transporte de cargas e de passageiros. Estes riscos podem precipitar a      ocorr\u00eancia de um acidente de tr\u00e2nsito, pois causam desvios na habilidade,      nas percep\u00e7\u00f5es auditivas e visuais e condi\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas do motorista profissional.      Os riscos que adv\u00eam do local de trabalho podem ser avaliados segundo seus      principais agentes: ru\u00eddo, calor, ventila\u00e7\u00e3o e os aspectos ergon\u00f4micos. Estes      fatores agem diretamente sobre a sa\u00fade f\u00edsica e mental do motorista que, em      conjunto com outros fatores de natureza ex\u00f3gena (congestionamentos, h\u00e1bitos      comportamentais e a viol\u00eancia) potencializam os acidentes de tr\u00e2nsito, de      trajeto e as doen\u00e7as ocupacionais.<\/p>\n<p>O      ru\u00eddo no tr\u00e2nsito, al\u00e9m de potencial causador de surdez ocupacional, pode      tamb\u00e9m agir contra a sa\u00fade mental do motorista profissional. Kompier et al.      (1990, apud Mendes 3) mostraram que as chances de encontrar doen\u00e7as no aparelho      auditivo em motoristas profissionais s\u00e3o 2,7 vezes maiores se comparadas a      motoristas convencionais. Os trabalhadores expostos ao excesso de ru\u00eddo est\u00e3o      mais propensos \u00e0 surdez ocupacional, assim como pode levar a uma altera\u00e7\u00e3o      de seu comportamento associado ao barulho constante. A fadiga e a irritabilidade      s\u00e3o exemplos de rea\u00e7\u00f5es relatadas por profissionais que ficam expostos a ru\u00eddos      intensos. Desse modo, a polui\u00e7\u00e3o sonora vem a ser um perigo \u00e0 sa\u00fade pessoal,      estabilidade emocional e \u00e0 efici\u00eancia do motorista. Outros fatores capazes      de alterar a estabilidade emocional do motorista s\u00e3o o excesso de calor e      a falta de ventila\u00e7\u00e3o no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>As      condi\u00e7\u00f5es ergon\u00f4micas dos ve\u00edculos de transporte de passageiros e cargas s\u00e3o      um aspecto importante para a sa\u00fade e seguran\u00e7a dos motoristas e usu\u00e1rios de      transporte. As prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o prejudiciais, por exemplo,      para a coluna vertebral dos motoristas profissionais que passam horas a fio      sentados ao volante. O assento \u00e9 na maior parte das vezes a principal causa      das dores nas costas, pois em muitos ve\u00edculos os itens ergon\u00f4micos m\u00ednimos      necess\u00e1rios para o conforto e maior adequabilidade do trabalhador ao instrumento      de trabalho n\u00e3o s\u00e3o atendidos. O tipo de c\u00e2mbio e dire\u00e7\u00e3o nos ve\u00edculos s\u00e3o      tamb\u00e9m elementos ergon\u00f4micos importantes para evitar a fadiga do profissional      e o surgimento de doen\u00e7as decorrentes dessa atividade. Segundo Santos Jr.      &amp; Mendes 1, a sobrecarga muscular do motorista \u00e9 intensa, pois a troca      de marcha \u00e9 feita mais de mil vezes por jornada de trabalho. Desta forma,      o uso de c\u00e2mbio autom\u00e1tico e da dire\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica s\u00e3o alternativas que diminuem      a fadiga e o cansa\u00e7o muscular do profissional. Kompier et al. (1990, apud      Mendes 3) avaliaram que o risco de desordens m\u00fasculo- esquel\u00e9ticas s\u00e3o 3,9      vezes maiores em motoristas profissionais em rela\u00e7\u00e3o a outros servidores p\u00fablicos.      Os problemas de coluna, tend\u00f5es e juntas eram frequentes em 35,0% dos motoristas.<\/p>\n<p>Queiroga      4 afirma que a coluna vertebral apresenta elevados \u00edndices de dor m\u00fasculo-esquel\u00e9tica      no motorista, pois suporta a compress\u00e3o exercida pela sobrecarga imposta,      em fun\u00e7\u00e3o da for\u00e7a da gravidade (movimentos bruscos, vibra\u00e7\u00f5es e outros fatores      externos), e ainda est\u00e1 sujeita a frequentes rota\u00e7\u00f5es da cabe\u00e7a e do tronco.      O autor ressalta que devido \u00e0s trocas constantes de marchas, a regi\u00e3o dos      ombros dos motoristas, especialmente o direito, \u00e9 um foco de dores que resultam      em bursite ou tendinite.<\/p>\n<p>Outro      fato importante a considerar \u00e9 o prolongamento da jornada de trabalho, que      em conjunto com os demais fatores acima potencializa os danos \u00e0 sa\u00fade do trabalhador.      Camara &amp; Balassiano 5 afirmam que a \u0093dobradinha\u0094 (turno duplo      de trabalho) e a troca das f\u00e9rias por um m\u00eas a mais de sal\u00e1rio \u00e9 uma pr\u00e1tica      muito comum entre os motoristas de \u00f4nibus urbanos na cidade do Rio de Janeiro.      Os estudos que relacionam o excesso de atividade de trabalho dos profissionais      no setor de transporte e a incid\u00eancia de doen\u00e7as apontam para os dist\u00farbios      do sono, varizes, h\u00e9rnia de disco e hemorr\u00f3idas como as principais doen\u00e7as      que acometem os trabalhadores que est\u00e3o sujeitos a uma intensa jornada de      trabalho 6. Em entrevista com 130 rodovi\u00e1rios na cidade de Salvador, Bahia,      Paes-Machado &amp; Levenstein 7 verificaram que as pausas essenciais entre      as viagens s\u00e3o julgadas insuficientes pelos pr\u00f3prios profissionais, al\u00e9m de      serem comprometidas pelos atrasos nos percursos e pela falta de lugares apropriados      para o descanso.<\/p>\n<p>O      crescimento da frota de ve\u00edculos, n\u00e3o acompanhado pelo aumento do sistema      vi\u00e1rio e pelo planejamento urbano, tem sido respons\u00e1vel pelo aumento do percurso,      e, consequentemente, pela crescente agressividade dos motoristas provocada      por dist\u00farbios emocionais. Segundo Alves Jr. &amp; Dirceu 8, sensa\u00e7\u00f5es de      perda de liberdade que os cidad\u00e3os podem sofrer geram dist\u00farbios de comportamento,      com consequ\u00eancias imprevis\u00edveis. Somando-se a isso, as preocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias      e hor\u00e1rios a serem cumpridos conduzem o indiv\u00edduo \u00e0 irritabilidade e \u00e0 agressividade.      Al\u00e9m de serem um risco potencial aos acidentes de tr\u00e2nsito, estes fatores      tamb\u00e9m podem gerar consequ\u00eancias nocivas \u00e0 sa\u00fade como, por exemplo, o estresse.      Estudos associam os congestionamentos do tr\u00e1fego com a incid\u00eancia de taquicardia,      hipertens\u00e3o arterial, epigastralgia e problemas card\u00edacos, provenientes de      descargas adren\u00e9rgicas.<\/p>\n<p>A      incid\u00eancia de infarto do mioc\u00e1rdio entre o grupo de motoristas de \u00f4nibus atingiu      n\u00edveis superiores aos do resto da popula\u00e7\u00e3o de Estocolmo, Su\u00e9cia, e distritos      adjacentes, de acordo com o estudo implementado por Gustavsson et al. 9, do      Departamento de Sa\u00fade Ocupacional de Estocolmo. A pesquisa detectou que cerca      de 80,0% dos motoristas urbanos pesquisados relataram uma combina\u00e7\u00e3o de altas      demandas psicol\u00f3gicas e baixo controle de seu trabalho. Um risco menor de      infarto foi detectado, por\u00e9m, entre motoristas de caminh\u00f5es de longa dist\u00e2ncia.      O estudo aponta, no entanto, que diferentes tipos de motoristas est\u00e3o sujeitos      ao infarto, sendo que aqueles que trabalham em \u00e1reas urbanas det\u00eam maior risco.<\/p>\n<p>Entretanto,      quando se fala em demanda versus controle, conv\u00e9m citar os estudos cl\u00e1ssicos      de Karasek 10,11, cuja proposta se baseava na abordagem simult\u00e2nea de controle      e demanda, e n\u00e3o apenas no enfoque limitado dos modelos unidimensionais. Ou      seja, em linhas gerais, o modelo demanda e controle no campo de sa\u00fade ocupacional      aborda duas dimens\u00f5es b\u00e1sicas: o grau de controle, que se refere basicamente      a aspectos de uso de habilidades e de autoridade decis\u00f3ria, e, a demanda psicol\u00f3gica      do trabalho, cuja principal caracter\u00edstica se refere \u00e0s exig\u00eancias psicol\u00f3gicas      que o trabalhador enfrenta na realiza\u00e7\u00e3o das suas tarefas.<\/p>\n<p>Netterstrom      &amp; Juel 13 estudaram 2.465 motoristas de \u00f4nibus que deram entrada nos hospitais      das tr\u00eas maiores cidades da Dinamarca, entre 1978 e 1985, por infarto do mioc\u00e1rdio      e mortes por doen\u00e7a isqu\u00eamica do cora\u00e7\u00e3o. Por meio de uma regress\u00e3o m\u00faltipla,      os autores encontraram riscos associados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de bem-estar      psicossocial que aumentam a presen\u00e7a de infarto no mioc\u00e1rdio: alta carga de      trabalho associada a tr\u00e1fego intenso, nenhum contato com os colegas, h\u00e1bitos      de fumar etc. Sintomas como estresse e insatisfa\u00e7\u00e3o com o trabalho n\u00e3o foram      considerados preditores para ocorr\u00eancia de infarto. Em um estudo anterior,      Netterstrom &amp; Laursen 14, encontraram uma maior incid\u00eancia de infarto      agudo no mioc\u00e1rdio para motoristas de \u00f4nibus da cidade de Copenhague, Dinamarca,      quando comparados ao grupo controle (motoristas de trens da Dinamarca).<\/p>\n<p>Outro      fato que intensifica a press\u00e3o psicol\u00f3gica dessa categoria s\u00e3o os choques      emocionais produzidos pelas agress\u00f5es nos ambientes de trabalho. Estudos apontam      que as agress\u00f5es s\u00e3o mais frequentes em trabalhadores que manipulam dinheiro,      fazem deslocamentos, atuam sozinhos (ou em duplas), em turnos da noite e em      \u00e1reas dominadas pelo crime, o que fazem da atividade de transporte rodovi\u00e1rio      uma categoria exposta a elevados n\u00edveis de viol\u00eancia e de inseguran\u00e7a no trabalho.      Somando-se a isso, os trabalhadores neste setor, na maioria dos casos, s\u00e3o      obrigados a assumir os riscos dos assaltos, e, inclusive, pagar um montante      que pode atingir at\u00e9 55,0% do total dos preju\u00edzos financeiros causados pelas      ocorr\u00eancias. Os cobradores s\u00e3o o grupo que mais sofrem com este tipo de press\u00e3o.      O acompanhamento psicol\u00f3gico tem sido apontado por estudiosos do assunto como      um meio de supera\u00e7\u00e3o dos problemas de seguran\u00e7a e sa\u00fade decorrentes da viol\u00eancia      no tr\u00e2nsito. Isto faria com que os trabalhadores pudessem recuperar sua auto-estima,      controlar o estresse e negociar conflitos com os usu\u00e1rios e assaltantes 7.<\/p>\n<p>A      sa\u00fade f\u00edsica e mental dos motoristas \u00e9 sem d\u00favida reflexo das condi\u00e7\u00f5es de      trabalho e de vida dessas pessoas. Essas condi\u00e7\u00f5es geram consequ\u00eancias n\u00e3o      somente para os condutores (dist\u00farbios f\u00edsicos e emocionais), como tam b\u00e9m      causam impactos negativos para a empresa e para a sociedade. A Figura 1 esquematiza      a rela\u00e7\u00e3o entre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho no setor de transporte rodovi\u00e1rio      e suas consequ\u00eancias para a sa\u00fade do trabalhador, empresa e sociedade.<\/p>\n<p>Dentre      as consequ\u00eancias para a empresa destaca-se o absente\u00edsmo, uma vez que este      causa consider\u00e1veis preju\u00edzos financeiros. Kompier et al. (1990, apud Mendes      3) estudaram o absente\u00edsmo na Holanda, e constataram que os \u00edndices de absente\u00edsmo      entre os motoristas s\u00e3o duas vezes maiores do que a m\u00e9dia nacional. Os trabalhadores      do setor de transporte rodovi\u00e1rio inativos por doen\u00e7a ou acidente de trabalho      tinham, em m\u00e9dia, 48 anos de idade, cerca de 6 anos a menos que os trabalhadores      de outras categorias inativos por este mesmo motivo. Dentre as principais      causas para a inatividade encontraram-se as desordens m\u00fasculoesquel\u00e9ticas      e as doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Outra      consequ\u00eancia para a empresa \u00e9 a elevada rotatividade dessa profiss\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o      da precariedade das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Hedberg &amp; Langedoen 16 afirmam      que dentre as causas mais comuns de influ\u00eancia no turnover dessa profiss\u00e3o      destacam-se as jornadas de trabalho irregulares ou a sua extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Em      rela\u00e7\u00e3o \u00e0s consequ\u00eancias para a sociedade, a elevada propor\u00e7\u00e3o dos acidentes      de tr\u00e2nsito entre as causas externas merece aten\u00e7\u00e3o especial das autoridades.      Muitas causas de acidentes de tr\u00e2nsito se devem \u00e0 m\u00e1 conduta e sa\u00fade do motorista      que, conforme colocado, podem ser consequ\u00eancias das suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Dados      e m\u00e9todos<\/strong><\/p>\n<p>A      an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o do processo de trabalho e a sa\u00fade dos ocupados no setor      de transporte rodovi\u00e1rio se baseou nos microdados da PNAD de 1998. Al\u00e9m de      fornecer informa\u00e7\u00f5es importantes sobre as caracter\u00edsticas s\u00f3cio-demogr\u00e1ficas      da popula\u00e7\u00e3o brasileira, essa pesquisa, em 1998, trouxe um suplemento especial      sobre as caracter\u00edsticas de sa\u00fade dos indiv\u00edduos. O suplemento cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es      sobre o estado de morbidade dos indiv\u00edduos, incluindo tr\u00eas indicadores para      avalia\u00e7\u00e3o da sa\u00fade: auto-avalia\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade (muito bom, bom, regular,      ruim e muito ruim); a exist\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas; e a restri\u00e7\u00e3o de atividades      habituais (esteve acamado nas \u00faltimas duas semanas, n\u00famero de dias em que      esteve acamado).<\/p>\n<p>Do      conjunto de doen\u00e7as cr\u00f4nicas pesquisadas na PNAD foram selecionadas, para      o presente estudo, aquelas que ocorrem com maior incid\u00eancia entre os ocupados      no setor de transporte (dor de coluna, tendinite ou tenossinovite, hipertens\u00e3o      e problemas do cora\u00e7\u00e3o), conforme destaca a literatura sobre o assunto abordada      na se\u00e7\u00e3o anterior. Entretanto, deve-se ressaltar a dificuldade de relacionar      tendinites e problemas do cora\u00e7\u00e3o com a atividade de motorista ou cobrador,      uma vez que a PNAD n\u00e3o especifica os agravos, ou seja, em quais segmentos      do corpo ocorrem as tendinites (membros superiores, cervicais, membros inferiores)      e nem quais s\u00e3o os problemas de cora\u00e7\u00e3o. A pesquisa avalia apenas se o indiv\u00edduo      sofre ou n\u00e3o de tendinite ou de alguma doen\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ressalta-se      que encontrar chances elevadas de adquirir doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o para motoristas      e cobradores, n\u00e3o nos permite associ\u00e1-las exclusivamente a essa atividade      de trabalho, uma vez que bases de dados como a PNAD n\u00e3o permite avaliar h\u00e1bitos      comportamentais e outras caracter\u00edsticas que poderiam influenciar a presen\u00e7a      dessa doen\u00e7a, como o h\u00e1bito de fumar, fazer exerc\u00edcios, dieta alimentar, dentre      outras. Entretanto, por meio da PNAD podemos controlar algumas caracter\u00edsticas      individuais, como sexo, idade, escolaridade, posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o, Unidade      da Federa\u00e7\u00e3o, domic\u00edlio urbano versus rural, tempo do percurso casatrabalho      etc. Por exemplo, uma regress\u00e3o log\u00edstica multivariada permite avaliar o quanto      as chances de obter doen\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o aumentadas ou diminu\u00eddas quando      os indiv\u00edduos exercem atividades no setor de transporte de cargas e de passageiros,      supondo que as suas caracter\u00edsticas individuais s\u00e3o id\u00eanticas (sexo, idade,      escolaridade, migra\u00e7\u00e3o, Unidade da Federa\u00e7\u00e3o etc.).<\/p>\n<p>No      presente trabalho, com base nos microdados da PNAD de 1998, utilizou-se regress\u00f5es      log\u00edsticas multivariadas para estimar as chances de uma pessoa ocupada, independente      do setor de trabalho, ficar doente ou se auto-avaliar doente, segundo as suas      caracter\u00edsticas s\u00f3cio- demogr\u00e1ficas. Adicionalmente, para se discutir o efeito      da atividade no setor de transporte nas vari\u00e1veis de sa\u00fade, foram inclu\u00eddas      vari\u00e1veis categ\u00f3ricas representativas do setor de atividade de transporte      rodovi\u00e1rio de cargas e de passageiros e da subocupa\u00e7\u00e3o motorista e cobrador.      Entretanto, no que se diz respeito \u00e0 categoria de refer\u00eancia escolhida para      a vari\u00e1vel subocupacional, escolhemos a categoria \u0093professores de educa\u00e7\u00e3o      f\u00edsica\u0094, uma vez que os riscos de exposi\u00e7\u00e3o associados \u00e0s doen\u00e7as avaliadas      s\u00e3o menores nesta subocupa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o muitos os estudos que associam a pr\u00e1tica      de atividades f\u00edsicas regulares a menor incid\u00eancia de problemas cardiovasculares      e de coluna 16. Segundo Guedes 17, a pr\u00e1tica da atividade f\u00edsica regular \u00e9      uma esp\u00e9cie de controle dos fatores de risco predisponentes s doen\u00e7as cardiovasculares.      Al\u00e9m do mais, outros estudos sugerem que o perfil, de modo geral, deste profissional      se caracteriza pelo h\u00e1bito alimentar equilibrado e a redu\u00e7\u00e3o do tabagismo      e de bebidas alco\u00f3licas 18.<\/p>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es      de trabalho no setor de transporte rodovi\u00e1rio e suas consequ\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"imagens\/rodovi13.jpg\" alt=\"Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga\" width=\"669\" height=\"180\" title=\"Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Nesse      caso, o modelo permitiu avaliar a sa\u00fade dos trabalhadores no setor de transporte      rodovi\u00e1rio sob duas perspectivas: setorial e ocupacional. A an\u00e1lise setorial      permite distinguir as caracter\u00edsticas de sa\u00fade dos trabalhadores no setor      de transporte de cargas e de passageiros vis-\u00e0-vis aos demais setores da economia.      Ressalta-se que essa an\u00e1lise deve ser vista com cautela, uma vez que abrange      todos os profissionais ligados ao setor e n\u00e3o apenas aqueles que seriam alvo      do estudo, isto \u00e9, motoristas e cobradores. Entretanto, na an\u00e1lise ocupacional,      avalia-se as caracter\u00edsticas de sa\u00fade em fun\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo,      ou seja, motorista, cobrador e outras ocupa\u00e7\u00f5es vis-\u00e0-vis professores de educa\u00e7\u00e3o      f\u00edsica. Quanto a esta \u00faltima an\u00e1lise, uma melhor averigua\u00e7\u00e3o seria a desagrega\u00e7\u00e3o      da categoria motorista por tipo de transporte (\u00f4nibus intermunicipais, interestaduais      etc.), mas este grau de detalhamento n\u00e3o foi poss\u00edvel por motivos de n\u00e3o disponibilidade      desta informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As      vari\u00e1veis dependentes utilizadas nas regress\u00f5es foram: a auto-avalia\u00e7\u00e3o do      estado de sa\u00fade (dicotomizada em \u0093sa\u00fade normal\u0094 \u0096 muito bom      e bom \u0096 e \u0093sa\u00fade irregular\u0094 \u0096 regular, ruim e muito ruim),      sofrer de dores na coluna, ter tendinite ou tenossinovite, sofrer de alguma      doen\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o e hipertens\u00e3o arterial. As vari\u00e1veis explicativas s\u00f3cio-demogr\u00e1ficas      extra\u00eddas da PNAD de 1998 foram: sexo (homem e mulher), posi\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia      (chefe de fam\u00edlia e n\u00e3o chefe de fam\u00edlia), cor (brancos e n\u00e3o brancos), idade      (de 10 a 15, de 15 a 20, de 20 a 25, de 25 a 30, de 30 a 35, de 35 a 40, de      40 a 45, de 45 a 50, de 50 a 55, de 55 a 60, de 60 a 65, de 65 a 70 e mais      de 70 anos), escolaridade (de 0 a 4, de 4 a 8, de 8 a 12 e mais de 12 anos      de estudo), migra\u00e7\u00e3o (tempo de migra\u00e7\u00e3o at\u00e9 5 anos, de 5 a 9, mais de 10 anos      e n\u00e3o migrou), posi\u00e7\u00e3o ocupada (empregado sem carteira, com carteira, empregador,      conta-pr\u00f3pria, funcion\u00e1rio p\u00fablico, n\u00e3o remunerado, empregado agr\u00edcola e empregado      dom\u00e9stico), setor de atividade (agricultura, constru\u00e7\u00e3o, ind\u00fastria, com\u00e9rcio,      setor p\u00fablico, transporte rodovi\u00e1rio de cargas e de passageiros e outros servi\u00e7os),      tempo de empresa (menos de 1 ano, de 1 a 3, de 3 a 5 e mais de 5 anos), Unidades      da Federa\u00e7\u00e3o, tempo de deslocamento para o trabalho (menos de 30 minutos,      de 30 minutos a 1 hora, mais de 1 hora, n\u00e3o vai direto para o trabalho), densidade      populacional (periferia metropolitana, \u00e1rea metropolitana, urbano grande,      urbano m\u00e9dio, urbano pequeno, rural) e subocupa\u00e7\u00e3o (motorista, cobrador, outras      subocupa\u00e7\u00f5es e professores de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica). As categorias de refer\u00eancia      ou de compara\u00e7\u00e3o encontram-se discriminadas no rodap\u00e9 das Tabelas 1, 2 e 3.<\/p>\n<p>\u00c0      falta de um item espec\u00edfico capaz de identificar diretamente os usu\u00e1rios do      setor de transporte, foi utilizado como proxy desta informa\u00e7\u00e3o o tempo de      transporte entre o domic\u00edlio e o local de trabalho, com o intuito de analisar      se as horas gastas no percurso (casa-trabalho- casa) podem influenciar a presen\u00e7a      ou n\u00e3o de algumas das doen\u00e7as avaliadas.<\/p>\n<p>Ao      todo foram utilizadas 149.826 observa\u00e7\u00f5es para as quais havia o registro simult\u00e2neo      para todas as covariadas, compreendendo o total amostral dos ocupados nos      estados brasileiros. Vale ressaltar que se ao inv\u00e9s do total de ocupados a      an\u00e1lise fosse realizada apenas com os ocupados no setor de transporte rodovi\u00e1rio      n\u00e3o seria poss\u00edvel avaliar o estado de sa\u00fade desses indiv\u00edduos segundo diferentes      crit\u00e9rios (idade, posi\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia, posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o etc.), uma vez que      n\u00e3o se obteria representatividade amostral para esse tipo de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise      dos resultados<\/strong><\/p>\n<p><strong>Auto-avalia\u00e7\u00e3o      do estado de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>A      Tabela 1 apresenta os resultados da regress\u00e3o log\u00edstica que relaciona as vari\u00e1veis      s\u00f3cio-demogr\u00e1ficas e a vari\u00e1vel dependente de autoavalia\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, ou seja,      \u0093sa\u00fade normal\u0094. As chances dos homens ocupados em considerar seu      estado de sa\u00fade \u0093normal\u0094 s\u00e3o 23,0% (vide raz\u00e3o de chance de 1,23      para a vari\u00e1vel sexo na categoria homem) maiores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres. Com      refer\u00eancia \u00e0 idade, os coeficientes estimados para as faixas et\u00e1rias entre      15 e 35 anos apresentaram uma associa\u00e7\u00e3o positiva com normalidade, ao passo      que para as pessoas com idade acima de 35 anos observa-se uma rela\u00e7\u00e3o negativa      com esta vari\u00e1vel dependente. As chances dos trabalhadores com idade entre      15 e 20 anos de se auto-avaliarem com estado de sa\u00fade \u0093normal\u0094 s\u00e3o      88,0% maiores em rela\u00e7\u00e3o aos indiv\u00edduos com 35 a 40 anos de idade.<\/p>\n<p>No      que diz respeito \u00e0 escolaridade, os ocupados com nenhum ano de estudo t\u00eam      68,0% a menos de chances de se auto-avaliar com sa\u00fade \u0093normal\u0094 em      rela\u00e7\u00e3o aos que possuem 12 anos ou mais de estudo. Os trabalhadores nas grandes,      m\u00e9dias e pequenas \u00e1reas urbanas e na rural apresentam chances aumentadas em      41,0%, 43,0%, 21,0% e 23,0%, respectivamente, de considerar seu estado de      sa\u00fade \u0093normal\u0094, se comparadas com as chances dos que exercem atividade      profissional nas \u00e1reas metropolitanas. Por outro lado, moradores da periferia      metropolitana t\u00eam 4,0% a menos de chances de considerar seu estado de sa\u00fade      bom ou muito bom.<\/p>\n<p>Quando      se avalia as chances de considerar o estado de sa\u00fade \u0093normal\u0094 segundo      o setor de atividade e subocupa\u00e7\u00e3o, os ocupados no setor de transporte de      passageiros apresentaram uma chance reduzida de 32,0% de considerar seu estado      de sa\u00fade \u0093normal\u0094 se comparado com a categoria de outros servi\u00e7os.      Os motoristas e cobradores t\u00eam 48,0% e 63,0%, respectivamente, a menos de      chances de auto-avaliar sua sa\u00fade \u0093normal\u0094 em rela\u00e7\u00e3o aos professores      de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>Doen\u00e7as\u00a0no      aparelho m\u00fasculo-esquel\u00e9tico<\/strong><\/p>\n<p>Na      Tabela 2 encontram-se os resultados das regress\u00f5es log\u00edsticas para as doen\u00e7as      no aparelho m\u00fasculo-esquel\u00e9tico, isto \u00e9, para as doen\u00e7as de coluna e para      tendinite ou tenossinovite. As chances de adquirir doen\u00e7a de coluna e tendinite      aumentam em geral \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que os trabalhadores ficam mais velhos.<\/p>\n<p>Uma      tend\u00eancia no sentido contr\u00e1rio \u00e9 observada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade dos trabalhadores.      Ao escolher a categoria de refer\u00eancia ou de comparabilidade mais de 12 anos      de estudo\u0094, as chances de obter doen\u00e7as de coluna ou costas v\u00e3o diminuindo      segundo o ganho de anos de estudo. Os trabalhadores sem algum ano completo      de estudo t\u00eam 112,0% a mais de chances de adquirir essas afec\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o      aos que t\u00eam 12 anos ou mais de estudo completos. \u00c0 porpor\u00e7\u00e3o que se analisa      os ocupados com maior escolaridade as chances v\u00e3o decrescendo: de 0 a 4 anos      de estudo as chances s\u00e3o 98,0% maiores; de 4 a 8 anos s\u00e3o 66,0% maiores; e      de 8 a 12 s\u00e3o 34,0% maiores.<\/p>\n<p>Quanto      \u00e0 tendinite, observa-se em geral que quanto mais escolaridade maior s\u00e3o as      chances de obter essa doen\u00e7a. Quando comparadas aos indiv\u00edduos com mais de      12 anos de estudos, as chances de obter tendinite s\u00e3o 12,0% menores para o      grupo de trabalhadores com 8 a 12 anos de estudo, 33,0% menores para aqueles      com 4 a 8 anos de estudo e 34,0% inferiores para os ocupados com 0 a 4 anos      de estudo. Observa-se tamb\u00e9m um crescente aumento das chances de tendinite      \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que o trabalhador acumula maior tempo de atividade na empresa.      As chances de tendinite, se comparadas aos que possuem menos de um 1 ano de      empresa, s\u00e3o aumentadas em 15,0% e 22,0% para os que trabalham de 1 a 3 anos      e mais de 5 anos na empresa, respectivamente.<\/p>\n<p>Em      rela\u00e7\u00e3o ao setor de transporte de cargas e de passageiros, as chances de doen\u00e7as      de coluna e costas s\u00e3o aumentadas em 15,0% e 17,0%, respectivamente, se comparadas      com outros servi\u00e7os, sendo que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tendinite, ocupados no setor de      passageiros t\u00eam 28,0% a mais de chances de obter essa afec\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a      outros servi\u00e7os. Quando comparados com os professores de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica,      motoristas e cobradores t\u00eam suas chances aumentadas de problemas na coluna      em 64,0% e 61,0%. No que diz respeito \u00e0 tendinite, as chances tanto para motoristas      quanto para cobradores s\u00e3o 31,0% e 59,0% menores que a dos professores de      educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p><strong>Doen\u00e7as      cardiovasculares<\/strong><\/p>\n<p>Os      resultados das regress\u00f5es log\u00edsticas para doen\u00e7as cardiovasculares: doen\u00e7as      do cora\u00e7\u00e3o e hipertens\u00e3o arterial, apresentados na Tabela 3, mostram que ser      chefe de fam\u00edlia tem um risco aumentado de 27,0% em sofrer de doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o      e de 32,0% de hipertens\u00e3o arterial. No que diz respeito \u00e0 idade, as chances      de adquirir uma das doen\u00e7as s\u00e3o aumentadas \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que os trabalhadores      ficam mais velhos. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, verifica-se que \u00e0 propor\u00e7\u00e3o      que os trabalhadores acumulam anos de estudo, as chances de adquirir doen\u00e7as      cardiovasculares diminuem.<\/p>\n<p>Na      an\u00e1lise para os grupos ocupacionais, nas duas regress\u00f5es log\u00edsticas, os motoristas      apresentaram chances aumentadas em 191,0% e 213,0% de adquirir hipertens\u00e3o      e doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o aos professores de educa\u00e7\u00e3o      f\u00edsica.<\/p>\n<p>O      mesmo se observa em rela\u00e7\u00e3o aos cobradores, que apresentam chances aumentadas      de 148,0% e 283,0% de apresentar doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o e hipertens\u00e3o quando comparados      aos professores de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Quanto aos usu\u00e1rios dos servi\u00e7os de transporte,      as chances de hipertens\u00e3o e de doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o aumentadas montonicamente      propor\u00e7\u00e3o que o trabalhador gasta mais tempo com o trajeto casa-trabalho.<\/p>\n<p><strong>Restri\u00e7\u00e3o      das atividades<\/strong><\/p>\n<p>Na      Tabela 4 pode-se observar que, no ano de 1998, cerca de 3,2% dos ocupados      nos Estados mais populosos do pa\u00eds (S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais      e Bahia) afirmaram ficar de repouso por problemas de sa\u00fade nas duas semanas      anteriores \u00e0 pesquisa, ao passo que este porcentual entre motoristas e cobradores      \u00e9 menor (2,1%). A an\u00e1lise da informa\u00e7\u00e3o do \u0093n\u00famero de dias em que esteve      acamado\u0094 permite avaliar o per\u00edodo de convalescen\u00e7a do doente, ou seja,      o per\u00edodo que ficou sem trabalhar para recupera\u00e7\u00e3o completa do estado de sa\u00fade.      A m\u00e9dia dos dias do per\u00edodo de convalescen\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o ocupada \u00e9 de 4,21      dias, enquanto que este valor \u00e9 de 5,10 dias para os trabalhadores no setor      de transporte de passageiros e de cargas, e 6,28 dias, quando se analisa motorista      ou cobrador.<\/p>\n<p>Em      rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o sacrificada, motoristas e cobradores ganham em m\u00e9dia R$      645,00. Ou seja, cerca de 6,28 dias de convalescen\u00e7a representam uma perda      salarial de aproximadamente R$ 135,02. Dessa forma, os 48.883 motoristas e      cobradores que se declararam acamados nas duas semanas anteriores \u00e0 pesquisa,      representaram uma perda salarial m\u00e9dia nesse per\u00edodo de aproximadamente R$      6,6 milh\u00f5es. Embora bastante simples o c\u00e1lculo, ele representa um alerta sobre      o elevado custo indireto, representado pela perda salarial, decorrente da      falta ao trabalho por motivo de doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Discuss\u00e3o      dos resultados<\/strong><\/p>\n<p>O      primeiro indicador de sa\u00fade utilizado, a auto- avalia\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade,      embora n\u00e3o represente um exame quanto \u00e0 presen\u00e7a f\u00edsica ou mental de doen\u00e7as,      aponta para caracter\u00edsticas que extrapolam o significado de sa\u00fade no sentido      estrito e ganha representatividade quanto ao bem-estar do indiv\u00edduo. Quando      o entrevistado auto-avalia seu estado de sa\u00fade, in\u00fameras vari\u00e1veis consideradas      subjetivas (ansiedade, mal-estar, autocontrole, vitalidade) s\u00e3o contempladas      em sua resposta. Por essa raz\u00e3o, pode-se observar os resultados como uma escala      ajustada de bem-estar geral, tendo em vista os componentes que cada indiv\u00edduo,      de maneira diferente, ponderam ao se auto-avaliarem.<\/p>\n<p>Observou-se      que tanto esse indicador quanto os demais que representam a presen\u00e7a de alguma      doen\u00e7a cr\u00f4nica tiveram uma participa\u00e7\u00e3o crescente \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que os indiv\u00edduos      ficam mais velhos. A an\u00e1lise do ciclo de vida dos indiv\u00edduos \u00e9 importante      na rela\u00e7\u00e3o do processo natural de envelhecimento com o aparecimento das morbidades.      O contr\u00e1rio se observa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escolaridade, uma vez que os indiv\u00edduos      que acumulam anos de estudo tendem a obter chances cada vez menores de contrair      doen\u00e7as. Quanto ao primeiro grupo de doen\u00e7as, mais precisamente dor nas costas,      sabe- se que indiv\u00edduos com menor forma\u00e7\u00e3o escolar s\u00e3o aqueles mais propensos      a assumir atividades que requerem maiores esfor\u00e7os f\u00edsicos. Estas atividades      s\u00e3o respons\u00e1veis por um grande n\u00famero de doen\u00e7as ocupacionais. Tamb\u00e9m verificou-se      que a presen\u00e7a de tendinite est\u00e1 diretamente relacionada com o ac\u00famulo dos      anos de estudo. Neri 19 encontra associa\u00e7\u00f5es positivas do acesso e uso de      computadores com os anos de estudo, o que talvez possa sugerir tal resultado.      Entretanto, conforme j\u00e1 comentado, a PNAD de 1998 n\u00e3o nos fornece em que parte      dos corpos ocorrem essas tendinites, o que n\u00e3o nos permite sustentar a causalidade      entre uso de computadores e a presen\u00e7a de tendinite.<\/p>\n<p>Para      o segundo grupo de doen\u00e7as (cardiovasculares), a quest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito      importante, ou seja, pessoas bem informadas quanto a h\u00e1bitos saud\u00e1veis est\u00e3o      menos propensas a realizar atividades que levam risco \u00e0 sa\u00fade. O alto grau      educacional e o maior acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o favorece o conhecimento das atividades      desenvolvidas para promover a boa sa\u00fade dos trabalhadores, como a educa\u00e7\u00e3o      da sa\u00fade sobre nutri\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcios, parada do tabagismo e redu\u00e7\u00e3o do peso.      Ferreira et al. 20 encontraram os fatores de risco em 1.100 servidores da      Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, e sugerem que esses seriam minimizados      com a intensifica\u00e7\u00e3o de campanhas de esclarecimento da comunidade sobre os      fatores de risco de modo geral, obesidade incluindo exerc\u00edcios f\u00edsicos e abandono      do tabagismo, com vistas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o das mol\u00e9stias cardiovasculares. Chor      21 reconhece a falta de informa\u00e7\u00e3o, o baixo n\u00edvel de escolaridade e o acesso      a bens e servi\u00e7os como fatores de risco para doen\u00e7as cardiovasculares, mas      afirma que esses por si s\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o suficientes para causar e manter mudan\u00e7as      de h\u00e1bitos e atitudes.<\/p>\n<p>Outro      fator importante, seria a associa\u00e7\u00e3o significativa entre educa\u00e7\u00e3o e rendimento.      S\u00e3o in\u00fameros os estudos que encontram fortes correla\u00e7\u00f5es positivas entre anos      de estudo e a renda do trabalho 22. De maneira geral, as pessoas com um maior      n\u00edvel de renda e de educa\u00e7\u00e3o teriam uma menor restri\u00e7\u00e3o ao acesso de servi\u00e7os      de sa\u00fade 23, o que, em parte, pode se refletir na redu\u00e7\u00e3o das chances de obter      doen\u00e7a cr\u00f4nica.<\/p>\n<p>O      tempo de empresa pode ser visto como uma proxy da continuidade de uma mesma      atividade de trabalho, o que sugere que os indiv\u00edduos que t\u00eam mais anos de      trabalho tendem a adquirir problemas como tendinite ou tenossinovite. Tamb\u00e9m      se observou que os chefes de fam\u00edlia aumentam a sua probabilidade de possuir      doen\u00e7as cardiovasculares, o que em parte pode ser explicado pela maior carga      de responsabilidade para com a fam\u00edlia, quando comparada com o n\u00e3o chefe.      Este fato tamb\u00e9m pode estar associado ao ciclo de vida, afinal, esperase que      os chefes de fam\u00edlia sejam, em geral, pessoas n\u00e3o muito jovens, e, portanto,      mais fact\u00edveis de adquirir doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>No      que diz respeito aos trabalhadores do setor de transporte, as chances aumentadas      quanto \u00e0 presen\u00e7a das doen\u00e7as cr\u00f4nicas, bem como para a auto-avalia\u00e7\u00e3o do      estado de sa\u00fade \u0093irregular\u0094, corroboram os resultados encontrados      na literatura, que apontam para um aumento nas chances de problemas m\u00fasculo-esquel\u00e9ticos      no setor rodovi\u00e1rio de passageiros.<\/p>\n<p>J\u00e1      as chances de hipertens\u00e3o s\u00e3o aumentadas tanto para motoristas quanto para      cobradores, embora esta \u00faltima categoria sofra um maior risco, o que pode      ser reflexo do excessivo n\u00edvel de estresse a que s\u00e3o acometidos esses profissionais      em raz\u00f5es da crescente viol\u00eancia urbana, do pagamento dos preju\u00edzos dos assaltos      e dos conflitos com os usu\u00e1rios. Paes-Machado &amp; Levenstein 7 argumentam      que os cobradores gozam de menos prest\u00edgio e est\u00e3o em maior contato com o      p\u00fablico quando comparados aos motoristas, o que os fazem mais vulner\u00e1veis      s press\u00f5es dos usu\u00e1rios. Em estudo de caso em motoristas de \u00f4nibus urbanos,      Sato 24 argumenta que os motoristas possuem maior controle e autonomia de      trabalho que os cobradores, o que de certa forma pode refletir nas diferen\u00e7as      encontradas nas chances de adquirir essas doen\u00e7as entre essas duas atividades      de trabalho.<\/p>\n<p>Quanto      \u00e0 perspectiva do usu\u00e1rio do setor transporte, sabe-se que o desgaste f\u00edsico      e mental pode estar associado diretamente aos meios de transporte, principalmente      nos grandes centros urbanos onde o tr\u00e1fego de ve\u00edculos \u00e9 intenso. Tal fato      promove o prolongamento do tempo do percurso, podendo acarretar dist\u00farbios      de ordem emocional nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao bem-estar em geral do usu\u00e1rio. No      presente estudo, verifica-se que as chances dos usu\u00e1rios de transportes urbanos      em adquirir hipertens\u00e3o s\u00e3o aumentadas em fun\u00e7\u00e3o do maior tempo gasto no percurso      casa-trabalho-casa e da densidade populacional da regi\u00e3o de resid\u00eancia do      indiv\u00edduo. Entretanto, esta an\u00e1lise da perspectiva do usu\u00e1rio deve ser avaliada      com bastante cautela, uma vez que as chances aumentadas de hipertens\u00e3o n\u00e3o      devem ser exclusivamente associadas ao tr\u00e1fego intenso, pois esse n\u00e3o vem      a ser o \u00fanico motivo pelo qual o tempo gasto no trajeto sofra um incremento.      Deve-se tamb\u00e9m avaliar a dist\u00e2ncia do trajeto e o grande n\u00famero de trabalhadores      que hoje fazem o percurso casa-trabalho a p\u00e9, j\u00e1 que o poder aquisitivo de      v\u00e1rios setores das classes trabalhadoras tem diminu\u00eddo nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>O      absente\u00edsmo por motivos de sa\u00fade tem sido frequentemente abordado em estudos      epidemiol\u00f3gicos (Kompier, 1990, apud Mendes 3), pois representa uma perda      de bem-estar para o empregado e de produtividade para o empregador. O custo      da \u0093produ\u00e7\u00e3o sacrificada\u0094 sob a \u00f3tica da empresa individual pode      parecer m\u00ednimo, mas em temos agregados assume propor\u00e7\u00f5es consider\u00e1veis. Outro      fato que se percebe claramente, \u00e9 que embora motoristas e cobradores quando      comparados com outras subocupa\u00e7\u00f5es tenham uma menor incid\u00eancia de ter suas      atividades habituais restringidas por motivo de sa\u00fade, estes tendem a ficar,      em m\u00e9dia, mais tempo afastados de suas atividades quando doentes. O longo      tempo de convalescen\u00e7a associado a uma menor taxa de absente\u00edsmo pode sugerir      que as consequ\u00eancias das doen\u00e7as nessa parcela da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais severas      quando comparadas com os demais trabalhadores, ou que os ocupados no setor      de transporte tendem a faltar ao trabalho apenas quando as consequ\u00eancias para      a sa\u00fade chegam a um estado cr\u00edtico. Um importante elemento que contribui para      este resultado \u00e9 o fato de os trabalhadores temerem retalia\u00e7\u00f5es por parte      do empregador, fazendo com que o medo do desemprego seja maior que a garantia      de uma boa sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es      finais<\/strong><\/p>\n<p>Embora      a base de dados aqui utilizada n\u00e3o permita avaliar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho      dos profissionais dos setores avaliados, mas sim caracter\u00edsticas em geral      como sexo, posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o, idade, escolaridade, dentre outras, limitando      o estudo para avalia\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais espec\u00edficas entre a sa\u00fade e a atividade      ocupacional, esta consegue sustentar os resultados encontrados na literatura      espec\u00edfica que apontam a atividade de transporte rodovi\u00e1rio como uma categoria      de elevado risco na incid\u00eancia de doen\u00e7as m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas e cardiovasculares.      Os resultados apresentados sugerem a necessidade de medidas para enfrentar      os problemas de seguran\u00e7a e de sa\u00fade colocados pela atividade de trabalho      no setor de transporte de cargas e de passageiros, tornando-se urgente a amplia\u00e7\u00e3o      do debate p\u00fablico sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos profissionais neste setor.<\/p>\n<p>Os      acidentes e as doen\u00e7as do trabalho constituem no Brasil danos sociais preocupantes,      pois al\u00e9m de comprometer a sa\u00fade e a integridade f\u00edsica do trabalhador, desajustam      grande parte das fam\u00edlias, uma vez que acometem em geral o seu principal provedor,      o chefe. Outro ponto importante, \u00e9 que um empregado afastado da atividade      de trabalho deixa de contribuir para previd\u00eancia, o mesmo acontecendo com      o empregador, o que vem a comprometer a capacidade de gera\u00e7\u00e3o de receita previdenci\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por      outro lado, os custos associados aos acidentes e doen\u00e7as do trabalho constituem      par\u00e2metros para uma maior investiga\u00e7\u00e3o do problema no campo da sa\u00fade ocupacional.      O pagamento de benef\u00edcios aos doentes e acidentados aumenta as despesas previdenci\u00e1rias      e \u00e9 uma fonte de desequil\u00edbrio atuarial, pois, em geral, as aposentadorias      ou pens\u00f5es por mortes por acidentes de trabalho s\u00e3o benef\u00edcios concedidos      \u00e0s pessoas sem idade e tempo de contribui\u00e7\u00e3o para se aposentar regularmente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      disso, os preju\u00edzos dos acidentes de trabalho, quase sempre causados pela      falta de seguran\u00e7a, extrapolam o campo econ\u00f4mico e ganham uma dimens\u00e3o social.      O aumento de consultas e interna\u00e7\u00f5es demanda verbas p\u00fablicas e privadas para      o atendimento m\u00e9dicohospitalar. Os dias de afastamento do trabalho para tratamento      de doen\u00e7as resultam em impactos negativos na produtividade e, consequentemente,      no processo de gera\u00e7\u00e3o de renda. De acordo com Pinheiro &amp; Arruda 25, estima-      se que a aus\u00eancia de seguran\u00e7a nos ambientes de trabalho no Brasil, no ano      de 2000, tenha gerado um custo de cerca de R$ 23,6 bilh\u00f5es, sendo que deste      total, cerca 25,0% representam gastos com benef\u00edcios acident\u00e1rios, aposentadorias      especiais e reabilita\u00e7\u00e3o profissional, enquanto que o restante correspondem      assist\u00eancia m\u00e9dica \u00e0 sa\u00fade dos acidentados, indeniza\u00e7\u00f5es, retreinamento, reinser\u00e7\u00e3o      no mercado de trabalho e horas de trabalho perdidas.<\/p>\n<p>Muitos      desses custos s\u00e3o diminu\u00eddos por meio das pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o de acidentes      e doen\u00e7as. Parte dos investimentos necess\u00e1rios a esse tipo de pol\u00edtica devem      ser direcionados a programas que promovem a sa\u00fade do profissional do setor      de transporte rodovi\u00e1rio de cargas e de passageiros, pois reduziriam os riscos      de morbi-mortalidade ocasionados pelo desgaste f\u00edsico e mental da atividade      de trabalho, impactando indiretamente nos \u00edndices de morbi- mortalidade associados      aos acidentes de tr\u00e2nsito. Dados de morte por acidentes de tr\u00e2nsito em 83      pa\u00edses, durante o ano de 1990, mostraram que quanto maior \u00e9 o or\u00e7amento destinado      ao atendimento de sa\u00fade, menores s\u00e3o as taxas de v\u00edtimas de acidentes fatais      (Soserlund &amp; Zwi, 1995, apud Marin &amp; Queiroz 26).<\/p>\n<p>As      doen\u00e7as de causas preven\u00edveis t\u00eam sido assunto de muitas pesquisas epidemiol\u00f3gicas      e programas de preven\u00e7\u00e3o em pa\u00edses desenvolvidos. No Brasil, os estudos ainda      s\u00e3o incipientes e os esfor\u00e7os concentrados em n\u00edvel prim\u00e1rio, que impedem      que o processo da doen\u00e7a se torne estabelecido. Pol\u00edticas como o novo c\u00f3digo      de tr\u00e2nsito s\u00e3o competentes no sentido de tornar o motorista mais consciente      e respons\u00e1vel ao volante, mas n\u00e3o surtem efeitos em evitar os acidentes, tamb\u00e9m      provocados pelo desgaste f\u00edsico e mental da atividade de trabalho desse profissional.      Desse modo, a implementa\u00e7\u00e3o de programas que consistem em promover ambientes      de trabalho seguros e saud\u00e1veis s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para minimizar      os potenciais riscos de acidentes e doen\u00e7as no setor de transporte rodovi\u00e1rio      de cargas e de passageiros.<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>O      objetivo deste artigo \u00e9 realizar um comparativo das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade dos      profissionais do setor de transporte rodovi\u00e1rio e a sa\u00fade dos ocupados nos      demais setores da economia nos Estados brasileiros. As informa\u00e7\u00f5es foram obtidas      com base nos microdados do suplemento sa\u00fade da Pesquisa Nacional por Amostra      de Domic\u00edlios de 1998, e por meio de regress\u00f5es log\u00edsticas estimou-se as chances      de um trabalhador ficar doente ou se auto-avaliar doente, segundo suas caracter\u00edsticas      s\u00f3cio-demogr\u00e1ficas. O contingenciamento de algumas vari\u00e1veis tamb\u00e9m permitiu      avaliar a \u0093produ\u00e7\u00e3o sacrificada\u0094 decorrente da restri\u00e7\u00e3o das atividades      de trabalho por motivo de sa\u00fade no setor de transporte rodovi\u00e1rio. Quanto      \u00e0s doen\u00e7as cardiovasculares e m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas, observou-se varia\u00e7\u00f5es      nas chances de adquirir essas afec\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da idade e dos anos de escolaridade,      assim como o risco aumentado para trabalhadores do setor de cargas e de passageiros,      e para a categoria motoristas e cobradores. A m\u00e9dia de dias perdidos de trabalho      dos motoristas e cobradores foi de 6,28 dias, o que representou uma perda      salarial de aproximadamente R$ 6,6 milh\u00f5es nos Estados da Bahia, Rio de Janeiro,      S\u00e3o Paulo e Minas Gerais.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>1.      Santos Jr. EA, Mendes R. Estudo das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sa\u00fade de motoristas      de \u00f4nibus urbanos de Belo Horizonte \u0096 MG. Rev Bras Sa\u00fade Ocup 1999; 25:131-42.<br \/>\n     2. Waldvogel BC. Acidentes de trabalho: os casos fatais. A quest\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o      e da mensura\u00e7\u00e3o [Tese de Doutorado]. S\u00e3o Paulo: Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica,      Universidade de S\u00e3o Paulo; 1999.<br \/>\n     3. Mendes LR. Servi\u00e7o essencial x trabalho penoso. An\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de      trabalho dos motoristas de \u00f4nibus coletivos urbanos na cidade de Belo Horizonte      [Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado]. Belo Horizonte: Centro de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisas      em Administra\u00e7\u00e3o, Universidade Federal de Minas Gerais; 1997.<br \/>\n     4. Queiroga MR. Influ\u00eancia de fatores individuais na incid\u00eancia de dor m\u00fasculo-esquel\u00e9tica      em motoristas de \u00f4nibus da cidade de Londrina \u0096 PR [Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado].      Florian\u00f3polis: P\u00f3sgradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o, Universidade Federal      de Santa Catarina; 1999.<br \/>\n     5. Camara P, Balassiano R, Braga MGC. Bus crew\u0092s fatigue-stress and the      potencial risk of accidents \u0096 a Rio de Janeiro case study. In: Anais      da VII CODATU. Nova D\u00e9li: Coop\u00e9ration pour le D\u00e9veloppement et l\u0092Am\u00e9lioration      des Transport Urbains et P\u00e9riurbains; 1996. v. 2. p. 79-87.<br \/>\n     6. Mello MT, Santana MG, Souza LM, Oliveira PC, Ventura ML, Stampi C, et al.      Sleep patterns and sleep-related complaints of Brazilian interstate bus drivers.      Braz J Med Biol Res 2000; 33:71-7.<br \/>\n     7. Paes-Machado E, Levenstein C. Assaltantes a bordo: viol\u00eancia, inseguran\u00e7a      e sa\u00fade no trabalho em transporte coletivo de Salvador, Bahia, Brasil. Cad      Sa\u00fade P\u00fablica 2002; 18:1215-7.<br \/>\n     8. Alves Jr. DR, Dirceu, R. Engarrafamento \u0096 agente de doen\u00e7as: condi\u00e7\u00e3o      insegura para a sa\u00fade. Caderno Informativo de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes 1996;      17:86.<br \/>\n     9. Gustavsson P, Alfredsson L, Brunnberg H, Hammar N, Jakobsson R, Reuterwall      C, et al. Myocardial infarction among male bus, taxi, and lorry drivers in      middle Sweden. Occup Environ Med 1996; 53:235-40.<br \/>\n     10. Karasek RA. Job demand, job decision latitude, and mental strain: implications      for job redesign. Adm Sci Q 1979; 24:285-308.<br \/>\n     11. Karasek RA, Baker D, Maxer F, Ahlbom A, The\u00f6rell T. Job decision latitude,      job demands, and cardiovascular disease: a prospective study of Swedish men.      Am J Public Health 1981; 71:694-705.<br \/>\n     12. Ara\u00fajo TM, Gra\u00e7a C, Ara\u00fajo E. Estresse ocupacional e sa\u00fade: contribui\u00e7\u00f5es      do modelo demanda- controle. Ci\u00eanc Sa\u00fade Coletiva 2003; 8:991- 1003.<br \/>\n     13. Netterstrom B, Juel K. Impact of work-related and psychosocial factors      on the development of ischemic heart disease among urban bus drivers in Denmark.      Scand J Work Environ Health 1988; 14:231-8.<br \/>\n     14. Netterstrom B, Laursen P. Busdrivers in Copenhagen. Scand J Soc Med 1981;      9:75-9.<br \/>\n     15. Hedberg G, Langedoen S. Factor influencing the turnover of Swedish professional      drivens. Scand J Work Enviromen Med 1993; 17:326-33.<br \/>\n     16. Leon AS, Connett J, Jacobs D, Rauramaa R. Leisure-time physical activity      levels and risk of coronary heart disease and death. The Multiple Risk Factor      Intervention Trial. JAMA 1997; 258: 2388-95.<br \/>\n     17. Guedes DP, Guedes JERP. Distribui\u00e7\u00e3o de gordura corporal, press\u00e3o arterial      e n\u00edveis de lip\u00eddios lipoprote\u00ednas plasm\u00e1ticas. Arq Bras Cardiol 1998; 70:93-8.<br \/>\n     18. Juv\u00eancio JF, Fiedler NC, Souza AP. Atividade f\u00edsica sobre uma abordagem      ergon\u00f4mica: o caso dos professores de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da cidade de Vi\u00e7osa      \u0096 MG. http:\/\/members.tripod.com.br\/artigo sedfisica\/JUVENCIOJF.PDF (acessado      em 20\/Jan\/ 2005).<br \/>\n     19. Neri MC. Mapa da exclus\u00e3o digital. Rio de Janeiro: Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas\/Instituto      Brasileiro de Economia, Centro de Pol\u00edticas Sociais; 2003.<br \/>\n     20. Ferreira C, Luna Filho B, Pinto LESA, Fonseca FAH, Menendes G, Ito MT,      et al. Estudo de preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cardiovasculares para servidores da      Unifesp-2000 (Estudo PrevServ-UNIFESP-2000). http:\/\/ www.unifesp.br\/dmed\/cardio\/ch\/estudoprev.      html (acessado em 23\/Nov\/2003).<br \/>\n     21. Chor D. Sa\u00fade p\u00fablica e mudan\u00e7as de comportamento: uma quest\u00e3o contempor\u00e2nea.      Cad Sa\u00fade P\u00fablica 1999; 15:423-5.<br \/>\n     22. Lam D, Levinson D. Declining inequality of schooling in Brazil and its      effect on inequality of wages. J Dev Econ 1992; 37:199-225.<br \/>\n     23. Neri M, Soares W. Desigualdade social e sa\u00fade no Brasil. Cad Sa\u00fade P\u00fablica      2002; 18 Suppl:77-87.<br \/>\n     24. Sato L. Abordagem psicossocial do trabalho penoso: estudo de caso de motoristas      de \u00f4nibus urbanos [Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado]. S\u00e3o Paulo: Pontif\u00edcia Universidade      Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo; 1991.<br \/>\n     25. Pinheiro VC, Arruda GA. Seguran\u00e7a do trabalho no Brasil. Informe de Previd\u00eancia      Social 2001; 13:1-15.<br \/>\n     26. Mar\u00edn L, Queiroz MS. A atualidade dos acidentes de tr\u00e2nsito na era da      velocidade: uma vis\u00e3o geral. Cad Sa\u00fade P\u00fablica 2000; 16:7-21.<\/p>\n<p>Fonte:       www.scielo.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga, Transporte, Profiss\u00e3o, Origem, Leis, Caminhoneiro, Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-60304","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga, Transporte Dia Nacional do Transportador Rodovi\u00e1rio de Carga<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Dia Nacional do Transportador 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