{"id":60294,"date":"2016-07-11T12:55:38","date_gmt":"2016-07-11T12:55:38","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=60294"},"modified":"2016-07-11T13:12:05","modified_gmt":"2016-07-11T13:12:05","slug":"dia-mundial-do-tradutor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-mundial-do-tradutor","title":{"rendered":"Dia Mundial do Tradutor"},"content":{"rendered":"<h4>30 de Dezembro<\/h4>\n<h4>A Import\u00e2ncia Dos Tradutores Na Hist\u00f3ria e Na Sociedade<\/h4>\n<p>Atualmente os tradutores t\u00eam uma importante participa\u00e7\u00e3o cultural no mundo,      onde distribuem conhecimento.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea est\u00e1 traduzindo um livro de romance voc\u00ea est\u00e1 transmitindo uma      cultura, um costume de outros povos.<\/p>\n<p>Imagine voc\u00ea que tem uma vida acad\u00eamica e intelectual, s\u00f3 com o conhecimento      que os seus parentes e sociedade lhe deram, certamente voc\u00ea teria uma mente      reduzida com falta de conhecimento.<\/p>\n<p>Hoje a maioria dos artigos cient\u00edficos e at\u00e9 as descobertas cientificas s\u00e3o      publicados em ingl\u00eas, dai o importante papel do tradutor na sociedade.<\/p>\n<p>Keythe Tavares em uma de suas palestras usou o termo \u0093parteiro\u0094      para caracterizar o tradutor, no sentido de que o texto \u00e9 concebido numa l\u00edngua\/cultura      e nasce em outra l\u00edngua\/cultura por meio da a\u00e7\u00e3o do tradutor, \u0093aquele      que faz nascer o saber por meio do seu trabalho\u0094, de acordo com o conceito      do fil\u00f3sofo grego Plat\u00e3o.<\/p>\n<p>A arte de traduzir e as suas dificuldades<\/p>\n<p>Falar de tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 falar de arte.<\/p>\n<p>Traduzir n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 obter uma p\u00e1gina ou um artigo em outro idioma qualquer      e passar para a sua l\u00edngua de origem, existem muitos obst\u00e1culos em meio \u00e0      tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O tradutor tem que ter um conhecimento geral cultural da l\u00edngua que ele \u00e9      especializado.<\/p>\n<p>Vamos falar da tradu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>N\u00f3s tradutores somos desafiados a todo o momento com tradu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas,      traduzir um artigo t\u00e9cnico que n\u00e3o \u00e9 de sua \u00e1rea, ou seja, quando voc\u00ea n\u00e3o      conhece o vocabul\u00e1rio e os termos t\u00e9cnicos, \u00e9 o mesmo que atirar com os olhos      vendados em um p\u00e1ssaro por n\u00e3o conhecer os termos t\u00e9cnicos da \u00e1rea que voc\u00ea      est\u00e1 traduzindo.<\/p>\n<p>O tradutor tem que ter conhecimento etimol\u00f3gico da \u00e1rea em que ele est\u00e1 traduzindo,      ou seja, ele tem que basicamente conhecer a evolu\u00e7\u00e3o do significado de uma      palavra desde sua origem, significa descobrir seu verdadeiro sentido e conhec\u00ea-la      de forma mais completa.<\/p>\n<p>Fonte:  www.artigonal.com<\/p>\n<h6>Dia Mundial do Tradutor<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>30 de Dezembro<\/h4>\n<p>O dia mundial do tradutor \u00e9 uma homenagem a S\u00e3o Jer\u00f4nimo, tradutor da B\u00edblia      para o latim.<\/p>\n<p>Atualmente, a tradu\u00e7\u00e3o come\u00e7a finalmente a ser considerada n\u00e3o uma arte secund\u00e1ria      e derivativa, mas sim uma arte substantiva; ela n\u00e3o se insere num ramo da      literatura comparada, mas ela pr\u00f3pria \u00e9 uma disciplina muito mais vasta que      combina \u00e1reas como a lingu\u00edstica, os estudos liter\u00e1rios, a hist\u00f3ria cultural      e a filosofia.<\/p>\n<p>At\u00e9 h\u00e1 bem pouco tempo a atividade era apenas de amadores, limitando-se a      ser um processo mais t\u00e9cnico do que criativo e que qualquer um podia exercer,      desde que tivesse uma compet\u00eancia lingu\u00edstica b\u00e1sica numa outra l\u00edngua que      n\u00e3o a sua.<\/p>\n<p>Hoje existem cursos, debates e workshops sobre tradu\u00e7\u00e3o, toda uma forma\u00e7\u00e3o      acad\u00eamica que visa fornecer o embasamento necess\u00e1rio para encarar com mais      seguran\u00e7a uma profiss\u00e3o continuamente desafiante.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m n\u00e3o esquecer: tal como os cursos de escrita criativa      n\u00e3o geram for\u00e7osamente escritores, os tradutores ser\u00e3o feitos pela sua forma\u00e7\u00e3o,      \u00e9 certo, mas tamb\u00e9m pela sua intui\u00e7\u00e3o, pela sua queda, pelo seu jeito, pela      pr\u00e1tica di\u00e1ria, pelo saber vindo com os anos.<\/p>\n<p>Universidades renomadas como a Unesp (Estadual Paulista) e a UnB (Universidade      de Bras\u00edlia) oferecem, h\u00e1 d\u00e9cadas, o curso Letras &#8211; Tradu\u00e7\u00e3o, com dura\u00e7\u00e3o      de 4 anos e grau de bacharel na l\u00edngua escolhida.<\/p>\n<p>O campo de trabalho \u00e9 vasto, incluindo Embaixadas, editoras, legendagem de      filmes, trabalho aut\u00f4nomo e tradu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea em congressos.<\/p>\n<p>Fonte:  Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tradutores<\/p>\n<h6>Dia Mundial do Tradutor<\/h6>\n<h4>30 de Dezembro<\/h4>\n<h4>A teoria de tradu\u00e7\u00e3o de Lutero<\/h4>\n<p>No que se refere \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o, o Renascimento \u00e9 respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o das      bases da tradutologia moderna, e, n\u00e3o por coincid\u00eancia, pela produ\u00e7\u00e3o das      primeiras reflex\u00f5es de maior envergadura sobre a arte da tradu\u00e7\u00e3o: as mudan\u00e7as      que ent\u00e3o aconteceram na Europa Ocidental incluem tamb\u00e9m a concep\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica      da tradu\u00e7\u00e3o. Estas reflex\u00f5es constituem, pois, as fontes prim\u00e1rias para a      investiga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da tradutologia moderna e da teoria tradutol\u00f3gica      renascentista. Entre as mais representativas daquele per\u00edodo hist\u00f3rico europeu,      se encontram as reflex\u00f5es tradut\u00f3rias de Lutero, ao lado de outras como as      de Leonardo Bruni, Luis Vives, \u00c9tienne Dolet, Fausto da Longiano e George      Chapman.<\/p>\n<p>Da ingente obra do escritor alem\u00e3o mais prol\u00edfico do s\u00e9culo XVI, al\u00e9m de      v\u00e1rios coment\u00e1rios em suas Tischreden, dois textos b\u00e1sicos exp\u00f5em o pensamento      de Martinho Lutero (em alem\u00e3o, Martin Luther, 1483-1546) sobre a tradu\u00e7\u00e3o:      Sendbrief vom Dolmetschen (1530) e Summarien \u00fcber die Psalmen und Ursache      des Dolmetschens (1531). Estes textos, no entanto, apresentam n\u00e3o apenas sua      concep\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m alguns pontos centrais de sua teologia, ou      melhor, os princ\u00edpios diretores de sua tradu\u00e7\u00e3o s\u00e3o oferecidos pela teologia.      Tanto sua concep\u00e7\u00e3o ling\u00fc\u00edstica como tradutol\u00f3gica se subordinam \u00e0 sua concep\u00e7\u00e3o      religiosa, ou, dito de outra maneira, a tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia s\u00f3 tem sentido      dentro de uma perspectiva teol\u00f3gica (recordemos aqui os tr\u00eas princ\u00edpios b\u00e1sicos      da Reforma protestante: 1) a B\u00edblia como \u00fanica regra, 2) s\u00f3 a f\u00e9 salva, e      3) a universalidade do sacerd\u00f3cio que faz com que cada homem possa e deva      ler a B\u00edblia e interpret\u00e1-la).<\/p>\n<p>A &#8216;teoriza\u00e7\u00e3o&#8217; de Lutero sobre a tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se encontra de forma did\u00e1tica      ou preceptiva em nenhum dos textos em que trata da quest\u00e3o; sua inten\u00e7\u00e3o primeira      com a publica\u00e7\u00e3o do Sendbrief &#8211; seu principal texto sobre a tradu\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o      era escrever um &#8216;manual&#8217; sobre como traduzir, mas justificar o processo de      sua tradu\u00e7\u00e3o do Novo Testamento. Por isso n\u00e3o \u00e9 de estranhar que Lutero apresente      sua concep\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica da tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o como um te\u00f3rico secular o faria, mas      como um homem de f\u00e9, e, ao mesmo tempo em que esclarece seu procedimento tradut\u00f3rio      vai apresentando e defendendo alguns elementos fundamentais de sua teologia,      como o da &#8216;justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9&#8217; (sola-allein), em Sendbrief. \u00c9 interessante      observar neste texto como Lutero come\u00e7a a argumenta\u00e7\u00e3o sobre sua tradu\u00e7\u00e3o      com o exemplo de sola-allein, dentro de um princ\u00edpio de tradu\u00e7\u00e3o ling\u00fc\u00edstico-ret\u00f3rico,      e como termina sua disserta\u00e7\u00e3o com o mesmo exemplo, por\u00e9m agora dentro do      princ\u00edpio da hermen\u00eautica teol\u00f3gica. Isso n\u00e3o \u00e9 casual, nem apenas um recurso      ret\u00f3rico e l\u00f3gico-formal, mas talvez principalmente uma reitera\u00e7\u00e3o da doutrina      b\u00e1sica do luteranismo.<\/p>\n<p>Em seus escritos &#8216;tradutol\u00f3gicos&#8217;, Lutero trata exclusivamente da tradu\u00e7\u00e3o      de textos sagrados; na pr\u00e1tica traduziu tamb\u00e9m f\u00e1bulas de Esopo. Apesar disso,      sua concep\u00e7\u00e3o pode estender-se a todo tipo de textos dada a universalidade      e o valor de seus racioc\u00ednios. A grande diferen\u00e7a com respeito aos seus antecessores      e o revolucion\u00e1rio do pensamento do Reformador \u00e9 a abordagem de tipo comunicativo      e suas implica\u00e7\u00f5es ling\u00fc\u00edsticas. Lutero advoga por uma tradu\u00e7\u00e3o ret\u00f3rica (proprietas,      perspicuitas, consuetudo\u0085) e de estilo popular, n\u00e3o com fins est\u00e9ticos      mas comunicativos &#8211; a compreensibilidade do texto e o leitor -, salvaguardando      sempre a mensagem divina. Lutero considerava indispens\u00e1vel o conhecimento      das l\u00ednguas e literaturas da Antig\u00fcidade para a pr\u00e1tica de uma verdadeira      teologia (Bocquet, 2000:50) e para o manejo da l\u00edngua alem\u00e3: suas concep\u00e7\u00f5es      ling\u00fc\u00edstico-filos\u00f3ficas e teol\u00f3gicas se fundamentam nos progressos filol\u00f3gicos      do Humanismo (Wolf, 1980:65). E nisso tamb\u00e9m se diferencia de anteriores tradutores      da B\u00edblia, n\u00e3o s\u00f3 por haver produzido um texto realmente leg\u00edvel, mas tamb\u00e9m      por trabalhar sobre os originais hebraico e grego (o que \u00e9 uma caracter\u00edstica      humanista).<\/p>\n<p>Numa de suas Tischreden (1532: II, n\u00ba 2771 a-b), define assim a tradu\u00e7\u00e3o:      Vere transferre est per aliam linguam dictum applicare suae linguae (A verdadeira      tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o do que foi dito numa l\u00edngua estrangeira \u00e0 sua pr\u00f3pria      l\u00edngua). O Reformador concedia grande import\u00e2ncia ao meio cultural dos destinat\u00e1rios,      por isso traduzia adaptando o texto \u00e0 mentalidade e ao esp\u00edrito dos homens      de seu tempo a fim de dar a compreender as realidades hist\u00f3ricas, culturais      e sociais relatadas na B\u00edblia e pr\u00f3prias de uma sociedade distanciada no tempo      e no espa\u00e7o (Delisle\/Woodsworth,1995:59). As diretrizes b\u00e1sicas de sua teoria      da tradu\u00e7\u00e3o s\u00e3o a hermen\u00eautica teol\u00f3gica e a enuncia\u00e7\u00e3o melhor poss\u00edvel do      conte\u00fado na l\u00edngua do receptor. Na pr\u00e1tica, observa-se o predom\u00ednio de uma      tradu\u00e7\u00e3o que privilegia o texto na l\u00edngua de chegada, mas que tamb\u00e9m admite      estrangeirismos se a formula\u00e7\u00e3o do original expressa melhor o conte\u00fado da      mensagem. Ainda que sua pr\u00e1tica tradut\u00f3ria e seus coment\u00e1rios sobre a tradu\u00e7\u00e3o      enfatizem a tradu\u00e7\u00e3o ad sensum, Lutero n\u00e3o afirma que esta seja melhor que      a ad verbum, simplesmente declara ter-se servido das duas:<\/p>\n<p>[\u0085] da\u00df wir zu weilen die wort steiff behalten, zu weilen allein den      sinn gegeben haben (Luther 1955:139)[1].<\/p>\n<p><strong>1. A diretriz hermen\u00eautica teol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p>O Renascimento despertou para a import\u00e2ncia da filologia na compreens\u00e3o da      literatura, e Lutero a aplicou aos escritos b\u00edblicos, e os estudou em seus      originais. A f\u00e9 e o trabalho mission\u00e1rio levaram-no a buscar o m\u00e1ximo de compreens\u00e3o      dos textos portadores da mensagem divina, e de fidelidade na transmiss\u00e3o desta      mensagem. Compreender para comunicar. A B\u00edblia deve explicar-se por si mesma,      e ainda que tenha sido escrita por inspira\u00e7\u00e3o divina, \u00e9 um livro hist\u00f3rico      e deve ser investigado tamb\u00e9m enquanto literatura e l\u00edngua num tempo e espa\u00e7o      dados. Embora Lutero n\u00e3o tivesse uma consci\u00eancia materialista dos escritos      sagrados, reconhece que<\/p>\n<p>[\u0085] uerbi intelligentia ex tota scriptura et circumstantia rerum gestarum      petenda est. (WA 2:302, apud Wolf, 1980:104).[2]<\/p>\n<p>A mensagem divina se esclarece quando \u00e9 interpretada dentro de seu contexto.<\/p>\n<p>So halten wir nun daf\u00fcr, da\u00df der Mensch gerecht wird ohne des Gesetzes Werke,      allein durch den Glauben[3].<\/p>\n<p>\u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o de Lutero de &#8220;Arbitramur enim iustificari hominem per fidem      sine operibus legis&#8221;[4] (da Vulgata de S\u00e3o Jer\u00f4nimo). A inclus\u00e3o da palavra      sola-allein na tradu\u00e7\u00e3o da Ep\u00edstola aos Romanos (3,28) se justifica ao investigar      o pensamento de S\u00e3o Paulo em todo seu conjunto. Diz respeito n\u00e3o apenas a      uma quest\u00e3o de hermen\u00eautica teol\u00f3gica mas tamb\u00e9m hist\u00f3rica e pol\u00edtica relativa      ao contexto de Lutero. Ao acrescentar a palavra allein em sua tradu\u00e7\u00e3o, Lutero      estaria assegurando a doutrina essencial do luteranismo, ou seja, de que o      homem pode merecer o c\u00e9u somente pela f\u00e9, sem necessidade de obedecer aos      mandamentos da Igreja cat\u00f3lica. Com apenas uma palavra, Lutero tamb\u00e9m p\u00f5e      em quest\u00e3o o valor da Igreja cat\u00f3lica enquanto institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diretriz hermen\u00eautica n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a interpreta\u00e7\u00e3o dos textos b\u00edblicos apoiada      na teologia e nos instrumentais oferecidos pela filologia, ou seja, o conhecimento      de culturas antigas e suas express\u00f5es ling\u00fc\u00edstico-culturais, e sua adapta\u00e7\u00e3o      \u00e0 cultura de chegada. No entanto, tudo isso seria muito pag\u00e3o sem um dos principais      requisitos do tradutor: ter f\u00e9. Um dos elementos fundamentais da teologia      luteraniana \u00e9 o da &#8216;justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9&#8217;: s\u00f3 a f\u00e9 salva. Lutero quer que      todos os homens descubram esta verdade de f\u00e9 e de liberta\u00e7\u00e3o, mas s\u00f3 podem      descobri-la se puderem compreend\u00ea-la desde sua fonte e em sua fonte. E porque      s\u00f3 poucos dos mortais adquirem um dom\u00ednio das l\u00ednguas b\u00edblicas, a tradu\u00e7\u00e3o      da B\u00edblia deve ser fiel e intelig\u00edvel a todos, o que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se falar      a mesma l\u00edngua do leitor.<\/p>\n<p><strong>2. A diretriz ling\u00fc\u00edstico-ret\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>A necessidade de produzir uma tradu\u00e7\u00e3o leg\u00edvel e inteleg\u00edvel implica uma      pr\u00e1tica tradut\u00f3ria que, salvaguardando a mensagem, d\u00e1 primazia \u00e0 l\u00edngua de      chegada:<\/p>\n<p>[\u0085] nicht der sinn den worten, sondern die wort dem sinn dienen und      folgen sollen (Luther 1955:132)[5].<\/p>\n<p>O desejo que guiava a Lutero durante a tradu\u00e7\u00e3o era de escrever num alem\u00e3o      puro e claro:<\/p>\n<p>Ich habe mich des beflissen im Dolmetschen, da\u00df ich rein und klar Deutsch      geben m\u00f6chte. [\u0085] und leider nicht allwege erreicht noch getroffen habe      (Luther 1996:120;124)[6].<\/p>\n<p><strong>E o pensamento b\u00e1sico que o julgava era:<\/strong><\/p>\n<p>Ist das Deutsch geredet? Welcher Deutsche verstehet solches? Was ist aber      das f\u00fcr Deutsch? Wo redet der deutsch Mann so? Der deutsche Mann redet so      (1996:124)[7].<\/p>\n<p>Para escrever num &#8220;reinen und klaren Deutsch&#8221; \u00e9 necess\u00e1rio ter      como medida a l\u00edngua falada do povo: &#8220;so redet die Mutter im Haus und      der gemeine Mann&#8221;[8]; uma l\u00edngua vigorosa, direta e pl\u00e1stica. Lutero<\/p>\n<p>[\u0085] bevorzugt den verbalen Ausdruck statt der nominalen Aussage, er      erlaubt sich Freiheiten in Wortstellung und Satzgliedfolgen, er verwendet      Ellipsen und Modalpartikel. Auch im R\u00fcckgriff auf dialogische Elemente und      in der Interpunktion als Sprechgliederung ist das Leitbild der m\u00fcndlichen      Kommunikation zu erkennen (Wolff, 1994:130)[9].<\/p>\n<p>Traduzir em bom alem\u00e3o sup\u00f5e primeiramente a compreens\u00e3o (filol\u00f3gica) do      original e o dom\u00ednio (ret\u00f3rico) da l\u00edngua alem\u00e3:<\/p>\n<p>Wer Deutsch reden will, der mu\u00df nicht den Ebreischen wort weise f\u00fcren, sondern      mu\u00df darauff sehen, wenn er den Ebreischen man verstehet, da\u00df er den sinn fasse      und denke also: Lieber, wie redet der Deutsche man inn solchem fall? Wenn      er nu die Deutsche wort hat, die hiezu dienen, so lasse er die Ebreischen      wort faren und sprech freh den sinn eraus auffs beste Deutsch, so er kan (1955:133)[10].<\/p>\n<p><strong>Os requisitos b\u00e1sicos para o dom\u00ednio da l\u00edngua alem\u00e3 s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0reconhecer o que \u00e9 o bom alem\u00e3o (&#8220;Das      hei\u00dft gutes Deutsch geredet&#8221;[11]); a medida \u00e9 o homem comum (&#8220;so      redet die Mutter im Haus und der gemeine Mann&#8221;[12]);<\/p>\n<p><strong>b)\u00a0<\/strong>possuir um amplo vocabul\u00e1rio (&#8220;gro\u00dfen      Vorrat von Wort haben&#8221;[13]);<\/p>\n<p><strong>c)<\/strong>\u00a0possuir ouvido (&#8220;wenn eins [ein Wort]      nirgendwo klingen will&#8221;[14]).<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o de Lutero, segundo ele mesmo, n\u00e3o foi apenas de tipo livre, mas      tamb\u00e9m literal:<\/p>\n<p>Doch hab ich wiederum nicht allzu frei die Buchstaben lassen fahren, sondern      mit gro\u00dfer Sorgfalt samt meinen Gehilfen darauf gesehen, so da\u00df, wo es etwa      drauf ankam, da hab ich&#8217;s nach den Buchstaben behalten und bin nicht so frei      davon abgewichen (Luther 1996:128)[15].<\/p>\n<p>Acima da boa produ\u00e7\u00e3o textual na l\u00edngua de chegada est\u00e1 a mensagem contida      no original, e se a mensagem n\u00e3o se sust\u00e9m mesmo no melhor estilo da l\u00edngua      de chegada, deve-se sacrificar o estilo e calcar o original:<\/p>\n<p>Wiedderumb haben wir zu weilen auch stracks den worten nach gedolmetscht      (Luther 1955:134)[16].<\/p>\n<p>Em nome da fidelidade ao pensamento do original:<\/p>\n<p>Darumb, da\u00df an den selben worten etwas gelegen ist (Luther 1955:134)[17].<\/p>\n<p><strong>E pela f\u00e9:<\/strong><\/p>\n<p>Darumb m\u00fcssen wir zu ehren solcher lere und zu trost unsers gewissens solche      wort behalten, gewonen und also der Ebreischen sprachen raum lassen, wo sie      es besser macht, denn unser Deutsche thun kan (Luther 1955:135)[18].<\/p>\n<p>Se por un lado este procedimento literalista de Lutero recorda a posi\u00e7\u00e3o      jeronimiana de respeito \u00e0 ordem das palavras, na pr\u00e1tica se revela muito distinto.      Lutero n\u00e3o est\u00e1 preocupado com a ordem das palavras mas com a melhor transmiss\u00e3o      do conte\u00fado.<\/p>\n<p>O Reformador justifica sua tradu\u00e7\u00e3o por argumentos ling\u00fc\u00edsticos e por reflex\u00f5es      teol\u00f3gicas, e de sua postura enquanto tradutor se deduzem os requisitos b\u00e1sicos      do bom tradutor: dom\u00ednio ling\u00fc\u00edstico e forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica. Al\u00e9m disso \u00e9 necess\u00e1rio      pr\u00e1tica e aptid\u00e3o: Kunst, Flei\u00df, Vernunft, Verstand[19]. Os requisitos do      bom tradutor n\u00e3o se resumem somente aos de ordem t\u00e9cnica e intelectual mas      extrapolam para o \u00e2mbito do espiritual:<\/p>\n<p>Es geh\u00f6rt dazu ein recht, fromm, treu, flei\u00dfig, furchtsam, christlich, gelehrt,      erfahren, ge\u00fcbt Herz. Darum halt ich daf\u00fcr, da\u00df kein falscher Christ noch      Rottengeist treulich dolmetschen k\u00f6nne (Luther 1996:128)[20].<\/p>\n<p>Por isso, Lutero concebia a tradu\u00e7\u00e3o como uma arte dif\u00edcil, exigente e para      poucos:<\/p>\n<p>Was Dolmetschen f\u00fcr Kunst und Arbeit sei, das hab ich wohl erfahren. [\u0085]      Es ist dolmetschen keineswegs eines jeglichen Kunst (Luther 1996:128)[21].<\/p>\n<p>Podemos concluir esta breve an\u00e1lise da teoria da tradu\u00e7\u00e3o de Lutero reiterando      que sua inova\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia consistem precisamente na sua caracter\u00edstica      humanista, ou seja, no uso da filologia e no trabalho sobre os originais a      traduzir (diretriz hermen\u00eautica teol\u00f3gica), e na produ\u00e7\u00e3o de um texto ret\u00f3rico-liter\u00e1rio      na l\u00edngua de chegada (diretriz ling\u00fc\u00edstico-ret\u00f3rica). A concep\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00e3o      de Lutero e o dom\u00ednio de seus requisitos unidos \u00e0 sua habilidade po\u00e9tica contribu\u00edram      para o incremento da diversidade de recursos expressivos da l\u00edngua alem\u00e3,      que evoluiu nos dom\u00ednios da fon\u00e9tica, morfologia e principalmente l\u00e9xico.      Com sua tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, Lutero conseguiu produzir<\/p>\n<p>uma &#8220;nova prosa art\u00edstica&#8221;, que \u00e9 \u00fanica na escolha das palavras      e constru\u00e7\u00e3o da frase, no emprego de todos os meios estil\u00edsticos, na flu\u00eancia,      ritmo e sonoridade da l\u00edngua (Wolff, 1994:132)[22].<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>1. Literatura prim\u00e1ria<br \/>\n     Luther, Martin (1955): &#8220;Summarien \u00fcber die Psalmen und Ursachen des Dolmetschens      (1532)&#8221;, in: Hans Volz (Hrg.) (1955): Ausgew\u00e4hlte deutsche Schriften,      T\u00fcbingen, Max Niemeyer Verlag.<br \/>\n     Luther, Martin. (1996): &#8220;Sendbrief vom Dolmetschen\/Circular acerca del      traducir&#8221;, in: F. Lafarga (ed.) (1996): El Discurso sobre la Traducci\u00f3n      en la Historia. Antolog\u00eda Biling\u00fce, Barcelona: EUB. Trad. de Pilar Estelrich.<br \/>\n     2. Literatura secund\u00e1ria<br \/>\n     Arndt, Erwin (1962): Luthers deutsches Sprachschaffen, Berlin: Akademie Verlag.<br \/>\n     Bocquet, Catherine (2000): L&#8217;Art de la Traduction selon Martin Luther &#8211; ou      lorsque le traducteur se fait missionaire, Arras: Artois Presses Universit\u00e9.<br \/>\n     Delisle, Jean et Woodsworth, Judith (1995): Les traducteurs dans l&#8217;histoire,      Ottawa: Universit\u00e9.<br \/>\n     Garc\u00eda Yebra, Valent\u00edn (1979): &#8220;Lutero, traductor y te\u00f3rico de la traducci\u00f3n&#8221;,      in: Pedro Rocamora Valls (dir.) (1979): Arbor &#8211; ciencia, pensamiento y cultura,      Tomo CII, n\u00ba 399, Madrid, S. 23-34.<br \/>\n     Rener, Frederick M. (1989): Interpretatio &#8211; language and translation from      Cicero to Tytler, Amsterdam-Atlanta: Rodopi.<br \/>\n     Ribhegge, Wilhelm (1998): &#8220;Latein und die nationalen Sprachen bei Erasmus      von Rotterdam, Martin Luther und Thomas More&#8221;, in: Latein und Nationalsprachen      in der Renaissance, Wiesbaden: Harrassowitz Verlag, S. 151-180.<br \/>\n     Salzer, Anselm u.a.: Illustrierte Geschichte der Deutschen Literatur, Band      I. K\u00f6ln: Zweiburgen Verlag.<br \/>\n     Schanze, Helmut (1999): &#8220;Problemas y tendencias en la historia de la      ret\u00f3rica alemana hasta 1500&#8221;, in: J. J. Murphy (ed.) (1999): La elocuencia      en el Renacimiento &#8211; estudios sobre la teor\u00eda y la pr\u00e1ctica de la ret\u00f3rica      renacentista, Madrid: Visor. Trad. de Luisa Fernanda Aguirre de C\u00e1rcer, S.      133-155.<br \/>\n     Tonin, Neylor (ed.) (1983): Lutero, Pecador e Evangelista de Jesus Cristo,      Grande Sinal, revista de espiritualidade, n\u00ba 9\/10, Petr\u00f3polis: Editora Vozes.<br \/>\n     Wolf, Herbert (1980): Martin Luther &#8211; eine Einf\u00fchrung in germanistische Luther-Studien,      Stuttgart: Metzler.<br \/>\n     Wolff, Gerhart (1994): Deutsche Sprachgeschichte &#8211; ein Studienbuch, T\u00fcbingen\/Basel:      Francke Verlag.<\/p>\n<h4>Antologias Espanholas de Textos Cl\u00e1ssicos sobre Tradu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Impulsionada pelo forte desenvolvimento da tradutologia ocidental a partir      da segunda metade deste s\u00e9culo, a historiografia da tradu\u00e7\u00e3o redescobre em      antigos e cl\u00e1ssicos textos te\u00f3ricos ou de reflex\u00f5es sobre a tradu\u00e7\u00e3o farto      material de pesquisa. Pr\u00f3logos, pref\u00e1cios, introdu\u00e7\u00f5es, leis, ensaios, coment\u00e1rios,      cr\u00edticas, dedicat\u00f3rias e cartas que tratam da tradu\u00e7\u00e3o, abrangendo um largo      per\u00edodo de tempo, desde o s\u00e9culo I a.C. at\u00e9 os \u00faltimos anos deste mil\u00eanio,      s\u00e3o reunidos em colet\u00e2neas. Muitos dos textos s\u00e3o apresentados em sua \u00edntegra,      outros em excertos. Se por um lado estas antologias geralmente n\u00e3o intentam      apresentar a evolu\u00e7\u00e3o da tradutologia atrav\u00e9s dos textos selecionados, por      outro oferecem a possibilidade de acesso f\u00e1cil a grandes pensadores e pensamentos      sobre a tradu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos tempos.<\/p>\n<p>Os alem\u00e3es e ingleses foram os primeiros a organizar este tipo de obras:      J. St\u00f6rig, em 1973, publica Das Problem des \u00dcbersetzens; T. R. Steiner, em      1975, English Translation Theory, 1650-1800. Depois deles, surgem tais antologias      em v\u00e1rios outros pa\u00edses. Na Espanha, J. C. Santoyo publica, em 1987, Teor\u00eda      y cr\u00edtica de la traducci\u00f3n: antolog\u00edas. E de 1994 a 1998 aparecem neste pa\u00eds      outras quatro obras do g\u00eanero:<\/p>\n<p>Textos cl\u00e1sicos de teor\u00eda de la traducci\u00f3n, Miguel \u00c1ngel Vega, editor. Madrid:      1994, Ediciones C\u00e1tedra.<\/p>\n<p>Teor\u00edas de la traducci\u00f3n: antolog\u00eda de textos, D\u00e1maso L\u00f3pez Garc\u00eda, editor.      Cuenca: 1996, Ediciones de la Universidad de Castilla-La Mancha.<\/p>\n<p>El discurso sobre la traducci\u00f3n en la hist\u00f3ria \u0096 antolog\u00eda bilingue,      Francisco Lafarga, editor. Barcelona: 1996, EUB.<\/p>\n<p>El tabaco que fumaba Plinio \u0096 escenas de la traducci\u00f3n en Espa\u00f1a y Am\u00e9rica:      relatos, leyes y reflexiones sobre los otros, Nora Catelli e Marietta Gargatagli.      Barcelona: 1998, Ediciones del Serbal.<\/p>\n<p>\u00c0 parte alguns poucos textos que se repetem nestas obras &#8211; como um de C\u00edcero,      um de Lutero, um de Luis Vives e mais alguns-, as sele\u00e7\u00f5es de textos s\u00e3o em      sua maioria distintas e preciosas. \u0093Seguramente la enumeraci\u00f3n de todos      los te\u00f3ricos de la traducci\u00f3n ser\u00eda el cuento de nunca acabar\u0094 (Larbaud      apud Vega, p.13). Por isso, ao eleger dentre centenas de textos, os editores      destas antologias usaram crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o tipo \u0093humanista\u0094 (Vega,      p. 14), ou, \u0093aquellos textos que muestran m\u00e1s elocuentemente la forma      de captar o definir a los otros en nuestra cultura \u0094 (Catelli e Gargatagli,      p. 19), ou, como admite L\u00f3pez Garc\u00eda em seu pr\u00f3logo, \u0093los criterios de      selecci\u00f3n y omisi\u00f3n no son siempre f\u00e1ciles de explicar ni de resumir\u0094      (p. 23). O crit\u00e9rio mais claro e coincidente destas antologias \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o      dos textos em ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n<p>As principais caracter\u00edsticas formais destas quatro antologias espanholas      podem ser assim descritas:<\/p>\n<p>Textos cl\u00e1sicos de teor\u00eda de la traducci\u00f3n, de Miguel \u00c1ngel Vega. 358 p\u00e1ginas,      com 72 autores e 92 textos, de C\u00edcero (46 a.C.) a A. V. Fedorov (1983). Consta      tamb\u00e9m de uma introdu\u00e7\u00e3o de mais de 50 p\u00e1ginas sobre a hist\u00f3ria da tradu\u00e7\u00e3o      no ocidente, 10 p\u00e1ginas de bibliografia e uma tabela sin\u00f3tica da hist\u00f3ria      da tradu\u00e7\u00e3o a partir do Renascimento.<\/p>\n<p>Teor\u00edas de la traducci\u00f3n: antolog\u00eda de textos, de D\u00e1maso L\u00f3pez Garc\u00eda. 624      p\u00e1ginas, com 58 autores e 69 textos, de C\u00edcero (46 a.C.) a Gianfranco Folena      (1973). Possui um \u00edndice anal\u00edtico e outro onom\u00e1stico.<\/p>\n<p>El discurso sobre la traducci\u00f3n en la hist\u00f3ria \u0096 antolog\u00eda bilingue,      de Francisco Lafarga. \u00c9 a primeira antologia bilingue, do g\u00eanero, na Espanha,      com 498 p\u00e1ginas, 40 autores e 45 textos, partindo de C\u00edcero (46 a.C.) at\u00e9      Larbaud (1913). Apresenta um \u00edndice onom\u00e1stico.<\/p>\n<p>El tabaco que fumaba Plinio \u0096 escenas de la traducci\u00f3n en Espa\u00f1a y Am\u00e9rica:      relatos, leyes y reflexiones sobre los otros, de Nora Catelli e Marietta Gargatagli.      \u00c9 a \u00fanica dentre estas antologias que apresenta a cada um dos textos com coment\u00e1rios      e opini\u00f5es. 446 p\u00e1ginas, com 77 textos, desde Hasday Ben Saprut (s\u00e9culo X)      a Borges (1925). Inclui tamb\u00e9m um \u00edndice onom\u00e1stico.<\/p>\n<p>O conjunto destas antologias comp\u00f5e seguramente um acervo indispens\u00e1vel aos      interessados e estudiosos do tema, e os textos selecionados proporcionam em      \u00faltima an\u00e1lise conhecimentos s\u00f3cio-culturais de como o Ocidente se posicionou      em distintos momentos dos \u00faltimos 2000 anos frente a problemas ling\u00fc\u00edsticos      e pol\u00edticos quando da necessidade de intera\u00e7\u00e3o entre po\u00e9ticas e culturas,      ultrapassando as expectativas de Vega (1994), para quem o objetivo de uma      antologia dessa ordem \u00e9 mostrar \u0093al traductor ya en activo o el que todav\u00eda      se est\u00e1 formando\u0094 que \u0093lo que se dice en nueva fraseolog\u00eda y terminolog\u00eda      es el heracliteano eterno retorno de la pol\u00e9mica: libertad\/fidelidad, adaptaci\u00f3n\/traducci\u00f3n,      imitaci\u00f3n\/versi\u00f3n \u0085 historia magistra vitae\u0094, e que \u0093sepa de      d\u00f3nde viene y ad\u00f3nde debe ir, para que no repita los mismos errores\u0094      (p. 14).<\/p>\n<p>Fonte:  www.pget.ufsc.br<\/p>\n<h6>Dia Mundial do Tradutor<\/h6>\n<h4>30 de Dezembro<\/h4>\n<h4>TRADU\u00c7\u00c3O: CONSIDERA\u00c7\u00d5ES HIST\u00d3RICAS E DEFINI\u00c7\u00d5ES<\/h4>\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das estrat\u00e9gias de ensino para a aquisi\u00e7\u00e3o de uma l\u00edngua      estrangeira que muito tem sido discutida nos \u00faltimos tempos, no que se refere      aos mecanismos utilizados para que a l\u00edngua seja aprendida com sucesso. Para      se fazer uma reflex\u00e3o a respeito da tradu\u00e7\u00e3o enquanto um dos mecanismos de      ensino de l\u00ednguas, \u00e9 imprescind\u00edvel que se tenha clareza de como \u00e9 definida      por alguns autores. Ser\u00e1 feita, primeiramente, um breve coment\u00e1rio sobre a      hist\u00f3ria da tradu\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o uma exposi\u00e7\u00e3o de defini\u00e7\u00f5es sobre a mesma na      opini\u00e3o de alguns estudiosos.<\/p>\n<p>Apesar de a tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter a aprova\u00e7\u00e3o da maioria dos professores de l\u00edngua      estrangeira, h\u00e1 quem considere que ela tamb\u00e9m possa ter sua parcela de contribui\u00e7\u00e3o      na aquisi\u00e7\u00e3o eficiente de uma l\u00edngua estrangeira ou segunda l\u00edngua.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, como uma ferramenta de ensino, apesar de eliminada do      discurso de muitos professores, sempre esteve presente nas aulas de l\u00edngua      estrangeira, lado a lado com a c\u00f3pia, a repeti\u00e7\u00e3o, a leitura em voz alta e      com trabalhos em pares, o que confirma que ela ainda continua sendo bastante      usada. N\u00f3s professores de l\u00edngua estrangeira, sabemos que mesmo que fa\u00e7amos      a tradu\u00e7\u00e3o oral ou m\u00edmicas de apenas aquelas palavras que percebemos que o      aluno n\u00e3o conseguiu entender atrav\u00e9s de nossa explica\u00e7\u00e3o na l\u00edngua alvo, nossos      alunos fazem o que estudiosos chamam de tradu\u00e7\u00e3o mental, que \u00e9 uma ocorr\u00eancia      involunt\u00e1ria por parte do aluno, ou seja, \u00e9 autom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s deste estudo n\u00e3o se quer afirmar que em nossas aulas de l\u00edngua estrangeira      devemos adotar a tradu\u00e7\u00e3o como m\u00e9todo de ensino devido a essa a\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria      do aluno, mas mostrar o que \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o segundo alguns autores para, em estudos      posteriores, verificar se as atividades de tradu\u00e7\u00e3o podem contribuir ou n\u00e3o      para a aquisi\u00e7\u00e3o e o aprendizado de uma l\u00edngua. Portanto considera-se interessante      estudar um pouco a respeito da hist\u00f3ria da tradu\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o segundo      alguns autores.<\/p>\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES HIST\u00d3RICAS SOBRE A TRADU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Friedrich (1992) afirma que a hist\u00f3ria da teoria da tradu\u00e7\u00e3o come\u00e7a com o      Imp\u00e9rio Romano, quando a tradu\u00e7\u00e3o significava incorporar o assunto da cultura      estrangeira em uma cultura pr\u00f3pria de uma l\u00edngua sem prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas      lexicais ou estil\u00edsticas dos textos originais da l\u00edngua-fonte (origem).<\/p>\n<p>Se no Imp\u00e9rio Romano a apropria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado parecia despertar maior interesse      nos tradutores, durante o per\u00edodo da Renascen\u00e7a, estes exploravam como as      estruturas ling\u00fc\u00edsticas de uma ou de outra l\u00edngua poderiam enriquecer a sua      pr\u00f3pria. Dessa forma, nesses dois per\u00edodos, a tradu\u00e7\u00e3o era vista como uma      explora\u00e7\u00e3o rigorosa da original para acentuar as dimens\u00f5es est\u00e9ticas e ling\u00fc\u00edsticas      de sua pr\u00f3pria l\u00edngua. Ent\u00e3o, tradutores e escritores, atrav\u00e9s de mudan\u00e7as,      no s\u00e9culo XVIII, come\u00e7aram a ver outras l\u00ednguas como iguais e n\u00e3o como formas      inferiores de express\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com suas pr\u00f3prias l\u00ednguas.<\/p>\n<p>Segundo alguns estudiosos, a profiss\u00e3o de tradutor e int\u00e9rprete \u00e9 bastante      antiga na Am\u00e9rica. Chegou com Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, h\u00e1 500 anos, e surgiu da      necessidade de comunica\u00e7\u00e3o com os nativos das terras rec\u00e9m descobertas.<\/p>\n<p>Como s\u00f3 havia int\u00e9rpretes dos idiomas \u00e1rabe e hebreu, Colombo trouxe alguns      nativos para serem guias e futuros int\u00e9rpretes. Assim, descobridores e conquistadores      tiveram facilitada sua tarefa com o aux\u00edlio desses int\u00e9rpretes, que eram chamados      \u0093l\u00ednguas\u0094. Esses l\u00ednguas podiam atuar como int\u00e9rpretes nos julgamentos,      junto aos nativos e at\u00e9 nas \u0093audi\u00eancias reais\u0094. Para exercer esta      fun\u00e7\u00e3o, tinham que jurar que usariam sua profiss\u00e3o para o bem e com lealdade.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o estarmos tratando, especificamente, da tradu\u00e7\u00e3o feita por tradutores,      e, sim, da tradu\u00e7\u00e3o no ensino de l\u00ednguas estrangeiras, no Brasil, o tradutor      deve conhecer, em profundidade, a teoria da tradu\u00e7\u00e3o que, atrav\u00e9s de seus      aspectos t\u00e9cnicos, lhe permitir\u00e1 um melhor desempenho na pr\u00e1tica da tradu\u00e7\u00e3o      de textos variados, perten\u00e7am eles ao campo human\u00edstico, cient\u00edfico ou t\u00e9cnico.<\/p>\n<p><strong>DEFINI\u00c7\u00d5ES SOBRE A TRADU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Para realizar uma reflex\u00e3o a respeito do uso da tradu\u00e7\u00e3o\/l\u00edngua materna nas      aulas de l\u00edngua estrangeira, \u00e9 relevante que conhe\u00e7amos algumas defini\u00e7\u00f5es      atribu\u00eddas \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o, pois esta, por sua vez parece receber diferentes interpreta\u00e7\u00f5es,      dependendo da situa\u00e7\u00e3o em que acontece.<\/p>\n<p>Campos (1986, p. 07), diz que, segundo os dicion\u00e1rios, \u0093tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 o      \u0091ato ou efeito de traduzir\u0092\u0094 e \u0093traduzir vem do verbo      latino traducere, que significa \u0091conduzir ou fazer passar de um lado      para outro\u0092\u0094 e define, ent\u00e3o, que \u0093traduzir nada mais \u00e9 que      isto: fazer passar de uma l\u00edngua para outra, um texto escrito na primeira      delas. Quando o texto \u00e9 oral, falado, diz-se que h\u00e1 \u0091interpreta\u00e7\u00e3o\u0092,      e quem a realiza ent\u00e3o \u00e9 um int\u00e9rprete\u0094. Portanto percebe-se que na vis\u00e3o      do autor, a tradu\u00e7\u00e3o falada n\u00e3o seria uma tradu\u00e7\u00e3o e sim uma interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O autor destaca, ainda, que a tradu\u00e7\u00e3o, enquanto passagem de um texto de      uma l\u00edngua para outra, certas vezes est\u00e1 relacionada ao l\u00e9xico, \u00e1s vezes a      sintaxe, outras vezes, \u00e0 morfologia da l\u00edngua que se est\u00e1 traduzindo e da      l\u00edngua para a qual se est\u00e1 traduzindo.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar, ainda, que este autor defende que nenhuma tradu\u00e7\u00e3o pode ter      a pretens\u00e3o de substituir o texto original, pois \u00e9 apenas uma tentativa de      recria\u00e7\u00e3o dele. E sempre poder\u00e3o ser feitas outras tentativas.<\/p>\n<p>N\u00e3o se traduz afinal de uma l\u00edngua para outra, e sim de uma cultura para      outra; a tradu\u00e7\u00e3o requer assim, do tradutor qualificado, um reposit\u00f3rio de      conhecimentos gerais, de cultura geral, que cada profissional ir\u00e1 aos poucos      ampliando e aperfei\u00e7oando de acordo com os interesses do setor a que se destine      o seu trabalho. (CAMPOS, 1986, p.27,28).<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o se orienta atrav\u00e9s de dois fatores que s\u00e3o chamados de equival\u00eancia      textual e correspond\u00eancia formal. Isto quer dizer que \u0093uma boa tradu\u00e7\u00e3o      deve atender tanto ao conte\u00fado quanto \u00e0 forma do original, pois a equival\u00eancia      textual \u00e9 uma quest\u00e3o de conte\u00fado, e a correspond\u00eancia formal, como o nome      est\u00e1 dizendo, \u00e9 uma quest\u00e3o de forma\u0094 (p.49).<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o entre l\u00ednguas diferentes como um processo de comunica\u00e7\u00e3o, inevitavelmente,      tem alguma perda de informa\u00e7\u00e3o como qualquer situa\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o e pode      ser considerada como um fator impl\u00edcito nesse processo.<\/p>\n<p>Para Frota (1999, p.55), (&#8230;) a tradu\u00e7\u00e3o passa a ser considerada uma reescritura,      um texto que inevitavelmente transforma o texto estrangeiro, n\u00e3o s\u00f3 devido      \u00e0s diferen\u00e7as estritamente ling\u00fc\u00edsticas, mas, sobretudo, devido as diferentes      fun\u00e7\u00f5es que o texto traduzido pode ter na cultura de chegada.<\/p>\n<p>Portanto, a tradu\u00e7\u00e3o, segundo a autora desse ensaio, passa por uma situa\u00e7\u00e3o      de reescrita, devido \u00e0s diferen\u00e7as ling\u00fc\u00edsticas, mas, principalmente, devido      \u00e0s diferen\u00e7as culturais da outra l\u00edngua.<\/p>\n<p>J\u00e1, Wyler (1999, p.97), parte do pressuposto de que a tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma intera\u00e7\u00e3o      verbal, cuja forma e tema se encontram ligados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sociais e reagem      de forma muito sens\u00edvel \u00e0s flutua\u00e7\u00f5es dessas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Ladmiral (1979, p.15),<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 um caso particular de converg\u00eancia ling\u00fc\u00edstica: no sentido mais      amplo, ela designa qualquer forma de \u0091media\u00e7\u00e3o interling\u00fc\u00edstica\u0092      que permita transmitir informa\u00e7\u00e3o entre locutores de l\u00ednguas diferentes. A      tradu\u00e7\u00e3o faz passar uma mensagem de uma l\u00edngua de partida (LP), ou l\u00edngua-fonte,      para uma l\u00edngua de chegada (LC), ou l\u00edngua-alvo.<\/p>\n<p>Widdowson (1997) considera que a tradu\u00e7\u00e3o naturalmente nos leva a associar      a l\u00edngua a ser aprendida com a que j\u00e1 conhecemos e us\u00e1-la para explorar e      aumentar o conhecimento. Ela proporciona a apresenta\u00e7\u00e3o da l\u00edngua estrangeira      como uma atividade relevante e significativa comparada \u00e0 l\u00edngua materna do      aprendiz. Permite, tamb\u00e9m, a inven\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios que envolvem a resolu\u00e7\u00e3o      de problemas de comunica\u00e7\u00e3o que exigem conhecimento al\u00e9m do simplesmente ling\u00fc\u00edstico.<\/p>\n<p>Este princ\u00edpio naturalmente nos leva a associar a l\u00edngua a ser aprendida      ao que ele j\u00e1 sabe e a usar a l\u00edngua para a explora\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o do seu conhecimento.      Para usar a l\u00edngua, em resumo, da forma que ela \u00e9, normalmente usada. (&#8230;)      Ela propicia a apresenta\u00e7\u00e3o da l\u00edngua estrangeira como uma atividade comunicativa      relevante e significativa comparada a apropria l\u00edngua do aprendiz. Ela permite      a inven\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios que envolvem a solu\u00e7\u00e3o de problemas comunicativos,      problemas que exigem refer\u00eancia al\u00e9m da simplesmente ling\u00fc\u00edstica, que demanda      habilidades ling\u00fc\u00edsticas somente a tal ponto que eles sejam uma caracter\u00edstica      de habilidades comunicativas. (Widdowson, 1997, p.158,159)<\/p>\n<p>Muitos escritores como Humboldt (1992, p. 03,04), destacam que: \u0093Nem      toda palavra de uma l\u00edngua tem um equivalente exato na outra. Dessa forma,      nem todos o conceitos que s\u00e3o expressados atrav\u00e9s de palavras de uma l\u00edngua,      s\u00e3o exatamente os mesmos que s\u00e3o expressados atrav\u00e9s de palavras de uma outra\u0094.      O que significa que n\u00e3o existe uma palavra equivalente a cada uma das outras      na l\u00edngua estrangeira, portanto, nem todas as palavras que expressam um conceito      em uma l\u00edngua o far\u00e3o em outra. Ser\u00e1 preciso entender o significado e ent\u00e3o      transpor para a l\u00edngua a ser traduzida com a estrutura e as palavras que forem      necess\u00e1rias e que n\u00e3o ser\u00e3o, necessariamente, as do texto original.<\/p>\n<p>Paz (1992, p.07) afirma que tamb\u00e9m estamos diante de um tipo de tradu\u00e7\u00e3o,      quando ela acontece entre l\u00ednguas e dentro de uma mesma l\u00edngua. O que n\u00e3o      \u00e9 diferente da tradu\u00e7\u00e3o entre duas l\u00ednguas, quando o aluno n\u00e3o entende uma      determinada palavra na sua l\u00edngua materna e pede explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Schulte E Biguenet (1992, p. 09) dizem, de forma resumida, que ler tamb\u00e9m      \u00e9 traduzir e que o processo de tradu\u00e7\u00e3o se constitui pelo entendimento humano      secreto do mundo e da comunica\u00e7\u00e3o social. A l\u00edngua, por si s\u00f3, \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o      e o ato de recri\u00e1-la, atrav\u00e9s do processo de leitura, constitui uma outra      tradu\u00e7\u00e3o. Dessa forma, a tradu\u00e7\u00e3o funciona como uma forma de revitaliza\u00e7\u00e3o      da l\u00edngua, que pode estimular a cria\u00e7\u00e3o de novas palavras na l\u00edngua traduzida      e influenciar as estruturas gramaticais e sem\u00e2nticas da mesma, portanto, pode      ser vista como enriquecimento da l\u00edngua.<\/p>\n<p>Dryden (1961, p. 17) destaca que toda tradu\u00e7\u00e3o pode ser reduzida a tr\u00eas partes:      a metafrase, a par\u00e1frase e a imita\u00e7\u00e3o. A metafrase \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o feita palavra      por palavra; a par\u00e1frase acontece quando o tradutor se mant\u00e9m na vis\u00e3o do      autor, mas focalizado no sentido e n\u00e3o na tradu\u00e7\u00e3o termo por termo e a imita\u00e7\u00e3o,      na qual o tradutor, se \u00e9 que ainda pode ser considerado assim, assume a liberdade      de n\u00e3o somente variar as palavras e o sentido, mas tamb\u00e9m de abandon\u00e1-los      e pegar s\u00f3 id\u00e9ias gerais do original e fazer a tradu\u00e7\u00e3o como quer. Mas esse      autor afirma, tamb\u00e9m, que o tradutor tem que compreender perfeita e inteiramente      o sentido do autor, a natureza de seu assunto e os termos ou assunto tratado      e ent\u00e3o traduzir, ao inv\u00e9s de traduzir palavra por palavra, o que \u00e9 bastante      tedioso, confuso, al\u00e9m de correr-se o risco at\u00e9 mesmo de distorcer o sentido      do texto, se n\u00e3o for interpretado corretamente.<\/p>\n<p>Para Schopenhauer (1992), nem toda palavra tem uma equivalente exata em outra      l\u00edngua. Portanto, nem todas as palavras que expressam um conceito em uma l\u00edngua      o fazem da mesma maneira na outra. Para certos conceitos, a palavra existe      s\u00f3 em uma l\u00edngua e, ent\u00e3o, \u00e9 adotada por outras l\u00ednguas.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quando se aprende uma l\u00edngua, nosso problema principal est\u00e1 em entender      cada conceito para o qual a l\u00edngua estrangeira tem uma palavra, mas que na      nossa pr\u00f3pria l\u00edngua falta um equivalente exato, portanto n\u00e3o se pode aprender      somente palavras e sim adquirir conceitos. N\u00f3s nunca entenderemos o sentido      do que \u00e9 falado na l\u00edngua estrangeira, se primeiro traduzirmos palavra por      palavra na nossa l\u00edngua materna.<\/p>\n<p>O autor destaca, ainda, que pessoas limitadas intelectualmente n\u00e3o dominar\u00e3o,      facilmente, uma l\u00edngua estrangeira, pois, na verdade, aprendem as palavras      e tentam aproximar tudo o que aprendem da l\u00edngua materna, portanto s\u00e3o incapazes      de adquirir o \u0091esp\u00edrito\u0092 da l\u00edngua estrangeira.<\/p>\n<p>\u0093De tudo isso, se torna claro que novos conceitos s\u00e3o criados durante      o processo de aprendizagem da l\u00edngua estrangeira para dar significados a novos      signos\u0094 (SCHOPENHAUER, 1992, p.34). E que um n\u00famero infinito de nuances,      similaridades e rela\u00e7\u00f5es entre objetos aumentam o n\u00edvel de consci\u00eancia de      uma nova l\u00edngua, o que confirma que nosso pensamento \u00e9 modificado e inovado      atrav\u00e9s da aprendizagem de cada l\u00edngua estrangeira, e que o poliglotismo representa,      al\u00e9m de suas vantagens imediatas, um meio direto de educar a mente pela corre\u00e7\u00e3o      e perfei\u00e7\u00e3o de nossas percep\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da diversidade e refinamento dos      conceitos.<\/p>\n<p>Schopenhauer (1992) defende que a tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto de necessidade para      a na\u00e7\u00e3o da qual somente uma pequena parte pode adquirir conhecimento suficiente      de l\u00ednguas estrangeiras.<\/p>\n<p>Uma tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode e n\u00e3o deveria ser um coment\u00e1rio. N\u00e3o deveria ser amb\u00edgua,      devido ao pouco entendimento, a n\u00e3o ser quando o original n\u00e3o expressa claramente      suas id\u00e9ias. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 um meio e, para ser compreendida como tal, deve      se voltar ao original.<\/p>\n<p>Schleiermacher (1992, p.108) diz que a tradu\u00e7\u00e3o pode ser feita tanto na dire\u00e7\u00e3o      do autor quanto na do leitor. Ou o autor \u00e9 trazido para a linguagem do leitor,      ou o leitor \u00e9 levado para a linguagem do autor. No primeiro caso, n\u00e3o se faz      uma tradu\u00e7\u00e3o, e sim, uma imita\u00e7\u00e3o ou uma par\u00e1frase do texto original.<\/p>\n<p>Jakobson (1992) afirma que temos tr\u00eas diferentes maneiras de interpretar      o signo verbal. Ele pode ser traduzido em outros signos da mesma l\u00edngua, em      outra l\u00edngua, ou em outro sistema de s\u00edmbolos n\u00e3o verbal. Esses tr\u00eas tipos      de tradu\u00e7\u00e3o podem ser: a tradu\u00e7\u00e3o intralingual, que \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o de      signos verbais por meio de outros signos da mesma l\u00edngua; a tradu\u00e7\u00e3o interlingual,      que \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o de signos verbais por meio de alguma outra l\u00edngua e      a tradu\u00e7\u00e3o intersemi\u00f3tica, que \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o de signos verbais por meio      de um sistema de signos n\u00e3o verbais.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o intralingual de uma palavra, dentro de uma mesma l\u00edngua, usa tanto      uma outra palavra como outros recursos mais ou menos sin\u00f4nimos, para uma circunlocu\u00e7\u00e3o.      Uma palavra ou express\u00e3o idiom\u00e1tica s\u00f3 pode ser completamente interpretada      por meio de uma combina\u00e7\u00e3o equivalente de unidades de c\u00f3digos. J\u00e1, no n\u00edvel      da tradu\u00e7\u00e3o interlingual, n\u00e3o h\u00e1 equival\u00eancia completa entre c\u00f3digos, as mensagens      podem servir como interpreta\u00e7\u00f5es adequadas de c\u00f3digos ou mensagens estrangeiras.<\/p>\n<p>Mais freq\u00fcentemente, entretanto, a tradu\u00e7\u00e3o de uma l\u00edngua, dentro de uma      outra, substitui mensagens em uma l\u00edngua, n\u00e3o por unidades de c\u00f3digos separados,      mas por mensagens inteiras em algumas outras l\u00ednguas. Tal tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 um discurso      direto, ou seja, o tradutor recodifica e transmite a mensagem recebida de      uma outra fonte. Ent\u00e3o, a tradu\u00e7\u00e3o envolve duas mensagens equivalentes em      dois c\u00f3digos diferentes, em duas l\u00ednguas diferentes.<\/p>\n<p>Para Paz (1992, p.152), quando aprendemos a falar, estamos aprendendo a traduzir.      A crian\u00e7a, que pede a sua m\u00e3e para dizer o significado de uma palavra, est\u00e1      pedindo para que a traduza para um termo familiar, j\u00e1 conhecido dela. Nesse      caso, a tradu\u00e7\u00e3o dentro de uma l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 diferente da tradu\u00e7\u00e3o entre duas      l\u00ednguas. Para esse autor, a tradu\u00e7\u00e3o, palavra por palavra, n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel,      ele apenas n\u00e3o a considera tradu\u00e7\u00e3o, mas um mecanismo que ajuda no entendimento      do texto em sua l\u00edngua original. O autor afirma, ainda, que, mesmo quando      a inten\u00e7\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 significa\u00e7\u00e3o, no caso de textos cient\u00edficos, ela      implica na transforma\u00e7\u00e3o do texto original.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o ineg\u00e1vel e muito importante entre a sem\u00e2ntica e a tradu\u00e7\u00e3o,      de acordo com Schogt (1992), pois uma lida com o significado e a outra, com      a transfer\u00eancia do significado. Mas as teorias da sem\u00e2ntica e da tradu\u00e7\u00e3o      n\u00e3o est\u00e3o conectadas proximamente e, freq\u00fcentemente, especialistas de tradu\u00e7\u00e3o      sentem-se incomodados ao inv\u00e9s de ajudados pelos princ\u00edpios da teoria da sem\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Dizer que a sem\u00e2ntica se preocupa com o significado \u00e9 simples, no entanto,      \u00e9 necess\u00e1rio que se esclare\u00e7a as principais quest\u00f5es que ela investiga, as      quais, segundo o autor, seguem uma ordem de import\u00e2ncia. Em primeiro lugar,      a sem\u00e2ntica estuda os problemas filos\u00f3ficos e epistemol\u00f3gicos da rela\u00e7\u00e3o entre      as l\u00ednguas, pensamento (reflex\u00e3o) e mundo externo; em segundo, a rela\u00e7\u00e3o entre      o elemento significativo de uma l\u00edngua e os outros elementos do mesmo n\u00edvel      de an\u00e1lise, que se encontram nessa l\u00edngua e, em terceiro, a comunica\u00e7\u00e3o entre      indiv\u00edduos que falam a mesma l\u00edngua, seja oral ou escrita.<\/p>\n<p>No primeiro caso, pode-se dizer, de maneira geral, sem se referir a uma l\u00edngua      espec\u00edfica, que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o grande entre l\u00edngua, pensamento e realidade,      pois realidades diferentes geram l\u00ednguas diferentes e vice-versa. At\u00e9 mesmo      as pessoas, que pensam ter aprendido uma l\u00edngua estrangeira, continuam presas      aos sistemas da l\u00edngua-m\u00e3e, e s\u00e3o, ent\u00e3o, incapazes de se comunicar efetivamente      na l\u00edngua que pensam dominar.<\/p>\n<p>A segunda quest\u00e3o trata dos elementos da estrutura ling\u00fc\u00edstica e descreve-os      do ponto de vista funcional, ao inv\u00e9s de se referir a qualquer caracter\u00edstica      f\u00edsica, que pode estar isolada. Tal fen\u00f4meno \u00e9 mais conhecido como fonologia\/fonemas.      Dessa forma, os esfor\u00e7os feitos at\u00e9 agora para estruturar unidades significativas,      tal como \u00e9 feito com os fonemas, t\u00eam alcan\u00e7ado, apenas, sucesso parcial.<\/p>\n<p>De acordo com a terceira id\u00e9ia, a comunica\u00e7\u00e3o acontece quando algu\u00e9m formula      uma mensagem e algu\u00e9m a recebe e a interpreta. Se ambas seguirem as mesmas      regras gramaticais e tiverem o mesmo l\u00e9xico, a mensagem chega sem mudan\u00e7as,      mas, caso haja mudan\u00e7as em algum dos elementos de alguma dessas l\u00ednguas, a      tradu\u00e7\u00e3o pode ser comprometida.<\/p>\n<p>A teoria da sem\u00e2ntica enfoca o significado cognitivo e deixa as complexidades      da inten\u00e7\u00e3o e insinua\u00e7\u00e3o para outras disciplinas. Lyons (1987) diz, que a      sem\u00e2ntica trabalha com problemas de atos ilocucion\u00e1rios, fen\u00f4menos paralingu\u00edsticos      e n\u00edveis de interpreta\u00e7\u00f5es m\u00faltiplos.<\/p>\n<p>Sendo assim, no mundo de hoje, a tradu\u00e7\u00e3o tem uma miss\u00e3o, que muitas vezes      \u00e9 considerada n\u00e3o produtiva, por estabelecer uma comunica\u00e7\u00e3o m\u00e9dia e censurada,      mas representa, na verdade, um meio de trocar id\u00e9ias entre um indiv\u00edduo e      outro, \u00e9 como se fosse um tipo de esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio subterr\u00e2nea da qual a humanidade      se utiliza para mandar not\u00edcias para o mundo, sem esperan\u00e7a de ser ouvida,      porque a interfer\u00eancia dos sinais \u00e9 muito forte.<\/p>\n<p>Catford (apud RODRIGUES, 2000, p37)[i] argumenta que a<\/p>\n<p>(&#8230;) teoria da tradu\u00e7\u00e3o diz respeito a certo tipo de rela\u00e7\u00e3o entre l\u00ednguas\u0092,      mas, enquanto as rela\u00e7\u00f5es entre l\u00ednguas bidirecionais, ainda que nem sempre      sim\u00e9tricas, \u0091a tradu\u00e7\u00e3o, como um processo, \u00e9 sempre unidirecional\u0092,      sempre realizada de uma l\u00edngua-fonte para uma l\u00edngua alvo.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dessa reflex\u00e3o, percebe-se que a tradu\u00e7\u00e3o, apesar do longo percurso      que tem percorrido, atrav\u00e9s de sua hist\u00f3ria e das teorias que procuram explic\u00e1-la,      independentemente de ser usada por int\u00e9rpretes, tradutores ou professores      nas aulas de l\u00edngua estrangeira, n\u00e3o surgiu recentemente no contexto do ensino      de l\u00ednguas e continua sendo discutida por estudiosos e profissionais da \u00e1rea      de l\u00ednguas.<\/p>\n<p>V\u00e1rios pesquisadores do assunto divergem em suas opini\u00f5es e teorias sobre      a tradu\u00e7\u00e3o. No entanto a maioria concorda com a fun\u00e7\u00e3o que ela desempenha      e como ela ocorre e, al\u00e9m disso, aponta e acrescenta outros fatores diferenciados,      que tamb\u00e9m devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o, pois formam um conjunto que      pode influenciar a tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, conclui-se que a tradu\u00e7\u00e3o, apesar de ser vista de maneira diferenciada      pela maior parte dos estudiosos, ocorre at\u00e9 mesmo quando n\u00e3o imaginamos que      a estamos usando. Dessa forma, ela \u00e9 considerada por alguns autores como uma      estrat\u00e9gia que facilita a aprendizagem da l\u00edngua, enquanto outros acreditam      que ela em nada contribui para a sua aquisi\u00e7\u00e3o. Alguns autores destacam que,      at\u00e9 mesmo o fato de a crian\u00e7a pedir uma explica\u00e7\u00e3o sobre um determinado termo,      significa que est\u00e1 fazendo uso da tradu\u00e7\u00e3o e que a mesma ocorre, na maioria      das vezes, involuntariamente, porque n\u00e3o se decide naquele exato momento que      se vai traduzir determinado termo ou express\u00e3o, mas ela ocorre sem que percebamos,      mesmo que mentalmente, o que n\u00e3o deixa de ser uma forma de tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 de suma import\u00e2ncia que novos estudos continuem sendo feitos com      rela\u00e7\u00e3o ao que vem a ser o uso da tradu\u00e7\u00e3o nas aulas de l\u00edngua estrangeira      realmente, e o que pode ser definido como tradu\u00e7\u00e3o para que o ensino\/aprendizagem      de l\u00ednguas seja melhorado.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1<\/strong>\u00a0\u0093This principle naturally leads us to      associate the language to be learned with what the learner already knows and      to use the language for the exploration and extension of this knowledge. To      use language, in short, in the way language is, normally used. (\u0085) It      provides for the presentation of the foreign language as a relevant and significant      communicative activity comparable to the learner\u0092s own language. It allows      for the devising of exercises which involve the solving of communicative problems,      problems which require reference to knowledge other than that which is simply      linguistic, which make demands on the linguistic skills only to the extent      that they are an intrinsic feature of communicative abilities.\u0094<\/p>\n<p><strong>2<\/strong>\u00a0\u0093Not every word in one language has an      exact equivalent in another. Thus, not all concepts that are expressed through      the words of one language are exactly the same as the ones that are expressed      through the words of another.\u0094<\/p>\n<p><strong>3<\/strong>\u00a0\u0093From all this it becomes clear that      new concepts are created during the process of learning a foreign language      to give meaning to new signs\u0094.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>CAMPOS, Geir. O que \u00e9 Tradu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1986 (Cole\u00e7\u00e3o Primeiros      Passos).\u00a0<br \/>\n     DRYDEN, John. On Translation. In: Shulte, Rainer; Biguenet, John. (editores)      Theories of Translation: an anthology of essays from Dryden to Derrida. Chicago      e London : The University of Chicago Press, 1992, p. 17-31.<br \/>\n     FRIEDDRICH, Hugo. On the Art of Translation. In: Shulte, Rainer; Biguenet,      John. (editores) Theories of Translation: an anthology of essays from Dryden      to Derrida. Chicago e London : The University of Chicago Press, 1992, p. 11-16.\u00a0<br \/>\n     FROTA, Maria Paula. Por Uma Redefini\u00e7\u00e3o de Subjetividade nos Estudos da Tradu\u00e7\u00e3o      . In: Martins, M\u00e1rcia A. P. (org) Tradu\u00e7\u00e3o e Multidisciplinaridade. Rio de      Janeiro: Lucerna, 1999, p.52-70.\u00a0<br \/>\n     HUMBOLT, Wilhelm von. From Introduction to His Translation of Agamemnon. In:      Shulte, Rainer; Biguenet, John. (editores) Theories of Translation: an anthology      of essays from Dryden to Derrida. Chicago e London : The University of Chicago      Press, 1992, p.55-59.\u00a0<br \/>\n     JAKOBSON, Roman. On Linguistic Aspects of Tranlation. In: Shulte, Rainer;      Biguenet, John. (editores) Theories of Translation: an anthology of essays      from Dryden to Derrida. Chicago e London : The University of Chicago Press,      1992, p.144-151.\u00a0<br \/>\n     LADMIRAL, Jean-Ren\u00e9. A tradu\u00e7\u00e3o os seus problemas. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 1972.\u00a0<br \/>\n     LADMIRAL, Jean-Ren\u00e9. TRADUC\u00c3O \u0096 Teoremas para a tradu\u00e7\u00e3o. Lisboa: Publica\u00e7\u00f5es      Europa-Am\u00e9rica, 1979.\u00a0<br \/>\n     LYONS, John. Linguagem e Ling\u00fc\u00edstica uma introdu\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Guanabar      Koogan S. A., 1987. .\u00a0<br \/>\n     MARTINS, Marcia A. P. Tradu\u00e7\u00e3o e Multidisciplinaridade. Rio de Janeiro:Lucerna,      1999.\u00a0<br \/>\n     PAZ, Octavio. Tranlation: Literature and Letters. In: Shulte, Rainer; Biguenet,      John. (editores) Theories of Translation: an anthology of essays from Dryden      to Derrida. Chicago e London : The University of Chicago Press, 1992, p.152-162.\u00a0<br \/>\n     RODRIGUES, Cristina Carneiro. Tradu\u00e7\u00e3o e diferen\u00e7a. S\u00e3o Paulo: Editora Unesp,      2000.\u00a0<br \/>\n     SCH\u00c4FFER, Ana Maria de Moura. Reflex\u00f5es Sobre o Papel da tradu\u00e7\u00e3o (Mental)      no Desenvolvimento da Leitura em L\u00edngua Estrangeira. Campinas , 2000. 172      f . Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Lingu\u00edstica Aplicada ) \u0096 Instituto de Estudos      da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas.\u00a0<br \/>\n     SCHOG, Henry. Semantic Theory and Translation Theory. In: Shulte, Rainer;      Biguenet, John. (editores) Theories of Translation: an anthology of essays      from Dryden to Derrida. Chicago e London : The University of Chicago Press,      1992, p.193-203.\u00a0<br \/>\n     SCHOPENHAUER, Arthur. On Language and Words. In: Shulte, Rainer; Biguenet,      John. (editores) Theories of Translation: an anthology of essays from Dryden      to Derrida. Chicago e London : The University of Chicago Press, 1992, p.32-35.\u00a0<br \/>\n     SCHULTE, Rainer; BIGUENET, John. Theories of Translation: An Anthology of      Essays from Dryden to Derrida. Chicago and London : The University of Chicago      Press, 1992.\u00a0<br \/>\n     SMITH, Michael Sharwood. Second Language Learning: Theoretical Foundations.      England : Longman, 1997.\u00a0<br \/>\n     WIDDOWSON, H.G. Teaching Language as Communication. Hong Kong: Oxford University      Press, 2000.\u00a0<br \/>\n     WYLER, Lia. Uma Perspectiva Multidiciplinar da Tradu\u00e7\u00e3o no Brasil. In: Martins,      M\u00e1rcia A. P. (org) Tradu\u00e7\u00e3o e Multidisciplinaridade. Rio de Janeiro: Lucerna,      1999, p. 97-104.<\/p>\n<p>Fonte:  www.dacex.ct.utfpr.edu.br<\/p>\n<h6>Dia Mundial do Tradutor<\/h6>\n<h4>30 de Dezembro<\/h4>\n<p>Um belo dia, l\u00e1 para o ano de 382, o papa D\u00e2maso chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que      algu\u00e9m precisava dar um jeito na B\u00edblia latina.<\/p>\n<p>A B\u00edblia, como entendida pelos crist\u00e3os, \u00e9 uma colet\u00e2nea de textos escritos      originalmente em hebraico e aramaico. O que os crist\u00e3os chamam Novo Testamento      s\u00f3 nos resta em grego.<\/p>\n<p>Havia, desde o tempo de Alexandre Magno, uma tradu\u00e7\u00e3o grega das escrituras      judaicas, feita pela comunidade judaica de Alexandria, mas, \u00e0 medida que o      cristianismo se expandia para o ocidente e se perdia o conhecimento de grego,      fazia-se necess\u00e1ria uma tradu\u00e7\u00e3o em latim, que era a l\u00edngua que a maioria      entendia.<\/p>\n<p>Na verdade, j\u00e1 existia um texto latino, ou, melhor dizendo, uma por\u00e7\u00e3o deles,      mas nenhum muito confi\u00e1vel. Era necess\u00e1rio, ent\u00e3o \u0096 entendia o papa \u0096      fazer uma tradu\u00e7\u00e3o que prestasse ou, ao menos, revisar, organizar, uniformizar      e consolidar o que havia.<\/p>\n<p>O papa encarregou seu secret\u00e1rio de arrumar aquilo tudo. J\u00e1 naquela \u00e9poca,      tradu\u00e7\u00e3o era considerada coisa de secret\u00e1ria, como voc\u00ea v\u00ea.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio do papa era um tal de Eusebius Sophronius Hieronymus. Sabia      latim, que era o que se falava em Roma, sabia bem grego, como todo homem culto      de seu tempo, e enganava bem em hebraico.<\/p>\n<p>Sua vida agitad\u00edssima, algo rocambolesca, terminou em 30 de setembro de 420.<\/p>\n<p>Intelectual crist\u00e3o respeitado at\u00e9 pelos judeus, Jer\u00f4nimo teve l\u00e1 suas limita\u00e7\u00f5es      e falhas, como todo tradutor que se preze. N\u00e3o vou agora ficar apontando as      falhas dele como tradutor.<\/p>\n<p>Nem que quisesse, poderia, porque entendo quase nada de latim, menos ainda      de grego e absolutamente nada de hebraico e aramaico<\/p>\n<h4>Como traduzir textos t\u00e9cnicos<\/h4>\n<p>Em primeiro lugar, o tradutor precisa estar familiarizado com o assunto de      que trata o texto.<\/p>\n<p>N\u00e3o adianta o tradutor encontrar uma tradu\u00e7\u00e3o adequada para um determinado      termo se ele n\u00e3o entende o significado do termo.<\/p>\n<p>Um erro comum \u00e9 usar tradu\u00e7\u00f5es de dicion\u00e1rios bil\u00edng\u00fces ou gloss\u00e1rios de      terceiros sem procurar o sentido do termo em quest\u00e3o, nem compreender de que      forma ele \u00e9 usado por profissionais da \u00e1rea. Estar familiarizado n\u00e3o significa      saber tudo sobre a \u00e1rea em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>O tradutor familiarizado saber\u00e1, por exemplo, onde encontrar as melhores      solu\u00e7\u00f5es para suas d\u00favidas de terminologia e dominar\u00e1 as t\u00e9cnicas de tradu\u00e7\u00e3o      espec\u00edficas para os textos da \u00e1rea.<\/p>\n<p>A leitura cuidadosa, do in\u00edcio ao fim, do texto original \u00e9 essencial para      a compreens\u00e3o do texto. Mesmo assim, h\u00e1 tradutores que n\u00e3o l\u00eaem o texto antes      da tradu\u00e7\u00e3o e traduzem \u00e0 medida em que l\u00eaem.<\/p>\n<p>Na verdade, a leitura pr\u00e9via deve acontecer bem antes da tradu\u00e7\u00e3o, ainda      na fase de elabora\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento \u0096 s\u00f3 assim o tradutor poder\u00e1 determinar      com maior precis\u00e3o o tempo necess\u00e1rio para traduzir e os problemas potenciais      do original e da futura tradu\u00e7\u00e3o e, com essas informa\u00e7\u00f5es, oferecer ao cliente      um pre\u00e7o adequado pelo servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Ainda antes da tradu\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial tamb\u00e9m fazer o gloss\u00e1rio dos termos      novos encontrados no texto a traduzir e, \u00e9 claro, pesquisar esses termos nos      dois idiomas \u0096 na l\u00edngua de partida e na l\u00edngua de chegada.<\/p>\n<p>N\u00e3o raro, parte dos termos t\u00e9cnicos somente ganhar\u00e1 uma tradu\u00e7\u00e3o boa no decorrer      da tradu\u00e7\u00e3o, pois dependem da tradu\u00e7\u00e3o de outros termos ou de uma certa dose      de inspira\u00e7\u00e3o que s\u00f3 ocorre quando o tradutor est\u00e1 profundamente mergulhado      no estilo e vocabul\u00e1rio do texto.<\/p>\n<p>Um dos grandes problemas de manuais t\u00e9cnicos em geral \u00e9 quando o autor do      original n\u00e3o escreve bem.<\/p>\n<p>Alguns tradutores n\u00e3o se d\u00e3o conta disso, acham que o original faz perfeito      sentido e produzem tradu\u00e7\u00f5es igualmente sem sentido.<\/p>\n<p>\u00c9 comum o autor de um manual em ingl\u00eas n\u00e3o ser nativo do ingl\u00eas (pode ser      um alem\u00e3o, um sueco ou um mexicano, por exemplo), e \u00e9 bem poss\u00edvel que o autor      use o chamado \u0093ingl\u00eas internacional\u0094, uma vers\u00e3o h\u00edbrida do idioma      ingl\u00eas, ocasionalmente com sintaxe e ortografia estranhas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s normas      cultas nacionais do ingl\u00eas (americano, brit\u00e2nico, canadense etc.).<\/p>\n<p>\u00c9 importante o tradutor saber reconhecer esse tipo de problema.<\/p>\n<p>Em caso de d\u00favidas na compreens\u00e3o do estilo ou de termos t\u00e9cnicos, \u00e9 bom      procurar o cliente. Ao contr\u00e1rio do que muita gente pensa, um tradutor com      d\u00favidas n\u00e3o \u00e9 necessariamente um tradutor incompetente, mas sim um profissional      preocupado em agregar valor ao seu pr\u00f3prio servi\u00e7o e em atender ao cliente      da melhor maneira poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Se o cliente for um cliente direto, possivelmente o contato ser\u00e1 r\u00e1pido e      enriquecedor para o tradutor e deixar\u00e1 o cliente mais confiante na compet\u00eancia      do tradutor.<\/p>\n<p>Se o cliente for uma ag\u00eancia de tradu\u00e7\u00e3o, muitas vezes o contato \u00e9 demorado      e truncado, pois a ag\u00eancia pode n\u00e3o querer que o tradutor e o cliente final      estejam em contato direto, ou o contato acaba tendo tantos intermedi\u00e1rios      a ponto de ser impratic\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na elabora\u00e7\u00e3o de gloss\u00e1rios com os termos desconhecidos, \u00e9 importante usar      fontes seguras. E na maioria das vezes, os gloss\u00e1rios bil\u00edng\u00fces encontrados      na internet n\u00e3o s\u00e3o fontes seguras.<\/p>\n<p>Fontes seguras seriam, por exemplo, gloss\u00e1rios, l\u00e9xicos e dicion\u00e1rios \u0093monol\u00edng\u00fces\u0094      criados por empresas atuantes na \u00e1rea de que trata o original.<\/p>\n<p>Nada de gloss\u00e1rios bil\u00edng\u00fces elaborados por alunos de determinados cursos      de tradu\u00e7\u00e3o ou por determinados sites de ag\u00eancias de tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Comparando fontes monol\u00edng\u00fces no idioma de partida e no idioma de chegada,      o tradutor chega com mais certeza \u00e0s tradu\u00e7\u00f5es de determinados termos.<\/p>\n<p>Mas embora devam ser usados com cautela, os dicion\u00e1rios bil\u00edng\u00fces ainda s\u00e3o      capazes de ajudar bastante o tradutor.<\/p>\n<p>Em documenta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de aparelhos, costuma haver partes que n\u00e3o precisam      ser traduzidas.<\/p>\n<p>Por exemplo, geralmente h\u00e1 men\u00e7\u00e3o a dizeres de telas do software de comando      dos aparelhos: ON, OFF, PUSH, SHUT-DOWN, ALARM.<\/p>\n<p>Aqui \u00e9 importante observar se o software de comando tamb\u00e9m foi ou est\u00e1 sendo      traduzido. Muitas vezes, o software n\u00e3o \u00e9 traduzido, e por isso o tradutor      dever\u00e1 deixar no idioma original as instru\u00e7\u00f5es de tela que aparecem no texto.<\/p>\n<p>Mas haver\u00e1 tamb\u00e9m ocasi\u00f5es em que essas instru\u00e7\u00f5es devem ser traduzidas.      Novamente, o contato entre tradutor e cliente resolver\u00e1 essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, uma nota sobre a quest\u00e3o do estilo.<\/p>\n<p>O estilo t\u00e9cnico de escrever pode parecer estranho para os amantes da \u0093boa      literatura\u0094, mas ele faz perfeito sentido para os leitores dos textos      t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>O texto t\u00e9cnico \u00e9 por natureza \u0093seco\u0094, direto, voltado para informar      e n\u00e3o para provocar deleites liter\u00e1rios nos leitores. Por isso, \u00e9 importante      o tradutor n\u00e3o tentar embelezar a tradu\u00e7\u00e3o, sob pena de torn\u00e1-la enfadonha      e impr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o impede, por\u00e9m, que o tradutor use e abuse de solu\u00e7\u00f5es criativas      para tornar o texto fluente \u0096 isto \u00e9: fluente para os leitores de textos      t\u00e9cnicos, que s\u00e3o pessoas em busca de informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e objetivas.<\/p>\n<p>Acima de tudo, o texto t\u00e9cnico, assim como o liter\u00e1rio, o jornal\u00edstico e      o jur\u00eddico, precisa ser idiom\u00e1tico e respeitar as regras de gram\u00e1tica e estilo      do idioma de chegada.<\/p>\n<h4>A Tradu\u00e7\u00e3o de Linguagens de Especialidade e de Terminologia<\/h4>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o de linguagens de especialidade e de terminologia \u00e9 uma quest\u00e3o      bastante importante no \u00e2mbito da pr\u00e1tica da tradu\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>Uma das principais caracter\u00edsticas de um texto t\u00e9cnico \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de      linguagem de especialidade, isto \u00e9, a linguagem utilizada numa dada \u00e1rea que      engloba tanto a terminologia como as formas de express\u00e3o espec\u00edficas da \u00e1rea      em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>A linguagem de especialidade n\u00e3o se limita apenas \u00e0 terminologia; ela inclui      termos funcionais (que descrevem opera\u00e7\u00f5es ou processos), e propriedades sint\u00e1cticas      e gramaticais; adere a conven\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, tais como evitar a voz passiva      (na maior parte dos textos t\u00e9cnicos) e o uso de terminologia consistente.<\/p>\n<p>Todo este conceito \u00e9 tamb\u00e9m apelidado de tecnolecto.<\/p>\n<p>O conceito de terminologia \u00e9 j\u00e1 mais restrito do que o de linguagem de especialidade,      pois consiste num conjunto organizado de termos t\u00e9cnicos pr\u00f3prios de um determinado      campo \u0096 uma ci\u00eancia, uma arte, uma disciplina (cf. Dicion\u00e1rio da L\u00edngua      Portuguesa Contempor\u00e2nea da Academia de Ci\u00eancias de Lisboa, 2001, Verbo).<\/p>\n<p>Terminologia pode ainda ser definida da seguinte forma:<\/p>\n<p>(\u0085) a base ontol\u00f3gica da terminologia consiste na delimita\u00e7\u00e3o dos conceitos      produtivos de um campo espec\u00edfico, sendo certo que cada termo s\u00f3 pode definir-se      como tal quando corresponde a um \u00fanico conceito, por ele transmitido com concis\u00e3o      e precis\u00e3o.<br \/>\n     CNALP (1989: 179)<\/p>\n<p>Na verdade, algo que acontece frequentemente na tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de conhecermos      as palavras (ou julgarmos que as conhecemos) mas desconhecermos o conceito      a que est\u00e3o associadas no texto pois este poder\u00e1 variar com o contexto.<\/p>\n<p>Na tradu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 raro (embora n\u00e3o seja imposs\u00edvel), haver casos de polissemia,      pois abrange, por norma, um tipo de linguagem mais espec\u00edfica e objetiva.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o de termos t\u00e9cnicos \u00e9, frequentemente, independente do contexto      em que estes surgem e, neste caso, estabelecer uma equival\u00eancia a n\u00edvel terminol\u00f3gico      n\u00e3o dever\u00e1 oferecer nenhum tipo de dificuldade acrescentada.<\/p>\n<p>No entanto, isto n\u00e3o significa que seja mais f\u00e1cil para o tradutor t\u00e9cnico      achar uma equival\u00eancia terminol\u00f3gica para o texto de partida.<\/p>\n<p>Muito pelo contr\u00e1rio, esta equival\u00eancia, a n\u00edvel terminol\u00f3gico, pressup\u00f5e      uma normaliza\u00e7\u00e3o terminol\u00f3gica, isto \u00e9, tanto na l\u00edngua de partida como na      l\u00edngua de chegada h\u00e1 uma necessidade para a cria\u00e7\u00e3o de uma compila\u00e7\u00e3o de termos      de uma determinada \u00e1rea.<\/p>\n<p>A normaliza\u00e7\u00e3o de bases de dados terminol\u00f3gicas torna-se, por\u00e9m, bastante      dif\u00edcil, pois a evolu\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica n\u00e3o consegue acompanhar o r\u00e1pido avan\u00e7o      tecnol\u00f3gico e o portugu\u00eas tem vindo, ao longo dos \u00faltimos tempos, a sofrer      fortes, e at\u00e9 violentas, influ\u00eancias de estrangeirismos, especialmente de      anglicismos.<\/p>\n<p>Na verdade, h\u00e1 uma tend\u00eancia generalizada para institucionalizar a terminologia      t\u00e9cnica numa s\u00f3 l\u00edngua de modo a facilitar a comunica\u00e7\u00e3o entre os profissionais      de diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Mas, se por um lado isso realmente acontece, por outro, tal empobrece a nossa      l\u00edngua com a agravante de se correr o risco de marginalizar os leitores que      n\u00e3o est\u00e3o familiarizados com o texto ou com a tem\u00e1tica em causa.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos poder\u00e1 despoletar alguma controv\u00e9rsia, uma vez      que pode retirar toda a naturalidade e flu\u00eancia a um texto. No entanto, essa      falta de naturalidade e de flu\u00eancia surge da falta de familiaridade com o      termo traduzido.<\/p>\n<p>Um termo desconhecido pode parecer estranho e, assim sendo, \u00e9 evitada a sua      utiliza\u00e7\u00e3o. Tal acontece com termos tais como software, ou website. S\u00f3 muito      recentemente foi introduzido de forma regular no vocabul\u00e1rio portugu\u00eas o termo      s\u00edtio para designar website ou simplesmente site.<\/p>\n<p>Assim, na minha opini\u00e3o, torna-se imperativo que tradutores, termin\u00f3logos      e especialistas em textos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos tomem iniciativas de recolha      de informa\u00e7\u00e3o terminol\u00f3gica nas v\u00e1rias \u00e1reas com vista a catalogar e normalizar      bases de dados espec\u00edficas da l\u00edngua portuguesa, eliminando, sempre que poss\u00edvel,      os empr\u00e9stimos para que estes n\u00e3o passem a fazer parte do vocabul\u00e1rio portugu\u00eas,      mais por uma quest\u00e3o de habitua\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo de neglig\u00eancia do que propriamente      de necessidade.<\/p>\n<p>Fonte:  www.plannertraducoes.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Mundial do Tradutor, Hist\u00f3ria, Tradu\u00e7\u00e3o, Profissional, Trabalho, Tradutores, 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