{"id":60286,"date":"2016-07-11T12:55:35","date_gmt":"2016-07-11T12:55:35","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=60286"},"modified":"2017-10-05T14:26:50","modified_gmt":"2017-10-05T16:26:50","slug":"dia-do-soldador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-soldador","title":{"rendered":"Dia do Soldador"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>23 de Setembro<\/h4>\n<p align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-soldador-1.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"350\" height=\"234\" \/><\/p>\n<p><strong>SOLDAGEM<\/strong><\/p>\n<p>A Soldagem \u00e9 o processo de uni\u00e3o de materiais (particularmente os metais) mais importante do ponto de vista industrial sendo extensivamente utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as, equipamentos e estruturas. A sua aplica\u00e7\u00e3o atinge desde pequenos componentes eletr\u00f4nicos at\u00e9 grandes estruturas e equipamentos (pontes, navios, vasos de press\u00e3o, etc.).<\/p>\n<p>Existe um grande n\u00famero de processos de soldagem diferentes, sendo necess\u00e1ria a sele\u00e7\u00e3o do processo (ou processos) adequado para uma dada aplica\u00e7\u00e3o. A tabela abaixo lista algumas das principais vantagens e desvantagens dos processos de soldagem.<\/p>\n<p><strong>Vantagens<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>1. Juntas de integridade e efici\u00eancia elevadas<br \/>\n2. Grande variedade de processos<br \/>\n3. Aplic\u00e1vel a diversos materiais<br \/>\n4. Opera\u00e7\u00e3o manual ou autom\u00e1tica<br \/>\n5. Pode ser altamente port\u00e1til<br \/>\n6. Juntas podem ser isentas de vazamentos<br \/>\n7. Custo, em geral, razo\u00e1vel<br \/>\n8. Junta n\u00e3o apresenta problemas de perda de aperto.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Desvantagens<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>1. N\u00e3o pode ser desmontada<br \/>\n2. Pode afetar microestrutura e propriedades das partes<br \/>\n3. Pode causar distor\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es residuais<br \/>\n4. Requer consider\u00e1vel habilidade do operador<br \/>\n5. Pode exigir opera\u00e7\u00f5es auxiliares de elevado custo e dura\u00e7\u00e3o (ex.: tratamentos t\u00e9rmicos)<br \/>\n6. Estrutura resultante \u00e9 monol\u00edtica e pode ser sens\u00edvel a falha total<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Algumas defini\u00e7\u00f5es usuais para soldagem s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Processo de jun\u00e7\u00e3o de metais por fus\u00e3o&#8221;. (Deve-se ressaltar que n\u00e3o s\u00f3 metais s\u00e3o sold\u00e1veis e que \u00e9 poss\u00edvel soldar metais sem fus\u00e3o).<\/p>\n<p>&#8220;Opera\u00e7\u00e3o que visa obter a uni\u00e3o de duas ou mais pe\u00e7as , assegurando, na junta soldada, a continuidade de propriedades f\u00edsicas, qu\u00edmicas e metal\u00fargicas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Processo de uni\u00e3o de materiais baseado no estabelecimento, na regi\u00e3o de contato entre as pe\u00e7as que est\u00e3o sendo unidas, de liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de natureza similar \u00e0s atuantes no interior dos pr\u00f3prios materiais.&#8221;<\/p>\n<p>Idealmente, a soldagem ocorre pela aproxima\u00e7\u00e3o das superf\u00edcies das pe\u00e7as a uma dist\u00e2ncia suficientemente curta para a cria\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre os seus \u00e1tomos (figura 1). Este efeito pode ser observado, por exemplo, quando dois peda\u00e7os de gelo s\u00e3o colocados em contato. Para outros materiais, a soldagem n\u00e3o ocorre t\u00e3o facilmente pois a aproxima\u00e7\u00e3o das superf\u00edcies a dist\u00e2ncias suficientes para a cria\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre os seus \u00e1tomos \u00e9 dificultada pela rugosidade microsc\u00f3pica e camadas de \u00f3xido, umidade, gordura, poeira e outros contaminantes existentes em toda superf\u00edcie met\u00e1lica.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad2.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"503\" height=\"151\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1 &#8211; Forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de uma solda pela aproxima\u00e7\u00e3o das superf\u00edcies das pe\u00e7as.<\/strong><\/p>\n<p>Esta dificuldade \u00e9 superada de duas formas principais, das quais originam os dois grandes grupos de processos de soldagem:<\/p>\n<p>Deformar as superf\u00edcies em contato, rompendo as camadas de contaminantes e permitindo a sua aproxima\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas (figura 2). As superf\u00edcies de contato podem ser aquecidas para facilitar a sua deforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aquecer localmente a regi\u00e3o a ser soldada at\u00e9 a sua fus\u00e3o, destruindo, assim, as superf\u00edcies e produzindo a solda com a solidifica\u00e7\u00e3o do material fundido (figura 3).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad3.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"254\" height=\"159\" \/><strong><br \/>\nFigura 2 &#8211; Soldagem por press\u00e3o (esquem\u00e1tica).<\/strong><\/p>\n<p>Assim, os diferentes processos de soldagem podem ser agrupados em dois grandes grupos baseando-se no m\u00e9todo dominante de se produzir a solda, isto \u00e9, (a) processos de soldagem por press\u00e3o (ou por deforma\u00e7\u00e3o) e (b) processos de soldagem por fus\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad4.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"505\" height=\"101\" \/><strong><br \/>\nFigura 3 &#8211; Soldagem por fus\u00e3o (esquem\u00e1tica).<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro grupo inclui os processos de soldagem por ultra-som, por fric\u00e7\u00e3o, por forjamento, por resist\u00eancia el\u00e9trica (figura 4), por difus\u00e3o, por explos\u00e3o, entre outros. Alguns destes processos, como a soldagem por resist\u00eancia a ponto, apresentam caracter\u00edsticas intermedi\u00e1rias entre os processos de soldagem por fus\u00e3o e por deforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo grupo inclui um grande n\u00famero de processos, entre os quais se destacam os processos de soldagem a arco que s\u00e3o os mais utilizados industrialmente. Estes utilizam, como fonte de calor para a fus\u00e3o da junta, uma descarga el\u00e9trica em meio gasoso (arco el\u00e9trico) entre dois eletrodos ou, mais comumente, entre um eletrodo e a(s) pe\u00e7a(s), figura 5.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad5.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"506\" height=\"206\" \/><strong><br \/>\nFigura 4 &#8211; Soldagem por resist\u00eancia a ponto (a) e costura (b). I &#8211; corrente de soldagem.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad6.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"372\" height=\"259\" \/><br \/>\n<strong>Figura 5 &#8211; Soldagem manual a arco.<\/strong><\/p>\n<p>Por sua grande import\u00e2ncia em in\u00fameras utiliza\u00e7\u00f5es dos metais \u00e9 fundamental que o engenheiro metal\u00fargico tenha, pelo menos, um conhecimento b\u00e1sico da tecnologia e fundamentos da soldagem. Por outro lado, a soldagem afeta a estrutura do material, podendo causar o aparecimento de descontinuidades como trincas e poros (figura 7) e, assim, influencia de forma importante o desempenho futuro da pe\u00e7a ou estrutura soldada. Estas mudan\u00e7as s\u00e3o estudadas essencialmente com base em princ\u00edpios da metalurgia. Assim, \u00e9 tamb\u00e9m importante que as pessoas envolvidas o projeto e a supervis\u00e3o de trabalhos de soldagem conhe\u00e7am esses princ\u00edpios.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad7.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"253\" height=\"112\" \/><br \/>\n<strong>Figura 5 &#8211; Descontinuidades de soldagem.<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: www.demet.ufmg.br<\/p>\n<h6>Dia do Soldador<\/h6>\n<h4>23 de Setembro<\/h4>\n<p>A profiss\u00e3o de soldador exige per\u00edcia e cuidados. A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica obrigou cada vez mais que as t\u00e9cnicas de soldagem fossem refinadas e melhoradas, e mesmo criadas. Alguns tipos de soldagem:<\/p>\n<p><strong>Soldagem \u00e0 chama<\/strong><\/p>\n<p>A fus\u00e3o origina-se do calor gerado pela queima de um g\u00e1s, com o material de adi\u00e7\u00e3o introduzido separadamente. \u00c9 atualmente o processo mais rudimentar de soldagem.<\/p>\n<p><strong>Soldagem el\u00e9trica a arco voltaico<\/strong><\/p>\n<p>A fus\u00e3o origina-se da a\u00e7\u00e3o direta e localizada de um arco voltaico.<\/p>\n<p><strong>Vantagens<\/strong><\/p>\n<p>O arco permite obter elevadas temperaturas num pequeno espa\u00e7o, limitando a zona de influ\u00eancia calor\u00edfica. Permite o uso de qualquer atmosfera gasosa, que quando neutra, proporciona menor contamina\u00e7\u00e3o do banho met\u00e1lico.<\/p>\n<p><strong>Origens e evolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O arco voltaico aplicado \u00e0 soldagem foi introduzido por N.R.Bernardos em 1887. O princ\u00edpio era um arco voltaico entre um eletrodo de carv\u00e3o e a pe\u00e7a. Fundia-se o material da zona a unir sem consumir o eletrodo. O material de adi\u00e7\u00e3o era introduzido separadamente.<\/p>\n<p>Em 1889, Zerener introduziu no processo um segundo eletrodo, fazendo o arco entre os dois eletrodos, sendo que a corrente n\u00e3o mais percorria a pe\u00e7a, permitindo, portanto a soldagem de materiais n\u00e3o condutores.<\/p>\n<p>Fonte: Infomet<\/p>\n<h6>Dia do Soldador<\/h6>\n<h4>23 de Setembro<\/h4>\n<p><strong>A Import\u00e2ncia da soldagem na ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n<p>Em nosso cotidiano utilizamos uma s\u00e9rie de objeto que de alguma forma foram soldados, por isso se pesquisa esse tipo de processo, pois com todos os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos existentes a soldagem n\u00e3o poderia ficar para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguma forma de solda desta aquela aplicada nos port\u00f5es de nossas casas at\u00e9 aquelas existentes em foguetes espaciais, por\u00e9m se n\u00e3o valorizarmos esse tipo de pesquisa estaremos nos distanciando cada vez mais tecnologicamente do restante do mundo, pois se pode avaliar o n\u00edvel de desenvolvimento industrial de um pa\u00eds atrav\u00e9s do processo de soldagem mais freq\u00fcentemente utilizado na ind\u00fastria, ou seja, se usamos mais o processo de soldagem eletrodo revestido estar\u00e1 indicando um atraso tecnol\u00f3gico tendo em vista que pa\u00edses como E.U.A e Jap\u00e3o usam em seus p\u00f3los industrias mais o processo arame tubular e outros at\u00e9 mais modernos que j\u00e1 utilizam m\u00e1quinas eletr\u00f4nicas intercambi\u00e1veis a computador, que geram mais produtividade e uma melhor qualidade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dia-do-soldador-007.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"250\" height=\"242\" \/><\/p>\n<p>Diante de tal situa\u00e7\u00e3o a ind\u00fastria brasileira que j\u00e1 avan\u00e7ou muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas tem que cada vez mais<\/p>\n<p>procurar avan\u00e7ar no setor primordial da fabrica\u00e7\u00e3o \u00e0 soldagem.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>GUERRA, I. G.: \u0093Soldagem &amp; T\u00e9cnicas Conexas:Processos\u0094. Livro, Editado pelo Autor, Porto Alegre, 1996.<br \/>\nBARROS, S. M. \u0093Processos de Soldagem\u0094. Petrobr\u00e1s, Rio de Janeiro, 1975.<\/p>\n<p><strong>A evolu\u00e7\u00e3o da soldagem MIG<\/strong><\/p>\n<p>Os avan\u00e7os cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico registrados nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX em todas as \u00e1reas do conhecimento humano t\u00eam sido marcados pelo cont\u00ednuo desenvolvimento da engenharia, seja na concep\u00e7\u00e3o, seja no aperfei\u00e7oamento de materiais e processos alternativos de fabrica\u00e7\u00e3o que beneficiam as diversas atividades industriais como a automobil\u00edstica, naval, aeroespacial, metal\u00fargica, qu\u00edmica, telecomunica\u00e7\u00f5es, os bens de servi\u00e7os etc.<\/p>\n<p>A soldagem MIG convencional \u00e9 um exemplo dessa evolu\u00e7\u00e3o, pois mesmo sendo a mais comumente utilizada, esta possui limita\u00e7\u00f5es quanto ao controle da transfer\u00eancia met\u00e1lica.<\/p>\n<p>Estas limita\u00e7\u00f5es t\u00eam sido superadas com o advento de uma nova vertente da soldagem MIG, a que utiliza corrente pulsada.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do processo pulsado pode ser ressaltada quando se utilizam materiais como o alum\u00ednio.<\/p>\n<p>Hoje j\u00e1 existe o processo MIG com pulsa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica ou MIG duplamente pulsado que representa uma variante do processo MIG pulsado.<\/p>\n<p>Toda essa evolu\u00e7\u00e3o do processo MIG deve-se bastante aos avan\u00e7os vindos da eletr\u00f4nica, principalmente agora que podemos conectar um computador em uma m\u00e1quina de solda, podendo assim acompanhar todo o processo obtendo respostas mais r\u00e1pidas e eficientes.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>Manual de Soldagem. ALCAN. 1993<br \/>\nALMEIDA, H. A. L., &#8220;Uma Contribui\u00e7\u00e3o ao estudo da soldagem MIG de chapas finas de liga Al-Mg&#8221;. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, UFPA, 2003.<br \/>\nMOTA, C. A. M.: \u0093Estudo de Porosidade em Soldas de Alum\u00ednio Fabricadas pelo Processo de Soldagem MIG\u0094, Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, UFMG, 1985.<\/p>\n<p>Fonte: www.ufpa.br<\/p>\n<h6>Dia do Soldador<\/h6>\n<h4>23 de Setembro<\/h4>\n<p><strong>SOLDAS E PROCEDIMENTOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>1)\u00a0<\/strong>Soldagem a arco com eletrodo met\u00e1lico coberto<\/p>\n<p><strong>2)\u00a0<\/strong>Soldagem a arco sob g\u00e1s co eletrodo de tungst\u00eanio (GTA)<\/p>\n<p><strong>3)<\/strong>\u00a0Soldagem a arco g\u00e1s com eletrodo met\u00e1lico (GMA)<\/p>\n<p><strong>4)<\/strong>\u00a0Soldagem a arco submerso (SAW)<\/p>\n<p><strong>5)\u00a0<\/strong>Soldagem a arco de plasma<\/p>\n<p><strong>6)\u00a0<\/strong>Soldagem a laser<\/p>\n<p><strong>7)\u00a0<\/strong>Solda a resist\u00eancia (solda a ponto)<\/p>\n<p><strong>8)<\/strong>\u00a0Soldagem e corte a ma\u00e7arico<\/p>\n<p><strong>9)<\/strong>\u00a0Processos de escarfagem e corte (Biselaagem)<\/p>\n<p><strong>10)<\/strong>\u00a0Brasagem<\/p>\n<p><strong>11)<\/strong>\u00a0Soldagem em a\u00e7o inoxid\u00e1vel<\/p>\n<p><strong>12)<\/strong>\u00a0Solda com estanho<\/p>\n<p><strong>PERFIL A QUE OS SOLDADORES EST\u00c3O EXPOSTOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>1)\u00a0<\/strong>Fumos Met\u00e1licos<\/p>\n<p><strong>2)\u00a0<\/strong>Gases e vapores<\/p>\n<p><strong>3)<\/strong>\u00a0Radia\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>4)<\/strong>\u00a0Riscos qu\u00edmicos<\/p>\n<p><strong>5)<\/strong>\u00a0Riscos F\u00edsicos<\/p>\n<p><strong>6)<\/strong>\u00a0Doen\u00e7as ocupacionais<\/p>\n<p><strong>1) FUMOS MET\u00c1LICOS<\/strong><\/p>\n<p>Os poss\u00edveis riscos a sa\u00fade causada por exposi\u00e7\u00f5es a fumos met\u00e1licos durante a soldagem a arco com eletrodo met\u00e1lico coberto dependem, obviamente do metal que esta sendo soldado e da composi\u00e7\u00e3o do eletrodo. O componente principal do fumo gerado por a\u00e7o doce \u00e9 oxido de ferro.<\/p>\n<p>Os danos causados pela exposi\u00e7\u00e3o ao fumo de oxido de ferro parecem ser limitados. A deposi\u00e7\u00e3o de part\u00edcula de oxido de ferro no pulm\u00e3o causa realmente uma pneumoconiose benigna conhecida como siderose. N\u00e3o h\u00e1 enfraquecimento funcional do pulm\u00e3o, nem prolifera\u00e7\u00e3o de tecido fibroso, em um estudo abrangente sobre dados conflitantes Stokinger (1984) concluiu que oxido de ferro n\u00e3o carcinog\u00eanico para o ser humano.<\/p>\n<p><strong>2) GASES E VAPORES<\/strong><\/p>\n<p>A soldagem a arco com eletrodo met\u00e1lico coberto tem o potencial de fixar o nitrog\u00eanio atmosf\u00e9rico na forma de oxido de nitrog\u00eanio em temperaturas acima de 600\u00ba C. Concentra\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o um problema de soldagem em oficinas abertas. N\u00e3o fora identificado em mais de 100 amostras de soldagem a arco com eletrodos met\u00e1lico coberto, uma exposi\u00e7\u00e3o ao di\u00f3xido de nitrog\u00eanio, maior que 0,5 ppm em uma larga variedade de condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es. O oxig\u00eanio \u00e9 fixado tamb\u00e9m na forma de oz\u00f4nio pelo arco, mais ainda assim n\u00e3o \u00e9 um contaminante significativo nas opera\u00e7\u00f5es de soldagem a arco com eletrodo met\u00e1lico coberto.<\/p>\n<p><strong>3) RADIA\u00c7AO<\/strong><\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o gerada pela soldagem a arco com eletrodo coberto cobre o espectro que vai desde a faixa IV-C de comprimento de ondas at\u00e9 a faixa UV-C. At\u00e9 o momento n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evidencia danos aos olhos causados por radia\u00e7\u00e3o IV proveniente da soldagem a arco, a condi\u00e7\u00e3o conhecida com \u0093areia no olho\u0094, da soldagem a arco. A condi\u00e7\u00e3o conhecida como \u0093olho de arco\u0094, \u0093queimadura por luz\u0094 \u00e9 causada pela exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o na faixa UV-B.<\/p>\n<p><strong>4) Soldagem a arco sob g\u00e1s co eletrodo de Tungst\u00eanio (GTA)<\/strong><\/p>\n<p>As concentra\u00e7\u00f5es de fumo de solda a arco sob g\u00e1s com eletrodo de tungst\u00eanio s\u00e3o mais baixas do que na soldagem com vareta manual e do que na soldagem com eletrodo met\u00e1lico. Soldagem a arco sob g\u00e1s com eletrodo de tungst\u00eanio de alta energia produz concentra\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido de nitrog\u00eanio na posi\u00e7\u00e3o do soldador, a concentra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima anotada pelo autor \u00e9 de 3,0ppm. O arg\u00f4nio produz maiores concentra\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido do que o Helio.<\/p>\n<p><strong>5) Solda de arco submerso (SAW)<\/strong><\/p>\n<p>Como era de se esperar as concentra\u00e7\u00f5es de fumo de metal na solda de arco submerso s\u00e3o menores do que aquelas das soldas de arco coberto ou de g\u00e1s devido ao fundente agir como cobertura, o arco \u00e9 mantido s\u00f3 o fundente sem centelhas, fuma\u00e7as ou chispas. Este m\u00e9todo produz apenas 1\/8 (um oitavo) de fumo em compara\u00e7\u00e3o com outros procedimentos. Uma analise do fumo da solda a arco submerso mostra concentra\u00e7\u00f5es significativas de di\u00f3xido de s\u00edlica, oxido de ferro, fluoreto e mangan\u00eas.<\/p>\n<p><strong>6) Soldagem e corte a arco de plasma (PAW E PAC)<\/strong><\/p>\n<p>Os danos a sa\u00fade causada pela solda de plasma \u00e9 semelhante a aqueles apresentados pela solda de arco sob g\u00e1s com eletrodo de tungst\u00eanio, mas ela introduz alguns problemas novos. O espectro de UV oriundo a arco de plasma \u00e9 muito mais intenso do que em outros sistemas de solda o arco com g\u00e1s inerte. Isto resulta em exposi\u00e7\u00e3o relevante da pele e dos olhos e exige roupas especiais e prote\u00e7\u00e3o para os olhos.<\/p>\n<p><strong>7) Solda a laser<\/strong><\/p>\n<p>Rocwell e Moss (1983) estudaram tanto a radia\u00e7\u00e3o em feixes como a dispersa proveniente de laser da classe 4 Nd: YAG em uma aplica\u00e7\u00e3o de solda encontraram que a reflex\u00e3o do raio pode produzir risco, a radia\u00e7\u00e3o em feixes para n\u00edveis de carga at\u00e9 0,3 KW apresenta pequenos riscos, outros autores recomendam prote\u00e7\u00e3o m\u00ednima para os olhos com densidade \u00f3tica de 6 em 1,06mm e uma densidade \u00f3tica de 1 para luz azul, para o controle de ambas as radia\u00e7\u00f5es diretas e indiretas.<\/p>\n<p><strong>8) Soldagem e corte a ma\u00e7arico<\/strong><\/p>\n<p>Os fumos met\u00e1licos se originam no metal, base de enchimento e do fundente, a concentra\u00e7\u00e3o de fumo encontrada nas opera\u00e7\u00f5es de solda no local dependente principalmente do grau de enclausuramento da \u00e1rea de trabalho e da qualidade da ventila\u00e7\u00e3o, uma vez que a solda a g\u00e1s ou de ma\u00e7arico \u00e9 realizada em temperaturas inferiores a aquelas da solda de arco raramente se usa chumbo, zinco e c\u00e1dmio, os quais tem press\u00f5es de vapores relevantes mesmo em temperaturas baixas. O risco de danos principal na solda a g\u00e1s em espa\u00e7os fechados \u00e9 devido \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de nitrog\u00eanio, as concentra\u00e7\u00f5es maiores ocorrem quando o ma\u00e7arico esta queimando se estar soldando. Strizkerkiy (1962) encontrou concentra\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido de nitrog\u00eanio de 280 mg\/m3 em um espa\u00e7o sem ventila\u00e7\u00e3o e de 12mg\/m3 em um espa\u00e7o com alguma ventila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>9) Brasagem<\/strong><\/p>\n<p>As temperaturas de brasagem definem os riscos relativos as varias opera\u00e7\u00f5es, por exemplo, o ponto de fus\u00e3o de c\u00e1dmio e aproximadamente 140\u00baC (280\u00baF), a press\u00e3o de vapor do c\u00e1dmio e as concentra\u00e7\u00f5es de fumos no ar aumentam drasticamente com o aumento da temperatura, portanto, os metais de enchimento, com as temperaturas mais altas da brasagem, causar\u00e3o a mais severa exposi\u00e7\u00e3o ao c\u00e1dmio. A exposi\u00e7\u00e3o a novos fumos de c\u00e1dmio durante a brasagem de a\u00e7\u00f5es de baixa liga de n\u00edquel deram origem a doen\u00e7as ocupacionais documentados e representa os principais riscos nestas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>SOLDAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>AS PRINCIPAIS FUN\u00c7OES DO ELETRODO REVESTIDO OU COM REVESTIMENTO.<\/strong><\/p>\n<p>Ionizar e estabilizar o arco el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Proteger a po\u00e7a da fus\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o a atmosfera atrav\u00e9s da gera\u00e7\u00e3o de gases<\/p>\n<p>Purificar a po\u00e7a de fus\u00e3o.<\/p>\n<p>Formar uma escoria para prote\u00e7\u00e3o de metal fundido, e em alguns casos ajustar a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do cord\u00e3o, pela adi\u00e7\u00e3o de elementos de liga.<\/p>\n<p><strong>TIPOS DE EQUIPAMENTOS<\/strong><\/p>\n<p>Para a soldagem com eletrodos revestidos s\u00e3o utilizados dois tipos de fonte de energia : Transformador e Retificador.<\/p>\n<p><strong>TRANSFORMADOR<\/strong><\/p>\n<p>Fornece uma corrente el\u00e9trica denominada alternada, neste caso existe uma mudan\u00e7a peri\u00f3dica de polaridade quando os valores da corrente ficam pr\u00f3ximos de zero, ocorre instabilidade do arco el\u00e9trico, formando inadequada esta corrente para a soldagem com certos tipos de eletrodos revestidos.<\/p>\n<p><strong>RETIFICADOR<\/strong><\/p>\n<p>Fornece uma corrente denominada continua, na qual o fluxo de el\u00e9trons percorre um s\u00f3 sentido do p\u00f3lo negativo e o p\u00f3lo mais quente \u00e9 o positivo, quando o cabo do porta eletrodo \u00e9 ligado no terminal negativo temos uma polaridade direta ou negativa. Para se aproveitar o maior calor gerado no p\u00f3lo positivo ligamos o cabo do porta eletrodo no mesmo obtemos uma liga\u00e7\u00e3o conhecida como polaridade inversa ou negativa.<\/p>\n<p><strong>EQUIPAMENTOS E ACESS\u00d3RIOS<\/strong><\/p>\n<p>Devemos levar em considera\u00e7\u00e3o a aplica\u00e7\u00e3o, o tipo, o revestimento e o fator de trabalho a ser adotado.<\/p>\n<p><strong>ACESS\u00d3RIOS<\/strong><\/p>\n<p>Um dos principais acess\u00f3rios utilizados no processo \u00e9 o porta eletrodo, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 transferir ao eletrodo revestindo a corrente gerada na fonte e conduzida pelo soldador, o porta eletrodo deve ser isolado existindo v\u00e1rios modelos que s\u00e3o escolhidos em fun\u00e7\u00e3o da amperagem a ser utilizada. O sistema de fixa\u00e7\u00e3o possui ranhuras que permitem emprego de eletrodos de diferentes di\u00e2metros em varias angula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O cabo de soldagem tem fun\u00e7\u00e3o de conduzir a corrente el\u00e9trica do equipamento ao porta eletrodo. O cabo de retorno tem por sua vez a fun\u00e7\u00e3o de conduzir a corrente do metal base de volta ao equipamento fechado assim o circuito el\u00e9trico, para a escolha do di\u00e2metro do cabo de soldagem a ser utilizada, deve considerar a intensidade da corrente e ao comprimento total do mesmo, a utiliza\u00e7\u00e3o de cabo com di\u00e2metro inadequado poder\u00e1 causar super aquecimento e perda de energia prejudicando a qualidade da soldagem.<\/p>\n<p><strong>PICADEIRA<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma pe\u00e7a usada para a remo\u00e7\u00e3o de escoria proveniente da soldagem, sendo em alguns casos utilizado martelete pneum\u00e1tico ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o da escoria \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 limpeza final do cord\u00e3o com uma escova de a\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>TIPOS DE ELETRODOS REVESTIDOS<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 constitu\u00eddo por uma vareta met\u00e1lica denominada ALMA com di\u00e2metro de 1.6 a 6 mm e o comprimento entre 300 e 700 mm recoberta por uma camada de fluxo conhecida como revestimento, o processo de fabrica\u00e7\u00e3o inicia-se com o reconhecimento de mat\u00e9rias primas e minerais, ferros ligas e escorificantes, para o revestimento e do arame para a fabrica\u00e7\u00e3o da ALMA met\u00e1lica que deve ser rigorosamente testados a fim de garantir a qualidade final do eletrodo.<\/p>\n<p><strong>POSI\u00c7AO PARA SOLDAGEM<\/strong><\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o plana \u00e9 mais utilizada para a soldagem, outras posi\u00e7\u00f5es utilizadas s\u00e3o:<\/p>\n<p>HORIZONTAL<\/p>\n<p>VERTICAL ASCENDENTE<\/p>\n<p>VERTICAL DESCENDENTE<\/p>\n<p>SOBRE A CABE\u00c7A<\/p>\n<p>As principais aplica\u00e7\u00f5es de soldagem de eletrodos revestido s\u00e3o em industrias de estrutura met\u00e1lica, serralherias, tubula\u00e7\u00f5es, tanques e caldeiras, na industria naval e industrias metal\u00fargicas em geral.<\/p>\n<p><strong>NORMAS PARA EPI\u00b4S<\/strong><\/p>\n<p><strong>USO DE EPI\u00b4S:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1-\u00a0<\/strong>Botas com solado isolante<\/p>\n<p><strong>2-\u00a0<\/strong>Perneiras em couro<\/p>\n<p><strong>3-\u00a0<\/strong>Avental em couro<\/p>\n<p><strong>4-\u00a0<\/strong>Mangotes<\/p>\n<p><strong>5-<\/strong>\u00a0Luvas de raspa<\/p>\n<p><strong>6-\u00a0<\/strong>Mascaras tipo escudo ou capacete<\/p>\n<p>Fumos e gases s\u00e3o gerados durante a soldagem e \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade, \u00e9 aconselh\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas de ventila\u00e7\u00e3o ou exaust\u00e3o para prote\u00e7\u00e3o do soldador.<\/p>\n<p>Devemos considerar o risco de choque el\u00e9trico lembrando que o equipamento de soldagem possuir tens\u00e3o de 60 80w terminais de sa\u00edda, sendo necess\u00e1rio o uso de luvas secas para a troca dos eletrodos.<\/p>\n<p>Fonte: www.segurancaetrabalho.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Soldador<\/h6>\n<h4>23 de Setembro<\/h4>\n<p><strong>O que voc\u00ea precisa saber sobre uma solda MIG\/MAG antes da sua instala\u00e7\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria da solda MIG\/MAG (GMAW &#8211; Gas metal arc welding)<\/strong><\/p>\n<p>Os princ\u00edpios da soldagem com arco protegido por g\u00e1s, come\u00e7ou a ser entendido nos idos de 1800, depois que Humphry Davy&#8217;s descobriu o arco el\u00e9trico. Inicialmente usava-se um eletrodo de carbono, mas j\u00e1 no final de s\u00e9culo 19, o eletrodo de metal foi inventado por N.G. Slavianoff e C. L. Coffin.<\/p>\n<p>Em 1920, um antecessor dos equipamentos GMAW (Gas metal arc welding) foi inventado por P. O. Nobel, na \u00e9poca trabalhando na General Electric. Ele usou um eletrodo com corrente direta e alterava a voltagem do arco para regular a penetra\u00e7\u00e3o da solda, sem utilizar nenhum g\u00e1s inerte para prote\u00e7\u00e3o da solda.<\/p>\n<p>Somente em 1948, o processo GMAW foi finalmente desenvolvido pelo Battelle Memorial Institute. Eles usavam um eletrodo de di\u00e2metro menor, uma fonte de energia com voltagem constante, que tinha sido desenvolvida por H. E. Kennedy. Esta solu\u00e7\u00e3o oferecia uma alta taxa de deposi\u00e7\u00e3o de material, mas o alto custo do g\u00e1s inerte na \u00e9poca limitava sua aplica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo vi\u00e1vel para uso industrial.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad8.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"170\" height=\"229\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 nos idos de 1953, com o desenvolvimento do g\u00e1s CO2 (di\u00f3xido de carbono) como g\u00e1s de prote\u00e7\u00e3o, o processo GMAW se tornou vi\u00e1vel para soldagem em escala industrial. Entre 1958 e 1959, algumas varia\u00e7\u00f5es do processo GMAW foram lan\u00e7adas, e com isto implementando uma grande versatilidade na utiliza\u00e7\u00e3o deste tipo de soldagem, principalmente onde se utilizava chapas finas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad9.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"225\" height=\"170\" \/><\/p>\n<p>Mais recentemente, a utiliza\u00e7\u00e3o de corrente pulsada foi testada junto com o processo GMAW, chamando este m\u00e9todo de &#8220;pulsed spray-arc&#8221;. Cada vez mais se utilizava a soldagem MIG\/MAG nos processos de soldagem industriais, principalmente pelo avan\u00e7o nas fontes de energia utilizadas, nas altas taxas de deposi\u00e7\u00e3o obtidas, facilidade de treinamento do soldador, versatilidade de posi\u00e7\u00f5es para soldar, sem falar no seu baix\u00edssimo custo em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s outras alternativas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad10.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"132\" height=\"228\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar de chamar a aten\u00e7\u00e3o ao fato de que o processo GMAW \u00e9 atualmente o mais popular m\u00e9todo de soldagem utilizado nas industrias, desde a automobil\u00edstica at\u00e9 a naval e espacial. Linhas completamente automatizadas e robotizadas s\u00e3o uma unanimidade em industrias de todo o mundo, utilizando como base a soldagem MIG\/MAG.<\/p>\n<p>Temos observado importantes avan\u00e7os no uso da eletr\u00f4nica nas m\u00e1quinas de solda atuais. Com isso, tem se obtido maior precis\u00e3o nas regulagens da soldagem, associado a um aumento de produtividade.<\/p>\n<p>Como puderam conferir, o processo de soldagem MIG\/MAG, veio para ficar!<\/p>\n<p><strong>O processo de Solda MIG\/MAG<\/strong><\/p>\n<p>A soldagem com arco el\u00e9trico e g\u00e1s de prote\u00e7\u00e3o, sigla em ingl\u00eas GMAW (Gas Metal Arc Welding), \u00e9 conhecida como soldagem MIG\/MAG (MIG \u0096 Metal Inert Gas e MAG \u0096 Metal Active Gas). Trata-se de um processo de soldagem \u00e0 arco el\u00e9trico entre a pe\u00e7a e o consum\u00edvel em forma de arame, eletrodo n\u00e3o revestido, fornecido por um alimentador cont\u00ednuo, realizando uma uni\u00e3o de materiais met\u00e1licos pelo aquecimento e fus\u00e3o. O arco el\u00e9trico funde o arame de forma cont\u00ednua \u00e0 medida que \u00e9 alimentado \u00e0 po\u00e7a de fus\u00e3o. O metal de solda \u00e9 protegido da atmosfera por um fluxo de g\u00e1s, ou mistura de gases, inerte (MIG) ou ativo (MAG).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad11.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"226\" height=\"191\" \/><\/p>\n<p>Neste processo de soldagem \u00e9 utilizada a corrente cont\u00ednua (CC) e geralmente o arame \u00e9 utilizado no p\u00f3lo positivo (polaridade reversa). A polaridade direta \u00e9 raramente utilizada, pois proporciona uma menor taxa de transfer\u00eancia do metal fundido do arame de solda para a pe\u00e7a. As correntes mais comumente empregadas s\u00e3o de 50A at\u00e9 mais de 600A, com tens\u00f5es de soldagem de 15V at\u00e9 32V. Um arco el\u00e9trico autocorrigido e est\u00e1vel \u00e9 obtido com o uso de uma fonte de tens\u00e3o constante e com um alimentador de arame de velocidade constante.<\/p>\n<p>Atualmente, o processo MIG\/MAG \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0 soldagem da maioria do metais utilizados na ind\u00fastria, como os a\u00e7os, o alum\u00ednio, a\u00e7os inoxid\u00e1veis, cobre e v\u00e1rios outros. Pe\u00e7as com espessura acima de 0,76mm podem ser soldados praticamente em todas as posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Resumindo o processo MIG ou Metal Inert Gas<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 denominado MIG o processo de soldagem utilizando g\u00e1s de prote\u00e7\u00e3o quando esta prote\u00e7\u00e3o utilizada for constitu\u00edda de um g\u00e1s inerte, ou seja, um g\u00e1s normalmente monoat\u00f4mico como Arg\u00f4nio ou H\u00e9lio, e que n\u00e3o tem nenhuma atividade f\u00edsica com a po\u00e7a de fus\u00e3o.<\/p>\n<p>Este processo foi inicialmente empregado na soldagem do alum\u00ednio e o termo MIG ainda \u00e9 uma refer\u00eancia a este processo.<\/p>\n<p><strong>Resumindo o processo MAG ou Metal Active Gas<\/strong><\/p>\n<p>O processo \u00e9 denominado MAG quando a prote\u00e7\u00e3o gasosa \u00e9 feita com um g\u00e1s dito ativo, ou seja, um g\u00e1s que interage com a po\u00e7a de fus\u00e3o (normalmente CO2). Veremos na sequ\u00eancia do tutorial, exemplos de soldagem utilizando os dois m\u00e9todos: MIG e MAG.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos de transfer\u00eancia do metal em soldagem MIG\/MAG<\/strong><\/p>\n<p>O termo &#8220;M\u00e9todos de Transfer\u00eancia&#8221;, \u00e9 usado para descrever o processo pelo qual o arame \u00e9 derretido e depositado no material que est\u00e1 sendo soldado. O meio mais comum de fazer esta classifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 de acordo com o tamanho, frequ\u00eancia e caracter\u00edsticas com que as &#8220;gotas&#8221; de metal derretido s\u00e3o transferidas.<\/p>\n<p><strong>Temos 3 m\u00e9todos de transfer\u00eancia mais comuns, que iremos descrever aqui:<\/strong><\/p>\n<p>curto circuito<\/p>\n<p>globular<\/p>\n<p>spray<\/p>\n<p>A estabilidade do arco de solda e altera\u00e7\u00f5es metal\u00fargicas no arame, est\u00e3o relacionadas com o m\u00e9todo de transfer\u00eancia, fazendo com que os procedimentos de soldagem sejam categorizados pelo m\u00e9todo de transfer\u00eancia que ser\u00e1 utilizado.<\/p>\n<p><strong>Curto Circuito &#8211; Short Circuit Transfer (SCMT)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad12.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"177\" height=\"219\" \/><\/p>\n<p>A transfer\u00eancia por Curto Circuito recebe este nome, porque o arame de solda toca o metal in\u00fameras vezes por segundo, causando uma sequ\u00eancia de curtos circuitos. Quando voc\u00ea pressiona o gatilho da tocha, o arame sai continuamente e na \u00e1rea do arco, v\u00e3o ocorrendo curtos circuitos entre o arame e o metal sendo soldado, produzindo uma aparente explos\u00e3o, derretendo o arame e estabilizando um arco. Enquanto estiver soldando, este ciclo pode se repetir continuamente entre 20 ou at\u00e9 mais de 250 vezes por segundo.<\/p>\n<p><strong>Globular &#8211; Globular Transfer<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad13.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"181\" height=\"226\" \/><\/p>\n<p>O m\u00e9todo de transfer\u00eancia GMAW \u00e9 comumente referido como um estado entre os m\u00e9todos &#8220;Curto Circuito&#8221; e &#8220;Spray&#8221;. Grandes &#8220;gotas&#8221; de metal derretido, s\u00e3o transferidos pela gravidade. Estas gotas s\u00e3o normalmente mais largas que a espessura do arame utilizado. Como a gota do arame derretido &#8220;pinga&#8221;, este m\u00e9todo de transfer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o efetivo como o m\u00e9todo &#8220;Spray&#8221;.<\/p>\n<p>O globular \u00e9 o m\u00e9todo mais inst\u00e1vel de transfer\u00eancia, com soldagens sem excelente apar\u00eancia e sujeitas a mais respingos na maioria das situa\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m temos o problema de fus\u00f5es incompletas na po\u00e7a de soldagem, que acontecem quando grandes gotas de metal derretido caem, espalhando para fora da po\u00e7a de soldagem, causando o efeito de solda fria, que \u00e9 a fus\u00e3o incompleta.<\/p>\n<p><strong>Spray &#8211; Spray Transfer<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad14.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"180\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p>O m\u00e9todo de transfer\u00eancia &#8220;spray&#8221; pulveriza pequenas got\u00edculas de arame derretido dentro do arco, e estas gotas s\u00e3o usualmente menores que o di\u00e2metro do arame. O arco ficar\u00e1 ativo 100% do tempo que estiver soldando, desde que ele esteja estabilizado.<\/p>\n<p>Este m\u00e9todo, usa relativamente alta voltagem, maior velocidade do arame e amperagens maiores, se comparado com o m\u00e9todo de transfer\u00eancia &#8220;curto circuito&#8221;. Ele produz alt\u00edssimas taxas de deposi\u00e7\u00e3o de material.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamamos aten\u00e7\u00e3o ao fato de que este m\u00e9todo \u00e9 comumente usado em posi\u00e7\u00f5es planas e horizontais, sendo limitado para posi\u00e7\u00f5es verticais.<\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O uso do processo MIG\/MAG, \u00e9 atualmente uma unanimidade nas mais diversas \u00e1reas e aplica\u00e7\u00f5es, onde \u00e9 requerido o cumprimento das seguintes exig\u00eancias:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad15.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"226\" height=\"158\" \/><br \/>\n<strong>rob\u00f4s MIG\/MAG em linha de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Elevada produtividade;<\/p>\n<p>Automa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Soldagem de ferros de baixa liga;<\/p>\n<p>Soldagem de a\u00e7os inoxid\u00e1veis;<\/p>\n<p>Soldagem de alum\u00ednio;<\/p>\n<p>Posi\u00e7\u00f5es de soldagem diferenciadas;<\/p>\n<p>Compatibilidade com os requisitos atuais de prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p><strong>Vantagens<\/strong><\/p>\n<p>O processo MIG\/MAG apresenta v\u00e1rias vantagens em rela\u00e7\u00e3o a outros processos de soldagem por arco el\u00e9trico em baixa ou alta produtividade, como Eletrodo Revestido, arco submerso e TIG. Abaixo mostramos uma lista com algumas vantagens:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad16.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"225\" height=\"146\" \/><br \/>\numa das grandes vantagens do processo desolda MIG\/MAG, \u00e9 a aus\u00eancia de esc\u00f3riano cord\u00e3o de solda.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 necessidade de remo\u00e7\u00e3o de esc\u00f3ria;<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 perdas de pontas como no eletrodo revestido;<\/p>\n<p>Tempo total de execu\u00e7\u00e3o de soldas de cerca da metade do tempo se comparado ao eletrodo revestido;<\/p>\n<p>Alta taxa de deposi\u00e7\u00e3o do metal de solda;<\/p>\n<p>Alta velocidade de soldagem; menos distor\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as;<\/p>\n<p>Largas aberturas preenchidas ou amanteigadas facilmente, tornando certos tipos de soldagem de reparo mais eficientes;<\/p>\n<p>Baixo custo de produ\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Soldagem pode ser executada em todas as posi\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>Processo pode ser automatizado;<\/p>\n<p>Cord\u00e3o de solda com bom acabamento;<\/p>\n<p>Soldas de excelente qualidade;<\/p>\n<p>Facilidade de opera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>F\u00e1cil de aprender<\/p>\n<p><strong>Limita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad17.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"225\" height=\"167\" \/><br \/>\ncom MIG\/MAG voc\u00ea N\u00c3O SOLDA debaixo d&#8217;\u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como acontece em qualquer processo, a soldagem MIG\/MAG apresenta algumas limita\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o solda metais muito espessos, sendo indicada para metais de pequena e m\u00e9dia espessura<\/p>\n<p>N\u00e3o deve ser utilizado em presen\u00e7a de corrente de ar;<\/p>\n<p>Probabilidade elevada de gerar porosidade no cord\u00e3o de solda;<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o de respingos;<\/p>\n<p>Manuten\u00e7\u00e3o mais trabalhosa;<\/p>\n<p>Alto custo do equipamento em rela\u00e7\u00e3o a Soldagem com Eletrodo Revestido.<\/p>\n<p>Por causa do uso do g\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o port\u00e1til.<\/p>\n<h4>Seguran\u00e7a X Soldagem MIG\/MAG<\/h4>\n<p><strong>Radia\u00e7\u00e3o do Arco x Seus Olhos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad181.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"224\" height=\"208\" \/><\/p>\n<p>A luz produzida pela solda MIG\/MAG, \u00e9 extremamente brilhante. Se voc\u00ea olhar diretamente para o arco de solda, mesmo que seja por um curto per\u00edodo, pode provocar queimaduras na sua c\u00f3rnea, que \u00e9 extremamente sens\u00edvel a luzes brilhantes, tal como olhar diretamente a luz do sol, neve, reflexos brilhantes, etc.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad191.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"221\" height=\"225\" \/><br \/>\nExemplo de uma prote\u00e7\u00e3o tipo cortina em uma se\u00e7\u00e3o de soldas.<\/strong><\/p>\n<p>Tecnicamente a radia\u00e7\u00e3o do arco causa uma inflama\u00e7\u00e3o na c\u00f3rnea provocada pelo excesso de raios ultra-violetas gerados pela soldagem, que \u00e9 conhecida pelos oftalmologistas como &#8220;Radia\u00e7\u00e3o do Arco&#8221;. Um dos sintomas mais usuais que indicam que voc\u00ea &#8220;queimou&#8221; sua c\u00f3rnea, \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de que algu\u00e9m est\u00e1 &#8220;cutucando&#8221; seus olhos \u00e0 noite.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de uma &#8220;m\u00e1scara de solda&#8221; \u00e9 mandat\u00f3rio e n\u00e3o opcional. Ela n\u00e3o serve somente para proteger o soldador de respingos inerentes \u00e0 soldagem, mas sim e principalmente, da radia\u00e7\u00e3o do Arco\/UV.<\/p>\n<p>Durante uma soldagem em lugar com transeuntes, o recomend\u00e1vel \u00e9 utilizar uma cortina, e lembre de alertar quem esteja por perto, principalmente crian\u00e7as e at\u00e9 pequenos animais como gatos e cachorros, pois eles tamb\u00e9m podem se machucar.<\/p>\n<p><strong>DICA<\/strong><\/p>\n<p>Um dos artif\u00edcios para melhorar a prote\u00e7\u00e3o contra a &#8220;radia\u00e7\u00e3o do arco&#8221;, \u00e9 pintar a parede do seu departamento de soldas na cor branca, com o objetivo de criar um efeito de difus\u00e3o da luz sendo gerada pela soldagem.<\/p>\n<p><strong>Fumos met\u00e1licos Gases &amp; Vapores<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad201.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"224\" height=\"219\" \/><\/p>\n<p>Soldagem MIG gera &#8220;fumos met\u00e1licos de solda&#8221;, que s\u00e3o basicamente os vapores que voc\u00ea enxerga.<\/p>\n<p>Os vapores gerados, est\u00e3o associados ao tipo de material que est\u00e1 se soldando, amperagem, habilidade do soldador, limpeza da chapa que est\u00e1 sendo soldada, ventila\u00e7\u00e3o do local, etc.<\/p>\n<p>H\u00e1 tipos de materiais que podem gerar gases extremamente venenosos, como na soldagem de zinco, e \u00e9 muito importante que o soldador conhe\u00e7a as vari\u00e1veis do assunto e se previna de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tudo isto \u00e9 algo acumulativo e departamentos de soldagem devem ter boa ventila\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo sistemas de exaust\u00e3o dos fumos. Nunca solde em lugar fechado como dentro de uma garagem.<\/p>\n<p><strong>DICA<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o deixe de consultar um T\u00e9cnico em Seguran\u00e7a sobre o assunto, pois ele \u00e9 complexo e n\u00e3o temos como passar aqui tudo que se precisa saber sobre o assunto. Fazer um controle da exposi\u00e7\u00e3o aos &#8220;fumos&#8221; em departamentos de soldagem e a utiliza\u00e7\u00e3o de EPIS \u00e9 mandat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o UV e Metais Incandescentes<\/strong><\/p>\n<p>A luz da soldagem produz muito raios ultra-violetas (UV) e pode causar queimaduras, tal qual se voc\u00ea estivesse exposto ao sol.<\/p>\n<p>Proteger rosto, m\u00e3os, bra\u00e7os, pernas tamb\u00e9m \u00e9 essencial. Como durante a soldagem costuma &#8220;respingar&#8221; pequenos peda\u00e7os de metal incandescente, prote\u00e7\u00f5es tipo &#8220;raspa&#8221; s\u00e3o as mais indicadas.<\/p>\n<p>Cuidados com o EPI s\u00e3o essenciais, e a utiliza\u00e7\u00e3o deles \u00e9 mandat\u00f3ria e n\u00e3o opcional.<\/p>\n<p><strong>DICA: EPI\u00b4S b\u00e1sicos sugeridos para um soldador<\/strong><\/p>\n<p>Botas com solado isolante<\/p>\n<p>Perneiras em couro<\/p>\n<p>Avental em couro<\/p>\n<p>Mangotes<\/p>\n<p>Luvas de raspa<\/p>\n<p>M\u00e1scaras tipo escudo ou capacete<\/p>\n<p>Touca de solda<\/p>\n<p>Abafador de ru\u00eddo<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a contra inc\u00eandios<\/strong><\/p>\n<p>Metal l\u00edquido oriundo da soldagem pode respingar\/faiscar a v\u00e1rios metros, portanto voc\u00ea deve antes de iniciar uma soldagem, fazer uma avalia\u00e7\u00e3o dos riscos do local. Qualquer serragem, papel ou sacos pl\u00e1sticos podem iniciar um inc\u00eandio com os respingos da solda, isto sem falar de inflam\u00e1veis como solvente e tintas, comumente encontrados em oficinas e industrias.<\/p>\n<p>Manter um extintor de CO2 ao lado do local de soldagem \u00e9 uma excelente id\u00e9ia, mas tamb\u00e9m pode ser substitu\u00eddo por um balde de areia. Lembre-se que extintores tipo espuma ou \u00e1gua n\u00e3o s\u00e3o recomend\u00e1veis por raz\u00f5es obvias: a eletricidade das m\u00e1quinas de solda e suas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>DICA<\/strong><\/p>\n<p>Extintores de inc\u00eandio devem estar posicionados sem lacres de seguran\u00e7a. \u00c9 fato que muita coisa j\u00e1 se queimou enquanto procuravam como liberar os lacres de extintores&#8230;<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad21.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"223\" height=\"167\" \/><\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o contra ru\u00eddos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad22.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"220\" height=\"215\" \/><\/p>\n<p>Oficinas e ind\u00fastrias costumam ser lugares ruidosos e utilizar abafadores de acordo com a condi\u00e7\u00e3o do local \u00e9 importante. Uma m\u00e1quina de solda sozinha pode at\u00e9 n\u00e3o ser ruidosa, mas se tiver mais de uma, o colega ao lado esmerilhando alguma pe\u00e7a preparando-a para uma soldagem, algu\u00e9m descarregando material, pronto: o n\u00edvel de ru\u00eddo acaba de ir para limites n\u00e3o recomend\u00e1veis para sua audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Escolha sempre EPIS que al\u00e9m de oferecer a seguran\u00e7a que necessita, tamb\u00e9m sejam confort\u00e1veis para serem usados durante o seu turno de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea vai receber sua Solda MIG\/MAG<\/strong><\/p>\n<p>Neste tutorial, estaremos utilizando uma M\u00e1quina de Solda MIG\/MAG, fabricada pela Merkle\/Balmer, modelo MB 250K, trif\u00e1sica em 220 volts. Ela veio embalada em um engradado de madeira, n\u00e3o muito resistente&#8230; Poderia sim ser melhor embalada, mas com cuidado, d\u00e1 para transportar\/enviar via transportadora, por exemplo, sem grandes problemas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad23.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"189\" height=\"181\" \/><\/p>\n<p>No dia a dia, voc\u00ea utilizar\u00e1 o sistema de rod\u00edzios que ela possui, facilitando muito sua locomo\u00e7\u00e3o de um local para outro.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad24.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"121\" height=\"180\" \/><\/p>\n<p>Ainda dentro do engradado, imagem frontal<\/p>\n<p>Vista da m\u00e1quina com a tampa lateral aberta, onde encontramos o manual, corrente para segurar o cilindro de g\u00e1s, garra negativa, cabo e conector.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad25.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"185\" height=\"138\" \/><\/p>\n<p><strong>Close<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad26.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"182\" height=\"135\" \/><\/p>\n<p>Cabo com a garra negativa e manual, todos vieram bem protegidos. Junto com o manual, vem alguns fus\u00edveis de reserva.<\/p>\n<p><strong>Conhecendo as partes de uma Solda MIG\/MAG<\/strong><\/p>\n<p>Conhecendo as partes de uma Solda MIG<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad27.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"366\" height=\"373\" \/><strong><br \/>\nVista frontal da m\u00e1quina de solda Balmer MB 250 K e suas partes<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad28.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"372\" height=\"354\" \/><br \/>\n<strong>Vista lateral da m\u00e1quina de solda Balmer MB 250 K e suas partes<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad29.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"380\" height=\"411\" \/><strong><br \/>\nVista traseira da m\u00e1quina de solda Balmer MB 250 K e suas partes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a uma tocha de solda MIG\/MAG<\/strong><\/p>\n<p>A tocha para soldagem MIG\/MAG, \u00e9 o equipamento com que voc\u00ea &#8220;liga&#8221; e &#8220;desliga&#8221; a sua m\u00e1quina MIG\/MAG, atrav\u00e9s de um gatilho. Quando apertado, este gatilho libera o g\u00e1s no fluxo previamente regulado, o arame come\u00e7a a correr por dentro da tocha na velocidade regulada e libera a energia em amps, tamb\u00e9m regulada, para abrir o arco de solda. Tudo acontece com o simples apertar do gatilho, diga-se de passagem: muito pr\u00e1tico e \u00fatil.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o de tocha para a utiliza\u00e7\u00e3o na m\u00e1quina testada s\u00e3o tochas com conectores tipo &#8220;euroconector&#8221;, que \u00e9 o tipo de encaixe dela na m\u00e1quina.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad30.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"100\" height=\"230\" \/><\/p>\n<p>Utilizaremos em nossos testes\/demonstra\u00e7\u00f5es, uma tocha que seja pequena, leve e coerente com a capacidade da solda MIG\/MAG que usaremos nas demonstra\u00e7\u00f5es. Assim, escolhemos uma tocha da marca TBI, modelo 252, uma tocha MIG \/ MAG (GMAW) semi-autom\u00e1tica, com cabo de 3,00 metros, apropriada para arames entre 0,8 a 1,2 mm.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 o &#8220;fusquinha&#8221; das tochas recomendadas para industrias, tendo uma excelente rela\u00e7\u00e3o custo x benef\u00edcio x desempenho x durabilidade. Ela veio como cortesia da TBI, juntamente com um anti-respingo, um limpador de bocal e uma chave universal para desmontagem da tocha para manuten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Dados T\u00e9cnicos da Tocha semi-autom\u00e1tica TBI 252<\/strong><\/p>\n<p><strong>Amperagem<\/strong><\/p>\n<p>200 Amps ciclo (60%)<\/p>\n<p><strong>Di\u00e2metro do Arame<\/strong><\/p>\n<p>0.8-1.2 mm<\/p>\n<p><strong>Vaz\u00e3o de G\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>10 litros\/min<\/p>\n<p><strong>Soldagem com Mistura de G\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>200 Amps<\/p>\n<p><strong>Soldagem com CO2<\/strong><\/p>\n<p>230 Amps<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todo de Refrigera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>a g\u00e1s<\/p>\n<p><strong>Peso incluindo o cabo<\/strong><\/p>\n<p>1,2 kg<\/p>\n<p><strong>Conex\u00e3o tocha x m\u00e1quina<\/strong><\/p>\n<p>Euroconector<\/p>\n<p><strong>Especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de acordo com IEC 60974-7<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad31.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"224\" height=\"168\" \/><br \/>\n<strong>kit da tocha TBI 252<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad32.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"227\" height=\"230\" \/><br \/>\nEuroconector<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad33.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"323\" height=\"86\" \/><\/p>\n<h4>Gases para soldagem MIG\/MAG<\/h4>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o do g\u00e1s correto para sua aplica\u00e7\u00e3o, \u00e9 cr\u00edtico para a qualidade final da solda.<\/p>\n<p><strong>O crit\u00e9rio de escolha usado, inclui as seguintes caracter\u00edsticas, mas n\u00e3o est\u00e1 restrito a elas:<\/strong><\/p>\n<p>alguma caracter\u00edstica especial do material depositado ap\u00f3s a soldagem<\/p>\n<p>espessura do material a ser soldado e o design da solda<\/p>\n<p>condi\u00e7\u00e3o do material &#8211; presen\u00e7a de ranhuras, corros\u00e3o, pinturas, \u00f3leo, etc.<\/p>\n<p>modo de transfer\u00eancia do material<\/p>\n<p>posi\u00e7\u00e3o de soldagem<\/p>\n<p>tipo de penetra\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a solda<\/p>\n<p>apar\u00eancia final da solda<\/p>\n<p>custo<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad34.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"184\" height=\"252\" \/><\/p>\n<p><strong>Para o processo MIG:<\/strong><\/p>\n<p>para a soldagem de a\u00e7os em geral, precisamos de um g\u00e1s de caracter\u00edstica INERTE\/IONIZ\u00c1VEL, pois precisamos proteger a po\u00e7a de solda, para que enquanto o material estiver sendo depositado, ele n\u00e3o reaja com nada \u00e0 sua volta. A op\u00e7\u00e3o tradicional neste caso \u00e9 o g\u00e1s chamado &#8220;Mistura&#8221;, que se comp\u00f5e normalmente de 75% de CO2 e 25% de arg\u00f4nio. Em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, pode se utilizar este g\u00e1s em propor\u00e7\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p>O g\u00e1s \u00e9 comercializado por metro c\u00fabico (m3) em cilindros de alta press\u00e3o, normalmente com capacidade para 3, 7 ou 10 m3. Existem alguns outros tipos de gases que tamb\u00e9m servem, como o h\u00e9lio, mas raramente s\u00e3o utilizados no Brasil, principalmente por quest\u00e3o de custo.<\/p>\n<p>para a soldagem de alum\u00ednio, n\u00edquel ou tit\u00e2nio, utilizamos arg\u00f4nio puro.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 para o processo MAG:<\/strong><\/p>\n<p>\u00e9 necess\u00e1rio um g\u00e1s ATIVO, que reage na po\u00e7a de solda durante a soldagem, e o g\u00e1s utilizado \u00e9 o CO2 principalmente por quest\u00f5es de custo. Este g\u00e1s \u00e9 vendido por kg em cilindros de alta press\u00e3o, sendo que o tamanho padr\u00e3o para a industria s\u00e3o cilindros com capacidade de 25 kg.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode encontrar mais detalhes sobre o CO2.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad35.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"359\" height=\"173\" \/><\/p>\n<p><strong>Regulador de g\u00e1s para solda MIG<\/strong><\/p>\n<p><strong>Detalhes diversos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad36.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"250\" height=\"227\" \/><\/p>\n<p>A primeira pergunta que nos fazem \u00e9: &#8220;- Porque est\u00e1 escrito &#8220;Arg\u00f4nio&#8221; no regulador, se o g\u00e1s utilizado para solda MIG \u00e9 mistura?&#8221;. A resposta \u00e9 que tanto o g\u00e1s mistura para mig como o arg\u00f4nio utilizam o mesmo regulador, e por defini\u00e7\u00e3o da industria, em todos vem escrito Arg\u00f4nio, afinal tanto faz para que g\u00e1s voc\u00ea utilizar\u00e1.<\/p>\n<p>O man\u00f4metro da direita, marca a press\u00e3o interna do cilindro, possibilitando que voc\u00ea calcule quanto de g\u00e1s j\u00e1 gastou ou ainda tem dentro do cilindro. No Brasil, segundo as normas da ABNT, devemos utilizar a medida de press\u00e3o Kgf\/cm2.<\/p>\n<p>O man\u00f4metro da esquerda, marca a vaz\u00e3o com que o g\u00e1s sai do cilindro, tamb\u00e9m conhecida como press\u00e3o de trabalho. Para medir esta vaz\u00e3o, utilizamos a escala em litros\/minuto.<\/p>\n<p>O regulador tem tamb\u00e9m uma v\u00e1lvula de seguran\u00e7a que rompe quando a press\u00e3o do cilindro estiver acima de 220 kgf\/cm2, liberando a press\u00e3o excedente. A efici\u00eancia desta v\u00e1lvula pode ser testada se, por exemplo, o cilindro ficar exposto ao sol. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a temperatura do cilindro aumenta e, consequentemente, aumenta tamb\u00e9m sua press\u00e3o interna. A v\u00e1lvula deve entrar em a\u00e7\u00e3o, liberando a press\u00e3o em demasia, evitando riscos de explos\u00e3o do cilindro.<\/p>\n<p>Apertando ou soltando o registro central, voc\u00ea aumenta ou diminui o fluxo de sa\u00edda do CO2.<\/p>\n<p>Quanto voc\u00ea compra um regulador, acompanha um nipel, na medida 5\/16&#8243; que deve ser encaixado na sa\u00edda do mesmo.<\/p>\n<p><strong>Regulador de g\u00e1s para solda MAG<\/strong><\/p>\n<p><strong>Detalhes diversos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad37.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"253\" height=\"244\" \/><\/p>\n<p>O man\u00f4metro da direita, marca a press\u00e3o interna do cilindro. Mas como o CO2 \u00e9 um g\u00e1s de baixa press\u00e3o e est\u00e1 no estado liquefeito dentro do cilindro, existe outra maneira simples de saber o seu consumo. Basta pes\u00e1-lo, descontar o peso do cilindro que vem especificado no pr\u00f3prio cilindro e voc\u00ea saber\u00e1 quanto de g\u00e1s ainda tem dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>O man\u00f4metro da esquerda, marca a vaz\u00e3o com que o g\u00e1s sai do cilindro, tamb\u00e9m conhecida como press\u00e3o de trabalho. Para medir esta vaz\u00e3o, utilizamos a escala em litros\/minuto.<\/p>\n<p>O regulador tem tamb\u00e9m uma v\u00e1lvula de seguran\u00e7a que rompe quando a press\u00e3o do cilindro estiver acima de 220 kgf\/cm2, liberando a press\u00e3o excedente. A efici\u00eancia desta v\u00e1lvula pode ser testada se, por exemplo, o cilindro ficar exposto ao sol. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a temperatura do cilindro aumenta e, consequentemente, aumenta tamb\u00e9m sua press\u00e3o interna. A v\u00e1lvula deve entrar em a\u00e7\u00e3o, liberando a press\u00e3o em demasia, evitando a explos\u00e3o do cilindro.<\/p>\n<p>Apertando ou soltando o registro central, voc\u00ea aumenta ou diminui o fluxo de sa\u00edda do CO2.<\/p>\n<p>Quanto voc\u00ea compra um regulador, acompanha um nipel, na medida 5\/16&#8243; que deve ser encaixado na sa\u00edda do mesmo.<\/p>\n<p>Fonte: www.migtig.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Soldador<\/h6>\n<h4>Soldagem: Eletrodo Revestido<\/h4>\n<p><strong>T\u00e9cnicas Operat\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>Como este processo depende em grande parte da habilidade do soldador, \u00e9 importante observar as seguintes t\u00e9cnicas operat\u00f3rias:<\/p>\n<p><strong>Ponteamento<\/strong><\/p>\n<p>A finalidade do ponteamento \u00e9 permitir uma f\u00e1cil, correta e econ\u00f4mica fixa\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as a soldar. Ele consiste em executar cord\u00f5es curtos e distribu\u00eddos ao longo da junta, sendo sua fun\u00e7\u00e3o b\u00e1sica manter a posi\u00e7\u00e3o relativa entre as pe\u00e7as, garantindo a manuten\u00e7\u00e3o de uma folga adequada. O ponteamento pode ser aplicado diretamente na junta, nos casos em que \u00e9 prevista a remo\u00e7\u00e3o da raiz.<\/p>\n<p>A geometria da pe\u00e7a e a sequ\u00eancia de pontos devem ser estudados de forma a evitar ,ou minimizar, as distor\u00e7\u00f5es ou o fechamento das bordas. Se isto n\u00e3o for evitado, viria a prejudicar a penetra\u00e7\u00e3o e precisaria uma remo\u00e7\u00e3o excessiva de raiz, sob risco de vir a causar a inclus\u00e3o de esc\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para evitar estes inconvenientes, a t\u00e9cnica recomend\u00e1vel \u00e9 partir do centro para as extremidades, conforme mostrado na Figura &#8211; T\u00e9cnica de ponteamento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad38.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"260\" height=\"162\" \/><br \/>\n<strong>T\u00e9cnica de Ponteamento<\/strong><\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnica de Ponteamento<\/strong><\/p>\n<p>O comprimento do ponto \u00e9 determinado em fun\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia do soldador e dever\u00e1 ser tal que garanta poss\u00edveis manobras na pe\u00e7a, e ao mesmo temo resista aos esfor\u00e7os de contra\u00e7\u00e3o causados pela opera\u00e7\u00e3o de soldagem. Uma regra pr\u00e1tica utilizada para pe\u00e7as com muitas vincula\u00e7\u00f5es, \u00e9 utilizar entre 1,5 a 3 vezes a espessura da chapa.Nos casos onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a remo\u00e7\u00e3o da raiz, ou em casos onde se pretende uma junta perfeitamente penetrada sem remo\u00e7\u00e3o, pode-se utilizar de alguns artif\u00edcios para manter o chanfro limpo e a abertura adequada para a opera\u00e7\u00e3o de soldagem.<\/p>\n<p>Alguns destes recursos s\u00e3o apresentados nas Figuras a seguir:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad39.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"169\" height=\"107\" \/><\/p>\n<p><strong>Recurso utilizado para fixa\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad40.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"171\" height=\"130\" \/><\/p>\n<p><strong>Dispositivo de pr\u00e9 fixa\u00e7\u00e3o conhecido como &#8220;cachorro&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Execu\u00e7\u00e3o da Raiz<\/strong><\/p>\n<p>A folga na montagem \u00e9 fator determinante para a boa penetra\u00e7\u00e3o do primeiro passe. Ela \u00e9 diretamente ligada ao di\u00e2metro do eletrodo utilizado.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m deste fator, \u00e9 importante verificar tamb\u00e9m a influ\u00eancia da polaridade, sendo que para o primeiro passe, em especial em fundo de chanfro, \u00e9 recomendado utilizar polaridade direta, ou seja, o eletrodo no polo negativo, pois neste caso, al\u00e9m de termos uma temperatura menor na pe\u00e7a, temos ainda uma converg\u00eancia do arco el\u00e9trico, que do ponto de vista da penetra\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante ben\u00e9fica.<\/p>\n<p><strong>Execu\u00e7\u00e3o dos Passes de Enchimento<\/strong><\/p>\n<p>Para a execu\u00e7\u00e3o dos passes de enchimento s\u00e3o poss\u00edveis tr\u00eas diferentes m\u00e9todos de trabalho que s\u00e3o descritos \u00e0 seguir:<\/p>\n<p><strong>Enchimentos por Filetes<\/strong><\/p>\n<p>Este m\u00e9todo \u00e9 o que introduz o maior tensionamento transversal, e uma maior probabilidade de inclus\u00e3o de esc\u00f3ria quando comparado com os demais m\u00e9todos. Por outro lado, \u00e9 o m\u00e9todo que permite uma melhoria das caracter\u00edsticas mec\u00e2nicas, devido sua menor introdu\u00e7\u00e3o de calor, evitando desta forma o crescimento dos gr\u00e3os. Por crescimento de gr\u00e3o podemos entender o aspecto metal\u00fargico que introduz fragilidade na junta.<\/p>\n<p>Devido a esta caracter\u00edstica, e principalmente, a possibilidade de poder-se utiliza-lo em todas as posi\u00e7\u00f5es, este \u00e9 o m\u00e9todo mais comummente utilizado. Este m\u00e9todo \u00e9 representado na posi\u00e7\u00e3o 1 da Figura &#8211; Diferentes formas de enchimento na posi\u00e7\u00e3o vertical ascendente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad41.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"492\" height=\"344\" \/><\/p>\n<p><strong>Enchimento por Passes Largos<\/strong><\/p>\n<p>Este m\u00e9todo \u00e9 recomendado para eletrodos de grande fluidez, onde torna-se dif\u00edcil o controle da po\u00e7a de fus\u00e3o. Pode ser aplicado em todas as posi\u00e7\u00f5es com exce\u00e7\u00e3o da horizontal. A t\u00e9cnica de trabalho consiste em imprimir uma oscila\u00e7\u00e3o lateral ao eletrodo, normalmente limitada em no m\u00e1ximo 5 vezes o seu di\u00e2metro.<\/p>\n<p>Este m\u00e9todo \u00e9 representado na posi\u00e7\u00e3o 2 da Figura &#8211; Diferentes formas de enchimento na posi\u00e7\u00e3o vertical ascendente.<\/p>\n<p><strong>Enchimento por Passes Triangulares<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00faltimo m\u00e9todo \u00e9 uma deriva\u00e7\u00e3o do anterior. Neste, o ciclo do movimento \u00e9 alterado, assumindo a forma triangular. Com isto temos uma velocidade de deposi\u00e7\u00e3o ainda maior.<\/p>\n<p>\u00c9 um m\u00e9todo para ser utilizado na posi\u00e7\u00e3o vertical ascendente, com eletrodos b\u00e1sicos e chapas grossas. \u00c9 importante destacar que neste m\u00e9todo ocorrer\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia mec\u00e2nica da junta.<\/p>\n<p>Este m\u00e9todo \u00e9 representado na posi\u00e7\u00e3o 3 da Figura &#8211; Diferentes formas de enchimento na posi\u00e7\u00e3o vertical ascendente.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de todo o trabalho do soldador ser voltado para a n\u00e3o execu\u00e7\u00e3o de defeitos, estes eventualmente vem a ocorrer. Alguns deles s\u00e3o caracter\u00edsticos do processo devido a sua pr\u00f3pria natureza. Os defeitos e dificuldades mais caracter\u00edsticos da soldagem com eletrodos revestidos s\u00e3o comentados \u00e0 seguir:<br \/>\nDificuldade na Abertura do Arco<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>Maus contatos no circuito de soldagem<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Verificar os circuitos, terminais e a liga\u00e7\u00e3o do cabo terra;<\/p>\n<p>Limpar e reapertar todos os contatos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Dificuldade em Manter o Arco Aberto<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>Tens\u00e3o em vazio fornecida pela fonte de soldagem inferior a necess\u00e1ria para a fus\u00e3o do eletrodo.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Alterar o valor da tens\u00e3o (para um valor maior) ou utilizar um eletrodo adequado para a tens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Proje\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O eletrodo &#8220;salpica&#8221; formando os conhecidos respingos pr\u00f3ximo a regi\u00e3o do cord\u00e3o de solda.<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>corrente muito elevada;<\/p>\n<p>eletrodo \u00famido;<\/p>\n<p>m\u00e1 liga\u00e7\u00e3o do cabo terra.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>regular a intensidade de corrente ou utilizar eletrodo de di\u00e2metro maio;<\/p>\n<p>fazer a adequada secagem e conserva\u00e7\u00e3o dos eletrodos. Ver \u00edtem 2.5;<\/p>\n<p>para este problema, muito comum de ocorrer em corrente cont\u00ednua, as solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o: mudar o local de fixa\u00e7\u00e3o do cabo terra, soldar sempre em dire\u00e7\u00e3o oposta a este (ou seja afastando-se do cabo terra), e se isto n\u00e3o for poss\u00edvel, utilizar corrente alternada.<\/p>\n<p>Aquecimento Exagerado do Eletrodo<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>intensidade de corrente muito elevada;<\/p>\n<p>arco muito longo.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Diminuir a intensidade de corrente e\/ou o comprimento de arco.<\/p>\n<p>M\u00e1 apar\u00eancia do cord\u00e3o da Solda<\/p>\n<p>Superf\u00edcie rugosa, cord\u00e3o deformado<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>eletrodos \u00famidos;<\/p>\n<p>m\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o da junta;<\/p>\n<p>metal de base com elevado teor de Carbono.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>secar e conservar os eletrodos;<\/p>\n<p>modificar a prepara\u00e7\u00e3o da junta;<\/p>\n<p>trocar o eletrodo para um do tipo b\u00e1sico(preferencialmente) ou rut\u00edlico (2\u00aa op\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Porosidades<\/strong><\/p>\n<p>Cavidades (faltas de material) nas formas esf\u00e9rica\/ vermicular observadas na solda.<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>chapa com umidade, verniz, tinta, graxa ou outra sujeira qualquer;<\/p>\n<p>metal de base com teores de Carbono e\/ou de Sil\u00edcio muito elevado;<\/p>\n<p>eletrodos \u00famidos;<\/p>\n<p>arco muito longo;<\/p>\n<p>intensidade muito elevada.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>fazer a secagem e limpeza adequadas antes da opera\u00e7\u00e3o de soldagem;<\/p>\n<p>mudar o metal de base. Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel, mudar o eletrodo para um do tipo b\u00e1sico ou aumentar a temperatura de pr\u00e9-aquecimento;<\/p>\n<p>o mesmo que o \u00edtem &#8220;a&#8221; especialmente no caso de eletrodos b\u00e1sico;<\/p>\n<p>a mesma solu\u00e7\u00e3o dada para o \u00edtem &#8220;c&#8221;;<\/p>\n<p>diminuir ligeiramente o valor da corrente de soldagem principalmente se o eletrodo utilizado \u00e9 do tipo rut\u00edlico.<\/p>\n<p><strong>Mordeduras<\/strong><\/p>\n<p>Sulcos regularmente repartidos ao lado do cord\u00e3o de solda, diminuem a espessura da liga\u00e7\u00e3o e criam pontos de ruptura.<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>intensidade de corrente muito elevada;<\/p>\n<p>chapas muito oxidadas;<\/p>\n<p>balanceamento do eletrodo inadequado, permanecendo tempo demais nos cantos.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>utilizar intensidade de corrente adequada;<\/p>\n<p>executar limpeza e prepara\u00e7\u00e3o adequadas;<\/p>\n<p>executar o balan\u00e7o adequado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, ter sempre em mente que uma velocidade de soldagem muito elevada favorece a forma\u00e7\u00e3o deste defeito devido a n\u00e3o haver tempo suficiente para a adequada deposi\u00e7\u00e3o de material<\/p>\n<p><strong>Falta de Penetra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A soldagem n\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua na raiz.<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>m\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o de junta (afastamento insuficiente ou \u00e2ngulo do chanfro insuficiente);<\/p>\n<p>eletrodo de di\u00e2metro muito grande;<\/p>\n<p>intensidade de corrente muito baixa.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>utilizar uma prepara\u00e7\u00e3o de junta adequada;<\/p>\n<p>utilizar um eletrodo de di\u00e2metro menor;<\/p>\n<p>utilizar intensidade de corrente adequada.<\/p>\n<p><strong>Inclus\u00e3o de Esc\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A esc\u00f3ria fica aprisionada entre os cord\u00f5es da solda.<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>chapas oxidadas;<\/p>\n<p>intensidade de corrente muito baixa;<\/p>\n<p>m\u00e1 reparti\u00e7\u00e3o dos cord\u00f5es;<\/p>\n<p>falta ou inadequada limpeza entre os cord\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>executar limpeza e prepara\u00e7\u00e3o adequadas;<\/p>\n<p>utilizar intensidade de corrente adequada;<\/p>\n<p>planejar uma sequ\u00eancia adequada para dividir os cord\u00f5es;<\/p>\n<p>fazer uma adequada limpeza entre os cord\u00f5es de solda.<\/p>\n<p>Cord\u00e3o muito abaulado em oco<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>Velocidade de soldagem e intensidade de corrente inadequadas<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Fazer variar os dois par\u00e2metros<\/p>\n<p>Trincas no Cord\u00e3o da Solda<\/p>\n<p>Trincas formam-se no cord\u00e3o de solda durante o resfriamento, ou seja, devido ao efeito das contra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Podem ser diversas, algumas para exemplificar<\/strong><\/p>\n<p>a\u00e7o muito duro (% de Carbono elevada);<\/p>\n<p>espessura muito elevada e pe\u00e7a soldada sem pr\u00e9-aquecimento;falta de penetra\u00e7\u00e3o ou sec\u00e7\u00e3o do cord\u00e3o de solda insuficiente;<\/p>\n<p>temperatura ambiente muito baixa;<\/p>\n<p>eletrodos \u00famidos.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>trocar o material ou soldar com pr\u00e9-aquecimento;<\/p>\n<p>pr\u00e9 aquecer caso utilizar material de base de elevada espessura;<\/p>\n<p>executar o cord\u00e3o da maneira adequada;<\/p>\n<p>resfriar a pe\u00e7a lentamente (mantas, resfriamento no forno, etc.);<\/p>\n<p>secar e conservar os eletrodos<\/p>\n<p>Trincas no Metal de Base<\/p>\n<p>Trincas longitudinais \u00e0 solda ou propagando-se pela chapa<\/p>\n<p><strong>Causas predominantes<\/strong><\/p>\n<p>m\u00e1 soldabilidade do a\u00e7o;<\/p>\n<p>presen\u00e7a de elementos indesej\u00e1veis na composi\u00e7\u00e3o do a\u00e7o como por exemplo Carbono, F\u00f3sforo ou Enxofre.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Caso de dif\u00edcil solu\u00e7\u00e3o, tirando a \u00f3bvia substitui\u00e7\u00e3o do metal de base as op\u00e7\u00f5es s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>pr\u00e9 aquecer caso isto n\u00e3o tenha sido feito;<\/p>\n<p>aumentar a temperatura de pr\u00e9 aquecimento;<\/p>\n<p>dar prefer\u00eancia para eletrodos do tipo b\u00e1sico;<\/p>\n<p>modificar a sequ\u00eancia de soldagem para diminuir o efeito das contra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4>Soldagem: Fundamentos do Processo<\/h4>\n<p>O processo de soldagem por arco el\u00e9trico com eletrodo revestido consiste, basicamente, na abertura e manuten\u00e7\u00e3o de um arco el\u00e9trico entre o eletrodo revestido e a pe\u00e7a a ser soldada.<\/p>\n<p>O arco funde simultaneamente o eletrodo e a pe\u00e7a. O metal fundido do eletrodo \u00e9 transferido para a pe\u00e7a, formando uma po\u00e7a fundida que \u00e9 protegida da atmosfera (O2 e N2) pelos gases de combust\u00e3o do revestimento.<\/p>\n<p>O metal depositado e as gotas do metal fundido que s\u00e3o ejetadas, recebem uma prote\u00e7\u00e3o adicional atrav\u00e9s do banho de esc\u00f3ria, que \u00e9 formada pela queima de alguns componentes do revestimento.<\/p>\n<p><strong>Influ\u00eancia da Atmosfera na Po\u00e7a de Fus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A menos que se solde em uma c\u00e2mara de v\u00e1cuo, o que \u00e9 impens\u00e1vel devido ao custo, todos os processos de soldagem por arco el\u00e9trico precisam de algum tipo de prote\u00e7\u00e3o para evitar contamina\u00e7\u00f5es da atmosfera.<\/p>\n<p>No caso do processo de soldagem aqui estudado, ser\u00e1 o revestimento dos eletrodos que, entre outras coisas, produzir\u00e1 uma prote\u00e7\u00e3o gasosa atrav\u00e9s de sua queima. Antes do estudo propriamente dos revestimentos e suas fun\u00e7\u00f5es, s\u00e3o apresentados os inconvenientes da soldagem com arames sem revestimento (e sem prote\u00e7\u00e3o gasosa).<\/p>\n<p>Um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de prote\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s sua fus\u00e3o perde parte de seus elementos e deposita um metal nitretado e oxidado, cujo valor das propriedades mec\u00e2nicas ser\u00e3o relativamente inferiores as das chapas de a\u00e7o doce.<\/p>\n<p>Estes dois elementos qu\u00edmicos (Nitrog\u00eanio e Oxig\u00eanio), s\u00e3o os principais para influenciar a deteriora\u00e7\u00e3o das propriedades, e s\u00e3o detalhados a seguir:<\/p>\n<p><strong>Oxig\u00eanio<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 provado que, durante a fus\u00e3o de um eletrodo sem revestimento, a maior parte do Carbono e do Mangan\u00eas contidos no a\u00e7o do eletrodo, s\u00e3o queimados durante a opera\u00e7\u00e3o de soldagem, o que naturalmente ir\u00e1 influenciar as propriedades mec\u00e2nicas do metal depositado, j\u00e1 que as propriedades de um a\u00e7o dependem basicamente, do seu teor de Carbono e Mangan\u00eas.<\/p>\n<p>O Carbono transforma-se em \u00f3xido de Carbono (CO), e em di\u00f3xido de Carbono (CO2), enquanto o Mangan\u00eas, transforma-se em \u00f3xido de Mangan\u00eas (Mn3O4).<\/p>\n<p>O Sil\u00edcio, extremamente \u00e1vido pelo Oxig\u00eanio, queima-se igualmente, dando origem a uma esc\u00f3ria de s\u00edlica (SiO2).<\/p>\n<p>Numerosos ensaios permitem concluir que a fus\u00e3o de um eletrodo sem revestimento e sem a adi\u00e7\u00e3o de nenhum outro tipo de prote\u00e7\u00e3o, provoca uma forte oxida\u00e7\u00e3o do Carbono, Mangan\u00eas e Sil\u00edcio<\/p>\n<p>Outras rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas s\u00e3o menos importantes. Os teores de Enxofre (S) e de F\u00f3sforo (P), variam pouco.<\/p>\n<p>\u00c9 importante salientar que, os fen\u00f4menos de oxida\u00e7\u00e3o dependem basicamente das condi\u00e7\u00f5es operat\u00f3rias e do comprimento do arco. Um arco longo (tens\u00e3o elevada) conduzir\u00e1 a rea\u00e7\u00f5es de oxida\u00e7\u00e3o mais importantes do que um arco curto. Al\u00e9m disto, as caracter\u00edsticas da fonte de alimenta\u00e7\u00e3o el\u00e9trica (corrente cont\u00ednua ou alternada), desde que forne\u00e7am condi\u00e7\u00f5es para um arco est\u00e1vel, n\u00e3o ter\u00e3o grande influ\u00eancia sobre estes fen\u00f4menos. Aqui vale a pena destacar que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel soldar com eletrodo sem revestimento em corrente alternada com as fontes de soldagem convencionais, a menos que se recorra a uma ioniza\u00e7\u00e3o artificial, atrav\u00e9s de uma fa\u00edsca piloto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, o Oxig\u00eanio do ar pode ter uma a\u00e7\u00e3o direta sobre o Ferro. Ele pode, durante a sua transfer\u00eancia para o metal de base e ao n\u00edvel do banho de fus\u00e3o, formar sobre as gotas uma pel\u00edcula de \u00f3xidos.<\/p>\n<p>Este \u00f3xido formado tem a solubilidade muito baixa (0,05%) no metal. As part\u00edculas de \u00f3xido ser\u00e3o postas em evid\u00eancia em metalografia, devido a precipitarem entre os cristais sobre a forma de FeO quando o gr\u00e3o \u00e9 saturado de \u00f3xido. O Oxig\u00eanio dissolvido no a\u00e7o sob a forma de \u00f3xido, \u00e9 muito dif\u00edcil de dosar pelos m\u00e9todos de an\u00e1lise tradicionais.<\/p>\n<p><strong>Nitrog\u00eanio<\/strong><\/p>\n<p>Embora nas opera\u00e7\u00f5es normais o Nitrog\u00eanio n\u00e3o tenha grande afinidade com o Ferro, nas altas temperaturas do arco el\u00e9trico h\u00e1 a possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de nitrato de Ferro.<\/p>\n<p>Mesmo que, a quantidade deste nitrato formado seja normalmente muito pequena, ele tem graves consequ\u00eancias porque tornar\u00e1 a solda fr\u00e1gil, diminuindo a resili\u00eancia do metal depositado.<\/p>\n<p>O Nitrog\u00eanio combinado, \u00e9 dif\u00edcil de identificar principalmente porque n\u00e3o aparece sobre a forma de nitrato, e sim sob a falsa apar\u00eancia de perlita n\u00e3o identificavel ao microsc\u00f3pio. Diversos trabalhos mostram que a presen\u00e7a destes nitratos aumenta substancialmente a dureza, aumenta em menor quantidade a resist\u00eancia \u00e0 tra\u00e7\u00e3o, mas diminui rapidamente o alongamento a ruptura e a estric\u00e7\u00e3o, a resist\u00eancia \u00e0 fadiga e a resili\u00eancia. Em suma, quando o teor de Nitrog\u00eanio ultrapassa o valor de 0,03% h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o nos valores das propriedades mec\u00e2nicas.<\/p>\n<p><strong>Equipamentos<\/strong><\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos eletrodos revestidos e das fontes de energia, s\u00e3o essenciais para o funcionamento do processo a presen\u00e7a dos cabos para transporte da energia e do porta eletrodos.<\/p>\n<p>\u00c9 conveniente lembrar que as recomenda\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a na utiliza\u00e7\u00e3o destes componentes.<\/p>\n<p><strong>Porta-Eletrodos<\/strong><\/p>\n<p>Os porta-eletrodos servem para a fixa\u00e7\u00e3o e energiza\u00e7\u00e3o do eletrodo. \u00c9 fundamental a correta fixa\u00e7\u00e3o e boa isola\u00e7\u00e3o dos cabos para que os riscos de choque sejam minimizados. As garras devem estar sempre em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o, o que ajudar\u00e1 a evitar os problemas de superaquecimento e m\u00e1 fixa\u00e7\u00e3o do eletrodo, podendo vir a soltar-se durante a soldagem.<\/p>\n<p>Um porta-eletrodo \u00e9 dimensionado para trabalhar em uma determinada faixa de di\u00e2metros. Esta limita\u00e7\u00e3o vem n\u00e3o s\u00f3 da abertura m\u00e1xima nas garras para encaixar o eletrodo, como tamb\u00e9m, e principalmente, pela corrente m\u00e1xima que pode conduzir.<\/p>\n<p>Um porta-eletrodo para ser utilizado em valores de corrente mais elevados, necessita ser mais robusto, o que far\u00e1 com que seu peso aumente. Como o peso \u00e9 um fator determinante na fadiga do soldador, deve-se sempre procurar especificar o menor porta- eletrodo poss\u00edvel, para a faixa de corrente que se pretende trabalhar.<\/p>\n<p>Os cabos transportam a corrente el\u00e9trica da fonte de energia ao porta-eletrodo (cabo de soldagem), e da pe\u00e7a de trabalho para a fonte de energia (cabo de retorno) para possibilitar a soldagem.<\/p>\n<p>Os cabos podem ser de Cobre ou de Alum\u00ednio, devem apresentar grande flexibilidade de modo a facilitar o trabalho em locais de dif\u00edcil acesso. \u00c9 necess\u00e1rio que os cabos sejam cobertos por uma camada de material isolante, que deve resistir entre outras coisas \u00e0 abras\u00e3o, sujeira e um ligeiro aquecimento que ser\u00e1 normal devido a resist\u00eancia \u00e0 passagem da corrente el\u00e9trica.<\/p>\n<p><strong>Os di\u00e2metros dos cabos dependem basicamente dos seguintes aspectos:<\/strong><\/p>\n<p>Corrente de soldagem;<\/p>\n<p>Ciclo de trabalho do equipamento;<\/p>\n<p>Comprimento total dos cabos do circuito;<\/p>\n<p>Fadiga do operador.<\/p>\n<p>Estes quatro \u00edtens atuam de maneira antag\u00f4nica. Enquanto que para os tr\u00eas primeiros seria ideal o cabo com o maior di\u00e2metro poss\u00edvel, (menor chance de superaquecimento para os dois primeiros e menor perda de corrente para o terceiro) no \u00faltimo \u00edtem \u00e9 exatamente o oposto, pois ocorre aqui o mesmo que com os porta- eletrodos, um cabo resistente a maiores valores de passagem de corrente \u00e9 consequentemente mais robusto e por sua vez mais pesado causando com isto maior fadiga ao soldador.<\/p>\n<p>Para os cabos confeccionados em cobre, a TABELA &#8211; DI\u00c2METROS RECOMENDADOS DE CABOS PARA SOLDAGEM, \u00e0 seguir, indica os di\u00e2metros recomendados em fun\u00e7\u00e3o da corrente, fator de trabalho e, principalmente, comprimento do cabo.<\/p>\n<p><strong>Tabela &#8211; Di\u00e2metros Recomendados de Cabos Para Soldagem<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad42.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"563\" height=\"244\" \/><\/p>\n<p><strong>Consum\u00edveis e Vari\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>Os eletrodos revestidos s\u00e3o constitu\u00eddos de uma alma met\u00e1lica rodeada de um revestimento composto de mat\u00e9rias org\u00e2nicas e\/ou minerais, de dosagens bem definidas.<\/p>\n<p>O material da alma met\u00e1lica depende do material a ser soldado, podendo ser da mesma natureza ou n\u00e3o do metal de base, uma vez que h\u00e1 a possibilidade de se utilizar revestimentos que complementem a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da alma.<\/p>\n<p>Para os materiais mais comumente soldados, os tipos de almas utilizados s\u00e3o os que aparecem na Tabela MATERIAIS DA ALMA DOS REVESTIMENTOS:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad43.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"566\" height=\"146\" \/><\/p>\n<p>Os revestimentos por sua vez s\u00e3o muito mais complexos em sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, pois como eles tem diversas fun\u00e7\u00f5es, estas s\u00e3o conseguidas com a mistura dos diversos elementos adicionados.<\/p>\n<p>Iniciaremos estudando as fun\u00e7\u00f5es dos revestimentos, para em seguida estudar os tipos e elementos qu\u00edmicos utilizados para atingi-las.<\/p>\n<p><strong>Fun\u00e7\u00f5es dos Revestimentos<\/strong><\/p>\n<p>Os revestimentos apresentam diversas fun\u00e7\u00f5es, que podem ser classificadas nos seguintes grupos:<\/p>\n<p><strong>Fun\u00e7\u00e3o El\u00e9trica<\/strong><\/p>\n<p>Como j\u00e1 dito, em trabalhos com corrente alternada, utilizando-se um eletrodo sem revestimento e sem nenhum outro tipo de prote\u00e7\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel estabelecer um arco el\u00e9trico. Por\u00e9m, gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o ionizante dos silicatos contidos no revestimento, a passagem da corrente alternada \u00e9 consideravelmente facilitada entre o eletrodo e a pe\u00e7a \u00e0 soldar.<\/p>\n<p><strong>Assim, a presen\u00e7a do revestimento no eletrodo permitir\u00e1:<\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es em vazio baixas, mesmo em trabalhos com corrente alternada (40 a 80 V), possibilitando assim uma redu\u00e7\u00e3o do consumo de energia no prim\u00e1rio e um consider\u00e1vel aumento da seguran\u00e7a do soldador e,<br \/>\nA continuidade e conseq\u00fcentemente a estabilidade do arco.<\/p>\n<p><strong>Fun\u00e7\u00e3o Metal\u00fargica<\/strong><\/p>\n<p>O revestimento ao fundir cria uma &#8220;cratera&#8221; e uma atmosfera gasosa que protegem a fus\u00e3o da alma contra o Oxig\u00eanio e Nitrog\u00eanio do ar. Ele depositar\u00e1 &#8220;esc\u00f3ria&#8221; que \u00e9 mais leve que o metal fundido e que proteger\u00e1 o banho de fus\u00e3o n\u00e3o somente contra a oxida\u00e7\u00e3o e nitreta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m contra um resfriamento r\u00e1pido. A esc\u00f3ria constitui um isolante t\u00e9rmico que ter\u00e1 as seguintes fun\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Permitir a libera\u00e7\u00e3o dos gases retidos no interior do metal depositado, evitando com isto a forma\u00e7\u00e3o de poros, e, Minimizar o endurecimento do material depositado por t\u00eampera, t\u00eampera esta conseq\u00fc\u00eancia de um r\u00e1pido esfriamento.<\/p>\n<p><strong>Fun\u00e7\u00e3o Mec\u00e2nica e Operat\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Durante a fus\u00e3o dos eletrodos ocorre em sua extremidade uma depress\u00e3o que chamamos de cratera.<\/p>\n<p>A profundidade desta cratera tem influ\u00eancia direta sobre a facilidade de utiliza\u00e7\u00e3o do eletrodo, sobre as dimens\u00f5es das gotas e a viscosidade da esc\u00f3ria.<\/p>\n<p>Um eletrodo de boa qualidade deve apresentar a cratera mais profunda e as gotas mais finas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, a cratera servir\u00e1 tamb\u00e9m para guiar as gotas do metal fundido como pode ser visto na Figura ao lado &#8211; Influ\u00eancia da profundidade da cratera na utiliza\u00e7\u00e3o do eletrodo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad44.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"238\" height=\"280\" \/><\/p>\n<p><strong>Tipos de Revestimento<\/strong><\/p>\n<p>O di\u00e2metro indicado de um eletrodo corresponde sempre ao di\u00e2metro da alma. Os di\u00e2metros de mercado variam na faixa de 2 a 6 mm, embora existam eletrodos especiais com dimens\u00f5es diferentes destas.<\/p>\n<p>Conforme a espessura do revestimento, pode-se classificar os eletrodos nos seguintes tipos.<\/p>\n<p>Peculiar ou fino: revestimento \u00e9 o menos comum de todos. Tem a espessura menor do que 10% do di\u00e2metro da alma, e por isto, \u00e9 o que requer a menor intensidade de corrente para ser fundido. Este eletrodo n\u00e3o apresenta a forma\u00e7\u00e3o de cratera. Por cratera pode-se entender a medida indicada na cota da Figura &#8211; Influ\u00eancia da profundidade da cratera na utiliza\u00e7\u00e3o do eletrodo.<\/p>\n<p>Semi-espesso: Eletrodos em que a faixa de espessura do revestimento encontra-se entre 10 a 20% do di\u00e2metro da alma. Sua fus\u00e3o requer um valor de corrente ligeiramente superior ao tipo anterior. A cratera formada por este eletrodo \u00e9 a menor de todos os tipos.<\/p>\n<p>Espesso: Eletrodos em que a faixa de espessura do revestimento encontra-se entre 20 a 40% do di\u00e2metro da alma. Sua fus\u00e3o requer um valor de corrente ainda maior, e a cratera formada pode ser considerada como m\u00e9dia<\/p>\n<p>Muito Espesso: Esta classifica\u00e7\u00e3o engloba os revestimentos em que a faixa de espessura do revestimento seja maior que 40% do di\u00e2metro da alma. Requer as maiores intensidades de corrente para ser fundido e apresenta uma cratera que podemos considerar como profunda.<\/p>\n<p>A intensidade de corrente necess\u00e1ria para a fus\u00e3o dos eletrodos variar\u00e1 conforme uma s\u00e9rie de fatores que veremos adiante, por\u00e9m tomando por base apenas esta classifica\u00e7\u00e3o dos tipos de revestimento, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer regras pr\u00e1ticas que indicar\u00e3o a corrente adequada para o trabalho, uma vez que para todos eletrodos, existem os limites m\u00e1ximos e m\u00ednimos de corrente. Por valor m\u00e1ximo pode-se definir um valor a partir do qual o eletrodo crepita dificultando a opera\u00e7\u00e3o de soldagem e ocorre a danifica\u00e7\u00e3o do revestimento (queima antes de sua efetiva utiliza\u00e7\u00e3o), e por limite m\u00ednimo um valor em que o arco fique muito dif\u00edcil de se estabelecer.<\/p>\n<p>Para os eletrodos de revestimento muito espesso pode-se considerar a f\u00f3rmula apresentada a seguir:<\/p>\n<p>I = (40 a 60) * (d-1)<\/p>\n<p><strong>onde:<\/strong><\/p>\n<p>I = Intensidade de corrente necess\u00e1ria para a soldagem do eletrodo.<\/p>\n<p>d = Di\u00e2metro da alma do eletrodo.<\/p>\n<p>Tomando como base um eletrodo com o di\u00e2metro de 4 mm, as intensidades de corrente recomendadas de acordo com o tipo de revestimento, seriam as seguintes:<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad45.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"753\" height=\"154\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que tanto a regra como a tabela apresentada, n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas para eletrodos que contenham elevado teor de p\u00f3 de Ferro no revestimento, pois estes necessitar\u00e3o de maiores valor de intensidade de corrente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da classifica\u00e7\u00e3o por dimens\u00f5es, os revestimentos podem ainda ser classificados em rela\u00e7\u00e3o a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do seu revestimento.<\/p>\n<p>Na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do revestimento de um eletrodo, s\u00e3o utilizados diversos componentes qu\u00edmicos com diferentes fun\u00e7\u00f5es como pode ser visto na tabela 3.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad46.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"751\" height=\"139\" \/><\/p>\n<p>Nesta classifica\u00e7\u00e3o, o elemento que se encontra em maior teor no revestimento \u00e9 aquele que ser\u00e1 utilizado como base. Assim tamb\u00e9m ser\u00e1 poss\u00edvel separar os eletrodos em fun\u00e7\u00e3o de sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Esta classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais importante, pois \u00e9 a que servir\u00e1 de base para as normas internacionais.<\/p>\n<p>Os grupos de revestimentos segundo esta classifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o apresentados a seguir:<\/p>\n<p><strong>Revestimento Oxidante<\/strong><\/p>\n<p>Este revestimento \u00e9 constitu\u00eddo principalmente de \u00f3xido de Ferro e Mangan\u00eas.<\/p>\n<p>Produz uma esc\u00f3ria oxidante, abundante e de f\u00e1cil destacabilidade. Este eletrodo pode ser utilizado nas correntes cont\u00ednuo ou alternado, e apresentam uma baixa penetra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O metal depositado possui baixos teores de Carbono e Mangan\u00eas e, embora os aspectos das soldagens produzidos em geral sejam muito bons, n\u00e3o \u00e9 o eletrodo adequado para aplica\u00e7\u00f5es de elevado risco. Atualmente, a utiliza\u00e7\u00e3o desta forma de revestimento est\u00e1 em decr\u00e9scimo.<\/p>\n<p><strong>Revestimento \u00c1cido<\/strong><\/p>\n<p>Este revestimento \u00e9 constitu\u00eddo principalmente de \u00f3xido de Ferro, Mangan\u00eas e s\u00edlica.<\/p>\n<p>Produz uma esc\u00f3ria \u00e1cida, abundante e porosa e tamb\u00e9m de f\u00e1cil remo\u00e7\u00e3o. Este eletrodo pode ser utilizado nos dois tipos de corrente, apresenta penetra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia e alta taxa de fus\u00e3o, causando por um lado uma po\u00e7a de fus\u00e3o volumosa, e em conseq\u00fc\u00eancia disto a limita\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o as posi\u00e7\u00f5es plana e filete horizontal.<\/p>\n<p>As propriedades da solda s\u00e3o consideradas boas para diversas aplica\u00e7\u00f5es, embora sua resist\u00eancia \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de trincas de solidifica\u00e7\u00e3o seja baixa. Apresentam tamb\u00e9m uma muito boa apar\u00eancia do cord\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Revestimento Rut\u00edlico<\/strong><\/p>\n<p>Este revestimento cont\u00e9m grandes quantidades de rutilo (TiO2 &#8211; \u00f3xido de Tit\u00e2nio), e produz uma esc\u00f3ria abundante, densa e de f\u00e1cil destacabilidade.<\/p>\n<p>Estes eletrodos caracterizam-se por serem de f\u00e1cil manipula\u00e7\u00e3o, e por poderem ser utilizados em qualquer posi\u00e7\u00e3o, exceto nos casos em que contenham um grande teor de p\u00f3 de Ferro. Utilizados em corrente cont\u00ednua ou alternada produzir\u00e3o um cord\u00e3o de bom aspecto, por\u00e9m com penetra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia ou baixa. A resist\u00eancia \u00e0 fissura\u00e7\u00e3o a quente \u00e9 relativamente baixa, e estes eletrodos s\u00e3o considerados de grande versatilidade e de uso geral.<\/p>\n<p><strong>Revestimento B\u00e1sico<\/strong><\/p>\n<p>Este revestimento cont\u00e9m grandes quantidades de carbonatos (de C\u00e1lcio ou outro material) e fluorita.<\/p>\n<p>Estes componentes s\u00e3o os respons\u00e1veis pela gera\u00e7\u00e3o de esc\u00f3ria com caracter\u00edsticas b\u00e1sicas que, em adi\u00e7\u00e3o com o di\u00f3xido de Carbono gerado pela decomposi\u00e7\u00e3o do carbonato, protege a solda do contato com a atmosfera. Esta esc\u00f3ria exerce uma a\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica sobre a solda dessulfurando-a e reduzindo o risco de trincas de solidifica\u00e7\u00e3o. Este revestimento desde que armazenado e manuseado corretamente, produzir\u00e1 soldas com baixos teores de hidrog\u00eanio minimizando com isto os problemas de fissura\u00e7\u00e3o e fragiliza\u00e7\u00e3o induzidos por este elemento.<\/p>\n<p>A penetra\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00e9dia e o cord\u00e3o apresenta boas propriedades mec\u00e2nicas, particularmente em rela\u00e7\u00e3o a tenacidade. Os eletrodos com este revestimento s\u00e3o indicados para aplica\u00e7\u00f5es de alta responsabilidade, para soldagens de grandes espessuras e de elevado grau de travamento.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m disto, \u00e9 recomendado para soldagem de a\u00e7os de pior soldabilidade como por exemplo os a\u00e7os de alto teor de Carbono e\/ou Enxofre ou a\u00e7os de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica desconhecida.Por outro lado, este \u00e9 o revestimento mais higrosc\u00f3pico de todos. Isto requerer\u00e1 cuidados especiais com o armazenamento e manuseio.<\/p>\n<p>Revestimento Celul\u00f3sico<br \/>\nEste revestimento cont\u00e9m grandes quantidades de material org\u00e2nico (como por exemplo celulose), cuja decomposi\u00e7\u00e3o pelo arco gera grandes quantidades de gases que protegem o metal l\u00edquido.<\/p>\n<p>A quantidade de esc\u00f3ria produzida \u00e9 pequena, o arco \u00e9 muito violento causando grande volume de respingos e alta penetra\u00e7\u00e3o, quando comparado a outros tipos de revestimentos.O aspecto do cord\u00e3o produzido pelos eletrodos com este tipo de revestimento n\u00e3o \u00e9 dos melhores, apresentando escamas irregulares.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas mec\u00e2nicas da solda s\u00e3o consideradas boas, com exce\u00e7\u00e3o da possibilidade de fragiliza\u00e7\u00e3o pelo Hidrog\u00eanio. Estes eletrodos s\u00e3o particularmente recomendados para soldagens fora da posi\u00e7\u00e3o plana, tendo grande aplica\u00e7\u00e3o na soldagem circunferencial de tubula\u00e7\u00f5es e na execu\u00e7\u00e3o de passes de raiz em geral.Devidas sua elevada penetra\u00e7\u00e3o e grandes perdas por respingos, n\u00e3o s\u00e3o recomendados para o enchimento de chanfros.<\/p>\n<p>Nos casos das soldagens de a\u00e7os, podemos ainda ter os tipos acima com adi\u00e7\u00e3o de outros elementos de liga que teriam fun\u00e7\u00f5es especiais durante a deposi\u00e7\u00e3o. O caso mais comum destes \u00e9 a adi\u00e7\u00e3o de p\u00f3 de Ferro. Durante a soldagem, o p\u00f3 de Ferro \u00e9 fundido e incorporado \u00e0 po\u00e7a de fus\u00e3o, causando as seguintes consequ\u00eancias:<\/p>\n<p>Melhora o aproveitamento da energia do arco;<\/p>\n<p>Aumenta a estabiliza\u00e7\u00e3o do arco (pelo menos em adi\u00e7\u00f5es de at\u00e9 50% em peso no revestimento);<\/p>\n<p>Torna o revestimento mais resistente ao calor, o que permite a utiliza\u00e7\u00e3o de correntes de soldagem com valores mais elevados;<\/p>\n<p>Aumenta a taxa de deposi\u00e7\u00e3o do eletrodo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, como ocorre em diversas outras coisas, a adi\u00e7\u00e3o de p\u00f3 de Ferro no revestimento causar\u00e1 tamb\u00e9m alguns pontos desfavor\u00e1veis que s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p>Aumento da po\u00e7a de fus\u00e3o;<\/p>\n<p>Aumento do grau de dificuldade de controlar a po\u00e7a de fus\u00e3o, dificultando ou mesmo impossibilitando a soldagem fora da posi\u00e7\u00e3o plana.<\/p>\n<p>Vistas ent\u00e3o as diferentes formas como os eletrodos podem ser classificados quanto ao seu revestimento, s\u00e3o apresentadas \u00e0 seguir as especifica\u00e7\u00f5es mais utilizadas para identifica-los.<\/p>\n<p>A AWS &#8211; American Welding Society (Sociedade Americana de Soldagem &#8211; o equivalente \u00e0 nossa Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Soldagem) criou um padr\u00e3o para a identifica\u00e7\u00e3o dos eletrodos revestidos que \u00e9 aceito, ou pelo menos conhecido, em quase todo o mundo. Devido a simplicidade, e talvez o pioneirismo, esta \u00e9 a especifica\u00e7\u00e3o mais utilizada no mundo atualmente para identificar eletrodos revestidos.<\/p>\n<p>Estas especifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o numeradas de acordo com o material que se pretende classificar, conforme a TABELA ESPECIFICA\u00c7\u00d5ES AWS PARA ELETRODOS REVESTIDOS.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad47.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"568\" height=\"226\" \/><\/p>\n<p>Entre estas especifica\u00e7\u00f5es as mais populares s\u00e3o as utilizadas para a\u00e7o Carbono (AWS A 5.1), as utilizadas para a\u00e7os de baixa liga (AWS A 5.5), e as utilizadas para a\u00e7os inoxid\u00e1veis (AWS A 5.4).<\/p>\n<p>A primeira (AWS A 5.1), tem uma forma simples de ser interpretada que pode ser vista na figura 2 a seguir. A especifica\u00e7\u00e3o para a\u00e7os de baixa liga (AWS A 5.5) \u00e9 muito semelhante a anterior, utiliza exatamente a mesma base e adiciona no fim um h\u00edfen e alguns d\u00edgitos (entre um e tr\u00eas podendo ser letras e n\u00fameros ou somente letras) que indicar\u00e3o a presen\u00e7a e quantidade do elemento de liga adicionado no revestimento do eletrodo. Na tabela 5 s\u00e3o apresentados os significados dos sufixos desta norma.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad48.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"375\" height=\"290\" \/><\/p>\n<p><strong>Normas AWS A 5.1<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad49.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"681\" height=\"234\" \/><\/p>\n<p>Finalizando, a interpreta\u00e7\u00e3o da especifica\u00e7\u00e3o de eletrodos para a\u00e7os inoxid\u00e1veis (AWS A 5.4), pode ser vista na Figura &#8211; Norma AWS A 5.4.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad50.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"387\" height=\"285\" \/><br \/>\n<strong>Norma AWS 5.4\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez vista a forma como \u00e9 feita a identifica\u00e7\u00e3o conforme a norma mais usual, s\u00e3o a seguir apresentados e comentados alguns eletrodos classificados conforme especifica\u00e7\u00e3o AWS A 5.1.<br \/>\nCaracter\u00edsticas dos Principais Eletrodos para o A\u00e7o Carbono<br \/>\nE 6010 (Na)<\/p>\n<p><strong>E 6011 (K)<\/strong><\/p>\n<p>Grande penetra\u00e7\u00e3o, solda em todas as posi\u00e7\u00f5es, facilidade a produzir transfer\u00eancia met\u00e1lica por spray (desde que se utilize valores de corrente adequados), esc\u00f3ria de pequeno volume e aspecto v\u00edtreo, boas propriedades mec\u00e2nicas, alto teor de umidade: E 6010 =&gt;3 a 5% ; E 6011 =&gt; 2 a 4%, principal constituinte: celulose.<\/p>\n<p><strong>E 6012<br \/>\nE 6013<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e9dia penetra\u00e7\u00e3o, esc\u00f3ria viscosa e densa, o E 6012 pode ser utilizado em correntes relativamente altas j\u00e1 que seu revestimento possui pequenas propor\u00e7\u00f5es de celulose e uma grande propor\u00e7\u00e3o de materiais refrat\u00e1rios, o E 6013 possui mais K que torna o arco mais est\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>E 6020<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e9dia a profunda penetra\u00e7\u00e3o, transfer\u00eancia por spray, esc\u00f3ria espessa e de f\u00e1cil remo\u00e7\u00e3o, revestimento ricas em \u00f3xido de Ferro e Mangan\u00eas, altas taxas de deposi\u00e7\u00e3o e po\u00e7a de fus\u00e3o com metal muito fluido, o que obrigar\u00e1 operar nas posi\u00e7\u00f5es plana ou filete horizontal.<\/p>\n<p><strong>E 7016<\/strong><\/p>\n<p>Possui pouco ou nenhum elemento gerador de hidrog\u00eanio no arco (celulose, asbestos), s\u00e3o cozidos em temperaturas entre 500 a 600\u00b0 C para minimizar a reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelo revestimento, por isto, s\u00e3o recomendados para a soldagem de a\u00e7os suscept\u00edveis \u00e0 trinca a frio.<\/p>\n<p>Eletrodos com p\u00f3 de Ferro: E 7014, E 7018, E 7024, E 7027, E 7028, etc.<\/p>\n<p>Elevadas taxas de deposi\u00e7\u00e3o, trabalha com elevados valores de corrente, quando o teor de p\u00f3 de Ferro ultrapassa os 40% a soldagem s\u00f3 \u00e9 recomendada na posi\u00e7\u00e3o plana, revestimento espesso =&gt; melhor prote\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnica de soldagem por arraste.<\/p>\n<p>Algumas das aplica\u00e7\u00f5es em que podem ser utilizados estes eletrodos s\u00e3o apresentadas na tabela.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad51.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"754\" height=\"362\" \/><\/p>\n<p>Os valores est\u00e3o correspondidos entre 10 (aplica\u00e7\u00e3o fortemente indicada) a 1 (aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o recomendada). A sigla &#8220;na&#8221; significa &#8220;n\u00e3o aplic\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Manuten\u00e7\u00e3o e Cuidado Com os Eletrodos<\/strong><\/p>\n<p>Caso n\u00e3o sejam tomados os adequados cuidados no armazenamento e manuseio, os eletrodos revestidos podem se danificar. Parte ou todo o revestimento pode se danificar, principalmente nos casos de dobra ou choque do eletrodo. Sempre que se observar qualquer altera\u00e7\u00e3o no estado do eletrodo, este n\u00e3o deve ser utilizado em opera\u00e7\u00f5es de responsabilidade.<\/p>\n<p>A umidade em excesso no revestimento dos eletrodos (principalmente os b\u00e1sicos), \u00e9 de uma forma geral, prejudicial a soldagem. Ela pode levar a instabilidade do arco, forma\u00e7\u00e3o de respingos e porosidades principalmente no in\u00edcio do cord\u00e3o e a fragiliza\u00e7\u00e3o e fissura\u00e7\u00e3o pelo Hidrog\u00eanio.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de umidade pode ser medido em laborat\u00f3rios conforme estipulado na norma AWS A5.5-81. Pode tamb\u00e9m ser estimado praticamente, quando o teor de umidade for suficientemente alto, por duas diferentes maneiras:<\/p>\n<p>Verifica\u00e7\u00e3o do comportamento do eletrodo durante a soldagem. Os eletrodos \u00famidos, em geral, geram um som explosivo e, quando a umidade for excessiva, haver\u00e1, no in\u00edcio da soldagem, desprendimento de vapor d&#8217;\u00e1gua do eletrodo. Al\u00e9m disto, ocorrendo a interrup\u00e7\u00e3o da soldagem com um eletrodo \u00famido, o revestimento tende a trincar longitudinalmente.<\/p>\n<p>Verifica\u00e7\u00e3o do som produzido pelo choque de dois ou mais eletrodos. Dois eletrodos \u00famidos ao se tocarem geraram um som mais abafado e grave do que eletrodos secos, que por sua vez produzem um som mais agudo e met\u00e1lico.<\/p>\n<p>Devido aos citados problemas causados pela umidade, os eletrodos devem de prefer\u00eancia ser adquiridos em embalagens hermeticamente fechadas e armazenados em ambientes controlados, de modo a serem evitados danos e contatos com a umidade do ar. Por ambientes controlados, entende-se ambientes com umidade relativa do ar menor do que 50%. As embalagens dos eletrodos s\u00e3o consideradas totalmente estanques enquanto fechadas. Ap\u00f3s abertas, perdem a capacidade de executar uma adequada armazenagem, e os eletrodos devem ser mantidos em estufas.<\/p>\n<p>O per\u00edodo m\u00e1ximo que se recomenda para que um eletrodo permane\u00e7a fora da estufa \u00e9 duas horas. Ap\u00f3s este tempo, h\u00e1 o risco de ocorrer absor\u00e7\u00e3o excessiva de umidade. Caso isto venha a acontecer, os eletrodos b\u00e1sicos devem ser recondicionados por um tratamento de ressecagem, devendo em seguida retornarem as estufas.<\/p>\n<p>Como os eletrodos s\u00e3o produzidos por diferentes fabricantes, \u00e9 normal se encontrar diferen\u00e7as nos tempos e temperaturas considerados ideais para a manuten\u00e7\u00e3o e ressecagem. Por isto as empresas devem ter procedimentos espec\u00edficos para a correta armazenagem dos eletrodos levando em conta estas diferen\u00e7as. Na aus\u00eancia destes, as recomenda\u00e7\u00f5es do fabricante podem ser aplicadas diretamente. Tendo em vista estas diferen\u00e7as, a tabela 7 apresentada a seguir \u00e9 simplesmente uma refer\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad52.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"754\" height=\"192\" \/><\/p>\n<p>Umidade do ar abaixo de 50% e temperatura 10\u00b0C acima da temperatura ambiente, por\u00e9m no m\u00ednimo 20\u00b0C<\/p>\n<p><strong>Vari\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>O processo eletrodo revestido,quando comparado com outros, apresenta relativamente poucos par\u00e2metros com possibilidade de regulagem. Os efeitos de cada um s\u00e3o mostrados na tabela EFEITO DA ALTERA\u00c7\u00c3O NOS PAR\u00c2METROS DE SOLDAGEM \u00e0 seguir. As siglas Ic, Va e U0 significam respectivamente: Intensidade de corrente (&#8220;amperagem&#8221;), Velocidade de avan\u00e7o e Tens\u00e3o em vazio (&#8220;voltagem&#8221;).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad53.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"675\" height=\"344\" \/><\/p>\n<p>(1) &#8211; Por\u00e9m superior a tens\u00e3o de abertura do arco<\/p>\n<p>A intensidade de corrente \u00e9 o par\u00e2metro que \u00e9 mais sens\u00edvel a varia\u00e7\u00e3o. Depende tamb\u00e9m dos seguintes aspectos: Di\u00e2metro do eletrodo, massa da pe\u00e7a, afastamento na montagem, temperatura inicial da pe\u00e7a e posi\u00e7\u00e3o de soldagem.<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Engenheiro Roberto Joaquim<br \/>\nEngenheiro Jos\u00e9 Ramalho<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>MARQUES, P. V. Tecnologia da Soldagem<br \/>\nUniversidade Federal de Minas Gerais &#8211; 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o 1991<\/p>\n<p>SAF Guia do soldador de soldadura manual<br \/>\nSAF &#8211; Soudure Autogene Fran\u00e7aise 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o 1981<\/p>\n<p>IBQN Soldagem I &#8211; Processos de Soldagem 1987<\/p>\n<p>QUITES, A. Tecnologia da Soldagem a arco volt\u00e1ico 1979<\/p>\n<p>FATEC Processos Usuais de Soldagem II 1989<\/p>\n<p>AWS Welding Handbook eight edition volume<\/p>\n<p>Fonte: www.metalica.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Soldador<\/h6>\n<h4>1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Trabalhos de corte e soldas s\u00e3o realizados com muita freq\u00fc\u00eancia, sendo que estas opera\u00e7\u00f5es representam 7% das ocorr\u00eancias de inc\u00eandios em ambientes industriais, al\u00e9m de um elevado n\u00famero em outros locais.<\/p>\n<p>Para realizar estes trabalhos com um n\u00edvel de seguran\u00e7a aceit\u00e1vel \u00e9 necess\u00e1rio conhecer os perigos existentes, bem como as precau\u00e7\u00f5es que devem ser tomadas para evitar acidentes.<\/p>\n<p><strong>Corte e Solda<\/strong><\/p>\n<p>Solda \u00e9 um termo gen\u00e9rico aplicado \u00e0 uni\u00e3o de pe\u00e7as met\u00e1licas, por diversos processos, tendo como princ\u00edpio transformar as superf\u00edcies de uni\u00e3o em estado pastoso ou l\u00edquido, utilizando calor ou press\u00e3o, ou ambos os sistemas simultaneamente.<\/p>\n<p><strong>As tr\u00eas fontes diretas de calor mais comuns s\u00e3o as seguintes:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a)<\/strong>\u00a0Chama, produzida pela combust\u00e3o de um g\u00e1s combust\u00edvel com ar ou oxig\u00eanio.<\/p>\n<p><strong>b)\u00a0<\/strong>Arco el\u00e9trico, produzido entre um eletrodo e as pe\u00e7as a soldar, ou entre dois eletrodos.<\/p>\n<p><strong>c)<\/strong>\u00a0Resist\u00eancia el\u00e9trica oferecida pela passagem de corrente entre duas ou mais pe\u00e7as a soldar.<\/p>\n<p><strong>2. TIPOS DE CORTE E SOLDA<\/strong><\/p>\n<p><strong>2.1 Processos com Emprego de Eletricidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Solda a arco<\/strong><\/p>\n<p>Emprega o arco el\u00e9trico como fonte de calor para a fus\u00e3o e uni\u00e3o dos metais. O arco se forma entre os metais a soldar e um eletrodo se move ao longo da uni\u00e3o a ser executada ou permanece fixo, movendo-se a pe\u00e7a sob o mesmo.<\/p>\n<p><strong>b) Solda por resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>O calor para a fus\u00e3o \u00e9 gerado por resist\u00eancia a passagem de uma corrente pelas pe\u00e7as a soldar. Geralmente \u00e9 empregada para unir duas l\u00e2minas de metal sobrepostas. Os eletrodos conduzem a corrente atrav\u00e9s das l\u00e2minas, as quais s\u00e3o rigidamente presas, para que sejam assegurados um bom contato e press\u00e3o suficientes para manter o metal fundido na uni\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>c) Solda a ponto<\/strong><\/p>\n<p>O calor \u00e9 gerado por uma resist\u00eancia a passagem de corrente e por arcos formados na superf\u00edcie entre as pe\u00e7as a soldar. Uma vez alcan\u00e7ada a temperatura adequada, as pe\u00e7as se unem bruscamente provocando a expuls\u00e3o de metal, gerando quantidade consider\u00e1vel de fagulhas.<\/p>\n<p><strong>d) Solda por esc\u00f3ria condutora<\/strong><\/p>\n<p>Emprega uma esc\u00f3ria condutora fundida, para proteger a solda e para fundir as bordas do metal de base e do metal de adi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo tem in\u00edcio quando arco funde a esc\u00f3ria e pr\u00e9aquece a pe\u00e7a, pois a esc\u00f3ria s\u00f3lida n\u00e3o \u00e9 condutora.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o in\u00edcio do processo n\u00e3o h\u00e1 necessidade do arco, tendo em vista que a resist\u00eancia \u00e0 passagem de corrente atrav\u00e9s da esc\u00f3ria fundida gera o calor necess\u00e1rio para sustentar o processo.<\/p>\n<p><strong>e) Corte por arco<\/strong><\/p>\n<p>O corte \u00e9 feito atrav\u00e9s de um arco formado entre o eletrodo e o metal de base, produzindo sua fus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2.2 Processo com Emprego de Gases Combust\u00edveis e Oxig\u00eanio<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Solda com g\u00e1s combust\u00edvel e oxig\u00eanio<\/strong><\/p>\n<p>Neste processo de soldagem as temperaturas para fundir as pe\u00e7as met\u00e1licas s\u00e3o elevad\u00edssimas e o calor \u00e9 obtido pela queima uma mistura de g\u00e1s combust\u00edvel com oxig\u00eanio. A chama deve ser adequadamente regulada em fun\u00e7\u00e3o do tipo de trabalho a executar. O g\u00e1s combust\u00edvel mais empregado para solda \u00e9 o acetileno, devido a suas caracter\u00edsticas peculiares.<\/p>\n<p><strong>b) Solda Lat\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Processo no qual o metal de base \u00e9 aquecido sem que haja sua fus\u00e3o. A uni\u00e3o \u00e9 obtida com adi\u00e7\u00e3o de um metal com temperatura de fus\u00e3o acima de 450\u00baC. O metal \u00e9 distribu\u00eddo entre as pe\u00e7as por capilaridade.<\/p>\n<p><strong>c) Solda com bronze<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica diferen\u00e7a entre este processo e a solda lat\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia do fen\u00f4meno de capilaridade. O metal de adi\u00e7\u00e3o \u00e9 depositado no ponto de aplica\u00e7\u00e3o sobre uma ranhura ou em forma cord\u00e3o. \u00c9 muito empregado em reparos e outros trabalhos de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>d) Oxicorte<\/strong><\/p>\n<p>Opera\u00e7\u00f5es que s\u00e3o identificadas em fun\u00e7\u00e3o do tipo de g\u00e1s utilizado, por exemplo: corte com oxiacetileno e corte com g\u00e1s natural oxig\u00eanio. Efetua o corte mediante a rea\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio com alta pureza e o metal a temperaturas elevadas.<\/p>\n<p><strong>2. PERIGOS NOS TRABALHOS DE CORTE E SOLDA<\/strong><\/p>\n<p>Nestas opera\u00e7\u00f5es est\u00e3o sempre presentes dois dos elementos essenciais do fogo ou dois lados do TRI\u00c2NGULO DO FOGO: fonte (s) de igni\u00e7\u00e3o e o oxig\u00eanio do ar, sendo o \u00faltimo respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o do processo de combust\u00e3o. O terceiro elemento ou lado do tri\u00e2ngulo \u00e9 o material combust\u00edvel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad54.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"167\" height=\"161\" \/><\/p>\n<p>Os riscos que apresentam os trabalhos de solda variam de acordo com os locais onde est\u00e3o sendo executados, ou seja: se o local for destinado para este fim (processos de produ\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas isoladas em oficinas de manuten\u00e7\u00e3o) os riscos ser\u00e3o menores e ser\u00e1 bem mais f\u00e1cil tomar as medidas preventivas necess\u00e1rias, entretanto quando o trabalho \u00e9 decorrente da montagem de uma obra ou para execu\u00e7\u00e3o de reparos esta tarefa ser\u00e1 dif\u00edcil, pois muitas vezes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afastar os materiais combust\u00edveis e os l\u00edquidos inflam\u00e1veis da zona perigosa.<\/p>\n<p><strong>Inc\u00eandios ou explos\u00f5es podem ser provocados por:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Efeito direto das chamas ou dos arcos el\u00e9tricos.<\/strong><\/p>\n<p>Tanto a chama do ma\u00e7arico, como o arco el\u00e9trico desprende continuamente energia, tem temperatura muito elevada e grande quantidade de calor, capazes de incendiar imediatamente materiais de f\u00e1cil combust\u00e3o e em tempo relativamente curto os materiais dificilmente combust\u00edveis.<\/p>\n<p><strong>Por condu\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica.<\/strong><\/p>\n<p>A chama do ma\u00e7arico ou o arco aquece localmente a pe\u00e7a at\u00e9 sua temperatura de fus\u00e3o. O calor absorvido no ponto de solda pode por condu\u00e7\u00e3o provocar a inflama\u00e7\u00e3o de materiais combust\u00edveis que estiverem em um ponto afastado, fora do raio de visibilidade do soldador. Se a pe\u00e7a for m\u00e1 condutora, haver\u00e1 ac\u00famulo de calor que pode produzir processos de combust\u00e3o inesperados.<\/p>\n<p><strong>Fagulhas.<\/strong><\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00f5es de metal incandescente lan\u00e7ados em torno do ponto de trabalho que podem penetrar atrav\u00e9s de frestas, aberturas, buracos e similares e atingir materiais combust\u00edveis ou l\u00edquidos inflam\u00e1veis. No caso de solda a arco el\u00e9trico as pontas dos eletrodos ainda quentes, s\u00e3o mais perigosas que as fagulhas, pois t\u00eam maior quantidade de calor.<\/p>\n<p>A sobrecarga nos condutores neutros, assim como o mau contato, os defeitos no isolamento dos cabos de solda e do porta eletrodos, mau contato em tomadas e emenda de cabos, etc., podem produzir fa\u00edscas e aquecimentos capazes de inflamar os materiais estiverem em suas proximidades.<\/p>\n<p><strong>3. PRECAU\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antes do trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Avaliar se existem materiais combust\u00edveis na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Verificar se o trabalho pode ser realizado em um lugar mais seguro.<\/p>\n<p>Livrar \u00e1rea de materiais combust\u00edveis procedendo da seguinte maneira:<\/p>\n<p>a) Manter os produtos s\u00f3lidos a pelo menos 12 m de dist\u00e2ncia do ponto de trabalho;<\/p>\n<p>b) Avaliar a separa\u00e7\u00e3o dos materiais combust\u00edveis com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o do trabalho;<\/p>\n<p>c) Manter os recipientes de l\u00edquidos e gases inflam\u00e1veis (cheios ou vazios), a pelo menos 12 m de dist\u00e2ncia do ponto de trabalho;<\/p>\n<p>d) Esvaziar e inertizar os reservat\u00f3rios e tubula\u00e7\u00f5es de l\u00edquidos e gases inflam\u00e1veis.<\/p>\n<p>e) Se necess\u00e1rio, empregar analisadores de gases para comprovar a inexist\u00eancia de vapores ou gases inflam\u00e1veis.<\/p>\n<p>f) Eliminar res\u00edduos tais como: \u00f3leos; graxas; res\u00edduos de tinta; p\u00f3; trapos e estopas impregnadas de graxa; papel; lixo e similares, sobre o piso, estrutura e nas proximidades.<\/p>\n<p><strong>Proteger os materiais combust\u00edveis que n\u00e3o puderem ser retirados:<\/strong><\/p>\n<p>a) Cobrindo os materiais e os elementos construtivos com lonas ou outras prote\u00e7\u00f5es incombust\u00edveis e maus condutoras de calor;<\/p>\n<p>b) Certificando-se de que as fagulhas de solda n\u00e3o ir\u00e3o ultrapassar as prote\u00e7\u00f5es e atingir os materiais;<\/p>\n<p>Cobrir com materiais incombust\u00edveis e maus condutores de calor todas as aberturas, frestas e buracos existentes no ch\u00e3o, paredes ou teto, num raio de 12 m.<\/p>\n<p>Evitar a condu\u00e7\u00e3o do calor atrav\u00e9s de tubula\u00e7\u00f5es e outros elementos met\u00e1licos onde ser\u00e1 executado o trabalho:<\/p>\n<p>a) Afastando os materiais combust\u00edveis dos materiais que podem conduzir calor;<\/p>\n<p>b) Procedendo o resfriamento das superf\u00edcies que podem conduzir calor.<\/p>\n<p>Evitar que poss\u00edveis chamas secund\u00e1rias provoque a igni\u00e7\u00e3o de materiais combust\u00edveis e propaguem o fogo atrav\u00e9s de passagens estreitas.<\/p>\n<p>Antes de utilizar o equipamento de trabalho, comprovar suas condi\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o e funcionamento.<\/p>\n<p>Manter no local meios adequados para extin\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios (m\u00ednimo um extintor de p\u00f3 ABC e uma linha de mangueiras com \u00e1gua at\u00e9 o esguicho).<\/p>\n<p><strong>Durante o trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Um oper\u00e1rio deve permanecer de prontid\u00e3o no local e deve estar treinado para intervir utilizando os meios de extin\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>O ma\u00e7arico ou eletrodo deve ser posicionado de forma que as fagulhas tenham o menor alcance poss\u00edvel.<\/p>\n<p>N\u00e3o executar trabalhos de solda e similares nas proximidades de cilindros de g\u00e1s.<\/p>\n<p>O oper\u00e1rio de prontid\u00e3o deve ficar atento ao seguinte:<\/p>\n<p>a) A proje\u00e7\u00e3o das fagulhas e seu efeito;<\/p>\n<p>b) A transmiss\u00e3o de calor por elementos met\u00e1licos;<\/p>\n<p>c) O alcance da chama.<\/p>\n<p>d) Necessidade de resfriar as superf\u00edcies e elementos met\u00e1licos afetados, capazes de transmitir calor por condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depositar as pontas de eletrodos em recipientes com \u00e1gua ou areia.<\/p>\n<p>Resfriar todos os elementos que sofreram aquecimento (ou acompanhar seu esfriamento at\u00e9 atingir a temperatura ambiente).<\/p>\n<p><strong>Realizar inspe\u00e7\u00e3o minuciosa nos seguintes pontos:<\/strong><\/p>\n<p>a) Local onde foi realizado o trabalho.<\/p>\n<p>b) \u00c1reas adjacentes.<\/p>\n<p>c) Os pontos atingidos pela proje\u00e7\u00e3o de fagulhas incandescentes.<\/p>\n<p>d) Todos os locais onde existe a possibilidade do calor ter sido transmitido<\/p>\n<p>Manter inspe\u00e7\u00e3o cont\u00ednua durante pelo menos uma hora ap\u00f3s a conclus\u00e3o do trabalho (in\u00fameros inc\u00eandios ficaram em estado latente e s\u00f3 foram percebidos horas depois de finalizadas as opera\u00e7\u00f5es). Inspe\u00e7\u00f5es intermitentes devem ser rigorosamente realizadas at\u00e9 o dia seguinte.<\/p>\n<p><strong>4. RESPONSABILIDADES<\/strong><\/p>\n<p>Partindo da premissa que soldadores, encarregados, supervisores, gerentes e diretores da planta compartilham a responsabilidade de prevenir sinistros decorrentes de inc\u00eandios e explos\u00f5es provocadas por corte, solda e similares, \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia observarem as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>a) A DIRE\u00c7\u00c3O como principal respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a deve:<\/strong><\/p>\n<p>Definir quais s\u00e3o as \u00e1reas projetadas e autorizadas para a realiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de corte, solda e similares;<\/p>\n<p>Designar uma pessoa capacitada para autorizar a realiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de corte, solda e similares em \u00e1reas onde normalmente este tipo de atividade n\u00e3o est\u00e1 previsto;<\/p>\n<p>Exigir que os supervisores, encarregados, e soldadores tenham forma\u00e7\u00e3o e treinamento necess\u00e1rios para realizar os trabalhos com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o permitir que firmas empreiteiras trabalhem em \u00e1reas onde existem materiais inflam\u00e1veis ou outras condi\u00e7\u00f5es perigosas.<\/p>\n<p>Implementar procedimento de atua\u00e7\u00e3o em caso de inc\u00eandio ou explos\u00e3o.<\/p>\n<p>b) O SUPERVISOR e o ENCARREGADO das opera\u00e7\u00f5es de corte, solda e similares t\u00eam as seguintes responsabilidades:<\/p>\n<p>S\u00f3 permitir que o servi\u00e7o seja efetuado mediante pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o formal emitida pela Dire\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Verificar se existem materiais combust\u00edveis na \u00e1rea onde ser\u00e3o realizadas as opera\u00e7\u00f5es de solda;<\/p>\n<p>Se necess\u00e1rio, transferir o servi\u00e7o para outro local ou afastar os combust\u00edveis, mantendo-os a uma dist\u00e2ncia de no m\u00ednimo 12 m. Caso contr\u00e1rio proteg\u00ea-los adequadamente;<\/p>\n<p>Certificar-se que os soldadores est\u00e3o cientes da necessidade de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o formal emitida pela Dire\u00e7\u00e3o para realizar o trabalho, principalmente no caso de empreiteiras;<\/p>\n<p>Certificar-se que o oper\u00e1rio ou vigilante designado para ficar de prontid\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel e no local;<\/p>\n<p>Efetuar inspe\u00e7\u00e3o durante 1\/2 hora ap\u00f3s o final do trabalho nos casos que n\u00e3o houve necessidade de pessoas de prontid\u00e3o durante o servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Livrar \u00e1rea de materiais combust\u00edveis procedendo da seguinte maneira:<\/p>\n<p>1. Manter os produtos s\u00f3lidos a pelo menos 12 m de dist\u00e2ncia do ponto de trabalho;<\/p>\n<p>2. Avaliar a separa\u00e7\u00e3o dos materiais combust\u00edveis com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o do trabalho;<\/p>\n<p>3. Manter os recipientes de l\u00edquidos e gases inflam\u00e1veis (cheios ou vazios), a pelo menos 12 m de dist\u00e2ncia do ponto de trabalho;<\/p>\n<p>4. Esvaziar e inertizar os reservat\u00f3rios e tubula\u00e7\u00f5es de l\u00edquidos e gases inflam\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>c) Os SOLDADORES devem:<\/strong><\/p>\n<p>Obter permiss\u00e3o do Supervisor antes de come\u00e7ar qualquer trabalho de corte, solda e similar;<\/p>\n<p>Em caso de mudan\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es do local para o qual foi concedida a autoriza\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ou em caso de transfer\u00eancia das atividades para outra \u00e1rea, a permiss\u00e3o inicial dever\u00e1 perder a validade, sendo necess\u00e1ria uma nova autoriza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>Usar os equipamentos com cuidado e de acordo com os procedimentos estabelecidos. Devem estar cientes e conscientes dos riscos inerentes a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>5. EQUIPAMENTOS DE PROTE\u00c7\u00c3O INDIVIDUAL \u0096 EPI\u0092s<\/strong><\/p>\n<p>Recomenda-se que o soldador e se for o caso seu ajudante utilize os seguintes EPI\u0092s:<\/p>\n<p>M\u00e1scara para solda el\u00e9trica;<\/p>\n<p>Avental de raspa de couro;<\/p>\n<p>Luvas de raspa de couro;<\/p>\n<p>Perneira de raspa de couro;<\/p>\n<p>Cal\u00e7ado de seguran\u00e7a com biqueira de a\u00e7o ou de resina;<\/p>\n<p>Blus\u00e3o de raspa de couro para soldas sobre a cabe\u00e7a;<\/p>\n<p>Capuz de brim;<\/p>\n<p>A roupa deve estar livre de \u00f3leo e graxa.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Cada EPI deve ter o respectivo CA (Certificado de Aprova\u00e7\u00e3o) fornecido pelo MTE, (Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego).<\/p>\n<p>O local de trabalho deve ter ventila\u00e7\u00e3o adequada, para proteger o operador contra a inala\u00e7\u00e3o de gases e fumos met\u00e1licos nocivos \u00e0 sa\u00fade. Em alguns casos a ventila\u00e7\u00e3o natural \u00e9 suficiente. Muitas opera\u00e7\u00f5es exigem sistema de ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ado, cabines ou coifas purificadoras de ar ou ainda m\u00e1scaras de ar.<\/p>\n<p>O oxig\u00eanio nunca deve ser utilizado para refrescar o corpo, ventilar um espa\u00e7o ou limpar o p\u00f3 da roupa, visto que numa atmosfera rica em oxig\u00eanio uma simples fa\u00edsca produz a queima instant\u00e2nea de todos os materiais combust\u00edveis existentes no local, inclusive a vestimenta do soldador, resultando na maioria dos casos em acidentes fatais.<\/p>\n<p><strong>6. MEDIDAS DE PREVEN\u00c7\u00c3O NOS EQUIPAMENTOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Equipamento g\u00e1s\/oxig\u00eanio<\/strong><\/p>\n<p>Os componentes b\u00e1sicos s\u00e3o os cilindros de g\u00e1s e oxig\u00eanio, reguladores de press\u00e3o, tubula\u00e7\u00f5es ou mangueiras para a condu\u00e7\u00e3o dos gases e um ma\u00e7arico para misturar e queimar os gases de forma controlada para permitir a execu\u00e7\u00e3o de solda ou corte.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas:<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 utilizar equipamentos de boa qualidade e em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de uso;<\/p>\n<p>Manter o equipamento limpo e livre de \u00f3leo ou graxa. O oxig\u00eanio puro em contato com \u00f3leo ou graxa pode produzir uma explos\u00e3o;<\/p>\n<p>Reservar um equipamento para trabalhar exclusivamente com oxig\u00eanio;<\/p>\n<p>Armazenar adequadamente cilindros de g\u00e1s;<\/p>\n<p>Os cilindros de g\u00e1s devem ser transportados com cuidado para que n\u00e3o caiam ou sofram impactos. Os cilindros de acetileno devem ser transportados e utilizados sempre na posi\u00e7\u00e3o vertical, se acidentalmente forem deixados na horizontal, s\u00f3 utiliz\u00e1-los ap\u00f3s permanecerem durante 24 horas na posi\u00e7\u00e3o vertical;<\/p>\n<p>Periodicamente encaminhar ma\u00e7arico, reguladores de press\u00e3o, canetas e bicos para que sejam testados pelo fabricante ou representante por ele indicado;<\/p>\n<p>As conex\u00f5es devem estar adequadamente apertadas para evitar vazamentos. Inspecionar periodicamente o conjunto para detectar corte\/pontos queimados nas mangueiras, desgaste por abras\u00e3o e outros defeitos;<\/p>\n<p>A mangueira para oxig\u00eanio deve ser verde e a do g\u00e1s combust\u00edvel vermelha;<\/p>\n<p>Reparos em ma\u00e7aricos, reguladores e outros componentes s\u00f3 devem ser efetuados por pessoal especializado.<\/p>\n<p><strong>Equipamento de solda a arco<\/strong><\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas:<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 utilizar equipamentos de boa qualidade e em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de uso;<\/p>\n<p>As instala\u00e7\u00f5es, rede el\u00e9trica e o sistema de aterramento da m\u00e1quina de solda inclusive de sua carenagem devem atender ao estabelecido nas normas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT) para instala\u00e7\u00f5es de Baixa Tens\u00e3o.<\/p>\n<p>Tomar os devidos cuidados no armazenamento e manipula\u00e7\u00e3o dos cilindros de gases para prote\u00e7\u00e3o de soldas (CO\u00b2, h\u00e9lio e arg\u00f4nio).<\/p>\n<p>Nos locais de trabalho os cilindros devem ser protegidos contra quedas ou impactos e n\u00e3o devem ficar eletricamente ligados \u00e0 terra.<\/p>\n<p>Os cabos el\u00e9tricos utilizados devem ter tamanho e se\u00e7\u00e3o adequados a corrente e ao ciclo de trabalho.<\/p>\n<p>Os cabos devem ser freq\u00fcentemente inspecionados para que sejam detectados desgastes e poss\u00edveis danos e devem ser substitu\u00eddos sempre que for necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>6. CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os aspectos fundamentais a considerar em um trabalho de corte, solda e similares s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>1. S\u00f3 executar o servi\u00e7o mediante pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>2. Na \u00e1rea n\u00e3o deve existir qualquer material combust\u00edvel que possa produzir um inc\u00eandio;<\/p>\n<p>3. Manter no local um oper\u00e1rio ou vigilante de prontid\u00e3o e equipamentos de extin\u00e7\u00e3o adequados;<\/p>\n<p>4. Utilizar equipamentos de boa qualidade e em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de uso;<\/p>\n<p>5. Operador e ajudante devem utilizar equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual adequados.<\/p>\n<p>Fonte: www.saudeetrabalho.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Soldador<\/h6>\n<h4>Regras para seguran\u00e7a<\/h4>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O presente documento, traduzido e adaptado da brochura Precautions and Safe Practices for ARC WELDING, CUTTING &amp; GOUGING publicada por ESAB Welding &amp; Cutting Products (Florence, SC -USA), \u00e9 destinado a proporcionar informa\u00e7\u00f5es sobre sa\u00fade e seguran\u00e7a aos Usu\u00e1rios dos processos de soldagem, corte e goivagem ao arco el\u00e9trico e equipamentos relacionados. Estas informa\u00e7\u00f5es podem ser usadas como subs\u00eddios para o treinamento dado nas Empresas a soldadores, operadores e demais t\u00e9cnicos ou completar tal treinamento.<\/p>\n<p><strong>As regras apresentadas cobrem processos de soldagem e corte ao arco el\u00e9trico tais como:<\/strong><\/p>\n<p>Goivagem com grafite<\/p>\n<p>Goivagem com plasma<\/p>\n<p>Plasmacorte<\/p>\n<p>Soldagem ao arco submerso<\/p>\n<p>Soldagem a plasma<\/p>\n<p>Soldagem com arame tubular<\/p>\n<p>Soldagem com eletrodo revestido<\/p>\n<p>Soldagem MIG\/MAG<\/p>\n<p>Soldagem TIG<\/p>\n<p>Estas regras n\u00e3o devem ser consideradas como substitutos ou alternativas \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ou \u00e0s normas vigentes, inclusive \u00e0s normas internas dos Usu\u00e1rios; ainda, elas completam, mas n\u00e3o substituem as informa\u00e7\u00f5es contidas nos Manuais de Instru\u00e7\u00f5es espec\u00edficos dos equipamentos de soldar ou cortar.<\/p>\n<p>As regras de seguran\u00e7a s\u00e3o apresentadas para a prote\u00e7\u00e3o dos operadores e demais pessoal envolvido na instala\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos de soldar, cortar ou goivar ao arco e plasma el\u00e9tricos. Elas resumem informa\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas adotadas na industria e s\u00e3o baseadas em literatura especializada de origem norte-americana.<\/p>\n<p>Antes de se instalar, operar ou reparar um equipamento de soldar, \u00e9 necess\u00e1rio ter lido, compreendido e adotado as regras aqui apresentadas. A n\u00e3o observ\u00e2ncia destas regras de seguran\u00e7a pode resultar em acidentes com danos pessoais eventualmente fatais, sob a inteira responsabilidade do Usu\u00e1rio. A n\u00e3o observ\u00e2ncia das regras abaixo apresentadas implica ainda na perda total da garantia dada sobre os equipamentos fornecidos por ESAB S.A.Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p><strong>UM TREINAMENTO ADEQUADO NA OPERA\u00c7\u00c3O E MANUTEN\u00c7\u00c3O DE QUALQUER EQUIPAMENTO EL\u00c9TRICO \u00c9 ESSENCIAL PARA SE EVITAR ACIDENTES.<\/strong><\/p>\n<p>As regras de seguran\u00e7a ora apresentadas s\u00e3o divididas em tr\u00eas grupos principais:<\/p>\n<p>1) Regras de seguran\u00e7a relativas ao local de trabalho<\/p>\n<p>2) Regras de seguran\u00e7a relativas ao pessoal<\/p>\n<p>3) Regras de seguran\u00e7a relativas ao equipamento<\/p>\n<p><strong>1) Regras de seguran\u00e7a relativas ao local de trabalho<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.1) Inc\u00eandios e explos\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O calor produzido por arcos el\u00e9tricos e as suas irradia\u00e7\u00f5es, por esc\u00f3rias quentes e por fa\u00edscas podem ser causas de inc\u00eandios ou explos\u00f5es. Conseq\u00fcentemente, toda \u00e1rea de soldagem ou corte deve ser equipada com sistema adequado de combate a inc\u00eandio e o pessoal de supervis\u00e3o de \u00e1rea, opera\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o do equipamento envolvido deve ser treinado no combate a inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Todo e qualquer trabalhador deve ser familiarizado com as seguintes medidas de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios:<\/p>\n<p>Garantir a seguran\u00e7a da \u00e1rea de trabalho. Sempre que poss\u00edvel, trabalhar em locais especialmente previstos para soldagem ou corte ao arco el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Eliminar poss\u00edveis causas de inc\u00eandios. Locais onde se solde ou corte n\u00e3o devem conter l\u00edquidos inflam\u00e1veis (gasolina, tintas, solventes, etc), s\u00f3lidos combust\u00edveis (papel, materiais de embalagem, madeira, etc) ou gases inflam\u00e1veis (oxig\u00eanio, acetileno, hidrog\u00eanio, etc).<\/p>\n<p>Instalar barreiras contra fogo e contra respingos .Quando as opera\u00e7\u00f5es de soldagem ou corte n\u00e3o podem ser efetuadas em locais espec\u00edficos e especialmente organizados, instalar biombos met\u00e1licos ou prote\u00e7\u00f5es n\u00e3o inflam\u00e1veis ou combust\u00edveis para evitar que o calor, as fagulhas, os respingos ou as esc\u00f3rias possam atingir materiais inflam\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad55.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"375\" height=\"230\" \/><\/p>\n<p>Tomar cuidado com fendas e rachaduras. Fagulhas, esc\u00f3rias e respingos podem &#8220;voar&#8221; sobre longas dist\u00e2ncias. Eles podem provocar inc\u00eandios em locais n\u00e3o vis\u00edveis ao soldador. Procurar buracos ou rachaduras no piso, fendas em torno de tubula\u00e7\u00f5es e quaisquer aberturas que possam conter e ocultar algum material combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Instalar equipamentos de combate a inc\u00eandios. Extintores apropriados, baldes de areia e outros dispositivos antiinc\u00eandio devem ficar a proximidade imediata da \u00e1rea de soldagem ou corte. Sua especifica\u00e7\u00e3o depende da quantidade e do tipo dos materiais combust\u00edveis que possam se encontrar no local de trabalho.<\/p>\n<p>Avaliar a necessidade de uma vigil\u00e2ncia especial contra inc\u00eandios. Quando soldam ou cortam, os operadores, podem n\u00e3o se dar conta da exist\u00eancia de algum inc\u00eandio pois al\u00e9m da aten\u00e7\u00e3o exigida pelo pr\u00f3prio trabalho, eles ficam isolados do ambiente pela sua m\u00e1scara de soldagem e os seus diversos equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual. De acordo com as condi\u00e7\u00f5es do local de trabalho, a presen\u00e7a de uma pessoa especialmente destinada a tocar um alarme e iniciar o combate ao inc\u00eandio pode ser necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Conhecer os procedimentos locais para casos de inc\u00eandios em soldagem ou corte. Alem dos procedimentos de seguran\u00e7a da Empresa e das normas ou legisla\u00e7\u00e3o em vigor, \u00e9 recomendado que sejam conhecidas as regras enunciadas na norma NFPA No. 51B da National Fire Protection Association (USA), &#8220;Fire Protection in Use of Cutting andWelding Processes&#8221;.<\/p>\n<p>Usar um procedimento de &#8220;Autoriza\u00e7\u00e3o de uso de \u00e1rea&#8221;. Antes de se iniciar uma opera\u00e7\u00e3o de soldagem ou corte num local n\u00e3o especificamente previsto para esta finalidade, ele deve ser inspecionado por pessoa habilitada para a devida autoriza\u00e7\u00e3o de uso.<\/p>\n<p>Nunca soldar, cortar ou realizar qualquer opera\u00e7\u00e3o a quente numa pe\u00e7a que n\u00e3o tenha sido adequadamente limpa. Subst\u00e2ncias depositadas na superf\u00edcie das pe\u00e7as podem decompor-se sob a a\u00e7\u00e3o do calor e produzir vapores inflam\u00e1veis ou t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>N\u00e3o soldar, cortar ou goivar em recipientes fechados ou que n\u00e3o tenham sido devidamente esvaziados e limpos internamente. Eles podem explodir se tiverem contido algum material combust\u00edvel ou criar um ambiente asfixiante ou t\u00f3xico conforme o material que foi armazenado neles.<\/p>\n<p>Proceder \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de trabalho ap\u00f3s ter-se completado a soldagem ou o corte. Apagar ou remover fagulhas ou peda\u00e7os de metal quente que, mais tarde, possam provocar algum inc\u00eandio.<\/p>\n<p><strong>1.2) Ventila\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O local de trabalho deve possuir ventila\u00e7\u00e3o adequada de forma a eliminar os gases, vapores e fumos usados e gerados pelos processos de soldagem e corte e que podem ser prejudiciais \u00e0 sa\u00fade dos trabalhadores. Subst\u00e2ncias potencialmente nocivas podem existir em certos fluxos, revestimentos e metais de adi\u00e7\u00e3o ou podem ser liberadas durante a soldagem ou o corte. Em muitos casos, a ventila\u00e7\u00e3o natural \u00e9 suficiente, mas certas aplica\u00e7\u00f5es podem requerer uma ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, cabines com coifas de exaust\u00e3o, filtros de respira\u00e7\u00e3o ou m\u00e1scaras com suprimento individual de ar. O tipo e a import\u00e2ncia da ventila\u00e7\u00e3o dependem de cada aplica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, do tamanho do local de trabalho, do n\u00famero de trabalhadores presentes e da natureza dos materiais trabalhados e de adi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad56.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"361\" height=\"308\" \/><\/p>\n<p>Locais tais como po\u00e7os, tanques, s\u00f3t\u00f5es, etc devem ser considerados como \u00e1reas confinadas. A soldagem ou o corte em \u00e1reas confinadas requer procedimentos espec\u00edficos de ventila\u00e7\u00e3o e trabalho, com o uso eventual de capacetes ou m\u00e1scaras especiais.<\/p>\n<p>N\u00e3o soldar ou cortar pe\u00e7as sujas ou contaminadas por alguma subst\u00e2ncia desconhecida.<\/p>\n<p>N\u00e3o se deve soldar, cortar ou realizar qualquer opera\u00e7\u00e3o a quente numa pe\u00e7a que n\u00e3o tenha sido adequadamente limpa.Os produtos da decomposi\u00e7\u00e3o destas subst\u00e2ncias pelo calor do arco podem produzir vapores inflam\u00e1veis ou t\u00f3xicos. Todos os fumos e gases desprendidos devem ser considerados como potencialmente nocivos. Remover toda e qualquer pintura ou revestimento de zinco de uma pe\u00e7a antes de sold\u00e1-la ou cort\u00e1-la.<\/p>\n<p>O soldador ou operador deve sempre manter a cabe\u00e7a fora da \u00e1rea de ocorr\u00eancia dos fumos ou vapores gerados por um arco el\u00e9trico de forma a n\u00e3o respir\u00e1-los. O tipo e a quantidade de fumos e gases dependem do processo, do equipamento e dos consum\u00edveis usados. Uma posi\u00e7\u00e3o de soldagem pode reduzir a exposi\u00e7\u00e3o do soldador aos fumos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad57.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"251\" height=\"143\" \/><\/p>\n<p>Nunca soldar perto de desengraxadores a vapor ou de pe\u00e7as que acabem de ser desengraxadas. A decomposi\u00e7\u00e3o dos hidrocarbonetos clorados usados neste tipo de desengraxador pelo calor ou a irradia\u00e7\u00e3o do arco el\u00e9trico pode gerar fosg\u00eanio, um g\u00e1s altamente t\u00f3xico, ou outros gases nocivos.<\/p>\n<p>Metais tais como o a\u00e7o galvanizado, o a\u00e7o inoxid\u00e1vel, o cobre, ou que contenham zinco, chumbo, ber\u00edlio ou c\u00e1dmio nunca devem ser soldados ou cortados sem que se disponha de uma ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada eficiente.Nunca se deve inalar os vapores produzidos por estes materiais.<\/p>\n<p>Uma atmosfera com menos de 18 % de oxig\u00eanio pode causar tonturas, perda de consci\u00eancia e eventualmente morte, sem sinais pr\u00e9vios de aviso. Os gases de prote\u00e7\u00e3o usados em soldagem e corte s\u00e3o quer mais leves, quer mais pesados que o ar; certos deles (arg\u00f4nio, di\u00f3xido de carbono-CO , nitrog\u00eanio) podem deslocar o oxig\u00eanio do ar ambiente sem serem detectados pelos sentidos do 2 homem.<\/p>\n<p>O hidrog\u00eanio \u00e9 um g\u00e1s inflam\u00e1vel. Uma mistura deste g\u00e1s com oxig\u00eanio ou ar numa \u00e1rea confinada explode se alguma fa\u00edsca ocorrer. Ele \u00e9 incolor, inodor e ins\u00edpido. Ainda, sendo mais leve que o ar, ele pode acumular-se nas partes superiores de \u00e1reas confinadas e agir como g\u00e1s asfixiante.<\/p>\n<p>Alguma irrita\u00e7\u00e3o nos olhos, no nariz ou na garganta durante a soldagem ou o corte pode ser ind\u00edcio de uma contamina\u00e7\u00e3o do local de trabalho e de uma ventila\u00e7\u00e3o inadequada. O trabalho deve ser interrompido, as condi\u00e7\u00f5es do ambiente devem ser analisadas e as provid\u00eancias necess\u00e1rias para melhorar a ventila\u00e7\u00e3o do local devem ser tomadas.<\/p>\n<p><strong>1.3) Cilindros de g\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>O manuseio inadequado dos cilindros dos gases usados em soldagem ou corte el\u00e9tricos pode provocar a danifica\u00e7\u00e3o ou ruptura da v\u00e1lvula de fechamento e a libera\u00e7\u00e3o repentina e violenta do g\u00e1s que cont\u00eam com riscos de ferimento ou morte.<\/p>\n<p>Observar as caracter\u00edsticas f\u00edsicas e qu\u00edmicas dos gases usados e seguir rigorosamente as regras de seguran\u00e7a espec\u00edficas indicadas pelo fornecedor.<\/p>\n<p>Somente usar gases reconhecidamente adequados ao processo de soldagem ou corte e \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o previstos.<\/p>\n<p>Somente usar um regulador de press\u00e3o espec\u00edfico para o g\u00e1s usado e de capacidade apropriada \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o. Nunca usar adaptadores de rosca entre um cilindro e o regulador de press\u00e3o.<\/p>\n<p>Sempre conservar as mangueiras e conex\u00f5es de g\u00e1s em boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho. O circuito de g\u00e1s deve estar isento de vazamentos.<\/p>\n<p>Os cilindros de g\u00e1s devem sempre ser mantidos em posi\u00e7\u00e3o vertical. Eles devem ser firmemente fixados no seu carrinho de transporte ou nos seus suportes ou encostos (em paredes, postes, colunas, etc) por meio de correia ou de corrente isolada eletricamente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad58.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"352\" height=\"217\" \/><\/p>\n<p>Nunca conservar cilindros ou equipamento relativo a gases de prote\u00e7\u00e3o em \u00e1reas confinadas.<\/p>\n<p>Nunca instalar um cilindro de g\u00e1s de forma que ele possa, mesmo que acidentalmente, se tornar parte de um circuito el\u00e9trico. Em particular, nunca usar um cilindro de g\u00e1s, mesmo que vazio, para abrir um arco el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o estiverem em uso, cilindros de g\u00e1s devem permanecer com sua v\u00e1lvula fechada, mesmo que estejam vazios. Devem sempre ser guardados com o seu capacete parafusado. O seu deslocamento ou transporte deve ser feito por meio de carrinhos apropriados e deve-se evitar que cilindros se choquem.<\/p>\n<p>Sempre manter cilindros de g\u00e1s distantes de chamas e de fontes de fa\u00edscas ou de calor (fornos,etc).<\/p>\n<p>Ao abrir a v\u00e1lvula do cilindro,manter o rosto afastado do regulador de press\u00e3o\/vaz\u00e3o.<\/p>\n<p>Choques el\u00e9tricos podem ser fatais e devem ser evitados. Instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas defeituosas, aterramento ineficiente assim como opera\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o incorretas de um equipamento el\u00e9trico s\u00e3o fontes comuns de choque el\u00e9tricos.<\/p>\n<p><strong>Nunca tocar em partes eletricamente &#8220;vivas&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>. A rede de alimenta\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, o cabo de entrada e os cabos de soldagem (se insuficientemente isolados), o porta-eletrodo, a pistola ou a tocha de soldar, os terminais de sa\u00edda da m\u00e1quina e a pr\u00f3pria pe\u00e7a a ser soldada (se n\u00e3o adequadamente aterrada) s\u00e3o exemplos de partes eletricamente &#8220;vivas&#8221;. A gravidade do choque el\u00e9trico depende do tipo de corrente envolvida (a corrente alternada \u00e9 mais perigosa que a corrente cont\u00ednua), do valor da tens\u00e3o el\u00e9trica (quanto mais alta a tens\u00e3o, maior o perigo) e das partes do corpo afetadas.As tens\u00f5es em vazio das fontes de energia usadas em soldagem, corte ou goivagem podem provocar choques el\u00e9tricos graves.Quando v\u00e1rios soldadores trabalham com arcos el\u00e9tricos de diversas polaridades ou quando se usam v\u00e1rias m\u00e1quinas de corrente alternada, as tens\u00f5es em vazio das v\u00e1rias fontes de energia podem se somar; o valor resultante aumenta o risco de choque el\u00e9trico.<\/p>\n<p><strong>Instalar o equipamento de acordo com as instru\u00e7\u00f5es do Manual espec\u00edfico fornecido.<\/strong><\/p>\n<p>Sempre usar cabos el\u00e9tricos de bitola adequada \u00e0s aplica\u00e7\u00f5es previstas e com a isola\u00e7\u00e3o em perfeito estado. Para o circuito de soldagem, respeitar a polaridade exigida pelo processo ou a aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Aterrar os equipamentos e seus acess\u00f3rios a um ponto seguro de aterramento.<\/strong><\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o da estrutura das m\u00e1quinas a um ponto seguro de aterramento pr\u00f3ximo do local de trabalho \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para se evitar choques el\u00e9tricos. Ainda e de acordo com a figura abaixo, a pe\u00e7a a ser soldada ou o terminal de sa\u00edda correspondente na fonte de energia deve ser aterrada, mas n\u00e3o ambos: &#8220;aterramentos duplos&#8221; podem fazer com que a corrente de soldagem circule nos condutores de aterramento, normalmente finos, e os queime.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad59.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"459\" height=\"248\" \/><\/p>\n<p><strong>Garantir bons contatos el\u00e9tricos na pe\u00e7a soldada e nos terminais de sa\u00edda da m\u00e1quina.<\/strong><\/p>\n<p>Os terminais de sa\u00edda, em particular aquele ao qual a pe\u00e7a soldada estiver ligada, devem ser mantidos em bom estado, sem partes quebradas ou isola\u00e7\u00e3o trincada. Nunca fazer contatos el\u00e9tricos atrav\u00e9s de superf\u00edcies pintadas, notadamente na pe\u00e7a a ser soldada.<\/p>\n<p><strong>Assegurar-se de que todas as conex\u00f5es el\u00e9tricas est\u00e3o bem apertadas, limpas e secas.<\/strong><\/p>\n<p>Conex\u00f5es el\u00e9tricas defeituosas podem aquecer e, eventualmente, derreter. Elas podem ainda ser a causa de m\u00e1s soldas e provocar arcos ou fa\u00edscas perigosas. N\u00e3o se deve permitir que \u00e1gua, graxa ou sujeira se acumule em plugues, soquetes, terminais ou elementos de um circuito el\u00e9trico.<\/p>\n<p><strong>Manter o local de trabalho limpo e seco.<\/strong><\/p>\n<p>A umidade e a \u00e1gua s\u00e3o condutoras da eletricidade. Manter sempre o local de soldagem ou corte, os equipamentos e a roupa de trabalho secos.Eliminar de imediato todo e qualquer vazamento de \u00e1gua. N\u00e3o deixar que mangueiras encostem em pe\u00e7as met\u00e1licas.Nunca ultrapassar os limites de press\u00e3o da \u00e1gua indicados nos Manuais de Instru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Usar roupa e equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual adequados, em bom estado, limpos e secos.<\/strong><\/p>\n<p>Ver, abaixo, as regras espec\u00edficas relativas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o corporal.<\/p>\n<p><strong>Ao soldar ou cortar, n\u00e3o usar quaisquer adornos, acess\u00f3rios ou objetos corporais met\u00e1licos.<\/strong><\/p>\n<p>Para soldar, cortar ou goivar, \u00e9 recomendado retirar an\u00e9is, rel\u00f3gios, colares e outros itens met\u00e1licos. Contatos acidentais de tais objetos com algum circuito el\u00e9trico podem aquec\u00ea-los, derret\u00ea-los e provocar choques el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>O soldador ou operador de uma m\u00e1quina de soldar ou cortar deve trabalhar em cima de um estrado ou plataforma isolante<\/p>\n<p><strong>2.2) Campos el\u00e9tricos magn\u00e9ticos<\/strong><\/p>\n<p>A corrente el\u00e9trica que circula num condutor provoca o aparecimento de campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos. As correntes el\u00e9tricas utilizadas em soldagem, corte ou goivagem criam tais campos em torno dos cabos de solda e dos equipamentos. Ademais certas m\u00e1quinas de soldar geram e usam, para abrir o arco ou durante toda a opera\u00e7\u00e3o de soldagem, um faiscamento do tipo &#8220;ru\u00eddo branco&#8221; conhecido como &#8220;alta freq\u00fc\u00eancia&#8221;. Conseq\u00fcentemente, pessoas portadoras de marca-passo devem consultar um m\u00e9dico antes de adentrar uma \u00e1rea de soldagem ou corte: os campos el\u00e9tricos e magn\u00e9ticos ou as irradia\u00e7\u00f5es podem interferir no funcionamento do marca-passo.<\/p>\n<p>Para minimizar os efeitos dos campos gerados pelas correntes el\u00e9tricas de soldagem e corte:<\/p>\n<p>N\u00e3o se deve permanecer entre os dois cabos eletrodo e obra e sim, sempre manter ambos do mesmo lado do corpo.<\/p>\n<p>Os dois cabos de soldagem (eletrodo e obra) devem correr juntos e, sempre que poss\u00edvel, amarrados um a o outro.<\/p>\n<p>Na pe\u00e7a a ser soldada, conectar o cabo obra t\u00e3o perto quanto poss\u00edvel da junta.<\/p>\n<p>Manter os cabos de soldagem e de alimenta\u00e7\u00e3o do equipamento t\u00e3o longe quanto poss\u00edvel do corpo.<\/p>\n<p>Nunca se deve enrolar cabos de soldagem em torno do corpo.<\/p>\n<p><strong>2.3) Regras espec\u00edficas de seguran\u00e7a corporal<\/strong><\/p>\n<p><strong>2.3.1) Regras para a prote\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os arcos el\u00e9tricos de soldagem ou corte emitem raios ultravioletas e infravermelhos. Exposi\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o podem provocar queimaduras graves e dolorosas da pele e danos permanentes na vista.<\/p>\n<p><strong>Para soldar ou cortar, usar m\u00e1scara com vidro ou dispositivo de opacidade adequado ao processo e \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o prevista.<\/strong><\/p>\n<p>A tabela abaixo orienta quanto \u00e0 opacidade recomendada para a prote\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do processo e da faixa de corrente usados. Como regra geral, iniciar com uma opacidade alta demais para que se veja a zona do arco; reduzir ent\u00e3o a opacidade que se tenha uma vis\u00e3o adequada da \u00e1rea de soldagem, sem problema para os olhos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad60.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"498\" height=\"343\" \/><\/p>\n<p>Filtros recomendados (adaptado da norma de seguran\u00e7a ANSI Z49.1)<\/p>\n<p>Usar \u00f3culos de seguran\u00e7a com protetores laterais. Quando se solda, corta ou goiva, quando se remove a esc\u00f3ria de um cord\u00e3o de solda ou quando se esmerilha alguma pe\u00e7a part\u00edculas met\u00e1licas, respingos e fagulhas podem atingir os olhos sob \u00e2ngulos quaisquer de incid\u00eancia. Nos processos semi-autom\u00e1ticos ou autom\u00e1ticos, pontas de arame podem ferir gravemente. Usar os \u00f3culos de seguran\u00e7a inclusive por baixo da m\u00e1scara de soldar ou de qualquer protetor facial.<\/p>\n<p>Qualquer pessoa dentro de uma \u00e1rea de soldagem ou corte, ou num raio de 20 m, deve estar adequadamente protegida. A irradia\u00e7\u00e3o de um arco el\u00e9trico tem grande alcance e part\u00edculas met\u00e1licas e respingos podem voar sobre dist\u00e2ncias relativamente grandes.<\/p>\n<p><strong>2.3.2) Regras para prote\u00e7\u00e3o da pele<\/strong><\/p>\n<p>Devido \u00e0 emiss\u00e3o de raios ultravioletas e infravermelhos, arcos el\u00e9tricos queimam a pele da mesma maneira que o sol, porem muito mais rapidamente e com maior intensidade. Os operadores, e em particular aqueles sens\u00edveis \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ao sol podem sofrer queimaduras na pele ap\u00f3s breve exposi\u00e7\u00e3o a um arco el\u00e9trico.Os respingos de solda e as fagulhas s\u00e3o outras fontes de queimaduras. Seguir as recomenda\u00e7\u00f5es abaixo para garantir uma prote\u00e7\u00e3o segura contra a irradia\u00e7\u00e3o de um arco el\u00e9trico e os respingos.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixar nenhuma \u00e1rea de pele descoberta. N\u00e3o arrega\u00e7ar as mangas da camisa ou do avental.<\/p>\n<p>Usar roupa protetora resistente ao calor: gorro, jaqueta, avental, luvas e perneiras. Roupa de algod\u00e3o ou similares constitui uma prote\u00e7\u00e3o inadequada, pois al\u00e9m de ser inflam\u00e1vel, ela pode se deteriorar em fun\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s radia\u00e7\u00f5es dos arcos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Usar cal\u00e7ado de cano longo e estreito. N\u00e3o usar sapatos baixos e folgados nos quais respingos e fagulhas podem penetrar.<\/p>\n<p>Usar cal\u00e7as sem bainha. Bainhas podem reter fagulhas e respingos. As pernas das cal\u00e7as devem descer por cima das botas ou dos sapatos para evitar a entrada de respingos.<\/p>\n<p>Sempre usar roupa, inclusive de prote\u00e7\u00e3o, limpa. Manchas de \u00f3leo ou graxa ou sujeira em excesso podem inflamar-se devido ao calor do arco.<\/p>\n<p>Manter os bolsos, mangas e colarinhos abotoados. Fagulhas e respingos podem penetrar por tais aberturas e queimar pelos e\/ou pele. Os bolsos n\u00e3o devem conter objetos ou produtos combust\u00edveis tais como f\u00f3sforos ou isqueiros.<\/p>\n<p><strong>Todas as regras acima aplicam-se integralmente \u00e0s manuten\u00e7\u00f5es preventiva e corretiva dos equipamentos.<\/strong><\/p>\n<p>Manuten\u00e7\u00f5es ou repara\u00e7\u00f5es somente devem ser feitas por elementos habilitados devidamente protegidos e isolados do ponto de vista el\u00e9trico; somente usar ferramentas isoladas, espec\u00edficas para eletricidade. Proceder \u00e0 repara\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas el\u00e9tricas em local apropriado e devidamente isolado.<\/p>\n<p><strong>2.3.3) Regras para a prote\u00e7\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Usar protetores de ouvido. Certas opera\u00e7\u00f5es de soldagem, corte ou goivagem produzem ru\u00eddos de intensidade elevada e, eventualmente, longa dura\u00e7\u00e3o. Protetores de ouvido adequados, al\u00e9m de protegerem contra estes ru\u00eddos excessivos, impedem que respingos e fagulhas entrem nos ouvidos.<\/p>\n<p><strong>3) Regras de seguran\u00e7a relativas aos equipamentos<\/strong><\/p>\n<p>Sempre instalar e operar um equipamento de soldar ou cortar de acordo com a orienta\u00e7\u00e3o do seu Manual de Instru\u00e7\u00f5es. Alem da prote\u00e7\u00e3o ao pessoal de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, o aterramento constitui uma prote\u00e7\u00e3o fundamental dos equipamentos.<\/p>\n<p>Sempre ligar uma m\u00e1quina de soldar ou cortar \u00e0 sua linha de alimenta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma chave de parede . Esta chave deve ter fus\u00edveis ou disjuntor de capacidade adequada e poder ser trancada.Instalar um plugue na extremidade do cabo de entrada da m\u00e1quina.Se for necess\u00e1rio fazer manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina no local de trabalho, c olocar uma etiqueta de aviso na chave geral para evitar que ela venha a ser usada.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia do Soldador\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/soldad61.jpg\" alt=\"Dia do Soldador\" width=\"375\" height=\"306\" \/><\/p>\n<p><strong>Sempre\u00a0instalar e operar uma m\u00e1quina de soldar ou cortar de acordo com as orienta\u00e7\u00f5es contidas no Manual de Instru\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o ao pessoal de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, o aterramento constitui uma prote\u00e7\u00e3o fundamental dos equipamentos.<\/p>\n<p>Operar os equipamentos estritamente dentro das caracter\u00edsticas anunciadas pelo fabricante. Nunca sobrecarreg\u00e1-los.<\/p>\n<p>Nunca usar uma m\u00e1quina de soldar ou cortar com parte do seu gabinete removida ou mesmo aberta. Al\u00e9m de tal situa\u00e7\u00e3o ser potencialmente perigosa para o soldador ou operador, a falta de refrigera\u00e7\u00e3o pode resultar em danos a componentes internos.<\/p>\n<p>Nunca operar equipamentos defeituosos. Conserv\u00e1-los em perfeito estado de funcionamento, procedendo \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o preventiva peri\u00f3dica recomendada pelo fabricante e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o corretiva sempre que necess\u00e1rio. Em particular, todos os dispositivos de seguran\u00e7a incorporados a um equipamento devem ser mantidos em boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>Sempre manter um equipamento de soldar ou cortar afastado de fontes externas de calor (fornos, por exemplo).<\/p>\n<p>M\u00e1quinas de soldar ou cortar n\u00e3o devem ser utilizados em locais alagados ou po\u00e7as de \u00e1gua. Salvo quando projetados especialmente ou adequadamente protegidos (a crit\u00e9rio do fabricante), m\u00e1quinas de soldar ou cortar n\u00e3o devem ser operadas em ambientes corrosivos ou que tenham mat\u00e9rias oleosas em suspens\u00e3o, ou nas intemp\u00e9ries.<\/p>\n<p>Depois de usar um equipamento de soldar ou cortar, sempre deslig\u00e1-lo e isol\u00e1-lo da sua linha de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>PROCEDIMENTOS DE PRONTO SOCORRO E EMERG\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p>O pronto socorro consiste em um tratamento provis\u00f3rio aplicado em caso de acidente ou doen\u00e7a. Um socorro imediato (dentro de quatro minutos) e adequado pode ser a diferen\u00e7a entre uma recupera\u00e7\u00e3o completa, uma invalidez permanente ou a morte.<\/p>\n<p><strong>Inala\u00e7\u00e3o de gases<\/strong><\/p>\n<p>Trabalhadores com sintomas de exposi\u00e7\u00e3o a fumos e gases devem ser levados para uma \u00e1rea n\u00e3o contaminada e inalar ar fresco ou oxig\u00eanio. Caso a v\u00edtima esteja inconsciente, quem prestar socorro deve eliminar os gases venenosos ou asfixiantes da \u00e1rea ou usar equipamento apropriado de respira\u00e7\u00e3o antes de adentr\u00e1-la. Remover a v\u00edtima para uma \u00e1rea n\u00e3o contaminada e chamar um m\u00e9dico. Administrar oxig\u00eanio por meio de uma m\u00e1scara se a v\u00edtima estiver respirando. Caso contr\u00e1rio, praticar a reanima\u00e7\u00e3o cardiopulmonar, de prefer\u00eancia com administra\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de oxig\u00eanio. Conservar a v\u00edtima aquecida e imobilizada.<\/p>\n<p><strong>Olhos afetados<\/strong><\/p>\n<p>Caso a v\u00edtima use lentes de contato, remov\u00ea-las. Irrigar os olhos com grande quantidade de \u00e1gua por 15 min. Ocasionalmente, levantar as p\u00e1lpebras para assegurar uma irriga\u00e7\u00e3o completa. Aplicar um curativo protetor seco.Chamar um m\u00e9dico.Requerer assist\u00eancia m\u00e9dica para remover ciscos ou poeira. Em caso de ferimento por irradia\u00e7\u00e3o de arco el\u00e9trico, aplicar repetidamente compressas frias (de prefer\u00eancia geladas) durante5a10 min. Aplicar um curativo protetor seco. Chamar um m\u00e9dico. N\u00e3o esfregar os olhos.N\u00e3o usar gotas ou col\u00edrio salvo se receitados por um m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Irrita\u00e7\u00e3o da pele<\/strong><\/p>\n<p>Para os casos de contato da pele com produtos irritantes, molhar as regi\u00f5es afetadas com grandes quantidades de \u00e1gua e depois, lavar com \u00e1gua e sab\u00e3o. Retirar a roupa contaminada. Se as mucosas estiverem irritadas, molhar com \u00e1gua. Lavar cortes e arranh\u00f5es com \u00e1gua e sab\u00e3o neutro. Aplicar um curativo seco e esterilizado.<\/p>\n<p><strong>Queimaduras<\/strong><\/p>\n<p>Para queimaduras por calor, aplicar \u00e1gua fria numa bolsa de borracha ou similar. Se a pele n\u00e3o estiver rompida, imergir a parte queimada em \u00e1gua fria limpa ou aplicar gelo limpo para aliviar a dor. N\u00e3o furar bolhas.Enfaixar sem apertar com faixa seca e limpa.Chamar um m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Choques el\u00e9tricos<\/strong><\/p>\n<p>Quem prestar socorro deve primeiramente proteger a si mesmo com materiais isolantes tais como luvas. Desligar o equipamento para eliminar o contato el\u00e9trico com a v\u00edtima. Usar equipamento ou objetos isolantes se a pessoa que prestar socorro tiver que tocar a v\u00edtima para retir\u00e1-la. Se a v\u00edtima n\u00e3o estiver respirando, praticar reanima\u00e7\u00e3o cardiopulmonar assim que o contato el\u00e9trico for removido. Chamar um m\u00e9dico. Continuar com a ressuscita\u00e7\u00e3o cardiopulmonar at\u00e9 que a respira\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea tenha sido restaurada ou at\u00e9 que o m\u00e9dico tenha chegado.Administrar oxig\u00eanio.Manter a v\u00edtima aquecida.<\/p>\n<p><strong>Queimaduras por eletricidade<\/strong><\/p>\n<p>Tratar queimaduras por eletricidade como queimaduras por calor. Aplicar compressas frias ou geladas. Cobrir as feridas com curativo seco limpo.Chamar um m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>NORMAS BRASILEIRAS RELATIVAS \u00c0 SEGURAN\u00c7A DO TRABALHO (lista n\u00e3o exaustiva)<\/strong><\/p>\n<p>Cor na seguran\u00e7a do trabalho -NBR 7195 (1982)<\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o dos equipamentos el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos quanto \u00e0 prote\u00e7\u00e3o contra os choques el\u00e9tricos -NBR 6151 (1990)<\/p>\n<p>Estabelecimento de seguran\u00e7a aos efeitos da corrente el\u00e9trica percorrendo o corpo humano NBR 6533 (1981)<\/p>\n<p>Cabos flex\u00edveis com cobertura para m\u00e1quinas de soldar a arco -NBR 8762 (1985)<\/p>\n<p>Sistemas de prote\u00e7\u00e3o por extintores de inc\u00eandio -NBR 12693 (1993)<\/p>\n<p>Execu\u00e7\u00e3o de sistemas de detec\u00e7\u00e3o e alarme de inc\u00eandio -NBR 9441 (1986)<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o de acidentes em espa\u00e7o confinado -NBR 12246 ((1992)<\/p>\n<p>N\u00edveis de ru\u00eddo para conforto ac\u00fastico -NBR 10152 (1987)<\/p>\n<p>Identifica\u00e7\u00e3o de gases em cilindros -NBR 12176 (1992)<\/p>\n<p>Seguran\u00e7a de instala\u00e7\u00f5es de ar comprimido -NB 222 (1971)<\/p>\n<p>Capacete de seguran\u00e7a para uso na ind\u00fastria -NBR 8221 (1983)<\/p>\n<p>Luvas de seguran\u00e7a -NB 122 (1966)<\/p>\n<p>Cal\u00e7ado de prote\u00e7\u00e3o -NBR 12561 (1992)<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS NORTE-AMERICANAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>1) Publica\u00e7\u00f5es de Interesse Geral<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Threshold Limit Values and Biological Exposure Indices&#8221;, (\u00faltima edi\u00e7\u00e3o), American Conference of Governmental Industrial Hygienists, P.O.Box 1937, Cincinnati, Ohio 45201<\/p>\n<p>&#8220;Dangerous Properties of industrial Materials&#8221;, N. Irving Sax and Richard J. Lewis Sr., Seventh Edition (1989),Van Nostrand Reinhold Co.<\/p>\n<p>&#8220;Effects of Welding on Health-VII&#8221;, 1990, American Welding Society, P.O. Box 351040, Miami, FL 33135<\/p>\n<p>&#8220;Patty&#8217;s Industrial Hygiene andToxicology&#8221;, JohnWiley &amp; Sons, NewYork.<\/p>\n<p><strong>2) Publica\u00e7\u00f5es de Associa\u00e7\u00f5es Normativas<\/strong><\/p>\n<p>As fontes citadas abaixo relativas \u00e0 seguran\u00e7a em soldagem, corte e goivagem s\u00e3o atualizadas periodicamente e sua leitura \u00e9 fortemente recomendada. Estas publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o destinadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de pessoas contra ferimentos e doen\u00e7as e \u00e0 seguran\u00e7a dos equipamentos e instala\u00e7\u00f5es contra inc\u00eandio e outras causas relacionadas com a soldagem, corte ou goivagem.<\/p>\n<p><strong>2.1) Publica\u00e7\u00f5es Dispon\u00edveis na American Welding Society, P.O. Box 351040, Miami, FL 33135:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Welding Safety and Health Information Packet&#8221;-SHP<\/p>\n<p>&#8220;Safety inWelding and Cutting&#8221;-ANSI\/AWS Z49.1<\/p>\n<p>&#8220;Recommended Safe Practices for the Preparation for Welding and Cutting of Containers and PipingThat Have Held Hazardous Substances&#8221; -AWS F4.1<\/p>\n<p>&#8220;Recommended Practices for Plasma Cutting&#8221;-AWS C5.2<\/p>\n<p>&#8220;Method for Sampling Airborne Particulates Generated by Welding and Allied Processes&#8221;ANSI\/ AWS F1.1<\/p>\n<p>&#8220;Guide forWelding Fume Control&#8221;, AWS F3.1<\/p>\n<p>&#8220;ArcWelding and cutting Noise&#8221; -AWN<\/p>\n<p>&#8220;Fumes and Gases in theWelding Environment&#8221; -FGW<\/p>\n<p><strong>2.2) Publica\u00e7\u00f5es Dispon\u00edveis na National Fire Protection Association, 1 Batterymarch Park, P.O. Box 9101, Quincy, MA 02269:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Cutting andWelding Processes&#8221; -NFPA 51B<\/p>\n<p>&#8220;National Electrical Code&#8221;-NFPA 70<\/p>\n<p>&#8220;National Electrical Code Handbook&#8221;<\/p>\n<p><strong>2.3) Publica\u00e7\u00f5es Dispon\u00edveis na Compressed Gas Association, Inc., 1235 Jefferson Davis Highway, Arlington, VA 22202:<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Safe Handling of Compressed Gases in Cylinders&#8221;-CGA P-1<\/p>\n<p>&#8220;Compressed Gas CylinderValve Outlet and Inlet Connections:&#8221; -CGAV-1<\/p>\n<p><strong>2.4) Outras Publica\u00e7\u00f5es Norte-Americanas<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Safe Practices for Occupation and Educational Eye and Face Protection&#8221; -ANSI Z87.1, American National Standards Institute, 11West 42nd Street, NewYork, NY 10036<\/p>\n<p>&#8220;Occupational Safety and Health Standards&#8221;-29 CFR 1910, U.S. Department of Labor, Ocupational Safety and Health Administration, Superintendent of Documents, U.S. Government Printing Office,Washington, D.C.20402<\/p>\n<p>Fonte: www.oxigenio.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do Soldador, Hist\u00f3ria, Profissional, Soldagem, Solda, T\u00e9cnico, Equipamento, Seguran\u00e7a, Trabalho, Curso, Profiss\u00e3o, Dia do Soldador<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-60286","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dia do Soldador, Hist\u00f3ria, Profissional Dia do Soldador<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Dia do Soldador, Hist\u00f3ria, Profissional, Soldagem, Solda, T\u00e9cnico, Equipamento, Seguran\u00e7a, 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