{"id":60255,"date":"2016-07-11T12:55:22","date_gmt":"2016-07-11T12:55:22","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=60255"},"modified":"2016-07-11T13:18:47","modified_gmt":"2016-07-11T13:18:47","slug":"dia-da-navegacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-da-navegacao","title":{"rendered":"Dia da Navega\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4>30      de Setembro<\/h4>\n<p>O      homem, desde antes de Cristo, vem desenvolvendo t\u00e9cnicas e instrumentos para      orientar-se durante o deslocamento de um ponto a outro para determinar sua      posi\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na      Antig\u00fcidade, no Mediterr\u00e2neo, os eg\u00edpcios, fen\u00edcios, gregos e romanos utilizaram      os conhecimentos dos ventos, reconhecimento dos astros, relevos e inscri\u00e7\u00f5es      hierogl\u00edficas para desenvolver t\u00e9cnicas de aux\u00edlio a orienta\u00e7\u00e3o das &#8220;Naus&#8221;      (embarca\u00e7\u00f5es da \u00e9poca). Criaram os pontos cardiais (Norte, Sul, Leste, Oeste),      a rosa dos ventos em graus e as primeiras cartas de navega\u00e7\u00e3o usando o conceito      de Latitude e Longitude.<\/p>\n<p>No      in\u00edcio da Idade M\u00e9dia, com o crescimento do com\u00e9rcio entre os povos, surgiu      a b\u00fassola, desenvolvida pelos chineses dando in\u00edcio a t\u00e9cnica e a ci\u00eancia      de Navegar com um &#8220;rumo&#8221; e um &#8220;estimado&#8221;.<\/p>\n<p>No      final do s\u00e9culo XV, o navegador Italiano Am\u00e9rico Vesp\u00facio e Crist\u00f3v\u00e3o Colombo,      na tentativa da primeira circunavega\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00cdndias, levaram a bordo um almanaque      com uma lista de posi\u00e7\u00f5es e eventos relacionados aos corpos celestes efetuados      em Ferrara, It\u00e1lia. Ap\u00f3s v\u00e1rios dias no mar, observando os hor\u00e1rios dos alinhamentos      da Lua com Marte, Vesp\u00facio calculou a dist\u00e2ncia que estavam de Ferrara e concluiu      que n\u00e3o estavam nas \u00cdndias, mas em um novo Continente.<\/p>\n<p>Este      fato foi o marco do in\u00edcio da Navega\u00e7\u00e3o Astron\u00f4mica, com o desenvolvimento      do Sextante (instrumento utilizado para observar os astros), uma evolu\u00e7\u00e3o      do Astrol\u00e1bio e do Quadrante.<\/p>\n<p>Com      a chegada do s\u00e9culo XX d\u00e1-se in\u00edcio a uma nova ci\u00eancia que revoluciona as      t\u00e9cnicas e sistemas de navega\u00e7\u00e3o, a Eletr\u00f4nica. Em 1912 surgiram os primeiros      equipamentos de r\u00e1dio-navega\u00e7\u00e3o que se desenvolveram rapidamente.<\/p>\n<p>Com      a II Guerra Mundial, veio o RADAR &#8211; Radio Detection And Ranging &#8211; que tem      a capacidade de medir lapsos de tempo entre emiss\u00e3o\/recep\u00e7\u00e3o de ondas de r\u00e1dio,      princ\u00edpio utilizado, mais tarde, nas navega\u00e7\u00f5es via sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>Atualmente,      o GPS (Global Positioning System, sistema de Navega\u00e7\u00e3o por Sat\u00e9lite com uma      precis\u00e3o de 1 metro para uso militar e 15 metros para uso civil) \u00e9 o sistema      de navega\u00e7\u00e3o mais moderno e de maior precis\u00e3o e confiabilidade utilizado no      mundo.<\/p>\n<p>\u00c9      tamb\u00e9m, amplamente usado por diversos segmentos como: agricultura, engenharia,      competi\u00e7\u00f5es esportivas, seguran\u00e7a, tr\u00e2nsito e outros.<\/p>\n<p>Fonte:       Revista Ci\u00eancia Online<\/p>\n<h6>Dia da Navega\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>30      de Setembro<\/h4>\n<h4>TIPOS      DE NAVEGA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>O      transporte mar\u00edtimo \u00e9 aquele realizado por navios a motor, de grande porte,      nos mares e oceanos, e pode ser dividido em duas categorias, de acordo com      a sua finalidade:<\/p>\n<p><strong>Longo      curso<\/strong><\/p>\n<p>Que      \u00e9 uma navega\u00e7\u00e3o internacional, isto \u00e9, o transporte de cargas entre portos      de pa\u00edses diferentes.<\/p>\n<p><strong>Cabotagem<\/strong><\/p>\n<p>Que      \u00e9 uma navega\u00e7\u00e3o nacional, e significa o transporte de cargas entre portos      mar\u00edtimos nacionais, ou entre portos mar\u00edtimos nacionais e portos interiores      do pa\u00eds localizados em rios.<\/p>\n<p>Pode-se      notar que esta divis\u00e3o nada tem a ver com a dist\u00e2ncia a ser percorrida, mas      com a caracter\u00edstica da navega\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, nacional ou internacional.<\/p>\n<p>Tem      sido comum, na navega\u00e7\u00e3o ligando portos de pa\u00edses do Mercosul, a denomina\u00e7\u00e3o      grande cabotagem, o que, obviamente, n\u00e3o faz qualquer sentido, e nem tem respaldo      legal. O Mercosul \u00e9 um bloco, mas os pa\u00edses continuam sendo diferentes e independentes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/navega3.jpg\" alt=\"Dia da Navega\u00e7\u00e3o\" width=\"217\" height=\"245\" title=\"Dia da Navega\u00e7\u00e3o\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00d3rg\u00e3os      Intervenientes (Internacional e Nacional)<\/strong><\/p>\n<p>No      campo internacional, no transporte mar\u00edtimo, temos basicamente a:<\/p>\n<p><strong>IMO<\/strong><\/p>\n<p>International      Maritime Organization Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional), entidade ligada      \u00e0 ONU &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>A      IMO \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 promover a seguran\u00e7a no mar e a efici\u00eancia da      navega\u00e7\u00e3o, bem como tomar medidas preventivas para evitar a polui\u00e7\u00e3o mar\u00edtima      que pode ser causada pelos navios, por meio de acidentes ou m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es      de conserva\u00e7\u00e3o, entre outras coisas.<\/p>\n<p>Este      \u00f3rg\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do ISM Code &#8211; International Safety Management      Code (C\u00f3digo de Gerenciamento Ambiental), que se refere ao gerenciamento do      meio ambiente e de navios. Sua finalidade \u00e9 tornar a navega\u00e7\u00e3o mais segura      e confi\u00e1vel, bem como proteger os mares e oceanos.<\/p>\n<p>Desde      julho de 1998, alguns tipos de navios j\u00e1 est\u00e3o obrigados a ter este certificado,      que s\u00e3o os de transporte de petr\u00f3leo, g\u00e1s, qu\u00edmicos e graneleiros. Embora      n\u00e3o seja objeto de nosso trabalho, conv\u00e9m ressaltar que os navios de passageiros      tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e3o com esta obriga\u00e7\u00e3o. A partir de julho de 2002 ser\u00e1 obrigat\u00f3rio      para toda a frota mundial de navios, inclusive os porta-containers, e nenhum      navio poder\u00e1 navegar sem ele.<\/p>\n<p>Dentre      os trabalhos realizados pela IMO destaca-se a cria\u00e7\u00e3o da SOLAS &#8211; Safety ofLife      at Sea (Seguran\u00e7a da Vida no Mar), uma conven\u00e7\u00e3o internacional que estabelece      um conjunto de regras, visando promover e controlar a seguran\u00e7a no mar, quanto      \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da vida humana envolvida de alguma forma com a atividade de navega\u00e7\u00e3o      mar\u00edtima.<\/p>\n<p><strong>No      Brasil, o Transporte Mar\u00edtimo \u00e9 regulado pelos seguintes \u00f3rg\u00e3os governamentais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Minist\u00e9rio      dos Transportes<\/strong><\/p>\n<p>Que      \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo no pa\u00eds na \u00e1rea, sendo o respons\u00e1vel por todos os tipos de      transportes aquavi\u00e1rios e terrestres, tendo como miss\u00e3o controlar e fiscalizar      tudo o que diga respeito a esta atividade.<\/p>\n<p><strong>STA      &#8211; Secretaria dos Transportes Aquavi\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o      do Minist\u00e9rio dos Transportes, com o dever de executar a pol\u00edtica para os      transportes aquavi\u00e1rios no Brasil.<\/p>\n<p><strong>DMM      &#8211; Departamento da Marinha Mercante<\/strong><\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o      vinculado \u00e0 STA, respons\u00e1vel pelo controle dos registros de armadores, fretes,      acordos bilaterais, confer\u00eancias de fretes e outros assuntos reguladores do      transporte mar\u00edtimo brasileiro.<\/p>\n<p><strong>DP      -Departamento dos Portos<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      vinculado ao STA, respons\u00e1vel pelo controle dos portos, e a quem as Companhias      Docas est\u00e3o subordinadas.<\/p>\n<p><strong>TM      &#8211; Tribunal Mar\u00edtimo<\/strong><\/p>\n<p>Vinculado      ao Minist\u00e9rio da Marinha, responde pela investiga\u00e7\u00e3o e pelo julgamento dos      acidentes ocorridos na navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima, podendo suas conclus\u00f5es e laudos      t\u00e9cnicos serem usados pela justi\u00e7a civil, quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      \u00e9 o respons\u00e1vel pelo registro de navios brasileiros que operam no transporte      de cargas, tanto na cabotagem quanto na navega\u00e7\u00e3o de longo curso.<\/p>\n<p>Fonte:       www.intranews.com.br<\/p>\n<h6>Dia da Navega\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<h4>30      de Setembro<\/h4>\n<h4>Arte      e Tecnologia da Navega\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Iniciada,      em sentido amplo, com o dom\u00ednio da astronomia como meio de orienta\u00e7\u00e3o, a navega\u00e7\u00e3o      expandiu-se com a inven\u00e7\u00e3o da b\u00fassola, que se teria dado na China do come\u00e7o      da Idade M\u00e9dia, e adquiriu efici\u00eancia \u00e0 medida que se desenvolveram os meios      de propuls\u00e3o dos barcos, desde os remos e as velas at\u00e9 a energia nuclear dos      submarinos at\u00f4micos, que cruzam os oceanos com raio de a\u00e7\u00e3o praticamente ilimitado.<\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      \u00e9 a ci\u00eancia, t\u00e9cnica e arte de dirigir embarca\u00e7\u00f5es ou naves nos mares e oceanos      (navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima, n\u00e1utica ou oce\u00e2nica), nos rios (navega\u00e7\u00e3o fluvial) e      nos lagos (navega\u00e7\u00e3o lacustre). Quando se trata de aeronaves, emprega-se o      termo &#8220;navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea&#8221;. O termo navega\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se aplica \u00e0s viagens      realizadas no espa\u00e7o exterior (cosmon\u00e1utica, astron\u00e1utica ou navega\u00e7\u00e3o interplanet\u00e1ria).<\/p>\n<p>A      mais remota documenta\u00e7\u00e3o sobre navios e arte de navega\u00e7\u00e3o encontra-se nos      relevos e inscri\u00e7\u00f5es hierogl\u00edficas do Egito. As antigas civiliza\u00e7\u00f5es mesopot\u00e2micas      registraram numerosos testemunhos de navega\u00e7\u00e3o, inicialmente em \u00e1reas litor\u00e2neas      protegidas por enseadas e ancoradouros e, mais tarde, em mar aberto. Os rios      principais foram poderosos meios de comunica\u00e7\u00e3o, articulados com as vias terrestres,      de modo a permitir o transporte eficaz, ao longo de dist\u00e2ncias cada vez maiores.<\/p>\n<p>Uma      rede de canais artificiais, j\u00e1 no terceiro mil\u00eanio antes da era crist\u00e3, completava      a utiliza\u00e7\u00e3o dos rios, principalmente no Egito e, em menor grau, na Mesopot\u00e2mia.      O desenvolvimento do com\u00e9rcio conferiu not\u00e1vel impulso \u00e0 navega\u00e7\u00e3o. As caravanas      terrestres foram substitu\u00eddas por linhas mar\u00edtimas. As civiliza\u00e7\u00f5es fen\u00edcia,      grega, a cartaginesa e, em propor\u00e7\u00f5es menores, romana, basearam sua expans\u00e3o      e predom\u00ednio cultural ou militar na per\u00edcia n\u00e1utica, embora esta ainda fosse      muito prec\u00e1ria se comparada a tudo que se tornou poss\u00edvel a partir da Idade      M\u00e9dia europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>A      evolu\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de propuls\u00e3o naval e de navega\u00e7\u00e3o ocorreu lentamente      e de forma muitas vezes descont\u00ednua. O remo predominou na antiguidade, a vela      \u00fanica na Idade M\u00e9dia e, do s\u00e9culo XVI ao XVIII, multiplicou-se o n\u00famero de      velas e mastros at\u00e9 que, no s\u00e9culo XIX, surgiu a propuls\u00e3o a vapor. As t\u00e9cnicas      de navega\u00e7\u00e3o foram emp\u00edricas at\u00e9 o s\u00e9culo XIII. Do s\u00e9culo XIII ao s\u00e9culo XV,      a generaliza\u00e7\u00e3o do uso da b\u00fassola e da carta de marear orientou a navega\u00e7\u00e3o      por rumo e estima. A navega\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica por latitudes foi do s\u00e9culo XV      ao s\u00e9culo XVIII e, a partir de ent\u00e3o, praticou-se a navega\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica      por latitudes e longitudes. Na atualidade, a navega\u00e7\u00e3o vale-se principalmente      de um instrumental radioeletr\u00f4nico cada vez mais preciso.<\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      emp\u00edrica: a navega\u00e7\u00e3o dos fen\u00edcios, que desde 1200 a.C., aproximadamente,      percorriam todo o Mediterr\u00e2neo, baseou-se num perfeito conhecimento do regime      dos ventos. Devem ter sido os eg\u00edpcios os primeiros a conhecer bem o movimento      dos astros, mas um amplo cabedal de conhecimentos astron\u00f4micos foi tamb\u00e9m      acumulado por caldeus, fen\u00edcios e gregos. O astr\u00f4nomo grego Hiparco, no s\u00e9culo      I a.C., estabeleceu as primeiras efem\u00e9rides n\u00e1uticas e construiu os primeiros      astrol\u00e1bios.<\/p>\n<p>A      Erat\u00f3stenes (s\u00e9culo III a.C.) deve-se o conhecimento dos graus. S\u00f3 no s\u00e9culo      II da era crist\u00e3 a navega\u00e7\u00e3o se beneficiou, com Ptolomeu, de cartas e t\u00e1buas      fundamentadas numa verdadeira obra geogr\u00e1fica. Mais importantes que as cartas      foram os livros de navega\u00e7\u00e3o ou &#8220;p\u00e9riplos&#8221;, primitivos livros de      pilotagem que descrevem rotas baseadas na dire\u00e7\u00e3o dos ventos, cabos, atracadouros      e entradas de portos. O mais antigo \u00e9 o P\u00e9riplo de Scylax, de mais ou menos      350 a.C.<\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      por rumo e estima: nos primeiros s\u00e9culos da Idade M\u00e9dia, os grandes navegadores      foram os n\u00f3rdicos: dinamarqueses, fr\u00edsios e outros povos tra\u00e7aram desde o      s\u00e9culo III os itiner\u00e1rios futuros dos viquingues. Estes, a partir do s\u00e9culo      IX, exploraram o Atl\u00e2ntico norte, colonizaram a Isl\u00e2ndia e a Groenl\u00e2ndia e,      por volta do ano 1000, chegaram \u00e0 Terra Nova. Sua navega\u00e7\u00e3o permaneceu emp\u00edrica:      sem a b\u00fassola, orientavam-se pelos astros, pelo v\u00f4o das aves e outros m\u00e9todos      tradicionais.<\/p>\n<p>A      partir do s\u00e9culo X, o Mediterr\u00e2neo tornou-se o ve\u00edculo da ascens\u00e3o econ\u00f4mica      das rep\u00fablicas comerciais italianas. Catal\u00e3es e genoveses foram os marinheiros      mais experimentados dessa \u00e9poca, com a arte n\u00e1utica mais eficiente, em que      os meios emp\u00edricos tradicionais se viram enriquecidos com o emprego da b\u00fassola      e da carta de marear, bases da navega\u00e7\u00e3o por rumo e estima. Ao longo do s\u00e9culo      XIII, intensificou-se o uso da b\u00fassola, que se tornou o principal instrumento      de navega\u00e7\u00e3o da \u00e9poca. Seu emprego incrementou-se significativamente quando      foi associado \u00e0 rosa-dos-ventos, por meio de um eixo, e o conjunto encerrado      num recept\u00e1culo suspenso, imune \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es causadas pelo movimento do navio.<\/p>\n<p>Ainda      no s\u00e9culo XIII, a inven\u00e7\u00e3o do leme de cadaste, at\u00e9 hoje usado, substituiu      os remos-lemes pendentes \u00e0 r\u00e9 e o remo lateral dos marinheiros n\u00f3rdicos. Dois      outros auxiliares preciosos da navega\u00e7\u00e3o da \u00e9poca foram ainda os portulanos      italianos, livros de instru\u00e7\u00f5es n\u00e1uticas, que correspondem aos antigos livros      de pilotagem ou p\u00e9riplos, \u00e0s vezes chamados &#8220;livros de mar&#8221; ou,      na nomenclatura portuguesa, &#8220;roteiros&#8221;, e as cartas n\u00e1uticas, das      quais a mais antiga \u00e9 a an\u00f4nima Carta Pisana, aproximadamente de 1300, em      pergaminho.<\/p>\n<p>Surgiram      nessa fase diferentes tipos de embarca\u00e7\u00f5es (galeras, caravelas, carracas,      gale\u00f5es etc.), que se destinavam a diferentes miss\u00f5es comerciais, de acordo      com o maior ou menor percurso que teriam de realizar, e de sua capacidade      de carga. A sistematiza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos n\u00e1uticos, os estudos astron\u00f4micos      e tecnol\u00f3gicos, assim como o ensino levado a efeito na chamada escola de Sagres,      fundada pelo portugu\u00eas Infante D. Henrique o Navegador, foram os principais      respons\u00e1veis pelas grandes navega\u00e7\u00f5es portuguesas e espanholas dos s\u00e9culos      XV e XVI. Deram-se ent\u00e3o as descobertas que alargaram o mundo gra\u00e7as \u00e0s viagens      de Gil Eanes, Diogo C\u00e3o, Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Crist\u00f3v\u00e3o Colombo,      Pedro \u00c1lvares Cabral, Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, Vasco Nu\u00f1ez de Balboa, Jo\u00e3o Caboto,      Jacques Cartier e tantos outros.<\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      astron\u00f4mica por latitudes: aos marinheiros portugueses do s\u00e9culo XV se deve      o in\u00edcio do uso sistem\u00e1tico de um novo processo de navega\u00e7\u00e3o que transformou      profundamente a arte n\u00e1utica: a navega\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica por alturas ou latitudes.      Tratava-se de uma navega\u00e7\u00e3o por rumo e estima corrigida por uma coordenada      deduzida de observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas. A introdu\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo astron\u00f4mico      conferiu maior rigor \u00e0 navega\u00e7\u00e3o estimada, que s\u00f3 seria inteiramente abandonada      com a descoberta do processo de determinar com rigor a longitude.<\/p>\n<p>Para      a medi\u00e7\u00e3o da altura, o primeiro instrumento usado deve ter sido o quadrante,      que j\u00e1 havia muito era conhecido dos astr\u00f4nomos. O astrol\u00e1bio, usado freq\u00fcentemente      na pen\u00ednsula ib\u00e9rica durante s\u00e9culos com finalidades astrol\u00f3gicas, foi simplificado      e adaptado para a arte n\u00e1utica. Usou-se tamb\u00e9m a balestilha, igualmente provinda      da astrologia medieval, mas de tardia introdu\u00e7\u00e3o na n\u00e1utica, onde s\u00f3 aparece      referida em 1514.<\/p>\n<p>Os      problemas n\u00e3o resolvidos na cartografia desses tempos foram solucionados por      Gerhard Kremer (Kramer), dito Gerardus Mercator. O que se designa por proje\u00e7\u00e3o      de Mercator &#8212; representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, na pr\u00e1tica, do que Pedro Nunes teoricamente      preconizara &#8212; \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o plana da Terra, em que a superf\u00edcie de proje\u00e7\u00e3o      \u00e9 a de um cilindro tangente ao equador esf\u00e9rico. Os meridianos sucessivos      s\u00e3o representados por retas paralelas eq\u00fcidistantes. Quanto aos paralelos,      seguem o m\u00e9todo das latitudes crescidas: seu afastamento cresce com a latitude      e permite, assim, representar por uma linha reta uma rota loxodr\u00f4mica, que,      sobre a superf\u00edcie terrestre, forma \u00e2ngulo constante com todos os meridianos.<\/p>\n<p>Em      1699, com a cria\u00e7\u00e3o, por Isaac Newton, do primeiro aparelho de reflex\u00e3o dupla      sobre espelhos, surgiu um importante melhoramento de ordem pr\u00e1tica nos instrumentos      de observa\u00e7\u00e3o do Sol, que antes tinham de ser usados de costas voltadas para      o astro, para evitar a reflex\u00e3o. Foi este o princ\u00edpio que levou \u00e0 constru\u00e7\u00e3o      do oitante e do sextante. Acentuou-se a precis\u00e3o nas medidas astron\u00f4micas,      que vai at\u00e9 cerca de um minuto do arco, o que corresponde a um erro de posi\u00e7\u00e3o      de apenas uma milha mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      por latitudes e longitudes: se a navega\u00e7\u00e3o por latitudes trouxe maior rigor      \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, s\u00f3 o conhecimento das longitudes permitiria a determina\u00e7\u00e3o de      posi\u00e7\u00f5es exatas na superf\u00edcie do mar. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XVI se sabia      que a hora de observa\u00e7\u00e3o de um fen\u00f4meno celeste dependia do lugar onde se      situava o observador. Bastava encontrar um m\u00e9todo para comparar a hora local      do fen\u00f4meno observado \u00e0 do lugar de origem, para que a diferen\u00e7a de hora permitisse      conhecer o valor da longitude. A solu\u00e7\u00e3o era fabricar cron\u00f4metros capazes      de conservar a hora do meridiano inicial com precis\u00e3o.<\/p>\n<p>Em      1714, o Parlamento ingl\u00eas instituiu um pr\u00eamio para quem descobrisse um m\u00e9todo      eficiente de determinar a longitude. O pr\u00eamio foi ganho por John Harrison,      que construiu um cron\u00f4metro marinho de grande precis\u00e3o, capaz de conservar      a hora do meridiano de Greenwich. A esse aperfei\u00e7oamento seguiu-se, na segunda      metade do s\u00e9culo XVIII e no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, a descoberta e explora\u00e7\u00e3o      sistem\u00e1tica, estimulada pelas academias cient\u00edficas, das \u00e1reas mar\u00edtimas que      permaneciam desconhecidas.<\/p>\n<p>O      conceito mais moderno de navega\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a delinear-se em 1801, quando o      engenheiro brit\u00e2nico William Symington deu a p\u00fablico sua concep\u00e7\u00e3o de uma      embarca\u00e7\u00e3o a vapor destinada ao reboque de barcos no cretal que une os estu\u00e1rios      dos rios escoceses Clyde e Forth. Seis anos depois o americano Robert Fulton      comprovou a validade do invento ao percorrer, na quarta parte do tempo empregado      anteriormente, a dist\u00e2ncia que separa Nova York de Albany, singrando o rio      Hudson em um barco a vapor. Ficavam assim para tr\u00e1s os s\u00e9culos em que a for\u00e7a      do homem e dos ventos tinha movimentado os barcos.<\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      na atualidade: tanto na navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima quanto na aeron\u00e1utica, continua-se      a usar o c\u00e1lculo de posi\u00e7\u00e3o estimada, comum a todas as formas de navega\u00e7\u00e3o,      juntamente com outros m\u00e9todos mais rigorosos. Essa estimativa \u00e9 feita com      aux\u00edlio de gr\u00e1ficos e t\u00e1buas, em que latitude e longitude podem ser deduzidas      da dist\u00e2ncia e das dire\u00e7\u00f5es percorridas. A barquilha ou outros tipos de veloc\u00edmetro,      rebocados ou submersos, indicam diretamente a velocidade e a dist\u00e2ncia. Os      roteiros atuais beneficiaram-se do desenvolvimento das ci\u00eancias oceanogr\u00e1ficas      e da meteorologia mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Os      navios pequenos usam ainda apenas a b\u00fassola comum. Nos maiores, esta \u00e9 somente      complemento da agulha girosc\u00f3pica que, em vez do norte magn\u00e9tico, indica imediatamente      o norte geogr\u00e1fico. Nas aeronaves, a velocidade se mede por um indicador diferencial      de press\u00e3o: usam-se cron\u00f4metros de precis\u00e3o em conjunto com sinais hor\u00e1rios      de r\u00e1dio. Nas observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas, usa-se o sextante.<\/p>\n<p>A      radiotelegrafia, ao lan\u00e7ar no espa\u00e7o a hora de um meridiano de terra firme,      permite retificar o estado absoluto dos cron\u00f4metros de bordo. Na navega\u00e7\u00e3o      atual, o radiogoni\u00f4metro, aparelho receptor radioel\u00e9trico de antena orient\u00e1vel,      \u00e9 usado por navios e aeronaves para situar as emissoras terrestres, o que      determina, em fun\u00e7\u00e3o dos \u00e2ngulos e intensidade das ondas, sua situa\u00e7\u00e3o na      carta. Esse m\u00e9todo de navega\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado radiogoniometria.<\/p>\n<p>Na      navega\u00e7\u00e3o costeira, usam-se marca\u00e7\u00f5es de refer\u00eancias terrestres (far\u00f3is, navios-far\u00f3is      e torres ao largo), equipadas com sinais sonoros para per\u00edodos de nevoeiro      e, em geral, tamb\u00e9m com radiofar\u00f3is. Usam-se dois sistemas de balizamento      ou marca\u00e7\u00e3o, o lateral e o cardeal. As balizas, que assinalam canais e perigos      v\u00e1rios, t\u00eam cor, forma e numera\u00e7\u00e3o diversa, para indicar como devem ser contornadas.      De noite, refer\u00eancias especiais e luminosas nas cartas n\u00e1uticas permitem a      identifica\u00e7\u00e3o das balizas.<\/p>\n<p>Os      servi\u00e7os hidrogr\u00e1ficos dos diversos pa\u00edses publicam roteiros e livros de pilotagem,      listas de sinais luminosos, atlas de correntes e mar\u00e9s. A cartografia n\u00e1utica      foi padronizada pela Organiza\u00e7\u00e3o Hidrogr\u00e1fica Mundial, que tem sede em M\u00f4naco      e foi fundada em 1920. A maior parte dessas cartas \u00e9 desenhada na proje\u00e7\u00e3o      de Mercator. A linha de sonda, talvez o mais antigo instrumento n\u00e1utico, ainda      \u00e9 empregada. Mas usa-se tamb\u00e9m a sonda de eco para medi\u00e7\u00e3o da profundidade      da \u00e1gua, que permite, em \u00e1reas bem estudadas, determinar a posi\u00e7\u00e3o do navio      por compara\u00e7\u00e3o com as sondagens registradas nas cartas.<\/p>\n<p>Instrumentos      eletr\u00f4nicos: at\u00e9 a segunda guerra mundial, os principais instrumentos eletr\u00f4nicos      usados na navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima ou a\u00e9rea eram o tel\u00eametro e o radiofarol a ele      associado, al\u00e9m da esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio de baixa freq\u00fc\u00eancia. Desde o in\u00edcio da      segunda guerra mundial at\u00e9 a atualidade, multiplicaram-se os novos sistemas      desse tipo: (1) sistema loran (de long range navigation ou sistema de localiza\u00e7\u00e3o      de radar e r\u00e1dio); (2) sistema decca, sistema hiperb\u00f3lico com o sistema loran,      mas no qual os sinais, ao contr\u00e1rio daquele, n\u00e3o s\u00e3o emitidos por pulsa\u00e7\u00f5es;      (3) sistema consol, que emprega freq\u00fc\u00eancias entre 250 e 350kc; (4) radar de      navega\u00e7\u00e3o, que alarga o campo de vis\u00e3o durante a noite ou quando h\u00e1 pouca      visibilidade.<\/p>\n<p>Na      navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima s\u00e3o usadas diversas variantes do radar: os sistemas ratan,      shoran, EPI (electronic position indicator, indicador eletr\u00f4nico de posi\u00e7\u00e3o),      sonar (radar submarino que emprega ondas sonoras em vez de ondas de r\u00e1dio),      radux (sistema hiperb\u00f3lico de baixas e baix\u00edssimas freq\u00fc\u00eancias), omega, que      \u00e9 uma amplia\u00e7\u00e3o do anterior, lorac e raydist, sistemas hiperb\u00f3licos de ondas      cont\u00ednuas para observa\u00e7\u00f5es de grande precis\u00e3o.<\/p>\n<p>Na      navega\u00e7\u00e3o submarina e no controle de m\u00edsseis usam-se sistemas autom\u00e1ticos      de navega\u00e7\u00e3o girosc\u00f3pica, constitu\u00eddos por aparelhos aut\u00f4nomos para c\u00e1lculo      de posi\u00e7\u00e3o. Esses sistemas baseiam-se na quantidade e na dire\u00e7\u00e3o da acelera\u00e7\u00e3o.      Nos m\u00edsseis teleguiados, a dire\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia do percurso s\u00e3o previamente      determinados e, posteriormente, dirigidas por instrumentos autom\u00e1ticos controlados      por computador.<\/p>\n<p>Fonte:       www.emdiv.com.br<\/p>\n<h6>Dia da Navega\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<h4>30      de Setembro<\/h4>\n<h4><strong>Tipos      de Navega\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Para      determinar as posi\u00e7\u00f5es, o navegador utiliza um dos seguintes m\u00e9todos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      Astron\u00f3mica<\/strong><\/p>\n<p>Quando      a posi\u00e7\u00e3o \u00e9 obtida a partir de astros.<\/p>\n<p><strong>Geonavega\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quando      a posi\u00e7\u00e3o \u00e9 obtida a partir de pontos not\u00e1veis da costa.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      Estimada<\/strong><\/p>\n<p>Quando      apenas se utiliza as caracter\u00edsticas do movimento da embarca\u00e7\u00e3o: &#8220;Proa&#8221;      e &#8220;Velocidade&#8221;.<\/p>\n<p>Portanto,      a partir de uma determinada posi\u00e7\u00e3o que foi marcada na carta, (sabendo os      elementos &#8220;proa&#8221; e &#8220;velocidade&#8221;), pode prever-se (estimar-se)      onde estaremos passado algum tempo.<\/p>\n<p><strong>A      dist\u00e2ncia a que se navega da costa e o rigor a que essa proximidade obriga,      aconselha a utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de navega\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      Oce\u00e2nica<\/strong><\/p>\n<p>Quando      estamos a mais de 30 milhas da costa (\u00e9 aceit\u00e1vel um erro at\u00e9 5 milhas).<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      Costeira<\/strong><\/p>\n<p>Quando      estamos entre 30 e 3 milhas da costa. Em tais zonas \u00e9 prov\u00e1vel a exist\u00eancia      de baixos, correntes e outros perigos, o que implica conhecer a posi\u00e7\u00e3o com      rigor. Devem marcar-se pontos com frequ\u00eancia, se poss\u00edvel de 15 em 15 minutos.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      em \u00c1guas Restritas<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      o tipo de navega\u00e7\u00e3o que se pratica em portos, barras, rios, canais. Estamos      a menos de 3 milhas da costa e o rigor necess\u00e1rio \u00e9 o m\u00e1ximo que for poss\u00edvel,      para garantir a seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte:       navegacao-recreio.planetaclix.pt<\/p>\n<h6>Dia da Navega\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<h4>30      de Setembro<\/h4>\n<h4>Navega\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      \u00e9 a ci\u00eancia, arte, pr\u00e1tica ou tecnologia, de planejar e executar uma viagem      de um ponto de partida at\u00e9 seu ponto de destino.<\/p>\n<p>A      principal atividade da navega\u00e7\u00e3o \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o atual, para poss\u00edvel      compara\u00e7\u00e3o com posi\u00e7\u00f5es previstas ou desejadas.<\/p>\n<p>A      inven\u00e7\u00e3o de aparelhos que permitem a determina\u00e7\u00e3o exata dessa posi\u00e7\u00e3o, como      a b\u00fassola, o sextante, o cron\u00f4metro, o radar, o r\u00e1dio, e o GPS est\u00e3o entre      os maiores avan\u00e7os cient\u00edficos da humanidade.<\/p>\n<p>Outro      fator crucial na navega\u00e7\u00e3o \u00e9 a exist\u00eancia de mapas ou modelos similares.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/navega4.jpg\" alt=\"Dia da Navega\u00e7\u00e3o\" width=\"304\" height=\"235\" title=\"Dia da Navega\u00e7\u00e3o\" \/><\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos      de navega\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Visual<\/p>\n<p><strong>Eletr\u00f4nica,      incluindo:<\/strong><\/p>\n<p>Radar<\/p>\n<p>GPS<\/p>\n<p>Estimada<\/p>\n<p>Astron\u00f4mica<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>A      navega\u00e7\u00e3o em terra, apesar de importante, nunca ofereceu os desafios e os      perigos da navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima. A aus\u00eancia de pontos de refer\u00eancia e os in\u00fameros      riscos envolvidos na navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima, levaram v\u00e1rias civiliza\u00e7\u00f5es, separadas      no tempo e no espa\u00e7o, a desenvolverem v\u00e1rias t\u00e9cnicas de navega\u00e7\u00e3o, adequadas      \u00e0s suas embarca\u00e7\u00f5es e \u00e1reas de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As      primeiras t\u00e9cnicas de navega\u00e7\u00e3o eram visuais, baseadas em pontos consp\u00edcuos;      no que se pode levantar historicamente, pelos navegantes da Fen\u00edcia (habitantes      de Tiro, cidade nomeada na B\u00edblia) e Egito, tamb\u00e9m nomeado na B\u00edblia; posteriormente,      foram introduzidas as dire\u00e7\u00f5es dos ventos dominantes. Quando se juntavam estas      informa\u00e7\u00f5es com destinos, obtinha-se um primeiro, e rudimentar, conjunto de      informa\u00e7\u00f5es com os quais era poss\u00edvel tra\u00e7ar uma rota, aperfei\u00e7oamento dos      Vikings.<\/p>\n<p>A      transmiss\u00e3o destas informa\u00e7\u00f5es de um piloto para outro, ou de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o,      levaram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de Roteiros, Regimentos e mapas. As primeiras cartas n\u00e1uticas      foram os portulanos, nos quais est\u00e3o indicados rotas entre portos, heran\u00e7a      Viking, desenvolvidas na hist\u00f3rica Escola de Sagres.<\/p>\n<p>A      navega\u00e7\u00e3o nos per\u00edodos grego e romano, e durante a maior parte da idade m\u00e9dia,      era uma navega\u00e7\u00e3o de cabotagem, tamb\u00e9m chamada de costeira. Seriam os vikings      os primeiros a aventurar-se para al\u00e9m do horizonte, com a ajuda de um aparelho      de navega\u00e7\u00e3o baseado no Sol(uma esp\u00e9cie de rel\u00f3gio de ponteiros que somente      marcassem os minutos, que \u00e9 utilizado nos dias de hoje) e na b\u00fassola, para      determinar os pontos cardeais e a rota, com base em portulanos. Contudo, esta      era ainda uma rudimentar navega\u00e7\u00e3o astron\u00f3mica.<\/p>\n<p>Na      \u00e9poca das Cruzadas, com a introdu\u00e7\u00e3o da b\u00fassola no Mediterr\u00e2neo, desconhecida      pelos \u00e1rabes de ent\u00e3o e da Baixa Idade M\u00e9dia, os navegadores podiam agora      realizar travessias maiores, sem a necessidade de recorrer \u00e0 ajuda de pontos      em terra, ao seguirem uma dire\u00e7\u00e3o (rumo) constante obtida da b\u00fassola, e de      algumas constela\u00e7\u00f5es que j\u00e1 conheciam e que se encontravam sobre cidades que      se denominavam pelas pr\u00f3prias, identificadas pelos seus s\u00e1bios.<\/p>\n<p>Durante      todo este per\u00edodo, foram desenvolvidas t\u00e9cnicas de navega\u00e7\u00e3o com base nas      estrelas, principalmente o Sol; os primeiros trabalhos verdadeiramente cient\u00edficos      sobre o tema surgiram no mundo com base em c\u00e1lculos mais complexos desenvolvido      pelos \u00e1rabe, principalmente com o acr\u00e9scimo da \u00e1lgebra.<\/p>\n<p>Apesar      da diminui\u00e7\u00e3o substancial do com\u00e9rcio mar\u00edtimo com o fim do Imp\u00e9rio Romano,      este n\u00e3o desapareceu. No Mediterr\u00e2neo a conquista do Norte de \u00c1frica pelos      mu\u00e7ulmanos trouxe novas t\u00e9cnicas de navega\u00e7\u00e3o, que rapidamente se disseminaram,      e foram completadas pela sabedoria local, quando os mercadores de ambos os      lados criaram rotas comerciais regulares.<\/p>\n<p>No      s\u00e9culo XIII o rei Afonso X de Castela publica os Libros del Saber de Astronomia,      uma compila\u00e7\u00e3o de textos, bem como as Tabelas Afonsinas, nas quais indica      a posi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios astros ao longo do ano, em ambos contou com, e utilizou,      o trabalho de s\u00e1bios judeus e \u00e1rabes, sobre constela\u00e7\u00f5es e astros.<\/p>\n<p>Portugal,      situado na converg\u00eancia entre o Mediterr\u00e2neo e o Atl\u00e2ntico tinha mantido as      liga\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas entre a Europa do Norte e do Sul, e rec\u00e9m sa\u00eddo da esfera      mu\u00e7ulmana, tinha na \u00e9poca uma situa\u00e7\u00e3o privilegiada para fazer a fus\u00e3o das      v\u00e1rias escolas e conhecimentos regionais, numa teoria geral e unificada sobre      a navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com      o estudo e o desenvolvimento da navega\u00e7\u00e3o patrocinada pelo infante Dom Henrique,      na conhecida Escola de Sagres, no s\u00e9culo XVI, que pela primeira vez juntou      as diversas fontes e as sistematizou, surgiram os conhecimentos que permitiram      o in\u00edcio dos Grandes Navega\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se      a adop\u00e7\u00e3o do leme axial e do Tim\u00e3o ou roda do Leme, juntamente com a descobertas      cient\u00edficas sobre rudimentos j\u00e1 conhecidos da navega\u00e7\u00e3o astron\u00f3mica, criou      as condi\u00e7\u00f5es para as primeiras grandes viagens trans-oce\u00e2nicas, ou transatl\u00e2nticas(de      princ\u00edpio), sem refer\u00eancias terrestres; estas criaram por sua vez novos conjuntos      de problemas, tais como calcular a longitude e latitude, ou ao navegarem para      Sul do Equador, reconhecendo a import\u00e2ncia do Zod\u00edaco e das estrelas conhecidas,      surgindo dai descobertas de novas constela\u00e7\u00f5es, nunca dantes estudadas, que      possibilitavam a melhora da localiza\u00e7\u00e3o, surgindo a chamada navega\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica.<\/p>\n<p>Com      a continua\u00e7\u00e3o dos estudos j\u00e1 no reino da Gr\u00e3-Bretanha, vamos nos deparar com      a continua\u00e7\u00e3o dos trabalhos iniciados pelos Vikings, naquele instrumento que      usava o Sol como refer\u00eancia, semelhante ao rel\u00f3gio de ponteiros utilizado      atualmente com o nome de cron\u00f4metro e sextante, e com esses instrumentos rudimentares      e aperfei\u00e7oados, vamos concordar a extens\u00e3o da longitude do Equador com o      tempo dos 21.600 minutos(l\u00e9guas ou n\u00f3s, essa \u00faltima medida relacionada com      a velocidade, modernamente); do dia, com os 24 &#8220;fusos hor\u00e1rios&#8221;(      de 15 graus do planeta Terra), inaugurando dessa forma a chamada navega\u00e7\u00e3o      estimada.<\/p>\n<p>Descobre-se      o r\u00e1dio e o radar como aperfei\u00e7oamentos durante as duas guerras mundiais e      finalmente, com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico atual, temos a navega\u00e7\u00e3o por      GPS.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      visual<\/strong><\/p>\n<p>A      navega\u00e7\u00e3o visual consiste no estabelecimento de um rumo ou rota com base em      pontos consp\u00edcuos, facilmente identific\u00e1veis no terreno, ou na linha de costa.<\/p>\n<p>Estes      pontos consp\u00edcuos devem ser facilmente identific\u00e1veis e vis\u00edveis de grandes      dist\u00e2ncias. A progress\u00e3o \u00e9 aferida pela evolu\u00e7\u00e3o face ao ponto conspicuo escolhido      (mais pr\u00f3ximo, mais afastado, etc).<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      eletr\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      eletr\u00f4nica \u00e9 o uso de equipamentos, tais como o GPS atualmente, que d\u00e3o indica\u00e7\u00f5es      relativas \u00e0 posi\u00e7\u00e3o e rumo.<\/p>\n<p>Essas      informa\u00e7\u00f5es, que eram anteriormente obtidas por observa\u00e7\u00f5es e calculos, est\u00e3o      agora dispon\u00edveis de forma instantan\u00eaa. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 altera\u00e7\u00e3o do m\u00e9todos,      mas sim dos instrumentos, utilizados na navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Radar<\/strong><\/p>\n<p>O      radar, do ingl\u00eas Radio Detection And Ranging (Detec\u00e7\u00e3o e Telemetria pelo R\u00e1dio),      \u00e9 um dispositivo que permite detectar objetos a longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Ondas      eletromagn\u00e9ticas que s\u00e3o refletidas por objetos distantes. A detec\u00e7\u00e3o das      ondas refletidas permite determinar a localiza\u00e7\u00e3o do objeto.<\/p>\n<p><strong>Funcionamento      do Radar<\/strong><\/p>\n<p>O      radar \u00e9 composto por uma antena transmissora receptora de sinais para Super      Alta Freq\u00fc\u00eancia (SHF), a transmiss\u00e3o \u00e9 um pulso eletromagn\u00e9tico de alta pot\u00eancia,      curto per\u00edodo e feixe muito estreito. Durante a propaga\u00e7\u00e3o pelo espa\u00e7o, o      feixe se alarga em forma de cone, at\u00e9 atingir ao alvo que est\u00e1 sendo monitorado,      sendo ent\u00e3o refletido, e, retornando para a antena, que neste momento \u00e9 receptora      de sinais.<\/p>\n<p>Como      se sabe a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o do pulso, e pelo tempo de chegada do eco,      pode-se facilmente calcular a dist\u00e2ncia do objeto. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m, saber      se o alvo est\u00e1 se afastando, ou se aproximando da esta\u00e7\u00e3o, isto se deve ao      Efeito Doppler, isto \u00e9, pela defasagem de freq\u00fc\u00eancia entre o sinal emitido      e recebido.<\/p>\n<p><strong>Sistema      de posicionamento global<\/strong><\/p>\n<p>O      sistema de posicionamento global, popularmente conhecido por GPS (do acr\u00f3nimo\/acr\u00f4nimo      do original ingl\u00eas Global Positioning System ou do portugu\u00eas &#8220;geo-posicionamento      por sat\u00e9lite&#8221;), conforme o nome diz, inclui um conjunto de sat\u00e9lites      \u00e9 um sistema de informa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nico que fornece via r\u00e1dio a um aparelho      receptor m\u00f3vel a posi\u00e7\u00e3o do mesmo com referencia as coordenadas terrestres,      esse sistema que por vezes \u00e9 impropriamente designado de sistema de navega\u00e7\u00e3o      n\u00e3o substitui integralmente ao sistema de navega\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica, mas apenas      informa as coordenadas do receptor e n\u00e3o o rumo indispens\u00e1vel a navega\u00e7\u00e3o      estimada faltando solicitar o recurso de um simulador integrado ao receptor.<\/p>\n<p>Existem      atualmente dois sistemas efetivos de posicionamento por sat\u00e9lite; o GPS americano      e o Glonass russo; tamb\u00e9m existem mais dois sistemas em implanta\u00e7\u00e3o; o Galileo      europeu e o Compass chin\u00eas e isso se faz necess\u00e1rio universalmente, porque      o sistema americano \u00e9 controlado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos      da Am\u00e9rica, DoD, para uso exclusivo militar e, embora atualmente, encontre-se      aberto para uso e civil gratuito, poucas garantias temos que em tempo de guerra      continue emitindo sinais o que resultara num serio risco a navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O      DoD fornece dois tipos de servi\u00e7os GPS: Standard e Precision.<\/strong><\/p>\n<p>O      sistema est\u00e1 dividido em tr\u00eas partes: espacial, de controlo e utilizador.      O segmento espacial \u00e9 composto pela constela\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites. O segmento de      controlo \u00e9 formado pelas esta\u00e7\u00f5es terrestres dispersas pelo mundo ao longo      da Zona Equatorial, respons\u00e1veis pela monitoriza\u00e7\u00e3o das \u00f3rbitas dos sat\u00e9lites,      sincroniza\u00e7\u00e3o dos rel\u00f3gios at\u00f3micos de bordo dos sat\u00e9lites e atualiza\u00e7\u00e3o dos      dados de almanaque que os sat\u00e9lites transmitem.<\/p>\n<p>O      segmento do utilizador consiste num receptor que capta os sinais emitidos      pelos sat\u00e9lites. Um receptor GPS (GPSR) descodifica as transmiss\u00f5es do sinal      de c\u00f3digo e fase de m\u00faltiplos sat\u00e9lites e calcula a sua posi\u00e7\u00e3o com base nas      dist\u00e2ncias a estes. A posi\u00e7\u00e3o \u00e9 dada por latitude, longitude e altitude, coordenadas      geod\u00e9sicas referentes ao sistema WGS84.<\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/navega5.jpg\" alt=\"Dia da Navega\u00e7\u00e3o\" width=\"320\" height=\"216\" title=\"Dia da Navega\u00e7\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m      de sua aplica\u00e7\u00e3o \u00f3bvia na avia\u00e7\u00e3o geral e comercial e na navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima,      qualquer pessoa que queira saber a sua posi\u00e7\u00e3o, encontrar o seu caminho para      determinado local (ou de volta ao ponto de partida), conhecer a velocidade      e dire\u00e7\u00e3o do seu deslocamento pode-se beneficiar com o sistema. Atualmente      o sistema est\u00e1 sendo muito difundido em autom\u00f3veis com sistema de navega\u00e7\u00e3o      de mapas, que possibilita uma vis\u00e3o geral da \u00e1rea que voc\u00ea est\u00e1 percorrendo.<\/p>\n<p>A      comunidade cient\u00edfica utiliza-o pelo seu rel\u00f3gio altamente preciso. Durante      experi\u00eancias cient\u00edficas de recolha de dados, pode-se regist(r)ar com precis\u00e3o      de micro-segundos (0,000001 segundo) quando a amostra foi obtida. Naturalmente      a localiza\u00e7\u00e3o do ponto onde a amostra foi recolhida tamb\u00e9m pode ser importante.      Agrimensores diminuem custos e obt\u00eam levantamentos precisos mais rapidamente      com o GPS. Unidades espec\u00edficas t\u00eam custo aproximado de 3.000 d\u00f3lares e precis\u00e3o      de 1 metro, mas existem receptores mais caros com precis\u00e3o de 1 cent\u00edmetro.      A recolha de dados por estes receptores \u00e9 mais lenta.<\/p>\n<p>Guardas      florestais, trabalhos de prospec\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, ge\u00f3logos,      arque\u00f3logos, bombeiros, s\u00e3o enormemente beneficiados pela tecnologia do sistema.      O GPS tem-se tornado cada vez mais popular entre ciclistas, balonistas, pescadores,      ecoturistas, geocachers, v\u00f4o livre ou por aventureiros que queiram apenas      orienta\u00e7\u00e3o durante as suas viagens. Com a populariza\u00e7\u00e3o do GPS, um novo conceito      surgiu na agricultura: a agricultura de precis\u00e3o. Uma m\u00e1quina agr\u00edcola dotada      de receptor GPS armazena dados relativos \u00e0 produtividade em um dispositivo      de mem\u00f3ria que, tratados por programa espec\u00edfico, produz um mapa de produtividade      da lavoura. As informa\u00e7\u00f5es permitem tamb\u00e9m o(p)timizar a aplica\u00e7\u00e3o de corre(c)tivos      e fertilizantes.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      estimada<\/strong><\/p>\n<p>A      navega\u00e7\u00e3o estimada \u00e9, sabendo a posi\u00e7\u00e3o anterior, dire\u00e7\u00e3o do movimento, velocidade      e diferen\u00e7a de tempo, estimar a posi\u00e7\u00e3o atual. Nesta t\u00e9cnica podemos tamb\u00e9m      substituir a velocidade e diferen\u00e7a de tempo por dist\u00e2ncia percorrida.<\/p>\n<h4>Navega\u00e7\u00e3o      a\u00e9rea<\/h4>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o      a\u00e9rea \u00e9 a maneira de conduzir um ve\u00edculo voador de um lugar a outro em seguran\u00e7a,      pode ser um bal\u00e3o, um dirig\u00edvel ou qualquer artefato pr\u00f3prio para voar. A      Navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea requer uma orienta\u00e7\u00e3o constante, seja por conhecimento da      regi\u00e3o ou no interior das nuvens usando o recurso da agulha magn\u00e9tica ou ainda,      \u00e0 noite, usando como referencial as estrelas. A seguir vemos alguns tipos      de orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      visual ou contato<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a maneira de conduzir com habilidade e seguran\u00e7a um engenho dirig\u00edvel atrav\u00e9s      do espa\u00e7o com a observa\u00e7\u00e3o de pontos significativos que sirvam como refer\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Pontos      de refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o      todos aqueles que , durante o percurso das viagens, se encontram em destaque      e que oferecem um alinhamento, tais como: monumentos, cidades, aer\u00f3dromos,      rodovias, ferrovias e seus cruzamentos, rios, pontes, montanhas, lagos, fuma\u00e7a      de queimadas ou chamin\u00e9s, etc.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      estimada<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a maneira de conduzir um dirig\u00edvel de um lugar para outro seguindo o resultado      de c\u00e1lculos pr\u00e9-determinados para a seq\u00fc\u00eancia da viagem, ou seja, a partir      do \u00faltimo ponto conhecido, obter novos dados para o pr\u00f3ximo ponto ou posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com      este m\u00e9todo, o dirig\u00edvel poder\u00e1 ser localizado a qualquer momento, seja por      condi\u00e7\u00f5es visuais ou por marca\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      radiogoniom\u00e9trica<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a maneira de orienta\u00e7\u00e3o e de poder determinar, na superf\u00edcie da Terra, o ponto      onde se encontra, por meio da utiliza\u00e7\u00e3o das ondas de r\u00e1dio.<\/p>\n<p>Trata-se      de r\u00e1dios apropriados para esse fim, tais como o VOR e o NDB.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      eletr\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a maneira de conduzir e posicionar um dirig\u00edvel sobre a superf\u00edcie da Terra,      por meio de informa\u00e7\u00f5es advindas de equipamentos eletr\u00f4nicos sofisticados,      que fornecem dados bastante precisos para o desenvolvimento de uma perfeita      navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      astron\u00f4mica ou celestial<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a forma de navegar, com dados obtidos por meio de observa\u00e7\u00f5es de corpos celestes.      Os c\u00e1lculos que envolvem conhecimentos de trigonometria esf\u00e9rica s\u00e3o feitos      por interm\u00e9dio de tabelas pr\u00f3prias (&#8220;t\u00e1buas logar\u00edtmicas&#8221;) em confronto      com a previs\u00e3o astron\u00f4mica informadas anualmente, em almanaques n\u00e1uticos,      os resultados, confirmados ou pr\u00e9-verificados com um instrumento chamado Sextante,      atrav\u00e9s do qual fez-se as visadas medindo em graus o valor da altura e azimute      de determinados corpos celestes, com rela\u00e7\u00e3o ao horizonte, s\u00e3o os mesmos astronomicamente      previstos para aquele local e momento.<\/p>\n<p>Com      o advento da eletr\u00f4nica mas atrav\u00e9s de uma rede de sat\u00e9lites, este m\u00e9todo      est\u00e1 quase em desuso embora tecnologicamente a cada dia mais atualizado, face      a tecnologia por sat\u00e9lite pertencer a duas superpot\u00eancia que em tempos de      guerra podem codificar os sinais.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      por sat\u00e9lite<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      o sistema mundial de determina\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00e3o de naves e aeronaves pela utiliza\u00e7\u00e3o      de sat\u00e9lites artificiais que giram em torno da Terra em v\u00e1rios sentidos e      em altitude determinada.<\/p>\n<p>Esse      sistema foi inicialmente implantado para fins militares e agora j\u00e1 sendo usado      para fins civis. Ex.: Global Positioning System (GPS) e NAVSAT.<\/p>\n<h4>Navega\u00e7\u00e3o      mar\u00edtima<\/h4>\n<p>\u00c9      a ci\u00eancia que determina a posi\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o sobre o mar atrav\u00e9s da ajuda      da observa\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica e de instrumentos eletr\u00f4nicos, \u00e1udios ou visuais,      e estabelece o rumo at\u00e9 ao ponto de destino.<\/p>\n<p><strong>Tipos      de navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima<\/strong><\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      de cabotagem<\/strong><\/p>\n<p>Este      tipo de navega\u00e7\u00e3o requer ast\u00facia do piloto visto n\u00e3o se servir de qualquer      tipo de instrumentos, mas sim de pontos de refer\u00eancia por si conhecidos ou      citados no livro de far\u00f3is ou nos derroteiros. O piloto n\u00e3o pode nunca perder      de vista a costa.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      por estimativa<\/strong><\/p>\n<p>Utiliza-se      a carta para assinalar o ponto de partida, as dist\u00e2ncias percorridas e os      rumos seguidos, onde se calcula, aproximadamente, a posi\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o      astron\u00f3mica<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o      utilizados instrumentos de navega\u00e7\u00e3o para se saber, com exatid\u00e3o, a localiza\u00e7\u00e3o      do navio. Os principais instrumentos utilizados s\u00e3o: O sextante, que permite      medir \u00e2ngulos entre o horizonte e o astro ,geralmente o sol (alguns modelos      est\u00e3o equipados de horizonte artificial para o caso da exist\u00eancia de nevoeiro);      O cron\u00f3metro para se poder determinar a longitude;<\/p>\n<p>A      b\u00fassola para estabelecer a dire\u00e7\u00e3o (existe j\u00e1 um tipo de b\u00fassola especializada      para evitar erros de medi\u00e7\u00e3o, provocados por campos magn\u00e9ticos externos,chamada      b\u00fassola girosc\u00f3pia ou girocompasso; A agulha azimutal \u00e9 uma variante da b\u00fassola,      port\u00e1til e destinada a medira azimutes de objetos delgados; C\u00edrculo de marcar      (graduado) \u00e9 uma vers\u00e3o da agulha azimutal que serve para estabelecer um \u00e2ngulo      que forma um determinado ponto com a linha longitudinal do navio; Tax\u00edmetro      \u00e9 a conjun\u00e7\u00e3o da agulha azimutal e do c\u00edrculo no mesmo instrumento;<\/p>\n<p>A      velocidade \u00e9 medida por a\u00e7\u00e3o el\u00e9trica ou mec\u00e2nica a partir da a\u00e7\u00e3o da \u00e1gua      sobre uma pequena h\u00e9lice;<\/p>\n<p>O      radar para navega\u00e7\u00e3o com visibilidade reduzida ou mesmo nula; A radiogoniometria      &#8211; A eletr\u00f4nica, a telecomunica\u00e7\u00e3o e a astron\u00e1utica revolucionaram os antigos      m\u00e9todos de navega\u00e7\u00e3o. A radiogoniometria \u00e9 baseada em sinais emitidos por      radiofar\u00f3is e recebidos nos navios atrav\u00e9s de uma antena fixa e outra direccional,      bastando resolver um problema de triangula\u00e7\u00e3o para se determinar a localiza\u00e7\u00e3o      de um navio.<\/p>\n<p>Fonte:       www.saber.sapo.cv<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia da Navega\u00e7\u00e3o, Tipos, Origem, Navegador, Brasil, Hist\u00f3ria, Import\u00e2ncia, Eletr\u00f4nica, Astron\u00f4mica, Mar\u00edtima, A\u00e9rea, Dia da Navega\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-60255","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - 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