{"id":59868,"date":"2016-07-07T14:38:40","date_gmt":"2016-07-07T14:38:40","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=59868"},"modified":"2016-07-07T16:54:30","modified_gmt":"2016-07-07T16:54:30","slug":"dia-do-supervisor-educacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-supervisor-educacional","title":{"rendered":"Dia do Supervisor Educacional"},"content":{"rendered":"<h4>22      Agosto<\/h4>\n<p>O\u00a0<strong>Supervisor      Educacional\u00a0<\/strong>\u00e9 o profissional      respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0s atividades do corpo docente, com objetivo      de promover melhor desempenho do trabalho did\u00e1tico-pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Este      profissional pode atuar em institui\u00e7\u00f5es escolares de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, no magist\u00e9rio      do Ensino Superior e em pesquisa educacional.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o      atribui\u00e7\u00f5es do Supervisor Educacional:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Atuar no        desenvolvimento do curr\u00edculo e desta forma, assegurar o relacionamento e        a ordena\u00e7\u00e3o seq\u00fcencial dos conte\u00fados.<\/p>\n<p>Dinamizar        o processo educacional e promover a melhoria qualitativa do ensino.<\/p>\n<p>Elaborar        o plano anual de atividades do Servi\u00e7o de Supervis\u00e3o Pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Promover        estudos para o aperfei\u00e7oamento constante de todo o pessoal envolvido no        processo ensino-aprendizagem.<\/p>\n<p>Supervisionar        a execu\u00e7\u00e3o do Plano Pedag\u00f3gico, a fim de que se processe a integra\u00e7\u00e3o do        Corpo Docente em rela\u00e7\u00e3o a objetivos, conte\u00fados program\u00e1ticos e t\u00e9cnicas        de dire\u00e7\u00e3o de aprendizagem, sistema de controle de aproveitamento e normas        de conduta.<\/p>\n<p>Controlar        o rendimento escolar dos alunos, pesquisando as causas de aproveitamento        insuficiente.<\/p>\n<p>Orientar        os professores no planejamento e desenvolvimento de estudos de recupera\u00e7\u00e3o        e de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Julgar,        auxiliado pelos professores, da equival\u00eancia ou da insufici\u00eancia de conte\u00fados        curriculares, em casos de recebimento de transfer\u00eancias, e das formas de        adapta\u00e7\u00e3o a serem adotadas, quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Responsabilizar-se,        na esfera de sua compet\u00eancia, pela integra\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Supervis\u00e3o Pedag\u00f3gica        com outros servi\u00e7os da institui\u00e7\u00e3o de ensino, principalmente com o Servi\u00e7o        de Orienta\u00e7\u00e3o Educacional.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: UFGNet<\/p>\n<h6>Dia do Supervisor Educacional<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>22      Agosto<\/h4>\n<p><strong>O      PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR<\/strong><\/p>\n<h4>Objetivo      geral<\/h4>\n<p>Analisar      a fun\u00e7\u00e3o do supervisor escolar.<\/p>\n<h4>Objetivos      espec\u00edficos<\/h4>\n<blockquote>\n<p>Investigar        teorias que abordem a fun\u00e7\u00e3o do supervisor escolar para as exig\u00eancias da        sociedade na atualidade<\/p>\n<p>Analisar        embasamentos te\u00f3ricos que defendem o papel do supervisor para uma sociedade        em constantes mudan\u00e7as<\/p>\n<p>Investigar        entre os profissionais entrevistados sobre o papel do supervisor<\/p>\n<p>Comparar        as respostas entre os entrevistados da escola e ap\u00f3s entre as escolas<\/p>\n<p>Comparar        a teoria defendida no trabalho com a coleta de dados das escolas<\/p>\n<p>Definir        estrat\u00e9gias a ser tomado pelas escolas para ressignificar o trabalho do        supervisor escolar.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Justificativa<\/h4>\n<p><strong>O      tema pesquisado surgiu durante as aulas do m\u00f3dulo \u0093Orienta\u00e7\u00e3o e Supervis\u00e3o      Escolar\u0094 e durante um curso de forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica em que participei no      munic\u00edpio de Lajeado que abordou o tema:<\/strong>\u00a0\u0093O      papel do Supervisor escolar\u0094. Desta forma ficaram algumas interroga\u00e7\u00f5es      entre a teoria defendida durante o m\u00f3dulo e no curso com a pr\u00e1tica realizada      dentro das escolas.<\/p>\n<p><strong>Ficava      muito atenta durante o curso nas opini\u00f5es e coment\u00e1rios dos meus colegas e      pensava:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ser\u00e1      que na pr\u00e1tica realmente executam a fun\u00e7\u00e3o de supervisor?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ou      ser\u00e1 s\u00f3 na teoria?<\/strong><\/p>\n<p>As      d\u00favidas foram aumentando e imaginava como a teoria e pr\u00e1tica poderia caminhar      sempre junta, fazendo-se presente no dia-a-dia do trabalho do supervisor escolar.<\/p>\n<p>Com      base nisto, desenvolveu-se uma fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que traz as reais fun\u00e7\u00f5es      do supervisor na atualidade e suas contribui\u00e7\u00f5es para uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade.      Assim teve-se a oportunidade de investigar, a teoria e a pr\u00e1tica, relacionando      ambas com quest\u00f5es a respeito do papel do supervisor escolar e como estes      pap\u00e9is est\u00e3o sendo desempenhados na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      discutir criticamente o papel do supervisor escolar, fez-se uma investiga\u00e7\u00e3o      entre os supervisores, diretores e professores com coleta de dados a partir      de question\u00e1rios elaborados.<\/p>\n<p><strong>A      pesquisa procurou trazer um comparativo de como os segmentos da escola:\u00a0<\/strong>dire\u00e7\u00e3o,      professores e supervisores est\u00e3o percebendo a fun\u00e7\u00e3o do supervisor escolar.<\/p>\n<p>Desta      forma a pesquisa visa colaborar para que os professores, diretores e supervisores      possam refletir sobre a import\u00e2ncia do supervisor dentro das escolas.<\/p>\n<p>Os      segmentos que responderam as estas quest\u00f5es s\u00e3o de uma escola municipal do      bairro Planalto da cidade de Lajeado, durante o m\u00eas de mar\u00e7o no ano de 2008.      Foram entrevistados, na escola todos os professores, os diretores e supervisor,      com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do supervisor escolar. Depois de realizada a pesquisa,      as respostas foram lidas, analisadas e comparadas num quadro, para se obter      maior clareza do resultado e assim comparar com a teoria defendida.<\/p>\n<h4>Hip\u00f3tese<\/h4>\n<p>O      trabalho do supervisor escolar dentro da escola pode contribuir para uma educa\u00e7\u00e3o      de qualidade, dentro de um processo pedag\u00f3gico pensado com seriedade e nas      fun\u00e7\u00f5es que a escola precisa exercer.<\/p>\n<h4>Problema<\/h4>\n<p><strong>Como      os supervisores, professores e dire\u00e7\u00f5es das escolas definem as fun\u00e7\u00f5es do      supervisor escolar?<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<h4>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O        TE\u00d3RICA<\/h4>\n<p><strong>O        PROCESSO HIST\u00d3RICO DO SUPERVISOR ESCOLAR;<\/strong><\/p>\n<p><strong>O        PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR;<\/strong><\/p>\n<p><strong>O        PROCESSO HIST\u00d3RICO DO SUPERVISOR ESCOLAR<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao      longo da hist\u00f3ria do Ensino no pa\u00eds muito j\u00e1 se pesquisou e j\u00e1 se sabe sobre      a fun\u00e7\u00e3o do supervisor escolar. Esta hist\u00f3ria nos traz o surgimento do supervisor,      com o surgimento das f\u00e1bricas. Concebido como parte de um processo de depend\u00eancia      cultural e econ\u00f4mica integrado a um projeto de controle do povo e da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas      escolas nasce como Inspetor Escolar, para fiscalizar o ensino, o trabalho      dos professores, como, por exemplo, realizar estat\u00edsticas escolares, orientar      quanto a implementa\u00e7\u00e3o do ensino, coordenar e orientar o ensino garantindo      que a legisla\u00e7\u00e3o fosse implementada.<\/p>\n<p>No      s\u00e9c. XVII registraram-se altos \u00edndices de mortalidade infantil, a crian\u00e7a      era vista como adulto em miniatura e o ato de educar na escola cabia ao professor,      que tinha como meta de trabalho ensinar regras de comportamento, of\u00edcio, \u00e9tica      na profiss\u00e3o e o valor do trabalho. A escola na \u00e9poca correspondia ao tipo      de homem que queria formar e na escola concretizava-se. Pois o princ\u00edpio era      \u0093m\u00e1xima produ\u00e7\u00e3o em menos tempo, sem desperd\u00edcio\u0094.<\/p>\n<p><strong>A      Constitui\u00e7\u00e3o de 1891 definiu:<\/strong><\/p>\n<p>Responsabilidade      pelo ensino secund\u00e1rio da Uni\u00e3o e a compet\u00eancia pelo gerenciamento do ensino      prim\u00e1rio e do normal dos estados. Assim os estados seriam divididos em inspetorias      e cada uma dessas teria um inspetor respons\u00e1vel pelo controle do funcionamento      e da estat\u00edstica escolar.<\/p>\n<p>Com      a Lei n\u00ba 4024\/61 a Inspe\u00e7\u00e3o tomou uma nova forma, que al\u00e9m de inspecionar      teria que orientar as escolas. Pois, as escolas precisavam ser orientadas      na implanta\u00e7\u00e3o de programas de ensino que atendessem a organiza\u00e7\u00e3o curricular,      adequando-se as demandas regionais. Para tanto, as Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o      estaduais, passaram a organizar equipes de supervisores, para atender as escolas.<\/p>\n<p>Com      a fragmenta\u00e7\u00e3o do ensino, foi estabelecida uma divis\u00e3o intencional e ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Intencional      por viabilizar uma concep\u00e7\u00e3o tecnicista de educa\u00e7\u00e3o, permeando as pol\u00edticas      educacionais do Governo Federal, atrelada aos acordos do MEC\/USAID. Ideol\u00f3gica,      refletindo uma concep\u00e7\u00e3o de divis\u00e3o t\u00e9cnica do trabalho, acompanhando a l\u00f3gica      do capitalismo industrial.<\/p>\n<p>Neste      passar r\u00e1pido pela trajet\u00f3ria do supervisor registra-se uma vis\u00e3o fragmentada.      Os estudos te\u00f3ricos, as an\u00e1lises de diferentes pontos de vista, as viv\u00eancias      de profissionais que atuam nesta \u00e1rea, a realidade encontrada hoje em nossa      sociedade, os saberes renovando-se a todo instante, as novas necessidades      enfrentadas nas escolas, levaram os supervisores a repensar a sua pr\u00e1tica,      para atender a nova demanda da escola.<\/p>\n<p>&#8220;Transformar      significa ultrapassar o estabelecido, desmontar os antigos referenciais, adotar      novas bases conceituais, construir novas modalidades de a\u00e7\u00e3o, ligando objetividade      e subjetividade&#8221; (PLACCO, 2001, p.17.<\/p>\n<h4>O      PAPEL DO SUPERVISOR ESCOLAR<\/h4>\n<p>O      olhar que se tinha sobre o papel do Supervisor Escolar come\u00e7ou a ter novos      rumos para poder contemplar as necessidades desta nova clientela de alunos,      professores e comunidade escolar.<\/p>\n<p>A      necessidade vai ao encontro da supera\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is que o supervisor assumia      at\u00e9 o presente momento.<\/p>\n<p>Escola,      assumir o compromisso com a forma\u00e7\u00e3o do homem transformador.<\/p>\n<p><strong>Conforme      o dicion\u00e1rio, supervis\u00e3o significa:<\/strong>\u00a0\u0093Orienta\u00e7\u00e3o      ou inspe\u00e7\u00e3o em plano superior\u0094.<\/p>\n<p>A      leitura dessa defini\u00e7\u00e3o remete a uma perspectiva de movimento; ou seja; n\u00e3o      d\u00e1 para compreender a coordena\u00e7\u00e3o a partir de um s\u00f3 lugar, operando apenas      com semelhan\u00e7as ou, ainda, privilegiando a homogeneidade.<\/p>\n<h4>PAP\u00c9IS      IMPORTANTES<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Priorizar:<\/strong>\u00a0o        qu\u00ea, como e para quem ensinar; Acompanhar o aprendizado e a forma\u00e7\u00e3o de        cada aluno<\/p>\n<p>Discutir        o desempenho dos alunos, pontos que concentram dificuldades de aprendizagem        e estrat\u00e9gias que funcionam ou n\u00e3o<\/p>\n<p>Ajudar        a elaborar e aplicar o projeto da escola; Dar orienta\u00e7\u00e3o em quest\u00f5es pedag\u00f3gicas<\/p>\n<p>Atuar na        forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos professores<\/p>\n<p>Motivar        o professor a fazer cursos de aprimoramento<\/p>\n<p>Dialogar        com os pais e respons\u00e1veis sobre quest\u00f5es pedag\u00f3gicas e compreender a ansiedade        da fam\u00edlia<\/p>\n<p>Ter muita        paci\u00eancia e senso de justi\u00e7a<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Afinal,      a necessidade de saber trabalhar com diferentes p\u00fablicos est\u00e1 sempre presente.      N\u00e3o s\u00f3 os alunos necessitam do apoio do supervisor, mas tamb\u00e9m os pais, professores      e a dire\u00e7\u00e3o da escola.<\/p>\n<p>Estar      atento a essas varia\u00e7\u00f5es exige um \u00f3timo relacionamento interpessoal e, tamb\u00e9m,      uma vis\u00e3o global da institui\u00e7\u00e3o. Esta habilidade \u00e9 alcan\u00e7ada quando se pensa      na educa\u00e7\u00e3o como um todo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Construir        um ambiente de coopera\u00e7\u00e3o em que todos possam ouvir e ser ouvidos para prevenir        o risco de se perder tempo com atividades in\u00f3cuas<\/p>\n<p>Criar condi\u00e7\u00f5es        favor\u00e1veis ao aprimoramento dos alunos<\/p>\n<p>Organizar        o calend\u00e1rio escolar<\/p>\n<p>Realizar        reuni\u00f5es peri\u00f3dicas com pais e docentes<\/p>\n<p>Deixar        de lado f\u00f3rmulas prontas e levar em conta a realidade da escola e da comunidade<\/p>\n<p>Organizar        o dia a dia e assegurar que se crie uma estrutura de forma\u00e7\u00e3o continuada        no ambiente escolar<\/p>\n<p>Encaminhar        para profissionais especializados os alunos que apresentam problemas<\/p>\n<p>Acompanhar        e colocar em pr\u00e1tica a proposta pedag\u00f3gica criada conforme o Projeto Pol\u00edtico        Pedag\u00f3gico, Planos de Estudo e Regimento Escolar<\/p>\n<p><strong>Manter        atualizados documentos pertinentes:<\/strong>\u00a0Projeto        Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico, Planos de Estudo e Regimento Escolar.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>As      condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para o exerc\u00edcio de uma atividade supervisora s\u00e3o:<\/strong>\u00a0capacidade      de vis\u00e3o de conjunto: situar cada problema no contexto da situa\u00e7\u00e3o geral;      capacidade de compreens\u00e3o com as pessoas que trabalha; capacidade de analisar      as situa\u00e7\u00f5es que causem tens\u00f5es; experi\u00eancia como administrador\/professor      de escola no trabalho que ir\u00e1 dedicar-se; capacidade de administrar os v\u00e1rios      aspectos t\u00e9cnicos da sua profiss\u00e3o; elevado n\u00edvel de intelig\u00eancia; experi\u00eancia      geral de administra\u00e7\u00e3o.O dia a dia do supervisor exige que ele administre      seu tempo para cumprir in\u00fameras tarefas.<\/p>\n<p>A      supervis\u00e3o tem como objetivo geral, dar condi\u00e7\u00f5es para que os objetivos da      educa\u00e7\u00e3o sejam atingidos. Envolve o aperfei\u00e7oamento do processo total ensino-aprendizagem,      pois, at\u00e9 certo ponto, h\u00e1 uma interdepend\u00eancia dos dois aspectos. Os objetivos      gerais da educa\u00e7\u00e3o nacional s\u00e3o o desenvolvimento integral do aluno e a sua      integra\u00e7\u00e3o no meio f\u00edsico e social.<\/p>\n<p>Para      Medina (1995, p. 22), \u0093Papel do supervisor passa, ent\u00e3o, a ser redefinido      com base em seu objeto de trabalho, e o resultado da rela\u00e7\u00e3o que ocorre entre      o professor que ensina e o aluno que aprende passa a construir o n\u00facleo do      trabalho do supervisor na escola\u0094.<\/p>\n<p>o      planejamento torna-se essencial para uma atua\u00e7\u00e3o eficiente.<\/p>\n<p>A      supervis\u00e3o dirige a aten\u00e7\u00e3o para os fundamentos da educa\u00e7\u00e3o. O supervisor      deve procurar ter consci\u00eancia clara dos conceitos e cren\u00e7as que determinam      sua maneira de agir, dos fins que pretende atingir e dos meios a utilizar.      Isso corresponde \u00e0 filosofia que baseia sua atividade supervisora.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o,      o supervisor moderno deve ser uma pessoa capaz, preparada sob o ponto de vista      educacional e psicol\u00f3gico, especialista no processo democr\u00e1tico do grupo.<\/p>\n<h4>Question\u00e1rio      para professor<\/h4>\n<blockquote>\n<p>1-Qual        a fun\u00e7\u00e3o (fun\u00e7\u00f5es) do supervisor escolar?<\/p>\n<p>2-Como        o supervisor desenvolve sua fun\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>3-O trabalho        do Supervisor Escolar est\u00e1 contribuindo para o seu trabalho em sala de aula?<\/p>\n<p>Como voc\u00ea        percebe na pr\u00e1tica?<\/p>\n<p>D\u00ea alguns        exemplos de contribui\u00e7\u00f5es. Se a resposta for n\u00e3o, explique o motivo.<\/p>\n<p>4-Qual        a import\u00e2ncia do supervisor escolar em seu trabalho?<\/p>\n<p>5-Qual        \u00e9 o perfil do Supervisor escolar?<\/p>\n<p>6-Voc\u00ea        considera importante o Supervisor Escolar acompanhar o seu trabalho? Por        qu\u00ea?<\/p>\n<p>7- O que        o Supervisor observa e o que pensa a respeito de sua a\u00e7\u00e3o na escola?<\/p>\n<p>8- O Supervisor        Escolar desempenha seu trabalho democraticamente ou demonstra aus\u00eancia de        auto-cr\u00edtica? Comente?<\/p>\n<p>9-As reuni\u00f5es        pedag\u00f3gicas, como s\u00e3o?<\/p>\n<p>O Supervisor        \u00e9 atuante nas mesmas?<\/p>\n<p>Realiza        reflex\u00f5es com o grupo?<\/p>\n<p>Acontecem        estudos?<\/p>\n<p>10- Como        voc\u00ea percebe a rela\u00e7\u00e3o do Supervisor com os demais membros da equipe diretiva?<\/p>\n<p>11- Voc\u00ea        tem conhecimento do Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico da escola?<\/p>\n<p>Como surge        a proposta pedag\u00f3gica da escola a cada ano que se inicia?<\/p>\n<p>Esta proposta        \u00e9 colocada em pr\u00e1tica?<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Question\u00e1rio      para Supervis\u00e3o<\/h4>\n<blockquote>\n<p>1-Qual        a fun\u00e7\u00e3o (fun\u00e7\u00f5es) do supervisor escolar?<\/p>\n<p>2-Como        o supervisor desenvolve sua fun\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>3-O trabalho        do Supervisor Escolar est\u00e1 contribuindo em que sentido para a escola? Como        voc\u00ea percebe na pr\u00e1tica? D\u00ea alguns exemplos de contribui\u00e7\u00f5es. Se a resposta        for n\u00e3o, explique o motivo.<\/p>\n<p>4-Qual        a import\u00e2ncia do supervisor escolar na escola?<\/p>\n<p>5-Qual        \u00e9 o perfil do Supervisor escolar?<\/p>\n<p>6-Voc\u00ea        considera importante o Supervisor Escolar acompanhar o trabalho dos professores?        Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>7- As observa\u00e7\u00f5es        e constata\u00e7\u00f5es feitas pelo Supervisor s\u00e3o trazidas pelo mesmo? Como s\u00e3o        discutidas e resolvidas? 8-Acontecem reuni\u00f5es entre a supervis\u00e3o e a dire\u00e7\u00e3o?        Com que freq\u00fc\u00eancia? O que \u00e9 tratado?<\/p>\n<p>9- Como        se d\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o entre a equipe diretiva (diretor, vice-diretor e supervisor)?<\/p>\n<p>10- O Supervisor        Escolar desempenha seu trabalho democraticamente ou demonstra aus\u00eancia de        autocr\u00edtica? Comente.<\/p>\n<p>11-As reuni\u00f5es        pedag\u00f3gicas, como s\u00e3o? O Supervisor \u00e9 atuante nas mesmas? Realiza reflex\u00f5es        com o grupo? Acontecem estudos?<\/p>\n<p>12- Voc\u00ea        tem conhecimento do Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico da escola? Como surge a        proposta pedag\u00f3gica da escola a cada ano que se inicia? Esta proposta \u00e9        colocada em pr\u00e1tica?<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Question\u00e1rio      para diretor e vice-diretor<\/h4>\n<blockquote>\n<p>1-Qual        a fun\u00e7\u00e3o (fun\u00e7\u00f5es) do supervisor escolar?<\/p>\n<p>2-Como        o supervisor desenvolve sua fun\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>3-O trabalho        do Supervisor Escolar est\u00e1 contribuindo em que sentido para a escola? Como        voc\u00ea percebe na pr\u00e1tica? D\u00ea alguns exemplos de contribui\u00e7\u00f5es. Se a resposta        for n\u00e3o, explique o motivo.<\/p>\n<p>4-Qual        a import\u00e2ncia do supervisor escolar na escola?<\/p>\n<p>5-Qual        \u00e9 o perfil do Supervisor escolar?<\/p>\n<p>6-Voc\u00ea        considera importante o Supervisor Escolar acompanhar o trabalho dos professores?        Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>7- As observa\u00e7\u00f5es        e constata\u00e7\u00f5es feitas pelo Supervisor s\u00e3o trazidas pelo mesmo? Como s\u00e3o        discutidas e resolvidas.<\/p>\n<p>8-Acontecem        reuni\u00f5es entre a supervis\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o? Com que freq\u00fc\u00eancia? O que \u00e9 tratado?<\/p>\n<p>9-Como        se d\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o entre a equipe diretiva (diretor, vice-diretor e supervisor)?<\/p>\n<p>10-O Supervisor        Escolar desempenha seu trabalho democraticamente ou demonstra aus\u00eancia de        auto-cr\u00edtica? Comente.<\/p>\n<p>11-As reuni\u00f5es        pedag\u00f3gicas, como s\u00e3o? O Supervisor \u00e9 atuante nas mesmas? Realiza reflex\u00f5es        com o grupo? Acontecem estudos?<\/p>\n<p>12- Voc\u00ea        tem conhecimento do Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico da escola? Como surge a        proposta pedag\u00f3gica da escola a cada ano que se inicia? Esta proposta \u00e9        colocada em pr\u00e1tica?<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>RESULTADOS<\/h4>\n<blockquote>\n<p>An\u00e1lise        da pesquisa<\/p>\n<p>An\u00e1lise        da pesquisa com os professores; An\u00e1lise da pesquisa com a dire\u00e7\u00e3o; An\u00e1lise        da pesquisa com a supervis\u00e3o; An\u00e1lise geral da pesquisa;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>An\u00e1lise      da pesquisa com os professores constatou-se:<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nas      duas primeiras quest\u00f5es direcionadas para os professores constata-se que a      maioria considera como fun\u00e7\u00e3o do supervisor acompanhar e orientar o trabalho      docente. A an\u00e1lise n\u00e3o est\u00e1 errada, mas conforme defendido na teoria a fun\u00e7\u00e3o      do supervisor n\u00e3o se resume somente nesta quest\u00e3o e sim em v\u00e1rias outras fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Percebe-se      que h\u00e1 v\u00e1rios pensamentos, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 um fio condutor, ou uma linha de      pensamento a respeito do trabalho do supervisor. N\u00e3o h\u00e1 uma id\u00e9ia te\u00f3rica,      h\u00e1 sim id\u00e9ias isoladas, que tamb\u00e9m fazem parte do dia-a-dia do supervisor,      onde uma id\u00e9ia completa a outra.<\/p>\n<p>Nas      respostas da quest\u00e3o quatro, pedindo para ser relatada a import\u00e2ncia do supervisor      no trabalho dos professores, pode-se observar que as respostas se direcionaram      basicamente para a quest\u00e3o de auxilio do supervisor, sendo considerada a principal      import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A      import\u00e2ncia do supervisor n\u00e3o se resume somente para o aux\u00edlio, e sim do aux\u00edlio      para uma import\u00e2ncia mais ampla que atinge toda a escola e comunidade.<\/p>\n<p>A      import\u00e2ncia est\u00e1 em mobilizar primeiramente os professores para a constru\u00e7\u00e3o      de um olhar reflexivo sobre a pr\u00e1tica. Pois \u00e9 o professor que ir\u00e1 trabalhar      diretamente com os alunos, sendo o porqu\u00ea da exist\u00eancia da escola, a clientela      da mesma.<\/p>\n<p>\u00c9      com o olhar reflexivo que os professores dever\u00e3o planejar as suas aulas, acompanhar      diretamente a aprendizagem dos alunos propondo estrat\u00e9gias de aprendizagem      para todos.<\/p>\n<p>Pois      h\u00e1 nas nossas salas de aula alunos heterog\u00eaneos, assim o planejamento precisa      atingir a todos provocando constru\u00e7\u00e3o de conhecimento nos alunos. \u00c9 neste      ponto, a aprendizagem do aluno, que o supervisor tamb\u00e9m atua, dada a import\u00e2ncia      fundamental dentro do contexto educacional.<\/p>\n<p>Na      quinta quest\u00e3o as respostas v\u00e3o ao encontro do perfil do supervisor defendido      na teoria. Tamb\u00e9m conforme defendido na teoria o supervisor e dire\u00e7\u00e3o precisam      formar uma equipe de trabalho com cumplicidade e harmonia para que os professores,      alunos e comunidade percebem os membros desta equipe com as mesmas convic\u00e7\u00f5es,      com um caminho tra\u00e7ado conjuntamente para ser seguido na escola.<\/p>\n<p>\u00c9      muito interessante perceber na \u00faltima pergunta que somente um professor das      oito respostas analisadas diz n\u00e3o ter conhecimento do Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico.      Interessante no sentido da analisar que a maioria possui conhecimento, pois      na maioria das escolas muitos professores desconhecem o Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Outro      fator importante como deixa transparecer nas respostas da d\u00e9cima quest\u00e3o que      o supervisor e a dire\u00e7\u00e3o possuem um bom relacionamento. Para a escola tra\u00e7ar      seu caminho precisa de uma equipe de trabalho com as mesmas convic\u00e7\u00f5es, falando      a mesma l\u00edngua, colocando em pr\u00e1tica aquilo que for combinado em reuni\u00e3o de      equipe diretiva.<\/p>\n<p>Isto      fortalece a equipe diretiva, passando seguran\u00e7a para os professores, alunos      e comunidade, no sentido da uni\u00e3o e do bem comum.<\/p>\n<p>Percebe-se      no geral das respostas dos professores que uma resposta complementa e precisa      da outra, para se tornar completa e ir ao encontro da teoria defendida.<\/p>\n<p>Todas      as id\u00e9ias, pensamentos e convic\u00e7\u00f5es possuem sentido e coer\u00eancia, mas n\u00e3o h\u00e1      uma vis\u00e3o completa do papel do supervisor no contexto atual. H\u00e1 sim uma vis\u00e3o      fragmentada que precisa ser constru\u00edda. Cada professor v\u00ea o supervisor de      uma forma diferente.<\/p>\n<p>Constata-se      tamb\u00e9m que na grande maioria das respostas o supervisor escolar est\u00e1 na escola      para resolver problemas, dar sugest\u00f5es, como um ombro amigo nos momentos de      dificuldade.<\/p>\n<p>N\u00e3o      quer dizer que o supervisor n\u00e3o ir\u00e1 desempenhar este papel tamb\u00e9m. O que falta      ficar claro para os professores a import\u00e2ncia do supervisor no sentido do      apoio pedag\u00f3gico para todos os momentos, e n\u00e3o somente nos momentos de d\u00favidas,      ang\u00fastias, tristezas.<\/p>\n<p>O      supervisor \u00e9 aquele com quem podemos refletir teorias, posturas e construir      conhecimento, no sentido de auxiliar na pr\u00e1tica docente. O que falta \u00e9 saber      de maneira \u0093completa\u0094 qual \u00e9 o papel do supervisor para o contexto      atual.<\/p>\n<h4>An\u00e1lise      da pesquisa com a dire\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Nas      respostas da diretora pode-se constatar que responde as quest\u00f5es num contexto      mais pedag\u00f3gico. Ela faz uso das palavras pr\u00e1tica pedag\u00f3gica em alguma de      suas respostas. Percebe-se que v\u00ea o supervisor numa linha mais ampla, ao contr\u00e1rio      professores, o supervisor se resume a auxiliar o professor.<\/p>\n<p>Traz      bem presente a import\u00e2ncia de o supervisor direcionar seu olhar para a aprendizagem      dos alunos e para a pr\u00e1tica dos professores.<\/p>\n<p>Outra      fun\u00e7\u00e3o importante levantada pela diretora \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho pedag\u00f3gico      dos professores. O supervisor deve primeiramente fazer uma levantamento com      os professores para serem constatados os objetivos a serem alcan\u00e7ados durante      o trimestre, semestre, ano, e ap\u00f3s direcionar o caminho com todos os professores,      apontando o rumo, para que os objetivos sejam contemplados na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Com      rela\u00e7\u00e3o ao perfil a diretora apresenta o supervisor como uma pessoa ativa,      preocupada, que procura. Sabe-se que s\u00e3o caracter\u00edsticas indispens\u00e1veis para      o papel do supervisor. Mas conforme a teoria as caracter\u00edsticas de um bom      supervisor v\u00e3o al\u00e9m das anteriores.<\/p>\n<p>Fator      importante que a diretora levanta \u00e9 o acontecimento de reuni\u00f5es semanais entre      a equipe diretiva. Para um trabalho conjunto e integrado a sintonia do grupo      \u00e9 fundamental, refletindo uni\u00e3o, parceria, integra\u00e7\u00e3o ao grupo de professores,      alunos e comunidade.<\/p>\n<p>Para      um trabalho democr\u00e1tico no interior da escola as reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas precisam      ser pautadas em discuss\u00f5es. Constata-se que isto acontece conforme depoimento      da diretora.<\/p>\n<p>Outra      quest\u00e3o muito importante que a diretora levanta \u00e9 a vis\u00e3o de reuni\u00e3o pedag\u00f3gica      como parada para estudos ou forma\u00e7\u00e3o continuada. Na fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica      muito se fala sobre este assunto, pois \u00e9 nas reuni\u00f5es que todo o grupo de      professores consegue se reunir com a equipe diretiva.<\/p>\n<p>Este      momento \u00e9 prop\u00edcio para o grupo de professores conjuntamente tra\u00e7ar os rumos      que a educa\u00e7\u00e3o deseja alcan\u00e7ar.<\/p>\n<h4>An\u00e1lise      da pesquisa com a supervis\u00e3o<\/h4>\n<p>Conforme      relato da supervisora constata-se a import\u00e2ncia desta fun\u00e7\u00e3o dentro do contexto      educacional. A mesma responde as quest\u00f5es numa vis\u00e3o mais ampla, trazendo      em v\u00e1rias respostas a quest\u00e3o do trabalho pedag\u00f3gico como fun\u00e7\u00e3o primordial      do supervisor escolar.<\/p>\n<p>Para      a supervisora o supervisor deve ser um l\u00edder, um observador e um interventor.      Conforme defendido na teoria o perfil do supervisor n\u00e3o se resume somente      a estas tr\u00eas caracter\u00edsticas e sim h\u00e1 v\u00e1rias outras caracter\u00edsticas que condizem      a esta fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra      quest\u00e3o fundamental levantada pela supervisora, tamb\u00e9m conforme a diretora      \u00e0s reuni\u00f5es da equipe diretiva acontece a cada semana e s\u00e3o tratados assuntos      administrativos e pedag\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Com      rela\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da proposta pedag\u00f3gica a supervisora relata que a mesma      surge no diagn\u00f3stico realizado por todos os envolvidos no contexto. A id\u00e9ia      de constru\u00e7\u00e3o da proposta pedag\u00f3gica deve surgir realmente de todos os envolvidos      no processo, de necessidades observadas e constatadas.<\/p>\n<p>\u00c9      importante como aparece no relato, \u00e0 id\u00e9ia do questionamento para provocar      os professores nas reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas. \u00c9 colocando d\u00favidas, que o professor      come\u00e7a a analisar a sua pr\u00e1tica, a buscar caminhos para solucion\u00e1-las. A id\u00e9ia      n\u00e3o \u00e9 dar as respostas e sim fazer com que o professor ache caminhos para      poder solucion\u00e1-las.<\/p>\n<h4>An\u00e1lise      geral da pesquisa<\/h4>\n<p>Na      escola em que a pesquisa foi realizada, h\u00e1 no total 17 professores, uma diretora,      uma vice-diretora e uma supervisora. Para todos a pesquisa foi entregue no      in\u00edcio do m\u00eas de mar\u00e7o, para ser respondida.<\/p>\n<p>No      dia da entrega foi combinado que as entrevistas deveriam voltar para as m\u00e3os      da pesquisadora somente na \u00faltima semana do m\u00eas de mar\u00e7o. Das 17 entrevistas      entregues aos professores retornaram somente 8 entrevistas. A vice-diretora      n\u00e3o respondeu a entrevista, afirmando para a pesquisadora falta de tempo no      dia combinado do recolhimento.<\/p>\n<p>Com      rela\u00e7\u00e3o \u00e0s professoras, enfrentei algumas dificuldades na realiza\u00e7\u00e3o das entrevistas,      devido \u00e0 falta de tempo destas, pois se encontravam ocupadas em suas atividades,      por isso, acabei optando pela entrega de um question\u00e1rio que deveria ser respondido      e devolvido.<\/p>\n<p>Neste      momento pude constatar que tanto professores como dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o querem se comprometer      com suas opini\u00f5es e id\u00e9ias. Ou, n\u00e3o consideram importante a fun\u00e7\u00e3o do supervisor      escolar no contexto escolar, n\u00e3o conseguindo responder as quest\u00f5es. Pois mais      da metade dos professores n\u00e3o retornou as entrevistas, onde se percebe que      existe certo descaso com a pesquisa.<\/p>\n<p>O      question\u00e1rio distribu\u00eddo entre as professoras causou inseguran\u00e7a nas professoras      em rela\u00e7\u00e3o ao que estas poderiam vir a responder sobre o trabalho da supervis\u00e3o.      Um fato no m\u00ednimo curioso, \u00e9 que um question\u00e1rio foi apagado e sofreu altera\u00e7\u00f5es      e outro, que uma professora se negou a responder as tr\u00eas \u00faltimas quest\u00f5es      alegando n\u00e3o querer se comprometer.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s      das respostas obtidas nos question\u00e1rios, os professores pensam \u0093a fun\u00e7\u00e3o      supervisora\u0094 como algo importante para o bom desempenho do trabalho,      uma pessoa que auxilia no trabalho. N\u00e3o realizam uma an\u00e1lise mais pedag\u00f3gica      da fun\u00e7\u00e3o supervisora.<\/p>\n<p>A      supervis\u00e3o e a dire\u00e7\u00e3o pensam na fun\u00e7\u00e3o supervisora como algo pautado numa      vis\u00e3o mais ampla, voltado para o trabalho e o fazer pedag\u00f3gico. Acredito que      isto acontece em fun\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias, forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, vis\u00e3o de mundo,      perspectivas e leituras realizadas que as fun\u00e7\u00f5es exigem.<\/p>\n<p>Os      professores n\u00e3o possuem clareza sobre a fun\u00e7\u00e3o oficial que deve ser exercida      pelo supervisor, neste sentido constatamos uma incoer\u00eancia entre aquilo que      a teoria estabelece enquanto fun\u00e7\u00e3o do supervisor, aquilo que abertamente      para os professores este profissional assume enquanto sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      equipe diretiva, conforme an\u00e1lise feita, precisa ressignificar o papel do      supervisor no contexto educacional, para os professores conhecerem todas as      fun\u00e7\u00f5es do supervisor escolar.<\/p>\n<p>A      supervisora da escola conforme relato atua na \u00e1rea da supervis\u00e3o h\u00e1 tr\u00eas anos.      Dos dados obtidos atrav\u00e9s de entrevistas pude constatar que a supervisora      entrevistada aparentou possuir no\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o atribu\u00eddas.      \u00c9 fundamental ressaltar que tanto na resposta da diretora como da supervisora      acontecem reuni\u00f5es semanais. Percebe-se que os dois setores consideram muito      importante o encontro dessas reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>A      supervisora, como a diretora, ressalta nas respostas a import\u00e2ncia das reuni\u00f5es      pedag\u00f3gicas como momento privilegiado para a forma\u00e7\u00e3o continuada. Tamb\u00e9m para      as duas e tanto para os professores a Proposta Pedag\u00f3gica surge do contexto      com todos os envolvidos no processo.<\/p>\n<p>\u00c9      importante ressaltar conforme a equipe diretiva, que \u00e0 forma\u00e7\u00e3o continuada      acontece nas reuni\u00f5es, j\u00e1 nas respostas dos professores as palavras forma\u00e7\u00e3o      continuada n\u00e3o aparece. Os professores n\u00e3o constatam a reuni\u00e3o como sendo      uma forma\u00e7\u00e3o continuada e sim como algo formal que precisa ser realizado,      para serem discutidos assuntos voltados ao funcionamento da escola.<\/p>\n<p>Nota-se      ent\u00e3o que as rela\u00e7\u00f5es sociais se classificam como amig\u00e1veis, cr\u00edticas e construtivas.      Existe uma integra\u00e7\u00e3o e momentos de avalia\u00e7\u00e3o entre todo o corpo docente,      discente e administrativo na escola, contribuindo para a qualidade do processo      de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<p>O      supervisor contribui para que se efetive um Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico dentro      da escola, a partir do momento que orienta e acompanha os docentes na trajet\u00f3ria      dos objetivos propostos com a realidade da comunidade. A postura do supervisor      controlador trazido ao longo da hist\u00f3ria est\u00e1 desaparecendo do contexto educacional.      Fica assim evidenciada uma preocupa\u00e7\u00e3o com a pr\u00e1tica articuladora com as quest\u00f5es      educacionais atuais.<\/p>\n<h4>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES      FINAIS<\/h4>\n<p>A      realidade educacional contempor\u00e2nea demanda profissionais cr\u00edticos e transformadores      de um panorama de perplexidade diante das aceleradas mudan\u00e7as sociais, das      novas configura\u00e7\u00f5es do mundo do trabalho e das novas exig\u00eancias de aprendizagem.      O trabalho do supervisor \u00e9 bastante desafiador, especialmente na tarefa de      contribuir com a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos professores.<\/p>\n<p>\u00c9      preciso construir o sentido do trabalho pedag\u00f3gico, desvelando as \u00eanfases      que t\u00eam sido privilegiadas na hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o de profissionais da educa\u00e7\u00e3o      e empreendendo uma pr\u00e1tica propositiva politicamente delineada, compromissada      socialmente, eticamente engendrada e ousadamente concretizada.<\/p>\n<p>O      lugar do supervisor revela-se fundamental na medida em que se constitua numa      lideran\u00e7a t\u00e9cnico-pedag\u00f3gica, sendo co \u0096 respons\u00e1vel pela articula\u00e7\u00e3o      entre diversas interlocu\u00e7\u00f5es \u0096 dirigentes, professores, diretores, alunos,      fam\u00edlias, comunidade, \u00f3rg\u00e3os centrais, sem perder de vista as implica\u00e7\u00f5es      e os desdobramentos de todo o processo educativo. V\u00e1rias s\u00e3o as compet\u00eancias      necess\u00e1rias para assumir um cargo de supervisor, hoje, principalmente \u00e9 ver      a escola como um todo.<\/p>\n<p>O      trabalho atingiu os objetivos previstos para o estudo, pois a an\u00e1lise a todo      o momento estava voltada para as fun\u00e7\u00f5es do supervisor escolar, sendo abordada      na fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e na entrevista. Com o trabalho a pesquisadora pode      relacionar a teoria estuda e defendida com a pr\u00e1tica realizada em uma escola      municipal.<\/p>\n<p>Precisamos      caminhar muito ainda no sentido de esclarecer para todos os profissionais      da educa\u00e7\u00e3o as reais fun\u00e7\u00f5es da supervis\u00e3o, para que a mesma n\u00e3o continue      sendo vista de forma fragmentada e estanque. Pois o supervisor \u00e9 o co-respons\u00e1vel      pela constru\u00e7\u00e3o de uma equipe escolar coesa, engajada e, sobretudo, convicta      da viabilidade operacional das prioridades consensualmente assumidas e formalizadas      na proposta de trabalho da escola.<\/p>\n<p>O      supervisor exerce no espa\u00e7o da autonomia, que lhe foi conferida, seu papel      de elemento-chave na orienta\u00e7\u00e3o e gerenciamento dos resultados do desempenho      escolar obtidos pelos alunos frente \u00e0s a\u00e7\u00f5es devidamente planejadas pelos      docentes.<\/p>\n<p>Na      verdade, o supervisor pedag\u00f3gico, no exerc\u00edcio espec\u00edfico de profissional,articulador      e mobilizador da equipe escolar, vivencia suas atividades intencionais voltadas      para a melhoria do fazer pedag\u00f3gico da sala de aula. O supervisor escolar      atua na const\u00e2ncia da id\u00e9ia do conjunto, colaborando para a melhoria no que      apresenta a qualidade do ensino-aprendizagem proporcionada pela escola.<\/p>\n<p><strong>CL\u00c1UDIA      SCHVINGEL<\/strong><\/p>\n<h4>REFER\u00caNCIAS<\/h4>\n<p>CELESTINO, A. S.      J. Nove olhares sobre a supervis\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Papirus, 1997.<br \/>\n     FREIRE, P. Pedagogia da autonomia:saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa.      S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1998.<br \/>\n     FREIRE, M. Grupo indiv\u00edduo, saber e parceria. S\u00e3o Paulo: Espa\u00e7o Pedag\u00f3gico,      1993.<br \/>\n     GARCIA, R. L.; ALVES, N. O fazer e o pensar dos supervisores e orientadores      educacionais. 8. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1994.<br \/>\n     GUEDES, B.; BASTOS, R. Sol de Primavera. CD \u0093Beto Guedes ao Vivo\u0094.      Faixa 11,1980.<br \/>\n     HOFFMANN, J. Avaliar para Promover:as setas do caminho. Porto Alegre: Editora      Media\u00e7\u00e3o, 2002.<br \/>\n     PARO, V. H. Gest\u00e3o democr\u00e1tica da escola p\u00fablica. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1997.<br \/>\n     PLACCO, V. M. N. de S. O coordenador pedag\u00f3gico e o espa\u00e7o de mudan\u00e7a. Editora      Loyola, 1. ed., 2001.<br \/>\n     REDIN, E. Nova fisionomia da escola necess\u00e1ria. S\u00e3o Leopoldo:Unisinos (mimeo.p07,1999.<br \/>\n     S\u00c1, R. A. Orienta\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o escolar. Curitiba: Ibpex, 2006.<br \/>\n     TAYLOR, F. W. Supervis\u00e3o educacional &#8211; uma reflex\u00e3o cr\u00edtica. 5. ed. Rio de      Janeiro: Vozes, 1990.<\/p>\n<p>Fonte: grupouninter.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Supervisor Educacional<\/h6>\n<h4>22      Agosto<\/h4>\n<p><strong>Hist\u00f3ria      da Supervis\u00e3o Escolar<\/strong><\/p>\n<p>A      id\u00e9ia da Supervis\u00e3o surgiu com a industrializa\u00e7\u00e3o, no sentido de melhorar      a quantidade e qualidade da produ\u00e7\u00e3o, sendo a supervis\u00e3o uma forma de reprimir,      vigiar, controlar, monitorar manteve durante muito tempo nos s\u00e9culos XVIII      e in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>     Somente em 1841, que a Supervis\u00e3o come\u00e7a a ter um olhar direcionado para o      ensino, com intuito da busca de um melhor desempenho da escola em sua tarefa      educativa e verifica\u00e7\u00e3o das atividades docentes.<\/p>\n<p><strong>No      in\u00edcio do S\u00e9culo XX com a melhoria do ensino e das aprendizagens dos alunos,      a Supervis\u00e3o obt\u00e9m uma nova fun\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0de      transmitir, explicar, mostrar julgar e recompensar o trabalho escolar; com      isso come\u00e7a a ser um l\u00edder democr\u00e1tico, pois assume um \u0093car\u00e1ter de lideran\u00e7a,      de esfor\u00e7o cooperativo para o alcance dos objetivos, com a valoriza\u00e7\u00e3o dos      processos de grupo na tomada de decis\u00f5es.\u0094 ( RANGEL, 2001)<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Supervis\u00e3o      Escolar<\/strong>\u00a0propriamente      dita surge pela primeira vez no Brasil com Reforma de Francisco Campos decreto      Lei 19.890 de 18\/04\/31, mas assumindo um papel bem diferente daquele que vinha      sendo realizado, de fiscalizar e inspecionar o trabalho docente, \u0093&#8230;      cabia tamb\u00e9m ao inspetor geral presidir os exames dos professores e lhes conferir      o diploma, autorizar a abertura das escolas particulares e at\u00e9 rever os livros,      corrigi-los ou substitu\u00ed-los por outros.\u0094 (FERREIRA, 1999).<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Inspe\u00e7\u00e3o      Escolar<\/strong>\u00a0neste      per\u00edodo era muita r\u00edgida. A escola se preparava toda para receber o inspetor,      este s\u00f3 aparecia na escola para observar e fiscalizar todo o trabalho, desde      o administrativo at\u00e9 o pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Na      d\u00e9cada de 1950, no Brasil a nomenclatura inspetor passa para supervisor escolar      que permeia a educa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>Neste      per\u00edodo a forma\u00e7\u00e3o dos primeiros supervisores foi mediante os cursos promovidos      pelo Programa Am\u00e9rica &#8211; Brasileiro de Assist\u00eancia ao Ensino Elementar (PABAEE),      sendo que o supervisor atenderia somente o ensino prim\u00e1rio. Este curso PABAEE      se expandiu pelo Brasil inteiro durante os per\u00edodos de 1957 a 1963.<\/p>\n<p>Assim      a forma\u00e7\u00e3o do supervisor escolar passou para o ensino normal designada pela      LDB 4.024\/61, ap\u00f3s sua promulga\u00e7\u00e3o ficou estabelecido que os governos estaduais      e municipais a incumb\u00eancia de organizar e executar os servi\u00e7os educativos.<\/p>\n<p>Neste      \u00e2mbito, com as mudan\u00e7as ocorrendo e com a pol\u00edtica do governo p\u00f3s-64 a educa\u00e7\u00e3o      come\u00e7ou explicitamente atender os interesses econ\u00f4micos de seguran\u00e7a nacional,      ou seja, o Supervisor Escolar tinha o papel de controlar a qualidade e promover      a melhoria do ensino, sendo que este especialista deveria ter forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>E      foi a partir da lei 5540\/68, que a Supervis\u00e3o passa a ter a sua forma\u00e7\u00e3o em      n\u00edvel superior.<\/p>\n<p>Na      d\u00e9cada de 70 a Supervis\u00e3o Escolar engloba todas as atividades de assist\u00eancia      t\u00e9cnica \u0096 pedag\u00f3gica e de inspe\u00e7\u00e3o administrativa, afim de n\u00e3o s\u00f3 atender      a escola, mais todo ensino, nos anos 80, surgiram cr\u00edticas sobre os pap\u00e9is      dos especialistas afins de elimin\u00e1-los das escolas.<\/p>\n<p>Analisou-se      melhor esta situa\u00e7\u00e3o e percebeu-se que o servi\u00e7o da Supervis\u00e3o Escolar tem      uma atua\u00e7\u00e3o eficaz, para a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1      nos anos 90, retoma-se a supervis\u00e3o com a nova LDB 9394\/96 que prop\u00f5e:<\/strong>\u00a0que      a forma\u00e7\u00e3o de especialistas ser\u00e1 oferecida nos Cursos de Pedagogia em n\u00edvel      de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o ou Complementa\u00e7\u00e3o, com intuito de forma\u00e7\u00e3o em exerc\u00edcio das      pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e como estas dever\u00e3o ser desenvolvidas, visto que o supervisor      \u00e9 aquele que contextualiza, auxilia, pesquisa, coordena as atividades pedag\u00f3gicas      em parceria com os professores.<\/p>\n<p><strong>Segundo      Alves &amp; Garcia (1986):<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Se      a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio da cidadania, a luta em favor de      uma escola p\u00fablica de qualidade \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para que se realiza o direito fundamental      de todos os brasileiros \u00e1 cidadania. Uma escola em que todos tenham n\u00e3o s\u00f3      o direito de acesso, mas a possibilidade de perman\u00eancia e a garantia de nela      se apossarem do conhecimento que os capacite para o exerc\u00edcio da cidadania.<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s      esta retrospectiva, na qual aconteceram v\u00e1rias mudan\u00e7as no \u00e2mbito educacional      interferindo nos pap\u00e9is dos respons\u00e1veis pela escola, pretende-se que o Supervisor      Escolar do s\u00e9culo XXI tenha uma postura de pesquisador, cooperador, companheiro,      flex\u00edvel, integral e acima de tudo comprometido com a efici\u00eancia do trabalho      pedag\u00f3gico e seja um conhecedor das leis, para poder entender as normas que      o regem.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p><strong>ALVES,      NILDA e GARCIA<\/strong>,      Regina Leite. O Fazer Pensar dos Supervisores e Orientadores.S\u00e3o Paulo: Loyola,1986.<br \/>\n<strong>FERREIRA<\/strong>, Naura Syria C. Supervis\u00e3o Educacional para uma      Escola de Qualidade. S\u00e3o Paulo: Cortez, 1999.<br \/>\n<strong>RANGEL,<\/strong>\u00a0Mary.      Supervis\u00e3o pedag\u00f3gica \u0096 Princ\u00edpios e Pr\u00e1ticas. Campinas: Papirus, 2001.<br \/>\n     ______________. Nove olhares sobre a Supervis\u00e3o. Campinas: Papirus, 2001.<br \/>\n     ______________. Supervis\u00e3o Pedag\u00f3gica: Um modelo. Rio de Janeiro: Vozes,1979.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> \u00a0andreyfelipecesoares.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Supervisor Educacional<\/h6>\n<h4>22      Agosto<\/h4>\n<p>Estamos      vivendo em um mundo que se transforma constantemente. A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica,      cient\u00edfica, social, a quantidade de informa\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es que se apresentam      desvelam situa\u00e7\u00f5es inusitadas, surpreendentes, que exigem preparo, perspic\u00e1cia,      sabedoria para que possamos lidar com elas.<\/p>\n<p>Remetendo      esta reflex\u00e3o ao ambiente escolar, gestores e professores, igualmente, deparam-se      diariamente com situa\u00e7\u00f5es que precisam ser resolvidas, muitas vezes, colocando      em jogo conhecimentos pr\u00e9-estabelecidos, valores arraigados.<\/p>\n<p>Diretores,      supervisores e orientadores educacionais, professores, e todos os envolvidos      nas rela\u00e7\u00f5es escolares s\u00e3o profissionais que lidam com o inusitado.<\/p>\n<p>Planejamentos,      reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas, planos de a\u00e7\u00e3o ou estudos nem sempre d\u00e3o subs\u00eddios frente      a determinadas situa\u00e7\u00f5es que acabam por mobilizar, desestabilizar, colocando      em quest\u00e3o determinados saberes.<\/p>\n<p>Na      estrutura escolar temos o diretor e vice-diretor, autoridades respons\u00e1veis      pela administra\u00e7\u00e3o do todo da escola.<\/p>\n<p>Constituindo      a equipe gestora da mesma, temos o supervisor escolar, objeto de pesquisa      do presente estudo, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 orientar o grupo de professores, desafiar,      instigar, questionar, motivar, despertando neles o desejo, o prazer, o envolvimento      com o trabalho desenvolvido e dividindo as alegrias dos resultados obtidos.<\/p>\n<p>Historicamente,      a fun\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar modificou-se. Seu objeto de trabalho e suas      a\u00e7\u00f5es, inicialmente voltados para o controle e para a inspe\u00e7\u00e3o, passam a ser      mais complexos e desafiadores, pois dizem respeito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o,      ao acompanhamento do trabalho pedag\u00f3gico dos professores em servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Professores      s\u00e3o naturalmente l\u00edderes, lideram turmas de alunos, s\u00e3o modelos, exemplos,      referenciais, est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de conhecimento superior, em determinadas      \u00e1reas, \u00e0queles que lecionam. Nesta perspectiva, surge um desafio, e \u00e0 a\u00e7\u00e3o      do supervisor escolar s\u00e3o atribu\u00eddas fun\u00e7\u00f5es complexas, de apoio e parceria      com o professor.<\/p>\n<p>Neste      sentido, o tipo de rela\u00e7\u00e3o que ele estabelece com o grupo de professores,      ao qual lidera, passa a ser a ess\u00eancia do desenvolvimento de seu trabalho.<\/p>\n<p>O      Supervisor Escolar, portanto, \u00e9 o profissional organizador ou orientador do      trabalho pedag\u00f3gico desenvolvido pelos professores em uma escola, e a lideran\u00e7a      frente a este grupo passa a ser inerente \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o garante      que ele atue como tal.<\/p>\n<p><strong>Sendo      assim, surgem alguns questionamentos que norteiam a presente pesquisa:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Quais as        caracter\u00edsticas que os professores consideram desej\u00e1veis em um supervisor?<\/p>\n<p>Como a        atua\u00e7\u00e3o do Supervisor pode contribuir com o crescimento pessoal e profissional        dos professores?<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel        identificar, na hist\u00f3ria profissional de um professor, um Supervisor Escolar        que tenha contribu\u00eddo efetivamente com seu crescimento profissional e pessoal?        \u0095 A rela\u00e7\u00e3o estabelecida com o Supervisor Escolar interfere na motiva\u00e7\u00e3o        do professor?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Tais      questionamentos remeteram aos seguintes objetivos:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Caracterizar        o Supervisor Escolar desej\u00e1vel<\/p>\n<p>Analisar        a percep\u00e7\u00e3o dos professores acerca da atua\u00e7\u00e3o do Supervisor como organizador        de seu espa\u00e7o de aprendizagem dentro da escola<\/p>\n<p>Identificar        Supervisores Escolares que exerceram sua fun\u00e7\u00e3o de l\u00edderes educacionais<\/p>\n<p>Verificar        se a rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre Supervisor e professor 13 interfere na motiva\u00e7\u00e3o        deste ao desenvolver seu trabalho.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De      acordo com as atribui\u00e7\u00f5es do Supervisor Escolar, a ess\u00eancia de sua fun\u00e7\u00e3o      reside no relacionamento que mant\u00e9m com os professores individual e coletivamente,      e quando se fala em \u0091rela\u00e7\u00e3o entre sujeitos\u0092, existe, al\u00e9m de quest\u00f5es      epistemol\u00f3gicas, quest\u00f5es de subjetividade.<\/p>\n<p>Ao      Supervisor Escolar, o poder institu\u00eddo pela fun\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para que ele      exer\u00e7a sua lideran\u00e7a conquistando o respeito dos professores e contribuindo      efetivamente com seu crescimento?<\/p>\n<p><strong>Sendo      assim, estas quest\u00f5es apontam o seguinte problema de pesquisa:\u00a0<\/strong>o      professor reconhece o Supervisor Escolar como profissional respons\u00e1vel pelo      acompanhamento e orienta\u00e7\u00e3o de seu trabalho pedag\u00f3gico, e ainda, percebe que      este profissional contribui com seu crescimento pessoal e profissional?<\/p>\n<p>Este      \u00e9 um universo complexo, pois professores s\u00e3o sujeitos com concep\u00e7\u00f5es, valores,      ideais, comportamentos, que acreditam em determinadas teorias e fundamentam      teoricamente suas a\u00e7\u00f5es, mesmo que n\u00e3o se assumam nesta perspectiva.<\/p>\n<p>Parafraseando      Paulo Freire (1992), n\u00e3o existe pr\u00e1tica pedag\u00f3gica neutra, todo e qualquer      professor trabalha a servi\u00e7o de uma id\u00e9ia, da transforma\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o      das rela\u00e7\u00f5es sociais que est\u00e3o estabelecidas.<\/p>\n<p>A      partir do problema levantado, buscou-se resgatar a constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do      Supervisor Escolar no Brasil e, mais especificamente no Rio Grande do Sul;      14 identificar momentos, dentro desta hist\u00f3ria, que acabaram por promover      reflex\u00f5es e ressignifica\u00e7\u00f5es; expor a lei que regulamenta e define suas atribui\u00e7\u00f5es,      bem como a forma\u00e7\u00e3o exigida para o exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Para      complementar, caracterizando o Supervisor Escolar como l\u00edder, foram abordadas      quest\u00f5es relativas \u00e0 lideran\u00e7a:<\/strong>\u00a0conceitos;      import\u00e2ncia; desafios; exemplos de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>E,      a fim de analisar o vi\u00e9s de lideran\u00e7a existente na fun\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar,      estudos sobre lideran\u00e7a educacional subsidiaram sua fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica.<\/p>\n<p>Acredita-se      que o presente estudo possa contribuir com os gestores educacionais para a      constru\u00e7\u00e3o de sua identidade profissional, em especial com os Supervisores      Escolares, pois o resgate hist\u00f3rico, a regulamenta\u00e7\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es e a      rela\u00e7\u00e3o com que ele estabelece com o grupo de professores, s\u00e3o fatores que      influenciam suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>1      A SUPERVIS\u00c3O ESCOLAR<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.1      CONCEITUANDO SUPERVIS\u00c3O ESCOLAR<\/strong><\/p>\n<p>As      pesquisas e estudos voltados para a Supervis\u00e3o Escolar fizeram com que esta      fun\u00e7\u00e3o fosse conceituada sob v\u00e1rios enfoques.<\/p>\n<p><strong>Trazendo      a origem etimol\u00f3gica da palavra \u0091supervisionar\u0092, temos:<\/strong>\u00a0\u0092SUPERVISIONAR      = SUPERVISAR\u0092 e \u0091SUPERVISAR = dirigir ou orientar em plano superior;      superintender, supervisionar\u0092 (FEREIRA, 1993, p. 520).<\/p>\n<p>Dentro      desta perspectiva, N\u00e9rici (1974, p. 29), afirma que Supervis\u00e3o Escolar \u00e9 a      \u0093vis\u00e3o sobre todo o processo educativo, para que a escola possa alcan\u00e7ar      os objetivos da educa\u00e7\u00e3o e os objetivos espec\u00edficos da pr\u00f3pria escola\u0094.<\/p>\n<p>Este      olhar exclui os sujeitos envolvidos no processo educativo, ou seja, a \u0091escola\u0092      e os \u0091objetivos da educa\u00e7\u00e3o\u0092 s\u00e3o o foco do trabalho, sem que sejam      considerados os professores, alunos, especialistas, demandas sociais ou qualquer      outra vari\u00e1vel dentro desse processo.<\/p>\n<p><strong>Alguns      anos depois, j\u00e1 se percebe um avan\u00e7o em termos de conceitua\u00e7\u00e3o de Supervis\u00e3o      Escolar, quando Rangel (1988, p. 13), reconhece a necessidade de rela\u00e7\u00e3o deste      com os outros profissionais da escola:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>\u0093um      trabalho de assist\u00eancia ao professor, em forma de planejamento, acompanhamento,      coordena\u00e7\u00e3o, controle, avalia\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento do processo      ensino-aprendizagem\u0094.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esta      conceitua\u00e7\u00e3o prop\u00f5e que a Supervis\u00e3o seja percebida levando-se em conta duas      outras dimens\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>a      rela\u00e7\u00e3o entre os sujeitos, Supervisor \u0096 Professor, e o ensino-aprendizagem,      objeto de trabalho desses profissionais, ultrapassando a simples execu\u00e7\u00e3o      de tarefas e a \u0091fiscaliza\u00e7\u00e3o\u0092 do trabalho realizado.<\/p>\n<p>Seguindo      nesta linha, Alonso (2003, p. 175) afirma que a Supervis\u00e3o, nesta perspectiva      relacional e constru\u00edda no cotidiano da escola, (&#8230;) vai muito al\u00e9m de um      trabalho meramente t\u00e9cnico-pedag\u00f3gico, como \u00e9 entendido com freq\u00fc\u00eancia, uma      vez que implica uma a\u00e7\u00e3o planejada e organizada a partir de objetivos muito      claros, assumidos por todo o pessoal escolar, com vistas ao fortalecimento      do grupo e ao seu posicionamento respons\u00e1vel frente ao trabalho educativo.<\/p>\n<p>Desvela-se,      assim, a fun\u00e7\u00e3o do Supervisor como refer\u00eancia frente ao grupo, frente ao todo      da escola. Este profissional enquanto respons\u00e1vel pela \u0091coordena\u00e7\u00e3o\u0092      do trabalho pedag\u00f3gico assume uma lideran\u00e7a, um papel de respons\u00e1vel pela      articula\u00e7\u00e3o dos saberes dos professores e sua rela\u00e7\u00e3o com a proposta de trabalho      da escola.<\/p>\n<p>Alarc\u00e3o      (2004, p. 35), refere-se a este profissional como l\u00edder, definindo como objeto      de seu trabalho \u0093o desenvolvimento qualitativo da organiza\u00e7\u00e3o escolar      e dos que nela realizam seu trabalho de estudar, ensinar ou apoiar a fun\u00e7\u00e3o      educativa por meio de aprendizagens individuais e coletivas\u0094.<\/p>\n<p>Estas      defini\u00e7\u00f5es revelam um enriquecimento nas atribui\u00e7\u00f5es do Supervisor Escolar,      e para melhor contextualizar esta evolu\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 realizada uma retomada hist\u00f3rica      desde o surgimento deste profissional at\u00e9 sua atua\u00e7\u00e3o nos dias de hoje.<\/p>\n<p><strong>1.2      HIST\u00d3RICO DA SUPERVIS\u00c3O ESCOLAR<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.2.1      No Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Data      de 1931 o primeiro registro legal sobre a atua\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar no      Brasil. Neste per\u00edodo estes profissionais executavam as normas \u0091prescritas\u0092      pelos \u00f3rg\u00e3os superiores, e eram chamados de \u0092orientadores pedag\u00f3gicos\u0092      ou \u0091orientadores de escola\u0092, tendo como fun\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o      (ANJOS, 1988).<\/p>\n<p>Relacionando      o que Anjos nos traz com a origem etimol\u00f3gica da palavra, torna-se poss\u00edvel      aproximar o surgimento deste profissional com a fun\u00e7\u00e3o que por ele deveria      ser exercida. Colocar-se em plano superior aos professores para inspecionar,      \u0091garantir a execu\u00e7\u00e3o de\u0092, seriam suas atribui\u00e7\u00f5es neste momento      da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>De      acordo com Saviani (2003, p. 26), a fun\u00e7\u00e3o de Supervisor Escolar surge:<\/strong>\u00a0\u0093(&#8230;)      quando se quer emprestar \u00e0 figura do inspetor um papel predominantemente de      orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e de est\u00edmulo \u00e0 compet\u00eancia t\u00e9cnica, em lugar da fiscaliza\u00e7\u00e3o      para detectar falhas e aplicar puni\u00e7\u00f5es (&#8230;).<\/p>\n<p>Este      car\u00e1ter, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 assumido em sua ess\u00eancia, pois no final da d\u00e9cada de      50 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 60, em virtude do acordo firmado entre Brasil e Estado      Unidos da Am\u00e9rica para implanta\u00e7\u00e3o do Programa de Assist\u00eancia Brasileiro-      Americana ao Ensino Elementar, o PABAEE, o Supervisor Escolar tem estritamente      a fun\u00e7\u00e3o de controlar e inspecionar.<\/p>\n<p>O      PABAEE tinha por objetivo \u0091treinar\u0092 os educadores brasileiros a      fim de que estes garantissem a execu\u00e7\u00e3o de uma proposta pedag\u00f3gica voltada      para a educa\u00e7\u00e3o tecnicista, dentro dos moldes norte-americanos. Alguns estados      brasileiros como Minas Gerais, Goi\u00e1s e S\u00e3o Paulo foram os principais \u0091executores\u0092      do Programa, por\u00e9m esta tend\u00eancia influenciou a educa\u00e7\u00e3o e a fun\u00e7\u00e3o do Supervisor      Escolar em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Neste      per\u00edodo a educa\u00e7\u00e3o brasileira fundamentou-se basicamente no PABAEE e o material      elaborado pelos profissionais que trabalhavam no programa eram fonte para      especializa\u00e7\u00e3o e aprimoramento dos docentes da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Inicialmente      os t\u00e9cnicos do PABAEE acreditavam que bastava investir na forma\u00e7\u00e3o dos professores      atrav\u00e9s dos cursos \u0091Normais\u0092 para garantir a execu\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas      impostas pelo Programa.<\/p>\n<p><strong>Posteriormente      perceberam que o preparo do Supervisor Escolar, com base nas suas concep\u00e7\u00f5es      tecnicistas, teria uma efic\u00e1cia maior, pois estes profissionais poderiam atuar:<\/strong>\u00a0\u0093interferindo,      diretamente no que ensinar, no como ensinar e avaliar, educando professores      e alunos para uma 1 Segundo Saviani, \u0093na escola tecnicista professores      e alunos ocupam papel secund\u00e1rio dando lugar \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o racional dos meios.<\/p>\n<p>Professores      e alunos relegados \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de executores de um processo cuja concep\u00e7\u00e3o,      planejamento, coordena\u00e7\u00e3o e controle, ficam a cargo de especialistas supostamente      habilitados, neutros, objetivos, imparciais\u0094 (1993, p. 24).<\/p>\n<p>19      organiza\u00e7\u00e3o escolar fundada na ordem, na disciplina e na hierarquia e cimentada      na vis\u00e3o liberal crist\u00e3\u0094 (GARCIA apud PAIVA, p. 40, 1997.<\/p>\n<p>Os      Supervisores desempenhavam um papel de multiplicadores e inspecionavam a execu\u00e7\u00e3o      das id\u00e9ias impostas pelo PABAEE, assim, o programa passou a atingir um n\u00famero      maior de professores e alunos.<\/p>\n<p><strong>Long,      um dos organizadores do programa, refor\u00e7ando esta meta, conclui que:<\/strong>\u00a0\u0093isso      indica claramente que devemos trabalhar com pessoas que preparam professores,      em vez de trabalhar com professores regentes de classes\u0094 (apud PAIVA,      1997, p. 48).<\/p>\n<p>As      Leis de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, primeiramente a LDB 4024\/61,      passam a prever setores especializados para coordenar as atividades pedag\u00f3gicas      nas escolas como forma de buscar a execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas educacionais desejadas      pelos Sistemas de Ensino.<\/p>\n<p><strong>Reiterando      esta atua\u00e7\u00e3o tradicional, Medina (1995, p. 40), resgata o texto da Lei Federal      n\u00ba 5692, de 11 de agosto de 1971, em seu cap\u00edtulo V, artigo 33, o qual refor\u00e7a      a responsabilidade deste profissional com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica pedag\u00f3gica exercida      na escola:<\/strong><\/p>\n<p>Institucionaliza      a supervis\u00e3o, ao referir-se \u00e0 \u0091forma\u00e7\u00e3o de administradores, planejadores,      orientadores, inspetores, supervisores e demais especialistas em educa\u00e7\u00e3o\u0092.<\/p>\n<p>A      supervis\u00e3o passa a introduzir modelos e t\u00e9cnicas pedag\u00f3gicas atualizadas (para      a \u00e9poca); o supervisor, contudo, n\u00e3o perde o v\u00ednculo com o poder administrativo      das escolas.<\/p>\n<p>Agora      o seu papel \u00e9 o de assegurar o sucesso no exerc\u00edcio das atividades docentes      por parte de seus colegas, professores, regentes de classe.<\/p>\n<p>O      Supervisor Escolar possui legalmente um poder institu\u00eddo que determina suas      a\u00e7\u00f5es frente ao corpo docente e \u00e0 proposta pedag\u00f3gica da escola, e a partir      de ent\u00e3o, sendo reconhecido como profissional da educa\u00e7\u00e3o, passando a ter      suas atribui\u00e7\u00f5es definidas pelos \u00f3rg\u00e3os superiores.<\/p>\n<p><strong>De      acordo com Silva J\u00fanior, o Decreto n\u00ba 5.586\/75, artigo 7\u00ba, do estado de S\u00e3o      Paulo, define essas atribui\u00e7\u00f5es, entre as quais destaca-se:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>(&#8230;) II-        Zelar pela integra\u00e7\u00e3o do sistema, especialmente quanto \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o curricular<\/p>\n<p>(&#8230;) IV-        Elaborar os instrumentos adequados para a sistematiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>(&#8230;) X-        Cumprir e fazer cumprir as disposi\u00e7\u00f5es legais relativas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o did\u00e1tica,        administrativa e disciplinar emanadas das autoridades superiores;<\/p>\n<p>(&#8230;) XI-        Apresentar relat\u00f3rio das atividades executadas, acompanhado de roteiro de        inspe\u00e7\u00e3o (1984, p. 34-35).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Rangel      (1988, p. 14), transcreve a Portaria n\u00ba 06\/77 da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do      Estado do Rio de Janeiro, sobre as atribui\u00e7\u00f5es do \u0091orientador pedag\u00f3gico\u0092,      nomenclatura dada ao Supervisor Escolar naquele Estado:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Planejamento,      acompanhamento, avalia\u00e7\u00e3o e controle:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>1.1- Planejar        a din\u00e2mica da orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica em conson\u00e2ncia com os objetivos da unidade        de ensino<\/p>\n<p>(&#8230;) 1.4-        Acompanhar o desenvolvimento do curr\u00edculo, em entrosamento direto com a        Dire\u00e7\u00e3o do estabelecimento e a equipe de orienta\u00e7\u00e3o educacional<\/p>\n<p>1.5 Avaliar,        continuamente, o processo de ensino-aprendizagem com vistas \u00e0 realimenta\u00e7\u00e3o        do sistema<\/p>\n<p>(&#8230;) 1.8-        Elaborar, implementar ou opinar sobre projetos de car\u00e1ter t\u00e9cnicopedag\u00f3gico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Estes      textos revelam a a\u00e7\u00e3o tradicional, conservadora e estreita atribu\u00edda ao Supervisor      Escolar, que cont\u00e9m em si tra\u00e7os do Inspetor Escolar que dava \u00eanfase ao \u0091controlar\u0092,      \u0091executar\u0092, \u0091fazer cumprir\u0092.<\/p>\n<p>A      exist\u00eancia deste profissional continuava, portanto, servindo ao sistema, fazendo      com que sua a\u00e7\u00e3o fosse limitada ao que lhe era determinado, cabendo-lhe executar      o que era estabelecido e garantir que os docentes reproduzissem, em suas aulas,      o modelo institu\u00eddo.<\/p>\n<p>Esta      \u00e9poca \u00e9 marcada pela desqualifica\u00e7\u00e3o e pela fragmenta\u00e7\u00e3o do trabalho docente,      pois o educador passa a ser um mero transmissor do conhecimento, considerado      como verdadeiro pelos sistemas de ensino brasileiros em parceria com os Estados      Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Esta      pr\u00e1tica, denominada educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria2 por Paulo Freire \u0093deforma a necess\u00e1ria      criatividade do educando e do educador\u0094 (1996, p.27, e limita a atua\u00e7\u00e3o      do Supervisor Escolar.<\/p>\n<p><strong>1.2.2      No Estado do Rio Grande do Sul<\/strong><\/p>\n<p><strong>No      estado do Rio Grande do Sul, datam de 1875 os registros informais que se referem      \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de profissionais cujas fun\u00e7\u00f5es eram de:<\/strong>\u00a0inspe\u00e7\u00e3o      ou fiscaliza\u00e7\u00e3o de ensino e zelar pelo cumprimento das diretrizes legais.<\/p>\n<p>Em      1938, foram nomeados os primeiros Orientadores de Educa\u00e7\u00e3o Elementar com atribui\u00e7\u00f5es      de orientar, assistir diretores e professores, sob forma de est\u00edmulos e coopera\u00e7\u00e3o      em todas as atividades escolares (ANJOS, 1988, p. 12).<\/p>\n<p>Freire      designa \u0093Educa\u00e7\u00e3o Banc\u00e1ria\u0094, a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica atrav\u00e9s da qual      o professor deposita seu conhecimento no aluno, que por sua vez tem apenas      a permiss\u00e3o de reproduzi-lo, repeti-lo, garantindo a manuten\u00e7\u00e3o do sistema      vigente.<\/p>\n<p>J\u00e1      em 1943, esta fun\u00e7\u00e3o \u00e9 definida de uma outra maneira, ou seja, \u0093assistir      aos diretores, professores sob forma de colabora\u00e7\u00e3o e incentivo no desenvolvimento      de programas escolares\u0094 (id., p. 13), programas estes definidos pelos      \u00f3rg\u00e3os governamentais que normatizavam a educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, sendo amenizado,      desta forma, o car\u00e1ter de \u0091fiscaliza\u00e7\u00e3o\u0092 em sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Acompanhando      as Leis de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, conforme citado no item      anterior, Anjos (1988), traz a Lei Estadual 7.132 de 13 de janeiro de 1978,      que ao criar os cargos de Especialistas em Educa\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul,      apresenta, entre outras, as atribui\u00e7\u00f5es que seguem:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Coordenar        o planejamento de ensino e o planejamento de curr\u00edculo<\/p>\n<p>Assessorar        aos outros servi\u00e7os t\u00e9cnicos da escola, visando manter a coes\u00e3o na forma        de pesquisar os objetivos propostos pelo Sistema Escolar<\/p>\n<p>Avaliar        o grau de produtividade atingidos em n\u00edvel de Escola e em n\u00edvel de atividades        pedag\u00f3gicas (p. 15).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Este      paralelo permite constatar que a historicidade da Supervis\u00e3o Escolar ao n\u00edvel      estadual e federal deu-se sobre as mesmas bases, construiu-se sobre os mesmos      pilares, fundamentando-se na execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas educacionais estabelecidas      pelos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, limitando-se estritamente      a isso, n\u00e3o indo al\u00e9m, aprisionando-se e acomodando-se numa esp\u00e9cie de zona      de conforto, pois a legisla\u00e7\u00e3o estava sendo cumprida.<\/p>\n<p><strong>1.3      IN\u00cdCIO DE UMA RESSIGNIFICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>No      final da d\u00e9cada de 80 inicia-se um movimento aberto de repensar a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns      profissionais, insatisfeitos com a educa\u00e7\u00e3o disseminada nas escolas brasileiras,      passam a refletir, discutir e buscar alternativas para uma nova proposta sobre      a fun\u00e7\u00e3o social da escola, o papel do educador e os resultados que estas pr\u00e1ticas      pedag\u00f3gicas trazem para os educandos.<\/p>\n<p>A      realidade provocada pela dist\u00e2ncia que a escola imp\u00f4s entre a vida real dos      educandos e o objetivo da educa\u00e7\u00e3o, passa a desagradar, a desacomodar, a incomodar,      a promover a problematiza\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Dentre      outros pensadores, encontra-se Paulo Freire (1992), cujas teorias v\u00e3o de encontro      a esta realidade e assumem um papel importante quando provocam uma reflex\u00e3o      e mobilizam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a desta perspectiva.<\/p>\n<p>Ele      nos traz que a esperan\u00e7a, a toler\u00e2ncia, o formar-se para poder formar, o respeito      aos saberes dos educandos, a busca de respostas e de conhecimentos, o saber-se      inacabado, a escuta e o di\u00e1logo, s\u00e3o princ\u00edpios que desestabilizam a pr\u00e1tica      pedag\u00f3gica de muitos educadores, fazendo-os buscarem novos rumos, novos caminhos,      impulsionando os profissionais da educa\u00e7\u00e3o a repensarem suas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>Com      o alvorecer desta nova realidade apontado, o Supervisor Escolar passa a ter      de refletir sobre:<\/strong>\u00a0\u0091o      que fazer, por que fazer, para que fazer\u0092, assumindo, 24 enquanto educador,      a dimens\u00e3o pol\u00edtica3 de sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como      diz Medina (2002, p. 46):<\/strong><\/p>\n<p>O      supervisor abdica de exercer poder e controle sobre o trabalho do professor      e assume uma posi\u00e7\u00e3o de problematizador do desempenho docente, isto \u00e9, assume      com o professor uma atitude de indagar, comparar, responder, opinar, duvidar,      questionar, apreciar e desnudar situa\u00e7\u00f5es de ensino, em geral, e, em especial,      as da classe regida pelo professor Esta mudan\u00e7a de paradigma demanda outras      atribui\u00e7\u00f5es, fazendo com que professores passem a buscar no Supervisor uma      a\u00e7\u00e3o renovada, apoio, forma\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o, a fim de qualificar sua pr\u00e1tica      pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p>Por      esta raz\u00e3o, pensar a pr\u00e1tica cotidiana da escola requer profundo esfor\u00e7o pr\u00e1tico-te\u00f3rico,      te\u00f3rico-pr\u00e1tico por parte do supervisor.<\/p>\n<p>Este      esfor\u00e7o contribui significativamente para compreender a realidade escolar,      sugerindo perguntas e indicando possibilidades. Este esfor\u00e7o \u00e9 feito em parceria      com os demais agentes educacionais que atuam na escola, especialmente o professor      regente de classe (MEDINA, 1997, p. 29-30).<\/p>\n<p>Neste      sentido, e apontando para a evolu\u00e7\u00e3o na atua\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar, Rangel      situa este profissional no sentido pedag\u00f3gico, caracterizando seu trabalho      como de \u0093assist\u00eancia ao professor, em forma de planejamento, acompanhamento,      coordena\u00e7\u00e3o, controle, avalia\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento do processo      ensino-aprendizagem\u0094 (1988, p. 13-14).<\/p>\n<p>Esta      nova dimens\u00e3o coloca-o como \u0091professor\u0092 de seus professores, algu\u00e9m      que provoca, desafia, incita, questiona, faz pensar.<\/p>\n<p><strong>Medina      (1995, p. 88), em pesquisa realizada com Supervisoras da Rede Municipal de      Ensino de Porto Alegre, traz o que as profissionais apontam como \u0091a\u00e7\u00e3o      supervisora tradicional\u0092, fazendo um paralelo com a \u0091a\u00e7\u00e3o supervisora      renovada\u0092, das quais s\u00e3o destacadas as que seguem:<\/strong><\/p>\n<table width=\"80%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td height=\"40\" align=\"center\"><strong>TRADICIONAL<\/strong><\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\"><strong>RENOVADA<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Ter como objetivo a harmonia do grupo.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Explicitar as contradi\u00e7\u00f5es, trabalhando                o<br \/>\n               conflito com o objetivo de estabelecer<br \/>\n               rela\u00e7\u00f5es de trabalho no grupo da escola.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Buscar a igualdade num processo de<br \/>\n               mascaramento da realidade.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Trabalhar as diferen\u00e7as.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Trabalhar a partir do seu pr\u00f3prio desejo.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Trabalhar buscando criar demandas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Produzir modelos de conhecimento.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Criar formas pr\u00f3prias de conhecimento.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Enfatizar procedimentos linearizados.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Enfatizar a produ\u00e7\u00e3o do professor no<br \/>\n               interior da escola, num movimento de<br \/>\n               ensinar e aprender.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Ser um facilitador.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Ser um problematizador.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Ter o conhecimento como um dado<br \/>\n               absoluto.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Ter o conhecimento como um dado<br \/>\n               relativo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Ter comportamento de neutralidade.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Ter comportamento expresso com<br \/>\n               clareza.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" align=\"center\">Trabalhar tendo em vista um tipo ideal<br \/>\n               de homem.<\/td>\n<td height=\"40\" align=\"center\">Trabalhar tendo em vista o sentido                da<br \/>\n               vida humana.<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"40\" colspan=\"2\" align=\"center\">Fonte: Supervis\u00e3o Escolar:                da a\u00e7\u00e3o exercida \u00e0 a\u00e7\u00e3o repensada, 1995.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A      autora ressalta que os dados levantados no Quadro 01 n\u00e3o apontam um modelo,      mas o resultado de uma pesquisa sobre a realidade vivida por um grupo de Supervisoras.      Esta pesquisa revela a necessidade de um repensar da pr\u00e1tica Supervisora que      j\u00e1 come\u00e7a a ocorrer.<\/p>\n<p><strong>Rangel      (2001, p. 57, situando o trabalho do Supervisor no universo da escola traz      que:\u00a0<\/strong>O supervisor      pedag\u00f3gico escolar faz parte do corpo de professores e tem a especificidade      do seu trabalho caracterizado pela coordena\u00e7\u00e3o \u0096 organiza\u00e7\u00e3o em comum      \u0096 das atividades did\u00e1ticas e curriculares e a promo\u00e7\u00e3o e o est\u00edmulo de      oportunidades coletivas de estudo.<\/p>\n<p><strong>Indo      al\u00e9m da simples organiza\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de estudo e ratificando esta mudan\u00e7a      de paradigma na a\u00e7\u00e3o supervisora, Freitas (2001, p. 207 destaca que:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      preciso que o\/a supervisor\/a, juntamente com os professores, problematizem      e disponham-se a reconstruir sua identidade profissional \u00e0 medida que pensem      sobre o que fazem e porque fazem, sobre os significados que atribuem \u00e0s suas      pr\u00e1ticas, discutindo a intencionalidade de seu trabalho, em permanente di\u00e1logo      com a realidade, bem como lutando para a transforma\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es institucionais      que limitam suas possibilidades de reinventar sua atua\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>Esta      transforma\u00e7\u00e3o, conseq\u00fc\u00eancia das necessidades e das demandas sociais que interferem      nos modelos de escola que se deseja, impulsiona os profissionais em Supervis\u00e3o      Escolar para um repensar de sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>1.4      A INSTITUCIONALIZA\u00c7\u00c3O DESTA NOVA PROPOSTA<\/strong><\/p>\n<p>Conforme      justifica\u00e7\u00e3o do Deputado Federal Cezar SCHIRMER para aprova\u00e7\u00e3o do Projeto      de Lei 4.412 de 2001 (ANEXO A), a LDB 9394\/96, a escola \u00e9 reconhecida como      institui\u00e7\u00e3o que precisa ajustar-se \u00e0 realidade a fim de cumprir seu papel      social, por\u00e9m, existem in\u00fameras dificuldades que limitam as renova\u00e7\u00f5es em      termos de a\u00e7\u00e3o educativa.<\/p>\n<p><strong>Neste      sentido, o Deputado afirma que para reverter esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio:<\/strong>\u00a0revisar      e redefinir pap\u00e9is at\u00e9 agora existentes, a fim de adaptar-se \u00e0s novas exig\u00eancias      sociais, transformando a educa\u00e7\u00e3o escolar em um dos instrumentos do desenvolvimento      individual, social e econ\u00f4mico, colaborando, decididamente, para a constru\u00e7\u00e3o      da pr\u00f3pria cidadania.<\/p>\n<p>Dando      continuidade a esta justifica\u00e7\u00e3o, Schirmer coloca que al\u00e9m de estabelecer      as responsabilidades dos sistemas de ensino e dos docentes, \u00e9 importante reconhecer      o \u00e2mbito de atua\u00e7\u00e3o dos profissionais em educa\u00e7\u00e3o, entre eles, o Supervisor      Escolar.<\/p>\n<p><strong>Para      tanto, o Deputado prop\u00f4s a regulamenta\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de Supervisor      Escolar, tornando-se parte da legisla\u00e7\u00e3o com a publica\u00e7\u00e3o com o Projeto de      Lei 4.412 de 2001, da qual destaca-se:<\/strong><\/p>\n<p>Art.      2\u00ba O Supervisor Educacional tem como objetivo de trabalho articular cr\u00edtica      e construtivamente o processo educacional, motivando a discuss\u00e3o coletiva      a fim de garantir o ingresso, a perman\u00eancia e o sucesso dos alunos, atrav\u00e9s      de curr\u00edculos que atendam \u00e0s reais necessidades da clientela escolar, atuando      no \u00e2mbito dos sistemas educacionais federal, estadual e municipal, em seus      diferentes n\u00edveis e modalidades de ensino e em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas.<\/p>\n<p>O      texto acima reproduzido coloca o Supervisor Escolar como profissional respons\u00e1vel      pela \u0091articula\u00e7\u00e3o\u0092 do processo educacional, algu\u00e9m que possibilita      o atendimento das necessidades dos alunos, seu ingresso e perman\u00eancia na escola.<\/p>\n<p><strong>E      para que isso se concretize, em sua continuidade, disp\u00f5e sobre suas atribui\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>I \u0096        coordenar o processo de constru\u00e7\u00e3o coletiva e execu\u00e7\u00e3o da Proposta Pedag\u00f3gica,        dos Planos de Estudo e dos Regimentos Escolares<\/p>\n<p>II \u0096        investigar, diagnosticar, planejar, implementar e avaliar o curr\u00edculo em        integra\u00e7\u00e3o com outros profissionais da Educa\u00e7\u00e3o e integrantes da Comunidade<\/p>\n<p>(&#8230;) VI        \u0096 promover atividades de estudo e pesquisa na \u00e1rea educacional, estimulando        o esp\u00edrito de investiga\u00e7\u00e3o e a criatividade dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>(&#8230;) IX        \u0096 planejar e coordenar atividades de atualiza\u00e7\u00e3o no campo educacional<\/p>\n<p>(&#8230;) X        \u0096 propiciar condi\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o permanente dos educadores em        servi\u00e7o (&#8230;) Estas atribui\u00e7\u00f5es remetem a uma pr\u00e1tica dimensionada para        al\u00e9m da \u0091inspe\u00e7\u00e3o\u0092, da \u0091supervis\u00e3o\u0092 enquanto um \u0091olhar        superior sobre\u0092, colocando o Supervisor como algu\u00e9m que coordena um        trabalho coletivo, um l\u00edder que viabiliza o planejamento, a forma\u00e7\u00e3o continuada,        de investiga\u00e7\u00e3o acerca da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>As      Leis estabelecem os par\u00e2metros, mas a a\u00e7\u00e3o cotidiana se d\u00e1 a partir das atitudes,      das rela\u00e7\u00f5es, do conv\u00edvio, da diversidade, n\u00e3o bastando que haja regulamenta\u00e7\u00e3o      ou uma lista de atribui\u00e7\u00f5es para que o trabalho seja efetivo ou tenha um resultado      positivo.<\/p>\n<p><strong>Neste      sentido, Freitas (2001, p. 203-204) faz refletir sobre a atua\u00e7\u00e3o de educador      necess\u00e1ria ao Supervisor que deseje romper com o paradigma tradicional<\/strong>:<\/p>\n<p><strong>Esta      concep\u00e7\u00e3o de supervisor-educador, ao comprometer-se com a democratiza\u00e7\u00e3o da      escola, op\u00f5e-se \u00e0s caracter\u00edsticas restritivas da supervis\u00e3o tradicional,      propondo que se supere:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A neutralidade        pelo posicionamento cr\u00edtico;<\/p>\n<p>O controle        pelo comprometimento;<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es        hier\u00e1rquicas pela responsabilidade partilhada;<\/p>\n<p>O individualismo        pela solidariedade; a separa\u00e7\u00e3o do fazer e do pensar pela reflex\u00e3o coletiva;<\/p>\n<p>A ajuda        pela problematiza\u00e7\u00e3o; a receita pela cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Sob      esta perspectiva, Alonso (2003, p. 171) afirma que a ressignifica\u00e7\u00e3o do trabalho      do Supervisor Escolar:<\/strong>\u00a0\u0093est\u00e1      na forma como esta rela\u00e7\u00e3o se estabelece, num ambiente pr\u00f3ximo, de colabora\u00e7\u00e3o      e respeito m\u00fatuo.<\/p>\n<p>Neste      espa\u00e7o, o professor poder\u00e1 receber a assist\u00eancia e orienta\u00e7\u00e3o para lidar com      as dificuldades do cotidiano escolar\u0094.<\/p>\n<p>Nesta      teia de rela\u00e7\u00f5es tecida pelos professores em conjunto com os especialistas      em educa\u00e7\u00e3o e com todos os envolvidos no processo pedag\u00f3gico da escola \u00e9 que      se efetiva a a\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar, n\u00e3o sendo poss\u00edvel que haja receita      ou m\u00e9todo a ser seguido, mas atitudes e comportamentos necess\u00e1rios \u00e0quele      que tem como objetivo a qualifica\u00e7\u00e3o do trabalho docente.<\/p>\n<p><strong>Com      rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar, ao Projeto de Lei 4412 de 2001 determina,      em seu Art 2\u00ba, que:\u00a0<\/strong>o      exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de Supervisor Educacional \u00e9 prerrogativa dos portadores      de diploma de curso de gradua\u00e7\u00e3o obtido em institui\u00e7\u00e3o de ensino superior      devidamente autorizada e credenciada pela autoridade competente do sistema      de educa\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>E,      em par\u00e1grafo \u00fanico do Art 2\u00ba, regulamenta, ainda, que a obten\u00e7\u00e3o do diploma      dar-se-\u00e1 em:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>I        \u0096\u00a0<\/strong>curso de        Pedagogia, Habilita\u00e7\u00e3o em Supervis\u00e3o Educacional ou Supervis\u00e3o Escolar;<\/p>\n<p><strong>II        \u0096<\/strong>\u00a0institui\u00e7\u00e3o        estrangeira de ensino superior, revalidado e registrado como equivalente        ao diploma mencionado no inciso I;<\/p>\n<p><strong>III        \u0096<\/strong>\u00a0curso        de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Supervis\u00e3o Educacional ou Supervis\u00e3o Escolar.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Anteriormente,      apenas a gradua\u00e7\u00e3o em Supervis\u00e3o Escolar habilitava profissionalmente para      a atua\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea, sendo que a partir deste Projeto de Lei o curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o      \u00e9 suficiente para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fica      definido, tamb\u00e9m, em seu Art 3\u00ba que: O campo de atua\u00e7\u00e3o do Supervisor Educacional      abrange:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>I        \u0096\u00a0<\/strong>os \u00f3rg\u00e3os        centrais e regionais dos sistemas de ensino;<\/p>\n<p><strong>II        \u0096<\/strong>\u00a0as        institui\u00e7\u00f5es de ensino;<\/p>\n<p><strong>III        \u0096<\/strong>\u00a0todas        as \u00e1reas que desenvolvem a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A      atua\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar, portanto, pode ser ampliada para al\u00e9m das institui\u00e7\u00f5es      de ensino, desde que haja necessidade de organizar espa\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O      Projeto de Lei 4412\/2001, apenas prop\u00f5e a regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o do Supervisor      Escolar ou Supervisor Educacional e sugere de forma ampla suas 31 atribui\u00e7\u00f5es,      ficando a cargo dos Sistemas de Ensino o detalhamento de suas fun\u00e7\u00f5es de acordo      com suas necessidades e peculiaridades.<\/p>\n<p><strong>O      voto da relatora Deputada Kelly Moraes, ao afirmar que a Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o,      Cultura e Desporto n\u00e3o apresenta emendas e concorda com a proposta em sua      \u00edntegra, incorpora tr\u00eas dimens\u00f5es \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es do profissional de Supervis\u00e3o      Educacional:<\/strong>uma voltada para o interior da escola, quando o supervisor      coordena e promove processos pedag\u00f3gicos junto aos professores e alunos; outra      dimens\u00e3o se d\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade escolar, principalmente \u00e0s fam\u00edlias      dos alunos, buscando promover sua integra\u00e7\u00e3o com a escola; e a terceira refere-se      \u00e0 articula\u00e7\u00e3o externa, seja com o sistema educacional, seja com outros setores      da comunidade.<\/p>\n<p>Estas      dimens\u00f5es reafirmam a abrang\u00eancia da a\u00e7\u00e3o Supervisora, que passa a responsabilizar-se      por um conjunto de a\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Lib\u00e2neo      e Pimenta (2002, p. 29), refletindo sobre a forma\u00e7\u00e3o do Pedagogo, trazem que:\u00a0<\/strong>N\u00e3o      \u00e9 poss\u00edvel mais afirmar que o trabalho pedag\u00f3gico se reduz ao trabalho docente      nas escolas.<\/p>\n<p>A      a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica n\u00e3o se resume a a\u00e7\u00f5es docentes, de modo que, se todo trabalho      docente \u00e9 trabalho pedag\u00f3gico, nem todo trabalho pedag\u00f3gico \u00e9 trabalho docente.<\/p>\n<p>Esta      abordagem rompe com o reducionismo que muitas vezes \u00e9 relegado \u00e0 Pedagogia,      pois \u00e9 comum reduzir a a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica \u00e0 doc\u00eancia, o que seria um equ\u00edvoco,      uma forma estreita de defini-la (LIB\u00c2NEO e PIMENTA, 2002).<\/p>\n<p>Cabe      destacar que a presente pesquisa pretende abordar exclusivamente as rela\u00e7\u00f5es      existentes entre Supervisor Escolar e professores nas institui\u00e7\u00f5es de ensino      regulares, sendo que estas informa\u00e7\u00f5es t\u00eam como objetivo expor as possibilidades      de atua\u00e7\u00e3o deste profissional.<\/p>\n<p>A      pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica transcende a simples transmiss\u00e3o de conhecimento,      pois envolvem pessoas, valores, saberes, culturas, concep\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias      diversas daqueles que as realizam.<\/p>\n<p><strong>Lib\u00e2neo      e Pimenta (2002, p. 43-44) destacam que:<\/strong>\u00a0Dada      a natureza do trabalho docente, que \u00e9 ensinar como contribui\u00e7\u00e3o ao processo      de humaniza\u00e7\u00e3o dos alunos historicamente situados, espera-se dos processos      de forma\u00e7\u00e3o que desenvolvam os conhecimentos e as habilidades, as compet\u00eancias,      atitudes e valores que possibilitem aos professores irem construindo seus      saberes fazeres docentes a partir das necessidades e desafios que o ensino      como pr\u00e1tica social lhes coloca no cotidiano.<\/p>\n<p>Percebe-se      que est\u00e3o envolvidas in\u00fameras quest\u00f5es no espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o do Supervisor Escolar      nos espa\u00e7os institucionais de educa\u00e7\u00e3o, demandas que acabam por exigir dele      pr\u00f3prio enquanto profissional, um desafiar-se constante, uma busca de forma\u00e7\u00e3o      para contribuir com seus pares.<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.tede.pucrs.br<\/p>\n<h6>Dia do Supervisor Educacional<\/h6>\n<h4>22      Agosto<\/h4>\n<p>O\u00a0<strong>supervisor      escolar<\/strong>\u00a0precisa      saber dialogar, argumentar e conversar com os professores que trabalham com      ele. Isto \u00e9 compet\u00eancia. Saber se expressar.<\/p>\n<p>Ser      competente \u00e9 ter humildade, auxiliar o professor no seu planejamento, nas      realiza\u00e7\u00f5es das atividades. \u00c9 levar id\u00e9ias para os profissionais melhorarem      sua pr\u00e1tica educativa sem parecer mand\u00e3o, arrogante e sem ser autorit\u00e1rio.      Isto \u00e9 muito importante na Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para      adquirir essa compet\u00eancia \u00e9 preciso tamb\u00e9m disciplina. Ambas andam juntas.      S\u00e3o necess\u00e1rias na escola.<\/p>\n<p>Uma      das compet\u00eancias mais importantes do supervisor \u00e9 ele conseguir passar para      os educadores o quanto \u00e9 fundamental o professor semear desejos e estimular      projetos, fazendo com que os alunos saibam articular seus projetos e id\u00e9ias      pessoais com os da coletividade na qual est\u00e1 inserida.<\/p>\n<p>Ser      competente pode-se dizer tamb\u00e9m que \u00e9 saber pedir, ajudar, expressar-se, ser      flex\u00edvel e trabalhar em equipe.<\/p>\n<p>Para      ser competente, \u00e9 necess\u00e1rio dominar conhecimento. Mas tamb\u00e9m deve saber mobiliz\u00e1-los      e aplic\u00e1-los de modo pertinente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o. Tal decis\u00e3o significa vontade,      escolha e, portanto, valores.<\/p>\n<p>Essa      \u00e9 a dimens\u00e3o \u00e9tica da compet\u00eancia. Que tamb\u00e9m se aprende, que tamb\u00e9m \u00e9 aprendida.      A compet\u00eancia s\u00f3 pode ser constitu\u00edda na pr\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 saber, mas sim      o saber fazer.<\/p>\n<p>Aprende-se      fazendo, numa situa\u00e7\u00e3o que requer esse fazer determinado. Esse princ\u00edpio \u00e9      importante para a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desenvolver      compet\u00eancia com alunos e professores precisa ir al\u00e9m do ensino da memoriza\u00e7\u00e3o      de conte\u00fados abstratos e fora de contexto. \u00c9 fundamental que eles aprendam      para que serve o conhecimento, quando e como aplic\u00e1-lo. Isso \u00e9 compet\u00eancia.<\/p>\n<p>O      trabalho dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o em especial da supervis\u00e3o educacional      \u00e9 traduzir o novo processo pedag\u00f3gico em curso na sociedade mundial, elucidar      a quem ele serve explicitar suas contradi\u00e7\u00f5es e, com base nas condi\u00e7\u00f5es concretas      dadas, promover necess\u00e1rias articula\u00e7\u00f5es para construir alternativas que ponham      a educa\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o do desenvolvimento de rela\u00e7\u00f5es verdadeiramente democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Para      desenvolver o trabalho idealizado por Ferreira, o supervisor precisa ser um      constante pesquisador, \u00e9 necess\u00e1rio que ele antecipe conhecimentos para o      grupo de professores, lendo muito, n\u00e3o s\u00f3 sobre conte\u00fados espec\u00edficos, mas      tamb\u00e9m livros e diferentes jornais e revistas.<\/p>\n<p>Entre      as tarefas do supervisor est\u00e3o ajudar a elaborar e aplicar o projeto da escola,      dar orienta\u00e7\u00e3o em quest\u00f5es pedag\u00f3gicas e principalmente, atuar na forma\u00e7\u00e3o      continua dos professores.<\/p>\n<p>O      supervisor faz a transposi\u00e7\u00e3o da teoria para a pr\u00e1tica escolar, reflete sobre      o trabalho em sala de aula, estuda e usa as teorias para fundamentar o fazer      e o pensar dos docentes.<\/p>\n<p><strong>Um      bom supervisor deve apresentar em seu perfil as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong>\u00a0auxiliador,      orientador, din\u00e2mico, acess\u00edvel, eficiente, capaz, produtivo, apoiador, inovador,      integrador, cooperativo, facilitador, criativo, interessado, colaborador,      seguro, incentivador, atencioso, atualizado, com conhecimento e amigo.<\/p>\n<p>A      Supervis\u00e3o Escolar passa ent\u00e3o a ser uma ferramenta de atua\u00e7\u00e3o tem como principio      o fazer, o agir, o movimentar, o envolver-se, o modificar e para isto \u00e9 necess\u00e1rio      que esteja firmado em nossa ess\u00eancia o querer moldar pessoas.<\/p>\n<p>Os      pequeninos v\u00eam para nos como folhas em branco onde muitos de nos ir\u00e3o fazer      parte de suas historias e por quer n\u00e3o dizer fazer a pr\u00f3pria diferen\u00e7a em      seus futuros. Como \u00e9 poss\u00edvel observar, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tarefa e um encargo      coletivo no mundo de hoje, logo<\/p>\n<p><strong>Cunha      (2006. p. 271) diz o seguinte:<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      imperioso que o profissional da educa\u00e7\u00e3o contribua decisiva e decididamente      para melhor fluir os projetos propostos para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas e enfrentamentos      de desafios na escola.<\/p>\n<p>Apontado      o primeiro passo, que \u00e9 o querer, passemos para outro, o fazer. Para se construir      sociedades humanas e preciso interessar-se em pessoas, j\u00e1 que pessoas s\u00e3o      mais importantes que coisas, precisamos criar uma cultura do fazer, do preocupar-se,      do incomodar-se com este sistema que hoje se faz presente.<\/p>\n<p>A      diferen\u00e7a est\u00e1 em aceitar como as crian\u00e7as v\u00eam, mas n\u00e3o deixa-las sair da      mesma forma que entraram. \u00c9 preciso estar em um processo de simbiose onde      passemos a sentir o que nossos pequeninos sentem e compreender como podemos      ser instrumentos de ajuste social no contexto que se apresenta na escola.<\/p>\n<p>Isto      s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se estivermos imbu\u00eddos de um esp\u00edrito de altru\u00edsmo, j\u00e1 que nem      sempre a supervis\u00e3o escolar ter\u00e1 a seu dispor a estrutura necess\u00e1ria para      desenvolver seus projetos e suas metas.<\/p>\n<p>Logo      chegamos ao entendimento de que precisamos realmente ser apaixonados por gente,      amar as pessoas verdadeiramente, onde todo professor, educador, supervisor,      gestor etc., precisa dessa caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>O      segredo do sucesso esta em ouvir os educandos em suas dificuldades e necessidades,      buscar estabelecer entre educandos e educadores um canal de comunica\u00e7\u00e3o que      vise dar a eles a condi\u00e7\u00e3o de serem ouvidos.<\/p>\n<p>A      escola pode ajudar muito neste sentido, desde que todos os envolvidos contribuam      com sua parcela de ajuda comprometendo-se com o desenvolvimento social, educacional      e familiar de todos os educandos.<\/p>\n<p><strong>Segundo      Ferreira (2003, p.10):<\/strong><\/p>\n<p>O      papel da escola hoje \u00e9 formar pessoas fortalecidas por seu conhecimento, orgulhosas      de seu saber, emocionalmente corretas, capazes de auto-critica, solid\u00e1rias      com o mundo exterioras e capacitadas tecnicamente para enfrentar o mundo do      trabalho e da realiza\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>Neste      contexto, o diretor de escola \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o eficaz      da pol\u00edtica educacional.<br \/>\n     O desafio para o profissional da Supervis\u00e3o Escolar \u00e9 enorme, ele ter\u00e1 que      muitas vezes ser um vision\u00e1rio, j\u00e1 que o reflexo de suas a\u00e7\u00f5es poder\u00e1 acontecer      talvez no futuro e a constru\u00e7\u00e3o do educando s\u00f3 ser\u00e1 sentida no decorrer dos      anos, j\u00e1 que o trabalho de supervisores e professores \u00e9 feito coletivamente.<\/p>\n<p>N\u00e3o      podemos vislumbrar como as nossas a\u00e7\u00f5es afetar\u00e3o aqueles que nos s\u00e3o confiados,      ou de que forma afetar\u00e3o todos que rodeiam ou que sonham com a escola mais      justa e mais humana.<\/p>\n<p>O      que podemos ter certeza \u00e9 o futuro n\u00e3o ser\u00e1 o mesmo.<br \/>\n     Existe muita negatividade dentro das escolas e como pedagogos, em nossa pr\u00e1tica      docente sempre nos encontramos com estas situa\u00e7\u00f5es e poderemos at\u00e9 vivenciar      esta desesperan\u00e7a que \u00e0s vezes se abate sobre nossos pr\u00f3prios ombros Sem duvida      construindo bases s\u00f3lidas de conhecimento, relacionamento e respeito poderemos      mudar, este estado de coisas que hoje se abate no sistema educacional brasileiro.<\/p>\n<p>Cabe      ao Supervisor Escolar criar, portanto condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para este grande      projeto de vida que ser\u00e1 o seu sacerd\u00f3cio durante suas vida profissional.<\/p>\n<p>Podemos      com certeza construir grandes valores no espa\u00e7o da escola criando uma onda      de relacionamento com as fam\u00edlias, comunidade, Escola, governo e envolve-los      na problem\u00e1tica da escola que ir\u00e1 com isto atender os pressupostos b\u00e1sicos      para a qual foi criada.<\/p>\n<p>Os      desafios s\u00e3o enorme, falta de estrutura, recursos escassos, m\u00e1 vontade dos      educadores, dos alunos dos funcion\u00e1rios administrativos, enfim uma serie de      coisas que dificultam o trabalho do Supervisor, mas que n\u00e3o impedem que o      mesmo possa criar na sua atividade profissional meios de mudar esta realidade      e fazer com que a escola mude sua cara, e se transforme na escola de nossos      sonhos.<\/p>\n<p>As      condi\u00e7\u00f5es para mudar est\u00e3o em nossas m\u00e3os. O diferencial passa ent\u00e3o, pelo      respeito \u00e0s escolhas e depois a influencia positiva que podemos ter sobre      as pessoas.<\/p>\n<p>Temos      que ser como uma pequena pedra atirada no rio que provoca pequenas ondas e      que depois v\u00e3o se tornando grandes at\u00e9 o ponto de causar grandes transforma\u00e7\u00f5es      em todos que fazem parte da sociedade.<\/p>\n<p>Se      quisermos podemos ser os agentes desta transforma\u00e7\u00e3o se come\u00e7armos a colocar      em pr\u00e1tica os conte\u00fados aprendidos em sala de aula e t\u00e3o debatidos na constru\u00e7\u00e3o      da nova escola, a escola que queremos para nossos filhos e para todos.<\/p>\n<p>Como      agentes da transforma\u00e7\u00e3o cabe a nos Supervisores Escolares dar o ponta p\u00e9      inicial deste desejo nacional de mudan\u00e7as e que s\u00f3 precisa come\u00e7ar e para      n\u00e3o mais parar, n\u00e3o podemos nos conformar com este estado de coisas, n\u00e3o existe      o n\u00e3o consigo existe sim o n\u00e3o quero.<\/p>\n<p>O      supervisor, na atual realidade, \u00e9 capaz de pensar e agir com intelig\u00eancia,      equil\u00edbrio, lideran\u00e7a e autoridade, valores esses que requerem habilidade      para exercer suas atividades de forma respons\u00e1vel e comprometida.<\/p>\n<p>Na      d\u00e9cada de 90, a supervisora \u00e9 apontada como instrumento necess\u00e1rio para mudan\u00e7a      nas escolas.<\/p>\n<p><strong>Justamente      nesta d\u00e9cada, segundo Ferreira (2003, p. 74):<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>[&#8230;] desempenha-se        o supervisor competente, entendendo-se que a compet\u00eancia \u00e9, em si, um compromisso        p\u00fablico com o social e, portanto, com o pol\u00edtico, com a sua etimologia na        polis, cidade, coletividade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>E      o interesse coletivo op\u00f5e-se ao interesse individualizado, na educa\u00e7\u00e3o e no      seu servi\u00e7o de supervisor.<\/p>\n<p>Os      sinais de descaso est\u00e3o por toda \u00e0 parte.<\/p>\n<p>A      falta de interesse de nossos governantes, falta de recursos nas escolas, baixos      sal\u00e1rios, falta de um projeto serio de escolariza\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas p\u00fablicas      em todos os n\u00edveis, pois o que temos hoje \u00e9 um paliativo que n\u00e3o atende a      demanda crescente de nosso povo.<\/p>\n<p>Cada      vez mais nossos alunos saem das escolas sabendo menos do que precisam para      suas vidas, n\u00e3o h\u00e1 uma vis\u00e3o critica de formar cidad\u00e3os por isto precisamos      de supervisores audaciosos que ousem sonhar e realizar, que sejam verdadeiros      guerreiros da transforma\u00e7\u00e3o, arautos do conhecimento, defensores da verdade,      e principalmente que ame as pessoas.<\/p>\n<p>Alunos      desinteressados, analfabetos funcionais, baixa qualifica\u00e7\u00e3o profissional,      despreparo emocional, s\u00e3o apenas alguns sintomas desta doen\u00e7a que se instalou      no meio escolar.<\/p>\n<p>Reflexo      da falta de interesse da maioria dos envolvidos no processo que n\u00e3o querem      ou n\u00e3o sabem que o sucesso desta empreitada nacional \u00e9 para toda a vida.<\/p>\n<p>Como      supervisores devemos pegar no batente, nos importando com todos que passam      pelo espa\u00e7o da escola j\u00e1 que muitos e quem sabe milhares de milh\u00f5es, ficaram      marcados para sempre neste tempo, que pode ser construtivo ou destrutivo.<\/p>\n<p>No      livro o Monge e o Executivo, aprendemos que quando mais autoridade mais responsabilidade      temos, e que s\u00f3 depende de cada um fazer a diferen\u00e7a na escola. Segundo Hunter      (2004, p.95) \u0093ent\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o quando voc\u00ea exerce autoridade dever\u00e1      doar-se, amar, servir e at\u00e9 sacrificar-se pelos outros\u0094.<\/p>\n<p>Podemos      contaminar a todos com nossa energia, alegria, servi\u00e7o, altru\u00edsmo, sonhos      e fazer com que os educandos e educadores se libertem deste sistema padronizado      de escolhas que hoje esta a vigente.<\/p>\n<p>Cabe,      portanto ao supervisor escolar estar sintonizado com as necessidades da comunidade      e propor projetos que atendam aos anseios de todos que almejam futuro melhor.      Muita coisa pode ser feita no contexto escolar, podemos desenvolver atividades      que aproximem a comunidade da escola, da fam\u00edlia e dos objetivos para a qual      ela existe.<\/p>\n<p>A      escola como espa\u00e7o social e publico deve ter esta caracter\u00edstica de servir      a todos os que a procuram, bem como envolver outros segmentos da sociedade      em suas atividades.<\/p>\n<p>Supervisor      Escolar deve, portanto ser esta ponte de acesso entre todos, possibilitando      um maior conhecimento entre os participantes desta grande aventura que \u00e9 a      forma\u00e7\u00e3o de pessoas para a sociedade.<\/p>\n<p>Somente      sendo um profissional antenado com estas caracter\u00edsticas e com as necessidades      de todos os envolvidos tendo um forte senso de responsabilidade e de iniciativa      n\u00e3o esperando por quem n\u00e3o vem \u00e9 que seremos profissionais de sucesso e cidad\u00e3os      realizados.<\/p>\n<p>O      grande sucesso que o supervisor escolar ter\u00e1 em sua vida pessoal ser\u00e1 a certeza      de ter contribu\u00eddo para o sucesso de muitas vidas que cruzar\u00e3o seu caminho      no decorrer dos anos da doc\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o      h\u00e1 nada de mais belo do que ver uma vida desabrochando como uma flor na sua      plenitude, e exalando o agrad\u00e1vel aroma de ser chamado de cidad\u00e3o. A escola      tem, portanto a obriga\u00e7\u00e3o de fazer o melhor a seus alunos que buscam neste      local o pote no fim do arco-\u00edris.<\/p>\n<p>Trabalhando      em equipe o supervisor escolar e todos os profissionais envolvidos ter\u00e3o n\u00e3o      as melhores condi\u00e7\u00f5es para desenvolver suas metas mais com certeza ter\u00e3o o      apoio moral que faz toda a diferen\u00e7a nos dias atuais.<\/p>\n<p>Diante      das diferentes e diversificadas fun\u00e7\u00f5es do supervisor escolar, podemos citar      como a de maior relev\u00e2ncia a de coordenador, onde a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho      \u00e9 comum, onde a unifica\u00e7\u00e3o dos alunos, professores, equipe pedag\u00f3gica e dire\u00e7\u00e3o      da escola.<\/p>\n<p><strong>\u00c9      diante destas responsabilidades que se faz necess\u00e1rio mudan\u00e7as significativas      na forma\u00e7\u00e3o e postura do supervisor escolar, e com isso reconhecendo seus      aspectos gerais, onde Ferreira (2003, p.75) diz:<\/strong><\/p>\n<p>Ressignificar      e revalorizar a supervis\u00e3o, reconceitua-se, de modo a compreend\u00ea-la, na sua      a\u00e7\u00e3o de natureza educativa e, portanto sociopedag\u00f3gica, no campo did\u00e1tico      e curricular do seu trabalho, no seu encaminhamento de coordenador.<\/p>\n<p>Estamos      acostumados a ouvir que manda quem pode, obedece quem tem ju\u00edzo, mas no contexto      escolar n\u00e3o existe esta premissa, mas sim o exemplo, pois quem quer ser l\u00edder      estar em destaque, seja o primeiro que fa\u00e7a.<\/p>\n<p>Talvez      uma das grandes dificuldades do ser humano seja exatamente esta, precisamos      de destaque a todo o momento, logo precisamos refletir sobre o que diz Ronca      (1995, p.32) \u0093nenhum educador cresce se n\u00e3o reflete sobre seu desempenho      enquanto profissional e se n\u00e3o reflete sobre a a\u00e7\u00e3o que foi desenvolvida.<\/p>\n<p>S\u00f3      entramos na pr\u00e1xis quando refletimos sobre a pr\u00e1tica\u0094.<\/p>\n<p>Mas      o supervisor, o administrador n\u00e3o \u00e9 assim, \u00e9 antes um profissional que n\u00e3o      se importa se vai ser reconhecido ou n\u00e3o, e na maioria das vezes n\u00e3o \u00e9 mesmo,      o que importa de verdade \u00e9 ser \u00fatil \u00e0 sociedade, as pessoas, a todos.<\/p>\n<p>Na      verdade n\u00e3o dever\u00edamos ser chamados de Supervisores Escolares, mas sim de      administradores de vidas, pois muitas delas depender\u00e3o de nossas decis\u00f5es      e de como elas afetaram a vida de nossos alunos.<\/p>\n<p>\u00c9      preciso tomar a s\u00e1bia decis\u00e3o de fazer sempre o que for necess\u00e1rio para direcionar      nossas crian\u00e7as e jovem para a maior aventura que eles ir\u00e3o participar que      \u00e9 o seu futuro. Cada ser social, cada aluno \u00e9 um indiv\u00edduo em especial, com      caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de aprendizagem e necessidades diferentes.<\/p>\n<p><strong>De      acordo com Gadotti e Rom\u00e3o apud Oliveira (2003 p.330):<\/strong><\/p>\n<p>Todos      os segmentos da comunidade podem compreender melhor o funcionamento da escola,      conhecer com mais profundidade os que nela estudam e trabalham, intensificar      seu envolvimento com ela e, assim, acompanhar melhor a educa\u00e7\u00e3o ali oferecida.<\/p>\n<p>Supervisor,      Administrador talvez, l\u00edderes quem sabe, servos com certeza.<\/p>\n<p>Nossa      recompensa ser\u00e1 com certeza vidas transformadas, vidas salvas da degrada\u00e7\u00e3o      moral e social, fam\u00edlias restauradas e um forte sentimento de dever cumprido.<\/p>\n<p>Portanto      Supervisores e Professores t\u00eam em suas m\u00e3o a chave da vida ou da morte de      muitos em suas m\u00e3os. N\u00e3o vamos, pois nunca esquecer que palavras podem construir      ou destruir qual vai ser sua escolha?<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es      finais<\/strong><\/p>\n<p>Muitos      dizem que ensinar \u00e9 uma arte e que servir \u00e9 um dom. Para nos Supervisores      Escolares e Pedagogos \u00e9 muito mais que isto. \u00c9 um modo de vida ,\u00e9 o modo como      escolhemos viver.<\/p>\n<p>Com      suas dificuldades e seus desafios com suas recompensas e suas frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se      pensarmos que ser\u00e1 um mar de rosas \u00e9 melhor para aqui.<\/p>\n<p>Mas      se quiser entrar nesta nave chamada \u0093Conhecimento Humano\u0094, n\u00e3o se      arrepender\u00e1. Pois trar\u00e1 um enorme beneficio a sua vida e a de todos que o      rodeiam.<\/p>\n<p>A      Supervis\u00e3o Escolar \u00e9 um exerc\u00edcio de cidadania, amor, altru\u00edsmo e abnega\u00e7\u00e3o      onde s\u00f3 os fortemente determinados ter\u00e3o \u00eaxito. N\u00e3o como todos acham como      riqueza, mas sucesso na sua vida emocional.<\/p>\n<p>Na      sua psique, pois nada d\u00e1 mais prazer na vida do que ver seres humanos crescendo      no seu Saber e se transformando seus sonhos em realidade.<\/p>\n<p><strong>Quer      ser Supervisor?<\/strong><\/p>\n<p>Excelente,      ent\u00e3o se dedique e busque de todo o seu cora\u00e7\u00e3o, pois somente l\u00e1 poderemos      encontrar for\u00e7as para chegar ao fim da jornada.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>CHALITA, Gabriel      Benedito Issaac. Educa\u00e7\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 no afeto. S\u00e3o Paulo: gente, 2001.<br \/>\n     Cunha, Aldeneia S. da; Oliveira; Ana Cec\u00edlia de; Ara\u00fajo, Leina A. (Org). A      Supervis\u00e3o no contexto escolar: Reflex\u00f5es Pedag\u00f3gicas. Manaus. UNINORTE; 2006.<br \/>\n     FERREIRA, Naura Syria Carapeto<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.webartigos.com<\/p>\n<h6>Dia do Supervisor Educacional<\/h6>\n<h4>22      Agosto<\/h4>\n<h4>Evolu\u00e7\u00e3o      hist\u00f3rica da supervis\u00e3o educacional<\/h4>\n<p><strong>O      come\u00e7o de tudo Com essas palavras de Paulo Freire, inicia-se o estudo sobre      a hist\u00f3ria, o perfil e a atua\u00e7\u00e3o de um profissional da Educa\u00e7\u00e3o bastante conhecido:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>O        supervisor educacional \u0096\u00a0<\/strong>chamado        tamb\u00e9m de supervisor escolar \u0096, pedagogo de grande import\u00e2ncia na hist\u00f3ria        educacional de nosso Pa\u00eds, e cuja atua\u00e7\u00e3o j\u00e1 teve v\u00e1rias nuances diferentes        e muitas vezes foi cercada de pol\u00eamicas.<\/p>\n<p><strong>Antes        de se visitar o amanh\u00e3 \u0096\u00a0<\/strong>com        suas propostas e possibilidades de atua\u00e7\u00e3o \u0096, \u00e9 preciso olhar para        o passado, para a hist\u00f3ria desse profissional. N\u00e3o se pode falar do supervisor        educacional sem retroceder no tempo e observar os processos de surgimento        da supervis\u00e3o educacional e de forma\u00e7\u00e3o do pedagogo no Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A      partir de agora, ser\u00e3o vistos o nascimento desse profissional e as mudan\u00e7as      pelas quais ele passou ao longo da hist\u00f3ria. Na Antiguidade, a a\u00e7\u00e3o supervisora      era percebida como a vigil\u00e2ncia, praticada por nobres e sacerdotes, em rela\u00e7\u00e3o      vida escolar.<\/p>\n<p>Na      Gr\u00e9cia Antiga, a a\u00e7\u00e3o supervisora consistia no acompanhamento, realizado por      especialistas, do funcionamento dos espa\u00e7os escolares; j\u00e1 em Roma, havia os      censores que, al\u00e9m de possu\u00edrem atribui\u00e7\u00f5es relativas ao recenseamento, fiscalizavam      os espa\u00e7os escolares.<\/p>\n<p>Na      Idade Moderna, surgiu o inspetor de ensino, que avaliava as tarefas pedag\u00f3gicas      do professor. O inspetor t\u00e9cnico apareceu com a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, e tinha      como fun\u00e7\u00e3o promover o progresso educacional e vigiar a atividade do professor,      visando a melhorar o desempenho do docente.<\/p>\n<p>Nesta      breve introdu\u00e7\u00e3o, pode-se perceber que a id\u00e9ia de controle sempre esteve presente      nas a\u00e7\u00f5es de supervis\u00e3o. Etimologicamente, a palavra supervis\u00e3o \u00e9 composta      pelo prefixo super (\u0093sobre\u0094) e pelo substantivo vis\u00e3o (\u0093a\u00e7\u00e3o      de ver\u0094); assim, o significado da palavra \u00e9 \u0093olhar de cima\u0094,      no sentido de controlar a a\u00e7\u00e3o do outro.<\/p>\n<p>No      que se refere \u00e0 supervis\u00e3o voltada para a Educa\u00e7\u00e3o, menciona-se o conceito      cl\u00e1ssico de N\u00e9rici (1987, de que a supervis\u00e3o escolar consiste no servi\u00e7o      de assessoramento a todas as atividades que tenham influ\u00eancia no processo      de ensino e aprendizagem, para que as necessidades e aspira\u00e7\u00f5es dos educandos      sejam mais eficientemente atendidas.<\/p>\n<p>O      curso de Pedagogia surgiu em nosso Pa\u00eds como conseq\u00fc\u00eancia da preocupa\u00e7\u00e3o com      a forma\u00e7\u00e3o de professores para a escola secund\u00e1ria; seu aparecimento foi concomitante      ao das licenciaturas, ao ser criada a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade      do Brasil, pelo Decreto-lei 1.190, de 1939.<\/p>\n<p><strong>Essa      faculdade formava bachar\u00e9is e licenciados em v\u00e1rias \u00e1reas \u0096 inclusive      a pedag\u00f3gica \u0096, utilizando a f\u00f3rmula conhecida como \u00933 + 1\u0094:<\/strong>\u00a0\u00e0s      disciplinas de conte\u00fado, com dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos, eram acrescidas as disciplinas      pedag\u00f3gicas, com dura\u00e7\u00e3o prevista de um ano.<\/p>\n<p>Assim,      formava-se o bacharel nos tr\u00eas primeiros anos do curso; ap\u00f3s a conclus\u00e3o do      m\u00f3dulo did\u00e1tico ou pedag\u00f3gico, o estudante recebia o diploma de licenciado      no grupo de disciplinas que compunham o curso de bacharelado.<\/p>\n<p><strong>E      o pedagogo?<\/strong><\/p>\n<p>Como      bacharel, ele podia ocupar o cargo de t\u00e9cnico de educa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da      Educa\u00e7\u00e3o; como licenciado, o campo de trabalho era o curso normal, que n\u00e3o      era exclusivo dos pedagogos, pois, pela Lei Org\u00e2nica do Ensino Normal, para      se lecionar nesse curso bastava possuir, diploma do Ensino Superior.<\/p>\n<p><strong>Os      \u0093especialistas em Educa\u00e7\u00e3o\u0094:<\/strong>\u00a0um      novo momento O modelo de curso de que se falou acima durou at\u00e9 1969; ent\u00e3o,      deixou de existir a distin\u00e7\u00e3o entre bacharelado e licenciatura, e foram criadas      as \u0093habilita\u00e7\u00f5es\u0094, cumprindo o que determinava a Lei 5.540\/68.<\/p>\n<p>Essa      reforma do Ensino Superior, ao instituir a habilita\u00e7\u00e3o de supervisor escolar,      consolidou a presen\u00e7a da supervis\u00e3o no contexto educacional brasileiro, ampliou      seu campo de atua\u00e7\u00e3o para todo o antigo ensino de primeiro e segundo graus      e, pelo curr\u00edculo adotado, garantiu a continuidade da forma\u00e7\u00e3o conservadora      de tal profissional, dentro da vis\u00e3o tecnicista da Educa\u00e7\u00e3o, sempre acompanhando      o modelo econ\u00f4mico vigente.<\/p>\n<p><strong>O      curso de Pedagogia passou a formar os \u0093especialistas\u0094 em Educa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0supervisor      escolar, orientador educacional, administrador escolar e inspetor escolar.      No entanto, continuava dividido, pois ofertava como habilita\u00e7\u00e3o a licenciatura      para o \u0093ensino das disciplinas e atividades pr\u00e1ticas dos cursos normais\u0094.<\/p>\n<p><strong>O      Parecer CFE 292\/62 previa tr\u00eas disciplinas para a licenciatura:<\/strong>\u00a0Psicologia      da Educa\u00e7\u00e3o, Elementos de Administra\u00e7\u00e3o Escolar, Did\u00e1tica e Pr\u00e1tica de Ensino      \u0096 esta \u00faltima na forma de est\u00e1gio supervisionado. Em 1969, o Parecer      CFE 252 indicava como finalidade do curso preparar profissionais da Educa\u00e7\u00e3o,      assegurando a possibilidade de obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de especialista por meio      da complementa\u00e7\u00e3o dos estudos.<\/p>\n<p>No      mesmo ano, a Resolu\u00e7\u00e3o CFE 2 determinava que \u0093a forma\u00e7\u00e3o de professores      para o ensino normal e deespecialistas para as atividades de orienta\u00e7\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o,      supervis\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o\u0094 fosse feita \u0093no curso de gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia,      de que resultava o grau de licenciado\u0094.<\/p>\n<p>Como      licenciatura, permitia o registro para o exerc\u00edcio do magist\u00e9rio nos cursos      normais, posteriormente denominados magist\u00e9rio de segundo grau e, sob o argumento      de que \u0093quem pode o mais pode o menos\u0094 ou de que \u0093quem prepara      o professor prim\u00e1rio tem condi\u00e7\u00f5es de ser tamb\u00e9m professor prim\u00e1rio\u0094,      permitia o magist\u00e9rio nos anos iniciais de escolariza\u00e7\u00e3o (BRASIL, 2007.<\/p>\n<p><strong>Na      d\u00e9cada de 1970, surgiram as Associa\u00e7\u00f5es de Supervis\u00e3o Educacional no Brasil,      e o supervisor passou a ter diversas denomina\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0supervisor      escolar, supervisor pedag\u00f3gico, supervisor de ensino, supervisor de educa\u00e7\u00e3o      e supervisor educacional.<\/p>\n<p>Nogueira      (1989) afirma que os supervisores educacionais, por meio de suas associa\u00e7\u00f5es      e somando acertos e erros, est\u00e3o caminhando na busca de se fazerem sujeitos      do processo hist\u00f3rico. Em 1971, a forma\u00e7\u00e3o dos supervisores \u0096 por meio      da habilita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em Supervis\u00e3o Escolar \u0096 passou a ser oferecida      pelas faculdades de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim,      percebe-se que os dispositivos legais, bem como as diretrizes emanadas dos      organismos supervisores da educa\u00e7\u00e3o, influenciaram decisivamente as caracter\u00edsticas      da fun\u00e7\u00e3o de supervisor e, que foi definida como o exerc\u00edcio de um pedagogo      \u0096 devidamente habilitado em Supervis\u00e3o Escolar e com s\u00f3lido conhecimento      no campo pedag\u00f3gico \u0096 que \u00e9 o gerenciador do processo de ensino e aprendizagem      e tem sua a\u00e7\u00e3o submetida \u00e0 dire\u00e7\u00e3o geral da unidade escolar.<\/p>\n<p><strong>A      supervis\u00e3o:<\/strong>\u00a0atua\u00e7\u00e3o      criticada No final da d\u00e9cada de 1980, enquanto o contexto pol\u00edtico, econ\u00f4mico      e social do Brasil mudava, ampliavam-se as condi\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 escola e      cresciam as demandas relacionadas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do supervisor educacional.<\/p>\n<p>Com      o desenvolvimento social e econ\u00f4mico do Pa\u00eds, e a conseq\u00fcente amplia\u00e7\u00e3o do      acesso ao sistema escolar, cresceram as exig\u00eancias de qualifica\u00e7\u00e3o docente      para atender \u00e0s crian\u00e7as e jovens que oriundos de classes populares, ingressavam      na escola.<\/p>\n<p>Express\u00f5es      como diversidade cultural, transforma\u00e7\u00e3o social e cidadania surgiam no cen\u00e1rio      educacional brasileiro \u00e0 medida que a democratiza\u00e7\u00e3o da vida civil voltava      ao Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A      forma\u00e7\u00e3o do \u0093especialista\u0094 no curso de Pedagogia era muito criticada      por se apoiar em uma vis\u00e3o reducionista e tecnicista de escola e de educador,      uma quest\u00e3o discutida por v\u00e1rios autores.<\/p>\n<p>As      \u0093habilita\u00e7\u00f5es\u0094, que separavam o \u0093especialista\u0094 do docente      eram vistas como fragmenta\u00e7\u00e3o e hierarquiza\u00e7\u00e3o do trabalho pedag\u00f3gico. Para      autores como Gadotti (1998), o fato de o curso de Pedagogia ter sido regulamentado      no Brasil em 1969, no per\u00edodo da ditadura militar, levou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um      educador passivo, apol\u00edtico, t\u00e9cnico e sem preocupa\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas, com      um agir desvinculado da realidade na qual se inseria.<\/p>\n<p>As      habilita\u00e7\u00f5es oferecidas possu\u00edam uma conota\u00e7\u00e3o tecnicista, apoiada no treinamento      dos profissionais visando \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o nas escolas, com toda a objetividade      poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Dessa      forma, os termos pedagogia e pedag\u00f3gico passaram a ser utilizados apenas para      se referir aos aspectos metodol\u00f3gicos do ensino e organizativos da escola.<\/p>\n<p>A      a\u00e7\u00e3o do supervisor educacional era fortemente criticada como reprodutora do      status quo existente, e como promovedora da separa\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Gadotti      (1998, p. 74) afirma que n\u00e3o h\u00e1 uma educa\u00e7\u00e3o somente reprodutora do sistema,      nem uma educa\u00e7\u00e3o somente transformadora do mesmo sistema:<\/strong>\u00a0essas      duas tend\u00eancias coexistem no plano educacional, em uma perspectiva dial\u00e9tica      e conflituosa.<\/p>\n<p>Sendo      assim, [&#8230;] h\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o interna na educa\u00e7\u00e3o, pr\u00f3pria da sua natureza,      entre a necessidade de transmiss\u00e3o de uma cultura existente \u0096 que \u00e9 a      tarefa conservadora da educa\u00e7\u00e3o \u0096 e a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de uma nova      cultura, sua tarefa revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>O      que ocorre numa sociedade dada \u00e9 que uma das duas tend\u00eancias \u00e9 sempre dominante.<\/p>\n<p><strong>Dessa      forma, afirma-se que \u00e9 necess\u00e1rio repensar o papel dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0eles      n\u00e3o podem atuar de forma neutra em uma sociedade conflituosa; n\u00e3o podem se      apoiar apenas nos conte\u00fados, m\u00e9todos e t\u00e9cnicas; n\u00e3o podem permanecer omissos,      pois a realidade pede que se posicionem diante dos problemas sociais; e devem      estar dispostos ao di\u00e1logo, ao conflito e \u00e0 problematiza\u00e7\u00e3o do saber.<\/p>\n<p>Por      outro lado, \u00e9 preciso reconhecer que, embora exista a divis\u00e3o em \u0093habilita\u00e7\u00f5es\u0094,      a a\u00e7\u00e3o do pedagogo \u00e9 obrigatoriamente uma, integrada. Segundo Martelli (2006,      p. 251-252), As a\u00e7\u00f5es de administrar, orientar e supervisionar no sentido      literal das palavras, surgiram com a vida em sociedade desde a \u00e9poca primitiva.<\/p>\n<p>No      entanto, as fun\u00e7\u00f5es e profiss\u00f5es, como s\u00e3o conhecidas no interior da escola      t\u00eam rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca com o desenvolvimento da sociedade capitalista. Percebeu-se      na literatura pesquisada a rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia e influ\u00eancia dos diferentes      per\u00edodos hist\u00f3ricos e sociais, nas fun\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas aos profissionais da      educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim,      optou-se em analisar as fun\u00e7\u00f5es do pedagogo (supervis\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o      e administra\u00e7\u00e3o) de forma separada, embora tendo conhecimento de que n\u00e3o h\u00e1      como compreend\u00ea-las fora das suas rela\u00e7\u00f5es de influ\u00eancia e de interdepend\u00eancia.<\/p>\n<p>Assim,      surgiu a concep\u00e7\u00e3o de Pedagogia como pr\u00e1xis, em face do entendimento de que      ela deve ter sua ess\u00eancia na articula\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica da teoria e com a pr\u00e1tica.      Sob essa perspectiva, consolida-se a compreens\u00e3o de que \u00e0 Pedagogia compete      solidificar o campo te\u00f3rico-investigativo da educa\u00e7\u00e3o, do ensino e do trabalho      pedag\u00f3gico que se realiza na pr\u00e1xis social.<\/p>\n<p>Sobre      isso, Rangel (1992, p. 105-106) afirma que A quest\u00e3o da especificidade \u00e9 importante      e se destaca, hoje, na discuss\u00e3o acad\u00eamica, no sentido de que se tornem menos      dilu\u00eddas e mais concretas as a\u00e7\u00f5es que definem cada servi\u00e7o, configurando      seu papel e seu compromisso mais direto, enfim, as caracter\u00edsticas ou qualidades      espec\u00edficas da sua pr\u00e1xis.<\/p>\n<p>E      n\u00e3o existe pr\u00e1xis sem reflex\u00e3o te\u00f3rica e concreticidade. Apesar de todas as      cr\u00edticas, diversos cursos no Pa\u00eds continuaram mantendo a mesma estrutura curricular,      formando o especialista em Administra\u00e7\u00e3o Escolar, em Supervis\u00e3o Escolar e      em Orienta\u00e7\u00e3o Educacional, limitando-se ao que foi estabelecido pela Resolu\u00e7\u00e3o      CFE 2\/69, com pequenas varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No      entanto, durante a d\u00e9cada de 1980, v\u00e1rias universidades realizaram reformas      curriculares, passando a formar no curso de Pedagogia professores para atuar      na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e nas S\u00e9ries Iniciais do Ensino Fundamental.<\/p>\n<p><strong>A      base docente: afirma\u00e7\u00e3o da identidade do profissional da Educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nos      debates sobre o curso de Pedagogia, uma tem\u00e1tica era central:<\/strong>\u00a0a      quest\u00e3o da base comum nacional. Essa express\u00e3o foi criada pelo Movimento Nacional      de Forma\u00e7\u00e3o do Educador, no momento em que as for\u00e7as sociais que lutavam pela      redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds estavam se organizando em todos os campos, inclusive      no educacional.<\/p>\n<p>Nesse      momento, firmou-se o princ\u00edpio de que a doc\u00eancia constitui a base da identidade      profissional de todo educador.<\/p>\n<p><strong>Mas      o que significa essa base comum?<\/strong><\/p>\n<p>A      Comiss\u00e3o Nacional de Reformula\u00e7\u00e3o dos Cursos de Forma\u00e7\u00e3o do Educador (2007      apresenta tr\u00eas concep\u00e7\u00f5es diferentes, conforme abaixo A base comum seria a      garantia de uma pr\u00e1tica comum nacional a todos os educadores, independentemente      do conte\u00fado espec\u00edfico de sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim,      em todas as disciplinas pedag\u00f3gicas, e principalmente nas de conte\u00fado espec\u00edfico,      deve-se estimular a capacidade questionadora da informa\u00e7\u00e3o recebida e a sua      cr\u00edtica.<\/p>\n<p>A      base comum seria uma concep\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de forma\u00e7\u00e3o do educador, concretizada      por meio da defini\u00e7\u00e3o de um corpo de conhecimento fundamental, da vis\u00e3o de      homem situado historicamente e da concep\u00e7\u00e3o de educador comprometido com o      seu tempo e com o projeto de uma sociedade justa e democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A      base comum deve destinar-se ao estabelecimento do compromisso pol\u00edtico do      educador, o que implica forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Isso      requer a inclus\u00e3o de um corpo de conhecimento fundamental, aprofundando o      dom\u00ednio filos\u00f3fico, sociol\u00f3gico, pol\u00edtico e psicol\u00f3gico do processo educativo,      dentro de uma abordagem cr\u00edtica que destaque o papel da educa\u00e7\u00e3o como ci\u00eancia,      tomando como referencial o contexto social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico brasileiro.<\/p>\n<p>Enfim,      esse conceito envolve a id\u00e9ia de que \u00e9 imposs\u00edvel reformular os cursos de      Pedagogia independentemente das licenciaturas, e de que tal reformula\u00e7\u00e3o implica      mudan\u00e7as profundas no pr\u00f3prio sistema educacional.<\/p>\n<p>Compreende      ainda a defesa de uma pol\u00edtica global de forma\u00e7\u00e3o dos profissionais da Educa\u00e7\u00e3o      que abranja forma\u00e7\u00e3o inicial, carreira, sal\u00e1rio e forma\u00e7\u00e3o continuada.<\/p>\n<p><strong>A      nova Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o (LDB) trouxe duas proposi\u00e7\u00f5es fundamentais      para o debate envolvendo a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais de Educa\u00e7\u00e3o em geral,      e do supervisor educacional em particular:<\/strong>\u00a0a      primeira refere-se forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria do professor na Educa\u00e7\u00e3o Superior,      e a segunda diz respeito cria\u00e7\u00e3o dos cursos normais superiores.<\/p>\n<p>A      primeira vem de encontro \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es do movimento dos educadores por      melhor n\u00edvel e qualidade na escolariza\u00e7\u00e3o brasileira; a segunda cria uma situa\u00e7\u00e3o      in\u00e9dita para o ensino superior no nosso Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A      forma\u00e7\u00e3o de professores nos Institutos Superiores de Educa\u00e7\u00e3o e o surgimento      do Curso Normal Superior, ministrado nesses Institutos, trouxe a possibilidade      deredu\u00e7\u00e3o desse n\u00edvel de ensino n\u00e3o apenas no tempo de integraliza\u00e7\u00e3o mas      tamb\u00e9m nas qualifica\u00e7\u00f5es para a sua realiza\u00e7\u00e3o (SCHEIBE; AGUIAR, 1999).<\/p>\n<p>Segundo      o artigo 63 da LDB (Lei 9.394\/96), regulado pela Resolu\u00e7\u00e3o CNE\/ CP 1\/99, os      Institutos Superiores de Educa\u00e7\u00e3o (ISEs), \u0093de car\u00e1ter profissional\u0094,      incluem o Curso Normal Superior, para licenciatura de profissionais em Educa\u00e7\u00e3o      Infantil e de professores para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental; os      cursos de licenciatura destinados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de docentes dos Anos Finais do      Ensino Fundamental e do Ensino M\u00e9dio; e programas de forma\u00e7\u00e3o continuada,      destinados \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o de profissionais da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nos diversos      n\u00edveis.<\/p>\n<p>Isso      promoveu fortes mudan\u00e7as na formata\u00e7\u00e3o dos cursos de licenciatura e de Pedagogia,      com conseq\u00fc\u00eancias negativas para a forma\u00e7\u00e3o qualificada de professores e demais      profissionais da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa      forma, rompe-se com a vis\u00e3o org\u00e2nica da forma\u00e7\u00e3o docente, que vinha sendo      constru\u00edda no Pa\u00eds nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>No      final da d\u00e9cada de 1980, surge uma nova nomenclatura para a atividade do pedagogo:\u00a0<\/strong>trata-se      da chamada coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p>Utilizada      a princ\u00edpio como sin\u00f4nimo de supervis\u00e3o educacional, percebe-se que, aos poucos,      essa denomina\u00e7\u00e3o se refere a um profissional que substitui o orientador e      o supervisor educacional, com a justificativa da necessidade de integra\u00e7\u00e3o      dessas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Contudo,      a supera\u00e7\u00e3o dessa fragmenta\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorrer\u00e1 por meio do resgate da totalidade      do trabalho pedag\u00f3gico, ao se agir de forma integrada para a consecu\u00e7\u00e3o do      objetivo fundamental das institui\u00e7\u00f5es educativas:<\/strong>\u00a0a      constru\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e reflexiva do conhecimento.<\/p>\n<p><strong>O      momento atual:<\/strong>\u00a0as      Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Pedagogia O Conselho Nacional      de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) designou, em 2003, uma Comiss\u00e3o com a finalidade de definir      as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia.<\/p>\n<p>Como      informa em parecer, a comiss\u00e3o considerou as contribui\u00e7\u00f5es apresentadas ao      CNE, nos \u00faltimos anos, por associa\u00e7\u00f5es acad\u00eamico-cient\u00edficas, comiss\u00f5es e      grupos de estudo que t\u00eam como objeto de investiga\u00e7\u00e3o a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e a      forma\u00e7\u00e3o de profissionais que nela atuam, por sindicatos e entidades estudantis      e individualmente por estudantes e professores do curso de Pedagogia.<\/p>\n<p>Uma      primeira vers\u00e3o de Projeto de Resolu\u00e7\u00e3o foi submetida \u00e0 comunidade acad\u00eamica      em 2005. Ap\u00f3s a considera\u00e7\u00e3o das cr\u00edticas e dos encaminhamentos recebidos,      a Comiss\u00e3o redigiu a vers\u00e3o final do documento legal, que foi aprovado pelo      Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o e constitui a Resolu\u00e7\u00e3o 1, de 15 de maio de      2006, institui indo as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Gradua\u00e7\u00e3o      em Pedagogia, licenciatura, e revoga a Resolu\u00e7\u00e3o CFE 2, de 12 de maio de 1969      e demais disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Segundo      o parecer das relatoras,[&#8230;] as Diretrizes Curriculares Nacionais para o      Curso de Pedagogia, a seguir explicitadas, levam em conta proposi\u00e7\u00f5es formalizadas,      nos \u00faltimos 25 anos, em an\u00e1lises da realidade educacional brasileira, com      a finalidade de diagn\u00f3stico e avalia\u00e7\u00e3o sobre a forma\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o de professores,      em especial na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, assim      como em cursos de Educa\u00e7\u00e3o Profissional para o Magist\u00e9rio e para o exerc\u00edcio      de atividades que exijam forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e estudo de pol\u00edtica e gest\u00e3o      educacionais.<\/p>\n<p>Levam      tamb\u00e9m em conta, como n\u00e3o poderia deixar de ser, a legisla\u00e7\u00e3o pertinente.      Recomenda-se a leitura da Resolu\u00e7\u00e3o, pois discuti-la na \u00edntegra tornaria muito      longo o presente estudo.<\/p>\n<p>Destacam-se      a seguir alguns de seus aspectos, que definem o atual perfil do pedagogo em      nosso Pa\u00eds. Art. 2.\u00ba As Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia      aplicam-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o inicial para o exerc\u00edcio da doc\u00eancia na Educa\u00e7\u00e3o Infantil      e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino M\u00e9dio, na      modalidade Normal, e em cursos de Educa\u00e7\u00e3o Profissional na \u00e1rea de servi\u00e7os      e apoio escolar, bem como em outras \u00e1reas nas quais sejam previstos conhecimentos      pedag\u00f3gicos. \u00a7 1.\u00ba Compreende-se a doc\u00eancia como a\u00e7\u00e3o educativa e processo      pedag\u00f3gico met\u00f3dico e intencional, constru\u00eddo em rela\u00e7\u00f5es sociais, \u00e9tnico-raciais      e produtivas, as quais influenciam conceitos, princ\u00edpios e objetivos da Pedagogia,      desenvolvendo-se na articula\u00e7\u00e3o entre conhecimentos cient\u00edficos e culturais,      valores \u00e9ticos e est\u00e9ticos inerentes a processos de aprendizagem, de socializa\u00e7\u00e3o      e de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, no \u00e2mbito do di\u00e1logo entre diferentes vis\u00f5es      de mundo. Art. 3.\u00ba [&#8230;] Par\u00e1grafo \u00fanico.<\/p>\n<p><strong>Para      a forma\u00e7\u00e3o do licenciado em Pedagogia \u00e9 central:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>I        &#8211;\u00a0<\/strong>o conhecimento        da escola como organiza\u00e7\u00e3o complexa que tem a fun\u00e7\u00e3o de promover a educa\u00e7\u00e3o        para e na cidadania;<\/p>\n<p><strong>II        &#8211;\u00a0<\/strong>a pesquisa, a        an\u00e1lise e a aplica\u00e7\u00e3o dos resultados de investiga\u00e7\u00f5es de interesse da \u00e1rea        educacional;<\/p>\n<p><strong>III        &#8211;<\/strong>\u00a0a        participa\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o de processos educativos e na organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento        de sistemas e institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Art.      4.\u00ba\u00a0<\/strong>O curso de Licenciatura      em Pedagogia destina-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores para exercer fun\u00e7\u00f5es de      magist\u00e9rio na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental,      nos cursos de Ensino M\u00e9dio, na modalidade Normal, de Educa\u00e7\u00e3o Profissional      na \u00e1rea de servi\u00e7os e apoio escolar e em outras \u00e1reas nas quais sejam previstos      conhecimentos pedag\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>Art.      10.\u00a0<\/strong>As habilita\u00e7\u00f5es      em cursos de Pedagogia atualmente existentes entrar\u00e3o em regime de extin\u00e7\u00e3o,      a partir do per\u00edodo letivo seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o desta Resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto,      deve-se observar que a forma\u00e7\u00e3o dos \u0093especialistas\u0094 em Educa\u00e7\u00e3o,      por meio dos cursos de bacharelado desaparece da gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia e,      segundo a pr\u00f3pria Resolu\u00e7\u00e3o, em seu artigo 14, par\u00e1grafo 1.\u00ba, \u0093poder\u00e1      ser realizada em cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, especialmente estruturados para      esse fim e abertos a todos os licenciados\u0094.<\/p>\n<p>Resumo      da evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da supervis\u00e3o educacional Medina (2002) apresenta a      evolu\u00e7\u00e3o da supervis\u00e3o educacional em cinco momentos \u0096 \u00e9 uma s\u00edntese      organizada, e que servir\u00e1 como fechamento do estudo.<\/p>\n<p>Para      a autora, os marcos evolutivos da supervis\u00e3o educacional s\u00e3o os que seguemA\u00e7\u00e3o      supervisora voltada para o ensino prim\u00e1rio \u0096 no primeiro momento de sua      hist\u00f3ria, a supervis\u00e3o escolar era voltada unicamente para o Ensino Prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>Possu\u00eda      a compet\u00eancia de inspe\u00e7\u00e3o, sendo encarregada de fiscalizar o pr\u00e9dio escolar      e a freq\u00fc\u00eancia de alunos e professores. A\u00e7\u00e3o supervisora industrial \u0096      trazendo refer\u00eancias da primeira fase da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, esse segundo      momento surge com o crescimento da popula\u00e7\u00e3o, que indica a necessidade de      mais professores.<\/p>\n<p>As      escolas tornam-se institui\u00e7\u00f5es complexas e hierarquizadas, assemelhando-se      s empresas. Em decorr\u00eancia disso, a supervis\u00e3o realizada no trabalho da ind\u00fastria      e do com\u00e9rcio estendeu-se para outros segmentos da sociedade, chegando ao      \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o      supervisora como forma de treinamento e orienta\u00e7\u00e3o \u0096 neste momento, a      supervis\u00e3o sofre a influ\u00eancia das teorias administrativas e organizacionais,      o que marca uma importante etapa na hist\u00f3ria da supervis\u00e3o escolar no Brasil.<\/p>\n<p>Surgem      novas literaturas que ainda hoje s\u00e3o utilizadas pelos supervisores quando      se referem ao desenvolvimento de suas a\u00e7\u00f5es. O supervisor solidifica o v\u00ednculo      com o poder administrativo das escolas.<\/p>\n<p>Agora,      al\u00e9m de assegurar o sucesso das atividades docentes de seus colegas \u0096      professores regentes de classe \u0096, o profissional deve tamb\u00e9m \u0093controlar\u0094      suas atividades.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o      supervisora como questionamento \u0096 esse momento coincide com o final da      d\u00e9cada de 1970 e in\u00edcio dos anos 1980. A sociedade brasileira come\u00e7a a ser      questionada, e a escola sofre a influ\u00eancia dos trabalhos de autores nacionais      e estrangeiros que representam um novo movimento a respeito da escola e de      sua fun\u00e7\u00e3o na sociedade.<\/p>\n<p>Surgem      indaga\u00e7\u00f5es a respeito do papel da escola como um todo e da a\u00e7\u00e3o de seu especialista,      principalmente do supervisor \u0096 profissional criticado por alguns professores,      que delegam a ele as a\u00e7\u00f5es de \u0093impedimento\u0094 e de \u0093fiscaliza\u00e7\u00e3o\u0094      do seu trabalho.<\/p>\n<p>Dessa      forma, o supervisor n\u00e3o consegue enfrentar o conflito, pelo fato de estar      acostumado ao pensamento linear e doutrin\u00e1rio, e tenta justificar sua perman\u00eancia      na escola refugiando-se em atividades burocr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o      supervisora e conceito repensado de escola \u0096 momento final da d\u00e9cada      de 1980 e in\u00edcio dos anos 1990. Agora, muitos autores enfatizam a escola como      local de trabalho, em que o sucesso do aluno n\u00e3o depende exclusivamente do      conhecimento de conte\u00fados, m\u00e9todos e t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>A      escola torna-se um espa\u00e7o em que todos aprendem e ensinam, cada um ocupando      sua posi\u00e7\u00e3o, e onde o supervisor tem uma contribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e importante      para dar no processo de ensino e aprendizagem.<\/p>\n<p>Esse      profissional ganha um perfil de pesquisador dentro da escola e da comunidade,      devendo compreender o movimento que envolve as rela\u00e7\u00f5es entre professor, aluno      e o pr\u00f3prio supervisor, de forma simult\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.portalava.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Supervisor Educacional<\/h6>\n<h4>22      Agosto<\/h4>\n<p>O      dia 22 de agosto \u00e9 lembrado como o\u00a0<strong>Dia      do Supervisor Educacional<\/strong>\u00a0e      nada mais justo do que valorizar o profissional respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o      dos planos anuais de atividades das institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Supervisor      Escolar<\/strong>\u00a0\u00e9      o profissional respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o e apoio das atividades do corpo      docente dentro de uma escola. Esse profissional atua em institui\u00e7\u00f5es escolares      de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, no magist\u00e9rio do ensino superior e na \u00e1rea de pesquisa      educacional.<\/p>\n<p><strong>Entre      as atribui\u00e7\u00f5es do profissional da Supervis\u00e3o Educacional encontram-se:<\/strong>\u00a0atuar      no desempenho do curr\u00edculo, assegurar o relacionamento e a ordena\u00e7\u00e3o seq\u00fcencial      dos conte\u00fados e controlar acima de tudo o rendimento escolar dos alunos avaliando      as causas do aproveitamento insuficiente dos mesmos.<\/p>\n<p>\u00c9      importante lembrar que todo trabalho pedag\u00f3gico deve ser realizado em conjunto,      por isso \u00e9 que a Supervis\u00e3o Escolar atuar\u00e1 em parceria com a Orienta\u00e7\u00e3o Educacional      e juntas tornaram poss\u00edvel o trabalho integrado com a Dire\u00e7\u00e3o de toda escola.<\/p>\n<p>Fonte: www.olharpedagogico.com<\/p>\n<h6>Dia do Supervisor Educacional<\/h6>\n<h4>22      Agosto<\/h4>\n<h4>Projeto      de Lei<\/h4>\n<p>Regulamenta      o exerc\u00edcio da Profiss\u00e3o de Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar,      e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Art.      1\u00ba. &#8211;\u00a0<\/strong>A profiss\u00e3o      de Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar, regula &#8211; se por esta lei.<\/p>\n<p><strong>Art.      2\u00ba. &#8211;<\/strong>\u00a0O      Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar, tem como objetivo de trabalho      articular cr\u00edtica e construtivamente o processo educacional motivando a discuss\u00e3o      coletiva da Comunidade Escolar acerca da inova\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica educativa a fim      de garantir o ingresso, a perman\u00eancia e o sucesso dos alunos, atrav\u00e9s de curr\u00edculos      que atendam \u00e0s reais necessidades da clientela escolar, atuando no \u00e2mbito      dos sistemas educacionais federal, estadual e municipal, em seus diferentes      n\u00edveis e modalidades de ensino e em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas.<\/p>\n<p><strong>Art.      3\u00ba. &#8211; O exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar,      \u00e9 exclusivo dos portadores de diploma de curso superior, devidamente registrado      pela Universidade formadora e\/ou por Universidade indicada pelo Conselho Nacional      de Educa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>I &#8211; de        licenciatura plena em Pedagogia, habilita\u00e7\u00e3o em Supervis\u00e3o Educacional,        ou Supervis\u00e3o Escolar<\/p>\n<p>II &#8211; de        p\u00f3s &#8211; gradua\u00e7\u00e3o em Supervis\u00e3o Educacional, ou Supervis\u00e3o Escolar<\/p>\n<p>III &#8211; emitido        por institui\u00e7\u00f5es estrangeiras de ensino superior, cong\u00eaneres, devidamente        revalidado e registrado como equivalente ao diploma mencionado nos incisos        I e II, na forma da legisla\u00e7\u00e3o em vigor<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Art.      4\u00ba. &#8211; S\u00e3o atribui\u00e7\u00f5es do Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar, a      coordena\u00e7\u00e3o do processo de constru\u00e7\u00e3o coletiva e execu\u00e7\u00e3o da Proposta Pedag\u00f3gica,      dos Planos de Estudo e dos Regimentos Escolares, al\u00e9m das seguintes:<\/p>\n<blockquote>\n<p>I &#8211; investigar,        diagnosticar, planejar, implementar e avaliar o curr\u00edculo em integra\u00e7\u00e3o        com outros profissionais da Educa\u00e7\u00e3o e integrantes da Comunidade<\/p>\n<p>II- supervisionar        o cumprimento dos dias letivos e horas\/aula estabelecidos legalmente<\/p>\n<p>III &#8211; velar        pelo cumprimento do plano de trabalho dos docentes nos estabelecimentos        de ensino<\/p>\n<p>IV &#8211; assegurar        processo de avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem escolar e a recupera\u00e7\u00e3o dos alunos        com menor rendimento, em colabora\u00e7\u00e3o com todos os segmentos da Comunidade        Escolar, objetivando a defini\u00e7\u00e3o de prioridades e a melhoria da qualidade        de ensino<\/p>\n<p>V &#8211; promover        atividades de estudo e pesquisa na \u00e1rea educacional, estimulando o esp\u00edrito        de investiga\u00e7\u00e3o e a criatividade dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>VI &#8211; emitir        parecer concernente \u00e0 Supervis\u00e3o Educacional<\/p>\n<p>VII &#8211; acompanhar        est\u00e1gios no campo da Supervis\u00e3o Educacional<\/p>\n<p>VIII &#8211;        planejar e coordenar atividades de atualiza\u00e7\u00e3o no campo educacional.<\/p>\n<p>IX &#8211; propiciar        condi\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o permanente dos educadores em servi\u00e7o<\/p>\n<p>X &#8211; promover        a\u00e7\u00f5es que objetivem a articula\u00e7\u00e3o dos educadores com as fam\u00edlias e a comunidade,        criando processos de integra\u00e7\u00e3o com a escola<\/p>\n<p>XI &#8211; assessorar        os sistemas educacionais e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas nos aspectos        concernentes \u00e0 a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Art.      5\u00ba. &#8211; \u00c9 direito dos Supervisores Educacionais se organizarem em entidades      de classe<\/p>\n<p>Art.      6\u00ba. &#8211; Os sistemas de ensino que congreguem em seus quadros, o Supervisor Educacional,      ou Supervisor Escolar, devem regulamentar, em documento espec\u00edfico, a carreira      desse profissional, definindo as condi\u00e7\u00f5es de ingresso, os crit\u00e9rios de progress\u00e3o      e a remunera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Art.      7\u00ba. &#8211; Revoga &#8211; se o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba da Lei N.\u00ba 7132 de 13 de janeiro      de 1978.<\/p>\n<p>Art.      8\u00ba- Esta lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>JUSTIFICATIVA<\/strong><\/p>\n<p>O      presente projeto de lei tem por finalidade regulamentar a profiss\u00e3o de Supervisor      Educacional, ou Supervisor Escolar, e alterar a Lei N.\u00ba 7132 de janeiro de      1978, revogando o par\u00e1grafo \u00fanico do Art. 2\u00ba.<\/p>\n<p>A      escola \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es sociais que necessita de constantes ajustamentos      \u00e0 realidade externa, a fim de cumprir o seu papel na sociedade.<\/p>\n<p>A      realidade brasileira tem demonstrado que, apesar de profundas altera\u00e7\u00f5es na      estrutura e no funcionamento das escolas, estas, na maioria das vezes, permanecem      relegadas ao plano de proposi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, com base em um ideal educacional,      sem contudo, atingir a escola e renovar a a\u00e7\u00e3o educativa.<\/p>\n<p>Para      que a escola, como institui\u00e7\u00e3o social, possa participar desse processo de      desenvolvimento e transforma\u00e7\u00e3o, necessita revisar e redefinir pap\u00e9is at\u00e9      agora existentes, a fim de adaptar-se \u00e0s novas exig\u00eancias sociais, transformando      a educa\u00e7\u00e3o escolar em um dos instrumentos do desenvolvimento individual, social      e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>A      Lei N.\u00ba 9394\/96, que estabelece as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional,      em seu Art.\u00ba 12, define as incumb\u00eancias dos estabelecimentos de ensino e Art.      13, as incumb\u00eancias dos docentes. Torna-se necess\u00e1rio, igualmente, definir      as incumb\u00eancias dos outros profissionais da educa\u00e7\u00e3o que atuam nesses estabelecimentos      de ensino, entre eles o Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar.<\/p>\n<p>Citamos      outras considera\u00e7\u00f5es que justificam a necessidade da Regulamenta\u00e7\u00e3o do Profissional      Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar.<\/p>\n<p><strong>Considerando      que:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>A Lei Federal        N.\u00ba 5564 de 21 de dezembro de 1968 prov\u00ea sobre o exerc\u00edcio de orientador        educacional, habilita\u00e7\u00e3o do Curso de Pedagogia, bem como o \u00e9 a Supervis\u00e3o        Educacional, ou Supervis\u00e3o Escolar<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o        no dia 22\/08\/72, da Associa\u00e7\u00e3o dos Supervisores Educacionais do Estado do        Rio Grande do Sul, com sede em Porto Alegre, foi o marco inicial para a        Organiza\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica da Categoria de Supervisores Educacionais<\/p>\n<p>Foram criadas        as Coordenadorias Regionais, vinculadas a ASSERS \/ POA, a partir de 1972,        tendo como membros da Diretoria, profissionais habilitados em Supervis\u00e3o        Educacional no Estado do Rio Grande do Sul. desenvolvendo atividades educacionais,        culturais e sociais integradas com as institui\u00e7\u00f5es existentes no Estado        e nos Munic\u00edpios<\/p>\n<p>A ASSERS,        Entidade de Classe de natureza civil com fim associativo realizando atividades        t\u00e9cnico &#8211; pedag\u00f3gicas, culturais e cient\u00edficas, foi declarada de utilidade        p\u00fablica estadual \u0091 pelo Decreto Estadual N.\u00ba 6726\/73<\/p>\n<p>A partir        da funda\u00e7\u00e3o da ASSERS, surgiram outras associa\u00e7\u00f5es no Brasil: &#8211; AMISP: Associa\u00e7\u00e3o        Mineira dos Supervisores Pedag\u00f3gicos; &#8211; ASESC: Associa\u00e7\u00e3o dos Supervisores        Educacionais de Santa Catarina; &#8211; FENERSE: Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Entidades        Representativas dos Supervisores Educacionais; &#8211; SINESP: Sindicato dos Especialistas        de Educa\u00e7\u00e3o do Ensino P\u00fablico do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo\/SP; &#8211; ACSE &#8211; Associa\u00e7\u00e3o        Campo &#8211; Grandense dos Supervisores Educacionais; APASE &#8211; Sindicato dos Supervisores        do Magist\u00e9rio do Estado de S\u00e3o Paulo\/SP; &#8211; N\u00facleo Regional de Educa\u00e7\u00e3o de        Londrina \/ PR.<\/p>\n<p>Existem        cursos de Pedagogia com habilita\u00e7\u00e3o em Supervis\u00e3o Escolar nas Faculdades        e Universidades Brasileiras.<\/p>\n<p>Existem        um grande n\u00famero de profissionais habilitados em Supervis\u00e3o Escolar no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria        da Supervis\u00e3o Educacional acompanha a hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o e, atualmente        busca &#8211; se fazer uma leitura da realidade Municipal, Estadual, Nacional        e Internacional, para que se construa uma educa\u00e7\u00e3o democratizadora<\/p>\n<p>A partir        de 1961, com a promulga\u00e7\u00e3o da Lei Federal N.\u00ba 4024\/61, as escolas brasileiras        passaram a ter maior liberdade na elabora\u00e7\u00e3o de programas e no desenvolvimento        de conte\u00fados de ensino e para tanto foram criados setores especializados        nas escolas para coordenar estas atividades<\/p>\n<p>A Lei 5692\/71        trouxe novos enfoques para a educa\u00e7\u00e3o brasileira dentro de princ\u00edpios de        atualiza\u00e7\u00e3o, descentraliza\u00e7\u00e3o articulada, concentra\u00e7\u00e3o de meios e integra\u00e7\u00e3o        vertical e horizontal dos conte\u00fados e as faculdades de educa\u00e7\u00e3o diplomaram        os primeiros Supervisores Educacionais, contribuindo de maneira positiva        no desencadeamento das atividades escolares<\/p>\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o        N.\u00ba 7132\/78 do Governo do Estado do Rio Grande do Sul cria cargo de Especialistas        no Quadro de Carreira do Magist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n<p>A Lei N.\u00ba        7402\/80 do Governo do Estado do Rio Grande do Sul estabelece condi\u00e7\u00f5es de        provimento dos cargos de Especialistas de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A Lei Federal        N.\u00ba 9394\/96 que estabelece as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional ,        artigo 64 e a portaria N.\u00ba 524, de 12 de junho de 1998, p\u00e1gina 04, do Gabinete        do Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o e do Desporto, refere-se ao Supervisor Escolar        e \u00e0 exig\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o profissional em Pedagogia ou em n\u00edvel de p\u00f3s &#8211;        gradua\u00e7\u00e3o, a crit\u00e9rio da Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A qualidade        do processo educativo vincula &#8211; se intrinsecamente \u00e0 exist\u00eancia de atividade        que propicie a sua integra\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, que crie condi\u00e7\u00f5es para que os profissionais        da Educa\u00e7\u00e3o em exerc\u00edcio na escola ou no sistema, possam colaborar para        o alcance dos objetivos pedag\u00f3gicos com os quais todos est\u00e3o comprometidos<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s        da viabiliza\u00e7\u00e3o deste processo de articula\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o e que emerge        a import\u00e2ncia da contribui\u00e7\u00e3o do Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar,        na transforma\u00e7\u00e3o Educacional<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia        desse processo na obten\u00e7\u00e3o da qualidade na escola, implica na exist\u00eancia        de uma fun\u00e7\u00e3o e de um profissional habilitado capaz de coorden\u00e1-lo e implementa-lo.        Este profissional \u00e9 o Supervisor Educacional, ou Supervisor Escolar.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio        a regulamenta\u00e7\u00e3o em Lei do Profissional Supervisor Educacional, ou Supervisor        Escolar, para que lhe sejam assegurados os direitos profissionais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: www.cledir.hpg.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do Supervisor Educacional, Ensino, Escolar, Supervis\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Educa\u00e7\u00e3o, Brasil, Hist\u00f3ria, Escolas, Dia do Supervisor Educacional<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-59868","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - 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