{"id":59857,"date":"2016-07-07T14:38:33","date_gmt":"2016-07-07T14:38:33","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=59857"},"modified":"2018-08-20T11:26:35","modified_gmt":"2018-08-20T13:26:35","slug":"dia-do-filosofo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-filosofo","title":{"rendered":"Dia do Fil\u00f3sofo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>28 de Agosto<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia do Fil\u00f3sofo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/filoso09.jpg\" alt=\"Dia do Fil\u00f3sofo\" \/><\/p>\n<p>Em todos os ramos do conhecimento a presen\u00e7a do fil\u00f3sofo pode ser sentida.<\/p>\n<p>Seja defendendo, seja criticando, os fil\u00f3sofos procuram marcar suas posi\u00e7\u00f5es diante de toda atividade humana que envolva a reflex\u00e3o. Sempre na esperan\u00e7a de poder encontrar algum crit\u00e9rio ou princ\u00edpio que justifique uma tomada de decis\u00e3o ou uma argumenta\u00e7\u00e3o qualquer. Da religi\u00e3o \u00e0s artes, buscou-se, muitas vezes em v\u00e3o, fornecer algum esclarecimento sobre a melhor maneira de se posicionar a respeito dos assuntos mais interessantes do ponto de vista humano.<\/p>\n<p>Frequentemente, tinha-se a impress\u00e3o de que um conhecimento da verdadeira atitude a ser adotada j\u00e1 havia sido estabelecido. Por\u00e9m, no instante posterior, outro fil\u00f3sofo rebatia essa postula\u00e7\u00e3o, argumentando que um entendimento geral de tudo n\u00e3o seria poss\u00edvel e que somente uma compreens\u00e3o parcial poderia ser obtida. Por causa dessas idas e vindas, o papel do fil\u00f3sofo na sociedade variou bastante. Ora ele vestia a toga de juiz imparcial e neutro que, de posse de uma raz\u00e3o absoluta, poderia determinar o princ\u00edpio pelo qual todos deveriam se orientar. Ora afastava-se do conv\u00edvio dos outros, uma vez que em nada poderia influir para solu\u00e7\u00e3o dos conflitos argumentativos, sendo obrigado a suspender seu ju\u00edzo sobre o mundo.<\/p>\n<p>A falta de uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a filosofia, devido ao fato dela procurar discutir todos os temas relativos ao entendimento humano, tornou-a uma disciplina de dif\u00edcil aceita\u00e7\u00e3o quanto a sua participa\u00e7\u00e3o social. Eventualmente, a finalidade da filosofia \u00e9 algo que apenas os fil\u00f3sofos poderiam opinar. Entretanto, dadas as exig\u00eancias de justifica\u00e7\u00e3o de todos os princ\u00edpios, a solu\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica para definir a melhor concep\u00e7\u00e3o de filosofia est\u00e1 paradoxalmente enredada numa explica\u00e7\u00e3o circular que os pr\u00f3prios fil\u00f3sofos rejeitam. Talvez a \u00fanica alternativa para a quebra desse c\u00edrculo seja deixar para a pr\u00f3pria sociedade a defini\u00e7\u00e3o do papel a ser exercido pelos fil\u00f3sofos.<\/p>\n<h4>28 de Agosto<\/h4>\n<h4>1. Da defini\u00e7\u00e3o de Filosofia<\/h4>\n<p><strong>A Filosofia \u00e9 um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de tr\u00eas modos:\u00a0<\/strong>seja pelos conte\u00fados ou temas tratados, seja pela fun\u00e7\u00e3o que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. Com rela\u00e7\u00e3o aos conte\u00fados, contemporaneamente, a Filosofia trata de conceitos tais como bem, beleza, justi\u00e7a, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No come\u00e7o, na Gr\u00e9cia, a Filosofia tratava de todos os temas, j\u00e1 que at\u00e9 o s\u00e9c. XIX n\u00e3o havia uma separa\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e filosofia. Assim, na Gr\u00e9cia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudan\u00e7a na forma de conhecimento do mundo at\u00e9 ent\u00e3o vigente. Isto pode ser verificado a partir de uma an\u00e1lise da assim considerada primeira proposi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica.<\/p>\n<p>Se dermos cr\u00e9dito a Nietzsche, a primeira proposi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica foi aquela enunciada por Tales, a saber, que a \u00e1gua \u00e9 o princ\u00edpio de todas as coisas [Arist\u00f3teles. Metaf\u00edsica, I, 3].<\/p>\n<p>Cabe perguntar o que haveria de filos\u00f3fico na proposi\u00e7\u00e3o de Tales. Muitos ensaiaram uma resposta a esta quest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Hegel, por exemplo, afirma:\u00a0<\/strong>&#8220;com ela a Filosofia come\u00e7a, porque atrav\u00e9s dela chega \u00e0 consci\u00eancia de que o um \u00e9 a ess\u00eancia, o verdadeiro, o \u00fanico que \u00e9 em si e para si. Come\u00e7a aqui um distanciar-se daquilo que \u00e9 a nossa percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel&#8221;. Segundo Hegel, o filos\u00f3fico aqui \u00e9 o encontro do universal, a \u00e1gua, ou seja, um \u00fanico como verdadeiro.<\/p>\n<p><strong>Nietzsche, por sua vez, afirma:<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">&#8220;a filosofia grega parece come\u00e7ar com uma id\u00e9ia absurda, com a proposi\u00e7\u00e3o: a \u00e1gua \u00e9 a origem e a matiz de todas as coisas. Ser\u00e1 mesmo necess\u00e1rio deter-nos nela e lev\u00e1-la a s\u00e9rio? Sim, e por tr\u00eas raz\u00f5es: em primeiro lugar, porque essa proposi\u00e7\u00e3o enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabula\u00e7\u00e3o; e, enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de cris\u00e1lia [sic], est\u00e1 contido o pensamento: \u0091Tudo \u00e9 um\u0092. A raz\u00e3o citada em primeiro lugar deixa Tales ainda em comunidade com os religiosos e supersticiosos, a segunda o tira dessa sociedade e no-lo mostra como investigador da natureza, mas, em virtude da terceira, Tales se torna o primeiro fil\u00f3sofo grego&#8221;.<\/p>\n<p>O importante \u00e9 a estrutura racional de tratamento das quest\u00f5es. Nietzsche analisa esse texto, n\u00e3o sem cr\u00edtica, e remarca a viol\u00eancia tir\u00e2nica como essa frase trata toda a empiria, mostrando que com essa frase se pode aprender como procedeu toda a filosofia, indo, sempre, para al\u00e9m da experi\u00eancia.<\/p>\n<p>A Filosofia representa, nessa perpectiva, a passagem do mito para o logos. No pensamento m\u00edtico, a natureza \u00e9 possu\u00edda por for\u00e7as an\u00edmicas. O homem, para dominar a natureza, apela a rituais apaziguadores. O homem, portanto, \u00e9 uma v\u00edtima do processo, buscando dominar a natureza por um modo que n\u00e3o depende dele, j\u00e1 que esta \u00e9 concebida como portadora de vontade. Por isso, essa passagem do mito \u00e0 raz\u00e3o representa um passo emancipador, na medida em que libera o homem desse mundo m\u00e1gico.<\/p>\n<p>&#8220;De um sistema de explica\u00e7\u00f5es de tipo gen\u00e9tico que faz homens e coisas nascerem biologicamente de deuses e for\u00e7as divinas, como ocorre no mito, passa-se a buscar explica\u00e7\u00f5es nas pr\u00f3prias coisas, entre as quais passa a existir um la\u00e7o de causalidade e const\u00e2ncias de tipo geom\u00e9trico [&#8230;] Na vis\u00e3o que os mitos fornecem da realidade [&#8230;] fen\u00f4menos naturais, astros, \u00e1gua, sol, terra, etc., s\u00e3o deuses cujos des\u00edgnios escapam aos homens; s\u00e3o, portanto, pot\u00eancias arbitr\u00e1rias e at\u00e9 certo ponto inelut\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de uma arqu\u00e9, que tem sentido amplo em grego, indo desde princ\u00edpio, origem, at\u00e9 destino, porta uma estrutura de pensamento que a diferencia do modo de pensar anterior, m\u00edtico. Com Nietzsche, pode-se concluir que o logos da metaf\u00edsica ocidental visa desde o princ\u00edpio \u00e0 domina\u00e7\u00e3o do mundo e de si. Se atentarmos para a estrutura de pensamento presente no nascimento da Filosofia, podemos dizer que seu logos engendrou, muitos anos depois, o conhecimento cient\u00edfico. Assim, a estrutura presente na id\u00e9ia de \u00e1tomo \u00e9 mesma que temos, na ci\u00eancia atual, com id\u00e9ia de part\u00edculas. Ou seja, a considera\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 um elemento m\u00ednimo na origem de tudo.<\/p>\n<p><strong>A tabela peri\u00f3dica tamb\u00e9m pode ser considerada uma sofistica\u00e7\u00e3o da id\u00e9ia filos\u00f3fica da combinat\u00f3ria dos quatro elementos:<\/strong>\u00a0ar, terra, fogo, \u00e1gua, da qual tanto tratou a filosofia ele\u00e1tica.<\/p>\n<p>Portanto, em seu in\u00edcio, a Filosofia pode ser considerada como uma esp\u00e9cie de saber geral, omniabrangente. Um tal saber, hoje, haja vista os desenvolvimentos da ci\u00eancia, \u00e9 imposs\u00edvel de ser atingido pelo fil\u00f3sofo.<\/p>\n<p><strong>Temos, portanto, at\u00e9 aqui:<\/strong><\/p>\n<p><strong>i]\u00a0<\/strong>a Filosofia como conhecimento geral;<\/p>\n<p><strong>ii]\u00a0<\/strong>a Filosofia como conhecimento espec\u00edfico;<\/p>\n<h4>2. Do m\u00e9todo da Filosofia<\/h4>\n<p>A ci\u00eancia moderna, caracterizada pelo m\u00e9todo experimental, foi tornando-se independente da Filosofia, dividindo-se em v\u00e1rios ramos de conhecimento, tendo em comum o m\u00e9todo experimental. Esse fen\u00f4meno, t\u00edpico da modernidade, restringiu os temas tratados pela Filosofia. Restaram aqueles cujo tratamento n\u00e3o poderia ser dado pela empiria, ao menos n\u00e3o com a pretens\u00e3o de esclarecimento que a Filosofia pretenderia.<\/p>\n<p>A caracter\u00edstica destes temas, determina um modo adequado de trat\u00e1-los, j\u00e1 que eles n\u00e3o t\u00eam uma significa\u00e7\u00e3o emp\u00edrica. Em raz\u00e3o disso, o tratamento emp\u00edrico de tais quest\u00f5es n\u00e3o atinge o conhecimento pr\u00f3prio da Filosofia, ficando, em assim procedendo, adstrita ao dom\u00ednio das ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Ora, o tratamento dos assuntos filos\u00f3ficos n\u00e3o se pode dar de maneira emp\u00edrica, porque, desta forma, confundir-se-ia com o tratamento cient\u00edfico da quest\u00e3o. Por isso, no dizer de Kant &#8220;o conhecimento filos\u00f3fico \u00e9 o conhecimento racional a partir de conceitos&#8221;. Ou seja, &#8220;as defini\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas s\u00e3o unicamente exposi\u00e7\u00f5es de conceitos dados [&#8230;] obtidas analiticamente atrav\u00e9s de um trabalho de desmembramento&#8221;. Portanto, a Filosofia \u00e9 um conhecimento racional mediante conceitos, ela constitui-se num esclarecimento de conceitos, cuja significa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser ofertada de forma emp\u00edrica, tais como o conceito de justi\u00e7a, beleza, bem, verdade, etc.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o termos uma clara no\u00e7\u00e3o destes conceitos, nem mesmo uma significa\u00e7\u00e3o un\u00edvoca, eles s\u00e3o operantes na nossa linguagem e determinam aspectos importantes da vida humana, como as leis, os ju\u00edzos de beleza, etc.<\/p>\n<h4>3. Da fun\u00e7\u00e3o da Filosofia<\/h4>\n<p>Em raz\u00e3o da impossibilidade de abarcar, hodiernamente, todo o \u00e2mbito do conhecimento humano, parece mais plaus\u00edvel pensar numa restri\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica \u00e0 Filosofia, deixando-a tratar de certos temas, como os mencionados acima. Nesse sentido, a filosofia teria um \u00e2mbito de problemas espec\u00edficos sobre os quais trataria. No entanto, o tratamento desse \u00e2mbito espec\u00edfico continua a manter ao menos uma fun\u00e7\u00e3o geral, a qual pode ser considerada de forma extremada ou de forma mais modesta. Assim, a l\u00f3gica, a \u00e9tica, a teoria do conhecimento, a est\u00e9tica, a epistemologia s\u00e3o disciplinas filos\u00f3ficas, tendo uma fun\u00e7\u00e3o geral para o conhecimento em geral, seja para as ci\u00eancias, a partir da l\u00f3gica, teoria do conhecimento, epistemologia, seja para os sistemas morais, a partir da \u00e9tica filos\u00f3fica, seja para as artes, a partir dos conhecimentos est\u00e9ticos. Por exemplo, no que concerne \u00e0 l\u00f3gica, ao menos como a concebeu Arist\u00f3teles, ela pode apresentar uma refuta\u00e7\u00e3o do ceticismo e, portanto, estabelecer a possibilidade da verdade, determinando a obedi\u00eancia necess\u00e1ria ao princ\u00edpio de n\u00e3o contradi\u00e7\u00e3o. De forma menos modesta, mas n\u00e3o sem o mesmo efeito, podemos dizer que as outras disciplinas pretendem o mesmo, determinando, portanto, a possibilidade de conhecimentos morais, est\u00e9ticos, etc. No caso da moral, ela pode mostrar que quest\u00f5es controversas podem ser resolvidas racionalmente, bem como apontar para crit\u00e9rios de resolu\u00e7\u00e3o racional de problemas.<\/p>\n<p>Essa tarefa pode ser considerada de uma forma mais ou menos audaciosa. Habermas apresenta, nesse particular, tr\u00eas concep\u00e7\u00f5es. A de Kant, a de Rorty e a sua pr\u00f3pria. Kant, dentro do fundamentalismo da teoria do conhecimento, &#8220;ao pretender aclarar de uma vez por todas os fundamentos da ci\u00eancia e de uma vez por todas definir os limites do experienci\u00e1vel, a Filosofia indica \u00e0s ci\u00eancias o seu lugar&#8221;. \u00c9 a fun\u00e7\u00e3o de indicador de lugar.<\/p>\n<p><strong>Conjugado com isso, Kant p\u00f4de afirmar:\u00a0<\/strong>&#8220;pode-se encarar a Cr\u00edtica da Raz\u00e3o Pura como o verdadeiro tribunal para todos os conflitos da raz\u00e3o. Com efeito, n\u00e3o est\u00e1 envolvida nestas disputas enquanto voltadas imediatamente para objetos, mas foi posta para determinar e julgar os direitos da raz\u00e3o em geral segundo os princ\u00edpios de sua primeira institui\u00e7\u00e3o&#8221;. Aqui, a Filosofia \u00e9 concebida como um tribunal, exercendo o papel de juiz, a partir de seu lugar privilegiado, de onde det\u00e9m os fundamentos e dita leis.<\/p>\n<p>Rorty, por sua vez, desconfia desse conhecimento privilegiado que a Filosofia possa ter. Por isso, &#8220;abandonar a no\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo que conhece alguma coisa acerca de conhecer o que mais ningu\u00e9m conhece t\u00e3o bem seria abandonar a no\u00e7\u00e3o de que a sua voz tem sempre um direito primordial \u00e0 aten\u00e7\u00e3o dos outros participantes na conversa\u00e7\u00e3o. Isto implica no abandono de que o fil\u00f3sofo possa decidir quaestiones juris. A tese de Rorty \u00e9, portanto, relativista.<\/p>\n<p><strong>De fato, j\u00e1 Wittgenstein afirmara:<\/strong>\u00a0&#8220;a filosofia n\u00e3o deve, de modo algum, tocar no uso efetivo da linguagem; em \u00faltimo caso pode apenas descrev\u00ea-lo. Pois tamb\u00e9m n\u00e3o pode fundament\u00e1-lo. A filosofia deixa tudo como est\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1, Habermas prop\u00f5e a fun\u00e7\u00e3o de guardi\u00e3 de racionalidade no lugar da fun\u00e7\u00e3o de indicador de lugar. Ou seja, a Filosofia seria uma esp\u00e9cie de defesa da racionalidade contra o relativismo extremado. Por outro lado, fun\u00e7\u00e3o de juiz seria substitu\u00edda pela de int\u00e9rprete, na medida em que faria uma media\u00e7\u00e3o entre os saberes especializados e o mundo vivido.<\/p>\n<p>Pode-se dizer que esse trabalho esclarecedor tem o papel de tornar expl\u00edcitos saberes operantes na linguagem e na nossa forma de ver o mundo e, nesse sentido, tem um papel conscientizador e por que n\u00e3o, potencialmente cr\u00edtico, j\u00e1 que torna as pessoas mais atentas a certas determina\u00e7\u00f5es conceituais.<\/p>\n<p>Em suma, a filosofia tem como tarefa delimitar uma concep\u00e7\u00e3o m\u00ednima de racionalidade. Por\u00e9m, o conceito de raz\u00e3o daqui resultante n\u00e3o \u00e9, como em Kant, &#8220;uma ilha fechada pela natureza mesma dentro de limites imensur\u00e1veis&#8221;. Segundo Habermas, &#8220;a raz\u00e3o comunicativa n\u00e3o passa certamente de uma casca oscilante \u0096 por\u00e9m, ela n\u00e3o se afoga no mar das conting\u00eancias, mesmo que o estremecer em alto mar seja o \u00fanico modo de ela \u0091dominar\u0092 as conting\u00eancias&#8221;. Nesta perspectiva, a filosofia conserva uma fun\u00e7\u00e3o cr\u00edtica no sentido kantiano, isto \u00e9, uma autoridade indiretamente legisladora, pois aponta os desvios no cumprimento das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade da racionalidade. A recusa de uma posi\u00e7\u00e3o te\u00f3rico filos\u00f3fica como sendo sem valor para a pr\u00e1tica j\u00e1 foi diagnosticada por Kant como sendo a pseudosabedoria do olhar de toupeira, incapaz de olhar com os olhos de um ser feito para ficar de p\u00e9 e contemplar o c\u00e9u.<\/p>\n<p><strong>Temos, portanto:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>i]\u00a0<\/strong>o conhecimento espec\u00edfico da filosofia com uma fun\u00e7\u00e3o geral forte [Kant];<\/p>\n<p><strong>ii]\u00a0<\/strong>o conhecimento espec\u00edfico da filosofia sem uma fun\u00e7\u00e3o geral [Rorty];<\/p>\n<p><strong>iii]<\/strong>\u00a0o conhecimento espec\u00edfico da filosofia com uma fun\u00e7\u00e3o geral fraca [Habermas].<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>APEL, Karl-Otto. O desafio da cr\u00edtica total da raz\u00e3o e o programa de uma teoria filos\u00f3fica dos tipos de racionalidade. Novos Estudos CEBRAP. S\u00e3o Paulo: n. 23, mar. 1989. p. 67-84.<br \/>\nCHAU\u00cd, Marilena et al. Primeira Filosofia: li\u00e7\u00f5es introdut\u00f3rias. Sugest\u00f5es para o ensino b\u00e1sico de Filosofia. 5. ed., S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1986.<br \/>\nHABERMAS, J. Consci\u00eancia moral e agir comunicativo. (Trad. de Guido A. de Almeida: Moralbewusstsein und kommunikatives Handeln). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.<br \/>\nHABERMAS, J. Pensamento p\u00f3s-metaf\u00edsico: estudos filos\u00f3ficos. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1990.<br \/>\nHABERMAS, J. Teoria de la acci\u00f3n comunicativa (I). Madrid, Taurus, 1987.<br \/>\nHEGEL, Georg W. F. Prele\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria da filosofia. [Trad. E. Stein]. In SOUZA, Jos\u00e9 Cavalcante de [org.] Os pr\u00e9-socr\u00e1ticos. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973.<br \/>\nKANT, I. Cr\u00edtica da raz\u00e3o pura. (Trad. de Val\u00e9rio Rohden: Kritik der reinen Vernunft). S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1980.<br \/>\nKANT, I. A paz perp\u00e9tua e outros op\u00fasculos. (Trad. A. Mor\u00e3o). Lisboa: E. 70, 1988.<br \/>\nNIETZSCHE, Friedrich. Os fil\u00f3sofos tr\u00e1gicos. [Trad. R. R. Torres Filho]. In SOUZA, Jos\u00e9 Cavalcante de [org.] Os pr\u00e9-socr\u00e1ticos. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973.<br \/>\nRORTY, Richard. A filosofia e o espelho da natureza. [J. Pires: Philosophy and the mirror of nature]. Lisboa: D. Quixote, 1988.<br \/>\nWATANABE, Lygia Araujo. Filosofia antiga. In CHAU\u00cd, Marilena et al. Primeira Filosofia: li\u00e7\u00f5es introdut\u00f3rias. Sugest\u00f5es para o ensino b\u00e1sico de Filosofia. 5. ed., S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1986. p. 13-35.<br \/>\nWITTGENSTEIN, L. Investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas. 2. ed., S\u00e3o Paulo, Abril Cultural, 1979.<\/p>\n<h4>28 de Agosto<\/h4>\n<p>A palavra Filosofia deriva do grego &#8220;PHILOSOPHIA&#8221;<\/p>\n<p>SOPHIA significa SABEDORIA<\/p>\n<p>PHILO significa &#8220;Amor Filial&#8221;, ou Amizade<\/p>\n<p>Literalmente, um Fil\u00f3sofo \u00e9 um AMIGO, ou AMANTE de SOPHIA, algu\u00e9m que admira e busca a SABEDORIA<\/p>\n<p>Esse termo foi usado pela primeira vez pelo famoso Fil\u00f3sofo Grego PIT\u00c1GORAS por volta do s\u00e9culo V aC, ao responder a um de seus disc\u00edpulos que ele n\u00e3o era um &#8220;S\u00e1bio&#8221;, mas apenas algu\u00e9m que amava a Sabedoria.<\/p>\n<p>Filosofia \u00e9 ent\u00e3o a busca pelo conhecimento \u00faltimo e primordial, a Sabedoria Total.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia do Fil\u00f3sofo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/filoso10.jpg\" alt=\"Dia do Fil\u00f3sofo\" \/><\/p>\n<p>Embora de um modo ou de outro o Ser Humano sempre tenha exercido seus dons filos\u00f3ficos, a Filosofia Ocidental como um campo de conhecimento coeso e estabelecido, surge na Gr\u00e9cia Antiga com a figura de TALES de MILETO, que foi o primeiro a buscar uma explica\u00e7\u00e3o para os fen\u00f4menos da natureza usando a Raz\u00e3o e n\u00e3o os Mitos, como era de costume.<\/p>\n<p>Assim como a Religi\u00e3o, ela tamb\u00e9m j\u00e1 teve sua morte decretada. No entanto a Filosofia Ocidental perdura h\u00e1 mais de 2.500 anos, tendo sido a M\u00e3e de quase todas as Ci\u00eancias. Psicologia, Antropologia, Hist\u00f3ria, F\u00edsica, Astronomia e praticamente qualquer outra derivam direta ou indiretamente da Filosofia. Entretando as &#8220;filhas&#8221; ci\u00eancias se ocupam de objetos de estudo espec\u00edficos, \u00e9 a &#8220;M\u00e3e&#8221; se ocupa do &#8220;Todo&#8221;, da totalidade do real.<\/p>\n<p>Nada escapa \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica. A amplitude de seu objeto de estudo \u00e9 t\u00e3o vasta, que foge a compreens\u00e3o de muitas pessoas, que chegam a pensar ser a Filosofia uma atividade in\u00fatil. Al\u00e9m disso seu significado tamb\u00e9m \u00e9 muito distorcido no conhecimento popular, que muitas vezes a reduz a qualquer conjunto simpl\u00f3rio de id\u00e9ias espec\u00edficas, as &#8220;filosofias de vida&#8221;, ou basicamente a um exerc\u00edcio po\u00e9tico.<\/p>\n<p>Entretanto como sendo praticamente o ponto de partida de todo o conhecimento humano organizado, a Filosofia estudou tudo o que p\u00f4de, estimulando e produzindo os mais vastos campos do saber, mas diferente da Ci\u00eancia, a Filosofia n\u00e3o \u00e9 emp\u00edrica, ou seja, n\u00e3o faz Experi\u00eancias. Mesmo por que geralmente seus objetos de estudo n\u00e3o s\u00e3o acess\u00edveis ao Empirismo.<\/p>\n<p>A RAZ\u00c3O e a INTUI\u00c7\u00c3O s\u00e3o as principais ferramentas da Filosofia, que tem como fundamento a contempla\u00e7\u00e3o, o deslumbramento pela realidade, a vontade de conhecer, e como m\u00e9todo primordial a rigorosidade do racioc\u00ednio, para atingir a estrutura\u00e7\u00e3o do pensamento e a organiza\u00e7\u00e3o do saber.<\/p>\n<p><strong>Academicamente, a Filosofia \u00e9 dividida em:<\/strong><\/p>\n<h4>ANTIGA<\/h4>\n<h4>&#8211; do s\u00e9culo VIaC at\u00e9 VIdC &#8211;<\/h4>\n<p>Foi a era dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos, os fil\u00f3sofos da natureza, os Atomistas, os sofistas, de Pit\u00e1goras, S\u00f3crates, Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles, Plotino e etc. Esses fil\u00f3sofos simplesmente constru\u00edram toda a estrutura de nosso conhecimento. Tudo o que temos hoje deve-se ao progresso promovido pelos gregos antigos, ainda que a maior parte dele tenha permanecido adormecido por mil anos. O Universo foi a principal preocupa\u00e7\u00e3o nesta \u00e9poca.<\/p>\n<h4>MEDIEVAL<\/h4>\n<h4>&#8211; do s\u00e9culo IIdC at\u00e9 XVdC &#8211;<\/h4>\n<p>A era da Filosofia Crist\u00e3, da Teologia Revelada, da tradi\u00e7\u00e3o escol\u00e1stica. A preocupa\u00e7\u00e3o principal dos fil\u00f3sofos era Deus. Alguns deles foram canonizados, como Santo Agostinho e S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino. Surge a Navalha de Guilherme de Occam, que mais tarde viria a ser a ferramente b\u00e1sica da Ci\u00eancia.<\/p>\n<h4>MODERNA<\/h4>\n<h4>&#8211; do s\u00e9culo XVIIaC at\u00e9 XIXdC &#8211;<\/h4>\n<p>Surge junto com o Renascimento e o despertar cient\u00edfico, que recupera a sabedoria da Gr\u00e9cia Antiga. O Racionalismo Cartesiano, o Empirismo, o retorno do Ceticismo e muitos outros movimentos deram impulso a Ci\u00eancia. Descartes imortalizou o &#8220;Penso Logo Existo&#8221; como um ponto de partida para a constru\u00e7\u00e3o de um conhecimento seguro. Mais tarde Karl Marx lan\u00e7a as bases do Socialismo, e Adam Smith estrutura o Capitalismo. O enfoque de a\u00ed em diante se centrou no Ser Humano e suas possibilidades.<\/p>\n<h4>CONTEMPOR\u00c2NEA<\/h4>\n<h4>&#8211; do XIXdC at\u00e9&#8230; &#8211;<\/h4>\n<p>Os novos desafios no mundo atual surgem sob a forma da Emancipa\u00e7\u00e3o Feminina, o rompimento definitivo dos Governos com as Igrejas Crist\u00e3s, o Existencialismo, a \u00eanfase na Lingu\u00edstica, e mais recentemente o Estruturalismo e o Desconstrutivismo. Alguns nomes j\u00e1 se imortalizaram, como Sartre, Simone de Beauvoir ou Michael Foucalt.<\/p>\n<h4>E A FILOSOFIA ORIENTAL?<\/h4>\n<p>Embora n\u00e3o seja aceita como Filosofia pela maior parte dos acad\u00eamicos, o pensamento produzido no Oriente, especificamente na China e \u00cdndia por Budistas e Hindu\u00edstas, possui algumas qualidades equivalentes a da Filosofia Ocidental.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 basicamente a defini\u00e7\u00e3o do que vem a ser a Filosofia e suas caracter\u00edsticas principais, que da maneira como \u00e9 colocada pelos acad\u00eamicos ocidentais de fato exclui a Filosofia Oriental. Mas nada impede que se considere Filosofia num conceito mais amplo.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida a Filosofia Oriental \u00e9 mais Intuitiva que a Ocidental, e menos Racional, o que contribui para sua inclina\u00e7\u00e3o m\u00edstica e herm\u00e9tica. Mas n\u00e3o se pode negar os paralelos que esta possui principalmente com a Filosofia Antiga.<\/p>\n<p>Ambas surgiram por volta do s\u00e9culo VI aC, tratando de temas muito semelhantes e h\u00e1 de se considerar que Gr\u00e9cia e \u00cdndia n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o distantes uma da outra a ponto de inviabilizar um contato.<\/p>\n<p>Mesmo assim, a grande maioria dos estudiosos considera que n\u00e3o h\u00e1 qualquer rela\u00e7\u00e3o entre os Pr\u00e9-Socr\u00e1ticos e os fil\u00f3sofos Orientais. O que na realidade, pouco importa.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que assim como Ci\u00eancia, a Arte e a M\u00edstica, a Filosofia sempre existiu em forma latente no ser humano. N\u00f3s sempre pensamos. Logo existimos.<\/p>\n<h4>A CRISE DA FILOSOFIA<\/h4>\n<p>Atualmente, a Filosofia passa por uma fase de perda de identidade. O principal motivo disto \u00e9 a atual soberania da Ci\u00eancia. Tal como a Religi\u00e3o j\u00e1 fora o expoente m\u00e1ximo em um passado, onde todos procuravam se aproximar do estatuto da autoridade religiosa, na atualidade a \u00e1rea do conhecimento humano mais destacada \u00e9 a Ci\u00eancia. Isso faz com que muitos fil\u00f3sofos prefiram se identificar como cientistas.<\/p>\n<p>Basicamente todas as &#8220;Ci\u00eancias Humanas&#8221; que conhecemos s\u00e3o Filosofia. Hist\u00f3ria, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Direito, Pol\u00edtica e etc. Por\u00e9m todas parecem querer gozar do prest\u00edgio da Ci\u00eancia, tentando aparentar em sua ess\u00eancia uma caracter\u00edstica de &#8220;cient\u00edficamente estabelecido&#8221;, o que garantiria uma maior apar\u00eancia de confiabilidade.<\/p>\n<p>FILOSOFIA e CI\u00caNCIA compartilham uma de suas bases, a RAZ\u00c3O, e nesse ponto se misturam, mas n\u00e3o compartilham o EMPIRISMO, que \u00e9 a outra base da Ci\u00eancia.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o de Filosofia, e a desinforma\u00e7\u00e3o geral, que permeia mesmo o meio acad\u00eamico, chega a ponto de permitir o surgimento de propostas quim\u00e9ricas no sentido de se eliminar a Filosofia.<\/p>\n<p>Entretanto, Ci\u00eancia alguma pode se ocupar com a Macro Realidade. O Empirismo n\u00e3o pode ser aplicado \u00e0 Civiliza\u00e7\u00e3o Humana, \u00e0 Mente, ao Total. Quem estabelece a comunica\u00e7\u00e3o entre todos os segmentos da conhecimento continua a ser a Filosofia. Continuamos gerando novos segmentos de investiga\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da Filosofia, ao mesmo tempo que a tend\u00eancia a Interdisciplinariedade exige uma vis\u00e3o cada vez mais hol\u00edstica para abordar os desafio no Terceiro Mil\u00eanio.<\/p>\n<p>Da mesma forma que a Arte, a M\u00edstica ou a Ci\u00eancia, a Filosofia nunca deixar\u00e1 de existir enquanto houver pessoas buscando respostas.<\/p>\n<h4>O FIL\u00d3SOFO<\/h4>\n<p>H\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre ser um Fil\u00f3sofo e estudar Filosofia. Qualquer pessoa que tente pela sua pr\u00f3pria maneira de ver a realidade, entender racionalmente a vida , o sentido da exist\u00eancia, a sociedade, as rela\u00e7\u00f5es humanas, o Universo, enfim, todos os eventos que o cercam, \u00e9 um Fil\u00f3sofo em potencial, ainda que n\u00e3o possua qualquer instru\u00e7\u00e3o significativa.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia do Fil\u00f3sofo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/filoso11.jpg\" alt=\"Dia do Fil\u00f3sofo\" \/><\/p>\n<p>Por outro lado \u00e9 poss\u00edvel estudar a Hist\u00f3ria da Filosofia, o pensamento dos fil\u00f3sofos, os eventos que marcaram a produ\u00e7\u00e3o do pensamento humano e etc, sem nunca desenvolver uma postura de questionamento pr\u00f3prio sobre a realidade.<\/p>\n<p>Via de regra por\u00e9m, uma atitude leva a outra.<\/p>\n<p>O verdadeiro Fil\u00f3sofo \u00e9 antes de tudo um observador atento da realidade, um pensador dedicado, e que tente pelo seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o desvendar o Universo que o cerca.<\/p>\n<h4>FILOSOFIA PR\u00c1TICA<\/h4>\n<p>Embora a Filosofia em geral n\u00e3o seja produzida para resultados concretos e imediatos, crer que ela n\u00e3o tenha aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e9 apenas uma ilus\u00e3o. A forma de compreender o mundo \u00e9 que determina o modo como se produz as coisas, se investiga a natureza, se prop\u00f5e as leis.<\/p>\n<p>\u00c9tica, Pol\u00edtica, Moral, Esporte, Arte, Ci\u00eancia, Religi\u00e3o, tudo tem a ver com Filosofia.<\/p>\n<p>O pensamento humano n\u00e3o apenas influenciou e influencia o mundo, na verdade \u00e9 ele que o determina. Todos os movimentos sociais, econ\u00f4micos, pol\u00edticos, religiosos da hist\u00f3ria tem origem no pensamento humano, o dom\u00ednio da Filosofia.<\/p>\n<p>Se dedicar a Filosofia n\u00e3o \u00e9 se abster da realidade, nada tem a ver com a aliena\u00e7\u00e3o, antes o completo contr\u00e1rio. \u00c9 procurar compreender a realidade, o primeiro passo para interagir com ela, ou mesmo alter\u00e1-la, da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Filosofar \u00e9 examinar a realidade, e isso, de um modo ou de outro, todos fazemos constantemente. Ao se tentar resolver os problemas globais, sociais ou pessoais, \u00e9 imposs\u00edvel se abster da Racionalidade. Entretanto h\u00e1 uma gama de situa\u00e7\u00f5es onde a Raz\u00e3o n\u00e3o pode avan\u00e7ar por falta, ou excesso de dados, o que impossibilita decis\u00f5es objetivas.<\/p>\n<p>Entre em cena ent\u00e3o a parte subjetiva humana, mais especificamente a Intui\u00e7\u00e3o, como meio de direcionar nosso foco de entendimento e apontar caminhos a serem trilhados pela racionalidade.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 Filosofia em si.<\/p>\n<p>De certo modo, a Humanidade sempre ser\u00e1 Amante de Sophia.<\/p>\n<p><strong>Marcus Valerio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>28 de Agosto<\/h4>\n<h4>1 \u0096 A origem da Filosofia<\/h4>\n<p><strong>FILOSOFIA:\u00a0<\/strong>vem do grego<\/p>\n<blockquote><p><strong>Philo \/ Philia = a<\/strong>mizade, amor fraterno<\/p>\n<p><strong>Sophia =\u00a0<\/strong>sabedoria<\/p><\/blockquote>\n<h4>O que \u00e9 Filosofia<\/h4>\n<p><strong>FILOSOFIA<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Amizade pela sabedoria<\/p>\n<p>Amor e respeito pelo saber<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Indica um estado de esp\u00edrito<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Pessoa que ama, deseja o conhecimento<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>FIL\u00d3SOFO<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Aquele que ama a sabedoria<\/p>\n<p>Tem amizade pelo saber<\/p>\n<p>Deseja saber<\/p><\/blockquote>\n<h4>O nascimento da Filosofia<\/h4>\n<p><strong>Pit\u00e1goras =<\/strong>\u00a0fil\u00f3sofo grego (s\u00e9c.V a.C.)<\/p>\n<blockquote><p>Respons\u00e1vel pela inven\u00e7\u00e3o da palavra \u0093Filosofia\u0094<\/p>\n<p>Sabedoria plena e completa pertence aos deuses<\/p>\n<p>Homens podem desej\u00e1-la ou am\u00e1-la, tornando-se fil\u00f3sofos.<\/p><\/blockquote>\n<h4>O Fil\u00f3sofo<\/h4>\n<blockquote><p>N\u00e3o \u00e9 movido por interesses comerciais ou financeiros<\/p>\n<p>N\u00e3o coloca o saber como propriedade sua<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 movido pelo desejo de competir<\/p>\n<p>N\u00e3o faz das id\u00e9ias e dos conhecimentos uma habilidade para vencer competidores;<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>\u00c9 movido pelo desejo de observar, contemplar, julgar e avaliar a vida<\/p>\n<p>\u00c9 movido pelo desejo de saber.<\/p><\/blockquote>\n<h4>A Verdade<\/h4>\n<blockquote><p>N\u00e3o pertence a ningu\u00e9m<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um pr\u00eamio conquistado por competi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Est\u00e1 diante de todos n\u00f3s<\/p>\n<p>\u00c9 algo a ser procurado<\/p>\n<p>\u00c9 encontrada por todos aqueles que a desejarem, que tiverem olhos para v\u00ea-la e coragem para busc\u00e1-la.<\/p><\/blockquote>\n<h4>O surgimento da Filosofia<\/h4>\n<h4>Gregos<\/h4>\n<p>Come\u00e7aram a fazer perguntas e buscar respostas para a realidade<\/p>\n<p><strong>O Mundo, Natureza e Ser humano:<\/strong>\u00a0Podem ser conhecidos pela raz\u00e3o humana.<\/p>\n<p><strong>Pensadores gregos:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Verdade do mundo e dos humanos n\u00e3o era algo secreto e misterioso<\/p>\n<p>Verdade podia ser conhecida por todos por meio das opera\u00e7\u00f5es mentais de racioc\u00ednio<\/p>\n<p>Linguagem respeita as exig\u00eancias do pensamento<\/p>\n<p>Conhecimentos verdadeiros podem ser transmitidos e ensinados a todos.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Caracter\u00edsticas<\/h4>\n<blockquote><p>Tend\u00eancia \u00e0 racionalidade<\/p>\n<p>Recusa de explica\u00e7\u00f5es preestabelecidas<\/p>\n<p>Tend\u00eancia \u00e0 argumenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Capacidade de generaliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Capacidade de diferencia\u00e7\u00e3o = an\u00e1lise<\/p><\/blockquote>\n<h4>Legado filos\u00f3fico grego<\/h4>\n<blockquote><p>Conhecimento = leis e princ\u00edpios universais<\/p>\n<p>Verdade = provas ou argumentos racionais<\/p>\n<p>Conhecimento n\u00e3o se imp\u00f5e aos outros<\/p>\n<p>Conhecimento deve ser compreendido por todos<\/p>\n<p>Capacidade de pensar e conhecer \u00e9 a mesma em todos os seres humanos<\/p>\n<p>Conhecimento s\u00f3 \u00e9 verdadeiro quando explica racionalmente seus objetos<\/p><\/blockquote>\n<blockquote><p>Natureza segue uma ordem necess\u00e1ria<\/p>\n<p>Opera obedecendo a leis e princ\u00edpios necess\u00e1rios e universais<\/p>\n<p>Essas leis podem ser plenamente conhecidas pelo nosso pensamento.<\/p><\/blockquote>\n<blockquote>\n<blockquote><p>Surgimento da cosmologia<\/p>\n<p>Surgimento da f\u00edsica<\/p><\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<blockquote><p>A raz\u00e3o (ou o nosso pensamento) tamb\u00e9m opera obedecendo a princ\u00edpios, leis, regras e normas universais e necess\u00e1rios.<\/p>\n<blockquote><p>Podemos distinguir o que \u00e9 verdadeiro do falso<\/p>\n<p>Raz\u00e3o obedece \u00e0 lei da identidade, da diferen\u00e7a, da contradi\u00e7\u00e3o e da alternativa<\/p><\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<blockquote><p>O agir humano exprime a conduta de um ser racional dotado de vontade e de liberdade<\/p><\/blockquote>\n<blockquote>\n<blockquote><p>As pr\u00e1ticas humanas n\u00e3o se realizam por imposi\u00e7\u00f5es misteriosas e incompreens\u00edveis (for\u00e7as secretas, invis\u00edveis, divinas e imposs\u00edveis de serem conhecidas)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Seres humanos naturalmente aspiram:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ao conhecimento verdadeiro (pois s\u00e3o seres racionais)<\/p>\n<p>\u00c0 justi\u00e7a (pois s\u00e3o seres dotados de vontade livre)<\/p>\n<p>\u00c0 felicidade (pois s\u00e3o seres dotados de emo\u00e7\u00f5es e desejos)<\/p><\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>Os seres humanos instituem valores pelos quais d\u00e3o sentido \u00e0s suas vidas e \u00e0s suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Cristiani Kobayashi<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>28 de Agosto<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><\/h6>\n<p>Historicamente, o primeiro pensador grego a usar a palavra FILOSOFIA foi Pit\u00e1goras de Samos no S\u00e9culo VIII ac.<\/p>\n<p><strong>E desde ent\u00e3o se levantou, creio eu, a maior e a mais profunda discuss\u00e3o de todo o pensamento humano, pois todas as demais quest\u00f5es ressumem-se a esta:<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a Filosofia?<\/strong><\/p>\n<p>Esta afirma\u00e7\u00e3o se consolida quando vemos a tentativa de todos os Fil\u00f3sofos em conceituar a Filosofia, partindo da\u00ed para criar os seus pr\u00f3prios conceitos filos\u00f3ficos, bem como sua vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n<p><strong>Etimologicamente, a palavra Filosofia \u00e9 composta de dois radicais gregos:<\/strong>\u00a0Filosofia.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Filo &#8211;\u00a0<\/strong>Amigo ou amante. Aquele que deseja e se compromete afetuosamente e incondicionalmente a outrem em atitude de amor e lealdade.<\/p>\n<p><strong>Sofia &#8211; Sabedoria =\u00a0<\/strong>A sabedoria para o grego era algo divino, que era revelado aos mortais pelos deuses. A sabedoria n\u00e3o era adquirida por m\u00e9rito, mas por d\u00e1diva dos deuses.<\/p><\/blockquote>\n<p>Partindo do conceito etimol\u00f3gico, ouso tentar construir uma id\u00e9ia sobre o que possa vir a ser a Filosofia numa perspectiva de tr\u00eas faces conceituais.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Filosofia \u00e9 raz\u00e3o \u0096\u00a0<\/strong>O Fil\u00f3sofo \u00e9 a raz\u00e3o em movimento na busca de si mesma. A Filosofia surge na Gr\u00e9cia Arcaica na passagem das explica\u00e7\u00f5es m\u00edticas-religiosas para as explica\u00e7\u00f5es racionais-filos\u00f3ficas sobre quest\u00f5es inerentes ao ser e ao mundo. A id\u00e9ia da Filosofia como raz\u00e3o consolidou-se na afirma\u00e7\u00e3o de Arist\u00f3teles: \u0093O homem \u00e9 um animal racional\u0094.<\/p>\n<p><strong>Filosofia \u00e9 Paix\u00e3o \u0096\u00a0<\/strong>O Fil\u00f3sofo antes de tudo \u00e9 uma amante da sabedoria. Toda atitude humana, inicialmente \u00e9 passional. O que move o mundo n\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o, mas a paix\u00e3o. \u0093O cora\u00e7\u00e3o tem raz\u00f5es que a pr\u00f3pria raz\u00e3o desconhece\u0094 Pascal.<\/p>\n<p><strong>Filosofia \u00e9 Mito \u0096\u00a0<\/strong>O Fil\u00f3sofo \u00e9 um m\u00edtico em busca da verdade velada. S\u00f3 pensamos naquilo que cremos, e s\u00f3 cremos naquilo que queremos. O mito para a Filosofia \u00e9 vital, pois cria \u00edcones poss\u00edveis do mundo das id\u00e9ias. \u0093H\u00e1 mais mist\u00e9rios entre os c\u00e9us e a terra do que pressup\u00f5e a vossa v\u00e3 Filosofia\u0094. William Shakespeare.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Concluindo: (Se \u00e9 que podemos concluir alguma coisa sobre este assunto):\u00a0<\/strong>No dia em que algum Pensador desvendar o segredo do conceito sobre Filosofia, este ter\u00e1 destru\u00eddo a id\u00e9ia que nutre o homem durante s\u00e9culos, pois o pensar filos\u00f3fico \u00e9 inerente ao ser humano, e defini-la atrav\u00e9s de conceitos seria aprisionar a pr\u00f3pria capacidade do pensar em limites que impossibilitariam a forma\u00e7\u00e3o de novos e reflex\u00e3o de antigos conceitos e id\u00e9ias.<\/p>\n<p>Partindo da id\u00e9ia deleuziana de que \u0093filosofia \u00e9 criar conceitos\u0094, conceituar a Filosofia \u00e9 muito mais do que neologismos.<\/p>\n<p>Conceituar a Filosofa \u00e9 pensar continuamente no ato din\u00e2mico da reflex\u00e3o, auto-reflex\u00e3o e originalidade de surpreender-se diante do imprevisto, do inexplic\u00e1vel, do maravilhoso&#8230; do indiz\u00edvel.<\/p>\n<p>Filosofia, entendida como uma reflex\u00e3o cr\u00edtica a respeito de tudo o que se relaciona com a exist\u00eancia do homem, nasceu na Gr\u00e9cia Antiga. A palavra &#8220;filosofia&#8221; \u00e9, inclusive, de origem grega e vem de phylos, &#8220;amigo&#8221;, e sophia, &#8220;sabedoria&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 costume homenagear S\u00f3crates, fil\u00f3sofo que viveu entre 469 e 399 a.C., chamando os pensadores que o antecederam de fil\u00f3sofos pr\u00e9-socr\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>Os pr\u00e9-socr\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n<p>A Filosofia Grega caracterizou-se, at\u00e9 o advento de S\u00f3crates, pelas id\u00e9ias a respeito da natureza e pelo desenvolvimento das t\u00e9cnicas de argumenta\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica.<\/p>\n<p>Os primeiros fil\u00f3sofos, devido \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de explicar racionalmente o mundo natural, s\u00e3o tamb\u00e9m chamados de Fil\u00f3sofos da Natureza ou de f\u00edsicos (do grego e, &#8220;natureza&#8221;).<\/p>\n<p><strong>Eis uma pequena lista dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos mais importantes:<\/strong>\u00a0Tales de Mileto (625-547 a.C.), Anax\u00edmenes de Mileto (585-525 a.C.), Pit\u00e1goras de Samos (570-495 a.C.), Xen\u00f3fanes de C\u00f3lofon (570-475 a.C.), Her\u00e1clito de \u00c9feso (c. 500 a.C.), Parm\u00eanides de El\u00e9ia (c. 515 a.C.), Emp\u00e9docles de Acrag\u00e1s (492-432 a.C.) e Dem\u00f3crito de Abdera (460-370? a.C.).<\/p>\n<p>S\u00f3crates, Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo V a.C. o interesse primordial dos fil\u00f3sofos desviou-se do mundo natural para a compreens\u00e3o do homem, do seu comportamento e de sua moral.<\/p>\n<p>S\u00f3crates (469-399 a.C.), um dos maiores pensadores de todos os tempos, pretendia nada saber e dizia que todos j\u00e1 possu\u00edam o conhecimento do que era correto dentro de si. Para trazer esse conhecimento \u00e0 tona ele fazia perguntas bem dirigidas e questionava sistematicamente seus interlocutores a fim de que a sabedoria aflorasse.<\/p>\n<p>A suprema sabedoria seria, aparentemente, o conhecimento do bem, ou pelo menos o reconhecimento honesto da pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Plat\u00e3o (429-347 a.C.), admirador e disc\u00edpulo de S\u00f3crates, fundou a Academia de Atenas, famosa escola de Filosofia em que mestre e disc\u00edpulos viviam em comum, debatendo constantemente os mais variados temas.<\/p>\n<p>Ao lado de id\u00e9ias fundamentalmente te\u00f3ricas, como a contraposi\u00e7\u00e3o das apar\u00eancias \u00e0 realidade, a cren\u00e7a na exist\u00eancia de uma alma eterna e na vida ap\u00f3s a morte, Plat\u00e3o propunha, de forma eminentemente pr\u00e1tica, que a cidade ideal deveria ser governada por um rei-fil\u00f3sofo.<\/p>\n<p>A filosofia busca a verdade atrav\u00e9s de questionamento<\/p>\n<p>N\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de dogmas, busca entender o mundo atrav\u00e9s do pensamento humano.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3crates:<\/strong>\u00a0o homem \u00e9 o centro<br \/>\n<strong>Plat\u00e3o:<\/strong>\u00a0mundo intelig\u00edvel (mundo ideal) e mundo sens\u00edvel (mundo real)<br \/>\n<strong>Arist\u00f3teles:\u00a0<\/strong>(estagirista \u0096 Maced\u00f4nia), disc\u00edpulo de Plat\u00e3o<\/p>\n<p>Organiza os pensamentos (conhecimento)<\/p>\n<p>Desenvolve a \u00e9tica; cria uma defini\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a e equidade<\/p>\n<p>Cria-se a chamada l\u00f3gica<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas do per\u00edodo socr\u00e1tico<\/p>\n<p>Fen\u00f4meno s\u00f3cio econ\u00f4mico<\/p>\n<p><strong>Economia das cidades gregas:<\/strong>\u00a0artesanato e com\u00e9rcio<\/p>\n<p>Disputa do pode pol\u00edtico<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o da democracia<\/p>\n<p><strong>Riqueza em Atenas:<\/strong>\u00a0os ricos\/poderosos participam diretamente da pol\u00edtica<\/p>\n<p><strong>Tradicionalistas:<\/strong>\u00a0estado das coisas (conservadores)<\/p>\n<p><strong>Atenas e o imp\u00e9rio da lei<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sofistas:<\/strong>\u00a0tudo o que h\u00e1 de princ\u00edpios; educa\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica \u00e9 s\u00f3 para justificar o poder exercido, o importante e saber contar\/argumentar (coisas poucas sem finalidade)<\/p>\n<p>Discursos sobre \u00e9tica<\/p>\n<p>Per\u00edodo que se discute o pensamento humano, ou seja, per\u00edodo antropol\u00f3gico<\/p>\n<p><strong>S\u00f3crates combate os dois grupos:<\/strong>\u00a0tradicionalistas sofistas<\/p>\n<blockquote><p>S\u00f3crates \u00e9 um perguntador, pois busca a ess\u00eancia das coisas e a consci\u00eancia do agente moral<\/p>\n<p>\u0093Ess\u00eancia\u0094: deve-se chegar ao que seja as \u0093coisas\u0094, come\u00e7a o questionamento<\/p>\n<p>\u0093Agente moral\u0094: S\u00f3crates poderia questionar com um=m cidad\u00e3o ateniense: \u0093Porque voc\u00ea se comporta assim\u0094.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Ele responderia:<\/strong>\u00a0Porque e esse o comportamento que a cidade cobra.<\/p>\n<p><strong>Porque?<\/strong><\/p>\n<p>Busca pela conduta, pois assim \u00e9 e natureza<\/p>\n<p>A honestidade praticada hoje e a que ser\u00e1 devolvida amanh\u00e3<\/p>\n<p>Consci\u00eancia da raz\u00e3o \u00e9 a implica\u00e7\u00e3o dos seus atos<\/p>\n<p><strong>Obs.:<\/strong>\u00a0esse despertar de consci\u00eancia do povo, levou S\u00f3crates a ser acusado de subversivo, aquele que desperta duvidas; ele \u00e9 julgado e n\u00e3o se defende, pois acha que a defesa esta ligada \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o da culpa.<\/p>\n<p>S\u00f3crates morre e ent\u00e3o Plat\u00e3o e outros descrevem o que S\u00f3crates disse.<\/p>\n<p>Nisso destaca-se Plat\u00e3o que ab=caba instituindo sua filosofia<\/p>\n<p><strong>Plat\u00e3o divide o mundo em:<\/strong>\u00a0intelig\u00edvel = mundo ideal; ordem imut\u00e1vel, imperec\u00edvel e eterna (PHYSUS)<\/p>\n<p><strong>Mundo sens\u00edvel:<\/strong>\u00a0mundo real; mudan\u00e7as da natureza (DEVIR)<\/p>\n<p>Surge ent\u00e3o a express\u00e3o \u0093amor plat\u00f4nico\u0094<\/p>\n<p><strong>Plat\u00e3o:<\/strong>\u00a0\u00e9tica; o homem ser\u00e1 perfeitamente moral ou \u00e9tico a partir da concep\u00e7\u00e3o da cidade perfeita, o que \u00e9 uma utopia, pois a cidade perfeita seria governada por homens sem interesses pessoais<\/p>\n<p><strong>Cria-se a dial\u00e9tica:\u00a0<\/strong>instrumento usado para apura\u00e7\u00e3o da verdade, colocando id\u00e9ias em choque, achando-se uma s\u00edntese, ou que uma se estabele\u00e7a sobre a outra.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas do per\u00edodo sistem\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<p>Inaugurado por Arist\u00f3teles (n\u00e3o era grego e sim Maced\u00f4nio \u0096 cidade de Estagira)<\/p>\n<p>Sistematiza\u00e7\u00e3o de todo o conhecimento filos\u00f3fico<\/p>\n<p>Toda a produ\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica grega foi organizada, criando-se um sistema de estudo filos\u00f3fico<\/p>\n<p><strong>Atribui-se a cada estudo filos\u00f3fico uma ci\u00eancia:\u00a0<\/strong>Episteme<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancias produtivas:<\/strong>\u00a0entrega um produto (arquitetura entrega casa)<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia pratica:<\/strong>\u00a0pratica do homem (\u00e9tica pol\u00edtica)<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancias teor\u00e9ticas:<\/strong>\u00a0e o estudo d a rela\u00e7\u00e3o dos seres com a natureza (biologia, teologia)<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o de uma ferramenta important\u00edssima chamada anal\u00edtica, que mais tarde passa a ser chamada de l\u00f3gica<\/p>\n<p><strong>Dial\u00e9tica:\u00a0<\/strong>discursos que se chocam<\/p>\n<p><strong>L\u00f3gica\/anal\u00edtica:\u00a0<\/strong>estudo do qual se tira uma conclus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ex:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>TODO HOMEM E MORTAL<\/strong>\u00a0(prim\u00edcia maior \u0096 proposi\u00e7\u00e3o universal)<br \/>\n<strong>SOCRATES E HOMEM\u00a0<\/strong>(pr\u00edmicia menor \u0096 proposi\u00e7\u00e3o particular)<br \/>\n<strong>LOGO SOCRATES E MORTAL<\/strong>\u00a0(conclus\u00e3o)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>L\u00f3gica:<\/strong>\u00a0n\u00e3o e ci\u00eancia e apenas uma ferramenta do conhecimento<br \/>\n<strong>\u00c9tica:\u00a0<\/strong>homem precisa perseguir o caminho do meio (S\u00f3crates)<br \/>\n<strong>Arist\u00f3teles:\u00a0<\/strong>\u00c9tica justi\u00e7a e equidade<\/p>\n<p>Per\u00edodo Medieval (Sto Agostinho, S\u00e3o Tomas de Aquino)<\/p>\n<p>Ao lado das primeiras igrejas surgem as primeiras escolas<\/p>\n<p>Pensamento= dicotomia (conflito entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o)<\/p>\n<p>Surge a \u0093lex eterna\u0094 = lei de DEUS e \u0093lex terrialis\u0094 = lei dos reis<\/p>\n<p><strong>Europeus:<\/strong>\u00a0prevalece a lei da terra, onde os reis legislam sobre tributos, comercio, etc<\/p>\n<p>No conflito entre lex eterna e lex terrialis prevalece quem se fundamenta na escruta sagrada, o que se chama na lei grega de argumento de autoridade (justificativa)<\/p>\n<p>\u00c9 o per\u00edodo de maior espladec\u00eancia do poder da igreja<\/p>\n<p><strong>\u00c9tica:\u00a0<\/strong>Reflex\u00e3o filos\u00f3fica da moral<\/p>\n<p><strong>S\u00f3crates:<\/strong>\u00a0\u00e9 o primeiro a tratar da \u00e9tica atrav\u00e9s do questionamento, ou seja, consci\u00eancia do agente moral<\/p>\n<p><strong>Arist\u00f3teles:\u00a0<\/strong>o homem s\u00f3 atingiria a \u00e9tica \u00e0 medida que sua vontade for guiada pela razoa, ou seja, caminho do meio, \u00e9 no meio que esta a virtude<\/p>\n<p>Vontade guiada pela raz\u00e3o= pensamento racional (o pensamento racional obriga a procura do caminho do meio, exemplo: entre a passividade e a ira temos a virtude).<\/p>\n<p><strong>Arist\u00f3teles:\u00a0<\/strong>agir conforme seu pensamento sem sofrer constrangimentos internos (autodetermina\u00e7\u00e3o) ou esternos<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m e livre sem querer, para Arist\u00f3teles o homem \u00e9 livre para decidir diante da necessidade ou da conting\u00eancia<\/p>\n<p><strong>Filosofia do Direito:<\/strong>\u00a0<strong>(quest\u00f5es de justi\u00e7a):\u00a0<\/strong>n\u00e3o considerar nada como obvio; fazer perguntas adequadas; primeiro deve-se saber o que discutir para depois perguntar.<\/p>\n<p><strong>Justi\u00e7a<\/strong>: tema fundamental da filosofia do direito. Para os gregos a justi\u00e7a e responsabilidade de cada um, n\u00e3o apenas do governo, estado<\/p>\n<p>A justi\u00e7a, para Arist\u00f3teles, \u00e9 insepar\u00e1vel da p\u00f3lis, da vida em comunidade. Se o homem \u00e9 um animal pol\u00edtico, isto significa sua necessidade natural de conviver em sociedade, de promover o bem comum e a felicidade. A p\u00f3lis grega encarnada na figura do Estado \u00e9 uma necessidade humana, cuidando da vida do homem como o organismo precisa cuidar de suas partes vitais.<\/p>\n<p><strong>O homem que vive completamente sozinho, n\u00e3o \u00e9 humano:<\/strong>\u00a0ou \u00e9 um animal ou \u00e9 um Deus, diz Arist\u00f3teles.<\/p>\n<p>Estas premissas fundamentam a necessidade de regula\u00e7\u00e3o da vida social atrav\u00e9s da lei, respeitando os crit\u00e9rios da justi\u00e7a e da equidade. O justo em geral, para os antigos, \u00e9 dar a cada um o que \u00e9 seu. Como dizia o Direito Romano, os preceitos jur\u00eddicos s\u00e3o viver honestamente, n\u00e3o lesar a ningu\u00e9m e dar a cada um o que lhe pertence.<\/p>\n<p>Ao estudar a quest\u00e3o da justi\u00e7a, Arist\u00f3teles identifica v\u00e1rios tipos. A classifica\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica segue o princ\u00edpio l\u00f3gico de estabelecer as caracter\u00edsticas ou propriedades do geral, para depois analisar os casos particulares. H\u00e1, desse modo, uma justi\u00e7a geral e uma justi\u00e7a particular.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Geral \u00e9 a observ\u00e2ncia da lei, o respeito \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ou \u00e0s normas convencionais institu\u00eddas pela p\u00f3lis. Tem como objetivo o bem comum, a felicidade individual e coletiva. A justi\u00e7a geral \u00e9 tamb\u00e9m chamada de justi\u00e7a legal. Ressalte-se a compreens\u00e3o dos gregos que consideravam o justo legal n\u00e3o somente sob a forma do ordenamento jur\u00eddico positivo, mas principalmente as leis n\u00e3o escritas, universais e n\u00e3o derrog\u00e1veis do Direito Natural.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Particular tem por objetivo realizar a igualdade entre o sujeito que age e o sujeito que sofre a a\u00e7\u00e3o. Divide-se em Justi\u00e7a Distributiva e Justi\u00e7a Corretiva.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Distributiva consiste na distribui\u00e7\u00e3o ou reparti\u00e7\u00e3o de bens e honrarias segundo os m\u00e9ritos de cada um. A Justi\u00e7a Corretiva visa \u00e0 corre\u00e7\u00e3o das transa\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos, que podem ocorrer de modo volunt\u00e1rio, a exemplo dos acordos e contratos, ou de modo involunt\u00e1rio, como nos delitos em geral.<\/p>\n<p>Nesta forma de justi\u00e7a surge a necessidade de interven\u00e7\u00e3o de uma terceira pessoa, que deve decidir sobre as rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas e o eventual descumprimento de acordos ou de cl\u00e1usulas contratuais. O juiz, segundo Arist\u00f3teles, passa a personificar a no\u00e7\u00e3o do justo. A justi\u00e7a corretiva \u00e9 tamb\u00e9m denominada equiparadora ou sinalagm\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Subdivide-se em: Justi\u00e7a Comutativa, que preside os contratos em geral:\u00a0<\/strong>compra e venda, loca\u00e7\u00e3o, empr\u00e9stimo, etc. \u00c9 essencialmente preventiva, j\u00e1 que a justi\u00e7a pr\u00e9via iguala as presta\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas antes mesmo de uma eventual transa\u00e7\u00e3o. Justi\u00e7a Reparativa, que visa reprimir a injusti\u00e7a, a reparar ou indenizar o dano, estabelecendo, se for o caso, puni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Arist\u00f3teles foi, talvez, o primeiro fil\u00f3sofo a distinguir a \u00e9tica da pol\u00edtica: c<\/strong>entrava a \u00e9tica na a\u00e7\u00e3o moral e volunt\u00e1ria do indiv\u00edduo enquanto indiv\u00edduo e a pol\u00edtica nos v\u00ednculos institucionais \u00e0 comunidade.<\/p>\n<p><strong>Como se v\u00ea, temos aqui um primeiro esbo\u00e7o do problema:\u00a0<\/strong>indiv\u00edduo e comunidade s\u00e3o entidades separadas.<\/p>\n<p>Mas Arist\u00f3teles define o homem como animal pol\u00edtico porque dotado de palavra, um animal que, dotado de logos, tende naturalmente para viver numa p\u00f3lis.<\/p>\n<p>Portanto, faz preceder o indiv\u00edduo da comunidade, uma vez que esta \u00e9 a causa final da associa\u00e7\u00e3o entre os humanos.<\/p>\n<p>Da\u00ed resulta que, tal como o indiv\u00edduo \u00e9 subordinado \u00e0 comunidade, tamb\u00e9m a \u00e9tica se subordina \u00e0 pol\u00edtica, com todo o rol de conseq\u00fc\u00eancias associadas.<\/p>\n<p><strong>Diz Arist\u00f3teles (\u00c9tica a Nic\u00f3maco, 1094 a):<\/strong>\u00a0o bem \u00e9 aquilo a que as coisas tendem e (1094 a, 5) onde h\u00e1 fins distintos das a\u00e7\u00f5es, tais fins s\u00e3o, por natureza, mais excelentes do que as \u00faltimas.&#8217;<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas h\u00e1 separa\u00e7\u00e3o entre meios e fins (entre indiv\u00edduo e comunidade), como h\u00e1 uma hierarquia &#8216;natural&#8217; entre eles, sendo de maior excel\u00eancia os fins &#8211; a fic\u00e7\u00e3o sobrep\u00f5e-se \u00e0 realidade, quer, como qualquer bom filho de Plat\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Num mundo marcado pela separa\u00e7\u00e3o essencial, a hierarquia estende-se por todos os lugares:\u00a0<\/strong>&#8216;os fins das artes fundamentais devem ter preced\u00eancia sobre os fins subordinados, pois, com efeito, estes \u00faltimos s\u00e3o procurados em fun\u00e7\u00e3o dos primeiros.&#8217;<\/p>\n<p>Como a \u00e9tica \u00e9 subordinada da pol\u00edtica, o ato do fim, a a\u00e7\u00e3o boa acaba por ser aquela que melhor defenda o interesse pol\u00edtico. Ora, como o indiv\u00edduo se subordina \u00e0 comunidade, desembocamos na legitima\u00e7\u00e3o da mentira e sua institucionaliza\u00e7\u00e3o (o famoso segredo de estado).<\/p>\n<p><strong>A p\u00f3lis \u00e9 o &#8216;sumo bem&#8217;, e ileg\u00edtimo e eticamente reprov\u00e1vel todo o ato que escape \u00e0 autoridade institu\u00edda:<\/strong>\u00a0lesa a lei e a conc\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Para Arist\u00f3teles o tema da justi\u00e7a tem sede no campo \u00e9tico, ou seja, na atividade pr\u00e1tica da vida humana. A justi\u00e7a \u00e9 entendida como virtude e assume, portanto uma conceitua\u00e7\u00e3o \u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>As virtudes \u00e9ticas aristot\u00e9licas s\u00e3o catalogadas da seguinte maneira:<\/strong>\u00a0coragem, temperan\u00e7a, magnanimidade, amabilidade, veracidade, jovialidade, pudor e justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>A justi\u00e7a e todas as demais virtudes s\u00e3o o interm\u00e9dio conforme a reta-raz\u00e3o, justo-meio, o centro de dois extremos eq\u00fcidistantes que representam a falta de medida o v\u00edcio:<\/strong>\u00a0excesso e defeito (escassez).<\/p>\n<p><strong>No entanto h\u00e1 uma peculiaridade da justi\u00e7a como virtude:\u00a0<\/strong>os dois p\u00f3los se identificam por ser a injusti\u00e7a tanto o excesso quanto a car\u00eancia em que se invade o campo do que \u00e9 devido ao outro em bens, penas, vantagens e ganhos ficando com algo para mais ou para menos.<\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m em suas defini\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas sobre a justi\u00e7a Arist\u00f3teles categorizou suas formas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Justo total ou legal:<\/strong>\u00a0consiste em definir o justo total como a observ\u00e2ncia da lei a pr\u00e1tica da a\u00e7\u00e3o em conformidade aos preceitos da Lei. Envolve o todo toda a comunidade, pois corresponde ao cumprimento da Lei. A Lei visa o bem de todos, o bem comum e aquele que contraria as Leis contraria a todos que est\u00e3o protegidos por elas.<\/p>\n<p><strong>2. Justo particular:\u00a0<\/strong>Refere-se sobre o relacionamento direto entre as partes:<\/p>\n<p><strong>1. Justo-Distributivo: A<\/strong>plic\u00e1vel na rela\u00e7\u00e3o p\u00fablico privado governante\/governado em que as partes j\u00e1 se apresentam hierarquicamente dispostas e \u00e9 o tipo de justi\u00e7a que precisa ser levada a efeito pelo governante no momento de distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios e \u00f4nus (tributos, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte, responsabilidade, cargos, etc) p\u00fablicos. \u00c9 a justi\u00e7a social em que a distribui\u00e7\u00e3o ocorre de forma geom\u00e9trica e os desiguais ser\u00e3o tratados de forma desigual e os iguais de maneira igual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Filosofia\/www.cfh.ufsc.br\/www.xr.pro.br\/ aufklarungsofia.pbworks.com\/dc219.4shared.com<\/p>\n<h4><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do Fil\u00f3sofo, Estudo, Conhecimento, Filos\u00f3fica, Filosofia, Nacional, Mundial, Homem, L\u00f3gica, Caracter\u00edsticas, Hist\u00f3ria, Dia do 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