{"id":59848,"date":"2016-07-07T14:38:29","date_gmt":"2016-07-07T14:38:29","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=59848"},"modified":"2017-12-01T11:18:57","modified_gmt":"2017-12-01T13:18:57","slug":"dia-do-catequista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-catequista","title":{"rendered":"Dia do Catequista"},"content":{"rendered":"<h4>26 de Agosto<\/h4>\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia do Catequista\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/catequ14.jpg\" alt=\"Dia do Catequista\" \/><\/p>\n<p><strong>VOCA\u00c7\u00c3O DO CATEQUISTA: AN\u00daNCIO DO REINO E TESTEMUNHO DE SANTIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. 1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Antes de falarmos sobre a pessoa do catequista, conv\u00e9m recordar algumas verdades que fundamentam sua a\u00e7\u00e3o pastoral, j\u00e1 que este fala em nome da Igreja e \u00e9 enviado por ela para exercer sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar \u00e9 importante ressaltar que a Igreja existe para evangelizar, isto \u00e9, para levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transform\u00e1-las a partir de dentro e tornar nova a pr\u00f3pria humanidade, conforme nos ensina o Papa Paulo VI na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii Nuntiandi (EN 14).<\/p>\n<p>O Diret\u00f3rio Geral para a Catequese (DGC), afirma que a evangeliza\u00e7\u00e3o tem como finalidade convidar homens e mulheres \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 f\u00e9 (DGC 53). E este chamado de Jesus, \u00ab arrependei-vos e crede no Evangelho (Mc 1,15), continua a ressoar hoje, mediante a evangeliza\u00e7\u00e3o da Igreja, que pode ser realizada de muitas formas. Entre estas, destaca-se a catequese. O \u0091momento\u0092 da catequese \u00e9 aquele que corresponde ao per\u00edodo em que se estrutura a convers\u00e3o a Jesus Cristo, oferecendo as bases para aquela primeira ades\u00e3o (DGC 63). A catequese, \u00ab distinta do primeiro an\u00fancio do Evangelho(DGC 182) promove e faz amadurecer esta convers\u00e3o inicial, educando \u00e0 f\u00e9 o convertido e incorporando-o na comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>A catequese na Igreja \u00e9 uma praxe que remonta \u00e0 \u00e9poca apost\u00f3lica, mas que tem a sua fonte primeira no pr\u00f3prio Jesus, que foi um excepcional mestre de doutrina e de vida. Ele era chamado pelos disc\u00edpulos e pelas multid\u00f5es de rabbi, isto \u00e9, mestre (cf. Jo 1,49; 3,2; 4,31; 6,25; 9,2; 11,8). Ensinou durante a sua vida ministerial com uma autoridade que causava espanto e admira\u00e7\u00e3o em todos os que o ouviam, e que superava sem medidas a forma com que ensinavam os mestres da lei da sua \u00e9poca (cf. Mc 1,22).<\/p>\n<p>Hoje em dia, ainda que a catequese seja uma responsabilidade de toda a comunidade crist\u00e3, h\u00e1 algumas pessoas que recebem um encargo especial, nesta tarefa pastoral.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o elas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Os Bispos:<\/strong>\u00a0primeiros respons\u00e1veis pela catequese, catequistas por excel\u00eancia ;<\/p>\n<p><strong>Os sacerdotes:<\/strong>\u00a0pastores e educadores da comunidade crist\u00e3;<\/p>\n<p><strong>Os pais:\u00a0<\/strong>primeiros educadores dos pr\u00f3prios filhos \u00e0 f\u00e9;<\/p>\n<p><strong>Os leigos:\u00a0<\/strong>grande maioria no desempenho da pastoral catequ\u00e9tica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Vamos nos deter, agora, na voca\u00e7\u00e3o do catequista, enquanto leigo.<\/p>\n<p><strong>2. A Voca\u00e7\u00e3o do Catequista<\/strong><\/p>\n<p>Afirma o Diret\u00f3rio Geral para a Catequese que \u0093a voca\u00e7\u00e3o do leigo \u00e0 catequese tem origem no sacramento do Batismo e se fortalece pela Confirma\u00e7\u00e3o, sacramentos mediante os quais ele participa do minist\u00e9rio sacerdotal, prof\u00e9tico e real de Cristo. Al\u00e9m da voca\u00e7\u00e3o comum ao apostolado, alguns leigos sentem-se chamados interiormente por Deus, a assumirem a tarefa de catequistas.<\/p>\n<p>A Igreja suscita e distingue esta voca\u00e7\u00e3o divina, e confere a miss\u00e3o de catequizar. Dessa forma, o Senhor Jesus convida homens e mulheres, de uma maneira especial, a segui-lo, mestre e formador dos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Este chamado pessoal de Jesus Cristo e a rela\u00e7\u00e3o com Ele s\u00e3o o verdadeiro motor da a\u00e7\u00e3o do catequista. \u00c9 deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunci\u00e1-lo, de evangelizar , e de levar outros ao sim da f\u00e9 em Jesus Cristo \u0093(DGC 231).<\/p>\n<p>Ser catequista \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o! \u00c9 um chamado da parte de Deus para uma miss\u00e3o. O catequista, ao sentir esse chamado verifica que necessita compreender melhor seu trabalho mission\u00e1rio.<\/p>\n<p>Sentir-se chamado a ser catequista e a receber da Igreja a miss\u00e3o para faz\u00ea-lo pode adquirir, de fato, diversos graus de dedica\u00e7\u00e3o, segundo as caracter\u00edsticas de cada um.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 muitas formas de exercer o minist\u00e9rio catequ\u00e9tico, mas independente delas, o catequista deve se esfor\u00e7ar para desenvolver em si as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>SER CATEQUISTA<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Ser<\/strong><\/p>\n<p><strong>Voca\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Sou chamado a servir<\/p>\n<p><strong>Saber<\/strong><\/p>\n<p>Sou disc\u00edpulo e devo aprender com Jesus<\/p>\n<p><strong>Fazer<\/strong><\/p>\n<p>Sou enviado pela Igreja, em miss\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Conviver<\/strong><\/p>\n<p>Devo formar comunidade fraterna<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>3. O Catequista \u00e9 disc\u00edpulo de Jesus<\/strong><\/p>\n<p>O catequista \u00e9 um instrumento vivo, atrav\u00e9s do qual Deus se comunica com os homens; \u00e9 um educador da f\u00e9 e n\u00e3o um mero repetidor de uma doutrina; \u00e9 um transmissor do Evangelho com a pr\u00f3pria vida, seguindo o conte\u00fado, o estilo, os crit\u00e9rios e os m\u00e9todos de Jesus, aprendendo a ter os seus mesmos sentimentos (cf. Fl 2, 5-11).<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o CATEQUISTA \u00e9 um homem ou uma mulher, escolhido (a) por Deus, atrav\u00e9s da sua Igreja, e por ela encarregado (a), para ser um sinal-instrumento eficaz para transmitir, com a pr\u00f3pria vida e pela Palavra, a Boa Nova do Reino Deus que aconteceu em Jesus Cristo.<\/p>\n<p>O catequista se torna assim um mediador entre o di\u00e1logo que Deus quer empreender com todos os homens. \u00c9 uma pessoa que por primeiro encontrou e aderiu \u00e0 Cristo e \u00e0 sua Palavra tornando-se, por isso, uma testemunha deste encontro e desta ades\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 um \u0093mestre\u0094 que busca ajudar aos outros homens, seus irm\u00e3os, a descobrirem e a conhecerem aquilo que Deus falou e quer e deles espera como resposta de amor:<\/strong>\u00a0\u0093que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade\u0094 (1 Tm 2,40). \u00c9 um educador, que conduz cada pessoa a desenvolver o germe da f\u00e9 batismal, isto \u00e9, aquilo que cada um possui de melhor dentro de si, ou seja, Jesus Cristo, dom impresso pela gra\u00e7a batismal.<\/p>\n<p>Enfim, o catequista \u00e9 uma testemunha, capaz de santificar Cristo em seu cora\u00e7\u00e3o e que est\u00e1 sempre pronto a dar raz\u00e3o de sua esperan\u00e7a a todos aqueles a pedirem. Isto se torna, por assim dizer, uma tarefa ainda maior nos nossos dias, que imersos num contexto secularizado e de invers\u00e3o de valores, exigem do catequista uma capacidade de incarnar no mundo a pr\u00f3pria f\u00e9 e de comunic\u00e1-la de modo convincente e cr\u00edvel, a fim de que os homens possam se libertar de tudo aquilo que \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 sua dignidade de filhos de Deus.<\/p>\n<p>Como educador da f\u00e9 dos seus irm\u00e3os, o catequista \u00e9 devedor a todos do Evangelho que anuncia, ao mesmo tempo em que se deixa educar pela f\u00e9 e pelo testemunho daqueles que catequiza.<\/p>\n<p><strong>4. O Catequista \u00e9 um chamado a anunciar o Evangelho<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093N\u00e3o fostes v\u00f3s que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi\u0094 (Jo 15,16).<\/p>\n<p>O catequista \u00e9 enviado, \u0093\u00e9, de certo modo, o int\u00e9rprete da Igreja junto aos catequizandos\u0094 (DCG 35).<\/p>\n<p>Ser destinat\u00e1rio de um dom de Deus e tornar-se dom de Deus para os outros, deve fazer surgir no catequista a exig\u00eancia de um forte crescimento espiritual. Ele deve ser o disc\u00edpulo que est\u00e1 em constante escuta do seu Mestre. Como Maria, a primeira dos disc\u00edpulos do seu Filho, assim o catequista deve saber acolher com humildade e meditar a Palavra do Evangelho, referindo e pautando a pr\u00f3pria vida nesta Palavra.<\/p>\n<p>Deus nos chama e nos envia em miss\u00e3o de realizar o seu plano de salva\u00e7\u00e3o e de resgate de vida. Mas, para bem realizar esta tarefa, \u0093\u00e9 preciso n\u00e3o s\u00f3 \u0093fazer\u0094 seu trabalho, mas acreditar nele.<\/p>\n<p><strong>A id\u00e9ia essencial que deve dominar toda a nossa atividade \u00e9:<\/strong>\u00a0\u0093somos instrumentos\u0094. O primeiro sentimento que brota dessa tomada de consci\u00eancia \u00e9 o de profunda humildade. Nessa tarefa de evangeliza\u00e7\u00e3o, CRISTO nos precede no cora\u00e7\u00e3o humano. \u00c9 imprescind\u00edvel contar com a gra\u00e7a de Deus\u0094(Me. Ma. Helena Cavalcanti).<\/p>\n<p><strong>Um outro ponto fundamental, \u00e9 o testemunho de vida do catequista:\u00a0<\/strong>sejamos transparentes \u00e0 verdade que ensinamos.<\/p>\n<p><strong>O Papa Jo\u00e3o Paulo II, na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u0093Catequese Hoje\u0094, afirma \u0093a tarefa do catequista:\u00a0<\/strong>apresentar os meios para ser crist\u00e3o e mostrar a alegria de viver o Evangelho\u0094 (CT 147. Portanto, \u0093a alegria \u00e9 um bom m\u00e9todo de aprendizagem\u0094 (Me. Ma. Helena Cavalcanti).<\/p>\n<p><strong>Santo Agostinho, no s\u00e9culo V da era crist\u00e3, deixou grandes ensinamentos sobre a alegria e a catequese e que s\u00e3o \u00fateis at\u00e9 os dias de hoje:<\/strong>\u00a0\u0093A grande preocupa\u00e7\u00e3o existe na maneira de narrar, para que aquele que catequiza, quem quer que seja, o fa\u00e7a com alegria: tanto mais agrad\u00e1vel ser\u00e1 a narra\u00e7\u00e3o, quanto mais puder alegrar-se o catequista\u0094 (Instru\u00e7\u00e3o dos catec\u00famenos).<\/p>\n<p><strong>5. O Catequista \u00e9 um chamado a anunciar o Evangelho na Igreja<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093Quem vos ouve, a Mim ouve\u0094 (Lc 10,16).<\/p>\n<p>O Evangelho que o catequista anuncia \u00e9 o Evangelho que a Igreja lhe confia. Por isso, a fidelidade \u00e0 tarefa de educador da f\u00e9 que lhe \u00e9 dada pela Igreja se exprime, antes de tudo, na comunh\u00e3o e na fidelidade ao seu vivo magist\u00e9rio. Consciente de ser porta-voz da Igreja, nela a sua experi\u00eancia de f\u00e9 vem assegurada, de modo que o que ensina n\u00e3o \u00e9 uma Palavra qualquer, mas a mesma Palavra viva que o tornou catequista.<\/p>\n<p>Fidelidade \u00e0 Igreja n\u00e3o \u00e9 somente fidelidade a um mandato recebido, \u00e9 tamb\u00e9m uma participa\u00e7\u00e3o de f\u00e9 na vida eclesial; \u00e9 sentir-se parte ativa da Igreja local na qual exerce o servi\u00e7o. Esta participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode, enfim, confinar-se somente no \u00e2mbito do an\u00fancio da Palavra, mas deve abrir-se a todas as dimens\u00f5es da vida eclesial e paroquial.<\/p>\n<p><strong>6. O Catequista \u00e9 um chamado a anunciar o Evangelho na Igreja a servi\u00e7o do homem<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093O Filho do homem n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir\u0094 (Mt 20,28).<\/p>\n<p>Estando a servi\u00e7o de Deus, em nome da Igreja, o catequista sabe-se chamado e enviado para um servi\u00e7o aos irm\u00e3os. S\u00e3o testemunhas e part\u00edcipes de um mist\u00e9rio que vivem e que comunicam aos outros com amor. O fato mesmo de estar enraizado em Deus e na sua Igreja impulsiona o catequista a viver com os outros e para os outros.<\/p>\n<p><strong>O catequista deve saber se colocar pr\u00f3ximo aos homens e caminhar com eles, na escuta das suas exig\u00eancias, sobretudo daqueles que s\u00e3o considerados os \u00faltimos na sociedade<\/strong>: os pobres, os marginalizados e os que n\u00e3o s\u00e3o considerados capazes, por serem portadores de defici\u00eancia f\u00edsica ou mental.<\/p>\n<p>O catequista assume concretamente a hist\u00f3ria do homem e dela se torna atento leitor. Servidor da Palavra de Deus que \u00e9 para o homem, ele se qualifica em particular como animador da comunidade, favorecendo a participa\u00e7\u00e3o de todos e a tomada de consci\u00eancia da hist\u00f3ria que se vive. O respiro de uma aut\u00eantica catequese vai al\u00e9m dos muros paroquiais e atua tamb\u00e9m fora deles em aten\u00e7\u00e3o viva e generosa do catequista aos problemas da sociedade.<\/p>\n<p><strong>7. Conclus\u00e3o: O Catequista \u00e9 chamado \u00e0 Santidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na Carta Apost\u00f3lica Novo Millenio Ineunte, o Papa Jo\u00e3o Paulo II enfatiza a necessidade de buscarmos a santidade em toda e qualquer atividade pastoral:<\/strong>\u00a0\u0093Em primeiro lugar, n\u00e3o hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral \u00e9 a santidade (&#8230;) Na verdade, colocar a programa\u00e7\u00e3o pastoral sob o signo da santidade \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o carregada de consequ\u00eancias. Significa exprimir a convic\u00e7\u00e3o de que, se o Batismo \u00e9 um verdadeiro ingresso na santidade de Deus atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o em Cristo e da habita\u00e7\u00e3o do seu Esp\u00edrito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida med\u00edocre, pautada por uma \u00e9tica minimalista e uma religiosidade superficial.<\/p>\n<p><strong>Perguntar a um catec\u00fameno:<\/strong>\u00a0\u00ab Queres receber o Batismo? significa ao mesmo tempo pedir-lhe: Queres fazer-te santo? Significa colocar na sua estrada o radicalismo do Serm\u00e3o da Montanha: &#8221; Sede perfeitos, como \u00e9 perfeito vosso Pai celeste \u0094 (Mt 5,48) \u0096 (NMI 30;31).<\/p>\n<p>\u0093Concedei-nos, Senhor, a grande alegria de sermos fi\u00e9is Mensageiros de Vossa Ressurrei\u00e7\u00e3o, por uma tomada de consci\u00eancia na f\u00e9, um testemunho de vida na esperan\u00e7a e um an\u00fancio da salva\u00e7\u00e3o na caridade. \u0094<\/p>\n<p><strong>Madre Maria Helena Cavalcanti<\/strong><\/p>\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p>Diret\u00f3rio Catequ\u00e9tico Geral (1971) e Diret\u00f3rio Geral para a Catequese (1997<br \/>\nCatequese Renovada (1983). CNBB<br \/>\nNovo Millenio Ineunte. Jo\u00e3o Paulo II. 2001<br \/>\n\u0093Ser Catequista\u0094 \u0096 Pe. Assis Moser e Pe. Andr\u00e9 Biernaski<br \/>\n\u0093A pessoa do Catequista\u0094 e escritos de Madre Maria Helena Cavalcanti<br \/>\nApontamentos do Curso para Catequistas, de Pe. Leonardo A. Fernandes<\/p>\n<h4>26 de Agosto<\/h4>\n<h4>Dez coisas que os catequistas deveriam saber antes de ser Catequista<\/h4>\n<blockquote><p><strong>1\u00aa \u0096\u00a0<\/strong>Voc\u00ea est\u00e1 sendo convidado para uma miss\u00e3o e n\u00e3o para uma simples tarefa que qualquer um executa. Encare a catequese como algo s\u00e9rio, comprometedor, \u00fatil. Suas palavras e suas a\u00e7\u00f5es como catequista ter\u00e3o efeito multiplicador se forem realizadas com \u00e2nimo e compromisso;<\/p>\n<p><strong>2\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0Sorria ao encontrar seus catequizandos. Um catequista precisa sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Execute sua tarefa com alegria e n\u00e3o encare os encontros de catequese como um fardo e ser carregado;<\/p>\n<p><strong>3\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0Se no primeiro contratempo que aparecer voc\u00ea desistir, \u00e9 melhor nem come\u00e7ar. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Mas que gra\u00e7a teria a miss\u00e3o de um catequista se tudo fosse muito f\u00e1cil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta miss\u00e3o e n\u00e3o abandonar o barco na primeira situa\u00e7\u00e3o adversa;<\/p>\n<p><strong>4\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0Torne os pais de seus catequizandos aliados e n\u00e3o inimigos. Existem muitos pais que n\u00e3o querem nada com nada na catequese. Mas procure centrar o seu foco naqueles que est\u00e3o empolgados, interessados e s\u00e3o participantes ativos. N\u00e3o fiquei apenas reclamando as aus\u00eancias. Vibre com as presen\u00e7as daqueles que s\u00e3o compromissados com a catequese e interessados pela vida religiosa de seus filhos;<\/p>\n<p><strong>5\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0Lembre-se sempre que voc\u00ea \u00e9 um catequista da Igreja Cat\u00f3lica. Por isso voc\u00ea precisa defender as doutrinas e os ensinamentos cat\u00f3licos. Alguns catequistas que se aventuram da tarefa da catequese, as vezes, por falta de preparo, acabam fazendo, nos encontros, um papel contr\u00e1rio aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso \u00e9 incoer\u00eancia das maiores;<\/p>\n<p><strong>6\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0N\u00e3o esque\u00e7a da sua vida pessoal. Por ser catequista, a visibilidade \u00e9 maior. Ent\u00e3o cuide muito dos seus atos fora da Igreja. N\u00e3o precisa ser um crente, mas \u00e9 preciso falar uma coisa e agir da mesma forma. A incoer\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es de qualquer crist\u00e3o, passa a ser um tiro no p\u00e9;<\/p>\n<p><strong>7\u00aa \u0096\u00a0<\/strong>Saiba que voc\u00ea faz parte de um grupo de catequistas e n\u00e3o \u00e9 um ser isolado no mundo. Por isso, se esforce para participar das reuni\u00f5es propostas pela equipe da sua catequese. Procure se atualizar dos assuntos discutidos e analisados nestas reuni\u00f5es. Esta vis\u00e3o comunit\u00e1ria \u00e9 essencial na catequese. Catequista que aceita a mudar catequese e acha que o seu trabalho \u00e9 apenas com os encontros, est\u00e1 fora de uma realidade de viv\u00eancia em grupo;<\/p>\n<p><strong>8\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0Frequente a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuni\u00f5es e retiros de catequese e cobramos que os jovens e os pais n\u00e3o frequentam as celebra\u00e7\u00f5es no final de semana. O pior \u00e9 que muitos catequistas tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 missa. Como exigir alguma coisa se n\u00e3o damos o exemplo?<\/p>\n<p><strong>9\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso n\u00e3o significa ser flex\u00edvel demais. Tenha regras de conduta, acompanhe a frequ\u00eancia de cada um de seus jovens, deixe claro que voc\u00ea possui comando. Fale alto, tenha postura corporal nos encontros, chegue no hor\u00e1rio marcado, avise com anteced\u00eancia quando precisar se ausentar, mantenha contato com os pais pelo menos uma vez por m\u00eas. Voc\u00ea \u00e9 o catequista e, atrav\u00e9s de voc\u00ea, o reino de Deus est\u00e1 sendo divulgado. Por isso, voc\u00ea precisa n\u00e3o apenas \u0093aparentar\u0094, mas ser catequista por inteiro;<\/p>\n<p><strong>10\u00aa \u0096<\/strong>\u00a0Seja humilde para aprender. Troque id\u00e9ias com os seus colegas catequistas. Pe\u00e7a ajuda se for necess\u00e1rio. Ou\u00e7a as sugest\u00f5es e nunca pense que voc\u00ea \u00e9 o melhor catequista do mundo. N\u00e3o privilegie ningu\u00e9m e trate todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas m\u00e3os de Deus. \u00c9 Ele quem opera quem nos conduz e, atrav\u00e9s de n\u00f3s, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a sua miss\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<h4>26 de Agosto<\/h4>\n<p class=\"MsoNormal\">O catequista \u00e9 algu\u00e9m que dedica, \u00a0gratuitamente, momentos de sua vida a servi\u00e7o do Evangelho, para que seus catequizandos aprendam a sentar-se na grande mesa da vida como servidor. O servi\u00e7o do catequista \u00e9 um servi\u00e7o feito na gratuidade. Nenhum deles \u00e9 pago para exercer o minist\u00e9rio da catequese. \u00c9 assim que cada catequista coloca em pr\u00e1tica o ensinamento de Jesus, dedicando gratuitamente seu tempo para que crian\u00e7as, adolescentes e adultos possam encontrar o caminho na vida no Evangelho. \u00c9 por isso que hoje, queremos \u0097 e mais que isso \u0097 precisamos ser agradecido a Deus pelos nossos catequistas.\u00a0Agradecemos a Deus, e dizemos nosso \u0093obrigado\u0094 a cada um deles, rezando ao Senhor, para que os recompensem porque na mesa da vida, eles escolheram ser servidores do Evangelho que oferece a vida em bund\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"caption\">E a voc\u00ea, Catequista, que a experi\u00eancia do encontro com Jesus Cristo seja a for\u00e7a motivadora capaz de lhe trazer o encantamento por esse fascinante caminho de discipulado, cheio de desafios que o fazem crescer e acabam gerando profundas alegrias.\u00a0Catequista, nesse dia acolha\u00a0 o abra\u00e7o de\u00a0 gratid\u00e3o das pessoas, vidas agradecidas, pela sua presen\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9 de crian\u00e7as, adolescentes, jovens e adultos.<\/p>\n<h4>26 de Agosto<\/h4>\n<h4>CATEQUISTA: PESSOA E VOCA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p><strong>1. O ser do catequista: seu rosto humano.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antes de ser crist\u00e3o, o catequista \u00e9 pessoa humana, que vive a cada dia tentando responder uma intrigante pergunta existencial:<\/strong>\u0093Quem sou eu?\u0094.<\/p>\n<p>Esta \u00e2nsia por descobrir a ess\u00eancia de n\u00f3s mesmos faz parte da condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Somos pessoas humanas. Somos a plenitude da vida, somos a plenitude da cria\u00e7\u00e3o que saiu das engenhosas m\u00e3os do Divino Arquiteto do universo.<\/p>\n<p>Somos criaturas amadas por Deus, merecemos o respeito incondicional e a estima das outras pessoas e de n\u00f3s mesmos. O catequista tem um rosto humano que lhe \u00e9 peculiar.<\/p>\n<p>Cada um \u00e9 um ser \u00fanico, indispens\u00e1vel, singular. Isso faz a diferen\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Din\u00e2mica em grupo:<\/strong>\u00a0Numa pequena roda, vamos fazer a experi\u00eancia de dizer ao grupo o pr\u00f3prio nome e a hist\u00f3ria que est\u00e1 por detr\u00e1s de cada nome.<\/p>\n<p><strong>Antes de ser um ministro na vida da comunidade crist\u00e3, o catequista necessita desenvolver plenamente a voca\u00e7\u00e3o primeira a que foi chamado:<\/strong>\u00a0ser gente feliz. E esta \u00e9 uma obra \u00e0 qual deve se dedicar toda a vida.<\/p>\n<p><strong>Um catequista mal resolvido dificilmente ajudar\u00e1 seus catequizandos a crescer na maturidade da f\u00e9. Como reza o princ\u00edpio:<\/strong>\u00a0\u0093a gra\u00e7a sup\u00f5e a natureza\u0094.<\/p>\n<p>O catequista s\u00f3 se realiza se estiver bem consigo mesmo, com os outros e com Deus.<\/p>\n<p><strong>Alguns aspectos s\u00e3o essenciais \u00e0 vida humana:\u00a0<\/strong>a vida familiar, profissional, social e sua caminhada de f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Vale ressaltar algumas qualidades indispens\u00e1veis ao catequista:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a) Ter amor \u00e0 vida:<\/strong>\u00a0Parece algo muito simples e \u00f3bvio, mas \u00e9 uma caracter\u00edstica marcante para o catequista. Ainda que encontre obst\u00e1culos na caminhada, o catequista deve vislumbrar a vida com otimismo e alegria: ver o mundo com os \u0093olhos de Deus\u0094. Quem n\u00e3o \u00e9 capaz de vibrar com sua exist\u00eancia, com seu corpo e suas mais diversas dimens\u00f5es como a espiritualidade, afetividade, a intelig\u00eancia, as aptid\u00f5es que possui, n\u00e3o ver\u00e1 beleza em nada. Estragar\u00e1 a sua vida ao pessimismo, ao des\u00e2nimo, aos medos e \u00e0s inseguran\u00e7as, contagiando negativamente os que o cercam.<\/p>\n<p><strong>b) Cultivar uma espiritualidade crist\u00e3:<\/strong>\u00a0o catequista \u00e9 algu\u00e9m que deixa o Esp\u00edrito habitar em sua vida. Ter espiritualidade significa estar sempre aberto \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito que age em n\u00f3s. Contudo n\u00e3o se pode confundir espiritualidade com momentos de ora\u00e7\u00e3o. Isso seria restringir a espiritualidade. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o respiro do cora\u00e7\u00e3o, mas a espiritualidade abra\u00e7a a vida toda, em todas as suas dimens\u00f5es. O catequista deve ter espiritualidade crist\u00e3 no sentido de deixar o mesmo Esp\u00edrito que guiou Jesus, tamb\u00e9m orientar e moldar a sua vida. Sua espiritualidade deve ser alimentada tamb\u00e9m pela Palavra de Deus, centro de tua a sua a\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>c) Saber relacionar-se:<\/strong>\u00a0O catequista tamb\u00e9m \u00e9 um ministro do relacionamento humano, seu minist\u00e9rio deve ser ponto de abertura, encontro e conviv\u00eancia com os demais. Deus n\u00e3o nos fez solit\u00e1rios, mas solid\u00e1rios, isto significa que ningu\u00e9m d\u00e1 conta de ser feliz sozinho, isolado e fechado em si mesmo. O modo como o catequista se relaciona com os outros pode evangelizar ou at\u00e9 afastar as pessoas do caminho da f\u00e9. H\u00e1 pessoas que n\u00e3o percebem que o ego\u00edsmo, o orgulho, a vaidade e o autoritarismo acabam afast\u00e1-los dos outros, tornando sua vida amarga e pesada demais. Catequista \u00e9 algu\u00e9m que prima pela conviv\u00eancia fraterna. \u00c9 algu\u00e9m que se sente bem em conviver em grupo, fazendo da comunidade, a sua segunda casa.<\/p>\n<p><strong>d) Um servidor integrado \u00e0 comunidade:\u00a0<\/strong>a catequese \u00e9 um minist\u00e9rio eclesial, por isso, o catequista foi chamado por Deus para servir uma comunidade. Seu minist\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 poder ou status na comunidade, mas servi\u00e7o \u00e0 todos. O Catequista que n\u00e3o vive em comunh\u00e3o com a comunidade e com esp\u00edrito de servi\u00e7o trai a sua voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>e) Equil\u00edbrio Psicol\u00f3gico:<\/strong>\u00a0Isso \u00e9 fundamental para a viv\u00eancia do minist\u00e9rio catequ\u00e9tico. Problemas todos t\u00eam, no entanto, \u00e9 preciso saber lidar com eles de modo maduro, sem deixar que eles nos roubem a paz e causem danos \u00e0s outras pessoas. Lutar contra as car\u00eancias, equilibrar as emo\u00e7\u00f5es, ter \u0093jogo de cintura\u0094 para lidar com situa\u00e7\u00f5es delicadas \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>f) Esp\u00edrito de Lideran\u00e7a:<\/strong>\u00a0Ningu\u00e9m nasce catequista, mas aprende-se a ser catequista por meio do esfor\u00e7o pessoal, da forma\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 oferecida e pela conscientiza\u00e7\u00e3o do seu papel enquanto l\u00edder de um pequeno grupo. Catequista sem esp\u00edrito de lideran\u00e7a corre o risco de n\u00e3o dar conta de seus compromissos. Ser l\u00edder n\u00e3o quer dizer fazer tudo, ou impor sua vontade sobre os demais. Liderar implica ter iniciativas, discernimento, saber encaminhar as atividades com bom senso, acompanhando o ritmo de cada um. Um bom l\u00edder dialoga, ouve, trabalha em equipe e nunca toma decis\u00f5es sozinho. Ceder, \u00e0s vezes, \u00e9 necess\u00e1rio e bastante fecundo, quando em vista de um bem maior e de um bem comum.<\/p>\n<p><strong>g) Cora\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulo:\u00a0<\/strong>o catequista necessita ter sempre um cora\u00e7\u00e3o d\u00f3cil e dispon\u00edvel para buscar a forma\u00e7\u00e3o permanente. Deve ter olhos cr\u00edticos diante dos acontecimentos e fatos do dia-a-dia, mas um cora\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulo para buscar sempre ouvir a voz do Mestre. Sem a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, o catequista se perde no caminho, deixando de lado as exig\u00eancias inerentes ao discipulado. O disc\u00edpulo deve se assemelhar aos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, que tinham um cora\u00e7\u00e3o ardente e desejoso de ouvir a explica\u00e7\u00e3o das Escrituras, relendo a vida a partir da Escritura.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para cochichar dois a dois: Quais outras qualidades s\u00e3o indispens\u00e1veis para ser catequista hoje? Olhando para os evangelhos, quais atitudes presentes em Jesus s\u00e3o necess\u00e1rias ao catequista?<\/strong><\/p>\n<h4>2. O ser do catequista: seu rosto crist\u00e3o.<\/h4>\n<p>\u0093Neste encontro com Cristo, queremos expressar a alegria de sermos disc\u00edpulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho. Ser crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma carga, mas um dom\u0094 (DA, n. 28).<\/p>\n<p>No dia-a-dia quando nasce uma crian\u00e7a, as pessoas correm para v\u00ea-la e logo come\u00e7am as especula\u00e7\u00f5es: \u0093parece mais com o pai ou com a m\u00e3e?\u0094. A partir da\u00ed come\u00e7am as constata\u00e7\u00f5es: \u0093o formato da boquinha e do narizinho \u00e9 da m\u00e3e\u0094, os olhinhos puxados s\u00e3o do pai\u0094, \u0093o rostinho e da vov\u00f3 e o temperamento \u00e9 do pai\u0094, etc&#8230;<\/p>\n<p>O catequista tem um rosto crist\u00e3o, isto quer dizer, ele possui a fisionomia de Deus. Segundo o G\u00eanesis, fomos criados \u0093\u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus\u0094 (cf. Gn 1,26s). Al\u00e9m de uma fisionomia humana, o catequista tamb\u00e9m possui uma fisionomia crist\u00e3. Mas n\u00e3o vamos pensar matematicamente que o catequista tenha duas caras. O rosto humano do catequista \u00e9 tamb\u00e9m crist\u00e3o, ou seja, ele \u00e9 gente, pessoa humana, mas tamb\u00e9m \u00e9 filho de Deus, vocacionado \u00e0 felicidade, ao amor e \u00e0 comunh\u00e3o com toda a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este projeto t\u00e3o bonito de harmonia e de felicidade foi pintado no livro do G\u00eanesis. Precisamos descobrir ali o sentido para a nossa vida e a alegria de ser filho (a) de Deus. Contudo o fato de ser crist\u00e3o n\u00e3o quer dizer que tudo esteja pronto. H\u00e1 um longo caminho a percorrer e para n\u00f3s, crist\u00e3os, esta corrida se inicia no Batismo. Todos fomos criados \u00e0 imagem de Deus para ser a sua semelhan\u00e7a: \u0093Mas todos n\u00f3s temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a gl\u00f3ria do Senhor e nos vemos transformados nesta mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito do Senhor\u0094 (2 Cor 3, 18).<\/p>\n<h4>3. A voca\u00e7\u00e3o de ser catequista<\/h4>\n<p>\u0093Ser catequista \u00e9 viver uma voca\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica dentro da Igreja. Ela \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o batismal. Pelo Batismo, todo crist\u00e3o \u00e9 mergulhado em Jesus Cristo, participante de sua miss\u00e3o prof\u00e9tica: proclamar o Reino de Deus. Pela Crisma, o catequista \u00e9 enviado para assumir sua miss\u00e3o de dar testemunho da Palavra com for\u00e7a e coragem\u0094. Doc. 59 (Estudos da CNBB), n. 44<\/p>\n<p>Ser catequista \u00e9 um chamado de Deus. Deus chama por meio de acontecimentos e pessoas. Seu chamado geralmente se faz atrav\u00e9s de uma media\u00e7\u00e3o. N\u00e3o ouvimos a voz de Deus diretamente, nem O vemos. Deus se comunica conosco atrav\u00e9s de \u0094sinais\u0094 ou media\u00e7\u00f5es. Pode ser uma pessoa, uma leitura, o contato com a realidade humana ou um acontecimento. Seu chamado faz um forte apelo ao engajamento, a\u00e7\u00e3o e ao compromisso com a Igreja.<\/p>\n<p>A palavra voca\u00e7\u00e3o significa a\u00e7\u00e3o de chamar. Sup\u00f5e o encontro de duas liberdades: a absoluta de Deus, que chama, e a liberdade humana, que responde a esse chamado. Qualquer pessoa pode chamar outra para dizer algo. Mas, quando usamos a palavra voca\u00e7\u00e3o\u0094, estamos falando de um chamado especial de Deus e, de outro lado, uma resposta livre, pessoal e consciente do vocacionado. Voca\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que atinge decisivamente a exist\u00eancia de uma pessoa. Perceber atrav\u00e9s dos acontecimentos da hist\u00f3ria, assumir e viver fielmente a voca\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho para os que desejam realizar a vontade de Deus, antes mesmo que a sua pr\u00f3pria vontade.<\/p>\n<p>A voca\u00e7\u00e3o \u00e9 iniciativa de Deus que nos convoca para uma miss\u00e3o e \u00e9 tamb\u00e9m resposta convicta que damos a Ele, colocando-nos \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. O catequista algu\u00e9m que, com ra\u00edzes na f\u00e9, na ora\u00e7\u00e3o e na vida do povo, percebe a urg\u00eancia de emprestar seu cora\u00e7\u00e3o, sua voz, todo o seu ser a Deus e torna-se instrumento do seu amor e da sua bondade para uma comunidade. \u00c9 a pessoa que continua o caminho aberto por tantos profetas, ap\u00f3stolos, disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus que deram a vida pela causa do Evangelho.<\/p>\n<p><strong>Para partilhar: Como senti o chamado de Deus para ser catequista? Quais os meios (media\u00e7\u00f5es) que Deus se utilizou para me chamar?<\/strong><\/p>\n<p>A voca\u00e7\u00e3o do catequista \u00e9, antes de tudo, prof\u00e9tica. Como um verdadeiro proclamador da Palavra, o catequista \u00e9 chamado a ser a antena de Deus no meio do seu povo, captando os sinais de vida e de morte e apresentando sempre a pessoa de Cristo como refer\u00eancia e caminho seguro. Ser catequista-profeta exige firmeza, coragem para apontar tudo aquilo que contraria a vontade de Deus; requer testemunho que fala mais do que as pr\u00f3prias palavras. \u00c9 sondando a vida de seu povo que o catequista descobre os apelos que Deus lhe faz e se sente verdadeiramente chamado por Ele e pelas pessoas que dele precisam.<\/p>\n<p>Uma voca\u00e7\u00e3o s\u00f3 se mant\u00e9m numa aut\u00eantica espiritualidade. Sem intimidade com Deus e capacidade de acolher a sua vontade, tantas vezes misturada \u00e0 dura realidade da vida, nenhuma voca\u00e7\u00e3o amadurece, nenhum catequista d\u00e1 conta de sua miss\u00e3o. Por isso mesmo, a vida de ora\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para sustentar o minist\u00e9rio do catequista. E n\u00e3o somente a ora\u00e7\u00e3o particular, mas a participa\u00e7\u00e3o na comunidade que reza e celebra sua f\u00e9, a medita\u00e7\u00e3o constante da B\u00edblia e a experi\u00eancia de Deus que se faz, de modo especial, no amor aos mais pobres e necessitados.<\/p>\n<p>A descoberta e viv\u00eancia da voca\u00e7\u00e3o do catequista se d\u00e3o na Igreja, na vida em comunidade. Toda miss\u00e3o catequ\u00e9tica dever\u00e1 ter a consci\u00eancia de que o catequista \u00e9 Igreja e atua sempre em nome dela. Sendo catequista do povo, exercer\u00e1 sua miss\u00e3o com a sensibilidade de quem conhece bem a realidade do mundo, ouve os clamores de sua gente e \u00e9 capaz de levar sempre uma proposta que encontre eco no cora\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p><strong>O documento Catequese Renovada (CR) j\u00e1 lembrava:<\/strong>\u00a0\u0093integrado na comunidade, conhece sua hist\u00f3ria e suas aspira\u00e7\u00f5es e sabe animar e coordenar a participa\u00e7\u00e3o de todos\u0094 (CR 144); \u0093\u00e9 porta-voz da experi\u00eancia crist\u00e3 de toda a comunidade\u0094 (CR 145). Assim, ele vence qualquer isolamento ou individualismo.<\/p>\n<p>Sua voca\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tanto mais compreendida e vivida com alegria, quanto mais o catequista fizer a experi\u00eancia fraterna no grupo de catequistas e na sua comunidade.<\/p>\n<p>O medo \u00e9 um grande obst\u00e1culo \u00e0 viv\u00eancia de uma voca\u00e7\u00e3o madura. Muitas pessoas deixam de servir a Deus e aos irm\u00e3os, renunciando \u00e0 pr\u00f3pria felicidade, porque t\u00eam medo de fracassar, de n\u00e3o serem compreendidos. \u00c9 preciso crescer na certeza de que a obra \u00e9 de Deus e, se Ele nos convida para o seu servi\u00e7o, tamb\u00e9m nos d\u00e1 as gra\u00e7as necess\u00e1rias para bem realiz\u00e1-lo. O medo e a inseguran\u00e7a n\u00e3o podem ser obst\u00e1culos a uma resposta positiva ao chamado de Deus. O catequista consciente de sua voca\u00e7\u00e3o e da beleza de sua miss\u00e3o, \u00e9 algu\u00e9m que serve a sua comunidade com alegria. Ele sabe que n\u00e3o \u00e9 um funcion\u00e1rio da Igreja, mas volunt\u00e1rio e alegre servidor do Reino que procura fazer tudo com muito amor.<\/p>\n<p>\u00c9 aquele que contagia os outros com seu entusiasmo. Vibra diante dos desafios que encontra, pois sabe que Deus o colocou ali para abrir caminhos, para semear a esperan\u00e7a, para construir a vida.<\/p>\n<p>Vamos recordar algumas pessoas que s\u00e3o est\u00edmulo para a nossa voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o testemunhos de pessoas que, tocadas pelos apelos da vida, pelos acontecimentos da hist\u00f3ria, da sua comunidade e do seu povo responderam corajosamente ao chamado de Deus:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>Abra\u00e3o (Gn 12, 1-9; 15,1-20):\u00a0<\/strong>A voca\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 hist\u00f3ria de cada voca\u00e7\u00e3o: sair de si mesmo para construir um mundo melhor. Deus o chamou para liderar o projeto da forma\u00e7\u00e3o do povo de Deus.<\/p>\n<p><strong>Mois\u00e9s (Ex 3,1-12; 6,2-13):<\/strong>\u00a0Foi chamado para ser animador do povo. Foi chamado especificamente para ser instrumento da liberta\u00e7\u00e3o de Deus para o povo.<\/p>\n<p><strong>Jeremias (Jr 1, 4-10; 15,10-21):\u00a0<\/strong>Jeremias, como os demais profetas s\u00e3o chamados para o an\u00fancio da Palavra e para a den\u00fancia das injusti\u00e7as, dando a pr\u00f3pria vida.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Para aprofundar:\u00a0<\/strong>Tem algum relato de voca\u00e7\u00e3o na B\u00edblia que me chama a aten\u00e7\u00e3o? Vamos procurar mais um exemplo de voca\u00e7\u00e3o que possa iluminar a voca\u00e7\u00e3o do catequista?<\/p>\n<p><strong>Um apoio para a reflex\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093O fruto da evangeliza\u00e7\u00e3o e da catequese \u00e9 fazer disc\u00edpulos, acolher a Palavra, aceitar Deus na pr\u00f3pria vida, como dom da f\u00e9. O seguimento de Jesus Cristo realizase na comunidade fraterna. O discipulado, como aprofundamento do seguimento, implica ren\u00fancia a tudo o que se op\u00f5e ao projeto de Deus\u0094 (DNC 34).<\/p>\n<p class=\"imagem\">&#8220;A Catequese \u00e9 um ato essencialmente eclesial. N\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o particular. A Igreja se edifica a partir da prega\u00e7\u00e3o do evangelho, da catequese, da liturgia, tendo como centro a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia. A catequese \u00e9 um processo formativo, sistem\u00e1tico, progressivo e permanente de educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Promove a inicia\u00e7\u00e3o vida comunit\u00e1ria, \u00e0 liturgia e ao compromisso pessoal com o Evangelho. Mas prossegue pela vida inteira, aprofundando essa op\u00e7\u00e3o e fazendo crescer no conhecimento, na participa\u00e7\u00e3o e na a\u00e7\u00e3o\u0094 (DNC 233).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093Conhecer a Jesus Cristo pela f\u00e9 \u00e9 nossa alegria; segui-lo \u00e9 uma gra\u00e7a, e transmitir este tesouro aos demais \u00e9 uma tarefa eu o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher\u0094 (DA 18).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093Aos catequistas, delegados da Palavra e animadores de comunidades que cumprem uma magn\u00edfica tarefa dentro da Igreja, reconhecemos e animamos a continuarem o compromisso que adquiriram no batismo e na confirma\u00e7\u00e3o\u0094 (DA 211).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093Quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual da catequese, \u00e9 evidente que tem havido um progresso. Tem crescido o tempo que se dedica \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o para os sacramentos. Tem-se tomado maior consci\u00eancia de sua necessidade tanto nas fam\u00edlias como entre os pastores. Compreende-se que ela \u00e9 imprescind\u00edvel em toda forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Tem-se constitu\u00eddo ordinariamente comiss\u00f5es diocesanas e paroquiais de catequese. \u00c9 admir\u00e1vel o grande n\u00famero de pessoas que se sentem chamadas a se fazer catequistas, com grande entrega. A elas, esta Assembl\u00e9ia manifesta um sincero reconhecimento\u0094 (DA 295).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093A catequese n\u00e3o deve ser s\u00f3 ocasional, reduzida a momentos pr\u00e9vios aos sacramentos ou \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, mas sim \u0093um itiner\u00e1rio catequ\u00e9tico permanente\u0094 (DA 298).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093O encontro com o Ressuscitado transforma o medo em coragem; a fuga em empolga\u00e7\u00e3o; o retorno em nova iniciativa; o ego\u00edsmo em partilha e compromisso at\u00e9 a entrega da vida\u0094 (Texto Base do Ano Catequ\u00e9tico, n. 3).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093A catequese, come\u00e7ando pela inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e chegando a constituir-se em um processo de forma\u00e7\u00e3o permanente, \u00e9 caminho de encontro pessoal e comunit\u00e1rio com Jesus Cristo, que \u00e9 capaz de mudar nossa vida, levar ao engajamento na comunidade eclesial e ao compromisso mission\u00e1rio. Quem se encontra com ele, p\u00f5ese a caminho em dire\u00e7\u00e3o aos irm\u00e3os, \u00e0 comunidade e \u00e0 miss\u00e3o. (Texto Base do Ano Catequ\u00e9tico, n. 6).<\/p>\n<h4>O Minist\u00e9rio da Catequese<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong>\u0093Como bons administradores da multiforme gra\u00e7a de Deus, cada um coloque \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos outros o dom que recebeu\u0094 (1Pd 4,10).<\/strong><\/p>\n<p>A palavra minist\u00e9rio tem um amplo significado. Ela condensa toda a a\u00e7\u00e3o de Jesus que veio servir a humanidade e inaugurar o Reino, concretizando a vontade divina de que \u0093todos tenham vida e vida em abund\u00e2ncia\u0094 (Jo 10,10). Da miss\u00e3o de Jesus, \u0093pro-segue\u0094 a Igreja, chamada a servir o mundo e proclamar a liberta\u00e7\u00e3o e a salva\u00e7\u00e3o para todos. Minist\u00e9rio \u00e9 \u0093um carisma em forma de servi\u00e7o reconhecido pela Igreja\u0094 (Bruno Forte).<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio \u00e9 um compromisso dado pela Igreja aos fi\u00e9is que desejam servir com responsabilidade a miss\u00e3o que lhes \u00e9 confiada. A Igreja reconhece que, no conjunto de minist\u00e9rios e servi\u00e7os com os quais ela realiza a sua miss\u00e3o evangelizadora, ocupa lugar destacado o minist\u00e9rio da catequese\u0094 (DNC 39).<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio da catequese nasce e cresce dentro de uma comunidade eclesial e da necessidade de preparar os crist\u00e3os para dar uma resposta de qualidade ao seguimento de Jesus.<\/p>\n<p><strong>Paulo catequista e servidor da Igreja aconselha:<\/strong>\u00a0\u0093Temos, por\u00e9m, dons diferentes segundo a gra\u00e7a que nos foi dada, seja a profecia, de acordo com a f\u00e9, seja o minist\u00e9rio, para servir. Se for o dom de ensinar, que ensine; se for o dom de exortar, que exorte. Se o de distribuir esmolas, fa\u00e7a-o com simplicidade. Se o de presidir, presida com zelo.<\/p>\n<p>Se o de exercer miseric\u00f3rdia, que o fa\u00e7a com alegria\u0094 (Rm 12,6-8). O minist\u00e9rio do catequista ocupa uma importante miss\u00e3o dentro da Igreja, na obra da evangeliza\u00e7\u00e3o, onde se diferencia dos outros minist\u00e9rios, pois o catequista \u00e9 um educador da f\u00e9, que utiliza a pedagogia do mestre de Nazar\u00e9, respeitando o tempo, a idade e a capacidade de cada catequizando. A miss\u00e3o catequ\u00e9tica \u00e9 exercida em nome da Igreja, o que significa que o catequista deve orientar n\u00e3o a seu bel prazer, mas de acordo com as orienta\u00e7\u00f5es da Igreja. Quem fala em nome da Igreja deve tamb\u00e9m ser reconhecido por ela.<\/p>\n<p><strong>O papa Jo\u00e3o Paulo II, dizia:<\/strong>\u00a0\u0093Mesmo com a multiplica\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os eclesiais e extra-eclesiais, o minist\u00e9rio dos catequistas permanece ainda necess\u00e1rio e tem caracter\u00edsticas peculiares: os catequistas s\u00e3o agentes especializados, testemunhas diretas, evangelizadores insubstitu\u00edveis, que representam a for\u00e7a basilar das comunidades crist\u00e3s\u0094 (RM 73). A catequese \u00e9 uma dimens\u00e3o que deve estar presente em todos os campos da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja. Ela tamb\u00e9m \u00e9 itiner\u00e1rio e processo de educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Deus chama seus filhos e filhas para exercerem o m\u00fanus (servi\u00e7o) prof\u00e9tico, sacerdotal e real a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o do Reino.<\/p>\n<p>O term\u00f4metro de uma comunidade est\u00e1 na dedica\u00e7\u00e3o m\u00e1xima ao servi\u00e7o catequ\u00e9tico, no zelo pela forma\u00e7\u00e3o de qualidade dos seus catequistas, pois na realidade cultural, social e hist\u00f3rica em que vivemos, necessitamos de crist\u00e3os qualificados para transmitir a mensagem crist\u00e3, na forma\u00e7\u00e3o de novos seguidores de Jesus, que sejam capazes de dar a vida pelo Evangelho.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o que diz o Diret\u00f3rio Nacional de Catequese:\u00a0<\/strong>\u0093A catequese consolida a vida da comunidade. Por isso, a Igreja \u00e9 convidada a consagrar \u00e0 catequese os seus melhores recursos de pessoal e energias, sem poupar esfor\u00e7os, trabalhos e meios materiais, a fim de a organizar melhor e de formar, para a mesma, pessoas qualificadas\u0094 (DNC 235).<\/p>\n<p><strong>Hoje h\u00e1 uma forma de reconhecimento e compromisso mais oficial com a institui\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio do catequista, n\u00e3o s\u00f3 como minist\u00e9rio reconhecido, mas institu\u00eddo:<\/strong>\u00a0Aos catequistas reconhecidamente eficientes como educadores da f\u00e9 de adultos, jovens e crian\u00e7as, e dispostos a se dedicarem por um tempo razo\u00e1vel \u00e0 atividade catequ\u00e9tica na comunidade pode ser conferido oficialmente o minist\u00e9rio da catequese\u0094 (DNC 245).<\/p>\n<p>Contudo isso n\u00e3o quer de forma alguma trazer uma conota\u00e7\u00e3o de poder e status.<\/p>\n<p><strong>Como o pr\u00f3prio Senhor alertou seus disc\u00edpulos:<\/strong>\u00a0&#8220;V\u00f3s sabeis que os chefes das na\u00e7\u00f5es as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre v\u00f3s, n\u00e3o deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja escravo de todos. Porque o Filho do Homem n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos&#8221; (Mc 10, 42-45). Aquele que n\u00e3o recebeu oficialmente o minist\u00e9rio tamb\u00e9m continua sendo ministro da Palavra e da Catequese, porque \u00e9 um servidor da comunidade.<\/p>\n<p><strong>Pois seu mandato continua brotando do testamento espiritual do Senhor na \u00faltima ceia:<\/strong>\u00a0\u0093Dei-vos o exemplo para que fa\u00e7ais o mesmo que eu vos fiz. (&#8230;) Nisto todos reconhecer\u00e3o que sois meus disc\u00edpulos se vos amardes uns aos outros\u0094 (Jo 13,15.35). H\u00e1 quem diga que o minist\u00e9rio da catequese foi institu\u00eddo para acabar com a problem\u00e1tica da rotatividade dos catequistas. Ser\u00e1 que isso ser\u00e1 suficiente para sanar essa lacuna? Outros problemas tamb\u00e9m emergem e desafiam a catequese na vida da Igreja.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o que veremos a seguir.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Proposta de atividade em grupo:<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Re-inventar a catequese com o entusiasmo de quem descobriu o tesouro e quer ser um disc\u00edpulo apaixonado pelo Reino.<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho segundo Mateus (Mt 13,44-46):<\/strong><\/p>\n<p>O Reino dos C\u00e9us \u00e9 como um tesouro escondido num campo. Algu\u00e9m o encontra, deixa-o l\u00e1 bem escondido e, cheio de alegria, vai vender todos os seus bens e compra aquele campo.<\/p>\n<p>O Reino dos C\u00e9us \u00e9 tamb\u00e9m como um negociante que procura p\u00e9rolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, ele vai vende todos os bens e compra aquela p\u00e9rola.<\/p>\n<p><strong>Para refletir:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093H\u00e1 uma hist\u00f3ria de um homem que corre ao encontro de um monge que est\u00e1 passando pela aldeia: \u0091D\u00ea-me a pedra, a pedra preciosa!\u0092 O monge diz: \u0091De que pedra voc\u00ea est\u00e1 falando?\u0092 O homem: \u0091Ontem \u00e0 noite, Deus me apareceu em sonho e disse: Um monge estar\u00e1 passando pela aldeia ao meio-dia de amanh\u00e3, e se ele lhe der uma pedra que leva consigo, voc\u00ea ser\u00e1 o homem mais rico do pa\u00eds. Ent\u00e3o, d\u00ea-me a pedra!\u0092 O monge remexeu no saco e tirou um diamante. O maior diamante do mundo, do tamanho da cabe\u00e7a de um homem! E disse: \u0091\u00c9 essa pedra que voc\u00ea quer? Eu a encontrei na floresta. Tome-a\u0092 O homem agarrou a pedra e saiu correndo para casa. Mas n\u00e3o p\u00f4de dormir aquela noite. Na manh\u00e3 seguinte, muito cedo, foi onde o monge estava dormindo, debaixo de uma \u00e1rvore, acordou-o e disse: Aqui est\u00e1 o seu diamante de volta. Quero a riqueza que o torna capaz de jogar a riqueza fora\u0092. Isso \u00e9 o que temos de descobrir se quisermos achar a alegria\u0094 (Anthony de Mello).<\/p>\n<p><strong>Partilhar em grupo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>1.\u00a0<\/strong>Qual \u00e9 o seu verdadeiro tesouro, sua alegria?<\/p>\n<p><strong>2.\u00a0<\/strong>A partir das par\u00e1bolas, o que \u00e9 catequizar? Nossos encontros, nosso minist\u00e9rio e nossa vida revelam que somos pessoas que encontraram a verdadeira alegria?<\/p>\n<p><strong>3.\u00a0<\/strong>Qual a maior riqueza da catequese? O que fazer para ajudar catequista e catequizando a encontrar a verdadeira alegria?<\/p>\n<p><strong>4<\/strong>. Uma frase que sintetize a id\u00e9ia do grupo sobre esse texto.<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><strong>\u0093O segredo da vida n\u00e3o \u00e9 correr atr\u00e1s das borboletas. Mas cuidar do jardim, de modo que elas venham at\u00e9 voc\u00ea\u0094<\/strong><\/p>\n<p><strong>M\u00e1rio Quintana<\/strong><\/p>\n<h4>2. Desafios para o minist\u00e9rio do Catequista<\/h4>\n<p class=\"imagem\">\u0093Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era servi\u00e7o; servi e vi que o servi\u00e7o era alegria\u0094 (R. Tagore).<\/p>\n<p>Um dos maiores problemas enfrentados pela catequese hoje \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o permanente. Muitos n\u00e3o participam ativamente, inserindo-se na comunidade e em comunh\u00e3o com a Igreja que conferiu o mandato de catequista. A consequ\u00eancia da falta de compromisso com a forma\u00e7\u00e3o continuada ser\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os desvinculados da vida e da comunidade, para uma pr\u00e1tica descompromissada e individualista.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da problem\u00e1tica da forma\u00e7\u00e3o, encontramos diversas realidades que a catequese se depara:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Crian\u00e7as e jovens que encontraram na fam\u00edlia um ambiente prop\u00edcio para a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e outras n\u00e3o.<\/p>\n<p>Catequizandos que foram iniciados aos sacramentos, mas n\u00e3o foram devidamente iniciados \u00e0 vida comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Diversidade quanto \u00e0 realidade vivida pelos catequizandos.<\/p>\n<p>Fam\u00edlias em situa\u00e7\u00f5es irregulares diante das leis da Igreja.<\/p>\n<p>Pessoas cada vez mais sedentas de Deus e de um caminho de f\u00e9.<\/p>\n<p>Pluralidade de religi\u00f5es e seitas numa sociedade cada vez mais global e excludente.<\/p>\n<p>Grande rotatividade de catequistas.<\/p>\n<p>Faltam catequistas preparados para o minist\u00e9rio na Igreja.<\/p>\n<p>Falta de um maior conhecimento b\u00edblico e teol\u00f3gico.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 muito comum ouvir nas ruas que as pessoas n\u00e3o querem compromisso. Mas isto vira filme de terror, quando ouvimos da boca de um catequista: \u0093se for pra exigir algo mais s\u00e9rio eu desisto de ser catequista!\u0094. Se for um trabalho que exige tempo, disponibilidade e perseveran\u00e7a as pessoas e at\u00e9 os catequistas tentam dar um jeitinho para sa\u00edrem de fininho. N\u00e3o querem, n\u00e3o gostam, n\u00e3o se sentem autenticamente motivados.<\/p>\n<p>Numa conversa bastante franca pode-se dizer que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a catequese que empenha sacrif\u00edcio, capacidade para aprender e uma boa dose de motiva\u00e7\u00e3o. Tudo na vida requer isso, inclusive o trabalho e o casamento. Ser\u00e1 que as pessoas est\u00e3o realmente conscientes disso? Muitos fazem suas op\u00e7\u00f5es sem terem consci\u00eancia das consequ\u00eancias de suas escolhas.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas hoje quer optar por uma vida f\u00e1cil, descomprometida e sem muita dor de cabe\u00e7a. Ser\u00e1 que a nossa f\u00e9 crist\u00e3 admite sustentar uma vis\u00e3o dessas? Ser crist\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 de nome, implica em assumir pra valer o mesmo caminho de Jesus, um caminho que d\u00e1 sentido \u00e0 vida, que traz felicidade, mas que tem as suas ren\u00fancias, que requer doa\u00e7\u00e3o, discernimento e coragem. S\u00f3 quem ama verdadeiramente, est\u00e1 disposto a correr todos os riscos para oferecer maior qualidade de vida para os outros.<\/p>\n<p><strong>Isto fez Jesus:\u00a0<\/strong>\u0093Ningu\u00e9m tem maior amor do que aquele que d\u00e1 a vida pelos amigos\u0094 (Jo 15,13). Quem n\u00e3o segue este mesmo caminho, trai a sua f\u00e9 e engana a si pr\u00f3prio num caminho de apar\u00eancias e desventuras.<\/p>\n<p><strong>Em meio aos desafios, as Diretrizes Gerais para a Catequese j\u00e1 apontam para a catequese como uma a\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria na Igreja:\u00a0<\/strong>\u0093a forma\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica \u00e9 prioridade absoluta, e qualquer atividade pastoral que n\u00e3o conte para a sua realiza\u00e7\u00e3o, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade\u0094 (DGC 234).<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio do catequista n\u00e3o pode ser de modo algum uma atividade improvisada, espont\u00e2nea e moment\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>Para responder aos desafios faz-se necess\u00e1rio elencar alguns crit\u00e9rios importantes para ser catequista na Igreja:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Ser jovem (acima de 15 anos) ou adulto, que tenha recebido os sacramentos de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m que tenha passado por uma forma\u00e7\u00e3o inicial para ser catequista.<\/p>\n<p>Uma pessoa bem integrada consigo mesma, equilibrada em sua afetividade e sexualidade.<\/p>\n<p>Seja uma pessoa aberta e dispon\u00edvel para viver a comunh\u00e3o com os demais membros da comunidade que atuam em pastorais, movimentos e minist\u00e9rios na Igreja.<\/p>\n<p>Tenha discernimento e boa conduta, habilidade para corrigir e humildade para servir.<\/p>\n<p>Saiba exercitar a paci\u00eancia, por meio do respeito e da toler\u00e2ncia ao diferente.<\/p>\n<p>Seja uma pessoa alegre, com cora\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulo para aprender e um m\u00edstico para experimentar a presen\u00e7a de Deus pela ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seja membro ativo de sua comunidade, que participa e celebra a sua f\u00e9, testemunha a caridade e a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Seja um pessoa de f\u00e1cil conviv\u00eancia, de bom relacionamento e bonita amizade com os demais catequistas.<\/p>\n<p>Saiba acolher os catequizandos e conviver com a diferen\u00e7a, sem perder sua identidade de pessoa, crist\u00e3o e ministro da Igreja.<\/p>\n<p>Esteja aberto e atento \u00e0 forma\u00e7\u00e3o permanente, para crescer cada dia a mais no discipuladomission\u00e1rio de Jesus.<\/p>\n<p>Tenha grande estima pela catequese, deixando transparecer sua paix\u00e3o pela catequese no an\u00fancio-testemunho da Palavra de Deus.<\/p><\/blockquote>\n<h4>3. O minist\u00e9rio da coordena\u00e7\u00e3o na Catequese<\/h4>\n<p>N\u00e3o tem sentido pensar o minist\u00e9rio se n\u00e3o refletir tamb\u00e9m a necessidade de haver uma coordena\u00e7\u00e3o na catequese. Justamente por contar com in\u00fameros volunt\u00e1rios no servi\u00e7o da catequese, \u00e9 importante que haja um trabalho de coordena\u00e7\u00e3o das atividades e das pessoas envolvidas neste processo, a fim de que todos caminhem em busca de um mesmo objetivo e coloquem seus esfor\u00e7os numa mesma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que sugere a palavra coordenar? Qual seu significado? Coordenar \u00e9:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Exercer a miss\u00e3o de pastor que conduz, orienta e encoraja (cf. Jo 10,10).<\/p>\n<p>Articular pessoas, estruturas e atividades.<\/p>\n<p>Servir, em lugar de dominar.<\/p>\n<p>Buscar os pontos comuns em fun\u00e7\u00e3o da unidade.<\/p>\n<p>Incentivar a participa\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o de todos.<\/p>\n<p>Saber administrar conflitos e tens\u00f5es.<\/p>\n<p>Amar e doar seu tempo com prazer.<\/p>\n<p>Saber trabalhar em equipe.<\/p>\n<p>Abrir espa\u00e7o para o di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Saber dividir tarefas e responsabilidades.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo o Diret\u00f3rio Nacional de Catequese, a coordena\u00e7\u00e3o \u00e9 uma \u0093co-opera\u00e7\u00e3o\u0094, uma a\u00e7\u00e3o em conjunto, de co-responsabilidade conforme os diversos minist\u00e9rios. Jesus \u00e9 a fonte inspiradora na arte de coordenar. Ele n\u00e3o assumiu a miss\u00e3o sozinho. Fez-se cercar de um grupo (&#8230;) Em Jesus, o minist\u00e9rio da coordena\u00e7\u00e3o e anima\u00e7\u00e3o caracteriza-se pelo amor \u00e0s pessoas e pelos v\u00ednculos de caridade e amizade. Ele conquista confian\u00e7a e delega responsabilidades\u0094 (DNC 314).<\/p>\n<p>Todo catequista acaba realizando a miss\u00e3o de ser um l\u00edder, um coordenador entre os seus catequizandos. Contudo queremos apontar para o trabalho de uma equipe de coordena\u00e7\u00e3o de catequese em uma par\u00f3quia ou comunidade. O bom desempenho da catequese depende sempre de uma boa coordena\u00e7\u00e3o. Isto quer dizer que o coordenador n\u00e3o pode caminhar sozinho, decidindo tudo sem contar com a participa\u00e7\u00e3o do seu grupo.<\/p>\n<p><strong>A coordena\u00e7\u00e3o procura integrar todos os participantes do processo catequ\u00e9tico:<\/strong>\u00a0catequistas, pais, catequizando e a comunidade. Esse bom entrosamento \u00e9 importante para que a catequese cres\u00e7a quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, relacionamento humano-afetivo, escuta, di\u00e1logo, espiritualidade, comunh\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quais as qualidades essenciais para a o servi\u00e7o da coordena\u00e7\u00e3o? S\u00e3o elas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Humildade para assumir este minist\u00e9rio como miss\u00e3o que brota da experi\u00eancia de vida crist\u00e3 comunit\u00e1ria (DNC 318).<\/p>\n<p>Gratuidade (N\u00e3o \u00e9 o coordenador que se escolhe, ele \u00e9 escolhido pela comunidade).<\/p>\n<p>Responsabilidade e consci\u00eancia de suas fun\u00e7\u00f5es e atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Vontade de aprender:<\/strong>\u00a0seguindo a metodologia do aprender a fazer fazendo.<\/p>\n<p>Sabedoria para valorizar os que os outros catequistas t\u00eam de especial, suas capacidades, virtudes, dons e carismas.<\/p>\n<p>Capacidade de escutar, animar e contagiar a todos pelo entusiasmo.<\/p>\n<p>Discernimento para tomar decis\u00f5es e criatividade para ter iniciativas.<\/p>\n<p>Capacidade para aprender, buscar treinamentos e forma\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Vejamos tamb\u00e9m as a\u00e7\u00f5es concretas da coordena\u00e7\u00e3o de catequese na par\u00f3quia:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Estar em sintonia com as orienta\u00e7\u00f5es e encaminhamentos da coordena\u00e7\u00e3o diocesana e setorial.<\/p>\n<p>Estar integrada e presente no Conselho Paroquial de Pastoral (CPP).<\/p>\n<p>Promover momentos de estudo, semana catequ\u00e9tica, confraterniza\u00e7\u00e3o, retiros.<\/p>\n<p>Fazer chegar \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o setorial e arquidiocesana decis\u00f5es, problemas, conflitos, reivindica\u00e7\u00f5es e conquistas.<\/p>\n<p>Conhecer a realidade da catequese (crian\u00e7as, adolescentes, jovens, pessoas com defici\u00eancia e adultos).<\/p>\n<p>Planejar a catequese (inscri\u00e7\u00e3o, turmas, temas para forma\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Promover encontros de forma\u00e7\u00e3o com catequistas e partilha das experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Encontros com os pais.<\/p>\n<p>Dinamizar o trabalho catequ\u00e9tico na comunidade paroquial.<\/p>\n<p>Estar em sintonia com os coordenadores das comunidades e o padre respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Abrir espa\u00e7os para planejamento de atividades e avalia\u00e7\u00e3o da caminhada.<\/p>\n<p>Participar dos encontros da coordena\u00e7\u00e3o setorial e arquidiocesana.<\/p>\n<p>Integrar a catequese na caminhada da par\u00f3quia, especialmente com outras pastorais afins (Pastoral Familiar, da Crian\u00e7a, da Juventude, Vocacional, Coroinhas e Ac\u00f3litos, etc).<\/p><\/blockquote>\n<h4>4. A arte de liderar<\/h4>\n<p>A palavra liderar significa, em sua raiz, \u0093ir, viajar, guiar\u0094. Lideran\u00e7a implica sempre num movimento. Os l\u00edderes \u0093v\u00e3o primeiro\u0094, s\u00e3o pioneiros. Iniciam a busca de uma ordem. Aventuram-se em territ\u00f3rio inexplorado e nos guiam em rumo a lugares novos e desconhecidos. O papel do l\u00edder \u00e9 nos conduzir a lugares onde nunca estivemos antes.<\/p>\n<p>Ser l\u00edder n\u00e3o \u00e9 uma heran\u00e7a gen\u00e9tica, nem determina\u00e7\u00e3o do destino. \u00c9 algo que se pode aprender, exercitar e aperfei\u00e7oar pela pr\u00e1tica. Trabalhando com valores, confian\u00e7a e desafios, \u00e9 poss\u00edvel criar oportunidades no contexto do desempenho cotidiano e fazer delas seu campo de treinamento. E, com a pr\u00e1tica poder at\u00e9 transformar a lideran\u00e7a em um novo modelo de vida, como fez Jesus.<\/p>\n<p>Liderar n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, \u00e9 algo que exige muita paci\u00eancia, disciplina, humildade, respeito e compromisso. Desta forma, pode-ser definir lideran\u00e7a como o processo de dirigir e influenciar as atividades relacionadas \u00e0s tarefas da equipe. No in\u00edcio do s\u00e9culo quando se pensava em lideran\u00e7a a primeira coisa que vinha a mente era algo do tipo mandar, exigir, em outras palavras uma lideran\u00e7a autocr\u00e1tica. Em nossos dias mencionada a palavra lideran\u00e7a associamos a uma trabalho singular. Alguns te\u00f3ricos sobre o estudo de lideran\u00e7a procuraram verificar a influ\u00eancia causada por tr\u00eas diferentes estilos de lideran\u00e7a nos resultados de desempenho e no comportamento das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Os autores abordaram tr\u00eas estilos b\u00e1sicos de lideran\u00e7a:\u00a0<\/strong>a autocr\u00e1tica, a liberal e a democr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Lideran\u00e7a autocr\u00e1tica:\u00a0<\/strong>o l\u00edder centraliza totalmente a autoridade e as decis\u00f5es. Os subordinados n\u00e3o t\u00eam nenhuma liberdade de escolha. O l\u00edder autocr\u00e1tico \u00e9 dominador, emite ordens e espera obedi\u00eancia cega dos subordinados. Os que se sujeitam \u00e0 lideran\u00e7a autocr\u00e1tica tendem a apresentar maior volume de trabalho produzido, mas com evidentes sinais de tens\u00e3o, frustra\u00e7\u00e3o e agressividade. O l\u00edder \u00e9 temido pelo grupo, que s\u00f3 trabalha quando ele est\u00e1 presente. A lideran\u00e7a autocr\u00e1tica enfatiza somente o l\u00edder. Este tipo de lideran\u00e7a na vida eclesial \u00e9 desastrosa, porque s\u00f3 traz medos e inseguran\u00e7as. Para a catequese tamb\u00e9m n\u00e3o ajudaria por que essa lideran\u00e7a n\u00e3o gera protagonistas!<\/p>\n<p><strong>Lideran\u00e7a liberal:<\/strong>\u00a0o l\u00edder permite total liberdade para tomada de decis\u00f5es individuais ou grupais, participando delas apenas quando solicitado pelo grupo. O comportamento do l\u00edder \u00e9 sempre \u0093em cima do muro\u0094 e sem firmeza. Os que se sujeitam \u00e0 lideran\u00e7a liberal podem apresentar fortes sinais de individualismo, divis\u00e3o do grupo, competi\u00e7\u00e3o, insatisfa\u00e7\u00e3o, agressividade e pouco respeito ao l\u00edder. O l\u00edder \u00e9 ignorado pelo grupo. A lideran\u00e7a liberal enfatiza somente o grupo. Esse tipo de lideran\u00e7a tamb\u00e9m s\u00f3 tem a prejudicar a caminhada da comunidade. A catequese tamb\u00e9m n\u00e3o funcionaria desse modo.<\/p>\n<p><strong>Lideran\u00e7a democr\u00e1tica:<\/strong>\u00a0o l\u00edder \u00e9 extremamente comunicativo, encoraja a participa\u00e7\u00e3o das pessoas e se preocupa igualmente com o trabalho e com o grupo. O l\u00edder atua como um facilitador para orientar o grupo, ajudando na defini\u00e7\u00e3o dos problemas e nas solu\u00e7\u00f5es, coordenando as atividades e sugerindo id\u00e9ias. Os que se sujeitam \u00e0 lideran\u00e7a democr\u00e1tica apresentam boa quantidade de trabalho e qualidade surpreendentemente melhor, acompanhadas de um clima de satisfa\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o grupal, responsabilidade e comprometimento das pessoas. Esse \u00e9 o tipo de lideran\u00e7a que se espera florescer no ambiente eclesial e catequ\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>James C. Hunter, autor da obra \u0093O Monge e o Executivo\u0094 traz propostas que \u00e9 chamada de lideran\u00e7a servidora, que tem como teoria:<\/strong>\u00a0liderar significa servir. Jesus sempre exercia lideran\u00e7a por meio de autoridade e n\u00e3o de poder, ou seja, as pessoas seguiam Jesus por livre espont\u00e2nea vontade. Quando se usa o poder voc\u00ea obriga as pessoas a fazerem sua vontade, mas quando se usa a autoridade, as pessoas fazem o que quer de boa vontade, por sua influ\u00eancia pessoal.<\/p>\n<p>Outro princ\u00edpio b\u00edblico \u00e9 aprender a servir, que requer do l\u00edder humildade de encarar as mesmas tarefas feitas por seus subordinados. Na pr\u00e1tica, ao serem incorporadas essas atitudes como lideran\u00e7a servidora, partilhar poder e valorizar o desempenho das pessoas na equipe tudo isso leva as pessoas a ter um bom \u00eaxito em tarefas desafiantes. Isso faz toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n<h4>ESPIRITUALIDADE DO CATEQUISTA<\/h4>\n<p><strong>1. O que \u00e9 mesmo Espiritualidade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para aquecer a conversa:\u00a0<\/strong>O que voc\u00ea entende por espiritualidade? Espiritualidade s\u00f3 tem a ver com Igreja e com Deus?<\/p>\n<p>Espiritualidade tem muito a ver com o sentido que damos \u00e0 vida, aos fatos e acontecimentos. A interpreta\u00e7\u00e3o que damos a tudo o que vemos \u00e9 fruto do tipo de espiritualidade que cultivamos.<\/p>\n<p>O modo como encaramos as coisas e a leitura que fazemos da realidade depende do tipo de espiritualidade que cultivamos. Isso significa que a espiritualidade influencia a maneira de enxergar o mundo e as coisas ao nosso redor.<\/p>\n<p>Espiritualidade vem de Esp\u00edrito, ou seja, uma for\u00e7a que envolve todo o ser da pessoa. Assim, espiritualidade \u00e9 justamente o nosso modo de perceber o &#8220;esp\u00edrito&#8221; do que acontece \u00e0 nossa volta. A espiritualidade nos faz entender o que h\u00e1 de transcendente ao nosso redor. Na vida do crist\u00e3o, a espiritualidade \u00e9 a viv\u00eancia da f\u00e9 sob o impulso do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>\u00c9 deixar o Esp\u00edrito Santo motivar, animar, impulsionar a vida pessoal, o relacionamento com os outros, a vida da comunidade, da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito anima, impulsiona, provoca unidade, energia e ardor. \u00c9 o Esp\u00edrito que faz o homem atrav\u00e9s do batismo tornar-se filho de Deus, e deixando-se guiar por Ele, torna-o capaz de entrar em di\u00e1logo, recebendo o convite \u00e0 profiss\u00e3o de f\u00e9. Respondendo ao chamado, o cora\u00e7\u00e3o se encher\u00e1 do seu amor, provocando um estilo de vida.<\/p>\n<p>A espiritualidade faz com que eu deixe o Esp\u00edrito Santo inspirar o meu modo de pensar e animar todo o meu agir. Pela espiritualidade crist\u00e3 assumimos um estilo de vida, um jeito de viver, um modo de estar no mundo. A espiritualidade crist\u00e3 \u00e9 a espiritualidade de Jesus, segundo seu Esp\u00edrito. \u00c9 viver a como ele viveu, fazer o que ele fez, viver o que ele viveu, assumir o seu projeto.<\/p>\n<p>\u00c9 servir aos irm\u00e3os. \u00c9 comprometer-se com o Reino de Deus como Jesus se comprometeu. Somente a for\u00e7a de Deus, o viver segundo o Esp\u00edrito, nos faz sair de n\u00f3s mesmos para nos colocar a servi\u00e7o de uma causa em favor da vida. Sem esse impulso de Deus \u00e9 imposs\u00edvel realizar um servi\u00e7o duradouro e comprometido com o seu Reino.<\/p>\n<p>Sem uma espiritualidade profunda, tudo vai perdendo o seu sentido. O des\u00e2nimo, o comodismo, a tristeza, o abatimento, a omiss\u00e3o v\u00e3o invadindo e tomando conta de nossa vida.<\/p>\n<p>A espiritualidade nos torna din\u00e2micos, firmes na f\u00e9 e perseverantes na miss\u00e3o de seguir Jesus Cristo. Assim, espiritualidade n\u00e3o \u00e9 abstra\u00e7\u00e3o, distanciamento dos fatos, da realidade, mas \u00e9 viver, testemunhar e agir neles segundo o Esp\u00edrito de Deus.<\/p>\n<p>Espiritualidade n\u00e3o \u00e9 uma parte da vida, mas a vida inteira guiada pelo Esp\u00edrito de Deus. Quem deseja viver uma espiritualidade aut\u00eantica n\u00e3o pode ficar parado, fechado \u00e0s mo\u00e7\u00f5es, aos apelos do Esp\u00edrito Santo, n\u00e3o pode fechar-se em si mesma ou nas suas convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito \u00e9 sempre questionador, impulsionador, animador. Espiritualidade crist\u00e3 \u00e9 um estilo de vida que deve ser constru\u00eddo di\u00e1ria e permanentemente, \u00e9 um exerc\u00edcio, um caminho de busca.<\/p>\n<p>\u00c9 um itiner\u00e1rio na busca de Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo, no compromisso de gerar vida e justi\u00e7a para todos. Vale lembrar que n\u00e3o h\u00e1 apenas um tipo de espiritualidade, mas v\u00e1rias espiritualidades.<\/p>\n<p>H\u00e1 a espiritualidade do leigo, do monge, do padre, da religiosa, do franciscano, do redentorista, do budista, do mu\u00e7ulmano, do catequista e assim por diante. E cada um tem uma espiritualidade que lhe \u00e9 pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Espiritualidade n\u00e3o consiste simplesmente na realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios devocionais religiosos, mas num modo de posicionar-se na vida e ver todas as coisas.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 dizia o poeta Exup\u00e9ry, no Pequeno Pr\u00edncipe:<\/strong>\u00a0\u0093s\u00f3 se v\u00ea bem com o cora\u00e7\u00e3o: o essencial \u00e9 invis\u00edvel aos olhos\u0094. Pois bem, a espiritualidade consiste em olhar o mundo com os olhos do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A espiritualidade ajuda o catequista a ter maior intimidade com Deus, a crescer no seguimento de Jesus como seu disc\u00edpulo e a viver com coer\u00eancia seu projeto de vida crist\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Uma compara\u00e7\u00e3o significativa:<\/strong><\/p>\n<p>Poder\u00edamos comparar a espiritualidade \u00e0 raiz de uma \u00e1rvore. Mas n\u00e3o basta uma espiritualidade se n\u00e3o houver uma m\u00edstica pr\u00f3pria. A m\u00edstica \u00e9 a seiva que vem das ra\u00edzes e percorre toda a \u00e1rvore.<\/p>\n<p>A M\u00edstica nos move para a realiza\u00e7\u00e3o do projeto de Deus. Ela d\u00e1 sabor \u00e0 espiritualidade.<\/p>\n<p><strong>O profeta Jeremias percebeu intensamente a m\u00edstica do seu minist\u00e9rio:\u00a0<\/strong>\u0093Tu me seduziste Senhor e eu me deixei seduzir\u0094 (Jr 20,7-13). Ora, na m\u00edstica, quem n\u00e3o se deixa seduzir por Deus acaba sendo seduzido por si mesmo.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 como que a folhagem da \u00e1rvore. \u00c9 ela que faz a \u00e1rvore respirar e se manter sempre viva e verdejante.<\/p>\n<h4>2. Espiritualidade do Seguimento para o Catequista-Disc\u00edpulo Mission\u00e1rio<\/h4>\n<p class=\"imagem\">\u0093Como disc\u00edpulos e mission\u00e1rios de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. (&#8230;) somos portadores de boas novas para a humanidade, n\u00e3o profetas de desventuras\u0094 (DA 30).<\/p>\n<p>A espiritualidade crist\u00e3 rima com miss\u00e3o e seguimento. Deixar-se guiar pelo Esp\u00edrito que animou Jesus em sua miss\u00e3o \u00e9 o prop\u00f3sito para aquele que deseja se colocar no caminho do discipulado-mission\u00e1rio de Jesus.<\/p>\n<p>No ponto de partida da espiritualidade do seguimento se opera um encontro com o Senhor.<\/p>\n<p><strong>Os Evangelhos nos relatam que Jesus chama os disc\u00edpulos:<\/strong>\u00a0\u0093segui-me e eu vos farei pescadores de homens\u0094 (Mc 1,17; Mt 4,19; Jo 1,43). A convoca\u00e7\u00e3o ao discipulado apresenta um car\u00e1ter absoluto e incondicional. N\u00e3o h\u00e1 possibilidade de meios-termos.<\/p>\n<p><strong>A resposta dos disc\u00edpulos \u00e9 imediata:<\/strong>\u00a0\u0093e deixando as redes o seguiram\u0094 (Mc 1,18); \u0093e eles, deixando o pai Zebedeu no barco com os empregados, partiram em seu seguimento\u0094 (Mc 1,20).<\/p>\n<p>Deixar as redes e o pai significa deixar tudo, romper com a vida anterior. \u00c9 romper com a tradi\u00e7\u00e3o e com as seguran\u00e7as do mundo. O disc\u00edpulo renuncia tudo isso para acolher a novidade do chamado que se faz urgente e necess\u00e1rio. O seguimento implica igualmente uma exig\u00eancia de ren\u00fancia de si, o que significa descentrar-se para centrar-se em Jesus (Mc 8,34). Esse \u0093desenraizamento\u0094 para o discipulado significa um \u0093deixar\u0094 em fun\u00e7\u00e3o de receber em dom um mundo novo, uma nova exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A nossa sociedade tem necessidade de testemunhas apaixonadas por Cristo e seu evangelho, que fazem experi\u00eancia de Deus e transmitam com a vida. No mundo secularizado em especial os jovens, eles tem sede de autenticidade, questionando se realmente acreditamos no que anunciamos, e se vivemos o que acreditamos e se anunciamos realmente o que vivemos? Na medida em que \u00e9 ponto de partida para o seguimento, a convers\u00e3o instaura um dinamismo de vida movido pelo Esp\u00edrito, que provoca uma sa\u00edda de si mesmo e uma abertura para Deus e os outros. Junto com a convers\u00e3o vem a sede de viver em sintonia com a proposta evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>A fidelidade ao seguimento de Jesus convoca ao \u00eaxodo e ao compromisso. Aquele que se instala, se acomoda, deixa de ser seguidor de Jesus. O seguimento \u00e9 disponibilidade, capacidade de mudan\u00e7a. O crit\u00e9rio fundamental \u00e9 p\u00f4r-se a caminho com Jesus.<\/p>\n<p>O seguimento, enquanto \u00eaxodo, n\u00e3o significa somente \u0093estar onde est\u00e1 Jesus\u0094, mas trilhar os seus caminhos. O cego Bartimeu que estava sentado \u00e0 beira do caminho, provocado pela presen\u00e7a de Jesus, abandona a condi\u00e7\u00e3o de estabilidade, deixando o que era tudo para ele (sua capa, seu mundo) para caminhar com Jesus (cf. Mc 10,46-52). \u0093N\u00e3o h\u00e1 f\u00e9 onde n\u00e3o h\u00e1 seguimento de Jesus; e n\u00e3o h\u00e1 seguimento de Jesus onde n\u00e3o h\u00e1 movimento\u0094 (Jose Castillo).<\/p>\n<p>A proximidade \u00e9 tra\u00e7o essencial da espiritualidade do disc\u00edpulo. Seguir algu\u00e9m em seu significado mais profundo quer dizer \u0093estar pr\u00f3ximo\u0094, \u0093estar junto\u0094 de quem convoca \u00e0 caminhada. Marcos salienta que Jesus constituiu os seus disc\u00edpulos para que \u0093ficassem com ele, para envi\u00e1-los a pregar\u0094 (Mc 3,13).<\/p>\n<p><strong>Seguir Jesus significa manter uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade com ele:<\/strong>\u00a0\u0093estar com Jesus\u0094.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 a viva experi\u00eancia descrita na par\u00e1bola da videira:<\/strong>\u00a0\u0093permanecei em mim\u0094 (Jo 15,4). A experi\u00eancia da proximidade com o Senhor \u00e9 uma experi\u00eancia de gratuidade.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 semelhante ao namoro:<\/strong>\u00a0quando se ama, h\u00e1 sempre a necessidade de permanecer na presen\u00e7a do amado. O tempo da gratuidade \u00e9 o tempo do calar, do sil\u00eancio e do encontro amoroso com Deus. \u00c9 muito importante cultivar as condi\u00e7\u00f5es para se \u0093estar com o Senhor\u0094, entregar-se a ele no sil\u00eancio e na contempla\u00e7\u00e3o para que o minist\u00e9rio catequ\u00e9tico seja cada vez mais fecundo.<\/p>\n<h4>3. A ora\u00e7\u00e3o: alimento para a espiritualidade<\/h4>\n<p class=\"imagem\">\u0093No suor dos teus dias, usa a ora\u00e7\u00e3o sem mostr\u00e1-la. Na ora\u00e7\u00e3o falas com Deus, no servi\u00e7o Deus te fala\u0094.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o faz parte da espiritualidade. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que espiritualidade. Esta \u00e9 mais do que a ora\u00e7\u00e3o. Podemos fazer ora\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o termos espiritualidade. \u00c9 o caso da ora\u00e7\u00e3o que separa f\u00e9 e vida, que se isola da hist\u00f3ria. Torna-se ora\u00e7\u00e3o descomprometida com a vida, ora\u00e7\u00e3o sem a presen\u00e7a e a abertura verdadeira para Deus.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o para ser parte da espiritualidade deve ser vivida, testemunhada. Ela deve criar uma rela\u00e7\u00e3o amorosa com Deus, uma intimidade. \u00c9 a ora\u00e7\u00e3o que vai alimentar, nutrir e fortalecer a espiritualidade.<\/p>\n<p>Para melhor entendermos, vale lembrar a analogia do amor conjugal que a B\u00edblia tanto usa. A autenticidade dos momentos de especial intimidade do casal humano, como express\u00e3o de amor, depende muito de como eles vivem o ritmo mais comum e permanente da vida a dois.<\/p>\n<p>Beijo de gente que se ama vinte e quatro horas por dia, \u00e9 diferente de quem busca o outro apenas para uma satisfa\u00e7\u00e3o passageira.<\/p>\n<p><strong>Seria muito estranho se o casal dispensasse momentos de maior intimidade com desculpas do tipo:<\/strong>\u00a0N\u00e3o precisa! J\u00e1 moramos juntos na mesma casa.<\/p>\n<p>Estamos cansados de saber que nos queremos bem\u0094&#8230; Ora, que quem entra por este caminho acaba esfriando e esvaziando o relacionamento conjugal. O amor vai definhando por falta de gestos concretos de carinho e reciprocidade.<\/p>\n<p>Assim tamb\u00e9m ocorre com a ora\u00e7\u00e3o. Somente uma vida de ora\u00e7\u00e3o pode dar consist\u00eancia aos momentos espec\u00edficos de intimidade com Deus. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o combust\u00edvel para a din\u00e2mica do encontro permanente com Deus e da leitura da sua presen\u00e7a nas mais diferentes situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Para o te\u00f3logo Marcelo de Barros, a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia integradora:\u00a0<\/strong>\u0093cuidar da ora\u00e7\u00e3o \u00e9 olhar de novo a raiz de nossa vida, de nossas op\u00e7\u00f5es e trabalhos e garantir a sa\u00fade da \u00e1rvore inteira\u0094.<\/p>\n<p>Importante \u00e9 perceber a ora\u00e7\u00e3o como experi\u00eancia de amor. Ela, como diz Santa Teresa de Jesus, \u0093n\u00e3o \u00e9 nada mais do que um \u00edntimo relacionamento de amizade a s\u00f3s com aquele que nos ama\u0094.<\/p>\n<p>O caminho da espiritualidade sup\u00f5e esfor\u00e7o, exerc\u00edcio (ascese), uma certa disciplina, porque a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo instintivo, que nos vem de dentro. Ela exige seu tempo, seu lugar. Se n\u00e3o se imp\u00f5e certa disciplina, a ora\u00e7\u00e3o acaba sendo prejudicada. Da\u00ed a import\u00e2ncia de abrimos espa\u00e7os permanentes na nossa pr\u00e1tica pastoral para esse encontro pessoal e profundamente com Senhor (encontro tamb\u00e9m comunit\u00e1rio). Momento para a pessoa se trabalhar, penetrar na profundidade do mist\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>Temos que nos sentir \u0093seduzidos\u0094 pela profundidade do encontro, e reviver a experi\u00eancia de Jeremias:\u00a0<\/strong>\u0093Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir\u0094 (Jr 20,7.<\/p>\n<h4>4. Espiritualidade e imagens de Deus<\/h4>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber como o nosso jeito de ser, de rezar, de interpretar os fatos est\u00e1 intimamente ligado a imagem de Deus que cultivamos. Sabemos que qualquer id\u00e9ia ou defini\u00e7\u00e3o de Deus ser\u00e1 sempre incompleta, imperfeita, parcial. Por isso temos Jesus, revela\u00e7\u00e3o do Pai. Muitas vezes nossas atitudes deixam de revelar um Deus-Amor e Miseric\u00f3rdia e acabam por imprimir uma imagem de um Deus severo, juiz e castigador. A experi\u00eancia e a imagem que temos de Deus pode influenciar determinantemente a experi\u00eancia e a imagem que nossos catequizandos podem ter de Deus.<\/p>\n<p>Um discernimento constante nos ajudaria a perceber nossas reais motiva\u00e7\u00f5es para a viv\u00eancia de nossa espiritualidade.<\/p>\n<p><strong>Sempre cabe perguntar:<\/strong>\u00a0Isto que estou fazendo ou sentindo, apontam para que tipo de imagem de Deus? Essa imagem \u00e9 a do Deus revelado por Jesus ou \u00e9 o retrato distorcido daquilo que Deus \u00e9 em sua ess\u00eancia?<\/p>\n<p><strong>Vamos comentar: Que imagens de Deus sugerem os quadros abaixo?<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia do Catequista\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/catequ17.jpg\" alt=\"Dia do Catequista\" \/><\/p>\n<p><strong>Espiritualidade \u00e9:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 descobrir a provid\u00eancia divina nas dificuldades di\u00e1rias<\/p>\n<p>Desde a alegria de ter nascido at\u00e9 a respira\u00e7\u00e3o que fa\u00e7o agora<\/p>\n<p>\u00c9 sentir Deus no abra\u00e7o de uma crian\u00e7a<\/p>\n<p>\u00c9 ir dormir morrendo de cansa\u00e7o, mas feliz por ter sentido Deus no servi\u00e7o ao outro<\/p>\n<p>\u00c9 ver notici\u00e1rios de pessoas que fazem algo bom e se alegrar com isso<\/p>\n<p><strong>\u00c9 perguntar:<\/strong>\u00a0Senhor, o que queres que eu fa\u00e7a?<\/p><\/blockquote>\n<h4>5. Dimens\u00f5es da Espiritualidade do Catequista<\/h4>\n<p class=\"imagem\">\u0093Sem uma espiritualidade que acalente e alimente, o nosso trabalho como catequistas torna-se mero ativismo\u0094<\/p>\n<p>H\u00e1 diversas &#8220;espiritualidades&#8221;, muitos dons e servi\u00e7os diferentes, mas um s\u00f3 o Esp\u00edrito Santo que anima tudo e todos. (1Cor 12,4-11). Deste modo, o catequista \u00e9 chamado a descobrir sua miss\u00e3o e espiritualidade espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Conforme a voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o de cada um, acentuam-se aspectos do Evangelho que mais causam inspira\u00e7\u00e3o. Deve ficar claro que s\u00e3o aspectos de uma mesma vida evang\u00e9lica.<\/p>\n<p>Os catequistas se sentem impulsionados pelo Esp\u00edrito Santo para se dedicarem a miss\u00e3o de catequizar, de anunciar a riqueza que nos foi dada na pessoa de Jesus e do reino inaugurado por ele. Como crist\u00e3os comprometidos com a voca\u00e7\u00e3o de anunciador da Boa Nova, o catequista precisa viver intensamente a sua espiritualidade crist\u00e3, fazendo ecoar a Palavra de Deus no cora\u00e7\u00e3o e na vida dos catequizandos.<\/p>\n<p>O catequista deve ser aquele que vive com intensidade cada momento de sua vida, percebendo nele a presen\u00e7a de Deus, &#8220;saboreando&#8221; Deus e vendo os fatos com os olhos de Deus. Faz criar um novo olhar sobre o mundo e a vida. Assim, ajuda seus catequizandos e a comunidade a fazer essa mesma experi\u00eancia, levando-os a querer conhecer sempre mais Jesus Cristo.<\/p>\n<p>\u0093A espiritualidade do catequista deve ser a atitude de quem mergulha dentro dos fatos para descobrir e saborear neles a presen\u00e7a ativa e criativa da Palavra de Deus e, al\u00e9m disso, procura comprometer-se com o processo de transforma\u00e7\u00e3o que esta Palavra est\u00e1 provocando dentro da hist\u00f3ria\u0094.<\/p>\n<p><strong>Entre as diversas caracter\u00edsticas de uma espiritualidade pr\u00f3pria dos catequistas, podemos destacar:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A) A ESPIRITUALIDADE B\u00cdBLICA<\/strong><\/p>\n<p>A B\u00edblia ocupa um lugar muito especial na espiritualidade do catequista. \u00c9 o principal alimento para formar uma espiritualidade aut\u00eantica. Dessa espiritualidade b\u00edblica vai depender a maneira como o catequista orienta seus catequizandos. Quem n\u00e3o tem nenhuma familiaridade com a B\u00edblia dificilmente far\u00e1 uma catequese b\u00edblica.<\/p>\n<p>O primeiro \u0093livro\u0094 que Deus escreveu \u00e9 a pr\u00f3pria vida. A B\u00edblia quer iluminar essa nossa vida, orientar, mostrar o que Deus quer dizer atrav\u00e9s de situa\u00e7\u00f5es e acontecimentos. Por isto, devemos sempre ler a B\u00edblia a partir da nossa realidade concreta e ver qual \u00e9 a luz que a B\u00edblia traz para n\u00f3s e como mostra o caminho para transformar aquilo que n\u00e3o \u00e9 conforme o projeto de Deus. Por isso, precisamos aprender a ler, meditar, rezar e viver a Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Deve despertar nos catequizandos o gosto por essa Palavra. A espiritualidade do catequista \u00e9 alimentada pela capacidade de ouvir o que o Senhor deseja atrav\u00e9s da sua Palavra, pois o seu minist\u00e9rio \u00e9 o da Palavra. Somente falar\u00e1 daquilo que soube escutar do Mestre no exerc\u00edcio da sua miss\u00e3o prof\u00e9tica na comunidade, atualizando-a, tornando-a compreens\u00edvel para seus irm\u00e3os, para suscitar ades\u00e3o \u00e0 Jesus.<\/p>\n<p>A Igreja recomenda muito a antiga e sempre nova tradi\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica da Lectio Divina (Leitura Orante da B\u00edblia), seja individualmente ou comunit\u00e1ria, como grande tesouro da tradi\u00e7\u00e3o da Igreja oferecido aos fi\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>B) A ESPIRITUALIDADE PROF\u00c9TICA<\/strong><\/p>\n<p>Profecia \u00e9 an\u00fancio do Projeto de Deus, convoca\u00e7\u00e3o para assumir a causa do Reino de Deus e den\u00fancia de tudo o que \u00e9 contra a vida. Na qualidade de profeta, o catequista deve fazer a experi\u00eancia de Deus marcada pela indigna\u00e7\u00e3o diante da injusti\u00e7a, da opress\u00e3o, da marginaliza\u00e7\u00e3o e da exclus\u00e3o. O catequista fala em nome de Deus, mas tamb\u00e9m em nome dos oprimidos e injusti\u00e7ados que n\u00e3o t\u00eam voz. \u00c9 uma pessoa comprometida pela causa da justi\u00e7a e fiel ao projeto de Deus para o seu povo.<\/p>\n<p>O anuncio da Boa Nova provoca, muitas vezes, conflitos n\u00e3o s\u00f3 nos outros, mas em n\u00f3s mesmos. Pelas den\u00fancias que o profeta faz, ele atrai sobre si o conflito e a persegui\u00e7\u00e3o. \u00c9 acusado, difamado, incompreendido. Por\u00e9m, a espiritualidade, nos d\u00e1 for\u00e7as para resistir \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o e \u00e0 cal\u00fania e tamb\u00e9m nos leva a estar atentos, a nossa pr\u00f3pria forma de viver e agir.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o no minist\u00e9rio prof\u00e9tico \u00e9 principalmente com o testemunho da pr\u00f3pria vida, acompanhado da palavra na proclama\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. O Reino de Deus constitui o cora\u00e7\u00e3o da mensagem e da vida de Jesus, o centro e o n\u00facleo da mensagem a ser anunciada.<\/p>\n<p><strong>C) A ESPIRITUALIDADE DE COMUNH\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O catequista \u00e9 algu\u00e9m orientado para a pr\u00e1tica da comunh\u00e3o. Faz parte da espiritualidade do catequista caminhar com a Igreja e com a comunidade. \u00c9 importante caminhar seguindo as orienta\u00e7\u00f5es e diretrizes da comunidade. N\u00e3o se pode seguir um caminho pr\u00f3prio, desligado da a\u00e7\u00e3o pastoral da par\u00f3quia. A comunidade \u00e9 o espa\u00e7o apropriado para construir novas rela\u00e7\u00f5es, baseadas no di\u00e1logo, na compreens\u00e3o e na coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatuas, no servi\u00e7o desinteressado e na entrega de si mesmo pelo bem dos demais, a exemplo de Cristo. O catequista animado do ardor mission\u00e1rio de Jesus, dever\u00e1 ter um amor profundo pela Igreja. Sentir e amar com a Igreja para viver a comunh\u00e3o eclesial, na vida nova em Cristo.<\/p>\n<p><strong>Como diz o ap\u00f3stolo Paulo:\u00a0<\/strong>\u0093j\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, mas \u00e9 Cristo que vive em mim, a minha vida na carne eu a vivo na f\u00e9 do Filho de Deus que me amou e se entregou por mim\u0094 (Gl 2, 20).<\/p>\n<p><strong>D) A ESPIRITUALIDADE \u0093APAIXONADA\u0094<\/strong><\/p>\n<p>Paix\u00e3o e muito ardor s\u00e3o requisitos essenciais para a espiritualidade catequ\u00e9tica. Catequistas apaixonados pela sua miss\u00e3o d\u00e3o testemunho da beleza desse minist\u00e9rio na Igreja, n\u00e3o desistem facilmente e perseveram. Essa paix\u00e3o deve gerar na pessoa do catequista, a alegria, o riso, a descontra\u00e7\u00e3o. A espiritualidade sup\u00f5e a capacidade de rir de n\u00f3s mesmos, de saber olhar com certa dist\u00e2ncia dos fatos dif\u00edceis de serem vividos. Jesus tamb\u00e9m agiu com senso de humor quando transformou a pecadora p\u00fablica em mestra de hospitalidade para o fariseu anfitri\u00e3o (Lc 7, 44-46). Junto com o humor vem a paci\u00eancia, que \u00e9 a capacidade de resist\u00eancia que muitas vezes perdura tempo. \u00c9 necess\u00e1rio respeitar os processo \u00e9 o ritmo da hist\u00f3ria. \u00c9 preciso paci\u00eancia para ajudar o outro a aprofundar sua experi\u00eancia de Deus.<\/p>\n<p><strong>E) A ESPIRITUALIDADE DO COTIDIANO<\/strong><\/p>\n<p>A espiritualidade do catequista deve ser marcada pela supera\u00e7\u00e3o das fronteiras do que leva o r\u00f3tulo de religioso para descobrir as manifesta\u00e7\u00f5es de Deus no cotidiano e nas coisas simples da vida. Nossa espiritualidade precisa ser moldada pelo nosso cotidiano.<\/p>\n<p><strong>Uma pergunta indispens\u00e1vel seria esta:<\/strong>\u00a0Se Jesus vivesse na atual sociedade, como ele falaria hoje? Sua ora\u00e7\u00e3o era cheia de compara\u00e7\u00f5es e s\u00edmbolos do seu tempo.<\/p>\n<p>Quais recursos ele hoje utilizaria para anunciar o Reino? O jornal, o computador, a revista e outros meios, todas estas coisas fazem parte do nosso cotidiano e s\u00e3o mat\u00e9ria prima para a uma espiritualidade comprometida. N\u00e3o se pode separar espiritualidade da vida, e nem considerar que na ora\u00e7\u00e3o deve-se deixar de lado os problemas que nos atingem. A espiritualidade ser\u00e1 tanto mais frutuosa quanto mais diversificada e integral for a nossa vida.<\/p>\n<p><strong>F) A ESPIRITUALIDADE MISSION\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p>O catequista mission\u00e1rio deve encontrar em Jesus, o Bom Pastor, o seu modelo e guia interior no desempenho da miss\u00e3o de educador da f\u00e9. O seu amor dever\u00e1 ser intenso e ao mesmo tempo expansivo.<\/p>\n<p><strong>Sua a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria consiste em levar a mensagem de f\u00e9 no cora\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia do catequizando, como fez Jesus em suas visitas, proclamando o amor e miseric\u00f3rdia de Deus:<\/strong>\u00a0\u0093hoje a salva\u00e7\u00e3o entrou nesta casa\u0094 (Lc 19,9).<\/p>\n<p><strong>G) ESPIRITUALIDADE SACRAMENTAL<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 na celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, que o catequista mission\u00e1rio \u00e9 fortalecido para o exerc\u00edcio do seu minist\u00e9rio, experimentando significativamente a alegria do perd\u00e3o de Deus, e a for\u00e7a que brota da Eucaristia, fonte e \u00e1pice da vida crist\u00e3. A Eucaristia \u00e9 cume de todos os outros sacramentos para levar a perfei\u00e7\u00e3o e comunh\u00e3o com Deus Pai, na identifica\u00e7\u00e3o com Jesus seu Filho pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p><strong>Para aprofundar:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Espiritualidade do Cotidiano (Therezinha Motta Lima da Cruz).<\/p>\n<p>Espiritualidade da Jangada (Revista Ecoando).<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Um apoio para a reflex\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093A fonte na qual a catequese busca a sua mensagem \u00e9 a Palavra de Deus. (DNC 106) \u0093O perfil do catequista \u00e9 um ideal a ser conquistado, olhando para Jesus, modelo de Mestre, de servidor e de catequista. Sendo fiel a esse modelo, \u00e9 importante desenvolver as diversas dimens\u00f5es: ser, saber, saber fazer em comunidade\u0094 (DNC 261).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093N\u00e3o se come\u00e7a a ser crist\u00e3o por uma decis\u00e3o \u00e9tica ou uma grande id\u00e9ia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que d\u00e1 um novo horizonte \u00e0 vida, e, com isso, uma orienta\u00e7\u00e3o decisiva\u0094 (DA 12).<\/p>\n<p class=\"imagem\">Discipulado n\u00e3o \u00e9 ponto de chegada, mas processo: \u0093ser disc\u00edpulo \u00e9 dom destinado a crescer\u0094 (DA 291).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093A catequese n\u00e3o pode se limitar a uma forma\u00e7\u00e3o meramente doutrinal, mas precisa ser uma verdadeira escola de forma\u00e7\u00e3o integral. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio cultivar a amizade com Cristo na ora\u00e7\u00e3o, o apre\u00e7o pela celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, a experi\u00eancia comunit\u00e1ria, o compromisso apost\u00f3lico mediante um permanente servi\u00e7o aos demais\u0094 (DA 299).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093A admira\u00e7\u00e3o pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo, uma ades\u00e3o de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10,3). \u00c9 um \u0093sim\u0094 que compromete radicalmente a liberdade do disc\u00edpulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6)\u0094 (DA 136).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093Quando cresce no crist\u00e3o a consci\u00eancia de se pertencer a Cristo, em raz\u00e3o da gratuidade e alegria que produz, cresce tamb\u00e9m o \u00edmpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A miss\u00e3o n\u00e3o se limita a um programa ou projeto, mas em compartilhar a experi\u00eancia do acontecimento do encontro com Cristo, testemunh\u00e1-lo e anunci\u00e1-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo (cf. At 1,8)\u0094 (DA 145).<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093A espiritualidade d\u00e1 um sentido \u00e0 miss\u00e3o, mas ela precisa ser alimentada pela leitura orante da B\u00edblia, pela ora\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria e pela vida sacramental. A espiritualidade ajuda a valorizar a dignidade da pessoa humana, a formar a comunidade e a construir uma sociedade fraterna e justa\u0094 (Texto Base do Ano Catequ\u00e9tico, n. 90).<\/p>\n<p>Fonte: jorgekontovski.ning.com\/www.eternamisericordia.com.br\/pnsrosario.org.br\/www.arquidiocese-pa.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do Catequista, Catequese, Igreja, B\u00edblia, Diocese, Forma\u00e7\u00e3o, Cat\u00f3lica, Hist\u00f3ria, Ensino, F\u00e9, Palavra, Mensagem, O Que \u00e9, Evangeliza\u00e7\u00e3o, Miss\u00e3o, Dia do Catequista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-59848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin 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