{"id":59844,"date":"2016-07-07T14:38:27","date_gmt":"2016-07-07T14:38:27","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=59844"},"modified":"2016-07-07T17:02:50","modified_gmt":"2016-07-07T17:02:50","slug":"dia-do-aviador-naval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-do-aviador-naval","title":{"rendered":"Dia do Aviador Naval"},"content":{"rendered":"<h4>23 de Agosto<\/h4>\n<p>A hist\u00f3ria da Avia\u00e7\u00e3o Naval Brasileira se inicia em 23 de agosto de 1916,      com a assinatura do decreto de cria\u00e7\u00e3o da Escola de Avia\u00e7\u00e3o Naval (EAvN),      pelo ent\u00e3o Presidente Wenceslau Braz, sendo ela a primeira escola de avia\u00e7\u00e3o      militar do Brasil e, portanto, o ber\u00e7o de nossa avia\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n<p>Nesses anos de exist\u00eancia, a Avia\u00e7\u00e3o Naval vem tra\u00e7ando um trajet\u00f3ria marcada      pelo pioneirismo e bravura, lembrando que apenas dez anos ap\u00f3s o primeiro      voo do 14Bis por Santos Dumont, a Marinha do Brasil j\u00e1 fazia hist\u00f3ria com      a aeronave Curtiss F 1916, iniciando a conquista da opera\u00e7\u00e3o a\u00e9rea em proveito      dos meios da Esquadra.<\/p>\n<p>Fatos que v\u00e3o desde a realiza\u00e7\u00e3o do primeiro deslocamento a\u00e9reo no Brasil,      passando pela participa\u00e7\u00e3o na 1\u00aa Grande Guerra, integrando o 10\u00b0 Grupo de      Opera\u00e7\u00f5es de Guerra da RAF, at\u00e9 os dias atuais, nas opera\u00e7\u00f5es com asa-fixa      embarcada no Nae S\u00e3o Paulo (A12), o que coloca a MB em um seleto grupo dentre      as marinha do Mundo.<\/p>\n<p>A Avia\u00e7\u00e3o Naval se faz hoje presente em todo o territ\u00f3rio nacional, desde      a Amaz\u00f4nia Azul at\u00e9 a Verde, atrav\u00e9s de seus Esquadr\u00f5es Distritais (HU-3 em      Manaus-AM, HU-4 em Lad\u00e1rio-MS e o HU-5 em Rio Grande-RS) e dos demais Esquadr\u00f5es      (HI-1, HU-1, HU-2, HA-1, HS-1 e VF-1) que formam o complexo aeronaval de S\u00e3o      Pedro da Aldeia, que ainda compreende o Comando da For\u00e7a Aeronaval,<\/p>\n<p>Base A\u00e9ra Naval de S\u00e3o Pedro da Aldeia (BAeNSPA)<\/p>\n<p>Centro de Instru\u00e7\u00e3o e Adestramento Aeronaval (CIAAN)<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado1.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n<strong>Dia do Aviador Naval<\/strong><\/p>\n<p>Dep\u00f3sito Naval de S\u00e3o Pedro da Aldeia (DepNavSPA) e a Policl\u00ednica Naval de      S\u00e3o Pedro da Aldeia (PNSPA), contribuindo assim para a Defesa da p\u00e1tria.<\/p>\n<p>No mundo verde da Amaz\u00f4nia, presta apoio na \u00e1rea da sa\u00fade \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas      e patrulha nossa vias fluviais, no Pantanal, protegendo as nossa fronteiras      e se estendendo at\u00e9 o Continente Ant\u00e1rtico, apoiando a Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comte.<\/p>\n<p>Ferraz (EACF) e compondo o Destacamento A\u00e9reo Embarcado (DAE) no Napoc Ary      Rongel, apoiando tamb\u00e9m o desenvolvimento cient\u00edfico do Brasil.<\/p>\n<p>A Avia\u00e7\u00e3o Naval Brasileira est\u00e1 preparada para atuar em qualquer outro cen\u00e1rio      onde a sua presen\u00e7a se fa\u00e7a necess\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>\u0093Avia\u00e7\u00e3o Naval.<br \/>\n     No ar, a defesa do mar.\u0094<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado2.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado3.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><\/p>\n<p>Fonte: www.naval.com.br<\/p>\n<h6>Dia do Aviador Naval<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>23 de Agosto<\/h4>\n<p>O in\u00edcio da hist\u00f3ria da avia\u00e7\u00e3o militar no Brasil e da hist\u00f3ria da avia\u00e7\u00e3o      naval se confundem; tudo come\u00e7ou em 14 de outubro de 1911, quando o oficial      da Marinha Jorge M\u00f6ller foi o primeiro militar do pa\u00eds a ter brev\u00ea de piloto.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, em 1914 foi criada a Escola Brasileira de Avia\u00e7\u00e3o e o      Tenente Ant\u00f4nio Augusto Schorcht tornou-se o primeiro brasileiro instrutor      militar de v\u00f4o.<\/p>\n<p>Em 23 de agosto de 1916, a Marinha fundava a Escola de Avia\u00e7\u00e3o da Marinha,      sediada na Ilha das Enxadas, na Ba\u00eda de Guanabara. No mesmo m\u00eas de agosto,      faria o primeiro v\u00f4o de um avi\u00e3o militar brasileiro, um Hidroavi\u00e3o Curtiss      F.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo entre-guerras, a Marinha procurou fortalecer sua avia\u00e7\u00e3o,      contando inclusive com a fabrica\u00e7\u00e3o sob licen\u00e7a de biplanos de treinamento      Focke-Wulf Fw-44J Stieglitz e bombardeiros navais Focke-Wulf Fw-58 Weihe.<\/p>\n<p>Essas aeronaves foram produzidas na F\u00e1brica do Gale\u00e3o, em acordo com a Alemanha.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado4.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><\/p>\n<p>Mas logo chegou a Segunda Grande Guerra, e todas as aeronaves e pessoal da      Avia\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito e da Avia\u00e7\u00e3o Naval foram transferidos para a rec\u00e9m-criada      For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a guerra, ficou clara a necessidade de qualquer for\u00e7a naval dispor de      seus pr\u00f3prios meios a\u00e9reos, tanto de defesa quanto de ataque, e logo a Marinha      iniciava a reorganiza\u00e7\u00e3o de avia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir de 1950, a Marinha fez interc\u00e2mbios com a US Navy (Marinha dos EUA)      e treinamentos com a FAB, em miss\u00f5es com navios e submarinos.<\/p>\n<p>Em 1952 foi criada a Diretoria de Aeron\u00e1utica da Marinha (DAerM), e em 1956      o Centro de Instru\u00e7\u00e3o e Adestramento Aero-Naval (CIAAN) sediado na Avenida      Brasil, Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>No final de 1956, a Marinha comprou o porta-avi\u00f5es brit\u00e2nico HMS Vengeance      (lan\u00e7ado em 1945) e logo rebatizado de Navio-Aer\u00f3dromo Ligeiro (NAel) Minas      Gerais.<\/p>\n<p>O navio seguiu para o estaleiro holand\u00eas Verolme United Shipyards, onde foi      completamente reformado.<\/p>\n<p>A Inglaterra tamb\u00e9m vendeu outros porta-avi\u00f5es, o Arromanches para a Fran\u00e7a      e o porta-avi\u00f5es Virkant para a \u00cdndia.<\/p>\n<p>Fonte: Livre Manobrar<\/p>\n<h6>Dia do Aviador Naval<\/h6>\n<h4>23 de Agosto<\/h4>\n<h4>Avia\u00e7\u00e3o Naval busca um patrono<\/h4>\n<p>A primeira institui\u00e7\u00e3o brasileira ligada \u00e0 avia\u00e7\u00e3o foi o Aero Club Brasileiro,      nascido em 1911.<\/p>\n<p><strong>A ele se seguiu a Escola Brasileira de Avia\u00e7\u00e3o, na qual foram matriculados      dez oficiais de Marinha:\u00a0<\/strong>CT Estanislau Przevodowski, 1\u00ba T Raul      Vianna Bandeira, 1\u00ba T Virginius Brito De Lamare, 1\u00ba T Affonso Celso de Ouro      Preto, 2\u00ba T Belis\u00e1rio de Moura, 2\u00ba T Fabio de S\u00e1 Earp , 2\u00ba T Irineu Gomes,      GM Mario da Cunha Godinho, GM Heitor Plaisant, e GM Victor de Carvalho e Silva.<\/p>\n<p>Estes s\u00e3o as prim\u00edcias dos aviadores navais. Infelizmente, com o insucesso      da institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foram eles os primeiros aviadores navais de fato.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 em 1914, o Aviso n\u00ba 3986, do dia 22 de agosto, determinava a cria\u00e7\u00e3o      da Escola de Submers\u00edveis e Avia\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>um s\u00f3 servi\u00e7o, um submarino,      outro a\u00e9reo, g\u00eameos em idade.<\/p>\n<p>A Escola de Avia\u00e7\u00e3o Naval, contudo, s\u00f3 foi fundada pelo Decreto n\u00ba 12.167,      de 23 de agosto de 1916, assinado pelo Presidente Wenceslau Braz, \u0093av\u00f4\u0094      da avia\u00e7\u00e3o naval brasileira.<\/p>\n<p><strong>Note-se:<\/strong>\u00a0entre seus primeiros alunos havia oficiais      de Ex\u00e9rcito, dentre o quais alguns j\u00e1 passados pela Escola Brasileira de Avia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram formados pela Marinha os formadores de Avia\u00e7\u00e3o Militar, quinta Arma      do Ex\u00e9rcito Brasileiro.<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui baseamo-nos na primeira edi\u00e7\u00e3o do livro \u0093A Avia\u00e7\u00e3o Naval Brasileira      1916-1940\u0094, de Ant\u00f4nio Pereira Linhares, editada no Rio de Janeiro em      fins de dezembro de 1971.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado5.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n     Curtiss F5<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado6.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n<strong>Curtiss HS 2L<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u0093Idosa\u0093, nossa avia\u00e7\u00e3o naval tem \u0093av\u00f4\u0094 definido      neste resumo:\u00a0<\/strong>tem \u0093pai\u0094 \u0096 o Alte Alexandrino      de Alencar \u0096 escolhido pela imprensa da d\u00e9cada de 1920, mas \u00e9 \u0093\u00f3rf\u00e3\u0094      de patrono at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 12 de outubro de 1916, o ent\u00e3o Capit\u00e3o-de-Corveta Prot\u00f3genes Pereira      Guimar\u00e3es, designado primeiro comandante da Escola de Avia\u00e7\u00e3o Naval, tendo      como piloto o mec\u00e2nico da Curtiss, realizava o primeiro \u0093raid\u0094 \u00e0      Enseada Batista das Neves, na ba\u00eda da Ilha Grande. Imagine-se o quanto esse      v\u00f4o deve ter exigido de prepara\u00e7\u00e3o numa ocasi\u00e3o em que n\u00e3o se podia contar      com qualquer apoio meteorol\u00f3gico e de radiocomunica\u00e7\u00e3o. Isto leva a crer que,      mesmo antes do decreto 12.167, os aerobotes Curtiss F j\u00e1 estavam no Brasil,      sendo montados sob a dire\u00e7\u00e3o de Hoover, do contr\u00e1rio n\u00e3o poderiam estar dispon\u00edveis      menos de dois meses depois da cria\u00e7\u00e3o governamental da escola.<\/p>\n<p>Prot\u00f3genes n\u00e3o era (como n\u00e3o foi) piloto, mas, sem d\u00favida, foi um \u0093fan\u00e1tico\u0094      aviador naval. Chegamos, mesmo, a cogitar que dele dever\u00e1 ter partido a id\u00e9ia      de convencer o Alte. Alexandrino de Alencar, autor do Aviso n\u00ba 3986 de 1914,      a baix\u00e1-lo (Prot\u00f3genes, na ocasi\u00e3o, servia no gabinete de Alexandrino).<\/p>\n<p>Homem envolvido politicamente, foi um dos integrantes do movimento tenentista,      que lutou bravamente durante toda a d\u00e9cada de 1920 pela verdadeira democratiza\u00e7\u00e3o      do pa\u00eds. Por isso, esteve preso e foi afastado da Marinha. Voltou em 1930,      com a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o liderada por Getulio Vargas. Voltou e foi nomeado      Ministro da Marinha.<\/p>\n<p>Em 1930 a avia\u00e7\u00e3o naval brasileira estava praticamente inoperante, v\u00edtima      da tumultuada d\u00e9cada de 1920. Claro que o novo ministro assumiu sua restaura\u00e7\u00e3o.      E o fez. A d\u00e9cada 1930\/1940 foi uma d\u00e9cada de ouro de nossa avia\u00e7\u00e3o naval.      Cresceram os centros e as bases; criou-se o Correio A\u00e9reo Naval; aparelharam-se      as esquadrilhas de patrulha (PMs e Savooias S55-A); de esclarecimento e bombardeio      (Fairey Gordons); de observa\u00e7\u00e3o (Corsairs); de ca\u00e7a (Boeing F4B-4s); de instru\u00e7\u00e3o      (Moths, \u0093Pintassilgos\u0094, Focke Wulfss bimotores, NAs \u0093Perna      Dura\u0094) e avi\u00f5es de apoio (Wacos CSO, F5, \u0093Cabine\u0094) e, especialmente      para o Correio A\u00e9reo Naval, os Beech D17A, chegados j\u00e1 em 1940, meses antes      da extin\u00e7\u00e3o da Avia\u00e7\u00e3o Naval. Vale dizer que Prot\u00f3genes deixou o Minist\u00e9rio      da Marinha em 12 de novembro de 1935, tendo sido substitu\u00eddo pelo Alte. Henrique      Aristides Guilhem, que deu continuidade ao programa de restaura\u00e7\u00e3o da Avia\u00e7\u00e3o      Naval, exitosamente<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado7.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n<strong>Fairey Gordon<\/strong><\/p>\n<p>A Avia\u00e7\u00e3o Naval da MB do per\u00edodo 1920-1940 tinha por miss\u00e3o b\u00e1sica a defesa      a\u00e9rea do litoral. Decorria desta miss\u00e3o a necessidade de a MB aparelhar-se      com os meios flutuantes e a\u00e9reos adequados e com os meios de apoio, como o      de forma\u00e7\u00e3o de pessoal e log\u00edstico; de bases e liga\u00e7\u00e3o entre elas. Por que      n\u00e3o, tamb\u00e9m, os meios de divulga\u00e7\u00e3o e propaganda? Prot\u00f3genes n\u00e3o desprezou      estas alavancas. Organizou \u0093raids\u0094, ent\u00e3o muito em moda, e eventos      que atra\u00edam a aten\u00e7\u00e3o da sociedade e do p\u00fablico em geral. Um desses eventos,      j\u00e1 mencionado, foi o primeiro de todos os \u0093raids\u0094 brasileiros \u0096      a viagem de ida-e-volta, a Batista das Neves. Pouco depois, em janeiro de      1917, o v\u00f4o pioneiro a Campos, com visita aos prefeitos dos munic\u00edpios em      que houve escala. Em 1923, com quatro Curtiss HS-2L, o v\u00f4o de ida-e-volta      a Aracaju, com escala especial em Salvador, pois a 2 de julho comemorava-se,      naquela capital, o centen\u00e1rio da independ\u00eancia da Bahia. Este \u0093raid\u0094      teve enorme repercuss\u00e3o social.<\/p>\n<p>Em 15 de agosto de 1919, dois HS-2H (n\u00fameros 10 e 11) decolaram na primeira      miss\u00e3o de liga\u00e7\u00e3o com a Esquadra, em manobra na regi\u00e3o da Ilha Grande. Foi      a inaugura\u00e7\u00e3o do Correio A\u00e9reo da Esquadra, servi\u00e7o este, que por sua natureza,      era executado segundo as necessidades da frota em exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>Prot\u00f3genes est\u00e1 presente, direta ou indiretamente, em tudo o que escrevemos      at\u00e9 aqui. Se Wenceslau Braz \u00e9 \u0093av\u00f4\u0094, se Alexandrino Faria de Alencar      \u00e9 o \u0093pai\u0094, por que n\u00e3o Prot\u00f3genes ser o \u0093patrono\u0094?<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, Prot\u00f3genes e sua esposa Dona Celina tiveram uma filha \u0096 Maria      Jos\u00e9, que veio a se casar com o Capit\u00e3o-Tenente Aviador Naval, futuro Brigadeiro-do-Ar      Helio Costa, ganhador dos tr\u00eas pr\u00eamios da Escola Naval (Greenhalgh, Faraday      e Anadia) e exponencial aviador de nossa Avia\u00e7\u00e3o Naval em sua primeira fase.<\/p>\n<p>Nasceu em 23 de outubro de 1916.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o obstante os dois meses exatos de diferen\u00e7a entre as datas de      nascimento, Prot\u00f3genes dizia ter duas filhas g\u00eameas:\u00a0<\/strong>Maize e      a Avia\u00e7\u00e3o Naval.<\/p>\n<p>Tinha, por esta, quase a mesma afei\u00e7\u00e3o que dedicava \u00e0quela. Por que n\u00e3o,      ent\u00e3o, declara-lo PATRONO da Avia\u00e7\u00e3o Naval da Marinha do Brasil?<\/p>\n<p>Fonte: www.segurancaedefesa.com<\/p>\n<h6>Dia do Aviador Naval<\/h6>\n<h4>23 de Agosto<\/h4>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quando a marinha americana quer impressionar as pessoas, basta aparecer com      um dos seus super porta-avi\u00f5es. Projetando-se por 20 andares acima da \u00e1gua      e estendendo-se por 333 metros de proa \u00e0 popa (t\u00e3o longo quanto a altura do      edif\u00edcio Chrysler de 77 andares), seu tamanho \u00e9 assustador. Mas o tamanho      n\u00e3o \u00e9 o mais impressionante, e sim o cen\u00e1rio de intensa movimenta\u00e7\u00e3o no conv\u00e9s      de v\u00f4o. Quando a tripula\u00e7\u00e3o est\u00e1 em pleno vapor, pode lan\u00e7ar ou recolher um      avi\u00e3o a cada 25 segundos, em apenas uma fra\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o de uma pista de pouso      normal.<\/p>\n<p>Neste artigo, descobriremos tudo sobre o moderno porta-avi\u00f5es da classe Nimitz      da Marinha americana. Veremos o que acontece nos diferentes conveses, analisaremos      as fant\u00e1sticas m\u00e1quinas que ajudam a lan\u00e7ar e a recolher as aeronaves e aprenderemos      um pouco sobre como \u00e9 o dia-a-dia a bordo dessa enorme base flutuante. Conforme      veremos, o porta-avi\u00f5es moderno \u00e9 um dos ve\u00edculos mais sensacionais j\u00e1 criado.<\/p>\n<p>Em seu n\u00edvel mais b\u00e1sico, um porta-avi\u00f5es \u00e9 simplesmente um navio equipado      com um conv\u00e9s de v\u00f4o, uma \u00e1rea livre para decolagens e pousos de avi\u00f5es. Esse      conceito \u00e9 quase t\u00e3o antigo quanto os pr\u00f3prios avi\u00f5es. Em menos de dez anos      ap\u00f3s o v\u00f4o hist\u00f3rico dos irm\u00e3os Wright em, 1903 (em ingl\u00eas), os Estados Unidos,      o Reino Unido e a Alemanha estavam realizando testes com lan\u00e7amentos de v\u00f4os      em plataformas de navios de guerra. Os experimentos foram um sucesso e v\u00e1rias      for\u00e7as navais come\u00e7aram a adaptar os navios de guerra para esse prop\u00f3sito.      Os novos transportadores possibilitavam o transporte de aeronaves militares      de curto alcance para qualquer lugar do mundo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado8.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n<strong>O USS George Washington, um dos super porta-avi\u00f5es nucleares da Marinha      dos EUA<\/strong><\/p>\n<p>Os porta-avi\u00f5es n\u00e3o desempenharam um papel significativo na Primeira Guerra      Mundial, mas foram o elemento principal de combate a\u00e9reo na Segunda Guerra      Mundial. Por exemplo, os japoneses realizaram o ataque a Pearl Harbor em 1941      (em ingl\u00eas) com v\u00e1rios porta-avi\u00f5es. Hoje, os super porta-avi\u00f5es s\u00e3o uma pe\u00e7a-chave      em quase todas as principais opera\u00e7\u00f5es militares americanas. Embora o navio      em si n\u00e3o possua grande utilidade como arma, o seu poderio a\u00e9reo faz toda      a diferen\u00e7a entre vencer e perder.<\/p>\n<p>Um dos maiores obst\u00e1culos no uso do poderio a\u00e9reo em guerras \u00e9 transportar      os avi\u00f5es at\u00e9 o seu destino. Para manter uma base a\u00e9rea em um territ\u00f3rio estrangeiro,      os Estados Unidos (ou qualquer outra na\u00e7\u00e3o) devem fazer acordos especiais      com o pa\u00eds anfitri\u00e3o e seguir a legisla\u00e7\u00e3o local, sujeita as altera\u00e7\u00f5es ao      longo dos anos. \u00c9 dispens\u00e1vel mencionar que esse procedimento pode ser bastante      complicado em alguns lugares do mundo.<\/p>\n<p>Segundo as leis internacionais de liberdade de navega\u00e7\u00e3o (em ingl\u00eas), os      porta-avi\u00f5es e outros navios de guerra s\u00e3o reconhecidos como territ\u00f3rios soberanos      em praticamente qualquer oceano. Desde que o navio n\u00e3o se aproxime muito da      costa de qualquer outro pa\u00eds, a tripula\u00e7\u00e3o pode navegar como se estivesse      em casa.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, ao inv\u00e9s da Marinha dos EUA fazer acordos especiais com o pa\u00eds estrangeiro      para instalar uma base militar, ela apenas movimenta um grupo tarefa nucleado      em porta-avi\u00f5es (frota formada por um porta-avi\u00f5es e mais sete ou oito navios      de guerra) livremente por todo o globo, como se fosse uma pequena parte dos      EUA. Bombardeiros, ca\u00e7as e outras aeronaves podem sobrevoar o territ\u00f3rio inimigo      para realizar uma infinidade de miss\u00f5es e depois voltar para a base. Na maioria      dos casos, a Marinha pode reabastecer (suprir) o grupo de forma cont\u00ednua,      permitindo que ele mantenha a sua posi\u00e7\u00e3o indefinidamente.<\/p>\n<p>Os porta-avi\u00f5es podem navegar a uma velocidade superior a 35 n\u00f3s (40 mph      ou 64 km\/h), o que lhes permite chegar a qualquer parte do oceano dentro de      poucas semanas. Os Estados Unidos possuem atualmente seis esquadr\u00f5es dispersos      pelo mundo, prontos para entrar em a\u00e7\u00e3o assim que requisitados.<\/p>\n<p><strong>Usando o jarg\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os navios possuem uma linguagem pr\u00f3pria, especialmente quando se trata de      pontos espec\u00edficos.<\/p>\n<p><strong>Aqui est\u00e1 uma pequena lista, caso voc\u00ea n\u00e3o conhe\u00e7a:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Popa<\/strong>\u00a0&#8211; a parte traseira do navio.<\/p>\n<p><strong>Proa<\/strong>\u00a0&#8211; a parte da frente do navio.<\/p>\n<p><strong>Boreste<\/strong>\u00a0&#8211; o lado direito do navio de quem olha para        a proa.<\/p>\n<p><strong>Bombordo<\/strong>\u00a0&#8211; o lado esquerdo do navio.<\/p>\n<p><strong>Avante<\/strong>\u00a0&#8211; movimentar-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 proa do navio,        como em &#8220;Movendo-se avante no conv\u00e9s de v\u00f4o&#8221; ou &#8220;O conv\u00e9s        do hangar fica avante da popa.&#8221;).<\/p>\n<p><strong>\u00c0 popa<\/strong>\u00a0&#8211; mover-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 popa do navio.<\/p>\n<p><strong>Dentro do navio (Inboard)<\/strong>\u00a0&#8211; movimentar-se em dire\u00e7\u00e3o        ao centro do n\u00e1vio.<\/p>\n<p><strong>Fora do navio (Outboard<\/strong>) &#8211; mover-se do centro do navio        para suas extremidades.<\/p>\n<p><strong>Tombadilho<\/strong>\u00a0&#8211; a \u00e1rea da popa do conv\u00e9s principal (o        conv\u00e9s do hangar em um porta-avi\u00f5es).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Com cerca de um bilh\u00e3o de pe\u00e7as individuais, os super porta-avi\u00f5es americanos      da classe Nimitz est\u00e3o entre as m\u00e1quinas mais complexas do planeta. Contudo,      em n\u00edvel conceitual, eles s\u00e3o bastante simples.<\/p>\n<p><strong>Eles foram projetados para realizar quatro fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Transportar uma variedade de aeronaves al\u00e9m-mar<\/p>\n<p>Servir de pouso e decolagem para avi\u00f5es<\/p>\n<p>Operar como um centro de comando m\u00f3vel para opera\u00e7\u00f5es militares<\/p>\n<p>Abrigar todas as pessoas envolvidas nessas atividades<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para cumprir essas tarefas, um porta-avi\u00f5es deve combinar elementos de um      navio, de uma base de for\u00e7a a\u00e9rea e de uma pequena cidade.<\/p>\n<p><strong>Dentre outros, ele precisa ter:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Um conv\u00e9s de v\u00f4o, uma superf\u00edcie plana no alto do navio onde as aeronaves        decolam e aterrissam;<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>Um conv\u00e9s de hangar, uma \u00e1rea coberta para armazenar as naves que n\u00e3o est\u00e3o        em uso;<\/p>\n<p>Uma ilha, uma constru\u00e7\u00e3o no alto do conv\u00e9s de v\u00f4o de onde os oficiais podem        monitorar os v\u00f4os e o navio;<\/p>\n<p>Espa\u00e7o para a tripula\u00e7\u00e3o morar e trabalhar;<\/p>\n<p>Uma casa de for\u00e7a com sistema de propuls\u00e3o para locomover o navio de um        ponto a outro e gerar eletricidade para a embarca\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p><strong>Diversos outros sistemas para prover alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e1gua pot\u00e1vel        e gerenciar aspectos que qualquer cidade tem que lidar, tais como:<\/strong>\u00a0esgoto,        lixo e correio, assim como esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio e de televis\u00e3o e jornais;<\/p>\n<p>O casco, a parte principal do navio, que flutua na \u00e1gua.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"left\"><strong>O diagrama abaixo mostra como esses componentes se interligam.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado9.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado10.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><\/p>\n<p>O casco de um navio \u00e9 feito de um a\u00e7o extremamente forte, medindo algumas      polegadas de espessura. Ele \u00e9 bastante eficiente na prote\u00e7\u00e3o contra fogo e      danos de guerra.<\/p>\n<p><strong>A estrutura de apoio do navio depende de tr\u00eas estruturas horizontais      que se estendem por todo o casco:<\/strong>\u00a0quilha (o esqueleto de ferro      na parte inferior do navio), o conv\u00e9s de v\u00f4o e o conv\u00e9s do hangar.<\/p>\n<p>A parte do casco que fica imersa na \u00e1gua \u00e9 arredondada e relativamente estreita,      enquanto a parte que fica acima da \u00e1gua se alonga, formando um espa\u00e7o maior      no conv\u00e9s de v\u00f4o. A parte inferior do navio \u00e9 dotada de um fundo duplo, que      \u00e9 precisamente o que a express\u00e3o sugere.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 duas camadas de chapas de a\u00e7o:\u00a0<\/strong>a chapa inferior      e a camada acima dela s\u00e3o separadas por um espa\u00e7o vazio. O fundo duplo oferece      uma prote\u00e7\u00e3o extra contra torpedos ou acidentes no mar. Se o inimigo atingir      a parte inferior do navio, fazendo um buraco na camada de a\u00e7o externa, a segunda      camada evitar\u00e1 um vazamento de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Desde os anos 50, quase todos os super porta-avi\u00f5es americanos foram constru\u00eddos      pela Northrop Grumman Newport News (em ingl\u00eas), de Newport News, na Virg\u00ednia.      Para tornar o processo de constru\u00e7\u00e3o mais eficiente, quase todos os super      porta-avi\u00f5es s\u00e3o montados em pe\u00e7as modulares separadas, chamadas superlifts.      Cada superlift pode conter v\u00e1rios compartimentos (salas), englobando conveses      m\u00faltiplos e pesando em torno de 80 a 900 toneladas (aproximadamente 70 a 800      toneladas m\u00e9tricas). O super porta-avi\u00f5es \u00e9 composto de quase 200 superlifts      separados.<\/p>\n<p>Antes de colocar os m\u00f3dulos no navio, a equipe de constru\u00e7\u00e3o re\u00fane todo o      corpo de a\u00e7o e instala quase toda a fia\u00e7\u00e3o e as tubula\u00e7\u00f5es. Em seguida, eles      usam um guindaste rolante para i\u00e7ar o m\u00f3dulo e arri\u00e1-lo precisamente na posi\u00e7\u00e3o      correta no navio. Ent\u00e3o, a equipe solda o m\u00f3dulo aos adjacentes.<\/p>\n<p><strong>Perto do fim da constru\u00e7\u00e3o, o \u00faltimo m\u00f3dulo \u00e9 colocado no conv\u00e9s      de v\u00f4o:<\/strong>\u00a0a ilha, pesando 575 toneladas.<\/p>\n<p>Assim como um barco com motor comum, um porta-avi\u00f5es se desloca na \u00e1gua por      meio de h\u00e9lices girat\u00f3rias. \u00c9 evidente que com cerca de 6,5 metros de largura,      as 4 h\u00e9lices propulsoras de bronze s\u00e3o de um padr\u00e3o completamente diferente      de um barco de recrea\u00e7\u00e3o. Elas tamb\u00e9m contam com uma pot\u00eancia muito maior.      Cada h\u00e9lice \u00e9 montada em um eixo longo que se conecta a uma turbina a vapor      acionada por um reator nuclear.<\/p>\n<p>Os dois reatores nucleares do porta-avi\u00f5es, alojados em uma \u00e1rea com forte      blindagem e completamente restrita no meio da embarca\u00e7\u00e3o, geram vapor de alta      press\u00e3o para rotacionar as palhetas do compressor da turbina. O compressor      aciona o eixo da turbina, que faz as h\u00e9lices propulsoras girar para impulsionar      o navio para frente, enquanto gigantescos tim\u00f5es manobram o navio. O sistema      de propuls\u00e3o gera algo em torno de 280 mil cavalos de for\u00e7a (a Marinha n\u00e3o      divulga dados precisos).<\/p>\n<p>As quatro turbinas tamb\u00e9m geram eletricidade para energizar os diversos sistemas      el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos. Isso inclui uma usina de dessaliniza\u00e7\u00e3o que pode      transformar 400 mil gal\u00f5es (~1.500 mil litros) de \u00e1gua salgada em \u00e1gua pot\u00e1vel;      quantidade suficiente para abastecer 2 mil casas.<\/p>\n<p>Diferente dos antigos porta-avi\u00f5es de caldeiras a \u00f3leo, os modernos porta-avi\u00f5es      nucleares n\u00e3o precisam de reabastecimento regular. De fato, eles podem se      manter por 15 a 20 anos sem reabastecimento. A contrapartida \u00e9 uma casa de      for\u00e7a mais dispendiosa, um processo de reabastecimento mais longo e complicado      (demora v\u00e1rios anos) e o risco adicional de um desastre nuclear no mar. Para      minimizar o risco de tal cat\u00e1strofe, os reatores possuem um forte escudo protetor      e s\u00e3o monitorados constantemente.<\/p>\n<h4>Decolagem e pouso<\/h4>\n<p>O conv\u00e9s de v\u00f4o de um porta-avi\u00f5es \u00e9 um dos ambientes de trabalho mais emocionantes      e perigosos do mundo (sem falar que \u00e9 um dos mais ruidosos tamb\u00e9m). O conv\u00e9s      pode se assemelhar a uma pista de pouso comum, mas funciona de maneira bem      distinta devido ao seu comprimento menor. Enquanto a tripula\u00e7\u00e3o est\u00e1 a pleno      vapor, os avi\u00f5es est\u00e3o pousando e decolando sem parar e em um espa\u00e7o limitado.      Qualquer descuido pode fazer com que o motor de um jato sugue algu\u00e9m ou empurre      essa pessoa para o mar.<\/p>\n<p>Embora o conv\u00e9s de v\u00f4o seja perigoso para a tripula\u00e7\u00e3o que trabalha ali,      isso n\u00e3o \u00e9 nada se comparado \u00e0 dificuldade encarada pelos pilotos. O conv\u00e9s      de v\u00f4o n\u00e3o \u00e9 grande o suficiente para que a maioria dos avi\u00f5es militares consiga      pousar e decolar normalmente, sendo necess\u00e1ria a ajuda de algumas m\u00e1quinas      extraordin\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado11.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n<strong>Um A-6E Intruder \u00e9 lan\u00e7ado do USS George Washington<\/strong><\/p>\n<p>Gerar vento no conv\u00e9s de v\u00f4o \u00e9 importante, mas o aux\u00edlio prim\u00e1rio para decolagem      prov\u00e9m das quatro catapultas do porta-avi\u00f5es, que impulsionam os avi\u00f5es para      altas velocidades em uma dist\u00e2ncia muito curta. Cada catapulta consiste em      dois pist\u00f5es que se alojam dentro de dois cilindros paralelos, cada um do      comprimento de um campo de futebol e posicionados sob o conv\u00e9s. Cada pist\u00e3o      possui uma proje\u00e7\u00e3o de metal na ponta, que atravessa uma estreita passagem      ao longo da parte superior de cada cilindro. As duas proje\u00e7\u00f5es se estendem      atrav\u00e9s de flanges de borracha, que selam os cilindros, e atrav\u00e9s de uma passagem      no conv\u00e9s de v\u00f4o, onde se prendem a uma pequena lan\u00e7adeira.<\/p>\n<p>Para preparar para a decolagem, a guarni\u00e7\u00e3o do conv\u00e9s de v\u00f4o move o avi\u00e3o      para a posi\u00e7\u00e3o na traseira da catapulta e prende a barra de reboque do nariz      da aeronave (roda dianteira) a uma fenda na lan\u00e7adeira. A guarni\u00e7\u00e3o posiciona      outra barra, o freio anti-retorno, entre a parte de tr\u00e1s da roda e a lan\u00e7adeira      (nos jatos F-14 e F\/A-18, o freio anti-retorno \u00e9 incorporado no trem de nariz;      em outras aeronaves, ele tem uma pe\u00e7a separada).<\/p>\n<p>Enquanto isso tudo acontece, a tripula\u00e7\u00e3o de v\u00f4o levanta o defletor de jatos      atr\u00e1s da aeronave (\u00e0 popa da aeronave, neste caso). Quando o defletor de jatos,      a barra de reboque e o freio anti-retorno estiverem todos em posi\u00e7\u00e3o e todas      as verifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 estiverem sido completadas, o oficial da catapulta (tamb\u00e9m      conhecido como &#8220;lan\u00e7ador&#8221;) deixa as catapultas prontas a partir      da casamata de controle da catapulta, uma pequena esta\u00e7\u00e3o de controle encapsulada      com um domo transparente que se projeta acima do conv\u00e9s de v\u00f4o.<\/p>\n<p>Quando o avi\u00e3o est\u00e1 pronto, o oficial da catapulta abre determinadas v\u00e1lvulas      para encher os cilindros com vapor de alta press\u00e3o, proveniente dos reatores      do navio. Esse vapor fornece a for\u00e7a necess\u00e1ria para propelir os pist\u00f5es em      alta velocidade, acelerando o avi\u00e3o para a frente de modo a gerar a sustenta\u00e7\u00e3o      necess\u00e1ria para a decolagem. De in\u00edcio, os pist\u00f5es ficam travados em posi\u00e7\u00e3o,      assim os cilindros apenas aumentam a press\u00e3o. O oficial da catapulta monitora      cuidadosamente as condi\u00e7\u00f5es do conv\u00e9s e o n\u00edvel de press\u00e3o para que atinja      o valor correto de um determinado avi\u00e3o. Se a press\u00e3o for muito baixa, o avi\u00e3o      n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1 a velocidade necess\u00e1ria para a decolagem e a catapulta ir\u00e1 lan\u00e7\u00e1-lo      no mar. Se houver press\u00e3o excessiva, um impacto s\u00fabito poderia quebrar o trem      de embreagens.<\/p>\n<p>Quando os cilindros est\u00e3o carregados com o n\u00edvel de press\u00e3o adequado, o piloto      d\u00e1 toda pot\u00eancia nos motores do avi\u00e3o. O freio anti-retorno mant\u00e9m a aeronave      presa \u00e0 lan\u00e7adeira enquanto os motores geram um empuxo consider\u00e1vel. O oficial      da catapulta libera os pist\u00f5es, a for\u00e7a faz com que o freio anti-retorno se      solte e a press\u00e3o do vapor impulsiona a lan\u00e7adeira e o avi\u00e3o para frente.      Ao final da catapulta, a barra de reboque salta para fora da lan\u00e7adeira, soltando      o avi\u00e3o. Esse sistema totalmente acionado por vapor pode disparar um avi\u00e3o      de 20 toneladas de 0 a 266 km\/h em dois segundos!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado12.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n<strong>Um F\/A-18 Hornet sendo lan\u00e7ado do USS George Washington<\/strong><\/p>\n<p>Se tudo der certo, o avi\u00e3o em alta velocidade vai gerar sustenta\u00e7\u00e3o suficiente      para decolar. Caso contr\u00e1rio, o piloto (ou pilotos) ativa seus assentos ejet\u00e1veis      para escapar antes que o avi\u00e3o mergulhe no oceano \u00e0 frente do navio (isso      raramente acontece, mas o risco est\u00e1 sempre presente).<\/p>\n<p>Decolar \u00e9 extremamente dif\u00edcil, mas pior ainda \u00e9 a volta. Na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o,      veremos o procedimento padr\u00e3o de pouso em porta-avi\u00f5es, ou recolhimento.<\/p>\n<p><strong>Pouso<\/strong><\/p>\n<p>Pousar em um conv\u00e9s de v\u00f4o \u00e9 uma das manobras mais dif\u00edceis para um aviador      naval. O conv\u00e9s de v\u00f4o possui cerca de 150 metros de pista para o pouso de      aeronaves, o que quase n\u00e3o \u00e9 suficiente para os pesados jatos de alta velocidade.<\/p>\n<p><strong>Para pousar em um conv\u00e9s de v\u00f4o, um avi\u00e3o precisa de um gancho de      cauda, que \u00e9 exatamente o que a palavra sugere:<\/strong>um gancho preso \u00e0      cauda do avi\u00e3o. O objetivo do piloto \u00e9 pegar, com o gancho de cauda, um dos      quatro cabos de travamento, cabos robustos entrela\u00e7ados com fios de a\u00e7o de      alta tens\u00e3o.<\/p>\n<p>Os cabos de travamento se estendem perpendicularmente no conv\u00e9s e s\u00e3o presos      em ambas as extremidades a cilindros hidr\u00e1ulicos localizados abaixo do conv\u00e9s.      Se o gancho de cauda pegar um cabo de travamento, ele o puxa e o sistema de      cilindros hidr\u00e1ulicos absorve a energia, fazendo a aeronave parar. O sistema      de cabos pode parar um avi\u00e3o de 24.500 kg voando a 240 km\/h em apenas dois      segundos, em uma \u00e1rea de pouso de 96 metros (315 p\u00e9s).<\/p>\n<p>H\u00e1 quatro cabos de travamento paralelos, espa\u00e7ados em cerca de 15 metros,      para expandir a \u00e1rea alvo para o piloto. Os pilotos miram no terceiro cabo,      j\u00e1 que \u00e9 o alvo mais efetivo e seguro. Eles nunca buscam o primeiro cabo,      pois este fica em um posi\u00e7\u00e3o perigosa, pr\u00f3ximo ao limite do conv\u00e9s. Se eles      fizerem uma aproxima\u00e7\u00e3o muito baixa para o primeiro cabo, eles podem facilmente      se acidentar na popa do navio. \u00c9 aceit\u00e1vel capturar o segundo ou o quarto      cabo 4, mas para o piloto progredir na carreira, ele tem que ser capaz de      engatar o cabo com regularidade.<\/p>\n<p>Para realizar esta incr\u00edvel manobra, o piloto precisa aproximar-se do conv\u00e9s      exatamente no \u00e2ngulo correto. O procedimento de pouso se inicia quando os      diversos avi\u00f5es que retornam se &#8220;aglomeram&#8221; em um vasto circuito      de tr\u00e1fego oval pr\u00f3ximo ao porta-avi\u00f5es. O Centro de Controle de Tr\u00e1fego A\u00e9reo      a Bordo decide a ordem de pouso das aeronaves com base nos n\u00edveis de combust\u00edvel      (um avi\u00e3o que est\u00e1 a ponto de ficar sem combust\u00edvel pousa antes do que outro      que pode permanecer em v\u00f4o por mais tempo). Quando \u00e9 hora de um avi\u00e3o pousar,      o piloto se separa do circuito de tr\u00e1fego e se dirige para a popa do navio.<\/p>\n<p>Oficiais sinalizadores de pouso (OSPs) ajudam a orientar o avi\u00e3o, atrav\u00e9s      de r\u00e1dio bem como atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de luzes no conv\u00e9s. Se o avi\u00e3o est\u00e1      vindo em uma aproxima\u00e7\u00e3o boa, o OSP acende luzes verdes para indicar ao piloto      que tudo est\u00e1 bem. Se o avi\u00e3o est\u00e1 fora de rumo, o OSP pode acender outras      luzes para corrigi-lo ou redirecion\u00e1-lo para uma nova tentativa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos OSPs, os pilotos devem estar atentos para o Sistema \u00f3tico de Pouso      com Lentes Fresnel, geralmente referenciado como &#8220;as lentes&#8221;, para      orienta\u00e7\u00e3o de pouso. As lentes consistem em uma s\u00e9rie de luzes e lentes Fresnel      montadas em uma plataforma estabilizada giroscopicamente. As lentes focalizam      a luz em feixes estreitos que s\u00e3o direcionados para o alto em v\u00e1rios \u00e2ngulos.<\/p>\n<p>O piloto observa diferentes luzes dependendo do \u00e2ngulo de aproxima\u00e7\u00e3o do      avi\u00e3o. Se a aproxima\u00e7\u00e3o estiver correta, o piloto ver\u00e1 uma luz \u00e2mbar, apelidada      de &#8220;bolinha&#8221;, coincidindo com uma linha de luzes verdes. Se a luz      \u00e2mbar aparecer acima das luzes verdes, o avi\u00e3o est\u00e1 alto; se a luz \u00e2mbar aparecer      abaixo das luzes verdes, o avi\u00e3o est\u00e1 baixo. Se a aeronave estiver muito baixa,      o piloto ver\u00e1 luzes vermelhas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/aviado13.jpg\" alt=\"Dia do Aviador Naval\" title=\"Dia do Aviador Naval\" \/><br \/>\n     &#8220;As lentes&#8221; no USS John F. Kennedy<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\">\n<strong>Diagrama ilustrando o &#8220;Sistema \u00e2tico de Pouso com Lentes Fresnel      Aperfei\u00e7oado&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Assim que o avi\u00e3o toca o conv\u00e9s, o piloto leva os motores \u00e0 pot\u00eancia total,      ao inv\u00e9s de reduzi-los. Isso pode parecer contradit\u00f3rio, mas se o gancho de      cauda n\u00e3o pegar nenhum dos cabos de travamento, o avi\u00e3o precisar\u00e1 se mover      r\u00e1pido o suficiente para decolar de novo e retornar para outro passe. A pista      de pouso \u00e9 inclinada em um \u00e2ngulo de 14 graus em rela\u00e7\u00e3o ao navio, logo, quando      ocorre um erro como esse (um &#8220;bolter&#8221;), o avi\u00e3o pode decolar pela      lateral do navio, ao inv\u00e9s de atingir os avi\u00f5es estacionados na outra extremidade      do conv\u00e9s.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o pouso, o avi\u00e3o \u00e9 retirado da pista e acorrentado na lateral do      conv\u00e9s de v\u00f4o. Aeronaves inativas est\u00e3o sempre bem amarradas para evitar que      deslizem quando o conv\u00e9s balan\u00e7a de um lado para o outro.<\/p>\n<p>A guarni\u00e7\u00e3o do conv\u00e9s de v\u00f4o tem que estar preparada para eventos inesperados,      inclusive para um enorme inc\u00eandio do avi\u00e3o. Durante as opera\u00e7\u00f5es de decolagem      ou recolhimento, a guarni\u00e7\u00e3o disp\u00f5e de in\u00fameros equipamentos de seguran\u00e7a      de prontid\u00e3o. Dentre eles, o conv\u00e9s de v\u00f4o possui um pequeno caminh\u00e3o de inc\u00eandio,      esguichos ligados a tanques de \u00e1gua e espumas formadoras de pel\u00edcula aquosa      e um avan\u00e7ado material de combate ao fogo (tamb\u00e9m existem bocais para combust\u00edvel      de avia\u00e7\u00e3o e muitos outros l\u00edquidos \u00fateis).<\/p>\n<p>O pessoal do conv\u00e9s de v\u00f4o tamb\u00e9m corre o risco de ser jogado pela borda      devido \u00e0 descarga de um motor a jato. As redes de seguran\u00e7a ao longo dos lados      do conv\u00e9s de v\u00f4o oferecem alguma prote\u00e7\u00e3o, eles tamb\u00e9m usam coletes salva-vidas      auto-infl\u00e1veis, com luzes sinalizadoras intermitentes ativadas pelo contato      com a \u00e1gua, e capacetes refor\u00e7ados, chamados cranials, que protegem a cabe\u00e7a      e a audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do Aviador Naval, Hist\u00f3ria, Brasil, Brasileira, Caracter\u00edstica, For\u00e7a, A\u00e9rea, Homenagem, Curiosidade, Comemora\u00e7\u00e3o, Piloto, Dia do Aviador 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