{"id":59836,"date":"2016-07-07T14:38:24","date_gmt":"2016-07-07T14:38:24","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=59836"},"modified":"2017-11-29T10:03:41","modified_gmt":"2017-11-29T12:03:41","slug":"dia-da-informatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-da-informatica","title":{"rendered":"Dia da Inform\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<h4>DA V\u00c1LVULA AO TRANSISTOR OS PRIMEIROS COMPUTADORES MODERNOS<\/h4>\n<p>Desde 1847 o matem\u00e1tico ingl\u00eas George Boole (1815-\u00ad1864) desenvolve os racioc\u00ednios l\u00f3gico-matem\u00e1ticos condicionais que levam o seu nome (\u00c1lgebra Booleana).<\/p>\n<p><strong>As primeiras d\u00e9cadas do nosso s\u00e9culo, em particular os anos que se seguem \u00e0 1\u00aa Guerra Mundial, encontram o mundo amadurecido, t\u00e9cnica e teoricamente, para a constru\u00e7\u00e3o dos modernos computadores<\/strong>: o dinamarqu\u00eas Valdemar Poulsen (1869-1942) efetua os primeiros registros magn\u00e9ticos de dados em um fio de arame (1900), abrindo caminho para a mem\u00f3ria magn\u00e9tica; o norte-americano Lee De Forest inventa a v\u00e1lvula (1906), artefato que consiste basicamente num interruptor eletr\u00f4nico; Claude Shannon demonstra (1938) que conjuntos de interruptores eletr\u00f4nicos (v\u00e1lvulas) podem realizar opera\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas, abrindo caminho para os Circuitos Eletr\u00f4nicos. Mas s\u00f3 com o advento da 2\u00aa Guerra Mundial \u00e9 que as na\u00e7\u00f5es em conflito mobilizam os enormes recursos necess\u00e1rios para construir aparelhos de computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Alemanha, em Berlim, Conrad Zuze (1910-?), engenheiro aeron\u00e1utico, dedica-se a partir de 1936, a um projeto que chama de Z-1. Constru\u00eddo \u00e0 noite, com a ajuda de amigos na casa onde mora com os pais, o Z1 efetua as quatro opera\u00e7\u00f5es aritm\u00e9ticas, calcula ra\u00edzes quadradas e converte n\u00fameros decimais em nota\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria e vice\u00adversa.<\/p>\n<p>Desconhecendo os fundamentos de Babbage, Zuze chega a muitas conclus\u00f5es semelhantes, redescobrindo os princ\u00edpios da \u00e1lgebra booleana tamb\u00e9m. Fixa-se na id\u00e9ia de Leibniz, de representar os dados e as instru\u00e7\u00f5es em forma bin\u00e1ria. Uma m\u00e1quina puramente mec\u00e2nica n\u00e3o lhe \u00e9 satisfat\u00f3ria e Zuze considera a hip\u00f3tese de uma m\u00e1quina completamente eletr\u00f4nica, embora a guerra n\u00e3o lhe permita obter os componentes necess\u00e1rios, e em 1941 termina um computador eletromec\u00e2nico, o Z2.<\/p>\n<p>O governo alem\u00e3o, engajado no esfor\u00e7o de guerra, n\u00e3o demonstra interesse inicial pelo invento, mas posteriormente fornece recursos para desenvolver o Z3, um computador el\u00e9trico, com rel\u00e9s em lugar das juntas mec\u00e2nicas utilizadas nos modelos anteriores, e um desenho mais compacto e elegante.<\/p>\n<p>Apesar dos bombardeios aliados, que o obrigam a mudar o local da oficina diversas vezes, e do ex\u00e9rcito alem\u00e3o que o convoca para o front por dois per\u00edodos, o prot\u00f3tipo do Z3 \u00e9 conclu\u00eddo.<\/p>\n<p>O racionamento de materiais durante a guerra imp\u00f5e a improvisa\u00e7\u00e3o de componentes a partir de pe\u00e7as usadas de telefones, e as instru\u00e7\u00f5es s\u00e3o alimentadas por velhas pel\u00edculas cinematogr\u00e1ficas de 35mm, perfuradas com um c\u00f3digo de oito furos por quadro. O Z3 armazena 64 palavras de 22 bits cada. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 introduzida por um teclado, e os resultados exibidos num painel de l\u00e2mpadas.<\/p>\n<p>Todos os prot\u00f3tipos de Zuze s\u00e3o destru\u00eddos quando do bombardeio de Berlim na ofensiva final aliada em 1945, mas sabe-se que um dos seus modelos, adaptado, auxiliou os c\u00e1lculos do projeto da bomba voadora alem\u00e3 HS-293. O Z4, ultimo computador de Zuze no per\u00edodo de guerra, aumenta o tamanho das palavras para 32 bits. Levada para Gottingen quando os aliados marcham sobre Berlim, a m\u00e1quina acaba em Basileia, na Su\u00ed\u00e7a, onde opera at\u00e9 1954. Sem conseguir fabricar computadores na Alemanha ocupada, Zuze concentra-se na teoria, desenvolvendo a linguagem &#8220;Plankalkul&#8221;.<\/p>\n<p>Ao conseguir novamente fabric\u00e1-los, monta a Zuze Company, a maior fabricante de computadores alem\u00e3 at\u00e9 1969, quando \u00e9 incorporada pela Siemens.<\/p>\n<p><strong>Para os E.U.A. as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais abundantes e contradit\u00f3rias:<\/strong>\u00a0ao que tudo indica, os dois projetos iniciais s\u00e3o militares.<\/p>\n<p>O projeto do ex\u00e9rcito nasce em 1943 quando um coronel prop\u00f5e a constru\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1quina para c\u00e1lculos bal\u00edsticos.<\/p>\n<p><strong>Esse &#8220;Computador Bal\u00edstico&#8221; \u00e9 constru\u00eddo por George Stibitz (que em 1938 apresentara trabalho sobre m\u00e1quinas acionadas por rel\u00eas):\u00a0<\/strong>o programa \u00e9 gravado em fita e ela efetua as quatro opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Ao mesmo tempo, a Marinha desenvolve um projeto pr\u00f3prio, secreto, de computa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0<strong>de 1937 a 1943, na Universidade de Harvard, constr\u00f3i um computador que permanece como segredo militar at\u00e9 ser dado a conhecer ao p\u00fablico em 1944, quando \u00e9 doado \u00e0 Universidade:<\/strong>\u00a0o Harvard Mark I. Entra em funcionamento em 1943, mas apesar de ser um sucesso, estava obsoleto assim que ficou pronto, levando \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um modelo mais aperfei\u00e7oado.<\/p>\n<p>Esse modelo seria o de uma id\u00e9ia de Howard Hathaway Aiken (1900-?) em 1937, para construir uma m\u00e1quina de Babbage usando equipamento de tabula\u00e7\u00e3o adaptado.<\/p>\n<p><strong>Convencendo a IBM a entrar na constru\u00e7\u00e3o (1939), o \u00eaxito de um primeiro prot\u00f3tipo, embora mec\u00e2nico, anima a IBM a investir num modelo aperfei\u00e7oado, com rel\u00eas eletromec\u00e2nicos:<\/strong>\u00a0o Harvard Mark II, de 1945.<\/p>\n<p>\u00c9 com ele que surge o termo &#8220;bug&#8221;, que utilizamos at\u00e9 hoje para designar qualquer erro de programa. Quem usa a express\u00e3o pela primeira vez \u00e9 Grace Murray Hopper, matem\u00e1tica colaboradora de Aiken, referindo-se a uma tra\u00e7a que acidentalmente pousando numa v\u00e1lvula, queimou-a, paralisando a opera\u00e7\u00e3o do equipamento.<\/p>\n<p>At\u00e9 1944, as instru\u00e7\u00f5es dirigidas ao computador eram armazenadas externamente \u00e0 m\u00e1quina (fitas perfuradas, cart\u00f5es perfurados, ou pluges e fios). Em 1945, John von Neumann (1903-1957, apresenta o conceito de programa\u00e7\u00e3o interna, armazenamento codificado de instru\u00e7\u00f5es na mem\u00f3ria do computador. A id\u00e9ia \u00e9 posta em pratica no EDVAC &#8211; &#8220;Electronic Discrete Variable Computer&#8221;, constru\u00eddo pela Universidade da Pensilv\u00e2nia (1946) com os engenheiros John W. Mauchly e John Prosper Eckert.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o primeiro computador a trabalhar com n\u00fameros em base bin\u00e1ria, e tamb\u00e9m com palavras, chegando a colocar uma lista de nomes em ordem alfab\u00e9tica.<\/p>\n<p>A mesma Universidade da Pensilv\u00e2nia apresenta em 1946, uma m\u00e1quina onde os rel\u00eas eletromec\u00e2nicos s\u00e3o substitu\u00eddos por v\u00e1lvulas eletr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>\u00c9 o ENIAC &#8211; &#8220;Electronic Numerical Integrator and Computer&#8221;, primeiro computador eletr\u00f4nico program\u00e1vel. Nele trabalham, al\u00e9m de Mauchly e Eckert, nomes como Alan Turing e John von Neumann. As estat\u00edsticas do projeto tamb\u00e9m est\u00e3o em qualquer apostila. A m\u00e1quina funcionou at\u00e9 1952, quando \u00e9 aposentada devido aos altos custos de manuten\u00e7\u00e3o e complexidade de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Na Inglaterra, Alan Turing (1912-1954) retoma as id\u00e9ias de Babbage e na tentativa de demonstrar se seria poss\u00edvel uma m\u00e1quina que resolvesse quaisquer problemas matem\u00e1ticos, num trabalho chamado &#8220;On Computable Numbers&#8221; (1936) aprofunda os fundamentos te\u00f3ricos l\u00f3gicos para os computadores, entre os quais o princ\u00edpio da programa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0a m\u00e1quina deveria receber uma s\u00e9rie de instru\u00e7\u00f5es numa fita continua, dividida em unidades, lendo a instru\u00e7\u00e3o de uma unidade, processando\u00ada e passando \u00e0 unidade seguinte.<\/p>\n<p>Suas teorias s\u00e3o postas em pr\u00e1tica na Escola de C\u00f3digos e Cifras, incumbida de decifrar os c\u00f3digos &#8220;Enigma&#8221; alem\u00e3es: em 1943, sob sua orienta\u00e7\u00e3o, \u00e9 constru\u00eddo o &#8220;Colossus&#8221;, um computador eletro-mec\u00e2nico para esse fim. Vencida a Guerra, no per\u00edodo de 1949 a 1951 \u00e9 desenvolvido o ACE &#8211; &#8220;Automatic Computing Engine&#8221;, no National Physical Laboratory, projetado pelo mesmo Turing para uso gen\u00e9rico, que colaborar\u00e1 ainda no projeto do Ferranti Mark I da Universidade de Manchester.<\/p>\n<p><strong>No per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, enquanto nos E.U.A. a universidade da Pensilv\u00e2nia desenvolve o EDVAC, a de Cambridge trabalha no EDSAC e na Inglaterra prossegue o projeto do ACE, uma t\u00e9cnica liga todos<\/strong>: o recurso a tubos de merc\u00fario para armazenamento de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Na Inglaterra, a Universidade de Manchester, opta por utilizar tubos de raios cat\u00f3dicos para esse fim, com \u00eaxito em fins de 1948, o que conduz ao projeto do Manchester Mark I.<\/p>\n<p>Uma empresa local, a Ferranti, oferece apoio, e produz uma vers\u00e3o comercial (Ferranti Mark I), que chega ao mercado em fevereiro de 1951, cinco meses antes do UNIVAC norte-americano.<\/p>\n<p><strong>Em 195O, Mauchly e Eckert est\u00e3o trabalhando numa m\u00e1quina chamada BINAC, e montam o pr\u00f3prio neg\u00f3cio para fabricar uma vers\u00e3o comercial do ENIAC:\u00a0<\/strong>a Eckert &amp; Mauchly Computer Corporation.<\/p>\n<p>Convidada a fazer parte da equipe, Grace Hooper desenvolve programas de uso comercial para a m\u00e1quina. \u00c9 ela quem cria a primeira linguagem de programa\u00e7\u00e3o, junto com o compilador necess\u00e1rio para traduzi-lo em linguagem de m\u00e1quina, o A\u00adO. O projeto da empresa \u00e9 chamado UNIVAC &#8211; &#8220;Universal Accounting Machine&#8221; segundo umas fontes, ou &#8220;Universal Automatic Computer&#8221;, segundo outras.<\/p>\n<p>As v\u00e1lvulas eletr\u00f4nicas, que o comp\u00f5em, permitem que tarefas que at\u00e9 ent\u00e3o consumiam um ano, demorem apenas um dia, e \u00e9 o primeiro a utilizar fitas magn\u00e9ticas para alimenta\u00e7\u00e3o e armazenamento de dados. A companhia de ambos \u00e9 adquirida no ano seguinte pela Remington Rand, que no mesmo ano, tem a primeira unidade comprada pelo US Census Bureau.<\/p>\n<p><strong>Em 1954 \u00e9 vendida a primeira unidade a um cliente particular:<\/strong>\u00a0a General Electric.<\/p>\n<p>\u00c9 partir da d\u00e9cada de 50, que empresas como a Burroughs, NCR e outras iniciam a produ\u00e7\u00e3o de computadores e sistemas, entrando nesse mercado em bases competitivas.<\/p>\n<p>A IBM j\u00e1 havia se apoderado do mercado com o seu IBM 650, e em 1953 chegam ao mercado os primeiros computadores para c\u00e1lculos cient\u00edficos, a linha IBM 701. Apesar de inventado em 1947 nos laborat\u00f3rios da Bell Telephone norte-americana (William Shockley, Walter Brattain e John Bardeen ganham o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica de 1956 pela descoberta), o transistor apenas est\u00e1 dispon\u00edvel comercialmente a partir de 1954. Em 1959 \u00e9 introduzido o IBM 1401.<\/p>\n<h4>15 de Agosto<\/h4>\n<p>A inform\u00e1tica \u00e9, talvez, a \u00e1rea que mais influenciou o curso do s\u00e9culo XX. Se hoje vivemos na Era da Informa\u00e7\u00e3o, isto se deve ao avan\u00e7o tecnol\u00f3gico na transmiss\u00e3o de dados e \u00e0s novas facilidades de comunica\u00e7\u00e3o &#8211; ambos impens\u00e1veis sem a evolu\u00e7\u00e3o dos computadores.<\/p>\n<p>Existe inform\u00e1tica em quase tudo que fazemos e em quase todos os produtos que consumimos. \u00c9 muito dif\u00edcil pensar em mudan\u00e7as sem que em alguma parte do processo a inform\u00e1tica n\u00e3o esteja envolvida.<\/p>\n<p>Desde seus prim\u00f3rdios no s\u00e9culo XX, quando possu\u00eda finalidade exclusivamente cient\u00edfica e militar, a inform\u00e1tica j\u00e1 era usada pelos governos, como a Alemanha e os Estados Unidos. Ainda hoje, computadores s\u00e3o utilizados para rastrear e orientar naves e tanques, e tamb\u00e9m organizar planejamentos estrat\u00e9gicos e armazenar dados militares.<\/p>\n<p>Os governos dos pa\u00edses utilizam a inform\u00e1tica no recenseamento, agilizando sua apura\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m para disponibiliz\u00e1-la \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o que voc\u00ea pode conferir aqui no IBGE:\u00a0<\/strong>oferecemos informa\u00e7\u00e3o pela Internet e por softwares de recupera\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p>Os bancos tamb\u00e9m monitoram contas e cadastros atrav\u00e9s da inform\u00e1tica; pessoas no mundo todo podem conversar em tempo real atrav\u00e9s de computadores; crian\u00e7as podem aprender atrav\u00e9s da inform\u00e1tica e j\u00e1 existem at\u00e9 cursos \u00e0 dist\u00e2ncia facilitados pelo computador e pela Internet.<\/p>\n<p>Sem os computadores, o homem n\u00e3o teria chegado \u00e0 Lua; n\u00e3o poder\u00edamos manter os sat\u00e9lites no espa\u00e7o; n\u00e3o transmitir\u00edamos as not\u00edcias t\u00e3o r\u00e1pido e com tamanho alcance; demorar\u00edamos horas para conseguirmos certos resultados de c\u00e1lculos ou determinadas pesquisas; certos aparelhos de hospitais n\u00e3o existiriam e os exames de laborat\u00f3rio n\u00e3o seriam t\u00e3o precisos. E por a\u00ed vai&#8230;<\/p>\n<h4>ANTIGUIDADE E INFORM\u00c1TICA<\/h4>\n<p>A hist\u00f3ria da inform\u00e1tica acompanha o processo de criar e armazenar dados, algo que j\u00e1 \u00e9 feito desde a Antiguidade.<\/p>\n<p><strong>A palavra vem da jun\u00e7\u00e3o de dois voc\u00e1bulos:<\/strong>\u00a0informa\u00e7\u00e3o e autom\u00e1tica. Logo, a id\u00e9ia de agilizar a recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es tem sido trabalhada h\u00e1 muito tempo, com a diferen\u00e7a que agora as mudan\u00e7as s\u00e3o bem mais r\u00e1pidas do que antes.<\/p>\n<p><strong>Repare bem: em 3.500 a.C., j\u00e1 havia o mais antigo instrumento de c\u00e1lculo:<\/strong>\u00a0o \u00e1baco.<\/p>\n<p>Costuma-se dizer que o \u00e1baco \u00e9 o embri\u00e3o da inform\u00e1tica. Por qu\u00ea Porque foi o primeiro dispositivo de computa\u00e7\u00e3o, mesmo que ainda usando meios mec\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Era composto de varetas ou barras e pequenas bolas, usadas para fazer contas.<\/p>\n<p>Os chineses adaptaram o \u00e1baco e, por volta de 2.500 a.C., nasceu um sistema chamado &#8220;Suan-Pan&#8221;. Eram palitos empilhados que, dependendo da posi\u00e7\u00e3o, mudavam de valor. Quando dispostos sobre uma t\u00e1bua, era poss\u00edvel fazer c\u00e1lculos com as quatro opera\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas.<\/p>\n<h4>\u00c0S V\u00c9SPERAS DO S\u00c9CULO XX<\/h4>\n<p>No s\u00e9culo XIX, come\u00e7aram a pipocar inventos com objetivo de &#8220;imitar&#8221; o pensamento, ou pelo menos suas fun\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria. Obviamente eram muito rudimentares em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e1quinas atuais, mas \u00e9 interessante notar o caminho trilhado pelos cientistas da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Eles estavam buscando desenvolver mecanismos autom\u00e1ticos (lembra da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial) e entre eles estava o invento de Jacquard:<\/strong>\u00a0uma esp\u00e9cie de tear autom\u00e1tico, que fazia desenhos de acordo com o comando de algumas placas perfuradas.<\/p>\n<p><strong>O tecel\u00e3o poderia variar o padr\u00e3o do tear de acordo com as placas:<\/strong>\u00a0cada uma dava um comando diferente. Este conceito foi uma das grandes influ\u00eancias ao se conceber o computador. Isto foi em 1801, e cerca de 30 anos depois, em 1834, foi a vez da famosa M\u00e1quina Anal\u00edtica, do ingl\u00eas Charles Babbage.<\/p>\n<p>Babbage n\u00e3o p\u00f4de concluir a M\u00e1quina Anal\u00edtica por falta de recursos, mas sua concep\u00e7\u00e3o foi revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Trazia os principais conceitos da inform\u00e1tica:<\/strong>\u00a0programas, mem\u00f3ria, unidade de controle e perif\u00e9ricos de sa\u00edda, utilizando tamb\u00e9m cart\u00f5es perfurados.<\/p>\n<p>O invento de Babbage inspirou o primeiro computador eletr\u00f4nico-mec\u00e2nico, em 1890.<\/p>\n<p><strong>Com ele, o censo americano de 1890 saiu bem mais r\u00e1pido:\u00a0<\/strong>antes, levava sete anos para apurar os resultados; com o computador, p\u00f4de apurar em seis semanas!<\/p>\n<h4>A \u00c1RVORE GENEAL\u00d3GICA DOS COMPUTADORES<\/h4>\n<p><strong>Qual o computador de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>As mudan\u00e7as s\u00e3o t\u00e3o r\u00e1pidas que ningu\u00e9m sabe dizer com certeza. Mas \u00e9 poss\u00edvel acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias eras de computadores, que a maioria dos estudiosos divide em cinco gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Acompanhe aqui a \u00e1rvore geneal\u00f3gica da inform\u00e1tica:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>A primeira gera\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>funcionando por meio de v\u00e1lvulas a v\u00e1cuo, compreende o per\u00edodo de 1940 a 1952. As informa\u00e7\u00f5es eram gravadas em cart\u00f5es perfurados.<\/p>\n<p><strong>A segunda gera\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0de 1953 a 1964, a partir de transistores. Com a diminui\u00e7\u00e3o do tamanho das m\u00e1quinas, seu uso se estende \u00e0 \u00e1rea administrativa e gerencial (antes era restrita ao campo cient\u00edfico e militar).<\/p>\n<p><strong>A terceira gera\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>\u00e9 a dos circuitos integrados, que reinaram de 1964 a 1971.<\/p>\n<p><strong>A quarta gera\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0\u00e9 a dos microprocessadores, at\u00e9 1981. Os computadores ficam bem menores e surgem novas linguagens. Nasce a teleinform\u00e1tica (possibilidade de computadores trocarem dados entre si atrav\u00e9s de rede).<\/p>\n<p><strong>A quinta gera\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>a partir de 1981, \u00e9 a vez dos computadores pessoais (PCs) e VLSI, com alta velocidade e interatividade.<\/p><\/blockquote>\n<h4>O S\u00c9CULO DA INFORM\u00c1TICA<\/h4>\n<p>E no s\u00e9culo passado, o que aconteceu<\/p>\n<p>O primeiro computador eletromagn\u00e9tico surgiu nos Estados Unidos em 1937. Impulsionado pela guerra (acabara a Primeira Guerra Mundial e em breve despontaria a Segunda), o computador foi criado para calcular trajet\u00f3rias de proj\u00e9teis da Marinha, mas s\u00f3 ficou pronto depois que a Segunda Guerra acabou!<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m com o final da Segunda Guerra Mundial que nasceu o ENIAC, o pai dos computadores modernos. O sistema bin\u00e1rio utilizado nos computadores atuais, contudo, s\u00f3 veio a ser utilizado em 1954, junto com a no\u00e7\u00e3o de programa\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as a John Von Newmann.<\/p>\n<p>Mas os computadores da \u00e9poca eram muito limitados. E o pior; ocupavam um espa\u00e7o enorme! Alguns ocupavam uma sala inteira &#8211; e estamos falando de salas grandes! O computador pessoal, que fica sobre uma mesa, ainda era um sonho distante.<\/p>\n<p>Em 1959 surgiu um novo modelo com um espa\u00e7o dez vezes menor e capacidade cem vezes maior. E isso ainda era muito pouco, comparado com o que temos hoje. O minicomputador ocupava o espa\u00e7o de um quartinho pequeno. Foi com os micros que tudo mudou.<\/p>\n<h4>15 de Agosto<\/h4>\n<h4>UMA BREVE HIST\u00d3RIA DA INFORM\u00c1TICA<\/h4>\n<p>H\u00e1 quem goste de remontar a hist\u00f3ria dos computadores e do processamento de dados \u00e0 pr\u00e9-hist\u00f3ria, ligando-a a marcas em ossos ou pedras. H\u00e1 quem o fa\u00e7a \u00e0 Antiguidade, com os \u00e1bacos sum\u00e9rios, chineses ou romanos.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 fato que aprendemos a contar nos dedos, e que os primeiros \u00e1bacos t\u00eam cerca de 5.000 anos:<\/strong>\u00a0os mais primitivos, simples placas de argila, madeira ou pedra, com sulcos onde pequenos seixos s\u00e3o deslizados, e os mais conhecidos, os de contas em arma\u00e7\u00f5es de varetas.<\/p>\n<p><strong>O termo vem do grego &#8220;\u00e1bakos&#8221;, com o significado de t\u00e1bua, prancha; as demais express\u00f5es v\u00eam do latim:<\/strong>\u00a0d\u00edgito de &#8220;digitus&#8221; (dedo), c\u00e1lculo de &#8220;calculus&#8221; (pedrinha, seixo), de onde por sua vez derivam calcular e calculadora; computar, de &#8220;computare&#8221;, justaposi\u00e7\u00e3o de &#8220;cum&#8221; (com) e &#8220;putare&#8221; (contar); contar, por fim, \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de utilizar &#8220;contas&#8221;.<\/p>\n<p>Essa pequena incurs\u00e3o \u00e0 origem das nossas atuais palavras, demonstra cabalmente serem esses os instrumentos mais antigos que a nossa cultura conheceu para essa fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O importante \u00e9 fixar que, desde os prim\u00f3rdios aos nossos dias, a hist\u00f3ria do processamento de dados, e a do pr\u00f3prio c\u00e1lculo, ligam-se cada vez mais intimamente \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da vida econ\u00f4mica e do pensamento l\u00f3gico do Homem.<\/p>\n<p><strong>A complexidade da civiliza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e urbana exigiu o aperfei\u00e7oamento do c\u00e1lculo em geral, e cada cultura encontrou solu\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias:<\/strong>\u00a0os orientais at\u00e9 hoje recorrem ao \u00e1baco, que permite opera\u00e7\u00f5es velozes e confi\u00e1veis; os sum\u00e9rios e eg\u00edpcio: desenvolveram sistemas de contagem calend\u00e1rios, e os rudimentos da geometria (al\u00e9m da escrita para registr\u00e1-los); os grego; afamaram-se na geometria, os romanos na engenharia; os hindus inventaram o zero trazido por \u00e1rabes para o ocidente crist\u00e3o medieval.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica pr\u00e9-Colombiana desenvolveram-se matem\u00e1ticas complexas ligadas \u00e0s observa\u00e7\u00f5es celestes, das quais mesmo hoje, pouco conhecemos.<\/p>\n<h4>DA TEORIA \u00c0 PRATICA<\/h4>\n<p>Na Europa pr\u00e9-Renascentista, as necessidades da burguesia e do capitalismo mercantil desenvolvem uma economia monet\u00e1ria e os rudimentos da Contabilidade.<\/p>\n<p>O aumento das receitas (e das despesas) exige novos e aperfei\u00e7oados meios de c\u00e1lculo e de controle, multiplicando as Universidades, impulsionando pesquisa e a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>O sucesso desse f\u00f3rmula \u00e9 atestado pela passagem do capitalismo mercantil para o pr\u00e9-industrial que redobra as exig\u00eancias do c\u00e1lculo, e prepara a fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que leva \u00e0s m\u00e1quinas de calcular. Aqui come\u00e7am normalmente as cronologias das apostilas; John Napier (1550-1617, matem\u00e1tico escoc\u00eas, inventa os Logaritmos (1614), recurso l\u00f3gico que reduz a divis\u00e3o \u00e0 subtra\u00e7\u00e3o e a multiplica\u00e7\u00e3o \u00e0 adi\u00e7\u00e3o, e os chamados &#8220;Ossos de Napier&#8221; &#8211; tabelas de multiplica\u00e7\u00e3o gravadas em cilindros rotativos de madeira.<\/p>\n<p><strong>Devido \u00e0 complexidade de c\u00e1lculo dos logaritmos, o seu colega ingl\u00eas William Oughtred (1574-1660) representa-os, para esse fim, em uma escala de madeira:\u00a0<\/strong>a primeira r\u00e9gua de c\u00e1lculo de que se tem not\u00edcia, e que alguns consideram como o primeiro computador anal\u00f3gico da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A primeira m\u00e1quina de calcular de que se tem not\u00edcia \u00e9 a do astr\u00f4nomo alem\u00e3o Wilhelm Schickard (1592\u00ad1635). Pouco se sabe desse aparelho, al\u00e9m de que fazia as quatro opera\u00e7\u00f5es, e se perdeu durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648).<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio inventor, morto de peste, n\u00e3o pode defender a sua primazia pelo invento.<\/p>\n<p>Por isso, atribui-se ao matem\u00e1tico e fil\u00f3sofo franc\u00eas Blaise Pascal (1623-1662) a inven\u00e7\u00e3o da primeira m\u00e1quina (&#8220;Pascaline&#8221;, 1642), um mecanismo com capacidade para oito d\u00edgitos, efetuando apenas a adi\u00e7\u00e3o e a subtra\u00e7\u00e3o, constru\u00edda para auxiliar o pai, um coletor de impostos.<\/p>\n<p>Gottfried Wilhelm Leibniz(1646-1716), alem\u00e3o, aperfei\u00e7oa esse invento, introduzindo o chamado &#8220;Cilindro de Leibniz&#8221;. Projeta ainda (1671), uma m\u00e1quina que efetua as quatro opera\u00e7\u00f5es, e que, segundo uns teria sido apresentada \u00e0 Royal Society inglesa (1673), segundo outros, teria sido conclu\u00edda (1694) mas apresentando problemas t\u00e9cnicos. Todas estas m\u00e1quinas operavam em bases decimais.<\/p>\n<p><strong>Calculadoras mec\u00e2nicas surgem posteriormente, embora aparelhos pr\u00e1ticos e confi\u00e1veis s\u00f3 estejam dispon\u00edveis na segunda metade do s\u00e9culo XIX:<\/strong>\u00a0William S. Burroughs inicia a produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas de somar (1866), fundando a companhia com o seu nome; comuns no in\u00edcio do nosso s\u00e9culo, permanecem difundidas at\u00e9 serem suplantadas pelas calculadoras eletr\u00f4nicas no come\u00e7o da d\u00e9cada de 70.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial traz as bases da economia de escala, e o s\u00e9c. XVIII convive com v\u00e1rios dispositivos e m\u00e1quinas para calcular, anal\u00f3gicos para grandezas (r\u00e9guas de c\u00e1lculo, rel\u00f3gios, contadores e medidores em geral), e digitais para valores, representados por algarismos, letras ou qualquer outro s\u00edmbolo (\u00e1bacos, calculadores).<\/p>\n<p><strong>O princ\u00edpio dos maquinismos \u00e9 id\u00eantico:<\/strong>\u00a0o usu\u00e1rio alimenta os n\u00fameros girando uma s\u00e9rie de bot\u00f5es ou rodas, acionando manualmente uma alavanca ou outra roda para efetuar a opera\u00e7\u00e3o desejada.<\/p>\n<p>Esses aparelhos constitu\u00edam-se em curiosidades mec\u00e2nicas, sem aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, pois o recurso a um calculista h\u00e1bil era sempre mais pr\u00e1tico e veloz. Entretanto mesmo o operador mais h\u00e1bil e destro comete erros no processamento de opera\u00e7\u00f5es longas e\/ou mon\u00f3tonas e repetitivas.<\/p>\n<p><strong>E isso se aplicava aos oper\u00e1rios nas linhas de produ\u00e7\u00e3o das maiores f\u00e1bricas da \u00e9poca:<\/strong>\u00a0a ind\u00fastria de tecidos. Em 1799, numa Fran\u00e7a que sob Napole\u00e3o pretende suplantar o poderio da ind\u00fastria inglesa, o inventor Joseph-Marie Jacquard (1752-1834) constr\u00f3i um tear mec\u00e2nico que reproduz infinitamente padr\u00f5es coloridos nos tecidos, segundo instru\u00e7\u00f5es fornecidas por fileiras de cart\u00f5es perfurados &#8220;lidos&#8221; por um sistema de pinos.<\/p>\n<p>Os cart\u00f5es de Jacquard s\u00e3o o exemplo cl\u00e1ssico de um algoritmo -especifica\u00e7\u00e3o da sequ\u00eancia ordenada de passos, que deve ser seguida para a realiza\u00e7\u00e3o de uma tarefa, garantindo a sua repetibilidade.<\/p>\n<p>O sistema \u00e9 t\u00e3o pr\u00e1tico e perfeito que milhares de tecel\u00f5es desempregados se revoltam, sabotam as m\u00e1quinas (do franc\u00eas &#8220;sabot&#8221; -tamanco- cal\u00e7ado de madeira utilizado pelos oper\u00e1rios para paralisar as engrenagens), e alguns chegam mesmo a tentar matar Jacquard, pioneiro involunt\u00e1rio do desemprego industriai em massa.<\/p>\n<p>Napole\u00e3o \u00e9 derrotado em 1815, mas a id\u00e9ia de Jacquard n\u00e3o, e ser\u00e1 aproveitada justamente por um ingl\u00eas &#8211; Charles Babbage (1792-1871), membro da Royal Society, professor de matem\u00e1tica em Cambridge, onde ocupa a mesma cadeira que pertencera a Isaac Newton.<\/p>\n<p>As tabelas num\u00e9ricas do S\u00e9c. XIX est\u00e3o cheias de erros, e mesmo que houvessem sido calculadas corretamente, as sucessivas reimpress\u00f5es perpetuam\u00adnos e acrescentam outros, novos. Inventor prol\u00edfico, de personalidade ao mesmo tempo exc\u00eantrica e genial, Babbage tem a id\u00e9ia (1811) de construir uma m\u00e1quina que n\u00e3o apenas calcule, mas tamb\u00e9m automaticamente imprima as entradas desse tipo de tabelas.<\/p>\n<p>Chamou-a de &#8220;Difference Engine&#8221; por calcular o que em matem\u00e1tica s\u00e3o chamadas Equa\u00e7\u00f5es Diferenciais, apresenta em 1822 \u00e0 Royal Society um prot\u00f3tipo que usa 8 posi\u00e7\u00f5es decimais, e obt\u00e9m um cr\u00e9dito do governo ingl\u00eas (1823) para constru\u00ed-la.<\/p>\n<p><strong>Dificuldades levam-no a abandon\u00e1-la, entre outros motivos, porque os cart\u00f5es perfurados de Jacquard sugerem a Babbage uma id\u00e9ia muito melhor:<\/strong>\u00a0um aparelho capaz de efetuar quaisquer c\u00e1lculos de acordo com as instru\u00e7\u00f5es de cart\u00f5es perfurados.<\/p>\n<p><strong>A partir de 1834, passar\u00e1 as quatro ultimas d\u00e9cadas de sua vida no projeto do que chama &#8220;Analytical Engine&#8221;, composto de quatro partes ou m\u00f3dulos, interligadas:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>Computa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0adi\u00e7\u00e3o, subtra\u00e7\u00e3o, multiplica\u00e7\u00e3o, divis\u00e3o e uma opera\u00e7\u00e3o decis\u00f3ria elementar<\/p>\n<p><strong>b)<\/strong>\u00a0<strong>Mem\u00f3ria:\u00a0<\/strong>um banco de mil &#8220;registradores&#8221; cada um com capacidade para 50 d\u00edgitos<\/p>\n<p><strong>c)<\/strong>\u00a0<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0controle\/entrada de dados\/instru\u00e7\u00f5es por cart\u00f5es perfurados<\/p>\n<p><strong>d)<\/strong>\u00a0<strong>Sa\u00edda:<\/strong>\u00a0relat\u00f3rio impresso automaticamente.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Se essa m\u00e1quina houvesse sido completada, o S\u00e9c. XIX teria conhecido o primeiro computador moderno:<\/strong>\u00a0um dispositivo com mem\u00f3ria, controlado por um programa, utilizado para processar dados.<\/p>\n<p>\u00c9 o programa, conjunto ordenado de instru\u00e7\u00f5es que determina ao dispositivo o que, como, onde e quando fazer que o torna diferente de uma calculadora.<\/p>\n<p>O governo ingl\u00eas, sem retorno pr\u00e1tico na primeira m\u00e1quina de Babbage, n\u00e3o se disp\u00f4s a repetir o erro com a segunda, que jamais teve um prot\u00f3tipo, de qualquer maneira de constru\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel com a tecnologia e os materiais da \u00e9poca. Apesar disso, um programa de demonstra\u00e7\u00e3o \u00e9 escrito (1835) para sua opera\u00e7\u00e3o, por Lady Lovelace (Ada Augusta Byron, Condessa de Lovelace, \u00fanica filha leg\u00edtima do poeta Lorde Byron). Ada, que al\u00e9m da educa\u00e7\u00e3o formal em idiomas e m\u00fasica, era excelente matem\u00e1tica, com este programa calcularia s\u00e9ries matem\u00e1ticas de n\u00fameros.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 a ela &#8211; a primeira programadora &#8211; que devemos o estabelecimento de importantes fun\u00e7\u00f5es em programa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sub-rotinas<\/strong><\/p>\n<p>Sequ\u00eancias de instru\u00e7\u00f5es que podem ser utilizadas v\u00e1rias vezes em diversos contextos;<\/p>\n<p><strong>Loops<\/strong><\/p>\n<p>Instru\u00e7\u00f5es que retomam a leitura\/execu\u00e7\u00e3o de uma instru\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, de modo que ela possa ser repetida;<\/p>\n<p><strong>Salto Condicional<\/strong><\/p>\n<p>Instru\u00e7\u00e3o cuja satisfa\u00e7\u00e3o de uma condi\u00e7\u00e3o permite ou n\u00e3o o &#8220;salto&#8221; para outra instru\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>O processamento de dados propriamente dito, inicia\u00adse nos E.U.A. em 1886, quando o estat\u00edstico Hermann Hollerith, (1860-1929) funcion\u00e1rio do National Census Office, observa que o processamento manual dos dados do censo de 1880, demora cerca de 7 anos e meio para ser conclu\u00eddo.<\/p>\n<p>Raciocinando que o censo seguinte, de 1890, n\u00e3o estaria totalmente apurado antes do ano de 1900 devido ao aumento da popula\u00e7\u00e3o, dedica-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1quina para tabular esses dados. No censo de 1890, 300 de suas m\u00e1quinas, baseadas nos princ\u00edpios de Babbage e empregando cart\u00f5es perfurados, diminuem a demora do processamento de cerca de 55 milh\u00f5es de habitantes para cerca de 2 anos.<\/p>\n<p><strong>O sucesso da m\u00e1quina leva Hollerith a fundar a pr\u00f3pria companhia (1896) para fabric\u00e1-la e comercializ\u00e1-la:<\/strong>\u00a0a Tabulating Machine Company. Atrav\u00e9s de uma pol\u00edtica comercial agressiva, incorporando tr\u00eas outras empresas, suas m\u00e1quinas ser\u00e3o vendidas para os Departamentos de Censo de governos de todo o mundo, e mais tarde para companhias particulares de porte.<\/p>\n<p>Em 1924 o nome da Companhia \u00e9 alterado para IBM &#8211; Industrial Business Machines, pioneira no emprego da eletricidade para a perfura\u00e7\u00e3o\/leitura de cart\u00f5es. A tecnologia de cart\u00f5es perfurados s\u00f3 ser\u00e1 superada nos anos 60 deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>15 de Agosto<\/h4>\n<h4>A ERA DO &#8220;CHIP&#8221; E O ADVENTO DO MICROCOMPUTADOR<\/h4>\n<p>Altair 8800 Em 1958 Jack Kilby (Texas Instruments) descobre como reunir todos os componentes de um circuito eletr\u00f4nico numa \u00fanica pastilha de sil\u00edcio.<\/p>\n<p><strong>Nasce o circuito Integrado:<\/strong>\u00a0um &#8220;chip&#8221; de cinco pe\u00e7as fundidas numa \u00fanica barra de 1,5 cm2.<\/p>\n<p>Com poucos meses de diferen\u00e7a, Robert Noyce (Fairchild Semiconductors) tem a mesma id\u00e9ia, e na d\u00e9cada de 60 ambos repartem as honras da inven\u00e7\u00e3o. O local onde funciona a Fairchild -Silicon Valley-, uma regi\u00e3o agr\u00edcola ao sul da Baia de S\u00e3o Francisco na Calif\u00f3rnia, \u00e9 invadido por gigantes da microeletr\u00f4nica. De l\u00e1 sair\u00e3o os primeiros computadores de pequeno porte, como o PDP 1, da Digital Equipment Corp., em Palo Alto.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform7.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"411\" height=\"207\" \/><\/p>\n<p>A partir de 1962 os ingleses tentam recuperar a lideran\u00e7a no setor, perdida desde a d\u00e9cada de 50 para os norte-americanos. Com a tecnologia do transistor, o ATLAS, da Universidade de Manchester, utiliza um formato de palavra de 48 bits com endere\u00e7o \u00fanico, mem\u00f3ria principal de 16 Kb e ROM de 8Kb.<\/p>\n<p>Discos magn\u00e9ticos s\u00e3o utilizados pela primeira vez, e o ATLAS mant\u00e9m por anos a reputa\u00e7\u00e3o de o mais avan\u00e7ado da \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>A corrida tecnol\u00f3gica dos laborat\u00f3rios atinge as f\u00e1bricas:<\/strong>\u00a0a partir de 1963 inicia-se a produ\u00e7\u00e3o comercial dos Circuitos Integrados, e j\u00e1 em 1964 a IBM apresenta o System\/360, primeira fam\u00edlia neles baseada. Em 1965 a DEC apresenta um minicomputador, o PDP-8, abrindo caminho para as mini-plataformas.<\/p>\n<p>Em 1969 a IBM &#8220;abre&#8221; a arquitetura de seus hardware e software, permitindo uma revolu\u00e7\u00e3o de software e mais tarde de hardware.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 70 traz a tecnologia LSI &#8211; &#8220;Large Scale Integration&#8221;, que concentra milhares de transistores em uma \u00fanica pastilha de sil\u00edcio.<\/p>\n<p>Rapidamente passam a ser dezenas, e logo centenas de milhares (tecnologia VLSI &#8211; &#8220;Very Large Scale lntegration&#8221;), o que se refletir\u00e1, inclusive, na arquitetura das m\u00e1quinas.<\/p>\n<p><strong>Produzidos em escala industrial, com qualidade e baixo custo, s\u00e3o incorporados a outros equipamentos, ampliando os benef\u00edcios do controle computadorizado:<\/strong>\u00a0m\u00e1quinas de lavar, fomos de microondas, televisores, som, v\u00eddeo e autom\u00f3veis, numa revolu\u00e7\u00e3o micro-eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform8.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"315\" height=\"392\" \/><\/p>\n<p>A partir desse momento, a CPU (Unidade Central de Processamento) -parte mais importante de um computador- passa a estar contida num \u00fanico &#8220;chip&#8221;, o microprocessador. O primeiro \u00e9 o INTEL 4004, lan\u00e7ado comercialmente em 1971.<\/p>\n<p>A Intel (Integrated Electronics) Corporation, fundada em 1968 por Gordon Moore e Robert Noyce, com o projeto de um tipo de &#8220;chip&#8221; de mem\u00f3ria regrav\u00e1vel, 100 vezes mais caro do que a utilizada \u00e0 \u00e9poca, no primeiro ano de vida, d\u00e1 um lucro de apenas US$ 2,672.<\/p>\n<p>O INTEL 4004 com capacidade para 4 bits, manipulados em blocos de 4 d\u00edgitos bin\u00e1rios, s\u00f3 pode usar pequenas quantidades de mem\u00f3ria, o suficiente para pequenos programas de controle, e destina-se a calculadoras, caixas registradores e similares.<\/p>\n<p>Em 1972, \u00e9 apresentado o microprocessador INTEL 8008, de 8 bits, com maior capacidade, e alguns hobbistas de eletr\u00f4nica come\u00e7am a pensarem construir os pr\u00f3prios computadores baseando-se no novo &#8220;chip&#8221;. Uma vers\u00e3o melhorada \u00e9 apresentada em 1974, o INTEL 8080, que mudar\u00e1 o mundo&#8230;<\/p>\n<p>Com blocos de dados de 8 bits, manipula at\u00e9 64 Kb de mem\u00f3ria para programas maiores.<\/p>\n<p><strong>A esta altura, outros fabricantes come\u00e7am a concorrer com a INTEL:<\/strong>\u00a0o &#8220;chip&#8221; 6800 da MOTOROLA era semelhante ao 8080 em termos de hardware, mas utiliza instru\u00e7\u00f5es diferentes para operar, iniciando-se os problemas de compatibilidade de software entre m\u00e1quinas.<\/p>\n<p>Em 1974 a IBM lan\u00e7a a tecnologia RISO &#8211; &#8220;Reduced Instruction Set Computer&#8221;, como alternativa \u00e0 CISO &#8211; &#8220;Compact instrution Set Computer&#8221; at\u00e9 ent\u00e3o vigente. A tecnologia RISO constitui-se de um conjunto de instru\u00e7\u00f5es reduzidas, o que toma o acesso \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0s opera\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidos. Os &#8220;chips&#8221; RISO s\u00e3o utilizados em esta\u00e7\u00f5es de trabalho (&#8220;workstations&#8221;), acelerando trabalhos gr\u00e1ficos e opera\u00e7\u00f5es cientificas que exigem grandes c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de julho de 1974 da revista norte-americana Radio Electronics, publica um artigo acerca de um computador caseiro baseado no microprocessador INTEL 8008.<\/p>\n<p>Mais de dez mil leitores adquiriram os esquemas de constru\u00e7\u00e3o detalhados, embora devido \u00e0 complexidade do projeto e \u00e0 dificuldade de obten\u00e7\u00e3o dos componentes necess\u00e1rios, n\u00e3o se possa quantificar os que chegaram efetivamente a mont\u00e1-los.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 1975 da revista Popular Eletronics apresenta o ALTAIR 8800, um microcomputador tamb\u00e9m baseado no Intel 8008, assim batizada devido a um epis\u00f3dio da s\u00e9rie televisiva &#8220;Star Trek&#8221;.<\/p>\n<p>Um kit completo para a montagem do ALTAIR \u00e9 oferecido por US$ 397 (trinta a mais que o custo do microprocessador), mais despesas de correio, por uma empresa de Albuquerque, no Novo M\u00e9xico, a MITS &#8211; &#8220;Micro Instrumentation Technology Systens&#8221;. Seu dono, Edward Roberts, engenheiro aposentado da USAF, tenta com isso salvar a empresa, amea\u00e7ada de fal\u00eancia ap\u00f3s o fracasso do lan\u00e7amento de uma calculadora eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Pega um empr\u00e9stimo banc\u00e1rio de US$ 65,000, comprometendo\u00adse a vender 500 kits em um ano, mas a resposta dos leitores \u00e9 avassaladora, inundando a MITS com liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, e em apenas um m\u00eas essa quantidade \u00e9 alcan\u00e7ada. No ano de 1975 a empresa vende um milh\u00e3o de d\u00f3lares, tr\u00eas milh\u00f5es no ano seguinte, atingindo em 1977 o faturamento recorde de US$ 20 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O sucesso da MITS incentiva dezenas de outras companhias a produzir os pr\u00f3prios modelos.<\/p>\n<p>A MicroSoft Corporation nasce quando dois estudantes de Harvard, William Henry Gates III (Bill Gates) e Paul Allen, constituem uma sociedade para desenvolver software.<\/p>\n<p>O primeiro produto \u00e9 um interpretador BASIC (desenvolvido num DEC PDP-10), vendido para a MITS, fabricante do Altair, e que passa a fazer parte do &#8220;kit&#8221; do micro.<\/p>\n<p>Entretanto, o grande impulso para a populariza\u00e7\u00e3o dos micros vem da funda\u00e7\u00e3o da APPLE, em 1976. Dois jovens engenheiros &#8211; Steven Jobs e Steve Wozniak &#8211; com 21 e 26 anos respectivamente, vendem todo o patrim\u00f4niopessoal (uma calculadora eletr\u00f4nica e uma kombi), e com o capital assim obtido, e uma garagem emprestada por parentes, desenvolvem o APPLE I &#8211; o microcomputador mais simples at\u00e9 ent\u00e3o constru\u00eddo, com mem\u00f3ria, UCP, entrada e sa\u00edda montados numa \u00fanica placa de circuitos.<\/p>\n<p>O microprocessador \u00e9 o Mostec 6502 de 8 bits. Esse primeiro projeto (ironicamente rejeitado pela Hewlett Packard) vende, de imediato, 50 unidades. Animada, a dupla apresenta a placa no Homebrew Computer Club, um grupo de hobbistas em S\u00e3o Francisco\/Calif\u00f3rnia, que recebe a id\u00e9ia calorosamente, incentivando a dupla a fundar a APPLE Computer Company (mais tarde APPLE Inc.). Sinclair ZX80<\/p>\n<p>No mesmo ano, na Inglaterra, Clive Sinclair lan\u00e7a o ZX 80, baseado no &#8220;chip&#8221; Zilog Z80, de 8 bits, o computador pessoal mais barato do mercado (menos de US$ 150), gra\u00e7as \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o do projeto, com a metade dos componentes utilizados nos concorrentes. Al\u00e9m do baixo pre\u00e7o, o sucesso da m\u00e1quina deve-se ainda ao poderoso BASIC nela instalado.<\/p>\n<p>O modelo vende 50.000 unidades em poucos meses, estimulando o lan\u00e7amento do ZX81, ainda menor e mais avan\u00e7ado (apenas 4 chips). Este, vende mais de um milh\u00e3o de unidades em apenas dois anos, devolvendo a Inglaterra ao p\u00e1reo da corrida tecnol\u00f3gica. O Sinclair Spectrum (1982) ser\u00e1 o respons\u00e1vel pela introdu\u00e7\u00e3o da cor nos micros da fam\u00edlia Z80.<\/p>\n<p><strong>No ano seguinte ao lan\u00e7amento, a placa em que se constitu\u00eda o APPLE I recebe um microprocessador Rockwell 6507 (tamb\u00e9m de 8 bits, da fam\u00edlia do Mostec 6502), uma caixa com teclado e um monitor:<\/strong>\u00a0est\u00e1 lan\u00e7ado o &#8220;desktop&#8221; APPLE II, o primeiro a ser aceite por usu\u00e1rios comerciais. Isso se deve, al\u00e9m do BASIC inclu\u00eddo, a um programa simples, uma planilha de c\u00e1lculo chamada VisiCalc. \u00c9 o primeiro micro a ter unidade de disco flex\u00edvel, uma pr\u00e1tica adapta\u00e7\u00e3o para 5 1\/4&#8243; do disco flex\u00edvel de 8&#8243;.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em 1977, a canadense Commodore Business Machines lan\u00e7a o PET 2001 (&#8220;Personal Electronic Transactor&#8221;), baseado no mesmo Mostec 6502. Seguir-se-\u00e3o os lan\u00e7amentos do VIC-2O (1981), com um milh\u00e3o de unidades vendidas, do famoso C-64 de 8 bits, tamb\u00e9m baseado no 6502 e com capacidade para processar som, e do C-128, que jamais obteve a mesma repercuss\u00e3o.<\/p>\n<p>O estrondoso sucesso de vendas do APPLE leva a Tandy Corporation a entrar no ramo, lan\u00e7ando atrav\u00e9s de sua rede de lojas &#8211; a Radio Shack &#8211; o TRS-80 Model I (&#8220;Tandy Radio Shack&#8221;), o Model II e finalmente o TRS-80 Model III, todos com base no &#8220;chip&#8221; Z80 de 8 bits.<\/p>\n<p>Aproveitando essa tecnologia, entra ao mesmo tempo no universo dos videogames com o TandyVision.<\/p>\n<p>Em 1978 a INTEL anuncia o chip 8088, de 16 bits como o 8086, mas com um projeto mais simples, e capacidade de processamento semelhante ao &#8220;mainframe&#8221; IBM 360\/50.<\/p>\n<p><strong>O micro dom\u00e9stico, neste momento j\u00e1 \u00e9 uma realidade:<\/strong>\u00a0o mercado est\u00e1 \u00e1vido pelo produto a um custo razo\u00e1vel, e as empresas esfor\u00e7am-se para atender a demanda. De apenas CPUs com microprocessadores de 8 bits, mem\u00f3ria de at\u00e9 240 Kb, ligados a aparelhos dom\u00e9sticos de televis\u00e3o, os dados armazenados em fitas K7, a sua capacidade aumenta e o emprego de disquetes de 5 1\/ 4&#8243; difunde-se.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 ind\u00fastria de hardware, desenvolve-se a de perif\u00e9ricos, e, rapidamente, a de software, para atender a demanda crescente de utilit\u00e1rios e de jogos. A partir de 1980 os microcomputadores tomam-se acess\u00edveis ao grande p\u00fablico, a pre\u00e7os cada vez menores, e \u00e9 significativo que em 1982 a revista norte-americana TIME eleja o micro como &#8220;Homem do Ano&#8221;.<\/p>\n<p>Com atraso em rela\u00e7\u00e3o aos concorrentes, a IBM entra no mercado de computadores pessoais lan\u00e7ando em 12\/ 08\/81 o seu IBM-PC (&#8220;Personal Computer&#8221;), baseado num processador INTEL 8088, de 16 bits.<\/p>\n<p>O sistema operacional que escolhe como padr\u00e3o \u00e9 o da MicroSoft, o DOS 1.0. A entrada da &#8220;Big Blue&#8221; nesse segmento consolida definitivamente a import\u00e2ncia do microcomputador. Apoiada nos seus poderoso marketing, tradi\u00e7\u00e3o, e na sua capacidade industrial e de vendas, o PC transformou-se na m\u00e1quina profissional por excel\u00eancia, abrindo as portas de um mercado milion\u00e1rio&#8230;<\/p>\n<p>Por ironia, aparentemente, a pr\u00f3pria IBM, acorrentada aos velhos tempos, em que o tamanho do computador era documento, n\u00e3o se deu conta de que o PC representava uma revolu\u00e7\u00e3o. A concorr\u00eancia sim, e rapidamente entra em campo para fabricar os chamados PC-compat\u00edveis (a IBM abrira sua arquitetura desde 1969), que em poucos anos abocanham 84% de um mercado que pertencera quase que 100% \u00e0 IBM. A INTEL introduz em 1982 o chip 80286, tr\u00e1s vezes mais veloz que o 8088, e que executa v\u00e1rias tarefas ao mesmo tempo, base dos computadores 286.<\/p>\n<p><strong>Para fazer frente ao sucesso do IBM-PC, a APPLE lan\u00e7a o MACINTOSH (1983), o primeiro computador pessoal com interface gr\u00e1fica, outra revolu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0um micro ainda mais f\u00e1cil de ser utilizado por um leigo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform9.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"399\" height=\"256\" \/><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m de possibilitar o uso de cor, gr\u00e1ficos e f\u00f3rmulas, traz uma novidade para permitir a utiliza\u00e7\u00e3o do interface gr\u00e1fico:<\/strong>\u00a0um perif\u00e9rico chamado &#8220;mouse&#8221;, que simplifica a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00edcones e menus suspensos na tela. Estas inova\u00e7\u00f5es haviam sido lan\u00e7adas um pouco antes pela pr\u00f3pria APPLE, num modelo voltado para aplica\u00e7\u00f5es profissionais, o LISA. A arquitetura \u00e9 baseada nas exig\u00eancias do software, com um microprocessador Motorola 68000 de 32 bits. Atari 130ST<\/p>\n<p>\u00c9 com base nesse mesmo Motorola, o mais avan\u00e7ado \u00e0 \u00e9poca, que Jay Minner, ambicionando criar o videogames definitivo dos anos 80, projeta o LORRAINE.<\/p>\n<p><strong>Funda a AMIGA, que n\u00e3o demora a atravessar dificuldades:<\/strong>\u00a0segundo a &#8220;lenda&#8221;, seus s\u00f3cios preocupavam-se mais com videogames do que com a parte comercial.<\/p>\n<p>A ATARI surgiu como op\u00e7\u00e3o para adquirir a companhia, pretendendo incorporar o projeto ao do seu ATARI ST, mas o acordo falha e \u00e9 fechado com a Commodore.<\/p>\n<p><strong>O AMIGA 1000 \u00e9 lan\u00e7ado em 1985, mas v\u00edtima de um marketing que o apresenta ao mesmo tempo como uma esta\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, &#8220;multitasking&#8221;, profissional, pessoal e dom\u00e9stico, n\u00e3o vende o esperado, sendo desmembrado em duas vers\u00f5es:\u00a0<\/strong>o Amiga 500, destinado a aplica\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, e o Amiga 2000, destinado a aplica\u00e7\u00f5es profissionais: nascia a fam\u00edlia Commodore\/Amiga, que hoje, junto com o Apple\/Macintosh e o IBM\/PC s\u00e3o as linhas pessoais mais populares do planeta.<\/p>\n<p>Em 1987, visando reconquistar o p\u00fablico e liquidar a concorr\u00eancia, a IBM lan\u00e7a uma segunda gera\u00e7\u00e3o de computadores pessoais &#8211; a linha PS, destinada a substituir a linha PC. O PS\/2, de 32 bits, uma nova fam\u00edlia operando com o sistema operacional OS\/2, \u00e9 apresentado como uma grande evolu\u00e7\u00e3o no mercado.<\/p>\n<p>Na verdade, desenvolvido originalmente para ser o &#8220;Windows&#8221; dos computadores de grande porte, por exig\u00eancias estrat\u00e9gicas foi estendido aos microcomputadores. A id\u00e9ia principal reside no fato de que o PC, por se constituir num sistema aberto, pode ser copiado livremente. Mas quem deseje produzir clones do PS\/2 deve pagar royalties \u00e0 iniciadora da tecnologia, e a IBM esperava com isso, aplicar um cheque-mate aos concorrentes, pois l\u00edder de mercado, acreditou que os consumidores abra\u00e7ariam imediatamente o novo produto, for\u00e7ando a que os concorrentes, sem clientes, fossem obrigados a produzir c\u00f3pias do PS\/2, pagando-lhe royalties.<\/p>\n<p>Os consumidores, entretanto, continuam a preferir os micros PC, ao mesmo tempo em que os pre\u00e7os continuam em queda livre, dando preju\u00edzo \u00e0 IBM, e reduzindo ainda mais sua participa\u00e7\u00e3o no mercado.<\/p>\n<p>Em maio\/93 a Intel lan\u00e7a o microprocessador Pentium, sucessor do 80486 e com o dobro do seu desempenho, destinado a &#8220;mainframes&#8221;.<\/p>\n<p>Para os micros, \u00e9 preparado o Intel Pentium Over Drive, de 32 bits, que pode ser instalado pelo pr\u00f3prio usu\u00e1rio na placa-m\u00e3e, num soquete azul destinado a esse fim.<\/p>\n<p>O mercado, hoje em 1995, disp\u00f5e, rompidas as limita\u00e7\u00f5es iniciais do Pentium, de vers\u00f5es de 60, 66, 90 e 100 MHz, capacidade mais do que suficiente para rodar as aplica\u00e7\u00f5es comuns de um PC DOS.<\/p>\n<p>E novamente o Apple\/Macintosh sai na frente com o PowerMac, baseado no Power PC 601 RISC de 60 MHz, enquanto a m\u00eddia da IBM promete o seu Power PC, baseado no Power PC 615, que tamb\u00e9m poder\u00e1 ser colocado nos &#8220;slots&#8221; overdrive preparados para receber os Pentium.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o lan\u00e7amento do Commodore Amiga CD-32 revoluciona o mercado de aparelhos dom\u00e9sticos de lazer, prometendo substituir os CD, os V-K7; os Videogames e o pr\u00f3prio computador pessoal com disquetes, ao mesmo tempo em que a not\u00edcia de que a Commodore Amiga ser\u00e1 vendida, despertam as declara\u00e7\u00f5es dos fabricantes de soft e de hardware de que continuar\u00e3o produzindo enquanto houver demanda por parte dos usu\u00e1rios, demanda essa que permanecer\u00e1 forte, por pelo menos mais cinco anos enquanto o pre\u00e7o das m\u00e1quinas estiver caindo, num fen\u00f3meno semelhante ao que acontecera com o C-64, que mesmo completamente obsoleto em 1992, ainda era produzida e exportado para os pa\u00edses do Leste Europeu, e com o pr\u00f3prio IBM-PC, do qual ainda existem exemplares de XT e AT 286 rodando comercialmente, embora a pre\u00e7os cada vez menores.<\/p>\n<p>Do terreno do &#8220;hardware&#8221;, a disputa invade o mercado milion\u00e1rio do &#8220;software&#8221;, onde sistemas operacionais, de redes, plataformas, programas de suporte, aplicativos, e jogos, disputam a aten\u00e7\u00e3o e a prefer\u00eancia do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>O terreno de batalha \u00e9 a m\u00eddia, num conflito onde as armas s\u00e3o as promo\u00e7\u00f5es, a compatibilidade de sistemas, o suporte ao usu\u00e1rio e express\u00f5es como SOHO, &#8220;user friendly&#8221; e &#8220;WYSIWYG&#8221; (&#8220;what you see is what you get&#8221;) s\u00e3o os gritos de guerra.<\/p>\n<p>Em tempos de sistema operacional OS\/2 WARP (olha &#8220;Star Trek&#8221; de volta &#8211; deu certo para o Altair&#8230;), de &#8220;chips&#8221; Pentium com defeito de f\u00e1brica sendo substitu\u00eddos pela Intel, e de m\u00e1quinas Power, quem consegue prever o futuro?<\/p>\n<h4>A CAMINHO DO PC VERDE<\/h4>\n<p>O chip que comp\u00f5e o microcomputador, sem d\u00favida revolucionou o mundo, t\u00e9cnica, e economicamente.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio micro fez revolu\u00e7\u00f5es na Administra\u00e7\u00e3o, na cultura e na sociedade. Se as m\u00e1quinas de grande porte, os &#8220;mainframes&#8221; da d\u00e9cada de 50\/70 refletiram uma filosofia centralizadora de uma gera\u00e7\u00e3o que se mobilizou para uma guerra mundial e viveu a &#8220;Guerra Fria&#8221; \u00e0 espera do conflito que devastaria o planeta, o fruto dessa expectativa \u00e9 a INTERNET, cuja filosofia \u00e9 totalmente descentralizada.<\/p>\n<p>Em sua acelerada evolu\u00e7\u00e3o, os computadores pessoais ganharam tal poder de processamento que passaram a assumir tarefas antes exclusivas dos mainframes. A mudan\u00e7a, que representa uma tend\u00eancia de mercado, ganhou o nome de &#8220;downsizing&#8221;, e por esse processo, numerosas empresas que por d\u00e9cadas se apoiaram nos &#8220;mainframes&#8221; transferem a totalidade ou parcelas de seu processamento para microcomputadores ligados em rede, a custos significativamente menores, e muitas vezes com resultados melhores, uma vez que os micros s\u00e3o mais vers\u00e1teis.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno da descentraliza\u00e7\u00e3o, como Alvin Toffler j\u00e1 previra no final da d\u00e9cada de 70 \u00e9 mais profundo, \u00e9 a chamada &#8220;Terceiriza\u00e7\u00e3o&#8221;, que em alguns pontos j\u00e1 atingiu mesmo uma &#8220;Quarteiriza\u00e7\u00e3o&#8221;, e no mundo da inform\u00e1tica, com o aux\u00edlio da micro-inform\u00e1tica, revela-se em termos de arquiteturas abertas, tanto para sistemas, quanto para programas.<\/p>\n<p>Mas nem tudo s\u00e3o flores. Se o computador pessoal prometia reduzir drasticamente o consumo de papel nos escrit\u00f3rios, guardando arquivos eletronicamente, ao permitir a impress\u00e3o de todos os tipos de rascunho com destino final o lixo, antes de se obter a forma definitiva do documento, fez o contr\u00e1rio. Junte-se a esse desperd\u00edcio involunt\u00e1rio de papel, as centenas de manuais necess\u00e1rios para dominar o assunto (com cada vez maior n\u00famero de p\u00e1ginas e menor tempo de vida \u00fatil), \u00e0s dezenas de subprodutos t\u00f3xicos e n\u00e3o degrad\u00e1veis envolvidos no processamento de informa\u00e7\u00f5es (pl\u00e1sticos, cartuchos, fitas, cilindros, tintas, pilhas e baterias), sem falar dos CFCs envolvidos na limpeza industrial de placas e componentes, e temos uma ind\u00fastria altamente poluente.<\/p>\n<p>O primeiro passo para solucionar o problema ambiental \u00e9 a campanha dos produtos com o selo &#8220;Energy Star&#8221;, lan\u00e7ada nos E.U.A. pela E.P.A. &#8211; Environment Protection Agency em meados de 1993, visando motivar os grandes fabricantes &#8211; IBM, Apple, Epson, Hewlett-Packard, Compac &#8211; a seguir normas de conserva\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p><strong>Existem outros pontos a questionar:<\/strong>\u00a0o impressionante volume de recursos desperdi\u00e7ados na compra de equipamentos desnecess\u00e1rios e\/ou mal dimensionados \u00e0s reais necessidades dos usu\u00e1rios; o fen\u00f4meno do &#8220;home-work&#8221;, que para algumas mentes ing\u00eanuas trata\u00adse de uma evolu\u00e7\u00e3o que permite maior conforto ao trabalhador, sem questionar que o principal afetado \u00e9 o lazer do trabalhador, que de 40h\/semanais passa a trabalhar na pr\u00e1tica at\u00e9 52 horas por semana sem controle; o fen\u00f4meno do treinamento de usu\u00e1rios, dilui as fronteiras entre os mundos acad\u00eamico e profissional.<\/p>\n<p>O aumento na capacidade de processamento das m\u00e1quinas torna reais coisas que at\u00e9 ontem pertenciam \u00e0 Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica. Hoje (1995) a multim\u00eddia \u00e9 uma realidade quer com os Macintosh, os Amiga ou os PC.<\/p>\n<p>O grande desafio \u00e9 a compatibilidade, mas da mesma forma que o CDs substitu\u00edram o vinil, e as fitas de VK7 os filme Super-8 e o pr\u00f3prio cinema em parte, desde j\u00e1 o microcomputadores dom\u00e9sticos est\u00e3o substituindo o CDs, os v\u00eddeos, as enciclop\u00e9dias, e quem sabe o que mais.<\/p>\n<p><strong>Os avan\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 l\u00f3gica &#8220;fuzzy&#8221; s\u00e3o vis\u00edveis tomando os programas &#8220;inteligentes&#8221;:<\/strong>\u00a0um processada de texto comum, atualmente reconhece e corrige os erro mais comuns de seu usu\u00e1rio. O processamento de s\u00f3 \u00e9 uma conquista, e o de palavras\/vozes de maneira pr\u00e1tica n\u00e3o est\u00e1 distante.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o sabe onde chegar, qualquer ponto \u00e9 destino, diz um ditado chin\u00eas. Aconteceram tantas coisa nos \u00faltimos dez anos que \u00e9 dif\u00edcil explicar para os hoje adolescentes, que nossos primeiros programas era gravados em fitas K 7. Ser\u00e1 que algu\u00e9m guardou um TK82C ou um CP 500?&#8230;<\/p>\n<p>Fonte: www.cobit.xpg.com.br<\/p>\n<h6><\/h6>\n<h4>15 de Agosto<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4>15 de Agosto<\/h4>\n<p>No s\u00e9culo XIX, muito tempo antes da era eletr\u00f4nica, o ingl\u00eas Charles Babbage chegou t\u00e3o perto das fun\u00e7\u00f5es de um computador que hoje em dia ele \u00e9 conhecido como o pai do computador.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform10.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"231\" height=\"247\" \/><\/p>\n<p>A primeira m\u00e1quina constru\u00edda segundo as especifica\u00e7\u00f5es de Babbage, a m\u00e1quina de Diferen\u00e7as, era alimentada por um motor \u00e0 vapor. ela calculava t\u00e1buas de logaritmos pelo m\u00e9todo da diferen\u00e7a constante e registrava os resultados em uma placa de metal.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform11.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"265\" height=\"298\" \/><\/p>\n<p>O modelo de trabalho que ele produziu em 1822 era uma calculadora de seis d\u00edgitos capaz de preparar e imprimir t\u00e1buas num\u00e9ricas. Em 1833, Babbage divulgou o plano de uma m\u00e1quina para efetuar uma ampla escala de tarefas de computa\u00e7\u00e3o em um estoque de 100 unidades de 40 d\u00edgitos.<\/p>\n<p>Um engenho composto de engrenagens e rodas manipularia os n\u00fameros, obedecendo \u00e0s instru\u00e7\u00f5es fornecidas por um operador atrav\u00e9s de cart\u00f5es perfurados.<\/p>\n<h4>Calculadora de Babbage<\/h4>\n<p>A id\u00e9ia de perfurar cart\u00f5es n\u00e3o era nova. Joseph-Marie Jacquard, um tecel\u00e3o de seda franc\u00eas, inventara esse recurso para seu tear de seda automatizado.<\/p>\n<p>A tecnologia de Jacquard chegou a tal grau de refinamento que a tecelagem de um intrincado padr\u00e3o na seda requeria a perfura\u00e7\u00e3o de 10 mil cart\u00f5es.<\/p>\n<p>Infelizmente, a tecnologia do tempo de Babbage n\u00e3o estava ao alcance do not\u00e1vel maquin\u00e1rio que ele projetou.<\/p>\n<p>Ele jamais conseguiu terminar sua M\u00e1quina anal\u00edtica, mas concebeu os princ\u00edpios fundamentais do moderno computador.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform12.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"258\" height=\"267\" \/><\/p>\n<h4>Herman Hollerith<\/h4>\n<p>Herman Hollerith construiu o que tem sido considerado como o primeiro processador de dados do mundo, para contar e tabular o censo americano de 1890.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria dessa realiza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em 1880, quando Hollerith trabalhava como agente especial do censo. Ele observou a penosa lentid\u00e3o do processo de contagem, no qual um ex\u00e9rcito de funcion\u00e1rios trabalhou manualmente durante cinco anos para analisar, organizar e publicar os resultados.<\/p>\n<p>Hollerith desenvolveu a id\u00e9ia de utilizar cart\u00f5es do tamanho das notas de d\u00f3lar, com 12 fileiras de 20 furos, correspondendo a idade, sexo, lugar de nascimento, estado civil, n\u00famero de filhos e outros dados do cidad\u00e3o.Os apuradores transferiam as respostas para os cart\u00f5es, perfurando os lugares adequados.<\/p>\n<p><strong>Depois colocavam os cart\u00f5es em uma m\u00e1quina de tabula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0cada vez que um pino encontrava um furo, a informa\u00e7\u00e3o era registrada em um quadro de mostradores. Assim foram computadas as informa\u00e7\u00f5es acerca de 62.622.250 pessoas, no censo americano de 1890.<\/p>\n<p>Hollerith aperfei\u00e7oou depois sua inven\u00e7\u00e3o e para a fabrica\u00e7\u00e3o de suas m\u00e1quinas fundou a empresa que veio a fazer parte da corpora\u00e7\u00e3o conhecida hoje como IBM.<\/p>\n<p>As id\u00e9ias de Charles Babbage se concretizaram 70 anos ap\u00f3s sua morte, quando os pesquisadores da Universidade de Harvard, chefiados por Howard Aiken, come\u00e7aram a trabalhar na calculadora Mark I, em 1941.<\/p>\n<p>A Mark I efetuava por segundo tr\u00eas adi\u00e7\u00f5es e subtra\u00e7\u00f5es, ou uma multiplica\u00e7\u00e3o, podia resolver em um dia problemas matem\u00e1ticos que tomariam seis meses de uma pessoa., com a ajuda de uma calculadora. Mas a Mark I foi logo ultrapassada pelo Eletronic Numerical Integrator and Computer, ou ENIAC constru\u00eddo com v\u00e1lvulas eletr\u00f4nicas (1\u00aa gera\u00e7\u00e3o de computadores).<\/p>\n<p>J.P. Eckert e John Mauchly, da Universidade da Pensilv\u00e2nia, inauguraram o novo computador em 14 de fevereiro de 1946. O ENIAC era mil vezes mais r\u00e1pido do que qualquer m\u00e1quina anterior, resolvendo 5 mil adi\u00e7\u00f5es e subtra\u00e7\u00f5es, 350 multiplica\u00e7\u00f5es ou 50 divis\u00f5es por segundo.<\/p>\n<p><strong>E tinha o dobro do tamanho do Mark I:<\/strong>\u00a0encheu 40 gabinetes com 100 mil componentes, incluindo cerca de 17 mil v\u00e1lvulas eletr\u00f4nicas. Pesava 27 toneladas e media 5,50 x 24,40 m e consumia 150 kW.<\/p>\n<p>Apesar de seus in\u00fameros ventiladores, a temperatura ambiente chegava \u00e0s vezes aos 67 graus cent\u00edgrados. Executava 300 multiplica\u00e7\u00f5es por segundo, mas, como foi projetado para resolver um conjunto particular de problemas, sua reprograma\u00e7\u00e3o era muito lenta. Tinha cerca de 19.000 v\u00e1lvulas substitu\u00eddas por ano.<\/p>\n<p>Em 1943, antes da entrada em opera\u00e7\u00e3o do ENIAC a Inglaterra j\u00e1 possu\u00eda o Colossus, m\u00e1quina criada por Turing para decifrar os c\u00f3digos secretos alem\u00e3es. Possu\u00eda 2.000 v\u00e1lvulas, coincidentemente o mesmo n\u00famero proposto por Zuse alguns anos antes.<\/p>\n<p>Em 1945 Von Neumann sugeriu que o sistema bin\u00e1rio f\u00f4sse adotado em todos os computadores, e que as instru\u00e7\u00f5es e dados f\u00f4ssem compilados e armazenados internamente no computador, na sequ\u00eancia correta de utiliza\u00e7\u00e3o. Estas sugest\u00f5es tornaram-se a base filos\u00f3fica para projetos de computadores. (Atualmente pesquisam-se computadores &#8220;n\u00e3o Von Neumann&#8221;, que funcionam com fuzzy logic, l\u00f3gica confusa) A partir dessas id\u00e9ias, e da l\u00f3gica matem\u00e1tica ou \u00e1lgebra de Boole, introduzida por Boole no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, \u00e9 que Mauchly e Eckert projetaram e constru\u00edram o EDVAC, Electronic Discrete Variable Automatic Computer, completado em 1952, que foi a primeira m\u00e1quina comercial eletr\u00f4nica de processamento de dados do mundo.<\/p>\n<p>Eles haviam tentado isso com o BINAC, computador autom\u00e1tico bin\u00e1rio, de 1949, que era compacto (1,40 x 1,60 x 0,30 m) o suficiente para ser levado a bordo de um avi\u00e3o, mas que nunca funcionou a contento. O EDVAC utilizava mem\u00f3rias baseadas em linhas de retardo de merc\u00fario, bem mais caras e lentas que os CRTs, mas tamb\u00e9m com maior capacidade de armazenamento. Wilkes construiu o EDSAC, Electronic Delay Storage Automatic Calculator em 1949, que funcionava segundo a t\u00e9cnica de programas armazenados.<\/p>\n<p>O primeiro computador comercial de grande escala foi o UNIVAC, UNIVersal Automatic Computer, americano, de 1951, que era programado ajustando-se cerca de 6.000 chaves e conectando-se cabos a um painel. A entrada e sa\u00edda de informa\u00e7\u00f5es era realizada por uma fita met\u00e1lica de 1\/2 polegada de largura e 400 m de comprimento.<\/p>\n<p>Ao todo, venderam-se 46 unidades do UNIVAC Modelo I, que eram normalmente acompanhados de um dispositivo impressor chamado UNIPRINTER, que, sozinho, consumia 14.000 W. Outro foi o IBM 701, de 1952, que utilizava fita pl\u00e1stica, mais r\u00e1pida que a met\u00e1lica do UNIVAC, e o IBM 704, com a capacidade fenomenal de armazenar 8.192 palavras de 36 bits, ambos da IBM. Na Inglaterra surgem o MADAM, Manchester Automatic Digital Machine, o SEC, Simple Electronic Computer, e o APEC, All-Purpose Electronic Computer.<\/p>\n<p>Entre 1945 e 1951, o WHIRLWIND, do MIT, foi o primeiro computador a processar informa\u00e7\u00f5es em tempo real, com entrada de dados a partir de fitas perfuradas e sa\u00edda em CRT (monitor de v\u00eddeo), ou na flexowriter, uma esp\u00e9cie de m\u00e1quina de escrever (Whirlwind quer dizer redemoinho).<\/p>\n<p>Em 1947 Bardeen, Schockley e Brattain inventam o trans\u00edstor, e, em 1953 Jay Forrester constr\u00f3i uma mem\u00f3ria magn\u00e9tica.<\/p>\n<p>Os computadores a trans\u00edstores surgem nos anos 50, pesando 150 kg, com consumo inferior a 1.500 W e maior capacidade que seus antecessores valvulados. Era a segunda gera\u00e7\u00e3o. Exemplos desta \u00e9poca s\u00e3o o IBM 1401 e o BURROUGHS B 200. Em 1954 a IBM comercializa o 650, de tamanho m\u00e9dio.<\/p>\n<p>O primeiro computador totalmente transistorisado foi o TRADIC, do Bell Laboratories. O IBM TX-0, de 1958, tinha um monitor de v\u00eddeo de primeira qualidade, era r\u00e1pido e relativamente pequeno, possuia dispositivo de sa\u00edda sonora e at\u00e9 uma caneta \u00f3ptica.<\/p>\n<p><strong>O PDP-1, processador de dados program\u00e1vel, constru\u00eddo por Olsen, virou sensa\u00e7\u00e3o no MIT:\u00a0<\/strong>os alunos jogavam Spacewar! e Rato-no-labirinto, atrav\u00e9s de um joystick e uma caneta \u00f3ptica.<\/p>\n<p>Em 1957 o matem\u00e1tico Von Neumann colaborou para a constru\u00e7\u00e3o de um computador avan\u00e7ado, o qual, por brincadeira, recebeu o nome de MANIAC, Mathematical Analyser Numerator Integrator and Computer.<\/p>\n<p><strong>Em janeiro de 1959 a Texas Instruments anuncia ao mundo uma cria\u00e7\u00e3o de Jack Kilby:\u00a0<\/strong>o circuito integrado.<\/p>\n<p>Enquanto uma pessoa de n\u00edvel m\u00e9dio levaria cerca de cinco minutos para multiplicar dois n\u00fameros de dez d\u00edgitos, o MARK I o fazia em cinco segundos, o ENIAC em dois mil\u00e9simos de segundo, um computador transistorizado em cerca de quatro bilion\u00e9simos de segundo, e, uma m\u00e1quina de terceira gera\u00e7\u00e3o em menos tempo ainda. A terceira gera\u00e7\u00e3o de computadores \u00e9 da d\u00e9cada de 60, com a introdu\u00e7\u00e3o dos circuitos integrados.<\/p>\n<p>O Burroughs B-2500 foi um dos primeiros. Enquanto o ENIAC podia armazenar vinte n\u00fameros de dez d\u00edgitos, estes podem armazenar milh\u00f5es de n\u00fameros. Surgem conceitos como mem\u00f3ria virtual, multiprograma\u00e7\u00e3o e sistemas operacionais complexos. Exemplos desta \u00e9poca s\u00e3o o IBM 360 e o BURROUGHS B-3500.<\/p>\n<p>Em 1960 existiam cerca de 5.000 computadores nos EUA. \u00c9 desta \u00e9poca o termo software. Em 1964, a CSC, Computer Sciences Corporation, criada em 1959 com um capital de 100 d\u00f3lares, tornou-se a primeira companhia de software com a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsa.<\/p>\n<p>O primeiro minicomputador comercial surgiu em 1965, o PDP-5, lan\u00e7ado pela americana DEC, Digital Equipament Corporation. Dependendo de sua configura\u00e7\u00e3o e acess\u00f3rios ele podia ser adquirido pelo acess\u00edvel pre\u00e7o de US $ 18,000.00.<\/p>\n<p>Seguiu-se o PDP-8, de pre\u00e7o ainda mais competitivo. Seguindo seu caminho outras companhias lan\u00e7aram seus modelos, fazendo com que no final da d\u00e9cada j\u00e1 existissem cerca de 100.000 computadores espalhados pelo mundo.<\/p>\n<p><strong>Em 1970 a INTEL Corporation introduziu no mercado um tipo novo de circuito integrado:<\/strong>\u00a0o microprocessador. O primeiro foi o 4004, de quatro bits. Foi seguido pelo 8008, em 1972, o difundid\u00edssimo 8080, o 8085, etc. A partir da\u00ed surgem os microcomputadores.<\/p>\n<p>Para muitos, a quarta gera\u00e7\u00e3o surge com os chips VLSI, de integra\u00e7\u00e3o em muito larga escala.<\/p>\n<p>As coisas come\u00e7am a acontecer com maior rapidez e frequ\u00eancia. Em 1972 Bushnell lan\u00e7a o v\u00eddeo game Atari. Kildall lan\u00e7a o CP\/M em 1974.<\/p>\n<p><strong>O primeiro kit de microcomputador, o ALTAIR 8800 em 1974\/5. Em 1975 Paul Allen e Bill Gates criam a Microsoft e o primeiro software para microcomputador:<\/strong>\u00a0uma adapta\u00e7\u00e3o BASIC para o ALTAIR. Em 1976 Kildall estabelece a Digital Research Incorporation, para vender o sistema operacional CP\/M. Em 1977 Jobs e Wozniak criam o microcomputador Apple, a Radio Shack o TRS-80 e a Commodore o PET.<\/p>\n<p>A planilha Visicalc (calculador vis\u00edvel) de 1978\/9, primeiro programa comercial, da Software Arts.<\/p>\n<p><strong>Em 1979 Rubinstein come\u00e7a a comercializar um software escrito por Barnaby:<\/strong>\u00a0o Wordstar, e Paul Lutus produz o Apple Writer. O programa de um engenheiro da NASA, Waine Ratliff, o dBASE II, de 1981. Tamb\u00e9m de 1981 o IBM-PC e o Lotus 1-2-3, de Kapor, que alcan\u00e7ou a lista dos mais vendidos em 1982.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Fotos do ENIAC:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform13.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"262\" height=\"204\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform14.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"258\" height=\"171\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Dia da Inform\u00e1tica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/inform15.jpg\" alt=\"Dia da Inform\u00e1tica\" width=\"262\" height=\"197\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\">Fonte:\u00a0www.velhosamigos.com.br\/www.cobit.xpg.com.br\/br.tripod.com\/ www.informatic.hpg.com.br\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia da Inform\u00e1tica, Hist\u00f3ria, Computador, Origem, Brasil, Comunica\u00e7\u00e3o, Tipo, Acess\u00f3rio, Educa\u00e7\u00e3o, Profissional, Tecnologia, Dia da Inform\u00e1tica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-59836","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dia da Inform\u00e1tica, Hist\u00f3ria, Computador Dia da 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