{"id":59443,"date":"2016-07-05T17:30:02","date_gmt":"2016-07-05T17:30:02","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=59443"},"modified":"2017-10-31T09:25:34","modified_gmt":"2017-10-31T11:25:34","slug":"festa-junina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/festa-junina","title":{"rendered":"Festa Junina"},"content":{"rendered":"<p>Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calend\u00e1rio brasileiro s\u00e3o as\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>,que animam todo o m\u00eas de junho com muita m\u00fasica caipira, quadrilhas, comidas e bebidas t\u00edpicas em homenagem a tr\u00eas santos cat\u00f3licos: Santo Ant\u00f4nio, S\u00e3o Jo\u00e3o e S\u00e3o Pedro.<\/p>\n<p>Naturalmente as\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0fazem parte das manifesta\u00e7\u00f5es populares mais praticadas no Brasil.<\/p>\n<p>Seria as\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0folclore ou religi\u00e3o? At\u00e9 onde podemos distinguir entre ambos? Neste estudo n\u00e3o pretendemos atacar a religi\u00e3o cat\u00f3lica, j\u00e1 que todos podem professar a religi\u00e3o que bem desejarem, o que tamb\u00e9m \u00e9 um direito constitucional. mas t\u00e3o somente confrontar tais pr\u00e1ticas com o que diz a B\u00edblia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj1.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"345\" height=\"241\" \/><\/p>\n<h2>Heran\u00e7a Portuguesa<\/h2>\n<p>A palavra folclore \u00e9 formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradi\u00e7\u00e3o) e significa \u0093o conjunto das tradi\u00e7\u00f5es, conhecimentos ou cren\u00e7as populares expressas em prov\u00e9rbios, contos ou can\u00e7\u00f5es; ou estudo e conhecimento das tradi\u00e7\u00f5es de um povo, expressas em suas lendas, cren\u00e7as, can\u00e7\u00f5es e costumes.<\/p>\n<p>Como \u00e9 do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de cren\u00e7a reconhecidamente cat\u00f3lica. Suas tradi\u00e7\u00f5es religiosas foram por n\u00f3s herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folcl\u00f3rico. Sob essa base \u00e9 que institui\u00e7\u00f5es educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, express\u00e3o que carrega consigo muito mais do que uma simples rela\u00e7\u00e3o entre a festa e o m\u00eas de sua realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, conv\u00e9m salientar a coerente distancia existente as finalidades educacionais e as religiosas.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar tamb\u00e9m que nessa \u00e9poca as escolas, &#8220;em nome da cultura&#8221;, incentivam tais festas por meio de trabalhos escolares, etc&#8230; A crian\u00e7a que n\u00e3o tem como se defender aceita, pois se sente na obriga\u00e7\u00e3o de respeitar a professora que lhe imp\u00f5e estes trabalhos (sobre festa Junina), e em alguns casos \u00e9 at\u00e9 mesmo amea\u00e7ada com notas baixas, porqu\u00ea a professora, na maioria das vezes, \u00e9 devota de algum santo, simpatizante ou praticante da religi\u00e3o Cat\u00f3lica, que \u00e9 a maior divulgadora desta festa. Neste momento quando se mistura folclore e religi\u00e3o, a crian\u00e7a -inocente por natureza &#8211; rapidamente se envolve com as m\u00fasicas, brincadeiras, comidas e doces. Ali\u00e1s, n\u00e3o existiria esta festa n\u00e3o fosse a religi\u00e3o. Inclusive existe a competi\u00e7\u00e3o entre clubes, fam\u00edlias ou grupos para realizarem a maior ou a melhor festa junina da rua, do bairro, da fazenda, s\u00edtio, etc&#8230;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de regi\u00e3o para regi\u00e3o do pa\u00eds, especialmente no norte e no nordeste, onde o misticismo cat\u00f3lico \u00e9 mais acentuado.<\/p>\n<p>As mais tradicionais\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0do Brasil acontecem em Campina Grande (Para\u00edba) e Caruaru (Pernambuco).<\/p>\n<p>O espa\u00e7o onde se re\u00fanem todos os festejos do per\u00edodo s\u00e3o chamado de arraial. Geralmente \u00e9 decorado com bandeirinhas de papel colorido, bal\u00f5es e palha de coqueiro. Nos arrai\u00e1s acontecem as quadrilhas, os forr\u00f3s, leil\u00f5es, bingos e os casamentos caipiras.<\/p>\n<h2>Uma Suposta Origem das Festividades<\/h2>\n<p>Para as crian\u00e7as cat\u00f3licas, a explica\u00e7\u00e3o para tais festividades \u00e9 tirada da B\u00edblia com acr\u00e9scimos mitol\u00f3gicos. Os cat\u00f3licos descrevem o seguinte:<\/p>\n<p>\u0093Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com frequ\u00eancia, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi \u00e0 casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um beb\u00ea ao qual daria o nome de Jo\u00e3o Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas op\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno Jo\u00e3o Batista. N\u00e3o havia correio, telefone, muito menos Intemet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista \u00e0 dist\u00e2ncia. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. L\u00e1 de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fuma\u00e7a, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo beb\u00ea nos bra\u00e7os, era dia 24 de junho. Come\u00e7ou, ent\u00e3o, a ser festejado S\u00e3o Jo\u00e3o com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, dan\u00e7as e muito mais!\u0094.<\/p>\n<p>Como podemos ver, a forma como \u00e9 descrita a origem das\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0\u00e9 extremamente pueril, justamente para que alcance as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>As comemora\u00e7\u00f5es do dia de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>. Cada dia do ano \u00e9 dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Cat\u00f3lica. Como o n\u00famero de santos \u00e9 maior do que o n\u00famero de dias do ano, criou-se ent\u00e3o o dia de \u0093Todos os Santos\u0094, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos s\u00e3o mais reverenciados do que outros. Assim, no m\u00eas de junho s\u00e3o celebrados, ao lado de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, dois outros santos: Santo Ant\u00f4nio, cujas festividades acontecem no dia 13, e S\u00e3o Pedro, no dia 28.<\/p>\n<h2>Pl\u00e1gio do Paganismo<\/h2>\n<p>Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, j\u00e1 aconteciam festas populares durante o solst\u00edcio de ver\u00e3o (\u00e1pice da esta\u00e7\u00e3o), as quais marcavam o in\u00edcio da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, eg\u00edpcios e sum\u00e9rios, faziam rituais de invoca\u00e7\u00e3o da fertilidade para estimular o crescimento da vegeta\u00e7\u00e3o, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos v\u00e1rios deuses em que o povo acreditava. As pessoas dan\u00e7avam e faziam fogueiras para espantar os maus esp\u00edritos. Por exemplo: as cerim\u00f4nias realizadas em Cumberland, na Esc\u00f3cia e na Irlanda, na v\u00e9spera de S\u00e3o Jo\u00e3o, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crian\u00e7as pela fuma\u00e7a de fogueiras.<\/p>\n<p>As origens dessa comemora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m remontam \u00e0 antiguidade, quando se prestava culto \u00e0 deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados \u0093jun\u00f4nias\u0094. Da\u00ed temos uma das proced\u00eancias do atual nome \u0093<strong>festas juninas<\/strong>\u0094.<\/p>\n<p>Tais celebra\u00e7\u00f5es coincidiam com as festas em que a Igreja Cat\u00f3lica comemorava a data do nascimento de S\u00e3o Jo\u00e3o, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo n\u00e3o conseguiu impedir sua realiza\u00e7\u00e3o. Por isso, as comemora\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram extintas e, sim, adaptadas para o calend\u00e1rio crist\u00e3o. Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou se homenageando tamb\u00e9m S\u00e3o Jo\u00e3o. \u00c9 por isso que no inicio as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros paises a comemor\u00e1-las foram Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha e Portugal.<\/p>\n<p>Os jesu\u00edtas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antonio e de S\u00e3o Pedro s\u00f3 come\u00e7aram a ser comemoradas mais tarde, mas como tamb\u00e9m aconteciam em junho passaram a ser chamadas de\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>. O curioso \u00e9 que antes da chegada dos colonizadores, os \u00edndios realizavam festejos relacionados \u00e0 agricultura no mesmo per\u00edodo. Os rituais tinham canto, dan\u00e7a e comida. Deve-se lembrar que a religi\u00e3o dos \u00edndios era o animismo polite\u00edsta (adoravam v\u00e1rios elementos da natureza como deuses).<\/p>\n<p>As primeiras refer\u00eancias \u00e0s festas de S\u00e3o Jo\u00e3o no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: \u0093os \u00edndios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque s\u00e3o muito amigos de novidade, como no dia de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, por causa das fogueiras e capelas\u0094.<\/p>\n<h2>Sincretismo Religioso<\/h2>\n<p>Religi\u00f5es de v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse per\u00edodo de\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0para manifestar sua f\u00e9 junto com as comemora\u00e7\u00f5es cat\u00f3lica. O Candombl\u00e9, por exemplo, ao homenagear os orix\u00e1s de de sua linha, mistura suas pr\u00e1ticas com o ritual cat\u00f3lico. Assim, durante o m\u00eas de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente as bandas de ax\u00e9 music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos.<\/p>\n<p>Um fator fundamental na forma\u00e7\u00e3o do sincretismo \u00e9 que, de acordo com as tradi\u00e7\u00f5es africanas, divindades conhecidas como orix\u00e1s governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo popular, os santos tamb\u00e9m tinham esse poder. \u0093Ians\u00e3 protege contra raios e rel\u00e2mpagos e Santa B\u00e1rbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento. Cultuados nas duas mais populares religi\u00f5es afro-brasileiros \u0096 a umbanda e o candombl\u00e9 \u0096 cada orix\u00e1 corresponde a um santo cat\u00f3lico. Ocorrem varia\u00e7\u00f5es regionais. Um exemplo \u00e9 Ox\u00f3ssi, que \u00e9 sincretizado na Bahia com S\u00e3o Jorge mas no Rio de Janeiro representa S\u00e3o Sebasti\u00e3o. L\u00e1, devido ao candombl\u00e9, o Santo Ant\u00f4nio das\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0\u00e9 confundido com Ogun, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.<\/p>\n<h2>Supersti\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<h2>1- A Puxada do Mastro<\/h2>\n<p>Puxada do mastro \u00e9 a cerim\u00f4nia de levantamento do mastro de S\u00e3o Jo\u00e3o, com banda e foguet\u00f3rio. Al\u00e9m da bandeira de S\u00e3o Jo\u00e3o, o mastro pode ter as de Santo Antonio e S\u00e3o Pedro, muitas vezes com frutas, fitas de papel e flores penduradas. O ritual tem origem em cultos pag\u00e3os, comemorativos da fertilidade da terra, que eram realizados no solst\u00edcio de ver\u00e3o, na Europa.<\/p>\n<p>Acredita-se que se a bandeira vira para o lado da casa do anfitri\u00e3o da festa no momento em que \u00e9 i\u00e7ada, isto \u00e9 sinal de boa sorte. O contrario indica desgra\u00e7a. E caso aponte em dire\u00e7\u00e3o a uma pessoa essa ser\u00e1 aben\u00e7oada.<\/p>\n<h2>2- As Fogueiras<\/h2>\n<p>Sobre as fogueiras h\u00e1 duas explica\u00e7\u00f5es para o seu uso. Os pag\u00e3os acreditavam que elas espantavam os maus esp\u00edritos. J\u00e1 os cat\u00f3licos acreditavam que era sinal de bom press\u00e1gio. Conta uma lenda cat\u00f3lica que Isabel prima de Maria, na noite do nascimento de Jo\u00e3o Batista , ascendeu uma fogueira para avisar a novidade \u00e0 prima Maria, m\u00e3e de Jesus. Por isso a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 acend\u00ea-las na hora da Ave Maria (\u00e0s 18h).<\/p>\n<p>Voc\u00ea sabia ainda que cada uma das tr\u00eas festas exige um arranjo, diferente de fogueira? Pois \u00e9, na de Santo Antonio, as lenhas s\u00e3o atreladas em formato quadrangular; na de S\u00e3o Pedro, s\u00e3o em formato triangular e na de S\u00e3o Jo\u00e3o possui formato arredondado semelhante \u00e0 pir\u00e2mide.<\/p>\n<h2>3- Os Fogos de Artif\u00edcio<\/h2>\n<p>J\u00e1 os fogos dizem alguns, eram utilizados na celebra\u00e7\u00e3o para \u0093despertar\u0094 S\u00e3o Jo\u00e3o e cham\u00e1-lo para as comemora\u00e7\u00f5es de seu anivers\u00e1rio. Na verdade os cultos pirol\u00e1tricos s\u00e3o de origem portuguesa. Antigamente em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e roj\u00f5es tinha como finalidade espantar o diabo e seus dem\u00f4nios na noite de S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<h2>4- Os Bal\u00f5es<\/h2>\n<p>A saciedade \u0093Amigos do Bal\u00e3o\u0094 nasceu em 1998 para defender a presen\u00e7a do \u0091bal\u00e3o junino\u0092 nessas festividades. O padre jesu\u00edta Bartolomeu de Gusm\u00e3o e o inventor Alberto Santos s\u00e3o figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem bal\u00f5es por ocasi\u00e3o das<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0de suas \u00e9pocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar bal\u00f5es pelos inc\u00eandios que podem provocar ao ca\u00edrem em urna floresta, refinaria de petr\u00f3leo, casas ou f\u00e1bricas. Essa brincadeira virou crime em 1965, segundo o artigo 26 do C\u00f3digo Florestal. Tamb\u00e9m est\u00e1 no artigo 28 da lei das Contraven\u00e7\u00f5es penais, de 1941. O infrator pode ir para a cadeia. N\u00e3o obstante, essa pr\u00e1tica vem resistindo \u00e0s proibi\u00e7\u00f5es das autoridades. Geralmente, os bal\u00f5es trazem inscri\u00e7\u00f5es de louvores aos santos de devo\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, como por exemplo, \u0093VIVA S\u00c3O JO\u00c3O!! !\u0093, ou a outro santo qualquer comemorado nessas \u00e9pocas.<\/p>\n<p>Todos os cultos das\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0est\u00e3o relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltar bal\u00e3o e ele subir sem nenhum problema, os desejos ser\u00e3o atendidos, caso contr\u00e1rio (se o bal\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7ar as alturas) \u00e9 um sinal de azar.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m diz que os bal\u00f5es levam os pedidos dos homens at\u00e9 S\u00e3o Jo\u00e3o. Mas tudo isso n\u00e3o passa de crendices populares.<\/p>\n<h2>OS SANTOS<\/h2>\n<h2>Santo Ant\u00f4nio<\/h2>\n<p>Alguns dizem que o nome verdadeiro desse santo n\u00e3o \u00e9 Ant\u00f4nio, mas Fernando de Bulh\u00f5es, segundo estes, ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231.<\/p>\n<p>Outros por\u00e9m, afirmam que Fernando de Bulh\u00f5es foi a cidade onde nasceu. Aos 24 anos, j\u00e1 na Escola Mon\u00e1stica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote.<\/p>\n<p>Dizem que era famoso por conhecer a B\u00edblia de cor. Ao tomar conhecimento de que quatro mission\u00e1rios foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retomar para Portugal, a embarca\u00e7\u00e3o que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na It\u00e1lia. L\u00e1, foi nomeado pregador da Ordem Geral.<\/p>\n<p>Depois de um encontro com os disc\u00edpulos de Francisco de Assis, entrou para a ordem dos franciscanos e foi rebatizado de Ant\u00f4nio. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as mo\u00e7as solteiras. Sua devo\u00e7\u00e3o foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradi\u00e7\u00e3o que as mo\u00e7as casadouras recorram a Santo Ant\u00f4nio, na v\u00e9spera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrim\u00f4nio. Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no \u0093Dia dos Namorados\u0094.<\/p>\n<p>A fama de casamenteiro surgiu mesmo depois de sua morte, no s\u00e9culo XIV. Diz a lenda que uma mo\u00e7a pobre pediu ajuda a Santo Antonio e conseguiu o dote que precisava para poder casar. A hist\u00f3ria se espalhou e hoje \u00e9 o santo que homens e mulheres recorrem quando o objetivo \u00e9 encontrar sua metade.<\/p>\n<p>No dia 13, multid\u00f5es se dirigirem \u00e0s igrejas pelo p\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio. Dizem que \u00e9 bom carregar o santo na algibeira para receber prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma outra curiosidade \u00e9 que a imagem deste santo sempre aparece com o menino Jesus no colo. Voc\u00ea sabe por qu\u00ea? Existem duas vers\u00f5es para isso: uma, diz que o menino representa o quanto ele era adorado pelas crian\u00e7as; a outra, que ele era um pregador t\u00e3o brilhante que dava vida aos ensinos da B\u00edblia. O menino seria a personifica\u00e7\u00e3o da palavra de Deus.<\/p>\n<p>\u00c9 bastante comum entre as devotas de Santo Ant\u00f4nio coloc\u00e1-lo de cabe\u00e7a para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou ent\u00e3o jog\u00e1-lo no fundo do po\u00e7o at\u00e9 que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093Meu Santo Ant\u00f4nio querido,<\/p>\n<p class=\"imagem\">Meu santo de carne e osso,<\/p>\n<p class=\"imagem\">Se tu n\u00e3o me deres marido,<\/p>\n<p class=\"imagem\">N\u00e3o te tiro do po\u00e7o\u0094.<\/p>\n<p>As festas antoninas s\u00e3o urbanas, caseiras, dom\u00e9sticas, porque Santo Ant\u00f4nio \u00e9 o santo dos nichos e das barraquinhas.<\/p>\n<p>Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, p\u00e1gina A8, lemos: \u0093O dia de Santo Ant\u00f4nio, o santo casamenteiro, foi lembrado.., com diversas missas e a distribui\u00e7\u00e3o de 10 mil p\u00e3ezinhos. Milhares de fi\u00e9is compareceram \u00e0s igrejas para fazer pedidos, agradecer as gra\u00e7as realizadas e levar os p\u00e3es, que, segundo dizem os fi\u00e9is, simbolizam a f\u00e9 e garantem fartura \u00e0 mesa\u0094. Ainda para Santo Ant\u00f4nio, cantam seus admiradores:<\/p>\n<p class=\"imagem\">\u0093S\u00e3o Jo\u00e3o a vinte e quatro,<\/p>\n<p class=\"imagem\">S\u00e3o Pedro a vinte e nove,<\/p>\n<p class=\"imagem\">Santo Ant\u00f4nio a treze,<\/p>\n<p class=\"imagem\">Por ser o santo mais nobre\u0094.<\/p>\n<h2>S\u00e3o Jo\u00e3o<\/h2>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica o consagrou santo. Segundo essa igreja, Jo\u00e3o Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salom\u00e9 (Mt 14.1-12). A B\u00edblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de Jo\u00e3o Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasi\u00e3o, j\u00e1 eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos.<\/p>\n<p>Em sua festa, S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 comemorado com fogos de artif\u00edcio, tiros, bal\u00f5es coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos tamb\u00e9m usam bandeirolas coloridas e dan\u00e7am. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0s\u00e3o comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em p\u00e1tios e\/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua aten\u00e7\u00e3o para o fato de que os disc\u00edpulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso n\u00e3o lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contr\u00e1rio, Jo\u00e3o Batista se alegrou com a not\u00edcia e declarou que n\u00e3o era digno de desatar a correia das sand\u00e1lias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16).<\/p>\n<p>Se em vida Jo\u00e3o Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adora\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 que agora est\u00e1 aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adora\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pessoa? Certamente que n\u00e3o!<\/p>\n<h2>S\u00e3o Pedro<\/h2>\n<p>\u00c9 atribu\u00edda a S\u00e3o Pedro a funda\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica, que o considera o \u0093pr\u00edncipe dos ap\u00f3stolos\u0094 e o primeiro papa. Por esse motivo, os fi\u00e9is cat\u00f3licos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, S\u00e3o Pedro \u00e9 o chaveiro do c\u00e9u. E para que algu\u00e9m possa entrar l\u00e1 \u00e9 necess\u00e1rio que S\u00e3o Pedro abra as portas.<\/p>\n<p>Uma das crendices populares sobre S\u00e3o Pedro (e olha que s\u00e3o muitas!) diz que quando chove e troveja \u00e9 por que ele est\u00e1 arrastando os m\u00f3veis do c\u00e9u. Pode!<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, ocorrem prociss\u00f5es mar\u00edtimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pesca-dores, o dia de S\u00e3o Pedro \u00e9 sagrado. Tanto \u00e9 que eles n\u00e3o saem ao mar para pescaria. \u00c9 ainda considerado o santo protetor das vi\u00favas.<\/p>\n<p>A brincadeira de subir no pau-de-sebo (uma \u00e1rvore de origem chinesa) \u00e9 a que mais se destaca nas festividades comemorativas a S\u00e3o Pedro. O objetivo para quem participa \u00e9 alcan\u00e7ar os presentes colocados no topo.<\/p>\n<p>Os sentimentos do ap\u00f3stolo Pedro, eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29. De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na B\u00edblia, temos raz\u00f5es para crer que ele jamais aceitada os tributos que hoje s\u00e3o dedicados \u00e0 sua pessoa.<\/p>\n<p>Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia \u00e0 porta Formosa do templo de Jerusal\u00e9m e teve a aten\u00e7\u00e3o do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre n\u00e3o titubeou, mas declarou com muita seguran\u00e7a sua depend\u00eancia do Deus vivo e n\u00e3o quis receber nenhuma homenagem (cf. Atos 3:12-16 ; 10:25,26).<\/p>\n<p><strong>Presentes em todo o pa\u00eds, elas acontecem no m\u00eas de junho e homenageiam tr\u00eas santos.<\/strong> O primeiro \u00e9 Santo Ant\u00f4nio, no dia 13; S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 comemorado no dia 24; no dia 29 \u00e9 a vez de S\u00e3o Pedro.<\/p>\n<p>As festas costumam ser realizadas ao ar livre, em um terreiro enfeitado com bandeirinhas coloridas, onde uma fogueira permanece acesa durante a noite toda. \u00c0 mesa, s\u00e3o servidas comidas t\u00edpicas, como canjica de milho, p\u00e9-de-moleque, pipoca, amendoim torrado e doce de batata-doce, entre outras.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj2.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"355\" height=\"271\" \/><\/p>\n<p>Os adultos bebem vinho quente temperado com especiarias e o tradicional quent\u00e3o, feito \u00e0 base de pinga e gengibre. O momento alto da festa \u00e9 a dan\u00e7a da quadrilha.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, as pessoas costumam fazer pedidos aos santos: da\u00ed v\u00eam as &#8220;simpatias&#8221;, rituais que devem ser seguidos \u00e0 risca para que um desejo se realize &#8211; as mais conhecidas est\u00e3o ligadas a Santo Ant\u00f4nio, considerado &#8220;casamenteiro&#8221;.<\/p>\n<p>A origem das\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0remonta \u00e0 Antiguidade e \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es do sucesso das colheitas, do trabalho e da procria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fogueira e o casamento caipira, por exemplo, s\u00e3o alguns dos s\u00edmbolos que atravessaram os tempos.<\/p>\n<p>Os antigos se entregavam a orgias, acreditando que a energia sexual fertilizasse a terra; com a chegada do cristianismo a pr\u00e1tica se extingue mas seu significado permanece na uni\u00e3o do casal de caipiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj3.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"207\" height=\"282\" \/><\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o de celebrar o m\u00eas de junho \u00e9 antiga. H\u00e1 mais de dois mil anos, os povos antigos da Europa j\u00e1 festejavam nesta \u00e9poca do ano o in\u00edcio das colheitas. Fogueiras, dan\u00e7as e muita comida sempre fizeram parte destes rituais pag\u00e3os.<\/p>\n<h2>A origem da Festa Junina no Brasil e suas influ\u00eancias<\/h2>\n<p>No Brasil, a data \u00e9 celebrada desde 1583. O costume foi trazido para c\u00e1 pelos portugueses e espanh\u00f3is, ainda como uma forma de agradecer pelas colheitas, mas tamb\u00e9m como uma maneira de homenagear os santos do m\u00eas de junho.<\/p>\n<p>O Dia de Santo Ant\u00f4nio, 13 de junho, costuma marcar o in\u00edcio dos festejos. Tamb\u00e9m s\u00e3o homenageados S\u00e3o Jo\u00e3o, no dia 24 de junho e S\u00e3o Pedro, no dia 29 de junho.<\/p>\n<p>O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos pa\u00edses europeus cat\u00f3licos no s\u00e9culo IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos ind\u00edgenas e negros.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia brasileira na tradi\u00e7\u00e3o da festa pode ser percebida na alimenta\u00e7\u00e3o, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e tamb\u00e9m nos costumes, como o forr\u00f3, o boi-bumb\u00e1, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas n\u00e3o foi somente a influ\u00eancia brasileira que permaneceu nas comemora\u00e7\u00f5es juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram \u00e0 quadrilha, passos e marca\u00e7\u00f5es inspirados na dan\u00e7a da nobreza europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>J\u00e1 os fogos de artif\u00edcio, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.<\/p>\n<p>A dan\u00e7a-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, \u00e9 origin\u00e1ria de Portugal e da Espanha.<\/p>\n<p>Para os cat\u00f3licos, a fogueira, que \u00e9 maior s\u00edmbolo das comemora\u00e7\u00f5es juninas, tem suas ra\u00edzes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista e assim ter seu aux\u00edlio ap\u00f3s o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.<\/p>\n<p>No Nordeste do pa\u00eds, existe uma tradi\u00e7\u00e3o que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mant\u00eam uma mesa farta de bebidas e comidas t\u00edpicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume \u00e9 uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradi\u00e7\u00e3o tem sido substitu\u00edda por uma grande festa que re\u00fane toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mec\u00e2nicos do forr\u00f3.<\/p>\n<h3>AS LENDAS<\/h3>\n<p>Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.<\/p>\n<p>Uma tarde, Santa Isabel foi \u00e0 casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria Jo\u00e3o Batista.<\/p>\n<p>Nossa Senhora, ent\u00e3o, perguntou-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; Como poderei saber do nascimento do garoto?<\/p>\n<p>&#8211; Acenderei uma fogueira bem grande; assim voc\u00ea de longe poder\u00e1 v\u00ea-la e saber\u00e1 que Jo\u00e3ozinho nasceu. Mandarei, tamb\u00e9m, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele. Santa Isabel cumpriu a promessa.<\/p>\n<p>Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino Jo\u00e3o Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religi\u00e3o cat\u00f3lica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou, assim, a ser festejado S\u00e3o Jo\u00e3o com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, bal\u00f5es, dan\u00e7as, etc\u0085<\/p>\n<p>Porque existem bombas para alegrar os festejos de S\u00e3o Jo\u00e3o:<\/p>\n<p>Pois bem, antes de S\u00e3o Jo\u00e3o nascer, seu pai, S\u00e3o Zacarias, andava muito triste, porque n\u00e3o tinha um filhinho para brincar.<\/p>\n<p>Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai. A sua alegria foi t\u00e3o grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu at\u00e9 o filho nascer.<\/p>\n<p>No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse. Zacarias fez grande esfor\u00e7o e, por fim, conseguiu dizer:<br \/>\n&#8211; Jo\u00e3o! Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.<\/p>\n<p>Todos ficaram alegres e foi um barulh\u00e3o enorme. Eram vivas para todos os lados.<\/p>\n<p>L\u00e1 estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha\u0085<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que inventaram as bombinhas de fazer barulho, t\u00e3o apreciadas pelas crian\u00e7as, durante os festejos juninos.<\/p>\n<h3>AS BRINCADEIRAS<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj4.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"268\" height=\"158\" \/><\/p>\n<p><strong>Jogo de argola\u00a0<\/strong>&#8211; cada pino corresponde a um presente diferente. O jogador escolhe o brinde que quer ganhar e tenta acertar a argola no pino correspondente.<\/p>\n<p><strong>Pescaria<\/strong>\u00a0&#8211; pode ser na \u00e1gua ou na areia. Os pescadores t\u00eam que conseguir pegar os peixes que correspondem a diferentes brindes.<\/p>\n<p><strong>Tiro ao alvo<\/strong>\u00a0&#8211; tem de todo o tipo: latas empilhadas, boca do palha\u00e7o, alvo redondo&#8230; Obviamente quem conseguir acertar o alvo leva o pr\u00eamio.<\/p>\n<p><strong>Correio elegante &#8211;<\/strong>\u00a0\u00e9 um servi\u00e7o de mensagens prestado durante a festa junina. Voc\u00ea escreve a mensagem e pede para entregarem ao destinat\u00e1rio. \u00c9 uma \u00f3tima oportunidade de paquerar aquele(a) menino(a) em que est\u00e1 de olho h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p><strong>Pau-de-sebo<\/strong>\u00a0&#8211; imagina subir num tronco de \u00e1rvore fino, sem galhos e, ainda por cima, encerado. Dif\u00edcil, n\u00e9? Mas, no caso do pau-de-sebo, vale a pena tentar. Dizem que \u00e9 no alto dele que costuma ficar o melhor brinde do arrai\u00e1.<\/p>\n<h3>CADA ARRAIAL UM S\u00c3O JO\u00c3O<\/h3>\n<h2>O folclore brasileiro \u00e9 riqu\u00edssimo!<\/h2>\n<p>Junho \u00e9 o m\u00eas de pular fogueira, dan\u00e7ar quadrilha e comer pamonha e pipoca. Uma gostosa tradi\u00e7\u00e3o que anima as cidades. &#8220;O pa\u00eds \u00e9 muito grande e os festejos n\u00e3o s\u00e3o iguais em todos os lugares&#8221;, lembra Fl\u00e1vio Trov\u00e3o, historiador do Paran\u00e1. Essa \u00e9 uma \u00f3tima oportunidade para voc\u00ea descobrir as diferen\u00e7as regionais e identificar a realidade em que vive como apenas uma entre as muitas que comp\u00f5em nosso Brasil. &#8220;O desconhecimento \u00e9 que d\u00e1 origem a estere\u00f3tipos e preconceitos&#8221;, adverte Fl\u00e1vio. Em muitas\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0se dan\u00e7a quadrilha, mas \u00e9 o forr\u00f3 que esquenta os bailes nordestinos. Na Regi\u00e3o Sul, n\u00e3o pode faltar pinh\u00e3o. No Norte, todos se deliciam com cuscuz de tapioca.<\/p>\n<h3>ORIGEM DA QUADRILHA<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj5.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"290\" height=\"234\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta, \u00e9 muito comum nas\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>. Consta de diversas evolu\u00e7\u00f5es em pares e \u00e9 aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou. Esse tipo de dan\u00e7a (quadrille) surgiu em Paris no s\u00e9culo XVIII, tendo como origem a contredanse fran\u00e7aise, que por sua vez \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o da country danse inglesa, segundo os estudos de Maria Am\u00e1lia Giffoni.<\/p>\n<p>A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Reg\u00eancia e fez bastante sucesso nos sal\u00f5es brasileiros do s\u00e9culo XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do pal\u00e1cio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evolu\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e introduziu outras, alterando inclusive a m\u00fasica. A sanfona, o tri\u00e2ngulo e a zabumba s\u00e3o os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Tamb\u00e9m s\u00e3o comuns a viola e o viol\u00e3o. Nossos compositores deram um colorido brasileiro \u00e0 sua m\u00fasica e hoje uma das can\u00e7\u00f5es preferidas para dan\u00e7ar a quadrilha \u00e9 &#8220;Festa na ro\u00e7a&#8221;, de Mario Zan.<\/p>\n<p>O marcador, ou &#8220;marcante&#8221;, da quadrilha desempenha papel fundamental, pois \u00e9 ele que d\u00e1 a voz de comando em franc\u00eas n\u00e3o muito correto misturado com o portugu\u00eas e dirige as evolu\u00e7\u00f5es da dan\u00e7a. Hoje, dan\u00e7a-se a quadrilha apenas nas\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0e em comemora\u00e7\u00f5es festivas no meio rural, onde apareceram outras dan\u00e7as dela derivadas, como a quadrilha caipira, no estado de S\u00e3o Paulo, o baile sifil\u00edtico, na Bahia e em Goi\u00e1s, a saru\u00ea (combina passos da quadrilha com outros de dan\u00e7as nacionais rurais e sua marca\u00e7\u00e3o mistura franc\u00eas e portugu\u00eas), no Brasil Central, e a mana-chica (quadrilha sapateada) em Campos, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A quadrilha \u00e9 mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas tamb\u00e9m \u00e9 dan\u00e7ada em outras regi\u00f5es de maneira muito pr\u00f3pria, caso de Bel\u00e9m do Par\u00e1, onde h\u00e1 mistura com outras dan\u00e7as regionais. Ali, h\u00e1 o comando do marcador e durante a evolu\u00e7\u00e3o da quadrilha dan\u00e7a-se o carimb\u00f3, o xote, o siri\u00e1 e o lundum, sempre com os trajes t\u00edpicos.<\/p>\n<h3>BUMBA-MEU-BOI<\/h3>\n<p>Dan\u00e7a dram\u00e1tica presente em v\u00e1rias festividades, como o Natal e as\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>, o bumba-meu-boi tem caracter\u00edsticas diferentes e recebe inclusive denomina\u00e7\u00f5es distintas de acordo com a localidade em que \u00e9 apresentado: no Piau\u00ed e no Maranh\u00e3o, chama-se bumba-meu-boi; na Amaz\u00f4nia, boi-bumb\u00e1; em Santa Catarina, boi-de-mam\u00e3o; no Recife, \u00e9 o boi-calemba e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.<\/p>\n<p>O enredo da dan\u00e7a \u00e9 o seguinte: uma mulher chamada M\u00e3e Catirina, que est\u00e1 gr\u00e1vida, sente vontade de comer l\u00edngua de boi.<\/p>\n<p>O marido, Pai Francisco, resolve atender ao desejo da mulher e mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era o patr\u00e3o de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado ao ver o animal morto. Para consertar a situa\u00e7\u00e3o, surge um curandeiro, que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e come\u00e7am a brincar.<\/p>\n<p>Os participantes do bumba-meu-boi dan\u00e7am e tocam instrumentos enquanto as pessoas que assistem se divertem quando o boi amea\u00e7a correr atr\u00e1s de algu\u00e9m. O boi do espet\u00e1culo \u00e9 feito de papel\u00e3o ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro da carca\u00e7a, algu\u00e9m faz os movimentos do boi.<\/p>\n<h3>M\u00daSICAS JUNINAS<\/h3>\n<p>As m\u00fasicas t\u00edpicas das\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>\u00a0podem ser apenas cantadas ou tamb\u00e9m dan\u00e7adas. At\u00e9 hoje muitas s\u00e3o compostas, especialmente pelos nordestinos, e formam o repert\u00f3rio do forr\u00f3 que se transformou em baile realizado n\u00e3o apenas no per\u00edodo junino.<\/p>\n<p>Entre os compositores e cantores mais famosos, destaca-se o pernambucano Luis Gonzaga. Algumas estrofes de suas m\u00fasicas s\u00e3o conhecidas de todos os brasileiros, como as de Jos\u00e9 Fernandes e Z\u00e9 Dantas.<\/p>\n<h3>OLHA PRO C\u00c9U, MEU AMOR<\/h3>\n<p>(em parceria com Jos\u00e9 Fernandes).<\/p>\n<p>Olha pro c\u00e9u, meu amor.<br \/>\nV\u00ea como ele est\u00e1 lindo.<br \/>\nOlha praquele bal\u00e3o multicor<br \/>\ncomo no c\u00e9u vai sumindo.<\/p>\n<h3>E as de S\u00c3O JO\u00c3O NA RO\u00c7A<\/h3>\n<p>(em parceria com Z\u00e9 Dantas)<br \/>\nA fogueira t\u00e1 queimando<br \/>\nem homenagem a S\u00e3o Jo\u00e3o.<br \/>\nO forr\u00f3 j\u00e1 come\u00e7ou.<br \/>\nVamos, gente, arrasta p\u00e9 nesse sal\u00e3o.<\/p>\n<h3>Algumas das m\u00fasicas juninas mais conhecidas, s\u00e3o as seguintes:<\/h3>\n<h3>CAI, CAI, BAL\u00c3O<\/h3>\n<p>Cai, cai, bal\u00e3o.<br \/>\nCai, cai, bal\u00e3o.<br \/>\nAqui na minha m\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o vou l\u00e1, n\u00e3o vou l\u00e1, n\u00e3o vou l\u00e1.<br \/>\nTenho medo de apanhar.<\/p>\n<h3>PEDRO, ANT\u00d4NIO E JO\u00c3O<\/h3>\n<p>(Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago)<br \/>\nCom a filha de Jo\u00e3o<br \/>\nAnt\u00f4nio ia se casar,<br \/>\nmas Pedro fugiu com a noiva<br \/>\nna hora de ir pro altar.<br \/>\nFogueira est\u00e1 queimando,<br \/>\no bal\u00e3o est\u00e1 subindo,<br \/>\nAnt\u00f4nio estava chorando<br \/>\ne Pedro estava fugindo.<br \/>\nE no fim dessa hist\u00f3ria,<br \/>\nao apagar-se a fogueira,<br \/>\nJo\u00e3o consolava Ant\u00f4nio,<br \/>\nque caiu na bebedeira.<\/p>\n<h3>SONHO DE PAPEL<\/h3>\n<p>(Carlos Braga e Alberto Ribeiro)<br \/>\nO bal\u00e3o vai subindo,<br \/>\nvem caindo a garoa.<br \/>\nO c\u00e9u \u00e9 t\u00e3o lindo<br \/>\ne a noite \u00e9 t\u00e3o boa.<br \/>\nS\u00e3o Jo\u00e3o, S\u00e3o Jo\u00e3o,<br \/>\nacende a fogueira no meu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSonho de papel<br \/>\na girar na escurid\u00e3o<br \/>\nsoltei em seu louvor<br \/>\nno sonho multicor.<br \/>\nOh! Meu S\u00e3o Jo\u00e3o.<br \/>\nMeu bal\u00e3o azul<br \/>\nfoi subindo devagar<br \/>\nO vento que soprou<br \/>\nmeu sonho carregou.<br \/>\nNem vai mais voltar.<\/p>\n<h3>PULA A FOGUEIRA<\/h3>\n<p>(Jo\u00e3o B. Filho)<br \/>\nPula a fogueira Iai\u00e1,<br \/>\npula a fogueira Ioi\u00f4.<br \/>\nCuidado para n\u00e3o se queimar.<br \/>\nOlha que a fogueira<br \/>\nj\u00e1 queimou o meu amor.<br \/>\nNesta noite de festan\u00e7a<br \/>\ntodos caem na dan\u00e7a<br \/>\nalegrando o cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFoguetes cantos e troca<br \/>\nna cidade e na ro\u00e7a<br \/>\nem louvor a S\u00e3o Jo\u00e3o.<br \/>\nNesta noite de folguedo<br \/>\ntodos brincam sem medo<br \/>\na soltar seu pistol\u00e3o.<br \/>\nMorena flor do sert\u00e3o,<br \/>\nquero saber se tu \u00e9s<br \/>\ndona do meu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>CAPELINHA DE MEL\u00c3O<\/h3>\n<p>(Jo\u00e3o de Barros e Adalberto Ribeiro)<br \/>\nCapelinha de mel\u00e3o<br \/>\n\u00e9 de S\u00e3o Jo\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 de cravo, \u00e9 de rosa,<br \/>\n\u00e9 de manjeric\u00e3o.<br \/>\nS\u00e3o Jo\u00e3o est\u00e1 dormindo,<br \/>\nn\u00e3o me ouve n\u00e3o.<br \/>\nAcordai, acordai,<br \/>\nacordai, Jo\u00e3o.<br \/>\nAtirei rosas pelo caminho.<br \/>\nA ventania veio e levou.<br \/>\nTu me fizeste com seus espinhos<br \/>\numa coroa de flor.<\/p>\n<h6>Festa Junina<\/h6>\n<h2>Comidas e Bebidas T\u00edpicas<\/h2>\n<h5>As comidas t\u00edpicas juninas t\u00eam origem do norte e nordeste do Brasil, dentre as prepara\u00e7\u00f5es mais comuns das\u00a0<strong>Festas Juninas<\/strong>, destacam-se:<\/h5>\n<p>&#8211; Arroz doce<br \/>\n&#8211; Bolo de batata-doce<br \/>\n&#8211; Bolo de fub\u00e1<br \/>\n&#8211; Bolo de fub\u00e1 cozido<br \/>\n&#8211; Bolo de macaxeira<br \/>\n&#8211; Bolo de milho<br \/>\n&#8211; Bolo de milho verde<br \/>\n&#8211; Broa de fub\u00e1<br \/>\n&#8211; Canjica ou munguz\u00e1<br \/>\n&#8211; Curau<br \/>\n&#8211; Cuscuz de milho<br \/>\n&#8211; Pamonha<br \/>\n&#8211; Pamonha com coco<br \/>\n&#8211; P\u00e9-de-moleque<br \/>\n&#8211; P\u00e9-de-moleque de rapadura<br \/>\n&#8211; Pipoca doce<br \/>\n&#8211; Pipoca salgada<br \/>\n&#8211; Sopa de milho verde (ou Caldo Verde)<br \/>\n&#8211; Tapioca<\/p>\n<h5>Bebidas:<\/h5>\n<p>&#8211; Quent\u00e3o<br \/>\n&#8211; Vinho quente<\/p>\n<p>Comer na quantidade adequada, \u00e9 o conselho para poder experimentar de tudo, mas n\u00e3o extrapole na quantidade.<\/p>\n<p>Alguns alimentos t\u00edpicos desta \u00e9poca, apesar de possu\u00edrem valor cal\u00f3rico elevado, cont\u00eam nutrientes e propriedades funcionais ao nosso organismo, como por exemplo:<\/p>\n<h2>Vinho quente<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj10.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"115\" height=\"95\" \/><\/p>\n<p>O vinho \u00e9 originado atrav\u00e9s da fermenta\u00e7\u00e3o da uva fresca. Esta bebida apesar de possuir teor alco\u00f3lico possui propriedades funcionais para o nosso organismo, segundo estudos. Se consumido com modera\u00e7\u00e3o pode proteger o cora\u00e7\u00e3o contra doen\u00e7as cardiovasculares, j\u00e1 que possui uma subst\u00e2ncia chamada flavon\u00f3ide que tem a\u00e7\u00e3o antioxidante, que tamb\u00e9m combate os radicais livres e proporciona o rejuvenescimento das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Outra propriedade presente no vinho \u00e9 o reverastrol, que faz com que aumente as taxas de HDL (colesterol bom) no sangue. Um copo pequeno fornece aproximadamente 190kcal.<\/p>\n<h2>Milho<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj11.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"121\" height=\"101\" \/><\/p>\n<p>Seja como pipoca, canjica, bolo, o importante \u00e9 n\u00e3o deixar de experimentar um pouquinho deste cereal. Possui alto valor nutritivo, contendo vitamina C, A, folato, ferro e fibras, em sua composi\u00e7\u00e3o nutricional. \u00c9 um alimento de f\u00e1cil digest\u00e3o. Uma espiga de milho fornece aproximadamente 108 kcal.<\/p>\n<h2>Batata doce<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj12.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"144\" height=\"96\" \/><\/p>\n<p>Possuidora de um sabor adocicado irresist\u00edvel, este carboidrato \u00e9 fonte de beta caroteno, que ajuda a evitar alguns tipos de c\u00e2ncer. Uma batata doce assada fornece aproximadamente 106 kcal.<\/p>\n<h2>Pinh\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj13.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"161\" height=\"110\" \/><\/p>\n<p>Este delicioso petisco \u00e9 fonte de prote\u00edna, tendo tamb\u00e9m em sua composi\u00e7\u00e3o nutricional c\u00e1lcio, magn\u00e9sio e fibras. Cerca de 5 unidades de pinh\u00e3o cozido fornecem aproximadamente 51 kcal.<\/p>\n<h2>Amendoim (p\u00e9-de-moleque, pa\u00e7oca)<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj14.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"163\" height=\"99\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 o 2\u00aa maior alimento produzido no mundo e apesar de ser classificado como um tipo de noz, \u00e9 considerado uma leguminosa rica em vitamina C, pot\u00e1ssio, magn\u00e9sio, ferro, c\u00e1lcio, zinco e fibras. No entanto, 100g deste nutritivo alimento possui nada menos que 500kcal!!!! Portanto, se n\u00e3o quiser engordar, manere na quantidade.<\/p>\n<h2>Arroz doce<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj15.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"164\" height=\"109\" \/><\/p>\n<p>Destacav-se por seu elevado poder energ\u00e9tico.<\/p>\n<h2>Gengibre<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Festa Junina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/festaj16.jpg\" alt=\"Festa Junina\" width=\"149\" height=\"77\" \/><\/p>\n<p>Sempre acompanhado do quent\u00e3o nas\u00a0<strong>festas juninas<\/strong>, \u00e9 uma raiz muito utilizada para aliviar n\u00e1useas, calafrios e congest\u00e3o de resfriados. Seu sabor picante \u00e9 um dos atrativos de seu consumo.<\/p>\n<p>Depois de conhecer um pouco mais sobre estes alimentos, aproveite para n\u00e3o deixar de consumir um pouco de cada neste m\u00eas especial.<\/p>\n<h2>Valor Cal\u00f3rico<\/h2>\n<table border=\"0\" width=\"90%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\"><strong>Prato<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Quantidade<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Caloria<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Doce de Leite<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Colher de Sopa Cheia ( 40g )<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">116<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Doce de Ab\u00f3bora com Coco<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Colher de Sopa Cheia ( 40g )<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">82,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Doce de Banana em Calda<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Colher de Sopa Cheia ( 48g )<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">38,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Doce de Mam\u00e3o Verde<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Colher de Sopa Cheia ( 40g )<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">78<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Pa\u00e7oca<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Unidade 30g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">114,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>P\u00e9-de-Moleque<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Unidade 20g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">87,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Doce de Coco<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Colher de Sopa Cheia ( 50g )<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">234,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Cocada<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Unidade M\u00e9dia 70g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">405,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Manjar Branco com Caldo de Ameixa<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Fatia M\u00e9dia 130g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">314,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Pudim de Leite sem Calda<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Fatia M\u00e9dia 130g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">236,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Brigadeiro<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Unidade M\u00e9dia 25g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">100,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Beijinho de Coco<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Unidade M\u00e9dia 25g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">124,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Cajuzinho<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Unidade M\u00e9dia 25g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">105,75<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Mousse de Chocolate<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Por\u00e7\u00e3o 70g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">222,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Mousse de Maracuj\u00e1<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 Por\u00e7\u00e3o 70g<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">200<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fogueira, bal\u00f5es, m\u00fasica, dan\u00e7a e \u0096 o principal \u0096 muita comida gostosa. N\u00e3o existe festa junina sem isso. Vamos conhecer o significado de alguns dos principais s\u00edmbolos juninos e descobrir por que eles garantem a alegria do m\u00eas de junho.<\/p>\n<h3>Junho<\/h3>\n<p>O m\u00eas de junho \u00e9 marcado por fogueiras, dan\u00e7as, comidas t\u00edpicas e muitas bandeirinhas em todo o pa\u00eds, apesar das peculiaridades e caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de cada regi\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o de festejar o dia de S\u00e3o Jo\u00e3o veio de Portugal.<\/p>\n<p>As comemora\u00e7\u00f5es se iniciam no dia 12\/06, v\u00e9spera do Dia de Santo Ant\u00f4nio e terminam no dia 29, dia de S\u00e3o Pedro. O auge da festa acontece entre os dias 23 e 24, o Dia de S\u00e3o Jo\u00e3o propriamente dito.<\/p>\n<p>A quadrilha \u00e9 uma dan\u00e7a francesa que surgiu no final do s\u00e9culo XVIII e tem suas ra\u00edzes nas antigas contradan\u00e7as inglesas. Ela foi trazida ao Brasil no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, passando a ser dan\u00e7ada nos sal\u00f5es da corte e da aristocracia.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repert\u00f3rio de cantores e compositores brasileiros e tornou-se uma dan\u00e7a de car\u00e1ter popular.<\/p>\n<p>No Nordeste, as\u00a0<strong>Festas Juninas<\/strong>\u00a0s\u00e3o um evento t\u00e3o grande quanto o Carnaval carioca. A festa de Campina Grande, na Para\u00edba, atrai milhares de pessoas e disputa com Caruaru, em Pernambuco, o t\u00edtulo de maior S\u00e3o Jo\u00e3o do Mundo!!!<\/p>\n<p>O Prato Feito colocou a sua disposi\u00e7\u00e3o tudo que precisa para fazer seu pr\u00f3prio Arrai\u00e1 : as dan\u00e7as, o folclore e o mais importante, as receitas!!!<\/p>\n<p>Divirta-se nessa grande festa do nosso folclore com a fam\u00edlia e amigos. Voc\u00ea vai curtir muito!<\/p>\n<h2>Festas Juninas no Brasil<\/h2>\n<p>O calend\u00e1rio das festas populares tem no m\u00eas de junho um ciclo de muita expressividade. M\u00fasicas apropriadas, dan\u00e7as, comidas e rezas, enchem de cores o Ciclo das Festas Juninas.<\/p>\n<p>Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calend\u00e1rio brasileiro s\u00e3o as festas juninas,que animam todo o m\u00eas de junho com muita m\u00fasica caipira, quadrilhas, comidas e bebidas t\u00edpicas em homenagem a tr\u00eas santos cat\u00f3licos: Santo Ant\u00f4nio, S\u00e3o Jo\u00e3o e S\u00e3o Pedro. Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifesta\u00e7\u00f5es populares mais praticadas no Brasil.<\/p>\n<p>As Festas Juninas s\u00e3o um dos mais fortes tra\u00e7os do folclore brasileiro.<\/p>\n<p>Com toda modernidade, com tanta &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, as Festas Juninas, (de junho), uma tradi\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou na Europa, no s\u00e9culo 6\u00ba, ainda resistem e fazem a alegria de muitos brasileiros de norte a sul deste pa\u00eds continente. No s\u00e9culo 6\u00ba, o Vaticano transformou o 24 de junho numa comemora\u00e7\u00e3o crist\u00e3, festejando o nascimento de Jo\u00e3o, que batizou Cristo. No s\u00e9culo 13, Portugal acrescentou mais duas datas festivas: o nascimento de Santo Antonio de P\u00e1dua e o dia da morte de S\u00e3o Pedro. No Brasil, as festas juninas foram trazidas pelos portugueses.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m at\u00e9 hoje, em grandes cidades, em cidades do interior, nas fazendas e, sobretudo nas escolas.<\/p>\n<p>Desde que os portugueses chegaram ao Brasil, comemoramos as Festas Juninas. M\u00fasica, dan\u00e7a, fogueira, fogos de artif\u00edcio e muita comida, animam nossas cidades.<\/p>\n<p>Os brasileiros come\u00e7aram a comemorar as Festas Juninas gra\u00e7as aos jesu\u00edtas portugueses que trouxeram essa mania para c\u00e1, e logo os \u00edndios e os escravos aderiram a elas e as levaram para as ruas. Em 1808, com a chegada da fam\u00edlia real portuguesa, a coisa sofisticou-se e tomou maior vulto. Na \u00e9poca, os casais bailavam trocando o par. A ral\u00e9, que observava as evolu\u00e7\u00f5es \u00e0s escondidas, gostou do que viu e levou a contradan\u00e7a para as festas populares, onde ela passou a fazer sucesso em casamentos, batizados e, principalmente, em festas juninas.<\/p>\n<p>Por outro lado, a heran\u00e7a portuguesa da nossa cultura atribui as festividades a tr\u00eas santos da Igreja Cat\u00f3lica. O dia 13 homenageia Santo Ant\u00f4nio, dia 24, S\u00e3o Jo\u00e3o e 29, S\u00e3o Pedro. Dizem at\u00e9 que por S\u00e3o Jo\u00e3o ser o mais celebrado dos santos, as festas eram chamadas &#8220;joaninas&#8221;, o que teria dado origem ao nome &#8220;festas juninas&#8221;.<\/p>\n<p>O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos pa\u00edses europeus cat\u00f3licos no s\u00e9culo IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos ind\u00edgenas e negros.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es para origem das festividades. Uma defende a teoria de que tribos pag\u00e3s comemoravam o solst\u00edcio de ver\u00e3o no Hemisf\u00e9rio Norte, ocorrido em 22 ou 23 de junho, dan\u00e7ando ao redor de uma fogueira. Al\u00e9m disso, havia os preparativos para a colheita e as celebra\u00e7\u00f5es da fertilidade da terra.<\/p>\n<p>Independente de onde vieram e como surgiram as celebra\u00e7\u00f5es do m\u00eas de junho, este \u00e9 o per\u00edodo em que as t\u00edpicas festas do interior do pa\u00eds saem do campo e v\u00eam para as cidades, e o pa\u00eds se converte em um grande arraial. Festa de S\u00e3o Jo\u00e3o que se preze tem caipira, quadrilha, bai\u00e3o, forr\u00f3, casamento na ro\u00e7a, fogueira, bal\u00f5es, bandeirinhas e uma culin\u00e1ria caracter\u00edstica repleta de pinh\u00e3o, pamonha, canjica, bolo de fub\u00e1, pipoca e quent\u00e3o.<\/p>\n<p>No passado, o c\u00e9u se enchia de bal\u00f5es e, \u00e0 noite, era dif\u00edcil contar as luzinhas l\u00e1 em cima. Hoje, os bal\u00f5es s\u00e3o proibidos por causa dos inc\u00eandios, mas a tradi\u00e7\u00e3o das fogueiras ainda ilumina as noites juninas e embeleza os festejos dedicados \u00e0 Santo Ant\u00f4nio, S\u00e3o Jo\u00e3o e S\u00e3o Pedro que seguem at\u00e9 o fim deste m\u00eas.<\/p>\n<p>A quadrilha, por exemplo, chegou ao pa\u00eds no s\u00e9culo 19, trazida pela corte real portuguesa. Inicialmente dan\u00e7ada apenas pela nobreza, ela se popularizou e atingiu a ro\u00e7a.<\/p>\n<p>Origin\u00e1ria da Fran\u00e7a, no s\u00e9culo XVIII, a quadrilha (quadrille) era muito apreciada pela aristocracia europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>A quadrilha perdeu prest\u00edgio no final do s\u00e9culo 19, quando foi desbancada por outras dan\u00e7as, como o maxixe, a polca e o lundu. No entanto, n\u00e3o desapareceu, continuando a ser dan\u00e7ada em regi\u00f5es mais conservadoras, como na zona rural.<\/p>\n<p>Entretanto, a tradi\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m at\u00e9 hoje, em cidades do interior ou nas periferias das metr\u00f3poles, como nas escolas. Nestas, procura-se reproduzir uma festa caipira, com os estudantes dan\u00e7ando a quadrilha vestidos com seus trajes t\u00edpicos, alegrando-se com as brincadeiras e se fartando com os deliciosos comes e bebes.<\/p>\n<p>O animador da quadrilha utiliza uma pitoresca mistura de portugu\u00eas e franc\u00eas arrevesado. Quando ele deseja que os pares avancem para o centro do sal\u00e3o e se cumprimentem com um aceno de cabe\u00e7a, grita: &#8220;cumprimenta vis-a-vis. Avan, tu!&#8221;. Para que eles voltem ao seus lugares: &#8220;anarri\u00e9r!&#8221;. Na anima\u00e7\u00e3o maior, solta express\u00f5es como &#8220;balanc\u00ea!&#8221;, para ordenar aos pares, depois de se separarem, balan\u00e7arem em seus lugares. O brasileiro, sempre criativo, terminou transformando a quadrilha francesa numa dan\u00e7a com caracter\u00edsticas bem nacionais.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia brasileira na tradi\u00e7\u00e3o da festa pode ser percebida na alimenta\u00e7\u00e3o, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e tamb\u00e9m nos costumes, como o forr\u00f3, o boi-bumb\u00e1, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas n\u00e3o foi somente a influ\u00eancia brasileira que permaneceu nas comemora\u00e7\u00f5es juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram \u00e0 quadrilha, passos e marca\u00e7\u00f5es inspirados na dan\u00e7a da nobreza europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>J\u00e1 os fogos de artif\u00edcio, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.<\/p>\n<p>No Sul, a dan\u00e7a-das-fitas, de origem portuguesa e espanhola, \u00e9 a que mais anima as festas. Casais com roupa caipira, bombachas e vestidos remendados, dan\u00e7am cruzando fitas coloridas presas a um mastro. O gosto dos ga\u00fachos pelas carnes n\u00e3o \u00e9 esquecido, e o churrasco est\u00e1 sempre presente.<\/p>\n<p>Da regi\u00e3o Sudeste vem o caipira com chap\u00e9u de palha, cal\u00e7a remendada, camisa xadrez e dente cariado, personagem nascido nas comemora\u00e7\u00f5es pelo interior de S\u00e3o Paulo e de Minas Gerais.<\/p>\n<p>As festas juninas costumam ser muito animadas e, al\u00e9m da fogueira e da quadrilha, existe a tradicional queima de fogos de artif\u00edcio, como bombinhas e roj\u00f5es, para espantar o mau-olhado, e o lan\u00e7amento de bal\u00f5es, que deveriam levar pedidos de gra\u00e7as para S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro item que n\u00e3o pode faltar \u00e9 o pau-de-sebo, uma competi\u00e7\u00e3o em que os participantes devem escal\u00e1-lo at\u00e9 o topo, onde ficam prendas ou dinheiro.<\/p>\n<p>Consiste de um tronco de \u00e1rvore com quatro metros ou mais de altura, todo coberto com sebo animal.<\/p>\n<p>O grande desafio \u00e9 atingir o seu topo e pegar as prendas l\u00e1 colocadas.<\/p>\n<p>O elemento chave das festas \u00e9 a descontra\u00e7\u00e3o e a alegria e cada regi\u00e3o do Brasil apresenta suas particularidades.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, por exemplo, os participantes n\u00e3o aderem aos trajes caipiras e comemoram com o vestu\u00e1rio t\u00edpico da regi\u00e3o, como a bombacha, sob o ritmo do vaner\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 no nordeste, os ritmos que imperam s\u00e3o o forr\u00f3, o bai\u00e3o e o xaxado.<\/p>\n<p>O Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o do pa\u00eds onde h\u00e1 a maior concentra\u00e7\u00e3o de cidades que se dedicam intensivamente aos festejos de S\u00e3o Jo\u00e3o. As mais conhecidas s\u00e3o Caruaru, em Pernambuco, Campina Grande, na Para\u00edba e Piritiba, na Bahia. O p\u00fablico destas festas dobrou nos \u00faltimos anos e elas passaram a receber em torno de 1,5 milh\u00e3o de visitantes cada. O alvoro\u00e7o come\u00e7a no meio de maio e se estende durante todo o m\u00eas de junho.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos duas cidades do Nordeste brigam para promover a maior festa junina do Brasil: Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Para\u00edba. Mas n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s. Na cidade sat\u00e9lite de Taguatinga, pr\u00f3xima \u00e0 Bras\u00edlia, o Arrai\u00e1 do Povo constitui-se na mais animada festa do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, onde os &#8220;caipiras&#8221; vestem bombachas remendadas, a tradi\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente no Vale do Rio Pardo, onde os festeiros andam sobre as brasa da fogueira.<\/p>\n<p>As festas juninas de Caruaru ficam concentradas no P\u00e1tio dos Eventos, e as de Campina Grande, no Parque do Povo. Embora, em grandiosidade, os festejos de Caruaru sejam menos imponentes do que os de Campina Grande, eles s\u00e3o mais intimistas e atraentes. Os organizadores fazem quest\u00e3o, por exemplo, de manter o mamolengo, um teatro de improviso, bandas de p\u00edfaros e emboladores.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que acontece nas festas juninas do Sul e Sudeste, a turma que dan\u00e7a a quadrilha em Caruaru e Campina Grande veste-se de forma luxuosa e com muito bom gosto. Para que se tenha uma id\u00e9ia do que isso significa, o com\u00e9rcio local de tecidos vende bem mais do que em \u00e9poca de Natal.<\/p>\n<h3>CARUARU<\/h3>\n<p>Caruaru \u00e9 conhecida como a capital do forr\u00f3. Segundo a prefeitura local, no m\u00eas de junho, \u00e9 feito um grande investimento na cidade, que chega a R$ 2 milh\u00f5es. O com\u00e9rcio, durante o per\u00edodo das festas juninas, cresce em m\u00e9dia 60%, e os hot\u00e9is, bares e restaurantes aumentam seu faturamento em 80%. Sem falar na arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, que cresce 40%. No ano passado, Caruaru recebeu mais de 1 milh\u00e3o de turistas.<\/p>\n<p>Suas festas s\u00e3o as mais tradicionais. Tanto que Caruaru, em Pernambuco, criou uma cidade cenogr\u00e1fica (de mentirinha), chamada Vila do Forr\u00f3, que \u00e9 a r\u00e9plica de uma cidade t\u00edpica do sert\u00e3o com casas coloridas, habitadas pela rainha do milho, pela rezadeira, pela rendeira, pela parteira personagens t\u00edpicos dos lugares que comemoravam as primeiras Festas Juninas no Brasil. Ali h\u00e1 tamb\u00e9m correio, posto banc\u00e1rio, delegacia, igreja, restaurantes, teatro de mamulengo. Atores encenam nas ruas o cotidiano dos habitantes da regi\u00e3o. O maior cuscuz do mundo, segundo o Livro Guinness de Recordes, \u00e9 feito l\u00e1, numa cuscuzeira que mede 3,3 metros de altura e 1,5 metro de di\u00e2metro e comporta 700 quilos de massa. A principal atra\u00e7\u00e3o \u00e9 o desfile de carros aleg\u00f3ricos, como os de carnaval, na v\u00e9spera do dia de S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<h3>CAMPINA GRANDE<\/h3>\n<p>J\u00e1 Campina Grande construiu o Forr\u00f3dromo, onde milh\u00f5es de pessoas comparecem todo ano para dan\u00e7ar os ritmos juninos, ver apresenta\u00e7\u00f5es t\u00edpicas, desfiles, al\u00e9m de apreciar as comidas caipiras e se divertir com muitas brincadeiras.<\/p>\n<p>Campina Grande \u00e9 a maior cidade do interior do Nordeste, com 500 mil habitantes. No m\u00eas de junho, a cidade recebe, no Parque do Povo, todas as noites, cerca de 100 mil pessoas, que dan\u00e7am at\u00e9 o dia amanhecer. Os cerca de 2 mil leitos da rede hoteleira da cidade ficam ocupados.<\/p>\n<h3>CABOCLADA<\/h3>\n<p>Na Amaz\u00f4nia cabocla, a tradi\u00e7\u00e3o de homenagear os santos possui um calend\u00e1rio que tem in\u00edcio em junho, com Santo Ant\u00f4nio, e termina em dezembro, com S\u00e3o Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. S\u00e3o festas de arraial que come\u00e7am no d\u00e9cimo dia depois das novenas e nas quais est\u00e3o presentes as fogueiras, o foguet\u00f3rio, o mastro, os banhos, muita comida e folia.<\/p>\n<p>No eixo Bel\u00e9m\/Parintins\/Manaus, desde os tempos coloniais, a cria\u00e7\u00e3o do boi, introduzida pelos portugueses, deu lugar a manifesta\u00e7\u00f5es culturais que lhe s\u00e3o t\u00edpicas: o boi-bumb\u00e1, dan\u00e7ado em diversas ocasi\u00f5es, transformou-se atualmente em grande espet\u00e1culo, cujo \u00e1pice \u00e9 a disputa entre os grupos Caprichoso e Garantido no Bumb\u00f3dromo de Parintins, nos dias 28, 29 e 30 de junho.<\/p>\n<p>Com isso, percebe-se que as Festas de S\u00e3o Jo\u00e3o t\u00eam uma vasta abrang\u00eancia, uma vez que s\u00e3o comemoradas por adultos e crian\u00e7as de qualquer cren\u00e7a ou regi\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<h3>ELEMENTOS PRESENTES EM UMA FESTA JUNINA<\/h3>\n<p>Abaixo citamos alguns dos elementos presentes numa festa junina. Eles s\u00e3o vari\u00e1veis de regi\u00e3o para regi\u00e3o. Sem eles, a festa junina perde por completo a sua maior gra\u00e7a.<\/p>\n<h3>FOGUEIRA<\/h3>\n<p>Nas festas Juninas, a fogueira possui, entre outros, um sentido sagrado. O fogo, representa\u00e7\u00e3o do sol, ilumina, aquece, purifica, assa e coze os alimentos, prepara vestes e armas, enfim, d\u00e1 seguran\u00e7a e conforto. Da\u00ed as supersti\u00e7\u00f5es: faz mal brincar com fogo, urinar no fogo, cuspir no fogo, arrumar fogueira com os p\u00e9s, e outras mais.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 de prefer\u00eancia feita por madeiras resistentes, que produzem boas brasas. Proibidos: o cedro (madeira da cruz de Cristo), a imba\u00faba (onde se escondeu Nossa Senhora na fuga para o Egito) e a videira (d\u00e1 o fruto que produz o vinho, usado nas missas para transforma\u00e7\u00e3o no sangue de Cristo). \u00c9 acessa pelo festeiro. Feita braseiro \u00e9 atravessada de p\u00e9s descal\u00e7os. (Quem tem f\u00e9, n\u00e3o queima o p\u00e9). Nela assam-se batatas, mandioca, milho, inhame, pinh\u00e3o; torram-se amendoins. Ao seu redor realizam-se brincadeiras de roda e dan\u00e7as folcl\u00f3ricas: cana-verde, batuque, ciranda, quadrilha (a mais famosa).<\/p>\n<h3>LAVAGEM DO SANTO<\/h3>\n<p>Feita em algumas regi\u00f5es \u00e0 meia-noite, num c\u00f3rrego. Magia da \u00e1gua.<\/p>\n<h3>REZA<\/h3>\n<p>Ao entardecer da v\u00e9spera de S\u00e3o Jo\u00e3o, antes de se acender a fogueira, em algumas regi\u00f5es s\u00e3o realizadas rezas, ladainhas, cantos e beijamento das fitas do altar.<\/p>\n<h3>FOGOS E BAL\u00d5ES<\/h3>\n<p>Os fogos de artif\u00edcio s\u00e3o utilizados como rito pirot\u00e9cnico. As bombas, para espantar o dem\u00f4nio.<\/p>\n<p>O bal\u00e3o sobe para acordar S\u00e3o Jo\u00e3o, levando-lhe recados e pedidos.<\/p>\n<p>Se desce, \u00e9 malhado com paus e pedras.<\/p>\n<h3>CASAMENTO<\/h3>\n<p>Os noivos, os padrinhos, o padre, o delegado, o juiz, o escriv\u00e3o e os convidados. Brincadeira de cunho humor\u00edstico. Depois v\u00eam as dan\u00e7as, principalmente a quadrilha, de origem francesa (marca\u00e7\u00e3o em franc\u00eas macarr\u00f4nico).<\/p>\n<h3>QUADRILHA<\/h3>\n<p>\u00c9 a dan\u00e7a caracter\u00edstica das festas de S\u00e3o Jo\u00e3o, de origem francesa e marcada alternadamente em franc\u00eas e portugu\u00eas, mas um franc\u00eas estropiado (balanc\u00ea, anavam, anarrier, otrefo\u00e1, vira vort\u00ea, chang\u00ea de dame, grande roda, l\u00e1 vem a chuva, coroa de rosas, coroa de espinhos, etc.)<\/p>\n<h3>SORTES<\/h3>\n<p>S\u00e3o adivinha\u00e7\u00f5es rituais, para elucidar os interessados sobre o seu futuro, especialmente o relacionado a noivado e casamento.<\/p>\n<p>Mas as festas de S\u00e3o Jo\u00e3o n\u00e3o servem apenas para dan\u00e7ar quadrilha, comer pipoca e se divertir com os filhos. S\u00e3o tamb\u00e9m uma oportunidade que os pais e a escola t\u00eam de passar para as crian\u00e7as um pouco da cultura e das tradi\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>As escolas e algumas entidades ou agremia\u00e7\u00f5es t\u00eam tido papel decisivo na perpetua\u00e7\u00e3o desta tradi\u00e7\u00e3o, organizando seus arraiais, construindo fogueiras, arrecadando brindes, envolvendo as crian\u00e7as e ensinando as dan\u00e7as e pratos t\u00edpicos. Atualmente, sites voltados para o p\u00fablico infantil tamb\u00e9m ajudam a despertar a curiosidade e o interesse dos pequenos pela cultura popular brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Brincadeiras para a festa junina<\/h2>\n<p><strong>1.Amendoim na colher<\/strong><\/p>\n<p>Trace uma linha de partida no ch\u00e3o e posicione as crian\u00e7as. Cada uma deve apanhar, com uma colher, um amendoim colocado a certa dist\u00e2ncia e traz\u00ea-lo para a linha. Vence o primeiro que reunir cinco amendoins.<\/p>\n<p><strong>2.Bigode no caipira<\/strong><\/p>\n<p>Cada crian\u00e7a, de olhos vendados, tentar\u00e1 colocar um bigode no rosto desenhado de um caipira. Fa\u00e7a tudo de cartolina. O vencedor ser\u00e1 quem mais se aproximar do alvo.<\/p>\n<p><strong>3.Saci esperto<\/strong><\/p>\n<p>Risque no ch\u00e3o um ret\u00e2ngulo grande. Numa ponta, ser\u00e1 a partida, na outra, a chegada. Elas t\u00eam de apostar uma corrida pulando num p\u00e9 s\u00f3.<\/p>\n<p><strong>4.Casinha junina<\/strong><\/p>\n<p>Corte uma melancia grande ao meio e retire todo o miolo. Parta essa metade na metade, para que possa ser apoiada no ch\u00e3o como uma casinha. Enfeite-a com motivos caipiras. Cada crian\u00e7a recebe tr\u00eas bolinhas e procura jog\u00e1-las de certa dist\u00e2ncia dentro da casinha.<\/p>\n<p><strong>5.Corrida de sacos<\/strong><\/p>\n<p>Trace uma linha de partida e outra de chegada. Arrume v\u00e1rios sacos grandes de tecido. Cada crian\u00e7a tem de fazer o percurso enfiada no saco preso \u00e0 cintura.<\/p>\n<p><strong>6.Barraca do beijo<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea pode fazer de duas formas. Uma delas \u00e9 a tradicional, com uma crian\u00e7a distribuindo beijos nas outras, ou com retratos na parede (pode ser o Troy, de High School Musical, A Lola, de Charlie e Lola etc).<\/p>\n<p><strong>7.Pescaria<\/strong><\/p>\n<p>Recorte uma cartolina em formato de peixe e, onde seria a boca do animal, cole um clipe de metal com fita adesiva. Se quiser, encape com papel contact. Enterre os peixinhos em uma bacia ou piscina de areia. Para fazer a vara, amarre um barbante ou fio de nylon grosso em um galho ou graveto. Na outra ponta, amarre um clipe de metal aberto, com o formato de um anzol.<\/p>\n<p><strong>8.Arremesso em latas<\/strong><\/p>\n<p>O objetivo do jogo \u00e9 derrubar o maior n\u00famero de latas poss\u00edvel em um arremesso. Separe 15 latas de alum\u00ednio vazias (pode ser de molho de tomate, leite condensado, creme de leite&#8230;), tomando cuidado para que n\u00e3o deixar pontas afiadas. Encape-as com papel camur\u00e7a colorido e decore com lantejoulas. Arrume as latinhas em camadas. A base deve ter cinco latas. Em cima dela, mais quatro. Depois, 3 etc. Fa\u00e7a um risco no ch\u00e3o com cerca de tr\u00eas metros de dist\u00e2ncia das latas e lance a bola, que pode ser de pl\u00e1stico ou de meia.<\/p>\n<p><strong>9.Correio elegante<\/strong><\/p>\n<p>Corte cora\u00e7\u00f5es, bal\u00f5es e bandeirinhas de cartolina. As crian\u00e7as podem escrever os bilhetes e mandar aos amigos, sem se identificar. Deixe um adulto respons\u00e1vel pela entrega dos recados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><\/h2>\n<p class=\"imagem\"><iframe src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/dPowJwfvMp4?rel=0\" width=\"450\" height=\"253\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>www.cacp.org.br\/www.superzap.com\/www.colegioantares.com.br\/www.emporiovillaborghese.com.br\/www.pratofeito.com.br\/www.lunaeamigos.com.br\/revistacrescer.globo.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Festa Junina, Estrutura, M\u00fasicas, O Que \u00e9, Hist\u00f3ria, Origem, Comidas, T\u00edpicas, Quadrilha, Comemora\u00e7\u00e3o, Fotos, Decora\u00e7\u00e3o, Festa 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