{"id":58890,"date":"2016-07-04T16:47:56","date_gmt":"2016-07-04T16:47:56","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=58890"},"modified":"2016-07-04T16:52:19","modified_gmt":"2016-07-04T16:52:19","slug":"dia-de-pentecostes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-de-pentecostes","title":{"rendered":"Dia de Pentecostes"},"content":{"rendered":"<p>Nas      suas origens, o\u00a0<strong>Pentecostes\u00a0<\/strong>era      uma\u00a0<strong>festa agr\u00edcola      judaica<\/strong>\u00a0em      que se ofereciam a Deus os melhores feixes da colheita. Era uma festa n\u00e3o      s\u00f3 de alegria e de encontro das fam\u00edlias, como tamb\u00e9m de partilha com os mais      necessitados.<\/p>\n<p>Era      celebrada sete semanas (cinquenta dias) depois da P\u00e1scoa, encerrando as solenidades      pascais. Por isso, tamb\u00e9m se chamava Festa das Semanas.<\/p>\n<p>A      partir das reformas de Esdras e Neemias, em meados do s\u00e9culo V a.c., a Festa      de Pentecostes passou a celebrar o Dom da Lei no Sinai, a festa da Alian\u00e7a      entre Deus e o povo.<\/p>\n<p>Com      base nas tradi\u00e7\u00f5es e nos costumes judaicos a respeito de Pentecostes, Lucas      construiu sua narrativa para falar de um novo Pentecostes: a presen\u00e7a do Esp\u00edrito      Santo guiando a miss\u00e3o dos evangelizadores no an\u00fancio da Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Assim,      cinquenta dias ap\u00f3s a P\u00e1scoa, a\u00a0<strong>Festa      de Pentecostes<\/strong>\u00a0celebra      o dom do Esp\u00edrito Santo enviado por Deus \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p>A      promessa de Jesus aos seus disc\u00edpulos se realiza: &#8220;Mas recebereis o poder      do Esp\u00edrito Santo que vir\u00e1 sobre v\u00f3s, para serdes minhas testemunhas em Jerusal\u00e9m,      por toda a Jud\u00e9ia e Samaria, e at\u00e9 os confins da terra&#8221; (At 1,8).<\/p>\n<p>Jerusal\u00e9m      \u00e9 o lugar onde termina o &#8220;tempo de Jesus&#8221; e come\u00e7a o &#8220;tempo      da Igreja&#8221;. Os &#8220;atos&#8221; de Jesus come\u00e7am na Galil\u00e9ia e terminam      em Jerusal\u00e9m. Os &#8220;atos&#8221; dos ap\u00f3stolos come\u00e7am em Jerusal\u00e9m e v\u00e3o      at\u00e9 os confins do mundo.<\/p>\n<p>Portanto,      Jerusal\u00e9m \u00e9 ponto de chegada e ponto de partida. \u00c9 o lugar da manifesta\u00e7\u00e3o      do Esp\u00edrito Santo de Deus, que encoraja os ap\u00f3stolos para a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>No      dia de Pentecostes, os disc\u00edpulos estavam reunidos em Jerusal\u00e9m. Depois dos      acontecimentos da P\u00e1scoa, ficaram cheios de medo. Viviam juntos, desligados      do mundo, mas eis que o Esp\u00edrito Santo, dom de Deus, veio sobre eles.<\/p>\n<p>Assim,      aquele grupo de homens e mulheres amedrontados adquiriu a consci\u00eancia de ser      uma comunidade, uma Igreja, isto \u00e9, o corpo m\u00edstico de Cristo. Todos sentiram      que Jesus estava entre eles, mais ainda do que antes, porque, na realidade,      Jesus n\u00e3o mais estava com eles, estava neles.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o      a Igreja se manifestou publicamente e come\u00e7ou a difundir o Evangelho mediante      a prega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos      dias que antecedem\u00a0<strong>Pentecostes<\/strong>,      a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o melhor caminho para se entrar em intimidade com o Esp\u00edrito Santo      e cultivar sua amizade. Se nos deixarmos conduzir pelo Esp\u00edrito Santo, nossa      ora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 espont\u00e2nea, cont\u00ednua e brotar\u00e1 como uma fonte de \u00e1gua fresca que      jorra da rocha.<\/p>\n<p>Ao      invocarmos o Esp\u00edrito de Amor, enchemos a alma de alegria plena e inundamos      o cora\u00e7\u00e3o de paz inalter\u00e1vel.<\/p>\n<p>Crer      no Esp\u00edrito Santo, entretanto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 crer na exist\u00eancia de uma terceira      pessoa na Trindade, mas crer tamb\u00e9m na sua presen\u00e7a entre n\u00f3s, em nosso pr\u00f3prio      cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Crer      no Esp\u00edrito Santo significa bendiz\u00ea-lo, ador\u00e1-lo e glorific\u00e1-lo em n\u00f3s mesmos      e no outro.<\/p>\n<p>Fonte:       www.paulinas.org.br<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Pentecostes,      do grego, pentekost\u00e9, \u00e9 o quinquag\u00e9simo dia ap\u00f3s a P\u00e1scoa. Comemora-se o envio      do Esp\u00edrito Santo \u00e0 Igreja. A partir da Ascens\u00e3o de Cristo, os disc\u00edpulos      e a comunidade n\u00e3o tinham mais a presen\u00e7a f\u00edsica do Mestre.<\/p>\n<p>Em      cumprimento \u00e0 promessa de Jesus, o Esp\u00edrito foi enviado sobre os ap\u00f3stolos.      Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que \u00e9 continuadora da sua      miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A      origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebra\u00e7\u00e3o da colheita      (\u00caxodo 23, 14), dia de alegria e a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, portanto, uma festa agr\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pentec38.jpg\" alt=\"Dia de Pentecostes\" width=\"314\" height=\"187\" title=\"Dia de Pentecostes\" \/><br \/>\n<strong>Dia de Pentecostes<\/strong><\/p>\n<p>Nesta,      o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais      tarde, tornou-se tamb\u00e9m a festa da renova\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a do Sinai (Ex 19, 1-16).<\/p>\n<p>No      Novo Testamento, o Pentecostes est\u00e1 relatado no livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos      2, 1-13. Como era costume, os disc\u00edpulos, juntamente com Maria, m\u00e3e de Jesus,      estavam reunidos para a celebra\u00e7\u00e3o do Pentecostes judaico.<\/p>\n<p>De      acordo com o relato, durante a celebra\u00e7\u00e3o, ouviu-se um ru\u00eddo, &#8220;como se      soprasse um vento impetuoso&#8221;. &#8220;L\u00ednguas de fogo&#8221; pousaram sobre      os ap\u00f3stolos e todos ficaram repletos do Esp\u00edrito Santo e come\u00e7aram a falar      em diversas l\u00ednguas.<\/p>\n<p>Pentecostes      \u00e9 a coroa\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa de Cristo. Nele, acontece a plenifica\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa,      pois a vinda do Esp\u00edrito sobre os disc\u00edpulos manifesta a riqueza da vida nova      do Ressuscitado no cora\u00e7\u00e3o, na vida e na miss\u00e3o dos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Podemos      notar a import\u00e2ncia de Pentecostes nas palavras do Patriarca Aten\u00e1goras (1948-1972):      &#8220;Sem o Esp\u00edrito Santo, Deus est\u00e1 distante, o Cristo permanece no passado,      o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organiza\u00e7\u00e3o, a autoridade      um poder, a miss\u00e3o uma propaganda, o culto um arca\u00edsmo, e a a\u00e7\u00e3o moral uma      a\u00e7\u00e3o de escravos&#8221;.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito traz presente o Ressuscitado \u00e0 sua Igreja e lhe garante a vida e      a efic\u00e1cia da miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Dada      sua import\u00e2ncia, a celebra\u00e7\u00e3o do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma      vig\u00edlia, no s\u00e1bado. \u00c9 a prepara\u00e7\u00e3o para a vinda do Esp\u00edrito Santo, que comunica      seus dons \u00e0 Igreja nascente.<\/p>\n<p>O      Pentecostes \u00e9, portanto, a celebra\u00e7\u00e3o da efus\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Os sinais      externos, descritos no livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos, s\u00e3o uma confirma\u00e7\u00e3o da      descida do Esp\u00edrito: ru\u00eddos vindos do c\u00e9u, vento forte e chamas de fogo.<\/p>\n<p>Para      os crist\u00e3os, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua voca\u00e7\u00e3o para      a miss\u00e3o universal.<\/p>\n<p>Fonte: www.comshalom.org<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<p>A      palavra Pentecostes de origem grega significa \u0093quinquag\u00e9simo\u0094. A      Festa de Pentecostes \u00e9 denominada em hebraico de Shavuot, que \u00e9 o plural de      semana. Por isso, \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como Festa das Semanas, por ser celebrada      sete semanas ap\u00f3s a P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Deus      decretou tr\u00eas festas anuais, as quais deveriam ter santa convoca\u00e7\u00e3o, ou seja,      onde todos os var\u00f5es deveriam apresentar-se no Tabern\u00e1culo, ou posteriormente      no Templo (Dt 16.16): A Festa dos P\u00e3es Asmos, relacionada com a P\u00e1scoa (Dt      16.1-8); a Festa das Semanas, Festa das Prim\u00edcias ou Festa do Pentecostes,      relacionada com as prim\u00edcias da colheita de gr\u00e3os, especialmente a do trigo      e cevada (Dt 16.9-12; Ex 23.16; 34.22); e a Festa dos Tabern\u00e1culos ou Festa      da Colheita, relacionada com o fim da colheita (Dt 16.13-16).<\/p>\n<p>A      Festa de Pentecostes ou das Semanas era comemorada no ver\u00e3o, no dia seis de      Siv\u00e3, no principio da sega do trigo. Na mesma \u00e9poca, dava-se o amadurecimento      dos figos, t\u00e2maras, cerejas e ameixas. Segundo a Lei, todo o povo de Israel      deveria trazer um molho das prim\u00edcias de sua sega ao sacerdote, o qual era      oferecido como oferta de movimento ao Senhor, a fim de serem aceitos diante      de Deus. Por esta raz\u00e3o, este dia \u00e9 tamb\u00e9m denominado de Festa das Prim\u00edcias      (Lv 23.9-14).<\/p>\n<p>A      Festa de Pentecostes era uma festa de agradecimento pelos primeiros frutos      da terra, e ao mesmo tempo, uma s\u00faplica para que a ben\u00e7\u00e3o de Jeov\u00e1 repousasse      sobre o restante dos meses de colheita que adviriam.<\/p>\n<p>Sete      semanas eram contadas a partir da P\u00e1scoa e no quinquag\u00e9simo dia, era celebrada      a Festa do Pentecostes, onde havia santa convoca\u00e7\u00e3o (Lv 23.15-21).<\/p>\n<p>No      dia desta solenidade, dois p\u00e3es eram oferecidos em oferta de movimento ao      Senhor e sacrif\u00edcios em agradecimento e reconhecimento do absoluto dom\u00ednio      de Deus, o Todo-Poderoso sobre Israel.<\/p>\n<p>Os      dois p\u00e3es apontavam para os judeus e gentios, que receberiam o revestimento      do Esp\u00edrito Santo, uma vez regenerados atrav\u00e9s do sangue de Jesus, o Sumo-Sacerdote.      Em tempos mais tarde, a Festa de Pentecostes tamb\u00e9m passou a observar a entrega      da Lei (Torah) a Mois\u00e9s no Sinai.<\/p>\n<p>\u00c9      interessante lembrar, que no dia em que Mois\u00e9s desceu do monte com as T\u00e1buas      da Lei, tr\u00eas mil almas morreram devido \u00e0 desobedi\u00eancia e adora\u00e7\u00e3o ao bezerro      de ouro.<\/p>\n<p>No      entanto, no dia de Pentecostes, tr\u00eas mil almas receberam vida, ao receber      a Cristo, o Cordeiro de Deus (Jr 31.33). A Festa das Prim\u00edcias apontava para      Jesus e sua ressurrei\u00e7\u00e3o, como as prim\u00edcias dos que dormem (1Co 15.20).<\/p>\n<p>Porque      seu sacrif\u00edcio foi aceito diante do Pai, a colheita tem sido abundante durante      todos os s\u00e9culos. \u0093Se o gr\u00e3o de trigo, caindo na terra, n\u00e3o morrer, fica      ele s\u00f3; mas se morrer, d\u00e1 muito fruto\u0094 (Jo 12.24). Durante o tempo neotestament\u00e1rio,      muitos judeus devotos de v\u00e1rios pa\u00edses iam a Jerusal\u00e9m para observar a Festa      da P\u00e1scoa e ficavam at\u00e9 a Festa de Pentecostes.<\/p>\n<p>Da\u00ed      a raz\u00e3o, de haver em Jerusal\u00e9m judeus, var\u00f5es religiosos de todas as na\u00e7\u00f5es      que est\u00e3o debaixo do c\u00e9u. (At 2.5b) Por isso, foi de grande import\u00e2ncia a      observ\u00e2ncia da palavra de Jesus, em que os disc\u00edpulos ficassem em Jerusal\u00e9m      at\u00e9 que do alto fossem revestidos de poder (Lc 24.49).<\/p>\n<p>A      festividade judaica do dia de Pentecostes assumiu outro rumo com a descida      do Esp\u00edrito Santo, sobre o cento e vinte que se encontravam reunidos no cen\u00e1culo,      transformando a mente, cora\u00e7\u00e3o e comportamento dos ap\u00f3stolos, para o desafio      da prega\u00e7\u00e3o do Evangelho. Jerusal\u00e9m se tornou naquele ano, o local determinado      para a inaugura\u00e7\u00e3o da Igreja viva de Jesus e a base de lan\u00e7amento das miss\u00f5es      transculturais, a qual se espalhou at\u00e9 os confins da terra.<\/p>\n<h2>A      Pessoa do Esp\u00edrito Santo<\/h2>\n<p>Para      que possamos entender a pessoa e a atua\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo na vida da Igreja      e, por conseguinte, de cada um dos crentes, \u00e9 fundamental que tenhamos um      conceito correto a respeito de quem \u00e9 o Esp\u00edrito Santo e qual o seu papel      no plano da salva\u00e7\u00e3o e no relacionamento entre Deus e os homens.<\/p>\n<p>A      primeira verdade b\u00edblica a respeito do Esp\u00edrito Santo \u00e9 a de que Ele \u00e9 Deus,      ou seja, \u00e9 uma das pessoas da Trindade Divina. \u00c9 importante salientarmos isto,      porque n\u00e3o s\u00e3o poucos os movimentos e ensinadores que, dizendo-se at\u00e9 mesmo      evang\u00e9licos ou crentes, andam negando e distorcendo esta verdade b\u00edblica,      confundindo o Esp\u00edrito Santo com uma for\u00e7a impessoal, com uma emana\u00e7\u00e3o do      poder divino, uma influ\u00eancia ou algo similar.<\/p>\n<p>A      B\u00edblia apresenta o Esp\u00edrito Santo logo em seu limiar, quando nos mostra o      Esp\u00edrito de Deus se movendo sobre a face das \u00e1guas, em meio ao caos que existia      antes da cria\u00e7\u00e3o da luz (Gn.1:2) e mencionar\u00e1 o Esp\u00edrito Santo at\u00e9 o seu final,      quando o revela orando juntamente com a Igreja, pedindo a volta de Jesus (Ap.22:17).<\/p>\n<p>Pessoa      \u00e9 uma palavra equ\u00edvoca, ou seja, que tem diversos significados, significados      que s\u00e3o diferentes uns dos outros.<\/p>\n<p>Assim,      por exemplo, no senso comum, pessoa quer dizer &#8220;gente&#8221;, enquanto      que, no direito, pessoa significa &#8220;sujeito de direitos e obriga\u00e7\u00f5es&#8221;.      Em teologia, pessoa significa ser, ou seja, algo que tem exist\u00eancia pr\u00f3pria,      uma entidade que se distingue das demais.<\/p>\n<p>A      B\u00edblia mostra-nos, com clareza, que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 uma pessoa, pois menciona      atitudes e a\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito que somente uma pessoa pode ter. Mas a B\u00edblia      n\u00e3o mostra apenas que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 uma pessoa, mas tamb\u00e9m mostra que      esta pessoa \u00e9 divina. E como podemos saber que esta pessoa retratada na B\u00edblia      \u00e9 divina? Porque, em primeiro lugar, as Escrituras, expressamente, dizem que      o Esp\u00edrito Santo \u00e9 Deus (At.5:3,4).<\/p>\n<p>A      B\u00edblia tamb\u00e9m confere ao Esp\u00edrito Santo atributos que s\u00e3o divinos, que somente      Deus tem. A B\u00edblia, tamb\u00e9m, d\u00e1-nos conta de que o Esp\u00edrito Santo \u00e9, dentre      as pessoas da Trindade, aquela que atua diretamente no interior do homem e      que zela pela Igreja do Senhor enquanto ela se encontra na dimens\u00e3o terrena,      ou seja, \u00e9 a pessoa da Trindade que acompanha o cotidiano, o dia-a-dia do      crist\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9,      ali\u00e1s, este um dos aspectos mais relevantes da atual dispensa\u00e7\u00e3o, ou seja,      do atual per\u00edodo de tratamento de Deus com o homem. Atrav\u00e9s da obra expiat\u00f3ria      do Filho no Calv\u00e1rio, aceita pelo Pai, temos livre acesso a Deus, acesso este      que \u00e9 mantido e sustentado pelo Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Conhecer      a pessoa e a obra do Esp\u00edrito Santo, portanto, \u00e9, simplesmente, termos conhecimento      de como Deus orienta e guia o nosso relacionamento com Ele, relacionamento      este tornado poss\u00edvel pelo perd\u00e3o dos nossos pecados mediante o sangue de      Jesus.<\/p>\n<p>Fonte: www.sepoangol.org<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<p>Para      os judeus Pentecostes era uma festa de grande alegria, pois era a festa das      colheitas.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o      de gra\u00e7as pela colheita do trigo<\/strong><\/p>\n<p>Vinha      gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusal\u00e9m, trazendo      junto com eles os pag\u00e3os amigos e pros\u00e9litos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pentec39.jpg\" alt=\"Dia de Pentecostes\" width=\"311\" height=\"214\" title=\"Dia de Pentecostes\" \/><br \/>\n<strong>Dia de Pentecostes<\/strong><\/p>\n<p>Assim      eram oferecidas as prim\u00edcias das colheitas no templo.<\/p>\n<p>A      festa tamb\u00e9m era conhecida como a festa das setes semanas por ser celebrada      sete semanas depois da festa da p\u00e1scoa, no quinquag\u00e9simo dia.<\/p>\n<p>Da\u00ed      surgiu o nome Pentecostes, que significa \u0093quinquag\u00e9simo dia\u0094.<\/p>\n<p>No      primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinquenta dias depois da a      p\u00e1scoa, o Esp\u00edrito Santo desceu sobre a comunidade crist\u00e3 de Jerusal\u00e9m na      forma de l\u00ednguas de fogo: todos ficaram cheios do Esp\u00edrito Santo e come\u00e7aram      a falar em outras l\u00ednguas.<\/p>\n<p>As      prim\u00edcias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se      converteram e foram recolhidos para o Reino.<\/p>\n<p>Pentecostes      \u00e9 o s\u00edmbolo do Cen\u00e1culo, onde os Ap\u00f3stolos se reuniram, pela primeira vez,      \u00e0 espera do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>No      Cen\u00e1culo, desde a funda\u00e7\u00e3o, a comunidade crist\u00e3 a\u00ed se re\u00fane, para ser conduzida      pelo Sopro Inspirador, compartilhando o amor de Cristo.<\/p>\n<p>Fonte: www.mundodastribos.com<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<h2>A      FESTA DE PENTECOSTES NO ANTIGO TESTAMENTO<\/h2>\n<p>No      antigo calend\u00e1rio israelita est\u00e3o relacionadas tr\u00eas festas (Ex 23.14-17; 34.18-23):      a primeira \u00e9 a P\u00e1scoa, celebrada junto \u00e0 dos \u00c1zimos ou Asmos; a segunda \u00e9      a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do dom\u00ednio Grego, recebeu o      nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabern\u00e1culos ou Cabanas. As duas      primeiras celebra\u00e7\u00f5es foram adotadas pelo cristianismo, por\u00e9m, a terceira      foi relegada ao esquecimento.<\/p>\n<p>Este      estudo abordar\u00e1 a Festa das Colheitas ou Semanas, a partir de sua celebra\u00e7\u00e3o      no culto israelita. Seria extremamente exaustivo tentar abordar a origem dessa      festa a partir dos cananeus, ou de outros povos do Antigo Oriente M\u00e9dio. Todavia,      \u00e9 perfeitamente justo suspeitar que o costume de realizar a Festa das Colheitas      pertencia aos cananeus. H\u00e1 tr\u00eas raz\u00f5es que substanciam esta suspeita:<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong>Os      agricultores sedent\u00e1rios cananeus dominavam os f\u00e9rteis vales de Cana\u00e3 quando      os hebreus chegaram \u00e0 Cana\u00e3;<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong>Originalmente,      os hebreus ou israelitas n\u00e3o eram agricultores, mas pastores de ovelhas, vivendo      como semi-n\u00f4mades nas montanhas centrais e estepes localizadas nas periferias      das ricas regi\u00f5es agr\u00edcolas de Cana\u00e3;<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong>Pouco      a pouco, o povo israelita veio tornar-se agricultor e sedent\u00e1rio.<\/p>\n<p>No      Antigo Testamento, a liturgia mais desenvolvida dessa festa encontra-se em      Lv 23.15-21. Por\u00e9m, Dt 16.9-15 mostra uma outra liturgia que reflete um diferente      per\u00edodo e, consequentemente, um novo ambiente de celebra\u00e7\u00e3o. Este estudo tomar\u00e1      como base essas duas liturgias.<\/p>\n<p><strong>Do      nome<\/strong><\/p>\n<p>Pentecostes      n\u00e3o \u00e9 o nome pr\u00f3prio da segunda festa do antigo calend\u00e1rio b\u00edblico, no Antigo      Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23). Originalmente, essa festa \u00e9 referida com      v\u00e1rios nomes:<\/p>\n<p>1.Festa      da Colheita ou Sega &#8211; no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita      de gr\u00e3os, trigo e cevada, essa festa ganhou esse segundo nome. Provavelmente,      hag haqasir Festa da Colheita \u00e9 o nome original (Ex 23.16).<\/p>\n<p>2.Festa      das Semanas &#8211; no hebraico, hag xabu\u00b4ot. A raz\u00e3o desse nome est\u00e1 no per\u00edodo      de dura\u00e7\u00e3o dessa celebra\u00e7\u00e3o: sete semanas. O in\u00edcio da festa se d\u00e1, cinquenta      dias depois da P\u00e1scoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com      a colheita do trigo (Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).<\/p>\n<p>3.Dia      das Prim\u00edcias dos Frutos &#8211; no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua raz\u00e3o      de ser na entrega de uma oferta volunt\u00e1ria, a Deus, dos primeiros frutos da      terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das prim\u00edcias      acontecia em cada uma das tr\u00eas tradicionais festas do antigo calend\u00e1rio b\u00edblico.      Na primeira, P\u00e1scoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda,      Colheita ou Semanas, entregava-se uma por\u00e7\u00e3o dos primeiros gr\u00e3os colhidos;      e, finalmente, na terceira festa, Tabern\u00e1culos ou Cabanas, o povo oferecia      os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, t\u00e2mara e figo, especialmente.<\/p>\n<p>4.Festa      de Pentecostes. As raz\u00f5es deste novo nome s\u00e3o v\u00e1rias: (a) nos \u00faltimos trezentos      anos do per\u00edodo do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo,      impondo sua l\u00edngua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes      hebraicos &#8211; hag haqasir e hag xabu\u00b4ot &#8211; perderam as suas atualidades e foram      substitu\u00eddos pela denomina\u00e7\u00e3o Pentecostes, cujo significado \u00e9 cinquenta dias      depois (da P\u00e1scoa). Como o Imp\u00e9rio Grego assumiu o controle do mundo, em 331      anos antes de Jesus, \u00e9 prov\u00e1vel que o nome Pentecostes ganhou popularidade      a partir desse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Vale      a pena uma observa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da Festa da Colheita ou Semanas hag haqasir ou      hag xavu\u00b4ot, o antigo calend\u00e1rio israelita apontava uma terceira festa que      acontecia no per\u00edodo do Outono, isto \u00e9, nos meses de setembro e outubro. Na      verdade, essa festa era tamb\u00e9m da colheita, por\u00e9m, sega das frutas, especialmente,      uva, figo e t\u00e2mara. A B\u00edblia Hebraica tem dois nomes para essa festa: Festa      dos Tabern\u00e1culos ou Cabanas hag hasucot e Festa da Colheita hag ha`asip (a      palavra asip colheita vem do verbo asap que significa colher e reunir.<\/p>\n<p><strong>Da      cerim\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto      a P\u00e1scoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma      celebra\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, originalmente, realizada na ro\u00e7a, no lugar onde se cultivava      o trigo e a cevada, entre outros produtos agr\u00edcolas. Posteriormente, essa      celebra\u00e7\u00e3o foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo      de Jerusal\u00e9m. Os muitos relatos b\u00edblicos n\u00e3o revelam, com clareza, a ordem      do culto, mas \u00e9 poss\u00edvel levantar alguns passos dessa liturgia:<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong>a      cerim\u00f4nia come\u00e7ava quando a foice era lan\u00e7ada contra as espigas (Dt 16.9).      \u00c9 bom lembrar que deveria ser respeitada a recomenda\u00e7\u00e3o do direito de respigar      dos pobres e estrangeiros (Lv 23.22; Dt 16.11);<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong>a      cerim\u00f4nia prosseguia com a peregrina\u00e7\u00e3o para o local de culto (Ex 23.17);<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong>o      terceiro momento da festa era a reuni\u00e3o de todo o povo trabalhador com suas      fam\u00edlias, amigos e os estrangeiros (Dt 16.11). Essa cerim\u00f4nia era chamada      de &#8220;Santa Convoca\u00e7\u00e3o&#8221; (Lv 23.21). Ningu\u00e9m poderia trabalhar durante      aqueles dias, pois eram considerados um per\u00edodo de solene alegria e a\u00e7\u00e3o de      gra\u00e7as pela prote\u00e7\u00e3o e cuidado de Deus (Lv 23.21);<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong>no      local da cerim\u00f4nia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta      a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem (Lv 23.11).<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong>Os      celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores;<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong>As      sete semanas de festa inclu\u00edam outros objetivos, al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelos      dons da terra: refor\u00e7ar a mem\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Egito e o      cuidado com a obedi\u00eancia aos estatutos divinos (Dt 16.12).<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Era      ilegal usufruir da nova produ\u00e7\u00e3o da ro\u00e7a, antes do cerimonial da Festa das      Colheitas (Lv 23.14).<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas      da celebra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong>A      Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11);<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong>A      celebra\u00e7\u00e3o era dedicada exclusivamente a Jav\u00e9 (Dt 16.10);<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong>Era      uma festa ecum\u00eanica, aberta para todos os produtores e seus fam\u00edliares, os      pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11). Enfim, todo o povo apresentava-se      diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade      e a responsabilidade de promover os la\u00e7os comunit\u00e1rios, al\u00e9m do povo hebreu;<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong>Agradecia      a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong>Era      uma &#8220;Santa Convoca\u00e7\u00e3o&#8221;. Ningu\u00e9m trabalhava (Lv 23.21);<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong>Era      celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem      da vida &#8221; da semente &#8221; da \u00e1rvore &#8221; do fruto &#8221; do alimento      &#8221; da vida&#8230;<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A      Festa da Colheita n\u00e3o celebra um mito, mas a a\u00e7\u00e3o de Deus que cria e sustenta      a vida do mundo criado.<\/p>\n<p>Principais      motivos da Festa das Colheitas<\/p>\n<p>A      Festa das Colheitas (Cabanas ou Pentecostes) n\u00e3o era uma cerim\u00f4nia neutra,      isto \u00e9, os celebrantes n\u00e3o se reuniam para um simples lazer ou divers\u00e3o. Toda      a cerim\u00f4nia buscava reafirmar e aprofundar o sentido da f\u00e9 em Jav\u00e9, o Deus      Criador e Libertador.<\/p>\n<p><strong>Aprender      a fraternidade<\/strong><\/p>\n<p>Ao      ler todas as reportagens sobre a Festa das Colheitas (Semanas ou Pentecostes)      \u00e9 poss\u00edvel captar partes da cerim\u00f4nia e, consequentemente, sua legisla\u00e7\u00e3o.      Um dos detalhes marcantes dessa &#8220;Santa Convoca\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 o fortalecimento      da fraternidade entre os trabalhadores do campo, incluindo a popula\u00e7\u00e3o israelita,      os servos e estrangeiros.<\/p>\n<p><strong>Aprender      a ter compromisso com Deus e com a comunidade<\/strong><\/p>\n<p>Ao      celebrar a festa, toda a comunidade aprendia a ser respons\u00e1vel para com a      vontade de Deus e com o pr\u00f3ximo &#8211; n\u00e3o somente com os irm\u00e3os de sangue e f\u00e9.      O ritual da festa ensinava, pedagogicamente, que Deus \u00e9 o Criador e Sustentador      das leis que regem o mundo. Ele fez uma distribui\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria da terra      e manda a chuva para hebreus e gentios, bons e maus, homens e mulheres, jovens      e crian\u00e7as. O ritual da festa entendia que o grande problema da humanidade      \u00e9 a falta de amor uns para com os outros.<\/p>\n<p><strong>Aprender      a repartir os dons<\/strong><\/p>\n<p>Primitivamente,      o povo b\u00edblico convivia com as leis divinas de modo feliz, sem lhe causar      sofrimento. Por exemplo, a festa das Colheitas ensinou a comunidade de trabalhadores      do campo que se deveria entregar o excedente de sua produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola para      Jav\u00e9, a fim de que essa oferta seja compartilhada com os menos favorecidos      (Lv 25.6-7, 21-22). A pedagogia dessa lei possui uma profunda sabedoria, pois      ela tem como alvo educar o povo dentro dos princ\u00edpios da solidariedade e igualdade      social.<\/p>\n<p><strong>Aprender      a agradecer<\/strong><\/p>\n<p>Ao      agradecer a Deus pelo dom da terra &#8211; para morar, plantar e alimentar dos frutos      produzidos nela &#8211; o povo descobria os mist\u00e9rios da gra\u00e7a divina. Ser grato      pela &#8220;terra que mana leite e mel&#8221;, pela cevada, trigo e outros gr\u00e3os      que sustentam vida representam uma alegria de enormes propor\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m da      terra, os celebrantes eram ensinados a agradecer a Deus pela instru\u00e7\u00e3o que      disciplina e ordena a vida comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A      Festa da Colheita ou Semanas tomou o nome de Festa de Pentecostes, a partir      do Per\u00edodo Grego (fim do s\u00e9culo IV antes de Cristo em diante).<\/p>\n<p>Todas      as festas, ao longo da hist\u00f3ria do povo b\u00edblico, sofreram metamorfoses. S\u00e3o      modifica\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es, perfeitamente normais, sofridas ao longo da hist\u00f3ria,      sem contudo, perderem as colunas principais de sua estrutura de sustenta\u00e7\u00e3o.      Por exemplo, na forma\u00e7\u00e3o cultural de Israel ocorreram metamorfoses que se      refletem no nome. Assim:<\/p>\n<p>&#8230;      hebreu \u00bb israelita \u00bb judeu \u00bb judeu da di\u00e1spora &#8230;<\/p>\n<p>Com      a Festa da Colheita ou Semanas, tamb\u00e9m, ocorreram transforma\u00e7\u00f5es significativas:<\/p>\n<p>&#8230;      Festa da Colheita \u00bb Festa das Semanas \u00bb Festa de Pentecostes.<\/p>\n<p><strong>A      troca do nome da festa<\/strong><\/p>\n<p>Originalmente,      a festa recebeu o nome &#8220;Festa da Colheita&#8221;, porque se tratava de      uma cerim\u00f4nia que girava em torno de uma sega de gr\u00e3os, ap\u00f3s o per\u00edodo de      forma\u00e7\u00e3o e matura\u00e7\u00e3o. O nome &#8220;Festa das Semanas&#8221; tamb\u00e9m faz sentido,      porque ele diz respeito \u00e0s sete semanas de dura\u00e7\u00e3o da festa quando se processava      a colheita de trigo e cevada.<\/p>\n<p>Como      parte da forte influ\u00eancia exercida pela cultura grega sobre os judeus, a partir      do s\u00e9culo IV, antes de Cristo, o nome &#8220;pentecostes&#8221; &#8211; cujo significado      \u00e9 &#8220;cinquenta dias depois&#8221; &#8211; foi usado para substituir o nome da      Festa das Colheitas ou Festa das Semanas. O livro Atos dos Ap\u00f3stolos usa o      nome Pentecostes (At 2.1).<\/p>\n<p><strong>Da      natureza e do local da festa<\/strong><\/p>\n<p>Originalmente,      a festa das Colheitas era agr\u00edcola. Era uma reuni\u00e3o de agricultores que se      prolongava por sete semanas. O longo tempo de dura\u00e7\u00e3o da festa e o nome &#8220;colheita&#8221;      sugerem que os agricultores reuniam-se, originalmente, para uma sega em mutir\u00e3o.      Como na \u00e9poca dessa celebra\u00e7\u00e3o (maio\/junho) n\u00e3o h\u00e1 chuva, em Israel, os celebrantes,      que moravam longe do local da colheita, se abrigavam em tendas.<\/p>\n<p>Contudo,      o livro de Deuteron\u00f4mio apresenta duas novidades \u00e0 festa: a mem\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o      do Egito e a recomenda\u00e7\u00e3o de estudar os estatutos (a Tor\u00e1 de Jav\u00e9) durante      as sete semanas de festa. Al\u00e9m disso, ele fornece uma outra informa\u00e7\u00e3o: o      nome da festa para o livro de Deuteron\u00f4mio \u00e9 Semanas e o local \u00e9 o templo      de Jerusal\u00e9m (16.9-12). A centraliza\u00e7\u00e3o das festas foi parte da pol\u00edtica reformista      do reinado de Josias (640-609 a.C.).<\/p>\n<p>Quanto      ao relato do livro Atos dos Ap\u00f3stolos, o nome da festa \u00e9 Pentecostes e o local      \u00e9 a cidade de Jerusal\u00e9m, n\u00e3o especificando se a reuni\u00e3o foi realizada no Templo      ou pr\u00f3xima a ele. Quanto ao n\u00famero de pessoas presentes \u00e0 festa, \u00e9 poss\u00edvel      crer que os relatos de Lev\u00edtico (23.15-22) e Deuteron\u00f4mio (16.9-12) sugerem      um limite m\u00e1ximo de pessoas bem inferior ao n\u00famero indicado no livro de Atos      dos Ap\u00f3stolos (2.1-13).<\/p>\n<p><strong>A      &#8220;ecumenicidade&#8221; da festa<\/strong><\/p>\n<p>Basicamente,      a festa, tanto no per\u00edodo do Antigo Testamento como no Novo Testamento, era      cosmopolita, isto \u00e9, ela reunia pessoas de todas as ra\u00e7as e condi\u00e7\u00f5es sociais      (conforme Dt 16.11 e At 2.1-13). O que varia entre os dois relatos \u00e9 a quantidade      de pessoas presentes no evento: o relato de Atos dos Ap\u00f3stolos fala que uma      multid\u00e3o estava reunida em Jerusal\u00e9m, enquanto que o relato de Deuteron\u00f4mio      refere-se a uma presen\u00e7a bem menor.<\/p>\n<p><strong>A      fraternidade da festa<\/strong><\/p>\n<p>A      fraternidade era estimulada, entre os agricultores, na Festa das Colheitas,      conforme os textos de Lev\u00edtico e Deuteron\u00f4mio. Contudo, essa fraternidade      \u00e9 descrita, em sua plenitude, na reuni\u00e3o reportada no livro de Atos dos Ap\u00f3stolos,      atrav\u00e9s da palavra grega koinonia comunh\u00e3o (At 2.42-47). Essa comunh\u00e3o entre      os trabalhadores do campo, na pr\u00e1tica, forma o mutir\u00e3o para colher o trigo      pronto para a ceifa.<\/p>\n<p><strong>O      estudo da B\u00edblia na festa<\/strong><\/p>\n<p>Quando      mais necessitava de uma disciplina comunit\u00e1ria, a festa das Colheitas, ou      Semanas, agregou a pr\u00e1tica de estudar a Tora (Pentateuco). No relato de Atos      dos Ap\u00f3stolos, h\u00e1 uma aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o sobre o estudo da Tor\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Jerusal\u00e9m      como local da festa<\/strong><\/p>\n<p>Tudo      leva a crer que, originalmente, a Festa das Colheitas, ou Semanas, era realizada      na ro\u00e7a, particularmente, no campo de trigo. No projeto de reforma, empreendido      pelo rei Josias, no s\u00e9culo VII a.C., todas as festas foram levadas para o      Templo em Jerusal\u00e9m. Por que Jerusal\u00e9m?<\/p>\n<p>Jerusal\u00e9m      \u00e9 a sede do governo, a capital pol\u00edtica e espiritual;<\/p>\n<p>Jerusal\u00e9m      \u00e9 uma cidade que possui uma carga fort\u00edssima de tradi\u00e7\u00e3o (Sl 48);<\/p>\n<p>Jerusal\u00e9m      encarna-se todas as contradi\u00e7\u00f5es e conflitos;<\/p>\n<p>Jerusal\u00e9m      \u00e9 o centro de todas as tens\u00f5es da vida judaica:<\/p>\n<p>em      Jerusal\u00e9m, sente-se amor dentro da condi\u00e7\u00e3o de \u00f3dio;<\/p>\n<p>em      Jerusal\u00e9m, nasce a esperan\u00e7a em meio ao desespero;<\/p>\n<p>em      Jerusal\u00e9m, o povo acredita que se dar\u00e1 a plenitude da vida;<\/p>\n<p>No      Novo Testamento, o sentido de Jerusal\u00e9m atinge o sentido universal.<\/p>\n<p>Assim,      A escolha da cidade de Jerusal\u00e9m, para celebrar a Festa das Colheitas, n\u00e3o      \u00e9 arbitr\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Ensinando      a import\u00e2ncia da terra<\/strong><\/p>\n<p>Terra      \u00e9 uma palavra muito significativa na B\u00edblia, particularmente no Antigo Testamento      (AT). H\u00e1 duas importantes palavras hebraicas para terra: a primeira \u00e9 adamah      terra, solo, ch\u00e3o. Originalmente, Adamah carregava o sentido de &#8220;solo      vermelho&#8221;, ar\u00e1vel e cultiv\u00e1vel. Conforme o livro de G\u00eanesis &#8211; &#8220;&#8230;      Jav\u00e9 Eloim modelou o &#8216;adam ser humano com o p\u00f3 da &#8216;adamah terra&#8221; (2.7)      -o ser humano possui uma estreita rela\u00e7\u00e3o com a terra.<\/p>\n<p>Essa      liga\u00e7\u00e3o fica mais \u00edntima quando se pensa no alimento. O alimento, como gerador      da vida, tem a ver diretamente com o trabalho do adam ser humano e a fertilidade      do adamah terra. Por isso entre o ser humano e a terra n\u00e3o poder\u00e1 acontecer      viol\u00eancia. Tanto o &#8216;adam ser humano como a&#8217; adamah terra s\u00e3o posses de Jav\u00e9,      e ambos est\u00e3o sob o cuidado dEle (Gn 2.6). A segunda palavra hebraica para      terra \u00e9 eres, um substantivo feminino que ocorre 2.500 vezes, no A.T.<\/p>\n<p>Seu      significado \u00e9 amplo: (a) no sentido c\u00f3smico, eres possui o significado de      terra em oposi\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, o mar e a \u00e1gua (SI 89.11); (b) no sentido f\u00edsico,      eres carrega o significado de solo, sobre o qual o ser humano vive, planta      e colhe os frutos (Dt 26.9); (c) no sentido geogr\u00e1fico, eres designa determinadas      regi\u00f5es e zonas (Jr 16.13); (d) no sentido pol\u00edtico, eres indica a soberania      de determinados cl\u00e3s, tribos, estados e povos (Is 9.1) e, por fim, (e) o sentido      teol\u00f3gico, quando eres \u00e9 definida como posse de Deus (Lv 25.23). Como uma      propriedade divina (Os 9.3), a terra espera de seu usu\u00e1rio uma forte disciplina      e uma profunda espiritualidade. Para tanto, a viol\u00eancia contra a terra \u00e9 considerada      uma desobedi\u00eancia a Jav\u00e9 (Jr 2.7).<\/p>\n<p><strong>Resumindo<\/strong><\/p>\n<p>Pentecostes      \u00e9 uma festa adotada pelo Cristianismo ao Juda\u00edsmo. Em primeiro lugar, a palavra      festa (hag, no hebraico) significa fazer um c\u00edrculo. Isso revela o sentido      primitivo de festa, isto \u00e9, uma reuni\u00e3o comunit\u00e1ria (\u00cax 5.1). Nela, o povo      celebrante reunia, especialmente, para estudar os textos sagrados que, mais      tarde, viriam a ser a B\u00edblia.<\/p>\n<p>Em      segundo lugar, o nome Pentecostes vem da l\u00edngua Grega e significa cinquenta      dias depois, a saber, da festa da P\u00e1scoa. Originalmente, esta festa possu\u00eda      tr\u00eas nomes hebraicos: festa das Semanas, festa das Colheitas ou Dia das Prim\u00edcias.      Estes tr\u00eas nomes revelam um pouco do conte\u00fado da festa: era agr\u00edcola e situada      no per\u00edodo das colheitas.<\/p>\n<p>A      troca de nome para Pentecostes deu-se a partir do per\u00edodo grego (333-63 anos      antes de Cristo), quando a Gr\u00e9cia dominou culturalmente o mundo. O mais primitivo      motivo desta festa foi gratid\u00e3o a Deus pelo dom da terra. Posteriormente,      o povo b\u00edblico incorporou o motivo de gratid\u00e3o pela doa\u00e7\u00e3o da Tor\u00e1 (450 anos      antes de Cristo).<\/p>\n<p>A      Tor\u00e1 \u00e9 a instru\u00e7\u00e3o divina por excel\u00eancia, contida no Pentateuco (cinco primeiros      livros da B\u00edblia). Provavelmente, a festa de Pentecostes, descrita em Atos      dos Ap\u00f3stolos 2, celebrava a doa\u00e7\u00e3o da Tor\u00e1. Os salmos 19 e 119 mostram que      a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo est\u00e1 diretamente relacionada ao estudo da      Tor\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte: www.metodista.br<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<h2>SIGNIFICADO      PENTECOSTES<\/h2>\n<p><strong>O      que significa Pentecostes?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      uma palavra que vem do grego e significa &#8220;quinquag\u00e9simo&#8221;. \u00c9 o 50\u00b0      dia depois da P\u00e1scoa. \u00c9 a solenidade da vinda do Esp\u00edrito Santo. Junto com      Natal e P\u00e1scoa, forma o trip\u00e9 mais importante do Ano Lit\u00fargico. Esse detalhe      ajuda a compreender por que Pentecostes pertence ao Ciclo da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p><strong>Qual      \u00e9 a cor lit\u00fargica de Pentecostes e seu significado?<\/strong><\/p>\n<p>O      vermelho domina essa solenidade, associado ao fogo, s\u00edmbolo do amor. 0 Esp\u00edrito      Santo \u00e9 chamado de &#8220;Esp\u00edrito do amor&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Como      surgiu a festa de Pentecostes?<\/strong><\/p>\n<p>Antes      de ser uma festa dos crist\u00e3os, Pentecostes foi festa dos judeus, e sua origem      se perde nas sombras do passado. Antes de se chamar assim, tinha outros nomes,      e era uma festa agr\u00edcola. Em \u00caxodo 23,14-17 \u00e9 chamada de festa da Colheita,      a festa dos primeiros feixes de trigo colhidos. Em \u00caxodo 34,22 \u00e9 chamada de      festa das Semanas. Por que &#8220;festa das semanas&#8221;? A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 dada      pelo Lev\u00edtico (23,15-21): calculavam-se 7 semanas a partir do inicio da colheita      do trigo. 7 semanas = 49 dias.<\/p>\n<p>Com      o tempo, ela perdeu sua liga\u00e7\u00e3o com a vida dos agricultores, recebeu o nome      grego de Pentecostes e se tomou festa c\u00edvico-religiosa. No tempo de Jesus,      celebrada 50 dias apos a P\u00e1scoa, ela recordava a dia em que no Monte Sinai,      Deus entregou as t\u00e1buas da Lei a Moises. Os Atos dos Ap\u00f3stolos fazem coincidir      a vinda do Esp\u00edrito Santo com a festa judaica de Pentecostes.<\/p>\n<p><strong>Quem      recebeu o Esp\u00edrito Santo no dia de Pentecostes?<\/strong><\/p>\n<p>O      episodio de Pentecostes \u00e9 narrado por Lucas em Atos 2,1-11. Sem muita reflex\u00e3o,      seriamos tentados a responder que apenas os Doze ap\u00f3stolos \u00e9 que receberam      o Esp\u00edrito Santo. Mas lendo com aten\u00e7\u00e3o o contexto desse acontecimento poderemos      ter surpresas.<\/p>\n<p>De      fato, Lucas disse, antes que viesse o Esp\u00edrito: &#8220;Os ap\u00f3stolos voltaram      para Jerusal\u00e9m, pois se encontravam no chamado monte das Oliveiras, n\u00e3o muito      longe de Jerusal\u00e9m: uma caminhada de s\u00e1bado. Entraram na cidade e subiram      para a sala de cima, onde costumavam hospedar-se. Ai estavam Pedro e Jo\u00e3o,      Tiago e Andre, Filipe e Tome, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu,      Sim\u00e3o Zelote e Judas, filho de Tiago.<\/p>\n<p>Todos      eles tinham os mesmos sentimentos e eram ass\u00edduos na ora\u00e7\u00e3o, junto com algumas      mulheres, entre as quais Maria, m\u00e3e de Jesus, e com as irm\u00e3os de Jesus. Nesses      dias, ai estava reunido um grupo de mais ou menos cento e vinte pessoas&#8221;      (Atos 1,12-15a). No dia de Pentecostes, j\u00e1 com Matias substituindo o traidor      Judas, Lucas afirma que &#8220;todos eles estavam reunidos no mesmo lugar&#8221;      (2,1). Na fala depois de terem recebido o Esp\u00edrito Santo, Pedro cita a profeta      Joel, que previa a efus\u00e3o do Esp\u00edrito sobre todas as pessoas: &#8220;Nos \u00faltimos      dias, diz o Senhor, eu derramarei o meu Esp\u00edrito sobre todas as pessoas.<\/p>\n<p>Os      filhos e filhas de voc\u00eas v\u00e3o profetizar, os jovens ter\u00e3o vis\u00f5es e os anci\u00e3os      ter\u00e3o sonhos. E, naqueles dias, derramarei o meu Esp\u00edrito tamb\u00e9m sobre meus      servos e servas, e eles profetizar\u00e3o&#8221; (2,17-18; veja Joel 3,1-5). N\u00e3o      se pode, portanto, afirmar que somente os Doze ap6stolos e que receberam o      Esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>0      fen\u00f4meno de falar em l\u00ednguas surgiu em Pentecostes?<\/strong><\/p>\n<p>O      dom de falar l\u00ednguas estranhas era um fen\u00f4meno restrito praticamente \u00e0s comunidades      crist\u00e3s de Corinto. Esse dom tem pouco a ver com a Pentecostes de Atos 2,1-11.      L\u00e1 em Corinto, as pessoas rezavam a Deus em l\u00ednguas estranhas,<\/p>\n<p>todas      juntas, sem que algu\u00e9m compreendesse coisa alguma. Paulo p\u00f5e ordem nessa &#8220;babel&#8221;,      mandando que orem um por vez, com interprete (1 Cor\u00edntios 12-14).<\/p>\n<p>Em      Atos as coisas s\u00e3o bem diferentes: &#8220;Todos ficaram repletos do Esp\u00edrito      Santo, e come\u00e7aram a falar em outras l\u00ednguas, conforme o Esp\u00edrito lhes concedia      que falassem. Acontece que em Jerusal\u00e9m moravam judeus devotos de todas as      nac\u00f5es do mundo. Quando ouviram barulho, todos se reuniram e ficaram confusos,      pois cada um ouvia, na sua pr\u00f3pria l\u00edngua, os disc\u00edpulos falarem. Espantados      e surpresos, diziam: &#8216;Esses homens que est\u00e3o falando, n\u00e3o s\u00e3o todos galileus?      Como \u00e9 que cada um de n\u00f3s os ouve em sua pr\u00f3pria l\u00edngua materna? &#8230; E cada      um de n\u00f3s em sua pr\u00f3pria l\u00edngua os ouve anunciar as maravilhas de Deus!'&#8221;      (2,4-8.11).<\/p>\n<p>Lucas      montou a cena de Pentecostes sobre o molde da entrega da Lei a Moises, ou      seja, sobre o molde do Pentecostes judaico. Compare Atos 2,1-11 com \u00caxodo      19,1-20,21, e anote as coincid\u00eancias. Em \u00caxodo, todo o povo reunido ao redor      do monte; em Atos, o mundo inteiro reunido em Jerusal\u00e9m. No \u00caxodo, rel\u00e2mpagos,      trov\u00f5es, nuvem escura etc., s\u00edmbolos de teofania (= manifesta\u00e7\u00e3o de Deus);      nos Atos, vento forte, l\u00ednguas como de fogo, s\u00edmbolos teof\u00e2nicos (= manifesta\u00e7\u00e3o      do Esp\u00edrito de Deus).<\/p>\n<p><strong>Qual      a mensagem de Pentecostes?<\/strong><\/p>\n<p>A      mensagem vem , sobretudo das leituras dessa solenidade, que s\u00e3o sempre as      mesmas: Atos 2,1-11; 1 Cor\u00edntios 12,3b-7.12-13; Jo\u00e3o 20,19-23.<\/p>\n<p>Eis      alguns temas que deveriam ser aprofundados.<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong>\u00a0O      supremo dom do Pai e de Jesus a humanidade \u00e9 o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p><strong>2.\u00a0<\/strong>Soprando      sobre os disc\u00edpulos, Jesus esta recriando a humanidade mediante o sopro do      Esp\u00edrito.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong>\u00a0Recebendo      o Esp\u00edrito de Jesus, os crist\u00e3os recebem igualmente a mesma miss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>4.\u00a0<\/strong>O      Esp\u00edrito \u00e9 dado a todos. Ningu\u00e9m fica sem ele, e ningu\u00e9m o possui plenamente.<\/p>\n<p><strong>5.\u00a0<\/strong>O      Esp\u00edrito leva a humanidade a formar uma s\u00f3 fam\u00edlia, no amor, diferentemente      de Babel-confus\u00e3o, em que as pessoas n\u00e3o se entendem.<\/p>\n<p>Fonte: www.paroquiasaopauloapostolo.com.br<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<h2>A      Festa<\/h2>\n<p>A      Festa de Pentecostes ou das Semanas, como a chama o Pentateuco, era para os      judeus a \u00abFesta das Prim\u00edcias\u00bb de trigo ou a \u00abFesta da colheita\u00bb. A Festa,      de origem estritamente agr\u00edcola, assumiu sucessivamente um sentido hist\u00f3rico-salvacional,      ligado \u00e0s Alian\u00e7as. Esta acep\u00e7\u00e3o, a partir da segunda metade do s\u00e9culo II      a. C, foi assumida pela Sinagoga que, por sua vez, centrou mem\u00f3ria na Alian\u00e7a      do Sinai.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pentec40.jpg\" alt=\"Dia de Pentecostes\" width=\"228\" height=\"311\" title=\"Dia de Pentecostes\" \/><br \/>\n<strong>Pentecostes\u00bb \u00cdcone de The\u00f3fanes de Creta &#8211; 1546<br \/>\n     Monast\u00e9rio Stavronikita &#8211; Monte Athos &#8211; Gr\u00e9cia)<\/strong><\/p>\n<p>A      Igreja Primitiva, por sua vez, n\u00e3o preservou para si estas mem\u00f3rias judaicas,      porque teve sua experi\u00eancia pr\u00f3pria: a descida do Esp\u00edrito Santo. O per\u00edodo      sagrado dos cinquenta dias, recorda o tempo de espera e a efus\u00e3o do Esp\u00edrito      Santo sobre os Ap\u00f3stolos, ocorrida no quinquag\u00e9simo dia ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o      da P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o, marcando o inicio da miss\u00e3o evangelizadora.<\/p>\n<p>O      Pentecostes, dia do nascimento da Igreja, \u00e9 o momento em que o verdadeiro      significado da Cruz e da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo se manifesta e a nova humanidade      retorna \u00e0 comunh\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p>A      Festa da Alian\u00e7a do Sinai, que se celebra no mundo hebreu, recordando a entrega      das Tabuas da Lei, se converteu, com o cristianismo, na festa dos Dons das      L\u00ednguas, porque, atrav\u00e9s delas, cada povo ou na\u00e7\u00e3o pode receber o an\u00fancio      e retornar \u00e0 primitiva unidade que se rompeu em Babel.<\/p>\n<p>Desde      o dia de Pentecostes, a Igreja tomou consci\u00eancia da Nova P\u00e1scoa, segundo havia      predito o pr\u00f3prio Senhor: O consolador, o Esp\u00edrito Santo que o Pai enviar\u00e1      em meu nome, vos ensinar\u00e1 cada coisa e vos recordar\u00e1 tudo o que eu vos disse.<\/p>\n<p>Pela      heran\u00e7a da tradi\u00e7\u00e3o primitiva da Igreja, os cinquenta dias, ap\u00f3s a P\u00e1scoa      constituem uma s\u00f3 festa, celebrados com grande j\u00fabilo, porque formavam um      \u00fanico acontecimento e tinham a mesma import\u00e2ncia do domingo em que celebramos      a Ressurrei\u00e7\u00e3o com toda a solenidade.<\/p>\n<p>Na      segunda metade do s\u00e9culo IV, a celebra\u00e7\u00e3o indiferenciada do Mist\u00e9rio pascal,      sofreu algumas modifica\u00e7\u00f5es, obedecendo a ordem cronol\u00f3gica dos eventos da      salva\u00e7\u00e3o, segundo a narra\u00e7\u00e3o dos Atos dos Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>Naquela      \u00e9poca, como se deduziu do relato de Egeria, em Jerusal\u00e9m, o ultimo domingo      da cinquentena se celebrava, conjuntamente, tanto o envio do Esp\u00edrito Santo      sobre os Ap\u00f3stolos, como a Ascens\u00e3o. Em outras Igrejas, contudo, ia-se estabelecendo      a festa da Ascens\u00e3o no quadrag\u00e9simo dia ap\u00f3s a P\u00e1scoa e no quinquag\u00e9simo dia,      a Festa da descida do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<h2>A      Iconografia<\/h2>\n<p>A      iconografia, para a Festa de Pentecostes, \u00e9 constante, ainda que se registrem      variantes mais ou menos significativas, que foram discutidas por te\u00f3logos      e historiadores da Arte. A mais importante \u00e9 a presen\u00e7a da M\u00e3e de Deus no      centro da reuni\u00e3o dos Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>A      presen\u00e7a da M\u00e3e de Deus no cen\u00e1culo \u00e9 encontrada inicialmente na iconografia      dos primeiros s\u00e9culos como, por exemplo, no Evangeli\u00e1rio s\u00edrio de R\u00e1bula de      587 e que, mais tarde, foi proposta novamente ao final do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>Sua      presen\u00e7a tem sido explicada de diversos modos: referindo \u00e0 narra\u00e7\u00e3o dos Atos      dos Ap\u00f3stolos ou no sentido dedutivo, isto \u00e9, tendo presente que o evento      aconteceu em Si\u00e3o, lugar onde a Virgem vivia, sup\u00f5e-se que ela participava      do grupo dos Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>As      raz\u00f5es de sua aus\u00eancia na iconografia bizantina e na ocidental, durante muito      tempo, tamb\u00e9m t\u00eam suas explica\u00e7\u00f5es: Maria concebeu pelo Esp\u00edrito Santo, logo      foi transformada por ele, estando plena do Esp\u00edrito Santo; os textos lit\u00fargicos      n\u00e3o oferecem indica\u00e7\u00f5es relacionadas, de forma clara e pontual sobre a sua      presen\u00e7a e papel, no momento da descida do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Posteriormente,      a re-introdu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de Maria na Descida do Esp\u00edrito Santo, pelo Ocidente      e sucessivamente por alguns fil\u00f5es iconogr\u00e1ficos bizantinos, trouxe como consequ\u00eancia      novo significado para o \u00cdcone de Pentecostes e o crescimento do culto mariano.<\/p>\n<p><strong>O      Cen\u00e1culo e as l\u00ednguas de fogo<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pentec41.jpg\" alt=\"Dia de Pentecostes\" width=\"311\" height=\"156\" title=\"Dia de Pentecostes\" \/><br \/>\n     O Cen\u00e1culo e as l\u00ednguas de fogo<\/strong><\/p>\n<p>Na      parte superior do \u00edcone est\u00e3o pintadas duas casas, semelhantes a torres. Desde      modo, quer se dar a entender que a cena se desenvolveu no piso superior, onde      aconteceu a Ultima Ceia, que ap\u00f3s a Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor se converteu em      lugar de encontro dos disc\u00edpulos e de reuni\u00e3o e de ora\u00e7\u00e3o dos Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>Os      edif\u00edcios, sim\u00e9tricos, apresentam aberturas somente na parte superior, seguindo      as dire\u00e7\u00f5es das l\u00ednguas de fogo que s\u00e3o emanadas da esfera celeste, donde      partem doze raios.<\/p>\n<p>Aparecendo      em l\u00ednguas de fogo, o Esp\u00edrito o faz recordar as palavras de salva\u00e7\u00e3o que      Cristo recebeu do Pai e transmitiu aos Ap\u00f3stolos. Assim se entoa no C\u00e2non      das Matinas da Festa.<\/p>\n<p>Os      Ap\u00f3stolos come\u00e7aram a anunciar a Palavra a partir do momento em que receberam      o Esp\u00edrito Santo e, por estarem unidos, representavam a unidade espiritual      dos S\u00ednodos futuros. De forma an\u00e1loga os \u00edcones que representam os Conc\u00edlios      Ecum\u00eanicos reproduzem o mesmo esquema iconogr\u00e1fico.<\/p>\n<p><strong>O      Rei<\/strong><\/p>\n<p>No      centro do semi-circulo, imerso na obscuridade, aparece um anci\u00e3o, com trajes      r\u00e9gios e que segura entre suas m\u00e3os um grande len\u00e7o branco. Em alguns \u00edcones,      sobre ele, aparecem doze rolos que simbolizam as prega\u00e7\u00f5es apost\u00f3licas. O      significado desta figura n\u00e3o \u00e9 un\u00edvoco. Parece ter tomado forma a partir do      s\u00e9culo X. Anteriormente, em seu lugar figurava um aglomerado de povos, de      distintas l\u00ednguas e nacionalidades, como narra os Atos dos Ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p>Quando      seu nome \u00e9 indicado, \u00e9 chamado de \u0093O Kosmos\u0094 (o mundo). O velho      Rei, pretendia representar o conjunto dos povos e na\u00e7\u00f5es que tinham na pessoa      do Imperador Bizantino, seu ponto de refer\u00eancia. Tal significado, fruto da      evolu\u00e7\u00e3o conceitual de car\u00e1ter hist\u00f3rico-pol\u00edtico, pode ser mais direto e      imediato se o enquadrarmos na estrutura que a rodeia, na assim chamada \u00abBema      S\u00edrio\u00bb.<\/p>\n<p>Na      tradi\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica das Igrejas S\u00edrias e cald\u00e9ias, encontramos, com efeito,      um elemento do qual resta hoje somente algum sinal: o amb\u00e3o ou o bema no centro      da Igreja.<\/p>\n<p>Trata-se      de uma tribuna em forma de ferradura colocado no centro da Igreja em frente      ao abside e o santu\u00e1rio. Sobre este acontecia a liturgia da Palavra, o anuncio      \u00e0 Jerusal\u00e9m e ao mundo, onde tomavam acentos os celebrantes.<\/p>\n<p>O      Rei, ent\u00e3o, no centro do semic\u00edrculo \u00e9 o mundo, posto que ele det\u00e9m o mandato      celeste sobre a terra.<\/p>\n<p>O      anci\u00e3o est\u00e1 representado de forma a lembrar a figura do rei David, que representa      os muitos profetas e justos que desejaram ver o que vistes e n\u00e3o viram, e      escutar o que escutastes, e n\u00e3o escutaram.<\/p>\n<p>Em      outros casos, o Rei \u00e9 identificado com o Profeta Joel. O motivo \u00e9 de natureza      lit\u00fargica. Pois, na grande v\u00e9speras de Pentecostes, a segunda Leitura vetero-testament\u00e1ria      est\u00e1 extra\u00edda precisamente de Joel: \u00abEu infundirei meu esp\u00edrito sobre v\u00f3s,      e profetizar\u00e3o vossos filhos e vossas filhas, e vossos anci\u00e3os ter\u00e3o sonhos,      e vossos mo\u00e7os ter\u00e3o vis\u00f5es.<\/p>\n<p>Profecia      esta que foi mencionada por Pedro para justificar o comportamento dos Ap\u00f3stolos      frente aos \u0093homens da Jud\u00e9ia\u0094 e a todos aqueles que se encontravam      em Jerusal\u00e9m depois da descida do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p><strong>Os      Doze<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pentec42.jpg\" alt=\"Dia de Pentecostes\" width=\"311\" height=\"168\" title=\"Dia de Pentecostes\" \/><br \/>\n<strong>Os Doze<\/strong><\/p>\n<p>Os      doze est\u00e3o em geral dispostos nas duas alas do semic\u00edrculo e entre os dois      grupos est\u00e1 um lugar vazio. O trono vazio simboliza o trono preparado para      a segunda vinda de Cristo. Neste caso, a representa\u00e7\u00e3o assume o significado      do Ju\u00edzo Final, onde os doze se sentar\u00e3o para julgar as tribos de Israel.      H\u00e1 \u00edcones onde aparece a pomba, s\u00edmbolo do Esp\u00edrito Santo; ela \u00e9 o sinal tang\u00edvel      da realiza\u00e7\u00e3o da economia da salva\u00e7\u00e3o com a manifesta\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O      Mist\u00e9rio de Pentecostes, com efeito, n\u00e3o \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, mas a      efus\u00e3o dos dons que comunicam a gra\u00e7a incriada \u00e0 pessoa humana, a cada membro      do corpo de Cristo. A unidade que se realiza na comunh\u00e3o eucar\u00edstica \u00e9 por      excel\u00eancia, um dom do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Fonte: www.ecclesia.com.br<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<h2>Comemora\u00e7\u00e3o      lit\u00fargica &#8211; Domingo seguinte \u00e0 Ascens\u00e3o do Senhor<\/h2>\n<p>Os      judeus tinham uma festa de Pentecostes, que se celebrava 50 dias ap\u00f3s a p\u00e1scoa.      Nesta festa, recordavam o dia em que Mois\u00e9s subiu ao monte Sinai e recebeu      as t\u00e1buas da Lei, contendo os ensinamentos dirigidos ao povo de Israel.<\/p>\n<p>Celebravam      assim, a alian\u00e7a do Antigo testamento que o povo estabeleceu com Deus: Eles      se comprometeram a viver segundo seus mandamentos e Deus se comprometeu a      estar sempre com eles.<\/p>\n<p>Vinham pessoas de todos os cantos para a festa de Pentecostes      no Templo de Jerusal\u00e9m. Deus havia prometido mandar seu esp\u00edrito em ocasi\u00f5es      diversas: Durante a \u00daltima Ceia, Jesus lhes promete a seus ap\u00f3stolos o seguinte:      \u0093Eu rogarei ao Pai e Ele vos dar\u00e1 outro Consolador, para que fique eternamente      convosco.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito da verdade, quem o mundo n\u00e3o pode receber, porque n\u00e3o o v\u00ea nem o      conhece; mas v\u00f3s o conhecereis, porque ficar\u00e1 convosco e estar\u00e1 em v\u00f3s.\u0094      (Jo 14, 16-17)<\/p>\n<p>Mais      adiante lhes disse: \u0093Disse-vos estas coisas, permanecendo convosco. Mas      o Consolador, que \u00e9 o Esp\u00edrito Santo, a quem o Pai enviar\u00e1 em meu nome, ele      vos ensinar\u00e1 todas as coisas e vos far\u00e1 lembrar tudo o que vos tenho dito\u0094      (Jo 14, 25-26)<\/p>\n<p>Ao      terminar a cena, volta a fazer a mesma promessa: \u0093Contudo, digo-vos a      verdade, a v\u00f3s conv\u00e9m que eu v\u00e1; se eu n\u00e3o for, n\u00e3o vir\u00e1 a v\u00f3s o Consolador;      mas, se eu for, vo-lo enviarei. Ele, quando vier, arguir\u00e1 o mundo do pecado,      da justi\u00e7a e do ju\u00edzo. Sim, do pecado, porque n\u00e3o creram em mim; da justi\u00e7a,      porque vou para o Pai e v\u00f3s n\u00e3o mais me vereis; Enfim, do ju\u00edzo, porque o      pr\u00edncipe deste mundo j\u00e1 est\u00e1 julgado.<\/p>\n<p>Tenho      ainda muitas coisas a vos dizer, mas v\u00f3s n\u00e3o as podeis suportar agora. Quando,      por\u00e9m, vier o Esp\u00edrito da verdade, conduzir-vos-\u00e1 \u00e0 verdade integral. Pois,      n\u00e3o h\u00e1 de falar de si mesmo, mas dir\u00e1 tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-\u00e1      as coisas que est\u00e3o por vir. Ele me glorificar\u00e1, porque h\u00e1 de receber do que      \u00e9 meu e vo-lo anunciar\u00e1.\u0094 (Jo 16, 7-14)<\/p>\n<p>No      calend\u00e1rio do ano lit\u00fargico, comemora-se Pentecostes no domingo subsequente      \u00e0 festa da Ascens\u00e3o de Jesus. O significado do termo para os cat\u00f3licos, representa      a festa celebrada pela Igreja 50 dias ap\u00f3s a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus (P\u00e1scoa).<\/p>\n<p>Depois      da Ascens\u00e3o de Jesus, encontravam-se os ap\u00f3stolos reunidos com a M\u00e3e de Deus.      Era o dia da festa de Pentecostes. Os ap\u00f3stolos tinham medo de sair para pregar.      Repentinamente, escutou-se um forte vento e l\u00ednguas de fogo pousaram sobre      cada um deles. Cheios do Esp\u00edrito Santo, passaram a falar em l\u00ednguas desconhecidas.<\/p>\n<p>Nesses      dias, haviam muitos estrangeiros em Jerusal\u00e9m, que vinham de todas as partes      do mundo para celebrar a festa de Pentecostes judia. Cada um ouvia falar os      ap\u00f3stolos em sua pr\u00f3pria l\u00edngua e compreendiam perfeitamente o que eles falavam.      Todos eles, nesses dias, n\u00e3o tiveram medo e sa\u00edram a pregar ao mundo os ensinamentos      de Jesus.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito Santo lhes concedeu for\u00e7as para a grande miss\u00e3o que tinham de cumprir:      Levar a Palavra de Jesus a todas as na\u00e7\u00f5es e batizar todos os homens em nome      do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito Santo de Deus \u00e9 a terceira pessoa da Sant\u00edssima Trindade. A Igreja      nos ensina que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 o amor que existe entre o Pai e o Filho.      Este amor \u00e9 t\u00e3o grande e perfeito que forma uma terceira pessoa.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito Santo enche nossas almas no Batismo e depois, de maneira perfeita,      na Confirma\u00e7\u00e3o. Com o amor divino de Deus dentro de n\u00f3s, somos capazes de      amar a Deus e ao pr\u00f3ximo. O Esp\u00edrito Santo nos ajuda a cumprir nosso compromisso      de vida com Jesus.<\/p>\n<p><strong>Sinais      do Esp\u00edrito Santo &#8211; O vento, o fogo e a pomba<\/strong><\/p>\n<p>Estes      s\u00edmbolos nos revelam o poder que o Esp\u00edrito Santo nos d\u00e1: O vento \u00e9 uma for\u00e7a      invis\u00edvel, por\u00e9m, real. Assim \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. O fogo, \u00e9 um elemento que      limpa. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 uma for\u00e7a invis\u00edvel e poderosa que habita em nossos      cora\u00e7\u00f5es e purifica nosso ego\u00edsmo para dar espa\u00e7o ao amor. A pomba representa      a simplicidade e a pureza que devemos cultivar em nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nomes      do Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito tem recebido diversos nomes ao longo do Novo testamento: O Esp\u00edrito      de Verdade, o Advogado, o Par\u00e1clito, o Consolador, o Santificador.<\/p>\n<p><strong>Miss\u00e3o      do Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.\u00a0<\/strong>O      Esp\u00edrito Santo \u00e9 santificador: Para que o Esp\u00edrito Santo possa cumprir com      sua fun\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que nos entreguemos totalmente a Ele e deixemo-nos      conduzir docilmente por suas inspira\u00e7\u00f5es, para que possamos nos aperfei\u00e7oar      e crer todos os dias na santidade.<\/p>\n<p><strong>2.\u00a0<\/strong>O      Esp\u00edrito Santo mora em n\u00f3s: Em Jo\u00e3o 14, 16, encontramos a seguinte passagem:      \u0093Eu rogarei ao Pai e Ele vos dar\u00e1 outro Consolador, para que fique eternamente      convosco\u0094. Tamb\u00e9m em I Cor\u00edntios 3, 16: \u0093N\u00e3o sabeis que sois templo      de Deus e que o Esp\u00edrito de Deus habita em v\u00f3s?\u0094.<\/p>\n<p>E      por esta raz\u00e3o \u00e9 que devemos respeitar nosso corpo e nossa alma. Est\u00e1 em n\u00f3s,      porque \u00e9 o \u0093doador da vida\u0094 e do amor. Se nos entregarmos \u00e0 sua      a\u00e7\u00e3o amorosa e santificadora, far\u00e1 maravilhas em n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>3.\u00a0<\/strong>O      Esp\u00edrito Santo ora em n\u00f3s: Necessitamos de um grande sil\u00eancio interior e de      uma profunda pobreza espiritual para pedir que ore em n\u00f3s o Esp\u00edrito Santo.      Deixar que Deus ore em n\u00f3s sendo d\u00f3ceis ao Esp\u00edrito. Deus interv\u00e9m por aqueles      que o amam.<\/p>\n<p><strong>4.\u00a0<\/strong>O      Esp\u00edrito Santo nos leva a verdade plena: Ele nos fortalece para que possamos      ser testemunhas do Senhor, nos mostra a maravilhosa riqueza da mensagem crist\u00e3,      nos enche de amor, de paz, de gozo, de f\u00e9 e crescente esperan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>O      Esp\u00edrito Santo e a Igreja<\/strong><\/p>\n<p>Desde      a funda\u00e7\u00e3o da Igreja no dia de Pentecostes, o Esp\u00edrito Santo \u00e9 quem a constr\u00f3i,      anima e santifica, lhe d\u00e1 vida e unidade e a enriquece com seus dons. O Esp\u00edrito      Santo segue trabalhando na Igreja de muitas maneiras distintas, inspirando,      motivando e impulsionando os crist\u00e3os, em forma individual ou como Igreja      num todo, ao proclamar a Boa Nova de Jesus.<\/p>\n<p>Por      exemplo, inspira ao Papa a levar suas mensagens apost\u00f3licas \u00e0 humanidade;      inspira o bispo de uma diocese a promover determinado apostolado, etc.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito Santo assiste especialmente ao Representante de Cristo na Terra,      o Papa, para que guie retamente a Igreja e cumpra seu trabalho de pastor do      rebanho de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito Santo constr\u00f3i, santifica, d\u00e1 vida e unidade \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p>O      Esp\u00edrito Santo tem poder de nos animar e nos santificar e lograr \u00eaxito em      nossos atos que, por nossas for\u00e7as, jamais realizar\u00edamos. Isto o faz atrav\u00e9s      de seus sete dons.<\/p>\n<p><strong>Os      sete dons do Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n<p>Estes      dons s\u00e3o gra\u00e7as de Deus e, s\u00f3 com nosso esfor\u00e7o, n\u00e3o podemos fazer com que      cres\u00e7am e se desenvolvam. Necessitam de uma a\u00e7\u00e3o direta do Esp\u00edrito Santo      para podermos atuar dentro da virtude e perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p>No      Esp\u00edrito Santo, Terceira Pessoa da Sant\u00edssima Trindade, reside o Amor Supremo      entre o Pai e o Filho. Foi pelo Divino Esp\u00edrito Santo que Deus se encarnou      no seio de Maria Sant\u00edssima, trazendo Jesus ao mundo para nossa salva\u00e7\u00e3o.      Pe\u00e7amos \u00e0 Maria, esposa do Esp\u00edrito Santo, que interceda por n\u00f3s junto a Deus      concedendo-nos a gra\u00e7a de recebermos os divinos dons, apesar de nossa indignidade,      de nossa mis\u00e9ria. Nas Escrituras, o pr\u00f3prio Jesus quem nos recomenda: &#8220;Pedi      e se vos dar\u00e1. Buscai e achareis. Batei e vos ser\u00e1 aberto&#8221; (Mt VII, 7s).<\/p>\n<p><strong>1.      Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p>Por      essa virtude, Deus nos propicia a coragem necess\u00e1ria para enfrentarmos as      tenta\u00e7\u00f5es, vulnerabilidade diante das circunst\u00e2ncias da vida e tamb\u00e9m firmeza      de car\u00e1ter nas persegui\u00e7\u00f5es e tribula\u00e7\u00f5es causadas por nosso testemunho crist\u00e3o.      Lembremo-nos que foi com muita coragem, com muito hero\u00edsmo, que os santos      desprezaram as promessas, as bland\u00edcias e amea\u00e7as do mundo. Destes, muitos      testemunharam a f\u00e9 com o sacrif\u00edcio da pr\u00f3pria vida. O Esp\u00edrito Santo lhes      imprimiu o dom da Fortaleza e s\u00f3 isto explica a serenidade com que encontraram      a morte! Que luta gloriosa n\u00e3o sustentaram! Agora gozam de perfeita paz, em      uni\u00e3o \u00edntima com Jesus, de cuja gl\u00f3ria participam. Tamb\u00e9m n\u00f3s, havemos de      combater diariamente para alcan\u00e7ar a coroa eterna. Vivemos num mundo cheio      de perigos e tenta\u00e7\u00f5es. A alma acha-se constantemente envolta nas tempestades      de paix\u00f5es revoltadas. Maus exemplos pululam e as inclina\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o constantemente      dirigem-se para o mal. Resistir a tudo isto requer em primeiro lugar muita      ora\u00e7\u00e3o, for\u00e7a de vontade e combate resoluto. Por esta virtude, a alma se fortalece      para praticar toda a classe de atos her\u00f3icos, com invenc\u00edvel confian\u00e7a em      superar os maiores perigos e dificuldades com que nos deparamos diariamente.      Nos ajuda a n\u00e3o cair nas tenta\u00e7\u00f5es e ciladas do dem\u00f4nio.<\/p>\n<p><strong>2.      Sabedoria<\/strong><\/p>\n<p>O      sentido da sabedoria humana reside no reconhecimento da sabedoria eterna de      Deus, Criador de todas as coisas que distribui seus dons conforme seus des\u00edgnios.      Para alcan\u00e7armos a vida eterna devemos nos aliar a uma vida santa, de perfeito      acordo com os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nisto reside a verdadeira      sabedoria que, como os demais, n\u00e3o \u00e9 um dom que brota de baixo para cima,      jamais ser\u00e1 alcan\u00e7ada por esfor\u00e7o pr\u00f3prio. \u00c9 um dom que vem do alto e flui      atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo que rege a Igreja de Deus sobre a terra. Nos permite      entender, experimentar e saborear as coisas divinas, para poder julg\u00e1-las      retamente.<\/p>\n<p><strong>3.      Ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Nos      torna capazes de aperfei\u00e7oar a intelig\u00eancia, onde as verdades reveladas e      as ci\u00eancias humanas perdem a sua inerente complexibilidade. Nossas habilidades      com as coisas acentuam-se progressivamente em determinadas \u00e1reas, conforme      nossas inclina\u00e7\u00f5es culturais e cient\u00edficas, sempre segundo os des\u00edgnios divinos,      mesmo que n\u00e3o nos apercebamos disso. Todo o saber vem de Deus. Se temos talentos,      deles n\u00e3o nos devemos orgulhar, porque de Deus \u00e9 que os recebemos. Se o mundo      nos admira, bate aplausos aos nossos trabalhos, a Deus \u00e9 que pertence esta      gl\u00f3ria, a Deus, que \u00e9 o doador de todos os bens.<\/p>\n<p><strong>4.      Conselho<\/strong><\/p>\n<p>Permite      \u00e0 alma o reto discernimento e santas atitudes em determinadas circunst\u00e2ncias.      Nos ajuda a sermos bons conselheiros, guiando o irm\u00e3o pelo caminho do bem.      Hoje, mais do que nunca est\u00e1 em foco a educa\u00e7\u00e3o da mocidade e todos reconhecem      tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do ensino para a perfeita forma\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. As dificuldades      internas e externas, materiais e morais, muitas vezes passam pelo dom do Conselho,      sem disto nos apercebermos. \u00c9 uma responsabilidade, portanto, cumprir a vontade      de Deus que destinou o homem para fins superiores, para a santidade. Para      que possamos auxiliar o pr\u00f3ximo com pureza e sinceridade de cora\u00e7\u00e3o, devemos      pedir a Deus este precioso dom, com o qual O glorificaremos aos mostrarmos      ao irm\u00e3o as li\u00e7\u00f5es temporais que levam ao caminho da salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 sob a influ\u00eancia      deste ideal que a m\u00e3e ensina o filhinho a rezar, a praticar os primeiros atos      das virtudes crist\u00e3s, da caridade, da obedi\u00eancia, da penit\u00eancia, do amor ao      pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><strong>5.      Entendimento<\/strong><\/p>\n<p>Torna      nossa intelig\u00eancia capaz de entender intuitivamente as verdades reveladas      e naturais, de acordo com o fim sobrenatural que possuem. A aparente correla\u00e7\u00e3o      n\u00e3o significa que quem possui a sabedoria, j\u00e1 traga consigo o entendimento      por consequ\u00eancia (ou vice-versa). Existe uma clara distin\u00e7\u00e3o entre um e o      outro. Para exemplificar: H\u00e1 fi\u00e9is que entendem as contempla\u00e7\u00f5es do ter\u00e7o,      mas o rezam por obriga\u00e7\u00e3o ou mecanicamente (Possuem o dom do entendimento).      H\u00e1 outros que, por sua simplicidade, nunca procuraram entender o seu significado,      mas praticam sua reza com sabor, devo\u00e7\u00e3o e piedade, ignorando seu vasto sentido      (possuem o dom da Sabedoria). Este exemplo, logicamente, se aplica \u00e0s ci\u00eancias      naturais e divinas, logo ao nosso dia-a-dia. N\u00e3o sendo um consequencia do      outro, s\u00e3o distintamente preciosos e complementam-se mutuamente, nos fazem      aproximar de Deus com todas as nossas for\u00e7as, com toda a nossa devo\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia      e sens\u00edvel percep\u00e7\u00e3o das coisas terrenas, que devem estar sempre direcionadas      \u00e0s coisas celestes.<\/p>\n<p><strong>6.      Piedade<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      uma gra\u00e7a de Deus na alma que proporciona salutares frutos de ora\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas      de piedade ensinadas pela Santa Igreja. Nos dias de hoje, considerando a popula\u00e7\u00e3o      mundial, h\u00e1 poucas, muito poucas pessoas que acham prazer em serem devotas      e piedosas; as poucas que o s\u00e3o, tornam-se geralmente alvo de desprezo ou      esc\u00e1rneo de pessoas que tem outra compreens\u00e3o da vida. Realmente, \u00e9 grande      a diferen\u00e7a que h\u00e1 entre um e outro modo de viver. Resta saber qual dos dois      satisfaz mais \u00e0 alma, qual dos dois mais consolo lhe d\u00e1 na hora da morte,      qual dos dois mais agrada a Deus. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil acertar a solu\u00e7\u00e3o do problema.      Num mundo materialista e distante de Deus, pe\u00e7amos a gra\u00e7a da piedade, para      que sejamos fervorosos no cumprimento das escrituras.<\/p>\n<p><strong>7.      Temor de Deus<\/strong><\/p>\n<p>Teme      a Deus quem procura praticar os seus mandamentos com sinceridade de cora\u00e7\u00e3o.      Como nos diz as Escritura, devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus,      e o resto nos ser\u00e1 dado por acr\u00e9scimo. O mundo muitas vezes sufoca e obscurece      o cora\u00e7\u00e3o. Todas as vezes que transig\u00eancias fizemos \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es, com certeza      desprezamos a Deus Nosso Senhor. Quantas vezes preferimos a causa dos bens      miser\u00e1veis deste mundo e esquecemo-nos de Deus! Quantas vezes tememos mais      a justi\u00e7a dos homens do que a justi\u00e7a de Deus! Santo Anast\u00e1cio a este respeito      dizia: &#8220;A quem devo temer mais, a um homem mortal ou a Deus, por quem      foram criadas todas as coisas?&#8221;. N\u00e3o esque\u00e7amos, portanto, de pedir ao      Deus Esp\u00edrito Santo a gra\u00e7a de estarmos em sintonia di\u00e1ria com os preceitos      do Criador. Por este divino dom, torna-se Deus a pessoa mais importante em      nossa vida, onde a alma docemente afasta-se do erro pelo temor em ofend\u00ea-Lo      com nossos pecados.<\/p>\n<p>Fonte: www.paginaoriente.com<\/p>\n<h6>Dia de Pentecostes<\/h6>\n<h2>Religi\u00e3o      Mosaica<\/h2>\n<p>O      Pentecostes \u00e9 o nome de uma festa do antigo calend\u00e1rio b\u00edblico, (Ex 23.14-17;      34.18-23). Originalmente, essa festa \u00e9 referida com v\u00e1rios nomes:<\/p>\n<p>Festa      da Colheita ou Sega &#8211; no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita      de gr\u00e3os, trigo e cevada, essa festa ganhou esse nome.(Ex 23.16).<\/p>\n<p>Festa      das Semanas &#8211; no hebraico, hag xabu\u00b4ot. A raz\u00e3o desse nome est\u00e1 no per\u00edodo      de dura\u00e7\u00e3o dessa celebra\u00e7\u00e3o: sete semanas. O in\u00edcio da festa se d\u00e1, cinquenta      dias depois da P\u00e1scoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com      a colheita do trigo (Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).<\/p>\n<p>Dia      das Prim\u00edcias dos Frutos &#8211; no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua raz\u00e3o      de ser na entrega de uma oferta volunt\u00e1ria, a Deus, dos primeiros frutos da      terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das prim\u00edcias      acontecia em cada uma das tr\u00eas tradicionais festas do antigo calend\u00e1rio b\u00edblico.<\/p>\n<p>Na      primeira, P\u00e1scoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda,      Colheita ou Semanas, entregava-se uma por\u00e7\u00e3o dos primeiros gr\u00e3os colhidos;      e, finalmente, na terceira festa, Tabern\u00e1culos ou Cabanas, o povo oferecia      os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, t\u00e2mara e figo, especialmente.<\/p>\n<p>Festa      de Pentecostes. As raz\u00f5es deste novo nome s\u00e3o v\u00e1rias: (a) nos \u00faltimos trezentos      anos do per\u00edodo do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo,      impondo sua l\u00edngua, que se tornou muito popular entre os judeus.<\/p>\n<p>Os      nomes hebraicos &#8211; hag haqasir e hag xabu\u00b4ot &#8211; perderam as suas atualidades      e foram substitu\u00eddos pela denomina\u00e7\u00e3o Pentecostes, cujo significado \u00e9 cinquenta      dias depois (da P\u00e1scoa). Como o Imp\u00e9rio Grego passou a ter hegemonia em 331      a.C., \u00e9 prov\u00e1vel que o nome Pentecostes tenha ganhado popularidade a partir      desse per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Da      cerim\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pentecostes-005.jpg\" alt=\"Dia de Pentecostes\" width=\"241\" height=\"350\" title=\"Dia de Pentecostes\" \/><br \/>\n     Miniatura de 1200d.C.<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto      a P\u00e1scoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma      celebra\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, originalmente, realizada na ro\u00e7a, no lugar onde se cultivava      o trigo e a cevada, entre outros produtos agr\u00edcolas. Posteriormente, essa      celebra\u00e7\u00e3o foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo      de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>Os      muitos relatos b\u00edblicos n\u00e3o revelam, com clareza, a ordem do culto, mas \u00e9      poss\u00edvel levantar alguns passos dessa liturgia<\/p>\n<p>A      cerim\u00f4nia come\u00e7ava quando a foice era lan\u00e7ada contra as espigas (Dt 16.9).      \u00c9 bom lembrar que deveria ser respeitada a recomenda\u00e7\u00e3o do direito de respigar      dos pobres e estrangeiros (Lv 23.22; Dt 16.11);<\/p>\n<p>A      cerim\u00f4nia prosseguia com a peregrina\u00e7\u00e3o para o local de culto (Ex 23.17);<\/p>\n<p>o      terceiro momento da festa era a reuni\u00e3o de todo o povo trabalhador com suas      fam\u00edlias, amigos e os estrangeiros (Dt 16.11). Essa cerim\u00f4nia era chamada      de &#8220;Santa Convoca\u00e7\u00e3o&#8221; (Lv 23.21). Ningu\u00e9m poderia trabalhar durante      aqueles dias, pois eram considerados um per\u00edodo de solene alegria e a\u00e7\u00e3o de      gra\u00e7as pela prote\u00e7\u00e3o e cuidado de Deus (Lv 23.21);<\/p>\n<p>No      local da cerim\u00f4nia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta      a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem (Lv 23.11).<\/p>\n<p>Os      celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores;<\/p>\n<p>As      sete semanas de festa inclu\u00edam outros objetivos, al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelos      dons da terra: refor\u00e7ar a mem\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Egito e o      cuidado com a obedi\u00eancia aos estatutos divinos (Dt 16.12).<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas      da celebra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A      Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11);<\/p>\n<p>A      celebra\u00e7\u00e3o era dedicada exclusivamente a Jav\u00e9 (Dt 16.10);<\/p>\n<p>Era      uma festa ecum\u00eanica, aberta para todos os produtores e seus fam\u00edliares, os      pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11). Enfim, todo o povo apresentava-se      diante de Deus.<\/p>\n<p>Reconhecia-se      e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover      os la\u00e7os comunit\u00e1rios, al\u00e9m do povo hebreu;<\/p>\n<p>Agradecia      a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);<\/p>\n<p>Era      uma &#8220;Santa Convoca\u00e7\u00e3o&#8221;. Ningu\u00e9m trabalhava (Lv 23.21);<\/p>\n<p>Era      celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem      da vida &#8221; da semente &#8221; da \u00e1rvore &#8221; do fruto &#8221; do alimento      &#8221; da vida&#8230;<\/p>\n<p><strong>Pentecostalismo<\/strong><\/p>\n<p>Pentecostes      \u00e9 o s\u00edmbolo do Cen\u00e1culo, onde os Ap\u00f3stolos se reuniram, pela primeira vez,      \u00e0 espera do Esp\u00edrito Santo. No Cen\u00e1culo, desde a funda\u00e7\u00e3o, a comunidade crist\u00e3      a\u00ed se re\u00fane, para ser conduzida pelo Sopro Inspirador, compartilhando o amor      em Cristo.<\/p>\n<p>Atualmente      o 50.\u00ba dia ap\u00f3s a P\u00e1scoa \u00e9 considerado pelos crist\u00e3os o dia de Pentecostes.      Pentecostes \u00e9 quando o Esp\u00edrito Santo visita os ap\u00f3stolos e desce sobre eles,      na forma de fogo (mera representa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>A      partir da\u00ed os ap\u00f3stolos passam a pregar o Evangelho em l\u00ednguas estranhas:      H\u00e1 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo no ser humano sempre que este se converte dos seus      pecados, pelo arrependimento, e passa a crer em Jesus Cristo como \u00fanico e      suficiente Senhor e Salvador, pedindo a Deus que lhe revista e encha do Esp\u00edrito      Santo.<\/p>\n<p>Tal      experi\u00eancia \u00e9 chamada de batismo no Esp\u00edrito Santo. Isto tem ocorrido durante      toda a hist\u00f3ria do cristianismo, sendo enfatizado, especialmente, em meados      do s\u00e9culo XX com o surgimento das primeiras Igrejas Protestantes Pentecostais,      as quais enfatizam os dons do Esp\u00edrito, ou pelos membros da Renova\u00e7\u00e3o Carism\u00e1tica      Cat\u00f3lica (RCC) que, seguindo a doutrina e as diretrizes de sua Igreja, fazem      o mesmo.<\/p>\n<p>Fonte: pt.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia de Pentecostes, Festa, Celebra\u00e7\u00e3o, Esp\u00edrito, Santo, Comemora\u00e7\u00e3o, Jerusal\u00e9m, Nome, Ora\u00e7\u00e3o, Caracteristicas, Cerim\u00f4nia, Catequese, O Que \u00e9, Dia de 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