{"id":58284,"date":"2016-06-30T14:07:06","date_gmt":"2016-06-30T14:07:06","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=58284"},"modified":"2016-06-30T17:19:53","modified_gmt":"2016-06-30T17:19:53","slug":"dia-internacional-das-telecomunicacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-internacional-das-telecomunicacoes","title":{"rendered":"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p><strong>Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong>, o nome j\u00e1 diz, quer dizer comunica\u00e7\u00f5es      \u00e0 dist\u00e2ncia: tele (do grego t\u00eale = ao longe) + comunica\u00e7\u00f5es. Em nosso mundo      atual, de rela\u00e7\u00f5es internacionais cada vez mais estreitas e dependentes e,      portanto, cada vez mais necess\u00e1rias do ponto de vista social e econ\u00f4mico,      as comunica\u00e7\u00f5es se apresentam como um dom\u00ednio de extrema for\u00e7a.<\/p>\n<p>S\u00e3o vias imprescind\u00edveis para a dissemina\u00e7\u00e3o de ideologias e culturas, aproximando      povos que vivenciam tanto realidades semelhantes quanto radicalmente diferentes.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da telecomunica\u00e7\u00e3o, representada pelas chamadas infovias (rodovias      da informa\u00e7\u00e3o), n\u00e3o existem barreiras nem fronteiras poss\u00edveis. Sat\u00e9lites      artificiais, fibra \u00f3tica, levam mensagens em forma de som, imagens ou dados      inform\u00e1ticos, viabilizando a transmiss\u00e3o de um fato ou documento para v\u00e1rios      lugares ao mesmo tempo. Mas, que bobagem, isso n\u00e3o \u00e9 nada. \u00c9 apenas a nossa      realidade. A realidade do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<h2>COMO TUDO COME\u00c7OU<\/h2>\n<p>Tudo come\u00e7ou com o tel\u00e9grafo, primeiro aparelho moderno de telecomunica\u00e7\u00e3o.      Como no s\u00e9culo XIX j\u00e1 eram conhecidas as leis da eletricidade e do eletromagnetismo,      foi poss\u00edvel a Samuel Morse registrar, em 1840, a patente do tel\u00e9grafo. Baseado      em um c\u00f3digo bin\u00e1rio de pontos e tra\u00e7os (o chamado C\u00f3digo Morse), mensagens      eram enviadas rapidamente a grandes dist\u00e2ncias. O m\u00e9todo foi logo aceito no      mundo todo.<\/p>\n<p>Tempos depois, em 1866, um cabo transatl\u00e2ntico j\u00e1 ligava a Europa \u00e0 Am\u00e9rica,      funcionando regularmente sem problemas. N\u00e3o foi preciso mais que dez anos,      ap\u00f3s essa data, para que Alexander Graham Bell patenteasse o primeiro telefone.      Tamb\u00e9m ainda naquele s\u00e9culo, no ano de 1890, Heinrich Hertz fez uma descoberta      important\u00edssima: as ondas eletromagn\u00e9ticas, que contribu\u00edram para a radiodifus\u00e3o      que viria a ser implantada futuramente. Era apenas o come\u00e7o.<\/p>\n<h2>OS SISTEMAS UM A UM<\/h2>\n<h2>Tel\u00e9grafo<\/h2>\n<p>Funciona com um transmissor, cabo e receptor.<\/p>\n<h2>Telex<\/h2>\n<p>Da jun\u00e7\u00e3o do tel\u00e9grafo e da telefonia surgiu o telex, que transmite textos      escritos \u00e0 dist\u00e2ncia, por uma linha telef\u00f4nica.<\/p>\n<h2>Radiotelefonia<\/h2>\n<p>Transmiss\u00e3o telef\u00f4nica atrav\u00e9s de ondas eletromagn\u00e9ticas ou hertzianas, tamb\u00e9m      conhecida como telefonia sem fio (n\u00e3o se trata, no entanto, da telefonia m\u00f3vel).      Outro exemplo de sistema que funciona por meio dessas ondas \u00e9 o radar.<\/p>\n<h2>Telefonia<\/h2>\n<p>Microfone que converte as ondas sonoras (voz humana, no caso) em impulsos      el\u00e9tricos.<\/p>\n<h2>Fax<\/h2>\n<p>Permite a transmiss\u00e3o de imagens via telefone, n\u00e3o s\u00f3 de textos, como \u00e9 o      caso do telex.<\/p>\n<h2>Modem<\/h2>\n<p>Converte a informa\u00e7\u00e3o digital de um computador em sinais que ser\u00e3o enviados      via telefone para outro computador (modula\u00e7\u00e3o). O computador receptor da mensagem      faz o caminho contr\u00e1rio (o de desmodula\u00e7\u00e3o). Da\u00ed a palavra modem, originada      das letras iniciais de duas outras palavras inglesas: modulation e demodulantion.<\/p>\n<h2>Video texto<\/h2>\n<p>Possibilita o acesso a grandes bases de dados, por linha telef\u00f4nica, a partir      de um aparelho terminal de videotexto. Os principais servi\u00e7os oferecidos por      esse sistema s\u00e3o: consulta a listas telef\u00f4nicas, a contas banc\u00e1rias, a hor\u00e1rios      e pre\u00e7os de passagens de trens, avi\u00f5es, \u00f4nibus e compra de ingressos para      espet\u00e1culos e encomenda de produtos para serem entregues em casa.<\/p>\n<h2>Telefonia m\u00f3vel digital<\/h2>\n<p>As esta\u00e7\u00f5es de telefone m\u00f3vel s\u00e3o interligadas entre si, por cabos de fibra      \u00f3tica ou por ondas de r\u00e1dio terrestres e o sinal recebido pelo telefone m\u00f3vel      vem dessas esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p><strong>A Interface entre uma Empresa de Telecomunica\u00e7\u00f5es e suas Fontes de      Tecnologia: Um Estudo de Caso em uma Multinacional (MNC) Instalada no Brasil      e um Centro de Pesquisa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas e pol\u00edticas no cen\u00e1rio mundial t\u00eam provocado altera\u00e7\u00f5es      significativas no contexto das organiza\u00e7\u00f5es e na sua forma de se relacionar      com os demais atores sociais. O avan\u00e7o no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, em n\u00edvel      mundial, corrobora esta id\u00e9ia. As empresas necessitam se adequar ao arranjo      competitivo imposto pelo mercado, ampliando tanto sua capacidade interna de      inova\u00e7\u00e3o e de incorpora\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos, como buscando novas fontes      de tecnologia que sejam complementares, a fim de proporcionar um grande diferencial      no mundo competitivo.<\/p>\n<p>Observa-se tamb\u00e9m a grande possibilidade de difus\u00e3o da tecnologia por in\u00fameros      canais, o que obriga as empresas a serem mais criativas, de modo a obter benef\u00edcios      mais r\u00e1pidos com a inova\u00e7\u00e3o, comparativamente com seus concorrentes e assim      se destacarem no mercado. No setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, as informa\u00e7\u00f5es sobre      tecnologia e inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia, pois ser\u00e1 por meio destas      que as empresas desse setor conseguir\u00e3o obter vantagens competitivas perante      aos seus concorrentes.<\/p>\n<p>Assim, este estudo analisa o que faz com que uma empresa do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es      busque fontes de inova\u00e7\u00e3o e\/ou tecnologia, como essa empresa seleciona estas      fontes, quais s\u00e3o as fontes mais utilizadas para produtos e para processo,      quais s\u00e3o as contribui\u00e7\u00f5es mais relevantes em rela\u00e7\u00e3o a produtos e processos      que estas fontes fornecem. Outro ponto analisado s\u00e3o os mecanismos utilizados      pela empresa para garantir a transfer\u00eancia da tecnologia, tanto aquela contratada      quanto \u00e0 adquirida.<\/p>\n<p><strong>II. Referencial Te\u00f3rico<br \/>\n     II.1 As Fontes de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>As fontes de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia s\u00e3o de extrema relev\u00e2ncia para a performance      inovadora apresentada pelas empresas. De acordo com Quadros et alii (2001),      os esfor\u00e7os tecnol\u00f3gicos realizados pelas empresas brasileiras s\u00e3o reduzidos,      assim as atividades relacionadas \u00e0 inova\u00e7\u00e3o deveriam ser identificadas de      modo a explicar como a atividade inovadora no Brasil \u00e9 desenvolvida.<\/p>\n<p>Daim et alii (1998) verificaram que dentre os poss\u00edveis canais de aquisi\u00e7\u00e3o      de tecnologia os mais importantes eram justamente o desenvolvimento interno,      seguido pelos fornecedores, suporte \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios e encontros      tecnol\u00f3gicos. Os autores conclu\u00edram que as fontes de aquisi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica      podem ser agrupadas em tr\u00eas fatores: a) a pesquisa e educa\u00e7\u00e3o (Cons\u00f3rcio com      universidades, Cons\u00f3rcio de pesquisa, Educa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios, Faculdades,      P&amp;D externo); b) Redes de trabalho (Encontros tecnol\u00f3gicos, Peri\u00f3dicos,      feiras); c) Desenvolvimento interno\/ fornecedores, (Interno, Licen\u00e7a, Fornecedores).<\/p>\n<p>Bara\u00f1ano (1998), em um estudo com 652 empresas portuguesas, identificou como      as fontes de inova\u00e7\u00e3o mais utilizadas para produtos ou servi\u00e7os, a interliga\u00e7\u00e3o      com outras empresas; as associa\u00e7\u00f5es com organiza\u00e7\u00f5es externas de P&amp;D;      a imprensa, as feiras ou exposi\u00e7\u00f5es; o departamento interno de P&amp;D; as      equipes interfuncionais; a inova\u00e7\u00e3o no equipamento adquirido; a rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima      com concorrente, fornecedor, clientes-chave; as necessidades dos clientes;      a an\u00e1lise minuciosa dos produtos concorrentes. Neste estudo a principal fonte      para as empresas foi a necessidade do cliente, fato que ressalta a preocupa\u00e7\u00e3o      em adaptar novos produtos e servi\u00e7os \u00e0s exig\u00eancias do mercado.<\/p>\n<p>Bicalho-Moreira e Ferreira (2000) destacam que a intera\u00e7\u00e3o universidade-empresa      \u00e9 crucial para a sobreviv\u00eancia e efici\u00eancia de ambas institui\u00e7\u00f5es bem como      para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico do pa\u00eds. Na universidade percebe-se a falta      de uma defini\u00e7\u00e3o clara do que \u00e9 considerado atividade cient\u00edfica ou tecnol\u00f3gica.      Essa caracter\u00edstica pode ser resultado de v\u00e1rios fatores: culturais, econ\u00f4micos,      institucionais, ou ent\u00e3o, a n\u00e3o exist\u00eancia de uma consci\u00eancia, tanto da institui\u00e7\u00e3o      quanto do pesquisador, da import\u00e2ncia de tornar vis\u00edveis os resultados dos      desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>2 O Processo de Inova\u00e7\u00e3o no Setor de Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As telecomunica\u00e7\u00f5es v\u00eam ocupando cada vez mais uma posi\u00e7\u00e3o de destaque, em      n\u00edvel mundial, em face do intenso desenvolvimento tecnol\u00f3gico atribu\u00eddo ao      setor, e da globaliza\u00e7\u00e3o de atividades produtivas e financeiras.<\/p>\n<p>Segundo Szapiro (2000), o sistema de inova\u00e7\u00e3o das empresas do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es      est\u00e1 sofrendo mudan\u00e7as dr\u00e1sticas. Durante as d\u00e9cadas de 70 e 80, o Brasil      desenvolveu uma base de conhecimento no setor. O governo implementou pol\u00edticas      econ\u00f4micas e industriais que resultaram na forma\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento de      um sistema de inova\u00e7\u00e3o, altamente concentrado no interior de S\u00e3o Paulo, em      Campinas. As intera\u00e7\u00f5es entre universidades, CPqD, produtores de equipamentos      e companhias em opera\u00e7\u00e3o desenvolveram uma base tecnol\u00f3gica para o setor telecomunica\u00e7\u00f5es.      Entretanto, com a privatiza\u00e7\u00e3o do Sistema Telebr\u00e1s, ocorreu uma atra\u00e7\u00e3o de      investimento estrangeiro no setor, n\u00e3o s\u00f3 no fornecimento de servi\u00e7os, mas      tamb\u00e9m para a ind\u00fastria de equipamentos, e sem fortes instrumentos pol\u00edticos,      ocorreu uma redu\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os tecnol\u00f3gicos locais.<\/p>\n<p>Szapiro (2000) observa que para as subsidi\u00e1rias de MNCs, a principal fonte      de tecnologia \u00e9 a companhia m\u00e3e e estas n\u00e3o t\u00eam desenvolvido uma base tecnol\u00f3gica      forte no local. Tal fato tem gerado um efeito negativo no sistema de inova\u00e7\u00e3o      local. Como consequ\u00eancia, deste novo cen\u00e1rio, o CPqD , vem reduzindo o n\u00famero      de projetos de pesquisa e aumentando o n\u00famero de consultorias e assist\u00eancia      tecnol\u00f3gica de curto prazo, o que tem gerado recursos para sua manuten\u00e7\u00e3o.      O autor salienta sua grande preocupa\u00e7\u00e3o com a dispers\u00e3o da capacidade tecnol\u00f3gica      brasileira devido a mudan\u00e7a estrutural ocorrida na d\u00e9cada de 90, sinalizando      a necessidade de medidas estrat\u00e9gicas governamentais para reconstruir o Sistema      de Inova\u00e7\u00e3o em Campinas.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 a expectativa de que o fundo setorial FUNTEL &#8211; Fundo para      o Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico das Telecomunica\u00e7\u00f5es, venha ao encontro a esta      necessidade. Outro instrumento de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 a Lei da Inform\u00e1tica n\u00ba10.176,      de 11\/01\/2001 que objetiva a cria\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia nacional e o fomento      ao setor.<\/p>\n<p>Brufato e Maculan (2000, p.9), no estudo sobre a din\u00e2mica da inova\u00e7\u00e3o no      setor de equipamentos de telecomunica\u00e7\u00f5es, concluem que n\u00e3o h\u00e1 intera\u00e7\u00f5es      entre as empresas locais. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 intera\u00e7\u00f5es entre as empresas locais      e as filiais de multinacionais instaladas no pa\u00eds, ou seja, \u0093n\u00e3o h\u00e1 fluxos      de tecnologia localizados no pa\u00eds. Essa limitada articula\u00e7\u00e3o das empresas      locais com empresas internacionais restringe o acesso dessas empresas a novas      tecnologias e a novos produtos, colocando o pa\u00eds em uma posi\u00e7\u00e3o modesta no      mercado mundial e revelando que o processo de inova\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es      \u00e9 ex\u00f3geno ao ambiente nacional\u0094.<\/p>\n<p><strong>III. Aspectos Metodol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n<p>Esta pesquisa \u00e9 um estudo de caso em um instituto de pesquisa e uma empresa      multinacional fabricante de equipamentos para o setor, que segundo o modelo      de Frassman (2001) encontra-se no n\u00edvel 1 que abrange os fabricantes de equipamentos.      O autor classificou o setor de telecomunica\u00e7\u00f5es em cinco n\u00edveis: I) Equipamentos;      II)Operadora de Telefonia; III) Provedores de Acesso; IV) Sistemas de Busca      e V)Informa\u00e7\u00e3o Processada. Foram realizadas entrevistas em profundidade com      os dirigentes da \u00e1rea de P&amp;D para obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre as fontes      e arranjos para inova\u00e7\u00e3o que a empresa utiliza e com o diretor de inova\u00e7\u00e3o      tecnol\u00f3gica de um Instituto de Pesquisa.<\/p>\n<p><strong>IV. A Empresa Alpha<\/strong><\/p>\n<p>A empresa analisada trata-se de uma multinacional, fabricante de equipamentos      e softwares para o setor, a qual passa a ser denominada de Alpha. A matriz      est\u00e1 localizada nos EUA, onde a empresa possui um dos maiores centros de pesquisa      do mundo. \u00c9 dentro desse centro de pesquisa que a maioria das inova\u00e7\u00f5es radicais      s\u00e3o geradas para toda a corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IV.1 Fontes de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>A empresa Alpha para entrar no mercado brasileiro adquiriu duas empresas      brasileiras para incorporar a tecnologia de centrais telef\u00f4nicas. Essas empresas      desenvolviam a sua tecnologia internamente no pa\u00eds por meio de grupos de pesquisa      pr\u00f3prios e institutos de pesquisa, os quais eram fomentados pela antiga lei      n\u00ba 8248 de 23 de outubro de 1991, que mais tarde deu origem a lei n\u00ba 10.176      de 11 de janeiro de 2001. Atualmente, a empresa n\u00e3o faz desenvolvimentos internos,      mas continua investindo<br \/>\n     recursos pr\u00f3prios e os da lei, para desenvolver novos projetos e tecnologias      no Pa\u00eds. A empresa investe em parcerias com universidades e centros de pesquisa,      tais como: UFMG, PUC-MG, UNICAMP, PUC-RJ, INATEL, C\u00c9SAR, FITec e o CPqD.<\/p>\n<p>O trabalho desenvolvido com as universidades em conjunto com a empresa Alpha      \u00e9 um pouco diferenciado, pois a experi\u00eancia de parceria com essas institui\u00e7\u00f5es,      segundo o entrevistado, tem apresentado dificuldades ao longo dos projetos.      Dentre as dificuldades mais relevantes foram destacados os custos elevados      quando a empresa deseja ser detentora exclusiva dos resultados, j\u00e1 que essa      \u00e9 uma pol\u00edtica interna da organiza\u00e7\u00e3o. No quesito negocia\u00e7\u00e3o, geralmente estas      t\u00eam sido avaliadas como muito burocr\u00e1ticas. A avalia\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 que as      universidades apresentam dificuldades para atingir os prazos nos projetos      de coopera\u00e7\u00e3o. Dessa forma, quando a empresa deseja gerar inova\u00e7\u00f5es, opta      buscar associa\u00e7\u00e3o com as funda\u00e7\u00f5es ou institutos de pesquisa em raz\u00e3o destes      apresentarem um comportamento mais \u00e1gil. Esse cen\u00e1rio decorre em parte da      atual posi\u00e7\u00e3o que as universidades t\u00eam perante a ind\u00fastria, uma vez que priorizam      a sua independ\u00eancia e t\u00eam-se dificuldades para trabalhar com prazos r\u00edgidos,      enquanto a empresa visa resultados em prazo determinado.<\/p>\n<p>Um outro ponto de diverg\u00eancia \u00e9 a discuss\u00e3o da propriedade dos resultados      das pesquisas, uma vez que as ind\u00fastrias, em geral, requerem 100% da propriedade      intelectual e muitas universidades n\u00e3o aceitam esta situa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que possuem      pol\u00edticas de divis\u00e3o da propriedade industrial, as quais diferem conforme      a institui\u00e7\u00e3o de pesquisa.<\/p>\n<p>Quando o objetivo \u00e9 o desenvolvimento de pesquisa b\u00e1sica e capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica,      desenvolvimento de cursos espec\u00edficos e treinamento do pessoal, estes s\u00e3o      realizados nas universidades, que revelam possuir maior compet\u00eancia nestas      atividades. No caso de desenvolvimento dos softwares, a parceria com universidades      tamb\u00e9m tem sido avaliada como bem sucedida.<\/p>\n<p>A empresa desenvolve grande n\u00famero de pesquisas b\u00e1sicas com o centro de P&amp;D      da matriz; estas pesquisas n\u00e3o necessitam de um fim espec\u00edfico, sendo dirigidas      para romper fronteiras do conhecimento. Tal fato corrobora os estudos de Galina      (2001) e Gasmam et alii (1999), quando destacam que as estruturas de P&amp;D      est\u00e3o se tornado cada vez mais globais. Quando a inten\u00e7\u00e3o da empresa Alpha      \u00e9 o desenvolvimento de novas tecnologias consideradas estrat\u00e9gicas, ela n\u00e3o      desenvolve projetos de coopera\u00e7\u00e3o com as universidades, pois n\u00e3o consegue      ter um gerenciamento adequado para manter o sigilo das novas tecnologias.<\/p>\n<p>No Brasil, a empresa concentra-se em pesquisa aplicada e desenvolvimento      tecnol\u00f3gico espec\u00edfico para atender metas internas de desenvolvimento cient\u00edfico.      Com as funda\u00e7\u00f5es e centros de pesquisa, citados anteriormente, a empresa realiza      projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos.<\/p>\n<p><strong>IV.2 Sele\u00e7\u00e3o das Fontes de Tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>Para selecionar as fontes de inova\u00e7\u00e3o acima citadas, a empresa Alpha possui      um grupo que visita universidades e institutos de pesquisa e classifica-os      segundo as suas melhores compet\u00eancias, com o prop\u00f3sito de melhorar a transfer\u00eancia      da tecnologia e monitorar as tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas. O Gerente de P&amp;D      citou como exemplo deste procedimento alguns centros de pesquisa e universidades      que possuem uma \u00e1rea com compet\u00eancia diferenciada. Dentre os exemplos, destaca-se      o INATEL na \u00e1rea de telecomunica\u00e7\u00f5es, a UFMG, na \u00e1rea de telem\u00e1tica e o CESAR      &#8211; Centro de Estudos e Sistemas Avan\u00e7ados do Recife, no desenvolvimento de      software.<\/p>\n<p>A empresa, normalmente, tamb\u00e9m envia um ou mais funcion\u00e1rios para o centro      de pesquisa localizado nos EUA, para fazer um est\u00e1gio a fim de trazer conhecimentos      inovadores. Segundo o gerente de P&amp;D da organiza\u00e7\u00e3o estudada, os pesquisadores      brasileiros possuem muita compet\u00eancia e s\u00e3o reconhecidos nesse centro. Devido      a essa caracter\u00edstica, a empresa desenvolve projetos em parceria com a matriz      para o mercado internacional, al\u00e9m dos projetos espec\u00edficos para o mercado      brasileiro. Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma maneira que a empresa utiliza para buscar inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro mecanismo utilizado pela empresa para inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 a Intranet,      onde h\u00e1 muitos cursos de treinamento dispon\u00edveis; al\u00e9m disso, informa\u00e7\u00f5es      sobre tudo o que est\u00e1 sendo desenvolvido por toda a corpora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se encontra      na Intranet. Nessa rede h\u00e1, tamb\u00e9m, uma troca de informa\u00e7\u00f5es entre os pesquisadores      via tele-confer\u00eancias. A empresa \u00e9 muita aberta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o      das informa\u00e7\u00f5es, o que revigora a capacidade inovativa da empresa.<\/p>\n<p>O papel do cliente tem sido importante dentro do processo de inova\u00e7\u00e3o da      empresa. A organiza\u00e7\u00e3o faz monitoramento dos concorrentes, pois o mercado      de telecomunica\u00e7\u00f5es est\u00e1 sempre sofrendo mudan\u00e7as r\u00e1pidas e os produtos t\u00eam      um ciclo de vida muito curto, assim se faz necess\u00e1rio estar \u00e0 frente do concorrente.      Al\u00e9m deste estar se tornando muito fragmentado.<\/p>\n<p>As operadoras, que constituem-se no consumidor final da empresa Alpha, participam      na defini\u00e7\u00e3o dos produtos que eles desejam, destacando os custos e as especifica\u00e7\u00f5es      que gostariam que fossem atendidos, assim a empresa busca antecipar o que      o seu consumidor final realmente necessita.<\/p>\n<p>A empresa tamb\u00e9m monitora as tecnologias comercializadas junto \u00e0s operadoras,      a fim de manter sua operacionalidade e sanar eventuais defici\u00eancias, ou fazer      melhorias, ou mesmo simplificar processos. Tudo isso \u00e9 feito para minimizar      esses problemas, por meio de processos inovadores.<\/p>\n<p>Observa-se que as tecnologias desenvolvidas pela corpora\u00e7\u00e3o, na sua maioria      s\u00e3o inovadoras, sendo esta uma tend\u00eancia do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es. As      inova\u00e7\u00f5es incrementais, ou seja, as melhorias, s\u00e3o mais frequentes em atendimento      a solicita\u00e7\u00f5es por parte das operadoras.<\/p>\n<p>Segundo o entrevistado, a participa\u00e7\u00e3o da empresa na gera\u00e7\u00e3o do conhecimento      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o como um todo \u00e9 pequena, entretanto, no Brasil a sua      representa\u00e7\u00e3o \u00e9 expressiva no desenvolvimento de produtos.<\/p>\n<p><strong>IV.3 Fontes mais utilizadas e Gerenciamento dos Projetos<\/strong><\/p>\n<p>A fonte mais utilizada pela empresa, tanto para produtos quanto para processos,      \u00e9 o centro de pesquisa da matriz localizado nos EUA. Os processos s\u00e3o desenvolvidos      sempre pela matriz devido \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o dos processos produtivos utilizados      nas diferentes plantas.<\/p>\n<p>J\u00e1 os equipamentos desenvolvidos no Brasil s\u00e3o sempre desenvolvidos em conjunto      com as funda\u00e7\u00f5es e institutos de pesquisa. Pesquisadores da empresa responsabilizam-se      pelas especifica\u00e7\u00f5es a serem atendidas; al\u00e9m disso, empregados da empresa      participam diretamente do projeto em conjunto com essas funda\u00e7\u00f5es e institutos,      de maneira a garantir um melhor gerenciamento do desenvolvimento, podendo      colocar mais pessoas quando o projeto est\u00e1 atrasado, ou mais recursos financeiros      quando for necess\u00e1rio. Al\u00e9m disso, por meio deste grupo interno a transfer\u00eancia      de tecnologia \u00e9 feita naturalmente ao longo do processo de desenvolvimento      dos projetos.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica observada pela empresa \u00e9 o fato de que o desenvolvimento      de projetos com as universidades \u00e9 mais barato do que o desenvolvimento interno,      apesar dessas institui\u00e7\u00f5es terem dificuldades em cumprir prazos, no caso de      projetos de pesquisa aplicada.<\/p>\n<p>O gerenciamento dos projetos internos \u00e9 feito por gestores espec\u00edficos para      cada projeto com o suporte de uma ferramenta de controle, que atualiza diariamente      a situa\u00e7\u00e3o dos projetos. O controle dos projetos \u00e9 realizado por meio do acompanhamento      das horas gastas em cada atividade, dos custos, do n\u00famero de pessoas que est\u00e3o      trabalhando e das compras realizadas. J\u00e1 as universidades e os centros externos      possuem ferramentas pr\u00f3prias, e, desta forma, para que a empresa acompanhe      os resultados s\u00e3o feitas reuni\u00f5es semanalmente.<\/p>\n<p>Os centros mais usados pela empresa s\u00e3o CETUC, CESAR, USP, UNICAMP, CPqD,      INATEL e FITec. A matriz n\u00e3o possui contatos diretos com esses centros e funda\u00e7\u00f5es.      Todos os projetos realizados no Pa\u00eds s\u00e3o coordenados pela organiza\u00e7\u00e3o brasileira      junto a esses centros, sem triangula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando a tecnologia \u00e9 desenvolvida pela matriz, o processo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9      importado e na subsidi\u00e1ria s\u00e3o feitas as melhorias dos processos e adapta\u00e7\u00f5es      ao mercado brasileiro, caracterizando a tropicaliza\u00e7\u00e3o dos produtos. No desenvolvimento      de produtos em conjunto com a matriz, ou gerados no Brasil, para garantir      a transfer\u00eancia de tecnologia, s\u00e3o enviadas v\u00e1rias pessoas do Brasil para      o centro de pesquisa da corpora\u00e7\u00e3o. No caso das patentes, quando a tecnologia      \u00e9 desenvolvida no Brasil, ela \u00e9 patenteada tamb\u00e9m nos EUA, com o nome do pesquisador,      sendo os direitos atribu\u00eddos \u00e0 empresa local.<\/p>\n<p><strong>V. O Centro de Pesquisas Beta<\/strong><\/p>\n<p>O Centro de Pesquisas Beta foi criado, na d\u00e9cada de 70, com o intuito de      desempenhar um papel estrat\u00e9gico na capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica brasileira no      setor de telecomunica\u00e7\u00f5es. Integrava uma grande empresa estatal e o Governo      Federal o tinha como instrumento de pol\u00edtica setorial. Como a economia brasileira      pautava-se pelo modelo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es, era atribu\u00edda ao Centro      de Pesquisas a tarefa de liderar as iniciativas de desenvolvimento local em      tecnologias de telecomunica\u00e7\u00f5es, articulando as atividades empreendidas por      Universidades, empresas e demais centros de pesquisa, por meio da concep\u00e7\u00e3o      e desenvolvimento de equipamentos e sistemas. Nesse per\u00edodo o centro possu\u00eda      grande demanda devido ao poder de compra do Estado. A oportunidade tecnol\u00f3gica      dessa \u00e9poca foi a quebra do paradigma no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, com a      transi\u00e7\u00e3o da tecnologia anal\u00f3gica para a tecnologia Digital, mudando assim      o perfil dos produtos e fazendo com que o Brasil n\u00e3o tivesse uma defasagem      muito grande quando comparado com os outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o o modelo era composto por um trip\u00e9, Ind\u00fastria \u0096 Centro de      Pesquisas Beta &#8211; Universidades (Recursos Humanos,) que se configurava como      uma base consistente para o desenvolvimento de novas tecnologias. As principais      universidades que participaram de pesquisas conjuntas eram a Unicamp, a PUC-Rio,      a USP, o ITA e a UFMG. O centro era respons\u00e1vel pela transforma\u00e7\u00e3o do conhecimento      gerado pelas atividades de pesquisa em produtos industrializ\u00e1veis. Nesse per\u00edodo      surgiram v\u00e1rias empresas por est\u00edmulo da pol\u00edtica de trip\u00e9 e que vieram a      se beneficiar, junto com outras j\u00e1 existentes, da transfer\u00eancia de tecnologia      gerada pelo centro, podendo-se citar os exemplos da Promon Eletr\u00f4nica, Xtal,      Avibr\u00e1s, e Elebra.<\/p>\n<p>os anos 90, iniciou-se o processo de abertura da economia brasileira, ocorrendo      no setor uma grande entrada de produtos estrangeiros, o que enfraqueceu substancialmente      a posi\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional. Por outro lado, as empresas operadoras de      telecomunica\u00e7\u00f5es procuraram tornar-se mais din\u00e2micas, buscando um aumento      das suas receitas e a redu\u00e7\u00e3o de seus custos, tornando-se oportuna a automa\u00e7\u00e3o      dos processos internos por meio de software. Este movimento na dire\u00e7\u00e3o de      maior dinamismo poderia ser interpretado como uma antecipa\u00e7\u00e3o do jogo da liberaliza\u00e7\u00e3o      do mercado de telecomunica\u00e7\u00f5es, seja no sentido de proteger-se de futura concorr\u00eancia,      seja no sentido de melhorar a sua posi\u00e7\u00e3o no momento da privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse novo contexto, o Centro de Pesquisas Beta passou a enfatizar o desenvolvimento      de aplicativos de software, como por exemplo, o SAGRE (sistema de gerenciamento      da planta por meio de informa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas). O desenvolvimento de hardware      passou a ser feito de forma bastante seletiva, destacando-se apenas o projeto      da central telef\u00f4nica Tr\u00f3pico e da tecnologia de telefone p\u00fablico a cart\u00e3o      indutivo (TPCI).<\/p>\n<p><strong>V.1 Transforma\u00e7\u00e3o do centro em uma funda\u00e7\u00e3o de direito privado<\/strong><\/p>\n<p>Com a privatiza\u00e7\u00e3o das empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es, o Centro de Pesquisas      foi transformado em uma funda\u00e7\u00e3o de direito privado. Assim, o centro foi posto      diante do desafio de transformar suas compet\u00eancias acumuladas \u0096 conhecimentos,      sistemas, tecnologias \u0096 em recursos aptos para garantir a sobreviv\u00eancia      da institui\u00e7\u00e3o em um ambiente de mercado.<\/p>\n<p>O Centro de Pesquisas, ap\u00f3s essa mudan\u00e7a institucional, passou a ter uma      dupla fun\u00e7\u00e3o, a primeira voltada para o mercado, para a comercializa\u00e7\u00e3o direta      de seus desenvolvimentos e a segunda de car\u00e1ter estrat\u00e9gico, voltada para      preserva\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia em pesquisa e desenvolvimento, conforme preconizado      em lei federal. Do ponto de vista tem\u00e1tico, o centro intensificou a sua concentra\u00e7\u00e3o      no desenvolvimento de software, sem, contudo abandonar o perfil de atividades      adotado ao longo da d\u00e9cada de 90.<\/p>\n<p><strong>V.2 Comercializa\u00e7\u00e3o de tecnologia e oportunidades de neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>O Centro Pesquisas Beta se apresenta como fonte de tecnologias sob tr\u00eas formas      principais: provedor de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos de telecomunica\u00e7\u00f5es, provedor      de tecnologias de equipamentos e sistemas de telecomunica\u00e7\u00f5es e provedor de      sistemas software para telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima forma \u00e9 a que dever\u00e1 ter maior peso do ponto de vista comercial,      pois \u00e9 onde acredita-se que estejam as maiores oportunidades brasileiras no      novo cen\u00e1rio mundial das telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m manteve uma compet\u00eancia para transferir para a ind\u00fastria      a tecnologia gerada nos projetos de P&amp;D. Algumas empresas que possuem      um interesse espec\u00edfico em determinadas tecnologias podem concretizar essas      oportunidades propondo projetos em parceria com o centro e utilizando mecanismos      governamentais, como os incentivos da lei da inform\u00e1tica e os recursos do      FUNTTEL. Esta \u00e9 uma \u00e1rea que apresenta um grande potencial para a institui\u00e7\u00e3o,      seja pelo lado da receita, seja pelo lado do benef\u00edcio para as empresas do      pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outros produtos vendidos pelo Centro s\u00e3o as consultorias e os ensaios laboratoriais      para homologar e certificar equipamentos para as ind\u00fastrias. No caso dos ensaios,      o centro prepara relat\u00f3rios e emite certificados para verifica\u00e7\u00e3o, por exemplo,      da qualidade do produto. A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 credenciada pelo INMETRO e outras      institui\u00e7\u00f5es do g\u00eanero. A ANATEL \u00e9 um grande usu\u00e1rio dos servi\u00e7os e consultorias      do Centro, em raz\u00e3o da grande vantagem competitiva que este det\u00e9m, pois congrega      compet\u00eancia tecnol\u00f3gica ao conhecimento do mercado brasileiro.<\/p>\n<p>Segundo o Diretor de Gest\u00e3o da Inova\u00e7\u00e3o do Centro, vislumbram-se, no momento,      grandes oportunidades no desenvolvimento de novos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es      para as operadoras, no fornecimento de aplicativos de software para suporte      a opera\u00e7\u00e3o e neg\u00f3cios dessas prestadoras e, de uma forma geral, servi\u00e7os e      software para aquelas empresas que desejam utilizar tecnologias de telecomunica\u00e7\u00e3o      e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o voltadas para a melhoria dos seus produtos e processos.<\/p>\n<p>O fornecimento de tecnologia (hardware) para as ind\u00fastrias sem o apoio do      governo n\u00e3o \u00e9 mais a principal forma de comercializa\u00e7\u00e3o de tecnologia da institui\u00e7\u00e3o.      O entrevistado ressaltou que a maioria das empresas operadoras e fornecedoras      de equipamentos de telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o de origem estrangeira e possuem centros      de P&amp;D pr\u00f3prios em seus pa\u00edses de origem. Hoje, no Brasil, s\u00e3o poucas      as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3oacad\u00eamicas que possuem um trabalho independente com linhas      de pesquisa pr\u00f3prias, podendo-se citar o CPqD, CERTI, LACTEC e CESAR.<\/p>\n<p>Uma possibilidade interessante para desenvolvimento tecnol\u00f3gico \u00e9 explorar      certas exig\u00eancias da nova regulamenta\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es como o desenvolvimento      de tecnologias que venham permitir a desagrega\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 casa do usu\u00e1rio      (unbundling). Outra oportunidade \u00e9 o desenvolvimento de aplicativos de software      de telecomunica\u00e7\u00f5es adaptados para uso no setor el\u00e9trico.<\/p>\n<p><strong>VI. Considera\u00e7\u00f5es Finais:<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez que esta pesquisa est\u00e1 em andamento e, ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel alcan\u00e7ar      o seu objetivo principal que \u00e9 verificar como funciona a din\u00e2mica da inova\u00e7\u00e3o      das empresas fabricantes de equipamentos do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, o estudo      ora apresentado est\u00e1 restrito a apenas uma das empresas e um dos centros de      pesquisa.<\/p>\n<p>Observa-se que a empresa estudada segue a mesma tend\u00eancia apresentada por      Bara\u00f1ano (1998) e Daim et alii (1998) em que as principais fontes de inova\u00e7\u00e3o      identificadas foram o departamento interno de P&amp;D, o cons\u00f3rcio com universidades,      as associa\u00e7\u00f5es com organiza\u00e7\u00f5es externas de P&amp;D, e as necessidades dos      clientes.<\/p>\n<p>A empresa Alpha utiliza principalmente como fontes de tecnologia a funda\u00e7\u00e3o      interna, as universidades, centros de pesquisa como: o C\u00c9SAR, o INATEL e o      CPqD; e tem o cliente final como fator chave no processo de inova\u00e7\u00e3o, fato      que comprova a preocupa\u00e7\u00e3o em adaptar novos produtos e servi\u00e7os \u00e0s necessidades      do mercado, corroborando com a coloca\u00e7\u00e3o feita por Baran\u00e3no (1998).<\/p>\n<p>Outra atua\u00e7\u00e3o observada \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o empresa-universidade, a qual ainda      apresenta algumas dificuldades. Na \u00f3tica da empresa n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o clara      da postura das universidades perante as mesmas, o que pode ser causado pelos      fatores culturais, econ\u00f4micos e institucionais. Isso demonstra que h\u00e1 uma      necessidade de mudan\u00e7a na postura das empresas e universidades para que o      interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos seja mais efetivo e din\u00e2mico.<\/p>\n<p>Outra evid\u00eancia \u00e9 que a empresa Alpha realiza somente desenvolvimento tecnol\u00f3gico,      no Brasil, ou seja, a adapta\u00e7\u00e3o de novos produtos e\/ou produ\u00e7\u00e3o de produtos      novos que atendam as necessidades do cliente. As inova\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias      s\u00e3o realizadas na matriz, o conhecimento \u00e9 gerado fora do pa\u00eds, contribuindo      assim para a fragilidade da infra-estrutura cient\u00edfica do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao centro de pesquisa, observa-se que este vem se adaptando \u00e0s      mudan\u00e7as organizacionais e as necessidades do mercado. O atual foco \u00e9 oferecer      para o mercado novos servi\u00e7os, empregando novas estrat\u00e9gias, que inclui atender      outros setores que n\u00e3o sejam somente o setor de telecomunica\u00e7\u00f5es. Com a nova      configura\u00e7\u00e3o, o centro deixou de ser o player para o desenvolvimento da pesquisa      nacional, fato que contribu\u00ed para a dispers\u00e3o da capacidade tecnol\u00f3gica brasileira.<\/p>\n<p><strong>VII. Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>Bara\u00f1ano, A. M.. A Rela\u00e7\u00e3o entre a Inova\u00e7\u00e3o e a Dimens\u00e3o de Empresas, XX      Simp\u00f3sio de Gest\u00e3o da Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, 1998.<\/p>\n<p>Bicalho-Moreira, Lucin\u00e9ia Maria; Ferreira, Marta Ara\u00fajo Tavares. Inova\u00e7\u00e3o      Tecnol\u00f3gica na Universidade: Representa\u00e7\u00e3o nos indicadores de ci\u00eancia e tecnologia.      XXI Simp\u00f3sio de Gest\u00e3o da Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, 2000.<\/p>\n<p>Brufato, Aline Winckler; Maculan, Anne-Marie. A Din\u00e2mica da Inova\u00e7\u00e3o no Setor      de Equipamentos de Telecomunica\u00e7\u00f5es, XXI Simp\u00f3sio de Gest\u00e3o da Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica,      2000.<\/p>\n<p>Daim, T.; Kocaoglu, D. F.. Technology Acquisition in the US Electronics Manufacturing      Industry, Management of Technology, Sustainable Development and Eco-Efficiency,      1998.<\/p>\n<p>Galina, Simone Vasconcelos Ribeiro. O envolvimento do Brasil no desenvolvimento      tecnol\u00f3gico do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es medido atrav\u00e9s de indicadores quantitativos      \u0096 concess\u00e3o de patentes e dados bibliom\u00e9tricos, 3\u00b0 Congresso Brasileiro      de Gest\u00e3o de Desenvolvimento de Produto, Florian\u00f3polis, 25-27 setembro de      2001.<\/p>\n<p>Krogh, G. V. Care in Knowledge Creation, California Management Review, 40(3):1998.<\/p>\n<p>Leonard, Barton. Building and sustaining the sources of innovation, Strategy      &amp; leadership Julho\/ agosto, 1997.<\/p>\n<p>L\u00f3pez, Vladimir. How R&amp;D is Changing, The OECD OBSERVER, n. 213, 1998.<\/p>\n<p>Quadros, Ruy; Furtado, Andr\u00e9; Bernardes, Roberto; Franco, Eliane. Technological      Innovation in Brazilian Industry: An Assessment Based on the S\u00e3o Paulo Innovation      Survey, International Journal of Technological Forecasting and Social Change,      67(2): 2001.<\/p>\n<p>Stuck, Bart; Weingarten, Michael. The Death of Innovation? Business Communications      Review, Abril, 1997.<\/p>\n<p>Szapiro, M. H. S. Technological Capability in Telecommunications Industry      in Brazil. Development and Impacts of the Structural Reform in the 90s. Anais      da 4 th Internacional Conference on Technology Policy and Innovation, Curitiba,      28 a 31 agosto, 2000.<\/p>\n<p>Fonte: www.fearp.usp.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p><strong>I &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Eletr\u00f4nica \u00e9 o campo da ci\u00eancia e da engenharia que trata dos dispositivos      eletr\u00f4nicos e de sua utiliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 a parte da f\u00edsica que estuda e utiliza      as varia\u00e7\u00f5es de grandezas el\u00e9tricas para captar, transmitir e processar informa\u00e7\u00f5es.      Trata dos circuitos el\u00e9tricos e instrumentos constitu\u00eddos por v\u00e1lvulas termi\u00f4nicas,      dispositivos semicondutores (tais como transistores, termitores e circuitos      integrados), tubos de raios cat\u00f3dicos e outros componentes, entre os quais      aqueles baseados no efeito fotoel\u00e9trico (c\u00e9lulas fotoel\u00e9tricas, v\u00e1lvulas fotomultiplicadoras,      etc..).<\/p>\n<p><strong>II &#8211; Origem<\/strong><\/p>\n<p>A origem dos aparelhos eletr\u00f4nicos remonta \u00e0s pesquisas de Thomas Alva Edison,      que em 1883 descobriu o que chamamos hoje de &#8220;Efeito Edison&#8221;, ou      efeito termi\u00f4nico. Ele demonstrou a forma\u00e7\u00e3o de uma corrente el\u00e9trica fraca      no v\u00e1cuo parcial entre um filamento aquecido e uma placa met\u00e1lica. A corrente      era unidirecional e cessava se a polaridade do potencial entre o filamento      e a chapa fosse invertida. Ficou comprovado que os transmissores da eletricidade      estavam eletrizados. Mais tarde, estes transmissores receberam o nome de el\u00e9trons.<\/p>\n<p>Em 1887, Heinrich Hertz, durante as suas experi\u00eancias com arcos voltaicos,      observou que a luz emitida durante a descarga de alta voltagem de um arco      el\u00e9trico influ\u00eda consideravelmente na descarga produzida por outro arco menor,      colocado diante dele. No momento em que o menor deixava de receber a luz da      descarga do maior, produzia-se uma fa\u00edsca muito mais curta do que enquanto      iluminado. Iniciou-se assim o estudo da Fotoeletricidade.<\/p>\n<p>Em 1888, William Hallwachs demonstra que um eletrosc\u00f3pio com esfera de zinco      perde sua carga negativa se a esfera for exposta \u00e0 luz ultravioleta. O fen\u00f4meno      tornou-se conhecido como &#8220;Efeito Hallwachs&#8221; e determinou serem negativas      (el\u00e9trons) as cargas emitidas pela esfera de zinco sob a a\u00e7\u00e3o do ultravioleta.<\/p>\n<p>Elster e Geitel, ambos f\u00edsicos alem\u00e3es, estudam o fen\u00f4meno e observam (1889)      que os metais alcalinos s\u00f3dio e pot\u00e1ssio emitem el\u00e9trons tamb\u00e9m sob influ\u00eancia      da luz comum. Trabalharam juntos pesquisando a ioniza\u00e7\u00e3o da atmosfera e o      efeito fotel\u00e9trico. Descobriram em 1899 o fen\u00f4meno da descarga de um eletrosc\u00f3pio      na proximidade de um radioelemento e enunciaram, em decorr\u00eancia dessa observa\u00e7\u00e3o,      a Lei do Decrescimento Radioativo.<\/p>\n<p>Constru\u00edram a primeira c\u00e9lula fotoel\u00e9trica de utiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica (1905) de      elementos alcalinos; criaram o primeiro fot\u00f4metro fotoel\u00e9trico e um transformador      Tesla.<\/p>\n<p>Em 1897, J.A. Fleming, f\u00edsico ingl\u00eas, faz a primeira aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do      &#8220;Efeito Edison&#8221;. \u00c9 considerado um dos pioneiros da radiotelegrafia.      Usa a propriedade unidirecional da corrente movida a el\u00e9trons para criar um      detector de sinais telegr\u00e1ficos. A v\u00e1lvula de Fleming (foto 1) \u00e9 a origem      do tubo d\u00edodo (1904). Esse aparelho foi a origem de todas as v\u00e1lvulas utilizadas      em telecomunica\u00e7\u00f5es. Criou tamb\u00e9m um ond\u00edmetro, um amper\u00edmeto t\u00e9rmico para      correntes de alta freq\u00fbencia e um manipulador de indu\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel . Deve-se      a ele a regra, hoje cl\u00e1ssica, dos &#8220;tr\u00eas dedos&#8221;, que d\u00e1 o sentido      das for\u00e7as eletromagn\u00e9ticas. Essa regra \u00e9 usada para a determina\u00e7\u00e3o do campo      magn\u00e9tico, a partir do produto vetorial da carga e do campo el\u00e9trico.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/teleco8.jpg\" alt=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" width=\"189\" height=\"348\" title=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" \/><br \/>\n<strong>V\u00e1lvula de Fleming<\/strong><\/p>\n<p>Lee de Forest, inventor norte-americano, se lan\u00e7ou \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da radiocomunica\u00e7\u00e3o,      organizando uma companhia telegr\u00e1fica. Fracassou nessa primeira tentativa.      Em 1906 inventa a l\u00e2mpada de tr\u00eas eletr\u00f3litos ou tr\u00edodo. Acrescenta um terceiro      eletr\u00f3lito (grade) \u00e0 v\u00e1lvula de Fleming. A utilidade dessas v\u00e1lvulas como      geradores, amplificadoras e detectoras, foi aos poucos impondo-se. Em 1910,      transmitiu a voz do maior tenor de todos os tempos, Caruso. Mas s\u00f3 com a primeira      Guerra Mundial sua inven\u00e7\u00e3o tornou-se amplamente utilizada e foi produzida      em larga escala. Inventou tamb\u00e9m, o fonofilme, aparelho precursor na ind\u00fastria      do sistema falado.<\/p>\n<p>Jonathan Zenneck, f\u00edsico alem\u00e3o, contribuiu para o desenvolvimento na radiotelefonia      e das t\u00e9cnicas de alta frequ\u00eancia na Alemanha. Inventou o medidor de ondas      el\u00e9tricas (1899) e um processo para multiplica\u00e7\u00e3o das frequ\u00eancias (1900).      Em 1905 desenvolve o Tubo de Braun e cria o oscilosc\u00f3pio cat\u00f3dico, origem      dos cinesc\u00f3pios dos atuais aparelhos de televis\u00e3o. Data de 1907 sua teoria      da difus\u00e3o das ondas el\u00e9tricas. Depois da Segunda Guerra Mundial, construiu      a primeira esta\u00e7\u00e3o ionosf\u00e9rica alem\u00e3.<\/p>\n<p>Edwin Howard Armstrong, engenheiro eletr\u00f4nico norte-americano, tem como inven\u00e7\u00f5es      no campo da radiotelefonia: o circuito regenerativo (1912), o circuito super-heter\u00f3dino      (1918) e o circuito super-regenerativo (1920). Desenvolveu um sistema radiof\u00f4nico      de frequ\u00eancia modulada, diminuindo as interfer\u00eancias nas transmiss\u00f5es e aumentando      o n\u00edvel de som.<\/p>\n<p>A partir das inven\u00e7\u00f5es de Vladimir Zworykin, engenheiro e inventor russo,      que se desenvolveu todo o sistema eletr\u00f4nico da televis\u00e3o moderna. \u00c9 o primeiro      a conseguir transformar uma imagem em uma corrente el\u00e9trica. Teve como importante      trabalho a aplica\u00e7\u00e3o da eletr\u00f4nica \u00e0 medicina.<\/p>\n<p>Inventor do iconosc\u00f3pio, ponto de partida para o sistema de televis\u00e3o, colaborou      na elabora\u00e7\u00e3o de outros equipamentos eletr\u00f4nicos, como o microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p>Sir Robert Alexander Watson-Watt, f\u00edsico escoc\u00eas, concebeu um sisema de detec\u00e7\u00e3o      de um objeto e de medida da dist\u00e2ncia por interm\u00e9dio de ondas eletrom\u00e1gn\u00e9ticas      (1925). Dessa forma nasceu o RADAR (RAdio Detection And Ranging), cujas primeiras      esta\u00e7\u00f5es foram instaladas na Inglaterra.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes os aparelhos que produzem e detectam ondas eletromagn\u00e9ticas      &#8211; sobretudo curtas e ultra curtas &#8211; s\u00e3o desenvolvidos e as teorias de modula\u00e7\u00e3o      aprofundadas. Em 1927 Carson empreende estudos matem\u00e1ticos relativos ao transporte      de um sinal por uma corrente el\u00e9trica portadora (modula\u00e7\u00e3o). A modula\u00e7\u00e3o de      frequ\u00eancia \u00e9 prevista por Armstrong em 1928. A modula\u00e7\u00e3o de uma mesma onda      portadora por v\u00e1rias comunica\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas simult\u00e2neas permite o surgimento      da t\u00e9cnica das comunica\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas com um mesmo suporte material, colocando      o telefone \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do grande p\u00fablico.<\/p>\n<p>Blumldin e Sch\u00f6nberg desenvolvem em 1930 um sistema comercial para tratar      a imagem el\u00e9trica produzida pelo tubo de Zworykin para permitir o transporte      \u00e0 dist\u00e2ncia e a reconstitui\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Manfred Barth\u00e9lemy, f\u00edsico franc\u00eas, \u00e9 considerado um dos criadores da televis\u00e3o      na Fran\u00e7a. Dedicou-se primeiro \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de aparelhos de medi\u00e7\u00e3o, e depois      \u00e0 radiofonia. Durante a Primeira Guerra Mundial, construiu instrumentos emissores      e participou da instala\u00e7\u00e3o do centro de comunica\u00e7\u00e3o na Torre Eiffel. Interessou-se      em seguida pela televis\u00e3o, aperfei\u00e7oando o dispositivo do escoc\u00eas John Baird,      e foi encarregado de uma emiss\u00e3o regular de TV em 1935. Por ocasi\u00e3o da Segunda      Guerra Mundial, realizou pesquisas sobre radares. Mais tarde, criou o isosc\u00f3pio,      um tubo aperfei\u00e7oado para a TV.<\/p>\n<p>Manfred e Ren\u00e9 elaboraram a transforma\u00e7\u00e3o da imagem el\u00e9trica em imagem lumisosa.      C\u00e2maras, amplificadores, geradores de sinais de imagem, sinais de linha, sinais      de sincroniza\u00e7\u00e3o, multiplicadores de frequ\u00eancia s\u00e3o desenvolvidos e produzidos.<\/p>\n<p>Apesar do desenvolvimento de computadores digitais estar enraizado no \u00e1baco      e em outros instrumentos de c\u00e1lculo anteriores, foi creditado a Charles Babbage      o design do primeiro computador moderno. O primeiro computador totalmente      autom\u00e1tico foi o Mark I, ou Automatic Sequence Controlled Calculator, iniciado      em 1939 na Universidade de Harvard, por Howard Aiken, enquanto o primeiro      computador digital eletr\u00f4nico, ENIAC (foto 2) &#8211; Electronic Numeral Integrator      and Calculator &#8211; que usava centenas de v\u00e1lvulas eletr\u00f4nicas, foi completado      em 1946, na Universidade da Pensilv\u00e2nia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/teleco9.jpg\" alt=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" width=\"345\" height=\"211\" title=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" \/><br \/>\n<strong>O UNIVAC (UnIversal Automatic Computer)<\/strong><\/p>\n<p>O UNIVAC (UNIversal Automatic Computer) se tornou em 1951 o primeiro computador      a lidar com dados num\u00e9ricos e alfab\u00e9ticos com igual facilidade. Tamb\u00e9m foi      o primeiro computador dispon\u00edvel comercialmente, usado no censo americano      da d\u00e9cada de 50.<\/p>\n<p>Os computadores de primeira gera\u00e7\u00e3o foram suplantados pelos transistorizados,      entre o fim da d\u00e9cada de 50 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 60. Esses computadores de      segunda gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 eram capazes de fazer um milh\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es por segundo.      Por sua vez, foram suplantados pelos computadores de terceira gera\u00e7\u00e3o, com      circuitos integrados (foto 3), de meados dos anos 60 at\u00e9 a d\u00e9cada de 70. A      d\u00e9cada de 80 foi caracterizada pelo desenvolvimento do microprocessador e      pela evolu\u00e7\u00e3o dos minicomputadores, microcomputadores e computadores pessoais,      cada vez menores e mais poderosos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/teleco10.jpg\" alt=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" width=\"347\" height=\"213\" title=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" \/><br \/>\n<strong>Circuito integrado<\/strong><\/p>\n<p>Um circuito integrado consiste de muitos elementos, como transistores e resistores      fabricados em uma mesma pe\u00e7a de sil\u00edcio ou outro material semicondutor . O      pequeno microprocessador mostrado acima \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de um computador pessoal      (PC). Ele cont\u00e9m muitos milh\u00f5es de transistores, e pode executar at\u00e9 100 Milh\u00f5es      de Instru\u00e7\u00f5es por Segundo. As filas de pinos (pernas) s\u00e3o usadas para conectar      o microprocessador \u00e0 placa de circuitos.<\/p>\n<p><strong>III &#8211; Etapas<\/strong><\/p>\n<p><strong>III . 1 : Radar<\/strong><\/p>\n<p>Criado em 1935 por Watson-Watt. Designa um dispositivo eletr\u00f4nico que permite      ao homem detectar e localizar objetos \u00e0 dist\u00e2ncia, e sob condi\u00e7\u00f5es de luminosidade      muito prec\u00e1rias para o olho humano.<\/p>\n<p>O radar \u00e9 largamente empregado em atividades tanto civis como militares.      Suas aplica\u00e7\u00f5es mais comuns encontram-se na navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e mar\u00edtima, para      facilitar por exemplo o tr\u00e1fico nos aeroportos e tornar mais simples as manobras      dos navios . Os modernos avi\u00f5es s\u00e3o equipados com radares, para que o piloto      possa detectar obst\u00e1culos \u00e0 sua trajet\u00f3ria com uma certa anteced\u00eancia, realizando      assim, as manobras necess\u00e1rias com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Principais fins militares com que o radar \u00e9 empregado:<\/strong><\/p>\n<p>Detec\u00e7\u00e3o de aeronaves inimigas, antes que estas sobrevoem o territ\u00f3rio;<\/p>\n<p>Localiza\u00e7\u00e3o de submarinos;<\/p>\n<p>Incurs\u00f5es noturnas<\/p>\n<p>Uso conjugado com outros dispositivos eletr\u00f4nicos, para permitir que proj\u00e9teis      persigam alvos m\u00f3veis;<\/p>\n<p>O radar tamb\u00e9m \u00e9 aplicado \u00e0 radionavega\u00e7\u00e3o, permitindo aos avi\u00f5es orientarem-se      mesmo em condi\u00e7\u00f5es de pouca ou nenhuma visibilidade. Tamb\u00e9m \u00e9 usado na astronomia,      especialmente no estudo da superf\u00edcie dos planetas por sat\u00e9lites, e na meteorologia,      para a previs\u00e3o do tempos a curto prazo. A miniaturiza\u00e7\u00e3o dos circuitos permitiu      a produ\u00e7\u00e3o de unidades menores de radares, usadas no tr\u00e2nsito, pela pol\u00edcia,      para a detec\u00e7\u00e3o da velocidade dos autom\u00f3veis, baseado no Efeito Doppler.<\/p>\n<p><strong>III . 2 &#8211; Tungst\u00eanio, Sel\u00eanio e Germ\u00e2nio<\/strong><\/p>\n<p>A descoberta de certas propriedes el\u00e9tricas em alguns metais (destacadamente      o tungst\u00eanio, o sel\u00eanio e o germ\u00e2nio), foi de grande import\u00e2ncia no desenvolvimento      da ind\u00fastria eletr\u00f4nica, na cria\u00e7\u00e3o de numerosos componentes e na expans\u00e3o      de seus usos a muitos aparelhos novos, destinados a diversas atividades t\u00e9cnicas      e cient\u00edficas. Por suas qualidades de peso e dureza, e principalmente por      seu elevado ponto de fus\u00e3o (3.370 \u00f8C), o tungst\u00eanio \u00e9 empregado na fabrica\u00e7\u00e3o      de filamentos para l\u00e2mpadas comuns e tubos de televis\u00e3o. O sel\u00eanio, por sua      sensibilidade \u00e0 luz e outras caracter\u00edsticas, \u00e9 utilizado nos fot\u00f4metros de      aparelhos fotogr\u00e1ficos, nas c\u00e9lulas fotoel\u00e9tricas de portas autom\u00e1ticas, nos      equipamentos preventivos de inc\u00eandios, etc. J\u00e1 o germ\u00e2nio, tem largo emprego      em v\u00e1rios dispositivos semicondutores. Dos tr\u00eas metais, o tungst\u00eanio \u00e9 o que      tem maior import\u00e2ncia comercial.<\/p>\n<p><strong>III . 3 : Aplica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Os aparelhos eletr\u00f4nicos t\u00eam numerosas aplica\u00e7\u00f5es em nosso dia-a-dia. Eles      integram os sistemas de Telecomunica\u00e7\u00f5es, Radiodifus\u00e3o, Televis\u00e3o, Radio-astronomia,      Telecomando e Telemedidas, Eletromedicina, aparelhagem auxiliar de navega\u00e7\u00e3o      mar\u00edtima e a\u00e9rea e sistemas de aplica\u00e7\u00f5es industriais, entre outros.<\/p>\n<p>Os aparelhos eletr\u00f4nicos s\u00e3o capazes de medir, controlar, comandar e regular      diversas opera\u00e7\u00f5es. Destacamos o microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico, os contadores e detetores      de part\u00edculas, os aceleradores, radiotelesc\u00f3pios, o eletroencefal\u00f3grafo, o      eletrodi\u00f3grafo, os computadores, etc.<\/p>\n<p>Existem aparelhos eletr\u00f4nicos para melhorar a audi\u00e7\u00e3o e regular o batimento      card\u00edaco (marcapassos). O r\u00e1dio e o radar aumentaram a seguran\u00e7a dos transportes.      Computadores eletr\u00f4nicos, que realizam c\u00e1lculos e opera\u00e7\u00f5es das mais complexas      e variadas com uma rapidez espantosa, s\u00e3o usados tanto por bancos, ind\u00fastrias,      reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, universidades ou em mesmo casa, no mundo inteiro. O      estudo de harm\u00f4nicos possibilitou o desenvolvimento de sistemas de comunica\u00e7\u00e3o      mais modernos e eficientes.<\/p>\n<p><strong>III . 4 : Ind\u00fastria Eletr\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo depois da inven\u00e7\u00e3o do tr\u00edodo, os tubos eletr\u00f4nicos demoraram a ser      comercializados. Durante a Primeira Guerra Mundial at\u00e9 encontraram aplica\u00e7\u00e3o      na radiocomunica\u00e7\u00e3o, mas a ind\u00fastra eletr\u00f4nica em si s\u00f3 foi surgir em 1922,      com o advento das emiss\u00f5es radiof\u00f4nicas. Entre 1922 e 1960, o total anual      de vendas de equipamentos eletr\u00f4nicos subiu de U$ 60 milh\u00f5es para U$ 10,2      bilh\u00f5es. Com os extraordin\u00e1rios progressos alcan\u00e7ados pelas atividades espaciais      desenvolvidas principalmente na esfera estatal da economia das grandes pot\u00eancias,      assim como pela expans\u00e3o relativamente r\u00e1pida das t\u00e9cnicas de automatiza\u00e7\u00e3o      em todo o mundo, pode-se admititr que o valor dos produtos eletr\u00f4nicos tem      atingido, a partir da d\u00e9cada de 70 somas muito elevadas, desempenhando um      papel imortante na economia mundial.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses mais industrializados da Am\u00e9rica Latina, como o Brasil, o M\u00e9xico      e a Argentina, a ind\u00fastria eletr\u00f4nica est\u00e1 dando os primeiros passos, restringindo-se      \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da chamada &#8220;eletr\u00f4nica de lazer&#8221;, que abrange televisores,      r\u00e1dio-receptores e aparelhos de som em geral. Em alguns casos por\u00e9m, j\u00e1 vemos      outros aparelhos e dispositivos de aplica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>III . 5 : Circuitos El\u00e9tricos<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o associa\u00e7\u00f5es de componentes el\u00e9tricos com a finalidade de transmitir controladamente      a pot\u00eancia el\u00e9trica que lhes \u00e9 aplicada. Os constituintes elementares do circuitos      el\u00e9tricos s\u00e3o chamados de componentes. S\u00e3o eles:<\/p>\n<p>Resistores: s\u00e3o componentes que fornecem uma resist\u00eancia pr\u00e9-determinada.      Eles s\u00e3o constitu\u00eddos por um pequeno cilindro de cer\u00e2mica em torno do qual      \u00e9 colocada uma fina camada de carv\u00e3o, grafite ou uma mistura de carv\u00e3o e boro.      Nas extremidades do cilindro s\u00e3o colocados terminais de fio de cobre estanhado      e ent\u00e3o o resitor \u00e9 coberto de uma camada protetora de esmalte epecial.<\/p>\n<p>Capacitores: s\u00e3o dispositivos capazes de armazenar energia el\u00e9trica sob forma      est\u00e1tica. S\u00e3o constitu\u00eddos por dois eletrodos condutores isolados por um diel\u00e9trico.<\/p>\n<p>Transformadores: constam de dois ou mais indutores acoplados por um mesmo      circuito magn\u00e9tico.<\/p>\n<p>Geradores El\u00e9tricos: s\u00e3o dispositivos capazes de fornecer pot\u00eancia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Linhas de Transmiss\u00e3o: s\u00e3o dispositivos destinados ao transporte de pot\u00eancia      el\u00e9trica sob a forma de ondas eletromagn\u00e9ticas.<\/p>\n<p>V\u00e1lvulas Eletr\u00f4nicas: s\u00e3o dispositivos que consistem de dois ou mais eletrodos,      mantidos em ambiente fechado, total ou parcialmente vacuofeito, entre os quais      circulam correntes eletricamente control\u00e1veis pela excita\u00e7\u00e3o externa de um      ou mais destes eletrodos. Foram quase que totalmente substitu\u00eddas pelos transistores.      Uma aplica\u00e7\u00e3o onde as v\u00e1lvulas predominam \u00e9 em amplificadores para guitarras.      E, ao contr\u00e1rio do que muita gente pensa, os guitarristas n\u00e3o preferem os      amplificadores valvulados por terem estes uma resposta de frequ\u00eancia mais      extensa. Justamente o contr\u00e1rio! Os amplificadores valvulados para guitarras      pouco tem a ver com os amplificadores valvulados para alta-fidelidade (hi-fi).      Uma das raz\u00f5es da prefer\u00eancia dos guitarristas \u00e9 que a distor\u00e7\u00e3o produzida      pelas v\u00e1lvulas \u00e9 mais suave (menos harm\u00f4nicos \u00edmpares). Alguns guitarristas      chegam mesmo a usar apenas a distor\u00e7\u00e3o do amplificador, sem recorrer a distorcedores      do tipo em pedal. Quanto \u00e0s distor\u00e7oes ditas mais &#8220;pesadas&#8221; (ou      seja, com maior ganho), os amplificadores valvulados tamb\u00e9m proporcionam melhores      resultados, pois sua resposta limitada em altas frequ\u00eancias (combinada com      o uso habitual de alto-falantes de 12 polegadas &#8211; sem tweeters) atenua um      pouco as frequ\u00eancias mais altas, &#8220;limpando&#8221; (subjetivamente falando)      o som.<\/p>\n<p>Transistores: s\u00e3o dispositivos simplificados basedos no comportamento el\u00e9trico      de semicondutores. Eles s\u00e3o respons\u00e1veis pela amplifica\u00e7\u00e3o dos sinais nos      circuitos. Substituem as v\u00e1lvulas, hoje em dia, na maioria das aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>III . 6 &#8211; Televis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em 1817, o qu\u00edmico sueco Jakob Barzelius (1779-1848) descobriu um novo elemento,      o sel\u00eanio, que est\u00e1 na origem da hist\u00f3ria da origem da televis\u00e3o. Em 1873,      o ingl\u00eas Willwghby Smith comprovou que o sel\u00eanio tinha a propriedade de tranformar      a energia luminosa em energia el\u00e9trica: ficava assim estabelecida a premissa      te\u00f3rica segundo a qual era poss\u00edvel transmitir imagens por meio da corrente      el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Mas, somente em 1920 \u00e9 que se realizaram verdadeiras transmiss\u00f5es de imagens,      gra\u00e7as \u00e0s experi\u00eancias de dois grandes cientistas: John Logis Baird (1888-1946),      no Reino Unido, e Charles F. Jenkins (1867-1934), nos EUA. Ambos utilizaram      analisadores mec\u00e2nicos, por\u00e9m um n\u00e3o tinha conhecimento do trabalho do outro.<\/p>\n<p>A Segunda Guerra Mundial veio atalhar o progresso da televis\u00e3o. Mas, j\u00e1 em      1939 cinco pa\u00edses haviam adotado o sistema eletr\u00f4nico. O p\u00f3s-guerra assinalou      um veloz desenvolvimento da TV<\/p>\n<p><strong>TV a cores<\/strong><\/p>\n<p>Emprega-se na TV a cores, basicamente o princ\u00edpio da tricomia na arte gr\u00e1fica.      com a decomposi\u00e7\u00e3o da imagem a ser transmitida em tr\u00eas imagens secund\u00e1rias,      nas cores prim\u00e1rias azul, verde e vermelho. O sperfei\u00e7oamento desse sistema      acompanhou o progresso da televis\u00e3o em preto e branco.<\/p>\n<p><strong>IV &#8211; Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Percebemos que no decorrer dos anos, a eletr\u00f4nica assumiu grande import\u00e2ncia      em nossas vidas. Tudo que est\u00e1 ao nosso redor est\u00e1 envolvido de alguma forma      com a eletr\u00f4nica, que facilitou o nosso dia-a-dia. Os componentes eletr\u00f4nicos      foram realmente um marco nas descobertas e que nos proporcionaram um imenso      avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e tornou mais simples nosso modo de viver.<\/p>\n<p>Fonte: www.if.ufrj.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p><strong>Telefonia Fixa &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Telefonia \u00e9 a \u00e1rea do conhecimento que trata da transmiss\u00e3o de voz e outros      sons atrav\u00e9s de uma rede de telecomunica\u00e7\u00f5es. Ela surgiu da necessidade das      pessoas que est\u00e3o a dist\u00e2ncia se comunicarem. (Dic. Aur\u00e9lio: tele = longe,      a dist\u00e2ncia; fonia = som ou timbre da voz).<\/p>\n<p>Os sistemas telef\u00f4nicos rapidamente se difundiram pelo mundo atingindo em      2001 mais de 1 bilh\u00e3o de linhas e \u00edndices de penetra\u00e7\u00e3o apresentados na tabela.      Fonte: UIT (2001).<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" width=\"50%\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"middle\"><strong>&#8211;<\/strong><\/td>\n<td align=\"middle\"><strong>Linhas\/100 hab.<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"middle\"><strong>Estados Unidos<\/strong><\/td>\n<td align=\"middle\">66,45<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"middle\"><strong>Europa<\/strong><\/td>\n<td align=\"middle\">40,62<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"middle\"><strong>Brasil<\/strong><\/td>\n<td align=\"middle\">21,78<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"middle\"><strong>Mundo<\/strong><\/td>\n<td align=\"middle\">17,21<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Com o aparecimento dos sistemas de comunica\u00e7\u00e3o m\u00f3vel com a Telefonia Celular      o termo Telefonia Fixa passou a ser utilizado para caracterizar os sistemas      telef\u00f4nicos tradicionais que n\u00e3o apresentam mobilidade para os terminais.<\/p>\n<p>A figura a seguir apresenta as partes b\u00e1sicas de um sistema telef\u00f4nico.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/teleco11.jpg\" alt=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" width=\"356\" height=\"254\" title=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" \/><\/p>\n<p><strong>Terminal telef\u00f4nico<\/strong><\/p>\n<p>O terminal telef\u00f4nico \u00e9 o aparelho utilizado pelo assinante. No lado do assinante      pode existir desde um \u00fanico terminal a um sistema telef\u00f4nico privado como      um PABX para atender a uma empresa com seus ramais ou um call center. Um terminal      \u00e9 geralmente associado a um assinante do sistema telef\u00f4nico.<\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m os Terminais de Uso P\u00fablico (TUP) conhecidos popularmente      como orelh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Rede de acesso<\/strong><\/p>\n<p>A Rede de Acesso \u00e9 respons\u00e1vel pela conex\u00e3o entre os assinantes e as centrais      telef\u00f4nicas.<\/p>\n<p>As Redes de Acesso s\u00e3o normalmente constru\u00eddas utilizando cabos de fios met\u00e1licos      em que um par \u00e9 dedicado a cada assinante. Este par, juntamente com os recursos      da central dedicados ao assinante \u00e9 conhecido como acesso ou linha telef\u00f4nica.<\/p>\n<p>A Anatel acompanha a capacidade de atendimento das operadoras telef\u00f4nicas      atrav\u00e9s do n\u00famero de acessos instalados, definido simplesmente como o n\u00famero      de acessos, inclusive os destinados ao uso coletivo, que se encontram em servi\u00e7o      ou disp\u00f5em de todas as facilidades necess\u00e1rias para entrar em servi\u00e7o.<\/p>\n<p>A tecnologia \u0093wireless\u0094 tem sido empregada como forma alternativa      de acesso. Uma rede para \u0093Wireless Local Loop (WLL)\u0094 \u00e9 implantada      de forma semelhante aos sistemas celulares, com Esta\u00e7\u00f5es R\u00e1dio Base (ERBs)      que, uma vez ativadas, podem oferecer servi\u00e7o em um raio de v\u00e1rios quil\u00f4metros.<\/p>\n<p><strong>Central Telef\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p>As linhas telef\u00f4nicas dos v\u00e1rios assinantes chegam \u00e0s centrais telef\u00f4nicas      e s\u00e3o conectadas entre si quando um assinante (A) deseja falar com outro assinante      (B). Convencionou-se chamar de A o assinante que origina a chamada e de B      aquele que recebe a chamada. Comuta\u00e7\u00e3o \u00e9 o termo usado para indicar a conex\u00e3o      entre assinantes. Da\u00ed o termo Central de Comuta\u00e7\u00e3o (\u0093switch\u0094).<\/p>\n<p>A central telef\u00f4nica tem a fun\u00e7\u00e3o de automatizar o que faziam as antigas      telefonistas que comutavam manualmente os caminhos para a forma\u00e7\u00e3o dos circuitos      telef\u00f4nicos.<\/p>\n<p>A central de comuta\u00e7\u00e3o estabelece circuitos tempor\u00e1rios entre assinantes      permitindo o compartilhamento de meios e promovendo uma otimiza\u00e7\u00e3o dos recursos      dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>A central a que est\u00e3o conectados os assinantes de uma rede telef\u00f4nica em      uma regi\u00e3o \u00e9 chamada de Central Local.<\/p>\n<p>Para permitir que assinantes ligados a uma Central Local falem com os assinantes      ligados a outra Central Local s\u00e3o estabelecidas conex\u00f5es entre as duas centrais,      conhecidas como circuitos troncos. No Brasil um circuito tronco utiliza geralmente      o padr\u00e3o internacional da UIT para canaliza\u00e7\u00e3o digital sendo igual a 2 Mbps      ou 1 E1.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/teleco12.jpg\" alt=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" width=\"381\" height=\"355\" title=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" \/><\/p>\n<p>Em uma cidade podemos ter uma ou v\u00e1rias Centrais Locais. Em uma regi\u00e3o metropolitana      pode ser necess\u00e1rio o uso de uma Central Tandem que est\u00e1 conectada apenas      a outras centrais, para otimizar o encaminhamento do tr\u00e1fego. As centrais      denominadas Mistas possuem a fun\u00e7\u00e3o local e a fun\u00e7\u00e3o tandem simultaneamente.<\/p>\n<p>Estas centrais telef\u00f4nicas locais est\u00e3o tamb\u00e9m interligadas a Centrais Locais      de outras cidades, estados ou pa\u00edses atrav\u00e9s de centrais de comuta\u00e7\u00e3o intermediarias      denominadas de Centrais Tr\u00e2nsito. As Centrais Tr\u00e2nsito s\u00e3o organizadas hierarquicamente      conforme sua \u00e1rea de abrang\u00eancia sendo as Centrais Tr\u00e2nsito Internacionais      as de mais alta hierarquia. \u00c9 poss\u00edvel desta forma conectar um assinante com      outro em qualquer parte do mundo.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.detel.rj.gov.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h3>17 de Maio<\/h3>\n<p>Em 17 de maio de 1865, representantes de 20 pa\u00edses europeus se encontraram      em Paris e assinaram a Primeira Conven\u00e7\u00e3o Internacional do Tel\u00e9grafo para      controlar a primeira rede internacional de tel\u00e9grafos. Como consequ\u00eancia,      foi estabelecida a mais antiga organiza\u00e7\u00e3o intergovernamental do mundo \u0096      a Uni\u00e3o Internacional do Tel\u00e9grafo.<\/p>\n<p>Desde 1969, o Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 celebrado anualmente em      17 de maio para comemorar este importante evento hist\u00f3rico. De seu nascimento      humilde, quase 11 anos antes da inven\u00e7\u00e3o do telefone, a Uni\u00e3o Internacional      do Tel\u00e9grafo gradualmente se tornou a atual Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00e3o      (ITU), uma ag\u00eancia especializada das Na\u00e7\u00f5es Unidas com membros que incluem      quase todos os pa\u00edses do mundo e mais de 500 membros privados, dos setores      de tecnologia da telecomunica\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seus incans\u00e1veis trabalhos e realiza\u00e7\u00f5es hoje afetam positivamente a vida      de todos os que fazem chamadas de telefone, escutam o r\u00e1dio, assistem televis\u00e3o,      surfam na Web ou exploram de outra maneira os frutos da recente revolu\u00e7\u00e3o      das telecomunica\u00e7\u00f5es. \u00c9 dif\u00edcil imaginar como seria o mundo das telecomunica\u00e7\u00f5es      hoje em dia sem os esfor\u00e7os da ITU para harmonizar em termos globais as pol\u00edticas      nacionais, construindo pontes sobre as diferen\u00e7as tecnol\u00f3gicas e promovendo      a interconectividade e interoperabilidade dos sistemas. O Dia Mundial das      Telecomunica\u00e7\u00f5es pode, assim, ser corretamente considerado como uma celebra\u00e7\u00e3o      das realiza\u00e7\u00f5es da ITU.<\/p>\n<p>Entretanto, o Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m um dia para se refletir      sobre o crescente espa\u00e7o criado entre aqueles que det\u00e9m as tecnologias e seus      frutos e aqueles no mundo que n\u00e3o foram nem mesmo remotamente tocados por      esta revolu\u00e7\u00e3o. Apesar do r\u00e1pido desenvolvimento tecnol\u00f3gico, que em cada      momento permite enormes e inimagin\u00e1veis movimentos da informa\u00e7\u00e3o de um lado      ao outro do globo, mais de 70% das pessoas no mundo nunca ouviram o som de      um telefone, sem nem mencionar o uso da internet.<\/p>\n<p>Esta divis\u00e3o digital pode ser ilustrada, por exemplo, pelo fato que h\u00e1 mais      linhas de telefone em Manhattan, que \u00e9 s\u00f3 uma parte da cidade de Nova Iorque,      ou em T\u00f3quio, do que em toda a \u00c1frica. E mesmo se sistemas e computadores      para telecomunica\u00e7\u00f5es estivessem dispon\u00edveis em todos os lugares, a maioria      dos pobres do mundo seriam ainda exclu\u00eddos da revolu\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, por      causa do analfabetismo e de uma falta de habilidades b\u00e1sicas para usar o computador.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quatro quintos da Web est\u00e3o em ingl\u00eas, uma l\u00edngua compreendida      por somente uma em cada dez pessoas no planeta. A divis\u00e3o digital separa ricos      e pobres, tanto nacional como internacionalmente, mas tamb\u00e9m homens e mulheres,      novos e velhos. Claramente, o desafio \u00e0 frente para ajudar a todos os povos      do mundo a se comunicar \u00e9 enorme.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1989, a Confer\u00eancia Plenipotenci\u00e1ria da ITU, realizada em Nice, reconheceu      que a import\u00e2ncia de dar aux\u00edlio t\u00e9cnico aos pa\u00edses \u00e9 t\u00e3o fundamental como      suas atividades tradicionais de ger\u00eancia e de normaliza\u00e7\u00e3o, e isto foi refletido      mais tarde em sua nova estrutura.<\/p>\n<p><strong>Jan Kavan (da Rep\u00fablica Tcheca), presidente da Assembl\u00e9ia Geral da      ONU, em 17 de maio de 2003<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.consciencia.net<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p>O dia 17 de maio foi eleito como Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es porque,      nesse dia, em Paris, em 1865, foi fundada a Uni\u00e3o Telegr\u00e1fica Internacional,      que na d\u00e9cada de 1930 transformou-se na Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es      (UIT). A partir da\u00ed, o simbolismo das barreiras de tempo e espa\u00e7o foi superado.<\/p>\n<p>O principal instrumento dessa transforma\u00e7\u00e3o, que marcou o final do s\u00e9culo      XX e o alvorecer do s\u00e9culo XXI, foram as telecomunica\u00e7\u00f5es, que constituem      uma infra-estrutura essencial ao desenvolvimento econ\u00f4mico, social e das atividades      culturais, pol\u00edticas e religiosas.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 datas importantes que remetem aos prim\u00f3rdios das telecomunica\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1791\u00a0<\/strong>&#8211; Claude Chappe faz em Paris, as primeiras      demonstra\u00e7\u00f5es do funcionamento do tel\u00e9grafo \u00f3ptico.<\/p>\n<p><strong>1794\u00a0<\/strong>&#8211; A constru\u00e7\u00e3o da linha telegr\u00e1fica Paris-Lille      \u00e9 conclu\u00edda com o emprego do tel\u00e9grafo \u00f3ptico de Chappe.<\/p>\n<p><strong>1800\u00a0<\/strong>&#8211; Alessandro Volta, f\u00edsico italiano, inventa      a pilha el\u00e9trica.<\/p>\n<p><strong>1832\u00a0<\/strong>&#8211; Samuel Morse inventa o tel\u00e9grafo el\u00e9trico      (patenteado em 1840). O tel\u00e9grafo \u00f3ptico j\u00e1 tinha atingido cinco mil km de      linhas na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>1850\u00a0<\/strong>&#8211; Fran\u00e7a e Inglaterra ligam seus portos      (Calais e Dover), no canal da Mancha, por cabo submarino para transmiss\u00f5es      telegr\u00e1ficas.<\/p>\n<p><strong>1854\u00a0<\/strong>&#8211; David Hughes, f\u00edsico ingl\u00eas, inventa      um tel\u00e9grafo impressor, o teletipo.<\/p>\n<p><strong>1865\u00a0<\/strong>&#8211; A Uni\u00e3o Telegr\u00e1fica Internacional \u00e9 fundada      em Paris, em 17 de maio. Em 1930, transforma-se na Uni\u00e3o Internacional de      Telecomunica\u00e7\u00f5es (UIT), com sede em Genebra.<\/p>\n<p><strong>1876\u00a0<\/strong>&#8211; Alexander Graham Bell obt\u00e9m a patente      da inven\u00e7\u00e3o do telefone, concedida no dia 10 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>1878 &#8211;<\/strong>\u00a0O primeiro telefone p\u00fablico do mundo      \u00e9 instalado nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>1879\u00a0<\/strong>&#8211; D. Pedro II autoriza, mediante decreto,      o funcionamento da Empresa de Telefonia no Brasil. Come\u00e7am a funcionar os      primeiros telefones no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><strong>1895<\/strong>\u00a0&#8211; Guilherme Marconi produz o primeiro aparelho      de r\u00e1dio.<\/p>\n<p><strong>1896<\/strong>\u00a0&#8211; Marconi obt\u00e9m, em Londres, a primeira      patente mundial para o tel\u00e9grafo sem fios.<\/p>\n<p><strong>1920<\/strong>\u00a0&#8211; Nasce a radiodifus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1922\u00a0<\/strong>&#8211; \u00c9 efetuada a primeira transmiss\u00e3o radiof\u00f4nica      no Brasil.<\/p>\n<p><strong>1926\u00a0<\/strong>&#8211; As primeiras demonstra\u00e7\u00f5es de televis\u00e3o      s\u00e3o realizadas por Baird, na Inglaterra, e pelos Laborat\u00f3rios Bell, nos Estados      Unidos.<\/p>\n<p><strong>1928<\/strong>\u00a0&#8211; Baird faz as primeiras transmiss\u00f5es de      televis\u00e3o em cores.<\/p>\n<p><strong>1930 &#8211;<\/strong>\u00a0A primeira v\u00eddeo confer\u00eancia p\u00fablica      \u00e9 efetuada em Nova York.<\/p>\n<p><strong>1936\u00a0<\/strong>&#8211; A esta\u00e7\u00e3o Britsh Broadcasting Corporation      (BBC) inicia suas transmiss\u00f5es regulares de TV, em Londres.<\/p>\n<p><strong>1939 &#8211;<\/strong>\u00a0O americano Guilherme Gonz\u00e1lez Camarena      demonstra, na Cidade do M\u00e9xico, o funcionamento da primeira TV em cores, embora      Baird seja considerado pioneiro.<\/p>\n<p><strong>1946\u00a0<\/strong>&#8211; O Electronic Numerical Integrator and      Calculator (Eniac), primeiro computador eletr\u00f4nico do mundo, come\u00e7a a funcionar      na Universidade da Pensilv\u00e2nia, utilizando 18 mil v\u00e1lvulas a v\u00e1cuo.<\/p>\n<p><strong>1947\u00a0<\/strong>&#8211; Tr\u00eas cientistas dos Laborat\u00f3rios Bell      inventam o transistor.<\/p>\n<p><strong>1950\u00a0<\/strong>&#8211; A TV Tupi, Canal 3, primeira esta\u00e7\u00e3o      de televis\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, entra em funcionamento em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>1951 &#8211;<\/strong>\u00a0Os norte-americanos fazem a primeira      transmiss\u00e3o de um programa de TV em cores do mundo.<\/p>\n<p><strong>1952<\/strong>\u00a0&#8211; O cinerama \u00e9 apresentado pela primeira      vez publicamente.<\/p>\n<p><strong>1957\u00a0<\/strong>&#8211; O primeiro sat\u00e9lite artificial, o Sputnik-I,      \u00e9 lan\u00e7ado pela ex-uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS).<\/p>\n<p><strong>1962\u00a0<\/strong>&#8211; O primeiro sat\u00e9lite mundial de telecomunica\u00e7\u00f5es,      o Telstar, \u00e9 constru\u00eddo pelos Laborat\u00f3rios Bell.<\/p>\n<p><strong>1962 &#8211;<\/strong>\u00a0No Brasil, a lei no 4.117, de 27\/8\/1962,      cria o C\u00f3digo Brasileiro de Telecomunica\u00e7\u00f5es e o Conselho Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es      (Contel).<\/p>\n<p><strong>1965 &#8211;<\/strong>\u00a0A Empresa Brasileira de Telecomunica\u00e7\u00f5es      (Embratel) \u00e9 criada com a finalidade de explorar industrialmente os servi\u00e7os      de telecomunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1967<\/strong>\u00a0&#8211; O decreto-lei no 200, de 25\/2\/1967, cria      o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>1969 &#8211;<\/strong>\u00a0A nave Apollo-XI \u00e9 lan\u00e7ada ao espa\u00e7o      e o ser humano pisa pela primeira vez na Lua, em 20 de julho, com transmiss\u00e3o      ao vivo pela TV.<\/p>\n<p><strong>1978 &#8211;<\/strong>\u00a0A telefonia m\u00f3vel celular \u00e9 ativada no      Jap\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1990<\/strong>\u00a0&#8211; O Rio de Janeiro \u00e9 a primeira cidade      brasileira a usar a telefonia m\u00f3vel celular.<\/p>\n<p><strong>1991 &#8211;<\/strong>\u00a0O servi\u00e7o de videoconfer\u00eancia \u00e9 implantado      no Brasil.<\/p>\n<p><strong>1992\u00a0<\/strong>&#8211; O primeiro telefone p\u00fablico com cart\u00e3o      \u00e9 implantado no Rio de Janeiro, na Feira Eco-92.<\/p>\n<p><strong>1995<\/strong>\u00a0&#8211; A Rede Mundial de Computadores, a internet,      \u00e9 implantada no Brasil.<\/p>\n<p><strong>1997\u00a0<\/strong>&#8211; O primeiro servi\u00e7o celular digital da      Banda B come\u00e7a a operar em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>2000\u00a0<\/strong>&#8211; O servi\u00e7o Assymetric Digital Subscriber      Line (ADSL) internet de alta velocidade \u00e9 implantado no Brasil.<\/p>\n<p>Esse avan\u00e7o fant\u00e1stico da tecnologia fez do presente uma era em que as rela\u00e7\u00f5es      internacionais se transformaram em uma necessidade social e econ\u00f4mica. \u00c9 comum      que um grande n\u00famero de pessoas dos pa\u00edses desenvolvidos viaje para todos      os cantos do planeta, tornando imprescind\u00edvel o estudo de idiomas, aproximando      povos e culturas. Caem as barreiras comerciais e a economia desenvolve-se      num mercado mundial. Os sat\u00e9lites artificiais e a fibra \u00f3ptica permitem que      todo tipo de informa\u00e7\u00e3o &#8211; imagem, som, ou texto &#8211; circule quase instantaneamente      entre os pa\u00edses. Essa rede de telecomunica\u00e7\u00f5es, constitu\u00edda pelas infovias,      vem produzindo, cada vez mais, mudan\u00e7as significativas no modo de vida das      sociedades.<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.paulinas.org.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p>Este dia foi criado com o objetivo de divulgar, entre os jovens e adultos,      a import\u00e2ncia do papel que as telecomunica\u00e7\u00f5es desempenham na vida das pessoas.      As comemora\u00e7\u00f5es contribuem para despertar o interesse e promover as tecnologias      de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Este dia serve tamb\u00e9m para que as pessoas reflitam a respeito do crescente      espa\u00e7o que vem sendo criado entre aqueles que det\u00eam essas tecnologias e seus      frutos e aqueles que n\u00e3o foram, nem ao menos, tocados por esta revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar do r\u00e1pido desenvolvimento tecnol\u00f3gico, que a cada dia permite enormes      e inimagin\u00e1veis movimentos da informa\u00e7\u00e3o de um lado a outro do globo, mais      de 70% das pessoas no mundo nunca ouviram o som do toque de um telefone. Isso      sem falar no uso da Internet. \u00c9 preciso pensar uma maneira de apresentar e      ensinar a essas pessoas o uso das diversas novidades no campo das telecomunica\u00e7\u00f5es,      para que elas n\u00e3o fiquem, em curto espa\u00e7o de tempo, completamente marginalizadas.<\/p>\n<p>Algumas institui\u00e7\u00f5es, preocupadas com o avan\u00e7o das tecnologias e com as dificuldades      que muitas pessoas t\u00eam em lidar com elas, criaram cursos espec\u00edficos para      cada faixa et\u00e1ria. Foi assim que surgiram alguns cursos para a 3\u00aa idade, que      t\u00eam como objetivo capacitar essas pessoas a utilizar e usufruir dos benef\u00edcios      que ela traz.<\/p>\n<p>Imagine uma pessoa idosa, que precisa sair de casa e enfrentar as filas de      bancos para transferir dinheiro ou pegar um extrato banc\u00e1rio, por exemplo.      Mesmo com o atendimento preferencial, seria bem melhor se elas soubessem acessar      computadores e movimentar suas contas via Internet. Mais c\u00f4modo, mais seguro.<\/p>\n<p>Vamos, neste dia, divulgar e promover o uso das novidades na \u00e1rea das telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Sandra Cristina Pedri<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.ftd.com.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h3>17 de Maio<\/h3>\n<h2>MENSAGEM DO SECRET\u00c1RIO-GERAL DA ONU KOFI ANNAN,<\/h2>\n<p>Todos os anos, a celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es, que assinala      a cria\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es (UIT), a 17 de Maio      de 1865, \u00e9 uma ocasi\u00e3o para salientar as atividades da UIT e os grandes reptos      das comunica\u00e7\u00f5es a n\u00edvel mundial. Desde os dias do tel\u00e9grafo, passando pelas      comunica\u00e7\u00f5es na era espacial, at\u00e9 \u00e0 nova era do ciberespa\u00e7o em que hoje estamos,      a UIT sempre ajudou a ligar a humanidade no mundo inteiro.<\/p>\n<p>Em reconhecimento desta evolu\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es, na C\u00fapula Mundial      sobre a Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o, que decorreu em duas fases (em Genebra, em      2003, e em T\u00fanis, em 2005), foi proposto que se comemorasse, a 17 de Maio,      o Dia Mundial da Sociedade de Informa\u00e7\u00e3o. O objetivo da C\u00fapula foi criar uma      sociedade da informa\u00e7\u00e3o aberta a todos, inclusiva, centrada nas pessoas e      baseada no conhecimento, que fosse capaz de acelerar o desenvolvimento. O      dia de hoje destaca a rela\u00e7\u00e3o entre as enormes potencialidades das tecnologias      de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC) e o nosso objetivo de acelerar o ritmo do      desenvolvimento.<\/p>\n<p>Na C\u00fapula, reconheceu-se a import\u00e2ncia de criar um clima de confian\u00e7a no      dom\u00ednio das TIC. Da\u00ed o tema do Dia, em 2006: &#8220;a promo\u00e7\u00e3o da ciberseguran\u00e7a      em escala mundial&#8221;. Num mundo cada vez mais interligado e interdependente,      gra\u00e7as \u00e0s redes inform\u00e1ticas, \u00e9 extremamente importante proteger os nossos      sistemas e infra-estruturas fundamentais dos ataques dos cibercriminosos e,      paralelamente, demonstrar que as transa\u00e7\u00f5es efetuadas on-line s\u00e3o seguras,      a fim de promover as trocas, o com\u00e9rcio, a atividade banc\u00e1ria, a telemedicina,      o governo eletr\u00f4nico e in\u00fameras outras aplica\u00e7\u00f5es da inform\u00e1tica. Tudo isto      depende das pr\u00e1ticas em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a adotadas por cada pa\u00eds, cada      empresa e cada pessoa, pelo que \u00e9 preciso criar uma cultura mundial de ciberseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Exorto, pois, vivamente, todos os Estados-membros e todos os interessados,      a participarem neste esfor\u00e7o de sensibiliza\u00e7\u00e3o e a criarem uma rede internacional      de iniciativas e de contramedidas inform\u00e1ticas pr\u00f3prias, com vistas a refor\u00e7ar      a seguran\u00e7a e a criar um clima de confian\u00e7a. O crescimento e o desenvolvimento      econ\u00f4micos dependem disso, sobretudo nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Neste primeiro Dia Mundial da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o, assumamos o compromisso      de ajudar os que est\u00e3o exclu\u00eddos do ciberespa\u00e7o a integrarem-se nele e de      construir uma sociedade da informa\u00e7\u00e3o livre e segura, que estimule o desenvolvimento      em todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>17 de Maio de 2006<br \/>\n     Fonte: Centro Regional de Informa\u00e7\u00e3o da ONU em Bruxelas &#8211; RUNIC<\/strong><\/p>\n<p>Vivemos numa \u00e9poca em que a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas \u00e9 essencial para      a realiza\u00e7\u00e3o dos objetivos comuns de desenvolvimento e a coexist\u00eancia pac\u00edfica.      Os \u00faltimos avan\u00e7os no dom\u00ednio das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o      refor\u00e7aram de maneira exponencial a nossa capacidade de nos ligarmos uns aos      outros. Devemos explorar as potencialidades dessas tecnologias para conseguir      que todos os habitantes do planeta se beneficiem das vantagens da educa\u00e7\u00e3o,      dos cuidados de sa\u00fade, do com\u00e9rcio e da prote\u00e7\u00e3o do ambiente.<\/p>\n<p>O tema que foi escolhido este ano para o Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es      \u0093Criar uma sociedade da informa\u00e7\u00e3o equitativa: chegou o momento de agir\u0094,      convida-nos a concretizar o projeto adotado na primeira fase da C\u00fapula Mundial      sobre a Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o, que transcorreu em 2003. Convido todos os      Estados-membros e todas as partes envolvidas a reafirmarem o seu compromisso      de contribuir para este processo e de participar ao mais alto n\u00edvel na segunda      fase da C\u00fapula, que ter\u00e1 lugar em T\u00fanis, no pr\u00f3ximo m\u00eas de Novembro.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade da informa\u00e7\u00e3o equitativa e acess\u00edvel depende      do estabelecimento de parcerias s\u00f3lidas entre os governos, a sociedade civil      e as empresas, com o apoio de organiza\u00e7\u00f5es internacionais tais como a Organiza\u00e7\u00e3o      das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Por ocasi\u00e3o do Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es, em que      se assinala o 140\u00ba anivers\u00e1rio da Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es,      devemos assumir o compromisso de reduzir as disparidades tecnol\u00f3gicas e de      promover a interconectividade entre todos. Juntos, podemos construir uma sociedade      da informa\u00e7\u00e3o verdadeiramente global, em benef\u00edcio de todos os habitantes      da terra.<\/p>\n<p><strong>17 de Maio de 2005<br \/>\n     Fonte: Centro Regional de Informa\u00e7\u00e3o da ONU em Bruxelas &#8211; RUNIC<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, muitas pessoas seriam incapazes de imaginar a sua vida sem a utiliza\u00e7\u00e3o      de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TCI) cada vez mais sofisticadas,      desde a televis\u00e3o e a r\u00e1dio at\u00e9 \u00e0 Internet, passando pelo telefone m\u00f3vel.      No entanto, para milh\u00f5es de habitantes dos pa\u00edses mais pobres do mundo, continua      a existir um &#8220;fosso digital&#8221; que os exclui dos benef\u00edcios das TIC.<\/p>\n<p>Este ano, o tema da celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es &#8211; TIC:      Abrir o caminho para o desenvolvimento sustent\u00e1vel &#8211; recorda-nos que as TIC      s\u00e3o instrumentos cruciais para alcan\u00e7ar o progresso econ\u00f4mico. As tecnologias      a pre\u00e7os comport\u00e1veis, nas m\u00e3os das comunidades locais, podem ser motores      de mudan\u00e7a eficazes, tanto no plano social como no material. O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o      e aos conhecimentos tecnol\u00f3gicos \u00e9 essencial, se se pretender que o mundo      ven\u00e7a a fome, proteja o ambiente e alcance os outros Objetivos de Desenvolvimento      do Mil\u00eanio acordados pelos Chefes de Estado e de Governo na C\u00fapula do Mil\u00eanio      da ONU, em 2000. Mas, para aproveitar essas potencialidades, temos de forjar      parcerias mundiais em prol do desenvolvimento entre os governos, o setor privado,      a sociedade civil e o sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Em Dezembro passado, na primeira fase da C\u00fapula Mundial sobre a Sociedade      da Informa\u00e7\u00e3o, que decorreu em Genebra, os dirigentes definiram uma vis\u00e3o      comum de como o mundo pode eliminar o fosso digital no que se refere a conte\u00fados      e infra-estrutura f\u00edsica. Tratou-se da primeira reuni\u00e3o mundial desse g\u00eanero      e animou-me ver as iniciativas inovadoras que foram apresentadas e ouvir express\u00f5es      de forte empenho em que se superem as desvantagens com que tantos habitantes      do planeta se v\u00eaem confrontados. Exorto os Estados Membros e todas as outras      partes interessadas a manterem esse empenho, numa altura em que nos preparamos      para a fase da C\u00fapula que se realizar\u00e1 em T\u00fanis, no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>No Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es, tomemos a decis\u00e3o de fazer tudo o que      estiver ao nosso alcance para abrir o caminho para uma era das telecomunica\u00e7\u00f5es      que se caracterize por ser verdadeiramente aberta, inclusiva e pr\u00f3spera.<\/p>\n<p><strong>17 de Maio de 2004<br \/>\n     Fonte: R\u00e1dio das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/strong><\/p>\n<p>Este ano, o tema da celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es &#8212; \u0093Ajudar      Todas as Pessoas do Mundo a se Comunicarem&#8221; &#8212; recorda-nos, uma vez mais,      o papel crucial da comunica\u00e7\u00e3o em todos os aspectos da atividade humana. Tamb\u00e9m      nos recorda que milh\u00f5es de pessoas, nos pa\u00edses mais pobres, continuam a ser      exclu\u00eddas deste &#8220;direito de comunicar&#8221;, que \u00e9 cada vez mais considerado      um direito humano fundamental.<\/p>\n<p>&#8220;Ajudar todas as pessoas do mundo a se comunicarem&#8221; faz parte integrante      dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio, aprovados pelos Chefes de Estado      e de Governo na Cimeira do Mil\u00eanio das Na\u00e7\u00f5es Unidas, que se realizou em 2000.      Mais concretamente, o oitavo objetivo visa &#8220;criar uma parceria mundial      para o desenvolvimento&#8221; e &#8220;em coopera\u00e7\u00e3o com o setor privado, tornar      acess\u00edveis os benef\u00edcios das novas tecnologias, em particular os das tecnologias      da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o&#8221;. As tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o      devem servir para reduzir o fosso digital e acelerar o progresso nos lugares      mais pobres do planeta.<\/p>\n<p>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o livres e bem informados s\u00e3o a pedra angular da sociedade      da informa\u00e7\u00e3o e desempenham um papel essencial no que se refere a ajudar todas      as pessoas do mundo a se comunicarem. Ao mesmo tempo, \u00e9 preciso enfrentar      as desigualdades entre os pa\u00edses desenvolvidos e os pa\u00edses em desenvolvimento,      no que diz respeito ao conte\u00fado da informa\u00e7\u00e3o, e incentivar os meios de comunica\u00e7\u00e3o      social e os habitantes dos pa\u00edses em desenvolvimento a privilegiarem um conte\u00fado      local, que reflita a cultura local, e seja oferecido na l\u00edngua local. A liberdade      de imprensa e o pluralismo do conte\u00fado podem e devem andar a par da nossa      sociedade da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>T\u00eam sido utilizadas express\u00f5es como &#8220;sociedade da informa\u00e7\u00e3o&#8221;,      &#8220;fosso digital&#8221; ou &#8220;era da informa\u00e7\u00e3o&#8221; para se descrever      a \u00e9poca atual. Seja qual for a express\u00e3o que utilizarmos, a sociedade que      estamos a construir deve ser uma sociedade aberta e pluralista, uma sociedade      em que todos, onde quer que se encontrem, tenham acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e ao      saber. Eis o principal objetivo da Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o,      cuja primeira fase se realizar\u00e1 em Dezembro, em Genebra.<\/p>\n<p>A Cimeira proporcionar\u00e1 \u00e0 comunidade internacional uma ocasi\u00e3o \u00fanica de trabalhar,      em conjunto com os governos, as empresas privadas e a sociedade civil, para      reduzir o &#8220;fosso digital&#8221; e lan\u00e7ar as bases de uma sociedade da      informa\u00e7\u00e3o verdadeiramente inclusiva. N\u00e3o podemos perder essa oportunidade.<\/p>\n<p>Gentileza do Centro de Informa\u00e7\u00e3o da ONU em Portugal<\/p>\n<p><strong>17 de Maio de 2003<br \/>\n     Fonte: Centro de Informa\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas em<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.nossosaopaulo.com.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<h2>A ind\u00fastria de Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>As telecomunica\u00e7\u00f5es v\u00eam ocupando cada vez mais uma posi\u00e7\u00e3o de destaque, em      n\u00edvel mundial, em face do intenso desenvolvimento tecnol\u00f3gico atribu\u00eddo ao      setor e da globaliza\u00e7\u00e3o de atividades produtivas e financeiras.<\/p>\n<p>Nas cinco \u00faltimas d\u00e9cadas, o setor de telecomunica\u00e7\u00f5es passou por transforma\u00e7\u00f5es      estruturais significativas no Brasil e no mundo, como, por exemplo, a mudan\u00e7a      no acervo tecnol\u00f3gico e a altera\u00e7\u00e3o das for\u00e7as que regulam as rela\u00e7\u00f5es comerciais      na cadeia produtiva.<\/p>\n<p><strong>Breve Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, o setor de telecomunica\u00e7\u00f5es teve sua primeira a\u00e7\u00e3o com a Lei 4.117,      de agosto de 1962, que instituiu o C\u00f3digo Brasileiro de Telecomunica\u00e7\u00f5es e      disciplinou a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, colocando-o sob o controle de uma autoridade      federal. Essa lei definiu tamb\u00e9m a pol\u00edtica de telecomunica\u00e7\u00f5es, a sistem\u00e1tica      tarif\u00e1ria e o plano para integrar as companhias em um Sistema Nacional de      Telecomunica\u00e7\u00f5es. Ainda na d\u00e9cada de 1960, outra refer\u00eancia importante foi      a cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es em 1967, o qual passou a fiscalizar      as diversas concession\u00e1rias do servi\u00e7o telef\u00f4nico.<\/p>\n<p>Nos anos 60, portanto, n\u00e3o s\u00f3 houve uma etapa na evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, como      tamb\u00e9m se destacou a institucionaliza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o do Estado nas redes de telecomunica\u00e7\u00e3o.      Esta participa\u00e7\u00e3o governamental teve sua l\u00f3gica estruturada para organizar,      por via de fiscaliza\u00e7\u00e3o, estatiza\u00e7\u00e3o, centraliza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o, o servi\u00e7o      prestado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todavia, at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1960, o sistema de telecomunica\u00e7\u00f5es brasileiro      mostrava-se incipiente para amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o de seus servi\u00e7os que      eram fornecidos por empresas nacionais e estrangeiras. No in\u00edcio da d\u00e9cada      de 1970, embora os servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o de longa dist\u00e2ncia apresentassem      n\u00edveis aceit\u00e1veis de qualidade, a telefonia urbana mantinha-se bastante deficiente,      em raz\u00e3o tanto dos problemas tecnol\u00f3gicos n\u00e3o-resolvidos quanto da n\u00e3o-integra\u00e7\u00e3o      das empresas. Para se ter uma id\u00e9ia, por volta de 1972, aproximadamente mil      empresas exploravam os servi\u00e7os p\u00fablicos de telecomunica\u00e7\u00f5es, a maioria de      capital privado.<\/p>\n<p>No final dos anos 70 e durante a d\u00e9cada de 1980 cresceram os neg\u00f3cios da      ind\u00fastria de equipamentos e uma boa parte das m\u00e1quinas e equipamentos el\u00e9tricos      e eletr\u00f4nicos importados destinou-se ao setor de telefonia e de telecomunica\u00e7\u00f5es.      Nesse per\u00edodo fortaleceram-se os fabricantes que vieram a dominar o setor      na d\u00e9cada seguinte. No Brasil, o Segundo Plano Nacional de Desenvolvimento      (II PND, 1974) estabelecia metas progressivas de nacionaliza\u00e7\u00e3o dos equipamentos      fabricados pelas multinacionais aqui implantadas.<\/p>\n<p>Como a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 uma das molas mestras do setor, e sendo os      investimentos diretos e os incentivos em pesquisa e desenvolvimento, uma das      ferramentas de pol\u00edtica industrial mais utilizadas nos pa\u00edses desenvolvidos,      a cria\u00e7\u00e3o do CPqD (1976) foi o instrumento usado para reduzir a depend\u00eancia      tecnol\u00f3gica externa ao longo do per\u00edodo. Por\u00e9m, as modifica\u00e7\u00f5es no cen\u00e1rio      pol\u00edtico e a piora da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-social do pa\u00eds na d\u00e9cada de 1980      reverteram o ritmo acelerado de desenvolvimento do setor. Mesmo assim, esses      anos apresentaram conquistas, impulsionadas, sobretudo pelo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico.      Em 1985 e 1986, foram lan\u00e7ados os sat\u00e9lites de comunica\u00e7\u00e3o brasileiros e em      1987 come\u00e7ou a ser estudada a implanta\u00e7\u00e3o da telefonia m\u00f3vel no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Do ponto de vista internacional, tamb\u00e9m ao longo da d\u00e9cada de 1980, iniciaram-se      processos de liberaliza\u00e7\u00e3o em pa\u00edses desenvolvidos, sendo privatizadas as      principais operadoras estatais. No Brasil, na d\u00e9cada seguinte, especificamente      no ano de 1998 temos a privatiza\u00e7\u00e3o do Sistema Telebr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>O cen\u00e1rio atual<\/strong><\/p>\n<p>Recentes pesquisas divulgaram que a ind\u00fastria eletroeletr\u00f4nica viveu no ano      de 2004, um dos seus melhores momentos gra\u00e7as, sobretudo, ao desempenho do      segmento de telecomunica\u00e7\u00f5es e utilidades dom\u00e9sticas, com um aumento das exporta\u00e7\u00f5es.      Segundo essas pesquisas, a \u00e1rea de telecomunica\u00e7\u00f5es, por exemplo, teve um      faturamento 51% maior em rela\u00e7\u00e3o a 2003, salto que equivale a 33% em termos      reais. Depois de telecomunica\u00e7\u00f5es, o segmento com maior salto na receita frente      a 2003 foi o de utilidades dom\u00e9sticas, cujas vendas cresceram 20% em termos      nominais.<\/p>\n<p>Esses resultados n\u00e3o se devem ao acaso ou somente \u00e0s pol\u00edticas do governo.      As din\u00e2micas evolutivas fizeram com que fosse necess\u00e1rio rever a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o      das fronteiras na ind\u00fastria de telecomunica\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, a classifica\u00e7\u00e3o de      cada um de seus segmentos de atua\u00e7\u00e3o. Por exemplo, ao longo das \u00faltimas tr\u00eas      d\u00e9cadas, tr\u00eas grandes inova\u00e7\u00f5es \u0096 fac-s\u00edmile, telefonia m\u00f3vel e a Internet      \u0096 demonstraram como a rede de telecomunica\u00e7\u00f5es pode ser usada para criar      novos produtos para o mercado de massa bem como modificar a forma que as pessoas      vivem e trabalham. A cria\u00e7\u00e3o da telefonia celular em 1973 foi outro importante      passo. Da mesma forma que o computador pessoal alavancou a ind\u00fastria de computadores      no mundo, as novas necessidades da sociedade moderna em termos de comunica\u00e7\u00e3o      tem sido a mola propulsora para a industria de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de novos modelos de neg\u00f3cio na \u00e1rea de converg\u00eancia digital      que suportem a gest\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica na ind\u00fastria de telecomunica\u00e7\u00f5es      tamb\u00e9m \u00e9 uma realidade. Para desenvolvimento de novos projetos, empresas e      universidades firmam parcerias que possibilitam a cria\u00e7\u00e3o de modernos laborat\u00f3rios,      ficando em condi\u00e7\u00f5es de viabilizar novos produtos, desde a sua concep\u00e7\u00e3o e      plano de neg\u00f3cios, passando pelo design, testes de laborat\u00f3rio, prototipagem      e at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o industrial de uma s\u00e9rie piloto. Essa coopera\u00e7\u00e3o possibilita      disponibilizar ao mercado solu\u00e7\u00f5es inovadoras, de alto valor agregado, para      opera\u00e7\u00e3o em redes da nova gera\u00e7\u00e3o, abrangendo principalmente terminais de      converg\u00eancia digital, aplica\u00e7\u00f5es em rede inteligente, entre outras.<\/p>\n<p><strong>Tend\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Observa-se que o setor de telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 extremamente dependente de inova\u00e7\u00e3o      e das v\u00e1rias fontes geradoras de pesquisa e informa\u00e7\u00e3o. As mudan\u00e7as que est\u00e3o      ocorrendo na ind\u00fastria de telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito significativas e est\u00e3o      alterando de forma permanente suas caracter\u00edsticas. O aumento da concorr\u00eancia,      a entrada de novas empresas no mercado e o fortalecimento da competi\u00e7\u00e3o mundial      est\u00e1 levando as empresas a focalizarem os segmentos onde s\u00e3o competentes e      fazendo com que estas procurem se tornar mais fortes nas suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.      Este fato significa que o desenvolvimento tecnol\u00f3gico que sempre foi fundamental      para essa \u00e1rea, \u00e9 um dos principais sustent\u00e1culos dessa ind\u00fastria na atualidade.<\/p>\n<p>As empresas do setor est\u00e3o alterando o seu comportamento e estrat\u00e9gias para      se tornarem cada vez mais competitivas, levando ao aprimoramento das atividades      na \u00e1rea de pesquisa e desenvolvimento. Por sinal, a atual ind\u00fastria de telecomunica\u00e7\u00f5es      \u00e9 um mercado de trabalho para profissionais com forma\u00e7\u00e3o em \u00e1reas diversificadas,      n\u00e3o s\u00f3 com forma\u00e7\u00e3o em Telecomunica\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m em Administra\u00e7\u00e3o, Sistemas      de Informa\u00e7\u00e3o e Redes de Computadores, entre outros. Concession\u00e1rias dos servi\u00e7os      de telecomunica\u00e7\u00f5es, centros de pesquisa e desenvolvimento, universidades      e centros de treinamento, redes de r\u00e1dio e televis\u00e3o, ind\u00fastria de telecomunica\u00e7\u00f5es      e inform\u00e1tica, ind\u00fastria eletroeletr\u00f4nica e petrol\u00edfera e quaisquer outras      empresas que utilizem servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, s\u00e3o algumas das op\u00e7\u00f5es      que o profissional encontra no mercado de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A ind\u00fastria das telecomunica\u00e7\u00f5es que durante a \u00faltima d\u00e9cada exerceu um papel      importante no aumento da produtividade e na difus\u00e3o tecnol\u00f3gica, vem experimentando      um per\u00edodo de transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, organizacionais e institucionais      sem precedentes na atualidade, passando a compor um novo complexo estrutural      que envolve desde o suprimento de novas tecnologias at\u00e9 servi\u00e7os ao usu\u00e1rio      final.<\/p>\n<p>Enquanto infra-estrutura de apoio \u00e0s novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, ao      com\u00e9rcio eletr\u00f4nico e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da Internet, a ind\u00fastria de telecomunica\u00e7\u00f5es      tornou-se um fator-chave na nova economia e nas mudan\u00e7as das estruturas econ\u00f4micas      vigentes.<\/p>\n<p>Fonte: www.projetoderedes.com.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<h5>Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es e da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<h5>Logotipo da efem\u00e9ride: em ingl\u00eas, Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es e da      Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>&#8220;A capacidade de transmitir informa\u00e7\u00e3o importante com rapidez atrav\u00e9s      de grandes dist\u00e2ncias, preenchendo os vazios do tempo e do espa\u00e7o, ampliou      de forma exponencial todas as atividades humanas, desde enviar mensagens pessoais      at\u00e9 realizar transa\u00e7\u00f5es financeiras complexas ou abordar aspectos cr\u00edticos      da guerra e da paz. O Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es e da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o      evidencia a fun\u00e7\u00e3o transformadora e estimulante das comunica\u00e7\u00f5es e da informa\u00e7\u00e3o      nas sociedades e a necessidade universal de se comunicar e cooperar atrav\u00e9s      das fronteiras.&#8221;<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/teleco13.jpg\" alt=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" width=\"147\" height=\"177\" title=\"Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es\" \/><\/p>\n<p>Com estas palavras, Ban Ki-moon, secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es      Unidas, deixa clara a import\u00e2ncia de celebrar o dia 17 de maio, que a Assembl\u00e9ia      Geral da pr\u00f3pria ONU instituiu como Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es e da      Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata, por\u00e9m, de uma simples comemora\u00e7\u00e3o: o dia serve para evidenciar      o esfor\u00e7o promovido cotidianamente pela UIT \u00ad- Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es,      ag\u00eancia especializada das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o setor.<\/p>\n<p>A UIT foi criada em 17 de maio de 1865. Era, ent\u00e3o, a Uni\u00e3o Internacional      de Telegrafia, e foi estabelecida pelos representantes de 20 pa\u00edses europeus,      que criaram um conjunto de normas para regulamentar o uso internacional do      tel\u00e9grafo.<\/p>\n<h2>Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Primeira organiza\u00e7\u00e3o intergovernamental do planeta, a UIT ampliou suas atividades      paralelamente ao desenvolvimento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia ou telecomunica\u00e7\u00e3o      (&#8220;tele&#8221;, em grego, significa &#8220;ao longe&#8221;). Atualmente,      a ag\u00eancia trabalha para coordenar o funcionamento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o      no mundo, tornando compat\u00edveis, por exemplo, os diversos sistemas t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m desenvolve atividades para difundir o acesso equitativo \u00e0s tecnologias      de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o. Vem da\u00ed o tema do Dia Mundial da telecomunica\u00e7\u00e3o      de 2008: &#8220;Conectar as pessoas com defici\u00eancias: oportunidade das Tecnologias      de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TICs) para todos&#8221;. Se a data do ano p\u00f5e      a \u00eanfase nos deficientes, conv\u00e9m lembrar que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o mundial      ainda n\u00e3o t\u00eam acesso pleno aos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como em v\u00e1rios outros setores, neste tamb\u00e9m \u00e9 grande a dist\u00e2ncia entre ricos      e pobres. A responsabilidade recai tanto no analfabetismo como na falta de      habilidades b\u00e1sicas para lidar com os computadores. Para quem disp\u00f5e de acesso      \u00e0 internet, pode parecer incr\u00edvel, mas 70% da popula\u00e7\u00e3o mundial nunca ouviram      o som de um telefone. Ali\u00e1s, h\u00e1 mais telefones em Manhattan, o principal distrito      da cidade de Nova York, do que em todo o continente africano. Os dados s\u00e3o      da pr\u00f3pria UIT.<\/p>\n<h2>Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Se a no\u00e7\u00e3o de telecomunica\u00e7\u00f5es dispensa esclarecimento, o mesmo n\u00e3o ocorre      com o conceito de Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o, a que o dia tamb\u00e9m se refere. O      que \u00e9 essa sociedade?<\/p>\n<p>Antes de mais nada, um produto da globaliza\u00e7\u00e3o, da integra\u00e7\u00e3o das economias      dos pa\u00edses do mundo que se desenvolveu a partir do fim da Segunda Guerra Mundial      e se amplificou com o colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, cujo regime servia de obst\u00e1culo      ao capitalismo liberal ou liberalismo. \u00c9 tamb\u00e9m resultado das revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas      das duas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20, em especial no campo das telecomunica\u00e7\u00f5es      e da inform\u00e1tica, que convergiram e possibilitaram a produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de      informa\u00e7\u00f5es numa escala jamais imaginada.<\/p>\n<p>Entretanto, a Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o mais do que um est\u00e1gio a que se chega      \u00e9 um processo em andamento. Para isso, tem contribu\u00eddo especialmente o desenvolvimento      da internet, a rede mundial de computadores (ou www, world wide web), que      permite o acesso a esse fluxo ininterrupto de informa\u00e7\u00f5es a qualquer pessoa      que disponha de um computador e de um meio de conex\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter possibilitado o surgimento de novas formas de com\u00e9rcio e presta\u00e7\u00e3o      de servi\u00e7os, a internet tamb\u00e9m tem tido grande impacto na vida cotidiana de      milh\u00f5es de pessoas, seja mudando seus h\u00e1bitos, seja aproximando-as por meio      de uma possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e relativamente barata.<\/p>\n<h2>Inclus\u00e3o digital<\/h2>\n<p>Ve\u00edculo interativo, em que o usu\u00e1rio tem a possibilidade de se incluir e      atuar, a rede de computadores possibilita os mais variados tipos de trocas      entre os seres humanos, desde a manifesta\u00e7\u00e3o de uma opini\u00e3o pol\u00edtica, atrav\u00e9s      de abaixo-assinados ou e-mails para parlamentares, at\u00e9 os encontros amorosos.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a interatividade \u00e9 a chave para um novo desenvolvimento da internet,      a Web 2.0, conceito ainda n\u00e3o de todo formulado, mas que abrange o exerc\u00edcio      intensivo da intera\u00e7\u00e3o, com os usu\u00e1rios criando individualmente ou em grupos      seus meios de se comunicar e difundir informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de sites e blogs.<\/p>\n<p>Entretanto, por mais breve que seja a exposi\u00e7\u00e3o do conceito de Sociedade      de Informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel encerr\u00e1-la sem voltar \u00e0 quest\u00e3o da divis\u00e3o entre      ricos e pobres, entre os que t\u00eam e n\u00e3o t\u00eam acesso a essa Sociedade. Trata-se      n\u00e3o s\u00f3 de apontar a exist\u00eancia da separa\u00e7\u00e3o, mas de trazer \u00e0 tona outro conceito      importante: o de inclus\u00e3o digital, que vem a ser a necessidade de estender      os benef\u00edcios das novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o e ampliar      o acesso a elas a toda a popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Fonte: educacao.uol.com.br<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p>Em 1968, a Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es, no 23.\u00ba Conselho Administrativo,      decidiu escolher o dia 17 de Maio como Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es, exigindo      dos seus membros que no Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es, desenvolvam atividades      comemorativas, divulguem o papel importante que as telecomunica\u00e7\u00f5es desempenham,      promovam-nas e despertem o interesse dos jovens em conhecer as telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Considerando o enorme poder das Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o      para o desenvolvimento s\u00f3cio-econ\u00f4mico, \u00e9 essencial dar oportunidades de acesso      \u00e0s mesmas a todos aqueles que ainda n\u00e3o tiveram a possibilidade de participar      plenamente na economia digital baseada no conhecimento.<\/p>\n<p>O advento da Internet teve, segundo alguns, um efeito t\u00e3o significativo na      sociedade como o do telefone ou mesmo da imprensa. Enquanto o telefone precisou      de tr\u00eas quartos de s\u00e9culo para o n\u00famero dos seus utilizadores alcan\u00e7ar os      50 milh\u00f5es, a World Wide Web (WWW) realizou o mesmo feito em apenas quatro      anos.<\/p>\n<p>Na verdade, desde o seu humilde come\u00e7o em 1981, em que contava apenas com      213 sistemas anfitri\u00f5es, com sistemas de computadores pessoais utilizados      para estabelecer liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Internet e t\u00e3o somente com uns milhares de utilizadores,      cresceu de tal modo que, em 1999, j\u00e1 tinha mais de 56 milh\u00f5es de sistemas      anfitri\u00f5es e mais de 190 milh\u00f5es de utilizadores.<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros s\u00e3o, certamente, impressionantes, mas, se olharmos para eles      com mais aten\u00e7\u00e3o, detectaremos que h\u00e1 grandes disparidades no acesso \u00e0 Internet      entre as diversas regi\u00f5es geogr\u00e1ficas. Hoje, h\u00e1 tantos sistemas anfitri\u00f5es      em Fran\u00e7a como em toda a Am\u00e9rica Latina e Cara\u00edbas e h\u00e1 mais na Austr\u00e1lia,      Jap\u00e3o e Nova Zel\u00e2ndia do que em todos os outros pa\u00edses da regi\u00e3o \u00c1sia-Pac\u00edfico      juntos. E, o que \u00e9 ainda mais revelador, h\u00e1 mais sistemas anfitri\u00f5es em Nova      Iorque do que em toda a \u00c1frica.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios da Internet para os pa\u00edses em desenvolvimento s\u00e3o claros. Pode      permitir que as empresas vendam os seus bens e servi\u00e7os diretamente a clientes      de locais situados fora das fronteiras nacionais e facilitar a presta\u00e7\u00e3o de      servi\u00e7os b\u00e1sicos, como os cuidados de sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o distribu\u00eddos      de uma forma desigual pela popula\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que conhecimento \u00e9 sin\u00f3nimo de poder, mas, com o advento da Internet,      o acesso ao conhecimento est\u00e1 tornando-se rapidamente um requisito de poder,      seja ele social, pol\u00edtico ou econ\u00f3mico. No nosso mundo cada vez mais interligado,      devemos trabalhar em conjunto para que todos tenham acesso ao conhecimento      que a Internet pode proporcionar. Neste dia, empenhemo-nos nessa tarefa e      fa\u00e7amos dos nossos esfor\u00e7os uma ponte que transponha o &#8220;fosso digital&#8221;.<\/p>\n<p><strong>UIT &#8211; Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es foi criada em Madrid, em 1932,      como resultado da fus\u00e3o da Uni\u00e3o Internacional de Telegrafia (fundada em 1865)      e da Uni\u00e3o Internacional de Radiotelegrafia (1906). Inicialmente com responsabilidades      sobre as \u00e1reas de telegrafia, telefonia e r\u00e1dio, a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9, desde 1949,      a ag\u00eancia especializada das Na\u00e7\u00f5es Unidas para telecomunica\u00e7\u00f5es. Com sede      em Genebra, a UIT \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o internacional em que governos, empresas      e institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e industriais cooperam para o desenvolvimento e      uso racional das telecomunica\u00e7\u00f5es. A UIT desempenha, tamb\u00e9m, papel de destaque      no campo da coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em telecomunica\u00e7\u00f5es para pa\u00edses em desenvolvimento.      Uma das fun\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de maior relevo desempenhadas pela organiza\u00e7\u00e3o \u00e9      a aloca\u00e7\u00e3o de faixas do espectro de radiofrequ\u00eancias e o registro de posi\u00e7\u00f5es      orbitais para sat\u00e9lites geoestacion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 membro do Conselho da UIT e tem participado das Confer\u00eancias Plenipotenci\u00e1rias,      das Confer\u00eancias Internacionais de Telecomunica\u00e7\u00f5es e dos trabalhos desenvolvidos      pelos diversos setores da organiza\u00e7\u00e3o. O Pa\u00eds j\u00e1 ocupou a presid\u00eancia e a      vice-presid\u00eancia do Conselho da UIT. Em 1988 e em 1996, o Brasil realizou,      em conjunto com a UIT, o evento &#8220;Americas Telecom&#8221;, feira e semin\u00e1rio      sobre telecomunica\u00e7\u00f5es em que empresas brasileiras apresentaram seus produtos      ao mercado internacional e efetuaram neg\u00f3cios na \u00e1rea. Em 1995, o Governo      brasileiro autorizou a UIT a abrir no Pa\u00eds um escrit\u00f3rio regional.<\/p>\n<p>Em 1988 e em 1996, o Brasil realizou, em conjunto com a UIT, o evento &#8220;Am\u00e9ricas      Telecom&#8221;, feira e semin\u00e1rio sobre telecomunica\u00e7\u00f5es em que empresas brasileiras      apresentaram seus produtos ao mercado internacional e efetuaram neg\u00f3cios na      \u00e1rea. Em abril do corrente ano, o Rio de Janeiro sediar\u00e1 mais uma edi\u00e7\u00e3o daquele      evento.<\/p>\n<p>Desde fevereiro de 1999, o Engenheiro Roberto Blois Montes de Souza ocupa      o cargo de Secret\u00e1rio-Geral Adjunto da organiza\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s ter sido eleito na      Confer\u00eancia de Plenipotenci\u00e1rios realizada na cidade de Mine\u00e1polis, em outubro      de 1998.<\/p>\n<p>O quotidiano n\u00e3o mais voltou a ser o mesmo desde que Alexander Graham Bell      anunciou ao mundo a inven\u00e7\u00e3o do telefone em 1876. Ap\u00f3s os primeiros progressos,      o s\u00e9culo XX significou para o setor das telecomunica\u00e7\u00f5es o desenvolvimento      e a implementa\u00e7\u00e3o de novos meios de comunica\u00e7\u00e3o que marcaram a vida de todos.<\/p>\n<p><strong>O Futuro da R\u00e1dio &#8211; O Futuro das Comunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Dominar\u00e1 a Tecnologia ou o Desenvolvimento Humano? &#8211; Por Thomas Hilley, da      Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es &#8211; Genebra, Junho de 2001<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es (UIT), sediada em Genebra, pertence      \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Tem por miss\u00e3o, em conjunto com os v\u00e1rios      governos e iniciativa privada, regulamentar as r\u00e1diocomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Surgiu durante a d\u00e9cada de 1920 e constituiu-se, desde logo, como um dos      principais progressos das telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com o r\u00e1pido desenvolvimento das novas tecnologias, e a avan\u00e7ada corrida      por mercados de consumo, os ouvintes de r\u00e1dio de todo o mundo questionam-se      sobre o futuro do r\u00e1dio.<\/p>\n<p>O que ser\u00e1 daqui a dez anos? As emissoras internacionais de r\u00e1dio ir\u00e3o desaparecer?      Certamente nenhuma das respostas pode ser prevista, mas \u00e9 do conhecimento      geral que grandes emissoras como a Voz da Am\u00e9rica, Voz da Alemanha e BBC de      Londres ter\u00e3o que se adaptar aos novos tempos.<\/p>\n<p>Diante delas, emissoras regionais e de m\u00e9dio alcance ter\u00e3o maior autonomia      para registar a sua presen\u00e7a. Genericamente falando, as emissoras internacionais      de grande porte estar\u00e3o conflitualizando umas com as outras e n\u00e3o com os seus      pa\u00edses alvo. Em determinado momento, acredita-se que a r\u00e1dio internacional      se encontre num est\u00e1gio de expans\u00e3o, onde as suas v\u00e1rias audi\u00eancias se encontrem,      viabilizando os seus altos custos de transmiss\u00e3o, mas tamb\u00e9m cumprindo com      o seu principal fator de exist\u00eancia: informar.<\/p>\n<p>Mesmo com o r\u00e1pido desenvolvimento das principais tecnologias de transmiss\u00e3o,      como a DRM (Digital Radio Mondiale) que pretende transmitir sinais digitais      em Ondas M\u00e9dias e Curtas, muitas popula\u00e7\u00f5es ainda se encontrar\u00e3o em estado      de desenvolvimento social. Ter\u00e1 de se encontrar uma forma de equilibrar ci\u00eancia      e tecnologia, com desenvolvimento humano e economia. Nenhuma emissora de r\u00e1dio      transmite os seus sinais sem que existam interesses econ\u00f3micos e pol\u00edticos      junto ao p\u00fablico alvo. As emissoras de r\u00e1dio que hoje n\u00e3o podem ser captadas      porque os seus sinais s\u00e3o encobertos pelos potentes sinais das grandes emissoras,      ser\u00e3o o pr\u00f3ximo foco destas audi\u00eancias. As grandes emissoras devem aprender      a trabalhar da mesma forma com p\u00fablicos diferentes. Tanto os ouvintes de Ondas      Curtas quanto os locais, que captam os seus sinais por emissoras filiadas,      continuar\u00e3o a ouvir e a manter-se fi\u00e9is aos seus programas.<\/p>\n<p>Existe por\u00e9m, uma situa\u00e7\u00e3o que deve ser observada: o poder pol\u00edtico da massa      que ouve estas emissoras.<\/p>\n<p>Nenhuma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio internacional manter\u00e1 os seus servi\u00e7os no ar pelo      simples prazer de transmitir, mas isso n\u00e3o quer dizer que estas emissoras      n\u00e3o tenham que cumprir com as suas obriga\u00e7\u00f5es. Informar de forma s\u00e9ria e coerente      \u00e9 o m\u00ednimo que todas as emissoras precisam oferecer. Tudo o que houver acima      disso, \u00e9 lucro.<\/p>\n<p>As grandes audi\u00eancias, bem como as pequenas, n\u00e3o devem ter medo do seu relacionamento      com \u00e0s emissoras. O que ocorre algumas vezes, \u00e9 que por falta de afinidade      entre as partes, tanto os ouvintes, quanto as emissoras deixam de expor as      suas ideias e muitas oportunidades deixam passar-se.<\/p>\n<p>As ondas curtas, m\u00e9dias ou longas nunca v\u00e3o acabar. Existir\u00e1 sim, um momento      em que as audi\u00eancias se transformar\u00e3o. As pessoas que se encontrarem em melhor      condi\u00e7\u00e3o para ouvir r\u00e1dio por Internet ou via sat\u00e9lite, ir\u00e3o faz\u00ea-lo, mas      isso n\u00e3o define o que toda esta audi\u00eancia estar\u00e1 a fazer.<\/p>\n<p>Muitos ainda estar\u00e3o a rastrear sinais de sat\u00e9lites, emissoras distantes      a emitir em qualquer faixa tamb\u00e9m ter\u00e3o a sua audi\u00eancia garantida e isto prova      que a pr\u00e1tica da radioescuta n\u00e3o acabar\u00e1.<\/p>\n<p>O r\u00e1dio \u00e9 muito mais do que um simples ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o, mas um meio      h\u00e1bil, relativamente barato e de f\u00e1cil acesso que pode transformar toda uma      sociedade.<\/p>\n<p>Ainda nos dias de hoje, o r\u00e1dio chega onde a televis\u00e3o n\u00e3o chega. Atinge      popula\u00e7\u00f5es que nunca imaginaram o que \u00e9 um simples controlo-remoto, mas principalmente,      possui tecnologia muito mais barata e vers\u00e1til do que qualquer outro meio      de comunica\u00e7\u00e3o de massa conhecido at\u00e9 ao momento.<br \/>\n     &#8220;A r\u00e1dio poder\u00e1 transformar-se, mas nunca ir\u00e1 acabar.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Este ano o Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es, 17 de Maio, \u00e9 celebrado antecipadamente:      no dia 16. As comemora\u00e7\u00f5es, subordinadas ao tema &#8220;Telecomunica\u00e7\u00f5es e      Assist\u00eancia Humanit\u00e1ria&#8221;, ter\u00e3o lugar em Lisboa e contar\u00e3o com a presen\u00e7a      de personalidades destacadas ligadas ao setor das comunica\u00e7\u00f5es e \u00e0 assist\u00eancia      humanit\u00e1ria em Portugal.<\/p>\n<p>Ao pensarmos nos n\u00fameros que envolvem a atividade das telecomunica\u00e7\u00f5es a      n\u00edvel mundial, esquecemo-nos muitas vezes das potencialidades deste setor      junto de uma das causas mais nobres da humanidade: a preven\u00e7\u00e3o e a mitiga\u00e7\u00e3o      de desastres.<\/p>\n<p>E esquecemo-nos tamb\u00e9m frequentemente que, apesar de todos os esfor\u00e7os que      as organiza\u00e7\u00f5es possam fazer em contr\u00e1rio, os meios que utilizamos para comunicar      \u00e0 dist\u00e2ncia, por cabo ou mesmo via r\u00e1dio, podem ser cortados em minutos durante      um desastre.<\/p>\n<p>Acresce ainda que muitas das situa\u00e7\u00f5es de desastre ocorrem em regi\u00f5es com      infra-estruturas de telecomunica\u00e7\u00f5es deficientes ou mesmo inexistentes.<\/p>\n<p>De acordo com dados fornecidos pela UIT &#8211; Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es,      em 1985 mais de 160 milh\u00f5es de pessoas foram afetadas por desastres naturais,      enquanto guerras e conflitos diversos obrigaram outros 37 milh\u00f5es a abandonarem      as suas casas.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a UIT, foram dispendidos em 1994 cerca de 3,4 mil milh\u00f5es      de d\u00f3lares em opera\u00e7\u00f5es de socorro.<\/p>\n<p>Em 1997, por todas essas raz\u00f5es, o \u00eanfase das comemora\u00e7\u00f5es do Dia Mundial      das Telecomunica\u00e7\u00f5es a n\u00edvel mundial situar-se-\u00e1 nas prepara\u00e7\u00f5es em curso      para a adop\u00e7\u00e3o de uma nova conven\u00e7\u00e3o internacional, que permitir\u00e1 o mais adequado      uso de r\u00e1dio e telecomunica\u00e7\u00f5es em opera\u00e7\u00f5es internacionais de socorro.<\/p>\n<p>No nosso pa\u00eds, as comemora\u00e7\u00f5es s\u00e3o promovidas pelo ICP, enquanto Administra\u00e7\u00e3o      portuguesa do setor das comunica\u00e7\u00f5es, e contam com a presen\u00e7a de destacadas      individualidades ligadas ao setor das comunica\u00e7\u00f5es e \u00e0 assist\u00eancia humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ter\u00e3o in\u00edcio \u00e0s 10.00 horas, na Rua do Instituto Industrial, n\u00ba 16\/16A, em      Lisboa, e incluir\u00e3o uma sess\u00e3o de confer\u00eancias, envolvendo exposi\u00e7\u00f5es de peritos      nesta mat\u00e9ria, e uma sess\u00e3o institucional, presidida pelo Ministro do Equipamento,      do Planeamento e da Administra\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio, terminando com a inaugura\u00e7\u00e3o      e visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Telecomunica\u00e7\u00f5es e Assist\u00eancia Humanit\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>O Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es celebra todos os anos a funda\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o      Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es, h\u00e1 132 anos atr\u00e1s, no dia 17 de Maio de      1865 em Paris.<\/p>\n<p>Recorde-se que Portugal, um dos 20 membros fundadores desta organiza\u00e7\u00e3o especializada      das Na\u00e7\u00f5es Unidas, foi eleito atrav\u00e9s do ICP, na \u00faltima Confer\u00eancia de Plenipotenci\u00e1rios      da UIT, para o seu Conselho, tendo vindo a granjear um estatuto invej\u00e1vel      no seio da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es Celebra Liberaliza\u00e7\u00e3o do Setor<\/strong><\/p>\n<p>Desde a entrada em vigor, em Fevereiro passado, do Acordo sobre Telecomunica\u00e7\u00f5es      de Base, no \u00e2mbito da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, que a liberaliza\u00e7\u00e3o      do setor se encontra na ordem do dia. O tema do Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es      deste ano &#8211; &#8221;O Com\u00e9rcio das Telecomunica\u00e7\u00f5es&#8221; &#8211; serve, por isso, para relembrar      que 1998 ficar\u00e1 para a hist\u00f3ria como o ano da liberaliza\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No dia 17 de Maio de cada ano, as Administra\u00e7\u00f5es das telecomunica\u00e7\u00f5es dos      Estados membros da UIT &#8211; Uni\u00e3o Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es, entre os      quais Portugal, celebram a funda\u00e7\u00e3o desta organiza\u00e7\u00e3o, em 1865.<\/p>\n<p>Em Portugal, as comemora\u00e7\u00f5es deste ano, no pr\u00f3ximo dia 15 na Sede da Funda\u00e7\u00e3o      Portuguesa das Comunica\u00e7\u00f5es, ir\u00e3o ser presididas pela Secret\u00e1ria de Estado      da Habita\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es, Leonor Coutinho.<\/p>\n<p>As comemora\u00e7\u00f5es ter\u00e3o in\u00edcio \u00e0s 15h00 do pr\u00f3ximo dia 15, Sexta-Feira, com      a Sess\u00e3o de Confer\u00eancias, onde intervir\u00e3o dirigentes da Telecel, Portugal      Telecom, IBM, do Instituto do Consumidor e da Miss\u00e3o para a Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ter\u00e1 depois lugar a Sess\u00e3o Institucional, sob a \u00e9gide da Secret\u00e1ria de Estado      da Habita\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es e onde intervir\u00e1 tamb\u00e9m Neil McMillan, Presidente      do Grupo de Negocia\u00e7\u00f5es de Servi\u00e7os B\u00e1sicos de Telecomunica\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o      Mundial do Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>O Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do ICP, Fernando Mendes, intervir\u00e1      tamb\u00e9m nesta sess\u00e3o, durante a qual ter\u00e1 lugar a cerim\u00f3nia de carimbo de primeiro      dia alusivo ao Dia Mundial das Telecomunica\u00e7\u00f5es de 1998.<\/p>\n<p>Nesta data ser\u00e3o ainda abertos ao p\u00fablico oito postos de acesso Internet      na Funda\u00e7\u00e3o Portuguesa das Comunica\u00e7\u00f5es e ser\u00e1 lan\u00e7ada uma etiqueta de impress\u00e3o      de franquia autom\u00e1tica no posto de Correios instalado no Museu das Comunica\u00e7\u00f5es.      Os presentes ter\u00e3o ainda oportunidade de visitar a exposi\u00e7\u00e3o &#8221;Um olhar sobre      as telecomunica\u00e7\u00f5es&#8221;, organizada pela Funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: www.caestamosnos.org<\/p>\n<h6>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<h2>17 de Maio<\/h2>\n<p><strong>As Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Evolu\u00e7\u00e3o das Telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As telecomunica\u00e7\u00f5es foram evoluindo ao longo do tempo, antes nem se quer      havia telefone depois houve um senhor que inventou o telefone e depois o telegrafo      e hoje em dia j\u00e1 h\u00e1 telefones, Internet, fax, a rede Wi-Fi, a rede wireless,      o e-mail, o Messenger e muito mais.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a \u0093Aldeia Global\u0094 ou \u0093Globaliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A \u0093Aldeia Global\u0094 \u00e9 a forma de designar que o mundo est\u00e1 ligado      entre si atrav\u00e9s da Internet, e-mail ou pelo Messenger. Pela \u0093Aldeia      Global\u0094 podemos estabelecer contato com o mundo inteiro a milhares de      quil\u00f3metros.<\/p>\n<p>A Globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de \u0093Aldeia Global\u0094 mas a comunica\u00e7\u00e3o      \u00e9 feita por sat\u00e9lite.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o por Sat\u00e9lite?<\/strong><\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite serve para as comunica\u00e7\u00f5es a longa distancia quer      dizer que pode comunicar a partir de qualquer lado do mundo por exemplo se      estiver na sua casa e quiser telefona para o Canad\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o vai de sua      casa para o sat\u00e9lite e do sat\u00e9lite para o Canad\u00e1.<\/p>\n<p><strong>A Difus\u00e3o das Redes de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com o desenvolvimento das telecomunica\u00e7\u00f5es, a difus\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o ganha      uma din\u00e2mica completamente nova, uma vez que as dist\u00e2ncias-tempo quase se      anularam e, simultaneamente, as dist\u00e2ncias-custo s\u00e3o cada vez menores.<\/p>\n<p><strong>N.\u00ba de aparelhos\/1000 habitantes<\/strong><\/p>\n<p>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o que se encontram ao dispor de um n\u00famero crescente      de pessoas s\u00e3o cada vez mais diversificados, o que torna ainda mais verdadeira      a afirma\u00e7\u00e3o de que o mundo se transformou numa enorme aldeia \u0096 a \u0093Aldeia      Global\u0094.<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o as telecomunica\u00e7\u00f5es? E para que servem?<\/strong><\/p>\n<p>As telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma forma de comunicar, mas basicamente s\u00e3o uma forma      de comunicar que todas as pessoas podem utilizar.<\/p>\n<p>As telecomunica\u00e7\u00f5es servem para as pessoas comunicarem entre si. E hoje em      dia h\u00e1 sat\u00e9lites por todo o lado e pode-se comunicar para qualquer parte do      mundo.<\/p>\n<p><strong>Os diferentes tipos de telecomunica\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 muitos tipos de telecomunica\u00e7\u00f5es como por exemplo o telem\u00f3vel, o telefone      que e exatamente o mesmo s\u00f3 que o telefone e de rede fixa, h\u00e1 tamb\u00e9m o fax,      a Internet, a TV por cabo, etc.<\/p>\n<p><strong>Como surgiu a Internet?<\/strong><\/p>\n<p>A Word Wide Web \u00e9 uma larga rede internacional (Internet) de computadores.      Nela podemos encontrar sites de pesquisa e entretenimento. A Web foi inventada      em 1990 por dois cientistas inform\u00e1ticos, Tim Berners-Lee e Robert Cailliau,      que trabalham na CERN (Centre d\u0092\u00c9tudes Nucl\u00e9iares) na Sui\u00e7a. A Web foi      desenvolvida para a troca de ideias de cientistas. Quando Foi tornada p\u00fablica      em 1993, ela cresceu muito depressa. Na Atualidade \u00e9 usada por milh\u00f5es de      pessoas em todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 a tecnologia sem fios?<\/strong><\/p>\n<p>A tecnologia sem fios e a tecnologia que utiliza os infravermelhos ou o Bluetooth      em vez dos fios e facilita porque n\u00e3o temos que nos estar a preocupar sempre      com os fios.<\/p>\n<p>Fonte: www.geografia9.com.sapo.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Internacional das Telecomunica\u00e7\u00f5es, Tecnologia, Profissional, Tempos Modernos, Forma\u00e7\u00e3o, Legisla\u00e7\u00e3o, O Que \u00e9, Profiss\u00e3o, Dia Internacional das 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