{"id":58280,"date":"2016-06-30T14:07:04","date_gmt":"2016-06-30T14:07:04","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=58280"},"modified":"2016-06-30T14:56:51","modified_gmt":"2016-06-30T14:56:51","slug":"dia-dos-vidreiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-dos-vidreiros","title":{"rendered":"Dia dos Vidreiros"},"content":{"rendered":"<h2>18 de Maio<\/h2>\n<p>A \u00e9poca da\u00a0<strong>descoberta      do vidro<\/strong>\u00a0n\u00e3o      est\u00e1 ainda bem determinada, havendo a este respeito opini\u00f5es contradit\u00f3rias.      Por\u00e9m, todos concordam em atribuir-lhe uma grande antiguidade, ainda que mais      ou menos remota.<br \/>\n     N\u00e3o s\u00e3o conhecidos dados precisos sobre a sua origem e apenas se p\u00f4de chegar      \u00e0 conclus\u00e3o de que, depois da descoberta de objetos de vidro nas necr\u00f3poles      eg\u00edpcias, ele deveria ter sido conhecido 3000 anos a.C.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei16.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"230\" height=\"350\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><\/p>\n<p>Parece      que Tebas foi o verdadeiro ber\u00e7o da\u00a0<strong>ind\u00fastria      vidreira eg\u00edpcia<\/strong>. Os eg\u00edpcios s\u00e3o, por isso, os povos que, antes      de quaisquer outros, cultivaram em tempos remotos a arte da vidraria e a elevaram      a um alto grau de esplendor.<\/p>\n<p>Desde      o ano 1550 a.C, at\u00e9 ao come\u00e7o da era crist\u00e3, o Egito conservou o primeiro      lugar na ind\u00fastria do vidro, que foi gradualmente centralizada em Alexandria,      de onde se diz que os mercadores fen\u00edcios a levaram a todos os mercados do      Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Diz-se      que esta ind\u00fastria se estabeleceu em Roma no tempo de Tib\u00e9rio, aperfei\u00e7oando-se      e suplantando, desde logo, a ind\u00fastria eg\u00edpcia.<\/p>\n<p>Sem      d\u00favida, os Romanos aprenderam, pelas suas rela\u00e7\u00f5es com o Egito, esta arte      e se tornaram ex\u00edmios nela, chegando a conhecer os mais adiantados processos      de lapidagem, pintura, colorido, gravura e mesmo a moldagem do vidro assoprado.<\/p>\n<p>Os      Romanos espalharam a ind\u00fastria do vidro por todos os pa\u00edses que conquistaram.<\/p>\n<p>Quando      se deu a invas\u00e3o dos b\u00e1rbaros, esta ind\u00fastria esteve em risco de desaparecer;      e teria mesmo desaparecido, se n\u00e3o fora a previd\u00eancia do imperador Constantino      Magno. Este, ao mudar a capital para Biz\u00e2ncio, hoje Constantinopla, levou      no seu s\u00e9quito ex\u00edmios artistas do vidro.<\/p>\n<p>Assim,      come\u00e7ou desde logo o Oriente a ter o monop\u00f3lio deste com\u00e9rcio, devido principalmente      \u00e0 protec\u00e7\u00e3o que Teod\u00f3sio II dispensou aos seus fabricantes, isentando-os de      diferentes impostos e dando-lhes outros benef\u00edcios de alto valor social e      comercial.<\/p>\n<p>Consta      que os Romanos, quando invadiram o Egipto, no tempo de J\u00falio C\u00e9sar, estabeleceram      como imposto de guerra o fornecimento de artefactos de vidraria, tal era a      import\u00e2ncia que davam a estes produtos.<\/p>\n<p>As      mais importantes personagens alem\u00e3s dos s\u00e9culos XVII e XVIII, que nesta arte      se salientaram, foram os vidreiros: Scaper, Benchat, Keyell e o quimico Kunkel.<\/p>\n<p>Logo      a seguir \u00e0 Alemanha, distinguiu-se a Checoslov\u00e1quia (uma vez insta lada a      ind\u00fastria na Bo\u00e9mia), onde se iniciou o fabrico do vidro e cristal gravado      e lapidado, cuja descoberta se deve a Gaspar Lehman, a quem o imperador Rodolfo      II concedeu o t\u00edtulo de Gravador Real ou da Corte.<\/p>\n<p>Na      Fran\u00e7a, a ind\u00fastria existia j\u00e1 do tempo em que os Romanos conquis taram as      G\u00e1leas; mas, a partir do s\u00e9c. XIII, tornou-se not\u00e1vel.<\/p>\n<p>E,      nos finais do s\u00e9c. XVIII, especialmente com as iniciativas de Colbert, a ind\u00fastria      vidreira fixou-se ali e prosperou.<\/p>\n<p>Fonte:       Terravista<\/p>\n<h6>Dia dos Vidreiros<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h2>18      de Maio<\/h2>\n<h2>O      Vidro<\/h2>\n<p>A      hist\u00f3ria do surgimento do vidro remonta milhares de anos, confundindo-se com      a hist\u00f3ria da humanidade, suas conquistas nas diversas \u00e1reas, expans\u00f5es culturais      e territoriais.<\/p>\n<p>Entre      3 e 4 mil anos atr\u00e1s, sabia-se que atrav\u00e9s da fundi\u00e7\u00e3o de elementos naturais      em altas temperaturas chegava-se a novos materiais at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidos,      como o ferro e o bronze j\u00e1 bastante utilizados. Em busca de novos resultados      pesquisas eram realizadas. Ind\u00edcios nos levam a crer que na regi\u00e3o da Mesopot\u00e2mia,      entre os Rios Tigre e Eufrates, alcan\u00e7aram um resultado brilhante, opaco e      r\u00edgido, com caracter\u00edsticas bem diferentes dos metais, lembrando mais um pedra      preciosa. Eram os primeiros passos para que com esta pasta v\u00edtrea, s\u00e9culos      e s\u00e9culos depois, se chegasse ao vidro como \u00e9 hoje conhecido.<\/p>\n<p>As      mat\u00e9rias fundidas ent\u00e3o eram a s\u00edlica em forma de areia e quantidade preponderante,      o natron &#8211; material s\u00f3dico que baixava o ponto de fundi\u00e7\u00e3o da s\u00edlica, e cinzas      vegetais com boa quantidade de pot\u00e1ssio e mais alguns \u00f3xidos.<\/p>\n<p>Esta      mistura precariamente fundida em prec\u00e1rios fornos, passava ainda por um processo      de purifica\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e demorado onde eram acrescidos \u00f3xidos que lhe davam      cores.<\/p>\n<p>O      conhecimento deste sistema de produ\u00e7\u00e3o se expande pela Fen\u00edcia, S\u00edria e norte      da \u00c1frica, no Egito.<br \/>\n     Com esta pasta v\u00edtrea eram produzidos pequenos objetos decorativos, de uso      pessoal ou dom\u00e9stico, que se limitavam a placas, cilindros, an\u00e9is, miniaturas      e imita\u00e7\u00f5es de pedras preciosas, muito valorizados e destinados a elite da      \u00e9poca.<\/p>\n<p>A      grande evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o vidreira foi s\u00e9culos mais tarde quando se passou      a utilizar um tubo oco met\u00e1lico que possibilitava que a pasta v\u00edtrea fosse      soprada ganhando formas variadas, como garrafas, vasos e v\u00e1rios utens\u00edlios.      O resultado do desenvolvimento desta ferramenta \u00e9 a cana de vidreiro at\u00e9 hoje      fundamental na produ\u00e7\u00e3o do vidro art\u00edstico.<\/p>\n<p>A      expans\u00e3o do vidro acompanhou a trajet\u00f3ria das conquistas territoriais tendo      s\u00e9culos mais tarde uma grande influ\u00eancia do Imp\u00e9rio Romano, que havia trazido      do Egito art\u00edfices que com seus conhecimentos produziram o vidro romano e      mais tarde o disseminaram pela Europa.<\/p>\n<p>Na      decad\u00eancia do Imp\u00e9rio Romano, as fam\u00edlias que dominavam as t\u00e9cnicas e os conhecimentos      vidreiros se espalharam pela Europa. Alguns grupos espec\u00edficos se destacaram      por motivos pr\u00f3prios, como aqueles de Altare e Veneza no norte da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Veneza      tem um papel muito importante na hist\u00f3ria do vidro, sua produ\u00e7\u00e3o era incentivada      para fins comerciais com o oriente, tanto que para resguardar seus segredos,      em 1290 as f\u00e1bricas de vidro foram limitadas \u00e0 ilha de Murano \u00e0 setecentos      metros de Veneza, onde a entrada e saida dos mestres vidreiros eram severamente      controlada. Em contrapartida, estes artes\u00e3os receberam regalias de nobres      inclusive com direito de cunhar suas pr\u00f3prias moedas de prata e ouro.<\/p>\n<p>A      import\u00e2ncia de Murano, que passou a ser sin\u00f4nimo do vidro ali produzido, foi      a constante busca do aperfei\u00e7oamento das t\u00e9cnicas e qualidade, tendo sido,      na ilha no s\u00e9c. XV descoberto o primeiro vidro cristalino, ou transparente.<\/p>\n<p>A      produ\u00e7\u00e3o vidreira j\u00e1 era realizada em v\u00e1rios pontos da Europa, Oriente e \u00c1sia.      Com o vidro cristalino um novo impulso toma conta do mundo vidreiro. Na Inglaterra,      pa\u00edses n\u00f3rticos e na Bohemia o chumbo \u00e9 adotado como fundente originando pe\u00e7as      utilit\u00e1rias finas, com sonoridade e brilho intenso.<\/p>\n<p>Murano      aperfei\u00e7oa seu vidro art\u00edstico, colorido, exigente de um trabalho artesanal      e de muita criatividade mantendo assim a tradi\u00e7\u00e3o das origens eg\u00edpcias e fen\u00edcias.<\/p>\n<p>Enquanto      Murano manteve-se produzindo o vidro art\u00edstico cem por cento dependente do      trabalho manual, a ind\u00fastria do vidro implantou cada vez mais as m\u00e1quinas      em sua produ\u00e7\u00e3o, aperfei\u00e7oando o vidro plano em grande variedade e toda sorte      de produtos, de componentes de naves espaciais \u00e0 panelas, que hoje fazem parte      da vida do homem moderno.<\/p>\n<p>Fonte: www.cristaiscadoro.com.br<\/p>\n<h6>Dia dos Vidreiros<\/h6>\n<h2>18      de Maio<\/h2>\n<h2>O      que \u00e9 Vidro ?<\/h2>\n<p>O      Vidro \u00e9 uma subst\u00e2ncia, homog\u00eanea e amorfa, obtida atrav\u00e9s do resfriamento      de uma massa em fus\u00e3o. Suas principais qualidades s\u00e3o a transpar\u00eancia e a      dureza.<\/p>\n<p>O      vidro distingue-se de outros materiais por v\u00e1rias caracter\u00edsticas: n\u00e3o \u00e9 poroso      nem absorvente, \u00e9 \u00f3timo isolante, possui baixo \u00edndice de dilata\u00e7\u00e3o conectividade      t\u00e9rmica, suporta press\u00f5es de 5.800 a 10.800 kg por cm2.<\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o      Qu\u00edmica do Vidro<\/h2>\n<p><strong>S\u00edlica      \u0096 sio<\/strong><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria      prima b\u00e1sica cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 de vitrificante<\/p>\n<p><strong>Soda      \u0096 na2o<\/strong><\/p>\n<p>Introduzida      na barilha e no sulfato de s\u00f3dio, tem por finalidade baixar o ponto de fus\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>C\u00e1lcio      \u0096 cao<\/strong><\/p>\n<p>Introduzida      atrav\u00e9s do calc\u00e1rio e da dolomita, d\u00e1 estabilidade ao vidro contra os ataques      de agentes atmosf\u00e9ricos.<\/p>\n<p><strong>Magn\u00e9sio      \u0096 Mgo<\/strong><\/p>\n<p>Introduzida      atrav\u00e9s da dolomita, transmite ao vidro resist\u00eancia para suportar, dentro      de certos limites, mudan\u00e7as bruscas de temperatura. Enriquece sua resist\u00eancia      mec\u00e2nica.<\/p>\n<p><strong>Alumina      \u0096 A1203<\/strong><\/p>\n<p>Colocada      atrav\u00e9s do feldspato, \u00e9 o elemento que d\u00e1 mais resist\u00eancia mec\u00e2nica.<\/p>\n<p><strong>Afinantes<\/strong><\/p>\n<p>Cloreto      de s\u00f3dio, nitrato de s\u00f3dio, e \u00f3xido ars\u00eanico<\/p>\n<p><strong>Corantes<\/strong><\/p>\n<p>\u00d3xido      de cobalto (azul), \u00f3xido de ferro (verde)<\/p>\n<p><strong>Sucata      de vidro<\/strong><\/p>\n<p>Empregada      na propor\u00e7\u00e3o de 20 a 40%, auxilia a fus\u00e3o.<\/p>\n<h2>A      Utiliza\u00e7\u00e3o do Vidro<\/h2>\n<p>A      utiliza\u00e7\u00e3o do vidro enquadra-se em quatro grandes campos:<\/p>\n<p><strong>Vidro      oco:<\/strong>\u00a0para      garrafas, frascos, etc<br \/>\n<strong>Vidro plano:<\/strong>\u00a0Janelas,      portas, divis\u00f5es, automotivos.<br \/>\n<strong>Vidros finos:\u00a0<\/strong>L\u00e2mpadas,      aparelhos eletr\u00f4nicos, tubos de televis\u00f5es.<br \/>\n<strong>Vidro curvos:<\/strong>\u00a0usado      sobretudo na Industria automobil\u00edstica e de constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>No      Brasil o mercado consumidor de vidros pode ser assim esquematizado:<\/p>\n<p>60%      na constru\u00e7\u00e3o civil;<br \/>\n     39% na industria automotiva;<br \/>\n     1% na industria do mobili\u00e1rio<\/p>\n<p>Metade      da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 consumida pela industria de bebidas; 38,5% pela industria farmac\u00eautica;      5% pela industria cosm\u00e9tica e 6.,5% por outros setores.<\/p>\n<p>Os      vidros finos s\u00e3o utilizados por laborat\u00f3rios e pela industria el\u00e9trica\/eletr\u00f4nica.<\/p>\n<h2>A      Hist\u00f3ria do Vidro<\/h2>\n<p><strong>As      Origens<\/strong><\/p>\n<p>A      descoberta do vidro tem sido objetivo de controv\u00e9rsias, pois os historiadores      n\u00e3o disp\u00f5em de dados precisos sobre a sua origem. No entanto, ap\u00f3s a descoberta      de objetos de vidro nas necr\u00f3poles eg\u00edpcias, pode-se concluir que o vidro      j\u00e1 era conhecido pelo menos 4.000 A\/C.<\/p>\n<p>Tebas      parece ter sido o verdadeiro ber\u00e7o da industria vidreira eg\u00edpcia. Segundo      alguns historiadores, um acaso ocorrido na cozedura da lou\u00e7a de barro, que      j\u00e1 se fabricava na \u00e9poca, teria dado origem ao vidro.<\/p>\n<p>Por\u00e9m      a descoberta de objetos de vidro em sepulturas antigas contradiz esta vers\u00e3o.      Assim, pode-se supor que a industria vidreira era conhecida antes mesmo que      o vidro fosse fabricado em Tebas.<\/p>\n<p>De      qualquer modo, est\u00e1 confirmado que foi no tempo de Tib\u00e9rio que esta atividade      se estabeleceu em Roma, alcan\u00e7ando grande desenvolvimento e perfei\u00e7\u00e3o, suprindo      desde logo a ind\u00fastria eg\u00edpcia.<\/p>\n<p>Alguns      autores apontam os fen\u00edcios como sendo os precursores da ind\u00fastria do vidro.      Na realidade os fen\u00edcios s\u00e3o os respons\u00e1veis pela sua comercializa\u00e7\u00e3o com      outros povos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      \u00e9 certo que, atrav\u00e9s de suas rela\u00e7\u00f5es com o Egito, os romanos aperfei\u00e7oaram      essa arte e se tornaram ex\u00edmios nela, chegando a dominar os mais adiantados      processos de lapida\u00e7\u00e3o, pintura, colora\u00e7\u00e3o, gravura e mesmo moldagem de vidro      soprado.<\/p>\n<p>Os      romanos levaram esses processos para a pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e para a G\u00e1lia, onde      permaneceram por muito tempo. Mas a invas\u00e3o dos b\u00e1rbaros p\u00f4s fim a essa atividade      e o vidro foi esquecido no Ocidente.<\/p>\n<p>Com      a mudan\u00e7a da sede do Imp\u00e9rio Romano para o ocidente, Constantino Magno levou      consigo artes\u00f5es h\u00e1beis nessa arte, impedindo assim que a ind\u00fastria de vidro      se acabasse.<\/p>\n<p>A      partir da\u00ed, o Oriente passou a ter o monop\u00f3lio desse comercio, principalmente      por causa da prote\u00e7\u00e3o que Teod\u00f3sio II dispensou aos fabricantes, isentando-os      de impostos e dando-lhes outros benef\u00edcios sociais e comerciais.<\/p>\n<h2>Idade      M\u00e9dia e Renascen\u00e7a<\/h2>\n<p>O      Baixo imp\u00e9rio conservou esse monop\u00f3lio at\u00e9 o s\u00e9culo XIII da era crist\u00e3, quando      ent\u00e3o os venezianos come\u00e7aram a introduzir artistas gregos em suas oficinas.      Isso ocasionou uma grande prosperidade nessa industria, cuja primazia sobre      a de outras na\u00e7\u00f5es do mundo durou at\u00e9 o s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>A      industria protegeu bastante os vidreiros. Essa prote\u00e7\u00e3o se transformou em      despotismo, quando o conselho dos dez proibiu terminalmente a sa\u00edda de oper\u00e1rios      para a estrangeiro, tomando a seu cargo em 1.490, as instala\u00e7\u00f5es de Murano,      pequena Ilha pr\u00f3xima de Veneza, para onde tinham sido transferidas, em 1289,      todas as oficinas e f\u00e1bricas, visando ter maior vigil\u00e2ncia sobre os trabalhadores.<\/p>\n<p>Mas,      apesar do rigoroso controle, alguns oper\u00e1rios conseguiram emigrar para a Alemanha.      Por essa \u00e9poca, eram famosos os espelhos fabricados em Veneza, fama esta que      chegou at\u00e9 os nossos dias. A Europa toda estava sob o dom\u00ednio veneziano e      n\u00e3o tinha for\u00e7as para romper com ele. At\u00e9 que a Alemanha come\u00e7ou a promover      a imigra\u00e7\u00e3o de artistas Venezianos, que foram para l\u00e1 em n\u00famero cada vez maior.<\/p>\n<p>Muitos      pagaram com a vida essa &#8220;rebeldia&#8221;, porque a rep\u00fablica de Veneza      baixou decreto dizendo que o oper\u00e1rio que se obstinasse em ficar no estrangeiro      poderia ser morto por um emiss\u00e1rio enviado pelo conselho dos dez. Apesar de      alguns mortos e do pavor espalhado entre os oper\u00e1rios, a Alemanha conseguiu      consolidar sua ind\u00fastria vidreira, atrav\u00e9s de artistas que transformaram e      aperfei\u00e7oaram a fabrica\u00e7\u00e3o e o estilo de obras.<\/p>\n<p>Ao      contr\u00e1rio do vidro veneziano, que se caracterizava por leves filigranas, o      alem\u00e3o utilizava esmaltes e reproduzia desenhos c\u00e9lebres.<\/p>\n<p>O      vidro esmaltado teve sua \u00e9poca de grandeza. Mas, depois de instalada a industria      na Bo\u00eamia, iniciou-se a fabrica\u00e7\u00e3o do vidro cristal gravado, que diziam ser      inven\u00e7\u00e3o de Gaspar Lehman, a quem o imperador Rodolfo II concedeu o t\u00edtulo      de gravador da corte em 1612.<\/p>\n<h2>S\u00e9culo      XVIII<\/h2>\n<p>A      Fran\u00e7a j\u00e1 fabricava o vidro desde a \u00e9poca dos romanos. Por\u00e9m, s\u00f3 no final      do s\u00e9culo XVIII, e especialmente com as iniciativas de Colbert, foi que a      ind\u00fastria de fato prosperou. Mais tarde ela alcan\u00e7aria um grau de perfei\u00e7\u00e3o      not\u00e1vel.<\/p>\n<p>Da      Fran\u00e7a, a industria vidreira passou para a Inglaterra durante o reinado de      Isabel. No s\u00e9culo XVIII a industria tinha importante valor neste pais, sobretudo      depois que se iniciou a fabrica\u00e7\u00e3o do cristal branco, que revolucionou o com\u00e9rcio      vidreiro, tornado acess\u00edvel o que at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 era conhecido e usado pelos      ricos.<\/p>\n<p>A      partir dessa \u00e9poca a industria vidreira espalhou-se pelo mundo inteiro. Tanto      a B\u00e9lgica como mais tarde o Novo Mundo, inundaram o mercado com objetos de      vidro incontest\u00e1vel superioridade art\u00edstica e a pre\u00e7os relativamente baixos.<\/p>\n<h2>Tempos      Modernos<\/h2>\n<p>Com      a Revolu\u00e7\u00e3o industrial, veio a mecaniza\u00e7\u00e3o dos processos e a apari\u00e7\u00e3o da grande      ind\u00fastria moderna do Vidro. E mais recentemente, durante os anos 50, assentaram-se      as bases da aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o. Novos produtos      apareceram com larga utiliza\u00e7\u00e3o em vidros cer\u00e2micos, vidros com superf\u00edcies      tratadas, Fibras \u00f3ticas, fibras para refor\u00e7o de materiais pl\u00e1sticos e vidros      de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A      Pilkington inventou o float. Neste processo o vidro fundido corre para um      banho de flutua\u00e7\u00e3o. Sob atmosfera devidamente controlada a faixa de vidro      flutua num banho de estanho fundido, o que lhe confere perfeita planimetria      das faces, seguida de um polimento a quente na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Com      o advento da industria automobil\u00edstica apareceu a necessidade de vidros mais      seguros, necessidade logo sentida em outras \u00e1reas como constru\u00e7\u00e3o civil, eletrodom\u00e9sticos      etc. , ocasionado um grande desenvolvimento dos vidros de seguran\u00e7a.<\/p>\n<h2>Um      projeto Moderno inclui vidros de seguran\u00e7a<\/h2>\n<p>O      vidro comum, \u00e9 usado em constru\u00e7\u00e3o h\u00e1 quase 2.000 anos. No entanto ele vem      sendo substitu\u00eddo gradualmente em muitas aplica\u00e7\u00f5es pelos vidros de seguran\u00e7a,      de custo mais elevado.<\/p>\n<p>Afinal,      o que h\u00e1 de errado com o vidro comum? O vidro comum \u00e9 um material fr\u00e1gil,      que quando se quebra, o faz em peda\u00e7os grandes e muito cortantes, o que pode      causar acidentes s\u00e9rios e at\u00e9 mesmo fatais. Quanto maior a espessura do vidro      maiores os impactos que pode suportar, por\u00e9m mesmo o vidro comum mais espesso      quebra, de forma igualmente insegura.<\/p>\n<p>O      vidro de seguran\u00e7a conserva qualidades do vidro comum ( transpar\u00eancia, durabilidade,      boa resist\u00eancia qu\u00edmica, etc.) e \u00e9 menos sujeito a quebras. Os vidros temperados,      apresentam resist\u00eancia mec\u00e2nica cinco vezes maior que o vidro comum de mesma      espessura, e quando quebrados, apresentam fragmentos pequenos, n\u00e3o pontiagudos      e sem arestas cortantes.<\/p>\n<p>Em      caso de quebra do vidro laminado, os fragmentos ficam presos ao butiral, minimizado      o risco de lacera\u00e7\u00f5es. Mesmo ap\u00f3s quebrado, o PVB resiste ao atravessamento      podendo ser distendido mais de cinco vezes de sua medida inicial, sem se romper.<\/p>\n<p>A      &#8220;Bristsh Standards Institution&#8221; (BSI) do Reino Unido, estudou as      \u00e1reas de maior risco de acidentes em vidro, e por interm\u00e9dio do &#8220;Code      of Practive for Glazing for Bilding&#8221; Bs 6262, enumera estas \u00e1reas:<\/p>\n<p>1.      Portas e laterais que possam ser confundidas com portas;<\/p>\n<p>2.      Envidra\u00e7amento a 80cn ou menos do assoalho;<\/p>\n<p>3.      Sacadas (guarda &#8211; corpos);<\/p>\n<p>4.      Envidra\u00e7amento em banheiros, piscinas, etc.;<\/p>\n<p>5.      \u00c1reas de especial risco, como por exemplo play-grounds, clarab\u00f3ias, etc.<\/p>\n<p>6.      De acordo com a Bs 6262, todas as cinco \u00e1reas acima citadas devem ser envidra\u00e7adas      com vidros de seguran\u00e7a. Lamentavelmente isto nem sempre \u00e9 observado, mesmo      na Inglaterra. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, por\u00e9m que tal norma deveria ser seguida inclusive      no Brasil, como medida preventiva de acidentes.<\/p>\n<h2>O      Vidro Laminado<\/h2>\n<p>O      laminado \u00e9 um vidro de seguran\u00e7a composto de duas ou mais l\u00e2minas de vidro      fortemente interligadas, sob calor e press\u00e3o, por uma ou mais camadas de Polivinil      Butiral muito resistente e flex\u00edvel, formando uma estrutura capaz de suportar      os mais violentos impactos. Mesmo que se rompa, garante a inviolabilidade      do v\u00e3o.<\/p>\n<p>O      tipo mais usado para arquitetura, em paredes divis\u00f3rias, portas, janelas,      vitrines, visores, vitrines, clarab\u00f3ias, entrada de luz, etc., \u00e9 o laminado      constitu\u00eddo de duas l\u00e2minas de vidro e uma camada de Polivinil Butiral.<\/p>\n<p>O      n\u00famero de l\u00e2minas de vidro de Polivinil Butiral pode ser especificado, o que      confere ao laminado versatilidade para as mais diversas situa\u00e7\u00f5es, conforme      as exig\u00eancias de seguran\u00e7a e isolamento t\u00e9rmico.<\/p>\n<p>O      tipo de alta resist\u00eancia contra impacto e penetra\u00e7\u00f5es pode ter 4 ou mais laminas      de vidro e 3 ou mais camadas de Polivinil Butiral.<\/p>\n<p>A      espessura do laminado m\u00faltiplo pode atingir at\u00e9 65mm, de acordo a necessidade.      O laminado m\u00faltiplo \u00e9 indicado nos casos de severas exig\u00eancias de seguran\u00e7a,      tais como p\u00e1ra-brisas de carro, janelas de carros blindados, visores de cabina      de seguran\u00e7a, p\u00e1ra-brisas de locomotivas e aeronaves, visores para navios,      vitrines e guiches especiais, piscinas, instala\u00e7\u00f5es hidr\u00e1ulicas, aeroportos,      sacadas, coberturas. Outros casos podem ser estudados de acordo com o projeto.<\/p>\n<p>A      versatilidade do laminado permite diversas composi\u00e7\u00f5es dos seus elementos,      visando atender \u00e0s necessidades de isolamento ac\u00fastico. Ele atenua ru\u00eddos      externos e absorve a energia sonora acima de 2\/3 a mais que o vidro manol\u00edtico      da mesma espessura.<\/p>\n<p>A      capacidade de absor\u00e7\u00e3o dos raios infravermelhos dos laminados depende da cor      da pel\u00edcula de Polivinil Butiral e da cor e espessura das l\u00e2minas de vidro      que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p>Em      suas v\u00e1rias tonalidades, o laminado oferece as melhores condi\u00e7\u00f5es de controle      da energia solar, com \u00edndice de absor\u00e7\u00e3o de 10 a 70%, conforme o caso. Al\u00e9m      das cores normais,o laminado pode ser composto com vidros refletivos, o que      diminui ainda mais a transmiss\u00e3o de calor para o ambiente interno.<\/p>\n<p>O      laminado \u00e9 particularmente indicado para os locais submetidos a maior incid\u00eancia      de raios solares, tornando os ambientes internos mais agrad\u00e1veis. Gra\u00e7as \u00e0      camada especialmente tingida de Polivinil Butiral, o laminado reduz os reflexos      de luz, al\u00e9m de excluir, por sua natureza, os raios ultravioletas em at\u00e9 92%.<\/p>\n<p>Deste      modo, o laminado diminui perdas provocadas pela colora\u00e7\u00e3o, sendo recomendado      para galerias de arte, e em muitos outros casos em que se queria evitar os      efeitos prejudiciais dos raios ultravioletas.<\/p>\n<h2>O      Vidro Temperado<\/h2>\n<p>Os      vidros temperados s\u00e3o fabricados a partir do vidro comum, por isso possuem      todas as suas caracter\u00edsticas: transpar\u00eancia, colora\u00e7\u00e3o, paralelismo nas faces,      etc.<\/p>\n<p>O      processo t\u00e9rmico de temperatura melhora consideravelmente as propriedades      do produto, conferindo ao vidro temperado uma resist\u00eancia muito maior que      a do vidro comum.<\/p>\n<p>A      finalidade da t\u00eampera \u00e9 estabelecer tens\u00f5es elevadas de compress\u00e3o nas zonas      superficiais do vidro, e correspondentes altas tens\u00f5es de tra\u00e7\u00e3o no centro      do mesmo.<\/p>\n<p><strong>Processo      de T\u00eampera<\/strong><\/p>\n<p>O      vidro \u00e9 cortado na forma e tamanhos desejados. Em seguida vem a lapida\u00e7\u00e3o      depois os recortes e furos necess\u00e1rios. Feitas estas opera\u00e7\u00f5es a pe\u00e7a \u00e9 submetida      ao controle de quantidade inicial, sendo ent\u00e3o levada ao processo de t\u00eampera.      O vidro \u00e9 colocado no forno, submetido a uma temperatura de aproximadamente      6000 C at\u00e9 atingir seu ponto ideal. Neste momento, recebe um resfriamento      brusco, atrav\u00e9s de um soprante , o que vai gerar o estado de tens\u00e3o citado.<\/p>\n<p><strong>Propriedades<\/strong><\/p>\n<p>Experi\u00eancias      levadas a efeito com uma chapa de temperado liso de 6mm de espessura, demonstram      que suporta o impacto de uma esfera de a\u00e7o de 1 kg deixada cair livremente      da altura de 2,00m; Em id\u00eanticas condi\u00e7\u00f5es um vidro comum de vidra\u00e7aria (recozido)      quebrou-se numa altura de 0,30cm.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia      ao choque t\u00e9rmico<\/strong><\/p>\n<p>T\u00e9rmicamente      a mesma chapa suporta uma diferen\u00e7a de temperatura entre suas superf\u00edcies      da ordem de 300o C. Num vidro comum nas mesmas circunstancias rompe-se com      uma diferen\u00e7a de 60o C.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancias      a flex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O      m\u00f3dulo de trabalho por fl\u00eax\u00e3o do temperado \u00e9 muito elevado: 500Kg\/cm2 com      um coeficiente de seguran\u00e7a igual a 3,5. O vidro comum possui um m\u00f3dulo de      trabalho por fl\u00eax\u00e3o de 100kgf\/cm2.<\/p>\n<p>Uma      chapa de 30 x 0,6 cm, colocada sobre dois apoios distantes entre si de 70      cm suporta uma Carga de 170kg com uma flecha de 0,6 cm, sem romper e nem deformar-se      permanentemente.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia      a Flambagem<\/strong><\/p>\n<p>A      mesma chapa submetida a uma carga axial permanente suporta 1000kgf com uma      flecha de 35mm.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia      a Tor\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A      mesma chapa suporta um esfor\u00e7o de tor\u00e7\u00e3o de 50kgf, descrevendo um angulo de      270o , ao passo que uma chapa de vidro comum rompe-se com 10kgf de for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Peso<\/strong><\/p>\n<p>O      peso do temperado \u00e9 o mesmo do vidro comum ou seja: 2,5kgf por metro quadrado      e mil\u00edmetro de espessura. Assim sendo temos:<\/p>\n<table width=\"70%\" height=\"10\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\" width=\"50%\" height=\"17\"><strong>Espessura Nominal<\/strong> <\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\" height=\"17\"><strong>Peso aproximado por m<\/strong><strong>2<\/strong> <\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"17\">6mm \u00a0<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"17\">15,0 kg<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"17\">8mm\u00a0<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"17\">20,0 kg<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"50%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"17\">10mm\u00a0<\/td>\n<td align=\"center\" width=\"50%\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"17\">25,0 kg<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Seguran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o      criadas atrav\u00e9s do processo de t\u00eampera, fazem com que numa eventual quebra      provocada por um esfor\u00e7o anormal ele rompe-se totalmente resultando pequenas      part\u00edculas de aspectos c\u00fabicos com arestas menos suscept\u00edveis de provocar      ferimentos. Isto aliado \u00e0s propriedades j\u00e1 enumeradas permite que se fa\u00e7a      emprego em grandes envidra\u00e7amento pois \u00e9 poss\u00edvel ser aplicado atrav\u00e9s de      pe\u00e7as met\u00e1licas pr\u00f3prias, eliminando completamente as requadra\u00e7\u00f5es dos tradicionais      caixilhos.<\/p>\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As      instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o fabricadas com o vidro plano; Cristal Incolor, Verde, Bronze,      Fume ou Impresso padr\u00e3o pontilhado.<\/p>\n<h2>Vidro      Monol\u00edtico<\/h2>\n<p>O      vidro Monol\u00edtico \u00e9 o vidro refletivo para controle solar produzido por um      processo de metaliza\u00e7\u00e3o on-line, onde a deposi\u00e7\u00e3o da camada refletiva ocorre      durante a fabrica\u00e7\u00e3o do vidro float, por deposi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de g\u00e1s, o que garante      durabilidade e homogeneidade da camada refletiva.<\/p>\n<p>A      deposi\u00e7\u00e3o da camada metalizada ocorre sobre o substrato incolor ou colorido,      o que confere ao Monol\u00edtico as seguintes cores por reflex\u00e3o: prata, cinza,      bronze e dourado. Quando laminado, o Eclipse proporciona in\u00fameras op\u00e7\u00f5es de      cor.<\/p>\n<p><strong>Vantagens<\/strong><\/p>\n<p>Variedades      de cores<br \/>\n     M\u00e9dia performance para controle solar<br \/>\n     Variedade de op\u00e7\u00f5es em termos de transmiss\u00e3o e reflex\u00e3o luminosa<br \/>\n     Camada refletiva resistente<br \/>\n     Pode ser utilizado normal ou laminado<br \/>\n     Pode ser instalado com a face refletiva voltada para ao exterior<\/p>\n<p><strong>Monol\u00edtico      Laminado<\/strong><\/p>\n<p>O      monol\u00edtico laminado ainda oferece seguran\u00e7a, controle sonoro, controle de      raios ultravioletas e prote\u00e7\u00e3o da camada metalizada.<\/p>\n<p>Monol\u00edtico      laminado em fun\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o, proporciona in\u00fameras op\u00e7\u00f5es de cores, possibilitando      flexibilidade ao projeto arquitet\u00f4nico.<\/p>\n<p>Fonte: www.saomateusvidros.com.br<\/p>\n<h6>Dia dos Vidreiros<\/h6>\n<h2>18      de Maio<\/h2>\n<p>O      vidro \u00e9 obtido a partir da fus\u00e3o de uma mistura de s\u00edlica, soda e calc\u00e1rio.      Durante esse processo, o anidrido carb\u00f4nico \u00e9 liberado, formando um composto      de silicatos de s\u00f3dio e c\u00e1lcio. O surgimento do vidro est\u00e1 associado a outras      duas descobertas do ser humano: o forno de cer\u00e2mica e a metalurgia.<\/p>\n<p>O      vidro \u00e9 obtido a partir da fus\u00e3o de uma mistura de s\u00edlica, soda e calc\u00e1rio.      Durante esse processo, o anidrido carb\u00f4nico \u00e9 liberado, formando um composto      de silicatos de s\u00f3dio e c\u00e1lcio. O surgimento do vidro est\u00e1 associado a outras      duas descobertas do ser humano: o forno de cer\u00e2mica e a metalurgia.<\/p>\n<p>A      origem do vidro n\u00e3o \u00e9 muito precisa, por\u00e9m, \u00e9 sabido que esse composto qu\u00edmico      data de 3000 a.C. De 1550 a.C. at\u00e9 o come\u00e7o da era crist\u00e3, o Egito se manteve      em primeiro lugar na ind\u00fastria do vidro. Ao invadirem o Egito, os romanos      aprenderam a t\u00e9cnica e at\u00e9 superaram os eg\u00edpcios na arte de trabalhar o vidro,      disseminando-a por todas as terras que conquistaram.<\/p>\n<p>Quando      os b\u00e1rbaros invadiram a Europa, a ind\u00fastria do vidro quase desapareceu, mas      se manteve gra\u00e7as ao imperador Constantino, o grande, que levou ex\u00edmios artistas      do vidro a Biz\u00e2ncio (depois Constantinopla; hoje, Istambul). A partir da\u00ed,      o Oriente come\u00e7ou a ter o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio do vidro, cujos fabricantes      tinham a prote\u00e7\u00e3o de Teod\u00f3sio II.<\/p>\n<p>No      s\u00e9culo XIII, os artistas gregos come\u00e7aram a trabalhar nas oficinas de Veneza,      fazendo com que a ind\u00fastria do vidro veneziano iniciasse um per\u00edodo de prosperidade.      Esses artistas foram protegidos por lei, mas o Conselho dos Dez proibiu sua      sa\u00edda, bem como a de outros vidreiros, para outros pa\u00edses, isolando-os na      ilha Murano. Alguns vidreiros, por\u00e9m, conseguiram emigrar para a Alemanha,      onde fomentaram a ind\u00fastria do vidro. Os vidreiros mais consagrados em Veneza      foram: Beroviero e Paulo Godi de P\u00e1dua. Entre os vidreiros da Alemanha, destacaram-se:      Scaper, Benchat, Keyell e o qu\u00edmico Kunckel.<\/p>\n<p>A      Tcheco-Eslov\u00e1quia sobressaiu-se na t\u00e9cnica e no fabrico do vidro e do cristal      gravado e lapidado, cuja descoberta \u00e9 atribu\u00edda a Gaspar Lehman. At\u00e9 hoje      s\u00e3o famosos os cristais da Bo\u00eamia.<\/p>\n<p>A      Fran\u00e7a tamb\u00e9m foi uma grande produtora de vidro, seguida pela Inglaterra,      que, no s\u00e9culo XVIII, no reinado de Isabel I, popularizou o cristal barato,      revolucionando o com\u00e9rcio do vidro, que passou a ser acess\u00edvel a todos. A      partir dessa revolu\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria vidreira se espalhou por v\u00e1rios pa\u00edses,      dos quais merecem destaque n\u00e3o s\u00f3 a B\u00e9lgica, como tamb\u00e9m e a Su\u00e9cia, que se      tornou inimit\u00e1vel na gravura sobre vidro.<\/p>\n<p>A      ind\u00fastria do vidro tem um valor estim\u00e1vel na economia mundial; al\u00e9m de gerar      capital e emprego, \u00e9 um produto ecol\u00f3gico, pois \u00e9 totalmente recicl\u00e1vel, e      n\u00e3o-poluidor do meio ambiente. Hoje, h\u00e1 at\u00e9 vidros de seguran\u00e7a, como os temperados,      os laminados e os monol\u00edticos, que recebem camadas de polivinil butiral (PVB),      material que faz o vidro tornar-se resistente ao choque t\u00e9rmico, ao impacto,      \u00e0 flex\u00e3o, \u00e0 tor\u00e7\u00e3o e ao calor.<\/p>\n<p>Fonte: www.paulinas.org.br<\/p>\n<h6>Dia dos Vidreiros<\/h6>\n<h2>18      de Maio<\/h2>\n<p><strong>Sopro      de cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1      muitos s\u00e9culos os vidros de Murano encantam o mundo. Mas essa arte fascinante,      que por tempos buscou-se em v\u00e3o manter ilhada e exclusiva, conquistou profissionais      que a executam tamb\u00e9m no Brasil com extrema habilidade<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Imposs\u00edvel      desvincular o delicado e m\u00e1gico trabalho de um maestro vetraio (mestre vidreiro)      Muranese do sopro de Deus que deu vida a Ad\u00e3o. Assim como na cria\u00e7\u00e3o divina,      a quase impercept\u00edvel quantidade de ar enviada ao centro de uma por\u00e7\u00e3o de      massa v\u00edtrea incandescente \u00e9 capaz de imprimir alma e personalidade a objetos      inimit\u00e1veis em beleza e perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quem      conhece um verdadeiro vidro de Murano ou j\u00e1 acompanhou a cria\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a      n\u00e3o achar\u00e1 a compara\u00e7\u00e3o exagerada. \u00c9 preciso t\u00e9cnica refinada, rapidez e habilidade      art\u00edstica para manusear a massa descoberta h\u00e1 4mil anos.<\/p>\n<p>E      que desde j\u00e1 fique bem claro: Murano mesmo, s\u00f3 o que \u00e9 feito l\u00e1 na ilha, pois      refere-se \u00e0 proced\u00eancia; as pe\u00e7as executadas fora desse territ\u00f3rio apenas      podem utilizar as mesmas t\u00e9cnicas e seguirem o estilo, mas s\u00e3o gen\u00e9rica e      erroneamente denominadas murano.<\/p>\n<p>Sempre      atuais e reverenciados, diversos vidros de Murano produzidos entre 1915 e      2000 foram tema da exposi\u00e7\u00e3o Mar de Vidro, realizada em outubro passado no      Museu da Casa Brasileira (SP).<\/p>\n<p>Alguns      nomes de casas hist\u00f3ricas e importantes na produ\u00e7\u00e3o vidreira da ilha puderam      ser apreciados, como os de Cenedese (acima), no centro de mesa de vidro submergido,      pe\u00e7a de 1960 assinada por Aldo Fuga e \u00cdtalo Pustetto.Ao lado, no alto, os      jarros Pez, de vidro policrom\u00e1tico em tiras, Chama, de vidro rosado, ambos      submergidos em cristal, e Coruja, de vidro \u00e2mbar claro submergido, datam de      1950 , cria\u00e7\u00e3o dos maestros vetraios da cooperativa Covem.<\/p>\n<p>No      centro, garrafas da s\u00e9rie Marinas, da casa Salviati, pe\u00e7as de vidro colorido      submergido em cristal, criadas por Luciano Gaspari em 1965. Abaixo, par de      ma\u00e7anetas de vidro coral revestido, cria\u00e7\u00e3o de Archimede Seguso e Bepi Santomaso      do ano de 1947 para a casa Seguso Vetrio D\u0092Arte.<\/p>\n<p>Na      p\u00e1gina anterior, o prato com pe\u00e7as policrom\u00e1ticas em base de ferro, cria\u00e7\u00e3o      de 1999 de Isabella Bertocco Smania, mostra que a nova escola de Murano segue      fielmente a tradi\u00e7\u00e3o de beleza, mesmo imprimindo nova leitura \u00e0 produ\u00e7\u00e3o vidreira.<\/p>\n<p>Essa      pequena ilha italiana, distante 1,2km da majestosa Veneza, passou a guardar      desde 18 de novembro de 1291 a arte de fabrica\u00e7\u00e3o de maravilhosos vidros,      conhecimento aprendido com os romanos, que o obtiveram com fen\u00edcios, eg\u00edpcios      e mesopot\u00e2micos, sendo aprimorada pelos venezianos, cujo primeiro registro      hist\u00f3rico data do ano 982.<\/p>\n<p>Um      decreto do ent\u00e3o Conselho Maior, que elegia os magistrados e redigia as leis      vigentes na Rep\u00fablica Seren\u00edssima (como Veneza era denominada), ordenou a      destrui\u00e7\u00e3o de todos os fornos existentes e sua mudan\u00e7a e confinamento em Murano      \u0096 dizem alguns que para preservar Veneza, constru\u00edda em sua maior parte      sobre madeira. Outros defendem que o verdadeiro interesse era manter exclusiva      a t\u00e9cnica de fabrica\u00e7\u00e3o dos mais variados e originais objetos de vidro, comercializados      em todo o mundo conhecido de ent\u00e3o e fonte de renda inesgot\u00e1vel para a regi\u00e3o.      Juntamente com os fornos, os mestres vidreiros e suas fam\u00edlias foram transferidos      para Murano, recebendo tratamento e honrarias t\u00edpicas da nobreza.<\/p>\n<p>Pertence      aos muraneses, precisamente a \u00c2ngelo Barovier, o cr\u00e9dito da descoberta, no      s\u00e9culo XIII, do vidro cristalino transparente e perfeito, hoje conhecido simplesmente      pelo nome de cristal, que tamb\u00e9m deu origem ao espelho, ainda que as pe\u00e7as      coloridas, multicoloridas e feitas de murrina sejam sempre associadas a eles      em primeiro lugar.<\/p>\n<p>A      atividade vidreira da \u00e9poca submetia-se \u00e0 associa\u00e7\u00e3o Arti, que regulamentava      o acesso \u00e0 profiss\u00e3o e \u00e0 associa\u00e7\u00e3o somente a quem tivesse ao menos 14 anos,      freq\u00fcentasse uma escola de mestre vidreiro, fosse aprovado em um exame pr\u00e1tico      e jurasse respeitar o regulamento.<\/p>\n<p>Alguns      anos e novas t\u00e9cnicas descobertas depois (como a filigrana e o vidro branco      opaco que lembrava a porcelana chinesa), o vidro de Murano era s\u00edmbolo de      status e objeto de desejo em todo o mundo. Em 1525, o s\u00e9culo de ouro da produ\u00e7\u00e3o      vidreira de Murano, um novo estatuto da Arti estipula castigo sever\u00edssimo      ao mestre que deixasse a ilha e quebrasse o juramento de manter segredo sobre      seus conhecimentos. Mesmo assim, o conhecimento t\u00e9cnico espalha-se pela Europa,      difundindo, a fabrica\u00e7\u00e3o de vidro ao estilo de Veneza.<\/p>\n<p><strong>Dinastia      de mestres<\/strong><\/p>\n<p>No      ano de 1605 foi compilado um Livro de Ouro com o registro hist\u00f3rico dos mestres      vidreiros da chamada Magn\u00edfica Comunidade Muranese. Pouco depois, em 1638,      a associa\u00e7\u00e3o estabelece que apenas as fam\u00edlias integrantes desse livro poderiam      fabricar vidros com a cana de sopro.<\/p>\n<p>At\u00e9      os dias de hoje, muitos nomes constantes no livro t\u00eam seus descendentes dedicando-se      a arte, que nas d\u00e9cada de 1950 e 1960 teve um novo apogeu mundial. Uma fam\u00edlia      registrada nesse livro chama a aten\u00e7\u00e3o dos brasileiros: Seguso.<\/p>\n<p>Dotada      de uma habilidade que se pode dizer gen\u00e9tica, a fam\u00edlia gerou muitos mestres      vidreiros. Um, em particular, inconformado com o horizonte que se desenhava      limitado para sua vida, saiu de Murano a convite da Cristais Prado, em S\u00e3o      Paulo, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, e nunca mais deixou o Brasil: Mario Seguso.<\/p>\n<p>Excelente      desenhista e gravador premiado, formado pelo Regio Istituto d\u0092Arte de      Veneza, ap\u00f3s dois anos como gravador e designer de cristaleria de mesa em      S\u00e3o Paulo, Mario Seguso partiu em busca de estabelecer com o vidro uma rela\u00e7\u00e3o      mais plena, que lhe permitisse explorar a criatividade e expandir a veia art\u00edstica.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o      de pe\u00e7as na Oficina de Fogo e Arte, na f\u00e1brica da Ca D\u0092oro \u0096 o nome      da empresa, que significa \u0093casa de ouro\u0094, homenageia o famoso pal\u00e1cio      veneziano recoberto de mosaicos de vidro com l\u00e2minas de ouro puro. S\u00e9culos      de tradi\u00e7\u00e3o, passada de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m viva a t\u00e9cnica do soffiato      (sopro) e a utiliza\u00e7\u00e3o de tesouras, pin\u00e7as e forcella na produ\u00e7\u00e3o de verdadeiras      obras de arte, fruto da criatividade e habilidade de artes\u00e3os apaixonados      pelo vidro e suas possibilidades.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      algumas aventuras na Amaz\u00f4nia, montou um ateli\u00ea pr\u00f3prio, a Oficina de Fogo      e Arte, onde passou a gravar temas folcl\u00f3ricos brasileiros em pe\u00e7as dispon\u00edveis      no mercado, pois acreditava que o Brasil devia reconhecer seus pr\u00f3prios valores      e n\u00e3o os vindos do Exterior. Algum tempo depois, associou-se aos irm\u00e3os Alamiro      e Vittorio Ferro, tamb\u00e9m de reconhecida fam\u00edlia de Murano, e ao cunhado, Pietro      Toso, vindo especialmente da It\u00e1lia para participar do empreendimento, com      os quais fundou em 1965 a Cristais Ca\u0092Doro, na cidade mineira de Po\u00e7os      de Caldas. Na d\u00e9cada de 1980, os filhos passam a participar do neg\u00f3cio, ocupando      o lugar dos irm\u00e3os Ferro e do cunhado, que voltaram \u00e0 Murano.<\/p>\n<p>O      vidro produzido na Ca\u0092Doro segue os preceitos do fabricado em Murano      e tem a vantagem de o Brasil contar com uma excepcional qualidade e grau de      pureza de areia, testada na Esta\u00e7\u00e3o Experimental do Vidro, em Murano. Mas      Mario Seguso adequou e aprimorou os conhecimentos de seus antepassados em      busca de um resultado com identidade brasileira marcante e exclusiva. A aus\u00eancia      de modismos e influ\u00eancias caracterizam sua obra, que retrata os valores brasileiros,      a cultura, e a natureza soberba em cores e formas caprichosas. Reconhecido      internacionalmente, tem seu trabalho hoje exposto em galerias, museus e institutos      ligados \u00e0 arte em vidro em diversas partes do mundo. Convidado freq\u00fcentemente      a ministrar palestras e cursos, Mario Seguso faz o Brasil ser respeitado por      sua tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstico vidreira.<\/p>\n<p>\u0093Quando      eu digo \u0091vidro brasileiro\u0092 pode a princ\u00edpio parecer demagogia\u0094,      afirma. \u0093Mas o que eu digo pode ser visto na minha obra, que reproduz      fen\u00f4menos e maravilhas da natureza brasileira: os cip\u00f3s que envolvem as \u00e1rvores      das florestas, os peixes que est\u00e3o pulando como na Piracema, as cores da Amaz\u00f4nia,      formatos que reinterpretam e reproduzem a arte ind\u00edgena em vidro. Basta ver      para entender que nossa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 legitimamente brasileira, capaz de se nivelar      em beleza e qualidade aos vidros fabricados nos mais renomados centros mundiais,      e com personalidade pr\u00f3pria\u0094.<\/p>\n<p><strong>pr\u00f3pria      e inspirado nas belezas naturais e ra\u00edzes brasileiras, Mario Seguso, da Ca\u0092Doro      faz quest\u00e3o de assinar suas pe\u00e7as com a marca \u0093Seguso, do Brasil\u0094,      apresentando o pa\u00eds como ber\u00e7o de sua identidade art\u00edstica, como mostram os      trabalhos a seguir.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei17.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"132\" height=\"246\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><br \/>\n<strong>1- Labirinto, vaso de vidro \u00e2mbar<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei18.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"133\" height=\"249\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><br \/>\n<strong>2 &#8211; Vaso \u00e2mbar com aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei19.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"181\" height=\"242\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><br \/>\n<strong>3 &#8211; Abelha, vaso leitoso tricolor<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei20.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"144\" height=\"251\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><br \/>\n<strong>4 &#8211; Baiana, vidro opaco com degrad\u00ea de cores e grava\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei21.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"112\" height=\"277\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><br \/>\n<strong>5 &#8211; \u00c2nfora, vidro vermelho com aplica\u00e7\u00f5es de vidro preto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei22.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"272\" height=\"171\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><br \/>\n<strong>6 &#8211; Piracema, vidro azul e cristal<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/vidrei23.jpg\" alt=\"Dia dos Vidreiros\" width=\"146\" height=\"253\" title=\"Dia dos Vidreiros\" \/><br \/>\n<strong>7 &#8211; Beijo, cristal e vidro azul.<\/strong><\/p>\n<h2>Tradi\u00e7\u00e3o      brasileira<\/h2>\n<p>M\u00e1rio      Seguso n\u00e3o foi o \u00fanico italiano a deixar o pa\u00eds em busca de novos horizontes      e formar profissionais no Brasil. Tamb\u00e9m na d\u00e9cada de 1950, Aldo Bonora, rec\u00e9m-casado,      ap\u00f3s aprender o of\u00edcio em Murano, transferiu- se para o Brasil e, utilizando      a estrutura de uma f\u00e1brica de vidro desativada, em Po\u00e7os de Caldas, come\u00e7ou      a produzir pe\u00e7as em estilo murano.<\/p>\n<p>Angela      Cristina Molinari, respons\u00e1vel pelas vendas, levou seus pequenos irm\u00e3os Antonio      Carlos e Paulo Molinari para conhecer a produ\u00e7\u00e3o do vidro, em 1957. Encantados,      os meninos passaram por todos os setores da f\u00e1brica e logo estavam produzindo      pequenos bichinhos e pe\u00e7as de colares, absorvendo o conhecimento do mestre      italiano.<\/p>\n<p>Aldo      Bonora percebeu o talento da dupla e investiu em seu trabalho, permitindo-      lhes liberdade para criar e fazer coisas novas.<\/p>\n<p>Em      1962, quando Bonora afastou-se do trabalho, os irm\u00e3os, ent\u00e3o com 17 e 14 anos      de idade, fundaram sua pr\u00f3pria empresa de vidros, a Antonio Molinari e Filhos,      que com o aumento progressivo da produ\u00e7\u00e3o e crescimento dos neg\u00f3cios mudou-se      para uma instala\u00e7\u00e3o maior e assumiu a raz\u00e3o social de Cristais S\u00e3o Marcos,      como \u00e9 at\u00e9 hoje conhecida.<\/p>\n<p>A      exemplo dos italianos, os brasileiros Molinari tamb\u00e9m transferem o conhecimento      e a habilidade na arte vidreira de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o \u0096 hoje, filhos,      sobrinhos e at\u00e9 netos j\u00e1 est\u00e3o envolvidos e seduzidos pela magia do vidro.      \u0093O meu objetivo pessoal \u00e9 conseguir transmitir aos meus filhos, sobrinhos      e genros, a continuidade de nossos neg\u00f3cios com a mesma seriedade e com o      mesmo sucesso que conseguimos atingir\u0094, afirma Antonio Carlos Molinari.<\/p>\n<p>\u0093As      perspectivas para nossa empresa \u00e9 que consigamos consolidar o nome e a qualidade      dos produtos da Cristais S\u00e3o Marcos no mercado externo com a mesma for\u00e7a que      hoje temos no mercado nacional\u0094.<\/p>\n<h2>T\u00e9cnica      preservada<\/h2>\n<p>Mesmo      as mais antigas pe\u00e7as produzidas em Murano apresentam-se atuais, uma fa\u00e7anha      que se deve \u00e0 sensibilidade dos mestres em acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos estilos      de decora\u00e7\u00e3o. Ao entardecer, prepara-se a fornace (o forno) para operar no      dia seguinte, colocando-se nela os elementos qu\u00edmicos que formam o vidro,      que passar\u00e3o a noite fundindo-se a uma temperatura entre 1.400 e 1.500\u00b0C,      para que os mestres tenham uma pasta l\u00edquida para modelar pela manh\u00e3. Durante      o dia, a temperatura da fornace baixa 1.150\u00b0C, para que a massa seja mantida      adequada para a modelagem. O carv\u00e3o e a lenha foram substitu\u00eddos por g\u00e1s metano.<\/p>\n<p>A      produ\u00e7\u00e3o de vidros e cristais numa fornace utiliza, principalmente, a t\u00e9cnica      do soffiato, ou trabalho a sopro, empregada na execu\u00e7\u00e3o de garrafas, lustres,      ta\u00e7as, pratos e vasos, por exemplo, e a t\u00e9cnica manual das esculturas e demais      objetos s\u00f3lidos em seu interior.<\/p>\n<p>Da      adi\u00e7\u00e3o de \u00f3xidos met\u00e1licos \u00e0 massa de s\u00edlica, carbonato de s\u00f3dio, carbonato      de c\u00e1lcio, nitrato e ars\u00eanico obt\u00e9m-se as varia\u00e7\u00f5es de cores dos vidros: cobalto      para azul, cromo para verde, c\u00e1dmio para amarelo, sel\u00eanio para vermelho e      mangan\u00eas para o lil\u00e1s. Uma das mais t\u00edpicas e nobres cores utilizadas no trabalho      de Murano, o rubino, \u00e9 obtida com a adi\u00e7\u00e3o do sel\u00eanio e micros de ouro \u00e0 massa      v\u00edtrea.<\/p>\n<p>Finda      a modelagem, as pe\u00e7as s\u00e3o levadas para um forno de resfriamento, com temperatura      em torno de 400\u00b0C, onde permanecem de 12 a 24 horas at\u00e9 se obter a queda gradual      da temperatura. A etapa seguinte \u00e0 retirada das pe\u00e7as desse forno \u00e9 a de cataloga\u00e7\u00e3o      para venda.<\/p>\n<h2>Forma\u00e7\u00e3o      in loco<\/h2>\n<p>O      processo inverso \u0096 aprender a t\u00e9cnica de soprar vidro (soffiato) em Murano,      com mestres como Giuliano Tosi, Valentino Dolcemascolo, Gianpaolo Seguso e      Lino Tagliapietra, entre outros \u0096 foi a op\u00e7\u00e3o da artista pl\u00e1stica Elvira      Schuartz, autora do livro \u0093Atrav\u00e9s do Vidro \u0096 objetos e poemas\u0094,      no qual cada p\u00e1gina \u00e9 uma verdadeira declara\u00e7\u00e3o de amor pela arte vidreira.      \u0093A t\u00e9cnica do sopro permite moldar realmente o vidro, j\u00e1 que se trabalha      com o material no estado de um l\u00edquido viscoso, semelhante a um mel\u0094,      explica Elvira. \u0093Como dizia meu mestre muranese Gianpaolo Seguso, \u0091moldar      vidro \u00e9 brincar com a arte da luz\u0092\u0094.<\/p>\n<p>O      maior desafio para quem quer aprender a soprar vidros, segundo a artista,      \u00e9 equilibrar o vidro na ponta da cana, como se equilibra um mel na ponta de      um bast\u00e3o. A t\u00e9cnica mais popular e mais simples para fazer vidros \u00e9 a de      fusing, (que significa fus\u00e3o, em portugu\u00eas, embora o nome seja pouco usado),      na qual se moldam l\u00e2minas de vidro que podem ser pintadas em fornos de baixa      temperatura.<\/p>\n<p>Hoje,      al\u00e9m das pe\u00e7as maravilhosas que cria, Elvira Schuartz ensina a t\u00e9cnica de      sopro e moldagem em seu Espa\u00e7o Zero \u0096 Centro de Arte em Vidro, em S\u00e3o      Paulo.<\/p>\n<p>Elvira      Schuartz, que aprendeu o of\u00edcio em Murano e declara-se uma apaixonada pelo      vidro, traduz seu amor em pe\u00e7as e versos: \u0093O vidro \u00e9 feito de ar, ar      que sai do peito, peito onde mora o cora\u00e7\u00e3o, cora\u00e7\u00e3o que \u00e9 o territ\u00f3rio da      alma, alma que \u00e9 o sopro do homem, do homem que sopra o vidro.\u0094 Nas fotos,      pe\u00e7as de algumas de suas cole\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas:<\/p>\n<p>1-      Camale\u00e3o, trio de vasos da cole\u00e7\u00e3o Metamorfose;<\/p>\n<p>2      &#8211; Zebra Bowl e Zebra Vaso, de vidro leitoso preto e branco da cole\u00e7\u00e3o Kalahari,      inspirada no deserto africano de mesmo nome;<\/p>\n<p>3      &#8211; a escultura Ninho, de Suricato, da cole\u00e7\u00e3o Kalahari \u00e9 de cristal soprado;<\/p>\n<p>4      &#8211; Dunas Centro, Dunas Lamparina e Dunas Vaso, cristal soprado e vidro \u00e2mbar,      da cole\u00e7\u00e3o Kalahari.<\/p>\n<h2>Express\u00e3o      independente<\/h2>\n<p>Lu      Barros iniciou sua trajet\u00f3ria com o vidro em 1987, como designer em uma f\u00e1brica      de vitrais, onde os vidreiros produziam as pe\u00e7as com a t\u00e9cnica de sopro. Tamb\u00e9m      designer de j\u00f3ias, mas encantada com a alquimia do vidro e fascinada com o      brilho do fogo que faz nascer uma mat\u00e9ria t\u00e3o cristalina, retomou a cria\u00e7\u00e3o      vidreira por suas pr\u00f3prias m\u00e3os.<\/p>\n<p>\u0093O      que mais me atrai na cria\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de vidro nesse estilo \u00e9 a sobreposi\u00e7\u00e3o      de camadas, que criam efeitos gr\u00e1ficos fant\u00e1sticos com a combina\u00e7\u00e3o de cores      e transpar\u00eancia, podendo assim ser explorada com muita criatividade e acima      de tudo com muita paix\u00e3o por todo o processo.\u0094<\/p>\n<p>Para      Lu Barros \u00e9 preciso respeitar a mat\u00e9ria, que parece ter vida pr\u00f3pria. \u0093Por      mais que tentemos controlar seu caminho, ela se expressa da forma que tem      de se expressar e as coisas simplesmente acontecem\u0094, afirma. \u0093Mas      isso para mim \u00e9 uma qualidade e n\u00e3o uma dificuldade. Tento aproveitar esta      \u0091vida\u0092 da melhor maneira poss\u00edvel, e cada trabalho sempre \u00e9 um aprendizado.      Nunca vamos dominar essa mat\u00e9ria por completo e isso \u00e9 muito estimulante e      desafiador\u0094.<\/p>\n<h2>Conhecimento      socializado<\/h2>\n<p>Talvez      h\u00e1 s\u00e9culos, em Veneza, a artista pl\u00e1stica Debora Muszkat fosse condenada pela      Arti. Hoje, seu projeto de socializa\u00e7\u00e3o do conhecimento \u0096 a Oficina do      Vidro &#8211; e possibilidade de oferecer uma nova carreira e trabalho para uma      popula\u00e7\u00e3o com dificuldade de acesso aos estudos, bem como a portadores de      necessidades especiais, s\u00f3 pode ser aplaudido e apoiado.<\/p>\n<p>\u0093Fiz      minha primeira experi\u00eancia de reciclagem de vidro aos 18 anos\u0094, relembra.      \u0093Ingressei na \u00e1rea do design, fazendo lumin\u00e1rias e mesas de vidro reciclado      e, ap\u00f3s cursos na Inglaterra e pesquisas durante anos aqui no Brasil, comecei      a produzir pe\u00e7as de design para o mercado vidreiro. O neg\u00f3cio deu t\u00e3o certo      que n\u00e3o havia gente qualificada para atender a demanda. Assim nasceu o projeto      de forma\u00e7\u00e3o, que a Secretaria de Cultura abra\u00e7ou por um per\u00edodo e me permitiu      ensinar e produzir pe\u00e7as com os meninos\u0094.<\/p>\n<p>Debora      tamb\u00e9m acredita que esse material com caracter\u00edsticas espec\u00edficas deve ser      respeitado. \u0093O vidro \u00e9 delicado e com singularidades pr\u00f3prias de tempo      e resfriamento, que se n\u00e3o soubermos lidar com elas a pe\u00e7a trinca ou entorta.      Quando bem trabalhado, o vidro pode ser bastante resistente e passar gera\u00e7\u00f5es      e gera\u00e7\u00f5es intacto\u0094.<\/p>\n<p>Fonte: revistadcasa.uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia dos Vidreiros, Vidraceiro, Vidro, Tebas, Profissional, Arte, Ind\u00fastria, Hist\u00f3ria, Origem, Revolu\u00e7\u00e3o, Import\u00e2ncia, Descoberta, Vidra\u00e7aria, Dia dos Vidreiros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-58280","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dia dos Vidreiros, Vidraceiro, Vidro, Tebas, Profissional Dia dos 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