{"id":58262,"date":"2016-06-30T14:06:57","date_gmt":"2016-06-30T14:06:57","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=58262"},"modified":"2016-06-30T14:21:46","modified_gmt":"2016-06-30T14:21:46","slug":"dia-das-racas-indigenas-da-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america","title":{"rendered":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<br \/>\n<h2>18      de Maio<\/h2>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O      Brasil seguramente \u00e9 um dos pa\u00edses do mundo que apresenta uma grande s\u00f3cio-diversidade,      desde o per\u00edodo pr\u00e9-colombiano. Esta afirmativa \u00e9 subsidiada por levantamentos      hist\u00f3ricos que estimam terem vivido em terras brasileiras cerca de 1 a 8 milh\u00f5es      de pessoas, antes da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, distribu\u00eddas em cerca de 1100      etnias. \u00c9 sabido tamb\u00e9m que o impacto do contato com os europeus, ao longo      destes 500 anos, causou uma devasta\u00e7\u00e3o sem precedentes tanto na redu\u00e7\u00e3o do      n\u00famero absoluto quanto na quantidade dos grupos \u00e9tnicos ind\u00edgenas. Segundo      informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (FUNAI) estima-se      que existiriam 1300 l\u00ednguas diferentes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas14.jpg\" alt=\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\" width=\"263\" height=\"367\" title=\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\" \/><\/p>\n<p>Atualmente,      estima-se que a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira n\u00e3o ultrapasse 400 mil habitantes      considerando 215 sociedades ind\u00edgenas reconhecidas pela FUNAI. Esta redu\u00e7\u00e3o      num\u00e9rica de indiv\u00edduos e grupos \u00e9tnicos faz com que o \u00edndio no Brasil represente      apenas 0,2% da popula\u00e7\u00e3o total. Entretanto, esta estimativa n\u00e3o chega a ser      confi\u00e1vel uma vez que o Brasil ainda n\u00e3o realizou qualquer tipo de censo demogr\u00e1fico      voltado \u00e0 contagem e caracteriza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas. Assim, os n\u00fameros      estimados baseiam-se na contabilidade de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais e\/ou      de ind\u00edgenas que utilizam algum tipo de servi\u00e7o p\u00fablico governamental. A aus\u00eancia      de um censo governamental da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, de certa forma reflete os      n\u00edveis de dificuldade em implementar de modo concreto a\u00e7\u00f5es que foram legisladas      desde a d\u00e9cada de 70 sobre pol\u00edtica indigenista. Neste aspecto, pode-se dizer      que o Brasil se encontra atrasado em rela\u00e7\u00e3o a grande maioria dos pa\u00edses da      Am\u00e9rica Latina. Apenas cinco pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina n\u00e3o realizaram ainda      censos demogr\u00e1ficos ind\u00edgenas segundo informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em sites governamentais      dispon\u00edveis na internet: Peru, Col\u00f4mbia, Guiana, Uruguai e Brasil.<\/p>\n<p>Esta      falta de censo demogr\u00e1fico dificulta em muito o reconhecimento da identidade      cultural da exist\u00eancia de \u0093povos ind\u00edgenas\u0094, relegando a maior parte      destes a condi\u00e7\u00e3o de \u0093grupos ind\u00edgenas\u0094 ainda que tenham ocorrido      a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas e reservas. Hoje, no      Brasil, 12% do territ\u00f3rio nacional ou cerca de 104 milh\u00f5es de hectares s\u00e3o      reconhecidos como reserva ind\u00edgena. O percentual inclui todas as terras ind\u00edgenas      em processo de reconhecimento, em diferentes graus. Algumas est\u00e3o apenas identificadas      e cerca de 60% est\u00e1 registrada, ou seja identificadas, demarcadas e homologadas.      Entretanto, muitas das \u00e1reas consideradas reservas ind\u00edgenas est\u00e3o geograficamente      sobrepostas a Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o o que leva a uma situa\u00e7\u00e3o paradoxal:      o \u00edndio tem direito a viver na reserva, mas n\u00e3o tem autodetermina\u00e7\u00e3o para      usufru\u00ed-la segundo suas tradi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-culturais e suas necessidade de sobreviv\u00eancia.      Esta sobreposi\u00e7\u00e3o tem gerado um conflito cont\u00ednuo nos diferentes setores governamentais,      que tutelam ou as reservas ind\u00edgenas ou as \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Segundo      TEIXEIRA (2004):<\/strong><\/p>\n<p>\u0093As      \u00e1reas ind\u00edgenas s\u00e3o ricas em recursos naturais e, em geral, est\u00e3o localizadas      em regi\u00f5es de fronteira agr\u00edcola e de expans\u00e3o do capital, tornando-se, freq\u00fcentemente,      alvo de conflitos. Estes se d\u00e3o, entre outros motivos, por terem sido as terras      ind\u00edgenas vendidas a t\u00edtulos de propriedade, em passado recente, pela pr\u00f3pria      Uni\u00e3o, que atualmente, numa esp\u00e9cie de mecanismo compensat\u00f3rio pela expropria\u00e7\u00e3o      territorial, concede aos \u00edndios a posse permanente das terras, sem que os      atuais propriet\u00e1rios, fazendeiros, produtores, empres\u00e1rios, assentados, entre      outros segmentos sociais, sejam devidamente indenizados. Esses fatos geram      novos conflitos e corroboram para um complexo ideol\u00f3gico presente nos discursos      mais variados, quer seja do senso comum, quer seja dos representantes das      camadas mais elitizadas e intelectualizadas, que p\u00f5em em \u0093xeque\u0094      a pureza cultural ou primitividade dos \u00edndios quanto \u00e0 quest\u00e3o de serem ou      n\u00e3o \u00edndios e, portanto, merecedores ou n\u00e3o de seus direitos constitucionais.\u0094<\/p>\n<p>O      coment\u00e1rio de Teixeira exp\u00f5e um fato contundente: a condi\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o      das terras ind\u00edgenas, ainda que questionada por alguns setores sociais, \u00e9      crucial para a manuten\u00e7\u00e3o da identidade \u00e9tnica destas sociedades. Isto porque,      no contexto de progress\u00e3o hist\u00f3rico-cultural dos povos ind\u00edgenas a rela\u00e7\u00e3o      com a terra e com a natureza transcende a vis\u00e3o economicista amplamente disseminada      em sociedades euro-asi\u00e1ticas em dire\u00e7\u00e3o a uma vis\u00e3o \u0093sist\u00eamica\u0094      que envolve uma rela\u00e7\u00e3o que interliga aspectos culturais, sociais, religiosos      e de sobreviv\u00eancia. Esta vis\u00e3o antag\u00f4nica entre povos \u00edndios e n\u00e3o-indios      em rela\u00e7\u00e3o a terra cria um foco de diverg\u00eancia quase que intranspon\u00edvel. Construir      pontes entre estas duas vis\u00f5es \u00e9 uma tarefa que necessita \u0093coopera\u00e7\u00e3o      m\u00fatua\u0094 e \u0093comportamento solid\u00e1rio\u0094. Entretanto, como cooperar      e ser solid\u00e1rio em um relacionamento nascido sobre uma \u00e9gide de domina\u00e7\u00e3o      e dizima\u00e7\u00e3o, que for\u00e7osamente tem levado a uma \u0093supremacia de posi\u00e7\u00f5es\u0094      dos povos n\u00e3o-indios sobre os \u00edndios?<\/p>\n<p>Esta      quest\u00e3o pode ser considerada de grande pertin\u00eancia uma vez que o efeito colonizador      tem, muitas vezes, negado a \u0093identidade cultural ind\u00edgena\u0094 baseado      em argumentos que nem sempre tem sido \u0093critica e cientificamente avaliados\u0094.      Dois destes argumentos se destacam: o primeiro \u00e9 o da falta de pureza cultural.      No caso, este argumento utiliza como subs\u00eddio a id\u00e9ia de que se grande parte      dos grupos ind\u00edgenas que vivem no Brasil tem entrado em contato e absorvido      algum tipo de informa\u00e7\u00e3o, comportamento, tecnologia ou cultura da sociedade      n\u00e3o-india, eles j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o \u0093povos puros\u0094 e, portanto, devem ser      tratados de modo similar social, jur\u00eddico e culturalmente ao restante dos      brasileiros. Apesar de ser verdadeira a observa\u00e7\u00e3o de que ocorreu \u0093fluxo      cultural bidirecional\u0094 ao longo da hist\u00f3ria do Brasil, negar a identidade      cultural ind\u00edgena pode ser considerada uma das grandes fal\u00e1cias ideol\u00f3gicas      da atualidade. TEIXEIRA (2004) corrobora esta id\u00e9ia quando diz:<\/p>\n<p>\u0093Nesse      aspecto, cabe ressaltar, que n\u00e3o existe pureza cultural, todas as sociedades      s\u00e3o din\u00e2micas e \u00e9 dessa forma que as culturas se reproduzem. O fato de alguns      grupos ind\u00edgenas n\u00e3o usarem cocares, flechas e bordunas e terem passado por      um longo processo de descaracteriza\u00e7\u00e3o cultural n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o sejam      mais \u00edndios. A incorpora\u00e7\u00e3o de rituais, cren\u00e7as e pr\u00e1ticas ex\u00f3genas pelos      \u00edndios n\u00e3o significa, necessariamente, que sua cultura deixou de ser aut\u00eantica      e que, portanto, tais \u00edndios passaram a ser \u0093falsos \u00edndios\u0094 ou \u0093ex-\u00edndios\u0094.      Os estudos desenvolvidos com as sociedades ind\u00edgenas, em particular os de      Jo\u00e3o Pacheco de Oliveira Filho, t\u00eam mostrado que elementos externos s\u00e3o ressemantizados      e fundamentais para a preserva\u00e7\u00e3o ou adapta\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es sociais e de      modos de vida. Al\u00e9m do que, cabe indagar, se seria poss\u00edvel que as coletividades      ind\u00edgenas em contato com o mundo envolvente fossem totalmente refrat\u00e1rias      aos fluxos culturais globais e as press\u00f5es do capitalismo.\u0094<\/p>\n<p>Sendo      assim, a id\u00e9ia de imputar \u00e0s sociedades ind\u00edgenas um comportamento de \u0093redoma\u0094      para que suas diferen\u00e7as sejam aceitas e consideradas pela sociedade brasileira,      pode ser postulado como um processo de \u0093involu\u00e7\u00e3o\u0094, n\u00e3o somente      hist\u00f3rica, mas da pr\u00f3pria natureza humana, j\u00e1 que \u0093o fluxo intra-populacional      e inter-populacional\u0094 tem sido a mat\u00e9ria-prima do desenvolvimento da      civiliza\u00e7\u00e3o humana estando fortemente centrada na evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica dos aspectos      comportamentais, que levam ao desenvolvimento e ac\u00famulo cultural da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Outro      argumento que desconstitui a identidade e a luta pela preserva\u00e7\u00e3o dos povos      ind\u00edgenas diz respeito a \u0093id\u00e9ia de primitividade cultural\u0094 em rela\u00e7\u00e3o      aos povos ocidentais n\u00e3o-indios. Dentro desta concep\u00e7\u00e3o, tal primitividade      deveria ser \u0093sanada\u0094 a partir da compreens\u00e3o de que a transmiss\u00e3o      de informa\u00e7\u00f5es e tecnologias desenvolvidas, ao longo da hist\u00f3ria, de forma      escrita seria a \u00fanica forma de sistematiza\u00e7\u00e3o do conhecimento, enquanto que      a transmiss\u00e3o oral seria \u0093pobre, inefici\u00eancia e sem acur\u00e1cia\u0094. Esta      id\u00e9ia de primitividade est\u00e1 t\u00e3o entranhada no olhar n\u00e3o-indio sobre as popula\u00e7\u00f5es      \u0093ind\u00edgenas ou abor\u00edgines\u0094 que continua sendo perpetuada nos bancos      escolares principalmente atrav\u00e9s das disciplinas de Estudos Sociais e Ci\u00eancias      Naturais e suas Tecnologias. Entretanto, hoje depois da explos\u00e3o sem precedentes      de tecnologias e conhecimentos gerados a partir da idea\u00e7\u00e3o e uso do m\u00e9todo      cient\u00edfico pela civiliza\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o-india, ser\u00e1 que a \u0093id\u00e9ia de primitividade\u0094      \u00e9 refor\u00e7ada? Ou tamb\u00e9m \u00e9 uma fal\u00e1cia perpetuada nestes cinco s\u00e9culos pela      vis\u00e3o \u0093euroc\u00eantrica\u0094 do mundo?<\/p>\n<p>Com      base neste contexto, o presente estudo teve como perspectiva contribuir com      o debate sobre o quanto o significado destes dois argumentos tende ao real      ou ideol\u00f3gico, utilizando para tanto, uma vis\u00e3o interdisciplinar, com destaque      a biologia evolutiva da esp\u00e9cie humana e as teorias educacionais.<\/p>\n<p><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/p>\n<p>Para      analisar a quest\u00e3o referente a progress\u00e3o cultural \u0093\u00edndia e n\u00e3o-india\u0094      estabeleceu-se como eixo condutor a an\u00e1lise de estudos na \u00e1rea biom\u00e9dica.      Para tanto foi realizada uma busca bibliogr\u00e1fica sobre o tema utilizando-se      as seguintes bases de dados indexadoras: Scielo, Lilacs e Medline, e o banco      de teses dispon\u00edvel na Coordenadoria de Aperfei\u00e7oamento do Ensino Superior      (CAPES). Na primeira parte do estudo, foram sistematizadas e discutidas quest\u00f5es      sobre a identidade cultural ind\u00edgena, sua rela\u00e7\u00e3o com a evolu\u00e7\u00e3o cultural      na esp\u00e9cie humana, o conceito de \u0093popula\u00e7\u00f5es tradicionais\u0094 a partir      de uma vis\u00e3o ambientalista. Na segunda parte, foram analisadas investiga\u00e7\u00f5es      sobre \u0093a acur\u00e1cia da transmiss\u00e3o oral do conhecimento\u0094 tomando-se      como refer\u00eancia estudos etno-bot\u00e2nicos e etno-farmacol\u00f3gicos ind\u00edgenas. Para      tanto, utilizaram-se as palavras-chaves \u0093traditional medicine\u0094 e      \u0093indians\u0094 no banco de dados MEDLINE. A partir dos artigos publicados,      elegeram-se aqueles mais pr\u00f3ximos do objetivo deste trabalho para serem debatidos.      Por se tratar de um estudo predominantemente interdisciplinar, alguns ajustes      conceituais entre as \u00e1reas do conhecimento dos autores foram realizados para      permitir a constru\u00e7\u00e3o do texto. Por tal motivo, considera\u00e7\u00f5es a este respeito,      quando relevantes, s\u00e3o apresentadas como notas de rodap\u00e9.<\/p>\n<p><strong>RESULTADOS      E DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Dentro      da vis\u00e3o da biologia evolutiva, a quest\u00e3o da \u0093pureza cultural\u0094 n\u00e3o      encontra subs\u00eddios consistentes. Isto porque estudos sobre a evolu\u00e7\u00e3o cultural      em primatas e seres humanos sugerem fortemente serem os processos culturais,      din\u00e2micos e retro-alimentados segundo as perspectivas culturais intr\u00ednsecas      a cada grupo populacional dentro de uma mesma esp\u00e9cie. A revis\u00e3o sobre este      tema realizada por CASTRO E TORO (2004) no artigo \u0093The evolution of culture:      From primate social learning to human culture\u0094 deixa claro este posicionamento.      Segundo os autores:<\/p>\n<p>\u0093A      cultura pode ser definida como uma varia\u00e7\u00e3o adquirida e mantida por um aprendizado      social direto e indireto sendo um processo comum na natureza, alcan\u00e7ando um      n\u00edvel importante somente no Homo sapiens que levou a um processo de evolu\u00e7\u00e3o      cultural de grande \u0093valor adaptativo\u0094. A transmiss\u00e3o cultural em      nossa esp\u00e9cie trabalha na maioria do tempo com um sistema de heran\u00e7a cumulativa      levando os membros de um determinado grupo a incorporar caracter\u00edsticas comportamentais      (&#8230;). N\u00f3s consideramos que a ado\u00e7\u00e3o do comportamento de aprendizagem em primatas      pode ser definida como um processo, que envolve tr\u00eas etapas consecutivas:      (1) o descobrimento e a aprendizagem de um determinado comportamento; (2)      testagem e avalia\u00e7\u00e3o do comportamento aprendido; (3) rejei\u00e7\u00e3o ou incorpora\u00e7\u00e3o      do comportamento aprendido dentro do repert\u00f3rio de comportamentos pr\u00e9-existentes.      (&#8230;) N\u00f3s sugerimos que tanto a aprendizagem individual (basicamente feita      a partir da tentativa e erro) quanto social (basicamente feita por est\u00edmulos      locais ou por imita\u00e7\u00e3o) em primatas, representam dois mecanismos alternativos      para a descoberta de um determinado comportamento sem que haja comprometimento      com a ado\u00e7\u00e3o posterior deste comportamento pelo individuo ou mesmo pelo grupo.\u0094<\/p>\n<p>Se      esta perspectiva \u00e9 considerada correta, se aceita que a estrat\u00e9gia de progress\u00e3o      cultural ocorre, ainda hoje, na sociedade humana tanto no que diz respeito      ao indiv\u00edduo quanto ao coletivo na constru\u00e7\u00e3o da cultura (onde se inclui o      conhecimento sistematizado). Esta id\u00e9ia tamb\u00e9m \u00e9 corroborada por teorias educacionais      como \u00e9 o caso da hist\u00f3rico-cultural de Vigotsky re-analisada por Welsch (1998)      em que este \u00faltimo autor pontua que a g\u00eanese do conhecimento se processaria      em quatro n\u00edveis organizacionais: filog\u00eanese, ontog\u00eanese, sociog\u00eanese e microg\u00eanese.      Tomando estes n\u00edveis como refer\u00eancia, tanto a sociog\u00eanese quanto a microg\u00eanese      seriam elementos din\u00e2micos sob o ponto de vista de um determinado povo no      tempo e no espa\u00e7o. Isto porque a microg\u00eanese (ac\u00famulo individual do conhecimento)      que \u0093aprende, testa, recha\u00e7a ou incorpora\u0094 \u00e9 subsidiada pela sociogenese      na mesma medida que a alimenta (troca dial\u00e9tica). Este processo, ent\u00e3o, passa      a ser ao mesmo tempo uma experi\u00eancia individual \u00fanica como tamb\u00e9m \u00e9 uma experi\u00eancia      coletiva \u00fanica. Uma explica\u00e7\u00e3o simplista desta din\u00e2mica poderia ser dada se      for considerado que, mesmo que o alfabeto da escrita contempor\u00e2nea tenha evolu\u00eddo      dos fen\u00edcios, estes, enquanto grupo social, n\u00e3o existem mais, e a escrita      como \u0093tecnologia de transmiss\u00e3o do conhecimento\u0094 ainda que seja      utilizada por uma grande quantidade de povos guarda m\u00faltiplas especificidades      que s\u00e3o concretamente observadas atrav\u00e9s das varia\u00e7\u00f5es existentes nos c\u00f3digos      alfab\u00e9ticos, estrutura gramatical, ling\u00fc\u00edstica e fon\u00e9tica (diversidade de      \u0093Babel\u0094?).<\/p>\n<p>Tendo      esta perspectiva conceitual, poderia, ent\u00e3o ser considerada uma fal\u00e1cia caracterizar      o \u0093ind\u00edgena\u0094 como um sujeito sem vis\u00e3o critica com possibilidades      limitadas de \u0093aprender comportamentos, test\u00e1-los e aceit\u00e1-los ou n\u00e3o      face ao seu hist\u00f3rico cultural pr\u00e9vio\u0094. Em outras palavras, seria uma      fal\u00e1cia considerar o ind\u00edgena como um sujeito sem autonomia cr\u00edtica e construtiva      do seu processo de conhecimento. Assim, nem o comportamento \u0093de imposi\u00e7\u00e3o      cultural\u0094 por parte da sociedade n\u00e3o-india, nem aquele de \u0093enclausuramento      que leve o isolamento das comunidades ind\u00edgenas\u0094 s\u00e3o aceit\u00e1veis. Assim,      reconhecer a \u0093identidade ind\u00edgena\u0094 significaria, a priori, assumir      que \u0093um ind\u00edgena \u00e9 ind\u00edgena em qualquer contexto, dentro ou fora das      aldeias e reservas, dentro ou fora do Pa\u00eds\u0094, uma vez que o mesmo sinta-se      identificado como tal. Reconhecer a \u0093identidade ind\u00edgena\u0094 \u00e9 pressupor      que um ind\u00edgena que domine tecnologicamente a escrita e o conhecimento acumulado      por popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o-indias n\u00e3o significa um \u0093sujeito aculturado\u0094,      mas sim um \u0093sujeito culto\u0094.<\/p>\n<p>Outra      pondera\u00e7\u00e3o que estes pressupostos permitem fazer \u00e9 de que o fluxo, a captura      e modifica\u00e7\u00e3o de um determinado conhecimento e tecnologia mesmo dentro da      perspectiva da racionalidade t\u00e9cnica newtoniana-cartesiana sofre transforma\u00e7\u00e3o      e\/ou adapta\u00e7\u00e3o segundo o modelo cultural de um determinado povo, e, portanto      modifica-se e, portanto cria novos modelos e, portanto garante a manuten\u00e7\u00e3o      da biodiversidade cultural humana (s\u00f3cio-diversidade) e a cont\u00ednua progress\u00e3o      cultural da esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>Neste      ponto emerge o segundo argumento francamente euroc\u00eantrico que considera os      povos ind\u00edgenas \u0093culturalmente primitivos\u0094. Assim como o primeiro      argumento, as autoras tamb\u00e9m consideram esta vis\u00e3o uma outra fal\u00e1cia. Para      subsidiar esta vis\u00e3o \u00e9 relevante que sejam tecidas algumas considera\u00e7\u00f5es sobre      a pr\u00f3pria diverg\u00eancia da \u0093progress\u00e3o cultural\u0094 que historicamente      separou a humanidade em dois grandes grupos: aqueles que desenvolveram um      padr\u00e3o de linguagem escrita para expressar tanto contextos materiais, quanto      id\u00e9ias ou abstra\u00e7\u00f5es\u0094 e aqueles que \u0093desenvolveram estrat\u00e9gias de      progress\u00e3o cultural baseadas na transmiss\u00e3o oral do conhecimento\u0094 que      era, no inicio da civiliza\u00e7\u00e3o humana, comum aos dois grupos.<\/p>\n<p><strong>Segundo      RAJCZUK (2000) em um breve texto de revis\u00e3o sobre a evolu\u00e7\u00e3o da escrita:<\/strong><\/p>\n<p>\u0093Os      seres humanos, em toda a sua hist\u00f3ria, tiveram, basicamente, quatro meios      para fazer registros ou transmitir informa\u00e7\u00f5es: os pictogramas, os ideogramas      (ou escrita anal\u00edtica), os silab\u00e1rios e o alfabeto. O in\u00edcio do uso de registros      parece ter ocorrido no Oriente M\u00e9dio em raz\u00e3o da necessidade de controlar      as atividades comerciais crescentes. Sobre a argila \u00famida, representa\u00e7\u00f5es      pict\u00f3ricas do mundo eram feitas, ou seja, desenhos que simbolizavam objetos      e seres.<\/p>\n<p>Os      pictogramas deram lugar \u00e0 escrita anal\u00edtica com seus ideogramas ou logogramas,      o que facilitava o processo de escrita e permitia a identifica\u00e7\u00e3o correta      dos sinais. Os mais antigos achados arqueol\u00f3gicos em que s\u00e3o encontrados simultaneamente      pictogramas e ideogramas datam do terceiro e do quarto mil\u00eanios a.C. A escrita      anal\u00edtica parece ter surgido inicialmente na Sum\u00e9ria, China e Egito. At\u00e9 ent\u00e3o,      a escrita n\u00e3o era relacionada \u00e0 fala, ou seja, ela n\u00e3o correspondia aos nomes      das coisas representadas, mas sim diretamente ao seu formato f\u00edsico. A passagem      dos ideogramas para os sistemas sil\u00e1bico e alfab\u00e9tico ocorreu cerca de 2800      a.C. com a necessidade de incorporar, aos registros escritos, elementos das      l\u00ednguas faladas. Assim, os sinais passaram a representar sons, em vez de objetos      em si. Mas os sistemas sil\u00e1bicos apresentavam defici\u00eancias. A principal delas      era o grande n\u00famero de sinais necess\u00e1rios para representar todos os sons de      uma determinada l\u00edngua.<\/p>\n<p>Assim,      por exemplo, o sistema cuneiforme sil\u00e1bico da Mesopot\u00e2mia continha quase 600      sinais, o que inviabilizava a aprendizagem pela maioria das pessoas. A posterior      inven\u00e7\u00e3o do sistema de escrita alfab\u00e9tico ocorreu com a percep\u00e7\u00e3o de que a      escrita poderia ser organizada mais facilmente se cada som individual fosse      representado por um sinal espec\u00edfico. Esse tipo de organiza\u00e7\u00e3o reduziria os      sinais necess\u00e1rios para a representa\u00e7\u00e3o, pois os diferentes sons de cada l\u00edngua      s\u00e3o em pequeno n\u00famero, raramente mais de 40 tipos. N\u00e3o se sabe se tal percep\u00e7\u00e3o      ocorreu a partir do contato entre diversos povos ou se aconteceu a partir      da id\u00e9ia de um s\u00f3 indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Os      primeiros alfabetos foram inventados no Oriente M\u00e9dio em 1500 a.C. e representavam      apenas os sons consonantais, deixando de lado as vogais. A introdu\u00e7\u00e3o de vogais      surgiu apenas no in\u00edcio do primeiro mil\u00eanio a.C., com os gregos que, ao receberem      dos fen\u00edcios a id\u00e9ia do alfabeto e as formas das letras, inclu\u00edram as vogais,      usando para represent\u00e1-las as letras fen\u00edcias que n\u00e3o tinham correspondentes      fon\u00e9ticos no grego. \u0093Nosso pr\u00f3prio alfabeto, o latino, \u00e9 derivado do      alfabeto grego, tendo a intermedia\u00e7\u00e3o dos etruscos.\u0094<\/p>\n<p>O      discurso hist\u00f3rico apresentado atrav\u00e9s do texto de RAJCZUK (2000) \u00e9 amplamente      aceito, bem como a id\u00e9ia de que, ao contr\u00e1rio do desenvolvimento da escrita      pelos povos antigos do velho mundo, os povos amer\u00edndios adotaram e mantiveram      como estrat\u00e9gia de ac\u00famulo, guarda e transfer\u00eancia do conhecimento, a \u0093transmiss\u00e3o      oral\u0094 e que a manuten\u00e7\u00e3o desta estrat\u00e9gia de transmiss\u00e3o do conhecimento      seria o principal \u0093sinal de primitividade\u0094 dos grupos populacionais      que viviam nas Am\u00e9ricas, em especial, no Brasil.<\/p>\n<p>Esta      id\u00e9ia de primitividade provavelmente se imp\u00f5e at\u00e9 os dias de hoje pela falta      de compreens\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de pelo menos duas quest\u00f5es: 1) a grande falta      de informa\u00e7\u00f5es consideradas cient\u00edficas sobre o processo de \u0093transmiss\u00e3o      do conhecimento oral\u0094 e 2) as quest\u00f5es hist\u00f3ricas relacionadas com a      diverg\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o humana entre os grupos que aqui s\u00e3o chamados de      \u0093escritores\u0094 e \u0093contadores\u0094.<\/p>\n<p>Aparentemente,      estas duas quest\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o relacionadas, mas se forem analisadas de modo      conjunto, elas podem fornecer pistas para o entendimento dos porqu\u00eas, que      levaram a manuten\u00e7\u00e3o deste tipo de estrat\u00e9gia cultural pela grande maioria      das sociedades ind\u00edgenas da Am\u00e9rica e tamb\u00e9m dos porqu\u00eas at\u00e9 agora o ac\u00famulo      dos conhecimentos oralmente transmitidos permaneceram invis\u00edveis (escondidos?      ausentes? extintos?) as sociedades n\u00e3o-indias.<\/p>\n<p><strong>Segundo      MENA (2001)<\/strong><\/p>\n<p>\u0093Cada      sociedade evolui e alcan\u00e7a o seu desenvolvimento seguindo o seu pr\u00f3prio padr\u00e3o,      modelo e caminho de evolu\u00e7\u00e3o. Assim tem ocorrido com as culturas tradicionais      e com a sociedade ocidental (considerando as varia\u00e7\u00f5es de pa\u00edses e regi\u00f5es)\u0094.      Em outra parte do seu texto, o autor ainda comenta que: \u0093A tradi\u00e7\u00e3o se      converte em deposit\u00e1ria e transmissora do saber acumulado e legado atrav\u00e9s      das gera\u00e7\u00f5es, saber que parece constituir um dos pilares b\u00e1sicos da defini\u00e7\u00e3o      da identidade dos grupos origin\u00e1rios da Am\u00e9rica\u0094.Assim, o quanto o dito      conhecimento tradicional (transmiss\u00e3o oral) das sociedades \u00edndias \u00e9 rico em      elementos que podem ser utilizados pela esp\u00e9cie humana somente agora est\u00e1      sendo considerado e transformado em objeto de investiga\u00e7\u00e3o em diversas \u00e1reas      do conhecimento.<\/p>\n<p>Sob      um olhar antropol\u00f3gico esta afirmativa \u00e9 bem visualizada em muitas obras.      Na revis\u00e3o aqui feita, o texto de KRYSZCZUN (2005) \u00e9 tomado como exemplo:<\/p>\n<p>\u0093A      sociedade ind\u00edgena tem \u0093uma \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com a natureza, uma cultura      baseada na tradi\u00e7\u00e3o, magia e medicina natural\u0094. Estas s\u00e3o algumas das      caracter\u00edsticas comuns entre as tribos ind\u00edgenas do Brasil e da Am\u00e9rica. Al\u00e9m      destas, podemos citar a resist\u00eancia em manter acesos seus costumes e as lutas      por espa\u00e7o territorial e direito \u00e0 diferen\u00e7a. S\u00e3o os aspectos culturais, pol\u00edticos      e sociais que formam a identidade destas ra\u00e7as, que faz com que o grupo se      reconhe\u00e7a como \u00edndio seja reconhecido pela sociedade n\u00e3o-\u00edndia e permita que      as mudan\u00e7as na cultura n\u00e3o alterem sua identifica\u00e7\u00e3o. Com esta caracteriza\u00e7\u00e3o,      o saber ind\u00edgena tem tentado se perpetuar. Para os povos Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica,      reconhecer que o \u00edndio sofre e luta e perceber as dificuldades preconceituosas      que encontra no mundo moderno, \u00e9 importante e \u00e9 tema em qualquer discuss\u00e3o      etnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Outra      coisa \u00e9 reconhecer a for\u00e7a e intelig\u00eancia dos povos ind\u00edgenas e parabeniz\u00e1-los      pela persist\u00eancia.A parte bonita destes s\u00e9culos de luta \u00e9 ver a riqueza incomensur\u00e1vel      de culturas que de dizima\u00e7\u00e3o em dizima\u00e7\u00e3o, de processos de acultura\u00e7\u00e3o e de      catequiza\u00e7\u00e3o \u00e0 escravid\u00e3o se mant\u00eam e podem orgulhar-se de ver um dia em que      a sociedade n\u00e3o-\u00edndia tenha que se curvar perante sua for\u00e7a, seu conhecimento      e sua SABEDORIA. Manter culturas acesas atrav\u00e9s de s\u00e9culos de terr\u00edveis confrontos      e mudan\u00e7as sociais \u00e9 digno de um povo lutador, inteligente e s\u00edmbolo mais      forte da hist\u00f3ria viva mundial: o povo ind\u00edgena das Am\u00e9ricas. Muito se fala,      se admira e se engrandece a cultura do Egito Antigo.<\/p>\n<p>H\u00e1      de se reconhecer sua grandeza e riqueza. Mas as dinastias e fara\u00f3s cansaram-se,      renderam-se \u00e0s mudan\u00e7as e ficaram no passado hist\u00f3rico. Os povos ind\u00edgenas      da Am\u00e9rica lutaram, sofreram persegui\u00e7\u00f5es, enfrentaram mudan\u00e7as, e a\u00ed est\u00e3o:      em bem menor n\u00famero do que o inicial, enfraquecidos, mas presentes, contando      um passado hist\u00f3rico, por\u00e9m construindo a hist\u00f3ria hoje e transmitindo \u00e0s      suas gera\u00e7\u00f5es a carga heredit\u00e1ria social para continuar uma hist\u00f3ria futura.      Grandes civiliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o as da Am\u00e9rica ind\u00edgena, que al\u00e9m de servirem ao n\u00e3o-branco,      ensinaram-no muito de sua cultura, sendo honrosos em seus princ\u00edpios de divis\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos      s\u00e9culos XVI e XVII exploradores embrenharam-se no Rio Amazonas atr\u00e1s de escravos,      terras e tesouros mitol\u00f3gicos. Mas o que encontraram de mais precioso foram      os relatos de ricas e complexas culturas. As terras \u00e0s margens do Rio Amazonas      eram organizadas em \u0093prov\u00edncias\/estados\u0094 pertencentes aos diferentes      povos. Estas sociedades viviam em constante comunica\u00e7\u00e3o, seja para transa\u00e7\u00f5es      comerciais e pol\u00edticas ou mesmo em situa\u00e7\u00f5es de guerra (Mota, L\u00facio, 1994).      As regi\u00f5es andinas e amaz\u00f4nicas s\u00e3o as mais ricas, hist\u00f3rica, antropol\u00f3gica      e arqueologicamente, por serem grandes pot\u00eancias de sociedades ind\u00edgenas complexas.      As cer\u00e2micas e vest\u00edgios materiais ind\u00edgenas que a arqueologia e a antropologia      v\u00eam descobrindo em toda Am\u00e9rica, revelam enormes varia\u00e7\u00f5es e fases culturais      datadas de at\u00e9 6000 a.C (&#8230;). Suas contribui\u00e7\u00f5es e desenvolvimento v\u00eam acontecendo      atrav\u00e9s da hist\u00f3ria nos n\u00edveis n\u00e3o s\u00f3 culturais, mas ideol\u00f3gicos e ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>O      mito do ind\u00edgena passivo \u00e9 desacreditado pelo pr\u00f3prio fato de ainda existirem      e deixarem na sociedade n\u00e3o-\u00edndia marcas de sua identidade cultural. Foram      e s\u00e3o sociedades duras em sua luta pela liberdade e contra os vilip\u00eandios      a que s\u00e3o submetidos. Apesar de \u00e1grafos em sua maioria e com uma parcela de      sociedades com proto-escrita, os povos ind\u00edgenas da Am\u00e9rica possuem incompar\u00e1vel      qualidade de transmiss\u00e3o oral, que permite que a tradi\u00e7\u00e3o seja passada de      gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o do mesmo modo e com os mesmos exemplos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      disso, possuem a arte cer\u00e2mica em diversas tribos e a pintura rupestre que,      com inscri\u00e7\u00f5es, transmitem costumes, detalhando aos arque\u00f3logos e antrop\u00f3logos      sua ordem de execu\u00e7\u00e3o das tarefas, os executores e toda hierarquia e processo      de desenvolvimento da vida di\u00e1ria ind\u00edgena por v\u00e1rios s\u00e9culos.\u0094<\/p>\n<p>O      texto vigoroso da autora ainda enfatiza as rela\u00e7\u00f5es entre a transmiss\u00e3o do      conhecimento oral com aspectos da pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o das sociedades \u00edndias e      o ecossistema em que habitam.<\/p>\n<p>\u0093Estas      hist\u00f3rias fant\u00e1sticas da estrutura social, pol\u00edtica e religiosa, al\u00e9m do cotidiano      de rituais, etiquetas e educa\u00e7\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o encontrados em livros espec\u00edficos      de etnografia\/etnologia. N\u00e3o h\u00e1 divulga\u00e7\u00e3o da maravilhosa e rica hist\u00f3ria      destes povos de cultura diferente da capitalista do mundo n\u00e3o-ind\u00edgena. N\u00e3o      h\u00e1 interesse dos meios de acesso \u00e0 grande massa, a m\u00eddia, em levar a conhecer      mais a fundo tais riquezas da hist\u00f3ria humana\u0094.<\/p>\n<p>Outro      olhar que tamb\u00e9m considera a transmiss\u00e3o do conhecimento tradicional \u00e9 o ambientalista,      que, inclusive, subsidiou a constru\u00e7\u00e3o do termo \u0093popula\u00e7\u00f5es tradicionais\u0094      que hoje est\u00e1 amplamente divulgado em muitos setores da sociedade incluindo      os governamentais. Esta afirmativa \u00e9 corroborada quando se analisa o texto      publicado pelo \u00f3rg\u00e3o governamental \u0093 Instituto Brasileiro do Meio Ambiente      (IBAMA)\u0094 transcrito a seguir:<\/p>\n<p>\u0093A      id\u00e9ia de Popula\u00e7\u00f5es Tradicionais est\u00e1 essencialmente ligada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o      de valores, de tradi\u00e7\u00f5es, de cultura. Ao longo da sua hist\u00f3ria, o homem atrav\u00e9s      de m\u00faltiplas experi\u00eancias e situa\u00e7\u00f5es vivenciadas, tem alcan\u00e7ado importantes      conquistas que o fazem avan\u00e7ar, que elevam sua dignidade de esp\u00e9cie humana.      Acontece que o ritmo das mudan\u00e7as, a velocidade das descobertas tem crescido      em ritmo geom\u00e9trico, nos \u00faltimos 50 anos, tornando obrigat\u00f3ria \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o      de certos valores, ou ent\u00e3o o resgate de valores que apenas s\u00e3o conservados      por popula\u00e7\u00f5es tradicionais; caso contr\u00e1rio, podem ser jogadas ao esquecimento      conquistas seculares da humanidade. (&#8230;) Para entender melhor a quest\u00e3o das      popula\u00e7\u00f5es tradicionais \u00e9 fundamental entender sua cultura que est\u00e1 intimamente      dependente das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>O      professor Diegues enumera as seguintes caracter\u00edsticas das culturas tradicionais:      (a) depend\u00eancia e at\u00e9 simbiose com a natureza, os ciclos naturais e os recursos      naturais renov\u00e1veis a partir do qual se constr\u00f3i um &#8220;modo de vida&#8221;;      (b) conhecimento aprofundado da natureza e de seus ciclos que se reflete na      elabora\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de uso e de manejo dos recursos naturais.<\/p>\n<p>Esse      conhecimento \u00e9 transferido de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o por via oral; (c) no\u00e7\u00e3o de      territ\u00f3rio ou espa\u00e7o onde o grupo se reproduz econ\u00f4mica e socialmente; (d)      moradia e ocupa\u00e7\u00e3o desse territ\u00f3rio por v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, ainda que alguns      membros individuais possam ter-se deslocado para os centros urbanos e voltado      para a terra dos seus antepassados; (e) import\u00e2ncia das atividades de subsist\u00eancia,      ainda que a produ\u00e7\u00e3o de mercadorias possa estar mais ou menos desenvolvida,      o que implica numa rela\u00e7\u00e3o com o mercado; (f) reduzida acumula\u00e7\u00e3o de capital;      (g) import\u00e2ncia dada \u00e0 unidade familiar, dom\u00e9stica ou comunal e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es      de parentesco ou de compadrio para o exerc\u00edcio das atividades econ\u00f4micas,      sociais e culturais; (h) import\u00e2ncia de mito e rituais associados \u00e0 ca\u00e7a,      \u00e0 pesca e \u00e0s atividades extrativistas; (i) a tecnologia utilizada \u00e9 relativamente      simples, de impacto limitado sobre o meio ambiente.<\/p>\n<p>H\u00e1      uma reduzida divis\u00e3o t\u00e9cnica e social do trabalho, sobressaindo o trabalho      artesanal. Nele, o produtor e sua fam\u00edlia, dominam o processo de trabalho      at\u00e9 o produto final; (j) fraco poder pol\u00edtico, que em geral reside com os      grupos de poder dos centros urbanos; e (k) auto-identifica\u00e7\u00e3o ou identifica\u00e7\u00e3o      pelos outro de se pertencer a uma cultura distinta das outras.<\/p>\n<p>Ainda      podem ser agregados a vis\u00e3o antropol\u00f3gica e ambientalista, estudos da \u00e1rea      de gen\u00e9tica de popula\u00e7\u00f5es sobre a migra\u00e7\u00e3o humana para as Am\u00e9ricas em intera\u00e7\u00e3o      com elementos hist\u00f3ricos relacionados com o desenvolvimento da escrita. Cabe      salientar que os resultados por ora obtidos baseiam-se e est\u00e3o limitados por      tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es: (1) que a investiga\u00e7\u00e3o das causas relacionadas \u00e0 diversidade      gen\u00e9tica da esp\u00e9cie humana tem sido objeto de estudo h\u00e1 muitos anos e assim,      a constru\u00e7\u00e3o deste conhecimento \u00e9 continuada e n\u00e3o est\u00e1 finalizada; (2) que      \u00e0 medida que novas estrat\u00e9gias metodol\u00f3gicas e tecnol\u00f3gicas, como \u00e9 o caso      do uso de marcadores moleculares, tem sido utilizadas est\u00e1 sendo poss\u00edvel      aprofundar cada vez mais estas investiga\u00e7\u00f5es; (3) que dentro da abordagem      gen\u00e9tico-molecular al\u00e9m de marcadores mitocondriais j\u00e1 utilizados a partir      da d\u00e9cada de 80, nesta \u00faltima d\u00e9cada, outros marcadores mais confi\u00e1veis como      os presentes no cromossomo Y e no DNA nuclear do genoma humano em regi\u00f5es      conhecidas como microssat\u00e9lites come\u00e7aram a ser utilizados aumentando ainda      mais a acur\u00e1cia das an\u00e1lises.<\/p>\n<p>Respeitando      estas condi\u00e7\u00f5es, atualmente o estudo considerado refer\u00eancia mundial \u00e9 o de      BORTOLINI et al. (2003). A autora e seus colaboradores compararam o perfil      gen\u00e9tico de 438 indiv\u00edduos de 24 popula\u00e7\u00f5es nativas da Am\u00e9rica (ind\u00edgenas)      e 404 indiv\u00edduos origin\u00e1rios da Mong\u00f3lia. Os resultados obtidos foram consistentes      com a id\u00e9ia da ocorr\u00eancia de duas migra\u00e7\u00f5es principais a partir da regi\u00e3o      sudeste e central da Sib\u00e9ria para as Am\u00e9ricas. Baseado na diversidade gen\u00e9tica      observada, os autores estimaram que a migra\u00e7\u00e3o para o continente Americano      ocorreu a cerca de 14 mil anos atr\u00e1s, per\u00edodo, que est\u00e1 em concord\u00e2ncia com      dados arqueol\u00f3gicos previamente estudados.<\/p>\n<p>Se      for tomada esta estimativa de migra\u00e7\u00e3o humana para o continente americano,      a mesma ocorreu cerca de 8 mil antes da evolu\u00e7\u00e3o da escrita no velho continente.      Mesmo que seja considerada uma \u0093redu\u00e7\u00e3o conceitual\u0094 duas categorias      comportamentais divergentes na esp\u00e9cie humana podem ser visualizadas a partir      desta estimativa temporal: a dos que ficaram e progrediram tecnologicamente      e a dos que migraram e progrediram geograficamente. Em ambos os casos \u00e9 ineg\u00e1vel      o \u0093esfor\u00e7o\u0094 de cada grupo e a relev\u00e2ncia das suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entretanto,      \u00e9 importante que se questione se o esfor\u00e7o de \u0093migrar\u0094 teria cobrado      o tributo de \u0093empobrecimento cultural\u0094 a estas popula\u00e7\u00f5es? Muitos      poderiam argumentar que a \u0093for\u00e7a da estrat\u00e9gia da escrita e subseq\u00fcente      metodologia cient\u00edfica para produzir conhecimento (ci\u00eancia?) seria ineg\u00e1vel      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a da transmiss\u00e3o oral do conhecimento\u0094 (sabedoria?).      Ser\u00e1 que esta vis\u00e3o representa uma verdade concreta?<\/p>\n<p>\u00c9      ineg\u00e1vel a contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia moderna para o progresso da civiliza\u00e7\u00e3o      humana n\u00e3o-india. Entretanto, a explos\u00e3o de conhecimento gerada a partir do      estabelecimento do m\u00e9todo cient\u00edfico e que teve seu auge ao longo do s\u00e9culo      XX levou a um ac\u00famulo de informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e simplificadas a partir      da aplica\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia do \u0093isolamento de vari\u00e1veis\u0094. O problema      foi que a id\u00e9ia de o todo seria constitu\u00eddo pela soma das suas partes n\u00e3o      se mostrou verdadeira na medida que sistemas complexos passaram a ser analisados      O todo mostrou ser mais do que a soma das partes, pois \u00e9 um conjunto de inter-rela\u00e7\u00f5es      que inclui elementos sin\u00e9rgicos, vetoriais, etc. n\u00e3o previstos.<\/p>\n<p>Como      nas ci\u00eancias ditas naturais, o m\u00e9todo cient\u00edfico com padr\u00e3o newtoniano-cartesiano      acabou se constituindo praticamente em um dogma, a compreens\u00e3o de que \u0093sistemas      complexos n\u00e3o eram um somat\u00f3rio de partes\u0094 foi um duro golpe a racionalidade      t\u00e9cnica. Sem desprezar a relev\u00e2ncia da ci\u00eancia moderna e seus produtos, n\u00e3o      resta outra alternativa do que a de fazer uma auto-critica, reconhecendo o      que h\u00e1 muito tempo as \u0093ci\u00eancias sociais\u0094 j\u00e1 tinham percebido, existe      ci\u00eancia para al\u00e9m da vis\u00e3o positivista.<\/p>\n<p>Nestes      termos o final do s\u00e9culo XX foi um per\u00edodo em que o paradigma da ci\u00eancia baseada      nas especializa\u00e7\u00f5es come\u00e7ou a ser questionado, dando lugar a emerg\u00eancia de      uma concep\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia que busca perceber o todo, considerando as complexidade      dos fen\u00f4menos e causas envolvidas. Tomando a qu\u00edmica e a biologia como exemplo,      ap\u00f3s uma corrida pela identifica\u00e7\u00e3o de estrutura e fun\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas provenientes      de sistemas bi\u00f3ticos e abi\u00f3ticos, o mundo cient\u00edfico volta-se para a investiga\u00e7\u00e3o      de intera\u00e7\u00f5es que ocorrem entre tais mol\u00e9culas.<\/p>\n<p>Tais      investiga\u00e7\u00f5es mostram que, muitas vezes propriedades funcionais relacionadas      a um determinado composto de origem vegetal e animal n\u00e3o s\u00e3o, necessariamente,      produzidas por uma \u00fanica mol\u00e9cula, mas sim pelo sinergismo de diversas mol\u00e9culas.      Um bom exemplo desta afirmativa \u00e9 o caso do vinho.<\/p>\n<p>Este      alimento, considerado desde a antiguidade como possuidor de propriedades positivas      a sa\u00fade humana, quando quimicamente investigado mostrou um conjunto de mol\u00e9culas      ativas (denominadas flavon\u00f3ides) com fun\u00e7\u00f5es definidas, mas que, quando ingeridas      isoladamente n\u00e3o tinham o mesmo efeito observado com a ingest\u00e3o do \u0093alimento      integro\u0094. Este exemplo \u00e9 um dos milhares que p\u00f5em em xeque a id\u00e9ia de      que a \u0093ci\u00eancia se constr\u00f3i obrigatoriamente por um isolamento ass\u00e9ptico      e atemporal de vari\u00e1veis\u0094.<\/p>\n<p>Deste      modo, o novo mil\u00eanio parece caminhar para um retorno a produ\u00e7\u00e3o de um conhecimento      mais sist\u00eamico, hol\u00edstico, interativo, inter-relacional e integrativo, que,      em termos gerais, significa a base do conhecimento das popula\u00e7\u00f5es tradicionais      como \u00e9 o caso das ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Segundo      GOTTLIEB E BORIN (2002), no seu artigo \u0093Shamanism or science?\u0094:      \u0093um novo entendimento hol\u00edstico do funcionamento da natureza contrasta      com abordagens convencionais reducionistas, requerendo integra\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis      b\u00e1sicos da organiza\u00e7\u00e3o da vida: metabolismo, morfologia e biogeografia\u0094.<\/p>\n<p>GARRIDO      E OLMOS (2005), em seu artigo \u0093Las historias de vida como m\u00e9todo de acercamiento      a la realidad social\u0094 comentam que:<\/p>\n<p>\u0093Definitivamente      o m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9 \u00fanico; mas isso n\u00e3o significa aceitar sua \u0093ditadura3      metodol\u00f3gica\u0094. Na atualidade posturas extremas s\u00e3o recha\u00e7adas. A concep\u00e7\u00e3o      cient\u00edfica se flexibiliza, n\u00e3o s\u00f3 aceitando uma explica\u00e7\u00e3o causal, mas tamb\u00e9m      teleol\u00f3gica, e a complementaridade dos m\u00e9todos abre espa\u00e7o para a hora da      investiga\u00e7\u00e3o e a primazia de uns sobre outros que ocorre em fun\u00e7\u00e3o dos objetivos      de cada pesquisador.\u0094<\/p>\n<p>Neste      sentido, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que comunidades tradicionais como as ind\u00edgenas tenham      acumulado conhecimento sobre princ\u00edpios ativos ou mecanismos, que est\u00e3o por      tr\u00e1s de uma determinada a\u00e7\u00e3o ou fun\u00e7\u00e3o da natureza. Entretanto, isto parece      n\u00e3o ter sido um empecilho para que tais comunidades produzissem, ao longo      da sua hist\u00f3ria, conhecimento sobre os seus usos, de modo t\u00e3o confi\u00e1vel quanto      o mais rigoroso teste cient\u00edfico realizado. Ou seja, apesar de n\u00e3o entender      as causas do fen\u00f4meno, entendem o fen\u00f4meno e conseguem usar este entendimento      em benef\u00edcio pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>\u00c9      claro que tecer uma afirmativa desta natureza requer evid\u00eancias, se for considerado      o \u0093rictus cient\u00edfico tradicional\u0094. Desta forma, as autoras deste      estudo, conscientes da necessidade de trabalhar dentro modelo cient\u00edfico,      evitando assim que as afirmativas feitas sejam consideradas \u0093ideol\u00f3gicas\u0094      e, por conseq\u00fc\u00eancia, \u0093esp\u00farias perante o mundo da ci\u00eancia\u0094, optaram      por analisar quest\u00f5es relacionadas ao conhecimento tradicional na \u00e1rea da      sa\u00fade resgatado a partir de revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica em uma base de dados ampla      e mundialmente utilizada (MEDLINE).<\/p>\n<p>Utilizando      como palavra-chave \u0093traditional medicine\u0094 foram identificados 15106      estudos publicados de 1979 at\u00e9 2005. Quando a palavra \u0093indians\u0094      foi agregada, estes estudos foram reduzidos a 443, existindo 42 revis\u00f5es sobre      o tema. Uma an\u00e1lise geral dos temas relacionados \u00e0s revis\u00f5es permitiu a identifica\u00e7\u00e3o      de alguns estudos que merecem serem comentados. Alguns destes est\u00e3o relacionados      aos cuidados com os pacientes e outros a procedimentos (uso de drogas ou outras      abordagens).<\/p>\n<p>Em      rela\u00e7\u00e3o ao cuidado, SHANKAR E LIAO (2003) na sua revis\u00e3o sobre sistemas tradicionais      de medicina (Traditional systems of medicine) comentam que:<\/p>\n<p>\u0093Os      caminhos tradicionais de cura originados em sociedades ancestrais s\u00e3o hoje      denominados de \u0093medicina complementar\u0094. Muitos dos sistemas m\u00e9dicos      tradicionais est\u00e3o baseados em princ\u00edpios fundamentais e de pr\u00e1ticas seculares      pelos \u0093cuidadores da sa\u00fade\u0094 da comunidade. Na revis\u00e3o feita, uma      caracter\u00edstica, que permeia todos os sistemas estudados, \u00e9 a abordagem hol\u00edstica      da pessoa que se baseia no bem estar integrado do corpo, da mente e do esp\u00edrito      da pessoa\u0094.<\/p>\n<p>Nesta      mesma linha, outra publica\u00e7\u00e3o baseada em pesquisa fenomenol\u00f3gica de \u0093mulheres      cuidadoras de sa\u00fade de comunidades tradicionais\u0094 de \u00edndios canadenses      (\u00edndios Ojibwa e Cree) mostra que a a\u00e7\u00e3o destas \u00e9 diferenciada das sociedades      ocidentais e, tamb\u00e9m, fortemente baseada em uma concep\u00e7\u00e3o hol\u00edstica (STUTHERS,      2003).<\/p>\n<p>Outro      estudo conduzido, nos Estados Unidos, relacionado com o cuidado de pacientes,      mostrou diferen\u00e7as importantes no comportamento do atendimento da popula\u00e7\u00e3o      ind\u00edgena de profissionais de sa\u00fade que eram tamb\u00e9m nativos. No caso, mesmo      que sejam utilizadas abordagens cl\u00ednicas de sociedades n\u00e3o-indias, indiv\u00edduos      nativos demonstraram sensibilidade no atendimento dos seus pares e tendem      tamb\u00e9m a empregar uma postura hol\u00edstica na sua atua\u00e7\u00e3o. Deste modo, os autores      salientam que fatores culturais influenciam significativamente as pr\u00e1ticas      de sa\u00fade desenvolvidas por profissionais de origem amer\u00edndia (SANCHEZ et al.      1996).<\/p>\n<p>Em      rela\u00e7\u00e3o a procedimentos, foi observado que muitos estudos descrevem e analisam      aspectos etno-farmacol\u00f3gicos relacionados \u00e0s comunidades tradicionais. Um      estudo brasileiro, conduzido por ELISABETSKY E POSEY (1994) avaliou a busca      por compostos antivirais para o tratamento de desordens gastrointestinais      a partir da farmacop\u00e9ia ind\u00edgena Kayap\u00f3. Ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o das plantas      utilizadas, sugeriram que as mesmas teriam um potencial uso cl\u00ednico.<\/p>\n<p>Dentro      dos trabalhos revisados, talvez o de LEONTI et al. (2003) \u00e9 o que mais expressa      a acur\u00e1cia potencial da produ\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de conhecimentos tradicionais      entre gera\u00e7\u00f5es de comunidades n\u00e3o-indias. Estes autores basearam-se nos seguintes      pressupostos para a realiza\u00e7\u00e3o do seu estudo: nas ci\u00eancias biol\u00f3gicas o uso      de plantas medicinais em culturas ind\u00edgenas parece ser comumente baseado em      um processo longo de transmiss\u00e3o de conhecimento (medicina tradicional).<\/p>\n<p>Entretanto,      sob condi\u00e7\u00f5es normais, estudos etnobot\u00e2nicos n\u00e3o conseguem fornecer evid\u00eancias      da antiguidade do uso espec\u00edfico de certas plantas, uma vez que a tradi\u00e7\u00e3o      oral acaba deixando evid\u00eancias hist\u00f3ricas e arqueol\u00f3gicas limitadas. Para      tentar investigar o tempo potencial de conhecimento produzido, estes pesquisadores      levantaram os tipos de plantas utilizados na regi\u00e3o dos Olmecas, no M\u00e9xico,      e compararam com a farmacop\u00e9ia de plantas medicinais usadas por dois grupos      ind\u00edgenas contempor\u00e2neos, que est\u00e3o geograficamente separados a mais de 2000      anos (Mixe das terras baixas e Zoque-Popoluca).<\/p>\n<p>Os      resultados mostraram que, apesar desta separa\u00e7\u00e3o, o vern\u00e1culo das plantas      medicinais possui um n\u00facleo comum. Para 15 esp\u00e9cies, nomes cognatos foram      identificados. Adicionalmente, um segmento estatisticamente significativo      da flora \u00e9 utilizado com prop\u00f3sitos similares. Esta afirmativa pode ser mais      bem visualizada a partir da observa\u00e7\u00e3o de que cerca de 123 esp\u00e9cies s\u00e3o compartilhadas      entre os dois grupos e, destas, 62 s\u00e3o utilizadas para a mesma finalidade.      Em nove casos tamb\u00e9m estas plantas possuem nomes similares. Estes achados      mostram que a transmiss\u00e3o de tal conhecimento ocorreu desde a \u00e9poca dos Olmecas.<\/p>\n<p>Apesar      da escassez, este tipo de estudo exp\u00f5e nitidamente a \u0093qualidade potencial      da transmiss\u00e3o oral\u0094 na produ\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o do conhecimento. Apesar      do conjunto de evid\u00eancias ainda ser fragmentado e estar subsidiado por diversas      \u00e1reas do conhecimento que historicamente n\u00e3o tem dialogado por um longo per\u00edodo,      o debate sobre o tema apresentado \u00e9, no m\u00ednimo instigante. Assim, para as      autoras, conjunto das considera\u00e7\u00f5es feitas questiona \u0093o discurso da primitividade      ind\u00edgena baseado na pretensa pobreza do seu conhecimento e progress\u00e3o cultural\u0094.<\/p>\n<p>\u00c9      claro que, uma das poss\u00edveis limita\u00e7\u00f5es presentes no estudo diz respeito ao      \u0093vi\u00e9s ideol\u00f3gico\u0094 das autoras frente ao seu objeto de estudo (popula\u00e7\u00f5es      \u00edndias). Isto porque, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negar a \u0093sedu\u00e7\u00e3o\u0094 sofrida pelas      autoras por conseq\u00fc\u00eancia do contato com sujeitos \u00edndios que parece ter levado      a ruptura, ou, no m\u00ednimo a um questionamento do \u0093elemento narc\u00edsico euroc\u00eantrico\u0094      comumente presente nos sujeitos n\u00e3o-indios. Outro vi\u00e9s seria o da forma\u00e7\u00e3o      acad\u00eamica das autoras na \u00e1rea das ci\u00eancias biol\u00f3gicas com forte base conceitual      ecol\u00f3gico-evolutiva que reconhece as diferen\u00e7as como \u0093diversidades\u0094      interativas, cooperativas. Apesar destas limita\u00e7\u00f5es, a texto aqui proposto,      ainda que n\u00e3o esgote o tema, tenta produzir um dialogo entre \u00e1reas do conhecimento      a d\u00e9cadas ofuscadas pelo \u0093iluminismo cient\u00edfico do s\u00e9culo XX\u0094.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS      BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>BIBLIOTECA      VIRTUAL EM SA\u00daDE. LILACS. http:\/\/lxp.bvsalud.org\/login1.php (Acesso em 25      de maio de 2005).<\/p>\n<p>BORTOLINI      MC, SALZANO FM, THOMAS MG, STUART S, NASANEN SP, BAU CH, HUTZ MH, LAYRISSE      Z, PETZL-ERLER ML, TSUNETO LT, HILL K, HURTADO AM, CASTRO-DE-GUERRA D, TORRES      MM, GROOT H, MICHALSKI R, NYMADAWA P, BEDOYA G, BRADMAN N, LABUDA D, RUIZ-LINARES      A. Y-chromosome evidence for differing ancient demographic histories in the      Americas. Am J Hum Genet. 73:524-39, 2003.<\/p>\n<p>CASTRO,      L. e TORO, M.A. The evolution of culture: From primate social learning to      human culture. PNAS. 101:10235-10240, 2004.<\/p>\n<p>COORDENA\u00c7\u00c3O      DE APERFEI\u00c7OAMENTO DE PESSOAL DE N\u00cdVEL SUPERIOR. http:\/\/www.capes.gov.br (Acesso      em 25 de maio de 2005).<\/p>\n<p>ELISABETSKY,      E. e POSEY, D.A. Ethnopharmacological search for antiviral compounds: treatment      of gastrointestinal disorders by Kayapo medical specialists. Ciba Found Symp.      185:77-90, 1994.<\/p>\n<p>FUNDA\u00c7\u00c3O      NACIONAL DO INDIO (FUNAI). http:\/\/www.funai.gov.br (Acesso em 01 de junho      de 2005.<\/p>\n<p>GARRIDO,      A.A. e OLMOS, J.C.C. Las historias de vida como m\u00e9todo de acercamiento a la      realidad social. Gazeta de Antropolog\u00eda 14: 10-14, 1998. (Acesso via internet:      http:\/\/www.ugr.es\/~pwlac\/G14_10JuanCarlos_Checa-Angeles_Arjona.html em 03      de julho de 2005).<\/p>\n<p>GOTTLIEB,      O.R. e BORIN M.R.M.B. Shamanism or science? An. Acad. Bras. Cienc. 74: 135-144.      2002.<\/p>\n<p>INSTITUTO      BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE. IBAMA. http:\/\/www.ibama.gov.br (Acesso em 01      de junho de 2005).<\/p>\n<p>KRYSZCZUN,      C.A. As Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica. http:\/\/www.ambientebrasil.com.br\/ (Acesso      em 03 de julho de 2005).<\/p>\n<p>LEONTI,      M., STICHER, O., HEINRICH, M. Antiquity of medicinal plant usage in two Macro-Mayan      ethnic groups (Mexico). J Ethnopharmacol. 88:119-24, 2003.<\/p>\n<p>MENA,      A.J.A La medicina tradicional como medicina ecocultural. Gazeta de Antropolog\u00eda      Texto 21-10, 2001.<\/p>\n<p>NATIONAL      LIBRARY OF MEDICINE. MEDLINE. http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov<\/p>\n<p>RAJCZUK      L. A evolu\u00e7\u00e3o da escrita. http:\/\/www.usp.br\/jorusp\/arquivo (Acesso em 01 de      junho de 2005).<\/p>\n<p>SANCHEZ,      T.R, PLAWECKI, J.A, PLAWECKI, H.M. The delivery of culturally sensitive health      care to Native Americans. J Holist Nurs. 14:295-307,1996.<\/p>\n<p>SCIENTIFIC      ELECTRONIC LIBRARY ONLINE. SCIELO. http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php\/script_sci_home\/lng_pt\/nrm_iso      (Acesso em 25 de maio de 2005).<\/p>\n<p>SHANKAR      K. E LIAO LP. Traditional systems of medicine. Phys Med Rehabil Clin N Am.      15:725-47. 2004.<\/p>\n<p>STRUTHERS,      R. The artistry and ability of traditional women healers. Health Care Women      Int. 24:340-54, 2003.<\/p>\n<p>TEIXEIRA      G. Reflex\u00f5es acerca da pureza cultural ind\u00edgena. http:\/\/www.ambientebrasil.com.br\/composer.php3?base=.\/indios\/index.html&amp;conteudo=.\/indios\/artigos\/pureza.html      (Acesso em 01 de junho de 2005).<\/p>\n<p>VYGOTSKY,      L. S. (1984). A forma\u00e7\u00e3o social da mente. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes.<\/p>\n<p>WELSCH,      K. e JENLINK, P. (1998). &#8220;Challenging Assumptions about Teaching and      Learning: Three Case Studies in Constructivist Pedagogy.&#8221; Teaching and      Teacher Education, Vol.14, No.4.<\/p>\n<p>Fonte: sis.funasa.gov.br<\/p>\n<h6>Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h3>18      de Maio<\/h3>\n<p>Atrav\u00e9s      da hist\u00f3ria, quando se reuniam\u00a0<strong>l\u00edderes      ind\u00edgenas<\/strong>\u00a0e      representantes dos Estados se esperavam confronta\u00e7\u00f5es. A segrega\u00e7\u00e3o e a pobreza      despertam rancores que s\u00e3o utilizados pelos que querem se aproveitar das terras      e<strong>\u00a0florestas de uso      ind\u00edgena<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas15.jpg\" alt=\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\" width=\"338\" height=\"276\" title=\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\" \/><\/p>\n<p>Um      novo tipo de relacionamento vem se constituindo entre o Estado e os povos      ind\u00edgenas nas Am\u00e9ricas. Mas por que agora? Porque em um mundo globalizado      os<strong>\u00a0povos ind\u00edgenas\u00a0<\/strong>v\u00eaem      os Estados democr\u00e1ticos como uma garantia para seus direitos. E os Estados      v\u00eaem aos povos ind\u00edgenas como uma organiza\u00e7\u00e3o social e produtiva, parte integrante      de sua din\u00e2mica pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O      fim da guerra fria fez desaparecer id\u00e9ias obsoletas e retirou sentido \u00e0s lutas      que deixavam os ind\u00edgenas &#8220;entre dois fogos&#8221;. Essa percep\u00e7\u00e3o se      faz sentir a partir de conquistas concretas em todo o continente. O Canad\u00e1      vem estabelecendo novas formas de coopera\u00e7\u00e3o, auto-governo e desenvolvimento      com as comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Em      v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina as constitui\u00e7\u00f5es e os governos est\u00e3o regularizando      quest\u00f5es como a posse de terras e o respeito \u00e0s autoridades ind\u00edgenas. No      Brasil, mais de 80% das terras ind\u00edgenas j\u00e1 est\u00e3o demarcadas.<\/p>\n<p>No      Chile, Bol\u00edvia, Paraguai, Argentina e Col\u00f4mbia, entre outros pa\u00edses, novas      leis e acordos est\u00e3o buscando resolver os problemas relacionados com a posse      das terras e a sobreviv\u00eancia da cultura ind\u00edgena. Na Venezuela, a Suprema      Corte de Justi\u00e7a est\u00e1 exigindo o respeito ao direito de consulta quando as      a\u00e7\u00f5es do Estado podem afetar as comunidades ind\u00edgenas. No Equador, Guatemala      e Guiana as\u00a0<strong>organiza\u00e7\u00f5es      ind\u00edgenas\u00a0<\/strong>est\u00e3o participando      das reformas constitucionais.<\/p>\n<p>Na      Am\u00e9rica Central e no Caribe, o recente reconhecimento da contribui\u00e7\u00e3o dos      povos ind\u00edgenas e afro-caribenhos est\u00e1 criando solu\u00e7\u00f5es inovadoras, tais como      o crescente gr\u00e1ude \u00e0 autonomia pol\u00edtica conquistada pelos Miskitos na Nicaragua      e os Kunas no Panam\u00e1. No M\u00e9xico, o sistema educativo ind\u00edgena atinge a quase      um milh\u00e3o de jovens no curso prim\u00e1rio e, em alguns estados mexicanos, a administra\u00e7\u00e3o      pol\u00edtica local est\u00e1 sob controle ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Nos      Estados Unidos, a institui\u00e7\u00e3o de graus de imunidade e a concess\u00e3o de cassinos      demonstram uma evolu\u00e7\u00e3o da realidade ind\u00edgena. Os organismos internacionais      de financiamento e coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica vem adotando normas espec\u00edficas para      favorecer o respeito \u00e0s comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>N\u00e3o      est\u00e3o solucionados, ainda, os problemas relacionados com a pobreza, marginalidade      e a segrega\u00e7\u00e3o que atingem muitos ind\u00edgenas. A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena nas Am\u00e9ricas      tem menor escolaridade e recebe sal\u00e1rios mais baixos que os demais cidad\u00e3os.      O respeito que se encontra nos museus n\u00e3o \u00e9 transmitido ao ind\u00edgena real,      repetidamente marginalizado da vida pol\u00edtica, cultural e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Fonte: OEA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios, Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, L\u00edderes, Floresta, Organiza\u00e7\u00f5es, Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[300],"tags":[],"class_list":["post-58262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calendario-comemorativo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios, Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, L\u00edderes, Floresta, Organiza\u00e7\u00f5es, Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios, Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, L\u00edderes, Floresta, Organiza\u00e7\u00f5es, Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-06-30T14:06:57+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-06-30T14:21:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas14.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"40 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"headline\":\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\",\"datePublished\":\"2016-06-30T14:06:57+00:00\",\"dateModified\":\"2016-06-30T14:21:46+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america\"},\"wordCount\":8000,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/racas14.jpg\",\"articleSection\":[\"Calend\u00e1rio Comemorativo\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america\",\"name\":\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/racas14.jpg\",\"datePublished\":\"2016-06-30T14:06:57+00:00\",\"dateModified\":\"2016-06-30T14:21:46+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"description\":\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios, Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, L\u00edderes, Floresta, Organiza\u00e7\u00f5es, Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/racas14.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/racas14.jpg\",\"width\":263,\"height\":367},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\\\/dia-das-racas-indigenas-da-america#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Sociedade e Cultura\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/sociedade-e-cultura\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Calend\u00e1rio Comemorativo\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/sociedade-e-cultura\\\/calendario-comemorativo\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"name\":\"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\",\"name\":\"admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica","description":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios, Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, L\u00edderes, Floresta, Organiza\u00e7\u00f5es, Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica","og_description":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios, Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, L\u00edderes, Floresta, Organiza\u00e7\u00f5es, Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2016-06-30T14:06:57+00:00","article_modified_time":"2016-06-30T14:21:46+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas14.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"40 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"headline":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica","datePublished":"2016-06-30T14:06:57+00:00","dateModified":"2016-06-30T14:21:46+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america"},"wordCount":8000,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas14.jpg","articleSection":["Calend\u00e1rio Comemorativo"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america","name":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas14.jpg","datePublished":"2016-06-30T14:06:57+00:00","dateModified":"2016-06-30T14:21:46+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"description":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica, \u00cdndios, Popula\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena, L\u00edderes, Floresta, Organiza\u00e7\u00f5es, Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas14.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/racas14.jpg","width":263,"height":367},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo\/dia-das-racas-indigenas-da-america#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Sociedade e Cultura","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/sociedade-e-cultura"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Calend\u00e1rio Comemorativo","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/sociedade-e-cultura\/calendario-comemorativo"},{"@type":"ListItem","position":4,"name":"Dia das Ra\u00e7as Ind\u00edgenas da Am\u00e9rica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859","name":"admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58262\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}