{"id":56632,"date":"2016-06-24T12:23:32","date_gmt":"2016-06-24T12:23:32","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=56632"},"modified":"2016-06-24T12:27:49","modified_gmt":"2016-06-24T12:27:49","slug":"universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/astronomia\/universo","title":{"rendered":"Universo"},"content":{"rendered":"<h4>Universo &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<p>O <strong>Universo<\/strong> \u00e9 um grande espa\u00e7o aberto que cont\u00e9m tudo, desde a menor part\u00edcula a maior gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe o qu\u00e3o grande \u00e9 o <strong>Universo<\/strong>.<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos tentam medir isso o tempo todo. Eles usam um instrumento especial chamado um espectrosc\u00f3pio para dizer se um objeto est\u00e1 se afastando da Terra ou vindo para a Terra. Com base na informa\u00e7\u00e3o a partir deste instrumento, os cientistas descobriram que o universo ainda est\u00e1 crescendo para fora em todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O <strong>Universo<\/strong> inclui planetas, sat\u00e9lites naturais, planetas menores, estrelas, gal\u00e1xias, os conte\u00fados do espa\u00e7o intergal\u00e1ctico, as part\u00edculas subat\u00f4micas menores, e toda a mat\u00e9ria e energia.<\/p>\n<h4>Universo &#8211; Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>O grande espa\u00e7o vazio em torno de n\u00f3s, que consiste em estrelas, sistema solar, gal\u00e1xias etc \u00e9 chamado Universo.<\/p>\n<p>A <strong>defini\u00e7\u00e3o<\/strong> de Universo pode ser posta pelo conjunto de toda a mat\u00e9ria e energia existente desde o microcosmo ao macrocosmo. \u00c9 aceito atualmente originado a partir do Big Bang e estando ainda em processo de expans\u00e3o. Sua idade \u00e9 indeterminada, acredita-se, por\u00e9m que esteja entre dez a vinte bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p><strong>O Universo e sua percep\u00e7\u00e3o na antiguidade<\/strong><\/p>\n<p>Na antiguidade eram comuns os s\u00edmbolos representando os corpos celestes nas manifesta\u00e7\u00f5es de arte rupestre. Na civiliza\u00e7\u00e3o Eg\u00edpcia, entre outras, era suposto que a Terra fosse plana, e os astros l\u00e2mpadas ou chamas fixas numa ab\u00f3bada celeste m\u00f3vel. Existiam cren\u00e7as onde se acreditava que o Sol nascia a cada amanhecer para morrer ao anoitecer. A observa\u00e7\u00e3o dos astros e a interpreta\u00e7\u00e3o religiosa mantiveram uma liga\u00e7\u00e3o sobre a no\u00e7\u00e3o de Universo<\/p>\n<p>Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto e Anax\u00edmenes de Mileto, nasceram e viveram em Mileto no s\u00e9culo VI a.C, s\u00e3o considerados por muitos historiadores o trio de pensadores que originalmente antecederam aos fil\u00f3sofos do mundo ocidental. De seus tratados apenas restaram cita\u00e7\u00f5es em obras de autores subseq\u00fcentes, desta forma existem controv\u00e9rsias nas interpreta\u00e7\u00f5es de suas obras. Os tr\u00eas, independentemente das diverg\u00eancias de interpreta\u00e7\u00f5es de suas obras, tiveram papel preponderante na tentativa de desvendamento da natureza do Universo pelos cientistas, desde a antiguidade at\u00e9 a atualidade.<\/p>\n<p><strong>Tales de Mileto<\/strong><\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia antiga atribui-se a Tales de Mileto, (embora suas obras n\u00e3o tenham sobrevivido), a afirma\u00e7\u00e3o de que a \u00e1gua era a subst\u00e2ncia fundamental do Universo e de toda a mat\u00e9ria. Segundo os mil\u00e9sios a nova concep\u00e7\u00e3o de mundo foi designada pela palavra grega que significa discurso ou raz\u00e3o, denominada \u0093logos\u0094, esbo\u00e7ando-se desta forma, a primeira tentativa de explica\u00e7\u00e3o racional do Universo sem a utiliza\u00e7\u00e3o de entidades sobrenaturais.<\/p>\n<p>O conceito de logos o contrapunha ao pensamento m\u00edtico, sendo a iman\u00eancia e a nega\u00e7\u00e3o do antropomorfismo. Tales de Mileto, segundo o historiador grego Di\u00f3genes La\u00e9rcio, acreditava que a \u00e1gua era o princ\u00edpio formador da mat\u00e9ria. Segundo sua an\u00e1lise, isto ocorreria porque os seres vivos precisariam da umidade para sobreviver, e os seres mortos se ressecariam. Todos os germes e alimentos estariam cheios de \u00e1gua e seria natural, portanto que a nutri\u00e7\u00e3o destes resultaria daquilo de que provinham. A \u00e1gua para o fil\u00f3sofo seria o princ\u00edpio da natureza \u00famida de todos os seres vivos e a Terra estariam repousados sobre aquele elemento. Em sua an\u00e1lise f\u00edsica atrav\u00e9s da cosmologia baseada na \u00e1gua, tentou demonstrar que as combina\u00e7\u00f5es se fazem pela mistura e pela mudan\u00e7a dos elementos e que o mundo \u00e9 um s\u00f3.<\/p>\n<p>Tales fundador da escola de Mileto e seus contempor\u00e2neos, imaginavam que a esfera do c\u00e9u estaria dividida em cinco c\u00edrculos, ou zonas, a \u00e1rtica; o tr\u00f3pico de ver\u00e3o; o equador; o tr\u00f3pico de inverno e a ant\u00e1rtica. Foi o primeiro astr\u00f4nomo conhecido a explicar um eclipse do Sol verificando que a Lua \u00e9 iluminada por esse astro.<\/p>\n<p>Aquele s\u00e1bio, provavelmente teria sido um dos precursores do m\u00e9todo cient\u00edfico. Isto ocorreu devido a sua tentativa de explicar os fen\u00f4menos da natureza. Seu racioc\u00ednio anal\u00edtico substituiu a explica\u00e7\u00e3o m\u00edtica da origem do Universo, dando uma l\u00f3gica seq\u00fcencial e racional para os eventos.<\/p>\n<p><strong>Anaximandro de Mileto<\/strong><\/p>\n<p>Contempor\u00e2neo de Tales de Mileto e seu disc\u00edpulo, Anaximandro de Mileto, foi o fil\u00f3sofo a que se atribuiu a elabora\u00e7\u00e3o de tratados sobre astronomia, cosmologia e geografia. Acredita-se que sua utiliza\u00e7\u00e3o perdurou por v\u00e1rios s\u00e9culos. Consta que Anaximandro era racionalista e prezava a simetria da natureza do Universo. Que utilizava as propor\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas e geom\u00e9tricas para tentar mapear a esfera celeste, abrindo assim o caminho para os astr\u00f4nomos posteriores.<\/p>\n<p>Sua teoria versava que o mundo derivava de uma subst\u00e2ncia primordial imponder\u00e1vel chamada de \u0093apeiron\u0094, que significa \u0093ilimitado\u0094, e que esta seria mat\u00e9ria indestrut\u00edvel e eterna.<\/p>\n<p>A subst\u00e2ncia teria precedido a &#8220;separa\u00e7\u00e3o&#8221; em contr\u00e1rios dos elementos. Exemplos seriam o seco e o \u00famido, o quente e o frio, estes representavam assim a unidade primordial que regeria a diversidade dos fen\u00f4menos naturais. Segundo Anaximandro no apeiron estariam contidos todos os elementos antag\u00f4nicos, e que este n\u00e3o teria um princ\u00edpio porque n\u00e3o tinha fim.<\/p>\n<p>Anaximandro de Mileto descobriu a obliq\u00fcidade da ecl\u00edptica, inventou o quadrante solar e lhe s\u00e3o atribu\u00eddos os primeiros mapas geogr\u00e1ficos e uma teoria evolucionista, onde sugere hip\u00f3teses sobre a transforma\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies inferiores em superiores. Afirmava que a Terra n\u00e3o tinha porque se mover em nenhuma dire\u00e7\u00e3o, portanto deveria se manter em repouso, permanecendo assim em sua posi\u00e7\u00e3o sem suporte no centro do universo.<\/p>\n<p><strong>Ptolomeu ou Claudius Ptolemaeus<\/strong><\/p>\n<p>Claudius Ptolemaeus da Biblioteca de Alexandria, conhecido pela cultura ocidental somente como Ptolomeu, nasceu, acredita-se, em meados do s\u00e9culo II d.C, sabe-se que trabalhou em Alexandria, no Egito, entre os anos 120 e 145 da era crist\u00e3. Se baseou num modelo universal completo onde a Terra era o centro do Cosmos e circundada por oito esferas que seriam a Lua, o Sol, as estrelas, os planetas Merc\u00fario, V\u00eanus, Marte, J\u00fapiter e Saturno, estes estavam em \u00f3rbitas menores, cada um em sua respectiva esfera.<\/p>\n<p>Segundo Ptolomeu, na esfera mais afastada estavam as estrelas que mantinham sempre a mesma posi\u00e7\u00e3o. Por este modelo, as posi\u00e7\u00f5es dos astros poderiam ser previstas com relativa precis\u00e3o. A dificuldade encontrada era o posicionamento orbital da Lua esta acabou tendo a dedu\u00e7\u00e3o de uma trajet\u00f3ria tal, que em determinados per\u00edodos sua dist\u00e2ncia para a Terra ficava a metade da dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a outros per\u00edodos. Este modelo foi aceito pela Igreja Cat\u00f3lica durante toda a Idade M\u00e9dia apesar da grande falha, reconhecida por Ptolomeu. Ora, se Lua estivesse \u00e0 metade da dist\u00e2ncia da Terra em determinados per\u00edodos que em outros, seu tamanho aparente deveria ser o dobro. Este fato, por\u00e9m foi mandado ser ignorado pela Igreja e sua tese geoc\u00eantrica onde o Planeta Terra ocupava o centro do universo foi aceita durante 14 s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Ptolomeu foi contempor\u00e2neo a Marco Aur\u00e9lio, e considerado por muitos historiadores como o \u00faltimo dos s\u00e1bios gregos. A civiliza\u00e7\u00e3o medieval teve seu primeiro contato com a ci\u00eancia grega atrav\u00e9s dos seus trabalhos de matem\u00e1tica, geometria, f\u00edsica, astronomia e geografia.<\/p>\n<p><strong>Em alguns relatos antigos est\u00e3o citadas algumas obras de Ptolomeu, por exemplo:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Peri diast\u00e1seos\u0094, ou \u0093Sobre a dimens\u00e3o\u0094, nesta existia uma tentativa de provar a exist\u00eancia do espa\u00e7o tridimensional.<br \/>\nPeri ropon , ou \u0093Sobre o equil\u00edbrio\u0094, esta obra tratava da f\u00edsica mec\u00e2nica, e de fen\u00f4menos relacionados ao movimento e \u00e0s for\u00e7as.<br \/>\nGeographike hyphegesis, ou \u0093Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 geografia\u0094, neste trabalho Ptolomeu apresentava id\u00e9ias onde a \u00c1sia poderia se estender para o leste e da exist\u00eancia de um continente ao sul do oceano \u00cdndico. Segundo historiadores, esta obra influenciou Crist\u00f3v\u00e3o Colombo na cren\u00e7a da possibilidade de alcan\u00e7ar o Continente navegando para oeste. E capit\u00e3o James Cook em 1.775, rumou ao Sul na tentativa de encontrar o Continente Ant\u00e1rtico.<br \/>\nHarmonica\u0094, ou \u0093Harm\u00f4nica\u0094, este era um tratado em tr\u00eas volumes que discorria sobre m\u00fasica, e a harmonia das notas musicais.<br \/>\nHe mathematike syntaxis\u0094, ou \u0093A cole\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica\u0094, tamb\u00e9m conhecida como \u0093Ho megas astronomos\u0094, ou \u0093O grande astr\u00f4nomo\u0094 ou, Almagesto, este era o t\u00edtulo da tradu\u00e7\u00e3o em \u00e1rabe datada no s\u00e9culo IX. Esta obra foi dividida em 13 livros. Nestes existia a compila\u00e7\u00e3o dos dados obtidos pelos antigos astr\u00f4nomos gregos anteriores a Ptolomeu, entre estes Hiparco e o seu primeiro cat\u00e1logo estelar.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ptolomeu, em \u0093O grande astr\u00f4nomo\u0094 catalogou 1.022 estrelas, destas 172 descobertas por si. Sua obra ensina a constru\u00e7\u00e3o de um instrumento para calcular a altura de um corpo celeste acima da linha do horizonte, chamado astrol\u00e1bio. Foi baseado na obra de Hiparco que Cl\u00e1udio Ptolomeu adotou o sistema geoc\u00eantrico, onde o Sol, Merc\u00fario, V\u00eanus, a Lua, Marte, J\u00fapiter, Saturno e as estrelas descreveriam, em suas \u00f3rbitas, c\u00edrculos perfeitos. Quando mencionamos os termos m\u00fasica das esferas, ou s\u00e9timo c\u00e9u, estes s\u00e3o resultantes daquela \u00e9poca, pois cada esfera representava um \u0093c\u00e9u\u0094, conforme ensinavam Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles.<\/p>\n<p>Para demostrar a teoria de Ptolomeu, eram constru\u00eddos dispositivos mec\u00e2nicos, ou m\u00e1quinas que simulavam o movimento real dos planetas vistos em planta (a vis\u00e3o em planta \u00e9 aquela em que se observa um determinado objeto, ou desenho de cima para baixo). Alguns mecanismos representavam os movimentos planet\u00e1rios com precis\u00e3o. A prova efetuada mecanicamente era irrefut\u00e1vel. Neste ponto era gerada a certeza de que uma determinada teoria estava correta, portanto, muito dif\u00edcil de ser derrubada, a n\u00e3o ser que a cria\u00e7\u00e3o de outra teoria deixasse a anterior obsoleta.<\/p>\n<p>O modelo de Ptolomeu foi adotado, portanto imposto pela Igreja durante a \u0093Idade das Trevas\u0094, impedindo desta forma o avan\u00e7o da astronomia por um mil\u00eanio. Essa concep\u00e7\u00e3o dos te\u00f3logos medievais, rejeitava qualquer teoria que n\u00e3o colocasse a Terra em lugar privilegiado.<\/p>\n<p><strong>Aur\u00e9lio Agostinho, em latim Aurelius Augustinus, ou santo Agostinho<\/strong><\/p>\n<p>Santo Agostinho em sua obra \u0093De civitate Dei\u0094, ou \u0093Da cidade de Deus\u0094, divulgada de 413 a 426, discute quest\u00f5es como a teologia da hist\u00f3ria assim com a cosmologia onde aponta que a civiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 em progresso lento. Segundo Agostinho, os homens e o Universo existem a partir de 5.000 anos antes de Cristo.<\/p>\n<p>Esta afirmativa parte do livro G\u00eanesis e que est\u00e1 muito pr\u00f3xima do final da \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o, segundo a arqueologia em torno de 10.000 a.C., e que marca o in\u00edcio da civiliza\u00e7\u00e3o. Agostinho em suas reflex\u00f5es sobre o que Deus fazia antes da cria\u00e7\u00e3o do Universo, afirmou que o tempo \u00e9 uma propriedade do Universo criado por Deus, portanto o tempo se iniciou com o Universo e que n\u00e3o existia antes da sua cria\u00e7\u00e3o, logo n\u00e3o procede o questionamento do que existia antes da cria\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Mu\u00e7ulmanos<\/strong><\/p>\n<p>Muitas obras dos grandes astr\u00f4nomos antigos foram acumuladas nas bibliotecas romanas e, posteriormente, em Constantinopla, passando para as m\u00e3os dos \u00e1rabes. Para os mu\u00e7ulmanos, o conhecimento astron\u00f4mico era uma disciplina necess\u00e1ria \u00e0s suas cren\u00e7as religiosas, pois atrav\u00e9s da orienta\u00e7\u00e3o seguida pela ab\u00f3bada celeste era poss\u00edvel encontrar a localiza\u00e7\u00e3o de Meca. Os astr\u00f4nomos isl\u00e2micos embora interessados em astrologia, acabaram por preservar os conhecimentos dos s\u00e1bios gregos traduzindo suas obras antigas. Os \u00e1rabes realizaram novas observa\u00e7\u00f5es, compilaram dados para a confec\u00e7\u00e3o de novas t\u00e1buas celestes, melhoraram instrumentos astron\u00f4micos, desta forma, a astronomia n\u00e3o perdeu os conhecimentos adquiridos, embora muitas obras originais gregas tenham se perdido. Entre os crist\u00e3os o sistema de Aristot\u00e9lico ainda continuava sendo o utilizado. Do s\u00e9culo II d.C. at\u00e9 o s\u00e9culo XII d.C. a astronomia permaneceu praticamente sem se desenvolver no Ocidente.<\/p>\n<p><strong>Afonso X o S\u00e1bio<\/strong><\/p>\n<p>Foi somente em 1.270 que Afonso X o S\u00e1bio, rei de Castela, fez publicar as \u0093T\u00e1blas alfons\u00edes\u0094, estas se baseavam no sistema de c\u00edrculos de esferas descrevendo os caminhos percorridos pelos astros no firmamento. Somente no final da Idade M\u00e9dia ca\u00edram os antigos sistemas astron\u00f4micos, depois das navega\u00e7\u00f5es de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo e Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>Nicolau Cop\u00e9rnico ou Mikolaj Kopernik<\/strong><\/p>\n<p>Nicolau Cop\u00e9rnico em 1.530 concluiu um tratado chamado \u0093De revolutionibus orbium caelestium\u0094, ou \u0093Sobre as revolu\u00e7\u00f5es dos orbes celestes\u0094, neste propunha a id\u00e9ia de que o Sol era o centro est\u00e1tico do Universo, onde a Terra e todos os demais corpos giravam em torno do Astro Rei em \u00f3rbitas circulares. Em 1.540, a proposta foi publicada e passou a ser encarada real por diversos astr\u00f4nomos da \u00e9poca, sendo ent\u00e3o oficializada teoria do heliocentrismo por Cop\u00e9rnico.<\/p>\n<p><strong>Kepler e Galileu<\/strong><\/p>\n<p>Johannes Kepler e Galileu Galilei, quase um s\u00e9culo depois, come\u00e7aram a estudar e observar as afirma\u00e7\u00f5es de Cop\u00e9rnico.<\/p>\n<p><strong>Galileu Galilei<\/strong><\/p>\n<p>Galileu observando o movimento oscilat\u00f3rio de um lustre da catedral de Pisa comparativamente \u00e0s suas pr\u00f3prias pulsa\u00e7\u00f5es, notou que o movimento do p\u00eandulo era peri\u00f3dico e que havia pequenas oscila\u00e7\u00f5es que ocorriam em intervalos regulares, chamadas de is\u00f3cronas. Atrav\u00e9s desta observa\u00e7\u00e3o, verificou que o per\u00edodo de um p\u00eandulo n\u00e3o depende nem da massa da subst\u00e2ncia, nem da sua natureza.<\/p>\n<p>Enquanto estudava, inventou a balan\u00e7a hidrost\u00e1tica, em 1.589, publicou trabalhos sobre a gravidade, al\u00e9m de pesquisar os movimentos que se registram na superf\u00edcie terrestre. Em suas experi\u00eancias comprovou que objetos de diferentes massas em queda livre caem com a mesma acelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com suas experi\u00eancias, Galileu alterou a vis\u00e3o dos cientistas daquela \u00e9poca, estes foram surpreendidos pelas contradi\u00e7\u00f5es da f\u00edsica aristot\u00e9lica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas descobertas que geraram a no\u00e7\u00e3o de gravidade.<\/p>\n<p>Logo em seguida aos holandeses criarem as primeiras lentes \u00f3pticas, Galileu as aperfei\u00e7oou e fazendo experimentos \u00f3pticos acabou por criar um telesc\u00f3pio capaz de aumentar a imagem 32 vezes. Com este dispositivo teve seu horizonte universal ampliado.<\/p>\n<p>Em torno de 1609 Galileu iniciou suas observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio \u00f3ptico. Observando J\u00fapiter, descobriu que este era seguido por quatro pequenos corpos ou luas que giravam em torno de si. Por compara\u00e7\u00e3o, concluiu que nada precisava girar em torno da Terra obrigatoriamente, contrariando o modelo aristot\u00e9lico-ptolomaico de Universo.<\/p>\n<p>Suas observa\u00e7\u00f5es propiciaram muitas descobertas astron\u00f4micas. Estas foram reunidas num livro intitulado \u0093Sidereus nuncius\u0094 ou \u0093O mensageiro celeste\u0094 de 1.610.<\/p>\n<p><strong>As descobertas de Galileu e sua a persegui\u00e7\u00e3o pela Igreja Cat\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p>Galileu descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, os sat\u00e9lites de J\u00fapiter, os an\u00e9is de Saturno e as fases de V\u00eanus. Exibiu seu invento em Roma em 1.611, e publicou a obra \u0093Istoria i dimostrazioni intorno alle macchie solari\u0094, ou \u0093Hist\u00f3ria e demonstra\u00e7\u00e3o em torno das manchas solares\u0094 em 1.613, nesta obra defendeu as id\u00e9ias helioc\u00eantricas de Cop\u00e9rnico, reafirmou o sistema helioc\u00eantrico como o verdadeiro e as Escrituras aleg\u00f3ricas e, portanto n\u00e3o poderiam servir de base para conclus\u00f5es cient\u00edficas. Em fun\u00e7\u00e3o disto, a Igreja Cat\u00f3lica, que preconizava o geocentrismo, considerou as descobertas de Galileu e a pol\u00eamica provocada pelo tema \u0093perigosas para a f\u00e9 crist\u00e3\u0094.<\/p>\n<p>Em 1616 a Igreja Cat\u00f3lica incluiu as publica\u00e7\u00f5es de Cop\u00e9rnico na lista de publica\u00e7\u00f5es ap\u00f3crifas, proibindo sua leitura sob pena de heresia at\u00e9 que houvesse a \u0093corre\u00e7\u00e3o das afirma\u00e7\u00f5es que n\u00e3o condiziam com a f\u00e9 crist\u00e3\u0094.<\/p>\n<p><strong>Martinho Lutero afirmou que: <\/strong>\u0093(sic) Este tolo se acha acima das estrelas&#8230; As Sagradas Escrituras nos dizem que Josu\u00e9 ordenou ao Sol que ocupasse um lugar, e n\u00e3o a Terra\u0094.<\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica proibiu o livro de Cop\u00e9rnico e condenou Galileu, a julgamento pelo tribunal da Inquisi\u00e7\u00e3o proibindo-o de estudar sobre o sistema de Copernicano.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s proibi\u00e7\u00f5es a que foi submetido, Galileu se dedicou no estabelecimento e comprova\u00e7\u00e3o de novos m\u00e9todos de pesquisa cient\u00edfica baseados na experimenta\u00e7\u00e3o, da\u00ed em 1632 surgiu a obra \u0093Di\u00e1logo sopra i due massimi sistemi del mondo, tolemaico e copernicano\u0094 ou \u0093Di\u00e1logo sobre os dois m\u00e1ximos sistemas do mundo, ptolomaico e copernicano\u0094. Esta publica\u00e7\u00e3o provocou mais pol\u00eamica ainda, e suas id\u00e9ias consideradas mais perigosas que as de Calvino e Lutero, levando-no para um novo julgamento pela inquisi\u00e7\u00e3o. Galileu Galilei concordou no final em abjurar para evitar a sua tortura ou a morte.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o tribunal, Galileu publicou sua obra sobre o movimento em 1638, intitulada \u0093Discorsi e dimostrazioni matematiche intorno a due nuove scienze\u0094 ou \u0093Discursos e demonstra\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas sobre duas novas ci\u00eancias\u0094. Criador da chamada \u0093ci\u00eancia do movimento\u0094 acabou por criar as bases da din\u00e2mica, lan\u00e7ando assim uma nova metodologia cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Johannes Kepler e as Leis do movimento planet\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Johannes Kepler orientou sua teoria onde os planetas n\u00e3o giravam em \u00f3rbitas circulares, por\u00e9m elipticamente. Foi neste ponto que houve a unifica\u00e7\u00e3o do modelo observado ao modelo previsto atrav\u00e9s de c\u00e1lculos.<\/p>\n<p><strong>Utilizando os modelos geom\u00e9tricos dos gregos e a teoria helioc\u00eantrica de Cop\u00e9rnico, descobriu tr\u00eas leis b\u00e1sicas do movimento planet\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A primeira lei de Kepler afirma que \u0093os planetas do sistema solar giram ao redor do Sol e descrevem \u00f3rbitas el\u00edpticas, aproximadamente circulares\u0094.<br \/>\nA segunda lei de Kepler, estabelece que \u0093a velocidade do movimento se adapta \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do planeta na curva el\u00edptica de modo uniforme, ainda que n\u00e3o constante\u0094.<br \/>\nA terceira lei de Kepler \u0093fixa uma propor\u00e7\u00e3o entre o raio da \u00f3rbita e o tempo que o astro leva para descrev\u00ea-la\u0094.<\/p><\/blockquote>\n<p>Johannes Kepler publicou seus c\u00e1lculos em 1.596 na obra intitulada \u0093Prodomus dissertationum mathematicarum continens mysterium cosmographicum\u0094, ou \u0093Primeiras disserta\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas sobre o mist\u00e9rio do cosmo\u0094, enviou um exemplar para Tycho Brahe. Outras obras do astr\u00f4nomo s\u00e3o \u0093Harmonices mundi\u0094, ou \u0093As harmonias do mundo\u0094 de 1.619, al\u00e9m das \u0093Tabulae rudolphinae\u0094 ou \u0093T\u00e1buas rudolfinas\u0094 de 1627, estas usadas pelos astr\u00f4nomos por mais de um s\u00e9culo no c\u00e1lculo das posi\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias.<\/p>\n<p>Foi convidado pra ser assistente de Tycho e sucedeu-lhe ap\u00f3s sua morte, em 1601, herdando ent\u00e3o a documenta\u00e7\u00e3o compilada por Brahe durante toda a sua vida.<\/p>\n<p>Kepler aperfei\u00e7oou ent\u00e3o sua teoria baseada nos tr\u00eas princ\u00edpios. Fazendo observa\u00e7\u00f5es na \u00f3rbita de Marte, em compara\u00e7\u00e3o aos fen\u00f4menos \u00f3pticos da atmosfera e \u00e0s estrelas distantes conseguiu comparar os dados medidos aos observados.<\/p>\n<p><strong>Newton e a elabora\u00e7\u00e3o das leis da mec\u00e2nica e da gravita\u00e7\u00e3o universal<\/strong><\/p>\n<p>Isaac Newton, j\u00e1 em 1664 escreveu um ensaio intitulado &#8220;Quaestiones quaedam philosophicae&#8221;, ou &#8220;Certas quest\u00f5es filos\u00f3ficas&#8221;, em 1667, apresentou a Isaac Barrow um trabalho sobre c\u00e1lculo infinitesimal, chamou-o m\u00e9todo matem\u00e1tico dos fluxos. Em seguida descobriu as f\u00f3rmulas matem\u00e1ticas que descrevem a \u0093centr\u00edpeta\u0094, ou acelera\u00e7\u00e3o circular uniforme. Concluindo assim que a descoberta do princ\u00edpio que governa a rota\u00e7\u00e3o da Lua ao redor da Terra \u00e9 o mesmo da gravita\u00e7\u00e3o terrestre, em 1.704 publicou a obra Opticks, \u00d3ptica.<\/p>\n<p><strong>As obras de Newton<\/strong><\/p>\n<p>Em 1687, Isaac Newton publicou sua obra \u0093Philosophiae naturalis principia mathematica\u0094, ou \u0093Princ\u00edpios matem\u00e1ticos da filosofia natural\u0094, dividida em tr\u00eas tomos. O primeiro intitulado \u0093De motu corporum\u0094, ou \u0093Do movimento dos corpos\u0094, neste trata a chamada \u0093mec\u00e2nica racional\u0094, mostra a lei da in\u00e9rcia e formula suas defini\u00e7\u00f5es, demonstra uma nova no\u00e7\u00e3o de for\u00e7a e a no\u00e7\u00e3o de massa. O segundo tomo, extens\u00e3o do primeiro, trata do movimento dos corpos num meio resistente e delineia a hidrodin\u00e2mica. Nos dois primeiros tomos Newton exclui a possibilidade da redu\u00e7\u00e3o da mec\u00e2nica \u00e0 cinem\u00e1tica pura. Ainda ensaia o princ\u00edpio da igualdade entre a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o e as regras da acelera\u00e7\u00e3o no v\u00e1cuo.<\/p>\n<p>O terceiro tomo foi intitulado \u0093De sistemate mundi\u0094 ou \u0093Do sistema do mundo\u0094, neste volume \u00e9 apresentada a mec\u00e2nica do sistema universal examinada \u00e0 luz dos princ\u00edpios matem\u00e1ticos. S\u00e3o analisadas as mar\u00e9s, os movimentos os planet\u00e1rios, os cometas e demais corpos celestes. Em sua obra, todas as exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o precedidas de considera\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas sobre as regras do racioc\u00ednio, das proposi\u00e7\u00f5es e dos fen\u00f4menos analisados.<\/p>\n<p>Nos seus tr\u00eas volumes do \u0093Princ\u00edpios matem\u00e1ticos da filosofia natural\u0094, Newton demonstra a teoria do movimento dos corpos espa\u00e7o temporal utilizando lei da gravita\u00e7\u00e3o universal como base de praticamente todos os fen\u00f4menos naturais relativos ao Universo como um todo. Mostra que os corpos s\u00e3o mutuamente atra\u00eddos por todos e quaisquer outros corpos, por uma for\u00e7a tanto mais intensa quanto maci\u00e7os forem os corpos e mais pr\u00f3ximos estejam uns dos outros.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica de Newton em s\u00edntese unifica a observa\u00e7\u00e3o dos corpos, sua \u00f3rbita el\u00edptica e a previs\u00e3o de seu lugar no tempo. Ela demonstra como a gravidade faz a Lua se mover elipticamente em torno da Terra e da mesma forma como a Terra e os outros planetas t\u00eam \u00f3rbitas semelhantes em torno do Sol.<\/p>\n<p>As esferas celestes de Ptolomeu, obsoletas ent\u00e3o, foram abandonadas. Para a ci\u00eancia, as estrelas fixas passaram a ter movimento, a ser corpos semelhantes ao nosso Sol.<\/p>\n<p><strong>Newton e Richard Bentley e a possibilidade da atra\u00e7\u00e3o universal m\u00fatua<\/strong><\/p>\n<p>Em 1691, Richard Bentley e Newton debateram sobre a possibilidade das estrelas se atrair mutuamente caindo umas sobre as outras. Newton argumentou que se houvesse um n\u00famero finito de estrelas num espa\u00e7o finito, de fato umas cairiam sobre as outras. Por\u00e9m, no caso de um n\u00famero infinito de estrelas distribu\u00eddas uniformemente num espa\u00e7o infinito, n\u00e3o haveria esta ocorr\u00eancia pelo fato de n\u00e3o haver qualquer ponto central onde elas pudessem estar em \u00f3rbita, portanto cair.<\/p>\n<p>H\u00e1 que se ter cuidado quanto \u00e0 nossa vis\u00e3o de universo infinito, pois neste caso se considera como qualquer ponto o seu centro, uma vez que em volta de si existem infinitos corpos ao infinito. A abordagem de universo a partir deste ponto ganha uma din\u00e2mica onde devemos considerar que todas as estrelas caem umas sobre as outras, e que a d\u00favida real \u00e9 o quanto isto mudaria no caso do acr\u00e9scimo de mais estrelas distribu\u00eddas uniformemente al\u00e9m da regi\u00e3o pr\u00e9-determinada de espa\u00e7o no dom\u00ednio do tempo.<\/p>\n<p>Pela lei da gravita\u00e7\u00e3o universal, estrelas acrescentadas \u00e0 massa estelar j\u00e1 existente n\u00e3o fazem diferen\u00e7a, pois iriam colapsar independentemente de sua quantidade na mesma velocidade e sem altera\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m quando se lida com infinitos, n\u00e3o podemos acrescentar tantas estrelas quantas quisermos, pois existe uma elasticidade espa\u00e7o-temporal, portanto n\u00e3o v\u00e3o sempre despencar umas sobre as outras. Atualmente acredita-se que \u00e9 imposs\u00edvel uma vis\u00e3o est\u00e1tica infinita do Universo onde a gravidade \u00e9 sempre atrativa, existe uma possibilidade de colapso a partir de um certo n\u00famero de massa onde pode ocorrer uma s\u00fabita explos\u00e3o de energia a partir de um certo momento de satura\u00e7\u00e3o. Neste, os corpos colapsados n\u00e3o mais podem cair sobre si, havendo desta forma uma repuls\u00e3o gravitacional gerada pela excessiva compress\u00e3o material.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das obras citadas, Newton publicou em 1.704 \u0093Opticks, or A Treatise on the Reflections, Refractions and Colours of Light \u0093, ou \u0093\u00d3ptica, ou Um tratado sobre a reflex\u00e3o, refra\u00e7\u00e3o e cores da luz\u0094, nesta \u00e9 demonstrada a no\u00e7\u00e3o de comprimento de onda, chamada por Isaak Newton de \u0093teoria dos acessos de f\u00e1cil transmiss\u00e3o\u0094. Na edi\u00e7\u00e3o em latim, \u00e9 apresentado no ap\u00eandice um tratado de c\u00e1lculo integral completo para explicar as conclus\u00f5es do F\u00edsico.<\/p>\n<p>Na segunda edi\u00e7\u00e3o da obra Opticks, Newton incluiu \u009331 Questions\u0094, ou \u009331 Quest\u00f5es\u0094, que discorrem sobre a luz e a mat\u00e9ria<\/p>\n<p>Em 1.707 \u00e9 publicada a obra \u0093Arithmetica universalis sive\u0094 e \u0093De compositione et resolutione arithmetica\u0094, ou \u0093Aritm\u00e9tica universal\u0094 e \u0093Sobre a composi\u00e7\u00e3o e resolu\u00e7\u00e3o aritm\u00e9ticas\u0094, nesta Newton demonstra atrav\u00e9s de f\u00f3rmulas matem\u00e1ticas a lei da gravita\u00e7\u00e3o e suas aplica\u00e7\u00f5es, estabelecendo os fundamentos do c\u00e1lculo infinitesimal.<\/p>\n<p><strong>Immanuel Kant e a natureza do Universo<\/strong><\/p>\n<p>Immanuel em 1.755 concebeu a obra \u0093Hist\u00f3ria geral da natureza e teoria do c\u00e9u\u0094, ou \u0093Allgemeine Naturgeschichte und Theorie des Himmels\u0094 em 1.755, nesta descrevia um Universo harm\u00f4nico regido de forma sim\u00e9trica onde todas as suas leis obedeciam a uma ordem matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Futuramente, em sua aula inaugural, em 1.770, como professor universit\u00e1rio, Kant discorre \u0093Sobre a forma e os princ\u00edpios do mundo sens\u00edvel e intelig\u00edvel\u0094 ou \u0093De mundis sensibilis atque intelligibilis forma et principii\u0094, tamb\u00e9m conhecida como \u0093Disserta\u00e7\u00e3o\u0094 ou \u0093Dissertatio\u0094. Esta sua obra foi, segundo consta, o passo inicial do pensamento kantiano, pois estabeleceu as bases sobre as quais houve o desenvolvimento de sua obra filos\u00f3fica.<\/p>\n<p>Immanuel Kant realizou o estudo \u0093Cr\u00edtica da raz\u00e3o pura\u0094, ou \u0093Kritik der reinen Vernunft\u0094 , nesta \u00e9 posta a quest\u00e3o do come\u00e7o do Universo e suas limita\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o, as chamadas contradi\u00e7\u00f5es da raz\u00e3o pura, onde havia, segundo Kant, argumentos na tese do in\u00edcio do Universo e na ant\u00edtese de que sempre existiu.<\/p>\n<blockquote><p>Em tese, o Universo poderia n\u00e3o ter tido um come\u00e7o, havendo, pois, um tempo infinito antes de cada evento ocorrer, o que poderia ser considerado um absurdo.<\/p>\n<p>J\u00e1 em ant\u00edtese, alegava que se o Universo tivesse tido um come\u00e7o, haveria um per\u00edodo de tempo infinito antes de sua exist\u00eancia. Logo, n\u00e3o haveria uma raz\u00e3o para ter tido um come\u00e7o num tempo em particular.<\/p><\/blockquote>\n<p>Portanto, a tese e a ant\u00edtese, tinham o mesmo argumento e sua postura era de que independentemente do Universo existir, ou n\u00e3o, o que existia era o tempo, e este se iniciava com a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Pierre Simon Laplace e a tentativa de unifica\u00e7\u00e3o das leis da mec\u00e2nica celeste<\/strong><\/p>\n<p>Acredita-se que uma das primeiras tentativas de unifica\u00e7\u00e3o das leis que tentam explicar os fen\u00f4menos que regem a natureza do Universo e do micro-universo, foi a teoria da gravidade de Newton estudada por Pierre Simon Laplace, nascido em 1.749. Laplace estudou e pesquisou a mec\u00e2nica celeste, o eletromagnetismo e a probabilidade.<\/p>\n<p><strong>Laplace e as anomalias orbitais<\/strong><\/p>\n<p>Pierre Simon Laplace era um cientista que estudava em especial a Matem\u00e1tica, a F\u00edsica e a Astronomia. Em fun\u00e7\u00e3o de seu direcionamento acad\u00eamico, seus interesses se voltaram em 1.773 para as teorias astron\u00f4micas de Edmund Halley e Newton. Observando os dados de ambos, reunindo-os e comparando-os com dados de outros cientistas e astr\u00f4nomos, notou certas anomalias das \u00f3rbitas planet\u00e1rias. Laplace realizou desta forma c\u00e1lculos minuciosos sobre os efeitos gravitacionais m\u00fatuos de todos os corpos do sistema solar. Pierre Laplace acabou descobrindo que as \u00f3rbitas ideais propostas por Newton apresentavam desvios peri\u00f3dicos ou anomalias.<\/p>\n<p>Simultaneamente aos estudos astron\u00f4micos, Laplace executou tamb\u00e9m a an\u00e1lise sobre eletromagnetismo, acredita-se numa tentativa de unificar as leis que regem os macro e micro-universos.<\/p>\n<p>Em sua obra \u0093Exposi\u00e7\u00e3o do sistema do mundo\u0094 de 1.796, \u0093Exposition du syst\u00e8me du monde\u0094, Laplace descreve a origem dos planetas e do Sol e a partir de uma nebulosa. No seu \u0093Tratado de mec\u00e2nica celeste\u0094, \u0093Trait\u00e9 de m\u00e9canique celeste\u0094 de 1.798 a 1.827, composto de cinco volumes, interpreta a din\u00e2mica celeste do sistema solar, utilizando c\u00e1lculos de probabilidades, al\u00e9m da matem\u00e1tica convencional.<\/p>\n<p>Em suas obras, Laplace sugeriu a exist\u00eancia de leis prevendo o comportamento universal como um todo. No desenvolvimento de seus estudos, havia a hip\u00f3tese da previs\u00e3o do estado universal num dado momento a partir dos dados de seu estado anterior, isto \u00e9, conhecendo-se um ponto \u0093n\u0094 em determinado \u0093tempo\u0094 universal, se poderia prever no futuro o estado \u0093n + t\u0094 do Universo, e tamb\u00e9m um estado \u0093n &#8211; t\u0094 no seu passado. Assim, se conhecendo as posi\u00e7\u00f5es e velocidades do Sol e dos planetas num dado tempo \u0093n\u0094, usando-se as leis de Newton, se poderia calcular o estado do Sistema Solar em qualquer outro ponto do futuro, ou do passado.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo XIX<\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX, n\u00e3o se sabia das teorias do Universo em expans\u00e3o ou em contra\u00e7\u00e3o. A cren\u00e7a geral entre os cientistas, era um Universo infinito no tempo futuro e que permanecera imut\u00e1vel desde o momento da cria\u00e7\u00e3o. Ficando ent\u00e3o eterno, onde os seres vivos nascem, envelhecem e morrem.<\/p>\n<p><strong>Estrutura universal, gravidade atrativa e repulsiva<\/strong><\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, mesmo os cientistas que entendiam e aceitavam a teoria da gravidade de Newton como demonstrando um Universo din\u00e2mico, isto \u00e9, pela pr\u00f3pria natureza da teoria, este n\u00e3o poderia ser imut\u00e1vel, est\u00e1tico. N\u00e3o pensavam, ou n\u00e3o admitiam qualquer esp\u00e9cie de expans\u00e3o universal. Tentavam demonstrar que a for\u00e7a da gravidade a partir de uma certa dist\u00e2ncia bastante grande se tornava repulsiva. Raciocinando desta maneira, a gravita\u00e7\u00e3o dos planetas n\u00e3o era afetada e ao mesmo tempo garantia a permiss\u00e3o de uma distribui\u00e7\u00e3o infinita de corpos, garantindo assim, um equil\u00edbrio universal. Isto \u00e9, entre as estrelas, sua for\u00e7a atrativa m\u00fatua era equilibrada por uma for\u00e7a repulsiva daquelas que estavam a partir de uma certa dist\u00e2ncia, dando assim um equil\u00edbrio universal est\u00e1tico.<\/p>\n<p>Atualmente, acredita-se que o tipo de equil\u00edbrio baseado na repuls\u00e3o gravitacional pode se tornar inst\u00e1vel, pois estando objetos massivos numa determinada regi\u00e3o pr\u00f3ximos uns dos outros, suas for\u00e7as atrativas m\u00fatuas se fortaleceriam mutuamente neutralizando e superando desta forma as for\u00e7as de repuls\u00e3o que estariam agindo \u00e0 dist\u00e2ncia, fazendo as estrelas ca\u00edrem umas sobre as outras, ocorrendo ent\u00e3o um colapso universal. Em contrapartida, ao se distanciar os corpos massivos, suas for\u00e7as de repuls\u00e3o m\u00fatua se realimentariam dominando as for\u00e7as de atra\u00e7\u00e3o, fazendo-os se afastar cada vez mais, gerando assim mais desequil\u00edbrio, pois o afastamento realimentaria o afastamento, e no centro do \u0093sistema\u0094 o colapso gravitacional se realimentaria pela falta das for\u00e7as repulsivas que estariam se diluindo, aumentando assim o desequil\u00edbrio, e a queda dos objetos sobre si mesmos, numa realimenta\u00e7\u00e3o constante e auto-destrutiva.<\/p>\n<p><strong>Heinrich Olbers e o brilho do firmamento<\/strong><\/p>\n<p>Em 1.823, o fil\u00f3sofo Heinrich Olbers desenvolveu uma teoria objetando o modelo de Universo est\u00e1tico e infinito, onde todas as linhas de vis\u00e3o acabam por se mostrar na superf\u00edcie de uma estrela, isto \u00e9, no caso de um Universo infinito, de infinitas estrelas, sua energia eletromagn\u00e9tica, logo a luz inclu\u00edda seria infinita. Neste caso de luz infinita, o c\u00e9u deveria brilhar durante a noite da mesma forma que durante o dia.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Olbers afirmava que o brilho noturno de fato n\u00e3o ocorria porque a energia seria absorvida pela mat\u00e9ria opaca entre as estrelas. Por\u00e9m neste caso, h\u00e1 que se observar que ao absorver energia, a mat\u00e9ria se aqueceria e incandesceria tornando-se t\u00e3o brilhante quanto as estrelas.Desta forma, a \u00fanica maneira de n\u00e3o se ter um brilho total do firmamento durante a noite, \u00e9 admitir que as estrelas n\u00e3o estiveram sempre brilhando, e que seu brilho \u00e9 finito no dom\u00ednio do tempo.<\/p>\n<p>Assim, a mat\u00e9ria que poderia estar absorvendo esta energia n\u00e3o poderia ter se aquecido ainda, e a luz das estrelas, mais distantes, n\u00e3o chegando a nos atingir. Logo, ficaria a quest\u00e3o do que causou o in\u00edcio da emiss\u00e3o de energia pelas estrelas.<\/p>\n<p><strong>James Hopwood Jeans e John William Strutt e a radia\u00e7\u00e3o estelar infinita<\/strong><\/p>\n<p>James Hopwood Jeans, foi o autor da teoria segundo a qual a mat\u00e9ria se cria de modo cont\u00ednuo em todo o universo e John William Strutt , conhecido como Lord Rayleigh, foi o pesquisador que levou \u00e0 descoberta do n\u00famero de Avogadro, ambos, em suas pesquisas afirmaram que uma estrela irradia energia numa raz\u00e3o infinita. Naquele tempo, os conceitos das leis da f\u00edsica diferiam dos atuais, pois se acreditava que um corpo aquecido gerava ondas eletromagn\u00e9ticas igualmente em todas as freq\u00fc\u00eancias gerando um \u0093ru\u00eddo branco\u0094. Acreditava-se, hipoteticamente, que os corpos irradiavam a mesma quantidade energia tanto nas freq\u00fc\u00eancias de 1THz (um Terahertz) at\u00e9 2 THz (dois Terahertz), quanto nas freq\u00fc\u00eancias de 2 THz at\u00e9 3 THz. Mas, desde que a freq\u00fc\u00eancia seja ilimitada, a energia total irradiada seria infinita.<\/p>\n<p><strong>Max Karl Ernest Ludwig Planck, a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica e a emiss\u00e3o descont\u00ednua<\/strong><\/p>\n<p>Max Karl Ernest Ludwig Planck, observando que os resultados de James Hopwood Jeans, John William Strutt ou Lord Rayleigh, n\u00e3o eram compat\u00edveis com a realidade, em 1.900, sugeriu que a luz, os raios-X entre outras ondas eletromagn\u00e9ticas n\u00e3o poderiam ser emitidos de forma arbitr\u00e1ria, por\u00e9m, de forma descont\u00ednua, em min\u00fasculos \u0093pacotes\u0094 denominados \u0093quanta\u0094, que significa \u0093luz\u0094 em grego.<\/p>\n<p>A teoria dos quanta ou mec\u00e2nica qu\u00e2ntica acabou por englobar os princ\u00edpios f\u00edsicos que descrevem e explicam, por enquanto, o comportamento da luz e da mat\u00e9ria nas escalas subat\u00f4mica e at\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>A mec\u00e2nica qu\u00e2ntica gerou interpreta\u00e7\u00f5es e conceitos que diferem daqueles sustentados pela mec\u00e2nica cl\u00e1ssica, pois se baseiam na emiss\u00e3o descont\u00ednua de energia, tenta visualizar as propriedades moleculares e at\u00f4micas e seus elementos constituintes:<\/strong>\u00a0el\u00e9trons, pr\u00f3tons, n\u00eautrons e demais part\u00edculas como os quarks.<\/p>\n<p>Essas propriedades incluem as intera\u00e7\u00f5es das part\u00edculas entre si e com a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica.<\/p>\n<blockquote><p>A defini\u00e7\u00e3o de quanta, cujo plural \u00e9 \u0093quantum\u0094 consiste na quantidade indivis\u00edvel de energia eletromagn\u00e9tica que, para uma radia\u00e7\u00e3o de freq\u00fc\u00eancia f, \u00e9 igual ao produto h x f, onde h \u00e9 a constante de Planck..\u0094<\/p><\/blockquote>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de quanta nos diz que cada quantum deve ter uma determinada cota de energia, e, quanto mais alta for a freq\u00fc\u00eancia das ondas eletromagn\u00e9ticas, maior ser\u00e1 esta cota. Portanto seguindo esta l\u00f3gica, existir\u00e1 um momento em que a uma determinada alta freq\u00fc\u00eancia, a emiss\u00e3o de um \u00fanico quantum exigiria mis energia do que a dispon\u00edvel no elemento emissor. Logo, a radia\u00e7\u00e3o em freq\u00fc\u00eancias altas seria reduzida, e, portanto a raz\u00e3o de perda de energia de um corpo seria finita.<\/p>\n<p><strong>A expans\u00e3o do Universo<\/strong><\/p>\n<p>Albert Einstein concebendo o universo como uma esfera, afirmou &#8220;da raz\u00e3o poderosa e suprema que se revela no incompreens\u00edvel universo&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1.915 foi publicada a teoria geral da relatividade por Albert Einstein, esta afirmava que ao irradiar luz, um corpo de grande massa tendo ent\u00e3o um forte campo gravitacional, este deveria agir sobre aquela. Einstein ampliou o trabalho de Planck que demonstrou que a luz n\u00e3o era composta apenas de ondas, mas tamb\u00e9m de ondas, isto \u00e9, havia uma dualidade entre ondas e part\u00edculas dependendo da maneira como era observada a luz. As part\u00edculas luminosas foram chamadas de f\u00f3tons, palavra grega que significa \u0093luz\u0094.<\/p>\n<p>Quando em repouso, a massa de um f\u00f3ton \u00e9 nula, n\u00e3o atua como fonte de um campo gravitacional, portanto n\u00e3o reagem a este. \u00c9 sabido que os f\u00f3tons sempre est\u00e3o em atividade, isto \u00e9, nunca est\u00e3o em repouso, logo \u0093viajam\u0094.<\/p>\n<p>Em 1.923, Edwin Powell Hubble descobriu um tipo de estrela de luminosidade vari\u00e1vel, chamada Cefeida, provando a exist\u00eancia de nebulosas extragal\u00e1cticas, constitu\u00eddas de sistemas estelares independentes.<\/p>\n<p>Pela observa\u00e7\u00e3o destas cefeidas, conseguiu determinar as dist\u00e2ncias de gal\u00e1xias an\u00e1logas \u00e0 Via L\u00e1ctea entre si. Em 1.929, descobriu uma rela\u00e7\u00e3o que deu uma id\u00e9ia sobre o come\u00e7o do Universo, confirmando assim a teoria da expans\u00e3o e anunciando que a velocidade de uma nebulosa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outra \u00e9 proporcional \u00e0 dist\u00e2ncia entre elas. A rela\u00e7\u00e3o entre essas grandezas \u00e9 chamada de constante de Hubble. Esta descoberta se deu pela observa\u00e7\u00e3o de que para qualquer ponto que se olhe a partir da Terra as gal\u00e1xias distantes se afastam da nossa, ou seja, existe uma expans\u00e3o do tecido universal em todos os sentidos e em forma esf\u00e9rica. Ou de forma mais simples, o Universo est\u00e1 se expandindo em todas as dire\u00e7\u00f5es. Se estiv\u00e9ssemos vendo uma esp\u00e9cie de filme da expans\u00e3o do Universo, ao retrocedermos o v\u00eddeo, ver\u00edamos claramente que todos os objetos estavam mais pr\u00f3ximos uns dos outros em tempos remotos. E retornando ainda mais entre dez e vinte bilh\u00f5es de anos, chegar\u00edamos no momento onde em seu impulso inicial havia infinita densidade de massa num espa\u00e7o nulo. Isto \u00e9, chegar\u00edamos no momento do Big Bang, ou quando o Universo fora infinitesimalmente pequeno e infinitamente denso.<\/p>\n<p><strong>Esta teoria satisfaz dois requisitos que a mant\u00e9m consistente:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Faz previs\u00f5es bem definidas quanto aos resultados das observa\u00e7\u00f5es que podem ser executadas futuramente.<\/p>\n<p>Descreve precisamente uma vasta categoria de observa\u00e7\u00f5es, e sua base cont\u00e9m muito poucos modelos arbitr\u00e1rios.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao questionarmos como seria o Universo antes da grande explos\u00e3o, as leis atuais da f\u00edsica em prever um comportamento universal falhariam. Se houveram quaisquer eventos antes deste tempo, estes n\u00e3o afetariam o tempo atual. Logo, pode-se definir que a exist\u00eancia do tempo atual se iniciou com o Big Bang e que a expans\u00e3o do Universo \u00e9 proporcional \u00e0 expans\u00e3o do tempo universal. Tempos anteriores a este evento provavelmente s\u00e3o fisicamente indefin\u00edveis.<\/p>\n<p>\u0093Santo Agostinho em suas reflex\u00f5es sobre o que Deus fazia antes da cria\u00e7\u00e3o do Universo, afirmou que o tempo \u00e9 uma propriedade do Universo criado por Deus, portanto o tempo se iniciou com o Universo e que n\u00e3o existia antes da sua cria\u00e7\u00e3o, logo n\u00e3o procede o questionamento do que existia antes da cria\u00e7\u00e3o.\u0094<\/p>\n<p><strong>A din\u00e2mica do Universo<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Quando se tem um Universo din\u00e2mico, o come\u00e7o do tempo \u00e9 associado ao come\u00e7o deste, ambos se dilatam, ambos se expandem.<\/p>\n<p>Quando temos um Universo est\u00e1tico, imut\u00e1vel, seu come\u00e7o deve ser imposto por um ser externo, pois n\u00e3o h\u00e1 necessidade f\u00edsica para o evento que o faz iniciar.<\/p><\/blockquote>\n<p>Portanto, para um Universo din\u00e2mico, embora ainda n\u00e3o descobertas, devem existir raz\u00f5es f\u00edsicas para seu in\u00edcio; no Universo imut\u00e1vel n\u00e3o, este s\u00f3 se iniciaria com interfer\u00eancia externa, e neste caso, j\u00e1 existiria um Universo antes da Grande Explos\u00e3o, o que n\u00e3o teria sentido, pois este j\u00e1 existiria antes da sua exist\u00eancia.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Segundo os pensadores modernos:<\/strong>\u00a0\u0093No caso de um Universo mut\u00e1vel n\u00e3o se exclui um criador, mas existem limites de tempo para o in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o, podendo inclusive o Criador ser eterno\u0094.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em ci\u00eancia n\u00e3o se pode afirmar que existam bases te\u00f3ricas s\u00f3lidas, novas descobertas podem deix\u00e1-las obsoletas. Os cientistas experimentadores sabem que os resultados de experi\u00eancias podem concordar in\u00fameras vezes com a teoria. Pois, sempre podem ocorrer eventos onde os resultados das experi\u00eancias acabam por discordar com uma determinada teoria, ou provar que seus resultados t\u00eam menos precis\u00e3o que outra. A cada momento, novos instrumentos de medi\u00e7\u00e3o mais precisos s\u00e3o desenvolvidos, estes podem comprovar ou derrubar uma determinada maneira de se interpretar os dados fornecidos pela pr\u00f3pria natureza f\u00edsica do Universo.<\/p>\n<p>Um exemplo t\u00edpico de teoria que adquiriu uma complementa\u00e7\u00e3o na precis\u00e3o instrumental, foi a teoria geral da relatividade de Einstein e sua compara\u00e7\u00e3o com a teoria da gravita\u00e7\u00e3o universal de Newton.<\/p>\n<p>Antes da comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da relatividade geral, esta era uma elegante demonstra\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e acad\u00eamica. O seu reconhecimento internacional ocorreu depois do surgimento de provas experimentais de sua validade. Isto ocorreu devido \u00e0 inclus\u00e3o do conceito de campo gravitacional relativista, no qual a trajet\u00f3ria da luz se curva na presen\u00e7a de fortes campos gravitacionais.<\/p>\n<p><strong>O Eclipse solar de 1919 e a Teoria da relatividade geral<\/strong><\/p>\n<p>O evento que propiciou a prova que validou a teoria da relatividade ocorreu em 29 de maio de 1.919. Naquele dia, houve um eclipse total do Sol que pode ser observado na ilha Pr\u00edncipe, na costa da \u00c1frica. As estrelas brilhantes que estariam invis\u00edveis devido ao Sol, naturalmente se revelaram, pois o Astro Rei estava totalmente eclipsado. Naquele momento a luz estelar que passou tangenciando o Sol foi observada da Terra medida e analisada.<\/p>\n<p>Segundo Einstein, a luz estelar ao passar pelo campo gravitacional de um objeto massivo deveria se curvar ligeiramente em sua dire\u00e7\u00e3o, de modo que as pr\u00f3prias estrelas, avistadas ao longo de seu posicionamento, deveriam aparecer um pouco mais distantes do que realmente estariam.<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos seguindo exatamente os procedimentos ditados pela teoria da relatividade, anotaram cuidadosamente as posi\u00e7\u00f5es estelares durante o eclipse. Seis meses depois, quando o Sol se encontrava em posi\u00e7\u00e3o oposta, portanto n\u00e3o podendo exercer efeito algum sobre a luz das mesmas estrelas, foram tomadas as medidas e coordenadas daquelas. Verificou-se ent\u00e3o que o comportamento da luz estelar se deu exatamente da forma prevista pela teoria da relatividade de Einstein.<\/p>\n<p>Com a constru\u00e7\u00e3o de equipamentos aceleradores de part\u00edculas, ciclotrons entre outros, foi poss\u00edvel a interpreta\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos das part\u00edculas at\u00f4micas lan\u00e7adas em alta velocidade. Surgiram elabora\u00e7\u00f5es de teorias cosmol\u00f3gicas da estrutura de sistemas gal\u00e1cticos e estelares e da forma e origem do Universo.<\/p>\n<p><strong>Teoria da Relatividade e Teoria da Gravita\u00e7\u00e3o Universal<\/strong><\/p>\n<p>Aplicando a teoria geral da relatividade de Einstein nos mesmos par\u00e2metros observados, notou-se que esta sobrepujou em precis\u00e3o a teoria de Newton. Isso n\u00e3o quer dizer que a gravita\u00e7\u00e3o universal de Newton est\u00e1 errada. As experi\u00eancias serviram para comprovar que a teoria de Einstein se confirma e que esta \u00e9 uma complementa\u00e7\u00e3o daquela.<\/p>\n<p>Apesar das diferen\u00e7as entre as duas teorias em termos de precis\u00e3o, ainda se utiliza a teoria da gravita\u00e7\u00e3o universal de Newton. Isto se deve pela sua simplicidade de aplica\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 teoria geral da relatividade.<\/p>\n<p>Existe um princ\u00edpio cient\u00edfico chamado de Navalha de Occam.<\/p>\n<p><strong>Este professa que:<\/strong>\u00a0&#8220;as entidades n\u00e3o devem ser multiplicadas al\u00e9m do necess\u00e1rio&#8221;; ou interpretando, \u0093se houver mais de um caminho para o mesmo resultado cient\u00edfico, vale o mais simples\u0094. \u00c9 \u00f3bvio, neste caso, que a diferen\u00e7a de precis\u00e3o entre as duas teorias n\u00e3o foi levada em conta, pois ambas se aplicam, portanto s\u00e3o corretas, cada uma com sua natureza espec\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>A tentativa de unifica\u00e7\u00e3o das teorias<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente o objetivo cient\u00edfico perseguido pelos pesquisadores \u00e9 a unifica\u00e7\u00e3o de uma teoria descritiva do Universo como um todo. Por\u00e9m, grande parte destes acabou por separar em dois caminhos o racioc\u00ednio de descri\u00e7\u00e3o universal. Um dos princ\u00edpios \u00e9 a exist\u00eancia de leis que descrevem o comportamento universal em fun\u00e7\u00e3o do tempo, estas podem prever como ser\u00e1 a configura\u00e7\u00e3o universal em qualquer ponto na linha temporal se conhecermos seu comportamento em qualquer instante dado.<\/p>\n<p><strong>Simplificando:<\/strong>\u00a0Conhecendo-se todas as configura\u00e7\u00f5es no passado, podemos prever quais ser\u00e3o as configura\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o \u00e9 a inc\u00f3gnita do estado inicial do Universo, que desde o momento em que houve o Big Bang est\u00e1 evoluindo dentro de par\u00e2metros expansionistas e seguindo uma trajet\u00f3ria bastante regular, logo se pressup\u00f5e que o estado inicial tamb\u00e9m foi governado por leis bastante regulares. Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 uma teoria que unifique todas as teorias que regem o Universo, isto n\u00e3o quer dizer que esta n\u00e3o exista, apenas que ainda n\u00e3o foi desenvolvida.<\/p>\n<p>Os humanos tendem a separar em partes o que n\u00e3o compreendem, para juntar cada peda\u00e7o num todo, assim \u00e9 com as teorias que buscam decifrar as leis que regem o Cosmos. Cada teoria descreve uma quantidade limitada de meios de observa\u00e7\u00e3o, deixando de lado os efeitos e intera\u00e7\u00f5es adjacentes de alguns eventos sobre outros. O Universo \u00e9 um todo, ele se transforma a todo instante e sua transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00fatua e dependente. Todos os elementos que o comp\u00f5e se comportam interagindo entre si. A tentativa de an\u00e1lise atrav\u00e9s de pontos isolados sem levar em conta as intera\u00e7\u00f5es m\u00fatuas e as influ\u00eancias entre os mais diversos eventos que est\u00e3o inter-relacionados, sempre levar\u00e1 a resultados parciais e incompletos. Portanto, \u00e9 imposs\u00edvel atingir uma solu\u00e7\u00e3o plena na quest\u00e3o que investiga o tecido universal atrav\u00e9s da an\u00e1lise de partes isoladas.<\/p>\n<p>Atualmente, gra\u00e7as ao avan\u00e7o tecnol\u00f3gico da instrumenta\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00e3o do Cosmos juntamente com as poderosas ferramentas oferecidas pelos supercomputadores e equipamentos de laborat\u00f3rio, a teoria da relatividade geral, as leis da termodin\u00e2mica cl\u00e1ssica e a teoria da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica parecem demonstrar um caminho para a unifica\u00e7\u00e3o. Basicamente o Universo pode ser descrito por duas teorias, a primeira seria a que trata da sua estrutura macrosc\u00f3pica, a segunda sua estrutura microsc\u00f3pica, este, \u00e9 observado pelas leis da teoria da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, aquele pelas leis que regem a teoria geral da relatividade.<\/p>\n<p><strong>Mec\u00e2nica qu\u00e2ntica<\/strong><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da Mec\u00e2nica qu\u00e2ntica \u00e9 permitida a compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos que se manifestam na mat\u00e9ria, na radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica e na intera\u00e7\u00e3o entre ambas, isto \u00e9, entre mat\u00e9ria e radia\u00e7\u00e3o. A teoria da relatividade geral atrav\u00e9s de seu desenvolvimento, acabou por ampliar nos sistemas um princ\u00edpio chamado de \u0093princ\u00edpio da invariabilidade das leis naturais\u0094, este inclui as leis que regem a natureza de qualquer sistema, inclusive os dotados de velocidade vari\u00e1vel com rela\u00e7\u00e3o aos sistemas inerciais, al\u00e9m de incluir a no\u00e7\u00e3o de campo gravitacional procurando unificar todas as manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas do Universo.<\/p>\n<p>A mec\u00e2nica qu\u00e2ntica \u00e9 dividida em duas concep\u00e7\u00f5es distintas, a teoria qu\u00e2ntica n\u00e3o relativista e a teoria qu\u00e2ntica relativista. A primeira \u00e9 inaplic\u00e1vel aos fen\u00f4menos que s\u00e3o acompanhados de movimentos com grandes velocidades em compara\u00e7\u00e3o com a velocidade da luz. Numa primeira an\u00e1lise se poderia esperar que o avan\u00e7o da teoria relativista fora poss\u00edvel mediante uma generaliza\u00e7\u00e3o mais ou menos direta de formalismo da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica n\u00e3o relativista, por\u00e9m analisando-se mais profundamente se observa que isto n\u00e3o \u00e9 assim. Um exemplo t\u00edpico conhecido \u00e9 o princ\u00edpio da incerteza, onde em mec\u00e2nica qu\u00e2ntica existe uma forte limita\u00e7\u00e3o da possibilidade de medirmos no el\u00e9tron simultaneamente diversas vari\u00e1veis din\u00e2micas nos dom\u00ednios do tempo e do espa\u00e7o. Existem certas indetermina\u00e7\u00f5es que se manifestam de forma bastante importante no momento em que aumentamos a precis\u00e3o de medi\u00e7\u00e3o numa determinada coordenada. Ao faz\u00ea-lo, diminuiremos a exatid\u00e3o com que se pode medir simultaneamente em outra coordenada. Pelo fato da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica lidar com o micro-universo e a teoria geral da relatividade examinar os fen\u00f4menos de macro-universo, a teoria qu\u00e2ntica relativista \u00e9 uma tentativa de unifica\u00e7\u00e3o das duas maneiras de se encarar o Universo no micro-universo.<\/p>\n<p>Na forma convencional, tanto a qu\u00e2ntica quanto a relatividade n\u00e3o podem estar corretas igualmente, isto ocorre devido a antagonismos entre as duas teorias. A f\u00edsica procura uma nova teoria qu\u00e2ntica da gravidade que unifique os princ\u00edpios b\u00e1sicos tanto no macro-universo, quanto no micro-universo. Princ\u00edpios que possam ser utilizados igualmente, isto \u00e9, uma combina\u00e7\u00e3o de teorias parciais unificadas e completas capazes de descrever o Universo como um todo e que n\u00e3o sejam paradoxais.<\/p>\n<p>Acredita-se que astronomicamente, os primeiros objetos do macro-universo estudados pelos humanos foram o Sol e a Lua.<\/p>\n<p><strong>O Sol<\/strong><\/p>\n<p>O Sol \u00e9 formado por camadas, estas est\u00e3o dispostas umas sobre as outras como uma cebola. A camada mais externa \u00e9 a superf\u00edcie brilhante, esta irradia a maior quantidade de luz e calor. Foi a primeira a ser estudada em detalhes. Sua temperatura gira em torno de 6.000 K e nela s\u00e3o observadas as manchas solares. Esta primeira camada, de espessura muito pequena em rela\u00e7\u00e3o ao raio solar, \u00e9 denominada fotosfera pela astronomia solar, mede aproximadamente 500 km, ou 0.1 por cento do raio solar.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a visualiza\u00e7\u00e3o \u00f3ptica abaixo da fotosfera; sendo gasosa e difusa, se torna completamente opaca numa dist\u00e2ncia relativamente pequena. Esta \u00e9 a causa principal de enxergarmos uma divisa nitidamente definida entre o Sol e o espa\u00e7o exterior, levando aos primeiros astr\u00f4nomos a supor que o Sol poderia ser s\u00f3lido ou l\u00edquido.<\/p>\n<p>Acreditava-se que a fotosfera seria perfeitamente esf\u00e9rica e sem marcas, por\u00e9m no in\u00edcio do s\u00e9culo 17, com o advento do telesc\u00f3pio astron\u00f4mico, foram observados os primeiros detalhes de sua superf\u00edcie complexa e vari\u00e1vel.<\/p>\n<p>As primeiras observa\u00e7\u00f5es do Sol conhecidas foram registradas na China h\u00e1 aproximadamente 2.000 anos. Os relat\u00f3rios chineses mostram entre 5 a 10 apari\u00e7\u00f5es por s\u00e9culo, estas s\u00e3o tomadas agora como evid\u00eancia de manchas raramente grandes ou grupos de manchas solares, uma vez que as pequenas n\u00e3o poderiam ser observadas a olho nu.<\/p>\n<p>As manchas solares s\u00f3 podem ser vistas a olho nu em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis e com os olhos do observador protegidos.<\/p>\n<p>Com instrumentos \u00f3pticos, seus detalhes foram descobertos por Galileo Galilei e outros astr\u00f4nomos no in\u00edcio de s\u00e9culo 17. Por sua natureza f\u00edsica s\u00e3o mais escuras que a fotosfera devido \u00e0 diferen\u00e7a de temperatura entre ambas.<\/p>\n<p>Os instrumentos mais utilizados ainda para observa\u00e7\u00e3o Solar s\u00e3o o telesc\u00f3pio e o espectrosc\u00f3pio. \u00c0 medida que novos m\u00e9todos e instrumentos v\u00e3o sendo aperfei\u00e7oados se revelaram novas descobertas.<\/p>\n<p><strong>Densidade solar<\/strong><\/p>\n<p>A densidade m\u00e9dia no Sol gira em torno de 1,41 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico. No interior do astro a densidade \u00e9 bem maior, e na superf\u00edcie bem menor o que a m\u00e9dia. As camadas externas expelem grandes jorros de g\u00e1s incandescente que saltam de sua superf\u00edcie a uma temperatura m\u00e9dia de 6.000 Kelvin. O interior do Sol \u00e9 muito mais quente que a sua superf\u00edcie, e as press\u00f5es de grande magnitude, pois sua massa \u00e9 em torno de mil vezes maior que a massa de J\u00fapiter. Sob uma atra\u00e7\u00e3o gravitacional e uma compress\u00e3o colossal a press\u00e3o no interior do Sol chega a 100 bilh\u00f5es de atmosferas terrestres.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria comprimida no interior do Sol supera a for\u00e7a eletromagn\u00e9tica que deveria manter os \u00e1tomos intactos, havendo ent\u00e3o uma esp\u00e9cie de implos\u00e3o destes.<\/p>\n<p>As envolt\u00f3rias eletr\u00f4nicas s\u00e3o esmagadas sob a press\u00e3o e os el\u00e9trons movem-se sem restri\u00e7\u00f5es, formando uma esp\u00e9cie de plasma ou flu\u00eddo eletr\u00f4nico desestruturado ocupando um espa\u00e7o muito menor do que ocupariam se ainda existissem envolt\u00f3rias.<\/p>\n<p>No momento em que os el\u00e9trons se aglutinam devido ao esmagamento ocasionado pela for\u00e7a gravitacional, a repuls\u00e3o eletromagn\u00e9tica aumenta proporcionalmente, assim o flu\u00eddo eletr\u00f4nico acaba por resistir a uma compress\u00e3o gravitacional muito acima do que resistiriam os \u00e1tomos intactos. Neste flu\u00eddo eletr\u00f4nico, os n\u00facleos at\u00f4micos tamb\u00e9m ficam livres para se locomover livremente ricocheteando uns aos outros devida repuls\u00e3o eletromagn\u00e9tica.<\/p>\n<p>Existe tamb\u00e9m a compress\u00e3o e o conseq\u00fcente aglutinamento nuclear, podendo inclusive haver a colis\u00e3o entre os n\u00facleos.<\/p>\n<p>Nos \u00e1tomos submetidos a compress\u00f5es gravitacionais menores a exemplo do n\u00facleo terrestre ou mesmo de J\u00fapiter, a envolt\u00f3ria eletr\u00f4nica age como uma esp\u00e9cie de p\u00e1ra-choque. As envolt\u00f3rias at\u00f4micas n\u00e3o podem ser interpenetradas mutuamente devido \u00e0 repuls\u00e3o eletr\u00f4nica, logo os n\u00facleos at\u00f4micos permanecem no centro do \u00e1tomo que \u00e9 circundado pela envolt\u00f3ria eletr\u00f4nica permanecendo, portanto afastados entre si.<\/p>\n<p><strong>Mat\u00e9ria degenerada<\/strong><\/p>\n<p>No momento em que h\u00e1 a desagrega\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica devido \u00e0 compress\u00e3o gravitacional, as envolt\u00f3rias s\u00e3o esmagadas e os el\u00e9trons se comprimem no flu\u00eddo eletr\u00f4nico mais compacto, logo a separa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos n\u00facleos, devido a esta compress\u00e3o diminui. O nome dado para a mat\u00e9ria rompida \u00e9 \u0093mat\u00e9ria degenerada\u0094. A densidade da mat\u00e9ria degenerada pode ser muito maior que a mat\u00e9ria ordin\u00e1ria. \u00c9 sabido que o n\u00facleo constitui a por\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria que cont\u00e9m a maior massa no \u00e1tomo, portanto, a massa da mat\u00e9ria \u00e9 dada pelo n\u00facleo at\u00f4mico, assim, ao juntarmos mat\u00e9ria degenerada num volume de espa\u00e7o igual ao ocupado pela mat\u00e9ria ordin\u00e1ria a unidade de massa por volume daquela ser\u00e1 muito maior que esta, logo sua densidade tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Densidade do n\u00facleo solar<\/strong><\/p>\n<p>A densidade no n\u00facleo solar \u00e9 em torno de 100 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico em m\u00e9dia, por\u00e9m mesmo com uma densidade muito maior que qualquer metal ordin\u00e1rio, o comportamento no n\u00facleo do Sol \u00e9 o de um corpo gasoso. A temperatura num ambiente onde existe uma compress\u00e3o gravitacional t\u00e3o grande \u00e9 em torno de 15 milh\u00f5es Kelvin. Essa temperatura mant\u00e9m o Sol expandido produzindo ent\u00e3o uma densidade m\u00e9dia do Astro em torno de 1,41 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico.<\/p>\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do Sol<\/strong><\/p>\n<p>Para saber a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do Sol, o fazemos atrav\u00e9s da an\u00e1lise dos f\u00f3tons emitidos por este passando pelo espectrosc\u00f3pio. Este \u00e9 um instrumento que mostra o espectro luminoso onde todos os comprimentos de onda est\u00e3o dispostos ordenadamente \u00e0 semelhan\u00e7a de um arco-\u00edris. Neste espectro, existem milhares de linhas escuras que representam os comprimentos de onda absorvidos pelos \u00e1tomos nas camadas mais externas do Sol.<\/p>\n<p>S\u00e3o as posi\u00e7\u00f5es das linhas no espectro solar que mostram com precis\u00e3o extrema a identifica\u00e7\u00e3o dos \u00e1tomos respons\u00e1veis pela absor\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, portanto, possibilitando a an\u00e1lise qu\u00edmica do elemento analisado, neste caso o Sol.<\/p>\n<p><strong>F\u00f3tons<\/strong><\/p>\n<p>Os f\u00f3tons s\u00e3o part\u00edculas que possuem massa zero quando em repouso, conseq\u00fcentemente, n\u00e3o podem atuar como fonte de um campo gravitacional, nem podem reagir a um campo gravitacional de maneira comum. Por\u00e9m, sabemos que os f\u00f3tons nunca est\u00e3o em repouso, viajam, como todas as part\u00edculas desprovidas de massa, numa velocidade extremamente elevada no v\u00e1cuo, em torno de 299.792,5 quil\u00f4metros a cada segundo.<\/p>\n<p>A velocidades alt\u00edssimas, pela sua pr\u00f3pria natureza, a exemplo de qualquer part\u00edcula, os f\u00f3tons possuem energia. A luz (f\u00f3ton) ao deixar o Sol, deveria faz\u00ea-lo resistindo \u00e0 atra\u00e7\u00e3o gravitacional solar. Se os f\u00f3tons fossem part\u00edculas ordin\u00e1rias, logo, dotadas de massa, sua velocidade ao deixar o Sol deveria diminuir. A massa de um f\u00f3ton, quando este est\u00e1 em repouso \u00e9 nula, logo, a luz n\u00e3o deveria perder energia, por\u00e9m assim mesmo o perde. Ao analisar o espectro solar, a energia perdida deveria ser detectada.<\/p>\n<p>Quanto maior o comprimento de onda de um f\u00f3ton espec\u00edfico, menor \u00e9 a sua energia. Portanto, ao utilizarmos um espectrosc\u00f3pio para analis\u00e1-lo, poderemos observar que a luz vis\u00edvel se disp\u00f5e em ordem de comprimentos de onda desde o vermelho, freq\u00fc\u00eancia menor e maior comprimento de onda, at\u00e9 o violeta, menor comprimento de onda, portanto maior freq\u00fc\u00eancia. Podemos afirmar que h\u00e1 uma progress\u00e3o regular da baixa para a alta energia ou do vermelho ao violeta, ou vice-versa.<\/p>\n<p>Se o f\u00f3ton tem uma perda energ\u00e9tica por exercer uma resist\u00eancia \u00e0 atra\u00e7\u00e3o gravitacional exercida pelo Sol, dever\u00e1 ent\u00e3o haver na sua an\u00e1lise espectral um desvio para o vermelho. Se n\u00e3o existir nenhum efeito gravitacional, isto n\u00e3o ocorre. Pela massa solar, sua densidade e dist\u00e2ncia para a Terra n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, portanto ter certeza da detec\u00e7\u00e3o desta perda. Para saber se realmente o f\u00f3ton perde de fato energia ao deixar o Sol, primeiro necessitamos saber o que \u00e9 densidade estelar, e para conhecer a densidade estelar precisamos analisar corpos massivos e mais densos que o Sol.<\/p>\n<p><strong>A densidade estelar e as An\u00e3s Brancas<\/strong><\/p>\n<p>Alvan Graham Clark fabricante norte-americano de lentes para telesc\u00f3pios produziu uma lente para um telesc\u00f3pio que foi montado na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos em 1862.<\/p>\n<p>Sempre ao ser terminado o polimento de uma lente ou um espelho refletor para telesc\u00f3pios, estes devem ser testados e provados. Isto ocorre atrav\u00e9s de um procedimento chamado \u0093prova de campo\u0094.<\/p>\n<p>A prova de campo consiste num teste final atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio semelhante onde ser\u00e1 montado a lente ou o espelho refletor. Este procedimento serve para verificar a qualidade do dispositivo em teste. Por exemplo, pode haver falhas, aberra\u00e7\u00f5es crom\u00e1ticas e outros defeitos de confec\u00e7\u00e3o que podem vir a ocorrer.<\/p>\n<p>Impossibilitando ent\u00e3o o uso de uma lente, necessitando uma corre\u00e7\u00e3o, ou descarte desta.<\/p>\n<p>Durante o controle de qualidade da lente, Clark apontou o telesc\u00f3pio para a estrela Alfa do C\u00e3o Maior. Este Astro tem magnitude aparente de 1,5; quanto \u00e0 an\u00e1lise espectrogr\u00e1fica \u00e9 classificada AO. A Estrela est\u00e1 situada a 8,7 anos-luz da Terra. Sua luminosidade \u00e9 23 vezes superior \u00e0 do Sol e \u00e9 chamada de S\u00edrius.<\/p>\n<p><strong>O sistema S\u00edrius<\/strong><\/p>\n<p>Ao observar S\u00edrius, Clark percebeu um pequeno e p\u00e1lido ponto luminoso pr\u00f3ximo a esta. Aquele ponto de luz n\u00e3o fazia parte dos cat\u00e1logos celestes de ent\u00e3o, levando o fabricante a acreditar que fosse alguma aberra\u00e7\u00e3o ocasionada por algum defeito na lente. Esta provavelmente desviava a luz de S\u00edrius recompondo-a a seguir, dando a impress\u00e3o de uma \u0093estrela fantasma\u0094 como ocorrem em lentes defeituosas..<\/p>\n<p>V\u00e1rios testes e observa\u00e7\u00f5es foram realizados com aquela lente em outras estrelas, e somente em S\u00edrius houve a repeti\u00e7\u00e3o do pequeno ponto luminoso. Graham Clark chegou \u00e0 conclus\u00e3o que se tratava de um novo corpo estelar. Este tinha o brilho de dez mil\u00e9simos da luz da estrela maior e hoje \u00e9 denominado de S\u00edrius B enquanto aquela \u00e9 chamada de S\u00edrius A, ao sistema foi dado o nome de \u0093Sistema S\u00edrius\u0094.<\/p>\n<p>Esta descoberta propiciou aos astr\u00f4nomos e astrof\u00edsicos a observa\u00e7\u00e3o de novos corpos estelares chamados \u0093An\u00e3s Brancas\u0094. Mostrou a exist\u00eancia de uma anomalia, ou \u0093mat\u00e9ria super-densa\u0094 no Universo.<\/p>\n<p><strong>As popula\u00e7\u00f5es estelares<\/strong><\/p>\n<p>As estrelas s\u00e3o corpos incandescentes, suas cores s\u00e3o proporcionais \u00e0s suas temperaturas. Aldebar\u00e3 e Antares, por exemplo, s\u00e3o corpos relativamente frios, suas temperaturas superficiais chegam no m\u00e1ximo a 3.500 Kelvin aproximadamente, portanto, sua colora\u00e7\u00e3o \u00e9 vermelha.<\/p>\n<p>Nosso Sol, de colora\u00e7\u00e3o amarela, possui temperaturas superficiais maiores, em torno dos 6.000 Kelvin. As estrelas que derivam para a colora\u00e7\u00e3o ultravioleta chegam a 55.000 Kelvin aproximadamente.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da astrof\u00edsica foram descobertas algumas rela\u00e7\u00f5es entre a cor, o tamanho, idade e localiza\u00e7\u00e3o das estrelas na estrutura dos corpos estelares. Houve uma divis\u00e3o chamada \u0093Popula\u00e7\u00e3o Estelar\u0094.<\/p>\n<p><strong>Seja, existem duas classifica\u00e7\u00f5es principais, ou categorias:<\/strong>\u00a0Popula\u00e7\u00e3o I e Popula\u00e7\u00e3o II.<\/p>\n<blockquote><p>Popula\u00e7\u00e3o I, consiste em estrelas situadas nos bra\u00e7os das gal\u00e1xias espirais e gal\u00e1xias irregulares. Constituem os bra\u00e7os da Via L\u00e1ctea, ou as Nuvens de Magalh\u00e3es, por exemplo. As maiores desta popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamadas \u0093gigantes azuis\u0094 e conferem \u00e0s regi\u00f5es em que se localizam uma luminosidade que pode ser considerada azulada e suave.<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00e3o II, s\u00e3o estrelas encontradas nos n\u00facleos gal\u00e1cticos das el\u00edpticas, espirais e nos aglomerados estelares. Na Popula\u00e7\u00e3o II as maiores e mais brilhantes s\u00e3o as gigantes vermelhas, estas d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o na sua vizinhan\u00e7a de um brilho quente e avermelhado.<\/p><\/blockquote>\n<p>A divis\u00e3o por popula\u00e7\u00f5es se baseia na distribui\u00e7\u00e3o estelar universal e na sua tipologia. Os dois tipos compreendem esp\u00e9cies de estrelas distintas. Al\u00e9m das mais brilhantes, existem diversas de brilho mais fraco e cujas cores, tipos e formas variam.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias estelares s\u00e3o compostas de caracter\u00edsticas comuns entre si. As estrelas da Popula\u00e7\u00e3o I possuem la\u00e7os que as unem bastante simples, o que ocasionou a sua descoberta anterior \u00e0s demais. Neste tipo, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 direta entre tamanho e cor, as menores s\u00e3o vermelhas e frias, enquanto as maiores s\u00e3o azuis e quentes.<\/p>\n<p>No passado acreditava-se que quanto maior uma estrela, mais quente, e se aplicava esta \u0093regra\u0094 a todas, excetuando-se algumas chamadas ent\u00e3o de \u0093exc\u00eantricas\u0094. Estas consideradas ent\u00e3o sem import\u00e2ncia. Na medida em que a sensibilidade e precis\u00e3o dos telesc\u00f3pios aumentaram e por conseq\u00fc\u00eancia sua penetra\u00e7\u00e3o no Universo, foram sendo atingidos aglomerados estelares e gal\u00e1xias mais distantes. Sendo revelados ent\u00e3o popula\u00e7\u00f5es completas das \u0093estrelas exc\u00eantricas\u0094. Foi constatado que os astros eram vermelhos e frios, e que havia menores extremamente quentes ou extremamente frios, n\u00e3o havendo, portanto meio termo.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 grande sensibilidade e amplifica\u00e7\u00e3o da lente confeccionada por Graham Clark, foi poss\u00edvel a visualiza\u00e7\u00e3o de uma estrela ent\u00e3o considerada \u0093exc\u00eantrica\u0094 nos arredores de S\u00edrius. Aquela centelha observada chamada de S\u00edrius B, n\u00e3o era nem defeito, nem aberra\u00e7\u00e3o, era sim uma companheira escura de S\u00edrius A.<\/p>\n<p><strong>S\u00edrius B<\/strong><\/p>\n<p>Comparada a S\u00edrius A, S\u00edrius B n\u00e3o passa de um corpo pequeno e de brilho p\u00e1lido, atualmente, este tipo de configura\u00e7\u00e3o estelar se chama de \u0093Sistema Bin\u00e1rio\u0094, ou \u0093Sistema Duplo\u0094.<\/p>\n<p>Acreditava-se que S\u00edrius B estava se apagando e que era uma pequena estrela e sem import\u00e2ncia. Wilhelm Wien, em 1893, estudando a luz emitida por objetos quentes atrav\u00e9s do espectrosc\u00f3pio, determinou uma rela\u00e7\u00e3o entre cor e calor observado nas linhas escuras do espectro emitido pelo corpo quente. A este fen\u00f4meno se deu o nome de \u0093Lei de Wien\u0094 que mostra atrav\u00e9s do estudo dos \u0093comprimentos de onda da luz emitida e a natureza das linhas escuras no espectro da temperatura do corpo emissor de luz\u0094.<\/p>\n<p>Analisando um espectro de uma estrela que esteja apagando, esta deve ter um desvio de sua colora\u00e7\u00e3o para o vermelho. Ao se observar S\u00edrius B, o que se nota \u00e9 uma colora\u00e7\u00e3o branca e n\u00e3o vermelha, logo, conclui-se que n\u00e3o esteja apagando, ou se estiver, ainda tem muito combust\u00edvel para queimar.<\/p>\n<p>Em 1915, Walter Sydney Adams isolando a luz de S\u00edrius A de sua companheira S\u00edrius B, conseguiu fazer passar pelo espectrosc\u00f3pio a luz de S\u00edrius B.<\/p>\n<p>A tarefa de separa\u00e7\u00e3o da luz de um corpo em rela\u00e7\u00e3o a outro pr\u00f3ximo \u00e9 muito complexa. S\u00edrius A tem um brilho cerca de 10.000 vezes maior que S\u00edrius B. Ao analisar o espectro, foi constatado que a temperatura de S\u00edrius B \u00e9 praticamente igual \u00e0 temperatura de S\u00edrius A, e que ambas s\u00e3o muito mais quentes que o nosso Sol.<\/p>\n<p>A temperatura superficial medida de S\u00edrius A \u00e9 em torno de 10.000 Kelvin, e a temperatura de S\u00edrius B \u00e9 em torno de 8.000 Kelvin, contra os 6.000 Kelvin do Sol. S\u00edrius A irradia trinta e cinco vezes mais luz que o Sol, logo a sua produ\u00e7\u00e3o luminosa por medida de \u00e1rea comparativa mostra um di\u00e2metro aproximado de dois e meio milh\u00f5es de quil\u00f4metros, ou seja, esta estrela \u00e9 1,8 vez maior que o Sol.<\/p>\n<p>A estrela S\u00edrius B, utilizado o mesmo m\u00e9todo de observa\u00e7\u00e3o por medida de temperatura por \u00e1rea de emiss\u00e3o luminosa comparativa, tem uma \u00e1rea muito menor que sua companheira, em torno de 0,00035, e cujo di\u00e2metro seria em torno de 0,018, ou seja em torno de 47.000 Km.<\/p>\n<p>S\u00edrius B \u00e9 menor que J\u00fapiter, ocupa em torno de 0,033 de seu volume no espa\u00e7o, ou apenas 3,7 vezes maior que a Terra, algo em torno de Urano ou Netuno em volume. Outro dado importante \u00e9 o desvio de trajet\u00f3ria de S\u00edrius A, isto \u00e9, h\u00e1 em sua trajet\u00f3ria uma anomalia ocasionada por S\u00edrius B. A dist\u00e2ncia entre ambos \u00e9 em torno de 3 bilh\u00f5es de quil\u00f4metros, comparativamente uma dist\u00e2ncia entre o Sol e Urano.<\/p>\n<p>A \u00f3rbita de Urano em torno do Sol dura 84 anos, a \u00f3rbita aparente entre S\u00edrius B em rela\u00e7\u00e3o a S\u00edrius A \u00e9 de 54 anos, a intensidade de campo de campo gravitacional entre ambos \u00e9 3,4 vezes superior \u00e0 intensidade de campo gravitacional entre o Sol e Urano, logo, a massa do sistema S\u00edrius \u00e9 3,4 vezes a massa do sistema Sol-Urano, onde praticamente toda a massa deste sistema est\u00e1 contida no Sol, tornando-se a massa planet\u00e1ria de Urano desprez\u00edvel.<\/p>\n<p>O sistema S\u00edrius gira em torno de um centro de gravidade comum, isto ocorre pelo fato da massa de S\u00edrius B ser muito grande, comparativamente \u00e0 massa de S\u00edrius A, embora esta tenha um volume muito maior.<\/p>\n<p>No Sistema Solar, a massa do Sol \u00e9 muito maior que a soma das massas de todo o sistema, logo o centro gravitacional \u00e9 pr\u00f3ximo ao centro do Astro.<\/p>\n<p>No Sistema S\u00edrius, a massa \u00e9 dividida entre as duas estrelas de tal forma que o centro de gravidade est\u00e1 localizado entre os dois astros. Logo, ambos giram em torno deste centro o que ocasiona uma oscila\u00e7\u00e3o na \u00f3rbita observada. Atrav\u00e9s desta, foi verificada uma massa duas vezes e meia maior de S\u00edrius A em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 S\u00edrius B. Sendo a massa do sistema S\u00edrius em torno de 3,4 vezes a massa do Sistema Solar. Conclui-se ent\u00e3o que S\u00edrius A \u00e9 2,4 vezes mais massivo que o Sol e S\u00edrius B tem massa muito pr\u00f3xima \u00e0 do nosso Astro Rei.<\/p>\n<p>Ora, este corpo celeste de tamanho planet\u00e1rio, com esta massa estelar tem a densidade m\u00e9dia na ordem de 35.000 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico e se constitui numa estrela chamada pelos astr\u00f4nomos de \u0093an\u00e3 branca\u0094.<\/p>\n<h4>Universo &#8211; Evolu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>No s\u00e9culo IV a.C., Parm\u00eanides de El\u00e9ia concebia o universo como &#8220;a massa de uma esfera arredondada que se equilibra em si mesma, em todos os seus pontos&#8221;. Her\u00e1clito de \u00c9feso via o mundo como cont\u00ednuo movimento e constante vir-a-ser. Dois mil e quinhentos anos mais tarde, como se prolongasse e desenvolvesse essas intui\u00e7\u00f5es originais, Albert Einstein, que tamb\u00e9m concebeu o universo como uma esfera, falou &#8220;da raz\u00e3o poderosa e suprema que se revela no incompreens\u00edvel universo&#8221;.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de universo \u00e9 produto de um momento hist\u00f3rico, suas concep\u00e7\u00f5es religiosas, filos\u00f3ficas e cient\u00edficas. A menos que se considere a situa\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e da filosofia num dado instante como definitivas, suas posi\u00e7\u00f5es, teorias e hip\u00f3teses n\u00e3o passam de momentos de um processo, o qual consiste no desvendamento progressivo da realidade pela raz\u00e3o. Tal processo, que se confunde com o que se poderia chamar de hist\u00f3ria da raz\u00e3o, revela que o saber \u00e9 social e hist\u00f3rico, e que a realidade n\u00e3o se descobre de uma s\u00f3 vez, pelo mesmo homem, mas aos poucos, e pelas diversas gera\u00e7\u00f5es que se sucedem.<\/p>\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o da id\u00e9ia de universo<\/strong><\/p>\n<p>O conceito de universo, insepar\u00e1vel da hist\u00f3ria da religi\u00e3o, da filosofia e da ci\u00eancia, teria percorrido tr\u00eas etapas, que podem eventualmente coexistir no contexto de uma mesma cultura, embora em cada contexto uma delas sempre prevale\u00e7a. A primeira se caracteriza pela concep\u00e7\u00e3o religiosa, a segunda pela metaf\u00edsica e a terceira pela concep\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Segundo a concep\u00e7\u00e3o religiosa, o mundo, al\u00e9m de ter sido criado por Deus ou pelos deuses, \u00e9 por eles governado, \u00e0 revelia do homem e de sua vontade. Diante de Deus, ou dos deuses, infinitamente poderosos, o homem n\u00e3o passa de um ser indefeso e temeroso.<\/p>\n<p>Concep\u00e7\u00e3o grega. A filosofia e a ci\u00eancia gregas pressup\u00f5em as teogonias e as cosmogonias, tais como concebidas nas obras de Homero e de Hes\u00edodo. O mundo, que inclu\u00eda a totalidade daquilo que se conhece, compreende os deuses, imortais, os homens, mortais, e a natureza, que os gregos chamavam physis.<\/p>\n<p>Tanto a natureza quanto os homens est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea dos deuses imortais, de seus caprichos, c\u00f3leras, paix\u00f5es, pois os deuses, embora divinos e imortais, s\u00e3o concebidos \u00e0 semelhan\u00e7a dos homens, tendo tamb\u00e9m v\u00edcios e virtudes. A concep\u00e7\u00e3o religiosa e mitol\u00f3gica do universo \u00e9 criticada pela filosofia e pela ci\u00eancia, que se prop\u00f5em, desde suas origens, a substitu\u00ed-la por uma concep\u00e7\u00e3o racional e l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Nos primeiros fil\u00f3sofos gregos, chamados pr\u00e9-socr\u00e1ticos, encontra-se o esbo\u00e7o das cosmovis\u00f5es que Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles tentariam sistematizar dois s\u00e9culos mais tarde.<\/p>\n<p><strong>Partindo do mesmo pressuposto, da identidade do pensamento e do ser, ou da raz\u00e3o e da realidade, Parm\u00eanides e Her\u00e1clito formularam as duas teses que determinaram todo o pensamento ulterior:<\/strong>\u00a0a da unidade e imobilidade, e a da multiplicidade e mobilidade do ser. Para Parm\u00eanides, o Ser, isto \u00e9, o universo, o Absoluto, era incriado, imperec\u00edvel, completo, im\u00f3vel e eterno, assemelhando-se \u00e0 &#8220;massa de uma esfera bem arredondada, que se equilibra em si mesma em todos os seus pontos&#8221;. Segundo Her\u00e1clito, para quem o l\u00f3gos &#8220;tudo governa&#8221;, o mundo, que \u00e9 o mesmo para todos os seres, n\u00e3o foi criado por um deus ou por um homem, e sempre foi, \u00e9 e ser\u00e1 um fogo vivo &#8220;que se acende e apaga com medida&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda no per\u00edodo pr\u00e9-socr\u00e1tico, as filosofias de Dem\u00f3crito, Emp\u00e9docles e Anax\u00e1goras, foram tentativas de conciliar e superar essas duas posi\u00e7\u00f5es extremas. De todas, a mais significativa \u00e9 a de Dem\u00f3crito, que lan\u00e7ou os fundamentos de uma concep\u00e7\u00e3o rigorosamente cient\u00edfica do universo, concebendo-o como composto de \u00e1tomos e de vazio. Os \u00e1tomos e o vazio, assim como o movimento, s\u00e3o eternos, sempre existiram, e suas infinitas combina\u00e7\u00f5es d\u00e3o origem a todos os seres.<\/p>\n<p>Segundo Plat\u00e3o, cuja cosmogonia \u00e9 expressa no mito do Timeu, pois a f\u00edsica \u00e9 apenas um passatempo para o esp\u00edrito, o mundo, obra de um demiurgo, \u00e9 belo e vivo.<\/p>\n<p><strong>C\u00f3pia corp\u00f3rea e sens\u00edvel do modelo intelig\u00edvel, \u00e9 habitado por uma alma que mistura tr\u00eas ess\u00eancias:<\/strong>\u00a0a indivis\u00edvel, unidade absoluta do todo intelig\u00edvel, a divis\u00edvel, ou multiplicidade que caracteriza os corpos e seu vir-a-ser, e uma terceira, intermedi\u00e1ria, a exist\u00eancia, que participa das duas primeiras. O centro da alma, uma esp\u00e9cie de envolt\u00f3rio esf\u00e9rico do corpo do mundo, coincide com o centro do mundo, e seus movimentos circulares se confundem. O corpo do mundo \u00e9 composto do fogo e da terra, entre os quais se interp\u00f5e, por raz\u00f5es matem\u00e1ticas, a \u00e1gua e o ar, mat\u00e9ria ou elementos que preexistem \u00e0 a\u00e7\u00e3o do demiurgo e cujo come\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o explica-se mecanicamente.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de Plat\u00e3o, para quem a f\u00edsica s\u00f3 poderia ser objeto de um &#8220;conhecimento bastardo&#8221;, Arist\u00f3teles achava que o mundo natural pode ser objeto de conhecimento racional ou epistemol\u00f3gico. \u00danico, n\u00e3o tem nem come\u00e7o nem fim, nada existe fora dele, \u00e9 perfeito e finito, formando uma esfera que se move de acordo com o movimento mais perfeito, que \u00e9 movimento circular. O mundo inclui quatro corpos simples ou elementares, a terra, a \u00e1gua, o ar e o fogo, aos quais se acrescenta uma quinta-ess\u00eancia, o \u00e9ter, que n\u00e3o comporta nenhuma esp\u00e9cie de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>O universo se dividiria em duas grandes regi\u00f5es:\u00a0<\/strong>o c\u00e9u propriamente dito, que se estende do &#8220;primeiro c\u00e9u&#8221; at\u00e9 a Lua, incluindo as estrelas fixas, cujo movimento \u00e9 regular, eterno e circular. Os astros e os planetas s\u00e3o t\u00e3o im\u00f3veis quanto as estrelas. O que se move circularmente \u00e9 a esfera que carrega o astro, esfera \u00fanica no caso das estrelas, esferas m\u00faltiplas no caso dos planetas. Segundo Arist\u00f3teles, para que o movimento de cada esfera planet\u00e1ria n\u00e3o se altere em virtude do movimento da outra esfera em que est\u00e1 encaixada, \u00e9 preciso introduzir esferas compensadoras, que preservam a unidade do sistema.<\/p>\n<p>A segunda regi\u00e3o do universo \u00e9 a regi\u00e3o sublunar, cujo centro \u00e9 a Terra. Mais distante do &#8220;primeiro motor&#8221; que o c\u00e9u, caracteriza-se pela gera\u00e7\u00e3o e pela corrup\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias, cuja mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 mais perfeitamente determinada, como a do mundo sideral, mas \u00e9, ao contr\u00e1rio, pura indetermina\u00e7\u00e3o. Nesse mundo, onde reina a conting\u00eancia, o acidente e o acesso, a descontinuidade \u00e9 a norma do movimento, mesmo regular. Os elementos que se constituem nessa regi\u00e3o s\u00e3o inferiores ao \u00e9ter, misturando-se e transformando-se uns nos outros, o que permite consider\u00e1-la a regi\u00e3o dos mistos, ou das misturas. O mundo sublunar est\u00e1 envolvido por uma esfera de fogo que gira com o primeiro c\u00e9u, a qual envolve o ar, que, por sua vez, envolve a \u00e1gua, que, finalmente, envolve a terra.<\/p>\n<p><strong>Concep\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3<\/strong><\/p>\n<p><strong>A revela\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3 trouxe duas id\u00e9ias estranhas ao pensamento grego:<\/strong>\u00a0a id\u00e9ia de um Deus \u00fanico e pessoal, transcendente ao mundo, e a id\u00e9ia da cria\u00e7\u00e3o ex-nihilo, a partir do nada. De acordo com o G\u00eanesis, Deus criou o universo, o c\u00e9u e a Terra, e todos os seres que nele se cont\u00eam, a \u00e1gua e a luz, os astros e as estrelas, as plantas e os animais e, finalmente, o homem, feito a sua imagem e semelhan\u00e7a. Obra de Deus, que \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, a intelig\u00eancia suprema, o universo reflete essa intelig\u00eancia, sendo ordem e beleza, cosmo e n\u00e3o caos. As leis que regem seu funcionamento expressam a vontade divina, que n\u00e3o as estabeleceu arbitrariamente, mas segundo o plano que se desdobrou ao longo dos sete dias da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Compelidos, pelas exig\u00eancias da luta contra o paganismo e as heresias, a formular conceitualmente o conte\u00fado da revela\u00e7\u00e3o, os pensadores crist\u00e3os tiveram que se valer do arsenal ideol\u00f3gico de que dispunham, quer dizer, o pensamento grego. O que se chama de filosofia crist\u00e3, ou de pensamento crist\u00e3o, n\u00e3o passa, na realidade, do pensamento grego &#8212; de Plat\u00e3o e de Arist\u00f3teles especialmente &#8212; usado como instrumento de defesa e justifica\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Ao incorporar a filosofia grega, a cosmovis\u00e3o crist\u00e3 ficou presa \u00e0 f\u00edsica e \u00e0 cosmologia de Arist\u00f3teles, que, durante dois mil anos, dominou o pensamento ocidental, at\u00e9 o advento da filosofia e da ci\u00eancia moderna.<\/p>\n<p><strong>Universo newtoniano<\/strong><\/p>\n<p>Os fundadores da ci\u00eancia moderna, Cop\u00e9rnico, Galileu, Kepler, Descartes e Newton, acreditavam em Deus e a ele se referiram constantemente, mas conceberam o universo como se fosse independente de Deus e explic\u00e1vel por si mesmo, pelas leis que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias. A &#8220;revolu\u00e7\u00e3o copernicana&#8221; deslocou o centro de gravita\u00e7\u00e3o da Terra para o Sol e permitiu conceber o universo como um sistema aut\u00f4nomo, regido por leis que podem ser conhecidas experimentalmente e formuladas matematicamente. Descobrindo a impenetrabilidade, a mobilidade, a for\u00e7a de propuls\u00e3o dos corpos, as leis do movimento e da gravidade, e formulando os postulados que permitem definir as no\u00e7\u00f5es de massa, causa, for\u00e7a, in\u00e9rcia, espa\u00e7o, tempo e movimento, Newton foi o primeiro a sistematizar a moderna ci\u00eancia da natureza.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o se propusesse mais o conhecimento das causas dos fen\u00f4menos, mas a determina\u00e7\u00e3o das leis que os regem, a ci\u00eancia newtoniana, f\u00edsico-matem\u00e1tica, coincidia ainda com a f\u00edsica de Arist\u00f3teles num ponto capital, a concep\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o. Ambas consideram tempo e espa\u00e7o como quadros invari\u00e1veis e fixos, referenciais absolutos, em fun\u00e7\u00e3o dos quais se explicam os movimentos do universo. A defini\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica do tempo e do espa\u00e7o, embora date do s\u00e9culo IV a.C., prevaleceu na ci\u00eancia cl\u00e1ssica, na mec\u00e2nica de Galileu e de Newton, at\u00e9 o advento da f\u00edsica qu\u00e2ntica e da relatividade einsteiniana.<\/p>\n<p>Relacionando a queda da ma\u00e7\u00e3 com o movimento dos planetas e do Sol, Newton formulou a lei da gravita\u00e7\u00e3o universal, que permite determinar a velocidade de revolu\u00e7\u00e3o da Terra em torno do Sol, do sistema solar no sistema estelar, do sistema estelar na Via L\u00e1ctea e da Via L\u00e1ctea nas gal\u00e1xias exteriores. Distinguindo movimento absoluto e movimento relativo, foi levado a admitir a exist\u00eancia de estrelas fixas, ou de pontos im\u00f3veis no universo, embora n\u00e3o dispusesse de meios para provar tal hip\u00f3tese. Por considerar o espa\u00e7o uma realidade fixa, um quadro est\u00e1tico e imut\u00e1vel e por n\u00e3o poder estabelecer cientificamente esse postulado, recorreu a uma explica\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, que considerava o espa\u00e7o a onipresen\u00e7a de Deus na natureza. O universo newtoniano era, assim, o meio invis\u00edvel, o espa\u00e7o absoluto e imut\u00e1vel no qual as estrelas se deslocam e a luz se propaga de acordo com modelos mec\u00e2nicos, traduz\u00edveis em f\u00f3rmulas matem\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>Universo einsteiniano<\/strong><\/p>\n<p>Em 1905, Albert Einstein escreveu um pequeno trabalho, no qual admitia que a velocidade da luz n\u00e3o \u00e9 afetada pelo movimento da Terra, mas rejeitava a teoria do \u00e9ter e a no\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o como quadro fixo e im\u00f3vel no qual \u00e9 poss\u00edvel distinguir o movimento absoluto do movimento relativo. Se a velocidade da luz \u00e9 constante, e se propaga independentemente do movimento da Terra, tamb\u00e9m deve ser independente do movimento de qualquer outro planeta, estrela, meteoro, ou mesmo sistema no universo. As leis da natureza, conseq\u00fcentemente, s\u00e3o as mesmas para todos os sistemas que se movem uniformemente, uns em rela\u00e7\u00e3o aos outros.<\/p>\n<p>Eliminados o espa\u00e7o e o tempo absolutos, o universo todo entra em movimento, n\u00e3o tendo mais sentido indagar pela velocidade &#8220;verdadeira&#8221;, ou &#8220;real&#8221; de qualquer sistema.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o einsteiniano n\u00e3o tem fronteiras nem dire\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apresenta nenhum ponto de refer\u00eancia que permita compara\u00e7\u00f5es absolutas, pois n\u00e3o passa, como j\u00e1 dissera Leibniz, &#8220;da ordem da rela\u00e7\u00e3o das coisas entre elas&#8221;. O que leva a concluir que, sem coisas que o ocupem e nele se movam, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o. Os movimentos, portanto, sejam quais forem, s\u00f3 podem ser descritos e medidos uns em rela\u00e7\u00e3o aos outros, uma vez que, no universo, tudo est\u00e1 em movimento.<\/p>\n<p>Na primeira formula\u00e7\u00e3o de sua teoria, que chamou de &#8220;relatividade restrita&#8221;, Einstein buscou demonstrar que n\u00e3o h\u00e1 no universo nenhum par\u00e2metro absoluto que permita calcular o movimento absoluto de um planeta, como a Terra, ou de qualquer sistema que se ache em movimento. Um corpo s\u00f3 se move em rela\u00e7\u00e3o a outro, ou a outros, e se todos os corpos do universo se movessem simultaneamente, com a mesma velocidade, n\u00e3o haveria movimentos, nem percep\u00e7\u00e3o do movimento e possibilidade de calcul\u00e1-lo.<\/p>\n<p>A partir da lei da in\u00e9rcia, tal como foi enunciada por Newton, Einstein reformulou a lei da gravita\u00e7\u00e3o universal, estabelecendo como premissa que as leis da natureza s\u00e3o as mesmas para qualquer sistema, independentemente de seu movimento. O princ\u00edpio da equival\u00eancia, entre a gravidade e a in\u00e9rcia, estabelece que n\u00e3o h\u00e1 meio algum que permita distinguir o movimento produzido pelas for\u00e7as de in\u00e9rcia do movimento gerado pela for\u00e7a da gravita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio permitiu mostrar que nada h\u00e1 de \u00fanico ou de absoluto no movimento n\u00e3o uniforme, pois seus efeitos n\u00e3o se podem distinguir dos efeitos da gravita\u00e7\u00e3o. O movimento, portanto, seja qual for, uniforme ou n\u00e3o, s\u00f3 pode ser observado e calculado em rela\u00e7\u00e3o a um par\u00e2metro, pois n\u00e3o h\u00e1 movimento absoluto. Desse ponto de vista, a gravita\u00e7\u00e3o passa a fazer parte da in\u00e9rcia e o movimento dos corpos resulta de sua in\u00e9rcia pr\u00f3pria. Sua trajet\u00f3ria \u00e9 determinada pelas propriedades m\u00e9tricas do cont\u00ednuo espa\u00e7o-tempo, o que permite eliminar a obscura no\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Na conflu\u00eancia da teoria dos quanta, que determinou todas as concep\u00e7\u00f5es a respeito do \u00e1tomo, e da teoria da relatividade, que determinou todas as concep\u00e7\u00f5es a respeito do espa\u00e7o, do tempo, da gravita\u00e7\u00e3o, da in\u00e9rcia etc., a teoria do campo unit\u00e1rio vem atender \u00e0 exig\u00eancia fundamental da raz\u00e3o, que \u00e9 a exig\u00eancia de unidade. &#8220;A id\u00e9ia de que existem duas estruturas no espa\u00e7o, independentes uma da outra&#8221;, escreve Einstein, &#8220;o espa\u00e7o m\u00e9trico gravitacional e o espa\u00e7o eletromagn\u00e9tico, \u00e9 intoler\u00e1vel ao esp\u00edrito te\u00f3rico&#8221;. Ao mostrar que as duas for\u00e7as, a da gravita\u00e7\u00e3o e a eletromagn\u00e9tica, n\u00e3o s\u00e3o independentes, mas insepar\u00e1veis, a teoria do campo unit\u00e1rio as descreve em termos que poder\u00e3o permitir novas descobertas sobre a estrutura da mat\u00e9ria, a mec\u00e2nica das radia\u00e7\u00f5es e demais problemas do mundo at\u00f4mico e subat\u00f4mico.<\/p>\n<p>O universo einsteiniano n\u00e3o \u00e9 nem infinito, nem euclidiano, ou tridimensional, pois a geometria de Euclides n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida no campo gravitacional. E, como a estrutura do campo gravitacional \u00e9 determinada pela massa e pela velocidade do corpo em gravita\u00e7\u00e3o, a geometria do universo, a curvatura do cont\u00ednuo espa\u00e7o-tempo, por ser proporcional \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria que cont\u00e9m, ser\u00e1 determinada pela totalidade da mat\u00e9ria contida no universo, que o faz descrever uma imensa curvatura que se fecha em si mesma. Embora n\u00e3o seja poss\u00edvel dar uma representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do universo finito e esf\u00e9rico de Einstein, foi poss\u00edvel calcular, em fun\u00e7\u00e3o da quantidade de mat\u00e9ria contida em cada cent\u00edmetro c\u00fabico de espa\u00e7o, o valor do raio do universo, avaliado em 35 trilh\u00f5es de anos-luz.<\/p>\n<p>Nesse universo finito, mas grande o bastante para conter bilh\u00f5es de estrelas e gal\u00e1xias, um feixe de luz, com a velocidade de 300.000km\/s, levaria 200 trilh\u00f5es de anos para percorrer a circunfer\u00eancia do cosmo e retornar ao ponto de partida.<\/p>\n<h4><strong>Universo &#8211; <\/strong>Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Defini\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Universo<\/strong>\u00a0\u00e9 resultado de um momento hist\u00f3rico. Atualmente os dados cient\u00edficos d\u00e3o-nos uma defini\u00e7\u00e3o que se traduz em tudo aquilo que existe.<\/p>\n<p>Engloba milhares de milh\u00f5es de gal\u00e1xias com diferentes formas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Universo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/universo-023.jpg\" alt=\"Universo\" \/><br \/>\nUniverso<\/strong><\/p>\n<p>Este nosso\u00a0<strong>Universo<\/strong>\u00a0\u00e9 gigantesco, contudo \u00e9 finito. Por estranho que pare\u00e7a \u00e9 fundamentalmente espa\u00e7o vazio. A mat\u00e9ria est\u00e1 aglomerada em gal\u00e1xias. Na imagem acima cada foco de luz mostra uma gal\u00e1xia.<\/p>\n<p><strong>Gal\u00e1xia<\/strong><\/p>\n<p>Uma gal\u00e1xia \u00e9 um sistema complexo composto de numerosos corpos celestes, a maioria estrelas e planetas, com g\u00e1s disperso e que apresentam uma movimenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria provocada pela gravidade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Universo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/universo-024.jpg\" alt=\"Universo\" \/><br \/>\nUniverso<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 ao s\u00e9culo XIX, conhecia-se apenas uma a nossa Via L\u00e1ctea. Era todo o Universo conhecido. Hoje os telesc\u00f3pios possibilitam obter imagens de v\u00e1rios tipos de gal\u00e1xias.<\/p>\n<p><strong>Existem gal\u00e1xias:\u00a0<\/strong>el\u00edpticas ou circulares, espirais e irregulares.<\/p>\n<h4>Universo &#8211; Teoria<\/h4>\n<p>A <strong>teoria da relatividade<\/strong> geral de Einstein nos ensinou que o espa\u00e7o-tempo pode deformar como uma membrana el\u00e1stica. A teoria do Big Bang , bem apoiado pela experi\u00eancia e sob a teoria de Einstein, diz-nos que o espa\u00e7o est\u00e1 se expandindo. \u00c9 compat\u00edvel tanto com a id\u00e9ia de que o nosso universo \u00e9 uma esp\u00e9cie de bolha que infla o tamanho finito, com a id\u00e9ia de que j\u00e1 era tamanho infinito quando a expans\u00e3o come\u00e7ou.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima id\u00e9ia parece paradoxal, mas \u00e9 matematicamente consistente. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que apenas uma pequena parte deste universo infinito est\u00e1 se expandindo a um ponto de entrada de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<h4>Pouca certeza sobre o tamanho do universo<\/h4>\n<p>Estritamente falando, tudo o que podemos dizer \u00e9 que pelo menos uma parte de um espa\u00e7o de espa\u00e7o-tempo come\u00e7ou a expandir com uma velocidade superior a da luz , existem 13700000000 anos antes de fazer um ritmo mais lento antes do primeiro segundo de exist\u00eancia. Para que as regi\u00f5es que hoje gerencia o famoso radia\u00e7\u00e3o f\u00f3ssil , o mais distante observ\u00e1vel, est\u00e3o a uma dist\u00e2ncia de cerca de 45,6 bilh\u00f5es de anos-luz agora.<\/p>\n<p>Deve ser entendido que esta afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 paradoxal porque se nem a luz nem a mat\u00e9ria pode exceder a velocidade de cerca de 300.000 km \/ s no espa\u00e7o, nada impede que o espa\u00e7o entre dois objetos expandir a uma velocidade muito mais elevada.<\/p>\n<p>No final, a \u00fanica coisa que sabemos \u00e9 que o tamanho do universo observ\u00e1vel \u00e9, pelo menos, dezenas de bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, mas n\u00e3o sei se o universo total em si \u00e9 finito, como acho que Stephen Hawking e Jean-Pierre Luminet ou infinito como acho que Roger Penrose e outros.<\/p>\n<h4>Universo &#8211; Tamanho<\/h4>\n<p>Costuma-se dizer que a Terra \u00e9 12 750 km de di\u00e2metro, a Lua \u00e9 385.000 km de dist\u00e2ncia, o Sol, que \u00e9 de 1,4 milh\u00f5es de quil\u00f4metros, \u00e9 de 150 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da-nos do que Plut\u00e3o, o planeta mais distante \u00e9 6000000000 km de dist\u00e2ncia, enquanto a estrela mais pr\u00f3xima est\u00e1 a 4,3 anos-luz e que o universo (como concebida) estende-se por 15 bilh\u00e3o de anos-luz de cada lado de n\u00f3s &#8230;<\/p>\n<p>Naturalmente, estes s\u00e3o n\u00fameros que est\u00e3o al\u00e9m de nossa compreens\u00e3o, pois \u00e9 dif\u00edcil imaginar o que eles s\u00e3o.<\/p>\n<p>Para se ter uma id\u00e9ia do tamanho do sistema solar &#8211; o nosso pequeno canto do universo &#8211; a dividir um grande n\u00famero de um bilh\u00e3o. Isto \u00e9, quando o tamanho do sistema de energia solar \u00e9 equivalente ao de uma cidade de 20 milhas.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a esta escala, a Terra \u00e9 uma uva ea Lua a uma ervilha, tanto distantes dos outros 38 cent\u00edmetros.<\/p>\n<p><strong>O sistema solar \u00e0 escala de uma cidade<\/strong><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, imagine o tamanho do sistema solar, como o de uma cidade. \u00c9 colocar o Sol no centro e os planetas teriam as dist\u00e2ncias de frutas proporcionais.<\/p>\n<p>Assim, o tamanho do Sol dividido por um bili\u00e3o equivalente ao de uma esfera do tamanho de um ser humano. Merc\u00fario, o planeta mais pr\u00f3ximo do Sol, tornar-se uma ervilha colocado 58 metros de dist\u00e2ncia. Quanto a V\u00eanus, seria colocar um Raisin in the Sun 108 metros, enquanto que a Terra (outra uva) seria de 150 metros &#8211; o equivalente a um quarteir\u00e3o.<\/p>\n<p>Por sua parte, Marte seria equivalente a um mirtilo localizado a 230 metros do Sol (um quarteir\u00e3o e meio de dist\u00e2ncia), enquanto J\u00fapiter \u00e9 uma toranja instalados em tr\u00eas quartos de um quil\u00f4metro. Quanto a Saturno, outro grapefruit, seria 1 km \u00bd do sol. Seguido de Urano e Netuno, o que seria duas laranjas depositados em 3 e 4 milhas e meia. Por fim, Plut\u00e3o (semente) fechou caminhar 6 km do centro da cidade.<\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o sideral inimagin\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Sempre reduzindo um bilh\u00e3o de vezes o tamanho do universo, vamos aventurar fora do sistema solar. At\u00e9 onde vai um encontrar as estrelas, estas &#8220;aldeias c\u00f3smicos&#8221; em torno do qual gravitam talvez sistemas planet\u00e1rios como o nosso?<\/p>\n<p>Estamos diante de um grande problema, j\u00e1 que a estrela mais pr\u00f3xima (Proxima Centauri) \u00e9 de 4,3 anos-luz , ou seja, mesmo em nossa pequena escala, 40 000 km. Essa dist\u00e2ncia n\u00e3o h\u00e1 lugar na Terra como 40 000 km atrav\u00e9s de n\u00f3s de volta ao nosso ponto de partida. (Este \u00e9 o per\u00edmetro do nosso planeta.) Devemos, portanto, deixar o nosso planeta no espa\u00e7o para identificar dist\u00e2ncias equivalentes. Na verdade, 40 000 km correspondem \u00e0 \u00f3rbita geoestacion\u00e1ria, que s\u00e3o instalados em nossos sat\u00e9lites de comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A maioria das estrelas que vemos a olho nu s\u00e3o, na realidade, dezenas de anos-luz de n\u00f3s. Ao n\u00edvel do nosso &#8220;sistema solar cidade&#8221;, eles se encontram em algum lugar entre a Terra ea Lua.<\/p>\n<p>Todas as estrelas que vemos, bem como centenas de bilh\u00f5es de outros, formam a nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Tem a forma de um disco, que se estende 100.000 anos-luz. Ao n\u00edvel do nosso modelo, nossa gal\u00e1xia ocuparia, posicionando-se no centro, todo o espa\u00e7o cercado pela \u00f3rbita de J\u00fapiter (1,5 bilh\u00e3o de quil\u00f4metros).<\/p>\n<p>A Via L\u00e1ctea \u00e9 apenas uma das bilh\u00f5es de gal\u00e1xias que comp\u00f5em o universo. A gal\u00e1xia mais pr\u00f3xima \u00e0 nossa &#8211; o Andromeda majestoso, situado 2,5 milh\u00f5es de anos-luz &#8211; seria a uma dist\u00e2ncia igual ao tamanho do nosso sistema solar reais (20 mil milh\u00f5es km)!<\/p>\n<p>Sobre todo o universo ao nosso n\u00edvel, ele ocuparia o equivalente a 30 anos-luz, ou sete vezes a dist\u00e2ncia que nos separa da Proxima Centauri!<\/p>\n<p>Como pode ser observado, mesmo atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o do tamanho do sistema de energia solar para o de uma cidade, encontramo-nos rapidamente com n\u00fameros al\u00e9m do nosso entendimento.<\/p>\n<p><strong>O sistema solar \u00e0 escala de uma formiga<\/strong><\/p>\n<p>Para ter uma id\u00e9ia melhor da dimens\u00e3o dos corpos c\u00f3smicos al\u00e9m do sistema solar, reduzi-lo ao tamanho de uma formiga de um metro.<\/p>\n<p>Nessa escala, as estrelas vizinhas est\u00e3o a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia! E h\u00e1 entre cada um dos &#8220;formiga&#8221;? Nada &#8230; excepto que o v\u00e1cuo no espa\u00e7o!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se n\u00f3s assimilar estes formigueiros estrela similar ao nosso sistema solar, ou seja, como o sub\u00farbio \u00e9 pouco povoada. Cada formiga &#8211; cada sistema planet\u00e1rio &#8211; \u00e9 uma pequena ilha perdida na imensid\u00e3o do espa\u00e7o sideral.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a este n\u00edvel, a nossa gal\u00e1xia que abrangem 50.000 quil\u00f4metros, enquanto a gal\u00e1xia mais pr\u00f3xima seria de um milh\u00e3o de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Como para todo o universo, seria estender sobre 15.000 milh\u00f5es km &#8211; mais do que o escopo definido pela \u00f3rbita de Plut\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos novamente confrontados com n\u00fameros astron\u00f4micos. Por que n\u00e3o reduzir mais uma vez o tamanho do sistema solar?<\/p>\n<p>Comparando-o a uma cabe\u00e7a de alfinete, estrelas vizinhas se encontram a poucos metros de n\u00f3s, a nossa gal\u00e1xia, abrangem 50 quil\u00f4metros, Andr\u00f4meda seria mil milhas &#8230; quando o universo que abrange 15 milh\u00f5es km.<\/p>\n<p>O que podemos concluir de tudo isso? Ocupamos um lugar pequeno no universo!<\/p>\n<p><strong>Tabelas de Resumo<\/strong><\/p>\n<p><strong>1 &#8211; As dimens\u00f5es reais<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"500\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Objeto<\/b><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Dist\u00e2ncia<\/b><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Tamanho<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sol<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Centro<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1.390.000 Km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Merc\u00fario<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">57910000 Quil\u00f4metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">4 880 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">V\u00eanus<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">108 200 000 km<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">12 104 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Terra<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">149 600 000 km<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">12 756 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Lua<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">385,000 km da Terra<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3 476 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Mar\u00e7o<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">227 094 000 Quil\u00f4metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">6 794 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">J\u00fapiter<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">778 430 000 Quil\u00f4metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">142 984 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Saturno<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1429400000 Quil\u00f4metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">120 536 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Urano<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">2870990000 Quil\u00f4metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">51 100 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Netuno<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">4504000000 Quil\u00f4metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">49 532 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Plut\u00e3o<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">5913520000 Quil\u00f4metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">2 274 km<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sistema solar<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">20000000000 quilometros<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Proxima Centauri<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">4.3 anos-luz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Via L\u00e1ctea<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">100.000 anos-luz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Andromeda<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">2500 mil anos-luz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">O Universo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">15.000 milh\u00f5es de anos-luz<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>2 &#8211; O sistema solar \u00e0 escala de uma cidade<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"50%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Objeto<\/b><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Dist\u00e2ncia<\/b><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Tamanho<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sol<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Centro<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1,4 metros (bola grande)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Merc\u00fario<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">58 metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,5 cm (ervilha)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">V\u00eanus<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">108 metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1,2 cent\u00edmetros (uma uva)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Terra<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">150 metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1,3 cm (uma uva)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Lua<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">38 cm de terra<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,35 cent\u00edmetros (PEA)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Mar\u00e7o<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">227 metros<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,7 cm (blueberry)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">J\u00fapiter<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00be km<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">14 cm (toranja)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Saturno<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1 \u00bd km<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">12 cm (toranja)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Urano<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3 km<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">5 cm (laranja)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Netuno<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">4,5 km<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">5 cm (laranja)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Plut\u00e3o<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">6 km<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,2 cent\u00edmetros (semente)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sistema solar<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" bgcolor=\"#FFFFFF\">20 km de di\u00e2metro (o tamanho de uma cidade)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Proxima<\/td>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Menos 40 000 milhas de n\u00f3s (por<br \/>\na \u00f3rbita geoestacion\u00e1ria)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">A Via L\u00e1ctea<\/td>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1.000 milh\u00f5es quil\u00f4metros de di\u00e2metro<br \/>\n(Tamanho da \u00f3rbita de J\u00fapiter)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Andromeda<\/td>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Aos 20 bilh\u00f5es de quil\u00f4metros da-nos<br \/>\n(O tamanho do sistema solar)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">O Universo<\/td>\n<td valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">.<\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"top\" bgcolor=\"#FFFFFF\">150.000 bilh\u00f5es de quil\u00f4metros de di\u00e2metro<br \/>\n(30 anos-luz)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>3 &#8211; O sistema solar \u00e0 escala de uma formiga<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Objeto<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Tamanho<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sistema solar<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1 metro de di\u00e2metro<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Proxima Centauri<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">2 km de n\u00f3s<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">A Via L\u00e1ctea<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">47.000 km de di\u00e2metro<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Andromeda<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Menos 1 milh\u00e3o de milhas de n\u00f3s<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">O Universo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">15000000000 milhas de di\u00e2metro<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>4 &#8211; O sistema solar \u00e0 escala de uma cabe\u00e7a de alfinete<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"40%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Objeto<\/b><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Tamanho<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Sistema solar<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1 mm de di\u00e2metro<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Proxima Centauri<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">A 2 metros de dist\u00e2ncia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">A Via L\u00e1ctea<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">47 km de di\u00e2metro<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">Andromeda<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">A 1000 quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">O Universo<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">15.000 mil milhas de di\u00e2metro<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: br.geocities.com\/www.layoutsderock.hpg.com.br\/www.futura-sciences.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Universo, Espa\u00e7o, Hist\u00f3ria, Teoria, O que \u00e9, Origem, Evolu\u00e7\u00e3o, Tamanho, Expans\u00e3o, Gal\u00e1xia, Mat\u00e9ria, Astr\u00f4nomos, Defini\u00e7\u00e3o, Universo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[298],"tags":[],"class_list":["post-56632","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-astronomia"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Universo, Espa\u00e7o, Hist\u00f3ria, Teoria, O que \u00e9 Universo<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Universo, Espa\u00e7o, 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