{"id":56352,"date":"2016-06-23T16:51:53","date_gmt":"2016-06-23T16:51:53","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=56352"},"modified":"2016-06-23T17:06:57","modified_gmt":"2016-06-23T17:06:57","slug":"soyuz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/astronomia\/soyuz","title":{"rendered":"Soyuz"},"content":{"rendered":"<p>Embora      Sergei Korolev tenha projetado as naves Soyuz (Soyuz, em russo, significa      &#8220;uni\u00e3o&#8221;) que sucederam as Vostok e Voskhod, o fato \u00e9 que ele n\u00e3o      viveu para ver o primeiro teste. Faleceu em janeiro de 1966 e o primeiro v\u00f4o      tripulado foi em 23 de abril de 1967, com a morte tr\u00e1gica de Vladimir Komarov      a bordo da Soyuz 1.<\/p>\n<p><strong>Uma nave Soyuz \u00e9 composta, de modo geral, por:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.1.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"502\" height=\"195\" title=\"Soyuz\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong> Montados da seguinte forma:<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.2.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"198\" height=\"134\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>As      Soyuz, em quase 40 anos de carreira, foram as naves espaciais que mais evolu\u00edram.      Os prot\u00f3tipos iniciais foram desenvolvidos com alguns exemplares da s\u00e9rie      Kosmos.<\/p>\n<p>As      naves Soyuz t\u00eam o mais extenso curr\u00edculo entre todas as naves espaciais, pois      nas centenas de miss\u00f5es efetuadas, realizaram acoplamentos com praticamente      todos os tipos de objetos espaciais: sat\u00e9lites Kosmos, outras naves Soyuz,      uma nave Apollo, diversas esta\u00e7\u00f5es espaciais da s\u00e9rie Salyut, e as esta\u00e7\u00f5es      Mir e ISS. Carregaram astronautas de diversas nacionalidades, inclusive de      pa\u00edses ocidentais como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Breve Hist\u00f3rico das Naves Soyuz<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das outras naves, que tiveram uma vida curta e praticamente      nenhuma evolu\u00e7\u00e3o, as naves Soyuz est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o desde 1967, e sofreram      muitas transforma\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Novas tecnologias foram incorporadas e novas miss\u00f5es foram dadas \u00e0s Soyuz:      desde o fracassado programa lunar sovi\u00e9tico at\u00e9 os v\u00f4os at\u00e9 as esta\u00e7\u00f5es Salyut,      Mir e ISS.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      foi desenvolvido, a partir do projeto original da Soyuz, o cargueiro autom\u00e1tico      Progress, capaz de reabastecer uma esta\u00e7\u00e3o espacial com \u00e1gua, oxig\u00eanio e combust\u00edvel      sem interfer\u00eancia humana, e ainda fornecer energia el\u00e9trica e impuls\u00e3o \u00e0 esta\u00e7\u00e3o,      al\u00e9m de levar experimentos cient\u00edficos e suprimentos para os astronautas (roupas,      trajes espaciais, presentes da fam\u00edlia e alimentos &#8211; uma das cargas alimentares      preferidas dos russos nos tempos da Mir eram chocolate, cebola e alho&#8230;)<\/p>\n<p>O      objetivo inicial de Sergei Korolev com as naves Soyuz era adquirir a tecnologia      de encontros e acoplamentos espaciais em \u00f3rbitas baixas, com vistas a um futuro      v\u00f4o circunlunar. O projeto de dezembro de 1962 (Soyuz-A) tinha lugar para      dois astronautas.<\/p>\n<p>No      entanto, para frustra\u00e7\u00e3o de Korolev, seu rival Chelomei recebeu o financiamento      para as vers\u00f5es militares da Soyuz, e a Soyuz-A n\u00e3o foi inclu\u00edda no Programa      Espacial Sovi\u00e9tico e foi cancelada. Houve, na realidade, muita inger\u00eancia      pol\u00edtica no Programa Espacial Sovi\u00e9tico, o que foi talvez a causa mais importante      do fracasso sovi\u00e9tico no seu intento de sobrepujar os norte-americanos na      conquista da Lua.<\/p>\n<p>Em 14 de outubro de 1964 Nikita Khrushchev foi deposto do poder da Uni\u00e3o      Sovi\u00e9tica, e Chelomei perdeu o seu poderoso padrinho. Assim, Korolev viu seu      projeto ser tirado da gaveta, e a antiga Soyuz-A acabou evoluindo para um      desenho mais moderno, para tr\u00eas astronautas, que recebeu o nome de Soyuz 7K-OK      (uma vers\u00e3o orbital). <\/p>\n<p>Em 25 de outubro de 1965 (menos de 3 meses antes da sua morte prematura e      mal explicada at\u00e9 hoje), Korolev obteve a vit\u00f3ria que esperava: o projeto      da nave que faria v\u00f4os circunlunares &#8211; a Soyuz 7K-L1.<\/p>\n<p>O      primeiro teste geral da nave Soyuz foi efetuado em 28 de novembro de 1966      (j\u00e1 ap\u00f3s a morte de Korolev), com o lan\u00e7amento do Kosmos 133 (Soyuz 7K-OK).      Ocorreram problemas s\u00e9rios no controle de atitude da c\u00e1psula. Apesar do esfor\u00e7o      da equipe de controle em terra, a nave consumiu combust\u00edvel em excesso e entrou      em rota\u00e7\u00e3o. Foi considerado um teste fracassado.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.3.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"226\" height=\"374\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n     Torre de Escape da Soyuz Original<\/strong><\/p>\n<p>Em 14 de dezembro de 1966 foi tentado novo lan\u00e7amento de uma nave Soyuz,      com resultados catastr\u00f3ficos. Ocorreu uma falha no lan\u00e7amento, e a equipe      de terra come\u00e7ou a retirar o combust\u00edvel do foguete. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s 27 minutos da tentativa de lan\u00e7amento, o sistema de escape de emerg\u00eancia      foi acionado, incendiando os tanques do terceiro est\u00e1gio e causando uma explos\u00e3o      que causou muitos danos \u00e0 torre de lan\u00e7amento, matou pelo menos um t\u00e9cnico      e feriu muitos outros. Entre outros problemas, foram constatados diversos      erros no projeto da torre de escape.<\/p>\n<p>O      acidente foi similar ao verificado nos Estados Unidos em 21 de novembro de      1960, com a nave Mercury Redstone 1, por\u00e9m com conseq\u00fc\u00eancias muito mais s\u00e9rias.<\/p>\n<p>Novo      teste, realizado em 7 de fevereiro de 1967 com o Kosmos 140 (Soyuz 7K-OK),      demonstrou uma evolu\u00e7\u00e3o nos sistemas da nave, que no entanto apresentou problemas      s\u00e9rios na seq\u00fc\u00eancia de pouso, que poderiam ter sido fatais a qualquer ser      humano, caso se tratasse de um v\u00f4o tripulado. A nave acabou naufragando no      gelado Mar Aral, a centenas de quil\u00f4metros do local previsto para o pouso.<\/p>\n<p>Em      10 de mar\u00e7o de 1967 foi lan\u00e7ado o Kosmos 146, que era um prot\u00f3tipo da nave      Soyuz 7K-L1P, em \u00f3rbita el\u00edptica alta, numa trajet\u00f3ria translunar. A nave      n\u00e3o tinha como objetivo atingir a Lua, n\u00e3o tinha escudo t\u00e9rmico para o reingresso      na atmosfera nem estava prevista a sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em      8 de abril de 1967 foi registrado um fracasso, quando um prot\u00f3tipo da nave      7K-L1P (Kosmos 154) n\u00e3o alcan\u00e7ou a \u00f3rbita correta, caindo de volta \u00e0 Terra      dois dias ap\u00f3s o lan\u00e7amento em fun\u00e7\u00e3o da sua decad\u00eancia orbital.<\/p>\n<p>Apesar      dos graves problemas verificados nos testes anteriores da Soyuz 7K-OK, o pr\u00f3prio      Brezhnev pressionou para que fosse programada uma miss\u00e3o tripulada, consistindo      do lan\u00e7amento das naves Soyuz 1 e Soyuz 2, que deveriam realizar um acoplamento      com transfer\u00eancia da tripula\u00e7\u00e3o de uma nave para outra.<\/p>\n<h4>Os Cargueiros Progress<\/h4>\n<p>Com o objetivo de permitir o reabastecimento das esta\u00e7\u00f5es espaciais Salyut      6, Salyut 7 e Mir, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica partiu para o desenvolvimento de cargueiros      espaciais autom\u00e1ticos, n\u00e3o tripulados. <\/p>\n<p>Baseados no projeto bem sucedido e confi\u00e1vel da Soyuz, os cargueiros espaciais      Progress t\u00eam a capacidade de carregar at\u00e9 1.400 quilos de carga (\u00e1gua, comida,      roupas, material para experi\u00eancias, etc.) e 1.000 quilos de combust\u00edvel para      as esta\u00e7\u00f5es espaciais.<\/p>\n<p>Foram utilizados 3 modelos: Progress original (esta\u00e7\u00f5es Salyut), Progress-M      (Mir) e Progress-M1 (ISS).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.4.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"243\" height=\"185\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 1<\/strong><\/p>\n<p>O      objetivo da miss\u00e3o da Soyuz 1 (modelo 7K-OK), lan\u00e7ada em 23 de abril de 1967,      era o teste do desenvolvimento dos componentes e sistemas da nave nas condi\u00e7\u00f5es      reais de um v\u00f4o espacial.<\/p>\n<p>A      Soyuz 1 foi pilotada por Vladimir Komarov, que j\u00e1 havia voado na Voskhod 1.<\/p>\n<p>Um dos pain\u00e9is solares n\u00e3o conseguiu abrir corretamente, permanecendo &#8220;enroscado&#8221;      ao redor da nave, que assim passou a operar apenas com a metade da energia      el\u00e9trica necess\u00e1ria. <\/p>\n<p>Mesmo assim, foi tentada a realiza\u00e7\u00e3o de uma manobra orbital, o que n\u00e3o foi      poss\u00edvel devido a outros problemas t\u00e9cnicos. Komarov teria urrado, em desespero      diante do mau funcionamento da nave, algo como &#8220;esta nave do dem\u00f4nio      n\u00e3o obedece a nenhum dos meus comandos&#8221;.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.5.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"267\" height=\"165\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Diante      do insucesso da miss\u00e3o, foi dada a ordem de retorno e cancelado o v\u00f4o da Soyuz      2 no dia 24 de abril, com 3 tripulantes, que deveria realizar opera\u00e7\u00f5es de      encontro espacial, acoplamento e transfer\u00eancia de tripula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um      passeio espacial.<\/p>\n<p>Como a manobra de reingresso ocorreu na parte escura da Terra (noite), Komarov      n\u00e3o pode utilizar o sistema de alinhamento \u00f3ptico (Vzor) para orientar a nave      para o disparo dos retrofoguetes. Ent\u00e3o foi utilizado o perisc\u00f3pio da nave      e a Lua como ponto de refer\u00eancia, a partir de uma experi\u00eancia realizada na      Voskhod 2. <\/p>\n<p>Este mesmo procedimento foi utilizado posteriormente pela Apollo 13, num      reingresso de emerg\u00eancia, em abril de 1970. Komarov disparou os retrofoguetes      sem maiores problemas, e a nave entrou normalmente na atmosfera. <\/p>\n<p>No entanto, o p\u00e1ra-quedas principal n\u00e3o abriu, devido a problemas com um      sensor de press\u00e3o, e o p\u00e1ra-quedas de reserva, acionado manualmente, tamb\u00e9m      n\u00e3o funcionou. <\/p>\n<p>Komarov estava consciente e no comando da Soyuz at\u00e9 o momento do acidente,      que espatifou completamente a nave e matou o astronauta imediatamente, despeda\u00e7ando      o seu corpo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.6.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"250\" height=\"175\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n<strong>Soyuz 1 completamente despeda\u00e7ada ap\u00f3s a queda<\/strong><\/p>\n<p>O acidente da Soyuz 1 se deu 3 meses ap\u00f3s a morte dos astronautas americanos      Virgil Grissom, Edward White e Roger Chaffee, ocorrida em 28 de janeiro de      1967, com a explos\u00e3o da Apollo AS-204, demonstrando claramente que tanto os      sovi\u00e9ticos quanto os americanos estavam apressando demais o ritmo da corrida      espacial, chegando \u00e0s raias da irresponsabilidade. <\/p>\n<p>O tr\u00e1gico acidente com a Soyuz 1 atrasou o programa espacial sovi\u00e9tico em      18 meses e obrigou os russos a reprojetarem completamente a nave.<\/p>\n<p>Em      17 de maio de 1967 foi lan\u00e7ado o Kosmos 159, com o objetivo de testar o rastreamento      e as redes de comunica\u00e7\u00e3o com vistas ao programa lunar sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p>Em 27 de setembro de 1967 foi lan\u00e7ada uma c\u00e1psula Soyuz 7K-L1 (a diferen\u00e7a      b\u00e1sica entre as naves Soyuz 7K-OK e 7K-L1 \u00e9 que o segundo modelo n\u00e3o possu\u00eda      o m\u00f3dulo orbital, que era substitu\u00eddo por um adaptador da torre de escape),      a primeira tentativa sovi\u00e9tica de circundar a Lua. <\/p>\n<p>O foguete falhou e caiu a 65 km da torre de lan\u00e7amento, mas a nave foi salva      pela torre de escape e recuperada.<\/p>\n<p>Em      30 de outubro de 1967 foi realizado o primeiro teste completo bem sucedido      entre duas naves Soyuz 7K-OK (com a denomina\u00e7\u00e3o de Kosmos 186 e Kosmos 188),      incluindo controle de atitude, encontro espacial, acoplamento, desacoplamento      e retorno.<\/p>\n<p>A      concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica ao lado mascarou, intencionalmente, o desenho da nave      Soyuz 7K-OK, de forma a manter secreto o fato de que eram c\u00e1psulas Soyuz n\u00e3o      tripuladas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.7.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"272\" height=\"178\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n<strong>Encontro espacial e acoplamento entre os Kosmos 186 e 188<\/strong><\/p>\n<p>As      duas naves foram recuperadas sem problemas.<\/p>\n<p>Nova      tentativa de v\u00f4o circunlunar em 22 de novembro de 1967, quando mais uma c\u00e1psula      Soyuz 7K-L1, chamada de Zond 4A, foi lan\u00e7ada. Novamente se repetiram os problemas      do foguete, e novamente a c\u00e1psula foi salva pela torre de escape e recuperada.<\/p>\n<p>Nova      c\u00e1psula Soyuz 7K-L1 foi lan\u00e7ada em 2 de mar\u00e7o de 1968, com o nome de Zond      4B. Apesar do v\u00f4o ter sido um sucesso, a nave foi destru\u00edda por um comando      do controle da miss\u00e3o, em virtude de estar descendo muito longe do local previsto.      A atitude de explodir a nave foi duramente criticada pelas autoridades sovi\u00e9ticas,      pois a mesma poderia ter sido recuperada sem maiores problemas.<\/p>\n<p>Em      abril de 1968 os russos realizaram novo acoplamento entre duas naves Soyuz      7K-OK n\u00e3o tripuladas, denominadas de Kosmos 212 e Kosmos 213. Os objetivos      eram testar o controle de atitude e os sistemas autom\u00e1ticos de encontro e      acoplamento. As duas naves retornaram \u00e0 Terra sem problemas.<\/p>\n<p>O      \u00faltimo teste n\u00e3o tripulado com uma nave Soyuz 7K-OK (para 3 astronautas) foi      realizado em 28 de agosto de 1967, com o lan\u00e7amento do Kosmos 238.<\/p>\n<p>O      sucesso do Programa Zond e das naves Kosmos relacionadas ao Projeto Soyuz,      e principalmente a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas s\u00e9rios relacionados ao reingresso      na atmosfera e pouso seguro na Terra, serviram para alertar a NASA quanto      \u00e0 probabilidade de os sovi\u00e9ticos conseguirem pousar na Lua antes dos americanos,      possivelmente at\u00e9 dezembro de 1968.<\/p>\n<p>Em      outubro de 1968, a NASA lan\u00e7ou a Apollo 7, com 3 tripulantes, com absoluto      sucesso. No entanto, o M\u00f3dulo Lunar, que deveria ter sido testado neste v\u00f4o,      ainda n\u00e3o estava pronto, obrigando a NASA a novos lan\u00e7amentos para test\u00e1-lo,      o que foi feito em mar\u00e7o de 1969 (Apollo 9).<\/p>\n<p>Na      mesma \u00e9poca, os sovi\u00e9ticos obtinham p\u00e9ssimos resultados com o seu foguete      lan\u00e7ador mais potente, o N-1 (chamado por analistas ocidentais de G-1), que      era equivalente ao Saturn V americano. Houve uma s\u00e9rie de problemas, acidentes      e explos\u00f5es, comprometendo profundamente o Programa Lunar Sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.8.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"127\" height=\"166\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n<strong>Lan\u00e7amento da Soyuz 19<\/strong><\/p>\n<p><strong>As caracter\u00edsticas dos m\u00f3dulos das naves Soyuz 2 a Soyuz 9 (modelo      Soyuz 7K-OK) eram as seguintes:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p> m\u00f3dulo de descida em forma de sino, com um di\u00e2metro de 2,3 metros e peso        de 2.700 quilos,<br \/>\n       m\u00f3dulo de instrumentos com um di\u00e2metro de 2,3 metros e peso de 2.100 quilos,<br \/>\n       m\u00f3dulo orbital com um di\u00e2metro de 2,25 metros e peso de 1.000 quilos, e<br \/>\n       eventualmente um m\u00f3dulo de acoplamento com um di\u00e2metro de 1,7 metros e peso        de 325 quilos<br \/>\n       O m\u00f3dulo de instrumentos possu\u00eda um par de pain\u00e9is solares para o fornecimento        de energia el\u00e9trica. Um motor KTDU-35 impulsionava a nave, cujo peso beirava        as 6 toneladas (m\u00e1ximo de 6.646 quilos).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Soyuz 2<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 2 (modelo Soyuz 7K-OK) acabou sendo lan\u00e7ada sem tripulantes, em 25 de      outubro de 1968. Realizou algumas manobras espaciais, mas fracassou no seu      objetivo de acoplar com a Soyuz 3; no entanto, conseguiu pousar a salvo, demonstrando      estarem corrigidos os problemas que mataram Komarov.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 3<\/strong><\/p>\n<p>A Soyuz 3 (modelo Soyuz 7K-OK), lan\u00e7ada em 26 de outubro de 1968, foi o primeiro      v\u00f4o tripulado bem sucedido de uma nave Soyuz. <\/p>\n<p>Fracassou, no entanto, na tentativa de acoplamento com a Soyuz 2, porque      o controle manual da nave, acionado pelo astronauta Georgi Beregovoy, anulava      a orienta\u00e7\u00e3o do sistema autom\u00e1tico de acoplamento.<\/p>\n<p>Enquanto      os sovi\u00e9ticos enfrentavam grandes dificuldades com t\u00e9cnicas b\u00e1sicas, como      manobras orbitais e acoplamento de naves, os americanos j\u00e1 tinham conclu\u00eddo      o seu Projeto Gemini, e dominavam estas t\u00e9cnicas perfeitamente. Agora avan\u00e7avam      rapidamente rumo aos objetivos do Projeto Apollo. Sem d\u00favida, a morte de Korolev      reduziu grandemente a capacidade sovi\u00e9tica no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Em 10 de novembro de 1968 foi lan\u00e7ada a Zond 6 (Soyuz 7K-L1), que efetuou      um v\u00f4o circunlunar, tendo chegado a apenas 2.400 km da Lua, de onde tirou      algumas fotos espetaculares. <\/p>\n<p>Foi a primeira nave a conseguir realizar a reentrada na atmosfera com duplo      salto, de modo a reduzir a desacelera\u00e7\u00e3o a n\u00edveis aceit\u00e1veis para seres humanos      (ao redor de 7 Gs). <\/p>\n<p>No entanto, houve dois problemas que teriam matado eventuais astronautas:      despressuriza\u00e7\u00e3o da cabine e abertura prematura do p\u00e1ra-quedas.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 4<\/strong><\/p>\n<p>Finalmente      os russos obtiveram sucesso no acoplamento de duas naves espaciais tripuladas,      quando a Soyuz 4 (modelo Soyuz 7K-OK), lan\u00e7ada em 14 de janeiro de 1969 e      tripulada por Vladimir Shatalov realizou esta fa\u00e7anha em conjunto com a Soyuz      5.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 5<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 5 (modelo Soyuz 7K-OK) foi lan\u00e7ada em 15 de janeiro de 1969 e tripulada      pelos astronautas Yevgeni Khrunov, Alexsei Yeliseyev e Boris Volynov.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.9.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"265\" height=\"64\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>O encontro espacial foi realizado de forma autom\u00e1tica, at\u00e9 que as naves se      aproximassem a 100 metros uma da outra. A partir desta dist\u00e2ncia, o acoplamento      foi realizado sob comando manual. <\/p>\n<p>As naves acopladas interligaram seus controles, comunica\u00e7\u00f5es e conex\u00f5es el\u00e9tricas.      Na 51\u00aa \u00f3rbita da Soyuz 4, os astronautas Yeliseyev e Khrunov (da Soyuz 5)      passaram para o m\u00f3dulo orbital, vestiram seus trajes pressurizados, abriram      a escotilha externa e se deslocaram pelo espa\u00e7o, agarrando-se \u00e0s al\u00e7as de      seguran\u00e7a das naves, at\u00e9 a escotilha aberta da Soyuz 4.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.10.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"261\" height=\"168\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n<strong>Transfer\u00eancia dos astronautas entre as Soyuz 4 e 5<br \/>\n     1. Pain\u00e9is solares<br \/>\n     2. M\u00f3dulo de Instrumentos, respons\u00e1vel pela propuls\u00e3o<br \/>\n     3. M\u00f3dulo Orbital<br \/>\n     4. Escotilha lateral do M\u00f3dulo Orbital<br \/>\n     5. Antenas respons\u00e1veis pela aproxima\u00e7\u00e3o<br \/>\n     6. Equipamento de acoplamento<br \/>\n     7. Portinholas<\/strong><\/p>\n<p>As      experi\u00eancias realizadas inclu\u00edram orienta\u00e7\u00e3o manual, corre\u00e7\u00f5es de \u00f3rbita,      experimentos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos diversos, investiga\u00e7\u00f5es biom\u00e9dicas,      observa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e geol\u00f3gicas, entre outras.<\/p>\n<p>Todos      os procedimentos foram filmados. As duas naves permaneceram acopladas por      4 horas e meia, e os sovi\u00e9ticos anunciaram o feito como sendo a primeira esta\u00e7\u00e3o      espacial da humanidade. A Soyuz 4 voltou com 3 astronautas (Shatalov, Yeliseyev      e Khrunov).<\/p>\n<p>Volynov      retornou sozinho na Soyuz 5, vindo a tornar-se o astronauta que mais pr\u00f3ximo      esteve da morte at\u00e9 aquela data: o m\u00f3dulo de servi\u00e7o n\u00e3o se desprendeu do      m\u00f3dulo de comando (tal como freq\u00fcentemente acontecia com as naves Vostok e      Voskhod), impedindo que a nave tomasse a posi\u00e7\u00e3o adequada no reingresso na      atmosfera e se posicionasse com o nariz para baixo; apenas no \u00faltimo instante      o problema foi corrigido, e Volynov desceu a salvo.<\/p>\n<p>O      escudo t\u00e9rmico suportou picos de temperatura da ordem de 10.000\u00b0 C.\n<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.11.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"218\" height=\"171\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Com      o acoplamento e transfer\u00eancia da tripula\u00e7\u00e3o de uma nave para outra, os sovi\u00e9ticos      finalmente conseguiram realizar o que tinham planejado para as naves Soyuz      1 e Soyuz 2 em abril de 1967, com quase 2 anos de atraso.<\/p>\n<p>Novo      problema com o foguete lan\u00e7ador foi registrado em 20 de janeiro, quando uma      nave Soyuz 7K-L1 teve de ser salva novamente pela torre de escape, indo pousar      (a salvo) na Mong\u00f3lia.<\/p>\n<p>Mais      um problema s\u00e9rio com um foguete lan\u00e7ador, desta vez com o malfadado N-1,      que em 3 de julho tentava carregar uma nave Soyuz 7K-L1S. O foguete explodiu,      destruindo todo o local de lan\u00e7amento, mas a c\u00e1psula, mais uma vez, foi salva.<\/p>\n<p>Em 8 de agosto de 1969 (menos de 20 dias ap\u00f3s o v\u00f4o hist\u00f3rico da Apollo 11,      que levou Neil Armstrong a ser o primeiro ser humano a pisar em territ\u00f3rio      lunar, em 21 de julho), os russos lan\u00e7aram a Zond 7B (Soyuz 7K-L1), com a      miss\u00e3o de estudar o espa\u00e7o circunlunar, obter fotos coloridas da Terra e da      Lua de diversas dist\u00e2ncias e testar sistemas de v\u00f4o; a nave efetuou com absoluto      sucesso um v\u00f4o circunlunar e pousou suavemente em territ\u00f3rio sovi\u00e9tico, a      menos de 50 km do local pr\u00e9-determinado, num v\u00f4o de apenas 5 dias. <\/p>\n<p>A nave Soyuz 7K-L1 estava completamente pronta para v\u00f4os lunares tripulados      com a seguran\u00e7a necess\u00e1ria, mas era tarde demais. A Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica havia      perdido a corrida para a Lua, devido aos problemas t\u00e9cnicos enfrentados com      as naves Soyuz, com o fracasso completo do gigantesco foguete N-1 e, principalmente,      devido \u00e0 falta de objetivos claros e precisos do seu Programa Espacial.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 6<\/strong><\/p>\n<p>Em 11 de outubro de 1969 foi lan\u00e7ada a Soyuz 6 (modelo 7K-OK), pilotada por      Valeriy Kubasov e Georgi Shonin, numa miss\u00e3o conjunta com as naves Soyuz 7      e Soyuz 8. <\/p>\n<p><strong>Os objetivos eram:<\/strong> teste em condi\u00e7\u00f5es de v\u00f4o espacial da      nave Soyuz com a estrutura modificada; teste dos sistemas de controle, orienta\u00e7\u00e3o      e estabiliza\u00e7\u00e3o orbital e sistemas de aux\u00edlio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o; depura\u00e7\u00e3o dos sistemas      de navega\u00e7\u00e3o e controle atrav\u00e9s de manobras orbitais conjuntas das 3 naves;      observa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e fotogr\u00e1ficas de alvos geogr\u00e1ficos e geol\u00f3gicos e      explora\u00e7\u00e3o da atmosfera terrestre; estudo do espa\u00e7o ao redor da Terra, e condu\u00e7\u00e3o      de experimentos de engenharia e relacionados \u00e0 biomedicina. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram realizadas important\u00edssimas experi\u00eancias de solda no v\u00e1cuo nos      m\u00f3dulos orbitais despressurizados das tr\u00eas naves, utilizando-se tr\u00eas m\u00e9todos      distintos e comparando-se os resultados.<\/p>\n<p>Apesar      de todo o aparato destinado a fotografar e filmar amplamente a miss\u00e3o, o fato      \u00e9 que as naves n\u00e3o conseguiram realizar o almejado acoplamento, devido a problemas      eletr\u00f4nicos nas tr\u00eas Soyuz.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 7<\/strong><\/p>\n<p>Em 12 de outubro (1 dia ap\u00f3s a Soyuz 6) foi lan\u00e7ada a Soyuz 7 (modelo 7K-OK),      pilotada por Anatoli Filipchenko, Viktor Gorbatko e Vladislav Volkov. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das outras experi\u00eancias realizadas, a Soyuz 7 deveria ter se acoplado      com a Soyuz 8 e deveria ter sido realizada a transfer\u00eancia da tripula\u00e7\u00e3o,      enquanto a Soyuz 6 se encarregaria de filmar o evento.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 8<\/strong><\/p>\n<p>Em      13 de outubro (1 dia ap\u00f3s a Soyuz 7) foi lan\u00e7ada a Soyuz 8 (modelo 7K-OK),      pilotada por Vladimir Shatalov e Aleksei Yeliseyev, que era a nave ativa,      equipada para se acoplar com a Soyuz 7, que seria o alvo passivo do acoplamento.<\/p>\n<p>As      Soyuz 6, 7 e 8 n\u00e3o conseguiram realizar o acoplamento esperado, mas voaram      pr\u00f3ximas entre si e desceram em seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 28 de novembro de 1969, uma semana ap\u00f3s o pouso da nave americana Apollo      12 na Lua, os sovi\u00e9ticos lan\u00e7aram uma c\u00e1psula Soyuz 7K-L1E (n\u00e3o tripulada)      em v\u00f4o de teste do foguete N-1, com o objetivo de controlar o \u00faltimo est\u00e1gio      (&#8220;Bloco D&#8221;) do foguete a partir da nave, que estava equipada com      c\u00e2maras de TV para filmar o comportamento do bloco D nas condi\u00e7\u00f5es de v\u00f4o.    <\/p>\n<p>O conjunto estava programado para colidir contra a Lua. Houve nova falha      do primeiro est\u00e1gio do N-1.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 9<\/strong><\/p>\n<p>Em 1 de junho de 1970 (1 m\u00eas e meio ap\u00f3s o acidentado v\u00f4o da nave americana      Apollo 13) foi lan\u00e7ada a Soyuz 9 (modelo 7K-OK), tripulada por Andrian Nikolayev      e Vitali Sevastyanov, num v\u00f4o de 17 dias destinado a testar a capacidade de      adapta\u00e7\u00e3o dos tripulantes a v\u00f4os de longa dura\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Foram realizadas observa\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas e geogr\u00e1ficas, de forma\u00e7\u00f5es de nuvens,      superf\u00edcie dos oceanos e coberturas de neve e gelo. Tamb\u00e9m foram observados      corpos celestes e desenvolvidas t\u00e9cnicas de astronavega\u00e7\u00e3o, utilizando as      estrelas Vega e Canopus.<\/p>\n<p>Os      resultados das pesquisas de car\u00e1ter m\u00e9dico foram inconclusivos, porque a rota\u00e7\u00e3o      a que a nave foi submetida para poupar combust\u00edvel causou enj\u00f4o nos dois astronautas.<\/p>\n<p>Em      20 de outubro de 1970 foi lan\u00e7ada a Zond 8, que objetivava testar sistemas      de bordo e obter fotografias coloridas da Terra e da Lua. A nave voltou e      pousou suavemente no Oceano \u00cdndico.<\/p>\n<p>Havia      sido planejado um v\u00f4o tripulado circunlunar para o dia 31 de outubro de 1970,      utilizando uma c\u00e1psula Soyuz 7K-L1, mas o mesmo foi cancelado.<\/p>\n<p>Em 24 de novembro de 1970 foi lan\u00e7ado o Kosmos 379, o primeiro teste do est\u00e1gio      de ascens\u00e3o do m\u00f3dulo lunar. Em 2 de dezembro de 1970 foi lan\u00e7ado o Kosmos      382, aparentemente o primeiro teste completo do m\u00f3dulo lunar. <\/p>\n<p>Foi simulada, em \u00f3rbita, uma descida na Lua e uma subida (com o descarte      dos respectivos est\u00e1gios e partes do m\u00f3dulo lunar). Em 26 de fevereiro foi      repetido o teste completo, novamente com sucesso, com o lan\u00e7amento do Kosmos      398.<\/p>\n<p>Em virtude do sucesso do programa lunar americano (e da constata\u00e7\u00e3o de que      havia riscos muito grandes na viagem, como comprovava a desastrada miss\u00e3o      Apollo 13, em troca de benef\u00edcios altamente discut\u00edveis), o programa lunar      sovi\u00e9tico come\u00e7ou a ser desaquecido, e substitu\u00eddo por um programa mais consistente      de constru\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es espaciais (civis e militares).<\/p>\n<p>Em      19 de abril de 1971 foi lan\u00e7ada a Salyut 1, a primeira esta\u00e7\u00e3o espacial terrestre,      cujo objetivo maior era, na realidade, adquirir a tecnologia necess\u00e1ria para      o futuro desenvolvimento das esta\u00e7\u00f5es civis e militares sovi\u00e9ticas.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 10<\/strong><\/p>\n<p>No dia 23 de abril foi lan\u00e7ada a Soyuz 10 (modelo 7K-OKS), tripulada por      Vladimir Shatalov, Alexei Yeliseyev e Nicolai Rukavishnikov. O sistema autom\u00e1tico      de acoplamento trouxe a Soyuz 10 a uma dist\u00e2ncia de 180 metros da Salyut 1,      que servia como alvo passivo. <\/p>\n<p>A partir da\u00ed, Vladimir Shatalov comandou um acoplamento suave com a esta\u00e7\u00e3o.      Foram utilizados novos sistemas de telemetria, encontro e acoplamento, em      virtude da complexidade da opera\u00e7\u00e3o de acoplar uma nave Soyuz com um objeto      do tamanho da Salyut.<\/p>\n<p>A      partir da Soyuz 10, as naves foram modificadas para permitir que a tripula\u00e7\u00e3o      se deslocasse para a Salyut atrav\u00e9s de um t\u00fanel de liga\u00e7\u00e3o durante um acoplamento,      ao inv\u00e9s de necessitar de uma caminhada espacial, como acontecia anteriormente.<\/p>\n<p>No entanto, a porta de passagem da Soyuz 10 n\u00e3o conseguiu ser aberta, e os      tr\u00eas astronautas n\u00e3o conseguiram entrar na Salyut. A porta defeituosa tamb\u00e9m      dificultou o desacoplamento das duas naves, o que precipitou a volta da Soyuz      apenas 2 dias ap\u00f3s o lan\u00e7amento. <\/p>\n<p>Durante a descida, ocorreu um problema de intoxica\u00e7\u00e3o do suprimento de ar,      causando a inconsci\u00eancia do astronauta Nicolai Rukavishnikov (semelhante ao      problema ocorrido com Vance Brand na descida da nave Apollo ASTP).<\/p>\n<p><strong>Soyuz 11<\/strong><\/p>\n<p>Em 6 de junho de 1971 foi lan\u00e7ada a Soyuz 11 (modelo 7K-OKS), tripulada por      Giorgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Victor Patsayev (era a tripula\u00e7\u00e3o reserva,      que foi escalada para o v\u00f4o por causa de um problema m\u00e9dico no astronauta      Valeriy Kubasov, cujos companheiros seriam Alexey Leonov e Pyotr Kolodin.    <\/p>\n<p>Foi o primeiro v\u00f4o bem sucedido de uma nave espacial acoplada a uma esta\u00e7\u00e3o      espacial. Infelizmente, por\u00e9m, os tr\u00eas astronautas morreram na volta, v\u00edtimas      de uma embolia devido a problemas em uma v\u00e1lvula de equaliza\u00e7\u00e3o de press\u00e3o,      que abriu indevidamente a cerca de 168 km de altura.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.12.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"259\" height=\"158\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A Soyuz 11 acoplou com a Salyut 1 no dia 7 de junho, ap\u00f3s uma aproxima\u00e7\u00e3o      autom\u00e1tica que levou a nave a 100 metros da esta\u00e7\u00e3o espacial. <\/p>\n<p>Dobrovolsky, ent\u00e3o, manobrou a Soyuz manualmente, e realizou um acoplamento      suave, ap\u00f3s o qual foram conectados os cabos de comunica\u00e7\u00e3o e el\u00e9tricos entre      as duas naves. <\/p>\n<p>Os tr\u00eas astronautas ent\u00e3o se dirigiram para a Salyut 1, verificaram os sistemas      de bordo e realizaram diversas experi\u00eancias bio-m\u00e9dicas e cient\u00edficas (observa\u00e7\u00f5es      astron\u00f4micas com o telesc\u00f3pio Anna III, crescimento de plantas, fotografias      da Terra, etc.), bem como transmiss\u00f5es ao vivo de TV. Foram realizados teste      de telecomunica\u00e7\u00e3o utilizando o sat\u00e9lite Molniya 1. Tamb\u00e9m foram testados      os controles de atitude da esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A miss\u00e3o da tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz 11 a bordo da Salyut 1 era:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>a)      verificar e testar projetos, unidades, sistemas de bordo e equipamentos da      esta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>b)      testar a autonomia e os m\u00e9todos de orienta\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o da Salyut, bem como      a capacidade dos sistemas em controlar a esta\u00e7\u00e3o durante manobras orbitais;<\/p>\n<p>c)      estudar acidentes geogr\u00e1ficos e forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas, forma\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas      e a cobertura de gelo da Terra;<\/p>\n<p>d)      estudar caracter\u00edsticas f\u00edsicas, processos e fen\u00f4menos da atmosfera e do espa\u00e7o      exterior, utilizando v\u00e1rias freq\u00fc\u00eancias do espectro eletromagn\u00e9tico; e<\/p>\n<p>5)      conduzir estudos m\u00e9dicos e biol\u00f3gicos para determinar a capacidade do corpo      humano em trabalhar na esta\u00e7\u00e3o e estudar a influ\u00eancia de diversos fatores      do v\u00f4o espacial no corpo humano.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Aparentemente a miss\u00e3o estava prevista para uma dura\u00e7\u00e3o de 30 dias, mas problemas      (dificuldades operacionais e um pequeno inc\u00eandio) a bordo da Salyut precipitaram      o seu final ap\u00f3s 22 dias. <\/p>\n<p>No dia 27 os astronautas reativaram a Soyuz e no dia 29 carregaram o m\u00f3dulo      de descida com filmes e os demais resultados das experi\u00eancias, desconectaram      e desacoplaram as duas naves.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.13.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"264\" height=\"189\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n<strong> A tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz 11 havia voado um total de 570 horas e executado      383 \u00f3rbitas &#8211; 18 antes do acoplamento, 362 com as naves acopladas e 3 ap\u00f3s      o desacoplamento.<\/strong><\/p>\n<p>O acidente fatal ocorreu na separa\u00e7\u00e3o do m\u00f3dulo orbital, 12 minutos ap\u00f3s      terem sido disparados os retrofoguetes. <\/p>\n<p>Uma seq\u00fc\u00eancia incorreta no disparo dos dispositivos explosivos de separa\u00e7\u00e3o      dos dois m\u00f3dulos causou a abertura prematura de uma v\u00e1lvula de equaliza\u00e7\u00e3o      de press\u00e3o (que somente deveria abrir a baixa altitude), causando a despressuriza\u00e7\u00e3o      da cabine em 30 segundos, a uma altitude de 168 km. <\/p>\n<p>Como os astronautas, devido ao pouco espa\u00e7o dispon\u00edvel, n\u00e3o podiam usar trajes      pressurizados, a morte dos tr\u00eas foi inevit\u00e1vel. Eles ainda tentaram fechar      manualmente a v\u00e1lvula, mas n\u00e3o obtiveram sucesso.<\/p>\n<p>A      nave pousou normalmente, mas quando a equipe de resgate foi abrir a escotilha,      encontrou Dobrovolski, Volkov e Patsayev im\u00f3veis em seus assentos, mortos      por embolia pulmonar. Ainda foram feitas tentativas de reanima\u00e7\u00e3o dos astronautas,      como respira\u00e7\u00e3o boca-a-boca e massagem card\u00edaca, mas era tarde demais.<\/p>\n<p><strong>O acidente teve conseq\u00fc\u00eancias s\u00e9rias:<\/strong> a substitui\u00e7\u00e3o do      chefe dos astronautas, General Nicolai Kamanin pelo astronauta Vladimir Shatalov,      o atraso do projeto Soyuz por 2 anos e novo reprojeto da nave. <\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o Salyut 1 ainda tinha combust\u00edvel e suprimentos para mais uma viagem,      mas n\u00e3o comportava um atraso desta ordem. Os sovi\u00e9ticos ainda executaram manobras      com a Salyut vazia, para testar mais seu comportamento, e finalmente, no in\u00edcio      de outubro, ela foi tirada de \u00f3rbita.<\/p>\n<p>As novas naves Soyuz foram modificadas para servirem de transporte at\u00e9 as      novas esta\u00e7\u00f5es espaciais Salyut; o novo modelo (Soyuz 7K-T) agora comportava      apenas dois astronautas com seus trajes espaciais pressurizados (a serem utilizados      nos momentos de decolagem, acoplamento, desacoplamento e pouso), com o objetivo      de evitar a repeti\u00e7\u00e3o de acidentes fatais como o ocorrido com a Soyuz 11.    <\/p>\n<p>O primeiro prot\u00f3tipo foi o Kosmos 496, lan\u00e7ado em 26 de junho de 1972, ainda      com pain\u00e9is solares.<\/p>\n<p>O equipamento de sobreviv\u00eancia colocado a mais ocupava o espa\u00e7o de um astronauta,      por isto a capacidade de transporte tinha sido reduzida. <\/p>\n<p>As novas Soyuz tinham um peso de 6.700 quilos; a maior diferen\u00e7a aparente      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas predecessoras era a aus\u00eancia de pain\u00e9is solares. Assim,      uma vez acopladas a uma esta\u00e7\u00e3o Salyut, esta tinha que se encarregar de abastecer      a Soyuz tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Os      sovi\u00e9ticos lan\u00e7aram a esta\u00e7\u00e3o militar Salyut 2 (Projeto Almaz) em 3 de abril      de 1973; por\u00e9m, nenhuma tripula\u00e7\u00e3o chegou a visitar esta esta\u00e7\u00e3o, que acabou      se fragmentando em \u00f3rbita. Seus peda\u00e7os ca\u00edram de volta \u00e0 Terra em 28 de maio.<\/p>\n<p>Nova      tentativa fracassada de lan\u00e7amento de uma esta\u00e7\u00e3o espacial Salyut civil, denominada      de Kosmos 557, ocorreu em 11 de maio de 1974. A esta\u00e7\u00e3o sofreu uma falha e      caiu de volta \u00e0 Terra no dia 22 de maio.<\/p>\n<p>Enquanto      os sovi\u00e9ticos reformavam as naves Soyuz e enfrentavam problemas com suas esta\u00e7\u00f5es      espaciais, os norte-americanos lan\u00e7avam o seu laborat\u00f3rio espacial Skylab,      no dia 14 de maio de 1973.<\/p>\n<p>Em      15 de junho de 1973 foi lan\u00e7ado um prot\u00f3tipo da nova nave Soyuz 7K-T sem tripula\u00e7\u00e3o,      com o nome de Kosmos 573, uma vers\u00e3o sem pain\u00e9is solares e alimentada por      baterias el\u00e9tricas, e destinada a levar tripula\u00e7\u00f5es para uma esta\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 12<\/strong><\/p>\n<p>Em      27 de setembro de 1973 foi lan\u00e7ada a Soyuz 12 (modelo 7K-T), tripulada por      Vasili Lazarev e Oleg Makarov. Na falta de alguma esta\u00e7\u00e3o espacial na qual      pudesse acoplar-se, foi realizado um v\u00f4o de curta dura\u00e7\u00e3o (2 dias), que tamb\u00e9m      se destinava a testar as modifica\u00e7\u00f5es no novo projeto. A nave desceu a salvo,      com seus tripulantes ilesos.<\/p>\n<p>No dia 30 de novembro de 1973 foi lan\u00e7ado o Kosmos 613, na realidade uma      nave Soyuz 7K-T n\u00e3o tripulada, com o objetivo de testar os sistemas de bordo      para uma perman\u00eancia mais longa no espa\u00e7o (no caso, 60 dias). <\/p>\n<p>Tudo correu normalmente, e a Soyuz retornou \u00e0 Terra sem problemas ap\u00f3s ter      simulado um acoplamento com uma esta\u00e7\u00e3o espacial, incluindo o desligamento      e religamento da nave e diversas mudan\u00e7as orbitais.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 13<\/strong><\/p>\n<p>Mais um lan\u00e7amento, em 18 de dezembro de 1973, com o objetivo de testar a      c\u00e1psula com pain\u00e9is solares: a Soyuz 13 (modelo 7K-T), tripulada por Pyotr      Klimuk e Valentin Lebedev. <\/p>\n<p>Num v\u00f4o de quase 8 dias, foram feitas experi\u00eancias bio-m\u00e9dicas, bem como      observa\u00e7\u00f5es ultravioleta de estrelas e fotografias multiespectrais de regi\u00f5es      espec\u00edficas da superf\u00edcie terrestre. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram feitas observa\u00e7\u00f5es do cometa Kohoutek. A tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz      13 esteve em \u00f3rbita simultaneamente \u00e0 miss\u00e3o americana Skylab 4, mas as duas      tripula\u00e7\u00f5es n\u00e3o mantiveram nenhum tipo de contato.<\/p>\n<p>A      nave pousou no meio de uma tempestade de neve, mas a tripula\u00e7\u00e3o foi salva      alguns minutos ap\u00f3s o pouso.<\/p>\n<p>Em 3 de abril de 1974 foi lan\u00e7ado o Kosmos 638, uma c\u00e1psula modelo 7K-T modificado,      chamado de modelo 7K-M, equipada com um sistema de acoplamento universal,      com os sistemas de suporte \u00e0 vida adaptados para 4 pessoas e com novos pain\u00e9is      solares. <\/p>\n<p>Era um teste para o v\u00f4o conjunto com uma nave Apollo (Projeto ASTP). Teste      id\u00eantico foi realizado com o Kosmos 652, lan\u00e7ado em 15 de maio de 1974. Os      dois v\u00f4os tiveram sucesso absoluto.<\/p>\n<p>Em 27 de maio de 1974 foi lan\u00e7ada nova nave Soyuz 7K-T sem tripula\u00e7\u00e3o, com      o nome de Kosmos 656, destinada a testar um novo sistema de encontro e acoplamento.<\/p>\n<p>Em      25 de junho de 1974 foi lan\u00e7ada a primeira esta\u00e7\u00e3o espacial militar sovi\u00e9tica      bem sucedida, a Salyut 3 (visitada pela nave Soyuz 14; tamb\u00e9m deveria ter      sido visitada pela Soyuz 15, mas esta n\u00e3o conseguiu realizar o acoplamento).<\/p>\n<p><strong>Soyuz 14<\/strong><\/p>\n<p>Em      3 de julho de 1974 foi lan\u00e7ada a Soyuz 14 (modelo 7K-T), tripulada por Yuri      Artyukhin e Pavel Popovich. Ap\u00f3s acoplar-se com a Salyut 3 (foto abaixo) com      sucesso, a tripula\u00e7\u00e3o dedicou-se a atividades militares de reconhecimento,      dentro do Projeto Almaz.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyus-18.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"300\" height=\"90\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      dura\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o foi de 15 dias. Foi a primeira miss\u00e3o sovi\u00e9tica bem sucedida      numa esta\u00e7\u00e3o espacial (recorde-se que, apesar de a Soyuz 11 ter permanecido      acoplada \u00e0 Salyut 1 durante 22 dias, em junho de 1971, e diversas experi\u00eancias      terem sido realizadas com sucesso, a tripula\u00e7\u00e3o morreu devido a um vazamento      de ar durante a reentrada na atmosfera).<\/p>\n<p>O objetivo maior da miss\u00e3o Soyuz 14 era testar o potencial da Salyut como      esta\u00e7\u00e3o tripulada de reconhecimento militar. Foram feitas observa\u00e7\u00f5es exaustivas      sobre o territ\u00f3rio sovi\u00e9tico, especialmente pontos de interesse militar. <\/p>\n<p>Foram escolhidos alvos especiais localizados no Cosm\u00f3dromo de Baikonur. Havia      uma rede de comunica\u00e7\u00e3o constante com navios de rastreamento e sat\u00e9lites Molniya.      A tripula\u00e7\u00e3o se utilizava de freq\u00fc\u00eancias especiais de r\u00e1dio, normalmente usadas      em miss\u00f5es militares.<\/p>\n<p>Os      astronautas realizaram uma bateria completa de testes na esta\u00e7\u00e3o espacial,      visando validar o seu funcionamento; tamb\u00e9m realizaram exerc\u00edcios f\u00edsicos      (2 horas por dia), para evitar os problemas causados pela falta de gravidade      (redu\u00e7\u00e3o da massa \u00f3ssea e muscular), o que permitiu que eles desembarcassem      da nave sozinhos, ap\u00f3s o pouso, sem esperar pela equipe de resgate.<\/p>\n<p>No      dia 6 de agosto de 1974 foi lan\u00e7ado o Kosmos 670, na realidade uma nave Soyuz      7K-S n\u00e3o tripulada, com objetivos ainda n\u00e3o muito bem esclarecidos. Aparentemente,      o modelo 7K-S foi um precursor da nave de carga Progress.<\/p>\n<p>Em      12 de agosto de 1974 foi lan\u00e7ado o Kosmos 672, uma nave Soyuz 7K-M n\u00e3o tripulada,      novo teste autom\u00e1tico da nave que iria participar do Projeto ASTP e do foguete      A-2.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 15<\/strong><\/p>\n<p>Em 26 de agosto de 1974 foi lan\u00e7ada a Soyuz 15 (modelo 7K-T), tripulada por      Gennadi Sarafanov e Lev Demin. A nave, que deveria ter se acoplado com a Salyut      3 (tamb\u00e9m dentro do Projeto Almaz) na 16a volta, n\u00e3o conseguiu o acoplamento      desejado, mesmo ap\u00f3s diversas tentativas. <\/p>\n<p>Sem sobra de combust\u00edvel, a tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz 15 trouxe a nave de volta      \u00e0 terra apenas 2 dias ap\u00f3s o lan\u00e7amento. <\/p>\n<p><strong>At\u00e9 hoje h\u00e1 controv\u00e9rsias sobre a causa da falha:<\/strong> parece      ter havido problemas no novo sistema de acoplamento, e a tripula\u00e7\u00e3o teria      se mostrado incapaz de corrigi-los ou sequer compens\u00e1-los. Ap\u00f3s o fracasso      na tentativa de acoplamento da Soyuz 15, a Salyut 3 foi tirada de \u00f3rbita em      24 de janeiro de 1975, um m\u00eas ap\u00f3s o lan\u00e7amento da Salyut 4.<\/p>\n<h3>Soyuz      16<\/h3>\n<p>Em 2 de dezembro de 1974 foi lan\u00e7ada a Soyuz 16 (modelo 7K-M), tripulada      por Anatoly Filipchenco e Nicolai Rukavishnikov. Foi o primeiro teste tripulado      da nave que seria utilizada no Projeto ASTP, ap\u00f3s terem sido realizados 3      testes n\u00e3o tripulados (Kosmos 638, Kosmos 652 e Kosmos 672).<\/p>\n<p>A nave realizou diversas manobras orbitais, simulando o acoplamento com uma      Apollo (foi utilizado um anel especialmente projetado para este fim). <\/p>\n<p>A tripula\u00e7\u00e3o reduziu a press\u00e3o atmosf\u00e9rica na Soyuz 16 de 760 mm, 20% de      oxig\u00eanio, para 540 mm, 40% de oxig\u00eanio, para diminuir o tempo de adapta\u00e7\u00e3o      durante o acoplamento (as naves sovi\u00e9ticas e americanas utilizavam uma atmosfera      diferente em press\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Foram      realizadas diversas transmiss\u00f5es de TV, testes dos sistemas da nave e experimentos      cient\u00edficos e biol\u00f3gicos. O v\u00f4o de 7 dias foi um sucesso absoluto.<br \/>\n     Rumo \u00e0 Salyut 4<\/p>\n<p>Em      26 de dezembro de 1974 foi lan\u00e7ada a Salyut 4, uma esta\u00e7\u00e3o espacial civil      que evoluiu a partir da Salyut 1.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 17<\/strong><\/p>\n<p>Em 11 de janeiro de 1975 foi lan\u00e7ada a Soyuz 17 (modelo 7K-T), tripulada      por Aleksei Gubarev e Georgiy Grechko. Este lan\u00e7amento foi realizado 16 dias      ap\u00f3s o lan\u00e7amento da Salyut 4, com quem a Soyuz 17 se acoplou no dia 12 de      janeiro. <\/p>\n<p>Os astronautas ativaram a esta\u00e7\u00e3o espacial e estabeleceram os elos de comunica\u00e7\u00e3o      com um sat\u00e9lite Molniya e com os navios de rastreamento Korolev, Ristna e      Nevel.<\/p>\n<p>Os      astronautas demoraram de 5 a 8 dias para se adaptarem \u00e0 falta de gravidade.      Apesar das instru\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio, eles trabalhavam de 15 a 20 horas por      dia no in\u00edcio da miss\u00e3o. Eles realizavam cerca de 2,5 horas di\u00e1rias de exerc\u00edcios      f\u00edsicos.<\/p>\n<p><strong>Ainda foram testados diversos equipamentos, entre os quais pode-se      citar:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p> o telesc\u00f3pio solar OST, que foi danificado em \u00f3rbita, mas conseguiu ser        operado gra\u00e7as \u00e0 per\u00edcia e capacidade de improvisa\u00e7\u00e3o dos astronautas, que        conseguiram posicionar um espelho escutando, com um estetosc\u00f3pio de uso        m\u00e9dico, os ru\u00eddos que o mesmo fazia ao ser movimentado;<\/p>\n<p>um sistema de reciclagem de \u00e1gua, capaz de gerar 1 litro de \u00e1gua por pessoa        por dia;<\/p>\n<p>telesc\u00f3pios infravermelho e de raio-X.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Tamb\u00e9m      foram realizadas experi\u00eancias m\u00e9dicas e biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A      miss\u00e3o teve a dura\u00e7\u00e3o de 29 dias. Cada astronauta perdeu cerca de 3,5 quilos,      que foram recuperados uma semana ap\u00f3s o pouso.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 18A<\/strong><\/p>\n<p>Em 5 de abril de 1975 foi lan\u00e7ada a Soyuz 18A (modelo 7K-T), tripulada por      Vasili Lazarev e Oleg Makarov. A nave, que deveria ter se acoplado com a Salyut      4, sofreu uma pane no terceiro est\u00e1gio, e foi obrigada a realizar um pouso      de emerg\u00eancia. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s abortar automaticamente o v\u00f4o, a uma altitude de 180 km e uma velocidade      de quase 20.000 km\/h, a Soyuz 18A ativou os retrofoguetes, sujeitando os astronautas      a uma desacelera\u00e7\u00e3o brutal de cerca de 20 Gs (gravidades). <\/p>\n<p>O pouso foi realizado pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com a Mong\u00f3lia e a China, nas montanhas      Altai, o que causou uma grande preocupa\u00e7\u00e3o \u00e0 tripula\u00e7\u00e3o, que rapidamente abandonou      a Soyuz em meio a uma noite gelada e fez uma fogueira, para alertar as for\u00e7as      de resgate. Especula-se que Lazarev teria sofrido les\u00f5es internas, devido      \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o violenta. Ele nunca mais voou.<\/p>\n<h3>Soyuz      18B<\/h3>\n<p>Em 24 de maio de 1975 foi lan\u00e7ada a Soyuz 18B (modelo 7K-T), tripulada por      Pyotr Klimuk e Vitaly Sevastyanov (a tripula\u00e7\u00e3o de reserva da Soyuz 18A).      Foi o recorde sovi\u00e9tico at\u00e9 aquela data, com um total de 63 dias (menos do      que os 84 dias da miss\u00e3o americana Skylab 4, lan\u00e7ada em 16 de novembro de      1973). <\/p>\n<p>O acoplamento foi bem sucedido, tendo sido realizado no lado escuro da Terra      (noite); a Salyut 4 foi ativada e sofreu as manuten\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o      seu perfeito desempenho.<\/p>\n<p>A      tripula\u00e7\u00e3o realizou uma bateria de exames bio-m\u00e9dicos (inclusive sobre os      efeitos da aus\u00eancia prolongada da gravidade), estudaram as estrelas, os planetas,      o Sol, a Terra e a atmosfera.<\/p>\n<p><strong>A rotina di\u00e1ria da tripula\u00e7\u00e3o era assim dividida:<\/strong> 8 horas      de sono, 8 horas de trabalho, 3 horas para atividades pessoais, 2,5 horas      de exerc\u00edcios f\u00edsicos, 2,5 horas para alimenta\u00e7\u00e3o. A tripula\u00e7\u00e3o reserva da      miss\u00e3o realizava os mesmos testes em terra, num simulador da esta\u00e7\u00e3o espacial,      para compara\u00e7\u00e3o de resultados e algum eventual socorro.<\/p>\n<p>No final da miss\u00e3o da Soyuz 18B, as condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o espacial      haviam se degradado. Os astronautas retornaram no dia 26 de julho, e suas      condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas n\u00e3o eram muito boas, embora eles tivessem sa\u00eddo sozinhos      da nave. Cada um perdeu cerca de 3 quilos, e eles s\u00f3 se recuperaram plenamente      uma semana ap\u00f3s o pouso.<\/p>\n<p>Em      1975, a partir de um certo arrefecimento da chamada &#8220;Guerra Fria&#8221;,      americanos e sovi\u00e9ticos realizaram uma miss\u00e3o espacial tripulada conjunta,      chamada de Apollo-Soyuz Test Project (ASTP).<\/p>\n<p><strong>Soyuz 19<\/strong><\/p>\n<p>Em      15 de julho de 1975 foi lan\u00e7ada a Soyuz 19 (modelo 7K-M), tripulada por Alexey      Leonov e Valeriy Kubasov, numa miss\u00e3o conjunta com a nave americana Apollo      ASTP.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o Soyuz 18B permaneceu em v\u00f4o durante toda a miss\u00e3o conjunta da Soyuz      19 e Apollo ASTP, o que causou a ira dos norte-americanos, que n\u00e3o acreditavam      que os sovi\u00e9ticos pudessem controlar 2 naves Soyuz e a esta\u00e7\u00e3o espacial Salyut      4 simultaneamente. <\/p>\n<p>No entanto, tudo correu bem, e as tripula\u00e7\u00f5es das duas naves Soyuz trocaram      mensagens, rapidamente, por duas ocasi\u00f5es.<\/p>\n<p>A nave Soyuz foi lan\u00e7ada primeiro, e manobrou rumo a uma \u00f3rbita de acoplamento.      A Apollo foi lan\u00e7ada 7,5 horas depois, com 3 astronautas (Thomas P. Stafford,      Vance D. Brand e Donald K. Slayton). <\/p>\n<p>O acoplamento das duas naves ocorreu no terceiro dia da miss\u00e3o. A tripula\u00e7\u00e3o      de cada nave visitou a outra, e foram realizadas experi\u00eancias conjuntas e      reportagens de r\u00e1dio e TV. <\/p>\n<p>Esta miss\u00e3o, cujos objetivos pol\u00edticos foram mais importantes do que os cient\u00edficos,      \u00e9 analisada em detalhes no Projeto ASTP.<\/p>\n<p>No dia 29 de setembro de 1975 foi lan\u00e7ado o Kosmos 772, na realidade uma      nave Soyuz 7K-S n\u00e3o tripulada. Provavelmente, tratava-se do prot\u00f3tipo de uma      nave autom\u00e1tica Progress. <\/p>\n<p>Parece ter havido problemas com a nave, pois ela transmitiu apenas na freq\u00fc\u00eancia      de 166 MHz, o que era incomum para as naves sovi\u00e9ticas. Miss\u00e3o similar \u00e0 do      Kosmos 670.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 20<\/strong><\/p>\n<p>Em      17 de novembro de 1975 foi lan\u00e7ada a Soyuz 20 (modelo 7K-T), sem tripula\u00e7\u00e3o,      com o objetivo de testar os sistemas autom\u00e1ticos da Progress, embora se tratasse      de uma nave Soyuz. A nave tamb\u00e9m cumpriu uma miss\u00e3o biol\u00f3gica, levando a bordo      tartarugas e pulgas, al\u00e9m de sementes e plantas variadas. O v\u00f4o teve longa      dura\u00e7\u00e3o: cerca de 3 meses.<\/p>\n<p><strong>As Miss\u00f5es na Esta\u00e7\u00e3o Militar Salyut 5<\/strong><\/p>\n<p>Em      22 de junho de 1976 foi lan\u00e7ada a esta\u00e7\u00e3o Salyut 5, a \u00faltima esta\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica      exclusivamente militar. As naves Soyuz 21, 23 e 24 tiveram como objetivo levar      astronautas sovi\u00e9ticos \u00e0 Salyut 5.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 21<\/strong><\/p>\n<p>A Soyuz 21 (modelo 7K-T), lan\u00e7ada em 6 de julho de 1976 &#8211; 14 dias ap\u00f3s o      lan\u00e7amento da Salyut 5, efetuou uma miss\u00e3o militar a bordo da esta\u00e7\u00e3o espacial,      dentro do Programa Almaz. <\/p>\n<p>Os astronautas foram Boris Volynov e Vitaly Zholobov. Embora a estada prevista      fosse de 60 dias, o retorno foi antecipado para 24 de agosto, em fun\u00e7\u00e3o de      problemas diversos. Foram testados os recursos da esta\u00e7\u00e3o Salyut 5.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 22<\/strong><\/p>\n<p>A Soyuz 22 era, originalmente a nave de &#8220;backup&#8221; da Soyuz 19, que      realizou a miss\u00e3o conjunta com a Apollo ASTP (Projeto ASTP). Era uma nave      Soyuz 7K-M modificada para o modelo 7K-MF6. <\/p>\n<p>Tripulada por Valeriy Bykovsky e Vladimir Aksyonov, foi lan\u00e7ada em 15 de      setembro de 1976, numa miss\u00e3o militar, destinada a fotografar os exerc\u00edcios      militares da OTAN (Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte), realizados      na Noruega. <\/p>\n<p>Assim, a Soyuz foi equipada com uma c\u00e2mara multiespectral Zeiss MKF-6, de      204 quilos, constru\u00edda na Alemanha Oriental, que substitu\u00eda o mecanismo de      acoplamento. Esta mesma c\u00e2mara foi posteriormente utilizada na esta\u00e7\u00e3o Salyut      6.<\/p>\n<p>Esta      c\u00e2mara tinha uma resolu\u00e7\u00e3o de 20 metros e era capaz de cobrir 800.000 km2      da superf\u00edcie terrestre em 10 minutos. Em termos atuais estes par\u00e2metros s\u00e3o      bastante pobres, mas na \u00e9poca eram considerados muito bons. Foram tiradas      cerca de 2.400 fotografias.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 23<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7ada      em 14 de outubro de 1976, a Soyuz 23 (modelo 7K-T) deveria ter realizado um      acoplamento com a esta\u00e7\u00e3o Salyut 5. A Soyuz conseguiu se aproximar at\u00e9 a dist\u00e2ncia      de 100 metros, e ent\u00e3o o sistema de acoplamento autom\u00e1tico falhou. Como a      tripula\u00e7\u00e3o, composta por Vyacheslav Zudov e Valeriy Rozhdestvensky, n\u00e3o havia      sido treinada para o acoplamento manual, foi ordenado o regresso \u00e0 Terra assim      que poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A      Soyuz 23 pousou \u00e0 noite, em meio a uma terr\u00edvel tempestade de neve no Lago      Tengiz, parcialmente congelado, e houve muita dificuldade em recuperar os      astronautas na manh\u00e3 seguinte.<\/p>\n<p>Em      29 de novembro de 1976 foi lan\u00e7ado o Kosmos 869 (Soyuz 7K-S), mais um prov\u00e1vel      predecessor das naves Progress. Miss\u00e3o similar \u00e0s do Kosmos 670 e Kosmos 772.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 24<\/strong><\/p>\n<p>Em      7 de fevereiro de 1977 foi lan\u00e7ada a Soyuz 24 (modelo 7K-T), tripulada por      Viktor Gorbatko e Yuri Glazkov. A tripula\u00e7\u00e3o acoplou sua nave com a Salyut      5, reativou os sistemas da esta\u00e7\u00e3o e substituiu alguns componentes do computador      de bordo. Foram realizados diversos experimentos, principalmente no que diz      respeito a observa\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie terrestre (coleta de fotos com objetivos      militares).<\/p>\n<p>A      miss\u00e3o havia sido prevista para 50 dias; no entanto, como a Salyut 5 havia      gasto mais combust\u00edvel do que o previsto para manter a sua orienta\u00e7\u00e3o, a estada      foi abreviada para 18 dias. Foi a \u00faltima miss\u00e3o a acoplar-se com a esta\u00e7\u00e3o      espacial.<\/p>\n<p>As      Miss\u00f5es Soyuz e a Salyut 6<\/p>\n<p>As      miss\u00f5es Soyuz 25-40 e as Soyuz-T 2-4 foram utilizadas para levar astronautas      sovi\u00e9ticos e de outros pa\u00edses para a Salyut 6, lan\u00e7ada em 29 de setembro de      1977.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.14.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"265\" height=\"27\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 25<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 25 (modelo 7K-T), tripulada por Vladimir Kovalyonok (comandante) e Valeriy      Ryumin, foi lan\u00e7ada em 9 de outubro de 1977. Ap\u00f3s diversas tentativas mal      sucedidas de acoplamento com a porta dianteira da Salyut 6, foi dada a ordem      de regresso da nave, uma vez que a Soyuz n\u00e3o dispunha de combust\u00edvel suficiente      para contornar a esta\u00e7\u00e3o e tentar o acoplamento na porta traseira.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.15.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"296\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 26<\/strong><\/p>\n<p>Em 10 de dezembro de 1977 foi lan\u00e7ada a Soyuz 26 (modelo 7K-T), tripulada      por Yuri Romanenko (comandante) e Georgi Grechko. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s o acoplamento bem sucedido na porta traseira, tornou-se a primeira tripula\u00e7\u00e3o      residente na Salyut 6; Romanenko e Grechko estabeleceram novo recorde de perman\u00eancia      no espa\u00e7o, com 96 dias; foram visitados por outros astronautas (Soyuz 27 e      Soyuz 28) e receberam suprimentos trazidos pela nave n\u00e3o tripulada Progress      1; a tripula\u00e7\u00e3o retornou \u00e0 Terra a bordo da Soyuz 27.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.16.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"519\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A tripula\u00e7\u00e3o conseguiu estabelecer uma rotina di\u00e1ria que compreendia 2,5      a 3 horas de exerc\u00edcios, 8 horas de trabalho e 2,5 horas para as refei\u00e7\u00f5es.      Havia um dia de folga a cada 5 ou 6 dias. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de um passeio espacial no dia 20, o primeiro dos sovi\u00e9ticos nos \u00faltimos      9 anos, foram realizadas dezenas de experi\u00eancias m\u00e9dicas, biol\u00f3gicas, eletr\u00f4nicas,      f\u00edsicas e astrof\u00edsicas.<\/p>\n<p>Romanenko      e Grechko examinaram minuciosamente a porta dianteira, na qual a Soyuz 25      n\u00e3o tinha conseguido realizar o acoplamento, e conclu\u00edram que ela estava em      condi\u00e7\u00f5es normais de uso.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 27<\/strong><\/p>\n<p>Ainda com a Soyuz 26 acoplada \u00e0 Salyut 6, foi lan\u00e7ada em 10 de janeiro de      1978 a Soyuz 27 (modelo 7K-T), tripulada por Vladimir Dzhanibekov (comandante)      e Oleg Makarov. <\/p>\n<p>Enquanto Romanenko e Grechko esperavam dentro da Soyuz 26 fechada (por motivos      de seguran\u00e7a, caso houvesse um problema s\u00e9rio no acoplamento), Makarov e Dzhanibekov      acoplavam com sucesso na mesma porta dianteira (que n\u00e3o havia permitido o      acoplamento da Soyuz 25 em outubro de 1977).<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.17.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"524\" height=\"64\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      miss\u00e3o b\u00e1sica da Soyuz 27 era reabastecer a Salyut 6 com combust\u00edvel, oxig\u00eanio,      \u00e1gua e mantimentos em geral: comida, livros, cartas, filmes, jornais, etc.      Tamb\u00e9m trazia equipamentos para a realiza\u00e7\u00e3o de novos experimentos.<\/p>\n<p>Em      16 de janeiro a tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz 27 (Dzhanibekov e Makarov) retornou a      bordo da Soyuz 26. A Salyut 6 permanecera com uma tripula\u00e7\u00e3o de 4 homens durante      5 dias, de 11 a 16 de janeiro de 1978. Agora permanecia a Soyuz 27 acoplada      \u00e0 Salyut 6, tripulada por Romanenko e Grechko.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.18.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"519\" height=\"33\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Progress 1<\/strong><\/p>\n<p>No      dia 20 de janeiro de 1978 foi lan\u00e7ado o cargueiro espacial Progress 1, primeira      nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress. O acoplamento na      porta traseira da Salyut 6 ocorreu sem problemas no dia 22.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.19.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"518\" height=\"35\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      carga consistia em 1 tonelada de combust\u00edvel e 1,3 toneladas de suprimentos      em geral: equipamentos de reposi\u00e7\u00e3o para sistemas vitais, roupas, unidades      de condicionamento de ar, linhos, novos sensores de orienta\u00e7\u00e3o e controle      de movimento da Salyut, oxig\u00eanio para as EVAs (caminhadas espaciais) e comida,      incluindo ma\u00e7\u00e3s, alho e cebola, bem como material para experimentos diversos.<\/p>\n<p>A      Progress 1 tamb\u00e9m trazia trajes Ping\u00fcim &#8211; um traje especial de exerc\u00edcios      f\u00edsicos, com el\u00e1sticos, que auxiliava a evitar o desgaste provocado pela aus\u00eancia      de gravidade.<\/p>\n<p>A      Progress tamb\u00e9m levava um forno Splav, cuja finalidade era testar a fus\u00e3o      de diferentes ligas met\u00e1licas (cobre-\u00edndio, \u00edndio-antim\u00f4nio, alum\u00ednio-tungst\u00eanio,      molibd\u00eanio-g\u00e1lio e alum\u00ednio-antim\u00f4nio) em situa\u00e7\u00e3o de micro-gravidade.<\/p>\n<p>A      nave Progress 1 desacoplou-se da Salyut 6 no dia 6 de fevereiro, afastou-se      at\u00e9 a dist\u00e2ncia de 13 km e realizou nova aproxima\u00e7\u00e3o, para testar o sistema      de acoplamento de reserva. A seguir, foi desviada para uma reentrada destrutiva      na atmosfera.<\/p>\n<p>A      Soyuz 27 permanecia acoplada \u00e0 Salyut 6, e os astronautas Romanenko e Grechko      continuavam trabalhando a bordo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.20.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"514\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 28<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 28 (modelo 7K-T), lan\u00e7ada em 2 de mar\u00e7o de 1978, levou a primeira tripula\u00e7\u00e3o      internacional: o russo Aleksei Gubarev (comandante) e o tchecoeslovaco Vladimir      Remek. O objetivo do Programa InterKosmos era conduzir pilotos militares de      outros pa\u00edses do bloco sovi\u00e9tico \u00e0 esta\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p>Foram      realizados diversos experimentos m\u00e9dicos e v\u00e1rias experi\u00eancias cient\u00edficas      durante os 8 dias que a tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz 28 permaneceu na Salyut 6, juntamente      com Romanenko e Grechko.<\/p>\n<p>No      dia 10 de mar\u00e7o, a tripula\u00e7\u00e3o comemorou um recorde importante: Romanenko e      Grechko haviam quebrado o recorde de perman\u00eancia no espa\u00e7o, at\u00e9 ent\u00e3o em poder      dos americanos Gerald P. Carr, Edward G. Gibson e William R. Pogue, que haviam      permanecido 84 dias a bordo do Skylab (miss\u00e3o Skylab 4).<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.21.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"516\" height=\"64\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A      Soyuz 28 retornou em 10 de mar\u00e7o, deixando novamente Romanenko e Grechko sozinhos      a bordo da Salyut 6.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.22.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"520\" height=\"33\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Os Recordes Sovi\u00e9ticos de Perman\u00eancia no Espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Finalmente, em 16 de mar\u00e7o de 1978, a nave Soyuz 27 retornou \u00e0 Terra, trazendo      consigo os astronautas que subiram na Soyuz 26 &#8211; Yuri Romanenko e Georgi Grechko.    <\/p>\n<p>Eles haviam quebrado o recorde de perman\u00eancia no espa\u00e7o, ent\u00e3o em poder dos      norte-americanos, e que agora passava a ser de 96 dias. Era a primeira vez      que os sovi\u00e9ticos quebravam este recorde, desde a miss\u00e3o Soyuz 11, em 1971,      que havia custado a vida de Giorgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Victor      Patsayev.<\/p>\n<p>Pela      primeira vez, desde 11 de dezembro de 1977, a Salyut 6 estava vazia, e assim      permaneceria pelos pr\u00f3ximos 3 meses.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.23.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"382\" height=\"28\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Em      4 de abril de 1978 foi lan\u00e7ado o Kosmos 1001, teste n\u00e3o tripulado da nova      nave Soyuz-T (modelo 7K-ST). O teste foi bem sucedido e a nave reingressou      na atmosfera e pousou normalmente 11 dias ap\u00f3s o lan\u00e7amento.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 29<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 29 (modelo 7K-T), lan\u00e7ada em 15 de junho de 1978 e tendo a bordo Vladimir      Kovalyonok (comandante) e Aleksandr Ivanchenkov, conseguiu realizar o acoplamento      com a porta dianteira da Salyut 6 no dia 17. A uma dist\u00e2ncia de 22 km da esta\u00e7\u00e3o,      o sistema de aproxima\u00e7\u00e3o &#8220;Igla&#8221; assumiu o controle e completou a      tarefa automaticamente.<\/p>\n<p>A carga de trabalho nesta miss\u00e3o era menor do que a da Soyuz 26. Os astronautas      trabalhavam 5 dias por semana e dedicavam o s\u00e1bado e o domingo para a arruma\u00e7\u00e3o      da esta\u00e7\u00e3o e tarefas administrativas. <\/p>\n<p>Para evitar o desgaste f\u00edsico acelerado, causado pela aus\u00eancia da gravidade,      a tripula\u00e7\u00e3o vestia o traje &#8220;Ping\u00fcim&#8221; at\u00e9 16 horas por dia.<\/p>\n<p>Kovalyonok      e Ivanchenkov dedicaram seu tempo, basicamente, para a realiza\u00e7\u00e3o de tarefas      relativa \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o da Salyut 6 e experi\u00eancias cient\u00edficas, com      destaque para exames m\u00e9dicos diversos e observa\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie terrestre,      utilizando uma vers\u00e3o aperfei\u00e7oada da c\u00e2mara Zeiss testada na Soyuz 22, a      MKF-6M.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.24.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"529\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 30<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 30 (modelo 7K-T) foi lan\u00e7ada em 27 de junho de 1978. Foi a segunda miss\u00e3o      com tripula\u00e7\u00e3o internacional : o sovi\u00e9tico Pyotr Klimuk (comandante) e o polon\u00eas      Miroslaw Hermashevsky. A nave realizou o acoplamento com a porta traseira      da Salyut 6 no dia 29.<\/p>\n<p>Embora      fosse mais uma miss\u00e3o de car\u00e1ter pol\u00edtico, foram realizadas interessantes      experi\u00eancias de crescimento de cristais para semicondutores.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.25.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"541\" height=\"67\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A      Soyuz 30 voltou \u00e0 Terra em seguran\u00e7a no dia 5 de julho, trazendo a sua tripula\u00e7\u00e3o      original (Klimuk e Hermashevsky).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.26.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"522\" height=\"31\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Progress 2<\/strong><\/p>\n<p>No      dia 7 de julho de 1978 foi lan\u00e7ado o cargueiro espacial Progress 2, nave autom\u00e1tica      de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, que realizou o acoplamento na porta      traseira da Salyut 6.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.27.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"529\" height=\"32\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m      do habitual suprimento de ar para a renova\u00e7\u00e3o da atmosfera da Salyut 6, a      Progress 2 trouxe suprimentos para 50 dias: 200 litros de \u00e1gua, 250 quilos      de comida, 600 quilos de combust\u00edvel, regeneradores de ar, pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o      para a esta\u00e7\u00e3o, novos sub-sistemas de computadores, 100 quilos de filmes e      material para experimentos diversos.<\/p>\n<p>A      Progress 2, carregada com os dejetos da esta\u00e7\u00e3o, desceu em 4 de agosto, rumo      a uma reentrada destrutiva na atmosfera.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.28.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"526\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong>Progress 3<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 3, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 8 de agosto de 1978, e acoplou com a porta traseira da Salyut 6      no dia 10. Carregava suprimentos (inclusive moranguinhos e leite, al\u00e9m doa      inevit\u00e1veis alho e cebola), \u00e1gua, ar, filmes, materiais para pesquisas diversas,      cartas, jornais, equipamento m\u00e9dico e biol\u00f3gico, e tamb\u00e9m o viol\u00e3o de Ivanchenkov,      que ele havia solicitado.<\/p>\n<p>Uma      das grandes preocupa\u00e7\u00f5es dos sovi\u00e9ticos era cercar os astronautas de coisas      triviais do dia-a-dia, de modo a minorar a solid\u00e3o que eles sentiam no ex\u00edguo      espa\u00e7o da esta\u00e7\u00e3o Salyut 6. Este \u00e9 o motivo que os fazia abastecer a esta\u00e7\u00e3o      com alho e cebola, mesmo que isto exigisse mais dos sistemas de renova\u00e7\u00e3o      de ar.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.29.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"530\" height=\"32\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A      Progress 3 foi descartada no dia 23 de agosto.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.30.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"527\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 31<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 31 (modelo 7K-T) foi lan\u00e7ada em 26 de agosto de 1978, tripulada pelo      russo Valeriy Bykovsky (comandante) e pelo alem\u00e3o oriental Sigmund Jaehn,      na terceira miss\u00e3o internacional, dentro do Programa InterKosmos.<\/p>\n<p>A      Soyuz 31 realizou o acoplamento com a porta traseira da Salyut 6 no dia 27.      Levava 4 quilos de comida: cebolas frescas, alho, lim\u00f5es, ma\u00e7\u00e3s, leite, sopa,      mel, carne de porco, pimenta da Bulg\u00e1ria e p\u00e3o de gengibre. Sem d\u00favida, era      mais que o suficiente para uma lauta refei\u00e7\u00e3o de recep\u00e7\u00e3o para os rec\u00e9m-chegados.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.31.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"531\" height=\"63\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A      tripula\u00e7\u00e3o de 4 membros realizou diversas experi\u00eancias m\u00e9dicas e cient\u00edficas.      O forno Splav continuou sendo utilizado para experi\u00eancias de fus\u00e3o de materiais      na micro-gravidade, e a c\u00e2mara Zeiss MKF-6M foi utilizada para pesquisa de      recursos naturais terrestres.<\/p>\n<p>A      tripula\u00e7\u00e3o preparou a Soyuz 29 para o retorno, testando seus sistemas e o      propulsor. Carregaram os resultados de mais de 100 experimentos realizados,      e ent\u00e3o Bykovsky e Jaehn retornaram no dia 3 de setembro, deixando a Soyuz      31 rec\u00e9m-chegada para Kovalyonok e Ivanchenkov.<\/p>\n<p>No      pouso ocorreu um fato curioso: menos de 2 minutos ap\u00f3s o pouso, a equipe de      resgate chegou ao local. Os astronautas j\u00e1 tinham aberto a escotilha e estavam      come\u00e7ando a sair da nave.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.32.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"526\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Como a Salyut precisava ser reabastecida e a nave Progress precisava acoplar      na porta traseira, onde haviam conex\u00f5es para o reabastecimento de combust\u00edvel,      a tripula\u00e7\u00e3o desacoplou a Soyuz 31 da porta traseira e manobrou at\u00e9 a algumas      centenas de metros da Salyut 6. <\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o espacial foi ent\u00e3o comandada para efetuar uma manobra de rota\u00e7\u00e3o      em torno do seu eixo vertical, de modo a oferecer \u00e0 Soyuz 31 a sua porta de      acoplamento dianteira. A Soyuz 31 ent\u00e3o voltou a acoplar-se com a Salyut.    <\/p>\n<p>Foi ainda necess\u00e1ria uma corre\u00e7\u00e3o de atitude no conjunto Soyuz-Salyut. Toda      a manobra durou o tempo aproximado de 1 \u00f3rbita, algo em torno dos 90 minutos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.33.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"528\" height=\"33\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Progress 4<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 4, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 4 de outubro de 1978, e acoplou com a porta traseira da Salyut      6 no dia 6.<\/p>\n<p>Entre      os 124 quilos de comida, havia diversas carnes, morangos, leite fresco, nozes,      coalhada e, claro, cebola e alho. Tamb\u00e9m havia bombons com licor, que a esposa      de um dos astronautas tinha enviado clandestinamente \u00e0 nave, embrulhado como      se fosse um chocolate convencional. A prop\u00f3sito, era permitido o consumo de      \u00e1lcool a bordo, mas em pequena quantidade.<\/p>\n<p>A      Progress tamb\u00e9m levava equipamentos de manuten\u00e7\u00e3o e reposi\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o espacial,      revistas, jornais, roupas, filmes, um gravador para entretenimento e fitas      com m\u00fasica, novos trajes de exerc\u00edcio &#8220;Ping\u00fcim&#8221;, \u00e1gua, combust\u00edvel      e ar fresco (certamente para combater os odores de tanto alho, cebola e coalhada&#8230;)<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.34.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"527\" height=\"33\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      o reabastecimento da Salyut, completado em 13 de outubro, a Progress 4 foi      utilizada para efetuar manobras orbitais. Foi descartada no dia 26.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.35.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"530\" height=\"33\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      tripula\u00e7\u00e3o da Salyut 6 (Kovalyonok e Ivanchenkov) retomou as suas atividades      normais, e eles observaram um eclipse lunar. Faltando um m\u00eas para o regresso,      concentraram-se nos exames m\u00e9dicos e aumentaram os exerc\u00edcios f\u00edsicos.<\/p>\n<p>O      retorno \u00e0 Terra ocorreu no dia 2 de novembro. A TV sovi\u00e9tica cobriu ao vivo      a descida da nave, e mostrou os dois astronautas saindo da nave e caminhando      alguns poucos metros sem ajuda. No entanto, as condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas dos dois      n\u00e3o eram muito boas, e eles apenas recuperaram completamente os seus movimentos      normais em 25 dias.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      140 dias em \u00f3rbita, eles tiveram alguns problemas de fala depois do pouso.      Tinham perdido em m\u00e9dia 3 quilos cada um, e a contagem das c\u00e9lulas vermelhas      e da hemoglobina estava abaixo do normal.<\/p>\n<p>Vladimir      Kovalyonok e Aleksandr Ivanchenkov haviam batido o segundo recorde de perman\u00eancia      no espa\u00e7o no mesmo ano (ap\u00f3s os 96 dias de Yuri Romanenko e Georgi Grechko),      com um total de 140 dias. A Salyut 6 estava novamente vazia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.36.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"422\" height=\"29\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Em      31 de janeiro de 1979 foi lan\u00e7ado o Kosmos 1074, novo teste n\u00e3o tripulado      da nave Soyuz-T (modelo 7K-ST). Realizou manobras orbitais e &#8220;hibernou&#8221;      no espa\u00e7o por 60 dias, para testar sua capacidade de permanecer \u00edntegra no      espa\u00e7o por longos per\u00edodos. A nave pousou normalmente em 1 de abril.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 32<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 32 (modelo 7K-T) foi lan\u00e7ada em 25 de fevereiro de 1978, tripulada pelos      russos Vladimir Lyakhov (comandante) e Valeriy Ryumin, realizou o acoplamento      com a porta dianteira da Salyut 6 no dia 26. A miss\u00e3o b\u00e1sica era revisar e      reparar todos os sistemas da esta\u00e7\u00e3o e prepar\u00e1-la para futuras miss\u00f5es de      longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.37.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"496\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      rotina di\u00e1ria envolvia exames m\u00e9dicos e psicol\u00f3gicos, cerca de 2,5 horas di\u00e1rias      de exerc\u00edcios (o equivalente a uma caminhada de 4,5 km e uma corrida de 4      km), eles utilizavam o traje &#8220;Ping\u00fcim&#8221; por at\u00e9 10 horas por dia.      Os astronautas consumiam em m\u00e9dia 3.100 calorias di\u00e1rias e bebiam 2,5 litros      de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Em      fun\u00e7\u00e3o de problemas ocorridos com a Soyuz 33, que havia sido constru\u00edda com      os mesmos componentes da Soyuz 32, esta foi considerada pouco confi\u00e1vel e,      posteriormente, descartada.<\/p>\n<p><strong>Progress 5<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 5, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 12 de mar\u00e7o de 1979, e acoplou com a porta traseira da Salyut 6      no dia 14. A Progress levou um total de 300 itens, distribu\u00eddos em 27 recipientes.      Claro, entre os alimentos havia alho, cebolas, mel, ma\u00e7\u00e3s e morangos.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.38.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"498\" height=\"33\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Logo      ap\u00f3s o acoplamento, o controle da miss\u00e3o descobriu um problema nos tanques      de combust\u00edvel da Salyut. N\u00e3o havia risco de explos\u00e3o, mas a tripula\u00e7\u00e3o somente      conseguiu resolver completamente o problema no dia 23 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A Salyut 6 come\u00e7ava a apresentar sinais de estresse, pois os astronautas      passavam um tempo significativo dedicando-se \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00f5es preventivas      e consertos. <\/p>\n<p><strong>Mas ainda sobrava muito tempo para as pesquisas cient\u00edficas e m\u00e9dicas,      e tamb\u00e9m para a divers\u00e3o:<\/strong> al\u00e9m da leitura de cartas e jornais, eles      ouviam 50 fitas com m\u00fasicas e liam hist\u00f3rias em quadrinhos sovi\u00e9ticas (quem      sabe, n\u00e3o havia algum her\u00f3i a salvar o mundo do capitalismo &#8211; uma vers\u00e3o comunista      do rid\u00edculo Capit\u00e3o America&#8230;)<\/p>\n<p>Em      5 de abril a Progress 5 efetuou uma reentrada destrutiva na atmosfera. Permanecia      a Soyuz 32 acoplada \u00e0 Salyut 6, com Lyakhov e Ryumin a bordo.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.39.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"498\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 33<\/strong><\/p>\n<p>Em      10 de abril de 1979 foi lan\u00e7ada a Soyuz 33 (modelo 7K-T), quarta tripula\u00e7\u00e3o      internacional, com o russo Nikolai Rukavishnikov (comandante) e o b\u00falgaro      Georgi Ivanov. Rukavishnikov seria o primeiro civil russo a comandar uma miss\u00e3o      espacial.<\/p>\n<p>A      uma dist\u00e2ncia de 9 km da Salyut 6, o sistema de acoplamento Igla foi ativado.      Quando a nave chegou a 1 km da Salyut, o motor principal foi disparado, mas      desligou sozinho, de modo indevido, impossibilitando o acoplamento. Nova tentativa      de acionamento do sistema Igla resultou no mesmo problema, e foi cancelada      a tentativa de acoplamento.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.40.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"311\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Foi      constatado o mau funcionamento do motor principal da Soyuz 33, e havia risco      de explos\u00e3o caso houvesse nova tentativa de lig\u00e1-lo. Posteriormente se descobriu      um defeito num sensor de press\u00e3o montado dentro da c\u00e2mara de combust\u00e3o do      motor principal, que desligava o fluxo de combust\u00edvel, impedindo o motor de      trabalhar.<\/p>\n<p>O      comando da miss\u00e3o solicitou aos astronautas que dormissem, coisa que Rukavishnikov      n\u00e3o conseguiu fazer. A nave tinha suprimento para 5 dias, e a decad\u00eancia orbital      levaria 10 dias para fazer com que a nave ca\u00edsse de volta \u00e0 Terra por gravidade.      Em outras palavras, eles corriam risco de vida &#8211; por um lado, um acionamento      do motor (mesmo do motor auxiliar) poderia explodir a nave; por outro, uma      morte por inani\u00e7\u00e3o os esperava.<\/p>\n<p>A      alternativa de acionar repetidamente os motores de atitude para alterar a      \u00f3rbita da nave era demasiado complexa e provavelmente n\u00e3o haveria combust\u00edvel      para tanto. Outra possibilidade seria a de manobrar a esta\u00e7\u00e3o Salyut, mas      a diferen\u00e7a de velocidade entre as naves era muito alta, o que tornava a opera\u00e7\u00e3o      muito complexa. Com estes pensamentos na cabe\u00e7a, o comandante da miss\u00e3o, Rukavishnikov,      tinha dificuldades em conciliar o sono.<\/p>\n<p>Enquanto      esperavam a solu\u00e7\u00e3o do problema, Rukavishnikov e Ivanov consumiram parte dos      seus mantimentos, entre os quais uma garrafa de conhaque. Ao que parece, o      b\u00falgaro Ivanov teria consumido bem mais da metade da garrafa&#8230;<\/p>\n<p>No      dia seguinte, 12 de abril, foi ordenado o disparo do motor auxiliar, que funcionou,      mas teve de ser desligado manualmente porque o desligamento autom\u00e1tico falhou.      O excessivo tempo de disparo (213 segundos, contra os 188 necess\u00e1rios) jogou      a nave numa reentrada bal\u00edstica, tendo sido os astronautas submetidos a for\u00e7as      de desacelera\u00e7\u00e3o de 10 Gs. No entanto, o pouso foi tranq\u00fcilo, sem outros problemas.<\/p>\n<p>Foi      verificado que a pe\u00e7a respons\u00e1vel pela pane havia sido testada 8.000 vezes      sem falhas. O motor da nave Soyuz havia funcionado sem falhas desde 1967,      com mais de 2.000 disparos bem sucedidos. No entanto, foi projetada uma nova      vers\u00e3o do motor da Soyuz.<\/p>\n<p>A      pane da Soyuz 33 obrigou o centro de controle a decidir pelo descarte da Soyuz      32, ainda acoplada \u00e0 Salyut 6. Foi preparado o lan\u00e7amento de uma nave vazia      para substitu\u00ed-la, a Soyuz 34.<\/p>\n<p><strong>Progress 6<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 6, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 13 de maio de 1979, e acoplou no dia 15, sendo comandada por r\u00e1dio      a partir da Salyut 6. A Progress n\u00e3o estava afetada pelo problema verificado      com o motor da Soyuz 33, pois utilizava o M\u00f3dulo de Servi\u00e7o da Soyuz-T, cujo      projeto era completamente diferente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.41.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"502\" height=\"35\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Enquanto      isso, a tripula\u00e7\u00e3o da Salyut (Lyakhov e Ryumin) continuava sua rotina de tarefas      e experi\u00eancias.<\/p>\n<p>A      Progress 6 carregava comida, \u00e1gua, combust\u00edvel, novas experi\u00eancias, l\u00e2mpadas      para reposi\u00e7\u00e3o, um novo painel de controle do sistema de navega\u00e7\u00e3o, cartas,      jornais, etc.<\/p>\n<p>Antes      de ser descartada, a Progress 6 acionou o seu motor para reposicionar a esta\u00e7\u00e3o      numa \u00f3rbita mais elevada. A seguir, carregando 150 quilos de dejetos, lixo      e equipamento descartado, ocorreu o desacoplamento e a reentrada destrutiva.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.42.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"496\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 34<\/strong><\/p>\n<p>Em 6 de junho de 1979, enquanto a Progress 6 ainda estava acoplada com a      Salyut 6, foi lan\u00e7ada a Soyuz 34 (modelo 7K-T), sem tripula\u00e7\u00e3o, em substitui\u00e7\u00e3o      \u00e0 Soyuz 32, colocada sob suspeita ap\u00f3s o problema ocorrido com a Soyuz 33.    <\/p>\n<p>Ap\u00f3s o lan\u00e7amento, seu motor foi testado, e funcionou normalmente. O acoplamento      com a esta\u00e7\u00e3o ocorreu sem problemas no dia 9. Al\u00e9m de servir como nave de      resgate, a Soyuz 34 tamb\u00e9m foi utilizada para levar alguns experimentos biol\u00f3gicos      \u00e0 esta\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.43.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"493\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s      o acoplamento bem sucedido da Soyuz 34, a Soyuz 32 foi carregada com 50 quilos      de resultados de experi\u00eancias e 130 quilos de instrumentos da Salyut que haviam      sido substitu\u00eddos. O peso do material era equivalente ao peso dos dois astronautas.      No dia 13 a Soyuz 32 foi desacoplada e desceu normalmente. Seu motor n\u00e3o apresentou      qualquer problema.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.44.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"499\" height=\"36\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Em      14 de junho de 1979 a tripula\u00e7\u00e3o desacoplou a Soyuz 34 da porta traseira,      comandou um giro da Salyut em torno de seu eixo vertical e acoplou novamente      na porta dianteira, para dar espa\u00e7o para o acoplamento do cargueiro Progress      7.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.45.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"498\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Progress 7<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 7, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 28 de junho de 1979, e acoplou no dia 30 na porta traseira da Salyut      6. Carregava comida, \u00e1gua, combust\u00edvel, filme, roupas, unidades de regenera\u00e7\u00e3o      de ar, plantas, correspond\u00eancia, um livro de pinturas de Moscou, um r\u00e1dio-telesc\u00f3pio      KRT-10, novos trajes Ping\u00fcim e material para outros experimentos.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.46.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"499\" height=\"36\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Enquanto      isso, a tripula\u00e7\u00e3o da Salyut (Lyakhov e Ryumin) continuava sua rotina de tarefas      e experi\u00eancias. Entre outras atividades, realizaram um passeio espacial (EVA),      mas Lyakhov teve algumas dificuldades para retornar \u00e0 Salyut.<\/p>\n<p>A      Progress 7 foi desacoplada e descartada no dia 18 de julho; na porta onde      ela estava acoplada foi montada a antena do r\u00e1dio-telesc\u00f3pio KRT-10.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.47.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"495\" height=\"35\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>No      dia 15 de agosto os astronautas realizaram uma EVA para desmontar a antena      do r\u00e1dio-telesc\u00f3pio KRT-10.<\/p>\n<p>Em 18 de agosto a tripula\u00e7\u00e3o reativou a Soyuz 34 e testou os seus motores,      com sucesso. Encerrando a sua perman\u00eancia de 175 dias no espa\u00e7o, Lyakhov e      Ryumin prepararam a nave e desceram no dia 14 de junho de 1979, sem maiores      transtornos. <\/p>\n<p>Era o terceiro recorde sovi\u00e9tico consecutivo perman\u00eancia no espa\u00e7o, ap\u00f3s      os 140 dias de Vladimir Kovalyonok e Aleksandr Ivanchenkov e os 96 dias de      Yuri Romanenko e Georgi Grechko. Mais uma vez, a Salyut 6 estava vazia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.48.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"455\" height=\"29\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Recordes de Perman\u00eancia no Espa\u00e7o &#8211; Problemas e Solu\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A      Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica havia conseguido bater 3 recordes de perman\u00eancia no espa\u00e7o      consecutivos:<\/p>\n<table width=\"41%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th>Per\u00edodo<\/th>\n<th>Nave<\/th>\n<th>Astronautas<\/th>\n<th>Tempo Total<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">10\/dez\/1977 a<br \/>\n           10\/mar\/1978<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Soyuz 26<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Yuri Romanenko <br \/>\n           Georgi Grechko<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">96 dias<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">15\/jun\/1978 a <br \/>\n           3\/set\/1978<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Soyuz 29<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vladimir Kovalyonok <br \/>\n           Aleksandr Ivanchenkov<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">140 dias<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">25\/fev\/1979 a<br \/>\n           13\/jun\/1979<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Soyuz 32<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Vladimir Lyakhov <br \/>\n           Valeriy Ryumin<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">175 dias<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Os      cientistas haviam conseguido resolver quase todos os grandes problemas envolvidos      na complexa tarefa de montar uma esta\u00e7\u00e3o espacial e torn\u00e1-la habit\u00e1vel por      longos per\u00edodos: o foguete Soyuz era extremamente confi\u00e1vel, a infra-estrutura      de comunica\u00e7\u00f5es, tele-controle e log\u00edstica em geral funcionava muito bem,      as t\u00e9cnicas de acoplamento, tanto as autom\u00e1ticas quanto as manuais, se mostravam      precisas e confi\u00e1veis, e a nave Soyuz estava sendo remodelada, mas o projeto      estava consolidado (apesar das dificuldades enfrentadas pela Soyuz 33).<\/p>\n<p>O cargueiro Progress realizava perfeitamente bem as suas tarefas, e a esta\u00e7\u00e3o      Salyut 6 tinha algumas caracter\u00edsticas de projeto extremamente mais avan\u00e7adas      do que seu concorrente americano, o laborat\u00f3rio espacial Skylab, entre as      quais sistemas de regenera\u00e7\u00e3o de ar e \u00e1gua bastante aperfei\u00e7oados, duas portas      de acoplamento e a capacidade de reabastecimento totalmente autom\u00e1tico a partir      de naves de carga Progress. <\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas da esta\u00e7\u00e3o espacial tamb\u00e9m eram problemas      que haviam sido resolvidos corretamente. Os astronautas conseguiam realizar      as suas experi\u00eancias m\u00e9dicas e cient\u00edficas sem riscos desnecess\u00e1rios e com      objetividade e tranq\u00fcilidade.<\/p>\n<p>Os      sovi\u00e9ticos demonstravam para quem quisesse ver (e, principalmente, para quem      n\u00e3o queria ver!) que dominavam perfeitamente todas as rotinas envolvidas na      ocupa\u00e7\u00e3o permanente do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Militarmente falando, isto era uma amea\u00e7a real para os Estados Unidos, que      naquele momento n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de responder \u00e0 altura. <\/p>\n<p>Para os sovi\u00e9ticos, colocar 10 esta\u00e7\u00f5es militares em \u00f3rbita permanentemente      tripuladas era s\u00f3 uma quest\u00e3o de vontade e investimento em tecnologia j\u00e1 dominada.      Para os americanos, isto n\u00e3o passava de um sonho distante.<\/p>\n<p>Mas      restava um problema significativo &#8211; as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas (e \u00e0s vezes psicol\u00f3gicas)      dos astronautas se deterioravam seriamente em longas perman\u00eancias no espa\u00e7o,      pois todas as tripula\u00e7\u00f5es reportaram os mesmos sintomas: a sensa\u00e7\u00e3o de cair      para tr\u00e1s (desequil\u00edbrio do labirinto, no ouvido interno), sensa\u00e7\u00e3o de fluxo      sang\u00fc\u00edneo muito forte na cabe\u00e7a, nariz entupido, rosto inchado, falta de apetite      e desconforto ao mover a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Em      diversos astronautas, estes sintomas eram t\u00e3o fortes que causavam v\u00f4mitos      ap\u00f3s a alimenta\u00e7\u00e3o. Muitos sintomas desapareciam ap\u00f3s o quarto dia de v\u00f4o,      mas a sensa\u00e7\u00e3o de fluxo sang\u00fc\u00edneo muito forte na cabe\u00e7a permanecia at\u00e9 o d\u00e9cimo      dia, e durante a realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos f\u00edsicos intensos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      destes sintomas, tamb\u00e9m ocorria uma perda de tecido \u00f3sseo e muscular, que      era combatido com o uso do traje &#8220;Ping\u00fcim&#8221;, muitos exerc\u00edcios f\u00edsicos      e o uso de medica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      o pouso das miss\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o, a tripula\u00e7\u00e3o demonstrava problemas de      locomo\u00e7\u00e3o e de fala. Estes problemas eram posteriormente solucionados. O que      chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, a cada novo recorde, o tempo de recupera\u00e7\u00e3o total dos      astronautas come\u00e7ou a diminuir, ao inv\u00e9s de aumentar. Isto demonstra que os      m\u00e9dicos sovi\u00e9ticos estavam obtendo progressos significativos no controle dos      efeitos de longos per\u00edodos sem gravidade no corpo humano.<\/p>\n<p>No      entanto, muitos destes problemas permanecem at\u00e9 hoje, e s\u00e3o ainda o grande      obst\u00e1culo para a realiza\u00e7\u00e3o de v\u00f4os de longa dura\u00e7\u00e3o (como, por exemplo, um      hipot\u00e9tico v\u00f4o a Marte, cuja dura\u00e7\u00e3o seria de aproximadamente 500 dias de      ida e 500 de volta).<\/p>\n<p><strong>O Fim da Nave Soyuz e o Surgimento da Soyuz-T<\/strong><\/p>\n<p>O      novo projeto da nave Soyuz (Soyuz-T) j\u00e1 podia enfrentar uma miss\u00e3o orbital      completa, ap\u00f3s os v\u00f4os das naves Kosmos 1001 e Kosmos 1074.<\/p>\n<p><strong>As principais modifica\u00e7\u00f5es do novo modelo eram:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p> sistema de aproxima\u00e7\u00e3o Igla revisado;<br \/>\n     melhorias no sistema de controle de atitude do m\u00f3dulo de servi\u00e7o;<br \/>\n     reintrodu\u00e7\u00e3o dos pain\u00e9is solares;<br \/>\n     novos controles avi\u00f4nicos;<br \/>\n     melhorias no sistema de acoplamento;<br \/>\n     acomoda\u00e7\u00e3o para 3 astronautas usando novos trajes espaciais pressurizados,      e<br \/>\n     novo sistema de escape de emerg\u00eancia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyus-28.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"300\" height=\"261\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>As      naves Soyuz-T 1, Soyuz-T 2, Soyuz-T 3 e Soyuz-T 4 foram utilizadas em miss\u00f5es      junto \u00e0 Salyut 6.<\/p>\n<p><strong>Soyuz-T 1<\/strong><\/p>\n<p>Em      16 de dezembro de 1979 foi lan\u00e7ada a Soyuz-T 1 (modelo 7K-ST), sem tripula\u00e7\u00e3o.      No dia 18 ocorreu a primeira tentativa de acoplamento com a Salyut 6, mas      a Soyuz-T 1 n\u00e3o se posicionou corretamente.<\/p>\n<p>Nova      tentativa, desta vez bem sucedida, ocorreu no dia 19, quando a nave conseguiu      o acoplamento na porta dianteira da Salyut, onde permaneceu por 95 dias.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.49.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"455\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Em      29 de fevereiro foi acionado o motor principal da Soyuz-T 1 para modificar      a \u00f3rbita da esta\u00e7\u00e3o. No dia 24 de mar\u00e7o a nave desacoplou e ainda realizou      testes e manobras orbitais por 2 dias, quando desceu a salvo (26 de mar\u00e7o).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.50.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"462\" height=\"30\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Progress 8<\/strong><\/p>\n<p>Como      prepara\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3xima miss\u00e3o de longa dura\u00e7\u00e3o, foi lan\u00e7ada em 27 de mar\u00e7o      de 1980 a Progress 8, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress.      O acoplamento com a porta traseira da Salyut 6 ocorreu no dia 29, poucos dias      ap\u00f3s o desacoplamento da Soyuz-T 1. O abastecimento da Salyut a partir da      Progress ocorreu automaticamente, antes da chegada da nova tripula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.51.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"461\" height=\"24\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m      de combust\u00edvel, a Progress carregava comida, ar, roupas, regeneradores de      ar, \u00e1gua, novos pain\u00e9is de controle para substitui\u00e7\u00e3o de velhos, baterias,      componentes do sistema de controle de temperatura e novos equipamentos para      a Salyut. A Progress 8 retornou em 26 de abril.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 35<\/strong><\/p>\n<p>Em      9 de abril de 1980, com a Progress 8 ainda acoplada com a Salyut 6, foi lan\u00e7ada      a Soyuz 35 (modelo 7K-T), com os astronautas Leonid Popov (comandante) e Valeriy      Ryumin (em substitui\u00e7\u00e3o de Valentin Lebedev, que teve uma contus\u00e3o s\u00e9ria num      joelho, durante um treinamento). Embora Ryumin tivesse realizado um v\u00f4o de      175 dias (Soyuz 32) h\u00e1 pouco tempo, os m\u00e9dicos o liberaram para mais uma miss\u00e3o      de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      Soyuz 35 acoplou automaticamente na porta dianteira da Salyut 6 no dia 10.      Curiosamente, Ryumin encontrou a bordo da esta\u00e7\u00e3o uma carta que ele havia      escrito aos membros da pr\u00f3xima miss\u00e3o. Mal poderia saber que ele mesmo voltaria      t\u00e3o cedo, muito menos que faria parte da pr\u00f3xima tripula\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.52.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"488\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Os      astronautas ativaram a Salyut, que &#8220;hibernava&#8221; h\u00e1 10 meses, e come\u00e7aram      a descarregar a Progress. Eles substitu\u00edram uma das unidades de controle de      atitude, os regeneradores de ar e de \u00e1gua, unidades de outros sistemas, tais      como ventila\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es, e adicionaram uma bateria de 80 quilos ao      sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>A      Progress 8 foi desconectada em 26 de abril e efetuou a sua reentrada destrutiva.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.53.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"495\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Progress 9<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 9, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 22 de abril de 1980, e acoplou no dia 29 na porta traseira da Salyut      6. Carregava comida, \u00e1gua, roupas, correspond\u00eancia e material para diversas      experi\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.54.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"487\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      Progress 9 foi utilizada para manobrar a esta\u00e7\u00e3o, foi desacoplada no dia 22      de maio e desceu para a reentrada destrutiva.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.55.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"492\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 36<\/strong><\/p>\n<p>Em      26 de maio de 1980, com a Progress 9 ainda acoplada com a Salyut 6, foi lan\u00e7ada      a Soyuz 36 (modelo 7K-T), com os astronautas Valeriy Kubasov (comandante)      e o h\u00fangaro Bertalan Farkas (quinta miss\u00e3o com tripula\u00e7\u00e3o internacional, dentro      do Programa InterKosmos). O acoplamento ocorreu sem problemas no dia 27 e      eles foram recebidos a bordo por Popov e Ryumin.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.56.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"499\" height=\"65\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Foram      realizadas a bordo diversas experi\u00eancias cient\u00edficas e m\u00e9dicas, biol\u00f3gicas      e farmac\u00eauticas, inclusive relacionadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de interferon (medica\u00e7\u00e3o      utilizada no combate \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os transplantados). O velho forno Splav      continuava sendo utilizado intensamente na pesquisa de ligas met\u00e1licas. A      programa\u00e7\u00e3o nesta fase era t\u00e3o intensa que os astronautas dormiam poucas horas      por dia.<\/p>\n<p>Antes      da partida de Kubasov e Farkas, os astronautas carregaram os dejetos da esta\u00e7\u00e3o      no m\u00f3dulo de servi\u00e7o (descartado na reentrada) da Soyuz 35. O desacoplamento      ocorreu no dia 3 de junho e o pouso foi normal. Popov e Ryumin permaneceram      com a Soyuz 36.<\/p>\n<p>O      motivo destas trocas de nave era simples: a tripula\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o espacial      sempre ficava com a nave mais nova, menos desgastada pelas intensas varia\u00e7\u00f5es      de temperatura, impactos de micro-meteoritos e outros danos causados em \u00f3rbita,      e a nave mais antiga descia assim que poss\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.57.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"489\" height=\"34\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Como      j\u00e1 tinha se tornado rotina, a tripula\u00e7\u00e3o manobrou a Soyuz 36, acoplada na      porta traseira, para a porta dianteira, visando liberar o acesso habitual      para futuras miss\u00f5es Progress.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.58.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"488\" height=\"31\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz-T 2<\/strong><\/p>\n<p>Em      5 de junho de 1980 foi lan\u00e7ada a primeira nave Soyuz-T 2 (modelo 7K-ST) tripulada,      tendo a bordo Yuri Malyshev (comandante) e Vladimir Aksenov. Entre outras      novidades, a Soyuz-T contava com um novo computador respons\u00e1vel pelo acoplamento      e pela reentrada, o &#8220;Argon&#8221;, o que havia exigido dos astronautas      um treinamento adicional na programa\u00e7\u00e3o do novo equipamento.<\/p>\n<p>Durante      a aproxima\u00e7\u00e3o com a Salyut 6, o Argon posicionou a nave de uma forma que os      astronautas e o controle da miss\u00e3o consideraram incorreta. Malyshev desligou      o Argon e acoplou as naves manualmente, com sucesso. Posteriormente ficou      esclarecido que, se o Argon n\u00e3o tivesse sido desligado, ele teria realizado      o acoplamento corretamente.<\/p>\n<p>Como      \u00e9 comum no teste de novas tecnologias, a tripula\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava habituada aos      novos recursos, e n\u00e3o ainda confiava plenamente neles.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.59.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"501\" height=\"63\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz-T 2 permaneceu apenas 2 dias a bordo da Salyut, porque      o objetivo da miss\u00e3o era testar a nova nave com pessoas a bordo. No dia 9,      a Soyuz-T 2 desligou-se da Salyut, tirou algumas fotos e realizou uma inspe\u00e7\u00e3o      visual da esta\u00e7\u00e3o. O pouso ocorreu normalmente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.60.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"491\" height=\"31\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s      a partida dos seus camaradas, Popov e Ryumin foram consertar o sistema de      controle de atitude redundante &#8220;Kaskad&#8221;. Para a realiza\u00e7\u00e3o desta      tarefa, gastaram muito mais combust\u00edvel do que o previsto.<\/p>\n<p><strong>Progress 10<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 10, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 29 de junho de 1980, e acoplou no dia 1 de julho na porta traseira      da Salyut 6. Carregava uma c\u00e2mara Polaroid, um monitor de TV colorido lentes      de aproxima\u00e7\u00e3o para um telesc\u00f3pio, fitas de m\u00fasica sovi\u00e9tica, sementes para      experi\u00eancias biol\u00f3gicas, cartas, jornais e comida, incluindo as inevit\u00e1veis      cebolas, al\u00e9m de p\u00earas, salsa, ab\u00f3boras, rabanetes e peixe enlatado (sardinha      em lata, certamente).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.61.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"488\" height=\"33\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Os      motores da Progress ainda foram acionados para mudar a \u00f3rbita da Salyut, e      o cargueiro foi desacoplado e descartado no dia 19.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.62.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"491\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>No      curto intervalo de tempo entre a sa\u00edda da Progress 10 e a chegada da Soyuz      37, ocorreu a forma\u00e7\u00e3o de uma n\u00e9voa dentro da Salyut, indicando provavelmente      um problema no sistema de controle de ambiente.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 37<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 37 (modelo 7K-T) foi lan\u00e7ada em 23 de julho de 1980. Tripulada pelo      experiente russo Viktor Gorbatko (comandante) e pelo norte-vietnamita Pham      Tuan, foi a sexta miss\u00e3o com tripula\u00e7\u00e3o internacional, dentro do Programa      InterKosmos. A nave acoplou com a porta traseira da Salyut 6 no dia 24.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.63.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"500\" height=\"61\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Pham      Tuan era um aviador de ca\u00e7a, her\u00f3i norte-vietnamita. Consta que tinha derrubado      o primeiro B-52 americano durante a Guerra do Vietnam, coisa que os americanos      obviamente nunca admitiram. Como era habitual nestas miss\u00f5es internacionais,      foram tiradas muitas fotos multi-espectrais com a c\u00e2mara Zeiss MKF-6M do pa\u00eds      do visitante, em programas cient\u00edficos conjuntos, visando a pesquisa de recursos      naturais.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      foram realizadas algumas experi\u00eancias m\u00e9dicas e biol\u00f3gicas. No final da miss\u00e3o      internacional, Gorbatko e Tuan retiraram seus assentos personalizados e objetos      pessoais da Soyuz 36 e os instalaram na Soyuz 37, deixando a nave mais nova      para Popov e Ryumin.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.64.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"489\" height=\"30\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Novamente      a tripula\u00e7\u00e3o manobrou a Soyuz 37, acoplada na porta traseira, para a porta      dianteira, visando liberar o acesso habitual para futuras miss\u00f5es Progress.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.65.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"490\" height=\"32\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 38<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 38 (modelo 7K-T) foi lan\u00e7ada em 18 de setembro de 1980, tripulada pelo      russo Yuri Romanenko (comandante) e pelo cubano Arnaldo Tamayo-Mendez, na      s\u00e9tima miss\u00e3o internacional, dentro do Programa InterKosmos. A Soyuz 38 realizou      o acoplamento com a porta traseira da Salyut 6 no dia 20.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.66.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"554\" height=\"64\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A      miss\u00e3o internacional foi dedicada quase exclusivamente a experi\u00eancias m\u00e9dicas,      porque a Salyut n\u00e3o voaria sobre Cuba durante o dia no per\u00edodo em que Tamayo-Mendez      estava a bordo, o que inviabilizaria o uso da c\u00e2mara MKF-6M. A pesquisa que      fazia parte da programa\u00e7\u00e3o foi feita posteriormente, mas sem a presen\u00e7a do      astronauta cubano.<\/p>\n<p>Em      fun\u00e7\u00e3o da pequena dura\u00e7\u00e3o desta miss\u00e3o, n\u00e3o valia a pena fazer a troca de      c\u00e1psulas, de modo que Romanenko e Tamayo-Mendez retornaram na mesma Soyuz      38 no dia 26. O pouso foi tranq\u00fcilo, embora tivesse ocorrido \u00e0 noite. O m\u00f3dulo      de descida da c\u00e1psula foi doado para Cuba, e se encontra num Museu Cubano.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.67.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"487\" height=\"33\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Mais      uma vez, Popov e Ryumin estavam sozinhos a bordo da esta\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p><strong>Progress 11<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 11, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 28 de setembro de 1980, e acoplou no dia 30 na porta traseira da      Salyut 6. Levava a carga necess\u00e1ria para o fim da miss\u00e3o de Popov e Ryumin      (\u00e1gua, oxig\u00eanio e comida), bem como combust\u00edvel para mais um per\u00edodo em que      a Salyut 6 ficaria sem tripula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.68.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"492\" height=\"31\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      Progress 11 somente voltaria no dia 11 de dezembro.<\/p>\n<p>A      tripula\u00e7\u00e3o agora estava ocupada em limpar a esta\u00e7\u00e3o espacial, terminar os      experimentos ainda inacabados, embalar os resultados e aprontar a esta\u00e7\u00e3o      para mais um per\u00edodo de v\u00f4o solit\u00e1rio. Finalmente, no dia 11 de outubro de      1980, Popov e Ryumin desacoplaram a Soyuz 37 e desceram rumo \u00e0 Terra.<\/p>\n<p>Eles haviam batido novo recorde de perman\u00eancia no espa\u00e7o &#8211; 185 dias. No entanto,      mais importante do que o recorde em si, foi o estado f\u00edsico e cl\u00ednico dos      astronautas ao retornarem. <\/p>\n<p>Suas condi\u00e7\u00f5es cardiovasculares e musculares eram quase normais, e eles se      recuperaram mais rapidamente do que os seus antecessores. Mesmo Valeriy Ryumin,      que havia passado exatos 360 dias no espa\u00e7o em menos de 2 anos (entre 25 de      fevereiro de 1979 e 11 de outubro de 1980), estava muito bem de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.69.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"456\" height=\"23\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz-T 3<\/strong><\/p>\n<p>Em      27 de novembro de 1980 foi lan\u00e7ada a nave Soyuz-T 3 (modelo 7K-ST, Soyuz-T),      tendo a bordo Leonid Kizim (comandante), Oleg Makarov e Gennadiy Strekalov.      Foi o primeiro lan\u00e7amento sovi\u00e9tico com 3 astronautas em 9 anos, desde a morte      de Giorgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Victor Patsayev na Soyuz 11.<\/p>\n<p>O      acoplamento com a porta dianteira da Salyut 6 ocorreu no dia 28. Desta vez,      a tripula\u00e7\u00e3o estava melhor treinada com o computador Argon, e o acoplamento      autom\u00e1tico ocorreu sem problemas. A Progress 11 ainda estava acoplada.<\/p>\n<p align=\"right\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.70.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"509\" height=\"49\" hspace=\"0\" align=\"left\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As      principais tarefas realizadas pelos 3 astronautas foram de manuten\u00e7\u00e3o: trocaram      uma unidade hidr\u00e1ulica do sistema de controle de temperatura, repararam uma      unidade de comuta\u00e7\u00e3o do sistema el\u00e9trico e unidades do sistema de telemetria,      substitu\u00edram e reprogramaram o sistema de controle e temporiza\u00e7\u00e3o da Salyut      e substitu\u00edram uma unidade do sistema autom\u00e1tico de reabastecimento, que havia      falhado durante o abastecimento recente da Progress 11.<\/p>\n<p>Antes      da volta de Kizim, Makarov e Strekalov, a Progress ainda foi utilizada para      manobras orbitais. O m\u00f3dulo de descida da Soyuz-T 3 desacoplou e desceu no      dia 10, permanecendo acoplado o m\u00f3dulo orbital, que foi posteriormente descartado.      Devido \u00e0 curta estadia e agenda lotad\u00edssima, a tripula\u00e7\u00e3o negligenciou os      exerc\u00edcios. Em conseq\u00fc\u00eancia, eles voltaram, para surpresa geral, em piores      condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas do que os astronautas das miss\u00f5es anteriores de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.71.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"463\" height=\"24\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      Progress 11 foi desacoplada e descartada no dia 11 de dezembro.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.72.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"463\" height=\"21\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Progress 12<\/strong><\/p>\n<p>A      Progress 12, nave autom\u00e1tica de transporte de carga da s\u00e9rie Progress, foi      lan\u00e7ada em 24 de janeiro de 1981, e acoplou no dia 26 na porta traseira da      Salyut 6. Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de manobras orbitais, foi efetuado o reabastecimento      autom\u00e1tico da esta\u00e7\u00e3o. Carregava regeneradores de ar, filtros, comida e \u00e1gua,      filmes, material para experi\u00eancias diversas e partes de reposi\u00e7\u00e3o para a Salyut.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.73.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"460\" height=\"29\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      Progress 12 aguardava a chegada da nova tripula\u00e7\u00e3o, e somente seria desacoplada      no dia 19 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Antes      da chegada da pr\u00f3xima tripula\u00e7\u00e3o, um dos pain\u00e9is da Salyut 6 perdeu a capacidade      de rastrear a posi\u00e7\u00e3o do Sol, o que provocou uma subalimenta\u00e7\u00e3o el\u00e9trica na      esta\u00e7\u00e3o. Este problema obrigou os controladores da miss\u00e3o a manobrar a Salyut      manualmente durante 2 semanas, de modo a tentar manter sempre o painel danificado      na orienta\u00e7\u00e3o mais adequada poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Soyuz-T 4<\/strong><\/p>\n<p>Em      12 de mar\u00e7o de 1981 foi lan\u00e7ada a Soyuz-T 4 (modelo 7K-ST, Soyuz-T), miss\u00e3o      de longa dura\u00e7\u00e3o tripulada por Vladimir Kovalyonok (comandante) e Victor Savinykh      (engenheiro de v\u00f4o).<\/p>\n<p>O      acoplamento autom\u00e1tico (controlado pelo computador Argon) ocorreu com a porta      dianteira da Salyut 6, no dia 13, estando a Progress 12 ainda acoplada.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.74.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"518\" height=\"36\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>A      principal tarefa da tripula\u00e7\u00e3o foi consertar o painel solar defeituoso, que      provocava um descontrole t\u00e9rmico dentro da esta\u00e7\u00e3o. Quando Kovalyonok e Savinykh      chegaram, a temperatura era de 10\u00b0 C e a umidade tinha condensado nas paredes      internas. Tamb\u00e9m consertaram o moinho, uma bomba do sistema de regulagem t\u00e9rmica      e uma c\u00e2mara de TV, e realizaram diversas experi\u00eancias cient\u00edficas.<\/p>\n<p>A      tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz-T 4 n\u00e3o iria tentar bater outro recorde de perman\u00eancia      no espa\u00e7o. O principal objetivo da miss\u00e3o era hospedar mais duas tripula\u00e7\u00f5es      internacionais, na Soyuz 39 e Soyuz 40.<\/p>\n<p>A      Progress 12 foi descartada no dia 19.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.75.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"520\" height=\"30\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p><strong>Soyuz 39<\/strong><\/p>\n<p>A      Soyuz 39, pen\u00faltima miss\u00e3o de uma nave Soyuz do modelo 7K-T, foi lan\u00e7ada em      22 de mar\u00e7o de 1981, tendo a bordo o russo Vladimir Dzhanibekov (comandante)      e o mongol Jugderdemidiyn Gurragcha, na oitava miss\u00e3o internacional, dentro      do Programa InterKosmos. O acoplamento com a porta traseira da Salyut 6 ocorreu      no dia 23.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.76.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"526\" height=\"63\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Como      era habitual nestes v\u00f4os internacionais, o grande foco da miss\u00e3o era a pesquisa      dos recursos naturais do pa\u00eds do astronauta visitante. Tamb\u00e9m houve a continuidade      de outras pesquisas cient\u00edficas, com a substitui\u00e7\u00e3o do forno Splav pelo Isparital,      mais moderno.<\/p>\n<p>Em      30 de mar\u00e7o a Soyuz 39 voltou \u00e0 Terra, permanecendo Kovalyonok e Savinykh      a bordo da Salyut.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.77.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"520\" height=\"33\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>No      dia 25 de abril de 1981 foi lan\u00e7ado o m\u00f3dulo Star, sob o nome de Kosmos 1267,      semelhante ao Kosmos 929. Era quase do tamanho da Salyut.<\/p>\n<p><strong>Soyuz 40<\/strong><\/p>\n<p>Em      14 de maio de 1981 foi lan\u00e7ada a Soyuz 40, tendo a bordo o russo Leonid Popov      (comandante) e o romeno Dumitru Prinariu, na nona miss\u00e3o internacional, dentro      do Programa InterKosmos. O acoplamento com a porta traseira da Salyut 6 ocorreu      no dia 15.<\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.78.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"518\" height=\"65\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Tal      como as suas antecessoras, esta miss\u00e3o internacional visava a pesquisa dos      recursos naturais do pa\u00eds do astronauta visitante. A nave retornou com a sua      tripula\u00e7\u00e3o no dia 22 de maio, ap\u00f3s uma corre\u00e7\u00e3o orbital.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.79.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"520\" height=\"35\" title=\"Soyuz\" \/><\/p>\n<p>Esta      foi a \u00faltima miss\u00e3o de uma nave Soyuz do modelo 7K-T.<\/p>\n<p><strong>O Fim da Salyut 6 e da Soyuz (modelo original)<\/strong><\/p>\n<p>No      dia 26 de maio de 1981 a tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz-T 4 (Vladimir Kovalyonok e Victor      Savinykh) retornou \u00e0 Terra, ap\u00f3s uma perman\u00eancia de 74 dias. Foi a \u00faltima      miss\u00e3o tripulada rumo \u00e0 Salyut 6, que passaria a ser utilizada para a realiza\u00e7\u00e3o      de testes com o Kosmos 1267. A Salyut 7 seria lan\u00e7ada a seguir.<\/p>\n<p>Com      mais de 40 v\u00f4os realizados de 1967 a 1981, a tecnologia da Soyuz original      estava consolidada, mas obsoleta. O novo projeto Soyuz-T j\u00e1 se mostrava confi\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>O Modelo Soyuz-T<\/strong><\/p>\n<p>A      nave Soyuz-T era uma vers\u00e3o bastante modificada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua predecessora,      a Soyuz original.<\/p>\n<p>O m\u00f3dulo de pouso, pesando cerca de 3.000 quilos, foi aumentado, comportando      agora 3 astronautas vestindo seus trajes pressurizados. O m\u00f3dulo orbital,      pesando 1.100 quilos, sofreu poucas altera\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>O m\u00f3dulo de instrumentos, com um peso de 2.750 quilos, contava agora com      um novo com um novo computador respons\u00e1vel pelo acoplamento e pela reentrada,      o &#8220;Argon&#8221;, e tamb\u00e9m com um sistema de propuls\u00e3o melhorado, que permitia      a transfer\u00eancia de combust\u00edvel entre o motor principal e os controladores      de atitude. <\/p>\n<p>Os pain\u00e9is voltaram a fazer parte da nave (haviam sido retirados), resultando      numa envergadura de 10,6 metros.<\/p>\n<p>O      peso m\u00e9dio da nova Soyuz-T era de 6.850 quilos.<\/p>\n<p>As      Soyuz-T 2 a 4 foram utilizadas no transporte de astronautas sovi\u00e9ticos para      a esta\u00e7\u00e3o Salyut 6.<\/p>\n<p>As      naves Soyuz-T 5 a 14, sem altera\u00e7\u00f5es significativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s anteriores      da mesma s\u00e9rie, foram utilizadas no transporte de astronautas sovi\u00e9ticos (e      seus convidados de outros pa\u00edses, dentro do Programa InterKosmos) para a esta\u00e7\u00e3o      Salyut 7. A tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz-T 5 quebrou novo recorde de perman\u00eancia no      espa\u00e7o, com 211 dias. A Soyuz-T 8 n\u00e3o conseguiu acoplar com a Salyut.<\/p>\n<p>O      lan\u00e7amento da Soyuz-T 10A foi abortado, ap\u00f3s um princ\u00edpio de inc\u00eandio na base      do foguete SL-4. A c\u00e1psula efetuou uma decolagem de seguran\u00e7a utilizando,      pela primeira vez em condi\u00e7\u00f5es reais, seu sistema de escape de emerg\u00eancia.      A tripula\u00e7\u00e3o foi salva sem maiores problemas. Novo recorde de perman\u00eancia      foi estabelecido pela tripula\u00e7\u00e3o da Soyuz-T 10B, com um total de 237 dias.<\/p>\n<p>A      Soyuz-T 15 realizou uma viagem \u00e9pica, pois sua miss\u00e3o consistiu em desativar      a esta\u00e7\u00e3o Salyut 7 e ativar a nova esta\u00e7\u00e3o espacial Mir (ou, mais precisamente,      o seu n\u00facleo &#8211; &#8220;Core module&#8221;).<\/p>\n<p><strong>O Modelo Soyuz-TM<\/strong><\/p>\n<p>A      nave Soyuz-TM foi adaptada da Soyuz-T, para uso com a esta\u00e7\u00e3o Mir. Externamente,      houve poucas altera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Soyuz-T. Internamente, foram realizadas      melhorias no sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e nos controles dos retro-foguetes      do m\u00f3dulo de pouso. A TM podia levar 100 quilos de carga a mais, e podia decolar      com 200 quilos a mais, gra\u00e7as a melhorias no foguete lan\u00e7ador, o SL-4. O peso      total da nave beirava os 7.000 quilos.<\/p>\n<p>As      naves Soyuz-TM 2 a 29 foram utilizadas para o transporte de astronautas sovi\u00e9ticos      e de outros pa\u00edses para a esta\u00e7\u00e3o modular Mir, que pode ser considerada como      a iniciativa espacial de car\u00e1ter cient\u00edfico mais importante do s\u00e9culo XX,      em fun\u00e7\u00e3o dos resultados alcan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Foram      quebrados todos os recordes de perman\u00eancia no espa\u00e7o, por diversas vezes.<\/p>\n<p><strong>O Modelo Soyuz-TMA<\/strong><\/p>\n<p>A      nave Soyuz-TMA foi uma nova evolu\u00e7\u00e3o dos modelos anteriores, para uso com      a esta\u00e7\u00e3o ISS.<\/p>\n<p>Depois      do acidente com o transportador espacial Columbia, em 01 de fevereiro de 2003,      a nave Soyuz-TMA passou a ser o \u00fanico ve\u00edculo de transporte dispon\u00edvel para      levar e trazer astronautas para a ISS, tal como acontecia nas d\u00e9cadas de 70      e 80, com as esta\u00e7\u00f5es da s\u00e9rie Salyut ou nos primeiros anos da Mir.<\/p>\n<p><strong>O Projeto B\u00e1sico das Naves Soyuz<\/strong><\/p>\n<p>Apesar      da evolu\u00e7\u00e3o da nave, o projeto b\u00e1sico permaneceu o mesmo desde o in\u00edcio. Assim,      as fotos mostradas abaixo servem para se ter uma boa id\u00e9ia de alguns detalhes      da Soyuz.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.80.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"258\" height=\"185\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n<strong>Um assento da nave Soyuz mostrado em propor\u00e7\u00e3o ao m\u00f3dulo de reentrada.<\/strong><\/p>\n<p>Apesar      do pouco espa\u00e7o destinado ao astronauta (que usa seu traje pressurizado Sokol)      a posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o desconfort\u00e1vel quanto parece.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.81.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"174\" height=\"184\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n<strong>Maquete da Soyuz, mostrando a porta de conex\u00e3o ao m\u00f3dulo orbital (\u00e0      esquerda da foto, no eixo longitudinal da nave), a porta do p\u00e1ra-quedas no      topo e o controle de atitude (parte esquerda inferior da foto).<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.82.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"264\" height=\"181\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n     Foto que representa dois dos tr\u00eas astronautas sentados no m\u00f3dulo de pouso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O      pouco espa\u00e7o \u00e9 compartilhado com os p\u00e1ra-quedas, localizados nas bolsas entre      as suas cabe\u00e7as.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/soyuz.83.jpg\" alt=\"Soyuz\" width=\"269\" height=\"92\" title=\"Soyuz\" \/><br \/>\n     Foguete lan\u00e7ador Soyuz. A nave est\u00e1 protegida pela cobertura branca.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>      www.karl.benz.nom.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soyuz, Nave Espacial, Astronomia, Miss\u00e3o, Hist\u00f3ria, M\u00f3dulo, Objetivo, Komarov, Queda, Lan\u00e7amento, Astronautas, Tripula\u00e7\u00e3o, Soyuz<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[298],"tags":[],"class_list":["post-56352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-astronomia"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Soyuz, Nave Espacial, Astronomia, Miss\u00e3o, Hist\u00f3ria Soyuz<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Soyuz, Nave Espacial, Astronomia, Miss\u00e3o, Hist\u00f3ria, 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