{"id":56348,"date":"2016-06-23T16:52:31","date_gmt":"2016-06-23T16:52:31","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=56348"},"modified":"2016-06-23T17:00:07","modified_gmt":"2016-06-23T17:00:07","slug":"quasares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/astronomia\/quasares","title":{"rendered":"Quasares"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-009.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><strong><br \/>\n     Quasar<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quasares <\/strong>s\u00e3o objetos extremamente distantes em nosso universo      conhecido. <\/p>\n<p>Eles s\u00e3o os objetos mais distantes da nossa gal\u00e1xia que pode ser visto.<\/p>\n<p><strong>Quasares<\/strong> s\u00e3o massas extremamente brilhantes de energia e      luz. Eles emitem ondas de r\u00e1dio, e as ondas de luz raios-x.<\/p>\n<p>Os primeiros <strong>quasares<\/strong> observados pareciam nas fotografias      ser estrelas pouco luminosas, mas sabia-se que eram fontes de r\u00e1dio muito      fortes. Os quasares foram descobertos na d\u00e9cada de 60 quando radioastr\u00f4nomos      australianos localizaram uma forte fonte de r\u00e1dio que vinha de uma determinada      regi\u00e3o na constela\u00e7\u00e3o de Virgem. Essa fonte de r\u00e1dio ficou conhecida como      3C-273.<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos do Monte Palomar procuraram uma imagem \u00f3ptica referente a essa      fonte de r\u00e1dio, e ent\u00e3o localizaram o que parecia ser uma estrela de fraca      luminosidade. <\/p>\n<p>Da\u00ed vem o nome que foi dado a este ainda misterioso objeto celeste, quasar,      que vem de &#8220;quasi stellar radio sources&#8221; (fonte de r\u00e1dio quase estelar).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-005.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><strong><br \/>\n     Galaxias Espirais de Barra<\/strong><\/p>\n<p>Entretanto foi detectado mais uma fonte de r\u00e1dio da mesma natureza, ficando      esta conhecida como 3C-48.<\/p>\n<p>O espectro destes dois corpos celestes foram analisados e concluiu-se que      estes objetos est\u00e3o muito distantes de n\u00f3s. Pensa-se que o quasar 3C-273 est\u00e1      a 2 mil milh\u00f5es de anos luz de dist\u00e2ncia e a afastar-se a uma velocidade que      corresponde a 16% da velocidade da luz.<\/p>\n<p>Outro fato extraordin\u00e1rio acerca deste objeto \u00e9 a sua luminosidade que parece      ser de v\u00e1rias centenas de vezes superior \u00e0 da nossa gal\u00e1xia!<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o descobriram-se muitos outros quasares, na sua grande maioria      n\u00e3o ultrapassam as dimens\u00f5es do nosso Sistema Solar, mas emitem uma enorm\u00edssima      quantidade de energia ao longo de uma vasta gama de comprimentos de onda,      que vai desde as ondas de r\u00e1dio at\u00e9 aos raios gama.<\/p>\n<p>Dada a sua enorme dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, quando observamos os quasares      estamos a observar como era o Universo nos seus prim\u00f3rdios. Nas nossas proximidades      n\u00e3o existem quasares o que indica que no in\u00edcio do Universo eram objetos comuns      mas n\u00e3o na atualidade. Se as medi\u00e7\u00f5es das dist\u00e2ncias destes corpos celestes      estiverem corretas, estamos diante dos mais distantes alguma vez detectados.<\/p>\n<p>Em redor dos quasares foram observados nebulosidades que indiciam que estes      corpos celestes s\u00e3o n\u00facleos de gal\u00e1xias, provavelmente com um buraco negro      extremamente maci\u00e7o.<\/p>\n<h4>Quasar &#8211; O que \u00e9 <\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-006.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><br \/>\n     Quasares<\/strong><\/p>\n<p>Situam-se a dist\u00e2ncias extremas, sendo os objetos mais      long\u00ednquos do Universo e com um brilho que pode ser at\u00e9 um milhar de vezes      superior ao de uma gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>Poderosamente energ\u00e9ticos, s\u00e3o os maiores emissores de      energia conhecidos e at\u00e9 h\u00e1 bem pouco tempo, um dos maiores mist\u00e9rios da astronomia      tamb\u00e9m. Qual \u00e9 a natureza destes corpos celestes?<\/p>\n<p><strong>A Descoberta dos Quasares<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros quasares foram descobertos, atrav\u00e9s de r\u00e1dio-telesc\u00f3pios,      na d\u00e9cada de 50, como fontes de r\u00e1dio sem um objeto vis\u00edvel correspondente.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 60, foram registados centenas destes objetos      e finalmente foi poss\u00edvel observar um deles opticamente.<\/p>\n<p>Em 1964, o astrof\u00edsico Hong-Yee Ciu atribuiu-lhes o nome      de quasares, que significa \u0093quasi-stellar\u0094 \u0096 em portugu\u00eas quase-estelar      \u0096 por parecerem estrelas mas ao mesmo tempo terem um comportamento completamente      diferente.<\/p>\n<p>Mais tarde em 1980, os quasares foram classificados como      um tipo de gal\u00e1xias ativas e que seriam a mesma coisa que as r\u00e1dio-gal\u00e1xias      e os blazares, cujas diferen\u00e7as se baseavam apenas no \u00e2ngulo de observa\u00e7\u00e3o      das mesmas a partir da terra.<\/p>\n<p><strong>A Natureza dos Quasares<\/strong><\/p>\n<p>Os quasares s\u00e3o buracos negros supermassivos que brilham      intensamente. Curioso? J\u00e1 explico. Para percebermos a natureza destes objetos,      \u00e9 necess\u00e1rio compreender ent\u00e3o primeiro este tipo de buracos negros.<\/p>\n<p>Os buracos negros supermassivos, ao contr\u00e1rio dos buracos      negros estelares (que se podem formar, juntamente com as estrelas de neutr\u00f5es,      ap\u00f3s a morte de uma estrela de massa superior a 3 massas solares), t\u00eam origem      nos prim\u00f3rdios do Universo, de uma forma ainda n\u00e3o muito consensual, quando      um movimento ca\u00f3tico de mat\u00e9ria formou regi\u00f5es de maior densidade. A origem      destes buracos negros pode ser semelhante \u00e0 origem das gal\u00e1xias.<\/p>\n<p><strong>Ali\u00e1s, \u00e9 importante reter esta curiosidade:<\/strong>\u00a0os      quasares situam-se a milhares de milh\u00f5es de anos luz de n\u00f3s, o que significa      que estamos a ver algo que aconteceu h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.      Um quasar, pode muito bem ser uma gal\u00e1xia em forma\u00e7\u00e3o, uma vis\u00e3o dos prim\u00f3rdios      do nosso Universo, bem diferente do que conhecemos hoje.<\/p>\n<p><strong>Mais:<\/strong>\u00a0o fato de todos os quasares      estarem longe de n\u00f3s, significa que a forma\u00e7\u00e3o dos quasares era muito mais      frequente no in\u00edcio do Universo do que atualmente.<\/p>\n<p>Mas voltando aos monstros sugadores de mat\u00e9ria \u0096      o maior conhecido, no centro da gal\u00e1xia M87, tem 6,4 mil milh\u00f5es de vezes      a massa do nosso Sol \u0096 s\u00e3o corpos t\u00e3o densos que n\u00e3o h\u00e1 nada que possa      escapar deles. Nem a pr\u00f3pria luz. O seu campo gravitacional tem uma for\u00e7a      tal que, qualquer estrela ou nuvem de mat\u00e9ria que se aproxime, \u00e9 sugada e      nunca mais \u00e9 vista.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-007.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><br \/>\n<strong>Disco de Acre\u00e7\u00e3o num Buraco Negro<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, este sugar de mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 um processo instant\u00e2neo,      nem uma estrela \u00e9 \u0093engolida inteira\u0094. A mat\u00e9ria e as estrelas come\u00e7am      a ser puxados como \u0093fios de esparguete\u0094 e formam um c\u00edrculo espiral      em torno do buraco negro.<\/p>\n<p>Este disco de acre\u00e7\u00e3o vai percorrendo o caminho em torno      do buraco negro at\u00e9 terminar definitivamente no seu interior.<\/p>\n<p>Este disco de acre\u00e7\u00e3o, gira a grandes velocidades, fazendo      com que a sua temperatura seja superior \u00e1s temperaturas das estrelas mais      quentes do Universo, emitindo tamb\u00e9m raios X e outras formas de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica      \u0096 a origem do intenso brilho destes buracos negros.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-008.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><strong><br \/>\n     Quasar<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a densidade deste disco de acre\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o      forte, que a radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue escapar naturalmente. Assim, \u00e9 formado      um feixe ao longo do eixo do disco, onde as part\u00edculas subat\u00f4micas s\u00e3o aceleradas      e formam um enorm\u00edssimo jato de mat\u00e9ria que se pode estender a milhares de      anos luz de comprimento.<\/p>\n<p>Em torno do disco de acre\u00e7\u00e3o forma-se tamb\u00e9m um anel      de poeira, a que se chama tor\u00f3ide, aquecido pela emiss\u00e3o de microondas provenientes      do disco de acre\u00e7\u00e3o. O tor\u00f3ide, por sua vez, reemite esta radia\u00e7\u00e3o em comprimentos      de onda mais elevados.<\/p>\n<p>De notar tamb\u00e9m que, nem todos os buracos negros supermassivos      d\u00e3o origem a quasares. Na verdade, \u00e9 consensual entre os astr\u00f4nomos que todas      as grandes gal\u00e1xias possuem um destes buracos negros no seu centro \u0096      a nossa Via L\u00e1ctea tem um \u0096 mas apenas alguns conseguem emitir uma radia\u00e7\u00e3o      poderosa o suficiente para serem considerados quasares. Tamb\u00e9m podem ser formados      quasares a partir de novas fontes de mat\u00e9ria. Por exemplo, h\u00e1 uma teoria que      defende que, quando a gal\u00e1xia de Andr\u00f4meda chocar com a Via L\u00e1ctea, tal colis\u00e3o      poder\u00e1 formar um quasar.<\/p>\n<h4><strong>Quasares &#8211; <\/strong>Astronomia<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-0010.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><strong><br \/>\n     Quasar<\/strong><\/p>\n<p><strong>Astr\u00f4nomos descobrem uma Lente Gravitacional      Diferente<\/strong><\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia      (Caltech) e da Ecole Polytechnique F\u00e9d\u00e9rale de Lausane (EPFL) na Su\u00ed\u00e7a, descobriram      pela primeira vez o caso de uma gal\u00e1xia distante sendo ampliada por um quasar      que est\u00e1 agindo como uma lente gravitacional. A descoberta, baseada em parte      nas observa\u00e7\u00f5es feitas no Observat\u00f3rio W.M. Keck em Mauna Kea no Hava\u00ed, est\u00e1      sendo publicada, hoje, 16 de Julho de 2010 na revista especializada Astronomy      &amp; Astrophysics.<\/p>\n<p>Os <strong>quasares<\/strong> que s\u00e3o objetos extremamente      luminosos localizados no universo distante, acredita-se que eles recebam energia      de buraco negros supermassivos localizados no centro das gal\u00e1xias. Um \u00fanico      quasar poderia ser mil vezes mais brilhante do que uma gal\u00e1xia inteira com      centenas de bilh\u00f5es de estrelas, essa propriedade faz com que o estudo das      gal\u00e1xias que hospedam os quasares ser extremamente dif\u00edcil. O significado      da descoberta, dizem os pesquisadores, \u00e9 que ir\u00e1 fornecer uma nova maneira      de entender essas gal\u00e1xias hospedeiras.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u0093\u00c9 como se voc\u00ea estivesse na frente de um farol        de carro super brilhante e tentasse discernir a cor dos aros\u0094, disse        Fr\u00e9d\u00e9ric Courbin do EPFL, o principal autor do artigo. Usando as lentes        gravitacionais, diz ele, \u0093n\u00f3s podemos medir as massas das gal\u00e1xias        que abrigam os quasares e ent\u00e3o evitar toda essa dificuldade\u0094.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De acordo com a teoria da relatividade geral de Einstein,      se uma grande massa (como uma grande gal\u00e1xia ou um aglomerado de gal\u00e1xias)      est\u00e1 colocada na linha de visada de uma gal\u00e1xia distante, parte da luz que      vem dessa gal\u00e1xia ser\u00e1 dividida. Devido a isso, um observador na Terra ir\u00e1      ver duas ou mais imagens pr\u00f3ximas da agora aumentada gal\u00e1xia de fundo.<\/p>\n<p>A primeira lente gravitacional foi descoberta em 1979,      e produziu uma imagem de um quasar distante que foi aumentado e separado por      uma gal\u00e1xia que estava em um plano mais a frente. Centenas de casos de lentes      gravitacionais aumentando a imagem de quasares s\u00e3o bem conhecidos. Mas at\u00e9      agora, o processo inverso, ou seja, uma gal\u00e1xia de fundo sendo aumentada pela      presen\u00e7a de uma massiva gal\u00e1xia hospedeira de um quasar em um plano a frente      nunca tinha sido detectada.<\/p>\n<p>O uso de lentes gravitacionais para medir as massas de      gal\u00e1xias distantes independente independente de seus brilhos foi sugerida      em 1936 pelo astrof\u00edsico da Caltech, Fritz Zwicky, e a t\u00e9cnica tem sido usada      de forma efetiva para essa proposta por anos. At\u00e9 agora, por\u00e9m nunca tinha      sido aplicada para medir a massa de quasares.<\/p>\n<p>Para encontrar as lentes gravitacionais, os astr\u00f4nomos      buscam em uma grande base de dados de espectros de quasares obtidos pelo Sloan      Digital Sky survey (SDSS) para ent\u00e3o selecionar casos reversos de lentes gravitacionais      com o quasar em primeiro plano e a gal\u00e1xia em um plano de fundo. Seguindo      essa metodologia eles escolheram o melhor quasar candidato SDSS J0013+1523,      localizado a aproximadamente 1.6 bilh\u00e3o de anos-luz de dist\u00e2ncia, usando o      Telesc\u00f3pio de 10 metros do Observat\u00f3rio W. M. Keck, ele puderam confirmar      que o quasar estava aumentando uma gal\u00e1xia distante, localizada a aproximadamente      7.5 bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u0093N\u00f3s nos deliciamos ao ver que essa id\u00e9ia realmente        funciona\u0094, disse Georges Meylan, professor de f\u00edsica e l\u00edder da equipe        do EPFL. \u0093Essa descoberta demonstra a utilidade cont\u00ednua das lentes        gravitacionais como uma ferramenta astrof\u00edsica\u0094.<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u0093Quasares s\u00e3o valiosas ferramentas para se estudar        sobre a forma\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias\u0094, disse o professor de Astronomia        S. George Djorgovski, l\u00edder da equipe do Caltech. Al\u00e9m disso, adiciona ele        \u0093descobertas de mais sistemas ir\u00e3o ajudar a entender melhor a rela\u00e7\u00e3o        entre os quasares e as gal\u00e1xias que os cont\u00e9m, e a sua co-evolu\u00e7\u00e3o\u0094.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"left\"><strong>Colis\u00f5es de Gal\u00e1xias d\u00e3o Origem      a Quasares<\/strong><\/p>\n<p>Olhando atr\u00e1s de espessas nuvens de g\u00e1s c\u00f3smico e poeira,      os pesquisadores acreditam ter determinado as origens dos quasares, os objetos      mais brilhantes e mais poderosos do universo. Observa\u00e7\u00f5es no comprimento de      onda dos raios-X e do infravermelho de mais de 200 gal\u00e1xias distantes, junto      com imagens feitas na luz vis\u00edvel, revelaram que os quasares se formam quando      duas gal\u00e1xias se chocam e seus buracos negros centrais se fundem em um s\u00f3.      As novas observa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m sugerem que os quasares s\u00e3o mais comuns no universo      do que se pensava anteriormente.<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos descobriram os quasares, que significa      objetos quase estelares, nos anos de 1950. Com apenas o tamanho do sistema      solar, os quasares facilmente possuem o brilho de gal\u00e1xias inteiras e podem      existir queimando combust\u00edvel por mais de 100 milh\u00f5es de anos. Por d\u00e9cadas,      contudo, os astr\u00f4nomos n\u00e3o puderam decifrar o que gerava esses verdadeiros      far\u00f3is c\u00f3smicos. Os suspeitos \u00f3bvios eram os buracos negros supermassivos,      que se localizam no centro de quase todas as gal\u00e1xias existentes, e podem      devorar gigantescas quantidades de mat\u00e9ria e s\u00e3o tamb\u00e9m conhecidos por gerarem      jatos de part\u00edculas e energia. Mas muitas gal\u00e1xias, incluindo a Via L\u00e1ctea,      possuem buracos negros supermassivos, mas n\u00e3o geram quasares.<\/p>\n<p>Talvez quasares mais jovens estivessem escondidos. No      m\u00ednimo, o que os astr\u00f4nomos come\u00e7aram a suspeitar no final da d\u00e9cada de 1990      quando eles notaram que algumas gal\u00e1xias tinham seu n\u00facleo central obscurecido      por grandes nuvens de poeira que emitiam o mesmo tipo de radia\u00e7\u00e3o e produziam      n\u00edveis de energia similares aos dos quasares.<\/p>\n<p>Para observar al\u00e9m das nuvens, o astr\u00f4nomo Ezequiel Treister      da Universidade do Hava\u00ed em Honolulu e seus colegas, selecionaram 200 gal\u00e1xias      candidatas em mais de 100000 imagens feitas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble.      Ent\u00e3o eles apontaram os telesc\u00f3pios espaciais Chandra e Spitzer, que observam      em raios-X e infravermelho respectivamente para os n\u00facleos escuros das gal\u00e1xias.      Os candidatos possu\u00edam dist\u00e2ncias superiores a 11 bilh\u00f5es de anos-luz, o que      significa voltar no tempo e observar como era o universo a 2.7 bilh\u00f5es de      anos atr\u00e1s. As novas observa\u00e7\u00f5es revelaram quasares escondidos em cada uma      das gal\u00e1xias. Al\u00e9m disso, estudando a forma das gal\u00e1xias nas imagens do Hubble,      os astr\u00f4nomos encontraram que todas elas tinham nascido a partir da fus\u00e3o      de duas gal\u00e1xias massivas e de seus buracos negros centrais.<\/p>\n<p>Reunindo todas as informa\u00e7\u00f5es, os dados apresentam uma      imagem de como os quasares se formaram. \u0093De repente tudo faz sentido\u0094,      disse a astr\u00f4noma e co-autora do trabalho Priyamvada Natarajan da Universidade      de Yale. Quando duas gal\u00e1xias se fundem, explica ela, , seus buracos negros      supermassivos se combinam. O novo buraco negro, que pesa tanto como bilh\u00f5es      de s\u00f3is, come\u00e7a a devorar tudo na sua vizinhan\u00e7a. Por 100 milh\u00f5es de anos,      essa atividade \u00e9 coberta por uma poeira gerada no processo de fus\u00e3o gal\u00e1ctica.      Mas eventualmente, o buraco negro consome poeira o suficiente que jatos de      part\u00edculas brilhantes e poderosas s\u00e3o expelidos pelo mesmo. Ap\u00f3s outros 100      milh\u00f5es de anos, o quasar exauri seus combust\u00edvel e se torna negro, tornando-se      apenas um enfeite ao lado do buraco negro supermassivo.<\/p>\n<p>No inicio do universo, colis\u00f5es e ent\u00e3o os quasares,      ocorriam com mais freq\u00fc\u00eancia, isso porque as gal\u00e1xias se encontravam mais      pr\u00f3ximas. Por muitos anos, disse Treister, os astr\u00f4nomos duvidavam que quasares      obscurecidos eram muito comuns. \u0093Agora, n\u00f3s estamos vendo que n\u00e3o\u0094.<\/p>\n<p>Os achados fornecem \u0093uma poderosa percep\u00e7\u00e3o de como      os quasares se formaram e se desenvolveram\u0094, disse Amy Barger da Universidade      de Winscosin em Madison. A no\u00e7\u00e3o de que quasares obscurecidos \u00e9 o produto      de fus\u00f5es de gal\u00e1xias tem come\u00e7ado a circular pelo meio. \u0093Mas \u00e9 interessante      que a fra\u00e7\u00e3o de quasares obscurecidos segue a taxa de fus\u00e3o de gal\u00e1xias, isso      significa que n\u00e3o existem muitos outros mecanismos para produzir quasares      obscurecidos\u0094.<\/p>\n<h4><strong>Quasares &#8211; <\/strong>Energia<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-0011.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><strong><br \/>\n     Quasar<\/strong><\/p>\n<p>Com a inven\u00e7\u00e3o de um novo instrumento de investiga\u00e7\u00e3o em Astronomia na d\u00e9cada      de 40, foram encontradas no c\u00e9u, zonas de fortes emiss\u00f5es de ondas r\u00e1dio.<\/p>\n<p>No entanto, ao utilizar o telesc\u00f3pio, essas mesmas zonas apareciam apenas      como pontos luminosos, semelhantes a estrelas.<\/p>\n<p>Um dos casos mais flagrantes foi o de 3C 273.<\/p>\n<p>Como \u00e9 usual em Astronomia, foi analisada a luz vinda de 3C 273, procurando      com as suas riscas espectrais poder explicar a sua constitui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. No      entanto, os padr\u00f5es encontrados n\u00e3o correspondiam a nenhum elemento qu\u00edmico      conhecido! Em 1963, Maarten Schmidt chegou \u00e0 conclus\u00e3o que o espectro de 3C      273 tinha um padr\u00e3o correspondente a elementos qu\u00edmicos conhecidos, mas tinha      sofrido um desvio t\u00e3o grande para o vermelho, que se encontrava quase irreconhec\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo o efeito de Doppler, quando um objeto luminoso se afaste de n\u00f3s,      as suas riscas espectrais caracter\u00edsticas sofrem um desvio para o vermelho,      e quando se aproximam, um desvio para o azul. Desvio este que \u00e9 proporcional      \u00e0 velocidade do objeto.<\/p>\n<p><strong>Este fato indica-nos que 3C 273 afasta-se de n\u00f3s com uma velocidade      de aproximadamente 15% da velocidade da luz. Utilizando a lei de Hubble, calcula-se      a dist\u00e2ncia a que 3C 273 est\u00e1 de n\u00f3s:<\/strong>\u00a0aproximadamente 620 Mpc      (2 mil milh\u00f5es de anos&#8211;luz). Um objeto que se situa a uma dist\u00e2ncia t\u00e3o grande      e \u00e9 observ\u00e1vel a partir da Terra, tem de ser extraordinariamente luminoso,      com uma luminosidade equivalente a 1000 vezes a da Via L\u00e1ctea! <\/p>\n<p>E \u00e9 tamb\u00e9m dos acontecimentos mais antigos do Universo, j\u00e1 que a sua luz      demorou 2 mil milh\u00f5es de anos a chegar at\u00e9 n\u00f3s, ou seja, estamos a observar      fen\u00f4menos de h\u00e1 2 mil milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 sua aparente semelhan\u00e7a com estrelas, estes astros foram denominados      quasares, uma abreviatura de quasi-stellar r\u00e1dio sources , termo que se aplica      tamb\u00e9m aos quasares com fracas emiss\u00f5es r\u00e1dio, descobertos mais tarde.<\/p>\n<p>Com o decorrer da investiga\u00e7\u00e3o, os astr\u00f4nomos n\u00e3o encontraram quasares com      idades inferiores a mil milh\u00f5es de anos, o que indica que os quasares eram      comuns no universo do passado mas n\u00e3o no atual. Foram encontrados quasares      mais long\u00ednquos que 3C 273, por exemplo o PC 1247+3406, que se afasta de n\u00f3s      a uma velocidade que corresponde a 94% da velocidade da luz, e que se encontra      a aproximadamente 3800 Mpc (12 mil milh\u00f5es de anos-luz).<\/p>\n<p>Em redor dos quasares foram observadas nebulosidades, correspondentes a gal\u00e1xias,      o que indica que o quasar \u00e9 ele pr\u00f3prio o n\u00facleo de uma gal\u00e1xia. Embora esta      seja muito dif\u00edcil de observar, j\u00e1 que a luminosidade do quasar a ofusca.<\/p>\n<p><strong>Com a descoberta de quasares, estabeleceram-se rela\u00e7\u00f5es com outros      fen\u00f4menos:<\/strong>\u00a0as gal\u00e1xias Seyfert e as r\u00e1dio-gal\u00e1xias. As gal\u00e1xias      Seyfert, descobertas por Carl Seyfert em 1943, t\u00eam n\u00facleos ativos, embora      com emiss\u00f5es de r\u00e1dio fracas, e cuja luminosidade \u00e9 semelhante \u00e0 dos quasares      menos luminosos.<\/p>\n<p>As r\u00e1dio-gal\u00e1xias descobertas em 1918 por Heber Curtis, como o nome indica,      t\u00eam fortes emiss\u00f5es r\u00e1dio, e luminosidade relativamente fraca.<\/p>\n<p>Emitem tamb\u00e9m jatos de electr\u00f5es acelerados a uma velocidade pr\u00f3xima da da      luz (c), num campo magn\u00e9tico forte. Por vezes, estes jatos s\u00e3o duplos, sendo      assim designados fontes de r\u00e1dio duplas.<\/p>\n<p>A n\u00edvel de luminosidade, as Seyfert e as r\u00e1dio-gal\u00e1xias situam-se entre os      quasares do passado e as gal\u00e1xias atuais, o que levou os astr\u00f4nomos a concluir      que tudo indica para que as Seyfert sejam o que resta de quasares com fracas      emiss\u00f5es r\u00e1dio, e as gal\u00e1xias r\u00e1dio sejam a evolu\u00e7\u00e3o dos quasares com fortes      emiss\u00f5es r\u00e1dio.<\/p>\n<p>Foram encontrados outros objetos, denominados blazares, tamb\u00e9m centros gal\u00e1cticos      muito luminosos mas com um espectro t\u00edpico do de um feixe de electr\u00f5es com      velocidade pr\u00f3xima da da luz, o mesmo tipo de radia\u00e7\u00e3o do jato de 3C 273.    <\/p>\n<p>Devido a propriedades comuns, quasares, gal\u00e1xias Seyfert, r\u00e1dio-gal\u00e1xias      e blazares s\u00e3o chamados gal\u00e1xias ativas.<\/p>\n<p>Em 1968, Donald Lynden-Bell prop\u00f4s a teoria de ser um buraco negro a proporcionar      a energia necess\u00e1ria \u00e0s gal\u00e1xias ativas, confirmada com o aparecimento de      dados que levam a concluir que existe um buraco negro no centro da Via-L\u00e1ctea      e de Andr\u00f4meda (e suspeita-se o mesmo em muitas outras). A teoria que pretende      unificar estes dados, prop\u00f5e existir um buraco negro no n\u00facleo da gal\u00e1xia      primitiva, e um disco de acre\u00e7\u00e3o, ou seja, um disco de g\u00e1s que \u0093cai\u0094      para o buraco negro, a girar em torno deste.<\/p>\n<p>Ao serem atra\u00eddos para o buraco negro, os gases s\u00e3o comprimidos e aquecidos      a altas temperaturas, fazendo com que o disco brilhe, resultando na elevada      luminosidade de um n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo. Devido a for\u00e7as de press\u00e3o dos      gases e conserva\u00e7\u00e3o do momento angular, tem de ser libertada energia de modo      a manter o equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Esta energia \u00e9 libertada sob a forma de mat\u00e9ria, que devido ao efeito do      campo magn\u00e9tico, resulta nos jatos de part\u00edculas aceleradas a pr\u00f3ximo de c      que s\u00e3o libertados perpendicularmente ao buraco negro. Os gases excitados      no disco de acre\u00e7\u00e3o produzem o espectro caracter\u00edstico dos quasares.<\/p>\n<p>Segundo esta teoria, os tipos de n\u00facleos gal\u00e1cticos ativos s\u00e3o resultado      do mesmo fen\u00f4meno, um buraco negro super massivo, mas observado de diferentes      \u00e2ngulos. Com o passar do tempo, o g\u00e1s vai \u0093caindo\u0094 para o buraco      negro, deixando o disco de acre\u00e7\u00e3o cada vez com menos gases, o que leva a      uma diminui\u00e7\u00e3o de atividade do quasar, podendo levar mesmo \u00e0 sua extin\u00e7\u00e3o.      O que explica porque n\u00e3o existem quasares no universo atual.<\/p>\n<p>Espera-se que, com o aperfei\u00e7oamento de novos m\u00e9todos de investiga\u00e7\u00e3o em      Astronomia, as d\u00favidas acerca destes objetos t\u00e3o fascinantes quanto os quasares      possam ser esclarecidas, levando ao conhecimento do passado e compreens\u00e3o      do presente do Universo.<\/p>\n<h4><strong>Quasares &#8211; Objetos<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/quasares-0012.jpg\" alt=\"Quasares\" title=\"Quasares\" \/><strong><br \/>\n     Quasar<\/strong><\/p>\n<p>Para os astr\u00f4nomos,<strong>\u00a0quasares<\/strong>\u00a0s\u00e3o      objetos extragal\u00e1ticos muito brilhantes e muito distantes, cujo nome vem da      express\u00e3o \u0093Quasi Stellar Radio Sources&#8221;.<\/p>\n<p>Eles foram detectados primeiramente com r\u00e1dio telesc\u00f3pios,      e quando identificados no visual, tinham uma apar\u00eancia pontual, assim como      a de uma estrela.<\/p>\n<p>Hoje, por\u00e9m, j\u00e1 foram detectadas gal\u00e1xias em cujo n\u00facleo      se constata a presen\u00e7a de quasares, e por esse motivo a defini\u00e7\u00e3o que agora      se tornou mais aceita \u00e9 a de que eles s\u00e3o buracos negros com massas de 1 milh\u00e3o      a 1 bilh\u00e3o de vezes \u00e0 do Sol, localizados no n\u00facleo de gal\u00e1xias ativas.<\/p>\n<p>Os\u00a0<strong>quasares<\/strong>\u00a0s\u00e3o os mais distantes,      os mais brilhantes e os mais misteriosos astros presentes no Universo.<\/p>\n<p>Quando, no final da d\u00e9cada de 1950, os primeiros radiotelesc\u00f3pios      detectaram pontos parecidos com estrelas que emitiam fortes sinais de r\u00e1dio,      foram dados a eles o nome \u0093quasar\u0094 \u0096 uma abrevia\u00e7\u00e3o de \u0093fonte      de r\u00e1dio quase estelar\u0094, em ingl\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Como eram e continuam sendo completamente desconhecidos      para os estudiosos do infinito, constru\u00edram-se duas hip\u00f3teses que tencionavam      explicar sua exist\u00eancia:\u00a0<\/strong>a mais aceita, proposta em 1954 pelos      astr\u00f4nomos Edwin Ernest Salpeter (1924-?) e Yakov Borisovich Zel&#8217;dovich (1914-1989),      explica que eles s\u00e3o buracos negros gigantes presentes no centro de gal\u00e1xias,      e na medida em que estas v\u00e3o sendo absorvidas, emitem uma luz intensa.<\/p>\n<p><strong>Dentro desse conceito, o astr\u00f4nomo Roberto Dias      da Costa, da Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; USP, esclarece:<\/strong>\u00a0\u0093acredita-se      que os buracos negros mais pr\u00f3ximos tenham sido quasares e estariam escuros      porque o material que os envolvia e alimentava, escasseou\u0094.<\/p>\n<p>J\u00e1 a outra tese levantada apresenta a vers\u00e3o de que os      quasares seriam uma alta concentra\u00e7\u00e3o de estrelas com massa enorme \u0096      cerca de 15 a 20 vezes maior que a do Sol &#8211; , explodindo na freq\u00fc\u00eancia de      uma por semana.<\/p>\n<p>Todos os quasares est\u00e3o a bilh\u00f5es de anos-luz da Terra      (um ano-luz corresponde a 9.460.800.000.000 quil\u00f4metros), mas a fort\u00edssima      radia\u00e7\u00e3o que emitem possibilita que sejam vistos por n\u00f3s. Eles s\u00e3o objetos      extremamente compactos e luminosos, emitindo um brilho mais intenso do que      aquele que seria produzido por centenas de gal\u00e1xias, ou seja, at\u00e9 um trilh\u00e3o      de vezes mais forte do que o Sol. S\u00e3o fortes fontes de r\u00e1dio vari\u00e1veis, e      seus espectros apresentam efeitos indicativos de que est\u00e3o se afastando em      velocidade igual a at\u00e9 alguns d\u00e9cimos da que \u00e9 alcan\u00e7ada pela luz.<\/p>\n<p>Uma publica\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico de Lisboa,      de Dezembro de 2006, revela que \u0093Astr\u00f4nomos, utilizando o Telesc\u00f3pio      Espacial Spitzer de infravermelho, identificaram recentemente dois quasares      (ilustra\u00e7\u00e3o abaixo) que podem estar \u00e0 beira de uma gigantesca transforma\u00e7\u00e3o      &#8211; a passagem de um objeto escondido por enormes quantidades de poeira, a um      objeto completamente revelado. Os quasares s\u00e3o dos objetos mais luminosos      do Universo. Resultam da enorme atividade de um buraco negro de massa gigantesca      no seio de uma gal\u00e1xia, em geral invis\u00edvel na extraordin\u00e1ria luminosidade      da regi\u00e3o que rodeia o buraco negro. Sabe-se hoje que existe uma popula\u00e7\u00e3o      de quasares de detec\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil, j\u00e1 que residem em gal\u00e1xias muito ricas      em poeira\u0094.<\/p>\n<p>\u0093Esta, atra\u00edda para perto do buraco negro, o esconde      juntamente com muita da emiss\u00e3o de energia originada nessa regi\u00e3o. Tais quasares      foram inicialmente previstos por modelos te\u00f3ricos que procuravam explicar      o fundo difuso presente nas observa\u00e7\u00f5es mais profundas em raios-X. A detec\u00e7\u00e3o      direta de tais entidades s\u00f3 seria conseguida nos \u00faltimos anos com os telesc\u00f3pios      de raios-X e infravermelhos, pois a pr\u00f3pria poeira que esconde o quasar aquece      e irradia nestes comprimentos de onda. \u00c0 medida que o tempo passa, e que mais      e mais mat\u00e9ria vai sendo consumida pelo buraco negro, a emiss\u00e3o de energia      proveniente das suas vizinhan\u00e7as vai crescendo. A certa altura, pensam os      astr\u00f4nomos, esses monstros emitir\u00e3o mais do que a poeira que os esconde conseguir\u00e1      suportar, destruindo e dispersando esta barreira at\u00e9 a\u00ed (quase) impenetr\u00e1vel\u0094.<\/p>\n<p>\u0093Usando o Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer para realizar      um levantamento profundo e extenso em determinada regi\u00e3o, al\u00e9m de tamb\u00e9m realizar      nela observa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dos raios-X,, investigadores reuniram uma amostra      de quasares com grau de obscurecimento elevado. Dois deles, apesar de extremamente      ricos em poeira, exibem luminosidades t\u00e3o elevadas (o equivalente a mais de      100 bilh\u00f5es de estrelas tipo Sol) que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a poeira continuar obscurecendo      aquelas &#8220;fornalhas&#8221; durante muito mais tempo. Aproximar-se-\u00e1, portanto,      uma fase de transi\u00e7\u00e3o, de quasar obscurecido para quasar &#8220;l\u00edmpido&#8221;,      com a poeira sendo destru\u00edda ou dispersada da regi\u00e3o central da gal\u00e1xia. Uma      revela\u00e7\u00e3o apenas prevista por modelos te\u00f3ricos e nunca antes observada no      universo\u0094..<\/p>\n<p>Fonte:  cienctec.com.br\/www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br\/www.colegiosaofrancisco.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quasares, Astronomia, Universo, O que \u00e9, Forma\u00e7\u00e3o, Natureza, Estrelas, Teoria, Descoberta, Objetos, Energia, Origem, Quasares<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[298],"tags":[],"class_list":["post-56348","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-astronomia"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Quasares, Astronomia, Universo, O que \u00e9 Quasares<\/title>\n<meta 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