{"id":56196,"date":"2016-06-23T14:41:19","date_gmt":"2016-06-23T14:41:19","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=56196"},"modified":"2017-12-08T09:49:08","modified_gmt":"2017-12-08T11:49:08","slug":"nebulosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/astronomia\/nebulosas","title":{"rendered":"Nebulosas"},"content":{"rendered":"<p>Originalmente, a palavra &#8220;<strong>nebulosa<\/strong>&#8221; se refere a quase qualquer objeto astron\u00f4mico prolongado (exceto planetas e cometas).<\/p>\n<p>A raiz etimol\u00f3gica de &#8220;nebulosa&#8221; significa &#8220;nuvem&#8221;.<\/p>\n<p>Como \u00e9 habitual em astronomia, a terminologia antiga sobrevive no uso moderno e por vezes de maneira confusa. \u00c0s vezes usamos a palavra &#8220;nebulosa&#8221; para se referir \u00e0s gal\u00e1xias, v\u00e1rios tipos de aglomerados de estrelas e v\u00e1rios tipos de nuvens de poeira interestelar \/ g\u00e1s. Mais estritamente falando, a palavra &#8220;nebulosa&#8221; deve ser reservada para g\u00e1s e nuvens de poeira e n\u00e3o para grupos de estrelas.<\/p>\n<p>As <strong>nebulosas<\/strong> s\u00e3o os blocos de constru\u00e7\u00e3o b\u00e1sicos do universo.<\/p>\n<p>Eles cont\u00eam os elementos a partir do qual estrelas e sistemas solares s\u00e3o constru\u00eddos.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m est\u00e3o entre os mais belos objetos do universo, brilhando com cores ricas e redemoinhos de luz.<\/p>\n<p>Estrelas dentro dessas nuvens de g\u00e1s fazem com que elas brilhem com belos vermelhos, azuis e verdes. Estas cores s\u00e3o o resultado de diferentes elementos dentro da nebulosa.<\/p>\n<p>A maioria das <strong>nebulosas<\/strong> s\u00e3o compostas por cerca de 90% de hidrog\u00eanio, 10% de h\u00e9lio, e 0,1% de elementos pesados, tais como carbono, azoto, magn\u00e9sio, pot\u00e1ssio, c\u00e1lcio, ferro.<\/p>\n<p>Estas nuvens de mat\u00e9ria tamb\u00e9m s\u00e3o bastante grandes. Na verdade, eles est\u00e3o entre os maiores objetos na gal\u00e1xia. Muitos deles s\u00e3o dezenas ou mesmo centenas de anos-luz de di\u00e2metro.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-061.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><strong><br \/>\nNebulosa<\/strong><\/p>\n<h4>Nebulosas &#8211; Origem<\/h4>\n<p>Uma <strong>nebulosa<\/strong> \u00e9 uma coisa verdadeiramente maravilhosa de se ver.<\/p>\n<p>Nomeado ap\u00f3s a palavra latina para &#8220;nuvem&#8221;, nebulosas n\u00e3o s\u00e3o apenas nuvens maci\u00e7as de poeira, hidrog\u00eanio e g\u00e1s h\u00e9lio, e plasma; eles tamb\u00e9m s\u00e3o muitas vezes &#8220;ber\u00e7\u00e1rios estelares&#8221; &#8211; isto \u00e9, o lugar onde nascem as estrelas. E por s\u00e9culos, gal\u00e1xias distantes eram muitas vezes confundido com essas nuvens enormes.<\/p>\n<p>H\u00e1 j\u00e1 algum tempo, cientistas e astr\u00f4nomos ter tido conhecimento de que o espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 realmente um v\u00e1cuo total.<\/p>\n<p>Na verdade, ele \u00e9 composto de part\u00edculas de g\u00e1s e poeira conhecidos coletivamente como o meio interestelar. Aproximadamente 99% do meio interestelar \u00e9 composto por g\u00e1s, enquanto que cerca de 75% da sua massa assume a forma de hidrog\u00eanio e os restantes 25% de h\u00e9lio.<\/p>\n<h4>Nebulosas &#8211; O que s\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-071.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><strong><br \/>\nNebulosa<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o nuvens de poeira e g\u00e1s interestelar que se encontram, na maior parte, no interior das gal\u00e1xias.<\/p>\n<p>As <strong>nebulosas<\/strong> s\u00e3o regi\u00f5es do meio interestelar constitu\u00edda por gases (principalmente hidrog\u00eanio e h\u00e9lio ), al\u00e9m de elementos qu\u00edmicos na forma de poeira c\u00f3smica.<\/p>\n<p>Tem not\u00e1vel significado cosmol\u00f3gico, porque muitas delas s\u00e3o lugares onde nascem estrelas por fen\u00f4menos de condensa\u00e7\u00e3o e agrega\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria ; em outras vezes eles s\u00e3o os restos de estrelas j\u00e1 extintas ou amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nebulosas <\/strong>associadas com estrelas jovens s\u00e3o encontradas nos discos de gal\u00e1xias espirais e em qualquer \u00e1rea de gal\u00e1xias irregulares , mas n\u00e3o s\u00e3o normalmente encontrados em gal\u00e1xias el\u00edpticas uma vez que esses fen\u00f4menos t\u00eam pouca forma\u00e7\u00e3o estelar e s\u00e3o dominadas por estrelas muito antigas. O caso extremo de uma gal\u00e1xia em que muitas nebulosas ter epis\u00f3dios intensos de forma\u00e7\u00e3o estelar \u00e9 chamado gal\u00e1xia starburst.<\/p>\n<p>Antes da inven\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio, o termo &#8220;<strong>nebulosa<\/strong>&#8221; para todos os objetos celestes aplicado apar\u00eancia indistinta. Por esta raz\u00e3o, \u00e0s vezes gal\u00e1xias (conjunto de bilh\u00f5es de estrelas, g\u00e1s e poeira em conjunto por gravidade ) s\u00e3o erroneamente chamadas nebulosas; \u00e9 um legado da astronomia do s\u00e9culo XIX deixou a sua marca na linguagem astron\u00f4mica contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-011.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><br \/>\n<b>Nebulosas<\/b><\/p>\n<p>Ela s\u00f3 se torna vis\u00edvel se o g\u00e1s brilha, se uma nuvem reflete a luz das estrelas ou se ela pr\u00f3pria encobre a luz dos objetos distantes. A maioria das nebulosas est\u00e3o em intensa atividade de forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n<p><b>Existem quatro tipos de nebulosas:<\/b><\/p>\n<p><strong>Nebulosa de emiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o nebulosas que brilham em diferentes cores, pois o g\u00e1s delas emite luz quando estimulado pela radia\u00e7\u00e3o de estrelas jovens quentes que emitem f\u00f3tons altamente energ\u00e9ticos. Entre os diferentes tipos de nebulosas de emiss\u00e3o est\u00e3o as regi\u00f5es H II, nas quais a forma\u00e7\u00e3o estelar decorre e jovens, massivas estrelas s\u00e3o a fonte destes f\u00f3tons. Apenas estrelas grandes e quentes podem libertar a quantidade de energia necess\u00e1ria para ionizar uma parte significativa da nuvem. Muitas das vezes, este trabalho \u00e9 feito por um inteiro enxame de jovens estrelas.<\/p>\n<p>A cor da nebulosa depende da sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e quantidade de ioniza\u00e7\u00e3o. Devido \u00e0 alta preval\u00eancia de hidrog\u00eanio no g\u00e1s interestelar, e \u00e0 sua relativamente baixa energia necess\u00e1ria, muitas nebulosas de emiss\u00e3o s\u00e3o vermelhas. Se mais energia estiver dispon\u00edvel, outros elementos podem ser ionizados e ent\u00e3o aparecem as cores verde e azul.<\/p>\n<p>A maioria das nebulosas de emiss\u00e3o cont\u00e9m cerca de 90% de hidrog\u00eanio, sendo os restantes 10% h\u00e9lio, oxig\u00eanio, nitrog\u00eanio e outros elementos. As nebulosas de emiss\u00e3o t\u00eam frequentemente manchas escuras que resultam do bloqueio da luz por nuvens de p\u00f3. A combina\u00e7\u00e3o entre a nebulosa de emiss\u00e3o e o p\u00f3 origina objetos muito interessantes, e muitas destas nebulosas t\u00eam o nome dos objetos a que se parecem, tal como a Nebulosa da Am\u00e9rica (NGC 7000) do Norte ou a Nebulosa do cone (NGC 2264). Algumas nebulosas s\u00e3o constitu\u00eddas de componentes que refletem e emitem, tal como a Nebulosa da Tr\u00edfida (M20).<\/p>\n<p><strong>Algumas das mais espantosas nebulosas de emiss\u00e3o vis\u00edveis do hemisf\u00e9rio Norte, s\u00e3o<\/strong>: a Nebulosa da Lagoa (M8) e a Nebulosa de \u00d3rion (M42).<\/p>\n<p><strong>Nebulosas de reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Refletem a luz de estrelas vizinhas que incide sobre elas. Estas n\u00e3o s\u00e3o quentes o suficiente para provocar a ioniza\u00e7\u00e3o no g\u00e1s da nebulosa como as nebulosas de emiss\u00e3o, mas s\u00e3o brilhantes o suficiente para tornarem o g\u00e1s vis\u00edvel. Essas nebulosas n\u00e3o s\u00e3o muito comuns, podendo at\u00e9 passar despercebidas por um telesc\u00f3pio amador. A incid\u00eancia de 100% de luz as fariam refletir entre 10% e 80%, mas um telesc\u00f3pio superpotente (como o Hubble) as captariam em instantes com defini\u00e7\u00f5es perfeitas, numa imagem de alta resolu\u00e7\u00e3o e grande relativa facilidade. Seria como observ\u00e1-las a 100 metros de dist\u00e2ncia. A luz \u00e9 ligeiramente polarizada devido ao alinhamento de certas part\u00edculas ao campo magn\u00e9tico. S\u00e3o regularmente azuis devido \u00e0 dispers\u00e3o ser mais eficiente na luz azul, mas existem nebulosas de reflex\u00e3o vermelhas como \u00e9 caso da nebulosa que rodeia a gigante estrela de Antares As nebulosas de reflex\u00e3o e as nebulosas de emiss\u00e3o s\u00e3o muitas vezes observadas juntas e s\u00e3o por vezes referidas como nebulosas difusas. Um exemplo disto \u00e9 a Nebulosa de \u00d3rion. Conhecem-se cerca de 500 nebulosas de reflex\u00e3o. Uma das mais famosas \u00e9 a que rodeia as estrelas das Pl\u00eaiades. As nebulosas de reflex\u00e3o s\u00e3o muitas vezes locais de forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n<p><strong>Nebulosa escura<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-021.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><br \/>\n<b>Nebulosas<\/b><\/p>\n<p>Presumivelmente a mais famosa nebulosa escura a Nebulosa cabe\u00e7a de cavalo. Uma nebulosa escura \u00e9 um grande nuvem molecular as quais se apresentam como regi\u00f5es pobre em estrelas onde a poeira do meio interestelar parece estar concentradas. Nebulosas escuras podem ser vista se elas obscurecem parte de um Nebulosa de reflex\u00e3o ou emiss\u00e3o (por exemplo a nebulosa cabe\u00e7a de cavalo) ou se elas bloqueia estrelas de fundo (por exemplo a Nebulosa saco de carv\u00e3o).<\/p>\n<p>As maiores nebulosas escuras s\u00e3o vis\u00edveis a olho nu, elas aparecem como caminhos escuros contra o fundo brilhante da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Astrof\u00edsica da nebulosa escura O hidrog\u00eanio destas nuvens escuras opacas existem na forma de hidrog\u00eanio molecular. A maior nebulosa deste tipo, a chamada nuvem molecular gigante (NMG), s\u00e3o mais do que um milh\u00e3o de vezes a massa do Sol. Eles contem mais do que a massa do que o meio interestelar, e quase 150 anos-luz de comprimento, e tem uma densidade m\u00e9dia de 100 a 300 mol\u00e9cula por cent\u00edmetro c\u00fabico e uma temperatura interna de 7 a 15 K. nuvens moleculares consiste basicamente de g\u00e1s e poeira, mas contem muitas estrelas tamb\u00e9m. As cores nuvens est\u00e3o completamente escondidas da vis\u00e3o e n\u00e3o s\u00e3o detect\u00e1veis exceto para a emiss\u00e3o de micro-ondas de suas mol\u00e9culas constituintes.<\/p>\n<p>Esta radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 absorvida pela poeira e rapidamente escapa da nuvem. O material interno da nuvem \u00e9 arrastado junto em todas as dire\u00e7\u00f5es, com algumas nuvens reduzindo-se a massa de estrelas individuais, pequenos arrast\u00f5es devem estender-se a cerca de um ano luz As nuvens tem um campo magn\u00e9tico interno que se op\u00f5em a sua pr\u00f3pria gravidade.<\/p>\n<p><strong>NMG desempenha um importante papel na din\u00e2mica da gal\u00e1xia:<\/strong> quando uma estrela passa pr\u00f3xima a um NMG, um consider\u00e1vel impulso gravitacional ira perturbar a \u00f3rbita da estrela por uma quantia significativa.<\/p>\n<p>Depois de repetidas aproxima\u00e7\u00f5es, uma estrela de meia-idade ira ter componentes significativos de velocidade em todas as dire\u00e7\u00f5es, ao inv\u00e9s de um uma \u00f3rbita quase circular como uma estrela jovem (isto \u00e9 porque a jovem estrela herda a \u00f3rbita circular da NMG onde ela nasceu). Isto da aos astr\u00f4nomos outra ferramenta para estimar a idade de estrelas, e ajuda a explicar a espessura do disco gal\u00e1ctico Na regi\u00e3o interna de uma nebulosa escura importantes eventos tem lugar, tais como a forma\u00e7\u00e3o das estrelas e masers<\/p>\n<p><strong>Nebulosa planet\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um objeto astron\u00f4mico que \u00e9 constituido por um inv\u00f3lucro brilhante de gases e plasma, formado por certos tipos de estrelas no per\u00edodo final do seu ciclo de vida. N\u00e3o est\u00e3o de todo relacionadas com planetas; o seu nome \u00e9 origin\u00e1rio de uma suposta similitude de apar\u00eancia com planetas gigantes gasosos. Tem um per\u00edodo de exist\u00eancia pequeno (dezenas de milhar de anos) quando comparado com o tempo de vida t\u00edpico das estrelas (v\u00e1rios bilh\u00f5es de anos).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-031.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><b><br \/>\nNebulosas<\/b><\/p>\n<p>Existem cerca de 1500 destes objetos na nossa gal\u00e1xia. As nebulosas planet\u00e1rias s\u00e3o objetos importantes em astronomia por desempenharem um papel na evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das gal\u00e1xias, libertando material para o meio interestelar, enriquecendo-o com elementos pesados e outros produtos de nucleoss\u00edntese (carbono, azoto, oxig\u00eanio e c\u00e1lcio). Noutras gal\u00e1xias, as nebulosas planet\u00e1rias poder\u00e3o ser os \u00fanicos objetos observ\u00e1veis de maneira a poderem ser retiradas informa\u00e7\u00f5es acerca da abund\u00e2ncia de elementos qu\u00edmicos. Nos anos mais recentes, as imagens fornecidas pelo telesc\u00f3pio espacial Hubble revelaram que as nebulosas planet\u00e1rias poder\u00e3o adquirir morfologias extrememente complexas e variadas.<\/p>\n<p>Cerca de um quinto s\u00e3o esf\u00e9ricas, mas a maioria n\u00e3o adopta esta morfologia. Os mecanismos producentes desta grande variedade de formas n\u00e3o s\u00e3o totalmente conhecidos mas as estrelas bin\u00e1rias, o vento estelar e os campos magn\u00e9ticos poder\u00e3o desempenhar um papel importante.<\/p>\n<p><strong>Nebulosa solar<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma nuvem de g\u00e1s e poeira do cosmos que est\u00e1 relacionada diretamente com a origem do Sistema Solar. A hip\u00f3tese nebular foi proposta em 1755 por Immanuel Kant em que defendia que as nebulosas giravam lentamente em torno da sua origem.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As nebulosas planet\u00e1rias s\u00e3o geralmente objetos t\u00eanues e nenhum \u00e9 vis\u00edvel a olho nu. O primeiro destes objetos a ser descoberto foi a nebulosa de Dumbbell na constela\u00e7\u00e3o de Vulpecula, observado por Charles Messier em 1764 e listado como M27 no seu cat\u00e1logo astron\u00f4mico. Para os primeiros observadores (com telesc\u00f3pios de baixa resolu\u00e7\u00e3o), M27 e outras nebulosas a seguir descobertas, assemelhavem-se a gigantes gasosos. William Herschel, que descobriu o planeta Urano, chamou-lhes &#8216;nebulosas planet\u00e1rias&#8217; apesar de n\u00e3o terem qualquer semelhan\u00e7a com planetas.<\/p>\n<p><strong>Tempo de vida<\/strong><\/p>\n<p>Os gases das nebulosas planet\u00e1rias afastam-se da estrela central a uma velocidade aproximada de alguns quil\u00f4metros por hora. Simultaneamente \u00e0 expans\u00e3o dos gases, a estrela central arrefece \u00e0 medida que irradia a sua energia &#8211; as rea\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o pararam porque a estela n\u00e3o tem a massa necess\u00e1ria para gerar no seu n\u00facleo as temperaturas requeridas para se dar a fus\u00e3o de carbono e oxig\u00eanio. Eventualmente, a temperatura estelar ir\u00e1 arrefecer de tal maneira que n\u00e3o poder\u00e1 ser libertada suficiente radia\u00e7\u00e3o ultravioleta para ionizar a nuvem gasosa cada vez mais distante. A estrela transforma-se numa an\u00e3 branca e o g\u00e1s adjacente recombina-se, tornando-se invis\u00edvel. Para uma nebulosa planet\u00e1ria tipica dever\u00e3o passar 10.000 anos entre a sua forma\u00e7\u00e3o e a recombina\u00e7\u00e3o dos gases.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-041.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><b><br \/>\nNebulosas<\/b><\/p>\n<p><strong>Supernova remanescente:<\/strong> \u00e9 um evento que ocorre ap\u00f3s uma violenta explos\u00e3o de (supernova). Com esta explos\u00e3o, um inv\u00f3lucro de g\u00e1s se afasta a grande velocidade do n\u00facleo estelar, formando a supernova remanescente. Elas emitem brilho e a mais famosa \u00e9 a Nebulosa de C\u00e2ncer.<\/p>\n<h4><b>Nebulosas &#8211; <\/b>Nuvens de Poeira ou G\u00e1s<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-081.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><b><br \/>\nNebulosa<\/b><\/p>\n<p>Visualmente, as <strong>nebulosas<\/strong> s\u00e3o como manchas claras ou escuras espalhadas pelo c\u00e9u.<\/p>\n<p>Basicamente s\u00e3o nuvens de poeira ou g\u00e1s e representam a maior parte da massa do universo. As nuvens escuras s\u00e3o de dif\u00edcil visualiza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que dependem de uma fonte de luz, contra a qual elas podem se destacar. O centro da Via L\u00e1ctea, a regi\u00e3o mais brilhante da Gal\u00e1xia, n\u00e3o pode ser visto por n\u00f3s devido \u00e0 grande quantidade de mat\u00e9ria escura existente nos bra\u00e7os espirais que se interp\u00f5em entre n\u00f3s e este centro.<\/p>\n<p><strong>Existem v\u00e1rios tipos de nebulosas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nebulosas brilhantes por emiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o nuvens de g\u00e1s que brilham pela reemiss\u00e3o da energia absorvida de estrelas quentes existentes no meio da nuvem, ap\u00f3s altera\u00e7\u00f5es no n\u00edvel de energia interno de seus \u00e1tomos, tendo assim, um espectro brilhante, diferente do espectro das estrelas que as excita. O brilho avermelhado indica a presen\u00e7a de hidrog\u00eanio, enquanto o oxig\u00eanio emite radia\u00e7\u00e3o esverdeada. Um exemplo t\u00edpico \u00e9 a Grande Nebulosa de Orion, M 42, onde as mais jovens estrelas conhecidas est\u00e3o sendo formadas.<\/p>\n<p><strong>Nebulosas brilhantes por reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o nuvens de g\u00e1s e poeira, apenas iluminadas pela luz de estrelas vizinhas. S\u00e3o muito menos brilhantes e t\u00eam o mesmo espectro da estrela que gera a luz. Um exemplo \u00e9 a nebulosidade que envolve as Pl\u00eaiades, M 45, na constela\u00e7\u00e3o de Taurus. Esta nebulosidade s\u00f3 aparece em fotografias de longa exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nebulosas planet\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o assim chamadas por serem geralmente arredondadas e de pequena luminosidade, como um planeta visto pelo telesc\u00f3pio. Normalmente t\u00eam em seu centro uma pequena an\u00e3 branca que lhe deu origem, ejetando a nuvem de g\u00e1s numa explos\u00e3o que marca o fim da vida da estrela. Um bom exemplo deste tipo \u00e9 a Nebulosa do Anel, M 57, na constela\u00e7\u00e3o da Lira.<\/p>\n<p><strong>Nebulosas escuras<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o concentra\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria interestrelar que obscurecem as estrelas ao fundo. Acredita-se que a maior parte da massa de todo o universo esteja concentrada nestas nuvens escuras de poeira. O Saco de Carv\u00e3o a sudeste do Cruzeiro do Sul \u00e9 t\u00edpico desta classe. As poucas estrelas que s\u00e3o vistas nesta regi\u00e3o est\u00e3o mais pr\u00f3ximas de n\u00f3s que a nuvem escura. Outro exemplo interessante \u00e9 a Cabe\u00e7a de Cavalo, NGC-2024, ao sul de zeta Orionis, destacada contra uma nebulosa brilhante, mas de dif\u00edcil visualiza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que exige um telesc\u00f3pio de grande abertura.<\/p>\n<p>As nebulosas mais brilhantes foram inicialmente levantadas por Charles Messier (1730-1817) e William Herschel (1792-1871), e depois identificadas e catalogadas por Johan Ludwig Emil Dreyer (1852-1926) no Novo Cat\u00e1logo Geral de Nebulosas e Aglomerados, publicado em 1888. Na se\u00e7\u00e3o Constela\u00e7\u00f5es as mais interessantes delas podem ser identificadas.<\/p>\n<p>Como os comprimentos de onda emitidos pelas nebulosas s\u00e3o em grande parte absorvidos pela nossa atmosfera, elas devem ser observadas quando perto do z\u00eanite, em noites sem Lua e de locais especialmente escuros. Use bin\u00f3culos ou telesc\u00f3pios luminosos, com pequenos aumentos. O uso de filtros especiais pode melhorar tanto seu brilho quanto o contraste de seus detalhes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Nebulosas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/nebulosas-051.jpg\" alt=\"Nebulosas\" \/><b><br \/>\nNebulosas<\/b><\/p>\n<p><strong>Nebulosa <\/strong>\u00e9 unia nuvem de poeira e g\u00e1s no interior de uma gal\u00e1xia.A nebulosa se torna vis\u00edvel se o g\u00e1s brilha ou se uma nuvem reflete a luz das estrelas ou encobre a luz dos objetos distantes. A nebulosa de emiss\u00e3o brilha porque seu g\u00e1s emite luz quando \u00e9 estimulado pela radia\u00e7\u00e3o das estrelas jovens quentes. A nebulosa de reflex\u00e3o brilha porque sua poeira reflete a luz das estrelas situadas no seu interior ou ao seu redor.<\/p>\n<p>A nebulosa escura parece uma silhueta porque ela delineia a luz da nebulosa brilhante ou das estrelas situadas atr\u00e1s dela. Dois tipos de nebulosas est\u00e3o associados a estrelas agonizantes; nebulosas planet\u00e1rias e supernovas remanescentes. Ambas consistem em inv\u00f3lucros de g\u00e1s em expans\u00e3o, que antes eram as camadas exteriores de uma estrela. Uma nebulosa planet\u00e1ria \u00e9 uma concha de g\u00e1s que emerge de um n\u00facleo estelar agonizante. Uma supernova remanescente \u00e9 o inv\u00f3lucro de g\u00e1s que se afasta do n\u00facleo estelar com grande velocidade.<\/p>\n<p>Fonte: www.seasky.org\/www.universetoday.com\/observatoriophoenix.astrodatabase.net\/br.geocities.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nebulosas, Astronomia, Origem, Universo, Tipos, Planet\u00e1ria, Nuvens, Mat\u00e9ria, G\u00e1s, Via L\u00e1ctea, O que s\u00e3o, Nebulosas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":130003,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[298],"tags":[],"class_list":["post-56196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-astronomia"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Nebulosas, Astronomia, Origem, Universo, Tipos 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