{"id":56191,"date":"2016-06-23T14:40:45","date_gmt":"2016-06-23T14:40:45","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=56191"},"modified":"2016-06-23T14:49:57","modified_gmt":"2016-06-23T14:49:57","slug":"marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/astronomia\/marte","title":{"rendered":"Marte"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-0121.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><strong><br \/>\n     Planeta Marte<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marte<\/strong> \u00e9 um planeta. <\/p>\n<p><strong>Marte<\/strong> \u00e9 o quarto planeta a partir do Sol e \u00e9 o segundo menor      planeta do sistema solar<\/p>\n<p>\u00c9 o pr\u00f3ximo planeta al\u00e9m da Terra.<\/p>\n<p><strong>Marte<\/strong> tem mais de 228.526.848 km do sol. <\/p>\n<p>O planeta \u00e9 cerca de um sexto do tamanho da Terra. <\/p>\n<p><strong>Marte<\/strong> \u00e9 conhecido como o Planeta Vermelho. Ele obt\u00e9m sua      cor vermelha do ferro em seu solo. <\/p>\n<p>A gravidade na superf\u00edcie de Marte \u00e9 de apenas 37% do da Terra (ou seja,      voc\u00ea pode saltar quase tr\u00eas vezes maior em Marte).<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas F\u00edsicas<\/strong><\/p>\n<p>O planeta vermelho possui aproximadamente metade do tamanho da Terra e est\u00e1,      em m\u00e9dia, 230 milh\u00f5es de kilom\u00eatros longe do Sol. Um dia marciano tem quase      a mesma dura\u00e7\u00e3o que o nosso, cerca de 24 horas e 37 minutos, j\u00e1 o ano marciano      tem uma dura\u00e7\u00e3o de 687 dias terrestres. Como j\u00e1 foi dito anteriormente, Marte      possui uma colora\u00e7\u00e3o avermelhada, podendo ser facilmente reconhecido no c\u00e9u,      mesmo a olho nu.<\/p>\n<p><strong>Superf\u00edcie<\/strong><\/p>\n<p>A superf\u00edcie de Marte \u00e9 semelhante \u00e0 da nossa Lua, acrescentando-se \u00e0s crateras      e plan\u00edcies, canyons e vulc\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 a presen\u00e7a de \u00e1gua, em forma de gelo nas regi\u00f5es polares e infiltrada      nas camadas superficiais do solo, estando permanentemente congelada.<\/p>\n<p>A inclina\u00e7\u00e3o do eixo de rota\u00e7\u00e3o determina em Marte a altern\u00e2ncia de esta\u00e7\u00f5es      e varia\u00e7\u00e3o das temperaturas na superf\u00edcie. Em m\u00e9dia, a temperatura \u00e9 de \u009640\u00baC,      com picos de \u009614\u00baC, no ver\u00e3o e de \u0096120\u00baC, no inverno.<\/p>\n<p>Apesar de possuir clima frio e seco, existem evid\u00eancias da a\u00e7\u00e3o erosiva da      \u00e1gua e do gelo em Marte.<\/p>\n<p>Na superf\u00edcie, existem muitas estruturas em forma de canais que lembram os      leitos dos rios terrestres e outros mais profundos, com as mesmas dimens\u00f5es      ao longo de toda sua extens\u00e3o, que s\u00e3o consider\u00e1veis oceanos. Isso demonstra      que ao longo de sua hist\u00f3ria, o clima foi temperado e havia um ciclo hidrodin\u00e2mico      completo, ou seja evapora\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do mar, condensa\u00e7\u00e3o em forma de nuvens      e precipita\u00e7\u00f5es sobre o solo marciano.<\/p>\n<p>O final deste ciclo provavelmente se deu pela instabilidade da atmosfera      e pela dist\u00e2ncia do Sol. O planeta foi resfriando, a \u00e1gua se infiltrando no      solo, que em Marte \u00e9 muito poroso, os oceanos foram se contraindo, diminuindo      gradativamente seus efeitos na atmosfera e a \u00e1gua acabou por ficar toda presa      no solo, congelada.<\/p>\n<p><strong>Clima<\/strong><\/p>\n<p>O clima de Marte \u00e9 bastante din\u00e2mico. De um modo geral, o planeta \u00e9 frio,      apresenta grandes varia\u00e7\u00f5es de temperatura, in\u00fameras tempestades de areia,      ciclones, calotas polares que variam de tamanho conforme as esta\u00e7\u00f5es do ano,      geadas, nuvens e neblinas. A foto ao lado foi feita pela Viking 2 em Maio      de 1979. \u00c9 poss\u00edvel observar dep\u00f3sitos de geada sobre as rochas (\u00e1reas brancas),      durante o inverno marciano. Esse dep\u00f3sito \u00e9 formado por &#8220;gelo seco&#8221;      e uma fina camada de \u00e1gua congelada.<\/p>\n<p><strong>Atmosfera <\/strong><\/p>\n<p>Marte possui uma atmosfera muito fina, constitu\u00edda principalmente de g\u00e1s      carb\u00f4nico; apresenta ainda tempestades de areia e forma\u00e7\u00e3o de nuvens e neblinas.      Em rela\u00e7\u00e3o ao clima, \u00e9 um planeta muito frio e seco, sua temperatura m\u00e1xima      fica em torno de 26\u00b0C no local mais quente do planeta, mas em m\u00e9dia a temperatura      do planeta \u00e9 de -60\u00b0C. Como a atmosfera do planeta \u00e9 muito t\u00eanue, durante      a noite n\u00e3o existe nenhuma prote\u00e7\u00e3o para impedir a dissipa\u00e7\u00e3o do calor, sendo      que a temperatura chega a atingir -140\u00b0C na regi\u00e3o mais fria do planeta. Tamb\u00e9m      apresenta esta\u00e7\u00f5es do ano semelhantes \u00e0s da Terra.<\/p>\n<p><strong>Temperatura<\/strong><\/p>\n<p>Marte \u00e9 um planeta frio, com temperatura m\u00e9dia de 60 graus Celsius negativos.      A temperatura pode variar de -140 graus Celsius nos p\u00f3los durante o inverno,      at\u00e9 26 graus na regi\u00e3o equatorial, durante o ver\u00e3o (a maior temperatura registrada      no planeta). Entretanto, mesmo durante um \u00fanico dia marciano, a temperatura      pode variar de modo bastante significante. Na regi\u00e3o equatorial a temperatura      \u00e9 de 25 graus Celsius no in\u00edcio da tarde. Cai para 50 graus negativos no come\u00e7o      da noite e atinge -70 graus Celsius \u00e0 meia-noite. A varia\u00e7\u00e3o de temperatura      chegou a ser de 20 graus Celsius por minuto, durante o amanhecer.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ocorre varia\u00e7\u00e3o da temperatura conforme a altitude. A sonda Mars Pathfinder      revelou que se uma pessoa estivesse em p\u00e9 ao lado da sonda, notaria um diferen\u00e7a      de 15 graus Celsius entre os p\u00e9s e o t\u00f3rax. Essa intensa varia\u00e7\u00e3o da temperatura      em Marte, provoca ventos fortes, gerando as grandes tempestades de poeira      vistas na superf\u00edcie marciana.<\/p>\n<p><strong>Tempestades de Poeira<\/strong><\/p>\n<p>As tempestades de poeira em Marte s\u00e3o bastante comuns. Elas se formam em      \u00e1reas com grande varia\u00e7\u00e3o de temperatura, ou seja, quando h\u00e1 mudan\u00e7as na altitude      e\/ou latitude. Assim, o ar mais quente das baixas altitudes e baixas latitudes      (pr\u00f3ximo ao equador) migra para \u00e1reas mais frias, provocando ventos fortes      e tempestades. Nos p\u00f3los h\u00e1 elevado gradiente t\u00e9rmico e topogr\u00e1fico, favorecendo      o in\u00edcio de tempestades.<\/p>\n<p>Durante o ver\u00e3o em um hemisf\u00e9rio, o g\u00e1s carb\u00f4nico do respectivo p\u00f3lo sublima-se      e migra para o p\u00f3lo oposto. Se esse processo ocorrer rapidamente (principalmente      no hemisf\u00e9rio sul, onde o ver\u00e3o \u00e9 mais quente), as enormes quantidades de      g\u00e1s liberadas formam ciclones, onde a velocidade da ar chega a 240 Km\/h, al\u00e9m      de cobrir grandes regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n<p><strong>Monte Olimpo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marte <\/strong>\u00e9 o lar da maior montanha do sistema solar.<\/p>\n<p><strong>Monte Olimpo<\/strong>, um vulc\u00e3o de 21 km de altura e 600 km de di\u00e2metro.      Apesar de ter formado ao longo de bilh\u00f5es de anos, as evid\u00eancias de fluxos      de lava vulc\u00e2nica \u00e9 t\u00e3o recentes e muitos cientistas acreditam que ele ainda      pode estar ativa.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-0131.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><strong><br \/>\n     Marte &#8211; Monte Olimpo<\/strong><\/p>\n<h4 align=\"left\">Marte &#8211; Planeta<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-0141.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><strong><br \/>\n     Planeta Marte<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marte<\/strong>, o planeta vermelho, tem um dia semelhante ao da Terra      em dura\u00e7\u00e3o mas seu ano \u00e9 quase o dobro do terrestre. <\/p>\n<p>Isto se deve ao fato de sua dist\u00e2ncia do Sol ser maior que a da Terra e tamb\u00e9m      ao fato de recorrer uma \u00f3rbita maior, a uma velocidade menor que a Terra.    <\/p>\n<p><strong>Marte<\/strong> n\u00e3o possui an\u00e9is.<\/p>\n<p><strong>Tem dois sat\u00e9lites naturais: <\/strong>Fobos e Deimos, o medo e o      terror segundo relatos mitol\u00f3gicos. <\/p>\n<p><strong>Marte <\/strong>\u00e9 o planeta que mais despertou a imagina\u00e7\u00e3o dos terr\u00e1queos.      Suas calotas de gelo seco, suas cadeias montanhosas, as fendas, as crateras,      canyons, canais e plan\u00edcies ser\u00e3o o cen\u00e1rio de uma pr\u00f3xima expedi\u00e7\u00e3o humana,      onde dever\u00e1 prevalecer o frio e a falta de umidade. E, caso seja um \u00eaxito,      o s\u00e9culo XXI testemunhar\u00e1 o nascimento dos primeiros marcianos dotados de      racioc\u00ednio.<\/p>\n<p><strong>SUPERF\u00cdCIE<\/strong><\/p>\n<p>Marte, por sua cor semelhante \u00e0 do sangue derramado nas batalhas, leva o      nome do Deus romano da guerra.<\/p>\n<p>A cor vermelha prov\u00e9m do alto conte\u00fado de ferro no p\u00f3 que cobre o solo. A      superf\u00edcie marciana \u00e9 rica em formas de relevo conhecidas na Terra. Possui      montanhas, plan\u00edcies, canais, crateras de impacto, vulc\u00f5es e profundos canyons.      Desde tempos remotos tem evolu\u00eddo de forma semelhante \u00e0 Terra. Os canais,      por exemplo, parecem formados pela eros\u00e3o de correntes de \u00e1gua que, por alguma      raz\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o existem na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Entre seus vulc\u00f5es destaca-se o Monte Olimpo, que \u00e9 o maior em todo o Sistema      Solar, sendo que sua altura equivale a tr\u00eas montes Everest.<\/p>\n<p>A antiga atividade tect\u00f4nica do planeta modelou oscanyons com dobramentos      e falhas, como os do conjunto inter-conectadoVales Marineris, que \u00e9 t\u00e3o extenso      como a dimens\u00e3o Leste-Oeste dos Estados Unidos e localiza-se perto do equador      marciano.<\/p>\n<p>As calotas polares de gelo seco avan\u00e7am ou retrocedem segundo o ritmo clim\u00e1tico      estacional.<\/p>\n<p><strong>ATMOSFERA<\/strong><\/p>\n<p>O planeta vermelho ret\u00e9m uma delgada atmosfera constitu\u00edda essencialmente      por di\u00f3xido de carbono, ainda que com algo de oxig\u00eanio e nitrog\u00eanio. Sua densidade      \u00e9 t\u00e3o baixa que n\u00e3o propaga o som.<\/p>\n<p>As varia\u00e7\u00f5es de temperatura ocasionam diferen\u00e7as de press\u00e3o atmosf\u00e9rica,      produzindo ventos que varrem a superf\u00edcie e removem o p\u00f3 do solo. Produzem-se      desse modo tempestades de p\u00f3 que cobrem o c\u00e9u, tornando-o rosado.<\/p>\n<p>As espa\u00e7onavesViking I e II que pousaram em latitudes m\u00e9dias do hemisf\u00e9rio      Norte marciano, registraram temperaturas de -14\u00ba C no ver\u00e3o e -120\u00ba C durante      o inverno, que s\u00e3o compat\u00edveis com algumas formas de vida terrestre.<\/p>\n<p><strong>SAT\u00c9LITES NATURAIS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marte <\/strong>tem dois sat\u00e9lites naturais, Fobos e Deimos. Por terem      o aspecto de dois aster\u00f3ides, acredita-se que realmente possam ter sido aster\u00f3ides      um dia. Os sat\u00e9lites naturais tiveram uma \u00f3rbita muito pr\u00f3xima \u00e0 de Marte,      tendo sido, por este motivo, capturados pelo planeta vermelho.<\/p>\n<p>Fobos e Deimos t\u00eam 28 e 16 km como maior dimens\u00e3o, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>DADOS T\u00c9CNICOS<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Di\u00e2metro equatorial:<\/b>\u00a06.787 km<b><br \/>\n       Dist\u00e2ncia m\u00e9dia do Sol:\u00a0<\/b>227.900.000 km<b><br \/>\n       Per\u00edodo de Transla\u00e7\u00e3o (ANO):<\/b>\u00a0687 dias terrestres<b><br \/>\n       Per\u00edodo de Rota\u00e7\u00e3o (Dia):<\/b>\u00a024 horas 37 minutos<b><br \/>\n       Principal Componente Atmosf\u00e9rico:<\/b>\u00a0di\u00f3xido de carbono<b><br \/>\n       Temperatura Superficial:<\/b>\u00a0m\u00e1xima -14\u00b0 C, m\u00ednima -120\u00b0 C<b><br \/>\n       Gravidade:<\/b>\u00a00,38 g (1 g = 9,8 m\/s2)<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Marte &#8211; <strong>Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-0151.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><strong><br \/>\n     Planeta Marte<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rota\u00e7\u00e3o (dia):<\/strong> 24,6 horas<br \/>\n<strong>Transla\u00e7\u00e3o (ano):<\/strong> 687 dias<br \/>\n<strong>Di\u00e2metro (km): <\/strong>6794<br \/>\n<strong>Temperatura m\u00e1xima:<\/strong> 20 \u00b0C<strong><br \/>\n     Temperatura m\u00ednima:<\/strong> &#8211; 140 \u00b0C<strong><br \/>\n     Luas: <\/strong>2 (Phobos e Deimos).<\/p>\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o Atmosf\u00e9rica:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Di\u00f3xido de Carbo<br \/>\n       Nitrog\u00eanio<br \/>\n       Oxig\u00eanio<br \/>\n       Mon\u00f3xido de Carbono<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Marte<\/strong> \u00e9 o \u00faltimo planeta terrestre, com metade do di\u00e2metro      da Terra. Visto atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio, Marte se apresenta como um disco      avermelhado e com manchas escuras, com calotas polares brancas. Estas calotas      polares se alteram durante o ano marciano, a cada esta\u00e7\u00e3o, indicando que s\u00e3o      formadas de gelo. As \u00e1reas escuras pensava-se que eram vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O astronomo Giovanni Schiaparelli visualizou canais na superf\u00edcie do planeta,      no final do s\u00e9culo 19; estes canais foram estudados por Percival Lowell, que      publicou livros sobre o assunto. Hoje sabe-se que estes canais s\u00e3o uma ilus\u00e3o      de \u00f3tica. Estes canais geraram especula\u00e7\u00f5es sobre a exist\u00eancia de vida em      Marte, alimentando in\u00fameras obras de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, com o mito dos marcianos.      Em 1965 a sonda Mariner4 obteve imagens que descartam a probabilidade de vida      no planeta. Marte \u00e9 um planeta superior, ou seja, \u00e9 mais facil de ser observado      quando mais pr\u00f3ximo da Terra (durante oposi\u00e7\u00e3o), quando o planeta est\u00e1 acima      do horizonte a noite toda. Muitos fatos sobre Marte s\u00e3o conhecidos desde antes      da idade espacial. Marte possui esta\u00e7\u00f5es durante o ano marciano, seu eixo      de rota\u00e7\u00e3o est\u00e1 inclinado 25\u00b0, o dia marciano tem cerca de meia hora a mais      que o terrestre e na superf\u00edcie do planeta ocorrem tempestades de poeira.<\/p>\n<p>Foram enviadas sondas para obter mais detalhes sobre Marte, estas revelaram      crateras, especialmente no hemisf\u00e9rio sul, j\u00e1 que no hemisf\u00e9rio norte h\u00e1 abund\u00e2ncia      de bacias de origem vulc\u00e2nica e vulc\u00f5es. O maior vulc\u00e3o \u00e9 o Monte Olimpo,      sua base tem raio de cerca de 300km e cerca de 20km da base ao topo. H\u00e1 tamb\u00e9m      canyons, o maior deles \u00e9 o Valles Marineris, com 5000km de comprimento, 200km      de largura e 6km de profundidade. Naves descobriram leitos de rios secos.      A temperatura atual e a press\u00e3o n\u00e3o permitem a exist\u00eancia de \u00e1gua na forma      l\u00edquida, ent\u00e3o estes leitos deveriam ser formados por rios que existiriam      logo ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o de Marte; atualmente a maior parte da \u00e1gua se encontra      nas calotas polares a quil\u00f4metros de profundidade. Em 1976 as sondas norte-americanas      Viking1 e 2 mapearam o planeta e coletaram dados.<\/p>\n<p>A temperatura das calotas polares indica que s\u00e3o formadas de \u00e1gua e gelo      de di\u00f3xido de carbono. A calota polar norte n\u00e3o se altera durante o ano, se      extendendo at\u00e9 latitude 70\u00b0N; j\u00e1 a calota sul desaparece quase que completamente      no ver\u00e3o marciano. As \u00e1reas escuras que acreditava-se ser vegeta\u00e7\u00e3o s\u00e3o formadas      por poeira. O aspecto do c\u00e9u marciano \u00e9 avermelhado devido a poeira em suspens\u00e3o      na atmosfera. O solo \u00e9 avermelhado devido a exist\u00eancia de \u00f3xido de ferro.<\/p>\n<p>Experimentos relalizadas pelas Vikings n\u00e3o encontraram sinais de vida, alguns      resultados que indicavam o contr\u00e1rio nada eram al\u00e9m de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas incomuns.      A atmosfera de Marte \u00e9 composta principalmente de di\u00f3xido de carbono, vapor      d&#8217;\u00e1gua quase inexistente. A press\u00e3o atmosf\u00e9rica \u00e9 baixa (1\/200 da terrestre      ao n\u00edvel do mar). Marte possui dois sat\u00e9lites naturais, Fobos e Deimos.<\/p>\n<p><strong>Sat\u00e9lites de Marte<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marte possui dois sat\u00e9lites:<\/strong> Fobos e Deimos. <\/p>\n<p>O mais pr\u00f3ximo do planeta \u00e9 <strong>Fobos<\/strong>. Seu di\u00e2metro equatorial      \u00e9 muito maior que o di\u00e2metro polar, o que lhe confere uma apar\u00eancia fortemente      achatada. O per\u00edodo de transla\u00e7\u00e3o ao redor de Marte \u00e9 de 7h20m e \u00e9 o \u00fanico      sat\u00e9lite do sistema solar cujo per\u00edodo de transla\u00e7\u00e3o \u00e9 menor que o de rota\u00e7\u00e3o.      Isse \u00e9 devido \u00e0 grande proximidade do centro do planeta, de 9.400 km.<\/p>\n<p><strong>Deimos<\/strong> \u00e9 mais afastado, situando-se a cerca de 23.500 km      do centro de Marte e tem per\u00edodo de transla\u00e7\u00e3o de 30h17m. Deimos tamb\u00e9m \u00e9      menor que Fobos e tem aproximadamente metade de seu tamanho.<\/p>\n<p>Tanto Deimos como Fobos possuem forma irregular, se assemelhando \u00e0 uma batata      com aproximadamente 15 quil\u00f4metros.<\/p>\n<h4>Procurando Vida em Marte<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-0161.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><strong><br \/>\n     Planeta Marte<\/strong><\/p>\n<p>O planeta <strong>Marte<\/strong> h\u00e1 muito \u00e9 associado \u00e0 Vida Extra Terrestre.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que popularmente, frequentemente &#8220;marciano&#8221; e &#8220;E.T.&#8221;      t\u00eam o mesmo significado. Mesmo os cientistas sempre se ocuparam (de formas      diferentes) com a quest\u00e3o &#8220;Vida em Marte&#8221;. <\/p>\n<p>Desde Christian Huygens(1629-1695), um dos primeiros a observar <strong>Marte<\/strong>,      sistematicamente, por telesc\u00f3pio; passando por Percival Lowell (1855 &#8211; 1924)      a quem um bi\u00f3grafo definiu &#8220;&#8230; de todos os homens da hist\u00f3ria que propuseram      quest\u00f5es e respostas sobre Marte, Lowell foi o mais influente e controverso.&#8221;;      at\u00e9 os dias de hoje, cientistas t\u00eam gasto muito tempo (e verbas) estudando      &#8220;Vida em Marte&#8221;.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo passado Lowell interpretou o que viu na superf\u00edcie de      Marte como grandes o\u00e1sis no meio do deserto, com canais sistematicamente constru\u00eddos      para levar \u00e1gua a esses o\u00e1sis. Hoje sabemos da impossibilidade de vida inteligente      em Marte, mas, e vida microsc\u00f3pica? J\u00e1 teria existido (ou mesmo, ainda existe)      em Marte? Em agosto de 96, cientistas da NASA reacenderam o tema &#8220;Vida      em Marte&#8221; para o grande p\u00fablico, ao anunciarem poss\u00edveis sinais de bact\u00e9ria      f\u00f3ssil em um meteorito que teria origem em Marte. Cientistas, por todo o mundo,      continuam estudando amostras desse meteorito, mas a d\u00favida permanece.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-081.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><br \/>\n<strong>O &#8220;Vale Marineris&#8221; j\u00e1 foi confundido com canal artificial<\/strong><\/p>\n<p><strong>Invadindo Marte<\/strong><\/p>\n<p>O planeta Terra tem invadido Marte. Essa invas\u00e3o come\u00e7ou em 1963 com a nave      &#8220;Mars 1&#8221; da URSS passando a &#8220;apenas&#8221; 190.000 km de Marte.      Em 1966 a &#8220;Zond 2&#8221;, tamb\u00e9m da URSS, entrou em \u00f3rbita desse nosso      vizinho. Em novembro de 1971 uma sonda da &#8220;Mars 2&#8221;, foi o primeiro      objeto feito pelo homem a alcan\u00e7ar o solo marciano. Logo no m\u00eas seguinte uma      sonda da &#8220;Mars 3&#8221; desceu suavemente no solo de Marte. Tamb\u00e9m em      1971-72 a &#8220;Mariner 9&#8221;, da NASA, em \u00f3rbita desse planeta, &#8220;dissecou-o      &#8220;fotograficamente&#8221;.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-091.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><br \/>\n<strong>A sonda &#8220;Mars Pathfinder&#8221; e seu rob\u00f4 &#8220;Sojouner&#8221;      em opera\u00e7\u00e3o em Marte<\/strong><\/p>\n<p>A invas\u00e3o continuou na d\u00e9cada de 70, principalmente, com o projeto &#8220;Viking&#8221;      (NASA) que colocou 2 naves em \u00f3rbita e 2 sondas na superf\u00edcie de Marte. <\/p>\n<p><strong>Nos anos 80 apenas a URSS mandou naves a Marte, sem grandes novidades:      <\/strong>as &#8220;Phobos 1 e 2&#8221;, com o objetivo de estudar, al\u00e9m do planeta,      a sua lua Phobos. Em 1997 a sonda &#8220;Mars Pathfinder&#8221; (NASA) alcan\u00e7ou      o solo marciano e nele colocou um pequeno rob\u00f4 de rodas, o Soujoner, com a      miss\u00e3o principal de estudar as rochas de Marte. Atualmente a nave &#8220;Mars      Global Surveyor&#8221; da NASA se encontra em \u00f3rbita do Planeta Vermelho, nos      enviando uma quantidade de dados sem precedentes sobre sua superf\u00edcie, atmosfera      e magnetismo. <\/p>\n<p><strong>Outras 3 naves j\u00e1 se encontram a caminho:<\/strong> a &#8220;Mars Climate      Orbiter&#8221; e a &#8220;Mars Polar Lander&#8221;, da NASA, e a &#8220;Nozomi&#8221;,      do Jap\u00e3o. Essa \u00faltima ir\u00e1 orbitar Marte com o int\u00faito de estudar sua atmosfera      superior.<\/p>\n<p><strong>As quest\u00f5es centrais que fomentam esses quase quarenta anos de corrida      a Marte continuam sendo tr\u00eas:<\/strong> a procura por evid\u00eancias de vida, passada      ou presente (Vida \u00e9 um elemento raro ou comum no universo?); o entendimento      da poss\u00edvel grande mudan\u00e7a clim\u00e1tica sofrida por Marte em sua hist\u00f3ria (A      Terra poder\u00e1 se tornar des\u00e9rticacomo Marte?); e o conhecimento de seus recursos      naturais (Quais s\u00e3o, como e quando explor\u00e1-los?).<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-0101.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><br \/>\n<strong>A &#8220;Mars Global Surveyor&#8221; em \u00f3rbita de Marte<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vida \u00e9 Comum?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma pergunta que todos j\u00e1 fizemos<\/strong>: &#8220;porque gastarmos      tanto dinheiro (e tempo, intelig\u00eancia, energia, etc) para saber se Marte teve      ou tem micr\u00f3bios?&#8221; Al\u00e9m das aplica\u00e7\u00f5es que tais estudos, a m\u00e9dio prazo,      poder\u00e3o vir a ter em diversas \u00e1reas tais como micro-eletr\u00f4nica, medicina,      etc, \u00e9 importante lembrarmos que uma das grandes quest\u00f5es da humanidade \u00e9      o entendimento da Vida. <\/p>\n<p><strong>Por essa quest\u00e3o passa a pergunta<\/strong>: &#8220;Estamos sozinhos      no Universo?&#8221; <strong>Que tamb\u00e9m pode ser formulada como<\/strong>: &#8220;Vida      \u00e9 um elemento raro ou comum no Universo?&#8221;<\/p>\n<p>Se algum outro planeta do Sistema Solar teve vida (n\u00e3o importa quando e em      que est\u00e1gio de desenvolvimento); e se a vida na Terra e nesse planeta n\u00e3o      tiveram uma mesma origem (meteoritos oriundos da Terra levaram vida a esse      planeta, ou vice-versa) ent\u00e3o temos um forte ind\u00edcio a favor da vulgaridade      da vida por todo o Universo. Marte, al\u00e9m de ser nosso vizinho imediato e por      isso de mais f\u00e1cil explora\u00e7\u00e3o, \u00e9, do Sistema Solar, o planeta que mais se      assemelha \u00e0 Terra e, portanto, com maiores chances de haver abrigado vida      em sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/marte-0111.jpg\" alt=\"Marte\" title=\"Marte\" \/><br \/>\n<strong>Paisagem marciana fotografada pela sonda &#8220;Mars Pathfinder&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:  www.colegiosaofrancisco.com.br\/planetmars.sites.uol.com.br\/bruno.rosenthal.vilabol.uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marte, Planeta, Universo, Sol, Temperatura, Sistema Solar, Superf\u00edcie, Clima, Atmosfera, Tempestade, Composi\u00e7\u00e3o, 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