{"id":55520,"date":"2016-06-23T13:14:57","date_gmt":"2016-06-23T13:14:57","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=55520"},"modified":"2016-12-20T11:32:26","modified_gmt":"2016-12-20T13:32:26","slug":"arco-iris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/ciencias-da-natureza\/astronomia\/arco-iris","title":{"rendered":"Arco-\u00cdris"},"content":{"rendered":"<h4>Arco-\u00cdris &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-036.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><strong><br \/>\nArco-\u00cdris<\/strong><\/p>\n<p>Um <strong>arco-\u00edris<\/strong> \u00e9 um fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico que \u00e9 causado por reflex\u00e3o, refra\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o de luz em gotas de \u00e1gua, resultando em um espectro de luz aparecendo no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Uma das mais espl\u00eandidas obras-primas da natureza \u00e9 o <strong>arco-\u00edris. <\/strong><\/p>\n<p>Um <strong>arco-\u00edris<\/strong> \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o excelente da dispers\u00e3o de luz e mais uma evid\u00eancia de que a luz vis\u00edvel \u00e9 composta por um espectro de comprimentos de onda, cada um associado com uma cor distinta.<\/p>\n<p>Cada gota individual de \u00e1gua atua como um pequeno prisma que tanto dispersa a luz e reflete de volta para o seu olho. Como voc\u00ea vista para o c\u00e9u, comprimentos de onda de luz associados com uma cor espec\u00edfica chegar ao seu olho a partir da cole\u00e7\u00e3o de got\u00edculas.<\/p>\n<p>Um <strong>arco-\u00edris<\/strong> \u00e9 mais frequentemente visto como um arco circular no c\u00e9u. Um observador no ch\u00e3o observa um semi-c\u00edrculo de cor com vermelho sendo a cor percebida no exterior ou no topo do arco.<\/p>\n<p>O c\u00edrculo (ou semi-c\u00edrculo) resulta porque h\u00e1 uma cole\u00e7\u00e3o de got\u00edculas suspensas na atmosfera que s\u00e3o capazes concentrar a luz dispersa em \u00e2ngulos de desvio de 40-42 graus em rela\u00e7\u00e3o ao caminho original da luz do sol. Essas got\u00edculas formam efetivamente um arco circular, com cada gota dentro do arco de dispers\u00e3o de luz e refletindo-lo de volta para o observador. Cada gota dentro do arco \u00e9 refra\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o de todo o espectro da luz vis\u00edvel<\/p>\n<h4>Arco-\u00cdris &#8211; <strong>Como se forma<\/strong><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-027.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><br \/>\n<strong>O Arco-\u00cdris aparece quando a luz do sol \u00e9 interceptada por uma gota d&#8217;\u00e1gua da atmosfera<\/strong><\/p>\n<p>Um<strong> arco-\u00edris<\/strong> aparece quando a luz branca do sol \u00e9 interceptada por uma gota d&#8217;\u00e1gua da atmosfera.<\/p>\n<p>Parte da luz \u00e9 refratada para dentro da gota, refletida no seu interior e novamente refratada para fora da gota.<\/p>\n<p>A luz branca \u00e9 uma mistura de v\u00e1rias cores.<\/p>\n<p><strong>Quando a luz atravessa uma superf\u00edcie l\u00edquida &#8211; no caso, a gota da chuva &#8211; ou s\u00f3lida (transparente), a refra\u00e7\u00e3o faz aparecer o espectro de cores:<\/strong> violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho.<\/p>\n<p>&#8220;Quando a luz do sol atravessa um trecho de chuva, ela \u00e9 refletida e refratada no interior das gotas e devolvida em v\u00e1rias cores ao ambiente&#8221;, segundo o Departamento de F\u00edsica da USP.<\/p>\n<p>Mas o arco-\u00edris n\u00e3o existe realmente.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 uma ilus\u00e3o de \u00f3ptica cuja posi\u00e7\u00e3o aparente depende da posi\u00e7\u00e3o do observador.<\/p>\n<p>Todas as gotas de chuva refratam e refletem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas delas chega ao olho do observador.<\/p>\n<p>Segundo cientistas, \u00e1s vezes \u00e9 poss\u00edvel que um segundo arco-\u00edris, mais fraco, possa ser visto fora do arco-\u00edris principal.<\/p>\n<p>Esse raro fen\u00f4meno ocorre quando h\u00e1 dupla reflex\u00e3o da luz do sol nas gotas de chuva.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 reflex\u00e3o extra, as cores do arco s\u00e3o invertidas quando comparadas com o arco-\u00edris principal.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-037.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><strong><br \/>\nArco-\u00cdris<\/strong><\/p>\n<p>Algumas pessoas acreditam que debaixo do <strong>arco-\u00edris<\/strong> existe um pote de ouro. Ou que atravess\u00e1-lo faz com que a pessoa mude de sexo. Isaac Newton, em seu livro &#8220;\u00d3ptica&#8221; mostrou que este fen\u00f4meno incr\u00edvel \u00e9 explic\u00e1vel pela natureza, o que n\u00e3o tira a cren\u00e7a popular em torno dele. Descubra o que est\u00e1 acontecendo no c\u00e9u ao vermos arco-\u00edris.<\/p>\n<p>A luz solar incide nas gotas de chuva, e as cores que formam a luz solar refratam-se, formando o arco-\u00edris.<\/p>\n<p><strong>O cientista Isaac Newton provou que a luz branca ao transpassar um prisma de cristal se divide em v\u00e1rios feixes coloridos sendo sete bem vis\u00edveis:<\/strong> vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, \u00edndigo e violeta. Provou ainda que colocando um outro prisma invertido esse feixe colorido reflete a luz branca novamente.<\/p>\n<p>Com isso ele p\u00f4de provar que a luz branca \u00e9 formada com a soma de todas as cores. Esse feixe colorido foi denominado de &#8220;Espectro da Luz Solar&#8221;.<\/p>\n<p>A luz do Sol \u00e9 tamb\u00e9m conhecida por luz branca. Quando esta luz incide em uma subst\u00e2ncia mais densa que o ar, a \u00e1gua, por exemplo, as v\u00e1rias cores, citadas acima, se separam. Isto ocorre no arco-\u00edris. A luz solar refrata-se nas gotas de chuva presentes na atmosfera, causando um desvio das diferentes cores, e formando um enorme espectro no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Ao sair do prisma, o \u00e2ngulo das diferentes componentes do espectro com a dire\u00e7\u00e3o do raio de sol s\u00e3o diferentes. Ocorrendo o mesmo fen\u00f4meno dentro das gotas de \u00e1gua, formam-se arco-\u00edris.<\/p>\n<p>Pode-se observar tamb\u00e9m que ele ocorre sempre na dire\u00e7\u00e3o oposta ao Sol, o que indica uma reflex\u00e3o da luz solar nas got\u00edculas de chuva.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o na parte externa das gotas n\u00e3o tem efeito, j\u00e1 que a luz se espalha igualmente em todas as dire\u00e7\u00f5es. O que realmente ocasiona o arco-\u00edris \u00e9 a reflex\u00e3o na parte interna da gota de chuva.<\/p>\n<p>\u00c9 como se cada got\u00edcula agisse como o prisma de Newton.<\/p>\n<p>Concluindo, a partir da descoberta de Newton, pode-se dizer que o caso do arco-\u00edris \u00e9 um fen\u00f4meno natural que aparece devido \u00e0 dispers\u00e3o da luz solar quando \u00e9 refratada nas got\u00edculas de chuva presentes na atmosfera.<\/p>\n<p>Poderia-se at\u00e9 imaginar que ap\u00f3s esse processo de reflex\u00e3o e refra\u00e7\u00e3o no interior da gota de chuva, os raios emergentes se espalhariam em um intervalo semelhante, n\u00e3o se observando nenhum arco-\u00edris. Por\u00e9m, quando se observa o tra\u00e7ado de v\u00e1rios raios luminosos, observa-se que quase toda a luz que re-emerge, ap\u00f3s uma reflex\u00e3o, sai formando um \u00e2ngulo de 42\u00ba, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do Sol.<\/p>\n<p><strong>Curiosidades<\/strong><\/p>\n<p>O que poder\u00edamos imaginar \u00e9 que todas as gotas de \u00e1gua no c\u00e9u formariam arco-\u00edris, no entanto isto n\u00e3o ocorre, pois somente as gotas que ocupam determinadas posi\u00e7\u00f5es na atmosfera podem intervir na forma\u00e7\u00e3o do arco-\u00edris, j\u00e1 que o \u00e2ngulo da luz proveniente do sol tem que ser de aproximadamente 42\u00ba.<\/p>\n<p>\u00c9 por este motivo que o arco-\u00edris tem essa forma geom\u00e9trica. Vale lembrar, que se o observador estiver acima da superf\u00edcie terrestre, de modo que haja gotas tamb\u00e9m na parte de baixo do observador, pode-se observar um arco-\u00edris em forma de uma circunfer\u00eancia. Quanto mais alto o Sol estiver, menor a parte vis\u00edvel do arco. Se o Sol estiver mais alto que 42\u00b0, o arco n\u00e3o \u00e9 visto, pois fica abaixo do horizonte.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o do arco-\u00edris secund\u00e1rio que \u00e9 exterior ao prim\u00e1rio e tem a seq\u00fc\u00eancia de cores na ordem inversa do arco-\u00edris prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>Este arco-\u00edris \u00e9 produzido pela luz que refletiu duas vezes dentro da gota de chuva, antes de emergir, conforme ilustra a foto 1. H\u00e1 inclusive outros arcos formados pela luz que se reflete tr\u00eas ou quatro vezes no interior da gota. Por\u00e9m, como isso acontece com uma pequena parcela da luz, esses arcos apresentam baixa intensidade, sendo por este motivo observados muito raramente.<\/p>\n<p>Como o arco, \u00e9 formado pelo desvio e dispers\u00e3o da luz do Sol em um n\u00famero enorme de gotas, s\u00f3 algumas dessas gotas desviam a luz na dire\u00e7\u00e3o de seus olhos.<\/p>\n<p>Outra pessoa a seu lado ver\u00e1 a luz desviada por outras gotas diferentes, isto \u00e9, ver\u00e1 outro arco-\u00edris. Cada um v\u00ea seu arco-\u00edris particular e cada um est\u00e1 no v\u00e9rtice de seu pr\u00f3prio arco-\u00edris.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a dist\u00e2ncia do arco-\u00edris at\u00e9 voc\u00ea? Qualquer uma, pois qualquer gota situada nas laterais do cone que tem seu olho no v\u00e9rtice pode contribuir para seu arco-\u00edris. As gotas podem estar at\u00e9 bem perto de voc\u00ea, como acontece quando voc\u00ea v\u00ea um arco-\u00edris formado pela \u00e1gua espalhada por um dispersor de jardim.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-028.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Tomemos como exemplo um raio de luz do sol incidindo sobre uma gota de \u00e1gua que est\u00e1 na nuvem. Esse raio se dispersa em suas cores componentes e cada componente se desvia em um \u00e2ngulo diferente, mostrando assim, diferentes cores, que formam a luz vis\u00edvel, e estas s\u00e3o as mesmas existentes no arco-\u00edris.<\/p>\n<p>Considerando as componentes vermelho e violeta. A componente violeta se desvia mais que a vermelha. Ao encontrar-se com a superf\u00edcie interna do prisma uma parte do raio de luz sai, mas outra parte se reflete e continua no prisma at\u00e9 atingir de novo a outra superf\u00edcie, e desviando-se novamente. Essa luz chega aos olhos humanos.<\/p>\n<p>Com o Sol bem baixo no horizonte, como j\u00e1 vimos no texto acima, o \u00e2ngulo entre o arco e a horizontal \u00e9 42\u00b0 aproximadamente, um pouco maior para o vermelho e um pouco menor para o violeta. \u00c9 claro que essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 satisfeita para todos os pontos em um cone com v\u00e9rtice no olho do observador e semi-\u00e2ngulo igual a 42\u00b0. Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual vemos um arco.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-029.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><br \/>\nFigura 1 : luz refratada por prisma<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-030.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><br \/>\nFigura 1 : luz refratada por prisma.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-031.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><br \/>\nFoto 1 : Arco &#8211; \u00edris e Arco-\u00edris secund\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-032.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><br \/>\nEsquema 1 : Luz incidindo na gota de chuva.<\/strong><\/p>\n<p>A luz solar incide nas gotas de chuva, e as cores que formam a luz solar refratam-se, formando o arco-\u00edris. Saiba os detalhes na explica\u00e7\u00e3o abaixo.<\/p>\n<p><strong>O cientista Isaac Newton provou que a luz branca ao transpassar um prisma de cristal se divide em v\u00e1rios feixes coloridos sendo sete bem vis\u00edveis:<\/strong> vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, \u00edndigo e violeta. Provou ainda que colocando um outro prisma invertido esse feixe colorido reflete a luz branca novamente.<\/p>\n<p>Com isso ele p\u00f4de provar que a luz branca \u00e9 formada com a soma de todas as cores. Esse feixe colorido foi denominado de &#8220;Espectro da Luz Solar&#8221;. Veja na figura (Figura 1).<\/p>\n<p>A luz do Sol \u00e9 tamb\u00e9m conhecida por luz branca. Quando esta luz incide em uma subst\u00e2ncia mais densa que o ar, a \u00e1gua, por exemplo, as v\u00e1rias cores, citadas acima, se separam. Isto ocorre no arco-\u00edris. A luz solar refrata-se nas gotas de chuva presentes na atmosfera, causando um desvio das diferentes cores, e formando um enorme espectro no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Ao sair do prisma, o \u00e2ngulo das diferentes componentes do espectro com a dire\u00e7\u00e3o do raio de sol s\u00e3o diferentes. Ocorrendo o mesmo fen\u00f4meno dentro das gotas de \u00e1gua, formam-se arco-\u00edris.<\/p>\n<p>Pode-se observar tamb\u00e9m que ele ocorre sempre na dire\u00e7\u00e3o oposta ao Sol, o que indica uma reflex\u00e3o da luz solar nas got\u00edculas de chuva.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o na parte externa das gotas n\u00e3o tem efeito, j\u00e1 que a luz se espalha igualmente em todas as dire\u00e7\u00f5es. O que realmente ocasiona o arco-\u00edris \u00e9 a reflex\u00e3o na parte interna da gota de chuva.<\/p>\n<p>\u00c9 como se cada got\u00edcula agisse como o prisma de Newton.<\/p>\n<p>Concluindo, a partir da descoberta de Newton, pode-se dizer que o caso do arco-\u00edris \u00e9 um fen\u00f4meno natural que aparece devido \u00e0 dispers\u00e3o da luz solar quando \u00e9 refratada nas got\u00edculas de chuva presentes na atmosfera.<\/p>\n<p>Poderia-se at\u00e9 imaginar que ap\u00f3s esse processo de reflex\u00e3o e refra\u00e7\u00e3o no interior da gota de chuva, os raios emergentes se espalhariam em um intervalo semelhante, n\u00e3o se observando nenhum arco-\u00edris. Por\u00e9m, quando se observa o tra\u00e7ado de v\u00e1rios raios luminosos, observa-se que quase toda a luz que re-emerge, ap\u00f3s uma reflex\u00e3o, sai formando um \u00e2ngulo de 42\u00ba, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do Sol.<\/p>\n<p><strong>Curiosidades<\/strong><\/p>\n<p>O que poder\u00edamos imaginar \u00e9 que todas as gotas de \u00e1gua no c\u00e9u formariam arco-\u00edris, no entanto isto n\u00e3o ocorre, pois somente as gotas que ocupam determinadas posi\u00e7\u00f5es na atmosfera podem intervir na forma\u00e7\u00e3o do arco-\u00edris, j\u00e1 que o \u00e2ngulo da luz proveniente do sol tem que ser de aproximadamente 42\u00ba. \u00c9 por este motivo que o arco-\u00edris tem essa forma geom\u00e9trica. Vale lembrar, que se o observador estiver acima da superf\u00edcie terrestre, de modo que haja gotas tamb\u00e9m na parte de baixo do observador, pode-se observar um arco-\u00edris em forma de uma circunfer\u00eancia. Quanto mais alto o Sol estiver, menor a parte vis\u00edvel do arco. Se o Sol estiver mais alto que 42\u00b0, o arco n\u00e3o \u00e9 visto, pois fica abaixo do horizonte.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o do arco-\u00edris secund\u00e1rio que \u00e9 exterior ao prim\u00e1rio e tem a seq\u00fc\u00eancia de cores na ordem inversa do arco-\u00edris prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>Este arco-\u00edris \u00e9 produzido pela luz que refletiu duas vezes dentro da gota de chuva, antes de emergir, conforme ilustra a foto 1. H\u00e1 inclusive outros arcos formados pela luz que se reflete tr\u00eas ou quatro vezes no interior da gota. Por\u00e9m, como isso acontece com uma pequena parcela da luz, esses arcos apresentam baixa intensidade, sendo por este motivo observados muito raramente.<\/p>\n<p>Como o arco, \u00e9 formado pelo desvio e dispers\u00e3o da luz do Sol em um n\u00famero enorme de gotas, s\u00f3 algumas dessas gotas desviam a luz na dire\u00e7\u00e3o de seus olhos.<\/p>\n<p>Outra pessoa a seu lado ver\u00e1 a luz desviada por outras gotas diferentes, isto \u00e9, ver\u00e1 outro arco-\u00edris. Cada um v\u00ea seu arco-\u00edris particular e cada um est\u00e1 no v\u00e9rtice de seu pr\u00f3prio arco-\u00edris.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a dist\u00e2ncia do arco-\u00edris at\u00e9 voc\u00ea? Qualquer uma, pois qualquer gota situada nas laterais do cone que tem seu olho no v\u00e9rtice pode contribuir para seu arco-\u00edris. As gotas podem estar at\u00e9 bem perto de voc\u00ea, como acontece quando voc\u00ea v\u00ea um arco-\u00edris formado pela \u00e1gua espalhada por um dispersor de jardim.<\/p>\n<p><strong>Exemplos<\/strong><\/p>\n<p>Tomemos como exemplo um raio de luz do sol incidindo sobre uma gota de \u00e1gua que est\u00e1 na nuvem. Esse raio se dispersa em suas cores componentes e cada componente se desvia em um \u00e2ngulo diferente, mostrando assim, diferentes cores, que formam a luz vis\u00edvel, e estas s\u00e3o as mesmas existentes no arco-\u00edris. Veja o esquema (Esquema 1) na se\u00e7\u00e3o ao lado Figuras.<\/p>\n<p>Considerando as componentes vermelho e violeta. A componente violeta se desvia mais que a vermelha. Ao encontrar-se com a superf\u00edcie interna do prisma uma parte do raio de luz sai, mas outra parte se reflete e continua no prisma at\u00e9 atingir de novo a outra superf\u00edcie, e desviando-se novamente. Essa luz chega aos olhos humanos.<\/p>\n<p>Com o Sol bem baixo no horizonte, como j\u00e1 vimos no texto acima, o \u00e2ngulo entre o arco e a horizontal \u00e9 42\u00b0 aproximadamente, um pouco maior para o vermelho e um pouco menor para o violeta. \u00c9 claro que essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 satisfeita para todos os pontos em um cone com v\u00e9rtice no olho do observador e semi-\u00e2ngulo igual a 42\u00b0. Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual vemos um arco.<\/p>\n<h4>Arco-\u00cdris &#8211; Cores<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-038.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><strong><br \/>\nArco-\u00cdris<\/strong><\/p>\n<p>Diante dessa pergunta, parece \u00f3bvio que a \u00fanica resposta poss\u00edvel \u00e9 sete.<\/p>\n<p>De fato, aprendemos na escola que as sete cores do <strong>arco-\u00edris<\/strong> s\u00e3o vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Isso parece \u00f3bvio n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s brasileiros mas para outros povos tamb\u00e9m. Por exemplo, o s\u00e1bio ingl\u00eas Isaac Newton descobriu que a luz branca \u00e9 composta de sete cores ao fazer passar um raio de sol por um prisma de vidro.<\/p>\n<p>A seguir, pintou um disco de papel\u00e3o com as sete cores do arco-\u00edris e, ao gir\u00e1-lo bem depressa, o disco se tornava branco. Assim sendo, n\u00e3o nos parece apenas \u00f3bvio mas sobretudo parece ser uma lei da natureza que o espectro da luz vis\u00edvel possua sete cores. Essas cores recebem diferentes nomes em cada l\u00edngua, mas s\u00e3o sempre sete.<\/p>\n<p><strong>No entanto, quando os europeus passaram a estudar a fundo outras culturas, bem diferentes da sua, tiveram uma surpresa:<\/strong> viram que o que parece \u00f3bvio nem sempre \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvio assim. Existe na Lib\u00e9ria, \u00c1frica, uma popula\u00e7\u00e3o chamada bassa, para quem o arco-\u00edris tem apenas duas cores, que eles chamam de <em>ziza<\/em> e <em>hui<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Ou seja: <\/strong>o que para n\u00f3s ocidentais, falantes de l\u00ednguas europ\u00e9ias, s\u00e3o cores diferentes, para os bassa da Lib\u00e9ria s\u00e3o tons de uma mesma cor.<\/p>\n<p>Assim, vermelho, laranja e amarelo s\u00e3o para eles tr\u00eas tonalidades de <em>ziza<\/em>. A distin\u00e7\u00e3o entre essas tonalidades se d\u00e1 por meio de certos adjetivos. Assim, vermelho \u00e9 <em>ziza<\/em> escuro, amarelo \u00e9 <em>ziza<\/em> claro, e assim por diante.<\/p>\n<p>O que esse exemplo nos mostra \u00e9 que as diferentes l\u00ednguas n\u00e3o s\u00e3o meros conjuntos de r\u00f3tulos que damos \u00e0s coisas, de tal modo que, quando passamos de uma l\u00edngua a outra, apenas mudamos os r\u00f3tulos das coisas; na verdade, as l\u00ednguas n\u00e3o d\u00e3o nomes diferentes aos mesmos objetos, mas, antes, d\u00e3o nomes diferentes a objetos diferentes.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a natureza, tal qual ela \u00e9, isto \u00e9, independente do modo como o ser humano a v\u00ea, \u00e9 uma realidade cont\u00ednua, que n\u00e3o possui divis\u00f5es arbitr\u00e1rias.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos dizer que, quando Deus criou o mundo, n\u00e3o colocou etiquetas assinalando onde termina uma coisa e onde come\u00e7a outra. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma placa ou outro sinal qualquer indicando onde um curso d\u0092\u00e1gua deixa de ser um c\u00f3rrego e passa a ser um rio.<\/p>\n<p><strong>Da mesma forma, o arco-\u00edris n\u00e3o tem nem duas nem sete cores:<\/strong> o espectro da luz vis\u00edvel \u00e9 composto de uma infinidade de ondas eletromagn\u00e9ticas, cada uma com sua freq\u00fc\u00eancia espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Somos n\u00f3s, humanos, que tomamos esse espectro cont\u00ednuo de freq\u00fc\u00eancias de onda e o dividimos em faixas, correspondentes \u00e0s diversas \u0093cores\u0094. Por isso, \u00e9 natural que cada povo, com sua cultura particular, divida a natureza de forma diferente.<\/p>\n<p>O que para um brasileiro \u00e9 apenas noite para um ingl\u00eas pode ser <em>evening<\/em> ou <em>night<\/em>, e esses dois termos n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimos em ingl\u00eas. <em>Evening<\/em> \u00e9 o per\u00edodo do dia que come\u00e7a ao p\u00f4r do sol e dura at\u00e9 a hora de ir dormir. A partir de ent\u00e3o e at\u00e9 a alvorada do dia seguinte, temos <em>night<\/em>. Para um brasileiro, a noite come\u00e7a ao p\u00f4r do sol de um dia e vai at\u00e9 a alvorada do dia seguinte.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que um ingl\u00eas diz <em>good evening<\/em> ao chegar a uma recep\u00e7\u00e3o noturna e <em>good night<\/em> ao retirar-se, enquanto um brasileiro diz simplesmente <em>boa noite<\/em> tanto ao chegar quanto ao sair.<\/p>\n<p>Ainda em ingl\u00eas, aqueles animais que n\u00f3s, falantes do portugu\u00eas, chamamos de <em>macacos<\/em> classificam-se em <em>monkeys<\/em> e <em>apes<\/em> segundo a sua esp\u00e9cie. Desse modo, o mico e o chimpanz\u00e9 s\u00e3o <em>monkeys<\/em>; j\u00e1 o orangotango e o gorila s\u00e3o <em>apes<\/em>. De um modo geral, poder\u00edamos dizer que macacos pequenos s\u00e3o <em>monkeys<\/em>, ao passo que os grandes primatas \u0097 com exce\u00e7\u00e3o do homem, \u00e9 claro \u0097 s\u00e3o <em>apes<\/em>.<\/p>\n<p>No entanto, um mico gigante (se existisse algum) continuaria sendo um <em>monkey<\/em>, assim como um gorila an\u00e3o seria um <em>ape<\/em>, n\u00e3o obstante o seu tamanho. Isso mostra que, para os ingleses, <em>monkeys<\/em> e <em>apes<\/em> s\u00e3o animais diferentes e n\u00e3o apenas tamanhos diferentes de um mesmo animal.<\/p>\n<p>O que ocorre \u00e9 que cada l\u00edngua reflete uma particular vis\u00e3o de mundo, pr\u00f3pria de cada cultura. O que para um brasileiro \u00e9 apenas gelo recebe, entre os esquim\u00f3s, mais de dez nomes diferentes conforme a consist\u00eancia e a espessura. Numa regi\u00e3o em que conhecer os diversos tipos de gelo pode significar a diferen\u00e7a entre a vida e a morte, \u00e9 perfeitamente compreens\u00edvel que a an\u00e1lise ling\u00fc\u00edstica da \u00e1gua solidificada seja muito mais detalhada do que num pa\u00eds tropical como o nosso.<\/p>\n<p>Essa diferente an\u00e1lise da natureza feita por cada l\u00edngua \u00e9 chamada pelos ling\u00fcistas de <em>recorte cultural<\/em>. Desse modo, brasileiros e esquim\u00f3s \u0093recortam\u0094 a \u00e1gua solidificada de maneiras diferentes, assim como diferentes povos \u0093recortam\u0094 o arco-\u00edris de formas diferentes.<\/p>\n<p><strong>O ling\u00fcista franc\u00eas \u00c9mile Benveniste usou uma bela figura para explicar o recorte cultural:<\/strong> para ele, a natureza \u00e9 como a superf\u00edcie da \u00e1gua de um lago, acima da qual se estende uma rede de pesca num dia de sol. A rede n\u00e3o \u00e9 mergulhada na \u00e1gua, mas apenas mantida acima dela a uma certa altura, por isso n\u00e3o a recorta realmente, apenas projeta sua sombra sobre a superf\u00edcie da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Ora, o que as l\u00ednguas fazem \u00e9 exatamente projetar sobre a realidade \u00e0 nossa volta a \u0093sombra\u0094 de uma rede sem\u00e2ntica que divide hipoteticamente essa realidade em conceitos distintos. Por essa raz\u00e3o, aprender uma outra l\u00edngua nos ajuda a abrir nossa vis\u00e3o, a ver a realidade com outros olhos e, conseq\u00fcentemente, a nos tornarmos menos etnoc\u00eantricos e mais capazes de perceber a beleza que existe em culturas muito diversas da nossa.<\/p>\n<p>Em outras palavras, aprender novas l\u00ednguas nos faz menos arrogantes em rela\u00e7\u00e3o a outros povos, mais tolerantes com as diferen\u00e7as e mais solid\u00e1rios.<\/p>\n<p>Outra conseq\u00fc\u00eancia das diferentes vis\u00f5es de mundo existentes \u00e9 que quase nunca a tradu\u00e7\u00e3o entre l\u00ednguas \u00e9 perfeita. L\u00f3gico que entre idiomas pr\u00f3ximos como o portugu\u00eas e o espanhol h\u00e1 pouca dificuldade de tradu\u00e7\u00e3o (embora, nem por isso, brasileiros e argentinos deixem de cometer gafes ao tentar se comunicar na mesma l\u00edngua), mas como traduzir um texto espec\u00edfico de uma realidade numa l\u00edngua pertencente a uma realidade diferente?<\/p>\n<p>Como traduzir um manual de inform\u00e1tica em latim ou dar uma palestra sobre f\u00edsica nuclear em ianom\u00e2mi?<\/p>\n<p>Obviamente isso \u00e9 imposs\u00edvel, o que mostra, mais uma vez, que o que parece \u00f3bvio nem sempre o \u00e9.<\/p>\n<h4>Arco-\u00cdris &#8211; Fen\u00f4meno<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-035.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><br \/>\n<strong> Arco-\u00cdris<\/strong><\/p>\n<p>A natureza exerce enorme fasc\u00ednio sobre os homens que sempre tentaram conhec\u00ea-la e interpret\u00e1-la.<\/p>\n<p>Um dos mais belos fen\u00f4menos naturais, facilmente observ\u00e1vel, \u00e9 o<strong> arco-\u00edris<\/strong>.<\/p>\n<p>Um efeito luminoso enigm\u00e1tico para quem n\u00e3o compreende a natureza da luz e cercado por mitos. Por exemplo, a tradi\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia diz que nas extremidades do arco-\u00edris h\u00e1 potes com ouro e a tradi\u00e7\u00e3o brasileira diz que quem passar por baixo do arco-\u00edris muda de sexo. Pode-se afirmar qualquer coisa, pois o arco-\u00edris n\u00e3o tem extremidades e nem \u00e9 poss\u00edvel passar por baixo dele.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno do <strong>arco-\u00edris<\/strong> foi explicado por Isaac Newton, um dos f\u00edsicos mais famosos de todos os tempos, que viveu na Inglaterra de 1642 a 1727. Ele lan\u00e7ou as bases da mec\u00e2nica cl\u00e1ssica, tamb\u00e9m chamada newtoniana, que explica o movimento dos corpos. Introduziu a no\u00e7\u00e3o de gravita\u00e7\u00e3o universal e calculou a acelera\u00e7\u00e3o da gravidade terrestre. Paralelamente a Leibniz, ele desenvolveu a teoria do c\u00e1lculo diferencial. Tamb\u00e9m estudou a luz e tratou-a como onda, introduzindo o conceito de freq\u00fc\u00eancia.<\/p>\n<p>Newton explicou a natureza do arco-\u00edris. Depois disso, em 1820, Keats, um importante poeta ingl\u00eas, ficou indignado com o fato de haver explica\u00e7\u00e3o natural para um fen\u00f4meno t\u00e3o belo e envolto em misticismo. O poeta em seus versos acusou Newton de destruir a &#8220;poesia do arco-\u00edris&#8221;!<\/p>\n<p>Isaac Newton criou um arco-\u00edris num quarto escuro. Um pequeno buraco num anteparo deixava passar um raio de sol. No caminho dessa luz, colocou um prisma de vidro transparente que refratava (mudava a dire\u00e7\u00e3o) do raio de sol por um \u00e2ngulo, assim que ele penetrava no vidro, e depois novamente quando passava pela face mais distante para voltar ao ar. Quando a luz batia na parede do fundo do quarto de Newton, as 7 cores do espectro ficavam claramente evidentes.<\/p>\n<p>Newton n\u00e3o foi o primeiro a criar um arco-\u00edris artificial com um prisma, mas foi o primeiro a us\u00e1-lo para demonstrar que a luz branca \u00e9 uma mistura de diferentes cores.<\/p>\n<p><strong>O prisma as separa, inclinando-as por diferentes \u00e2ngulos:<\/strong> o azul por um \u00e2ngulo mais agudo que o vermelho; o verde, o amarelo e o laranja por \u00e2ngulos intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-033.gif\" alt=\"Arco-\u00cdris\" width=\"435\" height=\"287\" \/><br \/>\n<strong>O prisma separa um raio de luz branca nas diferentes cores do espectro<\/strong><\/p>\n<p>Algumas pessoas pensavam que o prisma mudava a qualidade da luz, dando cores a ela, ao inv\u00e9s de separar as cores de uma mistura j\u00e1 existente. Newton decidiu a quest\u00e3o com dois experimentos em que a luz passava por um segundo prisma. Inicialmente ele colocou, depois do primeiro prisma, uma fenda que deixava passar apenas uma pequena parte do espectro, digamos, a por\u00e7\u00e3o vermelha. Quando essa luz vermelha era novamente refratada por um segundo prisma, aparecia apenas luz vermelha. Isso demonstrava que a luz n\u00e3o \u00e9 qualitativamente alterada por um prisma, apenas separada em componentes que estariam normalmente misturados. Em seu outro experimento decisivo, Newton virou o segundo prisma de cabe\u00e7a para baixo. As cores do espectro que haviam sido desdobradas pelo primeiro prisma voltaram a ser reunidas pelo segundo. O que apareceu foi a luz branca reconstitu\u00edda.<\/p>\n<p>A maneira mais f\u00e1cil de compreender o espectro \u00e9 pela teoria da luz como onda. O importante sobre as ondas \u00e9 que nada realmente viaja todo o percurso da fonte ao destino. O movimento que se produz \u00e9 local e em pequena escala. O movimento local desencadeia o movimento no pr\u00f3ximo trecho local, e assim por diante, ao longo de toda a linha, como a famosa &#8220;ola&#8221; (&#8220;onda&#8221;, em espanhol) dos est\u00e1dios de futebol.<\/p>\n<p>O que ocorre num prisma de vidro ou em uma gota de chuva para dividir a luz branca em suas cores separadas? E, por que os raios de luz s\u00e3o desviados pelo vidro e pela \u00e1gua? A mudan\u00e7a resulta de um retardamento da luz, enquanto ela se move do ar para dentro do vidro (ou da \u00e1gua). Ela acelera de novo quando sai do vidro.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que isso pode ocorrer se Einstein demonstrou que a velocidade da luz \u00e9 a grande constante f\u00edsica do universo e que nada pode se mover mais r\u00e1pido? A resposta \u00e9 que a lend\u00e1ria velocidade da luz, representada pelo s\u00edmbolo c, s\u00f3 \u00e9 alcan\u00e7ada no v\u00e1cuo. Quando se desloca por uma subst\u00e2ncia transparente como vidro ou \u00e1gua, a luz \u00e9 retardada por um fator conhecido como o &#8220;\u00edndice de refra\u00e7\u00e3o&#8221; dessa subst\u00e2ncia. \u00c9 tamb\u00e9m retardada no ar, mas com menos intensidade.<\/p>\n<p>Entretanto, por que a diminui\u00e7\u00e3o da velocidade se traduz numa mudan\u00e7a de \u00e2ngulo? Se o raio de luz aponta perpendicularmente para dentro de um bloco de vidro, ele vai continuar no mesmo \u00e2ngulo (rumo \u00e0 frente), mas retardado. Entretanto, se ele entra na superf\u00edcie por um \u00e2ngulo obl\u00edquo, \u00e9 refratado para um \u00e2ngulo mais aberto, quando come\u00e7a a se deslocar mais devagar.<\/p>\n<p>O \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia, digamos do vidro ou \u00e1gua, \u00e9 maior para a luz azul que para a vermelha. Seria poss\u00edvel pensar que a luz azul \u00e9 mais lenta que a vermelha, emaranhando-se na moita de \u00e1tomos do vidro e da \u00e1gua, por causa de seu pequeno comprimento de onda. A luz de todas as cores se emaranha menos entre os \u00e1tomos mais esparsos do ar, mas a azul ainda se desloca mais devagar do que a vermelha.<\/p>\n<p><strong>No v\u00e1cuo, onde n\u00e3o h\u00e1 \u00e1tomos, a luz de todas as cores tem a mesma velocidade: <\/strong>o grande e universal m\u00e1ximo c.<\/p>\n<p>As gotas de chuva t\u00eam um efeito mais complicado do que o prisma de Newton. Sendo aproximadamente esf\u00e9ricas, sua superf\u00edcie posterior age como um espelho c\u00f4ncavo. Assim, elas refletem a luz do sol depois de refrat\u00e1-la, sendo essa a raz\u00e3o pela qual vemos o arco-\u00edris na parte do c\u00e9u oposta ao Sol.<\/p>\n<p>Imagine que voc\u00ea se acha com as costas viradas para o Sol, olhando para a chuva, de prefer\u00eancia com um pano de fundo sombrio. N\u00e3o veremos um arco-\u00edris se o Sol estiver mais alto no c\u00e9u do que 42 graus acima do horizonte. Quanto mais baixo o Sol, mais elevado o arco-\u00edris. Quando o sol nasce pela manh\u00e3, o arco-\u00edris, se houver algum vis\u00edvel, se p\u00f5e. Quando o Sol se p\u00f5e no entardecer, o arco-\u00edris se eleva. Assim, vamos assumir que \u00e9 de manh\u00e3 cedo ou no fim da tarde. Vamos pensar numa gota de chuva particular como uma esfera. O Sol est\u00e1 atr\u00e1s e um pouco acima de voc\u00ea, e a sua luz entra na gota de chuva.<\/p>\n<p>Na fronteira do ar com a \u00e1gua, a luz \u00e9 refratada e os diferentes comprimentos de onda que formam a luz do Sol s\u00e3o inclinados em diferentes \u00e2ngulos, como no prisma de Newton. As cores desdobradas passam pelo interior da gota de chuva at\u00e9 atingirem a parede c\u00f4ncava do outro lado, onde s\u00e3o refletidas de volta e para baixo. Elas saem de novo da gota de chuva, e algumas acabam em nosso olho. Quando voltam a passar da \u00e1gua para o ar, s\u00e3o refratadas novamente, sendo as diferentes cores mais uma vez inclinadas em \u00e2ngulos diferentes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arco-\u00cdris\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arco-iris-034.jpg\" alt=\"Arco-\u00cdris\" \/><br \/>\n<strong>Arco-\u00cdris<\/strong><\/p>\n<p>Assim, um espectro completo \u0096 vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta \u0096 se origina da nossa \u00fanica gota de chuva, e outros semelhantes se originam das outras gotas de chuva nos arredores.<\/p>\n<p>Mas, de qualquer gota de chuva, apenas uma pequena parte do espectro atinge o nosso olho. Se o olho recebe um raio de luz verde de uma gota de chuva particular, a luz azul daquela gota de chuva passa acima do olho, e a luz vermelha passa por baixo. Assim, por que vemos um arco-\u00edris completo?<\/p>\n<p>Porque h\u00e1 muitas gotas de chuva diferentes. Uma faixa de milhares de gotas de chuva est\u00e1 lhe dando a luz verde (e ao mesmo tempo a luz azul para algu\u00e9m que esteja adequadamente colocado acima de voc\u00ea, e ao mesmo tempo a luz vermelha para outra pessoa abaixo de voc\u00ea).<\/p>\n<p>Outra faixa de milhares de gotas de chuva est\u00e1 lhe dando a luz vermelha (e a luz azul para outra pessoa&#8230;), outra faixa de milhares de gotas de chuva est\u00e1 lhe dando a luz azul, e assim por diante. As gotas de chuva que lhe transmitem a luz vermelha est\u00e3o todas a uma dist\u00e2ncia fixa de voc\u00ea \u0096 raz\u00e3o pela qual a faixa vermelha \u00e9 curvada (voc\u00ea est\u00e1 no centro do c\u00edrculo).<\/p>\n<p>As gotas de chuva que lhe transmitem a luz verde tamb\u00e9m est\u00e3o a uma dist\u00e2ncia fixa de voc\u00ea, mas \u00e9 uma dist\u00e2ncia menor.<\/p>\n<p>Assim, o c\u00edrculo em que voc\u00ea se acha tem um raio menor, e a curva verde se encontra dentro da curva vermelha. A curva azul vai ent\u00e3o estar dentro da verde, e todo o arco-\u00edris \u00e9 constru\u00eddo como uma s\u00e9rie de c\u00edrculos com voc\u00ea no centro. Os outros observadores ver\u00e3o arco-\u00edris diferentes, neles centrados.<\/p>\n<p>Assim, ao inv\u00e9s do arco-\u00edris estar fixado num &#8220;lugar&#8221; particular, h\u00e1 tantos arco-\u00edris quantos olhos contemplando a tempestade. Olhando para a mesma chuva de lugares diferentes, observadores diferentes v\u00e3o formar seus arco-\u00edris separados usando a luz de diferentes grupos de gotas de chuva.<\/p>\n<p>O poeta ingl\u00eas indignou-se por Newton ter explicado o arco-\u00edris, mas, para muitos, a Natureza fica sempre mais bela quanto melhor compreendida.<\/p>\n<p>Fonte: www.topografia.ufsc.br\/intra.vila.com.br\/www.academiadeciencia.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arco-\u00cdris, Cores, Causa, O que \u00e9, Forma\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4meno, Luz, Sol, Chuva, Reflex\u00e3o, Refra\u00e7\u00e3o, Como se forma, 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