{"id":55215,"date":"2016-06-22T12:22:35","date_gmt":"2016-06-22T12:22:35","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=55215"},"modified":"2016-06-22T12:28:39","modified_gmt":"2016-06-22T12:28:39","slug":"oma-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2","title":{"rendered":"Om\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Como      o I\u00eamen, a sudoeste, o territ\u00f3rio de&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0sempre      se beneficiou de sua posi\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o muito bem na extremidade sul da      pen\u00ednsula Ar\u00e1bica.<\/p>\n<p>A      partir daqui, os comerciantes, sem necessidade de navegar longe da terra,      pode fazer contato f\u00e1cil com a P\u00e9rsia para o norte, para o leste da \u00cdndia      e da \u00c1frica ao sul. Este trecho da costa, juntamente com a de Mascate ao virar      da esquina, \u00e9 um territ\u00f3rio valioso.<\/p>\n<p>A      partir do s\u00e9culo 6 aC, at\u00e9 a chegada do Isl\u00e3, cerca de 1200 anos mais tarde,      ambos Mascate e&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0est\u00e3o      sob o controle tanto do imp\u00e9rio persa ou de governantes de pa\u00edses vizinhos      do I\u00eamen.<\/p>\n<p>No      s\u00e9culo 7, como o resto da Ar\u00e1bia, eles adquirem novos mestres &#8211; os califas      de Medina.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht11.jpg\" alt=\"Om\u00e3\" title=\"Om\u00e3\" \/><\/p>\n<p>No      entanto, \u00e9 apenas um s\u00e9culo antes de Mascate e&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0evoluir      seu pr\u00f3prio sistema local. De 751 im\u00e3s que escolher para governar a regi\u00e3o      como l\u00edderes espirituais. Esta teocracia eletivo dura o per\u00edodo surpreendentemente      longo de quatro s\u00e9culos &#8211; at\u00e9 1154, quando tiver sucesso Banu Nabhan em estabelecer      uma dinastia de reis heredit\u00e1rios.<\/p>\n<p>A      dinastia Nabhanite mant\u00e9m-se no poder por tr\u00eas s\u00e9culos, at\u00e9 que em 1429 a      sua autoridade \u00e9 novamente desafiado por um im\u00e3 eleito. A luta entre o im\u00e3      e rei heredit\u00e1rio ou sult\u00e3o torna-se a partir deste momento uma caracter\u00edstica      da hist\u00f3ria de&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>.<\/p>\n<p>Desde      o in\u00edcio do s\u00e9culo 16, h\u00e1 um contendor terceiro em cena &#8211; o Portugu\u00eas , abrindo      a sua rota de com\u00e9rcio para a \u00cdndia.<\/p>\n<p>Em      1507 navios portugueses entrar no Golfo de Om\u00e3. Eles saco da cidade de Muscat      e estabelecer o controle da regi\u00e3o vizinha. Este controle \u00e9 refor\u00e7ada ap\u00f3s      1514, quando capturar a ilha de Ormuz e plantar uma guarni\u00e7\u00e3o permanente l\u00e1.<\/p>\n<p>Para      o resto deste s\u00e9culo o Portugu\u00eas s\u00e3o o poder mais forte do mar do Golfo de      Om\u00e3 ao extremo sul da \u00c1frica. Mas, por meados do s\u00e9culo 17 os omanis est\u00e3o      em uma posi\u00e7\u00e3o para lutar. O Imam Sultan bin Saif recaptura Muscat a partir      do Portugu\u00eas em 1650. Seu filho, Saif bin Sultan, est\u00e1 disposta a alargar      o conflito ao longo da costa Africano.<\/p>\n<p><strong>Om\u00e3      e Zanzibar: AD 1698-1856<\/strong><\/p>\n<p>Na      d\u00e9cada de 1690 Saif bin Sultan, o im\u00e3 de Om\u00e3, est\u00e1 pressionando para baixo      a costa leste Africano. O principal obst\u00e1culo \u00e9 o Forte Jesus, abrigando a      guarni\u00e7\u00e3o de um acordo Portugu\u00eas em Momba\u00e7a. Depois de um cerco de dois anos,      cabe ao Saif em 1698.<\/p>\n<p>Posteriormente,      as Omanis facilmente ejetar o Portugu\u00eas de Zanzibar e de todas as outras regi\u00f5es      costeiras do norte de Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>Zanzibar,      um im\u00f3vel valioso como o principal mercado de escravos da costa leste Africano,      torna-se uma parte cada vez mais importante do imp\u00e9rio&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0&#8211;      um fato refletido pela decis\u00e3o do maior, do s\u00e9culo 19 sult\u00e3o de&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>,      Sa&#8217;id ibn Sultan, para fazer que desde 1837 o seu principal local de resid\u00eancia.<\/p>\n<p>Sa&#8217;id      constr\u00f3i pal\u00e1cios impressionantes e jardins em Zanzibar. Ele melhora a economia      da ilha, introduzindo cravo, a\u00e7\u00facar e \u00edndigo (embora, ao mesmo tempo, ele      aceita uma perda financeira em cooperar com as tentativas brit\u00e2nicas para      acabar com o com\u00e9rcio de escravos de Zanzibar).<\/p>\n<p>A      liga\u00e7\u00e3o com a Oman \u00e9 quebrado ap\u00f3s sua morte em 1856. A rivalidade entre seus      dois filhos \u00e9 resolvido, com a ajuda da diplomacia brit\u00e2nica forte, quando      um deles (Majid) sucede a Zanzibar e \u00e0s muitas regi\u00f5es reivindicadas pela      fam\u00edlia na costa leste Africano. Os outros (Thuwaini) herda Mascate e Om\u00e3.<\/p>\n<p><strong>O      Sultanato de Om\u00e3: a AD 2000<\/strong><\/p>\n<p>Thuwaini      e seus descendentes permanecem no controle de Om\u00e3 a partir de sua heran\u00e7a,      em 1856 at\u00e9 os dias atuais. Na verdade sua dinastia \u00e9 mais velho do que isso,      pois \u00e9 estabelecida pela primeira vez no s\u00e9culo 18 por seu antepassado Ahmad      bin Said al Busaidi. Eleito em 1741 imam, Ahmad \u00e9 sucedido no papel em 1775      por seu filho. Maquinando para manter o escrit\u00f3rio no seio da fam\u00edlia, seus      descendentes tornam-se gradualmente aceito como uma linha heredit\u00e1ria de sult\u00f5es.<\/p>\n<p>Desde      1798 os sult\u00f5es ter o apoio dos brit\u00e2nicos, que naquele ano fazer Oman um      protetorado. No final do s\u00e9culo 19 ajuda brit\u00e2nica \u00e9 necess\u00e1rio principalmente      contra os im\u00e3s , agora novamente a ser eleito em forma tradicional de Om\u00e3.<\/p>\n<p>Os      im\u00e3s &#8220;base de poder est\u00e1 entre as tribos no interior do pa\u00eds, em Nizwa,      a partir do qual os l\u00edderes tribais surgir de vez em quando para atacar territ\u00f3rios      costeiros do sult\u00e3o. Em 1920 o poder do im\u00e3 e seus aliados \u00e9 tal que os brit\u00e2nicos      a negociar o tratado de Al-Sib, pelo qual o sult\u00e3o permite autonomia interna      para a regi\u00e3o Nizwa.<\/p>\n<p>Na      d\u00e9cada de 1950 isso n\u00e3o \u00e9 suficiente. O im\u00e3 e um poderoso l\u00edder tribal contar      com a ajuda da Ar\u00e1bia Saudita na cria\u00e7\u00e3o de um Estado independente.<\/p>\n<p>Com      a ajuda brit\u00e2nica a rebeli\u00e3o \u00e9 suprimida em 1959.<\/p>\n<p>Mas      a d\u00e9cada de 1960 traz outra amea\u00e7a, na forma\u00e7\u00e3o de um movimento guerrilheiro      marxista &#8211; a PFLO, ou Frente Popular para a Liberta\u00e7\u00e3o de&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3.<\/strong><\/p>\n<p>O      PFLO envolver-se em uma rebeli\u00e3o existente menores nas regi\u00f5es montanhosas      do sul da prov\u00edncia de Dhofar. A partir de 1968 eles ter sucesso neste escalada      em uma s\u00e9ria amea\u00e7a ao regime.<\/p>\n<p>A      crise pede um golpe palaciano em 1970, no qual o sult\u00e3o Said \u00e9 deposto por      seu filho, um oficial de Sandhurst treinados, Qaboos bin Said. Com a ajuda      dos brit\u00e2nicos, Jord\u00e2nia e tropas iranianas Qaboos esmaga a PFLO em 1975.      Desde ent\u00e3o, o sult\u00e3o decidiu em estilo descaradamente real. Ele usa as armadilhas      modernas de um gabinete de ministros, mas reserva para si as carteiras do      primeiro-ministro, ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, ministro das Finan\u00e7as      e ministro da Defesa. Em 1996, ele define formalmente<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0como      uma monarquia heredit\u00e1ria absoluta.<\/p>\n<p>O      sultanato de Om\u00e3 foi o nome do pa\u00eds desde o in\u00edcio do reinado de Qaboos &#8216;(ele      muda de Mascate e Om\u00e3 em 1970, depois de seu golpe contra seu pai).<\/p>\n<p>No      momento da apreens\u00e3o Qaboos &#8220;do trono, fonte moderna de<strong>&gt;\u00a0Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0de      riqueza est\u00e1 apenas come\u00e7ando a se materializar.<\/p>\n<p>A      companhia nacional de petr\u00f3leo, de propriedade conjunta com a Shell, come\u00e7a      a exportar petr\u00f3leo em 1967.<\/p>\n<p>At\u00e9      o final do s\u00e9culo a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 se aproximando de um milh\u00e3o de barris por      dia. Enquanto isso, h\u00e1 planos em andamento para desenvolver reservas de&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0de      g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>Fonte: colegiosaofrancisco.com.br<\/p>\n<h6>Om\u00e3<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>OM\u00c3,      ATRA\u00c7\u00c3O PARADOXAL<\/h4>\n<p><strong>Om\u00e3&gt;\u00a0<\/strong>\u00e9      o pa\u00eds das praias e das montanhas, sua paisagem contrasta fortemente com os      des\u00e9rticos pa\u00edses vizinhos. Somente h\u00e1 20 anos este pa\u00eds se abriu ao turismo,      assim o viajante ter\u00e1 a oportunidade de conhecer uma cultura particular e      diferente, que mant\u00e9m ainda sua velhas tradi\u00e7\u00f5es. \u00c9 em uma palavra um lugar      onde os paradoxos se convertem em atrativos.<\/p>\n<h4>ALF\u00c2NDEGA      E DOCUMENTA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Passaporte      em vigor, com validade m\u00ednima de 6 meses, sem carimbos de Israel e visto obrigat\u00f3rio.      Proibido armas de fogo e pornografia.<\/p>\n<h4>CLIMA<\/h4>\n<p>Clima      quevaria dependendo da proximidade ao mar e da altitude. Na costa as temperatura      s\u00e3o c\u00e1lidas e o \u00edndice de umidade alto, nas montanhas as temperaturas se suavizam      e de dezembro a mar\u00e7o as tempestades s\u00e3o freq\u00fcentes e costuma aparecer neve.      No interior o clima \u00e9 des\u00e9rtico com altas temperaturas. Podem ocorrer ciclones      tropicais.<\/p>\n<h4>EQUIPAMENTOS      DE VIAGEM<\/h4>\n<p>Recomenda-se      roupa de algod\u00e3o e cal\u00e7ado c\u00f4modo, capa de chuva, algum casaco, \u00f3culos de      sol, protetor solar e repelente contra insetos.<\/p>\n<h4>IDIOMA<\/h4>\n<p>O      idioma oficial \u00e9 o \u00e1rabe. Tamb\u00e9m se fala o ingl\u00eas.<\/p>\n<h4>RELIGI\u00c3O<\/h4>\n<p>A      maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 mu\u00e7ulmana&gt;<\/p>\n<h4>ELETRICIDADE<\/h4>\n<p>A      tens\u00e3o el\u00e9trica \u00e9 de 220\/240 Voltz a 50 Hz.<\/p>\n<h4>MOEDA      E C\u00c2MBIO<\/h4>\n<p>A      moeda oficial \u00e9 o Rial Om\u00e2nida (OMR). Um OMR eq\u00fcivale a 1.000 baizas. Notas      de 100, 200, 250, 500 baizas e 1, 5, 10, 20, e 50 rials. Moedas de 500, 250,      100, 50, 25, 10 e 5 baizas. Os d\u00f3lares, libras esterlinas e os euros s\u00e3o as      divisas mais aceitadas e aconselh\u00e1veis. Os cart\u00f5es de cr\u00e9dito s\u00e3o aceitos      nos hot\u00e9is, algumas lojas e restaurantes, enquanto que os cheques de viagem      podem ser trocados em qualquer banco.<\/p>\n<h4>EMERG\u00caNCIA      &#8211; SA\u00daDE &#8211; POLICIAMENTO<\/h4>\n<p>Imprescind\u00edvel      a vacina contra febre amarela se vem de alguma zona infectada. \u00c9 recomend\u00e1vel      a vacina contra p\u00f3lio, tifus, profilaxia contra mal\u00e1ria, n\u00e3o beber \u00e1gua da      torneira nem comer alimentos sem cozinhar e n\u00e3o banhar-se em \u00e1guas estancadas.      \u00c9 aconselh\u00e1vel levar uma pequena farm\u00e1cia bem preparada para viajar com seguro      m\u00e9dico e de assist\u00eancia.<\/p>\n<h4>CORREIOS      E TELEFONIA<\/h4>\n<p>As      ag\u00eancias de correios abrem entre as 7:30 e as 2. As quintas-feiras fecham      as 11 e as sextas est\u00e3o fechadas todo o dia.<\/p>\n<p>A      melhor maneira de realizar suas liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas ao exterior \u00e9 um hotel.      Para ligar \u00e0 Om\u00e3 se deve marcar 00-968, seguido do n\u00famero de assinante (n\u00e3o      existem prefixos de cidades).<\/p>\n<h4>FOTOGRAFIA<\/h4>\n<p>O      material fotogr\u00e1fico pode-se encontrar facilmente nas cidades ainda que n\u00e3o      nas vilas distantes.<\/p>\n<h4>HOR\u00c1RIO      COMERCIAL<\/h4>\n<p>Exceto      nas sextas-feiras, em geral abre entre as 8 e a 1 da tarde e de 4 \u00e0s 7:30      no per\u00edodo da tarde. Muito lugares fecham \u00e0s quintas \u00e0 tarde. Os centros oficiais      abrem entre as 7:30 e \u00e0s 2, per\u00edodo da manh\u00e3, de quarta \u00e0 s\u00e1bado, e as quintas      at\u00e9 a 1. Os bancos abrem desde as 8 at\u00e9 o meio-dia.<\/p>\n<h4>GORJETAS<\/h4>\n<p>S\u00e3o      bem aceitas.<\/p>\n<h4>TAXAS      E IMPOSTOS<\/h4>\n<p>Existe      uma taxa de sa\u00edda do Aeroporto Internacional deMuscat .<\/p>\n<h4>LOCALIZA\u00c7\u00c3O      GEOGR\u00c1FICA<\/h4>\n<p><strong>Om\u00e3&gt;\u00a0<\/strong>\u00e9      um Estado asi\u00e1tico situado no sudeste da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, entre o Mar da      Ar\u00e1bia e o Golfo de Om\u00e3. Limita ao nordeste com os Emirados \u00c1rabes, ao oeste      com Ar\u00e1bia Saudita e ao sudoeste com Yemen. O territ\u00f3rio conta com duas pequenas      partes separadas pelos Emirados \u00c1rabes, a Pen\u00ednsula de Musandam e Fujairah,      ao norte, e algumas ilhas desabitadas no Mar da Ar\u00e1bia . No norte h\u00e1 uma cordilheira      e ao sul uma meseta.<\/p>\n<h4>FLORA      E FAUNA<\/h4>\n<p>Om\u00e3,      como todos os pa\u00edses da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica \u00e9, em sua maior parte um deserto.      J\u00e1 se sabe, palmeiras, tamareiras, areia, camelos, arbustos pr\u00f3prios das zonas      des\u00e9rticas, algumas lebres e felinos entre lagartos, escaravelhos e um incr\u00edvel      universo de insetos. Por isso, se queremos distinguir a Om\u00e3 do resto de seus      pa\u00edses vizinhos temos que dizer somente que Om\u00e3 \u00e9 o reino do arbusto do incenso,      essa resina vegetal que desprende um agrad\u00e1vel odor. Ademais, por outro lado,      nas costas do sul, habita o peixe azul, exemplares de imperador, tubar\u00f5es      e peixes martelo.<\/p>\n<h4>HIST\u00d3RIA<\/h4>\n<p>Os      primeiros a povoar os pa\u00edses do que hoje \u00e9 o territ\u00f3rio de Om\u00e3 datam do terceiro      mil\u00eanio antes de cristo. Depois o pa\u00eds pertenceu a numerosos povos, inclu\u00eddos      os portugueses que chegaram no final da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>Desde      1856 Om\u00e3 viveu baixo o protetorado de Gr\u00e3 Bretanha. Em 1913 o pa\u00eds estava      dividido entre o imanto de Om\u00e3 (no interior) e o sultanato de Mascate (na      costa). O sult\u00e3o manteve excelentes rela\u00e7\u00f5es com Gr\u00e3 Bretanha, que anexou      Om\u00e3 em 1955. Tamb\u00e9m com acordo brit\u00e2nico, o Sult\u00e3o Said Ben Taimur, que ocupava      o trono desde 1951, data da independ\u00eancia do pa\u00eds, foi derrubado por seu filho      Qabus ben Said, em julho de 1970. Manteve-se ent\u00e3o um processo de liberaliza\u00e7\u00e3o      do regime e de desenvolvimento econ\u00f4mico planificado.<\/p>\n<p>Durante      sete anos manteve a guerra contra as guerrilhas comunistas do sul do pais,      enquanto Ir\u00e3o, Ar\u00e1bia Saudita, Gr\u00e3 Bretanha, \u00cdndia e Paquist\u00e3o ofereceram      ajuda ao Sult\u00e3o. Em 1977 se iniciou a retirada de Gr\u00e3 Bretanha da \u00fanica base      que ocupava em territ\u00f3rio de Om\u00e3. O sultanato, ingressou na ONU em 1970, e      posteriormente na Liga \u00c1rabe.<\/p>\n<p>Na      d\u00e9cada de 80 Om\u00e3 firma um acordo de ajuda m\u00fatua, tanto militar como econ\u00f4mica,      ao mesmo tempo que com outros pa\u00edses do Golfo P\u00e9rsico estabelece um plano      de defesa comum, estabelece rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com S\u00edria e adota uma pol\u00edtica      conciliadora com respeito a Iraque. Em 1990 quando Iraque invade Kuwait Om\u00e3      d\u00e1 apoio \u00e0s for\u00e7as de USA na Ar\u00e1bia Saudita.<\/p>\n<p>Desde      seu descobrimento em 1964 e o come\u00e7o de sua explora\u00e7\u00e3o comercial em 1967,      o petr\u00f3leo se transformou na base da economia da Om\u00e3.<\/p>\n<h4>ARTE      E CULTURA<\/h4>\n<p>O      governo se esfor\u00e7a em manter a arte tradicional preservando a dan\u00e7a, m\u00fasica,      artes pl\u00e1sticas e a cultura em geral. A vida em Om\u00e3o transcorre entorno a      uma cultura tradicional, apesar da moderna apar\u00eancia de alguns setores da      capital. Sobretudo os povoados do interior e nas pequenas vilas de pescadores      vivem suas vidas de acordo com umas tradi\u00e7\u00f5es muito antigas. \u00c9 por isso que      o antigo sultanato contrasta de forma abrupta. Assim podem-se ver modernas      auto-estradas, zoco medievais, antenas parab\u00f3licas ou fortalezas sobre penhascos.<\/p>\n<h4>LOCAIS      TUR\u00cdSTICOS<\/h4>\n<p>Tomaremos      como base da nossa viagem a velha cidade de Muscat, capital do pa\u00eds, desde      a\u00ed nos dirigiremos as cidade de maior interesse, daremos um passeio pela costa,      para terminar o percurso pelo norte na pen\u00ednsula de Musandem. Voltaremos a      capital para empreender a viagem ao sul at\u00e9 Salalah e de volta passaremos      por Hajmah e Al-Ghaba.<\/p>\n<h4>NORTE      DE OM\u00c3<\/h4>\n<p><strong>MUSCAT<\/strong><\/p>\n<p>Muscat,      a capital do pa\u00eds, \u00e9 um lugar que encanta ao visitante. A cidade florescia      nos tempos medievais e os portugueses utilizaram seu porto para o com\u00e9rcio      no Golfo. A dinastia Al-Busaid assentou-se ali a meados do s\u00e9culo XVII, e      ainda segue a\u00ed.<\/p>\n<p>As      fortalezas de Jalai e Mirani se destacam \u00e0 entrada da cidade, enquanto o Forte      Mutrah se ergue numa colina dominando o lugar.<\/p>\n<p><strong>A      cidade tem alguns interessantes museus para visitar, entre ele destacamos:&gt;\u00a0<\/strong>o      Museu de Om\u00e3, que conta ao visitante tudo sobre a cidade; o Museu das Crian\u00e7as;      um divertido e interessante museu; Museu de Hist\u00f3ria Natural e o Museu das      For\u00e7as Armadas do Sult\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1      dois lugares onde o viajante poder\u00e1 fazer compras interessantes nos mercados      de Mutrah e Ruwi. A Torre do Rel\u00f3gio de Ruwi \u00e9 formosa tanto de dia como de      noite, favorecida, por uma fascinante jogo de luzes.<\/p>\n<h4><strong>OUTROS<\/strong><\/h4>\n<p>Na      rota que vai de Muscat a Rustaq trope\u00e7amos com Al-Hazm, que conta com um forte      que vale a pena ver. Chegando a Rustaq, fazemos uma parada para ver a fortaleza      cujo interior fascinar\u00e1 ao visitante. Pr\u00f3ximo de Al-Nakhal, encontramos um      bonito lugar chamado A\u0092Thowarah, um o\u00e1sis no deserto, um lugar genial      para comer ao ar livre. Nizwa se converteu num lugar tur\u00edstico, o viajante      ficar\u00e1 encantado n\u00e3o s\u00f3 por sua beleza como tamb\u00e9m pela quantidade de artigos      artesanais que poder\u00e1 encontrar aqui.<\/p>\n<p>A      50 quil\u00f4metros de Nizwa encontra-se Jabrin, onde poder\u00e1 admirar uma fortaleza      que quis ser o pal\u00e1cio do Iman Bal`arab Bin Sultan Al-Ya`ribi, que est\u00e1 enterrado      ali. J\u00e1 na fronteira com os Emirados \u00c1rabes encontra-se Buraimi, um incr\u00edvel      o\u00e1sis disputado por ambos pa\u00edses.<\/p>\n<h4>PELA      COSTA NORTE<\/h4>\n<p>Na      costa norte h\u00e1 duas localidades interessantes para visitar se trata de Shoar,      onde se mesclam a hist\u00f3ria e a modernidade da que foi um dia uma das mais      importante cidades do pa\u00eds. O viajante poder\u00e1 admirar a fortaleza, que se      acha nas proximidades. A outra \u00e9 Sur, onde encontram-se as praias e os rinc\u00f5es      tranq\u00fcilos, ademais de alguns lugares de interesse para ver, como a fortaleza.      N\u00e3o esque\u00e7a de visitar o Dhow. Uma vez ali uma barca lhe levar\u00e1 a Ayega.<\/p>\n<h4>EM      DIRE\u00c7\u00c3O AO INTERIOR DE MUSCAT<\/h4>\n<p>A      342 quil\u00f4metros ao sul de Muscat, adentramo-nos no interior, encontra-se a      cidade de Al-Ghaba um excelente lugar para parar no caminho ao sul.<\/p>\n<p><strong>FUHAIRAH<\/strong><\/p>\n<p>Entre      o territ\u00f3rio maior de Om\u00e3 e a Pen\u00ednsula de Musandem, se acha a diminuta Fuhairah.<\/p>\n<p><strong>PEN\u00cdNSULA      DE MUSANDEM<\/strong><\/p>\n<p>A      pen\u00ednsula de Musandem est\u00e1 separada de Om\u00e3 pelo Estado dos Emirados \u00c1rabes.      Trata-se de uma zona militar no Estreito de Ormuz.<\/p>\n<h4>O      SUL DE OM\u00c3<\/h4>\n<p>Enquanto      o ver\u00e3o abrasa em toda Ar\u00e1bia, um lugar no sul de Om\u00e3 floresce de verdor e      frescor, resguardado dos mon\u00e7\u00f5es e da seca. Trata-se de Salalah, a capital      do sul do pa\u00eds, e da Prov\u00edncia de Dhofar. Entre as atra\u00e7\u00f5es, que esta afortunada      cidade oferece, est\u00e1 o Museu, que exp\u00f5e pedras com antigas inscri\u00e7\u00f5es e alguns      artigos de artesanato como cer\u00e2mica, tamb\u00e9m armas, trajes tradicionais, j\u00f3ias,      etc. Nas proximidades encontra-se Al-Balid e Ayn Razat, n\u00e3o deixe de vista-los.<\/p>\n<p>Na      rota em dire\u00e7\u00e3o Mughsail existem numerosas praias abertas ao p\u00fablico e ainda      que as \u00e1guas s\u00e3o tranq\u00fcilas, as areias s\u00e3o muitas vezes agitadas pelo vento.      No caminho em dire\u00e7\u00e3o a Mirbaat trope\u00e7amos com Khor Rouri, um importante porto      nos tempos antigos. A vista do Oceano \u00e9 magn\u00edfica, ali poder\u00e1 admirar tamb\u00e9m      as ru\u00ednas de uma velho pal\u00e1cio. N\u00e3o se arrepender\u00e1 em fazer um parada em Taqa,      uma pequena localidade muito pitoresca, e entrando no interior n\u00e3o perca de      vista a paisagem de Jabal Samhan.<\/p>\n<p>Deixamos      Dhofar e de volta a Muscat, no caminho encontramos a localidade de Thumrait,      que nos surpreender\u00e1 por sua formosa paisagem de contrastes, veremos passar      do verde \u00famido ao seco deserto, enquanto viajamos ao longo desta fascinante      rota.<\/p>\n<p>Fonte: www.rumbo.com.br<\/p>\n<h6>Om\u00e3<\/h6>\n<p><strong>Om\u00e3&gt;\u00a0<\/strong>\u00e9      um pa\u00eds na Ar\u00e1bia.<\/p>\n<p>A      capital \u00e9 Muscat.<\/p>\n<p>A      principal religi\u00e3o \u00e9 o Isl\u00e3.<\/p>\n<p>A      principal l\u00edngua \u00e9 o \u00c1rabe.<\/p>\n<p>Os      habitantes da \u00e1rea de Om\u00e3 h\u00e1 muito tempo prosperaram no com\u00e9rcio do Oceano      \u00cdndico. No final do s\u00e9culo 18, um sultanato rec\u00e9m-criado em Muscat assinou      o primeiro de uma s\u00e9rie de tratados de amizade com a Inglaterra. Ao longo      do tempo, a depend\u00eancia de Om\u00e3 em conselheiros pol\u00edticos e militares Britanicos      aumentou, mas ele nunca se tornou uma col\u00f4nia Brit\u00e2nica. Em 1970, Qaboos bin      Said al-Said derrubou o governo restritivo de seu pai; ele tem governado como      sult\u00e3o desde ent\u00e3o. Seu extenso programa de moderniza\u00e7\u00e3o abriu o pa\u00eds ao mundo      exterior, preservando os la\u00e7os de longa data com o Reino Unido. A pol\u00edtica      externa moderada e independente de Om\u00e3 tem procurado manter boas rela\u00e7\u00f5es      com todos os pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Inspirados      pelos levantes populares que varreram o Oriente M\u00e9dio e o Norte da \u00c1frica      em 2010-11, os Omanis come\u00e7aram marchas e demonstra\u00e7\u00f5es para exigir benef\u00edcios      econ\u00f4micos, o fim da corrup\u00e7\u00e3o e maiores direitos pol\u00edticos. Em Fevereiro      e Mar\u00e7o de 2011, em resposta \u00e0s demandas dos manifestantes, Qaboos prometeu      criar mais postos de trabalho do governo e prometeu implementar reformas econ\u00f4micas      e pol\u00edticas, como a concess\u00e3o de poderes legislativos e regulamentares para      o Conselho de Om\u00e3 e a introdu\u00e7\u00e3o do subs\u00eddio de desemprego. Tamb\u00e9m em Mar\u00e7o,      o Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo prometeu US$ 20 bilh\u00f5es em ajuda financeira      para Om\u00e3 e o Bahrein ao longo de um per\u00edodo de 10-anos para ajudar as duas      na\u00e7\u00f5es em sua luta com os protestos \u00c1rabes. Em meio a concess\u00f5es feitas para      os oposicionistas, o governo durante o ver\u00e3o continuou a reprimir os protestos      e manifesta\u00e7\u00f5es, e cada vez mais apertando abaixo na m\u00eddia. Em Outubro de      2011, Qaboos emitiu um decreto real expandindo os poderes legislativos do      Conselho de Om\u00e3 para elaborar, alterar e aprovar a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em      1970, a popula\u00e7\u00e3o do Sultanato de Om\u00e3, ent\u00e3o numerando cerca de 725 mil &#8211;      tinha apenas tr\u00eas escolas e 12 leitos hospitalares \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Vinte      anos depois, a popula\u00e7\u00e3o nativa havia crescido pela metade, mas o n\u00famero de      escolas se multiplicaram para quase 700. Om\u00e3 tinha a sua pr\u00f3pria universidade,      e os hospitais e cl\u00ednicas do pa\u00eds tinham 2.800 camas.<\/p>\n<p>Os      dois fatores que impulsionaram Om\u00e3 no mundo moderno foram o petr\u00f3leo, produzido      pela primeira vez para venda em 1968, e o sult\u00e3o Brit\u00e2nico-educado, que arrebatara      o poder de seu pai em 1970. Refor\u00e7ando ao mesmo tempo a for\u00e7a de trabalho      do pa\u00eds atrav\u00e9s da escolaridade, o governo tem tomado medidas para ampliar      a base econ\u00f4mica do pa\u00eds para se preparar para o dia, talvez j\u00e1 em 2010 &#8211;      quando Om\u00e2 n\u00e3o ter\u00e1 mais petr\u00f3leo para vender.<\/p>\n<h4>Terra<\/h4>\n<p><strong>Om\u00e3      est\u00e1 dividido em duas partes:&gt;\u00a0<\/strong>uma      se\u00e7\u00e3o principal, correndo ao longo do Mar da Ar\u00e1bia e do Golfo de Om\u00e3; e um      pequeno dedo de terra, a ponta da Pen\u00ednsula Musandam, que ele partilha com      os Emirados \u00c1rabes Unidos. \u00c9 esta segunda parte, com vista para o Estreito      de Hormuz, que d\u00e1 \u00e0 Oman sua import\u00e2ncia estrat\u00e9gica. Aproximadamente 17 por      cento do petr\u00f3leo mundial passa por este estreito a caminho do Golfo P\u00e9rsico      para o Mar Ar\u00e1bico. Om\u00e3 tamb\u00e9m controla v\u00e1rias ilhas, incluindo Masira, em      sua costa leste.<\/p>\n<p>A      terra em si \u00e9 muito variada. Uma estreita plan\u00edcie costeira aumenta acentuadamente      para formar um interior montanhoso, o ponto mais alto do que est\u00e1 \u00e0 quase      10.000 p\u00e9s (3.048 m) na Jabal Akhdar (Mountanha Verde), a regi\u00e3o do nordeste.      O interior montanhoso rola para um patamar cercado por deserto.<\/p>\n<p>Om\u00e3      tem um dos climas mais quentes do mundo &#8211; temperaturas de 130 \u00b0F (54 \u00b0C) n\u00e3o      s\u00e3o incomuns. Uma precipita\u00e7\u00e3o anual de 3 a 6 polegadas (8 a 15 cm) fornece      \u00e1gua para as nascentes e po\u00e7os que irrigam as terras agr\u00edcolas esparsas da      na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Popula\u00e7\u00e3o      e Economia<\/h4>\n<p>As      pessoas de&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0s\u00e3o      em grande parte de ascend\u00eancia \u00c1rabe. Um pequeno n\u00famero de n\u00e3o-\u00c1rabes &#8211; em      sua maioria Baluchis, Zanzibaris e Indianos &#8211; vivem nas cidades costeiras      de Muscat (Mascate), a capital, e Matrah, o porto principal. Os estrangeiros      comp\u00f5em um quarto da popula\u00e7\u00e3o e metade da for\u00e7a de trabalho n\u00e3o-agr\u00edcola.      A maioria dos cidad\u00e3os de Om\u00e3 s\u00e3o Mu\u00e7ulmanos da seita Ibadhi. O resto s\u00e3o      Sunitas ou Xiitas, com um pequeno n\u00famero de Hindus.<\/p>\n<p>At\u00e9      que o petr\u00f3leo foi descoberto na d\u00e9cada de 1960, a maioria dos Omanis cultivavam      a terra, arrebanhavam camelos e cabras, ou capturavam peixes ao longo da costa.      T\u00e2maras e limas &#8211; as principais exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas de Om\u00e3 s\u00e3o cultivadas      junto com gr\u00e3os na f\u00e9rtil plan\u00edcie costeira do nordeste. Coqueiros, trigo      e bananas s\u00e3o cultivados no sul. Om\u00e3, no entanto, deve importar grande parte      de sua comida.<\/p>\n<p><strong>Economia      &#8211; vis\u00e3o geral:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Om\u00e3&gt;\u00a0<\/strong>\u00e9      uma economia de renda m\u00e9dia que \u00e9 fortemente dependente da diminui\u00e7\u00e3o dos      recursos do petr\u00f3leo. Por causa de reservas em decl\u00ednio e uma for\u00e7a de trabalho      que cresce rapidamente, Muscat tem prosseguido ativamente um plano de desenvolvimento      que privilegia a diversifica\u00e7\u00e3o, a privatiza\u00e7\u00e3o de industrializa\u00e7\u00e3o, e, com      o objetivo de reduzir a contribui\u00e7\u00e3o do setor de petr\u00f3leo para o PIB de 9%      at\u00e9 2020 e criar mais empregos para empregar o n\u00famero crescente de Omanis      que entram no mercado de trabalho. Ind\u00fastrias do turismo e com base no g\u00e1s      s\u00e3o componentes-chave da estrat\u00e9gia do governo de diversifica\u00e7\u00e3o. No entanto,      aumenta em presta\u00e7\u00f5es sociais, particularmente desde a Primavera \u00c1rabe, vai      desafiar a capacidade do governo de efetivamente equilibrar o seu or\u00e7amento      se o decl\u00ednio das receitas do petr\u00f3leo. Usando t\u00e9cnicas de recupera\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada      de petr\u00f3leo, Om\u00e3 conseguiu aumentar a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, dando ao pa\u00eds      mais tempo para diversificar, eo aumento nos pre\u00e7os globais de petr\u00f3leo at\u00e9      2011, que proporcionou maior governamentais de recursos financeiros para investir      em setores n\u00e3o-petrol\u00edferos.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria      e Governo<\/h4>\n<p>Em      1650, o sult\u00e3o de Om\u00e3 e Muscat (como Om\u00e3 era chamado antes de 1970) expulsou      os Portugu\u00eases, que controlavam a \u00e1rea por mais de 100 anos. Durante os 1800s,      os Brit\u00e2nicos ganharam influ\u00eancia em Muscat e Om\u00e3 por meio de tratados que      abriram o com\u00e9rcio, mas o sultanato manteve sua independ\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Om\u00e3      t<\/strong>em sido governado pela dinastia Al-Sa&#8217;id desde 1749. Ele n\u00e3o tem      poder legislativo, constitui\u00e7\u00e3o ou partidos pol\u00edticos legais. O atual monarca,      o sult\u00e3o Qaboos bin Said, governa com o aux\u00edlio dos ministros que ele nomeia.      Ap\u00f3s a expuls\u00e3o de seu pai em 1970, ele aboliu a escravid\u00e3o, terminou muitas      restri\u00e7\u00f5es odiadas, reprimiu uma rebeli\u00e3o armada em Dhofar, e usou as receitas      do petr\u00f3leo para construir novas escolas, estradas e hospitais. Durante a      Guerra do Golfo de 1991, Om\u00e3 permitiu que as tropas das na\u00e7\u00f5es que se opuseram      ao Iraque de usar as instala\u00e7\u00f5es militares de Om\u00e3. Um novo Conselho Consultivo      estritamente consultivo, foi constitu\u00eddo em 1992. Em 1996, o sult\u00e3o emitiu      um decreto que clarificou a sucess\u00e3o real, previa para um primeiro-ministro,      e garantia as liberdades civis b\u00e1sicas. O governante de Om\u00e3 foi um dos apoiantes      \u00c1rabes mais francos da guerra liderada pelos EUA contra o terrorismo ap\u00f3s      os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. Em      2003, pela primeira vez, todos os cidad\u00e3os de Om\u00e3 com idade acima de 21 foram      autorizados a votar.<\/p>\n<p>Oman      permaneceu praticamente intocado pela recess\u00e3o global que come\u00e7ou no final      de 2008 e aos clamores para mudan\u00e7a de regime que varreram grande parte do      mundo \u00c1rabe, na primavera de 2011. Para manter a estabilidade, o sult\u00e3o rapidamente      endossou as queixas p\u00fablicas. Ele reformulou o seu governo, aumentou o sal\u00e1rio      m\u00ednimo e pagou os funcion\u00e1rios p\u00fablicos e aposentados, e apresentou benef\u00edcios      de desemprego. Ele tamb\u00e9m anunciou planos de criar 50 mil empregos no setor      p\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht21.jpg\" alt=\"Om\u00e3\" title=\"Om\u00e3\" \/><br \/>\n     A Grande Mesquita de Muscat foi encomendado pelo sult\u00e3o Qaboos, em 1992.<br \/>\n     Foi inaugurado em 2001 e pode acomodar at\u00e9 20 mil adoradores<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht31.jpg\" alt=\"Om\u00e3\" title=\"Om\u00e3\" \/><br \/>\n     A 70 x 60 m (230 x 197 p\u00e9s) tapete de ora\u00e7\u00e3o na sala de ora\u00e7\u00e3o principal da      Grande Mesquita de Muscat&gt;\u00a0<br \/>\n     \u00e9 a segunda maior tecido \u00e0 m\u00e3o, tapete de pe\u00e7a \u00fanica no mundo e levou quatro      anos para ser conclu\u00eddo.&gt;\u00a0<br \/>\n     O lustre principal, uma vers\u00e3o menor do que \u00e9 mostrado na foto, \u00e9 de 14 m      (46 p\u00e9s) de altura<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht41.jpg\" alt=\"Om\u00e3\" title=\"Om\u00e3\" \/><br \/>\n     O Muttrah Souq \u00e9 um bazar tradicional no maior porto mar\u00edtimo da regi\u00e3o.<br \/>\n     Antes da descoberta do petr\u00f3leo, Muttrah era o centro do com\u00e9rcio em Om\u00e3<\/strong><\/p>\n<p><strong>Richard      W. Bulliet<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: Internet      Nations<\/p>\n<h6>Om\u00e3<\/h6>\n<h4>A      Igreja Perseguida em Om\u00e3<\/h4>\n<p>36\u00aa      posi\u00e7\u00e3o na Classifica\u00e7\u00e3o de pa\u00edses por persegui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Tendo      os Emirados \u00c1rabes Unidos, a Ar\u00e1bia Saudita e o I\u00eamen como vizinhos,&gt;\u00a0<strong>Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0\u00e9      uma na\u00e7\u00e3o montanhosa localizada na Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica. Uma \u00e1rea estrat\u00e9gica      da Pen\u00ednsula de Musadem tamb\u00e9m pertence ao territ\u00f3rio omani que, assim, controla      a entrada do Golfo P\u00e9rsico.<\/p>\n<p><strong>Om\u00e3&gt;\u00a0<\/strong>possui      aproximadamente 2,5 milh\u00f5es de habitantes, em sua maioria de origem \u00e1rabe      \u0096 embora ainda exista um grupo consider\u00e1vel de baluchis paquistaneses      presente no pa\u00eds. As caracter\u00edsticas naturais de Om\u00e3 e o isolamento de seu      interior pela regi\u00e3o montanhosa pr\u00f3xima ao Golfo de Om\u00e3 transformaram o pa\u00eds      em uma das mais distintas culturas da regi\u00e3o do Golfo P\u00e9rsico.<\/p>\n<p>Apesar      de ter se tornado um protetorado brit\u00e2nico ao final do s\u00e9culo XVIII e ter      obtido sua independ\u00eancia formal apenas em 1951, Om\u00e3 tem mantido sua independ\u00eancia,      em princ\u00edpio, desde 1650. Em 1970, o pr\u00edncipe herdeiro Qaboos bin Said dep\u00f4s      seu pai e assumiu o poder, transformando o pa\u00eds em uma monarquia absolutista,      sistema que perdura at\u00e9 hoje. Partidos pol\u00edticos n\u00e3o s\u00e3o permitidos, embora      exista uma consider\u00e1vel liberdade individual. Om\u00e3 \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds no Golfo      P\u00e9rsico onde o chefe de estado \u00e9 um sult\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma      substancial parcela da popula\u00e7\u00e3o e mais de 70% de sua for\u00e7a de trabalho \u00e9      constitu\u00edda de estrangeiros. Devido a esse fato, a atmosfera religiosa em      Om\u00e3 \u00e9 muito menos tensa do que em outros pa\u00edses mu\u00e7ulmanos. Na esfera social,      o pa\u00eds enfrenta muitos problemas e est\u00e1 concentrando esfor\u00e7os para fornecer      habita\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os p\u00fablicos adequados \u0096 \u00e1gua, em particular \u0096      e para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, desencorajando, assim, a migra\u00e7\u00e3o      urbana. A economia omani \u00e9 dominada pela produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera, mas o governo      tem se esfor\u00e7ado para investir sua riqueza em programas de desenvolvimento      e na diversifica\u00e7\u00e3o de sua ind\u00fastria e agricultura.<\/p>\n<p>O      islamismo \u00e9 a religi\u00e3o oficial e a maioria dos omanis s\u00e3o abaditas caridjitas.      H\u00e1 uma minoria que pratica o hindu\u00edsmo, composta principalmente de indianos,      paquistaneses e cingaleses que trabalham nos campos de petr\u00f3leo.<\/p>\n<h4>A      Igreja<\/h4>\n<p>Embora      as comunidades crist\u00e3s j\u00e1 estivessem presentes na antiga Ar\u00e1bia desde o primeiro      s\u00e9culo da era crist\u00e3, \u00e9 muito pouco prov\u00e1vel que alguma delas tenha se estabelecido      em Om\u00e3 j\u00e1 naquela \u00e9poca. No s\u00e9culo VII, o triunfo do islamismo resultou na      total erradica\u00e7\u00e3o do cristianismo da regi\u00e3o e, assim, Om\u00e3 s\u00f3 foi receber seus      primeiros mission\u00e1rios, um grupo padres cat\u00f3licos do I\u00eamen, em 1841. As miss\u00f5es      protestantes chegaram ao pa\u00eds com Samuel Zwemer, um mission\u00e1rio presbiteriano      norte-americano, em 1889. Hoje, a comunidade crist\u00e3 no pa\u00eds \u00e9 quase que inteiramente      formada por estrangeiros e o n\u00famero de cidad\u00e3os omanis convertidos ao cristianismo      \u00e9 estimado em apenas vinte. N\u00e3o h\u00e1 igrejas ou comunidades crist\u00e3s omanis estabelecidas      no pa\u00eds e os omanis crist\u00e3os mant\u00eam poucas rela\u00e7\u00f5es uns com os outros porque      precisam manter a sua f\u00e9 em sigilo.<\/p>\n<h4>A      Persegui\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Assim      como nos Emirados \u00c1rabes Unidos, a liberdade religiosa \u00e9 amplamente assegurada      aos profissionais estrangeiros que vivem no pa\u00eds. H\u00e1 cultos de v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es      em diferentes idiomas e n\u00e3o h\u00e1 restri\u00e7\u00f5es \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o de estrangeiros,      o que tem possibilitado um constante movimento de convers\u00f5es entre os asi\u00e1ticos.      Infelizmente, a evangeliza\u00e7\u00e3o de mu\u00e7ulmanos \u00e9 estritamente proibida. Al\u00e9m      disso, os omanis n\u00e3o podem assistir aos cultos crist\u00e3os e est\u00e3o proibidos      de se converter a outras religi\u00f5es.<\/p>\n<h4>O      Futuro<\/h4>\n<p>Embora      seja bastante prov\u00e1vel que a liberdade religiosa para os estrangeiros persista      nos pr\u00f3ximos anos, tudo indica que o pre\u00e7o a ser pago por ela continuar\u00e1 sendo      o mesmo que se paga hoje, ou seja, a evangeliza\u00e7\u00e3o de omanis ainda ter\u00e1 de      ser feita no mais absoluto sigilo. Portanto, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que os crist\u00e3os      de cidadania omani ultrapassem uma ou duas centenas de pessoas antes de 2050,      a menos que mudan\u00e7as significativas ocorram.<\/p>\n<h4>Motivos      de Ora\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>1.&gt;\u00a0<\/strong>A        igreja desfruta de certa liberdade. Louve e agrade\u00e7a a Deus pela consider\u00e1vel        presen\u00e7a de crist\u00e3os entre os profissionais estrangeiros. Pe\u00e7a que eles        encontrem oportunidades para testemunhar com discri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2.&gt;\u00a0<\/strong>A        na\u00e7\u00e3o tem se beneficiado da forma eficiente de aplica\u00e7\u00e3o de recursos praticada        pelo governo. Ore para que as organiza\u00e7\u00f5es crist\u00e3s de ajuda humanit\u00e1ria        e desenvolvimento social sejam capazes de servir ao governo com excel\u00eancia        e integridade.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong>&gt;\u00a0A        igreja tem liberdade para evangelizar os estrangeiros. Ore para que esta        liberdade seja usada com sabedoria para alcan\u00e7ar os in\u00fameros profissionais        origin\u00e1rios de outras na\u00e7\u00f5es do Oriente M\u00e9dio e da \u00c1sia.<\/p>\n<p><strong>4.&gt;\u00a0<\/strong>Muitos        crist\u00e3os mant\u00eam sua identidade religiosa em sigilo. Ore pedindo prote\u00e7\u00e3o        e sabedoria a esses irm\u00e3os para que descubram oportunidades seguras de compartilhar        sua f\u00e9.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Capital:<\/strong>&gt;\u00a0Mascate<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o:&gt;\u00a0<\/strong>2,5      milh\u00f5es (78% urbana)<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea:<\/strong>\u00a0212.547 km2<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>&gt;\u00a0Sudoeste      da \u00c1sia<\/p>\n<p><strong>Idiomas:<\/strong>\u00a0\u00c1rabe, ingl\u00eas, baluchi, urdu, e dialetos      regionais<\/p>\n<p><strong>Religi\u00e3o:<\/strong>\u00a0Islamismo 89%, cristianismo 9,6%,      hindu\u00edsmo 1%<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o Crist\u00e3:\u00a0<\/strong>240 mil, fatia da popula\u00e7\u00e3o      em crescimento acelerado<\/p>\n<p><strong>Persegui\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Isolada<\/p>\n<p><strong>Restri\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong>Mu\u00e7ulmanos s\u00e3o proibidos de se converter      e de participar de cultos crist\u00e3os. Estrangeiros t\u00eam liberdade de culto e      podem ser evangelizados.<\/p>\n<h4>No      s\u00e9culo XXI\u0085<\/h4>\n<p>Apesar      das atuais restri\u00e7\u00f5es, haver\u00e1 pouco risco e perigo pessoal no que se refere      \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: www.portasabertas.org.br<\/p>\n<h6>Om\u00e3<\/h6>\n<p><strong>Nome Oficial:\u00a0<\/strong>Om\u00e3<\/p>\n<p><strong>Capital:\u00a0<\/strong>Mascate<\/p>\n<p><strong>Idioma:<\/strong>\u00a0\u00e1rabe (oficial)<\/p>\n<p><strong>Data Nacional:<\/strong>\u00a018 de novembro (Dia da P\u00e1tria)<\/p>\n<p><strong>Nacionalidade:\u00a0<\/strong>omani<\/p>\n<p><strong>Moeda:<\/strong>\u00a0RIAL OMANI<\/p>\n<p><strong>Tipo de Governo:<\/strong>\u00a0Monarquia isl\u00e2mica (sultanato)<\/p>\n<p><strong>Religi\u00e3o:<\/strong>\u00a0islamismo 75% (abaditas 56%, outros      islamitas 19%), hindu\u00edsmo 25% (1994)<\/p>\n<h4>LOCALIZA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Localizado      no extremo leste da pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, Om\u00e3 tem um relevo variado. H\u00e1 montanhas,      plan\u00edcies salinas, desertos, o\u00e1sis e praias inexploradas. A pen\u00ednsula de Musadem,      separada do resto do pa\u00eds pelos Emirados \u00c1rabes Unidos, domina a entrada do      estreito de Ormuz, por onde passam dois ter\u00e7os do tr\u00e1fego mundial de petr\u00f3leo.      Majoritariamente mu\u00e7ulmana, a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 formada por omanis (73,5%), de origem      \u00e1rabe. Apesar de as reservas de petr\u00f3leo n\u00e3o estarem entre as maiores do Oriente      M\u00e9dio, cerca de 90% do PIB \u00e9 resultado da exporta\u00e7\u00e3o do produto. O governo      tem investido parte dessa riqueza na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o.      Um grande n\u00famero de omanis vive at\u00e9 hoje da agricultura &#8211; a produ\u00e7\u00e3o de t\u00e2maras      \u00e9 significativa &#8211; e da pesca.<\/p>\n<p>Como      todos os pa\u00edses da pen\u00ednsula Ar\u00e1bica esteve na esfera de influ\u00eancia da Gr\u00e3-Bretanha      por uma boa parte do s\u00e9culo XIX e XX. No s\u00e9culo XIX, os brit\u00e2nicos chegaram      a dominar toda a regi\u00e3o, por meio da posse de extenso territ\u00f3rio ou de acordos      com pr\u00edncipes locais.<\/p>\n<p>O      sultanato foi governado de 1932 a 1970 por Said bin Taimur, fiel aliado dos      brit\u00e2nicos. Mas a presen\u00e7a destes n\u00e3o ultrapassou os cofres da corte, as armas      do Ex\u00e9rcito e os equipamentos de explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera. Said bin Taimur reinou      como soberano absoluto e obscurantista, proibindo qualquer influ\u00eancia moderna      sobre seu povo, que vivia da agricultura, da pecu\u00e1ria e da pesca, em regime      de pura subsist\u00eancia. A popula\u00e7\u00e3o estava impedida de ter r\u00e1dio ou bicicleta,      de usar rem\u00e9dios e antibi\u00f3ticos desenvolvidos no Ocidente ou de assistir a      espet\u00e1culos art\u00edsticos. Essa falta de perspectivas, a escravid\u00e3o que ainda      existia e a situa\u00e7\u00e3o de pauperismo em que se encontrava o povo contribu\u00edram      para o surgimento de rebeli\u00f5es populares, como a guerra civil que assolou      a prov\u00edncia de Jebel Akhdar entre 1957 e 1959, sufocada com aux\u00edlio das For\u00e7as      Armadas brit\u00e2nicas.<\/p>\n<p><strong>Jebel      Akhdar 1958-59<\/strong><\/p>\n<p>Limitando-se      ao norte com o golfo de Om\u00e3, a leste e ao sul com o mar da Ar\u00e1bia, a sudoeste      com o Iemem, a oeste com a Ar\u00e1bia Saudita e a noroeste com os Emirados \u00c1rabes      Unidos, o Sultanato de Om\u00e3 tem localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, cujo peso pol\u00edtico      aumentou ap\u00f3s a crise do petr\u00f3leo de 1973. Mas antes disso na d\u00e9cada de 50      Om\u00e3 chamou a aten\u00e7\u00e3o da Gr\u00e3-Bretanha por causa da sua guerra civil.<\/p>\n<p>As      insatisfa\u00e7\u00f5es que resultaram na guerra civil de 1957-59 s\u00e3o de origem bem      remota. No fim do s\u00e9culo VII. sob o dom\u00ednio dos califas de Bagd\u00e1. a popula\u00e7\u00e3o      de Mascate e Om\u00e3 converteu-se ao islamismo. A autoridade de seus l\u00edderes religiosos,      os im\u00e3s da seita ibadi. ia muito al\u00e9m das quest\u00f5es de f\u00e9. Pelos s\u00e9culos afora,      o poder central do sult\u00e3o s\u00f3 era efetivo sobre a estreita faixa litor\u00e2nea.      Nas \u00e1reas desoladas do interior, as tribos \u00e1rabes freq\u00fcentemente mantinham      sua independ\u00eancia e continuavam fi\u00e9is a seus xeques e ao im\u00e3. Os conflitos      entre fac\u00e7\u00f5es rivais tornaram-se cr\u00f4nicos e, em 1793, ap\u00f3s expulsar os turcos,      o im\u00e3 Ahmed ibn Said tomou o poder e fundou a atual dinastia reinante. No      in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, depois de um surto expansionista. Mascate e Om\u00e3 controlavam      Zanzibar (ilha no oceano \u00cdndico), parte do litoral da P\u00e9rsia e trechos do      atual Paquist\u00e3o, formando o mais poderoso Estado da Ar\u00e1bia.<\/p>\n<p>Ansiosa      por impedir o acesso da Fran\u00e7a \u00e0s riquezas da regi\u00e3o, a Inglaterra firmou      com o sult\u00e3o um tratado de amizade e coopera\u00e7\u00e3o, impondo aos poucos sua influ\u00eancia      sobre Om\u00e3 e Mascate, este um rico entreposto que detinha o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio      de caf\u00e9 no Oriente M\u00e9dio e constitu\u00eda um movimentado mercado de compra e venda      de escravos.<\/p>\n<p>Em      1832. a capital foi transferida para Zanzibar, por\u00e9m a morte do sult\u00e3o Said      ibn Sultan. em 1856, levou ao desmembramento de seus dom\u00ednios, em meio a violentas      disputas pela sucess\u00e3o. A media\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica conseguiu, por um acordo firmado      em 1861, separar Zanzibar de Mascate e, a partir da\u00ed, as rela\u00e7\u00f5es entre o      sultanato e a Gr\u00e3-Bretanha estreitaram-se cada vez mais.<\/p>\n<p>A      proibi\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos, no final do s\u00e9culo XIX, abalou a economia      do pa\u00eds e em 1891, quando as na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias voltaram a aten\u00e7\u00e3o para as reservas      de petr\u00f3leo do golfo P\u00e9rsico, o sultanato concedeu a Inglaterra a exclusividade      para explorar partes de seu territ\u00f3rio. O sult\u00e3o passou a ter a assessoria      de um conselheiro ingl\u00eas para neg\u00f3cios estrangeiros. o que levou naturalmente      a inger\u00eancias em sua pol\u00edtica interna.<\/p>\n<p>Entre      1913 e 1920, tribos do interior de Om\u00e3 se rebelaram contra o sult\u00e3o de Mascate      e declararam obedi\u00eancia ao im\u00e3. Este foi assassinado em 1920 e o sult\u00e3o assinou      o Tratado de Sib, pelo qual o novo im\u00e3 reconheceu a primazia do sult\u00e3o, em      troca de maior autonomia para as tribos do interior. No entanto, os termos      do acordo n\u00e3o foram suficientes para assegurar uma paz duradoura. A presen\u00e7a      inglesa, inclusive no plano militar, acentuou-se gradativamente. com o refor\u00e7o      de novos tratados de com\u00e9rcio e navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim,      em 1955 tropas brit\u00e2nicas intervieram em favor do sult\u00e3o Said ibn Taimur,      no poder desde 1932, contra o rec\u00e9m-investido im\u00e3 Ghalib ibn Ali, que denunciou      o tratado de 1920, pleiteou a cria\u00e7\u00e3o de um territ\u00f3rio independente com o      apoio da Ar\u00e1bia Saudita (que tinha fortes interesses no petr\u00f3leo de Om\u00e3) e      a simpatia do Egito de Nasser (franco opositor dos brit\u00e2nicos), e exigiu novas      prerrogativas para as tribos do interior.<\/p>\n<p>Os      direitos do sult\u00e3o de conceder licen\u00e7a para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo passaram      a ser contestados por Ghalib e pelo poderoso xeque Suleiman ibn Himyar, da      tribo beni-riyain, que habitava as montanhas no Hajar. A rebeli\u00e3o pretendia      destruir o sult\u00e3o, contando com os sauditas para fornecimento de armas e outros      equipamentos b\u00e9licos. Mas Ghalib calculou mal a hora de agir, iniciando a      revolta antes que suas for\u00e7as estivessem bem preparadas. Assim, foi muito      f\u00e1cil para o sult\u00e3o Said e seus aliados brit\u00e2nicos repelir os insurretos.<\/p>\n<p>O      im\u00e3 rendeu-se, mas seu irm\u00e3o Talib ibn Ali, vindo do Egito, desembarcou na      costa nordeste do sultanato. com cerca de oitenta homens armados, e dirigiu-se      para Jebel Akhdar (&#8220;Montanha Verde&#8221;), uma regi\u00e3o de penhascos quase      verticais, onde se situa o ponto culminante do Hajar, com poucas e dif\u00edceis      vias de acesso.<\/p>\n<p>Era      junho de 1957 e o sult\u00e3o, informado do fato. enviou um regimento a Hamra.      a fim de interceptar os rebeldes em sua marcha para o interior. No entanto,      o xeque Suleiman veio em socorro de Talib e atacou as tor\u00e7as do sult\u00e3o; o      regimento de Om\u00e3. cercado, retirou-se \u00e0s pressas, abandonando cidades-chaves      como Nizwa e Firq.<\/p>\n<p>Impotente      para controlar a situa\u00e7\u00e3o, o sult\u00e3o pediu aux\u00edlio \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha. Em fins      de julho de 1957, um pequeno grupo armado chegou a Om\u00e3, compreendendo duas      companhias dos Cameronians, vindos de Bahrain, e um destacamento do 15\u00ba\/19\u00ba      Hussardos Reais, vindo de Aden, com seus carros de reconhecimento Ferret,      junto com seu comandante, o general-de-brigada J. A. R. Robertson.<\/p>\n<p>Ao      deparar com um quadro militar ca\u00f3tico e potencialmente desastroso, Robertson      decidiu empenhar suas tor\u00e7as, antes de tudo, na reconquista de Nizwa.<\/p>\n<p>Desfechada      em agosto, a vitoriosa investida teve apoio da Real For\u00e7a A\u00e9rea (RAF) (que      usou avi\u00f5es Venoms, Sharjah, Talib e Suleiman), do Ex\u00e9rcito de Om\u00e3 da Tr\u00e9gua      (TOS), que tinha oficialato brit\u00e2nico, e do que restava das For\u00e7as Armadas      do Sult\u00e3o (SAF).<\/p>\n<p>Os      insurretos refugiaram-se nas montanhas e, como o contingente brit\u00e2nico diminuiu      (os Cameronians voltaram para Aden antes de chegar setembro), foi a fraca      e mal equipada SAF que ficou encarregada de prover a maior for\u00e7a para enfrentar      os rebeldes em Jebel Akhdar.Em tais condi\u00e7\u00f5es, o poder do sult\u00e3o continuou      amea\u00e7ado. Era essencial chegar a uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse.<\/p>\n<p>Por      isso mais uma vez a ajuda externa foi solicitada. Em janeiro de 1958. pressionado      pelo governo brit\u00e2nico, o sult\u00e3o realizou algumas reformas sociais indispens\u00e1veis,      em troca de equipamentos, treinamento militar e aperfei\u00e7oamento da SAF. Tr\u00eas      meses depois, o coronel David Smiley, da Cavalaria Real brit\u00e2nica, chegou      a Om\u00e3 na qualidade de chefe do Estado-Maior da SAF, cujas for\u00e7as come\u00e7ou a      reorganizar, tendo como objetivo a derrota final dos rebeldes de Jebcl Akhdar.      Smiley pegou o remanescente do contingente brit\u00e2nico foi usado para providenciar      a expans\u00e3o das for\u00e7as nativas que contaria com alguns oficiais brit\u00e2nicos      e o apoio de alguns commandos dos Royal Marines, de pessoal do Real Corpo      de Sinaleiros, do Corpo M\u00e9dico, de uma tropa dos 13\u00ba\/18\u00ba Hussardos Reais e      alguns pilotos da RAF.<\/p>\n<p>O      SAF teve algum \u00eaxito contendo os rebeldes no Jebel Akhdar em fins de 1957      e inicio de 1958. Ao longo de 1958, minas terrestres na estrada entre Mascate      e Nizwa destru\u00edram v\u00e1rios ve\u00edculos militares. Entre agosto e dezembro um Esquadr\u00e3o      do Life Guards substituiu os Hussardos, e perdeu 80% de seus Ferrets para      as minas, com algumas vitimas. A RAF informou que foi alvo de fogo antia\u00e9reo      de calibre .50 na \u00e1rea de Jebel.<\/p>\n<p>Smiley      achou que a amea\u00e7a rebel estava crescendo e que era necess\u00e1rio capturar Jebel      o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, mas sabia que n\u00e3o podia fazer isso com as suas for\u00e7as      atuais. Em junho de 1958, o Secret\u00e1rio de Estado para Guerra, Christopher      Soames, visitou Smiley e este lhe pediu tropas adicionais, especialmente as      do tipo Commandos, P\u00e1ra-quedistas ou SAS. Smiley disse que o 22 SAS estaria      saindo da Mal\u00e1sia com destino a Gr\u00e3-Bretanha em julho e sugeriu um pequeno      desvio de rota.<\/p>\n<p>O      Esquadr\u00e3o D do 22 SAS, comandando pelo major John Watts, chegou a Om\u00e3 pela      metade de novembro de 1958. O Esquadr\u00e3o de D, estava organizado em quatro      tropas de cerca de 16 homens cada.<\/p>\n<p>Logo      ap\u00f3s a sua chegada, teve in\u00edcio o patrulhamento das vizinhan\u00e7as de Hijar e      Tanuf. Em dezembro, um ataque a Aquabat ai Dhafar fracassou, obrigando Smiley      a rever sua estrat\u00e9gia e pedir mais refor\u00e7os. Ele percebeu que um s\u00f3 esquadr\u00e3o      do SAS n\u00e3o seria suficiente para tomar Jebel e assim em 12 de janeiro de 1959,      chegou o Esquadr\u00e3o A do 22 SAS, comandando pelo major John Cooper. Pouco antes      disso, em 1\u00ba de janeiro, o comandante do 22 SAS, Tenente Coronel Tony Deane-Drummond,      chegou a Mascate e estabeleceu um QG t\u00e1tico conjunto no dia 8 de janeiro em      Nizwa. Depois de fazer o reconhecimento a\u00e9reo de Jebel Akhdarm, esse oficial      concluiu que seus homens seriam mais \u00fateis em pequenos ataques indiretos.<\/p>\n<p>O      primeiro deles visaria \u00e0 tomada dos povoados de Habih, Saiq c Sharaijah. sem      os quais os revoltosos n\u00e3o poderiam manter posi\u00e7\u00e3o ao norte. Para atingir      os povoados era preciso seguir uma rota acidentada e \u00edngreme que n\u00e3o era vigiada.<\/p>\n<p>Foi      decidido que um ataque direta a Jebel, seria realizado na noite de 25 para      26 de janeiro. Uma for\u00e7a mista do SAS(Esquadr\u00e3o A e D)\/SAF faria o ataque.<\/p>\n<p>Entre      18 e 22 de janeiro, parte das for\u00e7as mistas brit\u00e2nicas e do sult\u00e3o realizaram      alguns ataques contra Aquabat ai Dhafar, Tanuf e Izki, para atrair a aten\u00e7\u00e3o      dos rebeldes. Na noite do ataque, dos 100 rebeldes colocados para guardar      os acessos a Jebel, s\u00f3 um estava na rota escolhida pelo SAS. Por\u00e9m o ataque      foi adiado por 24 horas devido as nuvens baixas, que n\u00e3o permitiriam o apoio      necess\u00e1rio da RAF.<\/p>\n<p>No      dia 26 a for\u00e7a mista SAS\/SAF marchou at\u00e9 Kamuh. A marcha, lenta e dif\u00edcil,      obrigou os soldados do SAS a abandonar suas mochilas para ag\u00fcentar o \u00faltimo      trecho da subida, j\u00e1 de noite. As 21:00 o SAS iniciou o ataque a Jebel. A      for\u00e7a tinha recebido tamb\u00e9m apoio de um pelot\u00e3o do Regimento de Mascate e      de membros de algumas tribos. As armas de 5.5mm das for\u00e7as do Sult\u00e3o proveram      tamb\u00e9m apoio para a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao      amanhecer, o grupo de ataque a\u00e9reo da RAF, composto por Venoms e dois helic\u00f3pteros,      veio refor\u00e7ar o pessoal de terra, que, chegando ao objetivo, logo dominou      uma oposi\u00e7\u00e3o fraca e desordenada. Tr\u00eas Valettas lan\u00e7aram cerca de 7,5 toneladas      de equipamentos, muni\u00e7\u00e3o, comida e \u00e1gua para as tropas.<\/p>\n<p>Rapidamente      o SAS tomou a posi\u00e7\u00e3o inimiga. Por\u00e9m os l\u00edderes rebeldes conseguiram fugir.      O SAS e as SAF avan\u00e7aram mais para vasculhar povoados, localizar dep\u00f3sitos      subterr\u00e2neos de armas e documentos e assegurar assim completa vit\u00f3ria sobre      os rebeldes.<\/p>\n<p>O      membros das tribos rebeldes se renderam e entregaram uma grande quantidade      de armas enviadas pelo Ex\u00e9rcito saudita, quando lhes foi assegurado que nenhuma      repres\u00e1lia seria levada contra eles.<\/p>\n<p>A      R\u00e1dio Cairo tinha informado que no ataque a Jebel Akhdar, tinham sido empregadas      120.000 soldados brit\u00e2nicos e Moscou refor\u00e7ou a mentira dizendo que 13.000      p\u00e1ra-quedistas brit\u00e2nicos tinham saltando na \u00e1rea. Na verdade apenas 1.000      homens tinham participado do ataque, sendo que s\u00f3 250 eram brit\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Tropas      brit\u00e2nicas e das SAF patrulharam Jebel por mais duas semanas e a \u00e1rea foi      toda mapeada, tamb\u00e9m foi constru\u00edda uma pista de aterrissagem. Uma companhia      das SAF estabelecido um acampamento perto da pista de pouco e um oficial brit\u00e2nico      ligado as SAF foi designado Governador Militar do Jebel Akhdar.<\/p>\n<p>Os      l\u00edderes rebeldes tinham conseguido chegar at\u00e9 a Ar\u00e1bia Saudita. Eles comandavam      uma pequeno grupo de rebeldes leais que permaneceram em Om\u00e3. Esse grupo passou      a minar estradas novamente no ver\u00e3o 1959. Smiley percebeu que as SAF n\u00e3o tinham      n\u00fameros suficientes de soldados para parar o fluxo de minas vindos da Ar\u00e1bia      Saudita e conseguiu montar uma for\u00e7a paramilitar, os Gendarmeries, que com      as SAF e a Marinha Real reduziu o contrabando de armas. Um sistema de recompensas      e repres\u00e1lias ajudou a comunicar a mensagem e Smiley continuou remodelando      as SAF depois que o SAS partiu em mar\u00e7o de 1959.<\/p>\n<p>Mas      o movimento contra a presen\u00e7a brit\u00e2nica em Om\u00e3 traria novos problemas.<\/p>\n<p>Quando      Smiley deixou Om\u00e3 em 1961, as SAF contavam com uma de 2.000 homens. Havia      uma paz intranq\u00fcila na \u00e1rea. Durante a campanha, entre janeiro de 1958 e janeiro      de 1959, as SAF tinham sofrido 8 mortos e 51 feridos. Os brit\u00e2nicos perderam      1 oficial que servia com as SAF, 3 homens do SAS, 2 Royal Marines e um membro      do Real Corpo de Sinaleiros. Eles tamb\u00e9m tiveram seis feridos, um SAS, tr\u00eas      dos Life Guards e dois Royal Marines.<\/p>\n<p><strong>Revolta      em Dhofar (69-76)<\/strong><\/p>\n<p>Apesar      da vit\u00f3ria em Jebel Akhdar a instabilidade pol\u00edtica em Om\u00e3 continuou. Nos      anos 60, a prov\u00edncia de Dhofar, no extremo sul do pa\u00eds, tornou-se foco de      rebeli\u00f5es populares e movimentos de guerrilha. Os dhofari que deixavam a prov\u00edncia      em busca de trabalho no exterior logo chegavam \u00e0 conclus\u00e3o de que a mis\u00e9ria      e o atraso de sua terra natal resultavam, em boa parte, do regime reacion\u00e1rio      do sult\u00e3o. Motivados p\u00ealos ideais do nacionalismo \u00e1rabe e contr\u00e1rios as posi\u00e7\u00f5es      do sult\u00e3o e \u00e0 interfer\u00eancia brit\u00e2nica, militantes dhofaris criaram em 1962      a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Dhofar (FLD), liderada por Mussalin bin Nufl.<\/p>\n<p>Apoiados      pelo Egito (sob influ\u00eancia sovi\u00e9tica) e Iraque, tr\u00eas anos depois, a FLD iniciou      opera\u00e7\u00f5es de guerrilha em pequena escala, baseada em emboscadas e sabotagens.      O FDL era pobremente armado e equipado, mas algum de seus soldados tinham      lutado com outros ex\u00e9rcitos \u00e1rabes.<\/p>\n<p>A      rebeli\u00e3o em Dhofar assumiu propor\u00e7\u00f5es bem mais graves do que uma simples revolta      de n\u00f4mades. Em termos de idioma e cultura, as tribos da isolada prov\u00edncia      meridional do sultanato estavam muito mais pr\u00f3ximas dos sul-iemenitas do que      dos demais habitantes de Om\u00e3. Aos revoltosos juntaram-se pastores n\u00f4mades,      acostumados a andar armados, e emigrantes que tinham conhecido o progresso      e as novas id\u00e9ias pol\u00edticas dos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p>A      regi\u00e3o da prov\u00edncia de Dhofar oferece terreno excelente para a t\u00e1tica militar      de guerrilha. Suas principais cidades est\u00e3o situadas numa estreita plan\u00edcie      costeira e o interior \u00e9 regi\u00e3o montanhosa, com escarpas \u00edngremes e vales,      transit\u00e1vel apenas pelas rotas dos camelos. Durante quatro meses por ano a      regi\u00e3o mergulha em n\u00e9voas, trazidas p\u00ealos ventos das mon\u00e7\u00f5es e as chuvas fazem      nascer uma espessa vegeta\u00e7\u00e3o, e isto oferece excelente cobertura para as for\u00e7as      guerrilheiras.<\/p>\n<p>Nos      dois primeiros anos do movimento, a guerrilha contava com pouco mais de 200      militantes, mas fez dezenas de v\u00edtimas. As For\u00e7as Armadas do Sult\u00e3o (FAS),      compreendendo os regimentos de Mascate, do Deserto e da Fronteira Norte, tinham      poucos efetivos e equipamento limitado e recebia aux\u00edlio espor\u00e1dico da Ar\u00e1bia      Saudita.<\/p>\n<p>Cerca      de mil soldados das FAS mantiveram-se estacionados na regi\u00e3o no in\u00edcio das      hostilidades. A maioria dos oficiais era brit\u00e2nica e muitas das tropas, tamb\u00e9m      estrangeiras, como os baluchis do Paquist\u00e3o, pa\u00eds com o qual Om\u00e3 mantinha      v\u00ednculos tradicionais. A For\u00e7a A\u00e9rea do Sult\u00e3o de Om\u00e3 (FASO) dispunha apenas      de um jato Skymaster e era auxiliada pela Real For\u00e7a A\u00e9rea brit\u00e2nica (RAF),      que mantinha uma base na cidade de Salalah.<\/p>\n<p>Em      fins de 1967, a Gr\u00e3-Bretanha afinal se retirou de Aden e ent\u00e3o fundou-se a      Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Popular do l\u00eamen do Sul. O governo da nova Rep\u00fablica      era de orienta\u00e7\u00e3o marxista e logo exerceu grande influ\u00eancia nos conflitos      do vizinho Dhofar. Do ponto de vista militar, os guerrilheiros passaram a      dispor de uma base segura al\u00e9m das fronteiras e de uma rota para o fornecimento      de armas. Politicamente, o movimento ganhou novos simpatizantes &#8211; a Uni\u00e3o      Sovi\u00e9tica e a China. A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Popular do l\u00eamen do Sul chegou      a enviar &#8220;assessores&#8221; para a prov\u00edncia de Dhofar.<\/p>\n<p>Durante      um congresso realizado em junho de 1968, a lideran\u00e7a nacionalista da FLD foi      substitu\u00edda por um Comando Geral dominado p\u00ealos comunistas e chefiado por      Muhammad Ahmad al-Ghassani. A ideologia marxista foi adotada e o objetivo      de independ\u00eancia substitu\u00eddo pelo projeto de varrer a influ\u00eancia brit\u00e2nica      dos pa\u00edses do golfo. Enviaram-se guerrilheiros para treinamento na URSS e      na China e muitos jovens de Dhofar receberam instru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e de t\u00e1ticas      de guerrilha no l\u00eamen do Sul. O nome da organiza\u00e7\u00e3o foi mudado para Frente      Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o do Golfo \u00c1rabe Ocupado (FPLGAO). E seus militantes      deram in\u00edcio a um intenso trabalho de mobiliza\u00e7\u00e3o popular, que obteve relativo      sucesso entre os dhofaris.<\/p>\n<p>Por\u00e9m      o verniz do marxismo n\u00e3o foi aceito pelas bases da FLD, integradas por montanheses      ciosos de suas tradi\u00e7\u00f5es tribais e devotados ao Isl\u00e3. Surgiram diverg\u00eancias      no movimento rebelde, que no futuro foram aproveitadas pelas equipes do SAS      que organizavam os guerrilheiros que desertaram em unidades militares (os      firqats).<\/p>\n<p>Em      23 de agosto de 1969, os guerrilheiros capturaram o principal centro administrativo      a oeste de Dhofar, Rakyhut. Os rebeldes conseguiram estabelecer controle quase      absoluto sobre o oeste e avan\u00e7aram na regi\u00e3o a leste da \u00e1rea de Salalah, capital      de Dhofar, que reduziu-se a um enclave fortificado montado por tr\u00e1s de uma      cerca de arame farpado constru\u00edda em 1966, que abrangia a \u00e1rea urbana, o pal\u00e1cio      do sult\u00e3o e a base da RAF. Os rebeldes, armados, minavam as bases de um governo      aliado da Gr\u00e3-Bretanha e o processo parecia irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>Diante      do alastramento da rebeli\u00e3o, Said bin Taimur adotou medidas ainda mais repressivas.      Prisioneiros foram executados publicamente e seus corpos expostos por v\u00e1rios      dias. As tropas do governo atacaram aldeias suspeitas de apoiarem os guerrilheiros      e destru\u00edram seus po\u00e7os &#8211; uma vingan\u00e7a cruel numa regi\u00e3o \u00e1rida, onde a vida      se organiza em fun\u00e7\u00e3o das raras nascentes de \u00e1gua. A popula\u00e7\u00e3o do Dhofar aderiu      em massa \u00e0 guerrilha, enquanto a FAS tentava pelo menos manter o controle      da plan\u00edcie costeira.<\/p>\n<p>Em      1970, as atividades guerrilheiras j\u00e1 haviam conseguido desestabilizar o governo      e suas for\u00e7as armadas. Em meio \u00e0 crise, muitos oficiais renunciaram a seus      postos. Neste mesmo ano, oficiais superiores brit\u00e2nicos, inclusive do 22\u00ba      Regimento do Servi\u00e7o A\u00e9reo Especial brit\u00e2nico (22 SAS), reuniram-se para analisar      a situa\u00e7\u00e3o em Om\u00e3.<\/p>\n<p>O      \u00eaxito da campanha brit\u00e2nica (com auxilio do SAS) na Mal\u00e1sia e em Born\u00e9u dependera,      em parte, do estabelecimento de boas rela\u00e7\u00f5es com a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>A      crise em Dhofar parecia exigir esfor\u00e7o semelhante, para conquistar os &#8220;cora\u00e7\u00f5es      e mentes&#8221; das tribos montanhesas. Nesse processo, a cria\u00e7\u00e3o de postos      m\u00e9dicos e veterin\u00e1rios no Jebel seria t\u00e3o importante quanto o trabalho sistem\u00e1tico      de coleta de informa\u00e7\u00f5es, base de toda campanha antiinsurrecional vitoriosa.<\/p>\n<p><strong>O      golpe do sult\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Sob      o sult\u00e3o Said bin Taimur, tal programa seria imposs\u00edvel. No entanto, em 23      julho de 1970, o seu \u00fanico filho, Qaboos, de 29 anos, lidera um golpe de estado      palaciano (mais uma vez com o apoio brit\u00e2nico, embora esses o negassem) e      dep\u00f5e o seu pai, que passar\u00e1 o resto da sua vida no ex\u00edlio em Londres.<\/p>\n<p>Qaboos      tinha estudado na academia militar brit\u00e2nica de Sandhurst e servido num regimento      de infantaria brit\u00e2nico. Imbu\u00eddo de id\u00e9ias um pouco mais progressistas, mas      permanecendo pr\u00f3-brit\u00e2nico como o pai, Qabus bin Said tencionava obter a confian\u00e7a      do povo mediante a melhoria econ\u00f4mica de suas condi\u00e7\u00f5es e a importa\u00e7\u00e3o de      tecnologia ocidental.<\/p>\n<p>O      pa\u00eds parecia estar saindo do obscurantismo. O sult\u00e3o Qabus anunciou de imediato      uma s\u00e9rie de reformas modernizadoras e pediu aos rebeldes sua coopera\u00e7\u00e3o para      desenvolver o pa\u00eds atrav\u00e9s de projetos de desenvolvimento econ\u00f4mico, oferecendo      \u00e1gua encanada, assist\u00eancia m\u00e9dica, instru\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o, usando para isso      as rendas do estado (provenientes do petr\u00f3leo) que antes eram usadas exclusivamente      para a defesa e para alimentar o luxo da corte. E pa\u00eds precisava desta moderniza\u00e7\u00e3o      e da altera\u00e7\u00e3o radical da sua economia semi-feudal, pois Om\u00e3 s\u00f3 tinha dez      quil\u00f4metros de estrada asfaltada (entre Mascate e Matara), tr\u00eas escolas prim\u00e1rias      e um hospital administrado por mission\u00e1rios norte-americanos. Contrariamente      aos seus vizinhos, que se encontravam ent\u00e3o em franco desenvolvimento.<\/p>\n<p>S\u00f3      os antigos membros da Frente de Libera\u00e7\u00e3o do Dhofar (FLD) responderam favoravelmente.      A Frente Popular pela Liberta\u00e7\u00e3o do Golfo \u00c1rabe Ocupado recusou a oferta,      pois acreditava que tinha condi\u00e7\u00f5es de tomar o poder. Diante disto, al\u00e9m dos      projetos desenvolvimento econ\u00f4mico o sult\u00e3o tamb\u00e9m investiu pesado na amplia\u00e7\u00e3o      das For\u00e7as Armadas. Era clara a insatisfa\u00e7\u00e3o das bases do FLD com a FPLGAO,      e isto seria explorado pelo SAS. Em agosto de 1970, o nome Mascate deixou      de ser parte do t\u00edtulo do pa\u00eds que passou a se chamar Sultanato de Om\u00e3.<\/p>\n<p>Com      a r\u00e1pida amplia\u00e7\u00e3o dos quadros das FAZ acrescentou-se um quarto regimento,      o de Jebel, e as unidades existentes foram refor\u00e7adas com tropas e novas armas,      incluindo barcos de patrulha ligeiros (os novos e velozes Brooke Maine que      possibilitaram o aumento do controle sobre as rotas mar\u00edtimas). A FASO recebeu      uma frota de helic\u00f3pteros e doze jatos Strikemaster (vers\u00e3o armada dos treinadores      a jato Provost). O seu efetivo aumentou de 2.500 para 12 mil homens no final      de 1973. Esses homens eram liderados por seiscentos oficiais brit\u00e2nicos e      alguns sargentos especialistas (metade deles era contratada pelo sult\u00e3o e      a outra emprestada e paga pelo governo brit\u00e2nico).<\/p>\n<p>A      primeira equipe do 22 SAS chegou a Dhofar algumas horas depois do golpe de      Estado. Al\u00e9m de garantirem a seguran\u00e7a pessoal do sult\u00e3o Qabus, os integrantes      da unidade desempenharam um papel decisivo na implanta\u00e7\u00e3o da nova estrat\u00e9gia      brit\u00e2nica para derrotar os guerrilheiros.<\/p>\n<p><strong>Os      Firqats<\/strong><\/p>\n<p>Um      dos objetivos principais do SAS no Dhofar era treinar e levantar unidades      SEP (Surrendered Enemy Personnel &#8211; Pessoal inimigo rendido) chamadas de firqat      (palavra \u00e1rabe para unidade). Os firqats eram unidades de base tribal e tamanho      vari\u00e1vel, destinadas a atuar como tropas auxiliares na campanha antiinsurrecional.      Al\u00e9m disso o pessoal do SAS participaria da campanha da conquista de &#8220;cora\u00e7\u00f5es      e mentes&#8221;.<\/p>\n<p>Os      destacamentos do SAS eram oficialmente denominados BATT (British Army Training      Teams, equipes de treinamento do Ex\u00e9rcito brit\u00e2nico). Gra\u00e7as a esse eufemismo,      tanto Londres quanto o governo local podiam negar, em termos formais, a presen\u00e7a      de tropas brit\u00e2nicas de combate em Om\u00e3.<\/p>\n<p>Os      dois primeiros BATT foram baseados em Taqa e em Mirbat, uma cidadezinha cerca      de 70 km a leste de Salalah.<\/p>\n<p><strong>Entre      setembro de 1970 e mar\u00e7o do ano seguinte, cerca de duzentos adoo (esse era      o nome dado aos guerrilheiros, e parece significar inimigo) renderam-se \u00e0      FAS:<\/strong>&gt;\u00a0a      proposta de anistia dava os primeiros resultados, enquanto a guerrilha sofria      o impacto das diverg\u00eancias crescentes entre os militantes marxistas ligados      ao l\u00eamen do Sul e os mu\u00e7ulmanos fundamentalistas.<\/p>\n<p>Embora      a lealdade dos integrantes do firqat fosse no m\u00ednimo question\u00e1vel, essas unidades      constitu\u00edam um elo importante com a popula\u00e7\u00e3o local, um v\u00ednculo que se revelaria      decisivo no desenrolar dos acontecimentos.<\/p>\n<p><strong>Em      mar\u00e7o de 1971, os ex-guerrilheiros mostraram que ainda sabiam lutar:<\/strong>&gt;\u00a0sessenta      homens do firqat e quarenta do SAS alcan\u00e7aram o interior montanhoso e suportaram      doze dias de combate quase incessante.<\/p>\n<p>Algum      dos membros dos firqats tinham treinado na R\u00fassia, China, e no I\u00eamen do Sul.      A maioria dos guerrilheiros que mudou de lado para unir-se aos Firqats fez      isso porque estavam insatisfeitos com a brutalidade demonstrada pelos comunista      parar tentar abafar a religi\u00e3o mu\u00e7ulmana e obter a lealdade tribal. Alguns      ex-guerrilheiros logo viram que era melhor estar do lado mais forte e que      ganharia a guerra, pois isto lhes traria a possibilidade de pilhagem, na forma      de novas armas, direitos de \u00e1gua, mulheres ou gado.<\/p>\n<p>Quando      um guerrilheiro descia as montanhas e vinha para um acampamento de um Firqat      querendo desertar, a equipe do SAS n\u00e3o o perturbava, permitindo inclusive      que ele permanecesse com suas armas. Ele ent\u00e3o era encorajado a conversar      com outros dhofaris do Firqat, muitos at\u00e9, ex-companheiros de suas unidades      na guerrilha. N\u00e3o era incomum se achar irm\u00e3os, primos e tios lutando em lados      opostos.<\/p>\n<p>Depois      de alguns dias o SEP era oficialmente declarado parte do Firqat e falaria      em \u00e1rabe aos membros do BATT o que eles gostariam de saber o Adoo, como localiza\u00e7\u00e3o      de dep\u00f3sitos de armas, planos de ataque, etc. Algumas vezes a rendi\u00e7\u00e3o do      SEP seria mais dram\u00e1tica. Depois da Batalha de Mirbat, um Adoo chegou num      acampamento de Firqat pr\u00f3ximo Sudh e trouxe como ele os 6 rifles de assalto      dos seus camaradas mortos.<\/p>\n<p>Como      n\u00e3o havia uma checagem completa dos SEPs, alguns homens do SAS as vezes acharam-se      em situa\u00e7\u00f5es perigosas, onde constantemente tanto os homens do SAS como os      Firqats se vigiavam. Os soldados do ex\u00e9rcito regular do sult\u00e3o achavam que      o pessoal do SAS era louco em sair pelas montanhas com homens que s\u00f3 recentemente      tinham sido seus inimigos.<\/p>\n<p>Os      membros de SAS alcan\u00e7aram grande camaradagem com seus Firqats. O capit\u00e3o Simon      Garthwaite foi morto em 12 de abril de 1974 quando tentava salvar um Firqat.      Os dhofaris que compunham os Firqats eram muito hostis aos forasteiros e era      dif\u00edcil conquistar a sua confian\u00e7a. Todos no mundo \u00e1rabe sabiam que eles eram      bem dif\u00edceis de se lidar. H\u00e1 at\u00e9 um velho prov\u00e9rbio \u00e1rabe que diz que se algu\u00e9m      achar um dhofari e uma cobra em sua cama, jogue fora o primeiro.<\/p>\n<p>O      SAS treinou os Firqats a usarem uma grande variedade de armas modernas, inclusive      morteiros. Trabalhar com os Firqats as vezes era extremamente estressante.      Antes de qualquer opera\u00e7\u00e3o os Firqats votavam para saber qual deles comandaria.      Oficialmente o SAS s\u00f3 treinou e armou os Firqats e n\u00e3o os comandou. Algumas      vezes os Firqats simplesmente paravam antes ou no meio de uma opera\u00e7\u00e3o crucial.      Quando isto acontecia os Firqats baixavam as armas e come\u00e7avam a discutir      numa esp\u00e9cie de parlamento, e as vezes chamavam o SAS para resolver a quest\u00e3o.      Johnny Watts teve momentos frustrantes durante a Opera\u00e7\u00e3o Jaguar quando os      Firqats decidiram parar as sua opera\u00e7\u00f5es por um dia.<\/p>\n<p><strong>Ganhando      a guerra<\/strong><\/p>\n<p>As      linhas mestras da estrat\u00e9gia governamental consistiam em mostrar que as FAS      podiam conservar o controle da regi\u00e3o leste de Dhofar e estabelecer sua presen\u00e7a      nas montanhas. Depois que o leste estivesse seguro e os adoo fossem desafiados      em suas posi\u00e7\u00f5es fortificadas, seria poss\u00edvel lan\u00e7ar uma ofensiva geral no      oeste.<\/p>\n<p>O      marco inicial dessa estrat\u00e9gia foi a Opera\u00e7\u00e3o Jaguar, realizada em outubro      de 1971.<\/p>\n<p><strong>Nessa      \u00e9poca os guerrilheiros j\u00e1 somavam 2.000 combatentes, organizados de maneira      pouco r\u00edgida em tr\u00eas regimentos:<\/strong>&gt;\u00a0o      do setor oeste, o do leste e o central.<\/p>\n<p>Eles      eram apoiados por uma mil\u00edcia de quase 3.000 homens.<\/p>\n<p>Estavam      bem armados com fuzis sovi\u00e9ticos AK-47 Kalashnikov e armas antitanque RPG-7,      tamb\u00e9m de fabrica\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica, para uso contra os blindados Saladin do Sult\u00e3o,      metralhadoras, minas, morteiros de 81mm e de 82mm e lan\u00e7adores de proj\u00e9teis      Katyusha. de 122mm. Para a defesa a\u00e9rea, tinham apenas metralhadoras antia\u00e9reas      de 14,5 mm e alguns SAM SA-7 (m\u00edsseis terra-ar). Para o transporte, contavam      com camelos e jumentos. Os guerrilheiros valiam-se de seu conhecimento do      terreno e aperfei\u00e7oaram as t\u00e9cnicas de emboscada, atacando unidades das FAS      a grande dist\u00e2ncia e refugiando-se nas montanhas, para escapar \u00e0 resposta      da avia\u00e7\u00e3o e da artilharia.<\/p>\n<p><strong>A      Opera\u00e7\u00e3o Jaguar<\/strong><\/p>\n<p>A      Opera\u00e7\u00e3o Jaguar come\u00e7ou em outubro de 1971 com o Esquadr\u00e3o G do SAS, um batalh\u00e3o      das FAS e 5 Firqats, todos sob o comando do Tenente Coronel Johnny Watts MC      (Royal Irish Rangers), que comandou o Esquadr\u00e3o D do SAS em 1959 durante a      campanha em Jebel Akhdar. O objetivo da Jaguar era estabelecer uma base avan\u00e7ada      no interior, perto de Jibjat. Desta vez o Governo Brit\u00e2nico s\u00f3 permitiu que      um esquadr\u00e3o do SAS operasse em Dhofar.<\/p>\n<p>Entretanto,      por causa do tamanho da opera\u00e7\u00e3o de Watts foi permitido trazer o Esquadr\u00e3o      B para agir como for\u00e7a de reserva. O Esquadr\u00e3o B era comandado por Richard      &#8220;Duke&#8221; Pirie.<\/p>\n<p>Ter      um esquadr\u00e3o do SAS como reserva se mostrou crucial para o sucesso da opera\u00e7\u00e3o.      Quando ela come\u00e7ou, s\u00f3 40 membros do Esquadr\u00e3o G estavam em condi\u00e7\u00f5es de combate,      pois muitos homens estavam doentes, alguns com hepatite por causa de \u00e1gua      contaminada. O pr\u00f3prio comandante do Esquadr\u00e3o G era um destes homens. Por      isso temporariamente o comando do Esquadr\u00e3o foi dado a Shaun Brogan.<\/p>\n<p>O      plano da opera\u00e7\u00e3o determinava que uma for\u00e7a principal entraria nas montanhas      pelo norte enquanto uma for\u00e7a menor de divers\u00e3o atacaria os adoo no leste.      A for\u00e7a menor seria comandada por Brogan, que foi logo alvo de fogo de longo      alcance dos adoo, quando avan\u00e7avam para cima do djeble. Os adoo disparavam      de t\u00e3o longe que suas balas perdiam a for\u00e7a antes de chegar a seu alvo.<\/p>\n<p>Enquanto      Brogan se dirigia pelo djeble, os ataques contra ele aumentavam cada vez mais.      Na terceira noite do avan\u00e7o, o SAS teve seu primeiro contato importante com      o inimigo, quando se movia em dire\u00e7\u00e3o de um grupo colina abaixo. Brogan e      seus homens facilmente tomaram as colinas e as posi\u00e7\u00f5es defensivas do inimigo.      Na manh\u00e3 seguinte eles foram alvo de intenso fogo inimigo e o Sgt. Steve Moores      foi ferido no est\u00f4mago. O ataque inimigo foi repelido com fogo de morteiro      disparado pelo SAS e Firqats. O Sgt. Moores foi evacuado de helic\u00f3ptero para      a base da RAF em Salalah onde foi operado. Por\u00e9m morreu no avi\u00e3o que o levava      para a Inglaterra para mais tratamento.<\/p>\n<p>As      duas for\u00e7as do SAS se uniram logo depois e foi estabelecida uma posi\u00e7\u00e3o fortificada      no djeble. Antes da Opera\u00e7\u00e3o Jaguar, as tropas do sult\u00e3o tinham tentado muitas      vezes se estabelecer no djeble. E em cada tentativa das FAS, os adoo se lan\u00e7avam      com bastante combatividade nos primeiros dias, pois sabiam que se lutassem      muito nos primeiros poucos dias, as for\u00e7as do governo se desestruturariam      e sairiam do djeble.<\/p>\n<p>Desta      vez seria diferente. O SAS estabeleceu-se numa colina que eles chamaram de      &#8220;Porkchop Hill&#8221;. Os adoo atacaram com muita for\u00e7a pensando que os      brit\u00e2nicos iriam desistir em alguns dias. Em 4 dias houve 40 ataques. Os adoos      estava armados como AK-47, SKS, metralhadoras leves de 7.62 e pesadas de 12.7,      al\u00e9m de morteiros. Todo este poder de fogo foi despejado contra o SAS.<\/p>\n<p>Por\u00e9m      os homens do SAS eram capazes de chamar o apoio a\u00e9reo contra os adoo. Os Strikemasters      da For\u00e7a A\u00e9reo do Sult\u00e3o executaram apoio aproximado, sendo guiados pelos      homens do SAS. Depois de 4 dias os adoo perceberam que lutar contra o SAS      era mais muito mais duro do que lutar contras as tropas do governo, e assim      bateram em retirada.<\/p>\n<p>Watts,      tendo estabelecido seu pequeno ponto de apoio no djeble, come\u00e7ou a espalhar      sua for\u00e7a e a construir outros pontos fortes em todo djeble. Era esperado      que estes pontos fortes negassem aos guerrilheiros a condi\u00e7\u00e3o de trazer armas      e suprimentos do I\u00eamen. Watt nomeou esta linha de pontos fortes de Linha do      Leopardo.<\/p>\n<p>O      SAS construiu posi\u00e7\u00f5es defensivas menores, chamadas de sangars, que eram pequenos      bunkers de pedra; eles davam a id\u00e9ia de serem mais fortes do que eram. Essa      fraude o regimento tinha aprendido durante seu tempo em Jebel Akhbar em 1958.      Destes baluartes, Watts enviava patrulhas para fazer contato com o inimigo.<\/p>\n<p>Watts      sempre ia para a frente de batalha e \u00e0s vezes tanto ele como seus dois comandantes      de esquadr\u00e3o dirigiam patrulhas. Todos os oficiais do SAS e seus homens trabalharam      muito pr\u00f3ximos dos seus Firqats, fazendo surgir um excelente sentimento de      camaradagem. Os Firqats lutaram duro mas algumas vezes era dif\u00edcil trabalhar      com eles. Um dia eles estavam lutando, e de repente decidiriam tirar o dia      para descansar. Se isto tivesse acontecido durante um contato importante com      o inimigo, Watts seria for\u00e7ado a acionar a sua reserva, o Esquadr\u00e3o B, para      auxiliar a for\u00e7a principal.<\/p>\n<p>A      luta pelo djeble transformou-se numa batalha de esgotamento, em que cada lado      lutava duramente pelo controle da \u00e1rea. Ambos os esquadr\u00f5es do SAS come\u00e7avam      a sofrer muitas baixas, devido aos longos per\u00edodos de luta, mas os adoo sofriam      muito mais perdas. Eles n\u00e3o mais se envolviam em combates diretos com o SAS,      preferindo usar contra eles armas de longo alcance. O Esquadr\u00e3o B tinha sofrido      muitas perdas durante a opera\u00e7\u00e3o e a tens\u00e3o come\u00e7ava a se mostrar. A certa      altura, Duke Pirie, comandante do Esquadr\u00e3o B, se recusou a enviar seus homens      em uma patrulha, quando ordenando por Watts. Ele n\u00e3o estava demonstrando covardia,      mas apenas tentando poupar os seus homens. Ele s\u00f3 concordou em enviar o seu      Esquadr\u00e3o para a\u00e7\u00e3o depois que Watts o amea\u00e7ou despedir naquele mesmo lugar.      O Esquadr\u00e3o B entrou em batalha e lutou duramente contra os adoo. Mais homens      do SAS foram mortos nesta a\u00e7\u00e3o, mas as opera\u00e7\u00f5es dos adoo no djeble estavam      bloqueadas.<\/p>\n<p>Pelo      ver\u00e3o de 1972 os adoo foram repelidos do djeble. O SAS consolidou sua posi\u00e7\u00e3o      nas montanhas e se preparou para executar outro tipo de guerra. Desta vez      era a opera\u00e7\u00e3o \u0093cora\u00e7\u00f5es e mentes\u0094. Uma base permanente, chamada      &#8220;Cidade Branca&#8221;, foi estabelecida e mais tarde teve o seu nome mudado      para Medinat Al Haq, que significa lugar de esperan\u00e7a. As for\u00e7as do sult\u00e3o      (e sobretudo dos brit\u00e2nicos) tomaram a dianteira da guerra a partir de julho      de 1972. Nessa \u00e9poca, os rebeldes decidiram como retalia\u00e7\u00e3o, atacar a cidade      de Mirbat.<\/p>\n<p><strong>Mirbat<\/strong><\/p>\n<p>A      decis\u00e3o de atacar Mirbat foi uma resposta dos guerrilheiros \u00e0s v\u00e1rias iniciativas      governamentais, nos terrenos pol\u00edtico-social e militar. Ocupar temporariamente      uma cidade litor\u00e2nea do leste, que abrigava uma equipe do SAS e onde fora      organizado um firqat, era ineg\u00e1vel demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a, um aviso de que      os dhofari tinham tudo a perder caso deixassem de apoiar a FLD.<\/p>\n<p>O      ataque foi bem planejado. Deveria ocorrer no per\u00edodo das mon\u00e7\u00f5es, quando a      baixa altitude das nuvens tornaria o apoio a\u00e9reo quase imposs\u00edvel, a cidade      de Rakyhut fora capturada no per\u00edodo das mon\u00e7\u00f5es, justamente pela falta de      apoio a\u00e9reo. Foram reunidos 250 adoo, bem mais do que em qualquer opera\u00e7\u00e3o      anterior. O armamento de apoio inclu\u00eda morteiros, metralhadoras pesadas, canh\u00f5es      sem recuo de 75 mm e um lan\u00e7ador de foguetes Carl Gustav, de fabrica\u00e7\u00e3o sueca,      para proj\u00e9teis de 84 mm. Decididos a enfraquecer ainda mais as defesas de      Mirbat, alguns adoo deixaram-se ver no sop\u00e9 das montanhas, n\u00e3o muito longe      da cidade, atraindo boa parte dos sessenta homens do firqat.<\/p>\n<p>Na      noite de 18 para 19 de julho, os atacantes cercaram a cidade e o per\u00edmetro      fortificado, mais ao norte. Chegaram a seus pontos de partida sem encontrar      oposi\u00e7\u00e3o; com os primeiros raios de sol, os elementos da vanguarda come\u00e7aram      a avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Se      a surpresa fosse conservada, os guerrilheiros teriam obtido uma f\u00e1cil vit\u00f3ria.      Para sorte dos defensores de Mirbat, havia um posto policial numa colina conhecida      por Jebel Ali, cerca de 800 m ao norte do per\u00edmetro de arame farpado; seus      ocupantes abriram fogo t\u00e3o logo perceberam a aproxima\u00e7\u00e3o dos guerrilheiros.      Quatro policiais morreram e quatro conseguiram fugir &#8211; mas a escaramu\u00e7a fez      com que a luta come\u00e7asse bem antes do que previam os l\u00edderes da guerrilha.<\/p>\n<p>\u00c0s      5h30 do dia 19, O ru\u00eddo dos proj\u00e9teis de artilharia acordou os homens do BATT,      que imediatamente assumiram posi\u00e7\u00f5es na cobertura da Batthouse (como chamavam      o edif\u00edcio que lhes servia de quartel-general, numa alus\u00e3o \u00e0 Bathouse, a &#8220;casa      do morcego&#8221; das hist\u00f3rias em quadrinhos de Batman). O capit\u00e3o Mike Kealy      atordoado, agarrou seu equipamento e seu fuzil, enquanto o quarto estremecia      com o impacto de explos\u00f5es cada vez mais pr\u00f3ximas. Em seguida, correu para      a cobertura do edif\u00edcio; \u00e0 luz vacilante do alvorecer, com densa camada de      nuvens e uma chuva fina e constante prejudicando ainda mais a visibilidade,      era dif\u00edcil perceber o que acontecia. Mas a incerteza duraria pouco. O soar      dos proj\u00e9teis marcava o in\u00edcio da prova de fogo do SAS, o primeiro momento      de uma a\u00e7\u00e3o que comprovaria a capacidade de luta dessa unidade. N\u00e3o fosse      a coragem, a habilidade no manejo de armas e a aptid\u00e3o t\u00e1tica de Kealy e seus      oito companheiros, Mirbat teria ca\u00eddo em poder de 250 guerrilheiros, o que      daria novo \u00edmpeto \u00e0 guerra civil em Dhofar, a prov\u00edncia meridional do Sultanato      de Om\u00e3.<\/p>\n<p>Com      23 anos, o capit\u00e3o Mike Kealy era bem menos experiente que seus comandados,      os oito integrantes do Esquadr\u00e3o B. Todos j\u00e1 haviam completado o turno de      tr\u00eas meses em Mirbat e esperavam a substitui\u00e7\u00e3o a qualquer momento. Fora um      per\u00edodo relativamente tranq\u00fcilo, dedicado ao treinamento do firqat, haviam      sofrido apenas tr\u00eas pequenos ataques que n\u00e3o causaram v\u00edtimas. De repente,      isolados na cobertura da Batthouse, a compreens\u00e3o da esmagadora inferioridade      num\u00e9rica atingiu-os como o impacto de um soco. O massacre dos policiais havia      sido um breve aviso; agora, s\u00f3 o profissionalismo e a capacidade de combate      poderiam salv\u00e1-los. Quando Kealy chegou \u00e0 cobertura do pr\u00e9dio, a fuma\u00e7a e      o ru\u00eddo das incessantes explos\u00f5es haviam transformado a \u00e1rea num pandem\u00f4nio.<\/p>\n<p>O      cabo Bob Bradshaw, cuja calma sob fogo inimigo iria se revelar um dos trunfos      mais importantes dos brit\u00e2nicos, apontou-lhe a posi\u00e7\u00e3o dos morteiros inimigos      e o eixo de avan\u00e7o dos atacantes. A partir desses elementos, Kealy tentou      visualizar o conjunto do quadro. A 100 m para noroeste, perto do mar, erguia-se      o Forte Wali, guarnecido por cerca de trinta askars, guerreiros das tribos      do norte de Om\u00e3 . Eles respondiam ao fogo dos adoo, mas seus obsoletos fuzis      de 7,7 mm n\u00e3o se comparavam aos fuzis de assalto Kalashnikov dos guerrilheiros.<\/p>\n<p>Outro      ponto sob ataque era uma fortifica\u00e7\u00e3o maior, ocupada por 25 policiais de Dhotar      e situada a 700 m para| nordeste. Junto ao forte havia uma cava (abrindo para      artilharia) com um obuseiro para proj\u00e9teis de 12,5 kg, remanescente da Segunda      Guerra Mundial e manejado por um dhofari; o soldado Labalaba, do SAS, nascido      nas ilhas Fiji, j\u00e1 havia corrido em seu aux\u00edlio. N\u00e3o havia d\u00favida de que o      firqat teria pouca participa\u00e7\u00e3o na luta, ainda mais sem a totalidade de seu      efetivo. Mais tarde, talvez se mostrasse \u00fatil &#8211; caso os brit\u00e2nicos ainda estivessem      vivos.<\/p>\n<p>Nesse      momento, a cobertura do edif\u00edcio come\u00e7ou a ser alvejada por disparos inimigos.      Os cabos Pete Wignall e Roger Chapman respondiam ao fogo, manejando as metralhadoras      pesadas ali instaladas &#8211; uma GPMG (general purpose machine gun, metralhadora      de uso geral) e uma Browning de 12,5 mm.<\/p>\n<p>Outro      homem, o cabo Harris, operava um morteiro instalado dentro de uma cava, ao      p\u00e9 da Batthouse. Era tudo o que os brit\u00e2nicos podiam opor ao formid\u00e1vel poder      de fogo da guerrilha. A chave da resist\u00eancia era, sem d\u00favida, o quartel fortificado      da pol\u00edcia e, em especial, o s\u00edtio da pe\u00e7a de 12,5 kg. Se os rebeldes capturassem      a arma e a utilizassem contra os defensores de Mirbat, n\u00e3o haveria sentido      em continuar a luta.<\/p>\n<p>O      r\u00e1dio de curto alcance estava a cargo do soldado Savesaki, tamb\u00e9m nascido      nas ilhas Fiji. Ele informou ao capit\u00e3o que Labalaba tinha recebido um tiro      no queixo; seria poss\u00edvel levar-lhe ajuda m\u00e9dica? Kealy concordou, embora      fosse necess\u00e1rio correr 700 m em terreno descoberto. Mas Savesaki, excelente      jogador de r\u00fagbi, partiu a toda velocidade, desviando-se das balas como se      fossem jogadores do time advers\u00e1rio. Momentos depois mergulhava no po\u00e7o do      morteiro, exausto, mas ileso.<\/p>\n<p>Logo      em seguida, os brit\u00e2nicos avistaram grupos de guerrilheiros bem armados avan\u00e7ando      para a cerca de arame farpado que protegia tr\u00eas lados do campo fortificado.      Os adoo abriram fogo com armas autom\u00e1ticas, enquanto seu equipamento pesado      castigava o forte da pol\u00edcia com efeito devastador. Nesse momento, o profissionalismo      do SAS mostrou toda a sua import\u00e2ncia. Na cobertura da Batthouse, Wignall      e Chapman despejaram mort\u00edfera barragem sobre a vanguarda dos guerrilheiros.      Atiravam r\u00e1pida e precisamente, pedindo, aos gritos, mais muni\u00e7\u00e3o; a chuva      fazia fumegar os canos de suas metralhadoras. Dezenas de guerrilheiros atingiram      o limite do per\u00edmetro &#8211; mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil atravessar um obst\u00e1culo de arame farpado,      sob fogo inimigo. Os homens se debatiam presos no arame, e Bradshaw os derrubava      com seus tiros de fuzil. Mas muitos conseguiram passar, e correram para o      forte.<\/p>\n<p>Nesse      momento, Kealy percebeu que, na confus\u00e3o, esquecera-se totalmente do r\u00e1dio      de longo alcance, \u00fanico meio para conseguir refor\u00e7os. Contatando o quartel-general      em Salalah, requisitou o envio de um helic\u00f3ptero com equipe m\u00e9dica para transportar      Labalaba. Pediu tamb\u00e9m que os Strikemaster atacassem os guerrilheiros. No      entanto, com o teto de nuvens t\u00e3o baixo, havia pouca possibilidade de os jatos      chegarem a tempo.<\/p>\n<p>Por      volta das 7h, apesar da grande bravura dos guerrilheiros e dos danos infligidos      ao quartel policial, era evidente que a fase mais cr\u00edtica ficara para tr\u00e1s.      O assalto inicial fora detido por uma combina\u00e7\u00e3o de coragem (a arrancada de      Savesaki para o po\u00e7o do morteiro) e experi\u00eancia de combate, em particular      pela precis\u00e3o dos tiros de morteiro e metralhadora que haviam dizimado os      adoo.<\/p>\n<p>No      entanto, a equipe do SAS ainda estava em grave perigo. Preocupados, os homens      verificaram que o s\u00edtio do morteiro n\u00e3o respondia \u00e0s repetidas chamadas pelo      r\u00e1dio. Kealy ordenou a Bradshaw gue assumisse o comando na Batthouse, enquanto      ele e o soldado Tobin investigavam o motivo do sil\u00eancio.<\/p>\n<p><strong>Com      um sorriso, Bradshaw apontou para os p\u00e9s do capit\u00e3o:<\/strong>&gt;\u00a0ele      ainda estava de chinelos. Embara\u00e7ado, .Kealy desceu para o alojamento e cal\u00e7ou      as botas.<\/p>\n<p>O      capit\u00e3o Kealy e o soldado Tobin aproximaram-se do quartel policial por um      wadi (o leito seco de um rio) que se estendia por tr\u00e1s da Batthouse. Avan\u00e7avam      tensos, prontos a disparar.<\/p>\n<p><strong>Quando      passavam perto de uma lavanderia, um velho aproximou-se e insistiu em apertar-lhes      a m\u00e3o:<\/strong>&gt;\u00a0foi      necess\u00e1rio esguecer por um instante o combate e cumprimentar o civil, um atraso      gue os obrigou a fazer os \u00faltimos metros do percurso sob o fogo dos guerrilheiros.      Kealy abrigou-se num dep\u00f3sito de muni\u00e7\u00e3o das proximidades, enquanto Tobin      chegava em seguran\u00e7a ao po\u00e7o do canh\u00e3o. O soldado aplicou soro intravenoso      no artilheiro dhotari, gravemente ferido, e Labalaba arrastou-se at\u00e9 Kealy,      para dizer-lhe que Savesaki, apesar de ferido nas costas, cobria a aproxima\u00e7\u00e3o      do lado esquerdo do forte.<\/p>\n<p>Nesse      momento ocorreu uma enorme explos\u00e3o. Logo depois, Savesaki avisou, aos gritos,      gue novos grupos rebeldes haviam penetrado pelo arame farpado e avan\u00e7avam      contra eles. Era o in\u00edcio da segunda fase cr\u00edtica da batalha de Mirbat. Apesar      dos ferimentos, Labalaba continuava a operar o canh\u00e3o de 12,5 kg. No entanto,      ap\u00f3s disparar um proj\u00e9til contra os adoo e enquanto pegava nova carga, foi      atingido por uma bala, morrendo instantaneamente. Kealy abateu \u00e0 gueima-roupa      um atacante e verificou, com al\u00edvio, que Tobin passara a operar a pe\u00e7a de      artilharia. Segundos depois, o soldado ca\u00eda, v\u00edtima de um ferimento fatal.<\/p>\n<p>Pelo      r\u00e1dio, o capit\u00e3o solicitou gue Bradshaw dirigisse o fogo de morteiro e de      metralhadora contra O grande n\u00famero de inimigos gue investia em dire\u00e7\u00e3o ao      forte. O cabo recebeu a mensagem e informou gue o apoio a\u00e9reo j\u00e1 estava a      caminho. Depois, orientou o fogo das metralhadoras pesadas. A utiliza\u00e7\u00e3o do      morteiro, por\u00e9m, era mais dif\u00edcil, pois a dist\u00e2ncia demasiado curta impedia      gue os proj\u00e9teis ca\u00edssem com precis\u00e3o sobre os atacantes.<\/p>\n<p>Enguanto      Bradshaw dirigia o fogo de apoio, uma granada rolou vagarosamente pela borda      do po\u00e7o do canh\u00e3o junto ao forte. Kealy preparou-se para a morte inevit\u00e1vel      &#8211; mas a granada n\u00e3o explodiu. Logo em seguida, chegaram os jatos Strikemaster,      voando a baixa altitude e disparando seus canh\u00f5es sobre os guerrilheiros.<\/p>\n<p>O      atague a\u00e9reo mudou a sorte da batalha. Kealy e Bradshaw passaram a orientar      as aeronaves para os pontos cr\u00edticos, de modo a infligir o m\u00e1ximo de danos      ao inimigo. As 9hl5, os avi\u00f5es concentraram seu fogo contra as armas pesadas      de apoio da guerrilha, posicionadas em Jebel Ali. Foi nesse momento gue os      remanescentes do firqat entraram em a\u00e7\u00e2o contra os guerrilheiros.<\/p>\n<p>Logo      depois, os defensores da cidade receberam apoio ainda mais decisivo. No dia      anterior, 23 homens do Esguadr\u00e3o G do SAS haviam desembarcado em Om\u00e3 . Estavam      prestes a iniciar um per\u00edodo de treinamento nas montanhas guando foram informados      da situa\u00e7\u00e3o dos companheiros. No mesmo momento, seguiram em helic\u00f3ptero para      Mirbat e desembarcaram nas praias a sudeste da cidade, entrando imediatamente      em combate. Diante da ferocidade do atague &#8211; o Esguadr\u00e3o G estava eguipado      com nove GPMG -, os guerrilheiros foram obrigados a recuar. Era o fim do assalto      a Mirbat.<\/p>\n<p>O      Esguadr\u00e3o B do SAS perdeu dois homens em Mirbat, os soldados Labalaba e Tobin.      Dois outros sofreram ferimentos graves. Encontraram-se no campo de batalha      os corpos de trinta guerrilheiros, e muitos feridos morreram no hospital.<\/p>\n<p><strong>Foi      uma batalha decisiva, pois a magn\u00edfica demonstra\u00e7\u00e3o de coragem e profissionalismo      do SAS mudou o curso do conflito em Dhofar:<\/strong>&gt;\u00a0se      a cidade fosse capturada, a credibilidade do novo governo entraria em colapso.<\/p>\n<p>Nos      meses seguintes, as equipes do SAS continuaram a organizar ex-guerrilheiros      e a levar a luta aos redutos do inimigo nas montanhas. As rela\u00e7\u00f5es entre as      tropas regulares e os firqat nunca foram tranq\u00fcilas, e o sistema recebeu in\u00fameras      cr\u00edticas. No entanto, sem a presen\u00e7a dos firqat, a gradativa eros\u00e3o do apoio      popular \u00e0 guerrilha teria sido muito mais lenta, e a ofensiva das for\u00e7as governamentais      para o oeste, bem mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p><strong>\u0093Cora\u00e7\u00f5es      e Mentes\u0094<\/strong><\/p>\n<p>O      Alto-Comando do 22 SAS, com sua longa experi\u00eancia em opera\u00e7\u00f5es antiinsurrei\u00e7\u00f5es,      sabia que a chave da vit\u00f3ria estava na capacidade de conquistar a confian\u00e7a      da popula\u00e7\u00e3o de Dhofar. O descaso e a hostilidade do sult\u00e3o anterior para      com os problemas de educa\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia m\u00e9dica, constru\u00e7\u00e3o de estradas ou      introdu\u00e7\u00e3o de melhorias materiais tinham deixado o governo sem nada para oferecer      ao povo. Medidas punitivas contra aqueles que apoiavam os guerrilheiros, como      inc\u00eandios de aldeias inteiras, haviam apenas fortalecido a resist\u00eancia. Mas      o sult\u00e3o Qabus anunciou uma s\u00e9rie de projetos de desenvolvimento em Dhofar      e ofereceu anistia a todos os rebeldes que quisessem mudar de lado. A nova      pol\u00edtica encontrou resposta imediata. Come\u00e7ou um crescente fluxo de desertores      para o lado do governo.<\/p>\n<p>Depois      que o SAS e os Firqats tinham se estabelecido no djeble, o Regimento come\u00e7ou      a executar as opera\u00e7\u00f5es de \u0093Cora\u00e7\u00f5es e Mentes\u0094 com o objetivo de      ganhar o apoio dos dhofari. O SAS j\u00e1 era bem treinado neste tipo de guerra      psicol\u00f3gica, depois de suas experi\u00eancias na Mal\u00e1sia e em Borneo.<\/p>\n<p>O      SAS foi at\u00e9 as comunidades dos dhofari nas montanhas, para explicar que seria      melhor se aliar com o novo Sult\u00e3o do que com os comunistas, que eram contra      o Isl\u00e3 e Maom\u00e9. O SAS encorajou a liberdade religiosa para os dhofaris, ao      contr\u00e1rio dos comunistas que procuravam proibi-la. Por respeitar a devo\u00e7\u00e3o      dos \u00e1rabes ao Isl\u00e3, os soldados do SAS ganharam o respeito dos \u00e1rabes que      eles encontraram.<\/p>\n<p>Os      homens do SAS tamb\u00e9m ganharam a simpatia dos dhofari especialmente quando      come\u00e7aram a oferecer ajuda m\u00e9dica. Aos m\u00e9dicos do SAS foi permitido tratar      dos homens e at\u00e9 das mulheres, que era algo previamente proibido. Os m\u00e9dicos      montaram muitas cl\u00ednicas por todo o Dhofar.<\/p>\n<p><strong>Opera\u00e7\u00f5es      Finais<\/strong><\/p>\n<p>Com      o passar do tempo o apoio externo ao regime do sult\u00e3o na luta contra os adoo      aumentou, e as for\u00e7as que lutavam contra os guerrilheiros chegaram a quase      15.000 homens. A Jord\u00e2nia enviou um batalh\u00e3o de for\u00e7as especiais e um destacamento      de engenheiros, o Paquist\u00e3o contribuiu com cerca de cem oficiais. O Ir\u00e3 teve      uma participa\u00e7\u00e3o expressiva neste conflito, quando recebeu da Gr\u00e3-Bretanha      a responsabilidade de controlar parte do Oriente M\u00e9dio. O x\u00e1 do Ir\u00e3 j\u00e1 tinha      enviado tropas e equipamentos a partir de fins de 1972, chegando ao m\u00e1ximo      de 2.400 homens, com artilharia, e apoio naval. Mas o SAS sempre constituiu,      sem d\u00favida, a espinha dorsal de todas essas for\u00e7as. Quando as tropas regulares      encontravam problemas, o SAS era sempre chamado.<\/p>\n<p>Os      guerrilheiros esperavam que um levante na prov\u00edncia de Om\u00e3 pudesse alastrar      suas atividades para fora de Dhofar. Mas as rebeli\u00f5es em Om\u00e3 , que come\u00e7aram      em 1970, tiveram sempre pequena escala e foram totalmente debeladas em 1974.<\/p>\n<p>Em      agosto de 1974 o Brigadeiro John Akehurst chegou a Om\u00e3 para comandar a Brigada      refor\u00e7ada de Dhofa, formada por 10.000 homens. Ela era constitu\u00edda por 24      carros blindados Saladin, da Imperial For\u00e7a Tarefa Iraniana (1.500 homens),      por cinco batalh\u00f5es das FAS com 12 oficiais brit\u00e2nicos por batalh\u00e3o, 40 pe\u00e7as      de artilharia, inclu\u00eddo armas de 25 libras e 105 mm, tr\u00eas esquadr\u00f5es dos Reais      Engenheiros e um Esquadr\u00e3o do SAS, al\u00e9m de v\u00e1rias unidades de apoio com assessores      brit\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Em      janeiro de 1975 as FAS realizaram uma opera\u00e7\u00e3o contra \u00e0 base de suprimentos      da guerrilha nas cavernas de Shershitti. O ataque partiu de uma posi\u00e7\u00e3o fortificada      do governo conhecida como \u0093posi\u00e7\u00e3o Defa\u0094. Essa posi\u00e7\u00e3o era freq\u00fcentemente      atacada e normalmente era chamada para dar apoio de fogo e artilharia a outras      posi\u00e7\u00f5es. Depois de um barragem de mais de 2.000 salvas as for\u00e7as do governo      avan\u00e7aram contra as cavernas.<\/p>\n<p>As      for\u00e7as do sult\u00e3o tiveram dificuldades em realizar a miss\u00e3o ficando expostas      ao fogo e finalmente foram cercadas. Elas pediram socorro ao SAS. Equipes      do SAS tiveram de combater intensamente durante tr\u00eas dias, para libertar as      tropas das FAS emboscadas pelo inimigo.<\/p>\n<p>As      cavernas n\u00e3o foram tomadas pelo governo at\u00e9 depois da guerra, mas as for\u00e7as      do Sult\u00e3o negaram aos adoo o seu uso novamente por meio de bombardeamento      de qualquer coisa que se movesse pr\u00f3ximo as posi\u00e7\u00f5es inimigas nas cavernas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      em janeiro, as for\u00e7as iranianas apoderaram-se de Rakyhut, com o apoio da FASO,      com seus oficiais brit\u00e2nicos e seus navios de guerra, que bombardeavam as      montanhas a pouca dist\u00e2ncia da praia. Foi o come\u00e7o do fim. Dois meses depois,      os brit\u00e2nicos capturaram o espinha\u00e7o do monte Dorra. Com isso, a guerra civil      praticamente terminou.<\/p>\n<p>Em      setembro, uma patrulha do SAS foi enviada da &#8216;posi\u00e7\u00e3o Defa&#8217; para neutralizar      um Katyusha dos adoo (122mm m\u00edssil feito Sovi\u00e9tico) que atacava a posi\u00e7\u00e3o.      A patrulha de SAS fez contato com os adoo e se seguiu um combate feroz. O      SAS sofreu tr\u00eas baixas. Os adoo tamb\u00e9m tiveram muitas baixas.<\/p>\n<p>Em      outubro de1975 o Brigadeiro John Akehurst, montou uma s\u00e9rie de movimentos      r\u00e1pidos (para os quais muito contribu\u00edram os helic\u00f3pteros), usando as FAS,      os iranianos e os firqats, comandados pelo 22 SAS, para avan\u00e7ar contra uma      s\u00e9rie de posi\u00e7\u00f5es inimigas, que constitu\u00eda o \u00faltimo bols\u00e3o de resist\u00eancia      da guerrilha, pr\u00f3ximas a Sarfeet, uma localidade perto da fronteira com o      l\u00eamen do Sul.<\/p>\n<p>A      linha de suprimento dos guerrilheiros como o l\u00eamen do Sul foi cortada e ataques      a\u00e9reos na fronteira devastaram as baterias da artilharia inimiga. Este foi      o golpe final na guerrilha, embora muitos guerrilheiros estivessem dispersos      pelo interior do pa\u00eds ou exilados, a espinha dorsal do movimento foi quebrada.      Sem estoque de muni\u00e7\u00e3o para as suas armas, a luta estava acabada. A \u00faltima      vila ocupada pelos adoo foi conquistada em 1\u00ba de dezembro de 1975. Dois dias      depois o Brigadeiro John Akehurst comunicou ao sult\u00e3o que o Dhofar estava      agora seguro.<\/p>\n<p>Em      mar\u00e7o de 1976, o governo sul-iemenita estabeleceu um acordo com o sultanato,      e os guerrilheiros perderam sua &#8220;retaguarda&#8221; que se mostrara t\u00e3o      importante a partir de 1967. Ocorreram ainda alguns chegues isolados, mas      no final de 1976 a \u00faltima equipe do SAS deixava o territ\u00f3rio de Om\u00e3. As perdas      brit\u00e2nicas durante a guerra entre 1970-76 foram de 24 mortos (destes 12 eram      do SAS) e 55 feridos. O efetivo do SAS em Dhofar foi sempre reduzido &#8211; menos      de cinq\u00fcenta homens em alguns per\u00edodos, e pouco mais de cem nos momentos mais      graves.<\/p>\n<p>As      for\u00e7as iranianas permaneceram em Om\u00e3 at\u00e9 1979, quando a Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica      do Ira dep\u00f4s o x\u00e1 Rehza Pahievi e trouxe o poder ao aiatol\u00e1 Khomeini, inimigo      dos brit\u00e2nicos. O n\u00e3o-alinhamento do Ir\u00e3, a tomada do Afeganist\u00e3o p\u00ealos sovi\u00e9ticos      em 1979 (o que lhes permite aproximar-se da margem norte do estreito de Ormuz)      e a crescente influ\u00eancia da URSS sobre o l\u00eamen do Sul preocupam os estrategistas      ocidentais.<\/p>\n<p>Agravada      pela Guerra Ir\u00e3-Iraque, a amea\u00e7a de interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento de petr\u00f3leo      do golfo P\u00e9rsico pode aumentar do dia para a noite os pre\u00e7os internacionais      desse combust\u00edvel, abalando a economia mundial. Cortejado por Gr\u00e3-Bretanha      e EUA, o sult\u00e3o de Om\u00e3 manteve oficiais brit\u00e2nicos em seu Ex\u00e9rcito e permitiu      que a For\u00e7a A\u00e9rea americana usasse a base militar da ilha de Massira, a partir      de 1980. Nesse mesmo ano foi criada uma Comiss\u00e3o Conjunta Om\u00e3-EUA para estimular      a coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e militar.<\/p>\n<p><strong>Hoje      Om\u00e3 \u00e9 um pa\u00eds rico:<\/strong>&gt;\u00a0seu      quase exclusivo produto de exporta\u00e7\u00e3o, o petr\u00f3leo, permitiu uma entrada de      bilh\u00f5es de d\u00f3lares em importa\u00e7\u00e3o. Mas o povo (apesar de j\u00e1 ouvir r\u00e1dio) ainda      estava na mis\u00e9ria, devido \u00e0 m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o da renda, o que contribu\u00eda para      a persist\u00eancia da amea\u00e7a de instabilidade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O      sult\u00e3o Qaboos demonstrou muito perspic\u00e1cia nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. Apesar      dos anteriores la\u00e7os militares com o regime do x\u00e1, consegue manter rela\u00e7\u00f5es      amig\u00e1veis com o Ir\u00e3 p\u00f3s-revolucion\u00e1rio. Om\u00e3 foi \u00fanico dos pa\u00edses \u00e1rabes (al\u00e9m      do Sud\u00e3o) a recusar interromper rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Egito na seq\u00fc\u00eancia      da assinatura do tratado de paz deste pa\u00eds com Israel, em 1979. Mais recentemente,      em 1993, o sult\u00e3o torna-se no primeiro l\u00edder do Golfo a receber o ent\u00e3o primeiro      ministro israelense Itzhak Rabin.<\/p>\n<p><strong>Ap\u00eandice:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os      Adoo<\/strong><\/p>\n<p>Os      guerrilheiros que enfrentaram a FAS e a BATT (&#8220;camuflagem&#8221; das equipes      do SAS) eram advers\u00e1rios valentes e engenhosos. Seus fuzis de assalto AK-47      Kalashnikov e outras armas modernas fornecidas pelo bloco socialista davam-lhes      enorme pot\u00eancia de fogo. Os adoo, como eram conhecidos, constitu\u00edam o bra\u00e7o      armado da Frente de Liberta\u00e7\u00e3o de Dhofar, organizada em 1962. Mais tarde,      por influ\u00eancia do l\u00eamen do Sul, a FLD integrou-se \u00e0 Frente para a Liberta\u00e7\u00e3o      do Golfo \u00c1rabe Ocupado (FLGAO), de n\u00edtida orienta\u00e7\u00e3o esquerdista. Muitos guerrilheiros      foram treinados na URSS e na China e v\u00e1rios jovens de Dhofar receberam instru\u00e7\u00e3o      ideol\u00f3gica e de t\u00e1ticas de guerrilha no l\u00eamen do Sul. Os guerrilheiros valeram-se      de seu conhecimento do terreno da prov\u00edncia (com escarpas \u00edngremes e vales      que se cobrem de espessa vegeta\u00e7\u00e3o nos meses de chuva) para realizar potencializar      suas opera\u00e7\u00f5es. Eles aperfei\u00e7oaram as t\u00e9cnicas de emboscada, atacando unidades      das FAS a grande dist\u00e2ncia e refugiando-se nas montanhas, para escapar \u00e0 resposta      da avia\u00e7\u00e3o e da artilharia.<\/p>\n<p>O      verniz de marxismo n\u00e3o foi aceito pelas bases da FLD, integradas por montanheses      ciosos de suas tradi\u00e7\u00f5es tribais e devotados ao Isl\u00e3. Surgiram diverg\u00eancias      no movimento rebelde, aproveitadas pelas equipes do SAS que organizavam antigos      guerrilheiros em firqat.<\/p>\n<p>No      auge da guerra civil os rebeldes mobilizavam provavelmente cerca de 2 mil      guerrilheiros, apoiados por uma mil\u00edcia de 3 mil homens. O armamento de apoio      abrangia equipamento port\u00e1til sovi\u00e9tico, a exemplo do lan\u00e7ador de foguetes      RPG-7 e de metralhadoras de 12,7 mm, mas havia pe\u00e7as mais pesadas, entre elas      os lan\u00e7adores de foguetes Katyusha, de 122 mm, e Cari Gustav (de fabrica\u00e7\u00e3o      sueca), de 84 mm. Esta arma foi empregada em Mirbat, onde os acfoo, com enorme      bravura, mostraram que podiam desafiar a morte de frente.<\/p>\n<p>Felizmente      para as for\u00e7as do Sult\u00e3o, a lideran\u00e7a comunista acabou entrando em choque      com os chefes tribais, ao procurar combater o fanatismo religioso. Isso indisp\u00f4s      parte da popula\u00e7\u00e3o contra a FPLO.<\/p>\n<p>Paralelamente,      os centros de &#8220;desenvolvimento civil&#8221; do governo, oferecendo \u00e1gua      encanada, assist\u00eancia m\u00e9dica, instru\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o, passaram a atrair as tribos.      Al\u00e9m disso, \u00e0 medida que se rendiam, alguns guerrilheiros eram recrutados      pelas for\u00e7as organizadas p\u00ealos brit\u00e2nicos e enviados de volta \u00e0s montanhas      para localizar seus antigos colegas. E a experi\u00eancia guerrilheira da FPLO      acabou sendo usada contra ela pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><strong>As      Dianas<\/strong><\/p>\n<p>As      Dianas &#8211; Eram uma s\u00e9rie de posi\u00e7\u00f5es defensivas ao longo da fronteira sul do      Jebel em Oman, constru\u00eddas entre 1970 e 1976. Cinco Dianas foram formadas      e projetadas para impedir que os rebeldes trouxessem armas de longo alcance      para as encostas do Jebel de onde poderiam disparar para baixo na dire\u00e7\u00e3o      da base da RAF perto do povoado de Salaha. As Dianas sofreram constantes ataques      e foram defendidas principalmente por pessoal do SAS.<\/p>\n<p>Durante      a campanha em Dhofar (1970-76), o governo construiu cinco linhas defensivas      para proporcionar prote\u00e7\u00e3o para as \u00e1reas sob controle de governo. Os linhas      eram formadas por cercas de arame farpado, campos minados que protegiam bases      militares defendidas por unidades das FAS.<\/p>\n<p><strong>As      linhas eram:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Linha        Simba:&gt;\u00a0<\/strong>Guarnecida        por um batalh\u00e3o regular das FAS, apoiado por um Firqat, estava localizado        em Sarfait, na fronteira com I\u00eamen.<\/p>\n<p><strong>Linha        Denavend:<\/strong>&gt;\u00a0Completada        em abril de 1975, foi guarnecida por For\u00e7as Especiais iranianas que chegaram        1973.<\/p>\n<p><strong>Linha        Hornbeam:<\/strong>&gt;\u00a0Localizada        em Mugsayl a 64km do litoral, estava a 1.800 metros do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p><strong>Linha        Hammer:<\/strong>&gt;\u00a0Estabelecida        em Khaftawt no Jebel, servia como ponto de apoio para a linha Hornbeam,        ocupar posi\u00e7\u00f5es semelhante como a linha Leopard.<\/p>\n<p><strong>Linha        Leopard:<\/strong>&gt;\u00a0Localizada        em Khaftawt no Jebel, com tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es defensivas. Mas foi abandonada em        meados de 1972, por causa de problemas de reabastecimento durante a esta\u00e7\u00e3o        das mon\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os      Engenheiros Reais tiveram uma participa\u00e7\u00e3o crucial na campanha. Eles foram      usados na constru\u00e7\u00e3o de defesas e campos minados. A Linha de Hornbeam foi      talvez sua fa\u00e7anha maior consistindo em 53 km de cerca de arame farpado e      campos minados. Por oito meses a cada ano, havia um Esquadr\u00e3o dos Reais Engenheiros      baseado em Dhofar.<\/p>\n<h4>HIST\u00d3RIA<\/h4>\n<p>Em      536 a.C., o Sultanato de Om\u00e3 instala-se em territ\u00f3rio ocupado pelos persas.      Importante centro comercial, a regi\u00e3o \u00e9 islamizada em meados do s\u00e9culo VII.<\/p>\n<p>No      in\u00edcio do s\u00e9culo seguinte \u00e9 submetida ao Califado de Bagd\u00e1. Em 751, o pa\u00eds      adota o caridjismo, seita derivada do xiismo, de car\u00e1ter puritano. No come\u00e7o      do s\u00e9culo XVI, os portugueses tomam posse da regi\u00e3o. Em 1659, s\u00e3o expulsos      pelos turcos-otomanos.<\/p>\n<p>A      partir de 1737, a \u00e1rea volta ao dom\u00ednio persa e, em 1741, recobra a independ\u00eancia,      num movimento liderado por Ahmed bin Said, cameleiro que se faz im\u00e3 e funda      a dinastia que ainda hoje est\u00e1 no poder. Seu sobrinho, Said bin Sultan, conquista      grande parte da costa africana, a costa sul do Ir\u00e3 e parte do Paquist\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m,      a partir da primeira gera\u00e7\u00e3o de seus sucessores, a regi\u00e3o torna-se protetorado      do Reino Unido. Adquire independ\u00eancia formal em 1951, mas as For\u00e7as Armadas      continuam comandadas pelos ingleses. Moderniza\u00e7\u00e3o &#8211; O petr\u00f3leo \u00e9 descoberto      em 1964. Em 1970, o pr\u00edncipe herdeiro Qaboos bin Said dep\u00f5e seu pai e assume      o poder. Em 1976, o pa\u00eds \u00e9 admitido na ONU. Os lucros obtidos com o petr\u00f3leo      possibilitam r\u00e1pida moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      Revolu\u00e7\u00e3o Iraniana (1979) e a Guerra Ir\u00e3-Iraque (1980-1988) fazem de Om\u00e3 pe\u00e7a      importante na geopol\u00edtica regional. Em 1980, o sult\u00e3o permite aos Estados      Unidos o uso da ilha Masira como base militar. Om\u00e3 une-se a outras seis na\u00e7\u00f5es      em 1981 para formar o Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o Regional dos Pa\u00edses do Golfo      (CGC).<\/p>\n<p>Em      janeiro de 1998 entra em funcionamento o Conselho de Estado, Legislativo n\u00e3o      decis\u00f3rio, cujos membros s\u00e3o nomeados pelo sult\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00daLTIMAS      NOT\u00cdCIAS &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Com      o voto de Om\u00e3, o CGC aprova, em novembro de 1999, a uni\u00e3o aduaneira &#8211; a partir      de 2005 &#8211; entre os pa\u00edses que integram o conselho. Em abril de 2000, Om\u00e3 anuncia      que firmou um pacto de seguran\u00e7a com o Ir\u00e3. Em setembro, s\u00e3o eleitos diretamente,      pela primeira vez, os 83 integrantes do Conselho Consultivo (Parlamento sem      poder decis\u00f3rio), entre os quais duas mulheres. No mesmo m\u00eas, o pa\u00eds pede      na ONU a suspens\u00e3o das san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas contra o Iraque.<\/p>\n<h4>GEOGRAFIA<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Continente:&gt;\u00a0<\/strong>\u00c1SIA<br \/>\n<strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>&gt;\u00a0sudoeste        da \u00c1sia<br \/>\n<strong>\u00c1rea:&gt;\u00a0<\/strong>212,457        Km2<br \/>\n<strong>Principais Cidades:&gt;\u00a0<\/strong>Mascate        (51.969) (1993); Nazw\u00e1 (62.900), Sama&#8217;il (44.700) (1990); Salalah (10.000)        (1982)<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>POPULA\u00c7\u00c2O<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Total        da Popula\u00e7\u00e3o (Est. Jul\/2001):&gt;\u00a0<\/strong>2,622,198&gt;\u00a0<br \/>\n<strong>Composi\u00e7\u00e3o \u00c9tnica:<\/strong>&gt;\u00a0\u00e1rabes        omanis 73,5%, paquistaneses 21%, outros 5,5% (1996)<br \/>\n<strong>Mortalidade Infantil:<\/strong>&gt;\u00a02.3<br \/>\n<strong>Expectativa de Vida:<\/strong>&gt;\u00a069\/73        H\/M<br \/>\n<strong>Analfabetismo:&gt;\u00a0<\/strong>28.1<br \/>\n<strong>IDH:<\/strong>&gt;\u00a00.73<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Fonte: www.tropasdeelite.xpg.com.br<\/p>\n<h6>Om\u00e3<\/h6>\n<p><strong>Nome      completo:<\/strong>&gt;\u00a0Sultanato      de Om\u00e3<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o:<\/strong>&gt;\u00a02,8      milh\u00f5es (World Bank, 2011)<\/p>\n<p><strong>Capital:<\/strong>&gt;\u00a0Mascate<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea:<\/strong>&gt;\u00a0309.500      km \u00b2 (119.500 milhas quadradas)<\/p>\n<p><strong>Grande      l\u00edngua:<\/strong>&gt;\u00a0\u00c1rabe<\/p>\n<p><strong>Principal      religi\u00e3o:<\/strong>&gt;\u00a0o      Isl\u00e3<\/p>\n<p><strong>Expectativa      de vida:<\/strong>&gt;\u00a071      anos (homens), 76 anos (mulheres) (ONU)<\/p>\n<p><strong>Unidade      monet\u00e1ria:<\/strong>&gt;\u00a01      Rial = 1000 Baiza<\/p>\n<p><strong>Principal      produto de exporta\u00e7\u00e3o:<\/strong>&gt;\u00a0Petr\u00f3leo<\/p>\n<p><strong>RNB      per capita:<\/strong>&gt;\u00a0EUA      $ 19.260 (Banco Mundial, 2010)<\/p>\n<p><strong>Dom\u00ednio      da Internet:.<\/strong>&gt;\u00a0Om<\/p>\n<p><strong>C\u00f3digo      de discagem internacional:<\/strong>&gt;\u00a0968<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht51.jpg\" alt=\"Om\u00e3\" title=\"Om\u00e3\" \/><br \/>\n     O Isl\u00e3 \u00e9 a religi\u00e3o principal em Om\u00e3<\/strong><\/p>\n<h4><strong>Perfil<\/strong><\/h4>\n<p>O      mais antigo estado independente no mundo \u00e1rabe, Om\u00e3 \u00e9 um dos pa\u00edses mais tradicionais      na regi\u00e3o do Golfo e foi, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1970, um dos mais isolado.<\/p>\n<p>Ocupando      o canto sudeste da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, que tem uma posi\u00e7\u00e3o importante estrategicamente,      na foz do Golfo.<\/p>\n<p>Ao      mesmo tempo Om\u00e3 teve seu pr\u00f3prio imp\u00e9rio, que em seu auge no s\u00e9culo 19 se      estendia ao longo da costa leste Africano e disputou com Portugal e Gr\u00e3-Bretanha      para a influ\u00eancia no Golfo e no Oceano \u00cdndico.<\/p>\n<p>Om\u00e3      sob Sultan bin Taimur Disse, que chegou ao poder em 1932, d\u00e9cadas experientes      do isolamento internacional, uma sociedade dirigida ao longo de linhas feudais      e rebeli\u00e3o interna.<\/p>\n<p>Depois      de depor seu pai, em 1970, o sult\u00e3o Qaboos bin Said abriu o pa\u00eds, iniciou      reformas econ\u00f4micas e impulsionou os gastos com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e bem-estar.<\/p>\n<p>Tal      como acontece com outros pa\u00edses do Golfo na\u00e7\u00f5es, o petr\u00f3leo \u00e9 a base da economia,      proporcionando uma grande fatia do PIB, mas em compara\u00e7\u00e3o com a sua Om\u00e3 vizinhos      \u00e9 um produtor modesto. Agricultura e pesca s\u00e3o importantes fontes de renda.<\/p>\n<p>Turismo,      outra fonte de receita, est\u00e1 em ascens\u00e3o. Om\u00e3 atra\u00e7\u00f5es incluem um litoral      grande-intocadas, montanhas, desertos e as de capital crescentes Muscat, com      seus fortes, pal\u00e1cios e Cidade Velha.<\/p>\n<p>A      maioria dos Omanis seguir a seita Ibadi do Isl\u00e3 &#8211; a \u00fanica express\u00e3o remanescente      do Carijismo, que foi criado como resultado de uma das cismas primeiro dentro      da religi\u00e3o.<\/p>\n<p>O      pa\u00eds tem sido at\u00e9 agora poupada da viol\u00eancia militante isl\u00e2mico que tem assolado      alguns de seus vizinhos.<\/p>\n<p>Ele      tem sido um aliado \u00fatil \u00e1rabe a Washington, n\u00e3o menos, por causa de suas rela\u00e7\u00f5es      est\u00e1veis com o Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Om\u00e3      n\u00e3o tem sido imune \u00e0 onda de dissid\u00eancia pol\u00edtica na regi\u00e3o. Protestos em      2011 reformas exigentes foram dispersados pela pol\u00edcia de choque, e que o      governo come\u00e7ou a repress\u00e3o na cr\u00edtica Internet no ano seguinte.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht61.jpg\" alt=\"Om\u00e3\" title=\"Om\u00e3\" \/><br \/>\n     Om\u00e3 governava um imp\u00e9rio que se estendia ao longo da costa leste da \u00c1frica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uma      cronologia dos principais eventos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>700s      AD -&gt;\u00a0<\/strong>O in\u00edcio da      domina\u00e7\u00e3o \u00e1rabe e da introdu\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3.<\/p>\n<p><strong>800s      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Ibadiyah      seita isl\u00e2mica dominante come\u00e7a atrav\u00e9s de uma sucess\u00e3o de eleito e heredit\u00e1ria      Ibadite im\u00e3s.<\/p>\n<p><strong>1507      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0saco      Portugu\u00eas Muscat e capturar a costa de Om\u00e3, que s\u00e3o expulsos em 1650.<\/p>\n<p><strong>1800      de 1900 &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Om\u00e3      imp\u00e9rio se expande para incluir Zanzibar e Mombasa na costa leste da \u00c1frica      e partes do subcontinente indiano, refletindo o patrim\u00f4nio de Om\u00e3 mar\u00edtima      forte.<\/p>\n<p><strong>1737      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0persas      invadir.<\/p>\n<h4 align=\"left\">Al      Bu Disse dinastia<\/h4>\n<p><strong>1749      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0persas      s\u00e3o expulsos. O Bu dinastia Al Said chega ao poder, e continua a governar      para este dia.<\/p>\n<p><strong>1913      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Controle      de o pa\u00eds se divide. O interior \u00e9 governado por Ibadite im\u00e3s e as \u00e1reas costeiras      por o sult\u00e3o. Sob um acordo mediado brit\u00e2nica em 1920, o sult\u00e3o reconhece      a autonomia do interior.<\/p>\n<p><strong>1954      em diante -&gt;\u00a0<\/strong>Confrontos      entre as for\u00e7as de retomar imamite, buscando um estado independente no interior,      e as do sult\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1959      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Sultan      bin Taimur Disse retoma o controle do interior. Sua regra \u00e9 caracterizada      por uma abordagem feudal e isolacionista.<\/p>\n<p><strong>1964      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0As      reservas de petr\u00f3leo s\u00e3o descobertas; extra\u00e7\u00e3o come\u00e7a em 1967.<\/p>\n<p><strong>1965-75      -&gt;\u00a0<\/strong>Rebeli\u00e3o na regi\u00e3o      sul de Dhofar em que as for\u00e7as de esquerda s\u00e3o colocados contra as tropas      do governo. A revolta \u00e9 finalmente colocado para baixo com a ajuda de soldados      da Jord\u00e2nia e Ir\u00e3.<\/p>\n<h4 align=\"left\">Golpe<\/h4>\n<p><strong>1970      &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0O      sult\u00e3o \u00e9 deposto por seu filho em um golpe de Estado. Sultan Qaboos bin Said      come\u00e7a uma liberaliza\u00e7\u00e3o e programa de moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1981      -&gt;\u00a0<\/strong>Om\u00e3 \u00e9 um membro      fundador da seis pa\u00edses do Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo.<\/p>\n<p><strong>1997      -&gt;\u00a0<\/strong>Sult\u00e3o Qaboos decretos      que as mulheres podem concorrer \u00e0s elei\u00e7\u00f5es &#8211; e votar &#8211; Conselho o Majlis      al-Shura ou Consultivo. Duas mulheres s\u00e3o devidamente eleito para o corpo.<\/p>\n<p><strong>1999      -&gt;\u00a0<\/strong>vizinho Om\u00e3 e Emirados      \u00c1rabes Unidos (EAU) assinar um acordo de fronteiras definindo mais disputada      de sua fronteira comum.<\/p>\n<p><strong>Outubro      de 2001 &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0em      grande escala brit\u00e2nica Om\u00e3 exerc\u00edcios militares no deserto de Om\u00e3 coincidir      com o lan\u00e7amento de ataques contra o Taleb\u00e3 no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Novembro      de 2002 &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Sultan      Qaboos estende o direito de voto a todos os cidad\u00e3os com mais de 21 anos de      idade. Os eleitores foram previamente escolhidos entre os l\u00edderes tribais,      intelectuais e empres\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Outubro      de 2003 -&gt;\u00a0<\/strong>Primeiras      elei\u00e7\u00f5es para o Conselho Consultivo, o Majlis al-Shura, em que todos os cidad\u00e3os      maiores de 21 anos podem votar. H\u00e1 uma pequena altera\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica      da casa.<\/p>\n<p><strong>2004      Mar\u00e7o &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Sultan      nomeia primeiro ministro de Om\u00e3 feminino com carteira.<\/p>\n<p><strong>De      janeiro de 2005 -&gt;\u00a0<\/strong>Cerca      de 100 islamitas suspeitos s\u00e3o presos; 31 omanis s\u00e3o posteriormente condenado      por tentar derrubar o governo, mas s\u00e3o perdoados em junho.<\/p>\n<p><strong>Janeiro      de 2006 &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Om\u00e3      e os EUA assinam um acordo de livre com\u00e9rcio. O acordo foi aprovado pelo Congresso      dos EUA e do Senado, em junho e julho.<\/p>\n<p><strong>Junho      de 2007 -&gt;\u00a0<\/strong>Ciclone      Gonu, a mais forte tempestade a atingir o Golfo durante d\u00e9cadas, mata mais      de 50 pessoas e interrompe produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>\u00c1rabe      de Om\u00e3 Oryx santu\u00e1rio torna-se o primeiro site a ser removido do Patrim\u00f4nio      Mundial da UNESCO lista depois de as esp\u00e9cies raras e diminuiu o governo reduziu      o tamanho do parque em 90%.<\/p>\n<p><strong>Junho      de 2009 &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Um      navio de carga \u00e9 seq\u00fcestrado por supostos piratas somalis ao largo de Om\u00e3      &#8211; aparentemente o primeiro ataque desse tipo na \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>2011      Fevereiro &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0empregos      Manifestantes demanda e reforma pol\u00edtica. Um manifestante \u00e9 morto a tiros      pela pol\u00edcia. Sultan Qaboos reage empregos promissores e benef\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>2011      Outubro -&gt;\u00a0<\/strong>As elei\u00e7\u00f5es      para o Conselho Consultivo, ou Majlis al-Shura. Sultan Qaboos que prometeu      maiores poderes desde a agita\u00e7\u00e3o inspirado pela Primavera \u00c1rabe.<\/p>\n<p><strong>2012      Setembro &#8211;<\/strong>&gt;\u00a0Ensaios      come\u00e7ar de ativistas acusados de postagem &#8220;abusivo e provocador&#8221;      cr\u00edtica ao governo em linha, em meio a relatos de uma repress\u00e3o aos protestos      mais desemprego e falta de democracia. Seis s\u00e3o dadas penas de pris\u00e3o de 12-18      meses e multa de cerca de US $ 2.500 cada.<\/p>\n<p>Fonte: news.bbc.co.uk<\/p>\n<h6>Om\u00e3<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>\u00c1rabes      migraram para<strong>&gt;\u00a0Om\u00e3<\/strong>&gt;\u00a0a      partir do nono s\u00e9culo em diante BC, e convers\u00e3o ao Isl\u00e3 ocorreu no s\u00e9culo      7 Muscat, a capital da \u00e1rea geogr\u00e1fica conhecida como Om\u00e3, foi ocupado pelo      Portugu\u00eas 1508-1648. Em seguida, ele caiu para turcos otomanos, mas em 1741,      Ahmad ibn Sa&#8217;id for\u00e7ado para fora, e os descendentes de Sultan Ahmad regra      Om\u00e3 hoje.<\/p>\n<p>Ahmad      expandiu seu imp\u00e9rio para a \u00c1frica Oriental, e por um tempo foi a capital      de Om\u00e3 em Zanzibar. Ap\u00f3s 1861, no entanto, caiu de Zanzibar Om\u00e3 controle.<\/p>\n<p>Os      sult\u00f5es e im\u00e3s de Om\u00e3 entraram em confronto continuamente ao longo do s\u00e9culo      20 at\u00e9 1959, quando o \u00faltimo Ibadi im\u00e3 foi expulso do pa\u00eds. Em um golpe palaciano      em 23 de julho de 1970, o sult\u00e3o, Sa&#8217;id bin Taimur, que governou desde 1932,      foi derrubado por seu filho, Qabus ibn Sa&#8217;id, que prometeu estabelecer um      governo moderno e usar a riqueza do petr\u00f3leo rec\u00e9m-descoberto para ajudar      o povo deste estado muito isolado. Om\u00e3 juntou a Liga \u00c1rabe e as Na\u00e7\u00f5es Unidas      em 1971.<\/p>\n<p>Uma      disputa de fronteira com o I\u00eamen foi resolvido em outubro 1992, em 1997, os      pa\u00edses concordaram em novos mapas que definem a fronteira.<\/p>\n<p>Em      1997, o sult\u00e3o Qabus concedido \u00e0s mulheres o direito de ser eleito para o      corpo do pa\u00eds consultivo, o Conselho Shura (Majlis al-Shura). Em 2003, o sult\u00e3o      estendido direito de voto a todos os mais de 21; anteriormente, os eleitores      foram selecionados entre a elite, e apenas cerca de um quarto da popula\u00e7\u00e3o      foi autorizada a votar.<\/p>\n<h4>Crise      pol\u00edtica no Oriente M\u00e9dio se espalha para Om\u00e3<\/h4>\n<p><strong>Om\u00e3<\/strong>,      normalmente um pa\u00eds pac\u00edfico, foi abalada por protestos que varreram o Oriente      M\u00e9dio no in\u00edcio de 2011. No final de fevereiro, manifestantes tomaram as ruas      de Sohar, no nordeste, e exigiram sal\u00e1rios mais altos, mais oportunidades      de emprego e da reforma pol\u00edtica. Pol\u00edcia mudou e disparou balas de borracha      contra os manifestantes, supostamente matando duas pessoas. Ap\u00f3s a viol\u00eancia,      o sult\u00e3o Qabus prometeu criar 50 mil postos de trabalho e ofereceu a cada      candidato a emprego cerca de US $ 390 por m\u00eas.<\/p>\n<h4>Geografia<\/h4>\n<p>Om\u00e3      \u00e9 um mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o simples (1.700 km) costeira no extremo sudeste      da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica deitado no Mar da Ar\u00e1bia e no Golfo de Om\u00e3. Faz fronteira      com os Emirados \u00c1rabes Unidos, Ar\u00e1bia Saudita e I\u00eamen. O pa\u00eds \u00e9 o tamanho      do Kansas.<\/p>\n<h4>Governo<\/h4>\n<p>Monarquia      absoluta.<\/p>\n<p>Fonte: www.infoplease.com<\/p>\n<h6>Om\u00e3<\/h6>\n<p><strong>Capital:&gt;\u00a0<\/strong>Moscatel<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o:&gt;\u00a0<\/strong>2,7      milh\u00f5es (2010 censo)<\/p>\n<p><strong>L\u00edngua      oficial:&gt;\u00a0<\/strong>\u00e1rabe<\/p>\n<p><strong>O      grupo majorit\u00e1rio:<\/strong>&gt;\u00a0n\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Grupos      minorit\u00e1rios<\/strong>: \u00e1rabe de Om\u00e3 (45,9%), do Golfo P\u00e9rsico (16,8%), Baluchi      do Sul (4,9%), Malayalam (4,7%), bengali (4,2%), \u00e1rabe Dhofari (2,6%), filipinos      (2%), Mehri (1,9%), \u00e1rabe eg\u00edpcio (1,6%), urdu (1 5%), Western Farsi (1,4%),      sua\u00edli 1,1%), jibbali (0,9%), Leste Punjabi, cingaleses, \u00e1rabe padr\u00e3o, Sindi,      \u00e1rabe sudan\u00eas \u00e1rabe shihhi , Sul do Levante \u00c1rabe, \u00e1rabe Baharna, \u00e1rabe-taizzi      Adeni, etc.<\/p>\n<p>Sistema      pol\u00edtico do estado monarquia absoluta isl\u00e2mica (sult\u00e3o)<\/p>\n<p><strong>Om\u00e3&gt;\u00a0<\/strong>\u00e9      um pa\u00eds de 309.500 km \u00b2 (Fran\u00e7a: 547 \u00b2 03 km) localizados no sudeste da Pen\u00ednsula      Ar\u00e1bica, que se estende quase 1760 km ao longo do Golfo de Om\u00e3, no leste,      e s &#8216; com vista para o Mar Ar\u00e1bico, no sul, o pa\u00eds \u00e9 limitado a sudoeste por      I\u00eamen, no oeste da Ar\u00e1bia Saudita (Al Deserto Ar Rub &#8216;Khali) e noroeste pelos      Estados Unidos Emirados \u00c1rabes. Om\u00e3 \u00e9 um sultanato, isto \u00e9, um estado governado      por um sult\u00e3o (desde o s\u00e9culo XVIII).<\/p>\n<p>O      territ\u00f3rio do Sultanato tamb\u00e9m inclui a Pen\u00ednsula de Musandam, uma capa com      vista para o estreito estrat\u00e9gico de Ormuz, que \u00e9 cortada do resto do pa\u00eds      por Emirados \u00c1rabes Unidos. O Sultanato de Om\u00e3 foi chamado de &#8220;Sult\u00e3o      de Muscat-Om\u00e3, e&#8221; at\u00e9 1970. \u00c9 a capital do sultanato de Mascate. Sultanato      de Om\u00e3 \u00e9 uma encruzilhada entre a Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, \u00c1frica e \u00c1sia.<\/p>\n<p>O      Sultanato de Om\u00e3 est\u00e1 dividido administrativamente em seis regi\u00f5es (plural:      Mintaqat, Mintaqah singular) e duas de prov\u00edncias * (plural: Muhafazat, cantar:.      Muhafazah) An\u00fancio Dakhiliyah, Al Batinah, Al Wusta, Parana, Az Zahirah ,      Mascate, Musandam * e * Zufar.<\/p>\n<h4>Dados      Hist\u00f3ricos<\/h4>\n<p>Mais      antigo j\u00e1 conhecido em Om\u00e3 volta para o terceiro mil\u00eanio aC. No que hoje \u00e9      a prov\u00edncia de Dhofar em Om\u00e3, os habitantes das antigas rela\u00e7\u00f5es comerciais      mantidas com a Mesopot\u00e2mia, P\u00e9rsia e \u00cdndia. Resumidamente dominado pela P\u00e9rsia,      ap\u00f3s 536 aC e submetidos ao Isl\u00e3 e arabiza\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo VII da nossa era,      o povo de Om\u00e3 se reuniram, em 751, para Carijismo, um movimento dissidente      originalmente o assassinato de Ali, o quarto califa e filho das tribos \u00e1rabes      Profeta elegeram seu primeiro im\u00e3. Apesar das tentativas do califa Haroun      al-Rashid, nunca o pa\u00eds recuperou a ortodoxia sunita. No s\u00e9culo X, os qarmates      conquistou o pa\u00eds, depois ocupado pelos selj\u00facidas.<\/p>\n<p><strong>O      imp\u00e9rio de Om\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Marinheiros      de Om\u00e3 dominavam o com\u00e9rcio com a \u00cdndia e \u00c1sia. Mas a partir do s\u00e9culo XVI,      a competi\u00e7\u00e3o europeia tornou-se mais dif\u00edcil. O capturado Portugu\u00eas Mascate      em 1508 e Ormuz em 1519. Eles controlaram e no Golfo P\u00e9rsico, mas teve de      lutar contra os ingleses, os holandeses e os iranianos. No entanto, os \u00e1rabes      de Om\u00e3 obrigou-os a deixar a \u00e1rea em 1650. Pa\u00edses colonizados, Om\u00e3 se transformou      em pa\u00eds colonizador, tendo todos os seus bens para o Portugu\u00eas, no Golfo P\u00e9rsico      para a costa leste da \u00c1frica. Om\u00e3 tutela exercida na ilha de Zanzibar ( Tanz\u00e2nia      ) at\u00e9 o s\u00e9culo XIX. De l\u00e1, os omanis participou ativamente do com\u00e9rcio de      escravos. Algumas partes do subcontinente indiano tamb\u00e9m foram submetidos      \u00e0 domina\u00e7\u00e3o de Om\u00e3.<\/p>\n<p>Omanis      tamb\u00e9m conquistou Bahrain iranianos, mas os iranianos conquistaram Om\u00e3 em      1737, foram expulsos seis anos mais tarde por Ahmad ibn Said. Um de seus descendentes      em 1793 derrubou o im\u00e3 e estabeleceu o sultanato de Mascate. A dinastia permaneceu      no poder at\u00e9 hoje. Em 1798, a Gr\u00e3-Bretanha, que era garantir o controle da      rota para a \u00cdndia, em detrimento da Fran\u00e7a, assinou um tratado de amizade      com o sult\u00e3o. Sob o reinado de Said ibn Sultan, na primeira metade do s\u00e9culo      XIX, Om\u00e3 desenvolveu suas possess\u00f5es africanas. Em 1830, a capital foi transferida      para Sultanato de Zanzibar. Embora a l\u00edngua oficial era \u00e1rabe, em Om\u00e3, \u00e9 Kiswahili,      que dominou a ilha de Zanzibar.<\/p>\n<p>Durante      o seu longo reinado (1804-1856), Sultan Ahmad Ibn Said controlado um imp\u00e9rio      que inclui, al\u00e9m de Om\u00e3, ao sul da P\u00e9rsia e do Estreito de Ormuz, um enclave      no que \u00e9 hoje o Paquist\u00e3o, e especialmente na costa Africano, as ilhas de      Zanzibar e Pemba e posses que se estende de Kilwa (Tanz\u00e2nia) para Momba\u00e7a      (Qu\u00eania). J\u00e1 ocupando uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica na rota para a \u00cdndia, o sult\u00e3o      foi cortejado por ambos os brit\u00e2nicos e os franceses (Napole\u00e3o). Morte de      Said, em 1856, o pa\u00eds foi dividido em dois reinos, Muscat-Oman, e que e de      Zanzibar, que passam sob protetorado brit\u00e2nico em 1890 (antes de se tornar      parte da Tanz\u00e2nia 1964).<\/p>\n<p><strong>Protetorado      &#8211; Os brit\u00e2nicos<\/strong><\/p>\n<p>Em      1891, tornou-se Oman um protetorado brit\u00e2nico. \u00c9 a partir deste ponto que      o Ingl\u00eas entrou na administra\u00e7\u00e3o, especialmente a n\u00edvel internacional. O brit\u00e2nico      aproveitou o enfraquecimento econ\u00f4mico do Sultanato de Om\u00e3 Muscat-, e ligado      \u00e0 aboli\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de escravos em Zanzibar e protesto liderado pelas tribos      do interior. Em 1913, a recupera\u00e7\u00e3o imamate Ibadi foi seguido por uma divis\u00f3ria      entre Muscat e Oman. A rebeli\u00e3o das tribos do interior, liderada por Imam      Salim ibn Rashid, liderada 1915-1920, uma guerra civil ea interven\u00e7\u00e3o das      for\u00e7as brit\u00e2nicas a pedido do sult\u00e3o. O mesmo cen\u00e1rio se repetiu em 1955,      ap\u00f3s a descoberta de petr\u00f3leo no o\u00e1sis de Bureimi. O evento desta vez tomou      uma dimens\u00e3o regional. O ex-Imam Ali ibn Ghalib, que reivindicou para restaurar      o Imamato e os direitos que reivindicam sobre o o\u00e1sis, recebeu o apoio da      Ar\u00e1bia Saudita, que espera expandir seu territ\u00f3rio na margem oriental do al      o Rub Ar &#8216; Khali. Egito e Estados \u00e1rabes mais sustentou o sult\u00e3o. A rebeli\u00e3o      foi suprimida em 1957, com o apoio das tropas brit\u00e2nicas.<\/p>\n<p><strong>Sultanato      de Om\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Um      novo conflito eclodiu em 1963 em Dhofar, onde o ex\u00e9rcito do I\u00eamen do Sul,      China e da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, um grupo guerrilheiro marxista oposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 1975,      o sult\u00e3o disse Ibn Taymur. Este \u00faltimo, que ascendeu ao trono em 1932, tamb\u00e9m      teve de contar com seus herdeiros. Ele foi deposto por seu filho Qaboos bin      Said, em um golpe palaciano em 1970. Este \u00faltimo se comprometeu a modernizar      o pa\u00eds, que se tornou, no Sultanato de Om\u00e3. Qaboos ibn disse quando chegou      ao poder em julho de 1970, o pa\u00eds foi assolado por uma guerra civil sustentada      fora do Sultanato permanecendo isolado tanto a n\u00edvel regional e internacional.      O Sultanato n\u00e3o tinha outra pol\u00edtica do que o concedido a ele a Gr\u00e3-Bretanha,      que se diz ibn Taymur foi totalmente recuperado. Al\u00e9m disso, o estado era      quase inexistente, porque n\u00e3o tinha sua pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o. Finalmente,      o Sultanato de Om\u00e3 permaneceu o pa\u00eds mais pobre da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica. No entanto,      em 6 de outubro, no Sultanato de Om\u00e3 foi admitido na Liga dos Estados \u00c1rabes      e no dia seguinte nas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Ele      obteve a ajuda dos ingleses para esmagar a rebeli\u00e3o em Dhofar, Qaboos ibn      Disse manteve a pol\u00edtica de independ\u00eancia de seu pa\u00eds e sua singularidade      no mundo \u00e1rabe. Assim, nunca Om\u00e3 rompeu rela\u00e7\u00f5es com o Egito, ap\u00f3s a assinatura      de um acordo de paz entre o pa\u00eds e Israel em 1979. Da mesma forma, o sult\u00e3o      tentou constantemente para manter rela\u00e7\u00f5es cordiais com o Iraque com o Ir\u00e3.      Om\u00e3 participou como discretamente coaliz\u00e3o contra o Iraque durante a Guerra      do Golfo. Em setembro de 1994, o sult\u00e3o recebeu a visita do ministro das Rela\u00e7\u00f5es      Exteriores iraniano Ali Akbar Velayati. Tr\u00eas meses depois, contra os conselhos      de muitos de seus parceiros no Conselho de Coopera\u00e7\u00e3o do Golfo, ele recebeu      a visita oficial do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin. Apesar disso,      e embora o sultanato n\u00e3o boicotaram a Confer\u00eancia Econ\u00f4mica para o Oriente      M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica que se realizou em Doha, em Novembro de 1997, as suas      rela\u00e7\u00f5es com Israel permaneceu tenso. Escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica      foi inaugurado em Gaza em 22 de Julho de 1997.<\/p>\n<p><strong>A      Lei B\u00e1sica de 1996 (ou Constitui\u00e7\u00e3o) corresponde a uma constitui\u00e7\u00e3o concedida      pelo governante de Om\u00e3:<\/strong>&gt;\u00a0n\u00e3o      tem havido a ratifica\u00e7\u00e3o popular. O texto afirma que o Isl\u00e3 \u00e9 a religi\u00e3o do      Estado e que a Sharia \u00e9 a fonte da legisla\u00e7\u00e3o, a Constitui\u00e7\u00e3o garante uma      s\u00e9rie de direitos dos cidad\u00e3os ea prote\u00e7\u00e3o aos estrangeiros. Al\u00e9m disso, uma      disposi\u00e7\u00e3o particular que \u00e9 o plano de hereditariedade \u00e9 limitada aos descendentes      masculinos. No entanto, o sult\u00e3o tem filho nem pr\u00edncipe herdeiro. A Lei B\u00e1sica      n\u00e3o controla a a\u00e7\u00e3o do soberano, cuja fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o mostradas em uma lista n\u00e3o      exaustiva.<\/p>\n<p>Om\u00e3      \u00e9 um dos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo, que decidiu, em 1998, para reduzir      a sua produ\u00e7\u00e3o, causando um aumento nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo. O pa\u00eds est\u00e1 lutando      com um grande n\u00famero de trabalhadores estrangeiros (&#8220;expatriados&#8221;),      o que supera a taxa de crescimento da economia. Funcion\u00e1rios Om\u00e3 dizer que,      para 2000, surgiram algumas 67.000 novos trabalhadores chegou a Om\u00e3, 34% a      mais do que no ano anterior. Esta situa\u00e7\u00e3o leva a um questionamento da pol\u00edtica      de imigra\u00e7\u00e3o. Estrangeiros, principalmente do subcontinente indiano, at\u00e9 cerca      de 25% da popula\u00e7\u00e3o do sultanato.<\/p>\n<p>Em      2003, pela primeira vez em sua hist\u00f3ria, a C\u00e2mara Baixa do Conselho de Om\u00e3      foi eleito livremente. Hoje, o Sultanato mais pr\u00f3spera do que nunca. Em 2010,      a renda per capita era de EUA $ 25 000 por ano.<\/p>\n<p><strong>De      acordo com um relat\u00f3rio da ONU, as \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o aumentaram significativamente:<\/strong>&gt;\u00a085%      da popula\u00e7\u00e3o, ou seja, 2,8 milh\u00e3o \u00e9 alfabetizada e educada.<\/p>\n<p>Fonte: www.tlfq.ulaval.ca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria, Economia, Governo, Territ\u00f3rio, Clima, Turismo, Cultura, Geografia, Localiza\u00e7\u00e3o, Om\u00e3<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-55215","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria Om\u00e3<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria, Economia, Governo, Territ\u00f3rio, Clima, Turismo, Cultura, Geografia, Localiza\u00e7\u00e3o, Om\u00e3\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria Om\u00e3\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria, Economia, Governo, Territ\u00f3rio, Clima, Turismo, Cultura, Geografia, Localiza\u00e7\u00e3o, Om\u00e3\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-06-22T12:22:35+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2016-06-22T12:28:39+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht11.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"99 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"headline\":\"Om\u00e3\",\"datePublished\":\"2016-06-22T12:22:35+00:00\",\"dateModified\":\"2016-06-22T12:28:39+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2\"},\"wordCount\":19716,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/oma-ht11.jpg\",\"articleSection\":[\"Turismo\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2\",\"name\":\"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria Om\u00e3\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/oma-ht11.jpg\",\"datePublished\":\"2016-06-22T12:22:35+00:00\",\"dateModified\":\"2016-06-22T12:28:39+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\"},\"description\":\"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria, Economia, Governo, Territ\u00f3rio, Clima, Turismo, Cultura, Geografia, Localiza\u00e7\u00e3o, Om\u00e3\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/oma-ht11.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/06\\\/oma-ht11.jpg\",\"width\":450,\"height\":290},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/turismo\\\/oma-2#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Turismo\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/categoria\\\/turismo\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Om\u00e3\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"Pesquisa Escolar Gratuita\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisconovo\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859\",\"name\":\"admin\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria Om\u00e3","description":"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria, Economia, Governo, Territ\u00f3rio, Clima, Turismo, Cultura, Geografia, Localiza\u00e7\u00e3o, Om\u00e3","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria Om\u00e3","og_description":"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria, Economia, Governo, Territ\u00f3rio, Clima, Turismo, Cultura, Geografia, Localiza\u00e7\u00e3o, Om\u00e3","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Portal-S%c3%a3o-Francisco-230719150302226\/","article_published_time":"2016-06-22T12:22:35+00:00","article_modified_time":"2016-06-22T12:28:39+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht11.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"admin","Est. tempo de leitura":"99 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"headline":"Om\u00e3","datePublished":"2016-06-22T12:22:35+00:00","dateModified":"2016-06-22T12:28:39+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2"},"wordCount":19716,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht11.jpg","articleSection":["Turismo"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2","name":"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria Om\u00e3","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht11.jpg","datePublished":"2016-06-22T12:22:35+00:00","dateModified":"2016-06-22T12:28:39+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859"},"description":"Om\u00e3, Pa\u00eds, Sultanato, Capital, Cidade, Idioma, Hist\u00f3ria, Economia, Governo, Territ\u00f3rio, Clima, Turismo, Cultura, Geografia, Localiza\u00e7\u00e3o, Om\u00e3","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht11.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/oma-ht11.jpg","width":450,"height":290},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/oma-2#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Turismo","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/categoria\/turismo"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Om\u00e3"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"Pesquisa Escolar Gratuita","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/#\/schema\/person\/a2983caad62d5e66c056b66748c8d859","name":"admin"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55215","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55215"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55215\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}