{"id":54198,"date":"2016-06-21T17:04:31","date_gmt":"2016-06-21T17:04:31","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=54198"},"modified":"2016-06-21T17:18:44","modified_gmt":"2016-06-21T17:18:44","slug":"fauna-e-flora-da-antartida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/fauna-e-flora-da-antartida","title":{"rendered":"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida"},"content":{"rendered":"<p>A\u00a0<strong>fauna      ant\u00e1rtica<\/strong>, de modo geral, \u00e9 caracterizada, basicamente, pela pequena      variedade de esp\u00e9cies, grande n\u00famero de indiv\u00edduos e pelo ciclo sucessivo      de migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na      Ant\u00e1rtica, existe uma pequena variedade de aves se comparadas, por exemplo,      com as aves da Amaz\u00f4nia. Em contrapartida, as aves ant\u00e1rticas apresentam-se      em quantidades muito superiores. Podem-se encontrar mais de 2 milh\u00f5es de albatrozes      de uma \u00fanica esp\u00e9cie, reunidos num mesmo local, na \u00e9poca de procria\u00e7\u00e3o, ou      mesmo col\u00f4nias de ping\u00fcins com 1,5 milh\u00f5es de indiv\u00edduos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-01.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Pinguineira<\/strong><\/p>\n<p>O      reduzido n\u00famero de esp\u00e9cies de aves deve-se \u00e0 cadeia alimentar bastante simplificada,      com poucas op\u00e7\u00f5es alimentares e a pouca disponibilidade de locais adequados      \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o. O rigor do clima n\u00e3o \u00e9 o fator principal para o reduzido n\u00famero      de esp\u00e9cies, j\u00e1 que existem imensas popula\u00e7\u00f5es de aves de uma determinada      esp\u00e9cie que, evidentemente, est\u00e3o adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es alimentares e de      procria\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis nas regi\u00f5es ant\u00e1rticas.<\/p>\n<p>As aves mais caracter\u00edsticas da Ant\u00e1rtica s\u00e3o os ping\u00fcins. S\u00e3o bastante adaptados      \u00e0 vida aqu\u00e1tica. Suas asas transformaram-se em verdadeiros remos, nadam com      bastante rapidez, atingindo velocidades de at\u00e9 40 quil\u00f4metros por hora, chegando      a mergulhar at\u00e9 250 metros de profundidade, permanecendo submersos por at\u00e9      18 minutos. <\/p>\n<p>No mar, avan\u00e7am saltando para fora d&#8217;\u00e1gua como os golfinhos, para diminuir      o atrito com a \u00e1gua e para respirar. A maior parte das esp\u00e9cies habitam regi\u00f5es      de \u00e1gua fria e, para reduzir a perda de calor, possuem uma grossa camada de      gordura sob a pele e uma espessa prote\u00e7\u00e3o de penas. <\/p>\n<p>Sempre que retornam do mar, os ping\u00fcins fazem a impermeabiliza\u00e7\u00e3o de suas      penas, que s\u00e3o untadas com \u00f3leo retirado de uma gl\u00e2ndula especial. Esse procedimento,      efetuado com o bico, confere um eficiente isolamento h\u00eddrico e t\u00e9rmico para      enfrentar os rigores do clima.<\/p>\n<p>Os pinguins possuem uma grande capacidade de adapta\u00e7\u00e3o tanto \u00e0 vida na terra      quanto no mar. O branco de seu ventre ilude os predadores que vem de baixo,      como as focas e as baleias, e o preto do dorso engana as aves de rapina, como      as skuas e os petr\u00e9is, que observam do alto. <\/p>\n<p>De todas as esp\u00e9cies de ping\u00fcins que habitam a Ant\u00e1rtica, somente o ping\u00fcim-imperador      e o ping\u00fcim-ad\u00e9lia nidificam no Continente Ant\u00e1rtico. As demais esp\u00e9cies ocupam      a Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica e ilhas pr\u00f3ximas e outras ilhas subant\u00e1rticas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-02.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Pinguim-Imperador<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-03.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Pinguim-Ad\u00e9lia<\/strong><\/p>\n<p>Os      seus principais predadores s\u00e3o as skuas que atacam os seus ninhos, &#8220;roubando&#8221;      ovos e filhotes. Os ninhos vazios permanecem ocupados pelos pais, contribuindo      para a prote\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia, revelando um elevado car\u00e1ter de prote\u00e7\u00e3o de grupo.      Assim procedendo, evitam que ninhos mais do interior da col\u00f4nia sejam predados      pelas skuas. No mar, s\u00e3o predados por algumas esp\u00e9cies de focas, que atacam      tanto os filhotes quanto os adultos.<\/p>\n<p>A skua, Catharacta skua, ou gaivota rapineira, \u00e9 tamb\u00e9m uma das aves mais      caracter\u00edsticas da Ant\u00e1rtica. Possui bico forte em forma de gancho e plumagem      escura. Essas aves s\u00e3o bastante agressivas e defendem seu territ\u00f3rio contra      todos os invasores, inclusive o homem, lan\u00e7ando-se em v\u00f4o rasante sobre ele.    <\/p>\n<p>Possuem uma atra\u00e7\u00e3o especial por ovos e pequenos filhotes de ping\u00fcins. As      skuas vivem em casais e seus ninhos s\u00e3o covas constru\u00eddas nos musgos, onde      p\u00f5em de um a dois ovos de um verde cinza-oliva com manchas escuras. Seus filhotes      s\u00e3o de cor marrom acinzentado claro. <\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica interessante dessas aves \u00e9 que elas podem migrar para      o \u00c1rtico, durante o inverno ant\u00e1rtico. Em 1979, uma skua polar, anilhada para      estudo, pr\u00f3xima \u00e0 esta\u00e7\u00e3o americana Palmer, foi encontrada seis meses depois      por esquim\u00f3s na Groenl\u00e2ndia, tendo percorrido 14 mil quil\u00f4metros.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-04.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Skua<\/strong><\/p>\n<p>Os petr\u00e9is s\u00e3o aves meramente mar\u00edtimas que, em per\u00edodo de procria\u00e7\u00e3o, procuram      o Continente Ant\u00e1rtico ou as suas ilhas. Existem nos mais variados tamanhos      e suas narinas localizam-se na parte superior do bico. O petrel-gigante, Macronectes      giganteus, possui envergadura de aproximadamente 2,10 metros. <\/p>\n<p>Seu corpo tem cerca de 90 cent\u00edmetros. Geralmente s\u00e3o da cor marrom, com      a cabe\u00e7a um pouco mais clara. Certos exemplares t\u00eam colora\u00e7\u00e3o branca, com      manchas pretas no corpo. Seus filhotes s\u00e3o da cor branca. Os petr\u00e9is-gigantes      alimentam-se de qualquer animal recentemente morto ou j\u00e1 em decomposi\u00e7\u00e3o,      mas tamb\u00e9m ca\u00e7am, especialmente, ping\u00fcins.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-05.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Petr\u00e9is<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/antartida-37.jpg\" alt=\"Petrel-gigante em seu ninho\" title=\"Aves da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Petrel-gigante em seu ninho<\/strong><\/p>\n<p>A      pomba-do-cabo, Daption capense, tem a cabe\u00e7a negra e o dorso branco com numerosas      pintas escuras. S\u00e3o localizadas, freq\u00fcentemente, nas proximidades das embarca\u00e7\u00f5es,      em grupos de muitos indiv\u00edduos. Fazem seus ninhos entre as rochas, nas sali\u00eancias      das escarpas \u00e0 beira-mar e alimentam-se de peixes.<\/p>\n<p>J\u00e1      a pomba-ant\u00e1rtica, Chionis alba, vive nas col\u00f4nias de ping\u00fcins onde constr\u00f3i      seu ninho e alimenta-se, preferencialmente, das fezes de ping\u00fcins, ricas em      prote\u00ednas. \u00c9 inteiramente branca e o bico tem uma placa achatada, terminando      numa ponta fina.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-06.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Trinta-r\u00e9is Ant\u00e1rtico em pleno v\u00f4o<\/strong><\/p>\n<p>O      bigu\u00e1 tem pesco\u00e7o comprido e o bico recurvado \u00e9 fino e longo. A colora\u00e7\u00e3o      negra recobre o dorso, a cabe\u00e7a e o bico, enquanto o ventre \u00e9 inteiramente      branco e os olhos azuis. A cor dos olhos faz com que seja chamado bigu\u00e1-de-olhos-azuis,      Phalacrocorax atriceps. Fazem seus ninhos em pequenos montes formados de lama,      fezes, penas e restos de vegetais e s\u00e3o utilizados, todos os anos, pelos mesmos      indiv\u00edduos daquela col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os trinta-r\u00e9is s\u00e3o gaivotinhas ou andorinhas-do-mar. T\u00eam corpo delicado com      cerca de 38 cent\u00edmetros de comprimento e s\u00e3o providos de um bico fino e pontudo.      O trinta-r\u00e9is ant\u00e1rtico, Sterna vittata, alimenta-se de peixes, pescando-os      em v\u00f4o de queda livre. <\/p>\n<p>O trinta-r\u00e9is do Polo Norte, Sterna paradisae, \u00e9 um visitante do \u00c1rtico.      Nidifica, exclusivamente, no \u00c1rtico e migra para a Ant\u00e1rtica, fugindo dos      rigores dos invernos polares, vivendo nos extremos do planeta, onde os dias      s\u00e3o permanentes durante os ver\u00f5es, talvez seja o animal da Terra que mais      v\u00ea a luz solar.<\/p>\n<p>Nos      mares ant\u00e1rticos, existem grandes quantidades de fitopl\u00e2ncton, microalgas      que realizam a transforma\u00e7\u00e3o do material inorg\u00e2nico em org\u00e2nico e proporcionam      alimento rico em prote\u00ednas e gorduras.<\/p>\n<p>Os      ventos, o relevo e as correntes submarinas, bem como as diferen\u00e7as de temperatura      da \u00e1gua produzem circula\u00e7\u00f5es verticais da \u00e1gua do mar. Essa movimenta\u00e7\u00e3o faz      com que as \u00e1guas da superf\u00edcie (0 a 150 metros) sejam continuamente removidas      e substitu\u00eddas por \u00e1guas ricas em nutrientes (fitopl\u00e2ncton e zoopl\u00e2ncton)      provenientes das profundezas oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo      ao limite norte da Corrente Ant\u00e1rtica Circumpolar, as \u00e1guas ant\u00e1rticas (-1\u00baC      a 3,5\u00baC, no ver\u00e3o; -1,8\u00baC a 0,5\u00baC, no inverno) encontram as \u00e1guas quentes      do sul dos Oceanos Atl\u00e2ntico, \u00cdndico e Pac\u00edfico e nelas mergulham, dando origem      \u00e0 chamada Converg\u00eancia Ant\u00e1rtica, onde a \u00e1gua sofre um acr\u00e9scimo de 2 a 3\u00baC.<\/p>\n<p>Ao      sul da Converg\u00eancia Ant\u00e1rtica, em 10% dos mares da Terra, est\u00e1 localizada      a regi\u00e3o mar\u00edtima mais nutritiva da Terra, onde prolifera o krill, um crust\u00e1ceo      parecido com o camar\u00e3o.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>krill\u00a0<\/strong>alimenta-se      de fitopl\u00e2ncton e, por sua vez, serve de alimento para a maioria dos peixes,      mam\u00edferos e aves, sendo considerado a base da cadeia alimentar da Ant\u00e1rtica.      Das 85 esp\u00e9cies de krill que habitam os oceanos, somente 7 esp\u00e9cies ocorrem      na Ant\u00e1rtica, sendo que a esp\u00e9cie Euphausia superba \u00e9 a mais importante devido      aos seus grandes cardumes.<\/p>\n<p>Seu      tamanho varia de 1 a 6 cent\u00edmetros de comprimento e cerca de 1,2 gramas. Agregam-se      em cardumes t\u00e3o grandes que formam extensas manchas na superf\u00edcie do mar.      Como todos os outros crust\u00e1ceos, o krill deve fazer a muda completa de sua      carapa\u00e7a (exoesqueleto) para poder crescer e a esp\u00e9cie Euphausia superba chega      a viver 7 anos, tempo bastante longo para um animal planct\u00f4nico.<\/p>\n<p>Na      Ant\u00e1rtica, existem cerca de 150 esp\u00e9cies de peixes, dos quais perto de uma      d\u00fazia apresentam viabilidade econ\u00f4mica. Ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o, os peixes      polares passaram por adapta\u00e7\u00f5es para viverem num meio bastante frio. Os fluidos      de seus corpos n\u00e3o congelam, porque seus corpos cont\u00eam diversas mol\u00e9culas      anticongelantes (glicopept\u00eddeos) que evitam o crescimento de microcristais      de gelo.<\/p>\n<p>O      mais conhecido dos peixes ant\u00e1rticos \u00e9 o peixe-gelo, &#8220;ice-fish&#8221;,      Chaenocephalus aceratus, que pode chegar at\u00e9 60 cent\u00edmetros de comprimento.      Possui uma grande cabe\u00e7a, desproporcional ao restante de seu corpo e se diferencia      dos demais peixes pela sua colora\u00e7\u00e3o quase transparente e por ter o sangue      branco, desprovido de gl\u00f3bulos vermelhos. O mecanismo de oxigena\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas      deste peixe ainda n\u00e3o \u00e9 completamente conhecido.<\/p>\n<p>O      Brasil realiza diversos projetos cient\u00edficos relacionados \u00e0 fauna marinha,      desde o estudo da din\u00e2mica espacial de organismos planct\u00f4nicos, o estudo do      krill e anf\u00edpodas at\u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental em peixes ant\u00e1rticos.<\/p>\n<h4><strong>Flora da Ant\u00e1rtica<\/strong><\/h4>\n<p>A\u00a0<strong>flora      terrestre da Ant\u00e1rtica<\/strong>\u00a0\u00e9      constitu\u00edda, basicamente, por vegetais inferiores, caracterizados pelas algas,      fungos, liquens e musgos. S\u00e3o encontradas somente duas esp\u00e9cies de vegetais      superiores (angiospermas &#8211; que possuem frutos e sementes), as gram\u00edneas Deschampsia      antarctica e Colobanthus quitencis, que apresentam flores, por alguns poucos      dias do ano, durante seus ciclos reprodutivos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-07.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Cobertura vegetal de liquens pr\u00f3xima \u00e0 EACF<\/strong><\/p>\n<p>Essa car\u00eancia de flora terrestre ocorre devido \u00e0 aus\u00eancia de solo propriamente      dito, decorrente do pequeno intemperismo qu\u00edmico que, juntamente com o intemperismo      f\u00edsico, provocam a desagrega\u00e7\u00e3o das rochas, e tamb\u00e9m devido \u00e0s rigorosas condi\u00e7\u00f5es      clim\u00e1ticas da Ant\u00e1rtica. <\/p>\n<p>No caso dos &#8220;solos&#8221;, a indisponibilidade de nutrientes e as condi\u00e7\u00f5es      de fixa\u00e7\u00e3o impossibilitam o desenvolvimento das plantas superiores mais desenvolvidas.      Somente 2% do Continente Ant\u00e1rtico est\u00e3o descobertos de gelo e neve e, freq\u00fcentemente,      ocorre uma competi\u00e7\u00e3o da flora terrestre com as col\u00f4nias de animais, inibindo      o crescimento de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-08.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Musgos<\/strong><\/p>\n<h4>Mam\u00edferos da Ant\u00e1rtida<\/h4>\n<p>Ao      contr\u00e1rio do \u00c1rtico, onde existem mam\u00edferos terrestres, na Ant\u00e1rtica, os mam\u00edferos      vivem no mar e est\u00e3o agrupados em duas ordens: Pinnipedia (focas e lobos-marinhos)      e Cetacea (baleias, botos e golfinhos).<\/p>\n<p>Os cet\u00e1ceos, que parecem ter derivado de algum ancestral primitivo que abandonou      a terra, sofreram diversas adapta\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas e fisiol\u00f3gicas que lhes      permitiram viver no meio aqu\u00e1tico. Seus corpos perderam o p\u00ealo e tornaram-se      torpediformes para facilitar a nata\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o do peso, devido ao empuxo, teria permitido que eles atingissem      as grandes dimens\u00f5es observadas, como ocorre com a baleia-azul, com at\u00e9 32      metros de comprimento e 165 toneladas. A baleia-azul possui colora\u00e7\u00e3o azul-acinzentada,      num tom que varia de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>cachalote<\/strong>\u00a0\u00e9, provavelmente, o      mais conhecido dentre os cet\u00e1ceos, popularizado pelo livro Moby Dick, publicado      pelo escritor norte-americano Herman Melville, em 1851. Possui como caracter\u00edstica      marcante o formato retangular da cabe\u00e7a, desproporcionalmente maior que a      mand\u00edbula. <\/p>\n<p>Podem mergulhar a grandes profundidades, cerca de 2.000 metros no caso de      grandes machos, para buscar suas presas, principalmente, as lulas gigantes,      que podem chegar a 18 metros, considerando a cabe\u00e7a e os tent\u00e1culos. A dura\u00e7\u00e3o      do mergulho pode durar mais de 45 minutos. Podem atingir 20 metros de comprimento,      38 toneladas e 50 anos de idade.<\/p>\n<p>As grandes baleias, geralmente, realizam migra\u00e7\u00f5es movidas por duas necessidades      vitais da esp\u00e9cie: alimenta\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o. No ver\u00e3o, v\u00e3o para os p\u00f3los \u00e0      procura do alimento abundante, acumulando grande quantidade de gordura em      alguns meses. <\/p>\n<p>Com a chegada do inverno polar, as grandes baleias, geralmente, deslocam-se      em dire\u00e7\u00e3o ao Equador, em busca de \u00e1guas mais quentes e de clima menos rigoroso,      para o acasalamento e para criar seus filhotes. O per\u00edodo de amamenta\u00e7\u00e3o dura,      pelo menos, sete meses, com a m\u00e3e se dedicando integralmente ao filhote. <\/p>\n<p>O leite materno \u00e9 muito nutritivo, rico em prote\u00ednas e calorias e um filhote      de baleia-azul, que nasce com 5 toneladas, ingere quase 600 litros di\u00e1rios      de leite, podendo dobrar seu peso em uma semana.<\/p>\n<p>Durante      o per\u00edodo migrat\u00f3rio e nas \u00e1guas de reprodu\u00e7\u00e3o e cria, as grandes baleias      alimentam-se muito pouco. Como as esta\u00e7\u00f5es do ano s\u00e3o invertidas nos dois      hemisf\u00e9rios da Terra, as popula\u00e7\u00f5es de baleias possuem per\u00edodos migrat\u00f3rios      opostos e, como conseq\u00fc\u00eancia, as baleias do Norte n\u00e3o se encontram com as      baleias do Sul.<\/p>\n<p>A      ordem Pinnipedia, grupo de mam\u00edferos aqu\u00e1ticos que tem os quatro membros,      com os dedos unidos por membranas, possui duas fam\u00edlias na Ant\u00e1rtica: a Otariidae,      com 14 esp\u00e9cies, entre as quais os lobos-marinhos (focas-de-p\u00ealo) e os le\u00f5es-marinhos      e a Phocidae, com 18 esp\u00e9cies em todo mundo, dentre as quais a foca-de-weddell      e o elefante-marinho.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-09.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n<strong>Elefantes-marinhos. Nesta \u00e9poca do ano, dezembro e janeiro, est\u00e3o      trocando de pele<\/strong><\/p>\n<p>Todos      os pin\u00edpedes s\u00e3o altamente adaptados \u00e0 vida aqu\u00e1tica e, ao contr\u00e1rio dos cet\u00e1ceos,      necessitam retornar \u00e0 terra ou ao gelo flutuante para descansar e procriar.<\/p>\n<p>O      lobo-marinho ou foca-de-p\u00ealo \u00e9 o \u00fanico representante da fam\u00edlia Otariidae      que habita a Ant\u00e1rtica. Anda sobre as suas quatro nadadeiras, com o t\u00f3rax      levantado, balan\u00e7ando, mas \u00e9 muito veloz mesmo sobre pedras e rochas. Tem      orelhas pequenas, mas bem vis\u00edveis. Vivem em pequenos grupos familiares e      atacam o homem enquanto t\u00eam cria.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/fauna-e-flora-da-antartida-010.jpg\" alt=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" title=\"Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida\" \/><br \/>\n     Lobo-marinho sobre uma cobertura de musgos<\/strong><\/p>\n<p>A      fam\u00edlia Phocidae possui cinco representantes na regi\u00e3o ant\u00e1rtica. Ocupam as      praias continentais e ilhas subant\u00e1rticas e, no inverno, distribuem-se sobre      as banquisas, &#8220;pack-ice&#8221;. Esses representantes s\u00e3o a foca-de-Weddell,      a foca-leopardo, a foca-caranguejeira, a foca-de-Ross e o elefante-marinho      e possuem mecanismos de alimenta\u00e7\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>J\u00e1 os elefantes-marinhos s\u00e3o caracterizados pelo seu tamanho. Um macho adulto,      que possui uma esp\u00e9cie de tromba, chega a medir 6 metros de comprimento e      pesar 4 toneladas. Passam a maior parte do inverno no mar e s\u00f3 retornam aos      locais de acasalamento no come\u00e7o de setembro. <\/p>\n<p>As f\u00eameas atingem at\u00e9 3,5 metros e s\u00e3o atra\u00eddas pelos machos sexualmente      maduros, que mant\u00eam har\u00e9ns de 5 a 30 f\u00eameas e lutam para defend\u00ea-las de outros      machos. Os filhotes nascem em outubro e pesam de 40 a 50 quilogramas. Os elefantes-marinhos      movem-se como lagartas, rastejando pelo ch\u00e3o. Na \u00e1gua, movem-se com agilidade      e mergulham por longos per\u00edodos para se alimentar, principalmente, de lulas      (75%) e peixes (25%).<\/p>\n<p>Fonte: www.ufsm.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida, Continente, Esp\u00e9cies, Pinguim, Petr\u00e9is, Trinta-r\u00e9is, Vegeta\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-54198","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida, Continente Fauna e Flora da Ant\u00e1rtida<\/title>\n<meta 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