{"id":53224,"date":"2016-06-21T12:04:41","date_gmt":"2016-06-21T12:04:41","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=53224"},"modified":"2016-06-21T12:52:55","modified_gmt":"2016-06-21T12:52:55","slug":"veneza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/veneza","title":{"rendered":"Veneza"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/veneza.jpg\" alt=\"Veneza\" title=\"Veneza\" \/><\/p>\n<p>Capital      de Veneto e mundialmente famosa, a cidade de Veneza surge das \u00e1guas, como      um milagre.<\/p>\n<p>Destino      cl\u00e1ssico para nost\u00e1lgicos e rom\u00e2nticos, estende-se por um arquip\u00e9lago de 118      ilhas no mar por bancos de areia denominados lidi.<\/p>\n<p>A      cidade diminui um pouco todos os anos (23 cent\u00edmetros na \u00faltima d\u00e9cada de      acordo com especialistas), o que d\u00e1 um certo encanto pela possibilidade de      que ir\u00e1 desaparecer por completo um dia.<\/p>\n<p>A      fant\u00e1stica piazza S\u00e3o Marcos contrasta-se com a cidade labir\u00edntica, replete      de ruas com casas gastas pela corros\u00e3o incontrol\u00e1vel da \u00e1gua. A piazza, com      passagem para o Grand Canal, e emoldurada por belos terra\u00e7os e constru\u00e7\u00f5es      e caf\u00e9s.<\/p>\n<p>Criada      no final do s\u00e9culo XX, quando o canal que a cruzava afundou e foi remodelado      no s\u00e9culo XV, \u00e9poca em que a torre do rel\u00f3gio foi erigida com suas famosas      figuras em bronze: um c\u00edrculo zod\u00edaco e um le\u00e3o alado, s\u00edmbolos de Veneza;      tamb\u00e9m a Campanile, retalia\u00e7\u00e3o do desaparecimento de 1902 e a biblioteca que      foi constru\u00edda na mesma \u00e9poca.<\/p>\n<p>A      piazza fica de frente para a imponente bas\u00edlica constru\u00edda entre 1603 e 1703,      s\u00edmbolo perfeito da arte grega, medieval, bizantina e toscana. A fachada possui      cinco varandas decoradas em m\u00e1rmore, mosaicos e esculturas.<\/p>\n<p>Dentro,      com formato de cruz grega, s\u00e3o incr\u00edveis os mosaicos recompostos do s\u00e9culo      XII e XIII. Os enfeites do altar s\u00e3o de ouro, com pedras preciosas e adornos      que ofuscam o visitante com sua beleza deslumbrante.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo      a bas\u00edlica fica o castelo Ducal, antiga resid\u00eancia de duques, um dos principais      exemplos do estilo g\u00f3tico. Sua fachada est\u00e1 apoiada em duas colunas com esculturas      que representam Ad\u00e3o e Eva e o Julgamento de Salom\u00e3o.<\/p>\n<p>Entrando      pela Porta de la Carta, o visitante encontra obras de Tintoreto, Veron\u00e9s e      Bellini.<\/p>\n<p>A      ponte dos Suspiros, que liga o pal\u00e1cio Ducal com a pris\u00e3o veneziana, \u00e9 carregada      de lendas que os criminosos sussurraram quando cruzaram a ponte e viram as      ultimas luzas da cidade antes de seu confinamento.<\/p>\n<p>Do      cais dos Escravos, h\u00e1 um dos mais t\u00edpicos cart\u00f5es postais da cidade com as      pontes Vin, Della Piet\u00e1 e Straw, e com a igreja do Mercy, como atra\u00e7\u00e3o principal.<\/p>\n<p>O      grande Canal, via principal da cidade, \u00e9 rodeado de dezenas de pal\u00e1cios g\u00f3ticos,      renascentistas e barrocos e resid\u00eancias de antigas fam\u00edlias de patriarcas.<\/p>\n<p>Cruzam      pontes como a Rialto, a mais conhecida da cidade e a que leva at\u00e9 o bairro      financeiro, e a da Accademia, que leva at\u00e9 a galeria de Arte e a Santa Maria      de Salute, uma linda igreja com pilares de madeira.<\/p>\n<p>Nesse      caminho, podemos parar para admirar lugares como o pal\u00e1cio Vernier de Leoni,      com seu magn\u00edfico acervo de arte contempor\u00e2nea de Gunghenheim, o pal\u00e1cio C\u00f3rner      e o magn\u00edfico C\u00e1 d\u0092Oro, com a galeria de Franchetti, e C\u00e1 Pesado, sede      do museu de Arte Moderna.<\/p>\n<p>Fonte: www.sprachcaffe-italien.com<\/p>\n<h6>Veneza<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>A <strong>cidade de Veneza<\/strong> \u00e9 famosa e \u00fanica pela sua estrutura que      se extende sobre mais ou menos 120 ilhas, separadas por numerosos canais e      coligadas entre elas por mais de 400 pontes. Assim, a viabilidade urbana \u00e9      poss\u00edvel quase na totalidade por meio da \u00e1gua (mostoscafos, vaporetos, g\u00f4ndolas,      barcos).<\/p>\n<p>No      centro hist\u00f3rico, muito pobre de popula\u00e7\u00e3o (menos de 70 000 residentes), prevalem      apenas as atividades artesanais terci\u00e1rias: fun\u00e7\u00f5es administrativas e atividades      coligadas com a poderosa ind\u00fastria do turismo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as atividades artesanais ( ind\u00fastria do vidro, de objetos para lembran\u00e7as,      etc. ) s\u00e3o na maioria ligados ao fluxo tur\u00edstico ( mais ou menos 3 milh\u00f5es      de pessoas por ano). <\/p>\n<p>Importantes s\u00e3o tamb\u00e9m, as atividades culturais como a Bienal da Arte da      qual se une o Festival Internacional de M\u00fasica Contempor\u00e2nea aquele de prosa,      a Mostra do Cinema, o Pr\u00eamio de Literatura Campiello, o per\u00edodo musical do      Grande Teatro La Fenice que retomou \u00e0 sua atividade em novembro de 2004, restaurado      e reformado depois de um terr\u00edvel inc\u00eandio que a destruiu em 1996.<\/p>\n<p>A      regi\u00e3o lagunar tinha j\u00e1 sido ocupada antes das migra\u00e7\u00f5es provenientes da pen\u00ednsula      (569-637) devido aos ataques dos longobardos na pianura padana.<\/p>\n<p>Enserida no exarcado de Ravenna, que a administrou por meio dos patriarcas      de Aquil\u00e9ia, tornou-se auton\u00f4ma instituindo o dogado (o primo Doge foi Paoluccio      Anafesto, 692). <\/p>\n<p>Depois da queda de Ravenna (751) e a tentativa de ser anexada por parte de      Carlos Magno (810), constitui-se o n\u00facleo dos cidad\u00e3os ( Venetia), que iniciou      a pr\u00f3pria expans\u00e3o mercantil no Mar Adri\u00e1tico concorrendo dos d\u00e1lmatas e dos      mu\u00e7ulmanos. Sob a guia do Doge Orseolo II (991-1008), imp\u00f4s o seu dom\u00ednio      e instaurando boa amizade com os imp\u00e9rios germ\u00e2nico e bizantino, a cidade      assumiu uma posi\u00e7\u00e3o de prest\u00edgio pol\u00edtico e ec\u00f4nomico que a permitiu superar      as lutas entre papado e imp\u00e9rio e o avan\u00e7o normando no baixo adri\u00e1tico (XI-XII).<\/p>\n<p>Sob      Pietro Polani (1130-48) foi institu\u00edda a Assembl\u00e9ia dos Dez S\u00e1bios, com tarefas      executivas limitando assim, o poder do Doge; se dava in\u00edcio ao munic\u00edpio Veneciarum,      sustentado pelas poderosas fam\u00edlias mercantis.<\/p>\n<p>A      conquista de Zara e a funda\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio latino do oriente (a quarta cruzada,      1204), permitiram as primeiras posses venezianas no mar Mediterr\u00e2neo e trazendo      assim disc\u00f3rdia com a Rep\u00fablica Genovesa.<\/p>\n<p>A      cidade segurou firme os pr\u00f3prios dom\u00ednios mar\u00edtimos e comerciais gra\u00e7as \u00e0      estabilidade institucional garantida pela hereditariedade da assembl\u00e9ia legislativa      e pela cria\u00e7\u00e3o de novos \u00f3rg\u00e3os (Assembl\u00e9ia dos Dez , 1310) os deputados estavam      prontos a reprimir cada oposi\u00e7\u00e3o olig\u00e1rquica mercantil que dominava a cidade.<\/p>\n<p>Veneza      foi duramente golpeada pela pestil\u00eancia em 1348, sofreu uma grave crise demogr\u00e1fica      e pol\u00edtica que se arrastou at\u00e9 a vitoriosa guerra de Chioggia (1378-81) contra      a liga formada pela Hungria, por Floren\u00e7a e por G\u00eanova.<\/p>\n<p>A      recupera\u00e7\u00e3o significou o in\u00edcio da expans\u00e3o dos territ\u00f3rios vizinhos da pen\u00ednsula:      conquistados o interno das terras v\u00eanetas (1402-20), Brescia (1426) e B\u00e9rgamo      (1428), a expans\u00e3o mais al\u00e9m foi blocada pelos milaneses, mas a cidade teve      reconhecidas as novas posses com a paz de Lodi ( 1454).<\/p>\n<p>O      territ\u00f3rio da rep\u00fablica se extendia desde B\u00e9rgamo at\u00e9 a Istria e englobava      Ravenna, algumas zonas da Romagna e da Puglia. A alian\u00e7a entre o papado, Fran\u00e7a      ( que havia ocupado o ducado de Mil\u00e3o), Espanha e Imp\u00e9rio (liga de Cambrai,      1508) trouxe a derrota (batalha de Agndello, 1509) para a Rep\u00fablica, obrigando-a      a renunciar \u00e0s posses da Romagna e da Puglia (pace di Bologna, 1530).<\/p>\n<p>A      decad\u00eancia dos tr\u00e1ficos mediterr\u00e2neos logo ap\u00f3s a descoberta da Am\u00e9rica, a      entrada otomana no mediterr\u00e2neo, marcaram definitivamente o fim da pot\u00eancia      comercial: perdida Chipre (1569), Candia e Famagosta (1645-69), Morea (paz      de Passarowitz, 1718) por vantagem dos turcos, Veneza decaiu at\u00e9 que foi ocupada      (1796) pelas tropas de Napol\u00e3o, que a cedeu ao Imp\u00e9rio austr\u00edaco (tratado      de Campoformio, 1797).<\/p>\n<p>Foi      de novo retomada pelos franceses (paz de Presburgo, 1805) e englobada no Reino      It\u00e1lico, tornou aos asburgos depois do Congresso de Viena (1815) reduzida      a centro econ\u00f4mico e cultural de segundo plano.<\/p>\n<p>A      hostilidade demonstrada ao governo imperial se manifestou abertamente na insurrei\u00e7\u00e3o      de 1848 quando expulsos os austr\u00edacos e proclamada a Rep\u00fablica de San Marco      (23 de mar\u00e7o de 1848, sob o governo de Daniele Manin), resistiu a um longo      ass\u00e9dio at\u00e9 o 11 de agosto de 1849. Em 1866 ( 3\u00b0 Guerra da Independ\u00eancia)      foi anexada ao Reino da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Veneza se entrela\u00e7a com \u00e0quela de sua arte, testemunhada pelos      importantes e inumer\u00e1veis monumentos que caracterizam os seus \u0093sestieri\u0094,      isto \u00e9, os bairros que dividem a cidade. <\/p>\n<p>Os dois n\u00facleos principais s\u00e3o o complexo arquitet\u00f4nico de Piazza San Marco-      que compreende a Bas\u00edlica (XI), o Campan\u00e1rio (IX-1477), Torre do Rel\u00f3gio (1499),      Procuratie Vecchie (1514), Procuratie Nuove (1582-1640), Palazzo Ducale (1340-XV),      Bibioteca Marciana (XVI)- as zonas burguesas e comerciais de Rialto caracterizada      pela om\u00f4nima ponte de 1591 a zona da feira e as orlas \u0093del vin\u0094      e \u0093del carbon\u0094.<\/p>\n<p><strong>Os      monumentos e as igrejas da cidade ser\u00e3m divididos em sentido cronol\u00f3gico:<\/strong><\/p>\n<p>da      fase medieval correspondem as igrejas de S. Giovanni e Paolo (1246-1430),      de S. Pietro e Paolo (sec. XIII), de S. Maria Gloriosa dei Frari (1336-1492),      de S. Maria del Carmine (sec. XIV), de S. Stefano (sec. XIV-XV), e tamb\u00e9m      a magn\u00edifica estrutura do Arsenale (1104-sec. XV).<\/p>\n<p>Ao      per\u00edodo do renascimento temos as igrejas de S. Maria dei Miracoli (1489),      de S. Salvador (sec. XV), de S. Sebastiano (sec. XVI), do Redentore (1577-92),      de S. Giorgio Maggiore (1565-83) enquanto o grande templo realizado pelo pagamento      de um voto \u00e9 a Igreja de S. Maria della Salute (1631-81) um exemplo do barocco      veneziano.<\/p>\n<p>Notaveis      s\u00e3o os edif\u00edcios da conhecida Scuole (sede das antigas associa\u00e7\u00f5es de benefic\u00eancia      e socorro dos pobres) como aquelas de S. Giovanni Evangelista (1481-98), de      S. Rocco (1517-49) e de S. Giorgio degli Schiavoni (sec. XVI).<\/p>\n<p>A      presen\u00e7a hebr\u00e9ia em Veneza possui uma hist\u00f3ria plurisecular representada pelo      bel\u00edssimo Ghetto com as Sinagogas da Scuola Spagnola e Scuola Levantina (sec.      XVII).<\/p>\n<p>Ao      longo do Canal Grande (a art\u00e9ria principal da cidade) se admiram alguns dos      pal\u00e1cios mais famosos: Ca\u0092 Vendramin-Calergi (1500-9), a Ca\u0092 d\u0092Oro      (1420-34), Ca\u0092 da Mosto (sec. XIII), Ca\u0092 Pesaro (1628-1710), Ca\u0092      Foscari (sec. XV), Ca\u0092 Rezzonico (1649-sec. XVIII), os pal\u00e1cios Loredan      (sec. XII-XIII), Contarini-Fasan (1475), Giustinian (sec. XV), , Mocenigo      (sec. XVI), Grimani (1556), Grassi (1749), com a om\u00f4nima sede de exposi\u00e7\u00f5es,      Palazzo Dario (1487).<\/p>\n<p>Muitos      dos pal\u00e1cios hist\u00f3ricos hospedam importantes museus: na Pra\u00e7a S\u00e3o Marcos o      complexo do Museo Correr hospeda uma rica Pinacoteca e o Museu Arqueol\u00f3gico;      Ca\u0092 Rezzonico \u00e9 o museu do per\u00edodo de 1700 veneziano; a Ca\u0092 D\u0092Oro      hospeda a prestigiosa cole\u00e7\u00e3o Franchetti; Ca\u0092 Pesaro \u00e9 o Museu de Arte      Moderna. As Galerias da Accademia, a Pinacoteca da Fondazione Querini e a      inigual\u00e1vel Cole\u00e7\u00e3o Peggy Guggenheim de arte contempor\u00e2nea completam este      sint\u00e9tico panorama.<\/p>\n<p>Duas      simples sugest\u00f5es para entender a cidade: percorrer todo o Canal Grande na      ida e na volta do vaporretto e ver Veneza do alto do Campan\u00e1rio de S. Marcos      ou ainda melhor o Campan\u00e1rio de S. Giorgio.<\/p>\n<p>Fonte: www.initalytoday.com<\/p>\n<h6>Veneza<\/h6>\n<p>Simplesmente      \u00fanica, a cidade de Veneza \u00e9 um arquip\u00e9lago formado por 118 ilhas, entrecortadas      por 170 canais.<\/p>\n<p>Por      milhares de anos a cidade foi o mais importante mercado mar\u00edtimo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Hoje,      toda essa import\u00e2ncia comercial deu espa\u00e7o ao turismo, que muitas vezes \u00e9      superior ao que a cidade suporta, mas a bela da It\u00e1lia n\u00e3o perde seu charme.<\/p>\n<p>A      cidade s\u00edmbolo do romantismo continua a mesma desde a idade m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Suas      ruelas, canais e pal\u00e1cios atraem multid\u00f5es.<\/p>\n<p>Veneza      \u00e9 toda cortada por pequenos canais, e atrav\u00e9s deles se pode chegar \u00e0 qualquer      ponto da cidade.<\/p>\n<p>O      maior de todos, que divide Veneza ao meio, \u00e9 o Grande Canal. Apenas duas pontes      cruzam o Grande Canal, a Ponte Degli Scalzi, e a famosa Ponte di Rialto.<\/p>\n<p>As      duas grandes festas de Veneza s\u00e3o no Carnaval, quando as ruas da cidade s\u00e3o      tomadas por centenas de mascaradas e luxuosas fantasias, e durante a bel\u00edssima      Prociss\u00e3o da Cidade, sempre no primeiro domingo de setembro.<\/p>\n<p>Nesta      festa h\u00e1 regatas, competi\u00e7\u00f5es aqu\u00e1ticas e a famosa Prociss\u00e3o do Grande Canal,      com o desfile de centenas de g\u00f4ndolas e embarca\u00e7\u00f5es ornamentadas e tripulantes      vestindo as roupas hist\u00f3ricas de Veneza antiga.<\/p>\n<p>\u00c0s      margens do Grande Canal h\u00e1 uma infinidade de palacetes dos s\u00e9culos 17 e 18      que contam com detalhes toda a hist\u00f3ria de luxos e extravag\u00e2ncias desta cidade.<\/p>\n<p>Um      dos mais interessantes \u00e9 o Palacio Ca&#8217;Rezzonico, com interior ricamente adornado.      Outro ponto luxuoso de Veneza \u00e9 o Lido, a praia dos ricos e famosos, \u00e0 pouca      dist\u00e2ncia do centro.<\/p>\n<p>Vale      a pena ir at\u00e9 l\u00e1 para conhecer a arquitetura cl\u00e1ssica de seus pr\u00e9dios e hot\u00e9is,      e que serviram de loca\u00e7\u00e3o para o cl\u00e1ssico do cinema Morte em Veneza.<\/p>\n<p>As      hastes verticais, encontradas em quase todos locais, s\u00e3o usadas como atracadouros      das g\u00f4ndolas e outras embarca\u00e7\u00f5es, os \u00fanicos meios de transporte permitidos      na cidade, para quem n\u00e3o quiser percorrer a p\u00e9 o labirinto de ruazinhas e      becos da cidade.<\/p>\n<p>O      passeio de g\u00f4ndola pelos canais de Veneza j\u00e1 \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o para quem visitar      a cidade, mas \u00e9 importante acertar primeiro com o gondoleiro um desconto,      j\u00e1 que o custo do passeio de uma hora pode \u00e0s vezes ser extorsivo.<\/p>\n<p>Depois      pegue o t\u00e1xi aqu\u00e1tico, geralmente uma lancha, e v\u00e1 at\u00e9 Murano, uma ilha pr\u00f3xima      de Veneza. A viagem leva apenas 15 minutos.<\/p>\n<p>L\u00e1      voc\u00ea poder\u00e1 conhecer a t\u00e9cnica secular de fabricar Vidro Soprado, ver os artes\u00e3os      trabalhando e dando vida \u00e0s formas mais belas de cristais coloridos, de todas      as cores e tamanhos, e quem sabe, at\u00e9 fazer um curso de italiano onde se pode      aprender as t\u00e9cnicas de fabrica\u00e7\u00e3o dessas belas obras de arte.<\/p>\n<p>Fonte: www.portaldointercambio.com.br<\/p>\n<h6>Veneza<\/h6>\n<p><strong>O simples e guia pr\u00e1tico para visitar Veneza<\/strong><\/p>\n<p>A      cidade mais rom\u00e2ntica no mundo! \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o a visit\u00e1-lo quase uma vez      na vida!<\/p>\n<h4><strong>Para descobrir Veneza<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Quando<\/strong><\/p>\n<p>A      melhor \u00e9poca para visitar Veneza \u00e9 certamente a partir de abril a outubro,      mas em agosto quando o clima \u00e9 muito quente e \u00famido.<\/p>\n<p>No      Outono Veneza n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o lotados e voc\u00ea pode apreciar a vida real dos      habitantes, tendo tanto a possibilidade de visitar tudo e considerando que      a maior parte dos hot\u00e9is est\u00e3o em aberto. No inverno, o clima \u00e9 frio e, muitas      vezes, h\u00e1 os &#8220;conhecimentos Alta&#8221;, aquando da linha de \u00e1gua cresce      e \u00e9 mais dif\u00edcil de andar, no centro da estrada.<\/p>\n<p>O      mais importante e famosa \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o veneziana Carnevale, quando quase todo      mundo se esconde. Neste per\u00edodo \u00e9 quase imposs\u00edvel encontrar livre quartos      nos hot\u00e9is a menos que tenham reservado muito tempo antes.<\/p>\n<p>Veneza      \u00e9 uma cidade \u00fanica, e \u00e9 t\u00e3o bonito tamb\u00e9m porque n\u00e3o existe possibilidade      de satisfazer qualquer carro!<\/p>\n<p><strong>Como<\/strong><\/p>\n<p>A      melhor maneira de saber que ele est\u00e1 indo em p\u00e9 , com um bom mapa, e descobrir      o mil lugares fant\u00e1sticos que fazer Veneza t\u00e3o especial! Sugerimos que voc\u00ea      compra um g uide com um mapa, porque n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o simples de entender a      rua especial numera\u00e7\u00e3o. Desta forma voc\u00ea tem a oportunidade de evitar o t\u00edpico      turista \u00e1reas e descobrir a f\u00e9 viva Veneziano forma. Veneza ajuda voc\u00ea a sua      sinais amarelos, muitas vezes, situado na esquina do edif\u00edcio, que indicam      as grandes manchas.<\/p>\n<p>Naturalmente,      muitas vezes voc\u00ea vai ter a p\u00fablico barcos : lembre-se de comprar o bilhete      antes da viagem, voc\u00ea vai encontr\u00e1-los para o jornal da loja, tabacarias,      porque eles n\u00e3o vendido no barcos.<\/p>\n<p>As      mais importantes linhas de barco l\u00edquido do p\u00fablico s\u00e3o os seguintes: 1 (vaporetti),      que passa atrav\u00e9s de S. Marco, Lido e Tronchetto; 2 (fast barco) de Lido a      esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria e volta; o 34 (s\u00f3 no Ver\u00e3o) que comanda como a linha 1,      a 5, que circumnavigates da cidade e fica a ilha Murano.<\/p>\n<p>Passando      por barcos p\u00fablico \u00e9 uma boa forma de ter um passeio de todo Veneza, e saborear      esta atmosfera m\u00e1gica. Os bilhetes n\u00e3o s\u00e3o baratos, por isso sugerimos que      voc\u00ea compra um &#8220;passar tr\u00eas dias&#8221;, um bilhete especial, com quem      pode ter o p\u00fablico barcos todas as vezes que quiser, no prazo de tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>Se      voc\u00ea quiser, voc\u00ea tamb\u00e9m pode tomar um t\u00e1xi aqu\u00e1tico. A mais rom\u00e2ntica maneira      de descobrir Veneza \u00e9 certamente a ter um tour pela g\u00f4ndola . Pergunte ao      gondoliers para o passeio que voc\u00ea quer, existe tamb\u00e9m a possibilidade de      ter um cantor em sua g\u00f4ndola, e t\u00eam um \u00fanico sightseeing da cidade de Veneza!<\/p>\n<p>Fonte: www.touristplace.info<\/p>\n<h6>Veneza<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria das Comunidades<\/h4>\n<p><strong>O      encanto de Veneza<\/strong><\/p>\n<p>De      uma espantosa beleza, Veneza \u00e9 uma cidade \u00fanica, verdadeiro museu a c\u00e9u aberto.      Foi nessa cidade, constru\u00edda sobre ilhas, que, durante o renascimento, floresceu      uma comunidade judaica cosmopolita, das mais importantes da Europa. Apesar      de entre Veneza e os judeus as rela\u00e7\u00f5es sempre terem sido marcadas por relativa      toler\u00e2ncia, foi l\u00e1 que surgiu o primeiro gueto.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Veneza, no nordeste da It\u00e1lia, tem in\u00edcio com a decad\u00eancia      do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, quando, ao procurar abrigo das hordas b\u00e1rbaras      que invadiam a Pen\u00ednsula It\u00e1lica, os habitantes das redondezas se refugiaram      nas ilhas da lagoa veneziana, banhada pelas \u00e1guas do mar Adri\u00e1tico. <\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, Veneza foi fundada em 421 desta Era, permanecendo, por      s\u00e9culos, sob tutela do Imp\u00e9rio Bizantino. No s\u00e9culo IX, a cidade se livra      dessa tutela, tornando-se um estado aut\u00f4nomo, dirigida por um &#8220;Doge&#8221;      e por uma oligarquia. <\/p>\n<p>At\u00e9 a Era Napole\u00f4nica, a &#8220;Seren\u00edssima Rep\u00fablica de Veneza&#8221; manter-se-ia      independente.<\/p>\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo X, a cidade tornava-se uma pot\u00eancia mar\u00edtima e comercial. Estrategicamente      localizada \u00e0 beira do Mar Adri\u00e1tico, vizinha ao Imp\u00e9rio Bizantino, possu\u00eda      uma das maiores frotas navais da Europa &#8211; o que lhe permite o controle de      in\u00fameras rotas comerciais entre Ocidente e Oriente. <\/p>\n<p>A partir de 1204, quando a 4\u00aa.Cruzada toma Constantinopla, a &#8220;Seren\u00edssima&#8221;      torna-se o poder dominante na regi\u00e3o, ponto de interc\u00e2mbio cultural e comercial      entre \u00c1sia e Europa. E, em meados de 1500, a cidade atingia seu apogeu.<\/p>\n<p><strong>Os      primeiros judeus<\/strong><\/p>\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica sobre os judeus de Veneza \u00e9 escassa e grande      parte das informa\u00e7\u00f5es se baseiam na tradi\u00e7\u00e3o oral. Sabe-se que havia judeus      na regi\u00e3o de Veneto nos primeiros s\u00e9culos da EC, e, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, havia      judeus em Veneza durante toda a Baixa Idade M\u00e9dia. <\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o porto de Veneza era escala obrigat\u00f3ria para quem ia ao Oriente      e, como se sabe, muitos viajantes eram judeus. H\u00e1 historiadores que acreditam      que a ilha Spinalonga, conhecida como &#8220;Giudecca&#8221;, tenha recebido      este nome porque, nos primeiros s\u00e9culos ap\u00f3s o ano 1000, l\u00e1 residia um n\u00facleo      judaico. <\/p>\n<p>Esta suposi\u00e7\u00e3o baseia-se, entre outros, no fato de que, em mapa de 1346,      a ilha aparece como &#8220;Giudaica&#8221;, al\u00e9m de l\u00e1 terem existido duas sinagogas,      destru\u00eddas no s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>Durante a Idade M\u00e9dia, a lagoa n\u00e3o teve presen\u00e7a judaica significativa. At\u00e9      o s\u00e9culo XIV, os judeus eram obrigados a viver e trabalhar em &#8220;Terra      Ferma&#8221;, na cidade de Mestre, e uma s\u00e9rie de decretos restringia o n\u00famero      de dias que podiam permanecer na cidade. <\/p>\n<p>Mas, se n\u00e3o tinham permiss\u00e3o para viver na lagoa, o mesmo n\u00e3o ocorria nos      dom\u00ednios da &#8220;Seren\u00edssima&#8221; em terra firme, onde os judeus adquiriram      import\u00e2ncia num\u00e9rica e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>Ondas      migrat\u00f3rias judaicas<\/strong><\/p>\n<p>No      decorrer da hist\u00f3ria, os dom\u00ednios da &#8220;Seren\u00edssima&#8221; serviram de abrigo      para sucessivas levas de judeus, vindos de toda a Europa. Pois, ao longo dos      tempos, a atitude em rela\u00e7\u00e3o a eles sempre foi de relativa toler\u00e2ncia, ditada      principalmente por interesses comerciais.<\/p>\n<p>Durante a Idade M\u00e9dia, em conseq\u00fc\u00eancia da hostilidade acumulada atrav\u00e9s dos      s\u00e9culos e da histeria das massas crist\u00e3s durante as Cruzadas e a Peste Negra      (1348-49), os judeus foram perseguidos e expulsos da maioria dos pa\u00edses da      Europa Ocidental. <\/p>\n<p>Os primeiros a chegar \u00e0 regi\u00e3o foram os judeus &#8220;italianos&#8221; vindos      do centro sul da Pen\u00ednsula It\u00e1lica, principalmente de Roma. No s\u00e9culo XIV,      quando intensas persegui\u00e7\u00f5es e massacres se abateram sobre eles, acusando-os      de serem os causadores da Peste Negra, levas de judeus asquenazitas cruzaram      os Alpes e se estabelecem no norte da It\u00e1lia, muitos na regi\u00e3o do V\u00eaneto.    <\/p>\n<p>Origin\u00e1rios de pa\u00edses de l\u00edngua alem\u00e3, esses judeus, chamados pelos venezianos      de &#8220;Tedeschi&#8221; &#8211; trouxeram consigo seu idioma, suas tradi\u00e7\u00f5es e grande      experi\u00eancia no com\u00e9rcio, como prestamistas. <\/p>\n<p>Quando, no s\u00e9culo XIV, a pol\u00edtica de expuls\u00f5es atinge a Fran\u00e7a, a regi\u00e3o      recebe judeus tamb\u00e9m dessa origem.<\/p>\n<p>O ano de 1385 foi de particular import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria da Veneza judaica,      pois a cidade &#8211; em guerra e precisando de capital &#8211; autorizou banqueiros judeus      asquenazitas a residir nas ilhas da lagoa, concedendo-lhes a primeira Condotta,      a dizer, um &#8220;c\u00f3digo de conduta&#8221;. <\/p>\n<p>No ano seguinte, o Senado veneziano autoriza a instala\u00e7\u00e3o de um cemit\u00e9rio      judaico em uma \u00e1rea pr\u00e9-determinada, no Lido.<\/p>\n<p>Em Veneza, as Condotte, assim como contratos similares em outros pa\u00edses,      regiam o relacionamento entre judeus e o Estado. Este os autorizava a emprestar      dinheiro a uma taxa pr\u00e9-fixada, garantindo-lhes prote\u00e7\u00e3o e liberdade de culto      e ter uma sinagoga em cada cidade. <\/p>\n<p>Em contrapartida, os judeus eram obrigados a colocar um m\u00ednimo de capital      em circula\u00e7\u00e3o e pagar altos impostos. Veneza tamb\u00e9m lhes imp\u00f4s o uso de um      distintivo, no vestu\u00e1rio. Inicialmente um c\u00edrculo amarelo e, posteriormente,      um chap\u00e9u em cor amarela ou vermelha &#8211; o &#8220;chap\u00e9u de judeu&#8221;. <\/p>\n<p>Como a Condotta n\u00e3o tinha car\u00e1ter definitivo, requerendo renova\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica,      foi prec\u00e1ria a presen\u00e7a judaica na cidade, durante o s\u00e9culo XV.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      sua expuls\u00e3o da Espanha, em 1492, foi a vez dos judeus ib\u00e9ricos se estabelecerem      nos dom\u00ednios da &#8220;Seren\u00edssima&#8221;. Entre eles, o famoso s\u00e1bio espanhol      Don Isaac Abravanel, que faleceu na cidade, em 1509.<\/p>\n<p>Os judeus viam em Veneza &#8211; \u00e0 \u00e9poca, o mercado financeiro mais lucrativo do      mundo &#8211; a oportunidade de participar, ainda que de forma restrita, nessa euforia      de prosperidade. <\/p>\n<p>Comunidades judaicas se formaram em Mestre e outras cidades em &#8220;terra      firme&#8221;, entre as quais P\u00e1dua, Treviso, Bassano, Conegliano. Gradativamente      os judeus se haviam tornado um n\u00facleo consider\u00e1vel, em n\u00famero e em import\u00e2ncia.    <\/p>\n<p>Cada novo grupo a se instalar mantinha os h\u00e1bitos, cerim\u00f4nias e rituais de      suas comunidades de origem. Isto marcaria, de forma acentuada, o futuro desenvolvimento      da vida comunit\u00e1ria, no gueto.<\/p>\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o      do gueto: uma solu\u00e7\u00e3o veneziana<\/strong><\/p>\n<p>Os anos de 1508 e 1509 foram dif\u00edceis para a &#8220;Seren\u00edssima&#8221;, pois      a derrota da Rep\u00fablica veneziana frente \u00e0 Liga de Cambrai provocara a fuga      para a lagoa dos habitantes da &#8220;terra firme&#8221;. Entre estes, centenas      de judeus. <\/p>\n<p>Os banqueiros de Mestre foram calorosamente acolhidos, pois Veneza precisava      do aporte de seu capital. Mas, a derrota deixou marcas no \u00e2nimo dos habitantes.      Frades franciscanos incitavam as massas, afirmando que a derrota era o &#8220;merecido      castigo&#8221; para a cidade por seus pecados, dos quais o mais grave fora      permitir aos judeus viverem livremente. <\/p>\n<p>O populacho passou a pedir a sua expuls\u00e3o, mas o Senado n\u00e3o estava disposto      a perder aquele patrim\u00f4nio, t\u00e3o importante para sua economia.<\/p>\n<p>Em 1516, os senadores venezianos encontram a solu\u00e7\u00e3o: n\u00e3o os expulsariam,      mas os confinariam a uma \u00e1rea espec\u00edfica da cidade. Dessa maneira, continuavam      a se beneficiar economicamente dos judeus enquanto conseguiam reduzir, ao      m\u00ednimo, os contatos destes com o restante da popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da Di\u00e1spora, os judeus sempre preferiram residir em bairros      separados, chegando at\u00e9 a exigi-lo. Mas o decreto veneziano transformara uma      &#8220;op\u00e7\u00e3o preferencial&#8221; em obriga\u00e7\u00e3o legal e patente desqualifica\u00e7\u00e3o      social. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, por pior que fosse a &#8220;solu\u00e7\u00e3o veneziana&#8221;, foi o que impediu      que se aceitassem propostas subseq\u00fcentes para os expulsar. Segundo um historiador      italiano, Roberto Bonfil, &#8220;o gueto era uma esp\u00e9cie de meio-termo entre      o sonho dos judeus de serem aceitos incondicionalmente e o pesadelo de sua      expuls\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O local demarcado pelo Senado foi o Ghetto Nuovo, uma pequena ilha parcialmente      habitada, onde, at\u00e9 1390, existia uma fundi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Muitos fil\u00f3logos acreditam que a palavra &#8220;ghetto&#8221; derive de &#8220;gettare&#8221;,      que no veneziano do s\u00e9culo XIV significava &#8220;fundir metal&#8221;.<\/p>\n<p>Estima-se que 700 judeus tenham sido confinados na ilha, \u00e1rea insalubre que      mais parecia uma fortaleza, com seus altos muros e acesso restrito a duas      pontes levadi\u00e7as. <\/p>\n<p>Por determina\u00e7\u00e3o do Senado, os port\u00f5es deviam ser trancados \u00e0 meia-noite,      por quatro guardas crist\u00e3os &#8211; pagos, por for\u00e7a da lei, pelos pr\u00f3prios judeus      &#8211; e eram reabertos pela manh\u00e3. Durante a noite, apenas os m\u00e9dicos podiam deixar      o gueto e nenhum crist\u00e3o l\u00e1 podia entrar. <\/p>\n<p>Foram impostas severas regras sobre o uso do &#8220;chap\u00e9u de judeu&#8221;.      Como lhes era proibida a compra de im\u00f3veis, ficaram \u00e0 merc\u00ea da gan\u00e2ncia dos      propriet\u00e1rios, que imp\u00f5em um aumento de 33% sobre o valor dos alugu\u00e9is.<\/p>\n<p>O Senado definiu tamb\u00e9m o status legal da &#8220;Nazione Tedesca&#8221;, como      passou a ser chamado esse grupo composto de ashquenazim, em sua maioria origin\u00e1rios      de pa\u00edses de l\u00edngua alem\u00e3, mas que inclu\u00eda italianos e franceses. <\/p>\n<p>Eram obrigados a pagar alto tributo anual aos cofres da Rep\u00fablica, al\u00e9m dos      impostos costumeiros. Cabia \u00e0 comunidade administrar casas de penhora e empr\u00e9stimos,      dentro do pr\u00f3prio gueto. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, somente lhes era permitido atuar no com\u00e9rcio de roupas usadas      ou praticar a medicina. Para alguns, foi dada a permiss\u00e3o de trabalhar em      gr\u00e1ficas, na produ\u00e7\u00e3o dos livros judaicos. Daniel Bomberg, crist\u00e3o dedicado      \u00e0 impress\u00e3o de textos hebraicos, foi o primeiro a imprimir o Talmud Bavli      e o Talmud Ierushalmi, respectivamente o Babil\u00f4nico e o de Jerusal\u00e9m, em Veneza,      entre 1520 e 1523.<\/p>\n<p>Em 1529, treze anos ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do gueto, \u00e9 inaugurada a primeira sinagoga,      a Scuola Grande Tedesca, de rito asquenazita. Tr\u00eas anos mais tarde, acredita-se      que um grupo de judeus da Proven\u00e7a, querendo seguir seu pr\u00f3prio rito lit\u00fargico,      se tenha separado dos asquenazitas alem\u00e3es, fundando outra sinagoga, a Scuola      Canton, a poucos metros da Tedesca. <\/p>\n<p>Ambas, ainda hoje, podem ser admiradas. (ver artigo nesta edi\u00e7\u00e3o, &#8220;O      brilho das sinagogas&#8221;).<\/p>\n<p><strong>Judeus      do Levante e do Poente<\/strong><\/p>\n<p>O estabelecimento dos judeus levantinos em Veneza se deu em condi\u00e7\u00f5es diferentes      das enfrentadas pelos que os antecederam. A Rep\u00fablica encontrava-se economicamente      enfraquecida: o com\u00e9rcio com o Levante declinara e a guerra contra os turcos      esvaziara seus cofres. Os judeus levantinos pareciam ser a salva\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Ao admiti-los, Veneza visava assegurar sua presen\u00e7a no com\u00e9rcio internacional,      j\u00e1 que, sob dom\u00ednio otomano, os judeus se haviam tornado poderosos comerciantes      e financistas.<\/p>\n<p>Num primeiro momento, a Seren\u00edssima concede aos levantinos apenas a permiss\u00e3o      de residir no gueto por curtos per\u00edodos de tempo. No entanto, cada vez mais,      Veneza dependia de sua presen\u00e7a. Por fim, em 1541, querendo fomentar ainda      mais o com\u00e9rcio, o Senado lhes concedeu uma \u00e1rea adjacente ao gueto, conhecida      como &#8220;Ghetto Vecchio&#8221;. <\/p>\n<p>As imposi\u00e7\u00f5es eram um tanto diferentes das que regiam a vida dos judeus asquenazitas;      sua estadia no gueto tinha que ser breve. <\/p>\n<p>Os levantinos trouxeram consigo costumes e tradi\u00e7\u00f5es. Contrastando com os      modestos h\u00e1bitos da &#8220;Nazione Tedesca&#8221;, esses comerciantes, acostumados      \u00e0 vida no Oriente, viviam em grande conforto.<\/p>\n<p>Duas      belas sinagogas de rito sefaradita s\u00e3o erguidas no gueto: Scuola Levantina      e Scuola Grande Spagnola, para os de origem ponentina. Apesar de n\u00e3o se ter      a data exata da constru\u00e7\u00e3o, diz uma tradi\u00e7\u00e3o oral que a Scuola Levantina foi      erguida em 1538, tr\u00eas anos antes do ingresso oficial dos judeus dessa origem      no Ghetto Vecchio.<\/p>\n<p>Entre os levantinos havia muitos de origem sefaradi. Alguns descendiam de      fam\u00edlias que, ap\u00f3s sua expuls\u00e3o da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, em 1492 e 1497, se haviam      estabelecido na Gr\u00e9cia e Turquia. Outros eram conversos, de v\u00e1rias partes      da Europa, e o gueto de Veneza representava a oportunidade de voltar ao juda\u00edsmo.    <\/p>\n<p>Para as autoridades venezianas, estes representavam um problema pol\u00edtico,      pois a Igreja os tinha como hereges. Apesar de cat\u00f3lica, Veneza sempre prezou      sua autonomia pol\u00edtica, resistindo, por muito tempo, \u00e0s press\u00f5es da Igreja      para adotar atitudes severas contra os hereges e judeus que l\u00e1 viviam. <\/p>\n<p>Mas, em 1547, acaba cedendo \u00e0 insist\u00eancia papal. Instala-se a Inquisi\u00e7\u00e3o      em Veneza, ainda que, aos olhos de Roma fosse uma Inquisi\u00e7\u00e3o &#8220;morna&#8221;,      sem pulso, principalmente no tocante aos judaizantes.<\/p>\n<p>A      de conduta da Seren\u00edssima face aos conversos sempre foi marcada por modera\u00e7\u00e3o      e pragmatismo. Ignorava o passado dos que queriam viver no gueto como judeus,      principalmente porque, entre os rec\u00e9m-chegados, contavam-se os elementos mais      ricos e talentosos da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Mesmo      assim, os judeus n\u00e3o podiam confiar apenas na modera\u00e7\u00e3o das autoridades.<\/p>\n<p>Um dos mais famosos mercadores levantinos do s\u00e9culo XVI, Daniel Rodrigo,      empenhou-se durante anos em modificar o status da &#8220;Na\u00e7\u00e3o Levantina&#8221;.      C\u00f4nscio da necessidade de incluir, de forma expl\u00edcita, os conversos na Condotta,      valeu-se de um subterf\u00fagio legal para contornar o problema. <\/p>\n<p>Em peti\u00e7\u00e3o de 1583, requer direito de resid\u00eancia tamb\u00e9m para os &#8220;judeus      do Poente&#8221;, eufemismo para definir os conversos. Seu pedido foi indeferido;      mas, seis anos mais tarde, seu estratagema daria certo. <\/p>\n<p>Em 1589, Rodrigo consegue obter do Senado uma Condotta em separado para a      Na\u00e7\u00e3o Levantina e, nesta, a Seren\u00edssima estende aos &#8220;judeus ponentinos&#8221;      os mesmos direitos de resid\u00eancia concedidos aos levantinos.<\/p>\n<p>Aquele      mesmo ano marca a consolida\u00e7\u00e3o definitiva da estrutura do gueto. Veneza passa      a ter duas comunidades judaicas legalmente reconhecidas, que conviviam lado      a lado: a Na\u00e7\u00e3o Alem\u00e3, que inclu\u00eda todos os judeus asquenazim, italianos e      franceses; e a Na\u00e7\u00e3o Levantina, incluindo os judeus orientais, sefaraditas      e conversos.<\/p>\n<p>Nada      mudaria nos pr\u00f3ximos 200 anos, exceto o fato de, em 1633, ser incorporada      ao gueto a \u00e1rea do &#8220;Ghetto Nuov\u00edssimo&#8221;, composta por 20 edif\u00edcios      destinados \u00e0 resid\u00eancia de mercadores levantinos e ponentinos. A peste de      1630 abalara a economia veneziana e o Senado visava dar novo \u00edmpeto \u00e0 economia,      tentando atrair para seus dom\u00ednios as riquezas dos judeus de origem sefaradi.<\/p>\n<p><strong>Idade      de Ouro dos judeus de Veneza<\/strong><\/p>\n<p>O      s\u00e9culo XVII foi a Idade de Ouro dos judeus venezianos. Estima-se que em 1630,      antes da peste que dizimaria a popula\u00e7\u00e3o da cidade, vivessem no gueto 5 mil      pessoas. A comunidade conhecia seu apogeu. Muito pr\u00f3spera, era importante      vetor na vida econ\u00f4mica local, sendo que a maior parte do com\u00e9rcio internacional      era controlado pela Na\u00e7\u00e3o Levantina.<\/p>\n<p>Culturalmente, tamb\u00e9m, a comunidade estava em seu auge. No gueto havia teatro,      academia de m\u00fasica, sal\u00f5es liter\u00e1rios. E l\u00e1 viviam m\u00e9dicos famosos e respeitados      nas cortes de toda a Europa. <\/p>\n<p>Grandes personalidades marcaram a vida judaica, no per\u00edodo. Entre estas,      o rabino Leon da Modena, autor ecl\u00e9tico entre cujas obras destacam-se a famosa      Historia de&#8217;Riti Hebraici, e um tratado contra o jogo, escrito aos 13 anos      de idade. <\/p>\n<p>Outra foi o Rabino Simone Luzzato, chefe da comunidade de Veneza por 50 anos,      autor do trabalho &#8220;Discurso sobre a situa\u00e7\u00e3o dos Judeus&#8221;, que examinava      sua condi\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-pol\u00edtica em ambiente n\u00e3o-judaico. <\/p>\n<p>Outra importante presen\u00e7a no gueto foi a da poetisa Sara Coppio Sullam. A      Seren\u00edssima foi, tamb\u00e9m, centro de difus\u00e3o de conhecimentos para in\u00fameros      judeus sefaraditas que, posteriormente, implantariam novas comunidades em      Londres e em Amsterd\u00e3.<\/p>\n<p>A      economia veneziana entrou em decl\u00ednio no s\u00e9c. XVII. De um lado, as guerras      contra os turcos tinham esvaziado os cofres p\u00fablicos; de outro, as recentes      descobertas territoriais tinham mudado o principal eixo do com\u00e9rcio internacional      do Mediterr\u00e2neo para o Atl\u00e2ntico, transformando Veneza &#8211; de forma irrevers\u00edvel      &#8211; num centro comercial e financeiro perif\u00e9rico.<\/p>\n<p>Muito      necessitada de recursos, a Rep\u00fablica exigia da comunidade judaica tributos      cada vez mais elevados, enfraquecendo sua situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Esta se deterioraria      ainda mais no s\u00e9culo seguinte, provocando um \u00eaxodo do gueto em dire\u00e7\u00e3o a centros      mais pr\u00f3speros, como Amsterd\u00e3. Em 1737, a comunidade declarava sua fal\u00eancia.      Dos 4.800 judeus que viviam em Veneza em 1655, apenas 1.700 restavam em 1766.<\/p>\n<p><strong>O      fim do gueto<\/strong><\/p>\n<p>Em 1797, as tropas de Napole\u00e3o, imbu\u00eddas dos ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa,      conquistam a Rep\u00fablica. Abrem-se os port\u00f5es do gueto, pondo fim a mais de      250 anos de segrega\u00e7\u00e3o. Todas as leis espec\u00edficas aos judeus s\u00e3o revogadas.    <\/p>\n<p>Ap\u00f3s a derrota de Napole\u00e3o no ano de 1815, Veneza se torna parte do Imp\u00e9rio      Habsburgo, que, apesar de cancelar determina\u00e7\u00f5es aprovadas durante o dom\u00ednio      franc\u00eas, aprova uma lei que permitia aos judeus a aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis e o      exerc\u00edcio de profiss\u00f5es liberais, assim como prestar o servi\u00e7o militar e freq\u00fcentar      as escolas p\u00fablicas. <\/p>\n<p>O gueto jamais foi restabelecido, apesar de muitos judeus preferirem continuar      entre as muralhas. Ap\u00f3s a unifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, em 1866, conseguiram igualdade      civil. Um dos venezianos judeus mais famosos foi Luigio Luzzati, membro do      parlamento italiano durante 50 anos. <\/p>\n<p>Em 1910, foi eleito primeiro-ministro, sendo o primeiro judeu a exercer esse      cargo.<\/p>\n<p>A tens\u00e3o crescente levou in\u00fameros membros da comunidade a deixar Veneza,      ap\u00f3s a 1\u00aa Guerra Mundial. Durante os primeiros anos do governo de Benito Mussolini,      n\u00e3o lhes foram impostas quaisquer restri\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se modificou, no entanto, em 1930, quando o ditador italiano se      aproxima de Hitler. Em 1933, eram 1841 os judeus de Veneza, tendo esse n\u00famero      ca\u00eddo para 1200, em 1938, quando o governo fascista promulga as leis raciais.      Estas tiveram enorme impacto sobre os judeus da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Em julho de 1943, quase no final da II guerra Mundial, cai o governo fascista,      aliado da Alemanha nazista. Mussolini \u00e9 preso e o novo governo negocia a capitula\u00e7\u00e3o      da It\u00e1lia. Dois meses depois, as tropas alem\u00e3s desembarcam no norte da It\u00e1lia.    <\/p>\n<p>Ainda naquele setembro, Giuseppe Jona, presidente da comunidade judaica de      Veneza, suicida-se ap\u00f3s receber a exig\u00eancia nazista de entregar uma lista      com os nomes de todos os seus correligion\u00e1rios. <\/p>\n<p>Sua auto-imola\u00e7\u00e3o salva centenas deles, que ganham tempo para escapar. Duas      semanas mais tarde, a guarda fascista re\u00fane um contingente de judeus em Veneza,      de onde s\u00e3o posteriormente deportados para a Alemanha.<\/p>\n<p> Os mais idosos foram arrancados do leito, no Asilo &#8220;Casa Israelitica      di Riposa&#8221;. O Rabino-Chefe da cidade, Rabi Adolfo Ottolenghi, tamb\u00e9m      foi deportado e morre nos campos de exterm\u00ednio nazistas. <\/p>\n<p>No total, 289 judeus foram deportados, dos quais apenas 7 retornam. Ap\u00f3s      a liberta\u00e7\u00e3o, em 1945, restavam apenas 1.050 deles na outrora florescente      comunidade.<\/p>\n<p>Hoje, Veneza tem uma popula\u00e7\u00e3o judaica de cerca de 500 pessoas, das quais      apenas 30 vivem no antigo bairro, o Ghetto Nuovo. A comunidade \u00e9 oficialmente      ortodoxa e se percebe um reviver na vida cultural dos judeus da cidade. <\/p>\n<p>Realizam-se anualmente semin\u00e1rios, que atraem grande p\u00fablico, fazendo renascer      o passado junto ao presente. Veneza \u00e9 a \u00fanica cidade italiana onde se pode      ver um gueto intacto, que, imut\u00e1vel desde a sua cria\u00e7\u00e3o, atravessa impavidamente      o tempo.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia:<\/strong><\/p>\n<p>Roberta      Curiel e Bernard Dov Cooperman, The Gueto of Venice, Photographs by Graziano      Arici,Tauris Parke Books.<br \/>\n     Alan M. Tigay, The Jewish Traveler, Hadassah Magazine.<br \/>\n     Shaul Bassi , artigo , &#8220;The Venetian Ghetto and Modern Jewish Identity&#8221;      publicado em 2002 na revista &#8220;Judaism: A Quarterly Journal of Jewish      Life and Thought&#8221;, 2002.<\/p>\n<p>Fonte: www.morasha.com.br<\/p>\n<h6>Veneza<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria      de Veneza em It\u00e1lia<\/h4>\n<p>Veneza foi fundada em 452 d. C. por habitantes de Aquileia, P\u00e1dua e de outras      cidades do Norte da It\u00e1lia que aqui se refugiaram das tribos germ\u00e2nicas que      invadiram a It\u00e1lia no s\u00e9culo V. Aqui estabeleceram o seu governo, liderado      por 12 tribunos representantes das ilhas. <\/p>\n<p>Apesar de fazerem parte do Imp\u00e9rio Romano Oriental tinham uma certa autonomia.      Em 697 foi organizada a Rep\u00fablica, chefiada por um doge. Problemas internos      dividiram a Rep\u00fablica e s\u00f3 foram sanados com a uni\u00e3o que se formou para combater      os invasores. <\/p>\n<p>Os Sarracenos foram expulsos em 836 e os H\u00fangaros em 900. Em 991 Veneza assinou      um acordo com os mu\u00e7ulmanos, iniciando um proveitoso com\u00e9rcio com a \u00c1sia que      fez de Veneza o maior centro comercial com o Oriente e, consequentemente,      um dos maiores e mais ricos da \u00e9poca.<\/p>\n<h4><strong>Hist\u00f3ria      da cidade de Veneza<\/strong><\/h4>\n<p>A Rep\u00fablica beneficiou tamb\u00e9m com a partilha do Imp\u00e9rio Bizantino em 1204,      tornando-se a for\u00e7a pol\u00edtica dominante da Europa de ent\u00e3o. No final do s\u00e9culo      XIII a Rep\u00fablica transformara-se numa oligarquia, e nos s\u00e9culos XIII e XIV      envolveu-se em guerras com G\u00e9nova, o seu principal rival a n\u00edvel comercial.    <\/p>\n<p>A sua supremacia foi afirmada no conflito de 1378-1381. Estas guerras, contudo,      impediram-na de conquistar territ\u00f3rios vizinhos. De qualquer modo, no final      do s\u00e9culo XV a cidade-estado era a mais forte pot\u00eancia mar\u00edtima do mundo.<\/p>\n<p>As invas\u00f5es turcas, iniciadas em meados do s\u00e9culo XV, foram um dos fatores      decisivos para que entrasse em decl\u00ednio. Veneza via-se confrontada com ataques      externos e de outros estados italianos, e com a perda de poder econ\u00f3mico na      sequ\u00eancia da descoberta da via mar\u00edtima para as \u00cdndias atrav\u00e9s do cabo da      Boa Esperan\u00e7a (pelo navegador portugu\u00eas Vasco da Gama entre 1497-1498).<\/p>\n<p>     Em 1508, o Sacro Imp\u00e9rio Romano-Germ\u00e2nico, o Papa e a Espanha conjugaram esfor\u00e7os      contra Veneza na Liga de Cambrai, e dividiram o territ\u00f3rio entre si. Veneza      retomou os seus dom\u00ednios italianos atrav\u00e9s de negocia\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>No entanto, nunca mais conseguiu retomar a sua pujan\u00e7a pol\u00edtica, embora continuasse      a ser um ponto de refer\u00eancia no panorama internacional.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos do s\u00e9culo XVIII (1797), a Rep\u00fablica foi conquistada pelos      franceses, liderados por Napole\u00e3o Bonaparte, que a entregou \u00e0 \u00c1ustria. <\/p>\n<p>Esta domina\u00e7\u00e3o continuou at\u00e9 1805 quando a \u00c1ustria foi obrigada a entregar      Veneza ao reino de It\u00e1lia, controlado pelos franceses. Contudo, em 1814 a      cidade voltou a integrar os dom\u00ednios austr\u00edacos.<\/p>\n<p>Em      1815 Veneza uniu-se \u00e0 Lombardia, para formar o ef\u00e9mero reino Lombardo-Veneziano.<\/p>\n<p>Os      venezianos, sob o comando do estadista Daniele Manin, revoltaram-se contra      o dom\u00ednio dos austr\u00edacos, em 1848, fundando uma nova Rep\u00fablica. Em 1849 a      \u00c1ustria restaurou o seu poder. Mais tarde, em 1866, depois da Guerra das Sete      Semanas, Veneza passou a integrar o renovado reino de It\u00e1lia.<\/p>\n<p><strong>A      cidade de Veneza em It\u00e1lia: turismo \u00e0 Veneza<\/strong><\/p>\n<p>Veneza,      a Rainha do Adri\u00e1tico, \u00e9 uma cidade e um porto do Nordeste da It\u00e1lia, situada      na regi\u00e3o do Veneto. Possui uma popula\u00e7\u00e3o de 265 500 habitantes (2004).<\/p>\n<p>A      cidade est\u00e1 assente em 120 ilhas e \u00e9 servida por 177 canais na lagoa entre      as bocas dos rios P\u00f3 e Piave, no extremo norte do mar Adri\u00e1tico. As ilhas      sobre as quais foi constru\u00edda a cidade de Veneza t\u00eam cerca de 400 pontes e      a sua principal via de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 o Grande Canal, com aproximadamente tr\u00eas      quil\u00f3metros.<\/p>\n<p><strong>A Veneza dos nossos dias confronta-se com v\u00e1rios problemas:<\/strong>      perda da popula\u00e7\u00e3o para outras \u00e1reas geogr\u00e1ficas, perigo de inunda\u00e7\u00f5es, agravado      pela polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e do ar, e a sua avan\u00e7ada idade. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s as devastadoras cheias de 1966, a comunidade internacional conjugou      esfor\u00e7os, atrav\u00e9s da UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o Educacional, Cient\u00edfica e Cultural      das Na\u00e7\u00f5es Unidas), para preservar a cidade de Veneza, reconhecida como uma      das mais belas cidades do Mundo, que inequivocamente constitui um valioso      patrim\u00f3nio da Humanidade.<\/p>\n<p><strong>Os      monumentos de Veneza<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente o turismo representa a base da sua economia, outrora dominada      pelo com\u00e9rcio. Veneza oferece aos seus visitantes, para al\u00e9m da beleza da      sua arquitetura e dos seus canais, um vasto conjunto de atividades culturais      que incluem festivais de cinema e o Carnaval de Veneza, uma celebra\u00e7\u00e3o que      remonta ao per\u00edodo medieval; a visita \u00e0s obras dos &#8220;tr\u00eas t\u00eas&#8221; de      Veneza, os pintores Tintoretto, Ticiano e Tiepolo; e produtos artesanais de      renome internacional como as m\u00e1scaras de Carnaval inspiradas nas tragicom\u00e9dias,      bem como os famosos vidros provenientes da ilha de Murano. <\/p>\n<p>Os principais pontos de interesse tur\u00edstico desta cidade s\u00e3o os seus pal\u00e1cios,      igrejas, museus, e canais; edif\u00edcios representativos da arte veneziana patente      nas constru\u00e7\u00f5es e nos elementos decorativos, nomeadamente pict\u00f3ricos e escult\u00f3ricos,      que v\u00e3o desde o estilo bizantino ao renascentista.<\/p>\n<p>Na      parte central da cidade, a mais visitada, est\u00e1 a Pra\u00e7a de S. Marcos. A este      desta Pra\u00e7a situam-se os dois principais edif\u00edcios: a catedral bizantina de      S. Marcos e o Pal\u00e1cio Ducal, tamb\u00e9m conhecido pelo nome de Pal\u00e1cio dos Doges.<\/p>\n<p>A catedral, iniciada no s\u00e9culo IX (828), foi reconstru\u00edda ap\u00f3s o inc\u00eandio      de 976 e novamente entre 1047 e 1071. O in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do pal\u00e1cio data      igualmente do s\u00e9culo IX (814), mas foi destru\u00eddo quatro vezes pelo fogo, conduzindo      a quatro reconstru\u00e7\u00f5es, que acabaram por engrandecer esta constru\u00e7\u00e3o g\u00f3tico-renascentista.    <\/p>\n<p>O lado norte da Pra\u00e7a \u00e9 ocupado pela Procuratoria Vecchia (1469), e o lado      sul pela Procuratoria Nuova (1548), dois exemplares da arquitetura da \u00e9poca      renascentista, que, durante a Rep\u00fablica de Veneza, serviram de resid\u00eancia      a nove procuradores ou magistrados, entre os quais normalmente era escolhido      o doge (governante) de Veneza.<\/p>\n<p>Ao longo destes pal\u00e1cios corre o Atrio ou Fabrica Nuova (1810), arcadas que      abrigam os mais elegantes caf\u00e9s da cidade. Junto do Pal\u00e1cio dos Doges encontram-se      duas colunas erigidas em 1180, uma com o le\u00e3o alado de S. Marcos e outra representando      S. Teodoro num crocodilo. <\/p>\n<p>Outro edif\u00edcio simb\u00f3lico \u00e9 o campanille de S. Marcos, de 91 metros, constru\u00eddo      entre 874 e 1150, e reconstru\u00eddo depois do colapso em 1902. Nas costas do      Pal\u00e1cio dos Doges est\u00e1 situada a Ponte dos Suspiros, um lugar de lendas e      hist\u00f3rias de amor, o local por onde passavam os prisioneiros de e para o julgamento.<\/p>\n<p>A      ponte mais famosa do grande canal \u00e9 a do Rialto, erigida em 1588. Ao longo      deste canal, que representa a principal art\u00e9ria de Veneza, est\u00e3o dispostos      os edif\u00edcios pertencentes \u00e0s grandes fam\u00edlias da cidade. A norte, perto do      lago, encontra-se a igreja quatrocentista de S. Jo\u00e3o em Bragora, uma constru\u00e7\u00e3o      g\u00f3tica utilizada antigamente como igreja funer\u00e1ria dos doges.<\/p>\n<p>Nas suas imedia\u00e7\u00f5es est\u00e1 a est\u00e1tua equestre do general Bartolomeo Colleoni,      da autoria do artista florentino Andrea del Verrocchio, e junto desta o arsenal.      As ilhas estendem-se para este na dire\u00e7\u00e3o do Lido, um reef fora da lagoa conhecido      por ser uma est\u00e2ncia de f\u00e9rias. <\/p>\n<p>Grandes museus como O Ca&#8217;d&#8217;Oro, instalado num pal\u00e1cio g\u00f3tico no grande canal,      e igrejas hist\u00f3ricas espalham-se por toda a cidade. A Libreria Vecchia e a      Universidade de Veneza, de 1868, s\u00e3o outros dos muitos motivos de interesse      desta cidade.<\/p>\n<p><strong>Carnaval de Veneza em It\u00e1lia<\/strong><\/p>\n<p>Hoje celebrado em v\u00e1rias partes do Mundo, o Carnaval ou Entrudo teve a sua      origem na Europa, segundo uns nas festas em honra de Baco ou Saturno da Roma      antiga, embora outros se inclinem mais para reconhecer a sua raiz nos rituais      celtas pag\u00e3os que foram posteriormente regulamentados pela Igreja Cat\u00f3lica.    <\/p>\n<p>Do latim levare (retirar) e carne, o Carnaval marcava o fim dos prazeres      carnais e era celebrado com grande liberdade de costumes, em que se podia      comer e beber sem limite, nos tr\u00eas dias anteriores \u00e0 Quaresma, per\u00edodo de      abstin\u00eancia em que s\u00f3 era permitido comer peixe. <\/p>\n<p>O Carnaval de Veneza pode ser considerado o mais importante e famoso de toda      a Europa.<\/p>\n<p><strong>Carnaval<\/strong><\/p>\n<p>A sua origem, nos termos em que hoje \u00e9 conhecido, remonta, segundo se pensa,      ao ano de 1162, quando a ent\u00e3o designada Repubblica Della Serenissima obteve      uma importante vit\u00f3ria na guerra contra Ulrico, o patriarca de Aquileia, que      invadiu a cidade enquanto esta estava ocupada a lutar com o Ducado de P\u00e1dua      e Ferrara. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s a derrota, Ulrico teve de pagar \u00e0 cidade um touro e doze porcos, que      passaram, a partir de ent\u00e3o, a fazer parte da tradi\u00e7\u00e3o da festa da Sexta-feira      Gorda, em que o mesmo n\u00famero de animais era morto na Pra\u00e7a de S. Marcos, numa      grande festa que inclu\u00eda banquetes, dan\u00e7as, espect\u00e1culos de acrobacias, truques      de magia e marionetas, entre outros.<\/p>\n<p>A especificidade do Carnaval de Veneza nascia assim oficialmente das celebra\u00e7\u00f5es      desta vit\u00f3ria e, como era h\u00e1bito na Idade M\u00e9dia, m\u00e1gicos, charlat\u00e3es, acrobatas      e saltimbancos juntavam-se ao povo, aos mercadores e \u00e0 nobreza. <\/p>\n<p>Veneza, na \u00e9poca ainda uma pequena mas muito poderosa rep\u00fablica, tinha uma      acentuada caracter\u00edstica multicultural, fruto da sua import\u00e2ncia como centro      mercantil e ponto obrigat\u00f3rio da passagem, tanto no atual territ\u00f3rio da It\u00e1lia      como nas rotas da China e do Pr\u00f3ximo Oriente.<\/p>\n<p>Esta      festa continuou por muitos s\u00e9culos at\u00e9 que no s\u00e9culo XVII foi enriquecida      em termos de m\u00fasica, cultura e vestu\u00e1rio rico e ex\u00f3tico. As bel\u00edssimas m\u00e1scaras      estiveram, durante centenas de anos, associadas \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e \u00e0 fantasia do      Carnaval e muitas delas tornaram-se famosas fazendo mesmo parte da &#8220;Commedia      dell&#8217;Arte&#8221;, um tipo de teatro c\u00f3mico surgido na segunda metade do s\u00e9culo      XVI, que se contrapunha ao teatro cl\u00e1ssico r\u00edgido e formal e que imortalizou      personagens como o Arlequim, a Columbina, a Pulcinella, o Doutor ou o Pantalone.<\/p>\n<p>Em      Veneza o Carnaval come\u00e7ava oficialmente com o Liston delle Maschere, o caminho      das m\u00e1scaras, que era o passeio dado pelos habitantes que, elegantemente vestidos      e usando as suas m\u00e1scaras, expunham as suas riquezas em sedas e j\u00f3ias. Primeiro      pelo Campo de Santo Stefano e mais tarde pela Pra\u00e7a de S. Marcos, por este      \u00faltimo local ser mais espa\u00e7oso, para tr\u00e1s e para a frente, desfilavam repetidamente      at\u00e9 acabarem no restaurante ou no teatro.<\/p>\n<p>A &#8220;Bauta&#8221;, de cor branca, \u00e9 considerada a m\u00e1scara tradicional de      Veneza, a qual permitia ao seu utente comer e beber sem a retirar, sendo usada      tamb\u00e9m durante todo o ano para proteger a identidade e permitir os encontros      rom\u00e2nticos. <\/p>\n<p>A &#8220;Moretta&#8221;, m\u00e1scara exclusivamente feminina, foi uma das mais      famosas, apesar de ser segura, atrav\u00e9s de um bot\u00e3o, pelos dentes da frente,      o que impunha \u00e0s mulheres um sil\u00eancio for\u00e7ado muito do apre\u00e7o dos homens.<\/p>\n<p>As touradas ao estilo de Pamplona, introduzidas em Veneza no s\u00e9culo XVII,      foram muito populares at\u00e9 ao in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Tinham lugar desde o primeiro      dia at\u00e9 ao \u00faltimo domingo de Carnaval, excepto \u00e0 sexta-feira, cada dia numa      parte diferente da cidade, come\u00e7ando logo ap\u00f3s o almo\u00e7o. <\/p>\n<p>Outra pr\u00e1tica interessante era o patinar no gelo dos canais de Veneza, o      que demonstra bem o tipo de condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas desses tempos. Os espect\u00e1culos      de marionetas agradavam imenso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e eram uma forma de vender b\u00e1lsamos      milagrosos e o elixir da longa vida.<\/p>\n<p>O Carnaval era uma excelente oportunidade para conhecer novos amores e uma      das formas de fazer a corte \u00e0s mulheres; era a pr\u00e1tica de atirar ovos perfumados,      cheios de \u00e1gua de rosas, \u00e0s casas das eleitas, mas tamb\u00e9m aos espectadores,      \u00e0s damas da sua prefer\u00eancia e aos maridos destas. <\/p>\n<p>&#8220;Mattaccino&#8221; era o nome dado \u00e0s m\u00e1scaras dos jovens atiradores      de ovos, ficando a ser um dos personagens t\u00edpicos do Carnaval de Veneza. Estes      ovos perfumados, que existiam em grande variedade, chegaram a ser grande moda      e eram vendidos nas ruas pelos mercadores.<\/p>\n<p>Existem hoje em Veneza cerca de dois mil fabricantes de m\u00e1scaras, verdadeiras      obras de arte feitas de couro, papel m\u00e2ch\u00e9, alum\u00ednio ou seda. <\/p>\n<p>Requintadas, como a maschera noble, ou absurdas, como o taracco da Commedia      Dell&#8217;Arte, s\u00e3o absolutamente imprescind\u00edveis ao ambiente de ilus\u00e3o fe\u00e9rica      vivido no grande palco de personagens irreais em que Veneza se transforma      durante o Carnaval. <\/p>\n<p>O entusiasmo e a folia continuam no Carnaval de hoje, grande atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica      que chama \u00e0 cidade um sem-n\u00famero de estrangeiros que nem a infla\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os      dos hot\u00e9is consegue desencorajar. <\/p>\n<p>Nas ruas, os trajes e as m\u00e1scaras continuam exuberantes e magn\u00edficos e o      auge da festa \u00e9 atingido no fogo-de-artif\u00edcio de ter\u00e7a-feira \u00e0 noite, ap\u00f3s      o qual os \u00e2nimos desmaiam no rescaldo dos despojos do festim que ainda mant\u00e9m      o seu car\u00e1cter sensual e pag\u00e3o de celebra\u00e7\u00e3o da Primavera.<\/p>\n<p><strong>A gondola de Veneza em It\u00e1lia<\/strong><\/p>\n<p>Verdadeiro ex-l\u00edbris de Veneza, a g\u00f4ndola sofreu um longo processo de evolu\u00e7\u00e3o      ao longo dos s\u00e9culos, tanto na sua estrutura como nos seus acabamentos, acompanhando      o desenvolvimento e as transforma\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria cidade. <\/p>\n<p>\u00c9 mencionada pela primeira vez em 1094, num decreto do doge Vitale Falier      como gondulam, nome, de origem incerta, que tanto pode ter resultado do termo      latino para pequeno barco cymbula, como do diminutivo de concha, cuncula,      como ainda das designa\u00e7\u00f5es gregas para embarca\u00e7\u00f5es, como kundy ou kunt\u00f2helas.    <\/p>\n<p>No entanto, foi entre os fins do s\u00e9culo XV e os princ\u00edpios do s\u00e9culo XVI      que surgiram as primeiras representa\u00e7\u00f5es visuais da g\u00f4ndola pela m\u00e3o de artistas      como Gentile Bellini, Vittore Carpaccio ou Giovanni Mansueti. <\/p>\n<p>Neste per\u00edodo, a g\u00f4ndola n\u00e3o se distinguia muito de outras embarca\u00e7\u00f5es a      remos de estilo veneziano, mas, em meados do s\u00e9culo XVI, a sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 quase      exclusivamente destinada ao transporte privado de pessoas de um certo n\u00edvel      social. <\/p>\n<p>O lugar destinado ao gondoleiro \u00e9 muito reduzido e inst\u00e1vel e os passageiros      acomodam-se em dois simples bancos de madeira encostados ao &#8220;trasto&#8221;      da popa.<\/p>\n<p><strong>Gondola<\/strong><\/p>\n<p>Os ferros reduzem-se ainda a duas l\u00e2minas muito subtis, mas algumas g\u00f4ndolas      apresentam j\u00e1 o felze, uma cobertura que lhes d\u00e1 uma apar\u00eancia de carruagem,      ao mesmo tempo que protege o seu interior do mau tempo e dos olhares indiscretos.    <\/p>\n<p>A sua caracter\u00edstica cor negra resulta do alcatr\u00e3o utilizado para uma melhor      impermeabiliza\u00e7\u00e3o. <strong>Na segunda parte do s\u00e9culo XVI, d\u00e1-se a primeira      transforma\u00e7\u00e3o significativa da g\u00f4ndola:<\/strong> mais longa e mais estreita,      os ferros da proa e da popa assumem um aspecto particular que confere uma      linha nova ao perfil do barco e os pregos que seguram os ferros ao casco tomam      a forma de l\u00e2minas, numa clara inten\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVII, o casco alonga-se, levantando a popa, e os ferros tornam-se      verdadeiros pontos de refer\u00eancia, no ferro da proa a l\u00e2mina superior torna-se      arredondada e de dimens\u00e3o mais evidente. <\/p>\n<p>A g\u00f4ndola do s\u00e9culo XIX est\u00e1 na transi\u00e7\u00e3o entre a do s\u00e9culo anterior e a      atual, que \u00e9 assim\u00e9trica e foi adaptada \u00e0s necessidades pr\u00e1ticas de navega\u00e7\u00e3o.      Atingindo a g\u00f4ndola nesta altura os onze metros de comprimento, a respectiva      popa sobe em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel da \u00e1gua para um maior controlo e visibilidade      do gondoleiro. <\/p>\n<p>A proa sobe tamb\u00e9m ligeiramente, come\u00e7ando a dar ao barco uma bela forma      de lua crescente que s\u00f3 aparece como definitiva no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie do casco imersa na \u00e1gua, o que lhe      confere maior margem de manobra, imprescind\u00edvel nos estreitos canais da cidade,      permitindo facilmente \u00e0 g\u00f4ndola girar sobre si mesma. <\/p>\n<p>O fato de a g\u00f4ndola se tornar progressivamente assim\u00e9trica a partir desta      fase \u00e9 uma das evolu\u00e7\u00f5es mais importantes, deslocando-lhe o centro de gravidade      para o lado direito, o que lhe facilita a capacidade de navegabilidade e,      ao mesmo tempo, compensa o peso do gondoleiro.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, a proa levanta-se ainda mais, reduzindo a parte do casco submersa      na \u00e1gua, o que permite ao barco vencer com mais facilidade a ondula\u00e7\u00e3o causada      pelas correntes e pelas restantes embarca\u00e7\u00f5es, muitas delas motorizadas. <\/p>\n<p>A assimetria atinge um \u00e2ngulo de inclina\u00e7\u00e3o oito vezes superior ao do s\u00e9culo      anterior, cerca de 24 cent\u00edmetros, enquanto que a cobertura desaparece completamente.      A g\u00f4ndola atingiu, ao longo da sua evolu\u00e7\u00e3o, um compromisso interessante entre      os objetivos est\u00e9ticos e de navegabilidade que a tornam uma embarca\u00e7\u00e3o \u00fanica      em todo o Mundo.<\/p>\n<p>Fonte: www.voyagesphotosmanu.com<\/p>\n<h6>Veneza<\/h6>\n<p>A      hist\u00f3ria de Veneza como um estado aut\u00f4nomo come\u00e7ou na Idade M\u00e9dia, ap\u00f3s o      colapso do Imp\u00e9rio Romano Ocidental, perdurando por mais de 1.100 anos at\u00e9      a Era Napole\u00f4nica.<\/p>\n<p>Veneza      estava inicialmente na fronteira com o Imp\u00e9rio Bizantino, funcionando como      um centro de com\u00e9rcio e embarque de produtos atrav\u00e9s daslagunas e rios, sendo,      ent\u00e3o, um importante ponto de distribui\u00e7\u00e3o de mercadorias provenientes da      \u00c1sia. Ap\u00f3s o ano 1000, Veneza intensificou sua for\u00e7a naval, consolidando seu      papel de intermedi\u00e1ria entre a \u00c1sia e a Europa.<\/p>\n<p>Com      a queda de Constantinopla em 1204, Veneza tornou-se a for\u00e7a dominante na regi\u00e3o.      O sistema republicano de governo levou-a \u00e0 supremacia na It\u00e1lia. No in\u00edcio      do s\u00e9culo XV, Veneza obteve in\u00fameras conquistas de terra, apesar de seus interesses      n\u00e3o concentrarem-se nesse aspecto.<\/p>\n<p>A      hist\u00f3ria da regi\u00e3o de Veneza \u00e9 mais Mediterr\u00e2nea do que propriamente italiana.      Ligada ao desenvolvimento dos Balc\u00e3s, ao vale do Dan\u00fabio e tamb\u00e9m aos mundos      Isl\u00e2mico e Romano, \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, \u00e0s rep\u00fablicas mar\u00edtimas do Mar Tirreno      e \u00e0s for\u00e7as da Europa Oriental.<\/p>\n<p>O      surgimento de modernas monarquias transformou a pol\u00edtica internacional, determinando      a substitui\u00e7\u00e3o dos Estados medievais. Embora tenha sofrido fortes press\u00f5es      do Imp\u00e9rio Otomano, ao leste, e da Espanha (posteriormente do Imp\u00e9rio Habsburgo),      a oeste, Veneza conseguiu, diplomaticamente, sobreviver, adaptando o com\u00e9rcio      \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es criadas pela abertura das rotas mar\u00edtimas e pelo desenvolvimento      da ind\u00fastria manufatureira, assegurando, assim, a prosperidade.<\/p>\n<p><strong>Setores      &#8211; Geografia<\/strong><\/p>\n<p>O      V\u00eaneto faz fronteira com a Friuli-Venezia Giulia a leste, a Lombardia a oeste,      o Trentino e o sul do Tirol a noroeste, a Emilia Romagna ao sul e a Austria      ao Norte. Cerca de 4,5 milh\u00f5es de pessoas vivem atualmente na Regi\u00e3o, ocupando      grande parte das plan\u00edcies. A regi\u00e3o \u00e9 delimitada pelo Lago de Garda, pelo      Rio Mincio, pelo Rio P\u00f3, pela Livenza-Tagliamento e por uma por\u00e7\u00e3o oriental      dos Alpes, os Dolomiti.<\/p>\n<p><strong>O V\u00eaneto \u00e9 constitu\u00eddo por sete Prov\u00edncias:<\/strong> Belluno, Padova,      Rovigo, Treviso, Veneza, Verona e Vicenza, perfazendo uma \u00e1rea de pouco mais      de 18.000 km\u00b2. <\/p>\n<p>Um ter\u00e7o do territ\u00f3rio \u00e9 coberto por montanhas e o restante \u00e9 essencialmente      plano, com in\u00fameros rios que desembocam no Mar Adri\u00e1tico, al\u00e9m de algumas      eleva\u00e7\u00f5es como os montes Berici e Euganei. A privilegiada hidrografia da regi\u00e3o      conta com v\u00e1rios rios importantes: P\u00f3, Adige, Brenta, Bacchiglione, Piave      e Gu\u00e0, al\u00e9m do belo Lago de Garda.<\/p>\n<p><strong>AS      MONTANHAS<\/strong><\/p>\n<p>O ter\u00e7o de territ\u00f3rio coberto de montanhas \u00e9 dividido entre os chamados pr\u00e9-alpes      (Prealpi) e os alpes. A por\u00e7\u00e3o denominada Prealpi \u00e9 formada principalmente      por montanhas e \u00e1reas cobertas por florestas (Baldo, Lessini, Pasubio, Asiago,      Feltre e Belluno), com altitudes que variam de 1.000 a 2.300 metros. <\/p>\n<p>Os Alpes, por sua vez, iniciam-se em Piave (Cadore) e estendem-se ao norte      at\u00e9 Carnic. A paisagem \u00e9 dominada pelos bel\u00edssimos picos Dolomiti, que ultrapassam      3.000 metros de altitude.<\/p>\n<p><strong>AS      PLAN\u00cdCIES<\/strong><\/p>\n<p>As      plan\u00edcies estendem-se dos Alpes at\u00e9 o Mar Adri\u00e1tico, incluindo a Laguna de      Veneza e o delta do P\u00f3. A extensa plan\u00edcie \u00e9 interrompida somente pelos Montes      Berici e pelas Colinas Euganei, Asolo e Montebello.<\/p>\n<p>Fonte: paulon.com.br<\/p>\n<h6>Veneza<\/h6>\n<p><strong>It\u00e1lia \u0096 Veneza a cidade sobre \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p>Veneza, nascida das ilhas selvagens de uma laguna, cresceria como a Rep\u00fablica      de Veneza, uma pot\u00eancia mar\u00edtima no Adri\u00e1tico e Mediterr\u00e2neo. Bas\u00edlicas, pal\u00e1cios,      estaleiros, pra\u00e7as e pinturas contam, hoje, a sua gloriosa hist\u00f3ria imperial.    <\/p>\n<p>Menos poderosa do que outrora, mas mais bela e sensual do que nunca, esta      Velha Dama da Laguna n\u00e3o esconde o romance que vive com as \u00e1guas que a envolvem.    <\/p>\n<p>Cidade rom\u00e2ntica por natureza, oferece aos visitantes um ambiente \u00fanico repleto      de charme, \u0093glamour\u0094 e muito \u0093amore\u0094.<\/p>\n<p>A chegada a Veneza, seja de carro, comboio ou avi\u00e3o, \u00e9 uma grande confus\u00e3o,      para n\u00e3o dizer uma desilus\u00e3o. <strong>Mas depois de ultrapassada a balb\u00fardia      ferrovi\u00e1ria, d\u00e1-se de caras com o Grande Canal:<\/strong> aquela imagem de      Veneza das g\u00f4ndolas, pontes, m\u00e1scaras e pal\u00e1cios com a porta de entrada a      dar para a \u00e1gua, usada e abusada pelos Media, afinal \u00e9 real! E, com este quadro,      n\u00e3o s\u00f3 se recupera o \u00e2nimo perdido no desembarque, como tamb\u00e9m se acha a cidade      ainda mais bonita do que nas fotografias dos livros, guias e postais, namorados      em casa, antes da viagem.<\/p>\n<p>O Grande Canal, conhecido pelos locais como o Canalazzo, insinua-se, com      a forma de um \u0093S\u0094 invertido, ao longo de 4 km de extens\u00e3o. Desde      a funda\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio veneziano, ap\u00f3s a queda de Constantinopla, em 1204,      serviu de via principal da cidade, sendo sulcado pelas grandes gal\u00e9s e navios      comerciais, que subiam majestosamente at\u00e9 ao Rialto, para trocarem mercadorias.    <\/p>\n<p>Hoje, longe dos tempos de supremacia mar\u00edtima no Adri\u00e1tico e Mediterr\u00e2neo,      e de importante elo de liga\u00e7\u00e3o entre o Oriente e o Ocidente, Veneza v\u00ea o seu      canal a transbordar de lanchas de madeira, \u0093vaporettos\u0094, g\u00f4ndolas      e \u0093motoscafos\u0094. <\/p>\n<p>O tr\u00e1fego, aparentemente descontrolado, sem a exist\u00eancia de sem\u00e1foros, faz-se      com seguran\u00e7a e todos parecem chegar aos seus destinos; apesar disso n\u00e3o tranquilizar      muito os seus visitantes.<\/p>\n<p>Por      volta do ano 570 popula\u00e7\u00f5es vindas do norte da It\u00e1lia, numa apressada fuga      dos Lombardos, optam por sentam arraiais nas ilhas da laguna de Veneza. 200      anos depois esta comunidade elege o primeiro dodge, encontrando-se a cidade      sob influ\u00eancia bizantina. No s\u00e9culo IX inicia-se a constru\u00e7\u00e3o da Bas\u00edlica      de S\u00e3o Marcos, destinada a acolher os restos mortais do santo, patrono da      cidade.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o come\u00e7a a expans\u00e3o da cidade como potente for\u00e7a comercial      em toda aquela zona do Mediterr\u00e2neo. Nos s\u00e9culos seguintes a cidade \u0096      que ganha o nome de A Seren\u00edssima \u0096 tem participa\u00e7\u00e3o ativa nas Cruzadas,      ao mesmo tempo que d\u00e1 todo o seu apoio ao Imp\u00e9rio Bizantino, afirmando-se      como uma for\u00e7a a ter em conta no continente europeu. <\/p>\n<p>De tudo isto, obviamente, retira grandes benef\u00edcios comerciais! No s\u00e9culo      XIII, movendo todas as suas influ\u00eancias, as autoridades venezianas conseguem      alterar o rumo da quarta Cruzada ao conseguirem desloc\u00e1-la para Constantinopla.<\/p>\n<p>Em resultado tomam o poder sobre a esta cidade colocando l\u00e1 um imperador      italiano, ao mesmo tempo que Veneza aproveita a ocasi\u00e3o para desenvolver a      sua base comercial na ilha de Creta. <\/p>\n<p>Mas, em 1261, com a ajuda dos genoveses, os bizantinos derrubam o imperador,      constituindo esta situa\u00e7\u00e3o um primeiro volte face na situa\u00e7\u00e3o privilegiada      de Veneza. Constantinopla cai, em 1453, e com ela o Imp\u00e9rio Bizantino. <\/p>\n<p>A for\u00e7a dominante na regi\u00e3o passa a ser o Imp\u00e9rio Turco-Otomano. Com a descoberta      do caminho mar\u00edtimo para \u00cdndia, por Vasco da Gama, Veneza perde influ\u00eancia      no trafego comercial do Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XVI a cidade sofre horrores com a peste, que lhe leva      grande parte dos habitantes. No s\u00e9culo seguinte come\u00e7a a perder a sua for\u00e7a      e import\u00e2ncia entrando em claro decl\u00ednio, com a corrup\u00e7\u00e3o interna e a concorr\u00eancia      de outros pa\u00edses. <\/p>\n<p>Durante as expedi\u00e7\u00f5es de Napole\u00e3o, \u00e9 anexada por este, o qual, posteriormente,      a oferece \u00e0 \u00c1ustria, sendo novamente reintegrada na It\u00e1lia em 1866. <\/p>\n<p>Com o chegar do s\u00e9culo XX Veneza industrializa-se ao mesmo tempo que ganha      reputa\u00e7\u00e3o como destino tur\u00edstico, descobrindo uma voca\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida.<\/p>\n<p><strong>Bas\u00edlica      de S\u00e3o Marco<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pra\u00e7a      S\u00e3o Marco<\/strong><\/p>\n<p>Edificada      no s\u00e9culo XI, apresenta no andar superior, a varanda com os c\u00e9lebres quatro      cavalos do Santo (as c\u00f3pias, pois os verdadeiros est\u00e3o no Museu Marciano,      para que n\u00e3o sejam destru\u00eddos pela corros\u00e3o), oferece uma vista soberba sob      a pra\u00e7a. No interior, n\u00e3o deixe de apreciar a Pala d\u0092Oro, o Tesouro e      as c\u00fapulas da Ascens\u00e3o e de Pentecostes.<br \/>\n     Aberta diariamente das 10 \u00e0s 17h e das 13 \u00e0s 17h ao domingo e feriados.<\/p>\n<p><strong>Santa      Maria Gloriosa dei Frari<\/strong><\/p>\n<p><strong>Campo      dei Frari<\/strong><\/p>\n<p>Na      zona oriental do bairro de San Polo ergue-se este templo g\u00f3tico, constru\u00eddo      em 1338. Com o seu campan\u00e1rio de 80 m de altura, guarda religiosamente algumas      das maiores obras-primas do mundo, como a \u0093Assun\u00e7\u00e3o da Virgem\u0094 e      a \u0093Madonna di Ca\u0092Pesaro\u0094, de Ticiano, o Coro dos Frades e o      T\u00famulo de Canova. Aberta das 9 \u00e0s 18h de segunda-feira a s\u00e1bado e das 15 \u00e0s      18h ao domingo e feriados.<\/p>\n<p><strong>Santa      Maria della Salute<\/strong><\/p>\n<p><strong>Campo      della Salute<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00edda      no extremo sul do Grande Canal em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo final da peste. Baptizada      com o nome de Salute, que significa sa\u00fade e salva\u00e7\u00e3o, representa uma das refer\u00eancias      arquitet\u00f4nicas da cidade. O seu interior, relativamente s\u00f3brio, consiste num      vasto espa\u00e7o octogonal sob a c\u00fapula e seis capelas radiantes a partir do ambulat\u00f3rio.      As melhores pinturas encontram-se na sacristia.<br \/>\n     Aberta diariamente das 9 \u00e0s 12h e das 15 \u00e0s 17h20.<\/p>\n<p><strong>Bas\u00edlica      Santi Giovanni e Paolo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Campo      Santi Giovanni e Paolo<\/strong><\/p>\n<p>Constru\u00edda      no final do s\u00e9culo XIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIV pelos dominicanos, imp\u00f5e-se      pelas enormes dimens\u00f5es. O povo conhece-a por San Zanipolo, aquela que cont\u00e9m      as belas capelas del Rosario e di San Domenico e o t\u00famulo dos Doges, que governaram      Veneza.<\/p>\n<p>Aberta      das 7h20 \u00e0s 12h20 e das 15 \u00e0s 19h de segunda-feira a s\u00e1bado e das 15 \u00e0s 18h      ao domingo.<\/p>\n<p><strong>Pal\u00e1cio      Ducal<\/strong><\/p>\n<p><strong>Piazzeta      San Marco<\/strong><\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do pal\u00e1cio dos Doges iniciou-se no s\u00e9culo IX, vindo a ser reconstru\u00eddo      cinco s\u00e9culos mais tarde. O corpo principal em m\u00e1rmore cor-de-rosa de Verona      assente sobre um rendilhado de arcadas de pedra e um p\u00f3rtico suportado por      colunas, faz a ligeireza deste pal\u00e1cio g\u00f3tico. <\/p>\n<p>Vastas pinturas aleg\u00f3ricas e hist\u00f3ricas embelezam as paredes e os tetos dos      espl\u00eandidos sal\u00f5es e c\u00e2maras, acess\u00edveis pela magn\u00edfica Scala d\u0092Oro e      concebidos para impressionar os embaixadores e dignat\u00e1rios estrangeiros. <\/p>\n<p>Ligeiramente macabras s\u00e3o as pris\u00f5es do r\u00e9s-do-ch\u00e3o e do primeiro andar,      de onde Casanova conseguiu escapar. Aberto diariamente de Abril a Outubro      das 9 \u00e0s 19h e de Novembro a Mar\u00e7o das 9 \u00e0s 17h.<\/p>\n<p><strong>Ca      Rezzonico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fondamenta      Rezzonico 3136<\/strong><\/p>\n<p>Iniciado      em 1667, s\u00f3 seria acabado em 1712. Desde 1934 cont\u00e9m o museu de Veneza do      s\u00e9culo XVIII, com salas decoradas com frescos, pinturas e pe\u00e7as da \u00e9poca provenientes      doutros pal\u00e1cios e museus.<\/p>\n<p><strong>Ca\u0092Pesaro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Grande      Canal, Santa Croce 2076<\/strong><\/p>\n<p>Faustoso      pal\u00e1cio do barroco concebido por Baldassare Loghena e constru\u00eddo por Leonardo      Pesaro, procurador de San Marco, onde est\u00e3o instalados o Museu Oriental e      a Galleria d\u0092Arte Moderna, com trabalhos de Bonnard, Matisse, Mir\u00f3, Klee,      Klimt e Kandinsky, e de muitos artistas italianos dos s\u00e9culos XIX e XX.<br \/>\n     Aberto de ter\u00e7a-feira a domingo das 9 \u00e0s 14h.<\/p>\n<p><strong>Ca\u0092d&#8217;Oro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Grande      Canal (entrada pela Calle Ca\u0092d&#8217;Oro)<\/strong><\/p>\n<p>Em      1420, Marino Contarini, procurador de S\u00e3o Marco, mandaria construir a Casa      de Ouro, um edif\u00edcio puramente g\u00f3tico coberto de folha de ouro, azul-ultramar      e vermelh\u00e3o. O tempo apagaria a riqueza da sua fachada e o edif\u00edcio sofreria      muitas modifica\u00e7\u00f5es efetuadas pelos propriet\u00e1rios que se seguiram. O bar\u00e3o      Franchetti, mecenas da arte, salvou o pr\u00e9dio e devolveu-lhe a sua gl\u00f3ria,      para mais tarde o doar ao Estado. Desde 1984 cont\u00e9m a cole\u00e7\u00e3o Franchetti.<\/p>\n<p><strong>Galleria      dell\u0092Accademia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Campo      della Carit\u00e0<\/strong><\/p>\n<p>A      Accademia di Belle Arti, fundada em 1750, pelo pintor Giovani Battista Piazzetta      foi a base deste grande museu de It\u00e1lia. Em 1807, Napole\u00e3o transferiu-o para      as atuais instala\u00e7\u00f5es, em Dorsoduro, nele instalando as obras das igrejas      e mosteiros por ele pilhados. Hoje, as enormes e belas telas de Bellini, Giorgione,      Tintoretto, Ticiano, Carpaccio, Veneziano, V\u00e9ron\u00e8se, entre outros pintores      da regi\u00e3o do V\u00e9neto, fazem a riqueza da sua cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aberta      diariamente das 9 \u00e0s 19h: segunda-feira e domingo das 9 \u00e0s 14h.<\/p>\n<p><strong>Funda\u00e7\u00e3o      Peggy Guggengeim<\/strong><\/p>\n<p><strong>Palazzo      Venier dei Leoni, San Gregorio 701<\/strong><\/p>\n<p>Contando      com 200 pinturas e esculturas de Max Ernst, Picasso, Gris, Braque, Magritte,      Delvaux, Dal\u00ed, Chagall, Picasso, Jackson Pollock, Bacon, Mondrian, etc., este      pequeno museu representa quase todo o movimento art\u00edstico contempor\u00e2neo, sendo      um dos mais visitados em Veneza.<\/p>\n<p>Aberta      das 11 \u00e0s 18h, excepto \u00e0 ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p><strong>Scuola      Grande di San Rocco<\/strong><\/p>\n<p><strong>Campo      San Rocco<\/strong><\/p>\n<p>A      Scuola Grande di San Rocco (S\u00e3o Roque), padroeiro das doen\u00e7as contagiosas,      foi iniciada em 1515, por Bartolomeo Bon e acabada 34 anos depois por Scarpagnino.      A Tintoretto foi pedido que decorasse as paredes e o teto da rica Scuola,      que exibe na Sala dell\u0092Albergo a impressionante obra \u0093A Crucifica\u00e7\u00e3o\u0094.<\/p>\n<p><strong>Pra\u00e7a      de S\u00e3o Marco<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 hoje inundada por milhares de pessoas que ali v\u00e3o para ver a sua Bas\u00edlica,      subir ao Campan\u00e1rio, visitar o Museu Correr ou, simplesmente, sentar-se numa      das esplanadas dos caf\u00e9s das arcadas dos edif\u00edcios da Procuratie, a ouvir      as suas orquestras.<\/p>\n<p>Localizada na zona mais baixa da cidade e aberta \u00e0s \u00e1guas da laguna pelo      \u0093vest\u00edbulo\u0094 da Piazzetta, \u00e9 um dos primeiros pontos a sofrer com      a \u0093acqua alta\u0094 (mar\u00e9 cheia). Completamente inundada, resolve o problema      com a coloca\u00e7\u00e3o de passadeiras sob estacas, o que n\u00e3o impede, no entanto,      alguns turistas de a percorrerem com a \u00e1gua pelos joelhos e sapatos na m\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ponte      dos Suspiros<\/strong><\/p>\n<p>Do      cimo da Ponte della Paglia, na zona de San Zaccaria, consegue-se ver a Ponte      dos Suspiros. Segundo a lenda, esta ponte, constru\u00edda em 1600, para ligar      o Pal\u00e1cio Ducale \u00e0s novas pris\u00f5es, foi assim baptizada pelas lamenta\u00e7\u00f5es dos      prisioneiros que a atravessam a caminho do tribunal dos inquisidores, o que      destroi qualquer dedu\u00e7\u00e3o mais rom\u00e2ntica do seu nome. O acesso ao p\u00fablico faz-se      pelo \u0093Itinerari Segreti\u0094 do Pal\u00e1cio Ducale.<\/p>\n<p><strong>Arsenale<\/strong><\/p>\n<p>A palavra \u0093arsenal\u0094 deriva do \u00e1rabe \u0093darsina\u0092a\u0094,      casa da ind\u00fastria. Este estaleiro, fundado no s\u00e9culo XII e ampliado do s\u00e9culo      XIV ao XVI, foi o centro naval do Imp\u00e9rio Veneziano. <\/p>\n<p>Era como uma cidade dentro da cidade, com oficinas, armaz\u00e9ns, f\u00e1bricas, fundi\u00e7\u00f5es      e docas, onde trabalhavam cerca de 16.000 \u0093arsenalotti\u0094 na constru\u00e7\u00e3o,      equipamento e repara\u00e7\u00e3o das grandes galeras venezianas.<\/p>\n<p>Encerrado dentro de muralhas ameiadas, o local est\u00e1 hoje sob administra\u00e7\u00e3o      militar e quase todo vedado ao p\u00fablico. <\/p>\n<p>A ponte junto ao arco da porta de entrada permite vistas parciais dos estaleiros,      mas o \u0093vaporetto\u0094 n.\u00ba 52 leva-o numa viagem atrav\u00e9s do centro do      Arsenale Vecchio.<\/p>\n<p><strong>Ilhas<\/strong><\/p>\n<p>Longe da euforia tur\u00edstica de Veneza, espalham-se as outras ilhas da laguna,      atuais ref\u00fagios de r\u00fastica beleza e tranquilidade. Giudecca situa-se mesmo      em frente \u00e0 Piazzetta de San Marco e tem sido alvo das objetivas de milhares      de visitantes pela imagem da colossal Igreja do Redentore, de Palladio. <\/p>\n<p>Murano, c\u00e9lebre pelo seu vidro (em 1291, a ind\u00fastria vidraceira viu-se for\u00e7ada      a sair de Veneza por causa do risco de inc\u00eandio e do fumo desagrad\u00e1vel dos      seus fornos), pode ser alcan\u00e7ada em poucos minutos. <\/p>\n<p>Mais a norte, na ilha de Burano, a brancura das rendas contrasta com o colorido      das pitorescas casas de pescadores \u00e0 beira do canal. Um pouco mais longe,      fica a enigm\u00e1tica, maravilhosa e quase deserta ilha de Torcello, ber\u00e7o da      Catedral Santa Maria Assunta, um dos edif\u00edcios veneziano-bizantino mais antigos      de todo o Adri\u00e1tico. <\/p>\n<p>O Lido, uma delgada faixa de areia com 12 km de extens\u00e3o, forma uma barreira      natural entre Veneza e o mar, sendo a \u00fanica ilha da cidade com estradas e      uma famosa est\u00e2ncia de banhos e de desportos n\u00e1uticos.<\/p>\n<p><strong>Restaurantes      e caf\u00e9s<\/strong><\/p>\n<p>A oferta de restaurantes \u00e9 variada e o tipo de cozinha servida \u00e9 invariavelmente      italiana, baseando-se em especialidades feitas com os produtos mais frescos      da esta\u00e7\u00e3o, carne e queijo do continente e uma grande variedade de peixe e      marisco. <\/p>\n<p>Os bares e caf\u00e9s tamb\u00e9m servem refei\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas, mas s\u00e3o mais frequentados      para o caf\u00e9 matinal, uma cerveja \u00e0 hora do almo\u00e7o ou um aperitivo ou digestivo,      antes ou depois do jantar.<\/p>\n<p>\u0093Em Veneza, s\u00ea veneziano\u0094. Para se deslocar de um lado para o outro,      al\u00e9m de poder andar a p\u00e9, \u00e9, definitivamente, necess\u00e1rio apanhar um barco.    <\/p>\n<p>Numa lancha-t\u00e1xi, chega-se mais depressa ao endere\u00e7o pretendido, mas com      o porta-moedas bem mais aliviado\u0085 De g\u00f4ndola, nem no dia seguinte. O      melhor \u00e9 mesmo embarcar no vaporetto, uma esp\u00e9cie de autocarro aqu\u00e1tico.<\/p>\n<p>Fonte: www.destinosdeviagem.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veneza, Cidade, Capital, It\u00e1lia, Cultura, Turismo, Hist\u00f3ria, Canais, Fotos, Carnaval, Pontos, Tur\u00edsticos, Arquitetura, Clima, Transportes, G\u00f4ndola, Origem Veneza<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-53224","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Veneza, Cidade, Capital, It\u00e1lia, Cultura, Turismo, Hist\u00f3ria Veneza<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Veneza, Cidade, 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