{"id":52350,"date":"2016-06-20T14:03:01","date_gmt":"2016-06-20T14:03:01","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=52350"},"modified":"2016-06-20T14:33:37","modified_gmt":"2016-06-20T14:33:37","slug":"corsega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/corsega","title":{"rendered":"C\u00f3rsega"},"content":{"rendered":"<h4>Hist\u00f3ria de C\u00f3rsega<\/h4>\n<p><strong>A      C\u00f3rsega est\u00e1 localizada no cora\u00e7\u00e3o do Mar Mediterr\u00e2neo. \u00c9 uma ilha paradis\u00edaca,      onde a praia e a montanha fazem uma mistura de rara beleza. A C\u00f3rsega pode-se      definir como uma grande montanha localizada no meio do mediterr\u00e2neo, cujo      pico mais alto, supera os 2.700 metros.<\/strong><\/p>\n<p>O      territ\u00f3rio da C\u00f3rsega tem sido a sua principal arma para defesa dos invasores,      o seu terreno acidentado, os seus altos picos, a sua divis\u00e3o territorial,      sempre serviu para defender o seu territ\u00f3rio dos invasores ao longo da sua      hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m serviu para preservar os costumes e criou fronteiras      ideol\u00f3gicas e sociais. Sendo por isso, importante destacar o desenvolvimento      desta ilha, que passou pelos fen\u00edcios, gregos, romanos, V\u00e2ndalos, o governo      Bizantino, Arag\u00e3o, G\u00eanova e por ultimo, os Franceses, que ficaram com a ilha      ap\u00f3s o Tratado de Versalhes, em 1768.<\/p>\n<p>Pela      sua situa\u00e7\u00e3o geo-estrat\u00e9gica, a C\u00f3rsega tamb\u00e9m fazia parte da rede de portos      estrat\u00e9gicos, onde passavam muitos navios.<\/p>\n<p>Se      dermos o salto para a \u00e9poca cl\u00e1ssica, entramos num per\u00edodo em que entraram      novos invasores eliminando os anteriormente, enquanto que os habitantes locais      se refugiaram nas regi\u00f5es do interior.<\/p>\n<p><strong>Era      Romana<\/strong><\/p>\n<p>A      \u00e9poca romana come\u00e7ou no s\u00e9culo III A.C., e \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que foi      uma \u00e9poca de maior dura\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, os romanos aguentaram nesta terra cerca      de 7 anos.<br \/>\n     Os romanos ao chegarem a esta Ilha, repartiram os terrenos para seus veteranos,      que assim viram recompensados os seus esfor\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Idade      M\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1      durante a Idade M\u00e9dia, na altura da queda do Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, a      C\u00f3rsega foi o campo de batalha onde Godos e V\u00e2ndalos resolviam as suas diferen\u00e7as,      os V\u00e2ndalos venceram e com a madeira proveniente das florestas da ilha constru\u00edram      uma frota inacredit\u00e1vel.<\/p>\n<p>De      seguida, os bizantinos passaram por esta terra, os godos novamente, africanos,      at\u00e9 que no s\u00e9culo IX Carlo Margo conquistou este territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Durante      o s\u00e9culo XII, os Pisanos s\u00e3o os que dominaram a ilha, prova disto \u00e9 a Igreja      de Santa Maria la Mayor, de estilo rom\u00e2nico PISANO. \u00c9 a mais antiga de Bonif\u00e1cio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      os Pisanos, veio a \u00e9poca do dom\u00ednio genov\u00eas, intercalado com o dom\u00ednio Arag\u00e3o.      Certa vez, a ilha foi dividida entre os adeptos de G\u00e9nova, os apoiantes de      Pisa e os apoiantes da Coroa de Arag\u00e3o. At\u00e9 que em 1447, o Papa Nicolau V      declarou a ilha pertencente a G\u00e9nova, e os Aragoneses foram expulsos de C\u00f3rsega.<\/p>\n<p><strong>A      chegada dos franceses<\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVI come\u00e7am a dar-se os primeiros confrontos com os franceses,      que est\u00e3o come\u00e7ando a invadir a C\u00f3rsega. Tropas francesas e turcas desembarcaram      em Bastia e Bonif\u00e1cio, e a ocupa\u00e7\u00e3o anterior foi gradualmente caindo em toda      a ilha excepto Calvi, que aguentou muito tempo aos ataques franco-turcos.    <\/p>\n<p>Nesta a\u00e7\u00e3o os genoveses responderam com a ajuda dos espanh\u00f3is, em especial      do Rei Charles V, que recuperou parte da ilha.<\/p>\n<p>S\u00e9culos mais tarde, no s\u00e9culo XVIII, A Fran\u00e7a travava na C\u00f3rsega uma luta      contra os genoveses. Em situa\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel, eram explorados pelos franceses      para retomar o controlo da ilha. Um controle que ainda hoje perdura. <\/p>\n<p>Foi precisamente em Maio de 1769 quando os franceses reconquistaram C\u00f3rsega,      depois da vitoriosa batalha de Louis XV da Fran\u00e7a, uma vit\u00f3ria que marcou      o fim definitivo da independ\u00eancia da C\u00f3rsega, mas n\u00e3o o dom\u00ednio franc\u00eas, porque      a ilha era um breve per\u00edodo nas m\u00e3os dos brit\u00e2nicos, que desembarcaram com      o comando do almirante Nelson tirando assim partido das fissuras que existiam      entre os corgos, embora esta situa\u00e7\u00e3o durasse apenas alguns anos, em 1796      os franceses regressaram \u00e0 C\u00f3rsega pela m\u00e3o de um dos maiores corsos franc\u00f3fonos      Napole\u00e3o Bonaparte.<\/p>\n<p>No      s\u00e9culo XVIII e XIX, A C\u00f3rsega definitivamente junta-se \u00e0 Fran\u00e7a.<\/p>\n<h4>Principais cidades<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg1.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><\/p>\n<p>C\u00f3rsega \u00e9 uma ilha dividida em 2 regi\u00f5es administrativas, a Regiao      da Alta C\u00f3rsega, cuja capital \u00e9 Bastia e que possui uma povoa\u00e7ao de cerca      de 145 mil habitantes, e a C\u00f3rsega do Sul, cuja capital Ajaccio, \u00e9 tamb\u00e9m      a capital da Ilha. A popula\u00e7ao da regiao administrativa do Sul tem cerca de      130 mil habitantes.<\/p>\n<p>O      norte e o sul, as duas regi\u00f5es administrativas, s\u00e3o as cidades de primordial      import\u00e2ncia, e muitas coisas para fazer.<\/p>\n<p>Come\u00e7ando      a partir do norte da regi\u00e3o, a Alta C\u00f3rsega, destacamos cidades como Bastia,      e destaca-se a sua Cidadela; Tribunal de Justi\u00e7a, onde a universidade est\u00e1      localizada na C\u00f3rsega, Calvi, Saint Florent e seu pequeno porto; ALERIA e      seus restos arqueol\u00f3gicos; Ventiseri ou Cervione.<\/p>\n<p>C\u00f3rsega      do Sul para destacar a capital, Ajaccio, tem cerca de 60.000 habitantes, e      Porto Velho, uma das cidades mais tur\u00edsticas da ilha junto com Calvi e Bonif\u00e1cio.<\/p>\n<p>Fonte: www.corcega.costasur.com<\/p>\n<h6>C\u00f3rsega<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>A \u0093montanha no mar\u0094, como lhe chamou Maupassant, \u00e9 feita de picos      rochosos muitas vezes nevados, rodeados por um mar morno e transparente. Mas      os clich\u00e9s da ilha-para\u00edso n\u00e3o lhe servem: moldada por ventos e mar\u00e9s, a C\u00f3rsega      possui um car\u00e1cter forte e indom\u00e1vel &#8211; e os seus habitantes tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>C\u00f3rsega, beleza indom\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>O assalto aos sentidos come\u00e7a mal se p\u00f5e o p\u00e9 em terra; misturados com a      maresia chegam-nos perfumes resinosos de mato e flores a\u00e7ucaradas. Junto \u00e0      costa, o mar \u00e9 baixo e alterna azuis-turquesa com verdes-menta, debruados      pela tira branca da areia. <\/p>\n<p>O sol quente aviva as cores e faz apetecer passeios pela sombra e banhos      de mar. Oliveiras e medronheiros cobrem as encostas de verdes secos e sombras      apetec\u00edveis. <\/p>\n<p>Generosamente, a C\u00f3rsega oferece tudo isso e algo mais: montanhas nevadas      por onde descem riachos g\u00e9lidos, que nos fazem esquecer o Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>O seu interior \u00e9 percorrido por estradinhas sinuosas e estreitas, que rodopiam      entre florestas e cabe\u00e7os rochosos, alguns encimados por taffoni, arcos de      pedra perfurados pela eros\u00e3o. <\/p>\n<p>Vales glaci\u00e1rios abrem-se na rocha nua, com aglomerados de casas cinzentas      e o inevit\u00e1vel campan\u00e1rio agu\u00e7ado no centro, a marcar a presen\u00e7a humana: a      aldeia de Zonza e seus monumentais pit\u00f5es de granito cinzento, conhecidos      por Agulhas de Bavella, s\u00e3o a imagem mais conhecida da montanha corsa. <\/p>\n<p>Vales como o de Asco ou Spelunca est\u00e3o muito longe daquilo que as similares      palavras portuguesas poderiam sugerir e, nas gargantas da Restonica, o percurso      pedestre at\u00e9 aos lagos de Melo e Capitello \u00e9 um encontro com a beleza selvagem      da ilha, s\u00f3 compar\u00e1vel com a ascens\u00e3o aos 2.706 metros do monte Cinto, o seu      ponto mais alto.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg7.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><br \/>\n<strong>Zonza, C\u00f3rsega<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na costa existem lugares not\u00e1veis pela sua beleza em estado puro:      o bal\u00e3o azul-turquesa da ba\u00eda de Rondinara e o Parque Natural de Scandola      &#8211; este \u00faltimo considerado Patrim\u00f3nio Mundial da Humanidade &#8211; possuem, como      poucos, o encanto bravio da costa mediterr\u00e2nica. <\/p>\n<p>N\u00e3o muito longe, ficam as Calanches de Piana, tamb\u00e9m protegidas pela UNESCO,      que ningu\u00e9m descreve melhor que Guy de Maupassant, em \u0093Une Vie\u0094:      \u0093(&#8230;) uma floresta, uma verdadeira floresta de granito p\u00farpura. <\/p>\n<p>Eram picos, colunas, pequenas torres de campan\u00e1rio, figuras surpreendentes,      modeladas pelo tempo, o vento corrosivo e a bruma do mar. Altos at\u00e9 aos trezentos      metros, finos, redondos, torcidos, recurvados, disformes, imprevistos, fant\u00e1sticos,      estes surpreendentes rochedos pareciam \u00e1rvores, plantas, bichos, monumentos,      homens, monges de h\u00e1bito, diabos cornudos, p\u00e1ssaros desmesurados, todo um      povo monstruoso, uma exibi\u00e7\u00e3o de pesadelo petrificada pelo desejo de um qualquer      deus extravagante &#8230;\u0094. E ali ao p\u00e9 fica o golfo azul de Porto, onde      as calanche se refletem, varridas ferozmente pela tramuntana e pelo libeccio.<\/p>\n<p>A prodigalidade da natureza n\u00e3o se fica pelo relevo: a vegeta\u00e7\u00e3o da ilha      \u00e9 constitu\u00edda por cerca de duas mil esp\u00e9cies, das quais quase oitenta s\u00e3o      end\u00e9micas; da fauna tamb\u00e9m faz parte uma vintena de mam\u00edferos selvagens, entre      os quais o mufl\u00e3o (u muvrone), que se tornou o emblema da montanha corsa,      altiva e rebelde. <\/p>\n<p>Claro que quem percorre as florestas interiores, a p\u00e9 ou de autom\u00f3vel, encontra      mais facilmente rebanhos de cabras e ovelhas ou varas de porcos, numa vagabundagem      in\u00e9dita nestes tempos de CEE. <\/p>\n<p>De vez em quando p\u00e1ra um carro, e aparece algu\u00e9m com milho para distribuir;      \u00e9 que, embora n\u00e3o pare\u00e7a, os animais t\u00eam dono, mas aqui acredita-se seriamente      nas vantagens desta cria\u00e7\u00e3o assilvestrada, que permite o cruzamento com javalis      e uma alimenta\u00e7\u00e3o mais natural. <\/p>\n<p>S\u00e3o famosos os enchidos de javali, mas nada chega \u00e0 excel\u00eancia do brocciu,      aquele queijo de ovelha ou cabra de perfume explosivo (quem n\u00e3o leu \u0093Ast\u00e9rix      na C\u00f3rsega\u0094?), ou \u00e0s magn\u00edficas castanhas, que invadiram o gosto da cerveja      e dos crepes; ao mel silvestre, ou ao azeite. Bela e farta, a ilha incita      aos prazeres da mesa e ao lazer.<\/p>\n<p>Habitada desde h\u00e1 muito, ao percorr\u00ea-la, espanta a aus\u00eancia de gente. Metade      dos seus cerca de duzentos e cinquenta mil habitantes vivem em Ajaccio e Bastia.      No interior, as povoa\u00e7\u00f5es t\u00eam um aspecto austero e quase abandonado, mas cada      capu (monte) ou lavu (lago) tem o seu nome pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Na costa, o turismo instalou-se como primeira fonte de rendimento e sobram      as marinas, hot\u00e9is, aldeamentos, e caf\u00e9s mundanos. Mas tamb\u00e9m na arquitetura      a C\u00f3rsega misturou estilos, filtrou e criou um estilo \u0093corso\u0094 com      refer\u00eancias hist\u00f3ricas incontorn\u00e1veis.<\/p>\n<h4>Ilha de Fortes e Torres no Mediterr\u00e2neo<\/h4>\n<p>O s\u00edmbolo presente nos folhetos e cartazes tur\u00edsticos, por exemplo, s\u00e3o as      famosas &#8211; e abundantes &#8211; torres genovesas, que parecem o modelo original da      Torre do Jogo de Xadrez. <strong>Foram constru\u00eddas durante o dom\u00ednio de G\u00e9nova,      com fun\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia permanente da costa:<\/strong> os Turchi, piratas      vindos da \u00c1frica do Norte, eram um perigo real para os habitantes. <\/p>\n<p>Destru\u00edam culturas e aldeias inteiras, e faziam escravos todos os que apanhassem;      chegaram a contar-se uns seis mil corsos cativos em Argel, s\u00f3 no ano de 1560.      Com uma altura m\u00e9dia de quinze metros, as torres permitiam avisar as popula\u00e7\u00f5es      atrav\u00e9s de fogos ateados no cimo, em caso de aproxima\u00e7\u00e3o de barcos desconhecidos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg8.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><br \/>\n<strong>Bonif\u00e1cio, C\u00f3rsega<\/strong><\/p>\n<p>A abund\u00e2ncia de fortes &#8211; os de Calvi e Bonif\u00e1cio s\u00e3o os mais espectaculares      &#8211; prende-se com esta necessidade perp\u00e9tua de defender a ilha da f\u00e1cil abordagem,      n\u00e3o s\u00f3 de piratas, mas da cobi\u00e7a das v\u00e1rias pot\u00eancias mar\u00edtimas. <\/p>\n<p>Como todas as ilhas do Mediterr\u00e2neo, a C\u00f3rsega tamb\u00e9m andou de m\u00e3o em m\u00e3o,      pertencendo ao reino de Pisa (1077 &#8211; 1284) e ao de G\u00e9nova (1284 &#8211; 1768), antes      de ser vendida \u00e0 Fran\u00e7a pela \u00faltima.<\/p>\n<p>Das torres genovesas restam cerca de oitenta e cinco, umas restauradas e      outras em ru\u00ednas; muitas mais que as pequenas pontes de pedra, de arco \u00fanico      e \u0093bossa\u0094 no meio, que datam da mesma \u00e9poca &#8211; um dos exemplares      mais bem conservados atravessa as gargantas de Spelunca, junto a Ota. <\/p>\n<p>Bem cuidadas est\u00e3o as igrejas em estilo \u0093rom\u00e2nico pisano\u0094, como      as de Aregno ou de San Michele de Murato, edif\u00edcios bicolores decorados com      figuras geom\u00e9tricas, imagens de animais e personagens simb\u00f3licas deliciosamente      naifs.<\/p>\n<h4>Ajaccio, Bastia, Corte e Bonif\u00e1cio<\/h4>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma povoa\u00e7\u00e3o na ilha que assuma a urbanidade e cosmopolitismo      de uma cidade. Mesmo Ajaccio, a capital, terra de Napoleone Bonaparte, e Bastia,      na costa oriental, s\u00e3o cidades agradavelmente pequenas e provincianas. <\/p>\n<p>Abundam as motoretas e os estacionamentos em lugares proibidos, as esplanadas,      a roupa pendurada nas varandas, um certo estilo muito latino. Animadas e soalheiras,      revelam-se bem diferentes de Corte ou Bonifacio que, talvez por serem mais      pequenas, mant\u00eam o aspecto austero das ruas estreitas com casas de pedra.    <\/p>\n<p>Genuinamente corsas, ambas s\u00e3o cidades fortificadas, constru\u00eddas sobre morros      transformados em barcos de pedra pelas ruas empedradas, de casario alto. <\/p>\n<p>Bonif\u00e1cio tem a atmosfera de um velho castelo ancorado em \u00e1guas transparentes,      com a sua fal\u00e9sia calc\u00e1ria a esboroar-se em ilhotas. Corte, nobre cidade universit\u00e1ria,      chegou a ser capital da Nazzioni Corsa durante catorze anos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg9.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><br \/>\n<strong>Bastia, C\u00f3rsega<\/strong><\/p>\n<p>Foi Pascal Paoli quem proclamou a independ\u00eancia, em 1755, depois de diversos      levantamentos populares contra G\u00e9nova, a interven\u00e7\u00e3o francesa, e a interven\u00e7\u00e3o      ou tomada de partido dos diversos cl\u00e3s corsos. <\/p>\n<p>Mas em 1768, os que tomaram partido pela Fran\u00e7a &#8211; por exemplo, Charles-Marie      Bonaparte, pai do futuro imperador &#8211; vencem a batalha, e a C\u00f3rsega torna-se      definitivamente francesa.<\/p>\n<p><strong>Fran\u00e7a, mas n\u00e3o muito<\/strong><\/p>\n<p>Sendo uma ilha, para mais com um relevo montanhoso bem marcado, \u00e9 natural      que anteriores experi\u00eancias coletivas de isolamento e dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o,      entre certos pontos da ilha e tamb\u00e9m com o continente, determinassem a exist\u00eancia      de car\u00e1cteres individualistas e fortemente conscientes da sua diversidade;      verificam-se, por exemplo, diferen\u00e7as lingu\u00edsticas entre o norte e o sul,      apesar da ilha n\u00e3o ultrapassar os 8.680 quil\u00f4metros quadrados. <\/p>\n<p>Tem a forma de um punho fechado, com um \u0093indicador\u0094 &#8211; o Cap Corse      &#8211; a apontar inquisidoramente a costa francesa, de onde v\u00eam as \u00fanicas embirra\u00e7\u00f5es      que conseguem unir os corsos, mas tamb\u00e9m os subs\u00eddios da Comunidade Europeia      e a maior parte do turismo.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da independ\u00eancia levanta-se, de vez em quando, com grupos mais      ou menos radicais a reivindicarem parte dos atentados que v\u00e3o ocorrendo. Na      vers\u00e3o de alguns corsos com quem fal\u00e1mos, trata-se, sobretudo, de ajustes      de contas pessoais e guerrilhas internas pelo poder, que levam a que seja      punido o bode expiat\u00f3rio franc\u00eas. <\/p>\n<p>A Fran\u00e7a acabou por se tornar aquele \u0093inimigo de estima\u00e7\u00e3o\u0094 de      quem fica sempre bem um pol\u00edtico demarcar-se, mas que n\u00e3o se odeia realmente.      \u00c9 verdade que ainda est\u00e3o a sarar os ressentimentos de certas atitudes neo-colonialistas,      como a adjudica\u00e7\u00e3o das melhores terras agr\u00edcolas da ilha a mais de quinze      mil franceses vindos da Arg\u00e9lia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg10.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><br \/>\n<strong>Spelunca, C\u00f3rsega<\/strong><\/p>\n<p>Presentemente, ao contr\u00e1rio de pol\u00edticas anteriores, s\u00e3o aceites as diferen\u00e7as      regionais, mesmo as mais marcadas, sobressaindo os bret\u00f5es e os corsos como      os mais conhecidos \u0093dissidentes culturais\u0094 do Hex\u00e1gono &#8211; para n\u00e3o      falar nos long\u00ednquos territ\u00f3rios espalhadas por outros continentes, como a      ilha da Reuni\u00e3o ou a Guiana. <\/p>\n<p>Sendo uma ilha, para mais com um relevo montanhoso bem marcado, \u00e9 natural      que anteriores experi\u00eancias coletivas de isolamento e dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o,      entre certos pontos da ilha e tamb\u00e9m com o continente, determinassem a exist\u00eancia      de car\u00e1cteres individualistas e fortemente conscientes da sua diversidade;      e a Universidade de Corte, fundada por Paoli e encerrada em 1769, s\u00f3 reabriu      em 1981. <\/p>\n<p>De ra\u00edzes celtas e l\u00edgures, o corso foi progressivamente latinizado e sofreu      fort\u00edssima influ\u00eancia toscana, sobretudo a partir do s\u00e9c. IX. A sintaxe ainda      continua pr\u00f3xima do toscano medieval, enquanto o vocabul\u00e1rio foi &#8211; e vai &#8211;      sendo enriquecido com vocabul\u00e1rio franc\u00eas \u0093corsificado\u0094. <\/p>\n<p>O s\u00e9c. XX foi, portanto, o da afirma\u00e7\u00e3o da l\u00edngua corsa, com a publica\u00e7\u00e3o      do seu primeiro jornal, \u0093A Tramuntana\u0094, assim como alguns romances,      poesia e contos folcl\u00f3ricos; podemos portanto dizer que u corsu \u00e8 oghj una      lingua. <\/p>\n<p>E para quem ouve pela primeira vez, tem resson\u00e2ncias latinas e uma musicalidade      muito pr\u00f3xima do italiano; buciardo cume a scopa, \u0093mentiroso como a urze\u0094      (que floresce mas n\u00e3o d\u00e1 fruto), \u00e9 uma deliciosa express\u00e3o local que traz      para a l\u00edngua os perfumes de um maquis composto de medronheiros, urzes, alecrins      e estevas perfumadas.<\/p>\n<p>Uma cabe\u00e7a de mouro com um len\u00e7o na fronte, atado \u00e0 cors\u00e1rio, continua a      ser o s\u00edmbolo da ilha, utilizado oficialmente, mas tamb\u00e9m por grupos independentistas      ou como bandeira de barcos de recreio. <\/p>\n<p>Embora aluda \u00e0 expuls\u00e3o dos mouros no s\u00e9c. IX, \u00e9 a imagem onde a ilha se      rev\u00ea: o cors\u00e1rio livre, indom\u00e1vel aventureiro, destemido e independente. Os      outros, nomeadamente os franceses do continente, t\u00eam uma vers\u00e3o diferente,      mas n\u00e3o totalmente oposta; a esta ideia de esp\u00edrito rebelde, o estere\u00f3tipo      do corso fica completo com um toque de indol\u00eancia, uma pitada de susceptibilidade,      uma boa dose de esp\u00edrito de cl\u00e3 (do arreigamento \u00e0 fam\u00edlia ao nacionalismo      exacerbado), certa propens\u00e3o para a trafulhice, e a vendetta como passatempo      nacional &#8211; logo a seguir a destruir os sinais de tr\u00e2nsito a tiro.<\/p>\n<p>Pessoalmente,      substituiria algumas destas ideias feitas por uma certa desconfian\u00e7a, um apreci\u00e1vel      sentido de humor, e a capacidade de n\u00e3o deixar escapar uma bela conversa com      um desconhecido. \u0093Para que s\u00e3o as fotos? Olhe que eu sou procurado pela      pol\u00edcia&#8230;\u0094 &#8211; dizia o dono de um restaurante em Ajaccio; \u0093N\u00e3o quer      provar os meus cogumelos? Tem medo de morrer envenenado?\u0094 &#8211; perguntava      um simp\u00e1tico habitante de Asco, ao convidar-nos para uns cogumelos na brasa      acabadinhos de trazer do bosque.<\/p>\n<h4>C\u00f3rsega, Ilha com car\u00e1ter<\/h4>\n<p>A      cento e setenta quil\u00f4metros da costa francesa e apenas oitenta e dois de It\u00e1lia,      a C\u00f3rsega fundou o seu car\u00e1cter neste bel\u00edssimo peda\u00e7o de terra, farta em      \u00e1gua e vegeta\u00e7\u00e3o. Os fen\u00edcios chamaram-lhe Korsai, \u0093lugar arborizado\u0094,      e os gregos Kallist\u00e9, \u0093a mais bela\u0094 &#8211; ambos com carradas de raz\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg11.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><br \/>\n<strong>Propriano, C\u00f3rsega<\/strong><\/p>\n<p>&#8211;      Est\u00e1 calor. Este tempo n\u00e3o \u00e9 normal, pois n\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211;      N\u00e3o, mas as pessoas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o. Temos a mania que somos os reis do mundo.      J\u00e1 viu como se conduz, e o que fazem \u00e0s placas das estradas, cravejadas de      tiros? E esta ilha at\u00e9 podia ser um para\u00edso&#8230;<\/p>\n<p>&#8211;      E os atentados, por que \u00e9 que acontecem?<\/p>\n<p>&#8211;      Ah, isso \u00e9 c\u00e1 entre n\u00f3s. Isto est\u00e1 bom \u00e9 para come\u00e7ar um neg\u00f3cio de explosivos,      ou ent\u00e3o de vidraceiro&#8230;<\/p>\n<p>&#8211;      N\u00e3o acha que t\u00eam afinidades com a It\u00e1lia? A l\u00edngua, por exemplo, soa mesmo      a italiano&#8230;<\/p>\n<p>&#8211;      Nem pensar! N\u00e3o somos franceses nem italianos &#8211; somos corsos!<\/p>\n<p>Conversas      soltas em esplanadas sombrias, pela hora do calor. Ilha de luz e sombra, contrastes      e matizes, que n\u00e3o deixa ningu\u00e9m indiferente. Casas de paredes espessas e      janelas pequenas, espelhos de \u00e1gua que refletem o c\u00e9u, escavados na rocha      das montanhas, ba\u00edas de um azul luminoso, rodeadas por uma vegeta\u00e7\u00e3o bravia      &#8211; na C\u00f3rsega n\u00e3o h\u00e1 lugar para a banalidade ou a sofistica\u00e7\u00e3o. Tudo \u00e9 forte      e marcante, do clima \u00e0 paisagem. Indolente e indom\u00e1vel, a ilha conquista-nos      com o seu cora\u00e7\u00e3o selvagem.<\/p>\n<h4>OS PRIMEIROS CORSOS<\/h4>\n<p>Os      mais importantes vest\u00edgios pr\u00e9-hist\u00f3ricos da ilha ficam a norte e a sul de      Sart\u00e8ne: Filitosa, no primeiro caso, Palaggiu e Ca Uria, no segundo.<\/p>\n<p>Os primeiros testemunhos da ocupa\u00e7\u00e3o humana surgiram junto a Bonifacio, e      datam de cerca de 7000 AC; trata-se do esqueleto de uma mulher, que ficou      conhecida por \u0093Dama de Bonifacio\u0094. A civiliza\u00e7\u00e3o megal\u00edtica desenvolveu-se      entre 3500 AC e 1000 AC, legando os mais interessantes &#8211; e vis\u00edveis &#8211; vest\u00edgios      do Neol\u00edtico e Idade do Bronze.<\/p>\n<p> Inserem-se neste caso os locais acima citados, que proporcionam uma agrad\u00e1vel      e muito atmosf\u00e9rica visita \u00e0 pr\u00e9-hist\u00f3ria da ilha.<\/p>\n<p>Fonte: www.almadeviajante.com<\/p>\n<h6>C\u00f3rsega<\/h6>\n<h4>Terra de quem?<\/h4>\n<p>Descoberta e fundada por gregos, j\u00e1 pertenceu \u00e0 It\u00e1lia, j\u00e1 pertenceu \u00e0 Fran\u00e7a,      depois fora devolvida pelos franceses aos genoveses, passou um curto per\u00edodo      aos cuidados da Inglaterra , voltou a ser e \u00e9, atualmente, da Fran\u00e7a &#8211; verdade      seja dita, a C\u00f3rsega pertence \u00e0 C\u00f3rsega!<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg2.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><\/p>\n<p>Situada ao Sul da Fran\u00e7a, a Oeste da It\u00e1lia, ao Norte da Ilha de Sardenha,      a ilha mediterr\u00e2nea, com mais de 8 mil km\/2, \u00e9 a mais bela montanha no mar.      Ao longo dos s\u00e9culos, ela mant\u00e9m acesa a utopia pelo controle de territ\u00f3rio.      <strong>Seus famosos souvenires, canivetes feitos de madeiras nobres, v\u00eam      com a seguinte inscri\u00e7\u00e3o:<\/strong> Vendetta. Vingan\u00e7a faz parte da cultura      corsa.<\/p>\n<p>Com 260 mil habitantes e em pleno s\u00e9culo XXI vemos nas placas de sinaliza\u00e7\u00e3o      nas estradas furos de balas perdidas. N\u00e3o \u00e9 incomum casas ou estabelecimentos      comercias serem incinerados de repente.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg3.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><\/p>\n<p>O povo corso tem muita influ\u00eancia sobre o rumo de sua hist\u00f3ria, ainda hoje,      em \u00e9poca de elei\u00e7\u00e3o, pol\u00edticos v\u00e3o at\u00e9 as casas dos eleitores, a procura da      conquista e da simpatia de votos. <\/p>\n<p>Sempre a frente de seu tempo, em 1755, a C\u00f3rsega era vanguarda da preocupa\u00e7\u00e3o      democr\u00e1tica e foi considerada a primeira Na\u00e7\u00e3o Moderna da Europa &#8211; ainda faz      jus ao t\u00edtulo, atualmente, luta pela preserva\u00e7\u00e3o de suas praias rec\u00f4nditas,      para que o cimento n\u00e3o as assole e elas permane\u00e7am rudes.<\/p>\n<p>Heran\u00e7a ancestral, para proteger-se de invas\u00f5es, os corsos sempre preferiram      \u00e0s montanhas ao mar. Apesar de produzirem excelentes ostras, sua economia      \u00e9 calcada na agricultura e pastoril. <\/p>\n<p>Criam animais soltos, porcos, ovelhas e, comumente, robustos cachorros berger      guiam cabras e bodes por estradas planas e trilhas \u00edngremes. Casas feitas      de granito fazem parte da paisagem buc\u00f3lica, algumas servem de abrigos aos      pastores, para a sesta, em dias ensolarados.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg4.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><\/p>\n<p>Caminhar pelas montanhas da C\u00f3rsega \u00e9 uma aventura inesquec\u00edvel, todavia      aten\u00e7\u00e3o, o n\u00edvel f\u00e1cil das caminhadas, indicado nos guias, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil      para quem \u00e9 sedent\u00e1rio, mas n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. <\/p>\n<p>As trilhas est\u00e3o sinalizadas com pedras, pintadas de diferentes cores, identificando      o n\u00edvel de dificuldade de cada trajeto. Com vontade e disposi\u00e7\u00e3o d\u00e1 para desbravar      montanhas rochosas e gigantescas. Para quem tem vertigem, \u00e9 bom analisar e      escolher bem o trecho que ir\u00e1 seguir, as subidas s\u00e3o longas e inclinadas,      existem momentos que, literalmente, se escala a montanha. <\/p>\n<p>O pico mais alto \u00e9 o Monte Cinto, com 2.706 metros. Atingir 1.500 metros      significa, muito prov\u00e1vel, deparar-se com hipn\u00f3ticos lagos glaciais onde p\u00e1ssaros      negros imperam sobrevoando entre eles. <\/p>\n<p>Se vir um lago como esse, curta o momento atemporal, pois a descida n\u00e3o ser\u00e1      um al\u00edvio porque \u0093a essas alturas\u0094 a fadiga \u00e9 um fato n\u00e3o uma conjetura.    <\/p>\n<p>Comece a caminhada logo quando o sol se levantar, termine antes do entardecer      e prepare-se para repor as energias, passeando por vilarejos como o de Corte,      Bonif\u00e1cio, pelas Callanches, Ajaccio (capital da ilha), e deliciar-se num      de seus charmosos restaurantes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg5.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/>\u00a0<\/p>\n<p>A comida corsa \u00e9 rica, encorpada e variada, existem infinitos tipos de queijo,      inclusive de cabra, cada um melhor e mais forte que o outro, numa tartine,      o antepasto j\u00e1 pode come\u00e7ar! Nos menus dos restaurantes n\u00e3o faltam, como op\u00e7\u00e3o,      carnes de ca\u00e7a (javali com chocolate!) que devem ser acompanhadas com excelentes      vinhos tintos regionais, que n\u00e3o s\u00e3o exportados \u0096 para um bom apreciador,      a visita e a \u0093aquisi\u00e7\u00e3o\u0094 pelas adegas corsas, principalmente em      Corte, se faz indispens\u00e1vel &#8211; e, para fechar, como dessert, o cl\u00e1ssico cr\u00e8me      brul\u00e9e \u00e9 impec\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corseg6.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><\/p>\n<p>A C\u00f3rsega \u00e9 assim: de um lado, reservadas montanhas de dorso escarpado e,      por outro, a assanhada costa litor\u00e2nea, envolvida pelo mar mediterr\u00e2neo, que      n\u00e3o \u00e9 nada t\u00edmido, se mostra toda e, cristalina que \u00e9, v\u00ea-se por cima da \u00e1gua      os peixes, as pedras, o fundo do mar e, no horizonte, barcos a velejar. <\/p>\n<p>Montanha ou ilha? As duas! N\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o que, entre batalhas sangrentas desde      antes Napole\u00e3o ter nascido, em Ajaccio, e at\u00e9 mesmo antes de Cristo ter nascido,      os corsos lutam por sua independ\u00eancia, eles sabem da pequena e mais bela p\u00e1tria      que t\u00eam.<\/p>\n<p>Fonte: www.veep.com.br<\/p>\n<h6>C\u00f3rsega<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Em      1975 foi descoberto, perto de Bonif\u00e1cio, um esqueleto feminino com mais de      8500 anos, o que atesta a antiguidade da presen\u00e7a humana nesta ilha.<\/p>\n<p>No      in\u00edcio do 6.\u00ba mil\u00eanio a.C. a agricultura come\u00e7a a desenvolver-se, substituindo,      nos vales e nas colinas baixas, a atividade da ca\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/corsega-007.jpg\" alt=\"C\u00f3rsega\" title=\"C\u00f3rsega\" \/><\/p>\n<p>Em      565 a.C. os gregos instalam-se na costa ocidental e fundam a cidade de Alalia.      Este povo introduz a escrita, inicia o cultivo da vinha e da oliveira e desenvolve      o com\u00e9rcio com recurso a um sistema monet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em      259 a.C. os romanos desembarcam na C\u00f3rsega e destroem Alalia. Os habitantes      locais oferecem forte resist\u00eancia durante perto de 100 anos, mas acabam por      ser completamente dominados. Em 100 a.C. a cidade de Alalia passa a chamar-se      Al\u00e9ria, transformando-se na capital da ilha.<\/p>\n<p>A      partir de 455 a C\u00f3rsega \u00e9 invadida sucessivamente por V\u00e2ndalos, Ostrogodos,      Bizantinos e Mouros. O mar envolvente torna-se hostil, levando os habitantes      da ilha a refugiar-se nas montanhas onde se dedicam \u00e0 agricultura de subsist\u00eancia      e \u00e0 pastor\u00edcia.<\/p>\n<p>Carlos      Magno afasta os Mouros durante algum tempo mas estes acabam por regressar.      Apenas em 1016 s\u00e3o definitivamente expulsos por por pisenses e genoveses que      lutam entre si, durante v\u00e1rios s\u00e9culos, pelo controlo desta ilha.<\/p>\n<p>Em 1553 as tropas de Henri II, rei dos franceses, comandadas pelo coronel      corso Sampieru Corsu, conquistam Bastia, Corti, Aj\u00e1cio e Calvi. Este militar      transforma-se numa figura emblem\u00e1tica da luta contra os genoveses. Pelo tratado      de Cateau-Cambr\u00e9sis, em Abril de 1559, a Fran\u00e7a devolve a C\u00f3rsega aos genoveses.    <\/p>\n<p>Sampieru Corsu reinicia a sua conquista em 1564 mas acaba, tr\u00eas anos depois,      por ser morto numa emboscada. Os genoveses exp\u00f5em a sua cabe\u00e7a em Aj\u00e1cio.<\/p>\n<p>De      1569 a 1729, G\u00e9nova exerce um poder absoluto sobre a Ilha. Jovens corsos formados      nas universidades italianas de Pisa, Floren\u00e7a, Bolonha e Roma rergressam \u00e0      sua ilha natal decididos a obter lugares proeminentes na gest\u00e3o da C\u00f3rsega.      Deixados \u00e0 margem pelos genoveses, acabam por emigrar.<\/p>\n<p>Em      1730 h\u00e1 um subleva\u00e7\u00e3o popular contra um novo imposto \u00e0 qual se seguem levantamentos      contra o dom\u00ednio genov\u00eas enfraquecido militarmente devido a decad\u00eancia pol\u00edtica.      A revolu\u00e7\u00e3o conduz a C\u00f3rsega \u00e0 independ\u00eancia, proclamada em 1735.<\/p>\n<p>Em      Novembro de 1730, pelo tratado de Fontainebleau, a Fran\u00e7a ajuda os genoveses      a reconquistar a C\u00f3rsega. As tropas francesas permanecem na ilha at\u00e9 Fevereiro      de 1753, altura em que G\u00e9nova exige a sua retirada.<\/p>\n<p>Em 1755 Pascal Paoli \u00e9 eleito &#8220;General da na\u00e7\u00e3o Corsa&#8221;. O seu esp\u00edrito      aberto leva-o a realizar a independ\u00eancia da ilha de uma maneira mais refletida.      \u00c9 adepto da liberdade de consci\u00eancia e do sufr\u00e1gio universal, incluindo o      voto das mulheres chefes de fam\u00edlia. <\/p>\n<p>Com ele a C\u00f3rsega torna-se a primeira na\u00e7\u00e3o moderna da Europa. A sua postura      inspira Georges Washington. Desenvolve a agricultura (\u00e9 desta altura a introdu\u00e7\u00e3o      do cultivo da batata) e abre a ilha ao com\u00e9rcio mediterr\u00e2nico. <\/p>\n<p>A pedido dos genoveses, Lu\u00eds XV envia, em 1765, o conde de Marbeuf com o      intuito de conciliar os interesses dos corsos e dos genoveses. Paoli recusa      passar-se para o servi\u00e7o da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em      1769, nasce, em Ajaccio, Napole\u00e3o Bonaparte, que se tornar\u00e1, mais tarde, imperador      dos franceses.<\/p>\n<p>Em 15 de Maio de 1768 \u00e9 assinado o tratato de Versailles. Em troca dos servi\u00e7os      prestados pelos franceses (imposi\u00e7\u00e3o da ordem na ilha), os genoveses prescindem      dos seus direitos de soberania sobre a C\u00f3rsega. Paoli revolta-se contra este      tratado mas acaba por ser dominado pelos ex\u00e9rcitos franceses, sendo obrigado      a exilar-se na Inglaterra. <\/p>\n<p>\u00c9 o fim da independ\u00eancia da C\u00f3rsega que passa a estar incorporada no territ\u00f3rio      da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Em      1794 os franceses deixam a C\u00f3rsega e esta torna-se inglesa. Paoli regressa      mas o seu papel \u00e9 minimizado pelos ingleses que v\u00eam na ilha apenas fins estrat\u00e9gicos      e econ\u00f3micos. Chamado a Londres, acaba, alguns anos depois, por a\u00ed morrer.<\/p>\n<p>Em      1796 os franceses retomam definitivamente o controlo da C\u00f3rsega.<\/p>\n<p>Nos      \u00faltimos anos os Corsos tem vindo a desenvolver esfor\u00e7os no sentido de obter      uma maior autonomia relativamente ao poder central.<\/p>\n<p>Fonte: www.leme.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00f3rsega, Fran\u00e7a, Ilha, Hist\u00f3ria, Geografia, Cultura, Bandeira, L\u00edngua, Bras\u00e3o, \u00e1rea, Localiza\u00e7\u00e3o, Descoberta, Corsos, Comida, Adegas, Korsica, Corsica, C\u00f3rsega<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-52350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast 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