{"id":52343,"date":"2016-06-20T14:03:00","date_gmt":"2016-06-20T14:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=52343"},"modified":"2016-06-20T14:26:45","modified_gmt":"2016-06-20T14:26:45","slug":"carcassonne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/carcassonne","title":{"rendered":"Carcassonne"},"content":{"rendered":"<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/carcas1.jpg\" alt=\"Carcassonne\" width=\"447\" height=\"259\" title=\"Carcassonne\" \/><\/p>\n<p><strong>CIT\u00c9<\/strong><\/p>\n<p>Com      os muros duplos (a muralha interna construida pelos romanos no s\u00e9culo II,      com 29 torres e a externa, no s\u00e9culo XIII, com 17 torres e pontes elevadi\u00e7as)      fazia da cidade uma fortaleza inconquist\u00e1vel.<\/p>\n<p>A      entrada da &#8220;cit\u00e9&#8221; \u00e9 feita pela &#8220;Porte d&#8217;Aude&#8221;. Andar pelas      ruas estreitas, com suas lojinhas de lembran\u00e7as e produtos t\u00edpicos da regi\u00e3o,      suas confeitarias e restaurantes e tudo sob a atmosfera medieval, \u00e9 muito      agrad\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Pode-se      visitar, dentro das muralhas:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Castelo Comtal: <\/strong>Separado da cidade por um fosso seco; abriga atualmente      o museu da escultura.<\/p>\n<p><strong>Igreja de St. Nazaire: <\/strong>Em estilo rom\u00e2nico, do s\u00e9culo XI, com lindos      vitrais coloridos que d\u00e3o uma beleza rara \u00e0 capela.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Gastronomia<\/strong><\/p>\n<p>Seu      prato principal \u00e9 o &#8220;cassoulet&#8221; ( feij\u00e3o branco cozido com carne      de porco, de frango, peda\u00e7os de carne defumada e bastante tempero).<\/p>\n<p>\u00c9      conhecida por nosso turistas como a &#8220;feijoada francesa&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n<h6>Carcassonne<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4>Uma volta no tempo<\/h4>\n<p>Imagine-se      caminhando por uma cidade medieval&#8230; as muralhas, as ruas estreitas e sinuosas,      torres. Pois Carcassonne, ao sul da Fran\u00e7a, atravessou as brumas do tempo      e preservou seu passado. Sua origem se perde no tempo: as pesquisas arqueol\u00f3gicas      encontraram sinais que remontam ao s\u00e9culo VI a.C. Em 122 est\u00e1 sob controle      romano&#8230;<\/p>\n<p>E      depois, visigodos, gauleses&#8230; No come\u00e7o do s\u00e9culo VII a luta \u00e9 contra os      sarracenos&#8230;<\/p>\n<p>Os      \u00e1rabes v\u00e3o dominar a cidade entre 725 e 759, quando s\u00e3o expulsos por Pepino,      o Breve.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo      X:\u00a0<\/strong>os cruzados sitiam      a cidade para combater os c\u00e1taros&#8230;<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o      Lu\u00eds\u00a0<\/strong>fortalece a cidade      no s\u00e9culo XIII mas em 1355 \u00e9 saqueada por Eduardo, o Pr\u00edncipe Negro (da Inglaterra).<\/p>\n<p>A      maior fortaleza da Fran\u00e7a medieval entrava em decad\u00eancia.<\/p>\n<p>Fonte: www.cliohistoria.hpg.ig.com.br<\/p>\n<h6>Carcassonne<\/h6>\n<p>Vivendo num pa\u00eds t\u00e3o jovem como o Brasil, \u00e9 quase inevit\u00e1vel sentir um fasc\u00ednio      especial por coisas mais antigas (onde mais antigas neste caso significa,      no m\u00ednimo, uns setecentos anos de idade&#8230;). <\/p>\n<p>Talvez a\u00ed resida o interesse e encanto que castelos e fortifica\u00e7\u00f5es medievais      sempre exerceram em nossas mentes. Naquele ano faz\u00edamos um giro pela Fran\u00e7a,      e ao constatarmos no mapa que, na rota entre Toulouse e Montpellier ir\u00edamos      passar bem pr\u00f3ximos \u00e0 mais bem conservada cidade medieval murada da Europa,      ela imediatamente entrou em nossos planos de visita. <\/p>\n<p>La Cit\u00e9 de Carcassonne iria se transformar no ponto alto de nossas f\u00e9rias      daquele ano.<\/p>\n<p>Carcassonne (veja uma vista a\u00e9rea, na imagem acima ) \u00e9 a cidade medieval      murada mais bem preservada da Europa. Situada no sul da Fran\u00e7a, ela \u00e9 o t\u00edpico      lugar que as pessoas s\u00f3 acreditam que ainda existe, quando chegam l\u00e1 e vem      por si mesmas. <\/p>\n<p>\u00c0 medida que suas torres e sua grande muralha externa se tornavam vis\u00edveis      e cada vez mais pr\u00f3ximas, nossa emo\u00e7\u00e3o e espanto se tornavam cada vez maiores.      Era como se o passado tivesse surgido de repente, ap\u00f3s uma curva da estrada      e era dif\u00edcil acreditar que algo coisa que julg\u00e1vamos pertencer somente aos      livros de hist\u00f3ria e filmes pudesse estar bem ali na nossa frente. <\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/carcas2.jpg\" alt=\"Carcassonne\" width=\"266\" height=\"141\" title=\"Carcassonne\" \/><br \/>\n     Le Ch\u00e2teau Contal Data do s\u00e9culo XII. O castelo \u00e9 ret\u00e2ngular, flanqueado por      uma torre\u00a0<br \/>\n     quadrada e oito torres semi-circulares, protegidas por um barbic\u00e3.<\/strong><\/p>\n<p>Carcassonne nos atra\u00eda como um \u00edm\u00e3, e embasbacados, fascinados e quase mudos      chegamos ao hotel, situado a poucos metros da grande muralha externa.<\/p>\n<p>Era final de tarde quando chegamos. E ap\u00f3s fazer o registro no hotel deixamos      as coisas no quarto de qualquer maneira e sa\u00edmos apressados, quase correndo,      na dire\u00e7\u00e3o da cidadela medieval. <\/p>\n<p>Porque tanta pressa n\u00e3o sab\u00edamos dizer, pois certamente Carcassonne n\u00e3o iria      sair de l\u00e1, nem sumir com o cair da noite, mas de alguma forma sent\u00edamos que      aquele era um lugar t\u00e3o especial que nenhum minuto poderia ser desperdi\u00e7ado,      nem um instante poderia ser jogado fora. <\/p>\n<p>Todo o tempo de nossa perman\u00eancia naquele lugar deveria ser dedicado a conhecer,      explorar, vivenciar e, se poss\u00edvel, at\u00e9 mesmo perder-se entre as muralhas      e vielas daquela cidade medieval.<\/p>\n<p>Dez      minutos depois j\u00e1 est\u00e1vamos cruzando a ponte levadi\u00e7a que d\u00e1 acesso \u00e0 parte      interna das muralhas. Abaixo, um gramado verde cobria o que presumimos ter      sido no passado um fosso, destinado a proteger a cidade dos ataques de seus      inimigos. E inimigos e ataques Carcassonne teve diversos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/carcas3.jpg\" alt=\"Carcassonne\" width=\"266\" height=\"264\" title=\"Carcassonne\" \/><\/p>\n<p>Come\u00e7ando      pelas tribos gaulesas, e depois romanos e mais tarde passando pelos visigodos,      sarracenos, francos, diversos senhores feudais, e os reis da Fran\u00e7a, muitos      povos contribu\u00edram para o crescimento, fortalecimento e hist\u00f3ria de Carcassonne.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Carcassonne est\u00e1 tamb\u00e9m muito ligada ao Catarismo, uma seita      crist\u00e3 polite\u00edsta, surgida na regi\u00e3o de Languedoc, em fins do s\u00e9culo XI. Os      adeptos desta religi\u00e3o, conhecidos como C\u00e1taros, tinham sua pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o      das leis divinas, muitas delas conflitantes com o que pregava a igreja cat\u00f3lica.    <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso acreditavam que os homens n\u00e3o precisavam de intermedi\u00e1rios para      se dirigir \u00e0 Deus, portanto n\u00e3o reconheciam a autoridade do Papa ou de seus      bispos. <\/p>\n<p>Acreditavam tamb\u00e9m, entre diversas outras coisas, que os todas as pessoas      vivas tinham como objetivo evoluir atrav\u00e9s da expia\u00e7\u00e3o de suas faltas, e que      levando uma vida dedicada ao bem e progredindo sempre, o que seria atingido      atrav\u00e9s de sucessivas encarna\u00e7\u00f5es, um dia teriam direito a chegar ao para\u00edso.<\/p>\n<p>Isto      tudo foi um pouco demais para a igreja cat\u00f3lica, que perdeu a paci\u00eancia, declarou      que os moradores de Carcassonne eram todos herejes e decidiu dar um basta      \u00e0quela hist\u00f3ria toda, convocando os cruzados para invadir a cidadela, acabar      com os C\u00e1taros e dar um fim \u00e0quela doutrina.<\/p>\n<p>Seguindo      a ordem Papal, foi organizado um ex\u00e9rcito de cruzados, que se dirigiram a      Carcassonne, tomaram e invadiram a cidade. Conta-se que c\u00e1taros guardavam,      entre seus mais preciosos bens, o c\u00e1lice que Jesus teria usado na \u00faltima ceia,      conhecido como Santo Graal, e que antes da cidade ser invadida pelos cruzados,      alguns C\u00e1taros conseguiram escapar, levando com eles o Santo Graal.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s invadir Carcassonne, os cruzados tinham ordem de impor aos c\u00e1taros o      catolicismo. No entanto, praticamente todos se recusaram a abandonar sua f\u00e9      e foram condenados \u00e0 morte na fogueira. <\/p>\n<p>Mesmo assim as id\u00e9ias religiosas dos c\u00e1taros n\u00e3o desapareceram, como pretendiam      os cruzados, e muitos de seus conceitos de f\u00e9 podem ser encontrados atualmente      em outras religi\u00f5es, como aquelas difundidas por Allan Kardec em seus livros      esp\u00edritas.<\/p>\n<p>Conhecendo      alguns dos eventos hist\u00f3ricos ocorridos em Carcassonne torna-se ainda mais      emocionante chegar \u00e0 base de suas muralhas, e \u00e9 inevit\u00e1vel imaginar este mesmo      local h\u00e1 900 anos atr\u00e1s, ocupado por cavaleiros armados com espadas e catapultas,      tentando escalar as altas muralhas ou transpor o fosso enquanto os defensores      lutavam desesperadamente para repelir os invasores, sabendo que suas vidas      dependiam disso.<\/p>\n<p>A imagem ao lado mostra um trecho entre as muralhas internas e externas,      que fazem o contorno completo da cidade. Este per\u00edmetro tem cerca de dois      quil\u00f4metros e \u00e9 uma boa sugest\u00e3o para iniciar sua visita \u00e0 cidadela. Caminhando      por ali n\u00e3o vemos quase movimento, e \u00e9 uma boa forma de poder sentir o tamanho      de Carcassonne. <\/p>\n<p>Fazendo este contorno encontra-se diversas passagens, rampas, torres de guarda,      e se tem uma \u00f3tima no\u00e7\u00e3o do tamanho e caracter\u00edsticas da cidadela medieval.<\/p>\n<p>Depois      de circular toda a cidade pelo trecho entre as muralhas, voltamos \u00e0 sua entrada      principal, que \u00e9 feita por uma ponte levadi\u00e7a e coberta. N\u00f3s fomos para l\u00e1      na mesma tarde que chegamos, passamos o dia seguinte inteiro percorrendo a      cidade,e no terceiro dia ainda voltamos ao local mais uma vez, antes de partir,      e mesmo assim n\u00e3o deu para ver tudo.<\/p>\n<p>Entre      os pontos mais visitados de Carcassonne est\u00e3o o Port\u00e3o de Narbonne, a Torre      da Justi\u00e7a, e a Torre da Inquisi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deixe de conhecer o castelo, constru\u00eddo      no ano 1130. E inclua tamb\u00e9m em seu roteiro o museu arqueol\u00f3gico, onde est\u00e3o      guardadas rel\u00edquias dos s\u00e9culos 12 e 14. Veja ainda a Bas\u00edlica de Saint Nazar\u00e9      e a torre da pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Nem      tudo \u00e9 perfeito, e nossa maior decep\u00e7\u00e3o em Carcassonne foi, logo ao cruzarmos      o port\u00e3o de entrada, quando ouvimos um bip-bip atr\u00e1s da gente. Sim, em Carcassonne      circulam autom\u00f3veis. Poucos, \u00e9 verdade, somente aqueles pertencentes \u00e0 moradores      e que atendem ao com\u00e9rcio interno, mas mesmo assim, eles s\u00e3o demais. Poucas      coisas s\u00e3o t\u00e3o incompat\u00edveis quanto autom\u00f3veis e cidades medievais.<\/p>\n<p>Depois de atravessar o grande port\u00e3o de entrada tem-se acesso \u00e0 parte interna      da cidade. A principal via de acesso, que segue rumo \u00e0 pra\u00e7a central \u00e9 ladeada      por lojinhas destinadas ao turismo. Artesanato, lou\u00e7as, roupas, postais, miniaturas      de cavaleiros medievais, s\u00edmbolos templ\u00e1rios, reprodu\u00e7\u00f5es de espadas, crepes,      sorvetes etc etc. <\/p>\n<p>O pre\u00e7o que Carcassonne tem que pagar para continuar viva \u00e9 agradar aos turistas      e oferecer o que eles desejam. E turistas Carcassonne tem muitos, sempre,      \u00e0 procura de lembran\u00e7as de todo o tipo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      de lembran\u00e7as, turistas sempre querem comer. E neste ponto Carcassonne tamb\u00e9m      est\u00e1 bem servida. Principalmente em torno da pracinha central, existem diversos      restaurantes com mesas ao ar livre. Na verdade Carcassonne tem uma estrutura      tur\u00edstica muito completa, com livrarias, lojas diversas e at\u00e9 mesmo hot\u00e9is,      fazendo dela uma cidade praticamente normal, com um visual completamente diferente.<\/p>\n<p>A parte mais antiga de Carcassonne foi constru\u00edda no s\u00e9culo 9, sendo depois      aumentada nos s\u00e9culos XII e XIII. Foi o rei franc\u00eas Luis IX, da dinastia dos      Capetinos e que entraria para a hist\u00f3ria com o nome de S\u00e3o Luis, que em 1240      teve a id\u00e9ia de construir uma segunda linha de muralhas em torno de toda a      cidade, pois assim eventuais atacantes precisariam romper duas barreiras em      vez de apenas uma. <\/p>\n<p>A efici\u00eancia desta defesa foi t\u00e3o grande que durante a guerra dos cem anos      com a Inglaterra, quando os Ingleses chegaram at\u00e9 o sul da Fran\u00e7a, eles conseguiram      atear fogo \u00e0 torre mais baixa de Carcassonne, mas n\u00e3o conseguiram realizar      seu intento principal, que era entrar e dominar a cidadela.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s      tantos s\u00e9culos suportando combates, guerras, cercos, cavaleiros cruzados Carcassonne      foi praticamente abandonada. Ela n\u00e3o tinha mais import\u00e2ncia militar nem pol\u00edtica.      A cidade baixa, situada logo do outro lado do rio (tamb\u00e9m chamada Carcassonne),      ganhava import\u00e2ncia \u00e0 medida que a cidade medieval (Cit\u00e9 de Carcassonne) perdia.<\/p>\n<p>Somente      a partir do s\u00e9culo XIX come\u00e7ou a surgir a consci\u00eancia a respeito da import\u00e2ncia      da preserva\u00e7\u00e3o dos lugares hist\u00f3ricos do pa\u00eds, dentre eles Carcassonne. A      cidade, completamente arruinada acontecem as primeiras restaura\u00e7\u00f5es, da qual      participaram nomes famosos como Prosper M\u00e9rim\u00e9e e Eug\u00e8ne Viollet-le-Duc.<\/p>\n<p>Os trabalhos de restaura\u00e7\u00e3o em Carcassonne duram mais de 50 anos, durante      os quais s\u00e3o feitas diversas expropria\u00e7\u00f5es e removidas habita\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias      constru\u00eddas irregularmente. Assentamentos internos e externos s\u00e3o removidos      e seus moradores s\u00e3o transferidos para outros locais. <\/p>\n<p>Ao mesmo tempo s\u00e3o pesquisados registros hist\u00f3ricos diversos, tentando restaurar      a cidade de forma a deix\u00e1-la o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do esplendor que ela      teve durante o s\u00e9culo XIII. Enquanto isso, pol\u00eamicas s\u00e3o criadas questionando      os crit\u00e9rios adotados durante os trabalhos de restaura\u00e7\u00e3o, particularmente      algumas id\u00e9ias de Eug\u00e8ne Viollet-le-Duc, como os telhados pontiagudos colocados      sobre as torres, o que, no entender de alguns historiadores, n\u00e3o eram habituais      no s\u00e9culo XIII. <\/p>\n<p>Mesmo assim, os trabalhos de restaura\u00e7\u00e3o chegam ao fim com sucesso, e devolvem      \u00e0 Carcassonne sua beleza e grandiosidade original.<\/p>\n<p>Quando      chega a noite Carcassonne se transforma, e assume um aspecto ainda mais dram\u00e1tico.      Suas ruelas escuras, o cal\u00e7amento de pedra, rampas e torres que conduzem a      lugares desconhecidos, portinhas estreitas, janelas semi iluminadas, arcos,      portais, luzes e sombras criam uma atmosfera m\u00e1gica e s\u00e3o um convite \u00e0 explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea foi para seu hotel antes do anoitecer para descansar um pouco tudo      bem, mas n\u00e3o deixe de voltar \u00e0 cidadela antes do final do dia. E ao chegar      novamente aqui procure por uma passagem, siga por uma ruela, des\u00e7a aquela      rampa, explore aquela torre, e quando encontrar aquele pequeno restaurante      muito especial e uma mesinha redonda iluminada por uma vela, que parece estar      ali esperando por voc\u00ea n\u00e3o exite. <\/p>\n<p>D\u00ea um sorriso, cumprimente o gar\u00e7on, entre, sente, olhe o menu com calma,      escolha qualquer coisa, quem sabe uma ta\u00e7a de vinho para dar aquele clima,      e simplesmente curta cada minuto, sabendo que aquele momento ficar\u00e1 em sua      mem\u00f3ria para sempre.<\/p>\n<p>O feriado nacional do 14 de julho \u00e9 comemorado em Carcassonne com muitos      fogos de artif\u00edcio, que iluminam os c\u00e9us sobre a cidade com as cores nacionais      francesas. N\u00e3o estivemos l\u00e1 nesta \u00e9poca (nossa visita foi em setembro) mas      se voc\u00ea estiver percorrendo o sul da Fran\u00e7a nesta \u00e9poca fica aqui a dica para      um espet\u00e1culo muito bonito. <\/p>\n<p>E se tiver dificuldades em se hospedar nos hot\u00e9is situados junto \u00e0 Cit\u00e9 de      Carcassonne lembre que existem muitas outras op\u00e7\u00f5es de hospedagem na Ville      de Carcassonne, esta \u00faltima uma cidade normal (conhecida tamb\u00e9m por Cidade      Baixa) situada em frente \u00e0 cidadela, na outra margem do rio l&#8217;Aude.<\/p>\n<p>A      chegada do turismo, a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, seria o impulso definitivo      para transformar Carcassonne num local n\u00e3o somente hist\u00f3rico mas tamb\u00e9m famoso      em todo o pais e mesmo pelo mundo afora.<\/p>\n<p>Carcassonne      est\u00e1 situada ao no sul da Fran\u00e7a, entre as cidades de Toulouse e Montpellier.      A autoestrada A61 passa bem pertinho do acesso \u00e0 cidade e se voc\u00ea estiver      percorrendo aquela regi\u00e3o esteja certo que vale a pena ir at\u00e9 l\u00e1, pois este      \u00e9 um daqueles lugares \u00fanicos, marcantes, fascinantes e totalmente inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p>Fonte: www.imagensviagens.com<\/p>\n<h6>Carcassonne<\/h6>\n<p>Com      um pouco de atraso, mas a pedido de v\u00e1rias familias aquando do thread de Albi..      ai est\u00e1 Carcassonne:<\/p>\n<p>Situada      no Sul da Fran\u00e7a, na regi\u00e3o do Languedoc, entre Narbonne e Toulouse, encontra-se      a a cidade feudal de Carcassonne, a maior fortaleza medieval de toda a Europa.      Um conjunto arquitet\u00f4nico que testemunha 2500 anos de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/carcas4.jpg\" alt=\"Carcassonne\" width=\"311\" height=\"204\" title=\"Carcassonne\" \/><\/p>\n<p>Aqui      pode optar por visitar a Bas\u00edlica de Saint-Nazaire, o castelo do Conde, que      abriga hoje o famoso Museu Lapid\u00e1rio, o Museu de Cera, que mostra os costumes      da popula\u00e7\u00e3o local na Idade M\u00e9dia, ou o castelo Callares, onde se encontra      o museu dos instrumentos de tortura da Inquisi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a formid\u00e1vel      paisagem proporciona um passeio inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/carcas5.jpg\" alt=\"Carcassonne\" width=\"315\" height=\"204\" title=\"Carcassonne\" \/><\/p>\n<p>Fonte: www.skyscrapercity.com<\/p>\n<h6>Carcassonne<\/h6>\n<p>Ponte Levadi\u00e7a, Muralhas, Castelos. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a qualquer momento,      reis e rainhas v\u00e3o dobrar a esquina. <\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o leu o romance &#8221; O Labirinto&#8221; que est\u00e1 h\u00e1 semanas nas      listas de best-sellers, deve compr\u00e1-lo correndo pois \u00e9 devor\u00e1vel.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria se passa nesta regi\u00e3o conhecida como Midi-Pirineus.<\/p>\n<p>Carcassonne \u00e9 a mais bem preservada cidadela medieval de toda a Europa. Constru\u00edda      no alto de uma colina, no sul da Fran\u00e7a, perto de Tolouse e dos Montes Pirineus,      ela foi no passado a principal fortaleza militar da regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Do alto de suas impressionantes muralhas, que eram protegidas por mais de      1200 guerreiros, podia-se controlar uma importante via comercial que ligava      a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica com o resto do continente. Por causa de sua posi\u00e7\u00e3o fronteri\u00e7a      e estrat\u00e9gica, Carcassonne foi palco das mais ferozes batalhas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/carcas6.jpg\" alt=\"Carcassonne\" width=\"314\" height=\"211\" title=\"Carcassonne\" \/><\/p>\n<p>A primeira vis\u00e3o do centro hist\u00f3rico, cuja constru\u00e7\u00e3o foi iniciada h\u00e1 cerca      de mil anos, \u00e9 inesquec\u00edvel. A impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que voltamos no tempo, para      uma \u00e9poca de reis, cavaleiros e batalhas medievais. A fortaleza \u00e9 protegida      por 52 torres e duas muralhas (uma interna e outra externa) circulares de      at\u00e9 20 metros de altura, que totalizam quase 3 quil\u00f4metros. <\/p>\n<p>A entrada principal, batizada de Port\u00e3o Narbonne, \u00e9 guardada por uma ponte      levadi\u00e7a. Nos a\u00fareos tempos medievais, cerca de 50 homens ficavam de guarda      para impedir a entrada e inimigos.<\/p>\n<p>Carcassonne,      na verdade, s\u00e3o duas cidades. A Cidadela, que permaneceu intacta e protegida      dentro das muralhas, e a Bastide Saint-Louis ou Cidade Baixa, que cresceu      ao redor do centro medieval. \u00e0 noite, a cidade se transforma. Com menos de      400 moradores e apenas dois hot\u00e9is, suas ruas ficam desertas e silenciosas.<\/p>\n<p>Uma      das maiores atra\u00e7\u00f5es da cidade, \u00e9 o Castelo Comtal, uma p\u00e9rola da arquitetura      medieval. Constru\u00eddo no s\u00e9culo 12 por um nobre chamado Bernard Trencavel (que      \u00e9 mencionado no romance acima citado), ele foi, durante anos, a morada de      senhores feudais que mandavam na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O      castelo \u00e9 formado por duas alas, com um p\u00e1tio no meio delas. Durante a visita      guiada, \u00e9 poss\u00edvel conhecer suas torres e boa parte de seus aposentos. O Museu      Arqueol\u00f3gico, que tem em seu acervo \u00e2nforas romanas, sarc\u00f3fagos e l\u00e1pides      c\u00e1taras (os c\u00e1taros faziam parte de uma corrente do cristianismo que pregava      a n\u00e3o-viol\u00eancia e foram muito perseguidos pela Inquisi\u00e7\u00e3o e dizimados pelo      Papa Inoc\u00eancio IV, o rei da Fran\u00e7a e os bar\u00f5es do norte (leiam o livro !).<\/p>\n<p>Para entender um pouco mais da hist\u00f3ria do lugar, vale a pena conhecer tamb\u00e9m      o Museu da Inquisi\u00e7\u00e3o, que exp\u00f4e instrumentos de arrepiar. Esse triste per\u00edodo      da hist\u00f3ria ocidental teve in\u00edcio no s\u00e9culo 12 e ganhou for\u00e7a quando o papa      Inocencio IV autorizou o uso da tortura para obter a confiss\u00e3o dos her\u00e9ticos.    <\/p>\n<p>Verdadeiras atrocidades eram cometidas em nome da f\u00e9 e, nesse museu, voc\u00ea      poder\u00e1 ver instrumentos como a cadeira de cravos, uma esp\u00e9cie de trono cheio      de pregos onde o acusado era amarrado com cintos de ferro; e o ber\u00e7o de Judas,      um tri\u00e2gulo de madeira com uma base de 30 cent\u00edmetros e v\u00e9rtice de 60 usado      para martirizar os hereges.<\/p>\n<p><strong>Carcassonne\u00a0<\/strong>\u00e9 tamb\u00e9m um importante centro culin\u00e1rio.      A cidade \u00e9 cheia de bares, caf\u00e9 e charmosos restaurantes, que lembram antigas      tavernas medievais e tem seu centro gastron\u00f4mico na pra\u00e7a Marcou. <\/p>\n<p>Escolha uma mesa ao ar livre e experimente um cassoulet, o mais famoso prato      da regi\u00e3o. Para acompanhar, saboreie um dos bons vinhos do lugar, como Corbieres,      Minervois e Malep\u00e8re e na sobremesa pe\u00e7a um profiterole (que eu amo!). Uma      refei\u00e7\u00e3o digna de reis e rainhas medievais.<\/p>\n<p>Fonte: rosegrims.multiply.com<\/p>\n<h6>Carcassonne<\/h6>\n<p>A primeira impress\u00e3o que se tem em <strong>Carcassonne<\/strong> \u00e9 a de um      castelo encantado, que alguma fada ter\u00e1 feito nascer no cimo da colina com      um toque da sua varinha m\u00e1gica. Uma vez dentro das muralhas, descobre-se uma      verdadeira rel\u00edquia da Idade M\u00e9dia, justamente procurada por milh\u00f5es de turistas      todos os anos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 castelo encantado que se preze que n\u00e3o tenha as suas lendas. <strong>Carcassonne      justifica o seu nome com a hist\u00f3ria da dama de Carcas:<\/strong> quando Carlos      Magno cercou a cidadela desta dama sarracena, achando-se desprovida de soldados,      Carcas distribuiu pelas torres e muralhas bonecos feitos de palha, armados      para combate. <\/p>\n<p>O estratagema resultou, e Carlos Magno levantou o cerco, desanimado com inimigo      t\u00e3o numeroso. Ter\u00e1 dito ent\u00e3o a dama: \u0093Sire, Carcas te sonne.\u0094 (\u0093Senhor,      Carcas vence-te\u0094, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Da\u00ed o nome da cidade, que a lenda      assegura que se tornou crist\u00e3, dando a dama origem \u00e0 primeira linhagem de      condes de Carcassonne. <\/p>\n<p>A verdade, por\u00e9m, \u00e9 que os romanos j\u00e1 tinham uma fortifica\u00e7\u00e3o na zona a que      chamavam Carcasso, e os sarracenos, que se sucederam aos visigodos e n\u00e3o ficaram      por aqui muito tempo, chamavam-lhe Carchachouna. <\/p>\n<p>A cidade-fortaleza foi palco de combates, cercos, destrui\u00e7\u00f5es maci\u00e7as e,      por fim, expuls\u00e3o dos seus habitantes, que resultou na ru\u00edna do que ainda      estava de p\u00e9. Lend\u00e1ria mesmo parece ser a sua reconstru\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XIX,      pelo arquiteto Viollet-le-Duc, o mesmo que restaurou os santu\u00e1rios de Notre-Dame      de Paris e Sainte-Madeleine de V\u00e9zelay.<\/p>\n<p>Hoje, Carcassonne \u00e9, depois da Torre Eiffel e do Monte Saint-Michel, o local      mais visitado de Fran\u00e7a. As suas cal\u00e7adas de pedra s\u00e3o percorridas, n\u00e3o por      cavaleiros medievais, mas por turistas de todas as nacionalidades, armados      de v\u00eddeos e m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas. <\/p>\n<p>O seu casario antigo abriga uma infinidade de restaurantes e hospedarias      que revivem, atrav\u00e9s da decora\u00e7\u00e3o e da cozinha local, a \u00e9poca dourada da cidade,      entre os s\u00e9culos XI e XIII. A bas\u00edlica de Saint-Nazaire, constru\u00edda nessa      altura, atrai visitantes de todos os credos para o seu recinto escuro, que      convida ao recolhimento, iluminado por magn\u00edficos vitrais. <\/p>\n<p>O encontro do rom\u00e2nico com o g\u00f3tico d\u00e1-se aqui de uma forma harmoniosa, justificando      o nome de \u0093j\u00f3ia da fortaleza\u0094, com que os folhetos tur\u00edsticos a      mimoseiam. O seu \u00f3rg\u00e3o \u00e9 um dos mais importantes e antigos do sul de <strong>Fran\u00e7a<\/strong>,      e de Junho a Setembro h\u00e1 concertos di\u00e1rios &#8211; \u0093Les Estivales d&#8217;Orgue\u0094      &#8211; que encham a cidadela de sonoridades quentes e arcaicas.<\/p>\n<p>Pelas suas pra\u00e7as, onde ainda resistem alguns po\u00e7os de pedra que abasteciam      de \u00e1gua a popula\u00e7\u00e3o, distribuem-se agora esplanadas muito concorridas, com      espect\u00e1culos di\u00e1rios de m\u00fasica ao vivo, bem distinta da dos trovadores Ramon      de Miraval ou Peire Vidal, que aqui viveram durante algum tempo. <\/p>\n<p>Raymond-Roger Trencavel, visconde de Albi e \u00faltimo senhor da fortaleza, certamente      n\u00e3o reconheceria a sua cidade. \u00c9 certo que qualquer loja de souvenirs vende      conjuntos de capacete e espada, e mesmo armaduras completas. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil encontrar rel\u00f3gios de sol e saquinhos de pano com ervas cheirosas,      das que perfumavam as roupas das damas da \u00e9poca. Mas a anima\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre pac\u00edfica,      e a magn\u00edfica ilumina\u00e7\u00e3o noturna n\u00e3o d\u00e1 paz aos fantasmas, impedindo o seu      turismo noturno e doloroso; durante os meses de Ver\u00e3o, Carcassonne \u00e9 uma cidade      profusamente habitada e muito viva.<\/p>\n<p>Para reconstituir ainda melhor o ambiente medieval, em Agosto organizam-se      torneios de cavalaria e falcoaria, com participantes vestidos a rigor, como      no tempo dos cruzados. <\/p>\n<p>As velhas pedras da cidade n\u00e3o devem apreciar particularmente a lembran\u00e7a,      uma vez que foram estes que, em 1209, ditaram o seu fim: o visconde de Trencavel      teve a ousadia de oferecer abrigo e prote\u00e7\u00e3o aos c\u00e1taros, dissidentes de um      catolicismo que se afundava na decad\u00eancia moral. <\/p>\n<p>O seu pecado era defenderem a pureza dos costumes crist\u00e3os e n\u00e3o respeitarem      a hierarquia eclesi\u00e1stica. Carcassonne foi das primeiras cidades a sofrer      o embate da guerra santa declarada pelo Papa Inoc\u00eancio III. Cercada, perdeu      o acesso crucial ao rio Aude e, numa manobra pouco \u0093cavaleiresca\u0094,      o visconde de Trencavel foi feito prisioneiro ao sair do castelo para negociar.    <\/p>\n<p>A partir da\u00ed, come\u00e7ou o decl\u00ednio. Simon de Monfort, o comandante da cruzada,      administrou a cidade at\u00e9 \u00e0 sua morte, mas o seu filho foi incapaz de manter      o territ\u00f3rio conquistado, e entregou-o \u00e0 autoridade direta do rei. <\/p>\n<p>Quando o filho do visconde de Trencavel tentou reaver as terras do pai, Lu\u00eds      VIII d\u00e1 ordens para arrasar a fortaleza e exilar os seus habitantes; s\u00f3 sete      anos mais tarde conseguem obter autoriza\u00e7\u00e3o real para se instalarem de novo      na zona &#8211; mas do outro lado do rio.<\/p>\n<p>O turismo anuncia Carcassonne como \u0093la ville aux deux cit\u00e9s\u0094, a      cidade das duas cidadelas: a antiga fortaleza, no cimo da colina, e o novo      burgo que nasceu no s\u00e9culo XIII, aos p\u00e9s da primeira, na margem esquerda do      rio Aude. <\/p>\n<p>Desde sempre as duas zonas tiveram exist\u00eancias distintas, com toda a atividade      comercial e social a desenrolar-se em baixo, enquanto a cidade-alta abrigava      uma guarni\u00e7\u00e3o de mais de mil soldados. <\/p>\n<p><strong>A tend\u00eancia manteve-se at\u00e9 hoje:<\/strong> s\u00f3 cerca de cento e vinte,      dos seus quarenta e cinco mil habitantes permanentes, habitam a cidade antiga.    <\/p>\n<p>Mas apesar da atividade evidente nas suas ruas e pra\u00e7as arborizadas, que      substitu\u00edram as muralhas e est\u00e3o agora semeadas de cafezinhos acolhedores,      a atra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 sempre a \u0093cit\u00e9\u0094, marco milenar da hist\u00f3ria da regi\u00e3o      do Languedoc. <\/p>\n<p>Para al\u00e9m das comodidades e servi\u00e7os tur\u00edsticos de que disp\u00f5e, a Bastide      Saint-Louis, como \u00e9 conhecida a cidade-baixa, serve apenas para compor a magn\u00edfica      vista que nos oferecem as torres altas da fortaleza &#8211; e do cimo desta sentinela      de pedra, n\u00e3o se consegue evitar a sensa\u00e7\u00e3o de fragilidade que vem do casario      baixo e p\u00e1lido da Bastide.<\/p>\n<p>Nada \u00e9 regular ou sim\u00e9trico nesta obra-prima da arquitetura militar, o que      se explica pela longa hist\u00f3ria de reconstru\u00e7\u00f5es, modifica\u00e7\u00f5es e acrescentos,      que j\u00e1 dura h\u00e1 s\u00e9culos e ainda n\u00e3o acabou. Mesmo depois da expuls\u00e3o dos seus      habitantes, a fortaleza foi modificada e aperfei\u00e7oada, de modo a tornar-se      um eficaz posto militar avan\u00e7ado. <\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que se refor\u00e7ou o sistema defensivo com a constru\u00e7\u00e3o de uma      segunda muralha exterior, tamb\u00e9m a austera Catedral de Saint-Nazaire foi aumentada      e melhorada. O castelo do conde foi rodeado por um fosso, transformando-se      numa fortaleza dentro da fortaleza. <\/p>\n<p>S\u00e3o cerca de tr\u00eas quil\u00f3metros de fortifica\u00e7\u00e3o, por onde se distribuem cinquenta      e duas torres para todos os gostos: h\u00e1 torres quadradas e redondas, de envergadura      e tamanho diferentes; umas t\u00eam seteiras, outras janelas e algumas s\u00e3o, aparentemente,      fechadas. <\/p>\n<p>Toda a cidade parece estar cheia de armadilhas: cotovelos estreitos para      que s\u00f3 passe um inimigo de cada vez, degraus gigantescos, fossos dissimulados,      enfim, todo o mostru\u00e1rio do engenho militar que veio sendo aperfei\u00e7oado desde      os romanos, destinado a guerras de cerco, t\u00e3o comuns nos tempos medievais.    <\/p>\n<p>S\u00f3 a mudan\u00e7a das t\u00e9cnicas de guerra, nomeadamente a utiliza\u00e7\u00e3o generalizada      da artilharia a p\u00f3lvora, nos s\u00e9culos XV e XVI, a tornou definitivamente obsoleta.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, \u00e9 impressionante o seu aspecto exterior de castelo, ao mesmo      tempo irreal e inexpugn\u00e1vel. Contorn\u00e1-la por entre as suas duas muralhas,      espreitando pelas janelas e varandins para a paisagem verde de vinhas e campos      cultivados, \u00e9 um convite para uma viagem no tempo, que continua quando atravessamos      a ponte levadi\u00e7a. <\/p>\n<p>As ruas estreitas de pedra cinzenta, sombrias no Ver\u00e3o e protegidas dos ventos      frios no Inverno, transformam-se num labirinto, e nunca sabemos se terminam      nas muralhas, na bas\u00edlica ou na pra\u00e7a principal. Pouco importa. <\/p>\n<p>Os passos ecoam de longe, e a cada esquina esperamos ver aparecer algu\u00e9m      de cota de malha e elmo reluzente. As carro\u00e7as que conduzem os turistas em      visitas guiadas refor\u00e7am a esperan\u00e7a, com o ru\u00eddo dos cascos e o soprar dos      cavalos a ressoarem nas paredes de pedra. <\/p>\n<p>Para continuar o recuo no tempo, \u00e9 poss\u00edvel visitar o castelo do visconde,      que d\u00e1 acesso exclusivo a certas partes da muralha. E para terminar a viagem,      nada melhor que uma visita ao Museu Medieval e ao da Inquisi\u00e7\u00e3o, que nos proporcionam      pormenores nem sempre agrad\u00e1veis da hist\u00f3ria da cidade. <\/p>\n<p>Outro museu ao gosto da \u00e9poca \u00e9 o da Tortura, que exibe s\u00e1dicos e requintados      instrumentos, concebidos em noites de ins\u00f3nia, destinados a punir sabe-se      l\u00e1 que crimes medievais&#8230;<\/p>\n<p>Dizem os seus apreciadores mais sinceros que a cidade n\u00e3o se visita de Ver\u00e3o:      h\u00e1 demasiada agita\u00e7\u00e3o e pouca privacidade para percorrer a velha Carcassonne,      e a viagem no tempo, que deve ser feita na solid\u00e3o, \u00e9 constantemente interrompida      por grupos de turistas ruidosos. <\/p>\n<p>Das esplanadas sai m\u00fasica durante o dia inteiro e os restaurantes abarrotam      de gente. A fama da \u0093donzela do Languedoc\u0092 ultrapassou j\u00e1 a do destino      tur\u00edstico de elei\u00e7\u00e3o: j\u00e1 s\u00e3o cerca de setenta os filmes rodados neste cen\u00e1rio      de contos de fadas; um dos \u00faltimos foi o Robin dos Bosques, de Kevin Kostner.<\/p>\n<p> Dificilmente se encontra uma obra arquitet\u00f4nica desta envergadura t\u00e3o bem      preservada, das torres de telhados pontiagudo, em telha vermelha ou lousa      negra, \u00e0s pontes levadi\u00e7as que permitem ultrapassar os fossos das muralhas.    <\/p>\n<p>Os seus cr\u00edticos dizem que &#8211; imagine-se! &#8211; \u00e9 demasiado bela, demasiado perfeita.      Mas nem sempre foi assim.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XVII trouxe-lhe um golpe fatal: a Paz dos Piren\u00e9us, que consolida      de vez a anexa\u00e7\u00e3o pela Fran\u00e7a da zona do Roussillon, afastando para longe      dali os problemas da fronteira espanhola. <\/p>\n<p>Quase desabitada, a cidade vai caindo na ru\u00edna, enquanto a parte de baixo      prospera e cresce, \u00e0s vezes \u00e0 custa das pedras da Cit\u00e9. No in\u00edcio do s\u00e9culo      XIX, a bela catedral de Saint-Nazaire perde o t\u00edtulo a favor de Saint-Michel,      na cidade-baixa. <\/p>\n<p>A velha Carcassonne vai-se transformando na pedreira da regi\u00e3o, e o minist\u00e9rio      da guerra chega mesmo a autorizar a demoli\u00e7\u00e3o e aproveitamento das muralhas.      Merim\u00e9e, escritor parisiense e inspector dos monumentos hist\u00f3ricos, conhece      a cidade e interfere a seu favor. <\/p>\n<p>Ao arquiteto Viollet-le-Duc, especialista na restaura\u00e7\u00e3o de monumentos medievais,      \u00e9 entregue o trabalho da sua reconstru\u00e7\u00e3o que lhe vai levar cerca de trinta      e cinco anos. Cerca de trinta por cento da cidade vai sofrer interven\u00e7\u00e3o e      restauro durante esta \u00e9poca, mas os seus habitantes continuam a decrescer      em n\u00famero, preferindo os confortos da Bastide. <\/p>\n<p>Em 1955, s\u00f3 cerca de oitocentas pessoas habitam intramuros e hoje, parte      da centena de \u0093resistentes\u0094 que a\u00ed se fixaram \u00e9 estrangeira.<\/p>\n<p>O destino de Carcassonne est\u00e1 tra\u00e7ado: ser\u00e1 para sempre uma obra de arte      ineg\u00e1vel, e uma das maiores atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas do pa\u00eds. A reconstru\u00e7\u00e3o fixou-a      para sempre na Idade M\u00e9dia, apesar da cidade ter atravessado muitas outras      \u00e9pocas. <\/p>\n<p>E \u00e9, talvez, esta opera\u00e7\u00e3o de \u0093congelamento\u0094 temporal o que lhe      empresta toda a magia de cen\u00e1rio perfeito, que nos faz mergulhar profundamente      num passado distante.<\/p>\n<p>Fonte: www.almadeviajante.com<\/p>\n<h6>Carcassonne<\/h6>\n<p>A cidade medieval est\u00e1 situada no sul da Fran\u00e7a, nos Pirineus franceses,      pr\u00f3xima \u00e0 fronteira com a Espanha, entre as cidades de Montpellier, Toulouse      e Perpignan. Est\u00e1 localizada em uma colina, ao lado da estrada que une o Atl\u00e2ntico      ao Mediterr\u00e2neo, a uns 60 km do \u00faltimo, e \u00e9 banhada pelo rio Aude. <\/p>\n<p>Carcassonne foi restaurada na segunda metade do s\u00e9culo XIX e se encontra      em excelente estado de conserva\u00e7\u00e3o. A cidade \u00e9 bem pequena, com cerca de 45      mil habitantes, mas se encontra cheia de turistas durante todo o ano.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/carcas7.jpg\" alt=\"Carcassonne\" width=\"311\" height=\"234\" title=\"Carcassonne\" \/><\/p>\n<p>A maneira mais f\u00e1cil de chegar \u00e9 de trem, desde Toulouse, Montpellier, Barcelona,      etc, a cidade conta com in\u00fameros hot\u00e9is, de todos os pre\u00e7os, al\u00e9m de albergues.<\/p>\n<p>A vila fortificada de Carcassonne, chamada de \u0091\u0092La cit\u00e9\u0092\u0092,      foi declarada patrim\u00f4nio da humanidade pela UNESCO, no ano de 1997, e todos      os anos milh\u00f5es de turistas lotam suas ruas para admirar est\u00e1 colossal fortaleza.<\/p>\n<p>A parte antiga da cidade \u00e9 um lugar de grande atra\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel franc\u00eas,      mais com alcance europeu devido ao \u00f3timo estado de conserva\u00e7\u00e3o do monumento.      Devido ao forte turismo a maior parte do interior das muralhas foi convertido      em com\u00e9rcio, como restaurantes, bares, lojas de suvenir, hot\u00e9is e outros.    <\/p>\n<p>A melhor maneira de conhecer a cidade \u00e9 caminhando, j\u00e1 que a La Cit\u00e9 se encontra      bem perto da parte nova da cidade (do outro lado do rio), e a parte interior      das muralhas \u00e9 pequena.<\/p>\n<p><strong>Os      principais pontos tur\u00edsticos s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8211; A Bas\u00edlica de St-Nazaire<br \/>\n     &#8211; O castelo<br \/>\n     &#8211; A porta de Narbona<br \/>\n     &#8211; A porta de Aude<br \/>\n     &#8211; O teatro<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Carcassonne\u00a0<\/strong>\u00e9      um dos lugares mais interessantes do sul da Fran\u00e7a, \u00e9 praticamente voltar      \u00e0 idade m\u00e9dia e reviver o passado. Durante a visita ao castelo, s\u00e3o dadas      explica\u00e7\u00f5es sobre batalhas medievais, lugares estrat\u00e9gicos, posicionamento      dos arqueiros, etc. Carcassonne \u00e9 uma das cidades medievais mais bem conservadas,      e merece ser visitada.<\/p>\n<p>Fonte: www.queromorarfora.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carcassonne, Fran\u00e7a, Cidadela, Turismo, Castelo, Hist\u00f3ria, Medieval, Museu, Catedral, Saint-Nazaire, Regi\u00e3o, Europa, Muralhas, Carcassonne<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-52343","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Carcassonne, 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