{"id":51976,"date":"2016-06-20T13:07:49","date_gmt":"2016-06-20T13:07:49","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=51976"},"modified":"2016-06-20T13:28:30","modified_gmt":"2016-06-20T13:28:30","slug":"espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/espanha","title":{"rendered":"Espanha"},"content":{"rendered":"<h4>Hist\u00f3ria      da Espanha<\/h4>\n<p><strong>A reconquista      crist\u00e3 da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica a partir de governantes mu\u00e7ulmanos, que tinham      sido ativa na regi\u00e3o desde o s\u00e9culo oito in\u00edcio, deixou a Espanha dominada      por dois grandes reinos<\/strong>: Arag\u00e3o e Castela. Estes foram unidos sob      a reg\u00eancia de Fernando e Isabel em 1479, e acrescentaram outras regi\u00f5es ao      seu controle, formando o que seria, em poucas d\u00e9cadas, evoluir para o pa\u00eds      da Espanha.<\/p>\n<p>Durante o dom\u00ednio      destes dois monarcas Espanha come\u00e7ou a adquirir um imp\u00e9rio enorme no exterior,      e &#8220;Idade de Ouro&#8221; do espanhol ocorreu nos s\u00e9culos 16 e XVII.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Espanha<\/strong>\u00a0tornou-se      parte da heran\u00e7a da fam\u00edlia Habsburgo, quando o imperador Carlos V herdou      em 1516, e quando Charles II deixou o trono para um franc\u00eas Guerra nobre da      Sucess\u00e3o Espanhola ocorreu entre a Fran\u00e7a e os Habsburgos, o won franc\u00eas nobre.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh1.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"447\" height=\"301\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Espanha<\/strong>\u00a0foi      invadida por Napole\u00e3o e vi lutas entre uma for\u00e7a aliada e da Fran\u00e7a, que venceu      os aliados, mas isso desencadeou movimentos de independ\u00eancia entre possess\u00f5es      imperiais da Espanha.<\/p>\n<p><strong>Durante      o s\u00e9culo XIX, o cen\u00e1rio pol\u00edtico em Espanha passou a ser dominado pelos militares,      e no s\u00e9culo XX ocorreu duas ditaduras:<\/strong>\u00a0Rivera,      em 1923 &#8211; 30 e de Franco, em 1939 &#8211; 75. Franco manteve a Espanha fora da 2      Guerra Mundial e sobreviveu no poder, ele planejou uma transi\u00e7\u00e3o de volta      monarquia para quando ele morreu, e isso ocorreu em 1975 &#8211; 78 com o ressurgimento      de uma Espanha democr\u00e1tica.<\/p>\n<h4>Pessoas-chave      da Hist\u00f3ria da Espanha<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Fernando        e Isabel 1452 &#8211; 1516\/1451 &#8211; 1504<\/strong><\/p>\n<p>Conhecidos        como os Reis Cat\u00f3licos por causa de sua f\u00e9, Fernando de Arag\u00e3o e Isabel        de Castela casou em 1469; ambos chegaram ao poder em 1479, Isabella depois        de uma guerra civil. Eles uniu os reinos de Arag\u00e3o, Castela e v\u00e1rias outras        regi\u00f5es sob uma monarquia e patrocinado as viagens de exploradores europeus,        ajudando a estabelecer um imp\u00e9rio rico espanhol.<\/p>\n<p><strong>Franco        1892 &#8211; 1975<\/strong><\/p>\n<p>Franco        chegou ao poder depois de emergir como l\u00edder dos republicanos vitoriosos        de direita na Guerra Civil Espanhola. Ele evitou entrar cannily 2 \u00aa Guerra        Mundial ao lado de Hitler, que muitos consideravam como um aliado natural        e, em vez sobreviveu no poder at\u00e9 1975. Ele duramente reprimidos muitos        supostos inimigos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Hist\u00f3ria      da Espanha<\/h4>\n<p>A\u00a0<strong>Espanha\u00a0<\/strong>foi      habitada desde tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos como evidenciado por tra\u00e7os de liquida\u00e7\u00e3o      descobertas nas famosas grutas de Altamira, datando de 12.000 aC, no norte      da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Cantabria.<\/p>\n<p>Mas pleuple      que deu seu nome \u00e0s origens Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica mal compreendidos. Em seguida,      os celtas se estabeleceram na pen\u00ednsula, dando origem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o celtiberos.<\/p>\n<p>Na Andaluzia,      Tartessos se estabeleceram ao longo do rio Tartessos, agora chamado Guadalquivir.      Eles tinham contato freq\u00fcente com os fen\u00edcios e eg\u00edpcios.<\/p>\n<p>Fen\u00edcios colonizaram      o sul h\u00e1 \u00e9tablisant portas para Malaca (M\u00e1laga), Gades (C\u00e1diz), Cartago Nova      (Cartagena), Onoba (Huelva) e outros sites na Andaluzia e as Ebusos Baleares      (Ibiza). Em seguida, foram os gregos que vieram para Tartessos no s\u00e9culo VII,      baseada Emporion (Ampurias).<\/p>\n<p>Os cartagineses tinham se estabelecido na Espanha, no s\u00e9culo III aC, na cidade      de Cartagena com base no sul do Murcia. Fam\u00edlia Barca n\u00e3o era todo-poderoso      com a minera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. <\/p>\n<p>A cidade de Sagunto foi palco de confrontos entre os cartagineses e romanos.      Enquanto caminhava em dire\u00e7\u00e3o a G\u00e1lia Hannibal com seus elefantes, os romanos      tomaram Cartagena em 209 aC Esta data marca o in\u00edcio da expans\u00e3o romana na      Espanha, apesar da oposi\u00e7\u00e3o celtiberos ferozes. Em 133 aC, Numancia, por sua      vez cai nas m\u00e3os dos romanos.<\/p>\n<h4>Coloniza\u00e7\u00e3o      romana<\/h4>\n<p>Este \u00e9 o imperador      romano Augusto, que completou a conquista da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica no s\u00e9culo I      aC Os romanos impuseram sua lei, sua l\u00edngua e arquitetura.<\/p>\n<p><strong>Pen\u00ednsula      expans\u00e3o romana primitiva foi dividida administrativamente em duas prov\u00edncias:<\/strong>\u00a0Hispania      Hispania Ulterior e Citerior. Em seguida, no quarto s\u00e9culo, a pen\u00ednsula incluiu      as regi\u00f5es do Norte Gall\u00e9cie o Tarraconaise (Tarragona), o cartagin\u00eas (Cartagena),      a B\u00e9tica (Sevilha), Lusit\u00e2nia (Portugal presente), mas tamb\u00e9m as Ilhas Baleares      e Tingitane Maurit\u00e2nia ( Norte de Marrocos).<\/p>\n<p>A Pen\u00ednsula      Ib\u00e9rica foi o local de muitas batalhas entre romanos como a guerra entre Pompeu      e Sert\u00f3rio em 77 aC (apoiante de M\u00e1rio), ou guerra civil entre J\u00falio C\u00e9sar      e partid\u00e1rios de Pompeu alguns anos mais tarde.<\/p>\n<p><strong>No      entanto, a Espanha n\u00e3o era apenas uma col\u00f4nia romana, e deu a v\u00e1rios imperadores      romanos:\u00a0<\/strong>Trajano,      Adriano e Teod\u00f3sio Maxime.<\/p>\n<p>Em 74, os habitantes      da pen\u00ednsula receberam a cidadania da Am\u00e9rica Imperador Vespasiano. Espanha      era uma regi\u00e3o importante para a economia romana.<\/p>\n<p>Minas de estanho      metal dourado e precioso desde que o imp\u00e9rio, enquanto vinhas e olivais a      produ\u00e7\u00e3o de vinho e azeite de oliva, que os romanos gostavam.<\/p>\n<h4>Espanha      visig\u00f3tica<\/h4>\n<p>O imp\u00e9rio romano      \u00e9 desafiado pela chegada dos b\u00e1rbaros da \u00c1sia e da Europa Central. Espanha      n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o a estas invas\u00f5es dos v\u00e2ndalos, alanos, suevos ou que chegam      \u00e0 pen\u00ednsula desde 408. Em 411, os v\u00e2ndalos resolvida no sul da Espanha, dando      seu nome \u00e0 regi\u00e3o da Andaluzia. Alanos estabeleceu-se em Portugal (Lusit\u00e2nia)      e na regi\u00e3o de Cartagena, enquanto su\u00e1bios tomou posse da Galiza.<\/p>\n<p>Mas muito rapidamente,      os visigodos invadiram a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, perseguindo v\u00e2ndalos e apropriando-se      quase todo o territ\u00f3rio em torno de 500 anos. Seu reino prolongado em ambos      os lados dos Pirin\u00e9us, com sua capital em Toulouse. Mas eles tiveram que lidar      com os francos levaram Aquitaine, empurrando-os para al\u00e9m dos Pirin\u00e9us, estabelecendo      sua nova capital em Toledo (507).<\/p>\n<p>Em 554, o imperador      bizantino Justiniano I \u00e9 exigido em B\u00e9tica (Andaluzia), mas um s\u00e9culo mais      tarde, os visigodos retomou o territ\u00f3rio ap\u00f3s as vit\u00f3rias em C\u00f3rdoba e M\u00e1laga.      Seu reino permaneceria at\u00e9 711, quando a chegada dos \u00e1rabes na Espanha.<\/p>\n<h4>Coloniza\u00e7\u00e3o      mu\u00e7ulmana<\/h4>\n<p>Em 711, as      tropas mu\u00e7ulmanas lideradas por Tariq ibn Ziyad moura que chegam em Gibraltar,      chamado Jebel al Tariq (montanha de Tariq), e, em seguida, move-se rapidamente      para o norte da Espanha. Em 714 a cidade de Zaragoza caiu para o invasor,      em seguida, \u00e9 a vez de Tarragona e Barcelona a ser conquistado. Em 718, quase      toda a Espanha \u00e9 sujeito ao mesmo mu\u00e7ulmanos resid\u00eancia est\u00e1 organizado em      Cantabria.<\/p>\n<p>Tropas mu\u00e7ulmanas      continuaram seu avan\u00e7o para al\u00e9m dos Pirin\u00e9us, mas foram repelidos pelos francos      sob Carlos Martel depois da batalha de Poitiers, em 732.<\/p>\n<p>Aos poucos,      a Espanha mu\u00e7ulmana emancipado do poder do califado de Damasco, aproveitando      a queda da dinastia om\u00edada pelos ab\u00e1ssidas. Abd al-Rahman, o \u00faltimo representante      dos Om\u00edadas tomou o poder em C\u00f3rdoba, em 759, apesar da oposi\u00e7\u00e3o de tribos      berberes.<\/p>\n<p>Durante este      per\u00edodo de dom\u00ednio mu\u00e7ulmano na Espanha ir\u00e1 integrar palavras sua cultura      de origem \u00e1rabe, beneficiar de t\u00e9cnicas agr\u00edcolas implementados por uma arididit\u00e9      colonizador acostumados com o uso da terra de novas tecnologias na arquitetura,      trabalhando couro bibliotecas enquanto C\u00f3rdoba ser\u00e1 constru\u00edda, favorecendo      o desenvolvimento da matem\u00e1tica e literatura.<\/p>\n<p>Os s\u00e9culos      XI e XII, depois de atingir o seu pico, o Califado de C\u00f3rdoba \u00e9 dvis\u00e9 pequena      royames Taifa ap\u00f3s a invas\u00e3o pelas tropas berberes Almor\u00e1vidas e Alm\u00f3adas,      que permitir\u00e1 que os ex\u00e9rcitos crist\u00e3os de reconquir norte lentamente no rosto      de Espanha divis\u00f5es mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>Afonso VI de Castela leva Toledo mu\u00e7ulmanos em 1085. Um personagem ilustre,      que ficou famosa por um teatro de Corneille, Rodrigo Diaz de Bivar diz Cid      vai tomar a cidade de Val\u00eancia em 1094. <\/p>\n<p>Em 1212, uma batalha vai marcar a hist\u00f3ria da Reconquista, a batalha de Las      Navas de Tolosa, s\u00edmbolo da Uni\u00e3o crist\u00e3 contra os mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o entre      os reinos de Espanha vai continuar. Em 1230 Castela e Le\u00e3o s\u00e3o um. Conquistas      que se multiplicam at\u00e9 1469, atrav\u00e9s do casamento de Fernando II de Arag\u00e3o      e Isabel de Castela, a Espanha est\u00e1 finalmente reunida sob o poder de &#8220;Reis      Cat\u00f3licos&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1 de Janeiro      de 1492, o governo mu\u00e7ulmano terminou com a vit\u00f3ria dos Reis Cat\u00f3licos no      reino taifa \u00faltima existentes na pen\u00ednsula, liderados pelo Boabdil Granada.<\/p>\n<h4>A      Espanha dominou o mundo<\/h4>\n<p>1492 \u00e9 uma      data importante na hist\u00f3ria da Espanha e da humanidade. Na verdade, \u00e9 este      ano que Colombo iria descobrir um Novo Mundo (12 de Outubro 1492), um mundo      que permitiria a Espanha a aparecer como uma das grandes pot\u00eancias da Europa.<\/p>\n<p>S\u00e3o os Reis      Cat\u00f3licos, que ajudaram o projeto de Colombo, dar a volta ao mundo para chegar      \u00e0s \u00cdndias. Mas o navegador genov\u00eas n\u00e3o tinha id\u00e9ia de que continente desconhecido      para estar no seu caminho, um continente que viria a ser o palco de confrontos      entre Espanhol, Portugu\u00eas, Ingl\u00eas, Franc\u00eas e Holand\u00eas.<\/p>\n<p>A chegada de      Carlos V foi capaz de refor\u00e7ar o dom\u00ednio da Espanha na Europa. Rei de Castela      em 1516 e imperador do Sacro Imp\u00e9rio Romano em 1519, Charles ir\u00e1 beneficiar      o ouro dos astecas e do Peru para garantir seu dom\u00ednio sobre outros pa\u00edses      europeus.<\/p>\n<p>Seu filho Filipe      II, herdeiro do imenso imp\u00e9rio iniciado por Carlos V, era que ele governou      os territ\u00f3rios em que o sol nunca foi para a cama.<\/p>\n<p><strong>Na      verdade, o Imp\u00e9rio Espanhol abrangeu quase todas as partes do globo:<\/strong>\u00a0um      patie grande da Europa e da Am\u00e9rica, nossas posses na \u00c1frica e \u00c1sia, at\u00e9 agora      nenhum tinha conseguido conquistar um territ\u00f3rio como imenso.<\/p>\n<p>No entanto,      a frota espanhola n\u00e3o reinou mares n\u00e3o impugnadas. Inglaterra pediu-lhe um      monte de problemas como o dia em 1588, a Armada Invenc\u00edvel foi derrotado.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de      domina\u00e7\u00e3o espanhola, a &#8220;Idade de Ouro&#8221; iria coincidir com um per\u00edodo      de desenvolvimento religioso e art\u00edstico muito importante no pa\u00eds. \u00c9 durante      este per\u00edodo que foi fundada a Sociedade de Jesus, muitos mosteiros foram      constru\u00eddos e qu&#8217;apparurent grandes pintores como El Greco e Diego Velasquez.<\/p>\n<p>Outro personagem      que tamb\u00e9m revolucionar as artes liter\u00e1rias, um ex-soldado que perdeu um bra\u00e7o      na batalha de Lepanto contra os turcos, Miguel de Cervantes, autor de Don      Quixote famoso.<\/p>\n<h4>Decl\u00ednio      do Imp\u00e9rio Espanhol<\/h4>\n<p>No entanto,      a Espanha come\u00e7ou a declinar no s\u00e9culo XVII. Guerras, como a Guerra dos Trinta      Anos, rebeli\u00f5es em diferentes regi\u00f5es administradas pela Espanha, Pa\u00edses Baixos      e Portugal, ea degenera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia de Habsburgo imp\u00e9rio correu para o decl\u00ednio      na morte do rei Charles II em 1700 permaneceu sem filhos.<\/p>\n<p>Guerra Sucess\u00e3o      Espanha ent\u00e3o engajados em 1701 entre os franceses e os austr\u00edacos. Ela terminou      com o Tratado de Utrecht em 1713, com a perda de territ\u00f3rio para a Espanha,      It\u00e1lia e Holanda, enquanto o trono foi designado para o filho pequeno de Lu\u00eds      XIV, Philippe de Valois, tornou-se rei sob o nome de Filipe II, impondo o      ramo Bourbon da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>Mas o reinado      do Bourbon n\u00e3o iria interferir com o decl\u00ednio do Imp\u00e9rio Espanhol. Um vento      de liberdade come\u00e7a a soprar sobre as col\u00f4nias americanas.<\/p>\n<p>Envolvido com      a Fran\u00e7a durante a Guerra dos Sete Anos e durante a Guerra Revolucion\u00e1ria      Americana, a Espanha oferece um dom\u00ednio ao longo do tempo Louisiana e Fl\u00f3rida.      Mas n\u00e3o iria durar, as ideias do Iluminismo se espalhando rapidamente na Am\u00e9rica      seria minar o poder espanhol.<\/p>\n<p>Durante a Revolu\u00e7\u00e3o      Francesa, Charles IV vai participar \u00e0 monarquia. Ele declara guerra \u00e0 Fran\u00e7a,      em 1793, e seus ex\u00e9rcitos foram derrotados pelos revolucion\u00e1rios franceses.      O Tratado de Basil\u00e9ia foi assinado em 1795 e Espanha devem renunciar a uma      parte da ilha de Santo Domingo.<\/p>\n<p>Em 1808, Fernando      VII chegou ao poder em lugar de seu pai. Mas o seu poder seria ef\u00eamero, Napole\u00e3o      imp\u00f4s seu irm\u00e3o Jos\u00e9 no trono espanhol. No entanto, parte da popula\u00e7\u00e3o espanhola      vai motim contra a presen\u00e7a de Jos\u00e9 Bonaparte e garantir a retirada das tropas      francesas, at\u00e9 a restaura\u00e7\u00e3o do poder de Fernando VII em 1814.<\/p>\n<p>No entanto,      a fraqueza das col\u00f4nias hispano-americanas permitiria se emancipar. A maioria      deles ganhou sua independ\u00eancia entre 1818 e 1830, apenas os de Porto Rico      e Cuba permanecem no seio da p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Enquanto isso,      na Espanha, Fernando VII \u00e9 muito autorit\u00e1rio, que desagrada a muitas pessoas      e revoltas causa todo o pa\u00eds. Com a morte de Fernando VII, em 1833, a guerra      civil eclodiu entre os carlistas (partid\u00e1rios de D. Carlos) e as de Isabel      II. Este \u00faltimo vai prevalecer, mas logo o ex\u00e9rcito iria impor sua domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 11 de fevereiro      de 1873, a Rep\u00fablica foi proclamada em Espanha. Mas em 1874, Alfonso XII voltou      ao poder com uma monarquia constitucional. Mas o pa\u00eds ainda abalado pelos      motins, greves, movimentos separatistas e Alfonso XIII em 1898 perdendo a      guerra ele havia declarado dos Estados Unidos eo colapso do imp\u00e9rio espanhol      \u00e9 final com a perda de seu \u00faltimo col\u00f4nias em Cuba, Porto Rico, Filipinas      e Guam.<\/p>\n<h4>Espanha      militar<\/h4>\n<p><strong>Espanha<\/strong>\u00a0n\u00e3o      vai tomar parte no conflito, durante a Primeira Guerra Mundial. Afetada pela      gripe espanhola, que vai custar milh\u00f5es de vidas na Europa e tumultos, o pa\u00eds      \u00e9 muitas vezes nas m\u00e3os de generais como golpe general Primo de Rivera, depois      de 13 de setembro de 1923.<\/p>\n<p>Um per\u00edodo      de doen\u00e7a \u00e9 estabelecida no pa\u00eds e Rivera se aposentou em 1930, deixando espa\u00e7o      para o Rei Alfonso XIII. Mas a monarquia era de curta dura\u00e7\u00e3o. 14 de abril      de 1931, a Espanha declarou a Segunda Rep\u00fablica, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es municipais      que deram a vit\u00f3ria aos anti-mon\u00e1rquicos.<\/p>\n<p>Segunda Rep\u00fablica      \u00e9 bastante progressista na Europa. Sejam tomadas medidas para ajudar os agricultores,      as mulheres recebem o direito de votar e div\u00f3rcio \u00e9 permitido. A nobreza perdeu      suas partes e os poderes dos militares eo clero s\u00e3o reduzidos.<\/p>\n<p>Em 1936, o l\u00edder da Frente Popular Manuel Aza\u00f1a foi eleito Presidente da      Rep\u00fablica. Mas o pa\u00eds \u00e9 assolado por uma desordem, um per\u00edodo em que o general      Emilio Mola e Francisco Franco organizou um golpe para derrubar o republicano.    <\/p>\n<p>Do Marrocos, o general Franco, auxiliado pelo italiano fascista de Mussolini      e na Alemanha de Hitler, vai conquistar pela for\u00e7a mais cidades espanholas,      mergulhando o pa\u00eds em uma guerra civil que durou at\u00e9 1939. Republicanos ser\u00e1      apoiado pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e ajudar a Fran\u00e7a t\u00edmido e Gr\u00e3-Bretanha como      as Brigadas Internacionais.<\/p>\n<p>Em 1939, a      ditadura de Franco foi criado em Espanha. Centenas de milhares de opositores      do regime fugiram do pa\u00eds, tomando o caminho da Fran\u00e7a e outros pa\u00edses europeus,      ou exilado para a Am\u00e9rica com a ajuda do escritor chileno Pablo Neruda e pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Phalanx \u00e9 o      \u00fanico partido autorizado, o Partido Comunista \u00e9 proibido os seus seguidores      s\u00e3o perseguidos. Se a Espanha se manteve neutro durante a Segunda Guerra Mundial,      o sistema Madrid mant\u00e9m-se pr\u00f3ximo ao eixo formado por Berlim e Roma. Ap\u00f3s      a Segunda Guerra, os desaparece Phalange antes do poder da Igreja Cat\u00f3lica      e do Opus Dei.<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00f5es internacionais      ainda ser\u00e3o normalizados entre Espanha e os pa\u00edses europeu. Da Espanha para      as Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1955 e os esfor\u00e7os est\u00e3o sendo feitos para modernizar      o pa\u00eds. Espanha na NATO e turismo cresce cada vez mais.<\/p>\n<h4>Retornar      para a democracia<\/h4>\n<p>Em 22 de julho      de 1969, as Cortes (assembl\u00e9ias parlamentares e do Senado) nomear Juan Carlos      de Borb\u00f3n como sucessor de Franco.<\/p>\n<p>Em 1973, um      per\u00edodo de normaliza\u00e7\u00e3o novo come\u00e7a na Espanha com a designa\u00e7\u00e3o de Franco      do almirante Luis Carrero Blanco como Presidente do Governo.<\/p>\n<p>Mas ele foi      assassinado pelo ETA 20 de dezembro de 1973. Ele ser\u00e1 substitu\u00eddo por Carlos      Arias Navarro. Mas outros ataques perturbar a vida dos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Em 30 de outubro      de 1975, Franco ficou gravemente doente e morreu em 20 de novembro em um hospital      em Madrid. Dois dias depois, em 22 de novembro de 1975, Juan Carlos de Borb\u00f3n      \u00e9 proclamado rei pelas Cortes de Espanha sob o nome de Juan Carlos.<\/p>\n<p>Em 1978, a      Constitui\u00e7\u00e3o faz perder grande parte de seus poderes e Juan Carlos tornou-se      um monarca constitucional. Em 23 de fevereiro de 1981, Juan Carlos foi fortemente      contr\u00e1rio de uma tentativa de golpe de Estado, o que lhe d\u00e1 a confian\u00e7a de      todos os espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Juan Carlos,      filho do Conde de Barcelona e grand-filho de Alfonso XIII, nasceu em Roma      em 1938. Em 1962 ele se casou com Sofia da Gr\u00e9cia, filha do rei Paulo I da      Gr\u00e9cia. Ele tem tr\u00eas filhos, Princesa (Infanta) e Cristina Elena e seu filho,      Felipe, Pr\u00edncipe das Ast\u00farias e herdeiro do trono de Espanha.<\/p>\n<h4>Localiza\u00e7\u00e3o      da Espanha<\/h4>\n<p>Espanha est\u00e1      localizado no sudoeste da Europa, o maior pa\u00eds da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a e Andorra      s\u00e3o para o norte-oeste, o Mediterr\u00e2neo \u00e9 para o oeste e sul, o Estreito de      Gibraltar, ao sul, o Atl\u00e2ntico ao sul-oeste e oeste com Portugal, e da Ba\u00eda      de Biscaia \u00e9 para o norte.<\/p>\n<h4><strong>Hist\u00f3ria      da Espanha<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Hist\u00f3ria      da Espanha<\/strong>\u00a0come\u00e7a      por volta do s\u00e9culo IX aC, e \u00e9 respons\u00e1vel pelos acontecimentos hist\u00f3ricos      que foram resumidos como cronol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A Espanha em      primeiro lugar estava sob o\u00a0<strong>dom\u00ednio      dos romanos no s\u00e9culo II aC.<\/strong>\u00a0Essa      ocupa\u00e7\u00e3o teve uma grande influ\u00eancia sobre o principal idioma, religi\u00e3o e leis      vigentes pays.Au\u00a0<strong>s\u00e9culo      V, s\u00e3o os b\u00e1rbaros germ\u00e2nicos<\/strong>\u00a0que      tomaram pocession Espanha, ap\u00f3s a queda do imp\u00e9rio roamain. Chega a vez da      influ\u00eancia do\u00a0<strong>berbere      \u00e1rabe em torno de 711,<\/strong>\u00a0que      se transforma em confronto real entre o povo crist\u00e3o e mu\u00e7ulmano. Estes conseguiram      ocupar territ\u00f3rio muito tinha.<\/p>\n<p><strong>718\/1492,      o Requonquista:<\/strong>\u00a0Os      soberanos crist\u00e3os ir\u00e1 eliminar gradualmente os povos mu\u00e7ulmanos localizados      em territ\u00f3rio espanhol. Este \u00faltimo, no entanto, deixou a Espanha, uma civiliza\u00e7\u00e3o      rica em arte e cultura.<\/p>\n<p><strong>1415:      Colombo<\/strong>\u00a0recebe      o apoio dos reis crist\u00e3os de que para conquistar novos territ\u00f3rios. Suas descobertas      (Am\u00e9rica em 1492 e, posteriormente, a sua expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00cdndia) ir\u00e1 impulsionar      a Espanha no s\u00e9culo XVI, entre os poderes primeiros europeus, com seus bens      no territ\u00f3rio americano e riqueza adquirida com estas embarques.<\/p>\n<p><strong>1700:      a dinastia Bourbon<\/strong>\u00a0foi      fundada depois do casamento de Louis XIV filho pequeno de um s\u00e9culo IXI princesa      espagnole.Au, Espanha estava sob as tropas de ocupa\u00e7\u00e3o francesas na invas\u00e3o      de Napole\u00e3o, o que levou muitas revoltas e conflitos, e ao mesmo tempo enfraquece      o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 1820, a      Espanha continua a perder poder com a perda de suas col\u00f4nias.<\/p>\n<p><strong>1898:<\/strong>\u00a0Durante      a guerra entre a Espanha para os Estados Unidos, a\u00a0<strong>Espanha      perdeu suas \u00faltimas col\u00f4nias:<\/strong>\u00a0Cuba,      Filipinas, Porto Rico, e eventos Guam.Ces ir\u00e1 impulsionar a Espanha em atraso      econ\u00f4mico e rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica o resto da Europa.<\/p>\n<p><strong>1931:<\/strong>\u00a0\u00c9      o\u00a0<strong>fim da<\/strong>\u00a0monarquia\u00a0<strong>Bourbon,<\/strong>\u00a0impulsionado      pela Segunda Rep\u00fablica espagnole.1936-1939: a Espanha tem a Guerra Civil:      a sa\u00edda da guerra, a Espanha foi arruinada encontrados: 30% menos capacidade      produtiva de produtos agr\u00edcolas e industriais mais de 145.000 mortos, 630.000      v\u00edtimas de m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o e maldies, 440 000exil\u00e9s.<\/p>\n<p>A partir de\u00a0<strong>1930, a Espanha ser\u00e1 regido por Francisco      Franco,<\/strong>\u00a0que vai usar seu poder de construir uma ditadura      at\u00e9 sua morte em 1975. Podemos caracterizar o regime de Franco como um, \u00fanico,      ditatorial e reacion\u00e1ria, onde todos os poderes s\u00e3o direcionados para uma      pessoa (o chamado Caudillo espanhol). <\/p>\n<p>Assim como em todos os regimes autorit\u00e1rios, Franco reduziu a liberdade de      opini\u00e3o associa\u00e7\u00e3o e reuni\u00e3o. O \u00fanico partido autorizado no momento por Franco      foi national.Lors Movimento da Segunda Guerra Mundial, a Espanha foi declarado      neutro, embora Franco foi enviado para apoiar a Divis\u00e3o Azul tropas alem\u00e3s      na Sib\u00e9ria.<\/p>\n<p>Outras pot\u00eancias europeias durante este per\u00edodo mostrou a sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0      pol\u00edtica de Franco, particularmente em negar entrada da Espanha na ONU at\u00e9      1955.Podemos resumir o regime de Francisco Franco, entre 1939-1975, o regime      repressivo tem sido a de mostrar ao povo que s\u00f3 ele tinha poder total na Espanha.    <\/p>\n<p>No entanto, a Espanha tem experimentado mudan\u00e7as econ\u00f4micas favor\u00e1veis, melhorando      as condi\u00e7\u00f5es de vida do povo espanhol e garantir que o pa\u00eds se torna uma empresa      industrielle.Le pa\u00eds tamb\u00e9m se beneficiou do crescimento econ\u00f4mico de 8% ao      ano.<\/p>\n<p><strong>Dezembro      de 1975:<\/strong>\u00a0Franco      morreu e nomeou como seu\u00a0<strong>sucessor      Juan Carlos I,<\/strong>\u00a0que      se torna rei da Espanha. A Espanha, descobriu que a monarquia tinha perdido      durante a didatura.<\/p>\n<p><strong>1986<\/strong>\u00a0a      Espanha aderiu \u00e0 Uni\u00e3o Europeia,. Apesar do atraso econ\u00f4mico da Espanha em      rela\u00e7\u00e3o aos poderes europeus, pode-se observar claramente durante os \u00faltimos      30 anos, um milagre econ\u00f4mico que coloca a Espanha entre os pa\u00edses com a melhor      situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica atualmente.<\/p>\n<p>Fonte: colegiosaofrancisco.com.br<\/p>\n<h6>Espanha<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>A\u00a0<strong>Espanha<\/strong>\u00a0\u00e9      um pa\u00eds do Sul da Europa e membro da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>A      capital \u00e9 Madrid.<\/p>\n<p>A      principal religi\u00e3o \u00e9 o Cristianismo (Catolicismo).<\/p>\n<p>A      l\u00edngua nacional \u00e9 o Espanhol (Castelhano).<\/p>\n<p>Outras      l\u00ednguas oficiais (nas comunidades autonomas) compreendem o Catal\u00e3o e o Basco.<\/p>\n<p>A Espanha tem um monte de minorias lingu\u00edsticas. Nas prov\u00edncias Bascas um      ativo movimento separatista est\u00e1 presente. O poderoso imp\u00e9rio mundial da Espanha      dos s\u00e9culos 16 e 17 finalmente cedeu o comando dos mares para a Inglaterra.    <\/p>\n<p>O subsequente fracasso em abra\u00e7ar as revolu\u00e7\u00f5es mercantil e industrial f\u00eaz      o pa\u00eds ficar para tr\u00e1s da Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a e Alemanha em poder econ\u00f4mico      e pol\u00edtico. A Espanha permaneceu neutra na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais,      mas sofreu com uma devastadora guerra civil (1936-39). <\/p>\n<p>Uma transi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica para a democracia ap\u00f3s a morte do ditador Francisco      Franco em 1975, e a r\u00e1pida moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica (a Espanha aderiu \u00e0 UE em      1986) deu \u00e0 Espanha o dinamismo e o r\u00e1pido crescimento da economia e fez dela      um campe\u00e3o mundial da liberdade e dos direitos humanos. <\/p>\n<p>O governo continua a batalhar a organiza\u00e7\u00e3o terrorista P\u00e1tria Basca e Liberdade      (ETA), mas seu foco principal para o futuro imediato ser\u00e1 sobre as medidas      para inverter a grave recess\u00e3o econ\u00f4mica que teve in\u00edcio em meados de 2008.<\/p>\n<p>A      Espanha \u00e9 uma pen\u00ednsula. Seu isolamento geogr\u00e1fico vem do mar e das montanhas.      A Espanha est\u00e1 ligada ao continente Europeu por uma faixa estreita mantida      no alto colarinho dos Pirin\u00e9us. O resto da Espanha \u00e9 cercado por mares, exceto      para o ret\u00e2ngulo de Portugal, com o qual partilha a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>No      sul o Estreito de Gibraltar mal separa a Espanha da \u00c1frica. No leste suas      costas s\u00e3o banhadas pelo Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>O      isolamento f\u00edsico da Espanha do mundo se reflete no isolamento de uma regi\u00e3o      ou outra no interior da Espanha &#8211; uma separa\u00e7\u00e3o causada pelas cadeias de montanha.      Das cadeias do norte dos Pirin\u00e9us aos picos mais ao sul da Sierra Nevada,      o pa\u00eds \u00e9 cortado por montanhas e vincado por vales. Do ar, ele se parece com      uma enorme folha de papel amassado pela m\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>O envolvimento da Espanha em todas as grandes correntes da hist\u00f3ria do mundo      vem, por outro lado, de sua posi\u00e7\u00e3o central no cruzamento da conquista e das      rotas de com\u00e9rcio. Da pr\u00e9-hist\u00f3ria at\u00e9 os tempos modernos, a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica      foi o pr\u00eamio de ex\u00e9rcitos invasores da \u00c1frica, no sul, e da Europa, no norte.    <\/p>\n<p>A Espanha tem sido n\u00e3o apenas o alvo de invas\u00f5es, mas tamb\u00e9m um caminho para      invas\u00f5es dirigidas a outras terras. Ela foi ocupada pelos Romanos, os Cartagineses,      os Visigodos, os \u00c1rabes, e os Franceses. Os Fen\u00edcios e Gregos estabeleceram      feitorias nas costas da Espanha e ajudaram a estabelecer algumas de suas grandes      cidades.<\/p>\n<p>Uma      liga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica entre a Europa e o Norte da \u00c1frica, a Espanha \u00e9 tanto Europ\u00e9ia      e Norte-Africana na cultura, temperamento e apar\u00eancia. O Imperador Napole\u00e3o      da Fran\u00e7a e alguns ge\u00f3grafos t\u00eam dito que a \u00c1frica come\u00e7a no Pirin\u00e9us.<\/p>\n<p>Mas      a Espanha foi mais do que um trampolim continental ou uma v\u00edtima da conquista.      Ela conquistou e manteve em conjunto um imp\u00e9rio majestoso. Ela enriqueceu      o mundo com sua cultura. Ela tamb\u00e9m viu a sua civiliza\u00e7\u00e3o quase apagada por      muitas guerras, incluindo uma sangrenta guerra civil na d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p>Apesar      destes ensaios, a Espanha mant\u00e9m a sua pr\u00f3pria identidade poderosa.<\/p>\n<h4>Terra<\/h4>\n<p>A Espanha \u00e9 a quarta-maior na\u00e7\u00e3o da Europa. Quase em formato quadrado, a      Espanha mede cerca de 500 milhas (800 km) de norte a sul e cerca de 600 milhas      (960 km) de leste a oeste. Na sua ponta estreita do Sul, a Espanha \u00e9 separada      da \u00c1frica pelas 8-milhas (13 km) de largura do Estreito de Gibraltar. <\/p>\n<p>O min\u00fasculo Gibraltar, no extremo leste do estreito, \u00e9 uma possess\u00e3o Brit\u00e2nica.      No nordeste est\u00e1 a pequena rep\u00fablica de Andorra. Ela \u00e9 governada conjuntamente      pelo bispo Espanhol de Urgel e o presidente da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A      Espanha metropolitana inclui as prov\u00edncias da pen\u00ednsula, as Ilhas Baleares      no Mediterr\u00e2neo e as Ilhas Can\u00e1rias no Atl\u00e2ntico ao largo da costa noroeste      da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Os      dois mais importantes fatos geogr\u00e1ficos sobre a Espanha s\u00e3o seu terreno montanhoso      e as chuvas limitadas, que afetam todas, exceto as prov\u00edncias do norte.<\/p>\n<p>O      cora\u00e7\u00e3o da Espanha \u00e9 o enorme planalto central chamado de Meseta (planalto).      Ele \u00e9 dividido entre a Velha e a Nova Castela. A Meseta est\u00e1 rodeada e dissecada      por cadeias de montanhas.<\/p>\n<p>As      montanhas mais altas na Espanha s\u00e3o os Pirin\u00e9us no Nordeste e a Serra Nevada      (cadeia de neve) no sudeste. Mulhac\u00e9n, o pico mais alto na Espanha, est\u00e1 na      Sierra Nevada. As Montanhas Cantabrianas crescem no extremo norte e no noroeste      da Meseta. A Serra Morena (cadeia escura) est\u00e1 no seu limite sul. A Meseta      est\u00e1 dividida pela Serra de Gredos, a Sierra de Guadarrama, e os Montes de      Toledo.<\/p>\n<p>Existem poucas \u00e1reas de v\u00e1rzea na Espanha al\u00e9m da estreita plan\u00edcie costeira.      O maior \u00e9 o vale do Rio Guadalquivir, no sul. Outros rios como o Douro, o      Tejo, e o Guadiana esculpiram seu caminho atrav\u00e9s das rochas e desfiladeiros      quando eles fluem em toda a Espanha e Portugal para desaguar no Oceano Atl\u00e2ntico.    <\/p>\n<p>O Ebro, no nordeste, des\u00e1gua no Mar Mediterr\u00e2neo. O Ebro \u00e9 \u00e0s vezes chamado      de Nilo da Espanha. Isto porque, como o rio do Egito, ele traz a vida da \u00e1gua      para seu vale seco. O norte da plan\u00edcie costeira \u00e9 o local de portos e cidades      industriais. Cidades importantes, tais como Barcelona, ??Val\u00eancia e Cartagena,      est\u00e3o localizadas nas plan\u00edcies maiores no Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p><strong>Clima<\/strong><\/p>\n<p>Somente      o norte e o noroeste da Espanha t\u00eam precipita\u00e7\u00e3o adequada. Nessas \u00e1reas a      umidade dos ventos do Atl\u00e2ntico trazem chuva para a terra, e as temperaturas      durante todo o ano s\u00e3o suaves.<\/p>\n<p>Indo      ao sul das \u00famidas e f\u00e9rteis regi\u00f5es do norte, o clima da Espanha torna-se      tipicamente Mediterr\u00e2nico. Os invernos s\u00e3o geralmente leves e um pouco chuvosos.      Os ver\u00f5es s\u00e3o muito quentes e secos. A precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual para a Espanha      \u00e9 de 20 polegadas (500 mm) &#8211; a menor da Europa Ocidental. Com exce\u00e7\u00e3o do norte      da Espanha, a falta de solo f\u00e9rtil e de \u00e1gua continuam a tornar a vida uma      luta pela sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Recursos      Minerais<\/strong><\/p>\n<p>A escassez de chuva e de terra boa s\u00e3o parcialmente compensadas pela variedade      de recursos minerais da Espanha. Eles incluem o ferro, carv\u00e3o e zinco nas      Montanhas da Cant\u00e1bria, no norte; o cobre do R\u00edotinto no sudoeste; o merc\u00fario,      que \u00e9 encontrado perto da Sierra Morena; bem como o chumbo, mangan\u00eas, ouro,      prata e estanho.<\/p>\n<p> Al\u00e9m do carv\u00e3o, e dos acess\u00edveis e de qualidade materiais que t\u00eam diminu\u00eddo,      a Espanha \u00e9 pobre em recursos energ\u00e9ticos. Ela produz pouco petr\u00f3leo e g\u00e1s      natural; ela depende fortemente das importa\u00e7\u00f5es desses produtos. Seus fluxos      de montanha s\u00e3o escassos para produzir eletricidade.<\/p>\n<h4>As      Ilhas da Espanha<\/h4>\n<p>As      Ilhas Baleares ficam entre 50-190 milhas (80 a 300 km) da costa leste da Espanha.      Elas s\u00e3o compostas de tr\u00eas grandes, densamente povoadas ilhas &#8211; Maiorca, Menorca,      e Ibiza e v\u00e1rias ilhas menores. A capital, Palma, est\u00e1 na ilha de Maiorca.      O cen\u00e1rio magn\u00edfico da ilhas e o clima ameno as fizeram resorts populares      durante todo o ano.<\/p>\n<p>As Baleares, como tantas outras ilhas do Mediterr\u00e2neo, t\u00eam uma hist\u00f3ria de      conquista e reconquista. Ru\u00ednas pr\u00e9-hist\u00f3ricas permanecem lado a lado com      os tra\u00e7os dos posteriores colonos &#8211; Iberos, Fen\u00edcios, Gregos, Cartagineses,      Romanos, Bizantinos, \u00c1rabes e Espanh\u00f3is. <\/p>\n<p>O turismo domina a economia, complementada pela agricultura e pesca. As ilhas      exportam laranjas, figos, outras frutas, azeite, vinho e aguardente. Elas      tamb\u00e9m vendem a majolica ware (cer\u00e2mica), prata em filigrana, e artigos de      couro no exterior.<\/p>\n<p>As      Ilhas Can\u00e1rias est\u00e3o a 680 milhas (1.100 km) a sudoeste da Espanha e a cerca      de 70 milhas (110 km) a oeste do Marrocos. As ilhas s\u00e3o divididas em duas      prov\u00edncias, Santa Cruz de Tenerife e Las Palmas. Santa Cruz de Tenerife \u00e9      composta das ilhas de Tenerife, Gomera, La Palma, e Hierro. Las Palmas inclui      a Grande Can\u00e1ria, Fuerteventura, as ilhas Lanzarote e seis ilhotas. Para a      maior parte o clima \u00e9 quente e agrad\u00e1vel. O turismo \u00e9 importante para a economia      das ilhas. Bananas e tabaco s\u00e3o cultivados para exporta\u00e7\u00e3o. Outras culturas      incluem a cana, frutas c\u00edtricas, uvas, t\u00e2maras e gr\u00e3os.<\/p>\n<h4>Territ\u00f3rios      Ultramarinos<\/h4>\n<p>De      seu imp\u00e9rio outrora grande, a Espanha ret\u00e9m apenas dois min\u00fasculos enclaves      no norte da \u00c1frica, Ceuta e Melilla. A proximidade destes pequenos territ\u00f3rios      torna relativamente f\u00e1cil para a Espanha govern\u00e1-los. H\u00e1 tamb\u00e9m um toque de      sentimentalismo sobre a \u00c1frica, com o qual o destino da Espanha foi entrela\u00e7ado      por muitos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>No      final da Segunda Guerra Mundial, a Espanha renunciou \u00e0 sua soberania sobre      o Marrocos Espanhol, que agora faz parte do Reino do Marrocos. Junto com outras      pot\u00eancias Europ\u00e9ias e os Estados Unidos, a Espanha tamb\u00e9m se retirou de administrar      Tangier na ponta norte da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Depois      de uma breve guerra com o Marrocos em 1957 para manter o enclave de Ifni na      costa Atl\u00e2ntica do Marrocos, a Espanha cedeu-o voluntariamente em 1969. No      ano anterior ela concedeu a independ\u00eancia \u00e0 Guin\u00e9 Equatorial Espanhola e \u00e0      ilha de Fernando P\u00f3 (hoje Bioko). Juntos, elas se tornaram a Rep\u00fablica da      Guin\u00e9 Equatorial. \u00c9 um pequeno pa\u00eds em que a Espanha continua a ter interesses.<\/p>\n<p>O \u00faltimo territ\u00f3rio importante da Espanha na \u00c1frica foi o Sahara Espanhol.      \u00c9 uma grande extens\u00e3o de terra do deserto rica em fosfatos (que s\u00e3o utilizados      na elabora\u00e7\u00e3o de fertilizantes artificiais) e possivelmente de petr\u00f3leo. <\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 composta em grande parte de Berberes n\u00f4mades, que vivem      em torno de um n\u00famero de o\u00e1sis. (Os Berberes s\u00e3o um povo do norte da \u00c1frica      que habitavam aquela regi\u00e3o antes da chegada dos \u00c1rabes). A Espanha retirou-se      oficialmente do Sahara Espanhol em 1976. A regi\u00e3o, que agora \u00e9 chamada Sahara      Ocidental, foi dividida entre os pa\u00edses vizinhos do Marrocos e da Maurit\u00e2nia.<\/p>\n<p>A      Maurit\u00e2nia depois renunciou \u00e0 sua reivindica\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio. A Organiza\u00e7\u00e3o      das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) reconhece um grupo de liberta\u00e7\u00e3o nacional chamado      Frente Polis\u00e1rio como representante do povo do Sahara Ocidental.<\/p>\n<p><strong>Ceuta      e Melilla<\/strong><\/p>\n<p>A      Espanha ainda rege dois pequenos territ\u00f3rios no continente Norte-Africano,      os portos de Ceuta e Melilla, na costa Mediterr\u00e2nea do Marrocos. Foi a partir      de Ceuta que as tropas nacionalistas do General\u00edssimo Francisco Franco cruzaram      o Estreito de Gibraltar para a Espanha para lan\u00e7ar a guerra civil Espanhola      em Julho de 1936. Desde 1939, essas duas cidades completamente Espanholas      t\u00eam sido uma parte integrante da Espanha.<\/p>\n<p>Muitos      habitantes trabalham na transforma\u00e7\u00e3o do pescado e nas ind\u00fastrias do turismo,      que s\u00e3o as principais fontes de renda. Ambas as cidades tamb\u00e9m s\u00e3o portos      livres e centros de contrabando. Em 1995, os territ\u00f3rios tornaram-se aut\u00f4nomos.      Eles alcan\u00e7aram o mesmo status que as 17 comunidades autonomas na Espanha      continental.<\/p>\n<p>A      Espanha tamb\u00e9m reivindica o ilh\u00e9u desabitado de Perejil, ao largo da costa      do Marrocos.<\/p>\n<p><strong>Gibraltar<\/strong><\/p>\n<p>Gibraltar \u00e9 a col\u00f4nia da coroa Brit\u00e2nica que controla a passagem entre o      Atl\u00e2ntico e o Mediterr\u00e2neo. \u00c9 o assunto de continuada controv\u00e9rsia. A Gr\u00e3-Bretanha      ocupou Gibraltar &#8211; a fortaleza, o porto, e uma cidade agrad\u00e1vel e pr\u00f3spera      &#8211; desde 1704, quando a Espanha perdeu a Guerra da Sucess\u00e3o Espanhola. <\/p>\n<p>O governo Espanhol tem chamado Gibraltar &#8220;A \u00daltima Colonia na Europa&#8221;      e exigiu o seu retorno \u00e0 soberania Espanhola. Os Brit\u00e2nicos realizaram um      referendo em 1967. Ele mostrou que a esmagadora maioria dos habitantes de      Gibraltar insistiu, &#8220;Brit\u00e2nicos N\u00f3s Somos e Brit\u00e2nicos N\u00f3s Devemos Permanecer&#8221;.<\/p>\n<p>O governo Espanhol, no entanto, declarou o referendo ilegal. Ele gradualmente      imp\u00f4s restri\u00e7\u00f5es \u00e0 col\u00f4nia, cortando todo o com\u00e9rcio com o continente. O fluxo      de trabalhadores Espanh\u00f3is a Gibraltar tamb\u00e9m foi cortado. <\/p>\n<p>A fronteira foi reaberta em 1985. E as conversa\u00e7\u00f5es sobre o futuro da col\u00f4nia      retomaram. Em 2002, a Gr\u00e3-Bretanha e a Espanha concordaram em compartilhar      a soberania sobre Gibraltar. Mas logo depois que a decis\u00e3o foi tornada p\u00fablica,      os Gibraltinos esmagadoramente rejeitaram o acordo em um referendo.<\/p>\n<p>Desde 2004, a Espanha, a Gr\u00e3-Bretanha, e Gibraltar t\u00eam conduzido negocia\u00e7\u00f5es      visando resolver os problemas que afetam a popula\u00e7\u00e3o local e abordar as quest\u00f5es      ambientais e outras. Uma \u00e1rea de disputa \u00e9 a reivindica\u00e7\u00e3o de Gibraltar \u00e0s      \u00e1guas territoriais estendendo-se 3 milhas (4,8 km) da costa. <\/p>\n<p>Isso levou a peri\u00f3dicos e n\u00e3o-violentos confrontos navais entre as patrulhas      Espanholas e Brit\u00e2nicas. Uma nova Constitui\u00e7\u00e3o de Gibraltar foi aprovada por      referendo em 2006. Ela garantiu o &#8220;m\u00e1ximo auto-governo&#8221; consistente      com a soberania Brit\u00e2nica. A Gr\u00e3-Bretanha manteve a responsabilidade pela      defesa, rela\u00e7\u00f5es exteriores, seguran\u00e7a interna e estabilidade financeira.<\/p>\n<h4>Popula\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A Espanha tem mais de 46 milh\u00f5es de habitantes. N\u00e3o h\u00e1, \u00e9 claro, nenhuma      coisa como um &#8220;t\u00edpico&#8221; Espanhol. Na verdade, talvez n\u00e3o haja outro      pa\u00eds na Europa onde as diferen\u00e7as entre as pessoas s\u00e3o t\u00e3o profundas quanto      entre os Espanh\u00f3is. <\/p>\n<p>A divis\u00e3o da Espanha imposta pela sua geografia, que at\u00e9 recentemente bloqueou      o movimento das popula\u00e7\u00f5es, tem preservado os tipos regionais. Ela manteve      viva as diferentes l\u00ednguas e dialetos. E preservou as antigas diferen\u00e7as pol\u00edticas      e culturais dentro da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De      uma maneira geral, os Espanh\u00f3is podem ser divididos em tr\u00eas grupos principais.      Os nortenhos s\u00e3o descendentes dos Celtas que vieram para a pen\u00ednsula de 12      ou 13 s\u00e9culos antes da Era Crist\u00e3 e, talvez, a partir dos Vikings que vieram      para a pen\u00ednsula cerca de 1.000 anos atr\u00e1s. Os sulistas s\u00e3o fortemente influenciados      pelos efeitos do dom\u00ednio dos Mouros, que duraram mais de sete s\u00e9culos. Os      do leste tra\u00e7am suas origens de volta para as antigas tribos Ib\u00e9ricas e, em      seguida, os Visigodos.<\/p>\n<p>Apesar      de todas as barreiras f\u00edsicas e culturais, as migra\u00e7\u00f5es do trabalho moderno      est\u00e3o come\u00e7ando a borrar as diferen\u00e7as, particularmente nas \u00e1reas industriais.<\/p>\n<p>Os sulistas se espalharam para o centro e para o norte, e os nortistas para      o centro e para o sul. Andaluzes escuros e Galegos baixos e de faces rosadas      agora muitas vezes trabalham lado a lado com formosos Bascos e Catal\u00e3es. Se      \u00e9 que existe tal coisa como um tipo de Castelhano ele desafia a descri\u00e7\u00e3o      precisa. <\/p>\n<p>O Madrile\u00f1o, como o morador de Madrid \u00e9 chamado, \u00e9 o produto do que poderia      ser descrito como o primeiro caldeir\u00e3o Espanhol, j\u00e1 que a capital tem tradicionalmente      atra\u00eddo pessoas de toda a Espanha.<\/p>\n<p><strong>Linguagem<\/strong><\/p>\n<p>A maioria das na\u00e7\u00f5es est\u00e3o unidas por sua l\u00edngua. Na Espanha, o Espanhol      \u00e9 a l\u00edngua dominante e oficial em todo o pa\u00eds. No entanto, v\u00e1rios outros idiomas      s\u00e3o reconhecidos como oficiais nas partes do pa\u00eds em que s\u00e3o falados. <\/p>\n<p>O Catal\u00e3o, que est\u00e1 relacionado com a linguagem Proven\u00e7al (ou Occitana) da      Fran\u00e7a, \u00e9 falado na Catalunha no nordeste da Espanha, ao longo da costa leste      ao redor de Val\u00eancia e nas Ilhas Baleares. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m reconhecido como oficial na Catalunha \u00e9 o Aranese, outro dialeto Occitano,      falado no Vall d&#8217;Aran, uma regi\u00e3o dos Pirin\u00e9us, na fronteira com a Fran\u00e7a.      O Basco, uma l\u00edngua que n\u00e3o tem parentes conhecidos, \u00e9 falado no Pa\u00eds Basco      e em partes de Navarra. O Galego, um parente do Portugu\u00eas, \u00e9 a l\u00edngua da Galicia      e \u00e9 falado tamb\u00e9m nas \u00e1reas vizinhas.<\/p>\n<p>A      forma de Espanhol que a maioria das pessoas conhece como a l\u00edngua da Espanha,      a l\u00edngua oficial de todo o pa\u00eds, \u00e9 realmente o Castelhano, o dialeto da Meseta.      O Espanhol \u00e9 uma das l\u00ednguas mais faladas do mundo. A maioria dos oradores      est\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, em pa\u00edses colonizados pela Espanha. Existem muitas      variantes locais da l\u00edngua no M\u00e9xico e nas Am\u00e9ricas Central e do Sul.<\/p>\n<p><strong>Religi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A religi\u00e3o parece ser mais um fator de unifica\u00e7\u00e3o na vida Espanhola do que      a linguagem. Mas isso nem sempre foi verdade. A esmagadora maioria dos Espanh\u00f3is      s\u00e3o Cat\u00f3licos Romanos. E o Catolicismo Romano era a religi\u00e3o estatal da Espanha      at\u00e9 \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de uma nova Constitui\u00e7\u00e3o em 1978. <\/p>\n<p>O Isl\u00e3 tem cerca de 1 milh\u00e3o de adeptos ou 2,3 ??por cento da popula\u00e7\u00e3o.      Existem v\u00e1rias igrejas Protestantes e tamb\u00e9m as Testemunhas de Jeov\u00e1 e a Igreja      de Jesus Cristo dos Santos dos \u00daltimos Dias (M\u00f3rmons).<\/p>\n<p>Uma      lei especial aprovada em 1966 oficialmente suspendeu a proibi\u00e7\u00e3o do governo      sobre o culto p\u00fablico para n\u00e3o-Cat\u00f3licos. As Cortes (Parlamento) legalizaram      o div\u00f3rcio em 1981 e, desde ent\u00e3o, tornaram o processo mais f\u00e1cil e mais r\u00e1pido.      O aborto foi totalmente legalizado em 2010.<\/p>\n<h4>Os      Problemas do Regionalismo<\/h4>\n<p>Apesar      da crescente mobilidade da popula\u00e7\u00e3o, o regionalismo e o nacionalismo t\u00eam      crescido, ao inv\u00e9s de diminuir, nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Este \u00e9 o caso no Pa\u00eds      Basco e na Catalunha, e, em menor grau, na Galicia e em Navarra. H\u00e1, naturalmente,      profundas contradi\u00e7\u00f5es neste nacionalismo regional. Um Basco considera-se      tanto um Basco e um Espanhol. E um Catal\u00e3o considera-se tanto um Catal\u00e3o e      um Espanhol.<\/p>\n<p>Desde      1977, \u00e0 muitas regi\u00f5es da Espanha foi concedida a autonomia. Os mais amplos      poderes foram conferidos na Catalunha e na regi\u00e3o Basca. Isso satisfaz aqueles      que apenas desejam preservar os tra\u00e7os e caracter\u00edsticas regionais. Mas os      extremistas ainda exigem a separa\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p><strong>Catalunha<\/strong><\/p>\n<p>Os habitantes da Catalunha, que s\u00e3o chamados Catal\u00e3es, falam ambos o Espanhol      e o Catal\u00e3o. Mas nas aldeias remotas da Catalunha, raramente se ouve o Espanhol,      apesar de a Catalunha ficar sob o dom\u00ednio da Espanha por quase 500 anos. Al\u00e9m      de sua pr\u00f3pria linguagem, a Catalunha tem desenvolvido ao longo dos s\u00e9culos      uma cultura distinta e uma literatura rica que remontam ao s\u00e9culo 13. <\/p>\n<p>O senso da identidade cultural Catal\u00e3 foi posteriormente submerso sob as      influ\u00eancias Espanholas. Ele apareceu novamente em um renascimento poderoso      na \u00faltima parte do s\u00e9culo 19. Ele tem vindo a ganhar vitalidade desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta identidade separada da cultura se estende a outros aspectos da vida      Catal\u00e3. Os Catal\u00e3es, e especialmente as pessoas pr\u00f3speras de Barcelona, consideram-se      mais Europeus do que os Castelhanos de Madrid. <\/p>\n<p>Este sentimento decorre da proximidade da Catalunha para a Fran\u00e7a e os antigos      contatos com todo o mundo Mediterr\u00e2neo. Em um referendo de Junho de 2006,      os eleitores da Catalunha aprovaram uma maior autonomia para a regi\u00e3o. Ela      incluiu o controle sobre os impostos e a imigra\u00e7\u00e3o, e um judici\u00e1rio independente.<\/p>\n<p>Os      Catal\u00e3es se consideram pr\u00e1ticos e trabalhadores e acreditam que sua contribui\u00e7\u00e3o      para a economia Espanhola ajuda a suportar o resto do pa\u00eds. H\u00e1 alguma verdade      nisso, mas a riqueza da regi\u00e3o pode ser atribu\u00edda \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica      da Catalunha, que favorece o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria, e ao clima, que tem aben\u00e7oado      a Catalunha com uma agricultura rica.<\/p>\n<p>Outro      fator nessa rela\u00e7\u00e3o entre a Catalunha e o resto da Espanha \u00e9 que a Catalunha      lutou no lado perdedor da Guerra Civil. Antes da Guerra Civil, sob a Rep\u00fablica      Espanhola, a Catalunha era virtualmente um estado independente. Sob Franco,      que estava empenhado em restaurar a unidade da na\u00e7\u00e3o destru\u00edda no final da      guerra, a Catalunha perdeu seu status separado. Portanto, o regionalismo Catal\u00e3o      foi igualado com ser contra o governo.<\/p>\n<p>Os Catal\u00e3es t\u00eam suas pr\u00f3prias divis\u00f5es entre si. Os Catal\u00e3es que habitam      o litoral sul, onde o Reino de Valencia uma vez prosperava, est\u00e3o convencidos      de que a linguagem Valenciana \u00e9 mais pura do que a l\u00edngua falada no norte      em torno de Barcelona. <\/p>\n<p>O povo das Ilhas Baleares, no entanto, acreditam que s\u00f3 eles e seus primos      na \u00e1rea Ampurd\u00e1n no norte do continente de Barcelona devidamente preservaram      a l\u00edngua e a cultura Catal\u00e3. O Catal\u00e3o falado em Maiorca \u00e9, na verdade, bem      diferente do Catal\u00e3o de Barcelona.<\/p>\n<p><strong>Os      Bascos<\/strong><\/p>\n<p>O outro principal problema de nacionalidade na Espanha, \u00e9 no Pa\u00eds Basco.      Ele est\u00e1 localizado no norte da Espanha e em torno dos Pirin\u00e9us. O movimento      para o separatismo Basco se originou no s\u00e9culo 19. Ele foi particularmente      ativo no final dos 1970s.<\/p>\n<p> Os Bascos apoiando o separatismo desenvolveram uma oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica militante.      Ela foi liderada por um movimento nacionalista subterraneo conhecido como      ETA (Euskadi ta Askatasuna, ou P\u00e1tria Basca e Liberdade). Aos Bascos foram      concedidos governo local em 1980, quando tr\u00eas prov\u00edncias Espanholas foram      oficialmente unidas como a Comunidade Autonoma Basca.<\/p>\n<p>Desde a forma\u00e7\u00e3o do ETA no in\u00edcio dos anos 1950s, mais de 800 pessoas morreram      em ataques terroristas. Em 1998 e novamente em 2006, o ETA proclamou um cessar-fogo      que levou a negocia\u00e7\u00f5es com o governo. <\/p>\n<p>Cada vez as negocia\u00e7\u00f5es foram interrompidas em renova\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia. Por      volta do s\u00e9culo 21, no entanto, o apoio p\u00fablico entre os Bascos para o ETA      foi diminuindo. As autoridades come\u00e7aram a fazer um progresso constante em      frustrar a organiza\u00e7\u00e3o, prendendo um dos seus l\u00edderes militares ap\u00f3s o outro.    <\/p>\n<p>Quando o ETA voltou a anunciar o cessar-fogo, em Setembro de 2010 e, em seguida,      em Janeiro de 2011, o governo recusou-se a ser arrastado para novas negocia\u00e7\u00f5es.      Em vez disso, ele exigiu a rendi\u00e7\u00e3o incondicional.<\/p>\n<p>No      in\u00edcio de 2011, a asa pol\u00edtica proibida do ETA, Batasuna, renunciou \u00e0 viol\u00eancia      e se reconstituiu como um novo partido separatista chamado Sortu. O Supremo      Tribunal da Espanha se recusou a levantar a proibi\u00e7\u00e3o ao Sortu. No entanto,      um novo partido pr\u00f3-independ\u00eancia do Pa\u00eds Basco, Bildu, foi autorizado a disputar      as elei\u00e7\u00f5es regionais em Maio. Ele ganhou mais de 25% dos votos no Pa\u00eds Basco.      Claramente, embora o ETA e suas t\u00e1ticas violentas pareciam estar marginalizadas,      o separatismo Basco manteve-se forte.<\/p>\n<p><strong>Navarra<\/strong><\/p>\n<p>O povo da Navarra vizinha pratica a sua pr\u00f3pria marca de nacionalismo. Navarra      foi um basti\u00e3o do Carlismo, um movimento tradicionalista pol\u00edtico que buscou      colocar um ramo alternativo da dinastia Borb\u00f3n no trono. O Carlismo surgiu      em uma disputa sobre a sucess\u00e3o real no s\u00e9culo 19 e levou a tr\u00eas guerras nesse      s\u00e9culo. <\/p>\n<p>O movimento profundamente conservador vivia em especial em Navarra, e durante      a Guerra Civil os Carlistas foram partid\u00e1rios naturais de Franco. Eles ficaram      profundamente desapontados quando Franco chamou um pr\u00edncipe Borb\u00f3n da linhagem      real principal, Juan Carlos, como seu sucessor em 1969.<\/p>\n<p>A      se\u00e7\u00e3o noroeste de Navarra \u00e9 em grande parte de l\u00edngua Basca, enquanto o sul      \u00e9 de l\u00edngua Espanhola. A parte central do munic\u00edpio \u00e9 uma \u00e1rea de idioma misto.      A capital, Pamplona, est\u00e1 localizada nesta \u00e1rea. A cidade \u00e9 famosa por sua      &#8220;corrida de touros&#8221; anual.<\/p>\n<p><strong>Galicia<\/strong><\/p>\n<p>Como a Catalunha e o Pa\u00eds Basco, mas n\u00e3o Navarra, Galicia, \u00e9 designada uma      &#8220;nacionalidade hist\u00f3rica&#8221;. Mas o nacionalismo ali \u00e9 mais silencioso,      com base principalmente nos triunfos culturais passados. A regi\u00e3o \u00e9 rica em      vest\u00edgios pr\u00e9-hist\u00f3ricos. <\/p>\n<p>A l\u00edngua Galega cont\u00e9m elementos de l\u00ednguas Celtas e Germ\u00e2nicas, um reflexo      da hist\u00f3ria inicial da Galicia. Houve um renascimento Galego no s\u00e9culo 19,      parte de um amplo movimento nacionalista. Hoje, quase todos os partidos pol\u00edticos      da Galicia defendem alguma forma de agenda regionalista, embora h\u00e1 pouco separatismo      real.<\/p>\n<p>A      capital da Galicia \u00e9 Santiago de Compostela, o local de peregrina\u00e7\u00e3o mais      famoso da Espanha.<\/p>\n<h4>Andaluzia<\/h4>\n<p>A      Andaluzia n\u00e3o \u00e9 reconhecida pela constitui\u00e7\u00e3o Espanhola como uma &#8220;nacionalidade      hist\u00f3rica&#8221;. Em 2006, no entanto, o estatuto pr\u00f3prio de autonomia da Andaluzia      foi revisado para incluir essa designa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 o nacionalismo moderado e at\u00e9      mesmo algum separatismo na regi\u00e3o sul, a mais populosa e a segunda-maior na      Espanha.<\/p>\n<p>O sentimento regionalista na Andaluzia deriva principalmente de fatores hist\u00f3ricos.      Este foi o cora\u00e7\u00e3o da Espanha Moura; o \u00faltimo governante Mouro n\u00e3o foi expulso      de Granada at\u00e9 1492. <\/p>\n<p>Os Andaluzes participaram em grande n\u00famero na conquista e coloniza\u00e7\u00e3o da      Am\u00e9rica Latina; seu dialeto do Espanhol \u00e9 a base para a maioria das variantes      do Espanhol faladas em todo o Atl\u00e2ntico. <\/p>\n<p>A regi\u00e3o prosperou com o tesouro trazido para casa a partir do imp\u00e9rio ultramarino,      e sua nobreza conspirou para se separar da Espanha no s\u00e9culo 17. <\/p>\n<p>Por volta do s\u00e9culo 19, no entanto, a Andaluzia havia se tornado uma terra      de grandes propriedades (latif\u00fandios) explorados por trabalho contratado.      A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial passou por ela, mas a sua empobrecida classe trabalhadora      rural desenvolveu fortes movimentos socialistas e anarquistas, e a regi\u00e3o      continua bastante de esquerda.<\/p>\n<p>No entanto, a Andaluzia \u00e9 o ber\u00e7o de muitas das caracter\u00edsticas culturais      que hoje tendem a se pensar como caracter\u00edsticas da Espanha como um todo.      Ela foi o ber\u00e7o do flamenco, o estilo distinto de m\u00fasica e dan\u00e7a para o qual      os Romani (Ciganos) fizeram uma grande contribui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>As touradas tamb\u00e9m se originaram l\u00e1, talvez introduzidas pelos Mouros. Lamentadas      por muitos, as touradas permanecem para outros uma experi\u00eancia quase espiritual      na qual o homem, em toda a sua gl\u00f3ria (o matador usa um traje de luces [terno      de lantejoulas]), confronta a natureza e a possibilidade muito real da morte.      Aqueles que se envolvem em estere\u00f3tipos v\u00eaem este romantismo her\u00f3ico como      a quinta ess\u00eancia do Espanhol.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 claro \u00e9 que, apesar dos regionalismos, nacionalismos, e separatismos      em seus diferentes graus de intensidade, h\u00e1 muito que une a Espanha. Ela pode      ser encontrada em uma rica heran\u00e7a cultural compartilhada por todas as regi\u00f5es      e em muitos aspectos da vida moderna. <\/p>\n<p>Na verdade muitas caracter\u00edsticas da vida contempor\u00e2nea unem o Espanhol tamb\u00e9m      aos seus vizinhos Europeus, com quem eles partilham a ades\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia      (UE).<\/p>\n<h4>Modo      de Vida<\/h4>\n<p>Os      Espanh\u00f3is s\u00e3o um povo muito soci\u00e1vel. Um dia em qualquer cidade, aldeia, ou      vila Espanhola deixa isso claro. Cada rua em cada cidade tem sua parcela de      bares e caf\u00e9s e tascas. (Tascas s\u00e3o lugares onde se fica no balc\u00e3o tomando      um conhaque, um copo de vinho ou uma cerveja enquanto se come camar\u00e3o, queijo,      presunto, ou ling\u00fci\u00e7a).<\/p>\n<p>Os Espanh\u00f3is gostam de comer e comer bem. Almo\u00e7os e jantares de lazer tardios      n\u00e3o s\u00e3o o monop\u00f3lio dos ricos. Eles fazem parte da cultura Espanhola. Cada      regi\u00e3o tem sua pr\u00f3pria cozinha. Madrid \u00e9 famosa por suas tripas e seu cocido,      um prato rico de carne cozida. Valencia e Murcia s\u00e3o a terra da paella, o      prato de arroz com a\u00e7afr\u00e3o, frutos do mar e frango. <\/p>\n<p>O sul e a Estremadura oferecem o gazpacho, a sopa fria de p\u00e3o, tomate e pepino.      A Catalunha \u00e9 conhecida por suas ca\u00e7arolas. E o Pa\u00eds Basco, a del\u00edcia do epicurista,      \u00e9 especializado em peixes e frutos do mar. Os Bascos tamb\u00e9m patrocinam sociedades      de comer.<\/p>\n<p>Os Espanh\u00f3is s\u00e3o um povo amante de esportes. Muito mais popular agora do      que as touradas, que foram proibidas nas Ilhas Can\u00e1rias e na Catalunha e foram      retiradas da televis\u00e3o pela rede estadual em 2011, \u00e9 o futebol. <\/p>\n<p>Dois clubes Espanh\u00f3is profissionais, o Barcelona e o Real Madrid, s\u00e3o altamente      bem-sucedidos em ambas competi\u00e7\u00e3o nacional e internacional. A sele\u00e7\u00e3o da Espanha      venceu a Copa do Mundo em 2010.<\/p>\n<p>Basquete,      t\u00eanis, ciclismo, e golfe n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o populares, mas tamb\u00e9m esportes em que      a Espanha tem tido um sucesso internacional. Rafael Nadal \u00e9 considerado um      dos maiores jogadores de t\u00eanis na hist\u00f3ria do jogo.<\/p>\n<p>A sociedade Espanhola mudou dramaticamente nos anos desde a \u00e9poca de Franco,      um regime autorit\u00e1rio e patriarcal em que a Igreja Cat\u00f3lica Romana desempenhou      um papel profundamente influente. As mulheres se juntaram \u00e0 for\u00e7a de trabalho      em grandes n\u00fameros, e os sucessivos governos t\u00eam incentivado ativamente esse      desenvolvimento. <\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 o div\u00f3rcio e o aborto foram legalizados, mas tamb\u00e9m o casamento homossexual.      O novo senso de liberdade cultural e sexual foi capturado nos filmes de Pedro      Almod\u00f3var, que come\u00e7ou sua carreira no in\u00edcio dos 1980s. <\/p>\n<p>No entanto, os tradicionalistas continuam. As leis do casamento liberalizado      e reformas similares s\u00e3o amargamente protestadas em alguns lugares.<\/p>\n<p>A Espanha tem v\u00e1rios milh\u00f5es de residentes n\u00e3o-cidad\u00e3os reconhecidos oficialmente.      Muitos deles s\u00e3o cidad\u00e3os aposentados de outros pa\u00edses Europeus que desejam      viver esses anos no calor e no sol. <\/p>\n<p>Mas outros v\u00eam da Europa Oriental, Am\u00e9rica Latina, e Marrocos \u00e0 procura de      trabalho. Alguns dos imigrantes dessas \u00e1reas s\u00e3o ilegais; a Espanha tem um      n\u00famero estimado de 600.000 imigrantes n\u00e3o-documentados. Houve deporta\u00e7\u00f5es      peri\u00f3dicas de imigrantes ilegais do Norte de \u00c1frica. <\/p>\n<p>No entanto, as anistias peri\u00f3dicas para os imigrantes ilegais mostram que      os esfor\u00e7os para controlar a imigra\u00e7\u00e3o clandestina t\u00eam sido ineficazes.<\/p>\n<h4>Cidades<\/h4>\n<p>As      cidades da Espanha elegantemente misturam o antigo e o moderno, e elementos      Mouriscos e Espanhois.<\/p>\n<p><strong>Madrid<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez uma calma cidade do velho mundo, hoje Madrid \u00e9 o lar de milh\u00f5es de      pessoas. \u00c9 uma das maiores cidades da Europa e tem todas as conveni\u00eancias      e problemas de uma grande metr\u00f3pole. <\/p>\n<p>Autom\u00f3veis congestionam as ruas onde os pedestres uma vez caminhavam serenamente.      Edif\u00edcios de escrit\u00f3rios se elevam ao longo do Paseo de la Castellana, a avenida      mais elegante de Madrid, que antigamente era ladeada por mans\u00f5es da nobreza.      La Castellana foi feita mais longa, e a pr\u00f3pria cidade se expandiu para fora      em an\u00e9is de sub\u00farbios.<\/p>\n<p>Um estabelecimento de pouca import\u00e2ncia no tempo dos Romanos, Madrid foi      chamada Madjirith pelos Mouros que vieram para a Espanha no s\u00e9culo 8. <\/p>\n<p>O nome e um punhado de habitantes eram tudo o que a cidade tinha at\u00e9 o s\u00e9culo      16, quando o local da futura capital ainda era uma floresta onde javalis e      ursos eram frequentemente ca\u00e7ados. A transforma\u00e7\u00e3o da floresta na Meseta come\u00e7ou      em 1561, quando o Rei Filipe II declarou que Madrid era para ser a capital      do reino Espanhol. <\/p>\n<p>Embora muitos de seus sucessores consideraram a mudan\u00e7a da capital para outros      lugares, Madrid, com a sua localiza\u00e7\u00e3o aproximadamente central, manteve-se      a sede do governo, e a cidade come\u00e7ou a crescer.<\/p>\n<p>As partes sobreviventes mais antigas da cidade est\u00e3o na e perto da Plaza      Mayor. Ali est\u00e1 a Casa de la Panader\u00eda (Casa de P\u00e3es). Ela foi constru\u00edda      em 1672 como um sal\u00e3o real do qual o rei e seus nobres podiam assistir confortavelmente      festas, touradas, torneios, e at\u00e9 mesmo execu\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. <\/p>\n<p>A lei exigia que os moradores das outras casas na pra\u00e7a permitissem que os      membros da justi\u00e7a sentassem por suas janelas de frente para assistir a esses      espet\u00e1culos. <\/p>\n<p>A Plaza Mayor estava lotada no grande dia no s\u00e9culo 17 quando cinco santos      &#8211; Santa Teresa de \u00c1vila, Santo In\u00e1cio de Loyola, S\u00e3o Francisco Xavier, Santo      Isidoro (San Isidro), e S\u00e3o Filipe Neri &#8211; foram canonizados em simult\u00e2neo.<\/p>\n<p>A      uma curta dist\u00e2ncia da Plaza Mayor de Madrid est\u00e1 a catedral, a Igreja de      San Isidro, o santo padroeiro de Madrid. Os Madrile\u00f1os tradicionalistas t\u00eam      uma afei\u00e7\u00e3o especial por seu santo. Segundo a lenda, um dia, enquanto ele      dormia na fazenda onde trabalhava, um grupo de anjos veio do c\u00e9u para concluir      suas tarefas &#8211; um pouco de al\u00edvio \u00e0s esperan\u00e7as dos habitantes da cidade.<\/p>\n<p>O centro de Madrid \u00e9 a Puerta del Sol (Porta do Sol). Uma vez um port\u00e3o da      cidade, ela est\u00e1 agora no cora\u00e7\u00e3o de Madrid. \u00c9 tamb\u00e9m um ponto central a partir      do qual todas as dist\u00e2ncias Espanholas s\u00e3o medidas, e do qual dez avenidas      irradiam de Madrid. Seguindo uma delas, a Calle de Alcal\u00e1, chega-se \u00e0 fonte      mais famosa de Madrid, a Cibele, a Deusa-M\u00e3e. <\/p>\n<p>Mais adiante, no Paseo del Prado, est\u00e1 um dos maiores museus do mundo. Seu      nome pr\u00f3prio \u00e9 o Museo de Pinturas (museu de pinturas). Mas \u00e9 quase sempre      chamado de Prado. Ele cont\u00e9m uma incr\u00edvel riqueza de arte, incluindo as obras      de grandes pintores Espanh\u00f3is, tais como Vel\u00e1zquez, El Greco, e Goya, assim      como uma vasta cole\u00e7\u00e3o de obras de arte Italianas, Flamengas, Franc\u00easas e      Alem\u00e3s. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m localizados nesta avenida est\u00e3o dois outros importantes museus, ambos      estabelecidos em 1992. Eles s\u00e3o o Museo Nacional Centro de Arte Rainha Sof\u00eda,      o museu nacional de arte moderna; e o Museo Thyssen-Bornemisza, uma das maiores      cole\u00e7\u00f5es privadas do mundo.<\/p>\n<p>As ricas cole\u00e7\u00f5es dessas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o complementadas pela beleza do vizinho      Jardim Botanico. Ele oferece 30.000 esp\u00e9cies diferentes de \u00e1rvores. Nas proximidades      tamb\u00e9m est\u00e1 o Parque del Retiro, uma ilha verde na cidade que est\u00e1 repleta      de fontes. <\/p>\n<p>Ele tem passeios sombreados, um jardim de rosas, e at\u00e9 mesmo um pequeno jardim      zool\u00f3gico. O Retiro foi iniciado por Filipe IV, que construiu um pal\u00e1cio l\u00e1.      \u00c9 uma das centenas de locais da cidade embelezada pelos reis Espanh\u00f3is. <\/p>\n<p>Eles incluem a Ciudad Universitaria (Cidade Universit\u00e1ria), o vasto complexo      da Universidade Complutense de Madrid. Ela foi iniciada pelo rei Espanhol      Alfonso XIII em 1928. Os pr\u00e9dios da universidade foram fortemente danificados      durante a Guerra Civil nos anos 1930s. Mas eles foram reconstru\u00eddos e j\u00e1 est\u00e3o      sendo ampliados, como a pr\u00f3pria Madrid.<\/p>\n<p>Madrid      \u00e9 um dos principais centros banc\u00e1rio e financeiro internacional. Sua economia      \u00e9 dominada pelo setor dos servi\u00e7os. O custo de vida l\u00e1 \u00e9 muito alto.<\/p>\n<p><strong>Cidades      e Monumentos perto de Madrid<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de uma hora a noroeste de Madrid est\u00e1 o Valle de los Ca\u00eddos (&#8220;Vale      dos Ca\u00eddos&#8221;), uma igreja onde Franco e milhares de soldados da Guerra      Civil est\u00e3o enterrados. N\u00e3o muito longe est\u00e1 o Mosteiro Real de San Lorenzo      del Escorial. <\/p>\n<p>Ele foi constru\u00eddo por Felipe II como um memorial para seu pai e em homenagem      a uma vit\u00f3ria Espanhola. Foi neste vasto edif\u00edcio &#8211; uma mistura de esplendor      real e simplicidade mon\u00e1stica, que Felipe passou seus \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>\u00c1vila,      a oeste do Escorial, \u00e9 um dos grandes centros religiosos da Espanha. Suas      not\u00e1veis muralhas antigas s\u00e3o alguns dos lugares mais fotografados no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c1vila      foi o ber\u00e7o dos grandes m\u00edsticos do s\u00e9culo 16, Santa Teresa e S\u00e3o Jo\u00e3o da      Cruz. Ela ganhou o nome de &#8220;a fortaleza que repeliu a Reforma&#8221; em      grande parte devido aos esfor\u00e7os incans\u00e1veis ??de seus dois santos. As muralhas      do s\u00e9culo 11 de \u00c1vila, com suas 88 torres e nove portais, ainda d\u00e3o \u00e0 cidade      uma apar\u00eancia de fortaleza.<\/p>\n<p>Toledo, a sudoeste de Madrid, \u00e9 a mais espl\u00eandida das cidades perto da capital.      \u00c9 t\u00e3o cheia de tesouros hist\u00f3ricos que tem sido designada um monumento nacional.      Em 1986, Toledo foi declarada Patrimonio Mundial da UNESCO. <\/p>\n<p>Como Toletum, a cidade era importante no tempo dos Romanos. Ela mais tarde      se tornou a capital dos invasores Visigodos do norte. Em 712 a cidade passou      para os Mouros e depois em 1085 a Afonso VI de Castela, que fez dela a capital      do seu reino. <\/p>\n<p>At\u00e9 Philip mudar a corte para Madrid, Toledo foi a Ciudad Imperial y Coronado      &#8211; &#8220;cidade imperial e coroada&#8221; &#8211; um t\u00edtulo que ainda \u00e9-lhe permitida      a utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      pintura mais famosa da cidade, A vista de Toledo, de El Greco, est\u00e1 no Museu      Metropolitan em Nova York. Mas a maior obra do pintor, O Enterro do Conde      Orgaz, e sua casa, que \u00e9 agora um museu, est\u00e3o em Toledo.<\/p>\n<p>Outras      evid\u00eancias do passado colorido de Toledo s\u00e3o vis\u00edveis em toda parte. Fora      dos muros da cidade, por exemplo, est\u00e3o os restos da col\u00f4nia Romana, um castelo      medieval, e a F\u00e1brica de Armas (f\u00e1brica de armas). Na F\u00e1brica de Armas, as      armas de a\u00e7o pelas quais Toledo \u00e9 conhecida desde a Idade M\u00e9dia ainda s\u00e3o      feitas. Dentro das paredes h\u00e1 uma li\u00e7\u00e3o v\u00edvida na hist\u00f3ria da arquitetura      Espanhola. A grande catedral \u00e9 chamada G\u00f3tica porque foi iniciada no s\u00e9culo      13.<\/p>\n<p>Mas      incorpora outros estilos arquitet\u00f4nicos Espanhois tamb\u00e9m. Entre eles est\u00e3o      o Mud\u00e9jar, o plateresco, o Churrigueresque e o neocl\u00e1ssico.<\/p>\n<p>Mud\u00e9jar      \u00e9 o nome dado ao estilo influenciado pelos Mouros. O plateresco \u00e9 uma forma      do in\u00edcio do s\u00e9culo 16 que se assemelha ao delicado trabalho de ourives.<\/p>\n<p>Churrigueresque      \u00e9 nomeado para Jos\u00e9 Churriguera. Seus desenhos extravagantes marcaram o ponto      alto da arquitetura Espanhola no final do s\u00e9culo 17 e in\u00edcio do s\u00e9culo 18.      Outros not\u00e1veis ??edif\u00edcios religiosos em Toledo s\u00e3o a antiga mesquita, que      data do s\u00e9culo 11 e agora \u00e9 chamada de Santo Cristo de la Cruz, e a sinagoga      de El Tr\u00e1nsito.<\/p>\n<p><strong>Segovia<\/strong><\/p>\n<p>Os sonhadores que foram acusados de &#8220;constru\u00edrem castelos na Espanha&#8221;      v\u00e3o descobrir por que quando virem os magn\u00edficos castelos em Seg\u00f3via, que      s\u00e3o totalmente fant\u00e1sticos e belos o suficiente para inspirar at\u00e9 o mais p\u00e9      no ch\u00e3o. <\/p>\n<p>O mais famoso \u00e9 a fortaleza-castelo, o Alc\u00e1zar, que j\u00e1 foi a casa da Rainha      Isabel I, e ainda \u00e9 uma casa adequada para a realeza. Segovia tamb\u00e9m \u00e9 conhecida      por seu notavelmente preservado aqueduto Romano, que trouxe \u00e1gua para a cidade      desde o 1\u00ba s\u00e9culo dC.<\/p>\n<p><strong>Barcelona<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1      menos de uma atmosfera de conto de fadas mas igualmente tanto na segunda-maior      cidade da Espanha e porto mar\u00edtimo l\u00edder, Barcelona. Sua localiza\u00e7\u00e3o no Mediterr\u00e2neo      e o seny &#8211; senso-comum &#8211; de seu povo s\u00e3o citados como raz\u00f5es para a longa      hist\u00f3ria de sucesso da cidade como um centro de com\u00e9rcio. Em 1992, Barcelona      capturou a aten\u00e7\u00e3o mundial como sede dos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Barcelona tem a reputa\u00e7\u00e3o de ser a cidade mais Europeia da Espanha. Mas na      verdade a sua hist\u00f3ria tem sido tipicamente Espanhola e reflete a prociss\u00e3o      habitual dos conquistadores, que parecem mais frequentemente ter sido conquistados      por suas supostas v\u00edtimas. <\/p>\n<p>Barcelona \u00e9 diferente na medida em que se tornou t\u00e3o poderosa em um ponto      de sua hist\u00f3ria que, mesmo os peixes do Mediterr\u00e2neo foram ditos estar usando      as cores vermelho e amarelo da capital Catal\u00e3. Barcelona, como o resto da      Espanha, come\u00e7ou a declinar em import\u00e2ncia no s\u00e9culo 16. Mas com o alvorecer      da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial ela come\u00e7ou a crescer &#8211; um processo que ainda est\u00e1      acontecendo.<\/p>\n<p>O sucesso financeiro n\u00e3o entorpeceu o charme da cidade, com sua espl\u00eandida      localiza\u00e7\u00e3o numa encosta que desce at\u00e9 ao mar. Na parte mais antiga da cidade,      o Bairro G\u00f3tico, h\u00e1 rel\u00edquias abundantes da ocupa\u00e7\u00e3o Romana, incluindo partes      da antiga muralha da cidade. <\/p>\n<p>Perto est\u00e1 a bonita catedral do s\u00e9culo 14, com seus claustros e jardins,      onde gansos consagrados \u00e0 santa padroeira da cidade, Eulalia, vagueiam alegremente.    <\/p>\n<p>O centro do Bairro G\u00f3tico \u00e9 a Plaza del Rey (Pra\u00e7a do Rei) com o Pal\u00e1cio      Real Mayor (grande pal\u00e1cio real), em cujas salas Colombo foi apresentado a      Fernando e Isabel em seu retorno de sua primeira viagem \u00e0 Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Hoje, como no s\u00e9culo 15, o porto \u00e9 a parte mais importante da cidade. Ao      longo da Calle de Moncada perto do porto est\u00e3o belas mans\u00f5es. As obras de      Pablo Picasso, um dos mais famosos pintores modernos da Espanha, podem ser      vistas no Museu Picasso. <\/p>\n<p>Ele abriga uma das maiores cole\u00e7\u00f5es de sua obra em cinco das mans\u00f5es ao longo      da Calle de Moncada. No porto est\u00e1 uma r\u00e9plica da nave-chefe de Crist\u00f3v\u00e3o      Colombo, a Santa Maria, junto com navios modernos, grandes e pequenos.<\/p>\n<p>P\u00e1ssaros reais, bem como flores, livros, revistas, e bens de qualquer natureza,      est\u00e3o \u00e0 venda ao longo de Las Ramblas, uma avenida que se estende do centro      da cidade ao porto. Espalhados por toda Barcelona est\u00e3o os 15 extraordin\u00e1rios      edif\u00edcios projetados pelo arquiteto Antonio Gaud\u00ed y Cornet (1852-1926). Suas      obras t\u00eam sido aclamadas como os produtos de um g\u00eanio ou de um louco por causa      de sua apar\u00eancia not\u00e1vel. <\/p>\n<p>Sua obra mais famosa \u00e9 o Templo Expiat\u00f3rio de la Sagrada Familia (Igreja      Expiat\u00f3ria da Sagrada Fam\u00edlia). Quando estiver conclu\u00edda esta igreja ter\u00e1      12 torres &#8211; uma para cada um dos ap\u00f3stolos &#8211; al\u00e9m de uma torre maior para      a Sagrada Fam\u00edlia. Um Patrimonio Mundial da UNESCO, a igreja \u00e9 o marco mais      famoso de Barcelona.<\/p>\n<p>Barcelona      tem sido um centro comercial e industrial. Hoje, os servi\u00e7os predominam, mas      a manufatura continua a ser importante. As ind\u00fastrias incluem os t\u00eaxteis,      produtos qu\u00edmicos, produtos farmac\u00eauticos, autom\u00f3veis e eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p><strong>Sevilha<\/strong><\/p>\n<p>Sevilha,      no sul da Espanha, \u00e9 a cidade que provavelmente capta o melhor imagin\u00e1rio      do estrangeiro de como \u00e9 a Espanha. Aqui uma perfeita fus\u00e3o tem ocorrido entre      a configura\u00e7\u00e3o, o clima, e os acontecimentos do passado, resultando em uma      cidade que \u00e9 t\u00e3o bonita quanto ela \u00e9 rica em vida, cor e hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Sevilha \u00e9 conhecida pelos leitores como o ber\u00e7o do cavaleiro de Cervantes,      Don Quixote, e para os amantes da \u00f3pera como o cen\u00e1rio de Don Giovanni de      Mozart, a Carmen de Bizet, e o Barbeiro de Sevilha de Rossini. <\/p>\n<p>Mas a cidade \u00e9, e sempre foi, muito mais do que um pano de fundo para eventos      imagin\u00e1rios. A capital da Andaluzia, \u00e9 o mais importante porto interior da      Espanha. Ele est\u00e1 conectado ao Atl\u00e2ntico pelo Rio Guadalquivir e por um canal      para navios oce\u00e2nicos. Sevilha \u00e9 tamb\u00e9m um centro de produ\u00e7\u00e3o importante.<\/p>\n<p>Sevilha      foi um pr\u00f3spero centro comercial, mesmo no tempo dos Mouros. Na verdade, um      historiador Mu\u00e7ulmano relatou: &#8220;Se algu\u00e9m perguntasse pelo leite de aves      em Sevilha ele seria encontrado&#8221;. A descoberta do Novo Mundo em 1492      inaugurou o maior per\u00edodo de prosperidade de Sevilha. A cidade deteve o monop\u00f3lio      sobre o com\u00e9rcio com as col\u00f4nias at\u00e9 o s\u00e9culo 18, quando ele passou a C\u00e1diz.<\/p>\n<p>A parte mais antiga da cidade tem ruas estreitas e sinuosas e pra\u00e7as bonitas.      A catedral enorme, entre as maiores do mundo, \u00e9 conhecida por seus tesouros      art\u00edsticos. Ela tamb\u00e9m \u00e9 reivindicada como o local de sepultamento de Colombo.    <\/p>\n<p>A torre sineira pr\u00f3xima \u00e9 chamada de Giralda. Ela \u00e9 um s\u00edmbolo como a Torre      Eiffel em Paris ou o Empire State Building em Nova York. Outros edif\u00edcios      como a Torre del Oro (torre de ouro) guardando o rio, a Biblioteca Colombo,      e o Alcazar do s\u00e9culo 14, d\u00e3o a Sevilha a sua reputa\u00e7\u00e3o de beleza.<\/p>\n<p>Cada noite, durante a Semana Santa antes da P\u00e1scoa, a grande catedral se      torna o foco das prociss\u00f5es de centenas de pasos &#8211; carros aleg\u00f3ricos. Os carros      carregam figuras religiosas magnificamente esculpidas. <\/p>\n<p>Os pasos s\u00e3o seguidos por bandas de trompetistas e percussionistas. Elas      tocam m\u00fasicas compostas para as cerim\u00f4nias solenes e magn\u00edficas. Outros festivais      ao longo do ano s\u00e3o real\u00e7ados pela m\u00fasica, dan\u00e7a e touradas.<\/p>\n<h4>Economia<\/h4>\n<p>A      Espanha aderiu \u00e0 Uni\u00e3o Europeia (UE) em 1986 e foi membro fundador da Uni\u00e3o      Monet\u00e1ria Europeia, adotando o euro em 1999. A economia do pa\u00eds cresceu rapidamente      de meados da d\u00e9cada de 1990 at\u00e9 2008. O crescimento, no entanto, foi baseado      em grande medida sobre o boom do mercado imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>O      colapso desse mercado em 2008 atingiu duramente a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o,      e o desemprego aumentou bastante. Em cima disso veio a crise financeira e      econ\u00f4mica global, que come\u00e7ou em 2008.<\/p>\n<p>Os      esfor\u00e7os do governo para impulsionar a economia atrav\u00e9s de gastos de est\u00edmulo,      prolongamento do subs\u00eddio de desemprego, e garantias de empr\u00e9stimo n\u00e3o impediram      um aumento cont\u00ednuo da taxa de desemprego, que chegou a 20 por cento em 2010.      Naquele ano, o governo come\u00e7ou a cortar os gastos p\u00fablicos, a fim de controlar      o bal\u00e3o do d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio da Espanha.<\/p>\n<h4>Servi\u00e7os<\/h4>\n<p>O      setor de servi\u00e7os contribui com cerca de 72 por cento do produto interno bruto      de Espanha (PIB) e emprega cerca do mesmo percentual da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>(PIB \u00e9 o valor total de mercado de todos os bens e servi\u00e7os finais produzidos      num pa\u00eds durante um per\u00edodo de tempo, normalmente um ano). Os servi\u00e7os abrangem      uma ampla gama de atividades. <\/p>\n<p>Eles incluem \u00e1reas como administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os      banc\u00e1rios e outros servi\u00e7os financeiros, servi\u00e7os empresariais, transporte,      com\u00e9rcio atacadista e varejista, e imobili\u00e1rio. Eles tamb\u00e9m incluem o setor      de hospitalidade (alimenta\u00e7\u00e3o e alojamento) e outros empreendimentos associados      ao turismo, que \u00e9 extremamente importante na Espanha.<\/p>\n<p>Os turistas v\u00eam para a Espanha para o sol e areia, recostando-se nas praias      da Costa Brava (Catalunha), Costa Blanca (Valencia), e Costa del Sol (Andaluzia),      para citar apenas algumas das \u00e1reas de resort litor\u00e2neas. <\/p>\n<p>E, claro, eles v\u00eam para experimentar a rica cultura. Al\u00e9m de todos os locais      hist\u00f3ricos, uma importante atra\u00e7\u00e3o nova \u00e9 o Museu Guggenheim Bilbao. A constru\u00e7\u00e3o      deste edif\u00edcio not\u00e1vel (1997; projetado pelo arquiteto Americano Frank Gehry)      transformou um centro industrial sujo e em decl\u00ednio no Pa\u00eds Basco em um destino      tur\u00edstico de lideran\u00e7a.<\/p>\n<h4>Ind\u00fastria<\/h4>\n<p>De longe um pa\u00eds essencialmente agr\u00edcola, a Espanha teve um surto de crescimento      industrial nos anos 1960s e in\u00edcio dos anos 1970s. J\u00e1 um produtor significativo      de t\u00eaxteis, ela desenvolveu uma grande ind\u00fastria sider\u00fargica e capacidade      de constru\u00e7\u00e3o naval. <\/p>\n<p>Mais tarde, quando essas ind\u00fastrias come\u00e7aram a declinar, autom\u00f3veis e produtos      qu\u00edmicos tornaram-se setores-chave. Processamento de alimentos, eletr\u00f4nicos      de consumo e sistemas de defesa tamb\u00e9m foram adicionados \u00e0 mistura.<\/p>\n<p>Hoje,      as grandes ind\u00fastrias produzem t\u00eaxteis e vestu\u00e1rio, alimentos e bebidas, metais      e produtos de metal, produtos qu\u00edmicos, navios, autom\u00f3veis, m\u00e1quinas-ferramentas,      argila e produtos refrat\u00e1rios, cal\u00e7ados, produtos farmac\u00eauticos e equipamentos      m\u00e9dicos. A ind\u00fastria contribui com 25,5 por cento para o PIB e emprega cerca      de 24 por cento da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria est\u00e1 concentrada principalmente no norte da Espanha. A regi\u00e3o      de Madrid enfatiza a eletr\u00f4nica, processamento de alimentos e a fabrica\u00e7\u00e3o      de produtos de consumo. Valladolid \u00e9 um centro da toda-importante ind\u00fastria      automobil\u00edstica, que emprega 9 por cento da for\u00e7a de trabalho total. <\/p>\n<p>A Catalunha tem grandes montadoras, manufatura t\u00eaxtil e fabrica\u00e7\u00e3o de produtos      eletr\u00f4nicos. A Valencia tamb\u00e9m produz t\u00eaxteis; outras ind\u00fastrias l\u00e1 incluem      metalurgia, qu\u00edmica, constru\u00e7\u00e3o naval e fabrica\u00e7\u00e3o de cerveja. <\/p>\n<p>Nas Ast\u00farias, Cant\u00e1bria e Pa\u00eds Basco, os ricos recursos minerais da Cordilheira      Cant\u00e1brica (ferro, carv\u00e3o e zinco) s\u00e3o explorados, mas a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 agora      uma ind\u00fastria em decl\u00ednio. O Pa\u00eds Basco deteve por muito tempo mais ind\u00fastria      do que o resto da Espanha junta. <\/p>\n<p>Ele continua a ser a mais rica parte da Espanha, apesar de suas ind\u00fastrias      tradicionais terem diminu\u00eddo, dando lugar a servi\u00e7os e alta tecnologia.<\/p>\n<h4>Agricultura<\/h4>\n<p>A agricultura agora responde por menos de 3 por cento do PIB e emprega cerca      de 4 por cento da for\u00e7a de trabalho. O tamanho das fazendas \u00e9 em m\u00e9dia de      cerca de 52 acres (21 ha). Apesar da reforma agr\u00e1ria, as pequenas propriedades      ainda coexistem com grandes propriedades. <\/p>\n<p>A agricultura \u00e9 impedida em algumas \u00e1reas pela irriga\u00e7\u00e3o insuficiente e o      esgotamento e eros\u00e3o do solo. No entanto, a crescente mecaniza\u00e7\u00e3o tem melhorado      a produtividade.<\/p>\n<p>A      Espanha produz grandes colheitas de cevada e trigo; ela \u00e9 a quinta-maior produtora      mundial de cevada. \u00c9 a fonte de 30 por cento da corti\u00e7a do mundo; o maior      produtor mundial de azeite; e terceiro-maior produtor de vinhos do mundo.      \u00c9 tamb\u00e9m o maior produtor Europeu de frutas c\u00edtricas. Legumes, beterrabas,      e morangos tamb\u00e9m s\u00e3o cultivados. Su\u00ednos, bovinos e aves s\u00e3o criados; a Espanha      \u00e9 o quinto maior produtor de su\u00ednos.<\/p>\n<p>Os planaltos semi-\u00e1ridos e as montanhas do interior, bem como as temperaturas      extremas, tornam a agricultura dif\u00edcil l\u00e1. Onde \u00e9 poss\u00edvel, a agricultura      \u00e9 baseada em gr\u00e3os, batatas, azeitonas, e beterraba. As \u00e1reas agr\u00edcolas mais      produtivas s\u00e3o as regi\u00f5es costeiras. <\/p>\n<p>A costa Mediterranea ao sul da Catalunha \u00e9 a principal regi\u00e3o produtora de      vegetais. As azeitonas s\u00e3o amplamente cultivadas mas particularmente importantes      na Andaluzia. A regi\u00e3o vin\u00edcola mais conhecida \u00e9 La Rioja, no alto vale do      Ebro, a noroeste da Meseta. A bacia do Ebro, como a \u00e1rea agr\u00edcola de Valencia,      \u00e9 irrigada e tamb\u00e9m produz milho, beterraba, e frutas de pomar.<\/p>\n<p>A Espanha tem a maior frota de pesca da Europa. Ela inclui tanto navios industriais      de grande porte que v\u00e3o por todo o mundo em busca de atum e bacalhau e pequenos      barcos familiares que pescam por sardinhas e moluscos nas \u00e1guas nacionais.    <\/p>\n<p>De todas as regi\u00f5es, a Galicia \u00e9 a mais dependente da pesca. A cidade de      Vigo tem o maior porto de pesca na Europa.<\/p>\n<h4>Energia<\/h4>\n<p>A demanda por energia tem aumentado dramaticamente na Espanha desde cerca      de 1990. O pa\u00eds depende fortemente dos combust\u00edveis f\u00f3sseis importados (petr\u00f3leo,      g\u00e1s natural e carv\u00e3o) para a ind\u00fastria e transporte. <\/p>\n<p>Para gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, no entanto, ele usa uma grande propor\u00e7\u00e3o de      fontes renov\u00e1veis de energia. Oito reatores nucleares geram cerca de 19 por      cento da eletricidade; a energia hidroel\u00e9trica mais de 17 por cento; a energia      solar 2,6 por cento; e a energia e\u00f3lica (vento), not\u00e1veis 21 por cento. Usinas      de carv\u00e3o abastecem apenas cerca 13 por cento da energia.<\/p>\n<h4>Com\u00e9rcio<\/h4>\n<p>Os      parceiros comerciais mais pr\u00f3ximos da Espanha s\u00e3o a Fran\u00e7a e a Alemanha e      outros membros da UE, assim como a China e os Estados Unidos. Suas exporta\u00e7\u00f5es      principais s\u00e3o autom\u00f3veis, frutas, minerais, metais, roupas, cal\u00e7ados e t\u00eaxteis.      As importa\u00e7\u00f5es s\u00e3o principalmente de petr\u00f3leo, sementes oleaginosas, aeronaves,      gr\u00e3os, produtos qu\u00edmicos, m\u00e1quinas, equipamentos de transporte, peixes, e      bens de consumo.<\/p>\n<h4>Transporte<\/h4>\n<p>A primeira ferrovia na Espanha come\u00e7ou a operar em 1848. Ao contr\u00e1rio daquelas      do resto da Europa Ocidental, a maioria das linhas mais antigas Espanholas      usavam a bitola mais larga, embora alguns sistemas regionais tivessem ferrovias      de bitola estreita. <\/p>\n<p>Em 1992, no entanto, a Espanha abriu sua linha de alta velocidade em primeiro      lugar, usando pistas de bitola padr\u00e3o. Sua rede de alta velocidade (AVE) \u00e9      agora a mais extensa da Europa (atr\u00e1s apenas da China em todo o mundo). Uma      linha ligando as redes Espanhola e Franc\u00easa de alta velocidade foi inaugurada      em 2010.<\/p>\n<p>O      sistema rodovi\u00e1rio nacional irradia para fora de Madrid. Incluindo estradas      locais, a rede rodovi\u00e1ria se estende por 423.339 milhas (681.298 km).<\/p>\n<p>Com      uma longa costa, a Espanha tem v\u00e1rios portos. Entre os mais movimentados est\u00e3o      Barcelona, Algeciras, Bilbao, Cartagena, e Val\u00eancia. Os aeroportos mais movimentados      do pa\u00eds s\u00e3o Madrid e Barcelona. Iberia, a companhia a\u00e9rea nacional, foi privatizada      em 2001.<\/p>\n<h4>Comunica\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p>Televis\u00e3o      e servi\u00e7os p\u00fablicos de r\u00e1dio, tanto a n\u00edvel nacional e regional, s\u00e3o fornecidos      pela Corporaci\u00f3n Espa\u00f1ola Radiotelevisi\u00f3n (RTVE), fundada em 1937.<\/p>\n<p>Estes      s\u00e3o agora complementados por muitas empresas de radiodifus\u00e3o de propriedade      privada. Algumas esta\u00e7\u00f5es regionais transmitem em l\u00ednguas regionais. A maioria      dos principais jornais s\u00e3o publicados em Madrid e no idioma Espanhol. No entanto,      existem jornais em Catal\u00e3o e em Basco e algumas publica\u00e7\u00f5es bil\u00edng\u00fces.<\/p>\n<p>A      Telef\u00f3nica, o ex-monop\u00f3lio estatal, domina o servi\u00e7o de telefonia a cabo,      mas tem uma concorr\u00eancia crescente dos telefones celulares. H\u00e1 mais de 28      milh\u00f5es de usu\u00e1rios de Internet.<\/p>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Uma antiga lenda diz que os primeiros colonos na Espanha foram Tubal e Tarsis,      sobrinhos de No\u00e9. Pouco, na verdade, \u00e9 conhecido sobre os prim\u00f3rdios da hist\u00f3ria      Espanhola. Evid\u00eancia dos colonos do Paleol\u00edtico no norte est\u00e1 contida nas      cavernas de Altamira, perto de Santander. <\/p>\n<p>Ali cerca de 15.000 anos atr\u00e1s, artistas decoravam as paredes da caverna      com desenhos not\u00e1veis ??que ainda conservam a sua beleza. Rel\u00edquias ligeiramente      mais jovens desses tempos antigos s\u00e3o os t\u00famulos da Nova Idade da Pedra, que      provavelmente eram feitos pelos povos que deram seu nome \u00e0 pen\u00ednsula, os Ib\u00e9ricos.<\/p>\n<p>Iniciando em cerca de 900 aC, os Celtas atravessaram os Pirineus na pen\u00ednsula,      onde se misturaram com os Ib\u00e9ricos para formar o povo Celtiberiano, a quem      um historiador Latino chamou de robur Hispaniae &#8211; &#8220;o carvalho da Espanha&#8221;.    <\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da pen\u00ednsula e seus recursos, tais como o estanho,      atraiu outros povos tamb\u00e9m. Os arrojados e intr\u00e9pidos navegadores Fen\u00edcios      s\u00e3o conhecidos por ter estabelecido postos comerciais no Vale do Guadalquivir      e ao longo da costa sul. <\/p>\n<p>O mais importante deles foi Gades, agora chamado de C\u00e1diz. Ainda outro povo      mar\u00edtimo, os Gregos, estabeleceram seus pr\u00f3prios postos avan\u00e7ados na pen\u00ednsula.      Os Gregos s\u00e3o creditados com a introdu\u00e7\u00e3o aos Celtiberos da cultura do azeite      e do vinho da uva, com a cunhagem, e com a melhoria de fazer cer\u00e2mica.<\/p>\n<p>Os Cartagineses, povo do Norte Africano, tamb\u00e9m montaram postos de com\u00e9rcio      ao longo da costa Espanhola, incluindo Cartagena (Nova Cartago) e Barcelona,      que se diz ter sido nomeada para Am\u00edlcar Barca, o general Cartagin\u00eas do terceiro      s\u00e9culo. <\/p>\n<p>Como uma das principais pot\u00eancias do Mediterr\u00e2neo, Cartago apresentou uma      s\u00e9ria amea\u00e7a ao seu principal rival, Roma. O resultado foi o conflito longo      e amargo conhecido como as Guerras P\u00fanicas (cerca de 264-146 aC). <\/p>\n<p>Grande parte da guerra foi travada na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Outras a\u00e7\u00f5es importantes,      tais como o avan\u00e7o de An\u00edbal sobre os Alpes contra Roma foram lan\u00e7ados a partir      da pen\u00ednsula. <\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, no entanto, os Romanos levaram os Cartagineses para fora      da pen\u00ednsula e a tornaram uma prov\u00edncia Romana chamada Hispania, da qual vem      o nome Espanha.<\/p>\n<h4>Espanha      Romana<\/h4>\n<p>O      terreno montanhoso e o esp\u00edrito independente dos Celtiberos fez a conquista      completa da nova prov\u00edncia uma tarefa dif\u00edcil, que levou aos Romanos quase      200 anos. Com a regra bastante civilizada dos Romanos, ao povo da Hisp\u00e2nia      foram dados os direitos civis e pol\u00edticos sob a lei Romana. Escolas foram      estabelecidas, e o Latin se tornou a l\u00edngua do povo.<\/p>\n<p>Os produtos das minas e fazendas da pen\u00ednsula desempenharam um papel importante      na economia de Roma. Cidades como Hispalis (Sevilha), Cesar\u00e9ia Augusta (Zaragoza),      Emerita Augusta (M\u00e9rida), Brigantium (La Coru\u00f1a) e Tarragona foram estabelecidas.    <\/p>\n<p>Cerca de 18.000 milhas (29.000 km) de estradas, bem como imensos aquedutos      (como o de Segovia) e anfiteatros foram constru\u00eddos, e muitos ainda est\u00e3o      em uso, um testemunho do g\u00eanio Romano para a edifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quatro      imperadores Romanos &#8211; Trajano, Adriano, Marco Aur\u00e9lio e Teod\u00f3sio, nasceram      na Hispania. Durante a chamada Era de Prata da literatura Latina, de cerca      de 14 a 130, escritores nascidos Espanhois tais como como S\u00eaneca, Marcial      e Quintiliano ganharam fama em todo o mundo Romano.<\/p>\n<p>O      per\u00edodo de dom\u00ednio Romano de 200 a 400 A.D. foi a mais longa era de paz e      prosperidade que a Espanha tem conhecido at\u00e9 hoje. Um alto grau de unidade      foi conseguido sob a lideran\u00e7a Romana que pode ser pensado como formando a      base da na\u00e7\u00e3o Espanhola. Quando o poder Romano declinou, ele foi substitu\u00eddo      por outra for\u00e7a unificadora &#8211; o Cristianismo.<\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica Espanhola afirma ter sido fundada atrav\u00e9s da miss\u00e3o do      Ap\u00f3stolo S\u00e3o Tiago Maior, cujo santu\u00e1rio de Santiago de Compostela ainda atrai      peregrinos de todo o mundo. <\/p>\n<p>Muitos estudiosos acreditam, no entanto, que foi provavelmente S\u00e3o Paulo      que fundou a igreja na Espanha, em uma miss\u00e3o entre 63 e 67. Seja qual for      a verdade, daquele dia at\u00e9 hoje a Igreja tem sido uma for\u00e7a poderosa na vida      Espanhola.<\/p>\n<h4>Os      Visigodos<\/h4>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo 5 dC, os Visigodos &#8211; Godos do Oeste &#8211; uma tribo Germ\u00e2nica,      atravessaram os Pirineus e fizeram uma conquista f\u00e1cil do povo, cujas habilidades      de combate tinham sido submersas durante seus longos e pac\u00edficos anos como      sujeitos aos Romanos. <\/p>\n<p>Mas mesmo quando os Visigodos estavam estendendo sua conquista da pen\u00ednsula,      eles foram sendo absorvidos pela cultura Ibero-Romana. O Latin continuou sendo      a l\u00edngua do povo, e o Cristianismo finalmente tornou-se a f\u00e9 dos invasores      tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Depois      que o rei Visigodo Reccaredo se converteu ao Cristianismo em 589, os membros      do alto clero e da nobreza foram agraciados com uma voz nos conselhos de Estado.      A educa\u00e7\u00e3o, em vez de ser estatal como no tempo dos Romanos, era exercida      pela Igreja. Na pen\u00ednsula, como no resto da Europa durante a Idade M\u00e9dia,      a Igreja ajudou a preservar a aprendizagem cl\u00e1ssica.<\/p>\n<h4>Os      Mouros<\/h4>\n<p>Mais um esfor\u00e7o importante foi adicionado ao caldeir\u00e3o Espanhol quando os      Mouros invadiram a Espanha em 711. Esses Mu\u00e7ulmanos do Marrocos tinham sido      solicitados a ajudar a resolver um conflito sobre qual dos rivais Visigodos      devia reinar como rei. <\/p>\n<p>Dentro de sete anos os Mouros e os seus aliados \u00c1rabes conquistaram a pen\u00ednsula,      exceto por bols\u00f5es isolados de resist\u00eancia, principalmente nas montanhas do      norte. Foi l\u00e1 no norte que os Crist\u00e3os come\u00e7aram a se mobilizar para o objetivo      da reconquista &#8211; algo que n\u00e3o foi atingido por oito s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Os Mu\u00e7ulmanos conquistaram seu maior poder no sul da Espanha. L\u00e1, o maior      dos governantes Mu\u00e7ulmanos, Abd al-Rahman III (891-961), que chamava a si      mesmo Califa de C\u00f3rdoba e Comandante dos Fi\u00e9is, ajudou a tornar a cidade de      C\u00f3rdoba um dos grandes centros Europeus de cultura e com\u00e9rcio. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a agricultura e a ind\u00fastria avan\u00e7aram sob os Mu\u00e7ulmanos. O cultivo      de produtos como figos, laranjas, lim\u00f5es, cana, mel\u00e3o e arroz foi introduzido      e continua a ser importante hoje. Os antigos sistemas de irriga\u00e7\u00e3o Romana      foram ampliados e melhorados. <\/p>\n<p>Minas foram trabalhadas. Armaduras e espadas de Toledo e C\u00f3rdoba, sedas e      l\u00e3s Espanholas, couro e cer\u00e2mica foram negociados em toda a Europa.<\/p>\n<p>Os Mu\u00e7ulmanos deixaram apenas um punhado de monumentos arquitet\u00f4nicos &#8211; a      grande mesquita de C\u00f3rdoba, o Alhambra em Granada, e a Torre Giralda de Sevilha.      Seu legado mais duradouro foi intelectual. Os Mu\u00e7ulmanos trouxeram para a      Espanha e \u00e0 Europa a cultura da Gr\u00e9cia antiga, cujo \u00faltimo centro intelectual,      Alexandria, tinha sido conquistada pelos \u00c1rabes em 642. <\/p>\n<p>Como historiadores, fil\u00f3sofos, gram\u00e1ticos, e astr\u00f4nomos os Mu\u00e7ulmanos fizeram      contribui\u00e7\u00f5es importantes para o desenvolvimento do pensamento Europeu. <\/p>\n<p>A farmacologia e a bot\u00e2nica tornaram-se ci\u00eancias formais, como resultado      do trabalho dos Mu\u00e7ulmanos nestas \u00e1reas, e duas formas de trigonometria &#8211;      plana e esf\u00e9rica &#8211; foram desenvolvidos por eles na Espanha.<\/p>\n<h4>A      Reconquista<\/h4>\n<p>Grandes como suas realiza\u00e7\u00f5es foram, os Mu\u00e7ulmanos estavam muitas vezes divididos      entre si. Enquanto lutavam entre si, eles estavam cada vez mais suscet\u00edveis      ao ataque pelas for\u00e7as Crist\u00e3s que procuravam reunir a pen\u00ednsula sob a Cruz.    <\/p>\n<p>Quando os Crist\u00e3os lutaram a caminho do sul, v\u00e1rios reinos foram estabelecidos      &#8211; Galicia, Asturias, Le\u00f3n, Castela, Arag\u00e3o, Navarra e Catalunha. Atrav\u00e9s de      casamentos e das guerras, os reinos foram gradualmente unidos.<\/p>\n<p>As      etapas que levaram \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o da Espanha s\u00e3o imensamente complicadas e s\u00e3o      melhor resumidas em datas &#8211; do primeiro confronto em Covadonga em 718 \u00e0 recaptura      das importantes cidades de Toledo (1085), C\u00f3rdoba (1236), Sevilha (1248) e,      finalmente, Granada em 1492. A turbul\u00eancia e at\u00e9 mesmo o romance do per\u00edodo      s\u00e3o talvez melhor retratados no \u00e9pico Poema de Mio Cid, que descreve os feitos      her\u00f3icos do cavaleiro-aventureiro do s\u00e9culo 11 Rodrigo D\u00edaz de Vivar, conhecido      como El Cid, que lutou tanto contra Crist\u00e3os e Mu\u00e7ulmanos mas nunca contra      o seu suserano, o Rei Alfonso VI de Castela.<\/p>\n<p>Mesmo quando as fa\u00e7anhas do El Cid foram se tornando lend\u00e1rias, a desuni\u00e3o      entre os reinos Crist\u00e3os parecia fazer a forma\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel.      O mais forte dos reinos Espanh\u00f3is estava expandindo o seu poder em outras      partes da Europa. <\/p>\n<p>A Catalunha conquistou as Ilhas Baleares no in\u00edcio do s\u00e9culo 13, e no final      do mesmo s\u00e9culo, o rei de Arag\u00e3o tomou a Sic\u00edlia, iniciando assim as longas      e complicadas aventuras da Espanha na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>No      decorrer do s\u00e9culo 14, o poder mar\u00edtimo Catal\u00e3o veio ao resgate de Constantinopla      contra os Turcos e ajudou a fazer a Catalunha uma grande pot\u00eancia no Mediterr\u00e2neo.      Em 1443, Arag\u00e3o acrescentou o Reino de N\u00e1poles aos seus territ\u00f3rios. O palco      estava montado para estabelecer uma poderosa e unida Espanha se tornar uma      grande pot\u00eancia na Europa e no mundo por v\u00e1rios s\u00e9culos vindouros.<\/p>\n<h4>Espanha      Imperial<\/h4>\n<p>O casamento de Isabel I, Rainha de Castela, com Fernando II de Arag\u00e3o em      1469 simbolizou a uni\u00e3o da Espanha, apesar de que a uni\u00e3o n\u00e3o seria um fato      consumado at\u00e9 1492, quando Granada foi reconquistada dos Mouros. <\/p>\n<p>No mesmo ano, Crist\u00f3v\u00e3o Colombo descobriu o Novo Mundo para a Espanha. A      na\u00e7\u00e3o estava no in\u00edcio de sua maior era de prosperidade e grandeza.<\/p>\n<p>Em      1496, o Papa Alexandre VI recompensou Isabel e Fernando com o t\u00edtulo de Los      Reyes Cat\u00f3licos &#8211; Os Reis Cat\u00f3licos &#8211; pelos seus servi\u00e7os passados \u00e0 Igreja      e como um incentivo a formar com ele na It\u00e1lia. J\u00e1 em 1478, Isabella tinha      estabelecido o Santo Of\u00edcio, ou Inquisi\u00e7\u00e3o, cujo principal dever era fazer      da Espanha uma na\u00e7\u00e3o Crist\u00e3. Os n\u00e3o-Crist\u00e3os foram orientados a se tornarem      Cat\u00f3licos ou deixarem a Espanha. A maioria dos Judeus deixou a Espanha. Os      que permaneceram, e muitos dos Mu\u00e7ulmanos tamb\u00e9m, fingiram ser convertidos      enquanto secretamente seguiam suas cren\u00e7as antigas.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a Espanha estava se tornando uma pot\u00eancia mundial. Considerando      a Fran\u00e7a como seu principal rival, Fernando e Isabel conseguiram cercar a      Fran\u00e7a atrav\u00e9s de alian\u00e7as e casamentos. <\/p>\n<p>Os filhos e filhas de Isabella e Ferdinand foram unidos em casamento com      as casas reais de Portugal, Inglaterra e \u00c1ustria. <\/p>\n<p>O casamento de Juana, filha de Fernando e Isabel, com Filipe de Borgonha,      um filho do Imperador Habsburgo Maximiliano da \u00c1ustria, resultou na uni\u00e3o      das duas coroas; seu filho come\u00e7ou seu reinado como Carlos I da Espanha em      1516 e tornou-se o Sacro Imperador Romano Charles V em 1519.<\/p>\n<p><strong>Os      Habsburgos Espanh\u00f3is<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados deste esplendor real e imperial, na pessoa do rei Espanhol      marcou a uma vez era mais gloriosa da Espanha e o in\u00edcio de seu decl\u00ednio.      O profundo envolvimento de Carlos V nos assuntos Europeus custou caro \u00e0 Espanha      em m\u00e3o de obra e riquezas. <\/p>\n<p>O recrutamento e o aumento de impostos aumentaram quando Charles combateu      Francisco I da Fran\u00e7a, em uma sucess\u00e3o de guerras; lutou para proteger Viena      dos Turcos, e tentou em v\u00e3o virar a mar\u00e9 da Reforma Protestante. Simultaneamente,      os exploradores, marinheiros, soldados e sacerdotes Espanh\u00f3is estavam estendendo      o imp\u00e9rio ultramarino. <\/p>\n<p>O M\u00e9xico foi conquistado por 1522; o Peru tornou-se um territ\u00f3rio Espanhol      em 1535. Em meados do s\u00e9culo 16, a bandeira da Espanha sobrevoava col\u00f4nias      na Calif\u00f3rnia, Fl\u00f3rida, Am\u00e9ricas Central e do Sul, e nas Filipinas, bem como      na costa da \u00c1frica.<\/p>\n<p>Em 1556, Charles V entregou o trono da Espanha em favor de seu filho Felipe      II, que tamb\u00e9m tornou-se rei das \u00cdndias, do Reino de N\u00e1poles e dos Pa\u00edses      Baixos. <\/p>\n<p>O reinado de 42-anos de Felipe \u00e9 notado pelas grandes realiza\u00e7\u00f5es, que parecem      corresponder a falhas igualmente sombrias. Felipe fez Madrid capital da na\u00e7\u00e3o.      Ele fez toda a pen\u00ednsula Espanhola quando ele assumiu o trono de Portugal      em 1580, e ajudou a derrotar os Turcos na batalha naval de Lepanto, em 1571.    <\/p>\n<p>Em seus outros esfor\u00e7os, Felipe teve menos sorte. Ele esteve envolvido em      uma longa luta e, finalmente, sem sucesso, para manter os Pa\u00edses Baixos Cat\u00f3licos      e Espanhois. Isto levou-o em conflito com a Inglaterra. <\/p>\n<p>Foi Felipe que despachou a Invenc\u00edvel Armada contra a frota da Rainha Elizabeth      I em 1588 &#8211; uma aventura que terminou desastrosamente para a armada Espanhola      e diminuiu seriamente a posi\u00e7\u00e3o da Espanha como uma pot\u00eancia internacional.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio do poder Espanhol continuou lentamente durante os reinados de      Felipe III e Felipe IV. Como outros monarcas da \u00e9poca eles confiaram muito      do seu poder a seus conselheiros que governavam para eles. <\/p>\n<p>Na verdade, quando os reis agiram por conta pr\u00f3pria, muitas vezes os resultados      foram desastrosos, como foi o caso quando Felipe III expulsou quase 500.000      Mouriscos &#8211; Mu\u00e7ulmanos convertidos &#8211; de seu reino em 1609. <\/p>\n<p>A perda desses cidad\u00e3os capazes e laboriosos teve graves consequ\u00eancias economicas      para a Espanha. No in\u00edcio do reinado de Felipe IV, no entanto, a Espanha ainda      era uma grande potencia na Europa. <\/p>\n<p>Pelo momento de sua morte, em 1655, a Fran\u00e7a havia se tornado a principal      pot\u00eancia no continente e a Espanha tinha perdido seus territ\u00f3rios Europeus.<\/p>\n<p>Curiosamente,      foi neste contexto que as artes na Espanha floresceram t\u00e3o magnificamente      que o per\u00edodo de cerca de 1550-1680 veio a ser conhecido como a Idade de Ouro.      Escritores, artistas, arquitetos e escultores, apoiados e incentivados pelos      nobres, proveram o mundo com obras de aut\u00eanticos genios. O teatro ganhou enorme      popularidade atrav\u00e9s da obra de dramaturgos como Lope de Vega e Pedro Calder\u00f3n      de la Barca.<\/p>\n<p>Foi neste per\u00edodo, tamb\u00e9m, que Cervantes publicou D. Quixote, que \u00e9 considerada      uma das obras-primas da literatura mundial. Na pintura, houve uma s\u00e9rie igualmente      impressionante de talentos criativos, incluindo Jos\u00e9 de Ribera, Bartolom\u00e9      Esteban Murillo, e Francisco de Zurbar\u00e1n. <\/p>\n<p>Os gigantes de arte foram, no entanto, Kyriakos Theotokopoulos, que \u00e9 conhecido      como El Greco (o Grego), porque ele nasceu em Creta, e Diego de Silva y Vel\u00e1zquez.<\/p>\n<p><strong>Os      Borb\u00f3ns Espanhois<\/strong><\/p>\n<p>O \u00faltimo rei Habsburgo Espanhol foi Charles II, um homem triste e imbecil,      que mal podia pensar, muito menos administrar um reino. Quando ele estava      perto da morte, ele foi persuadido a legar o seu reino para Philip, Duque      de Anjou, um membro da casa Francesa de Bourbon. <\/p>\n<p>O resultado imediato foi a Guerra da Sucess\u00e3o Espanhola. Mas o Duque, em      \u00faltima an\u00e1lise subiu ao trono como Felipe V. Suas mal sucedidas atividades      militares fizeram pouco para ajudar a Espanha voltar \u00e0 sua antiga gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>Seus sucessores foram ligeiramente mais bem sucedidos em seus esfor\u00e7os para      administrar o imp\u00e9rio e a Espanha. Tentativas foram feitas para fortalecer      a economia e melhorar a educa\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio, e a ind\u00fastria. <\/p>\n<p>Mas o dom\u00ednio da Fran\u00e7a na Europa e as guerras recorrentes em que a Espanha      foi orientada drenaram fora o modesto progresso provido por aqueles passos.      O \u00faltimo dos Borb\u00f3ns Espanhois a reinar no s\u00e9culo 18 foi Charles IV, um rei      incompetente, cuja esposa, juntamente com seu ministro-chefe, Manuel de Godoy,      governavam o reino.<\/p>\n<h4>A      longa crise<\/h4>\n<p>As representa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas de Goya sobre a brutalidade da guerra refletem      os eventos na Espanha durante o per\u00edodo da domina\u00e7\u00e3o de Napole\u00e3o na Europa.      Inevitavelmente, a Espanha foi arrastada para o conflito, primeiro como um      aliado da Fran\u00e7a. <\/p>\n<p>Os resultados da alian\u00e7a inclu\u00edram a destrui\u00e7\u00e3o das frotas Francesa e Espanhola      em Trafalgar, em 1805 por Lord Nelson da Inglaterra e depois em 1808 a invas\u00e3o      da Espanha pelas for\u00e7as Francesas. <\/p>\n<p>O irm\u00e3o de Napole\u00e3o Joseph foi feito Rei D. Jos\u00e9 I de Espanha. Mas esta honra      foi de curta dura\u00e7\u00e3o, pois o povo Espanhol come\u00e7ou a travar uma her\u00f3ica guerra      de guerrilha contra os Franceses. Com a ajuda das for\u00e7as Brit\u00e2nicas sob o      Duque de Wellington, os Espanh\u00f3is foram capazes de conduzir as tropas Francesas      fora da Espanha por 1814.<\/p>\n<p>No final da guerra os Borb\u00f3ns retornaram ao trono Espanhol. Mas n\u00e3o havia      fim para os problemas da na\u00e7\u00e3o. For\u00e7as poderosas se reuniram para derrubar      a monarquia &#8211; uma amea\u00e7a enfrentada pelo Rei Fernando VII com medidas reacion\u00e1rias      e repressivas. <\/p>\n<p>A luta entre essas mesmas for\u00e7as na Am\u00e9rica Espanhola levou \u00e0 perda de todas      as col\u00f4nias na Am\u00e9rica do Sul em 1825. Somente Cuba, Porto Rico e as Filipinas      ficaram, e elas foram perdidas como resultado da liquida\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Guerra      Hispano-Americana em 1898.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3pria Espanha o s\u00e9culo 19 continuou a ser um momento de conflito e perturba\u00e7\u00e3o.      A rep\u00fablica foi brevemente estabelecida em 1873, mas no ano seguinte o Rei      Alfonso XII foi convidado a retornar ao trono. <\/p>\n<p>Seu filho, Alfonso XIII, teve a duvidosa distin\u00e7\u00e3o de ter um longo reinado      &#8211; 1886-1931 &#8211; e de ser o primeiro rei Espanhol a abdicar sem derramamento      de sangue. Quando o s\u00e9culo findava, os oper\u00e1rios da Espanha viraram esperan\u00e7osamente      para os partidos socialistas e outros partidos trabalhistas como uma forma      de resolver seus problemas. Greves e revoltas eram impiedosamente colocadas      abaixo pelo governo.<\/p>\n<p>As id\u00e9ias revolucion\u00e1rias eram amplamente difundidas e aumentaram de intensidade      no in\u00edcio dos 1920s. Uma greve na Catalunha levou o rei a permitir o General      Primo de Rivera se tornar o ditador militar da Espanha. <\/p>\n<p>As Cortes (parlamento) foram dissolvidas, embora o rei permanecesse no trono.      Rivera, que nunca foi popular com os liberais na Espanha, foi finalmente derrubado      em 1929. Em 1931, como resultado de uma elei\u00e7\u00e3o geral, o rei foi deposto e      uma rep\u00fablica foi estabelecida.<\/p>\n<p>Os l\u00edderes da rep\u00fablica come\u00e7aram o enorme trabalho de prover a Espanha com      reformas pol\u00edticas e economicas. Mas era uma tarefa quase imposs\u00edvel em face      das tradi\u00e7\u00f5es conservadoras, dos ataques dos latifundi\u00e1rios, da Igreja e do      Ex\u00e9rcito, e da radicaliza\u00e7\u00e3o constante da esquerda. <\/p>\n<p>Em 1936, uma elei\u00e7\u00e3o foi realizada em que a Frente Popular &#8211; uma alian\u00e7a      de republicanos, socialistas, trabalhistas e comunistas &#8211; conquistou uma vit\u00f3ria      impressionante. A vit\u00f3ria da Frente Popular foi seguida por desordem geral      e desencadeou uma revolta pelo Ex\u00e9rcito contra o governo.<\/p>\n<p>A Guerra Civil de 1936-39 colocou Espanhol contra Espanhol, quando os seguidores      Republicanos da Frente Popular enfrentaram as tropas sob a lideran\u00e7a de Francisco      Franco. Os Nacionalistas, liderados por Franco, foram apoiados pelas ditaduras      Alem\u00e3 e Italiana, enquanto a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica fornecia ajuda aos Republicanos.    <\/p>\n<p>Cidade ap\u00f3s cidade caiu para os Nacionalistas at\u00e9 que em 1939, ao custo de      entre 500.000 e 1.000.000 de vidas e devasta\u00e7\u00e3o terr\u00edvel, Franco se tornou      o chefe do Estado Espanhol.<\/p>\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o      de Franco<\/strong><\/p>\n<p>Franco,      que assumiu o t\u00edtulo de Caudillo (l\u00edder), se tornou o chefe de Estado, o chefe      das for\u00e7as armadas, e o l\u00edder do \u00fanico partido pol\u00edtico legal, a Falange.      Em 1947, Franco anunciou que a monarquia seria restaurada ap\u00f3s sua morte.      O Pr\u00edncipe Juan Carlos de Borb\u00f3n y Borb\u00f3n &#8211; neto de Alfonso XIII &#8211; assumiu      o trono como o Rei Juan Carlos I, ap\u00f3s a morte de Franco, em 1975.<\/p>\n<h4>Espanha      moderna<\/h4>\n<p>A mudan\u00e7a pol\u00edtica chegou \u00e0 Espanha. Mas as cicatrizes da guerra civil estavam      mal curadas. Em 1981, a a\u00e7\u00e3o firme por parte do rei colocou abaixo uma tentativa      de golpe da direita. Vit\u00f3rias nas elei\u00e7\u00f5es parlamentares de 1982 e 1986 asseguraram      o dom\u00ednio do Partido Socialista, que, sob Franco havia passado mais de 40      anos de exist\u00eancia subterr\u00e2nea e oposi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Felipe Gonz\u00e1lez, o l\u00edder Socialista que se tornou premier em 1982, sintetizou      a nova gera\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos Espanhois de sucesso. Ele era jovem, carism\u00e1tico,      cosmopolita e pragm\u00e1tico.<\/p>\n<p>Gonz\u00e1lez,      totalmente apoiado pelo Rei Juan Carlos, que formava uma ponte importante      entre a velha ordem e a Espanha contempor\u00e2nea, provou ser um ativista.<\/p>\n<p>Ele      lan\u00e7ou iniciativas para reduzir o tamanho e a influ\u00eancia das for\u00e7as armadas,      para preservar a ades\u00e3o do seu pa\u00eds na Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico      Norte (OTAN), e para obter a entrada da Espanha na Comunidade Europeia (CE),      juntamente com Portugal, em 1 de Janeiro de 1986.<\/p>\n<p>Gonz\u00e1lez viu a associa\u00e7\u00e3o \u00e0 CE como essencial tanto para diminuir o isolamento      pol\u00edtico de seu pa\u00eds como dar continuidade ao crescimento econ\u00f4mico que caracterizou      a economia Espanhola nos 1960s e 1970s. <\/p>\n<p>Grandes investimentos estrangeiros juntamente com o duro trabalho dos Espanh\u00f3is      ajudaram a industrializar o que tinha sido um pa\u00eds agr\u00edcola. Houve tamb\u00e9m      o crescimento de uma classe gerencial mais bem-educada e, como resultado,      centenas de milhares de novos empregos. <\/p>\n<p>Uma importante contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de uma economia orientada      aos servi\u00e7os tem sido o turismo: desde as \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20, a      Espanha tem recebido entre 50 milh\u00f5es e 60 milh\u00f5es de visitantes estrangeiros      a cada ano.<\/p>\n<p>Um      per\u00edodo transit\u00f3rio de sete anos foi criado para facilitar \u00e0 Espanha a plena      participa\u00e7\u00e3o na Comunidade Europeia (renomeada Uni\u00e3o Europeia, ou UE, em 1991).      Durante este per\u00edodo, Madrid continuou &#8211; embora em n\u00edveis decrescentes &#8211; a      proteger sua ind\u00fastria, agricultura e setores de pesca. Enquanto isso, a UE      forneceu assist\u00eancia economica especial \u00e0s nove mais pobres regi\u00f5es autonomas.<\/p>\n<p>Gonz\u00e1lez      foi reeleito em 1990 e 1993, mas seu Partido Socialista gradualmente perdeu      apoio. E, em Mar\u00e7o de 1996, ele foi fragorosamente derrotado pelo Partido      Popular de centro-direita. O governo do novo primeiro-ministro Jos\u00e9 Mar\u00eda      Aznar empurrou pela liberaliza\u00e7\u00e3o, privatiza\u00e7\u00e3o e desregulamenta\u00e7\u00e3o da economia.      A Espanha \u00e9 um dos 12 pa\u00edses da UE que adotaram o euro como sua moeda.<\/p>\n<p>Quatro      anos mais tarde, depois de sucessos econ\u00f4micos no pa\u00eds e uma crescente integra\u00e7\u00e3o      da Espanha \u00e0 pol\u00edtica Europeia, Aznar ganhou outra elei\u00e7\u00e3o em 2000. Apesar      de uma forte oposi\u00e7\u00e3o popular, o governo Espanhol apoiou a decis\u00e3o dos EUA      de atacar o Iraque. Cerca de 1.300 soldados Espanh\u00f3is estavam no Iraque no      final de 2003.<\/p>\n<p>Em 11 de Mar\u00e7o de 2004, um grande ataque terrorista em Madrid por um grupo      ligado \u00e0 Al Qaeda matou cerca de 200 pessoas e feriu cerca de 1.400. Este      evento derrubou completamente a cena pol\u00edtica. <\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2004, parecia que o Partido Popular ganharia as elei\u00e7\u00f5es parlamentares      pela terceira vez. Mas em 14 de Mar\u00e7o, os Socialistas liderados por Jos\u00e9 Zapatero      prevaleceram por uma larga margem. <\/p>\n<p>As tropas Espanholas no Iraque foram retiradas logo depois. Os Socialistas      foram reeleitos no in\u00edcio de 2008, mas sua for\u00e7a diminuiu de forma constante      com a crise econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Em      Abril de 2011, Zapatero anunciou que n\u00e3o iria concorrer \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o em 2012.      Ent\u00e3o, em Julho, ele mudou a elei\u00e7\u00e3o nacional de Mar\u00e7o de 2012 para Novembro      de 2011. Ele fez isso porque a Espanha foi envolvida em uma crise financeira      relacionada \u00e0 sua grande d\u00edvida externa.<\/p>\n<h4>Governo<\/h4>\n<p>A      Constitui\u00e7\u00e3o ratificada em 1978 fez da Espanha uma monarquia parlamentar.      O rei \u00e9 o chefe de Estado e nomeia um primeiro-ministro como chefe de governo.<\/p>\n<p>As      Cortes (Parlamento) s\u00e3o constitu\u00eddas por um Senado de 255-membros e dos 350-membros      do Congresso dos Deputados. O pa\u00eds est\u00e1 dividido em 19 comunidades autonomas,      duas das quais s\u00e3o os enclaves Espanh\u00f3is de Ceuta e Melilla, no Marrocos.<\/p>\n<p><strong>George      W. Grayson<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0Internet      Nations<\/p>\n<h6>Espanha<\/h6>\n<h4>Inquisi\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A      igreja e o estado espanhol caminhavam juntos desde o ano de 587 quando o rei      visigodo Recaredo se converteu do arianismo para o cristianismo e que a religi\u00e3o      passou a ser encarada como fator de unidade nacional diante das invas\u00f5es da      pen\u00ednsula ib\u00e9rica pelos mouros e os sarracenos e devido aos sentimentos dispersivos      e autonomistas das regi\u00f5es como os reinos de Le\u00e3o, Arag\u00e3o, Navarra, Sevilha,      Castelo, Granada e Valencia e a profus\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o judaica em todo o territ\u00f3rio      espanhol, com isto se estabeleceu uma parceria entre os rg\u00e3os eclesi\u00e1sticos      e o poder temporal<\/p>\n<p>Com      os monarcas visig\u00f3ticos submetendo v\u00e1rios de seus c\u00f3digos legislativos aprova\u00e7\u00e3o      de conc\u00edlios como foi o caso do fuero Juzzo do s\u00e9culo X que foi aprovado pelo      concilio de Toledo e em vista dos acontecimentos passou a imperar o lema um      s\u00f3 reino, uma s\u00f3 religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante      a idade m\u00e9dia, a inquisi\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve atua\u00e7\u00e3o expressiva na Espanha em virtude      de sua localiza\u00e7\u00e3o peninsular e n\u00e3o sofreram de forma ingente a influencia      e a penetra\u00e7\u00e3o de movimento her\u00e9ticos como o dos c\u00e1taros, origin\u00e1rios da Maced\u00f4nia      e partid\u00e1rios do neo-maniqueismo herdado de Manu, o dos Albigenses proveniente      dos Valdenses fundado por Valdo na It\u00e1lia, e dos Fraticelli origin\u00e1rios dos      frades franciscanos, e durante o ano de 1197 o rei Pedro II de Arag\u00e3o reiterou      o edito que seu pai Afonso II houvera baixado contra os inimigos da igreja      a quem eram declarados como os hereges e eram expulsos de suas terras, e no      ano de 1198 surgiu pela primeira vez na Espanha a men\u00e7\u00e3o a pena de morte pelo      fogo contra os membros das seitas her\u00e9ticas, e com o correr do tempo o reino      de Arag\u00e3o fronteiro com a Fran\u00e7a acabou sendo assediado por incurs\u00f5es her\u00e9ticas      j\u00e1 que o Languedoc estava praticamente dominado pelos Albigenses que eram      grandes propagadores de uma postura de culto exclusivamente interior, sem      rituais externos e com total rejei\u00e7\u00e3o dos sacramentos cat\u00f3licos, e a partir      de 1226 o rei de Arag\u00e3o Jaime I o Conquistador passou a se preocupar com recrudescimento      das heresias e ao atender aos pedido do Cardeal franc\u00eas Saint-Ange, ele rep\u00f4s      em vigor os editos de 1197 e 1198, e no ano de 1232 o Papa Greg\u00f3rio IX queixou-se      junto ao Arcebispo de Tarragona que os cl\u00e9rigos locais n\u00e3o se interessavam      muito pela repress\u00e3o aos c\u00e1taros e quejandos e por este motivo em 26 de Maio      de 1232 o Papa Greg\u00f3rio IX atrav\u00e9s de uma bula encarregou o Arcebispo de Tarragona      para instituir alguns tribunais inquisitoriais como \u00f3rg\u00e3o eclesi\u00e1sticos de      execu\u00e7\u00e3o e que o mesmo funcionasse paralelamente aos tribunais ordin\u00e1rios      da igreja.<\/p>\n<p>E      no ano de 1233 Jaime I promulgou novo edito contra os Albigense e iniciou      as persegui\u00e7\u00f5es contra eles, e eram realizadas pelos padres que se socorriam      do auxilio de leigos, e no momento que esse edito foi confirmado pelo Papa      Greg\u00f3rio IX ele colocou os frades pregadores que eram membros da ordem dos      dominicanos que fora fundada por Domingos de Gusm\u00e3o que ficou encarregado      das atividades inquisitorial na Espanha.<\/p>\n<p>E      no ano de 1235 o dominicano Ramon de Pe\u00f1aforte a mando do Papa elaborou um      regimento inquisitorial e com o correr do tempo as persegui\u00e7\u00f5es contra os      c\u00e1taros em Arag\u00e3o foi perdendo as for\u00e7as apesar dos esfor\u00e7os, por conta disto      o Papa Greg\u00f3rio IX em 1238 alertou aos reis e os bispos o dever de perseguir      os hereges de acordo com as normas estabelecidas pela santa f\u00e9, e no Viscondado      de Castelbon em Arag\u00e3o foi que as atividades inquisitorial sob o comando de      Guilherme de Montgrin se tornou mais severas, ao condenar mais de cinq\u00fcenta      hereges e ao exumar dezoito cad\u00e1veres de albigenses para que seus ossos fossem      queimados em ef\u00edgie seguindo a antiga tradi\u00e7\u00e3o inquisitiva que infligia pelas      post mortem, enquanto que no resto da Espanha as atividades anti-hereticas      ficaram quase que inexistentes.<\/p>\n<p>E      no ano de 1238 sob a supervis\u00e3o do dominicano Pedro de Leodegaria foi organizada      a inquisi\u00e7\u00e3o em Navarra e no reinado de Afonso X, no seu Fuero Real de 1255      e na lei das Sete Partidas de 1276 ele reproduziu muito da legisla\u00e7\u00e3o estatu\u00edda      pelo Papa Greg\u00f3rio IX quando estabeleceu o objetivo da persegui\u00e7\u00e3o aos heregeres      que deveriam ser levados \u00e0 abjura\u00e7\u00e3o, que os tornava penitentes e os eximia      de castigos mais severos.<\/p>\n<p>E      caso se recusassem a abjurar, eles se tornavam impenitentes, e eram entregues      ao carrasco e sujeito aos supl\u00edcios e \u00e0 morte e seus bens eram confiscados      e paralelamente \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es anti-hereticas foram gradativamente crescendo      nos meios eclesi\u00e1sticos as preocupa\u00e7\u00f5es relativas ao crescimento das popula\u00e7\u00f5es      mouras e judaicas.<\/p>\n<p>E      entre os anos de 1320 e 1339 o maior expoente da inquisi\u00e7\u00e3o espanhola foi      o dominicano Nicolau Eymerich, o grande inquisidor de Arag\u00e3o que elaborou      o manual dos inquisidores (Directorium Inquisitorum) com algumas caracter\u00edsticas      marcantes como o sigilo do processo imposto ao acusado que os autos de f\u00e9      seriam cerim\u00f4nias abertas ao publico e festivas onde eram pronunciadas as      senten\u00e7as contra os hereges, ap\u00f3statas, bruxos e os feiticeiros que nesses      eventos abjuravam publicamente as heresias, e outros eram fustigados e torturados,      e os condenados \u00e0 morte eram executados na fogueira, e no s\u00e9culo XV a persegui\u00e7\u00e3o      aos mouros que se encontravam acuados em Granada e aos judeus chegou ao auge,      com isto muitos mouros com receio de serem expulsos se converteram ao cristianismo      ao aceitarem o batismo e de serem chamados de mouriscos enquanto que os judeus      que aderiram a tal pratica passaram a cognominar-se de marramos.<\/p>\n<p>E      no ano de 1478 os reis cat\u00f3licos Fernando de Arag\u00e3o e Isabel de Castela que      buscavam a meta nacional que ficou conhecida como a reconquista pediram ao      Papa Sisto IV o reavivamento da inquisi\u00e7\u00e3o, no que foram atendidos pela bula      Exigit Sincerae Devotionis Affectus com o car\u00e1ter misto e aut\u00f4nomo no qual      o poder civil poderia designar os inquisitores sem pr\u00eavia anu\u00eancia da santa      f\u00e9 e os primeiros inquisitores designados pelos monarcas foram os freis dominicanos      Miguel Murillo e Juam de San Martim que se estabeleceram em Sevilha onde a      aglomera\u00e7\u00e3o judaica era de grande monta, com isto houve um grande p\u00e2nico entre      os mouriscos e os marranos que se refugiaram nos castelos dos grandes senhores      feudais, e atrav\u00e9s de uma proclama\u00e7\u00e3o de 2 de Janeiro de 1481 os dois inquisidores      ordenaram aos grandes senhores que entregassem os perseguidos sob pena de      excomunh\u00e3o, com isto as pris\u00f5es acabaram de enchendo de \u00e1rabes e de judeus      batizados, o que levou com que os marrranos se insurgissem e por conta disto      decidiram assassinar os inquisidores, por\u00e9m a conjura\u00e7\u00e3o foi abortada em raz\u00e3o      da mesma ter sido delatada aos freis inquisidores.<\/p>\n<p>Fato      este que levou aos sublevados a perderem os seus bens e a suas condena\u00e7\u00f5es      a morte por vivicombust\u00e3o no dia 6 de Fevereiro de 1481 na primeira fogueira      da moderna inquisi\u00e7\u00e3o espanhola, e a partir desta data a atividade inquisitorial      recrudesceu em todo o pa\u00eds com o poder civil deixando de ser mero executor      das condena\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas quando passou a ser coadjuvante e co-participante      dos trabalhos clericais e os juizes passaram a ser escolhidos pelo soberano      entre os membros do clero secular e foi criada uma segunda inst\u00e2ncia na pr\u00f3pria      Espanha com o nome de conselho da suprema e geral inquisi\u00e7\u00e3o e que ficou conhecida      como a suprema e refor\u00e7ou-se o aspecto pol\u00edtico da inquisi\u00e7\u00e3o na tarefa ingente      de preservar a unidade do pa\u00eds contra os setores separatistas que resistiam,      e na incessante luta contra os hereges, apostatas, judeus e mouros que foram      instados a se batizarem sob pena de ex\u00edlio e de ficarem sob a jurisdi\u00e7\u00e3o dos      tribunais inquisitoriais como crist\u00e3os e n\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de pag\u00e3os.<\/p>\n<p>Com      isto muitas cidades acostumadas aos seus privil\u00e9gios secularmente conferidos      pelos soberanos atrav\u00e9s dos fueros acabaram resistindo \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de estranhos      em seus costumes e na autonomia local quando se revoltaram em varias regi\u00f5es      como Navarra, Sevilha, Zaragoza, Granada, Toledo, Barcelona e Val\u00eancia onde      muitos inquisidores foram assassinados em atentados, e diante desses fatos      em 31 de Janeiro de 1482 o Papa Sisto IV atrav\u00e9s de uma bula protestou com      veem\u00eancia, quando amea\u00e7ou cassar o poder designatorio dos reis e exigiu que      os recursos decorrentes dos confiscos dos bens fossem encaminhados a Roma      e que os nomes das testemunhas fossem comunicados aos acusados, por\u00e9m em virtude      das amea\u00e7as por parte dos reis cat\u00f3licos, o Papa Sisto IV acabou recuando      em vista da imensa import\u00e2ncia da Espanha para a propaga\u00e7\u00e3o do cristianismo      e em Outubro de 1483 os reis catolicos nomearam a mais conhecida, odiada,      temida e expressiva figura que foi o dominicano Tomas Torquemada que era o      prior do convento de Santa Cruz em Segovia como o inquisidor geral de Castela,      Arag\u00e3o, Le\u00e3o, Catalunha e Val\u00eancia como o benepl\u00e1cito do sumo pontificie,      que de imediato come\u00e7ou por reorganizar e reformar os tribunais do santo oficio,      quando demitiu os inquisidores que tinham dado provas de parcialidade ou que      pelo seus car\u00e1ter eram ineptos para as fun\u00e7\u00f5es, estendeu as atribui\u00e7\u00f5es do      santo oficio a numerosos crimes ou delitos como heresia impl\u00edcita e se esfor\u00e7ou      de todas as maneiras para evitar os erros e os abusos cometidos pelos primeiros      inquisidores, e a partir de 1484 passou a redigir o regulamento organizacional      e os procedimentos da inquisi\u00e7\u00e3o espanhola que foi completada por Deza em      1500 e por Cisneiro em 1516 e copilada por Alonso Manrique e consolidada no      ano de 1561 por Fernando Valdez.<\/p>\n<p>E      no dia 31 de Mar\u00e7o de 1492 Fernando de Arag\u00e3o e Isabel de Castela assinaram      um decreto no qual todos os judeus que n\u00e3o fossem batizados deveriam ser expulsos      do pa\u00eds e terem os seus bens confiscados, e nesta \u00e9poca os tribunais inquisitoriais      fixos onde muitos condenados peregrinavam em cumprimento de suas penas estavam      localizados nas cidades de Toledo, Sevilha, Valadolhid, Granada, Codoba, Murcia,      Cuenca, S\u00e3o Thiago de Compostela, Logro\u00f1o, Zaragoza, Barcelona, santa Cruz      de Tenerife, Val\u00eancia e Malorca.<\/p>\n<p>E      nestes tribunais inquisitooriais os acusados tinham uma prepara\u00e7\u00e3o terrivel      pois eram convidados a confessar mediante suplicas, amea\u00e7as e demosntra\u00e7ao      dos intrumentos de suplicio, que n\u00e3o podiam ostentar car\u00e1ter cruento, por      este motivo o mais utilizado era o da \u00e1gua ao lado do pol\u00e9 e dos cordeles,      que eram cordas progressivamente apertadas em torno dos bra\u00e7os e das coxas      e se confesse o condenado confessasse durante o tormento, seguia-se a condena\u00e7\u00e3o      e caso o acusado suportasse as dores poderia ser absolvido e comprometendo-se      a n\u00e3o declarar nada a terceiros sobre os sofrimentos, e como as torturas somente      podia ser infligida uma \u00fanica vez , os inquisidores recorriam ao subterf\u00fagio      do adiamento da sess\u00e3o para prosseguimento posterior.<\/p>\n<p>As      penas aplicadas aos hereges eram jejum obrigat\u00f3rio, peregrina\u00e7\u00e3o, proibi\u00e7\u00e3o      de perman\u00eancia em determinados lugares, pratica religiosa obrigat\u00f3ria, pris\u00e3o      inclusive domiciliar, utiliza\u00e7\u00e3o do sambenito que era um habito em forma de      saco que se enfiava pela cabe\u00e7a nas cores amarela e vermelha, fragela\u00e7ao e      a morte pelo fogo.<\/p>\n<p>E      os hereges reincidentes eram lan\u00e7ados diretamente ao fogo, e os que abjuravam      a heresia na hora da morte eram estrangulados pelo carrasco e seus corpos      jogado j\u00e1 sem vida na fogueira e a maioria dos autos de f\u00e9 eram realizados      na Plaza Mayor de Madri.<\/p>\n<p>E      com decorrer do tempo foram institu\u00eddos os crimes de juda\u00edsmo e de maometismo      o que acarretou intensa persegui\u00e7\u00e3o aos adeptos da reforma protestante e entre      os reformistas os mais visados foram os erasmitas que eram adeptos de Erasmo      de Rotterdan, os luteranos e os intimistas que renegavam qualquer tipo de      culto externo, os m\u00edsticos, os iluminados, as beatas, e entre os fatos mais      relevantes temos que em 1579 em Estremadura foi encontrado m\u00edsticos entre      os jesu\u00edtas, o caso da beata Eugenia de La Torre que foi condenada a morte      na fogueira em Toledo por participa\u00e7\u00e3o em orgia libidinosas, at\u00e9 Ign\u00e1cio de      Loyola fundador da Companhia de Jesus tamb\u00e9m esteve sob suspeita da inquisi\u00e7\u00e3o      que o processou e o absolveu por suspeitarem dos seus exerc\u00edcios espirituais,      Santa Tereza de \u00c1vila tamb\u00e9m foi processada e absolvida sob acusa\u00e7\u00e3o de iluminismo      e por volta de 1510 o monge franciscano Melchor da cidade de Oca\u00f1a que havia      profetizado a convers\u00e3o total dos mouros, a queda dos tronos, a convuls\u00e3o      total da cristandade e a transfeencia do papado para Jerusal\u00e9m, que ao dirigir-se      a Joana de La Cruz a convidando-a a com ele gerar um filho que seria um novo      messias, acabou sendo denunciado por Joana ao inquisidor geral Cisneiro, que      o processou e o condenou a fogueira, e no ano de 1558 a infanta Joana inaugurou      a censura, institu\u00edda pela sans\u00e3o pragm\u00e1tica que listou diversas obras proibidas      que passaram a ser proibida as suas aquisi\u00e7\u00f5es por cat\u00f3licos sob pena de condena\u00e7\u00e3o      morte, e uma vitima desta censura foi o Frei Luis de Leon que era professor      da Universidade de Salamanca que foi acusado de assumir em aulas sua posi\u00e7\u00e3o      iluminista e por gesto acabou sendo preso durante o periodo de 1572 a 1576      e que ao reassumir sua c\u00e1tedra, come\u00e7ou a primeira aula dizendo &#8221; como      diz\u00edamos ontem &#8220;.<\/p>\n<p>E      no final do s\u00e9culo XVI destacou-se a figura sinistra do Duque de Alba que      em seu tribunal de sanue mandou torturar e matar muita gente com a contemplacencia      das autoridades eclesiasticas da \u00e9poca que prosseguiam na luta da inquis\u00e7ao      mais en\u00e9rgica contra os protestantes quando novas figuras criminosas foram      criadas, como a sodomia, a bestialidade, o homossexualismo, a necrofilia e      a mancebia sob a compet\u00eancia dos tribunais do santo oficio e quase todas passiveis      de morte pelo fogo.<\/p>\n<p>E      no s\u00e9culo XVIII o iluminismo anticlerical que se alastrou pela Europa e acabou      eclodindo na revolu\u00e7\u00e3o francesa, foi severamente punido pela inquisi\u00e7\u00e3o espanhola,      mas devido a sua influ\u00eancia acabou se aliando a revolu\u00e7\u00e3o industrial e com      \u00e0 ascens\u00e3o da burguesia e dos movimentos liberais, o prestigio e a atua\u00e7\u00e3o      do santo oficio cada vez mais foi considerado um anacronismo insuport\u00e1vel      e injustific\u00e1vel, por\u00e9m a inquisi\u00e7\u00e3o espanhola resistiu ate mesmo a invas\u00e3o      de Napole\u00e3o Bonaparte que em Dezembro de 1808 o aboliu formalmente, por\u00e9m      o santo oficio n\u00e3o deixou de existir na pratica e em 22 de Janeiro de 1813      as cortes de C\u00e1diz votaram a aboli\u00e7\u00e3o do santo oficio, por\u00e9m quando do retorno      do Rei Fernando VII ao trono da Espanha ele restabeleceu a inquisi\u00e7\u00e3o em 1820.<\/p>\n<p>E      atravez do decreto de Maria Cristina em 1834 o tribunal do santo oficio da      inquisi\u00e7\u00e3o veio a ser definitivamente eliminado da Espanha.<\/p>\n<h4>GRANDEZA, DECLINIO E RENASCEN\u00c7A<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh2.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"298\" height=\"148\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>No      ano de 1474 quando a Infanta Isabel se apoderou da coroa em detrimento de      sua sobrinha a princesa das Ast\u00farias, desencadeou-se a anarquia no reino de      Castela, onde a nobreza acostumada a ditar leis ao trono desde o advento da      Casa de Trastamara, prop\u00f4s-se dominar mais ainda o poder real.<\/p>\n<p>Em      virtude da falta de autoridade da rainha o povo passou a reclamar de novas      concess\u00f5es onde no momento em que se registravam terr\u00edveis a\u00e7\u00f5es de bandidos      sob a prote\u00e7\u00e3o dos castelos feudais e pela gardunha que era uma poderosa associa\u00e7\u00e3o      de criminosos.<\/p>\n<p>Em virtude da situa\u00e7\u00e3o reinante em Castela ser alarmante em vista da falta      de qualquer tipo de justi\u00e7a e que a \u00fanica lei conhecida era a da viol\u00eancia,      o rei de Portugal Dom Afonso V, marido de Dona Joana pretendente \u00e0 coroa castelhana      invadiu o territ\u00f3rio espanhol com o apoio dos mais influentes nobres portugueses      para afastar a nobreza, restabelecer a ordem, fortalecer o poder real e fundar      definitivamente em bases s\u00f3lidas a unidade espanhola, por\u00e9m em virtude de      uma r\u00e1pida a\u00e7\u00e3o desenvolvida por Dom Fernando, os portugueses e espanh\u00f3is      partid\u00e1rios de Dona Joana acabaram sendo derrotados na batalha de Toro, e      com a santa irmandade se transformando em exercito real os mesmos empreenderam      severas persegui\u00e7\u00f5es aos salteadores e malfeitores que se viram obrigados      a fugir de Castela para Portugal ou para o reino Mouro de Granada para n\u00e3o      ca\u00edrem nas m\u00e3os dos membros da Santa irmandade cujas sum\u00e1rias senten\u00e7as de      morte eram imediatamente executadas, e com o decorrer do tempo o reino de      Castela ficou livre dos salteadores e bandidos e para restabelecer o imp\u00e9rio      da lei Dom Fernando e Dona Isabel robusteceram a autoridade dos tribunais      ao promulgarem \u00e9ditos e ordenan\u00e7as muito rigorosas, e atrav\u00e9s de um decreto      Dom Fernando tirou o poder at\u00e9 ent\u00e3o exercido pelas ordens militares e passou      a controlar diretamente o poder, e com o auxilio dos burgueses das cidades      foi abatida \u00e0 aristocracia e diminuiu os privil\u00e9gios dos foros das cidades      que passaram a ser governados por um representante do rei. <\/p>\n<p>E com o restabelecimento da ordem, o com\u00e9rcio e a industria tomaram grande      impulso e prosperaram, enquanto que a agricultura renasceu e por toda parte      foram erguidos monumentos, templos, pal\u00e1cios e surgiram universidades e escolas,      e pelo fato de muitos judeus convertidos ao catolicismo terem voltado para      \u00e0 religi\u00e3o judaica, o fato acabou levantando em clamor geral para que fosse      restabelecido em Castela o tribunal da inquisi\u00e7\u00e3o a fim de proceder rigorosamente      contra os heregeres e ap\u00f3statas tal como j\u00e1 existia na Fran\u00e7a e na Catalunha.    <\/p>\n<p>Por\u00e9m os reis de Castela denominados reis cat\u00f3licos tinham certo receio de      que a inquisi\u00e7\u00e3o alcan\u00e7asse um poderio que obscurecesse a influencia da coroa.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh3.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"131\" height=\"226\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>Mesmo      assim em 1481 Dom Fernando restabeleceu a inquisi\u00e7\u00e3o em Castela com o nome      de santo oficio, e que se transformou em um instrumento da pol\u00edtica real e      que contribuiu para fazer desaparecer pela pris\u00e3o ou pelo fogo, atrav\u00e9s do      inquisidor mor Torquemada todos os judeus e mu\u00e7ulmanos que n\u00e3o partilhavam      da cren\u00e7a do soberano.<\/p>\n<p>E      com a pacifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, os soberanos espanh\u00f3is resolveram acabar com os      restos da domina\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana na pen\u00ednsula, e para isto declararam guerra      ao reino de Granada que se encontrava dividido por graves desentendimentos      entre os seus governantes, e no dia 2 de Janeiro de 1492 Boabdil o ultimo      rei de Granada capitulou diante dos crist\u00e3os, com isto os mu\u00e7ulmanos foram      proibidos de praticarem a sua religi\u00e3o, e ao serem expulsos dos territ\u00f3rios      conquistados junto aos judeus, foram impedidos de levarem consigo as suas      riquezas e em vista dos fatos ocorridos, os mu\u00e7ulmanos se levantaram em Alpujarra      onde acabaram sendo sufocados pelo ex\u00e9rcito crist\u00e3o.<\/p>\n<p>E      no reinado de Dom Fernando e Dona Isabel coube \u00e0 Espanha a honra de ter sido      nos seus navios sob a sua bandeira, que o genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo descobriu      a Am\u00e9rica, e a ele v\u00e1rios exploradores partiram para a Am\u00e9rica como em 1499      quando Afonso de Ojeda cujo piloto Juan de la Costa tra\u00e7ou o primeiro mapa      do novo mundo, Pedro Afonso Nino, Pinz\u00f3n, Diego de Leppe, Rodrigo de Bastidas      e Am\u00e9rico Vespucio que exploraram as costas da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>E      com a divis\u00e3o da It\u00e1lia em numerosos estados que sempre estavam em guerra,      o pa\u00eds se tornou um alvo de cobi\u00e7a das potencias da \u00e9poca, por este motivo      o rei da Fran\u00e7a Carlos VIII despojou Fernando II rei de N\u00e1poles e pr\u00edncipe      de Arag\u00e3o, com isto a Espanha no ano de 1495 acudiu o rei deposto e abriu      uma guerra durante tr\u00eas longos anos em batalhas encarni\u00e7ados na It\u00e1lia meridional,      onde o General Gon\u00e7alo Fernandes de C\u00f3rdova alcan\u00e7ou relevante vit\u00f3ria ao      derrotar os franceses em Atela, Ostia e N\u00e1poles onde Frederico foi elevado      ao trono ap\u00f3s a sua restaura\u00e7\u00e3o, e no ano de 1498 e a paz firmada entre os      reis da Espanha e da Fran\u00e7a, e com o correr dos tempos Dom Luis XII prop\u00f4s      ao rei da Espanha a divis\u00e3o do reino de N\u00e1poles entre os dois pa\u00edses, proposta      esta que foi de imediato aceita por Dom Fernando que falando aos compromissos      assumidos com o rei de N\u00e1poles e com o herdeiro do trono o Duque da Cal\u00e1bria      foram reunidas \u00e0s for\u00e7as francesas e espanholas e derrotaram o rei de N\u00e1poles.<\/p>\n<p>E      no momento da partilha do reino de N\u00e1poles, surgiram graves desentendimentos      que levou os dois pa\u00edses a guerra onde os ex\u00e9rcitos espanh\u00f3is comandado pelo      General Gon\u00e7alo Fernandes de C\u00f3rdova o El Grande Capit\u00e1n levou o rei da Fran\u00e7a      em 1504 a reconhecer a soberania da Espanha sobre todo o territ\u00f3rio do reino      de N\u00e1poles.<\/p>\n<p>A Rainha Isabel foi profundamente infeliz com sua descend\u00eancia, pois em 1497      perdeu seu \u00fanico filho var\u00e3o Dom Jo\u00e3o, e no ano seguinte falecia sua filha      Dona Isabel rainha de Portugal e herdeira do trono de Castela, e em 1500 morreu      seu neto Dom Miguel, com isto restou-lhe as suas tr\u00eas filhas; Dona Joana que      era casada com o Arquiduque da \u00c1ustria Dom Filipe o Formoso, dona Maria esposa      do Rei de Portugal Dom Manuel I e Dona Catarina casada com o Pr\u00edncipe Artur      da Inglaterra e ap\u00f3s a sua morte ela se casou com o seu irm\u00e3o o futuro Rei      Henrique VIII. <\/p>\n<p>E com a morte da Rainha Isabel no ano de 1504 coube a coroa sua filha Dona      Joana que teve como regente do reino o seu marido Dom Fernando que renunciou      ao titulo de rei de Castela, e que ao chegar \u00e0 Espanha se fez acompanhado      de diversos fidalgos flamengos os quais acabaram gerando diversos desentendimentos      com o genro e por conta disto acabou se retirando para o reino de Arag\u00e3o de      onde seguiu para N\u00e1poles, entretanto em 1506 morria Dom Filipi que deixou      v\u00e1rios filhos e entre eles se encontravam Dom Carlos V que por ser de menor      idade e pelo fato de Dona Joana ter enlouquecido, Dom Fernando novamente passou      a ser o regente da Espanha, e durante o seu novo per\u00edodo de governo ficou      notabilizado pela energia que ele exerceu ao enviar numerosas expedi\u00e7\u00f5es contra      os Mouros da costa setentrional da \u00c1frica as quais resultou na conquista de      Oran e de outras pra\u00e7as, e no ano de 1510 Dom Fernando destronou a soberana      de Navarra e anexou essa regi\u00e3o ao territ\u00f3rio espanhol e em 1516 Dom Fernando      veio a falecer ap\u00f3s tanto fazer pela unifica\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o espanhola e na oportunidade      o Cardeal Ximenes passou a ocupar a reg\u00eancia da Espanha. <\/p>\n<p>Dom Carlos V que estava sendo educado nos pa\u00edses baixos, de imediato exigiu      que fosse proclamado rei da Espanha, com isto o Cardeal Ximenes foi for\u00e7ado      a ceder para evitar maiores males, e no ano de 1517 Dom Carlos V assim que      chegou a Espanha escreveu ao cardeal concedendo-lhe uma licen\u00e7a para se retirar      da corte, e por almejar ser eleito imperador da Alemanha ele exigiu que fosse      fornecido o dinheiro necess\u00e1rio para alcan\u00e7ar o seu intento, e ap\u00f3s obter      o que desejava Dom Carlos V partiu para a Alemanha em 1519 deixando como regente      do reino espanhol o De\u00e3o Adriano.<\/p>\n<p>Fato      este que deixou indignado os castelhanos que passaram a ser chamados de comunaros      ou defensores das liberdades municipais e por se sentirem violados em suas      leis e fueros e pela tirania real e pelos flamengos que faziam verdadeiras      pilhagens na Espanha, e ao pegarem nas armas, acabaram sendo vencidos pelos      nobres em Villalar onde seus principais chefes do movimento acabaram sendo      executados em 1521.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh4.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"296\" height=\"211\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>Com      isto a Espanha ficou convertida em depend\u00eancia do imp\u00e9rio de Carlos V onde      este ia buscar os homens e o dinheiro de que necessitava para a sua pol\u00edtica      pessoal, que levou a constantes guerras com o seu rival Francisco I rei da      Fran\u00e7a, com o papa, com os Mouros, com os protestantes da Alemanha e com os      pr\u00f3prios flamengos, e por n\u00e3o saber onde conseguir mais dinheiro e cansado      de combater, Dom Carlos V em 1556 abdicou em favor de seu filho Filipi II      a que deixou os pa\u00edses baixo, o ducado de Borgonha, a Espanha, os estados      da It\u00e1lia e a Am\u00e9rica Espanhola, enquanto o seu irm\u00e3o Fernando recebia a coroa      imperial da Alemanha e o arquiducado da \u00c1ustria e se retirou para o mosteiro      de S\u00e3o Justo na Espanha onde viveu como verdadeiro soberano, rodeado de uma      corte numerosa e brilhante, e durante os quarentas anos de seu soberano reinado      alguns destemidos capit\u00e3es espanh\u00f3is levaram a cabo grande parte da vasta      obra do descobrimento e da conquista dos territ\u00f3rios americanos, e entre eles      destacamos Juan Diaz de Solis que descobriu a pen\u00ednsula de Yucat\u00e3 e explorou      o Rio da Prata entre os anos de 1512 e 1515, Juan Ponce de Leon que em 1513      desembarcou na Florida, em 1513 Vasco Nunez de Balboa tomou posse do oceano      pacifico atrav\u00e9s do canal do Panam\u00e1, no ano de 1519 Fernando de Magalh\u00e3es      descobriu a passagem do oceano atl\u00e2ntico para o pacifico e deu a volta ao      redor do mundo, Grijalva em 1520 reconheceu a costa do M\u00e9xico, pa\u00eds este que      Fernando Cort\u00e9s havia conquistado e Francisco Pizarro e seus companheiros      se assenhorearam do Peru, e ao penetrarem pelo sul acabaram chegando ao Chile,      Bol\u00edvia e Equador.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh5.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"299\" height=\"154\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>Filipe      II que era um defensor do catolicismo teve durante o seu governo uma imensa      extens\u00e3o de dom\u00ednios onde mantinha um forte ex\u00e9rcito e uma poderosa marinha      com quais travou diversas guerras com quase toda a Europa, onde a sua principal      inimiga era a Inglaterra que n\u00e3o s\u00f3 destruiu a grande esquadra espanhola conhecida      como a invenc\u00edvel armada, como tamb\u00e9m a atacaram os navios que transportavam      as riquezas vindas da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>E devido a sua energia, Filipe II adquiriu uma amplitude sem precedente em      seu reinado e para isto ele expulsou os \u00faltimos agricultores mu\u00e7ulmanos do      reino de Granada e para acabar com a heresia na Espanha e manter a unidade      religiosa, ele perseguiu impiedosamente os mu\u00e7ulmanos atrav\u00e9s da inquisi\u00e7\u00e3o      e atrav\u00e9s de seus ex\u00e9rcitos ele alcan\u00e7ou brilhantes vit\u00f3rias em Lepanto e      Saint Quintin, e neste per\u00edodo apareceram soberanos nomes ilustres nas letras      espanholas e universais, como Cervante, Santa Teresa, Frei Luis de Leon, Fernandes      Navarrete, Arias Montano e outros. <\/p>\n<p>Filipe III ao suceder o seu pai no trono espanhol, encontrou o pa\u00eds empobrecido      e endividado, os ex\u00e9rcitos consumidos pelas continuas guerras, a agricultura      arruinada e a industria praticamente paralisada e uma enorme carro\u00e7\u00e3o dos      costumes, e ap\u00f3s cinco anos a decad\u00eancia foi r\u00e1pida na na\u00e7\u00e3o que fizera o      mundo tremer em virtude da m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o do Duque de Lerna, e ao assumir      o trono espanhol em 1621 Filipe IV cedeu todos os poderes ao Duque de Olivares      que centralizou em suas m\u00e3os todos os poderes e seguiu a orgulhosa pol\u00edtica      de Carlos V e Filipe II ao desafiar a Fran\u00e7a representada pelo Cardeal Richelieu      fato este que acarretou a derrota de seus ex\u00e9rcitos pelos franceses, e durante      o seu reinado houve a revolta de Portugal que acabou recobrando a sua independ\u00eancia,      e a Catalunha, N\u00e1poles, Andaluzia e Sic\u00edlia promoveram sem sucesso um movimento      emancipador e apesar da decad\u00eancia que se acentuava, ainda apareceram grandes      nomes nas artes, assim como Vel\u00e1squez e Murillo, nas letras distinguiram-se      Lopes de Veja, Moreto, Alarc\u00f3n, Baltazar Graci\u00e1n.<\/p>\n<p>Carlos      II que sucedeu a Filipe IV, se viu sem dinheiro nem administra\u00e7\u00e3o, sem soldados      nem navios.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh6.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"299\" height=\"164\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>E      ao seguir a pol\u00edtica errada acabou sendo vencido em sucessivas batalhas e      acabou se tornando vitima de uma humilhante combina\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica quando      perdeu para a Fran\u00e7a as melhores pra\u00e7as da Am\u00e9rica setentrional e parte da      Catalunha que mais tarde foi devolvida pela desdenhosa miseric\u00f3rdia de Luiz      XIV, foi despojada de seus dom\u00ednios os pa\u00edses baixos que tanto sangue e sacrif\u00edcio      custara \u00e0 na\u00e7\u00e3o, com isto findava a dinastia austr\u00edaca inaugurada brilhantemente      com Carlos V o Imperador e t\u00e3o tristemente findava.<\/p>\n<p>Antes      do falecimento de Dom Carlos II que n\u00e3o tinha nenhum herdeiro direto ao trono      espanhol, ele designou o Pr\u00edncipe Jos\u00e9 Leopoldo da Baviera que misteriosamente      acabou sendo assassinado por envenenamento e para a sucess\u00e3o ao trono os embaixadores      da Fran\u00e7a indicaram Luis XIV rei da Fran\u00e7a e os embaixadores da \u00c1ustria apontaram      o imperador Leopoldo da \u00c1ustria e ap\u00f3s incessantes intrigadas junto ao leito      do rei moribundo para que este escolhesse seu sucessor, e para isto o rei      proclamou como herdeiro da coroa espanhola Filipe V duque de Anjou, neto de      Luis XIV que subiu ao trono com o nome de Filipe V, ent\u00e3o o arquiduque Carlos      filho do imperador da \u00c1ustria protestou veementemente pela escolha e como      conseq\u00fc\u00eancia seguiu-se uma guerra que foi chamada de guerra de sucess\u00e3o em      que a Espanha e seus dom\u00ednios foram o teatro de uma violenta luta que durou      dez anos e que arrastou quase toda a Europa e que terminou com a assinatura      do tratado de Utrecht no qual foi mantido o rei Filipe V no trono espanhol      e a Espanha obrigada a ceder Gibraltar e Mahon aos ingleses e perder as possess\u00f5es      na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Filipe      V mais tarde empreendeu algumas guerras mal sucedidas na tentativa de recuperar      os territ\u00f3rios perdidos, e ao falecer em 1746 foi sucedido pelo seu filho      Fernando VI que deu continuidade \u00e0s guerras por ele iniciada na It\u00e1lia, porem      por ser dotado de um esp\u00edrito pacifico, pois um termo as guerras e dedicou      um especial aten\u00e7\u00e3o para a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e com a sua morte subiu ao      trono o rei de N\u00e1poles com o titulo de Carlos III que em muito se esfor\u00e7ou      para erguer a Espanha ao reorganizar a fazenda publica, o regime municipal,      dispensou grande aten\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura, a industria e ao com\u00e9rcio, desenvolveu      a marinha de guerra e revelou-se um desvelado protetor das artes e das ci\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh7.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"211\" height=\"298\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>Em      1761 ao ceder aos interesses do rei Luis XV da Fran\u00e7a ele assinou um tratado      de alian\u00e7a militar ofensiva e defensiva que tomou o nome de pacto de fam\u00edlia,      que lhe obrigou a entrar na guerra que a Fran\u00e7a declarou a Inglaterra, cujos      resultados foram desastrosos para a Fran\u00e7a e a Espanha que perdeu a Florida      e os territ\u00f3rios a leste e sudoeste do rio Mississipi e na oportunidade para      compensar os preju\u00edzos sofridos pela Espanha o rei Luis XV cedeu a Espanha      a Luisiana e em 1770 quando da insurrei\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias da Am\u00e9rica do Norte      contra a Inglaterra, Carlos III favoreceu os insurretos com auxilio da Fran\u00e7a      e ao ser assinada a paz no ano de 1783 a Espanha recuperou a Florida e devolveu      a Fran\u00e7a a Luisiana e quando da guerra contra Marrocos motivada pela expuls\u00e3o      dos crist\u00e3os ali residente, Carlos III tamb\u00e9m recuperou as ilhas Baleares      e no ano de 1788 o seu filho Carlos IV que era um pr\u00edncipe fraco e sem valor      lhe sucedeu no trono espanhol e em 1789 rebentou a revolu\u00e7\u00e3o francesa que      tanta influ\u00eancia exerceu em todo mundo e em 1793 o governo espanhol aderiu      a colizao europ\u00e9ia contra a Fran\u00e7a revolucionaria e ao ser assinada a paz      de Basil\u00e9ia entre os governos da Espanha e a Fran\u00e7a que se alinharam para      lutar contra a Inglaterra e devido \u00e0 m\u00e1 administra&#8217;;c\u00e3o de Godoi a Espanha      acabou sofrendo uma grande derrota naval em Trafalgar no ano de 1805 quando      Napole\u00e3o Bonaparte era coroado imperador dos franceses.<\/p>\n<p>E      em 1807 devido o fato de Portugal n\u00e3o aceitar o bloqueio continental imposto      por Napole\u00e3o Bonaparte onde deveria cessar todas as rela\u00e7\u00f5es comerciais entre      o continente e a Inglaterra, por conta disto foi assinado um tratado entre      os ingleses e espanh\u00f3is em que a na\u00e7\u00e3o portuguesa foi dividida em tr\u00eas pequenos      estados que foram doados a Godoi, a infanta da Espanha e um outro a Fran\u00e7a      at\u00e9 o fim da guerra.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh8.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"257\" height=\"197\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>E      pelo mesmo tratado ficou acertado que a Espanha permitiria a passagem atrav\u00e9s      de seus territ\u00f3rios dos ex\u00e9rcitos franceses para atacar Portugal e com estes      pretextos foram ocupadas \u00e0s pra\u00e7as mais importantes da Espanha pelas tropas      francesas, que devido a este fato acabou ocasionando a queda de Godoi e a      abdica\u00e7\u00e3o do Rei Carlos IV a favor de seu filho Fernando VII que acabou sendo      atra\u00eddo para uma conferencia em territ\u00f3rio franc\u00eas onde acabou sendo aprisionados      por Napole\u00e3o Bonaparte que fez com que o seu irm\u00e3o Jos\u00e9 se tornasse rei da      Espanha e que deixou o pa\u00eds sem governo e sem dire\u00e7\u00e3o e por conta disto o      povo espanhol criaram umas juntas governativas em nome de Fernando VII nas      varias prov\u00edncias e regi\u00f5es da Espanha com a finalidade de organizarem uma      resist\u00eancia contra os usurpadores franceses.<\/p>\n<p>Os      primeiros encontro entre os patriotas espanh\u00f3is e os ex\u00e9rcitos franceses acabaram      de forma desastrosas para os espanh\u00f3is, todavia em 1808 alcan\u00e7aram uma grande      vit\u00f3ria em Bail\u00e9n quando aprisionaram um forte exercito franc\u00eas, e ao solicitarem      o auxilio da Inglaterra os espanh\u00f3is receberam ajuda atrav\u00e9s de um pequeno      exercito comandado pelo general Moore que foi totalmente exterminado pelos      franceses e ao receberem novas tropas sob o comando do General Wellesley,      as for\u00e7as inglesas ajudadas pelos patriotas espanh\u00f3is alcan\u00e7aram sucessivas      vit\u00f3rias sobre os franceses at\u00e9 a expuls\u00e3o definitiva do Rei Jos\u00e9 do territ\u00f3rio      espanhol, com isto o Rei Fernando VII voltou ao trono espanhol governando      com um poder absoluto que desagradou ao povo espanhol que haviam se acostumado      com o regime das juntas e c\u00f4rtes, por isto resistiram aos desejos do soberano.<\/p>\n<p>E      em 1820 iniciaram uma s\u00e9rie de levantes liberais chefiados por Rafael Del      Riego, e para sufocar tais movimentos o monarca Fernando VII invocou o auxilio      da santa alian\u00e7a para uma interven\u00e7\u00e3o na Espanha em uma tenaz persegui\u00e7\u00e3o      aos partid\u00e1rios liberais<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh9.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"248\" height=\"215\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>E      quando de seu falecimento iniciou-se na Espanha uma sangrenta guerra civil      entre os partid\u00e1rios de sua filha Dona Isabel II e os simpatizantes do Infante      Dom Carlos que se se baseavam na lei s\u00e1lica que n\u00e3o permitia a sucess\u00e3o aos      herdeiros do sexo feminino<\/p>\n<p>E      ap\u00f3s sete anos de conflitos entre os isabelinos e carlista ficou resolvido      que o trono espanhol ficaria em poder de Dona Isabel II que devido a sua menor      idade, teve como regente Dona Catarina que em 1844 foi deposta e substitu\u00edda      pelo General Espartero que governou com grande inseguran\u00e7a at\u00e9 o ano de 1868      quando rebentou uma revolu\u00e7\u00e3o que derrubou a dinastia de Bourbon chefiada      pelos Generais Francisco Serrano que era um republicano e pelo monarquista      Juan Prin que ao conseguir impor o seu ponto de vista em 1871 colocou no trono      da Espanha o Duque de Aosta Amadeu de Sab\u00f3ia que era filho de Vitor Manuel      II rei da It\u00e1lia, e que ap\u00f3s dois anos de reinado renunciou o trono espanhol      e retornou a sua p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Devido      os fatos, foi proclamada a primeira republica espanhola a qual durou apenas      um ano e na oportunidade Afonso XII assumiu o poder ao restabelecer a monarquia      na Espanha e pelo seu falecimento em 1886 a sua vi\u00fava Maria Cristina de Habsburgo      passou a exercer a reg\u00eancia da Espanha em virtude da menoridade de seu filho      Afonso XIII e devido a sua m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o o pa\u00eds acabou perdendo os \u00faltimos      restos do imenso imp\u00e9rio espanhol.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/eespanh10.jpg\" alt=\"Espanha\" width=\"298\" height=\"207\" title=\"Espanha\" \/><\/p>\n<p>E      no ano de 1898 a Espanha entrou em guerra com os Estados Unidos e devido s      derrotas sofridas acabou perdendo o dom\u00ednio que possu\u00eda sobre Cuba, Porto      Rico e Filipinas, e ao assumir o poder do trono espanhol no ano de 1902 Afonso      XIII se mostrou ser um rei prudente e moderado ao manter o pa\u00eds fora da primeira      guerra mundial, em 1931 os republicanos e socialistas sa\u00edram vencedores as      elei\u00e7\u00f5es realizadas.<\/p>\n<p>E      na oportunidade Afonso XIII preferiu abdicar o trono espanhol para n\u00e3o lan\u00e7ar      a na\u00e7\u00e3o nos horrores de uma guerra civil ao se retirar voluntariamente do      pa\u00eds, com isto foi estabelecida a segunda republica na Espanha, e quando da      reuni\u00e3o do parlamento foi elaborada uma nova constitui\u00e7\u00e3o e eleito como presidente      Niceto Alcal\u00e1 Zamora que durante o seu governo teve que enfrentar diversos      levantes monarquistas e comunista onde os mais significativos foram o encabe\u00e7ado      pelo General Sanjurjo que exigiu a confisca\u00e7\u00e3o das propriedades da nobreza,      e as desordens ocorridas na Ast\u00farias e na Catalunha onde o presidente Luis      Companys tentou proclamar a independ\u00eancia, e em um movimento que foi sufocado      com muito sangue derramado e no ano de 1936 Niceto Alcal\u00e1 Zamora foi substitu\u00eddo      Manuel Aza\u00f1a e o General Francisco Franco que exercia o cargo de general em      Marrocos que deram inicio a guerra civil que durou quase tr\u00eas anos e que se      estendeu por toda a Espanha, e com a vit\u00f3ria alcan\u00e7ada do General Francisco      Franco sobre as for\u00e7as republicanas ele come\u00e7ou a reger os destinos da Espanha      virtualmente como um ditador.<\/p>\n<p>Fonte: br.geocities.com<\/p>\n<h6>Espanha<\/h6>\n<h4>ALF\u00c2NDEGA E DOCUMENTA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n<p>Para os cidad\u00e3es membros da Comunidade Econ\u00f4mica Europea e de \u00c1ustria, Liechtenstein,      Sui\u00e7a e M\u00f4naco somente \u00e9 necess\u00e1rio apresentar o Documento de Identidade ou      Passaporte em vigor. <\/p>\n<p>Os visitantes de alguns pa\u00edses de Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica, \u00c1sia e Oce\u00e2nia,      em fun\u00e7\u00e3o da dura\u00e7\u00e3o da estadia, se necessita do visto. <\/p>\n<p>No caso de d\u00favida \u00e9 aconselh\u00e1vel consultar nos Consulados da Espanha.<\/p>\n<p>Todos      os turistas podem introduzir, livre de impostos, objetos pessoais como j\u00f3ias,      m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, equipamentos de v\u00eddeo e som, computadores port\u00e1teis      ou objetos diversos. Para artigos como cigarros, charutos, vinhos, licores      e perfumes existe uma quantidade m\u00e1xima.<\/p>\n<p>Para      introduzir animais na Espanha \u00e9 necess\u00e1rio apresentar um certificado de origem      e de sa\u00fade de acordo ao modelo internacional. Nele dever\u00e1 constatar o historial      das vacinas que tem recebido o animal. Em alguns hot\u00e9is est\u00e1 permitida a estadia      de c\u00e3es ou gatos. Nos restaurantes geralmente n\u00e3o est\u00e1 permitida a sua entrada.<\/p>\n<h4>CLIMA<\/h4>\n<p>Em      geral o clima na Espanha \u00e9 benigno, sim embargo devido \u00e0 variedade de regi\u00f5es,      o clima varia de um lugar para outro. O norte da Espanha \u00e9 \u00famido e com temperaturas      suaves em ver\u00e3o e frias no inverno. No ter\u00e7o interior e central da pen\u00ednsula      o clima \u00e9 extremo: quente no ver\u00e3o e frio no inverno. Na zona do Mediterr\u00e2nio      os ver\u00e3os s\u00e3o \u00famidos e com temperaturas altas.<\/p>\n<p>No      inverno prevalecem as temperaturas frescas. Na regi\u00e3o do sul, o clima \u00e9 seco      e com temperaturas altas no ver\u00e3o e moderado no inverno. Nas Ilhas Baleares      as temperaturas s\u00e3o similares \u00e0s da zona do Mediterr\u00e2nio. Nas Ilhas Can\u00e1rias      o ambiente \u00e9 muito agrad\u00e1vel durante o ano todo. Nas regi\u00f5es com pronunciada      altitude, as temperaturas descem consider\u00e1velmente nos meses do inverno.<\/p>\n<h4>EQUIPAMENTOS DE VIAGEM<\/h4>\n<p>Em      geral o clima na Espanha \u00e9 muito benigno e depender\u00e1 da regi\u00e3o que se deseJe      visitar. Se viajar nos meses de ver\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel levar prendas de algod\u00e3o      e alg\u00fam abrigo leve se viajar por algumas zonas do interior. No outono, sobre      tudo no norte da pen\u00ednsula \u00e9 recomend\u00e1vel capa de chuva.<\/p>\n<p>O      inverno \u00e9 frio no interior e suave nas zonas costeiras do Mediterr\u00e2nio. Em      geral n\u00e3o existe o costume de arrumar-se de forma especial quando vai ao teatro,      o cinema ou restaurantes. Em alguns cassinos s\u00e3o proibidos jeans e alguns      exigem camisa de vestir e gravata.<\/p>\n<h4>IDIOMA<\/h4>\n<p>Espanha      conta com uma popula\u00e7\u00e3o de 39.887.150 habitantes, segundo os dados do \u00faltimo      censo. O idioma oficial em todo o territ\u00f3rio espanhol \u00e9 o castelhano. S\u00e3o      oficiais tamb\u00e9m, em suas respetivas Comunidades Aut\u00f4nomas: o Catal\u00e3 (Catalunha),      Galego (Gal\u00edcia), Valenciano (Val\u00eancia) e Vascuence ou Euskera (Pa\u00eds Vasco).<\/p>\n<h4>RELIGI\u00c3O<\/h4>\n<p>A      Constitu\u00e7\u00e3o garantiza a liberdade de culto. A maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 cat\u00f3lica.      Est\u00e3o presentes a maioria dos cultos: judea, crist\u00e3, mu\u00e7ulmana, budista, etc.<\/p>\n<h4>ELETRICIDADE<\/h4>\n<p>O      fluido em toda Espanha \u00e9 de 220 V AC, 50 ciclos (Hz). As tomadas s\u00e3o, geralmente,      de duas entradas de tomadas redondas.<\/p>\n<h4>MOEDA E C\u00c2MBIO<\/h4>\n<p>No dia 1 de Janeiro do ano 2002, o Euro converteu-se na moeda de curso oficial      e comunit\u00e1ria de doze Pa\u00edses da Europa: Espanha, Alemanha, \u00c1ustria, B\u00e9lgica,      Finl\u00e2ndia, Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia, Holanda, Irlanda, It\u00e1lia, Luxemburgo e Portugal.    <\/p>\n<p>As notas s\u00e3o iguais para os doze Pa\u00edses e distinguem-se entre si pela sua      cor e tamanho. Existem notas de maior valor: de 500 euros, 200 euros, 100      euros e 50 euros e circulam, tamb\u00e9m, notas de menor valor: de 20 euros, 10      euros e 5 euros.<\/p>\n<p>Estas notas t\u00eam incorporados elementos de seguran\u00e7a avan\u00e7ados, os quais permitem,      f\u00e1cilmente, comprovar a sua veracidade, como uma marca de \u00e1gua, um holograma,      uma linha de seguran\u00e7a, tinta de cor vari\u00e1vel, impress\u00e3o em relevo e uma banda      iridescente que brilha e muda ligeiramente de cor sob uma luz intensa. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, puseram-se em circula\u00e7\u00e3o oito moedas que t\u00eam uma face com\u00fam e      uma face nacional, desenhada por cada Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Todas      as moedas se consideram v\u00e1lidas nos doze Pa\u00edses da zona do euro. H\u00e1 moedas      de 2 euros,&amp;nbsp; 1 euro, de 50 c\u00eantimos,&amp;nbsp; 20 c\u00eantimos,&amp;nbsp;      10 c\u00eantimos, 5 c\u00eantimos, 2 c\u00eantimos e 1 c\u00eantimo. Cada uma delas com um di\u00e2metro,      peso, cor, composi\u00e7\u00e3o e espessura diferente para uma mais f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos aeroportos internacionais existem escrit\u00f3rios de c\u00e2mbio. Os bancos (abertos      de segunda-feira \u00e0 sexta-feira de 8.30 a 14.00 h. e os s\u00e1bados nos meses do      inverno) oferecem o servi\u00e7o de c\u00e2mbio, assim como a maioria de hot\u00e9is e ag\u00eancias      de viagem. <\/p>\n<p>Em Madrid existem escrit\u00f3rios de c\u00e2mbio, situadas, a maioria, na grande Via      com um hor\u00e1rio mais flexivel. \u00c9 convenente assegurar-se do tipo de c\u00e2mbio      e da tarifa de comiss\u00e3o. A maioria dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito internacionais,      como os cheques de viagem, s\u00e3o aceitos na maioria de lojas, hot\u00e9is e restaurantes.<\/p>\n<h4>EMERG\u00caNCIA-SA\u00daDE-POLICIAMENTO<\/h4>\n<p>O      n\u00famero de emerg\u00eancia para a policia nacional, na maioria das comunidades \u00e9      o 091 e o 092 para a policia municipal. No caso de urg\u00eancias m\u00e9dicas pode      marcar o 061. Por\u00e9m, estos n\u00fameros podem mudar de uma comunidade para outra.      \u00c9 recomend\u00e1vel viajar com um seguro m\u00e9dico embora que existam acordos de reciprocidade      com a Seguran\u00e7a Social com a maioria dos pa\u00edses membros da Comunidade Europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>Existem      n\u00famerosas drogarias por toda Espanha, abertas de 9.30 \u00e0 14.00 h. e de 16.30      \u00e0 20.00 h. Fora desse hor\u00e1rio funcionam as drogarias de guardia. Todas elas      exibem a lista das drogarias que est\u00e3o abertas e indicam a mais pr\u00f3ximas.      A lista se publica tamb\u00e9m nos jornais.<\/p>\n<p>No      caso de perda ou robo dos documentos de identidade procure \u00e0 policia e entre      em contato com seu consulado mais pr\u00f3ximo.<\/p>\n<h4>CORREIOS E TELEFONIA<\/h4>\n<p>O servi\u00e7o de correios \u00e9 eficiente. As escrit\u00f3rios est\u00e3o abertas de segunda-feira      a s\u00e1bados de 8.00 a 15.00 h. Os domingos est\u00e3o fechadas. As escrit\u00f3rios principais      de Madrid, Barcelona, Bilbao e nos aeroportos internacionais est\u00e3o abertas      as 24 horas. <\/p>\n<p>Os selos podem adquirir-se nos correios e nas tabacar\u00edas. Correos, al\u00e9m do      servi\u00e7o de telegramas, telex e giros telegr\u00e1ficos, oferece tamb\u00e9m o servi\u00e7o      postal banc\u00e1rio atrav\u00e9s do giro postal. Se sua estadia \u00e9 prolongada pode utilizar      o servi\u00e7o &amp;quot;Lista de Correos&amp;quot;, onde pode inscrivir-se para      reciber sua correspond\u00eancia.<\/p>\n<p>A maioria dos telefones p\u00fablicos funcionam com moedas de 5, 25 e 100 pesetas.      Existem tamb\u00e9m cabines que funcionam com cart\u00f5es que podem ser adquiridos      nas tabacar\u00edas, nas lojas de Telefonica e em estabelecimentos autorizados.    <\/p>\n<p>Est\u00e3o dispon\u00edveis em valores de 1.000 e 2.000 pesetas. Para fazer uma chamada      a qualquer parte do mundo tem de marcar o 00 e seguido do indicativo do pa\u00eds      e da cidade \u00e0 que deseja chamar. Para recibir chamadas desde outros pa\u00edses,      o n\u00famero identificativo da Espanha \u00e9 o 34.<\/p>\n<h4>FOTOGRAFIA<\/h4>\n<p>Como      em quase todos os pa\u00edses da Europa Occidental conseguir material de fotografia      n\u00e3o \u00e9 nada complicado. Os pre\u00e7os acostumam ser muito semelhantes aos que encontram-se      no resto de pa\u00edses da Comunidade Europea.<\/p>\n<h4>HOR\u00c1RIO COMERCIAL<\/h4>\n<p>Os      com\u00e9rcios acostumam abrir de segunda-feira a sexta-feira entre 9.30 e 10.00      h. at\u00e9 as 14.00 h. e de 16.30 e 17.00 h. at\u00e9 20.00 e 20.30 h. Generalmente      fecham os s\u00e1bados \u00e0 tarde e o domingo todo o dia. Nas zonas de grande movimento      tur\u00edstico n\u00e3o acostumam fechar at\u00e9 as 22.00 e 23.00 h.<\/p>\n<p>Os restaurantes servem comidas desde as 13.30 at\u00e9 as 15.30 h. e jantares      desde 20.30 \u00e0s 23.30 h., embora nos meses de ver\u00e3o costumam ser mais flexibles      em sus hor\u00e1rios. Os bares e cafeterias abrem todo o dia e boa parte da noite,      geralmente todos os dias da semana. <\/p>\n<p>As discotecas e bares de copa acostumam fechar entre as 3.00 e 4.00 h. Em      Madrid e Barcelona e as zonas tur\u00edsticas, existem lugares que permanecem abertos      at\u00e9 altas horas da madrugada.<\/p>\n<h4>GORJETAS<\/h4>\n<p>\u00c9      uma costume muito arraigada na Espanha, embora alguns hot\u00e9is e restaurantes      incluyem o servi\u00e7o. Costuma-se dar gorjeta entre um 10 e um 15 % em bares,      restaurantes, cafeter\u00edas, camareiros, acomodadores dos cines, taxistas, cabelereiros,      etc. Em nenhum caso \u00e9 obrigat\u00f3ria e ningu\u00e9m reclamar\u00e1 se decide n\u00e3o deixar-la.<\/p>\n<h4>TAXAS E IMPOSTOS<\/h4>\n<p>O      IVA (Impuesto acrescentado sobre o valor) grava a maioria de artigos e servi\u00e7os.      \u00c9 de um 16 % sobre o valor total. N\u00e3o existem tasas de sa\u00edda em aeroportos.<\/p>\n<h4>FLORA E FAUNA<\/h4>\n<p>A      riqueza natural da pen\u00ednsula \u00e9 ampla e variada. Seus diferentes h\u00e1bitats,      que v\u00e3o desde a costa at\u00e9 a montanha, passando por bosques e vales, possibilitam      um nutrido grupo de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>O      mais destacado nas zonas de montanha s\u00e3o seus bosques de carvalhos, pinhos,      eucaliptos, castanheiras, haias e b\u00e9tulas, principalmente na zona norte, felizmente      desenhados com a companhia das flores t\u00edpicas da montanha com suas cores rosadas,      vermelhas e amarelas. Entre estos, convivem em harmonia esp\u00e9cies como os cavalos      astur\u00e7\u00f5es, em Ast\u00farias, selvagems e livres, especialmente na cordilheira costeira      do Sueve.<\/p>\n<p>Nos      Picos da Europa, os cervos e c\u00e1britos apoderam-se do territ\u00f3rio, partilh\u00e1ndo-o      com certas esp\u00e9cies de \u00e1guias e falc\u00f5es, assim como com passarinhos de coloridas      penas que p\u00f5em uma nota de luz entre a espessura do bosque. Tamb\u00e9m aparecem      nestas zonas esp\u00e9cies pequenas pre\u00e7adas pela bela pelagem, tal \u00e9 o caso de      martas, gato mont\u00eas, fur\u00f5es, raposas e lontras. Nos rios que atravessam as      zonas montanhosas destaca a presen\u00e7a de trutas e salm\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos      Pirineos destaca a presen\u00e7a do pinho selvagem e o pinho preto, assim como      queixadas, martas e lontras. Mais perto de territ\u00f3rio catal\u00e3, mas ainda na      regi\u00e3o montanhosa, podem-se encontrar pinhos e abetos de diversas esp\u00e9cies,      assim como os animais mencionados com uma not\u00f3ria abundancia de perdizes.<\/p>\n<p>As      zonas \u00famidas de Huelva e La Mancha servem de parque ecol\u00f3gico de prote\u00e7\u00e3o      esp\u00e9cies de aves migrat\u00f3rias que encontram-se em perigo de extin\u00e7\u00e3o. Em Ciudad      Real, o parque conhecido como Tablas de Damiel, alberga um para\u00edso palustre      que \u00e9 h\u00e1bitat de aves como garzas imperiais, gazelas, patos selvagens, que      utilizam o lugar para chocar durante um tempo.<\/p>\n<p>Nas      zonas de Castela, as esp\u00e9cies como o cervo, o raposo e a queixada abundaram.      A zona conhecida como Serra da Fran\u00e7a conserva algumas esp\u00e9cies de ursos pardos,      enquanto as cegonhas seguem convivendo pac\u00edficamente nos arredores dos rios      e cidades desta zona, construindo os ninhos nas altitudes das pequenas colinas      rochosas ou nas torres das igrejas.<\/p>\n<p>Para      a praia Mediterr\u00e2nia abundam esp\u00e9cies vegetais mais quentes como as oliveiras,      a granada, os c\u00edtricos e flores de maior colorido. A fauna marinha esta composta      por pescada, caranguejo, lagosta, ouri\u00e7o, polpo, rodovalho, atum e bonito      principalmente, custodiados pelas gaivotas que se juntam-se nos portos.<\/p>\n<h4>LOCAIS TUR\u00cdSTICOS<\/h4>\n<p><strong>GALIC\u00cdA<\/strong><\/p>\n<p>Poucos      lugares da Espanha tem tudo e um deles \u00e9 Gal\u00edcia, ao noroeste da Espanha,      o pa\u00eds de Santiago Ap\u00f3stolo ou onde o mundo tem seu fim, no Finisterre da      Cristiandade. Quando dizem tudo, n\u00e3o dizem como um t\u00f3pico \u00e0 mais. N\u00e3o trata-se      de uma frase pensada e armada, como um recurso do marketing do turismo. Gal\u00edcia      tem tudo, \u00e9 assim de f\u00e1cil, a pura realidade.<\/p>\n<p>As suas paisagens de montanhas, vales e rios. As suas aldeias e cidades,      verdadeiros tesouros da hist\u00f3ria. As extensas praias e mares. A sua gastronom\u00eda,      os melhores mariscos e peixes e, sobre todo, os habitantes, hospitaleros e      ador\u00e1veis. <\/p>\n<p>Tudo isto faz de Gal\u00edcia uma das Comunidades Aut\u00f4nomas mais acolhedoras da      Espanha. Quem visitar Gal\u00edcia descobrir\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de plenitude, imposs\u00edvel      de esquecer. Gal\u00edcia aparece imensa.<\/p>\n<p><strong>Uma viagem pela Hist\u00f3ria da Europa<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Gal\u00edcia tem sido, de alguma forma, o caminho da hist\u00f3ria. O      visitante que percorre suas terras faz, sim sab\u00e9-lo, uma viagem por todas      as \u00e9pocas e as manifesta\u00e7\u00f5es culturais que tem experimentado Europa. <\/p>\n<p>O turista har\u00e1 uma fant\u00e1stica travessia que inicia-se nos primeiros assentamentos      da era paleol\u00edtica. Ainda podem apreciar-se por todo seu territ\u00f3rio, as &#8220;mamoas&#8221;,      montouros de terra que serveram como c\u00e1maras funerarias, que datam do ano      3.000 a.C.<\/p>\n<p>Uma viagem que atravessa a Idade do Bronze e a Idade do Ferro. Para constat\u00e1-lo      perduram numerosos &#8220;castros&#8221;, recintos fortificados para a defesa,      verdadeiras ruinas arqueol\u00f3gicas como Santa Tegra, Viladonga ou Arme\u00e1.<\/p>\n<p> Desde tempos remotos Gal\u00edcia foi lugar de passagem, centro de rotas comerciais      de gregos e fen\u00edcios, mas sua entrada na hist\u00f3ria da humanidade, tem lugar      com o imp\u00e9rio romano quando \u00e9 definida por primeira vez como &#8220;Gallaecia&#8221;.<\/p>\n<p>Desta      \u00e9poca permanecem bastantes testemunhas arquitet\u00f3nicas: a Torre de H\u00e9rcules,      faro romano que ainda est\u00e1 em funcionamento, a muralha completa de Lugo, com      suas 85 torres e quatro portas, ou as obras de mineria em O Courel.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s,      este trajeto pela hist\u00f3ria tem seu ponto m\u00e1ximo no medievo, com a lenda que      atribui a evangeliza\u00e7\u00e3o da Gal\u00edcia por Santiago o Maior. Assim nasce o Caminho      milenar para Santiago de Compostela, um caminho de magia e de monumentos,      que milhares de peregrinos crist\u00e3os percorreram para afian\u00e7ar sua fe.<\/p>\n<p>A      travessia pela hist\u00f3ria passa pelas manifesta\u00e7\u00f5es do estilo rom\u00e2nico, que      tem calado fundo na realidade da Gal\u00edcia. As Catedrais de Santiago de Compostela,      Orense e Lugo, mosteiros e numerosos templos, constituem uma riqueza que parece      inabrang\u00edvel.<\/p>\n<p>E      o trajeto continua pelas express\u00f5es em pedra do estilo g\u00f3ticas que ainda podem      ver-se em se\u00e7\u00f5es de alguns majestosos templos. Da \u00e9poca do renascimento, o      Hospital Real e a portada do Colegio de Fonseca em Santiago de Compostela,      a Igreja de Santa Maria em Pontevedra ou a porta triunfal de Viveiro. Do Manierismo,      estilo caraterizado pelo subjetivismo: a Igreja de S\u00e3o Mart\u00edm Pinario ou o      templo Monacal de Montederramo.<\/p>\n<p>Nossa viagem pela hist\u00f3ria faz uma parada no Barroco que tem manifesta\u00e7\u00f5es      como o Convento de S\u00e3o Agostino ou a igreja de Monfero, seguido da arte Rococ\u00f3      com obras arquitet\u00f4nicas como a prefeitura de Lugo ou o templo de S\u00e3o Frutuoso.    <\/p>\n<p>A travessia continua pela ilustra\u00e7\u00e3o, e como exemplo, o bairro de A Madalena      no Ferrol ou o Consulado do Mar na Corunha. Um percursso pelas terras de Gal\u00edcia      sup\u00f5e realizar um trajeto fant\u00e1stico pela hist\u00f3ria da Europa que termina nas      \u00faltimas propostas vanguardistas como \u00e9 o caso do Museu do Homem, a Domus,      assomada no Atlantico, o ponto de partida para o futuro.<\/p>\n<p><strong>Caminos M\u00e1gicos<\/strong><\/p>\n<p>Cuando      se fala em Gal\u00edcia associa-se \u00e0 &#8220;meigas&#8221;, &#8220;bruxas&#8221;, &#8220;lobisomem&#8221;      e curandeiros ou bem, \u00e0 postais com paisagem de montanhas e verde herva. Por\u00e9m,      Gal\u00edcia \u00e9 muito mais que isto.<\/p>\n<p>Talvez      a origem de todas estas hist\u00f3rias de magia se encontre no seu passado, quando      os celtas, vikingos ou normandos invadiram as costas galegas deixando seus      costumes mais at\u00e1vicos. Costumes que tem sobrevivido ao passo do tempo, mas      que de nenhuma maneira definem Gal\u00edcia. Respeito essas imagens de vales e      montanhas, Gal\u00edcia possue, por\u00e9m est\u00e3o esquecidas injustificadamente, o que      constitui sua verdadeira riqueza.<\/p>\n<p>Gal\u00edcia      toda \u00e9 um cruze de caminhos que vem de longe, criada sobre eixos de uma geografia      m\u00e1gica e carregada de realidade e beleza. Encontrar-se com essa terra diferente,      caminhar suas montanhas e vales, conhecer seus povos e cidades, perder-se      em seus &#8220;mil rios&#8221;, desfrutar do seu sol e da chuva, descobrir a      pegada do homem na sua cultura, na gastronom\u00eda, \u00e9 a melhor forma de n\u00e3o cair      nesses t\u00f3picos. Vamos propor-lhe um percurso pelos suas rotas mais tradicionais.<\/p>\n<p><strong>Desde Lugo para as Rias Altas &#8211; A Ess\u00eancia Galega<\/strong><\/p>\n<p>Uma      boa forma de entrar na zona conhecida como Rias Altas, \u00e9 fazer-lo desde Lugo      e ir subindo at\u00e9 Ribadeo, no Cant\u00e1brico. Desde ali iniciar uma travessia,      por todas as rios, beirando primeiro as costas do Mar Cant\u00e1brico e depois      as do Atl\u00e2ntico, at\u00e9 chegar em Corunha, capital de Gal\u00edcia.<\/p>\n<p>Em Lugo, capital da prov\u00edncia do mesmo nome, a vida transcorre suavemente.      Trata-se de uma cidade pr\u00f3spera, com uma muralha romana que envolve completamente      a parte antiga (2 Km de per\u00edmetro), algo \u00fanico no mundo. <\/p>\n<p>Passear pelos arredores \u00e9 como transportar-se ao medievo. Dentro, na parte      antiga, um dos mais belos cantos \u00e9 a Pra\u00e7a do Campo, edificada sobre um antigo      foro romano ou sua catedral na pra\u00e7a de Santa Mar\u00eda, que junta diferentes      estilos arquitet\u00f3nicos: g\u00f3tico, rom\u00e2nico, barroco, etc.<\/p>\n<p>Para os amantes da arte est\u00e1 o Museu Prov\u00edncial que exibe impressionantes      cole\u00e7\u00f5es de orfevraria pr\u00e9-romana e romana, arqueolog\u00eda, vidro ou cer\u00e2mica.    <\/p>\n<p>Desde Lugo, viajando para o nordeste e cruzando a Serra de Meira, onde nasce      o rio Minho, chega-se em Ribadeo, na ria do Eo, no limite entre Gal\u00edcia e      Ast\u00farias. Ribadeo \u00e9 um povo pitoresco com excelentes mirantes, como o da Trinidade      ou A Atalaia, desde onde podem-se contemplar dilatadas panor\u00e1micas, todo um      espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>Muito      perto encontra-se Rinlo, um pequeno porto com relevante atividade, envolvido      em cheiros de lagosta. Seguindo o litoral em dire\u00e7\u00e3o Foz, encontra-se a &#8220;praia      das catedrais&#8221;, onde formam-se impressionantes arcos quando a marea retira-se.<\/p>\n<p>Depois      de percorrer o impressionante litoral da zona, por areiais e praias dilatadas      e selvagens, nos encontramos com outro dos privilegios: Foz. Um barulhento      centro veranego, antigo povoado onde abundam os &#8220;castros&#8221; e restos      celtas.<\/p>\n<p>A      6 Km para o interior, acha-se o que foi a Catedral de S\u00e3o Martinho de Mondonhedo,      considerada como a mais antiga da Espanha e antiga sede episcopal. Retomando      o caminho do litoral pode viajar-se at\u00e9 Viveiro, considerada a entrada \u00e0s      Rias Altas.<\/p>\n<p><strong>As Rias Altas &#8211; Natureza Privilegiada<\/strong><\/p>\n<p>A      ria de Viveiro encontra-se no mais esplendoroso do norte das rias altas. Sua      entrada pela Porta de Carlos V do estilo prateresco, toda uma j\u00f3ia, a sua      igreja rom\u00e2nica-ojival de Santa Maria do Campo e muito perto, o templo de      S\u00e3o Francisco do s\u00e9culo XIV. Em Viveiro as paisagens s\u00e3o de beleza indescritivel,      que pode admirar-se desde a ermita de S\u00e3o Roque, situada num entorno m\u00e1gico,      onde a imagina\u00e7\u00e3o sai \u00e1 voar.<\/p>\n<p>Desde      esta esplendorosa ria at\u00e9 Ortigueira, inicia-se uma viagem atrav\u00e9s de pequenos      povoados onde a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 pura vida que transcorre ao compasso das ondas.<\/p>\n<p>Onde      encontram-se o mar Cant\u00e1brico com o Atlantico \u00e9 na Estaca de Bares, onde al\u00e7a-se      o Faro que vigia t\u00e3o estranha uni\u00e3o das \u00e1guas. Por estas rias concentram-se      povoados de pescadores e de almo\u00e7os celestiais em base \u00e0 peixes e mariscos.      J\u00e1 em Ortigueira, a mais ampla das ruas recebe os visitantes com m\u00fasica nos      bares e brancas galerias.<\/p>\n<p>A      rota continua por Carinho, modesto porto que v\u00ea nascer tamb\u00e9m o Atl\u00e2ntico,      que discorre por rochedos de vertigem na dire\u00e7\u00e3o para S\u00e3o Andr\u00e9s de Teixido,      declarado conjunto-hist\u00f3rico. Aqui pode adquirir os &#8220;sanandreses&#8221;,      curiosas figurinhas, que servem de amuleto e prote\u00e7\u00e3o, feitas de miga de p\u00e3o      e coloreadas.<\/p>\n<p>O      rochedo Vixia de Herbeira, com mais de 600 metros de queda vertical, \u00e9 dos      mais impressionantes da Europa. A viagem at\u00e9 O Ferrol vai cobrando as expres\u00f5es      de verdadeiros milagres: rochedos, montanhas, vigiantes faros, praias mais      suaves e um clima mais benigno.<\/p>\n<p>O      Ferrol, com numerosos rinc\u00f5es de encanto como Mugardos com suas casinhas de      cores gritantes, onde come-se um dos melhores polpos da Gal\u00edcia. O bairro      da Magdalena, o centro de vida da cidade, \u00e9 um conjunto do estilo neo-cl\u00e1ssico      junto \u00e0 edif\u00edcios claramente modernistas.<\/p>\n<p>Do      O Ferrol \u00e0 A Corunha cruza-se Pontedeume, um lugar cercano ao para\u00edso, com      lugares entre as ruas que s\u00e3o toda uma del\u00edcia e onde a \u00e1gua mete-se por todas      suas pequenas enseadas. A formosa ponte do s\u00e9culo XIV, conduz, depois de passar      por Betanzos, \u00e0 A Corunha, capital da Comunidade.<\/p>\n<p><strong>Da Corunha ao Fim do Mundo<\/strong><\/p>\n<p>A      Corunha, banhada pelo mar por um lado e a ria pelo outro, \u00e9 uma cidade elegante      e senhorial. A sua Torre de H\u00e9rcules, o \u00fanico faro romano em funcionamento,      erige-se como um guardi\u00e3o dos habitantes.<\/p>\n<p>O      seu espetacular passeio mar\u00edtimo, as famosas praias como as de Riazor, o Castelo      de Santo Ant\u00e3o, que acolhe o Museu Hist\u00f3rico e Arquel\u00f3gico, a Pra\u00e7a de Maria      Pita, a Prefeitura e suas casas com as galerias mais impressionantes da Gal\u00edcia      toda. Templos e museus, muita vida, boa comida, uma cidade de moda.<\/p>\n<p>Tomando      j\u00e1 o caminho para as Rios Baixos, aparece Finisterre, a terra do fim do mundo,      onde no passado para os homems, depois de aquele ponto, nada podia existir.      Esta zona \u00e9 conhecida tamb\u00e9m, como a Costa da Morte, pois o mar descarrega      toda sua f\u00faria, para dar passo as Rias Baixas, onde as \u00e1guas tornam-se serenas.<\/p>\n<p><strong>As Rias Baixas &#8211; O Esp\u00edrito do Mar<\/strong><\/p>\n<p>Desde      aqui iremos viajar para o sul, a Gal\u00edcia mais tur\u00edstica, com um litoral de      formas caprichosas, um jogo entre a \u00e1gua e a terra onde o mar mete-se por      onde pode, formando maravilhosas e pequenas pen\u00ednsulas, ba\u00edas, praias e enseadas,      formando uma paisagem sobrecolhedora.<\/p>\n<p>As      Rias Baixas come\u00e7am em Muros e terminam ao sul de Vigo, na fronteira com Portugal.      Esta rota \u00e9 tamb\u00e9m uma das preferidas pelos pr\u00f3prios galegos. Muros \u00e9 uma      das vilas melhor conservadas do litoral galego.<\/p>\n<p>A      Colegiata de S\u00e3o Pedro, do estilo rom\u00e2nico, os seus becos e as mesas servidas      para esperimentar as ostras, mexilh\u00f5es ou peixes, s\u00e3o algum do seus atrativos.      Seguindo o caminho encontra-se Noia, cheia de pal\u00e1cios e templos medievais      como S\u00e3o Mart\u00edn ou S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Nas      cercanias podem ver-se rastros da presen\u00e7a celta. Ap\u00f3s Noia, chega-se ao rio      mais aberto e majestoso desta zona, a Ria de Arosa. Ribeira \u00e9 a primeira povoa\u00e7\u00e3o      que aparece, seguida de Puebla do Caraminhal, que alberga o Museu do Valle      Incl\u00e1n e onde, desde o s\u00e9culo XVII, o terceiro domingo de setembro se faz      uma process\u00e3o de caixas de morto, a process\u00e3o conhecida como Das Mortalhas.<\/p>\n<p>Vilagarcia de Arousa \u00e9 a povoa\u00e7\u00e3o mais importante da ria, com seu porto,      cora\u00e7\u00e3o da cidade, e lugar dos famosos mexilh\u00f5es, mariscos, peixes ou das      am\u00eaijoas do Carril, provenientes de uma longa e estranha praia. <\/p>\n<p>Subindo ao mirante de Lobeira, sobre redondeados e caprichosos penhascos      podemos contemplar de longe, a Ilha da Salvera ou a Ilha de Cortegada. Entre      Vilagarcia de Arousa e Cambados, encontra-se Vilanova de Arousa, o lugar onde      nasceu Ram\u00f3n de Vale Incl\u00e1n. Todas as paisagens do entorno expelem plenitude.<\/p>\n<p>No Cambados, capital do Albarinho, um dos melhores vinhos brancos do mundo,      chamado tamb\u00e9m &#8220;pr\u00edncipe dourado dos vinhos&#8221;, destacam sua importante      Pra\u00e7a, um dos melhores expoentes de casas solarengas, e a igreja de S\u00e3o Benito,      de belas torres gemeas. <\/p>\n<p>Na frente, encontra-se O Grove, unida por um ponte ilha de A Toja, onde encontra-se      um dos hot\u00e9is-balne\u00e1rios mais exclusivos da Gal\u00edcia. Com este povo marinhero      fecha-se uma das rias mais belas do mundo.<\/p>\n<p>A seguinte ria \u00e9 a de Pontevedra, capital de prov\u00edncia do mesmo nome. Pontevedra      encontra-se ao fundo da r\u00eda, junto ao estu\u00e1rio do L\u00e9rez, dotada de um agrad\u00e1vel      clima e de uma preciosa parte antiga. A Peregrina, templo do s\u00e9culo XVIII,      \u00e9 um dos s\u00edmbolos da cidade.<\/p>\n<p> O Museu, instalado em casas do s\u00e9culo XVIII, e o cruzeiro, uma imagem de      pedra no Eirado da Lenha, observam a atividade dos habitantes. Entre empadas      de am\u00eaijoas, ostras de Arcade, tartas de amenduas, e no centro do barulho      deste movimentado porto, chega a paz quando bebe-se aos goles vinho de albarinho.<\/p>\n<p>De Pontevedra \u00e0 Vigo, fica a \u00faltima pen\u00ednsula, a de Morrazo onde depois de      passar por Mar\u00edm e Hio, chega-se em Cangas, vila situada na frente da ria      do Vigo. Ber\u00e7o de &#8220;meigas&#8221;, segundo as lendas, o melhor \u00e9 o ambiente      marinheiro que respira-se entre a laberinticas ruas. <\/p>\n<p>Vigo, \u00e9 a cidade que possui o porto mais importante da Espanha e as mais      importantes ind\u00fastrias pesqueiras. Trata-se de uma cidade com identidade e      car\u00e1ter muito pr\u00f3prios, que expressa-se, \u00e0s vezes, em propostas vanguardistas.    <\/p>\n<p>Uma parte hist\u00f3rica e um setor marinheiro. Os passeios pelo Parque do Castro      s\u00e3o uma del\u00edcia. Desde Vigo, saem as excurs\u00f5es para as Ilhas C\u00edes, um Parque      Natural e resid\u00eancia de milhares de gaivotas.<\/p>\n<p>Mais      al\u00e9m do Vigo continua o caminho, mas as Rias tem seu final em A Guardia, a      \u00faltima povoa\u00e7\u00e3o galega que vigia a desembocadura do rio Minho.<\/p>\n<p><strong>O Caminho Sagrado &#8211; O Caminho do Santiago<\/strong><\/p>\n<p>O      Caminho do Santiago, o caminho dos peregrinos, \u00e9 uma das rotas mais conhecidas      da Gal\u00edcia e Espanha. O mais espetacular deste caminho s\u00e3o suas paisagens.<\/p>\n<p>A      hist\u00f3ria deste caminho se remonta ao ano 814, quando em Padr\u00e3o, al\u00e9m de Santiago,      se descobriu o t\u00famulo do Santo Ap\u00f3stolo, que segundo conta a lenda, chegou      em barca de pedra pelo Atl\u00e2ntico. Os seus restos foram transladados Compostela,      e aqui finalizar\u00e3o todos os caminhos da Europa que conduzem Santiago.<\/p>\n<p>O mais conhecido \u00e9 o caminho franc\u00eas, que inicia-se em Roncesvalles, na fronteira      com Fran\u00e7a, e continua para Puente de la Reina, Le\u00f3n, Astorga e Ponferrada.      Ali\u00e1s, na Gal\u00edcia, o caminho de Santiago come\u00e7a em Pedrafita do Cebreiro,      uma vila de montanha, a porta que abre \u00e0 majestosidade das serras de Ancares      e O Courel. <\/p>\n<p>Come\u00e7am os ascensos e descensos por paisagens de inigual\u00e1vel beleza at\u00e9 Triacastela,      com um monumento ao peregrino. Mais adiante Sarria, com um antigo hospital      que atendia os peregrinos.<\/p>\n<p>As      paisagens despertam o desejo de que o caminho fosse eterno. Despois de Palas      de Rei, Melide e Arzua, onde fazem-se bons queijos frescos, o caminho se torna      ainda mais verde. No Monte do Gozo, o peregrino, descobrir\u00e1 por primeira vez      as torres da catedral de Santiago de Compostela, saber\u00e1 ent\u00e3o que o caminho      chega ao seu fim.<\/p>\n<p>A      pra\u00e7a do Obradoiro, pela Via Sacra, leva at\u00e9 o P\u00f3rtico da Gloria, para atingir      as bendi\u00e7\u00f5es do Ap\u00f3stolo. Santiago de Compostela, constru\u00edda em pedra, \u00e9 uma      cidade que surpreende pela sua beleza e nela a chuva \u00e9 arte. Uma j\u00f3ia de cidade,      patrim\u00f4nio da Humanidade e fim do primeiro itiner\u00e1rio cultural da Europa.      Uma cidade de gente jovem e hospitalera.<\/p>\n<p>Gal\u00edcia \u00e9 um milagro e Gal\u00edcia est\u00e1 l\u00e1, esperando ao visitante para manter      sua tradi\u00e7\u00e3o hospitalera. Gal\u00edcia est\u00e1 ai onde o mundo termina, para oferecer      todas as possibilidades de turismo que se conhecem at\u00e9 agora: turismo rural,      turismo verde, turismo de aventura, montanhas, rafting, sol, pesca, praia,      povos, cultura, hist\u00f3ria, etc. <\/p>\n<p>Enfim, Gal\u00edcia espera-lhe com todo seu espirito de festa que sempre tem caraterizado.<\/p>\n<p><strong>AST\u00daRIAS<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0      beira do mar Cant\u00e1brico, Asturias foi sede durante s\u00e9culos do reino crist\u00e3o,      durante a invas\u00e3o \u00e1rabe. \u00c9 uma regi\u00e3o cant\u00e1brica e montanhosa. Em seus limites      encontra-se grande parte do Parque Nacional Picos da Europa e o Parque de      Covadonga. Conserva seu antigo t\u00edtulo de Principado.<\/p>\n<p>Cangas      de Narcea \u00e9 uma regi\u00e3o no oeste asturiano, b\u00e1sicamente de pescadores, que      encontram seu modo de vivir nas partes mais saturadas do R\u00edo Navia.<\/p>\n<p>\u00c9      uma zona agreste, para espiritos que procuram a paz da contempla\u00e7\u00e3o ou a aventura      da a\u00e7\u00e3o. Tineo \u00e9 o mirante desde o qual podem-se ver com amplitude as belezas      naturais da zona, enquanto que em Corias pode-se visitar o mosteiro beneditino      que conserva tr\u00eas estilos arquitet\u00f3nicos diferentes: o rom\u00e2nico, o neo-cl\u00e1ssico      e o churrigueresco.<\/p>\n<p>No      Vale do Navia construiram-se tr\u00eas repressas que fazem uma zona agrad\u00e1vel para      o descanso da cidade, entre seus lugares mais atrativos est\u00e3o a colina de      Coanha, desde onde se tem uma maravilhosa vista e a vila agr\u00edcola de Grandes      Salime, que conta com um museu etnogr\u00e1fico no que se presentam artesanatos      e pe\u00e7as de uso dom\u00e9stico, assim como as principais ferramentas agr\u00edcolas da      regi\u00e3o desde tempos remotos.<\/p>\n<p>A zona costeira da Ast\u00farias conhece-se como Costa Verde pela cor do seu mar      e a estranha vis\u00e3o da praia com os bosques de pinhos e eucaliptos, combinados      com verdes pradarias onde o gado encontra alimento. <\/p>\n<p>Nesta zona podem-se encontrar numerosos lugares de interesse como a Vila      marinheira de Llanes, onde \u00e9 poss\u00edvel observar a pesca da lagosta, o antigo      castelo de Buelna, a igreja de S\u00e3o Antol\u00edm de Bed\u00f3m, seus muralhas e torres,      hoje deterioradas pelo tempo revelam de vez a alma velha deste lugar. <\/p>\n<p>A presen\u00e7a do antigo \u00eddolo de Penha-Tu, legado dos homems do neol\u00edtico, \u00e9      um contraste com a elaborada perfei\u00e7\u00e3o dos restos de origem crist\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma      s\u00e9rie de praias areiosas conformam o destino de descanso mais comum durante      o ver\u00e3o. Junto elas, pequenos povoados oferecem sua singeleza como atrativo,      tal \u00e9 o caso de Lastres, dedicado ao cultivo das ameij\u00f5as, ou de Priesca,      com uma formosa e antiga igreja do ano 921, mais para o oeste, Villaviciosa      e Valdedi\u00f3s custodiam em suas entranhas majestosos mosteiros, conventos e      igrejas na maior parte do estilo rom\u00e2nico. Tazones \u00e9 um povoado pesqueiro      quente e pintoresco, enquanto que A Ilha \u00e9 uma esp\u00e9cie de pequena pen\u00ednsula      unida a Ast\u00farias na que tem-se desenvolvido modernas casas de campo sobre      uma combina\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es rochosas e praias.<\/p>\n<p>Ribadesella,      porto e cidade situados na margem direita do estu\u00e1rio de Sella, recebe numerosos      visitantes amantes da natureza que pretendem intimar com seu rio. Nos arredores      desta cidade existem ricos exemplos da arte rupestre, especialmente do Paleol\u00edtico      como s\u00e3o a Gruta de Tito Bustillo, O Pindal, Llon\u00edm e Os Pedroses. Em conjunto      estas obras tem a qualidade e diversidade das de Altamira ou Lascaux. Castropol      \u00e9 o \u00faltimo povo asturiano para o oeste.<\/p>\n<p>\u00c9      uma zona de pescadores situada sobre uma promont\u00f3rio semi-rochoso no qual      destacam as casas e constru\u00e7\u00f5es com suas cores brancas. Partilha por igual      a vida com o mar e a ria de Eo. Sua Pra\u00e7a Maior, pequena e \u00edntima, conservadora      desse cheiro de bosque e mar, \u00e9 seu maior atrativo assim como a vista que      do oc\u00e9ano oferece.<\/p>\n<p>De      repente, na serenidade de estas vilas costeiras, chega a vis\u00e3o da majestosidade      das montanhas e vales verdes, especialmente no Parque conhecido como os Picos      da Europa, zona montanhosa de singular beleza, ainda desconhecida em muitos      de seus segredos que guarda uma estreita e ancestral rela\u00e7\u00e3o com a natureza      pura.<\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o de um vale custodiado pelos cumes dos Picos da Europa encontra-se      Covadonga, cidade de grande importancia para a hist\u00f3ria espanhola. Foi ai      onde no ano 722 Dom Pelayo iniciou a Reconquista, em sua honra, a bas\u00edlica      do lugar tem-lhe eternizado atrav\u00e9s de uma escultura em bronze. <\/p>\n<p>Entre o que mais destaca em Covadonga est\u00e1 a gruta da Virgem das Batalhas,      conhecida tamb\u00e9m como A Santina. Trata-se de uma pe\u00e7a em madeira talhada do      s\u00e9culo XVIII que permanece sobre um altar decorado com esmaltes. <\/p>\n<p>Cada ano, o 8 de setembro celebram-se peregrina\u00e7\u00f5es para este santu\u00e1rio.      O Museu da cidade oferece ao p\u00fablico objetos da Reconquista e da devo\u00e7\u00e3o \u00e0      virgem como s\u00e3o a coroa de mais de mil brilhantes.<\/p>\n<p>Oviedo      \u00e9 a capital asturiana, como tal, re\u00fane no seu interior a ancestral harmonia      de suas ruas e constru\u00e7\u00f5es, ao lado da modernidade de seus servi\u00e7os e avenidas.      Destacando com seus 80 metros de altitude, a Catedral desta cidade, dedicada      \u00e0 Santa Eulalia, oferece um panorama similar querendo atingir o c\u00e9u atrav\u00e9s      de suas g\u00f3ticas torres e adornos.<\/p>\n<p>Em      seu pavilh\u00e3o central, ajudada pelo reflexo da luminosidade que traspassa os      roset\u00f5es do estilo g\u00f3tico flam\u00edgero, brilha o Ret\u00e1bulo Maior, dedicado a evocar      a vida de Cristo, em madeira policromada e grandes dimens\u00f5es. Em suas capelas      interiores observa-se um estilo barroco, mais recarregado, especialmente na      dedicada \u00e0 Santa Eulalia, padroeira de Ast\u00farias, cujos restos encontram-se      ali mesmo.<\/p>\n<p>A Capela de Alfonso II, onde reposam os restos dos reis Asturianos, est\u00e1      situada no que foi a parte inicial da catedral, enquanto que a C\u00e1mara Santa      surpreende com suas doze colunas do vest\u00edvulo realizadas num estilo similar      ao da Catedral de Santiago de Compostela, no interior protege um c\u00famulo de      reliquias resgatadas de Toledo durante a ocupa\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. <\/p>\n<p>O Tesouro que custodia a Catedral \u00e9 dos mais ricos da Espanha, destacam a      Cruz dos Anjos, a Cruz da Vit\u00f3ria que empunhou Dom Pelayo ao iniciar a reconquista      e a Arca Santa, cofre em ouro e prata do s\u00e9culo XII.<\/p>\n<p>Junto      \u00e0 catedral, o Claustro invita \u00e0 medita\u00e7\u00e3o com suas c\u00fapulas ojivais. Em sua      Capela a Santa Leoc\u00e1dia coincide por um dos lados com a Cripta dos reis asturianos.      Por \u00faltimo, a Sala Capitular do Claustro oferece uma deliciosa mostra de cadeiras      em nogueira preta do s\u00e9culo XV.<\/p>\n<p>Saindo da igreja principal de Oviedo encontra-se a Pra\u00e7a da Catedral ou de      Alfonso II, o seu maior atrativo s\u00e3o os baixorelevos e bustos que no seu jard\u00edm      oferecem homenagem aos reis asturianos. <\/p>\n<p>\u00c0 um dos lados est\u00e1 o Pal\u00e1cio de Valdecarzana enquanto que no outro \u00e9 poss\u00edvel      ver a Igreja de S\u00e3o Tirso, do s\u00e9culo IX, que tem-se convertido num a curiosidade      ao oferecer umas janelas de um estilo que, segundo os arque\u00f3logos, resulta      impossivel nessa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Oviedo      conta com um Museu das Belas Artes que oferece uma cole\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as do flamenco      espanhol. O Museu Arqueol\u00f3gico, situado num antigo convento, apresenta pe\u00e7as      de numism\u00e1tica pr\u00e9-hist\u00f3rica da prov\u00edncia, instrumentos musicais e uma cole\u00e7\u00e3o      de altares em pedra e baixorreleves de influ\u00eancias orientais.<\/p>\n<p>Ramiro      I decidiu construir um grande pal\u00e1cio que n\u00e3o alcan\u00e7ou ver concluido, desde      este lugar tem-se uma espetacular vista da cidade de Oviedo, \u00e0 4 km de distancia      e dos impressionantes Picos da Europa. Posteriormente convirtiu-se em dois      santu\u00e1rios: o de Santa Maria de Naranco e o de S\u00e3o Miguel de Lillo.<\/p>\n<p>No      primeiro poder\u00e1 encontrar um edif\u00edcio de tipo retangular, com singeleza medieval      que somente \u00e9 alterada ao filtrar-se a luz pelos seus espa\u00e7osos e igualmente      simples janelas. O segundo, de Lillo, mant\u00e9m o estilo s\u00f3brio e simples embora      conserva, devido a uma remodela\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XVII, uma decora\u00e7\u00e3o mais exuberante.<\/p>\n<p>Gij\u00f3n      \u00e9 um importante porto da Espanha e um dos maiores do litoral cant\u00e1brico. A      cidade possui uma extensa praia. Em volta de t\u00edpicos bairros de pescadores.      Destaca a Colegiata do s\u00e9culo XV e o Pal\u00e1cio de Revillagigedo do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p><strong>CANT\u00c1BRIA<\/strong><\/p>\n<p>Considerada      parte da Espanha Verde e marinheira. Na regi\u00e3o encontra-se a cordilheira Cant\u00e1brica      e em su parte meridional discurre o rio Ebro, que nasce em Fontibre (Reinosa).      Seus formosos paisagens guardam testemunhas dos mais antigos habitantes pr\u00e9-hist\u00f3ricos      da pen\u00ednsula.<\/p>\n<p>A      heran\u00e7a que o tempo e os homems primitivos legaram \u00e0 esta rica terra reparte-se      entre 24 grutas pr\u00e9-hist\u00f3ricas, sendo Altamira a de maior renome mundial.      Um grupo de artistas pr\u00e9-hist\u00f3ricos expuseram suas vis\u00f5es da era que les correspondeu      vivir atrav\u00e9s de delicadas cenas de ca\u00e7a e animais em cores ocre, vermelho      e amarelo.<\/p>\n<p>Uma      carater\u00edstica de estes artistas \u00e9 a nula presen\u00e7a que deram ao homem pois      n\u00e3o aparecem figuras humanas nestas grutas, outra \u00e9 a linha preta que rodea      \u00e0s figuras, motivo que as faz mais claras e dram\u00e1ticas. As grutas, hoje convertidas      em Parque Nacional, tem duas galerias claramente definidas por uma tem\u00e1tica      e antig\u00fcidade, como se aqueles pintores primitivos tiveram no\u00e7\u00e3o do que mais      tarde seria este territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Na      mais antiga, realizada aproximadamente no ano 25.000 a.C. podem-se observar      uma s\u00e9rie de perfiles em cor preta, primeiros intentos de arte abstrata. A      segunda sala, conhecida como &#8220;A Capela Sixtina do Quatern\u00e1rio&#8221; mostra      uma s\u00e9rie de animais de ca\u00e7a como bis\u00f5es, queixadas e cervos realizados entre      o 15.000 e o 12.000 a.C. Sem d\u00favida esta \u00e9 a parte mais famosa de Altamira.<\/p>\n<p>A      Costa Cant\u00e1brica tem uma paisagem similar ao de Asturias: uma conjuga\u00e7\u00e3o de      mar, forma\u00e7\u00f5es rochosas, vales, rias e bosques que contrastam com a imponente      beleza dos Picos da Europa.<\/p>\n<p>Nos      pequenos povoados que cobrem esta zona podem-se ver escudos adornando as pitorescas      casinhas, assim como alguns agricultores que ainda conservam formas de trabalho      ancestrais.<\/p>\n<p>Entre      os povos onde podem obter essa vis\u00e3o de tranquilidade de cart\u00e3o postal est\u00e3o      Castro Urdiales, com sua igreja g\u00f3tica e o faro que domina a vista do mar,      Laredo, com uma combina\u00e7\u00e3o de uma colina coberta de antigos becos empedrados      e um porto modernizado e atual, Limpia, com seu Santo Cristo da Agonia que      segundo os fieis tem chorado l\u00e1grimas de sangue, a padroeira de Cant\u00e1bria,      Nossa Senhora de Bem Aparecida, tem seu santu\u00e1rio no povoado do mesmo nome      com uma preciosa igreja barroca do ano 1605, Santonha, com seus restos romanos      em capitais e pia batismal e Bareyo, com sua igreja de Santa Maria do estilo      rom\u00e2nico.<\/p>\n<p>Situado      na Costa Cant\u00e1brica, Santander mant\u00e9m-se como uma das cidades mais belas da      Espanha, no meio do som do cercano mar, a cor dos edif\u00edcios antigos e modernos      e o resguardo da Baia na que situa-se, recebe numerosos visitantes que procuram      um ref\u00fagio que combine o natural e s\u00f3brio com a modernidade e a rapidez.<\/p>\n<p>Um      tornado e seus consequentes incendios obrigaram uma remodela\u00e7\u00e3o da cidade      em 1941, deixando uma cidade mais sim\u00e9trica com edif\u00edcios de um m\u00e1ximo de      5 andares, grandes explanadas e zonas ajardinadas. Entre os lugares mais transitados      de Santander est\u00e3o o Passeo de Pereda, a Avenida de Calvo Sotelo, de corte      comercial e a Pra\u00e7a Porticada.<\/p>\n<p>A      Catedral levanta-se sobre uma colina desde onde difruta-se de uma atraente      vista da cidade. Do estilo g\u00f3tico, tem sido remodelada com fidelidade \u00e0 consequ\u00eancia      do incendio de 1941. No interior, uma pia batismal de origem \u00e1rabe e uma cripta      sustentada por pilares em forma de cruz s\u00e3o o mais relevante.<\/p>\n<p>Resgatando      as riquezas pr\u00e9-hist\u00f3ricas da zona cant\u00e1brica, o Museu Regional de Pr\u00e9-hist\u00f3ria      e Arqueologia re\u00fane uma cole\u00e7\u00e3o de bast\u00f5es talhados em osso, machados e estelas,      uma mostra de moedas e estatuinhas de origem romana coroam o acervo do museu.      Caso esteja muito mais interessado na arte de s\u00e9culos mais pr\u00f3ximos, \u00e9 recomend\u00e1vel      visitar o Museu de Belas Artes, onde encontrar\u00e1 principalmente obras de Goya,      Solana, Coss\u00edo e Riancho.<\/p>\n<p>A      Universidade Internacional Men\u00e9ndez Pelayo \u00e9 um dos centros acad\u00e9micos mais      modernos e famosos da Espanha. Ocupa o que anteriormente fora resid\u00eancia de      ver\u00e3o de Alfonso XIII, conhecido como o Pal\u00e1cio da Magdalena. Este grande      historiador e homem de letras, legou \u00e0 sua cidade um acervo bibliogr\u00e1fico      impressionante que conserva-se numa biblioteca do mesmo nome, junto a \u00e9sta,      a Casa-Museu honra Men\u00e9ndez Pelayo dando \u00e0 conhecer sua vida e obra.<\/p>\n<p>\u00c9      nesta zona onde localiza-se El Sardinero, conjunto de tr\u00eas praias unidas e      divididas por montouros que tem-se convertido num ponto de reuni\u00e3o da alta      sociedade espanhola desde o s\u00e9culo XIX, \u00e0 isso debe-se o desenvolvimento recreativo      e comercial expresado nos campos de golfe, bares, discotecas, lojas, sal\u00f5es      de espet\u00e1culos, casinos e hot\u00e9is.<\/p>\n<p>Para      o oeste, Santillana do Mar apresenta um espet\u00e1culo diferente com seu antigo      sabor medieval e sua vida escon\u00f4mica dedicada ao apasqoamento. Neste lugar      localiza-se um mosteiro e uma quantidade de casas e pal\u00e1cios que edificaram-se      quando a comarca ficou convertida em marquesado no s\u00e9culo XV. Daqui vem o      famoso autor das serranilhas, o Marqu\u00e9s de Santillana, em cujo antigo hogar,      um pal\u00e1cio na rua do Cant\u00f3n, encontra-se um pequeno museu. O povo pode-se      percorrer num a manh\u00e3 tranquilamente, desfrutando das ruas, da Pra\u00e7a Maior      e dos conventos.<\/p>\n<p>Um      pouco mais longe da costa, Puente de Viesgo oferece a Gruta do Castelo com      interessantes mostras da arte rupestre. Reinosa, situada junto \u00e0 represa do      Ebro conta com restos da cultura romana.<\/p>\n<p><strong>PA\u00cdS VASCO(Euskadi)<\/strong><\/p>\n<p>Situada      na zona oriental da Cordilheira Cant\u00e1brica, a regi\u00e3o \u00e9 uma das mais industrializadas      da Espanha. Seus habitantes tem sabido conservar uma muito longinqua cultura      aut\u00f3ctone atrav\u00e9s do euskera, o idioma pre-indoeuropeu, cujos origens ainda      n\u00e3o tem estabelecido.<\/p>\n<p>O      Pa\u00eds Vasco \u00e9 uma zona de grande enraizamento \u00e0 sua terra, costumes e l\u00edngua,      uma terra que guarda consider\u00e1veis diferen\u00e7as com o resto das comunidades      hispanas, que parece como um irm\u00e3o adotivo embora igualmente querido, \u00e9 um      lugar onde a cl\u00e1ssica imagem da Espanha barulhenta e m\u00edstica perde-se e transforma-se      em algo mais direto, menos sut\u00edl mas muito atrativo.<\/p>\n<p>Os povoadores desta prov\u00edncia prov\u00e9m dos primeiros habitantes da pen\u00ednsula,      emparentados com os celtas, os vascos partilham um veio com\u00fam com os franceses      de Bretanha e os ingleses do sul, com essa ra\u00e7a forte de car\u00e1ter, aparentemente      fria, que empenhou-se em dominar o meio ambiente, \u00e0s montanhas e rios da zona.    <\/p>\n<p>O tempo e as diferen\u00e7as tem ido deslizando at\u00e9 convertir este grupo humano      num a compata unidade que surpreende pela sua hospitalidade.<\/p>\n<p>A      comunidade est\u00e1 composta por tr\u00eas prov\u00edncias: Vizcaya, Guipuzcoa e Alava.      Cada uma delas oferece muito ao turista, um mundo de possibilidades que torna-se      infinito.<\/p>\n<p>Bilbao,      o cora\u00e7\u00e3o da Vizcaya, \u00e9 uma cidade com car\u00e1ter, produto da sua atividade industrial,      especialmente da sider\u00fargica e mineira. Por\u00e9m, a delicadeza das ruas antigas,      conhecidas como &#8220;as sete ruas&#8221;, oferece um panorama choqueante pela      inacredit\u00e1vel inser\u00e7\u00e3o de lugares t\u00e3o quentes no meio de volumes grises da      modernidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o      fosse a no\u00e7\u00e3o temporal e hist\u00f3rica, seria dif\u00edcil reconhecer o que foi primeiro,      as ruas de pedra e edif\u00edcios antigos ou os modernos condom\u00ednios de escrit\u00f3rios      e as avenidas transitadas e barulhentas, a perfei\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de ambos,      assim como a asimila\u00e7\u00e3o que os seus habitantes fazem dos dois, implica um      reto para descobrir a sua origem e autenticidade.<\/p>\n<p>O      estu\u00e1rio do rio Nervi\u00f3n marca levemente essa distancia temporal do velho e      o novo. \u00c0 direita fica o Bilbao Antigo, do s\u00e9culo XIV, com as suas colinas      e Santu\u00e1rio de Begonha, padroeira de Vizcaya, com o seu Museu de Belas Artes      que conserva um rico patrim\u00f4nio pit\u00f3rico desde o s\u00e9culo XII at\u00e9 o presente,      convenentemente classificado e exposto, com o Museu Arqueol\u00f3gico, Etnogr\u00e1fico      e Hist\u00f3rico Vasco, ocupando o antigo Col\u00e9gio de S\u00e3o Andr\u00e9s que conta entre      as suas riquezas com pe\u00e7as pr\u00e9-hist\u00f3ricas, escudos, t\u00famulos e com o m\u00e1gico      Idolo de Mikeldi, entre outras coisas.<\/p>\n<p>Do      lado esquerdo, o Bilbao Novo, de finais do s\u00e9culo XIX, se faz presente com      su acelerada vida produtiva e financeira, com sua Universidade de Deusto,      de alto prestigio em estudios financeiros, o bairro resid\u00eancial de Algorta,      por Santurzi, porto pesqueiro de excelentes sardinas e pela sua ponte pendente      que construiu-se para dar passo aos produtos qu\u00edmicos e mineiros que trabalham      na zona.<\/p>\n<p>O      Parque de Dona Casilda conta com um Museu de Arte Moderna bastante completo      e com a Fonte Cibern\u00e9tica, obra de engenheria que atrai o publico j\u00f3vem. Os      Jardins de Albia contam com esse toque de modernidade urbana que tentam devolver      s cidades mais avanzadas o sentido humano.<\/p>\n<p>Nas ruas dos arredores da Pra\u00e7a El\u00edptica, vive-se de dia o com\u00e9rcio no seu      esplendor, enquanto que de noite vive-se a alegria nos bares, restaurantes      e espet\u00e1culos noturnos, entre os que conv\u00e9m destacar o Teatro Arriaga, lugar      de vanguardia na arte dram\u00e1tica, a m\u00fasica e os festivais. <\/p>\n<p>Para estar \u00e0 tom com sua vida econ\u00f3mica, o Centro Internacional de Exibi\u00e7\u00f5es      de Bilbao tem entrado em funcionamento h\u00e1 pouco tempo, dotando \u00e0 cidade de      um espa\u00e7o no n\u00edvel das cidades que dominam o mundo comercial.<\/p>\n<p>A      medida que cresce financeira mente e que as suas rela\u00e7\u00f5es de interc\u00e2mbio econ\u00f4mico      ampliam-se, especialmente com Fran\u00e7a, Inglaterra e Am\u00e9rica Latina, Bilbao      vai construindo com rapidez centros culturais e financeiros mais modernos      e atualizados sem permitir-se perder essa parte romantica do seu velho cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seguindo      um caminho para o leste, adentr\u00e1ndo-se no Pa\u00eds Vasco, podem-se encontrar pequenas      povoa\u00e7\u00f5es e portos mar\u00edtimos que oferecem sua paisagem agreste e antiga como      um presente deste povo para a humanidade. Getxo, Gorliz e Arminza precedem      ao Faro de Machichaco, desde o qual observa-se a Penha de S\u00e3o Jo\u00e3o de Gaztelugache      com su ermita onde celebra-se a romeria de S\u00e3o Juan.<\/p>\n<p>Posteriormente      em Bermeo, vila pesqueira, a hist\u00f3ria tem ficado marcada nas muralhas e na      Torre dos Ercilla, de fachada em granito, que na atualidade est\u00e1 convertida      num Museu do Pescador e que antanho fora o lugar onde os reis vizca\u00ednos faziam      os seus juramentos de nobleza.<\/p>\n<p>Guernika      tem ficado imortalizada, \u00e0 costa da sua dor, pela c\u00e9lebre pintura de Paulo      Picasso do mesmo nome. Cidade bombardeada pelos alem\u00e3es durante a Guerra Civil      Espanhola, oferece ao visitante a sua dolorosa hist\u00f3ria e algo mais: o tradicional      carvalho onde os senhores de Vizcaya juravam respeitar suas leis, visitado      inclusive pela rainha Isabel a Cat\u00f3lica. Esta \u00e1rvore encontra-se resguardada      num templete perto da Casa de Juntas, lugar que na atualidade \u00e9 sede das Juntas      Generais do Senhor\u00edo de Vizcaya.<\/p>\n<p>As      Grutas de Santimaminhe sorriem ao mundo moderno com suas pinturas pr\u00e9-hist\u00f3ricas      de animais de ca\u00e7a e as forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1reas de vivas cores. Elanchove \u00e9 um      delicioso e pequeno porto em cujas praias recriam-se os habitantes de Guernika.      Leketio conta com uma chamativa igreja do s\u00e9culo XV que atrai pela torre barroca      e os arcobotantes, desde ela se obt\u00e9m uma vista do porto envidi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ondarroa      \u00e9 um porto de maior import\u00e2ncia dedicado ao salgado do peixe e \u00e0 ind\u00fastria      da conserva\u00e7\u00e3o, entre seus atrativos est\u00e1 a cor esbranqueada das casas, tempeada      com o colorido do seu mar e o rio sobre o que sit\u00faa-se, a praia atrativa e      a Ilha de S\u00e3o Nicol\u00e1s que s\u00f3 se poder\u00e1 ver quando desce a mar\u00e9 e deixar-la      ao descoberto.<\/p>\n<p>Uma      sucess\u00e3o de povoa\u00e7\u00f5es e cidades de diversos tamanhos levam para a costa da      prov\u00edncia de Guip\u00fazcoa. Em cada um de estos lugares aparecem mirantes para      gozar da vista do mar e os contrastes dos rochedos e colinas cobertas de igrejas      antigas, casas pitorescas ou edif\u00edcios mais modernos que miram desafiantes      para o mar.<\/p>\n<p><strong>A \u00faltima parada \u00e9 em S\u00e3o Sebasti\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Donostia,      famoso no mundo todo pelo seu festival de cinema de ver\u00e3o. Uma Bac\u00eda em forma      de semic\u00edrculo \u00e9 o ninho desta cidade que mant\u00e9m o ritmo vasco e espanhol      de conviv\u00eancia harmonizada entre o novo e o velho. A Bac\u00eda est\u00e1 dividida em      duas: a praia de Ondarreta e a praia da Concha, separadas pelo Monte Igueldo      no qual tem constru\u00eddo um parque de atra\u00e7\u00f5es moderno e funcional, ao que acede-se      por um funicular.<\/p>\n<p>Esta      cidade alcan\u00e7ou notoriedade no s\u00e9culo XIX quando convertiu-se em lugar de      f\u00e9rias da nobleza ao ser escolhido pela rainha Maria Cristina de Hausburgo,      quem mandou construir o Pal\u00e1cio de Miramar que ainda conserva-se.<\/p>\n<p>Nos      extremos da Ba\u00eda h\u00e1 duas forma\u00e7\u00f5es rochosas que permitem ter uma vis\u00e3o da      mesma especialmente atrativa durante os entardeceres: o Pente dos Ventos no      lado esquerdo, com uma singular escultura em pedra que asemelha um pente por      onde atravessa a brisa marinhha e o Monte Urgull no dereito, coroado pelo      Castelo de Santa Cruz da Mota.<\/p>\n<p>Dentro da cidade, conv\u00e9m visitar sua Pra\u00e7a da Constitu\u00e7\u00e3o que fora cen\u00e1rio      das primeiras touradas da zona, o Museu de S\u00e3o Telmo, antigo convento que      na atualidade \u00e9 o Museu Etnogr\u00e1fico da cidade e que conserva entre suas curiosidades      uma exposi\u00e7\u00e3o de tocados vascos femininos at\u00e9 o s\u00e9culo XVIII, apresentados      sobre uma esp\u00e9cie de armadura met\u00e1lica. <\/p>\n<p>Durante o ver\u00e3o, conta-se com o servi\u00e7o de barco que permite chegar \u00e0 Ilha      de Santa Clara, em meio da bazia, lugar privilegiado com a vis\u00e3o desta cidade      ao completo.<\/p>\n<p><b>Vit\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>Gasteiz \u00e9 a capital da comunidade vasca, na prov\u00edncia de \u00c1lava. O seu interior      \u00e9 um conjunto perfeito da beleza dos seus monumentos e pe\u00e7as antigas, da urbaniza\u00e7\u00e3o      dos din\u00e1micos centros empresariais e pol\u00edticos e da paz e tranquilidade dos      jardins e lugares de recreio. <\/p>\n<p>Na parte antiga podem-se encontrar exemplos t\u00e3o belos da arquitetura como      a monumental Catedral de Maria Imaculada, do estilo prateresco em geral, que      possui pe\u00e7as maravilhosas em pedra, madeira e pintura.<\/p>\n<p>A      Pra\u00e7a da Virgem Branca rende homenagem \u00e0 vit\u00f3ria de Wellingtom sobre o ex\u00e9rcito      napole\u00f4nico em 1813 atrav\u00e9s de um monumento em pedra e bronze e em cuja ponta      apresenta-se a vit\u00f3ria con asas. Entre os lugares que despertam curiosidade      est\u00e1 o Museu de Naipes, com mais de 150.000 cartas de diversos temas e em      variados materiais vindos do mundo todo, tamb\u00e9m a Pra\u00e7a do Machete que deve      su nome ao fato de que os antigos nobles juravam lealdade sobre um ter\u00e7ado      que guardava-se na Igreja de S\u00e3o Miguel.<\/p>\n<p><strong>CASTILHA E LE\u00d3N<\/strong><\/p>\n<p>Situada      no centro da Espanha, num grande planalto de carater\u00edsticas excepcionais.      Inclui o antigo territ\u00f3rio que ocupara o reino de Le\u00f3n e a metade norte do      reino de Castela. Uma paisagem grandiosa e plana. A regi\u00e3o possui um dos patrim\u00f4nios      hist\u00f3rico-art\u00edsticos mais importantes na Espanha.<\/p>\n<p>\u00c9 uma das regi\u00f5es de maior amplitude geogr\u00e1fica, sobre um territ\u00f3rio firme,      de altitude meia e numerosos afluentes de rios junto aos quais tem-se fundado      cidades desde a \u00e9poca dos romanos que tem visto discurrir a hist\u00f3ria e receberam      legados da mesma. <\/p>\n<p>A maior parte deste territ\u00f3rio viveu com fereza a luta contra os mu\u00e7ulmanos      e s\u00e3o escassos os restos que permanecem desta cultura em terras castelhanas,      por isso, fazer uma visita a estes espa\u00e7os espanh\u00f3is significa encontrar-se      com o mais apremiante espirito crist\u00e3o que tem caraterizado \u00e0 na\u00e7\u00e3o hispana      desde o s\u00e9culo III.<\/p>\n<p>Entre      os lugares que mais destacam nesta comunidade est\u00e1 Le\u00f3n, que fora a cabe\u00e7a      de um dos reinos mais influintes antes da unifica\u00e7\u00e3o espanhola realizada pelos      reis Cat\u00f3licos. Os restos de uma antiga muralha sobrevivem para assinalar      o que fora o original espa\u00e7o desta cidade.<\/p>\n<p>Na      parte extrema da mesma levanta-se majestosa a Catedral leonesa, s\u00edmbolo por      excel\u00eancia do g\u00f3tico espanhol, embora cont\u00e9m elementos do tipo rom\u00e2nico e      prateresco acrescentados com anterioridade e posterioridade, produto de sua      eleva\u00e7\u00e3o e gra\u00e7a, assim como da mais brilhante e asombrosa cole\u00e7\u00e3o de vitrais      que ocupam suas janelas, o interior da pavilh\u00e3o central converte-se num espet\u00e1culo      de luz indescrit\u00edvel, exclusivo pela sua qualidade na Espanha.<\/p>\n<p>A      decora\u00e7\u00e3o destes vitrais \u00e9 variada e gira em torno \u00e0 igreja e a nobleza. Obras      interessantes s\u00e3o as cadeiras em madeira do coro e os relevos renascentistas      em alabastro do trascoro. A Capela Maior cont\u00e9m um ret\u00e1bulo com excelentes      mostras de pintura da escola flamenca, enquanto que as capelas posteriores,      cinco, de estrutura exagonal e dedicadas a diferentes santos albergam t\u00famulos      trabalhados em m\u00e1rmore e talhas em madeira policromada.<\/p>\n<p>Junto      \u00e0 Catedral est\u00e1 um Claustro com atrativas c\u00fapulas e afrescos nos muros. num      dos flancos, o Museu Diocesano da Arte Catedral icia recebe os visitantes      para que possam observar a cole\u00e7\u00e3o de talhas rom\u00e2nicas, pinturas, esculturas      e c\u00f3dizes que possui.<\/p>\n<p>Outros      lugares interessantes, dentro da parte antiga da cidade s\u00e3o as ruas de Pelayo      e Serranos que permitem desfrutar da contempla\u00e7\u00e3o de diversas casas dos s\u00e9culo      XIV ao XVIII. Por sua vez, a Pra\u00e7a e a Bas\u00edlica de S\u00e3o Isidoro s\u00e3o outra mostra      mais da arquitetura religiosa do s\u00e9culo XI com um estilo rom\u00e2nico de maior      austeridade. Um Museu e um Pante\u00e3o Real re\u00fane os restos de 23 monarcas leoneses      e numerosos nobles e presentea-os com a inigual\u00e1vel vis\u00e3o dos afrescos rom\u00e2nicos      com motivos b\u00edblicos que enfeitam este espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Na parte mais nova da cidade \u00e9 conveniente desfrutar de um percurso pelo      Passeio de Papalaguinda, paralelo ao rio Bernesga, coberto de pitorescas constru\u00e7\u00f5es      antigas que v\u00e3o misturando-se com os sinais de modernidade da atual Le\u00f3n.    <\/p>\n<p>Pela Avenida de Ordonho II pode-se chegar at\u00e9 a Preifetura Nova e \u00e0 zona      comercial por excel\u00eancia. Mais para o interior da cidade nova, a Pra\u00e7a Maior      oferece um mercado popular as quartas-feiras e s\u00e1bados e a zona conhecida      como bairro H\u00famedo deve seu nome \u00e0 abundancia de bares e tavernas que permitem      desfrutar da gastronomia leonesa e de animadas noites de festa.<\/p>\n<p>Palencia \u00e9 outra prov\u00edncia castelo-leonense que mant\u00e9m a unidade medieval      em sua estrutura citadina e os seus monumentos hist\u00f3ricos. Lotada de igrejas,      pra\u00e7as, conventos e museus, o que mais destaca de Palencia \u00e9 sua S\u00ea, tamb\u00e9m      do estilo g\u00f3tico, embora com uma atrativa remodela\u00e7\u00e3o renascentista posterior.    <\/p>\n<p>Perto desta cidade, a comunidade de Banhos de Cerrato, conserva uma igreja      completamente visigoda, a de S\u00e3o Jo\u00e3o dos Banhos, construida sob as ordens      do Rencesvinto no ano 661, sendo uma das pe\u00e7as mais antigas que conservam-se.      Sua simplicidade, com sua pedra amarelenta e os tetos de dos \u00e1guas e telhas      marr\u00f5es, \u00e9 um respiro no meio da beleza exc\u00eantrica do g\u00f3tico que domina em      toda Castela.<\/p>\n<p>Burgos \u00e9 outro cen\u00e1rio castelhano com grande significado na hist\u00f3ria espanhola.      Seu maior presente \u00e0 humanidade \u00e9 O Cid Campeador, her\u00f3i m\u00edtico da Reconquista,      espanhol imortal com o que inicia-se no sentido liter\u00e1rio a l\u00edngua castelhana.    <\/p>\n<p>Atravessada pelo rio Arlanz\u00e3o, a cidade encontra seu ponto mais interessante      partindo do Passeio do Espol\u00e3o, avenida desenhada desde o s\u00e9culo XIX, que      oferece um panorama de est\u00e1tuas muito atrativas, especialmente a dedicada      ao Cide, assim como de formosos jardines.<\/p>\n<p>Na      parte mais formosa do Passeio do Espol\u00e3o, pode-se admirar o conjunto mais      formoso de Burgos: a Pra\u00e7a do Reis S\u00e3o Fernando, o Arco de Santa Maria que      rende homenagem a v\u00e1rios personagens castelhanos com suas formosas talhas      em pedra e, finalmente, elevada e enigm\u00e1tica, a S\u00ea, obra capaz de impressionar      qualquer espirito humano com sua perfei\u00e7\u00e3o g\u00f3tica, suas elevadas e esbeltas      torres, seus roset\u00f5es e vitrais que iluminam o interior com a luz do tempo.<\/p>\n<p>Suas      cinco portas s\u00e3o perfeitas talhas em madeira que mant\u00e9m de boca aberta o visitante      e fazem pensar na exist\u00eancia do c\u00e9u na terra. Seu pavilh\u00e3o central, alongada      e iluminada cont\u00e9m aos lados v\u00e1rias capelas, cheias de obras delicadas e valiosas,      algumas de elas t\u00e3o amplas, completas e imponentes, que poderiam considerar-se      outra igreja dentro da Catedral.<\/p>\n<p>Entre      o mais destacado do seu interior est\u00e1 o rel\u00f3gio colocado sobre a entrada,      a C\u00fapula Estrelada do centro da pavilh\u00e3o, sob a qual repousam os restos do      Cid e sua esposa Jimena, o coro e o t\u00famulo. No Claustro encontra-se o Museu      Catedral \u00edcio, que re\u00fane uma consider\u00e1vel cole\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as religiosas.<\/p>\n<p>Em      volta da Catedral poder\u00e1 encontrar a Igreja de S\u00e3o Nicol\u00e1s com um formoso      ret\u00e1bulo maior. Perto de l\u00e1, o Arco de Fern\u00e3o Gonz\u00e1lez e o Solar do Cide,      sobre a casa que pertecera \u00e1 este personagem, ir\u00e3o levar-lhe \u00e0 vida militar      da Idade Media.<\/p>\n<p>A      cidade de Burgos pode dividir-se em quatro zonas mais que visitar depois da      zona central. A primeira, conhecida como bairro do Castelo, corresponde ao      enorme parque que rodea o antigo Castelo burgal\u00e9s, do que ficam alguns restos      interessantes rodeados pela sua pr\u00f3pria muralha. Perto de aquele, a Porta      de S\u00e3o Estev\u00e3o era o lugar infranque\u00e1vel que controlava o acesso ao mesmo      e que agora olha-se com admira\u00e7\u00e3o, a Igreja de S\u00e3o Estev\u00e3o, onde encontra-se      o Museu do Ret\u00e1bulo, assim como a Igreja de S\u00e3o Gil, fecham este bairro com      sua harmonia medieval.<\/p>\n<p>Por      sua vez, o bairro de S\u00e3o Lorenzo, para o oeste da cidade, oferece o visitante      a sua igreja do mesmo nome e a Casa do Cord\u00e3o, antigo pal\u00e1cio dos Condest\u00e1veis      de Castela. Para o lado esquerdo da cidade, o Museu de Burgos conta com espl\u00e9ndidas      pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas e hist\u00f3ricas. Nas zonas aledanhas, os pal\u00e1cios renascentistas      de Angulo e de Miranda, contrastam com sua alegria frente o recato medieval.<\/p>\n<p>Fora da cidade, cruzando as zonas resid\u00eanciais, encontra-se o mosteiro das      Huelgas, que revela a transi\u00e7\u00e3o do estilo rom\u00e2nico ao g\u00f3tico. Trata-se de      uma constru\u00e7\u00e3o s\u00f3bria, edificada sob as ordens de Leonor de Aquitania. <\/p>\n<p>Custodiado pelas freiras da Ordem de S\u00e3o Bernardo, tem passado \u00e0 ser um dos      maiores atrativos de Burgos na atualidade pelo car\u00e1ter hist\u00f3rico e seu ar      de templan\u00e7a e retraimento espiritual. Como dado explicativo, acrescentamos      que Huelgas em seu tempo significou folga, repouso.<\/p>\n<p>Outro      lugar que conv\u00e9m visitar \u00e9 a Cartuja de Miraflores, localizada a uns 3 Km      para o leste da cidade, mosteiro que conserva uma das pe\u00e7as mais valiosas      da pintura espanhola anterior \u00e0 Vel\u00e1zquez: A Anuncia\u00e7\u00e3o, de Pedro Berruguete.<\/p>\n<p>Para      o sul de Burgos, um lugar medieval tem cobrado renome nesta \u00e9poca moderna:      o mosteiro de Santo Domingo de Silos, com sua arquitetura rom\u00e2nica, o claustro      sereno e isolado da vida mundana, tem presenteado \u00e0 humanidade a beleza da      m\u00fasica e o canto gregoriano.<\/p>\n<p>\u00c0      beira de rio Duero, Zamora foi povoada pelos romanos e seu nome procede da      palavra \u00e1rabe &#8220;azemur&#8221;, que quer dizer olivar selvagem. \u00c9 uma cidade      com sabor medieval, com uma docena de igrejas do estilo rom\u00e2nico, entre as      que destaca sua catedral, rematada por uma c\u00fapula de tradi\u00e7\u00e3o bizantina. Muito      perto encontra-se a rara e valiosa igreja visigoda de S\u00e3o Pedro do pavilh\u00e3o      do s\u00e9culo VIII.<\/p>\n<p>Valladolid      \u00e9 a cidade maior da autonom\u00eda. Famosa pelos formosos jardins e pela espetacularidade      das process\u00f5es em Semana Santa. Destacam dois edif\u00edcios do estilo prateresco:      o Col\u00e9gio de Santa Cruz e o de S\u00e3o Gregorio. O Museu de Escultura exibe uma      cole\u00e7\u00e3o dos grandes imaginadores espanh\u00f3is dos s\u00e9culos XVI e XVII.<\/p>\n<p>Soria,      uma cidade pouco conhecida, est\u00e1 banhada pelo rio Duero. Possui importantes      templos rom\u00e2nicos, como os de Santo Domingo e S\u00e3o Jo\u00e3o de Rabanera. Sua Catedral      conserva um dos mais belos claustros da arte rom\u00e2nico espanhol.<\/p>\n<p>Salamanca,      importante centro na \u00e9poca do Renascimento pela importancia de sua Universidade,      foi uma das pioneras da Europa. \u00c9 uma das cidades mais belas da Espanha. Conserva      magn\u00edficos monumentos como as duas catedrais, a Velha e a Nova, dos s\u00e9culos      XII e XVI, respetivamente, a Casa de As Conchas e sua espl\u00e9ndida Pra\u00e7a Maior.      A cidade data de tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p><strong>No meio \u00e0 suntuosidade que uma vida medieval muito intensa deixou      na prov\u00edncia de Salamanca, La Alberca, uma pequena vila faz viajar para a      ternura da vida agr\u00edcola, com suas casas de uma ou duas plantas em granito,      suas fachadas em madeira e barro, suas cores mais quentes e pessoais, su vivacidade      refletida nas atividades da gente e os produtos que oferecem ao visitante:<\/strong>      a mel, o p\u00e3o, o vinho, o turr\u00e3o e as obleas. <\/p>\n<p>Como um carimbo que pretende resguardar a mem\u00f3ria num lugar t\u00e3o pequeno,      as casas tem gravados em sus dinteles a data em que foram construidas, assim      como sinais relacionados com as cr\u00ean\u00e7as religiosas dos moradores.<\/p>\n<p>Seguindo      a rota, a Serra da Fran\u00e7a \u00e9 um lugar que alonga essa sensa\u00e7\u00e3o de placidez      campirana brindada pelos poboados que precedem-o. Desde a Penha da Fran\u00e7a,      pico rochoso de 1.700 m. domina-se a paisagem e observam-se os Cumes do Gredos,      as montanhas portuguesas e os pequenos vales que aparecem ao longo da prov\u00edncia.<\/p>\n<p>Miranda      do Castanhar e Mogarraz s\u00e3o dos vilas de condi\u00e7\u00f5es similares \u00e0s da La Alberca,      com o candor rural espanhol, por sua vez, as Batuecas \u00e9 uma zona composta      por misteriosas paisagens, geralmente \u00famidos, que guardam com zelo restos      de pinturas rupestres menos conhecidas e visitadas que as de outros lugares,      mas igualmente interessantes para quem apaixona-se com o tema.<\/p>\n<p>Alba de Tormes \u00e9 uma encantadora povoa\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m com orgulho uma das      casas nobili\u00e1rias mais antigas da Espanha e Europa. Alfonso X confirmou esta      vila \u00e0 Casa de Alba em 1430, vila pr\u00f3spera montada sobre as m\u00e1rgens do Tormes.    <\/p>\n<p>Entre os encantos desta pequena vila est\u00e1 ter sido o lugar onde Santa Tereza      de Jes\u00fas desenvolveu parte de sua m\u00edstica, espiritual e obra po\u00e9tica, em homenagem      sua, o Convento das Carmelitas que ela fundou, \u00e9 agora um museu que revive      a vida da m\u00edstica ao reconstruir sua cela, apresentar uma mostra de relic\u00e1rios      antigos e manter seus restos. Junto ao convento, a Igreja do estilo renascentista      conserva numerosas obras pit\u00f3ricas e t\u00famulo talhados que conv\u00e9m observar.<\/p>\n<p>A Pra\u00e7a Maior \u00e9 o marco para a delicada igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o, do estilo mesti\u00e7o      entre o rom\u00e2nico e o mud\u00e9jar que conserva no interior um ret\u00e1bulo barroco      e variados enterramentos g\u00f3tico-renascentistas. Algunas igrejas de menor tradi\u00e7\u00e3o      hist\u00f3rica e teol\u00f3gica, embora de igual beleza est\u00e9tica compoem o resto dos      atrativos de Alba de Tormes. <\/p>\n<p>Para o leste, Pe\u00f1aranda de Bracamontes mant\u00e9m a devo\u00e7\u00e3o teresiana com seu      Convento de Carmelitas que contem ret\u00e1bulos, relic\u00e1rios e pinturas, especialmente      italianos.<\/p>\n<p>Reviver a vida medieval em todo seu esplendor \u00e9 poss\u00edvel num lugar encantador      de Castela e Le\u00f3n: \u00c1vila. Imponente, divisa-se na distancia a muralha que      protege \u00e0 cidade, com sua constru\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de pedra amarelecida, suas numerosas      torres e cubos, antigos lugares de vigilancia e suas nove portas de acesso.    <\/p>\n<p>Esta pe\u00e7a de engenharia, poss\u00edvelmente iniciada pelos romanos e culminada      pelos crist\u00e3os do s\u00e9culo XI, envolveu \u00e0 cidade durante s\u00e9culos e atualmente      constitue o maior atrativo da \u00c1vila.<\/p>\n<p>A entrada mais chamativa \u00e9 a da pr\u00f3pria Catedral, na frente da muralha, que      pela sua situa\u00e7\u00e3o mant\u00e9m um car\u00e1ter mais s\u00f3brio, de aspeto exterior de fortaleza      em estilo rom\u00e2nico. A igreja conta com tr\u00eas pavilhaos e elevadas torres que      permitem uma luminosidade geradora de um espet\u00e1culo de luz impressionante.    <\/p>\n<p>Entre o mais relevante deste templo est\u00e1 a Portada dos Ap\u00f3stolos, pe\u00e7a escult\u00f3rica      do s\u00e9culo XIII que o tempo tem deteriorado sem fazer-la perder sua beleza.      No interior, as cadeiras do coro, elaboradas em nogueira holandessa s\u00e3o uma      mostra da arte em madeira do s\u00e9culo XVI, enquanto que a Capela Maior oferece      um magn\u00edfico ret\u00e1bulo de Berruguete.<\/p>\n<p>A girola, elaborada em pedra jaspeada e sostenida por duas delicadas colunas      poss\u00edvelmente seja a pe\u00e7a mais delicada e atrativa da Catedral. Detr\u00e1s do      Altar Maior, o t\u00famulo do Tostado \u00e9 uma mostra da arte funeraria do estilo      renascentista. <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da catedral e algumas de suas pe\u00e7as centrais podem-se admirar      no Museu Catedral \u00edcio, situado num a c\u00fapula com acesso \u00e0 sacristia da pr\u00f3pria      igreja, enquanto que o Claustro do estilo g\u00f3tico e com detalhes renascentistas      espera para surpreend\u00e9-lo com seus enterramentos.<\/p>\n<p>O interior da cidade \u00e9 t\u00e3o encantador como sua muralha. Ruas empedradas,      espirito renascentista, serenidade e m\u00edsticas igrejas e pra\u00e7as, trasladam      \u00e9poca de Santa Tereza e sua poesia silenciosa que incrusta-se no espirito      humano. <\/p>\n<p>Numerosas casas, pal\u00e1cios e mans\u00f5es comp\u00f5em a cidade, algumas delas tem-se      convertido em museus, outras em estalagens, escrit\u00f3rios ou salas de exibi\u00e7\u00e3o:      a Mans\u00e3o dos Velada, o Pal\u00e1cio dos Valderr\u00e1bano, Casa dos Aguila, Casa dos      Verdugo e o Pal\u00e1cio do Marqu\u00e9s de Bepavilhaonte, entre outros.<\/p>\n<p>A      Pra\u00e7a Chico \u00e9 o n\u00facleo do movimento da \u00c1vila. Em volta encontra-se a Prefeitura,      a Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o que conserva a pia batismal de Santa Tereza, o Pal\u00e1cio      dos Polentinos, do estilo prateresco e a Igreja de S\u00e3o Estev\u00e3o. O Pal\u00e1cio      dos D\u00e1vila localiza-se junto \u00e0 porta da muralha conhecida como porta do Rastro,      esta constru\u00e7\u00e3o oferece uma excelente panor\u00e1mica da cidade.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o maior atrativo desta cidade \u00e9 a Rota Teresiana, que leva pelo percurso      que permite acercar-se \u00e0 biografia da Santa Tereza. O primeiro \u00e9 visitar o      Convento de Santa Tereza sobre \u00e0 que fora casa da mesma, logo ap\u00f4s, o Museu      Tereziano, no mesmo lugar, permite aceder ao orto que fora espa\u00e7o de brincadeiras      da escritora em sua infancia. <\/p>\n<p>Os conventos de Nossa Senhora da Gra\u00e7a e de S\u00e3o Jos\u00e9 conservam momentos da      vida da Santa, enquanto que o mosteiro da Encarna\u00e7\u00e3o, longe da cidade, considera-se      o recinto onde alcan\u00e7ou sua madurez espiritual que a levou \u00e0 consagrar sua      obra.<\/p>\n<p>Segovia,      ao p\u00e9 da serra de Guadarrama e \u00e0 beira do rio Eresma, destaca pelo impressionante      aqueduto romano, o melhor de sua \u00e9poca e estilo de todos os que existem. Tem      uma longitude de 728 m. com dupla linha de arcos superpostos. Outras obras      not\u00e1veis s\u00e3o a Catedral do s\u00e9culo XVI, o Alc\u00e1cer, antiga morada dos Reis Cat\u00f3licos      e as igrejas rom\u00e2nicas da Vera Cruz, S\u00e3o Mill\u00e1n, S\u00e3o Mart\u00edm e a Trinidade.<\/p>\n<p><strong>CASTILHA LA MANCHA<\/strong><\/p>\n<p>Situada      no centro da pen\u00ednsula. De grandes extens\u00f5es, ocupa a zona sul do antigo reino      de Castela, incluida a zona de La Mancha, c\u00e9lebre por ser o cen\u00e1rio do grande      romance Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes. A comunidade est\u00e1      acidentada pelo Sistema Ib\u00e9rico.<\/p>\n<p>Muito      perto de Madri, convertida num a cidade ativa, moderna e populosa, Guadalajara      oferece ao visitante pe\u00e7as da hist\u00f3ria da Espanha. Seu Pal\u00e1cio do Infantado      \u00e9 talvez, a mais c\u00e9lebre pe\u00e7a, mostrando uma transi\u00e7\u00e3o entre o g\u00f3tico e o      renascimento, sua fachada decorada com pedras, em forma de pontas de diamante      e sua portada com a talha do escudo de Mendo\u00e7a, impressionam pela a sua finura.<\/p>\n<p>O interior, em cl\u00e1ssica forma retangular, est\u00e1 presidido pelo P\u00e1tio dos Le\u00f5es,      que olham como no presente, o edif\u00edcio aloja o importante Museu Provincial,      o arquivo hist\u00f3rico e a Biblioteca p\u00fablica. Perto de l\u00e1, o Pal\u00e1cio dos Mendo\u00e7a,      fam\u00edlia fundadora de Guadalajara e de grande importancia em sua hist\u00f3ria,      \u00e9 na atualidade um Instituto. <\/p>\n<p>Igrejas como S\u00e3o Francisco, S\u00e3o Nicolas Real e S\u00e3o Gin\u00e9s, com seu pante\u00e3o      aristocr\u00e1tico, s\u00e3o lugares valedores de uma visita, embora o mais atrativo      seja sua Catedral de Santa Maria a Maior, eixo da vida religiosa no s\u00e9culo      XVI e adornada com formosas figuras praterescas.<\/p>\n<p>A uns 30 km de Guadalajara, Hita \u00e9 uma povoa\u00e7\u00e3o que rememora seu c\u00e9lebre      Arcipreste, Jo\u00e3o Ruiz, autor do Livro do Bom Amor. Os mosteiros que possui,      assim como, a paisagem que a envolve, oferecem uma resposta aquilo, que inspirou      a elabora\u00e7\u00e3o de t\u00e3o doce e pitoresco livro. <\/p>\n<p>Em outra dire\u00e7\u00e3o, Cogolludo \u00e9 c\u00e9lebre, durante fevereiro pela sua festa das      Aguedas, intento feminista de s\u00e9culos anteriores, no que as mulheres ocupam      as atividades p\u00fablicas, enquanto que os homems se dedicam a casa, finalizando      com a queimada, na tarde, de um boneco para simbolizar o triunfo das mulheres.<\/p>\n<p>Para o sul de Guadalajara, Cuenca \u00e9 uma cidade com uma peculiaridade: sua      paisagem. Situada sobre dois rios, a correnteza tem talhado a paisagem rochosa      de Cuenca e o engenho humano tem construido, as que hoje s\u00e3o conhecidas como      Casas Suspensas, pe\u00e7as de engenharia que levantam-se com simplicidade sobre      tro\u00e7os de rocha escarpada, desde o s\u00e9culo XIV. <\/p>\n<p>Na atualidade muitas destas casas se converteram em Mans\u00f5es, Estalagens tur\u00edsticas,      lojas e inclusive museus, como o de Arte Abstrata, que \u00e9 dos primeiros que      existiram, promovido pelos pr\u00f3prios autores como Saura, Z\u00f3bel, Chirino, Palazuelo      e Manrique, entre outros.<\/p>\n<p>A      Catedral de Cuenca \u00e9 tamb\u00e9m uma pe\u00e7a interessante, especialmente pelo Transparente      de sua Capela Maior, realizado em m\u00e1rmore, jaspe e bronze dourado.<\/p>\n<p>Perto de Cuenca conv\u00e9m visitar a Cidade Encantada, paragem natural onde a      eros\u00e3o, como um pincel poderoso, tem deixado a pegada de uma paisagem enigm\u00e1tica      e contrastante, com singulares figuras de rocha calc\u00e1rea. <\/p>\n<p>L\u00e1, a Janela do Di\u00e3o \u00e9 uma original boca calada pelo tempo na garganta de      um rio. Mais ao leste, Canhete \u00e9 um antigo centro militar cujo atrativo atual      \u00e9 a sua muralha e o seu castelo poligonal, com as portas arabescas, em contraste,      a Ermita da Virgem da Zarza e a Igreja de Santiago, junto ao Cerro do Cristo,      prove\u00edam aos homems da fe que a luta contra os mouros exig\u00eda.<\/p>\n<p>A magia de Toledo \u00e9 incompar\u00e1vel. Uma s\u00e9rie de sete colinas rodeam-la, enquanto      que o cerco que proporciona o rio Tajo tem convertido num a das cidades antigas      mais inacess\u00edveis e impenetr\u00e1veis. <\/p>\n<p>Esta sensa\u00e7\u00e3o de fortaleza deixa-se sentir desde que divisa-se na dist\u00e2ncia,      contrastando com a formosa e acidentada paisagem. Sentindo ainda mais essa      reserva, sobre a Ponte de S\u00e3o Mart\u00edm tem-se o primeiro contato com a muralha      que protegeu este centro dos as\u00e9dios que tem vivido ao longo da hist\u00f3ria.    <\/p>\n<p>Em impenetr\u00e1vel pedra grisalha, uma extraordinaria Porta de Dobradi\u00e7a, dedicada      \u00e0 Alfonso V, grita ao mundo que l\u00e1 dentro tem hist\u00f3ria, for\u00e7a e magia.<\/p>\n<p>A      cidade enteira \u00e9 um ador\u00e1vel exemplo das culturas que maior influ\u00eancia tem      tido na forma\u00e7\u00e3o espanhola: a crist\u00e3, a mu\u00e7ulmana e a judea. No interior,      bastam apenas uma primeira vis\u00e3o e uns cuantos passos para entrar em contato      direto com esas m\u00e1gicas cenas que o tempo tem presenteado Espanha, suas pequenas      ruas, estreitas e empedradas, devoram a imagina\u00e7\u00e3o e convertem em realidade      instant\u00e1nea ao caminhar entre elas.<\/p>\n<p>Aos lados, pequenas casas de pedra e poderosas portas com escudos ou sinais      gravados, sorr\u00edem t\u00edmidamente ao turista sem perder seu estilo duro, forte      e reservado. <strong>Muitas de estas pequenas ruas tem-se convertido em lojas,      especialmente de artesanato, em onde pode-se prolongar esse espirito antigo      que flutua por Toledo:<\/strong> pe\u00e7as talhadas em madeira, m\u00e1scaras de diversas      proced\u00eancias culturais, j\u00f3ias e especialmente reprodu\u00e7\u00f5es de armas e equipamento      para cavaleiros andantes de tamanho natural at\u00e9 miniaturas bel\u00edssimas, juntam-se      nestas lojas.<\/p>\n<p>O      damasquinado toledano, t\u00e9cnica orfevre que consiste em gravar com fios de      ouro sobre a\u00e7o preto complicados desenhos, lota os escaparates nas mais diversas      formas: brincos, an\u00e9is, broches, pratos e armas brancas. As espadas que podem-se      ver est\u00e9ticamente colocadas nas lojas, s\u00e3o um espet\u00e1culo da primitiva fortaleza      humana.<\/p>\n<p>Numerosas constru\u00e7\u00f5es componem a maravilha de cidade, por\u00e9m, as mais relevantes      s\u00e3o a Catedral, impressionante obra g\u00f3tica do s\u00e9culo XV. V\u00e1rias portas talhadas      em pedra ou madeira permitem o acesso no interior, cada uma tem um tema e      um estilo pr\u00f3prio, destacando a Porta dos Leones e a do Rel\u00f3gio.<\/p>\n<p> O coro est\u00e1 rodeado por pilares talhados em pedra branca, destacando a grande      qualidade e quantidade dos detalhes, especialmente o nicho construido durante      o Renascimento cheio de delicadas figuras de santos em alabastro. Ao fundo,      dois antigos rg\u00e3os da \u00e9poca representam um tesouro para os amantes da m\u00fasica.<\/p>\n<p>A Capela Maior est\u00e1 dominada pela figura da Virgem Branca, que representa-se      com uma delicada talha g\u00f3tica, no fundo do altar, uma esp\u00e9cie de janela decorada      aos lados com figuras do estilo churrigeresco, conhecida como O Transparente,      otorga uma extremada luminosidade \u00e0 Capela. <\/p>\n<p>A catedral conta com v\u00e1rias capelas que s\u00e3o, por s\u00ed pr\u00f3prias, um lugar valioso      para conhecer, sua assustadora altitude, a serenidade que emite e o ar m\u00edstico      que soma-se ao seu ambiente, fazem dela uma das catedrais de maior renome      na Espanha. <\/p>\n<p>Dentro da mesma igreja encontra-se um espl\u00e9ndido Museu Catedral\u00edcio que re\u00fane      obras do Greco, Goya, Zurbar\u00e1n, Tiziano, Vel\u00e1zquez e Rubens, assim como pe\u00e7as      de orfevraria de consider\u00e1vel valor.<\/p>\n<p>Toledo \u00e9 tamb\u00e9m uma cidade fortemente impregnada da obra do Greco. A Igreja      de Santo Tom\u00e9, conserva a pe\u00e7a mais conhecida e valiosa da obra do pintor:      O enterro do Conde de Orgaz, olhar-la de frente, com a sua imensidade, \u00e9 o      espa\u00e7o justo para ser hinotizado pela perfei\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os e express\u00f5es que      o artista logrou plasmar que revelam o espirito m\u00edstico da \u00e9poca. <\/p>\n<p>A chamada Casa do Greco es, por sua vez, um museu que tenta reviver a \u00e9poca      em que o artista viveu l\u00e1, criando suas obras t\u00e3o representativas. Frente      \u00e0 esta casa, a Sinagoga do Transito \u00e9 a pe\u00e7a judea mais importante da Espanha      antes que os judeus foram expulsos da pen\u00ednsula em 1492 e este lugar convertera-se      num a igreja crist\u00e3.<\/p>\n<p>Da      \u00e9poca antiga de Toledo ficam infinidade de igrejas, pra\u00e7as, ruas e hist\u00f3rias      para revivir a vida de aquele tempo, mas Toledo tamb\u00e9m tem sido lugar importante      na \u00e9poca moderna. No extremo leste, o Alc\u00e1cer levanta-se para lembrar a tr\u00e1gica      Guerra Civil de 1939. Trata-se de uma constru\u00e7\u00e3o quadrangular com infranque\u00e1veis      torres nos cantos.<\/p>\n<p>Embora      seja um lugar fr\u00edo e banhado por uma oscuridade estranha, uma visita detalhada      permitir\u00e1 ter uma ideia do que \u00e9 um frente de batalha com toda a fatalidade      que ronda-o. No mesmo edif\u00edcio, \u00e0 entrada, pode-se observar uma cole\u00e7\u00e3o de      armas dos mais variados tipos, uma cole\u00e7\u00e3o de moedas comemorativas, pe\u00e7as      mud\u00e9jares e a hist\u00f3ria do Alc\u00e1cer desde sua constru\u00e7\u00e3o at\u00e9 su dram\u00e1tico episodio      do 38. Nas partes baixas do Alc\u00e1cer, o Museu do As\u00e9dio conserva os m\u00f3veis      daquela hist\u00f3ria e poder\u00e1 ver jornais que falam da Guerra Civil, telefones,      material de enfermar\u00eda, fotografias e trajes militares entre outras coisas.<\/p>\n<p>Frente      ao Alc\u00e1cer, a Pra\u00e7a de Zocodover \u00e9 o atual centro de a\u00e7\u00e3o da vida toledana.      \u00c9 o lugar onde poder\u00e1 encontrar tavernas e restaurantes t\u00edpicos que ir\u00e3o deleitar-lhe      com sua peculiar gastronom\u00eda.<\/p>\n<p>Nos arredores da cidade, a vila medieval de Yepes oferece-lhe sua formosa      Igreja de S\u00e3o Benito e o Convento das Carmelitas descal\u00e7as. Illescas protege      no seu Hospital da Caridade uma ampla cole\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as do El Greco. <\/p>\n<p>Outros lugares interessantes s\u00e3o Orgaz, Consuegra, Torrijos e Puebla de Montalb\u00e1n,      pequenas povoa\u00e7\u00f5es que antanho foram vilas de grandes senhores, que tem lutado      contra o tempo e tem conseguido conservar seu aspeito medieval, transformando      a irrepreens\u00edvel honra castelhana num novo orgulho para o futuro sem a presen\u00e7a      dos cavaleiros armados.<\/p>\n<p>Para      o oeste, Talavera de la Reina, uma povoa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem conservado muito do      passado, mas que continua \u00e0 destacar pela a sua produ\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica que tem      feito c\u00e9lebre no mundo todo. Sua afi\u00e7\u00e3o gadeira e sua f\u00e9ria em setembro comp\u00f5em      o seu segundo atrativo atual, embora a muralha, igrejas e Bas\u00edlica da Virgem      do Prado sejam atrativos quetos que revelam momentaneamente a antiga cor humana      da cidade.<\/p>\n<p>Entre Toledo e Cidade Real, o Parque Nacional de Cabanheros \u00e9 um espa\u00e7o de      26.000 has. coberto de bosque mediterr\u00e2neo e esp\u00e9cies protegidas que permite      uma vis\u00e3o ainda mais tranquilizadora e armonizada que as cidades manchegas.    <\/p>\n<p>Devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies protegidas, as visitas est\u00e3o muito reguladas,      permitindo s\u00f3 duas por dia com um m\u00e1ximo de sete pessoas em cada una. Desta      maneira, \u00e9 necess\u00e1rio combinar cita no Escrit\u00f3rio do Turismo. Embora este      inconveniente, a experi\u00eancia de vivir um momento entre esp\u00e9cies protegidas      e a beleza da paisagem, vale a pena.<\/p>\n<p>Cidade Real, embora sua antig\u00fcidade, \u00e9 uma cidade que n\u00e3o tem conservado      muitos dos seus monumentos hist\u00f3ricos. O seu maior atrativo reside no agrad\u00e1vel      contraste que representa encontrar uma cidade modernizada no meio de um territ\u00f3rio      t\u00e3o hist\u00f3rico como a comunidade de Castilha La Mancha. <\/p>\n<p>Trata-se pois de uma zona com ativa vida diurna, com com\u00e9rcio e ind\u00fastria      abundantes, vida cultural atrav\u00e9s da Universidade e vida noturna de moda.      Entre seus lugares de interesse est\u00e3o sua Catedral e os museus hist\u00f3ricos,      diocesano e provincial dedicados respetivamente, \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do arquivo      hist\u00f3rico, \u00e0 riqueza religiosa e pintura. Possivelmente, o que faz desta cidade      um ponto onde dever\u00e1-se chegar, sejam os excelentes transportes que possui      e, que oferecem variadas alternativas ao turista.<\/p>\n<p>Alc\u00e1zar de S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 possivelmente a povoa\u00e7\u00e3o mais quixotesca que possa-se      encontrar. Seu tranquilo r\u00edtmo de vida e trabalho, suas paisagens aledanhas      com moinhos de vento, o vinho e o queijo, as tavernas ocres, como seus vinhos,      s\u00e3o um viagem \u00e0 vida do grande Quixote. <\/p>\n<p>Mais que suas pe\u00e7as arquitet\u00f4nicas como Igrejas e pra\u00e7as, destaca a placidez      das casas t\u00edpicas de dois andares, com seus balc\u00f5es de onde pinduram pintados      ou bordados os escudos da fam\u00edlia, costume que adquiriu-se no s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>Nos      arredores, os Moinhos de Mota del Cuervo atraem muito pela sua beleza girando      ao viento e as lembran\u00e7as de uma hist\u00f3ria n\u00e3o vivida mas conhecida, Belmonte,      ber\u00e7o de Frei Luis de Le\u00f3n, oferece orgulhosa o seu castelo do estilo g\u00f3tico,      enquanto Tomelloso permite conhecer os bombos manchegos, esp\u00e9cie de cho\u00e7a      t\u00edpica abobedada, assim como, as grutas onde conservam-se os barris, onde      fabricou-se o mosto nos s\u00e9culos passados.<\/p>\n<p>Albacete \u00e9 uma prov\u00edncia que tem sofrido v\u00e1rias mudan\u00e7as geo-pol\u00edticas, apenas      em 1978 passou fazer parte da comunidade de Castilha La Mancha. A cidade do      mesmo nome, capital da prov\u00edncia, \u00e9 um exemplo mais das numerosas influ\u00eancias      dos conquistadores da pen\u00ednsula ib\u00e9rica. <\/p>\n<p>Entre os escassos restos antigos, a presen\u00e7a de v\u00e1rios estilos arquitet\u00f3nicos      explica sem palavras uma hist\u00f3ria h\u00edbrida que culmina com a moderniza\u00e7\u00e3o da      cidade e a apari\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios do desenho atual.<\/p>\n<p>Entre os lugares interessantes desta zona, a Catedral de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista      conserva-se como uma mostra da heran\u00e7a hist\u00f3rica do lugar, seu estilo foi      originalmente g\u00f3tico, mas o tempo que demorou em culminar sua constru\u00e7\u00e3o,      levou-a passar pelo renascimento e o neo-classicismo. <\/p>\n<p>O Museu Arqueol\u00f3gico \u00e9 uma paragem para quem sente atra\u00e7\u00e3o pelas ra\u00edzes da      hist\u00f3ria. Nele poder\u00e1 encontrar-se com uma s\u00e9rie de pe\u00e7as recopiladas na zona      do Levante que correspondem ao artesanato dos primeiros povoadores da pen\u00ednsula,      entre estas, destacam um grupo de munhecas articuladas que os romanos do s\u00e9culo      III elaboraram em marfim e \u00e1mbar.<\/p>\n<p><strong>COMUNIDADE DE MADRID<\/strong><\/p>\n<p>Localizada      no centro da Espanha, a prov\u00edncia gira em torno \u00e0 cidade do Madrid, a capital      da Espanha desde o s\u00e9culo das luzes (XVIII).<\/p>\n<p>Madrid, a cidade fundada no s\u00e9culo XI pelos \u00e1rabes com o nome de Magerid,      \u00e9 desde o s\u00e9culo XVIII um importante centro de atividades escon\u00f4micas e culturais.      Possui um importante patrim\u00f4nio hist\u00f3rico no que destacam Madrid de \u00c1ustrias,      o mais casti\u00e7o, a Porta do Sol, a pra\u00e7a Maior ou o majestoso Pal\u00e1cio Real,      rodeado de jardins. <\/p>\n<p>Possui excelentes museus como o do Prado, um dos mais importantes a n\u00edvel      mundial, o Cas\u00f3n del Buen Retiro ou o Museu Arqueol\u00f3gico, com cole\u00e7\u00f5es de      todas as culturas que tem sucedido na Espanha. Respeito a arte contempor\u00e2nea,      tem sua melhor sede no Museu de Arte Rainha Sof\u00eda.<\/p>\n<p>Na      Comunidade de Madrid destacam S\u00e3o Lorenzo do Escorial, fundado por Felipe      II em 1563, um excepcional pal\u00e1cio-mosteiro obra de Jo\u00e3o de Herrera, o mais      genial arquiteto renascentista espanhol. No outro extremo, a cidade de Aranjuez,      situada num a formosa zona f\u00e9rtil, foi antiga resid\u00eancia real de ver\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ARAG\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Um      antigo reino que chegou at\u00e9 o Mediterr\u00e2nio. \u00c9 uma das zonas mais ricas em      contrastes e paisagens, al\u00e9m de ser uma das mais montanhosas da Espanha. O      rio Ebro \u00e9 o eixo da regi\u00e3o. Oficina de Turismo: Torre\u00f3m da Zuda, Glorieta      P\u00edo XII s\/n, 50003 Zaragoza. Tel. (976) 39-35-37.<\/p>\n<p>Zaragoza.      Capital do Arag\u00f3n \u00e0 beira de rio Ebro \u00e9 uma das principais cidades da Espanha.      Foi um centro de importancia nos per\u00edodos romano e \u00e1rabe. Entre os seus monumentos      destaca a catedral de Nossa Senhora do Pilar do s\u00e9culo XVII, a Aljafer\u00eda,      pal\u00e1cio-fortaleza dos monarcas mu\u00e7ulmanes do s\u00e9culo XI, e a catedral do Salvador      do s\u00e9culo XV do estilo g\u00f3tico catal\u00e3.<\/p>\n<p>Huesca.      Situada nas estriba\u00e7\u00f5es dos Pirineos \u00e9 todo um empra\u00e7amento natural de beleza      indescrit\u00edvel. Muito bem conservadas a igreja de S\u00e3o Pedro do s\u00e9culo XII e      a catedral g\u00f3tica do s\u00e9culo XIII. Na regi\u00e3o encontra-se a comarca \u00e1rida dos      Monegros.<\/p>\n<p>Teruel.      Fundada pelos fen\u00edcios com o nome de Turba. Permaneceu longo tempo sob dom\u00ednio      \u00e1rabe e oferece a magn\u00edfica produ\u00e7\u00e3o de sua escola mud\u00e9jar. As bel\u00edssimas      torres campan\u00e1rio da catedral, S\u00e3o Mart\u00edn, S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Salvador. Ao sudoeste      nasce o rio Tajo.<\/p>\n<p><strong>COMUNIDADE FORAL DE NAVARRA<\/strong><\/p>\n<p>Terra      de belos contrastes e paisagens. Protegida ao norte pelos Pirineos e por plan\u00edcies      ao sul. Navarra governa-se sob um regime foral.<\/p>\n<p>Sem      lugar as d\u00favidas, a zona mais renconhecida da comunidade Navarra \u00e9 Pamplona,      famosa pela sua festa de S\u00e3o Ferm\u00edm durante o m\u00eas de julho, data na qual o      espirito indom\u00e1vel do espanhol reflete-se nas correrias dos encerros, as tardes      taurinas e a intermin\u00e1vel festa da celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pamplona      \u00e9 uma cidade situada num a bazia, com abundante \u00e1gua cuja vida cultural tem      sido sempre elevada e aumenta com o passo do tempo em seus teatros, universidades,      museus e espa\u00e7os para a m\u00fasica. Embora isto, as velhas tradi\u00e7\u00f5es populares      n\u00e3o se perdem e o patrim\u00f4nio arquitet\u00f3nico que tem herdado conserva-se com      orgulho e paci\u00eancia.<\/p>\n<p>A      vida gira em torno \u00e0 Pra\u00e7a do Castelo, numerosos bares e tavernas encontram-se      nos arredores, sabedores de que a gente chega e passa por ai como um velho      costume que n\u00e3o vai embora. Por este motivo, \u00e9 nesta zona onde poder\u00e1 encontrar      lojas de artesanatos, de moda, livrarias, etc.<\/p>\n<p>Um      percurso pela rua Chapitella, leva para a Casa Consistorial e ao Museu de      Navarra, moderno e valioso pelas pe\u00e7as que conserva. Esta mesma zona \u00e9 a que      nos dias de S\u00e3o Ferm\u00edm converte-se no lugar dos encerros. Diversos pal\u00e1cios      e casar\u00f5es antigos, algumas convertidas em museus ou entidades do governo      ou banc\u00e1rias, rodeam a zona para deleite do visitante, quem precisa s\u00f3 dar      uns passos para encontrar-se com mostras arquitet\u00f3nicas de grande valor.<\/p>\n<p>No outro extremo da cidade, em contraste satisfat\u00f3rio com o formoso Parque      da Tejer\u00eda, a Catedral de Santa Maria a Real \u00e9 um exemplo de uma igreja que      come\u00e7ou sendo g\u00f3tica e terminou com agregados do rococ\u00f3. Junto \u00e0 esta, o Museu      Diocesano \u00e9 uma mostra mais de obras religiosas. <\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio Arcebispal, com sua fachada prateresca, representa uma antiga e      poderosa institu\u00e7\u00e3o navarra. O Pal\u00e1cio Real, lugar dos reis de Navarra, conta      com uma interessante hist\u00f3ria e uma arquitetura impressionante. <\/p>\n<p>Al\u00e9m do anterior, alguns pal\u00e1cios barrocos adornam a cidade antes de dar      passo \u00e0 Igreja de S\u00e3o Lorenzo com sua capela de S\u00e3o Ferm\u00edn, \u00e0 quem o povo      de Pamplona venera com sua tradicional festa.<\/p>\n<p>Um      selo particular desta cidade \u00e9 a abund\u00e2ncia de parques, pra\u00e7as e jardins,      destacando a Pra\u00e7a das Recoletas, junto \u00e0 capela de S\u00e3o Ferm\u00edn, a Pra\u00e7a do      Castelo, o Parque da Media Lua com seu romanticismo escorregando entre seus      bancos e cantos, por\u00e9m, o que levanta maior admira\u00e7\u00e3o \u00e9 o Parque da Cidadela,      enorme espa\u00e7o verde com desenho pentagonal, que antigamente contivera o espa\u00e7o      militar navarro por excel\u00eancia e que na atualidade est\u00e1 destinado a fins de      recrea\u00e7\u00e3o e turismo.<\/p>\n<p>Por      \u00faltimo, o parque mais antigo de Pamplona continua \u00e0 ser um lugar de retiro      e tranquilidade, o Parque das Taconeras, que rende homenagem \u00e0 numerosos personagens      c\u00e9lebres para os habitantes desta cidade atrav\u00e9s de suas interessantes est\u00e1tuas      colocadas nesse lugar.<\/p>\n<p>Sendo      uma cidade populosa e modernizada, escapar do barulho urbano \u00e9 poss\u00edvel indo      do centro para qualquer dire\u00e7\u00e3o pois os arredores de Pamplona conservam a      tranquila e relaxante beleza do verde dos parques. Para o sudeste, o Mosteiro      de Leire, pe\u00e7a do pr\u00e9-rom\u00e2nico correspondente ao ano 848, conjuga a paisagem      natural e semi-montanhoso com sua serenidade e austeridade. Na sua hist\u00f3ria,      transcorre tanto a da Espanha como a da Fran\u00e7a, que manteve uma grande influ\u00eancia      sobre Navarra.<\/p>\n<p>Roncesvalles, com uma situa\u00e7\u00e3o fronteiri\u00e7a com o pa\u00eds galo, se converteu      em cen\u00e1rio de interc\u00e2mbios e movimentos hist\u00f3ricos e art\u00edsticos memor\u00e1veis,      entre eles, talvez seja famoso por t\u00ear-se convertido na ber\u00e7o da literatura      \u00e9pica europea atrav\u00e9s da Chansom de Rolland. <\/p>\n<p>Sendo por sua vez a entrada espanhola aos peregrinos de Santiago, Roncesvalles      guarda numerosas mostras do passo daqueles fi\u00e9is pelas suas terras. Trata-se      de uma povoa\u00e7\u00e3o na atualidade muito pequena, cujo espirito dedicado \u00e0 hist\u00f3ria      leva-os \u00e0 conservar esse tro\u00e7o m\u00e1gico que aquila deixo em heran\u00e7a.<\/p>\n<p>O centro da vida civil est\u00e1 no bel\u00edssimo templo g\u00f3tico conhecido como Real      Colegiata de Santa Mar\u00eda, de princ\u00edpios do s\u00e9culo XIII. No interior, a imagem      de Santa Maria de Roncesvalles cheia de luminosidade o templo com sua beleza      prateada pois trata-se de uma talha em madeira coberta por prata, situada      sobre uma base do mesmo material. <\/p>\n<p>Na mesma \u00e1rea da igreja, o claustro do estilo g\u00f3tico \u00e9 uma atrativa zona      para observar as carater\u00edsticas do s\u00e9culo XVII. A Capela de S\u00e3o Agostino \u00e9      um espa\u00e7o dedicado ao vencedor da Batalha das Navas de Tolosa com um interessante      t\u00famulo esculpido em m\u00e1rmore e uma estatua jacente sobre o mesmo.<\/p>\n<p>Lembrando as lendas, na visita \u00e0 Capela de Santi Spiritus, a constru\u00e7\u00e3o mais      antiga de Roncesvalles, poder\u00e1 ver a pedra sobre a qual acredita-se que Rold\u00e3o      afundou a sua espada ap\u00f3s a derrota, mesmo lugar que serviu de pante\u00e3o para      os peregrinos que morreram naquela zona. <\/p>\n<p>Do lado, a Capela de Santiago ou dos Peregrinos encarregava-se de receber      os fi\u00e9is turistas e \u00e9 um lugar que vale a pena visitar. Saindo da cidade,      a Cruz dos Peregrinos, antigamente utilizada para assinalar o caminho, \u00e9 uma      atrativa vis\u00e3o da devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Santiago perante essa parte de terra desconhecida      que enxerga-se de longe.<\/p>\n<p>Antes      de abandonar Roncesvalles, uma visita ao Museu da Colegiata ir\u00e1 remont\u00e1-lo,      atrav\u00e9s da pintura e a orfevraria, naquela \u00e9poca em que imponia-se o fervor      religioso e a honra dos cavaleiros, entre suas obras, destacam o Evangeliario      de Roncesvalles, o ajedrez de Carlomagno, A Sagrada Fam\u00edlia de Luis Morais      e um relic\u00e1rio em ouro, prata e esmaltes que representa em estilo g\u00f3tico \u00e0      Virgem do Tesouro.<\/p>\n<p><strong>A RIOJA<\/strong><\/p>\n<p>Uma      das comunidades espanholas geogr\u00e1ficamente mais reduzidas \u00e9 A Rioja, embora      isto, \u00e9 poss\u00edvelmente uma das mais conhecidas no mundo pois brinda da Espanha      o presente do seus privilegiados vinhedos e, \u00e9 claro, do seus vinhos, especialmente      os tintos. Situada nas m\u00e1rgens de um dos afluentes do Ebro, com heran\u00e7a cultural      vasca e francesa, esta zona goza de carater\u00edsticas que convertem num territ\u00f3rio      de grande interesse.<\/p>\n<p>Conta      com formosos vales que oferecem um para\u00edso \u00e0 vista com seu colorido, especialmente      durante o ver\u00e3o, assim como a cercania a essa atividade e m\u00e1gica da hist\u00f3ria      do homem: a elabora\u00e7\u00e3o do vinho. Tem tamb\u00e9m zonas de montanha que convertem-se      num desaf\u00edo durante o inverno, como a Esta\u00e7\u00e3o de Valdezcaray, para\u00edso de esquiadores,      a montanha oferece a posibilidade da ca\u00e7a e a pesca nos lagos e bra\u00e7os de      rios.<\/p>\n<p>Perdidos      neste para\u00edso natural que cont\u00e9m o territ\u00f3rio riojano, a hist\u00f3ria, revelada      atrav\u00e9s de igrejas, conventos, castelos e pra\u00e7as, vai-se mostrando e cativando      ao turista at\u00e9 seduz\u00ed-lo e fazer-lo retroceder no tempo. Se somamos o encontro      com uma gastronomia variada, baseada em ortali\u00e7as e cogumelos, com certa reminisc\u00eancia      celta, o mundo riojano \u00e9 inesquec\u00edvelmente m\u00e1gico.<\/p>\n<p>No meio dessas paisagens de filme, nos tempos da vida asc\u00e9tica da baixa Idade      Media, um monge chamado S\u00e3o Mill\u00e1n e alguns seguidores, encontraram neste      lugar o ideal para a vida retirada no s\u00e9culo VI. Com o passo do tempo e com      a prote\u00e7\u00e3o dos reis de Navarra, este cresceu at\u00e9 convertir-se num a povoa\u00e7\u00e3o      de consider\u00e1vel influ\u00eancia cultural e de peregrina\u00e7\u00e3o para Santiago. <\/p>\n<p>Durante a etapa renascentista o esplendor declinou, at\u00e9 convertir este lugar      num a povoa\u00e7\u00e3o pequena, aparentemente perdida no espa\u00e7o e o tempo, que conserva      com orgulho a sua hist\u00f3ria e o nome do fundador: S\u00e3o Mill\u00e1n da Cogolha.<\/p>\n<p>Nesta pequena povoa\u00e7\u00e3o encontram-se dois mosteiros que oferecem algo mais      que a sua serena beleza de influ\u00eancia rom\u00e2nica e mozarabe, oferecem a hist\u00f3ria,      as ra\u00edzes do idioma que invadiu \u00e0 pen\u00ednsula e que fala-se em grande parte      do mundo: o castelhano. <\/p>\n<p>O mosteiro de Suso \u00e9 o primeiro, situado na parte alta da povoa\u00e7\u00e3o, no interior      encontram-se os sarc\u00f3fagos em pedra talhada dos Sete Infantes de Lara, personagens      claramente assentados na hist\u00f3ria e a lenda espanhola.<\/p>\n<p>Por\u00e9m,      a pe\u00e7a central deste mosteiro \u00e9 o t\u00famulo vac\u00edo, com sua formosa coberta lavrada      e sua est\u00e1tua jacente de S\u00e3o Mill\u00e1n. Para a parte baixa, o Mosteiro de Yuso      confunde com seu aspeto renascentista, obra de uma reconstru\u00e7\u00e3o posterior      ao s\u00e9culo XVI, embora no interior observa-se um claro estilo medieval. O mais      relevante deste lugar \u00e9 a porta barroca decorada com uma representa\u00e7\u00e3o de      S\u00e3o Mill\u00e1n na parte alta da mesma.<\/p>\n<p>A      Igreja \u00e9 outro lugar que atrai pela simples e ao mesmo tempo brilhante estrutura      g\u00f3tica. Sua cercania com o renascimento revela-se no Ret\u00e1bulo Maior e sua      decora\u00e7\u00e3o prateresca. Na sacristia encontram-se os restos de S\u00e3o Mill\u00e1n e      seu mestre S\u00e3o Felices de Bilibio em arquetas decoradas com baixos relevos      de marfim.<\/p>\n<p>As      depend\u00eancias monacais encontram-se comunicadas com a Igreja por meio de uma      elegante escada neo-cl\u00e1ssica, nestas destacam o Sal\u00e3o dos reis com seus retratos      de diversos monarcas, o claustro e a biblioteca na qual conservam-se antigos      pergaminos da hist\u00f3ria espanhola embora que, sem lugar \u00e0s d\u00favidas, a pe\u00e7a      mais interessante seja uma c\u00f3pia facs\u00edmil das Glosas Emilianenses, de meados      do s\u00e9culo XI, que oferecem as mostras mais antigas de frases e palavras em      castelhano misturadas com euskera.<\/p>\n<p>Perto      de S\u00e3o Mill\u00e1n encontra-se outra pequena povoa\u00e7\u00e3o chamada Canhas onde pode-se      apreciar a beleza do g\u00f3tico conservada atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, com essa sensa\u00e7\u00e3o      do tempo detenido. No museu, o t\u00famulo da Beata Urraca oferece a delicadeza      dos relievos nos que tem ficado marcada de maneira narrativa as ex\u00e9quias da      pr\u00f3pria finada.<\/p>\n<p>Para      o norte de S\u00e3o Mill\u00e1n, Santo Domingo de la Calzada encena outro ref\u00fagio de      passo para os peregrinos \u00e0 Santiago. Murada em tempos medievais, na atualidade      os restos desse volume que protegia-la s\u00e3o significativamente atrativos para      os visitantes. Suas ruas, de pedra e estreitas, rodeadas de casas em pedra      e madeira r\u00fastica, regalam uma vis\u00e3o de uma forma de vida tranquila e longu\u00edqua.      Pequenas pra\u00e7as d\u00e3o vida ao povo com a reuni\u00e3o dos habitantes para o batepapo      vespertino ou noturno, para as festas populares que ainda conservam-se, num      a de elas levanta-se a Prefeitura.<\/p>\n<p>O      Hospital para Peregrinos, que atingira grande atividade em s\u00e9culos passados,      \u00e9 na atualidade um acolhedor Estalagem de turismo. Ali\u00e1s, a pe\u00e7a principal      da cidade \u00e9 sua Catedral, com essa mistura do estilos t\u00e3o pr\u00f3pria da cultura      hispana refletida na pedra amarela-vermelha que fazem-a inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>Calahorra \u00e9 outra povoa\u00e7\u00e3o situada sobre o Ebro em cujo seio conservam-se      antigas constru\u00e7\u00f5es de corte religioso e de variados estilos arquitet\u00f3nicos.      Destacam a Catedral com a tradi\u00e7\u00e3o do mart\u00edrio do S\u00e3o Celedonio e S\u00e3o Emeterio,      o Museu Catedral\u00edcio e Diocesano do estilo prateresco, assim como o Convento      das Carmelitas situado em meio de estreitas ruas de pedra ao mais puro estilo      medieval. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 relaxante dar uns passeioa pelas pra\u00e7as, especialmente pela de S\u00e3o      Francisco que fora o centro de reuni\u00e3o durante a ocupa\u00e7\u00e3o romana, a do Rasso,      que \u00e9 na atualidade o centro comercial por excel\u00eancia e a da Verdura, onde      cada quinta-feira levanta-se um dos mercados de frutas e verduras mais antigos      e tradicionais da Espanha.<\/p>\n<p>Nas cercanias de Calahorra encontram-se lugares que revelam a presen\u00e7a dos      homems primitivos. O Vale do Cidacos, cont\u00e9m dois monolitos rochosos com forma      aparentemente humana que levantam inumer\u00e1veis hip\u00f3tesis entre os antrop\u00f3logos.    <\/p>\n<p>Por sua vez Quel, al\u00e9m de impressionar com um transfondo montanhoso avermelhado      e as ruinas de um antigo castelo, oferece ao visitante a possibilidade de      encontrar-se com grutas que conservam restos da arte rupestre cant\u00e1brica.    <\/p>\n<p>Mais ao sul, Arnedo p\u00f5e nos olhos a enigm\u00e1tica visita \u00e0 sua Igreja de Santo      Tom\u00e1s cuja maior impress\u00e3o \u00e9 a c\u00fapula estrelada que comp\u00f5e, Arnedillo, \u00e0s      aforas de Arnedo, \u00e9 na atualidade um balne\u00e1rio situado num a formosa paragem      natural que invita ao descanso e a relaxa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Desde estes lugares podem-se empreender a que conhece-se como Rota das Icnitas,      \u00e0 cujo passo encontrar\u00e1 inumer\u00e1veis pegadas fossilizadas de sa\u00fbrios da era      mesoz\u00f4ica, revelando a antig\u00fcidade deste territ\u00f3rio que n\u00e3o cansa de oferecer      emo\u00e7\u00f5es aos habitantes e visitantes. <\/p>\n<p>Por \u00faltimo, em Alfaro, as numerosas col\u00f4nias de cegonhas presenteam um ar      romantico \u00e0 Igreja de S\u00e3o Miguel, espa\u00e7o que conserva uma interessante mostra      da arte mud\u00e9jar do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>Logronho      \u00e9 a cidade mais importante da comunidade Riojana, sendo tamb\u00e9m a sua capital.      No passado, a sua situa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica permitiu-lhe ser fonte de passo das      rotas para Santiago, deixando-la com isto uma importante derrama cultural      e econ\u00f4mica que refletiu-se no seu desenvolvimento. Na atualidade podem-se      distinguir claramente duas zonas, na primeira conserva-se o patrim\u00f4nio hist\u00f3rico      da cidade e na segunda a modernidade contrasta com suas industrias, empresas      e lojas de artigos do nosso s\u00e9culo.<\/p>\n<p>O Passeio do Espol\u00f3n \u00e9 uma \u00e1rea de jardins belamente desenhados com uma impressionante      est\u00e1tua do General Espartero. Este Passeio \u00e9 o ponto de uni\u00e3o entre a parte      antiga e nova da cidade, em volta circulam as mais ativas avenidas da vida      urbana atual. <\/p>\n<p>Na Pra\u00e7a do Mercado levanta-se impetuosa a Catedral de Santa Maria da Redonda,      obra que inicialmente foi rom\u00e2nica e terminou mostrando o estilo g\u00f3tico. A      sua formosa fachada permite conhecer uma mostra pura do barroco riojano. <\/p>\n<p>Na mesma cal\u00e7ada, \u00e0 uma quadra s\u00f3, o Pal\u00e1cio dos Chapiteles revela um estilo      do s\u00e9culo XVIII, com sua distin\u00e7\u00e3o aristocr\u00e1tica muito longe da religiosidade      medieval. Duas igrejas mais, S\u00e3o Bartolom\u00e9 e Santa Maria do Pal\u00e1cio, competem      na cidade pela sua beleza predominantemente g\u00f3tica com certos rasgos da influ\u00eancia      \u00e1rabe.<\/p>\n<p>Outro      lugar com hist\u00f3ria \u00e9 a Igreja de Santiago o Real, lugar onde os peregrinos      para Compostela acostumavam fazer uma parada de ora\u00e7\u00e3o e f\u00e9. Desde l\u00e1, se      pode ir caminhando at\u00e9 os restos de uma antiga muralha que conserva um len\u00e7o      conhecido como o Revell\u00edn pelo que abre-se uma porta para o exterior da antiga      cidade, desde a qual podemos ver o Arco de Carlos I, pe\u00e7a em homenagem do      monarca. Por sua vez, o Museu da Rioja, situado na antiga resid\u00eancia do General      Espartero, \u00e9 um espa\u00e7o dedicado \u00e0 hist\u00f3ria atrav\u00e9s de mostras arqueol\u00f3gicas,      m\u00f3veis antigos e pinturas de diversas \u00e9pocas.<\/p>\n<p>A parte nova da cidade corresponde a princ\u00edpios do s\u00e9culo XIX e mostra um      interessante contraste com a parte antiga. As ruas e avenidas levam \u00e0 centros      de com\u00e9rcio que oferecem interessantes ofertas aos turistas, \u00e0 bares e restaurantes      que deleitam com seus vinhos e tapas t\u00edpicas.<\/p>\n<p> Entre as obras modernistas do s\u00e9culo anterior destacam o Teatro Bret\u00f3n de      los Herreros e o Instituto Sagasta, dedicado \u00e0 hist\u00f3ria, a Pra\u00e7a de Abastos      e a Pra\u00e7a de Touros, de grande tradi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o lugares construidos mais recentemente      que tamb\u00e9m podem atrair o interesse dos visitantes para observar a vida atual      da cidade.<\/p>\n<p>Nos      arredores de Logronho podem-se encontrar v\u00e1rias pobla\u00e7\u00f5es que se nutre da      peregrina\u00e7\u00e3o para Compostela. Contam geralmente com igrejas pequenas embora      n\u00e3o por isso menos formosas que as de cidades maiores, esculturas em pedra      com a sinal da Cruz para guiar os peregrinos, pequenas casas de pedra e madeira      que tem renovado e inclusive convertido num a atrativa oferta hoteleira, assim      como infinidade de lugares onde a lenda e a hist\u00f3ria tem-se fundido para dar      passo a uma presen\u00e7a permanente do passado no presente.<\/p>\n<p>Entre estes lugares destacam Navarrete com sua formosa Calle Maior, Fuenmaior,      Cenicero e S\u00e3o Ass\u00eancio com seus vinhedos m\u00e1gicos, Clavijo e Murilho de R\u00edo      Leza que al\u00e9m disso representam um encontro com a vida agr\u00edcola da regi\u00e3o.    <\/p>\n<p>Men\u00e7\u00e3o aparte valem Cameros e as Alpujarras da Rioja, que s\u00e3o verdadeiros      para\u00edsos naturais onde os esp\u00edritos indom\u00e1veis e aventureiros do passado conjugam-se      com os do presente para dar passo \u00e0s mais diversas atividades nas passagens      profundas, ladeiras sinuosas e paisagens inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p>Outro      lugar que conv\u00e9m visitar \u00e9 N\u00e1jera, pequena cidade que antigamente fora a capital      do reino de Navarra. A sua parte antiga oferece ao visitante o barulho dos      bares e discotecas que devolvem o movimento dos tempos longinquos quando considerava-se      um ponto inevit\u00e1vel das rotas jacobeas.<\/p>\n<p>O seu mosteiro de Santa Maria a Real levanta-se entre becos estreitos e pitorescas      casas com blas\u00f5es. Uma porta mais une o claustro com a Igreja na que destaca      o ret\u00e1bulo maior com a imagem da Santa Maria e o Menino Jes\u00fas. <\/p>\n<p>Sob o coro, numa ampla c\u00fapula, os restos de mais de treinta reis de Navarra,      Castela e Le\u00f3n descansam encerrados em delicados e espl\u00e9ndidos t\u00famulos talhados      em estilo predominantemente rom\u00e2nico, na cripta, para o centro, localiza-se      o lugar que se considera o mesmo onde encontrou-se a imagem da Virgem e que      desde tempos medievais est\u00e1 coroado por uma talla em madeira.<\/p>\n<p>Na      frente deste conjunto religioso de grande tradi\u00e7\u00e3o, o Museu Arqueol\u00f3gico Municipal      ocupa um lugar privilegiado para presentar ao p\u00fablico restos da hist\u00f3ria de      N\u00e1jera.<\/p>\n<p>Perto      de N\u00e1jera, para o sul, Anguiano \u00e9 um povo que enche de alegria em julho com      a dan\u00e7a das andas e cujo maior atrativo \u00e9 o imponente paisagem natural que      envolve.<\/p>\n<p>Na      regi\u00e3o destaca a cidade de Haro o mais importante centro vin\u00edcola da Rioja.      Conserva a encantadora igreja de Santo Tom\u00e1s do s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p><strong>CATALUNHA<\/strong><\/p>\n<p>Por      um lado os Pirineos e pelo outro o Mediterr\u00e2nio, Catalunha \u00e9 uma das mais      importantes comunidades da Espanha. Com uma personalidade, cultura e l\u00edngua      bem definidas. Trata-se de uma regi\u00e3o muito desenvolvida<\/p>\n<p>Barcelona,      \u00e9 a capital da Catalunha e primeiro centro industrial da Espanha. Possui tamb\u00e9m,      um dos portos mais importantes de tudo o mar Mediterr\u00e2nio. Depois das Olimpiadas      de 1992, a cidade apresenta um rosto novo e bem cuidado. Na parte antiga encontra-se      o bairro G\u00f3tico com a S\u00ea, a Prefeitura e o Pal\u00e1cio da Generalitat.<\/p>\n<p>Em      Barcelona encontram-se a maioria das obras do genial arquiteto Gaud\u00ed, destacando      o parque Guell, a Casa Mil\u00e1 e a Casa Batll\u00f3, assim como a Sagrada fam\u00edlia,      ainda sem terminar. A zona ol\u00edmpica e seu passeio mar\u00edtimo s\u00e3o mostras do      dinamismo da cidade. Possui museus como o do Picasso e o Museu Nacional da      Arte da Catalunha.<\/p>\n<p>Girona      \u00e9 uma das cidades mais antigas de Catalunha. Destaca sua catedral rom\u00e2nico-g\u00f3tica,      o mosteiro rom\u00e2nico de S\u00e3o Pedro e uma interessante juder\u00eda. Na prov\u00edncia,      destaca a cidade de Figueres, ber\u00e7o do Salvador Dal\u00ed, com um impressionante      e completo museu com as obras do genial artista. Na costa, o povoado de Emp\u00faries,      antiga cidade greco-romana que conserva magn\u00edficos vestigios cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p>Tarragona      foi um centro muito importante na antig\u00fcidade cl\u00e1ssica. Conserva numerosas      heran\u00e7as da &#8220;Tarraco&#8221; romana, entre as que figuram o aguaduto, o      circo e o anfiteatro romano. No interior da prov\u00edncia encontram-se dois mosteiros      medievais, o de Santa Creus e o de Santa Maria de Poblet, antigo pante\u00e3o dos      reis de Arag\u00f3n.<\/p>\n<p>Lleida, \u00e0 beira do rio Segre, erige-se sobre uma colina que culmina com a      Seo ou Catedral do s\u00e9culo XII e XV. O Parque Nacional de Aig\u00fcestortes, conhecido      tamb\u00e9m como Estany de Saint Maurice ao norte da prov\u00edncia de Lleida, recebe      aos visitantes no seu ingresso \u00e0 Comunidade Catal\u00e3 via Fran\u00e7a. <\/p>\n<p>Trata-se de um espa\u00e7o de mais de 10.000 hes. cuja carater\u00edstica mais distintiva      \u00e9 a presen\u00e7a de inumer\u00e1veis estanys ou lag\u00f5as glaciares pequenas que revelam      o seu passado glaciar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      da formosa paisagem que vibra no contraste de seus verdes e o branco e azul      dos lagos congelados quase todo o ano, ou convertidos em \u00e1gua durante o ver\u00e3o,      este lugar oferece a possibilidade de escalar picos como o de Subenuix de      quase 3000 metros de altitude, o de Bassiero e o de Peguera, de carater\u00edsticas      similares.<\/p>\n<p>No      seu territ\u00f3rio, o parque brinda esta\u00e7\u00f5es conhecidas como Ref\u00fagios entre os      que destacam Amitges, Llong, Mallafre e Blanc, onde os alpinistas e senderistas      podem encontrar repouso pelas noites.<\/p>\n<p>Seguindo      a rota do parque para o ocidente, inicia-se a que conhece-se como Rota do      Rom\u00e2nico Catal\u00e3, de maior influ\u00eancia francesa, na que destaca a povoa\u00e7\u00e3o de      Boi com sua correspondente Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o de Boi cujas pinturas tem-se      trasladado, pela sua importancia e beleza, ao Museu de Arte de Barcelona.<\/p>\n<p>Ta\u00fcll,      mais ao ocidente, brinda dois magn\u00edficos exemplos do rom\u00e2nico: as igrejas      de Santa Maria e de S\u00e3o Clemente, destacando na \u00faltima o alto campan\u00e1rio de      seis pisos e engenhosa estrutura.<\/p>\n<p>Uma da mais bela costas da Catalunha \u00e9 A Costa Brava que comprende desde      o norte de Barcelona at\u00e9 a fronteira com Fran\u00e7a. Nela origem-se numerosas      vilas situadas num a escarpada e preciosa sucess\u00e3o de rocheidos, que revezam-se      com pequenas &#8220;caletas&#8221; de areia. \u00c9 uma importante zona tur\u00edstica.      A Costa Dorada extende-se desde o sul da Costa Brava at\u00e9 Tarragona, formada      por extensas praias abertas e por importantes cidades.<\/p>\n<p><strong>COMUNIDADE VALENCIANA<\/strong><\/p>\n<p>Esta      regi\u00e3o extende-se desde o sul a Catalunha at\u00e9 os l\u00edmites com Murcia. \u00c9 c\u00e9lebre      pelo espet\u00e1culo de seus laranjais, delicioso o\u00e1sis no meio das terras quentes,      e pela beleza de suas praias. Nos litorais formam-se amplas lagoas conhecidas      como albuferas. Em Val\u00eancia fundem-se as tradi\u00e7\u00f5es mediterr\u00e2neas com a heran\u00e7a      hispano-\u00e1rabe.<\/p>\n<p>Val\u00eancia,      capital da regi\u00e3o, foi fundada pelos romanos no ano 138 a.C. Nos tempos dos      reinos de Taifas foi cabe\u00e7a de um deles at\u00e9 que o Cid reconquistou-la. \u00c9 universalmente      conhecida pelas festas das Fallas, nas que queimam-se enormes bonecos de cart\u00e3o      pedra. Entre os seus monumentos destacam a Lonja e o Miguelete, torre-campan\u00e1rio      da Catedral.<\/p>\n<p>Alicante      \u00e9 a capital da prov\u00edncia do mesmo nome. Situada sobre a costa, de frente ao      Mar Mediterr\u00e2neo, tem sido cen\u00e1rio da presen\u00e7a e a\u00e7\u00e3o de todos os povos que      ocuparam Espanha. Isto tem causado uma riqueza arquitet\u00f3nica que, combinada      com o atual interesse modernizador, tem convertido num a encantadora cidade,      especialmente para o desenvolvimento de eventos sociais, pol\u00edticos e financeiros.<\/p>\n<p>Entre      as coisas que mais destacam nesta cidade est\u00e1 a Explanada da Espanha, passeio      mar\u00edtimo que conta com uma agitada e animada vida tanto diurna como noturna,      desde a sua rua e bares, o rumor do mar extingue-se pelas noites para dar      passo \u00e0 luz da lua e sua brilhante brancura pois trata-se de uma das praias      com menos mar\u00e9 no mundo.<\/p>\n<p>O Castelo de Santa Barbara \u00e9 o monumento mais representativo da cidade, uma      pe\u00e7a arquitet\u00f3nica situada num montouro, cujo maior valor \u00e9 a presen\u00e7a na      estrutura de rasgos ib\u00e9ricos, cartagineses, romanos, \u00e1rabes e crist\u00e3os que      tem cuidado muito em conservar. <\/p>\n<p>Uma renovada presen\u00e7a do s\u00e9culo XVI mant\u00e9m como na atualidade. No interior,      como um canto de tesouros ocultos, a exist\u00eancia do Museu de les Fogueres atrai      numerosos visitantes pois cont\u00e9m elementos relacionados com as festas de S\u00e3o      Jo\u00e3o e essa tradi\u00e7\u00e3o valenciana da queima dos ninots.<\/p>\n<p>Descendo a colina, a Igreja de Santa Maria \u00e9 uma esp\u00e9cie de reivindica\u00e7\u00e3o      com a imponente tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica posterior \u00e0 reconquista. Trata-se de uma      constru\u00e7\u00e3o barroca construida sobre os restos derrubados de uma antiga mesquita      \u00e1rabe.<\/p>\n<p> Na frente, o Museu Municipal de Arte Moderna, situado num caser\u00e3o do s\u00e9culo      XVII, oferece uma cole\u00e7\u00e3o de pinturas que surpreendem com alguns originais      de Mir\u00f3 e Picasso entre outros artistas do pincel espanhol do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>A Prefeitura est\u00e1 montada sobre uma constru\u00e7\u00e3o igualmente barroca do s\u00e9culo      XVIII. Seu maior atrativo, al\u00e9m da arquitetura, \u00e9 a presen\u00e7a nas escadas do      lugar conhecido como &#8220;ponto zero&#8221; com o que mede-se a altitude da      geografia espanhola. Esta peculiaridade obedece \u00e0 inexist\u00eancia de mar\u00e9 no      mar alicantino. <\/p>\n<p>Detr\u00e1s da Prefeitura, a Com-catedral de S\u00e3o Nicol\u00e1s de Bari recebe os visitantes      com o seu intenso estilo barroco e a intensidade visual da Capela da Comuni\u00e3o      e o Claustro. Para o interior da cidade, o Museu Arqueol\u00f3gico Provincial conta      com uma atrativa exposi\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as da cultura ib\u00e9rica e romana, assim como      de obras medievais.<\/p>\n<p>Desde      Alicante pode-se aceder por via terrestre a interessantes pontos de interesse      como s\u00e3o os pequenos povos e portos situados sobre o Mediterr\u00e2neo entre os      que destacam Santa Pola com as suas muralhas medievais, Guadamar do Segura      com as suas praias tranquilas e dunes cobertas de uma estranha vegeta\u00e7\u00e3o,      Torrevieja com a sua atividade salineira e o Real Clube N\u00e1utico, capaz de      albergar mais de mil embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por outra parte, Busot, \u00e1 3 Km de Alicante, impressiona com as Grutas de      Canelobre, onde \u00e9 poss\u00edvel admirar a constru\u00e7\u00e3o natural de uma esp\u00e9cie de      casti\u00e7al de pedra formado por estalagmites atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, Xixona famosa      produtora de turr\u00f5es, dedica no interior um Museu ao turr\u00e3o onde pode-se observar      o processo de elabora\u00e7\u00e3o deste produto. <\/p>\n<p>Em Ibi encontrar\u00e1 o Museu Val\u00eanciano do Juguete, renconhecimento ao destacado      papel que tem desempenhado a comunidade valenciana na industria dos brinquedos      espanhola.<\/p>\n<p>Em      Petrer convivem os restos da ocupa\u00e7\u00e3o \u00e1rabe atrav\u00e9s de um preciso Castelo      que levanta-se airoso apesar dos esfor\u00e7os valencianos por eliminar os restos      desta cultura. Os restos de um aguaduto romano falam da antig\u00fcidade desta      povoa\u00e7\u00e3o enquanto que a Igreja de S\u00e3o Bartolom\u00e9, do estilo neo-cl\u00e1ssico e      a Casa-Museo de Azorim revelam uma maior proximidade com o presente. Mais      adiante encontrar\u00e1 Villena, cidade pequena que oferece o Castelo da Atalaia,      de origem \u00e1rabe assim como a Igreja do Santiago, do estilo g\u00f3tico com influ\u00eancia      francesa.<\/p>\n<p>Entre      um estranho e imenso bosque de palmeiras, levanta-se Elche, conhecida pela      enigm\u00e1tica escultura fen\u00edcia chamada A Dama do Elche, que repousa no Museu      Arqueol\u00f3gico de Alc\u00fadia.<\/p>\n<p>Embora \u00e9 uma cidade grande, sus principal atividade \u00e9 do tipo industrial      e atrai pouco turismo, por\u00e9m, conta com lugares de interesse como a Bas\u00edlica      de Santa Mar\u00eda, pe\u00e7a que conserva um forte sabor \u00e1rabe com a sua c\u00fapula azul      e as torres ameiadas, nas que destaca misteriosamente entre as abundantes      palmeiras do lugar. <\/p>\n<p>A Torre de Calahorra, o Pal\u00e1cio de Altamira e a Torre do Homenagem s\u00e3o pe\u00e7as      da \u00e9poca da domina\u00e7\u00e3o \u00e1rabe que permanecen, embelecendo uma cidade que torna-se      mais moderna cada dia.<\/p>\n<p>Alcoy \u00e9 uma cidade que tem-se nutrido da hist\u00f3ria hispana notavelmente. Imersa      num vale, rodeada de montanhas de altitude media e a poucos quilometros do      Mediterr\u00e2nio, o seu maior monumento \u00e9 a Igreja de Santa Mar\u00eda, com a sua c\u00fapula      mud\u00e9jar coalhada em pequenos azulejos e a esbelta torre que al\u00e7a-se contra      o vento que cruza a zona. <\/p>\n<p>Uma parada nesta cidade \u00e9 suficiente para conhecer tamb\u00e9m seu Museu Arqueol\u00f3gico      e o original Museu das Festas de Moros e Crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Castell\u00f3n      de la Plana, situada ao norte de Val\u00eancia, destaca pelas suas praias e pela      sua Catedral de Santa Mar\u00eda, al\u00e9m da impressionante fachada de silheria da      Prefeitura.<\/p>\n<p>Na comunidade valenciana encontram-se as costas mais tur\u00edsticas do Mediterr\u00e2nio.      A Costa do Azahar, que extende-se por toda a prov\u00edncia de Castell\u00f3n, com excelentes      mostras hist\u00f3ricas como \u00e9 Pe\u00f1\u00edscola e Oropesa, que conserva a Torre do Reis      do s\u00e9culo XVI. <\/p>\n<p>A Costa Branca, chamada assim pela finura da areia (colindante com as costas      de Alicante), alberga pequenas cidades como Denia e J\u00e1vea que destacam pela      beleza do entorno. Finalmente Benidorm, uma das cidades tur\u00edsticas mais importantes      da Espanha.<\/p>\n<p><strong>REGI\u00c3O DE MURCIA<\/strong><\/p>\n<p>Situada      na zona de uma rica horta e \u00e0 beira do Mediterr\u00e2neo. Na antig\u00fcidade foi um      importante centro de \u00edberos, cartagineses e romanos. Seus litorais constituem      outra das zonas tur\u00edsticas de importancia.<\/p>\n<p><strong>Murcia<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a capital da regi\u00e3o e est\u00e1 situada no interior. Destaca sua catedral g\u00f3tica      com fachada principal barroca e o Museu de Salzillo do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Em      Murcia encontra-se A Costa C\u00e1lida que extende-se por todo o litoral da Comunidade.      Extensas praias de areia fina, aonde destaca o Mar Menor e centros tur\u00edsticos      para a pr\u00e1tica de esportes n\u00e1uticos.<\/p>\n<p>Cartagena      \u00e9 o porto mais importante da regi\u00e3o. Foi fundada pelos cartagineses no s\u00e9culo      II a.C. Destaca o seu Museu com excelentes cole\u00e7\u00f5es romanas e pr\u00e9-romanas.<\/p>\n<p><strong>ANDALUZIA<\/strong><\/p>\n<p>Celebre      pelo o seu folclore, seu sol, sua hist\u00f3ria e por ser um dos cen\u00e1rios mais      tradicionais do sul da Espanha, Andaluzia \u00e9 uma das regi\u00f5es mais atrativas      e ricas em hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Uma      zona onde o espirito \u00e1rabe ficou para sempre, em perfeita mesti\u00e7agem com a      piedade cat\u00f3lica e os costumes medievais \u00e9 Andaluzia. Ocupada pelos \u00e1rabes      at\u00e9 o \u00faltimo momento que permaneceram na Espanha, o conhecido Al-Andaluz \u00e9      um extenso espa\u00e7o cheio de prazer, magia e vida que consagra-lo como a zona      mais alegre do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Suas      formosas praias, atraem durante o ver\u00e3o e \u00e9pocas de lazer a numerosos turistas,      sendo o ponto mais quente do continente europeu. Terra de dan\u00e7a e m\u00fasica,      \u00e9 o ber\u00e7o do Flamenco e a p\u00e1tria das dan\u00e7as sevilhanas pelas que se reconhece      a Espanha em todo o mundo.<\/p>\n<p>Sevilha      \u00e9 poss\u00edvelmente a cidade andaluza de maior atividade e importancia pol\u00edtica      e administrativa na atualidade. Com um r\u00edtmo acelerado de crescimento em servi\u00e7os      e cultura, \u00e9 tamb\u00e9m uma das cidades mais habitadas da pen\u00ednsula. A Giralda      \u00e9 su selo mais representativo, pe\u00e7a \u00e1rabe elaborada em pedra e tijolo, destinada      \u00e0 server como minarete \u00e0 mesquita maior de Sevilha. Esta obra, mostra um avan\u00e7o      no estilo mu\u00e7ulmano ao acercar-se ao que mais tarde seriam padr\u00f5es renascentistas.<\/p>\n<p>A      Catedral sevilhana \u00e9 uma pe\u00e7a que re\u00fane em equil\u00edbrio as transi\u00e7\u00f5es do g\u00f3tico,      o barroco e o renascimento, considerada como uma das mas belas do mundo junto      \u00e0 de S\u00e3o Pedro no Vaticano. De suas imensas riquezas materiais e espirituais,      destacam por originais a Capela Real e os c\u00f3dices Alfons\u00edes, relic\u00e1rio g\u00f3tico      de Alfonso X o Sabio.<\/p>\n<p>Na      zona sul, o Pal\u00e1cio de S\u00e3o Telmo \u00e9 um edif\u00edcio barroco que alberga a Presid\u00eancia      da Junta da Andaluzia. O Parque de Maria Luisa \u00e9 um jard\u00edm bot\u00e2nico imenso,      a sua estrutura permite perder-se na imagina\u00e7\u00e3o e apreender da botanica e      da hist\u00f3ria de Sevilha ao ir observando suas est\u00e1tuas dedicadas a ilustres      pessoagens da hist\u00f3ria e a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A      Torre do Ouro \u00e9 outra pe\u00e7a clave na hist\u00f3ria da Sevilha. Sobre o rio Guadalquivir,      esta impenetr\u00e1vel torre defesiva continua impondo a sua presen\u00e7a sobre a cidade.      No interior, o Museu Naval cont\u00e9m pe\u00e7as antigas da navega\u00e7\u00e3o. No mesmo rumo,      a Pra\u00e7a de Touros da Maestranza \u00e9 uma esp\u00e9cie de templo taurino, um espa\u00e7o      onde os andaluzes, grandes especialistas da tauromaquia, rendem culto \u00e0 a      sua paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma visita a Sevilha deve incluir um olhar ao popular bairro de Triana que      se levanta com suas casas frescas e alegres. Tamb\u00e9m n\u00e3o pode perder uma visita      Igreja da Macarena, Virgem que conta com a devo\u00e7\u00e3o de muitos sevilhanos. Embora      pequena, a igreja possui uma delicada harmonia que invita \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A Pra\u00e7a Espanha, com o seu estilo semi-circular, brinda um panorama sedutor      atrav\u00e9s de suas pontes e revive um sentimento patri\u00f3tico ao oferecer um espa\u00e7o      cada prov\u00edncia da na\u00e7\u00e3o representada por uma pintura sobre azulejos e o escudo      da mesma.<\/p>\n<p>Sobre      o porto fluvial, o mosteiro da Cartuja de Santa Maria de las Cuevas convirtiu-se      posteriormente num a importante f\u00e1brica de ceramica. Desatendida, perante      \u00e0 chegada da Exposi\u00e7\u00e3o Universal da Sevilha 92, transformou-se num a imensa      s\u00e9rie de pabelh\u00f5es para albergar aos expoentes de cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um      triunfo da cultura mu\u00e7ulmana se cristaliza em C\u00f3rdoba, ao norte de Granada.      O levantamento de uma mesquita sobre um antigo templo crist\u00e3o \u00e9 um fato inusual.      Sobre \u00e9ste, levantou-se a pe\u00e7a religiosa mu\u00e7ulmana mais formosa da Espanha      que possui uma diferen\u00e7a pois, no lugar de olhar para A Meca, tradi\u00e7\u00e3o \u00e1rabe,      mira para o sul. V\u00e1rias portas permitem o acesso \u00e0 mesquita impressionando      com a sua rica decora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No      interior, chama a aten\u00e7\u00e3o a forma t\u00e3o delicada em que os \u00e1rabes decoravam      seus templos, assim como o Mihrab, espa\u00e7o destinado \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o do Cor\u00e3o para      guiar a mirada dos fieis durante suas horas de ora\u00e7\u00e3o. Sem perder o seu costume,      anos mais tarde, quando a reconquista quase chegava no fim, os crist\u00e3os levantaram      no interior da mesquita a sua pr\u00f3pria Catedral do estilo prateresco e com      uma altitude superior ao templo \u00e1rabe, conseguindo assim limitar a visibilidade      da constru\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. Corresponde a voc\u00ea julgar a beleza de ambas, o seu      requinte, a sua espiritualidade e a sua arte.<\/p>\n<p>Junto \u00e0 mezquita, o Pal\u00e1cio Episcopal e o Alc\u00e1cer dos fieis crist\u00e3os s\u00e3o      dois centros enriquecidos com pe\u00e7as de pintura, orfevraria e escultura interessantes.      De sua parte, a Juderia \u00e9 um atrativo bairro levantado pelos judeus desde      tempos mu\u00e7ulmanos, brilha com suas ruas entrecruzadas, suas flores multicoloridas      e suas pra\u00e7as e jardins. <\/p>\n<p>Perto de l\u00e1, o Museu Municipal Taurino rende homenagem aos matadores cordobeses,      enquanto que a Sinagoga, mud\u00e9jar e enfeitada em geso, oferece a alternativa      no sentido espiritual. O Zoco, mercado popular cordob\u00e9s desde tempos remotos,      continua \u00e0 fazer parte importante da vida da cidade, \u00e9 aqui onde poder\u00e1 adquirir      variadas pe\u00e7as de artesanato e prendas de vestir andaluzas.<\/p>\n<p>Granada \u00e9 um enigma que permanece \u00e0 luz do s\u00e9culo XX. Seu monumento mais      importante \u00e9 a Alhambra, que \u00e9 o mais belo e conservado patrim\u00f4nio da cultura      \u00e1rabe. Seu nome significa &#8220;Castelo Vermelho&#8221;, devido \u00e0 cor do material      com que foi construido. <\/p>\n<p>Na realidade trata-se de um complexo civil e militar composto por tr\u00eas partes:      a Alcazaba, zona militar que devia proteger a seguran\u00e7a do Emir e o seu ex\u00e9rcito.      Desde suas torres, a vista da cidade divide-se em tr\u00eas partes igualmente impatantes,      de um lado, a parte antiga com suas casas t\u00edpicamente arabescas, pelo outro,      a cidade moderna, cheia de edif\u00edcios e ruas de grande tamanho e alta velocidade,      com suas ind\u00fastrias e movimento comercial, ao fundo, quase como um episodio      surrealista, os cumes da Serra Nevada, saudam o sol cobertas de neve em qualquer      \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p>Outra parte importante da Alhambra \u00e9 o Pal\u00e1cio Real, verdadeiro monumento      beleza, \u00e0 vida e o arte. Este organiza-se em torno \u00e0 dois p\u00e1tios: o dos Le\u00f5es      e o dos Arraianes. O primeiro est\u00e1 presidido pela a sua singular fonte central      decorada com le\u00f5es em c\u00edrculo que jogam \u00e1gua pela boca. <\/p>\n<p>Em volta, magras e delicadas colunas aguentam os mais de 120 arcos que conformam      as estancias como a Sala das Duas Irm\u00e3s, a Sala dos Reis, a dos Abencerrajes.      O p\u00e1tio dos Arraianes, menor que o anterior, tem no centro uma formosa alberca      rodeada de sal\u00f5es como o de embaixadores, o Quarto Dourado, o Mexuar e a Sala      de Banhos. <\/p>\n<p>Uma carater\u00edstica das habita\u00e7\u00f5es de ambos p\u00e1tios \u00e9 a surpresa que brindam      com sus tetos decorados em gesso, madeira ou pedra com seus abundantes motivos      abstratos, florais e animais.<\/p>\n<p>O Generalife corresponde \u00e0 resid\u00eancia estival do monarca. Lugar desenhado      para o descanso e o prazer, coberto por uma grande \u00e1rea de jardins que oferecem      com a sua frescura e cor um para\u00edso arom\u00e1tico e visual. A \u00e1gua desempenhou      um papel relevante na arquitetura e a vida \u00e1rabe. <\/p>\n<p>Procedentes do deserto, este l\u00edquido constituia um bem venerando que se apresenta      profusamente em suas constru\u00e7\u00f5es. Fontes, riachos, po\u00e7os e humidade banham      o Generalife e em geral toda a Alhambra. Este fato, pouco usual na arquitetura      europea antiga, brinda uma tranquilidade e um sentimento de apego \u00e0 vida que      trasmite-se ao visitar a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      Catedral granadina possui um tesouro nas entranhas: sob formosos t\u00famulos em      m\u00e1rmore amarelado, a t\u00famulo dos reis Cat\u00f3licos e de Joana a Louca e Felipe      o Formoso s\u00e3o testimunhas constantes da vida piadosa dos fieis. Na mesma igreja,      o Museu Catedral \u00edcio oferece pe\u00e7as donadas por Isabel a Cat\u00f3lica e uma pintura      que, segundo acredita-se, foi elaborada por Leonardo Da Vinci.<\/p>\n<p>Entre C\u00f3rdoba e Granada, impetuosa, a Serra Nevada tem constituido um reto      e ao mesmo tempo uma forma de prote\u00e7\u00e3o dos muitos povos que tem disputado.      Hoje dia, a batalha \u00e9 tur\u00edstica, pois constitui um dos lugares mais contrastantes      e curiosos da Espanha. <\/p>\n<p>Em seus cumes, a neve parece n\u00e3o desaparecer jamais, nem mesmo no ver\u00e3o,      pese a proximidade com o mar. Esta \u00e9 a causa de que existam nestes cumes esp\u00e9cies      vegetais e animais que deveram perecer ao terminar as glacia\u00e7\u00f5es, motivo pelo      qual a sua fauna e flora \u00e9 especialmente protegida. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, trata-se tamb\u00e9m de um lugar de atividade esportiva e de lazer, especialmente      no relativo ao esqu\u00ed, ra\u00e7\u00f5es que mant\u00e9m lotadas suas instala\u00e7\u00f5es hoteleiras      durante quase tudo o ano.<\/p>\n<p>A      Prov\u00edncia de Ja\u00e9n carateriza-se pelos extensos campos de oliveiras. Na capital,      Ja\u00e9n, destaca a sua magn\u00edfica catedral renascentista, o castelo de Santa Catalina      ou os banhos \u00e1rabes do s\u00e9culo XI.<\/p>\n<p>Almeria      \u00e9 a regi\u00e3o mais ocidental da comunidade. Seu nome alegre corresponde-se com      a realidade da sua vida cotidiana. Bazares e lojas abarrotam a &#8220;Calle      de las Tiendas&#8221;, centro antigo de atividade e comercial no que poder\u00e1      encontrar numerosos artigos interessantes da cultura espanhola.<\/p>\n<p>De a sua hist\u00f3ria ficam tamb\u00e9m a muralha de S\u00e3o Cristov\u00e3o e a Alcazaba, formosa      fortaleza militar mu\u00e7ulmana, impressionante em o seu colina, com seus mais      de 40.000 metros quadrados de terreno. Descendo da Alcazaba, o singular bairro      da Chanca, propriedade dos ciganos, surpreende com suas casas construidas      nas grutas e pedras que a natureza brindou, o alegre decorado com flores \u00e9      uma impress\u00e3o agrad\u00e1vel \u00e0 vista em contraste com a muralha mu\u00e7ulmana. <\/p>\n<p>Seguindo este caminho, o porto e o mar v\u00e3o se anunciando para deixar ver      a sua calidez e humidade. Dentro da cidade, destacam a sua S\u00ea, um exemplo      estranho e \u00fanico de Templo-Fortaleza com suas torres e ameias.<\/p>\n<p>Entre      a fronteira natural das prov\u00edncias de Almeria e Granada localizam-se As Alpujarras,      esp\u00e9cie de territ\u00f3rio que possui belas paisagens naturais. Lanjar\u00f3n, com o      seu afamado Balneario situado num formoso edif\u00edcio vermelho do estilo mud\u00e9jar,      assim como os restos de um Castelo destruido em tempos de Fernando o Cat\u00f3lico.      Orgiva conserva um singular edif\u00edcio renascentista, a Igreja de Nossa Senhora      da Expeta\u00e7\u00e3o. Submergidos no Barranco de Pujeira, os pitorescos povoados de      Pampaneira, Bubi\u00f3n e Capileira celebram seus origens \u00e1rabes sorrindo perante      uma igreja que rompe com o r\u00edtmo arquitet\u00f3nico do lugar.<\/p>\n<p>Coberto      por formosas casas brancas de tetos avermelhados, Trevelez \u00e9 a 1.476 m. de      altitude, o povoado mais alto da Espanha, a sua enrrolada distribu\u00e7\u00e3o interior      \u00e9 a causa de que a circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos esteja proibida dentro da vila,      permitindo assim criar um ambiente enteiramente antigo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      de a sua variada riqueza cultural, hist\u00f3rica e arquitet\u00f3nica, Andaluzia possui      uma das melhores costas da Europa, a chamada Costa do Sol. Numerosos portos      de variados nomes, \u00e0s inquietudes dos turistas de praia que chegam procurando      paz, tranquilidade, entardeceres romanticos e noites divertidas.<\/p>\n<p>Destaca Marbella, lugar de arist\u00f3cratas que alcanzou grande n\u00edvel pelos luxuosos      servi\u00e7os, lojas de marca, caf\u00e9s exclusivos e iates elegantes \u00e0 espera de seus      pr\u00f3prietarios que os utilizam de vez em quando. Torremolinos \u00e9 em troca um      porto mais discreto, sem grandes alardes hist\u00f3ricos e monumentais, a vida      torna-se simples no meio de suas praias e lugares de recreio, o seu Pal\u00e1cio      de Congressos brinda possibilidades de acolher eventos relevantes, enquanto      que o seu casario primitivo, de corte andaluz, enche de calor humano com seus      becos. <\/p>\n<p>Nejar, mais que destacar pelas praias, que s\u00e3o quase pedregosas, atrai visitantes      pelas grutas pr\u00e9-hist\u00f3ricas que convertem-se num importante cen\u00e1rio art\u00edstico      sob terra com certa frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Mijas      \u00e9 um povoado situado na montanha, desde l\u00e1, o mar oferece um espet\u00e1culo maravilhoso,      especialmente no seu mirante, dominado pela Capela da Virgem da Penha, suas      casinhas brancas, a sua gente tranquila, s\u00e3o um atrativo que n\u00e3o pode substituir-se      com luxuosos hot\u00e9is porque pertence \u00e0 vida, \u00e0 o seu devenir e seus mist\u00e9rios.<\/p>\n<p>M\u00e1laga      \u00e9 o lugar mais ativo da Costa do Sol. Cidade que soube combinar o seu sabor      moderno com a heran\u00e7a antiga, que procede da \u00e9poca dos comerciantes fen\u00edcios.      Destes herdou o que constituiria a base do Castelo do Gibraltar, constru\u00e7\u00e3o      \u00e1rabe murada da que destacam suas torres e ameias. A vista da cidade e o porto      que se pode desfrutar desde este lugar \u00e9 invej\u00e1vel. Unida ao Castelo, a Alcazaba      foi a fortaleza militar mu\u00e7ulmana e na atualidade alberga o Museu Arqueol\u00f3gico,      com pe\u00e7as romanas, fen\u00edcias, \u00e1rabes e crist\u00e3s. Sob este museu, encontraram-se      restos de um antigo Teatro Romano que pretende-se reconstruir para resgat\u00e1-lo      hist\u00f3ricamente.<\/p>\n<p>A      Catedral malaguenha \u00e9 um portentoso exemplo da renascimento andaluza. Conhecida      como &#8220;La Manquita&#8221; por faltar uma torre, impacta pela a sua forma      quase circular, suas janelonas arabescas e a sua preciosa torre. As Igrejas      do Santo Cristo, S\u00e3o Jo\u00e3o e do Sagr\u00e1rio fecham o conjunto crist\u00e3o da cidade      com seus detalhes que v\u00e3o desde o g\u00f3tico at\u00e9 o neo-cl\u00e1ssico. A Casa de Pablo      Picasso \u00e9 outro museu que M\u00e1laga brinda \u00e0 seus visitantes como uma homenagem      ao pintor, nascido nesta terra.<\/p>\n<p>Algeciras      \u00e9 quase a \u00faltima cidade antes de cruzar o estreito de Gibraltar para \u00c1frica.      Foi a zona de passo dos \u00e1rabes e segue sendo um importante lugar de tr\u00e1nsito      entre um continente e outro. \u00c9 uma cidade moderna e cosmopolita que diverte-se      com a alegria de a sua gente e o seu turismo e que oferece, b\u00e1sicamente suas      praias. Para o sul, Tarifa \u00e9 o \u00faltimo espa\u00e7o peninsular, o seu castelo \u00e1rabe      do s\u00e9culo X, brilha com a luz do sol e lembra os tempos do Sult\u00e3o com a sua      sedutora elegancia. Em contraste, a Igreja de S\u00e3o Mateo rescata os valores      arquitet\u00f3nicos g\u00f3ticos e cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>As      ruinas de Bolonia s\u00e3o restos romanos do s\u00e9culo II a.C. Conjunto de termas,      uma bas\u00edlica, uma curia, o foro e os templos de Minerva, J\u00fapiter e Junho.      Finalmente, a Penha de Gibraltar \u00e9 como uma ferida na pele andaluza ao estar      dominado pela comunidade britanica.<\/p>\n<p>No      extremo ocidental, a prov\u00edncia de C\u00e1diz, Tamb\u00e9m a mais cercana a \u00c1frica, possui      uma cultura de passo que tem legado inumer\u00e1veis riquezas culturais. Conhecida      como a Costa da Luz, a luminosidade de suas cidades, povos e praias \u00e9 contrastante      com a paisagem do interior da pen\u00ednsula.<\/p>\n<p>Huelva      \u00e9 um importante porto pesqueiro. Em suas cercanias conservam-se lembran\u00e7as      do passo de Cristiv\u00e3o Colombo, antes de partir para Am\u00e9rica. Seu litoral \u00e9      parte da conhecida Costa da Luz.<\/p>\n<p>Finalmente,      Ceuta e Melilla, situadas no litoral norte-africano, fazem parte do territ\u00f3rio      da Espanha. Ceuta foi uma antiga fortaleza e est\u00e1 dominada pela Pra\u00e7a e a      S\u00ea, enquanto Melilla \u00e9 uma cidade moderna com alguns monumentos de interesse.<\/p>\n<p><strong>EXTREMADURA<\/strong><\/p>\n<p>Extremadura \u00e9 a terra na que curtiram-se famosos descobridores como Pizarro,      Orellana, Francisco das Casas ou Garcia de Paredes. Por\u00e9m, muito antes de      que os valientes descobridores extremenhos adentraram-se nas entranhas do      Novo Mundo, tinham passado por esta regi\u00e3o outros aguerridos lutadores como      fenicios, vetones, lusitanos e sobre todo, romanos. <\/p>\n<p>Os legion\u00e1rios da Roma encontraram na atual autonomia um lugar ideal para      descansar, raz\u00e3o pela que fundaram Norma Caesarina (C\u00e1ceres) ou Emerita Augosta      (M\u00e9rida) com esse fim.<\/p>\n<p><strong>Entre a Rota da Prata e as Canhadas<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 seu passo, os romanos levantaram impressionantes constru\u00e7\u00f5es de todo tipo,      dotando \u00e0 regi\u00e3o com uma das maiores vias de comunica\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, a Rota      da Prata. Esta cal\u00e7ada romana pretendia unir Gij\u00f3n com M\u00e9rida atrav\u00e9s de Astorga,      Le\u00f3n, Salamanca e Sevilha. <\/p>\n<p>Al\u00e9m desta impressionante rota empedrada, cujo tra\u00e7ado conserva ainda a estrada      nacional 630, a transhumancia do gado favoreceu o contato com o resto da Espanha      e com Portugal. As canhadas e os caminhos, conhecidos \u00fanicamente por pastores      e manadas, mant\u00e9m-se ainda hoje em bom estado e percorrem lugares de beleza      intensa e selvagem. Desde o frondoso e f\u00e9rtil Vale do Jerte at\u00e9 os povos brancos      do sul, Extremadura \u00e9 uma terra de contrastes e descobr\u00ed-los, \u00e9 o seu m\u00e1ximo      atrativo.<\/p>\n<p><strong>A Prov\u00edncia de C\u00e1ceres<\/strong><\/p>\n<p>No      norte da autonom\u00eda, na prov\u00edncia de C\u00e1ceres, encontramos zonas muito diferentes      mas n\u00e3o por isto menos formosas. Ao oeste, As Hurdes nascida de uma lenda      maldita que definia-la como a zona mais pobre e inculta da Espanha, hoje em      dia, com sus quase 500 quilometros de serras, compostos por quatro vales espalhados      de carvalhos, azinheiras e povoa\u00e7\u00f5es construidas em pedra, tem-se convertido      no lugar escolhido por numerosos artistas e inteletuais em procura de um acolhedor      ref\u00fagio em plena natureza.<\/p>\n<p>No      centro, o Vale de Ambroz, farto de bosques e prados que evocam paisagens de      Asturias ou o Pa\u00eds Vasco ou Asturias. Neste entorno situam-se os Banhos de      Montemayor, balne\u00e1rio de \u00e1guas termais que tem sabido combinar umas modernas      instala\u00e7\u00f5es com o desenho original das antigas termais romanas. Aqui \u00e9 poss\u00edvel      aliviar afe\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias e do aparato locomotor.<\/p>\n<p>Rodeado de castanhos, alisos e fresnos sobressai Herv\u00e1s, uma vila de casas      de adobe e entramado de madeira que conserva todo o encanto de um verdadeiro      bairro judeu. De fato, \u00e9 a &#8220;aljama&#8221; melhor conservada da Espanha.    <\/p>\n<p>Ainda podem-se degostar especialidades t\u00e3o gostosas como a adafina judea      ou o hornazo, uma esp\u00e9cie de empada recheada de ovo, presunto, chouri\u00e7o ou      lombo. O contraponto \u00e0 influ\u00eancia judea coloca-o a igreja de Santa Maria das      \u00c1guas construida entre os s\u00e9culos XIV e XVII sobre o que foi um antigo castelo      dos Templarios. Como curiosidades realmente formosas visite os jardins do      estilo italiano do pequeno povo de Abadia e o Arco de Caparra.<\/p>\n<p>Ao leste encontramos a zona mais f\u00e9rtil de toda Extremadura, o Vale do Jerte      com Plasencia como &#8220;p\u00e9rola&#8221; urbana e as cerejeiras como reis do      vale. Em abril a paisagem ilumina-se com o branco imaculado de um milh\u00e3o de      cerejeiras em flor para passar, com a madurez do fruto, \u00e0 salpicar-se de um      vermelho intenso. <\/p>\n<p>Quando o ar impregna-se do cheiro das cerejeiras, \u00e9 o momento de celebrar      a Festa da Cerejeira em Flor. O resto do ano, a paisagem torna-se magia, expresada      num a espetacular gama de cores que reflete nas imperturb\u00e1veis pedras das      constru\u00e7\u00f5es de Plasencia. \u00c9 a segunda cidade em importancia da autonomia e      que conserva impressionantes muralhas e tr\u00eas pontes como \u00fanicos acessos ao      interior da povoa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Uma vez ultrapassada alguma das quatro portas da entrada que conservam-se,      a Pra\u00e7a Maior \u00e9 o centro da vida da cidade. A Catedral Nova encostada \u00e0 Catedral      Velha oferece um impressionante espet\u00e1culo que unidos \u00e0 Casa do De\u00e1n, o Pal\u00e1cio      Episcopal e o Hospital de Santa Maria conformam um marco art\u00edstico de grande      beleza.<\/p>\n<p>A      Vera conta com a vegeta\u00e7\u00e3o mais frondosa e verde da zona pois a abundancia      de \u00e1gua que desce desde os gran\u00edticos Cumes de Gredos. Conta a lenda que esta      paragem foi escolhido como ref\u00fagio pela Serrana da Vera ap\u00f3s ser enganada      por um noble de Plasencia e ali levou \u00e0 termo sua vinganza seduzendo e assassinando      todos os homems que passavam por ali. A Hist\u00f3ria, ali\u00e1s, conta que esta terra      foi ber\u00e7o do Viriato e que Carlos V escolheu a Vera, pela a sua incompar\u00e1vel      beleza, para terminar os seus dias. E fez assim, habitando o Mosteiro de Yuste      at\u00e9 seu falecimento.<\/p>\n<p>No centro da Autonomia concentram-se as povoa\u00e7\u00f5es com maior tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.      Trujillo tem a honra de ser a cidade na que nasceram descobridores do talhe      de Pizarro, Orellana ou Alonso de Hinojosa. Desde a sua Pra\u00e7a Maior, com a      est\u00e1tua equestre de Pizarro como centro neur\u00e1lgico da vida social e comercial,      podem-se admirar pal\u00e1cios como o dos Duques de S\u00e3o Carlos ou o do Marqu\u00e9s      de Pedras Albas e igrejas t\u00e3o conhecidas como a da Sangue ou Santa Maria a      Maior, assim como numerosas casas blasonadas. <\/p>\n<p>N\u00e3o pode esquecer-se o Parador Nacional de Turismo, situado no convento de      Santa Clara. A paisagem de Alc\u00e1ntara est\u00e1 dominada pelos d\u00f3lmenes, que aparecem      salpicados por toda a zona e pela ponte romana de 61 metros de altitude, 8      de largura e 194 de comprimento, considerada como o melhor da Espanha.<\/p>\n<p>C\u00e1ceres      foi nomeada patrimonio da Humanidade no ano de 1968. Pode-se aceder cidade      antiga desde a Pra\u00e7a Maior, pelo Arco da Estrela, edificado por Churriguera.      J\u00e1 no parte hist\u00f3rica pode-se visitar, entre muitos outros edif\u00edcios, o Pal\u00e1cio      Episcopal, a Casa das Cegonhas, o Pal\u00e1cio de Maioralgo, a Casa dos Carvajal,      a Torre dos Espaderos, o aljibe subterr\u00e2neo da Casa das Veletas, o romano      Arco de Cristo, a Torre do Homenagem do Pal\u00e1cio dos Golfines de Arriba ou      o impressionante Santu\u00e1rio da Virgem da Montanha.<\/p>\n<p>Em      Malpartida de C\u00e1ceres encontra-se a paragem conhecida como &#8220;Os Barruecos&#8221;      com restos do Neol\u00edtico, curiosos lavadeiros de l\u00e3 e um Museu de um artista      multi-media alem\u00e3o chamado Vostell.<\/p>\n<p>A      Puebla de Guadalupe nasceu em seguimento do Mosteiro da Virgem de Guadalupe      edificado por Alfonso XI ap\u00f3s a Batalha do Salado. O culto \u00e0 Virgem, que apareceu-se      um vaqueiro no s\u00e9culo XV, seguiu os passos dos descobridores extremenhos e      de fato, \u00e9 um dos mais arraigados na Am\u00e9rica.<\/p>\n<h2>A      Prov\u00edncia de Badajoz<\/h2>\n<p>Uma vez atravessado o limite entre as prov\u00edncias de C\u00e1ceres e Badajoz, a      cidade com maior tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica \u00e9, sem d\u00favida, M\u00e9rida. Seu passado hist\u00f3rico      tem valido a capitalidade de Extemadura e foi a mesma Roma quem escolheu esta      cidade para premiar com o descanso a seus guerreiros mais valentes. <\/p>\n<p>Aqui encontram-se os restos do Imp\u00e9rio mais preciados da Espanha toda. O      Teatro, com capacidade para 6.000 pessoas, \u00e9 realmente impressionante e ainda      em nossos dias, seguem-se celebrando representa\u00e7\u00f5es durante o m\u00eas de julho      no incompar\u00e1vel marco do Festival Internacional de Teatro. <\/p>\n<p>Realmente as Musas n\u00e3o poderiam ter escolhido ambiente melhor onde plasmar      as diferentes mostras art\u00edsticas que elas inspiram. O Anfiteatro, de forma      el\u00edptica, tinha um aforo para 14.000 pessoas e inclu\u00eda uma fossa na que, uma      vez cheia de \u00e1gua, celebravam-se as naumaquias, quer dizer, batalhas navais.    <\/p>\n<p>O Museu Nacional da Arte Romana foi constru\u00eddo por Rafael Moneo e cont\u00e9m      uma completa cole\u00e7\u00e3o tanto de restos arqueol\u00f3gicos como de objetos e documentos      que reproduzem o modo de vida dos antigos habitantes da M\u00e9rida.<\/p>\n<p>Badajoz afasta-se dos restos romanos para mergulhar, \u00e0 beira do Guadiana,      na influ\u00eancia dos estilos \u00e1rabes. Capital do antigo reino dos aftas\u00edes e Reino      de Taifas, a cidade conserva uma maravilhosa Alcazaba na que destacam a Torre      de Espantaperros e o Museu Arqueol\u00f3gico Municipal. <\/p>\n<p>A Catedral de S\u00e3o Jo\u00e3o tem no altar maior, do estilo barroco e na selaria      de couro talhada por Jer\u00f4nimo de Val\u00eancia, seus elementos mais importantes.      A t\u00e3o s\u00f3 7 km encontra-se a fronteira com Portugal, passo habitual para os      compradores de enxoval do lar. <\/p>\n<p>Em Olivenza e Albuquerque levantam-se majestosos castelos que lembram tempos      remotos.<\/p>\n<p>Ao sul da prov\u00edncia de Badajoz, Zafra \u00e9 a cidade mais importante da zona,      pois desde 1395 celebram-se nela feiras de gado que se converteram na F\u00e9ria      do Campo Extremenho de proje\u00e7\u00e3o internacional. Conhecida como &#8220;Sevilha      a menor&#8221;, Zafra ressalta na paisagem pelo branco das casas, acorde em      com\u00fam denominador de todos as vilas da zona. <\/p>\n<p>A cidade conta tamb\u00e9m, com um excelente Parador Nacional de Turismo situado      no Alc\u00e1cer dos Duques de Feria, a Igreja de Nossa Senhora da Candel\u00e1ria que      conserva nove pinturas de Zurbar\u00e1n, e as Pra\u00e7as Chica e Grande, centros de      reuni\u00e3o dos habitantes.<\/p>\n<p>Outros      povos de interesse s\u00e3o Feria e Salvaterra dos Barros, pela sua maravilhosa      olaria, Fonte de Cantos por ser o ber\u00e7o de Zurbar\u00e1n, Fregenal da Sierra e      Jerez dos Cabalheiros por ter sido vilas templ\u00e1rias e na zona mais plana,      enchida de pastos nos que as ovelhas merinas criam-se de forma \u00f3tima, Vilanova      da Serena e Dom Benito.<\/p>\n<p>Extremadura      conta tamb\u00e9m com importantes espa\u00e7os verdes. No Parque Natural de Monfrag\u00fce      concentram-se 200 esp\u00e9cies de vertebrados entre as que destacam o lince, a      cegonha preta ou o urub\u00fa leonado, enquanto que o Parque Natural de Cornalvo      est\u00e1 povoado por formosos bosques de azinheiras e alcornoques.<\/p>\n<p><strong>ILHAS BALEARES<\/strong><\/p>\n<p>O arquip\u00e9lago das Baleares est\u00e1 situado no mar Mediterr\u00e2nio, frente ao litoral      levantino espanhol a uns 240 Km de Val\u00eancia. A comunidade tem belas praias      que, sumadas ao excelente clima, convertem num importante centro tur\u00edstico.    <\/p>\n<p>S\u00e3o abundantes as \u00e1guas subterr\u00e1neas que d\u00e3o origem a numerosas grutas. O      arquip\u00e9lago alcan\u00e7ou uma not\u00e1vel cultura na Idade de Bronze, da que s\u00e3o provas      os monumentos chamados &#8220;taulas&#8221;. As Baleares s\u00e3o formadas por cinco      ilhas: Malhorca, Menorca, Ibiza, Formentera e Cabrera. Todas elas agrupam-se      na prov\u00edncia de Palma de Malhorca.<\/p>\n<p>Palma de Malhorca, \u00e9 a capital do arquip\u00e9lago e principal porto da zona.      A cidade, do mesmo nome, possui numerosos atrativos monumentais entre os que      destacam a Catedral g\u00f3tica do s\u00e9culo XIV com um belo museu de pintura g\u00f3tica      e arte sacra. <\/p>\n<p>O ar de leveza que transmite toda a constru\u00e7\u00e3o \u00e9 surpreendente e na Capella      Maior pode ver-se um baldaquino de ferro forjado, obra do c\u00e9lebre arquiteto      Gaud\u00ed. Nos arredores da S\u00ea, que domina toda a cidade, distinguem-se, tamb\u00e9m,      o Pal\u00e1cio da Almudaina de origem \u00e1rabe e antiga resid\u00eancia dos reis de Malhorca,      a Igreja de Santa Eulalia do estilo g\u00f3tico do s\u00e9culo XIII, o Museu Tesouro,      onde se expoe o ret\u00e1bulo da Santa Eulalia, junto a numerosos relic\u00e1rios, a      Igreja de Sant Francesc com um precioso claustro de arcos e artesonado de      madeira e a Casa do Marqu\u00e9s do Palmer, antiga vivienda aristocr\u00e1tica do s\u00e9culo      XVI. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, Palma de Malhorca, esconde outros lugares de interesse, al\u00e9m de seu      vibrante r\u00edtmo de vida, como s\u00e3o o Antiguo Consulado do Mar do s\u00e9culo XVII,      sede da Presid\u00eancia da Comunidade, o Pal\u00e1cio de Solerrich, que impressiona      pela sua fachada, o Castelo de Bellver do s\u00e9culo XIV, excepcional pela planta      redonda a antiga Lonja do com\u00e9rcio, o Pal\u00e1cio Arzobispal e o mosteiro de S\u00e3o      Francisco, al\u00e9m de formosas casar\u00f5es e mans\u00f5es construidas por antigas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Se      disp\u00f5e de tempo aconselhamos ir ao Pueblo Espanhol, um lugar que acolhe numerosas      r\u00e9plicas dos principais monumentos da Espanha e \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Mir\u00f3, para      desfrutar das obras do genial pintor. Depois desta r\u00e1pida visita, nada melhor      que pegar o carro e percorrer pl\u00e1cidamente as costas da Ilha Palma de Malhorca,      o mais perto do para\u00edso.<\/p>\n<h2>A      Costa Oeste<\/h2>\n<p>Partindo da cidade de Palma, invitamos-lhe a realizar um percurso pela Costa      Oeste, at\u00e9 a vila de Alc\u00fadia. Trata-se de uma viagem que transcurre por um      litoral escarpado, onde abundam as calas e as tranquilas praias. <\/p>\n<p>Em Port d\u00b4Andratx pode-se alugar uma barca para navegar pela zona, enquanto      que no Mirador de Ricardo Roca obtem-se as melhores panor\u00e1micas das calas      e das praias. Continuando pela rota e depois de deixar Valldemosa, onde encontra-se      uma famosa Cartuja, h\u00e1 que fazer um alto na vila de Dei\u00e1. <\/p>\n<p>Trata-se de um pitoresco povoado de casas trepadas onde a tranquilidade \u00e9      a nota predominante. Muito perto, Soller, uma cidade que distingue-se pelas      casas do s\u00e9culo passado e pelo movimentado porto. <\/p>\n<p>\u00c9, tamb\u00e9m, o centro tur\u00edstico mais importante da Costa Oeste, assim que se      prepare para desfrutar da praia e dos ambientes noturnos, onde o aborrecimento      \u00e9 desconocido.<\/p>\n<p>Retomando o caminho e na dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Alc\u00fadia, a estrada serpenteia at\u00e9 o mosteiro      da Nuestra Senhora de Lucc. Trata-se de uma s\u00e9rie de constru\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo      XVII, que edificaram-se para venerar e conservar a imagem da Virgem, da Milacrosa      &#8220;La Moreneta&#8221;, a padroeira de Malhorca.<\/p>\n<p> J\u00e1 desde aqui pode-se avistar o Porto de Pollen\u00e7a, outro dos centros tur\u00edsticos      da zona, al\u00e9m de ser um dos lugares procurados pelos amantes da vela e o esqu\u00ed      aqu\u00e1tico. Desde Pollen\u00e7a partem dois caminhos: o que vai para Alc\u00fadia e o      que continua ao Cab de Formentor. <\/p>\n<p>Este \u00faltimo \u00e9 uma caminho que cativa pelo sinuoso e por achar-se num a pequena      pen\u00ednsula desde a que pode-se ver o mar a ambos lados. Desde o Mirador des      Colmer, no alto de um rochedo, a respira\u00e7\u00e3o interrompe-se para se perder na      beleza do mar e da pedra.<\/p>\n<p>Finalmente Alc\u00fadia, uma cidade fortificada que conserva no interior o ambiente      da \u00e9poca medieval. N\u00e3o h\u00e1 que deixar de visitar o Museu Monogr\u00e1fico de Pollentia,      que oferece as pe\u00e7as encontradas nas excava\u00e7\u00f5es da antiga cidade. <\/p>\n<p>Muito perto, o Parque Natural de Albufera e as Grutas de Campanet, com mais      de 1 Km de percurso. Em Muro, situado a 11 Km de Alc\u00fadia pode-se visitar a      Se\u00e7\u00e3o Etnol\u00f3gica do Museu de Malhorca (as se\u00e7\u00f5es de Belas Artes e Arqueologia      encontram-se na cidade de Palma de Malhorca).<\/p>\n<p><strong>Pela Costa Leste<\/strong><\/p>\n<p>Partindo      desde Palma de Malhorca at\u00e9 Art\u00e1, pela Costa Leste, a paisagem suaviza-se,      mas n\u00e3o por isso desaparece o escarpado. A nota carater\u00edstica s\u00e3o as grutas,      fruto da eros\u00e3o e as calas de fina areia.<\/p>\n<p>O      primeiro alto \u00e9 o Santu\u00e1rio do Cura, no alto de uma colina e desde onde se      divisa Palma. Trata-se de uma s\u00e9rie de constru\u00e7\u00f5es restauradas pelos franciscanos.      Desde aqui a estrada adentra-se at\u00e9 a bela cala Figueira, onde o caminho volta      a retormar o litoral. Mais adiante, o mosteiro de S\u00e3o Salvador, do s\u00e9culo      XIV, no alto de uma colina e onde destaca a Igreja que acolhe uma imagem da      Virgem, um ret\u00e1bulo de pedra policromada e tr\u00eas nascimentos de diorama.<\/p>\n<p>Seguindo pelo litoral, encontram-se as c\u00e9lebres Covas do Drach, uma sucess\u00e3o      de salas unidas por corredores onde os lagos extendem-se por mais de 2 Km.      Podendo-se realizar um passeio de barca e descobrir seus interiores. <\/p>\n<p>Mais ao norte, as Covas d\u00b4Art\u00e1, onde as impressionantes c\u00fapulas acolhem numerosas      figuras de pedras, criadas pela eros\u00e3o da \u00e1gua. Desde aqui h\u00e1 que viajar para      a Cala Rajada, um pequeno porto e importante centro de descanso. Al\u00e9m do sol      e das praias, ressalta a Casa March, com preciosos jardins que guardam numerosas      esculturas de artistas internacionais.<\/p>\n<p>J\u00e1      no rumo de Art\u00e1, h\u00e1 que parar, quase de forma obrigada, em Capdepera, um antigo      povoado murado no alto de uma colina. Art\u00e1, fim do caminho, distingue-se pelo      ambiente e restos megal\u00edticos que encontram-se nos arredores.<\/p>\n<p>O Arquip\u00e9lago de Menorca, \u00e9 a segunda ilha em tamanho, mas \u00e9 a que conserva      paisagens mais v\u00edrgens, pois tem sobrevivido \u00e0s correntes masivas de turistas      provocadas pela beleza das ilhas. Mah\u00f3m (Mao) \u00e9 a capital da ilha. <\/p>\n<p>Tem um formoso porto, um de sus maiores atrativos, ao igual que o edif\u00edcio      da Prefeitura, a igreja de Santa Mar\u00eda, a igreja de S\u00e3o Francisco e o Museu      Arqueol\u00f3gico com excelentes cole\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as pr\u00e9-hist\u00f3ricas. <\/p>\n<p>Nos arredores de Mah\u00f3m encontra-se Talayot de Trepuc\u00f3, um importante assentamento      arqueol\u00f3gico com um Taula de quase 5 m. de altitude, o pequeno povoado de      \u00c9 Grau, um bom lugar para quem gosta da observa\u00e7\u00e3o da aves e a Cala Porter,      que distingue-se pelas resid\u00eancias e pela taberna instalada em antigas viviendas      trogloditas.<\/p>\n<p>Desde      Mah\u00f3m pode-se viajar para Ciutadella, pelo interior da ilha, fazendo um alto      em Mercadal, um dos povoados mais brancos da Espanha. Cidadela (Ciutadella)      foi a antiga capital da Ilha de Menorca. Trata-se de uma pequena cidade, bela      e interessante, com espl\u00e9ndidos pal\u00e1cios e igrejas medievais. Sua funda\u00e7\u00e3o      data do ano 450 a.C.<\/p>\n<p>Finalmente      a Ilha de Ibiza (Eivissa), chamada a Ilha Branca pela cor de suas casas. A      capital da ilha, do mesmo nome, \u00e9 c\u00e9lebre pelos bairros populares da marinha      e de Sa Penya. A cidade est\u00e1 dominada por uma fortaleza medieval e muito perto      acha-se o cemit\u00e9rio p\u00fanico de Puig des Molins, sem esquecer o interessante      Museu Arqueol\u00f3gico com o melhor da arte dos s\u00e9culos VII a.C. ao s\u00e9culo III.<\/p>\n<p>Ibiza      \u00e9 o lugar da moda, da movida, das copas, das praias, das festas, do bom comer      e do bom beber. Suas barulhentas ruas guardam numerosas lojas e o entretenimento      nesta paradisiaca ilha est\u00e1 assegurado durante o ano todo.<\/p>\n<p>Na      ilha destacam, al\u00e9m das inumer\u00e1veis calas, Sam Antonio Portmany (Santo Antonio      Abad), um importante centro tur\u00edstico e com um precioso bairro antigo e Santa      Eul\u00e1ria des Riu (Santa Eulalia do R\u00edo) com o mais novo da zona.<\/p>\n<p><strong>IHLAS CAN\u00c1RIAS<\/strong><\/p>\n<p>O arquip\u00e9lago can\u00e1rio est\u00e1 situado no Oc\u00e9ano Atlantico a uma distancia aproximada      de 1.500 Km ao sudoeste da costa peninsular. Os antigos as chamavam &#8220;ilhas      afortunadas&#8221;, pelo excelente clima. As Can\u00e1rias s\u00e3o de origem vulcanica      e constituem um verdadeiro para\u00edso natural, que carateriza-se pelas forma\u00e7\u00f5es      geol\u00f3gicas e a exuberante vegeta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u00c9 sem d\u00favida, o destino estrela da Espanha, gra\u00e7as a seu clima primaveral      permanente, \u00e0 suas praias, \u00e0 suas \u00e1guas e ao mundo de possibilidades infinitas      para entreter o espirito e o corpo. O arquip\u00e9lago est\u00e1 formado por sete ilhas:      Tenerife, Gran Canaria, Fuerteventura, Lanzarote, La Gomera, La Palma e Hierro.<\/p>\n<p><strong>Tenerife<\/strong><\/p>\n<p>Tenerife,      \u00e9 a ilha maior das Can\u00e1rias e destaca por albergar o pico do Teide, o ponto      mais alto da Espanha com 3.187 m de altitud. Trata-se de um vulc\u00e3o que rejuvenesce      com suas t\u00edmidas erup\u00e7\u00f5es e que vigia atentamente os costumes e tradi\u00e7\u00f5es      dos ilhenses.<\/p>\n<p>Tenerife \u00e9 uma ilha que distingue-se pela sua juventude, o r\u00edtmo de vida,      os deliciosos mam\u00f5es e bananas e as cristalinas \u00e1guas, como as que encontram-se      no acantilado dos Gigantes. A ilha conta com grandes espa\u00e7os v\u00edrgens como      o Parque Nacional das Canhadas do Teide, um elevado planalto de campos de      lava, onde a tranquilidade respira-se por todos os cantos da zona. <\/p>\n<p>Respeito flora, destacam os dragos centen\u00e1rios, s\u00edmbolos das ilhas, um arbusto      no que cada galho reproduz em certa forma &#8220;t&#8221; a planta toda. O exemplar      mais antigo \u00e9 o de Icod dos Vinhos, com mais de 3.000 anos.<\/p>\n<p>Santa      Cruz de Tenerife \u00e9 a capital da ilha, onde distingue-se a Igreja da Concei\u00e7\u00e3o      do s\u00e9culo XVI, o Monumento \u00e0 Candel\u00e1ria, padroeira do arquip\u00e9lago can\u00e1rio,      o Museu Arqueol\u00f3gico que exibe pe\u00e7as interessantes e o Pal\u00e1cio de Carta do      s\u00e9culo XVII, com uma preciosa fachada de canteira e um t\u00edpico p\u00e1tio can\u00e1rio.<\/p>\n<p>La      Laguna, a 13 Km de Santa Cruz de Tenerife, \u00e9 uma cidade senhorial fundada      em 1497. Resalta sua Catedral do s\u00e9culo XVI do estilo neo-cl\u00e1ssico, com elementos      g\u00f3ticos no interior e o Museu da Ci\u00eancia e o Cosmos, uma viagem ao universo.<\/p>\n<p>A Orotava, a 38 Km de Santa Cruz de Tenerife, encontra-se no centro de uma      maravilhosa paisagem. Suas casas, pal\u00e1cios com balc\u00f5es de madeira e sua parte      antiga, convertem-la num importante destino. Muito perto, Porto da Cruz, um      dos principais centros tur\u00edsticos da Espanha, gra\u00e7as a seu privilegiado clima      e situa\u00e7\u00e3o, situada na borda inferior junto \u00e0 costa. <\/p>\n<p>Oferece atrativas piscinas junto o mar, um belo jard\u00edm botanico rico em esp\u00e9cies      tropicais e um sem-n\u00famero de restaurantes, hot\u00e9is, centros de conven\u00e7\u00f5es,      bares, discotecas e cafeter\u00edas. No outro extremo da ilha, destaca Praia das      Am\u00e9ricas, um importante complexo tur\u00edstico, perto do pitoresco povo de Os      Crist\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>Gran Canaria<\/strong><\/p>\n<p>Gran      Canaria, com uma forma quase redonda, \u00e9 a ilha com mais acidentes orogr\u00e1ficos,      com rochedos, pequenas praias e dunas de areia.<\/p>\n<p>As Palmas de Gran Canaria, capital da ilha, \u00e9 uma cidade primaveral com excelentes      praias de enormes dimens\u00f5es. Conta, tamb\u00e9m, com uma parte antiga onde encontra-se      a formosa Catedral g\u00f3tica do s\u00e9culo XV, a Casa de Colombo, um dos melhores      exemplos da arquitetura col\u00f4nial e o Museu Diocesano da Arte Sacra com pe\u00e7as      pr\u00e9-colombianas. <\/p>\n<p>Respeito \u00e0 suas praias as mais sobressalentes s\u00e3o a de Las Canteras e Lass      Alcaravenaras.<\/p>\n<p>Arucas,      a 17 Km de Las Palmas e ter\u00e7a cidade da ilha, carateriza-se pelos cultivos      de bananeiras e suas belas casas cobertas de canteira de pedra azul. Desde      o Mirante da Montanha podem-se obter excelentes vistas para desfrutar do verde      dos bananais.<\/p>\n<p>Maspalomas,      52 Km de Las Palmas, distingue-se por ser o condom\u00ednio mais extenso da ilha      e por ser um dos principais centros tur\u00edsticos. Praias como a Bahia Feliz,      San Agust\u00edn ou a do Ingl\u00eas s\u00e3o pequenos para\u00edsos onde todo \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Fuerteventura<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a segunda ilha em extens\u00e3o, a mais cercana \u00e0 costa africana, a menos povoada      e tal vez, a mais antiga de todo o arquip\u00e9lago. Fuerteventura \u00e9 o lugar indicado      para quem gosta da pesca submarinha e da ca\u00e7a, das praias de areia branca      e da tranquilidade. <\/p>\n<p>Porto do Rosario, capital da ilha, conta com um pequeno porto e duas zonas      tur\u00edsticas: Corralejos 38 Km ao norte e Jand\u00eda-Pajara, 87 Km ao sul. Desde      Corralejos pode-se navegar at\u00e9 a Ilha de Lobos, uma pequena ilhota despovoada      mas de grande interesse natural.<\/p>\n<p><strong>Lanzarote<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9, em poucas palavras, um lugar paradisiaco e enigm\u00e1tico. Seus relevos de      pedra vulcanica e de vales carbonizados, como os que podem ver-se no Parque      Nacional de Timanfaya, provocam sensa\u00e7\u00f5es \u00fanicas e indescifr\u00e1veis. <\/p>\n<p>Recife \u00e9 a capital da Ilha, uma cidade que tem-se desenvolvido nos \u00faltimos      tempos e que distingue-se pela sua cercania \u00e0 Teguise, onde vivera o afamado      arquiteto C\u00e9sar Manrique, quem desenhou inumer\u00e1veis edifica\u00e7\u00f5es em Can\u00e1rias,      integr\u00e1ndo-as no meio ambiente para conservar a paisagem tradicional.<\/p>\n<p>Desde      Orzola podem-se tomar embarca\u00e7\u00f5es que navegam at\u00e9 a ilhota de La Graciosa.      No regresso h\u00e1 que sumar-se \u00e0 uma das expedi\u00e7\u00f5es em camelos que atravessam      o Parque Nacional de Timanfaya, para visitar a Montanha de Fogo e finalizar      em Praia Branca, um complexo tur\u00edstico com encantadoras praias.<\/p>\n<p>Destacam,      al\u00e9m, os g\u00e9iseres do Hervidero provocados pela for\u00e7a do mar que sai pelos      orificios da plataforma vulcanica do litoral e as bodegas O Grifo, para quem      gostar do vinho e das boas uvas.<\/p>\n<p><strong>La Gomera<\/strong><\/p>\n<p>A      ilha da Gomera carateriza-se pela forma c\u00f3nique, o que le da um aspeto paisaj\u00edstico      diferente \u00e0s do resto do arquip\u00e9lago. Desde as laderas do norte desciende      o \u00e1gua por barrancos para criar uma vegeta\u00e7\u00e3o exuberante. Para o sul, prevalecem      as palmeras e as acequias.<\/p>\n<p>A Gomera \u00e9 o lugar mais procurado por quem gostam do senderismo e do trekking.      Sus desniveis impressionantes, seus caminhos escorregadi\u00e7os e um calor que      aperta, s\u00e3o a nota predominante. A capital da ilha \u00e9 a vila de S\u00e3o Sebasti\u00e3o,      uma antiga vila, passo de navegantes e conquistadores em suas viagens ao Nuevo      Mundo. <\/p>\n<p>O turismo centra-se no Vale Grande Rei, um lugar id\u00edlico com belas terra\u00e7os      escalonadas, bananeiras e palmerais que misturam-se com as casas de cor branca.      Desde aqui acostumam-se fazer as excurs\u00f5es para Os Organos, uma s\u00e9rie de colunas      bas\u00e1lticas hexagonais que podem-se apreciar-se desde o mar.<\/p>\n<p>Outras      vilas importantes s\u00e3o Valle Hermoso, Agulo e Hermigua, onde pode apreciar-se      de melhor forma o estilo de vida aut\u00f3ctone.<\/p>\n<p><strong>La Palma<\/strong><\/p>\n<p>Com      uma superf\u00edcie de 730 quilometros quadrados, a ilha de La Palma, a mais h\u00famida      de todas, apresenta duas regi\u00f5es bem diferen\u00e7adas. O norte \u00e9 pr\u00f3priamente      a Caldeira de Taburiente (Parque Nacional) e o sul est\u00e1 formado pela Cumbre      Vieja e Nueva.<\/p>\n<p>Santa      Cruz da Palma \u00e9 a capital da ilha e distingue-se pela arquitetura do tipo      andaluz. S\u00e3o de interesse a Igreja do Salvador com um p\u00f3rtico renascentista      e belos artesanatos mud\u00e9jares e o Museu de Etnografia e Arqueologia com excelentes      cole\u00e7\u00f5es de cer\u00e2micae pe\u00e7as anteriores \u00e0 Conquista.<\/p>\n<p>Na      Gomera encontrar\u00e1, no Roque de los Muchachos, um dos mais importantes observat\u00f3rios      astrof\u00edsicos do mundo. Vale a pena a visita ao vulc\u00e3o Teneguia para admirar      a lava que deixou em su \u00faltima erup\u00e7\u00e3o no ano de 1972.<\/p>\n<p><strong>El Hierro<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9      a ilha mais pequena, a mais meridional, a mais ocidental, a mais desconhecida      e a mais jovem de todas. Tem uma superf\u00edcie de 287 quilometros quadrados e      uma dimens\u00f5es modestas: 29 Km de ponta a ponta e 20 Km de largo. O ponto mais      alto \u00e9 o pico de Malpaso com 1.520 m.<\/p>\n<p>A capital da ilha \u00e9 Valverde, uma pequena povoa\u00e7\u00e3o de mais de 3 mil habitantes,      que distingue-se pela Igreja de Santa Maria do s\u00e9culo XVI. \u00c9 o ponto de partida      para as excurs\u00f5es para o Bosque de Sabinas, para La Restinga, um belo campo      de lava com estranhas forma\u00e7\u00f5es, ao Po\u00e7o da Sa\u00fade, situado no povoado de Sabinosa      e importante balne\u00e1rio de pr\u00f3priedades curativas. <\/p>\n<p>Destacan, adem\u00e1s, Roques del Salmor, uma pequena ilhota onde podem-se ver      os lagartos gigantes (especie end\u00e9mica e protegida) e o centro tur\u00edstico Tamaduste,      pela sua piscina natural.<\/p>\n<h4>Gastronomia<\/h4>\n<p>Da lembran\u00e7a de uma viagem fica a express\u00e3o de sua gente, os lugares mais      atrativos, as viv\u00eancias mais ricas que brinda a passagem por esse lugar, por\u00e9m,      a comida que esperimenta-se \u00e9 algo que se leva num sentido mais real, uma      forma de intimar com certa indefens\u00e3o com essa terra nova, de converti-la      em parte importante da hist\u00f3ria pessoal incorporando seus segredos, como num      rito m\u00e1gico, aos da pr\u00f3pria cultura. <\/p>\n<p><strong>Espanha<\/strong> \u00e9 pr\u00f3diga em segredos atrav\u00e9s de sua cozinha, fruto      de uma hist\u00f3ria de conquistadores, a gastr\u00f4nomia hispana conhece o sabor de      ser sometidos ao mesmo tempo que o de ser dominantes.<\/p>\n<p>Por      influ\u00eancia de essa conviv\u00eancia e abertura que tem caraterizado ao longo dos      s\u00e9culos, sua cozinha incorpora ingredientes do mundo todo, formas de elabora\u00e7\u00e3o      variadas e segredos de diversas proced\u00eancias dando por resultado um panorama      gastron\u00f3mico imenso. Mesmo assim, h\u00e1 rasgos pr\u00f3prios que podem defin\u00ed-la como      Mediterr\u00e2nia: o uso do azeite de oliveira, a abund\u00e2ncia equilibrada de produtos      marinhos, o trigo e o vinho.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que numa pen\u00ednsula os produtos marinhos teriam grande impacto      na alimenta\u00e7\u00e3o, as esp\u00e9cies do Atl\u00e2ntico, do Mediterr\u00e2nio e do Cant\u00e1brico      obrigam a uma variedade na cozinha. Por outra parte, as zonas gadeiras do      norte e a plan\u00edcie central fornecem as carnes vermelhas e os derivados do      leite. <\/p>\n<p>O vinho \u00e9 um l\u00edquido presente em todas as regi\u00f5es em menor ou maior qualidade,      mais de 50 marcas confirmam. A zona da Rioja \u00e9 a que oferece maior qualidade      a n\u00edvel mundial, enquanto que o Duero e Jerez preparam vinhos mais doces e      mais nacionais, alguns deles com Denomina\u00e7\u00e3o de Origen.<\/p>\n<p>Em Gal\u00edcia, terra de peregrinos e gostos diversos, s\u00e3o t\u00edpicos os pratos      em base \u00e0 mariscos. As vieras s\u00e3o uma vianda feita com mariscos que, segundo      acredita-se, est\u00e3o relacionadas com o apostolo. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o famosos o polvo, preparado de diversas maneiras, as sardinhas      assadas e os pimentos de Herb\u00e3o, ambas consomem-se como tapas, entre copas      e o batepapo com os amigos. A empada compostelana, recheada de peixe, \u00e9 t\u00edpica      da zona durante os meses quentes, enquanto que o caldo galego e o presunto      com grelos, s\u00e3o os favoritos do inverno. <\/p>\n<p>Como sobremesa, a tarta de Compostela, feita com am\u00eandoas e um bom vinho      da regi\u00e3o como o Ribeiro ou o Albarinho, permitir\u00e3o fechar uma boa e singela      comida galega.<\/p>\n<p>\u00c0      seu passo por Asturias poder\u00e1 encontrar os melhores queijos da na\u00e7\u00e3o, o mais      renconhecido \u00e9 o cabrais, embora podem esperimentar muitos outros de sabores      e texturas diversas. Ast\u00farias, ao igual que Cant\u00e1bria, \u00e9 zona de mariscos      e peixes, especialmente pescadas, enguias, sardinhas e calamares.<\/p>\n<p>Esperimentar      uma fabada \u00e9 patar com esta zona cant\u00e1brica pois consideira-se sue prato t\u00edpico,      feita em base \u00e0 feij\u00e3o grande, porco, morcela, cebola e chouri\u00e7o, trata-se      de um guisado caldoso que vem muito bem nos dias do inverno. Tamb\u00e9m pode-se      esperimentar o chouri\u00e7o de queixada e o pantruco, embuchado de porco, assim      como suas empadas de milho, chouri\u00e7o, pressunto e toucino conhecidas como      boronchu.<\/p>\n<p>Para      beber, nada melhor que um boa sidra, bebida regional espumosa e de sabor doce      entre \u00e0 que destaca a do Villaviciosa. Entre as sobremesas, os freisuelos      ou fiyueles, doces de carnaval elaborados com farinha de trigo, leite e ovo,      s\u00e3o um bom fim para uma comida ou um presente delicioso para levar para casa.<\/p>\n<p>O      Pa\u00eds Vasco mant\u00e9m tamb\u00e9m essa diferen\u00e7a t\u00edpica na sua cozinha como na sua      l\u00edngua e idiosincr\u00e1sia. Entre seus maiores orgulhos est\u00e1 a afirma\u00e7\u00e3o de que      consome-se o mesmo nas mesas de sua gente que nos restaurantes mais luxuosos      da comunidade, tratando de dizer com isto que as diferen\u00e7as sociais n\u00e3o existem      na sua cozinha.<\/p>\n<p>Seus      pratos principais tem como fonte o peixe e os mariscos, especialmente o bacalhau      e a pescada, assim mesmo, os molhos distinguem-os de outras regi\u00f5es espanholas,      assemelhando-se em isto \u00e0 complicada cozinha francesa.<\/p>\n<p>Nas      vilas da regi\u00e3o se consome um prato conhecido como marmitako, realizando uma      combina\u00e7\u00e3o de at\u00fam, bonito, batatas e piment\u00e3o que acostuma acompanhar-se      de um vinho branco seco e \u00e1cido chamado txacoli.<\/p>\n<p>Por      certo, o piment\u00e3o, produto presente na gastronomia espanhola, tem suas raizes      na Am\u00e9rica e \u00e9 um intento falido de trasladar o chile mexicano \u00e0s terras da      pen\u00ednsula que pode-se expresar-se nessa forma larga e pouco delicada que hoje      chamamos pimento.<\/p>\n<p>Dentro      de S\u00e3o Sebasti\u00e3o a afi\u00e7\u00e3o \u00e0 boa mesa \u00e9 comprovada com a celebra\u00e7\u00e3o de mostras      gastron\u00f3micas de talhe internacional e com a presen\u00e7a, dado o seu car\u00e1ter      de esta\u00e7\u00e3o de repouso e turismo, de uma grande variedade de restaurantes da      cozinha internacional.<\/p>\n<p>Da      Rioja o mais destacado dentro e fora da Espanha s\u00e3o os seus excelentes vinhos,      especialmente os tintos. Dos pratos podem-se dizer que destacam os que realizam-se      em base \u00e1 perdizes e cordeiro j\u00e1 seja em guisados ou assados aos que incorporam-se      o feij\u00e3o grande branco e outros legumes, os pimentos riojanos s\u00e3o t\u00e3o famosos      como os vascos pois procedem da mesma zona geogr\u00e1fica, sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 em      muitos casos como embrulho de diversas misturas de verduras ou carnes.<\/p>\n<p>Sendo uma zona de conflu\u00eancias da tradi\u00e7\u00e3o vasca, castelhana e francesa,      Navarra partilha uma cozinha similar \u00e0 riojana, perdizes e codornizes s\u00e3o      seu forte, tanto como a truta \u00e0 riojana combinada com presunto, ali\u00e1s, o seu      espetro gastron\u00f3mico amplia-se com os pratos nos que predomina o cordeiro,      como o assado ou o chilindr\u00e3o, no que acompanha-se de verduras e hortali\u00e7as      navarras de grande renome. <\/p>\n<p>Os peixes que recebe do Cant\u00e1brico se refletem nas excel\u00eancias da pescada,      o linguado ou o robalo, que cozinham-se igualmente com verduras e molhos.      Seus vinhos s\u00e3o de magn\u00edfica qualidade, especialmente os afrutados e brancos      doces.<\/p>\n<p>Arag\u00f3n      oferece pratos em base \u00e1 frango e cordeiro temperados com molhos de tomate,      cebola e pimentos, o ternasco \u00e9 um deles. Em Teruel sobressae a truta do Guadalaviar,      preparada ao escabeche e o gazpacho de bronchales, preparado com coelho de      ca\u00e7a. O uso de cogumelos, e animais de ca\u00e7a como o cervo \u00e9 com\u00fam na cozinha      aragonessa. Os sus vinhos s\u00e3o bons com a carater\u00edstica de ser densos, com      muito corpo, produz tanto tintos como brancos.<\/p>\n<p>Catalunha \u00e9 uma mistura do requinte franc\u00eas na gastronom\u00eda. \u00c9 muito mais      Mediterr\u00e2nia e menos \u00e1rabe que a do resto da Espanha, os molhos suaves e ex\u00f3ticos      banham muitos de seus pratos, especialmente os de azeite, sejam em carnes,      peixes ou verduras, acompanhados com frequ\u00eancia de frutos secos como as castanhas,      am\u00eandoas, passas e pinhones. <\/p>\n<p>Os embuchados mais suaves tamb\u00e9m tem grande arraigo na regi\u00e3o catal\u00e3, especialmente      o chamado butifarra. Entre as sobremesas destaca a crema catal\u00e3, esp\u00e9cie de      fl\u00e3 cremoso e doce. Os vinhos s\u00e3o tamb\u00e9m Mediterr\u00e2nios, suaves e doces, embora      Catalunha seja a terra do Cava.<\/p>\n<p>O      Levante \u00e9 outra regi\u00e3o espanhola t\u00edpicamente Mediterr\u00e2nia onde os mariscos      e peixes dominam o di\u00e1rio comer, se preparam salgaduras de boqueir\u00e3o e bonito      ou pratos como o cruet de pex e inclusive em certas zonas pode esperimentar-se      o ex\u00f3tico ouri\u00e7o do mar. Destaca internacionalmente a paella valenciana, arroz      combinado com mariscos de alta qualidade que adquire uma cor amarela pela      forma em que a cozinhada.<\/p>\n<p>O      arroz \u00e9 b\u00e1sico no Levante, sendo cozinhado de muitas diversas maneiras. As      sobremesas principais s\u00e3o os turr\u00f5es, bunhuelos de gerimum, p\u00e3o de figo e      frutos naturais da zona. Algumas zonas tem desenvolvido bebidas pr\u00f3prias como      Alcoy, que brinda o seu caf\u00e9 licor, o timonet e o herbero, especialmente durante      suas festas tradicionais.<\/p>\n<p>Andaluzia \u00e9 a regi\u00e3o espanhola que re\u00fane maior influ\u00eancia das culturas que      conquistaram Espanha, especialmente a \u00e1rabe. Predominam os pratos em base      peixes e mariscos com a carater\u00edstica de cozinhar-se de maneira mais seca,      para uma ingest\u00e3o mais f\u00e1cil. <\/p>\n<p>Os pesca\u00edtos fritos s\u00e3o tapas populares que podem encontrar-se f\u00e1cilmente.      O gazpacho \u00e9 o prato caldoso mais popular da Andaluzia. Os seus vinhos s\u00e3o      mais doces, destacando os de Jerez, M\u00e1laga e Montilla-Moriles.<\/p>\n<p>As      Ilhas Baleares tem uma cozinha t\u00edpicamente mar\u00edtima. Para dar variedade, incorpora      numerosas sopas e guisos de verduras como a sopa mallorquina e o tumbet em      base \u00e0 batatas, ab\u00f4boras e pimentos. Desta terra s\u00e3o tamb\u00e9m as chamadas cocas,      esp\u00e9cie de tortas de farinha que podem ser doces ou salgadas, assim como as      ensaimadas, muito extendidas por toda a pen\u00ednsula que \u00e9 uma qualidade de p\u00e3o      doce. A zona de Mah\u00f3n \u00e9 a terra da maionese e o queijo do mesmo nome elaborado      com leite de vaca.<\/p>\n<p>A      terra do centro, as comunidades mais extensas geogr\u00e1ficamente que s\u00e3o Castela      La Mancha, Castilha Le\u00f3n e Extremadura partilham uma cozinha similar.<\/p>\n<p>Predominam os pratos elaborados com carne roxa de vaca ou de porco, sendo      especial a vitela avilenha de sabor delicado e suave, os assados de cordeiro      e coelho, os presuntos e chouri\u00e7os com suas inumer\u00e1veis variedades, os pat\u00e9s      derivados das diferentes qualidades de gados da regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Os queijos como o manchego tem grande reputa\u00e7\u00e3o e oferecer frequentemente      em sua cozinha, os produtos do trigo se expresam em grande variedade de p\u00e3es      salgados e doces, assim como em biscoitos e sobremesas t\u00edpicas. <\/p>\n<p>As empadas recheadas de chouri\u00e7o, presunto e carne roxa s\u00e3o carater\u00edsticas      de v\u00e1rias regi\u00f5es e est\u00e3o relacionadas com a vida campestre de antigamente,      assim como com numerosas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os      vinhos, especialmente do Duero, s\u00e3o dos mais renconhecidos pelo gosto azedo,      enquanto que os de Valladolid e de Rueda s\u00e3o mais frescos e afrutados. Os      produtos do mar, embora n\u00e3o t\u00e3o abundantes como no resto da Espanha tamb\u00e9m      est\u00e3o presentes na regi\u00e3o, ali\u00e1s, cozinham-se de jeitos mais caldosos, acompanhados      de molhos ligeioas e legumes, entre os peixes, os de rio como as trutas, s\u00e3o      as que se consomem fritas.<\/p>\n<p>Entre as sobremesas destacam os mazapanes, as galetas e pe\u00e7as de trigo recheadas      de frutos secos como os pinh\u00f5es, as gemas de Santa Tereza e algumas pe\u00e7as      de repostaria com nomes t\u00edpicos das regi\u00f5es onde elaboram-se. <\/p>\n<p>Durante a ocupa\u00e7\u00e3o francesa, um grupo de franceses robar\u00e3o a documenta\u00e7\u00e3o      do Convento de S\u00e3o Benito em Alc\u00e1ntara, levando consigo um recet\u00e1rio que os      monges utilizavam para cozinhar.<\/p>\n<p>Entre      os pratos que ai expunham estavam a perdiz de Alc\u00e1ntara, os caracoles, a chanfaina      e as mormenteras, esp\u00e9cie de rosquilha recheada de am\u00eandoas e mel. Estes pratos      passaram fazer parte da gastronomia francesa e poucos sabem que na realidade      nasceram nas paredes de um Convento Espanhol mais perto do Portugal que do      mesmo Madrid.<\/p>\n<p>Por      \u00faltimo, em Madrid pode encontrar uma cozinha nacional e internacional muito      variada, carater\u00edstica de uma capital mundial, sem que isto impida que tenham      suas pr\u00f3prias especialidades como s\u00e3o os buchos e o cozido \u00e0 madrilenha. A      vantagem de assomar-se \u00e0 cozinha no Madrid reside nesse imenso mirante da      Espanha que \u00e9 esta cidade, com seus espa\u00e7os para cada uma das particularidades      de suas regi\u00f5es.<\/p>\n<h4>Compras<\/h4>\n<p>S\u00e3o      muitos e variados os produtos carater\u00edsticos das diversas regi\u00f5es da Espanha.      A variedade que a hist\u00f3ria tem deixado \u00e0 esta na\u00e7\u00e3o obriga \u00e0 conviv\u00eancia de      t\u00e9cnicas e estilos na ind\u00fastria t\u00e9xtil, artesanal e de joalheria que refletem-se      nos postos e lojas que oferecem suas mercadorias.<\/p>\n<p>Em      Madrid, a sua natureza de capital europea exige a conviv\u00eancia de toda qualidade      de produtos de origem nacional e estrangeiro. Nas ruas encontrar\u00e1 infinidade      de lojas de artesanatos t\u00edpicos das regi\u00f5es espanholas, docerias, bodegas,      lojas de moda, livrarias, galerias de arte e decora\u00e7\u00e3o, enfim, que em Madrid      pode encontrar de todo.<\/p>\n<p>Em      Gal\u00edcia, se produz obras de lou\u00e7a e porcelana do tipo industrializado em A      Corunha por uma parte, enquanto sobrevive a elabora\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica mais artesanal      em Orense e Brunho de um vidriado amarelado. Podem-se adquirir tamb\u00e9m pe\u00e7as      de cestaria em castanho e aveleira que vem bem \u00e0 vida dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>O Principado de Ast\u00farias tamb\u00e9m conta com uma atrativa oferta de cestaria      em aveleira e castanho, assim como com pe\u00e7as em madeira, produto dos bosques,      que resultam muito atrativas e escon\u00f4micas. <\/p>\n<p>Em Vizcaya e Navarra podem-se adquirir as famosas botas para guardar o vinho,      elaboradas em couro de vaca e ovelha, assim como pe\u00e7as de tape\u00e7aria variadas      e interessantes, uma heran\u00e7a de trabalho com o gado bovino permite que o trabalho      em couro seja consider\u00e1vel e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Em Castela e Le\u00f3n encontrar\u00e1 bons vinhos da Beira do Duero, trabalhos em      ouro e prata especialmente em filigrana com as carater\u00edsticas t\u00edpicas da zona,      pe\u00e7as de couro como malas e botas que destacam pela beleza na sua cor natural,      especialmente em Burgos. <\/p>\n<p>Em Salamanca a tradi\u00e7\u00e3o campestre e charra oferece excelentes selas de montar      em tamanho natural, ou em imita\u00e7\u00f5es pequenas do tipo decorativo, Tamb\u00e9m conta      com uma boa mostra de encaixes, capas e bordados assim como de obras em metal      que representam instrumentos e ut\u00e9is antigos. <\/p>\n<p>Zamora e Palencia s\u00e3o famosas pelas cobertas elaboradas em l\u00e3 pura, com atrativas      cores e \u00e0 pre\u00e7os acesiveis, uma de elas poderia alegrar o inverno por muitos      anos.<\/p>\n<p>A      Rioja \u00e9 famosa pelos seus excelentes vinhos, poss\u00edvelmente os melhores da      Espanha, motivo pelo qual conv\u00e9m fazer-se de alguma garrafa para levar para      casa no fim da viagem.<\/p>\n<p>Arag\u00f3n      tem uma cer\u00e2micaatrativa que pode desejar levar-se para casa. De influ\u00eancia      mud\u00e9jar, conserva as cores do Mediterr\u00e2nio: azul e branco. Por outra parte,      em Teruel conv\u00e9m adquirir a cer\u00e2micade matices verdes e violetas carater\u00edstica      da comunidade.<\/p>\n<p>\u00c0 seu passo por Castilha La Mancha poder\u00e1 encontrar formosos trabalhos artesanais,      especialmente de cozinha trabalhados em barro: fontes, sopeiras, jarr\u00f5es,      decorados em estilos com reminiscen\u00e7as da mistura das culturas que habitaram      esta zona. <\/p>\n<p>Talavera de la Reina \u00e9 conhecida pela sua cer\u00e2micaem toms azuis, verdes,      amarelos, laranjas e pretos, delicados e encantadores enxovales completos      ou pe\u00e7as soltas podem fazer a maravilha de lembrar este lugar para sempre      uma vez em casa. Menos conhecida, embora igualmente atrativa, \u00e9 a cer\u00e2micaem      toms verdes de Ponte do Arcebispo na comunidade de Toledo.<\/p>\n<p>Castela La Mancha \u00e9 tamb\u00e9m zona de magn\u00edficos trabalhos em metais. Encontrar\u00e1      um trabalho de orfevraria que conv\u00e9m levar para casa quanto menos em pequenas      mostras: o damasquinado toledano.<\/p>\n<p>Pelas estreitas ruas empedradas de Toledo ir\u00e3o encontrar as brilhantes pe\u00e7as      em a\u00e7o, bronze e ouro como espadas, esculturas, artigos de escrit\u00f3rio, rel\u00f3gios      e j\u00f3ias. Uma grande vantagem \u00e9 que se pode encontrar os mesmos modelos em      tamanho natural e em vers\u00f5es medianas e em graciosas miniaturas.<\/p>\n<p>Esta      m\u00e1gica cidade oferece-lhe a possibilidade de conseguir uma armadura com as      carater\u00edsticas reais da \u00e9poca, uma espada medieval, um capacete guerreiro      e sonhar com o passado ou levar um maravilhoso presente a alg\u00fam amigo. Toledo      tamb\u00e9m goza de uma boa reputa\u00e7\u00e3o em sus encaixos que deslumbram com formas      especialmente com motivos geom\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Na      zona de Cidade Real, especialmente em Almagro, os encaixos cativam pelas formas      rebuscadas e delicadas. Albacete oferece uma extraordin\u00e1ria mostra em cutelaria      tanto artesanal como industrial e dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Andaluzia      \u00e9 rica em trajes de algod\u00e3o e seda, pentes de carei que adornam o traje sevilhano      e, \u00e9 claro, castanholas. As suas mantilhas de seda, algod\u00e3o e bordados s\u00e3o      um trabalho muito fino e atrativo para o visitante pois trata-se de um produto      plenamente identificado com o espanhol. As pe\u00e7as t\u00e9xtis se expressam em frescos      len\u00e7\u00f3is e tapetes de cores vivas em zonas como Nijar, Alpujarras e C\u00e1diz.<\/p>\n<p>No artesanato a abund\u00e2ncia de estilos e t\u00e9cnicas fazem-o igualmente variado,      \u00e9 f\u00e1cil encontrar obras preciosas em cer\u00e2mica vidriada de reminisc\u00eancias \u00e1rabes,      assim como cestas e objetos em vime de alta qualidade. <\/p>\n<p>O couro \u00e9 outro dos atrativos da zona, especialmente em C\u00f3rdoba, onde os      couros cinzelados e policromados s\u00e3o conhecidos como guadameciles. Nas exclusivas      praias como Marbella a oferta em arte e moda \u00e9 sustancial, chegando as melhores      firmas do mercado.<\/p>\n<p>Murcia      \u00e9 a produtora de grande parte das figurinhas t\u00edpicas dos pres\u00e9pios natal\u00edcios      trabalhados em barro e cer\u00e2mica, pintados com cores brilhantes e atrativos,      sendo significativamente tradicionais os de Puente Tocinos ou S\u00e3o Javier.      Outro trabalho muito apreciado \u00e9 o que realiza-se com a seda, de qualidade      t\u00e3o alta e de grande originalidade.<\/p>\n<p>Na      Comunidade Val\u00eanciana destacam as pe\u00e7as de tape\u00e7aria e o cal\u00e7ado. O vime trabalha-se      com grande estilo e podem-se adquirir pe\u00e7as originais e frescas pre\u00e7os atrativos.      Em alguns lugares poder\u00e1 encontrar tamb\u00e9m originais armas antigas, como arcabuzes      e trabucos.<\/p>\n<p>Catalunha      \u00e9 uma zona com certo sotaque franc\u00eas. O seu principal \u00eanfase est\u00e1 na moda,      tanto pessoal como de decora\u00e7\u00e3o, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e a leitura. Um bom      livro, moderno ou antigo, \u00e9 uma presente que na Catalunha pode-se adquirir      com facilidade e oportunidade. Em Barcelona, sendo uma das cidades mais modernas      da Espanha, \u00e9 poss\u00edvel encontrar a maioria dos produtos que se produzem no      pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nas      ilhas Baleares destacam os produtos relacionados com o mar e s\u00e3o mundialmente      famosas as p\u00e9rolas de Malhorca. Os trabalhos neste material v\u00e3o desde singelos      an\u00e9is at\u00e9 complicados e ex\u00f3ticos enfeites combinados com outras pedras preciosas,      tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel a adquisi\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as soltas com as quais armar as cria\u00e7\u00f5es      pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>O      couro \u00e9 outro material que trabalha-se abundantemente. A palha e o esparto      tem despertado o engenho dos artes\u00f5es que elaboram preciosas obras de cestaria      e m\u00f3veis leves nestes materiais. Sendo uma zona de muito transito, fundamentalmente      europeu, os com\u00e9rcios das ilhas tem-se preocupado por oferecer ao fregu\u00eas      uma extensa gama de produtos de todo tipo e origem, fundamentalmente de moda.<\/p>\n<p>As      Ilhas Can\u00e1rias tem contado com uma grande tradi\u00e7\u00e3o em trabalho com pe\u00e7as de      cestaria, artesanato em madeira e produtos do mar. Tamb\u00e9m podem adquirir-se      delicados e exclusivos bordados em materiais frescos e naturais que ir\u00e3o lembrar      sempre a beleza e originalidade deste lugar do mundo.<\/p>\n<h4>Popula\u00e7\u00e3o e Costumes<\/h4>\n<p>A      grande tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que levou Espanha \u00e0 ser um territ\u00f3rio conquistado      e posteriormente um grande conquistador prevalece no car\u00e1ter da sua gente.      Herdeiros de uma cultura que mistura com alegria religi\u00f5es e ideologias variadas,      que esfor\u00e7ou-se durante s\u00e9culos para estabelecer uma unidade, os espanh\u00f3is      tem desenvolvido um marcado acento hospitalero e cordial que defronta-se com      uma necessidade auto-protetora de isolamento interior.<\/p>\n<p>De      repente s\u00e3o muito europeus com um ar de auto-sufici\u00eancia e desesperanza, e      num instante balan\u00e7am para o lado vivaz e quente da sua natureza latina e      mu\u00e7ulmana desfrutando dos prazeres da vida, sendo hospitaleros e orgulhosos      da sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Longos      anos de luta pela unidade nacional contrastam com um marcado sentido regionalista      que prevalece por cima do nacionalismo carater\u00edstico de outros pa\u00edses. Os      espanh\u00f3is s\u00e3o primeiro castelhanos, catal\u00e3es, vascos, andaluzes ou galegos      que espanh\u00f3is, s\u00e3o primeiro da sua terra que da sua na\u00e7\u00e3o, da sua l\u00edngua regional      que do espanhol que orgulha-les perante o mundo como l\u00edngua prol\u00edfica em beleza      po\u00e9tica e narrativa.<\/p>\n<p>Este sentido regionalista leva-os \u00e0 lutar em solidaridade pela conserva\u00e7\u00e3o      das tradi\u00e7\u00f5es, costumes e hist\u00f3ria com singular paix\u00e3o. Cada comunidade, cada      prov\u00edncia e povoa\u00e7\u00e3o conservam quase intatas lendas e h\u00e1bitos da sua \u00e9poca      medieval e inclusive da heran\u00e7a romana. <\/p>\n<p>Os <strong>espanh\u00f3is<\/strong> cuidam do seu passado com tanto fervor que      tornam-o presente em cada celebra\u00e7\u00e3o, em cada repeti\u00e7\u00e3o oral ou encenada das      suas costumes fazendo um constante viagem entre o ontem e o hoje.<\/p>\n<p>Este      af\u00e3o por manter o passado traslada-se \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f4nio hist\u00f3rico      f\u00edsico: igrejas, mosteiros, conventos, becos, pra\u00e7as e casas de personagens      que tem deixado pegada \u00e0 seu passo pela hist\u00f3ria, s\u00e3o protegidas e mimadas      pelo Estado, pero, como se fosse um trabalho exclusivo dos habitantes, grande      parte deles deleita-se em conservar os mitos e hist\u00f3rias que d\u00e3o vida esses      lugares e em narr\u00e1-los com detalhe aos visitantes quando apresenta-se ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Perdido      nos s\u00f4t\u00e3os do Escorial ou nas trincheiras do Alc\u00e1cer em Toledo, por citar      exemplos, o visitante que tenha escutado um espanhol narrar a hist\u00f3ria desse      lugar pode chegar sentir a vitalidade de uma \u00e9poca passada, as for\u00e7as que      acumuladas templaram o complexo car\u00e1ter hispano.<\/p>\n<p>Em      soma, o espanhol orgulha-se do seu passado, do seu car\u00e1ter ferrenho e conquistador      e das evid\u00eancias que o tempo e a hist\u00f3ria deixaram sob seu cuidado na sua      geograf\u00eda. Como contraste, o presente os angustia, parece-lhes uma inecess\u00e1ria      jogada do destino sem frutos, sem vis\u00e3o e nem esperanza pelo futuro.<\/p>\n<p>As      crises escon\u00f4micas que a Espanha do s\u00e9culo XX tem tido que enfrentar fizeram      aflorar o outro lado do car\u00e1ter ib\u00e9rico que identifica-o mais com os atuais      sentimentos geralizados europeus: o lado sem esperanza e sem sonhos, o de      prote\u00e7\u00e3o excesiva de suas fontes de emprego e a vis\u00e3o, as vezes estranha,      de uma compet\u00eancia constante com as outras na\u00e7\u00f5es europeas.<\/p>\n<p>Neste      sentido, Espanha \u00e9 um pa\u00eds sombr\u00edo cuja taxa de natalidade, sinal da vis\u00e3o      popular para o futuro, tem descido quase at\u00e9 o zero, onde os j\u00f3vens passam      as noites nas ruas e bares \u00e0 viver sem conviver entre drinques, m\u00fasica e cigarros,      onde os habitantes da terceira idade abundam e a solid\u00e3o mina-lhes a exist\u00eancia      sem maiores recursos que as lembran\u00e7as de tempos mais felizes.<\/p>\n<p>Em t\u00e9rmos gerais o n\u00edvel de vida \u00e9 alto e a povoa\u00e7\u00e3o goza sem grandes esfor\u00e7os      de servi\u00e7os sociais indispens\u00e1veis como os de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e vivenda. O      emprego \u00e9 escasso, mas existe o seguro de desemprego que permite sobrevivir      por um tempo. <\/p>\n<p>Os jovens de 25 \u00e0 30 anos s\u00e3o os que com maior dificuldade ir\u00e3o colocar-se      no mercado laboral. <strong>Por\u00e9m, a vida mant\u00e9m para os espanh\u00f3is a sua alegria      prazenteira na hora do bar, que visitam t\u00e3o assiduamente como antanho visitaram      a igreja:<\/strong> \u00e0 meia manh\u00e3, \u00e0 meia tarde e pela noite, as tapas variadas      de queijo, omelete espanhol, ovo, pressunto, mariscos ou batatas, acompanham      essa escapada ao bar na que se bate um papo com os amigos.<\/p>\n<p>E se por uma parte uma capa de desesperanza cobre \u00e0s novas genera\u00e7\u00f5es espanholas,      por outra mant\u00e9m-se assombrosamente o humanismo que no s\u00e9culo XVI elevaram      os fil\u00f3sofos e escritores espanh\u00f3is. <\/p>\n<p>Embora que o mundo em geral acha imerso em processos de modifica\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos      b\u00e1sicos marcados pelas novas formas de trabalho industrial e comercial, na      Espanha prevalece o costume de fazer um alto ao mediod\u00eda, entre as 14 e as      16 horas para comer em casa com a fam\u00edlia, pelas noites, o jantar realiza-se      em volta das 22:00 horas para dar passo a uma vida noturna agitada que permite      aflorar o lado barulhento do car\u00e1ter do espanhol.<\/p>\n<p>O      comprimento de dois beijos, um em cada face, \u00e9 talvez a maior cortesia f\u00edsica      que os hispanos oferecem sem pudor aos visitantes, com isso revelam que a      igualdade abarca aos estrangeiros pois comprimentam igual que aos seus conterr\u00e2neos      sem nenhum reparo. Por\u00e9m, outra clase de contatos f\u00edsicos entre as pessoas      reserva-se aos namorados ou os velhos amigos e \u00e9 inusual que a gente seja      muito expressiva neste sentido.<\/p>\n<p>Entre os homems, este contato reserva-se \u00e0 estreitar as m\u00e3os sem muita efusividade.      A fala \u00e9 r\u00e1pida embora n\u00e3o se tenha pressa e o tom acostuma ser imperativo      sem que isso indique superioridade, enojo ou distancia. <\/p>\n<p>Os espanh\u00f3is s\u00e3o muito diretos e expressivos verbalmente em suas opini\u00f5es      e ju\u00edzos e quem n\u00e3o h\u00e1 entendido previamente pode sentir-se v\u00edtima do enfado      inexistente do seu interlocutor, por contraste, s\u00e3o redundantes em suas informa\u00e7\u00f5es      e \u00e9 necess\u00e1ria uma grande dosis de paci\u00eancia quando trata-se de estabelecer      t\u00e9rmos de interc\u00e2mbio comercial ou pessoal ou quando solicita-se ajuda e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um h\u00e1bito espanhol que de entrada mexe com o visitante, especialmente se      n\u00e3o partilha o gosto, \u00e9 a paix\u00e3o pelo tabaco. \u00c9 poss\u00edvel que em nenh\u00fam outro      lugar do mundo se fume t\u00e3o livre e constantemente. <\/p>\n<p>Ainda nos lugares onde proibe-se fumar, de acordo \u00e0s leis que internacionalmente      tem-se tentado impor, os espanh\u00f3is fazem por n\u00e3o abandoar este h\u00e1bito que,      mesmo que seja pessoal, pode considerar-se nacional, inclusive nos espet\u00e1culos      p\u00fablicos e em alguns programas de T.V., n\u00e3o fique surpreso se aparecer alguma      pessoalidade fumando um cigarro.<\/p>\n<p>Para      o seu agrado, no caso de ser fumador, o tabaco talvez seja um dos poucos produtos      que poder\u00e1 encontrar sem reparo \u00e0 qualquer hora do dia ja seja em estancos      (tabacarias oficiais do estado), nos bares ou nas numerosas e socorridas m\u00e1quinas      autom\u00e1ticas para isto.<\/p>\n<p>O costume de respeitar os hor\u00e1rios para comer, assim como essa paix\u00e3o e culto      que os habitantes da pen\u00ednsula impoem \u00e0 sua noite \u00e9 a causa de que os hor\u00e1rios      comerciais sejam t\u00e3o ben\u00e9volos. <\/p>\n<p>Pelas manh\u00e3s n\u00e3o encontrar\u00e1 aberta nenhuma loja, frutaria, mercado ou qualquer      servi\u00e7o antes das 9 da manh\u00e3 e inclusive talvez deva esperar at\u00e9 as 10, no      meio dia a gente retira-se para comer e as lojas e servi\u00e7os fecham de 14 \u00e0s      16 ou 17 horas, na tarde, \u00e0s 20.00 h. come\u00e7am a ver-se cair as portas dos      com\u00e9rcios. <\/p>\n<p>Os \u00fanicos lugares que permanecem abertos de maneira continua s\u00e3o os grandes      armaz\u00e9ns, geralmente com tend\u00eancia de mercado estrangeira, os restaurantes      e bares.<\/p>\n<h4>Entretenimento<\/h4>\n<p>A      diversidade da pen\u00ednsula, tanto geogr\u00e1fica como hist\u00f3ricamente, gera uma oferta      recreativa insuper\u00e1vel. Poucos pa\u00edses tem, num territ\u00f3rio t\u00e3o pequeno, uma      variedade t\u00e3o grande de atividades e possibilidades para todos os gostos,      idades e econ\u00f4mias.<\/p>\n<p>Se      o seu \u00e9 a a\u00e7\u00e3o, encontrar\u00e1 nos parques nacionais como os Picos da Europa,      o Parque de Ordesa em Catalunha ou os Pirineos facilidades para praticar o      esqu\u00ed no inverno, ou alpinismo, ou senderismo. Durante o ver\u00e3o as possibilidades      ampliam-se \u00e0 pratica do pirag\u00fcismo nos numerosos rios que cobrem Espanha,      no submarinismo nas grutas da zona cant\u00e1brica ou nas praias do Levante e Andaluzia.<\/p>\n<p>O norte oferece com muito as atividades mais rudes e ecol\u00f3gicas da Espanha.      O acesso \u00e0 praias com ondas mais fortes e ventos mais duros, convertem lugares      da cordilheira cant\u00e1brica no lugar ideal para o surfing ou a navega\u00e7\u00e3o \u00e0 vela      com coragem. <\/p>\n<p>As zonas de montanha brindam possibilidades infinitas de divers\u00e3o no turismo      ecol\u00f3gico, fazendo percursos combinados a p\u00e9 e em todo terreno ou bicicleta      pelas margens dos rios e colinas das serras espanholas.<\/p>\n<p>Se      as atra\u00e7\u00f5es que apasionam-lhe s\u00e3o de car\u00e1ter primitivo, um percurso pela zona      cant\u00e1brica para chegar aos d\u00f3lmenes e \u00e0s numerosas grutas com restos pr\u00e9-hist\u00f3ricos      ir\u00e3o faz\u00e9-lo feliz, se continuar pelo Levante encontrar\u00e1 o mesmo contraste      clim\u00e1tico e visual que os antigos homems da idade de pedra afrontaram, culminando      com um bom mergulho nas hipn\u00f3ticas \u00e1guas do Mediterr\u00e2nio.<\/p>\n<p>Os      amantes da hist\u00f3ria e a cultura n\u00e3o terminariam jamais de olhar somente o      que Espanha guarda nas cidades. Talvez seja recomend\u00e1vel abarcar por zonas      e dirigir-se segundo seja o interesse, por exemplo, se a atra\u00e7\u00e3o \u00e9 o mundo      \u00e1rabe, nada melhor que um percurso desde C\u00e1diz at\u00e9 Alicante, onde tem ficado      o esp\u00edrito mu\u00e7ulmano, tamb\u00e9m pode combinar-se com uma visita \u00e0 Ceuta e Melilla      para entrar num contato mais direto com a atualidade da cultura do deserto      e perder-se na contempla\u00e7\u00e3o das casas brancas e da cor da areia.<\/p>\n<p>Se      por outra parte sonha com reis e princesas, muitas das cidades e vilas espanholas      oferecem um encontro com a Idade Media e o Renascimento atrav\u00e9s dos edif\u00edcios      e jardins, embora poss\u00edvelmente o mais recomend\u00e1vel seria chegar-se s zonas      do interior em Castilha e Le\u00f3n ou em Castilha La Mancha. Perder a no\u00e7\u00e3o do      tempo viajando pela hist\u00f3ria \u00e9 um prazer que na Espanha vale a pena.<\/p>\n<p>Seguir um caminho de tradi\u00e7\u00e3o religiosa como o Caminho de Santiago por qualquer      de suas m\u00faltiplas rotas, \u00e9 atrativo para muitos turistas. As peregrina\u00e7\u00f5es      esta cidade, especialmente durante o ver\u00e3o, s\u00e3o um encanto aos olhos inclusive      dos que n\u00e3o professam alguma religi\u00e3o.<\/p>\n<p> Esse caminho que mant\u00e9m vestigios do ontem, revela \u00e0 humanidade no seu ponto      mais puro, a sua f\u00e9, e permite adentrar-se na mentalidade dos homems daquela      \u00e9poca sentindo em parte as ilus\u00f5es e os desencantos que afrontaram.<\/p>\n<p>Um      percurso pelas principais catedrais, conventos e abadias da Espanha pode ser      uma aventura para os amantes da arquitetura e a pintura. Dizer isto porque      \u00e9 quase uma norma que as obras mais relevantes deste tipo sejam como o tronco      de uma \u00e1rvore que va somando an\u00e9is \u00e0 sua estrutura na medida que incorporam-se      os anos, as grandes obras arquitet\u00f4nicas da Espanha iniciaram-se na Baixa      Idade M\u00e9dia, com um estilo simples e austero e foram modificando-se at\u00e9 a      etapa moderna passando por v\u00e1rios estilos que tem ficado na sua estrutura      como uma viv\u00eancia mais do tempo.<\/p>\n<p>O ar misterioso de combinada modernidade e antig\u00fcidade colocam-o Pa\u00eds Vasco      e Cantabria, as suas cidades e vilas oferecem o contraste hist\u00f3rico envolvido      na bruma cinzenta das cidades do norte com o espirito celta que permanece      escondido, como um gnomo, nas entranhas hist\u00f3ricas desta zona.<\/p>\n<p> Lendas antigas como a do Ogro Preto ir\u00e3o assalt\u00e1-lo ao acercar-se a sua      gente, porque n\u00e3o h\u00e1 que esquecer que os espanh\u00f3is relatam gostosos a sua      hist\u00f3ria, especialmente a antiga.<\/p>\n<p>Para      os que procuram a modernidade ao completo, as zonas da Catalunha, com Salou      e seu parque de divers\u00f5es Port Aventura ou o Tibidabo em Barcelona, s\u00e3o ideais.      Gozar de um espa\u00e7o de divers\u00e3o pura, sem necessidade de encobrimentos culturais      ou hist\u00f3ricos que justifiquem a viagem \u00e9 uma delicia nestas regi\u00f5es que combinam      a acelera\u00e7\u00e3o de suas cidades com a calma dos hot\u00e9is e pontos tur\u00edsticos. Uma      trai\u00e7\u00e3o a esse espirito do s\u00e9culo XX poderia justificar-se ao aproveitar e      visitar os restos que romanos e cartagineses deixaram nesta zona sem prejuicio      do interesse pela modernidade na divers\u00e3o.<\/p>\n<p>A sofistica\u00e7\u00e3o no ver\u00e3o fica nas Ilhas Baleares e Ilhas Can\u00e1rias. Terra de      turistas, as ilhas oferecem uma imelhor\u00e1vel oferta tur\u00edstica e de atra\u00e7\u00f5es      nos centros noturnos, campos recriativos de golfe, t\u00eanis ou infantis. <\/p>\n<p>Com um clima mais quente, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que numerosos europeus procurem      estas zonas para bronzear a pele e desfrutar do mar, conhecendo o calor dos      nativos. Em Can\u00e1rias al\u00e9m, podem-se vivir v\u00e1rios sonhos \u00e0 vez que v\u00e3o desde      a praia, a cidade, a vida noturna at\u00e9 a aventura de cruzar um pequeno deserto      \u00e0 lombos de camelo.<\/p>\n<p>A      navega\u00e7\u00e3o pelos rios da Espanha conta com o adicional atrativo da proximidade      de cidades com encanto. H\u00e1 numerosas empresas em diversos lugares do pa\u00eds      que oferecem curtos percursos em barcos, iates ou em atividades mais pessoais      nas que o turista dirige sua pr\u00f3pria embarca\u00e7\u00e3o. A pesca nos estu\u00e1rios, especialmente      no norte, \u00e9 outra atividade interessante que vale a pena experimentar cuidando      sempre que se trate de uma zona autorizada.<\/p>\n<p>Os numerosos museus que cada cidade oferece, por pequena que seja, ficam      para recuperar informa\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria de uma infinidade de temas. \u00c9 verdade      que a grande maioria de eles s\u00e3o de car\u00e1ter mobili\u00e1rio e religioso, mas tamb\u00e9m      h\u00e1 excelentes galerias modernistas, principalmente em Madrid e Barcelona,      que geram um impacto profundo ao contrastar seu contenido com a paisagem espanhola      cheia de pe\u00e7as antigas. <\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m os museus tem\u00e1ticos que dedicam-se resgatar informa\u00e7\u00f5es de      um tema geralmente relacionado com a zona, assim como os museus de curiosidades,      como o de Naipes em Vitoria. N\u00e3o esque\u00e7a dedicar sempre uma boa quantidade      de tempo para eles e considerar que s\u00e3o lugares muito concorridos, motivo      que obrig\u00e1-lo h\u00e1 fazer fila para obter entradas e para observar o que os museus      oferecem.<\/p>\n<p>E se toda esta riqueza n\u00e3o basta para saciar um espirito turista, a vida      nas ruas \u00e9 outro ponto de interesse, com suas lojas e mercados grandes ou      pequenos, com sua gente conversando nos terra\u00e7os enquanto bebe um caf\u00e9, com      os bares lotados \u00e0 meia manh\u00e3 e meia tarde para comentar o acontecer diario.    <\/p>\n<p>Perder-se intencionadamente entre os espanh\u00f3is, andar ao lado como um deles      \u00e9 uma aventura em ocasi\u00f5es mais excitante e inesperada que mergulhar num a      gruta pr\u00e9-hist\u00f3rica ou percorrer os r\u00e1pidos de um rio.<\/p>\n<p>Nas      noites, a vida da oscuridade e luz artificial \u00e9 tanto ou mais abundante quanto      a diurna. Jamais ficar\u00e1 sem lugares onde ir entre bares, discotecas, teatros,      cinemas e ruas. Se a noite est\u00e1 terminando, bastar\u00e3o uns segundos para que      o relevo diurno abra suas portas e voc\u00ea possa, se o deseja, continuar de festa.      Antes de visitar Espanha, poupe energ\u00eda, que ir\u00e1 precisar para desfrutar ao      m\u00e1ximo da agitada vida da pen\u00ednsula.<\/p>\n<h4>Festividades<\/h4>\n<p>Espanha      tem-se caraterizado pelos ambientes soleados e o folclore.<\/p>\n<p><strong>Por\u00e9m,      Espanha \u00e9 tamb\u00e9m um lugar em perp\u00e9tua festa onde algumas das celebra\u00e7\u00f5es tem      atingido fama internacional:<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Fevereiro:\u00a0<\/b>Na        Espanha celebram-se os carnavais em todos os povos e cidades. Os mais interessantes        pela sua espetacularidade s\u00e3o os de C\u00e1diz (Andaluzia) e Santa Cruz de Tenerife        (Ilhas Can\u00e1rias).<\/p>\n<p><b>Mar\u00e7o:<\/b>\u00a0\u00c9        o m\u00eas das Falhas de Val\u00eancia (Comunidade Valenci\u00e3). Do 12 ao 19 a cidade        \u00e9 invadida por enormes e engra\u00e7adas figuras de cart\u00e3o-piedra, que queimam-se        o dia 19.<\/p>\n<p><b>Abril:\u00a0<\/b>A        Semana Santa \u00e9 celebrada no pa\u00eds todo com numerosas process\u00f5es religiosas        de grande tradi\u00e7\u00e3o e beleza. Destacam as de Sevilha e M\u00e1laga (Andaluzia),        Valladolid e Zamora (Castilha e Le\u00f3n) e Cuenca (Castilha La Mancha). Em        Alcoy (Alicante) do 22 ao 24 tem lugar a festa de Moros e Crist\u00e3os, na que        seus habitantes vestem com trajes de \u00e9poca. Em Sevilha celebra-se a F\u00e9ria        de Abril, onde o vinho de jerez, as sevilhanas e centos de barracos comp\u00f5em        de festa toda Andaluzia.<\/p>\n<p><b>Maio:\u00a0<\/b>O        Roc\u00edo, uma tradicional process\u00e3o andaluza, de cavalo e em carro\u00e7as, at\u00e9        a ermita da Virgem do Roc\u00edo em Almonte, Huelva.<\/p>\n<p><b>Julho:<\/b>\u00a0Os        S\u00e3o Fermines do 6 ao 14, em Pamplona. Os mo\u00e7os correm perante os touros,        pelas ruas da cidade. Uma das cenas mais carater\u00edsticas da Espanha.<\/p>\n<p><b>Agosto:<\/b>\u00a0\u00c9        o m\u00eas da maioria das festas das povoa\u00e7\u00f5es. Conciertos, quermesses, m\u00fasica        e dan\u00e7a em todas as pra\u00e7as da Espanha. Destaca a Festa da Tomatina em Bunhol        (Valencia), onde o povo se bate num a batalha com toneladas de tomates maduros.<\/p>\n<p><b>Outubro:\u00a0<\/b>O        dia 12, a festa do Pilar, sobre tudo em Zaragoza.<\/p>\n<p><b>Dezembro:<\/b>\u00a0O        turr\u00e3o e os doces colocam sabor \u00e0s festas natal\u00edcias. Sobressaem a celebra\u00e7\u00e3o        da Noite de Natal na Porta do Sol, em Madrid.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Festivais<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Festival        Internacional de Santander:\u00a0<\/strong>Julho        e Agosto<\/p>\n<p><strong>Festival        de Teatro de M\u00e9rida. No cen\u00e1rio do teatro romano:<\/strong>\u00a0Junho-Agosto<\/p>\n<p><strong>Festival        Nacional de Teatro Cl\u00e1sico de Almagro:\u00a0<\/strong>Setembro<\/p>\n<p><strong>Festival        de Outono em Madrid:\u00a0<\/strong>Setembro-Outubro.<\/p>\n<p><strong>Festival        Internacional de Cinema de S\u00e3o Sebasti\u00e3o:<\/strong>\u00a0Setembro<\/p>\n<p><strong>Semana        Internacional de Cinema de Valladolid:\u00a0<\/strong>Outubro.<\/p>\n<p><strong>Festival        Internacional de Cinema Fant\u00e1stico em Sitges:<\/strong>\u00a0Outubro.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Transportes<\/h4>\n<p><strong>Avi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O      grupo Iberia \u00e9 a companhia a\u00e9rea estatal que cobre todos os enlaces na Espanha      e comprende as seguintes linhas: Iberia, Viva Air, Aviaco, Binter Mediterr\u00e2nio,      Binter Can\u00e1rias, Aerol\u00edneas Argentinas, Austral, Viasa e Ladeco.<\/p>\n<p>Perto      de 30 aeroportos na Espanha est\u00e3o abertos ao tr\u00e1fico internacional. Os principais      aeroportos s\u00e3o o aeroporto Internacional de Barajas, em Madrid e o aeroporto      Internacional O Prat em Barcelona.<\/p>\n<p>As      principais cidades da Espanha como Bilbao, Sevilha, Zaragoza, Santiago de      Compostela, M\u00e1laga, Alicante, Val\u00eancia, Pamplona, Jerez da Fronteira, Santa      Cruz de Tenerife, As Palmas de Gr\u00e3 Can\u00e1ria, Ibiza ou Palma de Malhorca est\u00e3o      comunicadas por via a\u00e9rea com v\u00f4os regulares de Iberia. Durante a temporada      de ver\u00e3o e Natal proliferam os v\u00f4os especiais charter entre as prov\u00edncias      e os destinos tur\u00edsticos.<\/p>\n<p><strong>Barco<\/strong><\/p>\n<p>A      rede mar\u00edtima na Espanha, que no passado se convertiu na primeira pot\u00eancia      mundial e na grande exploradora, \u00e9 atualmente muito mais reduzida. Como zona      receptora de mercadorias do mundo todo, Espanha segue sendo uma grande pot\u00e9ncia      pois sua situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica coloca-la como entrada \u00e0 Europa continental em      todos os sentidos.<\/p>\n<p>No relativo aos barcos como meio tur\u00edstico, a zona do Mediterr\u00e2nio \u00e9 a que      mais movimento e possibilidades oferece. Existem com frequ\u00eancia transbordadores      e cruzeiros que permitem o deslocamento aos territ\u00f3rios espanh\u00f3is para Ceuta      e Melilla, com os quais abre-se o horizonte para o continente africano. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m navegam barcos que realizam com fluidez o trajeto entre a pen\u00ednsula      e as ilhas Baleares (Malhorca, Menorca e Ibiza). Companhias como Transmediterr\u00e2nea      e Costa Cruzeiros oferecem cruzeiros pelo Mediterr\u00e2nio.<\/p>\n<p>A      navega\u00e7\u00e3o privada \u00e9 frequente nas zonas de grande renome tur\u00edstico como Marbella      e a Costa do Sol. H\u00e1 empresas que alugam botes, barcos e iates por dias e      semanas com ou sem tripula\u00e7\u00e3o. Na costa cant\u00e1brica acontece uma frequente      navega\u00e7\u00e3o de navios que v\u00e3o para o norte europeu, especialmente \u00e0 Inglaterra.<\/p>\n<p>Da      Gal\u00edcia as sa\u00eddas de barco tem dois destinos em geral: o Nuevo Mundo e Portugal.      H\u00e1 atrativos cruzeiros que percorrem esta zona costeira que une Espanha e      Portugal. O resto dos portos s\u00e3o, em geral, zonas de portos pesqueiros, de      carrega e para as embarca\u00e7\u00f5es de entretenimento.<\/p>\n<p><strong>Trem<\/strong><\/p>\n<p>Existe      uma extensa rede ferroviaria (RENFE, empresa estatal) que une a maioria de      vilas e cidades da Espanha. Existem duas qualidades diferentes: primeira e      segunda. Por outro lado, pode-se adquirir uma &#8220;Tarjeta Tur\u00edstica&#8221;,      que permite a livre circula\u00e7\u00e3o sem l\u00edmite de quilometragem. Est\u00e1 dispon\u00edvel      em per\u00edodos de 8, 15 e 22 dias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos trens ordinarios e dos vag\u00f5es-cama, existe o AVE (trem de alta velocidade)      que une as cidades de Madrid e Sevilha. Respeito aos trens tur\u00edsticos destacam      o &#8220;Expresso Al-Andalus&#8221; e o &#8220;Transcant\u00e1brico&#8221;. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existem nos per\u00edodos tur\u00edsticos viagens especiais que percorrem uma      zona determinada e combinam a impress\u00e3o da paisagem com a mostra aos passageiros      de elementos gastronomicos pr\u00f3prios da regi\u00e3o que atravessam, um exemplo disso      \u00e9 o trem Madrid-Aranjuez, ou o que, rememorando tempos de princ\u00edpios do s\u00e9culo      leva os turistas por um percurso ao longo do Pa\u00eds Vasco, num aut\u00e9ntico comboio      antigo acondicionado com as comodidades modernas.<\/p>\n<p>H\u00e1      linhas que partem e chegam em Madrid, \u00e0s esta\u00e7\u00f5es de Atocha, Chamart\u00edn ou      Pr\u00edncipe P\u00edo, mas tamb\u00e9m h\u00e1 linhas que cruzam a pen\u00ednsula em outros sentidos      como o trem que percorre Castelha e Le\u00f3n at\u00e9 o Pa\u00eds Vasco, ou o que vai de      Gal\u00edcia \u00e0 Bilbao.<\/p>\n<p>Utilizar      este meio de transporte garantiza um servi\u00e7o comodo, uma vista atrativa. No      relativo \u00e0 paisagem e uma poupan\u00e7a escon\u00f4mica pois suas tarifas s\u00e3o, pelo      geral, mais escon\u00f4micas que qualquer outro meio. As passagens preferentemente      devem ser compradas com anteced\u00eancia, especialmente nas temporadas de grande      movimento tur\u00edstico e nos destinos muito solicitados como Madrid.<\/p>\n<p><strong>\u00d4nibus<\/strong><\/p>\n<p>Dentro do pa\u00eds \u00e9 a maneira mais popular para deslocar-se. Numerosas companhias      oferecem seus servi\u00e7os e s\u00e3o concessionarias de rotas por zonas segundo as      prov\u00edncias. Os \u00f4nibus mant\u00e9m um estado impec\u00e1vel e contam com variados hor\u00e1rios      e tarifas entre as cidades capitais e as pequenas cidades no interior. <\/p>\n<p>A maior parte das linhas disp\u00f5em de unidades novas provistas de ar acondicionado,      servi\u00e7o de r\u00e1dio e v\u00eddeo. Em algumas ocasi\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio trocar de linha      comercial, pois se entra em territ\u00f3rio concessionado a outra companh\u00eda. embora      esta aparente incomodidade, a seguran\u00e7a no relativo aos hor\u00e1rios, pre\u00e7os e      datas de sa\u00edda, assim como a grande oferta comercial \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os n\u00e3o guardam estreita rela\u00e7\u00e3o com as distancias, como poderia supor,      mas com as companhias que operem na zona e o grau de tr\u00e2nsito da mesma. <\/p>\n<p>Geralmente \u00e9 mais barato o trajeto se comprar ao mesmo tempo uma passagem      de ida e volta que se faz por separado. \u00c9 poss\u00edvel datar as passagens de regreso      at\u00e9 com um pre\u00e7o de um ano.<\/p>\n<p>Desde Madrid quase podem-se fazer as liga\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para chegar em      qualquer lugar da Espanha. O maior inconveniente \u00e9 a inexisten\u00e7a, como em      outros pa\u00edses, de uma central onde chegam todas as linhas provenientes de      diversos pontos do pa\u00eds pois cada companhia conta com seu pr\u00f3prio espa\u00e7o.    <\/p>\n<p>Este fato deve levar-se em conta no momento de planejar a viagem j\u00e1 que,      tentar fazer um transbordo de uma companhia \u00e0 outra num dia e hora de tr\u00e1fico      intenso representa considerar um tempo extra para o mesmo. <\/p>\n<p>Os descontos n\u00e3o s\u00e3o a norma neste meio de transporte e reservam-se quase      exclusivamente aos pensionistas e jubilados do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Existem numerosas companh\u00edas, algumas nacionais e outras locais, que ofertam      viagens tur\u00edsticos organizados em \u00f4nibus, combinando com atrativas op\u00e7\u00f5es      de alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>As vantagems nestes casos s\u00e3o a economia do tempo em chegar a um destino,      o acesso at\u00e9 os lugares tur\u00edsticos mais representativos e uma economia de      recursos consider\u00e1vel com respeito \u00e0s tarifas regulares das linhas comerciais.<\/p>\n<p><strong>Carro<\/strong><\/p>\n<p>Espanha      conta com uma rede vi\u00e1ria de 31.700 Km, dos quais 2.000 correspondem a estradas      (ped\u00e1gio) e autov\u00edas.<\/p>\n<p>O carro \u00e9 um meio amplamente popularizado nas estradas e interiores urbanos      da Espanha. Os problemas b\u00e1sicos que enfrenta seu uso s\u00e3o o elevado e flutuante      pre\u00e7o das gasolinas e a falta de espa\u00e7o para estacionar. <\/p>\n<p>Mesmo assim, alugar um carro e deslocar-se nele tem as vantagens da rapidez      e a dire\u00e7\u00e3o do destino com as carater\u00edsticas que o turista queira-lhe imprimir,      sem ter que ver-se obrigado \u00e0s paradas que os \u00f4nibus fazem em determinados      lugares.<\/p>\n<p>As      estradas espanholas tem um magn\u00edfico estado em geral. Em todas as estradas      e autovias existem zonas de descanso convenentemente sinalizadas junto a bombas      de gasolina, lanchonetes, servi\u00e7os sanit\u00e1rios e pequenas lojas.<\/p>\n<p><strong>Transporte P\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p>Em Madrid existem v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de transportes p\u00fablicos. O metro liga toda      a cidade com dez linhas que funcionam \u00e0 partir das 6:00 h. at\u00e9 a 1:30 h. O      pre\u00e7o por trajeto \u00e9 acess\u00edvel embora se reduz bastante se adquire um bono      de 10 trajetos. <\/p>\n<p>A maior parte das esta\u00e7\u00f5es est\u00e3o ligadas com linhas de \u00f4nibus urbanos, de      tal jeito que os trajetos resultam comodos e seguros. Uma das principais carater\u00edsticas      do Metr\u00f4 de Madrid \u00e9 sua dire\u00e7\u00e3o que resulta contr\u00e1ria da maioria dos Metr\u00f4s      do mundo: \u00e9 pela esquerda.<\/p>\n<p>Os \u00f4nibus urbanos s\u00e3o de cor vermelha e est\u00e3o numerados (al\u00e9m dos nomes do      princ\u00edpio e fim da rota) segundo o trajeto que realizam. Nas esta\u00e7\u00f5es de parada      h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o clara do trajeto. S\u00e3o limpos e seguros embora mais custosos      e menos funcionais que o metr\u00f4. <\/p>\n<p>Se pensa estar muito tempo em Madrid, \u00e9 conveniente adquirir um bono mensual      com o que se pode utilizar o servi\u00e7o de \u00f4nibus e o de metr\u00f4. Fora de Madrid,      somente Barcelona e Bilbao contam com o servi\u00e7o do Metr\u00f4.<\/p>\n<p>O sistema de bonos e cart\u00f5es especiais para o transporte utiliza-se em todas      as prov\u00edncias e cidades espanholas e pode-se adquirir nos bancos da localidade,      nas pr\u00f3prias esta\u00e7\u00f5es de \u00f4nibus e nas tabacarias. Em todo lugares aparecem      marcadas as paradas com postes luminosos ou florescentes bastante vis\u00edveis.    <\/p>\n<p>Fuera do espa\u00e7o reservado para isso, \u00e9 pouco comum que os \u00f4nibus parem para      recolher passageiros. H\u00e1 zonas onde um mesmo \u00f4nibus muda de rota \u00e0 partir      de uma hora determinada e \u00e9 necess\u00e1rio preguntar ou ler com aten\u00e7\u00e3o as rotas      marcadas e \u00e9 recomend\u00e1vel prover-se de um mapa.<\/p>\n<p>Existe,      al\u00e9m, um bom n\u00famero de linhas \u00f4nibus que unem as cidades com as povoa\u00e7\u00f5es      pr\u00f3ximas e os suburbios resid\u00eanciais. Estos tem sus pr\u00f3prios lugares para      estacionar e um cor diferente ao das linhas interurbanas. Sua frequ\u00eancia \u00e9      menor e est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o com a comunidade que enlazam enquanto que su pre\u00e7o      acostuma ser reduzido.<\/p>\n<p><strong>T\u00e1xis<\/strong><\/p>\n<p>As principais cidades contam com o servi\u00e7o de t\u00e1xi. Todos disp\u00f5em de tax\u00edmetro      e as tarifas var\u00edam de acordo \u00e0 dist\u00e2ncia e ao tempo utilizado. A isto h\u00e1      que somar a &#8220;baixada da bandeira&#8221; e os suplementos, se procede,      aos domingos, do servi\u00e7o noturno, de aeroporto ou da bagagem. <\/p>\n<p>Os taxis que est\u00e3o livres circulam com uma luz verde colocada na parte superior      do ve\u00edculo. N\u00e3o acostuma-se deixar gorjeta.<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>:\u00a0www.rumbo.com.br<\/p>\n<h6>Espanha<\/h6>\n<h4>Clima<\/h4>\n<p>Espanha      \u00e9 famosa pela quantidade de dias com sol por ano. Em todo o pa\u00eds o clima tem      4 esta\u00e7\u00f5es bem diferenciadas. A Primavera e o Outono s\u00e3o as melhores datas      para viajar para Espanha.<\/p>\n<p>O      tempo muda muito em Espanha. \u00c9 certo que o sol brilha muitas vezes e as temperaturas      variam bastante de uma esta\u00e7\u00e3o para outra. \u00c9 melhor que leves roupa adequada      para o per\u00edodo em que vais realizar o curso. De seguida damos-te alguns conselhos      para seleccionares a roupa que podes trazer:<\/p>\n<p><strong>Ver\u00e3o: <\/strong>O sol \u00e9 forte em toda a Espanha e faz calor. Em Alcal\u00e1      e Salamanca, \u00e9 um calor seco, pelo que \u00e0 sombra est\u00e1-se bem. M\u00e1laga, como      est\u00e1 situada ao lado do mar, permite desfrutar da praia no tempo livre. Necessitar\u00e1s      de roupa leve como por exemplo t-shirts, cal\u00e7\u00f5es, saias, vestidos leves e      um casaco para as noites. As temperaturas oscilam entre 25 e 35\u00ba C ou entre      77 e 95\u00ba F.<\/p>\n<p><strong>Outono: <\/strong>Em Alcal\u00e1 de Henares e Salamanca, o clima \u00e9 muito      vari\u00e1vel. No entanto h\u00e1 dias com sol e tamb\u00e9m nublados. Necessitar\u00e1s de um      casaco, um imperme\u00e1vel, um guarda-chuva e camisolas, mas tamb\u00e9m de algumas      t-shirts para o caso de estar sol. As temperaturas oscilam entre 5 e 19\u00ba C      ou entre 41 e 66\u00ba F.<\/p>\n<p>Em      M\u00e1laga o clima \u00e9 ensolarado com temperaturas suaves. \u00c0s vezes h\u00e1 nuvens mas      a maior parte do tempo est\u00e1 sol. Chove poucas vezes. Podes trazer t-shirts      e uma camisola ou casaco fino. As temperaturas oscilam entre 15 e 19 \u00ba C ou      entre 59 e 66\u00ba F.<\/p>\n<p><strong>Inverno: <\/strong>Em Alcal\u00e1 de Henares e em Salamanca o Inverno \u00e9      frio e \u00e0s vezes neva um pouco. Necessitas de trazer camisolas grossas e um      casac\u00e3o quente. As temperaturas oscilam entre 2 e 15\u00ba C ou entre 35 e 59\u00ba      F.<\/p>\n<p>Em      M\u00e1laga o clima \u00e9 temperado e ensolarado. Durante as noites necessitar\u00e1s de      uma camisola ou um casaco mais grosso. As temperaturas oscilam entre 12 e      15\u00ba C ou 54 e 59\u00ba F.<\/p>\n<p><strong>Primavera: <\/strong>Em Alcal\u00e1 de Henares e Salamanca o tempo muda      muito. Chove \u00e0s vezes e quando o c\u00e9u est\u00e1 nublado faz frio, mas se aparece      o sol faz calor. Necessitar\u00e1s de roupa de Inverno e de Ver\u00e3o. As temperaturas      oscilam entre 10 e 21\u00ba C ou entre 50 e 70\u00ba F.<\/p>\n<p>Em      M\u00e1laga, o clima \u00e9 suave e ensolarado. Necessitar\u00e1s de roupa de meia esta\u00e7\u00e3o      (de Primavera-Ver\u00e3o), mas n\u00e3o te esque\u00e7as de trazer algo mais grosso para      o caso das temperaturas baixarem durante a noite. As temperaturas s\u00e3o iguais      s do Outono.<\/p>\n<p><strong>Moeda e Dinheiro: <\/strong>A moeda de Espanha \u00e9 o Euro. Os cheques      de viagem podem ser cambiados em qualquer banco. Os cart\u00f5es de cr\u00e9dito Visa,      American Express, Mastercard e Diners Club s\u00e3o aceites na maioria dos estabelecimentos.<\/p>\n<p>Se      \u00e9 a primeira vez que vens a Espanha por favor l\u00ea atentamente a informa\u00e7\u00e3o      que te facilitamos de seguida sobre o n\u00edvel de vida e o pre\u00e7o das coisas.      Estas indica\u00e7\u00f5es ajudar-te-\u00e3o a prever o dinheiro necess\u00e1rio para a tua est\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Recomendamos-te      que tragas algum dinheiro para a viagem e um cart\u00e3o de cr\u00e9dito internacional      para poderes levantar dinheiro diretamente durante a tua est\u00e2ncia; tamb\u00e9m      podes trazer cheques de viagem.<\/p>\n<p>Por exemplo, podes trazer aproximadamente 90,00 \u0080 para os gastos da      viagem e para os primeiros dias em Espanha. O dinheiro que ir\u00e1s necessitar      durante o teu programa depender\u00e1 do tipo de alojamento e do curso que tenhas      escolhido. <\/p>\n<p>Se escolheste um curso de Ver\u00e3o com as excurs\u00f5es e atividades culturais inclu\u00eddas      no pre\u00e7o e vives numa fam\u00edlia em regime de pens\u00e3o completa, necessitar\u00e1s de      menos dinheiro do que se escolheste viver num apartamento de estudantes e      num curso que n\u00e3o inclu\u00ed o pre\u00e7o das atividades culturais. <\/p>\n<p>Se vais viver num apartamento recomendamos-te que tenhas previsto um m\u00ednimo      de 60,00 \u0080 por semana.<\/p>\n<p>Preparamos      uma lista de pre\u00e7os de alguns artigos e servi\u00e7os para que os possas comparar      com os pre\u00e7os do teu pa\u00eds.<\/p>\n<h4>Comer na Espanha &#8211; H\u00e1bitos culin\u00e1rios<\/h4>\n<p><strong>O pequeno-almo\u00e7o (el desayuno)<\/strong><\/p>\n<p>Muitas pessoas tomam o pequeno-almo\u00e7o a meio da manh\u00e3 num bar ou caf\u00e9 e \u00e9      simplesmente caf\u00e9 e bolos. O sumo de laranja natural \u00e9 tamb\u00e9m popular e pode      pedir-ser na maioria dos caf\u00e9s. <\/p>\n<p>N\u00e3o te surpreendas se te oferecerem o sumo com um pacotinho de a\u00e7\u00facar. Nas      fam\u00edlias o pequeno-almo\u00e7o consiste numa ch\u00e1vena de caf\u00e9 ou de leite ou de      leite com chocolate acompanhado com bolachas, madalenas, p\u00e3o torrado ou bolos.    <\/p>\n<p>Muitos estudantes aproveitam a pausa a meio da manh\u00e3 para tomar o segundo      pequeno-almo\u00e7o no caf\u00e9 porque a hora de almo\u00e7o \u00e9 muito mais tarde em Espanha      do que noutros pa\u00edses.<\/p>\n<p>O      pequeno-almo\u00e7o espanhol mais tradicional s\u00e3o &#8220;churros&#8221; ou &#8220;porras&#8221;      com chocolate quente. Prova num caf\u00e9 ou numa &#8220;churrer\u00eda&#8221; este pequeno-almo\u00e7o      t\u00edpico, parecido com os donuts, rec\u00e9m fritos todas as madrugada. Se preferires      um pequeno-almo\u00e7o mais forte podes pedir uma tapa de tortilha, uma sandu\u00edche      mista ou mista com ovo.<\/p>\n<p><strong>O almo\u00e7o (la comida)<\/strong><\/p>\n<p>Em Espanha almo\u00e7a-se entre as 13:30 e as 16:00 e \u00e9 a comida principal do      dia para os espanh\u00f3is. Quase todos os restaurantes t\u00eam durante a hora de almo\u00e7o      um menu di\u00e1rio que \u00e9 mais econ\u00f4mico do que escolher na ementa e pode incluir      pratos excelentes. <\/p>\n<p>Um menu di\u00e1rio normalmente consiste num primeiro prato, um segundo e a sobremesa.      \u00c9 poss\u00edvel escolher entre 2 ou 3 op\u00e7\u00f5es para cada prato e tamb\u00e9m inclu\u00ed p\u00e3o      e vinho ou outro tipo de bebida.<\/p>\n<p>O primeiro prato pode ser t\u00e3o leve como uma sopa ou uma salada ou t\u00e3o forte      como lentilhas com chouri\u00e7o. O segundo prato pode ser peixe, carne ou frango.      A sobremesa pode ser fruta da \u00e9poca, pudim flan ou tarte. <\/p>\n<p>O vinho que normalmente est\u00e1 inclu\u00eddo no menu n\u00e3o \u00e9 das melhores marcas e      muitas vezes os espanh\u00f3is bebem-no misturado com gasosa, bebida ligeiramente      doce e refrescante com g\u00e1s. Claro que \u00e9 poss\u00edvel pagar mais e pedir uma garrafa      de vinho de melhor qualidade.<\/p>\n<p> Ao contr\u00e1rio do que pensam muitas pessoas de outros pa\u00edses n\u00e3o \u00e9 comum que      as pessoas durmam a sesta depois do almo\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>O jantar (la cena)<\/strong><\/p>\n<p>Os      espanh\u00f3is jantam bastante tarde em compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses &#8211; entre as      21:00 e as 23:00 &#8211; especialmente no Ver\u00e3o ou durante os fins-de-semana. Enquanto      alguns jantam comida pesada, outros apenas comem algo leve como umas tapas,      salada ou uma sandu\u00edche.<\/p>\n<p><strong>Comer bem e barato<\/strong><\/p>\n<p>A      Espanha tem muito para oferecer aos que querem comer bem sem pagar demasiado.      De seguida encontrar\u00e1s alguns conselhos para provar as comidas t\u00edpicas. Habitua-te      a comer muito na hora de almo\u00e7o escolhendo entre os restaurantes pequenos      que oferecem menu di\u00e1rio por um pre\u00e7o razo\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os      peixes e os mariscos s\u00e3o mais frescos e baratos do que noutros pa\u00edses europeus.      Atualmente Espanha \u00e9 o segundo pa\u00eds do mundo em consumo de peixe e marisco      per capita, depois do Jap\u00e3o. Normalmente as refei\u00e7\u00f5es formais ficam mais caras      ao jantar do que ao almo\u00e7o.<\/p>\n<p>Para      jantar \u00e9 mais econ\u00f4mico tomar um copo de vinho ou uma cerveja num bar porque      normalmente v\u00eam acompanhados por tapas. \u00c9 poss\u00edvel provar muitos pratos t\u00edpicos      comendo tapas nos bares. Al\u00e9m disso, n\u00e3o te preocupes se n\u00e3o falas espanhol      e n\u00e3o entendes o menu, a maioria dos bares t\u00eam as tapas colocadas num mostrador      para que apenas tenhas que assinalar a que mais te apete\u00e7a.<\/p>\n<h4>Gastronomia<\/h4>\n<p>A      comida espanhola \u00e9 apreciada e valorizada em todo o mundo pela sua qualidade      e pela variedade de produtos e pratos. Em Espanha as diferen\u00e7as de clima e      de estilo de vida fazem com que cada regi\u00e3o mantenha por tradi\u00e7\u00e3o as comidas      t\u00edpicas da zona. As receitas espanholas reinterpretadas por cozinheiros atuais      contribu\u00edram para a valoriza\u00e7\u00e3o da cozinha espanhola como uma das mais interessantes      do mundo da gastronomia.<\/p>\n<p>Como      nota especial, a influ\u00eancia \u00e1rabe no sul de Espanha nota-se no uso de frutas      e vegetais, do azeite, especiarias e determinadas sobremesas de Andaluzia.      Dependendo da cidade que escolham, os estudantes t\u00eam a possibilidade de provar      as comidas regionais como por exemplo o &#8220;Cocido Madrileno&#8221;, o &#8220;Cochinillo      de Castilla e Le\u00f3n&#8221;, a &#8220;Paella de Valencia&#8221; ou o &#8220;Gazpacho      Andaluz&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Cocido Madrileno<\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favida alguma a comida madrilena mais t\u00edpica \u00e9 &#8220;o Cocido&#8221;.      Em Espanha h\u00e1 muitas variedades deste prato mas basicamente \u00e9 um guisado de      gr\u00e3o-de-bico, repolho, chouri\u00e7o, morcela, toucinho, recheio de p\u00e3o e carne      de frango, de vitela ou de porco. <\/p>\n<p>Normalmente come-se em primeiro lugar o caldo deste guisado com aletria,      como sendo um prato de sopa, em segundo lugar o gr\u00e3o-de-bico e o repolho e      em terceiro lugar as carnes e o recheio.<\/p>\n<p><strong>Comidas de Andaluzia<\/strong><\/p>\n<p>Andaluzia \u00e9 a terra da vinha e da oliveira. Nesta regi\u00e3o produz-se uma grande      quantidade de azeite e das uvas com um sabor especial nasce o genu\u00edno vinho      &#8220;jerez&#8221;. <\/p>\n<p>Na culin\u00e1ria desta regi\u00e3o h\u00e1 uma influ\u00eancia ex\u00f3tica \u00e1rabe, especialmente      nas sobremesas usa-se muito as am\u00eandoas, os figos, as gemas de ovo e os cremes      espessos com caramelo. <\/p>\n<p>As tapas s\u00e3o uma tradi\u00e7\u00e3o em Andaluzia e \u00e9 muito freq\u00fcente que nos bares      acompanhem o vinho ou a cerveja com um prato de azeitonas.<\/p>\n<p>Com o descobrimento da Am\u00e9rica, chegaram a Espanha muitos produtos novos      que rapidamente se incorporariam na culin\u00e1ria espanhola e sobretudo na andaluza.      Entre os ingredientes novos conv\u00e9m assinalar o tomate e o pimento, que hoje      em dia s\u00e3o a base de numerosos pratos tipicamente andaluzes e que atualmente      conhecemos com o nome gen\u00e9rico de &#8220;gazpachos&#8221;. <\/p>\n<p>O &#8220;gazpacho&#8221; (gaspacho) \u00e9 talvez um dos pratos espanh\u00f3is mais conhecidos      universalmente pelos estrangeiros.<\/p>\n<p>Em      Andaluzia tamb\u00e9m se come uma grande variedade de peixes e mariscos. As anchovas      (&#8220;boquerones&#8221;) cozinham-se de muitas maneiras, sendo algumas das      receitas mais t\u00edpicas as anchovas com lim\u00e3o \u00e0 malaguenha, as anchovas fritas      e as anchovas em vinagre.<\/p>\n<p><strong>Paella de Valencia<\/strong><\/p>\n<p>A &#8220;paella&#8221; \u00e9 talvez o prato mais conhecido da rica e variada gastronomia      espanhola. A origem da paella, como tamb\u00e9m a de todos os pratos da cozinha      popular de cada zona, n\u00e3o \u00e9 mais do que a jun\u00e7\u00e3o dos elementos que cada povo      tinha \u00e0 sua volta. <\/p>\n<p>Na zona de Valencia h\u00e1 uma rica zona de horta com verduras frescas, assim      como frangos e coelhos para o consumo familiar e existe uma zona de arrozais.    <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso se a isso juntarmos o marisco e o peixe na zona mais costeira,      bem como o azeite pr\u00f3prio desta regi\u00e3o, teremos todos os ingredientes necess\u00e1rios      para que se realizem a maioria das paellas cl\u00e1ssicas.<\/p>\n<p>Os dois tipos de paella mais populares s\u00e3o a paella valenciana, uma combina\u00e7\u00e3o      de arroz, frango, coelho, tomate, feij\u00e3o verde e a\u00e7afr\u00e3o e a paella de marisco,      que \u00e9 feita com arroz e produtos do mar como os chocos, calamares, mexilh\u00f5es,      gambas, lagostins, lagosta, am\u00eaijoa, alho, azeite, tomate, colorau e a\u00e7afr\u00e3o.    <\/p>\n<p>H\u00e1 muitos mais pratos elaborados com arroz, como o arroz de frango (arroz      con pollo) ou o arroz escuro (arroz negro) que \u00e9 feito com a tinta negra dos      calamares. Normalmente a paella cozinha-se num tacho pr\u00f3prio (paellera) ou      sert\u00e3 plana, larga e pouco funda e na maioria dos restaurantes preparam-na      para um m\u00ednimo de duas pessoas.<\/p>\n<p><strong>Cant\u00e1bria e Ast\u00farias<\/strong><\/p>\n<p>A sidra, sumo de ma\u00e7\u00e3s fermentado, \u00e9 tradicionalmente a bebida preferida      desta regi\u00e3o. \u00c9 quase um ritual tomar sidra. Os pequenos grupos de amigos      juntam-se em chiges, que s\u00e3o equivalentes \u00e0s tabernas de vinho, para beberem      um copo de sidra. <\/p>\n<p>O escanciador \u00e9 o mestre que serve a sidra, que tem que a servir esticando      o bra\u00e7o com que pega na garrafa por cima da cabe\u00e7a e esticar o bra\u00e7o com que      segura o copo at\u00e9 abaixo e nesta postura deixar cair um jorro de l\u00edquido em      dire\u00e7\u00e3o ao copo. <\/p>\n<p>Serve-se apenas uma pequena quantidade e a pessoa que a bebe tem que deixar      um pouco de sidra para enxaguar a borda do copo antes de pass\u00e1-lo \u00e0 pessoa      seguinte.<\/p>\n<p>Nas Ast\u00farias e Cant\u00e1bria destaca-se tamb\u00e9m o leite t\u00e3o bom que produzem as      vacas que pastam pr\u00f3ximo dos Picos da Europa. H\u00e1 uma grande variedade de pratos      baseados em produtos l\u00e1cteos como por exemplo sobremesas de arroz doce, queijos      como o de Cabrales e boas manteigas. <\/p>\n<p>O queijo de Cabrales \u00e9 um queijo cremoso elaborado com leite de vaca, ovelha      e cabra, envolvido em folhas de castanheiro e guardado em caves \u00famidas.<\/p>\n<p>A      fabada \u00e9 a rainha da cozinha das Ast\u00farias. \u00c9 uma sopa feita com feij\u00e3o, tocinho,      morcela, chouri\u00e7o, presunto, costelas e orelheira de porco.<\/p>\n<p>Se      gostas de peixe, as costas rochosas das Ast\u00farias oferecem abundantes meros,      tamboris, lagostas, gamb\u00e1s e lagostins. A Caldereta \u00e9 um ensopado de mariscos      e peixes com uma mistura de aromas e sabores. Fabes con almejas \u00e9 um delicioso      guisado de favas com am\u00eaijoas.<\/p>\n<p><strong>Castilla e Le\u00f3n<\/strong><\/p>\n<p>A zona desde Castilla-Le\u00f3n at\u00e9 Madrid \u00e9 uma regi\u00e3o com numerosos castelos,      catedrais majestosas e fortalezas antigas que existem desde a Idade M\u00e9dia.      A comida mais t\u00edpica desta regi\u00e3o s\u00e3o os assados de cordeiro e de leit\u00e3o (cochinillo).    <\/p>\n<p>Abrem os cordeiros e os leit\u00f5es a meio e assam-nos lentamente num forno grande      e tradicional a lenha e servem-nos com batatas e p\u00e3o. A cidade mais famosa      para comer estes assados \u00e9 Segovia, mas tamb\u00e9m s\u00e3o famosos em Sep\u00falveda, \u00c1vila      e Salamanca.<\/p>\n<p>Outras especialidades t\u00edpicas desta regi\u00e3o s\u00e3o o queijo de ovelha, a morcilla      de Le\u00f3n (morcela feita de sangue, p\u00e3o e cebola) ou de Burgos (morcela de sangue      e arroz), o chorizo (chouri\u00e7o) e o jam\u00f3n serrano (presunto) de Salamanca.    <\/p>\n<p>O Hornazo \u00e9 uma massa de p\u00e3o com presunto, chouri\u00e7o e salsich\u00e3o dentro, t\u00edpico      de Salamanca. H\u00e1 um cozido especial desta zona que se chama cocido maragato,      id\u00eantico ao de Madrid mas servido de maneira diferente.<\/p>\n<p><strong>Galiza<\/strong><\/p>\n<p>A Galiza (Galicia) est\u00e1 situada a noroeste de Espanha e tem uma costa rochosa      espetacular que proporciona um habitat \u00fanico para os mariscos e o peixe. As      vieiras, tamb\u00e9m designadas como as conchas dos peregrinos, s\u00e3o grandes e muito      saborosas. <\/p>\n<p>Podem-se comer diretamente retiradas da \u00e1gua com sumo de lim\u00e3o; assadas nas      suas pr\u00f3prias conchas e regadas com o vinho local chamado Albari\u00f1o das R\u00edas      Baixas ou panadas e com especiarias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m      vale a pena provar as fant\u00e1sticas percebas e as ostras. Para preparar o Polvo      \u00e0 Galega (Pulpo a la gallega) \u00e9 necess\u00e1rio golpear primeiro o polvo e coz\u00ea-lo      para que amole\u00e7a, cort\u00e1-lo e juntar-lhe sal, azeite e colorau. Serve-se com      cachelos, as batatas galegas.<\/p>\n<p>Lac\u00f3n con grelos, o lac\u00f3n (que \u00e9 similar ao presunto mas n\u00e3o \u00e9 fumado) \u00e9      guisado lentamente com os grelos. Empada galega (Empanada gallega) \u00e9 empada      com carne, pimento e tomates. Para ag\u00fcentar o frio duro do Inverno nas montanhas      de Le\u00f3n e a humidade da Galiza h\u00e1 guisados que aquecem o corpo como o pote      galego (pote gallego) com chouri\u00e7o, morcela, hortali\u00e7as, favas brancas e cora\u00e7\u00e3o      de couve. <\/p>\n<p>No final da comida, depois do vinho, bebe-se aguardente, que \u00e9 um licor forte      que se obt\u00e9m destilando a pele das uvas. \u00c0s vezes este licor prepara-se numa      ca\u00e7arola de cer\u00e2mica, mistura-se com a\u00e7\u00facar e acende-se fogo para queimar      o \u00e1lcool; \u00e9 t\u00edpica da Galiza e chama-se Queimada.<\/p>\n<h4>Festas e eventos anuais<\/h4>\n<p><strong>Janeiro<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>1 de        Janeiro<\/b>. Ano Novo. Festa familiar para celebrar a entrada do novo ano.<\/p>\n<p><b>2 de        Janeiro:<\/b>\u00a0Festa        da reconquista em Granada<\/p>\n<p><b>6 de        Janeiro:<\/b>\u00a0Dia        dos Reis Magos \u00e9 o dia mais importante do Natal para as crian\u00e7as espanholas.        As crian\u00e7as deixam os seus sapatos fora para que os Reis Magos metam l\u00e1        as prendas. Em todas as cidades de Espanha os tr\u00eas Reis desfilam num carro        ou num camelo na noite anterior, no dia 5 de Janeiro.<\/p>\n<p><b>17 de        Janeiro:\u00a0<\/b>San Ant\u00f3n.        Os Madrilenos levam os seus animais de estima\u00e7\u00e3o \u00e0s igrejas para que sejam        benzidos.<\/p>\n<p><b>Festival        de Teatro de M\u00e1laga.\u00a0<\/b>Celebra-se        todos os anos entre os meses de Janeiro e Fevereiro.\u00a0<br \/>\n       Fevereiro<\/p>\n<p><b>Carnaval.<\/b>\u00a0Em        quase todas as cidades celebram-se festas com disfarces, sendo as cidades        mais famosas Tenerife, C\u00e1diz ou Sitges (Barcelona).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Mar\u00e7o<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Primeira        semana de Mar\u00e7o.\u00a0<\/b>Rali        Internacional de Carros Antigos. Sitges (Barcelona)<\/p>\n<p><b>19 de        Mar\u00e7o:\u00a0<\/b>Las Fallas de        Valencia. Durante esta noite queimam figuras enormes, at\u00e9 10 metros de altura,        feitas de cart\u00e3o e madeira que ardem at\u00e9 ao mais alto do c\u00e9u de Valencia.        As figuras s\u00e3o representativas e normalmente criticam a atualidade pol\u00edtica        e social.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Abril<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Semana        Santa.\u00a0<\/b>\u00c9 a festa espanhola        mais piedosa e espetacular. H\u00e1 prociss\u00f5es religiosas em toda a Espanha,        sendo mais famosas em Sevilla, Valladolid, Toledo, Murcia e Cuenca.<\/p>\n<p><b>El Lunes        de Aguas.\u00a0<\/b>Em Salamanca.        Ocorre na segunda segunda-feira depois do Domingo de Ressurrei\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma        festa tradicional que repete o costume dos estudantes da Universidade de        Salamanca que, depois da Quaresma e da Semana Santa, podem voltar a desfrutar        da boa comida e boas companhias. \u00c9 costume ir fazer um piquenique e comer        o hornazo.<\/p>\n<p><b>Mouros        e Crist\u00e3os em Alcoy (Alicante).<\/b>\u00a0Celebra-se        desde h\u00e1 mais de duzentos e cinq\u00fcenta anos, come\u00e7ando com o vistoso desfiles        de Alardos e recordando o sucedido na batalha de 1275 quando os cavaleiros        cat\u00f3licos e o seu patrono, S\u00e3o Jorge, reconquistaram a cidade e expulsaram        os invasores mouros.<\/p>\n<p><b>23 de        Abril.\u00a0<\/b>Dia do Livro.        No anivers\u00e1rio da data da morte do escritor Miguel de Cervantes celebra-se        o Dia do Livro. As livrarias est\u00e3o abertas todo o dia e fazem descontos        no pre\u00e7o dos livros. Na Catalunha \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o oferecer um livro e uma rosa        aos amigos mais queridos. Em Alcal\u00e1 de Henares todos os anos no dia 23 de        Abril o Rei de Espanha visita Alcal\u00e1 para fazer a entrega do Premio Cervantes,        o \u00b4Nobel\u00b4 da literatura mundial escrita na l\u00edngua espanhola numa cerim\u00f4nia        solene que ocorre no Paraninfo da Universidade. Tamb\u00e9m neste dia come\u00e7a        uma feira do livro em Alcal\u00e1 de Henares.<\/p>\n<p><b>23 de        Abril a 4 de Maio.\u00a0<\/b>Feria        del libro antiguo y de ocasi\u00f3n. Feira do livro antigo que decorre no Paseo        de Recoletos de Madrid<\/p>\n<p><b>23 de        Abril.\u00a0<\/b>Festa da Comunidade        de Castilla e Le\u00f3n. Celebra-se a batalha de Villalar ocorrida no dia 23        de Abril de 1521 durante o reinado de Carlos I de Espanha.<\/p>\n<p><b>Feira        de Abril (Sevilha)<\/b>\u00a0representa        a hospitalidade de Andaluzia. Muitos homens e mulheres vestem durante estas        festas os trajes t\u00edpicos de Andaluzia, dan\u00e7am sevilhanas e flamenco e montam        a cabalo. Esta feira \u00e9 \u00fanica pela sua explos\u00e3o de cor, m\u00fasica e baile.<\/p>\n<p><b>23 de        Abril a 1 de Maio.<\/b>\u00a0Festival        de Cinema Espanhol de M\u00e1laga. Converteu-se num dos festivais de cinema mais        importantes e reconhecidos de Espanha.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Maio<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>1 de        Maio.<\/b>\u00a0D\u00eda        de trabajo. Dia do trabalho.\u00a0<br \/>\n       2 de Maio. Fiestas del Dos de mayo. Dia da Comunidade de Madrid.<\/p>\n<p><b>Feira        do Cabalo em Jerez.\u00a0<\/b>Concursos        h\u00edpicos, corridas de touros, flamenco e baile.<\/p>\n<p><b>15 de        Maio:\u00a0<\/b>San Isidro. Duas        semanas de corridas de touros em honra do patrono de Madrid. Al\u00e9m disso        h\u00e1 concertos, atividades culturais e museus especiais.<\/p>\n<p><b>20 de        Maio.<\/b>\u00a0Romer\u00eda        del Roc\u00edo en Almonte (Huelva). A Romer\u00eda \u00e9 uma prociss\u00e3o andaluza, a cabalo        e em carruagens, at\u00e9 \u00e0 ermit\u00e3 da Virgem del Roc\u00edo em Almonte, Huelva.<\/p>\n<p><b>Cruces        de Mayo.\u00a0<\/b>Cruzes de Maio:        H\u00e1 cruzes de flores de grandes dimens\u00f5es colocadas nas ruas, pra\u00e7as, penhascos,        institui\u00e7\u00f5es culturais, etc. As mais importantes s\u00e3o as de C\u00f3rdoba e Granada        mas tamb\u00e9m come\u00e7am agora a aparecer em M\u00e1laga. Al\u00e9m das cruzes tamb\u00e9m se        v\u00eaem os p\u00e1tios, por exemplo em C\u00f3rdoba, decorados com plantas e flores de        cores exuberantes para culminar na Feira de C\u00f3rdoba.<\/p>\n<p><b>Finais        de Maio.\u00a0<\/b>Feira de C\u00f3rdoba.        \u00c9 uma feira inesquec\u00edvel com a sua impressionante ilumina\u00e7\u00e3o noturna e as        suas encantadores barracas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Junho<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Princ\u00edpios        de Junho.\u00a0<\/b>Feira do livro        novo no Parque do Retiro de Madrid.<\/p>\n<p><b>Meados        de Junho &#8211;\u00a0<\/b>meados de        Julho: Festival Internacional de M\u00fasica e Dan\u00e7a de Granada, com orquestras        sinf\u00f4nicas, companhias de \u00f3pera e ballet de todo o mundo para atuar no recinto        da Alhambra.<\/p>\n<p><b>Meados        de Junho &#8211;\u00a0<\/b>meados de        Agosto: Festival de Teatro Cl\u00e1ssico, celebra-se no Teatro Romano de M\u00e9rida        (Badajoz), constru\u00eddo no s\u00e9culo I A.C. e bem conservado, para apresentar        obras Gregas e Romanas em espanhol.<\/p>\n<p><strong>12        de Junho, <\/strong>San Juan de Sahag\u00fan. Patrono de Salamanca.<\/p>\n<p><b>13 de        Junho,<\/b>\u00a0San        Antonio de la Florida (Madrid). Uma festa muito casti\u00e7a no bairro da Moncloa.<\/p>\n<p><b>18 de        Junho.<\/b>\u00a0Festas        dos Patronos da cidade de M\u00e1laga. San Ciriaco e Santa Paula. H\u00e1 festas populares        nesta data.<\/p>\n<p><b>24 de        Junho.<\/b>\u00a0A        Noite de S\u00e3o Jo\u00e3o. Em muitos lugares de Espanha ainda se acendem fogueiras        para celebrar o solst\u00edcio de Ver\u00e3o.<\/p>\n<p><b>25 de        Junho:\u00a0<\/b>Corpus Cristi.        Corpo de Cristo. celebra-se com prociss\u00f5es magn\u00edficas em Toledo e Sitges        (Barcelona).<\/p>\n<p><b>29 de        Junho:\u00a0<\/b>A Batalha do        vinho em Haro (La Rioja). As pessoas atiram umas \u00e0s outras milhares de litros        de vinho delicioso da Rioja. Pode ver-se como a gente usa a bota de vinho        como \u00fanica arma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Julho<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>7 de        Julho.\u00a0<\/b>San Fermines        (Pamplona). \u00c9 uma festa famosa porque soltam os touros pelas ruas de Pamplona        (Navarra). Uma semana cont\u00ednua de festas, beber vinho e espet\u00e1culos.<\/p>\n<p><b>O domingo        seguinte ao 16 de Julho.\u00a0<\/b>Prociss\u00e3o        Mar\u00edtima das Festas del Carmen. Em M\u00e1laga. Ocorre em muitos lugares da costa        e tamb\u00e9m no el Palo.\u00a0<br \/>\n       25 de Julho. Patrono de Santiago.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Agosto<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Muitas        Festas locais celebram-se por todo o pa\u00eds em Agosto e Setembro. Concertos,        fogos de artif\u00edcio, feiras para as crian\u00e7as, m\u00fasica e baile em muitas Plazas        Mayores.\u00a0<br \/>\n<b>M\u00e1laga:\u00a0<\/b>Feiras de        M\u00e1laga por volta do dia 19 de Agosto. Um ambiente de festival com m\u00fasica,        corridas de touros, festas e barracas.\u00a0<br \/>\n<b>Alcal\u00e1 de Henares:<\/b>\u00a0Festas        de San Bartolom\u00e9 por volta do dia 24 de Agosto. Festas, parque de feira        ambulante, teatros nas ruas, fogos de artif\u00edcio. Eventos especiais celebrados        por cada Pe\u00f1a.<\/p>\n<p><b>15 de        Agosto.\u00a0<\/b>Dia da Assun\u00e7\u00e3o.        Festa nacional que se celebra em muitas aldeias e cidades de Espanha.<\/p>\n<p><b>El M\u00edsteri        de Elche (Alicante)\u00a0<\/b>\u00e9        a obra mais antiga de teatro religioso da Europa sobre o mist\u00e9rio crist\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Meados        de Agosto:<\/b>\u00a0A        Semana Grande em San Sebasti\u00e1n com o Festival de M\u00fasica na rua, fogos de        artif\u00edcio, eventos desportivos e Touros de fogo.<\/p>\n<p><b>28 de        Agosto:\u00a0<\/b>Batalha do Tomate        cobre todas as ruas de Bu\u00f1ol (Valencia) com tomates.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Setembro<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Primeira        semana de Setembro:\u00a0<\/b>Motin        de Aranjuez. Representa\u00e7\u00e3o com trajes da \u00e9poca do Motin de Aranjuez, sucesso        hist\u00f3rico que culminou na Guerra da Independ\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Come\u00e7am        no dia 8 de Setembro.\u00a0<\/b>Feiras        da Virgen de la Vega. Em Salamanca. Atividades para crian\u00e7as, dan\u00e7as tradicionais,        parque de feira ambulante, teatro, festas e fogos de artif\u00edcio.<\/p>\n<p><b>24 de        Setembro:\u00a0<\/b>La Merced        celebra-se em Barcelona com concertos, fogos de artif\u00edcio e figuras de Gigantes        e Cabe\u00e7udos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Outubro<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>Semana        de 9 de Outubro:\u00a0<\/b>Jornadas        Culturais Cervantinas (Alcal\u00e1 de Henares) mercado medieval, teatro e m\u00fasica.<\/p>\n<p><b>12 de        Outubro:\u00a0<\/b>Festa del Pilar        (Zaragoza): As crian\u00e7as de Zaragoza vestem-se com trajes regionais para        as prociss\u00f5es religiosas e a competi\u00e7\u00e3o do baile de la jota.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Novembro<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>1 de        Novembro:\u00a0<\/b>Todos os Santos.        Os espanh\u00f3is v\u00e3o aos cemit\u00e9rios para recordar os familiares falecidos.\u00a0<br \/>\n       Dezembro<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Dezembro<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>6 de        Dezembro:\u00a0<\/b>Dia da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>8 de        Dezembro:\u00a0<\/b>La Inmaculada        concepci\u00f3n<\/p>\n<p><b>28 de        Dezembro.\u00a0<\/b>\u00c9 o dia dos        Santos Inocentes. Normalmente fazem-se brincadeiras com mentiras entre amigos        (id\u00eantico ao dia das mentiras em Portugal &#8211; 1 de Abril). Em M\u00e1laga coincide        com a Fiesta Mayor de Verdiales. Bandas de m\u00fasicos e cantores percorrem        algumas zonas da cidade. O verdial \u00e9, segundo alguns autores, o antecedente        &#8220;pr\u00e9-hist\u00f3rico&#8221; do flamenco.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Festas de Natal<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p><b>31 de        Dezembro:\u00a0<\/b>Noche Vieja,        Passagem de ano. Muitos Madrilenos juntam-se na Puerta del Sol para comer        as 12 passas, uma por cada badalada da meia noite.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Dados sobre Espanha<\/h4>\n<blockquote>\n<p><strong>Nome        completo do pa\u00eds:<\/strong>\u00a0Reino        de Espanha\u00a0<br \/>\n<strong>\u00c1rea:<\/strong>\u00a0504,784        km quadrados.\u00a0<br \/>\n<strong>Popula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a040,5        milh\u00f5es (n\u00edvel de crescimento 0,1%)\u00a0<br \/>\n<b>Capital:\u00a0<\/b>Madrid (popula\u00e7\u00e3o        3 milh\u00f5es)\u00a0<br \/>\n<b>Regi\u00f5es:<\/b>\u00a0Espanha        est\u00e1 dividida em 17 comunidades aut\u00f4nomas.\u00a0<br \/>\n<b>Nacionalidade:\u00a0<\/b>Espanh\u00f3is        (apesar de que alguns catal\u00e3es e vascos demonstrem vontade de independ\u00eancia)\u00a0<br \/>\n<b>Idiomas:\u00a0<\/b>Castelhano        (oficial) 74%, Catal\u00e3o 17%, Galego 7%, Vasco 2%\u00a0<br \/>\n<b>Zona hor\u00e1ria:\u00a0<\/b>GMT\/UTC        + 1 hora no Inverno ou duas horas no Ver\u00e3o (do \u00faltimo domingo de Mar\u00e7o ao        \u00faltimo s\u00e1bado de Setembro)\u00a0<br \/>\n<b>Religi\u00e3o:<\/b>\u00a090%        cat\u00f3licos\u00a0<br \/>\n<b>Governo:<\/b>\u00a0Monarquia        constitucional\u00a0<br \/>\n<b>Presidente:\u00a0<\/b>Jos\u00e9        Luis Rodr\u00edguez Zapatero\u00a0<br \/>\n<b>RNB:\u00a0<\/b>$720,8 bilh\u00f5es\u00a0<br \/>\n<b>RNB per capita:<\/b>\u00a0$18.000\u00a0<br \/>\n<b>Crescimento anual:\u00a0<\/b>4%\u00a0<br \/>\n<b>Infla\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>2,9%\u00a0<br \/>\n<b>Ind\u00fastrias Principais:\u00a0<\/b>T\u00eaxteis        e roupa, alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, metais, produtos qu\u00edmicos, constru\u00e7\u00e3o naval,        turismo.\u00a0<br \/>\n       Mercados Principais: EU (Fran\u00e7a, Alemanha, It\u00e1lia, Portugal, Reino Unido,        Benelux), E.U.A.\u00a0<br \/>\n<b>Membro da U.E.:<\/b>\u00a0Sim\u00a0<br \/>\n<b>Participante da zona Euro:\u00a0<\/b>Sim\u00a0<br \/>\n<b>Bandeira:\u00a0<\/b>Tr\u00eas franjas        horizontais de cor vermelho (superior), amarelo (dobro da largura) e vermelho,        com o Escudo no centro da franja amarela; o escudo inclu\u00ed o selo real encaixilhado        pelas Colunas de H\u00e9rcules, que representa duas montanhas (Gibraltar e Ceuta)        uma de cada lado do Estreito de Gibraltar.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Dados para os viajantes<\/h4>\n<blockquote>\n<p><b>Visas:<\/b>\u00a0A        Espanha, em conjunto com a \u00c1ustria, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Alemanha, It\u00e1lia, Luxemburgo,        Holanda, Su\u00e9cia, Dinamarca, Finl\u00e2ndia, Gr\u00e9cia e Portugal, formam parte dos        pa\u00edses do Acordo Shengen, que estabelece a aboli\u00e7\u00e3o das fronteiras f\u00edsicas        entre os estados membros. Os cidad\u00e3os dos E.U.A., Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Nova        Zel\u00e2ndia, Israel e Jap\u00e3o s\u00e3o os que podem entrar em Espanha como turistas        at\u00e9 90 dias. Os que possuam passaportes da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia podem entrar e        sair quando queiram.\u00a0<br \/>\n<b>Eletricidade:\u00a0<\/b>220V,        50 Hz.\u00a0<br \/>\n<b>Pesos e medidas:<\/b>\u00a0Sistema        m\u00e9trico.\u00a0<br \/>\n<b>Turismo:\u00a0<\/b>51 milh\u00f5es        de visitantes por ano.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Geografia<\/h4>\n<p>A      Espanha e Portugal compartem a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, uma \u00e1rea quase quadrada      no \u00faltimo canto do sudoeste da Europa. A Espanha ocupa 80% da pen\u00ednsula e      tem quase 505.000 km quadrados o que a converte no pa\u00eds maior da Europa de      Oeste, depois da Fran\u00e7a. Mais de metade do pa\u00eds est\u00e1 sobre planaltos e h\u00e1      cinco sistemas montanhosos importantes.<\/p>\n<p>Com uma altura m\u00e9dia de 650 m, \u00e9 o pa\u00eds mais alto da Europa depois da Su\u00ed\u00e7a.      A paisagem \u00e9 muito variada, desde o deserto de Andaluzia at\u00e9 \u00e0 terra \u00famida      e verde da Galiza, desde as plan\u00edcies de Castilla-La-Mancha queimadas pelo      sol no Ver\u00e3o at\u00e9 aos Picos da Europa e os Pirineus cobertos de neve. <\/p>\n<p>O ponto mais alto \u00e9 o Pico del Teide (Tenerife) de 3.719 m. As Ilhas Can\u00e1rias,      situadas no Oceano Atl\u00e2ntico a oeste de Marrocos, formam uma comunidade aut\u00f4noma      que pertence a Espanha.<\/p>\n<p><strong>Melhor per\u00edodo para visitar Espanha<\/strong><\/p>\n<p>Os      melhores meses para visitar Espanha s\u00e3o Abril, Maio, Junho e Setembro (mais      Abril e Outubro no Sul). Durante este per\u00edodo est\u00e1 bom tempo, evitando o calor      que pode ser excessivo no Ver\u00e3o e o amontoamento de turismo espanhol e internacional.<\/p>\n<p>No      entanto, h\u00e1 zonas de Espanha nas quais est\u00e1 bom tempo praticamente todo o      ano. O Inverno na costa sul e sudeste \u00e9 suave e o calor de Ver\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o      intenso no noroeste ou nas praias e montanhas do norte. Se queres conhecer      as festas v\u00ea a lista de festivais.<\/p>\n<p>Fonte: www.escuelai.com<\/p>\n<h6>Espanha<\/h6>\n<p>Excetuando Portugal, nenhum outro pa\u00eds europeu conversa t\u00e3o bem com a alma      brasileira quanto a Espanha. Em nenhuma outra parte do Velho Mundo um brasileiro      se sente t\u00e3o em casa. Os espanh\u00f3is s\u00e3o um povo festeiro. <\/p>\n<p>A vida noturna come\u00e7a depois das 22 horas e s\u00f3 termina quando o \u00faltimo fregu\u00eas      vai para casa. Em alguns lugares, n\u00e3o termina nunca como em Ibiza, por exemplo,      a mais badalada das Ilhas Baleares.<\/p>\n<p>Banhada      pelos mares Mediterr\u00e2neo e Cant\u00e1brico e pelo Oceano Atl\u00e2ntico, a Espanha tem      dois arquip\u00e9lagos, Baleares e Can\u00e1rias, e \u00e9 o terceiro pa\u00eds da Europa em tamanho.<\/p>\n<p>Sua hist\u00f3ria \u00e9 uma sucess\u00e3o de invas\u00f5es e reconquistas. Gregos e cartagineses      foram os primeiros a chegar, mas logo foram substitu\u00eddos pelos romanos, que,      bem depois, cederam o lugar aos visigodos. <\/p>\n<p>Os bizantinos mantiveram controle sobre a costa mediterr\u00e2nea, mas os mouros      levaram a melhor no s\u00e9culo 8 e ficaram por l\u00e1 at\u00e9 o s\u00e9culo 11, quando a cristandade      reconquistou o territ\u00f3rio. Essa sopa cultural fez dos espanh\u00f3is um povo sui      generis. <\/p>\n<p>Eles s\u00e3o an\u00e1rquicos e ao mesmo tempo conservadores. Modernos e tradicionalistas.      Festivos e familiares. N\u00e3o \u00e9 por acaso que o brasileiro, igualmente contradit\u00f3rio,      se sente t\u00e3o em casa.<\/p>\n<p>Como n\u00f3s, eles devotam particular adora\u00e7\u00e3o \u00e0 mesa. Na Espanha tem tira-gostos      (os tapas), chope (a ca\u00f1a), botecos em quase toda esquina. Os dias geralmente      s\u00e3o quentes e as noites, fresquinhas. Para arrematar, dois trunfos decisivos:      a l\u00edngua, que n\u00e3o cria barreiras, e os pre\u00e7os, que n\u00e3o assustam os viajantes.    <\/p>\n<p>A Espanha \u00e9 uma esp\u00e9cie de nossa casa longe de casa. Desvend\u00e1-la \u00e9 prazeroso      como um vinho Rioja.<\/p>\n<p>Fonte: www.viajeaqui.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espanha, Turismo, Economia, Pa\u00eds, Europa, Cidades, Hist\u00f3ria, Primeira, Segunda, Rep\u00fablica, Pontos tur\u00edsticos, Espanhola, Reino, Territ\u00f3rio, Geografia, Sociedade Espanha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-51976","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Espanha, Turismo, Economia, Pa\u00eds, Europa, Cidades, Hist\u00f3ria Espanha<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Espanha, Turismo, Economia, Pa\u00eds, Europa, 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