{"id":51975,"date":"2016-06-20T13:07:47","date_gmt":"2016-06-20T13:07:47","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=51975"},"modified":"2016-06-20T13:26:50","modified_gmt":"2016-06-20T13:26:50","slug":"espanha-islamica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/espanha-islamica","title":{"rendered":"Espanha Isl\u00e2mica"},"content":{"rendered":"<p>A      expans\u00e3o \u00c1rabe iniciada ap\u00f3s a morte de Maom\u00e9, atingiu a pen\u00ednsula ib\u00e9rica      no s\u00e9culo VIII em processos longos e complicados que se iniciaram com as primeiras      incurs\u00f5es militares \u00e1rabes a regi\u00e3o entre os anos de 642 e 669 que partiram      do Egito sem uma estrat\u00e9gia do califado central.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami1.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"398\" height=\"222\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><\/p>\n<p>E no momento em que a sede do califado transferiu-se de Medina para Damasco      onde os Omiadas reconheceram a import\u00e2ncia de dominar o mediterr\u00e2neo, e em      670 um ex\u00e9rcito \u00c1rabe chefiado por Uqba Ibn Nafi fundou a cidade de Al-Cairouan      que passou a servir de base para opera\u00e7\u00f5es militares mais distante. <\/p>\n<p>E no ano de 711 o general liberto e governador da faixa ocidental do Magrebe      Tarik Ibn Ziyad venceu o visigodo Rodrigo rei da Espanha. E a frente de seu      ex\u00e9rcito com auxilio de berberes convertidos, ele atravessou o estreito e      desembarcou em Jabal-i-Tariq e no ano de 712 uma nova leva de \u00c1rabes chegaram      \u00e0 regi\u00e3o no momento em que grande parte da Espanha Central j\u00e1 tinha sido ocupada,      e seguiram as suas conquistas atrav\u00e9s de Medina, Sid\u00f4nia, Sevilha e M\u00e9rida      e estabeleceram uma nova capital em C\u00f3rdoba \u00e0s margens do rio Guadalguivir      e, ao prosseguirem em dire\u00e7\u00e3o norte eles cruzaram a cidade de Tours na Fran\u00e7a      em 732 onde foram derrotados, com isto a expans\u00e3o do isl\u00e3 entre os Berberes      n\u00e3o garantiu o apoio, a seguran\u00e7a e a estabilidade por eles desejadas em virtude      das constantes mudan\u00e7as promovidas pelo califado central e em raz\u00e3o dos interesses      das diversas tribos e pela mistura de etnia e cultura dos povos.<\/p>\n<p>Onde os \u00e1rabes formavam a aristocracia, os Berberes que eram considerados      como sendo uma classe inferior, os Moss\u00e1rabes que eram os habitantes da pen\u00ednsula      e mantinham o credo crist\u00e3o, os Mualad\u00edes quer eram filhos de m\u00e3es escravas      habitantes da pen\u00ednsula e que se converteram ao Isl\u00e3 e, tamb\u00e9m os Judeus e      os escravos que reivindicavam igualdade de condi\u00e7\u00f5es e direitos junto aos      \u00c1rabes. <\/p>\n<p>E em decorr\u00eancia dos fatos entre os anos de 739 e 740 a insatisfa\u00e7\u00e3o generalizou-se      e transformou-se em uma revolta aberta sob a bandeira do Isl\u00e3 carijitas que      lutaram contra o governo Om\u00edada do oriente, com isto foi elevado ao poder      \u00e0 dinastia Ab\u00e1ssida em 750 que constituiu uma civiliza\u00e7\u00e3o muito superior em      Al-Andalus.<\/p>\n<p>E      durante a revolu\u00e7\u00e3o ab\u00e1ssida em Damasco o pr\u00edncipe Abdul Rahaman foi auxiliado      pelos \u00c1rabes fieis aos Om\u00edadas e conseguiu escapar para Espanha onde derrotou      o governador Ab\u00e1ssida de Andaluzia e tomou C\u00f3rdoba e assumiu o titulo de emir      e declarou-se independente do califado central ao estabelecer o seu pr\u00f3prio      emirado em nome dos Om\u00edadas<\/p>\n<p>E reconheceu a soberania religiosa do califa com o objetivo de fortalecer      o reino peninsular, de consolidar as rotas comerciais do mediterr\u00e2neo e garantir      uma rela\u00e7\u00e3o com Biz\u00e2ncio oriente o qual asseguraria o suprimento de ouro,      e cujo territ\u00f3rio tinha uma grande mistura de povos crist\u00e3os, judeus e mu\u00e7ulmanos      de varias etnias, principalmente de \u00c1rabes e Berberes que marcaram profundamente      a cultura espanhola com um legado de arte, arquitetura, l\u00edngua e tradi\u00e7\u00f5es      que transformou C\u00f3rdoba em um centro de referencia da \u00e9poca, e com o correr      do tempo a hegemonia pol\u00edtica de Al-Andalus controlava o triangulo formado      pela Arg\u00e9lia, Sijilmasa e Atl\u00e2ntico e a Espanha ocidental e nesta \u00e9poca o      imp\u00e9rio germano-romano estabeleceu rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o califado e      pequenos fortes crist\u00e3os do norte da pen\u00ednsula que acabaram reconhecendo e      aceitando a superioridade do califado que tinha as bases do poder assentadas      na capacidade econ\u00f4mica proveniente de um com\u00e9rcio importante, uma industria      desenvolvida e um conhecimento agr\u00edcola revolucion\u00e1rio e uma economia baseada      em uma moeda de ouro que se tornou a principal moeda da \u00e9poca, tudo isto fez      com que o califado de C\u00f3rdoba se tornasse a principal economia urbana e comercial      que floresceu na Europa. <\/p>\n<p>Depois do desaparecimento do imp\u00e9rio romano Abd al Rahman III que era apaixonado      tanto pela religi\u00e3o como pela ci\u00eancias seculares.<\/p>\n<p>E      ao se mostrar determinado a amostrar ao mundo que sua corte em C\u00f3rdoba igualava-se      em grandeza \u00e0 dos califas de Bagd\u00e1, ele importou diversos livros, recrutou      alguns s\u00e1bios, poetas, fil\u00f3sofos, historiadores e m\u00fasicos de Bagd\u00e1 para Andaluzia.<\/p>\n<p>E um primeiros s\u00e1bios a chegar foi Abbas Ibn Firmas para ensinar musica que      um ramo da matem\u00e1tica e para atualizar a corte de Abd al Rahman III e, com      o correr do tempo come\u00e7ou a investigar a mec\u00e2nica do v\u00f4o ao construir um par      de asas armadas numa estrutura de madeira para sua primeira tentativa de voar,      e mais tarde construiu um planet\u00e1rio que simulava fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos,      como os raios e trovoes. <\/p>\n<p>E anos depois os matem\u00e1ticos de C\u00f3rdoba come\u00e7aram a dar suas contribui\u00e7\u00f5es      pessoais, quando o matem\u00e1tico e astr\u00f4nomo de Andaluzia Maslamah al Majriti      ao escrever in\u00fameros trabalhos sobre matem\u00e1tica e astronomia, e ao estudar      e elaborar a tradu\u00e7\u00e3o dos trabalhos de Ptolomeu e ampliar e corrigir as tabelas      astron\u00f4micas de Al Khawarizmi, e tamb\u00e9m ao compilar as tabelas de convers\u00e3o      que relacionavam as datas dos calend\u00e1rios Persa com as datas da H\u00e9gira para      que os eventos do passado Persa fossem datados com precis\u00e3o, e ele foi precedido      por outros cientistas competentes como Ibn Abi Ubaydah de Val\u00eancia, Al Zargali      not\u00e1vel matem\u00e1tico e astr\u00f4nomo que viveu em C\u00f3rdoba e que combinou o seu conhecimento      te\u00f3rico com a habilidade t\u00e9cnica para constru\u00e7\u00e3o de instrumentos para uso      astron\u00f4mico e de um rel\u00f3gio d&#8217;\u00e1gua e construiu de forma eficiente nas famosas      tabelas Toledanas e de livro de tabelas, e um outro s\u00e1bio muito importante      foi Al Bitruji que desenvolveu uma teoria sobre o movimento estrelar baseado      no pensamento de Arist\u00f3teles em seu livro de forma.<\/p>\n<p>Os      cientistas da Espanha mu\u00e7ulmana tamb\u00e9m contribu\u00edram de forma exuberante para      a medicina com excelentes cl\u00ednicos na Andaluzia quando estudaram os trabalhos      dos m\u00e9dicos gregos traduzidos pela famosa Casa da Sabedoria em Bagd\u00e1 e entre      eles temos Ibn Shuhayd com sua obra sobe o uso de drogas, Abu al Qasim al      Zahrawi que foi um dos mais famosos cirurgi\u00e3o da idade m\u00e9dia que escreveu      o livro Tasrif que traduzido para o latim se tornou o texto medico obrigat\u00f3rio      nas universidades europ\u00e9ias, Ibn Zuhr conhecido como Avenzoar era um clinico      habilidoso que descreveu pela primeira vez os obsessos peric\u00e1rdicas e Ibn      Al Khatib m\u00e9dico historiador, poeta e estadista que escreveu um importante      livro sobre a teoria do cont\u00e1gio e nesta \u00e9poca a Espanha mu\u00e7ulmana tamb\u00e9m      trouxe grandes contribui\u00e7\u00f5es para a \u00e9tica m\u00e9dica e higi\u00eanica atrav\u00e9s dos mais      eminentes te\u00f3logos e juristas que ente eles podemos citar Ibn Hazm.<\/p>\n<p>E      na bot\u00e2nica Ibn al Baylar foi um dos mais famosos bot\u00e2nico andaluz que escrever      o livro Drogas Simples Alimentos que era um comp\u00eandio das plantas medicinas      nativas da Espanha e do norte da \u00c1frica, e no principio por mera curiosidade      sobre o mundo e seus habitantes, os s\u00e1bios da Espanha mu\u00e7ulmana come\u00e7aram      com os trabalhos de Bagd\u00e1 e depois prosseguiram por suas pr\u00f3prias contas um      estudo em parte por quest\u00f5es de ordem econ\u00f4mica e pol\u00edtica da geografia b\u00e1sica      da Andaluzia principalmente atrav\u00e9s de Ahmad Ibn Muhammad al Razi, e outros      ge\u00f3grafos que aqui podemos citar como o caso de Al Bakri que era um importante      ministro na corte de Sevilha que publicou um trabalho voltado para a geografia      da pen\u00ednsula ar\u00e1bica, Al Idrisi que estudou em C\u00f3rdoba, e que depois de viajar      muito se estabeleceu em Sic\u00edlia onde escreveu o livro de Roger no qual descreveu      a geografia sistem\u00e1tica do mundo, e nesta \u00e9poca in\u00fameros s\u00e1bios na Andaluzia      se devotaram ao estudo da hist\u00f3ria e das ci\u00eancias ling\u00fc\u00edsticas que era a principal      das ci\u00eancias sociais cultivada pelos \u00c1rabes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami2.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"346\" height=\"235\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><\/p>\n<p>E      o esp\u00edrito mis original foi Ibn Khaldun que foi o primeiro historiador a desenvolver      e explicar as leis gerais que regem a ascens\u00e3o e decl\u00ednio das civiliza\u00e7\u00f5es      e em seus proleg\u00f4menos, uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 enorme Historia Universal na qual      ele abordou a hist\u00f3ria como uma ci\u00eancia, e desafiou a l\u00f3gica de muitos relatos      hist\u00f3ricos at\u00e9 ent\u00e3o aceitos.<\/p>\n<p>E      uma outra grande \u00e1rea da atividade intelectual na Andaluzia foi a filosofia,      onde foi feita uma tentativa de lidar com os problemas intelectuais surgidos      com a introdu\u00e7\u00e3o da filosofia grega no contexto isl\u00e2mico e um dos primeiros      a lidar com a quest\u00e3o foi Ibn Hazm que foi descrito como um dos gigantes da      hist\u00f3ria intelectual do Isl\u00e3 e entre os muitos fil\u00f3sofos podemos citar Ibn      Bajjah, Ibn Tufayl, Ibn Rushd que alcan\u00e7ou a mais not\u00e1vel reputa\u00e7\u00e3o, pois      sendo um aristot\u00e9lico apaixonado, e a sua obra sobre o desenvolvimento da      filosofia ocidental quando traduzida para o latim, teve um efeito duradouro.      E quando se fala em arte isl\u00e2mica temos que nos render \u00e0 criatividade de uma      arte e de uma arquitetura caracter\u00edstica de uma civiliza\u00e7\u00e3o que dominou grande      parte do mundo durante muito tempo, e que n\u00e3o se limita a uma \u00fanica etnia      e sim a diversas sob o signo da autentica identidade supranacional com grande      diversidade culturais que tomaram formas locais e regionais e no prim\u00f3rdios      do Isl\u00e3 surgiu de imediato uma arte rica e variada com base na tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica      das artes bizantinas, persas e nos povos orientais subjugados e que deram      como resultado uma arte tipicamente mu\u00e7ulmana e entre as artes decorativas      hispano-mu\u00e7ulmanas merecem destaques os arcos, os entalheis, o uso do bronze      os objetos de madeiras, a cer\u00e2mica vidrada, as pias para ablu\u00e7\u00f5es, os tecidos      de seda bordados e os livros ricamente encadernados,<\/p>\n<p>E      quanto a arquitetura militar cabe citar as fortifica\u00e7\u00f5es das cidades com muralhas      que apresentavam guaritas em espa\u00e7os regulares e quanto a arquitetura residencial      destacavam-se os pal\u00e1cios e alcazares.<\/p>\n<p>E      durante o per\u00edodo de 756 a 929, oito emires se sucederam numa \u00e9poca brilhante      sobre o ponto de vista cultural, ainda que obscurecida por diversos levantes,      at\u00e9 que Abdul Rahman III decidiu fundar um califado ao se declarar como emir      Al-Muminin, e se outorgando al\u00e9m do poder temporal, o espiritual sobre a comunidade      mu\u00e7ulmana, este califa como o seu sucessor Al-Hakam II, que durante o seu      governo soube de forma brilhante formar a integra\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-cultural ente      os Berberes, \u00c1rabes, Hisp\u00e2nicos e Judeus ao apaziguar a popula\u00e7\u00e3o a pactuarem      com os crist\u00e3os e mandou construir e ampliar numerosos edif\u00edcios ao se cerca      do que havia de mais erudito na \u00e9poca e para isto temos como exemplo a constru\u00e7\u00e3o      da mesquita de C\u00f3rdoba, cuja obra teve continuidade com o seu sucessor Al-Hakam      II, no entanto nem todos os sucessores destes brilhantes califas seguiram      as suas pol\u00edticas t\u00e3o aceitada, com isto surgiram os primeiros focos de resist\u00eancias,      a ap\u00f3s alguns anos de guerras civil, o califado foi finalmente abolido.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami3.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"188\" height=\"248\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><\/p>\n<p>E      com o reinicio das lutas separatistas e as rebeli\u00f5es surgiram \u00e0s divis\u00f5es      e decomposi\u00e7\u00f5es na Andaluzia quando as grandes fam\u00edlias \u00c1rabes, Berberes e      Muwaladis e Crist\u00e3os hisp\u00e2nicos que abra\u00e7aram o isl\u00e3 quiseram usufruir as      benesses do estado, ent\u00e3o surgiram por todas as partes os reis de taifas ao      se elevarem \u00e0 categoria de donos e senhores dos principais lugares do territ\u00f3rio      andaluz<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami4.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"298\" height=\"211\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><\/p>\n<p>Com isto Dom Afonso VI liderando um ex\u00e9rcito crist\u00e3o retomou a cidade de      Toledo e dando inicio a reconquista espanhola, e isto fez surgir o ressentimento      \u00e9tnico religioso quando mercen\u00e1rios mu\u00e7ulmanos e crist\u00e3os como a figura de      El Cid que estavam dispostos a lutar contra seus pr\u00f3prios correligion\u00e1rios      que mantivessem determinadas posi\u00e7\u00f5es de poder. <\/p>\n<p>Enquanto isto no Magrebe ocidental surgia um movimento pol\u00edtico e religioso      numa tribo Berbere do sul que eram os Lamtuna que fundaram a dinastia dos      Almor\u00e1vidas com o objetivo de estabelecer uma comunidade pol\u00edtica com os ensinamentos      isl\u00e2micos do te\u00f3logo Abdallah Ibn Yasin, ao aderiram ao isl\u00e3 ortodoxo, e os      seus seguidores ficaram conhecidos como Al-Murabitum (o povo dos monast\u00e9rios      e na historiografia ocidental como os Almor\u00e1vidas) e em pouco tempo empreenderam      uma serie de campanha e formaram um imp\u00e9rio que compreendia parte do norte      da \u00c1frica e da Andaluzia e no ano de 1055 sob a chefia de Ibn Tashfim os Almor\u00e1vidas      penetraram na pen\u00ednsula e conquistaram Sijilmasa e Awdaghust que eram importantes      centros comerciais de ouro trans-sahariano quando venceram as tropas de Dom      Afonso VI em Sagrajas e fundaram a cidade de Marrakesh que passou a ser a      capital do reino Almor\u00e1vidas.<\/p>\n<p>Ao darem prosseguimento de suas campanhas os Almor\u00e1vidas acabaram com os      reis de Taifas e passaram a governar a Andaluzia onde acabaram encontrando      uma certa oposi\u00e7\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o que se revoltou com o rigor e rigidez      por eles praticada. <\/p>\n<p>E com a morte de Abdallah Ibn Yasin, um de seus seguidores de nome Abu Bakr      tomou para si o manto da lideran\u00e7a e continuou as conquistas do noroeste da      \u00c1frica, e no ano de 1087 Yusuf Ibn Tashfin tornou-se o l\u00edder do ramo norte      dos Almor\u00e1vidas e conquistou a cidade de Ceuta ao longo do estreito de Gibraltar.<\/p>\n<p>Enquanto isto Dom Afonso VI retomava a cidade mu\u00e7ulmana de Toledo, com isto      o governante mu\u00e7ulmano de Sevilha ao se sentir amea\u00e7ado pediu ajuda, com isto      Ibn Tasfin cruzou o estreito e derrotou Dom Afonso VI e retornou a Marrocos      e em novo avan\u00e7o ele submeteu seus aliados mu\u00e7ulmanos e anexou toda a Espanha      mu\u00e7ulmana ao seu vasto imp\u00e9rio que ia do rio Senegal at\u00e9 o rio Ebro,      com isto a Andaluzia se transformou numa simples prov\u00edncia de Marrocos, no      entanto essa unifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o durou muito tempo em virtude das dificuldades      econ\u00f4micas, inquieta\u00e7\u00e3o social e das desaven\u00e7as entre as comunidades judaica      e crist\u00e3 que geraram uma s\u00e9rie de revoltas, enquanto isto surgia um novo movimento      religioso em Magrebe que era os Almoadas para amea\u00e7ar a supremacia dos Almor\u00e1vidas.<\/p>\n<p>Esta      nova dinastia que surgiu numa tribo Berbere procedente do Atlas era liderada      pelo guerreiro Ibn Tumart que se organizou para derrotar seus predecessores,      e apesar de terem tidos grandes construtores e cercados dos melhores literatos      e cientistas da \u00e9poca, eles acabaram por sucumbir ao relaxamento dos costumes      e quando parecia que tudo estava perdido devido ao avan\u00e7o de Castela.<\/p>\n<p>Foi que surgiu em Ja\u00e9n a dinastia Nasari fundada por Al-Ahmar Ibn Nasr, o      c\u00e9lebre Abenamar do romanceiro que deu novos alentos aos mu\u00e7ulmanos, com sede      em Granada seu reino compreendia as regi\u00f5es granadina, almeriense e malaguenha      e parte da Murcia e cercado de grande instabilidade em virtude de estarem      ao norte os reis cat\u00f3licos e ao sul os sult\u00f5es Marinidas de Marrocos e que      apesar de tudo a cidade de Granada se constituiu como uma grande metr\u00f3pole      em seu tempo onde acolhia mu\u00e7ulmanos de todas as partes do mundo. <\/p>\n<p>E em meados do s\u00e9culo XIII, tudo o que restava da Espanha mu\u00e7ulmana era o      reino de Granada na costa sul da pen\u00ednsula ib\u00e9rica, pois os crist\u00e3os tinham      reconquistado C\u00f3rdoba em 1236, Sevilha em 1248 e em breve todo a pen\u00ednsula      ib\u00e9rica se tornou crist\u00e3 e o ponto decisivo se deu no final do s\u00e9culo XV quando      do casamento de Fernando de Arag\u00e3o com Isabel de Castela e Leon que unificaram      a Espanha e fortaleceram os ex\u00e9rcitos crist\u00e3os.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami5.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"296\" height=\"253\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><\/p>\n<p>E      por conta disto em 1492 os crist\u00e3os finalmente derrotaram os mu\u00e7ulmanos quando      o rei Bobadilha Abu Abd Allah capitulou perante aos reis cat\u00f3licos ao entregar      a cidade de Granada e partir desta data se deu o inicio das persegui\u00e7\u00f5es e      acultura\u00e7\u00e3o sem tr\u00e9gua dos mouriscos que permaneceram sob o dom\u00ednio crist\u00e3o      at\u00e9 acontecerem \u00e0s expuls\u00f5es maci\u00e7as a partir de 1610 quando deixaram para      traz setecentos anos de ocupa\u00e7\u00e3o da pen\u00ednsula ib\u00e9rica com seus legados indel\u00e9veis      na cultura espanhola que pode ser vista hoje na arquitetura, l\u00edngua e nas      tradi\u00e7\u00f5es da Espanha.<\/p>\n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n<h6>Espanha Isl\u00e2mica<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<h4><strong>Islam &#8211; Anos de Ouro<\/strong><\/h4>\n<p>No s\u00e9culo VII, a pen\u00ednsula ar\u00e1bica era habitada por povos que levavam uma      vida n\u00f4made, divididos por tribos, incapazes de constituir uma federa\u00e7\u00e3o mais      ampla e est\u00e1vel. Sua religi\u00e3o era polite\u00edsta, com algumas cren\u00e7as sem\u00edticas.    <\/p>\n<p>Adoravam pedras e eram profundamente supersticiosos, com a pr\u00e1tica de jogos      de advinha\u00e7\u00e3o e or\u00e1culos. Ao sul da pen\u00ednsula, no I\u00eamen, havia formas de sociedades      mais desenvolvidas. Importante porto, por ali passava todo o com\u00e9rcio vindo      do Oriente, que ganhava o interior da pen\u00ednsula atrav\u00e9s de caravanas de cameleiros      que iam at\u00e9 \u00e0 S\u00edria. <\/p>\n<p>Persas e et\u00edopes disputavam a posse de pontos essenciais. Os sass\u00e2nidas tinham      o monop\u00f3lio comercial do Oceano \u00cdndico e tentavam impedir a concorr\u00eancia de      Biz\u00e2ncio, que pelo Egito tentava infiltrar-se na regi\u00e3o. <\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia, Meca tornara-se um centro comercial important\u00edssimo, rota      de passagem entre o I\u00eamen e a S\u00edria e o atual Iraque. Portanto, os \u00e1rabes      n\u00e3o viviam confinados, como podemos imaginar, mas nas fronteiras das duas      grandes civiliza\u00e7\u00f5es existentes ent\u00e3o. E sua religi\u00e3o absorvia essa realidade,      posto que sua f\u00e9 refletia um pouco de todas as cren\u00e7as populares do Oriente.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse ambiente que nasce Mohammad, o homem que pregou a religi\u00e3o \u00fanica,      revelada aos \u00e1rabes para completar as revela\u00e7\u00f5es anteriores. Membro de uma      tribo tradicional em Meca, os coraixitas, \u00f3rf\u00e3o desde muito cedo, foi criado      por seu av\u00f4, primeiro, e depois por seu tio, Abu Talib. <\/p>\n<p>Homem de h\u00e1bitos simples, dado \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o, era conhecido no seu meio      por sua honradez no trato com os neg\u00f3cios e por sua simplicidade. Aos 25 anos      casa-se com Khadija, uma vi\u00fava mais velha do que ele, uma rica empres\u00e1ria      que administrava seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios. <\/p>\n<p>Aos 40 anos recebe a primeira mensagem e, a partir da\u00ed, durante os 23 anos      seguintes, o conjunto dessas mensagens foi sendo ordenado e sistematizado      em um livro, o Alcor\u00e3o, o livro sagrado dos mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>Em linhas gerais, o Islam \u00e9 uma religi\u00e3o simples, isenta de dogmas e fundamenta-se      em 5 pilares b\u00e1sicos: cren\u00e7a em Deus, nos Seus anjos, nos livros e nos mensageiros,      no dia do ju\u00edzo final, e na predestina\u00e7\u00e3o. <strong>S\u00e3o pilares da f\u00e9:<\/strong>      o testemunho, a ora\u00e7\u00e3o 5 vezes ao dia, o pagamento do zakat, o jejum no m\u00eas      do Ramad\u00e3 e a peregrina\u00e7\u00e3o, pelo uma vez na vida. <\/p>\n<p>As fontes do Islam s\u00e3o basicamente tr\u00eas: o Alcor\u00e3o, a sunnah do profeta e      as biografias escritas.<\/p>\n<p>Mensagens simples, num estilo candente e direto, de f\u00e1cil compreens\u00e3o por      parte das pessoas, de imediato surgem as ades\u00f5es em massa, o que vem abalar      o poder da classe dominante em Meca, \u00e0 \u00e9poca em m\u00e3os dos coraixitas. <\/p>\n<p>O Alcor\u00e3o promove uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o na vida social e pol\u00edtica \u00e1rabe.      Ele real\u00e7ava a igualdade das pessoas dentro da comunidade mu\u00e7ulmana. Os mercadores      das cidades e os n\u00f4mades do desertos estavam unidos sob a mesma lideran\u00e7a.      As mulheres passaram a usufruir de uma condi\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida. <\/p>\n<p>Em 622, ap\u00f3s anos de persegui\u00e7\u00f5es, embargos, humilha\u00e7\u00e3o e sofrimento, Mohammad      busca ref\u00fagio em Iatrib, chamada de A Cidade (Madina) do Profeta. \u00c9 a H\u00e9gira,      que d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 era mu\u00e7ulmana. <\/p>\n<p>Em Medina, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais apenas a prega\u00e7\u00e3o de uma f\u00e9. Mohammad organiza uma      comunidade dentro dos princ\u00edpios isl\u00e2micos revelados por Deus, e cuja lei      o mu\u00e7ulmano n\u00e3o dissocia da f\u00e9, posto que sua origem \u00e9 divina. <\/p>\n<p>Ao morrer, em 632, Mohammad tinha fundado uma religi\u00e3o consciente de sua      especificidade, esbo\u00e7ara um regime social externo e superior \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o      social e unificara a Ar\u00e1bia, coisa at\u00e9 ent\u00e3o inconceb\u00edvel. <\/p>\n<p>Toda a Ar\u00e1bia havia se tornado mu\u00e7ulmana e os \u00e1rabes j\u00e1 n\u00e3o mais estavam      divididos entre a lealdade ao Islam ou \u00e0s tribos, porque todos eram mu\u00e7ulmanos      e o Islam havia absorvido a todos por igual.<\/p>\n<p>No entanto, as disc\u00f3rdias internas coraixitas foram muito mais perigosas.      Durante a exist\u00eancia do Profeta, os coraixitas haviam sido os mais ferrenhos      opositores ao Islam e \u00e0 fam\u00edlia do Profeta, os descendentes de Hashim. <\/p>\n<p>Quando &#8216;Ali, primo e marido da filha de Mohammad, portanto, um hashimita,      foi escolhido como califa, encontrou forte oposi\u00e7\u00e3o por parte de Muawiya,      filho de Abu Sufyan, descendente do cl\u00e3 dos om\u00edadas. <\/p>\n<p>Foram cinco anos de guerra civil entre hashimitas e om\u00edadas, culminando com      o assassinato de &#8216;Ali. Muawiya tornou-se califa e estabeleceu a dinastia om\u00edada,      que governou o mundo mu\u00e7ulmano por 90 anos, de 661 a 750. <\/p>\n<p>Husain, neto do Profeta, foi assassinado pelos Om\u00edadas, em Kerbala, no Iraque.      As dissen\u00e7\u00f5es entre om\u00edadas e hashimitas dividiram o mundo isl\u00e2mico e se estenderam      at\u00e9 os dias atuais. Aqueles que defendem o direito dos descendentes de &#8216;Ali      ao califado, ficaram conhecidos como xi\u00edtas (Shia &#8211; Partido de &#8216;Ali) e, do      ponto de vista espiritual, constituem-se numa fa\u00e7\u00e3o separada dos sunitas,      aqueles que seguem as sunas (ditos e atos) do Profeta.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte de Mohammad, seguem-se as primeiras conquistas, iniciadas com      a tomada da S\u00edria (633-636), depois Iraque (637), Egito (639-642), Ir\u00e3 (651),      no s\u00e9culo VIII a ocupa\u00e7\u00e3o da Africa do Norte e Turquia, e da\u00ed, cruzando o      Mediterr\u00e2neo, para a Espanha e Sic\u00edlia, atingindo a G\u00e1lia. Em 712, o Islam      tocava as fronteiras da China e ocupava o que hoje corresponde ao Paquist\u00e3o      ocidental. <\/p>\n<p>Em dire\u00e7\u00e3o ao Ocidente, eles alcan\u00e7aram o auge de sua expans\u00e3o em 732, exatamente      100 anos ap\u00f3s a morte do Profeta, quando foram derrotados em Tours, na regi\u00e3o      central da Fran\u00e7a, a um passo de cruzar o canal da Mancha e alcan\u00e7ar Dover,      na Inglaterra.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o \u00e1rabe, partindo de um emaranhado de tribos n\u00f4mades hostis, de      um deserto remoto, para transformar-se no maior imp\u00e9rio do mundo, \u00e9 um dos      eventos mais impressionantes e dram\u00e1ticos da hist\u00f3ria mundial. <\/p>\n<p>De in\u00edcio, essas conquistas n\u00e3o apresentaram efeitos perturbadores sobre      as popula\u00e7\u00f5es conquistadas. N\u00e3o havia persegui\u00e7\u00e3o religiosa por parte dos      mu\u00e7ulmanos. S\u00f3 se exigia que os n\u00e3o-mu\u00e7ulmanos admitissem a supremacia pol\u00edtica      do Islam, materializada no pagamento de um imposto especial, na proibi\u00e7\u00e3o      de qualquer proselitismo junto a mu\u00e7ulmanos e no car\u00e1ter puramente \u00e1rabe do      ex\u00e9rcito. <\/p>\n<p>Na verdade, essas reservas pouco afetavam o cotidiano dos povos vencidos.      O que \u00e9 fato \u00e9 que a vida intelectual floresceu, tanto em C\u00f3rdoba e Granada      como em Damasco e Bagd\u00e1. Ap\u00f3s 200 anos de iniciada a expans\u00e3o isl\u00e2mica, surgem      as primeiras diverg\u00eancias e o dom\u00ednio do Islam come\u00e7a a se fragmentar em uma      s\u00e9rie de governos independentes, cada um deles com uma fei\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, e a      supremacia titular do califado passa a ser recusada. <\/p>\n<p>Nos cinco s\u00e9culos seguintes as regi\u00f5es centrais da \u00c1sia come\u00e7am a sofrer      as invas\u00f5es n\u00f4mades e o mundo isl\u00e2mico vai perdendo a unidade pol\u00edtica e o      brilho militar que haviam caracterizado os primeiros s\u00e9culos do Islam. <\/p>\n<p>A \u00c1sia Ocidental \u00e9 ocupada pelos turcos selj\u00facidas, que passam a controlar      o califado, partilhando com os fatimidas do Egito, o poder dominante da comunidade      mu\u00e7ulmana. T\u00e3o importante quanto a chegada dos turcos, foi o aparecimento      dos mong\u00f3is na \u00faltima grande invas\u00e3o n\u00f4made do mundo civilizado.<\/p>\n<p>Em 1492, Granada rendeu-se ao ex\u00e9rcito de Fernando e Isabela, da Espanha,      marcando o fim do dom\u00ednio isl\u00e2mico na Europa ocidental. Em 1500, j\u00e1 n\u00e3o mais      havia esperan\u00e7a de unidade pol\u00edtica no mundo isl\u00e2mico. <\/p>\n<p>Eram dois os principais centros isl\u00e2micos: o Egito e o imp\u00e9rio otomano. Duas      grandes culturas dividiam os mu\u00e7ulmanos: a cultura \u00e1rabe, com o predom\u00ednio      do Egito, e a cultura persa, que se tinha difundido entre os grandes imp\u00e9rios      continentais criados pelos povos turcos. <\/p>\n<p>Apesar disso, o Alcor\u00e3o, as tradi\u00e7\u00f5es e a lei, foram os instrumentos aglutinadores      para transformar as diverg\u00eancias em uma for\u00e7a social, o que, em \u00faltima an\u00e1lise,      significava o dom\u00ednio do \u00e1rabe.<\/p>\n<p>Quando falamos em estado isl\u00e2mico, estamos nos referindo ao per\u00edodo da hist\u00f3ria      isl\u00e2mica em que os princ\u00edpios e as instru\u00e7\u00f5es do Islam foram totalmente aplicados      em seu verdadeiro sentido. Esse per\u00edodo come\u00e7a em 622 DC, quando o profeta      Mohammad estabeleceu o primeiro estado isl\u00e2mico na cidade de Medina. <\/p>\n<p>Depois de sua morte, os quatro primeiros Califas que se seguiram, conhecidos      como os califas probos (Abu Bakr, Omar, Osman e Ali), aplicaram em sua totalidade      todos aqueles princ\u00edpios isl\u00e2micos.<\/p>\n<p> O per\u00edodo que se seguiu e que se estende at\u00e9 os dias atuais, podemos dizer      que o sistema isl\u00e2mico aut\u00eantico se modificou, transformando-se em monarquias,      sem a participa\u00e7\u00e3o popular na escolha de seus governantes. S\u00e3o sistemas heredit\u00e1rios,      semelhantes aos tempos pr\u00e9-isl\u00e2micos, baseados no sistema tribal. O Islam      n\u00e3o reconhece esses governos e sequer pode ser responsabilizado por eles.<\/p>\n<p><strong>A      seguir, para que se tenha uma melhor compreens\u00e3o dos acontecimentos desse      per\u00edodo, apresentamos uma cronologia que melhor poder\u00e1 orientar no estudo      do Islam.<\/strong><\/p>\n<h4>Cronologia<\/h4>\n<p><strong>S\u00e9culo      VII (600 &#8211; 699 d.C)<\/strong><\/p>\n<p>622:      H\u00e9gira. O Profeta migra para Medina, iniciando-se a contagem do calend\u00e1rio      mu\u00e7ulmano.<br \/>\n     623: Expedi\u00e7\u00e3o a Nakhla.<br \/>\n     624: Batalha de Badr.<br \/>\n     625: Batalha de Uhud. Segunda expedi\u00e7\u00e3o a Badr. Expedi\u00e7\u00e3o a Beni an Nazir.<br \/>\n     626: Expedi\u00e7\u00e3o a Beni Mustaliq.<br \/>\n     627: Batalha de Trench. Expuls\u00e3o dos judeus de Banu Quraiza.<br \/>\n     628: Pacto de Hudaibiya. Mohammad envia cartas a v\u00e1rios chefes de estado.<br \/>\n     629: O Profeta realiza a peregrina\u00e7\u00e3o a Meca. Expedi\u00e7\u00e3o a Muta (romanos).<br \/>\n     630: Conquista de Meca. Batalhas de Hunayn, Auras e Taif.<br \/>\n     631: Expedi\u00e7\u00e3o a Tabuk. Ano de miss\u00f5es diplom\u00e1ticas.<br \/>\n     632: Peregrina\u00e7\u00e3o da despedida em Meca.<br \/>\n     632: Morte do Profeta. Elei\u00e7\u00e3o de Abu Bakr como Califa. Expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 S\u00edria.      Diversas batalhas.<br \/>\n     633: Campanhas em Bahrain, Oman, I\u00eamen e Hadramut. Incurs\u00f5es ao Iraque. Diversas      batalhas.<br \/>\n     634: Batalhas de Basra, Damasco e Ajnadin. Morte de Abu Bakr e &#8216;Omar torna-se      califa.<br \/>\n     635: Conquista de Damasco e diversas batalhas.<br \/>\n     636: Conquista de Madain.<br \/>\n     637: Conquista da S\u00edria. Batalha de Yarmuk. Queda de Jerusal\u00e9m.<br \/>\n     638: Conquista de Jazirah.<br \/>\n     639: Conquista do Khuizistan. Avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o ao Egito.<br \/>\n     640: Tomada de Cesar\u00e9ia, na S\u00edria. Conquista de Shustar e Jande Sabur, na      P\u00e9rsia. Batalha de Babylon, no Egito.<br \/>\n     641: Batalha de Nahawand. Conquista de Alexandria.<br \/>\n     642: Batalha de Rayy na P\u00e9rsia. Conquista do Egito. Funda\u00e7\u00e3o de Al Fustat.<br \/>\n     643: Conquista do Azerbaij\u00e3o e do Tabarist\u00e3o, (R\u00fassia).<br \/>\n     644: Conquista de Fars, Kerman, Sistan, Mekran e Kharan.Morte de Omar e Osman      torna-se califa.<br \/>\n     645: Campanhas em Fats.<br \/>\n     646: Campanhas na \u00c1sia Menor.<br \/>\n     647: Campanhas no norte da \u00c1frica. Conquista da ilha de Chipre.<br \/>\n     648: Campanhas contra os bizantinos.<br \/>\n     651: Batalha naval de Masts contra os bizantinos.<br \/>\n     652: Descontentamentos e hostilidades contra o governo de Osman.<br \/>\n     656: Morte de Osman. Ali, genro do Profeta, se torna califa. Batalha do Camelo.<br \/>\n     657: Ali muda a capital para Kufa. Batalha de Siffin e o processo de arbitragem      em Daumaut ul Jandal.<br \/>\n     658: Batalha de Nahrawan.<br \/>\n     659: Conquista do Egito por Muawiya.<\/p>\n<p>660:      Ali retoma Hijaz e o I\u00eamen de Muawiya. Muawiya se proclama Califa de Damasco.<br \/>\n     661: Morte de Ali. Assume Hassan, que renuncia. Muawiya se torna o \u00fanico califa.      Per\u00edodo om\u00edada<br \/>\n     662: Revolta dos carijitas.<br \/>\n     666: Ataque \u00e0 Sic\u00edlia..<br \/>\n     670: Avan\u00e7o no norte da \u00c1frica. Conquista de Cabul..<br \/>\n     672: Captura da ilha de Rodes. Campanhas em Corass\u00e3.<br \/>\n     674: Bucara se torna um estado vassalo.<br \/>\n     677: Ocupa\u00e7\u00e3o de Samarcanda e Tirmiz. Cerco a Constantinopla.<br \/>\n     680: Morte de Muawiya. Assume Yazid. Trag\u00e9dia de Kerbala e morte do Califa      Husein.<br \/>\n     682: No norte da \u00c1frica, Uqba ibn Nafe marcha para o Atl\u00e2ntico, sofre uma      emboscada<br \/>\n     e \u00e9 morto em Biskra. Os mu\u00e7ulmanos recuam e se retiram de Burqa.<br \/>\n     683: Morte de Yazid e assume Muawiya II.<br \/>\n     684: Abdullah ibn Zubair se declara Califa de Meca. Marwan I se torna Califa      de Damasco.<br \/>\n     685: Morte de Marwan I. Abdul Malik torna-se Califa de Damasco. Batalha de      Ain ul Wada.<br \/>\n     686: Mukhtar se declara Califa de Kufa.<br \/>\n     687: Batalha de Kufa entre as for\u00e7as de Mukhtar e Abdullah ibn Zubair. Mukhtar      \u00e9 morto.<br \/>\n     691: Batalha de Deir ul Jaliq. Kufa se rende a Abdul Malik.<br \/>\n     692: Queda de Meca. Morte de Abdullah ibn Zubair. Abdul Malik se torna o \u00fanico      califa.<br \/>\n     695: Revolta carijita em Jazira e Ahwaz. Campanhas no norte da \u00c1frica. Os      mu\u00e7ulmanos ocupam Kish.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo      VIII (700 &#8211; 799d.C)<\/strong><\/p>\n<p>700:      Campanhas contra os b\u00e9rberes no norte da \u00c1frica.<br \/>\n     701: Al Hajjaj vence a rebeli\u00e3o liderada por Ashasat no Iraque e batalha de      Deir ul Jamira.<br \/>\n     705: Morte de Abdul Malik. Assume al-Walid I como califa.<br \/>\n     711: Conquista da Espanha. Sind e Transoxiana.<br \/>\n     712: Avan\u00e7o dos mu\u00e7ulmanos na Espanha, Sind e Transoxiana.<br \/>\n     713: Conquista de Multan.<br \/>\n     715: Morte de Walid I. Assume Suleiman.<br \/>\n     716: Invas\u00e3o de Constantinopla.<br \/>\n     717: Morte de Suleiman. Assume Omar ibn Abdul Aziz.<br \/>\n     720: Morte de Omar ibn Abdul Aziz. Assume Yazid II.<br \/>\n     724: Morte de Yazid II. Assume Hisham.<br \/>\n     725: Os mu\u00e7ulmanos ocupam Nimes, na Fran\u00e7a.<br \/>\n     732: Batalha de Tours, na Fran\u00e7a.<br \/>\n     737: Os mu\u00e7ulmanos sofrem uma derrota em Avignon, na Fran\u00e7a.<br \/>\n     740: Rebeli\u00e3o xi\u00edta sob a lideran\u00e7a de Zaid ibn Ali. Revolta b\u00e9rbere na \u00c1frica      do Norte. Batalha dos Nobres.<br \/>\n     741: Batalha de Bagdoura na \u00c1frica do Norte.<br \/>\n     742: O governo mu\u00e7ulmano \u00e9 restabelecido em Cairouan.<br \/>\n     743: Morte de Hisham. Assume Walid II. Revolta xi\u00edta em Corass\u00e3, com Yahya      ibn Zaid.<br \/>\n     744: Walid II \u00e9 deposto. Assume Yazid III, que morre. Assume Ibrahim, que      \u00e9 deposto.Batalha de Ain alJurr. Assume Marwan II.<br \/>\n     745: Os carijitas ocupam Kufa e Mosul.<br \/>\n     746: Batalha de Rupar Thutha, Kufa e Mosul s\u00e3o ocupadas por Marwan II.<br \/>\n     747: Revolta de Abu Muslim em Corass\u00e3.<br \/>\n     748: Batalha de Rayy.<br \/>\n     749: Batalhas de Isfahan e Nihawand. Tomada de Kufa pelos ab\u00e1ssidas. As Saffah      \u00e9 o califa ab\u00e1ssida em Kufa.<br \/>\n     750: Batalha de Zab. Queda de Damasco. Fim do per\u00edodo om\u00edada. In\u00edcio do per\u00edodo      ab\u00e1ssida.<br \/>\n     751: Conquista de Wasit pelos ab\u00e1ssidas. O ministro Abu Salama \u00e9 assassinado.<br \/>\n     754: Morte de As Saffah. Mansur assume o califado.<br \/>\n     755: Revolta de Abdullah b Ali. Abu Muslim \u00e9 assassinado. Revolta em Corass\u00e3.<br \/>\n     756: Abdul Rahman funda um estado om\u00edada na Espanha.<br \/>\n     762: Revolta xi\u00edta, sob a lideran\u00e7a de Muhammad (Nafs uz Zakia) e Ibrahim.<br \/>\n     763: Funda\u00e7\u00e3o de Bagd\u00e1. Derrota dos ab\u00e1ssidas na Espanha.<br \/>\n     767: \u00c9 estabelecido um estado carijita por Ibn Madrar, em Sijilmasa. Revolta      em Corass\u00e3.<br \/>\n     772: Batalha de Janbi na \u00c1frica do Norte. Surge um estado rustamida no Marrocos.<br \/>\n     775: Morte do califa ab\u00e1ssida Mansur. Assume Mahdi como califa.<br \/>\n     777: Batalha de Saragoza na Espanha.<br \/>\n     785: Morte do califa Mahdi. Assume Hadi.<br \/>\n     786: Morte do califa Hadi. Assume Harun ar Rashid.<br \/>\n     788: Surge um estado idr\u00edsida no Magrebe. Morte de Abdul Rahman da Espanha      e assume Hisham.<br \/>\n     792: Invas\u00e3o do sul da Fran\u00e7a.<br \/>\n     796: Morte de Hisham na Espanha. Assume al Hakam.<br \/>\n     799: A revolta dos khazars \u00e9 reprimida.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo      IX &#8211; 800 &#8211; 899d.C<\/strong><\/p>\n<p>800:      Os agl\u00e1bidas estabelecem-se na \u00c1frica do Norte.<br \/>\n     803: Queda dos barmakidas. Execu\u00e7\u00e3o de Jafar Barmki.<br \/>\n     805: Campanhas contra os bizantinos.Tomada das ilhas de Rodes e Chipre.<br \/>\n     809: Morte de Harun ur Raschid. Assume Amin.<br \/>\n     814: Guerra civil entre Amin e Ma&#8217;mun. Amin morre e Ma&#8217;mun se torna califa.<br \/>\n     815: Revolta xi\u00edta, sob a lideran\u00e7a de Ibn Tuba Tabs.<br \/>\n     816: Revolta xi\u00edta em Meca, sufocada por Harsama. Na Espanha, os om\u00edadas tomam      a ilha de C\u00f3rsega.<br \/>\n     817: Harsama \u00e9 assassinado.<br \/>\n     818: Os om\u00edadas da Espanha tomam as ilhas de Izira, Maiorca e Sardenha.<br \/>\n     819: Ma&#8217;mun chega a Bagd\u00e1.<br \/>\n     820: Tahir estabelece um governo tahirida, em Corass\u00e3.<br \/>\n     822: Morte de Al Hakam na Espanha. Assume Abdul Rahman. II.<br \/>\n     823: Morte de Tahir em Corass\u00e3. Assume Talha, que \u00e9 deposto. Assume Abdullah      ibn Tahir.<br \/>\n     827: Ma&#8217;mun declara o credo mutazillah como religi\u00e3o de estado.<br \/>\n     833: Morte de Ma&#8217;mun. Assume Mu&#8217;tasim.<br \/>\n     836: Mu&#8217;tasim transfere a capital para Samarra.<br \/>\n     837: Revolta dos Jats.<br \/>\n     838: Revolta de Babek no Azerbaij\u00e3o \u00e9 reprimida.<br \/>\n     839: Revolta de Maziar no Tabarist\u00e3o. Mu\u00e7ulmanos ocupam o sul da It\u00e1lia. Tomada      da cidade de Messina, na Sic\u00edlia.<br \/>\n     842: Morte de Mu&#8217;tasim. Assume Wasiq.<br \/>\n     843: Revoltas dos \u00e1rabes.<br \/>\n     847: Morte de Wasiq. Assume Mutawakkil.<br \/>\n     850: Mutawakkil restabelece a ortodoxia.<br \/>\n     849: Morte do governante tahirida, Abdullah ibn Tahir. Assume Tahir II.<br \/>\n     852: Morte de Abdur Rahman II da Espanha. Assume Muhammad I.<br \/>\n     856: Umar ibn Abdul Aziz funda o governo habarida em Sind.<br \/>\n     858: Mutawakkil funda a cidade de Jafariya.<br \/>\n     860: Ahmad funda o governo sam\u00e2nida na Transoxiana.<br \/>\n     861: O califa ab\u00e1ssida Mutawakkil \u00e9 assassinado. Assume Muntasir.<br \/>\n     862: Muntasir morre envenenado. Assume Mutasin.<br \/>\n     864: Hasan ibn Zaid estabelece um estado no Tabarist\u00e3o.<br \/>\n     866: Mutasim \u00e9 deposto e foge de Samarra. Assume Mutaaz.<br \/>\n     867: Yaqub ibn Layth estabelece o governo sef\u00e9rida em Sistan.<br \/>\n     868: Ahmad ibn Tulun estabelece o governo tulunida no Egito.<br \/>\n     869: Mutaaz, o califa ab\u00e1ssida, \u00e9 for\u00e7ado a abdicar. Assume Muhtadi.<br \/>\n     870: Revolta turca contra Muhtadi, que morre, assumindo Mutamid.<br \/>\n     873: Termina o governo tahirida.<br \/>\n     874: Revolta zanj no sul do Iraque. Morte do governante sam\u00e2nida Ahmad. Assume      Nasr.<br \/>\n     877: Morte de Yaqubb Layth do Sistan. Assume Amr ibn Layth.<br \/>\n     885: Morre Ahmad ibn Tulun no Egito e assume Khumarawayiah.<br \/>\n     866: Morre Muhammad I, o governante om\u00edada da Espanha. Assume Munzir. Morte      de Abdullah ibn Omar, o governante habarida do Sind.<br \/>\n     888: Morte de Munzir, o governante om\u00edada da Espanha. Assume Abbullah.<br \/>\n     891: \u00c9 estabelecido o estado qarmatiano no Bahrein.<br \/>\n     892: Morte de Nasr, o governante sam\u00e2nida. Assume Ismail.<br \/>\n     894: Os rustamidas se submetem \u00e0 Espanha.<br \/>\n     896: Morte do governante tulunida Khumarawayiah. Assume Abul Asakir Jaish.<br \/>\n     897: Abul Asakir Jaish \u00e9 assassinado. Assume Abu Musa Harun.<br \/>\n     898: Os qarmatianos saqueiam Basra.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo      X &#8211; 900 &#8211; 999 d.C<\/strong><\/p>\n<p>902:      Morte do califa ab\u00e1ssida Muktafi. Morte do governante sef\u00e9rida Amr.<br \/>\n     903: O governante qarmatiano Abu Said \u00e9 assassinado. Assume Abu Tahir.<br \/>\n     905: Abdullah ibn Hamdan funda a dinastia hamdanida, em Mosul e Jazira. Fim      dos tulinidas no Egito.<br \/>\n     907: Morte do califa ab\u00e1ssida Muktafi. Assume Muqtadir.<br \/>\n     908: Fim do governo sef\u00e9rida, anexa\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios aos sam\u00e2nidas.<br \/>\n     909: Obaid Alla al Mahdi funda o governo fatimida na \u00c1frica do Norte. Fim      da dinastia agl\u00e1bida.<br \/>\n     912: Morte do om\u00edada Amir Abdullah, da Espanha. Assume Abdur Rahman III.<br \/>\n     913: O sam\u00e2nida Ahmad II \u00e9 assassinado. Assume Nasr II.<br \/>\n     928: Mardawij ibn Ziyar funda o governo ziyarida no Tabarist\u00e3o.<br \/>\n     929: Os qarmatianos saqueiam Meca e levam a Pedra Negra da Caaba. Na Espanha,      Abdur Rahman III \u00e9 o califa.<br \/>\n     931: O califa ab\u00e1ssida Muqtadir retorna ao governo. Morte do qarmatiano Abu      Tahir.<br \/>\n     Assume Abu Mansur.<br \/>\n     932: Morte do califa ab\u00e1ssida Muqtadir. Assume Al Qahir.<br \/>\n     934: Deposi\u00e7\u00e3o de Al Qahir. Assume Ar Radi. Morte do califa om\u00edada Ubaidullah.Assume      Al Qaim.<br \/>\n     935: O ziyarida Mardawij \u00e9 assassinado. Assume Washimgir. Morte de Abdullah      b Hamdan. Assume Nasir ud Daula.<br \/>\n     936: Atrav\u00e9s de um golpe, Ibn Raiq se torna Amir ul Umara.<br \/>\n     938: Um outro golpe em Bagd\u00e1, liderado por Bajkam, tira-lhe o poder.<br \/>\n     940: Morte do califa ab\u00e1ssida Ar Radi. Assume Muttaqi.<br \/>\n     941: Bajkam \u00e9 assassinado e o poder \u00e9 tomado por Kurtakin.<br \/>\n     942: Ibn Raiq retoma o poder.<br \/>\n     943: Al Baeidi toma o poder. O califa ab\u00e1ssida Muttaqi \u00e9 for\u00e7ado a buscar      ref\u00fagio entre os hamdanidas. Sail ud Daula toma o poder em Bagd\u00e1 e o califa      retorna. Tuzun toma o poder e Said ud Daula se refugia em Mosul. Morte do      governante sam\u00e2nida Nasr II.Assume Nuh<br \/>\n     944: Muttaqi \u00e9 deposto. Assume Mustakafi.<br \/>\n     945: Morte de Tuzun. Shirzad se torna Amir ul Umra. Os buaihidas tomam o poder.<br \/>\n     Deposi\u00e7\u00e3o do califa ab\u00e1ssida Mustakafi.<br \/>\n     946: Morte do califa fatim\u00edda Al Qaim. Assume Mansur. Morte de Mohammad ibn      Tghj. Assume Abul&#8217; Qasim Ungur.<br \/>\n     951: A Pedra Negra volta para a Caaba em Meca.<br \/>\n     954: Morte do sam\u00e2nida Nuh. Assume Abdul Malik.<br \/>\n     961: Morte do sam\u00e2nida Abdul Malik.Assume Manauf. Alp-tagin funda a dinastia      dos ghaznavidas. Morte do califa om\u00edada Abdul Rahman III, da Espanha. Assume      Al Hakam. Morte do governante Ungur. Assume Abul Hasan Ali.<br \/>\n     965: Morte do governante qarmatiano Abu Mansur. Assume Hasan Azam, que \u00e9 assassinado.      O poder \u00e9 tomado por Malik Kafur.<br \/>\n     967: Morte do Sult\u00e3o Muiz ud Daula. Assume Bakhtiar. Morte do governante hamdanida      Sail ud Daula.<br \/>\n     968: Os bizantinos ocupam Alepo. Morte de Malik Kafur. Assume Abul Fawaris.<br \/>\n     969: Os fatimidas ocupam o Egito.<br \/>\n     972: Buluggin ibn Ziri funda o governo dos ziridas na Arg\u00e9lia.<br \/>\n     973: Dist\u00farbios entre xiitas e sunitas em Bagd\u00e1. O general turco Subuktgin      toma o poder em Bagd\u00e1.<br \/>\n     974: O califa ab\u00e1ssida Al Muttih abdica. Assume At Taii.<br \/>\n     975: Morte do general turco Subuktgin. Morte do califa fatimida Al Muizz.<br \/>\n     976: O sult\u00e3o Izz ud Daula retoma o poder com a ajuda do primo Azud ud Daula.      Morte do sam\u00e2nida Mansur. Assume Nuhr II. Morre o califa om\u00edada Hakam. Assume      Hisham II.<br \/>\n     978: Morte do Sult\u00e3o Izz ud Daula, e o poder \u00e9 tomado por Azud ud Daula. Os      hamdanidas derrotam os buaihidas.<br \/>\n     979: Bubkutgin se torna Emir de Ghazni.<br \/>\n     981: Fim do governo qarmatiano no Bahrein.<br \/>\n     982: Morte do sult\u00e3o buaihida Adud ud Daula. Assume Sharaf ul Daula.<br \/>\n     984: Morte do governante zirida Buluggin. Assume Mansur.<br \/>\n     986: Samsara ud Daula \u00e9 deposto por Sharaf ud Daula.<br \/>\n     989: Morte do sult\u00e3o Sharaf ud Daula,. Assume Baha ud Daula.<br \/>\n     991: Deposi\u00e7\u00e3o do Califa ab\u00e1ssida At Taii. Assume Al Qadir.<br \/>\n     996: Morte de Mansur. Assume Nasir ud Daula Badis.<br \/>\n     997: Morte do governante sam\u00e2nida Nuh II. Assume Mansur II.<br \/>\n     998: Morte de Mansur II. Assume Abdul Malik II. Mahmud se torna Emir de Ghazni.<br \/>\n     999: Fim do dom\u00ednio sam\u00e2nida.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo      XI &#8211; 1000 -1099 d.C<\/strong><\/p>\n<p>1001:      Mahmud de Ghazni derrota os shahis indus.<br \/>\n     1004: Mahmud toma Bhatiya.<br \/>\n     1005: Mahmud toma Multan e Ghur.<br \/>\n     1008: Mahmud derrota a Confedera\u00e7\u00e3o de Rajput.<br \/>\n     1010: Hisham II da Espanha abdica. Assume Mohammad.<br \/>\n     1011: Na Espanha, Mohammad \u00e9 deposto por Sulaiman.<br \/>\n     1012: Na Espanha, o poder \u00e9 tomado por Bani Hamud. Morte de Baha ud Daula.      Assume o Sult\u00e3o ud Daula.<br \/>\n     1016: Morte do governante zirida Nasir ud Daula Badis. Assume Al Muizz.<br \/>\n     1018: Na Espanha, o poder \u00e9 tomado por Abdul Rahman IV.<br \/>\n     1019: Conquista do Punjab por Mahmud Ghazna.<br \/>\n     1020: O buaihida ud Daula \u00e9 deposto por Musharaf ud Daula, morte do califa      fatimidaAl Hakim, assume Al Zahir.<br \/>\n     1024: Na Espanha, Abdul Rahman IV \u00e9 assassinado. Assume Mustafi.<br \/>\n     1025: Morte do buaihida Mushgraf ud Daula. Assume Jalal ud Daula.<br \/>\n     1029: Na Espanha, morte de Mustaft. Assume Hisham III.<br \/>\n     1030: Morte de Mahmud Ghazni.<br \/>\n     1031: Hisham III \u00e9 deposto na Espanha, fim dos om\u00edadas. Morte do califa ab\u00e1ssida      Al Qadir. Assume Al Qaim.<br \/>\n     1036: Morte do califa fatimida Al Zahir. Assume Mustansir. Tughril Beg \u00e9 coroado      rei dos selj\u00facidas.<br \/>\n     1040: Batalha de Dandanqan, os selj\u00facidas derrotam os ghaznavidas. Deposi\u00e7\u00e3o      de Mas\u00b4ud, o sult\u00e3o ghaznavida. Assume Mohammad. Os almor\u00e1vidas chegam ao      poder na \u00c1frica do Norte.<br \/>\n     1041: O sult\u00e3o ghaznavida Mohammad \u00e9 deposto por Maudud.<br \/>\n     1044: Morte do buaihida Jalal ud Daula. Assume Abu Kalijar.<br \/>\n     1046: Basasiri toma o poder em Bagd\u00e1.<br \/>\n     1047: Os ziridas na \u00c1frica do Norte recusam fidelidade aos fatimidas e transferem      essa fidelidade aos ab\u00e1ssidas.<br \/>\n     1048: Morte do buaihida Abu Kalijar. Assume Malik ur Rahim.<br \/>\n     1050: Yusuf ibn Tashfin chega ao poder no Magrebe.<br \/>\n     1055: Tughril Beg derruba os buaihidas.<br \/>\n     1057: Basasiri retoma o poder em Bagd\u00e1, dep\u00f5e Al Qaim e promete fidelidade      ao califa fatimida.<br \/>\n     1059: Tughril Beg retoma o poder em Bagd\u00e1 e al Qaim reassume como califa.<br \/>\n     1060: Ibrahim se torna sult\u00e3o de Ghazna. Yusuf ibn Tashfin funda a cidade      de Marrakesh. Os ziridas abandonam a capital e estabelecem uma nova capital      em Bougie.<br \/>\n     1062: Morte do governante zirida Al Muizz. Assume Tamin.<br \/>\n     1063: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Tughril Beg. Assume Alp Arsalan.<br \/>\n     1071: Batalha de Manzikert, o imperador bizantino \u00e9 feito ref\u00e9m pelos selj\u00facidas.<br \/>\n     1073: Morte de Alp Arsalan. Assume Malik Shah.<br \/>\n     1077: Morte do califa ab\u00e1ssida Al Qaim. Assume Al Muqtadi.<br \/>\n     1082: Os almor\u00e1vidas conquistam a Arg\u00e9lia.<\/p>\n<p>1086:      Batalha de Zallakha. Os almor\u00e1vidas derrotam os crist\u00e3os na Espanha. Morte      do Sult\u00e3o Suleiman, ascens\u00e3o de Kilij Arsalan.<br \/>\n     1091: Os normandos conquistam a Sic\u00edlia. Fim do dom\u00ednio mu\u00e7ulmano.<br \/>\n     1092: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Malik Shah. Assume Mahmud.<br \/>\n     1094: Morte de Mahmud. Assume Barkiaruk. Morte do califa ab\u00e1ssida Al Muqtadi.      Assume Mustahzir.<br \/>\n     1095: A primeira Cruzada.<br \/>\n     1099: Os cruzados tomam Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo      XII &#8211; 1100 &#8211; 1199d.C<\/strong><\/p>\n<p>1101:      Morte do califa fatimida Al Mustaali. Assume Al Aamir.<br \/>\n     1105: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Barkiaruk. Assume Muhammad.<br \/>\n     1106: Morte do almor\u00e1vida Yusuf b Tashfin.<br \/>\n     1107: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Kilij Arsalan. Assume Malik Shah.<br \/>\n     1108: Morte do governante zirida Tamin. Assume Yahya.<br \/>\n     1116: Morte do sult\u00e3o sej\u00facida Malik Shah. Assume Rukn ud Din Masud.<br \/>\n     1118: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Muhammad. Assume Mahmud II. Morte do califa      ab\u00e1ssida Mustahzir. Assume Mustarshid. Na Espanha, os crist\u00e3os tomam Saragoza.<br \/>\n     1121: Morte do califa fatimida Al Aamir. Assume Al Hafiz.<br \/>\n     1126: Nasce em C\u00f3rdoba, Ibn Rushd &#8211; Averr\u00f3es<br \/>\n     1127: Imad ud Din Zangi estabelece o governo zangi em Mosul.<br \/>\n     1128: Morte de Khawarzam Shah Qutb ud Din Muhammad. Assume Atsiz.<br \/>\n     1130: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Mahmud II. Assume Tughril Beg II.<br \/>\n     1134: O califa ab\u00e1ssida Mustarshid \u00e9 assassinado. Assume Al Rashid. Morte      do sult\u00e3o selj\u00facida Tughril Beg II. Assume Masud.<br \/>\n     1135: Deposi\u00e7\u00e3o do califa ab\u00e1ssida Al Rashid. Assume Al Muktafi.<br \/>\n     1144: Imad ud Din Zangi toma Edessa dos crist\u00e3os. Segunda Cruzada.<br \/>\n     1146: Morte de Imad ud Din Zangi. Assume Nur ud Din Zangi.<br \/>\n     1147: No Magrebe, os almor\u00e1vidas s\u00e3o derrotados pelos almoadas, sob a lideran\u00e7a      de Abul Mumin.<br \/>\n     1148: Fim do dom\u00ednio zirida na \u00c1frica do Norte. Os ghuridas p\u00f5em um fim \u00e0      domina\u00e7\u00e3o ghaznavida na \u00cdndia.<br \/>\n     1149: Morte do califa fatimida Al Hafiz. Assume Al Zafar.<br \/>\n     1152: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Masud. Assume Malik Shah II. Termina o governo      hamadida na \u00c1frica do Norte.<br \/>\n     1153: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Malik Shah II. Assume Muhammad II.<br \/>\n     1154: Morte do califa fatimida Al Zafar. Assume Al Faiz.<br \/>\n     1156: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida romano Rukn ud Din Masid. Assume Arsalan II.<br \/>\n     1159: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Muhammad II. Assume Sulaiman.<br \/>\n     1160: Morte do califa ab\u00e1ssida Al Mukta. Assume Al Mustanjid. Morte do califa      fatimida Al Faiz. Assume Al Azzid.<br \/>\n     1161: Morte do selj\u00facida Sulaiman. Assume Arsalan Shah.<br \/>\n     1163: Morte do governante almoada Abul Mumin. Assume Abu Yaqub Yusuf.<br \/>\n     1170: Morte do califa ab\u00e1ssida Mustanjid. Assume Al Mustazii.<br \/>\n     1171: Morte do califa fatimida Al Azzid. Fim dos fatimidas. Saladino funda      a dinastia dos ai\u00fabidas no Egito.<br \/>\n     1172: Morte do khawarzam Shah Arsalan. Assume Sultan Shah.<br \/>\n     1173: O khawarzam Shah Sultan Shah \u00e9 deposto por Tukush Shah.<br \/>\n     1174: Saladino anexa a S\u00edria.<br \/>\n     1175: Os ghuridas derrotam os turcos e ocupam Ghazni.<br \/>\n     1176: Morte do sult\u00e3o selj\u00facida Arsalan Shah. Assume Tughril Beg III.<br \/>\n     1179: Morte do califa ab\u00e1ssida Al Mustazaii. Assume Al Nasir. Shahab ud Din      Ghuri captura Peshawar.<br \/>\n     1185: Morte do governante almoada Abu Yaqub Yusuf. Assume Abu Yusuf Yaqub.<br \/>\n     1186: Os ghuridas derrotam os ghaznavida no Punjab.<br \/>\n     1187: Saladino toma Jerusal\u00e9m dos crist\u00e3os. Terceira Cruzada.<br \/>\n     1191: Batalha de Tarain entre os rajputanos e os ghuridas.<br \/>\n     1193: Morte de Saladino. Assume Al Aziz. Segunda batalha de Tarain.<br \/>\n     1194: Os mu\u00e7ulmanos ocupam Delhi. Fim do dom\u00ednio selj\u00facida.<br \/>\n     1199: Morte do khawarzam Tukush Shah. Assume Ala ud Din. Morte do almoada      Abu Yusuf Yaqub. Assume Mohammad Nasir. Conquista do norte da \u00cdndia e Bengala      pelos ghuridas.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9culo      XIII (1200 &#8211; 1299d.C)<\/strong><\/p>\n<p>Al      Uqab na Espanha, fim dos almor\u00e1vidas. Os almo\u00e1das s\u00e3o derrotados pelos crist\u00e3os      em Al-Uqba. O sult\u00e3o An Nasir foge para o Marrocos onde morre. Assume seu      filho Yusuf, que tira o t\u00edtulo de Al Mustansir.<br \/>\n     1214: An Nasir morre na \u00c1frica do Norte. Assume Al Mustansir. Abdul Haq ocupa      a regi\u00e3o nordeste do Marrocos.<br \/>\n     1216: Os almo\u00e1das s\u00e3o derrotados pelos marinidas na batalha de Nakur.<br \/>\n     1217: Os marinidas s\u00e3o derrotados na batalha do rio Sibu. Abdul Haq \u00e9 assassinado      e os marinidas saem do Marrocos.<br \/>\n     1218: Morre o ai\u00fabida Al Adil. Assume Al Kamil. Os marinidas, chefiados por      Oman, retornam ao Marrocos e ocupam Fez.<br \/>\n     1220: Morte de Shah Ala ud Din. Assume Jalal ud Din Mangbarni.<br \/>\n     1222: Morte do governante zangi, Nasir ud Din Mahmud, e o poder \u00e9 tomado por      Badr ud Din Lulu.<br \/>\n     1223: Morte do almo\u00e1da Muntasir. Assume Abdul Wahid. Morte de Yusuf Al Mustansir.      Assume Abdul Wahid no Marrocos. Na Espanha, um irm\u00e3o de Yusuf declara sua      independ\u00eancia e assume o t\u00edtulo de Al Adil, que derrotado por Abu Muhammad      foge para o Marrocos e derrota Abdul Walid.<br \/>\n     1224: Morte do governante almo\u00e1da Abdul Wahid. Assume Abdullah Adil.<br \/>\n     1225: Morte do califa ab\u00e1ssida An Nasir. Assume Al Mustansir.<br \/>\n     1227: Morre o almo\u00e1da Abdullah Adil. Assume Mustasim. Al Adil \u00e9 assassinado,      o filho Yahia assume como Al Mustasim.<br \/>\n     1229: Morte de Al Mustasim, assume Idris. O ai\u00fabida Al Kamil restitui Jerusal\u00e9m      aos crist\u00e3os. Abu Muhammad morre na Espanha e \u00e9 sucedido por Al Mamun. Al      Mamun invade o Marrocos com a ajuda dos crist\u00e3os. Yahia \u00e9 derrotado e o poder      \u00e9 tomado por<br \/>\n     Al Mamun. Ele recusa a lideran\u00e7a de Ibn Tumarat.<br \/>\n     1230: Fim do dom\u00ednio dos Khawarzam Shah .<br \/>\n     1232: Morte de Idris. Assume Abdul Wahid II. Al Mamun \u00e9 assassinado. Assume      seu filho Ar-Rashid.<br \/>\n     1234: Morte do governante ai\u00fabida Al Kamil. Assume Al Adil.<br \/>\n     1236: Morte do Sult\u00e3o Iltutmish, de Delhi. Assume Rukn ud Din Feroz Shah.<br \/>\n     1237: Razia Sultana assume o governo de Delhi.<br \/>\n     1240: Morte de Ar-Rashid. Assume seu filho Abu Said.<br \/>\n     1241: Morte de Razia Sultana. Assume Bahram Shah.<br \/>\n     1242: Morte de Bahram Shah. Assume Ala ud Din Masud Shah como sult\u00e3o de Delhi      Sultan. Morte do almo\u00e1da Abdul Wahid. Assume Hasan. Morte do califa ab\u00e1ssida      Mustansir. Assume Mustasim.<br \/>\n     1243: Morte do governante almo\u00e1da Abdul Walid II.<br \/>\n     1244: Os almo\u00e1das derrotam os marinidas na batalha de Abu Bayash. Os marinidas      fogem do Marrocos.<br \/>\n     1245: Os mu\u00e7ulmanos reconquistam Jerusal\u00e9m.<br \/>\n     1246: Morte do sult\u00e3o de Delhi, Ala ud Din Masud Shah, assume Nasir ud Din      Mahmud Shah.<br \/>\n     1248: Morte do governante almo\u00e1da Abul Hasan. Assume Omar Murtaza. Abu Said      ataca Tlemsen, mas sofre uma emboscada e morre. Assume seu filho Murtada.<br \/>\n     1250: Os marinidas retornam ao Marrocos e ocupam a maior parte do territ\u00f3rio.<br \/>\n     1258: Os mong\u00f3is saqueiam Bagd\u00e1. Morte do califa ab\u00e1ssida Mustasim. Fim dos      ab\u00e1ssidas. Hulagu estabelece o governo mongol no Ir\u00e3 e Iraque, com a capital      em Maragah. Berek Khan, o l\u00edder mu\u00e7ulmano do Horda de Ouro, protesta contra      o tratamento do califa ab\u00e1ssida e retira seu contingente de Bagd\u00e1.<br \/>\n     1259: Abu Abdullah, o governante hafsida, se proclama califa e assume com      o nome de Al Mustamir.<br \/>\n     1260: Batalha de Ayn Jalut na S\u00edria. Os mong\u00f3is s\u00e3o derrotados pelos mamelucos      do Egito e a aur\u00e9ola de invencibilidade dos mong\u00f3is \u00e9 quebrada. Baybars torna-se      sult\u00e3o mameluco.<br \/>\n     1262: Morte de Bahauddin Zikriya, em Multan, criador da ordem sufi no subcontinente      Indo-Paquist\u00e3o.<br \/>\n     1265: Morte de Hulagu. Morte de Fariduddin Ganj Shakkar, o santo do subcontinente      Indo-Paquist\u00e3o.<br \/>\n     1266: Morte de Berek Khan, o primeiro governante do Horda de Ouro a se converter      ao Islam. Oitava Cruzada. Os cruzados invadem a Tun\u00edsia. Derrota dos cruzados.<br \/>\n     1267: Malik ul Salih estabelece o primeiro estado mu\u00e7ulmano na Indon\u00e9sia.      Murtada pede ajuda aos crist\u00e3os e os espanh\u00f3is invadem o Marrocos. Os marinidas      expulsam os espanh\u00f3is do Marrocos. Murtada \u00e9 assassinado. Assume Abu Dabbas.<br \/>\n     1269: Abu Dabbas \u00e9 deposto pelos marinidas. Fim do dom\u00ednio almo\u00e1da. Fim do      governo almo\u00e1da no Marrocos. Os marinidas chegam ao poder no Marrocos, sob      a lideran\u00e7a de Abu Yaqub.<br \/>\n     1270: Morte de Mansa Wali, o fundador do governo mu\u00e7ulmano no Mali.<br \/>\n     1272: Morte de Mohammad I, fundador do estado de Granada. Yaghmurason invade      o Marrocos mas \u00e9 derrotado<br \/>\n     1273: Morte de Jalaluddin Rumi.<br \/>\n     1274:Morte de Nasiruddin Tusi. Nona Cruzada chefiada por Eduardo I da Inglaterra.      A cruzada \u00e9 um fiasco.<br \/>\n     1277: Morte de Baybars I.<br \/>\n     1280: Batalha de Hims.<br \/>\n     1283: Morte de Yaghmurasan. Assume seu filho Osman.<br \/>\n     1285: Os tunisinos se dividem em Tunis e Bougie.<br \/>\n     1286: Morte de Ghiasuddin Balban. Morte de Abu Yusuf Yaqub. Bughra Khan declara      sua independ\u00eancia em Bengala e toma o nome de Nasiruddin.<br \/>\n     1290: Fim da dinastia escrava e Jalaluddin Khilji chega ao poder. Osman entra      numa s\u00e9rie de campanhas e quase todo o Magrebe central \u00e9 conquistado pelos      zayanidas.<br \/>\n     1296: Alauddin Ghazan se converte ao Islam.<br \/>\n     1299: Os mong\u00f3is invadem a S\u00edria. Os marinidas sitiam Tlemsen, a capital dos      zayanidas<\/p>\n<h4><strong>A Conquista \u00c1rabe do Egito, em 642 d.C<\/strong><\/h4>\n<p><strong>A      hist\u00f3ria dos patriarcas de Alexandria-Relatos de Al-Baladhuri<\/strong><\/p>\n<p>E naqueles dias, Her\u00e1clio teve um sonho no qual era dito a ele: &#8220;Em      verdade, chegar\u00e1 a voc\u00ea uma na\u00e7\u00e3o de circuncisados e eles o vencer\u00e3o e tomar\u00e3o      posse de suas terras&#8221;. Her\u00e1clio pensou que se tratasse dos judeus e,      por conseguinte, deu ordens para que judeus e samaritanos fossem batizados      em todas as suas prov\u00edncias. <\/p>\n<p>Mas, alguns dias depois, apareceu um homem \u00e1rabe, dos distritos do sul, isto      \u00e9, de Meca, ou vizinhan\u00e7as, cujo nome era Mohammad; e ele havia reconduzido      os adoradores de \u00eddolos para o conhecimento de um Deus \u00fanico, e mandou que      eles declarassem que Mohammad era seu ap\u00f3stolo; e sua na\u00e7\u00e3o era circuncisada,      e rezava na dire\u00e7\u00e3o sul, voltando-se para um lugar que eles chamavam de Ca&#8217;aba.      E eles se apossaram de Damasco e S\u00edria, cruzaram o Jord\u00e3o e o represaram.    <\/p>\n<p>E o Senhor abandonou o ex\u00e9rcito dos romanos como uma puni\u00e7\u00e3o por terem corrompido      a f\u00e9 e por causa dos an\u00e1temas proferidos contra eles pelos antigos padres,      por conta do conc\u00edlio de Calced\u00f4nia.<\/p>\n<p>Quando      Her\u00e1clio viu isso, reuniu todas as suas tropas, do Egito at\u00e9 \u00e0s fronteiras      de Aswan. E continuou a pagar aos mu\u00e7ulmanos, por tr\u00eas anos, as taxas que      eles tinham pedido; e eles costumavam chamar a taxa de bakt, isto quer dizer      que era uma import\u00e2ncia obrigat\u00f3ria por cabe\u00e7a. E assim continuou at\u00e9 que      Her\u00e1clio tivesse pago aos mu\u00e7ulmanos a maior parte de seu dinheiro e muitas      pessoas tivessem morrido devido aos problemas que eles tinham suportado.<\/p>\n<p>Assim, quando dez anos tinham-se passado do governo de Her\u00e1clio junto com      o Colchian, que buscava pelo patriarca Benjamin, enquanto fugia dele de lugar      em lugar, escondendo-se em igrejas fortificadas, o pr\u00edncipe dos mu\u00e7ulmanos      enviou um ex\u00e9rcito ao Egito, sob o comando de um de seus mais fi\u00e9is companheiros      de nome &#8216;Amr ibn Al-Asi, no ano diocleciano de 357. <\/p>\n<p>E este ex\u00e9rcito do Islam chegou ao Egito com grande for\u00e7a, no 12\u00ba dia de      Baunah, que \u00e9 o 6\u00ba do m\u00eas de junho, de acordo com os meses dos romanos.<\/p>\n<p>O      comandante &#8216;Amr destruiu o forte e incendiou os barcos e derrotou os romanos      e tomou posse de parte do pa\u00eds. Ele tinha chegado pelo deserto, e os seus      cavaleiros tomaram a estrada atrav\u00e9s das montanhas at\u00e9 chegarem a uma fortaleza      constru\u00edda em pedras, entre o Alto Egito e o Delta, chamada Babilon. Assim,      eles armaram suas tendas l\u00e1 at\u00e9 que estivessem preparados para lutar contra      os romanos e guerre\u00e1-los; em seguida eles deram nome ao lugar, digo, \u00e0 fortaleza,      de Bablun Al-Fustat, em sua l\u00edngua, e \u00e9 o seu nome at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Depois de tr\u00eas batalhas contra os romanos, o mu\u00e7ulmanos os derrotaram. Assim,      quando o l\u00edderes da cidade viram essas coisas, foram at\u00e9 &#8216;Amr e receberam      um certificado de seguran\u00e7a de que a cidade n\u00e3o seria saqueada. <\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie de acordo que Mohammad, o l\u00edder dos \u00e1rabes, os ensinou, eles      chamavam de Lei, e ele diz, com rela\u00e7\u00e3o a ela: &#8220;Quanto \u00e0 prov\u00edncia do      Egito e qualquer cidade que concorde com que seus habitantes paguem o imposto      sobre a terra a voc\u00eas e se submetam \u00e0 sua autoridade, fa\u00e7am um acordo com      eles e n\u00e3o os maltratem. <\/p>\n<p>Mas saqueiem e fa\u00e7am prisioneiros todos que n\u00e3o consintam com isso e resistam      a voc\u00eas.&#8221; Por esta raz\u00e3o, os mu\u00e7ulmanos mantiveram suas m\u00e3os fora da      prov\u00edncia e de seus habitantes, mas destru\u00edram a na\u00e7\u00e3o dos romanos e seu general      de nome Marianus. E os romanos que escaparam, fugiram para Alexandria e fecharam      seus port\u00f5es para os \u00e1rabes e se fortificaram dentro da cidade.<\/p>\n<p>E, no ano diocleciano de 360, no m\u00eas de dezembro, tr\u00eas anos depois de &#8216;Amr      ter tomado posse de Memphis, os mu\u00e7ulmanos tomaram a cidade de Alexandria,      destru\u00edram seus muros e queimaram muitas igrejas. <\/p>\n<p>E queimaram a igreja de S\u00e3o Marcos; e este foi o lugar para o qual o patriarca      Pedro, o M\u00e1rtir, foi antes de seu mart\u00edrio e aben\u00e7oou S\u00e3o Marcos, e delegando      a ele seu rebanho, como ele o tinha recebido. Assim, eles queimaram esse lugar      e os monast\u00e9rios em volta &#8230;<\/p>\n<p>Quando &#8216;Amr ocupou completamente a cidade de Alexandria e estabeleceu ali      sua administra\u00e7\u00e3o, aquele infiel, o governador de Alexandria, temia que, sendo      ele prefeito e patriarca da cidade no tempo dos romanos, &#8216;Amr o mataria; portanto,      ele bebeu veneno de um anel e morreu no local. Mas Sanutius fez saber a &#8216;Amr      as circunst\u00e2ncias daquele padre militante, o patriarca Benjamin, e como ele      havia fugido dos romanos por causa do temor a eles. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o &#8216;Amr, filho de Al-Asi, escreveu uma carta para as prov\u00edncias do Egito,      na qual ele disse: &#8220;Existe prote\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a para o lugar onde Benjamin,      o patriarca dos crist\u00e3os coptas esteja e a paz de Deus; portanto, deixe-o      seguro e livre daqui para a frente e que administre os assuntos de sua igreja      e o governo de sua na\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, quando Benjamin ouviu isso, voltou para Alexandria com grande alegria,      vestido com a coroa da paci\u00eancia e o grave conflito que tinha acontecido com      os ortodoxos por causa de sua persegui\u00e7\u00e3o aos her\u00e9ticos, depois de ter estado      ausente durante trinta anos, dez dos quais foram anos de Her\u00e1clio, o considerado      romano, com os tr\u00eas anos antes dos mu\u00e7ulmanos conquistarem Alexandria. <\/p>\n<p>Quando Benjamin apareceu, o povo e toda a cidade rejubilaram-se e fizeram      com que sua chegada fosse conhecida at\u00e9 Sanutius, aquele que tinha ajustado      com o comandante &#8216;Amr que o patriarca retornaria e que receberia um salvo-conduto      de &#8216;Amr para ele. <\/p>\n<p>Em seguida, Sanutius foi ao comandante e anunciou que o patriarca tinha chegado      e &#8216;Amr deu ordens para que Benjamin fosse trazido a sua presen\u00e7a com honra,      venera\u00e7\u00e3oe amor. <strong>E &#8216;Amr, quando viu o patriarca, recebeu-o com respeito      e disse a seus companheiros e amigos \u00edntimos:<\/strong> &#8221; Na verdade,      em todas as terras que ocupamos at\u00e9 agora, jamais vi um homem de Deus como      este.&#8221; Porque o padre Benjamin era de semblante bonito, de excelente      orat\u00f3ria, discursava com tranquilidade e dignidade.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, &#8216;Amr voltou-se para ele e lhe disse:<\/strong> &#8220;Assuma      o governo de todas as suas igrejas e de seu povo e dirija seus neg\u00f3cios. E      se for de sua vontade, reze por mim,porque estou indo para o Oriente e para      Pent\u00e1polis, a fim de ocupar aquelas terras, da mesma forma como fiz com o      Egito e retornarei a salvo e rapidamente, farei por voc\u00ea tudo o que me pedir.&#8221;<\/p>\n<p> Ent\u00e3o o santo Benjamin rezou por &#8216;Amr e pronunciou um discurso eloquente      que fez com que &#8216;Amr e os presentes ficassem maravilhados e que cont\u00e9m palavras      de exorta\u00e7\u00e3o e de muito benef\u00edcio para aqueles que o ouvem; e ele revelou      certos assuntos a &#8216;Amr e saiu de sua presen\u00e7a honrado e reverenciado. E tudo      o que aquele padre aben\u00e7oado disse ao comandante &#8216;Amr, filho de Al-Asi, era      verdade e nenhuma letra deixou de ser cumprida.<\/p>\n<h4>A Conquista de Alexandria<\/h4>\n<p><strong>A      hist\u00f3ria dos patriarcas de Alexandria-Relatos de Al-Baladhuri<\/strong><\/p>\n<p>&#8216;Amr      manteve seu caminho at\u00e9 chegar em Alexandria, cujos habitantes ele imaginava      que fossem resistir, mas os coptas que l\u00e1 residiam preferiam a paz.<\/p>\n<p>Al-Mukaukis comunicou-se com &#8216;Amr e pediu paz e uma tr\u00e9gua por algum tempo;      mas &#8216;Amr recusou. Al-Mukaukis, ent\u00e3o, ordenou que as mulheres ficassem diante      dos muros, com os rostos voltados em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade e que os homens permanecessem      armados, com suas faces voltadas para os mu\u00e7ulmanos, esperando, assim, que      eles se amedrontassem. &#8216;Amr enviou uma palavra, dizendo &#8220;Estamos vendo      o que voc\u00eas fizeram. <\/p>\n<p>N\u00e3o foi por uma quest\u00e3o de n\u00famero que conquistamos aqueles que conquistamos.      Encontramos o seu rei Her\u00e1clio e sucedeu a ele o que tinha que suceder&#8221;      Ouvindo isto, al-Mukaukis disse para seus seguidores, &#8220;Essas pessoas      est\u00e3o dizendo a verdade. <\/p>\n<p>Eles perseguiram nosso rei em seu reino at\u00e9 Constantinopla. \u00c9 melhor, portanto,      que nos submetamos.&#8221; Seus seguidores, contudo, falaram rispidamente com      ele e insistiram que continuassem lutando. <\/p>\n<p>Os mu\u00e7ulmanos lutaram ferozmente contra eles por tr\u00eas meses. Afinal, &#8216;Amr      conquistou a cidade pela espada e saqueou tudo que tinha nela, poupando seus      habitantes, que n\u00e3o foram mortos ou tornados cativos. <\/p>\n<p>Ele os reduziu \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de dhimis, como o povo de Alyunah. &#8216;Amr comunicou      a not\u00edcia da vit\u00f3ria a &#8216;Omar atrav\u00e9s de Muawiah ibn-Hudaij al-Kindi (mais      tarde, as-Sakuni) e mandou por ele o quinto.<\/p>\n<p>Os gregos escreveram a Constantino, filho de Her\u00e1clio, que era o rei naquela      \u00e9poca, dizendo-lhe qu\u00e3o poucos os mu\u00e7ulmanos eram e como tinham conseguido      rebaixar a condi\u00e7\u00e3o dos gregos e como eles tinham que pagar impostos. <\/p>\n<p>Constantino mandou um de seus homens, chamado Manuwil, com 300 navios repletos      de soldados. Manuwil entrou em Alexandria e matou toda os sentinelas que estavam      nela, com exce\u00e7\u00e3o de uns poucos, que, por meio de sutilezas, conseguiram escapar.    <\/p>\n<p>Isto aconteceu no ano 25. Ouvindo as not\u00edcias, &#8216;Amr partiu \u00e0 frente de 15.000      homens e encontrou os soldados gregos semeando a disc\u00f3rida nas cidades eg\u00edpcias      pr\u00f3ximas a Alexandria. Os mu\u00e7ulmanos os encontraram e por uma hora foram submetidos      a uma saraivada de flechas, mas estavam protegidos por seus escudos. <\/p>\n<p>Eles, ent\u00e3o, avan\u00e7aram intrepidamente e a batalha se intensificou com grande      viol\u00eancia, at\u00e9 que os polite\u00edstas debandassem em carreira em dire\u00e7\u00e3o a Alexandria,      sem que nada os pudesse deter. Aqui, eles se fortificaram. &#8216;Amr promoveu um      assalto violento e destruiu os muros da cidade. <\/p>\n<p>Ele pressionou a luta t\u00e3o duramente at\u00e9 que conseguisse entrar na cidade,      matando os padres e tomando as crian\u00e7as como cativas. Alguns de seus habitantes      gregos deixaram para se juntar aos gregos em algum lugar; e o inimigo de Allah,      Manuwill, foi morto. &#8216;Amr e os mu\u00e7ulmanos destru\u00edram os muros de Alexandria      no cumprimento a uma promessa que &#8216;Amr tinha feito no caso de submeter a cidade      &#8230;<\/p>\n<p>&#8216;Amr      ibn-al-Asi conquistou Alexandria e alguns mu\u00e7ulmanos fizeram dela sua morada,      como guardas da cavalaria.<\/p>\n<h4>A Hist\u00f3ria da Anzaluzia<\/h4>\n<p>Em meados do s\u00e9culo VIII, os mul\u00e7umanos tinham completado sua ocupa\u00e7\u00e3o e      o pr\u00edncipe Abdul Rahman, fugindo dos ab\u00e1ssidas que tinham ocupado Damasco,      foi buscar ref\u00fagio entre os b\u00e9rberes.<\/p>\n<p> Contando com o apoio de uma das tribos mu\u00e7ulmanas da pen\u00ednsula, ele conseguiu      derrotar, em 755, o governador ab\u00e1ssida da Andaluzia e se proclamou Emir de      C\u00f3rdoba, independente de Damasco. Na primeira ter\u00e7a parte do s\u00e9culo X, um      sucessor seu, Abul Rahman III, ampliou o emirado Al-Andalus e tornou-se o      primeiro Califa espanhol.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami6.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"209\" height=\"297\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><br \/>\n<strong>Califado om\u00edada na Espanha, s\u00e9culos IX e X (*)<\/strong><\/p>\n<p>A proclama\u00e7\u00e3o do califado tinha um duplo objetivo. Internamente, os om\u00edadas      queriam fortalecer o reino peninsular, e externamente, queriam consolidar      as rotas comerciais do Mediterr\u00e2neo, garantir uma rela\u00e7\u00e3o com Biz\u00e2ncio oriental      e assegurar o suprimento de ouro. <\/p>\n<p>Melilla foi ocupada em 925 e, em meados desse mesmo s\u00e9culo, os om\u00edadas controlavam      o tri\u00e2ngulo formado pela Arg\u00e9lia, Siyimasa e Atl\u00e2ntico. O poder andaluzo do      califado tamb\u00e9m se estendeu at\u00e9 a Europa ocidental e, em 950, o imp\u00e9rio germano-romano      estava trocando embaixadores com o califado de C\u00f3rdoba. <\/p>\n<p>Alguns anos antes, Hugo de Arles tinha pedido ao poderoso califado espanhol      um salvo-conduto para seus navios mercantes navegaram o Mediterr\u00e2neo. Os pequenos      fortes crist\u00e3os do norte da pen\u00ednsula acabaram reconhecendo a superioridade      do califado.<\/p>\n<p>As bases da hegemonia andaluza estavam assentadas na extraordin\u00e1ria capacidade      econ\u00f4mica proveniente de um com\u00e9rcio importante, uma ind\u00fastria desenvolvida      e um conhecimento agr\u00edcola revolucion\u00e1rio para a \u00e9poca. <\/p>\n<p>A sua economia estava baseada na moeda e a emiss\u00e3o de dinheiro desempenhou      um papel fundamental para o esplendor financeiro. A moeda de ouro de C\u00f3rdoba      tornou-se a moeda principal do per\u00edodo. <\/p>\n<p>Assim, o califado de C\u00f3rdoba foi a primeira economia urbana e comercial que      floresceu na Europa, depois do desaparecimento do imp\u00e9rio romano. A capital,      e a mais importante cidade do califado, C\u00f3rdoba, tinha uma popula\u00e7\u00e3o de 100.000      habitantes.<\/p>\n<p>A fragmenta\u00e7\u00e3o do califado aconteceu no final da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo      XI e decorreu do enorme esfor\u00e7o de guerra empregado pelos \u00faltimos governantes      e da asfixia das press\u00f5es fiscais. O califado dividiu-se em 39 taifas (reinos      insignificantes), um nome que foi incorporado pelo vocabul\u00e1rio espanhol como      sin\u00f4nimo de ru\u00edna, em raz\u00e3o da fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da pen\u00ednsula. <\/p>\n<p>Esta divis\u00e3o aconteceu duas vezes mais, o que faclitiou novas invas\u00f5es e      o consequente enfraquecimento da regi\u00e3o. Em meados do s\u00e9culo XIII, a Espanha      isl\u00e2mica estava reduzida \u00e0 dinastia nasarida, em Granada, que resistiu aos      constantes ataques dos crist\u00e3os at\u00e9 1492, quando, ent\u00e3o, capitulou.<\/p>\n<p>A      Andaluzia foi uma civiliza\u00e7\u00e3o que irradiou uma personalidade pr\u00f3pria, tanto      para o ocidente quanto para o oriente. Situada na terra dos encontros, dos      cruzamentos culturais e de fecunda miscigena\u00e7\u00e3o, al-Andalus acabou sendo esquecida,      depois de todo seu esplendor, tanto pela Europa como pelo universo mu\u00e7ulmano,      como uma lenda que n\u00e3o tivesse pertencido a nenhum dos dois mundos. A seguir,      as etapas principais de seus oito s\u00e9culos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami7.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"260\" height=\"199\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><br \/>\n<strong>Emirado e Califado de C\u00f3rdoba<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami8.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"250\" height=\"215\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><br \/>\n<strong>Reinos de Taifa<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami9.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"299\" height=\"211\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><br \/>\n<strong>Almor\u00e1vidas e almo\u00e1das<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami10.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"298\" height=\"203\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><br \/>\n<strong>Reino nasari de Granada<\/strong><\/p>\n<h4>1. O Emirado e o Califado om\u00edada<\/h4>\n<p>Al-Andalus, terra dos v\u00e2ndalos, em \u00e1rabe, assim \u00e9 conhecida a regi\u00e3o da pen\u00ednsula      ib\u00e9rica ocupada pelos mu\u00e7ulmanos, a partir do s\u00e9culo VIII at\u00e9 ao final do      s\u00e9culo XV, e que chegou a compreender grande parte do territ\u00f3rio espanhol.    <\/p>\n<p>A extens\u00e3o do estado isl\u00e2mico na regi\u00e3o conhecida por al-Andalus, sofreu      altera\u00e7\u00f5es no decorrer do tempo, pois, \u00e0 medida em que se modificavam as fronteiras,      tanto hispano-mu\u00e7ulmanos como castelano-aragoneses avan\u00e7avam conquistando      territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>O processo de expans\u00e3o do Islam, em seus prim\u00f3rdios, tomou a dire\u00e7\u00e3o do ocidente:      Magrebe, Espanha e parte da It\u00e1lia e Fran\u00e7a. Durante o s\u00e9culo VIII, vindos      do norte da \u00c1frica, uma s\u00e9rie de grupos e fam\u00edlias nobres \u00e1rabes oriundas      do oriente, e de grupos b\u00e9rberes procedentes do Magrebe, pouco a pouco foram      se assentando em terras andaluzas. <\/p>\n<p>Este processo, no entanto, n\u00e3o siginificou a ruptura com a cultura ent\u00e3o      reinante, pelo contr\u00e1rio, ambas se imbricaram, dando um resultado muito peculiar      e deslumbrante, e que diferenciou, de forma bem caracter\u00edstica, o Islam ocidental      do oriental. A fus\u00e3o entre os \u00e1rabo-b\u00e9rberes e os hispanogodos deu-se sem      grandes traumas e com naturalidade.<\/p>\n<p>Durante      a segunda metade do s\u00e9culo VIII, come\u00e7aram as dissen\u00e7\u00f5es no imp\u00e9rio mu\u00e7ulmano.      O fim da dinastia om\u00edada em Damasco, e a ascens\u00e3o dos ab\u00e1ssidas em Bagd\u00e1,      mudaria o rumo dos acontecimentos.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o ab\u00e1ssida de 750, destruiu o poder om\u00edada em quase todo o mundo      mu\u00e7ulmano. Durante a revolu\u00e7\u00e3o, Abdul Rahman, neto de um ex-califa om\u00edada,      conseguiu escapar de Damasco para a Espanha, estabelecendo l\u00e1 seu pr\u00f3prio      califado em nome dos om\u00edadas. <\/p>\n<p>Esta dinastia manteve o controle da Espanha por 300 anos, at\u00e9 que os b\u00e9rberes      almor\u00e1vidas, vindos do norte da \u00c1frica, tomassem o poder no s\u00e9culo XI. Esta      casa om\u00edada independente se intitulava Emirado, ao inv\u00e9s de califado, uma      vez que seus governantes n\u00e3o acreditavam que pudesse haver mais de um califa.    <\/p>\n<p>Esta foi a primeira inst\u00e2ncia regional de separa\u00e7\u00e3o do califado ab\u00e1ssida      em Bagd\u00e1. Os ab\u00e1ssidas fizeram in\u00fameras tentativas para retomar o controle      da Espanha mas n\u00e3o conseguiram. A Espanha permaneceu sob o governo de dinastias      locais at\u00e9 a completa rendi\u00e7\u00e3o aos reis cat\u00f3licos, no final do s\u00e9culo XV.<\/p>\n<p>O governo om\u00edada na Espanha tamb\u00e9m sofreu disputas internas pelas popula\u00e7\u00f5es      locais. O territ\u00f3rio era uma mistura de crist\u00e3os, judeus e mu\u00e7ulmanos de v\u00e1rias      etnias, principalmente \u00e1rabes e b\u00e9rberes, e cada uma desafiando, at\u00e9 certo      ponto, os governantes. <\/p>\n<p>Apesar das lutas internas, os om\u00edadas marcaram profundamente a cultura espanhola      &#8211; um legado de arte, arquitetura, l\u00edngua e tradi\u00e7\u00f5es que permanecem at\u00e9 hoje.      Abdul Rahman transformou C\u00f3rdoba em um centro de refer\u00eancia, a ponto de ela      se tornar uma das mais importantes cidades da Europa e do mundo isl\u00e2mico da      \u00e9poca. <\/p>\n<p>A Grande Mesquita foi constru\u00edda por ele em 785 e \u00e9 um dos exemplos mais      impressionantes do legado isl\u00e2mico na Espanha.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami11.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"147\" height=\"179\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/>\u00a0<\/p>\n<p>De      756 a 929, oito emires se sucederam, numa \u00e9poca brilhante do ponto de vista      cultural &#8211; ainda que obscurecida por diversos levantes -, at\u00e9 que Abdul Rahman      III decidiu fundar um califado, declarando-se o Emir al-Muminin (pr\u00edncipe      dos crentes), e se outorgando, al\u00e9m do poder temporal, o espiritual, sobre      a ummah (comunidade mu\u00e7ulmana).<\/p>\n<p>Este      califa, e seu sucessor, al-Hakam II, soube favorecer a integra\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-cultural      entre os b\u00e9rberes, \u00e1rabes, hisp\u00e2nicos e judeus. Ambos apaziguaram a popula\u00e7\u00e3o,      pactuaram com os crist\u00e3os, constru\u00edram e ampliaram numerosos edif\u00edcios, alguns      t\u00e3o not\u00e1veis como a Mesquita de C\u00f3rdoba &#8211; e se cercaram do que havia de mais      erudito na \u00e9poca. Mantiveram contatos comerciais com Bagd\u00e1, Fran\u00e7a, T\u00fanis,      Marrocos, Biz\u00e2ncio, It\u00e1lia e at\u00e9 a Alemanha.<\/p>\n<h4>2. Reinos de taifas* e dinastias norte-africanas<\/h4>\n<p>No entanto, nem todos os sucessores destes brilhantes califas seguiram essa      pol\u00edtica t\u00e3o acertada, uma vez que acabaram perdendo o poder. Em 1031, ap\u00f3s      21 anos de guerra civil, o califado foi, finalmente, abolido. <\/p>\n<p>As lutas separatistas e as rebeli\u00f5es surgiram de novo com grande for\u00e7a e      a divis\u00e3o e decomposi\u00e7\u00e3o impuseram-se na Andaluzia. Todas as grandes fam\u00edlias      \u00e1rabes, b\u00e9rberes e muwaladis, crist\u00e3os hisp\u00e2nicos que abra\u00e7aram o Islam durante      a domina\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana, queriam, de uma forma ou de outra, usufruir das benesses      do estado, ou pelo menos, de suas cidades. <\/p>\n<p>Surgiram ent\u00e3o, por toda parte, os reis de taifas, que se elevaram \u00e0 categoria      de donos e senhores dos principais lugares do territ\u00f3rio andaluz. <\/p>\n<p>Este desmembramento representou o come\u00e7o do fim da Andaluzia e, enquanto      se enfraquecia cada vez mais, o inimigo crist\u00e3o crescia, organizando-se para      combater os mu\u00e7ulmanos. A primeira grande vit\u00f3ria sobre o Islam peninsular      foi protagonizada por Alfonso VI, quando, em 1085, tomou a importante cidade      de Toledo.<\/p>\n<p>A unidade \u00e9tnico-religiosa alcan\u00e7ada at\u00e9 aquele momento, tamb\u00e9m se ressentiu,      surgindo os mercen\u00e1rios mu\u00e7ulmanos e crist\u00e3os (como El Cid), dispostos a lutar      contra seus pr\u00f3prios correligion\u00e1rios, desde que mantivessem determinadas      posi\u00e7\u00f5es de poder. <\/p>\n<p>No entanto, nesta \u00e9poca surgiram figuras importantes no campo do saber e      da arquitetura, com as constru\u00e7\u00f5es suntuosas de pal\u00e1cios, almunias (hortos)      e mesquitas.<\/p>\n<p>Enquanto isso, ao final do s\u00e9culo XI, no Magrebe ocidental, atual Marrocos,      surgia um novo movimento pol\u00edtico e religioso no seio de uma tribo b\u00e9rbere      do sul, os lamtuna, que fundaram a dinastia dos almor\u00e1vidas. <\/p>\n<p>Em pouco tempo, a austeridade e pureza religiosa deles convenceu grande parte      da popula\u00e7\u00e3o desencantada e, com o seu apoio, empreenderam uma s\u00e9rie de campanhas.      Conseguiram formar um imp\u00e9rio que compreenderia parte do norte da \u00c1frica e      da Andaluzia, que havia pedido ajuda a eles para freiar o avan\u00e7o crist\u00e3o.    <\/p>\n<p>Chefiados por Ibn Tashfim, os almor\u00e1vidas penetraram na pen\u00ednsula, infligindo      uma grande derrota \u00e0s tropas de Alfonso VI, em Sagrajas. De imediato, conseguiram      acabar com os reis de taifas e governar a Andaluzia, mas encontraram uma certa      oposi\u00e7\u00e3o por parte da popula\u00e7\u00e3o, que se revoltou com o rigor e rigidez deles.      Apesar de tudo, a nova situa\u00e7\u00e3o deu um incremento ao bem-estar social e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Os      crist\u00e3os iam conseguindo, enquanto isso, importantes avan\u00e7os. Alfonso I, de      Arag\u00e3o, conquistou Saragossa, em 1118. Ao mesmo tempo, os almor\u00e1vidas viam      amea\u00e7ada a sua pr\u00f3pria supremacia por um novo movimento religioso surgido      no Magrebe: os almoadas.<\/p>\n<p>Esta nova dinastia surgiu numa tribo b\u00e9rbere, procedente do Atlas, que, liderada      pelo guerreiro Ibn Tumart, logo se organizou para derrotar seus predecessores,      usandos argumentos semelhantes de pureza e revitaliza\u00e7\u00e3o religiosa. <\/p>\n<p>Foram grandes construtores e tamb\u00e9m se cercaram dos melhores literatos e      cientistas da \u00e9poca. No entanto, da mesma forma que os almor\u00e1vidas, acabaram      por sucumbir ao relaxamento dos costumes, que quase sempre caracterizou Al-Andalus.<\/p>\n<h4>3. A Dinastia Nasari<\/h4>\n<p>Quando parecia que tudo estava perdido e o avan\u00e7o de Castela era inexor\u00e1vel,      surgiu em Ja\u00e9n uma nova dinastia, a nasri (nasari), fundada por Al-Ahmar ibn      Nasr, o c\u00e9lebre Abenamar do romanceiro, que havia de dar um novo alento aos      mu\u00e7ulmanos. <\/p>\n<p>Com sede em Granada, seu reino compreendia as regi\u00f5es granadina, almeriense      e malaguenha, e parte da murciana. Cercados ao norte pelos reis crist\u00e3os,      e ao sul pelos sult\u00f5es marinidas do Marrocos, os nasaris estabeleceram um      reino cercado de instabilidades. <\/p>\n<p>Apesar de tudo, Granada foi uma grande metr\u00f3pole em seu tempo, que acolhia      mu\u00e7ulmanos de todas as partes do mundo e onde se constru\u00edram pal\u00e1cios suntuosos      &#8211; a Alhambra &#8211; mesquitas e banhos p\u00fablicos.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami12.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"299\" height=\"150\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><br \/>\n<strong>Casa de Banhos<\/strong><\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XIII, tudo o que restava da Espanha isl\u00e2mica era o reino      de Granada, na costa sul da pen\u00ednsula ib\u00e9rica. Os crist\u00e3os tinham reconquistado      C\u00f3rdoba, em 1236, e Sevilha, em 1248, e, em breve toda a pen\u00ednsula seria crist\u00e3      de novo. <\/p>\n<p>O ponto decisivo chegou ao final do s\u00e9culo XV, com o casamento de Fernando      de Arag\u00e3o e Isabela de Castela e Leon, que unificou a Espanha e fortaleceu      os ex\u00e9rcitos crist\u00e3os. Em 1492, os crist\u00e3os finalmente derrotaram os mu\u00e7ulmanos.    <\/p>\n<p>O rei Bobadilha, Abu Abd Allah, capitulou ante os reis cat\u00f3licos, entregando-lhes      Granada. Se bem que as condi\u00e7\u00f5es da rendi\u00e7\u00e3o tenham sido generosas por parte      dos vencedores, n\u00e3o demoraram muito a ser esquecidas, come\u00e7ando uma persegui\u00e7\u00e3o      e acultura\u00e7\u00e3o sem tr\u00e9guas dos mouriscos que permaneceram sob o dom\u00ednio crist\u00e3o,      at\u00e9 que aconteceram as expuls\u00f5es maci\u00e7as a partir de 1610.<\/p>\n<p>Os      700 anos de ocupa\u00e7\u00e3o da pen\u00ednsula ib\u00e9rica pelos mu\u00e7ulmanos deixaram marcas      indel\u00e9veis na cultura espanhola, que absorveu muito das primeiras influ\u00eancias      isl\u00e2micas e que podem ser vistas hoje na arquitetura, l\u00edngua e tradi\u00e7\u00f5es da      Espanha.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/islami13.jpg\" alt=\"Espanha Isl\u00e2mica\" width=\"131\" height=\"226\" title=\"Espanha Isl\u00e2mica\" \/><br \/>\n<strong>Alhambra, exemplo da arquitetura mourisca<\/strong><\/p>\n<h4>4. Cronologia B\u00e1sica de Al-Andalus<\/h4>\n<p>711:      Tarik, oficial do governador do norte da \u00c1frica, Musa ben Nusayr, sai de T\u00e2nger      chefiando um ex\u00e9rcito de 9.000 homens e desembarca em Gibraltar. A ocupa\u00e7\u00e3o      da pen\u00ednsula se completa em 5 anos.<\/p>\n<p>718:      Poss\u00edvel data da batalha de Covadonga, que assinala o come\u00e7o da resist\u00eancia      ast\u00faria.<\/p>\n<p>720:      As muralhas e a ponte romana, de C\u00f3rdoba, s\u00e3o reconstru\u00eddas e \u00e9 fundado o      primeiro cemit\u00e9rio mu\u00e7ulmano.<\/p>\n<p>756:      Abdul Rahman I, o \u00faltimo om\u00edada de Damasco, chega \u00e0 pen\u00ednsula e ocupa C\u00f3rdoba.      Estabelece uma dinastia que governar\u00e1 a Andaluzia at\u00e9 1031.<\/p>\n<p>784:      Come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o da Mesquita de C\u00f3rdoba.<\/p>\n<p>822:      O sucessor de Al-Hakam I, Abdul Rahman II, traz um per\u00edodo de prosperidade      Andaluzia. Aumenta a Mesquita de C\u00f3rdoba e s\u00e3o constru\u00eddas outras em Ja\u00e9n      e Sevilha.<\/p>\n<p>831:      Funda\u00e7\u00e3o de Murcia.<\/p>\n<p>844:      Incurs\u00e3o dos normandos a Lisboa, Sevilha,C\u00e1diz e Sid\u00f4nia. 851: Levante moss\u00e1rabe      em C\u00f3rdoba.<\/p>\n<p>879:      O muladi Umar ben Hafzun se rebela contra o emirado om\u00edada.<\/p>\n<p>929:      Abdul Rahman III se proclama Pr\u00edncipe dos crentes e torna-se independente      de Bagd\u00e1.Come\u00e7a o califado de C\u00f3rdoba.<\/p>\n<p>936:      In\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da cidade de Madinat al-Zahra. 955: Funda\u00e7\u00e3o de Almer\u00eda.<\/p>\n<p>961:      Al-Hakam II, sucessor de Abdul Rahman III cria uma biblioteca de mais de 400      mil volumes.<\/p>\n<p>997:      Campanha contra Santiago de Compostela, a cargo de Almanzor.<\/p>\n<p>1031:      Com a queda da dinastia om\u00edada, come\u00e7am a surgir reinos independentes de taifas      em toda Andaluzia.<\/p>\n<p>1042:      Come\u00e7am as obras do Alc\u00e1zar de Sevilla.<\/p>\n<p>1062:      Funda\u00e7\u00e3o de Marraquesh. Fundaci\u00f3n de Marrakech.<\/p>\n<p>1064:      Constru\u00e7\u00e3o da Alcazaba, al-qasbah, recinto fortificado, deM\u00e1laga. 1081: Desterro      de El Cid.<\/p>\n<p>1085:      Alfonso VI toma Toledo. O rei de Sevilha, al-Mutamid, pede ajuda aos almor\u00e1vidas      e junto a eles derrota os crist\u00e3os em Sagrajas.<\/p>\n<p>1163:      Sevilha, capital de al-Andalus.<\/p>\n<p>1184:      Come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o da Giralda de Sevilla.<\/p>\n<p>1195:      As tropas almoadas de Yaqub vencem ao ex\u00e9rcito crist\u00e3o de Alfonso VIII, de      Castela, em Alarcos.<\/p>\n<p>1198:      Morre Ibn Rushd, mais conhecido como Averr\u00f3es.<\/p>\n<p>1212:      Os ex\u00e9rcitos aliados de Castela, Arag\u00e3o e Navarra vencem aos almoadas na batalha      de Navas de Tolosa.<\/p>\n<p>1231:      Al-Ahmar ibn Nasr, fundador da dinast\u00eda nazar\u00ed, \u00e9 nomeado governador de Arjona,      sua cidade natal, e pouco depois estender\u00e1 seu poder a Ja\u00e9n e Guadiz. 1236:      C\u00f3rdoba rende-se a Fernando III, de Castela. Alguns anos mais tarde, cairiam      Ja\u00e9n e Arjona (1246), Sevilha (1248) e outras cidades de Andaluzia.<\/p>\n<p>1237:      Come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o de Alhambra, sob a orienta\u00e7\u00e3o de al-Ahmar. 1314: Come\u00e7am      as obras do Generalife.<\/p>\n<p>1482:      Inicia-se a guerra de Granada. Bobadilha arrebata o trono a seu pai. 1487:      Ap\u00f3s uma luta renhida, M\u00e1laga se rende \u00e0s for\u00e7as crist\u00e3s.<\/p>\n<p>1489:      Baeza e Almer\u00eda rendem-se pacificamente aos reis cat\u00f3licos.<\/p>\n<p>1491:      Bobadilha, \u00faltimo rei nasari, capitula ante os reis cat\u00f3licos e negocia a      entrega de Granada em 25 de novembro.<\/p>\n<p>1492:      No dia 2 de janeiro, os reis cat\u00f3licos entram em Granada, o \u00faltimo reduto      mu\u00e7ulmano na Europa.<\/p>\n<p><strong>*Taifa      : cada um dos reinos em que se dividiu a Andaluzia, depois da dissolu\u00e7\u00e3o do      califado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>Sawirus ibn al-Muqaffa,      History of the Patriarchs of the Coptic Church of Alexandria, trans. Basil      Evetts, (Paris: Firmin-Didot, 1904), pt. I, ch. 1, from Patrologia Orientalis,      Vol. I, pp. 489-497, reprinted in Deno John Geanakoplos, Byzantium: Church,      Society, and Civilization Seen Through Contemporary Eyes, (Chicago: University      of Chicago Press, 1984), pp. 336-338;<\/p>\n<p>Philip Hitti, trans.,      The Origins of the Islamic State, (New York: Columbia University Press, 1916),      Vol. I, pp. 346-349, reprinted in Deno John Geanakoplos, Byzantium: Church,      Society, and Civilization Seen Through Contemporary Eyes, (Chicago:University      of Chicago Press, 1984), pp. 338-339.<\/p>\n<p>Fonte: islam.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Espanha Isl\u00e2mica, Expans\u00e3o \u00e1rabe, Om\u00edadas, Maom\u00e9, Pen\u00ednsula ib\u00e9rica, S\u00e9culo VIII, Cronologia, Per\u00edodos, Conquista, Mul\u00e7umanos Espanha 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