{"id":51973,"date":"2016-06-20T13:07:46","date_gmt":"2016-06-20T13:07:46","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=51973"},"modified":"2016-06-20T13:24:41","modified_gmt":"2016-06-20T13:24:41","slug":"cultura-da-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/cultura-da-espanha","title":{"rendered":"Cultura da Espanha"},"content":{"rendered":"<h4>Arquitetura<\/h4>\n<p>A      arquitetura da Espanha revela a influ\u00eancia dos v\u00e1rios povos que dominaram      o pa\u00eds. Alguns aquedutos, pontes e outras edifica\u00e7\u00f5es dos antigos romanos      ainda est\u00e3o em uso., enquanto ru\u00ednas de outros monumentos romanos podem ser      vistas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mesquitas      (templos) constru\u00eddas pelos mouros erguem-se em algumas cidades do sul, embora      a maioria dessas constru\u00e7\u00f5es sejam agora igrejas cat\u00f3licas.<\/p>\n<p>A      enorme catedral de C\u00f3rdoba foi constru\u00edda como mesquita no s\u00e9culo VIII. Mais      de mil colunas de granito, jaspe, m\u00e1rmore e \u00f4nix sustentam suas arcadas. Os      mouros constru\u00edram castelos fortificados chamados alc\u00e1\u00e7ares.<\/p>\n<p>O      mais famosoe o espl\u00eandido Alhambra, em Granada.<\/p>\n<p>A Espanha tem cerca de 1400 castelos e pal\u00e1cios, inclu\u00edndo os alc\u00e1\u00e7eres.      O Escorial, que \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de mausol\u00e9u, igreja, mosteiro e pal\u00e1cio,      se encontra a cerca de 48 km ao noroeste de Madri. <\/p>\n<p>Foi constru\u00eddo no s\u00e9culo XVI: \u00e9 uma das maiores edifica\u00e7\u00f5es do mundo. A estrutura      de granito cinzento ocupa quase 37 mil metros quadrados, tem 300 salas, 88      fontes e 86 escadas. Os t\u00famulos de muitos monarcas espanh\u00f3is encontram-se      no Escorial.<\/p>\n<p>A uma dist\u00e2ncia aproximada de 16 km do Escorial fica o Vale dos Ca\u00eddos, outro      monumento aos mortos e mosteiro. Os mausol\u00e9us encontram-se no inteiror de      uma montanha.<\/p>\n<p>Cerca de 46 mil mortos durante a Guerra Civil Espanhola est\u00e3o enterrados      nesse local, assim como o corpo do ditador Francisco Franco.<\/p>\n<p>Uma      cruz com 150 m de altura, feita de concreto armado, foi colocada em cima da      montanha.<\/p>\n<p>A      catedral g\u00f3tica de Sevilha \u00e9 a segunda maior igreja da Europa. Apenas a Bas\u00edlica      de S\u00e3o Pedro, em Roma, a supera. A catedral de Sevilha em 116 m de comprimentoe      76 m de largura, e sua torre ergue-se a 120 m..<\/p>\n<h4>M\u00fasica<\/h4>\n<p>Ao contr\u00e1rio de muitos outros pa\u00edses europeus, a Espanha foi ber\u00e7o de poucos      compositores importantes de \u00f3peras e sinfonias. <\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVII, compositores espanh\u00f3is criaram uma modalidade de opereta      chamada zarzuela, que combina canto e di\u00e1logo. Os m\u00fasicos mais cinhecidos      da Espanha no s\u00e9culo XX s\u00e3o o violoncelista Pablo Casals, o compositor Manuel      de Falla e o violonista cl\u00e1ssico Andr\u00e9s Seg\u00f3via.<\/p>\n<p>Na Espanha existem cantos e dan\u00e7as folcl\u00f3ricas. O povo de cada regi\u00e3o tem      suas can\u00e7\u00f5es e dan\u00e7as especiais. O acompanhamento \u00e9 feito com castanholas,      viol\u00f5es e pandeiros. <\/p>\n<p>Dan\u00e7as espanholas como o bolero, o fandango e o flamenco tornaram-se mundialmente      conhecidas.<\/p>\n<h4>Artes<\/h4>\n<p>A Espanha tem uma rica tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica e foi ber\u00e7o de alguns dos maiores      pintores e escritores do mundo. <\/p>\n<p>As artes na Espanha tiveram seu apogeu no chamado S\u00e9culo de Ouro, entre os      s\u00e9culos XVI e XVII, quando o pa\u00eds era uma das maiores pot\u00eancias mundiais.      Desde ent\u00e3o as artes conheceram certa decad\u00eancia, mas houve um renascimento      no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<h4>Literatura<\/h4>\n<p>As mais antigas obras espanholas ainda existentes s\u00e3o O Poema do Cid e O      Drama dos Reis Magos. Especialistas acreditam que ambas as obras datem do      s\u00e9culo XII, mas n\u00e3o sabem quem as escreveu. <\/p>\n<p>O Poema do Cid narra as fa\u00e7anhas de um dos her\u00f3is nacionais da Espanha.<\/p>\n<p>Apenas      uma parte de O Drama dos Reis Magos se conservou: a obra trata da visita dos      Reis Magos ao Menino Jesus.<\/p>\n<p>Durante      o S\u00e9culo de Ouro, os escritores espanh\u00f3is produziram algumas das mais conhecidas      obras liter\u00e1rias do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por      exemplo Miguel Cervantes escreveu Dom Quixote, uma das mais importantes obras      liter\u00e1rias de todos os tempos. O dramaturgo Pedro Calder\u00f3n de la Barca escreveu      a famosa pe\u00e7a A Vida \u00e9 Sonho.<\/p>\n<p>Entre      os principais escritores espanh\u00f3is do s\u00e9culo XX contam-se os ensa\u00edstas Jos\u00e9      Ortega y Gasset e Miguel de Unamuno, o dramaturgo Antonio Buero Vallejo, o      romanciscta Camilo Jos\u00e9 Cela e os poetas Garcia Lorca e Juan Ram\u00f3n Jimenez.<\/p>\n<h4>Alguns Escritores<\/h4>\n<blockquote>\n<p><b>LOPE        DE VEGA: (1562 &#8211; 1635)<\/b>\u00a0Poeta        e dramaturgo barroco, \u00e9 considerado o criador do teatro espanhol do s\u00e9culo        XVII. Extremamente produtivo, consta que escreveu 1.500 pe\u00e7as. Exagero ou        n\u00e3o, Lope de Veja dominou os palcos teatrais at\u00e9 a chegada de Pedro Calder\u00f3n        de la Barca, que lhe roubou o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Lope de        Veja foi o escritor da realeza, personagem de grande parte de suas obras.        &#8220;O Melhor Alcaide \u00e9 o Rei&#8221; (1607), com essa tem\u00e1tica, foi e ainda        \u00e9 uma de suas pe\u00e7as mais encenadas.<\/p>\n<p><b>FEDERICO        GARC\u00cdA LORCA: (1898 &#8211; 1936)<\/b>\u00a0\u00cddolo        liter\u00e1rio dos f\u00e3s do bin\u00f4mio liberdade e rebeldia, o escritor granadino        cantou a Espanha na maioria de seus versos. &#8220;Canciones Gitanas&#8221;        (1927), de poesias, o consagrou. Garc\u00eda Lorca desempenhou um papel importante        tamb\u00e9m como dramaturgo. Escreveu, entre outras, a trilogia tr\u00e1gica &#8220;Bodas        de Sangue&#8221; (1933), &#8220;Yerma&#8221; (1934)e &#8220;A Casa de Bernarda        Alba&#8221; (1936).<\/p>\n<p>Lutou na        Guerra Civil Espanhola contra os franquistas e foi fuzilado por eles em        1936.<\/p>\n<p><b>PEDRO        CALDER\u00d3N DE LA BARCA: (1660 &#8211; 1681)\u00a0<\/b>Quando        escreveu que &#8220;toda la vida es sue\u00f1o y los sue\u00f1os, sue\u00f1os son&#8221;,        o dramaturgo talvez n\u00e3o imaginasse que a pe\u00e7a &#8220;A Vida \u00e9 Sonho&#8221;(1635)        faria sucesso tal a ponto de destronar Lope de Veja.<\/p>\n<p>Calder\u00f3n        tinha como principal tem\u00e1tica a luta de foice entre o livre arb\u00edtrio e as        limita\u00e7\u00f5es impostas pelas conven\u00e7\u00f5es sociais, a religi\u00e3o e a honra.<\/p>\n<p><strong>MIGUEL        DE CERVANTES (1547 &#8211; 1616) &#8211;<\/strong>\u00a0Sin\u00f4nimo        de literatura espanhola, o autor de &#8220;El Ingenioso Hidalgo Don Quijote        de la Mancha&#8221; (1605) revolucionou o mundo da pena e do papel ao utilizar        recursos como a ironia e o humor em sua obra mais conhecida. Nenhum outro        livro seu alcan\u00e7ou a mesma fama que as aventuras do cavaleiro das ilus\u00f5es,        Don Quixote, e seu fiel escudeiro.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Pintura<\/h4>\n<p>Os      principais pintores espanh\u00f3is durante o S\u00e9culo de Ouro foram El Greco, Murillo      e Vel\u00e1zquez. Um dos primeiros mestres da arte moderna, Goya, destacou-se durante      o final do s\u00e9culo XVIII e come\u00e7o do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>O      mais conhecido artista espanhol depois de 1900 foi Pablo Picasso. Ele criou,      al\u00e9m de suas pinturas, magn\u00edficos desenhos, esculturas, gravuras e cer\u00e2micas.      Entre outros destacados pintores espanh\u00f3is modernos encontram-se Salvador      Dali, Juan Gris, Joan Mir\u00f3 e Antonio Tapies.<\/p>\n<h4>Alguns Pintores<\/h4>\n<blockquote>\n<p><b>DIEGO        DE VEL\u00c1ZQUEZ:\u00a0<\/b>Artista        da nobreza por excel\u00eancia, Vel\u00e1zquez \u00e9 autor de uma das obras espanholas        mais reproduzidas e admiradas, a tela &#8220;As Meninas&#8221;. Nela, o autor        aparece \u00e0 esquerda, pintando meninas da corte. Contrariando as tend\u00eancias        da \u00e9poca, Vel\u00e1zquez retratou tamb\u00e9m os desfavorecidos. &#8220;As fiandeiras&#8221;        (1657- 1660) foi o primeiro quadro da hist\u00f3ria a ter oper\u00e1rias como tema.<\/p>\n<p><b>EL GRECO:\u00a0<\/b>(1541        &#8211; 1614): Um dos maiores pesos-pesados das artes pl\u00e1sticas, nasceu em Creta        e morou durante grande parte da sua vida em Toledo, cidade retratada na        tela &#8220;Vista de Toledo sob a Tempestade&#8221; (1610- 1614), uma de suas        obras primas.<\/p>\n<p>El Greco        impregnou suas produ\u00e7\u00f5es de um realismo atroz, capaz de traduzir o caos        humano em jogos de sombras e de claros-escuros. Outras telas do artista        bastante conhecidas s\u00e3o &#8220;Vis\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o&#8221;(1610 &#8211; 1614), &#8221;        A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo&#8221; (1600 &#8211; 1603) e &#8220;Laocoonte&#8221; (1610-        1614).<\/p>\n<p><b>JOAN        MIR\u00d3 (1893 &#8211; 1983):\u00a0<\/b>Um        dos frutos mais fecundos de Barcelona, o artista tra\u00e7ou linhas e figuras        algo pueris que conquistaram uma legi\u00e3o de admiradores.<\/p>\n<p>Considerado        um dos maiores mestres da composi\u00e7\u00e3o crom\u00e1tica, salpicou com toques de alegria        a maioria de seus quadros.<\/p>\n<p><b>GOYA        (1746 &#8211; 1828):<\/b>\u00a0Nascido        em Fuendetodos, pr\u00f3ximo a Zaragoza, concorre com El Greco no quesito &#8220;g\u00eanios        da pintura espanhola&#8221;. Outro mestre do realismo, Goya transp\u00f4s para        suas telas um mundo povoado por bruxas, dem\u00f4nios e tamb\u00e9m pessoas comuns.        &#8220;Maja Desnuda&#8221;(1796 ), que mostra uma mulher em duas vers\u00f5es,        com e sem roupa, provocou furor na \u00e9poca. \u00c9 uma de suas \u00f3bras mais famosas.<\/p>\n<p><b>PABLO        PICASSO (1891 &#8211; 1973):<\/b>\u00a0Depois        da fase azul e da fase rosa, criou cubismo, com &#8220;Les Demoiselles d`Avignon&#8221;(1907).        Foi um dos artistas mais prestigiados do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Folclore<\/h4>\n<p>As      antigas caracter\u00edsticas regionais de Castela, Andaluzia, Gal\u00edcia, Catalunha      e das prov\u00edncias bascas, acentuadas por contrastes naturais, continuam a existir,      embora haja diferen\u00e7as quanto \u00e0 resist\u00eancia em assimilar novos costumes.<\/p>\n<p>As      comunidades locais preservam sua vitalidade, muitas vezes enfraquecida pela      centraliza\u00e7\u00e3o do governo.<\/p>\n<p>Por      outro lado, a industrializa\u00e7\u00e3o criou classes superiores de banqueiros e homens      de neg\u00f3cio que trazem consigo algum esp\u00edrito de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A      pr\u00f3pria Igreja espanhola, a partir do conc\u00edlio ecum\u00eanico, tem cedido \u00e0s press\u00f5es      do Vaticano, promovendo reformas econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n<p>No      entanto, os costumes tradicionais &#8211; alguns de grande beleza &#8211; persistem.<\/p>\n<p>A      Fiesta \u00e9 um dos principais tra\u00e7os da vida social espanhola, n\u00e3o s\u00f3 nos pueblos      mas tamb\u00e9m nas cidades.<\/p>\n<p>Elas      ocorrem em dias santificados e incluem peregrina\u00e7\u00f5es, feiras especiais, carnaval      tudo acompanhado de fogos de artif\u00edcio e touradas.<\/p>\n<p>As      romer\u00edas aos lugares santos acontecem sobretudo no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma      das mais conhecidas \u00e9 a del Rocio, realizada no dia de Pentecostes, em Huelva.<\/p>\n<p>A      verbena \u00e9 uma feira noturna em cidades e vilas, principalmente Madri. Sevilha      tem a sua feira de abril e a famosa prociss\u00e3o de semana santa, que dura v\u00e1rios      dias.<\/p>\n<p>Val\u00eancia      \u00e9 conhecida pela prociss\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9, em que se destacam enormes bonecos;      em Pamplona h\u00e1 uma festa em que touros jovens s\u00e3o soltos pelas ruas e os habitantes      transformam-se em &#8220;toreadores&#8221;. A tourada, ali\u00e1s, \u00e9 o espet\u00e1culo      nacional por excel\u00eancia.<\/p>\n<h4>Culin\u00e1ria Espanhola<\/h4>\n<p>Na      regi\u00e3o central da Espanha, temos de cordeiro (cordero) a leit\u00e3o (cochinello),      preparados de maneira artesanal, passando por ca\u00e7as como fais\u00e3o, perdiz e      javali. A paelha, prato t\u00edpico da regi\u00e3o de Val\u00eancia, \u00e9 feito \u00e1 base de arroz      e a\u00e7afr\u00e3o. As tapas (entradas) usam e abusam do chouri\u00e7o, al\u00e9m do sem igual      presunto de guijuelo.<\/p>\n<p>Da      regi\u00e3o central tamb\u00e9m vem o melhor queijo da Espanha &#8211; o manchego (que, quando      curado; parece bastante com o parmes\u00e3o) \u00e0 base de leite de ovelhas criadas      na plan\u00edcie de La Mancha &#8211; e leguminosas (feij\u00e3o, gr\u00e3o-de-bico) e lentilha      de todas as cores formatos e tamanhos.<\/p>\n<p>Duas      sopas, uma para o ver\u00e3o e outra para o inverno, merecem destaque: castellana      e gaspacho. S\u00e3o sempre acompanhadas de p\u00e3es, cujos miolos, refogados com piment\u00f5es      e bacon, e inspiradas nos pastores.<\/p>\n<p>Nas      sobremesas, os doces mais tradicionais s\u00e3o as &#8220;yemas de \u00c1vila&#8221; (gemas      de ovos a\u00e7ucarados), as &#8220;almendras garrapi\u00f1adas de Alcal\u00e1 de Henares&#8221;      (am\u00eandoas confeitadas) e os &#8220;marzap\u00e3s de Toledo&#8221;, marzip\u00e3s.<\/p>\n<p>Al\u00e9m      dessas iguarias, h\u00e1 tamb\u00e9m puchero, conhecido em todo o mundo, pollo chilindron      (frango espanhol) e os lanches: pancho com panchetta (cachorro quente com      bacon), tortilla (pastel espanhol) e a bebida sangria (feita com vinho, laranja      e \u00e1gua mineral com g\u00e1s).<\/p>\n<p>Fonte: www.cdcc.sc.usp.br<\/p>\n<h6>Cultura da Espanha<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Espanha      \u00e9 provavelmente mais conhecida pelas touradas e pelo flamenco, mas conta tamb\u00e9m      com pintores de fama mundial como s\u00e3o os casos de Salvador Dal\u00ed e de Pablo      Picasso.<\/p>\n<p>Outros      dos pintores mais conhecidos s\u00e3o Goya (1746-1828) e Vel\u00e1squez (1599-1660),      cujas obras podm ser admiradas no Museu do Prado, em Madrid.<\/p>\n<p>As      obras mais importantes de Vel\u00e1zquez s\u00e3o &#8220;Las Meninas e &#8220;La Rendici\u00f3n      de Breda&#8221;.<\/p>\n<p>Espanha      tem tamb\u00e9m alguns compositores de estatura mundial, bem como conhecidos cantores      de \u00f3pera.<\/p>\n<p>Os      compositores espanh\u00f3is de fama mundial incluem nomes como Enrique Granados,      Isaac Alb\u00e9niz, Manuel de Falla e Joaqu\u00edn Rodrigo.<\/p>\n<p>Todos      j\u00e1 ouvimos falar de Placido Domingo &#8211; o artista de \u00f3pera mais famoso de Espanha      &#8211; assim como de Jos\u00e9 Carreras e de Montserrat Caball\u00e9.<\/p>\n<p>A      m\u00fasica e a dan\u00e7a flamenca surgiram no Sul de Espanha, mais precisamente na      Andaluzia.<\/p>\n<p>Os      ciganos enraizaram-se aqui, tendo desenvolvido a sua cultura em Espanha.<\/p>\n<p>Atualmente,      a maioria das mi\u00fadas espanholas aprende a dan\u00e7ar sevillanas, uma das dan\u00e7as      mais folcl\u00f3ricas.<\/p>\n<p>O      toureio ou a corrida de touros t\u00eam uma enorme import\u00e2ncia na cultura espanhola.<\/p>\n<p>Foi      no s\u00e9culo XVIII que se tornou popular.<\/p>\n<p>Fonte: spain.costasur.com<\/p>\n<p>Cultura da Espanha<\/p>\n<h4>Arte e Cultura<\/h4>\n<p>A      arte \u00e9 um reflexo direito da conci\u00eancia de um povo, reflexo que matiza-se      pela hist\u00f3ria e tempera-se com a ess\u00eancia racial de a sua gente.<\/p>\n<p>Espanha,      terra de turistas que ficaram por s\u00e9culos e imortalizaram-se na mistura de      sangues, costumes, cren\u00e7as e sonhos, tem um reflexo de s\u00ed propria num a arte      de riqueza extrema, n\u00e3o arrebatada pelos posteriores movimentos que levaram-a      perder suas col\u00f4nias e territ\u00f3rios no Novo Mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 estilo cultural e art\u00edstico que n\u00e3o tenha atingido uma for\u00e7a e um      car\u00e1ter especial na pen\u00ednsula, que, com o resguardo do zelo espanhol pelo      passado, permanece na atualidade como j\u00f3ia viva da conjun\u00e7\u00e3o de mundos e culturas      distantes, \u00fanicas e eternizadas. <\/p>\n<p>H\u00e1, ali\u00e1s, uma carater\u00edstica muito pr\u00f3pria da arte na Espanha, uma que se      deriva de a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria: essa tend\u00eancia a incorporar o novo ao velho,      a combinar o presente com o passado, revela-se na maioria de suas pe\u00e7as arquitetonicas      nas que se observa uma mistura do estilos, prova de etapas de constru\u00e7\u00e3o que      se prolongaram por s\u00e9culos e deram por fruto uma arte sobre outra.<\/p>\n<p>Esta      tend\u00eancia enriquece \u00e0 vista de seus inumer\u00e1veis monumentos pois \u00e9 poss\u00edvel      encontrar neles a pegada do tempo e o car\u00e1ter espanhol de um olhar s\u00f3, tal      e como os mesmos espanh\u00f3is apresentam-se perante o mundo.<\/p>\n<h4>A Pr\u00e9-Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p><strong>Da etapa paleol\u00edtica ficaram as magn\u00edficas pinturas rupestres distribuidas      em duas zonas:<\/strong>\u00a0o Levante e Mediterr\u00e2nio por um lado e      a regi\u00e3o franco-cant\u00e1brica pelo outro. <\/p>\n<p>Nas primeiras, trata-se de pinturas quase ao ar livre, cobertas apenas por      outras rochas, compoem-se de obras pequenas, estilizadas, monocrom\u00e1ticas nas      que a figura humana \u00e9 o eixo central da atividade, os lugares mais relevantes      s\u00e3o Cogull (em Lleida) e Alpera (em Albacete).<\/p>\n<p>Por      outro lado, a regi\u00e3o do norte guarda em suas grutas pinturas pol\u00edcromas, grandes      e realistas de animais de ca\u00e7a nos que a aus\u00eancia da figura humana chama a      aten\u00e7\u00e3o, as cores utilizadas s\u00e3o o vermelho, ocre e preto e as mais conhecidas      grutas s\u00e3o as de Altamira e o Castelo em Cantabria e o Pindal, Ribadesella      e S\u00e3o Rom\u00e3o em Asturias.<\/p>\n<p>Do neol\u00edtico, entre o ano 7.500 e 2.500 a.C., as mostras de arte mais chamativas      s\u00e3o as estruturas megal\u00edticas conhecidas como D\u00f3lmenes que s\u00e3o c\u00e1maras funer\u00e1rias      realizadas em pedra. <\/p>\n<p>Os mais famosos s\u00e3o os de Huesca e Antequera.<\/p>\n<p>A      Idade do Bronce fez florescer em Almeria a cria\u00e7\u00e3o de j\u00f3ias e uteis que h\u00e3o      ficado para admira\u00e7\u00e3o na atualidade.<\/p>\n<p>Nas      ilhas Baleares os talayots, monumentos defensivos e as taulas e pavilh\u00e3o,      monumentos funer\u00e1rios, revelam um sentido art\u00edstico dos habitantes primitivos      desta zona, sentido que imprim\u00edam nas obras relacionadas com as atividades      principais como a defesa b\u00e9lica e no misticismo relacionado com a morte.<\/p>\n<p>A      Idade do Ferro fundiu a experi\u00eancia e vis\u00e3o da vida dos \u00edberos, tart\u00e9sios,      cartagineses e fen\u00edcios.<\/p>\n<p>Sua      heran\u00e7a art\u00edstica manifesta-se em obras de pedra talhada como a misteriosa      Dama de Elche, os Touros de Guisando ou os Le\u00f5es de C\u00f3rdoba, em orfevraria      o Tesouro de Carambolo \u00e9 uma mostra da requintada arte daquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Dos      fenicios ficaram tamb\u00e9m sarc\u00f3fagos com figuras humanas talhados em madeira      e adornados com pedraria e ouro, como os de C\u00e1diz.<\/p>\n<p>A      maior parte dos restos destas culturas Mediterr\u00e2nias conservam-se nas ilhas      Baleares, especialmente na Ibiza.<\/p>\n<h4>A Arte Romana<\/h4>\n<p>Nenhuma      terra que tenha vivido a presen\u00e7a romana carece de uma decidida influ\u00eancia      na sua arte.<\/p>\n<p>Os      romanos construiram na Espanha caminhos, estradas, majestosos aquedutos como      o de Segovia, teatros como o de M\u00e9rida, pontes e arcos do triunfo em muitas      das cidades que fundaram ou ocuparam.<\/p>\n<p>Como      se sabe, os romanos exportaram ao seu imp\u00e9rio a vis\u00e3o humanista da arte grega,      as dimens\u00f5es de corpos perfeitos em suas esculturas e pinturas que estamparam-se      preferentemente em obras de artesanato dom\u00e9stico pequenas.<\/p>\n<p>A      filosofia e literatura grega chegou em Espanha pela via romana, o seu impacto      n\u00e3o teve um eco imediato pelo fato de que a escrita entre os celt\u00edberos era      inexistente, por\u00e9m, o germe desta cultura prevalece em todas as manifesta\u00e7\u00f5es      posteriores.<\/p>\n<h4>Os Visigodos<\/h4>\n<p>Com os visigodos entra-se de cheio na era crist\u00e3 na Europa. Suas obras art\u00edsticas,      em especial a arquitetura e a pintura, iam dirigidas a fines eclesi\u00e1sticos,      \u00e9 nesta \u00e9poca quando se construim igrejas e mosteiros austeros em suas formas      cujo ornamento era baseado em frisos de baixorrelevo talhados em pedra ou      em madeira. <\/p>\n<p>Seu maior aporta\u00e7\u00e3o \u00e9 a importa\u00e7\u00e3o do arco de ferradura que mais tarde iria      aperfei\u00e7oar-se com os \u00e1rabes.<\/p>\n<p>No      relativo \u00e0 orfevraria, os visigodos atingem um grande desenvolvimento, especialmente      em Toledo, a capital, onde realizam-se obras de maravilhosa beleza.<\/p>\n<h4>A Influ\u00eancia \u00c1rabe<\/h4>\n<p>A      vis\u00e3o mu\u00e7ulmana da vida tem um eco forte na arte da Espanha. Desde seus cantos      mais suaves e sensuais, as jarchas, alejados em parte da tend\u00eancia estritamente      religiosa, at\u00e9 suas monumentais obras de arquitetura.<\/p>\n<p>Os \u00e1rabes tiveram tr\u00eas per\u00edodos de desenvolvimento art\u00edstico na pen\u00ednsula:      a arte califal que deixou pelo o seu lado tr\u00eas tipos de constru\u00e7\u00f5es: a mesquita,      de desenho quadrangular orientado sempre para o muro de ora\u00e7\u00f5es, o Alc\u00e1cer,      consistente num a zona retangular de habita\u00e7\u00f5es em cujo centro se distribuim      formosos jardins laber\u00ednticos e fontes decorativas, assim como a alcazaba,      fortaleza retangular rematada com torres quadradas e a torre de vela, por      onde se podia vigiar o inimigo. <\/p>\n<p>As melhores mostras deste arte encontram-se em M\u00e1laga, em C\u00f3rdoba e em Toledo,      com a sua murada cidade com Porta de Dovradi\u00e7a.<\/p>\n<p>O      rasgo mais significativo da arte califal \u00e9 o uso do arco de ferradura. A decora\u00e7\u00e3o      interior, importada de S\u00edria, cumple com criatividade o preceito mu\u00e7ulmano      de evitar figuras humanas e de animais no interior das constru\u00e7\u00f5es, sustituindo-os      por formosos motivos caligr\u00e1ficos, geom\u00e9tricos e de vegetais que abundam nos      tetos e paredes destas obras da arquitetura.<\/p>\n<p>A      arte almohade, desenvolvida para os s\u00e9culos XII e XII, especialmente em Sevilha,      floresce num a etapa na que o grupo \u00e1rabe no poder pretendia uma maior austeridade      na vida comum. \u00c0 isto debe-se que se utilize o tijolo e as torres quadradas      de escassa ornamenta\u00e7\u00e3o, em contrapartida, aparecem os azulejos e mistura-se      a escrita \u00e1rabe com a crist\u00e3. Um exemplo deste estilo \u00e9 a Giralda em Sevilha.<\/p>\n<p>A      arte nazarita, correspondente ao per\u00edodo de decad\u00eancia do dom\u00ednio \u00e1rabe na      Espanha e \u00e0 reu\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00e0 Granada, tem o seu maior expoente na Alhambra.      A carater\u00edstica essencial do estilo nazarita \u00e9 o talhado em gesso dos interiores,      de uma finura tal que parece um encaixo bordado sobre as paredes e altos tetos,      misturando-se est\u00e9ticamente com preciosos mosaicos com predominio do azul.<\/p>\n<p>As      escassas portas guardam o mesmo estilo no talhado e os sal\u00f5es, recarregados      na decora\u00e7\u00e3o, oferecendo uma imagem telesc\u00f3pica para o c\u00e9u com as inacredit\u00e1veis      figuras gravadas nos tetos. As celosias que separam os sal\u00f5es do sult\u00e3o do      har\u00e9m, permitem percebir essa sutileza com a que se movimentavam no interior      as mulheres e intrigas que compunham a vida no palacio do sult\u00e3o.<\/p>\n<p>A      arte mud\u00e9jar \u00e9 uma mistura realizada por \u00e1rabes convertidos ao cristianismo      que se assentaram em zonas reconquistadas. No sentido arquitet\u00f3nico o mais      relevante \u00e9 o Alc\u00e1cer de Sevilha e as sinagogas de Toledo.<\/p>\n<p>De igual maneira, a forma de trabalhar o ouro tem ficado como heran\u00e7a na      antiga capital visigoda, Toledo, atrav\u00e9s do damasquinado toledano que consiste      em lavrar com fios de ouro de tr\u00eas cores em base \u00e0 batidas pequenas, paisagens      e figuras de singular beleza sobre um fundo preto de a\u00e7o. <\/p>\n<p>Este arte orfevre tem duas vertentes: as j\u00f3ias e as armas de guerra, cujas      espadas luzem na empunhadura os nomes e escudos dos grandes cavaleiros das      cruzadas.<\/p>\n<p>No      relativo \u00e0s obras do artesanato, a influ\u00eancia \u00e1rabe deixou o uso do marfim      e as madeiras preciosas de uma forma diferente, destacando a apari\u00e7\u00e3o de cofres      em madeira de diversos tamanhos e estilos.<\/p>\n<h4>A resposta da Reconquista<\/h4>\n<p>Como      resposta \u00e0 imposta presen\u00e7a \u00e1rabe na Espanha, os crist\u00e3os desenvolveram cantos      religiosos contrastantes com as jarchas \u00e1rabes pela a sua sonora austeridade,      estes cantos empregaram-se em autos sacramentais, antecedentes diretos do      teatro, assim como na poes\u00eda, um exemplo disso s\u00e3o as Cantigas de Santa Maria      de Alfonso X o Sabio.<\/p>\n<p>Embora      os esfor\u00e7os por limitar o avan\u00e7o \u00e1rabe com a sua perigosa sensualidade, desde      a \u00f3tica crist\u00e3, os r\u00edtmos e temas terminaram mistur\u00e1ndo-se e dando p\u00e9 a uma      variada m\u00fasica popular que, em contraste com a m\u00fasica crist\u00e3 reservada s classes      altas, foi o disfrute do povo e logrou-se a sua permanencia.<\/p>\n<p>Os      \u00e1rabes introduziram a poesia l\u00edrica na Espanha atrav\u00e9s de suas obras refinadas      e humanas que narravam a vida amorosa dos mouros. Embora gostassem, o pudor      crist\u00e3o imposto pela reconquista obrigava a rejeit\u00e1-las e a desenvolver uma      literatura mais hisp\u00e1nica, mais tendente \u00e0 unidade do car\u00e1ter espanhol.<\/p>\n<p>\u00c9 no s\u00e9culo XII com o Cantar do M\u00edo Cid quando inicia-se propriamente a literatura      espanhola. Este poema \u00e9pico em extremo relacionado com a realidade da pen\u00ednsula      em aquila \u00e9poca, reflite a vis\u00e3o da vida medieval com beleza e singeleza.    <\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIII, a atividade recriativa popular acolhia-se \u00e0s narra\u00e7\u00f5es dos      juglares que convert\u00edam em her\u00f3is aos cruzados e aos artes\u00e3os da reconquista.      Para contrarrestar esta poesia popular surgiu o Mester de Clerec\u00eda, que criava      obras po\u00e9ticas cultas entre as que destacam as de Gonzalo de Berceo, tendentes      sempre a um fim moralista. <\/p>\n<p>Com a influ\u00eancia de Alfonso X, o S\u00e1bio, escritor de Cantigas, se introduz      o uso do castelhano em sustitu\u00e7\u00e3o do lat\u00edm como l\u00edngua culta.<\/p>\n<p>O      teatro tamb\u00e9m tem suas raizes nesta confusa etapa da reconquista. Do s\u00e9culo      XII ficam autos religiosos como &#8220;Os Reis Magos&#8221;, escritos em verso      e temperados com m\u00fasica sacra.<\/p>\n<h4>A Arte Pr\u00e9-rom\u00e2nica e Rom\u00e2nica<\/h4>\n<p>No conv\u00edvio com os estilos \u00e1rabes, a arte pr\u00e9-rom\u00e1nico e rom\u00e2nico se desenvolve      em paralelo como uma forma de rejeitar a influ\u00eancia mu\u00e7ulmana. A arquitetura      se carateriza por uma altitude maior das constru\u00e7\u00f5es e um sentido mais reto      onde o uso do arco \u00e9 reduzido aos altares. <\/p>\n<p>Os tetos se sostem com capiteles esculpidos em pedra e com sentido retangular      e austero.<\/p>\n<p>Nascem      as bas\u00edlicas de dois ou tr\u00eas pavilh\u00f5es, decoradas interiormente com grandes      murais e celosias de madeira talhada. As igrejas e constru\u00e7\u00f5es de Navarra      e Ast\u00farias, especialmente em Oviedo, formam a mostra mais pura do pr\u00e9-rom\u00e2nico      espanhol, embora as mudan\u00e7as que sofreram com posterioridade.<\/p>\n<p>Do o seu lado, Catalunha, longe do influxo \u00e1rabe, embora mais cercana \u00e0 influ\u00eancia      francesa e italiana, desenvolve o rom\u00e2nico no s\u00e9culo XII, que carateriza-se      pela constru\u00e7\u00e3o de aparelho irregular, as cabeceiras e capelas alongadas em      forma semicircular, um campanario independente e c\u00fapulas de meio canh\u00e3o. <\/p>\n<p>O interior est\u00e1 decorado geralmente por frescos em cores vermelhas, ocres      e pretas, de influ\u00eancia bizantina, mas com motivos realistas da vida espanhola.<\/p>\n<p>As rotas jacobeas, no noroeste da pen\u00ednsula, oferecem a possibilidade de      extender a arte rom\u00e2nica de influ\u00eancia francesa para Espanha. <\/p>\n<p>Com o Caminho de Santiago, para Gal\u00edcia, produzem-se constru\u00e7\u00f5es deste tipo      em toda a zona Cant\u00e1brica que v\u00e3o incorporando elementos \u00e1rabes no colorido      e forma da decora\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n<p>O rom\u00e2nico tem deixado tamb\u00e9m uma impress\u00e3o clara nas muralhas de Avila e      Zamora que, embora sejam constru\u00e7\u00f5es militares, revelam em algumas de sus      primeiras partes esse estilo requintado do rom\u00e2nico. <\/p>\n<p>Para finais do s\u00e9culo XII o gosto muda e inicia-se um per\u00edodo de nova austeridade      na arquitetura, isto anuncia o antecedente do novo estilo g\u00f3tico que se asoma      no s\u00e9culo XIII.<\/p>\n<h4>O G\u00f3tico<\/h4>\n<p>Este estilo, com o que frequentemente s\u00e3o identificadas as principais obras      de constru\u00e7\u00e3o europeas, entra na Espanha pela zona cercana a Fran\u00e7a. <\/p>\n<p>As primeiras obras se geram em Roncesvalles, Cuenca e Sig\u00fcenza, logo os bispos      de Burgos, Le\u00f3n e Toledo encarregam obras deste tipo a arquitetos estrangeiros.<\/p>\n<p>O      g\u00f3tico floresce na Espanha, em Catalunha e Val\u00eancia propaga-se embora com      carater\u00edsticas mais particulares. Em Navarra aparece com posterioridade no      mesmo s\u00e9culo XIII e o seu maior representante \u00e9 a Catedral de Pamplona.<\/p>\n<p>A      inacredit\u00e1vel altitude que atingem as torres e a pavilhao central nesta arquitetura,      com su luminoso interior a ra\u00edz de sus vidra\u00e7arias decoradas, s\u00e3o uma mostra      de uma das etapas mais florecientes da arte na Espanha.<\/p>\n<h4>Da Idade M\u00e9dia ao Renascimento<\/h4>\n<p>As      mudan\u00e7as que se geraram na Europa durante o fim do s\u00e9culo XV deram por resultado      uma modifica\u00e7\u00e3o na forma de compreender a vida e, por tanto, uma mudan\u00e7a na      express\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p>O humanismo imp\u00f5e-se na esfera cultural e as obras deste sentido decorreram      pelas numerosas e florecientes universidades espanholas como a de Alcal\u00e1 de      Henares em Madrid e Salamanca em Castela. Obras liter\u00e1rias, pit\u00f3ricas e escult\u00f3ricas      assaltam a nova t\u00eandencia art\u00edstica na que o homem passa ocupar o primeiro      plano e a relig\u00e3o se reduz a certas express\u00f5es. <\/p>\n<p>O Renascimento \u00e9 o ponto culminante desta nova vis\u00e3o do papel do homem, \u00e1      partir desta \u00e9poca a arte deixa de ser estritamente religiosa e podendo perceber      nela o homem que mantive seus desejos ocultos durante s\u00e9culos.<\/p>\n<p>As obras arquitet\u00f3nicas adquirem um sentido mais global ao ser concebidas      para disfrute do homem, surgem os pal\u00e1cios em contraposi\u00e7\u00e3o dos castelos,      acrescentado o sentido de liberdade e tranquilidade que a unifica\u00e7\u00e3o espanhola      trouxe como conseq\u00fc\u00eancia. <\/p>\n<p>Desaparecem as muralhas e as grandes portas impenetr\u00e1veis e em o seu lugar      colocam-se formosos jardins e pe\u00e7as em m\u00e1rmore, especialmente italiano, madeira      e metais.<\/p>\n<p>Na literatura, o s\u00e9culo de Ouro espanhol reflete um replanteamento da exist\u00eancia      humana em seu teatro com Calder\u00f3n de la Barca e Lope de Vega. O homem defronta-se      agora a s\u00ed pr\u00f3prio, a seus desejos insatisfeitos e sonhos longinquos da piedade      crist\u00e3. <\/p>\n<p>A pintura tamb\u00e9m sofre uma modifica\u00e7\u00e3o sustancial recriando a vida aristocr\u00e1tica      especialmente, embora tamb\u00e9m aparecem rostos e cenas da vida popular.<\/p>\n<p>E      enquanto por um lado se criava um dessenfreado interesse pela revindica\u00e7\u00e3o      do homem como eixo da arte, pelo outro a religiosidade lutava por imponer-se      atrav\u00e9s da contra-reforma e a presen\u00e7a de obras austeras como o Escorial,      produto do esp\u00edrito religioso de Felipe II. Desta etapa s\u00e3o tamb\u00e9m os movimentos      m\u00edsticos em literatura com S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz e Santa Tereza, assim como as      obras m\u00edsticas de El Greco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, a realidade popular imp\u00f5e-se e isto favorece o gosto pelo romance      picaresco na qual &#8220;O Lazarillo de Tormes&#8221; e o &#8220;Guzm\u00e3o de Alfarache&#8221;      destacam pela a sua sat\u00edrica vis\u00e3o da vida. <\/p>\n<p>Como contraponto, a vida aristocr\u00e1tica, inalcanz\u00e1vel para o povo, acha-se      refletida em excesso no romance de cavalaria que atinge um auge aterrorizante      nos s\u00e9culos XVI e XVII, assim como o romance pastoril que recria-se em tentar      elevar aos pastores e gente do campo a n\u00edveis de pensamento e desenvolvimento      m\u00edstico, filos\u00f3fico e religioso inexistentes na realidade. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, a pe\u00e7a que marca um ponto \u00e1lgido na literatura espanhola \u00e9 &#8220;O      Quijote&#8221;, de Cervantes, conhecido mundial e hist\u00f3ricamente pelas aventuras      num mundo que tenta representar com humor a aventura de vivir de ent\u00e3o e de      hoje.<\/p>\n<h4>A Era da Ilustra\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Ao      igual que na Fran\u00e7a, o pensamento da Ilustra\u00e7\u00e3o trasmite-se para Espanha com      resultados em seus dom\u00ednios e sistemas de vida e governo. Avan\u00e7ando para uma      democracia que demorou em consolidar-se, a arte da \u00e9poca, especialmente na      literatura e pintura, afian\u00e7a-se com aporta\u00e7\u00f5es do estrangeiro.<\/p>\n<p>Esta      etapa, de claro dom\u00ednio frances n\u00e3o apenas na Espanha mas no mundo todo, introduz      na arquitetura elementos que consideram-se ponta da etapa moderna. A urbaniza\u00e7\u00e3o      das cidades \u00e9 um ponto clave que os monarcas atendem, deixando como resultado      o embelecimento menos recarregado de muitos lugares espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Para      finais do s\u00e9culo XVIII, o olhar reverte para a cultura popular como fonte      de inspira\u00e7\u00e3o da arte. A tauromaquia, vista pelos olhos de Goya, \u00e9 um adelanto      aos movimentos que no s\u00e9culo XIX ir\u00e3o causar furor. Desta sonora etapa de      auge art\u00edstico do pintor espanhol, o Museu do Prado em Madrid conserva as      melhores pe\u00e7as da a sua obra.<\/p>\n<h4>O s\u00e9culo XIX<\/h4>\n<p>Este      \u00e9 o s\u00e9culo do romanticismo, que na Espanha nutre-se de obras como o cl\u00e1ssico      &#8220;Dom Jo\u00e3o Ten\u00f3rio&#8221; que sit\u00faa aos ib\u00e9ricos como prototipo do gal\u00e3o      masculino. Obras po\u00e9ticas como as de B\u00e9cquer, Rosalia de Castro ou pe\u00e7as como      as de Benito P\u00e9rez Gald\u00f3s circulam para deleite de leitores do mundo todo.<\/p>\n<p>Como      resposta, o realismo e o naturalismo aparecem para enfrentar o homem com realidades      mais evidentes e como porta de entrada o impatante s\u00e9culo XX.<\/p>\n<h4>O s\u00e9culo XX<\/h4>\n<p>O s\u00e9culo presente envolveu Espanha num momento da a sua hist\u00f3ria em que se      definia uma nova forma de vida. A Guerra Civil destruiu numerosos edif\u00edcios      de grande tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que foram renovados no fim da mesma, sem conseguir      levar no esquecimento a mem\u00f3ria de uma hist\u00f3ria t\u00e3o profunda como a espanhola.    <\/p>\n<p>A ditadura franquista obrigou emigrar a muitos dos esp\u00edritos livres dos artistas      hispanos para Fran\u00e7a e Am\u00e9rica, especialmente. Sob o controle de Franco se      construe o Vale dos Ca\u00eddos, dedicada aos que cairam na Guerra Civil.<\/p>\n<p>O sentido austero, a mistura militar e religiosa com certo ar de modernidade      reflitem-se nas obras elaboradas durante a \u00e9poca da ditadura. Em contraste,      a pintura torna-se mais audaz tentando refletir os sentimentos mais angusteantes      do s\u00e9culo XX. <\/p>\n<p>As pe\u00e7as de Dal\u00ed, Miru e Picasso, as mais renconhecidas mundialmente, fazem      parte desse grito silencioso para a liberdade individual que tanto se valora      na nossa era, envolvidas num a vis\u00e3o muito mais personal da vida e da arte      mesma.<\/p>\n<p>Espanha      jamais tem deixado de produzir obras art\u00edsticas e culturais de magnitude e      resonancia mundial. Fil\u00f3sofos como Unamuno e Ortega e Gasset brindam pensamentos      dispares que vale a pena conhecer, os m\u00fasicos tentam resgatar suas raizes      culturais e populares com um ar de modernidade e oferecem o flamenco atual      em variadas vers\u00f5es.<\/p>\n<h4>Popula\u00e7\u00e3o e Costumes<\/h4>\n<p>A      grande tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que levou Espanha \u00e0 ser um territ\u00f3rio conquistado      e posteriormente um grande conquistador prevalece no car\u00e1ter da sua gente.<\/p>\n<p>Herdeiros de uma cultura que mistura com alegria religi\u00f5es e ideologias variadas,      que esfor\u00e7ou-se durante s\u00e9culos para estabelecer uma unidade, os espanh\u00f3is      tem desenvolvido um marcado acento hospitalero e cordial que defronta-se com      uma necessidade auto-protetora de isolamento interior. <\/p>\n<p>De repente s\u00e3o muito europeus com um ar de auto-sufici\u00eancia e desesperanza,      e num instante balan\u00e7am para o lado vivaz e quente da sua natureza latina      e mu\u00e7ulmana desfrutando dos prazeres da vida, sendo hospitaleros e orgulhosos      da sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Longos anos de luta pela unidade nacional contrastam com um marcado sentido      regionalista que prevalece por cima do nacionalismo carater\u00edstico de outros      pa\u00edses. <\/p>\n<p>Os espanh\u00f3is s\u00e3o primeiro castelhanos, catal\u00e3es, vascos, andaluzes ou galegos      que espanh\u00f3is, s\u00e3o primeiro da sua terra que da sua na\u00e7\u00e3o, da sua l\u00edngua regional      que do espanhol que orgulha-les perante o mundo como l\u00edngua prol\u00edfica em beleza      po\u00e9tica e narrativa. <\/p>\n<p>Este sentido regionalista leva-os lutar em solidaridade pela conserva\u00e7\u00e3o      das tradi\u00e7\u00f5es, costumes e hist\u00f3ria com singular paix\u00e3o. Cada comunidade, cada      prov\u00edncia e povoa\u00e7\u00e3o conservam quase intatas lendas e h\u00e1bitos da sua \u00e9poca      medieval e inclusive da heran\u00e7a romana. <\/p>\n<p>Os espanh\u00f3is cuidam do seu passado com tanto fervor que tornam-o presente      em cada celebra\u00e7\u00e3o, em cada repeti\u00e7\u00e3o oral ou encenada das suas costumes fazendo      um constante viagem entre o ontem e o hoje.<\/p>\n<p>Este af\u00e3o por manter o passado traslada-se \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f4nio      hist\u00f3rico f\u00edsico: igrejas, mosteiros, conventos, becos, pra\u00e7as e casas de      personagens que tem deixado pegada \u00e0 seu passo pela hist\u00f3ria, s\u00e3o protegidas      e mimadas pelo Estado, mas, como se fosse um trabalho exclusivo dos habitantes,      grande parte deles deleita-se em conservar os mitos e hist\u00f3rias que d\u00e3o vida      esses lugares e em narr\u00e1-los com detalhe aos visitantes quando apresenta-se      ocasi\u00e3o. <\/p>\n<p>Perdido nos s\u00f4t\u00e3os do Escorial ou nas trincheiras do Alc\u00e1cer em Toledo, por      citar exemplos, o visitante que tenha escutado um espanhol narrar a hist\u00f3ria      desse lugar pode chegar sentir a vitalidade de uma \u00e9poca passada, as for\u00e7as      que acumuladas templaram o complexo car\u00e1ter hispano.<\/p>\n<p>Em soma, o espanhol orgulha-se do seu passado, do seu car\u00e1ter ferrenho e      conquistador e das evid\u00eancias que o tempo e a hist\u00f3ria deixaram sob seu cuidado      na sua geograf\u00eda. Como contraste, o presente os angustia, parece-lhes uma      inecess\u00e1ria jogada do destino sem frutos, sem vis\u00e3o e nem esperanza pelo futuro.    <\/p>\n<p>As crises econ\u00f4micas que a Espanha do s\u00e9culo XX tem tido que enfrentar fizeram      aflorar o outro lado do car\u00e1ter ib\u00e9rico que identifica-o mais com os atuais      sentimentos geralizados europeus: o lado sem esperanza e sem sonhos, o de      prote\u00e7\u00e3o excesiva de suas fontes de emprego e a vis\u00e3o, as vezes estranha,      de uma compet\u00eancia constante com as outras na\u00e7\u00f5es europeas.<\/p>\n<p>Neste      sentido, Espanha \u00e9 um pa\u00eds sombr\u00edo cuja taxa de natalidade, sinal da vis\u00e3o      popular para o futuro, tem descido quase at\u00e9 o zero, onde os j\u00f3vens passam      as noites nas ruas e bares \u00e0 viver sem conviver entre drinques, m\u00fasica e cigarros,      onde os habitantes da terceira idade abundam e a solid\u00e3o mina-lhes a exist\u00eancia      sem maiores recursos que as lembran\u00e7as de tempos mais felizes.<\/p>\n<p>Em termos gerais o n\u00edvel de vida \u00e9 alto e a popula\u00e7\u00e3o goza      sem grandes esfor\u00e7os de servi\u00e7os sociais indispens\u00e1veis como os de sa\u00fade,      educa\u00e7\u00e3o e vivenda. <\/p>\n<p>O emprego \u00e9 escasso, mas existe o seguro de desemprego que permite sobrevivir      por um tempo. Os jovens de 25 a 30 anos s\u00e3o os que com maior dificuldade ir\u00e3o      colocar-se no mercado laboral. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, a vida mant\u00e9m para os espanh\u00f3is a sua alegria prazenteira na hora      do bar, que visitam t\u00e3o assiduamente como antanho visitaram a igreja: \u00e0 meia      manh\u00e3, \u00e0 meia tarde e pela noite, as tapas variadas de queijo, omelete espanhol,      ovo, pressunto, mariscos ou batatas, acompanham essa escapada ao bar na que      se bate um papo com os amigos.<\/p>\n<p>E se por uma parte uma capa de desesperanza cobre \u00e0s novas genera\u00e7\u00f5es espanholas,      por outra mant\u00e9m-se assombrosamente o humanismo que no s\u00e9culo XVI elevaram      os fil\u00f3sofos e escritores espanh\u00f3is. <\/p>\n<p>Embora que o mundo em geral acha imerso em processos de modifica\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos      b\u00e1sicos marcados pelas novas formas de trabalho industrial e comercial, na      Espanha prevalece o costume de fazer um alto ao mediod\u00eda, entre as 14 e as      16 horas para comer em casa com a fam\u00edlia, pelas noites, o jantar realiza-se      em volta das 22:00 horas para dar passo a uma vida noturna agitada que permite      aflorar o lado barulhento do car\u00e1ter do espanhol.<\/p>\n<p>O cumprimento de dois beijos, um em cada face, \u00e9 talvez a maior cortesia      f\u00edsica que os hispanos oferecem sem pudor aos visitantes, com isso revelam      que a igualdade abarca aos estrangeiros pois comprimentam igual que aos seus      conterr\u00e2neos sem nenhum reparo. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, outra clase de contatos f\u00edsicos entre as pessoas reserva-se aos namorados      ou os velhos amigos e \u00e9 inusual que a gente seja muito expressiva neste sentido.      Entre os homems, este contato reserva-se estreitar as m\u00e3os sem muita efusividade.    <\/p>\n<p>A fala \u00e9 r\u00e1pida embora n\u00e3o se tenha pressa e o tom acostuma ser imperativo      sem que isso indique superioridade, enojo ou distancia.<\/p>\n<p>Os espanh\u00f3is s\u00e3o muito diretos e expressivos verbalmente em suas opini\u00f5es      e ju\u00edzos e quem n\u00e3o h\u00e1 entendido previamente pode sentir-se v\u00edtima do enfado      inexistente do seu interlocutor, por contraste, s\u00e3o redundantes em suas informa\u00e7\u00f5es      e \u00e9 necess\u00e1ria uma grande dose de paci\u00eancia quando trata-se de estabelecer      t\u00e9rmos de interc\u00e2mbio comercial ou pessoal ou quando solicita-se ajuda e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um h\u00e1bito espanhol que de entrada mexe com o visitante, especialmente se      n\u00e3o partilha o gosto, \u00e9 a paix\u00e3o pelo tabaco. <\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que em nenh\u00fam outro lugar do mundo se fume t\u00e3o livre e constantemente.      Ainda nos lugares onde proibe-se fumar, de acordo \u00e0s leis que internacionalmente      tem-se tentado impor, os espanh\u00f3is fazem por n\u00e3o abandoar este h\u00e1bito que,      mesmo que seja pessoal, pode considerar-se nacional, inclusive nos espet\u00e1culos      p\u00fablicos e em alguns programas de T.V., n\u00e3o fique surpreso se aparecer alguma      pessoalidade fumando um cigarro. <\/p>\n<p>Para o seu agrado, no caso de ser fumador, o tabaco talvez seja um dos poucos      produtos que poder\u00e1 encontrar sem reparo \u00e0 qualquer hora do dia ja seja em      estancos (tabacarias oficiais do estado), nos bares ou nas numerosas e socorridas      m\u00e1quinas autom\u00e1ticas para isto.<\/p>\n<p>O costume de respeitar os hor\u00e1rios para comer, assim como essa paix\u00e3o e culto      que os habitantes da pen\u00ednsula impoem \u00e0 sua noite \u00e9 a causa de que os hor\u00e1rios      comerciais sejam t\u00e3o ben\u00e9volos. <\/p>\n<p>Pelas manh\u00e3s n\u00e3o encontrar\u00e1 aberta nenhuma loja, frutaria, mercado ou qualquer      servi\u00e7o antes das 9 da manh\u00e3 e inclusive talvez deva esperar at\u00e9 as 10, no      meio dia a gente retira-se para comer e as lojas e servi\u00e7os fecham de 14 \u00e0s      16 ou 17 horas, na tarde, \u00e0s 20.00 h. come\u00e7am a ver-se cair as portas dos      com\u00e9rcios. <\/p>\n<p>Os \u00fanicos lugares que permanecem abertos de maneira continua s\u00e3o os grandes      armaz\u00e9ns, geralmente com tend\u00eancia de mercado estrangeira, os restaurantes      e bares.<\/p>\n<p>Fonte: www.rumbo.com.br<\/p>\n<h6>Cultura da Espanha<\/h6>\n<h4>Tradi\u00e7\u00f5es da Espanha<\/h4>\n<p><strong>Culin\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Ao      Sul, a Espanha possui costa para o Mediterr\u00e2neo e, ao Norte, para o oceano      Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Esta      grande proximidade com o mar influenciou bastante a culin\u00e1ria local.<\/p>\n<p>A      pr\u00f3pria Paella, famoso prato t\u00edpico, n\u00e3o \u00e9 nada mais do que uma mistura de      arroz, frutos do mar, frango e temperos.<\/p>\n<p>Legumes      cozidos e gr\u00e3os, como lentilha e feij\u00e3o branco, tamb\u00e9m s\u00e3o artigos freq\u00fcentes      na mesa dos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Os      embutidos ib\u00e9ricos, como presunto, salsicha e chorizo, est\u00e3o por todas as      partes e s\u00e3o vendidos em lojas especiais, as jamonerias.<\/p>\n<p>Estes      estabelecimentos s\u00e3o muito populares, principalmente no interior do pa\u00eds,      e oferecem grande variedade de produtos.<\/p>\n<p>Os      espanh\u00f3is t\u00eam o costume peculiar de comprar a perna inteira do porco, para      em casa consumir aos poucos o presunto.<\/p>\n<p><strong>Soneca sagrada<\/strong><\/p>\n<p><strong>Quem      nao gostaria de poder todos os dias dar aquela dormidinha depois do almo\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p>Aqui,      essa soneca digestiva se chama &#8220;siesta&#8221; e \u00e9 algo levado a s\u00e9rio.<\/p>\n<p>Um      costume secular preservado mesmo diante das exig\u00eancias do mundo moderno.<\/p>\n<p>Lojas,      vendas, supermercados e pequenos estabelecimentos fecham suas portas s 14      horas e s\u00f3 voltam a funcionar \u00e0s 17 horas.<\/p>\n<p>Salvo      grandes redes, como a de roupas Zara ou as lojas de departamento El Corte      Ingles, que funcionam normalmente.<\/p>\n<p>No      mais, os estabelecimentos espanh\u00f3is reservam esse per\u00edodo vespertino para      o descanso.<\/p>\n<p>Fonte: www.bolsademulher.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultura da Espanha, Arte, Costumes, Arquitetura, Rom\u00e2nica, Tourada, Literatura, Pintura, Culin\u00e1ria, Tradi\u00e7\u00f5es, Cultura da 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