{"id":51969,"date":"2016-06-20T13:07:46","date_gmt":"2016-06-20T13:07:46","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=51969"},"modified":"2016-06-20T13:37:06","modified_gmt":"2016-06-20T13:37:06","slug":"catalunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/catalunha","title":{"rendered":"Catalunha"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 um pequeno e antigo pa\u00eds da Europa, situado \u00e0 noroeste e um pequeno e antigo      pa\u00eds da Europa, situado \u00e0 noroeste da pen\u00ednsula ib\u00e9rica que recebeu uma profunda      influencia da civiliza\u00e7\u00e3o romana, o que lhe caracterizou um marcante car\u00e1ter      latino, sendo que a conviv\u00eancia dos aut\u00f3ctones com os romanos contribuiu com      a origem da l\u00edngua e do povo catal\u00e3o que desde ent\u00e3o se tornou um receptor      de povos e culturas distintas e da pen\u00ednsula ib\u00e9rica que recebeu uma profunda      influencia da civiliza\u00e7\u00e3o romana, o que lhe caracterizou um marcante car\u00e1ter      latino, sendo que a conviv\u00eancia dos aut\u00f3ctones com os romanos contribuiu com      a origem da l\u00edngua e do povo catal\u00e3o que desde ent\u00e3o se tornou um receptor      de povos e culturas distintas.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Catalunha<\/strong>\u00a0nasceu,      politicamente, a mais de mil anos, como um povo livre entre os \u00c1rabes que      viviam na pen\u00ednsula ib\u00e9rica e os Francos situados ao norte e na idade m\u00e9dia      consolidou-se como uma na\u00e7\u00e3o em meio a duas civiliza\u00e7\u00f5es que era o islamismo      e o cristianismo e que expandiu o seu dom\u00ednio at\u00e9 Proven\u00e7a, ao norte de Occit\u00e2nia,      Arag\u00e3o ao oeste, as ilhas Baleares, Sardenha e C\u00f3rsega ao leste, Val\u00eancia      ao sul e al\u00e9m das fronteiras chegou Sic\u00edlia, N\u00e1poles o norte da \u00c1frica e Oriente      numa \u00e9poca de grandes pot\u00eancias econ\u00f4mica e cultural o com\u00e9rcio catal\u00e3o dominou      o Mediterr\u00e2neo ao desenvolver leis e t\u00e9cnicas diversas, enquanto a poesia,      a filosofia e a arte romana e g\u00f3tica descortinavam em reais momentos de esplendor      universal o que tornava a Catalunha a propulsora do sistema federal e democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>E      durante o renascimento, a dinastia catal\u00e3 perdeu o seu trono para a Casa Real      de Castilha por n\u00e3o ter descendente, mas independentemente deste fato a\u00a0<strong>Catalunha<\/strong>\u00a0se      manteve politicamente independente, e por n\u00e3o ter participado junto com Castilha      das conquistas do continente americano aos pouco foi perdendo a sua import\u00e2ncia      no Mediterr\u00e2neo e no ano de 1640 quando da guerra entre Castilha e a Fran\u00e7a      a Catalunha acabou sendo dividida entre os dois opositores mantendo as suas      institui\u00e7\u00f5es e seus direitos, por\u00e9m iniciou um grande processo de decad\u00eancia      em virtude do esp\u00edrito colonizador e centralizador dos governantes de Castilha.<\/p>\n<p>E      no ano de 1714 ao serem derrotados durante a guerra de sucess\u00e3o para Castilha      e a Fran\u00e7a que haviam se aliado, todos os territ\u00f3rios da Catalunha por direito      foram conquistados e na oportunidade foi proibida a l\u00edngua catal\u00e3, levando      com isto a sua queda nacional e cultural.<\/p>\n<p>E      devido ao esp\u00edrito empreendedor, a\u00a0<strong>Catalunha<\/strong>\u00a0passou      mais de cem anos trabalhando na recupera\u00e7\u00e3o de suas caracter\u00edsticas pr\u00f3pria      que a tornava distinta na regi\u00e3o, e ao se organizar com uma grande determina\u00e7\u00e3o      pol\u00edtica a qual floresceu um enorme desenvolvimento industrial e um grande      esplendor cultural atrav\u00e9s de das correntes modernista pelo noucentismo e      pela not\u00e1vel arte de vanguarda de seus pintores, literatos e arquitetos, por\u00e9m      este fen\u00f4meno de desenvolvimento persistiu em sua organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e institucional      at\u00e9 a desventurada guerra civil de 1936, que trouxe consigo mais de quarenta      anos de ditadura e desta maneira a Catalunha novamente voltou a ser aniquilada      e sacrificada pelo poder ditatorial, com sua l\u00edngua sofrendo novamente a proibi\u00e7\u00e3o      e a persegui\u00e7\u00e3o de sua identidade cultural catal\u00e3 e em todo o seu territ\u00f3rio      iniciou-se um brutal processo de repress\u00e3o, que culminou com o fuzilamento      do ent\u00e3o presidente da Generalitat Catalana.<\/p>\n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n<h6>Catalunha<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p>Dentre os pontos tur\u00edsticos de toda a Espanha, a localidade de Catalunha      certamente \u00e9 o destaque de todo o pa\u00eds. Isso porque na Catalunha fica a cidade      de Barcelona e outros pontos que atraem diversos turistas e facilita o turismo      nas localidades pr\u00f3ximas. <\/p>\n<p>Na Catalunha h\u00e1 lugares maravilhosos para se ver, principalmente em Barcelona.      O primeiro local recomendado para se ver \u00e9 a Bas\u00edlica da Sagrada Fam\u00edlia,      depois pode-se seguir para o Parque G\u00fcell ou as Ramblas, que \u00e9 uma das principais      ruas da cidade de Barcelona.<\/p>\n<p>E Barcelona na Catalunha tamb\u00e9m se respira futebol, j\u00e1 que \u00e9 a cidade sede      de uma das mais importantes equipes de futebol de todo mundo, o clube F.C.      Barcelona, que tem como est\u00e1dio o Camp Nou, certamente uma das melhores visitas      que se pode fazer para quem \u00e9 amante de futebol. Saindo um pouco de Barcelona,      h\u00e1 outros locais na Catalunha que merecem destaque e tamb\u00e9m devem ser visitados.    <\/p>\n<p>Um deles s\u00e3o as praias da Costa Dourada e tamb\u00e9m as da Costa Brava. Nessas      localidades o turista vai encontrar o belo Cabo de Creus, na prov\u00edncia de      Gerona.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu3.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Bandeira da Catalunha<\/strong><\/p>\n<p>Caso      o turista procure algo mais familiar, a dica de quando estiver na Catalunha      \u00e9 reunir a fam\u00edlia para passear pelo Porto Venturo, que tem \u00f3timas atra\u00e7\u00f5es      e parques que est\u00e3o adaptados tanto para receber os maiores, quanto as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>     Saindo de l\u00e1, recomenda-se passar pelas Ast\u00farias. A primeira vis\u00e3o que se      ter\u00e1 quando chegar nessa localidade da Catalunha \u00e9 a cor verde. Essa \u00e9 a comunidade      da Catalunha mais rica em vegeta\u00e7\u00e3o. Aqui tamb\u00e9m fica o parque natural mais      famoso do pa\u00eds, o Parque Nacional Picos de Europa, que se encontra situado      entre as Ast\u00farias, Cantabria e a prov\u00edncia de L\u00e9on.<\/p>\n<p>Apesar      de muitos visitantes ainda preferirem permanecer nas est\u00e2ncias tur\u00edsticas      famosas da Catalunha, como as de Costa Brava, ainda h\u00e1 v\u00e1rios outros lugares      belos e interessantes para se ver na regi\u00e3o, como as vilas de pescadores no      litoral, principalmente a vila de Cadaqu\u00e9s.<\/p>\n<p>     Se o turista quiser se aventurar pelo interior da Catalunha, pode visitar      os picos dos Pirin\u00e9us, al\u00e9m das aldeias remotas que ficam encravadas no meio      dos vales naturais, como os vales de Vall d\u0092Aran e do Parc Nacional d\u0092Aig\u00fcestortes.<\/p>\n<p>A      Catalunha tamb\u00e9m \u00e9 muito famosa por sua gastronomia, ou seja, o turista pode      aproveitar e se deliciar com muitos pratos regionais e t\u00edpicos da Catalunha.      Os pratos, por suas vezes, refletem muito a variedade e a originalidade muito      presentes na regi\u00e3o, principalmente em Barcelona.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu5.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Casa Batll\u00f3 &#8211; Barcelona<\/strong><\/p>\n<p>Os      melhores pratos que o turista pode provar na Catalunha s\u00e3o os feitos \u00e0 base      de combina\u00e7\u00f5es com peixe, carnes, aves, outros animais de ca\u00e7a, frutos e legumes      t\u00edpicos da regi\u00e3o da Catalunha. Os molhos sempre acompanham os pratos, fazendo      com que eles ganhem um toque cl\u00e1ssico e \u00fanico.<\/p>\n<p>     O Clima regional \u00e9 mediterr\u00e2nico com altas temperaturas no ver\u00e3o e invernos      \u00famidos. As zonas montanhosas pr\u00f3ximas ao Pirineus apresentam inverno com temperaturas      abaixo de zero e neve abundante e ver\u00f5es menos quentes que no resto da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>     Para n\u00e3o se perder, \u00e9 bom que o turista saiba os limites da Catalunha, ela      faz fronteira ao norte com a Fran\u00e7a e tamb\u00e9m com Andorra; a leste com o mar      mediterr\u00e2neo, onde os turistas aproveitam para desfrutar as praias e fazer      compras j\u00e1 que em Andorra \u00e9 tudo muito mais barato.<\/p>\n<p>     Ao sul, com Val\u00eancia e finalmente a oeste com Arag\u00e3o. Catalunha tamb\u00e9m pode      ser dividida em 4 prov\u00edncias, o certo de visitar a Catalunha \u00e9 n\u00e3o deixar      de lado nenhuma dessas prov\u00edncias, j\u00e1 que elas formam a unidade da Catalunha      e conseguem reunir para o turista tudo o que h\u00e1 de melhor na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Catalunha      est\u00e1 dividida administrativamente em quatro prov\u00edncias<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>Prov\u00edncia        de Barcelona, cuja capital \u00e9 Barcelona<br \/>\n       Prov\u00edncia de Girona, cuja capital \u00e9 Girona (Gerona em espanhol, Girona em        catal\u00e3o)<br \/>\n       Prov\u00edncia de L\u00e9rida, cuja capital \u00e9 L\u00e9rida (Lleida em catal\u00e3o)<br \/>\n       Prov\u00edncia de Tarragona, cuja capital \u00e9 Tarragona<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O      idioma<\/strong><\/p>\n<p>O catal\u00e3o \u00e9 uma l\u00edngua rom\u00e2nica falada por mais de nove milh\u00f5es e meio de      pessoas em todo o mundo, como l\u00edngua materna ou segunda l\u00edngua. Tem predomin\u00e2ncia      na Catalunha, ilhas baleares, Val\u00eancia, Andorra. <\/p>\n<p>De acordo com o Estatuto de Autonomia, o catal\u00e3o \u00e9 a l\u00edngua pr\u00f3pria da Catalunha,      e segundo a Lei de Pol\u00edtica Lingu\u00edstica, singulariza-a como povo. O castelhano      tamb\u00e9m \u00e9 l\u00edngua oficial deste territ\u00f3rio, assim como oficial em toda a Espanha.<\/p>\n<p>O      povo Catal\u00e3o \u00e9 um dos povos mais encantadores do planeta, povo forte, orgulhoso      de sua linda Catalunha e hospitaleiro!<\/p>\n<p>Fonte: www.bigviagem.com<\/p>\n<h6>Catalunha<\/h6>\n<p>A\u00a0<strong>Catalunha<\/strong>\u00a0\u00e9      uma na\u00e7\u00e3o de origem medieval com uma l\u00edngua pr\u00f3pria e uma tradi\u00e7\u00e3o cultural,      pol\u00edtica e jur\u00eddica diferenciada, que configurou a personalidade do pa\u00eds e      de seu povo.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Catalunha tem a sua origem em uma s\u00e9rie de condados      de tipo feudal surgidos na regi\u00e3o de conflu\u00eancia entre o Imp\u00e9rio Carol\u00edngio      e os territ\u00f3rios setentrionais da conquista isl\u00e2mica da pen\u00ednsula ib\u00e9rica      (Marca Hisp\u00e2nica). <\/p>\n<p>O condado de Barcelona foi adquirindo import\u00e2ncia e desde fins do s\u00e9culo      X obteve a sua independ\u00eancia dos francos. Em 1137 ocorreu a uni\u00e3o din\u00e1stica      de Catalunha e Arag\u00e3o, com Ramon Berenguer IV, que conquistou os \u00faltimos redutos      \u00e1rabes (taifes de Lleida e Tortosa e Siurana, entre os anos 1148 e 1153).<\/p>\n<p>Jaume      I, o Conquistador, iniciou a expans\u00e3o catal\u00e3 pelo Mediterr\u00e2neo com a conquista      do reino de Mallorca e de Valencia (1229-1238), e ao longo dos s\u00e9culos XIII      e XIV o pa\u00eds transformou-se em uma pot\u00eancia econ\u00f4mica, atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o      dos \u0093Consolats de Mar\u0094 (Consulados de Mar) em muitos dos seus portos,      e tamb\u00e9m uma pot\u00eancia pol\u00edtica atrav\u00e9s das conquistas da Sic\u00edlia, Sardenha,      ducados de Atenas e Neop\u00e1tria, e no s\u00e9culo XV, N\u00e1poles. A delega\u00e7\u00e3o permanente      das cortes catal\u00e3s (um dos primeiros parlamentos europeus) foi substitu\u00edda      pela Generalitat de Catalunya, institui\u00e7\u00e3o de governo que foi restaurada no      s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>O casamento de Fernando II com Isabel de Castela (os Reis Cat\u00f3licos) representou      a uni\u00e3o din\u00e1stica com Castela, por\u00e9m Catalunha-Arag\u00e3o conservou at\u00e9 fins do      s\u00e9culo XVIII as suas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e a soberania (direito, moeda,      sistema fiscal, etc.). <\/p>\n<p>A Guerra de Sucess\u00e3o entre os Borbons e os Hasburgos, que levou ao trono      Felipe V, significou para a Catalunha, que militava pelo lado austr\u00edaco, uma      grave derrota que provocou a aboli\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es catal\u00e3s (Decreto de      Nueva Planta) e a instaura\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica absolutista e de castelhaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XVIII representou, mesmo assim, um redirecionamento econ\u00f4mico e      o in\u00edcio da industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, consolidada a partir de 1832 com a m\u00e1quina      a vapor e o predom\u00ednio da ind\u00fastria t\u00eaxtil de l\u00e3 e algod\u00e3o. <\/p>\n<p>Os movimentos de recupera\u00e7\u00e3o nacional europeus do s\u00e9culo XIX influ\u00edram na      eclos\u00e3o da Renascen\u00e7a cultural (Jogos Florais, recupera\u00e7\u00e3o da l\u00edngua e da      literatura) , do catalanismo pol\u00edtico, e tamb\u00e9m de movimentos art\u00edsticos como      o Modernismo e o de Vanguarda.<\/p>\n<p>Sob      a II Rep\u00fablica Espanhola a Generalitat de Catalunya foi restaurada e aprovou-se      o Estatuto de Autonomia (1932), por\u00e9m a derrota da Guerra Civil (1936-1939)      trouxe a ditadura franquista e a aboli\u00e7\u00e3o de todos os direitos e as institui\u00e7\u00f5es      da Catalunha.Com a restaura\u00e7\u00e3o da Generalitat de Catalunya em 1977 foram criados      um Parlamento e um Governo aut\u00f4nomos e foi aprovado o novo Estatuto de Autonomia      (1979).<\/p>\n<p>A      Associa\u00e7\u00e3o Cultural Catalonia, \u00e9 o \u00fanico Centro Catal\u00e3o em atividade no Brasil,      com a sede localizada na Grande S\u00e3o Paulo. Somos uma entidade sem fins lucrativos,      fundada em 12 de Novembro de 1990, por imigrantes catal\u00e3es e seus descendentes.<\/p>\n<p>Estamos      legalmente estabelecidos no pa\u00eds e contamos com o reconhecimento oficial do      Governo Aut\u00f4nomo da Catalunha, Generalitat de Catalunya, de acordo com a Lei      18\/96 de 27 de Dezembro de 1996, aprovada pelo Parlamento da Catalunha.<\/p>\n<p>A      entidade est\u00e1 aberta \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de todas as pessoas que desejam manter      v\u00ednculos com a Catalunha , sua l\u00edngua , sua cultura e suas institui\u00e7\u00f5es. Nosso      quadro de associados, em constante expans\u00e3o, est\u00e1 formado por catal\u00e3es, brasileiros,      e tamb\u00e9m por pessoas de outras nacionalidades.<\/p>\n<h2>Origem      das institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas catal\u00e3s<\/h2>\n<p>A      configura\u00e7\u00e3o atual do poder pol\u00edtico na Catalunha define-se, basicamente,      no seu Estatuto Auton\u00f4mico de 1979 e nas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da Generalitat      de Catalunya.<\/p>\n<p>Diferentemente das outras institui\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas do Estado espanhol, a Generalitat      de Catalunya n\u00e3o foi criada ap\u00f3s a nova Constitui\u00e7\u00e3o espanhola de 1978, mas      sim, foi restabelecida no ano de 1977, antes da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n<p>Foi restabelecida porque a Generalitat de Catalunya n\u00e3o somente j\u00e1 existia      na Espanha democr\u00e1tica da \u00e9poca da Segunda Rep\u00fablica (1931-1939), como tamb\u00e9m      era assim denominado desde aproximadamente 700 anos atr\u00e1s, o organismo executivo      criado pelas Cortes gerais da Confedera\u00e7\u00e3o da coroa catalano-aragonesa (sec.      XIV-XV).<\/p>\n<p>As      ra\u00edzes da Catalunha como povo, com uma unidade territorial e governamental,      vem desde o limiar dos s\u00e9culos da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>A      emancipa\u00e7\u00e3o progressiva dos condes catal\u00e3es dos s\u00e9culos X e XI em rela\u00e7\u00e3o      aos reis francos; a conquista de novos territ\u00f3rios pertencentes aos sarracenos      e sua conseq\u00fcente ocupa\u00e7\u00e3o com povos de l\u00edngua catal\u00e3, e a supremacia do condado      de Barcelona (Ramon Berenguer III e Ramon Berenguer IV), foram fatores determinantes      ao longo do processo de unifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, da cria\u00e7\u00e3o da capital de      Barcelona, da consolida\u00e7\u00e3o da unidade governamental dos condados catal\u00e3es      e da implanta\u00e7\u00e3o da l\u00edngua pr\u00f3pria do pa\u00eds. Os mandat\u00e1rios da Casa de Barcelona      regeriam os catal\u00e3es durante cinco s\u00e9culos.<\/p>\n<p>A      na\u00e7\u00e3o catal\u00e3 teve, ao longo dos s\u00e9culos, as institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e as formas      de governo pr\u00f3prias de cada \u00e9poca, com um grau de soberania bem diversificado.      Estas institui\u00e7\u00f5es funcionaram, em determinados per\u00edodos da sua hist\u00f3ria,      com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de um estado soberano, bem como, em \u00e9pocas mais      recentes, com a express\u00e3o de um poder compartilhado com o poder central do      estado espanhol.<\/p>\n<p>Com      o casamento de Ramon Berenguer IV com Peronella d&#8217;Arag\u00f3 (1137), nasceu o reino      de Catalunya-Arag\u00f3, onde al\u00e9m destes territ\u00f3rios, os de Proven\u00e7a e Roselh\u00e3o,      incorporaram-se sucessivamente as Ilhas Baleares, Val\u00eancia, Sic\u00edlia, C\u00f3rsega,      Sardenha e N\u00e1poles, at\u00e9 chegar a Atenas e Neop\u00e1tria.<\/p>\n<p>Em      conseq\u00fc\u00eancia destes fatos, a progressiva coes\u00e3o do territ\u00f3rio e do governo      da Catalunha culminou numa causa de direito: em virtude do Tratado de Corbeil      (1258) entre Jaime I, o Conquistador e Lu\u00eds IX (S\u00e3o Lu\u00eds da Fran\u00e7a), o primeiro      firmava a perda de seus dom\u00ednios ultra-pirineus (nascente de Montpellier e      Roselh\u00e3o) e o rei da Fran\u00e7a, como sucessor dos reis carol\u00edngios, renunciava      os seus direitos sobre os condados catal\u00e3es de Barcelona, Urgell,, Besal\u00fa,      Roselh\u00e3o, Emp\u00farias, Cerdanha, Conflent, Girona e Osona. Catalunha perdia territ\u00f3rios      mas ganhava a independ\u00eancia de direito. A independ\u00eancia, de fato, acontece      em 986.<\/p>\n<p>A dinastia aut\u00f3ctone catalano-aragonesa \u00e9 extinta no in\u00edcio do s\u00e9culo XV.      O trono passar\u00e1 sucessivamente a dinastias de origem castelhana (os Trast\u00e2mara),      austr\u00edaco (os Habsburgos) e franc\u00eas (os Borbons). <\/p>\n<p>Por\u00e9m os pa\u00edses da confedera\u00e7\u00e3o catalano-aragonesa dispunham, desde o s\u00e9culo      XIV, de um organismo pol\u00edtico-administrativo origin\u00e1rio das Cortes Reais,      a Generalitat, que viria a ser uma institui\u00e7\u00e3o de governo. Esta institui\u00e7\u00e3o,      com seus altos e baixos ao longo da hist\u00f3ria, \u00e9 um precedente das atuais institui\u00e7\u00f5es      pol\u00edticas catal\u00e3s.<\/p>\n<p>\u00c9      verdade que o exerc\u00edcio do poder na \u00e9poca medieval pouco tem a ver com a separa\u00e7\u00e3o      dos poderes dos estados modernos de direito democr\u00e1tico. Por\u00e9m \u00e9 sintom\u00e1tico      que a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o de autogoverno que ao longo dos s\u00e9culos expressou      o poder pol\u00edtico na Catalunha e que continua at\u00e9 hoje \u00e9 a Generalitat.<\/p>\n<p>O      exerc\u00edcio dos direitos e liberdades deste povo e a atua\u00e7\u00e3o das suas institui\u00e7\u00f5es      foram interrompidas contra a sua vontade em longos per\u00edodos de sua hist\u00f3ria.      Mais cedo ou mais tarde, a Catalunha recuperou-se, sobretudo em momentos decisivos,      em que seus cidad\u00e3os deram uma prova da sua unidade no reconhecimento das      pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Por      isso, quando na Espanha contempor\u00e2nea se recuperou a democracia, com um certo      direito de reconhecimento do direito das comunidades, a Generalitat resurgiu      imediatamente, logo ap\u00f3s a mudan\u00e7a de regime e antes que se inicia-se o per\u00edodo      constituinte. Assim foi no ano 1931 e tamb\u00e9m no ano 1977, como veremos mais      adiante. Antes, por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio retornar \u00e0s origens da Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>As cortes catal\u00e3s e a primeira Generalitat medieval (sec.XIII-XIV)<\/h4>\n<p>A Generalitat de Catalunya (da mesma forma que a Generalitat Valenciana)      teve a sua origem nas Cortes Reais Catal\u00e3s, as quais, j\u00e1 na \u00e9poca de Jaime      I o Conquistador (1208 &#8211; 1276), reuniam-se convocadas pelo rei como representantes      dos estatutos sociais da \u00e9poca. <\/p>\n<p>Os antecedentes das Cortes Reais Catal\u00e3s tem origem na Corte Condal (aproximadamente      no ano 1.000) e nas assembl\u00e9ias de Paz e Tr\u00e9gua que, desde 1021, realizavam-se      para deliberar e compactuar a interrup\u00e7\u00e3o das guerras e os atos de viol\u00eancia.    <\/p>\n<p>Os historiadores situam o renascimento das Cortes Catal\u00e3s na assembl\u00e9ia convocada      pelo legado pont\u00edfice, cardeal Pedro de Benevento, celebrada no castelo de      Suda (Lleida) no ano de 1214. A convocat\u00f3ria tinha a finalidade de regularizar      a confusa situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ap\u00f3s a morte do rei Pedro I na batalha de Muret      e o in\u00edcio do reinado de seu filho Jaime I, de pouca idade.<\/p>\n<p>Os historiadores situam o renascimento das Cortes Catal\u00e3s na assembl\u00e9ia convocada      pelo legado pont\u00edfice, cardeal Pedro de Benevento, celebrada no castelo de      Suda (Lleida) no ano de 1214. A convocat\u00f3ria tinha a finalidade de regularizar      a confusa situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ap\u00f3s a morte do rei Pedro I na batalha de Muret      e o in\u00edcio do reinado de seu filho Jaime I, de pouca idade. <\/p>\n<p>O novo rei fez seu juramento perante os prelados e magnatas da c\u00faria real      e dos representantes das cidades e vilas. Foi durante o reinado de Pedro II,      o Grande (1276 &#8211; 1285) que as Cortes Catal\u00e3s acabaram sendo institucionalizadas.    <\/p>\n<p>Nas Cortes realizadas em Barcelona no ano de 1283, o rei se comprometia a      realizar a &#8220;Corte Geral&#8221; uma vez por ano, com a participa\u00e7\u00e3o de      todos os representantes para tratar do bom estado e renova\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n<p>O mesmo rei estabelecia: &#8220;se queremos fazer, sejamos n\u00f3s ou nossos sucessores,      alguma constitui\u00e7\u00e3o ou estatuto para a Catalunha, deveremos submet\u00ea-la para      aprova\u00e7\u00e3o e consentimento aos Prelados, Bar\u00f5es, Cavaleiros e cidad\u00e3os&#8230;&#8221;<strong>Assim,      pois, as Cortes exerciam fun\u00e7\u00f5es de conselho e tamb\u00e9m de legislativo por meio      dos tr\u00eas &#8220;bra\u00e7os&#8221; dos quais eram compostas:<\/strong> o eclesi\u00e1stico      (clerical), o militar (nobreza) e o popular, ou c\u00e2mara real (vilas e cidades      submissas diretamente ao governo do rei). <\/p>\n<p>O conjunto de todos os representantes catal\u00e3es nas Cortes era denominado      &#8220;o General de Catalunha&#8221;, verdadeiro equil\u00edbrio de poderes entre      os &#8220;bra\u00e7os&#8221; e o rei. O surgimento da Generalitat deveu-se \u00e1 necessidade      das Cortes Reais em dispor de \u00f3rg\u00e3os executivos para seus acordos. De um modo      geral, o processo p\u00f4de ser viabilizado em diversos momentos hist\u00f3ricos dos      s\u00e9culos XIV e XV.<\/p>\n<p>O primeiro momento aconteceu nas Cortes celebradas em Mons\u00f3 (Arag\u00e3o) no ano      de 1289, quando foi designada uma &#8220;C\u00e2mara Geral&#8221;, comiss\u00e3o tempor\u00e1ria      para retomar o &#8220;servi\u00e7o&#8221; ou o tributo que os &#8220;bra\u00e7os&#8221;      concediam ao rei em virtude de sua peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo momento foi nas cortes de 1358-1359, realizadas em Barcelona-Vilafranca-Cervera.      De fato, sob o reinado de Pedro III, o Cerimonioso (1336-1387), Castela invadiu      Arag\u00e3o e Val\u00eancia, originando combates b\u00e9licos que provocaram enormes despesas      coroa catalano-aragonesa. <\/p>\n<p>Este fato motivou as Cortes a nomear doze deputados com atribui\u00e7\u00f5es executivas      em assuntos fiscais e tamb\u00e9m os &#8220;ouvidores de contas&#8221; que controlariam      a administra\u00e7\u00e3o sob a autoridade daquele que seria considerado o primeiro      Presidente da Generalitat, Berenguer de Cruilles, bispo de Girona (1359).    <\/p>\n<p>Esta nova Junta Geral foi considerada pelos historiadores o primeiro embri\u00e3o      da futura Generalitat. O terceiro momento acontece nas Cortes de Monts\u00f3 de      1362-1363: \u00e9 criado o imposto denominado &#8220;generalitats&#8221;. Um tributo      permanente que garantia recursos pr\u00f3prios e uma continuidade da Junta Geral,      composta desde ent\u00e3o, por 3 deputados.<\/p>\n<p>Foi nas Cortes de Barcelona-Lleida-Tortosa de 1364 e 1365 que seria completada      a consolida\u00e7\u00e3o daquilo que poderia considerar-se uma institui\u00e7\u00e3o executiva:      as Cortes fizeram o lan\u00e7amento de uma d\u00edvida p\u00fablica que deveria ser administrada      pela Junta Geral, ou Generalitat, em car\u00e1ter permanente. <\/p>\n<p>Nestas mesmas Cortes foi firmado a sede desta organiza\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3pria capital      da Catalunha, Barcelona. Foi assim que designou-se uma casa da rua Sant Honorat      que, at\u00e9 os dias de hoje, constitui a fachada oeste do Pal\u00e1cio da Generalitat,      um dos poucos pal\u00e1cios g\u00f3ticos (talvez o \u00fanico na Europa) que continua sendo      a sede de uma institui\u00e7\u00e3o de governo dos s\u00e9culos XIV e XV. <\/p>\n<p>Finalmente no ano de 1413 o rei Ferran I deu \u00e0 Generalitat uma forma legal      definitiva, vindo a ser uma institui\u00e7\u00e3o governamental, quase que desvinculada      das Cortes, aut\u00f4noma na forma de escolha de seus componentes, e com a fun\u00e7\u00e3o      de fazer cumprir o sistema constitucional da Confedera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Extin\u00e7\u00e3o da dinastia catal\u00e3 e distanciamento da monarquia (s\u00e9c. XV-XVII)<\/h4>\n<p>Um      fato decisivo na progressiva tomada de poderes por parte da Generalitat foi      a extin\u00e7\u00e3o da dinastia catal\u00e3 no ano 1410, com a morte do rei &#8220;Martin,      o humano&#8221; sem descend\u00eancia leg\u00edtima. Com o &#8220;Comprom\u00edsso de Casp&#8221;      (1412) sentenciou-se que a coroa catal\u00e3 &#8211; aragonesa passava \u00e0s m\u00e3os da dinastia      castelhana dos Trast\u00e2mara para a pessoa de Fernando I, de Antequera.<\/p>\n<p>As primeiras tens\u00f5es come\u00e7aram a manifestar-se nas Cortes reunidas em Barcelona      nos anos de 1412-1413. O rei teve que escutar muitas queixas, \u00e0 exig\u00eancia      de respeitar as Constitui\u00e7\u00f5es da Catalunha e de reconhecer as atribui\u00e7\u00f5es      da Generalitat. <\/p>\n<p>Assim o fez o rei Fernando I, de maneira que a Generalitat era reconhecida      n\u00e3o somente por sua organiza\u00e7\u00e3o e atribui\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria judicial e financeira,      mas tamb\u00e9m, pelas de car\u00e1ter pol\u00edtico: a Generalitat velaria pelo cumprimento      das Constitui\u00e7\u00f5es da Catalunha, exigindo, caso necess\u00e1rio, o mesmo rei.<\/p>\n<p>As Cortes de Barcelona de 1421, pela Constitui\u00e7\u00e3o &#8220;Lo fruit de les lleis&#8221;,      concediam \u00e0 Generalitat a aten\u00e7\u00e3o do sistema constitucional do pa\u00eds e lhe      conferiam um poder moderador com possibilidade de equilibrar o autoritarismo      mon\u00e1rquico. <strong>Esta tarefa era refor\u00e7ada \u00e0s Cortes em 1481, convocadas      por Fernando II, nas quais fazia-se o acordo da Constitui\u00e7\u00e3o &#8220;Poc valria&#8221;:<\/strong>      Pouco valeria fazer leis se n\u00e3o fossem observadas pelo nosso rei e nossos      oficiais &#8220;. <\/p>\n<p>Assim, a Generalitat prosseguiu a sua miss\u00e3o de vigil\u00e2ncia constitucional,      conjuntamente com a Real Audiencia, reorganizada no ano 1483, que era como      uma esp\u00e9cie de antecipa\u00e7\u00e3o do tribunal de garantias constitucionais. <\/p>\n<p>A Generalitat converteu-se , progressivamente, na mais alta representa\u00e7\u00e3o      dos interesses da Catalunha e na defensora obstinada das suas Constitui\u00e7\u00f5es      e imunidade perante os reis e a Inquisi\u00e7\u00e3o. Segundo as situa\u00e7\u00f5es sociais e      pol\u00edticas de cada \u00e9poca, a Generalitat \u00e0s vezes exerceu formas olig\u00e1rquicas      de poder, como demonstra, por exemplo, o procedimento de designa\u00e7\u00e3o dos seus      componentes. <\/p>\n<p>No princ\u00edpio, os membros da Generalitat sucediam-se por coopta\u00e7\u00e3o, ou seja,      seus titulares designavam, os seus sucessores, e o Presidente era sempre o      representante do bra\u00e7o eclesi\u00e1stico. Mas o rei Fernando II (1479-1516) imp\u00f4s      no ano 1488 a designa\u00e7\u00e3o por sorteio. <\/p>\n<p>As pessoas eram escolhidas ao acaso a partir de uma lista de nomes proposta      pelo rei ou pelos grupos dominantes. <\/p>\n<p>Por outro lado, a dedica\u00e7\u00e3o do absolutismo mon\u00e1rquico, pr\u00f3prio da \u00e9poca,      e a for\u00e7a do poder municipal de Barcelona tiraram poder \u00e0 Generalitat. Barcelona,      chegou a constituir uma esp\u00e9cie de rep\u00fablica municipal que estendia seu poder      mais al\u00e9m dos limites urbanos.<\/p>\n<p>O seu Consell de Cent, com faculdades legislativas e consultivas, atuava      como uma esp\u00e9cie de parlamento. Sob do reinado dos Reis Cat\u00f3licos, que acumularam      as coroas de Castela e Catalunha &#8211; Arag\u00e3o, fortalece-se o dom\u00ednio de Castela.      Fernando II, o Cat\u00f3lico (1479-1516), introduziu na Catalunha institui\u00e7\u00f5es      castelhanas (tribunal da Inquisi\u00e7\u00e3o), homens de governo e, inclusive tropas      castelhanas. Iniciava-se a decad\u00eancia de Barcelona e de suas institui\u00e7\u00f5es.    <\/p>\n<p>Com a sucess\u00e3o de Fernando II, pelo seu neto Carlos I(1516-1556), o primeiro      monarca da Casa dos Habsburgos ou da \u00c1ustria, acentuou-se a depend\u00eancia e      o isolamento da Catalunha em rela\u00e7\u00e3o a Castela, tanto que o seu sucessor Felipe      II(1556-1598) n\u00e3o teve d\u00favida em comandar os militares catal\u00e3es \u00e0 grande expedi\u00e7\u00e3o      contra os turcos: Luis de Requenses foi o verdadeiro l\u00edder vencedor da batalha      de Lepanto (1571). <\/p>\n<p>Juan de \u00c1ustria, ainda menor de idade, era somente uma figura honor\u00edfica      colocada \u00e0 frente da armada. Com a instaura\u00e7\u00e3o da dinastia da \u00c1ustria, a realeza      havia se distanciado ainda mais dos interesses da popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Este distanciamento expressava-se na introdu\u00e7\u00e3o da figura do vice-rei na      Catalunha, como um enviado e representante da monarquia. Esta delega\u00e7\u00e3o de      poderes criaria em alguns momentos choques com a Generalitat, por outro lado,      na pr\u00f3pria Catalunha, a m\u00e1xima institui\u00e7\u00e3o catal\u00e3 era vista \u00e0s vezes como      um poder olig\u00e1rquico que controlava as finan\u00e7as nem sempre em benef\u00edcio dos      cidad\u00e3os. <\/p>\n<p>A mesma quest\u00e3o financeira criou choques com a coroa durante o reinado de      Felipe III (1598-1621) devido \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es que obrigavam a Catalunha a      pagar, em benef\u00edcio dos interesses da coroa e que teriam que ser arrecadadas      precisamente pela Generalitat. Esta situa\u00e7\u00e3o aumentou os receios da Catalunha      e ocasionou confrontos com Felipe IV (1621-1665) convertendo-se em uma guerra      aberta.<\/p>\n<p>Felipe IV caiu quando as institui\u00e7\u00f5es da Catalunha viram-se mais amea\u00e7adas.      Por ser menor de idade o rei aconselhava-se com o Conde de Olivares, inspirador      de uma pol\u00edtica centralizadora a todo pre\u00e7o quando aconselhava o rei sobre      todas as regras da Espanha &#8220;ao estilo e \u00e0s leis de Castela&#8221;. <\/p>\n<p>A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), na qual Castela aliou-se com a \u00c1ustria      contra a Fran\u00e7a, ocasionou uma s\u00e9rie de exig\u00eancias do rei e de seu conselheiro      Olivares, aos catal\u00e3es, para que colaborassem com dinheiro e com homens em      uma guerra que nada tinha a ver com a Catalunha. <\/p>\n<p>As Constitui\u00e7\u00f5es da Catalunha, que o mesmo rei havia jurado, garantiam o      direito dos catal\u00e3es para faze-lo livremente, nunca por imposi\u00e7\u00e3o. A Generalitat      viu-se submetida a todo tipo de press\u00f5es na pessoa de seu presidente, Pau      Claris, e do representante do bra\u00e7o militar, Francesc de Tamarit, que foi      aprisionado. <\/p>\n<p>Por outro lado, a presen\u00e7a na Catalunha de tropas reais castelhanas lan\u00e7adas      aos piores excessos de libertinagem e espolia\u00e7\u00e3o em terras catal\u00e3s ( tropas      destinadas a defesa do Rossell\u00f3 contra as pretens\u00f5es territoriais francesas),      provocou primeiro a indigna\u00e7\u00e3o do povo e logo ap\u00f3s a revolta. <\/p>\n<p>Em 7 de junho de 1640, feriado de Corpus, os Segadors entram em Barcelona,      em uma manifesta\u00e7\u00e3o contra os monarquistas. Foi o &#8220;Corpus de Sang&#8221;,      que provocou a invas\u00e3o castelhana que j\u00e1 estava sendo preparada pelo Conde      de Olivares. <\/p>\n<p>A Generalitat, presidida por Pau Claris, faz um chamado resist\u00eancia e envia      os seus embaixadores ao rei da Fran\u00e7a, Luis XIII para solicitar ajuda diante      da invas\u00e3o do rei da Espanha.<\/p>\n<p>Por intermedio de Richelieu , o rei prometeu uma ajuda insuficiente e ofereceu      a cria\u00e7\u00e3o de uma rep\u00fablica catal\u00e3. Em 26 de janeiro de 1641 ocorreu a batalha      de Montjuic, contra o ex\u00e9rcito de Felipe IV, o qual foi derrotado e viu-se      for\u00e7ado a retirar-se. <\/p>\n<p>Um m\u00eas mais tarde morreria o presidente Pau Claris, qualificado pelo Dietari      de la Generalitat como um &#8221; um grande restaurador da nossa p\u00e1tria m\u00e3e      Catalunha, defensor e libertador da p\u00e1tria&#8221;. A destitui\u00e7\u00e3o do Conde de      Olivares, a presen\u00e7a da fome e da peste e a promessa de Felipe IV em respeitar      as institui\u00e7\u00f5es catal\u00e3s, colocaram fim a guerra (1652). Mas n\u00e3o seria a paz      total. <\/p>\n<p>Apesar que a Guerra dos Trinta Anos j\u00e1 havia terminado com o Tratado de Westf\u00e1lia      de 1648, pelo qual a Espanha perdia dom\u00ednios no centro da Europa, continuava      a guerra entre a Fran\u00e7a e Castela, na qual a Catalunha seria afetada com a      perda de seus territ\u00f3rios ao norte dos Pirineus. <\/p>\n<p>Quando no ano 1659 Lu\u00eds XIV e Felipe IV assinaram a Paz dos Pirineus, a Catalunha      seria mutilada quando Felipe IV cedeu a Fran\u00e7a parte do territ\u00f3rio catal\u00e3o      ( Rossell\u00f3, Capcir, Conflent, Vallespir e parte da Cerdanya), transgredindo      as Constitui\u00e7\u00f5es da Catalunha.<\/p>\n<h4>Catalunha no contexto da pol\u00edtica europ\u00e9ia do s\u00e9culo. XVIII: A Guerra de      Sucess\u00e3o (1702-1714)<\/h4>\n<p>Se      durante o s\u00e9culo XVII a Catalunha sofreu as conseq\u00fc\u00eancias da Guerra dos 30      Anos com a perda do seu territ\u00f3rio mais ao norte, no s\u00e9culo XVIII perderia      as suas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas devido a um conflito de sucess\u00e3o din\u00e1stica      ao trono de Castela e da Catalunha-Arag\u00e3o, que converteu-se em uma guerra      de car\u00e1ter internacional. Para alguns pa\u00edses europeus, a sucess\u00e3o ao trono      da Espanha poderia modificar o equil\u00edbrio dos poderes na Europa. Para a Catalunha,      a sucess\u00e3o seria decisiva para a manuten\u00e7\u00e3o dos seus direitos e de suas liberdades.<\/p>\n<p>Felipe      IV e seu sucessor, Carlos II (1665-1700) foram os \u00faltimos monarcas da dinastia      austr\u00edaca dos Habsburgos. Este \u00faltimo, morreu sem deixar descendentes, havia      suavizado as tens\u00f5es com a Catalunha, e como tal, n\u00e3o foi nenhuma surpresa      quando, na ocasi\u00e3o de decidir-se a quest\u00e3o sucess\u00f3ria, os catal\u00e3es desconfiassem      do absolutismo da dinastia francesa preferissem a austr\u00edaca.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu7.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Desembarque do arquiduque Carlos de \u00c1ustria em Barcelona<\/strong><\/p>\n<p>Antes mesmo da morte de Carlos II, no ano de 1700, a diplomacia francesa      usaria de todos os artif\u00edcios para conseguir do rei a indica\u00e7\u00e3o do duque Felipe      D&#8217;Anjou, neto de Lu\u00eds XIV, para a sucess\u00e3o do trono da Espanha. <\/p>\n<p>As in\u00fameras press\u00f5es sobre o rei, j\u00e1 em seu leito de morte, decidiram pela      designa\u00e7\u00e3o do pretendente franc\u00eas em detrimento do arquiduque Carlos da \u00c1ustria,      sobrinho da rainha da Espanha (Mariana de Neuburg) e filho do imperador austr\u00edaco      Leopoldo I. Carlos contava com o apoio dos catal\u00e3es, da Inglaterra, da Holanda,      de alguns estados alem\u00e3es e ainda de Portugal e Sav\u00f3ia, na coaliz\u00e3o da Grande      Alian\u00e7a contra o rei da Fran\u00e7a Lu\u00eds XIV e contra o duque Felipe d&#8217;Anjou, novo      rei da Espanha com o t\u00edtulo de Felipe V. Vale lembrar que, nem a Generalitat,      nem a totalidade dos catal\u00e3es rejeitaram o primeiro rei Borbon, Felipe V,      at\u00e9 perceberem que suas liberdades haviam sido amea\u00e7adas, muito embora o rei      tivesse jurado respeit\u00e1-las nas Cortes celebradas em Barcelona no ano de 1701.<\/p>\n<p>No ano de 1700 semeava-se na Europa a guerra aberta contra as possess\u00f5es      espanholas e contra o eixo Madrid &#8211; Paris: A Holanda, com ajuda dos ingleses,      concentrava suas tropas nas proximidades de Flandres; \u00c1ustria fazia o mesmo      em Milanesat. <\/p>\n<p>A Grande Alian\u00e7a encontrou nos catal\u00e3es, partid\u00e1rios do arquiduque Carlos      da \u00c1ustria, \u00f3timos aliados contra Felipe V, enquanto que os estados alem\u00e3es      se dividiram em dois blocos. A guerra estourou no m\u00eas de maio de 1702. <\/p>\n<p>Os primeiros confrontos em territ\u00f3rio ib\u00e9rico aconteceram no litoral de C\u00e1diz      e Vigo comandados pela marinha anglo-holandesa. Na Catalunha a oposi\u00e7\u00e3o a      Felipe V acentuava-se cada vez mais, devido aos continuados vetos do rei e      de seu vice-rei Fern\u00e1ndez de Velasco, enfrentados tamb\u00e9m pela Generalitat,      que defendia a Constitui\u00e7\u00e3o da Catalunha. <\/p>\n<p>Estes acontecimentos e as not\u00edcias sobre as atua\u00e7\u00f5es da Grande Alian\u00e7a fizeram      eclodir o levante na Catalunha, em meados de 1705.<\/p>\n<p>Dois enviados catal\u00e3es firmaram, no m\u00eas de junho, o conhecido Pacto de G\u00eanova      em conjunto com os representantes da rainha Anna da Inglaterra em favor do      arquiduque Carlos da \u00c1ustria. Em troca, a coroa inglesa garantiria o respeito      s liberdades e \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o da Catalunha, fosse qual fosse o resultado do      confronto b\u00e9lico. <\/p>\n<p>Isto porque n\u00e3o interessava \u00e0 Catalunha uma batalha din\u00e1stica e sim a defesa      de seus direitos e liberdades. No final de 1705, o arquiduque Carlos da \u00c1ustria      entrava triunfalmente em Barcelona como rei Carlos III. Logo depois convocou      as Cortes e jurou respeitar a Constitui\u00e7\u00e3o dos catal\u00e3es. Seriam as \u00faltimas      Cortes da hist\u00f3ria da Coroa Catal\u00e3-Aragonesa.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio europeu, tudo fazia crer que haveria uma vit\u00f3ria aliada contra      o absolutismo da Fran\u00e7a e da Espanha: em 1706 Felipe V havia sitiado Barcelona,      mas a resist\u00eancia catal\u00e3 foi eficaz e o rei teve que fugir derrotado para      a Fran\u00e7a. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, pouco tempo depois acabou dominando importantes territ\u00f3rios da Confedera\u00e7\u00e3o      catal\u00e3-aragonesa: Val\u00eancia (1707) e Arag\u00e3o (1708). Em 1708, Luis XIV, derrotado      em diversas frentes, pede a paz. <\/p>\n<p>Mas as exig\u00eancias dos aliados quebraram as negocia\u00e7\u00f5es ao n\u00e3o aceitarem que      o rei franc\u00eas exigisse a ren\u00fancia de seu neto, Felipe V, ao trono da Espanha.      A guerra continuava.<\/p>\n<p>Um fato inesperado alterou o curso dos acontecimentos: em abril de 1711 morreria      o imperador austr\u00edaco Jos\u00e9 I. Seu irm\u00e3o, o arquiduque Carlos herdava a coroa      e deixava Barcelona rumo a Viena. <\/p>\n<p>Diante do perigo da reconstitui\u00e7\u00e3o de um grande imp\u00e9rio europeu, muito mais      temido do que a alian\u00e7a franco-espanhola, caso o trono da Espanha ca\u00edsse nas      m\u00e3os dos austr\u00edacos, as pot\u00eancias aliadas n\u00e3o austr\u00edacas decidiram negociar      a paz com Luis XIV e reconhecer Felipe V. Iniciaram-se ent\u00e3o as negocia\u00e7\u00f5es      que acabariam constituindo o Tratado de Utrecht de 1713.<\/p>\n<p>A Catalunha ficou abandonada \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte, apesar das promessas do      novo imperador austr\u00edaco Carlos e da coroa inglesa. Ele havia proposto \u00e0 Inglaterra      que a Catalunha se constitu\u00edsse em uma rep\u00fablica. <\/p>\n<p>Mas a Inglaterra sabia que isto implicaria em manter uma guerra que, para      ela, j\u00e1 n\u00e3o interessava. Ent\u00e3o, atrav\u00e9s de seu embaixador, Lord Lexington,      comunicou a Madrid a necessidade de manter as liberdades catal\u00e3s, alegando      que os pa\u00edses da coroa catal\u00e3-aragonesa &#8220;poderiam desempenhar um importante      papel no mundo, organizando-se em uma commonwealth.<\/p>\n<h4>A queda de Barcelona e a aboli\u00e7\u00e3o da Generalitat (1714-1716)<\/h4>\n<p>Em mar\u00e7o de 1713 as tropas de Felipe V iniciavam o cerco \u00e0 cidade de Barcelona.      A Catalunha , reduzida a duas \u00e1reas fortificadas: Barcelona e Cardona, teria      de optar em render-se ou continuar a luta em defesa pr\u00f3pria. <\/p>\n<p>Em meados de 1713 foram convocados os \u0093Bra\u00e7os Generals\u0094 (as Cortes      sem o rei) para tomar uma decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Os      bra\u00e7os militar-eclesi\u00e1stico e os deputados da Generalitat, diante da despropor\u00e7\u00e3o      entre as for\u00e7as catal\u00e3s (desfalcadas j\u00e1 das tropas de apoio da Grande Alian\u00e7a)      diante das de Felipe V, inclinavam-se pelo rei Borbon. Entretanto, o bra\u00e7o      popular decidiu votar a favor da resist\u00eancia. Em vista dessa decis\u00e3o, a Generalitat      uma vez mais, fez um chamamento p\u00fablico para a defesa da cidade.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu8.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Gravura do cerco militar de Barcelona pelas tropas franco-castelhanas      de Felipe V<\/strong><\/p>\n<p>O      cerco foi iniciado pelo duque de Berwick, general franc\u00eas, imposto por Luis      XIV ao seu neto, Felipe V. O general Antoni de Villaroel foi colocado frente      das tropas catal\u00e3s.<\/p>\n<p>A      Catalunha via em Felipe V a instaura\u00e7\u00e3o definitiva do absolutismo e do centralismo      em todos os territ\u00f3rios conquistados. O cerco a Barcelona \u00e9 visto por testemunhos      contempor\u00e2neos como a agress\u00e3o a um povo que havia feito da liberdade o fundamento      das suas institui\u00e7\u00f5es. Escritores da \u00e9poca descrevem a defesa de Barcelona      como um gesto her\u00f3ico admirado em toda a Europa.<\/p>\n<p><strong>Dezoito meses de cerco e de lutas ferrenhas obrigaram a capitular      em 11 de setembro de 1714:<\/strong> os defensores mais destacados de Barcelona,      Rafael Casanova, conselheiro chefe do Consist\u00f3rio da cidade, e o general Antoni      de Villaroel, comandante supremo das for\u00e7as militares, quiseram poupar uma      derrota completa da cidade e dos seus defensores.<\/p>\n<p>Em 15 de setembro de 1714, o Duque de Berwick assinou a nomea\u00e7\u00e3o da \u0093Real      Junta Superior de Justicia y Gobierno\u0094, que sob a presid\u00eancia do conselheiro      filipista Jos\u00e9 Pati\u00f1o, substitu\u00eda a autoridade da Generalitat e do \u0093Consell      de Cent\u0094. <strong>No dia seguinte, Jos\u00e9 Pati\u00f1o lia, diante do presidente      da Generalitat, o decreto de dissolu\u00e7\u00e3o:<\/strong> &#8220;Habiendo cesado por      la entrada de las armas del Rey N. S. (Q. D.G.) en esta Ciudad y plaza la      representaci\u00f3n de la Diputaci\u00f3n y Generalidad de Catalu\u00f1a, el Excmo. Sr. Mariscal      Duque de Berwick y Liria, me ha encargado qua ordene y mande a los diputados      y oidores de cuentas del General de Catalu\u00f1a, que arrimen todas las insignias,      cesen totalmente, as\u00ed ellos como sus subalternos, en el ejercicio de sus cargos,      empleos y oficios y entreguen las llaves, libros y todo lo dem\u00e1s concerniente      a dicha casa de la Diputaci\u00f3n y sus dependencias&#8230;\u0094 .<\/p>\n<p>Valencia e Arag\u00e3o, j\u00e1 haviam ca\u00eddo em m\u00e3os da coroa castelhana. Mallorca      e Eivissa seriam tomadas no ano seguinte. <strong>Pelo Tratado de Utrech (1713)      Menorca foi cedida a Inglaterra , e os outros territ\u00f3rios da antiga coroa      de Catalunha-Arag\u00e3o ficaram desmembrados:<\/strong> N\u00e1poles e a Sardenha passavam      a submeter-se \u00e0 soberania Austr\u00edaca, e a Sic\u00edlia foi entregue ao Duque de      Savoia.<\/p>\n<p>Abolidas      que foram a \u0093Generalitat\u0094 e o \u0093Consell de Cent\u0094, desarmadas      e extintas as for\u00e7as militares catal\u00e3s, exilados, aprisionados ou condenados      a morte os lideres da resist\u00eancia, demolidos seus castelos, fechada a Casa      da Moeda, suprimida a Universidade de Barcelona e os \u0093Estudis Generals      del Principat\u0094, decretado o uso oficial do castelhano ao inv\u00e9s do catal\u00e3o,      a Catalunha perdia todo o poder pol\u00edtico e era submetida a um longo processo      de castelhaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O novo regime da Catalunha, instaurado provisoriamente em 1714, foi definitivamente      estruturado pelo Real Decreto de Nova Planta em 16 de janeiro de 1716, submetido      aprova\u00e7\u00e3o do Conselho de Castilha. <strong>O Decreto de Nova Planta confiou      o poder m\u00e1ximo de governo a um militar:<\/strong> o Capit\u00e3o General , assessorado      pela \u0093Real Audi\u00eancia\u0094. A divis\u00e3o territorial do Principado em \u0093vegueries\u0094,      j\u00e1 mencionada no tempo de Jaume I e formalmente estabelecida em dezoito \u0093vegueries\u0094      desde 1304, foi substitu\u00edda por uma divis\u00e3o em doze corre-gimentos e um distrito      (Vall d\u0092Aran). Contudo nem as antigas \u0093vegueries\u0094 nem os corregimentos      nem as futuras prov\u00edncias refletiam as realidades humanas e geogr\u00e1ficas da      terra. Seria necess\u00e1rio esperar mais de dois s\u00e9culos para que a organiza\u00e7\u00e3o      territorial em comarcas fosse recuperada pela nova Generalitat do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Durante      o reinado dos sucessores de Felipe V, Fernando VI(1746-1759) e Carlos III(1759-1788)      a aten\u00e7\u00e3o dos catal\u00e3es voltou-se para o ressurgimento cultural e econ\u00f4mico,      favorecido pela concess\u00e3o de Carlos III aos portos catal\u00e3es de comercializar      diretamente com a Am\u00e9rica, antes proibida. \u00c9 o momento do desenvolvimento      industrial da Catalunha.<\/p>\n<p>A vida pol\u00edtica por\u00e9m est\u00e1 centrada na Corte de Madrid, de onde emana tudo      o que afeta o governo da Catalunha. Se Felipe V havia eliminado o uso oficial      do catal\u00e3o, Carlos III, por uma \u0093Real c\u00e9dula\u0094 de 1768, o elimina      do ensino prim\u00e1rio e secund\u00e1rio. <\/p>\n<p>Estas medidas n\u00e3o resultaram evidentemente no total desaparecimento da l\u00edngua      catal\u00e3, que foi, ali\u00e1s, veiculo de not\u00e1veis cria\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. Catalunha,      a pesar da submiss\u00e3o oficial \u00e0 nova monarquia,n\u00e3o tinha perdido totalmente      sua consci\u00eancia nacional. <\/p>\n<p>Quando em 1789 se re\u00fanem as Cortes em Madrid para o juramento do pr\u00edncipe      Fernando, a representa\u00e7\u00e3o catal\u00e3 apresentou-se como a \u0093Deputa\u00e7\u00e3o do Principado      de Catalunha\u0094, reminisc\u00eancia da abolida \u0093Generalitat\u0094.<\/p>\n<p>A      Revolu\u00e7\u00e3o Francesa atuou em certos setores da Catalunha como um golpe de vento      com ares de liberdade. No momento em que a Fran\u00e7a declarou guerra \u00e0 Espanha      (1793) dando lugar \u00e0 denominada \u0093Guerra Grande\u0094, a Catalunha organizou      a sua defesa conta os franceses, que resultaram perdedores. Em 1795 firmava-se      a paz de Basilea com a restitui\u00e7\u00e3o rec\u00edproca dos territ\u00f3rios ocupados.<\/p>\n<p>O aparecimento de Napole\u00e3o Bonaparte e o envio de seu ex\u00e9rcito para a conquista      da Europa envolveram novamente a Catalunha em nova guerra de defesa, apenas      treze anos ap\u00f3s finalizada a \u0093 Guerra Grande\u0094. Carlos IV (1788-1808)      foi incapaz de enfrentar a situa\u00e7\u00e3o e Napole\u00e3o aproveitou-se habilmente da      debilidade do rei e da inexperi\u00eancia de Fernando VII para ampliar seu imp\u00e9rio.      A defesa do territ\u00f3rio catal\u00e3o era movida, naquele momento, pela revolta contra      o invasor e por sentimentos religiosos. <\/p>\n<p>Em meados de 1808 constituiu-se a \u0093Junta Superior del Principat\u0094,      a qual organizou, de forma aut\u00f4noma, as for\u00e7as militares da defesa. Iniciou-se      assim um per\u00edodo de guerra desoladora que deisou o pais devastado e na mis\u00e9ria.      Napole\u00e3o tentou ganhar a simpatia de Catalunha oferecendo uma forma de autogoverno      independente da coroa de Jos\u00e9 Bonaparte (1810) e decretando o catal\u00e3o como      l\u00edngua oficial.<\/p>\n<p>A      junta superior do \u0093Principat\u0094, que havia atuado como governo num      momento de emerg\u00eancia, foi abolida e substitu\u00edda por um organismo estabelecido      na Constitui\u00e7\u00e3o de C\u00e1diz: a deputa\u00e7\u00e3o provincial, presidida pelo capit\u00e3o general,      autoridade m\u00e1xima no \u0093Principat\u0094 j\u00e1 que a guerra contra a ocupa\u00e7\u00e3o      francesa havia levado a um predom\u00ednio dos militares. Conforme a Constitui\u00e7\u00e3o      de C\u00e1diz (1812), Catalunha foi dividida em prov\u00edncias.<\/p>\n<p>Com o absolutismo de Fernando VII, que em 1813 havia recuperado de Napole\u00e3o      a coroa da Espanha, voltou-se ao regime de \u0093corregimentos\u0094, at\u00e9      que no ano de 1833, implantou-se novamente a divis\u00e3o por prov\u00edncias. <\/p>\n<p>No transcurso do s\u00e9culo XIX, a Catalunha viu-se submetida a lutas civis,      \u00e0s guerras carlinas e aos confrontos entre partidos. A ef\u00eamera Primeira Republica      espanhola de 1873 teve como primeiros presidentes dois catal\u00e3es: Figueras      e Pi i Maragall. Um golpe militar derrubou a Rep\u00fablica e restaurou a monarquia      com Afonso XII (1874), sucedido por Afonso XIII sob a reg\u00eancia pr\u00e9via de Maria      Cristina (1885)<\/p>\n<h4>A recupera\u00e7\u00e3o do autogoverno (s.XIX-XX)<\/h4>\n<p>A a\u00e7\u00e3o mais decidida e diretamente pol\u00edtica, do ponto de vista da recupera\u00e7\u00e3o      efetiva do poder pol\u00edtico perdido com a aboli\u00e7\u00e3o da Generalitat por Felipe      V, foi a \u0093Assembl\u00e9ia Constitutiva de la Uni\u00f3 Catalanista\u0094 no ano      de 1892, que formulou as \u0093Bases per la Constituci\u00f3 regional catalana\u0094      ou \u0093Bases de Manresa\u0094 nelas s\u00e3o reclamadas:<\/p>\n<p> As \u0093Corts Catalanas\u0094 um \u00f3rg\u00e3o de poder executivo aut\u00f4nomo, e o      restabelecimento da \u0093Audi\u00e8ncia de Catalunya\u0094 como um \u00f3rg\u00e3o de poder      judicial, a ordem p\u00fablica e o ensino sob o controle aut\u00f3ctone e ainda a oficialidade      do catal\u00e3o como \u00fanica l\u00edngua pr\u00f3pria do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio b\u00e1sico inspirador das Bases \u00e9 que \u0093 a Catalunha ser\u00e1 soberana      do seu governo interior\u0094. Na virada do s\u00e9culo, o catalanismo pol\u00edtico      coincidiu com um renascimento cultural, art\u00edstico e liter\u00e1rio importante.A      Catalunha sa\u00eda de uma etapa de crise e prostra\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Com a revolu\u00e7\u00e3o industrial e o dinamismo da sua sociedade, agora muito vinculada      com a Europa, convertia-se no motor econ\u00f4mico da pen\u00ednsula. O catalanismo      obteve uma primeira vertebra\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria no ano de 1906 com a cria\u00e7\u00e3o da \u0093Solidariedade      Catalana\u0094, movimento autonomista no qual participavam a Liga Regionalista,      a Uni\u00e3o Republicana, a uni\u00e3o Catalanista, os nacionalistas republicanos, os      federais, os carlistas e ainda os independentes. <\/p>\n<p>Este movimento surgiu como um protesto devido \u00e0 repress\u00e3o militar contra      \u00f3rg\u00e3os da imprensa catal\u00e3 da \u00e9poca e tamb\u00e9m como oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta de uma      lei de jurisdi\u00e7\u00e3o do governo central, claramente anti-democr\u00e1tica e anti-autonomista.    <\/p>\n<p>No ano seguinte as elei\u00e7\u00f5es nas Cortes deram uma vit\u00f3ria estrondosa aos candidatos      da \u0093Solidarietat Catalana\u0094. Os dois personagens mais representativos      da \u0093Solidarietat Catalana\u0094: Enric Prat de la Riba (1870-1917) e      Francesc Camb\u00f3 (1876-1947), destacaram-se na pol\u00edtica catal\u00e3 no in\u00edcio do      s\u00e9culo XX. <\/p>\n<p>O primeiro imprimiu na nacionalidade catal\u00e3 (1906) uma justificativa filos\u00f3fica      do nacionalismo catal\u00e3o com tend\u00eancia constitui\u00e7\u00e3o de um Estado catal\u00e3o dentro      de uma Federa\u00e7\u00e3o espanhola, e foi ele o criador da \u0093Mancomunitat de Catalunya\u0094.<\/p>\n<p>A \u0093Mancomunitat\u0094, constitu\u00edda no ano de 1914, baseada na uni\u00e3o      das Deputa\u00e7\u00f5es Provinciais Catal\u00e3s, representou o reconhecimento da unidade      territorial da Catalunha. Era constitu\u00edda por uma assembl\u00e9ia que englobava      os noventa e seis deputados da Catalunha nas Cortes espanholas e pelo Conselho      formado por oito conselheiros e o Presidente, Prat de la Riba. <\/p>\n<p>A sua a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica regeu-se pelo consenso entre as diversas orienta\u00e7\u00f5es      presentes, fossem elas catalanistas ou n\u00e3o. Ap\u00f3s a morte de Prat foi presidida      por Puig i Cadafalch. Sem outro or\u00e7amento que o acumulado pelas quatro Deputa\u00e7\u00f5es      provinciais, com Prat, a \u0093Mancomunitat\u0094 impulsionou o Instituto      de Estudos Catal\u00e3es. <\/p>\n<p>A Biblioteca de Catalunha, a Escola de Bibliotec\u00e1rias, a Escola de Agricultura      e a Escola do Trabalho, entre diversos organismos. Teve um trabalho de destaque      nas obras p\u00fablicas, principalmente naquelas dedicadas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, destacando-se      a expans\u00e3o da rede telef\u00f4nica, a assist\u00eancia social e a prepara\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica      dos funcion\u00e1rios e de diretores pr\u00f3prios. <\/p>\n<p>No decorrer de 1918-1919 impulsionou uma campanha em prol do Estatuto de      Autonomia. A \u0093Mancomunitat\u0094 foi abolida em 1925, pela ditadura do      general Primo de Rivera (1923-1930).<\/p>\n<p>Homem de partido, de governo e de doutrina. Pol\u00edtico. Em 1887 Ingressou no      Centro Escolar Catalanista, de onde saiu uma das primeiras defini\u00e7\u00f5es nacionalistas      do catalanismo. Teve cargos de responsabilidade dentro da Uni\u00e3o Catalanista.    <\/p>\n<p>Como mobilizador catalanista, elaborou manifestos da Uni\u00e3o, entre os quais      destaca-se o \u0093Missatge al Rei dels Hel.lens\u0094 ou Mensagem ao Rei      dos Gregos (1897). Como divulgador e pensador catalanista escreveu: &#8220;Comp\u00eandio      da doutrina catalanista&#8221;, &#8220;Comp\u00eandio da Hist\u00f3ria da Catalunha&#8221;      e impulsionou o di\u00e1rio \u0093La Renaixensa\u0094<\/p>\n<p>A partir de 1899 impulsionou uma corrente catalanista pol\u00edtica, primeiramente      no Centro Nacional Catal\u00e3o e logo a seguir na Liga Regionalista. Em 1907 presidiu      a Deputa\u00e7\u00e3o de Barcelona e redigiu o Programa da Solidariedade Catal\u00e3 (programa      de T\u00edvoli). <\/p>\n<p>Depois de constitu\u00edda a \u0093Mancomunitat de Catalunya\u0094, impulsionou,      desde a sua presid\u00eancia, a normaliza\u00e7\u00e3o da cultura catal\u00e3, a constru\u00e7\u00e3o de      infraestruturas e a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es de ensino especializado, junto      com os governos unit\u00e1rios que mantinham a continuidade da obra. Seu pensamento      encontra-se sintetizado na \u0093La Nacionalitat Catalana\u0094 (1906).<\/p>\n<p>Presidiu a \u0093Mancomunitat de Catalunya\u0094 entre os anos de 1917 e      1924. Arquiteto, historiador de arte e pol\u00edtico. Sua obra mais conhecida \u00e9      a \u0093Casa de les Punxes\u0094 (1903-1905). Especialista em arte rom\u00e2nico,      e famoso internacionalmente foi tamb\u00e9m o promotor das escava\u00e7\u00f5es de Amp\u00farias.      Iniciou seu hist\u00f3rico catalanista como membro do Centro Escolar Catalanista      em 1886. <\/p>\n<p>Fez parte da Liga de Catalunha, Uni\u00e3o Catalanista e Liga Regionalista, da      qual foi membro na Comiss\u00e3o de A\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica. Deputado pela Solidariedade      Catal\u00e3, foi um colaborador ativo de Enric Prat de la Riba na Deputa\u00e7\u00e3o de      Barcelona: Junta de museus. Instituto de Estudos Catal\u00e3es etc. <\/p>\n<p>Com o falecimento de Prat em 1917, passou a ocupar seu lugar na \u0093Mancomunitat\u0094      at\u00e9 que a Ditadura de Primo de Rivera apropriou-se da institui\u00e7\u00e3o. Nos anos      1918-1919, durante a sua presid\u00eancia, teve lugar a grande campanha pr\u00f3-autonomia      que mexeu com toda a Catalunha. <\/p>\n<p>No decorrer da segunda rep\u00fablica, sua atividade pol\u00edtica viu-se extremamente      reduzida. Exilado, com motivo da Guerra Civil, voltou a presidir o Instituto      de Estudos Catal\u00e3es na etapa mais dura da persegui\u00e7\u00e3o anticatal\u00e3 do general      Franco.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu9.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Sala de leitura geral da Biblioteca da Catalunha<\/strong><\/p>\n<p>Criada no ano de 1907 para ser a biblioteca do Instituto de Estudos Catal\u00e3es,      foi aberta ao p\u00fablico, na \u00e9poca da \u0093Mancomunitat\u0094 (1914) com sede      no Pal\u00e1cio da Generalitat.<\/p>\n<p> Em 1929, sendo propriedade da Prefeitura de Barcelona, passou a ocupar os      edif\u00edcios do antigo Hospital da Santa Cruz, um conjunto do s\u00e9culo XV. Atualmente,      ocupa uma superf\u00edcie total de 8.820 m\u00b2, e tem um acervo aproximado de      um milh\u00e3o de exemplares.<\/p>\n<p>A queda da ditadura de Primo de Rivera, arrastou consigo a monarquia, que      caiu como resultado das elei\u00e7\u00f5es municipais do 12 de abril de 1931, que deram      a vit\u00f3ria \u00e0s for\u00e7as republicanas. Na Catalunha estas for\u00e7as coordenaram-se      em mar\u00e7o de 1930 com vistas \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o de uma rep\u00fablica federativa (Manifesto      da Intelig\u00eancia Republicana) que implicava na devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 Catalunha de um      poder real de governo em seu territ\u00f3rio. <\/p>\n<p>Em 17 de agosto de 1930 reuniam-se em Sant Sebasti\u00e0 os representantes republicanos      de todo o Estado para pactuar a instaura\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Os representantes      republicanos catal\u00e3es fizeram-se presentes em Sant Sebasti\u00e0 colocando como      condi\u00e7\u00e3o para o pacto o reconhecimento das aspira\u00e7\u00f5es catal\u00e3s de autogoverno.    <\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o jur\u00eddica aceita no pacto de Sant Sebasti\u00e0 foi que Catalunha manifestaria      a sua vontade num Estatuto de Autonomia referendado pelo povo e submetido      \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o das Cortes constituintes na parte referente \u00e0 delimita\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es      entre o poder central e o governo aut\u00f4nomo de Catalunha.<\/p>\n<h4>A Primera Generalitat de Catalunha da \u00e9poca moderna (1931-1939)<\/h4>\n<p>O      resultado das elei\u00e7\u00f5es de 12 de Abril de 1931 deu uma vit\u00f3ria esmagadora ao      prestigioso l\u00edder da Esquerra Republicana de Catalunha (ERC), Francesc Maci\u00e0,      que proclamou em 14 de Abril a Rep\u00fablica Catal\u00e3 dentro de uma Federa\u00e7\u00e3o de      povos ib\u00e9ricos. Ap\u00f3s algumas horas, a Segunda Rep\u00fablica Espanhola era proclamada      em Madri. As negocia\u00e7\u00f5es entre os dois novos poderes, de Madri e Barcelona,      permitiram que, em 17 de abril, houvesse o restabelecimento provis\u00f3rio da      Generalitat de Catalunha, com Francesc Maci\u00e0 como primeiro presidente da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>O Presidente Francesc Maci\u00e0 (1859-1933)<\/h4>\n<p>Em      28 de abril, atrav\u00e9s de decretos do Presidente Maci\u00e0, estruturava-se a Generalitat      provis\u00f3ria, nomeando-se o seu primeiro Governo, com a maioria de Esquerra      Republicana de Catalunha. A Generalitat ficava integrada por um Conselho ou      governo provis\u00f3rio, por uma Assembl\u00e9ia ou C\u00e2mara de Deputados provis\u00f3ria (quarenta      e cinco deputados eleitos pelos \u0093regidors\u0094 (vereadores) de todos      os munic\u00edpios catal\u00e3es) e por comiss\u00e1rios delegados pelo governo, encarregados      dos servi\u00e7os das desaparecidas c\u00e2maras de deputados provinciais catal\u00e3s.<\/p>\n<p>Um dos primeiros atos de governo do Presidente Maci\u00e0 foi dissolver essas      corpora\u00e7\u00f5es provinciais que n\u00e3o respondiam a uma organiza\u00e7\u00e3o territorial aut\u00f3ctone.      Assim, iniciava-se um novo cap\u00edtulo hist\u00f3rico, por\u00e9m n\u00e3o estaria isento de      grandes dificuldades. <\/p>\n<p>Ainda que o per\u00edodo hist\u00f3rico correspondente fosse breve (1931-1939) e apesar      da suspens\u00e3o do Estatuto de Autonomia, desde outubro de 1934 at\u00e9 fevereiro      de 1936, foi suficiente para estabelecer as bases sobre as quais ainda hoje      estrutura-se o poder pol\u00edtico na Catalunha. <\/p>\n<p>Cabia \u00e0 Assembl\u00e9ia Provis\u00f3ria a responsabilidade da elabora\u00e7\u00e3o do projeto      de Estatuto de Autonomia, que , uma vez submetido ao plebiscito popular, foi      apresentado para ratifica\u00e7\u00e3o das Cortes da Rep\u00fablica. <\/p>\n<p>Esta ratifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu: as cortes modificaram o seu conte\u00fado limitando      as compet\u00eancias dispon\u00edveis. Em 9 de setembro de 1932, as Cortes aprovaram      o Estatuto de Autonomia e, ap\u00f3s algumas semanas, foram realizadas elei\u00e7\u00f5es      para o Parlamento da Catalunha, o qual constitui-se em 6 de dezembro de 1932,      com Llu\u00eds Companys como primeiro presidente da c\u00e2mara legislativa.<\/p>\n<p>A Generalitat ficou constitu\u00edda pelo Parlamento, o Presidente da Generalitat      e o Governo. Pouco depois, al\u00e9m dos poderes executivo e legislativo, a Catalunha      assumiu poderes judiciais com a cria\u00e7\u00e3o do \u0093Tribunal de Cassaci\u00f3\u0094      (1934). <\/p>\n<p>Novos poderes executivos, incluindo os da Ordem P\u00fablica, foram tamb\u00e9m assumidos      em janeiro de 1934 pelo governo da Generalitat ao desaparecer da estrutura      pol\u00edtica a figura dos governadores civis, que representavam o governo espanhol      na Catalunha. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, esta nova organiza\u00e7\u00e3o do poder na Catalunha e a cess\u00e3o \u00e0 Generalitat      de compet\u00eancias de governo, n\u00e3o equivalia, contudo a uma devolu\u00e7\u00e3o da soberania      anterior \u00e0 aboli\u00e7\u00e3o da Generalitat por Felipe V.<\/p>\n<p>No      dia de Natal de 1933 morria o presidente Maci\u00e0, o primeiro restaurador da      Generalitat, ent\u00e3o o Parlamento da Catalunha elegia, como seu sucessor a Llu\u00eds      Companys.<\/p>\n<h4>O Presidente Llu\u00eds Companys (1882-1940)<\/h4>\n<p>Sob o mandato de Llu\u00eds Companys (1933-1940), segundo presidente da Generalitat      contempor\u00e2nea, foi quando o Parlamento da Catalunha conheceu a etapa mais      din\u00e2mica da sua atividade legislativa. Criou-se o \u0093Tribunal de Cassaci\u00f3\u0094,      foi aprovada a Lei municipal e outras numerosas leis e disposi\u00e7\u00f5es de governo      em mat\u00e9ria de Finan\u00e7as, Justi\u00e7a, Trabalho, Cooperativas, Agricultura, Ensino,      Cultura, Sa\u00fade, Direito Civil, etc. <\/p>\n<p>Em 6 de outubro de 1934, considerando que a Rep\u00fablica e a autonomia da Catalunha      estavam amea\u00e7adas, o presidente Llu\u00eds Companys enfrentou-se asperamente com      o governo Central e proclamou o Estado Catal\u00e3o dentro da Rep\u00fablica Federal      espanhola. <\/p>\n<p>O movimento foi esmagado pelo ex\u00e9rcito. O Estatuto de autonomia foi suspenso      e o governo da Catalunha assim como muitos outros cidad\u00e3os, investidos de      autoridade ou n\u00e3o foram aprisionados e condenados a longas penas. <\/p>\n<p>Em fevereiro de 1936, as elei\u00e7\u00f5es gerais tiraram do pres\u00eddio o governo da      Catalunha e a Generalitat reassumiu suas fun\u00e7\u00f5es. Em 18 de julho de 1936,      o General Franco se rebela contra a Rep\u00fablica. <\/p>\n<p>Era o golpe de estado e o in\u00edcio da guerra civil espanhola. Na Catalunha,      o povo e a for\u00e7a p\u00fablica comandada pela Generalitat neutralizaram a revolta      dos militares. Contudo, o levante militar provocou uma explos\u00e3o revolucion\u00e1ria      criada anteriormente, sobretudo pelo anarco-sindicalismo da CNT-FAI, que originou      fortes tens\u00f5es com o Governo da Generalitat at\u00e9 o final de 1936, quando se      integraram conselheiros de ideologia anarquista. <\/p>\n<p>A experi\u00eancia seria curta. Em maio de 1937, a CNT-FAI perdeu a hegemonia      em benef\u00edcio dos comunistas e do partido do Governo, Esquerra Republicana      da Catalunya. Durante o primeiro per\u00edodo da guerra civil, o Governo da Generalitat      assumiu plenos poderes para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o, o que possibilitou tomar      as decis\u00f5es necess\u00e1rias para a defesa das institui\u00e7\u00f5es da Catalunha. <\/p>\n<p>Assim, foram prorrogadas a legislatura e a presid\u00eancia de Llu\u00eds Companys,      diante da impossibilidade de convocar elei\u00e7\u00f5es legislativas. No final de 1937      o Governo de Madrid recuperou o poder sobre a Catalunha que havia cedido com      o Estatuto de Autonomia de 1932, concretamente a ordem p\u00fablica. <\/p>\n<p>Na Catalunha as lutas internas de car\u00e1ter s\u00f3cio-pol\u00edtico repercutiram, mais      uma vez negativamente, na autonomia pol\u00edtica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fonte: www.catalonia.com.br<\/p>\n<h6>Catalunha<\/h6>\n<p>A      Comunitat Aut\u00f2noma de\u00a0<strong>Catalunya<\/strong>\u00a0\u00e9      naturalmente dominada pela sua fascinante capital,<strong>\u00a0Barcelona<\/strong>,      vibrante cidade portu\u00e1ria que rivaliza com\u00a0<strong>Madrid\u00a0<\/strong>e      exibe um riqu\u00edssimo patrim\u00f3nio de monumentos hist\u00f3ricos, a c\u00e9lebre arquitetura      modernista simbolizada pela arte surrealista de Antoni Gaud\u00ed, museus de primeira      ordem e um not\u00e1vel calend\u00e1rio cultural, para al\u00e9m de restaurantes soberbos,      belos parques, um com\u00e9rcio moderno e sofisticado e uma vida noturna a fervilhar      de anima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>     Contudo, a Catalunha \u00e9 muito mais do que Barcelona e essa \u00abna\u00e7\u00e3o dentro de      uma na\u00e7\u00e3o\u00bb, com uma l\u00edngua pr\u00f3pria e um governo auton\u00f3mo, gaba-se de oferecer      m\u00faltiplos motivos de interesse ao visitante.<\/p>\n<p>     Um passado \u00fanico e distinto, desde a ocupa\u00e7\u00e3o romana \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o catal\u00e3 sob      os condes de Barcelona nos s\u00e9culos X e XI e subsequente forma\u00e7\u00e3o do poderoso      reino medieval da Catalunha e Arag\u00e3o, deixou uma vasta heran\u00e7a de valor incalcul\u00e1vel,      que vai dos monumentos romanos da hist\u00f3rica Tarragona a magn\u00edficas constru\u00e7\u00f5es      rom\u00e2nicas e g\u00f3ticas, mosteiros espectaculares como o de Montserrat e fascinantes      cidades medievais, como Girona, entre muitos outros tesouros.<\/p>\n<p>     Embora muitos visitantes se limitem a permanecer nas est\u00e2ncias de turismo      de massas da Costa Brava, ainda h\u00e1 locais quase intactos e encantadoras vilas      piscat\u00f3rias no litoral, como \u00e9 o caso de Cadaqu\u00e9s, enquanto o interior da      Catalunha oferece os majestosos picos dos Pirin\u00e9us, aldeias remotas em vales      verdejantes e as maravilhas naturais do Vall d&#8217;Aran e do Parc Nacional d&#8217;Aig\u00fcestortes.<\/p>\n<p>     Os catal\u00e3es tamb\u00e9m se orgulham da sua gastronomia, a qual reflete a diversidade      geogr\u00e1fica da regi\u00e3o com a sua variedade e originalidade: s\u00e3o c\u00e9lebres as      combina\u00e7\u00f5es de peixe, carne, aves, ca\u00e7a, frutos e legumes, assim como diversos      molhos que j\u00e1 se tornaram cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p>     A Catalunha limita a Norte com Fran\u00e7a e Andorra, a Leste com o Mar Mediterr\u00e2neo      (580 quil\u00f3metros), a Sul com a Comunidade Valenciana e a Oeste com Arag\u00e3o,      e est\u00e1 dividida em quatro prov\u00edncias: Barcelona, Gerona, L\u00e9rida e Tarragona.<\/p>\n<h4>Catalunha: Monumentos, edif\u00edcios e conjuntos<\/h4>\n<p><strong>A Mulher e o P\u00e1ssaro<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu10.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>La      Dona i l&#8217;Ocell \u00e9 uma escultura de Joan Mir\u00f3 localizada perto do Parc de l&#8217;Escorxador;      o pr\u00f3prio parque fica no Eixample Esquerra (expans\u00e3o esquerda) e a escultura      \u00e9 facilmente vis\u00edvel \u00e0 dist\u00e2ncia, pois tem 22 metros de altura e est\u00e1 coberta      por peda\u00e7os de cer\u00e2mica brilhante e colorida (chamados trencad\u00eds, em catal\u00e3o).<\/p>\n<p>     Encomendada no \u00e2mbito do programa de arte p\u00fablica de Barcelona em 1983, trata-se      de um trabalho abstrato t\u00edpico de Mir\u00f3, que naquela data foi considerado radical.<\/p>\n<h4>Anel Ol\u00edmpico<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu11.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>O      Anella Ol\u00edmpica de Montju\u00efc foi um dos quatro locais onde se desenrolaram      os Jogos Ol\u00edmpicos de 1992.<\/p>\n<p>     Est\u00e1 situado perto do Est\u00e1dio Ol\u00edmpico, e inclui uma s\u00e9rie de instala\u00e7\u00f5es      desportivas desenhadas por Federico Correa, Joan Margarit, Alfonso Mil\u00e0 e      Carles Buixad\u00e9, como o Palau Sant Jordi, que pode acolher at\u00e9 17 mil espectadores,      e as piscinas Picornell, atualmente abertas ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>     O Est\u00e1dio Ol\u00edmpico, renovado em 1992, alberga a Galeria Ol\u00edmpica, uma exposi\u00e7\u00e3o      permanente e centro de informa\u00e7\u00f5es sobre os Jogos Ol\u00edmpicos e os locais onde      se desenrolaram.<\/p>\n<h4>Arco do Triunfo<\/h4>\n<p>O      Arc de Triomf foi desenhado em estilo mud\u00e9jar, como porta monumental para      a Expo 1888, por Josep Vilaseca, que usou o tijolo como material principal.<\/p>\n<p>     Em volta foram colocados bras\u00f5es representando todas as prov\u00edncias espanholas,      com Barcelona no meio, no lugar de honra.<\/p>\n<p>     Nos lados do arco h\u00e1 quatro est\u00e1tuas de mulheres que simbolizam a Fama; outros      relevos em pedra representam a participa\u00e7\u00e3o dos outros pa\u00edses na Expo, e a      cidade de Barcelona a agradecer-lhes a sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>     O Arco do Triunfo de Barcelona n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grandioso como o de Paris, mas \u00e9      uma bela constru\u00e7\u00e3o que merece uma visita.<\/p>\n<h4>Avenida do Paralelo<\/h4>\n<p>Ligando      o mar \u00e0 Pra\u00e7a de Espanha, a Avinguda del Paral.lel, ou apenas El Paral.lel,      ganhou o seu nome devido ao fato de correr ao longo do paralelo 41\u00ba 44&#8242;.<\/p>\n<p>     No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, abriu nesta rua uma s\u00e9rie de cabarets, teatros, bares      e outros locais de divers\u00e3o noturna, que durante anos atra\u00edram multid\u00f5es dia      e noite.<\/p>\n<p>     Entretanto, a maioria desses locais fecharam, e tudo o que resta \u00e9 a mem\u00f3ria      de uma era gloriosa.<\/p>\n<p>     Mesmo assim, percorrer esta zona proporciona um passeio nost\u00e1lgico, e h\u00e1 muitos      caf\u00e9s e bares onde parar para refrescar.<\/p>\n<h4>Bairro de Raval<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu14.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Igreja de Bel\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>O      Barri del Raval \u00e9 o que fica \u00e0 direita das Ramblas quando se olha para o mar.<\/p>\n<p>     Antigamente, esta era a \u00e1rea ribeirinha da cidade (as Ramblas eram o leito      do rio), e constitu\u00eda o seu limite; hoje em dia, \u00e9 uma zona relativamente      pobre, onde vive muita da popula\u00e7\u00e3o imigrante da cidade: h\u00e1 muita variedade      cultural, as pessoas t\u00eam tend\u00eancia para viver no exterior e isso d\u00e1 ao bairro      muita vida.<\/p>\n<p>     Considerado pouco seguro, n\u00e3o h\u00e1 muito tempo, o bairro de Raval atravessa      atualmente uma fase de reabilita\u00e7\u00e3o urbana sustent\u00e1vel: o governo local, num      esfor\u00e7o para limpar o bairro, destruiu muitos velhos edif\u00edcios, alargou as      ruas e abriu novas pra\u00e7as; o resultado \u00e9 uma \u00e1rea em que novos e velhos edif\u00edcios      e pessoas convivem em harmonia.<\/p>\n<h4>Bairro G\u00f3tico<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu15.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>O      mundialmente famoso Barri G\u00f2tic, parte da Ciutat Vella (cidade velha), \u00e9 a      zona mais antiga de Barcelona e estende-se da Pra\u00e7a da Catedral \u00e0 Pra\u00e7a de      S\u00e3o Jaime e da Via Laietana \u00e0 Carrer del Bisbe.<\/p>\n<p>     Atualmente, \u00e9 mais conhecido pelas suas ruas estreitas e empedradas, cheias      de edif\u00edcios g\u00f3ticos com lojas de jovens artistas, restaurantes de luxo e      bares de tapas que a juventude de Barcelona enche rapidamente quase todas      as noites.<\/p>\n<p>     A maioria dos edif\u00edcios romanos, assim como os vest\u00edgios das antigas muralhas      da cidade, que em tempos cercaram esta \u00e1rea, encontram-se tamb\u00e9m aqui.<\/p>\n<p>     Esta \u00e9 uma das zonas mais interessantes de Barcelona, com uma arquitetura      inesquec\u00edvel e surpresas constantes ao virar de cada esquina.<\/p>\n<h4>Bairro Judeu<\/h4>\n<p>A      judiaria de Barcelona, em torno da Call Jueu, fica pr\u00f3ximo da Pra\u00e7a de S\u00e3o      Jaime, no final da rua Boqueria, e inclui a \u00e1rea entre as ruas Banys Nous,      Call e Bisbe; \u00e9 formada por uma s\u00e9rie de ruelas muito estreitas, onde vivia      a maioria da comunidade judaica na Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>     O maior encanto deste bairro \u00e9 o fato de ter mudado muito pouco nos \u00faltimos      500 anos.<\/p>\n<p>     Atualmente, a \u00e1rea \u00e9 conhecida pelo grande n\u00famero de antiqu\u00e1rios que ali se      instalaram.<\/p>\n<h4>Banhos \u00c1rabes<\/h4>\n<p>O      edif\u00edcio dos Banys Arabs, de estilo rom\u00e2nico, foi constru\u00eddo em 1194 com uma      estrutura que imitava a distribui\u00e7\u00e3o dos banhos mu\u00e7ulmanos, muito em moda      naquela altura.<\/p>\n<p>     Em 1294, foi preciso reparar os graves danos provocados pelo cerco de 1283,      e o estabelecimento foi definitivamente fechado no s\u00e9culo XV.<\/p>\n<p>     A partir desse momento, o edif\u00edcio ficou em m\u00e3os privadas, at\u00e9 que, em 1617,      foi colocado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de um convento de capuchinhas, que o utilizaram      como despensa, cozinha e lavandaria.<\/p>\n<p>     No s\u00e9culo XIX, come\u00e7ou a popularizar-se o nome de Banhos \u00c1rabes para o designar,      e em 1929 passou finalmente a propriedade p\u00fablica, iniciando-se a sua reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Barcelona<\/h4>\n<p>Barcelona      \u00e9 talvez a cidade mais cosmopolita, estilizada e din\u00e2mica de Espanha, rivalizando      com Madrid na cultura, com\u00e9rcio e desporto, com uma espl\u00eandida gastronomia,      museus c\u00e9lebres e, sobretudo, uma espantosa arquitetura, desde os monumentos      hist\u00f3ricos da cidade antiga ao fant\u00e1stico Modernismo de Gaud\u00ed e outros.<\/p>\n<p>     Entre as obras-primas do genial catal\u00e3o (1852-1926), destacam-se a bela e      extravagante igreja da Sagrada Fam\u00edlia (inacabada), a fant\u00e1stica Casa Mil\u00e0      (mais conhecida como \u00abLa Pedrera\u00bb, de paredes onduladas e estranhas chamin\u00e9s),      ou o colorido Parc G\u00fcell, declarado Patrim\u00f3nio Mundial da Humanidade pela      UNESCO, mas h\u00e1 muito mais obras de Gaud\u00ed e de outros arquitetos modernistas      desta variante catal\u00e3 da Arte Nova.<\/p>\n<p>     A Cidade Antiga \u00e9 atravessada pela avenida mais famosa de Barcelona, as Ramblas,      ladeada de caf\u00e9s e de restaurantes e com uma anima\u00e7\u00e3o e movimento permanentes.<\/p>\n<p>     Na zona, destaca-se a magn\u00edfica Catedral de Barcelona (s\u00e9culo XIV), o grande      parque ornamentado da Ciutadella, ou o popular Museu Picasso, entre muitos      outros pontos de interesse.<\/p>\n<p>     Em Montju\u00efc, o monte com parques, museus e est\u00e1dios que receberam os Jogos      Ol\u00edmpicos de 1992, \u00e9 obrigat\u00f3rio visitar o Museu Nacional de Arte da Catalunha,      no Pal\u00e1cio Nacional, que cont\u00e9m a maior cole\u00e7\u00e3o de arte rom\u00e2nica da Europa,      ou o Castelo de Montju\u00efc (s\u00e9culos XVII-XVIII), com soberbas vistas panor\u00e2micas      sobre a cidade e o porto.<\/p>\n<p>     Barcelona tem uma lista quase infind\u00e1vel de galerias de arte, museus, monumentos      e edif\u00edcios de grande interesse, a par de uma vida noturna a fervilhar de      anima\u00e7\u00e3o, lojas excelentes, uma enorme variedade de espect\u00e1culos e divers\u00f5es      e alguns dos melhores e mais inovadores restaurantes de Espanha.<\/p>\n<h4>Barceloneta<\/h4>\n<p>O      velho bairro dos pescadores fica junto \u00e0 praia, a sul do zoo e do outro lado      da velha Esta\u00e7\u00e3o de Fran\u00e7a; foi constru\u00eddo em meados do s\u00e9culo XVII, com ruas      direitas e estreitas, e ainda conserva um agrad\u00e1vel ambiente de aldeia.<\/p>\n<p>     No Ver\u00e3o, a zona est\u00e1 cheia de pessoas a caminho da praia, mas vale a pena      visit\u00e1-la em qualquer altura do ano, devido ao seu encanto peculiar e aos      in\u00fameros restaurantes de peixe.<\/p>\n<p>     Os festejos de S\u00e3o Jo\u00e3o (23 de Junho) s\u00e3o fervorosamente celebrados, com fogueiras,      dem\u00f3nios que dan\u00e7am ao ritmo de m\u00fasica tradicional e fogo de artif\u00edcio at\u00e9      ao amanhecer.<\/p>\n<h4>Cais da Madeira<\/h4>\n<p>O      Moll de la Fusta pode ser considerado uma continua\u00e7\u00e3o sobre a \u00e1gua do Passeig      Colom, a \u00e1rea pedonal entre o fim das Ramblas e Barceloneta.<\/p>\n<p>     Quando foi reconstru\u00eddo, em 1987, para os Jogos Ol\u00edmpicos, passou a ter dois      n\u00edveis: o de baixo, quase ao n\u00edvel da \u00e1gua, est\u00e1 cheio de palmeiras e bancos;      o de cima tem restaurantes, caf\u00e9s e discotecas, num estilo arquitet\u00f4nico mais      vanguardista.<\/p>\n<p>     O nome ainda evoca o fato de ser aqui que, at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, era descarregada      e armazenada a madeira que chegava a Barcelona de barco.<\/p>\n<h4>Cais de Barcelona<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu16.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>World Trade Center<\/strong><\/p>\n<p>O      Moll de Barcelona est\u00e1 situado frente ao antigo estaleiro, numa se\u00e7\u00e3o do porto      que tamb\u00e9m alberga o edif\u00edcio da Alf\u00e2ndega, constru\u00eddo em 1895, em estilo      modernista.<\/p>\n<p>     \u00c9 aqui que se apanham os navios que se dirigem \u00e0s ilhas Baleares, assim como      as golondrinas, barcos que aceitam passageiros para pequenos passeios nas      imedia\u00e7\u00f5es do porto.<\/p>\n<p>     Perto das docas fica o World Trade Centre, com uma grande variedade de lojas      e restaurantes, e onde se desenrolam frequentes congressos e confer\u00eancias.<\/p>\n<h4>Casa Can\u00f4nica<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu17.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>De      grande interesse arquitet\u00f4nico e hist\u00f3rico, a Casa de la Canonja foi constru\u00edda      em 935 como resid\u00eancia comunit\u00e1ria dos frades agostinhos; a ordem foi dissolvida      em 1369, e, em 1400, o edif\u00edcio ruiu.<\/p>\n<p>     Em 1450, foi reconstru\u00eddo para alojar a Pia Almoina, uma funda\u00e7\u00e3o de caridade      criada em 1009 para alimentar cem pobres todos os dias, e a resid\u00eancia dos      cl\u00e9rigos da Seo Condal (catedral do condado), de onde lhe veio o nome por      que \u00e9 atualmente conhecido.<\/p>\n<p>     As traseiras do edif\u00edcio est\u00e3o encostadas a uma das torres da antiga muralha      romana.<\/p>\n<h4>Casa Ametller<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu18.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>O      arquiteto modernista Puig i Cadafalch construiu a Casa Ametller entre 1898      e 1900.<\/p>\n<p>     Juntamente com a Casa Lle\u00f3 Morera e a Casa Batll\u00f3, pertence \u00e0quilo a que se      tem chamado Ilha da Disc\u00f3rdia (Illa de la Disc\u00f2rdia), isto \u00e9, tr\u00eas edif\u00edcios      modernistas no mesmo bloco residencial.<\/p>\n<p>     Todos possuem grande valor arquitet\u00f4nico e est\u00e9tico, mas, ao mesmo tempo,      s\u00e3o muito diferentes uns dos outros, em termos de estilo.<\/p>\n<p>     Infelizmente, n\u00e3o se pode visitar o interior dos edif\u00edcios, mas a vista do      exterior \u00e9 suficientemente impressionante.<\/p>\n<p>     A Casa Ametller, em particular, revela uma clara influ\u00eancia da arquitetura      g\u00f3tica da Europa central no seu telhado piramidal, assim como do estilo g\u00f3tico      catal\u00e3o, nos arcos das janelas; a influ\u00eancia modernista \u00e9 evidente nas cer\u00e2micas      usadas na fachada.<\/p>\n<h4>Casa Batll\u00f3<\/h4>\n<p>Antoni      Gaud\u00ed trabalhou na Casa Batll\u00f3 entre 1904 and 1906 e revelou aqui o seu fasc\u00ednio      pela combina\u00e7\u00e3o de ornamental e estrutural, forma e conte\u00fado.<\/p>\n<p>     A fachada ondulante do edif\u00edcio est\u00e1 decorada com mosaicos de vidro multicoloridos      e placas de porcelana policromada.<\/p>\n<p>     As varandas s\u00e3o feitas de pedra de Montju\u00efc, que parece ter sido moldada \u00e0      m\u00e3o.<\/p>\n<p>     As cer\u00e2micas coloridas prolongam-se at\u00e9 ao terra\u00e7o, que parece o lombo de      um drag\u00e3o.<\/p>\n<p>     Com a Casa Ametller e a Casa Lle\u00f3 Morera, a Casa Batll\u00f3 faz parte da chamada      Ilha da Disc\u00f3rdia (Illa de la Discordia), pois, apesar de os tr\u00eas edif\u00edcios      do quarteir\u00e3o possu\u00edrem grande valor est\u00e9tico e arquitet\u00f4nico, s\u00e3o todos muito      diferentes entre si.<\/p>\n<h4>Casa Bloc<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu19.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>A      Casa Bloc foi desenhada pelo arquiteto catal\u00e3o Josep Lluis Sert, de Vic, que      tem a reputa\u00e7\u00e3o de ser a aldeia mais catal\u00e3 da Catalunha e \u00e9 conhecida como      \u00abLa Ciutat dels Angels\u00bb (a cidade dos anjos).<\/p>\n<p>     Sert pertenceu a um grupo chamado GATEPAC (Grupo de Artistas y T\u00e9cnicos Espa\u00f1oles      para el Progreso de la Arquitetura Contempor\u00e1nea), que, como o nome indica,      era bastante radical.<\/p>\n<p>     A Casa Bloc \u00e9 um bom exemplo dos seus princ\u00edpios, pois tenta abrir-se de forma      a acolher o sol e proporcionar um vasto horizonte aos seus moradores, essencialmente      trabalhadores.<\/p>\n<h4>Casa da Cidade<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu20.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Estando      no meio da Pra\u00e7a Sant Jaume, virado para o Mediterr\u00e2neo, tem-se a Casa de      la Ciutat, ou Ajuntament (c\u00e2mara municipal), em frente, e a Generalitat (o      governo catal\u00e3o) atr\u00e1s.<\/p>\n<p>     A Casa de la Ciutat tem duas entradas, uma em Sant Jaume e a outra na Carrer      de la Ciutat, que s\u00e3o muito diferentes uma da outra: a primeira \u00e9 neo-cl\u00e1ssica,      a segunda \u00e9 g\u00f3tica.<\/p>\n<p><strong>No interior, destaca-se o Sal\u00f3 de Cent (sal\u00e3o dos cem), onde se reunia      o Consell de Cent (conselho dos cem), uma institui\u00e7\u00e3o que data da Idade M\u00e9dia;      atualmente, \u00e9 ali que se realizam as mais importantes cerim\u00f3nias da cidade:<\/strong>      entregas de pr\u00e9mios, lan\u00e7amentos de livros, confer\u00eancias, etc.<\/p>\n<h4>Casa do Arcediago<\/h4>\n<p>A      resid\u00eancia do arcediago da catedral foi constru\u00edda nas antigas muralhas romanas      da cidade, no s\u00e9culo XVI, sobre ru\u00ednas do s\u00e9culo XII.<\/p>\n<p>     O p\u00e1tio-claustro renascentista e a fonte g\u00f3tica no seu centro s\u00e3o exemplares      not\u00e1veis dos respectivos per\u00edodos.<\/p>\n<p>     O arquiteto modernista Lluis Dom\u00e8nech i Muntaner acrescentou a caixa de correio      ao lado da porta de entrada: os pombos representam a esperan\u00e7a na rapidez      da entrega, enquanto a tartaruga reflete a realidade de um servi\u00e7o postal      ineficiente.<\/p>\n<p>     Normalmente, a Casa de l&#8217;Ardiaca s\u00f3 abre ao p\u00fablico no dia 5 de Junho, para      as celebra\u00e7\u00f5es do Corpo de Deus, embora acolha exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias.<\/p>\n<h4>Casa do De\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu21.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Situada      ao lado da Casa do Arcediago, a Casa del Deg\u00e0 data do s\u00e9culo XIV, embora a      fachada renascentista tenha sido constru\u00edda em 1548.<\/p>\n<p>     Durante s\u00e9culos, a Casa del Deg\u00e0 foi a resid\u00eancia dos de\u00e3os, e, na realidade,      o homem que ordenou a constru\u00e7\u00e3o da fachada era ele pr\u00f3prio um antigo de\u00e3o,      Jaume Estela; quando este morreu, Bernat d&#8217;Aguilar continuou a obra, raz\u00e3o      pela qual se podem ver no local as armas dos dois homens.<\/p>\n<p>     Atualmente, a Casa del Deg\u00e0 est\u00e1 fechada ao p\u00fablico.<\/p>\n<h4>Casa Lle\u00f3-Morera<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu22.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Constru\u00edda      por Lluis Dom\u00e8nech i Muntaner entre 1902 e 1906, a Casa Lle\u00f3-Morera possui      espectaculares pain\u00e9is de azulejos, al\u00e9m de vitrais de Lluis Rigalt e esculturas      de Eusebi Arnau.<\/p>\n<p>     Todos estes elementos decorativos s\u00e3o de grande import\u00e2ncia art\u00edstica, pois      refletem as influ\u00eancias helen\u00edstica, g\u00f3tica e renascentista do artista, especialmente      nos vitrais.<\/p>\n<p>     A Casa Lle\u00f3-Morera faz parte da Illa de la Disc\u00f2rdia (ilha da disc\u00f3rdia),      os tr\u00eas principais edif\u00edcios deste bloco residencial, desenhados por tr\u00eas      distintos arquitetos modernistas e, portanto, de estilos muito diferentes,      mas extremamente importantes em termos arquitet\u00f4nicos e est\u00e9ticos; nenhum      deles est\u00e1 aberto ao p\u00fablico.<\/p>\n<h4>Casa Mil\u00e0<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu23.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Antoni Gaud\u00ed, o arquiteto que concebeu esta j\u00f3ia do modernismo catal\u00e3o, disse      que a fachada da Casa Mil\u00e0 representava \u00aba mais alta express\u00e3o do desenho      rom\u00e2ntico e anti-cl\u00e1ssico, que considera a arquitetura um fen\u00f3meno natural.<\/p>\n<p>     Foi constru\u00edda para a fam\u00edlia Mil\u00e0 entre 1906 e 1910, mas nem a fam\u00edlia nem      o p\u00fablico ficaram muito impressionados, pelo que foi apelidada de La Pedrera      (a pedreira), como insulto.<\/p>\n<p>     Como frequentemente acontece nestes casos, o aplauso s\u00f3 viria mais tarde e,      em 1984, a UNESCO declarou-a como Patrim\u00f3nio Mundial.<\/p>\n<p>     A Casa Mil\u00e0 \u00e9 muitas vezes referida como a maior escultura abstrata do mundo.<\/p>\n<h4>Casa Terrades<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu24.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Desenhada      por Puig i Cadalfach, a Casa Terrades \u00e9 tamb\u00e9m conhecida por \u00abCasa de les      Punxes\u00bb (casa das pontas), devido \u00e0s agulhas no topo das suas seis torres.<\/p>\n<p>     Constru\u00edda entre 1903 e 1905, \u00e9 um exemplo do estilo modernista, claramente      evidente nas esculturas florais da fachada e no uso de tijolo vermelho, o      que tamb\u00e9m se deve, em parte, ao interesse que na altura despertava a arquitetura      civil g\u00f3tica da Europa central.<\/p>\n<p>     O mais not\u00e1vel da Casa Terrades s\u00e3o os seus inacreditavelmente espa\u00e7osos interiores.<\/p>\n<p>     No final dos anos 80, o edif\u00edcio foi totalmente renovado.<\/p>\n<h4>Castelo de Montju\u00efc<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu25.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n     Museu Militar<\/strong><\/p>\n<p>Datado      do s\u00e9culo XVIII, o Castell de Montju\u00efc situa-se no topo da montanha mais conhecida      de Barcelona.<\/p>\n<p>     Em 1640, durante a Guerra dos Segadors, foi constru\u00edda uma pequena fortaleza      para resistir a Filipe IV (III de Portugal).<\/p>\n<p>     Esta fortaleza foi convertida, entre 1751 e 1779, no Castell de Montju\u00efc,      um s\u00edmbolo da repress\u00e3o e da aboli\u00e7\u00e3o das liberdades catal\u00e3s; ao princ\u00edpio,      a miss\u00e3o da fortaleza era acabar com a repress\u00e3o mas, mais tarde, tornou-se      uma pris\u00e3o militar.<\/p>\n<p>     Atualmente, o Castell de Montju\u00efc alberga o Museu Militar, \u00e0 sa\u00edda da \u00faltima      paragem do telef\u00e9rico, e guarda o porto, com a sua grande exibi\u00e7\u00e3o de armamento.<\/p>\n<h4>Castelo dos Tr\u00eas Drag\u00f5es<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu26.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu27.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Museu de Zoologia<\/strong><\/p>\n<p>Originalmente      constru\u00eddo para ser o caf\u00e9-restaurante da Expo 1888, o Castell dels Tres Dragons      aloja atualmente o Museu de Zoologia, integrado no Museu de Ci\u00eancias Naturais.<\/p>\n<p>     Dom\u00e8nech i Muntaner foi o arquiteto que lhe deu os toques modernistas: torres      e ameias de aspecto militar, muralhas em tijolo vermelho e coloridos pain\u00e9is      de azulejos.<\/p>\n<h4>Catedral de Santa Maria<\/h4>\n<p>A      constru\u00e7\u00e3o da Catedral de Santa Mar\u00eda iniciou-se em 1312, no local de um anterior      templo rom\u00e2nico de que apenas resta a chamada Torre de Carlos Magno, com seis      pisos.<\/p>\n<p>     O altar-mor, de prata dourada, datado do s\u00e9culo XIV, representa a vida de      Jesus e da Virgem e \u00e9 considerado a obras-prima da ourivesaria g\u00f3tica espanhola.<\/p>\n<p>     Junto ao altar pode ver-se a chamada cadeira de Carlos Magno, sendo certo      que o imperador nunca se sentou nela.<\/p>\n<h4>Cemit\u00e9rio de Les Moreres<\/h4>\n<p>Um      dos dois cemit\u00e9rios perto da Igreja de Santa Maria do Mar, o Fossar de les      Moreres tem grande import\u00e2ncia hist\u00f3rica, j\u00e1 que \u00e9 ali que est\u00e3o sepultados      os soldados catal\u00e3es que morreram em combate contra as tropas de Filipe V.<\/p>\n<p>     A derrota da Catalunha significou o fim dos direitos e liberdades de Arag\u00e3o,      e existe uma placa comemorativa, com um poema que presta tributo aos mortos.<\/p>\n<p>     Todos os anos, em 11 de Setembro, o dia nacional da Catalunha, os pol\u00edticos      re\u00fanem-se neste lugar para depor coroas de flores e evocar aquela data.<\/p>\n<h4>El\u00e9trico Azul<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu28.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Durante      algum tempo, o Tramvia Blau esteve fora de servi\u00e7o, mas em 1990 foi completamente      restaurado e voltou a fazer o seu percurso tradicional pelas zonas altas de      Barcelona; \u00e9 o \u00faltimo el\u00e9trico ainda em funcionamento na cidade.<\/p>\n<p>     A carreira vai da Pra\u00e7a John Kennedy \u00e0 Pra\u00e7a Doctor Andreu, onde os visitantes      podem apanhar o Funicular e subir ao Tibidabo para visitar o parque de divers\u00f5es      ou a Igreja do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>     Este percurso permite aos passageiros admirar alguns dos melhores exemplares      de edif\u00edcios modernistas, que eram a resid\u00eancia de Ver\u00e3o das classes endinheiradas,      numa \u00e9poca em que esta zona ficava bem para al\u00e9m dos limites da cidade.<\/p>\n<h4>Esta\u00e7\u00e3o de Fran\u00e7a<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu29.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>A      Estaci\u00f3 de Fran\u00e7a foi constru\u00edda por altura da Feira Mundial de 1929, para      fazer face ao aumento de tr\u00e1fego trazido pela exposi\u00e7\u00e3o; os arquitetos foram      Pedro de Muguruza e Raim\u00f3n Duran, e o engenheiro Andreu Montaner Serra.<\/p>\n<p>     A esta\u00e7\u00e3o possui um grande vest\u00edbulo que abre para a zona da plataforma, sob      uma estrutura de arcos e pilares.<\/p>\n<p>     Al\u00e9m destas \u00e1reas, existe um espa\u00e7o, a Sala dos Espelhos, onde se realizavam      recep\u00e7\u00f5es durante a feira mundial.<\/p>\n<p>Atualmente,      a antiga esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 usada como tal, antes acolhe confer\u00eancias      e exposi\u00e7\u00f5es, devido aos seus amplos espa\u00e7os.<\/p>\n<h4>Estaleiros Reais<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu30.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Descendo      as Ramblas quase at\u00e9 ao fundo e virando \u00e0 direita, encontra-se o edif\u00edcio      g\u00f3tico dos Reials Drassanes, constru\u00eddo na Idade M\u00e9dia para a constru\u00e7\u00e3o naval;      depois de terminados, os barcos eram levados para o mar usando o rio que corria      onde s\u00e3o agora as Ramblas.<\/p>\n<p>     Os estaleiros foram constru\u00eddos por ordem da Coroa de Arag\u00e3o, que, gra\u00e7as      sua crescente influ\u00eancia no Mediterr\u00e2neo, necessitava de mais navios.<\/p>\n<p>     Atualmente, o edif\u00edcio alberga, de uma forma bastante apropriada, o Museu      Mar\u00edtimo.<\/p>\n<h4>Funicular do Tibidabo<\/h4>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu31.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>O      Funicular del Tibidabo liga a Pra\u00e7a Doctor Andreu, situada a meio de Collserola,      e que \u00e9 tamb\u00e9m o terminal do El\u00e9trico Azul, com o Parque de Divers\u00f5es no topo      do Tibidabo (se tiver tempo e energia, tamb\u00e9m pode subir a p\u00e9).<\/p>\n<p>     Foi o primeiro funicular em Espanha, inaugurado em 29 de Outubro de 1901.<\/p>\n<p>     A viagem tem uma extens\u00e3o de 1152 metros, e num dia claro proporciona magn\u00edficas      vistas da cidade.<\/p>\n<h4>Hospital de Santa Cruz<\/h4>\n<p>Os      trabalhos de constru\u00e7\u00e3o do Hospital de la Santa Creu come\u00e7aram em 1401; era      constitu\u00eddo por quatro blocos que rodeavam um claustro, que ainda existe,      entre as ruas Carme e Hospital; no final do s\u00e9culo XIX, o edif\u00edcio revelou-se      pequeno para as necessidades, e, gra\u00e7as a um benfeitor, mudou para novas instala\u00e7\u00f5es,      passando a chamar-se Hospital de la Santa Creu i Sant Pau.<\/p>\n<p>     Andando na dire\u00e7\u00e3o do claustro, os visitantes passam pela Casa de Convalescen\u00e7a,      do s\u00e9culo XVII, e pela Academia de Medicina, do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>     O edif\u00edcio do antigo hospital fervilha de atividade, pois aloja o Instituto      das Mulheres Catal\u00e3s, o Instituto de Estudos Catal\u00e3es, a Biblioteca da Cidade,      a Biblioteca Nacional da Catalunha e a Escola de Arte da Massana.<\/p>\n<h4>Hospital de Santa Cruz e S\u00e3o Paulo<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu32.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>A      obra mais importante do arquiteto Llu\u00eds Dom\u00e8nech i Muntaner, o Hospital de      la Santa Creu i Sant Pau come\u00e7ou a ser constru\u00eddo em 1901 e foi terminado      em 1929, pelo seu filho; foi erguido gra\u00e7as a um donativo de um generoso benfeitor,      para substituir o medieval Hospital de la Santa Creu, e mudou de nome de acordo      com o desejo expresso pelo mecenas.<\/p>\n<p>     Tem 48 se\u00e7\u00f5es, todas decoradas com pain\u00e9is de mosaicos, separadas por jardins      e interligadas por t\u00faneis subterr\u00e2neos; a \u00e1rea de recep\u00e7\u00e3o foi decorada pelo      artista Pablo Gargallo.<\/p>\n<p>     O hospital estava inteiramente funcional em 1930, mas algumas se\u00e7\u00f5es foram      acrescentadas nas d\u00e9cadas seguintes, como o pavilh\u00e3o da tuberculose (1936)      e a sede da prestigiada Funda\u00e7\u00e3o Puigvert (1961).<\/p>\n<p>     Em Julho de 2003, foi inaugurado um edif\u00edcio completamente novo, agora chamado      apenas Hospital de Sant Pau, concebido para ser uma unidade modelo e instalado      nas traseiras do antigo hospital.<\/p>\n<h4>Montanha de Montju\u00efc<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu33.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Com      a sua altura de 173 metros, a Muntanya de Montju\u00efc (monte judeu) destaca-se      acima da parte sul de Barcelona, perto do mar.<\/p>\n<p>     Na Idade M\u00e9dia, Montju\u00efc era desabitada, embora a \u00e1rea vizinha de Miramar      fosse integrada no bairro judeu.<\/p>\n<p>     Em 1607, foi aberto o primeiro caminho para o topo e, em 1640, durante a Guerra      dos Segadors, foi ali constru\u00edda uma fortaleza para ajudar a resistir \u00e0s tropas      de Filipe IV (III de Portugal), que mais tarde se tornou o Castelo de Montju\u00efc.<\/p>\n<p>     Nos \u00faltimos s\u00e9culos, Montju\u00efc tem sido o parque mais popular da cidade, tanto      para passar um dia ao ar livre como para colher plantas medicinais e arom\u00e1ticas.<\/p>\n<p>     Mais recentemente, foram ali constru\u00eddas instala\u00e7\u00f5es desportivas para os Jogos      Ol\u00edmpicos de 1992, que atraem multid\u00f5es de visitantes.<\/p>\n<h4>Monumento a Colombo<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu34.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>O      Monument a Colom foi inaugurado em 1 de Junho de 1888, umas semanas depois      da abertura da Exposi\u00e7\u00e3o Universal; Gaiet\u00e0 Bu\u00efgas i Monrav\u00e0 desenhou a coluna      met\u00e1lica e Rafael Atch\u00e9 modelou a escultura.<\/p>\n<p>     A coluna tem 51,3 metros de altura e a est\u00e1tua de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, cujo      dedo aponta o Novo Mundo, tem sete metros de altura.<\/p>\n<p>     De Junho a Setembro, das 9 \u00e0s 20.30 horas, pode subir-se ao topo num elevador      (cabem apenas 14 pessoas de cada vez no mirador) e apreciar uma bela vista      panor\u00e2mica da cidade; a entrada para o elevador \u00e9 subterr\u00e2nea.<\/p>\n<h4>Mosteiro de Pedralbes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu35.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>A      igreja g\u00f3tica e o convento anexo que formam o Monestir de Pedralbes foram      fundados em 1327 pela rainha Elisenda de Montcada para as freiras da Ordem      de Santa Clara.<\/p>\n<p>     O edif\u00edcio foi cuidadosamente conservado e restaurado, incluindo as celas      das freiras, o refeit\u00f3rio, a cozinha e a enfermaria; o convento tem um claustro      com um belo jardim e uma fonte renascentista.<\/p>\n<p>     Parte da cole\u00e7\u00e3o de pintura Thyssen-Bornemisza, incluindo obras de Fra Angelico,      Rubens, Canaletto, Tintoretto e Vel\u00e1zquez, entre muitos outros, foi instalada      no mosteiro e pode ser visitada; o resto do convento est\u00e1 fechado ao p\u00fablico,      pois continua a alojar freiras clarissas.<\/p>\n<h4>Muralhas romanas<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu36.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Uma      cintura de muralhas rodeava completamente a povoa\u00e7\u00e3o a que os romanos chamaram      Barcino; tinham nove metros de altura e 3,5 de largura e um comprimento de      1270 metros.<\/p>\n<p>     Com o passar dos s\u00e9culos, a maior parte das muralhas desapareceu, e em muitos      casos a sua pedra foi usada como funda\u00e7\u00e3o para outras constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>     Atualmente, as partes mais bem conservadas das antigas muralhas podem ser      vistas nas pra\u00e7as Ram\u00f3n Berenguer (perto da Via Laietana) e dos Traginers,      na Avenida da Catedral e nas ruas do Correu Vell e de Regomir, que levavam      ao porto romano.<\/p>\n<h4>Nova Ic\u00e0ria<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu37.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><br \/>\n<strong>Praia de Nova Ic\u00e0ria<\/strong><\/p>\n<p>Este      bairro resulta do projeto de construir uma nova extens\u00e3o da cidade, a pensar      nos Jogos Ol\u00edmpicos de 1992; foi onde ficaram alojados os atletas, mas agora      \u00e9 parte integrante de Barcelona.<\/p>\n<p>     Os arquitetos Mackay, Martorell, Bohigues e Puigdom\u00e8nech conceberam uma \u00e1rea      que \u00e9 uma agrad\u00e1vel combina\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es, \u00e1reas verdes e diversos tipos      de equipamento.<\/p>\n<p>     H\u00e1 um grande cinema (Ic\u00e0ria) que mostra filmes nas vers\u00f5es originais, o que      \u00e9 dif\u00edcil de encontrar em Barcelona, e \u00e9 tamb\u00e9m aqui que se encontram os dois      \u00fanicos verdadeiros arranha-c\u00e9us da cidade: a Torre Mapfre e o Hotel de les      Arts.<\/p>\n<h4>O Desconsolo<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu38.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Situada      no Parque da Cidadela, em frente do Museu de Arte Moderna, esta escultura      representa uma mulher ca\u00edda sobre as \u00e1guas do pequeno lago do parque; chama-se      El Desconsol (o desconsolo), e foi criada pelo escultor catal\u00e3o Josep Llimona      em 1906.<\/p>\n<p>     A mulher encontra-se numa posi\u00e7\u00e3o t\u00edpicamente modernista (art d\u00e9co), fazendo      uma curva suave que lhe d\u00e1 um ar ligeiramente decadente.<\/p>\n<p>     Trata-se de uma bela escultura, bem como uma indica\u00e7\u00e3o do que espera os visitantes      do Museu de Arte Moderna, ali a uns passos.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio da Generalitat<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu39.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>A      Generalitat \u00e9 o governo da Catalunha; para visitar a sua sede, o Palau de      la Generalitat, h\u00e1 duas entradas: a porta da Pra\u00e7a Sant Jaume \u00e9 renascentista      (1403); a outra \u00e9 g\u00f3tica e apresenta um relevo de S\u00e3o Jorge, santo patrono      da Catalunha, da autoria de Pere Joan (1418).<\/p>\n<p>     No interior, destacam-se o Pati dels Tarongers, um p\u00e1tio g\u00f3tico cheio de laranjeiras,      um campan\u00e1rio desenhado por Pere Ferrer (1568) e a Capela de S\u00e3o Jorge (1432-34),      do arquiteto catal\u00e3o Marc Safont.<\/p>\n<p>     O edif\u00edcio s\u00f3 est\u00e1 aberto ao p\u00fablico no dia da festa de S\u00e3o Jorge (23 de Abril).<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio da Vice-Rainha<\/h4>\n<p>O      Palau de la Virreina foi desenhado em estilo barroco franc\u00eas pelo arquiteto      Josep Ribes, em 1770, para o vice-rei do Peru, Manuel Amat i Junyent, que      tinha enviuvado naquele pa\u00eds; ao regressar a Barcelona, casou de novo e construiu      o pal\u00e1cio para a sua nova mulher.<\/p>\n<p>     Atualmente, alberga os servi\u00e7os culturais da c\u00e2mara municipal; no seu centro      de exposi\u00e7\u00f5es, h\u00e1 obras de alguns dos mais importantes artistas contempor\u00e2neos      da Catalunha, como Oriol Bohigas e Antoni Abad, entre outros.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio de Pedralbes<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu40.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Um      dos clientes de Gaud\u00ed, Eusebi G\u00fcel, mandou construir esta mans\u00e3o em estilo      neo-cl\u00e1ssico, que foi oficialmente inaugurada pelo rei Alfonso XIII em 1926.<\/p>\n<p>     Atualmente, o Palau de Pedralbes pertence \u00e0 c\u00e2mara municipal de Barcelona      e est\u00e1 normalmente fechado ao p\u00fablico, embora uma das alas albergue os museus      de Artes Decorativas e da Cer\u00e2mica.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio de S\u00e3o Jorge<\/h4>\n<p>O      Palau Sant Jordi, um magn\u00edfico pavilh\u00e3o desportivo multiusos, foi desenhado      pelo arquiteto japon\u00eas Arata Isozaki para ser o ex-libris da Barcelona do      futuro; trata-se de uma inacredit\u00e1vel pe\u00e7a de arquitetura vanguardista, um      edif\u00edcio inteligente onde tudo \u00e9 controlado por computadores.<\/p>\n<p>     A c\u00fapula de 45 metros de altura \u00e9 impressionante por si pr\u00f3pria, mas mais      ainda se se pensar que foi constru\u00edda em apenas dez dias.<\/p>\n<p>     O Palau Sant Jordi \u00e9 usado para realiza\u00e7\u00f5es desportivas, mas tamb\u00e9m para todos      os tipos de espect\u00e1culos, teatro, concertos, etc.<\/p>\n<p>     Para l\u00e1 chegar, apanhe o metro para o Paral.lel, de onde pode tomar o funicular      para o Est\u00e1dio Ol\u00edmpico e o pal\u00e1cio.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio do Bar\u00e3o de Quadras<\/h4>\n<p>Constru\u00eddo      em 1902 por Josep Puig i Cadafalch, o Palau del Bar\u00f2 de Quadras tem, como      algumas das suas outras obras, not\u00f3rias influ\u00eancias g\u00f3ticas; neste caso, s\u00e3o      bastante evidentes no desenho geral do edif\u00edcio.<\/p>\n<p>     O pal\u00e1cio tem um p\u00e1tio central de onde parte a escadaria principal, e as divis\u00f5es      s\u00e3o dispostas em torno deste p\u00e1tio.<\/p>\n<p>     A decora\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio \u00e9 not\u00e1vel, particularmente na fachada e no interior.<\/p>\n<p>     O Palau Quadras alberga atualmente o Museu da M\u00fasica.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio do Tenente<\/h4>\n<p>Edif\u00edcio      g\u00f3tico tardio com elementos renascentistas, o Palau del Lloctinent foi constru\u00eddo      no s\u00e9culo XVI por Antoni Carbonell, sob as ordens das Corts Catalanes (o Parlamento      Catal\u00e3o), para ser a resid\u00eancia do vice-rei.<\/p>\n<p>     As magn\u00edficas escadarias s\u00e3o testemunha da capacidade dos artes\u00e3os mouros      que trabalharam na constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>     Mais recentemente, o edif\u00edcio foi usado para albergar os arquivos da Coroa      de Arag\u00e3o; atualmente, est\u00e1 fechado ao p\u00fablico, mas merece ser apreciado do      exterior.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio Episcopal<\/h4>\n<p>Combinando      praticamente todos os estilos arquitet\u00f4nicos dos \u00faltimos mil anos, o Palau      Episcopal de Barcelona foi originalmente constru\u00eddo sobre as antigas muralhas      romanas, e ainda podem ver-se as torres na sua fachada.<\/p>\n<p>     O interior \u00e9 rom\u00e2nico, com um p\u00e1tio no centro; tem janelas rom\u00e2nicas, do s\u00e9culo      XIII, e g\u00f3ticas, do s\u00e9culo XV; a fachada neo-cl\u00e1ssica \u00e9 do s\u00e9culo XVIII, da      autoria de Josep Mas.<\/p>\n<p>     Trata-se de um edif\u00edcio que reflete a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e arquitet\u00f4nico de      Barcelona mas que, infelizmente, est\u00e1 fechado ao p\u00fablico.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio G\u00fcell<\/h4>\n<p>Constru\u00eddo      entre 1885 e 1889, o Palau G\u00fcell foi desenhado por Antoni Gaud\u00ed para Eusebi      G\u00fcell, o seu principal cliente.<\/p>\n<p>     Foi um dos grandes projetos iniciais do arquiteto, e ele investiu toda a sua      originalidade na sua cria\u00e7\u00e3o: aqui, podemos ver o in\u00edcio da fus\u00e3o de estrutura      e decora\u00e7\u00e3o, forma e conte\u00fado, que \u00e9 t\u00e3o caracter\u00edstica das suas outras obras-primas.<\/p>\n<p>     As visitas s\u00e3o guiadas, de meia em meia hora.<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio Nacional de Barcelona<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu41.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>O      Palau Nacional, o mais espetacular edif\u00edcio da Pra\u00e7a de Espanha, foi erguido      para a Exposi\u00e7\u00e3o Universal de 1929, tal como grande n\u00famero de outras constru\u00e7\u00f5es      em Montju\u00efc.<\/p>\n<p>     A inten\u00e7\u00e3o era realizar um edif\u00edcio monumental, grandioso, e a tarefa foi      cometida aos arquitetos Enric Catal\u00e0 e Pedro Cendoya, com a colabora\u00e7\u00e3o de      Pere Dom\u00e8nech i Roure.<\/p>\n<p>     O pal\u00e1cio foi restaurado h\u00e1 alguns anos pelo arquiteto italiano Gae Aulenti,      e atualmente alberga o Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC).<\/p>\n<h4>Pal\u00e1cio Real Principal<\/h4>\n<p>No      per\u00edodo romano, era aqui que ficava a resid\u00eancia do governador local; depois,      pertenceu ao rei visigodo Ata\u00falfo; mais recentemente, o Palau Reial Major      foi a resid\u00eancia dos condes da Coroa de Arag\u00e3o nas suas visitas a Barcelona.<\/p>\n<p>     Depois de muitas altera\u00e7\u00f5es e amplia\u00e7\u00f5es ditadas por uma s\u00e9rie de condes,      \u00e9 um edif\u00edcio g\u00f3tico em cuja fachada ainda se notam as origens romanas.<\/p>\n<p>     Destaca-se tamb\u00e9m a sua torre, conhecida como Torre do Rei Martin, que era      usada como ponto de vigia e observat\u00f3rio astron\u00f3mico.<\/p>\n<h4>Poble Espanyol<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu42.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>O      Poble Espanyol foi uma das maiores atra\u00e7\u00f5es da Exposi\u00e7\u00e3o Universal de 1929;      a ideia era reunir sob um \u00fancio teto os diferentes tipos de arquitetura espanhola,      pois ela espelha a rica diversidade cultural do pa\u00eds.<\/p>\n<p>     Passeando por esta Aldeia Espanhola, os visitantes podem ver reprodu\u00e7\u00f5es de      edif\u00edcios de diferentes vilas e cidades, cada uma representando a sua cultura.<\/p>\n<p>     Atualmente, o Poble Espanyol \u00e9 tamb\u00e9m um local de divertimento, procurado      pelos seus muitos bares e restaurantes.<\/p>\n<h4>Pra\u00e7a da Catalunha<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/catalu43.jpg\" alt=\"Catalunha\" title=\"Catalunha\" \/><\/p>\n<p>Fora      das antigas muralhas de Barcelona, entre o Eixample e a Cidade Velha, a Pla\u00e7a      Catalunya \u00e9 uma enorme pra\u00e7a (50 mil metros quadrados, cinco hectares) rodeada      por grandes edif\u00edcios de bancos e outras grandes empresas.<\/p>\n<p>     A maior parte dos edif\u00edcios foram constru\u00eddos no s\u00e9culo XIX, de uma forma      ca\u00f3tica, at\u00e9 que a c\u00e2mara municipal entregou ao arquiteto Francesc Nebot a      urbaniza\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>     Na pra\u00e7a, h\u00e1 duas esculturas, uma de Josep Clar\u00e0, La Divinidad (a divindade),      outra de Pablo Gargallo, Pastor Tocando el Caramillo (flauta).<\/p>\n<p>     Uma peculiaridade desta importante pra\u00e7a \u00e9 a quantidade de pombos que a sobrevoam      constantemente.<\/p>\n<h4>Pra\u00e7a do Pal\u00e1cio<\/h4>\n<p>Ao      lado da Via Laietana, entre o edif\u00edcio central dos correios e a sede do governo      regional, a Pla de Palau \u00e9 o local onde viveu o vice-rei entre os s\u00e9culos      XVII e XIX; a sua resid\u00eancia estava ligada \u00e0 Igreja de Santa Maria por uma      passagem a\u00e9rea.<\/p>\n<p>     Muitos prisioneiros pol\u00edticos foram aqui executados, mas tudo mudou quando      a \u00e1rea foi transformada numa nova urbaniza\u00e7\u00e3o para habita\u00e7\u00f5es, pelo arquiteto      militar Josep Massanes, em 1820.<\/p>\n<p>     Vale a pena visitar a neo-cl\u00e1ssica Bolsa (Llotja) de Barcelona, constru\u00edda      em 1804, onde ainda podem ver-se vest\u00edgios do edif\u00edcio g\u00f3tico desenhado por      Pere Arvey entre 1380 e 1392, para Pere el Cerimoni\u00f3s (Pedro, o Cerimonioso).<\/p>\n<p>Fonte: biztravels-museums.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catalunha, Catalunya, Espanha, Hist\u00f3ria, Origem, Na\u00e7\u00e3o, Barcelona, Gastronomia, Culin\u00e1ria, Cidade, Munic\u00edpios, Monumentos, Turismo, 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