{"id":50616,"date":"2016-06-16T17:54:31","date_gmt":"2016-06-16T17:54:31","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=50616"},"modified":"2016-06-17T11:52:30","modified_gmt":"2016-06-17T11:52:30","slug":"pontos-turisticos-do-uzbequistao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/pontos-turisticos-do-uzbequistao","title":{"rendered":"Pontos Tur\u00edsticos do Uzbequist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Para descobrir as maravilhas de <strong>Uzbekist\u00e3o<\/strong> iniciaremos nosso      percorrido por Tashkent, capital do pa\u00eds. Daqui viajaremos para a impressionante      cidade de Samarcanda, para continuar por Bujar\u00e1, antiga escala da Rota da      Seda. Finalizaremos em Jiva, onde encontraremos numerosas belezas arquitet\u00f4nicas.<\/p>\n<h4>TASHKENT<\/h4>\n<p>A capital da Rep\u00fablica de <strong>Uzbekist\u00e3o<\/strong>, \u00e9 uma cidade com mais      de 2 milh\u00f5es de habitantes e a maior de toda \u00c1sia Central. \u00c9 moderna para      os n\u00edveis da regi\u00e3o; com metr\u00f4, tranvias, tr\u00f3lebus e \u00f4nibus, teatros, universidade,      bibliotecas e museus. Est\u00e1 localizada a leste do pa\u00eds, a regi\u00f5es com um dos      melhores solos, permitiram crescer inumer\u00e1veis jardins e parques que a converteram      em um lugar muito atrativo para passear.<\/p>\n<h4>Breve Hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Shash, o antigo nome da regi\u00e3o no vale do rio Chirchik, e tamb\u00e9m nome da      cidade mais importante, \u00e9 citada nos anais chinos desde o s\u00e9culo II e I a.C.      Em uma publica\u00e7\u00e3o se encontram refer\u00eancias a um antigo mosteiro budista na      cidade. Somente no s\u00e9culo XI recebe o nome atual de Taskent, baixo os Karajanidas.      A cidade est\u00e1 em um dos mais famosos passos que transcorreram entre o leste      e oeste, unindo incluso os caminhos at\u00e9 \u00cdndia.<\/p>\n<p>Durante os s\u00e9culos de Alta Idade M\u00e9dia foi centro e lugar de resid\u00eancia dos      nobres locais da dinastia sogdianas. A resid\u00eancia principal tinha uma extens\u00e3o      de aproximadamente 5 quil\u00f4metros de di\u00e2metro. Na dire\u00e7\u00e3o sudoeste erguia um      edif\u00edcio de culto onde duas vezes ao ano se realizava uma solene celebra\u00e7\u00e3o.      Sobre um trono dourado estava uma urna com restos mortais dos antepassados      dos reis e faziam uma solene cerimonia. Seguramente os restos deste pal\u00e1cio      se encontram na colina Ming-Yriuk, parte que ainda se encontra perto da rua      dos prolet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca Timurida, Tashkent se desenvolveu como as outras cidades, e renasce      como um centro de com\u00e9rcio e produ\u00e7\u00e3o de artesanato. No s\u00e9culo XVI alcan\u00e7a      um grande esplendor, \u00e9 quando em volta dos pal\u00e1cios dos nobres locais se agrupam      poetas, cient\u00edficos e m\u00fasicos. Nesta \u00e9poca se constru\u00edram alguns edif\u00edcios      representativos da arquitetura da \u00e9poca como o Mausol\u00e9u de Im\u00e1n Mujamed Ab\u00fa-Bakra,      Kafal-Shash\u00ed. Posteriormente a cidade \u00e9 v\u00edtima das cru\u00e9is guerras entre nobres      locais e os Kanes de Bujar\u00e1, a quem terminou pertencendo, mas incluso com      a decad\u00eancia generalizada das cidades em \u00c1sia Central com a desagrega\u00e7\u00e3o dos      timuridas, Tashkent continuou sendo um centro de gravidade na regi\u00e3o onde      nem o com\u00e9rcio nem os of\u00edcios morreram.<\/p>\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo XIX foi conquistada pelo kanato de Kokand dando a cidade de      novo maior import\u00e2ncia e com a conquista de R\u00fassia Czarista se converteu na      cidade mais importante de Turquest\u00e3o, transformando-se na capital desde 1867      e crescendo em popula\u00e7\u00e3o e ind\u00fastria at\u00e9 chegar hoje em dia na cidade com      mais habitantes de \u00c1sia Central.<\/p>\n<p>Em 26 de abril de 1966 aconteceu em Tashkent um terremoto que derrubou praticamente      toda a zona central da capital, mas gra\u00e7as a ajuda das demais rep\u00fablicas sovi\u00e9ticas      foi tudo rapidamente reconstru\u00eddo<\/p>\n<h4>Principais Lugares de Interesse <\/h4>\n<p>Em Tashkent pode-se visitar algumas almadrazas dos s\u00e9culos XVI como a de      Kukeltash, de Barakkan ou o Mausol\u00e9u de Kafal-Shash\u00ed e Zainud\u00edn-Bob\u00f3 entre      os mais importantes.<\/p>\n<p>Em 1997 se inaugurou o Museu de Tameri\u00e1n, no centro da cidade. O edif\u00edcio      \u00e9 muito luxuoso, mesmo a cole\u00e7\u00e3o sendo modesta n\u00e3o deixa de ser um conjunto      importante. Tamb\u00e9m o Museu de Geologia \u00e9 interessante. O visitante pode desfrutar      igualmente do Teatro da Opera e Bal\u00e9 &#8220;Alixer Navoi&#8221; de Tashkent      ou visitar o Grande Bazar Chor-su.<\/p>\n<p>Tashkent \u00e9 uma cidade diferente em certa parte do resto das grandes cidades      de Uzbekist\u00e3o e sem d\u00favida alguma, ali o visitante se sente a margem do Uzbekist\u00e3o      e acolhedor de Samarcanda e Bujar\u00e1 e as sensa\u00e7\u00e3o moderna dos rinc\u00f5es e novos      edif\u00edcios onde tudo se move a ritmo de capital.<\/p>\n<h5>SAMARCANDA (SAMARKANDA)<\/h5>\n<p>A bela cidade de Samarcanda, situada as margens do rio Zeravsh\u00e1n, \u00e9 uma das      mais antigas de \u00c1sia Central. Ainda n\u00e3o se conhece a data exata de sua funda\u00e7\u00e3o      suas origens e remontam at\u00e9 o per\u00edodo em que os persas conquistaram a zona,      faz mais de 2500 anos. Na metade do primeiro mil\u00eanio a.C. j\u00e1 existia como      um grande centro de com\u00e9rcio de escravos.<\/p>\n<p>Foi uma das cidades mais importantes da Rota da Seda que unia os centros      de imp\u00e9rios t\u00e3o distantes como o Romano e o Chino. Por ela passaram culturas      t\u00e3o importantes como a persa, grega, atrav\u00e9s da conquista de Alexandre Magno,      a \u00e1rabe, mongol e russa-sovi\u00e9tica. Tamerl\u00e1n a fez capital de seu imp\u00e9rio no      final do s\u00e9culo XIV e foi ent\u00e3o quando experimentou um florescimento sem igual.      Suas monumentais constru\u00e7\u00f5es s\u00e3o um claro exemplo da grandeza daquela \u00e9poca.    <\/p>\n<p>A pra\u00e7a do Reguist\u00e3o, a j\u00f3ia de Samarcanda com suas tr\u00eas imponentes almadrazas,      o Mausol\u00e9u onde jazem os restos mortais de Tamerl\u00e1n, a Necr\u00f3poles se Shaji-Zind\u00e1,      o famoso Observat\u00f3rio de Uluz-Bek onde desenvolveu suas pesquisas astron\u00f4micas      obtendo dados utilizados em todo o mundo at\u00e9 quase o s\u00e9culo XX, a gigantesca      Mesquita de Bib\u00ed Janim, esposa favorita de Tamerl\u00e1n, deixam no visitante uma      impress\u00e3o inesquec\u00edvel por sua beleza. N\u00e3o pode esquecer que Samarcanda ocupa      um lugar de privil\u00e9gio dentro da arte isl\u00e2mica de \u00c1sia Central.<\/p>\n<h4>Necr\u00f3poles de Shaji Zind\u00e1<\/h4>\n<p>Situada a noroeste de Bazar de Samarcanda, \u00e9 uma necr\u00f3poles que foi crescendo      ao largo dos s\u00e9culos desde a Idade M\u00e9dia. Shaji Zind\u00e1 significa &#8220;Rei      vivo&#8221; em alus\u00e3o ao primo de Mahoma Kusam Ibn-abb\u00e1s. Conta a lenda, que      no s\u00e9culo VII estando os \u00e1rabes rezando, se surpreenderam por um ataque de      infi\u00e9is. Kusan ferido, teve que ser ocultado em um po\u00e7o de \u00e1gua o em algum      lugar debaixo da terra onde permaneceu vivo para a eternidade. <\/p>\n<p>A necr\u00f3poles hist\u00f3rica \u00e9 um conjunto distribu\u00eddo ao largo de uma rua que      termina com o mais importante e antigo de seus mausol\u00e9us, o que corresponde      a Kusam, do final do s\u00e9culo X ou princ\u00edpios do XI. Este sofreu uma importante      reconstru\u00e7\u00e3o nos s\u00e9culos XIV-XV, ademais de ter sofrido fortemente com a deteriora\u00e7\u00e3o      do tempo. Um viajante \u00e1rabe, Ibn-Batuta, deixou escrito uma descri\u00e7\u00e3o do luxuoso      interior decorados com estrelas brancas de oito pontas sobre fundos azuis      vivos, colunas de m\u00e1rmores verde, preta, branca e vermelha. Revestimentos      nas paredes de p\u00e3o de ouro que at\u00e9 hoje podem ser visto.<\/p>\n<p>O conjunto atual abre-se com um Portal, constru\u00eddo baixo o reinado de Uluzbek      nos anos 1434-1435 no nome de seu filho Abdalasis, de estilo cl\u00e1ssico centro-asi\u00e1tico      com um arco apontado e com esculpidos de mosaicos. Detr\u00e1s do portal se passa      a uma pequena pra\u00e7a onde tem uma Mesquita de Inverno e uma almadraza, ambas      do s\u00e9culo XIX. Umas escadas (que os peregrinos subiam beijando cada um dos      degraus e que conta a lenda que ao subir e baixar os que contam bem ficam      livre dos pecados) levando at\u00e9 o caminho principal onde se encontra os belos      mausol\u00e9us exuberantes do s\u00e9culo XIV. <\/p>\n<p>O primeiro que se encontra, ainda no meio das escadas, foi constru\u00eddo no      primeiro ter\u00e7o de s\u00e9culo XIV. Est\u00e1 formado por dois recintos quadrados coroados      por sendas c\u00fapulas Ogivais, dedicando-se a maior ora\u00e7\u00e3o. \u00c9 incerto os dados      sobre seu inquilino mas a tradi\u00e7\u00e3o popular o atribui a ama de Tamerl\u00e1n e sua      respectiva filha. Ao final da escada se encontra a princ\u00edpios v\u00e1rios mausol\u00e9us      relacionados com Tamerl\u00e1n e constru\u00eddos a partir de 1376, como o Tugl\u00fa-Tekin      em honra de Emir Juse\u00edn, um dos melhores generais de Tamerl\u00e1n e que tamb\u00e9m      est\u00e1 enterrado seu filho e a de Emir Jodllan; o que a irm\u00e3 de Tamerl\u00e1n, Kutlug-Turk\u00e1n-Ak\u00e1,      mandou construir para sua filha Shadi-Mulk-Ak\u00e1; o da outra irm\u00e3 de Tamerl\u00e1n      Shir\u00edn-Bika-Ak\u00e1 situado junto deles.<\/p>\n<p>Shaj\u00ed Zind\u00e1 \u00e9 um lugar especial que transmite uma inexplic\u00e1vel calma desde      que se entra em seu recinto. O sil\u00eancio que n\u00e3o p\u00e1ra e as cores azuis e brilhantes      dos mosaicos que cobrem as fachadas e o som seco dos passos no solo ladrilhado,      deixam uma impress\u00e3o dif\u00edcil de esquecer esta formosa Necr\u00f3poles de Samarcanda.    <\/p>\n<h4>Gur Emir<\/h4>\n<p>Entre os monumentais complexos de Samarcanda, aparecidos a princ\u00edpios do      s\u00e9culo XV se distingue o constru\u00eddo por Tamerl\u00e1n em honra a seu neto Myjamed-Sult\u00e3o      e conhecido pelo nome de Gur Emir. O complexo tinha uma almadraza e uma khanaka      (pal\u00e1cio destinado a alojar a convidados especiais e professores estrangeiros      que chegavam para dar as aulas magistrais), situadas ao lado do pal\u00e1cio do      seu neto Mujamed. Quando este morreu subitamente ao voltar de uma campanha      em \u00c1sia Menor, em 1403 Tamerl\u00e1n ordenou a constru\u00e7\u00e3o de um majestoso mausol\u00e9u.<\/p>\n<p>A madraza n\u00e3o era muito grande, de planta retangular, tinha 29 c\u00f4modos em      cada uma onde viviam dois estudantes. Atrav\u00e9s de um p\u00e1tio com jardim se unia      com a khanada situada em frente. Este p\u00e1tio estava rodeado de um muro, tinha      quatro abobadas iwanes (grandes salas abertas na frente e geralmente cobertas      com uma c\u00fapula) nos eixos e quatro minaretes nas esquinas.<\/p>\n<p>Deste complexo apenas se h\u00e1 conservado o Muro Sul e a Porta Principal de      entrada cuja superf\u00edcie est\u00e1 completamente coberta de composi\u00e7\u00f5es de mosaicos      com tons brilhantes e finos gravados de figuras geom\u00e9tricas e motivos florais.<\/p>\n<p>O Mausol\u00e9u foi constru\u00eddo em um estilo inovador para a \u00e9poca, seguindo uma      corrente que apareceu a princ\u00edpios do s\u00e9culo XV dominada pelos princ\u00edpios      da arte centro-americana e das tend\u00eancias orientais mais pr\u00f3ximas. Sua constru\u00e7\u00e3o      come\u00e7ou no in\u00edcio de 1403 e se prolongou mais do previsto, terminou no final      de 1404 quando o pr\u00f3prio Tamerl\u00e1n n\u00e3o conformado com a altura da c\u00fapula exterior      ordenou aument\u00e1-la.<\/p>\n<p>Os sepulcros se encontram em uma pequena cripta subterr\u00e2nea. Na sala principal      est\u00e1 as tumbas decorativas lavradas em m\u00e1rmore, \u00f4nix, e incluso na do pr\u00f3prio      Tamerl\u00e1n com nefrite. A parede interior est\u00e1 coberta na sua base por um papel      de m\u00e1rmore que a rodeia. Toda a extensa superf\u00edcie do interior est\u00e1 decorada      com numerosos ornamentos e pinturas de baixo relevo com pr\u00e9-dom\u00ednio de ouro      nos tra\u00e7os. O solo est\u00e1 formado por azulejos cobertos de m\u00e1rmores. Uma vala      talhada tamb\u00e9m em m\u00e1rmore, rodeia o recinto onde est\u00e3o as tumbas. O exterior      \u00e9 coroado por uma fant\u00e1stica C\u00fapula Nervada coberta de mosaicos azuis e figuras      geom\u00e9tricas. Todo o conjunto se diferencia por seus rasgos solenes e monumentais.<\/p>\n<p>Durante o s\u00e9culo XV foram enterrando diferentes membros da fam\u00edlia de Tamerl\u00e1n,      o primeiro foi Mir-Seid-Berek\u00e9, morto em 1403, depois os restos mortais de      Tamerl\u00e1n e seu neto, que estavam enterrados em Khanata foram transladados      ao Gur Emir. Depois do assassinato de Uluz Bek, tamb\u00e9m seus restos mortais      e seus dois jovens filhos foram sepultados ali. Outros membros da fam\u00edlia      dos Timuridas se encontram enterrados ao redor do mausol\u00e9u.<\/p>\n<p>O Gur Emir nos assombra com sua simplicidade e grandeza, com suas formas      arquitet\u00f4nicas e com a monumental riqueza que o adorna. \u00c9 sem d\u00favida um dos      lugares mais impressionantes de \u00c1sia Central.<\/p>\n<h4>Pra\u00e7a de Reguist\u00e3o<\/h4>\n<p>Mil anos atr\u00e1s, quando a vida principal de Samarcanda se concentrava no velho      Afrossiav, nos arredores j\u00e1 existia assentamentos comerciais e escrit\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>Entre estes lugares, onde corria grandes extens\u00f5es de canais, j\u00e1      existiam a pra\u00e7a que recebia o nome de Reguist\u00e3o:<\/strong> &#8220;lugar de      terra&#8221;.<\/p>\n<p>Como resultado das campanhas mong\u00f3is a vida no destru\u00eddo Afrossiav mudou      pouco a pouco em dire\u00e7\u00e3o a pra\u00e7a, que pronto se converteu no centro de Samarcanda.      Uluz-Bek decidiu converter a pra\u00e7a num complexo arquitet\u00f4nico, e durante o      segundo quarto do s\u00e9culo XV constru\u00edram a Almadraza de Uluz-Bek, a Khanaka      do mesmo nome, um Carab\u00e1n-sarai e duas Mesquitas, a de Kukeltah e a de Mukat.      S\u00f3 ficou a Almadraza de Uluz-Bek, j\u00e1 que os alicerces dos demais se constru\u00edram      as outras almadrazas que se uniram a esta maravilha de \u00c1sia Central, sendo      uma das express\u00f5es de arte isl\u00e2mica mais representativa do mundo.<\/p>\n<p>Numa inscri\u00e7\u00e3o sobre um azulejo se encontra a data de 1420 como data da finaliza\u00e7\u00e3o      da Almadraza de Uluz-Bek. Em outros azulejos aparecem as datas de 1417 e 1419      sinalando, pelo visto, o per\u00edodo de ornamenta\u00e7\u00e3o final. Terminada como centro      superior de estudos onde davam classes de teologia, astronomia, filosofia      ou matem\u00e1ticas, teve como professor ao mesmo Uluzbek e o astr\u00f4nomo Kazi-zad\u00e9-Rum\u00ed      entre outros.<\/p>\n<p>A Almadraza de planta retangular tem 81 metros de comprimento e 56 de largura.      A fachada principal orientada em dire\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a, tem um grande arco de 16,5      metros com um corredor que se dobra, levando at\u00e9 o p\u00e1tio interior. No lado      oposto da entrada se encontra uma Mesquita de Inverno. Est\u00e1 protegida por      quatro minaretes e o p\u00e1tio est\u00e1 rodeado por duas plantas com 56 c\u00f4modos nas      que viviam dois estudantes por cada uma. A fachada est\u00e1 coberta de mosaicos      com distintos desenhos geom\u00e9tricos que incrementam o efeito din\u00e2mico sobretudo      o t\u00edmpano e laterais do arco. Na fachada dominam diferentes sistemas de estrelas      que brilham sobre um fundo amarelento de m\u00e1rmore e argila. Todo ele desde      enfrente \u00e9 como se tivesse estendido um gigantesco tapete com desenhos florais      e geom\u00e9tricos incrustados em cores vivas.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVII a cabe\u00e7a do poder estava representada pelo poderoso Yalangtush      Bajadir, da fam\u00edlia dos Alchines. Baixo seu reinado se executou seu plano      de reforma da pra\u00e7a. Inclu\u00eda uma Almadraza Shir-Dor (&#8220;amor tido&#8221;),      situada em frente da Uluzbek e a Almadraza-Mesquita Tillia-Kari (&#8220;dourada),      situada entre as duas ao norte, ambas de similar estrutura. A primeira (1619-1630)      tem na sua fachada o desenho de uns tigres, com uns sois de cara oriental      sobre seus lombos, atacando a uns gamos. Um mosaico, sem d\u00favida excepcional.      A Segunda, do lado oeste, tem ademais uma Mesquita de Inverno a que se chega      desde o p\u00e1tio interior, com uma bela c\u00fapula azulada e duas galerias dos lados      ornamentadas com detalhes em ouro.<\/p>\n<p>As antigas habita\u00e7\u00f5es das almadrazas se converteram hoje em pequenos com\u00e9rcios,      onde de vendem, tecidos, artesanato e pequenas antig\u00fcidades que atraem a aten\u00e7\u00e3o      do visitante. A pra\u00e7a de Reguist\u00e3o \u00e9 a j\u00f3ia de Samarcanda, um lugar magn\u00edfico      por sua cor e grandiosidade que sinala o esplendor da \u00e9poca Timurida.<\/p>\n<h4>BUJAR\u00c1<\/h4>\n<p>Bujar\u00e1 conquista ao viageiro por seu encanto. Situada no extremo de Uzbekist\u00e3o,      antes de come\u00e7ar as in\u00f3spitas terras dos desertos. Bujar\u00e1 era uma das cidades      mais importantes da Rota da Seda.<\/p>\n<p>De Bujar\u00e1 n\u00e3o se conhece com exatid\u00e3o a \u00e9poca de sua funda\u00e7\u00e3o, mas, igual      que Jiva, celebrou no ano de 1997 seu 2500 anivers\u00e1rio. No s\u00e9culo VI d.C.      recebeu o nome sogdiano de Numidllkat, e nos s\u00e9culos VII-VIII se chamou Puj\u00f3,      Buj\u00f3 e Bugu\u00e9 (assim \u00e9 como passou transcrita as fontes chinas da \u00e9poca).<\/p>\n<p>Bujar\u00e1 \u00e9 uma cidade que maravilha pelo n\u00famero de monumentos que convivem      com seus habitantes em uma incr\u00edvel, simbioses, criando um ambiente que envolve      ao visitante nesta cidade museu. Desde sua inicial arquitetura dos s\u00e9culos      X-XII at\u00e9 as mais modernas constru\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XVIII se encontra lugares      que sem estar cobertos pela fama dos de Samarcanda atraem a aten\u00e7\u00e3o por seu      valor em conjunto. Tanto os monumentos da cidade como os que encontram nas      aforas como o Pal\u00e1cio de Ver\u00e3o dos \u00faltimos emires (Maj\u00ed-Joss\u00e1) ou a Necr\u00f3poles      Chor-Bakr onde o sil\u00eancio e a amplitude do espa\u00e7o transmitem uma extrema tranq\u00fcilidade,      assim como a aconchegante Pra\u00e7a da Liabi-Jauz onde o entardecer se acompanha      com ch\u00e1 e descanso, convertendo esta cidade em um magn\u00edfico rinc\u00e3o do planeta      para n\u00e3o esquecer jamais.<\/p>\n<h4>Mausol\u00e9u dos Samanidas<\/h4>\n<p>Em frente da Fortaleza, na profundidade do Parque Central de Bujar\u00e1, numa      pra\u00e7a aberta rodeada de \u00e1rvores se ergue o Mausol\u00e9u dos Samanidas. Apesar      de ser pequeno por suas dimens\u00f5es, atrai a aten\u00e7\u00e3o dos investigadores de todo      o mundo. \u00c9 objeto de estudos de qualquer interessado na hist\u00f3ria dos povoados      de \u00c1sia Central.<\/p>\n<p>Foi constru\u00eddo no reinado de Ismael Saman\u00ed, o fundador da dinastia que leva      seu apelido, conquistador de Bujar\u00e1 no ano 874 a convertendo em capital.<\/p>\n<p>N\u00e3o se conhece com certeza a data exata que iniciaram os trabalhos do mausol\u00e9u.      Se acredita que Ismael Saman\u00ed ordenou sua constru\u00e7\u00e3o em honra a seu pai Nasr\u00e1      I, que morreu no ano 892, mas em outra inscri\u00e7\u00e3o do mausol\u00e9u est\u00e1 o nome do      seu neto Nasr\u00e1 II, que governou em Bujar\u00e1 entre os anos 914-943.<\/p>\n<p>O mausol\u00e9u devia ser s\u00f3lido e seus detalhes parecerem com constru\u00e7\u00f5es simples      de madeira, muito usada na arquitetura de Bujar\u00e1. De planta retangular, tem      seu teto uma C\u00fapula semi-esf\u00e9rica. O grande peso desta obrigou aumentar a      grossura dos muros que apoiavam at\u00e9 1.8 metros. Tem quatro arcos de media      ponta nos muros, desde onde se cria uma vertiginosa malha de tijolos interpostos      entre v\u00e1rios n\u00edveis e que formam uma estranha figura que se repete por toda      sua extremidade. Em torno ao mausol\u00e9u, na sua faixa superior, aparece um cintur\u00e3o      de pequenos arcos, dez por lado.<\/p>\n<p>O interior \u00e9 uma Sala Octa\u00e9drica rodeada por um cintur\u00e3o de arcos e colunas      nos \u00e2ngulos que imitam formas da arquitetura popular local.<\/p>\n<p>Tudo est\u00e1 constru\u00eddo baixo uma t\u00e9cnica muito desenvolvida e seguindo princ\u00edpios      proporcionais. A \u00e9poca dos grandes matem\u00e1ticos em \u00c1sia Central abriu a possibilidade      de mudar os princ\u00edpios da geometria para a arquitetura. No mausol\u00e9u se conservam      um grande respeito as propor\u00e7\u00f5es entre as diferentes partes do mesmo o que      representa um alto n\u00edvel na arquitetura dos s\u00e9culos IX e X. Um exemplo \u00e9 que      a altura de suas paredes \u00e9 a mesma que a longitude da diagonal de sua planta.<\/p>\n<p>Os relevos do exterior, assim como o interior, as colunas e os arcos, continuam      a antiga tradi\u00e7\u00e3o da antiga arte sogdiano de talhado em madeira. Entretanto,      o m\u00e1ximo significado deste monumento representa o desenvolvimento da maravilhosa      t\u00e9cnica de ornamenta\u00e7\u00e3o e trabalhos em relevos com ladrilhos. O mausol\u00e9u transmite      sem d\u00favida solenidade e harmonia.<\/p>\n<h4>Minarete Kalian<\/h4>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil imaginar a arquitetura desta cidade museu sem o minarete Kali\u00e1n,      que representa para os s\u00e9culos XI e XII a hist\u00f3ria de Bujar\u00e1, a mesma import\u00e2ncia      que para o per\u00edodo anterior implica o Mausol\u00e9u dos Samanidas.<\/p>\n<p>Foi levantado no ano de 1127 no centro da antiga Shajrist\u00e3o, centro hist\u00f3rico      da antiga Bujar\u00e1, em frente da via principal, quando o antigo minarete que      se erguia no mesmo lugar foi destru\u00eddo. S construiu com a parte de cima em      madeira que se derrubou n\u00e3o muito depois levando consigo a mesquita que estava      pr\u00f3xima. Se construiu tudo com tijolo com uma extraordin\u00e1ria elabora\u00e7\u00e3o. Est\u00e1      feito de uma forma original e s\u00f3lida servindo posteriormente como exemplo      a inumer\u00e1veis outros que tomaram sua forma. A altura do minarete \u00e9 \u00e1gora de      46 metros e seu alicerce alcan\u00e7a uma profundidade de 10 metros (o di\u00e2metro      na base \u00e9 de 9 metros).<\/p>\n<p>Segundo se vai aumentando a altura o minarete se vai estreitando at\u00e9 chegar      a coroa rodeada por uma decora\u00e7\u00e3o com estalactite. A coroa tem 16 estreitas      e largas janelas em forma de arco apontado.<\/p>\n<p>Aproximadamente na metade do tronco do minarete se encontra uma se\u00e7\u00e3o com      inscri\u00e7\u00f5es arabescas. De um e outro lado, encima e debaixo, tr\u00eas grandes faixas      de tijolo cobertos de combina\u00e7\u00f5es de ladrilhos que formam originais formas.      A \u00faltima faixa superior est\u00e1 formada por detalhes de figuras geom\u00e9tricas e      no meio um mosaico de ladrilhos com desenhos de letras situadas de forma inclinada,      parecem a primeira vista, uma representa\u00e7\u00e3o abstrata. Imediatamente debaixo      das estalactites da c\u00fapula se encontra um friso de grandes cer\u00e2micas cobertas      de azuis envernizadas e com inscri\u00e7\u00f5es em \u00e1rabe.<\/p>\n<p>O Minarete Kali\u00e1n representa a grandeza da arte dos s\u00e9culos XI e XII. Os      detalhes dos desenhos s\u00e3o claramente proporcionais com desenhos preciosos      e cuidados, tem um grande sentido de ritmo que aparece nas formas que criam      os ladrilhos, alcan\u00e7ando em todo seu conjunto admir\u00e1veis cotas de harmonia.<\/p>\n<h4>A Mesquita Kali\u00e1n e a Almadraza Miri-Arab<\/h4>\n<p>A primeira metade do s\u00e9culo XVI nos d\u00e3o um extraordin\u00e1rio conjunto chamado      Pai-Minar, situado aos p\u00e9s do Minarete Kali\u00e1n, formado por uma mesquita e      uma almadraza, ambas de frente entre si.<\/p>\n<p>A Mesquita Kal\u00edan, o Masdllidi-dllum\u00e1 (Mesquita de Sexta-feira) come\u00e7ou sua      constru\u00e7\u00e3o j\u00e1 no s\u00e9culo XV e segundo a inscri\u00e7\u00e3o de sua fachada terminou em      1514. \u00c9 uma das mais grandes de \u00c1sia Central (127 x 78 metros). Inclui um      amplio p\u00e1tio interior rodeado de galerias cobertas por c\u00fapulas de ladrilhos.      Em celebra\u00e7\u00f5es religiosas pode caber at\u00e9 12000 pessoas. No lado oposto ao      portal de entrada se encontra o edif\u00edcio principal coroado por uma grande      c\u00fapula coberta de cer\u00e2mica azul. No p\u00e1tio, sobre os eixos transversais, existem      dois iwanes complementarios. A galeria do portal principal est\u00e1 decorada com      reluzentes desenhos de estrelas em lou\u00e7a, arcos de diferentes formas e finos      revestimentos de ladrilhos. Tudo isto j\u00e1 era conhecido em Samarcanda e com      anterioridade, mas os construtores de Bujar\u00e1 levaram este estilo de decora\u00e7\u00e3o      at\u00e9 um alt\u00edssimo n\u00edvel que logo se estendeu pelas fronteiras de Bujar\u00e1.<\/p>\n<p>A mesquita est\u00e1 unida por uma pequena ponte ao Minarete Kali\u00e1n, onde atrav\u00e9s      de uma porta se acede a escada que conduz at\u00e9 o alto desde onde se chamava      para a ora\u00e7\u00e3o cinco vezes ao dia.<\/p>\n<p>Em frente da mesquita se encontra a Almadraza Mir\u00ed-Arab, constru\u00edda no tempo      do Khan Ybaidulli, entre 1530 e 1536, em nome do Sult\u00e3o Abdull\u00ed, tamb\u00e9m chamado      Mir\u00ed-Arab. Ao contr\u00e1rio que as almadrazas comuns, que est\u00e1 ao lado da sala      da mesquita, que foi convertida em pante\u00e3o onde n\u00e3o somente enterrou o Sult\u00e3o      e seus ajudantes de armas mas tamb\u00e9m o Khan de Bujar\u00e1.<\/p>\n<p>A estrutura \u00e9 similar a do resto das almadrazas entretanto as torres das      esquinas n\u00e3o superam a altura da Segunda planta. Todo o complexo est\u00e1 unido      por corredores interiores que comunicam as habita\u00e7\u00f5es com as bases dos \u00e2ngulos.      Desde as escadas principais se chega a uma pequena sala sobre o vest\u00edbulo      da primeira planta e a um local coberto por uma c\u00fapula que se junta com a      sala principal do audit\u00f3rio e do pante\u00e3o. Estas salas formam o n\u00f3 principal      arquitet\u00f4nico entre o portal e o p\u00e1tio interior. Uma vez mais nos encontramos      com umas ornamenta\u00e7\u00f5es brilhantes com diversos motivos que produzem uma imagem      cheia de beleza.<\/p>\n<h4>Liabi-Jaus<\/h4>\n<p>Da cifra de grandes conjuntos monumentais aparecidos em Bujar\u00e1 no passado,      um dos \u00faltimos no tempo \u00e9 o Liabi-Jaus (&#8220;Margens da Represa). Assim \u00e9      chamado o conjunto de edif\u00edcios (dois almadrazas e uma khanaka) ao redor da      maior represa da cidade.<\/p>\n<p>O Liabi-Jaus come\u00e7ou a ser erguido na Segunda metade do s\u00e9culo XVI, na \u00e9poca      que j\u00e1 havia um grande conjunto de eminentes edif\u00edcios deste tipo em Bujar\u00e1.<\/p>\n<p>Talvez seja o lugar mais aconchegante da cidade. A Represa, de 36 x 45.5      metros, est\u00e1 feito de grandes blocos de pedra. Onde os habitantes se aproximavam      para recorrer \u00e1gua para molhar as ruas e outras necessidades. Est\u00e1 rodeado      de \u00e1rvores centen\u00e1rias que atraem at\u00e9 hoje em dia anci\u00f5es, adultos e crian\u00e7as      para passar as quentes tardes de ver\u00e3o jogando o domin\u00f3, xadrez ou mergulhando      desde as velhas ramas de uma \u00e1rvore a represa que alcan\u00e7a 6 metros de profundidade.<\/p>\n<p>A leste se encontra a Almadraza de Nadir Div\u00e1n-Begu\u00ed, constru\u00edda em 1622.      Destaca sua preciosa fachada completamente coberta de azulejo. Com belas figuras      de dois p\u00e1ssaros voando, com uma representa\u00e7\u00e3o do sol, sobre azul escuro e      desenhos tristes que captam imediatamente a aten\u00e7\u00e3o do viajante.<\/p>\n<p>A Almadraza de Kukeltash (1568-1569) e a Khanaka de Nadir Div\u00e1n-Begui (1620)      completam este n\u00facleo no centro da cidade cheio de magia para visitantes e      moradores.<\/p>\n<h4>Os Tr\u00eas Mercados<\/h4>\n<p><strong>As tend\u00eancias da arquitetura em Bujar\u00e1 do s\u00e9culo XVI se inclinou      para as obras de car\u00e1ter p\u00fablico:<\/strong> bazares, banheiros, pontes e carab\u00e1n-sara\u00eds.      No cruzamento dos principais caminhos da antiga cidade (Shajrisht\u00e3o) foi constru\u00eddo      um complexo de c\u00fapulas. Hoje em Bujar\u00e1 as conhece como a Primeira, Segunda      e Terceira C\u00fapulas. Eram recintos abobadados sobre uma parte de passagem sobre      uma rua onde se uniam um grande n\u00famero de galerias de com\u00e9rcio e casas de      artesanato.<\/p>\n<p>A primeira estava na principal interse\u00e7\u00e3o de vias da antiga Shajrist\u00e3o. Seu      nome \u00e9 Tak\u00ed-Zargar\u00e1n, &#8220;C\u00fapula dos Ourives&#8221;. De planta retangular      descansa sobre oito arcos. Se constru\u00edram quatro grandes concavidades em seu      interior e oito pelo lado exterior. Outras dezesseis galerias tamb\u00e9m cobertas      por pequenas c\u00fapulas abra\u00e7avam a c\u00fapula e o tambor central. Aqui se encontravam      os artes\u00e3os e as lojas com sua pequena produ\u00e7\u00e3o de ourives.<\/p>\n<p>Desde o amanhecer at\u00e9 a noite se movia ali o com\u00e9rcio, se escutava o cont\u00ednuo      barulho das pessoas, o interrupto som dos martelos e os gritos dos vaqueiros      que abriam passo pelos lugares mais freq\u00fcentados da antiga Bujar\u00e1.<\/p>\n<p>Se seguimos desde Tak\u00ed-Zargar\u00e1n para o sul pelo caminho de pedras nos encontramos      com a Segunda c\u00fapula, Taki-Tilpak-Furush\u00e1n, de 1577, um dos mais extraordin\u00e1rios      bazares desta \u00e9poca. Aqui se produzia o com\u00e9rcio de prendas para cobrir a      cabe\u00e7a e produtos de seda e l\u00e3. &#8220;Taki&#8221; abria pronto pela manh\u00e3 e      ningu\u00e9m lhe deixava at\u00e9 que chegasse a noite. A c\u00fapula central est\u00e1 rodeada      por uma galeria coberta de pequenas ab\u00f3badas por onde se distribuem os locais      dos artes\u00e3os. As entradas parecem cobertas por portais que se alargam dando      espa\u00e7o para as lojas. No interior sempre reinava a meia luz e o frescor.<\/p>\n<p>A terceira c\u00fapula Taki-Saraf\u00e1n, se encontra sobre o antigo canal Shajrud      da cidade. Aqui debaixo deste conjunto de portais retangulares com arco de      meia ponta, se trocavam o dinheiro dos diferentes pa\u00edses que traiam as caravanas      da Rota da Seda. A c\u00fapula central se apoia em quatro arcos que correspondem      com os nervos da superf\u00edcie interior.<\/p>\n<p>Hoje em dia ainda segue funcionando este complexo como lugar de com\u00e9rcio      de artesanato e em todo ele se distribuem lojas nas que vendem tapetes, metais      trabalhados, sedas, panos bordados, j\u00f3ias e outros artigos manufaturados.<\/p>\n<h4>Jiva<\/h4>\n<p>Jiva encontra-se quase no extremo ocidental do pa\u00eds, do outro lado do deserto      maior de \u00c1sia Central (Kara-Kum e Kizil-Kum), na regi\u00e3o de Joresem e a 30      quil\u00f4metros da capital Urguench.<\/p>\n<p>A cidade est\u00e1 composta por partes diferentes, a Fortaleza (Ich\u00e1n-Kal\u00e1) a      Antiga Ciudadela, rodeada por uma grande muralha de ladrilhos e tijolo que      alcan\u00e7a at\u00e9 6 metros de largura em alguns transcursos e onde vivem mais de      tr\u00eas mil pessoas e o resto da cidade (Dish\u00e1n-Kal\u00e1) com uma popula\u00e7\u00e3o algo      superior aos 40.000 habitantes. <\/p>\n<p>Depois da espl\u00eandida arquitetura de Samarcanda e as monumentais constru\u00e7\u00f5es      da bela Bujar\u00e1, a arquitetura da distante Jiva pode parecer um princ\u00edpio n\u00e3o      t\u00e3o interessante. Mas esta impress\u00e3o desaparece rapidamente quando se conhece      de perto a obra dos arquitetos jivenses.<\/p>\n<p>Em Jiva tem uma grande quantidade de monumentos aglomerados em um pequeno      espa\u00e7o fortificado, muitos deles n\u00e3o foram danificados pelo passo dos anos      e representa uma variada manifesta\u00e7\u00e3o da arte isl\u00e2mica. As depend\u00eancias dos      khanes, lugares onde fabricavam moeda, o arem, almadrazas e mesquitas se encontravam      dentro da muralha que rodeia a Ciudadela de Jiva Ich\u00e1n-Kal\u00e1. <\/p>\n<p>A arquitetura de Jiva \u00e9 em geral jovem, de fato Jiva passou a ser capital      de Joresem na primeira metade do s\u00e9culo XIX e seu r\u00e1pido florescimento coincide      com essa etapa. Mas tudo o que vemos \u00e9 o resultado do desenvolvimento da rica      arquitetura da antiga cidade.<\/p>\n<p>A cidade de Jiva se conhece por escrituras desde o s\u00e9culo X d.C. Mas os dados      arqueol\u00f3gicos permitem aproximar a data de sua apari\u00e7\u00e3o at\u00e9 os \u00faltimos s\u00e9culos      a.C. Em 1997 celebrou o 2500 anivers\u00e1rio. Uma antiga lenda afirma que Jiva      apareceu como um pequeno assentamento ao lado de um po\u00e7o de \u00e1gua (&#8220;jeibak&#8221;,      uma express\u00e3o de alegria no antigo dialeto local) entre o des\u00e9rtico caminho      que ia desde Merv (capital da XIII Satrap\u00eda persa, a Partia, hoje em Turkmenist\u00e3o)      at\u00e9 a que era capital de Joresen, Urguench.<\/p>\n<p>No desenvolvimento da arquitetura de Jiva se diferencia tr\u00eas per\u00edodos, o      primeiro que inclui os s\u00e9culos da ocupa\u00e7\u00e3o mongol, o segundo que representa      a \u00e9poca da que se consolidou os khanes uzbecos (s\u00e9culo XVI-XVIII) e um \u00faltimo      que coincide com o florescimento da regi\u00e3o e que come\u00e7a no ultimo quarto do      s\u00e9culo XVIII prolongando-se at\u00e9 come\u00e7o do XX. Durante todo este per\u00edodo o      lugar tem sido objeto de numerosas constru\u00e7\u00f5es convertendo-as em um dos lugares      mais maravilhosos de \u00c1sia Central. \u00c9 de destacar entre o grande n\u00famero de      monumentos a Mesquita Dllum\u00e1, do s\u00e9culo XI, com seus mais de duzentas colunas      de madeira das que ainda algumas se mant\u00e9m at\u00e9 hoje. Vendo \u00e9 inevit\u00e1vel no      encontrar parecidos com as grandiosas Mesquitas de C\u00f3rdoba quanto a utiliza\u00e7\u00e3o      das colunas.<\/p>\n<p>Jiva \u00e9 um lugar inesquec\u00edvel em cujo interior parece estar em uma \u00e9poca do      passado rodeados por uma enorme quantidade de monumentos entre os quais no      tem carros, e s\u00f3 os pedestres nas ruas de pedras s\u00e3o os donos do lugar.<\/p>\n<p>Fonte: www.rumbo.com.br<\/p>\n<h6>Pontos Tur\u00edsticos do Uzbequist\u00e3o<\/h6>\n<p class=\"google\">\n<p><strong>Capital: <\/strong>Tashkent<\/p>\n<p><strong>Idioma:<\/strong> uzbeque e russo<\/p>\n<p><strong>Moeda:<\/strong> sum<\/p>\n<p><strong>Clima:<\/strong> estepes<\/p>\n<h4>Pontos tur\u00edsticos<\/h4>\n<p><strong>Samarcanda<\/strong><\/p>\n<p>Foi uma das cidades mais importantes na Rota da Seda, sendo Timur seu maior      regente. Entre os s\u00e9culos XIV e XV, foi um expoente cultural e econ\u00f4mico de      toda a \u00c1sia. A constur\u00e7\u00e3o central da cidade \u00e9 o Registan. A mesquita Bibi-Kahnym,      apesar de estar em ru\u00ednas, ainda mant\u00e9m seu esplendor da ent\u00e3o maior mesquita      do mundo isl\u00e2mico. Shadi-Zinda, um dos melhores lugares da cidade, \u00e9 uma rua      cheia de tumbas da \u00e9poca de Timur. O Bazar Central, ao redor da mesquita,      se torna um ponto de encontro de v\u00e1rias etnias existentes na regi\u00e3o. Devido      ao trabalho de mosaicos com azulejos, a cidade tem um colora\u00e7\u00e3o azul.<\/p>\n<p><strong>Bukhara <\/strong><\/p>\n<p>Cidade com uma impressionante fortaleza do s\u00e9culo XVI, a Fortaleza de Arca,      possui 140 edif\u00edcios protegidos. Entre eles est\u00e3o uma pra\u00e7a do s\u00e9culo XVII,      a Labi-hauz, tr\u00eas bazares cobertos, o minarete de Kalan, do s\u00e9culo XII com      47 m de altura, e o Mausol\u00e9u de Ismail Smani, a estrutura mais antiga da cidade,      com aproximadamente 900 anos. Diferentemente de Samarcanda, a cidade possui      uma colora\u00e7\u00e3o marrom vinda de suas constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Khiva <\/strong><\/p>\n<p>Diz a lenda que a cidade foi fundada por Shem, filho de No\u00e9, quando este      descobriu uma fonte. Certamente a cidade j\u00e1 existia no s\u00e9culo VIII, e no s\u00e9culo      XVI se tornou a capital do Reino Timurida. Possui v\u00e1rias mesquitas, tumbas,      pal\u00e1cios e parte da Ichon Qala, o muro internos da cidade. Devido aos ladrilhos,      a cidade possui uma colora\u00e7\u00e3o turquesa, como no Minarete Kalta Minor, no forte      Kukhna Ark, a Mesquita Juma, com suas 218 colunas de madeira e o suntuoso      Pal\u00e1cio Tosh-Khovli, entre outros edif\u00edcios.<\/p>\n<p>Fonte: www.geomade.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pontos Tur\u00edsticos do Uzbequist\u00e3o, Locais, Capital, Lugares, Cidades, Samarcanda, Necr\u00f3poles, Minarete, Pontos Tur\u00edsticos do Uzbequist\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-50616","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-turismo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Pontos 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