{"id":50578,"date":"2016-06-16T17:56:05","date_gmt":"2016-06-16T17:56:05","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=50578"},"modified":"2024-03-19T16:28:04","modified_gmt":"2024-03-19T18:28:04","slug":"timor-leste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/timor-leste","title":{"rendered":"Timor-Leste"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nome Oficial:<\/strong>\u00a0Rep\u00fablica Democr\u00e1tica de Timor-Leste<strong><br \/>\nSistema Pol\u00edtico:<\/strong>\u00a0Rep\u00fablica Parlamentarista<strong><br \/>\nCapital:\u00a0<\/strong>D\u00edli<strong><br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Sudeste da \u00c1sia<strong><br \/>\n\u00c1rea:<\/strong>\u00a014.874 km \u00b2<strong><br \/>\nData de Forma\u00e7\u00e3o do Estado:\u00a0<\/strong>28\/11\/1975. Reconhecimento internacional em 20\/05\/2002<strong><br \/>\nL\u00ednguas Oficiais:<\/strong>\u00a0A constitui\u00e7\u00e3o reconhece o Portugu\u00eas e o T\u00e9tum como l\u00ednguas oficiais de Timor-Leste. O T\u00e9tum e as demais l\u00ednguas nacionais ser\u00e3o desenvolvidas e valorizadas pelo Estado. A RDTL autoriza a utiliza\u00e7\u00e3o do Bahasa-indon\u00e9sio e do ingl\u00eas.<br \/>\n<strong>Principais idiomas:<\/strong>\u00a0T\u00e9tum e Portugu\u00eas (oficial), Indon\u00e9sia e Ingl\u00eas (l\u00ednguas de trabalho)<strong><br \/>\nPrincipal religi\u00e3o:<\/strong>\u00a0Cristianismo<br \/>\n<strong>Hino Nacional:\u00a0<\/strong>?P\u00e1tria?<strong><br \/>\nClima:<\/strong>\u00a0equatorial<strong><br \/>\nMoeda:\u00a0<\/strong>d\u00f3lar americano<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Fontes chinesas, indianas, \u00e1rabes e malaias indicam a exist\u00eancia de la\u00e7os comerciais muito antigos com Timor. A partir dos prim\u00f3rdios do S\u00e9culo XVI, no contexto das grandes navega\u00e7\u00f5es, seu territ\u00f3rio foi declarado integrante do imp\u00e9rio portugu\u00eas. Mais tarde, a Holanda disputou o controle da ilha com Portugal, terminando por ocupar sua parte Oeste (Ocidental).<\/p>\n<p>As disputas pela posse do pa\u00eds perduraram at\u00e9 o S\u00e9culo XX. Timor foi o \u00faltimo baluarte da presen\u00e7a portuguesa na Oceania, vivendo em permanente instabilidade provocada pelos cercos e combates com os holandeses. Somente em 1914 a linha fronteiri\u00e7a com os Pa\u00edses Baixos foi fixada definitivamente, consagrando a divis\u00e3o de Timor entre as duas pot\u00eancias europ\u00e9ias.<\/p>\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o das esferas de influ\u00eancia em Timor contemplou Portugal com a metade Oriental e a Holanda, com a metade ocidental. No interior da metade holandesa, foi reconhecida a soberania portuguesa sobre o enclave de Oe-Cusse (Ocussi ou ainda Ambeno). Neste enclave, localizava-se a primeira sede administrativa do Timor Portugu\u00eas, a cidade de Ocussi. Ademais, tamb\u00e9m coube a Portugal a ilha de Atauro, na Costa Norte e o ilh\u00e9u de Jac\u00f3, na ponta Leste.<\/p>\n<p>Ressalve-se que durante a maior parte da sua hist\u00f3ria o vasto interior do Timor permaneceu livre da domina\u00e7\u00e3o portuguesa, que se restringia a alguns povoados do litoral.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o do \u00e1spero hinterland montanhoso do pa\u00eds foi muito dif\u00edcil, dificultado pela resist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o local \u2013 tamb\u00e9m conhecida como maubere \u2013 ao dom\u00ednio portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Os portugueses n\u00e3o encontraram um territ\u00f3rio desabitado e muito menos carente de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Os timorenses encontravam-se organizados em diversas forma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, definidas pelos cronistas coloniais como Reinos. Denominados de Sucos pela popula\u00e7\u00e3o local, estas estruturas pol\u00edticas tinham nos Liurais ou R\u00e9gulos, chefes pol\u00edticos tradicionais, sua representa\u00e7\u00e3o mais evidente.<\/p>\n<p><strong>Assim, longe de manterem-se impass\u00edveis, os povos locais resistiram como puderam ao colonialismo, encetando diversas insurrei\u00e7\u00f5es anticoloniais:\u00a0<\/strong>Kamenasse-Kailako (1719\/1726), Luka (1775\/1882), Kova-Kotubaba (1865\/1912) e Manu-Fahi (1895\/1912). Estas rebeli\u00f5es acabaram por compelir Portugal a organizar campanhas de pacifica\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00f5es militares que se prolongaram por quase 20 anos (1984\/1912).<\/p>\n<p>No tocante ao Timor Holand\u00eas, este integrava as \u00cdndias Orientais Neerlandesas, sob dom\u00ednio dos Pa\u00edses Baixos. Tornou-se independente em 1945 no interior da Rep\u00fablica da Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>A Indon\u00e9sia foi governada por Ahmed Sukarno, um importante l\u00edder progressista que encaminhou uma pol\u00edtica nacionalista e de contesta\u00e7\u00e3o ao neocolonialismo. Por isso mesmo, um sangrento golpe de estado promovido por militares pr\u00f3-ocidentais e apoiado pelos EUA afastou-o do poder em 1965.<\/p>\n<p>Quanto ao Timor Portugu\u00eas, este permaneceu sob dom\u00ednio colonial at\u00e9 1975. Em Abril de 1974, eclodiu em Portugal a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, derrubando o regime salazarista.<\/p>\n<p>O movimento tinha como um dos seus principais objetivos a retirada de Portugal de todas as suas possess\u00f5es. Em Timor, tal como nas demais col\u00f4nias, a autonomia finalizaria uma ocupa\u00e7\u00e3o colonial repudiada pelo conjunto dos nacionalistas.<\/p>\n<p>No entanto, apesar de todas as col\u00f4nias africanas de Portugal terem alcan\u00e7ado a independ\u00eancia, o mesmo n\u00e3o aconteceu com Timor. A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica de Timor-Leste (RDTL), proclamada pela primeira vez pela FRETILIN (Frente Revolucion\u00e1ria do Timor Leste Independente) em 28 de Novembro de 1975, teve exist\u00eancia ef\u00eamera.<\/p>\n<p>Apenas dez dias ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia, iniciou-se em 07 de Dezembro de 1975 a invas\u00e3o de Timor pela Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Preparada durante meses pelo Ex\u00e9rcito deste pa\u00eds com o apoio log\u00edstico da administra\u00e7\u00e3o Gerald Ford, dos EUA, sua inten\u00e7\u00e3o era promover a Integrasi, ou seja, a anexa\u00e7\u00e3o do Timor-Leste \u00e0 Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o inaugurou uma era de repress\u00e3o, viol\u00eancias e de genoc\u00eddio f\u00edsico e cultural sem precedentes na hist\u00f3ria do territ\u00f3rio. Ela foi desenvolvida sob o comando do General Suharto, l\u00edder do grupo militar que dez anos antes tinha tomado o poder na Indon\u00e9sia. Sua meta era a transforma\u00e7\u00e3o do Timor-Leste na ?27\u00aa Prov\u00edncia da Indon\u00e9sia?, rebatizado Loro Sae. Com isto, os militares objetivavam assenhorar-se das riquezas do Timor-Leste e liquidar para sempre com o sonho de independ\u00eancia dos seus habitantes.<\/p>\n<p>Naturalmente, a anexa\u00e7\u00e3o n\u00e3o possu\u00eda qualquer amparo legal e, por conseguinte, n\u00e3o foi reconhecida pelo Comit\u00ea de Descoloniza\u00e7\u00e3o da ONU. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas continuou a considerar Portugal como pot\u00eancia administradora do pa\u00eds, desqualificando juridicamente a Integrasi promovida pela Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>O povo timorense repudiou de modo quase un\u00e2nime os intentos dos invasores estrangeiros. Ap\u00f3s muitos anos de duras lutas e resist\u00eancia ao invasor, o Timor-Leste finalmente conquistou sua independ\u00eancia em 2002.<\/p>\n<p>A RDTL ressurgiu em 2002 como o mais novo Estado soberano do II\u00ba Mil\u00eanio, uma na\u00e7\u00e3o cujas caracter\u00edsticas a transformam num pa\u00eds irm\u00e3o do conjunto dos brasileiros e numa fonte das novas possibilidades que se desenham no futuro.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Perfil<\/strong><\/p>\n<p><strong>Timor Leste\u00a0<\/strong>\u00e9 um pequeno pa\u00eds no sudeste da \u00c1sia, conhecido oficialmente como\u00a0<strong>Rep\u00fablica Democr\u00e1tica de Timor-Leste<\/strong>.<\/p>\n<p>O pa\u00eds compreende a metade oriental da ilha de Timor e as ilhas vizinhas de Ata\u00faro e Jaco.<\/p>\n<p>Os primeiros habitantes s\u00e3o pensados para ser descendente de Australoid e Melan\u00e9sia povos.<\/p>\n<p>Os Portugueses come\u00e7aram a negociar com Timor no in\u00edcio do s\u00e9culo 16 e colonizado durante todo o meados do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Escaramu\u00e7as com os holandeses na regi\u00e3o, eventualmente, resultou em um tratado de 1859 para que Portugal cedeu a metade ocidental da ilha.<\/p>\n<p>O Jap\u00e3o imperial ocupou Timor Leste entre 1942 e 1945, mas Portugal voltou autoridade colonial ap\u00f3s a rendi\u00e7\u00e3o japonesa da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p><strong>Timor Leste\u00a0<\/strong>declarou-se independente de Portugal em 28 de Novembro de 1975, mas foi invadido e ocupado pela Indon\u00e9sia vizinho nove dias depois.<\/p>\n<p>Foi mais tarde incorporada pela Indon\u00e9sia como a prov\u00edncia de Timor Leste em Julho de 1976.<\/p>\n<p>Durante a ocupa\u00e7\u00e3o de duas d\u00e9cadas subsequentes, uma campanha de pacifica\u00e7\u00e3o se seguiu. Embora a Indon\u00e9sia fez grandes investimentos em infra-estruturas durante a ocupa\u00e7\u00e3o de Timor Leste, a insatisfa\u00e7\u00e3o generalizada permaneceram.<\/p>\n<p>Entre 1975 e 1999, havia uma estimativa de cerca de 102.800 mortes relacionadas com conflitos (cerca de 18.600 mortes e 84.200 \u201cexcesso\u201d de mortes por fome e doen\u00e7a), a maioria dos quais ocorreu durante a ocupa\u00e7\u00e3o indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Em 30 de agosto de 1999, em um referendo patrocinado pela ONU , uma esmagadora maioria de Timor Leste votou pela independ\u00eancia da Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Imediatamente ap\u00f3s o referendo, mil\u00edcias anti-independ\u00eancia de Timor \u2013 organizadas e apoiadas pelo ex\u00e9rcito indon\u00e9sio \u2013 iniciou uma campanha de terra arrasada e punitiva. As mil\u00edcias mataram cerca de 1.400 timorenses e for\u00e7osamente empurrada de 300.000 pessoas em Timor Ocidental como refugiados.<\/p>\n<p>A maioria da infra-estrutura do pa\u00eds foi destru\u00edda durante este ataque punitivo.<\/p>\n<p>Em 20 de setembro de 1999, a For\u00e7a Internacional para Timor Leste (INTERFET) foi implantado no pa\u00eds e trouxe a viol\u00eancia ao fim.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas-administrado, Timor Leste foi reconhecido internacionalmente como uma na\u00e7\u00e3o independente em 20 de maio de 2002.<\/p>\n<p><strong>D\u00edli, capital do Timor Leste<\/strong><\/p>\n<p>A capital do\u00a0<strong>Timor Leste<\/strong>, D\u00edli, \u00e9 tamb\u00e9m a maior cidade da rep\u00fablica pequeno e subdesenvolvido asi\u00e1tico. A capital de Timor Leste est\u00e1 situado na costa norte desta na\u00e7\u00e3o pequena ilha.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a capital de Timor Leste \u00e9 tamb\u00e9m a maior cidade geradora de receita do pa\u00eds, portanto, a maioria da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds est\u00e3o concentrados aqui.<\/p>\n<p>A capital de Timor Leste, tamb\u00e9m tem acesso ao melhor aeroporto comercial e militar do pa\u00eds chamado de Presidente Nicolau Lobato Internacional Aeroporto.<\/p>\n<p>As origens da atual capital de Timor Leste, Dili, remonta a cerca de 1520 dC, quando o pa\u00eds estava sob a coloniza\u00e7\u00e3o do Portugu\u00eas. A import\u00e2ncia de Dili ocorreu durante 1769 dC, quando o pa\u00eds se tornou a capital do Portugu\u00eas Timor Leste, a capital do Timor Leste tamb\u00e9m adquire grande import\u00e2ncia durante o per\u00edodo da Segunda Guerra Mundial, quando a cidade ficou sob ocupa\u00e7\u00e3o japonesa.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da capital de Timor Leste, junto com o resto do pa\u00eds foi mergulhado na ocupa\u00e7\u00e3o estrangeira. Os primeiros ocupantes eram o Portugu\u00eas, de quem o pa\u00eds ganhou a independ\u00eancia em 1975, mas ap\u00f3s a independ\u00eancia do pa\u00eds ficou sob ocupa\u00e7\u00e3o adicional de for\u00e7as indon\u00e9sias em 1976. Indon\u00e9sia deu Timor Leste, o estatuto da prov\u00edncia 27 da Indon\u00e9sia, e Dili se tornou a capital de Timor Leste.<\/p>\n<p>Os eventos mais horr\u00edveis na capital da hist\u00f3ria de Timor Leste \u00e9 o massacre de 1991, que aconteceu como resultado da guerra de guerrilha em curso entre ativistas ind\u00edgenas e for\u00e7as indon\u00e9sias desde 1975.<\/p>\n<p>A guerrilha deu Timor Leste estado de emerg\u00eancia e eventos de Dili est\u00e3o sendo regularmente monitorados pela ONU.<\/p>\n<p>Atualmente, Dili \u00e9 a \u00fanica cidade do Timor Leste, que pode ser notado por atualizados instala\u00e7\u00f5es modernas, como educa\u00e7\u00e3o e transporte e tamb\u00e9m por possuir um pouco de arte e patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico.<\/p>\n<p>A maioria dos edif\u00edcios do governo est\u00e3o localizados aqui, e apesar de a capital do Timor Leste tem testemunhado a viol\u00eancia enorme, mas, as ruas ostentam alguns grandes edif\u00edcios de arquitetura Portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Independ\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Estrada de\u00a0<strong>Timor Leste<\/strong>\u00a0para a independ\u00eancia \u2013 alcan\u00e7ado em 20 de Maio de 2002 \u2013 foi longa e traum\u00e1tica.<\/p>\n<p>As pessoas da primeira na\u00e7\u00e3o do novo s\u00e9culo sofreu algumas das piores atrocidades dos tempos modernos.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio independente encomendado pela administra\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Timor Leste, disse que pelo menos 100 mil timorenses morreram como resultado da ocupa\u00e7\u00e3o da Indon\u00e9sia de 25 anos, que terminou em 1999.<\/p>\n<p>Portugal come\u00e7ou a estabelecer o controle colonial sobre Timor no s\u00e9culo 16, quando a ilha foi dividida em pequenos estados. A Holanda depois colonizaram o oeste da ilha, que foi formalmente dividida entre os dois poderes imperiais em 1916.<\/p>\n<p>Portugal investiu pouco em Timor, e retirou-se unilateralmente em 1975, ap\u00f3s a decis\u00e3o de dissolver o seu imp\u00e9rio colonial.<\/p>\n<p>A Indon\u00e9sia invadiu poucos dias depois da declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia timorense, e usaram a for\u00e7a para esmagar a resist\u00eancia popular.<\/p>\n<p>As grandes pot\u00eancias regionais e mundiais fizeram pouco para combater o regime indon\u00e9sio, que n\u00e3o foi reconhecido pela ONU. Guerrilheiros das Falintil lutaram pela independ\u00eancia, e sua causa capturado a aten\u00e7\u00e3o do mundo em 1991, quando as for\u00e7as indon\u00e9sias abriram fogo contra uma prociss\u00e3o memorial na capital, Dili, matando pelo menos 250 pessoas.<\/p>\n<p>A press\u00e3o internacional aumentou e finalmente convenceu a Indon\u00e9sia para permitir que um referendo sobre a independ\u00eancia em 1999, durante a qual uma mil\u00edcia pr\u00f3-Indon\u00e9sia, aparentemente com indon\u00e9sia de apoio ao ex\u00e9rcito, tentou, em v\u00e3o, usar o terror para desencorajar os eleitores.<\/p>\n<p>Quando o referendo mostrou que o apoio esmagador para a independ\u00eancia, a mil\u00edcia entrou em f\u00faria, centenas assassinos e reduzindo cidades em ru\u00ednas.<\/p>\n<p>Uma for\u00e7a de paz internacional interrompeu o caos e abriu o caminho para uma miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, que ajudou a reconstruir Timor Leste.<\/p>\n<p>A reconstru\u00e7\u00e3o de Timor Leste tem sido uma das maiores hist\u00f3rias de sucesso da ONU. A Miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Apoio no Timor Leste, UNMISET, acabou em maio de 2005.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Terra<\/strong><\/p>\n<p>O T<strong>imor Leste<\/strong>\u00a0compartilha a ilha de Timor, a maior e mais meridional das ilhas Sunda Lesser, com a prov\u00edncia Indon\u00e9sia do Timor Ocidental.<\/p>\n<p>Ele inclui a metade oriental da ilha e o enclave de Ambeno, na costa noroeste do Timor-Leste.<\/p>\n<p>O interior \u00e9 montanhoso, com plan\u00edcies estreitas e p\u00e2ntanos ao longo da costa. D\u00edli, na costa norte, \u00e9 a capital.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Geografia<\/strong><\/p>\n<p>Os 15.000 km \u00b2 de\u00a0<strong>Timor-Leste<\/strong>\u00a0distribuem-se pela metade leste da ilha de Timor, com 14.000 km \u00b2, o enclave de Oekusi (Oecussi), na metade oeste da ilha, com 815 km \u00b2, a ilha de Ata\u00faru (Ata\u00faro), a norte de Dili (D\u00edli), com 141 km \u00b2, e o ilh\u00e9u de Jaku (Jaco), na ponta leste do pa\u00eds, com 11 km \u00b2.<\/p>\n<p>A ilha caracteriza-se pela exist\u00eancia de uma crista central montanhosa de orienta\u00e7\u00e3o este-oeste, que divide o pa\u00eds na costa norte, mais quente e irregular, e a costa sul, com plan\u00edcies de aluvi\u00e3o e um clima mais moderado.<\/p>\n<p><strong>O ponto mais alto do pa\u00eds, o monte Ramelau (ou Tatamailau), regista 2960m de altitude, com quatro outros pontos a subirem acima dos 2000m:\u00a0<\/strong>o monte Cablaque, na fronteira dos distritos de Ermera e Ainaru (Ainaro), os montes Merique e Loelaco, na zona oriental e o Matebian, entre Baukau (Baucau) e Vikeke (Viqueque).<\/p>\n<p>Apesar de ser um pa\u00eds tropical, a morfologia do territ\u00f3rio contribui para o aumento da amplitude t\u00e9rmica anual, que varia entre os 15\u00ba Celsius verificados nas regi\u00f5es montanhosas e os 30\u00ba Celsius verificados em Dili (D\u00edli) e na ponta leste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O pa\u00eds est\u00e1 sujeito ao regime de mon\u00e7\u00f5es, durante o per\u00edodo de Novembro a Maio, altura do ano que regista forte precipita\u00e7\u00e3o e os mais elevados valores de calor e humidade. A \u00e9poca seca, de Junho a Outubro, \u00e9 a melhor \u00e9poca do ano para visitar a ilha, pelas temperaturas mais amenas e baixos valores de humidade e precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta heterogeneidade contribui para a diversidade de paisagens do pa\u00eds, que variam das regi\u00f5es montanhosas at\u00e9 \u00e0s plan\u00edcies e savana, passando pela selva, florestas de coqueiros e palmeiras e planta\u00e7\u00f5es de arroz.<\/p>\n<p>A pouca amplitude t\u00e9rmica na costa norte e ponta leste de Timor-Leste, que mant\u00e9m temperaturas relativamente altas contribui para a possibilidade de se desfrutar das suas magn\u00edficas praias durante todo o ano.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A<strong>\u00a0ilha de Timor<\/strong>\u00a0est\u00e1 situada nos confins do Sudeste Asi\u00e1tico, bastante pr\u00f3xima da Oceania. O nome da ilha \u00e9 de origem malaia, significando Oriente.<\/p>\n<p>Distingue-se dos ilh\u00e9us mais a Leste pela designa\u00e7\u00e3o de Timor Tesar -Oriente Grande. Sua hora local (+11 GMT), \u00e9 por si mesma indicativa da realidade geogr\u00e1fica na qual se insere.<\/p>\n<p>A ilha \u00e9 uma das \u00faltimas que formam a Insul\u00edndia. Esta regi\u00e3o \u00e9 formada por arquip\u00e9lagos de variada extens\u00e3o, que se espalham em arco entre a Mal\u00e1sia e a Austr\u00e1lia. Deste modo, de um ponto de vista geogr\u00e1fico, hist\u00f3rico e cultural, Timor corresponde a uma \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o, combinando caracter\u00edsticas asi\u00e1ticas e do contexto oce\u00e2nico.<\/p>\n<p class=\"texto\">Timor soma aproximadamente 30.000 km\u00b2, sendo uma das ilhas que comp\u00f5em o Arquip\u00e9lago de Sonda, igualmente parte da Insul\u00edndia. Timor possui formato ablongo, interpretado pelo imagin\u00e1rio local como sendo o contorno de um crocodilo. Este, ali\u00e1s, \u00e9 um dos s\u00edmbolos do pa\u00eds. A ilha est\u00e1 orientada na dire\u00e7\u00e3o Sudoeste\/Nordeste. Ao Sul e Leste \u00e9 banhado pelo Oceano \u00cdndico (Mar de Timor) e ao Norte, pelo Mar de Banda.<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio do Timor-Leste ou Oriental corresponde aos trechos da ilha que at\u00e9 meados dos anos 70 estiveram sob dom\u00ednio colonial portugu\u00eas. Estes formam atualmente a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica de Timor Leste \u2013 ou RDTL \u2013 independente desde 2002. O resto do territ\u00f3rio est\u00e1 sob jurisdi\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica da Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Isto posto, n\u00e3o podemos confundir Timor enquanto ilha com a RDTL. Esta \u00faltima forma um Estado soberano situado geograficamente numa ilha cuja outra metade n\u00e3o constitui parte do seu espa\u00e7o pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Para os padr\u00f5es brasileiros, a RDTL \u00e9 um pa\u00eds pequeno. Seu territ\u00f3rio cobre escassos 18.899 Km\u00b2. Nesta linha de argumenta\u00e7\u00e3o, mesmo o menor estado brasileiro, Sergipe (21.862 km\u00b2), seria maior que o Timor-Leste. Unicamente na compara\u00e7\u00e3o com a menor unidade da federa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o Distrito Federal de Bras\u00edlia (5.794 Km\u00b2), sua superf\u00edcie seria superior.<\/p>\n<p><strong>O Timor-Leste possui dois poderosos vizinhos:\u00a0<\/strong>a Austr\u00e1lia e a Indon\u00e9sia, muito mais expressivos em \u00e1rea, popula\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia econ\u00f4mica. De um ponto de vista geopol\u00edtico, a vizinhan\u00e7a com estes dois colossos pressup\u00f5e enorme influ\u00eancia de ambos nos destinos do pa\u00eds. Exatamente por esta mesma raz\u00e3o, \u00e9 grande a determina\u00e7\u00e3o dos timorenses na afirma\u00e7\u00e3o da sua identidade hist\u00f3rica, ling\u00fc\u00edstica e cultural.<\/p>\n<p>Com a Indon\u00e9sia, o Timor-Leste possui suas \u00fanicas fronteiras terrestres. A RDTL est\u00e1 separada da Austr\u00e1lia por largos bra\u00e7os de mar. Darwin, a cidade australiana de porte mais pr\u00f3xima, dista aproximadamente 650 km ao Sudeste de Timor.<\/p>\n<p>Geologicamente, a ilha de Timor \u00e9 de origem vulc\u00e2nica. Timor integra o chamado Anel de Fogo, \u00e1rea de intensa atividade s\u00edsmica que bordeja todos os pa\u00edses banhados pelo Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Registra-se a ocorr\u00eancia de vulc\u00f5es extintos em Baucau e no O\u00e9-Cussi. Pr\u00f3ximo da ilha h\u00e1 uma fossa oce\u00e2nica ativa. Sendo um territ\u00f3rio de forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica recente, as caracter\u00edsticas do relevo decorrem fundamentalmente desta determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Timor-Leste<\/strong>\u00a0\u00e9 cortado no centro, no sentido Leste-Oeste, por uma imponente cadeia montanhosa, aut\u00eantica coluna vertebral da topografia. Esta cadeia de montanhas tamb\u00e9m constitui o divisor de \u00e1guas da ilha, sendo origem de uma densa rede hidrogr\u00e1fica, com rios que correm para o Sul e para o Norte com grandes caudais na \u00e9poca das chuvas.<\/p>\n<p>O pa\u00eds possui v\u00e1rios picos ultrapassando 2.000 metros, configurando um territ\u00f3rio escarpado. Muitas das montanhas findam abruptamente no mar ao largo da costa setentrional. No interior, as ramifica\u00e7\u00f5es da cadeia montanhosa central formam grande n\u00famero de vales, rugosidades t\u00edpicas do relevo de vastas extens\u00f5es do territ\u00f3rio timorense.<\/p>\n<p>O ponto culminante do relevo \u00e9 o Monte Ramelau ou Tatamailau, com 2.963 metros de altitude, situado nas proximidades da fronteira com a Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 comum a utiliza\u00e7\u00e3o da sigla RMC para designar o tri\u00e2ngulo abrangido pelas tr\u00eas maiores montanhas de Timor-Leste:<\/strong>\u00a0Ramelau (no centro, entre Ainaro e Atsabe), Matebian (a Leste de Baucau, com 2380 metros) e Cablaki (a Norte de Same, com 2.100 metros).<\/p>\n<p>Ao lado desta topografia montanhosa, Timor conta com uma extensa plan\u00edcie costeira, acomodada ao longo do litoral. A parte meridional \u00e9 geralmente larga, com a presen\u00e7a de zonas de assoreamento, mangues e de p\u00e2ntanos na desembocadura dos rios. Ao longo do litoral registram-se bancos de areia e v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es coral\u00edgenas de grande beleza.<\/p>\n<p>O clima \u00e9 equatorial, com temperaturas elevadas e a amplitude t\u00e9rmica pouco significativa. Entre Outubro e Dezembro ocorre o per\u00edodo mais quente. Timor-Leste est\u00e1 inserido na \u00e1rea de ocorr\u00eancia das mon\u00e7\u00f5es, influenciando sua pluviometria. Conseq\u00fcentemente, uma forte esta\u00e7\u00e3o chuvosa ocorre entre Dezembro e Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A intensidade e distribui\u00e7\u00e3o das chuvas influenciam diretamente a configura\u00e7\u00e3o da densa rede hidrogr\u00e1fica de Timor, formada por rios de regime torrencial, que correm impetuosamente da Cordilheira central na dire\u00e7\u00e3o do oceano. O regime pluviom\u00e9trico determina ainda os dinamismos da vegeta\u00e7\u00e3o, as possibilidades agro-pecu\u00e1rias e os assentamentos humanos.<\/p>\n<p>A floresta equatorial constitui uma das mais magn\u00edficas manifesta\u00e7\u00f5es da vegeta\u00e7\u00e3o original de Timor. A capacidade desta cobertura vegetal em fornecer alimento, lenha e prote\u00e7\u00e3o foi desde cedo apreciada pelas diversas etnias que ocuparam o territ\u00f3rio timorense. A presen\u00e7a abundante do s\u00e2ndalo, coqueiros e ac\u00e1cias constitui uma marca not\u00e1vel da exuberante flora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>P\u00e2ntanos, mangues e clareiras formadas por extens\u00f5es savaneiras e de campos completam o quadro biogeogr\u00e1fico do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Economia<\/strong><\/p>\n<p>A<strong>\u00a0economia de Timor Leste<\/strong>, um pa\u00eds que conquistou a sua independ\u00eancia em 2002 , \u00e9 um de um pa\u00eds pertencente ao grupo de Pa\u00edses Menos Desenvolvidos : devastada durante a retirada do ex\u00e9rcito indon\u00e9sio mil\u00edcias afiliadas e 1999 cerca de 70% da infra-estrutura (escolas, pr\u00e9dios p\u00fablicos, pontes) foram destru\u00eddos , eo PIB diminuiu em quase 49% este ano.<\/p>\n<p><strong>Desde ent\u00e3o, uma lenta reconstru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou:<\/strong>\u00a0o pa\u00eds logo se juntou ao Banco Mundial e do FMI , e come\u00e7ou a modernizar os servi\u00e7os p\u00fablicos (educa\u00e7\u00e3o de reforma agr\u00e1ria, o aumento).<\/p>\n<p>O governo central mant\u00e9m-se particularmente fr\u00e1gil, e , em 2006, uma espiral de viol\u00eancia interna levou a uma nova contrac\u00e7\u00e3o da economia local.<\/p>\n<p>Apesar deste in\u00edcio dif\u00edcil, Timor foi capaz de contar com a estabilidade proporcionada pela presen\u00e7a das for\u00e7as da ONU , e especialmente sobre seus recursos naturais para a decolagem: assim, o desenvolvimento de dep\u00f3sitos de petr\u00f3leo na costa sul desde o meio- d\u00e9cada de 2000 levou \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica fiscal expansionista e pr\u00f3-ativa, particularmente em termos de reconstru\u00e7\u00e3o da infra-estrutura impulsiona a economia local e permite a redu\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a necessidade de desenvolvimento resultou em uma reorienta\u00e7\u00e3o da agricultura, que se tornou alimentos para exporta\u00e7\u00e3o ( caf\u00e9 , baunilha ).<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 moeda oficial em Timor, a sua economia est\u00e1 completamente dolarizada . A rupia indon\u00e9sia ainda \u00e9 aceito.<\/p>\n<p>O pa\u00eds continua a sofrer os efeitos depois de uma dura d\u00e9cadas luta pela independ\u00eancia contra a Indon\u00e9sia , que danificou infra-estrutura e milhares de deslocados de civis.<\/p>\n<p>Desde a sua independ\u00eancia de 1999, o Timor-Leste tem enfrentado grandes desafios na reconstru\u00e7\u00e3o de sua infra-estrutura, refor\u00e7ando a administra\u00e7\u00e3o civil, e gerando empregos para os jovens que entram no mercado de trabalho. O desenvolvimento de petr\u00f3leo e g\u00e1s em \u00e1guas mar\u00edtimas recursos muito tem complementado as receitas do governo.<\/p>\n<p>Esta ind\u00fastria de tecnologia intensiva, no entanto, tem feito pouco para criar empregos para os desempregados, em parte porque n\u00e3o existem instala\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o em Timor-Leste.<\/p>\n<p>O g\u00e1s \u00e9 canalizado para a Austr\u00e1lia. Em junho de 2005, o Parlamento Nacional aprovou por unanimidade a cria\u00e7\u00e3o de um Fundo de Petr\u00f3leo para servir como um reposit\u00f3rio para todas as receitas petrol\u00edferas e de preservar o valor da riqueza de Timor-Leste de petr\u00f3leo para as gera\u00e7\u00f5es futuras. O Fundo detinha ativos de 9300 milh\u00f5es d\u00f3lar EUA em dezembro de 2011. A economia continua a se recuperar a partir do surto de 2006 meados de viol\u00eancia e agita\u00e7\u00e3o civil, que prejudicou tanto a atividade do setor privado e p\u00fablico da economia.<\/p>\n<p>Os gastos do governo aumentou acentuadamente a partir de 2009 at\u00e9 2012, principalmente em infra-estrutura b\u00e1sica, incluindo eletricidade e estradas.<\/p>\n<p>Experi\u00eancia limitada na aquisi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de infra-estruturas tem dificultado esses projetos.<\/p>\n<p>O desafio da pol\u00edtica econ\u00f4mica subjacente o pa\u00eds enfrenta permanece a melhor forma de usar a riqueza do petr\u00f3leo e g\u00e1s para levantar a economia n\u00e3o petrol\u00edfera em um caminho de maior crescimento e reduzir a pobreza.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste<\/strong>\u00a0teve um or\u00e7amento equilibrado em 2012 com gastos do governo de $ 1,7 bilh\u00e3o com foco no desenvolvimento de infra-estrutura p\u00fablica. Com a for\u00e7a de sua riqueza petrol\u00edfera, a economia atingiu um crescimento real de aproximadamente 10% por ano durante os \u00faltimos anos, entre as mais altas taxas de crescimento sustentadas do mundo.<\/p>\n<p><strong>Timor-Leste &#8211; Governo<\/strong><\/p>\n<p>Tratados assinados pelos Pa\u00edses Baixos e Portugal em 1860 e 1914, dividiram a ilha de Timor entre as duas pot\u00eancias coloniais. A metade ocidental Holandesa-controlada tornou-se parte da Indon\u00e9sia independente em 1950. Portugal retirou-se do Timor Leste em 1975. A anexa\u00e7\u00e3o Indon\u00e9sia posterior da regi\u00e3o nunca foi reconhecida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), por Portugal, ou pela maioria das outras na\u00e7\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>Sob o dom\u00ednio Indon\u00e9sio, o movimento de independ\u00eancia Timorense (Fretilin) foi brutalmente reprimido. Estima-se que 200 mil Timorenses morreram durante a ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os Timorenses Bispo Carlos Ximenes Belo e o l\u00edder da independ\u00eancia exilado Jos\u00e9 Ramos-Horta receberam o Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1996 por seus esfor\u00e7os para acabar com a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a ren\u00fancia em Maio de 1998 do longa-data Presidente Indon\u00e9sio Suharto, a Indon\u00e9sia finalmente concordou em permitir que os Timorenses decidissem seu pr\u00f3prio futuro, apesar dos temores de que isso encorajaria outros grupos separatistas da Indon\u00e9sia. Em um referendo de Agosto de 1999, 78,5 por cento dos Timorenses votaram pela independ\u00eancia completa; eles rejeitaram a autonomia dentro da Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o, mil\u00edcias pr\u00f3-Indon\u00e9sia, ao menos parcialmente apoiadas pelos militares Indon\u00e9sios, lan\u00e7aram uma campanha de destrui\u00e7\u00e3o. Cerca de 2.000 pessoas morreram.<\/p>\n<p>O governo Indon\u00e9sio concordou finalmente em Setembro para permitir uma for\u00e7a de paz liderada pela Austr\u00e1lia para restaurar a ordem. Em 27 de Outubro de 1999, a Indon\u00e9sia ratificou a vota\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia do Timor-Leste; ele formalmente abandonou o controle de uma administra\u00e7\u00e3o da ONU.<\/p>\n<p>A Fretilin obteve a maioria dos assentos em uma Assembl\u00e9ia Constituinte eleita em Agosto de 2001. Este \u00f3rg\u00e3o iria escrever a constitui\u00e7\u00e3o sob a qual o\u00a0<strong>Timor Leste<\/strong>\u00a0conquistou a independ\u00eancia completa.<\/p>\n<p>Sob sua democracia parlamentar, h\u00e1 um presidente eleito, que \u00e9 o largamente cerimonial chefe do estado.<\/p>\n<p>Um primeiro-ministro que representa o partido majorit\u00e1rio no parlamento eleito \u00e9 o chefe de governo. Jos\u00e9 Alexandre Gusm\u00e3o venceu as elei\u00e7\u00f5es presidenciais realizadas em 14 de Abril de 2002.<\/p>\n<p>A Assembl\u00e9ia Constituinte se transformou em uma legislatura seguindo-se as cerim\u00f4nias da independ\u00eancia em 20 de Maio de 2002. As \u00faltimas for\u00e7as da ONU deixaram o Timor Leste em 2005.<\/p>\n<p>Nova viol\u00eancia eclodiu em 2006, no entanto. For\u00e7as de paz internacionais foram novamente enviadas para o empobrecido pa\u00eds. Ramos-Horta, que se tornara o primeiro-ministro, ganhou as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2007. Em Agosto daquele ano, Gusm\u00e3o se tornou o primeiro-ministro. Em Fevereiro de 2008 os dois l\u00edderes sobreviveram a tentativas de assassinato simult\u00e2neas pelas tropas dissidentes, em que Ramos-Horta ficou gravemente ferido. Mais uma vez, soldados da paz Australia-liderados foram enviados para restaurar a ordem.<\/p>\n<p class=\"name post-title entry-title\"><strong>Timor-Leste &#8211; Cultura<\/strong><\/p>\n<p>Como a Indon\u00e9sia, a cultura de\u00a0<strong>Timor Leste<\/strong>\u00a0tem sido fortemente influenciado por Austronesian lendas, embora a influ\u00eancia cat\u00f3lica \u00e9 mais forte, a popula\u00e7\u00e3o ser de maioria cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>O analfabetismo ainda \u00e9 generalizado, mas h\u00e1 uma forte tradi\u00e7\u00e3o de poesia. Quanto \u00e0 arquitetura, alguns edif\u00edcios de estilo Portugu\u00eas pode ser encontrada, embora as casas totem tradicionais da regi\u00e3o leste, conhecida como uma lulik tamb\u00e9m sobreviver. Artesanato tamb\u00e9m \u00e9 generalizada, como \u00e9 a tecelagem de mantas tradicionais ou Ta\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.colegiosaofrancisco.com.br\/www.nationsonline.org\/Internet Nations\/www.mapsofworld.com\/www.timorcrocodilovoador.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome Oficial:\u00a0Rep\u00fablica Democr\u00e1tica de Timor-Leste Sistema Pol\u00edtico:\u00a0Rep\u00fablica Parlamentarista Capital:\u00a0D\u00edli Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0Sudeste da \u00c1sia \u00c1rea:\u00a014.874 km \u00b2 Data de Forma\u00e7\u00e3o do Estado:\u00a028\/11\/1975. Reconhecimento internacional em 20\/05\/2002 L\u00ednguas Oficiais:\u00a0A constitui\u00e7\u00e3o reconhece o Portugu\u00eas e o T\u00e9tum como l\u00ednguas oficiais de Timor-Leste. O T\u00e9tum e as demais l\u00ednguas nacionais ser\u00e3o desenvolvidas e valorizadas pelo Estado. 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