{"id":49636,"date":"2016-06-15T17:46:27","date_gmt":"2016-06-15T17:46:27","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.portalsaofrancisco.com.br\/?p=49636"},"modified":"2024-02-29T16:21:44","modified_gmt":"2024-02-29T18:21:44","slug":"imigracao-japonesa-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/turismo\/imigracao-japonesa-no-brasil","title":{"rendered":"Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>A manh\u00e3 de 18 de junho de 1908 marcou a chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. No navio Kasato-Maru, vinham n\u00e3o apenas passageiros ou tripulantes, mas sim um povo que trazia como bagagem sua cultura milenar.<\/p>\n<p>Com o objetivo de prosperar, os primeiros 800 imigrantes, logo estabeleceram contato com o povo brasileiro, o que n\u00e3o foi tarefa f\u00e1cil devido \u00e0 dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o a uma terra completamente estranha, tanto em costumes como em clima. Suas caracter\u00edsticas de povo verdadeiro e organizado n\u00e3o foram suficientes para superar tais dificuldades. No entanto, tais caracter\u00edsticas ficaram para a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os japoneses adaptaram-se com facilidade. Acima de tudo, acreditavam que a for\u00e7a de seu trabalho na terra resultaria em sucesso, pois, mais que um lugar para viver, procuravam um lugar para trabalhar.<\/p>\n<p>Tal sucesso foi dificultado pelo mau contrato estabelecido com a Companhia Imperial de Imigra\u00e7\u00e3o, pois esta os obrigava ao trabalho semi-escravo, em raz\u00e3o da d\u00edvida resultante da passagem e da alimenta\u00e7\u00e3o, que aumentava e impedia o acesso \u00e0 fortuna, mesmo com o passar dos anos.<\/p>\n<p>Aqui chegando, os japoneses dividiram-se em fazendas (Fazenda Dumont, Fazenda Cana\u00e3, Fazenda Floresta, Fazenda S\u00e3o Martinho, Fazenda Guatapar\u00e1 e Fazenda Sobrado). Come\u00e7aram a trabalhar colhendo caf\u00e9.<\/p>\n<p>O contato com outros japoneses e principalmente com o Jap\u00e3o, era praticamente imposs\u00edvel, o que fez a fam\u00edlia tornar-se ainda mais importante. Alguns, por causa da saudade, voltaram para o Jap\u00e3o, mas muitos persistiram.<\/p>\n<p>Atra\u00eddos ainda pela propaganda de enriquecimento r\u00e1pido, chegaram em 28 de junho de 1910 mais imigrantes japoneses, perfazendo um total de 247 fam\u00edlias com 906 imigrantes.<\/p>\n<p>As dificuldades foram maiores que na primeira vez, pois o pr\u00f3prio governo de S\u00e3o Paulo, temeroso da volta dos que estavam insatisfeitos, criou um contrato mais duro e mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, essa nova leva de imigrantes trouxe mais \u00e2nimo aos que aqui j\u00e1 estavam. Com eles chegaram as t\u00e3o esperadas not\u00edcias do Jap\u00e3o e a oportunidade de forma\u00e7\u00e3o de uma col\u00f4nia e, com esta, as amizades e os casamentos.<\/p>\n<p>A \u00e9poca n\u00e3o era prop\u00edcia para o enriquecimento com o caf\u00e9, pois at\u00e9 os donos das planta\u00e7\u00f5es estavam em dificuldades. Com o tempo, os japoneses tornaram-se meeiros, pequenos propriet\u00e1rios.<\/p>\n<p>Passaram a ter livre iniciativa, o que possibilitou a melhoria de vida.<\/p>\n<p>O sonho de voltar para o Jap\u00e3o come\u00e7ou a ser esquecido, pois a possibilidade de ser feliz aqui come\u00e7ava a se tornar realidade.<\/p>\n<p>Com a forma\u00e7\u00e3o de novas col\u00f4nias, n\u00e3o havia mais a preocupa\u00e7\u00e3o com os vizinhos, porque os costumes eram iguais. As fam\u00edlias eram fortes e grandes para negociar e viver \u00e0 sua maneira. N\u00e3o se tratava, por\u00e9m, de um mundo isolado. As tradi\u00e7\u00f5es japonesas eram muito fortes, mas os filhos j\u00e1 eram da nova terra. A adapta\u00e7\u00e3o e a acultura\u00e7\u00e3o, mesmo com os h\u00e1bitos alimentares do pa\u00eds eram inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Muitos japoneses se dedicaram ao cultivo do arroz, outros ao desbravamento das matas, outros foram construir uma estrada-de-ferro no Mato Grosso, enfrentando a mal\u00e1ria e o clima.<\/p>\n<p>As col\u00f4nias prosperaram, assim como o sucesso do trabalho no campo, o que n\u00e3o impediu que muitos imigrantes japoneses fossem para cidades e nelas se fixassem.<\/p>\n<p><strong>Regi\u00f5es do interior de S\u00e3o Paulo foram habitadas pela comunidade japonesa:<\/strong>\u00a0o Vale do Para\u00edba, a Alta Noroeste, a Alta Mogiana. As cidades foram crescendo e com elas a popula\u00e7\u00e3o imigrante, agora j\u00e1 bem brasileira.<\/p>\n<p>Fatos hist\u00f3ricos, dentre eles a II Guerra Mundial contribu\u00edram, e muito, para dificultar a vida dos imigrantes no Brasil. A impossibilidade de ensinar o japon\u00eas, as tradi\u00e7\u00f5es, as persegui\u00e7\u00f5es, a discrimina\u00e7\u00e3o, as dificuldades com o desemprego p\u00f3s-guerra. Tudo isso causou grandes danos aos japoneses que aqui viviam.<\/p>\n<p>No entanto, alguns \u201ccantinhos\u201d da cidade de S\u00e3o Paulo foram, com o tempo, adquirindo caracter\u00edsticas nip\u00f4nicas. A Casa do Imigrante, as associa\u00e7\u00f5es de mo\u00e7os, ruas do centro, como a Conde de Sarzedas, o pr\u00f3prio bairro da Liberdade, onde tudo era (e \u00e9) japon\u00eas. S\u00e3o Paulo e seu estado foram se adaptando \u00e0s influ\u00eancias que recebiam. O universo da cidade foi tomando v\u00e1rias formas.<\/p>\n<p>Novos imigrantes foram chegando e misturando-se aos filhos j\u00e1 brasileiros. Foram 180.000 imigrantes antes da segunda guerra e mais 70.000 depois. Acentuada ficou, por\u00e9m, a dificuldade de relacionamento dos imigrantes com os descendentes nascidos aqui. Mas a miscigena\u00e7\u00e3o era inevit\u00e1vel com o contato com outras ra\u00e7as.<\/p>\n<p>Desde a lavoura, onde isso s\u00f3 acontecia se houvesse uma fuga, at\u00e9 as cidades, onde j\u00e1 se podia, embora com restri\u00e7\u00f5es, aceitar algu\u00e9m que n\u00e3o fosse japon\u00eas na fam\u00edlia, a cultura e a popula\u00e7\u00e3o foram deixando de ser exclusiva de uma col\u00f4nia para ser de uma cidade.<\/p>\n<p>Chegaram ao todo 250.000 imigrantes. Gera\u00e7\u00f5es se sucediam, e cada vez mais aparecia um povo paulista e brasileiro com uma cultura militar e forte<\/p>\n<p><strong>Kasato Maru<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marco da imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-174077 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/imigracao-japonesa-no-brasil-1.jpeg\" alt=\"Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil\" width=\"413\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/imigracao-japonesa-no-brasil-1.jpeg 413w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/imigracao-japonesa-no-brasil-1-300x195.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 413px) 100vw, 413px\" \/>Kasato Maru<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil\u00a0<\/strong>tem como marco inicial a chegada em Santos do KASATO MARU, no dia 18 de junho de 1908.<\/p>\n<p>Vindo do porto de Kobe, o navio trouxe numa viagem de 52 dias os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigrat\u00f3rio estabelecido entre Brasil e Jap\u00e3o al\u00e9m de 12 passageiros independentes.<\/p>\n<p>Aqueles pioneiros chegaram cheios de esperan\u00e7a e sonhos de prosperidade a um pa\u00eds de costumes, l\u00edngua, clima e tradi\u00e7\u00e3o completamente diferentes.<\/p>\n<p><strong>A pr\u00e9\u00adhist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora o Jap\u00e3o tenha enviado seus primeiros imigrantes ao Brasil em 1908, os primeiros japoneses a pisar o solo brasileiro foram os quatro tripulantes do barco WAKAMIYA MARU, em 1803, que afundou na costa japonesa. Os n\u00e1ufragos foram salvos por um navio de guerra russo que, n\u00e3o podendo desviar-se de sua rota, levou-os em sua viagem. No retorno, a embarca\u00e7\u00e3o aportou, para conserto, em Porto de Desterro, a atual Florian\u00f3lis-SC, no dia 20 de dezembro, ali permanecendo at\u00e9 4 de fevereiro de 1804.<\/p>\n<p>Os quatro japoneses fizeram registros importantes da vida da popula\u00e7\u00e3o local e da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Outros japoneses estiveram de passagem pelo Pa\u00eds incidentemente, mas a primeira visita oficial para se buscar um acordo diplom\u00e1tico e comercial ocorreu em 1880. No dia 16 de novembro desse ano, o vice-almirante Artur Silveira da Mota, mais tarde Bar\u00e3o de Jaceguai, iniciou, em T\u00f3quio, as conversa\u00e7\u00f5es para o estabelecimento de um Tratado de Amizade, Com\u00e9rcio e Navega\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>O esfor\u00e7o nesse sentido prosseguiu em 1882, com o ministro prenipotenci\u00e1rio Eduardo Calado, mas o acordo s\u00f3 seria concretizado 13 anos mais tarde:<\/strong>\u00a0no dia 5 de novembro de 1895, em Paris, Brasil e Jap\u00e3o assinaram o Tratado da Amizade, Com\u00e9rcio e Navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Abertura \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Entre eventos que antecederam a assinatura do Tratado, destaca-se a abertura brasileira \u00e0s imigra\u00e7\u00f5es japonesa e chinesa, autorizada pelo Decreto-Lei n\u00ba 97, de 5 de outubro de 1892.<\/p>\n<p>Com isso, em 1894 o Jap\u00e3o envia o deputado Tadashi Nemoto para uma visita, em cujo roteiro foram inclu\u00eddos os Estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo. Satisfeito com o que viu, Nemoto manda um relat\u00f3rio ao governo e \u00e0s empresas de emigra\u00e7\u00e3o japonesas, recomendando o Brasil como pa\u00eds apto a acolher os imigrantes orientais.<\/p>\n<p>A partida da primeira leva de japoneses que deveria vir trabalhar nas lavouras de caf\u00e9 em 1897, teve, no entanto, de ser cancelada justamente na v\u00e9spera do embarque.<\/p>\n<p>O motivo foi a crise que o pre\u00e7o do produto sofreu em todo o mundo, e que iria perdurar at\u00e9 1906.<\/p>\n<p>Em 1907, o governo brasileiro publica a Lei da Imigra\u00e7\u00e3o e Coloniza\u00e7\u00e3o, permitindo que cada Estado defina a forma mais conveniente de receber e instalar os imigrantes. E, em novembro desse mesmo ano, Ryu Mizuno, considerado o pai da imigra\u00e7\u00e3o, fecha acordo com o secret\u00e1rio da Agricultura de S\u00e3o Paulo, Carlos Arruda Botelho, para a introdu\u00e7\u00e3o de 3 mil imigrantes japoneses num per\u00edodo de tr\u00eas anos. Nessa \u00e9poca, o governador era Jorge Tibiri\u00e7\u00e1. Assim, no dia 28 de abril de 1908, o navio KASATO MARU deixa o Jap\u00e3o com os primeiros imigrantes, rumo ao Brasil.<\/p>\n<p><strong>O per\u00edodo da imigra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os 793 japoneses rec\u00e9m\u00ad chegados foram distribu\u00eddos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, por\u00e9m um duro per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O grupo contratado pela Companhia Agr\u00edcola Fazenda Dumont, por exemplo, n\u00e3o permaneceu ali mais que dois meses.<\/p>\n<p>As outras fazendas tamb\u00e9m foram sendo gradativamente abandonadas pelos ex\u00f3ticos trabalhadores de olhos puxados e costumes t\u00e3o diferentes. Em setembro de 1909, restavam apenas 191 pessoas nas fazendas contratantes.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, no ano seguinte a segunda leva de imigrantes j\u00e1 estava a caminho. E no dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo.<\/p>\n<p>Distribu\u00eddos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adapta\u00e7\u00e3o dos compatriotas que os antecederam. Aos poucos, por\u00e9m os conflitos foram diminuindo e a perman\u00eancia nos locais de trabalho mais duradoura.<\/p>\n<p><strong>Donos da pr\u00f3pria terra<\/strong><\/p>\n<p>Os primeiros\u00a0<strong>imigrantes japoneses<\/strong>\u00a0a se tornarem propriet\u00e1rios de terra foram cinco fam\u00edlias que adquiriram, em fevereiro de 1911, os seus lotes junto \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Cerqueira C\u00e9sar, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de coloniza\u00e7\u00e3o Mon\u00e7\u00f5es, criado na \u00e9poca pelo Governo Federal. Essas fam\u00edlias foram, tamb\u00e9m as primeiras a cultivar o algod\u00e3o. Em mar\u00e7o de 1912 novas fam\u00edlias s\u00e3o assentadas em terras doadas pelo governo paulista, na regi\u00e3o de Iguape, gra\u00e7as ao contrato de coloniza\u00e7\u00e3o firmado entre uma empresa japonesa e aquele poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>Iniciado com cerca de 30 fam\u00edlias \u2013 a maioria proveniente de outras fazendas onde os contratos j\u00e1 haviam sido cumpridos \u2013 esse foi um dos mais bem sucedidos projetos de coloniza\u00e7\u00e3o dessa fase pioneira.<\/p>\n<p>Nesse mesmo ano, os imigrantes atingem o Paran\u00e1, tendo como precursora uma fam\u00edlia procedente da prov\u00edncia de Fukushima, e que se estabelece na Fazenda Monte Claro, em Ribeir\u00e3o Claro, cidade situada no norte do Estado.<\/p>\n<p>Em agosto de 1913, um grupo de 107 imigrantes chega ao Brasil para trabalhar em uma mina de ouro, em Minas Gerais. Foram os \u00fanicos mineiros na hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o. Em 1914, o n\u00famero de trabalhadores japoneses no Estado de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 estava em torno de 10 mil pessoas. Com uma situa\u00e7\u00e3o financeira desfavor\u00e1vel, o governo estadual decidiu proibir novas contrata\u00e7\u00f5es de imigrantes e, em mar\u00e7o, avisou \u00e0 Companhia da Imigra\u00e7\u00e3o que n\u00e3o mais subsidiaria o pagamento de passagens do Jap\u00e3o para o Brasil.<\/p>\n<p>No entanto, a abertura de novas comunidades rurais, utilizando-se a m\u00e3o\u00adde-obra existente, continuou. Por essa \u00e9poca ocorreu tamb\u00e9m um dos epis\u00f3dios mais tristes da hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o, quando dezenas de pessoas, que haviam se instalado na Col\u00f4nia Hirano, em Cafel\u00e2ndia, morreram v\u00edtimas da mal\u00e1ria, doen\u00e7a ent\u00e3o desconhecida para os japoneses.<\/p>\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00e3o cultural e a Segunda Guerra<\/strong><\/p>\n<p>Com a aumento do n\u00famero de col\u00f4nias agr\u00edcolas japonesas, que nesse per\u00edodo se expande principalmente em dire\u00e7\u00e3o ao noroeste do Estado de S\u00e3o Paulo, come\u00e7a a surgir tamb\u00e9m muitas escolas prim\u00e1rias destinadas a atender os filhos dos imigrantes. E em 1918 formam-se as duas primeiras professoras oficiais sa\u00eddas da comunidade, as irm\u00e3s Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em 1923, Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formaria o primeiro dentista de origem japonesa. Essa presen\u00e7a crescente de um povo ex\u00f3tico no Pa\u00eds por\u00e9m n\u00e3o p\u00e1ra de gerar pol\u00eamicas.<\/p>\n<p>Tanto na esfera executiva como legislativa surgem opini\u00f5es a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses.<\/p>\n<p>Em 1932, segundo informa\u00e7\u00f5es do Consulado Geral do Jap\u00e3o em S\u00e3o Paulo na \u00e9poca, a comunidade nikkey era composta por 132.689 pessoas, com maior concentra\u00e7\u00e3o na linha Noroeste. Desse total, 90% dedicava-se \u00e0 agricultura. J\u00e1 havia, tamb\u00e9m diversas publica\u00e7\u00f5es em japon\u00eas com periodicidade semanal, quinzenal e mensal. Em 1938, ano que antecede o do in\u00edcio da Segunda Guerra Mundial, o Governo Federal come\u00e7a a limitar as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. Em dezembro, decreta o fechamento de todas as escolas estrangeiras, principalmente de japon\u00eas alem\u00e3o e italiano.<\/p>\n<p>As comunidades oriundas dos pa\u00edses integrantes do Eixo RO-BER-TO (Roma-Berlim-T\u00f3quio) come\u00e7a a sentir os sintomas do conflito iminente. Em 1940, todas as publica\u00e7\u00f5es em japon\u00eas t\u00eam a sua circula\u00e7\u00e3o proibida. No ano seguinte, chegam as \u00faltimas correspond\u00eancias do Jap\u00e3o. At\u00e9 o fim da guerra, os japoneses viveriam um per\u00edodo de severas restri\u00e7\u00f5es, inclusive com o confisco de todos os bens.<\/p>\n<p><strong>Per\u00edodo p\u00f3s\u00adguerra<\/strong><\/p>\n<p>Em 1948, Yukishige Tamura \u00e9 eleito vereador em S\u00e3o Paulo, tornando-se, assim, o primeiro nikkey a ocupar um cargo eletivo em uma capital.<\/p>\n<p>J\u00e1 em clima de paz, \u00e9 restabelecido, em 1949, o com\u00e9rcio entre Brasil e Jap\u00e3o por meio de um acordo bilateral. Um ano depois, o Governo Federal anuncia a libera\u00e7\u00e3o dos bens confiscados aos imigrantes dos pa\u00eds do Eixo, e, em 1951 aprova projeto para introdu\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds de 5 mil fam\u00edlias imigrantes. Encorajadas, as empresas japonesas come\u00e7a a planejar investimentos no Brasil. As primeiras delas chegam em 1953.<\/p>\n<p>Cinq\u00fcenta anos ap\u00f3s a chegada do navio\u00a0<strong>KASATO MARU<\/strong>\u00a0a Santos, o n\u00famero de japoneses e descendentes no Pa\u00eds somavam 404.630 pessoas.<\/p>\n<p>O pr\u00edncipe Mikasa, irm\u00e3o do imperador Hiroito, visita o Pa\u00eds para participar das festividades do cinq\u00fcenten\u00e1rio da imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nas elei\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias de 1962 j\u00e1 se pode observar a plena integra\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica dos brasileiros descendentes de japoneses, quando seis nisseis s\u00e3o escolhidos por meio das urnas:<\/strong>\u00a0tr\u00eas para a C\u00e2mara Federal (Miyamoto, do Paran\u00e1; Hirata e Tamura de S\u00e3o Paulo) e tr\u00eas para a Assembl\u00e9ia Legislativa de S\u00e3o Paulo (Yoshifumi Uchiyama, Antonio Morimoto e Diogo Nomura). Em 1967, o pr\u00edncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko visitam o Brasil pela primeira vez.<\/p>\n<p>Na recep\u00e7\u00e3o ao casal imperial, a comunidade nipo-brasileira lota o est\u00e1dio do Pacaembu. Em 1973, chega a Santos o Nippon Maru, o \u00faltimo navio a transportar imigrantes japoneses. Em 1978 a\u00a0<strong>imigra\u00e7\u00e3o japonesa<\/strong>\u00a0comemora 70 anos. O pr\u00edncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko participam das festividades e novamente lotam o Pacaembu. No pr\u00e9dio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, inaugura o\u00a0<strong>Museu da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A integra\u00e7\u00e3o consolidada<\/strong><\/p>\n<p>Os anos 60 marcam, em muitos aspectos, a plena integra\u00e7\u00e3o dos nikkeis, \u00e0 sociedade brasileira. Al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o ativa na vida pol\u00edtica por meio de seus representantes nas casas legislativas, eles come\u00e7am a despontar nas \u00e1reas culturais, notadamente na grande imprensa \u2013 onde o pioneiro foi Hideo Onaga, na Folha de S. Paulo \u2013 e nas artes pl\u00e1sticas, com destaque para Manabu Mabe.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesse per\u00edodo, durante o governo Costa e Silva, \u00e9 nomeado o primeiro ministro descendente de japoneses, o empres\u00e1rio F\u00e1bio Yassuda, que assumiu a Pasta da Agricultura, sem, no entanto, cumprir integralmente sua gest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>No futuro, dois outros seriam chamados a assumir cargos equivalentes:<\/strong>\u00a0Shigeaki Ueki, como ministro de Minas e Energia do governo Geisel, e Seigo Tsuzuki, como ministro da Sa\u00fade do governo Sarney.<\/p>\n<p>A inaugura\u00e7\u00e3o da sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa na rua S\u00e3o Joaquim, em 1964, foi outro marco importante.<\/p>\n<p><strong>O Bunkyo passou a promover e\/ou coordenar a maioria dos grandes eventos que envolvessem a comunidade nipo-brasileira como um todo:\u00a0<\/strong>anivers\u00e1rios da imigra\u00e7\u00e3o, visitas ao Brasil de membros da Fam\u00edlia Imperial, etc.<\/p>\n<p><strong>A partir da d\u00e9cada de 70 come\u00e7a a surgir as primeiras obras liter\u00e1rias escritas por nikkeis, tendo como temas o Jap\u00e3o e os imigrantes, entre eles:<\/strong>\u00a0Jap\u00e3o Passado e Presente, de Jos\u00e9 Yamashiro (1978), Hist\u00f3ria dos Samurais, tamb\u00e9m de Yamashiro (1982), e a obra considerada como refer\u00eancia obrigat\u00f3ria dentro da hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o, que \u00e9 O Imigrante Japon\u00eas de Tomoo Handa, lan\u00e7ado em 1987. Em 1988, no 80\u00ba anivers\u00e1rio da imigra\u00e7\u00e3o, comemorada com a presen\u00e7a do pr\u00edncipe Aya, filho de Akihito, o Censo Demogr\u00e1fico da Comunidade, feito por amostragem, estimava o n\u00famero nikkeis no Pa\u00eds em 1.228.000 pessoas.<\/p>\n<p><strong>Nesse final de d\u00e9cada, a comunidade nipo-brasileira, e o pr\u00f3prio Pa\u00eds j\u00e1 come\u00e7am a sentir os efeitos de um novo e curioso fen\u00f4meno que se alastrava rapidamente entre as fam\u00edlias nikkeis:\u00a0<\/strong>os dekasseguis.<\/p>\n<p><strong>O fen\u00f4meno dekassegui<\/strong><\/p>\n<p>A ida de milhares de japoneses e descendentes, do Brasil para o Jap\u00e3o seguindo o caminho inverso dos imigrantes do KASATO MARU, mas com objetivos semelhantes, come\u00e7am h\u00e1 cerca de 12 anos e atingiu o auge no in\u00edcio desta d\u00e9cada, marcando-a como um dos eventos mais importantes da\u00a0<strong>hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o japonesa<\/strong>\u00a0nesse per\u00edodo. Para analis\u00e1\u00adla, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa realizou, em 1991, o \u201cSimposio sobre o fen\u00f4meno dekassegui\u201d. E no ano seguinte \u00e9 criado o CIATE \u2013 \u201cCentro de Informa\u00e7\u00e3o e Assist\u00eancia aos Trabalhadores no Estrangeiro\u201d \u2013 com a colabora\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho do Jap\u00e3o. Esse servi\u00e7o tem sua sede no pr\u00e9dio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.<\/p>\n<p><strong>Por essa \u00e9poca, surge tamb\u00e9m a primeira obra liter\u00e1ria de fic\u00e7\u00e3o escrita por uma nikkey, tendo como personagens descendentes de japoneses, e abordando tamb\u00e9m o fen\u00f4meno dekassegui:<\/strong>\u00a0Sonhos Bloqueados, lan\u00e7ado em 1992 pela professora Laura Hasegawa. Outro importante acontecimento desta d\u00e9cada foram as comemora\u00e7\u00f5es, em 1995, do centen\u00e1rio do Tratado de Amizade, Com\u00e9rcio e Navega\u00e7\u00e3o entre Brasil e Jap\u00e3o. A princesa Norinomiya, filha de Akihito, j\u00e1 ent\u00e3o imperador do Jap\u00e3o, veio prestigiar as festividades. Em 1997 o pr\u00f3prio casal imperial faz uma visita de dez dias ao Brasil, provocando grande emo\u00e7\u00e3o na Comunidade. Em 1998 a Comunidade nikkei de todo o Pa\u00eds comemorou com festa os 90 anos da imigra\u00e7\u00e3o. Nessa festa, a \u00fanica sobrevivente da primeira leva de imigrantes, sra. Nakagawa, estava presente.<\/p>\n<p>Decorrido todo este tempo desde sua chegada ao Brasil, o<strong>\u00a0KASATO MARU<\/strong>\u00a0permanece como marco da\u00a0<strong>imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Os japoneses vieram de muito longe<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil<\/strong>\u00a0come\u00e7ou por volta de 100 anos atr\u00e1s, no dia 18 de junho de 1908. Este ano est\u00e3o comemorando o centen\u00e1rio da chegada no Brasil.<\/p>\n<p>Nesse dia, o Kasato Maru, um navio a vapor que trazia 781 japoneses, chegou ao porto de Santos, no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-174078 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/imigracao-japonesa-no-brasil-2.jpeg\" alt=\"Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil\" width=\"469\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/imigracao-japonesa-no-brasil-2.jpeg 469w, https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisconovo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/imigracao-japonesa-no-brasil-2-300x158.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/>Navio Kasato Maru, que trouxe os primeiros japoneses ao Brasil<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os japoneses esperavam enriquecer e voltar<\/strong><\/p>\n<p>Como aconteceu com os europeus, os japoneses foram atra\u00eddos ao Brasil pela possibilidade de adquirir um peda\u00e7o de terra, ganhar dinheiro e, tamb\u00e9m, fugir da pobreza em que viviam no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Preocupadas com v\u00e1rios governos europeus que desaconselhavam a imigra\u00e7\u00e3o para o Brasil por causa dos maus tratos dos patr\u00f5es, as autoridades brasileiras come\u00e7aram a incentivar a vinda de trabalhadores japoneses para c\u00e1. Ent\u00e3o, assim como aconteceu com os italianos, v\u00e1rias propagandas, prometendo enriquecimento r\u00e1pido, ajudaram a atrair os japoneses para c\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Ao contr\u00e1rio dos europeus, a maior parte dos japoneses n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de ficar definitivamente no Brasil:<\/strong>\u00a0eles esperavam juntar algum dinheiro e retornar ao Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>O motivo principal para isso eram as enormes diferen\u00e7as culturais entre brasileiros e japoneses, como a l\u00edngua e a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Com os japoneses n\u00e3o foi diferente<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os cafeicultores brasileiros usaram com os trabalhadores japoneses as mesmas t\u00e9cnicas usadas com europeus:<\/strong>\u00a0para mant\u00ea-Ios presos \u00e0s fazendas, vendiam produtos indispens\u00e1veis, como alimentos e ferramentas, a pre\u00e7os alt\u00edssimos. Assim, sempre endividados, os japoneses tamb\u00e9m ficavam impedidos de abandonar o trabalho nas fazendas em busca de uma vida melhor nas cidades.<\/p>\n<p><strong>As dificuldades em se adaptar<\/strong><\/p>\n<p>A l\u00edngua falada pelos japoneses era muito diferente do portugu\u00eas. As instru\u00e7\u00f5es sobre como cuidar dos p\u00e9s de caf\u00e9, por exemplo, eram transmitidas por m\u00edmica.<\/p>\n<p>Os japoneses precisavam conviver e se relacionar com os brasileiros, mas, para isso era preciso aprender a l\u00edngua portuguesa. Depois de algum tempo no Brasil, os filhos dos japoneses come\u00e7aram a freq\u00fcentar as escolas brasileiras. Com isso, muitas vezes eram as crian\u00e7as que traduziam para os adultos o que era dito em portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>A alimenta\u00e7\u00e3o dos brasileiros era diferente<\/strong><\/p>\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o dos brasileiros tamb\u00e9m era muito estranha aos japoneses.<\/p>\n<p>Os imigrantes sentiam falta de consumir o arroz e verduras do modo como era preparado no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Tinham que comer carne-seca e o feij\u00e3o com toucinho, que eram desconhecidos e desagrad\u00e1veis aos japoneses.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o sabiam o modo de preparar muitos alimentos da cozinha brasileira, os japoneses, no princ\u00edpio, consumiam a carne-seca e o bacalhau seco assados, mas n\u00e3o sabiam que tinham de ferv\u00ea-los antes para amolecer e retirar o excesso de sal, ent\u00e3o comiam tudo duro e muito salgado, sentindo-se muito mal, sofriam muito, pois preferiam mesmo era a tradicional comida japonesa, principalmente o arroz.<\/p>\n<p><strong>As moradias tamb\u00e9m eram diferentes<\/strong><\/p>\n<p>A esperan\u00e7a de retomar \u00e0 terra natal e as enormes diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos h\u00e1bitos dos brasileiros faziam com que os japoneses se preocupassem mais em economizar qualquer dinheiro que ganhavam do que com qualquer conforto.<\/p>\n<p>A vida nas fazendas de caf\u00e9 do Brasil era t\u00e3o diferente da que levavam no Jap\u00e3o que o desinteresse pelo cuidado da casa era total.<\/p>\n<p>Assim, nesses primeiros anos no Brasil, os japoneses estavam mais preocupados em tentar reproduzir aqui os h\u00e1bitos alimentares com que estavam acostumados, Dessa forma, era comum, nos finais de semana, que eles abandonassem suas casas para cultivar arroz e verduras, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil &#8211; Resumo<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong>imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil<\/strong>\u00a0\u00e9 um cap\u00edtulo importante da hist\u00f3ria do pa\u00eds, contribuindo significativamente para a diversidade cultural e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>Aqui est\u00e1 um resumo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria:<\/strong>\u00a0A<strong>\u00a0imigra\u00e7\u00e3o japonesa para o Brasil<\/strong>\u00a0teve in\u00edcio no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. O primeiro grupo de imigrantes japoneses chegou ao Brasil em 1908, a bordo do navio Kasato Maru, desembarcando no porto de Santos, no estado de S\u00e3o Paulo. Este grupo inicial foi enviado para trabalhar nas fazendas de caf\u00e9 do interior paulista como m\u00e3o-de-obra substituta, ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Motiva\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0As principais motiva\u00e7\u00f5es para a imigra\u00e7\u00e3o japonesa foram econ\u00f4micas, devido \u00e0 crise agr\u00edcola no Jap\u00e3o, bem como o incentivo do governo brasileiro que buscava substituir a m\u00e3o-de-obra escrava nas planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9.<\/p>\n<p><strong>Assentamento:<\/strong>\u00a0Os imigrantes japoneses inicialmente enfrentaram muitos desafios, incluindo barreiras lingu\u00edsticas e culturais, mas gradualmente estabeleceram comunidades em \u00e1reas rurais, especialmente em estados como S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0Os imigrantes japoneses trouxeram consigo habilidades agr\u00edcolas avan\u00e7adas, introduzindo t\u00e9cnicas de cultivo inovadoras que contribu\u00edram para o desenvolvimento da agricultura brasileira. Al\u00e9m disso, sua presen\u00e7a influenciou a culin\u00e1ria, as artes marciais, a arquitetura e outras \u00e1reas da cultura brasileira.<\/p>\n<p><strong>Integra\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Ao longo das d\u00e9cadas, a comunidade japonesa no Brasil se integrou \u00e0 sociedade brasileira, mantendo ao mesmo tempo suas tradi\u00e7\u00f5es culturais e valores. Hoje, descendentes de japoneses ocupam posi\u00e7\u00f5es de destaque em diversos setores da sociedade brasileira.<\/p>\n<p><strong>Comemora\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0A\u00a0<strong>imigra\u00e7\u00e3o japonesa<\/strong>\u00a0\u00e9 comemorada no Brasil por meio de festivais e eventos culturais, como o Tanabata Matsuri, o Bon Odori e o Festival do Jap\u00e3o, que celebram a cultura japonesa e promovem o interc\u00e2mbio entre as duas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em resumo, a\u00a0<strong>imigra\u00e7\u00e3o japonesa<\/strong>\u00a0desempenhou um papel significativo na\u00a0<strong>hist\u00f3ria do Brasil<\/strong>, deixando um legado duradouro de contribui\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, culturais e sociais.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0gobrazil.about.com\/www.geocities.com\/www.colegiosaofrancisco.com.br\/www.japaonline.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil &#8211; Hist\u00f3ria A manh\u00e3 de 18 de junho de 1908 marcou a chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil. 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